passear, consumir de produtores locais e curtir música. A feira valoriza a economia criativa e a cultura regional. Entrada gratuita, perfeita para
meçar o domingo de forma
Data: 05/04 / Horas: 9h às 15h / Onde: Praça do Coophafé
Festival do Peixe & Festival Cristão
Evento que combina gastronomia à base de peixes com atrações religiosas e musicais. Reúne público variado em um ambiente tradicional da cidade com Programação noturna
MS
Volta do Morenão vira plano do governo para recolocar futebol de MS em campo
Estado assume gestão do estádio, prevê obras emergenciais e trata reabertura da praça esportiva como passo central para reerguer o futebol sul-mato-grossense
A reabertura do Morenão passou a ocupar o centro do projeto do governo estadual para o futebol de Mato Grosso do Sul. Em evento realizado nesta terça-feira, o governador
Eduardo Riedel apresentou um plano de modernização do esporte e colocou a recuperação do estádio como prioridade imediata. A proposta é devolver o principal palco do
futebol sul-mato-grossense ao calendário esportivo a partir de 2027, após intervenções emergenciais para garantir segurança e condições mínimas de funcionamento.
Para isso, Estado e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul assinaram o termo que permite a cessão do estádio ao governo. Com a medida, serão liberados R$ 16,7 milhões até 2028 para obras como recu-
reduz imposto do diesel
peração de escadas e rampas, revisão das instalações elétricas e adequações às normas de prevenção contra incêndio e pânico. A ideia é iniciar ainda neste ano os serviços mais urgentes, preparando o Morenão para voltar a receber partidas e eventos. Mais do que uma obra de infraestrutura, o governo tenta transformar a retomada do estádio em símbolo de uma
nova fase para o futebol local. Fechado e sem protagonismo há anos, o Morenão carrega peso histórico para torcedores e para a memória esportiva do Estado. A proposta oficial é recolocar esse patrimônio em uso e, ao mesmo tempo, criar condições para um projeto mais amplo, que inclui formação de atletas, apoio aos clubes e melhoria na gestão esportiva.
e aposta em fiscalização para conter alta nas bombas
VEJA NA PÁGINA 6•A
Assembleia Legislativa reajusta benefícios e eleva vale-alimentação para R$ 1.250
Governo amplia Minha Casa, Minha Vida com nova revisão de renda
Alta do diesel pressiona e gás de cozinha deve ficar mais caro em MS
PCD: Lei amplia meia-entrada e facilita presença de acompanhantes
Insted é credenciado pelo MEC e passa a ser centro universitário em Campo Grande
Janela Partidária; surpresas e duvidas nas filiações
EXPECTATIVA: A velha dúvida que já se desenha: “quais deputados estaduais não terão êxito na tentativa da reeleição? ” Não há como tirar a lista do bolso do colete. Trata-se de eleição casada com o pleito nacional - o que pode influenciar de forma positiva ou não. O alcance e efeitos dos ‘ventos’ do Planalto são imprevisíveis.
RETROVISOR: Apenas para ilustrar: no pleito de 2022 para deputado estadual, houve renovação de 29,17%. Deixaram aquela casa: Eduardo Rocha, Marçal Filho, capitão Contar, Felipe Orro, Evander Vendramini, Herculano Borges, Barbosinha e Paulo Duarte. Uns derrotados, outros se lançaram a diversos projetos políticos.
ATENÇÃO: Não basta que o parlamentar seja atuante ao longo do mandato. Isso até ajuda, mas não é determinante. Será que ele está no partido certo? Como estão suas relações com seus eleitores e com a administração estadual? Tem atendido ao menos parte de seus reclamos? Têm mantido contato com suas bases eleitorais?
FATOR NOVO: Em todas eleições há surpresas com o desempenho de candidatos vistos no início da campanha como ‘patinhos feios’. Aposto que o leitor já identificou alguns deles nos últimos pleitos. Agora, as federações partidárias poderão prejudicar nomes de grifes e até beneficiando outros de menor porte, às vezes estreantes.
EXEMPLO: Em 2022, vários candidatos se elegeram com menos votos daqueles obtidos por concorrentes de outras siglas. Casos de Rinaldo, Pedrossian Neto, Lia Nogueira e Hashioka. Eoram beneficiados pelo sistema da proporção, regras do quociente eleitoral e distribuição de sobras. Candidatos não são eleitos apenas pela votação individual, mas também pelo desempenho do partido ou federação.
PREOCUPA: Em algumas pesquisas temos notado um número expressivo de eleitores pesquisados que se negam a opinar. Pergunto: seria meio caminho andado para deixar de votar no futuro? Lembra aquele cidadão – casado várias vezes sem sucesso – e que não admite repetir a experiência do matrimônio. Trata-se do ressabiado convicto.
PLACAR 2022: Como subsídio ao exercício da previsão, veja a votação dos deputados eleitos: Mara 49.512 – P. Correa 49.184 – Zeca 7.193 – Lídio 32.412 – Caravina 31.952 – Cel Davi 31.480 – Kemp 27.969 – Lucas 26.575 – Mochi 26.108 – Catan 25.914 – G. Claro 25.839 – Londres 25.691- A. Vaz 19.395 – R. Tavares 18.224 – R. Câmara 17,756 – Amarildo 17.249 – Neno 17,023 – Marcio 16.111 – Pedrossian 15.994 –Lia 15.155 – Hashioka 13.662 – Rinaldo 12.800.
QUESTÕES: Candidato não pode se fiar cegamente nos votos que obteve na sua última eleição, como se tratasse de um patrimônio sólido, imune as ‘intempéries’ do tempo. Se cada eleição tem roteiro próprio e personagens diferentes, é preciso saber qual a leitura que o eleitorado – hoje em constante movimento – faz do candidato.
NADA MAIS? Pelo andar da carruagem, o MDB, que deu as cartas por muitos anos, até agora reduzido as candidaturas viáveis de Puccinelli e Junior Mochi. A própria postura do exgovernador talvez tenha ajudado a espantar outros nomes com relativo potencial de ajudar o partido. O MDB prova: partido que não se renova acaba na UTI.
SURPRESAS-1: Elas não faltaram nesta reta final da janela partidária. Cada político fazendo as contas das possibilidades levando em conta a concorrência interna do partido e da federação. Tudo terá sido possível. Ainda é difícil apontar quem acertou ou acertou. Mas o festival de filiações movimentou os bastidores dos partidos. Isso é bom.
SURPRESAS-2: Pretendente à Câmara, Hashioka deixou o União Brasil e ingressou no Republicanos, a exemplo de Jaime Verruck. Resende recorreu à direção nacional do União Brasil para se filiar. Carlos Bernardo e Rose acolhidos nesta sigla; Dagoberto se filiou ao PP. A Federação União Progressista terá os vereadores Isa Marcondes, de Dourados, Neto Santos, da capital, Beto Pereira, Alan Guedes e Luiz Ovando. Time pesado.
SURPRESAS-3: Vice-governador Barbosinha deixando o PSD rumo ao Republicanos. O mesmo caminho escolhido por Renato Câmara, Pedrossian Neto e Beto Pereira. O objetivo é eleger 4 estaduais e 2 federais. Antes a sigla tinha apenas Antonio Vaz, agora é vista como sigla de futuro. Aliás, chegaram a vetar o ingresso de Geraldo Resende. Jerson Domingos e Rose – caras novas no União Brasil. Eduardo Rocha – indefinido.
VOLTA POR CIMA: Antes tido em baixa, o PSDB saiu revigorado apesar das perdas de Dagoberto, Resende e Beto. A sigla ganhou Bia Cavassa (vice prefeita de Corumbá), deputado Paulo Duarte, vereador Juari (capital) e Viviane Luiza (Secretária Estadual da Cidadania), Notei um ambiente de oti- mismo no evento de filiação no ninho tucano. É esperar para conferir.
AZAMBUJA: Nos eventos de filiações em que participou, o ex-governador impressionou pela força dos discursos com argumentos convincentes. Ao seu estilo experiente, mostrou estar bem à vontade no papel de líder do partido Liberal, com críticas a política do Governo Federal. Impressiona sua legião de companheiros interioranos.
Quando o coração volta a arder
Poucos textos bíblicos traduzem tão bem a experiência humana quanto o relato dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35). Ali se narra a tristeza de dois discípulos, até então desconhecidos, que partem de Jerusalém com seus corações abatidos após a paixão e morte de Jesus. No caminho, Jesus se aproxima deles e explica-lhes a realidade, fazendo seus corações arderem com suas palavras. Por fim, aceita entrar na casa deles para que o reconhecessem ao partir o pão. Não se pode julgar esses discípulos, porque todos nós, em algum momento da vida, já tivemos de lidar com expectativas não correspondidas que nos levam a pensar se vale a pena seguir adiante, se já não chegou ao fim aquela estrada, especialmente, quando nos sentimos incapazes de enfrentar a realidade. O pensamento de retornar a Emaús é fruto da busca de refúgio, de silêncio, do cansaço ou mesmo do ceticismo, quando o sol das nossas esperanças parece ter se posto definitivamente. A tristeza, a desilusão e a decepção geravam naqueles homens um rosto abatido. Eram pessoas boas, mas transpassadas pelo peso da realidade e por sentimentos que os impediam de enxergar além da dor. Eles não são “incrédulos”, são apenas pessoas cansadas pelas exigências da vida que lhes exigem mais do que podiam dar naquele momento. Mas aqui está um dos detalhes mais bonitos da Páscoa que, às vezes, deixamos passar: Jesus já estava lá também. Antes de qualquer oração bonita ou reconhecimento teológico, Jesus se aproxima. Ele não espera que os discípulos recuperem a fé para aparecer. Ele entra na conversa enquanto eles ainda estão reclamando, duvidando e sofrendo. É bonito perceber que eles não sabiam, mas Jesus caminhava com eles. Muitas vezes, achamos que Deus só está conosco quando tudo brilha, quando tudo funciona. Mas a verdade das Escrituras é mais concreta: Jesus é o companheiro de estrada que caminha conosco. Ele ouve o nosso desabafo, respeita o nosso passo lento e não nos atropela com respostas prontas. Ele está ali, incógnito, dividindo a poeira do caminho.
a tristeza deles com um prodígio retumbante. Ele se aproxima como um estrangeiro, isto é, faz-se distante para tornar-se próximo. Jesus respeita o passo lento de quem está ferido. Ele não exige alegria imediata, ao contrário, pede apenas o relato da dor: “O que vocês vêm conversando pelo caminho?” Assim como no relato da criação, em Gênesis 1 ou no belo texto de Ezequiel 37,1-14, suas palavras foram organizando o caos que havia naqueles corações, revitalizando os ossos ressequidos pelos desafios e pelas dores da vida, aquecendo o coração daqueles discípulos e lhes dando novo ânimo. Mostrando que nada havia saído do controle de Deus.
No meio daquela conversa desanimada, o “Estrangeiro” começou a falar. Escutava-os, orientava-os e conduzia seus corações. Assim, a viagem ficou mais leve e o caminho que os levaria à desistência, tornou-se um caminho de ressurreição. Ele foi ligando os pontos para demonstrar que aquilo que parecia um fim de linha era, na verdade, parte de um plano muito maior. O interessante na pedagogia de Jesus é que Ele não interrompe
AA passagem continua lembrando que Jesus fez menção de ir adiante. Ele é educado e não invade a nossa vida; espera o nosso convite. Quando aqueles homens dizem: “Fica conosco, pois a noite cai”, eles estão abrindo a porta para que a presença, que já era real, se tornasse visível. Aquele que eles julgavam estar morto era o único que estava realmente vivo, sustentando os passos deles durante todo o trajeto. A grande mensagem da Páscoa para nós é que o Ressuscitado não é alguém que está apenas no final da linha. Ele é quem nos trouxe até aqui. Mesmo quando não percebemos sua presença, Ele sempre esteve nos acontecimentos da nossa vida. Dor, tristeza e coração frio não são barreiras para sua presença. É justamente isto que parece atraí-lo para perto de nós. Ele está sempre soprando as brasas em nossa alma. A Páscoa não é apenas sobre um túmulo vazio em um lugar distante. É a certeza de que não existe estrada solitária para quem se deixa encontrar por esse “Estrangeiro” que, no fundo, já é o dono da nossa casa. Celebrar a Páscoa é ter a coragem de refazer o caminho. É transformar a desolação em missão. Não somos chamados a viver em Emaús, mas a retornar para a Jerusalém das nossas cidades, das nossas famílias, dos nossos compromissos e dos nossos desafios, às vezes, lugares onde morte e dor ainda nos assustam, anunciando que a Vida venceu. Cristo não nos livra das estradas longas, mas garante que nenhuma delas será percorrida na solidão.
Que nesta Páscoa o nosso coração também volte a arder ao ouvir sua voz e que, olhando para nossa própria história, consigamos perceber que Ele sempre esteve no meio de nós.
(*) Padre Antônio Xavier é missionário da comunidade Canção Nova.
A guerra não fica onde começa
guerra não começa quando o primeiro tiro é disparado e não termina quando o último cessa.
A guerra, vista de longe, do conforto do sofá, costuma parecer organizada. Há mapas, briefings, palavras que soam técnicas o suficiente para sugerir algum grau de controle.
Fala-se em operações limitadas, em respostas proporcionais, em objetivos claros, precisos. A impressão é de que alguém, em algum lugar, sabe exatamente o que está fazendo. De perto, essa impressão não se sustenta por muito tempo.
Estive no norte do Iraque entre 2016 e 2017, acompanhando a ofensiva contra o Estado Islâmico. Havia uma linha de frente, como sempre há. Ela podia ser traçada, discutida, atualizada. Era o tipo de coisa que aparece bem em relatórios. Mas a guerra não estava ali. Ou melhor, não estava apenas ali. Lembro-me de entrar em casas recém-abandonadas, em cidades que haviam acabado de ser retomadas. As portas abertas, como se ninguém tivesse tido tempo de fechá-las. Sobre as mesas, pratos ainda dispostos, a coreografia interrompida de uma refeição comum. Em alguns quartos, roupas dobradas com cuidado. Em outros, brinquedos espalhados, como se alguém fosse voltar para buscá-los. E havia os sinais de combate, inevitáveis. Paredes marcadas, perfuradas, superfícies quebradas, o tipo de dano que não deixa dúvidas sobre o que aconteceu. Mas não era isso que mais chamava atenção. Era a convivência entre esses sinais e o que permanecia. A tentativa quase teimosa da vida de continuar ali, mesmo depois de já não ser possível. Essas casas não eram exceção. Eram padrão. Repetiam-se de cidade em cidade, com pequenas variações, como se a guerra tivesse desenvolvido um método próprio de interromper as coisas. Com o tempo, fica claro que a guerra não apaga o que existia antes dela. Ela se deposita sobre o que já estava ali. Camadas sucessivas de conflito, perda e adaptação. Uma casa abandonada não é apenas o resultado de um combate recente. Ela carrega histórias anteriores, outras rupturas, outros deslocamentos. A guerra atual se soma às anteriores, e dificilmente será a última. É assim que ela persiste. Não apenas nos escombros, mas na memória. No modo como as pessoas passam a ver o mundo, a desconfiar do futuro, a ajustar suas expectativas ao que é possível sobreviver, não ao que seria desejável viver. Crianças crescem nesse ambiente e aprendem cedo o que evitar, em quem não confiar, como reconhecer sinais de perigo. Mais tarde, carregam isso consigo, mesmo quando o cenário muda. A guerra, nesse sentido, não termina. Ela se transfere. Passa de
uma geração para outra, menos como lembrança do que como disposição. Como forma de interpretar o outro, de reagir ao desconhecido, de antecipar ameaças. Ressentimentos encontram abrigo, narrativas se consolidam, versões do passado tornam-se verdades inquestionáveis. E, a partir daí, novos conflitos encontram terreno fértil.
