do o período de férias sem sair da cidade, o Shopping Bosque dos Ipês está com a campanha “Férias é no Bosque” e reúne atrações para todas as idades e transforma o shopping em um espaço completo para curtir com a família, com conforto, segurança e variedade de opções. Tem Boliche na Playgames, Casa da Tia Paula, Diversões Toys, Mini Cars, Play Games, Vitinho Park e etc. O shopping fica na avenida Cônsul Assaf Trad, 4796, no bairro Novos Estados, em Campo Grande.
Feira Borogodó
A primeira edição de 2026 da Feira Borogodó reúne mais de 300 expositores de artesanato, gastronomia, moda autoral e atrações culturais, das 9h às 15h, na Praça do Bairro Coophafé, com entrada gratuita. Para fechar o fim de semana em clima leve, o grupo Pagode na Pele anima a tarde de domingo, a partir das 16h, no Má.donna, também com entrada gratuita.
Regras da aposentadoria mudam e colocam campo-grandenses em situação de alerta
Novas exigências de idade e tempo de contribuição exigem planejamento de quem está perto do benefício; veja quem é afetado e como checar sua situação em Mato Grosso do Sul
A reforma da Previdência, em vigor desde 2019, continua alterando ano a ano as condições para se aposentar, e em 2026 as regras de transição dão mais um passo. Na aposentadoria por tempo de contribuição,
a pontuação que soma idade e anos de contribuição sobe para 93 pontos para mulheres e 103 para homens, tanto no setor privado quanto no serviço público, onde ainda é exigido mínimo de 20 anos no serviço público
e cinco no cargo. Na regra que combina idade mínima e longo tempo de contribuição, o piso passa para 59 anos e meio (mulheres) e 64 anos e meio (homens), até chegar, em 2031, a 62 e 65 anos, respectivamente. Os professores também seguem uma regra própria de transição, que eleva em 2026 a idade mínima para 54 anos e meio (mulheres) e 59 anos e meio (homens), com acréscimo de seis meses por ano até 2031. O tempo mínimo de contri-
buição permanece em 25 anos para professoras e 30 para professores, valendo para a iniciativa privada, instituições federais e pequenos municípios; docentes de redes estaduais e de grandes cidades cumprem normas dos regimes próprios. Já a aposentadoria por idade está totalmente ajustada à reforma: 65 anos para homens e 62 para mulheres, com exigência mínima de 15 anos de contribuição. Para ajudar o segurado a entender em qual regra se encaixa
e quanto falta para o benefício, o INSS oferece simulações pelo site e pelo aplicativo Meu INSS. Ao acessar com CPF e senha, é possível ver idade, tempo de contribuição e projeção de quando a aposentadoria será possível em cada regra, além de gerar um PDF com o resumo. Algumas regras de transição mais antigas, como os pedágios de 100% e 50% sobre o tempo que faltava em 2019, já se esgotaram.
Bolsonarismo mira o Senado em 2026 para ampliar poder e desafiar presidente Lula
VEJA NA PÁGINA 3•A
Cidade fecha ano como capital mais verde do Brasil e mira novas metas
Funsat oferece mais de 1,1 mil vagas de emprego nesta segunda-feira
Alistamento militar de 2026 já está aberto e vai até 30 de junho
Negros seguem maioria em MS, mas ainda ganham menos
Nova faixa do IR e reajuste do mínimo aliviam orçamento da população
Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e aumento de 6,79% no salário mínimo já valem a partir de janeiro e devem beneficiar 15 milhões de pessoas
O ano de 2026 começou com duas mudanças importantes para o bolso do trabalhador. Desde 1º de janeiro, passou a valer a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), que libera do pagamento quem recebe até R$ 5 mil por mês. A medida, sancionada em novembro, deve beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros e já será sentida no contracheque deste mês, pago no fim de janeiro ou início de fevereiro. Antes, a isenção valia apenas para quem ganhava até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036.
Além disso, o salário mínimo subiu de R$ 1.518 para R$ 1.621, um reajuste de 6,79%, calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O aumento garante ganho real acima da inflação, ainda que limitado pelas regras do novo arcabou-
ço fiscal. Juntas, as medidas devem aliviar o orçamento das famílias de baixa e média renda e movimentar a economia neste início de ano. O novo sistema de descontos do IR também introduziu faixas progressivas até R$ 7.350, para evitar que pequenos aumentos de salário resultem em cobranças desproporcionais. Nesse modelo, o abatimento diminui de forma gradual conforme a renda sobe, sendo calculado individualmente de acordo com as deduções e outras fontes de rendimento. Por outro lado, quem ganha mais vai pagar mais. O governo elevou a alíquota sobre rendas acima de R$ 50 mil mensais, atingindo cerca de 141 mil contribuintes de alta renda. As mudanças, no entanto, só terão impacto na declaração anual de 2027, referente ao ano-base de 2026.
Bolsonarismo mira o Senado em 2026 para ampliar poder e desafiar presidente Lula
Com MDB, PL e PP à frente nas pesquisas, disputa por 54 vagas no Senado expõe tensão entre Lula e Bolsonaro e incertezas regionais
A eleição para o Senado Federal em 2026 se tornou o principal foco da disputa política entre o governo Lula (PT) e o bolsonarismo. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta conquistar maioria na Casa Alta para influenciar a pauta legislativa e viabilizar um possível impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Levantamento feito pelo Estadão com base em pesquisas
Governo reage a tarifas da China e promete defender exportações de carne brasileira
Medida imposta por Pequim cria cota de 1,1 milhão de toneladas sem taxa extra e aplica sobretaxa de 55% sobre o excedente a partir deste mês
O governo brasileiro anunciou na última quarta-feira (31) que está atuando em conjunto com o setor privado e mantendo diálogo direto com a China para reduzir os impactos das novas tarifas sobre a carne bovina nacional. Em nota conjunta, os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agricultura e das Relações Exteriores afirmaram que o Brasil seguirá defendendo os interesses de produtores e trabalhadores do setor, inclusive no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). As medidas chinesas, co-
nhecidas como salvaguardas, entraram em vigor na quintafeira (1º) e devem valer por três anos. A nova regra estabelece uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas de carne brasileira que poderá entrar no país sem tarifas adicionais. As exportações que ultrapassarem esse limite pagarão uma sobretaxa de 55%, além dos 12% já aplicados.
O governo explicou que as salvaguardas são instrumentos previstos pela OMC para lidar com aumentos súbitos de importações, sem relação com práticas desleais de comércio. Segundo a nota, o Brasil tem
sido um parceiro confiável na segurança alimentar da China, fornecendo carne de forma sustentável, competitiva e com rigoroso controle sanitário.
A China é o principal destino da carne bovina brasileira e responde por quase metade das exportações do produto. Especialistas estimam que as novas tarifas possam causar perdas de até US$ 3 bilhões e forçar uma reorganização da produção. Embora outros mercados, como Indonésia, Vietnã e Cazaquistão, tenham ampliado suas compras, eles ainda representam menos de 1% do total exportado pelo Brasil.
nacionais mostra que MDB, PL e PP lideram o número de pré-candidatos competitivos, mas alianças regionais e indefinições ainda deixam o cenário em aberto.
Dos 54 assentos em disputa, apenas 60% têm nomes com vantagem consolidada. Em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Amazonas, não há favoritos claros. Entre os nomes de destaque, o MDB aparece com força, especialmente no Nordeste, com aliados de Lula como Renan Calheiros (AL), Eunício Oliveira (CE) e Helder Barbalho (PA). Já o PT tem como principais apostas Rui Costa (BA) e Humberto Costa (PE), enquanto o PL tenta garantir espaço com Michelle Bolsonaro (DF), Carlos Bolsonaro (SC) e o governador Cláudio Castro (RJ). Pesquisadores avaliam, porém, que o bolsonarismo dificilmente alcançará maioria no Senado. “Devemos ter uma Casa mais conservadora, mas não necessariamente alinhada a Bolsonaro”, afirma Murilo Hidalgo, do Paraná Pesquisas. Segundo ele, a tendência é a formação de uma direita moderada, semelhante à atual composição. Governadores de perfil mais pragmático, como Antônio Denarium (PP-RR) e Mauro Mendes (União-MT), devem fortalecer essa ala. Apesar disso, a indefinição em 22 vagas impede uma projeção clara da futura correlação de forças no Congresso. A possível candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência também pode alterar alianças e lançar novos nomes ao Senado. O resultado dessa disputa será decisivo para definir o equilíbrio político do país a partir de 2027 — e o grau de influência que Lula e Bolsonaro terão sobre o Legislativo.
Plenário do Senado Federal deve ser palco de uma das disputas mais acirradas das eleições de 2026
Reajuste do mínimo e nova faixa de isenção do IR passam a valer em todo o país.
China impõe nova tarifa à carne bovina brasileira, e governo promete agir para proteger o setor
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Ano eleitoral impõe novas restrições e exige registro prévio de pesquisas na Justiça Eleitoral
Regras já estão valendo e buscam garantir transparência nas eleições de 2026; descumprimento pode gerar multa e até detenção
Com o início do ano eleitoral, passam a valer desde o dia 1º, diversas restrições previstas na legislação brasileira.
Entre as principais medidas está a obrigação de que institutos e empresas registrem na Justiça Eleitoral todas as pesquisas de opinião relacionadas às eleições de 2026, mesmo as que não forem divulgadas publicamente. A exigência, prevista no artigo 33 da Lei nº 9.504/1997, determina que o registro seja feito com pelo menos cinco dias de antecedência e inclua informações como o contratante, o valor do levantamento, a metodologia, o período de coleta e o perfil dos entrevistados.
O processo é realizado exclusivamente pelo sistema eletrônico PesqEle, mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cada novo levantamento precisa ser cadastrado individualmente, e os dados fi-
Nelsinho
cam disponíveis para consulta pública por 30 dias. A Justiça Eleitoral afirma que a medida reforça a transparência e permite o acompanhamento por candidatos, partidos e eleitores. As penalidades são severas: a divulgação de pesquisas sem registro pode gerar multas de R$ 2,6 milhões a R$ 5,2 milhões, com base na Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul, fixada em R$ 52,93. Já a publicação de dados fraudulentos é considerada crime eleitoral, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa. Durante o período oficial de campanha, também ficam proibidas as enquetes eleitorais. Outras regras também entram em vigor neste início de ano. A legislação impede que governos distribuam gratuitamente bens, valores ou benefícios, salvo em casos de cala-
Trad garante R$ 3,6 milhões para seis cidades de MS
Recursos dos ministérios da Saúde e da Defesa vão para obras e serviços em Aparecida do Taboado, Coxim, Nova Andradina, Sidrolândia, Antônio João e Itaporã
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O senador Nelsinho Trad assegurou, em Brasília, a liberação de R$ 3,6 milhões em recursos federais para seis municípios de Mato Grosso do Sul. Em um dia de articulações nos ministérios da Saúde e da Defesa, o parlamentar confirmou verbas destinadas a reforçar tanto a estrutura da rede de saúde quanto obras de infraestrutura local. Segundo ele, o objetivo é garantir que os recursos cheguem de forma concreta ao interior do Estado.
Do total, R$ 2,6 milhões saem do Ministério da Saúde e serão aplicados diretamente em serviços e investimentos na área. Aparecida do Taboado e Coxim receberão R$ 500 mil cada; Nova Andradina terá R$
midade pública ou programas sociais já previstos no orçamento do ano anterior. Tam-
bém estão limitados os gastos com publicidade institucional, que não podem ultrapassar a média do primeiro semestre dos três anos anteriores ao pleito. Todas essas restrições têm o
objetivo de garantir igualdade de condições entre os candidatos nas eleições de outubro.
1 milhão; e Sidrolândia ficará com R$ 600 mil. Outros R$ 1 milhão virão do Ministério da Defesa, voltados a melhorias estruturais em Antônio João, que terá R$ 600 mil, e Itaporã, com R$ 400 mil. Nelsinho Trad afirma que o resultado é fruto de uma atuação constante na capital federal. “Nosso trabalho é diário, buscando soluções e investimentos que cheguem na ponta e melhorem a vida das pessoas em Mato Grosso do Sul”, disse o senador. Ele informou ainda que aguarda a chamada “rapa do tacho” — os últimos repasses do ano — para fechar o balanço de 2025, com expectativa de ampliar o volume total de investimentos destinados ao Estado.
Justiça Eleitoral deve divulgar o calendário completo até março; eleitorado do Estado escolherá presidente, governador, dois senadores e 32 parlamentares
O ano eleitoral começou oficialmente e, com ele, o cronograma das Eleições 2026 começa a ganhar forma. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 1,9 milhão de eleitores irão às urnas para escolher o presidente e o vice da República, governador e vice, dois senadores, oito deputados federais e 24 estaduais. O primeiro turno está previsto para o dia 4 de outubro, e o segundo, caso necessário, para o dia 25. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve confirmar até março todas as datas e regras que vão orientar o processo eleitoral em todo o país.
