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Jornal A Crítica - Edição 2287

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CAMPO GRANDE-MS,

Paz

Domingo de manhã, você sabe do que é dia. Dia de Feira Bosque da Paz com edição especial de colônia de férias reunindo cores e muita gastronomia. A edição começa às 9h e vai até às 15h com entrada gratuita na Praça Bosque da Paz.

Arte e teatro O Pagador de Promessas é a atração do Teatro Aracy Balabanian deste domingão. A peça retrata a história de Zé do Burro, que se vê envolvido entre fé, intolerância e poder. Quer acompanhar? Começa às 19h e a entrada é a partir de R$ 20.

Peça teatral O espetáculo infantil Guerreiras do K-pop, adaptação teatral inspirada no filme e recheada de coreografias, humor e música, será apresentado às 15h, no Teatro Allan Kardec, localizado na Avenida América, 653, com ingressos a partir de R$ 35 (meia-entrada).

Obras de água na região Sul de MS vai atender quase 6 mil famílias

Sistema nas aldeias Jaguapiru e Bororó promete pôr fim à falta de água após décadas de reclamações

 A falta de água que há décadas afeta as aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, começou a mudar com a assinatura, na última sexta-feira (16), do contrato de implantação de um novo sistema de abastecimento. Com investimento de R$ 48,7 milhões, a obra vai levar água tratada para

5.991 famílias, quase 30 mil pessoas, por meio de ligações domiciliares nas duas comunidades. O projeto prevê poço tubular profundo especial na aldeia Bororó, com capacidade de 150 mil litros de água por hora, além de redes de distribuição que somam cerca de 184 quilômetros

nas duas aldeias. Juntas, as estruturas de reservação de Jaguapiru e Bororó vão armazenar até 2,1 milhões de litros de água (dois reservatórios apoiados de 500 mil litros e um elevado de 50 mil litros em cada aldeia), reforçando a regularidade do fornecimento.

Para lideranças locais, a obra representa a chance real de virar a página de um problema antigo. “A falta de água é um problema crônico que existe desde a criação da reserva”, lembrou

Fernando Souza, subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, ao apontar que o novo sistema atende a uma demanda histórica das famílias que vivem nas aldeias. Para o vice-governador de MS, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, a obra é tratada como compromisso direto com quem sofre com a falta de água: “Entre todos esses aportes, em Dourados, se destaca a assinatura do contrato de R$ 48 milhões. Para que possamos resolver de forma

definitiva o problema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó”, afirmou. A previsão do governo é iniciar o canteiro de obras entre quatro e seis meses, após a conclusão dos trâmites técnicos com a Caixa Econômica Federal. Até lá, seguem as ações emergenciais, como caminhões-pipa, perfuração de poços e reservatórios provisórios, para evitar que as comunidades fiquem desassistidas enquanto aguardam a chegada da água regular nas torneiras.

Prefeitura libera R$ 3,4 milhões para garantir piso da enfermagem em hospitais

da Capital

PGE/MS vai seguir avançando ao longo deste ano, afirma procuradora-geral Ana Ali Garcia

Novo presidente do PSDB na Capital diz que sigla se prepara para voltar a crescer

Após três anos de disparada, aluguel em Campo Grande recua em 2025

Empresários de MS buscam em Nova York caminhos para o varejo do pós-IA

Prefeitura cria canal de WhatsApp para tirar dúvidas sobre IPTU 2026

Inquérito aberto por Moraes sem acionar PGR reacende embate sobre limites do STF

Juristas veem atuação em causa própria, questionam competência do Supremo e apontam risco a garantias básicas do processo penal

 A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de instaurar por conta própria um inquérito para apurar suposto vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares recolocou o tribunal no centro de uma controvérsia jurídica.

A investigação foi aberta sem pedido prévio da Polícia Federal (PF) ou da Procuradoria-Geral da República (PGR) e, segundo criminalistas e juristas, pode afrontar regras do Código de Processo Penal, como os princípios do devido processo legal, do juiz natural e a vedação à atuação de ofício do julgador, além de levantar dúvidas sobre conflito de interesses e eventual produção de provas ilícitas.

O caso tramita sob sigilo, o que impede o conhecimento público dos fundamentos usa-

dos por Moraes para justificar a abertura do inquérito, cujo foco recairia sobre a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgãos cujos servidores não têm foro especial. Para o jurista e ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Walter Maierovitch, trata-se de “atuação em causa própria”, o que, na visão dele, compromete a legitimidade da apuração.

“A situação do Supremo vai de mal a pior”, afirma. Ele sustenta que, mesmo diante de indícios de crime, a condução deveria caber a instâncias independentes, como o Ministério Público: “O ministro não pode investigar quando está envolvido direta ou indiretamente. Se há suspeita de crime, a notícia deve ser levada ao Ministério Público ou apresentada pela própria pessoa eventualmente

Aliados veem Papudinha como passo para domiciliar, mas temem reação de Moraes

Postagens de filhos de Bolsonaro e críticas públicas ao STF são apontadas como entrave para mudança do regime de prisão

prejudicada”.

No plano processual, o professor de direito penal da Fundação Getulio Vargas (FGV) Thiago Bottino avalia que o caso não é de competência do STF. Ele lembra que o Código

de Processo Penal permite que o juiz comunique a existência de possível crime à polícia, mas não que assuma a condução de um inquérito cuja natureza não se enquadra na competência da Corte.

“Esse é um inquérito que deveria ser instaurado, se houver indícios da prática de crimes, pela Polícia Federal e tramitar na primeira instância”, diz. O criminalista Marcelo Crespo, da ESPM, considera que a ini-

Lula transforma combate ao crime organizado em ação de Estado, diz novo ministro

Wellington César defende atuação coordenada entre Executivo, Ministério Público e Judiciário para ampliar efetividade das operações

 O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou na última quinta-feira, 15, após a primeira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que assumiu o cargo, que o governo decidiu elevar o enfrentamento ao crime organizado ao patamar de “ação de Estado”. Segundo ele, o combate às facções exige “sintonia absoluta” entre o Palácio do Planalto, o Ministério Público e o Poder Judiciário. Wellington ressaltou que o Executivo, embora tenha adotado medidas consideradas por ele “competentes”, não consegue agir sozinho. “É fundamental que órgãos de Estado, como o Ministério Público, e o reconhecimento da relevância e gravidade da questão, por parte também do Poder Judiciário, estejam em sintonia absoluta e perfeita em relação

a esses casos”, afirmou, destacando que cada instituição seguirá atuando dentro dos limites constitucionais.

O ministro adiantou que ainda nesta quinta-feira haverá nova reunião interna para detalhar ações do Ministério da Justiça na área de segurança pública. Ele também pretende se reunir com secretários da pasta para fechar a composição de sua

Acordo com Congresso preserva repasses a parlamentares, apesar de cortes em despesas obrigatórias e programas do governo

equipe e definir a forma como essa articulação com outros órgãos será colocada em prática. Pela manhã, Lula reuniu, além de Wellington, o vice -presidente Geraldo Alckmin, os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Secom), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro do STF Alexandre de Moraes, o procurador-geral da

República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. De acordo com Wellington, o objetivo foi alinhar procedimentos entre Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário, “respeitadas as garantias e a autonomia desses órgãos”, para aumentar a efetividade das ações contra o crime organizado.

O despacho mais recente de Moraes é visto entre aliados como resposta direta a essa ofensiva política. No texto, o ministro faz questão de registrar que as condições oferecidas na Papudinha são “absolutamente excepcionais e privilegiadas” e ressalta que isso “não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”.

 Apesar da irritação com a transferência de Jair Bolsonaro para a chamada Papudinha, aliados do ex-presidente alimentam, nos bastidores, a expectativa de que o local possa funcionar como uma etapa antes da prisão domiciliar. A avaliação, porém, é de que esse cenário dependerá também do grau de desgaste com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, especialmente diante das manifestações públicas dos filhos de Bolsonaro. “Ele quer que o pai fique preso eternamente?”, questionou um amigo do ex-presidente, ao comentar as postagens da família no fim de dezembro. As críticas mais duras partiram de Carlos Bolsonaro, que atacou as condições de custódia em publicação no X. “Essa chamada sala de Estado-Maior tem um nome bonito e sugere tratamento especial, mas as condições mínimas de dignidade não estão sendo garantidas a uma pessoa de 70 anos de idade, com problemas de saúde relevantes, um ex-Presidente da República”, escreveu em 5 de janeiro. Flávio Bolsonaro também elevou o tom após se colocar como presidenciável, multiplicando entrevistas e ataques ao que classifica como excessos da prisão do pai. Em uma dessas falas, na quarta-feira, 14, Flávio descreveu o ruído constante do arcondicionado na cela da Superintendência da Polícia Federal. “É um som enlouquecedor, ele é submetido ali por quase 12 horas por dia, de 7 da manhã até 7 da noite. É inacreditável como é que não tem uma outra sala onde não tem esse ruído, que ele seja obrigado a ficar ali o dia inteiro com o ruído no ouvido, isso é técnica de tortura para a pessoa”, afirmou. Segundo apurou a Coluna do Estadão, advogados do ex-presidente já admitem, em caráter reservado, que esse ambiente de confronto torna mais difícil sensibilizar o STF para conceder a prisão domiciliar.

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na úiltima quarta-feira, 14, o Orçamento de 2026, com veto de R$ 392,8 milhões em emendas parlamentares. Mesmo com o corte, ficou mantido o acordo com o Congresso que garante o pagamento de, no mínimo, R$ 19 bilhões em recursos indicados por deputados e senadores até o primeiro semestre, antes das eleições presidenciais. A lei orçamentária, que prevê superávit de R$ 34,5 bilhões, chegou à sanção após o Parlamento aprovar cortes em despesas obrigatórias, na manutenção dos ministérios e em programas considerados vitrines do governo, como o Novo PAC, o Pé-de-Meia e o Auxílio Gás, para turbinar emendas e elevar o fundo eleitoral. Ao todo, foram aprovados R$ 62

bilhões em emendas, sendo R$ 49,9 bilhões de execução carimbada pelos parlamentares e outros R$ 12 bilhões sob guarda de ministérios, com margem para negociação política.

Além de vetar R$ 392,8 milhões dessas emendas extras, o Planalto se comprometeu a bloquear outra parte e remanejar recursos por conta própria, retirando R$ 11 bilhões em emendas adicionais do Orçamento da União. A estratégia evitou um veto total, que poderia ser derrubado pelo Congresso, e permite ao governo congelar gastos e recompor cortes de R$ 11,3 bilhões em despesas obrigatórias, incluindo R$ 6,2 bilhões na Previdência Social. Pelo calendário aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias e sancionado por Lula, o

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, alvo de críticas após abrir de ofício inquérito sobre vazamento de dados sigilosos; decisão é mantida sob sigilo
Lula em reunião com ministros no Planalto para tratar de medidas contra o crime organizado; encontro definiu linha de ação articulada entre órgãos de Estado
Lula durante entrevista no Palácio do Planalto, em dezembro de 2025; presidente sancionou Orçamento de 2026 com veto a emendas, mas manteve acordo para liberar ao menos R$ 19 bilhões antes das eleições
Foto: Divulgação
Jair Bolsonaro foi transferido para a Papudinha por decisão do ministro Alexandre de Moraes; defesa teme que embate político dificulte pedido de prisão domiciliar
ciativa de Moraes mexe em garantias centrais do processo penal ao envolver interesses diretos de ministros e de pessoas próximas, o que, segundo ele, compromete a imparcialidade exigida do Judiciário.

Novo presidente do PSDB em Campo Grande diz que sigla se prepara para voltar a crescer

Novo presidente afirma que foco é reorganizar a militância e fortalecer o partido para 2026

 O PSDB em Campo Grande está sob nova direção. A presidência do diretório municipal passa a ser ocupada por Jonas de Paula, locutor e suplente de vereador pelo partido nas eleições de 2012 e 2020. A nova composição já aparece registrada no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Natural de Ponta Porã, Jonas assume o comando tucano na Capital em um ano estratégico, marcado pelas Eleições Gerais de 2026. Ele afirma que a prioridade, neste primeiro momento, será reorganizar a base.

“Reaglutinar o nosso militante tucano, depois dessa re-

acomodação política que está havendo”, resume, ao se referir às mudanças na configuração partidária. Segundo Jonas, o partido volta suas atenções diretamente para o pleito de 2026, com foco em ampliar o espaço do PSDB-MS em Brasília. “Nosso foco nesse momento é fazer as instâncias partidárias se aglutinarem, se prepararem, porque nós temos um grande desafio para esse ano, que é a ampliação da bancada federal. Logicamente, a reeleição do governador Riedel e a eleição do ex-governador Reinaldo para o Senado”, afirma o novo presidente municipal.

