15h / Local: Em frente ao Monumento Maria Fumaça / Entrada: Gratuita. Disco na Rua Idealizado pelo DJ Julio Prodigy, o projeto convida o público a compartilhar discos de vinil em audições coletivas. Nesta edição, o encontro acontece no Capivas, reunindo música, troca de ideias e clima descontraído.
Data: 22/02 / Horário: 17h / Local: Capivas Cervejaria – R. Pedro Celestino, 1079 / Entrada: Gratuita.
Bêbados Habilidosos
Referência do blues e do rock local, a banda Bêbados
Habilidosos sobe ao palco da Canalhas para um show gratuito, revisitando clássicos que marcaram a trajetória do grupo.
Data: 22/02 / Horário: 20h / Local: Cervejaria Canalhas – R. Oceano Atlântico, 99 / Entrada: Gratuita.
Após cinco dias de folia na Esplanada e na Praça do Papa, Campo Grande volta ao ritmo normal com foco em trabalho, educação e articulações do ano
Encerrada a programação oficial do Carnaval, Campo Grande inicia a semana com a retomada plena das atividades econômicas, administrativas e políticas de 2026. Depois de
cinco dias de eventos que reuniram 125 mil pessoas, segundo balanço da Guarda Civil Metropolitana (GCM), a Capital volta ao ritmo regular de funcionamento.
A festa se concentrou na Esplanada Ferroviária, nos blocos de rua e nos desfiles das escolas de samba na Praça do Papa. Para garantir a segurança, 161 guardas atuaram com apoio de 32 viaturas. A estrutura incluiu sanitários químicos, grades de contenção, arquibancadas, camarotes, sonorização e iluminação reforçada. Equipes da saúde mantiveram postos médicos nos principais pontos da programação. Com o encerramento dos desfiles e a desmontagem das estruturas, escolas, repartições públicas e empresas retomam a agenda integral. No comércio, o período pós-Carnaval é tradicionalmente considerado o marco inicial efetivo do planejamento anual, especialmente para setores que aguardam a definição do calendário econômico e fiscal.
Com 101 metros para o encontro,
Na esfera política, a movimentação também se intensifica. Lideranças partidárias ampliam articulações e agendas públicas, enquanto o Legislativo e o Executivo avançam em pautas prioritárias para o primeiro semestre.
O impacto econômico da festa é considerado positivo pelo setor cultural e por empreendedores que atuaram nos dias de evento.
ponte entre Brasil e
Paraguai
vai revolucionar exportações
VEJA NA PÁGINA 7•A
Capital registra 3º caso de raiva em morcego e reforça alerta para vacinação
Deputado de MS propõe fim da escala 6x1 e férias de 60 dias
Prefeitura convoca mulheres para etapa final do programa Recomeçar Moradia
Capital entra em alerta após suspeita de mpox e reforça vigilância sanitária
Inteligência artificial: riscos e danos eleitorais
CONFETES & VOTOS: Apesar de carioca, o ‘samba no pé’ não faz o estilo de Riedel. Mas encarou fácil os ambientes carnavalescos distribuindo sorrisos e abraços. Por outro lado, não há notícias se Fabio Trad tenha saído de sua clausura ou preferiu o aconchego do lar vendo o desfile das escolas de samba do carnaval carioca.
SEM RUMO: Político que não lidera não forma grupo político e se vê obrigado a pegar carona em outras agremiações. É o caso da senadora Soraya sem identificação partidária e que pode ingressar no PSB para apoiar Fabio Trad. Nos corredores da Assembleia comenta-se que ela sonha com um cargo de Lula como compensação em 2027.
DÚVIDAS: Nos bastidores comenta-se sobre a possibilidade de aflorar durante a campanha eleitoral temas relacionados aos escândalos envolvendo alguns políticos. Com as redes sociais exercendo crescente influência nas eleições, há quem aposte que o pleito estadual possa se transformar numa grande lavanderia. Haja sabão!
VALE TUDO: A pratica da ‘desinformação’ deixou de ser fenômeno episódico para se tornar um risco ao processo eleitoral deste ano graças a velocidade da disseminação. Questiona-se: os Tribunais Regionais Eleitorais e mesmo o TSE estarão preparados para decidir rapidamente se aquela publicação estaria fora da legalidade?
LADO SOMBRIO: O avanço da tecnologia proporciona a capacidade ilimitada de criar vídeos, áudios e imagens com elevado grau de realismo, simulando discursos e posturas de candidatos, por exemplo. Parte do eleitorado poderá ser enganado ao não separar o que é real e artificial (conteúdo manipulado) na internet.
A GUERRA: Ela já existe através de narrativas enviesadas e informação massiva nas redes sociais, criando terreno fértil para a desinformação. Há quem aposte na vitória da agilidade da inteligência artificial contra os padrões burocráticos de quem, deveria estar municiado de tecnologia a serviço da lei. É como um fusca contra um BMW.
HUMOR: Na campanha presidencial, John Kennedy enfrentou críticas de que seu pai milionário Joseph estaria comprando a eleição. Ele teria respondido lendo um suposto telegrama do pai durante um jantar: “ Caro Jack: Não compre nem um único a mais do que o necessário. Eu serei condenado se for pagar por uma vitória esmagadora. ”
‘PADINHO’: Contam em tom folclórico que várias famílias do interior da Paraíba escreveram cartas para a Casa Branca pedindo que Kennedy fosse padrinho de seus filhos. Em sua elegância ele chegou a responder, aceitando o pedido por procuração, o que gerou orgulho local, mas se tornou uma piada trágica com o assassinato de 1963.
RONALD REAGAN: O presidente era craque em piadas. Uma delas sobre a chegada do político e o padre ao céu. São Pedro oferecera ao religioso uma casa simples e ao político uma mansão. Surpreso, o político questionou as razões do privilégio, ao que São Pedro explicou: “religioso é comum aqui, mas quanto aos políticos, você é o primeiro.
JIMMY CARTER: Só falava inglês. Em viagem ao Japão, ele resolveu contar uma piada para ‘quebrar o gelo’ para a plateia monolíngue. Riso geral. Depois surpreso, Carter indagou o motivo da reação tão calorosa - e o interprete revelou o que havia recomendado aos presentes: “A piada contada pelo presidente é engraçada. Todos devem rir. ”
REVIRAVOLTA: Na noite da posse de Ulysses, Sarney estava deprimido e confessou “com medo do fim inglório de sua carreira política. ” Ele sabia que no Brasil o vice é esquecido, enquanto nos ‘U.S.A’ acaba líder no Senado. Mas como na política tudo pode acontecer, veio o óbito de Tancredo e a consequente posse de Sarney.
O PERDEDOR: “Vote no brigadeiro, bonito e solteiro”. Mas apesar de carismático e elegante, Eduardo Gomes perdeu as eleições de 1945 para o gal. Eurico G. Dutra com 34% dos votos e de 1950 para Getúlio Vargas, obtendo só 29% dos votos. Ao brigadeiro restou o título de Patrono da Força Aérea Brasileira e por ter inspirado o nome do chocolate batizado de ‘brigadeiro’.
O TURISTA: Poeta e escritor, Epitácio Pessoa teve uma eleição surreal em 1919. Ele estava em Paris na Conferência de Versalhes, após a Primeira Guerra e não participou da campanha eleitoral. Com 71% dos votos derrotou Rui Barbosa. As eleições foram realizadas em abril, e ele só retornou ao país em julho, uma semana antes da posse.
TEMPORONA: O presidente Rodrigues Alves morreu em janeiro de 1919 (de gripe espanhola) antes de assumir o 2º mandato. Desde novembro de 1918, quando Rodrigues deveria ter tomado posse, o país era governado interinamente pelo vice Delfim Moreira. Rodrigues Alves recebeu em Paris a notícia de que seria o candidato e aceitou, é claro.
Convivência: a essência da alta performance
André Naves (*)
A“alta performance” solitária não passa de um mito, de uma ilusão...
O imaginário corporativo e social do século XXI foi sequestrado pela figura do “super-herói”: o indivíduo que acorda às 4 da manhã, otimiza cada segundo, domina todas as competências e vence sozinho. Essa narrativa é exaustiva e ineficiente. A verdadeira alta performance não nasce no isolamento de uma planilha de metas, mas na fricção criativa e no acolhimento mútuo da convivência. A biologia e a sociologia nos ensinam uma verdade inconveniente para os egos inflados: somos, todos, seres incompletos. Cada um de nós carrega um universo de capacidades, talentos sublimes e limitações instransponíveis. A “deficiência” não é uma exclusividade de um grupo laudado; a incompletude é a condição humana universal. E é justamente aqui que reside o “pulo do gato” da evolução. Quando convivemos — não apenas coexistimos no mesmo espaço, mas quando vivemos com o outro —, operamos um milagre matemático onde 1+1 é muito superior a 2. Aristóteles já nos ensinava que “o todo é maior do que a soma das partes”. Na convivência, a minha “falta” é preenchida pela “sobra” do outro. A minha limitação visual é suplantada pela capacidade de observação do meu colega; a minha rigidez analítica é suavizada pela inteligência emocional de quem está ao meu lado.
Damos as mãos não por caridade, mas por inteligência emocional e estratégica.
Os dados são irrefutáveis. Um estudo da McKinsey & Company (Diversity Wins) analisou mais de 1.000 empresas em 15 países e descobriu que equipes com alta diversidade (de gênero, étnica e cultural) têm 35% mais chances de superar a performance financeira de seus pares homogêneos. Por quê? Porque a homogeneidade gera cegueira. Pessoas iguais, com as mesmas facilidades e limitações, batem nos mesmos muros. Contudo, é imperativo um alerta: a diversidade deve compor a essência dos indivíduos, e não apenas sua aparência. De nada vale termos pessoas esteticamente diversas — compondo um quadro visualmente colorido e “inclusivo” — se elas forem homogêneas em sua maneira de pensar e em suas experiências de vida. Se todos frequentaram as mesmas escolas, leram os mesmos livros e nunca enfrentaram barreiras reais, a inovação morre no nascedouro.
A verdadeira potência está no encontro de repertórios de vida distintos, de visões de mundo que, ao colidirem, produzem a faísca da solução inédita.
O Projeto Aristotle, do Google, que buscou decifrar o segredo das equipes perfeitas, concluiu que o fator número um não era o QI individu-
Dal dos membros, mas a segurança psicológica — ou seja, a qualidade da convivência. Ambientes onde as pessoas se sentem seguras para expor suas limitações e ideias sem julgamento são os que mais inovam. Segundo a Deloitte, organizações com culturas inclusivas têm seis vezes mais chances de serem inovadoras.
A alta performance, portanto, é coletiva. Ela surge quando o ambiente permite que nos “coliguemos”, criando uma rede de proteção e impulso. Superamos obstáculos intransponíveis para o indivíduo, mas triviais para o coletivo. No entanto, essa alquimia social exige uma pré-condição: a disposição para o encontro genuíno. A convivência funcional não acontece por osmose; ela demanda uma escuta ativa e um olhar humanizado.
Escutar ativamente não é um processo auditivo; é um ato de “esvaziamento” do eu para receber o outro. Não se escuta com os ouvidos — o tímpano apenas vibra. Escuta-se com a personalidade, com a história, com a alma. É perceber o não dito, a angústia nas entrelinhas, a genialidade tímida. Da mesma forma, não se enxerga apenas com os olhos — a retina apenas capta luz. Enxerga-se com o coração. Como defendo em minha obra “Caminho: A Beleza é Enxergar”, a visão real é a capacidade de perceber o valor intrínseco do outro, despido de preconceitos. Nesse ecossistema de trocas, dissolve-se a hierarquia rígida entre “mestre” e “aprendiz”. Recuperamos a essência da dialética educadora: ninguém é tão pobre que nada tenha a ensinar, e ninguém é tão rico que nada tenha a aprender. O estagiário ensina agilidade digital ao CEO; o CEO ensina prudência estratégica ao estagiário. A pessoa com deficiência ensina resiliência e adaptação a um mundo rígido; o engenheiro aprende a projetar acessibilidade universal.
Convivência é, em última análise, a tecnologia de inovação mais potente que dispomos. Ao reconhecermos nossas limitações, paramos de tentar esconder nossas falhas e passamos a buscar parcerias que as compensem. Ao reconhecermos nossas potencialidades, as colocamos a serviço do grupo para cobrir as lacunas alheias. Quer atingir a alta performance? Pare de tentar ser perfeito sozinho. Olhe para o lado. A chave para o seu sucesso provavelmente está em quem você ainda não aprendeu a escutar.
(*) André Naves é Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, Mestre em Economia Política e Doutor em Economia.
Carnaval como gramática histórica da cultura popular: pertencimento, memória e a construção do povo
Pedro Machado Mastrobuono (*)
esde os primórdios da experiência humana, o sentimento de pertencimento não se funda apenas na ocupação física de um território, mas na partilha de sistemas simbólicos que conferem sentido à vida coletiva. A cultura, entendida em sua acepção mais ampla, antecede o Estado, a legislação escrita e mesmo as formas modernas de organização política. É por meio da música, da dança, dos rituais, das formas de alimentação, das crenças e das linguagens do corpo que o indivíduo reconhece a si mesmo como parte de um coletivo. Quando essa trama simbólica se consolida, não há apenas uma população situada em determinado espaço, mas um povo, dotado de memória, identidade e disposição para defender sua maneira de existir.
A distinção entre população e povo é central para compreender o lugar das festas populares na história social. Populações podem ser administradas, deslocadas, persuadidas e absorvidas por narrativas externas com relativa facilidade. Povos, ao contrário, resistem. A resistência não se manifesta apenas no plano bélico ou institucional, mas sobretudo no campo simbólico. Um povo defende sua cultura porque nela reconhece a si mesmo. A cultura, nesse sentido, é elemento de segurança coletiva, fundamento invisível da soberania e da continuidade histórica.
É nesse horizonte que o Carnaval deve ser compreendido. Reduzi-lo à condição de entretenimento ou evento turístico significa ignorar sua densidade antropológica e sua função histórica. O Carnaval é uma gramática social complexa, uma linguagem coletiva por meio da qual grupos historicamente subalternizados produziram memória, visibilidade e reconhecimento fora dos registros oficiais. Ele opera como um sistema simbólico no qual o corpo, o ritmo, a fantasia e a ocupação do espaço urbano se articulam para narrar histórias que, por muito tempo, foram silenciadas. Ao ocupar a rua, o Carnaval suspende temporariamente as hierarquias ordinárias e reinscreve no espaço público corpos e narrativas que a cidade formal tende a marginalizar. A rua deixa de ser mero espaço de circulação funcional e transforma-se em território simbólico, em palco onde o coletivo se apresenta a si mesmo e aos outros. Essa ocupação não é caótica, mas ritualizada. Há regras implícitas, memórias compartilhadas, repertórios estéticos transmitidos entre gerações. Trata-se de uma pedagogia do pertencimento, aprendida no corpo antes de ser formulada em palavras. A memória produzida pelo Carnaval não se fixa prioritariamente no arquivo escrito, no monumento ou no documento oficial. Ela se encarna no gesto repetido, no canto que retorna a cada ano, no ritmo reconhecido antes mesmo de ser ouvido conscientemente. É uma memória viva, performativa, que se atualiza no presente sem romper com o passado. Nesse sentido, o Carnaval desafia a primazia dos registros formais como únicos depositários da história e revela a potência das culturas populares como arquivos sensíveis da experiência social.
