Mixturô, reunindo economia criativa, gastronomia e encontro ao ar livre, em um clima de passeio de fim de tarde.
Além das barraquinhas e da movimentação na avenida, os artistas Luís Felipe e Fernando Lemos garantem a trilha sonora com um repertório de pop rock e
A entrada é gratuita.
Bloco do Laricas Misturando carnaval, cultura urbana e ocupação do centro, o Bloco do Laricas toma conta da região central com shows de Batucanção, Mistura das Minas, Projeto Kzulo e DJ Magão, além de cortejo com charanga e intervenção artística de Berbela Mortiz. A folia está marcada para as 16h, na Avenida Noroeste, entre a Afonso Pena e a Barão do Rio Branco, com programação aberta ao público e entrada gratuita.
Ferrovia liga Inocência à malha nacional e impulsiona eixo industrial do Estado
Primeira short line do País integra fábrica da Arauco, gasoduto e Rota da Celulose em pacote bilionário de logística e empregos no Vale da Celulose
Mato Grosso do Sul deu mais um passo para se firmar como potência mundial da celulose. Em Inocência, foi lançada a pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, que vai ligar a fábrica da Arauco — já em
construção — à Malha Norte, operada pela Rumo. Será a primeira short line do Brasil, com 54 km de extensão, pensada para integrar a produção local à malha ferroviária nacional, reduzindo custos, aumentando a
segurança no transporte de cargas e fortalecendo o chamado Vale da Celulose.
Ao lado dos ministros Renan Filho (Transportes) e Simone Tebet (Planejamento), o governador Eduardo Riedel destacou que a nova ferrovia se soma a um pacote de obras que redesenha a logística do Estado. Só em rodovias, concessões e na Rota da Celulose, o aporte próprio chega a R$ 10 bilhões, sendo R$ 1 bilhão concentrado na região. No mesmo evento, foram auto-
rizadas a construção do gasoduto de 125 km entre Três Lagoas e Inocência, com mais de R$ 170 milhões em investimentos da MS Gás, e obras de acessos na MS-377, que somam R$ 26,9 milhões.
A fábrica da Arauco, prevista para operar até o fim de 2027, deve gerar mais de 14 mil empregos na obra e cerca de 6 mil postos diretos e indiretos na fase operacional. Com a short line conectando o complexo à Malha Norte, a expectativa é escoar 3,5
milhões de toneladas de celulose por ano rumo aos portos, em especial Santos. Paralelamente, o Estado formalizou o contrato com o consórcio Caminhos da Celulose para conceder 870 km de rodovias (MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267), com R$ 10,1 bilhões em investimentos e obras como duplicações e acostamento em 100% da malha, consolidando uma nova etapa de integração logística e desenvolvimento para Mato Grosso do Sul.
Rota da Celulose terá R$ 10,1 bilhões
em obras e pedágio só depois de um ano
VEJA NA PÁGINA 3•B
Longen diz que Estado tem R$ 90 bi em investimentos privados em andamento
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago em fevereiro
Prefeitura corre para deixar escolas prontas para volta às aulas na Capital Gerson Claro ganha força como candidato ao Senado nas eleições de 2026
Hospital da Cassems traz robô cirurgião e inaugura telecirurgia no Centro-Oeste
Nesta última sexta-feira (06), o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, atendeu parcialmente a ação da OAB-MS e determinou uma limitação no aumento do IPTU de 2026 em Campo Grande. O aumento será restrito à correção monetária de 5,32%, com base no IPCA-E, suspendendo outros ajustes, como o reenquadramento de imóveis e o aumento da taxa de lixo. Além disso, a Prefeitura não poderá incluir os contribuintes em cadastros de restrição ao crédito nem inscrevê-los na dívida ativa. A decisão foi comemorada por Bitto Pereira, presidente da OAB -MS, que destacou a importância dessa medida para proteger os direitos dos cidadãos e garantir mais transparência. A Prefeitura terá que corrigir os carnês de cobrança e ajustar os valores. A decisão ainda pode ser contestada, mas traz alívio imediato para a população.
Vale
o pragmatismo ou a fidelidade
partidária?
“DE LEVE’: A grandeza moral de uma nação tem seu alicerce na conduta de seus cidadãos. São eles, através de suas ações, que darão sustentação ética para formação do ‘caráter’ nacional. Um povo sem caráter, em que pesem as riquezas que possam advir do progresso econômico, se resume numa triste caricatura do país.” (Luiz C. V. Prati – Zero Hora-RS);
PÉROLA: Foz de Iguaçu; 300 mil habitantes. também com gafes na Câmara. Vereador Paulo Rocha, ao abordar na tribuna o atraso do repasse do ‘bolsa auxílio’ aos ‘médicos residentes’ do hospital disse surpreso: “Uai, eu não sabia que tinha médico morando no hospital. Eles que durmam em suas salas”. Vale assistir ao episódio no facebook.
GAFE: Candidato em 2010, Serra marcou uma propaganda que fomentou confusão linguística: “Brasileiros como ele, como a mãe dele que eu conheci também, como a Vânia, que é a sua mulher, como o Damião, como a Andreia, como a dona Maria…”. O vídeo ficou conhecido como “Serra como todo mundo ou Serra comedor”.
DESAFIOS: Na política é raro obter omelete sem quebrar ovos. Riedel prova que é possível. Independentemente do futuro político dela, o governador mantém boas relações com a ministra Simone, que tem sido importante na interlocução junto ao Planalto. Portanto, a habilidade de Riedel facilita relações e garante dividendos.
RETROVISOR: Riedel não questionou a decisão de Simone nas eleições presidenciais. E mais, preservou Eduardo Rocha (marido da ministra) na Casa Civil. Um conjunto de fatos que resultou em benefícios como a aprovação do empréstimo bilionário do Planalto ao MS. Aliás, Riedel deve ajudar a viabilizar a volta de Rocha à Assembleia Legislativa.
ESTÍLO: Apenas Harry Amorim (nomeado pelo Governo Federal) pode ser comparado ao governador Riedel. Todos os demais vinculados e comprometidos fortemente com suas agremiações partidárias ou grupos tradicionais. Pedrossian, Wilson, Marcelo, Zeca, André e Reinaldo tiveram em comum a mesma orientação política partidária.
CRÍTICAS: Até ontem o PT participava do Governo Estadual e o governador Riedel sendo alvo de reverência e elogios do deputado Zeca do PT. Por questões ideológicas o partido de Lula entregou alguns cargos como preparativos às eleições deste ano. Mas mesmo assim, o PT está carente de argumentos que possam reverter o quadro.
NO SOFÁ: Alguém já disse que a militância petista se acomodou, precisa sair da sala e voltar às ruas. É voz corrente que a decisão de Simone em deixar nosso estado rumo a São Paulo, fragmentou os planos do PT que sonhava ela ao lado de Fabio Trad. Aliás, ela jamais fez acenos ao PT local. Tem luz própria e provou isso nas últimas eleições.
MUDANÇAS? Geraldo Resende e Mrquinhos Trad perto do PV, na federação com o PT. O mesmo caminho de João C. Krug (PSDB) ex-prefeito de Chapadão do Sul, para viabilizar sua candidatura a deputado estadual. Em 2006 obteve 10.912 votos – hoje a cidade tem perto de 35 mil habitantes e Krug com sua liderança consolidada.
ZECA DO PT: O deputado fala em surpreender com nomes dos mais variados segmentos, além dos militantes de primeira hora. É o caso da candidatura a deputado estadual de Humberto Amaducci ( prefeito 3 vezes de Mundo Novo e candidato do Governo em 2018) e que tentará ocupar o espaço regional – hoje de Mara Caseiro. .
CENÁRIO: Mudou pouco. Lucas de Lima e Lídio Lopes ainda sem partido; Paulo Duarte saindo do PSB; Rinaldo acena para o União Brasil, Marcio Fernandes espera a janela partidária (6 de março/5 de abril) a exemplo de Paulo Correa. Jamilson, Zé Teixeira e Mara não escondem os desejos de mudança de sigla. Beto Pereira de namoro com o PRB.
RESUMINDO: Como sempre vale mais o pragmatismo do que aquela utopia de idealismo e fidelidade partidária. Ao longo da história da política brasileira já tivemos casos de arrepiar. Discursos incoerentes e personagens impensáveis juntos. Cada leitor com seus exemplos domésticos, mas vale citar Lula e Brizola juntos. Aí foi demais!
WILSON FIGUEIREDO: “Ao escolher o candidato ninguém encara as variantes possíveis de infidelidade partidária. Tantas legendas e tão insignificantes diferenças entre os partidos, fazem da escolha uma opção aleatória. Assim se explica o nível das propostas, bem abaixo do que os eleitores merecem. Um discreto pudor impede a confissão do voto, Mais adiante, vem o sentimento de vergonha”.
MOCHI revela: a folha de 42 mil servidores estaduais está refém de uma dívida de R$9,3 bilhões – equivalente a 15 folhas de pagamento. Os devedores vão empurrando com a barriga, pagam juros caros e sem saída alguma. Esses funcionários vivem sob pressão. Mochi estuda uma solução, mas sabe que não há almoço grátis.
Oambiente empresarial de Mato Grosso do
Sul tem vivido um movimento interessante nos últimos anos: empresas jovens, com pouco tempo de constituição, que rapidamente ampliam faturamento, estrutura física, equipes e alcance de mercado. Esse crescimento acelerado é, sem dúvida, reflexo de um ecossistema empreendedor mais maduro, inovador e conectado às oportunidades locais e nacionais.
Heloysa Furtado (*)
Entretanto, junto com essa expansão, surge um desafio recorrente e muitas vezes subestimado: a necessidade de estruturar profissionalmente a empresa na mesma velocidade em que ela cresce. É comum encontrar negócios com dois ou três anos de existência que já operam como empresas de médio porte, mas ainda tomam decisões de forma centralizada, sem processos bem definidos, controles internos adequados ou políticas claras de gestão de riscos. No curto prazo, esse modelo pode até funcionar. No médio e longo prazo, porém, tende a gerar insegurança jurídica, ineficiência operacional e dificuldades para atender às exigências do mercado.
Ainda persiste a ideia de que temas como governança corporativa, compliance e gestão da qualidade são exclusivos de grandes organizações. Na prática, ocorre justamente o contrário: quanto mais jovem e em expansão está a empresa, maior é a necessidade de criar bases sólidas que sustentem seu crescimento.
A gestão da qualidade contribui para a padronização de processos, redução de retrabalho e aumento da eficiência. O com-
pliance atua na prevenção de riscos legais, trabalhistas, fiscais e reputacionais, além de fortalecer a cultura ética da organização. A governança, por sua vez, organiza papéis, responsabilidades e critérios de tomada de decisão, promovendo transparência, previsibilidade e alinhamento entre sócios e gestores.
Empresas que se estruturam desde cedo colhem benefícios concretos. Tornam-se mais preparadas para auditorias, parcerias estratégicas, operações de crédito e expansão para novos mercados. Transmitem mais confiança a clientes, fornecedores e investidores, além de enfrentarem períodos de instabilidade com maior resiliência.
Crescer é um mérito. Mas sustentar esse crescimento de forma organizada, ética e eficiente é uma decisão estratégica. Em um mercado cada vez mais competitivo e regulado, a profissionalização da gestão deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito para a longevidade dos negócios.
(*) Sobre a Autora - Heloysa Vareschini Furtado é advogada em Campo Grande (MS), com atuação em direito empresarial, compliance e governança corporativa. É diretora da ALLEG Soluções Treinamentos Empresariais, professora universitária e conselheira estadual da OAB-MS. Pesquisa e escreve sobre os desafios da profissionalização da gestão, ética nos negócios e crescimento sustentável das empresas.
Calendário eleitoral, desconhecido e muito mal aproveitado
As Eleições brasileiras são totalmente judicializadas, tendo a Justiça Eleitoral como a grande guardiã da legalidade dos resultados da vontade livre e soberana do voto popular, porém, a soberania popular deve ser exercida livremente sem interferência na escolha dos Candidatos e Candidatas.
Mesmo sendo do conhecimento de todos os envolvidos nos pleitos eleitorais, muito pouco se conhece da legislação eleitoral, principalmente pelos atores passivos (candidatas e candidatos), que suportam todos os efeitos negativos direto pelos erros dolosos e culposos, que vierem cometer durante todo o pleito eleitoral, desde a intenção de se candidatar, da preparação e da candidatura propriamente dita.
Dr. Fernando Baraúna (*)
Não os culpo, pois as alterações casuísticas na Legislação Eleitoral, impede qualquer possibilidade de criar um conceito seguro a respeito das regras, uma vez que, a sensação de serem descartáveis é um fato, porém, nada isenta, pelo desconhecimento, os Candidatos e Candidatas de suportarem o ônus do não atendimento às regras eleitorais. Por isso, conhecer o Calendário Eleitoral é a maneira mais segura para a tomada de decisão de se candidatar à qualquer cargo eletivo, sendo para o Executivo como para o Legislativo, porque é nesse momento, que a Candidata e o Candidato terão acesso a todas as obrigações que deverão cumprir durante todo o processo eleitoral, em dia, hora e local, isso mesmo e com um ano de antecedência.
É nesse momento que cada Candidato e Candidata terão conhecimento que são os únicos responsáveis pela viabilização eco-
nômica de cada candidatura, desde a preparação, para que sejam escolhidos em convenção partidária, 05 de agosto, até o trânsito em julgado de todos os atos eleitorais, isto é, a eleição não se resume com o início da Propaganda Eleitoral, 16 de agosto, e nem termina no dia 04 de outubro de 2026, no dia da Eleição. Aí está um problemão, se o Candidato e a Candidata forem conhecer a legislação eleitoral não vão ter tempo para pedir votos e muito menos viabilizar, material e economicamente, a sua candidatura, por isso, agora é o momento certo de saber todos os passos que irão enfrentar durante o ano eleitoral de 2026 e a partir daí preparar um planejamento, que o final não seja a INELEGIBILIDADE e muito menos, depois de todo dinheiro investido na campanha eleitoral, condenado a devolver recursos financeiros ao erário, por motivo de má aplicação no financiamento de campanha, ou por multas oriundas de propaganda eleitoral irregular.
Sendo assim, vamos usar e abusar do Calendário Eleitoral.
(*) Dr. Fernando Baraúna é proprietário do Escritório Baraúna Advogados, fundador e presidente do IDEA – Instituto de Direito Eleitoral e Administrativo, Procurador-Geral da Câmara Municipal de Dourados-MS, ex-Procurador-Geral do Município de Dourados-MS, especialista em Direito Eleitoral e Direito Público (Constitucional, Administrativo e Tributário) pela PUC/RS, ex-membro consultor da Comissão Especial de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB (DF) e assessor jurídico em diversas administrações municipais. E-mail: barauna@fernandobarauna.com.br.
A fila do osso não pode parir uma ditadura
Sebastian Levati (*)
“U
m povo que não conhece sua História está fadado a repeti-la”. A frase atribuída ao filósofo Edmund Burke permanece atual porque a memória não é apenas um exercício do passado, mas um instrumento fundamental de defesa da democracia. No Brasil, revisitar a ditadura militar por meio da literatura e do jornalismo é uma prática de cidadania — e, em 2026, uma urgência política. Diferentemente dos livros didáticos, a literatura alcança a dimensão subjetiva da História. Ao criar personagens, afetos e conflitos, transforma estatísticas em experiências humanas. O leitor não apenas aprende sobre a repressão, a censura e o medo: ele os sente. Essa capacidade de humanizar o passado impede que a violência de Estado seja relativizada ou esquecida. A disputa pela memória segue aberta. Tentativas de minimizar torturas, apagar desaparecimentos e reescrever a história não são lapsos de interpretação, mas projetos políticos. Por isso, manter viva a lembrança do autoritarismo é um ato de resistência. A ficção, muitas vezes, antecipou debates que a historiografia oficial demorou a enfrentar, funcionando como espaço de denúncia e reflexão social.
O jornalismo, por sua vez, é pilar da democracia ao fiscalizar o poder e garantir o direito à informação. Durante a ditadura instaurada em 1964, a censura impediu a divulgação de denúncias e silenciou vozes dissidentes. Hoje, embora exista maior liberdade formal, o desafio é enfrentar o negacionismo histórico e a desinformação em ambientes digitais. Quando jornalistas são atacados ou desacreditados, toda a sociedade perde.
A memória é um campo de batalha. Quando uma sociedade escolhe esquecer, perde sua bússola ética. Literatura, jornalismo, museus e escolas são sistemas de alerta contra novas formas de autoritarismo, pois eles não permitirão que uma direita saída de filas do osso e da catação de restos tente gestar e parir uma nova ditadura, como se tentou impor ao Brasil em 8 de janeiro de 2023. Lembrar não é olhar para trás: é proteger o futuro.
(*) Sebastian Levati é autor de “Cinzas de Cogumelos Azuis”, obra sobre jovens que enfrentam a repressão da ditadura militar, usando a arte, o afeto e o lirismo como formas de resistência.
