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Jornal A Crítica - Edição 2289

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de axé, participação de passistas, a animação da Pipoca do Silveira e muito samba com o grupo SambaCaos, tudo em ambiente aberto e familiar. Data: Hoje / Horário: 9h às 15h / Local: Praça do Coophafé – R. das Garças, 3164 / Entrada: Gratuita. Pagode da Nuala

Abrindo o calendário de 2026, o Pagode da Nuala recebe o cantor corumbaense Gersinho em uma tarde de repertório voltado ao axé, sambaenredo e pagode. Depois do show, a festa continua com discotecagem da DJ Mari Ogatha. Data: Hoje / Horário: 17h / Local: Capivas Cervejaria – R. Pedro Celestino, 1079 / Entrada: R$ 10.

Com fim do recesso, Câmara Municipal e Assembleia começam ano legislativo

Sessões solenes na Câmara de Campo Grande e na ALEMS marcam a retomada das atividades e a apresentação das prioridades dos Executivos

 Com o encerramento do recesso parlamentar, os trabalhos do Legislativo municipal e estadual são retomados nesta semana em Mato Grosso do Sul.

A Câmara Municipal de Campo Grande e a Assembleia Legislativa (ALEMS) realizam sessões solenes que marcam oficialmen-

te o início do ano legislativo de 2026, com a apresentação das prioridades dos Executivos municipal e estadual.

Na Capital, a Câmara abre os trabalhos na segunda-feira (2), às 9h, em sessão solene no Plenário Oliva Enciso. Conforme o regimento interno, não haverá

votação de projetos na cerimônia. A prefeita Adriane Lopes (PP) fará a leitura da mensagem oficial, apresentando um panorama da situação do município e as diretrizes da administração para o ano. O presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), além de líderes partidários, também discursam.

As votações no Legislativo municipal começam na terçafeira (3). Entre os destaques da pauta está a análise do veto da prefeita ao projeto que suspen-

de o reajuste da taxa do lixo em 2026, além de propostas relacionadas à fiscalização de trânsito e à ampliação da transparência administrativa, em primeira discussão. No âmbito estadual, a Assembleia Legislativa realiza na terça-feira (3), às 9h, no Palácio Guaicurus, a sessão solene que instala a 4ª Sessão Legislativa da 12ª Legislatura. O governador Eduardo Riedel (PP) participa da cerimônia e apresenta a mensagem do Executivo aos deputados, conforme determina

a Constituição Estadual.

Antes da solenidade, estão previstos os ritos protocolares, como a revista à tropa da Polícia Militar e o hasteamento das bandeiras. Após a mensagem do governador, o presidente da ALEMS, deputado Gerson Claro (PP), faz pronunciamento oficializando a abertura dos trabalhos parlamentares de 2026. As sessões são abertas ao público e terão transmissão pelos canais oficiais da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa.

Campo Grande aposta em carnaval ampliado e espera mais de 100 mil foliões por dia em 2026

Estado aposta no diálogo e Fiems e Sefaz lançam agenda fiscal com empresários e contadores

OAB-MS oferece desconto maior na anuidade de 2026 e amplia benefícios

Novo RG já pode ser agendado, com vagas abertas na Capital e no interior

Reoneração da folha pode frear empregos e afetar varejo em MS, alerta FCDL/MS

Assomasul confirma para junho quarta edição do Congresso dos Municípios Rota da Celulose avança e revela plano bilionário de obras nas rodovias de MS

Papy (esq.), presidente da Câmara Municipal, e Gerson Claro (dir.) presidente da ALEMS, à frente da abertura do ano legislativo de 2026

Bônus e ônus da classe política

BÔNUS: Ou, custos e benefícios que a classe política está sujeita a sedução pelo poder. A visibilidade massageia o ego, eleva o status, proporciona relações que proporcionam vantagens e prestígio favorecendo amigos e parentes. São raros os casos em que o político deixa o cargo e a política por se sentir desconfortável. Conhece algum?

ÔNUS: O outro lado do poder. Devido ao excesso de exposição pública os políticos são reféns do sistema e às vezes até fragilizam suas relações familiares. A priori não podem errar, seus atos vigiados, perdem a privacidade em todas situações. É o preço, as vezes alto que os políticos pagam. Mas, a maioria oceânica deles aceitam o desafio.

NOVIDADES? Riedel interioriza a gestão com lançamentos e inaugurações de obras. Barbosinha e Verruck deixam o PSD, rumo respectivamente ao Republicanos e PP. O primeiro prepara-se para a reeleição com Riedel e o segundo disputará a Câmara pelo PP ao lado de Waltinho Carneiro e Luiz Ovando. Até 4 de Abril muita coisa deve acontecer.

QUESTÕES: Na escolha dos dois senadores há dúvidas: prevalecerá a ideologia partidária – pura e simples – ou pesarão os perfis dos postulantes? Contar aposta no primeiro critério, enquanto Reinaldo e Nelsinho apostam as fichas na segunda opção. O programa eleitoral deve ser um componente importante para o eleitor se decidir.

‘CHUTES’: Os dados e números nos discursos de Ciro Gomes sem sustentação. Lula é outro ‘inventor’ de fatos. Disse que a nossa primeira universidade data de 1920, mas Rui Barbosa se formou em 1870 pela Faculdade de São Paulo. E em 1810 já havia as faculdades de Medicina de Salvador, Engenharia do Rio e de Minas em Ouro Preto.

ESCROTO: O ex-Primeiro Ministro da Itália Silvio Berlusconi marcou pela falta de respeito, gafes, piadas e termos chulos ao se conectar com o público. Chamou Barack Obama de “jovem, bonito e bronzeado. Em outra ocasião pulou de trás de um monumento e gritou “cucu” (esconde-esconde) para a ex-chanceler alemã Ângela Merkel.

FANFARRÃO: Hugo Chaves usava o humor para atacar adversários e se comunicar com apoiadores. Chegou ao cúmulo de apelidar Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos Estados Unidos de “Condolência” e referindo-se a ela como “menininha”, acompanhado de gestos irônicos como mandar beijos em seus programas de TV.

DANÇOU: Senador, Collor convidou o colega malufista Júlio Campos (MT) para ser seu candidato a vice-presidente. Ele recusou e indicou a deputada Maria Kubischek que também disse não. Presente, dona Sara Kubischek sugeriu o senador Itamar Franco que aceitou no ato. Quem conta é o próprio Julinho admitindo: “fiquei chupando o dedo”.

A PROPÓSITO: Complicada a situação dos irmãos Júlio (deputado estadual) e Jaime Campos (senador). O governador Mauro Mendes quer o Senado, apoia seu vice Otávio Pivetta (RP) ao governo e o senador Wellington Fagundes (PL) é o concorrente mais forte. Júlio até se reelegeria, mas Jaime precisa costurar acordos para sobreviver. A Família Campos está na política há 60 anos.

SEM NOÇÃO: Em 1994 Valdemar da Costa Neto (ele!) estava no camarote dos bicheiro no carnaval do Rio, onde Itamar era o convidado de honra. Em seguida, Lilia Ramos, após posar para a Playboy e desfilado com os seios à mostra na ‘Viradouro’ é saudada com beijinhos por Itamar e deu no que deu. Manchete na República e lá fora.

GOZADOR: Ronald Reagan fazia piadas sobre o atraso dos russos. Uma de1988: “Na Rússia o cidadão vai à revenda comprar um carro OK e o vendedor diz: ‘Em 10 anos você vem buscar seu carro’ - “ De manhã ou a tarde”? ‘Que diferença faz? - indaga o cliente. O vendedor justifica: ‘É que de manhã nesta data, está agendada a visita do encanador à empresa”.

INCOERÊNCIA: Nunca, Lula tentou interferir pela libertação dos presos políticos nos governos de Chaves e Maduro. Logo ele que prega liberdade e direitos humanos por aí. Essa reclamação ouvi de um marceneiro venezuelano que trabalha como repositor num supermercado de Campo Grande. O que os petistas têm a dizer sobre o fato?

‘CAMARADA’: Nicalae Ceausescu, comunista. Mandou 24 anos na Romênia. O povo com fome e ele construiu um palácio de 80 quartos, 12 andares acima do solo e 8 subterrâneos com abrigo nuclear. Para isso deslocou 60 mil pessoas da área onde fica o palácio. Ele e a mulher foram presos pelo povo e executados no Natal de 1989.

ATRITAR ? JAMAIS! A Ordem dos Advogados do Brasil, antes atuante em defesa da sociedade, simplesmente saiu de cena neste escândalo do Banco Master respingando no STF e no Governo. Os dirigentes priorizam preservar as relações com o Judiciário. Ora! Onde existem crimes sem criminosos, todos acabam suspeitos. O que diria Ruy Barbosa!?

A violência contra animais é espelho da nossa consciência coletiva

Ribeiro (*)

Amorte do cão Orelha não chocou apenas pela perda de uma vida, mas pela brutalidade envolvida. Casos como esse expõem algo mais profundo do que um crime isolado: revelam o nível de desconexão moral e espiritual que ainda persiste na sociedade. A comoção gerada não se explica apenas pelo amor aos animais, mas pelo incômodo coletivo diante da crueldade gratuita.

A violência contra animais não é um fenômeno raro. O que torna alguns casos mais visíveis do que outros é a repercussão midiática, não a exceção do ato. Em diferentes partes do mundo, situações semelhantes ocorrem diariamente sem ganhar atenção. Isso levanta uma pergunta necessária: por que a indignação aparece em alguns momentos e se cala em tantos outros?

Do ponto de vista espiritual, os animais não são objetos nem seres descartáveis. São consciências em processo de aprendizado, assim como os seres humanos. A relação que muitos desenvolvem com eles revela uma conexão profunda, que vai além da posse ou do afeto superficial. Negar essa dimensão é reduzir a própria noção de vida.

Diante de episódios como esse, surgem pedidos de punição

Nexemplar e até de vingança. Embora a justiça humana tenha seu papel — e deva agir dentro da lei —, ela não resolve o núcleo do problema. A violência não se corrige com mais violência. O ódio, quando alimentado, apenas reproduz o mesmo padrão que se condena. Toda ação gera consequências. Escolhas moldam destinos, e atitudes marcadas pela crueldade produzem desdobramentos profundos, não apenas para as vítimas, mas também para quem as pratica. A consciência, cedo ou tarde, se torna o tribunal mais severo. É nela que surgem o arrependimento, a culpa ou a necessidade de reparação. Casos como o do cão Orelha deveriam servir menos como combustível para a fúria coletiva e mais como convite à reflexão. O verdadeiro desafio não está apenas em punir, mas em compreender que humanidade e espiritualidade se revelam nas escolhas cotidianas. A pergunta que permanece é simples e incômoda: que tipo de consciência estamos alimentando com nossas atitudes?

(*) João Ribeiro é espiritualista cristão, médium, terapeuta e autor do livro “A jornada eterna”

Prova documental na Justiça do Trabalho

a Justiça do Trabalho um processo inicia por meio de um documento chamado petição inicial no qual a parte interessada, que pode ser uma pessoa física ou jurídica, expõe os fatos, fundamenta juridicamente seus direitos e apresenta os pedidos que devem ser certos, determinados e com a indicação dos valores pretendidos.

As provas podem ocorrer por meio de documentos, testemunhas, perícias, depoimento pessoal das partes, inspeção judicial, entre outras. Assim, os documentos é um dos meios de prova. Mas afinal o que são documentos?

Dr. Oclécio Assunção (*)

A prova documental é qualquer material, físico ou digital, capaz de representar um fato e comprovar alegações em um processo judicial, como por exemplo, contratos, e-mails, fotos, vídeos, mensagens (WhatsApp), registros médicos, notas fiscais. É considerada uma prova robusta e estável, deve ser, via de regra, apresentada no início da ação.

O poder judiciário avaliará a autenticidade e a relevância, sendo livre para atribuir o valor que entender merecido (princípio da persuasão racional) e poderá tomar as medidas judicias cabíveis em caso de tentativa ou ocorrência de falsidades e fraudes.

Os documentos podem ser classificados como públicos, particulares e eletrônicos.

Os públicos são elaborados por autoridade pública ou tabelião, como por escritura pública, certidão de nascimento, de casamento, de óbito, expedição de RG, CPF, CTPS, etc. Os particulares são escritos por pessoas privadas (ex: contratos, recibos).

Os eletrônicos podem ser apresentados por meio e-mails, arquivos de áudio, vídeos. O ônus da prova na Justiça do Trabalho, regido principalmente pelo artigo 818 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), determina a responsabilidade de apresentar docu-

mentos e provas para que a parte interessada, (trabalhadores ou empregadores), possa fundamentar as suas alegações. Ônus significa, a incumbência, o compromisso de alguém, o dever, o encargo, ou seja, a obrigação da parte em requerer e produzir a sua prova na medida dos fatos por ela alegados no processo. Desta forma, por exemplo, em pedido de dano moral, o ônus da prova, a obrigação em produzi-la é da parte reclamante; quanto ao pedido de comprovação de demissão por justa causa e/ou pagamento correto das verbas rescisórias e laborais e/ou de horas extras com empresa com mais de vinte empregados (Súmula 338, TST e 74, § 2º, CLT), o encargo probatório é da Reclamada. Podemos resumir assim: pediu → comprovou → ganhou pediu → não fez prova → perdeu O contrato trabalhista pode ser verbal e dependerá de prova, principalmente a testemunhal para ser comprovado num processo. Assim, a importância do contrato escrito, que é uma prova documental, reside na segurança jurídica que ele proporciona ao formalizar os direitos e deveres de empregadores e empregados, evitando conflitos e mal-entendidos.

(*) O Autor é Advogado Especializado na área Trabalhista. Presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de MS no período de 1998/2001. Graduado em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Especialista em Direito do Trabalho pela Universidade de Direito da UNAES. Pós-graduado em Direito do Trabalho pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU São Paulo. Curso de Direito Jurídico do Mercosul pela UFMS.

O esquecimento de si como sintoma da vida contemporânea

Jorge Curi (*)

Acorreria do dia a dia e a busca incessante pelo ter impede o ser humano de buscar o ser. As prioridades se invertem: a conquista do ouro sobrepõe-se ao cuidado com a alma. Mergulha-se de cabeça em uma busca indefinida e, nesse percurso, perde-se a noção do essencial; passa-se a enxergar apenas o que tem preço, e não o que tem valor. Assim, tudo aquilo que diz respeito a si mesmo torna-se secundário ou terciário. O que antes precisava ser escutado é sempre adiado e, com isso, perde-se aquilo que o dinheiro não pode comprar. Reuniões com a família, encontros com parentes e amigos são descartados, como se fossem desnecessários, tratados como perda de tempo. Enquanto isso, o tempo desgasta os desejos do ser e fortalece

apenas o valor do ter. Muitos até alcançam o tão sonhado ter, mas não percebem que isso os conduz ao esquecimento do próprio eu, afastando-os da reforma íntima e, mais ainda, da evolução espiritual. Esquecem-se de si e acumulam bens que não poderão levar consigo para outro plano. Como o urso diante de uma grande tina de sopa, que, movido pela ganância, sucumbe à gula e explode sem perceber que não é capaz de consumir tudo o que deseja, assim segue o ser humano: pobre em essência, ainda que rico em posses. (*) Escritor de obras de autoconhecimento e fortalecimento interior, Jorge Curi é autor do livro “O Dr. Andarilho: uma história para ser contada”.

