para toda a família. Data: 28/12 / Horário: 17h / Local: Praça Ary Coelho / Entrada: Gratuita. Pagode na Pele O duo Pagode na Pele anima a tarde de domingo ocupando a esquina da 14 de Julho com a Maracaju, em mais uma edição do tradicional pagode do Má.Donna Bar, com repertório leve, clima descontraído e muita música brasileira. Data: 28/12 / Horário: 16h / Local: Má.Donna Bar – R. 14 de Julho, 2459 / Entrada: Gratuita.
Último Baile do Ano O Círculo Militar promove o último bailão de domingo do ano, reunindo música regional e clima de confraternização. No palco, grupos Chama Campeira, Grupo Minuano, Marlon Maciel e Grupo Trem Pantaneiro. Data: 28/12 / Horário: 16h / Local: Clube Círculo Militar – Av. Afonso Pena, 107 / Entrada: a partir de R$ 30, pelo WhatsApp (67) 98448-5376.
MS entra em 2026 com bons resultados e um ano de teste para a política e economia
Estado chega ao novo ano com investimentos em alta e serviços em expansão, mas terá de atravessar eleições, Copa do Mundo e um cenário de incertezas
Mato Grosso do Sul começa 2026 com um balanço favorável: sob comando do governador Eduardo Riedel (PSDB), o Estado consolidou grandes investimentos em celulose, proteína animal, logística e infraestrutura
viária, ao mesmo tempo em que avançou em áreas como saúde, educação e segurança. Projetos como a fábrica de celulose em Inocência, a Rota Bioceânica e a interiorização de serviços de média e alta comple-
xidade, reforçaram a imagem de gestão organizada, com contas em dia e capacidade de atrair capital privado. A agenda social, com programas como o Mais Social e o vale-creche para mães trabalhadoras, ajudou a suavizar os efeitos da inflação e do crédito caro sobre as famílias mais vulneráveis.
O desafio de 2026 será manter esse ritmo em um ambiente econômico mais apertado. A combinação de juros ainda elevados, pressão por equilíbrio fis-
cal em Brasília e um clima cada vez mais instável para o agronegócio tende a testar a receita que vem sustentando o crescimento sul-mato-grossense. Setores como soja, milho e pecuária seguem fortes, mas mais expostos a oscilações de preços e eventos climáticos extremos. Ao mesmo tempo, cidades como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e a região de fronteira lidam com demandas crescentes por saúde, habitação, mobilidade e segurança, impulsionadas por novos
empreendimentos e pelo fluxo ligado à futura ligação com portos chilenos pela rota bioceânica. No campo político, o ano será ainda mais tenso. No plano nacional, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra na metade final do mandato pressionado por entregas econômicas e pelo debate sobre reeleição, enquanto a oposição reorganiza o bolsonarismo em torno de nomes como o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Mega da Virada pode transformar ganhador em bilionário com renda de R$ 11 mi por mês
VEJA NA PÁGINA 7•A
Ano Novo terá tarifa de R$ 2 e frota ajustada no transporte coletivo
Viaduto na rotatória da Coca-Cola sai do papel com R$ 86 milhões da União
Cassems amplia foco e acompanha obesidade como doença crônica
Conta de luz terá bandeira verde em janeiro e alivia orçamento familiar
Carta de Bolsonaro confirma Flávio como pré-candidato à Presidência em 2026
Documento foi lido pelo senador em frente ao hospital onde o ex-presidente passou por cirurgia; texto reforça discurso de continuidade política
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) leu, na manhã da última quinta-feira (25), uma carta escrita à mão por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), minutos antes de ele ser submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal em Brasília. No documento, Bolsonaro indica o filho como seu pré-candidato à Presidência da República em 2026 e afirma que a decisão tem o objetivo de “não permitir que a vontade popular seja silenciada”. A leitura foi feita em frente ao hospital onde o ex-mandatário está internado. Segundo Flávio, a carta foi entregue a ele no dia 23 por um advogado e redigida por Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, onde o ex-presidente cumpre medidas restritivas. Embora datada de 25 de dezembro, o senador afirmou que o texto já havia sido preparado antes da internação. “Para mim, a carta não muda nada.
Mas para quem ainda tinha dúvidas, agora está tudo claro. Precisamos buscar unidade para evitar que o PT destrua o nosso país”, declarou. O conteúdo da carta reforça o discurso de continuidade política e o vínculo familiar no comando do bolsonarismo. No texto, Bolsonaro afirma que “entrega o que há de mais importante na vida de um pai” e diz confiar em Flávio para “resgatar o Brasil”, destacando valores como fé, família e liberdade. A manifestação ocorre num momento de indefinição sobre o futuro político do ex-presidente, que enfrenta processos judiciais e restrições impostas pela Justiça Eleitoral. O senador afirmou que o pai reagiu bem ao procedimento cirúrgico e que médicos avaliarão, posteriormente, a necessidade de uma nova intervenção para tratar episódios de soluços persistentes.
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer a partir desta quinta-feira
Reajuste de 6,79% entra em vigor em 2026 e segue nova regra que combina inflação e limite fiscal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que fixa o salário mínimo em R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor, publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira (24), representa um reajuste de 6,79% em relação aos R$ 1.518 de 2025. A medida beneficia mi-
lhões de trabalhadores e aposentados que têm a remuneração vinculada ao piso nacional. Desde 2023, o governo Lula retomou a política de valorização do salário mínimo com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos 12 meses anteriores, somada ao
crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No entanto, diante do aumento das despesas obrigatórias, o Palácio do Planalto revisou a fórmula para preservar o equilíbrio fiscal. A nova regra, definida em dezembro de 2024, garante um reajuste mínimo de 0,6% acima da inflação, com limite de 2,5% de ganho real, independentemente do PIB. Segundo dados oficiais, o INPC acumulou alta de 4,18% nos 12 meses até novembro de 2025,
enquanto o PIB de 2024 cresceu 3,4%. Esses índices foram considerados no cálculo do novo valor.
O aumento do salário mínimo é visto pelo governo como um instrumento de fortalecimento do poder de compra e de combate à desigualdade, mas analistas alertam para o impacto fiscal. Como o piso serve de referência para aposentadorias e benefícios sociais, cada reajuste amplia as despesas da União, desafiando os limites do novo arcabouço fiscal.
Novo valor do salário mínimo passa a valer em janeiro de 2026 e reajusta aposentadorias e benefícios.
Em frente ao hospital, Flávio lê carta do pai que o indica como pré-candidato à Presidência em 2026.
Beto Pereira lidera
de emendas e reforça investimentos em saúde e infraestrutura
Deputado destinou quase R$ 37 milhões em 2025, com foco em cidades do interior e ações em áreas essenciais como educação e assistência social
Em 2025, o deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS) foi o integrante da bancada de Mato Grosso do Sul que mais teve emendas empenhadas, somando R$ 36,79 milhões, com 98,7% de liberação dos recursos. Os investimentos alcançaram diferentes áreas, como infraestrutura, saúde, assistência social, cultura, educação, esporte, turismo e segurança pública. Segundo o parlamentar, o volume de repasses é resultado de um diálogo permanente com prefeitos, vereadores e entidades dos 79 municípios do Estado, tanto nas visitas ao interior quanto no gabinete em Brasília.
Entre as ações destacadas, Beto cita o programa MS Ativo Municipalismo como espaço importante para discutir prioridades com o governo estadual e organizar a descentralização dos investimentos. Em Anastácio, por exemplo, R$ 1,7 milhão destinado à saúde ajudou a garantir o pagamento do Piso da Atenção Básica, além da entrega de uma ambulância e dois ônibus escolares. Para 2026, o deputado já anunciou R$ 800 mil para a construção de um lar de idosos no município.
Em Pedro Gomes, uma
emenda de R$ 1,5 milhão, somada a R$ 1 milhão da Câmara Municipal, viabilizou a pavimentação da Avenida Maicon Feitosa, obra em andamento e apresentada pelo parlamentar como exemplo de benefício direto à população. Beto também assegurou R$ 13 milhões para recapeamento no Conjunto Radiante e asfalto na Vila do Cascalho, reforçando a melhoria da infraestrutura urbana em diferentes regiões do Estado. A educação é outro eixo que recebeu atenção. A Escola Estadual Aracilda Cícero Correa da Costa, em Paranaíba, foi contemplada com R$ 198 mil. Em Ponta Porã, diversas escolas estaduais — como Mendes Gonçalves, Geni Marques Magalhães, Deputado Fernando Cláudio Capiberibe Saldanha, Adê Marques, Nova Itamarati, João Brembatti Calvoso e Coronel Ramiro Noronha — receberam R$ 99 mil cada. A Escola Estadual João Vitorino Marques, em Aral Moreira, também foi beneficiada com o mesmo valor, somando um pacote de investimentos que, segundo o deputado, tem como objetivo fortalecer a rede pública e apoiar o desenvolvimento local.
Barbosinha assume governo de MS a partir desta segunda
Vice-governador ficará à frente do Executivo entre 29 de dezembro e 16 de janeiro, enquanto governador tira férias em família
A partir desta segunda-feira (29), o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, assume o comando do governo de Mato Grosso do Sul durante o recesso de fim de ano do governador Eduardo Riedel. A licença, já aprovada pela Assembleia Legislativa, vai de 29 de dezembro de 2025 a 16 de janeiro de 2026, totalizando 18 dias de afastamento. Riedel encerrou a agenda de 2025 com reuniões de balanço com a equipe econômica e mensagens de boas festas à população, ressaltando a importância de reservar tempo para a família após um ano de trabalho intenso. Segundo o governo, o objetivo do recesso é garantir descanso e renovação de energias para a sequência do
mandato em 2026. Durante o período de férias, caberá a Barbosinha a condução das ações do Executivo estadual e a tomada de decisões administrativas. O vice já assumiu o posto em outras ocasiões, inclusive quando Riedel teve compromissos internacionais, o que torna a transição momentânea parte da rotina da gestão. A avaliação é de que a alternância temporária reforça a normalidade institucional e assegura continuidade aos programas em andamento nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento regional. A expectativa é de que, com a volta de Riedel em 16 de janeiro, o governo retome a agenda cheia já no início do ano.
Direita mantém maioria entre a população e polarização segue forte perto das eleições
Pesquisa Datafolha mostra que 46% da população se identifica com a direita; petistas ainda superam bolsonaristas por pequena margem
A maior parte dos brasileiros continua se identificando com a direita, segundo pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (25). O levantamento aponta que 35% dos entrevistados se classificam como de direita e 11% como de centro-direita — juntos, somam 46% da população. Do outro lado do espectro político, 22% se dizem de esquerda e 7% de centro-esquerda, totalizando 29%. Outros 8% afirmaram não saber se posicionar. O estudo, realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro com 2.002 pessoas em 113 municípios, mostra ainda que, apesar da predominância da direita, os petistas mantêm leve vantagem sobre os bolsonaristas: 40% se declararam simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT), enquanto 36% afirmaram
apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A disputa reflete a polarização que deve marcar novamente as eleições de 2026, quando Lula indica intenção de disputar um quarto mandato e Bolsonaro, impedido de concorrer, tenta projetar o nome do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O perfil do eleitorado à direita se repete em praticamente todos os grupos sociais. Entre
pessoas com 60 anos ou mais, 42% se identificam com esse campo político. Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, há uma tendência maior ao centro (30%). A direita também predomina entre católicos (36%) e evangélicos (42%), e é mais expressiva entre aqueles com menor escolaridade, segundo o instituto. Mesmo sob forte calor nos estados do Centro-Oeste, es-
Coronel David declara apoio a Flávio
pecialmente no Mato Grosso do Sul, onde o clima político também segue acalorado, o debate ideológico entre lulistas e bolsonaristas permanece intenso. Desde 2022, o Datafolha vem registrando vantagem dos apoiadores de Lula em nove dos onze levantamentos realizados, indicando que a polarização continua sendo a principal marca do cenário político brasileiro.
Bolsonaro e elogia boa recuperação do ex-presidente
Parlamentar sul-mato-grossense destacou força de Jair Bolsonaro após cirurgia e defendeu unidade da direita para 2026
O deputado estadual
Coronel David (PL-MS) manifestou apoio público à précandidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e elogiou a recuperação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue internado em Brasília após passar por uma cirurgia de hérnia no dia de Natal. Segundo o parlamentar, o ex-mandatário “é um homem de muita força” e demonstra mais uma vez “resiliência diante das adversidades”. Em nota e nas redes sociais, o deputado afirmou que o procedimento médico de Bolsonaro “ocorreu dentro do esperado” e que o momento exige tranquilidade. “O mais importante agora é que ele tenha o tempo adequado para se recuperar com responsabilidade. O Brasil conhece a capacidade dele de se reerguer e seguir em frente”,
declarou.