Ao longo do tempo, o Carnaval constituiu-se como um dos mais eficazes dispositivos de produção do povo no Brasil. Nele se consolidam laços afetivos com o território, narrativas compartilhadas sobre a origem e o destino coletivo, e uma ética implícita de reconhecimento mútuo. Amar a festa é amar a terra onde ela acontece, os corpos que a constroem, os sons que a atravessam. Esse amor não é abstrato, mas vivido, incorpora-
do, transmitido. É ele que transforma a permanência em enraizamento e a coexistência em comunidade. Em um mundo marcado por disputas simbólicas cada vez mais intensas e pela atuação sofisticada de mecanismos de influência cultural transnacional, festas populares como o Carnaval revelam-se não como resquícios do passado, mas como tecnologias sociais de altíssima atualidade. Elas fortalecem identidades, produzem coesão e criam anticorpos simbólicos contra a homogeneização cultural. Onde há Carnaval, há povo em formação contínua, afirmando sua presença no tempo e no espaço. Pensar o Carnaval como gramática histórica da cultura popular é, portanto, reconhecer sua centralidade na construção da memória social, na produção de regimes de visibilidade e na inscrição duradoura do coletivo no espaço urbano. Mais do que festa, ele é linguagem. Mais do que espetáculo, é estrutura de pertencimento. Mais do que celebração episódica, é uma das formas mais sofisticadas pelas quais um povo se reconhece, se narra e se projeta no futuro. O Carnaval é, em última instância, a demonstração mais acabada de uma força civilizatória singular, forjada por um povo que habita um espaço continental e aprendeu a transformar a diversidade em linguagem comum. É na avenida que o Brasil condensa sua energia vital, reúne alegria suficiente para atravessar um ano inteiro de vicissitudes, desigualdades e dores, e constrói uma memória emocional capaz de sustentar a travessia do cotidiano. A avenida torna-se síntese do nosso poder civilizatório porque nela não importa a origem, seja europeia, oriental ou de matriz africana, não importam as crenças, os credos ou as diferenças, pois ali todos são brasileiros, dissolvidos numa comunhão estética e afetiva que celebra a convivência, a harmonia e o reconhecimento mútuo. Nesse espaço ritualizado, a alegria não é fuga, mas afirmação, não é esquecimento, mas resistência, e a exuberância do encontro revela uma ética profunda da tolerância e do amor. Por isso o Carnaval ultrapassa qualquer definição turística ou econômica e se afirma como uma das mais altas expressões da civilização brasileira, um espetáculo não apenas do mundo, mas do humano em sua capacidade radical de conviver, criar e perseverar. Segundo a ensaísta Ana Maria Bernardelli, numa leitura do texto de Pedro Mastrobuono, o Carnaval emerge como linguagem civilizatória e não como espetáculo passageiro. Palavra e imagem se encontram para revelar a festa como sistema simbólico de longa duração – um arquivo vivo no qual o povo se reconhece, resiste e se reinscreve no espaço urbano. O texto de Mastrobuono, restitui densidade conceitual a esse gesto coletivo, mostrando que a alegria carnavalesca não é evasão, mas memória incorporada; não é excesso, mas ética do convívio. Assim, afirma-se uma compreensão do Brasil em que o Carnaval funciona como gramática do pertencimento, e a imagem, como testemunho sensível de uma nação que aprendeu a existir fazendo da diversidade uma forma comum de civilização.
(*) Presidente da Fundação Memorial da América Latina, pós-doutor em Antropologia Social, doutor honoris causa pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
MPF arquiva denúncia contra
Bolsonaro e familiares por suposto genocídio
na pandemia
Procuradoria em Minas Gerais conclui que acusações eram genéricas e sem provas; procedimento não será convertido em inquérito
Foto: Divulgação
Ex-presidente Jair Bolsonaro teve notícia de fato arquivada pelo Ministério Público Federal por ausência de elementos mínimos que justificassem investigação formal.
O Ministério Público Federal (MPF) arquivou uma notícia de fato apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e integrantes de sua família, na qual eram atribuídas acusações de genocídio durante a pandemia de Covid-19, além de supostos vínculos com milícias, tráfico de drogas, corrupção, uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), prática de “rachadinhas”, envenenamento de autoridades, perseguição política e atentados à ordem democrática.
A decisão foi assinada em 23 de janeiro de 2026 pela procuradora da República Luciana Furtado de Moraes, do 13º Núcleo Criminal da Procuradoria da República em Minas Gerais. No despacho, a representante do MPF concluiu que as alegações apresentadas não continham descrição objetiva de fatos específicos nem elementos mínimos de prova que
justificassem a abertura de investigação.
A denúncia foi protocolada por meio do formulário eletrônico disponível no site do órgão e redigida em linguagem coloquial, com críticas políticas e juízos de valor sobre a atuação do ex-presidente e de seus familiares. Para a procuradora, o texto apresentou caráter predominantemente opinativo, sem individualização de condutas ou indicação de circunstâncias concretas que pudessem configurar ilícitos penais.
“A manifestação possui caráter eminentemente opinativo, notadamente com críticas políticas, avaliações morais e juízos de valor acerca da condução do governo federal em período pretérito, não se identificando a descrição objetiva de conduta típica atribuída a pessoa determinada”, registrou Luciana Furtado de Moraes na decisão.
MSGÁS garante que a queda nas importações da Bolívia não afeta abastecimento de gás natural
Estado amplia fornecedores e mantém segurança no fornecimento às indústrias
A queda nas importações de gás natural da Bolívia não ameaça o abastecimento em Mato Grosso do Sul. A garantia é da presidente da MSGÁS, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt. Segundo ela, o consumo estadual é pequeno dentro do sistema nacional e há fontes alternativas suficientes para atender a demanda.
Em 2025, o Brasil importou da Bolívia, em média, 9 milhões de metros cúbicos por dia, ante 13 milhões em 2024. No passado, o volume já chegou a 30 milhões. A redução ocorre por queda na produção boliviana, após anos de menos investimentos.
Ao mesmo tempo, a produção brasileira cresceu e atingiu 34 milhões de metros cúbicos por dia, impulsionada pelo présal. Para efeito de comparação, Mato Grosso do Sul consome cerca de 500 mil metros cúbicos por dia.
“A redução das importações do gás boliviano não gera impactos sobre o abastecimento local”, afirma Cristiane Schmidt.
DIVERSIFICAÇÃO DE CONTRATOS
A MSGÁS mantém contratos com diferentes fornecedores. Embora a maior parte das compras ainda seja feita via Petrobras, a companhia já negocia com outros importadores.
Com o avanço do mercado livre, grandes indústrias como Suzano e Eldorado passaram a comprar gás diretamente de produtores, enquanto a MSGÁS segue responsável pela distribuição.
A empresa também recebeu autorização da ANP para importar até 150 mil metros cúbicos por dia da Argentina, especialmente de Vaca Muerta. “O objetivo é estar preparada para surfar qualquer tipo de onda”, diz a presidente.
IMPACTO FISCAL É O
PRINCIPAL EFEITO
Se não há risco energético, há impacto fiscal. A arrecadação de ICMS sobre o gás boliviano caiu 43% em janeiro
deste ano frente ao mesmo mês de 2025, passando de R$ 151 milhões para R$ 82 milhões. No passado, o imposto sobre o gás chegou a representar quase 30% da arrecadação estadual. Hoje, o peso é menor, mas ainda relevante.
Dados do Comsefaz mostram que o ICMS real de Mato Grosso do Sul recuou 1,5% em 2025 na comparação com 2024, já descontada a inflação, em meio à desaceleração econômica.
PERSPECTIVA E EXPANSÃO
A produção boliviana pode reagir caso haja retomada de investimentos pelo novo governo do país, mas efeitos seriam de médio ou longo prazo.
“Se houver condições efetivas de retomar a exploração, é possível que no futuro haja reversão dessa trajetória”, afirma Cristiane.
Enquanto isso, a MSGÁS investe na expansão da rede. Está previsto um ramal de 125 quilômetros para atender a futura fábrica da Arauco, entre Três Lagoas e Inocência, além de negociações com a Bracell, que projeta investir até R$ 25 bilhões em Bataguassu.
Em Dourados, a companhia iniciou operação com transporte de gás natural comprimido a partir de Campo Grande.
A estratégia é clara: reduzir dependência externa, diversificar suprimento e acompanhar o avanço industrial do Estado.
Foto: Lorena Sone/ Arquivo
Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, presidente da MSGÁS, afirma que a redução do gás boliviano não compromete o abastecimento em Mato Grosso do Sul.
Vereadores aprovam lei que facilita regras de permanência de empresas em Campo Grande
Câmara aprova regra que dá mais estabilidade a empresas instaladas em Campo Grande
Após anos de discussão com empresários e entidades do setor produtivo, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, nesta quinta-feira (19), mudanças no Prodes (Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social). A proposta altera regras sobre imóveis doados a empresas e busca dar mais segurança jurídica para quem investe na Capital.
O Projeto de Lei Complementar 1.019/26, enviado pelo Executivo, modifica a Lei Complementar 418/2021. O principal ponto é a possibilidade de retirada da cláusula de reversão dos imóveis concedidos pelo município, desde que a empresa tenha cumprido integralmente os compromissos assumidos.
Na prática, a cláusula de reversão prevê que o imóvel pode voltar ao poder público caso as exigências não sejam atendidas. Com a nova regra, empresas que cumprirem todas as metas poderão solicitar a retirada dessa cláusula após
determinado período. O projeto define dois prazos distintos:
Após 10 anos da escritura do imóvel, quando a área estiver localizada em polos empresariais; Após 20 anos, quando o imóvel estiver fora desses polos.
A retirada da cláusula dependerá da comprovação de que todas as obrigações foram cumpridas.
O debate sobre ajustes no Prodes vinha sendo discutido com entidades como a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, CDL, Fiems, Fecomércio e representantes do setor empresarial.
Durante a votação, o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, afirmou que a medida é estratégica para o desenvolvimento da cidade. Segundo ele, segurança jurídica e previsibilidade são fatores decisivos para atrair investimentos.
Ele também destacou que o município enfrenta limitações
Assembleia Legislativa aprova criação de cadastro estadual de agressores de mulheres
Proposta segue para sanção e prevê divulgação de dados de condenados, com preservação da identidade das vítimas
Na primeira sessão após o feriado de Carnaval, realizada na última quinta-feira (19), a Assembleia Legislativa aprovou, em redação final, o Projeto de Lei nº 83/2024, que institui o Cadastro Estadual de Condenados por violência contra a mulher, nos termos da Lei Maria da Penha. A matéria, de autoria do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (PSD), segue agora para sanção do governador Eduardo Riedel (PP). A proposta estabelece a criação de um banco de dados com informações detalhadas de pessoas condenadas por crimes de violência doméstica e familiar. O cadastro deverá conter nome completo, idade, fotografia frontal, características físicas e histórico das infrações cometidas. A exigência de imagem de frente tem como objetivo facilitar a identificação. O sistema ficará disponível para consulta no site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O texto, contudo, determina que a divulgação respeite o sigilo de investigações policiais e processos judiciais em andamento,
financeiras para conceder novos incentivos fiscais. Nesse cenário, a doação de áreas com regras claras passa a ser uma alternativa para estimular a instalação e expansão de empresas. Outro ponto levantado foi a necessidade de fortalecer a industrialização da Capital, que,
segundo parlamentares, perdeu competitividade para municípios do interior. A ampliação da atividade industrial é vista como caminho para aumentar a participação de Campo Grande na arrecadação de ICMS, cujo repasse vem diminuindo nos últimos anos.
Na mesma sessão, os vereadores mantiveram veto total do Executivo ao Projeto de Lei 11.798/25, de autoria do vereador Ronilço Guerreiro. A proposta permitia que associações de moradores explorassem publicidade em abrigos de ônibus para custear manutenção e pro-
jetos comunitários. A prefeitura justificou o veto alegando que já existe regulamentação sobre o tema, além de apontar vício de iniciativa e informar que está em andamento um procedimento para estudos de modernização e padronização dos abrigos.
Nelsinho lidera articulação para destravar acordo entre Mercosul e União Europeia
Encontro em Brasília reforça diplomacia parlamentar e busca reduzir resistências ao tratado, especialmente no setor agrícola europeu
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia voltou ao centro da agenda política em Brasília nesta quinta-feira (19). O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), antecipou seu retorno à capital federal para receber o deputado alemão Dr. Rainer Rothfuß, membro do Bundestag e presidente do Grupo Parlamentar Alemanha–Brasil. O encontro integra a estratégia de diplomacia parlamentar adotada pelos dois países para reduzir resistências políticas ao tratado, que enfrenta questionamentos principalmente em nações europeias. Agricultores
e setores produtivos da Alemanha e da França, por exemplo, manifestam preocupação com possíveis perdas de competitividade diante da ampliação do comércio com o bloco sul-americano.
Segundo Nelsinho Trad, o diálogo direto entre parlamentares tem papel decisivo na superação de impasses. “Há receios dos dois lados do Atlântico, e o esclarecimento técnico é
fundamental para evitar ruídos e interpretações equivocadas”, avaliou o senador. Durante a reunião, Rothfuß reconheceu que o acordo encontra resistência dentro da própria Alemanha. Parte do setor agrícola teme impactos econômicos com a abertura comercial. O deputado ponderou, no entanto, que muitos dos desafios enfrentados pelos produtores europeus decorrem
Deputado de Mato Grosso do
fim da escala 6x1 e férias de 60
de políticas internas e não necessariamente do tratado com o Mercosul. Na avaliação do parlamentar alemão, o debate público europeu ainda carece de informações qualificadas. Para ele, cabe aos congressistas explicar de forma mais clara os benefícios econômicos do acordo e dimensionar os riscos reais, considerados limitados, a fim de reduzir a desconfiança política.
evitando prejuízos a procedimentos ainda não concluídos. Um dos pontos centrais da proposta é a preservação absoluta da identidade das vítimas. O cadastro não poderá incluir nomes ou quaisquer informações que permitam a identificação das mulheres envolvidas nos casos. Ao público em geral será franqueado acesso apenas aos dados relacionados à identificação e à fotografia dos condenados. O projeto também disciplina a exclusão do nome do agressor após o cumprimento integral da pena. Para isso, o interessado deverá protocolar requerimento junto à Sejusp. Confirmadas as informações, a retirada do cadastro deverá ocorrer no prazo de até 60 dias. A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, com foco na transparência e na prevenção. Defensores da proposta argumentam que o cadastro poderá auxiliar órgãos de segurança e ampliar o
Projeto apresentado por Marcos Pollon prevê jornada 5×2, redução de encargos e aumento direto nos salários
Uma proposta apresentada pelo deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) reacendeu o debate sobre jornada de trabalho no País. O Projeto de Lei nº 4.385/2024, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias para folgar um —, a ampliação das férias para 60 dias e mecanismos de aumento salarial por meio da redução de encargos.
A iniciativa surge em meio às discussões nacionais sobre a reorganização da jornada semanal, intensificadas no fim de 2024 com o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho). Paralelamente, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que também trata do tema, foi apensada a outro texto e encaminhada
à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise conjunta.
O projeto de Pollon, no entanto, adota caminho distinto. Em vez de alterar diretamente a Constituição, o parlamentar propõe uma transição para a escala 5×2 — cinco dias de trabalho por dois de descanso — acompanhada de compensações fiscais. A ideia, segundo o autor, é reduzir a carga tributária incidente sobre a folha de pagamento para evitar impacto negativo às empresas, especialmente micros e pequenas, responsáveis por mais de 70% dos empregos formais no Brasil. Entre os pontos centrais da proposta está a redução de 50% dos encargos trabalhistas e tributários relacionados à renda do trabalhador. O texto também prevê que metade
Foto: Izaias Medeiros
Presidente da Câmara Municipal vereador Papy: Segundo ele, segurança jurídica e previsibilidade são fatores decisivos para atrair investimentos.
Marcos Pollon defende mudança na jornada de trabalho e ampliação das férias para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.
Senador Nelsinho Trad recebeu o deputado alemão Rainer Rothfuß em Brasília para discutir o avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
controle social sobre condenações já transitadas em julgado.
