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Caderno do Professor – Composições em dança: práticas de si e a natureza

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CADERNO DO PROFESSOR

COMPOSIÇÕES EM DANÇA: PRÁTICA DE SI E A NATUREZA

DANÇA |

CIÊNCIAS |

EDUCAÇÃO FÍSICA


Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Fundação Itaú | Itaú Cultural­­ FROTA, Souza. Composições em dança : prática de si e a natureza / Souza Frota. – São Paulo : Itaú Cultural, 2026. (Cadernos do professor) 18 p. : il. color. ; PDF. Inclui bibliografia. ISBN: 978-85-7979-252-6 1. Dança contemporânea. 2. Expressão corporal. 3. Coreografia. 4. Arte e natureza. 5. Ensino fundamental. 6. Sequência didática. I. Fundação Itaú. II. Itaú Cultural. III. Enciclopédia Itaú Cultural. IV. Título. CDD 792.8071 Bibliotecário: Fernando Galante Silva CRB-8/10536


guia de ícones analisar, questionar, elaborar hipóteses, comentar (questionando) apresentar, relatar, compartilhar em voz alta assistir, apresentar (vídeo) comentar, explicar dica discutir, conversar observar, ver (imagens) ouvir, colocar (música) para tocar oficina, prática artística e experimentação recuperar, retomar, relembrar registrar


título

Composições em dança: prática de si e a natureza apresentação Esta sequência didática apresenta propostas teórico-práticas de experimentação e composição em dança contemporânea, incluindo temas como corpo, movimento, identidade e natureza. São indicados possíveis contextos da dança contemporânea a partir da apreciação e análise de espetáculos, evidenciando-se a relação entre arte e natureza por meio do manuseio de materiais orgânicos e de orientações para a composição de coreografias em grupo, baseadas na experimentação dos elementos da natureza.

objetivos • Favorecer a experimentação de si e o acolhimento ao outro, por meio do movimento individual e coletivo. • Conhecer possibilidades de criação em dança contemporânea. • Experimentar movimentos inspirados pelos elementos da natureza. • Criar danças de maneira individual e coletiva.

áreas do conhecimento Dança, ciências da natureza e educação física.

segmento(s) e habilidades da BNCC Ensino Fundamental – Anos Iniciais: EF15AR09, EF15AR10, EF15AR11, EF01CI02, EF01CI04, EF12EF11, EF12EF12.


duração 4 aulas.

recursos necessários • Um instrumento percussivo (djambê ou pandeiro). • Aparelho de som ou caixa de som com bluetooth. • Materiais orgânicos (folhas, gravetos, argila, bacia com água, flores e pedras). • Câmera de celular ou câmera digital. São Paulo, 2026


desenvolvimento 1º MOMENTO

Corpo, movimento e identidade Em sala de aula ou em um espaço amplo, proponha que os estudantes deem as mãos e formem um círculo. Essa disposição pode facilitar o ensino da dança, pois horizontaliza as relações e possibilita que todos se vejam. Após a formação do círculo, introduza o tema da dança contemporânea. Comente que se trata de uma manifestação artística que se apropria da experimentação pessoal e coletiva, da pesquisa de linguagens e do hibridismo técnico. Além disso, a criação em dança contemporânea tem como inspiração temas sociais relevantes e valoriza histórias e movimentos pessoais, livres e cotidianos, ampliando as possibilidades de expressão. Desse modo, a dança contemporânea, enquanto manifestação artística, histórica e social, pode promover a inclusão ao acolher a diversidade de corpos e evidenciar suas potencialidades. Ao favorecer a experimentação de si, também reconhece as diferenças de maneira ética e acolhedora. Proponha que, nesse momento, cada estudante apresente seu nome por meio de um ou mais movimentos. Explique que cada movimento compõe a história de um sujeito, afirmando sua identidade, autonomia e inventividade. Em outras palavras, cada pessoa é única e importante para o coletivo. Converse com os estudantes sobre como o corpo humano é estudado por diversos componentes curriculares. A abordagem interdisciplinar entre artes, educação física e ciências pode ajudá-los a perceber as diferentes partes do corpo. Nesse sentido, é importante experimentar as articulações corporais – cabeça, braços e mãos, tronco, quadril, joelhos e pés –, para que a turma perceba que podemos dançar com todas elas. No círculo, estimule o movimento coletivo. Solicite que os estudantes se desloquem enquanto você nomeia, em voz alta, as articulações corporais mencionadas. Você pode produzir sons com um instrumento de percussão – djambê ou pandeiro – e mover-se junto à turma. Lembre-se de que não é necessário ser especialista em percussão ou dança. Você também pode experimentar enquanto conduz a atividade.