Ainda assim, insistimos em descrevê-la como algo que pode ser contido. Talvez porque seja mais fácil acreditar que existem limites. Talvez porque seja necessário para justificar decisões que, de outra forma, pareceriam imprudentes. Ou talvez porque reconhecer a natureza real da guerra exigiria admitir que seus efeitos não podem ser previstos, nem controlados, nem encerrados de forma clara.
O problema é que a guerra não se organiza segundo essas expectativas. Ela começa com objetivos e rapidamente passa a ignorá-los. Absorve o que encontra pelo caminho, incorpora tensões anteriores, produz outras novas. O que era para ser uma intervenção torna-se um estado prolongado de instabilidade. E, quando finalmente se declara que acabou, descobre-se que ela apenas mudou de forma. Anos depois dos combates mais intensos, a guerra ainda estava presente nas regiões por onde passei. Não como lembrança, mas como rotina. Em cidades que funcionavam pela metade. Em famílias que haviam aprendido a viver com ausências. Em jovens que nunca tinham experimentado algo que pudesse ser chamado de normalidade.
A guerra, nesse ponto, já não era um acontecimento. Era o contexto. Talvez o erro esteja em tratá-la como instrumento. A ideia de que ela pode ser usada, direcionada, encerrada. Instrumentos pressupõem controle. A guerra não oferece isso. Uma vez iniciada, ela segue adiante, indiferente às intenções que a colocaram em movimento. A linha de frente, tão frequentemente apresentada como o centro do conflito, é apenas a parte mais visível. E, de certa forma, a mais simples de compreender. O que realmente define a guerra acontece fora dela. Nos lugares onde não há câmeras. Nas decisões que não são registradas. Nas vidas que não retomam o curso anterior. E, sobretudo, no que permanece depois. Porque é ali, nesse acúmulo quase invisível de perdas, memórias e adaptações, que a próxima guerra começa.
(*) Marcio Pimenta é explorador da National Geographic. Doutor em Relações Internacionais e membro do The Explorers Club, esteve no Iraque entre 2016 e 2017, onde documentou a guerra contra o ISIS e o renascimento das mulheres yazidis, grupo étnico do norte do país.
Padre Antônio Xavier (*)
Marcio Pimenta (*)
Brasil afasta risco de falta de diesel, mas crise no Oriente Médio acende alerta
País tem estoque e importações para manter o abastecimento no curto prazo, embora já haja relatos de escassez pontual em algumas regiões Foto: Divulgação
O Brasil não deve enfrentar falta generalizada de diesel no curto prazo, mesmo com a redução da oferta internacional provocada pela guerra no Irã e pelo agravamento da crise no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, aumentou a preocupação no mercado, mas especialistas dizem que o País ainda tem condições de atravessar este momento sem grandes impactos imediatos.
Hoje, o Brasil produz petróleo suficiente, mas ainda depende da importação de parte do diesel consumido, já que a capacidade de refino não atende toda a demanda interna. Em média, entre 25% e 30% do diesel usado no País vem de fora. No ano passado, a maior parte dessas compras foi feita da Rússia, dos Estados Unidos e da Índia, o que ajuda a explicar a preocupação com os efeitos da crise internacional sobre o abastecimento.
Representantes do setor afirmam que não há, por enquanto, um cenário de desabastecimento nacional. A avaliação é de que abril deve transcorrer sem problemas mais amplos, embora possam ocorrer faltas localizadas. Como o Brasil é um país de dimensões continentais, a distribuição nem sempre ocorre de forma uniforme: algumas regiões podem ter estoque mais folgado, enquanto outras enfrentam maior dificuldade de reposição.
Esses sinais já começaram a aparecer. Produtores rurais relataram dificuldade para encontrar diesel em meio à colheita, especialmente no Rio Grande do Sul, onde municípios chegaram a decretar emergência. Segundo especialistas, essa escassez pontual pode estar ligada ao aumento da demanda em plena safra, à pressão sobre os preços e ao movimento de reforço de estoques diante da incerteza no mercado internacional.
Governo Lula tenta acelerar debate sobre o fim da escala 6x1
Planalto quer enviar ao Congresso um projeto com urgência para reduzir a jornada de trabalho e destravar uma discussão que avança lentamente na Câmara
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encaminhar ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para tratar do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A intenção é acelerar a análise do tema, que hoje tramita principalmente por meio de uma proposta mais lenta, em discussão na Câmara dos Deputados. Atualmente, o principal texto sobre o assunto é uma Proposta de Emenda à Constituição apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Em fevereiro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviou a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça. Como uma PEC exige mais etapas de análise, aliados do governo avaliam que a tramitação pode se arrastar por mais tempo do que o Planalto gostaria.
A escala 6x1 prevê seis dias de trabalho para um de descanso. O movimento pelo fim desse modelo ganhou força com manifestações de trabalhadores e passou a ocupar espaço no debate político em Brasília. Enquanto uma das propostas em discussão prevê jornada semanal de até 36 horas, o projeto que o governo pretende apresentar deve fixar o limite em 40 horas por semana. Ao optar por um projeto de
lei com urgência constitucional, o governo tenta obrigar Câmara e Senado a analisar a matéria em até 45 dias, sob risco de travar a pauta de votações. Outro ponto considerado importante pelo Planalto é que, nesse caso, o presidente poderá sancionar ou vetar trechos do texto aprovado, o que não acontece com uma PEC, promulgada diretamente pelo Congresso. Mesmo com a decisão prati-
camente tomada, auxiliares de Lula defendem uma conversa prévia com Hugo Motta para evitar desgaste político. Isso porque o presidente da Câmara já afirmou publicamente que pretende votar a PEC em maio. O tema também enfrenta resistência de parte do setor empresarial e de parlamentares contrários à mudança, o que indica que a discussão ainda deve seguir intensa nas próximas semanas.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encaminhar ao Congresso um projeto de lei com urgência.
Relatos de falta de diesel em áreas de produção rural acenderam o alerta, embora o setor descarte, por ora, risco de desabastecimento no País.
Soraya Thronicke vê ameaça de ‘golpe via Parlamento’ e pede reação democrática
Senadora diz que o país precisa proteger a democracia, fala em ameaça legislativa e defende a formação de uma frente democrática para conter retrocessos
Foto: Divulgação
A senadora Soraya Thronicke (Podemos) fez duras críticas a setores da direita e afirmou ver risco de um “golpe via parlamento” no Brasil. A declaração foi dada na manhã da última segunda-feira (30) no Giro Estadual de Notícias, quando a parlamentar defendeu a construção de uma frente democrática para proteger as instituições, preservar a segurança jurídica e evitar retrocessos no país. Ao comentar o cenário político nacional e as articulações para 2026, Soraya afirmou que o momento exige atenção redobrada com o funcionamento da democracia brasileira. Para ela, o risco não está apenas nas disputas eleitorais tradicionais, mas também na composição do Congresso e na forma como o Parlamento pode ser usado politicamente. “Nós estamos sofrendo ameaça de um golpe parlamentar. No ano que vem. Um golpe via parlamento”, declarou.
A senadora associou essa preocupação à necessidade de formar uma frente democrática mais ampla, reunindo partidos, lideranças e setores que tenham compromisso com a estabilidade institucional. “O interesse nosso é trabalhar dentro de uma frente democrática. Uma frente democrática está sendo construída. Esse movimento seria necessário para barrar danos maiores ao país e impedir que a política seja dominada por discursos de ruptura”, revela. Durante a resposta, Soraya deixou claro que sua crítica se dirige a uma direita que, segun-
PSDB tenta se reorganizar em Mato Grosso do Sul após saídas e novas filiações
Reunião em Campo Grande discutiu os rumos do partido para 2026, enquanto a legenda busca recompor forças depois da perda de nomes importantes
do ela, aposta em radicalização e tensionamento permanente. “Parte desse campo político prefere alimentar conflitos e medo, em vez de colaborar com um ambiente de segurança institucional e previsibilidade para a população”, aponta. Ao mencionar figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Soraya classificou como grave a atuação de aliados e familiares em episódios recentes envolvendo articulações fora do país. “Esse tipo de comportamento mostra que há grupos preocupados com interesses próprios, e não com o funcionamento normal das instituições brasileiras. Isso merece uma alerta político e a forma como o que esses parlamentares estão lidando com tudo isso”, disse. Soraya afirmou que o País não pode viver apagando crises provocadas por agentes que, na sua avaliação, agem com irresponsabilidade. “Nós não temos condição disso. A gente não pode ficar o dia inteiro, plantado para limpar a fralda de criança fazendo coisa errada”, afirma. “O verdadeiro conservadorismo, pessoal, é o conservadorismo institucional. Ou seja, a manutenção da nossa democracia, a segurança jurídica”, afirmou. Ao falar sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que existe confiança e diálogo, ainda que haja divergências em alguns pontos. “O presidente Lula confia em mim. Quando eu concordo, concordo. Quando eu discordo, a gente consegue dialogar”, declarou.
União Brasil usa novas filiações para marcar posição de olho em 2026
Evento em Campo Grande expõe estratégia da sigla para ganhar peso político no Estado, mesmo dentro da federação formada com o PP
O União Brasil aproveitou o ato de filiações realizado em Campo Grande para mandar um recado claro ao meio político: quer chegar mais forte à eleição de 2026. Embora esteja federado com o PP e tenha de atuar em conjunto com o aliado, o partido trabalha para aumentar sua presença própria e entrar na disputa com mais influência na montagem das chapas e no tamanho das bancadas.
A movimentação foi conduzida por Rose Modesto, que comanda a legenda em Mato Grosso do Sul. Ao reunir novos filiados de diferentes áreas, como política, educação e setor produtivo, o partido buscou mostrar capilaridade e ampliar seu campo de atuação. Entre os nomes que passaram a integrar ou reforçar o grupo estão o deputado Professor Rinaldo, o exconselheiro Jerson Domingos, o ex-secretário Felipe Matos, o empresário Carlos Bernardo e o médico Carlos Coimbra.
Nos bastidores, a leitura é de que a federação com o Progressistas não elimina a disputa por espaço. Ao contrário: obriga os partidos a caminharem juntos, mas também estimula cada um a fortalecer seus quadros para
ter mais peso nas decisões. Por isso, o União Brasil tenta montar uma chapa competitiva para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, sem abrir mão de protagonismo dentro desse bloco político. O evento também serviu para reafirmar a sintonia com o governador Eduardo Riedel, nome que deve ser sustentado pelo grupo na próxima disputa estadual. Nesse mesmo desenho, lideranças presentes citaram ainda a construção de candidaturas ao Senado e o esforço para consolidar uma base sólida para o ciclo eleitoral que se aproxima. A ideia é transformar a aliança em força eleitoral, mas sem diluir a identidade de cada partido. Rose Modesto, por sua vez, tratou de encerrar rumores sobre uma possível vaga de vice e reafirmou que seu projeto está voltado à Câmara Federal. A definição, segundo ela, faz parte de uma estratégia mais ampla do partido para crescer em Brasília e também no cenário local. Com as novas adesões e o discurso de fortalecimento, o União Brasil começa a desenhar o papel que pretende desempenhar em Mato Grosso do Sul nos próximos anos.
O PSDB de Mato Grosso do Sul iniciou um movimento de reorganização depois da saída de deputados federais e estaduais nos últimos dias. Em Campo Grande, vereadores do partido se reuniram com o vice-presidente estadual da sigla, deputado Caravina, para avaliar o cenário após a janela partidária e discutir os próximos passos de olho nas eleições de 2026. A legenda perdeu nomes de peso no Estado. Os deputados federais Beto Pereira e Dagoberto Nogueira deixaram o partido, assim como deve ocorrer com Geraldo Resende. Na Assembleia Legislativa, a bancada também encolheu com a saída de Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira. Mesmo assim, o PSDB ainda mantém três deputados estaduais, cinco vereadores na Capital e o comando de 20 prefeituras em
e eleva
Mato Grosso do Sul.
Durante a reunião, que contou com participação remota do presidente nacional do partido, Aécio Neves, ficou definida a intenção de montar uma chapa para deputado federal. A estratégia é tentar manter presença competitiva no Estado, mesmo após a redução da bancada e a
Atualização também alcança auxíliosaúde e transporte e será aplicada a servidores da ativa e aposentados
Os servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul vão receber, a partir de maio, valores maiores nos benefícios pagos pela Casa. A mudança, já oficializada em publicação no Diário Oficial do Legislativo, eleva o vale-alimentação para R$ 1.250 e também reajusta os auxílios de saúde e transporte.
Com a atualização, o auxílio-saúde passa a ser de R$ 800, enquanto o auxílio-transporte sobe para R$ 950. Segundo a Assembleia, os novos valores entram em vigor desde 31 de março, com impacto financeiro previsto nas próximas folhas de pagamento.
A medida beneficia não ape-
nas os servidores em atividade, mas também os aposentados vinculados ao Legislativo estadual. O reajuste foi apresentado pela presidência da Casa como uma forma de reduzir perdas acumuladas ao longo dos anos e melhorar a composição da renda dos funcionários.
Antes da publicação oficial, o presidente da Assembleia, deputado Gerson Claro (PP), afirmou que a revisão busca corrigir uma defasagem antiga. De acordo com ele, a recomposição total dos benefícios chega a 31%, o que representa um ganho relevante para a categoria.