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago aos trabalhadores em fevereiro
Reajuste de 6,79% entra no contracheque de janeiro e deve injetar mais de R$ 80 bilhões na economia em 2026
O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621 para 2026, começou a ser pago aos trabalhadores a partir de segunda-feira (2), no contracheque referente ao mês de janeiro. O valor representa um reajuste de 6,79% em relação ao piso anterior, o equivalente a um aumento nominal de R$ 103. O reajuste foi oficializado por meio do Decreto nº 12.797/2025 e segue a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo federal. O cálculo considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo IBGE, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando os limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal. Pela regra atual, o ganho real é limitado a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o piso nacional já começaram a receber o novo valor no dia 26 de janeiro. Os pagamentos fora, realizados até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão de benefício.
Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta diretamente cerca de 61,9 milhões de brasileiros. Desse total, aproximadamente 19 milhões são beneficiários da Previdência Social e outros milhões recebem rendimentos atrelados ao piso nacional, como trabalhadores formais, informais e beneficiários de programas sociais. O Dieese calcula que o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia ao
Lula cobra explicações de Lulinha e defende investigação sem proteção no caso INSS
Presidente afirma que orientou o filho a se defender e diz que apurações devem seguir sem interferência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quinta-feira (5) que conversou diretamente com o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após o nome dele surgir nas apurações sobre descontos ilegais em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o presidente, a orientação é clara: investigar tudo o que for necessário, sem qualquer tipo de proteção pessoal.
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho aqui. Olhei no olho dele e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se não tiver, se defenda’. Eu trato as coisas com muita seriedade”, declarou Lula em entrevista ao UOL News.
Lulinha não é alvo formal de investigação até o momento, mas seu nome apareceu ao longo das apurações por conta de uma possível ligação com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, personagem central nas investigações sobre os descontos não autorizados aplicados a aposentados e pensionistas.
Ao comentar o caso, o presidente reforçou que não haverá qualquer tipo de blindagem, seja em relação ao filho ou a qualquer outra pessoa eventualmente citada nas investigações. Segundo Lula, a determinação do governo é permitir que os órgãos de controle atuem de forma independente. “A orientação do governo é investigar o que tiver que investigar”, afirmou.
longo de 2026, impulsionando o consumo e a renda das famílias, especialmente nas camadas de menor poder aquisitivo. O impacto econômico total, porém, vai além. De acordo com estimativas do governo fe-
deral, a combinação do novo salário mínimo com a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil pode gerar um efeito de aproximadamente R$ 110 bilhões na economia neste ano.
Por outro lado, o aumento do piso nacional também pressiona as contas públicas. A Previdência Social deve ter um custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões, já que o salário mínimo serve de referência para diver-
sos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas. Entre eles estão aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e saláriofamília.
Lula também procurou contextualizar o esquema dos descontos ilegais, apontando que o problema teve início em gestões anteriores. Ele afirmou que o governo federal identificou a atuação de uma quadrilha a partir de levantamentos feitos pela Advocacia-Geral da União (AGU), pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal. “A investigação do INSS acontece porque o governo descobriu, através da AGU, CGU e PF, que tinha sido montada uma quadrilha no governo Bolsonaro”, declarou. O presidente reconheceu que os desvios cresceram de forma mais acentuada durante o seu governo, mas ressaltou que o aumento dos descontos já vinha sendo registrado anteriormente. Segundo ele, a resposta institucional foi justamente permitir o avanço das investigações. Lula afirmou ainda que chegou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso. “Comecei a dizer para o pessoal que seria a primeira vez na história que o governo ia pedir uma CPI”, disse. De acordo com o presidente, no entanto, lideranças do PT e de outros partidos avaliaram que não seria o melhor caminho naquele momento. As declarações reforçam o discurso do Planalto de que as apurações sobre o esquema de descontos ilegais devem seguir sem interferência política, mesmo quando envolvem pessoas próximas ao presidente da República.
Presidente da CRE diz que proposta pode ir direto ao plenário da Câmara e ser votada no Senado em março
O Congresso Nacional articula um acordo para acelerar a tramitação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A informação foi confirmada na quarta-feira (4) pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Segundo ele, a estratégia em discussão prevê mudanças no rito de votação, especialmente na Câmara dos Deputados.
De acordo com Trad, a ideia inicial é que o texto do acordo não passe pelas comissões temáticas da Câmara e seja encaminhado diretamente ao plenário. No Senado, no entanto, a tramitação seguiria o procedimento regular, com análise prévia na Comissão de Relações Exteriores e posterior votação em plenário.
“Esse acordo não pode ser emendado por nenhum parlamentar. Ou se vota ‘sim’ ou
‘não’, o que facilita o encaminhamento da votação”, afirmou o senador durante conversa com jornalistas.
O presidente da CRE destacou que o formato do acordo internacional contribui para a tentativa de acelerar o processo legislativo, já que não há espaço para alterações no texto negociado entre os blocos. Isso reduz debates técnicos sobre mudanças pontuais e concentra a decisão no mérito da aprovação ou rejeição do tratado. Como parte do acompanha-
Presidente afirma ter confiança na aprovação do nome do advogado-geral da União
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que vai encaminhar ao Senado Federal a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) assim que a Casa retomar oficialmente suas atividades legislativas.
“O Senado está de férias, quando voltar a funcionar, vou apresentar o nome do Messias. Tenho confiança, vou conversar com o Alcolumbre, com os senadores. Tenho plena confiança”, declarou o presidente em entrevista ao UOL News.
Lula destacou que pretende conduzir o processo de articulação política de forma direta, dialogando com a cúpula do Senado e com os parlamentares antes da sabatina e da votação do nome indicado. A aprovação de um ministro do STF depende do aval da maioria absoluta
dos senadores.
Durante a entrevista, o presidente também comentou seu estilo de tomada de decisões e afirmou que evita agir em momentos de maior tensão política ou institucional. Aos 80 anos, Lula disse que a experiência adquirida ao longo da trajetória pública o leva a priorizar cautela e timing nas escolhas mais sensíveis.
mento do tema, a Comissão de Relações Exteriores do Senado deve criar um grupo de trabalho específico para supervisionar a tramitação do acordo e monitorar os desdobramentos políticos e técnicos relacionados ao texto. A iniciativa busca garantir que o processo avance dentro do cronograma discutido entre os parlamentares. Segundo Nelsinho Trad, a expectativa é concluir a votação no Senado ainda na primeira quinzena de março. O senador avalia que o calendário é viá-
vel caso haja consenso político suficiente para evitar atrasos no andamento da matéria.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia é considerado um dos mais relevantes tratados comerciais negociados pelo Brasil nas últimas décadas, com potencial de impactar setores como indústria, agronegócio e comércio exterior. Por isso, a tentativa de acelerar sua tramitação no Congresso ocorre em meio a debates sobre os efeitos econômicos e estratégicos da parceria entre os blocos.
“Eu não tomo decisão com 39º graus de febre. Primeiro abaixo para 36 graus para depois tomar a decisão. Quando a coisa está fervendo, deixa ferver. Quando esfriar, vamos comer a comida”, afirmou. A declaração sinaliza que o presidente prefere aguardar um ambiente político mais estável antes de formalizar decisões estratégicas, como a indicação ao Supremo, mesmo quando o nome já está definido. Jorge Messias ocupa atualmente o cargo de advogadogeral da União e é um
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago aos trabalhadores
Presidente da CRE, senador Nelsinho
do recesso parlamentar.
Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica
Lula afirma que orientou o filho a se defender e diz que investigações sobre o INSS devem seguir sem proteção.
LibeRdade é O úNiCO CamiNHO!
A Verdadeira Paz
Veja essa frase poderosa de Ronald Reagan:
“A paz não é ausência de conflito, é a capacidade de lidar com conflitos por meios pacíficos”.
Muitos acreditam que viver em paz significa concordar e baixar a cabeça para o Estado ou aceitar calado as imposições de quem quer controlar a nossa vida. Mas isso é submissão.
A verdadeira liberdade gera divergências. Somos indivíduos únicos, criados à imagem e semelhança de Deus, cada um com seus propósitos e visões. O conflito de ideias é saudável e necessário para o progresso. O problema surge quando tentam suprimir esse debate ou quando a censura substitui o argumento.
Temos visto um fenômeno perigoso de grupos que pregam o “amor” e a “tolerância”, mas que, na prática, querem impor suas ideologias, rotulando quem pensa diferente de “preconceituoso” sob o pretexto de combater o “discurso de ódio”.
Um exemplo recente e chocante disso ocorreu na Universidade de Brasília (UnB), durante um ato em defesa da neutralização de banheiros.
Uma jovem declarou que, se encontrassem alguém de “extrema direita”, resolveriam “no diálogo”, enquanto um rapaz ao seu lado erguia um pedaço de pau com a palavra “diálogo” escrita nele.
devemos dominar o nosso espírito e agir como pacificadores, usando a palavra e a verdade para impedir que o silêncio se confunda com a submissão.
Percebem a hipocrisia? Sob a bandeira de defender minorias e pregar a inclusão, eles empunham a ameaça da agressão física. Eles chamam de “diálogo” o que na verdade é intimidação. Eles são intolerantes justamente enquanto acusam os outros de serem assim, mostrando que sua “paz” é apenas a exigência de submissão.
Infelizmente, estamos diante de um tempo que nos obriga a entrar no conflito, não o conflito da violência que eles propõem, mas o conflito das ideias, da firmeza moral.
Devemos dominar o nosso espírito e agir como pacificadores, usando a palavra e a verdade para impedir que o silêncio se confunda com a submissão. Reagan (1911–2004) foi o 40º presidente dos Estados Unidos e um ícone do movimento conservador e liberal moderno. Sua política de “Paz através da Força” foi fundamental para o fim da Guerra Fria, provando que a liberdade é a arma mais poderosa contra a tirania.
Coronel David defende diálogo e foco em resultados na abertura do ano legislativo
Sob a condução do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro (PP), foi aberta a quarta sessão legislativa da 12ª Legislatura, reforçando o papel do Parlamento como casa de leis e representação da sociedade. Na solenidade, o deputado estadual
Coronel David (PL) defendeu que o novo ano seja marcado pelo diálogo, pelo apoio a ações estruturantes do governo estadual e pela entrega de resultados concretos à população.
Representando a bancada do Partido Liberal, o parlamentar afirmou que a atuação será guiada pela responsabilidade e atenção às demandas reais dos sul-mato-grossenses. “Iniciamos mais uma etapa do nosso trabalho legislativo com a responsabilidade de olhar para frente, mas sem fechar os olhos para a realidade”, declarou.
Coronel David destacou que Mato Grosso do Sul se consolidou como referência em responsabilidade fiscal, planejamento e eficiência administrativa. Segundo ele, o crescimento econômico, a atração de investimentos, a geração de empregos e a chegada de obras aos municípios são reflexos diretos da gestão estadual e se traduzem em melhoria da qualidade de vida da população. Esses avanços, avaliou, são resultado de uma política voltada ao equilíbrio das contas públicas e ao planejamento de longo prazo.
A segurança pública foi um dos pontos centrais do discurso. O deputado valorizou o trabalho
‘Diferença partidária não impede investimentos no MS’, diz Boulos em Campo Grande
Ministro afirma que Lula ampliou recursos para educação e moradia no Estado e defende relação institucional acima das disputas políticas
Em passagem por Campo Grande para o programa Governo na Rua – Feira da Cidadania, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que as divergências partidárias entre o governo federal e o governo de Mato Grosso do Sul não interferem na chegada de recursos ao Estado. Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o respeito federativo e priorizar a população.
“O governador de Mato Grosso do Sul não é do partido do presidente. Você tem uma visão partidária diferente, mas isso não quer dizer que o presidente Lula, porque o governador é de outro partido, prejudicou o povo do Mato Grosso do Sul. Pelo contrário, ampliou os investimentos”, declarou Boulos, em entrevista no CEU das Artes, no
Parque do Lageado.
O ministro comparou a atual gestão com o governo anterior e disse que houve queda de recursos no passado recente. “Se você pegar o governo anterior, os investimentos no Brasil e no Mato Grosso do Sul caíram. A educação caiu 18%”, afirmou. Na sequência, citou números que, segundo ele, mostram a mudança de cenário: “Agora, no governo do presidente Lula, só para a educação são mais de 5 bilhões de reais no Mato Grosso do Sul, não só no Pé-de-Meia, mas investimento em reformas
de escola, melhorias de escolas, pelo PAC na educação”. Na área de moradia, Boulos destacou a retomada do Minha Casa Minha Vida no Estado. “São quase 6 mil apartamentos do Minha Casa Minha Vida, apartamentos e casas contratados nesse governo. No governo anterior foi zero. Não teve, não teve nada”, disse. Para ele, os dados mostram que a relação entre União e Estado é guiada por políticas públicas, e não por alinhamento partidário.
Ao comentar a agenda em Campo Grande, que levou ser-
viços do INSS, apoio para acessar a conta Gov.br, orientações da Caixa Econômica Federal e ações sociais à periferia, Boulos reforçou que a diretriz do Planalto é estar presente onde o poder público costuma aparecer apenas em período eleitoral. “O Lula orientou: vamos para as periferias, vamos onde o governo não chega. Só aparece político muitas vezes no tempo da eleição. Na hora de levar as coisas que tem que levar para o povo, muitas vezes não aparece. O Lula pediu para eu fazer isso, nós estamos fazendo”, concluiu.
Assembleia abre ano legislativo com balanço do governo Riedel
Sessão solene na Assembleia abre a 4ª sessão da 12ª Legislatura com mensagem do Executivo e números de investimentos em Mato Grosso do Sul
Deputado do PL destacou apoio a ações estruturantes do governo e atenção às demandas da população A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul abriu na manhã de terça-feira (3) a 4ª sessão da 12ª Legislatura com sessão solene no Palácio Guaicurus, em Campo Grande. Diante dos deputados estaduais e de autoridades dos três poderes, o governador Eduardo Riedel (PSDB) apresentou a mensagem anual do Executivo, com balanço de resultados e investimentos do governo em áreas como educação, saúde, habitação, emprego e saneamento. Os parlamentares foram recepcionados no saguão principal, onde aguardaram a chegada do governador. Seguindo o protocolo, Riedel passou em revista à tropa da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), posicionada no saguão Nelly Martins. Em seguida, foi executado o Hino Nacional. Por conta da chuva, o hasteamento das bandeiras não ocorreu na área externa, e todos seguiram para o Plenário Júlio Maia, onde a cerimônia teve continuidade. A mesa de autoridades foi presidida pelo deputado Gerson Claro (PP), presidente da Assembleia Legislativa. Também participaram o vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Eduardo Machado Rocha, representando o Poder Judiciário, a procuradora-geral de Justiça adjunta, Nilza Gomes, o general do Exército Alcides Valeriano de Faria Junior e o próprio governador Eduardo Riedel, em nome do Poder Executivo. Ao declarar aberta a sessão, Gerson Claro lembrou que o ato cumpre o artigo 89 da Constituição Estadual, que prevê a
das forças de segurança e defendeu a continuidade das políticas de valorização da categoria, ressaltando que investir no setor é essencial para manter o ambiente favorável ao desenvolvimento econômico e social. Ao tratar do cenário nacional, Coronel David criticou a condução da economia pelo governo federal. “O Brasil vive hoje um governo que troca responsabilidade por improviso, crescimento por aumento de impostos e diálogo por confronto ideológico”, afirmou, ponderando que esse quadro compromete o equilíbrio fiscal e limita o crescimento do país. Ele destacou ainda que o PL tem um projeto político voltado ao desenvolvimento, ao crescimento sustentável e ao respeito a quem produz. “Um projeto que devolva previsibilidade à economia, fortaleça as estatais como patrimônio do povo e não como instrumentos ideológicos, e coloque o Brasil novamente nos trilhos”, disse. Integrante da base aliada do governador Eduardo Riedel (PP), Coronel David reafirmou que a bancada do PL seguirá apoiando iniciativas que fortaleçam a gestão responsável e o planejamento estratégico do governo estadual. Ao encerrar sua fala, defendeu uma atuação firme do Parlamento ao longo do ano. “Que este ano legislativo seja marcado por debates firmes, decisões responsáveis e coragem política”, concluiu, reforçando o compromisso da Assembleia com os interesses de Mato Grosso do Sul.
apresentação da mensagem do governador na abertura dos trabalhos legislativos. Em seguida, passou a palavra a Riedel, que iniciou o discurso valorizando o trabalho dos servidores públicos e a parceria com a Assembleia. “Sem qualquer vaidade, sei que apresentamos resultados exemplares advindos do trabalho coletivo. Mérito de poucas gestões Brasil afora que conseguiram trabalhar com tanta harmonia entre os Poderes, com grau elevadíssimo de convergência. Essa Casa jamais faltou com nosso Governo, quando estava em jogo os interesses de Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador.
Na educação, Riedel destacou a expansão de 62% das redes de ensino em tempo integral, disse que Mato Grosso do Sul tem o maior salário do Brasil para professor concursado e que o Estado é o segundo que mais avançou na alfabetização na idade certa. Segundo a mensagem, 45% dos alunos estão matriculados em cursos técnicos.
Na saúde, o governador disse que o Estado mantém a regionalização do atendimento, com quatro hospitais nas principais cidades, formando um “cinturão de média complexidade”. Na habitação, afirmou que 23 mil pessoas foram beneficiadas por programas habitacionais.
Riedel também apresentou dados de emprego e saneamen-
to. Segundo ele, o Estado criou mais de 150 mil postos de trabalho e está próximo do pleno emprego. No saneamento básico, informou que Mato Grosso do Sul ocupa hoje a quarta posição no país, com 75% de cobertura da rede, e projetou atendimento total até 2028. O governador ainda citou ações na Segurança Pública, nas políticas sociais, no meio ambiente e no agronegócio, somando mais de R$ 80 bilhões em investimentos em dois anos.
