peça aborda opressão de gênero, feminicídio e resistência feminina. No ensaio aberto, o público é convidado a participar e contribuir com a construção do espetáculo. Data: 19/10 / Horário: 18h / Local: Ateliê Cênico – Rua Joaquim Murtinho, 2204 / Entrada: gratuita.
Danças Contemporâneas A mostra reúne artistas das cinco regiões do país em apresentações, performances e oficinas até 7 de novembro. A abertura conta com a performance Errar. Efeito e discotecagem da DJ Carla Ferraz (RJ). Data: 19/10 / Horário: a partir das 19h / Local: Plataforma Cultural / Entrada: gratuita.
Feira Bosque da Paz A tradicional feira mensal entra em clima de Dia das Crianças, com brincadeiras, atividades lúdicas e concurso de cabelo maluco, em uma programação voltada para toda a família. Data: 19/09 / Horário: das 9h às 15h / Local: Praça do Bosque da Paz / Entrada: gratuita.
União entre Governo do Estado e Judiciário fortalece justiça e desenvolvimento em MS
Com foco na segurança jurídica e no bem-estar da população, Eduardo Riedel e Dorival Pavan destacam sintonia entre os poderes
A harmonia entre os poderes Executivo e Judiciário tem sido um dos pilares para o avanço social e econômico de Mato Grosso do Sul. Por meio de diálogo constante e cooperação institucional, governo
e justiça vêm implementando políticas públicas que promovem segurança jurídica, bem -estar social e eficiência na gestão pública.
O governador Eduardo Riedel tem defendido que a base
para uma sociedade próspera está no respeito às instituições e na garantia de estabilidade jurídica. “Segurança jurídica é o esteio de uma sociedade desenvolvida. O Judiciário reafirma esse compromisso e caminha ao lado do Estado para promover as transformações necessárias”, afirma.
Esse alinhamento se traduz em ações concretas, como o projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade”, que já
reformou 16 escolas com mão de obra de reeducandos. A iniciativa promove ressocialização, qualificação profissional e gerou mais de R$ 12 milhões de economia aos cofres públicos.
Outro exemplo da integração entre os poderes é o acordo de cooperação firmado para proteger mulheres vítimas de violência doméstica. A parceria prevê ações de prevenção, capacitação técnica, definição de metas e monitoramento de
resultados, reforçando o papel do Estado na proteção social. Para o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan, a aproximação entre os poderes é essencial para enfrentar os desafios contemporâneos. “O Judiciário sul-matogrossense está atento às transformações sociais e trabalha em conjunto com o Executivo para garantir respostas rápidas e eficientes à população”, afirma.
Assomasul realiza segundo maior evento municipalista de MS nesta semana
VEJA NA PÁGINA 3•B
Economista afirma que PIB de Mato Grosso do Sul poderá ter crescimento de dois dígitos
A volta dos preços altos: por que comer vai pesar mais no bolso até dezembro?
Plano para reduzir filas na saúde será elaborado com apoio do Governo Federal
Feirão oferece até R$ 87 mil em subsídios para compra da casa própria vai até hoje
Aprovado uso de multas para custear CNH a pessoas de baixa renda em MS
Lula lança programa de r$ 40 bilhões para reforma
de moradias nesta segunda-feira
Nova linha de crédito habitacional mira famílias que já têm casa própria, mas enfrentam problemas estruturais e falta de acessibilidade
Crédito facilitado e apoio técnico para reformar a casa onde já se vive. É essa a promessa do governo federal com o novo programa Reforma Casa Brasil, que será lançado na segunda-feira (20), às 15h30, no Palácio do Planalto, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com foco em famílias que possuem casa própria, mas enfrentam dificuldades para manter a estrutura do imóvel, o Reforma Casa Brasil nasce como uma tentativa de suprir uma lacuna histórica da política habitacional no país: o financiamento de reformas.
A proposta prevê R$ 40 bilhões em crédito habitacional, sendo R$ 30 bilhões oriundos do Fundo Social, destinados a famílias com renda de até R$ 9,6 mil mensais. Os R$ 10 bilhões restantes virão da Caixa Econômica Federal, via emissão de Letras de Crédito Imobiliário (LCI), para atender famílias com renda superior a esse teto. Segundo o governo, o foco é
resolver problemas como telhados com infiltração, pisos danificados, instalações elétricas e hidráulicas precárias, falta de acessibilidade e até a necessidade de ampliar cômodos — realidades comuns em moradias populares que, embora regularizadas, estão longe de oferecer segurança e conforto.
Elaborado pelos ministérios das Cidades e da Fazenda, em parceria com a Caixa, o programa estabelece uma meta ambiciosa: 1,5 milhão de contratações para obras. O modelo combina crédito com assistência técnica, o que significa que além do financiamento, as famílias terão suporte para planejar e executar a obra com responsabilidade técnica e segurança. O lançamento foi confirmado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) na quinta-feira (16), reforçando que a iniciativa não se trata de novas moradias, mas da melhoria de condições nas habitações já existentes.
Moradias com problemas estruturais serão o foco do novo programa federal, que pretende beneficiar até 1,5 milhão de famílias
Apagão levanta debate sobre fragilidade da rede elétrica e volta do horário de verão
Ocorrência em subestação no Paraná afetou estados como MS e reacende questionamentos sobre o sistema de transmissão de energia
O recente apagão que atingiu diferentes regiões do país, inclusive o Mato Grosso do Sul, reacendeu discussões sobre a confiabilidade da infraestrutura elétrica nacional e a pertinência de retomar o horário de verão.
O evento, registrado na madrugada da última terça-feira (14), foi causado por uma falha técnica em um reator da Subestação de Bateias, no Paraná, segundo informações preliminares do Ministério de Minas e Energia (MME). Apesar da rápida normalização, especialistas alertam para a necessidade de revisão dos protocolos de prevenção e manutenção.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), um Relatório de Análise de Perturbação (RAP) será concluído em até 30 dias para identificar as causas exatas do desligamento e propor medidas corretivas. Embora o MME afirme que não houve falta de energia e sim uma falha pontual, a ocorrência revelou a vulnerabilidade do sistema de transmissão, responsável por conectar as diferentes regiões do país.
MS ENtrE OS MAIS
IMPACtADOS
O Mato Grosso do Sul foi
um dos estados atingidos, com relatos de interrupções que afetaram não apenas o fornecimento de energia, mas também serviços essenciais, como o abastecimento de água em algumas cidades. No total, cerca de 10 gigawatts (GW) deixaram de ser distribuídos às 00h32, afetando especialmente São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
A falha se originou após um incêndio no equipamento da subestação paranaense, provocando a desconexão entre as regiões Sul e Sudeste/ Centro-Oeste. Com isso, o
Sistema Interligado Nacional (SIN) teve de operar de forma fragmentada até que o fornecimento fosse restabelecido. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, “o sistema respondeu dentro dos protocolos previstos, e as interrupções foram rapidamente sanadas”.
E O hOrárIO DE VErãO?
A reemergência de apagões traz à tona o debate sobre o retorno do horário de verão, extinto em 2019. Embora o governo federal tenha descartado a medida para este ano,
parte da população e especialistas defendem sua volta como forma de aliviar o consumo nos horários de pico, especialmente durante os meses mais quentes. Silveira, no entanto, foi enfático ao refutar essa possibilidade: “Hoje nós temos muita energia. O problema não é falta de geração, mas sim a infraestrutura que a transmite”. Ele também lembrou que estudos recentes mostraram que a medida deixou de ser eficaz, pois o maior consumo atualmente se dá por uso de ar-condicionado, que independe da luz solar.
Apagão revela fragilidade na transmissão elétrica e reacende debate sobre o retorno do horário de verão no Brasil
Foto: Divulgação
Direita precisa de união para as eleições do ano que vem, alerta senadora tereza Cristina
Senadora defende foco em nome viável para enfrentar Lula e cita Tarcísio, Ratinho Júnior e Michelle Bolsonaro como principais opções
Falta de união pode custar caro à oposição em 2026. É o que alerta a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ao defender que a direita escolha com maturidade um nome com chances reais de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima eleição.
Tereza Cristina, senadora e ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, entrou de vez no debate sobre a sucessão presidencial. Em entrevista ao jornal O Globo, ela deixou claro que lançar um nome sem apelo popular pode facilitar a reeleição de Lula. “Não adianta colocar alguém que não tenha viabilidade”, afirmou.
A parlamentar do PP considera que o campo da direita já tem opções consistentes para a disputa. Entre os nomes mais fortes, aponta os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ratinho Júnior (Paraná) e a ex -primeira-dama Michelle Bol-
sonaro. “As pesquisas dizem que são três viáveis”, disse. Ela reconhece que o momento ainda é de indefinição, mas defende que o grupo se una em torno de um projeto sólido. “Espero que a direita tenha maturidade para saber que o adversário é o governo que está aí, e não entre nós”, completou. A fala é vista como uma crítica indireta ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem atacado outros nomes da direita e declarou interesse em disputar a presidência. Mesmo evitando confrontos diretos, Tereza se posiciona contra o clima de racha. Sobre Eduardo Bolsonaro, que articulou sanções dos EUA contra o Brasil e criticou parlamentares que buscaram diálogo com o governo americano, ela foi sucinta: “Foi embora do país e tem algumas razões diferentes das comerciais”. A senadora também falou
Deputados aprovam uso de multas para custear CNh a pessoas de baixa renda em MS
Proposta de Gerson Claro autoriza Detran-MS a usar arrecadação de infrações para bancar habilitação de inscritos no CadÚnico
Mudança aprovada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pode facilitar o acesso à carteira de motorista para quem tem baixa renda. O projeto autoriza o Detran-MS a utilizar recursos de multas de trânsito para custear o CNH MS Social, voltado a inscritos no CadÚnico com renda de até dois salários mínimos.
O projeto de lei, aprovado em primeira discussão na última quarta-feira (15), é de autoria do deputado estadual Gerson Claro (PP) e amplia a fonte de financiamento do programa CNH MS Social, que desde 2021 já beneficiou mais de mil pessoas em Mato Grosso do Sul.
Atualmente, a iniciativa cobre integralmente os custos do processo de habilitação para quem cumpre os critérios sociais exigidos. Isso inclui desde o valor das taxas do Detran-MS — que somam cerca de R$ 700 — até aulas teóricas, práticas, exames médicos e psicotécnicos. Em média, tirar uma CNH no Estado pode custar até R$ 4 mil.
Com a proposta, o dinheiro arrecadado com multas poderá agora ser usado legalmente para esse fim, conforme a recente alteração no Código de Trânsito Brasileiro. Antes da mudança na lei federal, esses valores só podiam ser aplicados em sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização e educação no trânsito.
“A proposta cria uma nova fonte de custeio, ampliando a sustentabilidade financeira e viabilizando a expansão do programa”, explicou o deputado Gerson Claro, que também preside a Assembleia Legislativa. Para muitas pessoas, conseguir a carteira de habilitação significa abrir portas no mercado de trabalho, especialmente em áreas como entregas, transporte de passageiros e logística. “A habilitação é, para muitos, o passaporte para a dignidade, a porta de entrada para o mercado formal”, defendeu Claro. Com a aprovação em primeira discussão, o projeto ainda precisa passar por nova votação antes de seguir para sanção.
sobre a possível candidatura de Tarcísio. Para ela, o governador de São Paulo ainda tem tempo para decidir, mas já virou alvo do PT. “Ele tem que cuidar de São Paulo, mas se for o nome escolhido, vai tomar uma posi-
ção rápida”, afirmou.
Sobre a escolha de vice, Tereza desconversou. Disse que ainda é cedo para esse debate e que o ideal é um nome que agregue votos — sem descartar a possibilidade de ela mesma
estar na chapa. “Só não pode ter um vice que tire votos.” Tereza também comentou a possibilidade de um nome alternativo surgir no campo da direita, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Segun-
Superior tribunal de Justiça arquiva ação contra ex-governador
André Puccinelli por falta de provas
Ex-governador de MS e outros acusados foram absolvidos após tribunal considerar inexistência de indícios mínimos para processo
Falta de provas encerrou o caso. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu arquivar a ação de improbidade administrativa contra o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB), ao concluir que não havia elementos suficientes para justificar a acusação.
A 1ª Turma do STJ manteve decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que já havia anulado o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público. A ação envolvia suspeita de fraude em um contrato de tecnologia da informação no valor
de R$ 25,1 milhões.
Além de Puccinelli, também foram beneficiados pela decisão o ex-secretário de Fazenda Mário Sérgio Maciel Lorenzetto, o ex-secretário-adjunto André Luiz Cance e a empresa Mil Tec Tecnologia da Informação Eireli.
O Ministério Público sustentava que o grupo teria participado de irregularidades em um contrato firmado durante o governo Puccinelli. A denúncia foi aceita na primeira instância, tornando todos réus. No entanto, a 1ª Câmara Cível do TJMS considerou que não havia provas mínimas para manter a acu-
sação. Com isso, o Ministério Público recorreu ao STJ. Mas, novamente, saiu derrotado. Os ministros da Corte Superior en-
tenderam que a decisão do tribunal estadual estava correta e mantiveram o encerramento do processo.
