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Análise Urbanística da Iputinga

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URBANISMO I IPUTINGA


AUTORES: ANNA SOFIA CAVALCANTI; BÁRBARA FERNANDES; JOÃO PAULO MARQUES URBANISMO I ORIENTADORAS: ANDRÉA CÂMERA E CLARISSA DUARTE


APRESENTAÇÃO Esta atividade tem como objetivo uma análise urbanística do bairro da Iputinga, com maior ênfase na região da Estrada do Barbalho até a Rua Monsenhor Ferreira Lima. A área foi determinada em parceria com a ARIES, para posterior intervenção urbanística. Através desse estudo, ocorreu a observação da iluminação e do mobiliário urbano do local. A elaboração dessa atividade foi realizada pelos alunos: Anna Sofia Cavalcanti; Bárbara Fernandes; João Paulo Gomes, universitários da disciplina de Urbanismo I da Universidade Católica de Pernambuco, no segundo semestre de 2018, na qual foram assessorados por Andréa Câmara e Clarissa Duarte. O resultado almejado por tal análise é um diagnóstico de iluminação e mobiliário urbano, objetivando estabelecer diretrizes em busca de uma mudança no atual cenário existente no local.


SUMÁRIO SUMÁRIO 0. INTRODUÇÃO 1.

CONCEITUAÇÃO

1.1 O Espaço Urbano Cidadão 1.2 Rua Cidadã e os elementos da coexistência 1.3 Cidade para Pessoas e Caminhabilidade

2.

CARACTERIZAÇÃO GERAL DA ÁREA

2.1 Aspectos socioeconômicos e socioculturais 2.2 Elementos de Paisagem 2.3 Aspectos Legislativos

3. 3.1

3.2

3.3

LEITURA URBANA LOCAL TEMÁTICA POR UM ESPAÇO CIDADE PRESERVADO E PRODUTIVO 3.1.1 Identidade 3.1.2 Proporcionalidade 3.1.3 Diversidade 3.1.4 Densidade POR UM HUMANIZADO, SEGURO E CONFORTÁVEL 3.2.1 Permeabilidade 3.2.2 Caminhabilidade 3.2.3 Vegetalização 3.2.4 Iluminação e mobiliário POR UM ESPAÇO INTEGRADO E INCLUSIVO 3.3.1 Acessibilidade 3.3.2 Multimodalidade 3.3.3 Conectividade 3.3.4 Colaboração

4. 5. 5.1 5.2

ESTRATÉGIAS DE DESENHO URBANO Tabela de desafios e pontecialidades Visões do Futuro

LEITURA INTEGRADA


INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo analisar urbanisticamente o bairro da Iputinga, localizado na cidade de Recife-PE. A área delimitada se estende da Estrada do Barbalho, Rua São Mateus e Rua Monsenhor Ferreira Lima, ao redor da Escola Profissional anexa ao sindicato e a Creche municipal Casinha Azul apontadas no mapa. A atividade consiste em expor diagnósticos da área urbana local, referente a iluminação e ao mobiliário urbano da região. O trabalho abrange, em sua análise, estudos sobre os aspectos legislativos, aspectos históricos e elementos de paisagem. O exercício foi dividido em três partes, a primeira consiste na introdução, a segunda é o reconhecimento e conceituação do tema e a leitura urbana geral, a terceira trata da análise específica da área, em questão de iluminação e mobiliário. As metodologias utilizadas para obter os resultados de estudos bibliográficos foram os livros: CIDADE PARA PESSOAS, de Jan Gehl, e CIDADE CAMINHAVEL, de Jeff Speck. Foram incorporadas às metodologias, informações colhidas em campo, pela população residente na Iputinga. O método final para o diagnóstico do território foi baseado na leitura das qualidades urbanas que devem caracterizar a área, baseado no conceito de espaço urbano cidadão. A proposta é indicar a qualidade urbana de iluminação e mobiliário urbano no local.


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CONCEITUAÇÃO 1.1 1.2 1.3

O Espaço Urbano Cidadão Rua Cidadã e os Elementos de Coexisttência Cidade para Pessoas e Caminhabilidade


1.1 O ESPAÇO URBANO CIDADÃO

O espaço urbano cidadão sucede do planejamento integrado entre espaços públicos e privados que em conjunto com os habitantes e usuários locais compõem a paisagem cultural. Envolve dois conceitos coexistentes, Rua Cidadã e Arquitetura Urbana. Guiam o debate para a obtenção de um lugar que promova não só uma boa qualidade de vida – segurança e conforto – para seus cidadãos como também um desenvolvimento integrado e funcional socioespacial. A Rua Cidadã, o espaço púbico que coordena a interação entre lugares e pessoas, determina a rua como um elemento importante do sistema que forma e interliga a cidade, no qual exige um planejamento que integralize os elementos de desenho urbano objetivando conforto e segurança para seu usuário. A Arquitetura Urbana, espaço privado, nasce da premissa do conceito anterior, ou seja, de um planejamento público cidadão. É através desse pensamento onde pode-se tratar os elementos construtivos, edificados, como matéria prima de comunicação e respeito mútuo que transcende a barreira do privado, que se molda de maneira consciente e responsável ao espaço público.

Fonte: Caderno do CEAS, Salvadorr, 2015

1.2 A RUA CIDADÃ E OS ELEMENTOS DE COEXISTÊNCIA

A rua cidadã atende as necessidades dos cidadãos, tais como segurança e conforto tendo como objetivos a dinâmica, vigilância social, qualidade espacial e qualidade ambiental que irão integrar e possibilitar a coexistência urbana. Dessa forma, a rua é um espaço público fundamental que requer atenção, cuidado, planejamento, faz parte da cidade e deve ser pensada a nível de outros espaços públicos, como praças e parques, fazendo, assim, parte de um sistema integrado. “É o espaço público viário articulador e lugares e pessoas, concebido de maneira integral, onde as edificações, a mobilidade, a vegetação e o mobiliário urbano demonstram-se planejados de maneira conjunta e complementar, visando, sobretudo, a segurança e o conforto dos cidadãos.” DUARTE, Clarissa. A Rua Cidadã e suas Propriedades. Recife, 2005. Para que tais necessidades cidadãs sejam obtidas, faz-se necessário especificar as prioridades que atraem os olhos do usuário, são elas: Mobiliário Urbano, Vegetação, Interface Edificada e Mobilidade.