Ao receber oficialmente a mensagem, Gerson Claro afirmou: “Tomo com a devida consideração a exposição que fez sobre os negócios do Estado”. Ele reforçou o compromisso da
Assembleia com a democracia e lembrou que 2026 é um ano eleitoral, com maior tensão no debate público, mas disse que a Casa já demonstrou maturidade para separar o calendário de campanha do trabalho legislativo. “A democracia se fortalece quando o Parlamento atua com responsabilidade e equilíbrio e não vamos diminuir o ritmo”, declarou. A solenidade de abertura da 4ª sessão legislativa foi encerrada com apresentação da banda musical da Polícia Militar, que executou o Hino Nacional e outras peças,
o
Em entrevista no CEU das Artes, em Campo Grande, Guilherme Boulos afirma que diferenças partidárias não impedem investimentos federais em MS.
marcando oficialmente
início dos trabalhos de 2026 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Fotos: Divulgação
Presidente Gerson Claro, quem comandou a solenidade, reafirmou compromisso com a democracia.
Revista a tropa ocorreu no saguão Nelly Martins.
Prorrogação de diretório mantém Reinaldo no comando do PL em MS
Executiva nacional do PL estende mandato de comissões provisórias até maio de 2026 e evita troca de comando em ano de janela partidária
Foto: Reprodução/PL
A decisão da cúpula nacional do PL (Partido Liberal) de prorrogar a vigência de todos os diretórios provisórios até 11 de maio de 2026 garante a continuidade do comando do ex-governador Reinaldo Azambuja à frente da sigla em Mato Grosso do Sul. A medida vale para as Comissões Executivas Estaduais e Distrital em todo o país e evita mudanças na estrutura partidária em pleno período de janela partidária das Eleições de 2026. A prorrogação está formalizada em ofício assinado na quarta-feira (4) pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, encaminhado aos presidentes estaduais. No documento, a Executiva Nacional afirma que a decisão busca dar estabilidade interna à legenda em um momento de intensa movimentação política e impedir qualquer interrupção no processo de filiação de novos integrantes. Em Mato Grosso do Sul, a certidão partidária confirma que o diretório segue registrado como órgão provisório, acompanhando a deliberação nacional. Na prática, a composição atual da direção estadual é mantida sem alterações até o novo prazo definido pela Executiva.
Com a prorrogação, Reinaldo Azambuja permanece como presidente estadual do PL-MS. O ex-presidente da legenda,
Aparecido Portela, continua no cargo de primeiro vice-presidente, e o deputado federal Rodolfo Nogueira segue como segundo vice-presidente. Também permanecem nas funções atuais o deputado estadual Coronel David, como secretário-geral, o prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli, como secretário, e o prefeito de Naviraí, Rodrigo Sacuno, responsável pela tesouraria do diretório estadual.
A composição se completa com os vogais André Luis Sanches Salineiro, Gianni Dias Aguillar Nogueira, José Marcos Calderan, Juliano da Cunha Miranda, Juliano Ferro Barros Donato, Luana Ruiz Silva, Maria Lurdes Portugal, Mariana Amaral do Amaral, Max Antônio Souza Morais, Murilo Jorge Vaz Silva, Naiane Bittencourt, Odilon Ferraz Alves Ribeiro, Pompilio Cabral de Jesus Junior, Rafael Brandão Scaquetti Tavares, Roberto Razuk Filho, Rodrigo Borges Basso e Weliton da Silva Guimarães.
A Executiva Nacional do PL informou ainda que, próximo ao fim do prazo de vigência das comissões provisórias, deve editar uma nova resolução para definir critérios e formatos das futuras direções partidárias nos estados para o período seguinte à prorrogação.
Contra cota para trans, Salineiro reage a projetos do PT na Câmara da Capital
Vereador do PL diz que propostas do PT ferem princípio do mérito e critica reserva de 3% das vagas para pessoas trans em concursos e programas de emprego
Foto: Izaias Medeiros/CMCG
O vereador André Salineiro (PL) fez duras críticas a projetos de lei que tramitam na Câmara Municipal para substituir mérito e capacidade por critérios ideológicos em concursos públicos, no Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho (PRIMT) e até em empresas privadas. Salineiro já tem um projeto na Casa de Leis justamente para proibir esse tipo de cota. Ele alertou que as propostas apresentadas pelo vereador petista Jean Ferreira preveem a reserva de vagas com base em identidade autodeclarada, incluindo a destinação de 3% das vagas para pessoas transsexuais. “O combate ao preconceito é necessário, mas inclusão não se faz criando privilégios. Esse tipo de cota é injustiça e segregação. Inclusão verdadeira acontece com educação, estímulo ao trabalho e igualdade de oportunidades”, afirmou o vereador. Em vídeo divulgado na rede social, Salineiro afirmou que o mandato segue comprometido com a Constituição, interesse coletivo e a valorização do mérito como princípio fundamental da administração pública.
Gerson Claro ganha força como candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026
Com sua experiência política, Gerson Claro começa a se destacar como um forte nome para representar Mato Grosso do Sul no Senado em 2026
O nome de Gerson Claro, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), começou a ser mais cogitado como uma possível candidatura ao Senado nas eleições de 2026. Embora ainda sem um anúncio oficial, Gerson Claro está se consolidando como uma das opções mais fortes para representar o Estado em Brasília. Respeitado como líder no Parlamento estadual, Gerson Claro sempre se destacou pela habilidade política. Desde que assumiu a presidência da ALEMS, sua capacidade de liderança tem sido reconhecida, especialmente em momentos de complexidade política e fiscal no Estado. “Estou muito focado no trabalho que estou fazendo no Legislativo, mas a possibilidade de seguir trabalhando por Mato Grosso do Sul no Senado é algo que vem sendo considerado com muito cuidado e responsabilidade”, explicou Gerson Claro. A articulação política, sem dúvida, é um dos pontos fortes de Gerson Claro. Ele tem se
destacado pela habilidade em construir pontes entre diferentes correntes políticas e lideranças regionais. Sua capacidade de dialogar com diversos partidos e grupos é um ativo importante para a construção de uma base sólida de apoio.
A relação estreita com o governador Eduardo Riedel, embora não seja o foco principal da candidatura, é parte da equação, especialmente em um cenário onde o ex-governador Reinaldo Azambuja também é cogitado para o Senado. Gerson Claro acredita que, no contexto atual, é importante buscar o apoio de diferentes setores e alianças, sem distanciar-se do governo, mas também respeitando os espaços de cada um.
“A articulação política é sobre construir consensos. Não se trata de uma disputa com o governo, mas de fortalecer um projeto que tenha apoio amplo no Estado”, afirmou o presidente da ALEMS. Para Gerson Claro, o Senado representa uma plataforma estratégica para lutar por mais investimentos, presença e recursos para Mato Grosso do Sul. “O Senado é um lugar onde podemos trabalhar para aumentar a visibilidade do nosso Estado e garantir que os interesses dos sul-mato-grossenses sejam devidamente representados”, afirmou. Ele também acredita que o Senado deve focar em questões que impactam diretamente a
vida das pessoas, como saúde, educação e infraestrutura. Gerson Claro vê o futuro do Estado atrelado a políticas públicas que realmente façam a diferença. “Em um momento em que o país busca renovação e resultados, o Senado pode ser o espaço para transformar demandas em ações concretas”, afirmou. Com sua trajetória política, habilidades de articulação e uma base crescente de apoio, Gerson Claro se posiciona como uma opção forte para o Senado nas próximas eleições. Mesmo que a candidatura ainda não tenha sido confirmada, os próximos meses devem revelar o potencial de sua presença política para impactar Mato Grosso do Sul e a política nacional.
Câmara abre ano legislativo reforçando compromisso com diálogo e população
Sessão solene em Campo Grande reúne vereadores, prefeita e autoridades e marca retomada dos trabalhos em 2026
A Câmara Municipal de Campo Grande abriu o ano legislativo de 2026 na manhã de segunda-feira (2) com sessão solene marcada por recados políticos, críticas à gestão e promessa de foco nas demandas básicas da população. Vereadores, a prefeita Adriane Lopes, representantes do Governo do Estado e da bancada federal participaram da cerimônia.
O presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, o Papy, reforçou que o Legislativo pretende manter canal aberto com a população. “A Câmara está sempre disponível a ouvir e servir. Temos compromisso com a população”, afirmou, citando a CPI do Transporte Coletivo como exemplo de fiscalização “feita com coragem”. Ele defendeu independência em relação ao Executivo, mas com diálogo, e resumiu o que, na visão dele, a cidade espera:
soluções simples e concretas. “Campo Grande não quer briga política. As pessoas querem dignidade para andar no ônibus, asfalto na frente de casa, matricular criança na creche, pegar remédio no posto”, disse Papy, ao defender um pacto pela cidade. A oposição também ocupou a tribuna. A vereadora Luiza Ribeiro, líder do PT, citou pesquisas que apontam alta reprovação da administração municipal, mencionando problemas no transporte e na saúde, como falta de medicamentos. “Não podemos ser indiferentes a essa dor. Essas questões são relevantes para nossa cidade”, afirmou, lembrando que a responsabilidade é compartilhada. Pela base aliada, o vereador Wilson Lands disse que governar implica tomar decisões impopulares e lembrou o impacto da partilha do ICMS na capacidade de investimento da
Capital. Ele destacou o pacote de infraestrutura anunciado pela prefeitura, com asfalto em 40 bairros, e defendeu que ser base não é apenas apoiar. “Ser base do governo municipal significa propor, fiscalizar e melhorar a vida das pessoas em todas as áreas”, afirmou, ao defender parceria entre Executivo e Legislativo. A prefeita Adriane Lopes afirmou que 2025 foi um ano de ajustes duros nas contas municipais, com cortes de salários, redução de custeio e diminuição do número de servidores. Segundo ela, o objetivo é viabilizar entregas nos próximos anos. Entre as prioridades, citou a pavimentação em 40 bairros, a meta de zerar a fila de espera nas escolas infantis e a ampliação das ações de tapa -buraco. Durante a sessão, ela entregou aos vereadores o Relatório de Atividades de 2025. Em nome da bancada federal, o deputado Dagoberto Nogueira pregou responsabilidade nas votações e lembrou a emenda conjunta para o viaduto da Coca-Cola, na Avenida Gury Marques, estimado em R$ 90 milhões, a ser executado
pelo Governo do Estado com recursos federais. Ele também anunciou mais R$ 100 milhões para tapa-buraco e recapeamento e R$ 60 milhões para habitação. Representando o Governo do Estado, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Junior, destacou o crescimento de 13,4% do PIB de Mato Grosso do Sul, quatro vezes acima da média nacional, e atribuiu o resultado à parceria com os municípios. Ele disse que o Estado está entre os que têm menor taxa de pobreza e garantiu que continuará atuando em temas sensíveis da Capital, como transporte público e repasses à Santa Casa. Com a solenidade concluída, a Câmara realiza nesta terça-feira (3) a primeira sessão ordinária de 2026. Na pauta, dois projetos de lei e o veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar 1.016/26, que tentava suspender os efeitos do decreto que aumentou a taxa de coleta de lixo para 2026. A votação deve servir como primeiro termômetro do clima político entre situação e oposição neste início de ano legislativo.
Foto: Douglas Vieira
Presidente da ALEMS, Gerson Claro, pode ser uma das opções mais fortes para o Senado em 2026, com foco em investimentos para Mato Grosso do Sul.
Foto: Izaias Medeiros
Sessão solene abre os trabalhos legislativos de 2026 na Câmara de Campo Grande, com presença da prefeita Adriane Lopes e autoridades estaduais e federais.
Ex-governador Reinaldo Azambuja ao lado do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto em encontro no fim de 2025.
Vereador André Salineiro (PL) critica projetos que preveem cota de 3% para pessoas trans em concursos, programas de emprego e empresas privadas.
Estado cresce acima da média, atrai bilhões em
investimentos e lidera mobilidade social no país
Estado combina avanço econômico, geração de empregos e políticas sociais que ampliam oportunidades
Mato Grosso do Sul tem se consolidado como um dos estados mais dinâmicos do país, reunindo crescimento econômico, atração de investimentos privados e políticas públicas voltadas à inclusão social. O cenário favorável não se reflete apenas em indicadores macroeconômicos, mas também na vida de quem escolheu o Estado para construir o próprio futuro.
Com mais de R$ 80 bilhões em investimentos privados anunciados, a indústria sul-mato-grossense figura entre as que mais crescem no Brasil, enquanto o agronegócio ocupa a segunda colocação nacional em ritmo de desenvolvimento. Esse volume inclui a instalação de duas das maiores plantas industriais de papel e celulose do mundo, nos municípios de Inocência e Bataguassu, que impulsionam a economia regional e a geração de empregos.
O desempenho também aparece nas projeções oficiais. A Resenha Regional do Banco do Brasil apontou Mato Grosso do Sul como o segundo estado com maior crescimento econômico em 2025, com estimativa de alta de 5,9% no Produto Interno Bruto (PIB), resultado que reforça a confiança de investidores no ambiente local.
Paralelamente ao avanço econômico, o Estado lidera o ranking nacional de mobilidade social, indicador que mede a capacidade de oferecer oportunidades reais de ascensão socioeconômica. O Atlas da Mobilidade Social, do Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), divulgado em junho do ano passado, colocou Mato Grosso do Sul na primeira posição do país, destacando também a probabilidade acima da média nacional de conclusão do ensino superior. Histórias como a do indígena terena Daniel de Oliveira Ezidio ilustram esse cenário. Aos 25 anos, ele cursa o 8º semestre de Medicina na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande, com o objetivo de retornar à comunidade onde nasceu, em Aquidauana, no Pantanal, para atuar como médico. Daniel é beneficiário do programa estadual MS Supera, que garante bolsa mensal de um salário mínimo a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Antes de receber o auxílio, o jovem conciliava a rotina intensa de estudos em período integral com trabalho noturno. O apoio financeiro permitiu que ele se dedicasse exclusivamente à formação acadêmica, reforçando a proposta do programa de reduzir a evasão escolar e ampliar o acesso ao ensino superior.
Setor produtivo vê risco de perda de empregos com fim da jornada 6x1
FCDL-MS alerta que mudança atinge atividades com horários estendidos em MS e cita estudo que projeta eliminação de 638 mil vagas no país
Foto: Divulgação
O debate sobre o fim da jornada 6×1, em discussão no Congresso Nacional, preocupa diretamente os setores que mais empregam em Mato Grosso do Sul, como comércio, serviços, indústria, agropecuária e construção. Com cerca de 700 mil vínculos formais ativos, grande parte das vagas depende de escalas contínuas e horários estendidos, como lojas abertas à noite, supermercados, farmácias e centrais de atendimento.
Para a presidente da Federação das CDLs de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS), Inês Santiago, qualquer mudança precisa considerar a realidade das empresas. “Quando a discussão ignora a realidade do mercado de trabalho, o risco é transformar uma promessa em perda de vagas e precarização”, afirma. Ela alerta que alterações na carga semanal de trabalho, sem ajuste proporcional, podem empurrar trabalhadores para o desemprego ou para a informalidade.
Um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP), elaborado pelo economista Daniel Duque, reforça a preocupação. A análise estima que o fim da jornada 6×1, nos moldes discutidos hoje, pode eliminar até 638 mil empregos formais no país, além de provocar queda de 0,7% na produtividade por trabalhador. O impacto seria mais forte justamente em construção, comércio
A conciliação entre trabalho, família e estudos também é realidade para muitas mulheres, especialmente aquelas que enfrentam contextos de vulnerabilidade social. Em Campo Grande, o curso EJA Mulher, voltado à Educação de Jovens e Adultos, tem transformado trajetórias ao permitir que mães retomem os estudos. É o caso de Beatriz Resende de Barros, de 26 anos, que voltou à sala de aula após o nascimento dos filhos. Com o apoio da escola, ela segue estudando com o bebê ao lado e planeja concluir o ensino médio
e ingressar na faculdade de Engenharia Civil. No campo econômico, os indicadores seguem positivos. Mato Grosso do Sul tem uma das maiores rendas médias do país, ocupando a oitava posição nacional, com rendimento mensal de R$ 3.469, segundo o IBGE. O valor da produção agropecuária superou R$ 76,3 bilhões em 2025, conforme dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
O Valor Bruto da Produção
Agropecuária (VBP) cresceu 23,68% em relação a 2024, mantendo o Estado na sétima posição do ranking nacional e respondendo por 5,42% do VBP brasileiro. A agricultura lidera a composição da renda estadual, seguida pela pecuária, com destaque para produtos como soja, bovinos, milho, cana-de-açúcar, frango e suínos.
A força desse crescimento está diretamente ligada ao mercado de trabalho. Dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems) mostram que, apenas em 2025, foram abertas
13.143 novas empresas, principalmente nos setores de Serviços e Comércio. O reflexo aparece também nos indicadores de emprego: o Estado registra a quarta menor taxa de desocupação do país, de 2,9%, e acumulou saldo positivo de 16.368 empregos formais entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, segundo o Novo Caged. O conjunto desses dados reforça a posição de Mato Grosso do Sul como um dos estados que mais avançam no equilíbrio entre crescimento econômico e inclusão social.