Foto: Wagner Guimarães
A matéria, de autoria do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (PSD)
Coronel David critica desfile em homenagem a Lula e questiona critérios da Justiça Eleitoral
Deputado afirma haver “dois pesos e duas medidas” no tratamento de manifestações políticas e culturais
O deputado estadual Coronel David (PL) utilizou as redes sociais para criticar o desfile de uma escola de samba do Rio de Janeiro que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Carnaval. Em vídeo publicado nesta semana, o parlamentar questionou o uso de recursos públicos no evento e afirmou haver tratamento desigual na análise de manifestações políticas no País.
Segundo Coronel David, a apresentação carnavalesca, financiada com verbas públicas, teria favorecido politicamente o atual chefe do Executivo. Para ele, o episódio evidencia uma suposta diferença de critérios na aplicação da legislação eleitoral, sobretudo quando comparada a decisões que atingiram lideranças da direita.
Na gravação, o deputado menciona determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, em pleitos anteriores, restringiram o uso de ima-
gens, transmissões e conteúdos oficiais vinculados ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período eleitoral. Na avaliação do parlamentar, enquanto determinadas manifestações foram enquadradas como propaganda irregular, a homenagem a Lula estaria sendo tratada como expressão cultural legítima. Coronel David sustenta que o que classifica como “hegemonia” da esquerda em espaços culturais e institucionais comprometeria o equilíbrio democrático. “Os critérios precisam ser uniformes. O povo clama por justiça e igualdade de tratamento para todos. Isso é democracia”, declarou. O debate ocorre em meio a questionamentos apresentados por partidos de oposição na esfera eleitoral sobre a natureza do desfile. Até o momento, não houve decisão definitiva que altere o entendimento já adotado pela Justiça Eleitoral em relação ao evento.
Soraya anuncia interesse em se filiar ao PSB e redesenha cenário para 2026
Senadora confirma que disputará a reeleição ao Senado em composição com PT e integra articulação de frente ampla no Estado
Fotos: Divulgação
A senadora Soraya Thronicke tornou pública, na última sexta-feira (20), em entrevista à TV 247, a decisão de deixar sua atual legenda e ingressar no PSB. Na conversa, afirmou que pretende disputar a reeleição ao Senado em 2026 em aliança com o deputado federal Vander Loubet (PT), consolidando uma aproximação política que vinha sendo construída nos bastidores.
A declaração ocorre após dias de intensas negociações em Mato Grosso do Sul e em Brasília. No início da semana, Soraya recebeu, em Campo Grande, Vander Loubet e o exdeputado federal Fábio Trad, nome escolhido pelo PT para disputar o governo do Estado. O encontro serviu para alinhar posições e discutir os termos de uma eventual composição majoritária.
A senadora vinha sendo pressionada a definir seu posicionamento, especialmente depois de participar de reunião, na capital federal, com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Apesar do diálogo institucional, Soraya evitou, naquele momento, declarar apoio público ao projeto petista no Estado, o que gerou interpretações diversas no
Governo de MS mantém corte de gastos e limita novas despesas em 2026
Decreto manda segurar contratos, diárias e compras e prioriza investimentos e serviços essenciais até dezembro
O Governo de Mato Grosso do Sul vai segurar ainda mais a torneira dos gastos em 2026. Decreto publicado na última quarta-feira (18) no Diário Oficial estabelece regras de contenção de despesas para todos os órgãos da administração direta, autarquias, fundações e até fundos estaduais ao longo do ano.
Na prática, o Estado determina que o total de gastos empenhados em 2026 não poderá ultrapassar o que foi empenhado em 2025, com exceção das despesas com pessoal, que continuam seguindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O que o governo quer com
o decreto.
O TEXTO AFIRMA QUE O OBJETIVO É:
reduzir gastos que não afetam diretamente a continuidade dos serviços públicos; priorizar investimentos; garantir a manutenção dos serviços considerados essenciais; manter as contas do Estado equilibradas, com sustentabilidade fiscal.
Ou seja, o governo quer gastar menos com custeio do dia a dia (como viagens, horas extras e eventos) para preservar espaço no orçamento para investimentos e manter as contas
organizadas.
OS ÓRGÃOS E ENTIDADES DO EXECUTIVO ESTADUAL TERÃO DE SEGUIR ALGUMAS REGRAS:
Manter a redução de 25% nos contratos de custeio, como já vinha sendo aplicado desde 2025; Evitar a compra de veículos, móveis, equipamentos e outros bens permanentes; Reduzir despesas como diárias, passagens, participação em eventos e seminários, além de horas extras. Cada secretaria e autarquia deverá olhar para seus gastos, avaliar a evolução das despesas nos últimos anos e cortar onde for possível, sempre considerando a importância de cada gasto e a situação fiscal do Estado. Se algum órgão considerar que precisa gastar acima do que está previsto nas regras, terá de pedir autorização for-
mal. Qualquer exceção depende de aval conjunto das Secretarias de: Governo e Gestão Estratégica; Fazenda.
O pedido deve ser feito pelo chefe máximo do órgão ou entidade, com justificativa e, se necessário, documentos que comprovem a necessidade.
O decreto vale até 31 de dezembro de 2026 e revoga uma norma anterior, de agosto de 2025, que tratava de redução de contratos de custeio. A partir de agora, vale o novo conjunto de regras para controle de gastos em todo o Poder Executivo Estadual.
Os secretários e dirigentes de cada órgão são os responsáveis por fazer os cortes acontecerem na prática e garantir que as despesas sob sua gestão se encaixem nas novas exigências.
meio político. À TV 247, entretanto, a parlamentar indicou que o entendimento avançou e que a tendência é integrar a aliança encabeçada pelo PT em Mato Grosso do Sul. Segundo Vander Loubet, a construção da frente ampla tem como premissas o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o fortalecimento de um palanque unificado no Estado. A filiação ao PSB foi tratada diretamente com a direção nacional da sigla. A movimentação conta com respaldo de lideranças como o presidente do partido, João Campos, e o vice -presidente da República, Geraldo Alckmin. Nos próximos dias, a expectativa é de que as lideranças envolvidas formalizem a composição em Brasília, possivelmente com a participação do presidente Lula. A mudança marca novo capítulo na trajetória política de Soraya. Eleita senadora em 2018 no contexto da ascensão conservadora, ela se afastou gradualmente do bolsonarismo e passou a adotar postura independente no Senado. Nos últimos anos, aproximou-se do governo federal e integrou votações alinhadas ao Palácio do Planalto.
Ligação entre Taquarussu e Porto São José pode reduzir em até uma hora o trajeto até o Porto de Paranaguá
A conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para a construção de uma ponte sobre o Rio Paraná, interligando Taquarussu (MS) a Porto São José (PR), foi celebrada na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) na última quinta-feira (19). O deputado estadual Roberto Hashioka (União) classificou o avanço como um passo decisivo para a concretização de uma demanda histórica da região. A análise foi contratada pelo
Governo do Paraná, com apoio da Itaipu Binacional, e aponta que a nova rota poderá reduzir em até uma hora o tempo de deslocamento até o Porto de Paranaguá, um dos principais corredores de exportação do País. A obra é vista como estratégica para o escoamento da produção agrícola e industrial de Mato Grosso do Sul e também de Estados da região Norte. Segundo Hashioka, a proposta vem sendo discutida há mais de uma década. Ele relembrou que, ainda em 2013, quando era
Estudo confirma viabilidade de ponte entre MS e PR e projeto do vereador Hashioka avança PT
Deputado Vander Loubet afirma que articulação nacional dificulta aliança formal, porém defende construção de frente ampla no Estado
O Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul avalia como remota a possibilidade de formar uma federação partidária com o PDT para as eleições de 2026. A análise é do deputado federal Vander Loubet, uma das principais lideranças da sigla no Estado, que aponta o calendário e as exigências de articulação nacional como obstáculos à formalização da aliança.
prefeito de Nova Andradina, promoveu audiência pública para debater a necessidade da ligação interestadual. “É uma reivindicação antiga, que vai facilitar o transporte de cargas e impulsionar o desenvolvimento regional. Fico satisfeito em ver que a ideia está se tornando concreta”, afirmou. De acordo com os detalhes apresentados, a ponte deverá ter aproximadamente dois quilômetros de extensão. O projeto inclui a conexão com a MS473, em Mato Grosso do Sul, a restauração da PR-577 e a implantação de um contorno até a BR-376, no Paraná. A proposta também levou em consideração desafios ambientais e geográficos, como a travessia do Rio Paraná e áreas de várzea dos rios Bahia e Ivinhema. O parlamentar destacou que os governadores dos dois Estados demonstram apoio à iniciativa e que, com a conclusão do estudo, deve ser estruturada uma agenda conjunta para viabilizar o processo licitatório, sob responsabilidade do Governo do Paraná. Além do impacto logístico, a expectativa é que a nova ligação estimule investimentos, fortaleça o comércio interestadual e amplie a competitividade da produção sul-mato-grossense no mercado externo. Para Hashioka, a obra representa um vetor de desenvolvimento econômico, social e ambientalmente sustentável.
Segundo o parlamentar, a constituição de federação depende de consenso entre as direções nacionais das legendas, o que torna o processo mais complexo. “A federação exige um alinhamento em âmbito nacional. Acredito que, neste momento, não há mais tempo hábil para que o PDT integre esse formato”, afirmou. Atualmente, o PT já compõe federação com PCdoB e PV, estrutura que será mantida no próximo pleito. Apesar disso, Vander Loubet ressalta que as conversas com o PDT continuam, ainda que em outro formato. A estratégia petista é ampliar o arco de alianças no Estado para fortalecer a candidatura do partido ao governo e consolidar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “No campo político, seguimos dialogando com o PDT para que possa integrar a frente ampla que estamos construindo em Mato Grosso do Sul, tanto em apoio ao presidente Lula quanto ao nosso projeto estadual”, declarou. No fim do ano passado, o PT oficializou a pré-candidatura do ex-deputado federal Fábio Trad ao governo do Estado. A articulação contou com a presença do dirigente nacional da legenda, Edinho Silva, que classificou como prioridade estratégica a eleição de um senador alinhado ao Planalto. A composição majoritária em discussão inclui ainda o nome de Gilda Maria dos Santos, conhecida como Dona Gilda, como pré-candidata a vicegovernadora. Para o Senado, o PT trabalha com a pré-candidatura de Vander Loubet.
Os secretários e dirigentes de cada órgão são os responsáveis por fazer os cortes acontecerem na prática.
Soraya Thronicke confirmou mudança partidária e alinhamento com projeto político do PT em Mato Grosso do Sul
Mulheres ampliam presença no comando
e evento em MS debate liderança feminina
Com 42% dos empreendimentos sob gestão feminina e crescimento na representação política, Delas Day reforça protagonismo nos dias 24 e 25
A presença feminina em posições de comando avança em Mato Grosso do Sul, tanto no setor produtivo quanto na política. Dados da Receita Federal apontam que cerca de 160 mil mulheres estão à frente de negócios no Estado, o equivalente a 42% do total de empreendedores. No campo institucional, 13 municípios são administrados por prefeitas e 213 cadeiras nas câmaras municipais passaram a ser ocupadas por vereadoras eleitas em 2024 — crescimento de 30% em relação ao pleito anterior. O cenário de expansão do protagonismo feminino será um dos eixos centrais do Delas Day, considerado o maior evento estadual voltado ao desenvolvi-
mento das mulheres. A programação ocorre nos dias 24 e 25 de fevereiro, no Bosque Expo, em Campo Grande, reunindo lideranças públicas, empresárias, estudantes e representantes de diferentes segmentos.
Para a consultora do Sebrae/ MS Maura Gabínio, especialista em liderança, o momento revela amadurecimento institucional. Segundo ela, a presença de mulheres em cargos estratégicos deixou de ser pauta periférica para integrar agendas de governança, estratégia e sustentabilidade. “As mulheres vêm conquistando espaços de
Energia furtada em Mato Grosso do Sul daria para abastecer cidade do porte de Dourados
Energisa diz ter recuperado R$ 24,5 milhões em fraudes em 2025; volume perdido equivale a 200 mil casas por um ano
A quantidade de energia furtada em Mato Grosso do Sul em 2025 seria suficiente para manter uma cidade do tamanho de Dourados acesa por um ano inteiro, segundo a Energisa. De acordo com a concessionária, as perdas comerciais chegaram a 373,3 GWh, o que equivale ao consumo de cerca de 200 mil residências durante 12 meses. Ao longo do ano passado, a empresa afirma ter conseguido recuperar parte desse prejuízo.
Foram R$ 24,5 milhões identificados em fraudes e furtos de energia em todo o Estado, após 10.294 inspeções que resultaram em termos de ocorrência. Nesse período, o total de energia efetivamente recuperada chegou a 21,1 GWh. Além do impacto direto na conta de luz dos consumidores que pagam a energia em dia, a concessionária destaca o reflexo nas finanças públicas. Desse montante, R$ 6 milhões retornaram em impostos, valo-
res que voltam aos cofres do Estado e, em tese, podem ser aplicados em áreas como saúde, educação e segurança. Segundo o coordenador de medição e combate a perdas da Energisa MS, Alex Almeida Leite, as ações de fiscalização têm como objetivo reduzir o prejuízo coletivo e garantir mais equilíbrio na cobrança das contas. “A empresa sustenta que combater as ligações clandestinas é uma forma de proteger quem usa a energia de
Receita libera consulta a lote residual do IR e 3,3 mil contribuintes serão pagos em MS
Crédito das restituições será efetuado no dia 27; no Estado, montante supera R$ 8,2 milhões
A Receita Federal abriu, na última sexta-feira (20), a consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) referente a fevereiro de 2026. Em Mato Grosso do Sul, 3.304 contribuintes foram contemplados, totalizando R$ 8.242.687,86 em valores a serem creditados. Em todo o País, o lote reúne 204.824 restituições, que somam R$ 578.974.901,07. O pagamento será realizado ao longo do dia 27 de fevereiro, diretamente em conta bancária indicada na declaração. Do total nacional, R$ 337,6 milhões destinam-se a contribuintes com prioridade legal. Estão nesse grupo 6.632 idosos com mais de 80 anos, 39.290 entre 60 e 79 anos, 3.264 pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave e 10.735 contribuintes cuja principal fon-
decisão e mostrando resultados consistentes. Ainda há desafios, mas o avanço é concreto”, avalia. Estudos e experiências práticas indicam que ambientes com maior diversidade de gênero em posições de liderança apresentam ganhos em desempenho financeiro, inovação e reputação institucional. No setor público, a ampliação da participação feminina tende a contribuir para políticas mais sensíveis às demandas sociais e maior aproximação com a realidade da população.
Apesar do crescimento, bar-
reiras persistem. Especialistas apontam que muitas profissionais qualificadas ainda hesitam em disputar funções de maior visibilidade. Para Maura, superar essa etapa envolve preparo técnico, autoconhecimento e disposição para assumir responsabilidades. “Liderar exige propósito e compromisso. É preciso incentivar mais mulheres a ocuparem esses espaços”, destaca.
A programação do Delas Day contempla painéis e debates sobre liderança e empreendedorismo. Entre os destaques está o painel “O papel das lideranças
femininas no desenvolvimento local”, que reunirá prefeitas do Estado no dia 25. No mesmo dia, empresárias participam da discussão “Sem limitações para crescer”, abordando experiências no setor produtivo. O evento também sediará o II Encontro Estadual das Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres. A iniciativa é fruto de parceria entre instituições públicas e privadas que atuam no fortalecimento do empreendedorismo e da participação feminina em Mato Grosso do Sul. A participação é gratuita [delasday.com. br], mediante inscrição prévia.
forma regular”, explica. A Energisa também reforça que o furto de energia é crime e traz riscos para toda a vizinhança. Ligações irregulares podem provocar choques elétricos,
incêndios, quedas de energia e outros acidentes graves, além de sobrecarregar a rede e prejudicar o fornecimento para os demais moradores. Denúncias sobre irregula-
te de renda seja o magistério. Também integram o lote 127.585 pessoas que, embora não tenham prioridade prevista em lei, optaram pela declaração pré-preenchida e/ou pelo recebimento via Pix, modalidade que tem agilizado o processamento. Outros 17.318 contribuintes sem prioridade completam a lista.
