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Caderno do Professor - Mestre Didi e a estética do sagrado

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MESTRE DIDI E A ESTÉTICA DO SAGRADO

Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Fundação Itaú | Itaú Cultural

DEZIDÉRIO, Gabriela da Silva.

Mestre Didi e a estética do sagrado / Gabriela da Silva Dezidério. – São Paulo : Itaú Cultural, 2026. (Cadernos do professor) 20 p. : il. color. ; PDF.

Inclui bibliografia. ISBN: 978-85-7979-234-2

1. Mestre Didi. 2. Arte afro-brasileira. 3. Religião afro-brasileira. 4. Cultura afrobrasileira. 5. Cultura iorubá. 6. Ensino fundamental. 7. Sequência didática. 8. Plano de aula. I. Fundação Itaú. II. Itaú Cultural. III. Enciclopédia Itaú Cultural. IV. Título.

CDD 704.0396081

Bibliotecário Fernando Galante Silva CRB-8/10536

guia de ícones

analisar, questionar, elaborar hipóteses, comentar (questionando)

comentar, explicar

dica

discutir, conversar

observar, ver (obra de arte)

oficina, prática artística e experimentação

pesquisar, aprofundar, procurar recuperar, retomar, relembrar

registrar

título

Mestre Didi e a estética do sagrado

apresentação

Esta sequência didática tem como objetivo apresentar o legado do artista, intelectual e sacerdote baiano Deoscóredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi. Conhecer sua obra permite identificar os recursos plásticos e poéticos adotados pelo artista, bem como suas relações com estéticas, espiritualidades e cosmovisões de matriz africana, em especial as de origem iorubá. Também possibilita refletir sobre os impactos dessas matrizes na cultura brasileira.

Propomos um percurso de aprendizagem que aproxime a arte da realidade cultural dos estudantes, em consonância com as diretrizes da Lei n. 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira na Educação Básica. Pautados na Abordagem Triangular, desenvolvida por Ana Mae Barbosa, apresentamos a arte como meio expressivo, estratégia política e ferramenta de reflexão crítica sociocultural para a construção do conhecimento.

objetivos

• Fomentar o interesse e a curiosidade pela estética e pela arte afro-brasileira a partir da trajetória e da obra de Mestre Didi;

• Promover o debate e a conscientização sobre o papel sociopolítico e simbólico da arte, bem como sua potência na preservação e na valorização da cultura afro-brasileira e no combate ao racismo estrutural;

• Oferecer subsídios para o cumprimento da Lei n. 10.639/2003 nos componentes curriculares relacionados à proposta;

• Incentivar a experimentação artística de forma crítica e reflexiva;

• Contribuir para o respeito e a valorização da diversidade cultural no ambiente escolar.

áreas do conhecimento

Artes visuais, história e ensino religioso.

segmento(s) e habilidades da BNCC

Ensino Fundamental – Anos Finais: EF69AR01, EF69AR04, EF69AR05, EF69AR06, EF69AR07, EF69AR08, EF69AR31, EF69AR33, EF69AR34, EF08HI20, EF09HI08, EF06ER07, EF07ER01, EF07ER05, EF09ER06

duração

6 aulas.

São Paulo, 2026

recursos necessários

• Lápis;

• Borracha;

• Caneta esferográfica;

• Dispositivos eletrônicos, como tablet, smartphone ou computador;

• Papel sulfite;

• Lápis de cor;

• Materiais orgânicos experimentais, como fibras vegetais, palha, sementes, couro, contas, linha de náilon e miçanga.

1º MOMENTO desenvolvimento

Mestre Didi e a Arte afro-Brasileira

O artista e sacerdote Deoscóredes Maximiliano dos Santos, conhecido como Mestre Didi (1917-2013), é um importante expoente da arte afro-brasileira. Sua obra singular investiga formas tridimensionais inspiradas em objetos ritualísticos, de materialidade diversa e orgânica, tensionando as categorias convencionais das artes visuais. Abordá-la no contexto escolar permite ampliar o debate da arte para além de seus cânones históricos. Também possibilita desenvolver uma reflexão sobre as cosmovisões (conjuntos de crenças e valores que orientam a compreensão da realidade) de matriz africana no Brasil.