João

Com desemprego em mínima histórica, gasto com seguro-desemprego aumenta no Brasil

Alta rotatividade no mercado de trabalho, reajuste do salário mínimo e pedidos online explicam avanço da despesa em 2025

 O mercado de trabalho

brasileiro fechou 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica, em 5,1%, segundo a Pnad, mas registrou aumento nos gastos com seguro-desemprego. No ano passado, o governo desembolsou R$ 52 bilhões com o benefício, valor 1,8% maior em termos reais na comparação com 2024.

O crescimento da despesa ocorre desde 2022, quando o mercado começou a se recuperar dos efeitos mais severos da pandemia. Apesar da queda consistente da desocupação — que era de 14% em 2021 e recuou para 5,6% em 2024 —, o número de pedidos do seguro aumentou com a maior dinâmica do emprego.

Especialistas apontam que a principal explicação está na alta rotatividade do mercado

de trabalho. Com mais oportunidades disponíveis, trabalhadores passaram a trocar de emprego com mais frequência. Em 2025, houve cerca de 10,9 milhões de desligamentos sem justa causa, enquanto o saldo de empregos formais foi positivo em 1,27 milhão, segundo o Caged. Outro fator relevante é o valor do benefício, que não pode ser inferior ao salário mínimo. Com a retomada da política de ganho real do mínimo no atual governo, em um cenário de inflação controlada e crescimento do PIB, o custo do seguro-desemprego aumentou automaticamente. A digitalização do serviço também contribuiu para a alta dos pedidos. Atualmente, cerca de 80% das solicitações são feitas pela internet, o que facilitou o acesso ao programa em

Governo corta R$ 6,4 bilhões

comparação aos anos anteriores, quando os requerimentos eram exclusivamente presenciais.

O avanço do gasto em um momento de mercado aquecido reacende o debate sobre a eficiência do seguro-desemprego.

Economistas defendem a importância da política como proteção social, mas avaliam que ajustes são necessários para

garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa, sem ampliar a pressão sobre o orçamento público.

Anvisa amplia acesso a medicamentos à base de cannabis para pacientes

Recursos retirados do Orçamento de 2026 foram usados para reforçar ministérios e o Novo PAC sem acordo com parlamentares

 O governo do presidente

Luiz Inácio Lula da Silva cortou, por decisão própria, R$ 6,4 bilhões em emendas aprovadas pelo Congresso Nacional no Orçamento de 2026. O valor corresponde a emendas consideradas “extras”, que não são obrigatórias e foram incluídas acima dos limites definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os recursos foram remanejados pelo Executivo para recompor verbas de ministérios e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que haviam sofrido cortes durante a tramitação do Orçamento no Legislativo. As mudanças ocorreram nas últimas duas semanas e não foram negociadas com os líderes da Câmara e do Senado.

A decisão causou desconforto no Congresso e ampliou a tensão entre os Poderes. Nos bastidores, parlamentares ava-

liam que o gesto enfraqueceu a relação política, a ponto de o presidente Lula não dever comparecer à sessão de abertura do ano legislativo, marcada para segunda-feira (2). Com os remanejamentos, áreas como Saúde, Farmácia Popular e Defesa Civil tiveram parte do orçamento recomposta. Outros programas, como Auxílio Gás e Pé-de-Meia, seguem sem recuperação dos recursos, assim como despesas obrigatórias, que podem exigir novos cortes ao longo do ano para cumprir o arcabouço fiscal. Parlamentares criticam a falta de diálogo e avaliam tentar reverter a medida. O Ministério do Planejamento afirmou que o corte buscou adequar o Orçamento à proposta original do Executivo e garantir recursos para áreas consideradas prioritárias, sem descartar novos ajustes ao longo de 2026.

Nova regra autoriza farmácias de manipulação a produzir remédios e prevê cultivo controlado da planta para fins medicinais

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou o acesso a medicamentos à base de cannabis no Brasil ao permitir a atuação de farmácias de manipulação nesse mercado. A medida deve reduzir a judicialização do tema e aumentar a concorrência no setor, hoje concentrado em poucos laboratórios e marcado por preços elevados. Até então, essas farmácias dependiam da importação do insumo farmacêutico ativo pronto. Com a nova norma, passam a poder extrair os princípios ativos da planta para produzir os medicamentos. Especialistas avaliam que a mudança corrige distorções regulatórias e tende a ampliar a oferta, com impacto direto na redução de custos para os pacientes.

A regulamentação também

autoriza o cultivo da Cannabis sativa L. com teor de até 0,3% de tetrahidrocanabinol (THC), desde que destinado exclusivamente a fins medicinais ou de pesquisa científica. O plantio ficará restrito a pessoas jurídicas, como empresas, associações e instituições de pesquisa, previamente autorizadas pela Anvisa. A regra entra em vigor em seis meses. Medicamentos derivados da cannabis são utilizados no tratamento de doenças como epilepsia e esquizofrenia, tendo como principal composto o canabidiol (CBD), que não possui efeito psicoativo. O uso medicinal é permitido no País desde 2019, mas o acesso ainda é limitado pelo custo e pela baixa oferta de produtos nacionais. A restrição levou ao crescimento das importações. Em 2025, a Anvisa autorizou 194,7 mil pedidos para importar medicamentos à base de cannabis, uma média de 533 liberações por dia — número recorde desde o início da regulamentação no Brasil.

Governo quer acabar com escala 6x1 e aposta em aprovação ainda neste semestre

Gleisi Hoffmann diz que mudança é prioridade de Lula e defende mais qualidade de vida para os trabalhadores

 A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o fim da escala de trabalho de seis dias por um de folga (6x1) é uma das principais prioridades do governo federal em 2026. Segundo ela, o Planalto estuda enviar um projeto para unificar as propostas que já tramitam no Congresso, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. De acordo com a ministra, a medida faz parte de uma agenda voltada à melhoria da qualidade de vida da população, após ações como o aumento real do salário mínimo, a ampliação do emprego e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Gleisi destacou que a escala atual limita o descanso e afeta especialmente as mulheres.

A ministra afirmou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, é favorável ao debate e

que o tema tem apoio popular. Para ela, assim como ocorreu com a isenção do IR, a pressão da opinião pública pode levar à aprovação do projeto. Gleisi ressaltou ainda que alguns setores produtivos já adotam jornadas diferenciadas. Além da mudança na jornada de trabalho, o governo elenca como prioridades do ano legislativo a regulamentação do trabalho por aplicativos, a PEC da Segurança Pública, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e projetos sociais, como o Gás do Povo. O Planalto também trabalha para manter o veto presidencial ao projeto que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Sobre a relação com o Congresso, Gleisi afirmou que o tema das emendas parlamentares está pacificado e que o governo deve antecipar o pa-

Foto: Divulgação
Mercado de trabalho aquecido: mais empregos formais, mas também maior rotatividade impulsiona pedidos de seguro-desemprego.
Óleo de canabidiol é usado no tratamento de doenças neurológicas e deve ficar mais acessível com a nova regra da Anvisa.
Ministra Gleisi Hoffmann afirma que o governo Lula vai priorizar o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional.
Foto: Divulgação
Presidente Lula ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado: corte em emendas elevou a tensão entre Planalto e Congresso.

a logística de MS

Entre os principais movimentos está a concessão da Rota da Celulose, que reúne rodovias federais e estaduais

 O último ano do mandato do governador Eduardo Riedel (PP) será marcado por decisões estratégicas voltadas à infraestrutura e à logística de Mato Grosso do Sul. A agenda inclui a concessão de um dos principais corredores rodoviários do Estado, o avanço de projetos ferroviários e o fortalecimento do transporte hidroviário para o escoamento da produção. Entre os principais movimentos está a concessão da chamada Rota da Celulose, que reúne rodovias federais e estaduais usadas pelo setor industrial. O contrato deve ser assinado ainda neste mês, com previsão de início das obras no começo de fevereiro. O projeto envolve quase 900 quilômetros de estradas e investimentos bilionários ao longo de três décadas, com duplicações, faixas adicionais e melhorias urbanas. Outro eixo da estratégia do governo é a diversificação dos modais de transporte. Riedel tem defendido o uso mais intensivo das hidrovias dos rios Paraguai e Paraná, considera-

das alternativas logísticas com alto potencial. A discussão inclui a implantação de portos e a ampliação da capacidade de transporte de madeira e celulose, reduzindo custos e aumentando a competitividade do Estado. Na área ferroviária, o governo acompanha o início do Projeto Sucuriú, que prevê a construção de um ramal privado para atender uma nova indústria de celulose no leste do Estado. O trecho será o primeiro implantado sob o novo marco legal das ferrovias e ligará a produção sul-mato-grossense diretamente ao sistema nacional de transporte ferroviário. Com rodovias concedidas, ferrovia em implantação e hidrovias em expansão, o governo aposta na integração logística como base para o desenvolvimento econômico. A expectativa é que, nos próximos anos, Mato Grosso do Sul consolide um novo modelo de escoamento da produção, com infraestrutura moderna e múltiplas opções de transporte.

Lucien Rezende e Beto do Movimento são apostas para Governo e Senado

Pré-candidatos foram anunciados pelo PSOL e defendem projetos voltados aos movimentos sociais e à reforma agrária

 O PSOL lançou, no último domingo (25), as pré-candidaturas ao Governo de Mato Grosso do Sul e ao Senado com um discurso centrado na defesa dos movimentos sociais e da população de baixa renda. Diante de mais de 700 militantes reunidos no Acampamento Zumbi dos Palmares, os pré-candidatos apresentaram as bandeiras que pretendem levar às eleições de 2026.

Pré-candidato ao governo estadual, o presidente do PSOL em Mato Grosso do Sul, Lucien Rezende, afirmou que o partido quer mostrar aos eleitores que a esquerda tem propostas concretas para melhorar a vida da população. Ele destacou a atuação do PSOL nas ruas e nos movimentos sociais e disse que pretende levar ao debate eleitoral projetos construídos a partir da realidade do dia a dia das comunidades.

Para o Senado, o escolhido foi Beto do Movimento, liderança do Movimento Popular de Luta (MPL). Em seu discurso, ele criticou a falta de representatividade popular no Con-

Câmara Municipal e Assembleia retomam trabalhos e abrem ano legislativo em Mato Grosso do Sul

Legislativos municipal e estadual voltam às atividades nesta semana, com mensagens do Executivo e início da pauta de votações

 Com o fim do recesso parlamentar, a Câmara Municipal de Campo Grande e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) retomam oficialmente os trabalhos nesta semana. A abertura marca o início do ano legislativo de 2026 nos âmbitos municipal e estadual, com solenidades e a apresentação das prioridades dos Executivos. Na Câmara da Capital, a

sessão solene inaugural ocorre na segunda-feira (2), às 9h, no Plenário Oliva Enciso. Conforme o regimento, não haverá votação de projetos. A prefeita Adriane Lopes (PP) apresentará a mensagem oficial sobre a situação do município, enquanto o presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), e líderes partidários farão pronunciamentos. Já na terça-feira (3), os vere-

adores iniciam as votações do ano, com destaque para a análise do veto da prefeita ao projeto que suspende o aumento da taxa do lixo em 2026. Também entram em pauta propostas sobre fiscalização de trânsito e transparência administrativa, em primeira discussão. No âmbito estadual, a ALEMS realiza na terça-feira (3), às 9h, no Palácio Guaicurus, a sessão solene que instala a 4ª Sessão Legislativa da 12ª Legislatura. A cerimônia contará com a presença do governador Eduardo Riedel (PP), que apresentará a mensagem do Executivo aos deputados, conforme prevê a Constituição

Estadual. Antes da solenidade, haverá os ritos protocolares, como a revista à tropa da Polícia Militar e o hasteamento das bandeiras. Após a mensagem do governador, o presidente da Assembleia, deputado Gerson Claro (PP), fará pronunciamento, oficializando a abertura dos trabalhos parlamentares de 2026. As sessões da Câmara e da Assembleia são abertas ao público e terão transmissão pelos canais oficiais de cada Casa, permitindo que a população acompanhe o início das atividades legislativas no Estado e na Capital.

Tereza Cristina articula derrubada de veto sobre terras de fronteira

Senadora diz que prioridade em 2026 é garantir segurança jurídica a produtores rurais de Mato Grosso do Sul

gresso Nacional e afirmou que sua principal bandeira será a reforma agrária. Segundo Beto, o compromisso de sua candidatura é com famílias que lutam por terra, moradia e dignidade. Beto ressaltou que pretende ser uma voz dos movimentos sociais em Brasília e defender políticas públicas voltadas à agricultura familiar e à redução das desigualdades. Ele afirmou que a decisão de disputar o Senado nasce da necessidade de ampliar a presença do povo nos espaços de poder. O ato político contou com a presença da presidenta nacional do PSOL, Paula Coradi, além de integrantes da executiva do partido e do deputado federal Vander Loubet (PT). A legenda também confirmou que apoiará a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além das pré-candidaturas majoritárias, o PSOL informou que trabalha para lançar nomes competitivos para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, reforçando o discurso de oposição ao modelo político tradicional no Estado.

 Com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, nesta segunda-feira (2), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que vai concentrar esforços na derrubada do veto presidencial ao projeto que trata da regularização de terras na faixa de fronteira. Segundo a parlamentar, o tema será uma das primeiras pautas do ano legislativo de 2026. Tereza classificou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como injusto e prejudicial a milhares de pequenos produtores rurais. Para ela, a decisão ignora um acordo construído com ampla maioria no Congresso e compromete a segurança jurídica de famílias que vivem e produzem nessas regiões estratégicas do País. Relatora da proposta no Se-

nado, a senadora destacou que o projeto estabelece regras claras, prazos definidos e critérios objetivos para a regularização das áreas, oferecendo estabilidade tanto aos produtores quanto ao Estado. A matéria havia sido aprovada com apoio expressivo de deputados e senadores. O texto prevê prazo de até 15 anos para a confirmação dos registros imobiliários em cartório e valida compras realizadas sem autorização do antigo Conselho de Segurança Nacional. A legislação alcança imóveis situados em uma faixa de até 150 quilômetros ao longo das fronteiras brasileiras com países vizinhos. Com o veto integral, a decisão volta ao Congresso, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo em sessão conjunta. Para que o projeto seja promulgado, serão

necessários os votos da maioria absoluta das duas Casas. Tereza Cristina afirmou que acredita na

reversão do veto e disse que não irá recuar na defesa da regularização fundiária.