O TSE adotou como tema da eleição o slogan #VotoNaDemocracia, destacando a importância da participação cidadã e
do combate à desinformação. Antes disso, partidos e pré-candidatos terão de cumprir uma série de prazos legais: até 4 de abril, termina o período para filiação partidária, mudança de domicílio eleitoral e desincompatibilização de cargos públicos. Já o cadastro eleitoral será encerrado em 6 de maio, data-limite para quem pretende tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor.
Seis representantes do Estado assinaram o pedido de investigação; proposta da oposição busca apurar supostas fraudes e envolvimento de autoridades públicas
Deputados e senadores de Mato Grosso do Sul estão divididos sobre a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que pretende investigar o caso do Banco Master. Até agora, seis parlamentares do Estado confirmaram apoio ao pedido: os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP), além dos deputados federais Rodolfo Nogueira (PL), Marcos Pollon (PL), Luiz Ovando (PP) e Beto Pereira (PSDB). Outros preferiram aguardar. Geraldo Resende (PSDB) disse não ter sido procurado, afirmando que “não será instrumento de radicalismos”, e Dagoberto Nogueira (PSDB) declarou que ainda busca mais informações antes de decidir. Já Camila Jara (PT) rejeitou o pedido, defendendo que o Banco Central já conduz
apurações sobre o tema.
A proposta é liderada pelo vice-líder da oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), que anunciou ter reunido 205 assinaturas — 177 de deputados e 28 de senadores —, superando o mínimo necessário para a abertura da comissão. Segundo Jordy, o objetivo é investigar supostas fraudes na instituição financeira e possíveis ligações de empresários com autoridades públicas, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado afirmou que a CPMI será formalizada no início de fevereiro, quando o Congresso retomar as atividades. Até lá, a estratégia da oposição é manter a mobilização para evitar a retirada de assinaturas. “Queremos garantir que as investigações avancem com independência e transparên-
As convenções partidárias, responsáveis por oficializar candidaturas, poderão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, e o registro dos nomes escolhidos deve ser feito até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia 16 de agosto, quando será liberada a propaganda em rádio, televisão e redes sociais, sempre dentro das normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Antes da votação, o TSE fará testes públicos de segurança e integridade das urnas eletrônicas — previstos para os dias 3 e 24 de outubro, antes de cada turno. As eleições de 2026 também contarão com maior transparência e acompanhamento digital, em um esforço da Justiça Eleitoral para reforçar a confiança no processo democrático e garantir que cada voto seja devidamente contabilizado.
cia”, disse Jordy. O caso ganhou destaque após denúncias sobre a relação entre o dono do banco, Daniel Vocaro, e familiares de ministros do STF, além de uma viagem do ministro Dias Toffoli
Pesquisas eleitorais precisam ser registradas na Justiça antes da divulgação
Calendário das eleições de 2026 começa a ser cumprido em todo o país; Mato Grosso do Sul tem 1,9 milhão de eleitores aptos
Deputados e senadores de Mato Grosso do Sul se dividem sobre a CPMI que investigará o caso Banco Master
Senador Nelsinho Trad articula em Brasília e libera R$ 3,6 milhões para seis municípios de Mato Grosso do Sul.
Marcos Pollon apoia novo pedido de impeachment contra Alexandre de
Moraes
Deputado sul-mato-grossense participou de reunião com a oposição e afirma que Supremo “ultrapassou os limites constitucionais”
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A bancada de oposição da Câmara dos Deputados se reuniu em caráter de urgência na última segunda-feira (29) e anunciou um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) participou do encontro e declarou que a medida é uma resposta ao que considera “abusos” cometidos pelo Judiciário.
Segundo Pollon, o STF tem interferido nas competências dos outros poderes e perseguido parlamentares de oposição. “O direito vem sendo solapado pelo Supremo. Usurparam as funções do Legislativo e agora atacam o sistema financeiro nacional”, afirmou. Ele citou ainda que o suposto envolvimento
de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao escândalo do Banco Master, “coloca em risco a credibilidade do país e a segurança jurídica”. O pedido de impeachment, apresentado por deputados e senadores da oposição, se baseia justamente nas denúncias sobre a relação entre o ministro e o ex-banqueiro, que teriam se encontrado em Brasília. Segundo Pollon, o documento já conta com o apoio de mais de 170 parlamentares. A oposição pretende formalizar o protocolo do pedido no início do ano legislativo de 2026. O grupo espera pressionar o Congresso Nacional para que o tema seja analisado pelo presidente do Senado, responsável por avaliar pedidos de impeachment de ministros do STF.
Rinaldo Modesto deve trocar Podemos por União Brasil e mira reeleição em 2026
Deputado estadual planeja disputar novo mandato e avalia mudança para partido comandado pela irmã, Rose Modesto, em Mato Grosso do Sul
O deputado estadual Rinaldo Modesto planeja deixar o Podemos e se filiar ao União Brasil para disputar a reeleição em 2026. A mudança deve ocorrer durante a janela partidária de abril deste ano. Segundo ele, a decisão passa por uma avaliação política e pela falta de sintonia com os rumos recentes do Podemos, que chegou a tentar fusão com o PSDB. Rinaldo confirma que pretende buscar mais um mandato na Assembleia Legislativa. Ele afirma que quer colocar novamente o nome à disposição dos
eleitores e, para isso, considera necessário estar em uma sigla com condições mais claras de disputa. O caminho mais provável, diz, é o União Brasil, presidido em Mato Grosso do Sul por sua irmã, a ex-deputada Rose Modesto. O deputado afirma que a presença de Rose no comando estadual do partido lhe dá “mais segurança” para a mudança, embora diga que só baterá o martelo perto da janela partidária. Rose Modesto, por sua vez, é apontada como précandidata a deputada federal nas eleições de 2026.
Contribuintes poderão aderir ao programa e pagar débitos até 30 de janeiro; descontos e condições continuam os mesmos
O governo de Mato Grosso do Sul decidiu estender os prazos do Refis 2025, programa que permite a renegociação de dívidas com o Estado. O novo decreto, publicado na última terça-feira (30), dá mais tempo para os contribuintes aderirem e qui-
tarem seus débitos, mas mantém todas as regras e benefícios originais — como os descontos em juros e multas e o parcelamento em até 60 vezes. Segundo o governo, a medida tem o objetivo de ampliar a participação no programa e facilitar a regularização
fiscal ainda no início de 2026. Agora, quem quiser participar do Refis tem até 30 de janeiro de 2026 para se inscrever e efetuar o pagamento à vista ou da primeira parcela. O prazo anterior terminava em 30 de dezembro. A prorrogação também vale para casos específicos, como dívidas ligadas ao Fundersul e a acordos administrativos, cujo pedido de adesão poderá ser feito até 15 de janeiro, com o pagamento inicial também até o fim do mês.
O decreto ainda ampliou o prazo para a entrega da Escrituração Fiscal Digital (EFD). Contribuintes que deixaram de enviar o documento poderão regularizar a situação até 15 de janeiro de 2026, evitando multas e outras penalidades. Com a mudança, o governo reforça que os descontos e condições do Refis continuam os mesmos e que a prorrogação é uma nova chance para quem quer começar o ano com as contas em dia e evitar problemas fiscais.
Deputado alega falta de chapa competitiva em 2026 e alinhamento nacional do partido com o PT; PSDB e PSD aparecem como opções
O deputado estadual Paulo Duarte confirmou que deixará o PSB durante a janela partidária de março. Segundo ele, a decisão é mais uma necessidade eleitoral do que uma escolha política: o partido não deve conseguir montar chapas competitivas para deputado estadual e federal em 2026 e, ao mesmo tempo, está nacionalmente alinhado ao PT, o que o impede de apoiar o governador
Eduardo Riedel (PP) na próxima disputa. Duarte afirma que tentou permanecer na sigla, mas não viu condições mínimas para buscar a reeleição. O parlamentar lembra que já sentiu na pele o efeito de uma chapa fraca. Em 2022, ficou entre os mais votados para a Assembleia, mas só assumiu o mandato depois porque o PSB não atingiu o quociente eleitoral. Para 2026, ele teme a repetição do cenário, já que a lei exige que os partidos reúnam dezenas de candidaturas competitivas para garantir vagas. “Sem uma chapa forte, o risco é perder a cadeira mesmo com boa votação”, resume. Duarte também aponta o cenário nacional como obstáculo. Com o PSB integrado ao arco de alianças do presidente Lula, a sigla tende a caminhar com o PT nos estados. O deputado diz que não vê como permanecer em um partido que não deve apoiar Riedel e relata que chegou a defender internamente uma posição diferenciada, pelo menos em eventual segundo turno, mas não houve espaço para esse arranjo. Apesar de sua saída, ele afirma que aliados próximos devem continuar no PSB, à frente de diretórios em Campo Grande e no Estado. Sobre o próximo passo, Paulo Duarte admite que ainda não bateu o martelo. Diz que hoje enxerga suas opções restritas a dois partidos, PSDB e PSD, e que a escolha dependerá das articulações até a abertura da janela partidária. Para ele, a eleição de 2026 será uma das mais indefinidas dos últimos anos, com menos partidos, dificuldade para preencher chapas e muitas decisões empurradas para os últimos
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Deputado Marcos Pollon (PL-MS) participou da reunião da oposição que prepara pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
Deputado estadual Rinaldo Modesto planeja disputar a reeleição e avalia deixar o Podemos para se filiar ao União Brasil, presidido pela irmã Rose em Mato Grosso do Sul.
Refis 2025 é prorrogado em Mato Grosso do Sul, e contribuintes têm até 30 de janeiro para renegociar dívidas com o Estado.
Deputado Paulo Duarte anuncia
Negros seguem maioria em MS, mas ainda ganham menos e têm mais empregos informais
Dados da Pnad mostram que 56,4% da população do Estado é negra, mas renda menor e falta de carteira assinada mantêm desigualdade no mercado de trabalho
Dados do 2º trimestre de 2025 da Pnad Contínua, do IBGE, mostram que a população negra continua sendo maioria em Mato Grosso do Sul: 56,4% dos moradores do Estado se declaram pretos ou pardos. Mesmo assim, esse grupo segue em desvantagem no mercado de trabalho, com salários mais baixos, maior presença em vagas de baixa remuneração e mais empregos sem carteira assinada em comparação aos não negros. No período pesquisado, mulheres negras receberam, em média, R$ 3.171, e homens negros, R$ 3.533. Entre os homens não negros, a média chegou a R$ 4.911, o que evidencia uma diferença significativa de renda dentro do mesmo Estado.
O levantamento aponta ain-
da que 28% dos trabalhadores negros ganhavam até um salário mínimo, percentual abaixo da média nacional, mas que mantém mais de um quarto desse grupo concentrado nas faixas salariais mais baixas, com menos espaço para subir de renda e consumir mais. A informalidade é outro ponto que amplia a desigualdade. Em Mato Grosso do Sul, 31% dos trabalhadores negros estavam na informalidade, índice superior ao dos não negros. Isso significa menos direitos trabalhistas, menor contribuição para a Previdência e maior vulnerabilidade em períodos de crise, cenário que se repete em outros Estados do Centro-Oeste, segundo a pesquisa. Mesmo quando conseguem concluir o ensino superior, os negros continuam ganhando
menos. No Centro-Oeste, quem tem diploma e se declara negro teve rendimento médio de R$
de baixa renda
Benefício automático vale para inscritos no CadÚnico com renda de até um salário mínimo por pessoa e consumo mensal de até 120 kWh
Famílias de baixa renda já estão recebendo desconto na conta de energia elétrica desde a última quinta-feira (1º). O benefício atinge quem está inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), com renda entre meio e um salário mínimo por pessoa e consumo mensal de até 120 quilowatts-hora. Segundo o governo federal, cerca de 4 milhões de famílias se enquadram nas novas regras. O abatimento varia de 9% a 18%
sobre o valor total da fatura, de acordo com a região do país. As distribuidoras de energia são responsáveis por identificar os beneficiários e aplicar o desconto de forma automática, sem necessidade de pedido extra. A condição é que os dados estejam atualizados no CadÚnico. A expectativa é que as próximas faturas já cheguem com o valor reduzido para quem tem direito ao benefício. Esse novo desconto foi cria-
do para alcançar famílias que ficaram fora da tarifa social de energia elétrica, em vigor desde julho do ano passado. A tarifa social continua valendo para famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa. Nesses casos, quem consome até 80 quilowatts-hora por mês permanece isento da conta de luz. O governo estima que 17 milhões de famílias sejam atendidas pela tarifa social.
Alterações definidas pela reforma da Previdência elevam idade mínima e pontuação exigida para o benefício a partir de 2026
Quem está prestes a se aposentar precisa ficar atento às mudanças que passaram a valer neste ano com as regras de transição da reforma da Previdência, em vigor desde 2019. As novas exigências aumentam gradualmente a idade e a pontuação mínima necessárias para a concessão do benefício, tanto para trabalhadores da iniciativa privada quanto para servidores públicos.