MS Empreende Mais projeta novo ciclo de desenvolvimento para os pequenos negócios
Evento do Sebrae e Governo do Estado mostra resultados de 2025, metas para atender 130 mil empresas e expansão do Cidade Empreendedora
e agropecuária, setores relevantes na economia sul-mato-grossense.
Segundo a FCDL-MS, o ponto central é o custo do trabalho: se a jornada diminui e o salário é mantido, o valor da hora trabalhada sobe automaticamente. Parte das empresas consegue se reorganizar ou investir em tecnologia, mas muitas tendem a reagir com redução de escala, repasse de preços ou corte de vagas. Inês lembra que há alternativas em discussão no próprio Congresso. Ela cita a PEC 40/2025, que propõe flexibilizar a jornada e permitir ao trabalhador escolher entre o regime tradicional da CLT, de até 44 horas semanais, ou um modelo flexível por horas, sem perda de direitos. “É uma proposta que prestigia a autonomia da vontade do trabalhador e permite ajustes sem impor um custo que muitas empresas não conseguem absorver”, avalia. Experiências internacionais também são usadas como alerta. Em Portugal, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas elevou o salário-hora, mas veio acompanhada de queda no emprego, retração nas vendas e diminuição das horas totais trabalhadas — cenário que,
Com os pequenos negócios respondendo por 89% das empresas ativas em Mato Grosso do Sul, mais de 337 mil empreendimentos, o MS Empreende Mais chegou à terceira edição com foco em consolidar um novo ciclo de desenvolvimento para esse segmento. Realizado na segunda-feira (2), na sede do Sebrae/MS em Campo Grande, o encontro reuniu governo, setor produtivo e instituições parceiras para apresentar resultados de 2025, metas para 2026 e avanços do programa Cidade Empreendedora, que já alcança mais da metade dos municípios sul-mato-grossenses.
O governador Eduardo Riedel reforçou o papel dos pequenos negócios na economia e a importância da atuação integrada entre Estado e Sebrae. Para ele, o Cidade Empreendedora melhora a gestão pública e cria condições mais favoráveis para quem empreende. “O Cidade Empreendedora fortalece a governança e a gestão nos municípios e melhora o ambiente de negócios para quem empreende. Os pequenos negócios têm uma força econômica essencial para o crescimento do Estado”, afirmou, destacando o Sebrae como parceiro estratégico na orientação e no apoio aos empreendedores.
O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/MS e vice-presidente do Sistema Famasul, Maurício Saito, avaliou o evento como símbolo de união em torno do empreendedor. Ele citou a participação do poder público, setor produtivo, Sistema S, instituições financeiras, academia e entidades representativas como fator decisivo para gerar renda, empregos e qualidade de vida. “O entendimento do Governo do Estado na construção de um ambiente favorável é fundamen-
tal para que os empreendedores de Mato Grosso do Sul avancem cada vez mais”, disse. Diretor-superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça destacou que a meta para 2026 é atender mais de 130 mil empresas em todo o Estado. Segundo ele, o ambiente institucional está consolidado, com governo e instituições atuando de forma integrada e recursos estruturados. Ele ressaltou o caráter municipalista do Cidade Empreendedora e a presença cada vez maior da instituição nos territórios, com consultores e equipes levando ferramentas, orientação e melhorias no ambiente de negócios, inclusive com o fortalecimento do uso do poder de compra das prefeituras para abrir mercado aos pequenos. Representando os municípios, o presidente da Assomasul e prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli, afirmou que a parceria com o Sebrae tem sido fundamental para o desenvolvimento local. Ele lembrou que o programa ajuda a estruturar o
planejamento municipal e dá suporte para que Mato Grosso do Sul mantenha o ritmo de crescimento, com ações alinhadas entre poder público e iniciativa privada. Principal entrega da parceria entre Sebrae e Governo do Estado, o novo ciclo do Cidade Empreendedora tem como eixo o Acordo Municipal de Gestão e o Plano de Desenvolvimento Municipal. O documento define prioridades de cada cidade, mas com pontos em comum, como fortalecimento do empreendedorismo local, qualificação profissional, modernização da gestão pública, digitalização de processos e uso mais estratégico das compras governamentais em favor dos pequenos negócios. Para 2026, as estratégias do Sebrae reforçam a atuação territorial, a inclusão produtiva e o aumento da competitividade. Além das 36 cidades atendidas diretamente pelo Cidade Empreendedora, a instituição desenvolve ações em áreas como bioeconomia, sustentabilidade,
inovação e turismo. A rede de atendimento conta hoje com 84 pontos presenciais e iniciativas como o Movimento de Rua, em Campo Grande e Dourados, para chegar a quem empreende nos bairros.
Na área de mercado, mais de 170 pequenos negócios estão sendo preparados para fornecer a grandes empresas, enquanto mais de 350 empreendimentos devem participar de projetos e feiras. Estão previstas ainda 30 missões empresariais, nacionais e internacionais, para ampliar a visão de mercado e gerar novas oportunidades.
Os números de 2025 mostram a dimensão da atuação: foram mais de 135 mil empresas distintas atendidas e mais de 2 mil ações realizadas nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. A expectativa, com o novo ciclo do MS Empreende Mais e do Cidade Empreendedora, é apro-
e
Mato Grosso do Sul combina crescimento econômico e políticas públicas que ampliam oportunidades de ascensão social.
fundar a presença nos territórios
consolidar um ambiente de negócios mais competitivo para os pequenos.
Fotos: Messias Ferreira - Sebrae/MS
Lideranças públicas, representantes do setor produtivo e instituições parceiras participam do MS Empreende Mais na sede do Sebrae/MS em Campo Grande.
Claudio Mendonça, diretor-superintendente do Sebrae/ MS, apresenta principais ações da instituição para 2026. Eduardo Riedel enfatiza papel dos pequenos negócios na economia e a importância da atuação integrada.
segundo representantes do setor produtivo, não pode ser ignorado no debate brasileiro.
Carteira de trabalho simboliza os vínculos formais que podem ser afetados por mudanças na jornada 6x1.
Longen diz que
MS tem R$ 90 bilhões em investimentos privados em andamento
Presidente da Fiems detalha à CNN como planejamento, indústria e agro ajudam a manter Mato Grosso do Sul em rota acelerada de crescimento
Em entrevista ao programa CNN Money, o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, resumiu o momento da economia sul-mato-grossense com um número: segundo ele, o Estado concentra hoje cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados em andamento em várias áreas. Para Longen, o volume é resultado de um ambiente de negócios construído ao longo dos últimos anos, com foco em previsibilidade e produção.
“A gente vem construindo há muito tempo esse ambiente de negócios do Mato Grosso do Sul. Hoje nós temos lá cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados em várias áreas”, afirmou, ao analisar o desempenho do Centro-Oeste, região que mais cresce no país e ganhou peso na formação do PIB brasileiro.
Longen atribuiu o avanço a uma articulação contínua entre Fiems, Famasul, sistema Fecomércio e Sebrae. “Todos têm trabalhado em conjunto, fazendo com que o investimento privado chegue ao Estado e seja bem acompanhado”, disse, ao destacar que essa coordenação reduz entraves e aumenta a confiança dos empresários.
Ele reconheceu que instalar uma empresa no Brasil ainda é difícil, mas defendeu que Mato Grosso do Sul se diferencia pela agilidade e pelo acompanhamento dos projetos. Segundo Longen, o investidor chega ao Estado mapeando problemas de logística, mão de obra e energia e encontra uma estrutura preparada para responder. Esse processo, afirma, ajuda a explicar por que o Estado vem registrando, em alguns períodos, crescimento de “dois dígitos”, superando até grandes economias.
Um dos pilares desse movimento é a “neoindustrialização” do agro. Longen lembrou que o Estado deixou de ser apenas produtor de álcool para agregar valor à cadeia: “Depois veio o etanol, o açúcar, a energia de biomassa e agora os biocombustíveis. É a neoindustrialização”, resumiu.
O Estado também se consolidou em outras cadeias. Além da produção de proteínas animais – carne bovina, suína, aves e peixes –, Mato Grosso do Sul avançou em culturas como o
Regularize já muda relação entre Sefaz e contribuintes em Mato Grosso do Sul
Programa de autorregularização para empresas do Simples permite corrigir divergências antes de punição e prepara Estado para a reforma tributária
A Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS) oficializou, pela Resolução nº 3.489, o programa Regularize Já, de autorregularização tributária para contribuintes do Simples Nacional. Publicada no Diário Oficial de terça-feira (3), a medida marca uma mudança na relação entre o Fisco estadual e o contribuinte, com foco em orientação, transparência e digitalização, sem abrir mão da responsabilidade fiscal.
amendoim. “Hoje nós temos a segunda produção nacional de amendoim. Chegamos ao melhor amendoim do Brasil, produzido no Mato Grosso do Sul”, afirmou, atribuindo o resultado a pesquisa e à rotação de culturas com a cana-de-açúcar. Ele citou ainda o etanol de milho e o DDG, subproduto com alto valor agregado já exportado, como exemplos de como a indústria amplia a competitividade. Ao falar sobre a reforma tributária, que começa a ser implantada em 2026, Longen adotou tom pragmático. Após reuniões com representantes do Consefaz, do Comitê Gestor e da Confederação Nacional da Indústria, avaliou que “a reforma tributária foi muito bem pensada. O Brasil ganha com isso e nós vamos ser mais competitivos”, mas alertou para o excesso de especulações. “Nem tudo está pronto ainda. Não adianta vender dificuldade para criar facilidade”, disse, defendendo informação qualificada e atuação das federações industriais na orientação às empresas. Longen também comentou o debate sobre jornada de trabalho, defendendo maior liberdade de escolha: “O trabalhador precisa ter a oportunidade de contratar a sua jornada. Se ele quer trabalhar mais, ganha mais. Se quer trabalhar menos, ganha menos”, afirmou. Sobre a taxa de juros elevada, foi direto: juros altos, segundo ele, travam investimentos e apertam o caixa do setor produtivo. “A gente não se virou. A gente enrolou conta. Nada paga esse juro”, resumiu. Apesar do cenário de crédito caro, o presidente da Fiems encerrou a entrevista com uma mensagem de confiança. Destacou a chegada constante de projetos e a geração de vagas pela indústria. “O nosso Estado está lá recebendo investimentos privados, gerando empregos”, afirmou, lembrando que o setor industrial reúne cerca de 1,6 milhão de vagas, diretas e indiretas. Na avaliação de Longen, Mato Grosso do Sul consolidou um modelo baseado em planejamento, diálogo institucional e foco no investimento produtivo – um ambiente que conversa com o empresário que busca previsibilidade e decisões de longo prazo.
O lançamento ocorreu na segunda (2), durante o evento “Sefaz Com Você – Juntos para Fazer Dar Certo”, no auditório da Fiems, em Campo Grande, com a presença de empresários, contadores, advogados tributaristas e gestores fiscais. No encontro também foram apresentados o Cadastro Positivo MS, o novo cadastro de contribuintes da indústria e comércio (ECCE) e o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), iniciativas pensadas para simplificar processos e preparar o Estado para a reforma tributária a partir de 2026. Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o Regularize Já responde a uma demanda antiga do setor produtivo. “O empresário terá a oportunidade de reconhecer que está com algum problema junto à Secretaria de Fazenda e resolver isso de forma online, avaliando se faz defesa ou reconhece o débito, negociando o pagamento”, afirmou, destacando a maior previsibilidade para as empresas.
O superintendente de Administração Tributária da Sefaz-MS, Bruno Gouvêa Bastos, explicou que o programa se inspira em modelos adotados por outros fiscos no Brasil e no exterior, com foco em cooperação. “O Fisco identifica uma inconsistência e comunica o contribuinte, que tem a oportunidade de corrigir a informação, recolher o tributo devido ou apresentar esclarecimentos, sem instauração imediata de um procedimento punitivo”, resumiu.
As divergências serão exibidas de forma individualizada no portal e-Fazenda. Neste primeiro momento, não haverá envio
de notificação ativa: caberá ao contribuinte acessar a aba de pendências e verificar eventuais inconsistências. A primeira etapa usa a chamada malha de meios de pagamento, cruzando dados de administradoras de cartões e instituições de pagamento com as receitas declaradas. Em vez de gerar automaticamente um auto de infração, o sistema abre espaço para ajuste espontâneo.
Segundo Bruno, a proposta é trocar uma atuação exclusivamente repressiva por um modelo mais eficiente e menos oneroso. A autorregularização
reduz custos, evita parte dos litígios e fortalece a justiça fiscal. Caso o contribuinte não se regularize, continua valendo o rito tradicional de fiscalização. O secretário de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira, afirmou que o programa faz parte de uma mudança cultural na administração tributária. “O objetivo é aproximar o Fisco do contribuinte, estabelecer um diálogo permanente com o setor produtivo e buscar mecanismos de simplificação e transparência”, disse. Ele lembrou que, por muitos anos, a Sefaz foi vista apenas como órgão cobrador.
“Hoje nós estamos propondo uma mudança nessa relação”, completou. Com mais de 90% dos contribuintes do Estado enquadrados no Simples Nacional, o Regularize Já tem potencial de alcançar principalmente pequenos negócios, reduzindo burocracia e aumentando a segurança jurídica. A expectativa do governo é diminuir o contencioso administrativo e judicial e estimular uma cultura de conformidade tributária em Mato Grosso do Sul, em linha com a agenda de digitalização e eficiência da gestão estadual.
Decreto limita gastos e prevê cortes se receita cair em Mato Grosso do Sul
Riedel fixa cronograma mensal para despesas do Estado, dá poder à Sefaz para rever orçamento e determina bloqueios se arrecadação recuar
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), fixou um cronograma de execução mensal dos gastos do Estado para 2026 e autorizou ajustes e cortes se a arrecadação cair ao longo do ano. O Decreto 16.729, publicado no Diário Oficial de quarta-feira (4), define quanto cada órgão do Executivo poderá gastar mês a mês, com base na previsão de receita, e dá ao secretário de Estado de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira, poderes para alterar a programação conforme o comportamento real das contas públicas.
Na prática, a norma vale para todas as secretarias, autarquias, fundações e fundos estaduais, que passam a ter um teto mensal de despesas.
A Ageprev (Agência de Previdência de Mato Grosso do Sul) aparece como a pasta com maior dotação orçamentária em 2026: R$ 4.416.586.000 para todo o exercício, o que representa gastos mensais que variam entre R$ 310 milhões e R$ 454 milhões. Entre os
fundos, o Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul) terá R$ 1.040.942.400 disponíveis para investimentos neste ano.
O decreto autoriza o titular da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) a fazer ajustes diretamente no SPF (Sistema de Planejamento e Finanças), considerando a arrecadação efetiva e eventuais créditos adicionais aprovados ao longo do ano. Se a receita não for suficiente para cumprir as metas fiscais, a programação poderá ser revista. Nesses casos, o bloqueio de despesas deverá ser formalizado por ato do governador até 30 dias após cada bimestre em que for constatada queda de receita, seguindo critérios já previstos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
A medida é uma espécie de controle em tempo real e vem na sequência do contingenciamento iniciado em agosto do ano passado. Na ocasião, o governo reduziu gastos para enfrentar a queda na arrecada-
ção, provocada principalmente pela diminuição na importação de gás natural boliviano, que gerava um volume expressivo de ICMS e chegou a responder por até um terço da receita do imposto. Para evitar desequilíbrio financeiro e preservar a capacidade de investimento, estimada em R$ 2,5 bilhões por ano, o Executivo determinou cortes em contratos, limitação de diárias, passagens, horas extras, eventos e suspensão de compras de bens permanentes, como veículos. De acordo com a Sefaz, o novo decreto segue as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal e é um instrumento de rotina para adequar a execução do orçamento às condições reais de receita e despesa. A pasta afirma que a norma dá sustentação jurídica às alterações que venham a ser necessárias ao longo do ano, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas nem a continuidade dos serviços
O deputado estadual Paulo Duarte, o secretário de Estado de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira e o presidente da Fiems, Sérgio Longen.
Lançado em evento na Fiems, o Regularize Já aposta na autorregularização e no diálogo para aproximar a Sefaz-MS dos contribuintes do Simples.
Foto: Reprodução / CNN
Em estúdio da CNN Money, Sérgio Longen afirmou que o ambiente de negócios construído no Estado tem sido decisivo para atrair investimentos privados.
Decreto assinado por Eduardo Riedel fixa limite mensal de gastos e prevê cortes se a receita do Estado cair em 2026.
Prefeitura corre para deixar escolas prontas para volta às aulas na Capital
Prefeitura intensifica manutenção em 206 unidades da rede municipal e mantém matrículas abertas para ano letivo que começa em 9 de fevereiro
Com o início do ano letivo marcado para 9 de fevereiro, a Prefeitura de Campo Grande acelerou os serviços de manutenção nas unidades da Rede Municipal de Ensino. A forçatarefa, coordenada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) com apoio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, busca garantir escolas limpas, seguras e organizadas para receber alunos e profissionais. Até agora, mais de oito mil matrículas já foram realizadas. Na Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, os trabalhos estão praticamente concluídos. A unidade passou por limpeza geral, manutenção predial e adequações para atender cerca de 900 estudantes em tempo integral.