Os custos do reajuste serão cobertos com recursos já previstos no orçamento da própria
Deputado discutiu em Brasília alianças para a eleição em Mato Grosso do Sul, a pré-candidatura de Fábio Trad e a montagem da frente de apoio a Lula no Estado
O deputado federal Vander Loubet (PT), que se coloca como pré-candidato ao Senado, esteve em Brasília para apresentar à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, um panorama das movimentações políticas em Mato Grosso do Sul. A conversa tratou dos próximos passos do partido no Estado e das alianças que o PT quer costurar de olho nas eleições de 2026. Entre os temas discutidos esteve a disputa pelo governo sul-mato-grossense. No partido, o nome do ex-deputado federal Fábio Trad aparece como opção para a corrida ao Executivo estadual. Vander também levou à ministra informações mais recentes sobre o ambiente político local e sobre a estratégia petista para ampliar seu
campo de apoio. Outro assunto da reunião foi a situação da senadora Soraya Thronicke, que chegou a negociar filiação ao PSB, mas decidiu continuar no Podemos. A avaliação de petistas é de que a permanência dela no partido pode manter abertas possibilidades de diálogo, especialmente em um cenário em que legendas de diferentes campos tentam se reposicionar nos estados para a disputa nacional. O encontro também serviu para avançar nas conversas sobre a formação de uma frente ampla em Mato Grosso do Sul. Segundo Vander, o PSB já está no campo de apoio, e o PT trabalha para atrair outras siglas, como o PDT, dentro de uma articulação nacional alinhada ao
mudança de nomes históricos para outras siglas. Ao mesmo tempo em que sofre baixas, o partido busca reforçar seus quadros. O ex-secretário da Casa Civil Eduardo Rocha deixou o MDB depois de mais de três décadas e se filiou ao PSDB. Já o deputado estadual Paulo Duarte também acertou sua entrada na legenda, após deixar o comando do PSB em Mato Grosso do Sul. A secretária estadual da Cidadania, Viviane Luiza, oficializou na quarta-feira (1º) a filiação ao PSDB em Mato Grosso do Sul e confirmou que vai disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Assembleia. Com isso, a Casa reforça a política de revisão interna dos auxílios e amplia os
a rotina dos servidores.
Foto: Divulgação
Lideranças tucanas se reúnem em Campo Grande em meio à saída de parlamentares e à chegada de novos filiados para reposicionar o partido em Mato Grosso do Sul.
valores destinados a três áreas consideradas centrais para
Reajuste dos benefícios da Assembleia amplia valores pagos a servidores da ativa e aposentados a partir da folha de maio.
Vander Loubet e Gleisi Hoffmann discutem, em Brasília, alianças e estratégias do PT para fortalecer o partido em Mato Grosso do Sul.
Senadora defendeu a criação de uma frente democrática para proteger as instituições
Riedel faz mudança no primeiro escalão e abre espaço para nomes ligados a 2026
Saída de secretários e subsecretário foi oficializada em edição extra do Diário Oficial e reorganiza áreas estratégicas do governo estadual
O governador Eduardo Riedel promoveu uma troca importante no comando de secretarias do governo de Mato Grosso do Sul. Em edição extra do Diário Oficial do Estado, publicada na última quarta-feira, foram confirmadas as saídas de quatro secretários e de um subsecretário. A mudança ocorre em meio ao calendário político e já reposiciona nomes ligados à disputa eleitoral de 2026. Entre os exonerados estão Marcelo Miranda, da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Jaime Verruck, da pasta de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Viviane Luiza da Silva, da Cidadania, e Frederico
Felini, da Administração. Também deixou o cargo Fernando da Silva Souza, que atuava na Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários. Nos bastidores, parte desses nomes é apontada como potencial candidata ou peça importante na articulação da próxima eleição. Com a saída dos titulares, o governo decidiu apostar na continuidade administrativa. Os adjuntos e nomes técnicos ligados às áreas foram alçados ao comando das pastas. Alessandro Menezes de Souza assume Turismo, Esporte e Cultura; Artur Henrique Leite Falcette passa a responder por Meio Ambiente, Desenvolvimento,
Ciência, Tecnologia e Inovação; José Francisco Sarmento Nogueira fica à frente da Cidadania; e Roberto Gurgel de Oliveira Filho assume a Secretaria de Administração. A reestruturação confirma um movimento já esperado
dentro do governo. Marcelo Miranda deve disputar vaga de deputado estadual, enquanto Jaime Verruck é citado para uma possível candidatura à Câmara Federal. Viviane Luiza também aparece no cenário eleitoral, e Frederico Felini
Tebet lidera pesquisa ao Senado em SP e aparece à frente de Derrite e Marina
Ministra do Planejamento aparece à frente numericamente em levantamento recente, mas cenário segue embolado entre os principais nomes da disputa
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, surgiu em posição de destaque na corrida por uma vaga ao Senado por São Paulo, segundo pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira. No levantamento, ela aparece com 22,6% das intenções de voto no total dos dois nomes que cada eleitor pode escolher. Apesar da vantagem numérica, o quadro ainda é de equilíbrio, já que Guilherme Derrite tem 22% e Marina
Deputados
Silva, 19,6%, dentro da margem de erro. O resultado ganha peso porque vem poucos dias depois da filiação de Simone ao PSB. A mudança de rumo político indica que a ministra deve concentrar sua atuação em São Paulo, deixando de lado uma eventual disputa em Mato Grosso do Sul. A avaliação é de que o maior colégio eleitoral do país oferece um terreno mais favorável, inclusive pelo desempe-
cobram reação do Estado após notificações sobre posse
de terras
Parlamentares alertam para insegurança jurídica em áreas tituladas há décadas e pedem ação rápida do governo para evitar novos conflitos
Um debate sobre terras no sul de Mato Grosso do Sul dominou parte da sessão desta quarta-feira na Assembleia Legislativa. O tema veio à tona depois de relatos de que produtores rurais da região de Dourados, Amambai, Iguatemi, Rio Brilhante e Caarapó estariam sendo notificados para apresentar, em curto prazo, documentos que comprovem a posse de áreas ocupadas há muitos anos. A preocupação dos deputados é com o impacto dessa medida sobre famílias que vivem e produzem nessas propriedades há décadas. O assunto foi levado à tribuna pelo deputado Zé Teixeira, que criticou a situação e pediu uma reação do governo estadual. Segundo ele, há casos de terras tituladas oficialmente pelo Estado, inclusive com sucessão entre herdeiros, o que reforça, em sua avaliação, o direito de permanência dos atuais ocupantes. Para o parlamentar, é preciso garantir segurança jurídica a quem recebeu esses títulos de forma regular no passado. Outros deputados acompanharam a cobrança. João Henrique afirmou que o Estado precisa participar mais ativamente da discussão, já que no
passado houve atuação estadual em processos ligados a essas áreas. Mara Caseiro disse ver o risco de um novo foco de tensão no campo, com potencial para reacender disputas entre produtores e indígenas. Na avaliação dela, o momento exige rapidez e equilíbrio para evitar o agravamento do conflito.
Já o deputado Zeca do PT também defendeu uma atuação firme do governo para buscar uma saída. Mesmo com diferenças políticas entre os parlamentares, houve convergência no entendimento de que o Estado não pode se omitir diante de um impasse que envolve posse, documentação e o futuro de propriedades em várias regiões do Estado. Durante a sessão, Zé Teixeira ainda citou o caso de Nova Alvorada do Sul ao elogiar uma medida judicial adotada para recuperar uma área pública. Para ele, o episódio mostra que o caminho legal pode ser decisivo na proteção do patrimônio e na resolução de disputas fundiárias. No plenário, o recado foi claro: a Assembleia quer uma resposta rápida para evitar que a insegurança no campo cresça ainda mais.
nho que ela teve no estado na eleição presidencial de 2022. A pesquisa mostra ainda que Derrite desponta como principal nome ligado à direita bolsonarista, enquanto Marina também aparece bem posicionada, mesmo sem candidatura oficialmente lançada. Em um segundo bloco, surgem Ricardo Mello Araújo, Ricardo Salles e Paulinho da Força, com índices menores. O levantamento também registra percentuais de votos brancos, nulos e eleitores ainda indecisos. Em outro cenário testado, sem Simone Tebet e com Fernando Haddad na disputa, o quadro segue apertado. Derrite aparece com 22,1%, Haddad
marca 21,8% e Marina Silva mantém patamar semelhante, com 19,7%. Os números reforçam a percepção de que a disputa pelo Senado em São Paulo ainda está aberta e deve seguir competitiva nos próximos meses. A sondagem foi realizada entre os dias 24 e 27 de março, com 2.254 eleitores paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Mais do que apontar um favoritismo consolidado, o levantamento indica um cenário ainda em construção, mas com Simone Tebet ocupando, neste momento, um lugar de destaque no tabuleiro eleitoral paulista.
deve atuar na coordenação política da campanha de Riedel em 2026. Com isso, as mudanças não ficam restritas ao campo administrativo e têm peso claro no xadrez político do Estado. As nomeações passam a valer a partir desta quinta-feira.
PL amplia força na Assembleia e traça meta para manter maior bancada em MS
Com novas filiações, partido passa a liderar em número de deputados estaduais e já começa a montar a estratégia para a eleição do ano que vem
O PL saiu da última movimentação partidária em Mato Grosso do Sul com um recado claro: quer transformar crescimento numérico em força eleitoral. Com a chegada de cinco deputados estaduais, a sigla passa a reunir a maior bancada da Assembleia Legislativa, com sete parlamentares, e já projeta repetir esse tamanho na próxima legislatura.
Na filiação que aconteceu na última semana, Mara Caseiro, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes e Lucas de Lima se filiaram no PL.
A direção do partido avalia que o resultado não depende apenas de nomes conhecidos, mas da montagem de uma cha-
pa equilibrada e competitiva. A ideia é distribuir candidaturas com perfis diferentes e bom alcance regional, para evitar que votos fiquem concentrados demais em poucos nomes e acabem comprometendo o desempenho coletivo da legenda. O ex-governador Reinaldo Azambuja, que preside o PL no Estado, trabalha com a expectativa de eleger sete deputados estaduais em 2026. Nos bastidores, há quem veja possibilidade de um resultado ainda maior, mas a direção prefere adotar um discurso mais cauteloso e concentrar esforços na construção de uma nominata considerada viável e bem organizada.
Além da disputa proporcional, o partido também se movimenta para a corrida ao Senado. Entre os nomes colocados internamente estão o próprio Azambuja, Gianni Nogueira,
discurso predominante hoje é o de unidade do grupo em torno de um projeto político comum.
Papy leva demandas dos bairros ao centro da atuação na
Presidente do Legislativo de Campo Grande intensificou visitas às comunidades em março e transformou reclamações de moradores em pedidos formais de melhorias
Mais do que cumprir a rotina de sessões e votações, o presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Papy, passou o mês de março voltado ao que acontece fora do plenário. Em agenda intensa nos bairros da Capital, ele ouviu moradores, percorreu ruas com problemas antigos e encaminhou ao Executivo mais de 100 indicações cobrando serviços bási-
cos, como tapa-buraco, limpeza e reforço na sinalização de trânsito. A movimentação, segundo o vereador, faz parte de uma linha de trabalho que busca aproximar o mandato das necessidades mais imediatas da população. Em vez de concentrar a atuação apenas na Câmara, Papy tem apostado em visitas presenciais para identificar de perto o que precisa ser resolvido com mais urgência em cada região da cidade. Entre os pedidos que avançaram estão a instalação de iluminação pública na Rua dos Três Poderes, no Vivendas do Parque, e a limpeza de uma área pública no Residencial Ramez Tebet. No Guanandi, após agenda com equipes da Prefeitura, começou o serviço de tapa-buraco em vias do bairro, uma demanda que vinha sendo cobrada por moradores e lideranças locais. O vereador também esteve nos bairros Panorama e Maria Aparecida Pedrossian, onde ouviu queixas ligadas principalmente a drenagem, pavimentação e acesso. A proposta, segundo ele, é fazer com que as solicitações levantadas nas ruas cheguem mais rapidamente ao poder público e saiam do papel com mais agilidade. Ao longo do mês, Papy manteve a agenda institucional da presidência da Câmara, mas reforçou o foco em ações de campo. A avaliação do parlamentar é de que o trabalho legislativo não deve se limitar às discussões internas da Casa, mas acompanhar de perto a realidade dos bairros e cobrar respostas mais rápidas para problemas que afetam o dia a dia da população.
Ao substituir integrantes do primeiro escalão neste momento, Riedel tenta manter a máquina em funcionamento sem perder o ritmo da gestão, ao mesmo tempo em que acomoda aliados e prepara sua base para o próximo ciclo eleitoral.
Simone Tebet aparece entre os nomes mais competitivos na disputa pelo Senado em São Paulo e amplia sua presença no cenário eleitoral do estado.
Fotos: Divulgação
Entre os exonerados estão Marcelo Miranda, da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Jaime Verruck, da pasta de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Viviane Luiza da Silva, da Cidadania, e Frederico Felini, da Administração.
Capitão Contar e Rodolfo Nogueira. A definição deve ficar para as convenções, mas o
O ex-governador Reinaldo Azambuja, que preside o PL no Estado.
Encontro de Núcleos
Setoriais da ACICG debate como transformar equipes em motores de crescimento
A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande realiza, no dia 6 de abril, mais uma edição do Encontro de Núcleos Setoriais
A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande realiza, no dia 6 de abril, mais uma edição do Encontro de Núcleos Setoriais, colocando em pauta um dos principais desafios do ambiente empresarial: a formação de equipes de alto desempenho capazes de sustentar o crescimento dos negócios.
Gratuito, o evento acontece a partir das 18h30, na sede da ACICG, localizada na Rua XV de Novembro, 390, no Centro de Campo Grande.
Com o tema “Da média à excelência: como construir equipes que entregam resultado de verdade”, o encontro contará com a participação do especialista Gustavo Johnny Roland, que apresentará uma abordagem prática voltada à construção de times mais eficientes e autônomos.
Segundo a ACICG, especialmente em negócios de pequeno e médio porte, ainda é comum encontrar estruturas altamente dependentes do proprietário para funcionar. Esse modelo, além de limitar o crescimento, compromete a escalabilidade e pode colocar em risco a sustentabilidade da empresa no longo prazo.
Durante o encontro, serão discutidos os principais fatores que travam o desenvolvimento organizacional, como a ausência de processos bem definidos, falhas na formação de equipes e a falta de uma cultura orientada a resultados.
Os pilares da transformação - De acordo com o palestrante, sair da média e alcançar a excelência exige a construção de bases sólidas dentro da empresa. O método apresentado é estruturado em quatro pilares: pessoas, processos, treinamento
e cultura. “A base de qualquer equipe está na escolha certa dos profissionais. O processo de contratação, a definição de funções e a clareza de responsabilidades são determinantes para o desempenho do time”, explica. Ele destaca ainda que equipes eficientes não dependem apenas de esforço individual, mas de organização. “Saber o que fazer e, principalmente, como fazer, é essencial para garantir consistência nos resultados”, completa. O desenvolvimento contínuo também ganha destaque. “A capacitação técnica e comportamental fortalece o time e aumenta a autonomia dos colaboradores, reduzindo a dependência direta do gestor”, afirma. Por fim, a cultura organizacional aparece como elemento central para sustentar os resultados. Mais do que regras, empresas que crescem constroem ambientes onde o comportamento de alta performance se torna natural no dia a dia.
Segundo Gustavo, o principal objetivo da palestra é ajudar empresários a estruturarem equipes capazes de operar com autonomia e eficiência. “A ideia é mostrar como formar equipes que não dependem do dono para funcionar, mas que conseguem gerar resultados, impulsionar o crescimento e sustentar a empresa no longo prazo”, destaca. O encontro é voltado especialmente para empresários e gestores, com destaque para empresas dos setores organizados em núcleos da ACICG, como o segmento pet, moda, gastronomia e segurança do trabalho. As inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp: (67) 99268-5807.