Vereador Carlão é reconduzido ao comando do PSB em Campo Grande e mira Assembleia Legislativa em 2026
Carlão quer reforçar base eleitoral para disputar vaga de deputado estadual e articula apoio com Riedel e lideranças locais
De olho nas urnas de 2026, o PSB em Campo Grande renovou na última segunda-feira (13) a liderança do partido com a recondução do vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, à presidência do diretório municipal. A aposta agora é estruturar uma chapa competitiva e conquistar ao menos uma vaga na Assembleia Legislativa.
A reunião que confirmou a permanência de Carlão no comando do partido foi realizada na Câmara Municipal com a presença de filiados e membros da executiva local. Além de comandar o diretório, ele também lidera a bancada do PSB no legislativo municipal.
O foco da nova gestão será garantir espaço nas eleições es-
taduais. Carlão pretende colocar seu nome à disposição como pré-candidato a deputado estadual, mas sabe que, para isso, o PSB precisa ampliar seu raio de alianças. “A gente precisa se organizar e apostar nos nomes que já mostraram força eleitoral”, afirmou o vereador, ao comentar o apoio a pré-candidatos que somaram mais de mil votos nas eleições anteriores. Para viabilizar uma chapa robusta, Carlão busca diálogo com o governador Eduardo Riedel (PP) e espera atrair nomes do entorno político dele. “Queremos conversar com o Riedel e tentar trazer alguém dele para reforçar nossa chapa”, disse. Apesar de estarem em campos ideológicos dife-
rentes, Carlão considera que há margem para uma composição pragmática. A nova Executiva Municipal do PSB em Campo Grande ficou assim composta: Carlão como presidente; Kelly Cristina da Costa Leal como primeira vice-presidente; Ilma Grisoste Barbosa como secretária-geral; José Abelha Neto como primeiro secretário; Isabella Dias como segunda secretária; Lúcia Aparecida Oliveira Martins como primeira secretária de finanças; e Sebastião Alves Barbosa da Silva como segundo secretário de finanças.
MDB dividido: Apoio a Lula pode rachar partido em estados como MS
Enquanto cúpula nacional cogita manter aliança com o PT, lideranças regionais reagem e já descartam seguir com Simone Tebet caso ela continue com Lula
admitir
apoio à reeleição de Lula, lideranças do partido em diferentes estados já indicam que não pretendem seguir esse caminho — como é o caso do deputado estadual Junior Mochi, em Mato Grosso do Sul, que se opõe a Simone Tebet se ela continuar ao lado do presidente. A decisão sobre o rumo do MDB nas eleições presidenciais de 2026 será definida em convenção nacional, mas os sinais de divisão interna já são claros. O presidente do partido, Baleia Rossi, confirmou que o
debate sobre apoio à reeleição de Lula ou a uma eventual candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos -SP) está em aberto — e deve envolver todos os diretórios estaduais. “Todos terão direito ao voto. O MDB não é um partido de decisões isoladas. A escolha será coletiva”, disse Rossi em encontro com lideranças de si-
glas como PSD, PSDB e Podemos, realizado em São Paulo. Apesar da neutralidade pública da cúpula, ministros em cargos estratégicos, como Simone Tebet (Planejamento), Renan Filho (Transportes) e Jader Filho (Cidades), indicam afinidade com a atual gestão federal. Renan Filho, por exemplo, já defendeu publicamente que o MDB permaneça ao lado de Lula em 2026 — e não descartou
do ela, o cenário ainda está indefinido e nomes podem ganhar força mais adiante. “Está tudo embolado”, disse, ao citar também Eduardo Leite (RS) como alguém que aparece mais atrás nas pesquisas.
tereza Cristina defende união na direita e aponta tarcísio, Ratinho e Michelle como nomes fortes para 2026
quer usar liderança no PSB para montar chapa competitiva à Assembleia
Puccinelli e ex-auxiliares foram absolvidos de acusação de improbidade por falta de provas, decide STJ
Projeto quer ampliar acesso à CNH para quem tem baixa renda usando recursos das multas de trânsito
Discussão entre vereadores foi ponto de partida para destravar r$ 100 mi à educação infantil
Verba foi destravada após audiência pública na Câmara identificar falhas em registros de matrículas; mais de 5 mil crianças estão na fila por vaga
Articulação entre vereadores, Prefeitura e Ministério da Educação garantiu a liberação de R$ 100 milhões para a educação infantil em Campo Grande. A verba será usada para custear novas matrículas, concluir obras de Emeis e ampliar a rede municipal, que tem hoje mais de 5,6 mil crianças na fila de espera. Um erro no registro de matrículas quase custou caro para Campo Grande. Durante audiência pública realizada na Câmara Municipal no início de setembro, foi identificado que mais de 2 mil crianças das Emeis Jardim Inápolis e São Conrado estavam fora do sistema federal, o que impedia o repasse completo de recursos do Fundeb à cidade.
A falha foi apontada pela coordenadora de Educação Infantil do MEC, Rita Coelho, que participou da discussão junto com vereadores, representantes da Prefeitura, Defensoria Pública, Tribunal de Contas e especialistas da área. A partir disso,
a Secretaria Municipal de Educação corrigiu os dados e, agora, o Ministério da Educação autorizou a liberação de R$ 100 milhões para ampliar o atendimento da educação infantil na capital sul-mato-grossense. Os recursos vão custear novas matrículas, finalizar obras de Centros de Educação Infantil (Emeis) e garantir mais estrutura para a rede pública. O valor será repassado por meio do Fundeb, fundo que financia a educação básica e que, após mudança na legislação, agora permite também o uso para expansão da oferta em creches e pré-escolas.
“Esse dinheiro só chegou por causa daquela audiência pública. É um exemplo claro de como o trabalho do Legislativo pode fazer diferença na vida das pessoas”, disse a vereadora Luiza Ribeiro (PT), que presidiu o debate e é autora da proposta. Hoje, cerca de 5,6 mil crianças estão na lista de espera por uma vaga na rede municipal de
educação infantil. A expectativa da Prefeitura é que o novo repasse permita não só manter as matrículas já existentes, mas abrir espaço para novas turmas e acelerar a conclusão de obras de Emeis em andamento.
A prefeita Adriane Lopes (PP) esteve em Brasília no iní-
André Salineiro discute veto a projeto que impede atletas trans em esportes femininos
Proposta que limita participação a mulheres com sexo biológico feminino foi vetada pela Prefeitura, mas vereadores querem derrubar decisão
Polêmica sobre inclusão de atletas trans em esportes femininos reacende debate na Câmara Municipal de Campo Grande. Projeto de lei que proíbe participação com base no gênero e considera apenas o sexo biológico como critério em competições oficiais voltou à pauta após veto da prefeita
Adriane Lopes (PP).
O Projeto de Lei nº
11.526/25, aprovado com 19 votos favoráveis e 6 contrários em setembro deste ano, retornou à Câmara após ser vetado pelo Executivo. A proposta determina que competições esportivas oficiais no município considerem exclusivamente o sexo biológico na definição do gênero das atletas, impedindo a participação de mulheres trans em categorias femininas.
Coautor do texto, o vereador André Salineiro (PL) afirmou que tentará derrubar o veto no plenário. “Estamos defendendo o direito das mulheres. Elas não querem competir com pessoas trans. É isso que esperam da gente”, declarou. O projeto ganhou força semanas depois de um episódio envolvendo o time feminino de futebol Leoas, que se recusou a entrar em campo contra uma equipe com atleta trans. Jogadoras do clube estiveram na Câmara demonstrando apoio à medida. Além de Salineiro, também assinam a proposta os vereadores Rafael Tavares (PL), Ana
Coronel David cobra nova sede para o 1º BPM e diz que prédio atual é defasado
Deputado afirma que estrutura antiga prejudica o trabalho da PM e propõe construção de sede definitiva em Campo Grande
Pedido por uma nova sede para o 1º Batalhão da Polícia Militar reacendeu o debate sobre a precariedade da atual estrutura usada pela corporação em Campo Grande. Durante sessão na Assembleia Legislativa, o deputado Coronel David (PL) afirmou que o imóvel alugado onde funciona a unidade não atende às necessidades operacionais da PM. Instalado em um prédio antigo e improvisado, o 1º BPM é a unidade mais antiga da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e responsável pelo policia-
mento de uma das regiões mais populosas da capital. Segundo o deputado Coronel David, a atual sede não comporta adequadamente o efetivo, nem oferece estrutura para atender as demandas do batalhão. “Uma tropa que atua na linha de frente precisa de estrutura digna. O prédio atual não oferece condições mínimas para o funcionamento adequado de uma unidade da importância do 1º BPM”, afirmou. A proposta apresentada por ele em plenário na última quinta-feira (16) inclui a construção
de uma sede própria, planejada para abrigar setores administrativos, salas de instrução, espaço para viaturas, armamentos e atendimento ao público. David argumenta que a construção vai além de conforto: trata-se de estratégia de segurança pública. “Investir em estrutura é investir em resultado. Uma base bem equipada e motivada impacta diretamente na qualidade do serviço prestado à população”, pontuou.
O pedido foi enviado ao governador Eduardo Riedel (PP), com cópias aos secretários estaduais de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira; de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara; e ao comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes.
cio da semana acompanhada do secretário Lucas Bittencourt e técnicos da Semed para garantir o destravamento do recurso. “Esse é um investimento direto nas nossas crianças, que representam o futuro da nossa cidade. Vamos ampliar a oferta e garantir que nenhuma criança
fique fora da escola”, afirmou. Na Câmara, a conquista foi vista como resultado de uma atuação conjunta. “A Câmara fiscaliza, cobra e também ajuda a construir soluções. Esse recurso prova que o diálogo sério com o Executivo e o MEC dá resultado”, declarou o presiden-
Portela (PL), Herculano Borges (Republicanos), Wilson Lands (Avante) e Leinha (Avante).
Durante as discussões, Salineiro citou casos internacionais para embasar a proposta. Um
te da Casa, vereador Papy (Solidariedade). O presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereador Professor Juari (PSDB), reforçou a importância de priorizar os pequenos. “Colocar a criança no orçamento é fundamental. Não existe avanço se ela não for prioridade.”
dos exemplos mencionados foi o da lutadora trans Fallon Fox, que causou uma fratura no crânio de sua oponente em uma luta de MMA. Também foi citado o caso da esgrimista Stephanie Turner, que abandonou uma competição ao se recusar a enfrentar uma atleta trans.
“Esse projeto visa proteger as mulheres. A força biológica do homem é diferente, isso é científico”, argumentou o vereador.
A proposta enfrenta resistência de grupos que defendem os direitos da população LGBTQIA+, que consideram o texto discriminatório e inconstitucional. Já os defensores alegam que a iniciativa busca garantir justiça e equilíbrio em competições esportivas. Se o veto for derrubado, o projeto pode virar lei no município. Caso contrário, ele será arquivado, a menos que retorne com uma nova redação.
Medida proposta por Paulo Corrêa garante inclusão social e acesso a direitos a quem enfrenta tratamento contínuo com hemodiálise
Reconhecimento legal como pessoa com deficiência passa a valer para pacientes com doença renal crônica em Mato Grosso do Sul. A nova norma, sancionada na última quinta-feira (16), assegura a esses pacientes o direito à equiparação legal, desde que preencham os critérios definidos na legislação federal. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) e segue critérios estabelecidos pela Lei Federal nº 13.146, de 2015, que define os parâmetros para esse
reconhecimento.
Pela nova norma, passam a ter direito à equiparação legal aqueles pacientes que, devido ao tratamento contínuo e debilitante da hemodiálise, enfrentam limitações físicas de longo prazo que impactam diretamente sua qualidade de vida e sua inclusão social.
“O paciente renal crônico, especialmente o que depende da hemodiálise, tem limitações evidentes e permanentes. Isso exige do Estado uma resposta mais humanizada, que reconheça suas dificuldades e
garanta direitos básicos”, argumentou Corrêa durante sessão na Assembleia Legislativa. Dados citados pelo parlamentar mostram que mais de 10% da população com a doença tem mais de 65 anos e que cerca de 90% vivem em situação de extrema vulnerabilidade social, agravada pela impossibilidade de manter vínculo de trabalho regular durante o tratamento. Segundo ele, outros estados já adotaram medidas semelhantes e Mato Grosso do Sul precisava avançar nesse reconhecimento. “Essa lei é um passo na direção da inclusão. Reconhecer a condição desses pacientes é garantir dignidade e igualdade de acesso aos direitos previstos em lei”, afirmou.
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Campo Grande garante R$ 100 milhões do Fundeb para ampliar vagas na educação infantil
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Vereador André Salineiro tenta derrubar veto a projeto que proíbe atletas trans em esportes femininos em Campo Grande
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Deputado Coronel David cobra nova sede para o 1º BPM em Campo Grande e critica estrutura atual da unidade
Deputado Paulo Corrêa defende inclusão de pacientes renais como pessoas com deficiência em nova lei estadual
risco à renda do produtor
Mesmo com safra recorde de grãos, falta de espaço obriga agricultores a vender a colheita rapidamente e reduz ganhos no campo
Produzir não é mais o problema, mas guardar é. Mato
Grosso do Sul colhe em média
22 milhões de toneladas de soja e milho por ano, mas só tem estrutura para armazenar pouco mais da metade disso. O déficit atual, que ultrapassa 11 milhões de toneladas, tem forçado produtores a vender a safra logo após a colheita, muitas vezes por preços abaixo do ideal.
