Folia de Reis Às margens do Rio Miranda, em Bonito, a Comunidade Quilombola Águas do Miranda continua a celebração neste domingo (11), da 39ª edição da Festa da Folia de Reis, uma das manifestações culturais mais antigas e simbólicas de Mato Grosso do Sul. Hoje a programação começa às 8h com atividades no Teatro da Sanesul, em Bonito e se encerra às 19h com festividades.
Museu do Videogame
Itinerante
O Shopping Bosque dos Ipês está com uma experiência que vai além da exposição tradicional. A programação do museu inclui consoles históricos, jogos clássicos e atuais, torneios diários, apresentações especiais como o Arcade in Concert e a participação do vice-campeão mundial de Just Dance nas seletivas realizadas em Mato Grosso do Sul. A programação vai até o dia 1º de fevereiro.
Capital foca no equilíbrio das contas e na capacidade de atrair investimentos
Prefeita Adriane reorganiza a casa com novos secretários e traça metas para 2026, apostando em gestão fiscal responsável e mais investimentos
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou que a cidade vive um “novo momento de responsabilidade fiscal” e que a revisão do desconto de 20% no pagamento à vista do IPTU faz parte desse esforço. Segundo ela, o reajuste
aplicado em 2026 é apenas inflacionário, limitado à correção de 5,32% em relação ao ano anterior, e tem como objetivo preservar a saúde financeira do município, sem recorrer a medidas que comprometam a arrecadação e os investimentos.
Adriane destacou que o cenário atual é diferente da época em que a prefeitura podia conceder abatimentos maiores. Citou que grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, praticam descontos menores no pagamento em cota única e reforçou que Campo Grande hoje está sob um Plano de Equilíbrio Fiscal, com corte de despesas e busca por aumento de receita. “É um trabalho técnico, sério, para garantir que a cidade continue crescendo sem colocar
em risco as finanças públicas”, afirmou. A prefeita também enfatizou que a mudança vem acompanhada de transparência e espaço para diálogo com o contribuinte. Ela lembrou que eventuais erros de lançamento podem ser contestados e que equipes da Central do Cidadão, auditores e técnicos da prefeitura estão à disposição para revisar casos específicos e orientar a população. Na última semana Adriane consolidou a reestruturação ad-
ministrativa com a nomeação de novos secretários: Isaac José de Araújo assume a Fazenda, responsável por consolidar o ajuste das contas; Marcelo Luiz Brandão Vilela retorna à Saúde, com foco na reorganização da atenção primária e dos serviços; e Ulisses Silva Rocha passa a comandar a Secretaria de Governo. A prefeita afirmou que as mudanças reforçam o compromisso da gestão com responsabilidade fiscal e melhoria da qualidade dos serviços públicos.
Metade dos deputados federais de MS
já indica que deverá disputar reeleição
VEJA NA PÁGINA 5•A
Acrissul alerta para taxas impostas por Estados Unidos, Japão e México e defende resposta firme do País
Cassems tem melhor nota entre os planos de saúde em MS pelo 3º ano seguido
Inscrições para concurso da Assembleia de MS começam segunda
Perito com 25 anos de carreira assume comando da Polícia Científica em MS
CNH de bom motorista será renovada automaticamente Riedel assume comando de consórcio e ganha vitrine nacional no
Com Maduro preso, Brasil tenta equilibrar riscos em novo tabuleiro global
Queda do regime venezuelano altera a geopolítica e pressiona o país a definir estratégia para petróleo, energia e contas públicas
A prisão de Nicolás Maduro por tropas americanas, no último fim de semana, redesenhou o mapa político e econômico da América Latina. A operação, realizada em Caracas, intensificou a disputa entre Estados Unidos e China — principais parceiros comerciais do Brasil — e abriu uma nova fase de incerteza global, com impacto direto sobre o petróleo, a inflação e os investimentos no país.
Com o colapso do chavismo, a Venezuela pode retomar rapidamente a produção de petróleo e se tornar concorrente direta do Brasil. Analistas apontam que um aumento na oferta tende a reduzir o preço internacional do barril, o que pressiona a receita da Petrobras e de outras petroleiras nacionais. Ao mesmo tempo, o retorno das empresas americanas ao setor pode fortalecer a influência de Washington na região e mudar alianças diplomáticas.
O novo cenário também traz
oportunidades. Com a corrida por energia limpa e minerais estratégicos — essenciais para a indústria de chips e inteligência artificial — o Brasil surge como fornecedor de peso. O país tem reservas expressivas de terras raras e matriz energética diversificada, capaz de atrair investimentos em tecnologia e infraestrutura. Mas especialistas alertam que a instabilidade política e o descontrole fiscal podem afastar investidores. Em meio à reorganização global, o governo brasileiro enfrenta o desafio de preservar credibilidade econômica e estabilidade institucional. Com petróleo mais barato e juros em queda no exterior, o país precisa mostrar responsabilidade nas contas públicas para manter o crescimento. Sem reformas e previsibilidade, o Brasil corre o risco de perder o momento histórico em que a geopolítica o coloca no centro das atenções.
Após veto de Lula, futuro dos condenados do 8 de janeiro volta a depender do Congresso
Presidente barrou projeto que reduzia punições e afirmou que medida representa uma vitória da democracia; parlamentares ainda podem reverter decisão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto aprovado pelo Congresso que reduzia as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi anunciada durante cerimônia em de-
CNH de bom motorista será renovada automaticamente para quem não tem multa
Benefício vale para condutores cadastrados em lista positiva, com 12 meses sem infrações; regra tem limite de idade e exceções médicas
Motoristas que mantêm ficha limpa no trânsito passarão a ter a carteira de habilitação renovada de forma automática, digital e gratuita. A nova regra vale para condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) que completarem 12 meses sem nenhuma infração. Nesses casos, a CNH será atualizada diretamente no sistema da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e disponibilizada no aplicativo CNH Brasil, sem necessidade de ir ao Detran, pagar taxa ou refazer exames presenciais. Para ter direito ao benefício, o motorista precisa autorizar sua inclusão no cadastro positivo pelo próprio aplicativo CNH Brasil, na opção “Condutor” e, em seguida, “Cadastro Positivo”. A partir daí, se não receber multas em um ano, a renovação passa a ser automática. Os prazos de validade da CNH permanecem os mesmos: 10 anos para condutores com menos de 50 anos, 5 anos entre 50 e 69 anos e 3 anos a partir dos 70 anos. Quem tem mais de 70 anos, porém, não poderá ter a carteira renovada automaticamente, mesmo sem infrações, e condutores com validade reduzida por orientação médica também ficam fora. Para quem tem 50 anos ou mais, a renovação automática será permitida apenas uma vez. O governo federal também definiu valor de referência para exames médicos e psicológicos, que antes eram fixados por cada Detran e, em alguns estados, passavam de R$ 400.
Outra mudança é que essas avaliações poderão ser feitas por profissionais autorizados pela Senatran, não mais exclusivamente pelos credenciados dos Detrans estaduais. Em paralelo, a legislação ampliou as opções de emissão da CNH: o documento físico passa a ser opcional, e o motorista poderá escolher entre usar apenas a versão digital, manter só a impressa ou ter as duas, economizando o custo da confecção do plástico, que em alguns estados chega a R$ 100.
As medidas fazem parte de um pacote de mudanças que também flexibilizou a obtenção da primeira habilitação, retirando a obrigatoriedade de autoescolas e reduzindo a carga horária das aulas teóricas e práticas. O governo argumenta que o objetivo é baratear e simplificar o processo, premiando o bom condutor. Críticos, por outro lado, levantam dúvidas sobre os impactos das mudanças na formação dos motoristas e na segurança no trânsito.
fesa da democracia, no Palácio do Planalto, que marcou os três anos da invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Lula afirmou que o veto simboliza uma “vitória da democracia” e o repúdio aos que “tentaram tomar o poder pela força”. O texto aprovado em dezembro
beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, ao reduzir a pena para 20 anos e o tempo em regime fechado para pouco mais de dois. “Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram”, disse o presidente. Com o veto, o impasse volta ao Congresso, que pode mantê-lo ou derrubá-lo em votação conjunta de deputados e senadores. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o governo tem “todas as condições” para garantir a
manutenção da decisão presidencial. Já aliados da oposição avaliam que a pressão política deve crescer nas próximas semanas. A cerimônia não contou com a presença dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP). No entorno do Legislativo, o clima é de cautela: parlamentares afirmam que o tema se tornou “bandeira do governo” e preferem evitar que o 8 de janeiro reabra o debate sobre a polarização política no país.
INSS mantém prazo até 14 de fevereiro para contestar descontos em benefícios
Mais de 4,1 milhões de segurados já foram ressarcidos; presidente do instituto também detalhou reajuste do piso e regras de aposentadoria em 2026
Aposentados e pensionistas que tiveram descontos associativos indevidos nos benefícios têm até 14 de fevereiro para contestar os valores ou aderir ao acordo de ressarcimento. O alerta foi feito pelo presidente do INSS, Gilberto Waller. Segundo ele, a contestação pode ser feita pelo Meu INSS (site ou aplicativo), pela Central 135 ou nas agências dos Correios. Até agora, 6,2 milhões de beneficiários questionaram os lançamentos e 4,1 milhões já receberam de volta, com correção, um total de R$ 2,8 bilhões diretamente na conta em que recebem o benefício. Waller também comentou o reajuste do piso pago a aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC, que passa a ser de R$ 1.621, acompanhando o novo salário mínimo. O aumento começa a ser creditado entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, conforme o calendário do INSS. De acordo com o presidente, só nos benefícios previdenciários o reajuste deve injetar cerca de R$ 30 bilhões na economia, alcançando 21,9 milhões de benefícios. No caso do BPC, 6,4 milhões de pessoas serão impactadas. Quem recebe acima do mínimo terá correção conforme o INPC, a ser divulgado em 9 de janeiro. O ministro tratou das regras de aposentadoria válidas em 2026 para quem já contribuía antes da reforma de 2019. Pela idade mínima progressiva, continua exigido tempo de contribuição de 30 anos para mulheres e 35 para homens, mas a idade sobe seis meses a cada ano: em 2026, será de 59 anos e seis meses para mulheres e 64 anos e meio para homens. Na regra dos pontos, a soma de idade e tempo de contribuição deve chegar a 93 pontos para mulheres e 103 para homens.
Durante cerimônia no Planalto, Lula anunciou veto ao projeto que reduzia penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro
A prisão de Nicolás Maduro, em Caracas, redefine
Presidente
Vereadores articulam reação à redução do desconto do IPTU em Campo Grande
Parlamentares devem convocar sessão extraordinária para tentar derrubar decreto que diminuiu abatimento no pagamento à vista
Os vereadores de Campo Grande devem interromper o recesso e se reunir em sessão extraordinária nesta segundafeira (12) para votar a derrubada do decreto que reduziu de 20% para 10% o desconto no pagamento à vista do IPTU. A medida do Executivo gerou forte reação popular e dividiu a Câmara Municipal, que tenta um acordo com a prefeita Adriane Lopes (PP).
Após uma série de reuniões sem consenso, o presidente da comissão especial do IPTU, vereador Rafael Tavares (PL), confirmou que as negociações com a Prefeitura foram encerradas. Segundo ele, o Legislativo deve tentar reverter o aumento por meio de votação direta. “Não houve avanços significativos nas conversas com o Executivo. Vamos propor a derrubada dos decretos de aumento”, afirmou.
A Prefeitura alega que a redução do desconto é necessária para equilibrar as contas e cobrir custos da taxa do lixo, cuja arrecadação anual é de cerca de R$ 50 milhões, enquanto as despesas chegam a R$ 130 milhões. O novo secretário municipal de Fazenda, Isaac José Araújo, que tomou posse na quinta-feira (8), disse que a administração enfrenta o desafio de “diminuir despesas e aumentar receitas” para manter os serviços em dia. Mesmo com o novo percentual de abatimento, a arrecadação ainda deve ficar abaixo do esperado. O Executivo argumenta que isenções para aposentados, igrejas e associações também reduzem a receita. A convocação oficial da sessão extraordinária será publicada no Diário Oficial, com a definição da pauta prevista para este fim de semana.
Mudou de cidade?
Prazo para transferir título de eleitor termina em 6 de maio
Mudança de domicílio eleitoral pode ser feita pela internet ou em cartório; regra vale também para brasileiros que vivem no exterior
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Quem mudou de cidade e pretende votar nas eleições de 4 de outubro de 2026 precisa pedir a transferência do título de eleitor até 6 de maio. A legislação eleitoral impede novos alistamentos e transferências nos 150 dias que antecedem o pleito, por isso o prazo é considerado o limite para regularizar o domicílio. Depois das eleições — e de eventual segundo turno — o serviço é reaberto normalmente. A transferência pode ser solicitada on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral disponível no portal do TSE, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral do município onde o eleitor pretende votar. Em alguns estados, é necessário agendamento prévio, informação que pode ser consultada no site do respectivo Tribunal Regional Eleitoral. Até 6 de maio de 2026, todos os cartórios estarão abertos para serviços como alistamento, revisão de dados, transferência, segunda via do título e emissão de certidão de quitação. Para ter o domicílio eleitoral
Eduardo Riedel assume comando
vitrine nacional
Governador de Mato Grosso do Sul preside bloco interestadual até o fim do ano e terá papel-chave na definição de projetos regionais
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), passou a comandar, a partir de 1º de janeiro, o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), em lugar do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União).