Entrega do Imposto de Renda avança em MS e já soma 105 mil declarações
Receita Federal registra crescimento no envio dos formulários nos primeiros dias e espera receber 650 mil documentos até o fim do prazo
A entrega do Imposto de Renda já mobiliza milhares de contribuintes em Mato Grosso do Sul. Nos dez primeiros dias do prazo, a Receita Federal recebeu 105 mil declarações de pessoas físicas no Estado. O número mostra que muita gente decidiu se adiantar para evitar correria nas últimas semanas e, em alguns casos, aumentar as chances de receber a restituição mais cedo. O envio começou em 23 de março e segue aberto até 29 de maio. Só no primeiro dia, foram contabilizadas 14 mil declarações em Mato Grosso do Sul. A expectativa do órgão é alcançar 650 mil documentos entregues até o encerramento do prazo, o que deve manter o sistema bastante movimentado nas próximas semanas. Devem prestar contas à Re-
MS reduz imposto do diesel e aposta em fiscalização para conter alta nas bombas
Medida emergencial adotada pelo governo estadual prevê ajuda temporária para aliviar o custo do combustível e diminuir os efeitos sobre transporte, frete e produção
Em meio à pressão provocada pela alta do diesel, o governo de Mato Grosso do Sul decidiu agir para tentar frear o repasse ao consumidor. O Estado aderiu a uma medida de caráter emergencial que prevê subsídio de até R$ 1,20 por litro do combustível até o fim de maio. A intenção é reduzir o impacto imediato sobre quem depende do diesel no dia a dia, especialmente transportadores, produtores e setores ligados à logística.
A avaliação do governo é de que o diesel afeta muito mais do que o custo de abastecer caminhões e máquinas. Como ele está presente em boa parte do transporte de mercadorias, qualquer aumento acaba chegando aos alimentos, aos insumos e a vários outros produtos básicos. Por isso, a gestão estadual decidiu abrir mão de parte da ar-
recadação para tentar amenizar os efeitos da crise internacional sobre a economia local. Pelas regras anunciadas, o apoio terá duração limitada de dois meses, e o Estado participará com metade do valor total previsto dentro do teto estabelecido. Segundo a equipe econômica, a decisão exige esforço extra nas contas públicas, mas foi considerada necessária diante do cenário de aumento nos combustíveis e da pressão gerada pela instabilidade no
mercado internacional. Além da redução tributária, o governo promete reforçar a fiscalização para garantir que o desconto chegue de fato ao consumidor. O trabalho será feito com participação do Procon-MS e da Agência Nacional do Petróleo, numa tentativa de evitar abusos e distorções nos preços cobrados nos postos. A estratégia também inclui troca de informações entre órgãos estaduais e federais para ampliar o con-
trole sobre o setor. Outra preocupação é combater fraudes e práticas irregulares no mercado de combustíveis. Com mais integração entre os órgãos de fiscalização, a expectativa é identificar abusos com maior rapidez, coibir irregularidades e dar mais transparência à formação dos preços. Na prática, o governo quer assegurar que a medida tenha resultado concreto nas bombas, e não fique apenas no papel.
Governo amplia alcance do Minha Casa, Minha Vida com nova revisão de renda
Mudança nas regras abre espaço para mais famílias entrarem no programa e melhora as condições de financiamento para parte dos beneficiários
Mais brasileiros poderão tentar financiar a casa própria pelo Minha Casa, Minha Vida após a revisão dos limites de renda definida pelo governo federal. A atualização muda as faixas do programa nas cidades e no campo, amplia o número de famílias aptas a participar e também permite que parte delas passe a ter acesso a condições melhores de crédito. Com a nova regra, as famílias urbanas com renda de até R$ 3,2 mil seguem na primeira faixa. Acima disso, o enquadramento passa a ser dividido entre rendas de até R$ 5 mil, até R$ 9,6 mil e, agora, até R$ 13 mil mensais no grupo voltado à classe média. Na prática, o governo alarga a porta de entrada do pro-
grama e tenta alcançar um público que antes ficava de fora das condições mais facilitadas de financiamento. No meio rural, a mudança também altera o desenho do programa. Os novos limites passam a considerar rendas anuais maiores, o que inclui mais famílias do campo entre as possíveis beneficiárias. A reformulação foi apresentada como uma forma de aproximar o programa
da realidade econômica atual e ajustar os critérios ao custo de vida e à renda de diferentes perfis de trabalhadores. A expectativa do governo é que essa atualização permita a migração de milhares de famílias para faixas mais vantajosas, com juros menores e parcelas menos pesadas no orçamento.
A estimativa oficial aponta que pelo menos 87,5 mil pessoas podem ser beneficiadas diretamen-
te com a revisão dos valores. Mais do que uma mudança técnica, a medida representa uma tentativa de ampliar o acesso à moradia em um momento em que o financiamento ainda pesa no bolso de grande parte da população. Para quem sonha com a casa própria, a nova tabela pode significar uma oportunidade real de entrar no programa ou conseguir condições melhores para fechar negócio.
ceita os contribuintes que se enquadram nas regras fixadas pelo Fisco, como quem teve rendimentos acima do limite exigido, vendeu bens, operou na bolsa ou registrou receita rural. Para fazer a declaração, é preciso reunir documentos como informes de rendimento, comprovantes de despesas, dados bancários e informações patrimoniais. O preenchimento pode ser feito pelo computador, pelo celular ou pela plataforma digital da Receita. A orientação é revisar tudo com atenção antes do envio para evitar pendências e o risco de cair na malha fina. Especialistas também lembram que quem entrega antes, sem erros, costuma ter vantagem na fila da restituição, respeitadas as prioridades previstas em lei.
Trecho do novo gasoduto vai abastecer a futura fábrica de celulose da Arauco e deve impulsionar empregos e infraestrutura no libeiro leste do Estado
O avanço de uma das maiores obras industriais em curso em Mato Grosso do Sul ganhou um novo capítulo nesta semana. A MSGás oficializou a contratação da empresa responsável por parte da construção do gasoduto que vai atender o Projeto Sucuriú, em Inocência. O trecho agora formalizado representa investimento superior a R$ 91 milhões e integra uma estrutura considerada estratégica para o funcionamento da futura fábrica de celulose da Arauco. Pelo contrato, a obra ficará a cargo da Geometral Construções Ltda. e prevê a implantação de um gasoduto de distribuição em aço carbono,
com cerca de 125 quilômetros de extensão e tubulação de oito polegadas. Embora esse lote tenha valor fechado em pouco mais de R$ 91 milhões, o sistema completo está estimado em cerca de R$ 170 milhões, dentro de um pacote maior de infraestrutura voltado ao novo polo industrial. A expectativa é de que os trabalhos comecem ainda em abril e avancem até agosto de 2027, acompanhando o cronograma da unidade fabril. Durante esse período, a previsão é de abertura de 400 a 500 vagas
diretas, o que reforça o impacto da obra também na geração de empregos e na movimentação da economia regional. O fornecimento de gás foi planejado para ocorrer em etapas. Num primeiro momento, a estrutura deve suprir a demanda da fase de construção da fábrica, com volume diário inicial de até 130 mil metros cúbicos. Depois, esse número poderá subir e, quando a planta estiver concluída, a operação deve se estabilizar em um patamar menor, adequado ao funcionamento regular da indústria.
Com subsídio temporário e reforço na fiscalização, Mato Grosso do Sul tenta segurar a alta do diesel e aliviar o peso do combustível no bolso do consumidor.
Principal objetivo da palestra é ajudar empresários a estruturarem equipes capazes de operar com autonomia e eficiência
Foto: Divulgação
Revisão dos limites de renda do Minha Casa, Minha Vida amplia o acesso ao programa e pode facilitar a compra da casa própria para mais famílias.
Estado registra forte alta no emprego formal e alcança número recorde de vagas com carteira
Estado abriu mais de 6 mil postos em fevereiro, impulsionado principalmente pelos setores de serviços e construção civil
O mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul ganhou força em fevereiro e voltou a mostrar ritmo de expansão. O Estado fechou o mês com 6.157 novas vagas com carteira assinada, resultado que colocou o período entre os melhores desempenhos recentes e levou o total de empregos formais a um novo recorde, com mais de 700 mil trabalhadores registrados.
A maior parte desse avanço veio dos setores de serviços e da construção civil, que puxaram as contratações no Estado.
Também houve saldo positivo na agropecuária, na indústria e no comércio, o que indica um crescimento espalhado por diferentes áreas da economia. O resultado reforça um cenário de atividade aquecida, com impacto tanto nas cidades maiores quanto em municípios que vivem expansão industrial. Entre os trabalhadores contratados, os homens aparece-
ram em número maior, mas as mulheres também tiveram participação importante no saldo do mês. A faixa de escolaridade com maior presença foi a de quem concluiu o ensino médio. Já no recorte por idade, os jovens de 18 a 24 anos lideraram as admissões, mostrando que a porta de entrada para o emprego formal segue mais aberta para quem está começando a vida profissional. Campo Grande liderou a geração de vagas em fevereiro, seguida por Inocência, cidade que vive um momento de transformação com a instalação de uma grande fábrica de celulose. Dourados, Três Lagoas e Rio Brilhante também apareceram entre os municípios com melhor desempenho, refletindo a força de polos regionais que vêm concentrando investimentos e novas oportunidades. Com esse resultado, Mato Grosso do Sul apareceu entre os
Jaraguari entra no mapa do etanol com usina de R$ 300 milhões
Licença para nova planta industrial foi liberada e projeto promete ampliar empregos, fortalecer a economia local e impulsionar a cadeia de biocombustíveis no Estado
Jaraguari deu um passo importante para mudar seu perfil econômico com a chegada de uma nova indústria ligada ao setor de energia renovável. O município vai receber a Usina de Etanol de Amido Pioneiras, empreendimento que teve a instalação oficialmente autorizada com a emissão da licença ambiental. O projeto representa um investimento de R$ 300 milhões e reforça o avanço da industrialização em Mato Grosso do Sul. A futura unidade terá capacidade para processar diariamente 500 toneladas de milho
ou sorgo, com produção anual estimada em até 200 mil metros cúbicos de etanol. Além de ampliar o aproveitamento da produção agrícola, a usina deve agregar valor à matéria -prima regional e fortalecer a presença do Estado no mercado de biocombustíveis. Para Jaraguari, a expectativa vai além da atividade industrial. A chegada da empresa deve movimentar a economia local, criar postos de trabalho e estimular melhorias em áreas como logística e infraestrutura. O município já vinha se preparando
para esse novo momento, com ações voltadas à consolidação de um polo industrial e à melhoria do acesso viário.
Durante a entrega da licença, autoridades destacaram que a agilidade no processo ambiental e o ambiente favorável aos investimentos foram decisivos para a concretização do projeto. O prefeito Cláudio Ferreira da Silva ressaltou o apoio do governo estadual e demonstrou confiança no impacto que o empreendimento poderá trazer para o desenvolvimento da cidade.
Senai tem 95% de empregabilidade e mira demanda da indústria em expansão em Mato Grosso do Sul
Crescimento da celulose e da construção civil amplia busca por cursos técnicos e formação rápida no Estado
Com a indústria em ritmo de expansão em Mato Grosso do Sul, a formação técnica passou a ocupar um papel central na corrida por emprego. Em entrevista na última quarta-feira (1º) ao Giro Estadual de Notícias, o gerente de Educação do Senai, Breno Ortiz Andrade, afirmou que mais de 95% dos alunos formados pela instituição estão empregados, índice que reforça a procura por qualificação em um mercado que segue abrindo vagas.
Segundo Breno, a demanda é puxada principalmente pelos setores de celulose e construção civil, que vêm ampliando contratações no Estado. “Em 2025, a construção civil respondeu por mais de 16 mil vagas criadas, enquanto a cadeia da celulose soma hoje mais de 22 mil empregos diretos. São setores que estão demandando mão de obra qualificada, especialmente a nível técnico”, disse.
O perfil de quem procura o Senai, segundo ele, mistura jovens entre 16 e 24 anos e trabalhadores que buscam atualização, recolocação ou uma profissão nova em menos tempo.
A aposta, nesses casos, está nos cursos técnicos e de curta duração. “Há formações que podem ser concluídas em cerca de um ano, além de cursos mais rápidos, voltados a quem já está no mercado e precisa se atualizar”, explica. Outro dado destacado por Breno é o impacto da formação na renda dos alunos. Conforme a pesquisa citada por ele, trabalhadores que já estavam empregados antes de entrar em um curso técnico tiveram aumento de quase 30% na renda após a conclusão. “Em média, profissionais formados nessa modalidade chegam a receber cerca de dois salários e meio. Em um ano, em pouco mais de até mesmo dois anos, ele já consegue
uma carreira”, afirmou. Além de Campo Grande, o Senai mantém 11 unidades fixas em Mato Grosso do Sul e atua também com salas descentralizadas e escolas móveis para alcançar regiões mais distantes. “Ainda há turmas com vagas abertas e novos cursos começam ao longo do ano. As informações podem ser consultadas pelo site da instituição, pelas redes sociais do Senai MS e também pelo WhatsApp”, diz. O site oficial do SENAI MS é ms.senai.br. Para contato telefônico, o número geral de atendimento é (67) 99263-9000 e a ouvidoria atende pelo (67) 99140-9188. A FATEC Senai Campo Grande também atende pelo 0800 7070 745.
Alta do diesel pressiona
Reajuste esperado para o botijão de 13 kg pode pesar no orçamento das famílias e de pequenos comércios já nos próximos dias
O custo do gás de cozinha deve voltar a subir em Mato Grosso do Sul, com reflexo direto no botijão de 13 quilos, o mais comum nas residências. A previsão do setor é de aumento entre R$ 5 e R$ 8 por unidade, em um momento em que o consumidor já sente o peso de despesas básicas cada vez mais altas.
A nova pressão sobre o preço tem origem, principalmente, no encarecimento do transporte. Com a alta do diesel, o frete ficou mais caro e isso afeta toda a cadeia de distribuição do gás, desde as bases até as revendas. Em um estado com longas distâncias entre os municípios, esse custo logístico costuma chegar rapidamente ao consumidor.
Além do mercado interno, o cenário internacional também ajuda a explicar o movimento. A instabilidade provocada pela guerra no Oriente Médio elevou a tensão em torno do petróleo e da energia, o que mantém o setor em alerta. Mesmo sem anúncio de reajuste nacional específico para o GLP, o ambiente externo continua influenciando preços e expectativas. Na prática, a elevação atinge em cheio um item essencial dentro de casa. O botijão não pesa apenas no orçamento das famílias, mas também no dia a dia de pequenos negócios, como lanchonetes, marmitarias e comércios de bairro. Quando
o gás sobe, o impacto tende a se espalhar para outras despesas ligadas à alimentação e aos serviços. O valor final ainda pode variar de uma cidade para outra, conforme o custo de entrega e a política de cada revenda. Ainda assim, a sinalização do setor aponta para uma nova rodada de aperto em um dos produtos mais sensíveis
dez estados com melhor saldo de empregos no país no mês.
Mais do que um dado isolado, o número mostra um mercado de trabalho em movimento e uma economia que segue abrindo
espaço para novas contratações em diferentes setores.