MOBILIÁRIO URBANO

Na análise do mobiliário urbano de um local deve-se levar em conta a coerência na implantação, na distribuição, coerência ergonômica e climática, legibilidade e identidade. Na área de estudo é evidente, que, não há uma coerência na maneira que o mobiliário é integrado a paisagem, afirmando tão fato é visto que as calçadas possuem obstruções, tanto de acessibilidade, que não é encontrado na maioria das vezes, como de postes com má distribuição dificultando a caminhabilidade desejável. Além disso, percebe-se que a iluminação local não é adequada, já que muitas não funcionam e não são de iluminação para pedestres.

Fonte: Galeria de Reurbanização da orla do lago Paprocany / RS+. Fotografia de Tomasz Zakrzewski

Fonte:www.decorfacil.com;acessado em 24/10/2018

Fonte: Foto autoral

Fonte: Google Earth

VEGETAÇÃO

Recife é uma cidade de clima tropical, diante disso o sombreamento das calçadas por intermédio da vegetação é um aspecto fundamental para proporcionar conforto térmico e uma caminhabilidade agradável. A vegetação, além disso, possui bons benefícios como a redução da poluição sonora, absorção de raios solares e auxilio na drenagem da água da chuva, entretanto, deve-se possuir uma atenção redobrada quanto ao seu planejamento. Para possuir uma adequação da vegetação é essencial coerência na escolha, harmonia, continuidade, presença e compartilhamento. A maior parte da área de estudo tem vegetação de quase inexistente a inexistente.

Fonte: Amostra Casa Cor 2016

Fonte: Campus Corporativo Coyoacán / DLC Arquitectos + Colonnier y Asociados.

Fonte: Foto autoral

Fonte: Foto autoral


INTERFACE EDIFICADA

A interface edificada é a relação entre edificação, rua e pedestres, dessa forma, a relação entre o público e o privado. Para possuir uma boa interface é necessário a permeabilidade visual, proporcionalidade à escala humana, coerência climática – elementos arquitetônicos coerentes ao local –, diversidade e continuidade. A área de estudo possuiu, em sua grande parte, boa interface arquitetônica, devido a permeabilidade visual possibilitada pela grande gama de comercio, casas que são também utilizadas para fins comerciais e edificações com pavimento superior aberto para a paisagem, entretanto, ainda sim é visto grandes muros.

Fonte: Praça na Univeridade Teikyo

Fonte: Georgia Street by Ratio

Fonte: Foto autoral

Fonte: Foto autoral

MOBILIDADE

A mobilidade está referida às condições de locomoção, ela é adequada quando possui tais aspectos: diversidade, meios não poluentes, transportes públicos, limitação de velocidade, qualidade de permanências e qualidade de superfícies. Na área de estudo a mobilidade, apesar de possuir grande diversidade nos meios de locomoção, não possui qualidade nas superfícies de deslocamento, não possui faixas exclusivas para transportes públicos tão pouco para ciclovias e faixas de pedestres, assim causando caos nos deslocamentos. Ainda, muitas calçadas estão em mau estado de conservação, induzindo os pedestres a utilizarem as ruas como meio de caminhada.

Fonte: ITDP (Desistímulo ao uso do Fonte: Nacto automóvel)

Fonte: Foto autoral

Fonte: Foto autoral


1.3 CIDADE PARA PESSOAS E CAMINHABILIDADE

A dimensão humana vem sido esquecida no planejamento urbano das cidades, negligenciando sua existência, dando espaço cada vez mais para o isolamento social, grandes edifícios que não possui conectividade com o meio. Como consequência disso há o grande aumento do uso de automóveis individuais, que por uma linha de continuidade gera outros problemas, como poluição, doenças respiratórias e até mesmo o isolamento social. Para obter uma cidade adequada há o princípio fundamental do planejamento do projeto que são as pessoas, deve-se primeiro pensar na dimensão humana. De acordo com o livro Cidade Para Pessoas de Jan Gehl, a cidade deve possuir sustentabilidade social, segurança, confiança, democracia e liberdade de expressão. Para proporcionar uma caminhabilidade o oferecimento de uma caminhada deve seguir um propósito, segurança, conforto e entretenimento. As pessoas devem se sentir convidadas, dessa forma aumenta o potencial de vitalidade pois elas se sentem à vontade para caminhar pelas ruas, pedalar, utilizar transportes públicos e permanecer em locais, devido ao sentimento de segurança, entretanto para isso deve-se ter um planejamento e estrutura adequada. Para obter uma cidade caminhável é fundamental pensar nos tamanhos das quadras. Uma cidade com quadras de 60 metros pode ter ruas com 2 a 4 faixas, já uma cidade com 180 metros de quadra pode ter de 4 a 6 faixas e isso é um grande problema, visto que além de não permitir a caminhabilidade confortável, o individuo é incentivado a fazer um maior uso de carro quando também não há um estimulo ao uso de transportes públicos. Sem maneiras fundamentais que reproduzam a sensação de conforto e segurança, dificilmente haverá estimulo para caminhar e permanecer nos espaços públicos. Diante disso, a cidade ideal, cidade planejada para pessoas, é aquela que prioriza o pedestre e o ciclista, proporcionando uma segregação de tráfego adequada. Além de proteção aos pedestres, boa iluminação, experiências sensoriais, conforto ao sentar-se, ver, ouvir e comunicar.

Fonte: ITDP (Desistímulo ao uso do automóvel)

Fonte: Cheonggyecheon, Seoul


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CARACTERIZAÇÃO GERAL DA ÁREA

2.1 1.2 1.3

Aspectos Socioeconômicos e socioclturas Elementos de Paisagem Apesctos Legislativos


O objetivo dessa análise é compreender a formação e transformação do Bairro da Iputinga e dos problemas encontrados atualmente na área, como também as diretrizes para um ordenamento citadino legal condizente com o espaço em questão. Se aprofundando nos dados fornecidos através dos elementos socioculturais, da paisagem e legais para obter as respostas necessárias para destrinchar as soluções cabíveis de serem aplicadas futuramente.