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Após a experimentação das partes do corpo, apresente as orientações da atividade prática: 1. dê um passo à frente e diga seu nome em voz alta; 2. realize um movimento livre e deixe o corpo se expressar; 3. retorne ao seu lugar; 4. depois de cada estudante apresentar seu nome e seu movimento, toda a turma deverá repeti-los. Em uma aula de dança, especialmente no contexto escolar, é importante repensar o lugar da professora ou do professor. Inicie a atividade apresentando seu nome e suas possibilidades de movimento. Dessa forma, a turma terá uma referência inicial, mas não deverá reproduzir os movimentos realizados. Após todos apresentarem seus nomes e movimentos individualmente, proponha um exercício coletivo de memória: todos os estudantes repetem, ao mesmo tempo, os nomes e os movimentos apresentados anteriormente. Esse momento é uma oportunidade de introduzir uma sonoridade – uma música ou outro som que possa marcar o ritmo da atividade. Esse som deverá atuar como uma paisagem sonora executada ao fundo. Ele pode sugerir um ritmo, mas não precisa funcionar como regra a ser seguida pela turma. É importante que o ritmo também surja dos movimentos e do tempo da experiência. A atividade pode gerar um clima de entusiasmo, riso e brincadeira. Procure acolher e incentivar a participação de todos, respeitando os erros e valorizando as tentativas individuais e coletivas. Ao final, proponha um breve momento de discussão com a turma. É importante instigar a fala dos estudantes, e é imprescindível escutá-los. A discussão poderá ser mediada pelas seguintes perguntas: • Durante a atividade, todos dançaram da mesma maneira? • Cada um pôde dançar com seus próprios movimentos? • É importante respeitar o movimento dos colegas? • O meu movimento é mais importante do que os demais? • Como meu corpo se comportou durante a atividade? Senti liberdade para me expressar ou encontrei dificuldades? Ao final da atividade prática e da discussão, solicite que os estudantes registrem tudo o que vivenciaram durante a aula. Oriente-os a destacar sensações, emoções e percepções sobre o próprio corpo. Essas anotações serão importantes para o próximo momento.

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2º MOMENTO

Conhecendo danças contemporâneas: movimento, arte e vida Neste segundo momento, refletiremos sobre os processos de criação em dança. Por meio da análise de espetáculos de dança contemporânea produzidos por companhias de São Paulo e do Ceará, serão exploradas possibilidades de criação inspiradas em movimentos pessoais, livres e cotidianos. As companhias apresentadas a seguir compartilham alguns princípios de criação, mas desenvolvem modos próprios de pensar e produzir a dança.