Certidão eleitoral garante acesso a concursos, passaporte e direitos civis

Documento gratuito comprova regularidade com a Justiça Eleitoral e pode ser emitido pela internet, aplicativo ou cartório

 A certidão de quitação eleitoral é o documento que comprova que a eleitora ou o eleitor está em dia com a Justiça Eleitoral. A emissão é simples, rápida e gratuita, mas a ausência da certidão pode impedir desde a inscrição e posse em concursos públicos até a emissão de passaporte e outros atos da vida civil. Para obter o documento, é necessário estar com os direitos políticos regulares. Isso inclui ter votado ou justificado ausência em todas as eleições, inclusive em segundo turno, plebiscitos e referendos, além de ter quitado eventuais multas eleitorais e atendido convocações

da Justiça Eleitoral. Candidatos também precisam estar com a prestação de contas aprovada. Quem está regular pode emitir a certidão de forma online pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na área de Autoatendimento Eleitoral. Basta acessar a opção “Certidões”, selecionar “Certidão de Quitação Eleitoral” e preencher os dados pessoais conforme o cadastro da Justiça Eleitoral. Outra alternativa é o aplicativo e-Título. Após o login, o eleitor deve acessar “Mais opções” e selecionar a certidão, que pode ser salva ou baixada diretamente no celular. O atendimento também pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais, mediante apresentação de documento oficial com foto. A certidão é essencial para o exercício pleno da cidadania. Sem ela, a pessoa fica impedida de assumir cargos públicos, receber salários do poder público, participar de licitações, renovar matrícula em instituições oficiais de ensino e obter documentos como passaporte e carteira de identidade.

Plenários da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa voltam a receber parlamentares com a abertura do ano legislativo em Mato Grosso do Sul.
Governador Eduardo Riedel aposta em concessões e novos modais para transformar a logística de Mato Grosso do Sul.
Lucien Rezende e Beto do Movimento discursam durante lançamento das précandidaturas do PSOL em Mato Grosso do Sul.
Foto: Divulgação
Senadora Tereza Cristina defende derrubada de veto e regularização de terras na faixa de fronteira.

IPVA 2026 começa a vencer e Sefaz detalha regras e descontos em MS

Imposto incide sobre cerca de 860 mil veículos e garante recursos para saúde, educação e segurança

 A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) de Mato Grosso do Sul reforçou as orientações sobre o pagamento do IPVA 2026, que começa a vencer neste fim de janeiro. O imposto alcança aproximadamente 860 mil veículos no Estado e é uma das principais fontes de financiamento de políticas públicas. O cálculo do IPVA segue critérios definidos em lei. Para veículos novos, o valor é baseado no preço da nota fiscal. Já os veículos usados têm o imposto calculado a partir do valor de mercado, apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

As alíquotas variam conforme o tipo de veículo. Caminhões, ônibus e micro-ônibus pagam 1,5%; automóveis de passeio e utilitários, 3%; e

motocicletas, 2%. A legislação também garante isenções e reduções, como para veículos com mais de 15 anos, taxistas, mototaxistas, carros a GNV e pessoas com deficiência ou transtornos específicos. Os pedidos de isenção e benefícios são feitos exclusivamente pela internet, por meio do Portal da Fazenda. A Sefaz também publicou edital com os dados do lançamento do imposto, em caráter informativo, para dar transparência ao processo.

Quem optou pelo parcelamento pode dividir o IPVA em até cinco vezes, com vencimentos até maio. Já quem pagou à vista dentro do prazo garantiu desconto de 15%. Do total arrecadado, metade dos recursos fica com os municípios e metade com o Estado.

Fiems e Secretaria de Fazenda orientam empresários sobre impostos e obrigações fiscais

Encontro vai esclarecer regras do ICMS e facilitar a relação com o fisco

 A Fiems e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) realizam, nesta segunda-feira (2), um evento voltado a empresários e profissionais que lidam com impostos em Mato Grosso do Sul. O encontro acontece a partir das 14h, na Casa da Indústria, em Campo Grande, e tem como objetivo tirar dúvidas e orientar sobre obrigações fiscais. A iniciativa busca aproximar o governo estadual dos contribuintes, explicando de forma prática como funcionam as regras do ICMS e quais são os caminhos para manter a situação regular junto ao fisco. A programação inclui palestras e apresentações de proje-

tos adotados pela Sefaz. Entre os temas que serão tratados estão a regularização de pendências, mudanças no cadastro de empresas e o uso de canais digitais para comunicação com a Fazenda Estadual. A proposta é mostrar

como esses serviços podem facilitar o dia a dia das empresas. O evento contará com a presença de representantes de entidades empresariais, comerciais e profissionais, além de contadores, advogados,

empresários e gestores financeiros. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia. A programação segue até as 17h e faz parte de uma série de ações voltadas a orientar empresas e fortalecer a atividade econômica no Estado.

Gás natural terá redução de preço para indústrias e veículos em Mato

Desconto começa em 1º de fevereiro e beneficia setores produtivos e motoristas que usam GNV

 A Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGÁS) anunciou a redução no preço do gás natural para parte dos consumidores do Estado. A medida entra em vigor a partir de 1º de fevereiro e ocorre após a queda no valor do gás vendi-

do pela Petrobras. Com o novo ajuste, o setor industrial terá redução média de 2,5% na tarifa. Já o Gás Natural Veicular (GNV) ficará cerca de 5,5% mais barato, enquanto o Gás Natural Comprimido (GNC) terá queda aproxi-

Grosso do Sul

mada de 4%.

Segundo a MSGÁS, o desconto segue as regras dos contratos e da regulação do setor, garantindo que a redução no custo do insumo seja repassada aos consumidores. A expectativa é de que a medida ajude a reduzir despesas, aumentar a competitividade das empresas e estimular a economia estadual. Os segmentos residencial,

comercial e de cogeração não terão mudança nos valores neste momento. Nesses casos, as tarifas seguem um modelo que permite compensações futuras de variações de custo, evitando reajustes imediatos. De acordo com a companhia, esse sistema garante mais estabilidade e previsibilidade aos consumidores que não foram incluídos na redução anunciada.

Pequenos produtores têm autorização para comercializar produtos em todo MS

Programa estadual libera venda de carnes e queijos de pequenas agroindústrias em 14 municípios

 Pequenas agroindústrias de 14 municípios de Mato Grosso do Sul passaram a ter autorização para vender produtos de origem animal em todo o Estado. A liberação ocorre após a inclusão das cidades no Programa de Apoio à Comercialização de Produtos de Origem Animal (PACPOA-MS), que amplia o alcance da produção local.

Com a mudança, empresas instaladas na região sul do Estado poderão comercializar legalmente itens como carnes, embutidos, queijos e derivados fora dos limites do município de origem. Antes, as vendas ficavam restritas ao mercado local, o que limitava o crescimento dos empreendimentos.

As cidades beneficiadas fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região Sul (Conisul). Com a entrada desse grupo, o programa passa a alcançar 54 municípios sul-mato-grossenses, consolidando uma rede estadual de comercialização para produtos de origem animal. Para participar, as agroindústrias precisam estar regularizadas, com selo de inspeção municipal ou consorcial, além de cadastro no sistema nacio-

nal de inspeção. A exigência garante segurança alimentar e padronização dos produtos vendidos no mercado estadual. Segundo o governo, a iniciativa fortalece a economia regional ao permitir que pequenos produtores aumentem a renda, ampliem a produção e disputem espaço no mercado formal. O programa é resultado da atuação conjunta de órgãos estaduais e federais ligados ao setor agropecuário.

Receita paga restituição do Imposto de Renda a mais de 3 mil contribuintes em MS

Lote residual libera R$ 5,3 milhões para quem caiu na malha fina ou entregou a declaração fora do prazo

 A Receita Federal começou na sexta-feira (30) o pagamento da restituição do Imposto de Renda para 3.260 contribuintes de Mato Grosso do Sul. Ao todo, serão liberados R$ 5,3 milhões referentes ao chamado lote residual, que inclui declarações retidas na malha fina ou enviadas com atraso. O valor será depositado diretamente na conta bancária do contribuinte ou transferido via Pix, desde

que a chave esteja vinculada ao CPF. Têm prioridade no recebimento idosos com 80 anos ou mais, contribuintes entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência ou doença grave e profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério. Em todo o país, este lote residual contempla 182.959 contribuintes, com liberação total de R$ 403,6 milhões. Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte pode acessar o serviço “Meu Imposto de Renda” no site da Receita Federal ou consultar pelo aplicativo oficial. A Receita lembra que o calendário regular de restituições do Imposto de Renda ocorre em cinco lotes, pagos entre maio e setembro. Quem não entra nesses lotes acaba incluído nos pagamentos residuais, realizados a partir de outubro. Caso o crédito não seja feito por erro nos dados bancários, o valor ficará disponível para reagendamento. A orientação é que o contribuinte mantenha os dados atualizados para evitar atrasos no recebimento.

Foto: Divulgação
IPVA é uma das principais fontes de recursos para serviços públicos em Mato Grosso do Sul.
Arquivo
Fiems e Sefaz promovem encontro para orientar empresários sobre impostos e obrigações fiscais.
Programa estadual permite que pequenos produtores ampliem vendas e alcancem novos mercados em MS.

MS fecha 2025 com quase 20 mil novas vagas formais e avanço no

emprego

Construção e serviços lideram contratações e Estado encerra o ano com crescimento no mercado de trabalho

 Mato Grosso do Sul terminou 2025 com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada. Ao longo do ano, foram registradas 419,4 mil contratações e 399,7 mil desligamentos, o que resultou na criação de 19.756 novas vagas formais, segundo dados do Novo Caged analisados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Com esse resultado, o Estado chegou a 689.951 vínculos formais ativos, crescimento de 2,9% em relação a 2024. O desempenho reflete o aquecimento da economia sul-matogrossense e o avanço de setores ligados a investimentos e prestação de serviços.

A construção civil foi o principal motor do emprego em 2025, com saldo de 5.873 vagas. Na sequência aparecem os serviços, com 4.835 novos postos, a indústria, com 4.536,

o comércio, com 3.258, e a agropecuária, que criou 1.256 empregos no período. Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, os números mostram uma economia em expansão e cada vez mais diversificada. Ele destacou, porém, que o Estado ainda enfrenta dificuldade para preencher vagas disponíveis, o que indica espaço para crescimento ainda maior do emprego formal. Segundo Verruck, o principal desafio agora é a qualificação da mão de obra. O governo aposta em programas de capacitação e na atração de profissionais de outros estados, além de ampliar a inserção de jovens e mulheres no mercado de trabalho. Em dezembro, houve retração pontual, com fechamento de 11.281 vagas, resultado comum no fim do ano. Ainda assim, o balanço anual confirma 2025 como um ano de crescimento consistente do emprego formal em Mato Grosso do Sul.

Carnaval deve injetar

R$ 25,2 milhões

na

economia

de Campo Grande em 2026

Levantamento de entidades do comércio aponta alta de 5% nas vendas, gasto médio de R$ 550 por pessoa e impacto direto em ISS e ICMS durante o feriado

 Muito além da folia, o Carnaval de 2026 deve funcionar como um grande empurrão na economia de Campo Grande. Levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de MS (FCDL-MS) e da CDL Campo Grande, com suporte técnico do SPC Brasil, projeta R$ 25,2 milhões em circulação financeira apenas na Capital durante o período. A pesquisa foi feita por telefone entre os dias 21 e 24 de janeiro, com 570 consumidores de Campo Grande e do interior, e aponta crescimento estimado de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados mostram que Campo Grande concentra o maior volume de consumo interno do Estado no feriado, muito por causa do deslocamento de moradores de outras cidades.

A Capital deve receber, principalmente, consumidores vindos de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá e Naviraí, o que aumenta o movimento em lojas, bares, restaurantes, hotéis e serviços em geral. Esse fluxo muda o ritmo do comércio e dos serviços. Segundo o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, quando há estrutura e organização, o consumidor tende a ficar na cidade, consumir no comércio local e usar mais os serviços disponíveis. Entre os moradores da Capi-

Rota da Celulose entra em nova fase com apresentação do plano de obras das rodovias

Empresa vencedora da concessão apresenta, nesta segunda, o plano de obras para as rodovias

 O projeto da Rota da Celulose dá mais um passo nesta segunda-feira (2), quando a concessionária Caminhos da Celulose apresenta ao governo de Mato Grosso do Sul o plano de obras para as rodovias que fazem parte do corredor logístico. A reunião ocorre às 11h, no auditório da Governadoria, em Campo Grande.

Na apresentação, a empresa detalhará como pretende recuperar, manter e ampliar as estradas usadas para o escoamento da produção, especialmente do setor de celulose. O planejamento inclui melhorias na segurança, na capacidade de tráfego e na conservação das vias.

A concessão reúne trechos das rodovias estaduais MS040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, consideradas estratégicas para a economia do Estado. As estradas ligam polos industriais e regiões produtoras a importantes rotas de transporte. Após a exposição, representantes da concessionária e do governo devem comentar o

cronograma das obras e os próximos passos do projeto, que prevê investimentos de longo

prazo na malha rodoviária. O credenciamento de jornalistas para acompanhar o

Reoneração da folha pode frear empregos e afetar varejo em MS, alerta presidente da

Inês Santiago diz que aumento de contribuição social incide sobre empresas já fragilizadas por reforma tributária e diz que impacto pode chegar ao bolso do consumidor

tal, o gasto médio previsto é de R$ 550 por pessoa. Esse aumento de consumo ajuda a movimentar a arrecadação da Prefeitura, sobretudo por meio do Imposto Sobre Serviços (ISS), cobrado de empresas que prestam serviços como bares, restaurantes, transporte e entretenimento.

No plano estadual, o reforço nas vendas de moda, calçados, papelarias e livrarias durante o período também impacta a arrecadação de ICMS, já que o imposto incide sobre a circulação de mercadorias.

O levantamento indica ainda que cada real investido na realização do Carnaval pode gerar retorno de até sete vezes para a cadeia produtiva, considerando comércio, serviços e fornecedores. Na prática, isso significa que gastos com estrutura de evento, segurança, som, iluminação, apoio a blocos e escolas de samba não ficam “parados”: voltam para a economia na forma de emprego temporário, serviços contratados e aumento das vendas. Para a presidente da FCDL -MS, Inês Santiago, o Carnaval ativa uma cadeia que envolve o Estado inteiro. “Há reflexo no comércio, nos serviços, no transporte e no turismo, com circulação de renda entre os municípios e aumento da atividade econômica regional”, revela.