“Estamos totalmente preparados para receber os alunos. A escola está limpa, organizada e apta. Já recebemos os alimentos, incluindo itens secos e proteínas, com freezer abastecido, além de arroz, feijão, leite e macarrão”, afirmou o diretor Orlando Rodrigues Peralta.
Além da estrutura física, a escola recebeu reforço no quadro de profissionais, com professores temporários, monitores e equipes de apoio já integrados à rotina. Desde 2018, a unidade vem passando por reformas e, para este ano, estão previstas novas melhorias, como revitalização de banheiros, quadra esportiva e ampliação da cozinha. A Consulesa Margarida Maksoud Trad oferece ensino integral do Grupo 5 ao 9º ano e Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno.
A preparação é sentida por quem conhece de perto a escola. A supervisora Jessica Mariana Gonçalves, mãe de Emilly Victoria, de 10 anos, que cursará o 5º ano, lembra que foi aluna da unidade e percebe mudanças. “Eu já estudei aqui e hoje vejo o quanto a escola evoluiu. Está tudo organizado, as salas estão preparadas. É um trabalho bem feito”, avaliou. Em outro ponto da cidade, a Escola Municipal Arlindo Lima também passa por manutenção. Equipes fazem roçada e limpe-
Força-tarefa
za do pátio para deixar o espaço pronto para a chegada das crianças. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, os serviços de roçada, limpeza e retirada de entulho são executados pela
tapa mais de 34 mil buracos
durante o mês de janeiro na Capital
Em um mês, equipes usam 4,9 mil toneladas de asfalto e recuperam 74,3 mil m² de vias, com trabalho da madrugada ao início da noite
A Prefeitura de Campo Grande fechou janeiro com mais de 34 mil buracos tapados na malha viária da cidade, mesmo com as chuvas frequentes no período. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), foram utilizadas 4.946 toneladas de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) para recuperar 74,3 mil metros quadrados de ruas e avenidas. O resultado é fruto de uma força-tarefa montada para aproveitar ao máximo os períodos
de estiagem. A orientação da prefeita Adriane Lopes é manter as frentes de trabalho em ritmo acelerado nos dias de tempo firme, com equipes atuando desde o fim da madrugada até o início da noite, inclusive aos sábados, para garantir trafegabilidade e melhorar a qualidade do pavimento. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, o serviço é planejado diariamente, levando em conta as previsões do tempo e a produção de asfalto. As empresas respon-
sáveis pelo serviço programam o pedido de CBUQ de acordo com o que será executado no dia seguinte, já que o material precisa chegar na temperatura ideal. “Se o asfalto esfriar não tem como usar no outro dia, não serve mais para o tapa-buracos”, explica.
O CBUQ precisa estar entre 110 e 177 graus para garantir a aderência e a durabilidade do reparo. Antes da aplicação, uma equipe marca os pontos que serão atendidos; outra faz o recorte geométrico e a limpeza da área;
Prefeitura de Campo Grande mobiliza secretarias e prepara plano de recuperação pós-chuvas
Em quatro dias choveu quase todo o volume previsto para fevereiro e gestão monta plano pós-chuva com foco em áreas de risco e famílias afetadas
A Prefeitura de Campo Grande reuniu, na manhã de terça-feira (4), representantes de várias secretarias na sede da Defesa Civil Municipal para alinhar ações emergenciais diante das chuvas intensas que atingem a cidade nos primeiros dias de fevereiro. Em apenas quatro dias, foram registrados 180 milímetros de chuva, praticamente todo o volume previsto para o mês inteiro (179 milímetros), segundo monitoramento da Defesa Civil. “Estamos diante de uma situação atípica. Em quatro dias choveu praticamente o volume esperado para o mês inteiro. Todas as equipes estão mobilizadas e trabalhando de forma integrada para garantir resposta rápida e segurança à população”, afirmou a prefeita Adriane Lopes. Ela destacou que, além do enfrentamento imediato, as secretarias já trabalham em um plano de recuperação para o período pós-chuva, a ser executado assim que as condi-
ções climáticas permitirem. De acordo com o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Eneas Netto, todas as ocorrências estão sendo registradas em um sistema nacional integrado de informações sobre desastres. “Já temos mais de 60 registros desde o início de fevereiro. Esse sistema permite identificar os pontos mais críticos, qualificar os danos e planejar as ações de resposta e recuperação, com acompanhamento do Governo Federal”, explicou. A força-tarefa envolve atendimento direto às famílias atingidas. Equipes da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) vão até os locais afetados, avaliam cada caso e prestam apoio conforme a necessidade. Até o momento, houve registro de impacto para 40 famílias na Comunidade Vitória (ao lado da Homex), 17 famílias na Agrovila e uma casa no Zé Pereira. No Jardim Noroeste,
outras famílias receberam lonas para proteção emergencial. A Guarda Civil Metropolitana dá suporte às operações para garantir segurança às equipes e aos moradores.
O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Ednei Marcelo Miglioli, ressaltou que intervenções estruturais mais profundas dependem da redução das chuvas. “Neste momento, o foco é o gerenciamento de risco e a sinalização das áreas críticas. As obras de recuperação serão iniciadas assim que houver segurança técnica”, afirmou.
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) alerta para que a população respeite as interdições e orientações nas vias onde há acúmulo de água, evitando transitar em áreas alagadas e trechos bloqueados.
Após a reunião na Defesa Civil, a prefeita Adriane Lopes, acompanhada de secretários municipais e do presi-
concessionária Solurb, com atendimento médio de dez escolas por dia. A rede municipal conta com 206 unidades: 99 escolas de Ensino Fundamental e 107 EMEIs. Embora as aulas comecem apenas no dia 9, as
equipes técnicas retornam no dia 5 de fevereiro para os ajustes finais.
As matrículas seguem abertas tanto para novos alunos quanto para quem perdeu o prazo de rematrícula. As soli-
citações devem ser feitas pelo site matricula.campogrande. ms.gov.br. Em caso de dúvida, pais e responsáveis podem ligar na Central Municipal de Matrículas, pelo telefone 0800 615 1515. O processo é gratuito.
por fim, uma terceira equipe aplica e compacta a nova camada asfáltica. Em muitos trechos, onde há três ou quatro buracos muito próximos, é feito o recorte de todo o pedaço, que entra na medição como um único ponto. Na prática, o número de buracos
corrigidos é maior do que o registrado nas estatísticas. Miglioli destaca que a produtividade poderia ser ainda maior não fossem as chuvas. A água, além de limitar os dias de trabalho, amplia a área danificada e aumenta a profundidade dos
buracos, exigindo mais tempo de serviço e mais material para cada reparo. Ainda assim, a prefeitura avalia que o volume executado em janeiro mostra que a estratégia de concentrar esforços nas janelas de estiagem tem dado resultado.
dente da Câmara Municipal, Epaminondas Vicente Silva Neto, vistoriou a ponte da Rua Bom Sucesso com a Avenida Ernesto Geisel, um dos pontos sensíveis em períodos de chu-
va volumosa. A Prefeitura reforça que a população deve evitar áreas alagadas, não passar por vias interditadas, aguardar a baixa do nível da água antes de se-
guir viagem, não estacionar sob árvores e seguir as orientações da Agetran e da Defesa Civil. Em situações de risco ou emergência, o contato deve ser feito pelo telefone 199.
Foto: Divulgação
Equipe faz limpeza e manutenção em escola da Rede Municipal para receber os alunos no início do ano letivo de 2026.
Equipes da Sisep trabalham desde a madrugada para aplicar CBUQ e tapar buracos em ruas de Campo Grande, que somaram mais de 34 mil reparos em janeiro.
A prefeita Adriane Lopes e a equipe técnica montaram um plano de recuperação pós-chuvas em Campo Grande.
Prefeita Adriane Lopes e equipe técnica vistoriando a ponte da Rua Bom Sucesso com a Avenida Ernesto Geisel.
Campo Grande abre crédito suplementar de R$ 11 milhões para entidades locais
Recursos publicados no Diogrande somam R$ 11,39 milhões e reforçam áreas de saúde, assistência social, esporte e a Câmara Municipal
A Prefeitura de Campo Grande abriu crédito suplementar de R$ 11,3 milhões para entidades e órgãos da Capital, conforme edição do Diogrande desta sexta-feira (6). O valor exato é de R$ 11.399.800,59 e será destinado a ações nas áreas de saúde, assistência social, esporte e à Câmara Municipal.
Na prática, o crédito suplementar é uma realocação de recursos dentro do próprio orçamento. O mecanismo permite remanejar verbas de uma
dotação para outra, de acordo com novas necessidades ou prioridades da administração, sem aumentar o total já previsto na lei orçamentária. Segundo a publicação, a medida tem como objetivo garantir a continuidade e o reforço das atividades desenvolvidas por essas entidades municipais, mantendo a oferta de serviços e atendimento à população de Campo Grande. O detalhamento por órgão e programa orçamentário está descrito nos anexos do decreto.
Mutirão em Campo Grande elimina 65 mil focos de Aedes em dois meses
Mais de 126 mil imóveis foram vistoriados no Meu Bairro Limpo, que chegou a todas as regiões e ajudou a manter dengue sob controle em 2026
O mutirão Meu Bairro Limpo, organizado pela Prefeitura de Campo Grande para combater o Aedes aegypti, eliminou mais de 65 mil depósitos de água que poderiam virar criadouros do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. A ação começou no início de dezembro, já de olho no período de chuvas, e foi encerrada no fim de janeiro com mais de 126 mil imóveis visitados em diversas regiões da cidade. De acordo com o gerente de Controle de Endemias Vetoriais, Rubens Bittancourt, antecipar as ações foi decisivo para reduzir riscos. “Observamos, nesta época do ano, o crescimento dos casos de dengue, principalmente, o que reforça a necessidade de adiantar essas ações, eliminando todo e qualquer possível criadouro do mosquito”, explicou. Ao longo de dois meses, as equipes concentraram o trabalho em uma região por semana, sem interromper as ações de rotina em outros bairros. Em cada área atendida, foi instalado um ponto de descarte para que os moradores pudessem levar materiais inservíveis acumulados em quintais, como móveis velhos, pneus e sucatas. “Durante o mutirão instalamos um ponto de descarte, onde a população podia deixar o material inservível. Ao final da semana, todo o material recolhido era retirado de forma adequada”, completou Rubens.
Carnaval em Campo Grande deve reunir 130 mil na
Esplanada e 50 mil na Praça
Prefeitura monta operação para apoiar blocos e escolas de samba, com reforço em estrutura, saúde, segurança e ações preventivas
A Prefeitura de Campo Grande já colocou na rua a operação para o Carnaval 2026, que deve reunir cerca de 130 mil pessoas na Esplanada Ferroviária ao longo dos quatro dias de festa e aproximadamente 50 mil foliões na Praça do Papa. Mesmo sem realizar carnaval popular próprio, o município garante apoio estrutural aos blocos carnavalescos e ao Desfile das Es-
colas de Samba. Entre as estruturas previstas estão sanitários químicos, grades de contenção, fechamentos de metalon, trio elétrico e todo o suporte ao desfile, incluindo sonorização, tendas, arquibancadas, camarotes, iluminação e carro de som. Neste ano, a promessa é de melhorias nas estruturas para oferecer mais conforto e segurança ao público
que acompanha blocos, bandas e escolas. Além de animar a cidade, o Carnaval movimenta a economia local, com aumento no fluxo de turistas, reforço na ocupação de hotéis, bares e restaurantes cheios e geração de empregos temporários em setores como comércio, alimentação, serviços e entretenimento. Na área da saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) vai manter equipes de plantão nos principais pontos da folia. Na Esplanada Ferroviária, será instalado um mini posto médico na Plataforma Cultural, com médicos, enfermeiros e ambu-
lância. Na Praça do Papa, haverá equipe da Sesau de prontidão durante todo o período de festa, preparada para atendimentos de urgência.
O planejamento inclui também ações preventivas integradas. Secretaria Municipal de Saúde, Subsecretaria da Mulher, Conselhos Tutelares e Detran vão atuar em campanhas e abordagens para reforçar cuidados com a saúde, proteção de mulheres e crianças, além da segurança no trânsito, numa tentativa de garantir um Carnaval mais seguro e organizado para quem for às ruas em Campo Grande.
Além dos pontos fixos, os agentes de combate a endemias identificavam, durante as visitas casa a casa, objetos que representavam risco e faziam o recolhimento quando necessário. O foco era eliminar qualquer recipiente capaz de acumular água da chuva, principal ambiente para proliferação do Aedes. Na avaliação da Superintendência de Vigilância em Saúde e Ambiente, o resultado ajuda a explicar o cenário considerado “confortável”, mas ainda de atenção constante, em relação às arboviroses na Capital. Segundo a superintendente Veruska Lahdo, Campo Grande registrou 59 notificações de dengue em janeiro, número abaixo do esperado para o período. “Em janeiro, registramos 59 notificações de dengue, um número abaixo do esperado para esta época do ano. Ainda assim, não há como dizer que não existem preocupações. A dengue mata e deve ser monitorada durante todo o ano”, reforça. Nos últimos 12 meses, Campo Grande contabilizou 5.029 notificações de dengue e completou cinco anos sem registro de epidemia da doença. Por outro lado, os 277 casos confirmados de chikungunya representam o maior número já registrado no município e acendem um alerta. “Diversas regiões do país enfrentaram epidemias de chikungunya nos últimos anos. Quando a doença cronifica, o impacto sobre o sistema de saúde é grande, já que muitos pacientes necessitam de acompanhamento por meses devido às dores persistentes”, destaca Veruska. Com o fim do mutirão, a prefeitura mantém as ações de rotina de controle do Aedes e reforça a orientação para que a população continue eliminando focos dentro de casa, principal frente de prevenção contra as arboviroses.
Convenção TIR projeta Campo Grande como hub da ligação com o Pacífico
Ratificação do acordo pelo Brasil reforça a Rota Bioceânica, reduz burocracia em fronteiras e abre espaço para novos negócios e investimentos na Capital
A ratificação da Convenção TIR pelo governo brasileiro deu um passo decisivo para consolidar a Rota Bioceânica como um novo eixo logístico internacional e colocou Campo Grande em posição estratégica no mapa do comércio exterior. Localizada no eixo do corredor, a Capital deixa de ser apenas ponto de passagem e passa a se firmar como hub logístico, com potencial para atrair portos secos, centros de distribuição, armazéns e serviços especializados.
Para a prefeita Adriane Lopes, o movimento representa uma mudança de patamar. Ela avalia que a cidade se torna protagonista na conexão entre o Brasil e os mercados do Pacífico, o que tende a gerar empregos, atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico com responsabilidade social e ambiental.
O sistema TIR (Transports
Internationaux Routiers) tem como principal vantagem a desburocratização do transporte internacional de cargas. As mercadorias são lacradas na origem e fiscalizadas de forma mais simples ao longo do trajeto, com conferência documental, sendo abertas apenas no destino final. A expectativa é de redução de até 80% no tempo de espera nas fronteiras entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, diminuindo custos logísticos e ampliando a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses nos mercados asiáticos via portos chilenos. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), o fortalecimento da Rota Bioceânica com a Convenção TIR amplia o potencial econômico do Estado ao facilitar exportações e importações e dinamizar o comércio e o setor de serviços. Para o secretário Ademar Silva Junior, o corredor reduz distâncias, tempo e custos, colocando Campo Grande no centro do acesso a importantes mercados consumidores e polos tecnológicos do mundo. Além das obras estruturantes em andamento — como a ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta e a pavimentação do Chaco paraguaio —, Campo Grande atua na governança da rota, mantendo diálogo permanente com os
países envolvidos e buscando aproveitar oportunidades na atração de indústrias, expansão do setor logístico, fortalecimento do comércio, dos serviços e do turismo. O avanço, porém, vem acompanhado de desafios. Entre eles, garantir segurança no transporte, boas condições de trabalho para caminhoneiros, oferta de pontos de parada adequados, harmonização legislativa entre os países e investimentos permanentes em infraestrutura e qualificação profissional. Para Campo Grande, o objetivo é transformar a eficiência logística em desenvolvimento sus-
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Agentes de combate a endemias eliminam criadouros do Aedes em mutirão que visitou mais de 126 mil imóveis e retirou 65 mil depósitos de água em Campo Grande.
tentável, com inclusão social, segurança e melhoria da qualidade de vida da população.
Prefeitura estima público de 130 mil pessoas na Esplanada Ferroviária e 50 mil na Praça do Papa durante os quatro dias de Carnaval 2026 em Campo Grande.
A ratificação da Convenção TIR fortalece a Rota Bioceânica e projeta Campo Grande como hub logístico na ligação do Brasil com os portos do Pacífico.
Hospital da Cassems traz robô cirurgião e inaugura telecirurgia inédita no Centro-Oeste
Com o robô Toumai e conexão 5G, Hospital Cassems de Campo Grande passa a receber cirurgias guiadas por especialistas de qualquer lugar do mundo, sem o paciente sair do Estado
O Hospital Cassems de Campo Grande (HCCG) deu um passo inédito na medicina de alta complexidade em Mato Grosso do Sul e no Centro-Oeste. Pioneiro na implantação da cirurgia robótica no Estado, o hospital acaba de incorporar o robô cirurgião Toumai, considerado uma das plataformas mais modernas do mundo, e inaugurar oficialmente a telecirurgia: procedimentos realizados ou guiados à distância por especialistas conectados em tempo real via 5G.