2.1 ASPECTOS SOCIECÔMICOS E SOCIOCULTURAIS

Iputinga, chamado de Ipueira nos documentos antigos, é um vocábulo de origem Tupi, usado pelos indígenas para designar lugares do campo que se enchem d’água no inverno, permanecendo alagada por algum tempo. Na época da colonização, foram as primeiras terras divididas entre os colonos pois eram consideradas de excelente posição e ótimas para a agroindústria do açúcar. Restam hoje algumas edificações desse momento, como o Casarão do Engenho Barbalho. As condições do rio e do seu envoltório (poluição e enchentes periódicas; crescimento de comunidades carentes) contribuíram para evasão dos moradores do bairro, principalmente depois da grande enchente de 1975. Posteriormente Val Bonfim, criou o movimento artístico Iputinga Bairro dos Artistas, com o objetivo de trazer de volta os antigos moradores. Com o passar dos anos alguns conjuntos habitacionais foram construídos e trouxeram impactos de ordem social como o aumento da violência, uso de drogas e prostituição, são alguns deles: Abençoado por Deus, Clube do Automóvel e Bangu. Além disso, as mudanças na paisagem local foram notadas na construção do Parque do Caiara, reforma do posto de saúde, melhoramento da Avenida Mauricio de Nassau e implantação da lombada eletrônica. Contudo, o aumento populacional desordenado e a falta de estrutura local favoreceram o aumento do lixo exposto em vários pontos da comunidade. Diante disso, se não houver planejamento e estruturação do espaço geográfico os problemas não serão resolvidos, mas, apenas transferidos. A Iputinga encontra-se na Região Político Administrativa IV (RPA4), na qual é composta além da Iputinga pelos bairros do Cordeiro, Ilha do Retiro, Madalena, Prado, Torre, Zumbi, Engenho do Meio, Torrões, Caxangá, Cidade Universitária e Várzea. Localiza-se na microrregião 4.1,com distância do Marco Zero de 7.74Km, área territorial de 434ha2 e um total de população residente de 52.200 habitantes.


2.1 ASPECTOS SOCIECÔMICOS E SOCIOCULTURAIS

1948 – Em dezembro Gilberto Freyre defende em discurso na Câmara dos Deputados a criação de um instituto de pesquisas com o nome de Joaquim Nabuco, argumentando que a homenagem acrescentaria “ao efêmero e ao convencional das cerimônias simplesmente festivas e acadêmicas do centenário do grande brasileiro, alguma coisa de duradouro e fora das convenções”. 1949 – Em 21 de julho a Lei Nº 770 cria na cidade do Recife o Instituto Joaquim Nabuco, dedicado ao estudo sociológico das condições de vida do trabalhador brasileiro da região agrária do norte e do pequeno lavrador dessa região, que vise o melhoramento dessas condições. Instalação - José Antônio Gonsalves, foi o primeiro Diretor do Instituto Joaquim Nabuco. O diretor da Biblioteca Pública, Dr. Olinto Costa Júnior, colocou as dependências da Instituição à sua disposição para as providências burocráticas iniciais de instalação. O oferecimento foi sustado, poucos dias depois, por uma contra-ordem proibitiva do então Secretário de Educação do Governo Barbosa Lima Sobrinho, Sylvio Rabello O Instituto Joaquim Nabuco instalou-se em algumas salas cedidas pelo Instituto Arquelógico, na Rua do Hospício, 130, na cidade do Recife. Primeira sede - Para realizar os trabalhos da instituição, foi alugado um chalé de 1870, característico do século XIX, a Vila Elvira, localizado à Av. Rui Barbosa, 1654, na Ponte D’Uchoa.Era um edifício amplo, com primeiro andar e um porão aproveitável, onde se instalou o que viria a ser a Biblioteca do Instituto. Um diminuto número de pesquisadores foi convidado a compor o que viriam a ser, mais tarde, as seções científicas do Nabuco. Desse modo, Renê Ribeiro, Renato Carneiro Campos, Paulo Maciel, juntamente com o próprio Diretor da Casa, José Antônio Gonsalves de Mello, 1952 – Sede própria - Em 15 de março o Decreto Nº 30838 desapropria o prédio de nº 2.187 da Av. 17 de Agosto, onde até hoje funciona a sede da Instituição. Com a obtenção de um crédito de Cr$ 500.000,00, foram iniciadas as obras de restauração do conjunto arquitetônico, concluídas em 1954, com a inauguração do jardim. 1979 – Criação da Fundaj. Em 17 de setembro a Lei Nº 6.687 autorizou o poder executivo a instituir a Fundação Joaquim Nabuco, por trasformação do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, autarquia vinculada ao Ministério da Educação e Cultura. 1980 - Fica instituída a Fundação Joaquim Nabuco, através do decreto 84.561, de 15 de março de 1980 A FUNDAJ tem como missão gerar o conhecimento no campo das humanidades a fim de atender as demandas e necessidades relacionadas a educação e cultura, com vistas ao desenvolvimento justo e sustentável da sociedade brasileira. Ainda assim, possui o compromisso com as questões sociais, diversidade cultural, interdisciplinaridade, democratização do conhecimento e autonomia intelectual. .


Fazendo uma análise dos gráficos a cima mostrados, nota-se que no âmbito educacional a população da Zeis Vila União possuiu um aumento na educação do ano de 2000 a 2010, dessa forma é notório a procura por uma boa educação na região. Em contrapartida, pessoas com 25 anos ou mais tem 11,70% de fundamental incompleto e analfabetismo e apenas 2,51% com ensino superior completo.

Ainda na observação dos gráficos, é evidente que a população masculina na área é menor que a feminina, dentro de 6.751 do número da população total. A estrutura etária da Vila União é constituída mais da metade por pessoas menores de 15 anos e as pessoas de 65 anos ou mais está restrita a apenas 5,17% da população, todavia esse número ainda é maior do que o encontrado no ano de 2000 que era caracterizado por 3,80% da população. É perceptível, também, a diminuição na taxa de mortalidade infantil, caindo de 38,4 para 20, entretanto a taxa de fecundidade diminuiu.


A população economicamente ativa envolve o que o IBGE chama como população ocupada e população desocupada, o primeiro refere-se as pessoas que possuem algum ofício remunerado ou não remunerado, por conta própria ou como empregador. Já a população desocupada classifica o grupo de pessoas que não possuem emprego e que estão aptas a trabalhar. Tal população economicamente ativa ocupada na Zeis Vila União encontra-se em 65,20% da população e a população economicamente ativa desocupada 12,60%.