A ata da eleição, realizada em 10 de novembro de 2025, foi publicada no Diário Oficial do Estado na última quarta-feira (7), oficializando o sul-mato-grossense na presidência do bloco.
O consórcio reúne os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB); do Maranhão, Carlos Brandão (PSB); de Mato Grosso, Mauro Mendes (União); de Rondônia, Marcos Rocha (União); e
o governador em exercício de Tocantins, Laurez da Rocha Moreira (PSD). Riedel foi eleito por unanimidade e, segundo o registro oficial, agradeceu a confiança dos colegas, destacando a necessidade de cooperação entre os estados para
de MS
alterado, é preciso ter pelo menos um ano do primeiro cadastro ou da última transferência, comprovar vínculo de no mínimo três meses com o novo município (residencial, familiar, profissional ou comunitário) e estar em dia com a Justiça Eleitoral. No atendimento on-line, o eleitor deve enviar imagens de documento oficial de identificação, comprovante do vínculo com a cidade, comprovante de pagamento de eventuais multas e uma selfie segurando o documento ao lado do rosto. O sistema gera um protocolo para acompanhamento do pedido, que é processado em alguns dias. Brasileiros que se mudam para fora do país também precisam transferir o domicílio eleitoral para poder votar, no exterior, apenas para presidente e vice-presidente da República. Nesse caso, a solicitação pode ser feita presencialmente em embaixadas ou repartições consulares brasileiras, ou pela internet, pelo sistema Título Net Exterior, destinado a quem já reside fora do Brasil.
Após queda na cela da PF em Brasília, os deputados Coronel David, Rodolfo Nogueira e senadora Tereza Cristina pressionam STF por prisão domiciliar
A queda do ex-presidente
Jair Bolsonaro dentro da cela da Polícia Federal em Brasília, na madrugada da última terça-feira (6), provocou forte reação de aliados de Mato Grosso do Sul.
O deputado estadual Coronel David (PL), a senadora Tereza Cristina (PP) e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) criticaram o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por negar a transferência imediata do ex-presidente a um hospital. Nas redes sociais, Coronel David afirmou que negar atendimento a um homem de 70
fortalecer a agenda conjunta de desenvolvimento.
O mandato de Riedel à frente do BrC vai até 31 de dezembro deste ano. A posse ocorrerá durante a 1ª Assembleia de Governadores de 2026, no dia 21 de janeiro, em Brasília (DF).
para ex-presidente
Na mesma reunião, devem ser definidas as prioridades do novo ciclo de atuação do consórcio, com foco em projetos integrados para infraestrutura, competitividade econômica e melhoria de serviços públicos na região do Brasil Central.
anos seria “crueldade travestida de justiça” e pediu que Bolsonaro seja autorizado a se recuperar em casa. Já Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, enviou junto a outros senadores um pedido formal ao STF para que o ex-presidente receba “tratamento humanitário” e tenha direito à prisão domiciliar, alegando agravamento do estado de saúde. Rodolfo Nogueira também
reagiu com indignação à decisão de Moraes, classificando-a como “absurda, cruel e desumana”. Segundo o parlamentar, a negativa de transferência médica seria uma forma de “perseguição escancarada” e uma tentativa de “eliminar o presidente Bolsonaro”. Ele ainda criticou a omissão do Senado, chamando os colegas de “cúmplices e covardes”. No despacho, Moraes afirmou que não há necessidade de remoção imediata, citando laudo da Polícia Federal que apontou apenas ferimentos leves e recomendou observação médica
Vereadores de Campo Grande se mobilizam para votar decreto que reduziu o desconto do IPTU de 20% para 10%.
Eduardo Riedel assume a presidência do Consórcio Brasil Central e comandará, até o fim do ano, a articulação de projetos conjuntos entre os estados da região
Após queda na cela da PF, aliados de Mato Grosso do Sul — Coronel David, Tereza Cristina e Rodolfo Nogueira — criticam o STF e pedem tratamento humanitário a Jair Bolsonaro.
Eleitor tem até 6 de maio para pedir a transferência do título e escolher o novo local de votação antes das eleições de 2026.
Metade dos deputados federais do Estado já indica que deverá disputar reeleição neste ano
Quatro dos oito parlamentares planejam novo mandato, enquanto Vander Loubet mira o Senado e Marcos Pollon sonha com o governo estadual
A mais de um ano das eleições, o cenário político de Mato Grosso do Sul começa
a se definir em Brasília. Dos oito deputados federais do Estado, quatro já assumem
PSD de MS só deve decidir candidatura ao governo do Estado após o Carnaval
Nelsinho Trad diz que sigla é competitiva, mira novas filiações e aguarda cenário nacional antes de bater o martelo
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O PSD em Mato Grosso do Sul só deve definir se terá candidato próprio ao governo do Estado depois do Carnaval. Até lá, a orientação é seguir em conversas internas e articulações para novas filiações, mantendo o partido em posição de negociação no tabuleiro eleitoral. Presidente estadual da sigla, o senador Nelsinho Trad afirma que o PSD chega forte à disputa, com estrutura e tempo de rádio e TV que atraem interessados. Ele lembra que o partido conta hoje com o vice-governador Barbosinha, um senador, um deputado estadual (Pedrossian Neto), quatro prefeitos, 11 vices e 57 vereadores em Mato Grosso do Sul. Nelsinho também destaca o peso nacional da legenda, que lançou dois nomes como pré-candidatos à Presidência da República: o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Segundo o senador, um deles tem se destacado nas pesquisas e pode se tornar alternativa de centro-direita, inclusive na composição de uma chapa majoritária. A decisão sobre o papel do PSD na eleição estadual, porém, deve levar em conta essas movimentações nacionais e o diálogo com o governador Eduardo Riedel (PSDB). “Estamos aguardando os movimentos em Brasília e em Mato Grosso do Sul para avaliar as alternativas, sempre buscando o entendimento com o governador”, afirmou Nelsinho.
publicamente a intenção de disputar novo mandato em 2026, enquanto outros dois articulam voos mais altos em direção ao Senado e ao governo estadual.
Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL), Geraldo Resende (PSDB) e Dagoberto Nogueira (PSDB) confirmaram que pretendem buscar a reeleição à Câmara dos Deputados. A avaliação entre aliados é de que a visibilidade do mandato e a estrutura política já montada favorecem a manutenção das atuais cadeiras na bancada sul-mato-grossense.
Barbosinha
Fora dessa disputa, Vander Loubet (PT) deve concorrer ao Senado Federal, abrindo mão de novo mandato como depu-
tado. Já Marcos Pollon (PL) manifesta interesse em ser candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, mas, para viabilizar o projeto, terá de mudar de partido. Nos bastidores, a avaliação é de que o PL tende a priorizar outras composições na disputa estadual.
A deputada Camila Jara (PT) ainda não anunciou oficialmente seus planos, mas interlocutores apontam que a possibilidade de buscar a reeleição é considerada alta dentro do partido.
A confirmação das pré-candidaturas deve se intensificar ao longo de 2025, à medida que os partidos definirem estratégias e alianças para a disputa de 2026.
entrega obras no interior antes de devolver comando do Estado a Eduardo Riedel
Governador em exercício percorre municípios, inaugura obras de infraestrutura, saneamento e educação e encerra interinidade na sexta-feira, dia 16
À frente do Governo de Mato Grosso do Sul durante as férias de Eduardo Riedel, o vicegovernador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, aproveitou o período no comando do Estado para intensificar agendas no interior. Em uma semana, ele percorreu Eldorado, Japorã, Itaquiraí e Chapadão do Sul, entregando obras de pavimentação, saneamento básico, iluminação, água potável e melhorias em escolas, em um pacote que supera R$ 22 milhões em investimentos. O cargo será devolvido a Riedel na próxima sexta-feira, dia 16. Em Eldorado e Japorã, o governo estadual inaugurou pavimentação e restauração asfáltica em vias estratégicas, além de obras em espaços públicos e iluminação em LED, com cerca de R$ 9,7 milhões aplicados. Prefeitos destacaram o impacto direto na mobilidade, na segu-
rança e na ocupação dos espaços urbanos. Barbosinha afirmou que a presença do Estado nos municípios “não é apenas uma agenda de gabinete, mas um compromisso de ouvir as cidades e transformar demandas antigas em obras concretas”.
Em Itaquiraí, o foco esteve nos assentamentos rurais. Foram entregues sistemas de abastecimento de água, com perfuração de poços, reservatórios e ampliação da rede de distribuição, beneficiando famílias dos assentamentos Santa Rosa, São Sebastião, Guaçu e Santo Antônio, em investimento de quase R$ 4,2 milhões. A região também recebeu melhorias na Escola Estadual Professora Tertulina Martins de Oliveira, com alojamento e reforma voltada à acessibilidade, num total de R$ 1,4 milhão, reforçando a aposta na educação do campo como eixo de desenvolvimento.
Sigla deve reforçar alianças e negocia novas filiações, mas descarta lançar candidato próprio nas eleições de 2026
O Republicanos em Mato Grosso do Sul definiu sua posição para as eleições de 2026: o partido não terá candidato ao governo e vai apoiar a reeleição de Eduardo Riedel (PP). A decisão, confirmada pelo presidente estadual da sigla, deputado Antônio Vaz, coloca fim às especulações sobre uma possível candidatura própria e mantém o partido na base aliada do atual governador. Segundo Vaz, o foco agora é ampliar a presença do Republicanos no Estado. O parlamentar afirmou que há conversas em andamento para a filiação de dois deputados federais, mas evitou divulgar os nomes. “Estamos dialogando, mas ainda não há nada fechado”, disse.
Com uma das maiores bancadas do país — 45 deputados federais —, o Republicanos chega ao ano eleitoral em posição privilegiada. O partido conta com tempo expressivo de rádio e televisão e uma parcela significativa do fundo eleitoral, fatores que o tornam peça-chave nas articulações políticas em todo o país. A legenda, que tem entre seus quadros o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, busca consolidar-se como uma força de centro-direita com presença nacional. Em Mato Grosso do Sul, a aposta é fortalecer alianças locais sem entrar diretamente na disputa pelo comando do Estado.
Já em Chapadão do Sul, o governador em exercício formalizou a ampliação do sistema de esgotamento sanitário, elevando a cobertura do esgoto tratado para 94% e antecipando metas do marco legal do saneamento. A cidade ainda recebeu a reforma do Centro Estadual de Educação Profissional Arlindo Neckel e obras de restauração asfáltica em diversas vias, em um conjunto que soma cerca de R$ 6,7 milhões. Para Barbosinha, as entregas mostram que o Estado mantém o ritmo de trabalho mesmo durante o período de férias do titular: “o desafio é fazer o desenvolvimento chegar a todas as regiões, da área urbana aos assentamentos”.
Quatro dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul já sinalizam que vão tentar a reeleição
Presidente do PSD em Mato Grosso do Sul, senador Nelsinho Trad diz que o partido aguarda o cenário nacional e avalia novas filiações antes de decidir sobre candidatura própria ao governo
No comando interino do Estado, Barbosinha percorreu municípios do interior, entregou obras de infraestrutura, saneamento e educação e devolve o governo a Eduardo Riedel na sexta-feira, dia 16. de MS.
Comandado pelo deputado Antônio Vaz, o Republicanos decidiu apoiar a reeleição de Eduardo Riedel e deve priorizar alianças
Visita destrava negociações para fábrica bilionária de celulose em Bataguassu
Secretário Jaime Verruck se reúne com Bracell para discutir licenças, moradia, qualificação de mão de obra e obras nas rodovias da região
Secretário Jaime Verruck vistoria área da futura fábrica da Bracell em Bataguassu e discute com a empresa licenças, obras viárias e impacto do investimento bilionário na cidade
Anunciada como a sexta fábrica de celulose de Mato Grosso do Sul, a unidade da Bracell em Bataguassu começou a ganhar contornos mais concretos com a visita do secretário estadual Jaime Verruck, na última quinta-feira (8), à área escolhida às margens da BR267 e a reunião com a diretoria da empresa. O projeto, estimado em R$ 16 bilhões, já tem licença prévia e aguarda licença de instalação, prevista para março, etapa que deve destravar o início das obras. Na agenda, a Bracell apresentou ao governo as principais demandas para viabilizar o empreendimento, entre elas a chamada Rota da Celulose –conjunto de intervenções nas BR-262, BR-267 e MS-040 para escoamento da produção. Verruck informou que o contrato com o consórcio responsável deve ser assinado até o fim de janeiro e que a previsão é iniciar as obras em março, com conclusão das melhorias mais urgentes
Cesta básica na Capital segue entre as mais caras e leva mais da metade do salário mínimo
Capital tem 6º maior custo do Brasil e exige 112 horas de trabalho para bancar alimentos básicos
Em Campo Grande, encher o carrinho com os itens mais simples continua pesando no bolso. Em dezembro de 2025, o custo da cesta básica na capital foi de R$ 775,90, o que representa uma queda de 0,47% em relação a novembro, mas ainda coloca a cidade na 6ª posição entre as capitais mais caras do país, segundo o Dieese. Pelo cálculo da entidade, o trabalhador que recebeu o salário mínimo de R$ 1.518, já descontada a Previdência, precisou destinar 55,26% da renda e trabalhar 112 horas e 27 minutos apenas para garantir a alimentação do mês.