Na prática, a tecnologia rompe a barreira geográfica que, por anos, obrigou pacientes a buscar centros de referência no eixo Rio-São Paulo para cirurgias de maior complexidade. Agora, médicos de qualquer lugar do planeta podem operar ou orientar equipes em Campo Grande ao vivo, com estabilidade de conexão e máxima segurança cirúrgica.
Para o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, o investimento eleva o patamar da
saúde no Estado e democratiza o acesso a técnicas de ponta. “À medida que conseguimos realizar procedimentos cada vez mais complexos no nosso estado, damos maior credibilidade aos profissionais de saúde e às instituições hospitalares. Agora, nessa parceria com a Hospcom, trazendo o robô Toumai e a tecnologia de ponta associada à telecirurgia, conseguiremos conectar nossas estruturas com o mundo todo. É um avanço muito importante para o estado e, principalmente, para os servidores públicos beneficiários da Cassems”, afirma. Voltada inicialmente às áreas de Urologia, Ginecologia e Cirurgia Geral, a plataforma robótica promete mais precisão e menos impacto para o paciente. O cirurgião Rafael Buta explica que o sistema elimina tremores e reproduz, dentro do corpo, exatamente o movimento feito pelo médico no console. “É como se fosse uma mão ‘pequenininha’ lá dentro. Com a visão ampliada em até 20 vezes e em 3D, só
Campo Grande registra menor taxa de gravidez na adolescência em 10 anos
Com apoio técnico do Hospital Albert Einstein e mais acesso a contraceptivos, Capital reduz índice para 9,58% dos nascidos vivos em 2025
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Campo Grande encerrou 2025 com a menor taxa de gravidez na adolescência da última década: 9,58% dos nascidos vivos até outubro eram filhos de mães entre 10 e 19 anos. No período, foram 10.055 nascidos vivos, dos quais 959 de adolescentes. O índice ficou abaixo de 2024 (10,42%) e bem distante de 2015, quando chegou a 16,03%, consolidando uma trajetória de queda. O resultado ganha destaque durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada de 1º a 8 de fevereiro, voltada à informação sobre prevenção e métodos contraceptivos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a melhora é fruto da combinação de três fatores: fortalecimento do pré-natal, reorganização da Atenção Primária à Saúde e ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração, com apoio técnico do Hospital Israelita Albert Einstein.
Desde julho de 2024, Campo Grande integra o PlanificaSUS, projeto que conta com suporte do Einstein para qualificar processos na rede municipal. O modelo atua diretamente na rotina das equipes de Saúde da Família e dos ambulatórios, ajudando a organizar fluxos e melhorar o acompanhamento de gestantes e crianças.
“Trabalhamos junto com as equipes para que elas reconheçam oportunidades de melhoria nos seus próprios processos, como o cadastro da população
temos benefícios”, diz. Segundo ele, as cirurgias tendem a ser menos invasivas, com menos dor no pós-operatório, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. A chegada do Toumai a Campo Grande é fruto de parceria com a Hospcom, que viabilizou a plataforma e a infraestrutura de telecirurgia. O representante da empresa, Gabriel Alencar
Coelho, ressalta que o objetivo é usar tecnologia onde ela faz mais diferença: na vida do paciente. “A primeira telecirurgia do Centro-Oeste é da Cassems. A Hospcom trabalha com tecnologia, mas se ela não atingir o propósito principal de salvar vidas, não entendemos que atingimos nosso êxito”, afirma. Com a telecirurgia, o HCCG passa a oferecer, em Campo
Grande, um padrão de atendimento comparável ao de grandes centros internacionais, com comando estável, visão 3D e resposta imediata do sistema aos movimentos do cirurgião. Segundo o diretor administrativo do hospital, Alessandro Depieri, isso faz parte da estratégia da instituição de manter um hub de inovação em saúde no Estado. Ele destaca que a combina-
ção entre tecnologia e cuidado humano segue como diretriz do hospital. A proposta é que a alta complexidade deixe de ser sinônimo de deslocamento para outros estados, e passe a ser entregue com segurança e qualidade dentro de Mato Grosso do Sul, reduzindo custos, deslocamentos e o desgaste emocional dos pacientes e suas famílias.
Hospital Regional de Dourados entra em rede nacional de UTIs inteligentes do SUS
Hospital Regional de Dourados é escolhido pelo Ministério da Saúde como referência em terapia intensiva de alta precisão com uso de tecnologia digital
O Hospital Regional de Dourados (HRD) passou a integrar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, no eixo de UTIs Inteligentes, iniciativa do Ministério da Saúde para qualificar o cuidado intensivo no SUS. A adesão foi formalizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e confirma o HRD como uma das unidades estratégicas do País em terapia intensiva de alta tecnologia.
e o acompanhamento das gestantes no território.”, explica o especialista de Projetos do Hospital Albert Einstein, Dorival Pereira Junior.
Um dos focos é qualificar o pré-natal e o acompanhamento das crianças, com identificação mais precoce das gestantes e integração entre unidades básicas e ambulatório de alto risco. Para a superintendente de Atenção Primária da Sesau, Ana Paula Resende, os resultados mostram uma mudança estrutural na rede. “O PlanificaSUS tem sido fundamental para qualificar o prénatal, fortalecer a atenção materno-infantil e reduzir agravos evitáveis”, afirma. Outro ponto decisivo foi a ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração. Em 2025, a rede municipal realizou 457 inserções de implante subdérmico, aumento de 657,5% em relação a 2024. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, foram 192 procedimentos — crescimento de 2.300% na comparação com o ano anterior. Os implantes se somam a outros métodos disponíveis nas unidades, como DIU de cobre e hormonal, preservativos, pílulas, injetáveis, laqueadura e vasectomia. A oferta foi descentralizada, com capacitação de médicos e enfermeiros e incorporação do implante como rotina na Atenção Primária, em linha com as diretrizes do PlanificaSUS. Para o Hospital Albert Einstein, a experiência da Capital reforça o papel do apoio institucional no fortalecimento do SUS.
A escolha leva em conta o perfil do hospital, inaugurado com estrutura 100% digital. O HRD utiliza sistemas informatizados em todas as etapas do cuidado, do agendamento ao prontuário eletrônico, com checagem de medicações e procedimentos à beira-leito e acesso digital a exames, reduzindo o risco de erros.
Conforme o termo de adesão, o hospital será referência na adoção e disseminação de práticas baseadas em tecnologias digitais, inteligência artificial, telessaúde e integração de dados clínicos. Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a inclusão na rede representa um salto na qualidade do atendimento. “A UTI
Inteligente vai permitir decisões clínicas mais rápidas e precisas, ampliando a segurança e a qualidade do cuidado intensivo. É um passo histórico para o HRD e para o SUS em Mato Grosso do Sul”, afirma. Na primeira etapa, a rede terá 14 hospitais em 13 estados, cobrindo todas as regiões do País, com foco inicial em cardiologia e neurologia. As UTIs serão interligadas em cidades como Manaus, Belém, Salvador, Teresina, Fortaleza, Recife, Dourados, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Totalmente digitais, essas unidades terão monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação, apoio à tomada de decisão, previsão de agravos e troca de conhecimento entre especialistas conectados a uma central de pesquisa e inovação. “A iniciativa coloca o Hospital Regional de Dourados no centro de uma estratégia nacional de transformação do cuidado intensivo”, destaca a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro.
Os benefícios esperados incluem melhora dos desfechos em casos críticos, redução da morbimortalidade e de eventos adversos, menor tempo de internação, melhor uso de recursos e mais acesso a especialistas via telessaúde. Para a diretora-geral do HRD, Andréia Alcântara, a seleção reforça o papel da unidade na modernização do SUS em Mato Grosso do Sul. “Essa adesão demonstra que o HRD
Serviço volta a atender pelo SUS e amplia acesso a procedimentos de média e alta complexidade
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) retomou, nesta semana, a realização de cirurgias bucomaxilofaciais, ampliando o acesso da população a procedimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A reativação do serviço foi possível após um investimento de aproximadamente R$ 500 mil do Governo do Estado, destinado à aquisição de órteses e próteses necessárias para os procedimentos.
O primeiro atendimento dessa nova fase foi realizado em um jovem de 20 anos, vítima
de um grave acidente de motocicleta ocorrido há mais de 30 dias. O paciente estava internado em outra unidade hospitalar e foi transferido para o HRMS, onde passou pela cirurgia bucomaxilofacial. De acordo com o cirurgião e chefe do Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do hospital, Fernando Esgalha, o caso evidencia a relevância da retomada do serviço especializado. “Trata-se de uma cirurgia de alta complexidade, agravada pelo tempo em que o paciente aguardou atendimento em outra unidade hospitalar.
Hoje, além do trauma, foi necessário operar também a sequela do trauma, pois os ossos já estavam em processo de consolidação”, explicou. Segundo o especialista, o retorno das cirurgias representa um avanço importante para a rede pública de saúde em Mato Grosso do Sul. “A cirurgia bucomaxilofacial é essencial no atendimento a vítimas de traumas, especialmente de acidentes de trânsito. Retomar esse serviço no HRMS significa garantir acesso, com qualidade e resolutividade”, afirmou.
A diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), responsável pela gestão do HRMS, Marielle Alves, destacou que os investimentos realizados pelo Governo do Estado
está preparado para operar em um modelo de cuidado intensivo mais inteligente, integrado e seguro”, afirma. O próximo passo é alinhar rotinas, protocolos e fluxos de informação da UTI às diretrizes da rede nacional, aproveitando os recursos digitais já existentes e as novas ferramentas que serão incorporadas pelo Ministério da Saúde.
fortalecem a capacidade assistencial do hospital e impactam diretamente no atendimento à população. “A cirurgia bucomaxilofacial é fundamental no cuidado de pacientes vítimas de traumas, como acidentes de trânsito e quedas. Retomar esse serviço significa agilizar o tratamento e oferecer um cuidado mais completo e integrado”, declarou. Marielle ressaltou ainda que a reestruturação do serviço abre caminho para novas habilitações. “O hospital agora pode iniciar os procedimentos para solicitar autorizações para cirurgias de maior complexidade, como as ortognáticas. Isso amplia a oferta de serviços especializados no SUS, dentro da nova arquitetura da saúde em Mato Grosso do Sul”, completou.
Foto: Messias Ferreira
Robô cirurgião Toumai em operação no Hospital Cassems de Campo Grande, que passa a realizar telecirurgias guiadas por especialistas conectados via 5G.
Qualificação do pré-natal e ampliação do acesso a contraceptivos de longa duração ajudaram Campo Grande a atingir a menor taxa.
Rota da Celulose terá R$ 10,1 bilhões
em obras e pedágio só depois de um ano
Concessão de 870 km em cinco rodovias de MS prevê duplicações, acostamento em toda a malha e início da cobrança só após a recuperação do pavimento
A Rota da Celulose, concessão que reúne 870 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul, vai receber R$ 10,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, com foco em segurança viária e melhoria do escoamento da produção. O plano foi apresentado ao governador Eduardo Riedel pelo Consórcio Caminhos da Celulose, responsável pela operação. O pacote abrange trechos das MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, ligando municípios como Campo Grande, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Nova Andradina, Água Clara e Bataguassu. Do total previsto, R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras e equipa-
mentos e R$ 3,2 bilhões à operação, beneficiando cerca de 1,2 milhão de pessoas com estradas mais seguras, pontos de parada, monitoramento por câmeras e atendimento com ambulâncias. O contrato prevê 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais e 38 km de contornos urbanos, além de interseções, acessos, passagens de fauna e alargamento de pontes. Toda a malha concedida terá acostamento.
El Niño eleva risco de fogo no Pantanal e Mato Grosso do Sul reforça combate com bases e tecnologia
Estado se antecipa ao aumento do risco de incêndios com bases avançadas, aeronaves e uso de tecnologia no Pantanal
O fenômeno El Niño deve aumentar o risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul em 2026, especialmente no Pantanal, segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). Temperaturas acima da média, períodos secos prolongados e chuvas irregulares criam um cenário favorável ao fogo nos biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.
A meteorologista Valesca Fernandes explica que, apesar de alguns municípios terem registrado chuva acima da média em fevereiro, o Estado segue em alerta. A previsão é de neutralidade climática no começo do ano, mas com tendência de retorno do El Niño no segundo semestre, justamente no período mais seco, quando a umidade do ar cai e aumentam as ondas de calor. Diante desse quadro, o Governo do Estado afirma ter reforçado a estrutura de prevenção e combate. O Corpo de Bombeiros atua com bases avançadas no Pantanal, aeronaves para acessar áreas remotas, drones e análises de
georreferenciamento para localizar focos e orientar o emprego de equipes e equipamentos. Na Operação Pantanal 2025, esse conjunto de ações ajudou a reduzir a área queimada para cerca de 202 mil hectares, bem abaixo dos mais de 2,3 milhões de hectares atingidos em 2024. Quase 1 mil brigadistas foram formados, e 924 eventos de fogo foram monitorados por satélite; 88 deles tiveram combate direto, com mais de 1,2 mil militares mobilizados. “Em muitos casos conseguimos combater os focos antes mesmo de serem registrados pelos sistemas de monitoramento via satélite”, afirma o major Eduardo Teixeira, subdiretor de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros. Com a expectativa de um novo ciclo de calor intenso e seca, autoridades pedem que produtores rurais, comunidades tradicionais e moradores de áreas de risco evitem qualquer tipo de queimada e acionem de imediato os canais oficiais ao identificar focos de incêndio, por menores que sejam.
Segundo o presidente do consórcio, Luiz Fernando De Donno, a fase operacional já começou, com sede provisória instalada no Estado e prioridade para contratação de mão de obra local. Dentro de um plano de 100 dias, estão programados reparos emergenciais em 150 km de pavimento, começando pela MS-040, apontada como trecho mais crítico. A meta é recuperar estruturalmente os 870 km no primeiro ano de concessão. A cobrança de pedágio só
deve começar após o 12º mês, e apenas se todas as obrigações iniciais forem cumpridas, como reabilitação do pavimento, implantação de bases operacionais, equipamentos, socorro médico e mecânico. O valor deve variar em torno de R$ 15 a R$ 15,50 por praça, com descontos para usuários frequentes e para quem usar tag, que terá redução adicional de 5%.
O consórcio também promete ações de educação para o trânsito, em parceria com a Polícia
Rodoviária Federal e Estadual, para reduzir acidentes. Estudos de tráfego serão contínuos, e o contrato prevê flexibilidade para ampliar duplicações e faixas adicionais se o fluxo crescer acima do previsto. Presente à apresentação, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu o modelo de parcerias público-privadas e o papel da União e do BNDES na viabilização de grandes projetos de logística. Riedel ressaltou que o Estado é “sócio” da
concessão: se o retorno superar 10%, parte do resultado volta para reduzir tarifas ou ampliar obras.
Segundo o governador, a modelagem da Rota da Celulose é resultado de quase três anos de estudos e leva em conta lições de concessões anteriores, como a da BR-163. Na avaliação dele, reunir 870 km em um único lote ajudou a atrair o investidor privado e viabilizar um projeto que, afirma, “gera resultado para todo mundo”.
Lançamento de manual da PGE/MS em Campo Grande visa prevenir irregularidades eleitorais
Lançamento do Manual trará diretrizes claras sobre as condutas permitidas e vedadas durante o período eleitoral, com foco na prevenção de irregularidades
Na próxima quinta-feira (12), a Comissão de Direito Eleitoral da OAB/MS, em parceria com a ProcuradoriaGeral do Estado (PGE/MS), lançará o aguardado Manual de Conduta Eleitoral da PGE/ MS. O evento ocorrerá às 8h30 no auditório da OAB/MS, em Campo Grande, e é voltado para advogados, juízes e profissionais da área jurídica que atuarão nas eleições deste ano.
O Manual de Conduta Eleitoral visa esclarecer e orientar a prática de advogados e agen-
tes públicos durante o período eleitoral, destacando as condutas permitidas e vedadas pela legislação. Com a proposta de prevenir ações que possam comprometer a regularidade do pleito, o manual reúne diretrizes práticas e fundamentos legais, fundamentais para garantir que a atuação das partes envolvidas seja pautada pela segurança jurídica.
O presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/MS, Conselheiro Estadual Douglas de Oliveira Santos, destacou que o objetivo do manual é trazer clareza sobre os limites da atuação, tanto na esfera pública quanto no âmbito privado, para que advogados e representantes do governo possam realizar suas funções com total conformidade com a legislação eleitoral.
“Nosso intuito é proporcionar um ambiente jurídico mais seguro, para que a atuação de todos os envolvidos no processo eleitoral seja pautada pela transparência e legalidade”, afirmou Douglas DE Oliveira Santos.
O evento contará com palestras de autoridades do setor eleitoral, como a Ouvidora do TRE/MS, Desembargadora Elizabete Anache, e a Juíza Kelly Gaspar Duarte, Diretora da Escola Judiciária Eleitoral. Ambas farão uma análise crítica das implicações do manual na prática cotidiana dos advogados e nas rotinas administrativas dos órgãos públicos.
Bitto Pereira
O Presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, sugere uma reforma no STF para trazer mais renovação e confiança ao Judiciário
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul, Bitto Pereira, fez uma proposta que promete agitar o debate sobre o futuro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu o fim da vitaliciedade para os ministros da Corte, sugerindo que, no lugar do modelo atual, os ministros do STF deveriam ter mandatos fixos de 10 anos.