Na aposentadoria por tempo de contribuição, a pontuação — que soma idade e tempo de contribuição — subiu para 93 pontos para mulheres e 103 para homens. Servidores seguem as mesmas regras, mas precisam ter 20 anos de serviço público e cinco no cargo. Já na modalidade que considera idade mínima, o benefício passou a exigir 59 anos e meio para mulheres e 64 anos e meio para homens, com acréscimo de seis meses a cada ano até atingir 62 e 65 anos, respectivamente, em 2031. O tempo mínimo de contribuição continua em 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens). Para os professores, a regra de transição também avançou: mulheres passam a se aposentar aos 54 anos e meio e homens aos 59 anos e meio, com aumento gradual até 2031. O tempo mínimo de contribuição
é de 25 anos para mulheres e 30 para homens, incluindo professores da rede privada, federal e de pequenos municípios. Na aposentadoria por idade, continuam valendo as idades fixadas após a reforma: 65 anos para homens e 62 para mulhe-
res, com exigência mínima de 15 anos de contribuição. O INSS mantém disponíveis simulações pelo site e aplicativo Meu INSS, onde o trabalhador pode verificar quanto tempo falta para se aposentar e qual regra se aplica ao seu caso.
5.843, valor 29,4% menor do que o recebido por não negros com a mesma escolaridade, que
alcançaram R$ 8.276. Os números indicam que a diferença não está apenas no nível de estudo,
Somadas as duas políticas, o alcance é de cerca de 60 milhões de pessoas em todo o país. Para não perder o bene-
fício, o governo orienta que as famílias de baixa renda mantenham o cadastro sempre em dia. A atualização deve ser fei-
nos
Órgão reforça que não existe cobrança sobre transações acima de R$ 5 mil e alerta contra notícias falsas nas redes sociais
A Receita Federal voltou a negar, nesta semana, que exista qualquer tipo de imposto sobre transferências via Pix acima de R$ 5 mil. Em nota divulgada na segunda-feira (29), o órgão classificou como falsas as mensagens que circulam nas redes sociais afirmando que o governo teria criado uma tributação de 27,5% sobre movimentações financeiras e uma multa de 150% para quem não pagar o suposto imposto.
A Receita destacou que a Constituição Federal proíbe a cobrança de tributos sobre movimentações financeiras e que “não existe e nunca existirá esse tipo de taxa nos termos da legislação atual”. Segundo o órgão, as publicações enganosas distorcem informações sobre duas medidas diferentes: o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, que passou a beneficiar quem ganha até R$ 5 mil por mês, e a nova regra de monitoramento de transações suspeitas por fintechs, que ampliou de R$ 2 mil para R$ 5 mil o valor mínimo de movimentações acompanhadas.
As fake news voltaram a circular após vídeos de políticos associarem as mudanças à criação de um novo imposto. Um deles, gravado no início do ano pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmava
que o governo Lula teria determinado a cobrança sobre quem recebesse mais de R$ 5 mil via Pix — o que foi desmentido pelo órgão. “A única verdade é que quem ganha até R$ 5 mil está totalmente isento do Imposto de Renda. Não há qualquer nova taxação”, reforçou a Receita. O órgão também explicou que as normas recentes apenas buscam coibir crimes financeiros, equiparando as exigências impostas a fintechs às mesmas aplicadas
mas também na forma como o mercado de trabalho remunera e absorve a população negra.
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Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou nos postos de atendimento social dos municípios.
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Mesmo sendo maioria em Mato Grosso do Sul, população negra ainda enfrenta salários menores e mais empregos informais no Estado.
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Desconto na conta de luz passa a valer automaticamente para famílias de baixa renda com cadastro atualizado no CadÚnico.
Novas regras da aposentadoria elevam idade mínima e pontuação exigida; mudanças afetam quem planeja se aposentar a partir de 2026.
Receita Federal reafirma que não há cobrança de imposto sobre transferências via Pix e alerta para notícias falsas nas redes sociais.
Famílias de baixa renda terão 50% de desconto na conta de água em Campo Grande
Benefício vale para inscritos no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa e consumo mensal de até 20 mil litros
Famílias de baixa renda em Campo Grande passarão a pagar metade do valor nas contas de água e esgoto. A nova regra da tarifa social foi definida pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) e está na Portaria nº 38/2025, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta terça-feira (30).
O desconto de 50% será aplicado às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa. O benefício vale para contas com consumo mensal de até 20 metros cúbicos de água, o equivalente a 20 mil litros. Acima desse limite, a cobrança volta a seguir a tarifa normal.
A portaria também amplia o alcance do programa, incluin-
do famílias que tenham idosos ou pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC), mesmo quando a renda familiar se enquadra dentro das regras previstas.
Segundo a Agereg, o objetivo é garantir “justiça tarifária e acesso à água tratada e ao saneamento básico”, em linha com a Lei Federal nº 14.898/2024, que trata da tarifa social de água em todo o país.
O cadastro para a tarifa social será feito automaticamente para quem já está no CadÚnico e atende aos critérios. Caso o benefício não apareça na conta, o morador poderá procurar diretamente a Águas Guariroba, concessionária responsável pelo serviço na Capital, para solicitar a inclusão na tarifa social e regularizar a situação.
Onda de calor dispara vendas de ventiladores e ar-condicionado em Mato Grosso do Sul
Altas temperaturas fazem comércio local registrar aumento expressivo na procura por equipamentos de refrigeração e itens para amenizar o calor
A onda de calor que atingiu Mato Grosso do Sul nas últimas semanas provocou uma verdadeira corrida às lojas em busca de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. Com temperaturas que ultrapassaram a média histórica para o período, o comércio registrou aumento expressivo nas vendas, especialmente em Campo Grande e nas principais cidades do interior. Segundo lojistas, o movimento chegou a multiplicar por cinco a procura em comparação a dias normais.
Apesar da alta demanda, não há registro de falta generalizada de produtos, mas alguns modelos de maior potência já começam a ter prazos de entrega mais longos. Varejistas locais reforçaram o estoque para atender o aumento das encomendas e evitar desabastecimento. Além dos equipamentos elétricos, cresceram também as vendas de piscinas infláveis, climatizadores, garrafas térmicas e protetores solares, sinal de que os consumidores buscam
R$ 18 milhões no bolso: o que dá para fazer com a bolada ganha na
Mega da Virada em Ponta Porã?
Cada integrante do bolão de MS que acertou a Mega da Virada levou R$ 18 milhões, valor suficiente para viver de renda, investir em negócios ou mudar de vez de padrão de vida
Dez apostadores de Ponta Porã começaram o ano com a conta bancária que muita gente só vê em sonho: cada um deles vai receber R$ 18 milhões pelo bolão registrado na Lotérica Boa Sorte, que acertou a Mega da Virada. Mas, na prática, o que cabe dentro dessa bolada? Se todo o dinheiro for aplicado em investimentos conservadores, com rendimento em torno de 0,8% ao mês, o ganho mensal pode chegar a cerca de R$ 144 mil, algo próximo de 90 salários mínimos. Ou seja, dá para viver só dos juros, manter um padrão de vida confortável e ainda preservar o patrimônio para os filhos e netos.
Quem preferir investir em imóveis pode montar um verdadeiro “portfólio de aluguel”. Com R$ 18 milhões, é possível comprar dezenas de casas ou apartamentos de classe média em Campo Grande ou Ponta Porã, montar prédios inteiros
voltados para locação ou adquirir áreas comerciais em regiões valorizadas, garantindo renda mensal com aluguéis. No campo, a bolada também permite entrar pesado no agronegócio, comprando terras, equipamentos e estrutura para criação de gado ou produção agrícola, algo que faz parte da realidade econômica de Mato Grosso do Sul.
Outra saída é apostar em negócios próprios ou franquias. A quantia permite abrir várias unidades de redes conhecidas
de farmácias, restaurantes, mercados de bairro ou lojas de serviços, diversificando as fontes de renda. Mesmo quem sonha com “luxos” consegue encaixar desejos sem comprometer tudo: dá para comprar carros de alto padrão, viajar pelo mundo todos os anos e ainda manter uma reserva robusta aplicada. Em vez de gastar toda a fortuna de uma vez, especialistas costumam recomendar uma divisão simples: uma parte para investir com segurança, outra para negócios e uma parcela menor para consu-
mo imediato.
Para os dez ganhadores de Ponta Porã, a principal diferença é que decisões financeiras que antes envolviam parcelas e carnês agora passam a ser questão de planejamento: como usar R$ 18 milhões para garantir tranquilidade por décadas. Seja morando de aluguel de imóveis, tocando empresa própria ou apenas vivendo de renda, a certeza é que a Mega da Virada não mudou só o saldo bancário — mudou a escala dos sonhos possíveis
Contribuição do Microempreendedor
Individual sobe e chega a R$ 81 por mês
Reajuste do salário mínimo aumenta valor pago pelo microempreendedor individual, mas mantém acesso à aposentadoria e outros benefícios
alternativas para aliviar o calor dentro e fora de casa. O impacto foi sentido tanto nas lojas físicas quanto nas plataformas on-line, que registraram alta significativa nas buscas por produtos de refrigeração doméstica. Grandes redes informaram que a demanda dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo representantes do setor, o ar-condicionado tem deixado de ser visto como artigo de luxo e passou a ser considerado item de necessidade básica em muitas residências. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Eletros), menos de 20% dos lares brasileiros têm ar-condicionado instalado, o que mostra o potencial de crescimento do setor. Em Mato Grosso do Sul, o calor intenso e as longas estiagens vêm consolidando o aparelho como investimento essencial, tanto para o conforto quanto para a saúde, em um cenário em que o verão tem sido cada vez mais rigoroso.
Desde 1º de janeiro, a contribuição mensal do MEI (Microempreendedor Individual) ficou mais cara em todo o país. Com o salário mínimo reajustado para R$ 1.621, o valor pago ao INSS passou a corresponder a 5% do piso nacional, o que eleva a guia básica para R$ 81,05 por mês — antes, até o fim de 2025, o microempreendedor pagava R$ 75,90. Além dessa parte fixa, há pequenos acréscimos de imposto conforme a atividade. Quem trabalha com comércio ou indústria paga mais R$ 1 de ICMS, e quem presta serviços recolhe R$ 5 de ISS. Na prática, a contribuição mensal do MEI comum fica entre R$ 81,05 e R$ 87,05, de acordo com o tipo de negócio.
Para o MEI caminhoneiro, que tem alíquota diferenciada, a contribuição padrão subiu para R$ 194,52, podendo chegar a R$ 200,52 com os adicionais de impostos, conforme o tipo de carga e atividade. Em todos os casos, o pagamento
é feito pelo DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que reúne tributos e contribuição previdenciária em uma única guia. O vencimento continua sendo no dia 20 de cada mês, com emissão do documento pelo Portal do Sim-
ples Nacional ou pelo aplicativo App MEI. Manter as guias em dia garante ao microempreendedor direitos como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade, além de facilitar o acesso a crédito e a emissão de notas fiscais.
Taxa de embarque no Terminal Rodoviário sobe em janeiro
Reajuste de 4,18% começa a valer dia 1º e altera valores para viagens intermunicipais, interestaduais e internacionais
Quem for viajar de ônibus a partir de 1º de janeiro de 2026 vai pagar mais caro para embarcar no Terminal Rodoviário Senador Antônio Mendes Canale, em Campo Grande. A Agereg autorizou um reajuste de 4,18% nas tarifas de embarque e nos serviços cobrados dentro da rodoviária, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
Com o aumento, a taxa de embarque para linhas intermunicipais passa a custar R$ 6,27. Já para viagens interestaduais e internacionais, o valor sobe para R$ 8,66. O reajuste também atinge serviços
acessórios oferecidos no terminal, como estacionamento, guarda-volumes e banho, que terão os preços atualizados na mesma data.
Segundo o diretor-presidente da Agereg, José Mário Antunes da Silva, o reajuste segue o que está previsto no contrato de concessão do terminal e considera a inflação acumulada do setor de transportes, usada como referência para a correção anual das tarifas.
Os novos valores passam a ser cobrados automaticamente nas bilheterias e guichês a partir do primeiro dia de 2026.
Foto: Reprodução
Nova regra da tarifa social garante 50% de desconto na conta de água para famílias de baixa renda em Campo Grande.
em Mato Grosso do Sul.
Lotérica em Ponta Porã onde foi registrado o bolão da Mega da Virada que rendeu R$ 18 milhões para cada um dos dez apostadores.
Reajuste do salário mínimo aumenta contribuição mensal do MEI, que agora varia de R$ 81,05 a R$ 87,05 por mês para a maioria dos microempreendedores.