Imagem do espetáculo Travesso, da Caleidos Cia. de Dança, com os bailarinos Nigel Anderson e Carol Bertho. Apresentação na sede da companhia, em São Paulo (SP), para a EMEI Antonieta de Barros, junho de 2018 Foto: Fábio Brazil

Apresente a foto acima do espetáculo Travesso, da Caleidos Cia. de Dança, destacando aspectos como o tipo de movimento executado, as vestimentas dos artistas, o local de apresentação e a disposição da plateia no espaço. Esses elementos são importantes para compreender diferentes modos de fazer e pensar a dança contemporânea. Converse com a turma sobre a existência de diversas maneiras de criar danças, assim como de diferentes estilos, como balé, jazz, k-pop, breaking, danças de rua, sapateado e muitos outros. Alguns estilos se organizam a partir de técnicas codificadas, compostas por movimentos específicos e nomeados, como ocorre no balé e no jazz. Na dança contemporânea, por sua vez, valoriza-se a expressão individual, as relações afetivas e a experimentação de si como estímulo para a criação artística.

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Após essa conversa inicial, apresente para os estudantes o teaser do espetáculo Travesso, da Caleidos Cia. de Dança, e a obra Corpo-Baião: como permanecer juntos?, da Cia. Balé Baião. Durante a exibição, peça que cada estudante registre por escrito aquilo que mais chamou sua atenção, despertou sensações, provocou dúvidas ou gerou interesse.

Espetáculo Corpo-Baião: como permanecer juntos?, da Cia. Balé Baião, 2025 Foto: Will du Verso

No segundo vídeo, procure selecionar trechos em que o coletivo de artistas esteja em cena – por exemplo, entre 8 min e 41 s e 10 min e 44 s. Nessas passagens, a diversidade de movimento torna-se mais perceptível para a turma. Após a apresentação, promova uma conversa sobre as impressões dos estudantes sobre os espetáculos. Em seguida, conduza uma análise das obras, destacando as principais características por meio das seguintes perguntas:

• Como os artistas dançavam? • Que tipo de movimentos realizavam? • Os artistas usavam figurinos ou roupas do cotidiano? • Como eram as trilhas sonoras de cada espetáculo? • Os movimentos observados se aproximavam daqueles experimentados em nossa aula anterior?

Para encerrar, retome as atividades realizadas no encontro anterior. Relacione as experiências vividas pela turma aos vídeos apresentados e destaque que os movimentos, assim como as danças contemporâneas, são múltiplos e diversos. Da mesma forma, são diversas as histórias, vivências e formas de expressão de cada pessoa.

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3º MOMENTO

Corpo, movimento e natureza Neste momento, buscaremos relacionar arte e natureza por meio da experimentação de movimentos inspirados pelos elementos água, fogo, terra e ar. Consideramos que cada elemento da natureza possui características específicas que podem inspirar a criação de movimentos com diferentes qualidades de tempo, peso, foco e fluência. Um movimento inspirado na água pode remeter a características como continuidade, fluidez, leveza e multiplicidade. O fogo, por sua vez, sugere movimentos mais rápidos e intensos. A terra evoca peso, estabilidade e permanência. Já o ar pode inspirar movimentos delicados e leves, mas também fortes e vigorosos. Compartilhe com a turma o seguinte questionamento: como as características de cada elemento da natureza podem inspirar a criação de movimentos pessoais, livres e cotidianos? Este deve ser, antes de tudo, um momento de escuta. Mas, afinal, o que é a natureza? De forma ampla, a natureza pode ser compreendida como o conjunto de fenômenos, seres vivos e processos físicos que existem independentemente da ação humana. Ela abrange tanto os sistemas biológicos quanto os elementos abióticos – fatores químicos e físicos – que estruturam o mundo natural. Diferentes culturas estabelecem relações distintas com seus ambientes. Muitas tradições indígenas, por exemplo, não produzem uma separação tão marcada entre a experiência humana e a natureza como aquela presente em grande parte das culturas ocidentais. Na perspectiva da cultura indígena, animais, plantas e demais elementos naturais não são vistos apenas como recursos passíveis de exploração, mas como sujeitos, dotados de agência e interligados por um sistema complexo de parentesco e responsabilidade mútua. Assim, em diversas cosmologias indígenas, a natureza integra a experiência cultural, articulando princípios éticos, conhecimentos ancestrais e dimensões espirituais. Aproveite essa atividade para abordar como alguns povos originários relacionam práticas artísticas – especialmente expressões corporais e gestualidades próximas da dança – aos ciclos e elementos da natureza.