 O aumento da contribuição sobre a folha de pagamento, conhecido como reoneração, voltou a ser um dos temas mais sensíveis para o setor produtivo em 2026. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias na sextafeira (30), a presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL MS), Inês Santiago, fez um alerta claro: o dobro da alíquota sobre a folha — de 5% para 10% — em um contexto de reforma tributária e poucos dias úteis no ano pode significar menos vagas de emprego e menor fôlego para as empresas do varejo. Com base no novo sistema “híbrido” de contribuição social, que permite optar por pagar sobre a folha de pagamento e/ou sobre a receita bruta, Inês explicou que o desafio agora é fazer as contas e planejar financeiramente o enquadramento mais vantajoso para cada empresa.

“Agora é hora de sentar com o contador e fazer conta. Porque o sistema é híbrido: a empresa vai pagar 10% sobre a folha mais até 2,7% sobre a receita bruta, ou paga 20% sobre a folha no regime normal. Essa opção vale o ano inteiro e não pode ser alterada depois”, disse. Esse cenário de escolha de base de contribuição pode parecer técnico, mas tem impacto concreto sobre a operação de milhares de empresas e, especialmente, sobre a geração de empregos.

A REONERAçãO DA FOLhA, quE NãO é uM IMPOSTO, MAS uMA CONTRIBuIçãO SOCIAL VINCuLADA à SEGuRIDADE

SOCIAL, PASSOu POR MuDANçAS DESDE 2024:

2024: Desoneração da folha foi mantida em parte, com incidência de contribuição sobre a receita bruta entre 1% e 4,5%.

2025: O regime híbrido avançou, com receita bruta ficando entre 0,8% e 3,6% e uma contribuição de 5% sobre a folha.

2026: A contribuição sobre a folha dobra para 10%, enquanto a alíquota sobre receita bruta cai para até 2,7%.

Inês destaca que esse quadro gera um aumento de custos operacionais de pelo menos 60% sobre a folha de pagamento, em comparação com o regime anterior — especialmente para setores com mão de obra intensiva, como varejo, construção civil, transporte e comunicação.

“A folha de pagamento não é um acessório: ela é estrutural no negócio das nossas empresas. Se pesa mais, não haverá abertura de novos empregos e pode até haver fechamento de vagas”, afirmou.

Ano atípico e desafios adicionais: eleições, Copa e

menos dias úteis - A competitividade do varejo em 2026 é agravada pelo fato de este ser um ano atípico: com menos dias úteis, por causa da Copa do Mundo e das eleições gerais, a produtividade pode cair, segundo Inês. “É um ano em que o Brasil vai parar de quando em quando. Para e retoma o ritmo. Esse cenário dificulta muito o varejo, que já está sob pressão tributária e de custo de operação”, declarou. Esse impacto repercute diretamente no comportamento do consumidor — o mesmo que coloca alimentação, moradia e contas básicas como prioridades de orçamento familiar. Em anos recentes, por exemplo, o setor habitacional tem enfrentado fortes pressões: segundo o IBGE, a cesta de materiais de construção sob influência do consumo para reformas ou construção da casa própria oscila conforme a inflação, afetando o poder de compra da população e, consequentemente, o varejo local.

PERCENTuAIS IMPORTANTES REFORçAM A DEPENDêNCIA DO VAREJO NA ECONOMIA SuL-MATO-GROSSENSE:

85% das empresas no estado são varejistas de comércio e serviço;

65% dos postos de trabalho formal no estado estão no setor de varejo;

63% do PIB de Mato Grosso do Sul é composto por atividades vinculadas ao varejo e serviços.

Inês usou esses números para explicar por que o varejo reage com preocupação à reoneração. “O varejo é quem mais arrecada e emprega no Estado. Na hora de fazer o bolo, o varejo vem com um saco de farinha, e às vezes lhe dão apenas uma colher de incentivo. Isso estrangula o setor”, criticou. Ela também citou casos recentes de renúncia fiscal que, para o varejo, segundo ela, não trouxeram benefícios reais — uma “colher vazia”, nas palavras dela.

A presidente da FCDL ressaltou que a pressão tributária tende a repercutir no preço final de produtos e serviços. Isso significa menos margem para promoções, menor competitividade de preço e redução da capacidade de investir em inovação e tecnologia (por exemplo, inteligência artificial e melhorias no atendimento).

Isso se conecta diretamente com a questão da moradia: famílias com renda mais pressionada tendem a priorizar gastos essenciais — como aluguel, financiamento habitacional e contas básicas — e reduzir gastos com consumo não essencial, impactando diretamente estabelecimentos varejistas.

Um dos principais alertas de Inês é que os empresários têm até 20 de fevereiro para fazer a opção tributária do ano, e essa escolha não pode ser alterada até o fim de 2026.

“Ainda dá tempo de sentar com o contador e planejar. Mas essa escolha feita no recolhimento de janeiro define o enquadramento do ano inteiro”, explicou.

encontro está aberto e pode ser feito pelo site da Agência de Notícias do Estado.
Rodovias da Rota da Celulose devem passar por obras de recuperação e ampliação em Mato Grosso do Sul.
A presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL MS), Inês Santiago
Foto: Divulgação
Construção civil e setor de serviços puxaram a geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul em 2025.

à frente do Insted, Neca Chaves Bumlai consolida

educação prática, empreendedora e acolhedora

Em um cenário em que faculdades privadas concentram quase 80% das matrículas, a diretora aposta em prática, hub de inovação e formação cidadã em Campo Grande

Quando mais de 2,5 mil instituições de ensino superior disputam a atenção dos estudantes brasileiros, sendo quase 88% delas privadas, o papel de faculdades como a Insted ganha peso extra. Hoje, quase 80% das matrículas no ensino superior estão na rede privada, que também responde por perto de 90% dos novos ingressantes.

Em um ambiente em que a expansão é rápida, mas a qualidade ainda preocupa, especialmente após a divulgação dos resultados do Enamed, o exame nacional que expôs deficiências graves na formação em Medicina em parte dos cursos do país, a Faculdade Insted tenta construir um caminho diferente, combinando infraestrutura robusta, prática desde o 1º semestre, estímulo ao empreendedorismo e atenção às pautas sociais, com destaque para o protagonismo feminino.

Quem defende essa visão é a diretora da instituição, Neca Chaves Bumlai, que em entrevista ao jornal A Crítica, considerou 2025 como um divisor de águas, ao mesmo tempo em que projeta 2026 como um período de consolidação e novos desafios.

INFRAESTRuTuRA E CONFIANçA DA COMuNIDADE

Ao fazer um balanço do último ano, Neca destaca que o ano de 2025 marcou a virada de chave da Insted. “Foi um ano de muitas realizações. Esse prédio de 8.500 metros quadrados já era construído. Tem mais de 50 salas de aula, três auditórios, o espaço que é o nosso Insted Hub, que é a nossa menina dos olhos, porque realmente ali a gente vai oportunizar que os alunos desenvolvam as suas ideias, as suas startups e que possam realmente gerar muitos negócios aqui no Insted Hub. O nosso rooftop também, que é um espaço em que os alunos adoram ficar”, descreve. O movimento de qualificação da infraestrutura acompanha uma tendência nacional: o Censo da Educação Superior 2023 mostra que o número total de matrículas cresceu 5,6% em relação a 2022, com alta de 7,3% na rede privada, que hoje concentra 79,3% dos estudantes do país.

Em Campo Grande, faculdades privadas ajudam a sustentar esse crescimento e já aparecem em rankings que listam as melhores instituições locais, entre elas a própria Insted. Se a infraestrutura coloca a faculdade em outro patamar, é na metodologia que a direção aposta para se diferenciar. Para Neca, pouco adianta um prédio moderno se o aluno não é desafiado a empreender, resolver

problemas reais e dialogar com o mercado. “Trabalhamos muito essa questão do empreendedorismo, incentivando os nossos estudantes. Temos vários projetos, por exemplo, o projeto Gestão Mais”, explica. Nesse projeto, a faculdade fez parceria com a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG). Desde os primeiros semestres, os alunos de cursos como Administração vivenciam a realidade de micro e pequenas empresas locais.

Nunca podemos parar de estudar.

Os estudos salvam vidas e estamos aqui para somar na trajetória de cada estudante

“Desde os primeiros semestres, eles estão dentro das empresas. E, no final do ano, tem apresentação: reunimos o empresário com os nossos estudantes e eles apresentam várias soluções para essas empresas. Então, é uma consultoria para essas empresas, dada pelos nossos estudantes, e são microempresas, então essas empresas não teriam condição de contratar uma consultoria. E, ao mesmo tempo, os nossos estudantes estão ali na prática desde o primeiro semestre”, detalha Neca. Esse tipo de experiência aparece em linha com o cenário brasileiro. Relatórios recentes sobre o empreendedorismo no Brasil, como o GEM 2023 em parceria com o Sebrae, mostram que o País tem uma das maiores taxas de empreendedorismo inicial do mundo, com cerca de um terço da população adulta envolvida em algum tipo de iniciativa empreendedora. Na prática, isso significa que muitos dos estudantes que entram na faculdade não querem apenas “um emprego”, mas a chance de criar o próprio negócio, assumir uma empresa da família ou liderar projetos inovadores dentro de organizações já estabelecidas. O viés empreendedor aparece tam-

bém em ações que misturam ensino, serviço à comunidade e vivência profissional. Um exemplo é o Núcleo de Apoio Fiscal da instituição. “Nós temos vários serviços na instituição, inclusive o nosso Núcleo de Apoio Fiscal. Os nossos estudantes de Ciências Contábeis fazem abertura de MEI, Imposto de Renda e tudo aquilo que uma empresa precisa para ela ser aberta”, conta. Em uma cidade em que grande parte dos negócios são micro e pequenas empresas, atendimento gratuito para abrir MEI, organizar tributos e formalizar atividades pode ser a diferença entre permanecer na informalidade ou crescer de forma estruturada. O Insted Hub, espaço de inovação citado por Neca como “menina dos olhos”, reforça essa proposta.

“Fizemos vários eventos no nosso Insted Hub, que é esse espaço para a gente poder comunicar, conectar o mercado de trabalho, os empresários, as empresas com os nossos estudantes. Tivemos vários podcasts, eventos, encontros com empresários aqui na nossa instituição. Algo que a gente considera extremamente relevante, que é esse contato”, afirma.

LEGADO FAMILIAR E GESTãO COM

PORTAS ABERTAS

Por trás da diretora que fala de inovação, há uma história de berço educacional. Filha de professores, Reni Domingos e Pedro Chaves, Neca cresceu acompanhando de perto o cotidiano escolar.

“Foi muito importante. Primeiro pelo exemplo que eles me dão na educação. Sempre foram professores, coordenadores, contato com os estudantes, esse acolhimento, essa forma com que eles sempre trataram os estudantes”, relembra. A mãe, segundo ela, tinha um modo muito próprio de se relacionar com os alunos e famílias. “Minha mãe na Mace sempre trabalhava de portas abertas. Tanto o pai do aluno quanto o aluno tinham livre acesso aos meus pais”, recorda.

Já o professor Pedro Chaves é lembrado até hoje pela proximidade com os estudantes na Uniderp. “Quem estudou na Uniderp sabe que meu pai parava o carro, vinha ali pelo redondo até chegar na sala dele, sempre conversando e com esse atendimento personalizado a cada estudante”, diz. Esse modelo mais humano de gestão foi transportado para o dia a dia da Insted. “Isso também eu trago para a Faculdade Insted. Eu recebo os alunos lá na porta; minha sala fica em um lugar estratégico, junto ao pátio dos estudantes, próxima à sala dos professores, para que a gente esteja sempre junto com eles”, detalha.

RAIO X – FACuLDADE INSTED

Onde fica: Av. Fernando Corrêa da Costa, 845 - Centro, Campo Grande Cursos oferecidos: Direito, Odontologia, Administração, Psicologia, entre outros)

Diferenciais:

– Metodologias práticas

– Infraestrutura moderna

– Corpo docente especializado

– Conexão com o mercado de trabalho (ajuste conforme a matéria)

Modalidades: Presencial / Semipresencial / EAD (se aplicável)

NEXT E CONEXãO COM AS MELhORES PRáTICAS O carro-chefe das novidades para 2026 é o curso Administração NEXT, uma graduação em período matutino desenhada para quem deseja liderar negócios e empreender.

“Reunimos os professores que têm muita experiência de mercado e muita proximidade com as empresas”, explica Neca. Entre os docentes, ela cita nomes ligados à tecnologia, inovação e gestão pública e privada: “O Kenneth Correa, que é bem conhecido nessa área de tecnologia e inteligência artificial, é nosso professor do curso. O secretário de Estado Adjunto de Meio Ambiente, Artur Falcetti, também é nosso professor, além do presidente do LIDE, Aurélio Rocha. Um grupo grande de professores que têm muito a somar na bagagem dos nossos estudantes”, revela. Aberto a matrículas, o curso começa em 2026 e tem como diferencial a forte conexão com empresas locais e nacionais, com visitas técnicas e contato direto com líderes e empreendedores. “E um grande diferencial também vai ser a visita dos nossos estudantes às empresas, para aquele aluno que quer empreender, que tem esse perfil empreendedor e

que quer ser o protagonista da própria história”, detalha. A proposta mira também um movimento já comum em Campo Grande, em que estudantes deixam a cidade em busca de instituições como Mackenzie, FGV e Insper, em São Paulo. “Quantos estudantes saem daqui para outras faculdades de Administração? Queremos trazer um pouco de tudo isso para quem não quiser ir para fora, e temos essa alternativa nova em Campo Grande”, diz. Para 2026, além do curso Administração NEXT, a Insted prepara uma série de cursos de curta duração em temas quentes da agenda econômica e social brasileira, como inteligência artificial, reforma tributária e diferentes áreas da saúde.

“Em 2026, teremos várias novidades, cursos também de curta duração, inteligência artificial, reforma tributária e vários outros cursos na área da saúde. Nunca podemos parar de estudar. Os estudos salvam vidas e estamos aqui para somar na trajetória de cada estudante”, conclui. A Faculdade Insted está localizada na Av. Fernando Corrêa da Costa, 845 - Centro, Campo Grande. Mais informações pelo site insted. edu.br.