Foto:
Terminal Rodoviário de Campo Grande terá novas taxas de embarque a partir de 1º de janeiro de 2026
Prefeita Adriane nomeia Marcelo Vilela como novo secretário municipal de Saúde
Médico urologista e ex-secretário volta ao comando da pasta para reforçar ações e dar continuidade aos projetos em andamento
A prefeita Adriane Lopes anunciou na última terça-feira (30) a nomeação do médico Marcelo Luiz Brandão Vilela como novo secretário municipal de Saúde de Campo Grande. A nomeação deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial do Município. O Comitê de Saúde seguirá atuando em apoio à secretaria até março de 2026, quando termina o decreto que mantém o grupo em funcionamento.
Marcelo Vilela é urologista e possui ampla experiência tanto na área médica quanto na gestão pública. Graduado em Medicina pelas Faculdades Integradas Severino Sombra, é doutor pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e tem pós-doutorado em Urologia Pediátrica pela Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA). Atualmente, é diretor da Faculdade de Medicina da UFMS, professor
associado e atua como médico no Hospital de Câncer Alfredo Abrão e no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. O novo secretário já comandou a pasta entre 2017 e 2019, durante a gestão de Marquinhos Trad, período em que teve papel importante na reorganização da rede municipal de saúde. Também atuou na coordenação de programas de residência médica e em funções de direção clínica hospitalar, acumulando experiência administrativa e técnica. Ao retornar ao cargo, Vilela deve se concentrar na continuidade dos projetos de modernização da rede pública, na ampliação do acesso à atenção básica e na melhoria da gestão hospitalar. A prefeita Adriane Lopes destacou que a escolha reflete o compromisso da administração com a eficiência do sistema e com o fortalecimento da saúde pública municipal.
Reforma de Centro de Especialidade Médica é autorizada e receberá investimento de R$ 7 milhões
Após homologação de licitação, unidade de especialidades será modernizada para oferecer mais conforto a pacientes e profissionais em Campo Grande
Divulgação
A Prefeitura de Campo Grande homologou, na última terça-feira (30), a licitação que autoriza a reforma da Unidade de Atenção Especializada –Centro de Especialidade Médica (CEM) Presidente Jânio da Silva Quadros. O serviço será executado pela empresa MC Construtora Ltda, vencedora do certame, com investimento de R$ 7.049.920,19. Segundo a prefeita Adriane Lopes, a obra atende a uma demanda antiga de melhoria da estrutura para garantir condições adequadas de trabalho e um atendimento mais humanizado à população. O projeto prevê a requalificação e ampliação da unidade, com foco nas condições higiênico-sanitárias e na adequação às normas de saúde. A reforma vai modernizar a estrutura física do prédio, com novas divisórias, troca de pisos e revestimentos mais fáceis de limpar, revisão de portas e janelas e
Com reconhecimentos nacionais e internacionais, cidade amplia plantios, moderniza monitoramento e reforça ações de educação ambiental
Campo Grande encerrou 2025 consolidada como referência nacional em arborização urbana. Ao longo do ano, a cidade ampliou o plantio de árvores, investiu em tecnologia para monitoramento ambiental e foi reconhecida dentro e fora do país por sua política de sustentabilidade. A capital sul-mato-grossense manteve o título de cidade mais arborizada do Brasil e recebeu pela sexta vez o selo Tree City of the World, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Arbor Day Foundation. Entre os avanços, destaque para a adoção do sistema Arbolink, que digitalizou o processo de avaliação e manejo das árvores, permitindo maior controle e agilidade na gestão urbana. A ferramenta garantiu
à Prefeitura o Prêmio Projeto Inovador 2025, e o modelo de governança de Campo Grande foi apresentado na COP30, em Belém, como exemplo de cidade que alia tecnologia e sustentabilidade. O município também lançou o Projeto Via Verde, voltado à expansão das áreas verdes, e iniciou a aplicação da Regra 3-30-300, que estimula o acesso da população a ambientes arborizados. Somente em 2025, a Gerência de Arborização coordenou o plantio de 7,4 mil mudas em vias públicas, praças e parques.
O Viveiro Flora do Cerrado produziu 40 mil mudas, sendo mais de 27 mil distribuídas gratuitamente à população. A Semana da Árvore reforçou o compromisso com a educação ambiental, promovendo ações em escolas, plantios comunitários e a entrega de 15 mil mudas frutíferas. Foram lançados ainda três novos guias de arborização urbana, com informações sobre espécies e boas práticas de manejo.
A prefeita Adriane Lopes afirmou que a arborização é uma política essencial para
a qualidade de vida. “Campo Grande é hoje um exemplo de cidade sustentável. A arborização não é apenas estética, mas saúde, conforto térmico e equilíbrio ambiental. Em 2026, vamos ampliar o Via Verde e seguir fortalecendo ações que aproximem a população desse cuidado com a cidade”, destacou. Para o próximo ano, as metas incluem novos plantios planejados, aumento da produção de mudas e maior integração com escolas em ações de conscientização ambiental.
reorganização de ambientes internos para melhorar o fluxo de pacientes e equipes. Também estão previstas adaptações de acessibilidade em todos os banheiros, além da modernização das instalações elétricas, hidráulicas e de climatização – incluindo sistemas de ventilação, exaustão e refrigeração. A intenção é garantir conforto térmico, segurança e maior qualidade no atendimento, reduzindo riscos e melhorando as condições de trabalho dos profissionais de saúde. Com a licitação homologada, os próximos passos são a convocação da empresa, assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço, etapas que autorizam o início efetivo da obra. O contrato terá vigência inicial de 90 dias, acrescida do prazo de execução definido no cronograma físico-financeiro, contado a partir da assinatura.
Oportunidades são para diversos níveis de escolaridade e incluem funções com e sem exigência de experiência
A Fundação Social do Trabalho (Funsat) inicia a semana com 1.151 vagas de emprego abertas em Campo Grande. As oportunidades são para diferentes áreas e níveis de escolaridade, com chances tanto para quem busca o primeiro emprego quanto para profissionais com experiência. As vagas podem ser preenchidas a qualquer momento.
Entre as funções mais procuradas estão operador de caixa (164 vagas), auxiliar de limpeza (108), repositor de mercadorias (98), motorista de caminhão (39), atendente de lanchonete (33) e ajudante de carga e descarga (32). Há também vagas em áreas técnicas e administrativas, como auxiliar administrativo, analista financeiro, técnico de informática, eletricista, cozinheiro e confeiteiro. Além disso, duas oportunidades são destinadas a pessoas com deficiência (PCD) e 41 são temporárias. A Funsat orienta os trabalhadores a manter o cadastro atualizado no aplicativo Carteira de Trabalho Digital, onde é possível conferir as vagas disponíveis,
Marcelo Vilela, novo secretário de Saúde de Campo Grande, retorna ao cargo com foco em eficiência e modernização da rede municipal.
Campo Grande mantém título de cidade mais arborizada do Brasil e amplia ações de sustentabilidade com novos plantios e monitoramento digital.
Funsat inicia a semana com mais de 1,100 vagas de trabalho em Campo Grande; atendimento ocorre das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira
Foto:
CEM Presidente Jânio Quadros, em Campo Grande, será reformado com investimento de R$ 7 milhões para modernizar a estrutura e melhorar o atendimento.
Matrículas na rede
municipal de Campo Grande começam na quinta-feira
Pais poderão solicitar vaga em até três escolas da Reme pela internet a partir de 8 de janeiro
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) abre na próxima quinta-feira (8) o período de solicitações de matrícula na Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande. Os pedidos deverão ser feitos exclusivamente pela internet, no endereço matriculaonline.campogrande.ms.gov.br. As designações de vagas estão previstas para o dia 21 de janeiro. Pais e responsáveis poderão indicar até três unidades escolares de preferência. A distribuição dos alunos será feita conforme a disponibilidade de vagas e a proximidade da residência da família, com pos-
União
sibilidade de remanejamento dentro da própria rede. Atualmente, a Reme atende cerca de 115 mil estudantes em 206 escolas. Para manter a estrutura em funcionamento, o município conta com 271 diretores e diretores adjuntos, 8.902 professores, 695 profissionais da equipe pedagógica e 8.032 servidores administrativos. A Semed reforça que o uso do sistema on-line busca dar mais agilidade ao processo e evitar filas nas escolas, permitindo que as famílias acompanhem o resultado das solicitações pela internet.
libera R$ 9,6 mi para estradas rurais e ponte em Campo
Grande
Convênios com o governo do Estado preveem manutenção de vias vicinais e construção de ponte para melhorar o acesso à zona rural da Capital
Publicações no Diário Oficial da União confirmaram, na quarta-feira (31), que o Governo Federal firmou dois convênios com Mato Grosso do Sul para obras de infraestrutura rural em Campo Grande, somando R$ 9,61 milhões. Os recursos serão usados na recuperação de estradas vicinais e na construção de uma ponte em área rural, medida que deve facilitar o escoamento da produção agrícola e o deslocamento de moradores. O primeiro acordo foi firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), no valor total de R$ 3,86 milhões. Desse montante, R$ 3,82 milhões já foram empenhados para 2025, com contrapartida estadual de R$ 40 mil. O convênio prevê obras e serviços de engenharia em estradas vicinais e tem vi-
Campo Grande ganha 40 novas praças e passa de 100 áreas de lazer na cidade
Investimento de mais de R$ 6 milhões levou pistas de caminhada, academias ao ar livre e quadras de areia para bairros de todas as regiões
A Prefeitura de Campo Grande encerrou 2025 com a entrega de 40 novas praças públicas, construídas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). O investimento, superior a R$ 6 milhões, reforçou a oferta de espaços de lazer, esporte e convivência em todas as regiões da cidade. Somando as obras de 2024, quando mais de 80 áreas
públicas foram implantadas ou revitalizadas, a capital passou a contar com mais de 100 praças estruturadas.
Os novos espaços foram projetados de acordo com as características de cada bairro, mas a maior parte recebeu pista de caminhada, academia ao ar livre e quadra de areia. No total, foram implantadas 26 quadras de areia, 22 academias, 26 pis-
tas de caminhada e 88 bancos de metal para descanso. Todas as praças receberam iluminação pública, o que aumenta a segurança e permite o uso dos equipamentos também à noite.
O programa beneficiou dezenas de bairros, entre eles Aero Rancho, Parati, Iracy Coelho, Piratininga, Paulo Coelho Machado, Parque do Sol, Centenário, Jardim Panorama, Rita Vieira, Tiradentes, Vilas Boas, Indubrasil, Santo Antônio, Jardim Panamá, Residencial Búzios, Nova Campo Grande, Ana Maria do Couto, Vila Eliane, Zé Pereira, São Conrado, Noroeste e Talismã. Em locais como o
Coophavila II, a entrega de praça e arena esportiva em 2025 mudou a rotina da comunidade, que ganhou novo ponto de encontro para crianças, jovens e idosos. De acordo com a Prefeitura, a construção e revitalização de praças segue como política prioritária para os próximos anos, com foco em ampliar o acesso da população a áreas adequadas para lazer, atividade física e convivência. A gestão avalia que esses espaços contribuem diretamente para a saúde, a segurança e o bem-estar dos moradores, aproximando a cidade de um padrão urbano mais humano e integrado.
gência até agosto de 2028. O segundo convênio, de R$ 5,75 milhões, foi firmado com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), tendo o Estado como convenente e a Agesul como interveniente. Estão previstos a implantação de uma ponte em estrada vicinal estadual ou municipal e serviços de manutenção de vias rurais. Para 2025, o repasse federal previsto é de R$ 5,25 milhões, com contrapartida de R$ 500 mil do governo estadual. A vigência vai até dezembro de 2029. Com esses investimentos, o Estado pretende melhorar a trafegabilidade nas áreas rurais de Campo Grande, reduzir custos de transporte e ampliar a segurança de quem depende diariamente dessas estradas para trabalhar, estudar e acessar serviços na área urbana.
Manutenção afeta emissão de guias pela internet; vencimento da cota única com desconto está mantido para 12 de janeiro
O sistema de IPTU da Prefeitura de Campo Grande continua fora do ar neste domingo (4) por causa de uma manutenção nas bases de dados da administração municipal. A parada começou às 18h de terça-feira (30) e, segundo a Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), o retorno do serviço está previsto para esta segundafeira (5). Enquanto o sistema específico do imposto permanece indisponível, os demais sistemas da Prefeitura seguem funcionando normalmente, embora possam registrar instabilidades pontuais quando integrados ao SIAT.
Durante o período de manutenção, os contribuintes ficam impossibilitados de consultar débitos e emitir guias do IPTU pela internet. A Prefeitura lembra que os carnês foram enviados pelos Correios para os endereços cadastrados e que, assim que o sistema voltar ao ar, a emissão da 2ª via e das parcelas também poderá ser feita pelo site oficial do município. O vencimento da cota única do IPTU 2026 está mantido para 12 de janeiro, com 10% de desconto, que pode ser somado ao Bônus IPTU Azul, chegando a 19% de abatimento para quem tem direito ao benefício. Quem optar pelo parcelamento em até 10 vezes também tem a primeira parcela com vencimento em 12 de janeiro; as demais vencem no dia 10 de cada mês, com exceção de maio (11) e outubro (13). A orientação da Prefeitura é que os contribuintes utilizem o carnê impresso para pagamento e aguardem a normalização do sistema on-line para emissão de segundas vias e consultas detalhadas, evitando deixar a quitação para a última hora.