A NOVA DIRETORIA DO PSDB EM CAMPO GRANDE É FORMADA POR:

Jonas de Paula – presidente

Almir Morro Cantero – vice-presidente

Valter Zeola Caxiado – tesoureiro

Ademir Santana Delmondes – secretário

Paulo Augusto Rezek – membro

Francisco da Silva Bandeira – membro

Lucianne de Souza Rodrigues – membro

Bruna Milan – membro

Luiz Eduardo Ferreira Rocha – membro

Advogado Fernando Duque Estrada é reconduzido ao

TRE-MS para biênio 2026-2028

Nome da OAB volta a integrar a Corte Eleitoral como juiz substituto; posse foi conduzida pelo presidente Carlos Eduardo Contar em Campo Grande

 No início da tarde da última terça-feira (13), o advogado Fernando Bonfim Duque Estrada foi reconduzido ao cargo de juiz membro substituto do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), na classe dos advogados, para o biênio

Transferência do ex-presidente Bolsonaro à Papudinha expõe divisão entre políticos de MS

Aliados falam em “sacrifício” e pedem prisão domiciliar; deputada petista diz que ex-presidente hoje usufrui das garantias democráticas que sempre atacou

 A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal para uma sala no batalhão da Polícia Militar no Complexo da Papuda, a chamada Papudinha, reacendeu o embate político entre representantes de Mato Grosso do Sul.

Enquanto aliados reforçam o discurso de perseguição e defendem a conversão da pena em prisão domiciliar, parlamentares de oposição afirmam que Bolsonaro está sendo tratado dentro das garantias do Estado de Direito.

O deputado estadual Coronel David (PL) escreveu à mão uma carta ao ex-presidente, a quem chama de “presidente e amigo”, na qual diz buscar “uma solução jurídica e humanitária” para que a prisão seja cumprida em casa. No texto, relembra a primeira visita de Bolsonaro ao Estado, afirma tê-lo visto desde então como “um homem que não negociava princípios” e define o momento atual como “uma provação pesada”, destacando que “sua resiliência continua inspirando, mesmo no silêncio” e que “seu sacrifício não é em vão”.

Na outra ponta, a deputada estadual Glace Jane (PT) afirma que Bolsonaro, que “sempre exaltou a Ditadura, negou os Direitos Humanos, homenageou um torturador no golpe de 2016 e tentou novamente romper a ordem democrática em 2023”, hoje é beneficiado pelas

Foto: Divulgação

mesmas regras constitucionais que atacava. Para ela, a transferência para a Papudinha, com possibilidade de mais tempo de visitas, exercícios físicos e sessões de fisioterapia, “não é privilégio, é fruto das conquistas democráticas construídas com muita luta pela esquerda e por quem sempre defendeu a Constituição — inclusive para quem jamais teve compromisso com ela”. Já o deputado estadual João Henrique Catan (PL) e o senador Nelsinho Trad (PSD) convergem na defesa da prisão domiciliar.

Catan afirma que a decisão de Moraes “não tem razoabilidade ou apego à ordem jurídica” e vê na transferência uma “clara perseguição política que ignora a humanidade básica”, citando os problemas de saúde decorrentes da facada sofrida em 2018. Nelsinho, por sua vez, diz que, “na condição de saúde em que o ex-presidente Bolsonaro se encontra, o mais recomendado seria a prisão domiciliar, pois iria contribuir para o restabelecimento da sua saúde”, lembrando que “precedentes existem para casos dessa natureza”.

2026-2028. A cerimônia de posse ocorreu no gabinete da Presidência da Corte Eleitoral, em Campo Grande. O ato foi conduzido pelo desembargador Carlos Eduardo Contar, presidente do TRE -MS, e contou com a presença de integrantes do tribunal e de

representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), entidade responsável pela indicação do nome do advogado para compor a Corte. Ao assumir novamente a função, Duque Estrada destacou o compromisso com a Justiça Eleitoral sul-matogrossense. “É uma honra e grande responsabilidade participar da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul. Contribuirei efetivamente para que o TRE-MS continue se des-

tacando entre os melhores do Brasil”, afirmou, agradecendo ainda o “apoio incondicional” da OAB-MS em sua trajetória profissional. Fernando Duque Estrada já havia atuado como juiz membro substituto do TRE-MS no biênio 2023-2025 e presidiu a 4ª Subseção da OAB/MS, que abrange Dourados e Itaporã. Atualmente, exerce a função de coordenador-geral da Escola Superior da Advocacia (ESA/MS) no interior do Estado.

Troca de partidos: Janela partidária deve redesenhar

mapa político em MS

Mudanças entre março e abril movimenta deputados estaduais e federais de olho na reeleição e em projetos majoritários em 2026

 A janela partidária, período em que parlamentares podem mudar de legenda sem risco de perder o mandato, vai de 6 de março a 5 de abril e tende a movimentar o tabuleiro político em Mato Grosso do Sul. A regra, prevista pelo TSE, vale apenas para eleitos em cargos proporcionais – vereadores, deputados estaduais, federais e distritais – e decorre da fidelidade partidária, que considera o mandato pertencente ao partido. Depois desse prazo, só há troca de sigla em caso de justa causa devidamente comprovada.

Na Assembleia Legislativa, tucanos históricos já anunciaram que vão deixar o PSDB: Jamilson Name, Zé Teixeira e Mara Caseiro avaliam que a legenda perdeu espaço no Estado e miram filiação ao PL. Paulo Corrêa também deve sair do partido, com o PP entre as alternativas. Paulo Duarte, hoje no PSB, decidiu apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), em movimento que contraria a orientação nacional da sigla e abre caminho para mudança de partido. Rinaldo Modesto pre-

tende migrar do Podemos para o União Brasil, presidido pela irmã, Rose Modesto. Já Lídio Lopes e Lucas de Lima, atualmente sem partido, precisam encontrar nova casa para disputar mais um mandato, enquanto Marcio Fernandes admite insatisfação no MDB, mas ainda não confirma saída. O mesmo impasse se repete no plano federal com Marcos Pollon (PL), que deseja disputar o comando do Estado e foi convidado pelo Novo para liderar um projeto ao governo em 2026.

O advogado Fernando Duque Estrada durante a cerimônia de posse no TRE-MS, ao lado do presidente Carlos Eduardo Contar e de representantes da OAB-MS
Coronel David, apoiador de Bolsonaro, escreveu uma carta a mão e direcionou ao ex-presidente
Foto: Arquivo
Plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul; janela partidária deste ano deve alterar a composição de bancadas e reforçar novas alianças para 2026

Receita volta a negar imposto sobre Pix e responsabiliza boatos por pânico nas redes

Órgão afirma que não há taxa nem fiscalização de transferências e diz que desinformação é usada por golpistas e crime organizado

 A Receita Federal divulgou na última quarta-feira (14), em Brasília, uma nova nota oficial para desmentir boatos de que haveria cobrança de imposto ou monitoramento de transações feitas por Pix. As mensagens voltaram a circular com força nas redes sociais após a divulgação de novos vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL -MG), e sugeriam a criação de uma suposta “taxa do Pix”. No comunicado, o órgão reforça que o Pix é apenas um meio de pagamento, assim como o dinheiro em espécie ou o cartão, e que a Constituição proíbe a criação de tributos baseados nesse tipo de movimentação financeira. A Receita esclarece ainda que a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, apenas estendeu às fintechs as mesmas obrigações de transparência já exigidas de bancos tradicionais, sem permitir acesso a valores individualizados, origem ou destino dos recursos de cada usuário.

A autarquia avalia que os

boatos tentam provocar insegurança entre os correntistas e abalar a confiança no sistema de pagamentos instantâneos, o que, na prática, favorece o crime organizado e grupos que lucram com desinformação. Há duas semanas, a Receita já havia feito alerta semelhante, ao perceber a disseminação de conteúdos falsos sobre o tema em diferentes plataformas digitais. Na mesma nota, o Fisco aproveita para divulgar informações corretas que vêm sendo distorcidas nas redes. Desde janeiro, quem recebe até R$ 5 mil por mês está isento do Imposto de Renda, e rendas até R$ 7.350 têm desconto no valor devido — mudanças que não têm qualquer ligação com o uso do Pix. A orientação da Receita é desconfiar de mensagens alarmistas, não repassar boatos e buscar esclarecimentos em canais oficiais ou na imprensa profissional, evitando cair em golpes que pedem pagamentos ou dados pessoais sob pretexto de “regularizar” a situação do contribuinte.

Exportações de carne bovina disparam 56% e ajudam MS a bater recorde histórico

Estado fecha 2025 com US$ 1,9 bi em vendas do produto e exportações totais de US$ 10,7 bi, mantendo forte superávit na balança comercial

 As vendas externas de carne bovina de Mato Grosso do Sul fecharam 2025 com forte expansão. O faturamento do setor alcançou US$ 1,907 bilhão, alta de 56% em relação a 2024, quando o Estado havia registrado receita de US$ 1,223 bilhão. Em volume embarcado, o avanço também foi expressivo: as

exportações passaram de 256,9 mil toneladas para 346,7 mil toneladas, crescimento de quase 35% em um ano.

No ranking dos principais itens da pauta de exportações sul-mato-grossense em 2025, a celulose aparece na liderança, seguida por soja, carne bovina, açúcares e melaços e farelo de

soja. Entre os dez produtos mais vendidos ao exterior, celulose, carne bovina, milho, minério de ferro e ferro-gusa tiveram aumento de quantidade exportada na comparação com o ano anterior, reforçando o peso das commodities na geração de divisas para o Estado. Impulsionado por esse desempenho, Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com o maior valor de exportações de sua história: US$ 10,7 bilhões em vendas externas. O montante supera o recorde anterior, de 2023, quando o Estado exportou US$ 10,6

bilhões, e representa crescimento de 7,51% frente a 2024, segundo a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior de janeiro de 2026, elaborada pela Semadesc. O levantamento mostra ainda que, desde 2015, as exportações sul-mato-grossenses se mantêm sistematicamente acima das importações, garantindo superávit contínuo na balança comercial. O resultado de 2025 consolida essa trajetória, evidenciando a importância do agronegócio e da indústria de base para a sustentabilidade das contas externas do Estado.

Após três anos de aumento, aluguel em Campo Grande recua e fecha 2025 em baixa

Índice FipeZAP aponta queda de 4,36% nos últimos 12 meses, depois de alta superior a 60% entre 2022 e 2024

 Após um ciclo intenso de reajustes, o mercado de locação residencial em Campo Grande virou a chave em 2025. Levantamento do Índice FipeZAP divulgado na última quinta-feira (15) mostrou que os contratos de aluguel na Capital encerraram o ano com queda de 4,36% no acumulado de 12 meses, interrompendo a sequência de altas iniciada em 2022. Em dezembro, o valor médio pedido foi de R$ 31,74 por metro quadrado, com recuo mensal de 4,73%.

O movimento de correção

vem na esteira de três anos de forte valorização. Entre 2022 e 2024, os aluguéis avançaram 14,24%, 22,25% e 26,55%, respectivamente, o que significou aumento superior a 60% no período, muito acima da inflação oficial. Esse encarecimento pressionou o orçamento das famílias e reduziu a rentabilidade do investidor: o chamado rental yield — retorno anual do aluguel em relação ao valor do imóvel — fechou dezembro em 5,45% ao ano, abaixo do observado no auge da escalada de preços.

A queda média, porém, não se distribuiu de forma homogênea pela cidade. O Jardim dos Estados manteve a posição de bairro mais caro, com metro quadrado de locação chegando a R$ 92,80 no fim de 2025. Regiões como Rita Vieira e Tiradentes ainda registraram alta no acumulado do ano, com valores em torno de R$ 35,10 e R$ 31,50 por metro quadrado. Já no Centro, o recuo foi de 5,9%, para R$ 18,80, enquanto Pioneiros e São Francisco terminaram o ano em R$ 29,20 e R$ 29,80, também em queda.

Endividamento cresce na Capital, mas inadimplência tem ligeira queda em 2025

Pesquisa da CNC indica mais famílias com dívidas, porém com menos contas em atraso; cartão de crédito segue como principal vilão do orçamento

 Mesmo com mais campo-grandenses recorrendo ao crédito ao longo de 2025, a Capital encerrou o ano com uma pequena melhora na capacidade de manter as contas em dia. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada no último dia 14 pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), apontam que a fatia de famílias endividadas subiu de 65% em dezembro de 2024 para 68,6% no fim de 2025, o equivalente a 226,2 mil lares com algum tipo de compromisso parcelado, como cartão de crédito, carnês, empréstimos ou financiamentos. Na outra ponta, o levanta-

mento registra leve alívio na inadimplência: o percentual de famílias com contas em atraso recuou de 30,3% para 29,4% no mesmo intervalo. Apesar disso, aumentou o grupo que afirma não ter condições de quitar o que deve, de 12,5% para 13,7%, sinalizando que uma parte dos devedores ainda enfrenta dificuldade para reorganizar o orçamento e sair do vermelho. O estudo mostra que a forma de endividamento varia conforme a renda. Entre famílias que recebem até 10 salários mínimos, o uso de carnês é mais comum e atinge 21,7% dos endividados, refletindo maior dependência do crediário do varejo e menor acesso

ao sistema bancário tradicional. Já nos lares com renda superior a esse patamar, o índice cai para 12,5%, enquanto ganham peso os financiamentos de veículos, que aparecem em 19,6% dos casos, contra 9,1% entre os de menor renda. Independentemente da faixa salarial, o cartão de crédito continua no centro do problema. Ele é citado como origem da dívida por 65,9% das famílias com renda de até 10 salários mínimos e por 69,6% daquelas que ganham acima desse valor, confirmando o papel desse meio de pagamento como principal fator de estrangulamento do orçamento doméstico em Campo Grande.

