EDIÇÃO Nº 2290 • R$ 1,50
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CAMPO GRANDE-MS, 08 de FEVEREIRO de 2026
DIRETOR EXECUTIVO: JORNALISTA LUIZ CARLOS FEITOSA
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EDITADO DESDE: 01 DE AGOSTO/1980 Foto: Márcio Ferreira @fotografia_politica_brasilia
RESUMO Feira Mixturô
A Praça do Peixe recebe mais uma edição da Feira Mixturô, reunindo economia criativa, gastronomia e encontro ao ar livre, em um clima de passeio de fim de tarde. Além das barraquinhas e da movimentação na avenida, os artistas Luís Felipe e Fernando Lemos garantem a trilha sonora com um repertório de pop rock e MPB, das 17h às 22h, na Praça do Peixe (Av. Bom Pastor, 500). A entrada é gratuita.
Bloco do Laricas
Misturando carnaval, cultura urbana e ocupação do centro, o Bloco do Laricas toma conta da região central com shows de Batucanção, Mistura das Minas, Projeto Kzulo e DJ Magão, além de cortejo com charanga e intervenção artística de Berbela Mortiz. A folia está marcada para as 16h, na Avenida Noroeste, entre a Afonso Pena e a Barão do Rio Branco, com programação aberta ao público e entrada gratuita.
Ferrovia liga Inocência à malha nacional e impulsiona eixo industrial do Estado Primeira short line do País integra fábrica da Arauco, gasoduto e Rota da Celulose em pacote bilionário de logística e empregos no Vale da Celulose Mato Grosso do Sul deu mais um passo para se firmar como potência mundial da celulose. Em Inocência, foi lançada a pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, que vai ligar a fábrica da Arauco — já em
construção — à Malha Norte, operada pela Rumo. Será a primeira short line do Brasil, com 54 km de extensão, pensada para integrar a produção local à malha ferroviária nacional, reduzindo custos, aumentando a
segurança no transporte de cargas e fortalecendo o chamado Vale da Celulose. Ao lado dos ministros Renan Filho (Transportes) e Simone Tebet (Planejamento), o governador Eduardo Riedel destacou que a nova ferrovia se soma a um pacote de obras que redesenha a logística do Estado. Só em rodovias, concessões e na Rota da Celulose, o aporte próprio chega a R$ 10 bilhões, sendo R$ 1 bilhão concentrado na região. No mesmo evento, foram auto-
rizadas a construção do gasoduto de 125 km entre Três Lagoas e Inocência, com mais de R$ 170 milhões em investimentos da MS Gás, e obras de acessos na MS-377, que somam R$ 26,9 milhões. A fábrica da Arauco, prevista para operar até o fim de 2027, deve gerar mais de 14 mil empregos na obra e cerca de 6 mil postos diretos e indiretos na fase operacional. Com a short line conectando o complexo à Malha Norte, a expectativa é escoar 3,5
milhões de toneladas de celulose por ano rumo aos portos, em especial Santos. Paralelamente, o Estado formalizou o contrato com o consórcio Caminhos da Celulose para conceder 870 km de rodovias (MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267), com R$ 10,1 bilhões em investimentos e obras como duplicações e acostamento em 100% da malha, consolidando uma nova etapa de integração logística e desenvolvimento para Mato Grosso do Sul.
Rota da Celulose terá R$ 10,1 bilhões em obras e pedágio só depois de um ano VEJA NA PÁGINA 3•B Foto: Divulgação
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago em fevereiro Veja na página 3•A
Gerson Claro ganha força como candidato ao Senado nas eleições de 2026 Veja na página 5•A
Prefeitura corre para deixar escolas prontas para volta às aulas na Capital Veja na página 8•A
Longen diz que Estado tem R$ 90 bi em investimentos privados em andamento Veja na página 7•A
Hospital da Cassems traz robô cirurgião e inaugura telecirurgia no Centro-Oeste Veja na página 2•B
Justiça limita aumento do IPTU em Campo Grande a 5,32%, após ação da OAB-MS Nesta última sexta-feira (06), o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, atendeu parcialmente a ação da OAB-MS e determinou uma limitação no aumento do IPTU de 2026 em Campo Grande. O aumento será restrito à correção monetária de 5,32%, com base no IPCA-E, suspendendo outros ajustes, como o reenquadramento de imóveis e o aumento da taxa de lixo. Além disso, a Prefeitura não poderá incluir os contribuintes em cadastros de restrição ao crédito nem inscrevê-los na dívida ativa. A decisão foi comemorada por Bitto Pereira, presidente da OAB -MS, que destacou a importância dessa medida para proteger os direitos dos cidadãos e garantir mais transparência. A Prefeitura terá que corrigir os carnês de cobrança e ajustar os valores. A decisão ainda pode ser contestada, mas traz alívio imediato para a população.
Foto: Divulgação
Bitto Pereira, presidente da OAB-MS, observa a importância da decisão judicial que limita o aumento do IPTU e taxa de lixo em Campo Grande.