Rede municipal de Campo Grande abre pedidos de matrícula on-line a partir de quinta-feira (8).
Convênios federais vão financiar obras em estradas vicinais e a construção de ponte na zona rural de Campo Grande.
Novas praças com pista de caminhada, academia ao ar livre e quadra de areia ampliam as opções de lazer nos bairros de Campo Grande.
Sistema de IPTU da Prefeitura de Campo Grande passa por manutenção
desta segunda-feira (5).
Renovação de frota leva mais ambulâncias e caminhonetes à saúde pública no Estado
Em 2025, Estado investiu mais de R$ 23 milhões em veículos para municípios e aldeias, reforçando transporte de pacientes e combate à dengue
Com foco na ponta do atendimento, Mato Grosso do Sul usou a renovação da frota como ferramenta central para fortalecer a saúde pública em 2025. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) distribuiu dezenas de ambulâncias e caminhonetes a municípios e hospitais, melhorando o transporte de pacientes e a presença das equipes em áreas urbanas, rurais e de difícil acesso.
Em uma das maiores entregas do ano, foram repassados 46 veículos – 30 caminhonetes para ações de vigilância em saúde e 16 ambulâncias para renovar o transporte sanitário em 40 municípios e na Capital. Segundo o secretário de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a estratégia não se limitou a “entregar carros”, mas a estruturar o SUS com mais agilidade e se-
gurança para o paciente. Uma parte importante dos recursos foi destinada às comunidades indígenas. O governo estadual entregou 28 veículos – 21 ambulâncias adaptadas e 7 caminhonetes – para reforçar a rede de urgência e emergência nos territórios tradicionais, alcançando cerca de 90% da população indígena e somando R$ 7,5 milhões em investimento. A medida ajudou a ampliar o acesso ao atendimento, especialmente em casos materno-infantis, e contribuiu para reduzir a mortalidade infantil nas aldeias. A SES também direcionou 51 veículos exclusivos para a Vigilância em Saúde, voltados ao controle de vetores e ao combate a arboviroses como dengue, zika e chikungunya, com investimento superior a R$ 11,2
milhões.
No total, as aquisições de 2025 somaram mais de R$ 23 milhões destinados exclusiva-
oncológica de MS faz quase toda a produção de câncer do SUS em unidades especializadas
Hospitais habilitados como UNACON concentram 99% dos atendimentos; Hospital do Câncer Alfredo Abrão lidera com 36% dos procedimentos
A assistência a pacientes com câncer em Mato Grosso do Sul passou, em 2025, por uma forte consolidação da rede especializada do SUS. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), 99% dos procedimentos oncológicos realizados pelo sistema público no Estado ficaram concentrados em hospitais habilitados como UNACON (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia), que reúnem consultas, cirurgias e tratamentos como quimio e radioterapia. Os demais hospitais
responderam por apenas 1% da produção, com atuação pontual em cirurgias oncológicas. Entre as unidades, o Hospital do Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, teve o maior volume de atendimentos, com 17.325 procedimentos, o que representa 36% de toda a produção oncológica estadual até outubro de 2025. Na sequência aparecem o Hospital Cassems de Dourados, com 20% dos atendimentos; a Santa Casa de Campo Grande e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, cada um com
16%; o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, de Três Lagoas, com 7%; e a Santa Casa de Corumbá, com 3%. Os dados são dos sistemas de informação ambulatorial e hospitalar do SUS (SIA/SIH) e consideram os procedimentos de tratamento e cirurgias em oncologia autorizados por APACs, formulário do Ministério da Saúde usado para monitorar a alta complexidade. Segundo a SES, a concentração em poucas unidades mostra que o Estado organizou o atendimento em uma rede
Soluço persistente de Bolsonaro reacende debate sobre nervo frênico e bloqueio usado no tratamento
Ex-presidente passou por três procedimentos em quatro dias para tentar interromper crises; médicos explicam por que o problema pode voltar mesmo após as intervenções
Em quatro dias, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a três procedimentos médicos para tentar conter crises persistentes de soluço, que começaram após uma cirurgia de hérnia inguinal. As intervenções, feitas entre o último dia 27 e terça-feira (30), tiveram como objetivo bloquear o nervo frênico, estrutura responsável por controlar o movimento do diafragma — músculo essencial para a respiração e diretamente ligado ao surgimento dos soluços. De acordo com especialistas, o soluço é uma contração involuntária do diafragma, provocada quando o nervo frênico sofre irritação. Na maioria dos casos, ele é passageiro e aparece após refeições pesadas, refluxo ou variações de temperatura. Porém, em pacientes que passaram por cirurgias abdominais ou torácicas, o nervo pode ficar sensibilizado, causando crises persistentes, como no caso de Bolsonaro. “O bloqueio é feito para interromper os impulsos do nervo e dar alívio ao paciente, mas não trata a causa do problema”, explica o cirurgião digestivo Paulo Barros, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. O bloqueio do nervo frênico consiste na aplicação de anestésicos e corticoides, guiada por ultrassom ou tomografia. O procedimento dura cerca de
uma hora e meia e exige precisão, já que o nervo tem apenas 2 a 3 milímetros de espessura e pode não ser facilmente identificado nas imagens. Por isso, múltiplas aplicações podem ser necessárias até que o resultado esperado seja atingido. O tratamento busca oferecer qualidade de vida temporária, enquanto a causa principal — como uma obstrução intestinal — é tratada com medicamentos ou
nova cirurgia. Bolsonaro, que já passou por diversas cirurgias abdominais desde o atentado de 2018, continua sob acompanhamento médico. Segundo especialistas, casos como o dele não são raros e exigem atenção prolongada. “O bloqueio é um tratamento de transição, que dá conforto ao paciente até que o corpo se recupere plenamente”, reforça Barros.
mente à frota da saúde. Para o governo, transporte e logística deixaram de ser apenas um apoio operacional e passaram
a ser tratados como pilares estratégicos da assistência. Na prática, cada veículo novo representa mais bairros, aldeias
e famílias alcançados, mais prevenção realizada e um SUS estadual mais presente onde o acesso sempre foi mais difícil.
regionalizada, o que facilita o acesso ao diagnóstico, garante continuidade ao tratamento e amplia a capacidade de acompanhamento dos pacientes. Para a área técnica da secretaria, o resultado indica que
o modelo adotado em Mato Grosso do Sul conseguiu integrar os principais serviços de oncologia, evitar dispersão de recursos e dar mais previsibilidade à oferta de vagas. A SES afirma que a meta para 2026 é
seguir fortalecendo essa rede, ampliando a transparência dos dados e garantindo que o paciente com câncer tenha atendimento especializado desde a investigação inicial até o fim do tratamento.
Governo libera R$ 10 mi para reforçar serviços de saúde em cidades de Mato Grosso do Sul
Recursos aprovados pela Comissão Intergestores Bipartite vão custear desde cirurgias e atendimentos especializados até programas da atenção primária
Municípios de Mato Grosso do Sul vão receber novos repasses estaduais para fortalecer o atendimento de saúde em diferentes áreas, conforme resoluções publicadas na edição da última terça-feira (30) do Diário Oficial do Estado. As medidas foram aprovadas pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), ligada à Secretaria de Estado de Saúde (SES), e somam cerca de R$ 10 milhões em custeio de serviços e programas municipais.
Entre os beneficiados está Ponta Porã, que terá R$ 2 milhões destinados à média e alta complexidade (MAC), voltados a atendimentos e procedimentos especializados. Nova Andradina receberá o mesmo valor dividido entre duas frentes: R$ 1,5 milhão para o custeio de média e alta complexidade e R$ 1,5 milhão para a atenção primária à saúde (PAP). Municípios como Ponta Porã, Dourados e Três Lagoas estão entre os beneficiados com novos repasses estaduais para custeio de serviços de saúde. Em Três Lagoas, os repasses chegam a R$ 3,1 milhões, sendo R$ 1,5 milhão para serviços de medicina nuclear, materiais de enfermagem e insumos hospitalares, e R$ 1,6 milhão para cirurgias ortopédicas e ginecológicas, dentro do programa de
atenção especializada. Outros municípios também aparecem na lista: Bela Vista: R$ 1 milhão para incremento da atenção primária; Dourados: R$ 1 milhão para custeio da média e alta complexidade, incluindo o SAMU, Atenção Domiciliar e Rede Alyne; Caarapó: R$ 300 mil para MAC e R$ 200 mil para atenção primária; Batayporã: R$ 250 mil para a atenção primária; Rochedo: R$ 500 mil para a
atenção primária; Sete Quedas: R$ 300 mil para a atenção primária; Miranda: R$ 500 mil para ampliar a atenção primária no âmbito do Novo PAC. Os recursos foram homologados em reunião da CIB realizada no dia 11 de dezembro de 2025 e passam a valer a partir da publicação oficial. As resoluções são assinadas pelo secretário estadual de
Saúde,
Portela Galhardo.
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Caminhonetes e ambulâncias entregues pela SES em 2025 reforçam o atendimento nos municípios e em áreas indígenas de Mato Grosso do Sul.
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Hospital do Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, lidera a produção oncológica do SUS em Mato Grosso do Sul, com 36% dos procedimentos realizados em 2025.
Foto: Divulgação
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Bloqueio do nervo frênico, usado para tratar crises de soluço, busca interromper estímulos do diafragma e aliviar desconfortos persistentes.
As medidas foram aprovadas pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), ligada à Secretaria de Estado de Saúde (SES)
Campo Grande digitaliza urbanismo e acelera regularização de imóveis ao longo do ano
Prefeitura amplia uso de sistemas on-line, reforça fiscalização e prepara novas ferramentas para deixar aprovação de obras mais rápida e segura
Em 2025, a Prefeitura de Campo Grande deu um passo importante na modernização do urbanismo ao ampliar o uso de serviços digitais e fortalecer a fiscalização de obras e imóveis. Por meio da Semades, foram consolidados a emissão on-line da Carta de Habite-se Declaratória e os pedidos pelo Sistema de Aprovação Digital, em funcionamento desde maio. Entre janeiro e novembro, a cidade emitiu 2.275 Cartas de Habitese, permitindo a regularização e o uso de 8.285 unidades residenciais, comerciais e de serviços em várias regiões da capital. No mesmo período, a secretaria analisou ou reanalisou 5.297 processos de obras e aprovou 974, muitos ligados à anistia prevista na Lei Complementar 476/2023. A aprovação urbanística também ganhou ritmo. Ao lon-
go do ano, foram 1.720 processos aprovados e mais de 1.650 alvarás de construção emitidos, liberando o licenciamento de 2.647 imóveis. O setor ainda expediu 258 certidões de conformidade e respondeu a mais de 49 mil consultas de viabilidade, etapa que orienta moradores e empreendedores antes do início de qualquer obra. Na fiscalização, a Prefeitura realizou mais de 200 vistorias em empreendimentos de uso público ou coletivo para verificar o cumprimento das normas de acessibilidade da NBR 9050, além de emitir notificações e autos de infração para corrigir irregularidades.
As ações de Controle de Posturas reforçaram o cuidado com o espaço urbano. Em 2025, foram lavrados mais de 110 autos de infração por quei-
Perícia de MS amplia atuação, faz 95 mil exames e investe em tecnologia
Polícia Científica emite 326 mil novos RGs, dobra recursos e inicia construção de centro de pesquisa para fortalecer segurança e justiça
Foto: Divulgação
Em 2025, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul reforçou o papel na segurança pública ao realizar 95.274 exames periciais em todo o Estado, nas áreas de criminalística, medicina legal, análises laboratoriais e identificação. Na identificação civil, foram emitidas 326.572 Carteiras de Identidade Nacional apenas no ano passado. Desde o início do novo documento, em janeiro de 2024, já são 592.950 identidades emitidas, o equivalente a cerca de 20% da população sul-mato-grossense. O avanço veio acompanhado de mais recursos. Os investimentos diretos na instituição passaram de R$ 5,8 milhões em 2024 para R$ 14 milhões em 2025, um aumento de 139%, voltado ao custeio das atividades, modernização tecnológica e reforço da estrutura administrativa. Somam-se a isso R$ 13,1 milhões destinados à ampliação e modernização do serviço de emissão do novo RG, ampliando o acesso da população ao documento em todos os municípios.
Parte desse aporte foi usada para atualizar os meios de perícia. A instituição incorporou dois scanners 3D para análise de cenas de crime e acidentes,
madas urbanas, cerca de 2.750 autos por falta de limpeza em terrenos baldios e mais de 860 notificações pela ausência de calçada pavimentada, medidas
que ajudam a melhorar a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida nos bairros. Para o secretário municipal Ademar Silva Junior, a digitalização dos
serviços “facilitou a vida do cidadão, tornando os processos mais rápidos, claros e acessíveis”. Já o superintendente de Urbanismo, Miguel de Oliveira
Rocha, destacou que a ampliação dos sistemas on-line veio acompanhada de “rigor técnico, controle urbanístico e qualificação das equipes”.