Rebanho em fazenda de Mato Grosso do Sul; alta de volume e preços da carne bovina em 2025 puxou o desempenho das exportações do Estado
Fachada da Receita Federal em Brasília; órgão divulgou nota oficial para desmentir rumores de cobrança de imposto e monitoramento de operações via Pix

Mutirão do Sebrae orienta MEIs em MS sobre dívidas e

Ação atende 59 municípios até 30 de janeiro, com 85 pontos de apoio para regularização, planejamento e esclarecimento de dúvidas

 O Sebrae/MS realiza, de 12 a 30 de janeiro, o Mutirão do MEI, voltado a microempreendedores individuais que querem começar 2026 com a situação fiscal em dia. A ação conta com 85 pontos de atendimento espalhados por 59 municípios, em unidades do Sebrae e em parceiros como Salas do Empreendedor e associações comerciais. Hoje, Mato Grosso do Sul reúne cerca de 168 mil MEIs ativos, de acordo com a Receita Federal, o que faz dessa a faixa de maior peso entre os pequenos negócios do Estado.

Segundo a diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, o objetivo não é apenas limpar pendências. Ela lembra que janeiro concentra decisões que influenciam o ano inteiro. Entre os compromissos estão a opção pela permanência no Simples Nacional para quem estourou o teto de faturamento,

o envio da Declaração Anual (DASN-SIMEI) e o pagamento mensal do DAS, sempre até o dia 20. “O Sebrae está novamente ao lado do empreendedor, oferecendo atendimento gratuito em serviços essenciais para que os empresários possam começar o ano com as contas em dia e direcionar sua energia para o crescimento da empresa”, afirma. Durante o mutirão, os MEIs podem buscar, sem custo, regularização de débitos, orientação sobre reenquadramento, esclarecimento de prazos e obrigações fiscais, emissão de documentos e até apoio para formalização de novos negócios. Dúvidas gerais também são atendidas nos pontos físicos e pela Central de Relacionamento, no telefone 0800 570 0800. O atendimento ocorre nas unidades do Sebrae em Campo Grande e nas regionais de Bonito,

Aposentados de MS estão entre os que mais perderam com descontos irregulares do INSS

Estado é o 13º do país em valores devolvidos; prazo para adesão ao acordo administrativo vai até 14 de fevereiro

Foto: Divulgação

 Mato Grosso do Sul aparece na 13ª colocação entre os estados em que aposentados mais perderam dinheiro com descontos indevidos em benefícios do INSS. Até agora, 59.248 segurados sul-mato-grossenses foram identificados e incluídos no acordo de devolução, com um ressarcimento médio de R$ 710,81 por pessoa. No total, já retornaram ao bolso dos aposentados do Estado R$ 42,08 milhões. Em todo o Brasil, o acerto extrajudicial já alcançou 4,17 milhões de beneficiários, somando mais de R$ 2,8 bilhões pagos. O acordo segue aberto até 14 de fevereiro de 2026 e permite que os valores descontados de forma irregular entre março de 2020 e março de 2025 sejam restituídos diretamente na conta em que o benefício é depositado, sem necessidade de processo judicial. A adesão, no entanto, exige que o aposentado desista de ações na Justiça que peçam indenização ou devolução em dobro. Segundo estimativa do governo, cerca de 887 mil pessoas em todo o país ainda não confirmaram participação e correm o risco de perder a oportunidade de receber com

obrigações de início de ano

estendidos

A

Empresários de MS buscam em Nova

York caminhos para o varejo do pós-IA

Missão técnica durante a NRF 2026 aproxima setor sul-matogrossense de tendências globais em tecnologia, consumo e experiência do cliente

 Entre 11 e 17 de janeiro, um grupo de empresários de Mato Grosso do Sul participaram, em Nova York, de uma imersão na NRF 2026, maior feira de varejo do mundo. A missão técnica, organizada pelo Senac MS em parceria com a Fecomércio MS e o Sebrae MS, teve como propósito aproximar o comércio sul-mato-grossense das principais tendências internacionais, estimulando reflexão estratégica e não apenas a importação de soluções prontas. Logo nos primeiros dias, a inteligência artificial dominou os debates. A discussão extrapolou o terreno da tecnologia e colocou no centro a compreensão integral do consumidor – seus hábitos, expectativas e contexto de vida. A IA foi apresentada como ferramenta

para organizar dados, personalizar ofertas e tornar operações mais eficientes, sem substituir o atendimento humano. Para a gerente de Produtos e Operações Educacionais do Senac MS, Claudia Dezan, o movimento indica uma integração cada vez maior entre tecnologia e relacionamento, em que agentes inteligentes são desenhados para responder às necessidades reais dos clientes. Além das palestras da NRF, a comitiva cumpriu agendas exclusivas em empresas refe-

rência em inovação no varejo, conhecendo de perto modelos de gestão, uso de dados e práticas de relacionamento em mercados altamente competitivos. Na avaliação do presidente do Sistema Fecomércio MS, Edison Araújo, a experiência amplia o olhar dos empresários e reforça a capacidade de adaptação do comércio local, ao permitir que tendências globais sejam filtradas pela realidade de Mato Grosso do Sul.

Os conteúdos da viagem irão repercutir no Estado em feverei-

ro, com a realização do GPS de Mercado, evento pós-NRF promovido pelo Senac e pelo Sistema Fecomércio. A programação prevê palestras de especialistas como Caio Camargo e Fred Alecrim, além de uma edição especial do Café de Negócios, com Dijan de Barros. A ideia é traduzir o que foi visto em Nova York para o dia a dia das empresas sul-mato-grossenses, preparando o varejo local para um ambiente cada vez mais orientado por dados, tecnologia e experiência do cliente.

juros e correção pela via administrativa. Para aderir, o segurado deve utilizar os canais oficiais do INSS, como o aplicativo ou portal Meu INSS, ou procurar atendimento presencial em agências dos Correios habilitadas. Quem optar por não entrar no acordo continua com a possibilidade de recorrer ao Judiciário, mas, nesse caso, o pagamento tende a se limitar ao valor devido originalmente, sem os acréscimos oferecidos no modelo de conciliação. O instituto reforça o alerta para que os aposentados desconfiem de intermediários e não forneçam dados pessoais fora dos canais oficiais.

Embora São Paulo, Minas Gerais e Bahia liderem o volume total de devoluções — com R$ 517,67 milhões, R$ 289,66 milhões e R$ 266,19 milhões, respectivamente —, o valor médio ressarcido em Mato Grosso do Sul evidencia o impacto do problema também na região. A orientação do INSS é que todos os beneficiários consultem se têm direito e, em caso positivo, formalizem a adesão até o prazo final, garantindo a recuperação dos descontos de forma simples, direta e sem custos judiciais.

Crédito rural puxa recorde do FCO em MS e deixa setor empresarial para trás

Estado recebeu R$ 3,24 bi em 2025, com 75% dos recursos voltados ao campo; juro alto e incerteza econômica esfriaram demanda das empresas

 O Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) fechou 2025 com o maior volume de recursos já aplicado em Mato Grosso do Sul: R$ 3,240 bilhões. O montante superou o repasse inicial de R$ 2,7 bilhões autorizado pela Sudeco e teve de ser reforçado ao longo do ano para atender à demanda, puxada sobretudo pelo campo. A linha FCO Rural absorveu cerca de 75% do total, bem acima da média histórica, que girava em torno de 60% para o agronegócio e 40% para o segmento empresarial. Segundo o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, o descompasso reflete, de um lado, a disposição do produtor

rural em investir e, de outro, a cautela das empresas. Ele aponta a alta da Selic e as incertezas sobre a economia nacional como fatores que afastaram parte do empresariado do crédito. No campo, ao contrário, pequenos e médios produtores lideraram a tomada de recursos: 72% do FCO Rural ficaram com esse público, destinados principalmente à correção de solo, recuperação de pastagens, compra de matrizes bovinas, sistemas de irrigação, máquinas e implementos. Houve ainda destaque para fruticultura e construção de armazéns, áreas consideradas estratégicas pelo governo. A distribuição regional dos financiamentos rurais contemplou todos os municípios, com maior participação de Paranaíba, Bataguassu, Dourados, Sidrolândia e Paraíso das Águas. Beretta ressalta o caráter descentralizado do fundo e cita o apoio da Agraer na elaboração de projetos para pequenos produtores. Já na linha FCO Empresarial, o crédito mostrou-se mais concentrado nas grandes cidades: Campo

Corumbá, Coxim, Dourados e Três Lagoas, em horários
ao longo da semana.
relação completa dos locais participantes, com endereços e horários de funcionamento, está disponível no portal oficial do Sebrae/MS.
Atendimento a microempreendedores no Sebrae em Campo Grande; mutirão leva orientação gratuita a MEIs de 59 municípios de Mato Grosso do Sul
Empresários de Mato Grosso do Sul acompanham palestras na NRF 2026, em Nova York, durante missão organizada por Senac, Fecomércio e Sebrae
Idoso confere extrato de benefício previdenciário; em Mato Grosso do Sul, mais de 59 mil aposentados já tiveram valores devolvidos pelo INSS
O Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) fechou 2025 com o maior volume de recursos já aplicado em Mato Grosso do Sul: R$ 3,240 bilhões

JANEIRO

Entre malas e máquinas, Campo Grande testa um aeroporto maior e mais conectado

Obras que começaram em junho do ano passado devem aumentar a capacidade de embarque em até 80%

 O barulho do vai e vem de malas e pessoas se mistura à trilha sonora das obras no Aeroporto Internacional de Campo Grande, onde os viajantes dividem espaço com as máquinas nos quatro portões de embarque da Capital Morena. Apesar do incômodo momentâneo, as melhorias têm sido bem recebidas pelos passageiros.

As obras que começaram em junho do ano passado vai aumentar a capacidade de embarque em até 80% com a criação de três novos pontos de embarque.

Antes mesmo da entrega os resultados já aparecem, no ano de 2025 os terminais de Campo Grande registraram mais de 1,5 milhão de passageiros, número semelhante ao de aeroportos como o de Uberlândia (MG). O aumento de turistas também foi percebido no interior, nos aeroportos de Corumbá e Ponta Porã os números ultrapassam 20 mil passageiros.

Para o empresário Douglas Salgado, 33, as reformas representam o primeiro passo de uma longa caminhada. “Antes era bem defasado então já melhorou bastante, principalmente a organização do embarque e desembarque, além disso agora tem uma sala VIP também, deu para ver que estão investindo”, avalia. Na avaliação do empresário, à medida que a cidade cresce, a tendência é que a estrutura continue melhorando, destacando que o aeroporto já conta com uma das maiores pistas de pouso do Brasil, o que

considera uma vantagem. Ao comentar a experiência de desembarque internacional, Douglas ressaltou como a oferta de voos para fora do país ainda é uma questão a ser debatida. “Meus pais estão vindo da Austrália, e para chegar aqui nós tivemos que emitir duas passagens diferentes, uma de Sidney para Guarulhos e outra de Guarulhos para Campo Grande, devido a nossa localização e as conexões, acaba saindo muito mais caro os voos diretos”, explica. Foi a necessidade de conexão que motivou a escrevente, Ana Paula Jacyntho, a recorrer ao serviço de menor desacompanhado para seu filho. “Como é a primeira vez dele viajando sozinho e o voo tem uma conexão em Guarulhos e lá é muito grande eu optei por pagar a mais para o serviço de menor desacompanhado”, diz. Ana conta que entende a importância das obras, mas não nega o impacto na experiência. “Eu nunca frequentei nenhum outro aeroporto, em Campo Grande é a primeira vez, e acabei não conseguindo ver os aviões decolando por causa das obras”, salienta. Entre as melhorias previstas para o Aeroporto Internacional de Campo Grande, haverá um amplo processo de modernização que prevê a ampliação do terminal de passageiros de 10 mil para 12 mil metros quadrados, além da construção de um novo pavimento. As obras incluem a instala-

Prefeitura cria canal de WhatsApp para tirar dúvidas sobre IPTU 2026

Contribuinte poderá consultar valores, emitir guias e acessar débitos de imóveis diretamente pelo celular

Foto: Divulgação

Contribuinte usa o celular para consultar tributos; novo WhatsApp da Prefeitura de Campo Grande promete reduzir filas na Central de Atendimento

 A Prefeitura de Campo Grande passou a oferecer um novo canal de atendimento ao contribuinte pelo WhatsApp, voltado principalmente a serviços ligados ao IPTU 2026 e a outros tributos imobiliários. O contato oficial funciona pelo número (67) 99677-8623 e permite resolver diversas pendências sem a necessidade de ir até a Central de Atendimento ao Cidadão. Desenvolvido pela Agência Municipal de Tecnologia e Inovação (Agetec), o sistema é integrado aos cadastros do município. Pelo aplicativo, é possível consultar dados do imóvel, como nome do proprietário, área e valor venal, verificar o montante do IPTU e da taxa de lixo, emitir guias para pagamento à vista ou parcela-

ção de três pontes de embarque e a criação de uma nova área destinada ao parque de abastecimento de aeronaves, cuja mobilização ocorrerá após a fase 1B do projeto.