Coronel David também compartilhou a carta divulgada por Jair Bolsonaro, em que o ex -presidente confirma o nome do filho, Flávio, como seu sucessor político nas eleições de 2026. Para o parlamentar, a decisão representa “continuidade de um projeto baseado em liberdade, patriotismo e respeito à família”. Ele ressaltou que o senador tem “coragem e legitimidade” para liderar o campo da direita. Mesmo com o calor intenso que também marca o fim de ano em Mato Grosso do Sul, o deputado destacou que o momento é de manter serenidade e união dentro do grupo político. “A direita deve seguir unida, consciente dos desafios e determinada a não recuar. É isso que Flávio representa e é isso que a população espera de todos nós”, afirmou.
Presidente do PT em Mato Grosso do Sul, Vander Loubet protocolou notíciacrime contra Luiz Paulo Castelluccio por incitação à violência política
O deputado federal Vander Loubet (PT), presidente estadual do partido em Mato Grosso do Sul, esteve na sede da Polícia Federal em Campo Grande na manhã da última quarta-feira (24) para protocolar uma notícia-crime contra o empresário Luiz Paulo Lemos Castelluccio. A medida foi tomada após o empresário publicar, em uma rede social, comentário em que afirmava que petistas deveriam ser “exterminados”, fazendo comparação com a atuação de Israel contra o grupo Hamas. No texto divulgado na internet, Castelluccio reagiu a um vídeo sobre a polêmica envolvendo um comercial da marca Havaianas e escreveu que o Brasil só viveria em paz quando “não existisse um ser desse respirando”. Em segui-
da, passou a atacar o Supremo Tribunal Federal, dizendo que a Corte “só tem filho da puta”, e afirmou que, se um petista o desafiasse, “vai dar em morte”. O empresário também citou o advogado e ex-deputado Fábio Trad, a quem acusou de “defender bandidos do Rio de Janeiro” e de ter “sobrinho traficante”.
Segundo Vander, as declarações, feitas em ambiente público e de grande alcance, ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram discurso de ódio, ameaça coletiva e incitação à violência política, além de tentativa de deslegitimar as instituições democráticas. Fábio Trad informou ter pedido à direção do PT no Estado a adoção de medidas policiais e judiciais, por considerar tratar-se de “crime político com nítido propósito ameaçador”, e negou as acusações, dizendo nunca ter tido parente envolvido com tráfico nem defendido “bandidos do Rio de Janeiro”. Para o presidente do PT em Mato Grosso do Sul, divergências ideológicas devem ser tratadas no campo do debate, e não com ameaças. “Discurso de ódio e ameaça de morte
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Coronel David destaca força de Jair Bolsonaro e defende unidade da direita com Flávio na disputa de 2026.
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Com quase R$ 37 milhões em emendas em 2025, Beto Pereira prioriza saúde, infraestrutura e educação nos municípios de Mato Grosso do Sul.
Durante o período de férias, caberá a Barbosinha a condução das ações do Executivo estadual.
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Pesquisa Datafolha mostra que 46% dos brasileiros se identificam com a direita; PT ainda lidera em simpatia popular.
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Vander Loubet, presidente do PT em Mato Grosso do Sul, leva à PF notíciacrime contra empresário que defendeu ‘extermínio’ de petistas em rede social.
Mesmo com discurso crítico, maioria da bancada de MS vota a favor do governo Lula
Levantamento mostra que 9 dos 11 representantes do Estado no Congresso apoiaram o Planalto em mais da metade das votações desde 2023
Apesar do clima de tensão frequente entre o Palácio do Planalto e o Congresso, a maior parte da bancada federal de Mato Grosso do Sul tem votado alinhada ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Dados do Radar do Congresso, do portal Congresso em Foco, apontam que, desde 2023, nove dos 11 parlamentares do Estado apoiaram o governo em mais de 50% das votações. No total, o levantamento considera 1.778 deliberações no período, sendo 1.422 na Câmara e 356 no Senado.
O painel mostra que, no conjunto, a Câmara dos Deputados foi 69% governista, enquanto o Senado registrou alinhamento de 77% às orientações do Executivo até 15 de dezembro, data da última atualização. O cenário, porém, não elimina choques
em pautas sensíveis: enquanto o Planalto tenta avançar em promessas de campanha, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, deputados e senadores de centro e de direita aprovaram, por exemplo, o projeto que reduz penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro, já alvo de promessa de veto por Lula. No Senado, todos os três representantes sul-mato-grossenses votaram majoritariamente com o governo: Nelsinho Trad (PSD) aparece com 90% de alinhamento, Soraya Thronicke (Podemos) com 77% e Tereza Cristina (PP) com 59%. Na Câmara, os mais governistas são os petistas Vander Loubet (98%) e Camila Jara (97%), seguidos por Dagoberto Nogueira (PSDB), com 94%, Geraldo Resende (PSDB), com 87%,
Concurso da Assembleia
Legislativa de MS terá 80 vagas e inscrições começam em janeiro
Seleção oferece cargos de níveis médio e superior, salários de até R$ 8 mil e provas marcadas para março em Campo Grande
Com a virada do ano se aproximando, quem busca estabilidade no serviço público já pode se organizar para o II Concurso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). O edital, já publicado no Diário Oficial do Parlamento, prevê 80 vagas imediatas mais cadastro reserva, com oportunidades para níveis médio e superior e salários iniciais que chegam a R$ 8.030,65. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundação Carlos Chagas, entre 12 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026, no horário de Brasília. A taxa é de R$ 140 para Técnico Legislativo (nível médio), com remuneração de R$ 4.912,20, e de R$ 180 para Analista Legislativo (nível superior), com salário inicial de R$ 8.030,65. As vagas contemplam áreas como Direito, Jornalismo, Contabilidade, Engenharia, Saúde, Tecnologia da Informação, além de funções administrativas, Polícia Legislativa, Tradutor
Pereira (PSDB), com 72%, e Dr. Luiz Ovando (PP), com 55%. Na outra ponta, apenas os
deputados do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparecem como oposição sistemática: Marcos Pollon e
Rodolfo Nogueira registram 18% e 19% de votos alinhados ao Planalto, respectivamente. Rodolfo, porém, contesta o ín-
de Libras, Motorista e áreas técnicas como Informática e Som, todas com jornada de 40 horas semanais em regime estatutário. As provas objetivas estão marcadas para 29 de março de 2026, em Campo Grande, em dois turnos: pela manhã para candidatos aos cargos de Técnico Legislativo e à tarde para os que concorrem a Analista Legislativo. Para o cargo de Polícia Legislativa, haverá ainda etapa eliminatória de Teste de Aptidão Física (TAF), com exercícios de abdominal, flexão de braços e corrida de 12 minutos.
O edital também prevê reserva de vagas para políticas de inclusão: 20% para candidatos negros (pretos e pardos) e 3% para candidatos indígenas, além de vagas específicas para pessoas com deficiência, conforme a legislação. Mais informações e o edital completo podem ser consultados nos sites da Assembleia Legislativa e da Fundação Carlos Chagas.
Levantamento mostra atual governador à frente com 40% das intenções de voto; calor e cenário político esquentam o fim de ano no Estado
O governador Eduardo Riedel (PP) aparece na liderança isolada da disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, segundo pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, encomendada pela Rede de Rádios Top FM, divulgada na quarta-feira (24).
O levantamento, realizado entre 15 e 20 de dezembro com 1.000 eleitores em Campo Grande e distritos da região, mostra Riedel com 40% das intenções de voto na pesquisa estimulada, seguido por Fábio Trad (PT), com 18%, e João Henrique Catan (PL), com 11%. A margem de erro é de
Heliomar Klabunde faz balanço dos primeiros 50 dias de gestão e promete investimentos em saúde, educação e habitação
O prefeito de Paranhos, Heliomar Klabunde (MDB), fez um balanço dos primeiros 50 dias de gestão e apresentou os principais projetos para 2026, durante entrevista à Band FM, na véspera de Natal. Ao lado do vice-prefeito Alfredo Soares, o gestor destacou que assumiu o cargo “sem transição” e precisou organizar as contas e retomar obras paradas. “Foram dias de muito empenho e noites na prefeitura para entender o que estava acontecendo”, disse. A saúde foi apontada como prioridade. Segundo Heliomar, o setor consome 38% do orçamento municipal, índice superior ao aplicado em gestões anteriores. O prefeito anunciou o projeto de construção de um novo hospital, com apoio de deputados e senadores, e
três pontos percentuais para mais ou para menos.
Na sondagem espontânea, em que os nomes não são apresentados, o governador também lidera, com 10% das citações, à frente de Fábio Trad (4,2%) e Rose Modesto (União Brasil),
com 3,8%. Os ex-governadores André Puccinelli (MDB) e Capitão Contar (PL) aparecem com 1,6% e 1,2%, respectivamente. Mais de 70% dos entrevistados ainda não souberam ou preferiram não responder em quem votariam.
Riedel tem a quarta menor taxa de rejeição entre os nomes testados, com 8%. O resultado reforça a posição de vantagem do governador, que se mantém como principal nome no cenário político estadual.
tali Klabunde, foi elogiada pela organização do “Natal da Solidariedade”, com distribuição de brinquedos às crianças. O prefeito também agradeceu à Câmara Municipal pela devolução de R$ 540 mil, valor que será aplicado na compra de veículos para a saúde. Ao encerrar, reforçou o compromisso de governar com diálogo e união: “Não olho partido, olho Paranhos. 2026 será um ano de desenvolvimento e oportunidades”. Riedel lidera corrida pelo governo
garantiu que todas as escolas indígenas serão reformadas e climatizadas antes do início do ano letivo. “Não aceito criança estudando a 40 °C sem ventilação”, afirmou. Ele também confirmou melhorias nas quadras esportivas e novas moradias — 50 na área urbana e 270 nas comunidades indígenas. Na área de infraestrutura, Heliomar destacou o plano de pavimentação urbana com uso da “patrulha do asfalto”, que prevê a execução de seis a sete
ruas por ano, além da reconstrução de pontes danificadas pelas chuvas e revitalização de vias e praças. O prefeito confirmou ainda a construção de uma nova creche, a ampliação do Centro do Idoso e um novo prédio para o Pré-Escola Municipal, somando investimentos superiores a R$ 3 milhões. “Queremos uma cidade mais bonita, organizada e funcional”, resumiu. A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Nef-
Beto
dice e afirma ter votado com o governo apenas uma vez, no projeto do arcabouço fiscal em 2023.
Levantamento nacional aponta que a maior parte da bancada federal de Mato Grosso do Sul tem votado alinhada ao governo Lula no Congresso.
Governador Eduardo Riedel lidera pesquisa para o governo de Mato Grosso do Sul com 40% das intenções de voto.
Heliomar Klabunde anuncia novo hospital, obras e ações sociais para impulsionar o desenvolvimento de Paranhos em 2026.
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Concurso da Assembleia Legislativa de MS oferece 80 vagas com salários de até R$ 8 mil; inscrições vão de 12 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026.
Reajuste do gás pressiona indústria e pode
encarecer produtos em Mato Grosso do Sul
Mudança nas tarifas estaduais gera custo extra de R$ 600 milhões em sete estados e tende a chegar ao bolso do consumidor
A revisão das tarifas do gás natural aprovada por governos estaduais continua repercutindo na economia e já preocupa o setor produtivo em Mato Grosso do Sul. Levantamento do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) estima um custo adicional de cerca de R$ 600 milhões para indústrias e consumidores em sete estados. Além de MS, foram afetados Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo e Pernambuco, onde as distribuidoras estaduais aplicaram reajustes que elevaram o preço final do insumo.
Segundo o IBP, o aumento não está relacionado ao valor cobrado pelas produtoras. Em outubro, a Petrobras chegou a anunciar uma redução média de 1,7% no preço do gás para o trimestre iniciado em novembro, mas, mesmo assim, as revisões tarifárias definidas
pelas distribuidoras estaduais resultaram em contas mais altas para empresas e usuários de gás encanado. Em alguns estados, as mudanças foram aprovadas em processos de revisão com menos de duas semanas de duração, prazo considerado curto para uma análise técnica mais detalhada.
Como a indústria é o principal destino do gás natural, o encarecimento da tarifa tende a provocar efeito em cadeia. Com custos mais altos de energia, empresas do setor industrial repassam parte desse aumento para os preços finais, o que pode impactar desde produtos fabricados localmente até serviços que dependem de processos a gás. Para o consumidor comum, o reflexo aparece tanto na conta do gás encanado quanto no supermercado, com pressão adicional sobre itens básicos num cenário em que o orçamento das
famílias já está apertado. De acordo com a reportagem da Folha de S.Paulo, o Ministério de Minas e Energia prepara uma manifestação para reforçar
"Boom industrial" em Inocência leva governo a liberar R$ 2,8 milhões em obras viárias
Pacote de investimentos busca preparar a cidade para o aumento do tráfego pesado e o crescimento ligado à fábrica de celulose
Impulsionado pela instalação da fábrica de celulose da Arauco, o avanço industrial em Inocência levou o Governo de Mato Grosso do Sul a anunciar quase R$ 2,8 milhões em investimentos em infraestrutura urbana. As medidas, publicadas no Diário Oficial do Estado na última segunda-feira (22), preveem duas licitações voltadas à mobilidade e à logística do município, que vive um momento de transformação econômica e aumento do fluxo de veículos, especialmente caminhões.