Matrículas na Rede Estadual serão
Após prématrícula e divulgação de listas, pais precisam procurar a escola indicada para garantir a vaga de 2026
O período para efetivar as matrículas na Rede Estadual de Ensino será de segunda a sexta-feira, entre 5 e 9 de janeiro de 2026. Nesse intervalo, pais e responsáveis deverão ir até a escola indicada para confirmar a vaga dos estudantes para o ano letivo. Quem não fizer a confirmação dentro do prazo corre o risco de perder o lugar e voltar para a lista de espera.
A primeira etapa de pré-matrículas terminou na quarta-feira (31), com a oferta de 200 mil vagas em escolas dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, tanto para novos alunos quanto para quem já estudava na rede em 2025. A primeira lista de designação, com o nome dos estudantes e a unidade escolar onde foram alocados, é divulgada neste domingo (4) no portal www.matriculadigital.ms.
gov.br. Depois de consultar a designação no site, os responsáveis devem se dirigir à escola indicada levando os documentos do aluno para concluir a matrícula. Em caso de dúvidas ou dificuldades de acesso à internet, a Secretaria de Estado
de Educação mantém atendimento na Central de Matrículas, na Rua Joaquim Murtinho, 2612, em Campo Grande, além dos canais de atendimento informados no próprio site da Matrícula Digital. Segundo a SED, o crono-
grama foi organizado para garantir que todos os alunos tenham tempo de confirmar sua vaga ainda na primeira semana útil de 2026, permitindo que as escolas fechem turmas e organizem o início das aulas com antecedência.
com investimento de R$ 618 mil, e adquiriu o microscópio de comparação balística VisionX, de R$ 1,7 milhão, elevando a precisão nos exames de projéteis e munições. Na genética forense, entre janeiro e novembro foram emitidos 1.100 laudos de DNA e inseridos mais de 5,4 mil perfis genéticos na rede nacional. Na balística, houve 1.912 inserções no Banco Nacional de Perfis Balísticos e 108 conexões entre ocorrências, integrando o trabalho de Mato Grosso do Sul ao sistema de análise do país. Além da atuação em locais de crime e laboratórios, a Polícia Científica intensificou ações educativas em escolas, universidades e comunidades, explicando o trabalho pericial e a importância de preservar vestígios. Fechando o ano, o governo estadual autorizou o início das obras do Centro de Estudos e Pesquisas da Polícia Científica (CEPPCi), com investimento de R$ 12,8 milhões, que reunirá laboratórios, espaços de formação e ambientes de inovação. A meta é consolidar uma perícia cada vez mais técnica, moderna e próxima da sociedade, apoiando o sistema de justiça e a garantia de direitos.
Obrigatório para homens que completam 18 anos e aberto a mulheres voluntárias, processo pode ser feito pela internet ou nas Juntas de Serviço Militar
O alistamento militar de 2026 já começou em todo o país: o prazo teve início na quinta-feira (1º) e segue até 30 de junho. O procedimento é obrigatório para todos os brasileiros do sexo masculino que completam 18 anos neste ano, inclusive os que moram no exterior. Pelo segundo ano seguido, o alistamento também está aberto às mulheres, de forma voluntária, desde que façam 18 anos em 2026. Quem perder o prazo paga multa e passa a concorrer apenas na seleção do ano seguinte.
O alistamento é gratuito e pode ser feito pelo site do Alistamento Online, com login na plataforma Gov.br. Quem não tem acesso à internet ou prefere o atendimento presencial deve procurar a Junta de Serviço Militar mais próxima, levando documento de identidade, certi-
dão de nascimento ou casamento e comprovante de residência. Jovens com deficiência ou problemas de saúde que impeçam o serviço podem solicitar isenção desde o alistamento, com apresentação de laudos e atestados médicos.
Após se alistar, o jovem recebe o Certificado de Alistamento Militar (CAM) e deve acompanhar pelo site se será dispensado ou convocado para a seleção geral, prevista para o segundo semestre de 2026. Quem seguir no processo passará por exames médicos e odontológicos, testes físicos e entrevistas e poderá ser incorporado ao Exército, Marinha ou Aeronáutica a partir de 2027, com serviço inicial de 12 meses, prorrogável a cada ano, por até oito anos, conforme interesse do militar e necessidade das Forças Armadas.
Processos digitais e fiscalização reforçada aceleram a aprovação de obras e a regularização de imóveis em Campo Grande.
Pais e responsáveis devem confirmar, de 5 a 9 de janeiro, as matrículas dos alunos designados para escolas da rede estadual em Mato Grosso do Sul.
Jovens em fila na Junta de Serviço Militar: alistamento para quem completa 18 anos em 2026 vai até 30 de junho.
Peritos da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul em atuação: mais exames, novos equipamentos e centro de pesquisa em construção reforçam a perícia oficial no Estado.
EDUARDO FISCHER
CEO da MRV&CO
‘A taxa de juros no atual patamar é coisa de maluco’
O CEO da MRV&CO defende investimentos em habitação popular e diz que lideranças políticas perceberam a importância do setor
Só nos primeiros nove meses de 2025, a MRV lançou mais de 31 mil unidades residenciais. Delas, 97% se enquadram no Minha Casa, Minha Vida. O programa habitacional ajudou a empresa a driblar o cenário de juros altos e impulsionou a receita operacional em 17,6%, além de estimular uma alta de 35,5% no lucro bruto. Em meio a uma reestruturação, com a saída de praças menores, venda de terrenos e fim de operação internacional, a expectativa é de anos melhores daqui para a frente.
Segundo Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, o segmento econômico é impulsionado pelo grande déficit habitacional do País. “O nosso mercado sempre tem demanda”, afirma.
À frente de uma das empresas de construção mais impactantes do País, Fischer celebra mudanças no MCMV, explica porque os imóveis estão mais caros, fala dos obstáculos da operação internacional, elogia a legislação habitacional de São Paulo, demonstra otimismo para o mercado imobiliário em 2026 e critica as elevadas taxas de juros que chama de “coisa de maluco”. A seguir, os principais trechos da entrevista:
PERGUNTA: Em um ano tão simbólico para o Minha Casa, Minha Vida no Brasil, como você analisa o desempenho da MRV?
FISCHER: Foi um ano forte, com crescimento em todas as métricas. Num país com grande déficit habitacional, a demanda é estrutural, ainda mais com programas federais e regionais de apoio. As margens vêm se recuperando do pós-pandemia e olhamos para 2026 com bastante otimismo.
PERGUNTA: O preço das unidades vendidas no segmento de baixa renda da MRV está subindo ano a ano. Isso é valorização dos imóveis, custo de construção mais alto ou apenas atualização de mercado?
FISCHER: A inflação do nosso setor está acima do IPCA,
então precisamos repassar preços. Vendemos algo que ainda será construído, sem saber exatamente quanto vai custar, por isso projetamos a inflação no preço. Essa dinâmica deve continuar e os imóveis tendem a ficar mais caros, não só na MRV, mas em toda a indústria.
PERGUNTA: No relatório do terceiro trimestre de 2025, a MRV afirmou estar otimista com a elevação do teto de valor de imóveis no MCMV. Como essa mudança impacta o negócio?
FISCHER: Quando o preço do imóvel encosta no teto de cada faixa, a viabilidade de compra cai. A revisão do teto corrige, em parte, o efeito inflacionário acumulado. Nem cobre toda a inflação, mas ajuda a manter a capacidade de compra das famílias dentro do programa.
PERGUNTA: Falando de MCMV, como a Faixa 1 se encaixa na estratégia de vocês?
FISCHER: A Faixa 1 representa cerca de 25% das nossas vendas e é muito relevante. Mas está pressionada: é preciso elevar a renda máxima acima de R$ 2.850, porque, com a alta dos preços, muitas famílias deixam de se enquadrar e migram para a Faixa 2, deixando o público de menor renda sem acesso ao programa.
PERGUNTA: Existe um argumento de que a Faixa 1 não é tão rentável para as incorporadoras. Essa premissa faz sentido? Como vocês rentabilizam esses imóveis?
FISCHER: É rentável, desde que os valores sejam corrigidos. A Faixa 1 tem incentivo tributário justamente porque atende famílias com renda mais frágil, sem poupança. Pagamos menos imposto e conseguimos ofertar um produto mais barato. A reforma tributária, porém, ameaça esse benefício, o que pode afetar a rentabilidade.
PERGUNTA: O governo
atual é reconhecido por colocar o MCMV como protagonista no projeto de País. Com as eleições de 2026, o que vocês esperam em caso de reeleição do Lula ou vitória de outro candidato?
FISCHER: O presidente Lula sempre priorizou habitação, o próprio MCMV nasceu em seu mandato. Mas hoje o tema é suprapartidário. Quando uma família melhora a moradia, melhora educação, renda e qualidade de vida. Por isso a habitação ganhou peso nas agendas políticas e sociais.
Além disso, programas estaduais se consolidaram: 17 estados já têm iniciativas próprias que complementam o MCMV. Mesmo se houver troca de governo, muitos dos potenciais candidatos são governadores que já operam bons programas regionais e conhecem o impacto social da habitação.
Se olharmos para trás, no governo Bolsonaro o MCMV vi-
Quando o preço do imóvel encosta no teto de cada faixa, a viabilidade de compra cai. A revisão do teto corrige o efeito inflacionário.
rou Casa Verde e Amarela, mas a lógica e a estrutura permaneceram iguais. O entendimento de que habitação popular traz grande retorno social já está enraizado na classe política.
PERGUNTA: Então você enxerga o Minha Casa, Minha Vida como um direito já garantido?
FISCHER: Em grande medida, sim. Lideranças de direita, esquerda e centro já perceberam o papel da habitação. Uma eventual transição política não nos preocupa tanto justamente porque o programa se consolidou como política de Estado, não de governo.
PERGUNTA: Além das eleições, estamos na iminência de uma queda de juros. Vocês já têm estratégia para esse cenário?
FISCHER: A taxa de juros atual é “coisa de maluco”. Fica muito difícil tocar qualquer negócio com juros de 15% ao ano, com crédito a 17%, 18%. Isso afeta especialmente setores intensivos em capital, como o nosso.
Por outro lado, o cliente de baixa renda usa recursos do FGTS, cujo regramento é independente da Selic. Para ele, o crédito continua barato em comparação ao mercado, o que até nos protege. Ainda assim, para empresas alavancadas, juros altos são ruins; sempre que caem, é positivo para a MRV.
PERGUNTA: E as eleições? Geram incertezas para o negócio?
FISCHER: Em geral, não. O nosso cliente não deixa de comprar imóvel porque é o Lula, o Tarcísio, o Ratinho Júnior ou outro nome. Só um cenário muito confuso, de ruptura ou forte instabilidade, poderia levar alguém a adiar a decisão de compra. Fora isso, a eleição não é um fator determinante.
PERGUNTA: Existe um debate amplo sobre dificuldade para encontrar mão de obra na construção civil. Como funciona para vocês?
FISCHER: Esse é um desafio global. O trabalho é pesado e a indústria não é tão atrativa.
Sentimos mais essa pressão em São Paulo, mas nosso processo construtivo exige menos gente, o que ajuda. A remuneração também mudou: há muitos anos o setor paga melhor, justamente porque mão de obra virou um gargalo. E não vejo isso se resolvendo no curto prazo. Isso nos empurra para a industrialização e maior automação do canteiro, numa transição gradual ao longo dos próximos anos.
PERGUNTA: Essa falta de mão de obra já provocou atrasos nas entregas de vocês?
FISCHER: Não. Temos alguns pontos de atenção, mas nada estrutural. Antigamente havia fila na porta das obras; hoje não é mais assim. Ainda dá para produzir, mas as empresas estão aprendendo a fazer mais com menos. No nosso caso, aumentamos o quadro próprio e reduzimos a dependência de terceiros, mantendo equipes por mais tempo nas diversas obras.
PERGUNTA: Quantos canteiros de obras vocês têm simultâneos hoje?
FISCHER: Estamos com 270 canteiros abertos em 22 estados.
PERGUNTA: A Resia, operação internacional, está em desinvestimento, com plano de vender 800 milhões de dólares em ativos até 2026. Esse valor deve se concretizar?
FISCHER: O processo está em andamento: já vendemos
150 milhões de dólares. O mercado americano é forte e líquido, o que nos dá confiança de que vamos bater a meta até 2026. Esse movimento faz parte de uma estratégia de simplificação, com redução de despesas administrativas e foco em menos empreendimentos. A operação nos EUA não vai acabar, mas ficará menor e mais fácil de gerir.
PERGUNTA: Sobre essa simplificação, quais iniciativas vocês adotaram?