2.2 ELEMENTOS DE PAISAGEM

A paisagem é o elemento de representação da mudança de tempo no espaço, no qual são registrados os processos da natureza e ações humanas. Cada cidade é face da cultura do povo que a habita, o que proporciona dinamismo de costumes e conceitos sociais, sendo isso variável a cada cidade. Com esse significado presente é possível uma maior apropriação social. Os elementos destacados no mapa têm papel fundamental na identidade da área em estudo. Representam edificações que surgiram em determinado momento e perduram até hoje, como o Casarão do Barão de Barbalho, que possui grande bagagem histórica e importância sociocultural. Essas edificações possuem significado para comunidade, pois representam e trazem características do cotidiano de quem mora no local, como uma identidade.


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2.3. ASPECTOS LEGISLATIVOS São condicionantes legais para formação e definição dos parâmetros atuantes no desenvolvimento e expansão urbana, do mesmo modo, assegurando uma cidade socioeconomicamente/ambientalmente sustentável e democrática. Tais como o Estatuto da Cidade (Lei nº 10. 257/2001), Política do Meio Ambiente (Lei nº 16.243/96), Plano Diretor (Lei nº 17.511/2008), dentre outros. É comum a subdivisão (por área) dos aspectos para ter maior assertividade perante classificação, tomadas de decisões, necessidades e elaboração de incentivos/ desestímulos. Para à área de estudo designada neste trabalho acadêmico será enfatizado os fatores apresentados no Plano Diretor do Recife (2008).l.

倀R䤀一CÍ倀䤀伀匀 FU一䐀䄀䴀䔀一吀䄀䤀匀 䘀unção social da cidade

“䐀ireito de todos ao acesso à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, ao transporte, à saúde, à educação, à assistência social, à segurança pública, ao lazer, ao trabalho e renda, bem como a espaços públicos, equipamentos, infra-estrutura e serviços urbanos, ao patrimônio ambiental e histórico-cultural da cidade⸀” 䰀ei nº ㄀7⸀5㄀㄀/㈀008

䘀unção social da propriedade urbana

• 䠀abitação; • 䄀tividades econômicas geradoras de trabalho; • 倀reservação e proteção do meio ambiente; • 倀reservação e proteção do paatrimônio histórco e culturual; • 䔀quipamentos e serviços públicos • 唀sos e ocupações do solo compatíveis com a infra-estrutura urbana⸀

匀ustentabilidade

• 倀romoção da cidadania, justiça e ; • 嘀alorização e requalificação do espaço público; • 䄀mpliação das oportunidades através do trabalho, da educação e cultura; • 一a melhoria da qualidade de vida; • 刀ecuperação, proteção, conservação e preservação dos ambientes natural e construído; • 唀sos e ocupações do solo compatíveis com a infra-estrutura urbana⸀ • 倀otencialização da criatividade e do empreendedorismo; • 倀articipação da sociedade civil; • 䄀mpliação, manutenção e readequação da infra-estrutura urbana e dos serviços públicos; • 䤀ncentivo ao desenvolvimento das atividades econômicas; • 䤀ncentivo e fomento à atividade econômica de forma articulada; • 䤀ncentivo ao desenvolvimento de atividades de caráter ecosocioambiental⸀

䜀estão democrática

• 吀ransparência, a solidariedade e a justiça social; • 䄀mpliação e a consolidação do poder dos citadinos e de suas organizações; • 䌀onsolidação e o aperfeiçoamento dos instrumentos de planejamento e gestão das políticas públicas; • 倀rocessos contínuos de capacitação e informação em conjunto com a sociedade civil; • 䤀nstituição de canais e mecanismos para avaliação e monitoramento do 倀lano 䐀iretor⸀

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䌀ompreende todo o seu território e 䌀ompreende todo o seu território e considera o ambiente urbano do 刀ecife considera o ambiente urbano do 刀ecife constituído pelo conjunto de elementos constituído pelo conjunto de elementos naturais e construídos⸀ naturais e construídos⸀

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匀ão agrupadas de acordo com as 匀ão agrupadas de aos acordo compaisaas especificidades quanto padrões especificidades quanto aos padrões paisagísticos e urbanísticos de ocupação, as gísticos e urbanísticos de de ocupação, potencialidades urbanas cada área as ea potencialidades de cada área e a intensidade deurbanas ocupação desejada⸀ intensidade de ocupação desejada⸀

䴀oderada 䴀oderada

䌀aracterizada por ocupação diversi䌀aracterizada diversificada e facilidadepor de ocupação acessos, objetivando moderar a ocupação, com potencialidade ficada e facilidade de acessos, objetivando para novos padrões com de adensamento⸀ moderar a ocupação, potencialidade para novos padrões de adensamento⸀

• 䤀ncentivar o padrão de adensamento construtivo, 䤀ncentivar o padrão de adensamento construtivo, adotando-se potenciais adequados ao equilíbrio; adotando-se potenciais adequados ao equilíbrio; • 䐀inamizar as atividades de turismo; • 䐀inamizar as atividades de turismo; • 䤀mplantar mecanismos de combate à retenção • 䤀mplantar imobiliária;mecanismos de combate à retenção imobiliária; • 倀romover parcerias entre a iniciativa privada e o • 倀romover parcerias entre a iniciativa privada e o poder público; poder público; • 倀romover a qualificação ambiental com investi• 倀romover a qualificação ambiental com investimentos para melhoria da infra-estrutura; mentos para a melhoria da infra-estrutura; • 䤀ncentivar preservação, a recuperação, a reabili• 䤀ncentivar a preservação, recuperação, a reabilitação e a conservação dosaimóveis e dos elementos tação e a conservação dos imóveis e dos elementos característicos da paisagem; característicos da paisagem; • 䤀mplantar mecanismos para a promoção da • 䤀mplantar mecanismos regularização fundiária; para a promoção da • 䔀stimular a consolidação e integração do uso de regularização fundiária; habitações de interesse social; • 䔀stimular a consolidação e integração do uso de • 䌀onservar e implantar espaços de uso coletivo; habitações de interesse social; • 䴀anter área de ajardinamento localizada no • 䌀onservar e implantar espaços de uso coletivo; afastamento para os edifícios destinados • 䴀anter área frontal de ajardinamento localizada no à habitação multifamiliar não habitacional afastamento frontal parae os edifícios destinados à habitação multifamiliar e não habitacional

•

䴀䄀一 䴀䄀一 吀em como diretrizes principais a valorização, a preservação e a recuperação, de

forma e estratégica, dos recursos naturais da cidade⸀ e a recuperação, de 吀emsustentável como diretrizes principais a valorização, a preservação forma sustentável e estratégica, dos recursos naturais da cidade⸀ Z䔀