ENSINO SuPERIOR EM PAuTA
Diretora do Insted, Neca Chaves Bumlai aposta em inovação, acolhimento e formação de novos líderes para o mercado

carnaval

100 mil e espera mais de foliões por dia

Campo Grande ampliado aposta em em 2026

Blocos de rua, escolas de samba e reforço na segurança marcam a maior edição já planejada da festa na Capital

Campo Grande se prepara para realizar, em fevereiro de 2026, um dos maiores carnavais de sua história. A programação vai de 7 a 17 de fevereiro e deve atrair milhares de foliões à cidade, com expectativa de público superior a 130 mil pessoas por dia na Esplanada Ferroviária e cerca de 20 mil nos desfiles das escolas de samba, na Praça do Papa. O crescimento da festa vem acompanhado de reforço na estrutura. A Prefeitura montou uma operação integrada com saúde, segurança, trânsito e limpeza urbana. Serão mais de 100 banheiros químicos, equipes médicas em funcionamento durante os eventos e atuação conjunta da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar para garantir um carnaval voltado à convivência familiar.

NOVIDADES DESTE ANO

Uma das novidades desta edição é o retorno do desfile de fantasias de luxo, marcado para o dia 6 de fevereiro, na Esplanada Ferroviária. A iniciativa resgata uma tradição do carnaval local e abre oficialmente a programação, valorizando o trabalho

artístico de carnavalescos e estilistas da Capital.

ONDE VAI ACONTECER?

Os desfiles das escolas de samba estão mantidos como ponto alto da festa e acontecem nos dias 16 e 17 de fevereiro, na Praça do Papa. Sete agremiações participam da disputa, que preserva uma tradição histórica: Campo Grande é a única capital do Centro-Oeste a manter desfiles regulares de escolas de samba desde a década de 1960. Os blocos de rua seguem como o coração popular do carnaval e ocupam diferentes pontos da cidade, com destaque para a Esplanada Ferroviária. Além da música e da folia, muitos blocos reforçam pautas sociais e de inclusão, ampliando o caráter cultural e democrático da festa. Com apoio do Governo do Estado, o carnaval de Campo Grande também ganha força como evento turístico, atraindo visitantes de outros municípios e estados. A expectativa é de impacto positivo na economia local, especialmente nos setores de comércio, serviços e hotelaria.

PROGRAMAçãO

Abertura Oficial

6 de fevereiro (sexta-feira) Desfile de Fantasias de Luxo Esplanada Ferroviária Evento que marca a abertura oficial do Carnaval, valorizando o trabalho de estilistas, carnavalescos e artistas locais.

CARNAVAL DOS BLOCOS DE RuA

7 a 21 de fevereiro

Esplanada Ferroviária e outros pontos da cidade Concentração dos blocos carnavalescos com estrutura de palco, banheiros químicos, segurança, atendimento de saúde, limpeza urbana e organização do trânsito.

7 de fevereiro

• As Depravadas – Rua Barão do Rio Branco (entre 14 de Julho e 13 de Maio), das 9h às 14h

• Nada sobre Nós sem Nós – Teatro de Arena do Horto Florestal, das 15h às 21h

• Calcinha Molhada – Praça Aquidauana, das 16h à 0h 8 de fevereiro

• Farofa com Dendê – Av. Calógeras esquina com Av. Mato Grosso, das 14h à 0h

• Laricas – Orla Ferroviária (entre Barão do Rio Branco e Afonso Pena), das 16h à 0h 13 e 14 de fevereiro

• Reggae – Av. Calógeras esquina com Av. Mato Grosso, das 18h à 0h 13 de fevereiro

• Farofolia – Rua Dr. Temístocles (entre 14 de Julho e Av. Calógeras), das 16h à 0h

• Só Love – Rua Gal. Melo (entre 14 de Julho e Av. Calógeras), das 16h à 0h 14 e 17 de fevereiro

• Cordão Valu – Av. Calógeras (entre Gal. Melo e Av. Mato Grosso), das 15h à 0h 14 e 16 de fevereiro

• Ipa Lelê – Av. Mato Grosso (entre 14 de Julho e Av. Calógeras), das 16h à 0h 15 e 16 de fevereiro

• Capivara Blasé – Rua Dr. Temístocles (entre 14 de Julho e Av. Calógeras), das 14h à 0h 16 de fevereiro

• Barra da Saia – Teatro da Orla Morena (Cabreúva), das 15h às 22h

• Subaquera – Rua Abdalla Roder, 692 (Vila Margarida), das 16h à 0h 21 de fevereiro

• Forrozeiros MS – Rua Dr. Temístocles (entre 14 de Julho e Av. Calógeras), das 18h à 0h

• Eita – Av. Calógeras esquina com Av. Mato Grosso, das 14h à 0h ESCOLAS DE SAMBA

Ensaios Técnicos 11 e 12 de fevereiro (quarta e quintafeira)

Praça do Papa Ensaios abertos ao público das escolas de samba.

Desfiles Oficiais 16 e 17 de fevereiro (segunda e terça-feira)

Praça do Papa

Apresentação das sete escolas de samba de Campo Grande. Apuração 18 de fevereiro (quarta-feira) Teatro de Arena do Horto Florestal Premiação 20 de fevereiro (sexta-feira) Armazém Cultural Cerimônia de premiação das escolas campeãs do Carnaval 2026.

Esplanada Ferroviária será
o principal
de concentração
blocos no Carnaval de Campo Grande 2026.
A programação do Carnaval 2026 foi apresentada na última semana na Fundação de Cultura.

hospital Regional de MS passa a tratar pedras nos rins com cirurgia a laser pelo SuS

Nova técnica reduz dor, risco e tempo de internação de pacientes atendidos na rede pública

 O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) começou a realizar cirurgias de cálculos renais com tecnologia a laser, ampliando o acesso da população a um tratamento mais moderno e menos invasivo pelo SUS. A novidade representa um avanço importante na área de urologia, especialmente para pacientes que aguardavam procedimentos mais complexos. A técnica permite maior precisão na retirada das pedras, com menor risco de sangramento e recuperação mais rápida. Diferente das cirurgias tradicionais, não há necessidade de grandes cortes, o que reduz a dor no pós-operatório e acelera o retorno às atividades do dia a dia.

Segundo o urologista André Luis Alonso Domingos, os pacientes operados com laser costumam receber alta em até 24 horas. Em procedimentos convencionais, a internação pode chegar a cinco dias. “É um método mais seguro, com menos complicações e melhor

conforto para o paciente”, explica. As primeiras cirurgias já foram realizadas no hospital. Um dos pacientes, de 77 anos, convivia com o problema havia mais de um ano. Outro, de 48 anos, usava cateter há quase três anos enquanto aguardava tratamento definitivo. Com o uso do laser, foi possível resolver os casos de forma rápida e eficaz.

Para a diretora-presidente da Funsau, Marielle Alves Corrêa Esgalha, a implantação da nova tecnologia reforça o compromisso do HRMS com a modernização do atendimento público. Ela destaca que investir em equipamentos modernos melhora os resultados clínicos e fortalece a qualidade da assistência prestada à população. Com a incorporação do laser, o maior hospital público do Estado avança na oferta de procedimentos de média e alta complexidade, garantindo mais segurança, eficiência e humanização no cuidado aos pacientes do SUS.

uma em cada cinco pessoas dorme menos de seis horas por noite, aponta Saúde

Levantamento inédito revela que mulheres e idosos são os mais afetados pela falta de sono; Campo Grande tem menor índice entre as capitais

 Dormir pouco virou rotina para uma parcela significativa da população brasileira. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que 20,2% dos moradores das capitais dormem menos de seis horas por noite. O levantamento, feito pelo Vigitel 2025, é o primeiro a trazer um retrato detalhado sobre a duração do sono no país.

O problema atinge mais as mulheres, com 21,3% dormindo menos do que o recomendado, e os idosos, faixa em que o índice sobe para 23,1%. Entre mulheres com baixa escolaridade, a situação é ainda mais preocupante: quase três em cada dez relataram noites curtas de sono. Entre as capitais, Campo Grande aparece como a cidade com menor percentual de adultos dormindo pouco, com 14,8%. No outro extremo, Maceió lidera o ranking nacional, com 24,8%, seguida por capitais como São Paulo, Fortaleza e Manaus, todas próximas da média nacional. Além da duração do descanso, o estudo revelou que 31,7% dos adultos apresentam sintomas de insônia, como dificuldade para pegar no sono ou acordar várias vezes à noite. O problema é mais frequente entre mulheres, que somam 36,2% dos relatos, contra 26,2% entre os homens. O Vigitel também chama atenção para outros fatores de risco à saúde. O excesso de peso atinge 62,6% dos adultos, enquanto a obesidade já chega a 25,7%. Doenças como diabetes e hipertensão continuam em alta, principalmente entre idosos e pessoas com menor nível de escolaridade. Os dados foram apresentados junto ao lançamento do programa Viva Mais Brasil, que prevê investimentos em ações de promoção da saúde, como incentivo à atividade física, alimentação saudável, vacinação e redução do consumo de álcool e tabaco.

Estado antecipa repasse de R$ 5 milhões e reforça atendimento da Santa Casa em Campo Grande

Primeira parcela do convênio garante fôlego financeiro ao hospital, referência do SUS em MS

 O Governo de Mato Grosso do Sul liberou R$ 5 milhões para a Santa Casa de Campo Grande, em repasse feito na última terça-feira (28) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O recurso chega como reforço direto para a manutenção dos atendimentos do hospital, que é referência no SUS para a Capital e para o interior do Estado. O valor corresponde à primeira de três parcelas previstas em termo aditivo de convênio firmado entre o Estado e a instituição. O dinheiro tem origem em emenda e é destinado ao custeio de procedimentos de média e alta complexidade, áreas que concentram grande parte da demanda da unidade hospitalar.

Com a liberação antecipada, a Santa Casa passa a ter mais segurança para organizar despesas, planejar pagamentos e manter o fluxo de atendimento aos pacientes. A medida busca evitar interrupções nos serviços e dar estabilidade financeira ao hospital.

Segundo a SES, o repasse reconhece a importância estratégica da Santa Casa dentro da rede pública de saúde. A unidade atende casos de alta complexidade e recebe pacientes de diversos municípios, o que torna o suporte financeiro essencial para o funcionamento

contínuo.

O governo estadual afirma que a transferência faz parte de uma política permanente de apoio à rede hospitalar, com foco em garantir atendimento regular, seguro e de qualidade à população sul-mato-grossense.

‘Saúde é uma coisa só’ afirma presidente da unimed Campo Grande sobre papel da saúde suplementar

Eduardo Kawano defende integração entre saúde pública e privada e aposta em prevenção e gestão para enfrentar custos crescentes

 Para o presidente do Conselho de Administração da Unimed Campo Grande, Eduardo Kawano, não há separação entre saúde pública e privada. “Saúde é uma coisa só, não é diferente no sistema público e no privado”, afirma. Segundo ele, a saúde suplementar cumpre papel estratégico ao aliviar a demanda do SUS, desde que mantenha foco na qualidade do atendimento, na prevenção e no uso responsável dos recursos. Com mais de 100 mil beneficiários na Capital, a Unimed Campo Grande atende cerca de 30% da população local que busca assistência médica. Kawano destaca que esse contingente ajuda a distribuir a demanda e a reduzir a pressão sobre o sistema público, num cenário em que cerca de um quarto da população brasileira possui plano de saúde. Ao avaliar 2025, o presiden-

te classifica o ano como produtivo. Entre os avanços, cita a realização do primeiro fórum de experiência do cliente, criado para ouvir beneficiários, além de novas parcerias com a Maternidade Cândido Mariano e o Hospital São Julião. Também houve expansão da estrutura própria, com a abertura de laboratórios fora do Hospital Unimed, facilitando o acesso a exames.

Kawano lembra que a saúde suplementar enfrenta desafios como o aumento dos custos, o

Entender o papel de UBS, UPA, hospitais e SAMU ajuda o sistema a funcionar melhor

 Saber onde procurar atendimento no SUS pode evitar filas, acelerar o cuidado e garantir que cada paciente seja atendido no lugar certo. O sistema público de saúde funciona em rede e cada serviço tem uma função específica, pensada para organizar o fluxo e dar prioridade a quem mais precisa.

A principal porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS). É ali que devem ser resolvidas as demandas do dia a dia, como consultas de rotina, vacinação, acompanhamento de crianças, gestantes e idosos, além do controle de doenças como diabetes e hipertensão. A UBS também orienta e encaminha o paciente quando há necessidade de exames, especialistas ou outros serviços.

Já as Unidades de Pronto

Atendimento (UPAs) devem ser procuradas em casos de ur-

gência, como febre alta, dores intensas, falta de ar, fraturas leves ou crises convulsivas. As UPAs funcionam 24 horas e atendem conforme a gravidade do caso, dando prioridade às situações mais graves. Os hospitais entram no atendimento quando há necessidade de internação, cirurgias ou procedimentos de média e alta complexidade. O acesso ocorre de forma regulada, geralmente após avaliação em outros serviços, para garantir mais segurança ao paciente e melhor uso da estrutura disponível. Em situações graves, com risco imediato à vida, o correto é acionar o SAMU, pelo telefone 192. O serviço presta o primeiro atendimento e leva o paciente à unidade adequada, conforme a gravidade do caso. Ao procurar o serviço correto, o cidadão contribui para

envelhecimento da população e a forte regulação do setor. Segundo ele, o uso excessivo ou inadequado dos serviços impacta diretamente o valor das mensalidades. Para lidar com isso, a cooperativa investe em protocolos clínicos, tecnologia, combate a fraudes e negociações responsáveis com prestadores.

A prevenção é apontada como eixo central da estratégia. Campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul, além de programas como o Vi-

ver Bem, buscam incentivar o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo da saúde. “Quem pratica a medicina preventiva evita problemas maiores no futuro”, resume. Para Kawano, o cooperativismo médico segue sendo um diferencial. Ele afirma que a Unimed combina estrutura própria, rede credenciada ampla e valorização do trabalho médico para garantir atendimento seguro e sustentável aos beneficiários, mesmo em um ambiente cada vez mais desafiador.

Foto: Divulgação
HRMS passa a utilizar tecnologia a laser em cirurgias de cálculos renais, reduzindo tempo de internação.
Eduardo Kawano, presidente do Conselho de Administração da Unimed Campo Grande, destaca prevenção e integração como caminhos para a sustentabilidade da saúde.
Repasse antecipado do governo estadual ajuda a garantir a continuidade dos atendimentos na Santa Casa da Capital.

Acordo encerra disputa de mais de 30 anos por terra indígena no sul de Mato Grosso do Sul

Homologação

 Um conflito fundiário que se arrastava há mais de três décadas em Mato Grosso do Sul chegou ao fim com a homologação de um acordo judicial envolvendo produtores rurais e indígenas da Terra Indígena Jarará, no município de Juti. A decisão foi publica-

da no Diário da Justiça e encerra uma disputa marcada por incertezas e longos processos na Justiça.