Os recursos serão executados pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e incluem a elaboração do projeto executivo de um anel viário e a restauração funcional do pavimento urbano. Do total, R$ 365,5 mil serão destinados à contratação de empresa especializada para o projeto de engenharia do anel viário, em um trecho de cerca de 7,1 quilômetros entre as rodovias MS-316 e MS-377. A intenção é desviar o tráfego pesado do centro, reduzir im-
pactos na área urbana e melhorar o escoamento da produção regional. A segunda frente de investimento soma R$ 2,42 milhões e trata da recuperação do pavimento de vias dentro da cidade. A obra deve reforçar a segurança viária e garantir melhores condições de circulação para moradores, trabalhadores e fornecedores que atuam em Inocência, em um cenário de crescimento populacional e maior demanda por serviços públicos.
Conta de luz terá bandeira
verde
em janeiro e alivia orçamento das famílias
Com reservatórios estáveis e menor uso de termelétricas, Aneel confirma ausência de cobrança extra nas tarifas do próximo mês
Os consumidores vão começar 2026 com uma boa notícia: a conta de luz de janeiro será cobrada sob bandeira verde, sem custo adicional. O anúncio foi feito nesta semana pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que informou que as condições de geração de energia permanecem favoráveis, mesmo com chuvas abaixo da média em algumas regiões do país. A medida representa um alívio para famílias e empresas, que em dezembro ainda pagaram tarifas com a bandeira amarela.
De acordo com a Aneel, a decisão foi possível porque os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas se mantiveram estáveis nos últimos meses, o que reduziu a necessidade de acionar usinas termelétricas — conhecidas pelo custo de produção mais alto. Com a menor pressão sobre o sistema, não será necessário aplicar taxas adicionais nas faturas de energia elétrica.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado para indicar os custos de geração de energia no Sistema Interligado Nacional, é usado para alertar o consumidor sobre períodos de maior ou menor custo de produção. Na bandeira verde, não há cobran-
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ça extra; na amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; e nas vermelhas, o valor adicional pode chegar a R$ 7,877, no patamar 2 — o mais caro. Mesmo com o cenário
que a alta nas tarifas estaduais não decorre da política de preços da Petrobras, tentando afastar da estatal a responsabilidade pelo aumento percebido pelos
consumidores. Enquanto o debate técnico e político avança em Brasília, estados como Mato Grosso do Sul seguem lidando com o desafio de conciliar a
necessidade de manter o equilíbrio econômico das distribuidoras com o impacto direto sobre a competitividade da indústria e o custo de vida da população.
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, as ações integram o planejamento para que a infraestrutura acompanhe o ritmo dos novos empreendimentos
industriais. A concorrência eletrônica para a restauração do pavimento urbano está marcada para 19 de janeiro de 2026, às 8h30, e a licitação do projeto do anel viário tem abertura prevista para 25 de fevereiro,
no mesmo horário. De acordo com o governo, o objetivo é preparar Inocência para um novo ciclo econômico, organizando a malha urbana e dando suporte à logística ligada ao boom da indústria de celulose.
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Reajuste do gás natural em Mato Grosso do Sul eleva custos da indústria e tende a pesar na conta e nos preços ao consumidor
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Com a chegada da indústria de celulose, Inocência recebe quase R$ 2,8 milhões em obras viárias para suportar o novo fluxo de caminhões e moradores.
Com bandeira verde em janeiro, consumidores não pagarão taxa extra na conta de luz; Aneel recomenda uso consciente da energia.
Metade
da população de
MS está endividada e dívida média por pessoa passa de R$ 7,6 mil
Estado soma 1,2 milhão de inadimplentes e quase 120 mil empresas no vermelho, segundo levantamento da Serasa Experian
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aponta que 1,2 milhão de moradores e quase 120 mil empresas de
de endividados.
A inadimplência continua em alta em Mato Grosso do Sul e já atinge quase metade da população. De acordo com levantamento da Serasa Experian com base em dados de novembro, 1,24 milhão de sul-matogrossenses estão com dívidas em atraso — o equivalente a 43% dos habitantes do Estado. O total de débitos chega a R$ 9,4 bilhões, distribuídos em mais de 5,5 milhões de registros. Cada pessoa inadimplente acumula, em média, R$ 7.629, com tíquete médio de R$ 1.722 por dívida. O número de endividados cresceu 0,82% em relação a outubro, quando eram 1,23 milhão de pessoas. Campo Grande concentra o maior volume de inadimplentes: 487,9 mil moradores somam R$ 4,37 bilhões em dívidas. Em seguida aparecem Dourados (104,6 mil), Três Lagoas (56,6 mil), Corumbá (48,2 mil) e Ponta Porã (39,5 mil). Os principais credores são bancos e administradoras de cartões, responsáveis por 29% das pendências, seguidos por instituições fi-
nanceiras (18%), prestadores de serviços (15%) e o varejo (10%). O cenário também preocupa no setor empresarial. O Estado tem 119,8 mil empresas com débitos em atraso, o que representa milhares de negócios operando com restrição de crédito. A dívida média por CNPJ é de R$ 25,7 mil, com oito contas vencidas por empresa. No Brasil, o número de companhias inadimplentes chegou a 8,7 milhões em outubro — o maior patamar da série histórica da Serasa —, totalizando R$ 204,8 bilhões em débitos. Para especialistas, o endividamento persistente é reflexo da perda de renda das famílias e do crédito mais caro. Mesmo com sinais de melhora na inflação e nos juros, o custo de vida segue pressionando orçamentos e reduzindo a capacidade de pagamento. Bancos e órgãos de defesa do consumidor recomendam renegociar dívidas e evitar novos empréstimos de alto custo como forma de reorganizar as finanças pessoais e empresariais.
Governo amplia isenção de ICMS para remédios de alto custo usados na rede pública
Medida beneficia compras oficiais de medicamentos para câncer, doenças raras e tratamentos oftalmológicos, com vigência escalonada até 2027
O governo de Mato Grosso do Sul ampliou a lista de medicamentos e insumos de saúde com benefício fiscal de ICMS nas compras feitas por órgãos públicos. O decreto, já publicado no Diário Oficial do Estado, reduz o custo para o poder público na aquisição de remédios de alto valor, usados em tratamentos complexos e contínuos, e atualiza a legislação estadual conforme convênios firmados no âmbito do Confaz. A medida vale para operações destinadas a órgãos federais, estaduais e municipais. Entre os itens incluídos está o sulfato de morfina pentahidratada, fundamental no controle de dor intensa, especialmente em pacientes oncológicos e em cuidados paliativos. Foram contempladas diferentes apresentações, como solução oral, ampolas injetáveis, comprimidos e cápsulas de liberação controlada, em dosagens de 10 mg a 100 mg. Também passa a ter benefício o aflibercepte, usado no tratamento de doenças graves da retina, como a degeneração macular relacionada à idade, além do alfaeptacogue ativado (fator VII recombinante ativado), indicado para distúrbios
Mega da Virada pode transformar ganhador em bilionário com renda de mais de R$ 11 milhões por mês
Prêmio recorde de R$ 1 bilhão será sorteado no dia 31 e, se aplicado, garante rendimento mensal milionário; apostas vão até as 20h
Faltando poucos dias para o sorteio, a Mega da Virada deste ano já bateu um marco histórico: a Caixa estima o prêmio principal em R$ 1 bilhão, o maior valor já pago por uma loteria no Brasil. O sorteio está marcado para as 21h de 31 de dezembro, horário de MS, e o prêmio não acumula — se ninguém acertar as seis dezenas, o dinheiro é dividido entre os acertadores da quina ou da quadra. Se um único apostador levar a bolada e optar por aplicar o dinheiro em investimentos atrelados ao CDI, hoje em torno de 14% ao ano, o rendimento estimado é de cerca de R$ 140 milhões por ano, algo próximo de R$ 11,6 milhões por mês.
O poder de compra do prêmio impressiona. Com R$ 1 bilhão, seria possível adquirir cerca de 190 Ferraris SF90 modelo 2023, avaliadas em torno
de R$ 5,2 milhões cada, ou mais de 13 mil carros populares como o Chevrolet Onix 2025. Na faixa dos veículos de luxo extremos, a fortuna permitiria comprar até cinco unidades do Rolls-Royce Droptail, avaliado em aproximadamente R$ 181,9 milhões. No mercado imobiliário, o ganhador poderia investir em centenas de apartamentos em áreas valorizadas de São Paulo, ou dezenas de grandes residências em bairros nobres como Pinheiros. A quantia também compra itens raros e símbolos de status. O relógio The Hallucination,
da joalheria britânica Graff Diamonds, considerado o mais caro do mundo e avaliado em mais de R$ 304 milhões, caberia com folga no orçamento do novo bilionário. No transporte aéreo, o prêmio seria suficiente para comprar ao menos 15 helicópteros novos do modelo Airbus H145 ou cerca de 10 jatinhos executivos Pilatus PC24 usados, avaliados em torno de R$ 80 milhões cada. Ainda assim, sobraria dinheiro para investimentos, imóveis ou outros ativos de longo prazo. As apostas para a Mega da Virada podem ser feitas até as
20h do dia 31 de dezembro, em qualquer casa lotérica do país, pelo portal Loterias Caixa, pelo aplicativo oficial (para Android e iOS) ou pelo Internet Banking da Caixa para correntistas. O jogo simples, com seis números, custa R$ 6, e é possível marcar até 20 dezenas, o que eleva o valor da aposta para R$ 232,56 mil. Desde a primeira edição, em 2009, 130 apostas já acertaram as seis dezenas da virada; neste ano, além do prêmio recorde, o que está em jogo é a chance de mudar de vida com renda bilionária garantida.
Prefeitura diz que IPTU 2026 só terá correção pela inflação em Campo Grande
Após chegada dos carnês e queixas de aumento, Sefaz atribui diferença a ajustes cadastrais, melhoria no entorno e revisão da taxa de lixo
severos de coagulação, como alguns tipos de hemofilia. O decreto ainda atualiza a lista de equipamentos e insumos médicos, incluindo válvulas e conjuntos para tratamento de hidrocefalia, sistemas de drenagem externa e dispositivos usados em casos de ascite, condição marcada pelo acúmulo de líquido no abdômen. Ao reduzir a carga tributária sobre esses produtos nas compras públicas, o governo espera aliviar parte da pressão de custos sobre hospitais e unidades de saúde, favorecendo a manutenção de tratamentos de alta complexidade na rede SUS. A vigência das mudanças será escalonada. Os benefícios relacionados à morfina e aos equipamentos de saúde passam a valer a partir de 24 de outubro de 2025. Já os demais medicamentos incluídos no decreto terão a isenção aplicada somente a partir de 1º de janeiro de 2027, o que adia uma parte do impacto fiscal no orçamento estadual. Segundo o Executivo, o cronograma permite planejar melhor as contas públicas sem abrir mão do reforço à assistência farmacêutica oferecida à população.
Ao receberem os carnês do IPTU 2026, muitos contribuintes de Campo Grande estranharam valores diferentes dos cobrados neste ano. A Prefeitura afirma que não houve aumento real do imposto, apenas a correção monetária de 5,32%, baseada no IPCA-E, índice que mede a inflação. Segundo o diretor-executivo da Sefaz, Ricardo Viera, a base de cálculo dos imóveis e a planta genérica de valores foram mantidas, com atualização apenas para repor a perda inflacionária. De acordo com a Secretaria, diferenças maiores entre um ano e outro decorrem de atualizações cadastrais e de mudanças no perfil do imóvel ou da região. Casas que tiveram ampliação de área construída passam a ter valor venal mais alto, e terrenos em áreas que ganharam asfalto,
Após reclamações sobre valores do IPTU 2026, Prefeitura de Campo Grande afirma que só aplicou correção pela inflação e ajustes de cadastro.
rede de água, esgoto, energia, escolas ou unidades de saúde podem ter alíquotas reajustadas dentro da faixa de 1% a 3,5%.
A mesma lógica vale para a taxa de coleta de lixo, corrigida pela inflação, mas sujeita a reenquadramento socioeconômico de bairros com base em estudos da Fundação Getulio Vargas e em dados do IBGE. A Prefeitura ressalta que, mesmo quando as melhorias são antigas, a cobrança só passa a valer dali em diante, sem retroativos. A orientação da Sefaz é que o contribuinte compare o carnê
de 2026 com o do ano anterior, observando itens como valor venal, área construída, alíquota aplicada e eventuais mudanças de cadastro. Com essas informações, fica mais fácil identificar se houve apenas correção inflacionária ou alguma alteração por obra, ampliação ou melhoria urbana. Em caso de dúvidas, os moradores podem buscar esclarecimentos nos canais oficiais da Secretaria ou na Central de Atendimento ao Cidadão.