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Para aprofundar esta discussão, considere conhecer o curso Constelação das artes: musicalidades indígenas no Brasil, da Escola Fundação Itaú. Trata-se de uma oportunidade para relacionar os conteúdos à Lei nº 11.645/2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura indígena e afro-brasileira na Educação Básica. Em seguida, apresente o curta-metragem Maré braba (2023), de Pâmela Peregrino, disponível na Itaú Cultural Play. De acordo com sua sinopse, o filme retrata a “história de luta de mulheres de comunidades periféricas e litorâneas impactadas pelas mudanças climáticas, racismo ambiental e a exploração do meio ambiente”. Embora aborde questões complexas, a obra constrói uma “atmosfera de delicadeza e cuidado que remetem ao fazer artesanal, saberes ancestrais e processos sustentáveis que respeitam o tempo da natureza.” O curta é uma animação produzida em stop-motion, técnica na qual objetos físicos são fotografados quadro a quadro e movimentados gradualmente entre cada registro, criando a ilusão de movimento quando as imagens são exibidas em sequência. Após a exibição, proponha uma breve conversa sobre as percepções e reflexões despertadas pelo filme. Em seguida, conduza a prática descrita a seguir. A intenção é aproximar os estudantes dos elementos da natureza, criando condições para que se sintam à vontade para interagir com os colegas e produzir movimentos.

Projeto Encontro com Danças, da Cia. Nós de Dança, realizado em Sobral (CE), setembro de 2025 Foto: Mazzé Passos

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Experimentando materiais orgânicos A primeira ação, individual e coletiva, consiste em proporcionar o contato da turma com elementos orgânicos, como folhas, gravetos, argila, água, flores e pedras. Procure selecionar elementos com diferentes texturas, formas e tamanhos, capazes de despertar a curiosidade e estimular o toque. A experimentação deve ocorrer de modo livre. Os estudantes poderão tocar, manusear, compartilhar, observar, aproximar dos sentidos, perceber cheiros, temperaturas e texturas. Durante a atividade, você pode reproduzir a música Ngetchaütümaü (2017), da artista amazonense Djuena Tikuna (1984). Sua sonoridade possui características que talvez estejam distantes de referências musicais mais presentes no cotidiano das crianças. Por isso, introduza a música convidando a turma a escutar atentamente os sons, ritmos e timbres que se apresentam.

Experimentando os elementos da natureza Após o contato com os materiais orgânicos, divida a turma em dois grupos. Cada grupo ficará responsável por dois elementos da natureza. Por exemplo: um grupo pode trabalhar com água e fogo, enquanto o outro pode explorar terra e ar. Após esse mergulho profundo em diálogos e experimentações, espera-se que a turma esteja imersa no tema da aula. Nesse momento, procure assumir uma postura menos diretiva e ofereça orientações gerais, incentivando a autonomia dos estudantes. Cada grupo deverá experimentar movimentos inspirados pelos elementos recebidos. Para orientar o processo, utilize as seguintes perguntas:

• Como podemos nos mover como a água? • Como podemos nos mover como o fogo? • Como podemos nos mover como a terra? • Como podemos nos mover como o ar? Após a experimentação, cada grupo deverá criar uma pequena coreografia. Entende-se aqui a coreografia como a ação de criar, planejar, relacionar e organizar uma sequência de movimentos corporais. Na dança contemporânea, coreografar pode ou não estar associado a um ritmo musical específico. Nessa atividade, a música deve funcionar como uma paisagem sonora, evidenciando o movimento, em vez de determinar a ordem ditada pela música. Você pode reproduzir a música de Djuena Tikuna.