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Licença para nova usina em Jaraguari abre caminho para investimento milionário e reforça a expansão do setor de etanol de milho em Mato Grosso do Sul.
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Com frete mais caro e pressão do mercado internacional, botijão de gás deve subir novamente em Mato Grosso do Sul e pesar no bolso do consumidor.
Breno Ortiz Andrade, gerente de Educação do Senai
Com serviços e construção em alta, Mato Grosso do Sul amplia contratações e atinge novo recorde de empregos com carteira assinada.
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Cidade inicia obra de parque turístico na região do Ceuzinho
Projeto prevê estrutura para receber visitantes em área de cachoeiras e trilhas, com foco em lazer, preservação ambiental e incentivo ao ecoturismo
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A Prefeitura de Campo Grande deu início a um novo projeto voltado ao turismo de natureza na Capital. Foi autorizada a primeira etapa das obras do Parque Turístico Municipal Cachoeiras do Ceuzinho, na região da APA do Córrego Ceroula. A empresa responsável deve começar nos próximos dias a instalação do canteiro de obras, abrindo caminho para a execução de uma área planejada para visitação, lazer e contato com a natureza.
Nesta fase inicial, o investimento supera R$ 7,2 milhões e o prazo previsto para conclusão é de 540 dias. O primeiro momento da obra inclui a preparação do terreno e a implantação da estrutura básica para receber o público. A proposta é transformar o espaço em um ponto de visitação mais organizado, com segurança e conforto para quem procura as cachoeiras e
trilhas da região nos fins de semana e feriados. O projeto prevê itens como entrada com guarita, estacionamento, banheiros, área de recepção, quiosques, playground, restaurante, lanchonete e apoio para trilhas. Também está prevista uma área específica para ciclistas. Em uma etapa posterior, serão construídos mirantes para ampliar os espaços de contemplação da paisagem natural. A administração municipal afirma que a implantação será conduzida com critérios ambientais, para preservar a vegetação nativa e a biodiversidade da área protegida. A intenção é conciliar uso público e conservação, evitando que o crescimento da estrutura comprometa as características naturais do local. O projeto também prevê ações ligadas ao manejo e ao uso sustentável do espaço.
Mutirão de tapa-buraco acelera e Prefeitura supera 112 mil reparos na Capital
Com reforço nas frentes de trabalho, municípios registra avanço na manutenção das ruas e concentra serviços em vias mais movimentadas e acessos aos bairros
A Prefeitura de Campo Grande fechou o primeiro trimestre do ano com mais de 112 mil buracos tapados em diferentes pontos da cidade. O número mostra a intensificação das ações de manutenção viária e reflete o esforço para melhorar as condições de tráfego, principalmente em trechos com maior circulação de veículos.
O trabalho ganhou mais ritmo nos períodos de estiagem, quando as equipes conseguiram atingir uma média próxima de 2 mil reparos por dia. Em março, mesmo com variações no clima, a produtividade continuou alta, com média superior a 1,8 mil serviços diários, mantendo a frente de recuperação em andamento pela Capital.
De acordo com a estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, a prioridade inicial é atender avenidas e ruas com fluxo mais intenso. Depois, as equipes avançam para os acessos aos bairros e, em seguida, entram nas vias internas das regiões atendidas. A ideia é
começar pelos pontos de maior impacto na mobilidade urbana. No balanço por mês, janeiro terminou com 34.854 reparos concluídos. Em fevereiro, o total subiu para 38.082. Já em março, até o dia 28, foram registrados 39.261 buracos ta-
pados, indicando crescimento contínuo da operação ao longo do trimestre. A prefeitura afirma que o serviço segue critérios técnicos para garantir melhor resultado no asfalto. A aplicação da massa asfáltica, por exemplo,
depende de condições adequadas de temperatura e não pode ser feita em períodos de chuva. Por isso, além da força-tarefa nas ruas, o trabalho também depende das condições do tempo para avançar com mais eficiência.
Equipes intensificam operação de tapa-buraco em Campo Grande e concentram os serviços em vias de maior movimento e acessos aos bairros.
Área do Ceuzinho começa a receber estrutura para novo parque turístico, que vai unir lazer, visitação e preservação ambiental em Campo Grande.
Lei amplia meia-entrada e facilita presença
de acompanhantes de PCD em eventos
Nova regra em Campo Grande garante desconto para até duas pessoas que acompanhem quem precisa de apoio em atividades culturais, esportivas e de lazer
Ir a um show, a uma peça ou a um evento esportivo pode ficar menos pesado no bolso de famílias que convivem com a deficiência. A Prefeitura de Campo Grande sancionou uma lei que assegura meia-entrada para até dois acompanhantes de pessoas com deficiência em atividades culturais, educativas, esportivas e de lazer. A medida busca tornar esse acesso mais viável para quem, muitas vezes, depende de apoio para participar desses momentos.
Na prática, a nova regra reconhece uma situação comum na rotina de muitas famílias: a presença do acompanhante nem sempre é uma escolha, mas uma necessidade. Em vários casos, a pessoa com deficiência precisa de ajuda para se locomover, se comunicar ou se
Campo
sentir segura durante o evento. Sem esse suporte, a participação acaba ficando comprometida ou até impossível. A lei permite que a própria pessoa com deficiência indique até dois acompanhantes, sem exigir parentesco ou vínculo formal. Também fica proibida a cobrança de exigências extras para justificar essa presença, além da documentação já prevista em lei. Os ingressos deverão valer para o mesmo evento, data, horário e setor, e poderão ser comprados juntos ou separadamente, inclusive pela internet.
Além do desconto, a legislação determina que os organizadores informem de forma clara esse direito, ofereçam canais acessíveis de atendimento e preparem suas equipes para receber esse público de maneira
Grande testa descarte de óleo usado com recompensa ao consumidor
Nova estação instalada em supermercado da Capital busca reduzir o despejo irregular e transformar resíduo doméstico em matéria-prima para soluções sustentáveis
Jogar óleo de cozinha na pia ou no lixo comum pode causar entupimentos e prejuízos ao meio ambiente. Para tentar mudar esse hábito em Campo Grande, começou a funcionar na cidade uma estrutura que une descarte correto, tecnologia e incentivo direto ao consumidor. A primeira unidade do chamado Óleoponto foi instalada em um supermercado atacadista na região da Avenida Três Barras.
A proposta é simples: em vez de descartar o resíduo de qualquer forma, o morador leva o óleo usado até a máquina, informa o número do celular e deposita o material no equipamento. A cada volume entregue, o sistema gera pontos em uma plataforma digital. Quando o consumidor alcança a pontuação exigida, pode trocar o benefício por uma nova embalagem de óleo no estabelecimento parceiro.
Além de evitar o descarte irregular, a iniciativa tenta dar um destino mais útil ao material, que pode ser reaproveitado na produção de biodiesel
adequada. Em caso de descumprimento, estão previstas advertência e multa, que começa em R$ 5 mil e pode aumentar
em caso de reincidência. Mais do que reduzir um custo, a medida tenta remover uma barreira que afastava muitas
famílias de programas simples do dia a dia. Com a nova regra, a expectativa é de que mais pessoas consigam frequentar
espaços de convivência,
ra e entretenimento com mais autonomia, dignidade e inclusão.
Decreto cria novas regras para obras e licenciamento no entorno do Parque do Prosa
Norma passa a impor limites para construções, trânsito, drenagem, barulho e supressão vegetal na área de proteção
Quem mora, constrói ou pretende abrir empreendimento no entorno do Parque Estadual do Prosa, em Campo Grande, passa a enfrentar regras mais rígidas a partir da publicação do novo decreto do Governo de Mato Grosso do Sul, publicado na última quarta-feira (1º).
Na prática, a medida regulamenta a chamada zona de amortecimento do parque, uma faixa de proteção criada para reduzir impactos urbanos sobre a unidade de conservação, como trânsito intenso, barulho, pressão imobiliária, risco à fauna e danos às nascentes.
A principal mudança é que obras, atividades e empreendimentos nessa área terão de seguir critérios ambientais específicos, com participação direta do Imasul em parte dos processos.
O decreto também divide a região em três setores, com exigências diferentes confor-
me a localização. Em alguns casos, o órgão estadual terá de dar anuência prévia antes de licenças serem liberadas. O objetivo é evitar que o avanço urbano afete a biodiversidade, os recursos hídricos e a paisagem no entorno do parque.
O texto ainda estabelece uma série de restrições práticas. Ficam proibidos, por exemplo, o uso de fachadas espelhadas ou muito refletivas, o bombeamento permanente do lençol freático, o uso do fogo, a caça, a instalação de aterros e a disposição
final de resíduos na área.
Também passam a ser exigidas medidas para conter enxurradas, proteger a fauna, reduzir atropelamentos de animais, controlar o barulho e evitar que redes de drenagem joguem água da chuva para dentro do parque sem retenção prévia.
Entre os pontos mais concretos, o decreto fixa limite de 15 metros de altura para construções em parte do Setor 3 e de 12 metros para edificações de até 30 metros da Avenida Poeta Manoel de Barros.
A norma também impõe recuos mínimos para acessos de empreendimentos, exige solo permeável, prevê regras para lixeiras que impeçam acesso de animais silvestres e determina que Campo Grande desative, em até três anos, ligações de esgoto do Parque dos Poderes conectadas à rede do Parque do Prosa. O município também terá até cinco anos para implantar rede de esgotamento sanitário em toda a área abrangida pela zona de amortecimento.
e outros itens sustentáveis. O projeto conta com apoio de empresas e instituições públicas e entra em operação como uma experiência inicial para medir a aceitação da população e a viabilidade da proposta em ambiente urbano. O equipamento funciona de forma parecida com um terminal de autoatendimento e permite o descarte de até cinco litros por pessoa em cada operação. A lógica do projeto é estimular a participação popular com uma compensação prática, aproximando a discussão ambiental do dia a dia de quem cozinha em casa e muitas vezes não sabe onde deixar esse tipo de resíduo.
Campo Grande foi escolhida para receber essa primeira etapa, mas a continuidade da expansão vai depender dos resultados. Se a adesão for positiva, a ideia é levar o modelo para outros pontos da cidade e, futuramente, para outras regiões do país, fortalecendo uma cultura de reaproveitamento que ainda é pouco difundida.
Campanha Abril Laranja reforça denúncias de maus-tratos a animais pelo 156 na Capital
Campanha mobiliza fiscalização e ações educativas para incentivar a população a denunciar casos de violência e abandono
Em Campo Grande, quem se depara com um caso de maus-tratos a animais já tem um caminho direto para pedir providências: o telefone 156. Com a campanha Abril Laranja, a Prefeitura voltou a destacar esse canal como principal porta de entrada para denúncias, numa tentativa de ampliar a proteção aos animais e tornar mais rápida a apuração das ocorrências. A mobilização é coordenada pela Superintendência de Bem -Estar Animal, que atua a partir das reclamações feitas pela população. Todo mês, a equipe realiza dezenas de fiscalizações para verificar denúncias em diferentes pontos da cidade. Neste ano, o número de vistorias já passou de mil, mostrando que o
tema tem exigido atenção constante do poder público. Quando os problemas encontrados envolvem falta de cuidados, o tutor é orientado a corrigir a situação e o local volta a ser vistoriado depois. Já nos casos em que há confirmação de maus-tratos, o encaminhamento é feito para a polícia. A avaliação do município é de que a denúncia da população continua sendo decisiva para que esses casos não fiquem escondidos. Além da fiscalização, a campanha aposta em informação e prevenção. Estão previstas palestras em escolas para falar sobre guarda responsável, cuidados básicos e respeito aos animais. Também haverá ações educativas em eventos públicos, com o objetivo de levar o
assunto para mais perto da população e incentivar uma mudança de comportamento. A prefeitura afirma ainda que, em alguns atendimentos, orienta tutores sobre acesso a serviços gratuitos, como a
cultu-
Nova lei em Campo Grande amplia o acesso de pessoas com deficiência a eventos ao garantir meia-entrada também para acompanhantes.
Parque do Prosa tem novas regras e limites para construções.
castração. A proposta do Abril Laranja é justamente essa: não apenas punir quando for necessário, mas também conscientizar para evitar que situações de abandono, negligência e violência continuem se repetindo.
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Campanha Abril Laranja reforça em Campo Grande a importância da denúncia como instrumento de proteção contra maus-tratos a animais.
Foto: Divulgação
Unidade instalada em supermercado de Campo Grande oferece descarte correto de óleo de cozinha e recompensa consumidor pela destinação adequada do resíduo.
Hospital Cassems de Três Lagoas completa 15
na
anos e amplia papel
saúde regional
Unidade consolidou atendimento de maior complexidade no leste de Mato Grosso do Sul e se tornou referência para pacientes de Três Lagoas e cidades vizinhas
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Ao longo de 15 anos, o Hospital Cassems de Três Lagoas deixou de ser apenas uma estrutura de apoio para se transformar em uma unidade estratégica para a saúde no leste de Mato Grosso do Sul. A data de aniversário, celebrada em 5 de abril, marca não só a trajetória de crescimento do hospital, mas também sua consolidação como referência em atendimento médico e hospitalar para a região. Desde que começou a operar, a unidade passou por ampliações e investimentos que mudaram seu perfil. Hoje, o hospital oferece pronto-atendimento 24 horas, estrutura cirúrgica e serviços de maior complexidade. Um dos marcos dessa evolução foi a implantação da UTI Neonatal, em 2015, a primeira da região, que desde então já acolheu centenas de recém-nascidos e ampliou a capacidade de resposta em casos delicados.
A proposta da unidade, segundo a direção e os profissionais de saúde, é manter um atendimento que combine estrutura técnica com acolhimento às famílias. Na UTI Neona-
tal, por exemplo, a assistência reúne equipe multiprofissional e acompanhamento voltado não apenas ao bebê, mas também aos pais, em um momento que costuma ser cercado de medo, expectativa e fragilidade emocional.
Essa experiência é relatada por pacientes e familiares que passaram pela unidade. Casos de gravidez de risco e internações delicadas ajudaram a reforçar a imagem do hospital como espaço de confiança para quem precisa de atendimento especializado sem sair da região. Para muitas famílias, isso significou enfrentar momentos difíceis com mais segurança e proximidade. Na avaliação da Cassems, a unidade de Três Lagoas passou a ocupar um lugar central na rede de atendimento da Costa Leste. Com novos serviços, ampliação da capacidade hospitalar e estrutura mais moderna, o hospital chega aos 15 anos com o desafio de seguir crescendo, mas já com o reconhecimento de quem o vê como uma peça importante no cuidado à saúde regional.
Canábis medicinal avança no país e aumenta debate sobre acesso a tratamentos
Novas regras aprovadas pela Anvisa abrem espaço para produção, pesquisa e uso terapêutico de produtos à base de cannabis no Brasil
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no debate sobre saúde e acesso a tratamento no Brasil.