O pátio será ampliado para comportar até 11 posições de estacionamento de aeronaves comerciais, enquanto a capacidade operacional do aeroporto aumentará para 2,6 milhões de passageiros por ano, um crescimento de 85%.

O terminal contará ainda com 20 posições de check-in, sala de embarque com sete portões e área total de 1.830 metros quadrados, além de infraestrutura adequada para receber voos internacionais.om isso, a

capacidade do aeroporto passará para 2,6 milhões de passageiros por ano (85% maior que a atual).

Segundo a Aena, administradora do aeroporto, a expansão dos aeroportos de MS representa um marco importante para a mobilidade regional e nacional, promovendo integração, turismo e desenvolvimento econômico para o Estado e para toda a região Centro-Oeste do Brasil.

A enfermeira Nilce Costa, que veio do Acre para Campo Grande fez conexão em Brasília e avaliou positivamente todo o trajeto. “Foi uma viagem ótima, bem tranquila. Vim pela Latam, com conexão em Brasília, e não tive nenhum problema”,

relatou. Para ela, apesar do percurso longo, com saída de Rio Branco à noite e chegada em Campo Grande pela manhã, o planejamento antecipado fez toda a diferença. “As passagens a gente sempre compra com antecedência, porque em período de férias os valores são altos. Se deixar para a última hora, não cabe no orçamento”, explicou. Nilce, que já passou outras vezes pelo aeroporto da Capital desde 2022, percebeu mudanças na estrutura. “Está diferente da outra vez. Dá para ver que estão reformando, organizando melhor os fluxos. Eu senti que melhorou”, avaliou. Ela ressaltou que só será possível uma avaliação mais completa após a

conclusão das obras, mas considera que as melhorias já são perceptíveis. Apesar das reformas, alguns passageiros também apontaram desafios. Uma mãe que desembarcou com um bebê reclamou da distância entre a aeronave e o terminal. “O avião parou longe, tive que andar no sol com o neném dormindo no colo. Isso foi ruim, apesar de entender que a reforma faz barulho e transtorno”, disse. Ainda assim, ela elogiou a estrutura voltada para famílias, como os banheiros familiares. “Isso faz toda a diferença para quem viaja com criança pequena”, afirmou. As obras deverão ser concluídas em junho de 2026.

Lei proíbe corte de água em casas com pacientes acamados ou em fase terminal

Medida vale para famílias inscritas no CadÚnico e busca garantir dignidade a pessoas em situação grave de saúde

 Moradores de Campo Grande que convivem com pessoas acamadas ou em fase terminal passam a ter uma garantia importante: o fornecimento de água não poderá ser suspenso nesses imóveis. A regra está prevista na Lei nº 7.576, sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e publicada na última quinta-feira (15) no Diário Oficial do Município (Diogrande).

A lei vale para residências onde vivam pacientes nessas condições desde que a família esteja inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), utilizado pelo governo federal para identificar pessoas em situação de vulnerabilidade social.

QUEM TEM DIREITO À PROTEÇÃO

A nova legislação considera como enfermo em fase terminal a pessoa que enfrenta doenças graves e incuráveis, com

comprometimento da saúde, da mobilidade ou da própria vida. Já os acamados são aqueles que não conseguem se locomover por conta da condição clínica. Nesses casos, o corte de água fica expressamente proibido, independentemente de débitos existentes, enquanto durar a condição de saúde comprovada.

COMO SOLICITAR O BENEFÍCIO

Para ter acesso à proteção prevista na lei, o pedido deve ser feito no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo da residência. O reque-

rimento pode ser apresentado por: familiar, responsável legal, ou cuidador do paciente. É necessário apresentar um laudo médico, que deve conter: identificação do profissional de saúde, descrição da condição clínica do paciente, e, quando for o caso, a indicação de que a pessoa não consegue se deslocar. Se o paciente não puder ir até o CRAS, a Assistência Social pode realizar visita domiciliar

para verificar a situação. Além do laudo médico, a condição do morador será analisada por um assistente social, que fará um relatório técnico para confirmar o enquadramento na lei. Somente após essa verificação o benefício será validado. A lei entra em vigor imediatamente e tem como objetivo assegurar condições mínimas de dignidade, já que o acesso à água é essencial para higiene, alimentação, cuidados médicos e qualidade de vida, especialmente em situações de saúde extrema.

do, gerar extrato de débitos em PDF e conferir dívidas de anos anteriores. De acordo com a administração municipal, a ferramenta foi criada para dar mais comodidade aos moradores, diminuir o movimento nos guichês presenciais e garantir rapidez no acesso às informações, mantendo a segurança dos dados. A expectativa é que uma parte significativa da demanda hoje concentrada na Central seja absorvida pelo atendimento digital. A Prefeitura reforça que o número divulgado é o único canal oficial via WhatsApp para assuntos tributários e orienta a população a desconfiar de contatos desconhecidos que peçam informações pessoais ou bancárias, a fim de evitar golpes.

Campo Grande discute novas regras para proteção do patrimônio histórico

Reunião no dia 21 apresentará decreto que detalha deveres da Prefeitura e da sociedade na preservação de bens culturais da cidade

 A Prefeitura de Campo Grande realiza na próxima quarta-feira, 21 de janeiro, uma reunião pública para discutir a regulamentação das condições especiais de preservação do patrimônio cultural do município. O encontro, no auditório da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), às 18h, terá como foco a apresentação da minuta de decreto que define de forma mais clara as responsabilidades do poder público e da sociedade na proteção de imóveis e conjuntos urbanos de valor histórico. A reunião também será transmitida pelo Canal de Educação Ambiental da Pla-

nurb no YouTube. O texto em discussão reforça que a preservação do patrimônio cultural é um dever coletivo e estabelece que bens isolados ou conjuntos arquitetônicos considerados relevantes para a formação urbana de Campo Grande devem ser submetidos a ações de conservação, restauração e manutenção que assegurem suas características originais. A proposta busca criar instrumentos legais mais objetivos para orientar intervenções, evitar descaracteri-

zações e garantir a permanência desses marcos na paisagem da cidade. Para subsidiar o debate, a minuta do decreto e os documentos técnicos permanecem disponíveis para consulta na Biblioteca Geógrafa Aparecida Lopes de Oliveira, na sede da Planurb, e no site oficial da agência. O período para envio de contribuições por escrito ao texto — que pôde ser feito por protocolo presencial ou por e-mail —

Foto: Jamille Gomes
Com voos internacionais e nacionais, o Aeroporto de Campo Grande possibilita a inserção de Mato Grosso do Sul no cenário turístico
Foto: Arquivo
A lei vale para residências onde vivam pacientes nessas condições desde que a família esteja inscrita no Cadastro Único (CadÚnico)

Prefeitura libera R$ 3,4 milhões para garantir piso da enfermagem em hospitais da Capital

Santa Casa recebe maior parcela de repasse destinado a 11 instituições de saúde, com recursos da assistência financeira complementar da União

 A Prefeitura de Campo Grande autorizou o repasse de R$ 3.477.321,39 a hospitais e entidades de saúde da Capital para assegurar o pagamento do piso nacional da enfermagem referente ao mês de dezembro de 2025. Os valores constaram em edição extra do Diogrande publicada na quinta-feira, 15, e se destinam ao cumprimento da lei federal que fixou o salário mínimo para enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras.

No total, 11 instituições foram contempladas. A Santa Casa ficou com a maior fatia, de R$ 1.905.000,26, seguida pela Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (AAMI), que recebeu R$ 576.400,18, e pelo Hospital São Julião, com R$ 255.506,24.

Também entraram na lista o Hospital Adventista do Pênfigo – unidade matriz (R$ 175.337,65) e o Hospital de

Câncer Alfredo Abrão (R$ 136.363,73). Completam o grupo o Hospital Nosso Lar (R$ 127.889,88), o Hospital Adventista do Pênfigo – unidade Centro (R$ 91.438,09), as clínicas de nefrologia Med Rim (R$ 76.656,07), Pro Renal (R$ 73.245,41) e DaVita (R$ 56.054,32), além do HA Instituto de Prevenção Campo Grande MS, que recebeu R$ 3.429,56.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), os recursos têm origem na assistência financeira complementar da União destinada exclusivamente ao piso da enfermagem e seguem critérios já definidos em resolução anterior da pasta. Com a publicação no Diário Oficial, os repasses passaram a vigorar imediatamente, garantindo a continuidade do pagamento reforçado aos profissionais da categoria nas unidades conveniadas.

Secretaria Municipal de Saúde reforça estoque e retoma fluxo de medicamentos na rede pública

Novos lotes chegam ao almoxarifado central e são distribuídos conforme a demanda das unidades de saúde da Capital

 A rede municipal de saúde de Campo Grande vem recebendo sucessivas remessas de medicamentos e insumos, dentro de um plano da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para reorganizar o abastecimento das unidades. Os produtos chegam ao almoxarifado central, passam por conferência e são acondicionados de acordo com as normas técnicas antes de serem liberados para os serviços de atendimento à população.

Depois dessa etapa, os itens são enviados a postos, UPAs,

Teste

CRSs e demais equipamentos de saúde, conforme a necessidade registrada por cada local. A distribuição considera relatórios de consumo, prioridade assistencial e a disponibilidade de estoque, numa tentativa de reduzir faltas pontuais e dar mais regularidade à oferta de remédios e materiais. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o esforço concentra-se na revisão dos fluxos internos e na melhoria da logística. Ele afirma que o objetivo é “fortalecer a gestão de estoques e

do pezinho ampliado passa a detectar mais de 40 doenças pelo SUS

Exame, antes restrito a sete enfermidades, agora integra política de diagnóstico precoce e atende bebês dos 79 municípios

 Desde 1º de janeiro, os recém-nascidos de Mato Grosso do Sul passaram a contar com a versão ampliada do teste do pezinho na rede pública. O exame, que integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal ligado ao projeto Bem Nascer MS, deixou de rastrear apenas sete enfermidades e hoje alcança mais de 40 doenças congênitas, genéticas e metabólicas. A coleta deve ser feita, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dia de vida, nas unidades básicas de saúde, no hospital onde ocorreu o parto ou, em Campo Grande, diretamente em unidades do IPED/APAE. Segundo a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a ampliação reforça a prioridade dada à primeira infância. “Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, assegurando tratamento oportuno e melhores perspectivas para as crianças e suas famílias”, afirma. Entre as doenças agora rastreadas estão atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências

primárias, galactosemias e diversos distúrbios metabólicos, todos com maior chance de controle quando identificados cedo. Para a gerente de Atenção à Saúde da Criança da SES, Cristiana Schulz, o impacto é direto na qualidade de vida. “Com o teste do pezinho ampliado, é possível iniciar o tratamento antes mesmo do surgimento dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida”, explica. As amostras são analisadas pelo laboratório de referência IPED/APAE, em Campo Grande, habilitado pelo Ministério da Saúde. De acordo com a coordenadora técnica da instituição, Josaine Palmieri, cerca de 3 mil testes são realizados por mês, cobrindo os 79 municípios do Estado. Ela destaca que o acesso gratuito ao exame ampliado pelo SUS “aumenta a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado às crianças em todo Estado”, reduzindo desigualdades em relação à rede privada, onde o teste mais completo tinha custo elevado para as famílias.

avançar na normalização do abastecimento das unidades”, atendendo desde a atenção básica até serviços especializados, incluindo tratamentos de uso contínuo e demandas de urgência. O cronograma de entregas prevê a chegada de novos lotes ao longo dos próximos dias, em complementaridade ao que já foi recebido. A Sesau informa que o trabalho de recebimento, organização e redistribuição permanece em andamento para garantir reposição gradual dos estoques em toda a rede municipal.