Para verificar se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o portal da Receita Federal e selecionar a opção “Meu Imposto de Renda”, seguida de “Consultar minha restituição”. A consulta também pode ser feita pelo aplicativo oficial para smartphones e tablets. O sistema permite verificar eventuais pendências por meio do extrato de processamento no e-CAC. Caso haja inconsistências na declaração, é possível enviar retificação para correção das informações. O crédito é realizado exclusivamente em conta de titularidade do contribuinte. Se houver erro nos dados bancários ou problema na conta informada, o valor não será depositado.
O lote residual contempla contribuintes que regularizaram pendências após malha fina ou que entregaram declarações fora dos lotes regulares, garantindo a devolução de valores pagos a maior ao Fisco.
Mudança altera funções internas da previdência estadual e entra em vigor em março, sem criar novos gastos
O Governo de Mato Grosso do Sul publicou na última quinta-feira (19) uma medida que reorganiza cargos comissionados dentro da Agência de Previdência Social do Estado (Ageprev). A principal informação é de que não haverá aumento de despesas. A mudança foi oficializada por meio de resolução da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica no Diário Oficial do Estado. Na prática, cargos que estavam vagos foram transformados em novas funções dentro da estrutura da Ageprev, mas sem criação de novas vagas ou impacto financeiro adicional para os cofres públicos.
O QUE MUDOU NA PRÁTICA Foram transformados cargos de direção, gerência e assessoramento que já existiam,
mas estavam desocupados. Esses postos foram reorganizados em outros cargos comissionados, com novas classificações internas. Isso significa que o governo não abriu novas vagas nem aumentou salários. Apenas reorganizou funções para adequar a estrutura administrativa da Ageprev. A resolução também promove ajustes em funções de confiança destinadas a servidores efetivos do Executivo estadual. Assim como no caso da Ageprev, a mudança ocorre sem
aumento de despesas. As alterações entram em vigor a partir de 1º de março de 2026.
POR QUE ISSO IMPORTA A Ageprev é responsável pela gestão da previdência dos servidores estaduais. Mudanças na estrutura interna podem influenciar a organização do trabalho e a gestão administrativa do órgão. O governo destacou expressamente que as transformações ocorreram “sem aumento de despesas”, ou seja, dentro do orçamento já previsto.
ridades podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais da empresa, como central de atendimento 0800 727 0167 (segunda a sábado, das 8h às 20h).
Energia furtada em 2025 em MS seria suficiente para manter uma cidade do porte de Dourados acesa por um ano.
Para a consultora do Sebrae/MS Maura Gabínio, especialista em liderança, o momento revela amadurecimento institucional
Evento na Capital reunirá lideranças, empresárias e gestoras públicas para discutir protagonismo feminino e desenvolvimento.
Com 101 metros para o encontro, ponte entre Brasil e Paraguai vai revolucionar exportações
Informalidade cai para 30,8% e rendimento médio permanece estável no quarto trimestre de 2025
A Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que conectará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, aproxima-se da etapa decisiva de construção. Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a obra está a cerca de 101 metros do fechamento completo da estrutura principal.
A chamada “aduela de fechamento” — segmento final que une os dois lados da ponte — tem conclusão prevista para o fim de maio. Atualmente, cerca de 280 trabalhadores atuam diretamente no canteiro de obras, entre brasileiros e paraguaios.
Após o encaixe definitivo da estrutura, terão início os serviços complementares. Estão previstas a instalação de cabos de aço embutidos na laje de concreto que integrarão os lados brasileiro e paraguaio, o retensionamento dos 168 estais que sustentam o vão central e a colocação de amortecedores nesses cabos. Sensores eletrô-
nicos serão instalados nos pilares e estais para monitorar, em tempo real, as cargas e esforços da ponte, inclusive durante a passagem de veículos.
A etapa final também inclui iluminação fluvial para garantir a navegação segura no Rio Paraguai, acabamento do piso, instalação de grades de proteção e implantação de ciclovia. Na sequência, serão realizados asfaltamento, pintura, sinalização e iluminação ornamental. A entrega total da obra está prevista para agosto de 2026. A ponte estaiada é considerada peça-chave do Corredor Rodoviário de Capricórnio, conhecido como Rota Bioceânica. O traçado ligará portos do norte do Chile, como Antofagasta e Iquique, ao Brasil, passando por Paraguai e Argentina, criando um novo eixo logístico entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
A expectativa é que o corredor reduza em mais de 9,7 mil quilômetros a distância marítima para exportações brasileiras
Investimento de R$ 30 milhões, nova indústria vai fortalecer cadeia do amendoim em MS
Com investimento de R$ 30 mi, unidade será instalada em Nova
Alvorada do Sul e deve gerar 60 empregos diretos
Foto: Divulgação
O crescimento da produção de amendoim em Mato Grosso do Sul começa a se refletir na ampliação da base industrial do Estado. A empresa MS Grãos Nuts anunciou investimento de R$ 30 milhões para a instalação de uma unidade de beneficiamento em Nova Alvorada do Sul, com previsão de geração de 60 empregos diretos.
O projeto foi apresentado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). A empresa já iniciou a terraplanagem em área doada pelo município e pretende iniciar as operações após a conclusão das obras civis e instalação dos equipamentos.
A unidade terá foco no beneficiamento, secagem e branqueamento do grão, além da produção de ração animal, sementes certificadas, extração e refino de óleo vegetal e comercialização de amendoim in natura e industrializado. Parte da produção será destinada ao mercado externo.
Segundo o secretário Jaime Verruck, a industrialização é um passo estratégico para consolidar a cadeia produtiva no Estado. Atualmente, parte do
destinadas à Ásia. Em rotas para a China, por exemplo, a estimativa aponta diminuição de até 23% no tempo de transporte, o que pode representar de 12 a 17 dias a menos na via-
gem. Além da ponte, estão previstas estruturas alfandegárias integradas nos dois lados da fronteira. A Receita Federal projeta fluxo inicial de aproximada-
mente 250 caminhões por dia, com possibilidade de expansão à medida que a rota se consolide como alternativa logística para o Mercosul e mercados asiáticos.
Desemprego em Mato Grosso
Informalidade cai para 30,8% e rendimento médio permanece estável no quarto trimestre de 2025
Mato Grosso do Sul encerrou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desocupação de 2,4%, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. O índice representa queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e coloca o Estado na segunda posição entre as menores taxas do País, ao lado de Mato Grosso e Goiás, atrás apenas de Santa Catarina (2,2%). No Brasil, a taxa foi de 5,1% no mesmo período.
Os dados da PNAD Contínua indicam que o Estado tinha 2,29 milhões de pessoas em idade de trabalhar — aumento de 1,9% na comparação anual. Desse total, 1,47 milhão integrava a força de trabalho, sendo 1,43 milhão de pessoas ocupadas e 36 mil desocupadas. O nível de ocupação ficou em 62,4%, com leve recuo frente
ao trimestre anterior. Em Campo Grande, a taxa de desocupação foi estimada em 3,1%, a quarta menor entre as capitais brasileiras. No acumulado anual, o índice estadual caiu de 3,9% em 2024 para 3,0% em 2025.
O número de empregados manteve-se estável, totalizando 1,04 milhão de trabalhadores. No setor privado, eram 728 mil empregados; no setor público, 219 mil; e no trabalho domés-
tico, 90 mil. O contingente de empregadores cresceu 8% no trimestre, alcançando 76 mil pessoas, com destaque para aqueles com CNPJ. Por outro lado, o total de trabalhadores por conta própria recuou 3,6%, somando 312 mil pessoas. A redução concentrou-se principalmente entre os profissionais sem registro no CNPJ. A taxa de informalidade caiu para 30,8%, com 441 mil pes-
Com avanço físico superior a 90%, a obra entra em fase determinante para transformar Porto Murtinho em um dos principais eixos de integração comercial da América do Sul.
amendoim colhido em Mato Grosso do Sul ainda é enviada para processamento em outras unidades da federação. “A agregação de valor dentro do Estado é fundamental para fortalecer o setor e ampliar a geração de renda”, destacou. Além da produção própria em áreas de cultivo localizadas em Rio Brilhante, o grupo empresarial pretende adquirir amendoim de outros produtores para garantir escala e regularidade no abastecimento da indústria.
Mato Grosso do Sul ocupa hoje a segunda posição no ranking nacional de produção, atrás apenas de São Paulo. Na safra 2023/2024, o Estado superou 170 mil toneladas colhidas, impulsionado pela expansão da área plantada e pela incorporação de tecnologia. Para 2026, a estimativa é de crescimento de 6% na área cultivada, ultrapassando 46 mil hectares. Municípios como Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Maracaju e Dourados concentram boa parte da produção. O avanço da cultura está associado à diversificação agrícola e ao aproveitamento de áreas de renovação de canaviais.
soas nessa condição. O índice é o sexto menor entre as unidades da Federação e ficou abaixo da média nacional, de 37,6%. Campo Grande registrou taxa de informalidade de 29,1%, a sétima menor entre as capitais. O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.693, considerado estatisticamente estável. No trabalho principal, o valor médio ficou em R$ 3.581, o nono maior do País. O Distrito Federal apresentou o maior rendimento médio (R$ 6.053), enquanto o Maranhão registrou o menor (R$ 2.078).
Os dados revelam, entretanto, disparidades salariais. Homens receberam, em média, R$ 4.094, enquanto mulheres tiveram rendimento de R$ 3.175 — diferença de 22,5%. No recorte por cor ou raça, trabalhadores brancos tiveram média de R$ 4.499, superior aos rendimentos de pardos (R$ 3.126) e pretos (R$ 3.162). A escolaridade também influencia os ganhos. Profissionais com ensino superior completo receberam, em média, R$ 6.177, mais que o dobro do rendimento de quem concluiu apenas o ensino médio (R$ 2.966).
exportações de carne bovina avançam e MS amplia vendas ao exterior
Estado faturou US$ 145,1 mi em janeiro e acompanhou crescimento nacional de quase 38% na receita do setor
A cadeia produtiva da carne bovina iniciou 2026 mantendo o ritmo de expansão registrado ao longo do ano passado. Levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) aponta crescimento nas exportações brasileiras em janeiro, movimento que também se refletiu em Mato Grosso do Sul. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que o Estado exportou US$ 145.125.307 em carne bovina fresca, refrigerada ou congelada no primeiro mês do ano. A China permaneceu como principal destino, com aquisições que somaram US$ 54.037.902. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 29.879.248 em compras. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o de-
sempenho da carne bovina foi um dos principais responsáveis pelo resultado positivo da balança comercial sul-mato-grossense em janeiro. Conforme a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, o valor exportado do produto cresceu 41,7% na comparação com janeiro de 2025, contribuindo para o superávit estadual de US$ 636,9 milhões no período. No cenário nacional, o setor também apresentou avanço expressivo. Segundo a Abrafrigo, as exportações brasileiras de carnes e subprodutos bovinos renderam US$ 1,416 bilhão em janeiro, alta de 37,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume embarcado alcançou 278 mil toneladas, crescimento de 16,4%. Em janeiro de 2025, o País havia registrado US$ 1,027 bilhão em receita, com
mil toneladas exportadas,
forme
Foto: Saul Schramm
Ponte Internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta avança para etapa de fechamento da estrutura sobre o Rio Paraguai.
Grosso do Sul.
Mato Grosso do Sul registra uma das menores taxas de desocupação do Brasil, segundo a PNAD Contínua.
Mato Grosso do Sul consolida posição como segundo maior produtor de amendoim do País e atrai novos investimentos industriais.
Unidos da Vila Carvalho conquista bicampeonato por diferença de 0,01 ponto; festa mobilizou cinco dias de programação na Capital
OCarnaval de Campo Grande 2026 confirmou a força da festa popular na Capital ao reunir mais de 120 mil pessoas ao longo de cinco dias de programação. Segundo balanço da Guarda Civil Metropolitana (GCM), cerca de 125 mil foliões passaram pela Esplanada Ferroviária, blocos de rua e desfiles das escolas de samba realizados na Praça do Papa.
Além da grande participação popular, a edição deste ano ficou marcada por uma das apurações mais disputadas da história. A Unidos da Vila Carvalho sagrou-se campeã com 168,04 pontos — apenas 0,01 à frente da Deixa Falar, que somou 168,03. A diferença mínima garantiu o bicampeonato à agremiação e consolidou seu protagonismo no carnaval campo-grandense.
A Catedráticos do Samba terminou na terceira colocação, seguida por Igrejinha, Cinderela e Unidos do Cruzeiro.
Na avenida, a escola campeã apresentou enredo voltado à preservação ambiental, exaltando o Pantanal e a Amazônia. A proposta rendeu pontuação suficiente para assegurar o título na soma final das notas atribuídas por jurados ao longo de duas noites de desfiles.
ORGANIZAÇÃO E RESULTADO
A organização da segurança envolveu 161 guardas municipais, com apoio de 22 viaturas de quatro rodas e 10 motocicletas, utilizadas como bases móveis para ampliar a capacidade de resposta. Não houve registros de ocorrências graves durante os eventos.
A estrutura montada pela Prefeitura incluiu sanitários químicos, gradis de contenção, trio elétrico, sonorização, arquibancadas, camarotes e iluminação especial. Na área da saúde, postos médicos funcionaram na Esplanada Ferroviária e na Praça do Papa, com equipes de plantão e ambulâncias para atendimento emergencial.
A visitante Jurema Espíndola, que acompanhou o desfile pela primeira vez na Capital, elogiou a organização. “Fiquei impressionada com a estrutura e a beleza do desfile”, afirmou. A opinião foi compartilhada por outros foliões que destacaram a tranquilidade e a diversidade da programação. A apuração foi conduzida pela Liga Independente das Escolas de Samba de Campo Grande. Duas agremiações sofreram penalizações por descumprimento de regras, mas o resultado foi homologado sem alterações.
Carnaval de Campo Grande reúne 125 mil pessoas e tem decisão histórica na apuração
Desfiles das escolas de samba levaram brilho, cores e enredos à Praça do Papa, um dos principais palcos da folia na Capital.
Estrutura reforçada de segurança, saúde e organização garantiu tranquilidade aos mais de 120 mil foliões que participaram da festa.
Multidão lotou a Esplanada
Ferroviária e a Praça do Papa durante os cinco dias de Carnaval em Campo Grande.
Desfiles na Praça do Papa decidiram o título do Carnaval 2026 em disputa marcada por diferença mínima na pontuação
Unidos da Vila Carvalho comemorou o bicampeonato após vencer por apenas 0,01 ponto na apuração.
Prefeitura convoca mulheres para etapa
final do programa Recomeçar Moradia
Beneficiárias sorteadas deverão apresentar documentação para receber auxílio-aluguel destinado a vítimas de violência
A Prefeitura de Campo Grande publicou, na última quinta-feira (19), no Diário Oficial, a convocação das mulheres sorteadas para integrar o programa Recomeçar Moradia. A iniciativa concede auxílio financeiro para custeio de aluguel a vítimas de violência doméstica, por meio da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha).