Um levantamento da Aprosoja, com base em dados da Conab e do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA/MS), mostra que a capacidade instalada de armazenagem no Estado é de 16,4 milhões de toneladas. O ideal, segundo parâmetros da FAO, seria de 27,5 milhões, o que representa uma defasagem de quase 68%.
O problema não é recente, mas vem se agravando. Em 2014, o Estado tinha capacidade de 9 milhões de toneladas; hoje, são 16,3 milhões. No mesmo período, a produção saltou de 17,2 para mais de 29 milhões de toneladas. Ou seja, o ritmo das colheitas é maior que o crescimento da infraestrutura. Em 2023, o desequilíbrio chegou ao ápice, com um déficit recorde de 21,2 milhões de toneladas, resultado de uma safra excepcional.
Na prática, a falta de silos e armazéns tira poder de negociação do produtor. Sem onde estocar, muitos acabam vendendo a produção assim que sai do campo, em vez de esperar por melhores preços no mercado. “A ampliação da capacidade de armazenagem é o principal de-
safio. A falta de espaço força o produtor a vender rapidamente, muitas vezes por valores menores”, destacou o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. Segundo ele, o governo tem buscado ampliar o crédito rural para resolver o problema. Linhas de financiamento do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) têm sido uma das alternativas mais acessíveis, com prazos longos e juros mais baixos. “O FCO é vantajoso e vem sendo usado para apoiar a construção de armazéns nas propriedades. Mas também seria importante resgatar programas do BNDES voltados especificamente à armazenagem”, afirmou Verruck. O estudo da Aprosoja mostra ainda que 73 dos 78 municípios do Estado operam com déficit de armazenagem. Maracaju, maior produtor de grãos de MS, tem déficit de 1,32 milhão de toneladas. Já Dourados é uma exceção: tem superávit de 2,35 milhões. Apenas cinco municípios concentram quase metade da capacidade total do Estado, o que aprofunda o problema logístico.
A concentração e a dependência do transporte rodoviário, especialmente pela BR-163, encarecem o escoamento e aumentam os riscos de perdas. “A questão da armazenagem está diretamente ligada à logística. Quando não há espaço para guardar a safra, o produtor perde força na hora de negociar”, reforçou o secretário.
A volta dos preços altos: por que comer vai pesar mais no bolso até o fim do ano?
Após meses de alívio, carne, frutas e café voltam a subir, e pessoas de menor renda serão as mais afetadas
Comida mais cara de novo. Saúde no fogão vai pesar mais no orçamento dos brasileiros até dezembro, e o Banco Central segura a taxa de juros para evitar que essa alta geral dispare.
Depois de quatro meses de folga, o carrinho de compras volta a apertar. Alimentos essenciais, como carne, frutas, legumes e café, já mostram sinais de virada nos preços, e isso se reflete diretamente no bolso de quem compra no supermercado todo mês.
Imagine alguém que costuma ir ao mercado duas vezes por semana: nos últimos meses, talvez tenha sentido algum alívio, com ofertas e queda nos preços de hortaliças. Agora, esse cenário deve mudar. Economistas projetam que, entre outubro e dezembro, os alimentos do dia a dia subirão cerca de 3%, valor acima da média histórica. Isso significa gastar mais para comprar o mesmo que antes. O segmento de alimentação foi um dos mais surpreendentes em 2025. Mesmo com recuos intermediários, alimentos acumularam aumento expressivo nos anos anteriores. Agora, o problema é que muitos reajustes estão vindo “de cima para baixo”, com os preços
no atacado já subindo 1,5% a 1,9% nos últimos meses. Logo, o varejo segue o movimento. A carne bovina aparece entre os itens mais críticos. Frigoríficos já avisaram que devem repassar alta de até 6%.
O café, por sua vez, sofre por estoques apertados e pode ter reajustes de 10% a 15%. Então, se antes o pacote de café de 500 g entrava no carrinho com “desconto”, agora pode aparecer com preço turbinado. Por enquanto, a inflação geral ainda anda controlada. O
mercado projeta que o IPCA (índice oficial) fechou 2025 com alta de 4,72%, levemente acima da meta de 4,50%. Mesmo assim, o foco está justamente no impacto desses aumentos alimentares no orçamento do dia a dia.
O Banco Central, consciente desse risco, decidiu manter a taxa Selic em 15%. Esse “freio” nos juros é uma estratégia para não estimular demais a economia — o que poderia arremessar novos aumentos. Mas esse controle tem li-
mites: bancar juros altíssimos custa caro ao país. E se os preços continuarem subindo com força, o BC pode ser forçado a endurecer ainda mais a política monetária, com impacto direto para quem toma empréstimos ou financia bens.
Enquanto isso, o consumidor já sente. Redes de supermercados, instintivamente, tentam segurar margens: fazem promoções relâmpago, compram estoque antecipado, sacrificam parte do ganho. Mas nem sempre isso basta.
Carrinho de compras mais caro no fim do ano: alimentos essenciais estão entre os maiores vilões do orçamento
Economia verde dá novo impulso a Mato Grosso do Sul e se torna motor de crescimento, avalia riedel
Políticas ambientais impulsionam investimentos e colocam o Estado no centro da nova economia verde
Desenvolver sem desmatar deixou de ser teoria em Mato Grosso do Sul. O Estado tem usado a preservação como motor para impulsionar a economia e atrair investimentos, sendo reconhecido nacionalmente por integrar crescimento
produtivo com responsabilidade ambiental.
Durante o evento PréCOP30, o Estado foi citado como exemplo prático de como a economia verde pode gerar resultados. O governador do Pará, Helder Barbalho, destacou o
Governo de MS propõe renegociação com até 60 parcelas e descontos para quem deve ICMS e taxas
Estado envia projeto que reduz multas, amplia prazos e regulariza débitos tributários e não tributários até 2025
Projeto de lei enviado na última quarta-feira (15) por Eduardo Riedel à Assembleia Legislativa propõe programas especiais para regularizar débitos estaduais com condições mais brandas. A meta é facilitar o pagamento de dívidas com reduções de multas e juros e prazos estendidos para adesão.
A proposta abrange débitos gerados até 28 de fevereiro de 2025 (no caso de ICMS e obrigações acessórias) e até 31 de dezembro de 2024 (taxas de licenciamento). A adesão vai até 30 de dezembro de 2025. Os credores poderão quitar suas dívidas por três modalidades:
À vista: redução de 80% nas multas e 40% nos juros.
Parcelado de 2 a 20 vezes: redução de 75% nas multas e 35% nos juros, com parcela mínima de 10 UFERMS.
Parcelado de 21 a 60 vezes: redução de 70% nas multas e 30% nos juros, com parcela inicial de 5%.
Os débitos serão conso-
lidados na data de adesão, e juros seguirão acumulando com base na taxa Selic mais 1% ao mês a partir da segunda parcela. Quem atrasar mais de 60 dias perderá as vantagens e voltará à cobrança integral. Também poderão ser renegociadas contribuições ao Fundersul — obrigação ligada ao benefício fiscal que libera ICMS diferido em operações rurais. Empresas com essas pendências terão até 36 parcelas para quitar, e se restaurarão benefícios fiscais, se não houver atraso de duas ou mais parcelas. Além disso, o projeto oferece anistia para multas de obrigações acessórias atrasadas (como entrega de EFD) e dispensa multas para órgãos estaduais como Procon, Iagro e Imasul. As reduções variam conforme a forma de pagamento. Débitos tributários serão discutidos em comissões na ALEMS antes da votação em plenário. Se aprovado, o projeto entra em vigor após sanção do governador.
Levantamento do Procon-MS mostra que diferença de preços entre postos e formas de pagamento pesa no bolso de quem abastece
papel de MS como referência no país por aliar produção rural com conservação ambiental. Ele elogiou o trabalho conduzido pelo governador Eduardo Riedel, que tem adotado uma estratégia clara: preservar também é produzir. Com metas firmes para zerar as emissões líquidas até 2030, o Estado aposta em instrumentos econômicos, como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera produto-
res que preservam áreas nativas. A ideia é simples e eficiente: gerar renda para quem ajuda a manter os ecossistemas em pé.
O governador Riedel reforçou que o modelo adotado é fruto de diálogo entre produtores, técnicos e o poder público. Para ele, a economia verde não é mais tendência, mas uma realidade concreta, com impactos diretos na vida do campo e nos cofres do Estado. Além do PSA, Mato Grosso
do Sul se apoia em ferramentas de gestão ambiental e metas claras de descarbonização. A agenda de sustentabilidade também se conecta com o fortalecimento de setores produtivos que, cada vez mais, precisam comprovar responsabilidade socioambiental para acessar mercados nacionais e internacionais.
A participação de MS na Pré-COP30, evento preparatório para as discussões globais
do clima, foi mais do que institucional. Serviu para mostrar que é possível gerar desenvolvimento com base em políticas sustentáveis — desde que se trate meio ambiente não como entrave, mas como ativo econômico.
Como afirmou Riedel, Mato Grosso do Sul quer provar que futuro sustentável se constrói agora — com incentivos, planejamento e ações que já movimentam a economia local.
ACICG: reforma tributária vira pauta de workshop para contadores na Capital
Evento da Associação Comercial reúne profissionais para debater mudanças nas regras fiscais e fortalecer conexões entre escritórios
Com o objetivo de fortalecer a troca de conhecimento entre escritórios e preparar as equipes para as mudanças tributárias que estão por vir, o Núcleo de Contabilidade da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) realizará, no dia 14 de novembro, um workshop voltado aos profissionais e colaboradores dos escritórios associados e nucleados.
O encontro será dedicado a discutir aspectos práticos da reforma tributária, trazendo uma abordagem técnica, mas acessível, sobre temas que impactam diretamente o dia a dia da atuação contábil e empresarial. A expectativa é reunir cerca de 70 profissionais do setor.
“A proposta é criar um espaço de aprendizado coletivo, onde possamos tirar dúvidas, compartilhar experiências e entender de forma mais aplicada o que muda com a reforma. Além do conteúdo técnico, o workshop também tem o propósito de promover a integração entre os colaboradores dos
escritórios, fortalecendo uma rede de comunicação dentro do Núcleo. Muitas vezes, os profissionais ficam focados na rotina do escritório e acabam sem contato com colegas da mesma área. Essa troca é essencial para gerar novas ideias, parcerias e fortalecer ainda mais a nossa atuação em conjunto,” explicou Fabio Oliveira, da OC Contábil.
Temas em destaque - Entre os assuntos que serão abordados durante o workshop estão: introdução geral à reforma tributária, com contextualização sobre as principais mudanças trazidas pela nova legislação; impactos na precificação dos serviços contábeis, analisando como as novas regras podem influenciar a estrutura de custos dos escritórios; e tributação para empresas do Simples Nacional.
Além do conteúdo técnico, o encontro também busca reforçar o relacionamento entre os escritórios nucleados, estimulando a integração e o apoio mútuo entre os profissionais do setor.
“O Núcleo de Contabilidade vem se consolidando como um espaço estratégico de cooperação e atualização permanente. Esse workshop é mais uma oportunidade para crescermos juntos e aprimorarmos nossa atuação em um cenário tributário cada vez mais desafiador”, destaca o coordenador do Núcleo, Robson Fabiano. Empresas de contabilidade interessadas em participar podem procurar a ACICG na Rua 15 de Novembro, 390, no Centro da Capital ou obter mais informações pelo telefone 67 99268-5807.
Feirão oferece até r$ 87 mil em subsídios para compra da casa própria até hoje
Evento vai até domingo no Shopping Norte Sul Plaza, com imóveis de até R$ 250 mil para famílias com renda de até R$ 7 mil
Sonho da casa própria pode estar mais perto para famílias de Campo Grande. Começou na última quinta-feira (16) a 3ª edição do Feirão MS Moradia, no Shopping Norte Sul Plaza, e segue até hoje (19), reunindo empreendimentos vol-
tados ao público com renda de até R$ 7.050.
Durante o evento, é possível encontrar imóveis de até R$ 250 mil com subsídios que chegam a R$ 87 mil. A ajuda financeira vem de duas frentes: até R$ 32 mil do Governo do Estado por
meio do Bônus Moradia, e até R$ 55 mil do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, conforme os critérios do Ministério das Cidades. Para participar, é preciso estar inscrito no cadastro da Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul) e levar documentos pessoais, comprovantes de renda, residência e certidões que comprovem não ter imóvel em nome próprio nem ter sido beneficiado por programas habi-
tacionais anteriores. Segundo a diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo Avesani Lopez, o feirão tem como objetivo facilitar o acesso à moradia e tornar o processo mais acessível. “O Bônus Moradia tem mudado a realidade de muitas famílias e nossa meta é ampliar ainda mais esse alcance no Estado”, afirmou. O Feirão conta com a participação de diversas construtoras e traz orientações financeiras para quem busca o primeiro imóvel.