O município reforça que o IPTU é uma das principais fontes de financiamento dos ser-
viços diários da cidade, como saúde, educação, manutenção de ruas e bairros, limpeza urbana e assistência social. Para quem optar pelo pagamento em cota única, o desconto será de 10% em 2026 — menor que em anos anteriores, mas ainda acima de capitais como São Paulo, que concede 3%, e Rio de Janeiro, com 5%. A Prefeitura argumenta que a combinação de correção inflacionária, desconto à vista e transparência nas informações busca equilibrar o caixa municipal sem impor aumento real de imposto.
Quem entrou no Refis do Governo tem dois dias para pagar 1ª parcela em Mato Grosso do Sul
Prazo para quitar entrada ou parcela inicial vence na terça-feira, 30, e Estado espera arrecadar cerca de R$ 20 milhões
Os contribuintes que aderiram ao Refis 2025, programa do governo de Mato Grosso do Sul para regularizar dívidas com o fisco, precisam ficar atentos ao calendário: a primeira parcela – ou o pagamento à vista, para quem optou por essa modalidade – deve ser feita até a próxima terça-feira, dia 30. Segundo a Secretaria de Fazenda, a expectativa é de que o programa some cerca de R$ 20 milhões em arrecadação, entre
empresas e pessoas físicas que aproveitaram as condições especiais de renegociação. O Refis permitiu o pagamento de débitos de ICMS, Fundersul e outros tributos estaduais com descontos de até 80% sobre multas e de 40% sobre juros, além da possibilidade de parcelamento em até 60 meses. Entraram no programa dívidas geradas até 28 de fevereiro de 2025, e o prazo para adesão terminou na metade
deste mês. Em todas as modalidades, houve exigência de entrada, com benefícios maiores para quem quitou ou vai quitar o débito de uma só vez. As regras preveem reduções graduais conforme o número de parcelas: na quitação à vista, o desconto é de 80% nas multas e 40% nos juros; de 2 a 20 vezes, os abatimentos caem para 75% e 35%; e, entre 21 e 60 parcelas, a redução é de 70% nas multas e 30% nos juros, com a primeira prestação equivalente a 5% do valor total renegociado e parcela mínima de 10 UFERMS. Para débitos específicos do Fundersul, houve um calendário próprio, com possibilidade de parcelamento em até 36 vezes. Paralelamente ao Refis, o governo estadual lançou o programa Recupera-MS, voltado a cooperativas em liquidação e empresas em recuperação judicial que ainda mantêm débitos previstos em seus planos; nesse caso, a adesão segue aberta até 15 de março do ano que vem. Outro incentivo em vigor até o dia 30 é o desconto de 30% no ITCD para doações de bens registradas em cartório. Quem entrou no Refis, porém, tem um compromisso imediato: manter o pagamento em dia já a partir desta primeira parcela para não perder os benefícios conquistados na renegociação.
Serasa
Mato Grosso do Sul estão inadimplentes; Campo Grande concentra maior número
Prêmio recorde de R$ 1 bilhão da Mega da Virada pode render cerca de R$ 11,6 milhões por mês se aplicado
Campo Grande chega ao fim de 2025 com 173 mil buracos tapados nas ruas
Operação diária de manutenção consumiu 32 mil toneladas de asfalto e priorizou regiões do Anhanduizinho e Bandeira
A Prefeitura de Campo Grande encerrou 2025 com um balanço robusto na manutenção da malha viária: mais de 173 mil buracos foram tapados ao longo do ano nas sete regiões urbanas da cidade. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), foi realizada em ritmo intenso, com equipes nas ruas desde as primeiras horas da manhã, inclusive aos sábados e feriados, para tentar reduzir os pontos críticos de tráfego. Para executar o serviço, foram utilizadas mais de 32 mil toneladas de CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente). As regiões do Bandeira e do Anhanduizinho concentraram o maior volume de intervenções, com 34.964 e 33.991 buracos tapados, respectivamente. Em seguida aparecem Lagoa (29.103 pontos), Prosa (24.251), Centro
(21.012), Imbirussu (15.833) e Segredo (14.453), que também receberam nova capa asfáltica em diversos trechos. O trabalho é realizado por três empresas contratadas por licitação, que seguem um manual de procedimentos elaborado pela Sisep para padronizar e garantir a qualidade dos reparos. Duas delas atendem duas regiões urbanas cada, e a terceira é responsável por três regiões. O serviço é dividido em etapas: primeiro, a área danificada é demarcada e o pavimento é recortado em formato regular; depois, o material solto é retirado e a base é limpa, preparando o ponto para receber o novo asfalto.
Na fase final, é aplicada a camada de CBUQ, que precisa chegar ao local em temperatura entre 110 °C e 177 °C para assegurar boa compactação e
Ano Novo terá tarifa de R$ 2 e frota ajustada no transporte
coletivo da Capital
Agetran mantém operação especial de férias até 30 de janeiro e reforça ônibus de reserva nos horários de pico
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A partir do Réveillon, o transporte coletivo de Campo Grande segue em esquema especial de férias até 30 de janeiro de 2026. Segundo a Agetran, de segunda a sexta-feira as linhas operam com “Plano Funcional – Operação Especial”, com ajustes na oferta de viagens para acompanhar a menor demanda típica do período e, ao mesmo tempo, garantir atendimento nos principais corredores. Aos sábados, domingos e feriados, o sistema continua com os planos habituais já conhecidos pelos usuários.
Nas linhas 212 e 215, a prefeitura manteve a mesma programação de dias úteis no período da manhã, para atender quem segue trabalhando normalmente, e adotou a operação especial nos demais horários. O consórcio responsável pelo serviço foi orientado a monitorar em tempo real a movimentação de passageiros e a fazer correções sempre que solicitado pela fiscalização da Agetran. Para evitar superlotação nos horários de maior movimento,
aderência. Todo o processo é acompanhado por fiscais da Sisep, que medem as áreas recu-
peradas para fins de pagamento às empreiteiras e verificam a qualidade do material empre-
gado. Segundo o município, a meta para 2026 é manter o ritmo de manutenção e avançar
em obras de recapeamento em trechos onde o remendo pontual já não é suficiente.
serão mantidos veículos de reserva com tripulação em todos os terminais — Nova Bahia, General Osório, Júlio de Castilho, Aero Rancho, Bandeirantes, Guaicurus e Morenão. Nos picos da manhã (5h às 9h) e da tarde (16h às 19h) haverá três ônibus extras, além dos dois já previstos, e, no período intermediário (9h às 16h), um reforço adicional, também além dos dois habituais. A ideia é responder rapidamente a eventuais filas e garantir um mínimo de conforto nas viagens de fim e início de ano. No dia 1º de janeiro de 2026, a passagem terá tarifa reduzida para R$ 2,00, benefício válido exclusivamente para quem pagar com cartão eletrônico (smart card), conforme a Portaria nº 30, de 23 de janeiro de 2025. A Agetran afirma que o esquema especial busca equilibrar economia de recursos e qualidade do serviço, com supervisão contínua da operação para que a população não fique desassistida neste período de Ano Novo e férias escolares.
Secretaria está há quatro meses sob comando de comitê provisório e prefeita diz já ter escolhido quem assumirá a Sesau em 2026
A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande deve iniciar 2026 ainda em transição. A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou, na última segunda-feira (22), que pretende anunciar em janeiro o novo titular da Sesau, vaga aberta desde setembro, quando a então secretária Rosana Leite de Melo foi exonerada do cargo. Desde então, a pasta é conduzida por um comi-
tê gestor, criado como solução provisória enquanto o nome definitivo não é confirmado. O colegiado é formado por seis integrantes e coordenado por Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli. Com mandato inicial de seis meses, prorrogável, o grupo completará quatro meses à frente da Saúde em 5 de janeiro, responsável por planejar, reorganizar e executar as
principais ações da secretaria. A opção pelo comitê foi apresentada pela Prefeitura como forma de manter a gestão em funcionamento em meio à troca de comando. Durante a inauguração do novo Centro de Comando e Controle Integrado de Mobilidade Urbana, Adriane reafirmou que o substituto – ou substituta – de Rosana já está escolhido, mas evitou dar pistas sobre o perfil. Não revelou se será alguém de dentro da administração ou um nome externo, nem se a indicação será política ou técnica. A prefeita lembrou que, ainda em setembro,
quando criou o comitê, já dizia ter feito a escolha, mas avaliou que “não era o momento exato” para a posse. Rosana Leite de Melo, que chefiou a Sesau de fevereiro a setembro de 2024, permaneceu na estrutura municipal e hoje atua como assessora executiva na Secretaria Especial da Casa Civil. Com o prazo do comitê se aproximando do fim e o início de um novo ano, a definição do comando da Saúde passa a ser uma das principais cobranças sobre a gestão, em uma área historicamente pressionada por demandas de atendimento, estrutura e organização da rede.
Viaduto estaiado na rotatória da Coca-Cola sai do papel com R$ 86 milhões da União
Obra em ponto crítico da região sul de Campo Grande será financiada pelo Programa Mobilidade
Urbana e terá contrapartida do Estado
O projeto do viaduto estaiado na rotatória da Coca-Cola, um dos cruzamentos mais congestionados de Campo Grande, avançou oficialmente. O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União, na quarta-feira (24), o extrato do contrato que garante os recursos para a obra, firmados entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Ministério das Cidades, com a Caixa Econômica Federal como agente financeiro.
O investimento total previsto é de R$ 86.985.645,01, dos quais R$ 86.124.401 virão da União por meio do Programa Mobilidade Urbana, com empenho no orçamento de 2025. A contrapartida estadual será de R$ 861.244,01. O projeto inclui a construção do viaduto
estaiado — estrutura sustentada por cabos de aço inclinados — e obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no encontro das avenidas Gury Marques, Costa e Silva, Senador Antônio Mendes Canale e Doutor Olavo Vilela de Andrade. Além dos recursos federais e estaduais, a obra também deve contar com o reforço de emendas parlamentares. Em coletiva
concedida em 6 de novembro, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, adiantou que cerca de R$ 90 milhões oriundos dessas emendas serão destinados à construção do viaduto, consolidando o projeto como uma intervenção de grande porte para a malha viária da Capital. A expectativa do poder público é que o viaduto estaiado se torne um novo marco urbano da cidade, ao mesmo tempo em que desafoga o trânsito na principal porta de entrada da região sul. Com a combinação de obras de arte especiais, novo asfalto e drenagem, a intervenção pretende reduzir congestionamentos diários, melhorar a fluidez do tráfego e aumentar a segurança de motoristas e usuários do transporte coletivo que circulam pelo entorno da rotatória.
Após meses fechado, Horto Florestal é cedido ao Sesc, mas continua sem data
Prefeitura assina autorização de uso por 20 anos; manutenção passa ao Sistema Comércio, sem repasse direto de recursos públicos
ano. Apesar do novo acordo, o documento não traz datas para início das obras nem previsão de reabertura ao público. A medida substitui o protocolo de intenções firmado em setembro, que até então não havia saído do papel. Pelo termo de autorização de uso nº 16/2025, caberá ao Sesc e ao Senac arcar com as despesas rotineiras de manutenção, sem transferência direta de recursos do município. A Prefeitura, por sua vez, mantém atribuições institucionais por meio da Semades, da Planurb e da Fundac, que também são signatárias do acordo.
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Em 2025, operação de tapa-buracos em Campo Grande recuperou mais de 173 mil pontos do asfalto, com foco nas regiões Bandeira e Anhanduizinho.
Com R$ 86 milhões da União e contrapartida estadual, viaduto estaiado na rotatória da Coca-Cola promete mudar o trânsito na região sul de Campo Grande.
No Ano Novo, ônibus em Campo Grande operam em esquema especial de férias, com tarifa de R$ 2 para quem paga com cartão eletrônico.
MS monta sistema binacional com o Paraguai para agir mais rápido contra várias doenças
Sala de Situação Brasil–Paraguai integra dados, mapas e protocolos e prepara a região para respostas conjuntas em 2026
Mato Grosso do Sul encerra 2025 com a fronteira Brasil–Paraguai transformada em ponto estratégico de vigilância em saúde. A criação da primeira Sala de Situação Binacional, instalada em parceria com as autoridades sanitárias paraguaias, passou a reunir em um mesmo ambiente informações sobre indicadores epidemiológicos, circulação de doenças, riscos emergentes e fluxo de pessoas entre os dois países. A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: detectar problemas mais cedo e responder de forma coordenada, em vez de cada lado agir isoladamente. Ao longo do ano, o Estado atualizou o mapeamento estratégico da faixa de fronteira, organizando dados sobre estrutura, fragilidades e necessidades dos municípios brasileiros e paraguaios. O documento se tornou referência para definir
prioridades, planejar ações e pactuar respostas conjuntas em casos de surtos, emergências sanitárias ou eventos climáticos que impactem a saúde pública. Segundo a Secretaria de Saúde, essa base de informações mudou o padrão de gestão: hoje, a fronteira é monitorada com mapas, séries históricas e cenários projetados, e não apenas com percepções pontuais. A Sala de Situação recebeu estrutura tecnológica com sistemas interoperáveis e painéis digitais que permitem acompanhar, em tempo real, os indicadores dos dois lados da linha internacional. Equipes da vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental realizaram visitas técnicas, reuniões e análises conjuntas em 2025, alinhando protocolos e afinando o fluxo de troca de informações. Para a gestão estadual, isso reduziu o
tempo entre a identificação de um risco e a adoção de medidas práticas, como intensificação de busca ativa, campanhas de vacinação ou reforço nas barreiras sanitárias.