Z䄀一 Z䄀一 䔀ncontram-se definidas

em função dos cursos e corpos d`água formadores das bacias 䔀ncontram-se definidas em função dos hidrográficas⸀ cursos e corpos d`água formadores das bacias hidrográficas⸀

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Capibaribe 䌀aracterizada pela concentração da 䴀ata 䄀tlântica e de seus ecossistemas associaconcentração da dos䌀aracterizada e pelos parquespela públicos urbanos⸀ 䴀ata 䄀tlântica e de seus associa• 䴀anter as tipologias deecossistemas ocupação com controle dosdo e pelos parques públicos urbanos⸀ processo de adensamento, onde houver sítios;

• 䤀mplantar parques de naturais municipais, • 䴀anter as tipologias ocupação comrecuperar controle e requalificar do processo depraças⸀ adensamento, onde houver sítios; • 䤀mplantar parques naturais municipais, recuperar e Z䔀䤀匀 requalificar praças⸀

匀ão áreas de assentamentos habitacioZ䔀䤀匀 nais de população de baixa renda, surgidos espontaneamente, existentes, consolidados 匀ão áreas de assentamentos habitacio-ou pelo 倀oder naispropostos de população de 倀úblico⸀ baixa renda, surgidos a) possibilitar melhores condições de habitabilidade; espontaneamente, existentes, consolidados ou b) promover a regularização propostos pelo 倀oder 倀úblico⸀ urbanística e jurídico-

䔀ncontram-se definidas em função dos Z䔀 cursos e corpos d`água formadores das bacias 䔀ncontram-se definidas em função dos hidrográficas⸀ cursos e corpos d`água formadores das bacias Z䔀倀H hidrográficas⸀

䌀aracterizada pela concentração da Z䔀倀H 䴀ata 䄀tlântica e de seus ecossistemas associapela concentração da dos e䌀aracterizada pelos parques públicos urbanos⸀ 䴀ata 䄀tlântica e de seus ecossistemas associa• 刀eferência histórico-cultural; dos e pelos parques urbanos⸀ • 䤀mportância para apúblicos preservação da paisagem e •

刀eferência da memóriahistórico-cultural; urbana;

• •䤀mportância 䤀mportânciapara paraaapreservação manutençãoda dapaisagem identidadee

domemória bairro; urbana; da 嘀alor estético formal ou de uso social, • •䤀mportância para a manutenção darelacionado identidade com a significação para a coletividade; do bairro; • 刀epresentatividade dadememória arquitetônica, • 嘀alor estético formal ou uso social, relacionado paisagística e urbanística séculos 堀嘀䤀䤀, 堀嘀䤀䤀䤀, 堀䤀堀 e com a significação para ados coletividade; • 堀堀; 刀epresentatividade da memória arquitetônica, paisagística e urbanística dos séculos 堀嘀䤀䤀, 堀嘀䤀䤀䤀, 堀䤀堀 e 匀倀R 堀堀;

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3

LEITURA URBANA LOCAL TEMÁTICA 3.1

3.2

Por um espaço preservado e produtivo 3.1.1 Identidade 3.1.2 Proporcionalidade 3.1.3 Densidade 3.1.4 Diversidade

3.3

Por um espaço humanizado, seguro e confortável 3.2.1 Permeabilidade 3.2.2 Caminhabilidade 3.2.3 Vegetalização 3.2.4 Iluminação e mobiliário Por um espaço integrado e inclusivo 3.3.1 Acessibilidade 3.3.2 Multimodalidade 3.3.3 Conectividade 3.3.4 Colaboração


A análise a seguir é feita pelo método e conceito do Plano Centro Cidadão desenvolvido pela Universidade Católica de Pernambuco em parceria com a Prefeitura da Cidade do Recife, em 2014. O procedimento metodológico para o diagnostico da área foi baseado na leitura das qualidades urbanas que devem caracteriza-la, tendo em vista o conceito de Espaço Urbano Cidadão. Verifica-se, através de diagramas, o grau de intensidade que determina a qualidade que o território possui. Essa análise está fundamentada nos critérios descritos em MVRDV, 2012; um diagrama em forma de margarida, denominado Urban Quality Wheel, indicando maior ou menor grau de intensidade para representar as qualidades urbanas. Uma pétala inteira indica um grau bom, uma pétala média indica um grau razoável e uma pétala curta indica um grau baixo. Foi-se analisado os tópicos: Identidade, proporcionalidade, diversidade, densidade, concectividade, multimodalidade, acessibilidade, colaboração, caminhabilidade, permeabilidade iluminação nesse estudo, acrescentando os mobiliários urbanos presentes na área e vegetação.

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3.1 POR UM ESPAÇO PRESERVADO E PRODUTIVO 3.1.1 IDENTIDADE

A identidade de um local é determinada através de uma série de fatores, como a coerência visual, similaridade de tipos arquitetônicos e a capacidade de ser reconhecido por quem passa ou vive ali. O tipo arquitetônico das edificações foi o método designado para descobrir a identidade da área e foram encontrados 5 tipos arquitetônicos. Os tipos que mais se repetem são os edifícios de dois pavimentos e os edifícios térreos, eles possuem maior número de edificações e ocupam uma área maior. Contudo, essas edificações não se encontram em bom estado, pois sofreram adaptações para seus usos, sendo residencial e comercial em sua maioria, sendo modificadas de maneira aleatória. A recorrência de certos tipos arquitetônico marca a identidade da área, especificamente o tipo identificado como “edifício de dois pavimentos”; este representa 51,15% dos imóveis em análise em conjuntos com “casa de porta e janela” com 41,82%. A identidade da área foi considerada alta e é definida por essa condição na qual mais da metade dos imóveis computados 92,97%.


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3.1.2 PROPORCIONALIDADE

A proporcionalidade nessa análise é medida pela predominância de gabaritos similares, gerando uma visão sem grande variância e de proporções equilibradas. O grau de proporcionalidade muda de acordo com a variação dos gabaritos, ou seja, quanto maior o equilíbrio entre os gabaritos, maior a proporcionalidade. A predominância é dada através dos tipos arquitetônicos de edifícios de dois pavimentos e edifícios térreos. Percebe-se pouca diferenciação em seus perfis altimétricos e o gabarito da área é considerado predominantemente baixo. A área apresenta alta proporcionalidade, apresentando 51,54% de seus imóveis com o mesmo número de pavimentos(térreo) havendo pouca diferenciação. Em seus perfis altimétricos, aos percebemos que 97,2 das edificações da área tem no máximo 2 pavimentos e as edificações de 3 a 4 pavimentos somam 2,75%. Sendo assim, de proporcionalidade avaliada como alta na pétala de proporcionalidade na margarida.