6,04 e R$ 6,14, respectivamente. O etanol também mostrou diferença: no tipo comum, a variação foi de 8,13% (dinheiro/débito) e 11,73%
com variações de até 10,03%. Quem abastece com diesel também encontrou valores diferentes. O tipo S500 teve média de R$ 5,92 no pagamento direto e R$ 5,97 no crédito, com variações de até 10,54%. O S10 comum registrou média de R$ 5,95 e R$ 6,03, respectivamente, e diferença de até 11,32%. Entre todos os
Workshop vai discutir impactos práticos da reforma tributária no cotidiano dos escritórios contábeis
Com foco na preservação e incentivo ao produtor rural, MS transforma sustentabilidade em ativo econômico
Projeto permite parcelar dívidas fiscais com descontos altos e quitação em até cinco anos
Foto: Divulgação
/ MS
Se
seus derivados não devem ser usados como única fonte de alimentação do lactante, salvo orientação
ALCOÓLICAS A MENORES DE 18 (DEZOITO) ANOS (art 81, II Estatuto da Criança e do Adolescente)
Campo Grande apaga passado das fossas e escreve novo capítulo com esgoto tratado
Cidade vira referência em saneamento com impactos na saúde, no meio ambiente e na vida dos moradores
CARloS GuilHeRMe
PoR
Sentada na cadeira de fio, à sombra de um grande pé de manga, a auxiliar de cozinha Francisca Brito, 59, serve um gole de tereré enquanto separa o feijão que vai ao fogo. O quintal de chão ainda guarda as marcas do tempo e da rotina, mas hoje tem outro ar.
Moradora da mesma casa no bairro Santa Luzia desde o ano de 1989, ela lembra bem dos dias em que a fossa fazia parte da paisagem e do odor da casa: “O cheiro invadia a casa, principalmente à noite. No verão, o quintal sempre recebia as ‘visitas’ de mosquitos, ratos, baratas, escorpiões... Tudo vinha junto”, recorda. Hoje, com a rede de esgoto finalmente instalada, ela fala com alívio e um sorriso no rosto: “A limpeza ficou mais fácil, não sinto mais aquele odor, e as crianças quase não ficam doentes como antes”, explica.
Situações como a de Francisca se repetem em diversos bairros de Campo Grande. Cada nova ligação à rede de esgoto representa um avanço na saúde pública e na qualidade de vida. É nesse cenário, feito de mudanças no dia a dia das pessoas, que a Águas Guariroba comemora seus 25 anos de atuação, uma trajetória marcada não só por obras de infraestrutura, mas pela transformação real na vida dos moradores. Francisca conhece bem os problemas causados pela falta de saneamento. “O esgoto corria pela rua, chegava no muro, descia pela calçada. Era direto”, conta. Quando a rede foi instalada, ela sentiu a mudança no dia a dia: “O bairro melhorou, minha casa valorizou e a saúde da minha neta também melhorou”, diz. Relatos como esse mostram, na prática, como a chegada do esgoto encanado transforma a vida das pessoas.
O DESAFIO DO SANEAMENtO NO BrASIL hOJE
Para entender o panorama de Campo Grande, é preciso ver o Brasil do saneamento. Embora haja avanços, ainda restam lacunas. No Censo 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que cerca de 75,7% dos domicílios têm sistema adequado de esgotamento (rede coletora ou fossa adequada). Ou seja, um em cada quatro residências ainda está sem saneamento ideal.
A Lei 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento, traçou metas ambiciosas: até 2033, 99% da população terá acesso à água potável e 90% ao esgotamento sanitário tratado. No entanto, estudos recentes indicam que muitos estados só chegariam a esse patamar por volta de 2066. Mato Grosso do Sul hoje se consolidou entre os estados que mais avançam na ampliação do saneamento básico no Brasil. Com 72,34% da população atendida pela rede de esgoto, o Estado ultrapassa a média nacional. Em meio a esse cenário, Campo
Grande se destaca. A cobertura urbana de esgoto na cidade saltou de ~18% em 2000 para 94% atualmente, bem acima da média nacional e adiantando prazos legais.
Em 2000, quando assumiu a concessão, a Águas Guariroba encontrou uma cidade com saneamento quase inexistente. Poucas residências tinham rede de esgoto, muitas usavam fossas ou escoamento improvisado. Em 25 anos de atuação, a empresa ampliou o acesso à água tratada para 99% da população de Campo Grande, mais de 953 mil pessoas. Já a cobertura de esgoto alcança 94%, com todo o volume coletado passando por tratamento. Apenas nos últimos três anos, foram implantados 580 km de rede, beneficiando cerca de 150 mil moradores. Segundo a concessionária, as metas foram atingidas com antecedência em relação ao cronograma previsto.
As estações de tratamento (ETEs) são peças-chave nesse processo. A ETE Los Angeles, inaugurada em 2008, e a ETE Imbirussu, em 2012, somam o tratamento de mais de 92 milhões de litros por dia. Em breve, a ETE Botas, no Jardim Colúmbia, vai elevar ainda mais essa capacidade, com previsão de tratamento de 600 milhões de litros por ano. O laboratório da concessionária foi o primeiro no Estado a obter acreditação do INMETRO em sete parâmetros de qualidade.
SAúDE PúBLICA
Os efeitos práticos do saneamento aparecem nas estatísticas de saúde. Em 2015, foram notificados 41.939 casos de diarreia; em 2024, esse número caiu para 35.400. Em 2020 e 2021, anos de expansão intensa, houve 26.815 e 38.243 casos, respectivamente. Levantamento obtido neste mês pelo jornal A Crítica com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), mostra que doenças como hepatite A, leptospirose e toxoplasmose seguem com menos de 40 casos por ano, um sinal de estabilidade em uma região antes sujeita a surtos. Doenças como esquistossomose e rotavírus praticamente não registraram ocorrências recentes.
Para o presidente da Águas Guariroba, Gabriel Buim, o investimento traz impacto direto. “Cada real investido gera economia de quatro na saúde pública. Não vemos, mas é visível nos hospitais, com menos internações. Percebemos o quanto saneamento básico se resume em qualidade de vida da população campo-grandense”, avalia.
CIDADE SUBtErrâNEA
Para o arquiteto e conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul (CAU/MS), Gustavo Shiota, o saneamento básico é o ‘esqueleto invisível’ de uma cidade bem planejada. “Imagine a cidade como um corpo; o saneamento é o sistema circulatório: não se vê, mas faz tudo funcionar. As redes bem estruturadas permitem que espaços públicos, como calçadas largas, parques lineares, ciclovias convivam em harmonia com a vida urbana”, detalha. Shiota defende que o desenvolvimento urbano deve obedecer à capacidade de rede existente. “Um bom planejamento urbano começa com uma pergunta simples: a rede dá conta? Antes de aprovar novos loteamentos, é essencial saber se a área tem capacidade de
JuSTiçA SoCiAl e oS PRóxiMoS PASSoS
A universalização em Campo Grande também chegou à Tarifa Social. O programa da Águas Guariroba concede desconto de 50% nas tarifas de água e esgoto para 23 mil famílias (cerca de 64,4 mil pessoas). A meta é atender 53 mil famílias até 2026.
Além disso, até 2028, o plano é alcançar 98% de cobertura na cidade, com 697 km adicionais de rede e 66 mil novas ligações. O investimento previsto de R$ 750 milhões irá contemplar a modernização da rede de água e perfurações de poços.
Conforme o presidente da concessionária, o contrato prevê esse percentual porque há regiões onde
o investimento seria desproporcional para poucas casas. A Lei do Marco Legal do Saneamento considera 90% como cobertura universalizada.
“Estamos adiantados em relação a isso. O avanço é fruto de um planejamento iniciado em 2000 e que, só foi possível graças à articulação entre a concessionária, o poder público e a própria população. Sabemos que obras de saneamento causam transtornos, mas quando a gente está próximo da população, ouvindo e sendo transparente, consegue responder rápido e manter a qualidade do serviço que Campo Grande merece”, afirma.
o bairro melhorou, minha casa valorizou e a saúde da minha neta também melhorou
Francisca Brito
Foto: Carlos Guilherme
Hoje, dona Francisca, aquela mesma moradora que conhecemos no começo da nossa história, caminha por um quintal que não cheira mais. “Parece que vivo em outro lugar quando me lembro de quando me mudei pra cá. Ganhamos saúde e dignidade”, conta ela. A ‘Capital Morena’ ainda enfrenta desafios, é verdade, mas o que foi construído até aqui já deixa um legado sólido. em 2003, apenas um em cada cinco campo-grandenses tinha acesso ao esgoto tratado. Hoje, são quase 19 em cada 20. e falta pouco para ser 20 de 20.
esgotamento sanitário e abastecimento. Quando esse diagnóstico é feito antes, o projeto já nasce com o traçado das redes, coletores, estações elevatórias e faixas técnicas planejadas”, explica. Mesmo sem aparecer, o saneamento básico tem impacto direto no ambiente urbano. "Ruas sem mau cheiro, sem valas ou vazamentos, convidam as pessoas a circular e permanecer nos espaços públicos. Isso fortalece o comércio de bairro, valoriza os imóveis e reforça o senso de pertencimento da comunidade”, defende.
DA POLUIçãO à rECUPErAçãO
Com o avanço da rede de esgoto em Campo Grande nos últimos 20 anos, o município registrou mudanças significativas na forma como lida com o esgoto doméstico. Um dos impactos mais visíveis foi a queda no uso de fossas rudimentares, que antes infiltravam resíduos no solo ou despejavam diretamente em córregos e rios, sem nenhum tipo de tratamento. Hoje, o esgoto é coletado e tratado antes de ser descartado, o que melhora a qualidade da água, protege o lençol freático e reduz a contaminação dos cursos d’água urbanos. Os principais beneficiados são os rios Anhanduí e Segredo. Segundo a engenheira ambiental Dayana Reverdito, a qualidade da água dos rios melhorou, com menos contaminação e maior transparência. “Isso tem permitido a recuperação da fauna e da flora aquáticas, além da redução de odores e da proliferação de vetores de doenças. O saneamento contribui para um uso mais equilibrado dos recursos naturais, preservando o ambiente sem comprometer sua função para as futuras gerações”, salienta.
Apesar dos números positivos, o cenário ambiental da Capital ainda pode avançar. Segundo o relatório mais recente do Programa Córrego Limpo, parceria entre a Águas Guariroba e a Prefeitura, 81% dos córregos da Capital apresentam boa qualidade da água, o melhor índice desde 2010. O levantamento, mostra que houve um aumento de 22% na classificação “boa” e uma redução de 16% na classificação “ruim” em relação ao ciclo anterior. No entanto, o resultado ainda está aquém do ideal: 19% dos córregos seguem em condição regular ou insatisfatória. “Para que o sistema de saneamento siga eficiente nas próximas décadas, é fundamental reforçar a educação ambiental. A população precisa entender como o sistema funciona, seus benefícios e como colaborar. Além disso, o investimento contínuo em infraestrutura e monitoramento é essencial para garantir o equilíbrio entre o crescimento urbano e a preservação ambiental”, pontua a engenheira.
Um dos pilares do abastecimento de Campo Grande é o córrego Guariroba, de onde são captados mais de 115 milhões de litros de água por dia, o que representa 41% do abastecimento da Capital. Para garantir a sustentabilidade desse volume, a empresa mantém, em parceria com produtores rurais da região, ações contínuas de recuperação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Guariroba. O trabalho inclui o plantio de mudas nativas e práticas de conservação do solo, contribuindo diretamente para a manutenção da vazão e da qualidade da água que chega às torneiras da população.
Foto: Divulgação
Cirurgia robótica avança em MS e hospital Cassems chega a 125 procedimentos
Tecnologia reduz cortes, acelera recuperação e consolida Campo Grande como referência no uso do robô cirúrgico Da Vinci
Alta tecnologia, cortes mínimos e recuperação mais rápida. Com essa combinação, o Hospital Cassems de Campo Grande consolidou sua atuação em cirurgias robóticas e atingiu a marca de 125 procedimentos realizados com o robô Da Vinci. No último sábado (11), duas novas gastroplastias foram realizadas com a participação do cirurgião Carlos Eduardo Domene, referência nacional na área.
A unidade foi a primeira em Mato Grosso do Sul a implantar a tecnologia, que já abrange áreas como urologia, ginecologia e cirurgia do aparelho digestivo. Para Domene, a cirurgia robótica é um passo natural na evolução da medicina, oferecendo mais precisão e menos impacto no corpo do paciente. “A incisão de 20 cm virou 1 cm. Isso
reduz dor, sangramento, risco de infecção e encurta o tempo de recuperação”, resume. Além dos benefícios diretos ao paciente, o uso da tecnologia atrai profissionais experientes e eleva o padrão do atendimento hospitalar, segundo o especialista.