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A coreografia composta pela turma será retomada no próximo momento e articulada aos movimentos desenvolvidos a partir dos nomes dos estudantes na proposta inicial. Ao final da experiência, forme um círculo com a turma. O encerramento da atividade será dedicado ao compartilhamento dos processos criativos. É importante registrar as sequências criadas por meio de uma câmera de celular ou câmera digital. Esses registros servirão de apoio para a atividade seguinte. Cada grupo apresentará sua sequência ao restante da turma. Enquanto um grupo compartilha sua criação, o outro deverá observar atentamente, exercitando a fruição artística. Após as apresentações, promova uma conversa sobre o processo de criação. Algumas perguntas podem orientar esse diálogo:

• Quais foram os desafios de criar danças em grupo? • Como foi criar movimentos inspirados nos elementos da natureza? • O que vocês sentiram durante a aula? 4º MOMENTO

Compondo danças no contexto: identidade, natureza e criação coreográfica Em sala de aula ou em outro espaço adequado, proponha que a turma forme um círculo dando as mãos. Comunique aos estudantes que este será o momento de criar danças a partir das experiências vividas ao longo do percurso desenvolvido. Divida a turma em quatro grupos. Cada um ficará responsável por um elemento da natureza. Os estudantes poderão organizar-se livremente, formando grupos a partir de afinidades entre pares e com as identificações com os elementos escolhidos. Evite organizar grupos com base em distinção de gênero. É imprescindível que meninos e meninas convivam, criem e aprendam juntos. Essa interação contribui para o reconhecimento e o respeito às diferenças. Caso surjam conflitos relacionais, intervenha de forma acolhedora, promovendo o diálogo e valorizando princípios de equidade e respeito mútuo. Após a formação dos grupos e a distribuição dos elementos da natureza, apresente as quatro orientações da atividade:

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1. a coreografia de cada grupo deverá contemplar diferentes formações coletivas, incluindo momentos em uníssono (todo o grupo junto), duos e trios; 2. os movimentos deverão explorar diferentes níveis espaciais: alto, médio e baixo; 3. cada grupo deverá incorporar movimentos criados na primeira aula, inspirados nos nomes dos estudantes; 4. cada coreografia deverá incluir, ao menos, um momento em roda. É importante que essas orientações sejam compreendidas como referências para criação, e não como regras rígidas. Caso os grupos proponham novas soluções, valorize a autonomia, a inventividade e a participação colaborativa dos estudantes. Oriente a turma a utilizar uma paisagem sonora durante as apresentações. Essa sonoridade pode ser a canção de Djuena Tikuna ou outra escolhida pelos estudantes, desde que dialogue com a proposta da atividade, como uso de elementos percussivos, sons da natureza ou experimentações sonoras não convencionais. Ao final do processo de composição, forme novamente um círculo com a turma. O encerramento da atividade será dedicado ao compartilhamento de processos criativos desenvolvidos pelos grupos. É recomendável registrar as coreografias por meio de uma câmera de celular ou câmera digital. Esses registros poderão ser retomados posteriormente em atividade de apreciação e reflexão. As gravações das coreografias podem ser exibidas em sala de aula e servir de ponto de partida para uma roda de conversa. Posteriormente, também poderão ser compartilhadas com a gestão e a coordenação escolar, bem como apresentadas às famílias e à comunidade escolar, evidenciando a importância da criação artística nos processos de ensino e aprendizagem. Cada grupo apresentará sua coreografia ao restante da turma. Enquanto um grupo compartilha sua criação, os demais serão convidados a observar atentamente, exercitando a apreciação. Após as apresentações, promova uma conversa sobre o processo de criação. Algumas perguntas podem orientar esse momento:

• quais foram os desafios de criar danças em grupo? • que diferenças vocês perceberam entre criar movimentos inspirados nos elementos da natureza e criar movimentos inspirados nos próprios nomes? • o que vocês sentiram ao longo das aulas?