Jejum intermitente

exige cautela e orientação: “Não é dieta para a vida toda”, alerta nutricionista

Emerson Duarte explica que prática pode trazer benefícios, mas alerta para riscos quando feita sem supervisão

 O jejum intermitente virou pauta popular nas redes sociais, entre celebridades, influenciadores e, cada vez mais, dentro dos consultórios de nutrição. Mas, ao contrário do que muitos pensam, não se trata de uma “dieta milagrosa”, tampouco é indicado para todos os perfis. O alerta é do nutricionista Emerson Duarte, que concedeu entrevista ao Giro Estadual de Notícias na última sexta-feira (16). “Jejum intermitente não é dieta. É um protocolo nutricional que deve ser feito em situações específicas, por períodos curtos e com acompanhamento profissional”, pontuou Duarte. Segundo ele, o maior erro está na adoção indiscriminada da prática, feita diariamente e sem critério. “Muita gente faz por conta própria e passa mal. Diabéticos, por exemplo, não devem jejuar. O risco de hipoglicemia é real”, destacou.

FICAR HORAS SEM COMER NÃO É SINÔNIMO DE

EMAGRECIMENTO

Duarte explica que o jejum começa a fazer efeito real a partir de 14 horas sem ingestão de alimentos que estimulem liberação de insulina. Durante esse período, o corpo passa a queimar reservas, o que pode favorecer a perda de gordura. Mas há detalhes importantes: não pode haver consumo de nada calórico – nem mesmo um

limão espremido ou refrigerantes zero.

Além disso, o nutricionista alerta para o efeito rebote, comum em quem jejua todos os dias. “O corpo interpreta o jejum constante como ameaça e começa a armazenar gordura como defesa. É por isso que muitas pessoas que dizem jejuar estão acima do peso. Se fosse tão simples, estariam magras”, ironizou.

Duarte foi didático ao orientar o público sobre como começar. “A última refeição antes do jejum precisa ser rica em proteína e gordura boa – como carne magra, ovos, azeite ou abacate. Nada de carboidrato. E o mesmo vale para quebrar o jejum: não adianta passar 16 horas sem comer e depois atacar arroz e feijão. Todo o esforço é anulado”, explicou.

Segundo ele, o protocolo básico para iniciantes é simples: jantar às 19h, pular o café da manhã e almoçar ao meio-dia. “Isso dá umas 17 horas de jejum, já com bons resultados se feito em dias alternados. Associar a atividade física leve pode potencializar a queima de gordura”, completou. Canetas emagrecedoras e imediatismo: o perigo da pressa pelo corpo ideal - Durante a entrevista, o nutricionista criticou o uso descontrolado das chamadas canetas emagrecedoras, muitas vezes obtidas de forma clandestina. “As pessoas

injetam algo que nem sabem o que é, sem controle, sem orientação e acham caro comer ovo, tomate, banana. É o imediatismo. Querem o corpo perfeito, a qualquer custo, e esquecem da saúde”, lamentou. Ele ainda explicou que, sem acompanhamento, essas substâncias causam efeito sanfona e podem levar a quadros graves de ansiedade e compulsão alimentar. “A pessoa emagrece, para de usar, volta a engordar e entra num ciclo que termina em frustração – e, em casos extremos, em internações”, alertou. O jejum intermitente, embora seja milenar, como lembrou

Duarte, não é para todo mundo. “Diabéticos, hipertensos, pessoas com transtornos alimentares, ansiedade ou em uso de medicações não devem fazer jejum sem liberação médica. Os riscos superam os possíveis benefícios”, reforçou. Segundo ele, o ideal é que o paciente tenha acompanhamento individualizado, com metas realistas de perda de peso –como 2 ou 3 quilos por quinzena – associando bons hábitos alimentares a atividades físicas regulares.

Mais informações

ser acessadas no perfil @nutriemersonduarte no Instagram.

Profissionais de enfermagem em hospital de Campo Grande; repasse da Prefeitura busca assegurar pagamento do piso nacional
Servidores organizam caixas de remédios no almoxarifado central; novos lotes abastecem postos e unidades especializadas de Campo Grande
podem
Foto: Rafael Rodrigues
Duarte explica que o jejum começa a fazer efeito real a partir de 14 horas sem ingestão de alimentos que estimulem liberação de insulina

Após décadas de espera, aldeias de Dourados terão sistema de água tratada

Convênio de R$ 50,7 milhões marca início do abastecimento nas reservas Jaguapiru e Bororó e se soma a pacote de obras de saneamento e saúde no município

 Depois de décadas de reivindicação, indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó, na reserva de Dourados, passaram a ver sair do papel o sistema de abastecimento de água tratada. Na última sexta-feira (16), foi assinado convênio entre o Governo do Estado e a Caixa Econômica Federal para liberação de R$ 50,7 milhões destinados à implantação da rede nas duas comunidades. O ato integrou uma agenda em Dourados comandada pelo governador em exercício, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, marcada por anúncios e entregas nas áreas de saneamento básico e saúde.

No pacote da Sanesul, a estatal entregou 37 mil metros de rede de distribuição de água no bairro Campo Belo, com 220 novas ligações domiciliares e investimento de R$ 3,2 milhões, além de um novo almoxarifado, guarita e urbanização da regional em Dourados, ao custo de R$ 2,1 milhões. Houve ainda melhorias na Estação de Tratamento de Água do GEDEO, no valor de R$ 1,8

OAB-MS ajusta orientação a advogados sobre precatórios e uso do sistema do TJ

Primeira reunião de 2026 mira ampliar acesso à informação e evitar atrasos por falhas na comunicação sobre ofícios requisitórios

Foto: Divulgação

Integrantes da Comissão de Precatórios da OAB-MS durante a primeira reunião do ano, no Plenário das Comissões, em Campo Grande

 A Comissão de Precatórios da OAB/MS abriu os trabalhos de 2026 na manhã da última quarta-feira (14), em reunião no Plenário das Comissões da Seccional. O encontro marcou o início da agenda do ano e teve como eixo principal definir formas de levar informação mais clara e objetiva à advocacia sul-mato-grossense sobre o andamento de processos de precatórios.

Presidente da comissão, o advogado Cleyton Baeve de Souza chamou atenção para as dificuldades geradas pelas intimações relacionadas ao cadastro de processos no sistema SAPRE, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. “Muitos advogados são intimados de que o processo foi cadastrado no sistema SAPRE do Tribunal de Justiça, mas essa intimação, por vezes, é muito vaga e não deixa claro que é necessário dar continuidade ao procedimento”, explicou. Cleyton ressaltou que, após o cadastro, o profissional precisa tomar providências específicas para que o procedimento avance. “É indispensável que o profissional realize o preenchimento do ofício requisitório. O problema é que, muitas vezes, a comunicação não transmite esse entendimento de forma clara, o que acaba gerando atrasos no efetivo cadastramento do ofício requisitório”, pontuou, ao defender ações da OAB-MS para orientar a classe e reduzir esse tipo de entrave.

milhão, e a reabilitação do poço tubular profundo DOU-021, de R$ 1,4 milhão, ampliando a segurança hídrica da cidade. “Obras de saneamento são caras e quase invisíveis depois de prontas, mas salvam vidas”, afirmou Barbosinha, lembrando que Dourados saiu de menos de 20% para cerca de 90% de

cobertura de esgoto tratado e caminha para a universalização. O esgotamento sanitário também recebeu reforço. A Estação de Tratamento de Esgoto Laranja Doce teve a capacidade ampliada em 40 litros por segundo, com eficiência de até 80 litros por segundo, em obra de R$ 23,2 milhões.

Para atender o Hospital Regional, foram construídas uma estação elevatória de esgoto bruto, 3 mil metros de linha de recalque e 445 metros de rede coletora, num total de R$ 2,1 milhões. Outras frentes somaram R$ 2,2 milhões em 11 mil metros de rede coletora, 422 ligações domiciliares e novos

coletores nos bairros Indaiá–Olinda, Jardim Clímax e Nações. Duas ordens de serviço assinadas na visita autorizaram mais 67,7 mil metros de rede e cerca de 2,5 mil ligações nos bairros Altos do Indaiá, Santa Fé, Mônaco e Sitiocas, com investimentos de R$ 16,9 milhões.

Aposentadoria não mudou com nova reforma, mas regras de transição exigem atenção, alerta

Penélope Caixeta explica que ajustes nas regras desde 2019 impactam quem está perto de se aposentar e reforça a importância de planejamento

 Desde o fim da reforma da Previdência em 2019, muitas pessoas acreditam que a aposentadoria passou por “novas reformas” a cada ano, mas essa ideia não corresponde à realidade jurídica. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, na última segunda-feira (12), a advogada previdenciária Penélope Caixeta explicou que o que ocorre todo dia 1º de janeiro são ajustes nas regras de transição e nos parâmetros de cálculo, e não reformas inteiras.

“A gente vê muita gente falando que teve outra reforma, reforma em cima de reforma, e as pessoas acabam se confundindo. E não é isso”, esclareceu Penélope. “É a mesma reforma de 2019, que sofre alterações todos os anos no seu mecanismo de transição.”

Com o início de 2026, as regras de aposentadoria começaram a ser ajustadas novamente, o que impacta diretamente quem está próximo de se aposentar. Entre as principais mudanças, está a evolução da chamada idade mínima progressiva, uma regra de transição criada durante a reforma:

Mulheres: 59 anos e 6 meses

Homens: 64 anos e 6 meses

Tempo de contribuição: mínimo de 30 anos para mulheres e 35 anos para homens

Penélope enfatiza que essas regras “antigas” continuam valendo, mas vão se ajustando todos os anos: “Eles estabeleceram uma idade, e a cada ano ela sobe um pouco.”

Para quem não está em transição, a regra geral vigente

determina que a aposentadoria por idade exige 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com pelo menos 15 anos de contribuição ao INSS.

Um dos pontos mais sensíveis das mudanças é a situação dos trabalhadores rurais. Para quem trabalha no campo, as condições de aposentadoria são mais benéficas:

Mulheres: 55 anos

Homens: 60 anos

Tempo mínimo de contribuição: 15 anos

Penélope explicou que, por vezes, esse público encontra na certidão de casamento um documento essencial para comprovar atividade rural no início da vida produtiva, especialmente para quem começou a trabalhar ainda jovem.

Além da idade mínima e do tempo de contribuição, existe também a regra dos pontos, que soma idade e anos de contribuição:

Mulher: mínimo de 93 pontos

Homem: mínimo de 103 pontos

A cada ano, o trabalhador ganha dois pontos nesta regra, um de idade e outro de contribuição, o que pode ser vantajoso para quem ainda está na ativa.

Um dos principais alertas da advogada foi sobre a necessidade de planejamento previdenciário. “Cada caso é muito específico”, afirmou. Segundo Penélope, muitos segurados cometem o erro de escolher uma regra sozinhos, sem considerar qual opção pode resultar em um benefício maior. “Muita gente

espera seis ou oito meses a menos na fila e acaba recebendo muito menos de aposentadoria por isso”, disse. Para ela, a falta de orientação adequada pode resultar em perdas financeiras substanciais ao longo de anos. Penélope também explicou que continuar contribuindo ao INSS garante a preservação de direitos e pode proteger o trabalhador em situações adversas, como doença ou acidente. Com apenas uma contribuição anual, o segurado pode manter sua qualidade perante o sistema, possibilitando acesso a benefícios como auxílio-doença ou pensão. Sobre o valor da aposentadoria, a advogada ressaltou que ele depende do histórico contributivo de cada pessoa. A média de contribuições e eventuais descartes de salários mais baixos influenciam diretamente no cálculo do benefício, o que reforça ainda mais a importância de acompanhamento espe-

cializado.

Penélope destacou alguns dos equívocos mais frequentes na hora de pedir a aposentadoria: confiar cegamente nas simulações automáticas do INSS; não conferir pendências no extrato antes da solicitação; considerar contribuições que não foram realmente pagas; não registrar corretamente o fim de vínculos empregatícios.

“Se a pessoa não corrige essas pendências antes de dar entrada, pode acabar com uma aposentadoria muito prejudicada”, alertou.

Um ponto de destaque da entrevista foi a oportunidade de regularizar contribuições atrasadas no início do ano: até 15 de janeiro, é permitido pagar contribuições trimestrais referentes ao último trimestre do ano anterior, o que pode assegurar proteção previdenciária retroativa, um mecanismo importante para quem descobre uma condição incapacitante.