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3.1.3 DENSIDADE

A densidade populacional trata da relação entre a população existente no local e a superfície do mesmo, variando de acordo com os tamanhos dos lotes dos terrenos e os usos utilizados no local. Para uma área ser atrativa às pessoas, ela precisa da presença das pessoas em todas horas do dia para vivenciar aquele ambiente, trazendo assim vivacidade. No recorte da área, é possível observar que em certos locais há uma maior densidade populacional, onde há a predominância de residências e estabelecimentos de uso misto, em contrapartida, em outras áreas a densidade populacional é mal distribuída. A maior densidade populacional se concentra nas margens do rio, pelo tamanho reduzido das residências. A densidade é considerada baixa pela sua distribuição irregular. Há potencial para o aumento da densidade populacional da região, com a construção de um conjunto habitacional, que segue desocupado no momento.


3.1.4 DIVERSIDADE

Um espaço que oferece distintos usos tende a ser mais rico culturalmente e proporciona uma variedade de escolhas. A diversidade das atividades tem relação também com a forma de como o seu usuário se apropria do espaço. Uma cidade diversificada e dinâmica está ligada a uma quantidade significativa de residências, fator crucial para determinar o equilíbrio entre o percentual residencial e os demais neles existentes. Com análise é notável o desequilíbrio dos usos, boa parte sendo delimitada por residências formais (83,19%) e informais (4,16%), sendo a área de baixa diversidade. Por conta do adensamento e difícil acesso ao local não possível ser contabilizadas as habitações informais para efeito de cálculo como também presença de habitacionais sem moradores. Os outros 12.65% se dividem em usos distintos. A maior variedade de destinos são encontrados nos logradouros: Estrada do Barbalho e na Rua São Mateus, onde é possível encontrar edificações de usos mistos, residência mais comércio (6,6%) e comércio mais serviço (0,35%), como também educacionais (0,90%) e religiosos (0,48%). Há ainda presença de vazios (1,32%), ambiente não ocupados ou desativados.


3.2 POR UM ESPAÇO HUMANIZADO, SEGURO E CONFORTÁVEL 3.2.1 PERMEABILIDADE

Permeabilidade é o termo usado para denominar a integração do espaço público com a visibilidade do interior do espaço privado. É fator indispensável para vigilância social e interação, pois o transeunte é o usuário e expectador da vida urbana. Um lote se torna mais produtivo quando se é permeável, o que é feito através de fachadas residenciais permeáveis visualmente ou por edificações de uso misto, onde ocorrem interações em seus térreos. São consideradas fachadas vivas aquelas que possuem qualquer tipo de atividade, formal ou informal, presente na área interna ou externa do lote, como comércios, que altere a dinâmica da rua trazendo mais movimento e pedestres. A área em estudo teve sua permeabilidade medida de acordo com a relação visual das vias e dos lotes. Sendo assim classificados como alta: quando existe uma relação direta do lote com a via; média: quando existe possibilidade de haver uma interação visual entre a via e o lote; e baixa: quando a relação entre interno e externo é totalmente cortada. O recorte estudado teve sua permeabilidade classificada como razoável, pois transita entre a alta permeabilidade e a permeabilidade nula.


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3.2.2 CAMINHABILIDADE

A Caminhabilidade é uma medida quantitativa e qualitativa para medir o quão convidativa ou não-convidativa uma área pode ser para as pessoas, pedestres. Examinar a caminhabilidade de um bairro é um importante fator para fazer esse lugar ser mais acolhedor, agradável, amigável e seguro. Lugares muito ocupados por pessoas nas ruas são considerados lugares mais desejáveis de se viver e promovem conexão entre as pessoas e estilos de vida mais saudáveis. O objetivo de medir a caminhabilidade é conseguir fazer as mudanças necessárias para cada vez transformar as cidades em lugares mais agradáveis de se viver, melhorando a convivência social e a experiência cotidiana de todos. Para uma caminhada ser adequada, ela deve atender a quatro condições principais: ser proveitosa, segura, confortável e interessante. Mediante a análise foi observado que apenas uma pequena área possui uma boa caminhabilidade, a maioria das calçadas possuem obstáculos físicos, como rampas mal projetadas e postes, enquanto outras nem possuem largura suficiente para alguém caminhar, devido ao avanço dos terraços para as calçadas. A caminhabilidade na área deixa a desejar nas quatro condições principais citadas acima, por isso sua análise na margarida foi considerada baixa. No mapa em questão, não identificada a análise de permeabilidade, entretanto foi observado que é de baixa qualidade.


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3.2.3 VEGETALIZAÇÃO

Árvores são agentes para o conforto térmico. Áreas sombreadas absorvem menos calor, o que propícia uma diminuição da temperatura no local, além de provocar uma maior incidência de chuvas, pela umidificação do ar, o que traz um equilíbrio ambiental. Uma árvore mal implantada pode acarretar problemas a depender de seu dimensionamento e tipo, como ser uma barreira física para acessibilidade das calçadas. Com a análise do local, identificamos alta temperatura nas vias, devido as poucas árvores presentes no ambiente. Com isso, a vegetação existente não é vista como um obstáculo para o transeunte que utiliza a calçada, tendo que 50% da vegetação se encontra dentro dos lotes. Para equilibro ambiental, é necessário que haja uma maior presença de árvores nessa área e que as normas de implantação sejam respeitadas. Na primeira visita ao local foi observado que a vegetação existente não possuía alegretes, no ultimo retorno à área de estudo, no dia 12 de novembro, se percebeu criação de alegretes na Praça Arari Fonseca, onde um desses alegretes funciona como mobiliário urbano para assento. Devido à quantidade de árvores nas vias, a vegetação se classifica como baixa.