Bitto Pereira, em suas palavras, explicou que o modelo de vitaliciedade, onde os ministros permanecem no cargo até completarem 75 anos, não é mais adequado para os tempos atuais. Para ele, o Judiciário brasileiro precisa de renovação constante para se adaptar às mudanças rápidas da sociedade. “Precisamos de uma reforma urgente no STF. Um mandato de 10 anos é tempo suficiente para quem realmente quer contribuir para a justiça, mas sem se perpetuar”, afirmou Pereira, destacando a importância de renovar a Corte. Essa proposta não é inédita. A
ideia de limitar o tempo de permanência dos ministros no STF já foi discutida em diversas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) ao longo dos anos. A PEC 16/2019, por exemplo, sugere que os ministros do STF tenham mandatos de 8 anos. Já a PEC 55/2015 propõe a duração de 10 anos para os ministros. A proposta de Bitto Pereira surge como parte de um movimento crescente no país que busca modernizar a estrutura do Judiciário e aumentar a confiança da população nas instituições. Em sua defesa, o presidente da OAB-MS falou sobre os benefícios que os mandatos fixos trariam. Ele acredita que a mudança permitiria a entrada de novas perspectivas no STF, fazendo com que os ministros estivessem mais alinhados com as transformações sociais e políticas. “O Brasil é um país em constante mudança. A Corte precisa refletir isso e garantir que decisões importantes não fiquem presas a visões ultrapassadas”,
O Manual de Conduta Eleitoral da PGE/MS também traz uma abordagem sobre o papel
da administração pública durante o período eleitoral, orientando gestores e servidores sobre como evitar o abuso de poder e o uso indevido de recursos públicos para fins eleitorais.
O evento é aberto ao público, com entrada gratuita, e promete ser um marco importante para o direito eleitoral em Mato Grosso do Sul, além de proporcionar um ambiente de atualização para os profissionais da área jurídica.
afirmou Bitto Pereira. O Presidente Nacional da OAB, Beto Simonetti, também se manifestou a favor de uma reforma no STF. Em um artigo publicado recentemente no jornal O Estado de S. Paulo, Simonetti falou sobre a importância de estabelecer regras claras e justas para o funcionamento do Judiciário, afirmando que “a credibilidade do STF se fortalece com uma reforma responsável, que traga transparência e estabilidade ao sistema”.
A proposta de Bitto Pereira também destaca a necessidade de garantir a independência do Judiciário, sem comprometer a sua capacidade de adaptação. Ele afirmou que a ideia de mandatos fixos não é para enfraquecer a Corte, mas para garantir que ela se mantenha moderna e eficiente. “Um STF com mandatos fixos de 10 anos traria mais representatividade e menos concentração de poder, aumentando a confiança da população”, destacou.
Bitto Pereira propõe fim da vitaliciedade para ministros do STF e sugere mandatos de 10 anos para trazer renovação e mais confiança à Corte.
O evento contará com a presença de Ana Carolina Ali Garcia (Procuradora-Geral do Estado), Marcela Gaspar Pedrazzoli (Procuradora do Estado e Revisora do Manual), Kelly Gaspar Duarte (Juíza de Direito e Diretora da Escola Judiciária Eleitoral) e Elizabete
Foto: Álvaro Rezende/Secom
Bases avançadas, uso de aeronaves e tecnologia fortalecem a resposta do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul aos incêndios florestais no Pantanal em cenário de maior risco com o El Niño.
Fotos: Saul Schramm/Secom
Governador discursa durante apresentação técnica da Rota da Celulose
Diretor-presidente do consórcio Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno, faz apresentação técnica do projeto
Ferrovia
de 54 km vai ligar fábrica da Arauco à malha nacional e turbinar a logística de MS
Obra em Inocência terá investimento de quase R$ 2 bilhões e promete reduzir caminhões nas rodovias
A cidade de Inocência vive um momento considerado histórico. Na sexta-feira (06), foi lançado oficialmente o ramal ferroviário que vai ligar a fábrica de celulose da Arauco à malha ferroviária nacional.
A ferrovia terá 54 quilômetros de extensão e deve entrar em operação em 2027. O investimento é privado e chega a quase R$ 2 bilhões. O objetivo principal é melhorar a logística da região e dar vazão à produção da nova fábrica de celulose instalada no município.
Com o novo ramal, a celulose produzida em Inocência seguirá diretamente de trem até o Porto de Santos, em São Paulo. Hoje, esse transporte depende, em grande parte, de caminhões. A estimativa é de que a ferrovia substitua até 190 viagens de caminhões por dia.
A redução do tráfego pesado deve diminuir acidentes, congestionamentos e o desgaste das rodovias que cortam o Vale da Celulose. Também deve trazer mais previsibilidade ao transporte da produção.
A obra é a primeira short line ferroviária autorizada no Brasil dentro do Novo Marco Regulatório das Ferrovias, criado em 2021. Esse modelo permite que empresas construam ferrovias privadas voltadas a projetos
específicos, como é o caso da Arauco. Durante o evento de lançamento, autoridades acompanharam a chegada do governador Eduardo Riedel ao aeródromo de Inocência. Em entrevista, ele destacou o impacto do projeto para o município e para o Estado. “O que nós estamos vivendo aqui é uma página da história, não só de Inocência, mas de Mato Grosso do Sul. É um volume muito grande de investimentos, que significa emprego, renda e oportunidades para toda a região”, afirmou. Riedel explicou que a ferrovia faz parte de um pacote maior de obras. Segundo ele, o governo estadual investe cerca de R$ 1,1 bilhão em rodovias no entorno do projeto, como a MS-316, MS-320, MS-377 e MS-040, além de futuras concessões. “Esses investimentos não param mais. São obras que vão se concretizar nos próximos anos”, disse. O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o ramal resolve um problema antigo da região. “A ferrovia não é o problema. A ferrovia é a solução. Ela tira caminhões das estradas, reduz conflitos e aumenta a segurança das pessoas”, declarou.
Renan também destacou o crescimento dos investimentos federais em Mato Grosso do Sul. Em 2022, o Estado recebeu R$ 250 milhões. Em 2024, esse valor chegou a R$ 750 milhões. Para 2025, a previsão é de R$ 850 milhões. Além disso, concessões rodoviárias no Estado somam cerca de R$ 20 bilhões em investimentos privados.
Estado reduz pastagens degradadas em até 52% com crédito e tecnologia
Estado aposta em programas estruturantes, FCO e expansão da ILPF para recuperar solo, aumentar produtividade e evitar abertura de novas áreas
Mato Grosso do Sul vem avançando na recuperação de pastagens degradadas e na modernização da pecuária. Dados da Semadesc, com base no MapBiomas, mostram que as áreas de pastagens com baixo vigor caíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024 — redução de cerca de 52%. Em 2023, o Estado ainda tinha cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, segundo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD). Esse passivo está ligado à expansão histórica da pecuária extensiva, com baixa lotação animal, manejo inadequado, pouca reposição de nutrientes e solos arenosos expostos a longos períodos de seca. Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, recuperar pastagens é ponto-chave da estratégia produtiva e ambiental. Ele destaca que a recuperação é essencial para aumentar a produtividade, reduzir a pressão por abertura de novas áreas e fortalecer uma agropecuária de baixa emissão de carbono, baseada em planejamento, base técnica
e instrumentos financeiros que apoiem o produtor na transição para sistemas mais eficientes. Um dos principais mecanismos usados pelo Estado é o Fundo Constitucional do Centro -Oeste (FCO). Apenas em 2024, mais de R$ 500 milhões foram contratados em projetos de correção de solo e recuperação de pastagens via FCO Rural, sendo mais de R$ 180 milhões em 93 cartas-consulta para reforma de pasto e quase R$ 400 milhões em 170 projetos de correção do solo.
O avanço também é impulsionado por programas estruturantes do governo estadual.
O Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água (PROSOLO) incentiva práticas de manejo e conservação, recuperação da fertilidade, restauração de áreas com erosão e adequação de estradas vicinais em parceria com prefeituras e produtores. O Precoce MS, voltado à produção de carne bovina de alta qualidade, oferece bonificações a produtores que adotam manejo sustentável das pastagens, diversificação de forrageiras e reposição de nutrientes. Já o MS Irriga estimula o uso de
tecnologias de irrigação sustentáveis, permitindo recuperar e intensificar áreas agropecuárias, inclusive pastagens. Outro eixo central é o Plano Estadual ABC+, que fomenta tecnologias de baixa emissão, como sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), plantio direto, uso de bioinsumos e intensificação sustentável da pecuária. Hoje, Mato Grosso do Sul é referência nacional em ILPF, com mais de 3,6 milhões de hectares implantados. Parte das áreas que ainda aparecem como pastagem de baixo vigor está no Pantanal, em campos nativos de uso restrito, onde a legislação ambiental impede conversão, e a sazonalidade das chuvas pode afetar os índices de vegetação medidos por satélite. Na avaliação de Jaime Verruck, o conjunto de crédito, programas e tecnologia mostra que é possível produzir mais em menos área, com eficiência, sustentabilidade e segurança ambiental, atendendo às exigências de mercados que cobram rastreabilidade e baixa emissão de carbono, sem ampliar o desmatamento.
Para o diretor-presidente da Arauco, Carlos Altimiras, a ferrovia é essencial para o projeto industrial. “A ferrovia não é um complemento. Ela é um dos pilares do projeto”, afirmou. Segundo ele, o ramal conecta a produção florestal, a fábrica e os portos, garantindo eficiência e escala.
Durante o evento, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também falou. “Quem sonhou e deu as mãos não olhou para ideologia nem para partido. É esse o Brasil que olha para frente”, disse. Além da ferrovia, o projeto inclui a chegada do gás natural à fábrica, com investimento de R$ 170 milhões da MSGás. A unidade também terá geração própria de energia por biomassa, reforçando o uso de fontes renováveis.
Com a nova ferrovia, a expectativa é de que Inocência e toda a região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul passem por uma forte transformação econômica, com mais empregos, renda e novos investimentos ligados à cadeia da celulose.
Fiscalização contra medicamentos falsificados é intensificada no Estado
Operação apreende mais de R$ 1 milhão em canetas emagrecedoras e combate o comércio de medicamentos clandestinos vindos do Paraguai
A fiscalização contra medicamentos falsificados e irregulares foi intensificada em Mato Grosso do Sul com a deflagração da Operação Visa-Protege, que resultou na apreensão de mais de R$ 1 milhão em produtos clandestinos.
A ação, que envolveu a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Polícia Civil, SES/MS (Secretaria de Estado de Saúde), CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia) e os Correios, ocorreu entre 2 e 4 de fevereiro de 2026, e focou no combate ao contrabando de medicamentos, como as canetas emagrecedoras, provenientes do Paraguai e distribuídas através de remessas postais. A operação teve início no Centro de Triagem e Distribuição dos Correios em Campo Grande, e encontrou cerca de mil unidades de medicamentos, que custam entre R$ 800 e R$ 1.600 cada. Estes produtos, que chegam a custar até R$ 2.400 no mercado negro, representam um risco grave à saúde dos consumidores, uma vez que não possuem registro sanitário, rastreabilidade ou controle de qualidade. Medicamentos como a tirzepatida e a substância retatrutida, ainda em fase de testes, são vendidos de forma clandestina e podem causar danos severos à saúde, incluindo câncer, insuficiência renal e pancreatite aguda. O aumento da comercialização de “soluções milagrosas”, especialmente medicamentos injetáveis para emagrecimento, é um dos maiores desafios para a saúde pública no Brasil. A Anvisa tem intensificado a fiscalização para proibir a venda desses produtos, como o Retatrutida, que é comercializado clandestinamente com promessas de emagrecimento rápido, mas sem qualquer comprovação científica de eficácia e segurança. Esses produtos, além de serem falsificados, muitas vezes têm embalagens sofisticadas que tentam enganar os consumidores, apresentando
falsamente sua origem como de países como Alemanha ou Reino Unido. Os medicamentos clandestinos apreendidos durante a operação não oferecem garantia de doses seguras e estão diretamente relacionados a diversos problemas de saúde em consumidores que fazem uso de forma indiscriminada, muitas vezes sem acompanhamento médico.
A SES/MS, por meio da Coordenadoria de Vigilância Sanitária, anunciou que a Operação Visa-Protege será uma ação contínua e deverá se expandir para outros pontos críticos de trânsito de mercadorias, como transportadoras, aeroportos e rodovias federais e estaduais. Matheus Pirolo, gerente do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, explicou que a escolha pelos Correios para o início da operação se deve à relevância da instituição pública, e reforçou a importância da proteção contra o uso de
um equipamento de valor social para fins ilegais.
FISCALIzAçãO NAS FRONTEIRAS
A fiscalização nas rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul também foi intensificada após o aumento do contrabando de canetas emagrecedoras que chegam do Paraguai. Em janeiro, a polícia já havia identificado uma explosão no tráfico desses medicamentos, especialmente a substância retatrutida, que se tornou uma “sensação” no mercado clandestino, embora ainda não esteja legalmente disponível no Brasil.
A Anvisa alerta sobre os riscos do consumo desses medicamentos e reforça que, sem a devida avaliação médica, o uso de produtos clandestinos pode levar a consequências graves para a saúde. A previsão é que o Retatrutida só esteja disponível legalmente no mercado em 2027, caso seja aprovado.
Foto: Álvaro Rezende/Secom
Autoridades e representantes da Arauco durante o lançamento oficial do ramal ferroviário que ligará a fábrica de celulose de Inocência à malha ferroviária nacional.
Foto:
Foto: Divulgação
Crédito rural
programas como PROSOLO, Precoce MS, MS Irriga e ABC+ ajudam Mato Grosso do Sul a reduzir em 52% a área de pastagens com baixo vigor desde 2010.
Operação Visa-Protege em MS apreende mais de R$ 1 milhão em medicamentos falsificados, incluindo canetas emagrecedoras, provenientes do Paraguai.
Voltado ao público infantil, Carnaval reúne pets e crianças para diversão gratuita na Capital
Delas Day 2026 fortalece protagonismo feminino e amplia integração das políticas públicas em MS
O Delas Day 2026 consolida Mato Grosso do Sul como referência nacional na promoção do protagonismo feminino.
R
ealizado nos dias 24 e 25 de fevereiro, em Campo Grande, o maior evento voltado às mulheres no Estado reúne participantes de diferentes territórios e trajetórias, com uma programação diversa, inclusiva e alinhada às políticas públicas estaduais.
Com entrada gratuita e o tema “Nossa identidade, nossa força”, o evento promove dois dias de debates, oficinas,
palestras e espaços de conexão, abordando temas como liderança, empreendedorismo, diversidade, inclusão, ciência, tecnologia, mercado de trabalho e justiça social. A iniciativa é fruto de uma ampla articulação institucional que envolve o Governo do Estado, Sebrae-MS, Sistema Fiems, Sistema Comércio MS, Sistema Famasul Senar/ MS, Faculdade Insted, CMEC,
UFMS, além do apoio de diversas entidades públicas e privadas.
A participação do Governo de Mato Grosso do Sul se reflete em uma programação robusta, com envolvimento direto de secretarias, fundações, universidades e órgãos do sistema de Justiça. A abertura temática ocorre na terça-feira (24), com a plenária “Inteligência Emocional – Transformando desafios em motivação”, mediada pela secretária de Estado de Cidadania, Viviane Luiza.
Ainda no primeiro dia, acontece o I Encontro do Fórum Estadual das Gestoras Municipais de Políticas Públi-
cas para Mulheres, fortalecendo a articulação entre Estado e municípios.
Na quarta-feira (25), a programação destaca debates sobre mercado de trabalho, empreendedorismo feminino e histórias inspiradoras, com participação de representantes da Funtrab, Sebrae e mediação da primeira-dama do Estado, Mônica Riedel.
O evento também promove discussões nos palcos temáticos sobre inovação, ciência, justiça e equidade de gênero, além de ações do TJMS por
meio da campanha “Todos por Elas”.
A valorização da diversidade marca presença com painéis voltados às mulheres indígenas e quilombolas, ampliando a escuta, a representatividade e o reconhecimento dessas lideranças.
Pensado para ser aces -
sível e acolhedor, o Delas Day 2026 conta com área kids, sala de amamentação, espaço sensorial e praça de alimentação. Ao integrar políticas públicas, inclusão e desenvolvimento, o evento reafirma seu papel como espaço de conexão, inspiração e transformação social.
DELAS DAY 2026
Dias 24 e 25 de fevereiro - Horário 13h às 21h
Local: Bosque Expo Shopping Bosque dos Ipês, Campo Grande Inscrições: www.delasday.com.br
Mulheres de diferentes regiões participam da programação do Delas Day 2026, em Campo Grande
Campanha #TodosPorElas é destacada por autoridades estaduais durante evento em Campo Grande
2 CADERNO LIGHT
De
Mato
Grosso do Sul ao
México, Gledson Barros disputa o Campeonato Mundial de Assadores
Com técnicas pantaneiras e temperos tradicionais do CentroOeste, os assadores Gledson Barros, Salmo Soares e Paulo Éder da Cruz representaram Sidrolândia no Campeonato Brasileiro de Assadores, realizado em janeiro, em São Jerônimo (RS).