Calor persistente expõe ilhas de calor e desigualdade térmica

Mudanças climáticas, pouca arborização e uso intenso de ar-condicionado ampliam sensação térmica e pressionam saúde e conta de luz

de calor forte, com máximas em torno dos 30 ºC, mínimas acima de 20 ºC e sensação de abafamento ao longo do dia. A previsão para janeiro e fevereiro indica continuidade desse cenário, com sol, pancadas rápidas no fim da tarde e noites quentes, mesmo sem alerta oficial de onda de calor. Para o meteorologista Natálio Abraão, o que se vê hoje não é um evento isolado. “Al-

gumas situações de eventos associados a altas temperaturas indicam que a causa sejam exatamente porque as médias das temperaturas nesses últimos dez a vinte anos contribuam para potencializar esses eventos”. Segundo ele, temperaturas máximas frequentes acima de 40 ºC e 41 ºC vêm puxando as médias históricas para cima. “A comunidade científica não tem receio de falar que a causa desses eventos seja mesmo as mudanças climáticas e que

serão mais frequentes e mais devastadores”, aponta. Se o clima muda, a forma como a cidade foi ocupada ajuda a definir quem sofre mais. A arquiteta e urbanista Camila Amaro, especialista em climatologia urbana e conselheira do CAU/MS, pesquisou as ilhas de calor em Campo Grande e identificou ICU “de magnitude alta” na região central e na porção sudoeste. Ela mediu cerca de 3 ºC a mais na temperatura do ar em relação a áreas com

mais vegetação e até 12 ºC na superfície onde predominam asfalto, concreto e galpões metálicos. O contraste aparece ao longo da avenida Afonso Pena: mais ameno no trecho arborizado próximo ao Parque dos Poderes, mais quente no centro “altamente impermeabilizado” e de novo mais fresco perto da zona rural. Bairros como Aero Rancho, Los Angeles e áreas da região central apresentam ilhas de calor mais intensas, com pouca cobertura verde, drenagem precária e casas com materiais que retêm calor. “As casas geralmente possuem materiais de construção com baixa resistência térmica, ausência de forros e lajes adequados ao nosso clima, o que implica em mais acúmulo de calor ainda”, aponta Camila, que cita a regra 3-30-300 (ver três árvores da janela, ter 30% de cobertura verde

Fotos: Divulgação
Governador em exercício, Barbosinha, assina convênio ao lado de lideranças indígenas e autoridades em Dourados; investimento levará água tratada às aldeias Jaguapiru e Bororó após anos de reivindicações
Foto: Rafael Rodrigues
A advogada previdenciária Penélope Caixeta

ANA CAROLINA ALI GARCIA

Procuradora-geral do Estado

“Estamos avançando de forma estratégica para entregar um trabalho ainda melhor e mais racional”

PGE/MS aposta em modernização da dívida ativa, novo marco do processo administrativo, atuação nacional na Reforma Tributária e orientação preventiva em ano eleitoral

Aprocuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia, detalha um conjunto de transformações que vão da modernização da gestão da dívida ativa à sanção da nova Lei do Processo Administrativo, passando pela inserção nacional da PGE/MS em debates sobre Reforma Tributária e Comitê Gestor do IBS. Ela explica como a instituição tem buscado reduzir a litigiosidade com mecanismos extrajudiciais, ampliar a segurança jurídica para investimentos, preparar o Estado para o ano eleitoral de 2026 com atuação preventiva e fortalecer a cooperação federativa. Ao mesmo tempo, destaca o uso de tecnologia, a simplificação da linguagem e a aproximação com o cidadão como pilares de uma Advocacia Pública mais eficiente, previsível e comprometida com o interesse público. Confira a entrevista na íntegra:

A Crítica: Como a entrega do novo prédio da Procuradoria-Geral do Estado dialoga com os avanços institucionais consolidados ao longo do último ano e de que forma essa nova estrutura contribui para o fortalecimento da atuação da PGE/MS?

Ana Carolina: A inauguração da nova sede da Procuradoria insere-se em um contexto mais amplo de transformações institucionais vivenciadas ao longo do último ano. Mais do que a entrega de uma nova estrutura física pelo governador Eduardo Riedel e a definição de um novo endereço, para a PGE/MS, o ato simboliza o fortalecimento institucional, a valorização do serviço público e das pessoas que o concretizam diariamente. O novo espaço passa a oferecer condições mais adequadas e modernas para o exercício da Advocacia Pública, favorecendo a integração entre as áreas e a organização dos fluxos de trabalho e, com isso, impactando positivamente a produtividade. Tratase de uma estrutura que responde a uma demanda histórica da instituição e que dialoga com a evolução de suas atribuições. Esse marco se soma a um conjunto de avanços consolidados no período recente, entre os quais se destacam o fortalecimento do quadro de apoio, com a incorporação de estagiários, residentes jurídicos e assessores selecionados por critérios técnicos, o incentivo à inovação no serviço público, a adoção de soluções tecnológicas e a modernização da gestão da dívida ativa. Também merecem destaque a institucionalização de processos e procedimentos que ampliam a previsibilidade e a segurança jurídica, especialmente relevantes para o ambiente de investimentos, além da atuação estratégica no contencioso judicial, tanto em demandas de massa quanto em ações estratégicas.

Avançamos na simplificação da linguagem, com objetivo de superar barreiras de acesso ao serviço público, e ampliamos o acesso às informações e aos serviços ofertados à sociedade, por meio de iniciativas como o Projeto Simplifique, contribuindo para uma maior compreensão das orientações jurídicas pela Administração e pela sociedade. O progresso institucional observado resulta de escolhas estratégicas, planejamento e

aprimoramento contínuo da governança. A entrega do novo prédio materializa esse processo, ao oferecer suporte adequado para que a instituição siga cumprindo suas atribuições com eficiência, segurança jurídica e compromisso com o interesse público.

A Crítica: Houve mudanças implementadas no atendimento da Dívida Ativa. Na prática, quais resultados já podem ser destacados em termos de eficiência, recuperação de créditos e redução da judicialização?

Ana Carolina: A Procuradoria-Geral do Estado vem implementando um conjunto de medidas voltadas à modernização da gestão da Dívida Ativa, com foco no aprimoramento do controle dos créditos públicos, no estímulo à regularização fiscal e na redução da litigiosidade. Entre os avanços está a regulamentação de instrumentos como a Transação Tributária e não Tributária, que permite a adoção de soluções negociadas para débitos inscritos em dívida ativa, com condições ajustadas à qualificação do crédito tributário. A medida busca promover uma relação mais cooperativa e dialógica entre o Fisco e o contribuinte. No mesmo sentido, regulamentamos, de forma inédita no âmbito da Advocacia Pública dos entes subnacionais, o Pedido de Revisão de Dívida Inscrita, que possibilita a reanálise administrativa de débitos já inscritos, fortalecendo a cobrança da dívida e garantindo tratamento isonômico aos contribuintes.

A Procuradoria também ampliou e qualificou os canais de atendimento, com a implantação de postos institucionais junto ao

Avançamos na simplificação da linguagem, com objetivo de superar barreiras de acesso ao serviço público

Tribunal de Contas do Estado e à Ordem dos Advogados do Brasil, facilitando o acesso às orientações e aos serviços relacionados à dívida ativa. Somam-se a essas iniciativas a atuação institucional, juntamente com a Secretaria de Fazenda, para viabilizar Programas de Regularização Fiscal, oportunizando condições diferenciadas para a quitação de débitos tributários e não tributários, como o REFIS, o Recupera MS, a Redução de 30% do ITCD nas doações e o desconto do IPVA à vista. Ainda, o TCE ofertou o REFIC, alcançando os créditos oriundos da respectiva Corte inscritos em dívida ativa, o que demandou uma atuação conjunta para a sua efetivação.

A Crítica: No momento em que tanto se discute a alta litigiosidade em matéria tributária, ganha especial relevância a discussão sobre os mecanismos extrajudiciais. Qual deles atualmente já reflete positivamente na recuperação dos créditos?

Ana Carolina: O protesto e outros instrumentos de cobrança administrativa (tentativa de conciliação, transação tributária

ou outra vantagem na via administrativa) têm modernizado a gestão da dívida, com evidente aperfeiçoamento das atividades no âmbito da Procuradoria Estadual, da governança e do autocontrole, demonstrando que não basta exercício do controle de legalidade da dívida e sua posterior cobrança na esfera judicial, sendo necessário o impulsionamento de meios extrajudiciais. Não há dúvidas de que um instrumento que vem apresentando resultados relevantes é o protesto, contribuindo para o aumento do grau de recuperação dos créditos, a redução do tempo de cobrança e a diminuição dos custos administrativos e judiciais. Além de constituir o devedor em mora e comprovar a inadimplência, a medida é menos onerosa e mais célere para a Administração.

A Crítica: A sanção da nova Lei de Processo Administrativo representa um marco importante, já que o Estado antes utilizava outras legislações. Quais avanços essa lei trouxe para a segurança jurídica, celeridade dos processos e autonomia administrativa do Estado, especialmente sob a ótica da atuação da Procuradoria-Geral?

Ana Carolina: A sanção da Lei nº 6.490, de 2025, representa um avanço significativo na organização e modernização do processo administrativo no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul. Ao instituir normas gerais aplicáveis a todos os órgãos do Poder Executivo, o Marco do Processo Administrativo Estadual confere maior padronização, previsibilidade e segurança jurídica à atuação administrativa, beneficiando tanto a Administração Pública quanto os cidadãos.

Antes da nova legislação, o Estado contava com regramentos pontuais e atos infralegais. Com a lei, passam a estar claramente definidos direitos, deveres, prazos e garantias processuais, fortalecendo princípios fundamentais como o contraditório, a ampla defesa, a aplicação da norma mais benéfica e a vedação à dupla punição pelo mesmo fato.

A norma também incorpora instrumentos de modernização, como a adoção prioritária do meio eletrônico e a possibilidade de utilização de inteligência artificial em decisões administrativas, sempre observados os limites legais, contribuindo para maior celeridade e eficiência dos procedimentos. Além disso, estimula a resolução consensual de conflitos, por meio da celebração de acordos entre a Administração e os administrados, aproximando o Estado da sociedade. Outro aspecto relevante é a harmonização do processo administrativo com o Código de Processo Civil, ao prever, por exemplo, a contagem de prazos em dias úteis, a cooperação institucional e a suspensão dos prazos administrativos nos mesmos períodos dos prazos judiciais. A lei também reforça a transparência ao disciplinar mecanismos de participação social, como consultas e audiências públicas.

A Crítica: Em 2025, a atuação da PGE/MS extrapolou os limites do Estado, com maior protagonismo em fóruns nacionais e no debate jurídico

federativo. De que forma essa inserção nacional se traduz em ganhos concretos para Mato Grosso do Sul?

Ana Carolina: A atuação da PGE/MS em debates nacionais tem como principal objetivo qualificar a defesa dos interesses do Estado e antecipar impactos jurídicos relevantes para a Administração Pública Estadual. A participação ativa em espaços como o CONPEG (Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal) e o CONAP (Conselho Nacional da Advocacia Pública Fiscal) permite o alinhamento institucional, a troca de experiências e a construção de posições técnicas comuns sobre temas federativos relevantes. No mesmo sentido, a participação da Advocacia Pública nos debates relacionados à Reforma Tributária, por meio de grupos de trabalho e junto ao Presidente do CGIBS (Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços), Secretário de Fazenda Flávio Cesar, contribui para que o Estado acompanhe de forma qualificada as mudanças estruturais do sistema tributário nacional, avalie seus impactos e se prepare para a implementação das novas regras, com maior segurança jurídica e previsibilidade.

De forma complementar, a atuação no âmbito da Comissão Especial do Supremo Tribunal Federal que tratou do Marco Temporal, com a participação da Procuradoria por meio do CONPEG, ao lado do Governador Eduardo Riedel, representante do Fórum de Governadores, assegurou o acompanhamento técnico de temas constitucionais de alto impacto para o Estado de Mato Grosso do Sul.

Essas frentes de atuação nacional se traduzem em ganhos concretos ao subsidiar a tomada de decisões do Poder Executivo Estadual e assegurar que os interesses do Estado sejam considerados em debates jurídicos estratégicos de alcance nacional.

A Crítica: Qual tem sido o papel da Advocacia Pública, especialmente por meio do CONPEG e do CONAP, na consolidação desse novo arranjo e na defesa dos interesses dos Estados e dos contribuintes?

Ana Carolina: A Emenda Constitucional nº 132, que altera o Sistema Tributário Nacional inaugurou uma nova era para o federalismo brasileiro, ao instituir um órgão comum para a gestão fiscal, abrangendo todos os estados e municípios. No dia 13 de janeiro de 2026, restou sancionado o Projeto de Lei Complementar nº 108, que regulamenta esse órgão: o Comitê Gestor do IBS. Essa entidade possui competência legislativa, para editar regulamento único; competência financeira, para arrecadar o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), compensar e distribuir aos Estados, ao Distrito Federal

e aos Municípios; e competência judicial, para uniformizar a interpretação e a aplicação da legislação do IBS e decidir o contencioso administrativo.

A cobrança extrajudicial, após o encaminhamento da administração fazendária para as PGEs, bem como a representação administrativa e a representação judicial relativas ao IBS, serão realizadas pelas Procuradorias dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que poderão, voluntariamente e no interesse do ente, definir hipóteses de delegação ou de compartilhamento de competências, cabendo ao Comitê Gestor a coordenação dessas atividades administrativas, com vistas à integração entre os entes fede-

A verdade é que toda essa mudança no sistema tributário nacional coloca União, Estados, DF e Municípios na mesma mesa

rativos.