A área em questão tem 479 hectares e foi demarcada como terra indígena em 1992. Desde então, permaneceu sob litígio, afetando tanto a família pro-

habitação social avança em MS, mas demanda ainda supera oferta de moradias

Agehab prioriza famílias em vulnerabilidade e reforça que imóvel popular deve cumprir função social

Foto: Rafael Rodrigues

 A falta de moradia digna segue como um dos principais desafios sociais em Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, a diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo Avezani, explicou como funcionam os programas habitacionais do Estado, os critérios de seleção das famílias e as ações para ampliar o acesso à casa própria. Ela comentou o caso de Paranhos, onde um imóvel popular foi retomado após descumprimento de contrato. Segundo Maria do Carmo, a devolução é sempre o último recurso. “Buscamos todas as alternativas para evitar que a família perca a casa, mas imóvel público abandonado precisa voltar ao sistema para atender quem realmente precisa”, afirmou.

De acordo com a Agehab, mais de 10 mil regularizações fundiárias foram feitas entre 2023 e 2025. O orçamento da agência para 2026 é de R$ 240 milhões, voltado exclusivamente à habitação popular.

Programas como o MS Moradia reúnem diferentes frentes, desde construção até melhorias urbanas e infraestrutura. Entre as iniciativas estão o Lote Urbanizado, destinado a famílias com renda estável, e o Bônus Moradia, que complementa subsídios federais e ajuda na entrada do financiamento. Os valores variam conforme o município e a faixa de renda, beneficiando especialmente famílias de baixa renda. A presidente da Agehab reforçou que o tempo de cadastro não garante prioridade. A seleção considera renda, vulnerabilidade social, composição familiar e atualização cadastral obrigatória a cada dois anos. “Os critérios são auditáveis e transparentes”, explicou. Segundo Maria do Carmo, as prestações simbólicas pagas pelas famílias alimentam o Fundo Estadual de Habitação, permitindo que os recursos retornem em novos projetos. “Moradia é mais do que um teto: é dignidade, inclusão e futuro”, concluiu.

prietária quanto a comunidade indígena. Com o acordo, a União se compromete a pagar R$ 6 milhões de indenização pela propriedade rural. Para o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, o desfecho mostra que o diálogo é o caminho para resolver

conflitos no campo. Segundo ele, a solução traz segurança jurídica e permite que todas as partes tenham seus direitos reconhecidos após anos de espera. A Funai ficará responsável pela transferência da área no cartório de Caarapó, enquan-

Pagamento antecipado garante abatimento de até 15%, e jovens advogados terão redução de até 50%

 A OAB de Mato Grosso do Sul lançou uma nova política de descontos para a anuidade de 2026, com condições mais vantajosas para quem se organiza financeiramente. Advogados que quitarem o valor até 10 de fevereiro terão desconto de 15%. Para pagamentos realizados até 10 de março, o abatimento será de 10%.

Segundo o diretor-tesoureiro da OAB-MS, Fábio Nogueira Costa, o desconto maior é uma forma de valorizar os profissionais que mantêm a regularidade com a instituição. Ele destaca que, pela primeira vez, o percentual chega a 15%, superando o modelo adotado em anos anteriores.

A anuidade já está disponível para emissão no site da OAB-MS, onde os advogados podem consultar valores, prazos e formas de pagamento. A medida busca dar mais previsibilidade financeira à categoria e

facilitar o planejamento ao longo do ano.

Além dos descontos por antecipação, a Seccional também reforçou o apoio à jovem advocacia. Profissionais em início de carreira terão redução de 50% no valor da primeira anuidade de 2026, aliviando os custos no momento de entrada no mercado.

O benefício para novos advogados será aplicado de forma progressiva nos primeiros quatro anos de atuação: 50% no primeiro ano, 40% no segundo, 30% no terceiro e 20% no quarto. A proposta foi aprovada pelo Conselho Seccional em novembro de 2025.

Com as novas regras, a OAB -MS afirma que busca equilibrar responsabilidade institucional e apoio direto à advocacia, oferecendo condições mais justas tanto para profissionais experientes quanto para quem está começando na carreira.

to a União deve providenciar a emissão do precatório até o fim de janeiro. O pagamento está previsto para ocorrer em 2027, por meio do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Este é o segundo acordo do tipo firmado em Mato Grosso do Sul. Em 2024, um entendimento semelhante foi alcançado em Antônio João, envolvendo a Terra Indígena Ñande Ru Marangatu. Para a Famasul, esses acordos abrem caminho para mais estabilidade no campo e para o desenvolvimento das regiões afetadas.

agendado no Estado, com vagas abertas na Capital e no interior

Emissão da Carteira de Identidade Nacional é gratuita na primeira via e feita apenas com agendamento on-line

 A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul abriu, na última sexta-feira (30), o agendamento on-line para a emissão do novo RG, a Carteira de Identidade Nacional (CIN). O documento é válido em todo o país e unifica o número de identificação ao CPF. Há vagas disponíveis tanto para fevereiro quanto para março.

rança, com QR Code e código internacional MRZ, usado em passaportes, o que permite a verificação eletrônica da autenticidade. Informações adicionais, como tipo sanguíneo e dados de saúde, podem ser incluídas de forma opcional. O documento antigo continua válido até 2032, sem necessidade de troca imediata. O agendamento deve ser feito pelo site servicos.sejusp.ms. gov.br. Em casos de urgência comprovada, o cidadão pode procurar diretamente um posto de identificação. OAB-MS oferece desconto maior na anuidade de 2026 e amplia benefícios à advocacia Novo RG já pode ser

Atualmente, o Estado oferece 2.842 atendimentos por dia, sendo mil em Campo Grande e 1.842 nos municípios do interior. O serviço é realizado exclusivamente mediante agendamento pela internet e a primeira via do documento é gratuita. O atendimento acontece em 93 postos de identificação espalhados por Mato Grosso do

Sul. Somente em 2025, mais de 340 mil novas identidades já foram emitidas. Desde o início do novo modelo, em janeiro de 2024, o total ultrapassa 650 mil documentos, refletindo a alta procura pelo RG unificado. Segundo o diretor do Instituto de Identificação, Daniel Ferreira Freitas, o objetivo é garantir acesso organizado e seguro ao serviço. Ele destaca que a ampliação das vagas e da estrutura permite atender a população dentro da capacidade operacional do Estado. O novo RG traz mais segu-

Marcelo Bertoni: Acordo judicial põe fim a disputa histórica por terras entre produtores rurais e indígenas em Juti.
O diretor-tesoureiro da OAB-MS, Fábio Nogueira Costa
Maria do Carmo Avezani, presidente da Agehab, destaca que moradia popular deve cumprir função social e atender quem mais precisa.

OLIVAR CONEGLIAN

Juiz auxiliar da vice-presidência e da corregedoria do TRE-MS

“urna eletrônica é absolutamente confiável”

O juiz auxiliar da vice-presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) explica preparação para 2026, combate à desinformação e prazos para biometria e regularização do título

Ojuiz auxiliar da vice-presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), Olivar Coneglian, explica como a Justiça Eleitoral já se organiza para as eleições gerais de 2026, fez um balanço das eleições municipais de 2024 e detalha as diferenças entre o pleito municipal e o geral.

Em entrevista ao jornal A Crítica, ele comenta o custo das urnas eletrônicas, o motivo das filas, os limites da précampanha e o que é permitido ou proibido neste período. Coneglian também alerta para os riscos da desinformação, o uso de inteligência artificial na política e lembra que cada cidadão pode ser responsabilizado pelo que compartilha em grupos de WhatsApp.

O magistrado ainda esclarece dúvidas sobre biometria, prazos para regularização do título e desmente boatos comuns sobre voto branco e suposta vulnerabilidade das urnas eletrônicas. Confira a entrevista na íntegra:

A Crítica: Doutor Olivar, o senhor poderia explicar, de forma geral, como funciona o Tribunal Regional Eleitoral neste momento em que já se olha para as eleições gerais de 2026?

Olivar: O Tribunal Regional Eleitoral funciona como uma casa ou uma empresa bem organizada. Eu costumo comparar com um restaurante: ele serve o almoço aos clientes e, quando termina, já começa a preparar o próximo dia. A Justiça Eleitoral é assim também. No Brasil, temos eleições em todos os anos pares. Então, terminou uma eleição, já estamos preparando a seguinte. A eleição geral de 2026 vem sendo planejada desde 2024, com atos administrativos, definição de logística e toda a estrutura necessária para que tudo ocorra com segurança e organização.

A Crítica: Qual foi o principal balanço que o senhor faz das eleições municipais de 2024, do ponto de vista do trabalho da Justiça Eleitoral, e como isso influencia o planejamento para 2026?

Olivar: É importante reforçar que a Justiça Eleitoral não se preocupa com quem ganhou: se foi o candidato A ou o candidato B. O que importa é se a eleição foi organizada, segura e se tudo correu dentro da normalidade. Em 2024, quando votamos para prefeito e vereador, tivemos uma eleição bastante tranquila. Cada localidade tem suas particularidades, mas, em termos gerais, o processo foi ordeiro e bem conduzido. Isso nos dá parâmetros importantes para aperfeiçoar o trabalho para 2026, quando teremos uma eleição mais complexa, com muito mais cargos em disputa.

A Crítica: O que diferencia, na prática, a eleição municipal das chamadas eleições gerais, em termos de organização e do tempo de votação?

Olivar: A grande diferença é o número de votos que o eleitor precisa registrar. Na eleição municipal, a votação é bem rápida: a pessoa chega, vota para prefeito e ve-

reador e logo vai embora. Já na eleição geral, o processo é naturalmente mais lento. Vamos lembrar que o eleitor vota para presidente, dois senadores, deputado federal, deputado estadual e governador. É um número grande de cargos e de números a serem digitados. Isso faz com que o eleitor permaneça mais tempo na cabine, o que, por consequência, aumenta o tempo de espera na fila.

A Crítica: Diante desse cenário, muita gente pergunta: não seria o caso de colocar mais urnas para reduzir as filas?

Olivar: Essa é uma dúvida comum, mas é preciso considerar o gasto público. Não se trata apenas de colocar mais urnas físicas. Cada urna envolve custo de aquisição, manutenção, logística, treinamento e, principalmente, pessoal. As pessoas que trabalham na seção eleitoral, mesmo quando convocadas, geram despesas, como alimentação e todo o suporte necessário. Então o Tribunal procura equilibrar o número de urnas com a responsabilidade sobre o dinheiro público. Além disso, há uma regra: cada urna atende, no máximo, cerca de 400 eleitores. Não é possível concentrar mil ou duas mil pessoas em uma única urna.

É importante reforçar que a Justiça Eleitoral não se preocupa com quem ganhou: se foi o candidato A ou o candidato B

A Crítica: E como essa distribuição leva em conta o perfil dos eleitores em cada região?

Olivar: Em alguns bairros, a população é mais idosa; em outros, predominam os jovens. Os mais jovens, em geral, têm mais facilidade para lidar com equipamentos eletrônicos, inclusive com a urna. Isso também é considerado. Mas o ponto principal é que a distribuição respeita um limite por seção para dar fluidez ao processo, sem gerar custos desnecessários ao erário.

A Crítica: Neste momento em que muitos eleitores ainda estão decidindo em quem votar e vários nomes são citados como possíveis candidatos, o que os pré-candidatos e os eleitores já podem fazer e o que continua proibido pela legislação?

Olivar: A sociedade é um organismo vivo. Nós conversamos sobre política todos os dias: quem nos governa, quem queremos que nos represente, quem pode ser candidato. Os pré-candidatos têm todo o direito de debater cenários, de discutir internamente nos partidos, de participar de reuniões partidárias e de se apresentar em entrevistas e programas, como este. A imprensa, inclusive, pode noticiar quem são os pré-candidatos, quais movimentações estão ocorrendo no partido X ou no partido Y. Isso é permitido, natural e es-

perado.

O que não pode, de forma alguma, é o pré-candidato cravar: “Já sou candidato, vote em mim”. Pedir voto antecipadamente e sair gastando dinheiro como se estivesse em campanha oficial é proibido. Gastos típicos de campanha só podem acontecer após o registro da candidatura e dentro das regras eleitorais. Antes disso, o que se permite é o debate, a participação em eventos internos e públicos, sempre sem pedido explícito de voto nem estrutura de campanha antecipada.

A Crítica: E quanto aos grandes eventos, como comícios e shows? Pode ou não pode?

Olivar: Comício pode. O que não pode é o showmício. É importante que as pessoas se reúnam, debatam ideias e escutem os candidatos. O problema é quando se contrata um artista apenas para atrair público para um determinado candidato. Nesse caso, a pessoa não vai ao evento por causa do projeto político, vai para ver o show. E esse não é o objetivo da eleição. A legislação eleitoral proíbe o uso de shows artísticos remunerados para impulsionar campanhas, justamente para preservar a igualdade de condições entre os candidatos e manter o foco no debate de propostas.

A Crítica: Com o avanço das redes sociais, a forma de fazer política mudou muito. Antes, havia mais contato direto entre candidato e eleitor. Hoje, o ambiente digital é central. Como o Tribunal Regional Eleitoral tem lidado com o aumento da desinformação e das fake news, especialmente com o uso de inteligência artificial?

Olivar: A tecnologia mudou a forma como o mundo funciona e, naturalmente, a forma como a Justiça Eleitoral atua. Em eleições anteriores, o grande tema eram as fake news, as notícias falsas divulgadas pelas redes. Agora, isso continua, mas com um agravante: a inteligência artificial, que tem se tornado cada vez mais presente e sofisticada. Hoje, a maior parte das pessoas não se informa mais apenas por jornais impressos, telejornais ou rádio. As notícias chegam, principalmente, pelo celular, em telas pequenas, com pouco espaço para conferência e análise. Isso facilita que notícias mentirosas circulem sem que as pessoas percebam. O grande problema é quando o cidadão não apenas recebe, mas também dissemina essas informações falsas.

A Crítica: Em eleições recentes, vimos vídeos e áudios falsos que imitavam a voz e a imagem de candidatos. Esse é um ponto que preocupa?

Olivar: Sem dúvida. Já tivemos casos de desinformação envolvendo candidatos aqui do estado, e isso tende a se intensificar com o uso de recursos que deixam o conteúdo muito parecido com a realidade. A fiscalização, por isso, continua e será ainda mais forte.