O médico James Câmara, responsável por parte das cirurgias, afirma que o avanço consolida o compromisso da Cassems com inovação desde sua fundação. “Trazer essa tecnologia nos coloca no mesmo patamar dos principais centros do país”, reforça. Para o diretor administrativo do hospital, Alessandro Depieri, a troca com profissionais de outros estados melhora os resultados assistenciais. “É um ganho direto para os beneficiários”, conclui.
Anvisa proíbe suplementos irregulares e adoçante com “zero açúcar” falso
Produtos sem registro, com rotulagem irregular ou de origem desconhecida foram retirados do mercado por colocarem em risco a saúde do consumidor
Venda de suplementos sem registro, rótulos com informações falsas e produtos com ingredientes não autorizados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta semana a comercialização, fabricação, importação e até a propaganda de diversos produtos alimentares e farmacêuticos que descumpriam as normas de segurança sanitária. Entre os alvos estão todos os suplementos da marca Angry Supplements, oferecidos em sites de e-commerce, mas sem fabricante identificado, rotulagem em português ou qualquer registro na Anvisa. Outro item que foi proibido é o adoçante Impossible Sugar Veganutris, da empresa Rubali Alimentos. A promessa era de “zero açúcar”, mas a própria tabela nutricional indica quase 4g por 100g. O produto também usa inulina, ingrediente proibido para adoçantes de mesa, e
ainda apresenta falhas no rótulo, como falta de modo de preparo e denominação de venda. A ação da Anvisa também se estendeu aos produtos da marca Jane Alves Shape Caps, que vendeu suplementos como Shape Turbo e Detox Bitlife sem qualquer autorização legal. Todos os lotes foram vetados. Outro caso grave envolve o produto Tirzepatida T.G.5, que simula o princípio ativo do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de obesidade e diabetes. A versão proibida está sendo vendida sem registro e com origem desconhecida, enquanto apenas a farmacêutica Eli Lilly tem autorização para distribuir esse tipo de medicamento no país. A Rubali Alimentos declarou que está colaborando com as autoridades e prestando esclarecimentos. As outras marcas não responderam aos contatos até o momento.
Plano para reduzir filas na saúde da Capital será elaborado com apoio do Governo Federal
Campo Grande inicia articulação para acelerar cirurgias e exames no SUS com estratégias do programa Agora Tem Especialidades
Agilidade no atendimento e fim das longas esperas por cirurgias e exames estão no centro de um plano que será construído em parceria entre Campo Grande e o Governo Federal. A proposta é traçar uma estratégia conjunta para enfrentar os principais garga-
los da saúde pública na Capital, especialmente no que diz respeito aos atendimentos eletivos.
O objetivo é claro: acelerar o acesso da população aos serviços do SUS e reduzir filas que, em muitos casos, se arrastam por meses. A iniciativa faz
parte do programa Agora Tem Especialidades, que já realiza mutirões, usa unidades móveis de saúde, amplia o transporte sanitário e aposta na Telessaúde para garantir eficiência.
A confirmação da construção do plano veio após reunião entre a equipe de saúde de Campo Grande e o Ministério da Saúde, em Brasília. Técnicos do Governo Federal devem visitar a Capital nos próximos 15 dias para dar início ao desenho da proposta. “Nosso foco é garantir aten-
dimento mais rápido e digno para quem precisa. Essa visita técnica será decisiva para estruturarmos uma ação efetiva”, destacou a prefeita Adriane Lopes, que acompanhou a agenda com representantes federais.
A articulação pretende oferecer soluções duradouras, envolvendo integração de serviços, recursos federais e estratégias para priorizar quem está há mais tempo na fila. A ideia é que o plano seja colocado em prática ainda neste ano.
Suspensão visou reorganização do programa, e unidades que já atingiram metas aguardam liberações para voltar ao trabalho
Retomada nas redes hospitalares de Mato Grosso do Sul. O programa MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila liberou cirurgias em 61 dos 68 hospitais credenciados após uma paralisação temporária para ajustes internos.
Entre os procedimentos incluídos nessa retomada estão as cirurgias bariátricas no Hospital Adventista do Pênfigo e as correções de catarata no Hospital São Julião, em Campo Grande. A suspensão, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), serviu para reorganizar financeiramente e operacionalmente o programa, assegurando equi-
Cirurgias são retomadas em 61 hospitais após parada temporária no MS Saúde remédio contra câncer de mama mais agressivo começa a ser mapeado na rede do SUS do Estado
líbrio nos recursos e continuidade dos atendimentos.
Do total de unidades habilitadas, sete estão fora dessa retomada por terem cumprido suas metas contratuais. A SES explicou que o MS Saúde opera com execução de R$ 32 milhões distribuídos entre os estabelecimentos conforme os procedimentos autorizados.
Hospital de Câncer de Campo Grande inicia identificação de pacientes que poderão receber medicamento que reduz em até 50% risco de morte
Tratamento mais eficaz contra um dos tipos mais agressivos de câncer de mama começa a avançar no SUS. O Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, iniciou o levantamento de pacientes com o subtipo HER2-positivo que poderão receber o medicamento Kadcyla (trastuzumabe entansina), recém
-incorporado à rede pública.
O processo ocorre após o Ministério da Saúde receber o primeiro lote do remédio, com 11.978 frascos. A distribuição será feita pelas secretarias de saúde, mas ainda não há previsão de entrega para o hospital sul-mato-grossense. Segundo o hospital, a Casa da Saúde já solicitou o levan-
Casos concretos ilustram o impacto: pacientes informaram que estavam aguardando cirurgias canceladas abruptamente. Um idoso de 80 anos relatou ter sido avisado no dia da catarata que o procedimento não seria
realizado ainda em 2025. As instituições afetadas já receberam autorização para reiniciar os atendimentos completos. A SES ressalta que a paralisação não atingiu outros convênios ou contratos que cada unidade possui — eles seguem em execução normal.
tamento de mulheres com indicação específica para uso do medicamento, mas a logística da distribuição ainda está indefinida.
O fármaco, considerado de última geração, é indicado para pacientes que não tiveram resposta completa após quimioterapia e cirurgia. De acordo com o Ministério da Saúde, o Kadcyla pode reduzir em até 50% o risco de morte e reincidência da doença. A previsão é que 1.144 pacientes em todo o país sejam beneficiadas até 2026. Em Mato Grosso do Sul, o Inca estima cerca de 920 novos
casos de câncer de mama por ano. O oncologista João Paulo Vendas Villalba explica que o medicamento pertence a uma nova classe, chamada ADC (anticorpo conjugado à droga), que libera a quimioterapia direto na célula doente, aumentando a eficácia e reduzindo efeitos colaterais. Atualmente, o Kadcyla já é utilizado por pacientes da rede privada. No SUS, o acesso será restrito a um grupo específico, mas a chegada representa avanço importante no combate ao câncer de
Hospital São Julião e Pênfigo voltam a autorizar cirurgias pelo programa estadual após ajuste operacional
Município acerta parceria com Ministério da Saúde para combater demora nos atendimentos eletivos
Foto: Divulgação
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Cirurgiões realizam gastroplastia robótica no Hospital Cassems com apoio de especialista referência nacional
Suplementos e adoçante proibidos pela Anvisa estavam à venda em grandes sites e sem autorização sanitária
tribunal de Justiça de MS terá nova desembargadora e reforça presença feminina na cúpula do Judiciário
Com aposentadoria de magistrado, vaga por merecimento será preenchida exclusivamente por juíza da Capital
Desembargador aposentado, vaga aberta, e desta vez, só mulheres podem concorrer. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) iniciou na última quinta-feira (16) o processo para escolha de uma nova desembargadora. A oportunidade, por merecimento, será preenchida exclusivamente por juízas da Capital, reforçando o compromisso com a equidade de gênero no Judiciário estadual.
A movimentação ocorre após a aposentadoria antecipada do desembargador Sideni Soncini Pimentel, de 73 anos. Embora ainda tivesse dois anos até a idade-limite, ele optou por deixar o cargo, com aprovação do presidente do TJMS, Dorival Renato Pavan.
Agora, candidaturas devem ser apresentadas em até cinco dias. O nome escolhido será definido por meio de votação
Municípios discutem futuro da gestão pública com foco em saúde, educação e inovação
entre os próprios desembargadores. O prazo para conclusão do processo é de até 40 dias. Hoje, entre os 35 desembargadores do TJMS, apenas três são mulheres: Elizabete Anache, Jaceguara Dantas da Silva e Elisabeth Rosa Baisch. Com a nova nomeação, o número sobe para quatro. A medida atende a uma diretriz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva a alternância de gênero nas promoções por merecimento. A juíza Elisabeth Baisch, atual integrante do colegiado, foi escolhida por esse critério em 2024. Entre as possíveis candidatas que devem tentar novamente estão Sandra Regina Artioli, Eliane de Freitas Vicente, Denize Barros Dodero e Cíntia Xavier Letteriello — todas da Capital e com histórico de participação na última disputa.
Mercado livre de gás entra no radar da OAB de MS com debate sobre regulação e avanços
Comissão de Direito Regulatório discute papel da AGEMS e impacto da abertura gradual do setor no desenvolvimento de MS
Liberdade de escolha para grandes consumidores, novas oportunidades para o setor industrial e mais competitividade no fornecimento de energia foram alguns dos temas em pauta na reunião da última terça-feira (14), promovida pela Comissão de Direito Regulatório da OAB/ MS. O encontro teve como destaque a palestra da advogada Fabíola Porcaro de Abreu, que falou sobre os aspectos regulatórios do mercado livre de gás natural.
A presidente da comissão, Tarsilla Franccesca da Silva Aguero, ressaltou a importância do debate, especialmente diante do novo cenário regulatório que está em construção no estado. “Tivemos uma excelente explanação sobre um marco importante para o setor energético de Mato Grosso do
Sul e do Brasil. Esse tipo de discussão fortalece a atuação da advocacia e do setor regulado”, afirmou. Durante a apresentação, Fabíola destacou o papel da AGEMS (Agência Estadual de Regulação) na fiscalização e no incentivo à abertura do mercado. “Esse novo modelo permite que grandes consumidores escolham seus fornecedores, promovendo mais liberdade e eficiência. A atuação da agência é essencial para garantir equilíbrio, transparência e segurança jurídica nas relações entre os agentes do mercado”, explicou. A abertura gradual do mercado livre de gás, segundo ela, estimula a competitividade, atrai novos investimentos e contribui para o desenvolvimento econômico e energético do estado.
Evento da Assomasul reúne prefeitos, vereadores e especialistas para debater caminhos mais eficientes na administração pública; reforma tributária e liderança feminina também estão na pauta
Desafios da gestão municipal entram em debate nesta segunda-feira (20) em Campo Grande, com o início do 3º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul. O evento vai até quarta-feira (22) e propõe reflexões sobre como tornar a administração pública mais eficiente, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.
Realizado no Bosque Expo, o congresso traz uma programação com nomes de peso da cena nacional, como o economista Ricardo Amorim, a especialista em tecnologia Martha Gabriel e o filósofo Clóvis de Barros Fi-
lho. O evento, promovido pela Assomasul em parceria com o Sebrae/MS e o Governo do Estado, também abre espaço para vereadores e vereadoras, destacando o papel do legislativo local na construção de políticas públicas.
Além das palestras magnas, haverá painéis sobre temas sensíveis aos municípios, como reforma tributária, inovação em saúde e protagonismo feminino na política. Uma das palestras exclusivas para parlamentares tratará sobre emendas impositivas e a importância da cooperação entre Legislativo e Executivo.
PrOGrAMAçãO COMPLEtA 20 de outubro (Segunda-feira) 14h00 – Abertura do credenciamento 15h00 – Abertura oficial 21 de outubro (terça-feira) 08h30 – Palestra Magna: Martha Gabriel (Transformação digital nos municípios) 09h30 – Guto Silva (Relação entre Estado, União e municípios) 10h30 – Romão Avila (Ministério Público e negociação com gestores) 14h00 – Governador Eduardo Riedel (Desenvolvimento e Gestão Pública) 15h00 – Cláudio Mendonça (Sebrae e parceria com municípios) 15h45 – Secretários Ramos e Nogueira (Rota da Celulose e Rota Bioceânica) 16h30 – Palestra Magna: Clóvis de Barros (Ética e propósito na gestão) 22 de outubro (Quarta-feira)
08h00 – Palestra Magna: Ricardo Amorim (Economia e municípios) 09h00 – Painel Reforma Tributária (Comsefaz, TJMS, CNM) 10h30 – David Maia (Inovação em saúde pública) 11h30 – Junior Pattini (Integração entre Legislativo e Executivo) 13h30 – Palestra Magna: Hortência Marcari (Protagonismo feminino) 14h30 – Painel Mulheres: Liderança na política pública 16h00 – Valdiosmar Vieira (Impacto do desfinanciamento na proteção social)
O presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, destaca que o encontro vai além da troca de experiências. “É uma oportunidade para fortalecer o municipalismo com conhecimento e ações práticas para melhorar
a vida da população”, afirmou. As inscrições podem ser feitas aqui [https://ms.loja.sebrae. com.br/3-congresso-dos-municipios-de-mato-grosso-do-sul -344484234?utm_source=chatgpt.com].