A discussão sobre a canábis medicinal entrou em uma nova fase no Brasil com a aprovação de regras que ampliam o caminho para pesquisa, produção e uso terapêutico desses produtos. A mudança foi recebida como um marco por especialistas e pacientes, por trazer mais clareza a um tema que, até aqui, avançava de forma lenta e cercada de dúvidas. Na prática, a nova regulamentação cria condições mais definidas para o cultivo voltado à pesquisa e para a produção nacional de itens à base de canabidiol, o CBD, composto da planta que não provoca efeito psicoativo. Antes, grande parte desse mercado dependia de importações, o que dificultava o acesso e encarecia o tratamento para muitas famílias.
MS prepara vacinação contra chikungunya e concentra doses em Dourados e Itaporã
Estado monta força-tarefa para conter avanço da doença na região sul, onde estão os municípios com maior pressão de casos
Com o aumento dos casos de chikungunya no sul de Mato Grosso do Sul, o governo estadual começou a organizar uma nova etapa de resposta para tentar frear a doença. A estratégia prevê o envio de 46.530 doses da vacina para Dourados e Itaporã, cidades que hoje concentram o surto na região e exigem atenção maior das equipes de saúde. A maior parte desse lote será destinada a Dourados, que deve receber 43.530 doses. Itaporã ficará com 3 mil. A definição foi discutida em reunião do Centro de Operações de Emergência da Secretaria de Estado de Saúde, dentro de um plano que reúne vacinação, reforço no atendimento, vigilância e apoio direto aos municípios mais afetados. O cenário preocupa. Mato Grosso do Sul já soma 1.764 casos confirmados da doença, além de milhares de notificações prováveis e sete mortes
registradas. Diante desse quadro, o Estado também ampliou a estrutura hospitalar em Dourados, com leitos exclusivos para pacientes com chikungunya no Hospital Regional, numa tentativa de dar resposta mais rápida ao aumento da procura por atendimento.
Além da assistência, a ação inclui diagnóstico, monitora-
mento diário dos indicadores e intensificação do combate ao mosquito transmissor. Equipes de saúde reforçam fumacê, borrifação e visitas em campo para localizar criadouros do Aedes aegypti, inclusive em áreas indígenas, onde o acompanhamento tem sido tratado como prioridade. Mesmo com a chegada das doses, a orientação é que a população continue fazendo sua parte. Eliminar água parada, evitar a automedicação e procurar uma unidade de saúde ao surgirem sintomas como febre, dores fortes nas articulações e manchas pelo corpo continuam sendo medidas essenciais para conter a chikungunya.
Hospital São Julião passa a contar com
nova ala
de psiquiatria em Campo Grande
Espaço criado em parceria com a Unimed amplia a assistência em saúde mental e oferece estrutura específica para internação, observação e terapias
O atendimento em saúde mental ganhou um novo reforço em Campo Grande com a abertura de uma ala de psiquiatria no Hospital São Julião. A nova estrutura, implantada pela Unimed Campo Grande, já começou a funcionar e amplia a oferta de cuidado especializado para pacientes que precisam de acompanhamento nessa área.
Instalada no Pavilhão Pousada dos Pássaros, a unidade foi preparada para atender pessoas de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul vinculadas ao Sistema Unimed. O espaço conta com 17 leitos, entre apartamentos e enfermarias, além de áreas de observação, consultórios e sala de estabilização para casos de urgência. A proposta vai além da internação. A ala também oferece ambiente para terapias em grupo e um jardim terapêutico, pensado para contribuir com
o processo de recuperação. O atendimento será feito por equipe multiprofissional, formada por psiquiatras, psicólogos, assistente social e profissional de educação física. Com a nova estrutura, a intenção é dar mais organização ao fluxo de atendimento e ofere-
cer um cuidado mais acolhedor e humanizado. A iniciativa surge em um momento de aumento na procura por serviços ligados à saúde mental, o que tem exigido ampliação da rede especializada. A implantação da ala faz parte do projeto de expansão dos serviços próprios da Uni-
med Campo Grande e fortalece a atuação conjunta com o Hospital São Julião, instituição já reconhecida pela assistência e reabilitação. O novo espaço amplia a capacidade de atendimento e reforça a importância de uma rede mais preparada para lidar com a saúde mental.
As novas regras também podem ter impacto direto sobre quem busca esse tipo de terapia. A expectativa é que os produtos se tornem mais acessíveis e que o processo de obtenção seja menos burocrático em algumas situações. Ao mesmo tempo, seguem mantidos controles sobre substâncias com maior concentração de THC, componente associado aos efeitos psicoativos da maconha. O avanço da regulamentação também tende a impulsionar estudos científicos no país. Com regras mais claras, a expectativa é de que universidades, pesquisadores e empresas tenham mais segurança para desenvolver pesquisas e ampliar o conhecimento sobre o uso medicinal da cannabis em tratamentos de saúde.
Conselho de Saúde faz avaliação e rejeita terceirização de unidades em Campo Grande
Representantes do setor dizem que terceirização não resolve os principais gargalos da rede pública e cobram debate mais amplo antes de qualquer decisão
A proposta da Prefeitura de Campo Grande de repassar a administração de unidades de saúde para Organizações Sociais abriu uma nova frente de embate na Capital. Nesta semana, o Conselho Municipal de Saúde se posicionou publicamente contra a medida e afirmou que a mudança no modelo de gestão não ataca os problemas mais graves enfrentados hoje pela rede pública.
A manifestação ocorreu durante sessão na Câmara Municipal, onde o presidente do colegiado, Jader Vasconcelos, criticou a ideia de transferir a condução dos Centros Regionais de Saúde do Tiradentes
e do Aero Rancho para OSs. Segundo ele, a crise no atendimento vai muito além da gestão das unidades e está ligada, principalmente, à falta de leitos, à demora por internações e à deficiência na retaguarda hospitalar. Na avaliação do Conselho, a terceirização tem sido apresentada como uma solução rápida para um cenário que é mais complexo. A entidade sustenta que problemas como desabastecimento, filas por exames e fragilidade na estrutura de atendimento não serão superados apenas com a troca de quem administra os serviços.
O entendimento é de que, sem enfrentar esses pontos, qualquer mudança corre o risco de ser apenas superficial. O tema ganhou ainda mais força porque a proposta já vinha provocando reação entre servidores, conselhos e entidades ligadas à saúde pública. Dados apresentados durante o debate mostram que a demanda reprimida na rede municipal segue alta, com milhares de pacientes à espera de exames e procedimentos. Esse quadro reforça a pressão para que a discussão não seja feita de forma apressada.
Foto: Saul Schramm
Com avanço da chikungunya no sul do Estado, Mato Grosso do Sul prepara vacinação e reforça atendimento em Dourados e Itaporã.
Hospital Cassems de Três Lagoas chega aos 15 anos com estrutura ampliada e papel consolidado no atendimento de pacientes da região leste do Estado.
Com novas regras para pesquisa, produção e uso terapêutico, a canábis medicinal ganha espaço
Foto: Divulgação
Nova ala de psiquiatria no Hospital São Julião amplia a estrutura de atendimento em saúde mental e reforça o cuidado especializado em Campo Grande.
Insted é credenciado pelo MEC e passa a ser centro universitário em Campo Grande
Portaria publicada no Diário Oficial da União confirma mudança e amplia autonomia acadêmica da instituição
A Faculdade Insted, em Campo Grande, foi oficialmente credenciada como centro universitário pelo Ministério da Educação (MEC), conforme portaria publicada no Diário Oficial da União da última terça-feira (1º). Com a mudança, a instituição passa a se chamar Centro Universitário Insted (Uniinsted), elevando seu status no sistema de ensino superior brasileiro.
A decisão consta na Portaria MEC nº 280, de 30 de março de 2026, homologada com base no Parecer CNE/CES nº 7/2026. O credenciamento tem validade de cinco anos e já está em vigor desde a data de publicação.
RECONHECIMENTO E
MUDANÇA INSTITUCIONAL
A transformação ocorre após avaliação do Conselho Nacional de Educação, que
Campo Grande encerra COP15 com saldo positivo e projeção internacional
Conferência sobre biodiversidade termina com avanços em proteção ambiental, inclusão de novas espécies e reconhecimento à Capital pela organização do evento
Depois de dias no centro das discussões ambientais, Campo Grande se despediu da COP15 com um resultado que ampliou a visibilidade da cidade e reforçou compromissos globais com a biodiversidade. O encontro terminou neste domingo com anúncios considerados importantes, entre eles a redução de 10% no déficit mundial de proteção ambiental e a inclusão de 40 novas espécies em medidas de conservação.
Ao sediar a conferência, a Capital sul-mato-grossense passou a ocupar um espaço de destaque no debate internacional sobre preservação. A escolha de Campo Grande para receber o evento chamou atenção para a posição estratégica do Estado, próximo de biomas essenciais como Pantanal e Cerrado, e ajudou a projetar a cidade como ponto de apoio para grandes agendas ligadas ao meio ambiente.
Durante a COP15, delegações de vários países participaram de reuniões, negociações e debates voltados à proteção dos
ecossistemas e ao enfrentamento da perda de biodiversidade. O avanço anunciado ao fim da conferência representa um passo relevante dentro da meta internacional de ampliar as áreas protegidas e fortalecer ações de conservação em diferentes partes do planeta. A entrada de 40 novas espécies em medidas de proteção também foi tratada como um dos resultados mais expressivos do encontro. A avaliação é de que decisões desse tipo ajudam a preservar o equilíbrio dos ecossistemas e a manter serviços naturais fundamentais, como a regulação do clima, a qualidade da água e a polinização. Além dos resultados ambientais, Campo Grande recebeu elogios pela estrutura oferecida e pela condução do evento. Para a cidade, a conferência deixa como legado não apenas a visibilidade internacional, mas também a imagem de um território preparado para participar de forma mais ativa das grandes discussões sobre sustentabilidade e conservação.
O QUE MUDA
analisou critérios como qualidade acadêmica, infraestrutura, corpo docente e organização pedagógica. O parecer foi favorável ao novo enquadramento institucional. Com o credenciamento, a antiga Faculdade Insted, criada em 2019, passa a operar como centro universitário em sua sede localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na região central da Capital. Em publicação nas redes sociais, a instituição destacou o marco. “Hoje, oficialmente, nós demos mais um passo buscando a excelência no que fazemos: nos tornamos Centro Universitário”, informou.
Na prática, o título de centro universitário representa um avanço dentro da estrutura do ensino superior no Brasil. Esse modelo garante maior autonomia para a instituição, especialmente na criação e gestão de cursos de graduação. Além disso, abre caminho para expansão acadêmica, incluindo a possibilidade de implantação de programas de pós-graduação mais avançados, como mestrado e doutorado, mediante autorizações específicas.
CRESCIMENTO RECENTE E PROPOSTA EDUCACIONAL
A instituição foi criada em
2018 e iniciou as atividades no ano seguinte, com proposta pedagógica baseada em metodologias ativas de ensino. O modelo prioriza a participação dos estudantes em projetos práticos e resolução de problemas reais. Nos últimos anos, a estrutura física também foi ampliada. Em 2025, a instituição inaugurou uma nova sede com mais de 8 mil metros quadrados, incluindo salas de aula, auditórios, espaços de convivência e áreas voltadas à inovação e tecnologia. Atualmente, a instituição oferece cursos de graduação nas áreas de Direito, Psicologia, Pedagogia, Ciências Contábeis, Gestão Pública e
Análise e Desenvolvimento de Sistemas, além de programas de pós-graduação. A mudança deve impactar diretamente estudantes, professores e o próprio mercado educacional em Mato Grosso do Sul. Com maior autonomia, a tendência é de ampliação da oferta de cursos e fortalecimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Para os estudantes, a expectativa é de mais oportunidades acadêmicas e maior valorização do diploma. Já para o Estado, o credenciamento reforça a presença de instituições privadas com foco em inovação e formação profissional qualificada.
Juruva vira símbolo da Mata Atlântica em MS e reforça aposta no turismo de natureza
Nova lei reconhece ave típica do bioma como referência ambiental do Estado e amplia ações ligadas à conservação, pesquisa e observação de aves
Mato Grosso do Sul passou a ter um novo símbolo ligado à sua riqueza ambiental. Com a sanção de uma lei estadual, a juruva foi escolhida como ave representativa da Mata Atlântica no Estado. A medida dá visibilidade a uma espécie típica do bioma e fortalece a ideia de unir preservação, educação ambiental e turismo de natureza.
O reconhecimento da ave não tem apenas valor simbólico. A proposta também busca estimular estudos científicos, campanhas de conscientização e atividades de observação de aves, segmento que vem ganhando espaço em várias regiões sul-mato-grossenses. A expectativa é de que a escolha ajude a aproximar a população da importância da Mata Atlântica e da necessidade de proteger seus habitats.
A definição da juruva foi construída com participação de diferentes setores, entre instituições públicas, entidades ambientais, representantes do turismo e organizações da sociedade civil. O processo foi
apresentado na Assembleia Legislativa no ano passado e ganhou força dentro de uma mobilização voltada à valorização da biodiversidade local.
A nova lei também chega em um momento em que Mato Grosso do Sul tenta se afirmar como destino de turismo sustentável. Além da preservação ambiental, o Estado tem apostado em roteiros de observação de aves e em experiências ligadas ao contato com a natureza. Nesse cenário, a juruva passa a funcionar também como um símbolo de identidade para esse segmento.
Com áreas importantes de Mata Atlântica ainda preservadas, Mato Grosso do Sul procura transformar esse patrimônio natural em ferramenta de conscientização e desenvolvimento.
Ao eleger a juruva como ave símbolo, o Estado não apenas homenageia uma espécie da fauna regional, mas reforça um discurso de proteção ambiental com potencial de gerar pesquisa, educação e atividade econômica.
Jardim Morenão vai receber centro comunitário
com foco em inclusão
Estrutura anunciada para a região do Anhanduizinho terá serviços sociais, espaços esportivos e ações voltadas ao fortalecimento da convivência comunitária
A região do Jardim Morenão, em Campo Grande, deve ganhar um novo espaço público voltado ao atendimento da população e à promoção da convivência social.
A prefeitura autorizou a construção do Centro Comunitário Pela Vida, o Convive, projeto que prevê investimento de R$ 13,7 milhões e capacidade para receber cerca de 650 pessoas por dia. A proposta é criar um ambiente que reúna diferentes serviços em um só lugar, com foco em cidadania, inclusão e prevenção da violência. A estrutura foi pensada para atender moradores da região do
Anhanduizinho com ações que vão desde assistência social até atividades educativas, esportivas e de apoio às famílias. No local, a população terá acesso a atendimentos do Cras, Procon e serviços nas áreas de saúde, como acompanhamento médico, odontológico e psicológico. O projeto também reserva espaços específicos para acolhimento de mulheres, além de biblioteca, salas de informática e auditório para atividades comunitárias.
A área destinada ao centro ainda vai contar com quadra poliesportiva, campo society, piscina semiolímpica e parque infantil. A intenção é oferecer, no mesmo complexo, opções de formação, lazer e prática esportiva, ampliando o uso do espaço por crianças, jovens e adultos. Além da estrutura de atendimento, o empreendimento prevê estacionamento e sistema de energia fotovoltaica. A aposta do município é que o novo centro ajude a fortalecer vínculos na comunidade e amplie a presença de políticas públicas em uma das regiões mais populosas da Capital.