Variante K da gripe é confirmada em cinco cidades e atinge de bebês a idosos
Estado soma 12 casos de influenza A (H3N2) subclado K e Secretaria de Saúde reforça importância da vacinação e dos cuidados respiratórios
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul confirmou mais nove casos da variante K da influenza A (H3N2), elevando para 12 o total de registros no estado. Os novos diagnósticos, divulgados em boletim na última segundafeira (22), ocorreram em moradores de Campo Grande, Costa Rica, Nioaque, Ponta Porã e Três Lagoas. As idades dos pacientes vão de 3 meses a 87 anos, o que indica circulação do vírus em diferentes faixas etá-
rias, incluindo bebês, crianças, adultos e idosos. Diante desse cenário, a SES voltou a orientar a população para a adoção de cuidados básicos de prevenção, como higiene das mãos, etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar), evitar aglomerações em caso de sintomas e procurar atendimento médico se houver piora do quadro clínico, especialmente em grupos mais vulneráveis. A pasta ressalta que a vacinação contra a
gripe continua sendo a principal forma de reduzir casos graves, internações e óbitos associados à influenza.
Segundo dados do Ministério da Saúde, Mato Grosso do Sul já aplicou 1.103.949 doses da vacina contra a gripe em 2025. O imunizante, de dose única anual, segue disponível na rede pública para crianças, idosos, gestantes e demais grupos prioritários que ainda não se vacinaram, além de integrar o calendário de rotina. A recomendação das autori-
Vacina contra HPV ganha nova chance para jovens de 15 a 19 anos
Ministério da Saúde estende prazo para resgate vacinal e mira 7 milhões de adolescentes que perderam imunização na idade ideal
Adolescentes e jovens de 15 a 19 anos ganharam mais tempo para se imunizar contra o papilomavírus humano (HPV). O Ministério da Saúde decidiu prorrogar até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal, que se encerraria em dezembro deste ano. O foco são aqueles que não receberam a dose entre 9 e 14 anos, faixa etária prevista no calendário nacional de vacinação, e que agora têm uma “segunda chamada” para se proteger.
A meta da pasta é alcançar cerca de 7 milhões de jovens em todo o País. Até dezembro, a estratégia de resgate aplicou 208,7 mil doses, sendo 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos. A ampliação do prazo busca aumentar essa cobertura e reduzir a circulação do vírus, associado a diversos tipos de câncer, como de colo do útero, pênis, garganta, pescoço e vulva. Quanto maior o número de vacinados, menor é a chance de infecção e de desenvolvimento de tumores relacionados ao HPV no futuro. A vacina é gratuita e está
disponível no SUS, em unidades básicas de saúde e em ações externas, como campanhas em escolas, universidades, ginásios e shoppings. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, o que substituiu o modelo anterior de duas doses e facilitou a conclusão do esquema vacinal. Para quem tem entre 15 e 19 anos e ainda não tomou a vacina, basta procurar o posto de saúde com a carteira de vacinação para receber a orientação adequada.
Alguns grupos seguem com esquema de três doses, como pessoas imunocomprometidas, usuários de PrEP entre 15 e 45 anos e vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos. Nesses casos, a indicação é individualizada, conforme avaliação da equipe de saúde. O Ministério reforça que, mesmo após a adolescência, a vacina continua tendo papel importante na proteção contra o vírus e na prevenção de cânceres ligados ao HPV, motivo pelo qual a busca ativa e o resgate vacinal foram estendidos até 2026.
Com a base montada em 2025, o foco de 2026 será ampliar o uso da Sala de Situação por municípios de fronteira, fortalecer a vigilância laboratorial, padronizar ainda mais os proce-
dimentos binacionais e realizar novas capacitações integradas com profissionais brasileiros e paraguaios. A avaliação da Secretaria de Saúde é que a cooperação na fronteira deixa de
ser apenas discurso e passa a funcionar como política permanente, com tecnologia, dados e coordenação conjunta para proteger as populações que vivem e circulam entre os dois países.
dades é que quem faz parte desses grupos procure um posto de saúde para completar a proteção o quanto antes.
A SES informou que mantém vigilância ativa em articulação com os municípios, monitorando a circulação do vírus em todo
o estado. Técnicos explicam que a variante K é um subclado da influenza A (H3N2), ou seja, uma variação genética do mesmo vírus, e não um agente totalmente novo. Até o momento, não há evidências de que essa linhagem provoque quadros
mais graves, mas foi observada uma circulação mais intensa e antecipada no hemisfério norte, com aumento de internações — motivo pelo qual a combinação entre vacina em dia e cuidados respiratórios segue sendo tratada como prioridade.
Programa da Cassems amplia foco e acompanha obesidade como doença crônica em MS
Projeto Amigos Fit, da Cassems, une equipe multiprofissional, exercício orientado e apoio contínuo e será estendido a pacientes pós-bariátrica em 2026
Em vez de tratar o emagrecimento apenas como meta estética ou resultado de dieta rápida, a Cassems passou a encarar a obesidade como doença crônica que exige cuidado prolongado. Criado na Clínica da Família, em Campo Grande, o programa Amigos Fit reúne médico de família, educador físico e outros profissionais para acompanhar beneficiários com índice de massa corporal (IMC) acima de 35, oferecendo plano individualizado, avaliação corporal por bioimpedância e acompanhamento próximo da rotina, sempre com foco em saúde e qualidade de vida.
Depois de dois anos em fase experimental, o projeto se consolidou como uma espécie de comunidade de cuidado, em que o consultório é ponto de partida, e não de chegada. O ingresso começa com avaliação na Clínica da Família, que define se o paciente preenche os critérios e segue como referência para todo o tratamento, fazendo os encaminhamentos necessários. Em 2026, o programa dará um passo além: além dos beneficiários com obesidade grave, passará a acompanhar também pacientes que fizeram cirurgia bariátrica, buscando evitar reganho de peso e outras complicações no pós-operatório.
De acordo com a educadora física Ana Carolina, os resultados aparecem antes na saúde do que na balança. Ela destaca redução de pressão arterial, melhora de triglicerídeos, controle mais efetivo de doenças crônicas e, sobretudo, retomada da autonomia no dia a dia. Menos dor, mais mobilidade, melhora da digestão e da autoestima são alguns dos efeitos relatados. Para o médico de família Matheus Borela, esse é o tipo de cuidado que faz sentido na atenção primária: trabalhar prevenção e mudança de estilo de vida, em vez de atuar apenas quando os desfechos já são graves.
Um dos casos que simbolizam o impacto do Amigos Fit é o do pastor Timothy Robert Pugh, beneficiário da Cassems que chegou ao programa em busca de alternativa à cirurgia. Em seis meses de acompanhamento, ele eliminou 33 quilos, voltou a subir escadas e a permanecer em pé sem esforço, mas enfatiza que o principal ganho foi o respeito com que se sentiu tratado. Ele credita o resultado à combinação de apoio técnico e vínculo com o grupo, reforçando a ideia de que o programa oferece mais do que perda de peso: entrega a possibilidade de recomeçar a vida com mais saúde, confiança e rede de apoio.
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Com Sala de Situação Binacional, Brasil e Paraguai passam a monitorar juntos riscos e doenças na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul.
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Mato Grosso do Sul já registra 12 casos da variante K da influenza A (H3N2) e Saúde reforça vacinação e cuidados respiratórios em todo o estado.
Jovens de 15 a 19 anos ganham até 2026 para se vacinar contra o HPV no SUS e reforçar a prevenção de câncer no futuro.
Amigos Fit, da Cassems, trata obesidade como doença crônica e combina equipe multiprofissional, exercício orientado e acompanhamento contínuo.
Programa torna permanentes os repasses a escolas de educação especial no Estado
Decreto cria política de Estado para instituições sem fins lucrativos, com regras definidas por aluno atendido e menos dependência da “boa vontade” de governos
As instituições privadas sem fins lucrativos que atuam exclusivamente com educação especial em Mato Grosso do Sul passam a contar, a partir deste fim de ano, com regras estáveis para o apoio do poder público. Decreto assinado pelo governador Eduardo Riedel criou o Programa Estadual de apoio às Instituições Privadas de Educação Especial (PAEE), que define critérios objetivos para repasses financeiros e cessão de professores, transformando em política de Estado uma parceria que, até aqui, dependia da decisão de cada gestão. Pelo modelo regulamentado, o valor destinado a cada instituição será calculado de acordo com o número de alunos atendidos. As entidades poderão optar entre receber docentes efetivos cedidos pelo Estado ou os re-
cursos financeiros correspondentes, para fazer contratações diretas. Serão beneficiadas apenas instituições sem fins lucrativos, com trabalho exclusivo em educação especial e credenciadas pelo Conselho Estadual de Educação, o que inclui redes como Apaes e Pestalozzis espalhadas pelo interior. Na avaliação da Secretaria de Educação, o decreto reduz a insegurança vivida ano a ano pelas entidades, que não tinham garantia de continuidade dos convênios. O secretário Hélio Daher ressalta que o apoio técnico e financeiro passa a seguir parâmetros fixos, vinculados ao censo escolar e à estrutura de atendimento, e não mais à “boa vontade” circunstancial de governos. Já a Procuradoria-Geral do Estado afirma que a norma dá seguran-
Bioparque Pantanal se consolida como vitrine científica e turística
Maior aquário de água doce do mundo supera 1,4 milhão de visitantes e amplia acervo, pesquisas e ações de educação ambiental
Às vésperas de completar três anos de funcionamento, o Bioparque Pantanal encerra 2025 como um dos principais cartões-postais de Mato Grosso do Sul e referência em turismo de natureza no país. Desde a inauguração, em março de 2022, o complexo já recebeu 1,4 milhão de visitantes, sendo cerca de 400 mil apenas neste ano. A média mensal ficou em 32,5 mil pessoas, vindas de todos os estados brasileiros e de mais de 140 países reconhecidos pela ONU, o que reforça o papel do aquário na atração de turistas nacionais e estrangeiros para Campo Grande. O público estudantil também ganhou destaque na programação. Em 2025, 360 escolas passaram pelo Bioparque, com estudantes de todas as regiões de Mato Grosso do Sul e de estados como Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná. As visitas guiadas têm sido usadas como extensão de sala de aula, com foco em conservação, biodiversidade e ciência. Paralelamente, o plantel cresceu: o número de espécies saltou de 446 para 470, com a chegada de 24 novas espécies, e o total de animais ultrapassou a mar-
programa
ça jurídica ao estabelecer critérios transparentes e previsíveis para a destinação de recursos públicos.
Dirigentes das instituições classificaram a medida como
um divisor de águas na relação com o Estado. Representantes de federações de Apaes e Pestalozzis destacaram que o decreto permite planejar o funcionamento das unidades com
mais tranquilidade, garante a continuidade do atendimento especializado e coloca Mato Grosso do Sul em posição pioneira na área de inclusão. O governo aposta que o modelo,
que combina financiamento, cessão de servidores e
vinculadas ao número de alunos, possa servir de referência para outros estados nos próximos anos.
Teodoro renova composição do Tribunal de Ética e Disciplina em Mato Grosso do Sul
Às vésperas de um 2026 marcado por disputas eleitorais e maior exposição da advocacia na arena pública, a OAB/MS renovou parte de seu time responsável por zelar pela conduta da classe. Na tarde do último dia 19, o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) empossou os advogados Laura Patrícia Daniel Palumbo Fernandes e Welton Machado Teodoro como novos conselheiros, reforçando a composição do órgão que analisa e julga infrações disciplinares em Mato Grosso do Sul.
O presidente do TED, Walfrido Ferreira Azambuja Júnior, destacou que ambos já conhecem a dinâmica interna do Tribunal e retornam com experiência acumulada. Segundo ele, a presença de conselheiros com trajetória consolidada ajuda a dar segurança às decisões em processos que, muitas vezes, envolvem situações sensíveis entre colegas de profissão. A vice-presidente da OAB/MS,
Marta do Carmo Taques, lembrou que a função exige equilíbrio para julgar “os próprios pares”, e disse confiar na capacidade técnica e na maturidade dos empossados. A solenidade contou também com a participação do vice-presidente do TRT da 24ª Região, desembargador César Palumbo Fernandes, que classificou o trabalho do TED como uma das tarefas mais complexas dentro do sistema OAB, e da 2ª vice-presidente do Tribu-
nal, Cláudia Elaine Novaes Assumpção Paniago, que ressaltou o ganho institucional com a chegada dos novos membros. Para a direção da Ordem, a renovação parcial do colegiado é fundamental para manter o órgão atuante, atento a novos desafios éticos e às mudanças no exercício da advocacia.