As convocadas fazem parte da lista divulgada em dezembro do ano passado e devem comparecer para apresentação da documentação exigida no edital. O atendimento será realizado na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, Lote A, Quadra 2, no Jardim Imá, entre os dias 23 e 27 de fevereiro, conforme cronograma estabelecido. A ausência dentro do prazo estipulado implicará desistência automática do benefício. Após a conferência e validação dos documentos, as candidatas que atenderem a todos os requisitos
passarão a receber o auxílio para pagamento de aluguel. Para participar do programa, é necessário residir em Campo Grande há pelo menos dois anos, possuir renda familiar de até três salários mínimos, estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais, ter cadastro ativo na Emha e não ter sido beneficiada anteriormente. Também é exigida a comprovação de que a candidata não possui imóvel próprio, mediante apresentação de certidões negativas dos cartórios de Registro de Imóveis da Capital, além de medida protetiva vigente.
O CRONOGRAMA DE ATENDIMENTO ESTÁ ORGANIZADO POR ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO:
– 23/02: posições 1 a 12; – 24/02: posições 11 a 22; – 25/02: posições 23 a 33; – 26/02: posições 34 a 44; – 27/02: posições 45 a 60.
Cidade poderá receber até R$ 40 mil para melhorias no atendimento do Centro POP
Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social amplia cofinanciamento e reforça atendimento à população em situação de rua
O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, aprovou na última quinta-feira (19) novos critérios de cofinanciamento para os Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centros POP). A medida prevê reforço financeiro mensal às unidades em funcionamento em todo o País.
Pela nova resolução, cada Centro POP implantado e devidamente cadastrado no sistema federal poderá receber R$ 10 mil mensais. No caso das capitais e regiões metropolitanas, haverá adicional fixo de R$ 30 mil por mês, independentemente da quantidade de unidades existentes, entre dezembro de 2025 e novembro de 2026.
Como Campo Grande mantém Centro POP em atividade, o município se enquadra nos critérios estabelecidos e poderá receber até R$ 40 mil mensais durante o período de vigência do reforço.
Prefeita fixa teto mensal de gastos para tentar reequilibrar as contas
Decreto de Adriane Lopes organiza desembolso de quase R$ 7 bilhões em 2026 e impõe controle mês a mês das despesas
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP-MS), publicou no Diário Oficial um decreto que estabelece limite mensal de gastos para a execução do orçamento de 2026, estimado em quase R$ 7 bilhões. A medida cria um cronograma detalhado de desembolso ao longo do ano e busca manter as contas sob controle diante do alto comprometimento das receitas municipais.
O decreto organiza mês a mês quanto poderá ser gasto nas principais áreas do orçamento.
A média mensal prevista é de R$ 550 milhões. Em dezembro, porém, o valor sobe para R$ 857,7 milhões por causa do pagamento do 13º salário.
A iniciativa ocorre após o fechamento contábil de 2025 mostrar que 98,29% das receitas da prefeitura estavam comprometidas com despesas. O percentual ficou 3,29 pontos acima do limite de 95% estabelecido pela Constituição Federal. Ainda assim, o número representou melhora em relação a outubro, quando o comprometimento era de 99,94%.
Medida semelhante já havia sido adotada pelo governo do Estado, também com foco no acompanhamento em tempo real das receitas e despesas e
na possibilidade de redirecionamento em situações de risco. Tanto Estado quanto município operam com alto nível de custeio da máquina pública e precisam observar os limites impostos pela Constituição e pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Como o dinheiro será distribuído - O decreto divide o orçamento em sete grandes tópicos e fixa tetos mensais para cada um deles.
A maior fatia fica com a folha de pessoal, incluindo encargos. Ao longo do ano, serão destinados R$ 3,9 bilhões. O teto mensal foi fixado em R$ 300.761.895,00. Em dezembro, devido ao pagamento do 13º salário, haverá duas folhas, totalizando R$ 601,5 milhões.
As despesas correntes, que envolvem o custeio da máquina pública, somam R$ 2.535.542.616,00 no ano, com limite mensal de R$ 211,2 milhões.
Para investimentos, o orçamento prevê R$ 357,8 milhões no ano, com média mensal de R$ 29,8 milhões. Como o espaço para novos investimentos é reduzido, a prefeitura conta com a liberação de um empréstimo de cerca de meio milhão de reais junto à Caixa Econômi-
ca Federal, destinado principalmente a obras de pavimentação e recuperação de vias. O pagamento de dívidas terá R$ 92,5 milhões reservados no orçamento, com média mensal de R$ 5,1 milhões. Em março, abril, junho, setembro e outubro, os valores praticamente dobram. Já os serviços e encargos da dívida somam R$ 65,3 milhões ao longo do ano. Para aquisição de bens e valores, foram separados R$ 6 milhões. Há ainda uma reserva de contingência de R$ 7 milhões para emergências e imprevistos, como exige a legislação. Alertas e limites legais - O decreto traz advertências claras. Segundo o texto assinado pela prefeita Adriane Lopes, caso surja risco de comprometimento das receitas previstas,
Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Assistência Social aos fundos municipais, condicionados à formalização de termo de compromisso e à disponibilidade orçamentária. O objetivo é ampliar equipes, qualificar o atendimento e garantir acesso a direitos básicos, como saúde, emissão de documentos, inserção no mercado de trabalho e orientação jurídica. O anúncio ocorre em meio a mudanças na estrutura do Centro POP da Capital. No fim do ano passado, a Prefeitura informou que a unidade deixará o endereço atual, na Rua Joel Dibo, no Centro, e será transferida para um prédio municipal no Bairro Amambaí, na região da antiga rodoviária. Atualmente, o Centro POP realiza, em média, mais de 30 atendimentos diários, conforme dados da Secretaria Municipal de Assistência Social. A nova estrutura, segundo a Prefeitura, deverá oferecer espaço ampliado e ambientes destinados a atividades coletivas e socioeducativas.
“o município deverá estabelecer critérios para o equilíbrio das contas.” A gestão também reforça que qualquer mudança deve respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O documento alerta que “é vedada às unidades gestoras a realização de despesas ou a assunção de compromissos que não sejam compatíveis com os limites disponíveis e o cronograma.” Também proíbe que sejam assumidas obrigações que ultrapassem o exercício atual ou atinjam o orçamento de 2027 “sem a suficiente cobertura financeira.” Na prática, isso significa que secretarias e órgãos municipais não poderão gastar além do teto mensal definido nem criar despesas que fiquem para o próximo ano sem garantia de recursos. Justiça
pedra
de nova endereço em Campo Grande
Obra estimada em R$ 60 milhões deve unificar unidades atualmente espalhadas pela Capital
A Justiça Federal em Mato Grosso do Sul deu o primeiro passo para a construção de sua nova sede em Campo Grande. Na manhã da última sexta-feira (20), foi realizada a cerimônia de lançamento da pedra fundamental no terreno localizado ao lado do prédio atual, na Rua Delegado Carlos Roberto Bastos de Oliveira, nº 128, no Jardim Veraneio.
O novo edifício será erguido na esquina da Rua Delegado Carlos Roberto Bastos de Oliveira com a Rua Desembargador Leão Neto do Carmo. A solenidade reuniu magistrados, servidores e autoridades, culminando com o descerramento da placa que marca oficialmente o início do projeto. A construção está orçada em aproximadamente R$ 60 milhões. A previsão é que o edital de licitação seja publicado em setembro deste ano. Caso o cronograma seja mantido, as obras devem começar até o fim de 2026 ou no início de 2027. Atualmente, a Justiça Federal conta com 355 servidores em Mato Grosso do Sul e opera em estruturas distribuídas pela Capital. Segundo o presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador federal Carlos
Muta, a nova sede tem como principal finalidade concentrar as unidades em um único espaço, proporcionando melhores condições de trabalho e atendimento ao público. O terreno destinado à obra
foi doado pelo Governo do Estado em 2009. A proposta é que o novo prédio ofereça infraestrutura
Equipes da Prefeitura realizam serviços de manutenção viária e limpeza urbana em diferentes regiões de Campo Grande.
Autoridades participaram da cerimônia de lançamento da pedra fundamental no terreno anexo ao prédio atual da Justiça Federal.
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Centro POP de Campo Grande deverá ser transferido para nova estrutura no Bairro Amambaí.
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Atendimento às convocadas será realizado na Casa da Mulher Brasileira, entre os dias 23 e 27 de fevereiro.
Capital entra em alerta após suspeita de mpox e reforça vigilância sanitária
Paciente está sob investigação em Campo Grande; Brasil soma 46 casos confirmados em 2026
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A Vigilância em Saúde e
Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmou que um caso suspeito de mpox está em investigação em Campo Grande. O paciente permanece sob acompanhamento médico e aguarda o resultado de exame laboratorial que irá confirmar ou descartar a infecção.
O registro ocorre em meio à intensificação do monitoramento da doença no País. Nesta semana, foi confirmado o primeiro caso de 2026 em Porto Alegre. Segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza atualmente 46 casos confirmados neste ano, além de 98 notificações em investigação. Não há óbitos registrados.
Em Mato Grosso do Sul, dois casos suspeitos estão sendo analisados, incluindo o da Capital. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que, ao longo de 2025, foram notificadas 61 suspeitas no
Estado, com 11 confirmações.
A maior incidência ocorreu entre pessoas de 30 a 39 anos. A mpox é uma infecção viral causada pelo vírus MPXV, pertencente à família Poxviridae. A transmissão acontece principalmente por contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias ou objetos contaminados. O contágio também pode ocorrer em situações de contato físico próximo e prolongado. O diagnóstico é feito por meio de teste molecular, com coleta de material das lesões cutâneas. Quando as lesões já estão secas, utilizam-se crostas para análise. As amostras são encaminhadas a laboratórios de referência para confirmação. Desde o início do monitoramento da doença, Mato Grosso do Sul acumula 752 notificações. A Vigilância reforça que o acompanhamento precoce e o rastreamento de contatos são medidas essenciais para impedir a disseminação do vírus.
Município integra força-tarefa para auditoria nas contas da Santa Casa
Quatro servidores foram designados para acompanhar análise sobre aplicação de R$ 54 milhões repassados ao hospital
A Prefeitura de Campo Grande oficializou, na última sexta-feira (20), a indicação de quatro servidores que irão compor a auditoria especial destinada a examinar as finanças da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande. A iniciativa ocorre em parceria com o Governo do Estado, que já havia instituído a força-tarefa para revisar a aplicação de recursos públicos na instituição hospitalar. Foram nomeados como membros titulares o auditor de Controle Interno Gilberto Antônio de Aquino Gonçalves e a auditora municipal de Saúde Mirela Gardenal. Como suplentes, passam a integrar os trabalhos a auditora de Controle Interno Janeth Aparecida Lins Queiroz e a auditora municipal de Saúde Carolina Vieira Mello Nantes. A auditoria foi prevista em resolução conjunta publicada pelo Executivo estadual e integra o acordo firmado no fim de dezembro, com mediação do Ministério Público de Mato
Grosso do Sul (MPMS). O entendimento viabilizou o repasse emergencial de R$ 54 milhões
Campo Grande registra terceiro caso de raiva em morcego e reforça alerta para vacinação
Autoridades de saúde orientam população a não manusear animais encontrados em situação anormal e manter imunização de cães e gatos em dia
A Gerência de Controle de Zoonoses (GCZ) confirmou, na última sexta-feira (20), o terceiro caso de raiva em morcegos registrado neste ano em Campo Grande. A ocorrência reacende o alerta das autoridades sanitárias sobre a importância da vacinação anual de cães e gatos, considerada a principal medida de prevenção contra a doença. Os animais foram recolhidos nos bairros Vivendas do Bosque, Centro e Santa Fé, após moradores relatarem comportamento incomum, como morcegos caídos no chão durante o dia. Os espécimes foram encaminhados para exame laboratorial, que confirmou a presença do vírus da raiva, seguindo os protocolos de vigilância epidemiológica. De acordo com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a maioria das espécies encontradas na
área urbana se alimenta de frutas e insetos e não representa ameaça quando está em seu habitat natural. Contudo, eventualmente podem ser portadoras do vírus e transmitir a doença a outros mamíferos, incluindo animais domésticos e seres humanos.
A orientação é que qualquer morcego encontrado em situação atípica seja considerado suspeito. A recomendação é evitar contato direto, manter
pessoas e animais afastados do local e acionar imediatamente a GCZ para recolhimento seguro. Já morcegos vistos voando à noite ou abrigados durante o dia, sem sinais de alteração de comportamento, não devem ser manipulados. Em caso de contato acidental com animal suspeito, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação médica e eventual
início do protocolo antirrábico. Para comunicar a presença de morcegos em situação suspeita, a população pode entrar em contato pelo telefone geral (67) 3313-5000 ou pelos números disponibilizados conforme o horário de atendimento. Caso o animal seja localizado fora do expediente, a orientação é isolá-lo com balde, caixa ou pano, sem contato direto, e acionar o serviço assim que possível.
Diante do contrabando em MS, Anvisa investiga 65 mortes por canetas emagrecedoras no país
Estado virou rota de produtos ilegais enquanto agência registra 2,4 mil reações adversas no país desde 2018
O alerta sobre as chamadas canetas emagrecedoras não envolve apenas saúde, mas também segurança pública. Enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 65 mortes suspeitas associadas ao uso desses medicamentos no Brasil, Mato Grosso do Sul se consolidou como um dos principais corredores de entrada de versões clandestinas vindas do Paraguai. Entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025, a Anvisa recebeu 2.436 notificações de eventos adversos relacionados às canetas, que são usadas no tratamento de diabetes, obesidade e gordura no fígado. As reações relatadas vão de náuseas, vômitos e diarreia a casos mais graves, como pancreatite e sensação de morte iminente.
glutida, dulaglutida e tirzepatida (Mounjaro). Elas atuam imitando um hormônio que controla o açúcar no sangue e aumenta a sensação de saciedade. Os dados da Anvisa não distinguem se os casos envolvem produtos adquiridos com prescrição regular ou versões irregulares. É nesse ponto que Mato Grosso do Sul entra no mapa da preocupação.
CORREDOR CLANDESTINO EM MATO GROSSO DO SUL
ao hospital, que à época alegava dificuldades financeiras e risco de interrupção dos serviços por atrasos salariais. Conforme o termo pactuado, os recursos deveriam ser direcionados exclusivamente ao pagamento de médicos contratados como pessoa jurídica e ao 13º salário dos profissionais, mantidos em conta específica para assegurar controle e rastreabilidade dos valores. O grupo técnico irá examinar a correta aplicação do aporte, verificar a conformidade das despesas com as normas contábeis, analisar contratos de terceirização e avaliar o modelo administrativo adotado pela instituição. Também será observado o cumprimento das metas de atendimento estabelecidas em contratos com o poder público. A coordenação geral da auditoria ficará a cargo da auditora-geral do Estado, Patrícia Helena Salamene, e da auditora de serviços de saúde Janaina Trevisan Andreotti. Ao todo, 11 servidores estaduais já haviam sido designados para a análise, que agora passa a contar também com representantes do Município.
A agência esclarece que as mortes seguem sob investigação e que os registros não confirmam relação direta entre os medicamentos e os óbitos.
As substâncias envolvidas incluem semaglutida (vendida como Ozempic e Wegovy), lira-
Com o aumento da procura pelas canetas, cresceu também o transporte ilegal do produto pelas rodovias estaduais. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mais de 3 mil caixas foram apreendidas desde 2025. Cada caixa contém, em média, quatro unidades do medicamento.
Somente na primeira quinzena de 2026, 189 caixas foram retiradas de circulação.
As apreensões são realizadas pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), sobretudo em trechos próximos à fronteira A maior parte das mercadorias tem origem no Paraguai e é interceptada em ações do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), especialmente em trechos próximos à fronteira.