Executivo e Judiciário alinham estratégias por Justiça mais moderna e conectada no Estado
Congresso da Magistratura discute integração entre poderes, avanços tecnológicos e estruturação do Judiciário para acompanhar mudanças sociais
O primeiro dia do Congresso da Magistratura MS na última quarta-feira (15) abriu com debate relevante: como modernizar o Judiciário diante das exigências tecnológicas e sociais. No painel “Diálogo com a Magistratura”, o desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do TJMS, o governador Eduardo Riedel e o diretor da Escola Judicial (Ejud/ MS) Marco Nogueira Hanson discutiram o apoio às varas de primeiro grau e os caminhos para a Justiça do futuro.
Pavan ressaltou medidas já adotadas: ampliação das Turmas Recursais de 9 para 16 juízes, criação de varas de sucessões na Capital, instalação da 3ª Vara Cível em Paranaíba e, em breve, implantação da 2ª Vara
em Iguatemi. Ele sublinhou que a “virada tecnológica” exige do Judiciário respostas modernas, sustentáveis e alinhadas à transformação digital. Riedel reforçou a necessidade de sintonia entre Executivo e Judiciário: “O TJMS precisa acompanhar as mudanças da sociedade para oferecer segurança jurídica, alicerce do progresso”.
O Congresso aconteceu até sexta-feira (17) e trabalhou temas como inovação, governança, IA, reforma tributária e segurança no agronegócio. Na abertura noturna, Jaime Verruck abordou o investimento de R$ 81 bilhões em MS, o Vale da Celulose reconhecido internacionalmente e a importância da Rota Bioceânica como novo eixo logístico. Durante o evento, houve painéis sobre temas institucionais fundamentais: “Inovação e Consensualidade na Administração”, “Judicialização da Saúde Suplementar” e “Inteligência Artificial no Judiciário e Cartórios”. Conferencistas incluem autoridades como Marcello
Terto e Silva, Ulisses Rabaneda dos Santos, Ary Raghiant Neto e Maximiliano Tamer. O encerramento marcou o novo “Diálogo com a Magistratura”, conduzido pelo juiz Mário Esbalqueiro Júnior (Amamsul), reafirmando compromisso coletivo com a modernização e efetividade da Justiça em MS.
Decreto declara situação de emergência em 21 municípios de MS por conta dos incêndios
Medida autoriza ações emergenciais por 180 dias em 21 municípios afetados pelo fogo e pela fumaça
Fumaça intensa, áreas de preservação em chamas e o alerta se tornou decreto: o Governo de Mato Grosso do Sul declarou situação de emergência por causa dos incêndios florestais que afetam regiões protegidas e não protegidas do estado. A medida, publicada na última quinta-feira (16), terá validade de 180 dias e busca acelerar as ações de combate ao fogo.
Segundo análises do CEMTEC e da Defesa Civil estadual, o avanço das queimadas compromete a qualidade do ar e ameaça diretamente a população e a biodiversidade. Com isso, o governo está autorizado a mobilizar todos os órgãos estaduais para respostas rápidas, reconstrução e socorro às áreas atingidas. Também está prevista a
convocação de voluntários e campanhas de arrecadação. Em casos extremos, o decreto permite entrada forçada em residências para evacuação ou socorro, além do uso de propriedades privadas — com indenização posterior em caso de dano. Para agilizar os trabalhos, está autorizada a dispensa de licitação na compra de insumos e contratação de serviços essenciais, dentro das normas da Lei de Responsabilidade Fiscal. Os recursos federais repassados pela Secretaria Nacio-
nal de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) poderão ser usados exclusivamente nos municípios incluídos na instrução do processo, com possibilidade de novas inclusões conforme a situação evoluir. Municípios já contemplados: Alcinópolis, Anastácio, Aparecida do Taboado,
Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Campo Grande, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Jardim, Maracaju, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Porto Murtinho, Rio Verde, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas.
Foto: Divulgação
Governador Riedel e desembargador Pavan participam de painel “Diálogo com a Magistratura” na primeira manhã do congresso em Bonito
Foto: Divulgação
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Com apenas três mulheres entre 35 desembargadores, tJMS abre nova vaga destinada a juízas
Palestra na OAB/MS reúne especialistas para discutir os desafios e oportunidades do mercado livre de gás natural em MS
Evento começa nesta segunda-feira (20), em Campo Grande, e reúne gestores públicos de todo o Estado
hUDSON GArCIA
Vice-presidente do Corecon-MS
‘MS é um ponto fora da curva na economia brasileira’
Vice-presidente do Corecon-MS antecipa cenário otimista para o PIB do estado e convida a população para o XV Eneoeste, que será realizado em Campo Grande
Mato Grosso do Sul vive um momento econômico único no Brasil, com um dos menores índices de desemprego do país e avanço nas cadeias produtivas. A avaliação é do vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon -MS), Hudson Garcia, que falou sobre os diferenciais do estado. Segundo ele, a economia sul-mato-grossense é “um ponto fora da curva” e poderá apresentar crescimento de dois dígitos no PIB. Durante a entrevista, Garcia também destacou a importância do XV Encontro de Economistas da Região Oeste (Eneoeste), marcado para os dias 30 e 31 de outubro, em Campo Grande. Confira a entrevista:
A Crítica: Considerando o atual cenário econômico, qual é o verdadeiro termômetro da economia sul-matogrossense e também da brasileira?
Hudson: Primeiro é importante separar as coisas. O Mato Grosso do Sul vive um momento bastante diferenciado em relação ao restante do país. Costumo dizer que somos um ponto fora da curva, um verdadeiro outlier. Os indicadores econômicos que observamos aqui no estado não refletem, necessa-
riamente, a realidade do Brasil como um todo.
Se pensarmos, por exemplo, no índice de desemprego, o nosso é o quarto menor do país, com apenas 2,9% da população desocupada. Quando falamos em mobilidade — ou seja, na capacidade das pessoas de mudarem de vida — o Mato Grosso do Sul também lidera o ranking nacional. Isso mostra que vivemos um cenário distinto da média brasileira. É claro que ainda enfrentamos problemas estruturais, como o déficit de armazenagem que você mencionou há pouco, mas, no geral, estamos indo muito bem graças a políticas voltadas para o crescimento econômico.
Inclusive, acredito que nesta ou na próxima semana será divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) do estado, e não se surpreenda se o crescimento ultrapassar dois dígitos. Esse avanço tem sido impulsionado principalmente pela iniciativa privada, com destaque para as cadeias produtivas da celulose, mineração, grãos e proteína animal. São setores que geram grandes oportunidades — e é importante que os nossos ouvintes estejam atentos para aproveitá-las.
Já no caso do Brasil, um país de dimensões continentais, as disparida-
des regionais são muito marcantes. Há muitas diferenças sociais. Para se ter uma ideia, no Nordeste, o número de beneficiários de programas assistenciais é maior do que o de trabalhadores registrados pela CLT. Isso é um termômetro claro de que boa parte da população ainda não tem acesso ao emprego formal, o que afeta diretamente a renda e o poder de compra.
A Crítica: MS já está inserido nessa agenda? E, se ainda não estiver, o que falta para que o estado esteja de fato integrado a esse novo modelo econômico?
Hudson: Eu entendo que o Mato Grosso do Sul talvez já seja o protagonista dessa nova economia. É im-
portante que todos compreendam que, mesmo que no dia a dia a gente não fale muito sobre isso, as coisas estão acontecendo. Hoje, na própria estrutura governamental do estado, já existem secretarias específicas que tratam diretamente desses temas — como as de Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e também as voltadas aos Povos Originários, que não podemos deixar de mencionar, já que temos uma grande população indígena em Mato Grosso do Sul.
Tudo isso está sendo pensado dentro de uma política pública. Quando olhamos para os desafios do Mato Grosso e também do Mato Grosso do Sul, ainda há variáveis que precisam ser enfrentadas. Por exemplo, embora tenhamos uma parcela expressiva da população beneficiada por programas sociais, ainda existe um número significativo de pessoas que sequer estão mapeadas, que não aparecem nessas estatísticas. O Estado vem trabalhando justamente para identificar e alcançar essas pessoas, garantindo que elas não fiquem à margem das políticas públicas.
E, claro, mesmo com todo o crescimento que observamos, ainda há questões de infraestrutura que precisam ser resolvidas, principalmente nos municípios. Não é mais aceitável chegar a uma cidade e ver que o primeiro símbolo visível é o de uma empresa de crédito. Isso mostra que, apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito para levar soluções reais e sustentáveis às cidades, onde de fato as pessoas vivem.
sas que tive com especialistas, posso garantir que a tendência é de redução de carga tributária — acompanhada, porém, de um aumento significativo na fiscalização. Ou seja, não haverá mais espaço para o “jeitinho”. Além disso, a expectativa é que, nos próximos dois anos, tenhamos também a promulgação de um novo Simples Nacional, com o mesmo princípio: redução de impostos, mas com maior controle. Já não se discute mais se o modelo é bom ou ruim — a questão agora é ajustar os mecanismos para garantir clareza sobre quanto será pago e de que forma. E, ao transferir a cobrança para o consumo, surge outro desafio: precisamos atrair mais pessoas para dentro do estado. É isso que vai permitir ampliar a base tributária e aumentar a arrecadação. A meta, inclusive, é que Mato Grosso do Sul alcance a marca de 3 milhões de habitantes nos próximos anos.
A Crítica: Os influenciadores de finanças pessoais ajudam a democratizar o debate econômico no país ou acaba empobrecendo a discussão sobre economia?
Eu entendo que o Mato Grosso do Sul talvez já seja o protagonista dessa nova economia
Hudson: Hoje, vivemos uma avalanche de ‘gurus’ na internet. São pessoas que se aproveitam de gatilhos mentais para vender fórmulas mágicas de sucesso, e essas teorias acabam se espalhando como verdades absolutas. Isso cria um grande desafio para quem trabalha com informação séria e precisa desmistificar muitos desses discursos.
A Crítica: Como o senhor analisa a discussão da Reforma Tributária no País?
Hudson: Eu já acompanho o tema da reforma tributária há muitos anos, desde suas primeiras versões. E, no início deste mês, tive a honra de conversar com o ex-deputado Bernard Appy justamente sobre os próximos passos dessa proposta. O que posso adiantar, em primeira mão, é que a reforma tributária é um caminho sem volta.
A implantação do imposto sobre valor agregado — o IVA —, modelo que já é utilizado na Europa e até em países vizinhos, como o Paraguai, veio para ficar. O que ainda está em discussão são as leis complementares, que estão sendo votadas e que terão impacto direto sobre os municípios. Do ponto de vista estratégico, o que enxergamos para o Mato Grosso do Sul é uma oportunidade de adensar ainda mais as nossas cadeias produtivas — e isso significa atrair novos negócios e empreendimentos alinhados às nossas vocações econômicas. Falo aqui da celulose, da proteína animal, da mineração e dos grãos. Vamos ver cada vez mais empresas de segunda e terceira geração surgindo a partir dessas cadeias. Nesse contexto, a carga tributária deixa de ser o fator mais determinante, porque o estado já oferece matéria-prima e infraestrutura adequadas para o crescimento das indústrias. Ainda há muita especulação sobre qual será a alíquota final da nova tributação. Mas, com base nas conver-
A proposta de trazer o Eneoeste para o Mato Grosso do Sul vai justamente na contramão disso. Queremos discutir economia de forma séria, profissional e responsável, com foco em desenvolvimento sustentável. Sofremos com o bombardeio de influenciadores que prometem riqueza instantânea — “como ganhar um milhão em poucos meses” ou “sete passos para a fortuna” —, mas a verdadeira riqueza que podemos produzir é o conhecimento aliado ao tempo aplicado.
O que eu quero propor aos nossos ouvintes é uma reflexão: o quanto você está conseguindo colocar o seu conhecimento em prática para gerar impacto positivo na sua vida e na das pessoas ao seu redor? O desenvolvimento sustentável nasce disso — de qualidade de vida, de entender suas próprias necessidades e as dos outros. E isso, Carlos, nenhum influenciador pode ensinar. As temáticas do Eneoeste não serão voltadas apenas a economistas. Quero deixar isso muito claro. Você, pequeno empreendedor, venha participar. Você, jovem estudante que ainda não escolheu sua carreira, venha também. E até quem já é aposentado — sua experiência é valiosa e precisa ser compartilhada. O Eneoeste é um fórum aberto de discussão, que busca transformar debate em ação e ação em impacto. E isso só é possível com a participação de todos.
Este é o momento de se programar, especialmente quem vem do interior, para estar conosco nos dias 30 e 31 de outubro. As inscrições podem ser feitas pelo site https://coreconms.org.br/.
Depois de seis anos, Stock Car volta a Campo Grande com etapa cheia de história e muita emoção
Arquitetura, elegância e visão: HVM celebra nova era com o prédio MAYA
Com festa elegante, HVM entrega o prédio MAYA e apresenta novo lançamento que promete renovar o skyline de Campo Grande
Na noite da última ter-
ça-feira (14), a HVM Incorporadora organizou uma festa para celebrar um momento aguardado: a entrega oficial do prédio MAYA, um dos empreendimentos mais sofisticados já lançados pela empresa em Campo Grande.