De volta ao Tribunal, Laura Palumbo afirmou que a missão é, ao mesmo tempo, julgadora e pedagógica, ao orientar a categoria sobre condutas adequa-
das. Welton Teodoro, também em seu segundo ciclo no TED, disse esperar corresponder à confiança da classe e trabalhar em sintonia com os demais conselheiros. A avaliação interna é que a recomposição do colegiado encerra o ano consolidando o papel do Tribunal de Ética como filtro de credibilidade da advocacia sul-matogrossense em um momento de maior cobrança da sociedade por transparência e responsabilidade profissional.
ca de 45 mil indivíduos distribuídos nos diferentes recintos. Na área científica, o ano foi marcado por parcerias e procedimentos inéditos. Em conjunto com a UFMS, o Bioparque realizou exames de ultrassonografia e tomografia em uma cachara, espécie típica do Pantanal, em uma operação complexa que exigiu manter o animal fora d’água sob monitoramento rigoroso, com retorno seguro ao tanque. A equipe técnica também intensificou ações de biometria, exames de rotina e enriquecimento ambiental, além de registrar 94 reproduções de peixes desde 2022. O projeto Cascudos do Brasil, por exemplo, reproduziu 23 espécies, três delas ameaçadas de extinção — Cascudo Onça, Cascudo Viola e Cascudo Cego das Cavernas — e contabilizou 74 desovas só em 2025. O reconhecimento internacional veio com o selo “Ouro” em sustentabilidade, concedido pelo programa Good Travel Seal, da fundação holandesa Green Destinations, que coloca o Bioparque entre os atrativos turísticos mais sustentáveis do mundo.
Decisão derruba liminar da Justiça de MT e permite que candidatos aprendam a dirigir sem aulas obrigatórias em centros de formação
A “CNH sem autoescola” voltou a valer em todo o Brasil. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou novamente a aplicação das novas regras de formação de condutores, que retiram a obrigatoriedade de aulas em autoescolas. A decisão, tomada pelo desembargador João Batista Moreira na última terça-feira (23), suspendeu a liminar da Justiça Federal de Mato Grosso que havia barrado a resolução do Contran responsável pelas mudanças.
No recurso apresentado ao TRF-1, a União argumentou que a liminar concedida em Mato Grosso, a partir de ação do Detran local, na prática travava uma política pública de alcance nacional e criava um efeito que ultrapassava os limites do Estado. O juiz de primeira instância
havia entendido que as novas regras só poderiam ser aplicadas após edição de normas complementares, o que manteria, por ora, o modelo tradicional de obtenção da CNH, com aulas obrigatórias em centros de formação de condutores. Ao derrubar a liminar, o desembargador João Batista Moreira afirmou que suspender uma norma de validade nacional por decisão provisória é medida excepcional e exige demonstração evidente de ilegalidade ou inconstitucionalidade, o que não teria ficado comprovado neste momento do processo. Ele também destacou que o novo modelo já vinha sendo adotado em vários Estados e que uma interrupção agora poderia gerar falta de padronização, insegurança jurídica e desorganização do sistema nacional de trânsito. Com a decisão, volta a valer o pacote de mudanças apelidado de “CNH sem autoescola”, oficializado pelo governo federal neste mês.
metas
Decreto de Eduardo Riedel cria
permanente de apoio às instituições de educação especial e vincula repasses ao número de alunos atendidos em MS.
Posse de Laura Palumbo e Welton
Posse de Laura Palumbo e Welton Teodoro renova o Tribunal de Ética da OAB/MS e reforça a vigilância sobre a conduta da advocacia no Estado.
Decisão do TRF-1 derruba liminar de Mato Grosso e restabelece em todo o país as novas regras da “CNH sem autoescola”.
Foto: Divulgação
Maior aquário de água doce do mundo, o Bioparque Pantanal fecha 2025 com 1,4 milhão de visitantes, mais espécies no plantel e selo internacional de sustentabilidade.
CELSO RAMOS RÉGIS
Presidente da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia
“Cooperativas de crédito sustentam economias inteiras em MS”
O presidente da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia destaca o papel das cooperativas de crédito na economia de Mato Grosso do Sul
Opresidente da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Celso Ramos Régis, faz um balanço da força do cooperativismo de crédito em Mato Grosso do Sul e explica por que, em algumas cidades, a economia praticamente depende da presença das cooperativas.
Ele detalha as estratégias adotadas para apoiar associados em um ambiente de juros elevados e custos crescentes, comenta iniciativas de educação financeira voltadas especialmente aos mais vulneráveis e reforça que as cooperativas “constroem um mundo melhor”. Confira a entrevista na íntegra:
A Crítica: Presidente, ao longo dos últimos anos, como o senhor analisa o cenário do cooperativismo, em especial o de crédito, em Mato Grosso do Sul?
Celso Ramos: É um prazer enorme falar sobre o cooperativismo sul-mato-grossense e sobre a nossa trajetória no Sicredi. A nossa cooperativa é a cooperativa anfitriã das cooperativas de crédito no Estado. E, quando falamos de cooperativismo de forma mais ampla, a anfitriã é uma cooperativa aqui de Campo Grande.
O cooperativismo não se limita ao crédito, é um movimento muito mais amplo. Vindo pela base do agronegócio, que é a principal economia do nosso Estado – e praticamente do nosso país – o cooperativismo permeia todas as atividades econômicas: está presente na saúde, no transporte, na infraestrutura, no crédito, como mencionamos, e especialmente no agronegócio sul-mato-grossense.
Mais da metade, cerca de dois terços, algo em torno de 70% do grão produzido no agro sul-mato-grossense passa por um ente cooperativo. Seja no financiamento – onde entram as cooperativas de crédito – seja na comercialização ou na busca de insumos, pelas cooperativas do agronegócio. Na suinocultura, por exem-
plo, temos um conglomerado de cooperativas no norte do Estado, em São Gabriel, que é muito forte. Na área do esmagamento de soja, também há cooperativas atuando, inclusive vindas de outros Estados, como o Paraná. E existem cidades em que, se retirarmos o empreendimento cooperativo, a economia praticamente para. É o caso de Naviraí, da região de Dourados, de Maracaju. São regiões em que a força da cooperação, a força das pessoas se unirem nesse modelo de negócio que traz resultado direto para quem participa, tem sido extraordinária. No crédito, especificamente, Mato Grosso do Sul tem experimentado, nos últimos 15 anos, um crescimento extraordinário das cooperativas de crédito –não apenas do Sicredi.
O cooperativismo não se limita ao crédito, é um movimento muito mais amplo. Vindo pela base do agronegócio
A Crítica: Quais são hoje os principais sistemas de cooperativas de crédito no Brasil e como se posiciona a Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia nesse cenário?
Celso Ramos: Hoje temos, no Brasil, cinco grandes sistemas de cooperativas de crédito, cada um com sua história e origem em determinado nicho. Entre eles estão Sicredi, Sicoob, Cresol, Uniprime e Unicred. Alguns surgiram a partir da união de médicos, outros de comerciantes – como é o caso de sistemas que nasceram em Minas Gerais – e o Sicredi, que é o pioneiro, o mais antigo no Brasil, completa agora, no dia 28 de dezembro, 123 anos de história.
A cooperativa da qual sou
presidente, a Sicredi União MS/ TO e Oeste da Bahia, tem essa área de atuação definida conforme normas do Banco Central e é a mais antiga do Estado, com 38 anos. Já o Sicredi, como sistema, nasceu no Rio Grande do Sul e completa 123 anos.
Se não houvesse credibilidade e se não houvesse resultado para quem participa, uma instituição não duraria tanto tempo. Isso vale para o Sicredi e para o próprio cooperativismo. Instituições que atravessam décadas mostram, na prática, que geram bons resultados para os seus associados.
A Crítica: Em 2025, o Brasil conviveu com juros altos e custos crescentes. Como a Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia atuou, no Estado, para apoiar os associados nesse cenário? Houve políticas de crédito diferenciadas?
Celso Ramos: Os desafios que enfrentamos nos últimos dois anos foram – e continuam sendo – muito grandes. Eles avançam para 2026, com uma perspectiva ainda de algumas restrições.
Com juros nesse patamar, torna-se muito difícil para um tomador, especialmente para investimento, buscar recursos no mercado, seja qual for a instituição financeira, cooperativa ou não.
O cooperativismo, porém, tem algo muito diferente dos demais players do mercado financeiro. Todos são importantes, os bancos têm sua natureza de buscar lucro, mas as cooperativas têm outra lógica: são organizações de pessoas, não de capital.
No Brasil, temos cerca de 800 cooperativas de crédito. No caso do Sicredi aqui no Estado, são quatro cooperativas, cada uma com sua gestão, com seu jeito de fazer. Eu tenho o meu estilo, outros presidentes têm os seus. Mas a linha estratégica é sempre a mesma: priorizar o associado, o cooperado. É para ele que trabalhamos o ano inteiro.
As dificuldades só foram vencidas porque enfrentamos tudo em conjunto. Esse é o grande negócio do cooperativismo, da cooperação. Juntos, podemos ser muito mais fortes e muito melhores.
No Sicredi, em especial, buscamos recursos externos – o que chamamos de moeda estrangeira – para financiar lavouras, insumos e a comercialização dos produtos. Buscamos também recursos de fundos constitucionais, como o FCO, em que o Sicredi tem participação importante, além de linhas de crédito oficiais, sempre prezando pela qualidade.
O ponto central é: quem é associado ao Sicredi, em qualquer cidade onde estamos presentes, encontra orientação. E essa orientação faz toda a diferença, porque nem sempre dizer “sim” a uma operação de crédito é a melhor solução.
O bolso é a parte mais sensível quando se fala em dinheiro. As pessoas têm muito cuidado com ele, mas às vezes, por desconhecimento, acabam assumindo operações que podem comprometer seu futuro.
Nossos colaboradores de linha de frente são extremamente capacitados. Neste ano, fizemos um trabalho muito forte na área de gestão de pessoas, a partir
de diretrizes do nosso sistema em Porto Alegre. É um trabalho organizado e padronizado no Brasil inteiro. As equipes foram capacitadas para atender o associado, no campo e na cidade, da melhor forma, ajudando a encontrar uma condição sustentável, sem colocar o negócio –pequeno, médio ou grande – em risco.
Esse é o papel do Sicredi e das cooperativas de crédito: buscar redução de custos, aproveitar programas de governo, desenvolver programas internos e, sobretudo, cuidar de pessoas.
Quero destacar também o trabalho dos nossos diretores – Guilherme, Lucélia e Flávio – na construção de um planejamento voltado para cuidar do nosso público interno e,
Hoje, praticamente todos as cidades contam com a Sicredi. Onde não há agência, há o planejamento para garantir o atendimento
principalmente, do associado, ajudando a superar esses obstáculos.
Hoje, praticamente todos os municípios do Estado contam com presença do Sicredi. Onde ainda não há agência, há o planejamento para garantir alguma forma de atendimento. O associado, na prática, tem acesso ao sistema em 100% do território, com alguém preparado para orientá-lo.
A Crítica: Um levantamento recente do Serasa mostra que quase metade da população de Mato Grosso do Sul está endividada. Qual é o papel do Sicredi quando se fala em educação financeira e como isso impacta a saúde financeira dos associados?
Celso Ramos: Educação financeira é um eixo central da nossa atuação. É um tema incentivado pelo Banco Central, o órgão regulador do sistema financeiro, para que possamos cuidar melhor do cidadão. Falamos de boas práticas de gestão não só da vida empresarial, mas também da vida doméstica, da vida do trabalhador. É algo muito simples: se eu ganho mil e gasto mil e cem, vou ter problema na contabilidade pessoal.
Fim de ano é sempre um momento propício para refletir sobre isso. Nós, no Sicredi, temos
diversos programas de educação financeira, começando nas escolas. A ideia é ensinar desde cedo, para que, quando esse jovem se tornar adulto, já tenha noção básica dessa conta que eu mencionei: a conta tem que ser positiva.