Consta, ainda, que, no âmbito do Comitê Gestor e na representação deste, as atividades típicas da Administração Tributária e das Procuradorias serão realizadas pelos servidores efetivos integrantes dessas carreiras. A Advocacia Pública, por intermédio do Colégio Nacional de PGE’s e do CONAP, cuja vice-presidência assumimos, representando as procuradorias estaduais e do Distrito Federal, tem participado desse processo com foco na legalidade tributária, enquanto direito do contribuinte e dever do Estado; na segurança jurídica; na simplicidade para quem recolhe e litiga; na transparência para o consumidor e o empresário; e no fortalecimento do controle social sobre a carga tributária.

A Crítica: Considerando que 2026 será um ano eleitoral, como a PGE/MS vem se preparando para orientar gestores e evitar riscos jurídicos e administrativos em um cenário naturalmente mais sensível?

Ana Carolina: A preparação da PGE/MS para o ano eleitoral de 2026 está pautada por uma atuação no campo preventivo para garantir segurança jurídica aos gestores públicos estaduais e o adequado funcionamento da máquina administrativa, que não para nesse período. Nesse contexto, a Procuradoria estruturou um conjunto de medidas voltadas à uniformização de orientações e ao esclarecimento de dúvidas recorrentes, a começar pela disponibilização do Calendário Eleitoral, que consolida, de forma sistematizada, os principais prazos, vedações legais e restrições decorrentes da legislação eleitoral e da

Lei de Responsabilidade Fiscal. O Manual de Conduta Eleitoral 2026, em fase de finalização, complementa esse trabalho ao reunir diretrizes objetivas e fundamentos jurídicos aplicáveis à atuação de gestores e servidores durante o período eleitoral. Outro instrumento adotado é o Plantão Tira-Dúvidas Eleitoral, que funcionará como canal institucional de orientação jurídica voltado aos gestores dos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual direta e indireta, destinado ao esclarecimento de dúvidas pontuais e de menor complexidade sobre a aplicação da legislação eleitoral. Nos casos em que a situação exigir análise mais aprofundada, o gestor será orientado quanto à necessidade de adoção do procedimento adequado para a solicitação de parecer jurídico.

A centralização dessas informações em ambiente próprio no site institucional da PGE/MS reforça a transparência, facilita o acesso às orientações e contribui para uma atuação administrativa uniforme. Dessa forma, a Procuradoria-Geral do Estado cumpre seu papel de assessoramento jurídico, atuando de maneira proativa para fortalecer a legalidade, a responsabilidade fiscal e a segurança dos atos administrativos ao longo do ano eleitoral.

A Crítica: Como representante de todas as Procuradorias Estaduais e do Distrito Federal no CONAP, de que forma sua atuação tem contribuído para alinhar boas práticas nacionais à realidade estadual?

Ana Carolina: O CONAP nasceu da conscientização de que para a reforma da tributação sobre o consumo prosperar no Brasil será necessária a cooperação institucional e externou o compromisso das Procuradorias com a modernização de suas estruturas.

A verdade é que toda essa mudança no sistema tributário nacional coloca União, Estados, DF e Municípios na mesma mesa para pensar em novos caminhos e superar os desafios de tirar do papel as normas construídas no parlamento brasileiro, as quais têm um imenso impacto político e social, e colocá-las em prática.

No âmbito da Advocacia Pública temos encarado a Reforma e o ambiente do CGIBS como uma oportunidade de aperfeiçoarmos nossas atividades, a governança e o autocontrole, e sabemos que isso só será possível mediante uma atuação conjunta das procuradorias e administrações tributárias. O ato coletivo selado no Parlamento Brasileiro no ano de 2025 com a constituição do CONAP nos encoraja a acreditar que estamos avançando de forma estratégica para entregar um trabalho ainda melhor, mais eficiente e racional para a sociedade sul-mato-grossense e a sociedade brasileira como um todo. Esse é o nosso propósito.

Museu do videogame lota o Bosque dos Ipês nas férias em Campo Grande

Grupo Demônios da Garoa celebra 80 anos em show em Campo Grande

Grupo se apresenta em 28 de março, no Palácio Popular da Cultura, com clássicos como Trem das Onze; Ingressos já à venda

O grupo Demônios da Garoa, um dos nomes mais tradicionais da música popular brasileira, traz a Campo Grande o show em comemoração aos 80 anos de carreira. A apresentação está marcada para o dia 28 de março, no Palácio Popular da Cultura, e promete uma noite de nostalgia e celebração da cultura nacional.

Com oito décadas de história, o Demônios da Garoa segue alcançando diferentes gerações com canções que ajudaram a construir a identidade musical do país. No show na capital sul-mato-grossense, o público deve encontrar um repertório marcado por suces-

sos e um clima intimista. O cenário terá painéis de LED, pensados para criar uma interação mais sensorial entre banda e plateia. Entre as músicas previstas estão clássicos como “Trem das Onze”, “Saudosa Maloca”, “Tiro ao Álvaro” e “Naquela Mesa”, canções que atravessam o tempo e continuam presentes na memória afetiva dos brasileiros. A proposta do show comemorativo é revisitar a trajetória do grupo por meio de seus principais sucessos. A combinação de cenário intimista com o uso de painéis de LED busca aproximar ainda mais o público dos artistas, reforçando a

SERVIÇO:

SHOW DEMÔNIOS DA GAROA

Valores dos Ingressos do 1º lote

No primeiro lote, os valores dos ingressos estão divididos por setor, com opção de inteira e meia-entrada:

Setor B: R$ 300 (inteira) | R$ 150 (meia)

Setores A e C: R$ 270 (inteira) | R$ 135 (meia)

Setor E: R$ 250 (inteira) | R$ 125 (meia)

Setores D e F: R$ 220 (inteira) | R$ 110 (meia)

A meia-entrada segue a legislação vigente, contemplando os públicos que têm direito ao benefício conforme as normas estabelecidas.

ligação afetiva construída ao longo de 80 anos de estrada.

A apresentação em Campo Grande insere a cidade na turnê especial que marca essa data simbólica para o Demônios da Garoa, que mantém

viva uma parte importante da história do samba e da música popular brasileira.

Ingressos e pontos de venda Os ingressos para o show

estão à venda pela internet e em ponto físico. Pela web, as entradas podem ser adquiridas no site www.pedrosilvapromocoes.com.br. Quem preferir comprar presencialmente pode procurar

o stand no Comper Jardim dos Estados (ao lado da loja O Boticário), de segunda a sábado, das 13h às 19h. Informações adicionais podem ser obtidas pelo WhatsApp no número (67) 99296-6565.

Demônios da Garoa

Streaming seleciona até 20 obras cinematográficas de Mato Grosso do Sul

REPRODUÇÃO

O

Plataforma Itaú Cultural Play abre chamamento para produções do Centro-Oeste e Norte, com inscrições gratuitas até 23 de abril de 2026

„ Produtores e realizadores de Mato Grosso do Sul têm uma nova vitrine para exibir seus filmes. A Itaú Cultural Play, plataforma gratuita de streaming dedicada ao cinema brasileiro, abriu um chamamento público para selecionar obras audiovisuais de MS e de outros estados do Centro-Oeste e do Norte do país. Até 20 produções serão escolhidas para integrar o catálogo entre 2026 e 2027, com licenciamento remunerado.

As inscrições são gratuitas e seguem abertas até às 18h do dia 23 de abril de 2026, exclusivamente pelo site do Itaú Cultural. Podem participar obras produzidas em Mato Grosso do Sul, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

O edital aceita diferentes formatos: curtas, médias e longas-metragens, além de séries e webséries, tanto de ficção quanto documentais.

Não há restrições quanto ao ano de produção, tema, gênero narrativo, proposta estética ou público-alvo, o que amplia o leque para produções independentes e projetos já concluídos, mas ainda pouco exibidos.

A seleção será feita por uma comissão definida pelo Itaú Cultural. Entre os critérios, estão originalidade artística, uso criativo da linguagem audiovisual, novas formas de

contar histórias e o diálogo das obras com os territórios e realidades regionais onde foram concebidas. A ideia é valorizar narrativas que retratem, a partir de diferentes olhares, a diversidade cultural e social do Centro-Oeste e do Norte. Para que uma produção seja considerada da região Centro-Oeste, o regulamento estabelece alguns parâmetros: a obra precisa ter sido majoritariamente produzida nesses estados; ser realizada ou coproduzida por empresas com sede e atuação comprovada nos locais participantes; ou ter vínculo autoral com realizadores que comprovem nascimento, residência ou atuação profissional nesses territórios.

As obras selecionadas passarão a integrar o catálogo da Itaú Cultural Play em 2026 e 2027, dentro da política editorial da plataforma, com licenciamento remunerado.

Os responsáveis pelos projetos escolhidos serão contatados diretamente pela equipe do Itaú Cultural ao longo desse período.

O regulamento completo, com todas as regras, critérios detalhados e condições de licenciamento, será disponibilizado no site oficial da instituição, onde também é feito o envio das produções interessadas em participar do processo de seleção.

Museu do videogame lota o Bosque dos Ipês nas férias em Campo Grande

Com entrada gratuita, 15ª edição do Museu do Videogame Itinerante reúne consoles de todas as épocas e torneios diários no shopping

A 15ª edição do Museu do Videogame Itinerante abriu as portas no sábado (10), às 14h45, na praça central do Shopping Bosque dos Ipês, e já começou com grande movimento. Famílias, jovens e adultos ocuparam o espaço nas primeiras horas de funcionamento, confirmando a atração como um dos principais programas de férias na Capital. O evento segue até o dia 1º de fevereiro.

Mais do que uma exposição, o evento convida o público a jogar. Em vez de vitrines, os consoles estão ligados e prontos para uso, permitindo reviver clássicos, conhecer aparelhos mais antigos e testar videogames atuais sem pagar nada.

O acervo instalado no Bosque dos Ipês reúne aparelhos que contam a história dos videogames, do Magnavox

SHOW

Odyssey, de 1972, considerado o primeiro videogame do mundo, ao Nintendo Switch 2, lançado em 2025. Entre eles, estão ícones que marcaram épocas e gerações.

Segundo o curador do Museu do Videogame Itinerante, Cleidson Lima, o grande atrativo está na experiência prática. “Não é uma exposição apenas para ver, é uma exposição para jogar. O público encontra desde Atari, Nintendinho, Master System, Mega Drive, Super Nintendo, até toda a família PlayStation e Xbox. São centenas de videogames totalmente gratuitos”, explica.

O formato aproxima diferentes idades no mesmo espaço. Pais reencontram jogos da infância enquanto crianças e adolescentes descobrem como era jogar em consoles que hoje são considerados clássicos.

O Museu do Videogame já tinha registrado bom público em sua passagem anterior pelo Bosque dos Ipês. No ano passado, cerca de 200 mil pessoas visitaram o evento em 16 dias. Agora, a mostra foi ampliada e ocupa todo o mês de férias, com nove dias a mais de programação. A expectativa é ultrapassar o número de visitantes da última edição. Para Cleidson Lima, essa é uma oportunidade de reunir famílias em torno da história dos jogos eletrônicos. “No ano passado, tivemos cerca de 200 mil visitantes em 16 dias aqui no Bosque dos Ipês. Este ano, o evento acontece durante todo o mês de férias, com nove dias a mais de programação, então a expectativa é superar esse número. É uma oportunidade para pais e filhos se reunirem em família e viverem a história dos videogames juntos”, afirma. Além das estações livres, a programação inclui torneios diários em consoles clássicos. As competições acontecem

todos os dias, a partir das 18h durante a semana e a partir das 16h aos fins de semana. Os campeonatos são disputados em jogos que marcaram época, com destaque para Mortal Kombat, um dos preferidos do público 30+. As partidas resgatam o clima de locadora e fliperama, agora em um ambiente estruturado dentro do shopping, com torcida, disputa e muita nostalgia.

O Museu do Videogame Itinerante funciona de segunda a sábado, das 15h às 21h, e aos domingos, das 14h às 20h, na praça central do Shopping Bosque dos Ipês. A entrada é gratuita e não há necessidade de cadastro ou ingresso.

“A entrada é gratuita e não há burocracia. ‘É só chegar, jogar e se divertir’”, resume o curador.

Com a forte adesão já no primeiro dia, o evento reforça o Bosque dos Ipês como um dos principais pontos de lazer e entretenimento das férias em Campo Grande, reunindo nostalgia, tecnologia e diversão para todas as idades.