Quero destacar algo muito importante: cada um de nós é responsável pelo que publica e repassa. Se eu recebo uma

notícia e a compartilho num grupo, eu me torno responsável por aquilo. O erro comum é achar que um grupo de condomínio, de amigos do futebol ou do baralho é privado. Não é. Esses grupos são considerados ambientes públicos para fins de responsabilização. Na última eleição, várias pessoas já foram multadas por repassar desinformação. É provável que tenhamos um número ainda maior de responsabilizações. Minha orientação é simples: se você tiver qualquer dúvida sobre a veracidade de uma informação, não compartilhe. Grupo de condomínio, de amigos, de trabalho: nada disso é “sem consequência”. Só talvez aquele grupo muito restrito, de três ou quatro familiares próximos, seja um pouco diferente. Mas, de forma geral, se repostar algo falso, ainda que sem intenção, hoje a pessoa responde por uma multa mínima em torno de R$ 5.200. Ninguém quer pagar essa multa.

A Crítica: Como a Justiça Eleitoral estrutura o combate à desinformação? Qual é o papel do cidadão nesse processo?

Olivar: O combate à desinformação ocorre em várias frentes. Do lado institucional, a Justiça Eleitoral mantém convênios com as principais plataformas de comunicação pela internet. Quando um conteúdo é identificado como potencialmente falso ou irregular, ele é comunicado à plataforma e pode ser removido rapidamente. Mas para isso acontecer, é preciso que a informação chegue até nós. É aí que entra o papel do cidadão. Assim como todo mundo filma um acidente de carro ou registra qualquer fato com o celular, todos podem registrar e denunciar irregularidades eleitorais. Cada cidadão é, ao mesmo tempo, alguém que pode produzir conteúdo político e alguém que fiscaliza a regularidade desse conteúdo. A Justiça Eleitoral terá equipes específicas para receber, filtrar e analisar essas denúncias, avaliando o que aparenta ser irregular e o que não é. O engajamento da população é fundamental.

A Crítica: Vamos falar de biometria, tema que gera muitas dúvidas. Para o eleitor que ainda não fez a biometria ou que tem alguma irregularidade no título, como está a situação? É obrigatório? Até

quando dá para resolver?

Olivar: Mais do que a biometria, qualquer regularização do título de eleitor tem prazo. Quem precisa resolver pendências, transferir o domicílio eleitoral ou atualizar dados deve procurar a Justiça Eleitoral até a metade do mês de maio deste ano. Depois desse prazo, não é mais possível realizar alterações para as eleições de 2026. Especificamente sobre a biometria, hoje ela não é obrigatória para todos, mas é fortemente recomendada porque aumenta a segurança para o próprio cidadão. Em Mato Grosso do Sul, mais de 90% dos eleitores já têm biometria cadastrada. E há um detalhe importante: quem tirou a nova carteira de identidade, com coleta de dados biométricos, em muitos casos já está regular também junto à Justiça Eleitoral. A orientação é clara: quem for ao cartório eleitoral para

Já tivemos casos de desinformação envolvendo candidatos aqui do estado, e isso tende a se intensificar com o uso de recursos

qualquer atendimento – regularização, transferência, alistamento – terá seus dados biométricos colhidos, se ainda não tiver. Em alguns casos, há inclusive uma ligação com outros órgãos, como o INSS, que passou a exigir biometria para pagamento de determinados benefícios. Muitas pessoas nos procuram justamente para regularizar a situação e garantir o recebimento de Bolsa Família, benefícios estudantis e outros programas. O recado é: vá agora, enquanto não há filas, porque deixar para a última hora sempre gera transtorno.

A Crítica: Há muitas dúvidas e boatos que circulam a cada eleição. Vou citar alguns para o senhor explicar se são mito ou verdade. O primeiro: voto branco é direcionado automaticamente para o candidato que está na frente. Isso é mito ou verdade?

Olivar: Isso é mito. Voto branco não vai para nenhum candidato, não é transferido para quem está na frente, nem

ajuda a eleger ninguém. Ele é simplesmente contabilizado como voto branco e não entra na contagem dos votos válidos.

A Crítica: Outro boato comum: a urna eletrônica pode ser facilmente hackeada. Mito ou verdade?

Olivar: Também é mito. A urna eletrônica não tem qualquer conexão com a internet. Ela é um equipamento fechado. Depois do término da votação, essa urna imprime o boletim de urna, um documento em papel que traz o resultado de cada seção. Em seguida, esses dados são copiados para um dispositivo específico e enviados ao sistema de totalização. Isso permite conferir, com clareza, se os votos registrados na urna correspondem aos votos totalizados. Além disso, a Justiça Eleitoral realiza testes públicos e, inclusive, oferece recompensa para quem conseguir comprovar alguma forma de fraude na urna. Até hoje, ninguém conseguiu. Nas últimas eleições, o Exército Brasileiro participou da fiscalização técnica, tentando de todas as formas violar o sistema, não para fraudar, mas para testar a segurança. E a conclusão foi a mesma: a urna eletrônica é um equipamento absolutamente confiável.

A Crítica: Mato Grosso do Sul tem 79 municípios. Como o TRE-MS trabalha para integrar todas essas cidades e garantir que o processo ocorra de forma eficiente em todo o estado?

Olivar: Embora a totalização dos votos seja feita pelo Tribunal, em Campo Grande, cada zona eleitoral, em cada município, conta com juízes e promotores que têm poder de polícia eleitoral. Eles atuam como fiscais do processo, verificando irregularidades, lavrando ocorrências e encaminhando tudo para ser processado. Hoje, podemos dizer que os “olhos” são muitos. É como um grande sistema de vigilância: cidadãos, juízes, promotores, servidores e as próprias tecnologias de monitoramento atuam em conjunto. Todos os municípios de Mato Grosso do Sul estão cobertos por essa rede. Não por acaso, o estado costuma estar entre os primeiros do país a concluir a totalização dos votos, justamente porque a estrutura está bem distribuída e preparada.

Confira a agenda de esquenta dos blocos de rua em Campo Grande

Vinhos brasileiros da Domus Mea entram para a carta do Vermelho Grill em Campo Grande

Em jantar de lançamento, os convidados degustaram espumante, brancos e tintos harmonizados com cortes especiais, destacando a combinação entre a gastronomia da casa e o terroir nacional.

Todo bom corte de carne merece uma taça de vinho à altura, e o Vermelho Grill, tradicional casa de carnes de Campo Grande (MS), decidiu ir além dessa máxima. A partir desta semana, a carta da casa passa a incluir rótulos brasileiros de terroir da vinícola gaúcha Domus Mea, marcando uma nova fase na harmonização entre grelha e taça. O lançamento oficial aconteceu na última terça-feira, em um jantar harmonizado que apresentou ao público campo-grandense uma sequência de vinhos nacionais de alta qualidade. A novidade não era simplesmente “ter vinho na mesa”, algo já habitual no restaurante, mas sim a chegada de uma vinícola brasileira com produção própria, da uva à garrafa, ocupando lugar de destaque ao lado dos consagrados cortes da casa.

Cada cliente recebeu um menu especial com o passo a passo da noite, indicando qual rótulo da Domus Mea harmonizava com cada prato.

Domus Mea: do terroir gaúcho à mesa pantaneira

O evento funcionou como lançamento, degustação guiada e, principalmente, um estudo do paladar local.

Localizada no Recanto Maestro, na região central do Rio Grande do Sul, a Domus Mea cultiva suas próprias uvas, vinifica em estrutura própria e cuida de todo o processo até o engarrafamento, o que garante autenticidade e fidelidade ao terroir. A vinícola está inserida em um ambiente de clima temperado, solo mineralizado por fontes termais sulfurosas e próximo a um importante sítio paleontológico, onde fósseis de dinossauros já

foram encontrados. Esse terroir único é refletido em características marcantes, como a leve mineralidade presente em alguns de seus vinhos brancos. O nome “Domus Mea” significa “minha casa”, em latim, uma proposta que se traduz tanto na experiência de visita à vinícola, quanto na ideia de levar esse espírito acolhedor à mesa, inclusive em parcerias como a com o Vermelho Grill.

Etapas do jantar e harmonizações

O percurso começou com o espumante Brut Rosé da Domus Mea, servido como boas-vindas. De cor rosa clara e borbulhas finas, apresentou notas de frutas vermelhas frescas e acidez viva, preparando o paladar para a noite.

Com as entradas frias, chegaram os brancos: o Sauvignon Blanc, com perfil cítrico e herbáceo, e o Traminer Aromático, com aromas tropicais e florais. Ambos foram pensados para climas quentes como o de Mato Grosso do Sul, trazendo frescor, teor alcoólico moderado e pouca madeira – uma proposta que, segundo a vinícola, pode substituir até a cerveja em churrascos ao ar livre.

A famosa linguicinha grill da casa foi acompanhada do primeiro tinto da noite: o Montepulciano 2024, de corpo médio, taninos macios e perfil frutado. Ideal para quem está começando a explorar os tintos nacionais.

Na sequência, o bife de chorizo chegou com o DM Primus 2023, blend de Malbec, Tanat e Merlot, que alia estrutura e facilidade de consumo. Com fruta marcada, taninos redondos e boa acidez, equilibrou bem com a suculência do corte.

Fechando o percurso, o assado de tira foi servido ao lado do DM Maestro 2023, o tinto mais encorpado da Domus Mea, um corte de Tanat com Montepulciano. No nariz, frutas negras, especiarias e

Leitura do paladar local e futuro na carta

Entre uma etapa e outra, representantes da Domus Mea comentaram o avanço da produção nacional, o papel dos diferentes terroirs e citaram a qualidade crescente dos vinhos produzidos até mesmo em Mato Grosso do Sul, especialmente em áreas do Pantanal.

madeira. Na boca, estrutura e persistência, na medida para harmonizar com cortes mais gordurosos e intensos.

Ao final, a equipe da vinícola ouviu as impressões dos convidados sobre os rótulos e as harmonizações com os pratos. O evento funcionou como lançamento, degustação guiada e, principalmente, um estudo do paladar local. A ideia é que os vinhos da Domus Mea passem a integrar de forma permanente a carta do Vermelho Grill e, futuramente, cheguem também a outros pontos de venda da cidade. Agora, quem sentar à mesa para saborear um chorizo, uma linguicinha grill ou um assado de tira no Vermelho Grill terá à disposição não só rótulos importados, mas também vinhos brasileiros de terroir, cuidadosamente selecionados para acompanhar os cortes clássicos da casa com equilíbrio e personalidade.

VERMELHO GRILL

Casa de carnes tradicional em Campo Grande (MS), especializada em cortes nobres na brasa. Avenida Afonso Pena, 6078 - Chácara Cachoeira Segunda a sábado, das 11h às 15h e das 18h às 23h Domingo, das 11h às 16h Rede social: @vermelhogrill

VINÍCOLA DOMUS MEA Vinhos brasileiros de terroir, produzidos no Recanto Maestro (RS), da uva à garrafa. Loja online: loja.domusmea.com.br Rede social: @vinicoladomusmea

O vinho Maestro, da vinícola gaúcha Domus Mea, agora faz parte da carta do Vermelho Grill, tradicional casa de carnes de Campo Grande (MS). Uma nova harmonização entre terroir brasileiro e cortes consagrados.
Em cada lugar da mesa, os clientes encontraram um menu especial com o passo a passo da noite indicando, taça por taça, qual vinho da Domus Mea acompanharia cada prato do Vermelho Grill.
O Montepulciano 2024, da Domus Mea, foi o primeiro tinto da noite escolhido para harmonizar com a clássica linguicinha grill do Vermelho Grill.
O Sauvignon Blanc da Domus Mea acompanhou as entradas frias da noite, combinando frescor e leveza com saladas, pães e antepastos.

2 CADERNO LIGHT

Confira a agenda de esquenta dos blocos de rua em Campo Grande

Programação começa no início de fevereiro e reúne esquentas e desfiles oficiais até o dia 21

„ Com pouco mais de um

mês para o carnaval, Campo Grande já sente o clima de folia com uma agenda de esquenta dos blocos de rua espalhados por toda cidade. Mesmo com o feriado marcado para 16 e 17 de fevereiro, as festas já começaram na Capital Morena. Segundo informações divulgadas pela organização dos blocos, aproximadamente 100 mil pessoas são esperadas na concentração deste ano. Em janeiro os esquentas de

pré-Carnaval movimentam os finais de semana dos foliões que já querem entrar no clima carnavalesco. Durante o mês de Janeiro, blocos tradicionais como o Capivara Blasé e o Ipa Lele marcaram presença na Esplanada Ferroviária. A programação oficial divulgada pelo ABC (Aglomerado de Blocos de Carnaval de Rua de Campo Grande) que inclui os esquentas e dias oficiais, começa no dia 07 de fevereiro e vai até o dia 21.

CONFIRA O AGENDÃO DE BLOCOS:

› 7 de fevereiro

■ Bloco As Depravadas – Bar do Zé (Rua Barão do Rio Branco, 1213), às 9h

■ Bloco Nada Sobre Nós Sem Nós – Arena do Horto Florestal (Avenida Fábio Zahran, 316), às 15h

■ Bloco Calcinha Molhada – Praça Aquidauana (Rua Aquidauana, 28), às 16h

› 8 de fevereiro

■ Farofa com Dendê – Monumento Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária, às 14h

› 12 de fevereiro

■ Bloco Evoé Baco – Rua Antônio Maria Coelho com 14 de Julho, às 18h

› 13 de fevereiro

Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça, às 15h

■ Bloco Farofolia – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles, 103), às 16h

■ Bloco Só Love – Esplanada Ferroviária (Rua General Melo, 91), às 16h

■ Bloco Laricas – Orla Ferroviária, próximo à Morada dos Bais

› 14 de fevereiro

■ Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça, às 15h

■ Cordão Valu – Esplanada Ferroviária, às 15h

■ Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68, às 16h

■ Bloco Acorda o Galo – Morada dos Bais, das 9h às 14h

› 15 de fevereiro

■ Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária, às 14h

Mutirão na Orla Morena une cuidado com a cidade e ensaio de carnaval

Ação “Saia para Cuidar” terá pintura, plantio de mudas, recreação infantil e samba neste domingo

A Orla Morena será tomada por cores e batucada neste domingo (1º), em Campo Grande, com o mutirão cultural e ambiental “Saia para Cuidar – Afeto pra Orla, Ensaio pro Carnaval”, promovido pelo bloco Cia Barra da Saia. A ação começa às 8h e propõe unir cuidado com o espaço público, convivência comunitária e clima de pré-carnaval no bairro Cabreúva. A programação inclui pintura comunitária, plantio de

mudas ornamentais e árvores de pequeno porte, além de atividades recreativas para crianças ao longo do dia. A trilha sonora fica por conta da banda de percussão e sopro da Cia Barra da Saia, em ensaio aberto, e o encerramento será em clima de samba com o trio Mistura das Minas, formado por mulheres que valorizam a cultura popular e o protagonismo feminino na folia. Idealizada pela produtora

cultural Angela Montealvão, a ação é realizada em parceria com o Coletivo Elas Podem, os mandatos da deputada federal Camila Jara e do vereador Jean Ferreira e a Associação de Moradores do Bairro Ca-

breúva. A proposta é preparar a Orla para o carnaval de rua e, ao mesmo tempo, fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade ao espaço. A participação é gratuita e aberta a toda a população.