O valor da cesta em Campo Grande fica atrás apenas de São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Cuiabá e Porto Alegre. Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 0,72%, sinal de que, mesmo com oscilações mensais, o custo da comida segue pressionando o orçamento das famílias.
Entre os 13 produtos pesquisados na capital sul-mato-grossense, seis ficaram mais baratos na passagem de novembro para dezembro: tomate (-12,54%), açúcar cristal (-5,32%), leite integral (-3,04%), arroz (-2,68%), óleo de soja (-2,07%) e farinha de trigo (-0,86%). Ao mesmo tempo, outros itens subiram, com destaque para a batata (10,87%), feijão carioca (1,19%), banana (1,13%) e manteiga (1,03%).
até dezembro de 2026. O avanço da fábrica tende a provocar uma mudança rápida no município. A empresa e o Estado já tratam a habitação como um dos pontos sensíveis, diante da expectativa de 12 mil postos de trabalho na fase de implantação e 2 mil empregos diretos na operação. Governo e Bracell visitaram áreas para futuros conjuntos de moradias e a prefeitura elabora um novo plano diretor para tentar organizar o crescimento. Outra frente discutida foi a preparação de fornecedores e trabalhadores locais. Sebrae e Sistema S (Senai e Senac) vão estruturar programas de qualificação para atender à demanda das áreas florestal, industrial, de comércio e serviços. Um grupo de trabalho será criado para acompanhar as etapas do projeto e alinhar as ações públicas às necessidades do empreendimento, que deve consolidar Bataguassu como um dos polos industriais da celulose no Estado.
Inflação deve seguir acima da meta em 2026, com pressão de alimentos e serviços
Previsões do mercado e do Banco Central indicam IPCA perto de 4% neste ano, em cenário marcado por clima, câmbio e ano eleitoral
Mesmo com a desaceleração gradual dos preços, a inflação não deve chegar ao centro da meta de 3% em 2026. As projeções do Boletim Focus apontam IPCA em torno de 4,06%, enquanto o próprio Banco Central trabalha com estimativa de 3,5%. Economistas ouvidos por consultorias e instituições financeiras avaliam que o comportamento dos alimentos, dos serviços e dos preços adminis-
trados ainda mantém o quadro inflacionário sensível. Depois de ajudarem a segurar o índice oficial em 2025, as safras agrícolas tendem a perder fôlego neste ano. O risco de problemas climáticos, colheitas menores e a carne bovina ainda pressionada por oferta reduzida podem levar a uma alta moderada dos alimentos, algo entre 3% e 4%, segundo especialistas. Para alguns analistas, a alimen-
tação volta a ser fonte de preocupação, especialmente em um cenário de câmbio mais volátil, influenciado por incertezas fiscais e pelo calendário eleitoral. Os serviços também entram na conta. Esse grupo acelerou em 2025, sustentado por mercado de trabalho aquecido, consumo firme e gastos públicos, e ainda responde por boa parte da inflação resistente. A expectativa para 2026 é de alguma acomodação, com juros mais altos freando a atividade e abrindo espaço para uma ligeira alta do desemprego. Ainda assim, economistas alertam que é mais fácil a inflação de serviços cair menos do que o previsto do que
ver uma explosão dos preços dos alimentos. Há, ainda, o comportamento dos chamados preços administrados, como energia elétrica e combustíveis, que, somados aos serviços, representam mais da metade do IPCA. Tarifas de luz podem subir menos neste ano, ajudadas por bandeiras tarifárias mais favoráveis, mas o nível baixo dos reservatórios acende um sinal de alerta. No caso dos combustíveis, o impacto vai depender do preço internacional do petróleo, das decisões da Petrobras e dos desdobramentos geopolíticos, inclusive após a reorganização do mercado com o aumento da oferta vinda da Venezuela.
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Mesmo em desaceleração, inflação deve ficar acima da meta em 2026, com alimentos, serviços e tarifas ainda pesando no bolso do consumidor
Acrissul alerta para taxas impostas por EUA, Japão e México e defende resposta firme do País
Entidade de MS vê “fechamento de mercados” em medidas de EUA, Japão e México e cobra ação do governo federal
A Acrissul divulgou um comunicado na última terçafeira (6) acendendo o sinal de alerta para o avanço de barreiras impostas à carne bovina e suína brasileira em mercados estratégicos do exterior. Segundo a associação, Estados Unidos, Japão e agora México vêm adotando, nos últimos meses, medidas como cotas de importação, tarifas adicionais e outros mecanismos que limitam a entrada de proteína animal estrangeira.
Separadas, as decisões têm justificativas distintas, mas, para a entidade, o conjunto aponta para uma tendência de fechamento de mercado e proteção da produção local nesses países.
O caso mais recente citado foi divulgado na segunda-feira (5) pelo governo mexicano, que decidiu estabelecer cotas para a carne importada e aplicar tributação sobre os volumes que ultrapassarem esses
limites.
Na avaliação da Acrissul, a medida atinge diretamente exportadores mais competitivos, como o Brasil, e não pode ser tratada como um episódio isolado.
“Diante desse cenário, não é mais possível assistir passivamente à adoção sucessiva de barreiras comerciais sem uma resposta clara por parte do Estado brasileiro. A cobrança é por uma atuação mais firme do governo federal, tanto na diplomacia quanto nas negociações comerciais, para defender a pecuária nacional”, diz o comunicado.
A Acrissul também defende que o Brasil avance na discussão de políticas de reciprocidade, reagindo quando mercados imponham restrições consideradas injustas, e fortaleça acordos bilaterais e multilaterais que tragam mais previsibilidade e equilíbrio ao comércio internacional de carnes.
Adesão do Brasil a sistema aduaneiro internacional aproxima Rota Bioceânica da realidade
Entrada no acordo TIR reduz burocracia nas fronteiras e fortalece projeto que ligará Mato Grosso do Sul aos portos do Pacífico
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Com o Brasil integrado ao sistema TIR e obras em andamento, a Rota Bioceânica que parte de Mato Grosso do Sul se aproxima de virar corredor efetivo de exportação rumo ao Pacífico
No fim de 2025, o governo brasileiro deu um passo decisivo para tirar do papel a Rota Bioceânica, corredor que ligará o Centro-Oeste aos portos chilenos no Pacífico. Com a aprovação do Decreto Legislativo nº 267/2025 e a ratificação, em 31 de dezembro, da Convenção Aduaneira TIR, o país passou a integrar o sistema internacional que simplifica o trânsito de cargas entre diferentes aduanas. Para Mato Grosso do Sul, ponto de partida da rota, a medida é tratada como peça-chave para tornar o projeto competitivo. Na prática, o sistema TIR funciona como um “passaporte de cargas”: o caminhão é lacrado na origem, passa por inspeções mais completas apenas no início e no fim da viagem e cruza fronteiras intermediárias com procedimentos reduzidos. As informações são enviadas eletronicamente às aduanas e há uma garantia internacional sobre os tributos devidos ao longo do trajeto. Segundo o secretário estadual Jaime Verruck, isso elimina um dos principais gargalos não físicos da Rota Bioceânica e coloca o Brasil em condições semelhantes às de Argentina e Chile no corredor
ENTENDA
assistir passivamente à adoção sucessiva de barreiras comerciais sem uma resposta clara por parte do Estado brasileiro".
A decisão do México de impor cotas à carne bovina e suína importada veio poucos dias depois de a China, maior compradora da carne brasilei-
ra, também anunciar limites às compras do produto. No caso mexicano, a isenção de imposto para essas carnes fazia parte do Pacote contra a Inflação e a Carestia (Pacic),
criado em 2022 para segurar a alta nos preços dos alimentos. O programa foi prorrogado neste ano, mas com mudanças: vários itens passaram a ter cotas e tarifas.
COMO FICA AGORA
Carne bovina: até 70 mil toneladas podem entrar no México sem tarifa; o que passar disso será taxado em 20%.
Carne suína: há cota de 51 mil toneladas sem imposto; o excedente pagará tarifa de 16%.
As regras valem até 31 de dezembro deste ano. Nos atos oficiais, o governo mexicano afirma que as cotas buscam manter o “equilíbrio entre a oferta externa e a produção nacional”. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a medida vale para países de fora da América do Norte e que não têm acordo de comércio com o México. Na prática, a cota deve ser usada principalmente por Brasil, Chile e União Europeia. Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que aguarda orientações do governo mexicano sobre como as cotas serão distribuídas entre os exportadores.
Imóveis residenciais sobem 5,2% em Campo Grande e superam inflação
Bairros médios, como São Francisco e Planalto, lideram valorização, enquanto áreas tradicionais registram queda no metro quadrado
Comprar ou vender imóvel em Campo Grande ficou mais caro em 2025. Os preços de venda de residências na capital tiveram alta acumulada de 5,20% no ano, acima da inflação ao consumidor, de acordo com o Índice FipeZAP de Venda Residencial.
A valorização foi maior que a de 2024, quando o avanço havia sido de 4,08%. Mesmo com esse desempenho, dezembro trouxe um recuo de 1,23%, indicando certa acomodação após a sequência de altas. O levantamento considerou 1.350 anúncios e apontou preço médio de R$ 6.330 por metro quadrado, frente aos R$ 5.769/m² do fim de 2024.
Os dados por região mostram uma mudança no mapa da valorização imobiliária da cidade. O bairro São Francisco liderou o aumento em 2025, com alta de 35% e metro quadrado a R$ 7.497, mantendo a trajetória de forte crescimento já observada no ano anterior. O Planalto apareceu logo em seguida, com valorização de 30,2% e preço de R$ 8.036/m², depois de não figurar entre os destaques em 2024. Centro, Tiradentes e Rita Vieira também fecharam o ano em campo positivo, com altas entre 4,8% e 6,1%.
Em sentido contrário, bairros tradicionalmente valorizados perderam terreno. O Jardim dos Estados, que ainda concentra o metro quadrado mais caro de Campo Grande, a R$ 10.258, registrou queda de 3,6% em 2025, após forte alta de 17,8% no ano anterior. O Carandá Bosque teve uma das maiores retrações, de 12,6%, e fechou o ano com R$ 8.958/ m²; a Mata do Jacinto recuou 11,9%, para R$ 7.198/m². Cruzeiro e Nasser também tiveram correções para baixo, com quedas mais moderadas, de 2,3% e 1,4%, respectivamente.
rumo ao Pacífico. A expectativa do governo federal é que a rota reduza em até 15 dias o tempo de acesso ao mercado asiático, em comparação com as rotas tradicionais via Canal do Panamá ou portos do Atlântico. Em diferentes ocasiões, o Itamaraty e o Ministério do Planejamento já destacaram que menos burocracia nas fronteiras pode encurtar ainda mais o caminho das exportações brasileiras para a Ásia, transformando o corredor em alternativa concreta para o agronegócio e a indústria do Centro-Oeste. Enquanto a parte normativa avança, as obras físicas seguem em Mato Grosso do Sul e nos países vizinhos. Estão em andamento a ponte binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, e o centro aduaneiro na BR-267, além da integração de sistemas de fiscalização entre Receita Federal, Polícia Federal e autoridades de Paraguai, Argentina e Chile. Com a plena aplicação do TIR nesses quatro países, o chamado Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio deve se consolidar como novo eixo logístico entre a América do Sul e a Ásia.
Governo diz que prefeituras terão de cobrir prejuízo de fundos ligados ao Banco Master
Em Mato Grosso do Sul, cinco regimes de previdência de servidores aplicaram R$ 15,9 milhões em títulos do banco em liquidação
Cinco fundos de previdência de servidores municipais de Mato Grosso do Sul poderão ter de ser socorridos pelos cofres das prefeituras caso não consigam reaver os valores aplicados em títulos do Banco Master, em liquidação determinada pelo Banco Central. Segundo o Ministério da Previdência Social, o risco final das perdas não recai sobre o sistema financeiro nem sobre a União, mas sobre os próprios estados e municípios responsáveis pelos regimes próprios.
Em documento enviado à deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), que questionou o impacto da crise sobre o Rioprevidência — fundo do Rio de Janeiro que aplicou quase R$ 1 bilhão —, a pasta afirmou que eventuais insuficiências para pagamento de aposentadorias
e pensões terão de ser cobertas pelos Tesouros locais. O entendimento se apoia na Lei nº 9.717/1998, que determina que União, estados e municípios respondem por rombos em seus regimes próprios. No caso do Master, o problema é agravado pelo fato de as letras financeiras não terem proteção do Fundo Garantidor de Créditos, ao contrário de aplicações tradicionais como CDBs. Em Mato Grosso do Sul, Fátima do Sul lidera a exposição, com R$ 7 milhões aplicados. Angélica, São Gabriel do Oeste, Jateí e Campo Grande investiram, respectivamente, R$ 2,2 milhões, R$ 3 milhões, R$ 2,5 milhões e R$ 1,2 milhão. O IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) chegou a obter liminar na Justiça para impedir o repasse de R$ 1,4 milhão ao banco em operações de consignado, na tentativa de fazer um encontro de contas diante da incerteza sobre o resgate dos títulos. O caso também entrou na mira dos órgãos de controle. No fim de novembro, os quatro integrantes do Ministério Público
Guilherme Bumlai, presidente da Acrissul: “Diante desse cenário, não é mais possível
São Francisco e Planalto puxam a alta de 5,2% no preço dos imóveis residenciais em Campo Grande em 2025, enquanto bairros tradicionais registram queda no valor do metro quadrado
Prefeita troca comando de três secretarias e promete destravar R$ 160 milhões em obras
Em posse de novos titulares de Governo, Fazenda e Saúde, Adriane Lopes fala em “novo ciclo” após ajuste fiscal em Campo Grande
A prefeitura de Campo Grande deu, na tarde da última quinta-feira (8), o tom do que pretende para 2026 ao oficializar mudanças em três áreas centrais da gestão: Governo, Fazenda e Saúde. Em solenidade no Teatro do Paço Municipal, a prefeita Adriane Lopes disse que 2025 foi dedicado a “arrumar a casa” e que, com o plano de equilíbrio fiscal aprovado, o município ganhou fôlego para investir mais de R$ 160 milhões em novos bairros, drenagem e asfalto.