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reflexão final

A

sequência didática apresentada neste caderno propõe reflexões sobre o ensino da dança na escola e orienta processos de criação fundamentados na experimentação de movimentos individuais e coletivos. Ao mesmo tempo, favorece relações afetivas, escuta e colaboração entre os estudantes. Nesse sentido, este caderno apresenta possibilidades para a criação coletiva em dança, considerando os contextos da turma e ampliando as perspectivas de aprendizagem artística.

sugestões complementares Caso queira aprofundar seus conhecimentos sobre a dança e educação, visite os cursos Percurso nas artes para professores: as artes do corpo como metodologia e Constelação das artes – os corpos brasileiros na dança, ambos da Escola Fundação Itaú. Para conhecer novas práticas lúdicas voltadas à dança na infância, visite a seleção de aulas de dança do programa IC para Crianças. Para ampliar as referências sobre dança brasileira, assista à série Cada voz da Enciclopédia Itaú Cultural, com os depoimentos das artistas Angel Vianna (1928-2024), Ana Catarina (1975) e Luciane Ramos-Silva (1977), além do relato de João Paulo Lima ao programa Arte e acesso e do site da Ocupação Ana Botafogo.

Retrato de Ana Botafogo (1955) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, 2025 Foto: Cassandra Mello/ Teia Documenta

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referências AMAZÔNIA REAL. Ngetchaütümaü Djuena Tikuna. YouTube, 20 maio 2024. Disponível em: https://youtu.be/IYVDjswbgLQ. Acesso em: 17 ago. 2026. BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 20-28, jan./abr. 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/Ycc5QDzZKcYVspCNspZVDx C/?lang=pt. Acesso em: 17 ago. 2026. CONTEMPORANCESTRAL. Body-Baião: como permanecer juntos_Cia Balé Baião CE. YouTube, 3 abr. 2026. Disponível em: https://youtu.be/Mj43qML8RoI. Acesso em: 17 ago. 2026. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. INSTITUTO CALEIDOS. Disponível em: https://www.institutocaleidos.com/ index.html. Acesso em: 17 ago. 2026. INSTITUTO CALEIDOS. Caleidos Cia. de Dança – Travesso (teaser). YouTube, 16 nov. 2018. Disponível em: https://youtu.be/j4glZjDNLVk. Acesso em: 17 ago. 2026. MAPA CULTURAL DE CRATEÚS. Cia. Balé Baião. Disponível em: https:// mapacultural.crateus.ce.gov.br/agente/6601/. Acesso em: 17 ago. 2026. MARQUES, Izabel A. Dança no contexto: uma proposta para educação contemporânea. 1996. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996. PEREGRINO, Pâmela. Maré Braba. Brasil: Coletivo MAROON, 2023. 1 filme (curta-metragem), animação em stop motion, 7 min. Disponível em: https:// assista.itauculturalplay.com.br/ItemDetail/667bffc5063a880e3da55876/ 68fd14c0136415c2329e4983. Acesso em: 13 abr. 2026.

verbetes utilizados • Ana Botafogo • Ana Catarina • Angel Vianna • Caleidos Cia. de Dança • Cinema de animação

• Dança contemporânea • Djuena Tikuna • João Paulo Lima • Luciane Ramos-Silva

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núcleo de informação e difusão digital Gerência Tânia Rodrigues Coordenação de Enciclopédia Luciana Rocha Produção e pesquisa Ely Andrade Matias Monteiro Pedro Guimarães Revisão Quadratim Redação Souza Frota

núcleo de criação e plataformas Gerência André Furtado Coordenação de criação audiovisual Kety Fernandes Nassar Coordenação de criação, design e experiências Carla Chagas

Design Girafa Não Fala (terceirizada) Produção editorial Lívia Gomes Hazarabedian Supervisão de revisão de texto Tatiane Ivo Revisão de texto Jéssica Momentel (terceirizada)


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