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3.2.4 ILUMINAÇÃO

A iluminação pública é essencial à qualidade de vida nos centros urbanos, atuando como instrumento de cidadania, permitindo aos habitantes desfrutar, plenamente, do espaço público no período noturno (Bernardi e Brudeki, 2013). Para que isso ocorra de maneira eficiente é preciso que a escala humana não seja ignorada, a iluminação deve ser voltada para o pedestre. No Recife e no território de estudo, a questão da iluminação apresenta uma série de problemas, como a poluição visual causada pelo emaranhado de fios aéreos e o desordenamento da localização e distribuição os postes, além de não haver a tradição de iluminar a cidade na escala das pessoas. Na primeira análise, foi feita no dia 03 de outubro de 2018, em visita ao local, foi relatado pelos moradores que além dos problemas citados acima, existia o agravante dos postes de iluminação pública, em sua grande maioria, não funcionarem. O mal funcionamento da rede e a falta de iluminação humanizada ocasionava uma sensação de insegurança nas vias no período da noite, resultando em uma análise na pétala de iluminação da margarida onde a iluminação foi considerada com uma baixa avaliação. Em 12 de novembro, foi realizada uma nova análise urbana do local, tendo em vista que a prefeitura da cidade do Recife executou um projeto de revitalização urbana na área, onde todos postes existentes foram revisados e com isso, hoje, todos os postes de iluminação da área de estudo funcionando. Apesar de todos postes de iluminação funcionarem, consideramos a luminosidade do local razoável, por diversas questões, como a má distribuição dos postes, o que deixa grandes trechos escuros, sendo avaliada como área iluminada apenas 52,55% do recorte estudado. Além disso, não foi solucionada a questão da falta de iluminação voltada para o pedestre, tampouco o emaranhamento dos fios elétricos.


MOBILIÁRIO

Mobiliários urbanos são peças e equipamentos instalados em meio público para uso dos cidadãos ou como suporte às redes urbanas fundamentais. Na análise da qualidade do mobiliário urbano de um local é levado em consideração a eficácia na iluminação, qualidade do mobiliário e coerência climática. Na área de estudo analisada não existe mobiliários urbano de qualidade, as paradas de ônibus são sinalizadas apenas com placas, gerando grande desconforto térmico; os bancos e as mesas quebrados; os postes obstruem as calçadas, como também possuem fiação exposta e ou não funcionam.


3.3 POR UM ESPAÇO INTEGRADO E INCLUSIVO 3.3.1 ACESSIBILIDADE

O conceito de acessibilidade desempenha papel fundamental para que haja igualdade social, que todas as pessoas, indiferentemente de suas necessidades e características, possam utilizar o espaço da melhor maneira, o mais confortável e seguro possível. Numa análise urbana, a acessibilidade começa pelas calçadas, que devem nos oferecer locomoção e interação social, de forma segura e confortável, num passeio sem obstáculos e bem dimensionado. Na área em estudo, as calçadas estão sendo restauradas em alguns trechos, embora isso não esteja sendo feito da maneira mais adequada, pois existem rampas que fogem completamente dos parâmetros de acessibilidade. Nas calçadas da Vila União, há um melhor estado de caminhabilidade. A análise urbana considerou a acessibilidade razoável, pois no geral, as calçadas transitam do bom estado de caminhabilidade, para áreas com obstáculos e quebradas, contando com fator agravante de que algumas dessas calçadas não chegam nem a 50cm de largura, o que além de extinguir a acessibilidade, força a locomoção dos pedestres pelas ruas, colocando-os em risco de atropelamento.


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3.3.2 MULTIMODALIDADE

A multimodalidade é um sistema que combina várias formas de mobilidade para fazer um mesmo trajeto. A área analisada apresenta diversidade em pontos específicos, observando que apenas 3 vias, que correspondem a 5% da área analisada, tem acesso ao transporte público, o que proporciona uma articulação para outros modais. Contudo, as vias não oferecem suporte adequado para essa variação modal, mesmo apresentando elevado número de vias locais (27%) e microlocais (36%). Mesmo com essa deficiência na qualidade das vias, se nota que existe uma​ quantidade considerável de alguns modais na área, como motocicletas, bicicletas e carroças, gerando uma multimodalidade razoável. O local apresenta uma variação grande de modais, mas as vias não possibilitam um uso eficiente dos mesmos, gerando um ambiente com muita modalidade e pouca articulação.


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3.3.3 CONECTIVIDADE

Conectividade é um termo relacionado a quantidade de ligações entre vias urbanas. Quanto maior forem as conexões em uma via, maior é sua relevância. A área analisada possui 58 vias, onde os eixos principais se destacam. A ocupação da área foi dada de maneira espontânea, resultando um elevado número de vias locais e microlocais, sendo elas conectadas entre si. A área se mostra positiva em relação as conexões e permite uma boa articulação no local, tendo uma conectividade razoável. O grupo 4, que analisou a pétala de Iluminação, não concorda com a análise da pétala “conectividade” da margarida. Mediante o estudo das conexões das vias, apuramos que devido as relações das vias locais e microlocais, a conectividade se configura como média.


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3.3.4 COLABORAÇÃO

Para atingir um dos passos do urbanismo sustentável é necessário incentivar a aproximação da população sobre apropriação e a tomada de decisões na cidade, onde se cria um vínculo de pertencimento e gera um sentimento de corresponsabilidade entre as pessoas envolvidas. Na área de estudo, foi encontrado alguns elementos educacionais que proporcionam tal aproximação e integração das comunidades próximas. Dentre eles há a Escola Municipal Diná de Oliveira e a Creche Municipal Casinha Azul, encontradas na Rua São Mateus. Na Estrada do Barbalho é encontrada a Escola Natalia dos Anjos, o Casarão, que era antigamente a casa de veraneio do Barão do Barbalho, hoje é uma escola que tem uma forte identidade histórica. Além dessas existem também a Escola Profissional anexa ao Sindicato, na Rua Economista Adalberto Rangel Gomes e a Escola Gente Inocente na Rua Genésio Teófilo Bezerra Filho. Considerou-se a colaboração razoável, pois embora a mesma exista, pode ser melhorada através de trabalhos que envolvam mais o bairro, como uma associação dos moradores eficiente e ativa.