FISCHER: Decidimos sair de algumas praças e concentrar atuação nas cidades maiores. Também estamos reduzindo a base de terrenos para deixar a empresa mais leve. E mudamos a forma de comprar: em vez de pagar adiantado, priorizamos acordos com desembolsos mais equilibrados ao longo do tempo.
PERGUNTA: Tem mais alguma coisa que você gostaria de destacar sobre o momento do mercado imobiliário?
FISCHER: Em São Paulo, a mudança da legislação de HIS há cerca de 10 anos teve um impacto gigantesco. Bairros como Barra Funda e Lapa passaram a receber muitos imóveis de interesse social, com acesso ao metrô, algo impensável no passado. Isso permite que quem morava longe, em regiões como Itaquera ou Ermelino Matarazzo, possa morar mais perto do trabalho. Alivia o transporte público e gera enorme ganho social. A legislação de Habitação de Interesse Social paulistana virou referência para outras cidades.
TST manda descontar dias parados, mas nega abusividade em greve dos Correios
Tribunal garante reajuste de 5,1% e mantém benefícios; trabalhadores devem retornar às atividades
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, por unanimidade, que a recente greve dos trabalhadores dos Correios não foi abusiva, mas autorizou o desconto dos dias parados, que poderá ser parcelado em três meses. A decisão, tomada na terçafeira (30), determina o retorno imediato ao trabalho e permite que a empresa substitua o desconto pela reposição das horas caso considere essa alternativa mais adequada. Sem acordo entre a estatal e os sindicatos, o TST definiu um reajuste salarial de 5,1% a partir de 1º de agosto de 2025, índice que também será aplicado a benefícios como vale-alimentação/refeição, vale-cesta, auxílio-dependente e reembolso-creche. A sentença ainda
manteve o pagamento de 70% de gratificação de férias e adicional de 200% para trabalho em dias de repouso, além de garantir jornada reduzida, sem corte de salário nem necessidade de compensação, para mulheres com filho ou dependente com deficiência, com base em tese já fixada pelo próprio TST. A paralisação começou em 17 de dezembro em agências de vários Estados e foi ampliada após a rejeição de proposta construída em negociação pré -processual no TST. Os Correios pediram que a greve fosse declarada abusiva, alegando que o movimento teria sido deflagrado antes do fim das negociações. A relatora, ministra Kátia Magalhães Arruda, porém, ressaltou que houve diversas rodadas de conversas entre julho e dezembro e que a deflagração ocorreu após o esgotamento das tentativas de acordo. Houve divergência apenas quanto ao tamanho do reajuste. As ministras Maria Cristina Peduzzi e o ministro Ives Gandra Martins Filho defenderam a proposta original da empresa, citando
Foto: Divulgação
Funcionários dos Correios em dia de paralisação: TST considerou a greve não abusiva, mas autorizou o desconto dos dias parados e fixou reajuste de 5,1%.
Fundtur MS fechou 2025 com recorde de prêmios, crescimento do turismo e avanço internacional
Museu do Videogame volta a Campo Grande com mais de 500 consoles e entrada grátis
Criado em MS, projeto celebra 15 anos no Bosque dos Ipês, de 10 de janeiro a 1º de fevereiro, com clássicos do Atari aos consoles de nova geração, torneios, dança e cosplay
De volta ao estado onde nasceu, o Museu do Videogame Itinerante abre a programação de férias em Campo Grande com uma edição especial de 15 anos no Shopping Bosque dos Ipês.
De 10 de janeiro a 1º de fevereiro, a exposição gratuita reúne cerca de 500 consoles
de todas as gerações, do primeiro videogame do mundo aos aparelhos mais modernos, em um grande passeio pela história dos games. Criado em Mato Grosso do Sul em 2011, o projeto hoje percorre o País, já passou por 19 estados e recebe milhões de visitantes por ano. Quem passar pelo shopping
vai encontrar desde raridades como o Magnavox Odyssey, o Atari Pong, o Fairchild Channel F com cartuchos, o Telejogo brasileiro, o Vectrex com monitor próprio e o Nintendo Virtual Boy, até portáteis clássicos como o Microvision e curiosidades como o robô
R.O.B. do Nintendo 8 bits. A proposta, explica o curador Cleidson Lima, é que o público não apenas veja as peças, mas jogue em muitos dos consoles
para sentir, na prática, como a tecnologia mudou em mais de cinco décadas. Entre os aparelhos disponíveis para jogar estão Atari 2600, Nintendinho, Master System, Mega Drive, Super Nintendo, Neo Geo, Nintendo 64, GameCube, Dreamcast, Xbox, PlayStation 1 e 2, além de estações dedicadas às novas gerações, com PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2, simuladores de
corrida com cockpit e área de realidade virtual com PlayStation VR2. A programação ainda inclui palco Just Dance com rankings e concursos de dança, torneios de games clássicos e atuais, máquinas de fliperama, controles gigantes e concurso de cosplay para fãs de animes, mangás e videogames.
Primeiro museu do gênero registrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o
Museu do Videogame Itinerante já foi eleito “Museu Mais Criativo do Brasil” pelo Ministério da Cultura, representou o País em encontro mundial de museus em Paris e integrou a programação da London Games Festival, na Inglaterra. Em Campo Grande, a mostra ocupa área interna do Shopping Bosque dos Ipês, na Avenida Cônsul Assaf Trad, 4.796, bairro Novos Estados. A entrada é gratuita.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Público de todas as idades joga em consoles clássicos e modernos na edição de 15 anos do Museu do Videogame Itinerante, montado no Shopping Bosque dos
Ipês, em Campo Grande.
A programação inclui palco Just Dance com rankings e concursos de dança
Fundtur MS fechou 2025 com recorde de prêmios, crescimento do turismo e avanço internacional
Promoção de destinos, sustentabilidade e inovação marcam o ano mais produtivo da fundação
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS) encerrou 2025 com um dos balanços mais expressivos de sua história recente. Em um ano marcado por avanços estruturais, reconhecimento nacional e internacional e fortalecimento da economia regional, a instituição consolidou o Estado como referência em turismo de natureza, aventura, ecoturismo, cultura e experiências sustentáveis.
Ao longo do ano, Mato Grosso do Sul conquistou 11 prêmios em cinco premiações nacionais e internacionais do setor, incluindo três reconhecimentos da Rede Ibero-Americana de Destinos Turísticos Inteligentes, o Troféu Edson Contar – Turismólogo do Ano em MS, o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade e cinco troféus no Prêmio Nacional do Turismo. Com esse desempenho, o Estado foi o mais premiado da principal cerimônia
do turismo brasileiro em 2025. O desempenho institucional também foi reconhecido individualmente. O diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, recebeu o Prêmio Professor Mário Beni 2025, na categoria Gestão Pública em Turismo e Eventos, reforçando sua atuação à frente da política estadual de turismo. A agenda da sustentabilidade teve papel central nas ações da Fundtur MS em 2025. A instituição apresentou os resultados da Agenda Climática no Turismo durante os Dias Temáticos da COP 30, em Belém (PA), destacando o compromisso do Estado com a neutralidade de carbono até 2030 e com a integração do turismo à economia de baixo carbono.
Entre as principais entregas do ano está o avanço do Afroturismo, com o lançamento do 1º Guia de Afroturismo de Mato Grosso do Sul e a realização da 1ª Conferência
ARTE
Tenha seu "avatar" impresso em 3D e divirta-se com os amigos
Estadual do segmento. No Turismo Acessível, foram estruturados roteiros inclusivos e promovidas capacitações para prestadores de serviços em Bonito, Jardim e Bodoquena. A Fundtur também avançou no etnoturismo com a elaboração do Plano de Desenvolvimento do Etnoturismo no Território Indígena NIOAC, em Nioaque. Outras iniciativas incluíram o lançamento do Manual Informativo da Regionalização, diagnósticos turísticos municipais e a construção de diretrizes estratégicas alinhadas às metas estaduais. No campo da governança, o ano foi marcado por eventos de integração e qualificação, como o ABETA Conecta, o Festival de Turismo Centro-Sul, o Curso de Capacitação de Gestores Municipais de Turismo e o II Encontro das Instâncias de Governança Regional de Mato Grosso do Sul.
Na área de mercado e promoção, a Fundtur MS ampliou de forma significativa a visibilidade dos destinos sul-mato-grossenses. Em 2025,
ESPORTE
a fundação participou de 28 eventos nacionais, promovendo novos produtos turísticos, campanhas e rodadas de negócios com a participação de empresários locais.
No exterior, esteve presente em 12 eventos internacionais, entre feiras multiprodutos e encontros segmentados de ecoturismo, além de apoiar ações estratégicas de promoção. Também foram realizados roadshows, famtours e press trips voltados à divulgação dos destinos do Estado.
Bonito sediou dois grandes eventos internacionais: o Adventure Elevate Latin America e a Feira Internacional de Destinos Inteligentes (FIDI), reforçando o posicionamento do município como referência global em turismo sustentável.
Um dos destaques do ano foi o lançamento do projeto Pantanal Jam, apresentado em solenidade no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, com a presença do governador Eduardo Riedel. A iniciativa une arte, turismo e sustentabilidade para pro -
mover o Pantanal no Brasil e no exterior. O projeto inclui álbum musical, documentário e vídeo promocional, com conteúdo gratuito disponível em pantanaljam.com.br. Os resultados também se refletiram na economia. No primeiro semestre de 2025, o faturamento do turismo em Mato Grosso do Sul cresceu 1,4%, impulsionado principalmente pelo ecoturismo, pesca esportiva e turismo de aventura.
A conectividade aérea avançou ao longo do ano. Bonito passou a contar com a rota Bonito–Guarulhos, operada pela Latam desde setembro, com duas frequências semanais. Dourados ganhou a rota Dourados–Guarulhos, com três frequências, enquanto Campo Grande registrou ampliação da oferta de voos e assentos para a alta temporada 2025/2026.
Entre janeiro e outubro, os aeroportos de Bonito, Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã registraram crescimento de 5,6% no desembarque de passageiros, passando de 685.700
em 2024 para 724.662 em 2025. No mesmo período, os atrativos de Bonito e da Serra da Bodoquena emitiram 727.819 vouchers turísticos, acima dos 720.405 registrados no ano anterior. Bonito recebeu 247.049 visitantes, crescimento de 3% em relação a 2024. Para o diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, 2025 representa um marco na trajetória da instituição. “Estamos muito felizes. Provavelmente foi o ano mais produtivo da Fundação de Turismo dos últimos oito anos, com muita entrega, diversificação e o lançamento de uma grande campanha como o Pantanal Jam. Os resultados foram positivos e isso é fruto do trabalho da equipe. Vamos manter esse ritmo em 2026”, afirmou. Com foco em promoção, sustentabilidade, inovação e fortalecimento da governança, a Fundtur MS encerrou 2025 reforçando o turismo como vetor estratégico de desenvolvimento econômico, social e cultural em Mato Grosso do Sul.
REPRODUÇÃO
Com uso de Inteligência Artificial, modelagem 3D, impressoras e pintura manual, pequenas esculturas transformam pessoas em bonecos colecionáveis.
Copinha começa com Ivinhema e Naviraiense representando MS
Times de Mato Grosso do Sul estreiam na Copa São Paulo com grupos definidos em Assis e Embu das Artes
do Athletic. O encerramento da participação na fase de grupos está marcado para 9 de janeiro, às 17h45, contra o Guarani. O desempenho nessas três partidas define se o Naviraiense segue vivo na competição, em chave que reúne o dono da casa, um clube mineiro e um paulista tradicional.
Um excelente presente para si mesmo, amigos, parentes e até algum cliente especial.
SERVIÇO:
Em Campo Grande, o designer gráfico e artesão Wilson Mendes vem transformando pessoas em bonecos colecionáveis. Os "mini-me" como ele chama, em homenagem ao personagem de Austim Powers, são figuras colecionáveis criadas a partir de fotos de pessoas com ajuda de I.A. como o ChatGPT. O comprador pode escolher entre modelos como TinyTan, Funko, realista ou cartunesco, escolher pose, ação, acessórios e muito mais. Após aprovação, é impresso em resina e pintado à mão. As peças são únicas e refletem fortemente a personalidade do comprador. As figuras são entregues em uma caixa personalizada como um boneco de verdade, e uma imagem impressa como uma foto do personagem.
Com a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026 começando, Ivinhema e Naviraiense já se preparam para representar Mato Grosso do Sul na principal competição de base do calendário de janeiro. A tabela divulgada pela Federação Paulista de Futebol confirmou datas, horários e locais dos jogos dos dois clubes, que encaram três partidas cada na fase de grupos em busca de vaga no mata-mata. Ao todo, o torneio reúne 128 equipes, sendo 23 estreantes, distribuídas em 32 grupos com quatro times. Os dois primeiros de cada chave avançam à próxima fase, em confrontos eliminatórios. As partidas serão disputadas em 30 cidades paulistas e a final está prevista para o dia 25 de janeiro, aniversário da capital São Paulo.