Na Secretaria de Governo e Relações Institucionais (Segov), foi confirmado o nome de Ulisses da Silva Rocha, que já vinha atuando no cargo desde novembro. Ele seguirá responsável pela articulação com a Câmara Municipal e pelo diálogo com lideranças dos bairros. Ulisses afirmou que a prioridade é dar respostas mais rápidas aos problemas cotidianos da cidade e reforçar a presença da prefeitura nas regiões mais afastadas.
A Secretaria de Fazenda e Planejamento (Sefaz) passa a ser comandada por Isaac José Araújo, que herda a missão de manter o caixa equilibrado e ampliar a arrecadação sem paralisar serviços. Segundo ele, a equipe trabalha para consolidar a recuperação das finanças e abrir espaço para novos investimentos.
Na Saúde, a Sesau volta a ser chefiada por Marcelo Luiz Brandão Vilela, que retorna ao posto com o desafio de modernizar o atendimento e reduzir as filas, apostando em maior integração entre município, Estado e União para recompor a rede.
A cerimônia reuniu autoridades e parlamentares. A senadora Tereza Cristina destacou a liberação de R$ 20 milhões para a compra de medicamentos e de cerca de R$ 90 milhões destinados à obra do viaduto da “Coca-Cola”, apontando as entregas como exemplo de parceria entre a bancada federal e a gestão municipal.
Uso de ginásios e parques esportivos da Capital passa a ter novos preços
Portaria da Funesp define novas tarifas e orientações para eventos, treinos e locações de espaços como Guanandizão, Belmar Fidalgo, Jacques da Luz e Sóter
Publicada na última quinta-feira (8) uma nova portaria que atualiza as regras e os valores para o uso dos espaços esportivos públicos da cidade, como ginásios, estádios, campos, quadras, piscinas e parques.O documento, divulgado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) estabelece quanto será cobrado e quais são os procedimentos necessários para solicitar o uso desses locais para treinos, campeonatos, eventos, aulas e atividades comunitárias.
Entre os espaços incluídos estão os mais conhecidos da Capital: o Guanandizão, o Parque Ayrton Senna, o Centro Olímpico Vila Nasser, o Belmar Fidalgo, o Jacques da Luz, o Elias Gadia e o Parque Sóter.
O QUE MUDA NA PRÁTICA
Com a nova portaria, a Funesp passa a atualizar os valores de locação e uso desses espaços esportivos, adequando as tarifas à realidade atual de manutenção e custeio dos locais. O texto também redefine regras de agendamento, isen-
Tereza Cristina defende medidas ‘amargas’ para Campo Grande voltar a crescer
Em posse de novos secretários, senadora diz que primeiro ano foi de arrumação da casa, apoia ajustes impopulares da prefeitura e cobra entregas em saúde, infraestrutura e serviços básicos
A posse dos novos secretários de Fazenda, Governo e Saúde de Campo Grande, realizada nesta quinta-feira (8), virou também um ato político de apoio à gestão da prefeita Adriane Lopes (PP). A senadora Tereza Cristina (PP) fez um balanço do primeiro ano da administração, defendeu as medidas impopulares adotadas pela prefeitura e afirmou que 2026 precisa ser o ano das entregas concretas à população.
Em um dos trechos mais fortes de sua fala, ela resumiu o momento vivido pela Capital. “Cresce, só evolui quando a gente é desafiado. E hoje Campo Grande está sendo desafiada. [...] Às vezes eu tenho que tomar uma medida amarga para poder melhorar, para poder crescer, para poder entregar”, explica.
Para a senadora, o primeiro ano da gestão Adriane foi dedicado a “arrumar a casa” e reorganizar as finanças, enquanto 2026 deve ser marcado por uma atuação mais leve, mas firme,
Matrículas
ção e prioridade de uso. As novas normas estabelecem: critérios de prioridade para projetos sociais e eventos esportivos municipais; valores diferenciados para eventos privados ou com cobrança de ingresso; regras para uso gratuito, especialmente para atividades promovidas pela própria Funesp ou em parceria com escolas e associações sem fins lucrativos; orientações sobre solicitação de autorização para eventos, prazos e documentação necessária. De acordo com a Funesp, o objetivo da atualização é garantir o bom uso dos espaços públicos, manter a transparência e ajudar na preservação das estruturas esportivas da cidade, muitas delas reformadas nos últimos anos. Todos os preços podem ser acessados neste link [https://www.acritica. net/noticia/detalhe/uso-de-ginasios-e-parques-esportivosde-campo-grande-passa-ater/867168/].
com foco em resultados visíveis nas ruas, nos postos de saúde e no dia a dia do cidadão.
Logo no início de sua fala, Tereza Cristina desejou um feliz 2026 ao público presente e fez questão de lembrar que a administração municipal vem atravessando uma fase de ajustes duros. “O primeiro ano foi de arrumação da casa. O primeiro ano foi de medidas que não são simpáticas, mas que às vezes precisam ser tomadas”, afirmou.
Para explicar esse processo, a senadora recorreu a uma metáfora doméstica, aproximando a realidade da prefeitura da realidade das famílias: “Você é igual na casa, quando você tem um problema, você tem que chegar em casa e dizer para o seu filho: ‘Ó, eu tenho que tirar você da escola privada e você tem que ir para a escola pública, porque nós estamos com um problema. Mas vai resolver. Em breve eu vou te colocar lá de novo’. Então, a prefeitura é assim”, detalha.
Um dos eixos centrais da fala de Tereza Cristina foi a defesa de que governar nem sempre é fazer apenas o que agrada. Ela insistiu na ideia de que a prefeita tem assumido decisões impopulares justamente para poder colher resultados mais à frente.
“Se a prefeita não toma medidas que às vezes são amargas, é muito fácil ficar dentro do gabinete. Eu vou fazer isso porque isso aqui é ruim. Não é ruim. Às vezes eu tenho que tomar uma medida amarga para poder melhorar, para poder crescer, para poder entregar”, diz.
Ao mesmo tempo, ela reforçou que a população tem o direito, e até o dever, de cobrar resultados concretos: “A população tem que cobrar, sim, as entregas. E isso os vereadores têm que fazer, cobrar as entregas”, afirma. A senadora afirmou conhecer “muita coisa boa” que vem acontecendo na cidade, mas reconheceu que o que mais chama a atenção do cidadão é aquilo que afeta diretamente a rotina: “Tem muita coisa que já entregou, mas que não apareceu. Mas as que foram entregues e aquelas que vão ser entregues, que é o que aparece mais, é o buraco, é o remédio no posto. É o médico que tem que ir lá para o plantão, que às vezes não vai”, salienta.
na Rede Municipal abrem com sistema online e etapa presencial obrigatória
Novos alunos do ensino fundamental devem pedir vaga pelo site da Prefeitura, mas só garantem matrícula após levar documentos à escola
Começou na última quinta-feira (8) o período de solicitação de vagas para novos alunos do ensino fundamental na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande. A Prefeitura orienta que o pedido seja feito, preferencialmente, pela internet, no endereço matricula.campogrande.ms.gov.br, mas reforça que o atendimento presencial e por telefone continua disponível para quem tiver dificuldade com o sistema. Segundo a Semed, o site é o caminho mais rápido para fazer a inscrição, que também pode ser acessada pelo celular. Ainda assim, a recomendação é usar computador, para uma navegação mais estável. Na Central de Matrículas, o atendimento tem sido elogiado
pela agilidade. Mães relataram receber senha preferencial em casos específicos, como crianças autistas, e muitas famílias estão migrando do ensino particular para a Reme em busca de escolas em tempo integral e atividades como futsal, teatro e música.
A secretaria faz um alerta importante: a vaga mostrada no sistema não significa matrícula garantida. Após a designação da escola, os responsáveis precisam ir até a unidade com documentos do aluno e dos responsáveis, comprovante de residência e histórico escolar. Só depois da conferência e da assinatura do requerimento na escola a matrícula é efetivada. No caso das EMEIs, que ofertaram mais de 5,7 mil vagas, a segunda lista de designação sai em 21 de janeiro, e o prazo para confirmar a vaga vai de 21 a 30 de janeiro; quem não aparecer nesse período
Para
Em evento no Teatro do Paço Municipal, Adriane Lopes empossa novos secretários de Governo, Fazenda e Saúde e anuncia investimentos após ajuste fiscal
Secretário de Fazenda, Isaac José Araújo
Secretário de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Secretário de Governo, Ulisses da Silva Rocha
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Parque Jacques da Luz, o ‘Toca do Leão’ está com novos preços
A
Em Campo Grande, a senadora Tereza Cristina (PP) participou da posse dos novos secretários de Fazenda, Governo e Saúde e mandou um recado claro sobre a gestão municipal
Cidade libera venda em prateleira de produtos manipulados sem receita médica
Lei sancionada por Adriane Lopes autoriza farmácias de manipulação a expor e vender diretamente fórmulas isentas de prescrição
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Contribuinte terá até 12 de fevereiro para quitar imposto à vista com 10% de abatimento; atendimento será reforçado no Centro do Cidadão
Prefeita Adriane Lopes sanciona lei que permite a farmácias de manipulação expor e vender produtos isentos de prescrição diretamente ao público em Campo Grande A Prefeitura de Campo Grande decidiu estender o prazo para pagamento do IPTU 2026 à vista, com desconto de 10%, até o dia 12 de fevereiro. Com a mudança, o contribuinte
A partir de agora, farmácias de manipulação de Campo Grande podem expor e vender diretamente ao público produtos magistrais que não exigem receita médica, como cosméticos, suplementos e fórmulas de uso diário. A mudança foi oficializada com a sanção, pela prefeita Adriane Lopes, de lei aprovada pela Câmara Municipal que regulamenta a prática, antes limitada por restrições da Vigilância Sanitária. A iniciativa é tratada pelo setor como pioneira entre capitais brasileiras.
Segundo a Prefeitura, a nova regra busca ampliar o acesso da população a produtos seguros e de qualidade, mantendo a exigência de farmacêutico responsável e de cumprimento das normas de boas práticas de manipulação. Representantes da categoria afirmam que a medida fortalece economicamente as farmácias de manipulação, que passam a poder ofertar
itens prontos sem abrir mão do atendimento individualizado quando necessário. Entidades como o Conselho Regional de Farmácia e a ANFARMAG – que representa o segmento magistral – veem na lei um marco para a valorização do profissional farmacêutico e para a expansão do setor na cidade. Proprietários de farmácias apontam que, com o incremento nas vendas, será possível investir mais em equipe, qualificação e melhoria de serviços. Campo Grande tem hoje 39 farmácias de manipulação, com cerca de 80 farmacêuticos em atividade. A expectativa do município é que a nova legislação combine estímulo ao empreendedorismo em saúde com benefícios diretos ao consumidor, que passa a encontrar mais opções de produtos prontos, com acompanhamento técnico e controle sanitário.
ganha todo o mês de janeiro e mais 12 dias de fevereiro para aproveitar o abatimento no imposto. Segundo o secretário municipal de Governo e Relações
Institucionais (Segov), Ulisses Rocha, a decisão responde a pedidos de moradores e entidades. Ele afirmou que o município também vai reforçar as equipes no Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) para tentar reduzir filas e agilizar a emissão de guias e esclarecimento de dúvidas. Outras demandas apresentadas pela sociedade civil sobre o IPTU 2026 serão analisadas
pela Procuradoria-Geral do Município, que deverá avaliar a viabilidade jurídica de eventuais ajustes nas regras do tributo. Para obter informações, emitir guias ou consultar débitos, o contribuinte pode usar o WhatsApp (67) 4042-1320, ligar para o número 156 ou acessar o site iptu.campogrande. ms.gov.br. Em casos específicos, há ainda a opção de atendimento presencial no CAC.
Serviço recoloca placas de concreto arrancadas pela chuva no fim do ano e exige uso de máquinas pesadas na região do Centro de Belas Artes
O serviço consiste na recolocação das placas e no aterro da estrutura, operação que precisa ser feita com o solo o mais seco possível
da prefeitura é que os condutores reduzam a
tar novos desmoronamentos.