Telessaúde amplia acesso a
As canetas ilegais costumam ser transportadas junto com eletrônicos, perfumes e cigarros, numa tentativa de driblar a fiscalização. Em uma das ocorrências recentes, na rodovia MS-386, em Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã, os produtos estavam escondidos no compartimento do estepe de um veículo.
e reduz filas no SUS em Mato Grosso do Sul
Mais de 84 mil tele-ECGs foram realizados em 2025; 14 municípios já eliminaram demanda reprimida em algumas especialidades
A consolidação da saúde digital em Mato Grosso do Sul tem ampliado o acesso da população a atendimentos especializados e reduzido a pressão sobre as filas de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a expansão da telemedicina e do telediagnóstico ganhou escala e passou a integrar de forma estruturada a Rede de Atenção à Saúde. Entre os destaques está o tele-eletrocardiograma (tele-E-
CG), que contabilizou 84.880 exames realizados no ano, tornando-se uma das ferramentas clínicas mais utilizadas na rede pública estadual. No mesmo período, foram registradas 18.630 teleinterconsultas, modalidade que permite a troca técnica entre profissionais e fortalece o suporte especializado às equipes da Atenção Primária. Atualmente, todos os municípios sul-mato-grossenses contam com oferta de serviços de telessaúde, conforme monitoramento do Ministério da Saúde.
A iniciativa está alinhada aos eixos do Programa SUS Digital, que envolve capacitação profissional, implantação de soluções tecnológicas e uso estratégico das informações em saúde. A ampliação do telediagnóstico já impacta diretamente a regulação estadual. Sessenta municípios utilizam tele-ECG e 28 oferecem teledermatologia. Outros oito participaram de campanha itinerante de teleoftalmologia, que resultou em 954 exames realizados. Em 14 municípios — entre eles Caracol, Aquidauana, Coxim, Sidrolândia e Brasilândia — o uso intensivo das ferramen-
tas digitais resultou em alto índice de resolutividade, com redução significativa e, em alguns casos, eliminação da demanda reprimida por especialidades. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a política é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital, em articulação com as prefeituras. A estratégia prioriza a incorporação definitiva das ferramentas ao cotidiano das unidades. A estrutura é reforçada por portarias federais publicadas em 2025 e por investimentos do Novo PAC, que garantiram kits multimídia e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, ampliando a capacidade de teleatendimento.
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Morcegos recolhidos em diferentes bairros da Capital testaram positivo para o vírus da raiva após análise laboratorial.
Vigilância sanitária acompanha caso suspeito de mpox na Capital; diagnóstico depende de exame laboratorial específico.
Somente na primeira quinzena de 2026, 189 caixas foram retiradas de circulação.
Areeleição de Carlos Santos à presidência do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG) não foi apenas um ato formal de continuidade administrativa. Foi, acima de tudo, uma manifestação clara de confiança, reconhecimento e respaldo político da maior categoria profissional de Mato Grosso do Sul, composta por mais de 40 mil trabalhadores que movimentam a economia da Capital e do Estado.
O resultado do processo eleitoral demonstra maturidade sindical e consciência coletiva. Os comerciários compreenderam que o momento exige liderança experiente, equilíbrio nas negociações, firmeza nas pautas e capacidade de articulação institucional, características que marcaram a gestão de Carlos Santos nos últimos anos.
A posse da nova diretoria ocorreu em solenidade prestigiada por autoridades do Ministério do Trabalho e Emprego, lideranças sindicais estaduais e representantes do setor patronal, evidenciando o respeito institucional que o SECCG conquistou junto às mais diversas esferas.
REESTRUTURAÇÃO
ADMINISTRATIVA E FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL
Quando assumiu a presidência, Carlos Santos encontrou um sindicato que precisava ser reorganizado administrativa e financeiramente. Com planejamento, responsabilidade e transparência, promoveu uma verdadeira reconstrução institucional.
A entidade reorganizou suas finanças, modernizou processos internos, investiu em qualificação técnica de sua equipe e ampliou os canais de comunicação com os trabalhadores. Essa reestruturação permitiu maior eficiência na defesa jurídica da categoria, mais agilidade no atendimento aos associados e fortalecimento da credibilidade
DIRETORIA DO SECCG
GESTÃO ATUAL - 2026/2030
Carlos Santos – Presidente
Valquiria de Carvalho Monteiro
Rubia Maria N. Santana
Paulo Aparecido T. de Oliveira
Francisco Juarez Santana
Ronaldo Mendonça Barbosa
Ueslei Roberto Soares
Eliane de Oliveira Cordeiro
Mauro Cesar da Silva
Heber Lucio de Oliveira Garcia
Romão Lemes da Rocha
José Daniel França
Valdecir Pereira Paniago
Carlos Santos é reconduzido à presidência do SECCG
Reeleição consolida gestão no Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande marcada por reestruturação administrativa, avanços nas negociações coletivas e defesa do fim da escala 6x1
da instituição. O aumento no número de associados ao longo da gestão é reflexo direto desse novo momento. O trabalhador passou a perceber o sindicato como um espaço de apoio real, orientação jurídica segura, representatividade efetiva e voz ativa nas negociações coletivas. Hoje, o SECCG é reconhecido como uma entidade organizada, equilibrada financeiramente e preparada para enfrentar os desafios contemporâneos do mundo do trabalho. A condução das negociações com o setor patronal passou a ser feita com base técnica sólida, diálogo permanente e firmeza na defesa dos direitos conquistados ao longo das décadas. Sob a liderança de Carlos Santos e de sua diretoria, foram garantidos reajustes salariais que buscaram preservar o poder de compra dos trabalhadores, além da manutenção de cláusulas sociais fundamentais para a proteção da categoria. Mais do que negociar percentuais, o SECCG tem defendido condições dignas de trabalho, respeito às jornadas legais, proteção contra abusos e valorização profissional dos comerciários, que são parte essencial da engrenagem econômica da Capital. O equilíbrio nas mesas de negociação também fortaleceu a relação institucional com o setor empresarial, demonstrando que é possível construir avanços por meio do diálogo
do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande, que representa mais de 40 mil trabalhadores.
responsável, sem abrir mão dos princípios que norteiam a defesa dos trabalhadores. Valorização da qualidade de vida: o novo Clube de CampoUm dos símbolos mais visíveis da atual gestão é a revitalização completa do Clube de Campo
O NOVO DESAFIO NACIONAL: O FIM DA ESCALA 6X1
Entre os grandes temas que marcam o novo mandato está a mobilização pela aprovação do fim da escala 6x1. O SECCG tem participado ativamente das discussões nacionais que buscam modernizar a organização da jornada de trabalho no Brasil. A proposta visa garantir mais tempo de convivência familiar, melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal e mais oportunidades de qualificação para os trabalhadores.
A defesa dessa pauta está alinhada com tendências internacionais que reconhecem que produtividade e qualidade de vida caminham juntas.
Para Carlos Santos, a redução da jornada é uma questão de dignidade humana. “O trabalhador precisa de tempo para viver, para conviver com a família, para estudar e para
dos Comerciários. O espaço passou por ampla reforma estrutural, modernização de ambientes, melhoria das áreas de lazer e adequação às normas de segurança e acessibilidade. Hoje, o clube é um ambiente acolhedor para associados e familiares, oferecendo estrutura adequada para momentos de convivência, integração e fortalecimento dos laços familiares. Essa iniciativa vai além da infraestrutura física. Representa a compreensão de que sindicato forte também se constrói com qualidade de vida. O trabalhador não precisa apenas de salário digno — precisa de espaços de lazer, descanso e convivência.
O Clube de Campo tornouse, assim, um patrimônio social da categoria.
Reconhecimento das lideranças estaduais e nacionais - A solenidade de posse foi marcada por manifestações públicas de reconhecimento à liderança de Carlos Santos.
cuidar da própria saúde”, tem afirmado em diversas ocasiões.
O comércio é um dos principais motores da economia de Campo Grande. São milhares de estabelecimentos, empresas e profissionais que movimentam a geração de emprego, renda e arrecadação tributária. Representar mais de 40 mil trabalhadores significa assumir um papel estratégico no desenvolvimento econômico e social da Capital.
O SECCG, sob a liderança de Carlos Santos, compreende que o fortalecimento do trabalhador fortalece também a economia local. Trabalhadores valorizados consomem mais, produzem mais e contribuem para um ambiente econômico mais saudável e sustentável.
O superintendente regional do Trabalho e Emprego, Alexandre Cantero, destacou a seriedade e a responsabilidade com que a diretoria conduz as pautas trabalhistas, ressaltando a importância de uma representação sindical comprometida com a legalidade e com o equilíbrio institucional.
O presidente da Fetracom -MS, Douglas Silgueiro, enfatizou o protagonismo do SECCG no cenário estadual e classificou a diretoria como combativa e atuante na defesa da categoria.
Fernando Camilo, representante da Fecomércio-MS, ressaltou a postura técnica e respeitosa nas negociações, afirmando que o diálogo entre as partes tem sido conduzido com maturidade e profissionalismo.
Já Vilson Gimenes Gregório, presidente da CUT-MS, destacou a capacidade de mobilização do sindicato e a firme atuação de Carlos Santos nas pautas de interesse nacional.
Nas mesas de negociação, a diretoria adotou postura técnica e diálogo permanente com o setor patronal.
Durante a solenidade de posse, representantes de entidades trabalhistas e empresariais destacaram o papel do SECCG no cenário estadual
Carlos Santos toma posse para novo mandato à frente
CARLOS FÁVARO
Ministro da Agricultura
“Agronegócio brasileiro terá o pior ano de um ciclo adverso, mas com virada de chave”
Para ministro da Agricultura, que deixa a pasta em abril, 2026 começa, porém, com boas notícias, como safra recorde, armazéns cheios e sem grandes problemas climáticos
Oministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avalia que este ano será o pior do ciclo adverso que o agronegócio brasileiro enfrenta desde 2023/24. “Teremos um ano muito difícil, de transição. Será um ano de virada de chave para que 2027 seja um ano melhor para voltar a um ciclo de normalidade”, diz Fávaro em entrevista.
Endividamento elevado, onda de recuperações judiciais, preços menores de commodities agrícolas, dólar em queda e crédito escasso formam essa conjuntura desafiadora ao setor. Em contrapartida, a safra que caminha para novo recorde é “a boa notícia” do ano, segundo o ministro.
Fávaro, que deixa a pasta até o início de abril e retorna ao Senado pelo PSD de Mato Grosso, falou ainda sobre a expectativa de um novo Plano Safra recorde para a temporada 2026/27, que começa em 1º de julho. Ele diz que a previsão é de juros menores, acompanhando a tendência de redução da Selic. Também para a nova safra, o governo estrutura um novo seguro rural com orçamento de até R$ 5 bilhões e 50% de subvenção econômica, conta o ministro.
Ministro, a conjuntura traz desafios para o setor neste ano, considerando o endividamento crescente, achatamento de preços agrícolas, bancos seletivos na concessão de crédito, onda de recuperações judiciais e produção estável. Como o senhor avalia esse cenário? E que medidas podem ser estudadas para mitigação de impactos ao setor?
O ano é difícil para o setor agropecuário, mas poderia ser muito pior. Ações que foram tomadas, como aberturas de mercados, minimizaram os impactos com um portfólio gigante de mercados para o setor. Além disso, as estratégias tomadas internamente vão minimizar também os impactos, como o aumento em 50% da mistura do biodiesel, que gera uma grande demanda. O Brasil também vive um bom momento da economia e há uma enxurrada de recursos vindos do exterior, o que também traz consequências para a agropecuária em virtude da queda do dólar, o que
faz com os preços se achatem. Então, buscamos ampliar os mercados tanto com exportação quanto para indústria local, que demandam soja e milho e garantem estabilidade de preços. Além disso, com a relação de troca entre insumos e commodities não favorável para a safra 2026/27, acho que os preços dos insumos devem se ajustar. Ainda assim, será um ano difícil, com preços achatados, sem renda, crédito escasso. A conta das recuperações judiciais indiscriminadas chegou, com elas piorando o problema da dívida e crédito de muitos. Temos o desafio de montar um novo Plano Safra nesse cenário e com as taxas de juros elevadas. Vemos dificuldade de performance do Plano Safra atual para médios e grandes produtores justamente pelo endividamento elevado. Temos que fazer um esforço para resgate de crédito, o que acredito que será pela modernização do seguro rural.
O ano é difícil para o setor agropecuário, mas poderia ser muito pior. Ações que foram tomadas minimizaram os impactos
Este será então um ano de transição?
Gradativamente, o setor vai voltar à normalidade, como superou as crises e voltou à normalidade em todas as outras vezes. Não será desta vez que o setor vai ficar sem solução. Será um ano de virada de chave para que, quem sabe — eu acredito muito nisso — 2027 seja um ano melhor para voltar a um ciclo de normalidade. Infelizmente, talvez seja o ano mais difícil deste ciclo, além de 2025. Entretanto, o ano começa também com boas notícias, com uma safra recorde e armazéns cheios. Não termos grandes problemas climáticos que afetem a safra já é uma boa notícia.
Dado esse cenário desafiador, é um ano no qual o setor tende a recorrer mais ao go-
verno tanto para renegociação das dívidas quanto para crédito subsidiado. Qual a expectativa do senhor em relação ao próximo Plano Safra? O que podemos esperar de recursos e taxas de juros?
Os juros devem começar a cair a partir de março, conforme as sinalizações. Até o lançamento do novo Plano Safra, as taxas de juros devem estar pouco mais atrativas, o que vai facilitar um Plano Safra mais robusto, mas isso não vai ser suficiente. Neste momento, o setor precisa dos dois: juros menores e mais recursos. O esforço do plano safra 2025/26 foi aumentar recursos e alcançar taxas abaixo dos juros reais, que chegam a 20% no mercado. Com a Selic chegando talvez a 12%, como o mercado sinaliza, é possível termos boa parte do Plano Safra 2026/27 com juros em torno de 10%, talvez 9%. Acho que isso é possível, mantendo o orçamento para a subvenção dos juros e gerando liquidez. Hoje, produtores falam que não há recursos nos bancos, mas há recursos. O que acabou foi o crédito do produtor. Por isso, precisamos resgatar o crédito do produtor e criar ações positivas para que o mercado financeiro volte a acreditar na agricultura brasileira e nos produtores, que são cumpridores de compromissos, como o governo fez com os R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais.
O senhor citou juros de 9% a 10%. Taxas abaixo de dois dígitos podem ser uma das vocais do novo Plano Safra?
Isso depende de quanto será a redução da Selic. Uma taxa menor pode culminar em menos dinheiro disponível e o crédito fica mais seletivo, o que acaba privilegiando quem tem o score melhor. E aí a política pública não cumpre a sua função de incentivar a todos. Muitas vezes é melhor juros 1 ou 2 pontos porcentuais acima e recursos mais abundantes. Quero crer que o presidente Lula dará orientação ao novo ministro da Agricultura e ao novo ministro da Fazenda de trabalhar em planos safras recordes, como foram os últimos três sucessivos, e de construir o maior Plano Safra da história com participa-
ção robusta do Tesouro.
De que modo o seguro rural pode ajudar a melhorar o acesso ao crédito?
A ideia é universalizar o seguro rural para todos os produtores que acessarem o crédito subsidiado do Plano de Safra, porque, além de trazer estabilidade para a produção, vai ajudar na melhora do crédito do produtor. Na concessão, o banco analisa que, se a lavoura do produtor estiver segurada e houver frustração de safra, há o pagamento da seguradora. Acho que o seguro rural é uma das peças-chave para que o produtor possa voltar a ter crédito para sua atividade.
Ministro, em que pé está essa revisão para modernização do seguro rural? Isso passa por orçamento?