A equipe conquistou o título de melhor panceta assada do Brasil e ficou em terceiro lugar na categoria de melhor equipe da competição.
O grupo, que também conta com Fábio Soares e Danilo Cazarin, todos sul-mato-grossenses, alcançou ainda a sexta colocação no ranking nacional, tornando-se a equipe mais bem posicionada de Mato Grosso do Sul.
Agora, em um novo desafio, os competidores disputarão o Campeonato Mundial de Assadores, no México, entre os dias 17 e 22 de março, em Toluca, representando o Brasil.
Capitão da equipe Mamutes BBQ, criada em 2025, Gledson Barros destaca que a trajetória no churrasco começou ainda na infância, com ensinamentos do pai, e ganhou caráter profissional durante a pandemia. A estreia do grupo
aconteceu no Festival Internacional da Carne, em setembro de 2025, em Campo Grande, onde conquistaram o prêmio de melhor costela do Brasil e figuraram no top 3 da categoria pescado.
Segundo os assadores, o tempero e a garra do povo sul-mato-grossense foram decisivos para os resultados. “Levamos o nome do nosso estado e de Sidrolândia para onde formos, mostrando a força do churrasco pantaneiro”, afirma Gledson.
Apesar das conquistas, a equipe enfrenta dificuldades financeiras para viabilizar a viagem internacional, cujo custo ultrapassa R$ 30 mil. Sem patrocínio suficiente, os competidores criaram uma rifa de artigos para churrasco, doados por amigos, como forma de arrecadar recursos e garantir a participação no mundial.
EMPREENDEDORISMO
Tenha
seu
"avatar" impresso em 3D e divirta-se com os amigos
Maioria dos leitores do jornal A Crítica afirma que não vai participar dos blocos de Carnaval em Campo Grande
Enquete do site acrítica.net mostra que 85,71% dos leitores não costumam ir a blocos de rua, mesmo com aumento do investimento público e programação reforçada em Campo Grande
A pesar da expectativa de grande público, uma enquete realizada pelo site A Crítica revela que a maioria dos leitores não costuma participar dos blocos carna -
valescos de Campo Grande. Segundo o levantamento, 85,71% dos participantes responderam que não frequentam os blocos da cidade, enquanto apenas 14,29% afir-
maram que participam. Mesmo com a baixa adesão apontada na enquete, o Carnaval de Campo Grande 2026 deve atrair mais de 100 mil foliões à Praça do Papa, onde estão programados os blocos de rua e os desfiles das escolas de samba nos dias 16 e 17 de fevereiro. Neste ano, a festa chega mais estruturada e com reforço no investimento público. O Governo de Mato Grosso do Sul destinou cerca de R$ 2,6 milhões à Liga das Escolas de
Samba, valor que representa o dobro do investimento realizado no ano anterior. Os desfiles ocorrerão na região da Vila Sobrinho, área tradicional para eventos de grande porte na Capital, que volta a concentrar a folia oficial. A expectativa dos organizadores é de que o público supere os números registrados em edições anteriores, consolidando o Carnaval como um dos principais eventos culturais do calendário sul-mato-grossense.
Voltado ao público infantil, Carnaval reúne pets e crianças para diversão gratuita na Capital
Programação inclui cortejos, bailinho, oficinas e concursos de fantasias entre os dias 14 e 17 de fevereiro
REPRODUÇÃO
Com uso de Inteligência Artificial, modelagem 3D, impressoras e pintura manual, pequenas esculturas transformam pessoas em bonecos colecionáveis.
Em Campo Grande, o designer gráfico e artesão Wilson Mendes vem transformando pessoas em bonecos colecionáveis.
O Shopping Campo Grande entra no clima do Carnaval com uma programação gratuita voltada ao público infantil, famílias e até animais de estimação. De 14 a 17 de fevereiro, sempre a partir das 15h, o espaço recebe atividades lúdicas e musicais que transformam o empreendimento em um grande bloquinho indoor.
A proposta é oferecer uma celebração leve, segura e acessível, com atrações que estimulam a participação das crianças e a convivência familiar. Ao longo dos quatro dias, o público poderá acompanhar cortejos carnavalescos, par-
ticipar de oficinas temáticas, aproveitar o bailinho infantil e outras brincadeiras típicas da folia.
Segundo o gerente de Marketing do Shopping Campo Grande, Victor Araújo,
Um excelente presente para si mesmo, amigos, parentes e até algum cliente especial.
SERVIÇO:
FIGURAS AVATAR MINI-ME Contato: Wilson Mendes Whatsapp: 67 992204960 Instagram @wilsonpantaneiro. Valores a partir de R$ 180,00
Os "mini-me" como ele chama, em homenagem ao personagem de Austim Powers, são figuras colecionáveis criadas a partir de fotos de pessoas com ajuda de I.A. como o ChatGPT. O comprador pode escolher entre modelos como TinyTan, Funko, realista ou cartunesco, escolher pose, ação, acessórios e muito mais. Após aprovação, é impresso em resina e pintado à mão. As peças são únicas e refletem fortemente a personalidade do comprador. As figuras são entregues em uma caixa personalizada como um boneco de verdade, e uma imagem impressa como uma foto do personagem.
Fantasia e interação
o desfile pet no Carnaval do Shopping
a programação foi pensada para criar uma experiência acolhedora. Ele destaca que o objetivo é envolver não apenas as crianças, mas também pais e responsáveis, valorizando o Carnaval como manifestação cultural vivida de forma segura.
Entre os destaques estão os concursos de fantasias infantil e pet. O desfile de animais retorna após o sucesso das
edições anteriores. As inscrições devem ser feitas por meio de formulário disponível nas redes sociais do shopping, no Instagram @shoppingcg, e os participantes concorrem a prêmios.
Com entrada gratuita, a iniciativa reforça o papel do shopping como espaço de lazer e convivência para a comunidade durante o período carnavalesco.
FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO
Equipe Mamutes BBQ, de Sidrolândia-MS, já ganhou torneios estaduais e nacionais e agora busca premiação internacional
Bloco de carnaval na Esplanada Rodoviária nas últimas edições
Crianças aproveitam o bailinho infantil durante a programação de Carnaval no Shopping Campo Grande
marcam
Campo Grande
Cursos gratuitos de design e vídeo atendem jovens de 14 a 23 anos em Campo Grande em 2026
FOTO: DIVULGAÇÃO
Inscrições estão abertas no Sesc Lab MS e vagas são limitadas
Jovens de 14 a 23 anos de Campo Grande já podem se inscrever em cursos gratuitos de design e criação de vídeo oferecidos pelo Sesc Lab MS. As aulas acontecem no Sesc Lageado e têm foco no desenvolvimento de habilidades ligadas ao mundo digital.
As inscrições estão abertas para 2026 e as vagas são limitadas. Para participar, é preciso fazer a inscrição presencialmente no Sesc Lageado, localizado na Rua João Selingardi, 483, no Parque do Lageado. No ato da inscrição, o jovem deve apresentar documento de identificação e comprovante de endereço.
Os cursos disponíveis são Design para Redes Sociais e Criação de Vídeos. Ambos foram pensados para atender jovens que querem aprender a se comunicar melhor no ambiente digital e desenvolver novas competências.
No curso de Design para Redes Sociais, os alunos aprendem a criar artes para plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. O conteúdo inclui a produção de posts informativos, vídeos curtos e materiais visuais com foco em uma comunicação clara e estratégica.
Já no curso de Criação de Vídeos, os participantes aprendem todas as etapas do processo, desde o planejamento até a edição
CINEMA
final. As aulas abordam o uso de equipamentos profissionais, mas também ensinam a produzir conteúdo com ferramentas acessíveis, como celulares e computadores.
As aulas são presenciais. Os horários disponíveis podem ser consultados diretamente na Central de Relacionamento do Sesc Lageado, pelo WhatsApp, no número 67 3378-1902. Além do ensino técnico, a proposta do Sesc Lab MS é estimular a criatividade, a comunicação e o pensamento visual dos alunos. Essas habilidades são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho e também em áreas ligadas à cultura e à produção de conteúdo.
O Sesc Lab MS faz parte do Sistema Comércio MS, que reúne Fecomércio MS, Sesc MS, Senac MS, IPF e sindicatos empresariais. A entidade é presidida por Edison Araújo e administrada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, presidida por José Roberto Tadros.
Para os jovens interessados em aprender e para os responsáveis que buscam oportunidades de formação gratuita, os cursos representam uma chance de contato direto com ferramentas e práticas usadas no dia a dia do ambiente digital.
Semana do Cinema Nacional segue até quarta-feira com ingressos a partir de R$ 10
Semana do Cinema oferece ingressos promocionais e destaca filmes indicados ao Oscar nas telonas - (Foto: Agência Brasil)
Ação nacional reúne redes de cinema e aposta em filmes indicados ao Oscar para atrair o público
Quem pretende aproveitar a temporada de premiações nas telonas encontra uma oportunidade nesta semana. A Semana do Cinema, que começou na quinta-feira (5), vai até quarta-feira (11) com ingressos a preços reduzidos em redes de cinema de todo o país, incluindo Cinemark, UCI e Cinépolis. Durante o período promocional, os ingressos para sessões iniciadas até 16h59 custam R$ 10. A partir das 17h, o valor sobe para R$ 12, incluindo salas especiais, conforme a programação de cada rede. A iniciativa busca ampliar o acesso do público às salas de cinema e movimentar o setor audiovisual em um momento de grande visibilidade internacional.
A programação traz filmes que ganharam destaque na temporada do Oscar. Entre eles está “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, indicado a quatro categorias, incluindo
ECONOMIA
Bazar beneficente no Fort Atacadista arrecada recursos para entidade que atende crianças
Evento foi realizado na unidade Cafezais e destinou toda a renda ao Centro de Promoção Social Palotinas
O Fort Atacadista foi palco de um bazar beneficente em prol do Centro de Promoção Social Palotinas (Cprospal), entidade que desenvolve ações voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, com idades entre 6 e 15 anos. A ação aconteceu nos dias 5 e 6 de fevereiro, na uni-
ARTE
Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. O longa também conquistou dois prêmios no Globo de Ouro Outro título em evidência é “Marty Supreme”, que soma nove indicações ao Oscar e venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical, com Timothée Chalamet. Já “Avatar: Fogo e Cinzas” aparece entre os indicados nas categorias de figurino e efeitos visuais.
Além dos ingressos com valores promocionais, as redes participantes oferecem combos especiais. No UCI, os preços partem de R$ 30; no Cinépolis, de R$ 29; e no Cinemark, a partir de R$ 39. Com preços reduzidos e uma programação marcada por produções premiadas, a Semana do Cinema aposta na combinação entre acesso e diversidade de títulos para atrair o público de volta às salas.
dade Fort Atacadista Cafezais, localizada na Avenida Gury Marques, em Campo Grande. Os produtos comercializados foram provenientes de doações da Receita Federal e incluíram itens como perfumes, brinquedos, eletrônicos, relógios, vestuário, câmeras de segurança e perfumes im-
portados, entre outros. O bazar funcionou das 7h às 16h, com pagamentos realizados em dinheiro, cartão de débito ou crédito. Toda a arrecadação foi destinada às obras assistenciais da Cprospal.
Atualmente, a entidade atende 65 crianças e adolescentes, de segunda a sexta-feira, no período vespertino, oferecendo atividades socioeducativas, culturais e esportivas, com foco na cidadania, convivência, aprendizagem e promoção social. As ações são desen -
volvidas de forma contínua e planejada, contribuindo para a prevenção de situações de risco e o fortalecimento dos vínculos comunitários.
A atuação da Cprospal teve início em 2008, no bairro Jardim Aero Rancho, quando atendia 17 crianças e adolescentes no então Centro Social Espírito Santo, mantido pela Congregação das Irmãs Palotinas. Na época, eram oferecidas atividades como apoio escolar, ações lúdicas e acesso à informática.
Instalação “Bailar no Escuro” ocupa Casarão Thomé com experiência sensorial na Capital
Projeto une dança, literatura e tecnologia em apresentações gratuitas com sessões limitadas
O Casarão Thomé, no bairro São Francisco, em Campo Grande, abriu suas portas na sexta-feira (6) e segue até este domingo (8) com instalação-performática “Bailar no Escuro”, criada pelos artistas Halisson Nunes e Verônica Lindquist. A proposta convida o público a uma experiência sensorial que atravessa a dança contemporânea, a literatura, as artes visuais e o uso de tecnologia.
As apresentações acontecem dentro dos cômodos do casarão, onde cada espectador é orientado a se acomodar em um ponto específico do espaço. A
partir desse único ponto de vista, acompanha a performance, o que faz com que a percepção da obra varie conforme o lugar ocupado. A experiência é individual e construída a partir da relação entre corpo, espaço e observação. A obra tem como base a prosa poética “Bailar no Escuro”, escrita por Verônica Lindquist durante o período da pandemia. A partir desse texto, o projeto propõe reflexões sobre as relações humanas e as formas de comunicação no contexto contemporâneo, especialmente diante das fronteiras cada vez mais tênues entre o real e o digital.
Inspirada também na natureza e nas interconexões das plantas, a instalação utiliza recursos tecnológicos para criar uma vivência imersiva.
O público é provocado por estímulos visuais e sonoros fragmentados, nos quais o que se vê e o que se escuta nunca se apresenta de forma completa, ampliando as possibilidades de interpretação.
A programação prevê três sessões diárias, às 19h e 20h30.
A entrada é gratuita, mas os ingressos são limitados e
devem ser retirados uma hora antes, no local. A classificação indicativa é de 14 anos, e a ação contará com acessibilidade em Libras. Construído em 1947, o Casarão Thomé é um patrimônio histórico de Campo Grande e preserva um acervo ligado à memória da cidade. Atualmente sob a gestão da artista Miska Thomé, o espaço se consolidou como um ponto de encontro cultural, recebendo projetos que dialogam entre arte contemporânea e história.
FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Hallison e Verônica em meio ao cenário de Bailar no Escuro
Sesc Lab MS abre inscrições para cursos gratuitos de design e vídeo para jovens de 14 a 23 anos em Campo Grande.
Bazar beneficente realizado no Fort Atacadista Cafezais arrecadou recursos para ações da Cprospal
NOVO TIGUAN 2026
A Volkswagen confirmou que a nova geração do Tiguan chega ao Brasil em março de 2026, com produção no Paraná. O modelo será global e virá com uma base do Polo, Virtus e T-Cross. Embora a motorização ainda seja incerta, há a expectativa de versões com motor 1.4 TSI ou 2.0 turbo, com destaque para a possível opção híbrida. A versão de sete lugares
descontinuada.
Depois de 40 anos, a Saveiro se despede e dá lugar à Tukan
Volkswagen confirma a picape Tukan, que substitui a Saveiro e chega em 2027 para disputar espaço com Strada, Montana e Toro.
A história da Saveiro está chegando ao fim. Depois de mais de 40 anos rodando pelas ruas do Brasil, a picape da Volkswagen vai sair de linha. No lugar dela, vem um novo modelo, com nome diferente, mais moderno e pronto para enfrentar os concorrentes. Ele vai se chamar Tukan.
A Volkswagen confirmou o nome e o projeto no dia 2 de fevereiro de 2026. A produção começa no final deste ano, e o lançamento nas lojas está previsto para o início de 2027. A Tukan será feita no Paraná, como parte de um grande investimento da marca no Brasil.
A nova picape foi criada para o público brasileiro. O nome Tukan foi inspirado no tucano, uma ave típica do nosso país. A ideia é deixar o modelo com uma cara mais nacional. A base do projeto vem do conceito Tarok, apresentado em 2018. Agora, a Tukan chega com cara nova e pronta para as ruas.
A Saveiro ainda vende bem. Em 2025, foram mais
Maior que a Saveiro, menor que a Toro
A nova picape vai usar a mesma base do Polo, Virtus e T-Cross. Isso ajuda a trazer mais tecnologia e reduzir custos. Ela será maior que a Saveiro e que a Fiat Strada, mas menor que a Fiat Toro. Vai brigar direto com a nova Chevrolet Montana.
Motores e versões
híbrido leve, que ajuda a economizar combustível. Seria uma das primeiras picapes do país com essa tecnologia.
A Volkswagen ainda não contou tudo sobre os motores. Mas a expectativa é que tenha versões mais simples, para quem trabalha com o carro, e versões mais completas, para quem quer usar no dia a dia e viajar. A novidade pode ser um motor
A Tukan deve ter versões de cabine simples, com caçamba maior, e cabine dupla, com espaço para a família. A suspensão traseira será reforçada, para aguentar peso. A proposta é ser um carro que serve tanto para o trabalho quanto para o lazer.
Na versão de entrada, a Tukan vai brigar com a Fiat Strada, que hoje é líder de vendas no Brasil. Nas versões mais caras, a disputa será com a Fiat Toro. O preço deve começar perto dos R$ 120 mil. As versões top podem passar dos R$ 190 mil.
A Volkswagen está apostando forte
O presidente mundial da marca disse que a Tukan será uma picape ligada ao estilo de vida do brasileiro. Ainda não se sabe se ela vai fazer o mesmo sucesso da Saveiro. Mas a expectativa é grande. A resposta começa a aparecer a partir de 2027.
Detalhes do interior do Volkswagen Tukan mostram um painel moderno e funcional, com tecnologia avançada