Pagamento destrava impasse e Santa Casa evita paralisação na enfermagem
Funcionários recebem salário de dezembro e restante do 13º; novo aporte de R$ 57 milhões tenta evitar colapso financeiro do hospital
A ameaça de paralisação na Santa Casa de Campo Grande foi suspensa na tarde da última sexta-feira (9), depois de o hospital iniciar o pagamento do salário de dezembro e da segunda parcela do 13º aos trabalhadores da enfermagem. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), Lázaro Santana, os depósitos começaram por volta de 12h30 e incluíram os 50% do 13º que ainda estavam pendentes. O salário deveria ter sido quitado na quinta-feira (8), o que levou a categoria a se mobilizar já na manhã seguinte. Durante o protesto, a direção da Santa Casa apresentou versões diferentes para o atraso. Primeiro, alegou que o repasse do Governo do Estado não havia sido feito; depois, apontou problemas no sistema de pagamentos da Prefeitura de
Campo Grande. O presidente do hospital, Alir Terra, confirmou à imprensa uma falha de tecnologia da informação no sistema municipal e disse que os salários seriam quitados assim que o recurso entrasse na conta da instituição. Ainda na sexta-feira, a prefeitura assinou dois aditivos ao convênio mantido com a Santa Casa, ampliando os repasses e prorrogando a vigência do acordo firmado em 2021. Os novos termos, mediado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul com participação do Governo do Estado, somam mais de R$ 57 milhões e estendem o convênio até o fim de abril. Os recursos têm caráter emergencial e prioridade para pagamento de salários e 13º, sobretudo de médicos contratados como pessoa jurídica, além da retomada de serviços suspensos. O aporte, porém, vem
acompanhado de exigências. Entre as condições estão a contratação de auditoria externa, mudanças na gestão fi-
Plano alcançou índice de 0,8405 em avaliação nacional que mede qualidade assistencial, satisfação e transparência na gestão
A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, a melhor nota atribuída pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) entre os planos de saúde do Estado. No ciclo 2025, a operadora alcançou 0,8405 no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), indicador que avalia o desempenho de todas as operadoras de planos de saúde do país.
O IDSS leva em conta critérios como qualidade da assistência prestada aos beneficiários, sustentabilidade financeira, satisfação dos usuários e transparência na gestão. A nota posiciona a Cassems entre as operadoras de melhor desempenho do Brasil e reforça o reconhecimento do modelo de gestão voltado à eficiência e ao cuidado integral com o beneficiário. Em vídeo publicado nas redes sociais, o diretor-pre-
sidente da Cassems, Ricardo Ayache, destacou que o resultado é reflexo do empenho de toda a equipe. “Essa conquista mostra o quanto nossos conselhos, diretores e colaboradores se dedicam diariamente para oferecer uma assistência de qualidade. Isso garante que nossos beneficiários possam contar com um plano de saúde que realmente cuida deles e de suas famílias”, afirmou. A Cassems, que completa 25 anos em 2026, atende mais
Dois hospitais do Estado entram em
Unidades de Três Lagoas e Ponta Porã se destacam em lista técnica que avalia qualidade da rede pública em todo o país
Dois hospitais públicos de Mato Grosso do Sul foram incluídos em um levantamento nacional que destaca as melhores unidades do país com atendimento 100% pelo SUS. Representam o Estado o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, e o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã, ambos citados entre centros de referência espalhados por todas as regiões do Brasil. O estudo levou em conta apenas hospitais com atendimento integral pelo SUS, mais de 50 leitos e produção assistencial comprovada. A avaliação considerou critérios técnicos como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e de mortalidade, número de leitos de UTI e tempo médio de permanência dos pacientes, com base em dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025. Para o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o resultado confirma o avanço da rede pública sul-mato-grossense. Ele afirma que os indicadores mostram que as medidas adotadas começaram a dar retorno, mas que a meta é ver todos os hospitais estaduais em patamar de excelência.
O levantamento foi realizado pelo Ibross em parceria com OPAS/OMS, Instituto Ética Saúde, Conass e Conasems. A partir dessa lista, as unidades selecionadas passarão por uma
nova rodada de análise para a escolha dos dez melhores hospitais públicos do Brasil, que serão anunciados em maio, durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil.
nanceira e prestação regular de contas ao poder público. O dinheiro não poderá ser usado para quitar dívidas com for-
necedores, impostos ou bancos. A medida tenta estancar, ao menos temporariamente, a crise recorrente de caixa que
O diretor-presidente da Cassems, Ricardo Ayache
de 210 mil beneficiários em todo o Estado. Para Ayache, o desafio agora é continuar evoluindo. “Vamos seguir trabalhando para melhorar a cada dia e manter nossa referência
Grosso do Sul e do país”, concluiu.
Leqembi, autorizado pela Anvisa, é indicado para casos leves e atua em placas que se acumulam no cérebro
Um novo medicamento passa a integrar o arsenal de tratamento contra o Alzheimer no Brasil, com a promessa de retardar a evolução da doença em seus estágios iniciais. A Anvisa aprovou o uso do Leqembi, indicado para pacientes com demência leve, e publicou a autorização no Diário Oficial da União. O remédio não cura nem reverte perdas já instaladas, mas pode desacelerar a piora do quadro em pessoas que ainda estão no começo da doença.
Com nome comercial Leqembi, o produto contém o anticorpo lecanemabe, substância que reduz as placas beta -amiloides — depósitos que se acumulam no cérebro de quem tem Alzheimer. O medicamento é aplicado por infusão, em solução preparada para uso intravenoso, e só deve ser utilizado em pacientes que apresentem sinais iniciais da doença, ficando excluídos os casos moderados e avançados.
e
A liberação se baseou em um estudo clínico com 1.795 voluntários em fase inicial de Alzheimer, todos com presença comprovada de placas beta-amiloides no cérebro. Ao longo de 18 meses, parte dos participantes recebeu o medicamento e a outra parte, placebo. A evolução dos sintomas foi medida pela escala CDR-SB, que avalia memória, orientação, julgamento e capacidade de realizar atividades do dia a dia. Entre os 1.521 pacientes analisados de forma detalhada, a progressão da doença foi mais
tem colocado em risco o fun-
cionamento do maior hospital filantrópico de Mato Grosso do Sul.
na assistência à saúde dos servidores públicos de Mato
Após atraso no salário e no 13º, funcionários da enfermagem da Santa Casa receberam os pagamentos e suspenderam a paralisação, em meio a novo aporte emergencial firmado com o poder público
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Roubos e furtos caem em Mato Grosso do Sul em 2025 após reforço na segurança
Estado registra redução de 15,9% nos roubos e de 1,6% nos furtos; em Campo Grande, queda é ainda maior em crimes violentos
Os crimes contra o patrimônio recuaram em Mato Grosso do Sul em 2025. Levantamento da Coordenadoria de Estatística da Sejusp aponta que o número de roubos no Estado passou de 3.130, em 2024, para 2.631 no ano passado, queda de 15,9%. Entre as modalidades, o roubo seguido de morte teve o recuo mais expressivo (-23,5%), seguido de roubo ao comércio (-21,3%), em via urbana (-17,4%), de veículo (-11,5%) e em residência (-8,9%). Os furtos também diminuíram: foram
33.265 registros em 2024 ante 32.739 em 2025, uma redução de 1,6%, com destaque para o furto de veículos, que caiu 17,2%.
Na Capital, a tendência de queda foi ainda mais nítida nos crimes com violência. Campo Grande registrou recuo de 20,7% nos roubos. O roubo em
via pública caiu 23,1% (de 1.553 para 1.196 ocorrências), o roubo ao comércio diminuiu 19,5%, o roubo de veículos, 14,8%, e o roubo em residência, 11,1%.
No total de furtos, houve leve alta de 0,3%, mas o furto de veículos teve queda expressiva de 22,1%. Para o delegado Francis Flávio Tadano Freire, titular da Defurv, o resultado está ligado ao enfrentamento direto a quadrilhas especializadas, como as miradas na Operação Placa Fria, voltada ao furto de caminhonetes e adulteração de veículos. O comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Emerson de Almeida Vicente, credita os números a um conjunto de ações: trabalho integrado, planejamento e reforço do efetivo. Ele cita a conclusão, em agosto de 2025, do curso de formação de 427 novos soldados da Polícia Militar e a ampliação
Inscrições para concurso da Assembleia de MS começam segunda
Seleção oferece 80 vagas para níveis médio e superior, com salários de até R$ 8 mil e provas marcadas para 29 de março
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Concurso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul abre inscrições nesta segunda-feira, com 80 vagas e salários que chegam a R$ 8 mil
Começam nesta segunda-feira (12) as inscrições para o II Concurso Público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). O certame, organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), oferece 80 vagas imediatas, além de cadastro reserva, para cargos de níveis médio e superior. Os salários iniciais vão de R$ 4.912,20, para Técnico Legislativo, a R$ 8.030,65, para Analista Legislativo, com jornada de 40 horas semanais.
As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site da FCC, das 10h desta segunda até as 23h59 do dia 2 de fevereiro, no horário de Brasília. A taxa é de R$ 140 para cargos de nível médio e R$ 180 para nível superior. As provas objetivas estão marcadas para 29 de março, em Campo Grande: pela manhã para candidatos a Técnico Legislativo e à tarde para os concorrentes a Analista Legislativo.
da setorização de Campo Grande, que passou de 38 para 50 setores, permitindo distribuição
mais eficiente do policiamento e respostas mais rápidas às ocorrências. No mesmo ano, o
governo realizou concurso para a Polícia Civil, que deve incorporar cerca de 400 novos agen-
OAB/MS aciona Justiça
Seccional pede suspensão imediata do reajuste de 2026, volta do desconto de 20% à vista e proibição de negativar contribuintes
A disputa em torno do IPTU 2026 de Campo Grande chegou ao Judiciário. A OAB/ MS impetrou mandado de segurança contra a cobrança do imposto deste ano, tendo como autoridades apontadas a prefeita Adriane Lopes e o secretário municipal de Fazenda. A ação foi distribuída às Varas de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital e pede que a Justiça impeça a aplicação imediata dos aumentos considerados ilegais pela entidade. No pedido, a Ordem solicita que o Município volte a conceder desconto de 20% para pagamento à vista, limite o reajuste à correção monetária de 5,32% em relação a 2025 e suspenda, em caráter liminar, a modalidade de pagamento parcelado,
No nível superior, há vagas para áreas como Direito, Jornalismo, Contabilidade, Engenharia, Tecnologia da Informação e Saúde (como Enfermeiro e Psicólogo). Para Técnico Legislativo, as chances incluem funções na área administrativa, Polícia Legislativa, Tradutor de Libras, Motorista e áreas técnicas, como Informática e Som. Os candidatos ao cargo de Polícia Legislativa ainda passarão por Teste de Aptidão Física, com exercícios de abdominal, flexão de braços e corrida de 12 minutos. O edital prevê reserva de 20% das vagas para candidatos negros (pretos e pardos), 3% para indígenas e cotas para pessoas com deficiência, conforme a legislação. O aviso do concurso foi publicado no Diário Oficial do Parlamento na última quinta-feira (18), e o edital completo pode ser consultado no portal da Assembleia e no site da banca organizadora.
tes, e
cuja primeira parcela vence neste sábado (10). A OAB/MS também quer garantir que o contribuinte possa quitar apenas o valor “incontroverso” – corrigido pela inflação, mas sem os acréscimos do reenquadramento de imóveis nem da majoração de alíquotas.
O mandado de segurança foi elaborado pela Comissão de Direitos e Assuntos Tributários da seccional, forma-
Nelson Fermino Júnior é nomeado coordenador-geral de Perícias; médicolegista Carlos Idelmar será o adjunto
O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a troca no comando da Polícia Científica. Decreto publicado no Diário Oficial da última sexta-feira (9) nomeou o perito criminal Nelson Fermino Júnior como novo coordenador-geral de Perícias, cargo ligado à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A decisão foi assinada pelo governador em exercício, José Carlos Barbosa. Com mais de 25 anos de atuação na área, Fermino é perito criminal desde 2000, formado em Farmácia e Bioquímica, com pós-graduação em Genética Forense e em Gestão da Segurança Pública. Ao longo da carreira, passou pelo Núcleo Regional de Criminalística de Naviraí, pelo Núcleo de Perícias Externas do Instituto de Criminalística e pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses, onde já exerceu função de coordenação. Tam-
bém comandou a própria Coordenadoria-Geral de Perícias em período anterior, atuou na gestão da Sejusp e foi diretor do Departamento de Apoio às Unidades Regionais (DAUR) por seis anos.
Até agora, ele ocupava o cargo de coordenador-geral adjunto de Perícias, função que exerceu por quase três anos. Com a mudança, retorna à chefia máxima da instituição. No mesmo ato, o governo designou o perito médico-legista Carlos Idelmar de Campos Barbosa, da classe especial, como novo coordenador-geral adjunto. Ele vinha atuando como coordenador de divisão no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).