Quero deixar a melhoria do seguro rural encaminhada antes de sair (período para descompatibilização da pasta). Não se faz uma mudança do seguro rural sem ter mais recursos disponíveis, inclusive porque a ideia é universalizar para todos aqueles produtores que acessam os recursos controlados do Plano Safra, que tem subvenção de juros pelo Tesouro. Ou seja, para ter acesso aos recursos equalizados, será obrigatória a contratação do seguro, porque isso dá a garantia para o governo de que não vai precisar fazer renegociação de dívidas em caso de frustração de safra. O governo investe mais no seguro, mas sabe que não haverá endividamento para repactuar. O banco, por sua vez, passa a acreditar mais no produtor porque a safra estará coberta por seguro. Levamos uma proposta ao Ministério da
Fazenda de aumento de recursos e de que os recursos não sejam contingenciados. Para um plano dessa magnitude, para ele parar em pé e gerar credibilidade, seguro não pode ter contingenciamento. É uma proposta que vai precisar também do apoio do Congresso Nacional, porque o governo vai apresentar um substitutivo ao projeto de lei que tramita no Congresso para aperfeiçoar a proposta com a participação do governo.
A ideia é universalizar o seguro rural para todos os produtores que acessarem o crédito subsidiado do Plano Safra
Esse novo seguro demanda quanto em orçamento? Hoje o orçamento para subvenção econômica do seguro rural está previsto em R$ 1,018 bilhão.
Estimamos necessidade de R$ 4,5 bilhões a R$ 5 bilhões para ter o seguro rural universalizado para todas as culturas e em todas as regiões do País com 50% de subvenção ao prêmio, proposta para estímulo ao seguro rural. O governo estimula, mas cria um ambiente virtuoso. O rearranjo orçamentário está em avaliação pelo Ministério da Fazenda.
O senhor citou movimento indiscriminado de recuperações judiciais como um dos motivos que deixam os bancos mais afastados do crédito ru-
ral. É um movimento que está se espalhando, do campo para as revendas, tradings?
Há um efeito cascata. As revendas veem seus clientes envolvidos em recuperações judiciais e, de repente, também passam a ser inadimplentes com seus fornecedores. É um ciclo que não faz bem e precisa ser cessado. É um instrumento legal e não contesto isso, mas não pode ser um instrumento usado de forma indiscriminada. Não é a grande solução. A RJ pode ser a solução para poucos. Muitos que aderiram já percebem que ela não resolveu a dívida.
Como o ministério pode atuar nesse tema, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)?
Fizemos com a Advocacia Geral da União (AGU) uma recomendação para que o CNJ faça uma recomendação aos magistrados para que cumpram a legislação, a Lei de Falências e Recuperação Judicial. Queremos que o regramento seja cumprido e não se extrapole os pedidos, porque a consequência será devastadora para o crédito. Os magistrados, talvez por desconhecimento, aceitavam o pleito da inclusão da Cédula de Produtor Rural (CPR) na recuperação judicial, o que não é permitido e destrói um dos principais mecanismos do crédito brasileiro, o penhor da safra. Isso não pode ser banalizado, bem como o respeito ao ato cooperativo, que proíbe a inclusão de operação do cooperado com a cooperativa na RJ. Sobre essas questões, acho que o CNJ vai fazer uma recomendação mais clara aos magistrados e, com isso, vai melhorar as condições de crédito.
Desfile em homenagem a Lula vira alvo de ação no TSE
PL pede investigação sobre uso de recursos públicos e aponta indícios de abuso de poder político e econômico; especialistas citam risco de propaganda antecipada
O desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) extrapolou o ambiente festivo da Marquês de Sapucaí e se transformou em tema de disputa judicial. A apresentação, que resultou no rebaixamento da escola no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, passou a ser questionada por suposta propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder político e econômico. Na quinta-feira (19), o Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a produção de provas sobre o financiamento do desfile com recursos públicos. Embo-
ra não tenha solicitado, neste momento, a cassação do presidente, a legenda sustenta haver “fundados indícios” de abuso de poder na homenagem ao chefe do Executivo.
Na petição, o PL afirma que houve a “transmutação de um desfile carnavalesco em uma apoteótica peça de marketing político-biográfico e de ataque a opositores”. Segundo o partido, o enredo teria ultrapassado a narrativa da trajetória pessoal de Lula, incluindo críticas a adversários e referências a promessas de campanha, como o fim da escala 6 por 1. Para a sigla, teria
ficado “claríssima a construção de uma narrativa político-eleitoral de exaltação do mandatário”. Antes mesmo do carnaval, o desfile já havia sido contestado na Justiça Eleitoral. O TSE permitiu a apresentação, mas alertou para os riscos de configuração de propaganda eleitoral antecipada. Após o evento, o senador Flávio Bolsonaro (PL -RJ), apontado como pré-candidato da legenda à Presidência, criticou Lula por supostamente realizar “campanha antecipada para ele mesmo”. Outros partidos de oposição, como o Novo, também sinalizaram que preten-
dem ingressar com ações judiciais. O advogado Fábio Gisch avaliou que a visibilidade nacional do desfile pode gerar questionamentos na esfera eleitoral. Segundo ele, há repasses do governo federal tanto às escolas de samba quanto às emissoras que transmitem o evento, o que, em tese, poderia suscitar debate sobre eventual desequilíbrio na disputa. Para o especialista, a hipótese mais sensível não seria apenas a propaganda antecipada — cuja penalidade varia de multa entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, ou
valor equivalente ao custo da divulgação, se superior —, mas eventual condenação por abuso de poder político e econômico. Nessa situação, a sanção pode incluir cassação e inelegibilidade por oito anos. Gisch ressalta que eventual julgamento caberia ao TSE, com possibilidade de recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), e observa que a Justiça Eleitoral costuma ter tramitação célere. Ele pondera, contudo, que, enquanto não houver registro formal de candidatura, não é possível impugnar eventual postulação.
Lagum chega a Campo Grande com ingressos no 4º lote e show marcado para o mês de março
Apresentação no Centro de Convenções encerra primeira fase da Turnê de Verão 2026; entradas partem de R$ 140
Q
uem ainda pretende garantir lugar no show da Lagum em Campo Grande precisa se antecipar. Faltando menos de 20 dias para a apresentação, marcada para 8 de março de 2026, os ingressos já estão no quarto lote, com valores a partir de R$ 140. A alta procura indica expectativa de casa cheia no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.
A capital sul-mato-grossense recebe a banda na reta final da Turnê de Verão 2026. Antes de desembarcar em Campo Grande, o grupo se apresenta em Rondonópolis (6/03) e Cuiabá (7/03). O show no Estado encerra a primeira etapa da turnê, que já passou por cidades como São Bernardo do Campo, Bauru, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú.
O repertório traz as músicas do álbum “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo”, lançado em maio do ano passado. O trabalho reúne faixas inéditas que abordam temas como cotidiano urbano, vulnerabilidade, relações digitais e a percepção da realidade nas grandes cidades.
A proposta do disco, segundo a banda, é traduzir no palco a energia das performances ao vivo, prometendo uma experiência intensa e envolvente.
O vocalista Pedro Calais destacou que o momento marca uma fase importante na trajetória do grupo. Ele relembrou que 2025 foi um ano de expansão, com shows em cidades inéditas para a banda, melhor estreia nos streamings e abertura da turnê do Imagine Dragons.
Formada em 2014, em Brumadinho (MG), a Lagum reúne Pedro Calais, Otávio “Zani” Cardoso, Glauco “Jorge” Borges e Francisco “Chicão” Jardim. Com 11 anos de carreira e três indicações ao Grammy Latino, o grupo transita entre rock, pop, indie e reggae.
Entre os álbuns lançados estão “Seja o Que Eu Quiser” (2016), “Coisas da Geração” (2019) e “Memórias (De Onde Eu Nunca Fui)” (2021), trabalho que rendeu a primeira indicação ao prêmio internacional. Os ingressos no site da Bilheteria Digital.
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Show da Lagum em Campo Grande será no dia 8 de março
Senac MS lança vídeo game com realidade virtual para combater a dengue nas escolas
2 CADERNO LIGHT
Delas Day 2026 reúne estrelas nacionais para inspirar o público em Campo Grande
Palestras com Natalia Beauty, Giovanna Antonelli, Pequena Lô, Hortência, Izabella Camargo e Marcos Piangers discutem identidade, negócios e saúde mental no Bosque Expo
O Delas Day 2026 volta a movimentar Campo Grande nos dias 24 e 25 de fevereiro, no Bosque Expo, com uma programação que reúne nomes de destaque nacional. Entre os convidados estão Natalia Beauty, Giovanna Antonelli, Pollyana Félix, Pequena Lô, Hortência Marcari, Izabella Camargo e Marcos Piangers, que vão tratar de temas ligados a identidade, negócios, inclusão, saúde mental e família. Com o mote “Nossa identidade, nossa força”, o evento propõe uma reflexão sobre as diferentes trajetórias das mulheres, reforçando a identidade como eixo para autonomia, liderança e participação em vários espaços da sociedade. A proposta é mostrar que experiências pessoais e profissionais podem se transformar em referência e oportunidade de crescimento.
Na frente do empreendedorismo, duas referências do mercado da beleza ganham destaque: Natalia Beauty e Giovanna Antonelli. Natalia sobe ao palco no dia 24 para compartilhar sua trajetória à frente dos negócios na área de beleza, reunindo aprendizados empreendedores e pessoais. No dia 25, é a vez de Giovanna Antonelli falar sobre sua
COMÉRCIO
experiência como empresária, a construção de marca e os caminhos que percorreu para atuar também no universo dos negócios, além da carreira artística.
Especialista em oratória, vendas e influência, a comunicadora Pollyana Félix também integra a programação. Com mais de dez anos de experiência em comunicação estratégica e à frente da Dominare Company, ela fala no dia 24 de fevereiro sobre como a comunicação e o marketing podem impulsionar negócios e fortalecer o posicionamento de empreendedoras, com foco em apresentação, negociação e
Considerado o maior evento de Mato Grosso do Sul voltado às mulheres, o Delas Day reúne instituições que trabalham pelo fortalecimento do protagonismo feminino.
presença de marca. A inclusão e a diversidade aparecem na fala da influenciadora Pequena Lô, que é psicóloga, humorista e autora do livro “Na dúvida, escolha
ser feliz”. Com mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais, ela sobe ao palco no dia 25 de fevereiro para abordar a adaptabilidade e mostrar como transformar essa característica em estratégia de sucesso, especialmente em contextos que exigem reinvenção e enfrentamento de barreiras.
O esporte também marca presença com Hortência Marcari, uma das maiores atletas da história do basquete brasileiro. Campeã mundial em 1994, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 e primeira brasileira no Hall da Fama do Basquete, a “Rainha do Basquete” participa da plenária
no dia 25. Hoje palestrante, ela leva ao público aprendizados construídos dentro e fora das quadras, em uma trajetória marcada por disciplina, resultados e superação.
A saúde mental, tema central nas discussões sobre trabalho, entra em pauta com a jornalista Izabella Camargo, que participa no dia 25 de fevereiro. Referência nacional em educação e saúde mental no ambiente profissional, ela criou os EPI’s da Saúde Mental e o movimento pela Produtividade Sustentável. No Delas Day, Izabella vai tratar da importância de um modelo de produtividade mais equilibrado, que considere limites pessoais e bem-estar sem perder de vista os objetivos de carreira.
Fechando a lista de grandes
nomes, o comunicador Marcos Piangers fala, no dia 24 de fevereiro, sobre família e relações afetivas. Reconhecido pelas reflexões sobre paternidade em linguagem acessível, ele mostra como a conexão entre pais e filhos e os vínculos familiares podem influenciar diretamente a vida pessoal e a trajetória profissional, inclusive na forma de empreender e de lidar com desafios no trabalho. Considerado o maior evento de Mato Grosso do Sul voltado às mulheres, o Delas Day reúne instituições que trabalham pelo fortalecimento do protagonismo feminino. A iniciativa é realizada pelo Sebrae/MS, Sistema Fiems, Sistema Comércio MS (Fecomércio, Sesc e Senac), Sistema
Famasul Senar/MS, Faculdade Insted, CMEC, UFMS e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, com apoio de parceiros como Faems, Fundect, UEMS, AMEMS, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Assomasul, TJ-MS, Apex Brasil, TV Morena, Femedi, Prefeitura de Campo Grande, BPW, Du Bem, Sicredi, Cresol, Sicoob, UCDB, Abrasel, Nidal Abdul, Sistema OCB e Hospital de Amor.
A programação inclui palestras, painéis e espaços de conexão, voltados a lideranças, empresárias, aspirantes a empreendedoras, estudantes, investidores e apoiadores do protagonismo feminino. A participação é gratuita, com inscrições pelo site delasday. com.br.
Bebidas sem álcool ganham espaço nas prateleiras dos supermercados
O consumo de bebida alcoólica, inclusive no carnaval, começa a perder força no país. Em 2025, 64% dos brasileiros declararam não ter consumido álcool, contra 55% em 2023, segundo pesquisa Ipsos-Ipec feita a pedido do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), na sétima edição da publicação “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”. A mudança é puxada principalmente pelos mais jovens, que buscam opções ligadas à saúde e ao bem-estar. Essa virada já aparece nas gôndolas. Hoje é comum encontrar variedades de cervejas, vinhos e outras bebidas zero álcool nos supermercados. O mercado brasileiro de bebidas não alcoólicas, estimado em R$ 137 bilhões, ocupava em 2025 a sexta posição entre os maiores consumidores globais. Além da saúde, pesam ainda fatores religiosos e escolhas de estilo de vida. Um estudo da NCSolutions mostra que 65% dos jovens consumidores planejam não ingerir álcool, preferindo produtos que unam prazer e bem-estar. “Esta tendência não é apenas uma moda passageira, mas um movimento consistente que reflete uma nova cons-
ciência de consumo”, avalia o sommelier Charles Carvalho, do Comper Supermercados. Entre os mais jovens, os índices de abstinência cresceram de forma expressiva: passaram de 46% para 64% na faixa de 18 a 24 anos e de 47% para 61% no grupo de 25 a 34 anos. Ou seja, a maior parte dos adultos jovens já se declara não consumidora de bebidas alcoólicas. Na indústria, o destaque é a cerveja sem álcool. O Anuário da Cerveja 2025, do Ministério da Agricultura (MAPA), aponta aumento de 536,9% no volume de produção em 2024. Com isso, o produto chegou a 4,9% da produção nacional, sinal de que o interesse pela versão zero álcool cresceu rapidamente.
No varejo, redes como Comper e Fort Atacadista oferecem diferentes marcas de bebidas sem álcool, além de produtos com menos glúten e rótulos considerados “mais leves” pelos consumidores. A variedade permite que o público escolha por sabor, saúde, restrições alimentares ou situações específicas, como dirigir depois de eventos e confraternizações. Os números confirmam o impulso desse mercado.
Cresce número de pessoas que não bebem álcool e supermercados ampliam oferta de cervejas, vinhos e espumantes zero vezes até 2028. No varejo, os investimentos se concentram em ampliar o espaço nas prateleiras, melhorar a exposição e diversificar marcas e estilos. Comper Supermercados e Fort Atacadista já se posicionam para atender esse novo perfil de consumo, com uma oferta crescente de bebidas zero álcool para um público mais consciente e exigente, que quer aproveitar momentos de lazer sem abrir mão da saúde e da segurança.
Segundo a Euromonitor, o consumo de cervejas sem álcool no Brasil cresceu mais de 200% entre 2020 e 2023, passando de 197,8 milhões para 649,9 milhões de litros. A expectativa é que o volume se aproxime de 1 bilhão de litros em 2025. O movimento também alcança vinhos e espumantes sem álcool. Entre 2020 e 2023, o consumo desses rótulos aumentou 30% no Brasil, acima da média global de 20%. De
acordo com a IWSR, empresa especializada em pesquisas do setor, as vendas de produtos sem ou com baixo teor alcoólico nos dez principais mercados do mundo – entre eles o Brasil – somaram US$ 11 bilhões em 2022. Nas lojas do Comper, essa tendência já aparece nas adegas. “Em nossa adega temos opções como o Aurora, Henkel e Santon, tudo zero álcool, mantendo os aromas e sabores originais”, destaca Carvalho.