A comemoração aconteceu no próprio local do edifício, na Avenida Afonso Pena, no bairro Chácara Cachoeira, e reuniu moradores, clientes, equipe da obra e convidados.
O MAYA é um prédio de alto padrão, com 24 apartamentos amplos, cada um com mais de 400 metros quadrados, distribuídos em 25 andares.
Um projeto pensado para oferecer conforto, segurança e uma vida de qualidade para famílias que valorizam espaço e exclusividade.
Durante o evento, os empreendedores da HVM compartilharam histórias dos bastidores e agradeceram aos que fizeram parte dessa jornada. Rodolfo Holsback, um dos sócios, abriu seu discurso com sinceridade:
“Para a gente, o MAYA é
muito mais do que uma obra. É o fim de um ciclo difícil e o início de uma nova fase. Construímos esse prédio no meio de uma pandemia, com todos os obstáculos possíveis: falta de materiais, dificuldade de mão de obra, chuvas fortes. Mas a gente nunca pensou em parar. Sempre acreditamos que valeria a pena.”
Rodolfo Holsback, diretor da incorporadora, reforçou a importância da equipe envolvida: “Do estagiário ao engenheiro-chefe, do mocharife ao mestre de obras, cada um teve papel fundamental. Esse prédio foi construído por gente comprometida. E tudo isso só foi possível porque os nossos clientes acreditaram na nossa proposta.”
Romolo Luiz Holsback, que também faz parte da HVM, esteve presente durante todo o evento. Sua presença foi destacada como parte importante da condução do projeto e do apoio à equipe durante toda a obra.
Ao longo da noite, os convidados puderam circular pelos espaços comuns do prédio,
conferir os acabamentos e brindar com os empreendedores. O clima era de missão cumprida.
“Desde o começo, a gente escutava que era loucura construir algo assim aqui. ‘Eles não vão conseguir entregar’, diziam. Mas nós entregamos. E não só entregamos: entregamos um projeto que vai marcar a cidade”, afirmou Rodolfo Holsback.
E a noite de comemoração também trouxe novidades. A HVM anunciou seu próximo lançamento: o Estúdio
Zerbini, um novo prédio de apartamentos compactos que será construído também no Chácara Cachoeira, com lançamento previsto para o dia 6 de novembro.
“A gente não vende só apartamento. A gente entrega valor, confiança, compromisso com o que é certo. Nosso trabalho é pensar no que é bom para quem vai morar e para quem quer investir. E vamos continuar assim, sempre com os pés no chão, mas com a cabeça sonhando alto”, finalizou Rodolfo Luiz Holsback.
Rodolfo Luiz Holsback, Rodolfo Holsback e Romolo Luiz Holsback durante a entrega oficial do empreendimento MAYA, em Campo Grande
Depois de seis anos, Stock Car volta a Campo Grande com etapa cheia de história e muita
emoção
promete um fim de semana de muita velocidade e emoção.
Prova acontece nos dias 25 e 26 de outubro e marca o retorno da principal categoria do automobilismo brasileiro à capital sul-mato-grossense
Motores roncando, velocidade no limite e nostalgia na pista. Após seis anos de ausência, a Stock Car volta a acelerar em Campo Grande, recolocando o Autódromo Internacional Orlando Moura no mapa do automobilismo nacional. A capital sul-mato-grossense recebe a etapa nos dias 25 e 26 de outubro, em um fim de semana que promete reunir fãs, adrenalina e histórias que marcaram época.
A edição especial de 2025 marca o retorno da principal categoria do país à cidade, com o apoio da Prefeitura de Campo Grande. O circuito volta ao calendário oficial após substituir a etapa cancelada no Rio Grande do Sul, uma escolha da organizadora Vicar, que reforça o papel da capital como uma das praças mais tradicionais da Stock Car.
O autódromo, com 3.443 metros de extensão e nove curvas em sentido anti-horário, é reconhecido entre os pilotos por seu traçado técnico e desafiador. A última prova realizada no local foi em 2019, quando Thiago Camilo e Rubens Barrichello dividiram as vitórias em uma rodada dupla. Experiência para estudantes - Antes da largada, a sexta-feira (24) reserva uma experiência especial para fora das pistas: dez alunos de altas habilidades da Escola Municipal Senador Rachid Saldanha visitarão os boxes da compe-
Festival
tição para conhecer de perto o funcionamento das equipes. A ação busca aproximar os estudantes do esporte e da cultura da cidade, incentivando o aprendizado prático e o contato com novas vivências. Campo Grande tem uma trajetória marcante na Stock Car. Desde a primeira corrida, em 2002, o autódromo já recebeu disputas históricas, ultrapassagens ousadas e vitórias emblemáticas. O grande destaque é Cacá Bueno, dono do título de “Rei da Pista” campo-grandense. O piloto soma três vitórias (2004, 2006 e 2018), três poles e seis pódios, sendo o recordista em todas essas categorias. Outros nomes também deixaram sua marca: David Muffato, Felipe Fraga e Thiago Camilo venceram duas vezes cada. Já Rubens Barrichello, Tarso Marques, Ricardo Maurício, Nonô Figueiredo, Luciano Burti e Marcos Gomes conquistaram ao menos uma vitória em solo sul-mato-grossense. Nos bastidores da velocidade, o público fã de estatísticas também tem motivos para celebrar. O recorde de volta mais rápida em classificação pertence a David Muffato, que em 2003 marcou 1min25s684 (média de 144,2 km/h). Já o recorde em corrida foi cravado por Mateus Greipel, em 2004, com 1min27s362 (média de 141,4 km/h).
Gastronômico valoriza os sabores do Cerrado e do Pantanal e movimenta Coxim até novembro
Primeira edição do evento reúne restaurantes e bares locais com pratos inspirados em ingredientes regionais e preços acessíveis
Coxim, a 250 km de Campo Grande, se transforma em ponto de encontro da culinária sul-mato-grossense com o 1º Festival Gastronômico Raízes e Sabores, que começou nesta semana e segue até 6 de novembro. O evento reúne restaurantes, pizzarias, hamburguerias, cafeterias e bares da cidade em um circuito gastronômico que celebra os sabores e ingredientes típicos do Cerrado e do Pantanal. Com pratos exclusivos e preços que não ultrapassam R$ 50, o público pode experimentar as criações diretamente nos estabelecimentos participantes e votar em seus favoritos por meio de QR Code. As três receitas mais bem avaliadas serão premiadas durante o encerramento do festival.
A proposta vai além da competição culinária: o objetivo é fortalecer pequenos negócios, impulsionar o turismo gastronômico e posicionar
MS Fashion Week 2025 será na Casa de Cultura de Campo Grande com entrada gratuita ao público
Evento de moda, arte e inclusão será realizado nos dias 25 e 26 de novembro em novo espaço cultural de Campo Grande
A edição 2025 do Mato Grosso do Sul Fashion Week (MSFW) traz uma novidade que une moda e patrimônio cultural: o evento será realizado na recém-inaugurada Casa de Cultura de Campo Grande, nos dias 25 e 26 de novembro, das 18h às 21h. A entrada será gratuita para o público que quiser acompanhar os desfiles.
A mudança de local marca uma nova fase do MSFW, fortalecendo seu compromisso de integrar moda, arte e inclusão em um mesmo espaço. O evento será realizado no icônico prédio Mello e Cáceres, onde hoje funciona a Casa de Cultura — um centro multifuncional dedicado à promoção da cultura sul-mato-grossense, com oficinas, apresentações, exposições e uma biblioteca voltada ao acervo local.
“O MS Fashion Week 2025 está alinhado com o propósito da Casa de Cultura: democratizar o acesso à arte e valorizar
LITERATURA
talentos locais. Será uma experiência imersiva e sofisticada, em um ambiente que respira criatividade”, afirma o diretor do evento, Flávio KyAnn Kartz.
A escolha da Casa de Cultura como novo endereço do evento não foi apenas uma decisão logística. A proposta é integrar ainda mais o universo fashion à vida cultural da capital. A iniciativa busca também valorizar a produção local e oferecer uma experiência única tanto para profissionais da moda quanto para o público, que poderá conferir os desfiles gratuitamente.
Com um cenário arquitetônico repleto de história e significado, o MSFW 2025
promete uma edição ainda mais marcante, reunindo estilistas, modelos, criadores de conteúdo e entusiastas do setor.
O Mato Grosso do Sul Fashion Week integra o calendário do Circuito Nacional Fashion Week (CNFW), plataforma que promove a moda em várias cidades brasileiras. O circuito une desfiles, palestras, negócios e experiências para impulsionar o mercado da moda no Brasil, com foco na diversidade e na valorização dos talentos regionais.
Além dos desfiles, o MSFW tem como proposta fomentar conexões entre marcas locais, novos estilistas e o mercado, abrindo espaço para networking e visibilidade.
SERVIÇO:
MATO GROSSO DO SUL FASHION WEEK 2025
Data: Dias 25 e 26 de novembro
Horário: Das 18h às 21h
Casa de Cultura de Campo Grande – Av. Afonso Pena, 2270 Ingresso: Entrada gratuita
Para acompanhar as novidades e bastidores do evento, os perfis oficiais são: @matogrossodosulfashionweek e @cnfwbrasil
Bienal Pantanal confirma nova edição para 2027 após público recorde em MS
Evento literário reuniu mais de 45 mil pessoas e volta em dois anos com programação nos 50 anos de Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul já tem data marcada para viver novamente uma maratona literária.
A segunda edição da Bienal Pantanal – Bienal do Livro de Mato Grosso do Sul está confirmada para outubro de 2027, com encerramento no Dia das Crianças (12) e no mesmo local: o Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande. A definição antecipada vem após os resultados da primeira edição, realizada entre 4 e 12 de outubro deste ano, que surpreenderam pela alta adesão: 45.912 pessoas participaram do evento, mais que o dobro da expectativa inicial, que era de 20 mil visitantes. Além do público da Capital, caravanas de cidades do interior como Dourados, Ponta Porã, Aquidauana e Miranda ajudaram a consolidar a Bienal
como um evento estadual. Sessões com autores renomados, como Itamar Vieira Júnior, Ana Maria Gonçalves e Luiz Antônio Simas, tiveram lotação máxima e longas filas para autógrafos. “Fomos surpreendidos. O público entendeu que a Bienal é para todo o Mato Grosso do Sul”, afirmou Pedro Ortale, diretor do evento. A edição de 2027 será planejada com antecedência para integrar a programação oficial dos 50 anos de Mato Grosso do
Sul, comemorados no mesmo ano. A ideia é que o projeto esteja pronto já no primeiro trimestre de 2026, segundo os organizadores. Temas como a Rota Bioceânica e a valorização da literatura regional devem ganhar destaque. Entre as ações da Bienal Pantanal que marcaram esta primeira edição, destaque para a CredLivro, vale-livro de R$ 50 distribuído a estudantes para compra de obras no evento.
estão
Coxim como referência na culinária pantaneira. O evento é promovido pelo Sebrae/MS, por meio do programa Raízes Criativas, em parceria com a Prefeitura de Coxim e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Com o tema “Insumos do Cerrado Pantaneiro”, os pratos participantes devem incluir ao menos um ingrediente regional, como frutas e sementes nativas, verduras e raízes locais, carnes tradicionais, peixes pantaneiros ou ervas típicas. Bolos da May, Casa da Tapioca, Choperia Lugui Coxim, Crepe Bom Jesus, Dio Santo – Espetaria, Gaivota Restaurante, Jeff Burguer, Joubert BBQ, Point Avenidas, Suspiros da Fazenda e Trailler dos Amigos. Mais
570 0800.
O Prêmio Tuiuiú, incentivo à produção de escritores sul-mato-grossenses. E o Concurso literário estudantil: com publicação prevista para 2026. Além disso, foi lançado o projeto “Encontros Literários: Aproximando Povos”, que prevê a tradução anual de obras de autores sul-mato-grossenses para o espanhol e, em contrapartida, de autores paraguaios para o português. Durante nove dias, a Bienal reuniu 21 editoras e livreiros, mais de 20 mil títulos e cerca de 70 toneladas de livros. Foram 129 atividades gratuitas com cerca de 100 convidados vindos de nove estados brasileiros e três países sul-americanos.
A programação também contou com a presença de instituições locais como a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), UEMS e UFMS, consolidando o protagonismo regional no evento. “A Bienal Pantanal mostrou que o livro é protagonista. Esse evento representa uma nova fase da cultura em Mato Grosso do Sul”, destacou Carlos Porto, do Instituto Ímole, organizador da iniciativa.
Foto: Rogério Medeiros
Foto: José Mario Dias
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MS Fashion Week 2025 será realizado na Casa de Cultura de Campo Grande com entrada gratuita para os desfiles.