Ao assumir o novo posto, Fermino afirmou que a prioridade será dar continuidade ao trabalho técnico e investir na valorização das equipes. Segundo ele, o foco está na
da pelos advogados Marcelo Vieira, Janaína Galeano e Hugo Conforte. A peça aponta ilegalidades e inconstitucionalidades no lançamento do IPTU 2026, como o aumento do tributo sem respeito à anterioridade nonagesimal prevista na Constituição e suposto descumprimento de exigências do Código Tributário Municipal. A OAB sustenta que há “fumus boni iuris” e “peri-
culum in mora” e pede decisão urgente, sem ouvir previamente a prefeitura. A entidade requer ainda que o Município fique proibido de negativar ou protestar contribuintes enquanto a discussão estiver em análise judicial. Se a liminar for concedida, os efeitos do reenquadramento e da alíquota majorada ficariam suspensos até julgamento definitivo do caso.
seleção para o Corpo de Bombeiros, com mais 250 servidores.
Queda nos índices de roubos e furtos em Mato Grosso do Sul em 2025 é atribuída a reforço no efetivo, ampliação do policiamento e novos investimentos em infraestrutura da segurança pública
Bitto: OAB/MS recorreu à Justiça para suspender o aumento do IPTU 2026 em Campo Grande, pedir a volta do desconto de 20% à vista
THIAGO MELIM BRAGA
Advogado constitucionalista
“Nenhum País é soberano a ponto de fazer tudo o que quer”
Advogado constitucionalista analisa a crise entre Estados Unidos e Venezuela, questiona a captura de líderes por potências estrangeiras e alerta para impactos na soberania e na democracia brasileira
Oadvogado constitucionalista Thiago Melim Braga analisa, a partir da recente crise entre Estados Unidos e Venezuela, os limites do direito internacional e o alcance da soberania dos Estados. Ele comenta o 8 de janeiro como reafirmação, mas também como ponto de interrogação, da democracia brasileira, critica a forma como o STF tem sido percebido e discute a linha tênue entre liberdade de expressão e atos antidemocráticos. O constitucionalista também projeta os efeitos da crise humanitária venezuelana sobre o país e alerta para o debate que o Brasil precisará enfrentar nas eleições de 2026. Confira a entrevista:
A Crítica: Antes de falarmos das tensões entre Estados Unidos e Venezuela, o que a data de 8 de janeiro representa, do ponto de vista constitucional, para o Brasil?
Thiago: Do ponto de vista constitucional, a data de 8 de janeiro marca um compromisso institucional e brasileiro com a democracia. É claro que aqui, e é importante que seja dito, como eu sempre digo, o direito é uma matéria, é uma ciência dicotômica, então sempre existem, em tese, pelo menos, dois lados. Então a gente respeita ambos os lados e aqui a gente sempre adota uma posição mais técnica, mas, na minha maneira de enxergar, o 8 de janeiro representa, de certa maneira, uma reafirmação a respeito da democracia e do respeito às instituições.
Também entendemos que, para um outro lado, tendo em vista essa questão polarizada que a gente vive no Brasil já há bastante tempo, o 8 de janeiro ainda inspira e necessita de algumas respostas. Então são duas questões que efetivamente precisam ser sempre bem analisadas, mas, a princípio, é uma questão que, no final das contas, a gente reafirma o compromisso democrático do Brasil.
A Crítica: Nas redes sociais, muitos apontam um comportamento muito severo das instituições brasileiras, especialmente do STF, em relação aos envolvidos em 8 de janeiro. Na sua visão, esse posicionamento tornou o Judiciário mais sólido ou mais duro?
Thiago: Me parece que essa questão, sem entrar muito no mérito dos processos que estão sendo discutidos, até por não conhecê-los e não poder opinar a respeito de cada um deles, me parece que isso, de certa maneira, trouxe para a Corte, para o Supremo Tribunal Federal, uma gama bastante significativa de críticas. Para algumas questões, ou em casos semelhantes, ao se apenar outras condutas, isso teria sido realizado de maneira mais branda. Houve, portanto, a penalização dos atos de 8 de janeiro em relação a alguns acusados, algumas acusadas. Isso acabou fazendo com que o tribunal ficasse com essa pecha de que teria sido muito duro e de que não teria respeitado garantias constitucionais que ele mesmo, em outros momentos, já havia asseverado como questões relevantes e importantes para a nossa realidade constitucional
brasileira.
Então, o tribunal, acredito eu, durante todo esse processo, que ainda continua, sai, de certa maneira, enfraquecido por conta dessa diversidade de decisões, às vezes por fatos muito semelhantes, e pela dureza das penas que foram imputadas quando comparadas com outros casos em que as penas não foram tão duras assim.
A Crítica: Há um movimento que confunde liberdade de expressão com atitudes consideradas atos antidemocráticos, como as de três anos atrás. Onde está a linha que separa uma coisa da outra?
Thiago: Essa separação é muito difícil, porque é uma linha muito tênue, tendo em vista que a liberdade de expressão, conquanto seja um direito fundamental, ou seja, internalizado na nossa realidade brasileira, na nossa realidade constitucional brasileira, é também um direito humano, numa perspectiva transnacional, numa perspectiva internacional.
Então, quando a gente compara a liberdade de expressão no Brasil e a sua interpretação no Brasil, é uma interpretação diferente do que acontece em outros países, como, por exemplo, nos Estados Unidos. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal, aproveitando que a gente está falando da Suprema Corte aqui no Brasil, já posicionou que a liberdade de expressão traz consigo alguns limites, dentre os quais a impossibilidade do hate speech, ou do discurso de ódio: você tentar imputar ou minimizar uma determinada minoria ou realizar críticas muito severas que venham a diminuir outros direitos.
Quando a gente compara a liberdade de expressão no Brasil é uma interpretação diferente em outros países
Então me parece que essa linha é efetivamente muito tênue, é difícil compatibilizar essas questões, mas eu tendo a achar que é uma questão que ainda merece maior análise por parte do Supremo Tribunal Federal, especialmente porque essas questões e essas delimitações, muitas das vezes, têm que acontecer, na minha maneira de enxergar, pelo Pleno, ou seja, pelo plenário do tribunal, e não necessariamente em julgamentos esporádicos e específicos por cada uma das turmas ou mesmo em decisões monocráticas dos ministros, que é o que a gente tem visto acontecer em alguns casos.
A Crítica: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA podem administrar a Venezuela e explorar seu petróleo por anos. Do ponto de vista do direito internacional, um presidente de outro país pode ser capturado por ordem do chefe de uma nação estrangeira, como ocorreu na Venezuela? Isso é legal ou viola regras básicas?
Thiago: Muito bem. Essa questão é uma questão que é pauta, que é da ordem do dia, que tem acontecido. E eu respondo de maneira objetiva, dizendo que há uma certa doutrina majoritária que defende a ilegalidade nesse tipo de prisão, nesse tipo de ação.
Como eu disse no início da entrevista, o direito é muito dicotômico, ou seja, existe também parte da doutrina, e eu não estou aqui para defender nenhum lado nem outro, mas para expor essas questões, que entende que isso seria possível. E aí explico, ou tento explicar, quais seriam as razões. Explico para vocês, explico para os nossos ouvintes, para aqueles que nos assistem. Nós temos aqui questões relacionadas à soberania, que traz consigo alguns princípios, como o princípio da autodeterminação, ou autodeterminação dos povos, e também a ideia de que a soberania está incluída dentro do que a gente chama de teoria geral do Estado, ou seja, para que exista um Estado você tem povo ou população, território e soberania. Soberania é aquela capacidade de se autodeterminar interna e externamente.
Acontece que não é comum e, portanto, para quem defende essa ideia da ilegalidade, você, ou melhor, uma nação, ou um determinado chefe de uma nação, determinar a captura ou a prisão de um outro violaria essa questão da soberania. E, de outro lado, para quem tem o entendimento contrário, que é principalmente um dos argumentos relacionados aqui aos Estados Unidos, é de que o que está acontecendo ali, primeiro, o Nicolás Maduro já não tinha mais legitimidade para estar nesse cargo. Organizações internacionais, os próprios Estados Unidos, alguns outros países não tinham reconhecido as últimas eleições. Então, portanto, diante dessa ilegitimidade, ele não seria presidente, simples e tão somente, ele estaria ocupando aquele cargo ali. A gente sabe pelas notícias e pelo que se percebe dentro da Venezuela.
E é uma questão aqui de constatação de que, ao que tudo indica ali, o que se verificava mesmo era um regime ditatorial em que você tinha inúmeras violações de direitos humanos. Então, dentro de toda essa perspectiva, há uma parte da doutrina, e eu tenho lido a respeito dessa questão, que defende uma teoria da soberania não protegida: que a soberania da Venezuela não teria sido aviltada nesse caso especificamente porque, primeiro, ali a gente não teria mais um presidente que foi legitimamente e democraticamente eleito e porque você tem outras violações, especialmente também no tocante a essa questão de que supostamente Nicolás Maduro – digo supostamente porque isso tem que ser apurado – seria, então, o responsável, o cabeça, digamos assim, num jargão mais popular, do Cartel de los Soles, que é uma organização criminosa que busca ali expandir o narcotráfico.
Então a gente não estaria falando de um presidente. E, portanto, é dessa maneira que os Estados Unidos tentam legitimar essa ação, mas, volto a dizer, respondendo e retornan-
do à sua pergunta de maneira objetiva, inicialmente e majoritariamente, seria uma questão relacionada a uma ilegalidade por conta da impossibilidade dessa ação em relação à soberania do Estado venezuelano.
A Crítica: Vimos parte da população venezuelana ir às ruas comemorar essa ação dos EUA, enquanto o debate se polariza entre direita e esquerda. Uma situação assim pode continuar se repetindo em outros países da América do Sul? Isso fortalece a posição dos Estados Unidos como uma espécie de “chefe-mor” global?
Thiago: Perfeito. Tecnicamente falando, uma vez mais, existe uma obra, para quem está nos ouvindo, quem está nos assistindo, que tiver interesse, que chama Quem manda no mundo, de um filósofo chamado Noam Chomsky. E essa obra escancara algumas questões, sem essa polarização, para determinar efetivamente a legitimidade de um único país pretender ser o senhor de todo o mundo.
Isso está muito relacionado também a uma teoria penal, do direito penal do inimigo, ou seja, você implanta um inimigo em determinados países e, supostamente, para combater esse inimigo, que seria um inimigo da nação ou um inimigo mundial, você adota determinadas ações que vêm a violar alguns direitos, como aqui no caso da soberania desse país. Mas me parece que isso inaugura, sim, uma possibilidade de isso acontecer. Vale a pena lembrar que isso já foi realizado pelos Estados Unidos em alguns outros casos. Então já aconteceu no Panamá, já aconteceu especialmente no Oriente Médio. Mas aqui é importante resgatar que, com esses acontecimentos recentes, a gente tem aqui uma ideia da ressignificação da Doutrina Monroe, que é uma doutrina que dizia que as Américas deveriam se proteger do outro lado do mundo e que essa proteção competiria aos próprios americanos – e aí, quando eu digo americanos, todos os Estados americanos, os Estados da América do Norte, da América Central e da América do Sul.
Só que, ao final, o que precisa ser analisado efetivamente seriam quais as intenções com essas ações realizadas pelos Estados Unidos, ou seja, o que efetivamente é buscado. Mas isso, sim, inaugura uma possibilidade que traz consigo algumas dificuldades, que isso aconteça em outras localidades, em outros lugares do mundo, e não só aqui nas próprias Américas. Então me parece que essa atitude, efetivamente, causa, de certa maneira, uma erosão diplomática e uma possibilidade
de uma reciprocidade.
A Crítica: Diante dessa provável ilegitimidade de Nicolás Maduro no poder, por que organismos como a ONU não atuaram para convocar novas eleições e viabilizar um novo chefe de Estado na Venezuela?
Thiago: A resposta mais objetiva seria por conta da soberania. A gente precisa entender que, efetivamente, existem organizações e organismos internacionais responsáveis, inclusive, pela manutenção da paz no mundo. E aí, quando a gente fala paz e pensa no papel que a Organização das Na-
Nós temos questões relacionadas à soberania, que traz alguns princípios, como o princípio da autodeterminação
ções Unidas desenvolve, é uma questão que, às vezes, a gente não entende a completude e a complexidade desse termo paz. Paz é um direito, um direito humano e um direito fundamental, considerado de quinta geração, ou seja, é um direito que é de todos nós. E aí, quando a gente pensa na manutenção da paz e na tentativa, talvez, de uma não intervenção, ainda que de um órgão como a ONU, é justamente buscando garantir essa soberania. Mas isso significa dizer que o que busca, ou o que buscou – não sei aqui, fazendo um exercício rápido – a Organização das Nações Unidas foi, efetivamente, garantir esse direito à paz. E, de certa maneira, o que acontece no espectro internacional e do direito internacional, a verdade é a seguinte: você não tem muitos mecanismos, porque você depende de tratados bilaterais ou multilaterais, que esses países se sujeitem, por exemplo, a uma jurisdição internacional, para que eles venham, eventualmente, a ser penalizados pelo Tribunal Penal Internacional, pela Corte Internacional de Justiça, o que nem sempre acontece. Mas, efetivamente, o que se busca, ou as principais sanções que são aplicadas a países, buscando rearranjar ou corrigir determinados equívocos internos, é uma questão relacionada muito à economia.
A Crítica: Indo direto à pergunta que muitos fazem: uma situação como essa pode acontecer aqui no Brasil? Um presidente de outro país poderia, de alguma forma, determinar a prisão do presidente
Lula ou de um futuro presidente brasileiro?