O Naviraiense está no grupo 7, sediado em Assis. A estreia do time sul-mato-grossense ocorreu no sábado (3) contra o Assisense. Na segunda rodada, a equipe volta a campo no dia 6, às 20h, diante
Já o Ivinhema disputa o grupo 26, com sede em Embu das Artes. A estreia ocorre neste domingo (4), às 12h, no horário de Mato Grosso do Sul, contra o Referência-SP. O segundo compromisso acontece em 7 de janeiro, às 14h15, diante do Real-RS. A primeira fase se encerra para o time no dia 10 de janeiro, às 12h, em confronto com o Ituano. Assim como no grupo do Naviraiense, a chave do Ivinhema reúne adversários de diferentes estados e exige regularidade desde o início para ficar entre os dois melhores colocados. Com caminhos traçados e calendário apertado logo nos primeiros dias do ano, Ivinhe-
FOTO: ARQUIVO/IA
Mato Grosso do Sul encerra 2025 como destaque nacional e internacional em turismo sustentável e de natureza
Ao longo de 2025, Mato Grosso do Sul recebeu 11 prêmios em cinco premiações nacionais e internacionais do turismo
Campo Grande inicia ano de 2026 com a agenda lotada de shows e festivais
De Márcio Art a Guns N’ Roses, veja datas, locais e turnês já confirmados em Campo Grande e Dourados
O ano mal começou e o calendário de shows em Mato Grosso do Sul já exige atenção de quem gosta de música ao vivo. Campo Grande, Dourados têm datas confirmadas com artistas de gêneros diversos, do samba ao rock internacional, passando pelo pop, MPB e sertanejo. A programação inclui nomes como Márcio Art, Lagum, Anavitória, Demônios da Garoa, Guns N’ Roses, Biquíni Cavadão, Nenhum de Nós, Luan Santana, Frejat e a dupla Hugo & Guilherme.
Márcio Art abre a temporada no Clube Estoril
A primeira data confirmada é em clima de pagode. No dia 1º de fevereiro, o cantor Márcio Art se apresenta no Clube Estoril, em Campo Grande, em show marcado para o domingo a partir das 11h.
O evento será em formato de mesas para quatro ou oito pessoas, além da opção de mesas compartilhadas, alternativa para quem vai em grupos menores. As reservas podem ser feitas pelo telefone (67) 99270-6330, informado como canal oficial para garantir lugar antecipadamente.
presença da banda reforça o mês como um dos mais agitados no calendário cultural da cidade. Na sequência, quem assume o palco é a dupla Anavitória, com a turnê Claraboia. Em Campo Grande, o show está marcado para o dia 14 de março de 2026, no Ginásio Dom Bosco, com proposta intimista em formato de voz e violão, aproximando as artistas do público.
No dia 15 de março de 2026, Anavitória segue para Dourados, onde se apresenta no Centro de Eventos Unigran. É a segunda passagem da turnê por Mato Grosso do Sul, desta vez voltada ao público do interior, que recebe o novo trabalho sem precisar se deslocar até a capital.
Samba histórico com Demônios da Garoa O fim de março será de samba clássico em Campo Grande. Em 28 de março, o grupo Demônios da Garoa se apresenta no Palácio Popular da Cultura, às 20h, em show que celebra 80 anos de carreira. Ícones do samba paulista e eternos intérpretes das composições de Adoniran Barbosa, os músicos trazem um repertório formado por canções que atravessam gerações e seguem
Um dos momentos mais aguardados de 2026 é a volta do rock internacional em grande escala à capital. A banda Guns N’ Roses tem show marcado para o dia 9 de abril de 2026, em evento tratado como um dos principais do ano. Com repertório que acompanha várias décadas e sucessos que marcaram gerações, o grupo deve levar ao público
REPRODUÇÃO
Março tem Lagum e Anavitória em dose dupla
O mês de março concentra boa parte da movimentação na capital e no interior. No dia 8 de março de 2026, Campo Grande recebe a Lagum Tour 2026 no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. A conhecidas do grande público. A venda de ingressos está prevista para começar em 8 de janeiro, às 13h, pela Pedro Silva Promoções, responsável pela organização do evento.
Campo Grande no cenário do rock internacional
uma noite de nostalgia, guitarras em destaque e clima de grande espetáculo, com expectativa de autódromo cheio. As informações divulgadas apontam que as vendas de ingressos já estão abertas, o que exige planejamento antecipado para quem pretende garantir presença.
Encontro de clássicos do rock nacional
Ainda em abril, Campo Grande recebe um encontro de duas bandas marcantes do rock brasileiro. No dia 11 de abril, Biquíni Cavadão e Nenhum de Nós divi-
Com repertório que mistura romantismo, pop e sertanejo universitário, Luan costuma atrair grande público em suas apresentações. Os ingressos serão comercializados pela Duts Entretenimento, res -
em Campo Grande no dia 26 de setembro. O show será no Shopping Bosque dos Ipês, a partir das 16h. O formato aposta em palco em 360 graus e diferentes setores, que vão de ingressos
dem o palco do Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês.
O show reúne hits que embalaram os anos 1980 e 1990, com letras conhecidas e refrões que costumam ser cantados em coro, em clima de forte nostalgia. A produção anuncia estrutura completa e setores diferenciados para o público. A venda de ingressos também é realizada pela Pedro Silva Promoções.
Luan Santana volta à Expogrande em 2026
No sertanejo, destaque para Luan Santana, que está confirmado na Expogrande 2026. O show acontece em 18 de abril, em mais uma participação do cantor em grandes eventos da capital.
ponsável pela venda oficial anunciada.
Araruna Fest prepara segunda edição com Frejat - Para o público de Mato Grosso do Sul, outra atração já confirmada é a segunda edição do Araruna Fest 2026. Local e datas detalhadas ainda serão definidos, mas o festival já anunciou Frejat como primeira atração. A confirmação do cantor indica que o evento deve manter a linha de trazer nomes conhecidos da música nacional.
Hugo & Guilherme
trazem No Pelo 360 ao Bosque dos Ipês Fechando a lista já divulgada, a dupla Hugo & Guilherme apresenta o projeto No Pelo 360
Estádio das Moreninhas ganha nome oficial “Toca do Leão” em
mais acessíveis a bangalôs exclusivos, com proposta de experiência imersiva e proximidade maior entre artistas e público. Programação diversa exige planejamento do público - Com datas distribuídas ao longo do ano e estilos variados, 2026 se desenha como um período intenso para os fãs de música em Campo Grande, Dourados e outras cidades de Mato Grosso do Sul.
A combinação de shows intimistas, grandes produções, festivais e turnês nacionais e internacionais indica que quem quiser acompanhar boa parte dessa agenda precisará escolher prioridades e se organizar com antecedência, tanto na compra de ingressos quanto no orçamento.
Campo Grande
Lei sancionada pela prefeita Adriane Lopes reconhece o apelido popular do espaço esportivo como parte do nome oficial do estádio
O tradicional Estádio das Moreninhas, localizado dentro do Parque Jacques da Luz, em Campo Grande, passa a ter oficialmente o nome “Adecildo Vieira de Araújo – Mestre Didi / Estádio das Moreninhas – Toca do Leão”. A mudança foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes e publicada na edição de terça-feira (30) do Diário Oficial do Município (Diogrande). Com a alteração, o apelido
“Toca do Leão”, usado há anos pela comunidade local e por torcedores, passa a integrar a denominação formal do estádio. Segundo o texto da lei, o novo nome reconhece o valor histórico, esportivo e cultural da expressão, amplamente difundida entre os moradores do bairro Moreninhas e o público do futebol campo-grandense. O ato mantém a homenagem original ao desportista Adecildo Vieira de Araújo, conhecido como Mestre Didi, que dá nome ao estádio desde 2007. Mestre Didi é lembrado por sua trajetória no esporte e pela contribuição ao desenvolvimento do futebol amador da capital. O estádio é palco de campeonatos locais e regionais, além de abrigar treinos e eventos esportivos comunitários. A oficialização do apelido reforça o vínculo entre o espaço e a identidade cultural das Moreninhas, um dos bairros mais tradicionais da cidade. A nova lei entra em vigor imediatamente, preservando a homenagem e consolidando o nome pelo qual o estádio já era conhecido popularmente.
O grupo Demônios da Garoa se apresenta no Palácio Popular da Cultura
Luan Santana volta à Expogrande em 2026
Banda Guns N' Roses vai se apresentar em Campo Grande no dia 09 de abril.
Estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas.
Desde 1º de janeiro de 2026, todos os ciclomotores (inclusive os fabricados antes de julho de 2023) precisam atender às regras da resolução 996 do Contran. A norma exige emplacamento, número de chassi, registro no RENAVAM e habilitação ACC para os condutores. Também foram atualizadas as classificações de bicicletas elétricas e veículos autopropelidos, como patinetes e monociclos motorizados, que agora têm limites de potência, velocidade e dimensões. A medida visa melhorar a segurança e a fiscalização no trânsito brasileiro.
Com base do Tracker, a Montana 2026 aposta no uso urbano, sem abrir mão da caçamba
Terceira geração da Montana cresceu, ganhou cabine dupla e passou a usar a mesma base do Chevrolet Tracker.
A Chevrolet Montana mudou de tamanho e de função. Na terceira geração, lançada em 2023, a picape deixou o perfil compacto para ocupar um novo espaço no mercado. Cresceu, ganhou cabine dupla e passou a se comportar mais como um SUV, sem abrir mão da caçamba.
A proposta era clara desde o início. A Montana chegou para disputar compradores com a Fiat Toro. Não alcançou o mesmo volume de vendas da rival, mas se firmou como uma opção equilibrada para quem busca conforto, uso urbano e porte intermediário.
A picape com alma de suv Dirigibilidade focada no conforto, usa a mesma base do SUV Tracker, resultando em uma picape mais confortável na cidade.
Desde o lançamento, a Montana utiliza o motor 1.2 turbo do Tracker. Inicialmente, entregava até 133 cavalos. No fim de 2024, o conjunto foi atualizado para atender às regras do Proconve L8. Com injeção direta e novo mapeamento, passou a render até 141 cavalos e ganhou quase um segundo em desempenho, segundo a GM.
Hoje, a nova Chevrolet Montana é vendida nas seguintes versões e preços:
874 litros de volume Supera a Renault Oroch, mas fica atrás da capacidade da Fiat Toro e Ram Rampage.
A mudança começa na plataforma. A Montana passou a usar a base do Tracker. Isso se reflete na posição de dirigir, na ergonomia e na forma como o carro lida com buracos e irregularidades da cidade.
Durante o período de festas de fim de ano, a equipe do jornal A Crítica conviveu com a picape no uso diário. Foram cerca de duas semanas com o modelo, tempo suficiente para observar o comportamento em trajetos urbanos, rodoviários e situações comuns da rotina.
A trajetória da Montana ajuda a explicar essa guinada. A primeira geração, lançada em 2003 e derivada do Corsa, teve boa aceitação. Já a segunda, apresentada em 2010 com base no Agile, perdeu fôlego ao usar uma plataforma antiga. A virada veio em 2023, quando a picape cresceu para valer e entrou no segmento das médio-compactas.
no segmento.
Nas vendas, a Montana ainda aparece atrás das líderes da categoria. Entre janeiro e setembro, foram 15.619 unidades emplacadas, segundo dados da Fenabrave. No mesmo período, a Fiat Toro liderou com 35.672 registros.
No uso diário, a Montana se comporta como um SUV com caçamba. A suspensão traseira com molas helicoidais contribui para o conforto, especialmente com a caçamba vazia. O acabamento interno é simples, mas correto. O isolamento acústico poderia ser melhor em estrada.
A caçamba tem 874 litros. É maior que a da Renault Oroch, mas menor que as da Fiat Toro e da Ram Rampage. A capacidade de carga é de 600 quilos, o que reforça a vocação urbana da picape.
Como opção no mercado de usados, a recomendação recai sobre a versão Premier 2023. O modelo tem preço médio de R$ 117 mil no mercado de revenda, segundo a KBB Brasil, e traz seis airbags e pacote completo de assistências.
Na manutenção, a Montana ainda está dentro do período de garantia. As revisões com preço fixo têm os seguintes valores: R$ 624 aos 30 mil quilômetros, R$ 960 aos 40 mil e R$ 592 aos 50 mil quilômetros.
Donos relatam problemas pontuais, como trincas no eixo traseiro, ruídos internos, falhas no ar-condicionado e desgaste da
Mesmo sem
o
e proposta voltada ao uso urbano.
capota marítima.
liderar
segmento, a nova Chevrolet Montana encontrou um espaço próprio ao combinar conforto de SUV, versatilidade de picape
Capacidade de carga limitada a 600kg, foco mais urbano, com capacidade menor que a da Strada, Oroch e Toro.
A linha 2026 trouxe mudanças pontuais. A partir da versão LT, a picape passou a contar com a nova central multimídia MyLink, com tela de 11 polegadas, além de painel de instrumentos digital de 8 polegadas. A versão de entrada manteve o câmbio manual de seis marchas, uma raridade