“Fomos surpreendidos. O público entendeu que a Bienal é para todo o Mato Grosso do Sul”, afirmou Pedro Ortale, diretor do evento
informações
disponíveis no site ms.sebrae. com.br ou pelo telefone 0800
Após seis anos, a Stock Car volta a Campo Grande nos dias 25 e 26 de outubro. A etapa será disputada no Autódromo Internacional Orlando Moura e
Expedição leva atendimento médico e odontológico para as comunidades isoladas no interior do Pantanal
Com mais de mil quilômetros de trajeto, iniciativa voluntária leva cuidados de saúde a moradores que vivem longe dos centros urbanos e sem acesso regular a serviços básicos
Neste domingo (19), cerca de 50 profissionais voluntários — entre médicos, dentistas, veterinários e estudantes da área da saúde — iniciam a 14ª edição da Expedição Alma Pantaneira. A iniciativa, que parte de Cuiabá (MT) com destino a Corumbá (MS), percorrerá mais de mil quilômetros por regiões remotas do Pantanal para levar atendimento gratuito a comunidades isoladas. Organizada pelo projeto Médicos do Pantanal (MDP), a ação tem como foco oferecer assistência médica e odontológica a quem vive longe dos centros urbanos e tem pouco ou nenhum acesso aos serviços públicos de saúde. A previsão é de que cerca de 7 mil atendimentos sejam realizados durante o trajeto, que inclui as regiões do Paiaguás e da Nhecolândia, áreas de difícil acesso.
Entre os serviços prestados estão consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais e de ultrassonografia, além de atendimento veterinário para animais domésticos, parte essencial da vida no campo.
CONCURSO
Os voluntários vêm de diferentes regiões do país e são unidos pelo desejo de fazer a diferença. Para a dentista Andréa Palaoro Valensia, de São Paulo, a experiência é transformadora. “Cada missão é uma oportunidade de viver o verdadeiro sentido da nossa profissão — cuidar com amor, empatia e respeito. Ver o brilho nos olhos de quem volta a sorrir não tem preço”, afirma a profissional, que participa da expedição acompanhada do marido, membro da equipe de apoio.
Já para o acadêmico de Medicina Renan Felipe Sampaio Moreira, de Dourados (MS), esta será a primeira vez na expedição. Ele conheceu o projeto por meio de um amigo e se preparou ao longo dos anos para integrar a equipe em 2025. “Em 2024 acompanhei à distância, com aquela ansiedade de estar no time. Em junho deste ano, fui aceito e estou realizando um sonho”, conta o futuro médico. A expedição é realizada de forma independente e sem fins
lucrativos. Conta com apoio da sociedade civil, empresas parceiras e da Marinha do Brasil, que fornece veículos 4x4 e o suporte de Fuzileiros Navais para transpor os terrenos difíceis da Transpantaneira, via que cruza o coração do bioma pantaneiro. Os atendimentos são feitos em consultórios itinerantes e, para muitos moradores, representam a única chance de ver um médico ou dentista ao longo do ano. Procedimentos simples, como a extração de dentes com-
Concurso de fotografia do CAU/MS valoriza o patrimônio histórico e cultural do estado
REPRODUÇÃO
Iniciativa premia imagens autorais que retratam a arquitetura, tradições e paisagens culturais de Mato Grosso do Sul; inscrições seguem até 24 de outubro
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul (CAU/MS) está com inscrições abertas para o 1º Concurso de Fotografia de Patrimônio Histórico e Cultural do estado. A iniciativa tem como objetivo valorizar a identidade local por meio da produção de imagens autorais que retratem diferentes expressões culturais, arquitetônicas e históricas presentes em Mato Grosso do Sul. A participação é gratuita e voltada a fotógrafos amadores e profissionais, com mais de 18 anos e residentes no estado. Os interessados têm até o dia 24 de outubro para enviar seus trabalhos para o e-mail ctpatrimonio@caums. gov.br, conforme as orientações do edital. Com um total de R$ 6 mil em prêmios, o concurso busca formar um acervo visual que
represente com autenticidade o patrimônio cultural sul-mato-grossense, além de revelar talentos locais e incentivar a preservação da memória coletiva. A idealizadora do projeto, Lauzie Xavier, que coordena a Câmara Temática de Patrimônio do CAU/MS, explica que a proposta é unir arte e preservação.
“O objetivo é promover e valorizar o patrimônio local, além de selecionar fotografias para compor o banco de imagens para uso institucional do CAU/MS com imagens da nossa arquitetura e cultura”, afirma. As imagens inscritas devem abordar três aspectos centrais do patrimônio estadual: o material, que inclui edifícios históricos, sítios arqueológicos, monumentos e objetos de valor cultural; o imaterial, representado por festas populares, manifestações culturais, sabe-
res tradicionais e gastronomia típica; e a paisagem cultural, que reflete a relação entre as pessoas e o meio ambiente, revelando modos de vida, tradições e valores de diferentes grupos sociais.
A seleção das imagens será feita por um júri especializado e as três melhores fotografias serão premiadas. O primeiro lugar receberá R$ 3 mil, o segundo lugar R$ 2 mil e o terceiro lugar R$ 1 mil. O resultado será divulgado até o dia 7 de novembro no site institucional do CAU/MS. A iniciativa não apenas estimula o olhar sensível sobre o entorno urbano e rural, como também contribui para o fortalecimento da identidade regional ao reconhecer o valor simbólico e histórico de elementos muitas vezes invisibilizados no cotidiano. Com o concurso, o CAU/ MS reafirma seu compromisso com a valorização do patrimônio arquitetônico e cultural de Mato Grosso do Sul, promovendo a arte como instrumento de preservação e reconhecimento da diversidade que compõe o estado.
prometidos ou o diagnóstico de infecções, podem evitar complicações sérias de saúde. “É comum encontrar pessoas que nunca passaram por um dentista na vida. O impacto desse atendimento é enorme, tanto na saúde quanto na autoestima das pessoas”, afirma a cirurgiã-dentista Elisclay Silva, de Rio Verde de Mato Grosso (MS), que participa da ação pela sétima vez.
O Instituto Alma Pantaneira, braço institucional do
FILANTROPIA
projeto, reforça que o cuidado com os moradores locais vai além da saúde — trata-se de garantir dignidade a quem mantém vivo o ecossistema pantaneiro, fundamental para a produção agropecuária e para o equilíbrio ambiental do Brasil.
“O Pantanal é responsável pela maior produção de bezerros do estado, e isso só é possível graças a quem vive ali. Nosso compromisso é garantir que essas pessoas tenham acesso à saúde e possam viver com
qualidade”, ressalta o médico Waldir Albaneze, um dos fundadores da expedição.
A Expedição Alma Pantaneira reforça, mais uma vez, que mesmo diante de desafios logísticos e estruturais, é possível fazer a diferença por meio da união, do voluntariado e da empatia. A edição de 2025 promete não apenas levar saúde, mas também renovar a esperança de centenas de famílias que vivem nas margens esquecidas do Brasil.
Campanha arrecada lenços e acessórios para pacientes com câncer na Capital e Dourados
REPRODUÇÃO
Lenço Solidário arrecada acessórios que ajudam na autoestima de pacientes em
oncológico Iniciativa do Grupo Pereira mobiliza dez lojas das redes Comper e Fort Atacadista durante o mês de outubro
Durante todo o mês de outubro, moradores de Campo Grande e Dourados podem contribuir com a autoestima de pacientes em tratamento contra o câncer, doando lenços, toucas, chapéus, bonés e turbantes. A ação integra a Campanha
Lenço Solidário, promovida pelo Grupo Pereira, que administra as redes Comper e Fort Atacadista. A campanha conta com dez pontos de arrecadação: sete lojas do Comper e três unidades do Fort Atacadista, que recebem as doações até o dia 31 de outubro. A mobilização teve início no dia 4 de outubro, no Comper Itanhangá, em Campo Grande, e os itens arrecadados serão encaminhados às instituições beneficentes no encerramento da campanha. Em Campo Grande, participam as unidades Comper Itanhangá, Jardim dos Estados, Ypê Center, Tamandaré, Brilhante, Spipe Calarge, além do Fort Atacadista Três Barras, Norte Sul Plaza e Tiradentes. Já em Dourados, o ponto de coleta está localizado na loja do Comper, e as doações recebidas serão destinadas ao Hospital de Amor. Nas demais localidades, os materiais arrecadados serão entregues à Associação Lenços de Luz, à Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) e à ABRAPEC (Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer).
Criada em 2014, a Campanha Lenço Solidário surgiu a partir da história de Rosa Mavignier, que ao iniciar o tratamento contra o câncer, passou a receber lenços de apoio vindos de várias partes do Brasil. O gesto se multiplicou e, desde então, mobiliza voluntários em diferentes cidades do país.
“A doação de um lenço pode parecer simples, mas tem um valor imenso para quem está enfrentando o tratamento. Representa carinho, empatia e apoio emocional”, afirma Fernanda Bardauil, gerente de relacionamento do Grupo Pereira. Ana Paula Mavignier,
Campanha
tratamento
filha de Rosa, agradeceu à rede por manter viva a memória da mãe: “Esse gesto tem um impacto que vai muito além da estética. É um abraço em forma de tecido.”
Campanha arrecada lenços e acessórios para pacientes com câncer em Campo Grande e Dourados
CAU/MS lança concurso fotográfico com prêmios de até R$ 3 mil para valorizar o patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul.
Expedição leva saúde e esperança a comunidades isoladas do Pantanal com mais de 7 mil atendimentos previstos.
CADERNO LIGHT
ELÉTRICOS
A montadora BYD começou a fabricar carros elétricos no Brasil e lançou uma versão mais barata do Dolphin Mini. O modelo GL agora custa menos de R$ 99 mil para pessoas com deficiência e R$ 98 mil para taxistas, com isenção de impostos. O carro é 100% elétrico, tem motor de 75 cavalos, autonomia de até 250 quilômetros, e é feito na nova fábrica da marca, em Camaçari, na Bahia.O Dolphin Mini já é o elétrico mais vendido do país, com mais de 44 mil unidades.
Ford Territory 2026 avaliado: veja o que mudou e se vale o investimento
SUV médio mantém preço e ganha visual, tecnologia e ajustes; entenda pontos fortes e desafios
De quando você conhece esse carro até hoje, muita coisa evoluiu. O Ford Territory 2026 chegou como uma atualização importante de meio de ciclo para o SUV médio da Ford no Brasil. Lançado originalmente em 2020, o Territory assumiu um papel central nas vendas da marca — em 2024, foi o veículo da Ford que mais cresceu em participação. Hoje, ele é o segundo modelo mais vendido da marca, atrás apenas da picape Ranger.
Para 2026, a Ford decidiu manter o preço da versão topo (R$ 215.000), mesmo com melhorias visuais, de tecnologia e detalhes internos. A nova versão traz frente renovada com faróis em LED e assinatura em “L”, grade redesenhada que conecta com os faróis, e para- choques dianteiros com novo desenho. O comprimento aumentou em cerca de 55 mm, passando a medir 4,685 metros. As lanternas traseiras mantêm o formato, mas com acabamento mais limpo — o para- choque traseiro agora é pintado na cor do carro, sem contraste preto.
Dentro do veículo, o layout segue semelhante, mas com refinamentos. As telas digitais (cluster e central) receberam novos grafismos e mais fluidez no software. Os materiais internos são mais confortáveis, com revestimentos macios em áreas de toque e menos plásticos rígidos visíveis. Há um tom marrom chamado “Manuka” contrastando com o preto dominó dos estofados e painéis para dar um ar mais sofisticado. Também foram redimensionados os encostos de cabeça dianteiros para melhorar ergonomia.
O Ford Territory 2026 mostra que, em um segmento disputado, manter relevância exige ajustes constantes. Para quem já gostava do modelo anterior, o 2026 oferece um conjunto melhorado. Para quem compara com os rivais, o desafio continua: ele precisa justificar o preço com mais equipamento, tecnologia e presença visual, mesmo sem mudanças drásticas na mecânica.
Não há grandes mudanças nas dimensões além do aumento no comprimento, e o porta-malas mantém capacidade de 448 litros. O foco da atualização não foi revolucionar, mas refinar o que já era bom — deixar com visual mais atual, interface mais atraente, tecnologia competitiva — tudo isso sem aumentar o preço.
e
No quesito mecânico, o Territory 2026 manteve o motor 1,5 EcoBoost associado ao câmbio de 7 marchas (dupla embreagem). Não houve mudança nos números de potência ou torque. Isso significa que desempenho e consumo seguem alinhados com a versão anterior. Mas a Ford aprimorou os sistemas de assistência de direção: agora o modelo conta com assistente de permanência e centralização de faixa, além da calibragem aprimorada das câmeras 360° e do controle de cruzeiro adaptativo.
Em segurança, a evolução também foi visível. Ele agora incorpora um pacote mais completo do Ford Co -Pilot 360, com recursos como centralização automática em faixa, já ausente na versão anterior. Há melhorias também no adaptativo de cruzeiro, alerta de colisão, sensores, câmeras e assistentes de condução mais precisos.
FOTOS: REPRODUÇÃO
O SUV também ganhou mais recursos de conveniência: portas USB‑C adicionais, carregador sem fio de série, som com efeito 3D, interface de central atualizada, novos menus em português
gráficos mais modernos. A conectividade se fortaleceu com integração sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, premissa esperada nos carros modernos.