Thiago: Talvez, se essa pergunta tivesse me sido feita na última sexta-feira, eu diria: não, de forma alguma. Mas, tendo acontecido o que aconteceu no sábado, me parece que sim. É possível, mas é muito difícil. Difícil por algumas questões, especialmente pelo tamanho do Brasil, ou seja, pelo tamanho continental que o Brasil tem, pela força e pelo poderio que o Brasil tem, do ponto de vista, inclusive, militar e, eventualmente, até do ponto de vista econômico, mundo afora, para conseguir outros apoiamentos internacionais, outros apoios internacionais.
E, respondendo objetivamente, me parece que isso poderia acontecer. Não quer dizer que isso seria legal. Isso esbarraria também na soberania do Brasil, mas me parece que, tendo isso acontecido uma vez, isso poderia acontecer. E, na verdade, se a gente parar para pensar, quando as investidas dos Estados Unidos começaram em relação à Venezuela, sobre essa questão do narcotráfico, a gente teve no Brasil uma discussão muito relevante, salvo engano em outubro, novembro e dezembro do ano passado, para dizer que talvez o Brasil pudesse ser um próximo alvo justamente por não conseguirmos dar uma resposta efetiva às facções criminosas. Então a questão do Rio de Janeiro, à época de todos aqueles acontecimentos que a gente viu e percebeu, fez com que, necessariamente, o Brasil se tornasse um possível lugar em que você teria, talvez com uma pretensa autorização, ainda que parcial, do Brasil – e a gente poderia discutir sobre a possibilidade ou não de alguém ceder parte da sua soberania, porque é importante dizer também que a soberania não é um conceito absoluto, não quer dizer que, por ser um Estado soberano, eu tudo posso fazer, ou seja, o chefe do Poder Executivo ou os poderes instituídos também devem cumprir e respeitar determinados limites, e os principais limites são os direitos humanos. Então, me parece que no Brasil isso, eventualmente, poderia acontecer, mas seria muito mais difícil, por todas essas questões e também pela posição do próprio Poder Judiciário brasileiro. Eventualmente, no futuro, isso não aconteceria, porque você extraditar o presidente da República não é possível, por conta da nossa Constituição brasileira. Então, um brasileiro nato não pode ser extraditado na realidade brasileira. Então, não partiria do Brasil, mas uma eventual captura, como a que aconteceu, poderia ser, do ponto de vista fático, algo que acontecesse ou que aconteceria.
Pantanal de MS está entre os 15 principais destinos do turismo de natureza do Brasil
Plataforma especializada cita Mato Grosso do Sul como destaque em vida selvagem e reforça vocação do Estado para o ecoturismo
M ato Grosso do Sul começa 2026 em evidência no turismo de natureza. O Estado foi incluído em uma lista com 15 destinos brasileiros de ecoturismo para se aventurar em 2026, elaborada pela plataforma especializada PlanetaEXO, tendo o Pantanal sul-mato-grossense como destaque e cartão de visita.
A seleção leva em conta experiências em meio à natureza, acolhimento dos mo -
radores e compromisso com a conservação ambiental. O reconhecimento reforça algo que o sul-mato-grossense já sabe na prática: o Estado é hoje um dos principais polos do país para quem busca observação de fauna e contato direto com a vida selvagem.
O cenário é ainda mais favorável porque o Brasil foi eleito “Destino do Ano 2026” pela revista internacional Travel + Leisure, o que tende a au-
antas, sucuris e onças-pintadas
mentar o interesse de turistas estrangeiros por regiões como o Pantanal.
Segundo Lucas Ribeiro, CEO do PlanetaEXO, o Pantanal oferece a experiência de vida selvagem mais intensa e acessível do país. “O Pantanal é o nosso grande safári. Nossa seleção para 2026 destaca o Mato Grosso do Sul porque a região oferece a maior concen-
tração de fauna das Américas. A chance de avistar onças-pintadas, tuiuiús e jacarés em seu habitat natural cria uma conexão imediata e profunda, gerando experiências que valorizam a preservação do bioma e impulsionam a economia local através da conservação”, afirma. Além do Pantanal sul-mato-grossense, a curadoria do
PlanetaEXO inclui outros 14 destinos de natureza pelo país, indicados no gráfico ao lado. Além do Pantanal sul-mato-grossense, a curadoria do PlanetaEXO inclui outros 14 destinos de natureza pelo país:
■ Lençóis Maranhenses (MA)
■ Amazônia (AM/PA)
■ Chapada Diamantina (BA)
■ Cambará do Sul (RS)
■ Jalapão e Serras Gerais (TO)
■ Chapada dos Veadeiros (GO)
■ Vale do Catimbau (PE)
■ Nobres (MT)
■ Barra do Garças (MT)
■ Serra da Capivara (PI)
■ Cerrado – Trijunção (GO/ MG/BA)
■ Ibitipoca (MG)
■ Abrolhos (BA)
■ Fernando de Noronha (PE)
Mato Grosso do Sul começa 2026 em evidência no turismo de natureza
Reconhecido como a maior planície alagável do mundo, o Pantanal abriga milhares de espécies, entre elas araras, tuiuiús, tucanos, tamanduás, macacos, capivaras,
Foto: Imagem
Esquenta abre carnaval de rua e coloca Campo Grande no clima da folia
CADERNO LIGHT
Esquenta abre carnaval de rua e coloca Campo
Grande no clima da folia
Divulgação,
Ipa Lêlê e Capivara Blasé iniciam a festa no fim de semana e blocos já confirmam programação para fevereiro
A um mês do Carnaval, Campo Grande já começou a entrar no clima da folia com o primeiro esquenta realizado no sábado (10). O bloco do Ipa Lêlê foi o primeiro a abrir as ruas em 2026. As organizações, no entanto, já adiantam as datas oficiais dos desfiles previstos para janeiro e fevereiro.
Sem divulgar o local, o esquenta do Capivara Blasé terá duração de oito dias, entre 17 e 24 de janeiro. “Se você acha que Carnaval é só em fevereiro… melhor repensar”, diz trecho do post que anunciou o evento. Em fevereiro, não vão faltar opções para quem pretende cair na folia. O primeiro bloco a sair às ruas será o Calcinha Molhada, no dia 7. “Se alonga, se hidrata e esteja pronta porque dia 7 de fevereiro a gente tá na Praça Aquidauana de novo”, convida o grupo.
Ainda no dia 7, o bloco As Depravadas agita a Capital nas primeiras horas do sábado. A concentração começa às 9h e segue até às 14h, no calçadão da Rua Barão do Rio Branco, entre as ruas 14 de Julho e 13 de Maio. “Em 2026 o bloco As Depravadas completa 33 anos. Somos o bloco de rua mais antigo e em atividade de Campo Grande. Para comemorar, coloque sua fantasia dos antigos carnavais. Pierrots, colombinas, piratas, odaliscas… bora viver a magia dos antigos carnavais”, sugere o grupo.
Já o Bloco Reggae entra no calendário carnavalesco na sexta-feira e no sábado de Carnaval, dias 13 e 14, com programação na Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária.
“Dois dias de reggae, dub, sound system, resistência cultural e união no coração da cidade”, define o grupo.
O Cordão da Valu também confirmou presença na folia com duas apresentações. O grupo se apresenta no dia 14, sábado, e no dia 17, terça-feira de Carnaval, ambos os encontros na Esplanada Ferroviária. Nos dias 15 e 16, será a vez do Capivara Blasé voltar às ruas. Assim como no esquenta, o bloco ainda não divulgou local e horário. “A contagem regressiva começou”, informou a organização.
A Companhia Barra de Saia também já se prepara para a folia e fará festa na Orla Morena, na Avenida Noroeste, no dia 16. O horário ainda não foi divulgado.
No dia 21, o Bloco Forrozeiros MS se reúne na Esplanada Ferroviária. Neste ano, o grupo presta homenagem à professora Michele Lima, referência do forró em Campo Grande e responsável pelo Espaço de Dança Fulô. No mesmo dia, o bloco Eita! estará nas ruas, mas ainda não informou local e horário da concentração.
O desfile das escolas de samba de Campo Grande está marcado para os dias 16 e 17 de fevereiro, a partir das 19h, na Praça do Papa, no Bairro Santo Amaro. A entrada será gratuita e haverá transmissão ao vivo pelo YouTube da Lienca. Antes dos desfiles, as escolas participam dos ensaios técnicos nos dias 11 e 12 de fevereiro. A apuração acontece no dia 18, e a premiação das campeãs está marcada para o dia 20 de fevereiro.
Campo Grande ganha primeiro circuito de corrida de rua homologado em MS
Circuito Cidade Morena terá quatro etapas em 2026, com meia maratona, provas de 5 km e 10 km e pontuação para Bolsa Atleta Estadual
Campo Grande recebe neste ano o Circuito de Corrida Cidade Morena, primeiro circuito de provas de rua criado em Mato Grosso do Sul com homologação da Federação de Atletismo do Estado e aval da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT).
Além de movimentar o calendário esportivo da Capital, as provas vão servir como oportunidade de pontuação para o Bolsa Atleta Estadual, beneficiando corredores que buscam apoio para treinos e competições.
O circuito será disputado em quatro etapas ao longo do ano, e
MÚSICA
a estreia está marcada para 25 de janeiro de 2026, com largada às 5h30, na Avenida Gury Marques, saída para São Paulo, passando pelo bairro Cidade Morena. Os percursos terão distâncias de 21,098 km (meia maratona), 10 km e 5 km, com premiação em troféus para o Geral Adulto (masculino e feminino) e por faixa etária. Nas provas de 21 km e 10 km, os cinco primeiros colo-
cados no geral, nos dois gêneros, também recebem premiação em dinheiro. Quem subir ao pódio entre o 1º e o 3º lugar em cada categoria terá ainda um benefício extra: a inscrição automática e gratuita para a etapa seguinte do Circuito. A realização é da 93 Produções, com a proposta de fortalecer o atletismo sul-mato-grossense, incentivar
corredores amadores e profissionais e consolidar Campo Grande no mapa nacional das corridas de rua homologadas. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela internet, no site kmaisclube. com.br. Mais informações, regulamento e novidades sobre as próximas etapas estão sendo divulgadas no perfil oficial do circuito no Instagram.
Dupla sertaneja do estado planeja turnê e álbum conceitual em 2026 com foco na própria
essência
Neto & Felipe anunciam nova fase da carreira com o projeto Essência e um disco totalmente autoral dividido em dois universos musicais
Natural de Mato Grosso do Sul, os músicos Neto & Felipe iniciam 2026 com um planejamento que promete marcar uma nova etapa da carreira. Após ganharem projeção nacional e reconhecimento nos palcos brasileiros, a dupla, conhecida pela autenticidade e pela fusão entre o regional e o contemporâneo, aposta em um ano de consolidação artística, com uma agenda estratégica e cheia de simbolismo. O projeto que conduz esse novo momento é “Essência”, espetáculo intimista que percorre as raízes da música brasileira e traduz, em formato de experiência, a verdade artística dos dois sul-mato-grossenses. A turnê passará por São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, com 12 apresentações já confirmadas ao longo do ano. O foco é ampliar o alcance do projeto sem perder o que o torna singular: a proximidade com o público e a força emocional de cada acorde.
Enquanto levam o show para diferentes regiões do
país, a dupla que é reconhecida nacionalmente por conta da participação no The Voice Brasil em 2022, também trabalha naquele que definem como “o projeto mais autêntico e ousado” de suas
carreiras: um álbum conceitual inteiramente autoral, com composições, arranjos e produção assinados pela própria dupla. O disco será dividido em dois lados complementares. O Lado A mergulha nas influências do pop e do rock, com sonoridades mais experimentais, enquanto o Lado B resgata o universo da música caipira e sertaneja, reafirmando as origens e a identidade
que moldaram a trajetória da dupla.
“Mais do que apresentar novas canções, o trabalho propõe um diálogo entre tradição e modernidade, revelando diferentes camadas da criação artística de Neto & Felipe. A ideia é transformar o álbum em uma espécie de manifesto musical, uma síntese da liberdade criativa e da maturidade conquistada ao longo dos anos”, diz a dupla.
FOTO: DIVULGAÇÃO
Largada de corrida de rua em Campo Grande; Circuito Cidade Morena estreia em janeiro com provas de 5 km, 10 km e meia maratona.
Bloco de rua em Campo Grande.
Sul-mato-grossenses, Neto & Felipe iniciam 2026 com turnê nacional e álbum conceitual que celebra as próprias raízes
O Cordão da Valu se apresenta no dia 14, sábado, e no dia 17, terça-feira de Carnaval
Golpes com uso de IA e manipulação emocional expõem novas vulnerabilidades no mundo digital
As emoções podem se tornar vulnerabilidades no mundo digital
E m 2025 uma francesa sofreu um prejuízo de 830 mil euros, aproximadamente R$5,1 milhões, após realizar transferências bancárias para quem acreditava ser o notório galã de Hollywood Brad Pitt. No entanto, a pessoa com quem ela realmente conversava era um golpista norte-americano que através de imagens criadas por inteligência artificial e manipulação emocional a convenceu a transferir a quantia. O caso levanta o questionamento: como as emoções podem se tornar vulnerabilidades no mundo digital?