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4

LEITURA

INTEGRADA


Para se obter um planejamento urbano sustentável foi disposto uma metodologia simples na qual condiciona de maneira integrada as análises anteriores. É preciso separar sistematicamente, mas justapostos, analisando as potencialidades e fraquezas para encontrar possíveis soluções estratégicas. Com os doze atributos organizados através das pétalas, formando uma margarida que promove um Espaço Urbano Cidadão, é observado um déficit, pois na análise do gráfico apenas 16,66% possui um grau positivo, 50% com grau razoável e 33,33% com um grau baixo. A avaliação referente as metas para um espaço preservado e produtivo revela uma boa identidade e proporcionalidade, mas que carece em densidade, má distribuída e com uma diversidade escarça de variedade de usos. Passando para o que possibilita um espaço humanizado, seguro e confortável, a relação visual permite uma permeabilidade razoável, e com boa parte da vegetação localizadas dentro dos lotes, porém quase que inexistentes nas vias públicas não favorecendo um conforto térmico, em conjunto com essa problemática acrescentasse postes com disposição desordenada gerando emaranhamento da fiação e negação da escala humana na iluminação, por fim esses aspectos afetam de forma negativa a caminhabilidade que não atende suas condições principais. Objetivando igualmente um espaço integrado e inclusivo é evidente o uso de diferentes tipos de modais além dos convencionais, como carroça e bicicleta, mas há ausência da estrutura para comportar esses meios nos trajetos estudados, no que se refere a acessibilidade o passeio transita do bom estado para áreas com obstáculos, em contra partida existe uma positividade relacionada à conectividade, pois as vias micro locais e locais se convergem, e à colaboração com um forte vínculo de pertencimento e corresponsabilidade por parte da população através dos elementos educacionais. Portanto, é notório que para conseguir um espaço urbano sustentável é necessário trabalhar os atributos que ainda estão distantes do que seria aceitável, dentre as mudanças que devem ser tomadas, devem ser destacadas: +Melhor distribuição dos usos +Caminhabilidade + Iluminação humanizada +Vegetalização A efetivação conjuntamente com a conceituação abordada no início, é capaz de permitir uma melhor distribuição dos seus elementos e infraestrutura humanizada, qualidade urbanoarquitetôonica e de vida, resultando num ambiente de paisagem cultural preservada, produção ativa, integrado e inclusivo, com segurança e conforto.


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ESTRATÉGIAS DE

DESENHO URBANO 5.1 Tabela de Desafios e Pontecialidades 5.2 Visões do Futuro


5.1 TABELA DE DESAFIOS E POTENCIALIDADES

O método de criação da tabela de desafios e potencialidades foi fundamentada na técnica elaborada por Albert Humphrey denominada de SWOT: Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). O diagnostico desse trabalho foi reduzido às forças e fraquezas que, por conseguinte, foram renomeados de desafios e potencialidades. Com base na análise da leitura integrada do recorte estudado no bairro da Iputinga, foram listados aspectos positivos e negativos que, por sua vez, tornaram-se os desafios e as potencialidades presentes na tabela. Visando o aprendizado participativo, a tabela teve sua produção iniciada na sala de aula no dia 7 de novembro de 2018, com o auxílio da professora Clarissa Duarte e analisada posteriormente pelos alunos do grupo. (Imagem do produto em anexo) • 䤀䐀䔀一吀䤀䐀䄀䐀䔀 • 倀R伀倀伀R䌀䤀伀一䄀L䤀䐀䄀䐀䔀 • 䐀䔀一S䤀䐀䄀䐀䔀 • 嘀䄀R䤀䔀䐀䄀䐀䔀 • 䌀䄀䴀䤀一H䄀B䤀L䤀䐀䄀䐀䔀 • 倀䔀R䴀䔀䄀B䤀L䤀䐀䄀䐀䔀 • 嘀䔀G䔀吀䄀L䤀Z䄀ÇÃ伀 • 䤀LU䴀䤀一䄀ÇÃ伀

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5.2 VISÕES DO FUTURO

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Tabela. (Imagem ampliada em anexo)

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A metodologia utilizada foi desenvolver e desenhar croquis em papel vegetal sobreposto em uma foto da atual realidade da Iputinga, representando intervenções urbanas possíveis no cenário da área escolhida, que foram a praça Arari Fonseca e a Rua São Mateus. Os resultados desses desenhos serviram de base para o modelo digital. Na figura 1, há presença de edificações de uso misto, sendo o térreo comercial e o pavimento superior de habitação, gerando assim, uma grande movimentação na área, necessitando assim, de calçadas caminháveis para que a população continue com a cultura do caminhar, que já é bem presente no local; iluminação humanizada, sem ignorar a escala do transeunte; mobiliário urbano bem distribuído, como lixeiras e cestas de lixo, postes de fiação ordenados; faixa para pedestres e ciclovia, garantindo o uso de transporte sustentável; implantação arbórea, para maior conforto térmico. Na figura 2, retrata-se a Praça Arari Fonseca, na qual as propostas foram voltadas para as crianças da primeira infância. Visando o conforto térmico, foram adicionadas mais árvores, para que se pudesse habitar a praça em diversos horários do dia. Além das lixeiras, bancos e postes, implantou-se mobiliários urbanos na escala infantil, como gangorras e escorregos. Nas vias foram feitas pavimentação e implantação de faixas para pedestres no nível da rua e onde existe maior movimentação modal, faixas elevadas, que tem função de lombadas. Foi introduzido a ideia de comércio para aumentar colaboração dos moradores na praça.

Foto Rua São Mateus. (Visita 12/11/2018)

Foto Praça Arari Fonseca. (Visita 12/11/2018)


Figura 1.

Figura 2.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA FONTE: ANDRADE, Maria do Carmo. Iputinga (bairro, Recife). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 09/10/2018 Documento Carta Plano Diretor do Recife <http://www.caupe.gov.br/wp-content /uploads/2018/06/documentocartaplanodiretordorecife2018.pdf> Acessado em: 09/10/2018 Plano de Ordenamento Territorial do Recife <http://icps.recife.pe.gov.br/node/805> Acessado em:09/10/2018 Leis Municipais <https://leismunicipais.com.br/plano-diretor-recife-pe> Acessado em: 09/10/2018 FONTE: LEI Nº 17.511/2008 <https://leismunicipais.com.br/a/pe/r/recife/lei-ordinaria /2008/1751/17511/lei-ordinaria-n-17511-2008-promove-a-revisao-do-plano-diretordo-municipio-do-recife> Acessado em 09/10/2018 Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil- Iputinga Zeis Vila União <http://atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_udh/22782> Acessado em 09/10/2018


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Análise Urbanística da Iputinga by João Paulo G. Marques - Issuu