Foto: Divulgação
Fotos: Divulgação
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Típica da Mata Atlântica, a juruva passa a representar a biodiversidade do bioma em Mato Grosso do Sul e reforça
A faculdade Insted agora é um centro universitário. A diretora Neca Chaves Bumlai comemorou o credenciamento.
Campo Grande encerra a COP15 sob elogios à organização e com resultados que reforçam compromissos globais com a proteção da biodiversidade.
NELSINHO TRAD
Senador
‘Onde tem um problema, eu estou no meio para resolver’
Senador Nelsinho Trad afirma que usa a experiência na vida pública para definir emendas, aponta saúde, segurança e infraestrutura como prioridades e defende uma alternativa de centro para 2026
Osenador Nelsinho Trad (PSD-MS) afirmou que adota a sensibilidade e a experiência acumulada em cargos públicos como critérios para destinar emendas parlamentares aos municípios de Mato Grosso do Sul. Ao comentar os principais desafios do Estado, ele apontou a saúde como a demanda mais urgente, seguida pela segurança pública, em razão da condição de fronteira, e pela necessidade de investimentos em infraestrutura rodoviária. O parlamentar também falou sobre combustíveis, autonomia nacional na produção de diesel e fertilizantes, o cenário da disputa presidencial de 2026, o projeto de reeleição do governador Eduardo Riedel e a relação política com o irmão, Fábio Trad. Confira a entrevista na íntegra:
A Crítica: Quais critérios o senhor utiliza para destinar emendas parlamentares aos
municípios de Mato Grosso do Sul?
Nelsinho Trad: O principal critério é a sensibilidade de quem conhece a realidade dos municípios. Eu não pulei etapas na vida pública. Fui vereador, prefeito de Campo Grande, deputado estadual e hoje senador. Essa trajetória me deu experiência para entender onde estão as maiores dificuldades de um prefeito e de uma cidade. Quando um gestor vai a Brasília em busca de recursos, ele não vai por acaso, mas porque existe uma necessidade concreta. Além disso, mantenho uma equipe técnica que ajuda a organizar os projetos e a encaminhá-los da forma correta nos sistemas do governo federal. Esse trabalho dá mais eficiência ao processo e ajuda a transformar pedidos em resultados efetivos para os municípios.
A Crítica: Na sua avalia-
ção, quais são hoje os principais gargalos de Mato Grosso do Sul?
Nelsinho Trad: A maior reclamação, sem dúvida, é a saúde. É uma área de custo elevado, que exige estrutura, exames, tecnologia e atualização constante. Não existe meia solução para a saúde: ou ela é feita com qualidade, ou a população sente imediatamente os efeitos da deficiência do atendimento. Como médico, sempre tive esse tema como prioridade e, por isso, destinei mais de R$ 500 milhões para a saúde dos municípios do Estado. Ainda assim, é uma área que sempre vai demandar novos investimentos. Depois da saúde, eu destaco a segurança pública. Mato Grosso do Sul convive com uma fronteira extensa com Paraguai e Bolívia, o que amplia os desafios relacionados ao tráfico de drogas, ao crime organizado e à vulnerabilidade social em determinadas regiões. Isso exige atenção permanente e políticas públicas firmes.
Na sequência, vem a infraestrutura. O Estado vive um momento de crescimento, impulsionado por projetos como a rota da celulose e a rota bioceânica, e isso aumenta a necessidade de investimentos em estradas. Não é possível falar em desenvolvimento sem melhorar a malha rodoviária, especialmente com duplicações em trechos estratégicos. O poder público precisa acompanhar a expansão econômica com planejamento e obras estruturantes.
A Crítica: O senhor também comentou a questão dos combustíveis. Como avalia esse debate?
Nelsinho Trad: O Brasil precisa avançar para ter mais autonomia na produção de diesel e em outros insumos essenciais. O cenário internacional tem mostrado como guerras e crises externas afetam diretamente os preços, o transporte, a produção e o custo de vida da população. Um país como o nosso, com capacidade técnica e estrutura, não pode permanecer excessivamente dependente de fatores externos. Isso também vale para os fertilizantes. O que defendo é que o Brasil tenha mais capacidade
de reagir, planejar e garantir segurança econômica diante das instabilidades do mundo.
A Crítica: De que forma essa discussão também passa pela atuação do Senado?
Nelsinho Trad: Passa diretamente. Hoje, além de acompanhar os temas internos, o Senado também debate reflexos de questões internacionais sobre a economia brasileira. Como presidente da Comissão de Relações Exteriores, acompanho de perto esse cenário e vejo como os
Essa trajetória me deu experiência para entender onde estão as maiores dificuldades de um prefeito e de uma cidade.
conflitos internacionais impactam decisões comerciais, energéticas e diplomáticas. O Brasil precisa defender a paz, o cessar-fogo nos conflitos e, ao mesmo tempo, fortalecer sua autonomia para não ficar refém do que acontece fora. O país precisa se modernizar e se preparar melhor para enfrentar crises.
A Crítica: Qual é o seu posicionamento em relação à eleição presidencial de 2026?
Nelsinho Trad: Eu sou de centro-direita e conservador. Essa é a minha linha política. O PSD definiu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato, e ele tem pontos positivos importantes, principalmente na área de segurança pública, que é uma
das maiores preocupações do país. Ao mesmo tempo, eu vejo espaço para o crescimento de uma candidatura de centro. A polarização entre os extremos já cansou uma parte significativa do eleitorado. Ela concentra o debate sempre nos mesmos nomes e dificulta o surgimento de alternativas. Acredito que a eleição de 2026 será uma oportunidade para o eleitor avaliar perfis diferentes e propostas mais equilibradas.
A Crítica: E como está o planejamento do PSD em Mato Grosso do Sul para as eleições?
Nelsinho Trad: O planejamento está bem definido. Eu presido o partido no Estado e tenho trabalhado com foco na reeleição. Também atuo na construção do projeto de reeleição do governador Eduardo Riedel. Entendo que ele tem conduzido bem o governo, feito entregas, mantido presença nos municípios e enfrentado as dificuldades com firmeza. Na minha avaliação, ele merece a oportunidade de disputar a reeleição, assim como ocorreu com outros governadores. A continuidade, quando há resultado e direção clara, pode ser importante para consolidar avanços que ainda estão em andamento.
A Crítica: O senhor afirmou apoio à reeleição de Eduardo Riedel. O que pesa nessa decisão?
Nelsinho Trad: Pesa a avaliação de que o governo tem trabalhado, tem presença no interior e está conectado com as necessidades do Estado. Eu sempre defendi uma política de resultado, de entrega e de solução, acima dos extremos ideológicos. Foi assim ao longo da minha trajetória e
continua sendo agora. Apoio o governador porque entendo que ele vem correspondendo e porque acredito que o Estado precisa seguir avançando com equilíbrio e responsabilidade.
A Crítica: Como o senhor lida com o fato de seu irmão, Fábio Trad, estar hoje em um campo político diferente do seu?
Nelsinho Trad: Isso não muda a relação familiar. Ele continua sendo meu irmão, e essa ligação está acima da divergência política. Nós fomos criados com esse valor dentro de casa, com respeito entre os irmãos, e isso permanece. Politicamente, ele fez uma escolha diferente da minha, e eu sigo em outro campo. Eu o aconselhei como irmão mais velho, mas cada um responde pelas decisões que toma. O que não vai acontecer é rompimento familiar por causa de política. Eu continuo defendendo a centro-direita, sem radicalismo, com foco em pragmatismo, gestão, investimento e resultado para a população.
A Crítica: Que marca o senhor pretende manter na sua atuação política?
Nelsinho Trad: A marca da resolutividade. Sempre procurei ser um político de entrega, de presença e de resultado. Entendo que o agente público precisa estar onde o problema está e ajudar a construir a solução. Foi assim nos cargos que ocupei e é assim no Senado. O que eu defendo para Mato Grosso do Sul e para o Brasil é uma política menos pesada, mais eficiente, com melhor organização da máquina pública e mais recursos disponíveis para investimento. No fim, o que a população quer é isso: resultado prático na vida real.
Prefeitura oficializa exoneração de Marcelo Miglioli da Secretaria de Infraestrutura
Exoneração foi publicada no Diogrande desta quarta-feira e passa a valer a partir de quarta-feira
A Prefeitura de Campo Grande oficializou na última quarta-feira (1º) a saída de Marcelo Miglioli do comando da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A exoneração, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de hoje. No ato assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP) a prefeitura confirma a exoneração foi feita a pedido. Miglioli estava à frente da Sisep desde 6 de novembro
de 2023, quando foi nomeado para assumir a pasta. A chegada dele ao
em São José do Rio Preto. Antes de assumir a secretaria na Capital, ele já havia ocupado funções na área de infraestrutura, como secretário estadual e diretor-presidente da Agesul. Miglioli é filiado ao Partido Progressistas (PP). Anteriormente, o ex-secretário já havia dito que não tem interesse na eleição proporcional e que não havia espaço na majoritária. “Essa decisão não depende de mim”, declarou. A pasta ainda não nomeou o novo titular da secretaria.
Espaços culturais ampliam horários e transformam o Centro em roteiro de passeio em Campo Grande
Expogrande 2026 terá Zezé Di Camargo, Daniel, Luan Santana e Thiaguinho em Campo Grande
Feira começa em 9 de abril no Parque Laucídio Coelho, com show gratuito de Zezé Di Camargo na abertura e programação musical até 20 de abril
Quem pretende acompanhar a programação musical da Expogrande 2026 já pode se organizar. A feira, uma das principais do agronegócio em Mato Grosso do Sul, será realizada de 9 a 19 de abril, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, com uma agenda de shows que reúne nomes como Zezé Di Camargo, Gusttavo Lima, Daniel, Diego & Victor Hugo, Luan Santana, Jads e Jadson e Thiaguinho.
A abertura das apresentações será no dia 9 de abril, com Zezé Di Camargo, em show com entrada gratuita na pista. Depois disso, os demais eventos passam a ter ingressos pagos, com exceção da apresentação da dupla Jads e Jadson, que também terá acesso gratuito na pista. Os valores começam em R$ 140, dependendo do setor e da data.
A programação foi montada para acompanhar os dias de feira e mistura sertanejo e pagode em uma das agendas mais aguardadas do calendário de eventos de Campo Grande. O encerramento musical, inclusi-
ve, será fora do período oficial da feira, no dia 20 de abril, com show extra de Thiaguinho. Entre os artistas confirmados, Gusttavo Lima sobe ao palco no dia 10 de abril, seguido por Daniel, no dia 11. Já na reta final do evento, a agenda segue com Diego & Victor Hugo, em 17 de abril, e Luan Santana, em 18 de abril. No dia 19, a dupla Jads e Jadson fecha a programação dentro da feira com expectativa de grande público, em apresentação gratuita na pista. A grade reúne artistas de estilos já consolidados junto ao público. Gusttavo Lima chega com músicas conhecidas como Bloqueado e Ficha Limpa. Luan Santana leva sucessos como Morena e Quando a Bad Bater. Daniel mantém o repertório romântico que marcou a carreira, enquanto Diego & Victor Hugo apostam em faixas populares do sertanejo atual, como Facas. Jads e Jadson, conhecidos como “os brutos”, aparecem como uma das atrações de apelo popular da programação. A dupla costuma reunir o público com canções como Jeito Cari-
nhoso e referências ao sertanejo raiz, que tradicionalmente embalam apresentações com participação intensa da plateia. No show extra do dia 20, Thiaguinho leva ao palco o pagode com músicas como Caraca, Muleke! e Ousadia e Alegria, ampliando o alcance da programação para além do sertanejo e fechando a agenda em tom de celebração.
Os ingressos estão à venda pela internet, por meio dos
sites Blacktag Ingresse e Q2 Ingressos, este último para o show de Luan Santana, além de pontos físicos em Campo Grande, como a Barbearia A Banca, no bairro Santa Fé, e a loja John John, no Shopping Campo Grande. Além da programação artística, a Expogrande chega à
86ª edição com foco também no agronegócio. A feira terá leilões, palestras, exposições e um pavilhão voltado a startups do setor. A expectativa da
organização é superar os resultados do ano passado, quando o evento recebeu mais de 125 mil visitantes e movimentou R$ 641 milhões em negócios.
2 CADERNO LIGHT
Espaços culturais ampliam horários e transformam o Centro em roteiro de passeio em Campo Grande
Morada dos Baís, Plataforma Cultural e Casa de Cultura passam a abrir mais tempo e convidam moradores de Campo Grande a redescobrir a cidade
Quem passa pelo Centro de Campo Grande na rotina diária nem sempre percebe quantas histórias estão espalhadas pelos prédios, salas de exposição e antigos pontos de encontro da cidade. Com a ampliação dos horários de funcionamento de espaços culturais, esse roteiro ficou mais acessível para moradores e visitantes, inclusive nos fins de semana.
A mudança permite que mais pessoas conheçam locais tradicionais da Capital sem depender apenas dos dias úteis, o que abre caminho para um passeio diferente, a pé, por alguns dos principais pontos culturais da cidade.
Um dos destaques do trajeto é a Morada dos Baís. Antes aberta somente de segunda a sexta-feira, ela agora também funciona aos sábados, das 8h às 12h. Logo na entrada, o visitante encontra uma escadaria antiga, de madeira, em tom vermelho envelhecido, que leva ao andar superior, onde estão os cômodos que um dia abrigaram a família Baís, entre eles o quarto de Lígia Baís.
No térreo, os espaços que antes recebiam visitas da família hoje foram transformados em salas de exposição e em área de venda de artesanato produzido por artistas da região. Durante três meses, o passeio guiado ficará suspenso por causa de reformas na área do restaurante, mas a visitação às salas de artesanato continua
aberta ao público. A professora aposentada Magda Schultz, de 60 anos, vê a visita como indispensável. “Morei anos aqui na cidade, hoje moro fora do país. Vir para Campo Grande e não visitar aqui, sentir o cheiro e a textura desse lugar, é como se eu não tivesse vindo”, afirma. Para ela, a ampliação do horário deveria ter ocorrido antes. Seguindo pelo Centro, outro ponto do roteiro é a Plataforma Cultural, conhecida também como Esplanada Ferroviária. O espaço, que já foi ponto de chegada e partida de trens, hoje abriga atividades ligadas à arte e à memória da cidade. No local, o público pode visitar a Galeria de Vidro, onde artistas expõem quadros, esculturas e outras obras. A
estrutura também reúne ateliês com oficinas e cursos, além de exposições permanentes. O artista visual Sidney Lemes, de 52 anos, está na Plataforma há 14 anos e chama atenção para o movimento de visitantes.
funcionamento de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
Já o Memorial da Cultura Indígena, na região do Tiradentes, passou a ter horário ampliado durante a semana e também abriu aos fins de
Espaços culturais de Campo Grande ampliam horários e oferecem novas opções de passeio e visitação no fim de semana.