Se a pessoa ganha mil e gasta 900, está dentro de casa. Se ganha mil e gasta 1.100, vai se enrolar. Em pouco tempo, isso vira uma bola de neve. Hoje usamos muito cartão, por exemplo. O cartão é uma excelente ferramenta para comprar e pagar depois. Mas é preciso responsabilidade. Eu sempre digo: tudo o que você tem que pagar hoje, não deixe para amanhã. E tudo o que você tem que pagar amanhã, não antecipe para hoje. Pague no vencimento. Se a pessoa entra no financiamento do cartão, pagando só o mínimo, em três meses – 90 dias – ela está enrolada, com a taxa de juros atual. É uma taxa muito alta, impraticável, que acaba favorecendo apenas quem vem ao Brasil para aplicar recursos. O investidor que está lá fora, ganhando 2% ou 3%, vem para cá porque aqui o governo paga 15%. É ótimo para quem aplica, por isso o Brasil está cheio de dólares. Nossas contas de mercado, de bolsa, têm recebido muitos recursos estrangeiros. Já para a população endividada, o cenário é bem diferente. Por isso trabalhamos fortemente a educação financeira. Dentro do nosso quadro de associados, estratificamos quem está mais vulnerável. É esse grupo que precisa de mais cuidado. São pessoas com menos informação, menor escolaridade, muitas vezes pequenos comerciantes – o dono da quitanda, do empório, do bar da esquina. Esse é um público com o qual as cooperativas, tradicionalmente, se envolvem muito. Os maiores têm mais acesso a consultorias, advogados, assessorias. O pequeno, não. E é aí que o cooperativismo mostra sua força, oferecendo orientação e proximidade. Recentemente, estivemos em regiões como Dois Irmãos, Miranda e outras localidades, realizando trabalhos com nossas agências. Fizemos reuniões com comerciantes, associações comerciais, sindicatos rurais. A satisfação de ver as pessoas entendendo melhor o que está acontecendo no mercado financeiro é enorme. É um momento que exige muita prudência. O próprio Banco Central trabalha com a ideia de classificação de risco de cada operação. Muitos profissionais do mercado conhe
cem a Resolução 4.966, que trata exatamente da classificação de risco de cada cliente, de cada contrato. Desde 1º de janeiro de 2025, o Brasil passou a integrar um grupo seleto de países em que a classificação de risco é feita pelo comportamento do tomador. Isso significa que, ao longo do tempo, se a pessoa tem um bom comportamento de pagamento, o risco tende a cair. Com isso, a instituição financeira passa a ter condições de reduzir a taxa de juros. Uma das maiores componentes da taxa é justamente o risco. Quando o risco é alto, a taxa sobe. Quando o risco é baixo, a taxa pode ser reduzida. É uma relação diretamente proporcional. Isso é matemática financeira, é educação financeira aplicada. E nós temos trabalhado muito forte nesse campo, inclusive com reconhecimento.
A Crítica: Olhando para frente, que mensagem o senhor deixa para os associados e para a população sobre o papel do cooperativismo e as perspectivas para 2026?
Celso Ramos: Em primeiro lugar, quero agradecer o espaço do jornal A Crítica para compartilhar um pouco do que estamos fazendo no Sicredi e no cooperativismo de crédito. É importante prestar contas à sociedade.
Nós não podemos perder a esperança. Eu tenho repetido uma mensagem do Mário Sérgio Cortella: precisamos conjugar o verbo esperança por “esperançar” e não por “esperar”. Não adianta esperar as coisas acontecerem, temos de agir. Com cooperação, com pessoas unidas em torno de um propósito, conseguimos avançar mesmo em cenários difíceis.
As Nações Unidas estabeleceram um ano internacional das cooperativas. Quando a ONU escolhe um período para celebrar as cooperativas, está dizendo que esse modelo de fazer negócios é bom, é relevante para o mundo.
E há uma frase muito bonita que foi construída nesse contexto: “cooperativas constroem um mundo melhor”. É nessa linha que nós trabalhamos e é nessa linha que eu acredito. Desejo que 2026 seja um ano melhor, com mais equilíbrio, mais responsabilidade financeira e mais cooperação. Tenho certeza de que, com o engajamento de todos, o cooperativismo seguirá sendo um instrumento poderoso para o desenvolvimento econômico e social, em Mato Grosso do Sul e em todo o Brasil.
Show do Guns N’ Roses na Capital vende 20 mil ingressos em uma hora
Linguiça de Maracaju e sobá ganham espaço em política estadual de valorização regional
Governo cria grupo para reconhecer produtos ligados à origem e à cultura de Mato Grosso do Sul
A linguiça de Maracaju e o sobá de Campo Grande passaram a integrar o foco de uma nova iniciativa do governo estadual voltada à valorização de produtos regionais. A proposta é reconhecer alimentos que carregam história, identidade cultural e ligação direta com o território onde são produzidos. A ação partiu da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, a Semadesc, que criou o Fórum Origens. O grupo reúne 14 entidades, entre órgãos do poder público, universidades e instituições que apoiam produtores locais. A ideia é identificar produtos que merecem destaque e ajudar a fortalecer sua presença no mercado.
No documento que institui o movimento Origens MS, assinado pelo secretário Jaime Verruck, o governo afirma que é preciso aproximar o poder público do setor produtivo e das instituições de ensino, pesquisa e inovação. O objetivo é favorecer empreendedores e valorizar produtos a partir de sua origem, levando em conta identidade territorial, cultural,
ambiental e produtiva. A linguiça de Maracaju é um dos exemplos mais conhecidos. O produto ganhou tanta notoriedade que passou a atrair visitantes para a cidade e se transformou em símbolo local, com festa própria e reconhecimento estadual. Outro destaque é o sobá, prato tradicional de Campo Grande, trazido por imigrantes japoneses e hoje considerado um dos principais símbolos da culinária da capital. Além desses dois produtos, o Estado também reúne outros alimentos com forte identidade regional. Há queijos produzidos em cidades como Bonito e Chapadão do Sul, além do queijo Nicola, feito no Pantanal. Farinhas tradicionais e o mel do Pantanal também aparecem como exemplos de itens que podem ser valorizados pela nova política. O Fórum Origens deve funcionar como um espaço permanente de debate. A proposta é discutir caminhos para a criação, definição e acompanhamento de políticas públicas voltadas à valorização das potencialidades regionais de
Mato Grosso do Sul. A intenção é transformar identidade cultural em oportunidade de desenvolvimento econômico.
O debate sobre produtos com origem reconhecida não é recente no Estado. Em agosto deste ano, durante a feira Ruraltur MS, foi realizado o primeiro Fórum de Indicação
Geográfica de Mato Grosso do Sul. O encontro discutiu formas de avançar no reconhecimento de produtos tradicionais e mostrou como esse processo pode fortalecer a cultura local e o empreendedorismo regional. No Brasil, existe o Selo de Indicação Geográfica, conce-
dido pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, o INPI. Esse selo reconhece produtos cuja qualidade e reputação estão diretamente ligadas ao local onde são produzidos. Durante a Ruraltur, um dos temas debatidos foi justamente a possibilidade de concessão desse reconhecimento ao sobá de Campo Grande. Com a criação do Fórum Origens, o governo estadual busca dar continuidade a essas discussões. A proposta é criar políticas que valorizem produtos regionais não apenas como alimentos, mas como parte da história, da cultura e da identidade de Mato Grosso do Sul.
Governo de MS cria Fórum Origens para valorizar produtos ligados à cultura local, como a linguiça de Maracaju e o sobá de Campo Grande
Show do Guns N’ Roses na Capital vende 20 mil ingressos em uma hora
Banda se apresenta no dia 9 de abril e provoca corrida por ingressos; entradas variam de R$ 395 a R$ 1.700
A s vendas dos ingressos para o show da banda de rock americana Guns N’ Roses em Campo Grande começaram na segunda-feira (22), e em apenas uma hora mais de 20 mil ingressos foram comercializados para o show que acontece no dia 9 de abril de 2026, no Autódromo Internacional de Campo Grande. A informação foi confirmada pela equipe de produção local, que destacou a
alta demanda desde a abertura das vendas on-line. O espetáculo faz parte da turnê mundial da banda, que retorna ao Brasil com sua formação clássica, incluindo Axl Rose, Slash e Duff McKagan. Campo Grande está entre as poucas capitais brasileiras incluídas no itinerário da nova turnê, o que tem impulsionado o interesse do público de todo o Centro-Oeste.
MÚSICA
A abertura da vendas no ponto de venda físico no no Shopping Bosque dos Ipês reuniu diversos fãs que formaram longas filas na expectativa de garantir um lugar no show De acordo com informações do site oficial de vendas, até o fechamento desta matéria, os valores dos ingressos variavam a partir de R$ 395 (setor Arena) e podiam chegar a R$ 1.700 no
setor Experience, que oferece experiência premium para os fãs. Outras opções incluem o Front Stage, com preços a par-
tir de R$ 705, e o Camarote, a partir de R$ 1090. A apresentação promete um repertório que mescla
Classificação recomendada: 16 anos 12 a 16 anos: somente acompanhados dos pais ou responsável legal 17 anos: acompanhado de adulto, com autorização com firma reconhecida
Projeto MS ao vivo completa 3 anos de grandes shows ao parque na Capital
Festival gratuito já levou mais de 100 mil pessoas ao Parque das Nações Indígenas com mistura de artistas nacionais e talentos locais
O MS ao Vivo consolidou-se, em apenas três anos, como um dos principais projetos culturais de Mato Grosso do Sul. Desde 2023, o festival de shows gratuitos transformou o
Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, em um grande palco a céu aberto. Só em 2024, as nove edições reuniram público superior a 100 mil pessoas, reforçando o impacto social e cultural da iniciativa.
Realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc e da Fundação de Cultura, o projeto aposta em uma fórmula que vem dando resultado: grandes nomes da música brasileira dividindo o palco com artistas sul-mato-grossenses, sempre com entrada franca.
O MS ao Vivo começou em 16 de julho de 2023, com show da banda Natiruts e abertura de Karla Coronel. Cerca de 20 mil pessoas acompanharam a primeira edição, que já deu a dimensão do projeto.
Ao longo daquele ano, o palco recebeu nomes como Anavitória, Rubel, Forró Ipê de Serra, Tehnofighters, Criolo e Begèt de Lucena. Desde o início, o formato se firmou: atrações nacionais de peso, somadas a artistas regionais, criando um circuito permanente de shows populares no parque.
Em 2024, o MS ao Vivo se consolidou de vez. Em março, o trio ELLLAS — Erika Espíndola, Marta Cel e Renata
Sena — celebrou a força feminina na música sul-mato-grossense, com participação especial de Tetê Espíndola. No mês seguinte, a banda Falamansa garantiu o forró mesmo sob chuva, depois da homenagem do Canaroots Reggae ao compositor Lincoln Gouveia.
Em maio, Toni Garrido levou o espetáculo “Baile Free” para um parque lotado no domingo do Dia das Mães, com abertura de Gideão Dias e Bibi do Cavaco. Em junho, Zeca Baleiro e Chico César embalaram o público com sucessos como “Mama África” e “Deus me proteja”, depois do show de abertura de Jerry Espíndola.
Julho foi o mês do samba, com Diogo Nogueira reunindo cerca de 5 mil pessoas. Em agosto, Lenine dividiu o palco com a orquestra do maestro Spok. Setembro teve Mariana Sena emocionando o público mesmo debaixo de chuva. Em outubro, o Jota Quest comandou um show cheio de hits, após a abertura de Dora Sanches. O calendário de 2024 foi encerrado em novembro com a celebração do Mês da Consciência Negra: Dudu Nobre puxou o samba, e o espetáculo “Pérolas Negras”, com Dovalle, Dany Cristinne e Silveira, reforçou o protagonismo de artistas negros da cena local. O sucesso seguiu em 2025, com apresentações de grande porte e público crescente. Em
maio, cerca de 40 mil pessoas assistiram ao show “Escândalo íntimo”, de Luísa Sonza, que teve a cantora Paolla como atração de abertura. Em junho, o encontro entre Top Samba e Atitude 67 levou 15 mil pessoas ao parque. Um mês depois, João Gomes atraiu 50 mil fãs, colocando o projeto entre os maiores eventos gratuitos já realizados no espaço. Em agosto, Kalélo dividiu o palco com Vanessa da Mata diante de mais de 20 mil pessoas. Setembro foi a vez de Liniker emocionar um público estimado em 25 mil pessoas, após a abertura de Silveira com repertório autoral. Em outubro, o reencontro do grupo Lendas 67 e o show
Sertanejinho, de Michel Teló, renderam uma das noites mais marcantes da história do MS ao Vivo, misturando nostalgia, hits sertanejos e participação maciça do público.
Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o balanço dos três anos do MS ao Vivo mostra que o projeto ultrapassou a condição de simples agenda de shows e se tornou uma política cultural contínua.
“O MS ao Vivo representa um investimento direto no acesso democrático à cultura”, afirma.
Ele avalia que o festival conseguiu aproximar diferentes públicos e faixas etárias,
sempre com entrada gratuita.