SERVIÇO:

EVENTO: SAIA PARA CUIDAR

AFETO PRA ORLA, ENSAIO PRO CARNAVAL

Data: Domingo, 1º de fevereiro de 2026 Horário: Das 8h às 16h (mutirão) e a partir das 16h (ensaio e shows)

Local: Orla Morena, Bairro Cabreúva – Campo Grande Atrações: Pintura comunitária, plantio de mudas, recreação infantil, banda da Cia Barra da Saia e show Mistura das Minas

Entrada: Gratuita

Público: Livre, com foco em famílias e crianças

Nany People traz à capital espetáculo que celebra 60 anos de vida e 50 de carreira

Show “Ser Mulher Não é Para Qualquer Um” será em 11 de abril, no Palácio Popular da Cultura, com ingressos a partir de R$ 45 no livro “Ser Mulher Não é Para Qualquer Um – A Saga Continua”, de Flávio Queiroz (Umanos Editora). Entre novelas, maratonas de shows, viagens, bastidores pessoais e amores “de quatro patas”, ela transforma memórias em piadas, reflexões e confissões ao público.

„ Nany People escolheu o palco para comemorar uma série de marcos da própria trajetória: 60 anos de vida, 50 de carreira e 30 de televisão. No dia 11 de abril de 2026, às 20h, a atriz e humorista apresenta pela primeira vez em Campo Grande o espetáculo “Ser Mulher Não é Para Qualquer Um – O Espetáculo”, no Centro de Convenções Palácio Popular da Cultura. Os ingressos já estão à venda, a partir de R$ 45 (meia-entrada).

Baseado na biografia recém-lançada da artista, o espetáculo costura episódios, histórias e “causos” que marcaram a vida de Nany People, com texto de Flávio Queiroz e direção artística e conceitual de Marcos Guimarães. Projeções e números musicais ajudam a conduzir o público pela trajetória da mineira de Machado, que cresceu em Poços de Caldas e se tornou um dos nomes mais conhecidos do humor brasileiro. No palco, Nany revisita momentos especialmente dos últimos dez anos, período que também está registrado

A artista define o trabalho como um tributo à própria caminhada: um passeio por situações que ajudaram a moldar a mulher que é hoje, sem deixar de lado a ironia e o humor que a consagraram. Formada em Artes Cênicas, Nany People mudou-se para São Paulo para estudar interpretação na Unicamp e no Teatro Escola Macunaíma. Foi uma das mulheres trans pioneiras na televisão brasileira, participando de programas como Goulart de Andrade, Hebe, Xuxa

“SER MULHER NÃO É PARA QUALQUER UM –O ESPETÁCULO”

Data: 11 de abril de 2026 (sábado) - Horário: 20h

Local: Centro de Convenções Palácio Popular da

–Parque dos Poderes – Av. Waldir dos Santos Pereira,

Ingressos: a partir de R$ 45

Duração: 90 minutos - Classificação: 16 anos

Meneghel, Flash, A Praça É Nossa e Cante Se Puder, além de construir carreira em teatro, rádio e cinema. Na teledramaturgia da Glo-

bo, estreou em “O Sétimo Guardião” (2018) e também viveu as personagens Lurdes e Madame Lú em “Quanto Mais Vida, Melhor”. Participou ainda dos programas “Popstar” e “The Masked Singer” (2025) e integrou o elenco da novela “Fuzuê”, como Em paralelo, segue em turnê com espetáculos como “TsuNANY”, “Nany é Pop!”, “Então... Deu no Que Deu”, “Como Salvar Um Casamento” e “Sob Medida – Nany Canta Fafá”. Atualmente, faz parte do júri do Caldeirola, no “Caldeirão com Mion”, e integra o elenco do humorístico “Vai que A apresentação em Campo Grande tem duração de 90 minutos e classificação indicativa de 16

FOTO: DIVULGAÇÃO
Blocos de rua levam folia para diferentes pontos de Campo Grande durante o esquenta do pré-Carnaval 2026.
Nany People traz a Campo Grande o espetáculo "Ser Mulher Não é Para Qualquer Um", em abril de 2026.
Foto:
Divulgação/Prisma
Cultura
s/n
(meia-entrada)
Mutirão “Saia para Cuidar” leva pintura, plantio de mudas e ensaio de carnaval do bloco Cia Barra da Saia para a Orla Morena, em Campo Grande.

Hamburguerias de Campo Grande brilham

entre as melhores do Burger Fest 2025

Bufalo Beef Burger, Safari Burger, York Sandwich Shop, Burger Pub e LA Burgerz colocam Campo Grande no mapa nacional do hambúrguer artesanal

Campo Grande voltou a aparecer com força no circuito nacional do hambúrguer. A capital sul-mato-grossense emplacou cinco casas em diferentes rankings do Burger Fest 2025, maior festival do gênero no Brasil, e reforçou sua imagem como polo em ascensão no universo dos burgers artesanais.

A 20ª edição do festival avaliou mais de cem receitas em seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande, Brasília e Curitiba. No ranking geral, São Paulo foi eleita a capital do hambúrguer, e o grande campeão nacional foi o BBC Burger. Belo Horizonte garantiu a segunda colocação com o Nimbos, vencedor da edição anterior.

Além da lista principal, o Burger Fest divulgou rankings especiais nas categorias Melhor Batata, Experiência Burger Fest, Engajamento e Voto Popular, ampliando o olhar para quesitos como criatividade, atendimento,

Campo Grande garantiu três posições importantes. O Safari Burger ficou em 14º lugar, o Bufalo Beef Burger em 20º, e a York Sandwich Shop entrou na lista na 44ª posição. Os resultados colocam a capital sul-mato-grossense ao lado de destinos já consolidados quando o assunto é burger artesanal, e mostram que as casas locais têm conseguido entregar receitas autorais e experiências que chamam atenção da curadoria nacional. Não foram apenas os hambúrgueres que conquistaram espaço. Na categoria Melhor Batata, a LA Burgerz ficou com a 7ª colocação nacional, reforçando o nível técnico dos acompanhamentos servidos pelas casas campo-grandenses.

O resultado indica que o cuidado com a experiência do cliente vai além do sanduíche principal e inclui também guarnições que acompanham o hambúrguer, ponto cada vez mais observado pelo público e pela crítica especializada.

presença digital e conexão com o público.

Na categoria Experiência Burger Fest, Campo Grande conquistou o topo do pódio nacional. O Bufalo Beef Burger ficou em 1º lugar, reconhecido pela proposta completa, que combina sabor, atendimento e ambiente pensado para o consumidor. A cidade ainda colocou o Safari Burger na 4ª posição do mesmo ranking. No quesito Engajamento, que avalia performance digital e a capacidade de se conectar com o público nas redes, a capital também marcou presença.

O Burger Pub apareceu em 7º lugar, enquanto o Bufalo Beef Burger voltou a ser citado, em 10º lugar, mostrando força tanto no salão quanto no ambiente online.

Três casas entre os 50 melhores hambúrgueres do país

No ranking dos 50 Melhores Hambúrgueres do Brasil,

Festival movimenta marcas e tecnologia

O Burger Fest conta com apoio de grandes marcas do segmento. A Heinz, apresentadora do evento e ketchup número 1 do mundo, reforçou sua conexão com a cultura do hambúrguer por meio da ativação Revelação Heinz, que usou óculos especiais para revelar mensagens ocultas nos menus e liberar brindes físicos e digitais.

Pelo oitavo ano consecutivo, a McCain foi a batata oficial do festival. A marca destacou a tecnologia SureCrisp Max, desenvolvida para manter a crocância por até 45 minutos depois da fritura, algo pensado especialmente para atender ao crescimento do delivery de hambúrgueres.

“Para essa edição, a curadoria selecionou casas e chefs que sempre estiveram presentes no evento e performaram promovendo inovação, qualidade e talento”, afirma Claudio Baran, criador do Burger Fest.

Números que mostram o impacto do Burger Fest - Ao longo de 14 anos, o Burger Fest se consolidou como uma vitrine importante para hamburguerias de todo o país. Segundo a organização, o festival já injetou cerca de R$ 7 milhões no mercado nacional, com mais de 2 milhões de hambúrgueres consumidos.

A iniciativa já teve participação de aproximadamente 3 mil estabelecimentos e registra impacto estimado de R$ 150 milhões em vendas, somando todas as edições.

A criação e organização do Burger Fest é da Agência KRP, responsável também por eventos como Brunch Weekend, Sanduweek, Food Delivery Series e o Guia de Bares Brahma/Ambev. Para Campo Grande, o desempenho de 2025 reforça que as casas locais não apenas acompanham as tendências do setor, como também conseguem competir em pé de igualdade com hamburguerias de grandes centros do país.

COMEMORAÇÃO

Colégio Auxiliadora celebra seus 100 anos com missa, show e bolo para a comunidade

Missa do centenário será no ginásio da escola, com presidência de Dom Dimas, show católico e programação aberta às famílias

data com uma grande celebração aberta à comunidade em Campo Grande. No dia 22 de

fevereiro, domingo, às 17h, será realizada uma missa solene no ginásio da escola, com entrada pela rua Padre João Crippa. A celebração será presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Dimas, e deve reunir estudantes, famílias, ex-alunos, educadores e convidados em um momento de oração e memória da história do colégio, fundado há um século na capital. Ao fim da missa, o público acompanha um show católico especial com Ir. Celene e Jean Lopes, reforçando o clima de festa religiosa que marca o centenário.

A programação segue com confraternização para todas as idades: haverá bolo comemorativo dos 100 anos distribuído aos presentes, além de venda de camisetas e terços alusivos ao aniversário. Também serão vendidos cachorro-quente, pastel, refrigerante e suco. Com uma trajetória marcada pela formação de crianças e jovens com base em valores cristãos e no carisma salesiano, o Auxiliadora chega aos 100 anos celebrando o passado e reforçando o compromisso com a educação e a fé em Campo Grande.

FOTOS:
Colégio Nossa Senhora Auxiliadora chega
fevereiro de
(domingo) Horário: 17h Local: Ginásio do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora Entrada: pela rua Padre João Crippa, em Campo Grande (MS)
Colégio Nossa Senhora Auxiliadora construiu uma trajetória marcada pela formação integral de crianças e jovens
Bufalo Beef Burger, de Campo Grande, venceu a categoria Experiência Burger Fest e entrou entre os melhores hambúrgueres do Brasil em 2025
O Safari Burger ficou em 14º lugar
LA Burgerz no topo da categoria Melhor Batata
York Sandwich Shop entrou na lista na 44ª posição.

TRAVESSIA

A Ram escolheu o Pantanal para mostrar a força da nova Dakota no Brasil. Em uma expedição de cerca de 1.200 km, jornalistas de todo o país testaram a picape em lama, áreas alagadas, trilhas e travessias de balsa. O objetivo foi comprovar, na prática, o desempenho da tração quatro por quatro, do motor turbodiesel e dos recursos off-road. O evento passou por Campo Grande (MS) e gerou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa especializada.

Volvo confirma chegada do EX60 ao Brasil em 2026

Novo SUV elétrico estreia tecnologias que prometem mudar a forma como carros são

produzidos e ganhar espaço no mercado nacional

A Volvo confirmou que o EX60 será lançado no Brasil em 2026. O modelo é um SUV elétrico que chega com a missão de inaugurar uma nova fase da marca no país, tanto em tecnologia quanto em processo de fabricação.

Apresentado recentemente ao mercado global, o EX60 estreia a plataforma SPA3, uma base inédita que deve ser usada em outros modelos da Volvo e também do grupo Geely nos próximos anos. É nessa estrutura que surgem duas das principais novidades do carro, o mega casting e as baterias integradas ao chassi.

O EX60 foi revelado com a proposta de ser o carro mais inteligente já produzido pela marca. Ele contará com um sistema computacional chamado HuginCore, capaz de realizar 250 bilhões de operações por segundo. A ideia é centralizar funções do veículo em um único cérebro eletrônico, o que permite respostas mais rápidas e atualizações constantes.

› A autonomia também chama atenção.

O SUV terá baterias de 117 kWh, que garantem até 810 quilômetros de alcance no ciclo europeu WLTP. Esse conjunto estará disponível também para o mercado brasileiro, segundo a própria Volvo.

› O que é o mega casting

Um dos pontos centrais do EX60 está na forma como ele é construído. A plataforma SPA3 traz um componente

estrutural chamado mega casting. Na prática, trata-se de uma peça única de grande porte que substitui centenas de componentes menores usados na fabricação tradicional de um carro.

Com o mega casting, partes inteiras da estrutura são fundidas de uma só vez. Isso reduz o número de soldas, diminui o peso do veículo e torna o processo industrial mais simples e rápido.

A Volvo aposta que esse método pode mudar a lógica de produção da indústria automotiva nos próximos anos.

Além de facilitar a fabricação, a solução também melhora a rigidez da carroceria, o que impacta diretamente na segurança e no comportamento do carro em colisões.

› Baterias integradas ao chassi

Outra novidade importante está na forma como as baterias são instaladas. No EX60, elas fazem parte da própria estrutura do veículo. Em vez de ficarem acomodadas em um compartimento separado, as células são integradas ao chassi. Essa solução ajuda a reduzir peso, aumenta a eficiência energética e melhora o aproveitamento do espaço interno. Com isso, o carro consegue oferecer mais autonomia sem crescer em tamanho ou comprometer o conforto.

A integração também contribui para a segurança. Como as baterias passam a fazer parte da estrutura, elas ficam melhor protegidas em caso de impacto.

› Impacto no mercado brasileiro

A chegada do EX60 ao Brasil, prevista para 2026, reforça a estratégia da Volvo de ampliar sua presença no segmento de carros elétricos no país. O modelo traz tecnologias que devem servir de base para outros veículos da marca nos próximos anos.

Com o EX60, a Volvo aposta não apenas em um novo produto, mas em uma nova forma de pensar o carro elétrico, da produção ao uso no dia a dia. O lançamento marca um passo importante para o mercado nacional, que passa a receber soluções antes restritas a modelos de ponta no exterior.

O EX60 foi revelado com a proposta de ser o carro mais inteligente já produzido pela marca.
O sistema computacional HuginCore é capaz de realizar 250 bilhões de operações por segundo.

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