Autódromo recebe visita técnica para mega show do Guns N’ Roses em abril

Produtora Mercury Concerts inspeciona Autódromo Orlando Moura, rede hoteleira e estrutura da Capital para apresentação em 9 de abril de 2026

„ Campo Grande entrou de vez na rota da nova turnê do Guns N’ Roses no Brasil com a visita técnica da Mercury Concerts, responsável pelos shows da banda no país. A equipe da produtora esteve na Capital na terça-feira (13) para conhecer o Autódromo Orlando Moura, onde o grupo se apresenta em 9 de abril de 2026, e avaliar a infraestrutura da cidade para receber a superprodução. Os representantes vieram de São Paulo para uma visita de produção que incluiu reconhecimento técnico do espaço do evento, visitas operacionais

e levantamento de informações para os projetos de montagem, logística, sonorização, iluminação e cenografia do show. Além do autódromo, a equipe da Mercury conheceu hotéis e pontos estratégicos da Capital Morena. Esta foi a primeira visita da produtora a Campo Grande, o que reforça o cuidado no planejamento de uma turnê internacional que deve atrair fãs de Mato Gros-

so do Sul, de estados vizinhos e até

da

Digital. Também há ponto de venda físico no Shopping Bosque dos Ipês,

Museu do Videogame Itinerante lota Bosque dos Ipês com consoles clássicos, torneios diários e entrada gratuita em Campo Grande.
Equipe da Mercury Concerts faz visita técnica ao Autódromo Orlando Moura, em Campo Grande, que recebe show do Guns N' Roses em 9 de abril de 2026
Bilheteria
chamamento da Itaú Cultural Play seleciona até 20 obras de cinema de MS e outras regiões para integrar o catálogo de streaming em 2026 e 2027.

Em assentamento no interior do MS, confeiteira transforma sonho em renda com apoio do Sebrae

Moradora do assentamento Novo

Modelo profissionaliza produção de bolos e biscoitos, garante 70% da renda da família e planeja crescer em 2026

No assentamento Novo

Modelo, em Ribas do Rio Pardo, a rotina de forno aceso virou também sinônimo de negócio próprio. A empreendedora Rosilda dos Santos Araújo transformou a paixão antiga por fazer pães, bolos e biscoitos em fonte de renda após receber apoio do projeto Geração de

produção como um negócio. Com a chegada do projeto à comunidade, ela passou por capacitações e acompanhamento que mostraram caminhos para profissionalizar o trabalho. Durante o curso, Rosilda aprendeu sobre escolha de ingredientes, pesagem correta, técnicas de preparo, padroni-

ingredientes e as quantidades corretas”, conta. Com mais conhecimento, ela decidiu colocar a mão na massa de forma profissional. Passou a produzir bolos e biscoitos para venda e, em outubro de 2025, participou de uma feira interna em uma unidade da Suzano. Saiu de lá com a produção de biscoitos esgotada, um indicativo claro de que havia mercado para o que fazia. Hoje, cerca de 70% da renda familiar vem da confeitaria. Rosilda vende para clientes fixos em Ribas do Rio Pardo, especialmente órgãos públicos,

A produção de alimentos se tornou geração de renda no Vale da

Renda no Vale da Celulose, realizado pelo Sebrae/MS em parceria com a Suzano. Antes da participação na iniciativa, a vontade de empreender já existia, mas faltavam qualificação técnica e segurança para organizar a

MÚSICA

zação de receitas e cuidados com qualidade e segurança alimentar. “Sempre gostei de empreender e sempre amei produzir alimentos, mas eu não tinha qualificação. Hoje sei fazer do jeito certo, com as ferramentas certas, usando os

participa da Feira Central duas vezes por semana e também da feirinha que acontece dentro da fábrica de celulose duas vezes por mês, atendendo colaboradores que se tornaram fregueses fiéis. “É muito gratificante ver as pessoas voltando, elo -

ARTESANATO

Lagum volta à Capital com show em março

FOTO: DIVULGAÇÃO

Banda mineira se apresenta em 8 de março de 2026, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, com repertório do disco As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo

„ A banda Lagum confirmou retorno a Campo Grande para um show no dia 8 de março de 2026, um domingo, às 20h, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. A apresentação integra a turnê do álbum “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo”, lançado em maio de 2025. Os ingressos já estão à venda pela Bilheteria Digital, com valores a partir de R$ 120. No palco, o grupo mineiro deve apresentar o repertório do novo trabalho, que reúne 10 faixas inéditas e foi pensado para refletir a energia dos shows ao vivo, com temas ligados ao cotidiano urbano e à vida nas grandes cidades. Para o vocalista Pedro Calais, a fase atual consolida a trajetória

da Lagum. “Este foi um ano muito grandioso para a Lagum. Levamos nosso show a cidades onde nunca havíamos tocado, tivemos a melhor estreia da nossa carreira nos streamings com o novo álbum e ainda abrimos a turnê do Imagine Dragons”, afirma. Formada em 2014, em Brumadinho (MG), e com forte ligação com Belo Horizonte, a banda é composta por Pedro Calais (vocal), Otávio Cardoso, Francisco Jardim e Gabriel Filgueira. A Lagum transita entre rock, pop, indie e reggae e soma três indicações ao Grammy Latino, além de discos como “Seja o Que Eu Quiser” (2016), “Coisas da Geração” (2019) e “Memórias (De Onde Eu Nunca Fui)” (2021).

SHOW: LAGUM – TURNÊ 2026

Data: 8 de março de 2026 (domingo) - Horário: 20h

Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo

Ingressos: a partir de R$ 120

Vendas: Bilheteria Digital (site e aplicativo)

giando e indicando. Isso me dá força para continuar”, afirma. Os planos para os próximos anos incluem continuar estudando. Em 2026, ela pretende buscar novos cursos, se aperfeiçoar na confeitaria e investir em divulgação, criando um nome para o negócio e ampliando a presença nas redes sociais. Outra frente em construção é coletiva: junto com outras 15 mulheres da zona rural, Rosilda sonha em estruturar uma associação voltada à produção de alimentos sem glúten e sem lactose, de olho em um nicho de mercado em crescimento. “O Sebrae, na minha vida, é um grande professor. Ele me ensina o que eu preciso para

empreender de forma correta. Sou muito grata a Deus e ao Sebrae”, resume. Além de orientar empreendedoras como Rosilda, o Sebrae/MS também apoia a regularização da associação do assentamento Novo Modelo. A ideia é preparar o grupo para acessar novos mercados e ampliar a possibilidade de fornecimento contínuo de produtos, inclusive para a Prefeitura, fortalecendo o desenvolvimento da comunidade rural. O caso de Rosilda é um exemplo do impacto do projeto Geração de Renda no Vale da Celulose, realizado ao longo de 2025 em Brasilândia, Cassilândia, Ribas do Rio Pardo e Três

Lagoas. Em Ribas, o projeto durou quatro meses e atendeu 25 mulheres, com capacitações em comportamento empreendedor, autoestima, vendas, precificação, marketing digital e outros temas ligados à gestão de pequenos negócios. As participantes também receberam mentorias individuais, nas quais puderam mapear oportunidades, ajustar processos e organizar melhor a produção e as vendas. A ação integra a estratégia de inclusão produtiva do Sebrae/MS por meio do programa Sebrae Plural, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado, via Secretaria de Estado da Cidadania (SEC).

Fundação de Cultura abre vagas para artesãos em feiras nacionais em 2026

Seleção da Fundação de Cultura de MS oferece espaços coletivos em eventos de Brasília, SP, PE, CE e RJ

„ A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul está com inscrições abertas para artesãos, mestres artesãos, associações, cooperativas e grupos de produção interessados em participar de cinco importantes feiras nacionais de artesanato em 2026. A seleção é coordenada pelo Programa do Artesanato Brasileiro no Estado e garante espaços coletivos para divulgar o artesanato sul-mato-grossense em diferentes regiões do país.

As vagas são destinadas a quem atua com produção artesanal no Estado e quer ampliar a visibilidade do próprio trabalho, acessar novos mercados e

fortalecer as vendas. As feiras contempladas reúnem grande público, lojistas, turistas e compradores do setor, sendo consideradas vitrines estratégicas para negócios e para a promoção da identidade cultural de Mato Grosso do Sul.

As inscrições devem ser feitas pela Plataforma de Oportunidades da Suzano, conforme edital disponível. Cada evento tem prazos, condições e critérios específicos, por isso é fundamental que os interessados leiam atentamente as regras antes de se inscrever, incluindo documentação exigida e formato de participação.

Segundo a Fundação, a iniciativa busca não só impulsionar a comercialização, mas também valorizar quem preserva técnicas tradicionais e transforma matérias-primas em peças que representam a cultura sul-mato-grossense em território nacional.

Feiras nacionais de artesanato 2026

■ 21º Salão do Artesanato Raízes Brasileiras – Brasília (DF) Período: 1º a 5 de abril de 2026

Espaço reservado para MS: 50 m²

■ 22º Salão do Artesanato Raízes Brasileiras – São Paulo (SP)

Período: 13 a 17 de maio de 2026

Espaço reservado para MS: 50 m²

■ 26ª Fenearte – Feira Nacional de Negócios do Artesanato – Olinda (PE)

Período: 8 a 19 de julho de 2026

Espaço reservado para MS: 36 m²

■ 8ª Fenacce – Feira Nacional de Artesanato e Cultura – Fortaleza (CE)

Período: 7 a 13 de setembro de 2026

Espaço reservado para MS: 50 m²

■ 1ª Arpoarte – Festival de Arte Popular e Artesanato Brasileiro – Rio de Janeiro (RJ) Período: 25 a 29 de novembro de 2026

Espaço reservado para MS: 50 m²

FOTO: DIVULGAÇÃO
Celulose
Rosilda leva produção de biscoitos à feira interna da Suzano
Lagum traz a turnê do álbum "As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo" a Campo Grande em 8 de março de 2026.
Um dos eventos é a Feira Nacional de Artesanato e Cultura do Ceará (Fenacce)

AMPLIAÇÃO

A Ford confirmou que a picape Ranger terá versões cabine simples e chassi no Brasil em 2026. O anúncio foi feito pelo presidente da Ford América do Sul, Martín Galdeano. A novidade atende ao mercado de trabalho e ao setor agrícola, com foco em maior capacidade de carga e instalação de implementos. Também estão previstas as versões Tremor e a Ranger híbrida plug-in para os próximos anos.

Uma semana com o Citroën C3 Aircross XTR 2026 na garagem do Jornal A Crítica

O SUV de sete lugares mais acessível do Brasil mostrou equilíbrio, conforto e uma proposta clara durante a avaliação da redação

Na primeira semana de janeiro de 2026, o Citroën C3 Aircross XTR passou alguns dias na garagem do Jornal A Crítica. A convivência permitiu avaliar o carro longe do discurso comercial, no uso real do dia a dia. A impressão geral foi positiva. O modelo entrega exatamente o que promete e deixa claro para quem ele foi pensado. A versão XTR estreia como topo da linha 2026 e reforça o principal argumento do Aircross. Oferecer sete lugares, motor turbo e visual de SUV por um preço mais baixo que qualquer concorrente direto.

Visual funcional e identidade própria

O C3 Aircross XTR aposta em um visual simples e bem resolvido. Os para-choques em tom cinza mais escuro, os detalhes em preto brilhante e as inserções em verde ajudam a diferenciar a versão. As rodas de liga leve de 17 polegadas, com pneus de uso misto, reforçam a proposta aventureira.

O conjunto não chama atenção pelo luxo, mas transmite robustez e coerência com a proposta do carro.

Motor turbo que dá conta do recado

O SUV usa o motor 1.0 turbo flex T200, com até 130 cavalos, aliado ao câmbio CVT. No uso diário, o conjunto mostrou bom fôlego no trânsito e respostas adequadas em retomadas e ultrapassagens.

A condução é tranquila, com foco no conforto. Não há esportividade, mas sobra previsibilidade, algo valorizado em um carro familiar.

Conforto como ponto forte Durante a semana de testes, o conforto se destacou. A suspensão absorve bem buracos e irregularidades do asfalto, realidade comum nas cidades brasileiras. O vão livre do solo ajuda a encarar lombadas e rampas sem preocupação. Em curvas, a carroceria inclina mais, mas sempre de forma segura e previsível.

Interior honesto e bem aproveitado

O acabamento interno é simples, com predominância de plástico duro, compensado por boa montagem. Na

Multimídia e espaço para a família

A central multimídia de 10 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, funcionou de forma estável. O sistema de som, com seis alto-falantes, agradou durante a avaliação. Na segunda fileira, o espaço é bom.

A terceira fileira atende crianças ou uso ocasional por adultos. Com sete lugares em uso, o porta-malas é pequeno, mas ao rebater os bancos extras o espaço cresce e se torna funcional.

Preço define o pacote

O Citroën C3 Aircross XTR 2026 custa R$ 131.990 na compra online. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem. Dentro do mercado, versão XTR, os bancos revestidos em couro com costuras verdes elevam a percepção visual.

A posição de dirigir é alta e oferece boa visão da via. O painel digital e o volante multifuncional cumprem bem o papel no uso cotidiano.

segue como a opção de sete lugares mais acessível.

Após uma semana de convivência, o C3 Aircross XTR deixou uma impressão clara para a equipe do Jornal A Crítica. Não é um carro de luxo nem pretende ser. Seu mérito está em oferecer espaço, conforto, motor turbo e preço competitivo. Para quem precisa de sete lugares e busca uma solução racional, o modelo se mostra uma escolha coerente e bem ajustada à realidade brasileira.

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