A psicóloga, psicoterapeuta e psicanalista Claudia Martins, contou em entrevista ao Giro
Estadual de Notícias da última sexta-feira (9), como a situação da francesa, identificada apenas como Anne, não é a única e explicou detalhes importantes para a compreensão desse caso e de muitos outros.
Um exemplo recente foi o da moradora de São Valentim (RS), de 54 anos, que viralizou nas redes sociais após ser abordada pela polícia no aeroporto de Erechim, na noite de 24 de dezembro, dizendo esperar a chegada de Brad Pitt, com quem afirmava que “o plano era a gente se casar” e com quem teria feito várias videochamadas. Em boletim de ocorrência registrado em 5 de janeiro, porém, ela declarou que tudo não passava de uma brincadeira com o filho de 12 anos e que nunca teve contato com golpistas, nem enviou dinheiro ou sofreu prejuízo financeiro. Mesmo assim, a Polícia Civil investiga se houve crime de estelionato e, se isso for descartado, se a conduta dela pode se enquadrar em outro tipo penal. ‘’Tem uma curiosidade do caso de Erechim que quase ninguém mencionou mas que é muito simbólica, isso aconteceu no dia 24 de dezembro por volta das 20h30 um horário que a maioria das pessoas está se preparando para ceia de Natal cercada, ou pelo menos convocada, simbolicamente por família, união e pertencimento do ponto de vista psicológico, psicanalítico, a data fala por si.’’
‘’O Natal é um momento que intensifica os afetos. Para quem está amparado, aquece. Para quem está só, emocionalmente, escancara a falta’’, destacou.
Para Claudia a escolha do momento diz muito sobre a sofisticação da manipulação utilizada no momento de aplicar o golpe. ‘’Os golpistas sabem muito bem escolher os momentos de maior vulnerabilidade das suas vítimas. Datas comemorativas, finais de ano, noites longas, horários emocionalmente carregados. Não é aleatório, é estratégico. Existe uma expectativa social de felicidade, de família reunida, de amor. Quando isso não está plenamente vivido, a dor aparece com mais força. Nesse contexto, uma mensagem, uma chamada de vídeo, uma promessa de presença pode ter um impacto muito maior.’’
A profissional ressaltou ainda que o golpe não deve ser visto como motivo de piada e que pode ocorrer com qualquer um. ‘’Esse caso precisa ser lido com cuidado, empatia e profundidade, não com deboche. Quando a gente olha, por exemplo, para essa mulher com mais cuidado, a primeira coisa que precisa ser dita é, o sofrimento dela não começa
‘’ ... não existe um perfil único de pessoas vítimas dos golpes, o que existem são situações de vulnerabilidade emocional que podem ocorrer com qualquer um..."
nem termina no golpe. Mesmo pessoas emocionalmente estáveis podem sim se envolver quando encontram validação, escuta e reconhecimento. Isso não é fragilidade, é humano.’’
Segundo a psicóloga não existe um perfil único de pessoas vítimas dos golpes, o que existem são situações de vulne-
rabilidade emocional que podem ocorrer com qualquer um, a solidão emocional é um desses momentos. ‘’ Quando alguém não se sente visto, reconhecido ou desejado, o vínculo virtual pode ocupar esse lugar. A tecnologia entra com uma prótese afetiva, sustentando algo que parecia real naquele momento.’’
Os avanços tecnológicos e o impacto na percepção de realidade - Em um mundo tão conectado, as novas tecnologias não moldam apenas a rotina de trabalho e as pesquisas rotineiras, e sim alteram a visão de possível e impossível dos indivíduos.
Essa quebra de parâmetros realizada pela Inteligência Artificial altera a percepção de realidade, como explicou: ‘’A inteligência artificial hoje cria uma identidade com rosto, voz, expressões, respostas emocionais e continuidade narrativa. Não é só texto, há uma imagem, há som, há presença. Do ponto de vista psicológico, ver e ouvir alguém produz efeito de
realidade. O cérebro humano reconhece rosto, voz, interação como sinais de existência. Por isso a fronteira entre fantasia e realidade pode se confundir muito rapidamente, mesmo em pessoas com juízo de realidade preservado. Claudia adverte que essa confusão não deve ser lida como delírio e exemplifica utilizando o caso de Erechim. ‘’ O delírio acontece quando a pessoa sustenta a crença, apesar de todas as provas contrárias. Nesse caso, acontece o oposto, quando a realidade aparece e ela se sente exposta, ela tenta contar uma outra história. Isso mostra que o contato com a realidade existe. O que houve foi uma ilusão sustentada tecnologicamente.’’
‘’A IA permite algo novo e perigoso, uma fantasia com aparência de real. Antes a fantasia era interna, agora ela vem apoiada por imagem, voz, coerência narrativa e interação em tempo real. Isso confunde muito rápido, porque o psiquis-
mo humano não foi preparado para distinguir afeto real de afeto simulado com tamanha sofisticação. Se tratando de
‘’A IA permite algo novo e perigoso, uma fantasia com aparência de real. Antes a fantasia era interna, agora ela vem apoiada por imagem, voz, coerência narrativa e interação em tempo real."
IA, qualquer pessoa pode cair. Não é falta de inteligência, não é carência extrema e não é doença mental, é encontro entre vulnerabilidade emocional humana e uma tecnologia que simula a presença de forma convincente’’, explicou. Para a especialista casos como esses revelam possíveis perigos das novas ferramentas
e obrigam a sociedade a mudar a perspectiva em relação às vítimas. ‘’Esse caso nos obriga a mudar a pergunta, não é como alguém acreditou nisso. É como o nosso psiquismo lida com uma tecnologia que cria pessoas que não existem. É por isso que esse tipo de golpe não deve ser tratado como ingenuidade ou piada, mas como um novo risco psíquico da era digital, que pode atingir qualquer pessoa. O vínculo é criado antes de qualquer pedido financeiro. Existe constância, espelhamento emocional, promessa de exclusividade. Quando esse espelho quebra, primeiro com a descoberta do golpe e depois com a exposição pública, o impacto não é só decepção, é desorganização emocional.’’ Em relação ao comportamento dos golpistas a psicóloga finaliza: ‘’Nessa situação ele se assemelha mais a um psicopata do que a um antissocial, porque ele não é impulsivo, ele é estratégico, ele tem sucesso, ele conquista.’’
Comunidade Quilombola Águas do Miranda celebra 39ª Folia de Reis
Tradição de mais de meio século reafirma a ancestralidade negra e a união comunitária em Bonito, com apoio do Grupo TEZ e da Lei Aldir Blanc
Às margens do Rio Miranda, em Bonito, a Comunidade Quilombola Águas do Miranda vive, neste fim de semana, a 39ª edição da Festa da Folia de Reis, uma das manifestações culturais mais antigas e simbólicas de Mato Grosso do Sul. A programação começou no sábado (10) e será encerrada neste domingo (11), reafirmando uma tradição de mais de meio século que celebra a fé, a ancestralidade negra e a união comunitária no distrito, com apoio do Grupo Trabalho e Estudos Zumbi (TEZ) e recursos da Lei Aldir Blanc, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), executada pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).
Realizada há mais de 50 anos, a festa é considerada a
maior manifestação popular da região e a primeira do calendário cultural de Bonito. Mais do que uma expressão religiosa, a Folia é herança viva da cultura negra quilombola, passada entre gerações desde que os primeiros cantos ecoaram pelas margens do rio. Neste ano, a festividade conta com o apoio do Grupo TEZ, por meio do projeto “Festividades Religiosas: Saberes e Ancestralidade”, que atua no fortalecimento de manifestações culturais negras e quilombolas em todo o Estado, com ações formativas e incentivo direto às celebrações. Segundo a moradora e organizadora Kely Aparecida da Silva, a Folia de Reis vai muito além da devoção individual. “A festa reforça a união da nossa comunidade. É
o momento de ver e sentir a fé das pessoas. A gente celebra a caminhada, as visitas da bandeira, o terço, o jantar, tudo tem um sentido profundo”, contou. A tradição foi trazida da Bahia por Amarílio Modesto da Silva, avô de Kely, e se consolidou na região como símbolo da resistência e da ancestralidade quilombola. “É muito bonito
ver o reconhecimento dessa história. A bandeira passou por Nioaque, voltou pra cá e hoje continua viva”, completa. Para Bartolina Ramalho Catanante, a professora Bartô, presidenta do Grupo TEZ, apoiar a festa é também um ato de memória e de afirmação de identidade coletiva. “As festividades religiosas são parte
da nossa infância e da nossa história. A Folia sempre foi um ponto de encontro e de integração nas comunidades negras. Quando o TEZ participa, estamos reafirmando a cultura popular e a memória ancestral do nosso povo”, afirma. Ela destaca ainda que manter viva a Folia é um gesto político e educativo. “Fortalecer essa tra-
dição é fortalecer a negritude presente em cada comunidade, garantindo que filhos e netos convivam com suas raízes.” A programação começou na noite de sábado (10), na própria comunidade, com reza do terço às 18h30, seguida de jantar coletivo a partir das 20h e, depois, baile e leilão, iniciados às 21h30. Já neste domingo (11), as atividades seguem ao longo de todo o dia. Pela manhã, a partir das 8h, a programação se estende ao Teatro da Sanesul, em Bonito, onde ocorre, às 8h30, a oficina “Saberes, Folia de Reis”, e, às 10h30, a apresentação do Grupo de Capoeira Olodum, de Nioaque (MS). No retorno à comunidade, o almoço coletivo está previsto para as 12h30, seguido de baile e torneio de futebol durante a tarde, a partir das 14h. O encerramento oficial dos festejos está marcado para as 19h deste domingo, coroando mais uma edição da Folia de Reis na Comunidade Quilombola Águas do Miranda, em Bonito.
FOTO: WILLIAMS SOUZA/JORNAL A CRÍTICA
REPRODUÇÃO
Psicóloga explicou que acreditar no que os golpistas falam não é sinal de ingenuidade, e sim resultado das novas inteligências artificiais.
Foliões da Comunidade Quilombola Águas do Miranda mantêm viva a tradição da Folia de Reis há mais de 50 anos, em Bonito (MS).
MUDANÇA DE ROTA
A Jeep tirou de linha nos Estados Unidos o Grand Cherokee 4xe, o Wrangler 4xe e outros híbridos plug-in. A nova aposta da Stellantis são modelos híbridos plenos e com autonomia estendida, mais simples e competitivos. No Brasil, onde o Grand Cherokee é vendido apenas na versão híbrida importada dos EUA, o futuro do modelo é incerto.
Ford oferece Territory com desconto de até R$ 15 mil e preço cai abaixo do HR-V
A Ford está oferecendo até o dia 12 de janeiro um desconto de até R$ 15 mil no SUV Territory.
A té o dia 12 de janeiro, quem passar por uma concessionária Ford pode encontrar uma situação pouco comum no mercado brasileiro. O Territory, hoje o carro mais barato da marca no país, está sendo oferecido com desconto de até R$ 15 mil e passa a custar menos do que um Honda HR-V em sua versão mais completa.
O bônus é aplicado sobre o preço sugerido de R$ 215 mil e vale mediante a entrega de um veículo usado na troca. Com isso, o SUV médio da Ford pode sair por cerca de R$ 200 mil, valor que o coloca diretamente na faixa de preço de modelos compactos topo de linha.
Na prática, a oferta muda o posicionamento do Territory. Mesmo sendo um SUV maior, com mais espaço interno e porte acima do HR-V, ele passa a disputar o mesmo orçamento de quem busca um carro dessa categoria.
O Territory é vendido no Brasil em versão única, a Titanium, e chega bem equipado. O pacote inclui teto-solar panorâmico, bancos dianteiros elétricos com aquecimento e ventilação, ar-condicionado de duas zonas, porta-malas com abertura elétrica, chave presencial com partida remota e sistemas de assistência ao motorista.
A linha 2026 trouxe mudanças visuais importantes. A dianteira foi redesenhada, com novos faróis em formato de L e grade preta que deixa o visual mais alinhado com outros modelos recentes da Ford. O carro também cresceu em comprimento e agora mede 4,68 metros, mantendo bom espaço para passageiros e um porta-malas de 448 litros.
Por dentro, o acabamento recebeu novas cores, combinando preto e marrom. As duas telas de 12,3 polegadas ganharam novos gráficos e o sistema multimídia passou a contar com som com efeito 3D. A iluminação ambiente em LED, com diversas opções de cores, reforça a sensação de carro mais sofisticado.
Sob o capô, o Territory mantém o motor 1.5 turbo EcoBoost, com 169 cavalos de potência e câmbio automático de dupla embreagem com sete marchas. Segundo a Ford, o consumo é de 8,8 km por litro na cidade e 11,2 km por litro na estrada, sempre com gasolina.
Lançada em 2023, a segunda geração do Territory marcou uma mudança clara na identidade do modelo no Brasil. A reestilização mais recente reforçou esse caminho, aproximando o SUV do visual global da marca.
Em um segmento cada vez mais disputado, a oferta atual torna o Territory uma alternativa concreta para quem deseja subir de categoria sem aumentar o orçamento. Até o dia 12, o desconto coloca o SUV médio da Ford em uma posição rara no mercado: maior que os compactos, com preço de compacto e uma lista de equipamentos que costuma aparecer apenas em modelos mais caros.
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Por dentro, o acabamento recebeu novas cores, combinando preto e marrom.