“Não são só turistas. Tem muita gente daqui mesmo que ainda não conhece o espaço. Eles chegam curiosos, perguntam, e a gente vai contando a história e como tudo começou”, relata.
Além da galeria, a Plataforma Cultural reúne a associação dos ferroviários, o Armazém Cultural e, mais recentemente, passou a abrigar a biblioteca do Horto, ampliando as opções para quem procura um passeio em família.
O circuito pode seguir por outros espaços que também tiveram mudanças no atendimento ao público. A Casa de Cultura, na região central, agora abre aos fins de semana, das 9h às 12h, além do
semana, das 8h às 12h. O Museu José Antônio Pereira, na região norte da cidade, agora funciona inclusive aos fins de semana, das 13h às 17h.
Com os novos horários, o Centro de Campo Grande e
outros pontos da cidade deixam de ser apenas locais de passagem e passam a oferecer mais oportunidades para quem quer conhecer de perto a história, a arte e a memória cultural da Capital.
Mato Grosso do Sul conquista três prêmios e amplia destaque nacional e internacional na área do turismo
Reconhecimentos recebidos em março reforçam a força de Mato Grosso do Sul no ecoturismo, na promoção do destino e na consolidação de Bonito como referência do setor
Mato Grosso do Sul encerrou março com três premiações que reforçam a força do Estado no turismo. Os reconhecimentos destacam tanto o trabalho de promoção da Fundação de Turismo quanto a consolidação de destinos como Bonito e Pantanal no ecoturismo brasileiro. Na segunda-feira, 30 de março, em Brasília, MS recebeu o prêmio ‘Destaque de Destino na promoção da imagem do Brasil no exterior’, durante o Prêmio Embratur Visit Brasil. A homenagem reconhece a estratégia adotada pelo Estado para ampliar sua presença no mercado inter-
nacional. Para o diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, o resultado reflete uma construção de longo prazo. “Essa premiação reconheceu a jornada da última década do turismo de Mato Grosso do Sul, com estratégias, consistência e presença no mercado internacional de forma inteligente e segmentada”, afirmou. No sábado, 28 de março, Mato Grosso do Sul também foi vencedor da categoria Ecoturismo no M&E Awards 2026 – Destinos do Ano, promovido pelo Mercado&Eventos. A escolha reforça o protagonismo do Estado no turismo de
e
sua
natureza, com destaque para regiões como Bonito/Serra da Bodoquena e o Pantanal. Bonito, Jardim e Bodoquena são conhecidos por atrações como flutuação em
rios de águas cristalinas, grutas, mergulho em nascentes e trilhas em áreas conservadas. Já o Pantanal se consolida com o turismo de observação de fauna e experiências ligadas à
no
sustentabilidade. Segundo Wendling, o prêmio reforça a liderança de Mato Grosso do Sul no setor. “O estado se tornou referência nos últimos anos na gestão de
destinos e pelos atributos dos seus atrativos, especialmente turismo de natureza, sustentabilidade e turismo responsável”, disse.
Ainda no sábado, Bonito foi eleito pela 19ª vez o melhor destino de ecoturismo do Brasil, em premiação do guia ‘O Melhor de Viagem e Turismo 2025/2026’, da Editora Abril. O novo reconhecimento amplia a sequência de títulos do município, que em 2022 se tornou o primeiro destino de ecoturismo do mundo com certificação de carbono neutro. Bonito também tem o primeiro atrativo de ecoturismo do mundo com certificação clima positivo. Com os três resultados, Mato Grosso do Sul fortalece sua imagem como um dos principais destinos de natureza do país e amplia seu protagonismo na promoção turística dentro e fora do Brasil.
Foto: Ana Paula Fernandes
Artesanato regional ocupa salas da Morada dos Baís abertas ao público no fim de semana.
Espaço histórico da ferrovia hoje abriga atividades culturais e exposições permanentes.
Abertura aos fins de semana amplia acesso à Casa de Cultura em Campo Grande.
Espaço na região do Tiradentes recebe visitantes com novos horários de visitação.
Mato Grosso do Sul recebeu três prêmios em março
reforçou
posição de destaque
turismo nacional.
Foto: @visitmsoficia
Parceria garante digitalização completa do Arquivo Público de Mato Grosso do Sul
Acordo amplia acesso a documentos históricos e reforça preservação do acervo estadual
Um acordo firmado nesta semana vai permitir que todo o acervo do Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul seja digitalizado, ampliando o acesso e garantindo maior preservação dos documentos históricos.
A parceria envolve a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e o Instituto de Preservação Documental e Cultural Interamericana (IPDCI). Pelo termo, oficializado na segunda-feira (30), o instituto será responsável por fornecer equipamentos e equipe técnica para realizar a digitalização dos materiais.
Além do Arquivo Público, o trabalho também deve contemplar acervos de instituições parceiras, como o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, a Cúria Dioce-
sana de Corumbá e a Polícia Militar. Mesmo com a digitalização, os documentos físicos continuam sob responsabilidade do Estado. Já o material digitalizado passa a ter copropriedade, conforme previsto no acordo e respeitando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Segundo o coordenador do Arquivo Público Estadual, Douglas Alves da Silva, a iniciativa também vai permitir a inclusão de documentos que ainda não estão digitalizados, ampliando o volume de conteúdo disponível. Ele destaca que o processo facilita o acesso às informações e reduz a necessidade de manuseio dos materiais originais, muitos deles sensíveis ao tempo.
TRABALHO SOLIDARIEDADE
Estúdio de games de MS amplia mercado com apoio do Sebrae e aposta em profissionalização
Asantee Games é desenvolvedora do jogo Magic Rampage, que soma mais de 50 milhões de downloads em dispositivos móveis e computadores
Trilhas gratuitas e online ajudam desde iniciantes até empresas do setor que querem crescer e buscar investimentos
A indústria de games em Mato Grosso do Sul ainda está em consolidação, mas já apresenta casos de crescimento no mercado. Um deles é o da Asantee Games, estúdio sul-mato-grossense que apostou no desenvolvimento de jogos próprios e ganhou espaço no setor com apoio do Sebrae/MS. A empresa é responsável por Magic Rampage, jogo que soma mais de 50 milhões de downloads em dispositivos móveis e computadores. Até alcançar estabilidade, no entanto, o estúdio enfrentou um dos principais desafios do segmento: monetizar o produto. Segundo o cofundador Bruno Fernandes Pereira, a formalização da empresa foi decisiva para estruturar o negócio. “A parte mais difícil foi monetizar e rentabilizar o negócio, principalmente por trabalharmos com IP própria. Quando formalizamos a empresa e criamos o CNPJ, demos um passo fundamental. Desde então, buscamos apoio externo, principalmente do Sebrae, que é nossa principal referência em capacitação empresarial no Estado”, afirma.
O jogo foi desenvolvido ao longo de um ano antes do lançamento e segue no mercado há cerca de 12 anos, com atualizações constantes, novos módulos, fases e opções de compra. “Foi um trabalho contínuo para manter a comunidade ativa”, explica o empreendedor.
Desde 2024, com a criação de uma frente de atendimento voltada ao setor de games no
Sebrae/MS, os sócios passaram a acessar soluções específicas para o segmento, como missão técnica à Gamescom Latam, consultoria para plano de ação e participação na Trilha Games Starter. Mesmo com a empresa já consolidada, Bruno avalia que a formação ajudou a atualizar conhecimentos e identificar ajustes necessários. “Mesmo com a empresa consolidada, foi importante para reciclar conhecimento. O curso traz informações atualizadas e aponta pontos que ainda precisam ser aprimorados”, diz. Para o analista-técnico do Sebrae/MS, Flávio Domeniche, o setor vive um momento favorável, mas exige mais estrutura das empresas. “A indústria de games vive um momento positivo. Somos um dos maiores mercados consumidores do mundo e houve crescimento expressivo no número de estúdios. Em Mato Grosso do Sul, o avanço é gradual, mas constante”, afirma. Segundo ele, muitos desenvolvedores dominam a parte técnica, mas ainda encontram dificuldades em áreas como gestão financeira, precificação e captação de investimentos. Para atender diferentes perfis de empreendedores, o Sebrae oferece duas trilhas online e gratuitas. A Games Starter é voltada a quem está começando ou quer organizar melhor um estúdio em fase inicial. Já a Games Pro atende empresas em operação que buscam crescer e acessar investimentos.
A digitalização também traz ganhos para pesquisadores. Com os documentos em formato digital, será possível realizar buscas mais rápidas e organizar melhor os arquivos, o que contribui para estudos históricos e acadêmicos.
Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura, Eduardo Mendes, a medida ajuda a proteger registros importantes da história do Estado. Segundo ele, a iniciativa evita perdas causadas por desgaste, incêndios ou outros danos. Já o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, avalia que a ação fortalece a preservação da memória sul-mato-grossense e amplia o acesso ao conhecimento.
Ele afirma que a disponibilização dos documentos pode beneficiar pesquisadores, estudantes e a população em geral, além de contribuir para decisões futuras com base em registros históricos.
Próximo ‘Feirão do Cincão’ da AACC/MS acontece na próxima semana na Capital
Feirão do Cincão da AACC/MS terá mais de 8 mil produtos a R$ 5 nos dias 7 e 8 de abril, em Campo Grande
Evento terá roupas, calçados, brinquedos e utensílios; renda vai para manutenção dos atendimentos da instituição
Quem passar pela sede da AACC/MS nos dias 7 e 8 de abril vai encontrar uma chance de comprar barato e, ao mesmo tempo, ajudar no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. A instituição realiza mais uma edição do Feirão do Cincão, em Campo Grande, com mais de 8 mil produtos vendidos pelo valor único de R$ 5. O feirão terá roupas, calçados, brinquedos, acessórios e utensílios domésticos em boas condições de uso. Além disso, o Bazar e o Brechó fixos da associação também participarão da ação com 30% de desconto em peças selecionadas, inclu-
sive de marcas conhecidas. O atendimento será das 8h às 17h, sem fechar no horário de almoço, na sede da entidade, na Avenida Ernesto Geisel, 3475, no bairro Orpheu Baís.
Toda a arrecadação será usada para manter os serviços prestados pela AACC/MS, que acolhe crianças e adolescentes em tratamento oncológico, além de familiares vindos de várias regiões de Mato Grosso do Sul e até de outros países. Segundo a instituição, os recursos ajudam a cobrir despesas com alimentação, contas básicas, transporte, materiais de higiene, exames e medica-
mentos não fornecidos pelo SUS. Hoje, o custo mensal da operação gira em torno de R$ 400 mil. Os números de atendimento ajudam a dimensionar o trabalho da associação. Ao longo de 2025, a AACC/MS atendeu 323 pacientes, sendo 82 novos casos. No período, foram realizados 17.910 atendimentos multiprofissionais, 31.676 refeições, 6.346 hospedagens e distribuídas 1.525 cestas básicas e assistenciais. O Centro de Tratamento Onco Hematológico Infantil também registrou 688 internações.
De acordo com a presidente da instituição, Mirian Comparin Corrêa, o valor arrecadado também vai ajudar na reforma completa da Casa de Apoio, com foco na ampliação da estrutura e no conforto das famílias durante o tratamento. A organização orienta que o público chegue cedo, já que a procura costuma ser grande, e recomenda levar água, protetor solar e chapéu para enfrentar possíveis filas. Serão aceitos pagamentos por PIX, dinheiro, cartão de débito e crédito, com parcelamento em compras a partir de R$ 100.
SERVIÇO:
EVENTO: FEIRÃO DO CINCÃO – AACC/MS
Data: 7 e 8 de abril
Horário: das 8h às 17h (sem intervalo para almoço)
Local: Av. Ernesto Geisel, 3475 – Orpheu Baís
Contato: (67) 3322-8000 (telefone e WhatsApp)
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Parceria vai permitir a digitalização completa do acervo do Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul
Foto: Ricardo Gomes/Setesc
Toyota lança GR Yaris no Brasil com 304 cv e pré-venda esgotada
Hot hatch chega em edição limitada, com 198 unidades, e primeiras entregas começam em abril
A Toyota oficializou, no último dia 31 de março, a chegada do GR Yaris ao Brasil já com forte demanda: o primeiro lote foi esgotado ainda na pré-venda. O modelo, desenvolvido pela divisão Gazoo Racing, será vendido por R$ 354.990 e terá 198 unidades nesta fase inicial, todas numeradas, sendo metade reservada antecipadamente. As entregas começam em abril.
Além do carro, os compradores terão acesso a uma experiência no Autódromo Velocittà, com atividades de pilotagem e contato com versões de competição, reforçando o vínculo do modelo com o automobilismo.
Desempenho e engenharia
Concebido com base nas pistas, o GR Yaris traz soluções voltadas à performance, como entradas de ar funcionais, carroceria com maior rigidez estrutural e suspensão traseira double wishbone, incomum no segmento.
O motor 1.6 turbo de três cilindros entrega 304 cv e 40,8 kgfm, com tecnologias como injeção direta e sistema de refrigeração avançado. A tração integral GR-Four permite ajustar a distribuição de torque conforme o tipo de condução.
Versões e interior
O modelo será oferecido com câmbio manual de seis marchas e automático de oito velocidades, com lógica inspirada em competição. No interior, o foco é o motorista, com painel rebaixado, console inclinado e display digital de 12,3 polegadas com informações de desempenho.
Equipamentos e mercado
Mesmo esportivo, o carro traz pacote completo de segurança, com oito airbags e assistentes de condução. Também há garantia estendida de até 10 anos, dentro do programa da marca.
O esgotamento antecipado reforça o posicionamento do GR Yaris como um modelo de nicho, voltado a entusiastas e com produção limitada.
Haval H9 supera SW4 e GWM registra melhor mês no Brasil desde 2023
Resultado divulgado em 1º de abril chama atenção, mas crescimento da marca é consistente
Divulgados no dia 1º de abril, os números da GWM podem até parecer brincadeira, mas indicam um avanço real da marca no Brasil. Segundo a montadora, março foi o melhor mês desde o início das operações no país, com 6.598 veículos emplacados. No trimestre, o total chegou a 15.903 unidades, alta de 137,7% sobre 2025.
Na comparação anual, o crescimento foi de 215%, bem acima dos 15,1% do mercado. Com isso, a empresa afirma ter alcançado a 12ª posição no ranking nacional.
Virada entre SUVs grandes
O Haval H9 foi o principal destaque ao registrar 1.170 emplacamentos e, segundo a marca, superar o Toyota SW4, que teve 1.116 unidades. A diferença de 54 veículos marca uma mudança relevante em um segmento tradicional.
A GWM também colocou outros dois modelos entre os cinco mais vendidos da categoria: o Tank 300, com 906 unidades, e o Wey 07, com 216.
Híbridos e picapes impulsionam resultado
Entre os híbridos, o Haval H6 manteve a liderança com 3.317 unidades, à frente de concorrentes diretos. Já a picape Poer P30 entrou no top 5 do segmento de médias, com 677 emplacamentos.
Expansão no mercado
O desempenho reforça o crescimento da GWM no Brasil desde 2023, com foco em SUVs e eletrificados, consolidando espaço em diferentes segmentos.