A proposta é garantir que o consumidor mantenha o ritual do vinho – harmonização, brinde, confraternização – sem os efeitos do álcool, seja por opção pessoal, recomendação médica ou necessidade momentânea. O avanço das bebidas sem álcool leva a indústria a investir em inovação, qualidade e novas experiências sensoriais. A expectativa do setor é de que o consumo desse tipo de produto cresça até cinco
REPRODUÇÃO
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As palestrantes do Delas Day 2026, que sobem ao palco do Bosque Expo para falar sobre identidade, negócios, inclusão, saúde mental, esporte e família: Natalia
Bebidas sem álcool ganham espaço nas prateleiras dos supermercados com a alta de consumidores que optam por um consumo mais saudável
Senac MS lança vídeo game com realidade virtual para combater a dengue nas escolas
Desenvolvido por alunos, “Dengue Agente 360” será aplicado na rede estadual, aldeias indígenas e comunidades
Em vez de apenas repetir que “não se pode deixar água parada”, estudantes de Mato Grosso do Sul decidiram transformar o combate à dengue em experiência imersiva. O resultado é o game Dengue Agente 360, lançado na quinta-feira (19), no Espaço Conexão do Senac Hub Academy, em Campo Grande.
O projeto, desenvolvido ao longo de um ano por alunos do Senac MS e da Rede Estadual de Ensino (REE), com apoio do Governo do Estado, utiliza realidade virtual para ensinar, na prática, como identificar e eliminar focos do mosquito transmissor da dengue.
A entrega oficial do game à Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP/MS) marca o início de uma nova etapa: a aplicação da ferramenta em escolas estaduais, aldeias indígenas e outras instituições.
A proposta nasceu da necessidade de enfrentar um problema recorrente em Mato Grosso do Sul, especialmente em períodos de chuva. Segundo a coordenadora de inovação da Semadesc, Aline Feliu, a iniciativa surgiu dentro de um projeto já existente no Senac, voltado à inovação aplicada a desafios concretos.
“A ideia é estimular soluções para problemas reais da comunidade. A dengue é uma questão de saúde pública no nosso Estado, e o jogo vem para ampliar a consciência, principalmente entre os jovens”, explicou.
Ela destaca que o diferencial não está apenas na tecnologia, mas no processo.
CULTURA
“A inovação acontece pelo esforço humano. É a educação de base criando solução para a sociedade. O jogo estimula criatividade, aprendizado e responsabilidade social.”
Para a diretora regional do Senac MS, Jordana Duenha, o projeto representa o que a instituição busca na formação profissional: aprendizado na prática e conexão com demandas reais.
“Quando os alunos trabalham em projetos concretos, que serão entregues à sociedade, o impacto é muito maior. Aqui reunimos estudantes de cursos de sistemas, computação gráfica, jogos digitais e comunicação para desenvolver uma solução que agora estará disponível para a população”, afirmou.
O grupo contou com 10 bolsistas, incluindo alunos da REE que participam de cursos técnicos ofertados em parceria com a Secretaria de Educação. A proposta já foi apresentada ao Ministério da Saúde como possibilidade de ampliação em escala nacional.
Como funciona o jogo - O Dengue Agente 360 é estruturado em realidade virtual. O usuário utiliza óculos de VR para simular situações do dia a dia, dentro de casa ou em ambientes comunitários, e precisa identificar possíveis criadouros do mosquito.
O jogo conta com três mapas interativos. O objetivo é mostrar, de forma prática, locais que muitas vezes passam despercebidos como focos do Aedes aegypti. “O jogo busca
mostrar lugares onde as pessoas não tinham tanta noção de que poderiam ser criadouros”, explica o estudante Daniel Estêvão, da rede estadual e do Senac, que participou da criação.
Mapeamento de criativos em Mato Grosso do Sul continua em 2026 e guia políticas públicas
O cadastro de artistas e empreendedores de Mato Grosso do Sul segue aberto neste ano e alimenta o banco de dados que orienta políticas, investimentos e programas para a economia criativa em todo o estado
O Mapeamento de Criativos de Mato Grosso do Sul continua em andamento em 2026, mantendo aberto o cadastro de artistas, produtores, empreendedores e demais agentes da economia criativa em todo o estado. A iniciativa é coordenada pela Superintendência de Economia Criativa e Políticas Integradas, vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), e tem como objetivo consolidar um banco de dados que subsidie políticas públicas, investimentos e ações estratégicas para o setor. Lançado em 2025, o mapeamento já permitiu a construção de um panorama inicial da economia criativa sul-mato-grossense, com informações sobre áreas de atuação, perfil dos agentes, municípios participantes e características dos empreendimentos criativos. Esses dados alimentam o MS +Criativo, banco que busca aproximar o poder público da comunidade criativa e organizar
as informações do segmento em um único lugar. Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, manter o cadastro ativo é essencial para o planejamento. “A economia criativa tem papel estratégico no desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul. Manter esse mapeamento ativo nos permite planejar políticas públicas com mais eficiência, direcionar investimentos e reconhecer a diversidade cultural existente nos municípios, valorizando quem faz da criatividade uma atividade econômica e cultural”. A superintendente estadual de Economia Criativa, Luciana Azambuja, reforça que a participação dos agentes é decisiva para que as políticas cheguem a mais pessoas. “A continuidade do mapeamento em 2026 é essencial para ampliar esse retrato da economia criativa no estado. Cada novo cadastro fortalece o banco de dados e contribui para que as ações cheguem de forma mais justa aos criativos e aos territórios onde eles atuam”.
O cadastro é gratuito e feito exclusivamente on-line, pela plataforma Responde MS. Podem se inscrever profissionais e empreendimentos de diversos segmentos, como artesanato, música, artes visuais, artes cênicas, design, moda, gastronomia, cultura geek/nerd, literatura, audiovisual, além de iniciativas que organizam e produzem feiras e festivais criativos, entre outros.
As informações coletadas poderão ser utilizadas para consultas, diagnósticos e eventuais convites para ações, programas e projetos desenvolvidos pela Setesc e por instituições vinculadas. A participação no mapeamento, no entanto, não gera qualquer vínculo obrigatório de contratação, servindo principalmente como base de dados para formulação e aperfeiçoamento de políticas públicas. O formulário de cadastro permanece disponível em: https:// www.responde.ms.gov.br/pesquisa/69. Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail economiacriativa@setesc.ms.gov.br ou pelo telefone (67) 3316-9320.
Ele integrou a equipe de arte e foi responsável por um dos mapas do game, incluindo modelagem 3D, texturização e organização dos objetos no ambiente virtual. “Foi muito gratificante participar de um
SOLIDARIEDADE
projeto com essa dimensão social. Eu mesmo aprendi durante o processo. Acredito que quem jogar também vai aprender”, disse.
O público prioritário do projeto são estudantes da
REE, mas o game poderá ser utilizado em outros contextos educacionais e comunitários. A lógica é aproximar o tema da realidade dos adolescentes, usando uma linguagem mais dinâmica e interativa.
AACC/MS promove Outlet Solidário com celulares a partir de R$ 810
Evento será nos dias 4 e 5 de março, em Campo Grande, com smartphones, bazar e renda revertida à Casa de Apoio
Manter uma estrutura que custa cerca de R$ 400 mil por mês exige criatividade e mobilização. É com esse objetivo que a Associação dos Amigos das Crianças com Câncer de Mato Grosso do Sul (AACC/ MS) realiza, nos dias 4 e 5 de março, o 1º Outlet Solidário, em Campo Grande. O evento vai vender celulares novos e itens de bazar com preços reduzidos. Toda a arrecadação será destinada à manutenção dos serviços oferecidos pela instituição, que acolhe crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e suas famílias. Entre os principais atrativos estão smartphones das marcas iPhone, Realme e Xiaomi, com valores a partir de R$ 810. Os aparelhos são novos, lacrados e
provenientes de apreensões da Receita Federal, repassadas à entidade. O pagamento poderá ser feito em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito. Além dos celulares, o público encontrará 20% de desconto em todos os produtos do bazar fixo da AACC/MS, que inclui roupas, calçados, brinquedos, itens para casa e semijoias. A renda do outlet será usada para custear despesas da Casa de Apoio, que recebe famílias de diversas regiões de Mato Grosso do Sul e até de países vizinhos. A instituição arca com gastos como alimentação, água, energia, combustível, materiais de higiene, exames e medicamentos que não são fornecidos pelo SUS. Somente em 2025, a AACC/
MS atendeu 323 crianças e adolescentes, sendo 82 novos casos. No período, foram realizados 17.910 atendimentos multiprofissionais, incluindo Nutrição, Psicologia, Assistência Social, Odontologia, Fisioterapia, Enfermagem, Salão de Beleza e Brinquedoteca. Também foram servidas 31.676 refeições, oferecidas 6.346 hospedagens e distribuídas 1.525 cestas básicas e sociais. O Centro de Tratamento Onco Hematológico Infantil (CETOHI) registrou 688 internações no ano. O outlet será realizado na sede da AACC/MS, na Avenida Ernesto Geisel, 3475, bairro Orpheu Baís, das 8h às 17h, sem intervalo para almoço. Serão aceitos pagamentos via PIX, dinheiro, cartões de débito e crédito, com parcelamento para compras a partir de R$ 100. A organização orienta que o público chegue cedo, devido à expectativa de grande procura.
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Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica
Foto: Ricardo Gomes/Setesc
Estudantes participaram do desenvolvimento do game "Dengue Agente 360", que usa realidade virtual para conscientizar sobre o combate ao mosquito.
Foto: Douglas Vieira Foto: Douglas Vieira
Foto: Douglas Vieira
Coordenadora de inovação da Semadesc, Aline Feliu A diretora regional do Senac MS, Jordana Duenha O estudante Daniel Estêvão
Outlet Solidário da AACC/MS arrecada recursos para manter atendimento a crianças em tratamento contra o câncer.
Economia criativa em destaque em Mato Grosso do Sul: mapeamento segue em 2026 e mantém aberto o cadastro de artistas e empreendedores.
CADERNO LIGHT
NOVO HÍBRIDO
Na próxima terça-feira (24 de fevereiro), Campo Grande recebe o lançamento do Toyota Yaris Cross 2026 pela Toyota Kampai, às 19h. O modelo, que promete até 21 km/l, traz a versão híbrida flex mais acessível do Brasil, com motor 1.5 flex e dois motores elétricos. O evento terá test-drive para conhecer o desempenho e os recursos do SUV, que inclui faróis de LED, teto panorâmico e pacote de segurança Toyota Safety Sense. Preços de R$ 149.990 a R$ 189.990.
Nissan Kait Advance Plus 2026 chega por ao Brasil por
149.890 e entra na briga dos SUVs
Modelo evolui a base do Kicks e aposta em espaço interno e preço competitivo para enfrentar VW Tera e Fiat Pulse
O Nissan Kait Advance Plus 2026 não tenta esconder de onde veio. Ele nasce sobre a base do antigo Kicks, mantém boa parte da estrutura e chega ao mercado com uma missão bem definida: disputar espaço na faixa entre R$ 120 mil e R$ 150 mil, hoje uma das mais concorridas do país.
Com preço de R$ 149.890 na versão intermediária, o Kait surge como alternativa para quem quer um SUV compacto com porte generoso, mas não está disposto a pagar os valores do novo Kicks, que parte de R$ 168.690.
Durante sete dias, o modelo ficou à disposição da reportagem do jornal A CRÍTICA. Coincidência ou não, o período incluiu o feriado de Carnaval, o que permitiu rodar bastante pelas ruas de Campo Grande, em trajetos urbanos, avenidas mais rápidas e também trechos com trânsito pesado típico da data. Tempo suficiente para entender onde o Kait evoluiu e onde apenas manteve a receita já conhecida.
Um Kicks atualizado para continuar competitivo
A base estrutural é praticamente a mesma. O entre eixos continua com 2.620 mm e o comprimento ficou em 4.304 mm. O porta malas mantém os 432 litros, um dos pontos mais elogiados do antigo Kicks e que segue sendo argumento forte contra concorrentes menores.
O visual mudou de forma significativa. A dianteira ganhou faróis mais finos em LED e um capô mais alto, visível da posição do motorista, reforçando a sensação de estar em um SUV maior. Na traseira, o nome Kait aparece em destaque, ocupando o espaço que antes era da placa.
Nas laterais, as versões Advance Plus e Exclusive trazem rodas de 17 polegadas. O conjunto tenta construir identidade própria, mesmo que a silhueta ainda denuncie a origem.
Interior conhecido, com ajustes pontuais
Por dentro, a sensação é de modernização pontual. A estrutura do painel continua familiar para quem já dirigiu um Kicks, mas recebeu novas saídas de ar, acabamento central atualizado e carregador de celular por indução.
O espaço interno continua sendo um diferencial. No banco traseiro, dois adultos viajam com conforto. Há duas portas USB C para recarga, mas não há saída de ar condicionado para quem vai atrás.
Durante os dias de uso na cidade, o espaço mostrou ser
um ponto forte principalmente em deslocamentos com mais passageiros, algo comum em feriados prolongados.
Tecnologia com escolhas econômicas
Nem tudo é avanço. O painel de instrumentos agora traz velocímetro digital integrado a uma tela de 7 polegadas. A solução não é totalmente digital e pode dividir opiniões.
Na central multimídia, as versões superiores utilizam um sistema Pioneer de mercado, com tela maior e conexão sem fio. Funciona bem, integra câmera de ré e sensores, mas revela uma estratégia de contenção de custos no desenvolvimento.
Motor já conhecido e foco no conforto
O Kait mantém o motor 1.6 aspirado, com até 113 cavalos e 15,2 kgfm de torque, sempre ligado ao câmbio CVT que simula seis marchas.
Na prática, é o mesmo conjunto do antigo Kicks. Na cidade, entrega suavidade e conforto. No trânsito de Campo Grande, mostrou-se adequado para deslocamentos urbanos, com respostas previsíveis e bom isolamento acústico.
Já em retomadas mais fortes ou subidas, o motor exige mais giro e paciência. O desempenho medido aponta 0 a 100 km por hora em 11,4 segundos. O consumo ficou em 9,7 km por litro na cidade e 14,3 km por litro na estrada, sempre com gasolina.
Não é um SUV de pegada esportiva. É um modelo voltado ao uso cotidiano.
Estabilidade e rodagem equilibradas - A Nissan menciona ajustes no eixo traseiro. Na prática, o comportamento continua equilibrado, com boa absorção de irregularidades e baixa inclinação da carroceria em curvas. Em vias urbanas com asfalto irregular, o conjunto mostrou conforto satisfatório, reforçando o perfil familiar do modelo.
Onde ele se encaixa na disputa - O Kait entra em confronto direto com Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian. Pelo pacote geral, também se aproxima do Honda WR V, que opera na mesma faixa de preço.
Dentro da própria linha Nissan, ele funciona como alternativa ao novo Kicks, mantendo dimensões e mecânica conhecidas, mas com visual renovado e preço mais contido.
A versão Advance Plus custa R$ 149.890. Por cerca de R$ 3 mil a mais, a versão Exclusive adiciona piloto automático adaptativo, ar condicionado automático e bancos em couro. Também concorre com Chevrolet Tracker LT por R$ 145.490 e Hyundai Creta Comfort por R$ 151.290.
Vale a pena? O Nissan Kait Advance Plus 2026 não revoluciona. Ele evolui. Atualiza o visual, mantém espaço interno generoso e aposta no preço como principal argumento. Para quem já tem um Kicks e quer trocar sem subir muito o valor do investimento, ele surge como caminho natural.
Para quem está comparando SUVs na faixa dos R$ 150 mil, o diferencial está no tamanho interno e no porta malas.
No fim das contas, o Kait não precisa negar sua origem. Ele usa a base do Kicks como ponto de partida para continuar competitivo em um mercado cada vez mais disputado. Agora, a resposta virá das ruas ao longo de 2026.