“O MS ao Vivo transformou o Parque das Nações Indígenas em um grande palco popular, onde famílias inteiras têm acesso gratuito a apresentações de alta qualidade. Conseguimos valorizar nossos artistas locais, trazer nomes nacionais de grande relevância e, principalmente, criar um espaço de convivência e celebração da diversidade cultural de Mato Grosso do Sul. É um projeto que fortalece nossa identidade e amplia o direito à cultura”, destaca. Com programação regular desde 2023, o MS ao Vivo ajudou a consolidar o Parque das Nações Indígenas como um dos principais pontos de
encontro da população de Campo Grande. Além de movimentar a economia criativa e os trabalhadores da cultura, os shows também aquecem o entorno, com ambulantes, bares e serviços atuando em dias de evento. A parceria com o Sesc-MS em 2025 reforçou a estrutura e o alcance da iniciativa. Ao completar três anos, o projeto soma mais de 100 mil pessoas apenas nas edições de 2024, dezenas de artistas sul-mato-grossenses no palco e uma lista extensa de atrações nacionais. Para o público, fica a expectativa pela continuidade do circuito de shows gratuitos que já virou marca do calendário cultural de Campo Grande.
FOTO: DIVULGAÇÃO
Banda Guns N' Roses fará show inédito em Campo Grande em abril de 2026; evento movimenta turismo e economia local.
MS ao Vivo transforma o Parque das Nações Indígenas em grande palco a céu aberto com shows gratuitos e público numeroso
Foto: Ricardo Gomes e Daniel Reino
clássicos como Sweet Child O’ Mine, Welcome to the Jungle e Paradise City com músicas mais recentes.
Bioparque Pantanal fecha 2025 como referência mundial em sustentabilidade e educação ambiental
Maior aquário de água doce do mundo conquista selo internacional “Ouro” e recebe mais de 1,4 milhão de visitantes no ano que marca avanços em ciência, inclusão, turismo e pesquisa
Ano de 2025 entra para os registros do Bioparque Pantanal como um dos mais expressivos de sua trajetória. O complexo, conhecido por abrigar o maior aquário de água doce do mundo, encerra o período com conquistas marcantes nas áreas de sustentabilidade, turismo, educação ambiental, inclusão social, pesquisa científica e conservação da biodiversidade.
O principal destaque foi a obtenção do selo internacional “Ouro” em sustentabilidade, concedido pelo programa Good Travel Seal, da fundação ho -
landesa Green Destinations. A certificação coloca o Bioparque entre os destinos turísticos mais sustentáveis do planeta, reconhecendo suas práticas ambientais responsáveis, eficiência na governança e impacto social positivo.
Segundo a diretorageral, Maria Fernanda Balestieri, o reconhecimento confirma o compromisso do Bioparque com ações que combinam ciência, lazer, inclusão e gestão pública eficaz. “Esse selo reforça que estamos no caminho
complexo sediou 115 eventos ao longo do ano, reunindo representantes de diferentes setores da sociedade.
O espaço se consolidou como um dos principais atrativos turísticos do Estado e do país, oferecendo experiências que integram ciência, cultura, tecnologia e educação ambiental.
O Bioparque fortaleceu sua atuação educativa ao receber 360 escolas em 2025, com participação de milhares de estudantes de Mato Grosso do Sul e de estados como São Paulo, Goiás e Paraná. Desde a sua inauguração, mais de 90 mil estudantes já passaram pelo espaço em atividades de educação ambiental.
A terceira edição do Clube de Ciências reuniu alunos de nove escolas em 14 projetos de iniciação científica, reforçando a importância da ciência aplicada e da pesquisa. O projeto itinerante “Bioparque vai à Escola” também levou atividades educativas a instituições de ensino e eventos em diversas cidades.
de visitantes com deficiência e neurodivergentes.
Entre as ações de destaque esteve o Dia D da Empregabilidade para Pessoas com Deficiência, em parceria com a Fundação do Trabalho de MS (Funtrab) e a Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), que ofereceu 200 vagas de emprego
Visitantes de todas as regiões do Brasil e de 140 países passaram pelo Bioparque Pantanal em 2025, que alcançou a marca de 1,4 milhão de pessoas recebidas
certo, unindo sustentabilidade e compromisso com o futuro”, afirmou.
Em 2025, o Bioparque recebeu 1,4 milhão de visitantes, vindos de todos os estados brasileiros e de mais de 140 países — segundo classificação da ONU –, com média de cerca de 32,5 mil pessoas por mês. O Centro de Convenções do
ESPORTE
O ano foi marcado por avanços no programa “Bioparque para Todos – Iguais na Diferença”, que consolidou o complexo como referência nacional em acessibilidade e inclusão. Com tecnologia assistiva, intérpretes de Libras, materiais em Braille, espaços sensoriais e atendimento humanizado, o Bioparque amplia a experiência
exclusivas para PcDs. Eventos como o Rodeo Fest Inclusivo e o Dia D da Saúde Inclusiva também reforçaram a missão de tornar o complexo um espaço acolhedor para todos.
O trabalho de conservação avançou em 2025 com a ampliação do plantel de espécies, que passou de 446 para 470, totalizando mais de 45 mil ani-
mais. A parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) possibilitou procedimentos inusitados para a ciência, como a realização de ultrassonografia e tomografia em uma cachara — um peixe típico do Pantanal — em que toda a operação exigiu logística técnica para manter o animal fora da água durante os exames. Projetos de reprodução de espécies continuam sendo um dos pilares do trabalho de conservação. Desde a inauguração, o Bioparque realizou 94 reproduções de peixes, incluindo 23 espécies de cascudos, três delas ameaçadas de extinção —
Cascudo Onça, Cascudo Viola e Cascudo Cego das Cavernas — totalizando 74 desovas em 2025. O complexo também investiu em pesquisa e inovação. Foi inaugurado um estúdio moderno para gravação e transmissão de conteúdos, voltado à divulgação científica e às atividades educacionais do Bioparque. O espaço, financiado com recursos do CNPq por meio do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), apoiará produções multimídia vinculadas à conservação e à ciência.
O Núcleo de Pesquisa e Tec-
nologias (NUPTEC) ampliou ações com foco em educação ambiental e sustentabilidade na comunidade, incluindo oficinas educativas sobre economia circular e parcerias com instituições como o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) para produção de materiais acessíveis com impressoras 3D. Projetos apoiados por editais e programas estaduais também foram destaque neste ano, como a premiação do projeto “Produção de Sabão Ecológico” no Programa MS Multiplica e o reconhecimento do “Raízes Criativas” em edital regional.
e neurodivergência.
Circuito Cidade Morena abre calendário de corridas de 2026
Primeira edição da prova será em 25 de janeiro, na região sul da capital sul-mato-grossense, com percursos de 5 km, 10 km e 21 km em asfalto e inscrições online
O Circuito de corrida Cidade Morena abre oficialmente o calendário de provas de rua de 2026 em Campo Grande (MS). A primeira edição acontece em 25 de janeiro, na região sul da capital, com percursos de 5 km, 10 km e meia maratona (21,098 km), todos em asfalto. A largada e a chegada serão na avenida Gury Marques, nº 7009, próximo ao Fort Atacadista. A concentração dos atletas começa às 5h15, com largada da meia maratona (elite e geral) às 5h30, prova de 10 km às 6h30 e 5 km às 6h45. O tempo máximo para concluir
qualquer uma das distâncias é de 3 horas.
O evento oferece categorias adulto geral e por faixa etária, masculino e feminino, além de uma categoria participativa temporária até a criação das provas específicas para pessoas com deficiência. A participação é aberta a atletas de ambos os sexos, desde que respeitadas as idades mínimas: 14 anos (5 km), 16 anos (10 km) e 18 anos (21 km). Os valores promocionais com kit completo são de R$ 160,00 (5 km) e R$ 180,00 (10 km e 21 km). Idosos (60+
até 31/01/2026) e estudantes têm direito a 50% de desconto sobre a tabela cheia, mediante comprovação na retirada do kit. Inscrições com desconto não permitem retirada por terceiros.
A prova também contará com categoria elite nos 10 km e 21 km, mediante comprovação de tempo enviada para o e-mail da organização. Haverá premiação em dinheiro para os cinco primeiros colocados gerais (masculino e feminino) nas distâncias de 10 km e 21 km, além de medalha para todos os atletas que concluírem a prova dentro do limite de tempo.
Regulamento completo, detalhes de categorias, regras e contato da organização estão disponíveis junto ao formulário de inscrição no site https:// kmaisclube.com.br.
REPRODUÇÃO
Bioparque Pantanal, em Mato Grosso do Sul, encerra 2025 com reconhecimento internacional por práticas sustentáveis e crescimento no turismo e educação ambiental.
Foto: Bruno Rezende
Foto: Lara Miranda
Foto: Lara Miranda
Com espaços sensoriais, intérpretes de Libras e materiais em Braille, o Bioparque Pantanal promove experiências inclusivas para pessoas com deficiência
Edição anterior da meia maratona, em Campo Grande
BYD Shark Embaixador
Com vendas abaixo do esperado (apenas 1.004 unidades até nov/25), a BYD lança a série especial Embaixador da picape híbrida Shark, limitada a 30 unidades. Custa R$ 359.990 (R$ 19 mil a menos que a versão comum) e aposta no cantor sertanejo para se aproximar do público rural. Visual muda só na cor. A mecânica segue: 437 cv e 65 kgfm com powertrain plug-in.
Como os carros fabricados em 2025 gastam menos combustível e por que isso importa
Quando a gente pensa em comprar um carro, uma das primeiras perguntas é sempre a mesma: quanto ele vai gastar para andar? Isso porque o combustível vira gasto todo mês, e isso pesa no bolso de muita gente. Em 2025, vários carros foram testados para ver qual gasta menos tanto na cidade quanto na estrada.
Os carros foram testados de verdade, como se fosse um dia comum de uso. Eles andaram no trânsito com sinal fechado e aberto, subiram ladeiras, desceram morros, viram estrada sem fim. Tudo isso para descobrir quantos quilômetros o carro faz com um litro de gasolina ou com uma quantidade de energia elétrica.
Vamos à história dos carros mais econômicos deste ano.
Carros a gasolina: economia na cidade e na estrada Entre os carros que usam gasolina, o que mais chamou atenção foi o Volkswagen Nivus GTS. Ele fez 12,4 km com um litro na cidade. Isso significa que esse carro faz mais de doze quilômetros antes de gastar um litro de gasolina andando no trânsito das ruas.
Quando se fala em estrada, o campeão foi o Chevrolet Onix RS. Esse carro chegou a 18 km com um litro nas estradas. Isso é um número que muitos carros mais simples não conseguem.
Outros carros também mostraram bons números, como o Hyundai Creta Limited e outros modelos da Volkswagen.
Diesel: carros grandes com bom desempenho
Alguns carros grandes, como picapes e SUVs que usam diesel, também participaram do ranking.
O que se saiu melhor foi a Fiat Titano Ranch 4x4, que fez 11,1 km com um litro de diesel na cidade. Na estrada, um SUV grande como o Jeep Commander Overland chegou a mais de 15 km por litro.
Esses números mostram que mesmo carros maiores podem gastar menos do que muita gente imagina.
Híbridos: gasolina e energia trabalhando juntos
Alguns carros usam um sistema chamado híbrido. Isso quer dizer que eles usam tanto gasolina quanto energia elétrica para acelerar e andar. Isso ajuda a economizar ainda mais.
O destaque entre os híbridos foi o Toyota Corolla Altis Premium. Ele fez 18,5 km com um litro na cidade e 21,1 km por litro na estrada. Isso é muito bom, pois o carro usou a eletricidade e gasolina do jeito certo para gastar pouco sempre.
Outros carros híbridos também apareceram na lista, como modelos que conseguem usar bem essa mistura de energia.
Elétricos: sem gasolina, só energia
Os carros elétricos funcionam de um jeito diferente. Eles não usam gasolina, usam bateria elétrica. Por isso, o consumo é medido em km
por kWh, que é uma unidade de energia.
O que mais se destacou foi o Geely EX5 Max. Ele conseguiu 6,8 km com cada kWh de energia na cidade. Isso quer dizer que ele anda muito com pouca energia elétrica quando está no trânsito urbano.
Na estrada, os carros elétricos perdem um pouco dessa vantagem. Mas ainda assim, carros como o Nissan e outros modelos mostraram que conseguem andar bem sem gastar gasolina nenhuma.
O que isso quer dizer no dia a dia
O ranking dos carros mais econômicos de 2025 mostra que:
■ Carros a gasolina podem ser econômicos mesmo em trânsito pesado.
■ Carros grandes a diesel conseguiram médias melhores do que muitos esperavam.
■ Os híbridos continuam sendo bons para quem quer gastar menos tanto na cidade quanto na estrada.
■ Os elétricos mostram como a energia pode fazer um carro andar sem usar gasolina. No fim, olhar para o consumo real de cada carro ajuda quem vai comprar a tomar uma decisão melhor. Não basta só olhar o preço na etiqueta, é preciso saber quanto ele vai gastar de verdade.
Dirigir bem e escolher um carro que gaste menos pode significar menos gasto todo mês, mais tranquilidade para planejar o orçamento da família e mais dinheiro sobrando para outras coisas importantes.
Chevrolet Onix RS (campeão na estrada com 18 km/l
Volkswagen Nivus GTS (campeão na cidade com 12,4 km/l)