Nesse percurso, articulamos a leitura, a apreciação e a contextualização histórica da obra desse artista com a experimentação de processos artísticos. Essa proposta está alinhada à Abordagem Triangular formulada pela arte-educadora Ana Mae Barbosa (1936)

Inicie o momento apresentando a trajetória e a produção artística de Mestre Didi a partir de elementos de sua biografia e da análise de algumas de suas obras. Mostre reproduções de alguns de seus trabalhos e peça que os alunos identifiquem formas, cores e materiais utilizados Peça que anotem suas considerações e impressões sobre as obras e, em seguida, proponha que compartilhem suas observações com os colegas

Após essa discussão, recomende que pesquisem informações sobre o artista em fontes confiáveis, como o verbete da Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Destaque como a obra do artista está diretamente ligada à sua relação com o candomblé

Enfatize o contexto histórico da diáspora africana e seus impactos na cultura brasileira. Apresente a Lei n. 10.639/2003 e sensibilize os estudantes para a importância de conhecer a arte e a estética afro-brasileira no contexto escolar. Ressalte esse conhecimento como forma de valorização da história e cultura negra brasileira, de contraposição às narrativas eurocêntricas e de enfrentamento do racismo.

Filho da iyalorixá Maria Bibiana dos Santos, também conhecida como Mãe Senhora (1890-1967), e de Arsênio dos Santos, sacerdote do Egungun, culto de matriz africana voltado ao culto de espíritos ancestrais, Mestre Didi tem sua trajetória como artista e intelectual marcada pela vivência desde a infância com a comunidade da tradicional casa Ilê Axé Opó Afonjá, na qual atuou como sacerdote.

A casa – assim como a do Terreiro do Gantois – descende do Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, o mais antigo de que se tem notícia e que serviu de modelo para todos os outros, de todas as nações – foi fundada em 1910 por um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca comandado por Eugênia Anna dos Santos (1869 -1938). Tornou-se, já em meados do século XX, um importante ponto de resistência e referência cultural afro-baiana.

Mestre Didi com a obra Xaxará Ado Meji, s.d. Foto de Autoria desconhecida.

Mestre Didi Xaxará n. 14,1985 nervura de folhas de dendezeiro, couro pintado, conchas e contas 52,07 cm

Acervo: Coleção Rafael Moraes Foto de Ana Pigosso/ Itaú Cultural

Ao assumir o cargo de sacerdote no culto de Obaluaiyê, Mestre Didi ficou incumbido de confeccionar os objetos ritualísticos dos orixás do panteão da terra, a partir das técnicas que aprendeu com Dona Eugênia Ana dos Santos, a Mãe Aninha. Essa prática marca o início de sua produção como artesão e artista.

Em 1967, sua trajetória ganhou novo impulso quando recebeu um financiamento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para realizar pesquisas de campo no continente africano. Visitou a Nigéria e o Benim, experiência que aprofundou sua relação com a tradição nagô e fortaleceu os fundamentos simbólicos e conceituais de sua produção artística.

De fato, muitas obras de Mestre Didi foram desenvolvidas a partir das formas e iconografias de objetos ritualísticos dos orixás Obaluaiyê e Nanã, respectivamente o xaxará e ibiri, tótens ou cetros sagrados tradicionalmente feitos com elementos vegetais, como sementes e fibras, além de contas e búzios. Esses objetos simbolizam o encontro com a sabedoria ancestral e a cura.

O historiador e escritor Jaime Sodré (1947-2020) destaca que Mestre Didi, em sua produção escultórica, dá continuidade à tradição nagô. Trata-se de um conjunto de saberes religiosos, culturais e simbólicos de povos iorubás da África Ocidental que se manifesta no Brasil sobretudo na produção de objetos sacros em madeira.

As obras do artista – confeccionadas com nervura da palmeira do dendezeiro, couro, barro, contas, búzios, ráfia e ferro – fazem menção direta a importantes figuras da mitologia iorubá. É o caso da cobra, com frequência representada em par, associada à iconografia do orixá Oxumarê ou à pomba branca de Oxalá.

Mestre Didi

Abertada, s.d. nervura de folhas de dendezeiro, couro pintado, conchas e contas

131 x 56 x 19 cm

Acervo: Coleção Paulo

Darzé Galeria

Foto de Ana Pigosso/ Itaú Cultural

Mestre Didi

Ejolorun, 1990

nervura de folhas de dendezeiro, couro pintado, conchas e contas

56,99 x 97,01 x 26,99 cm

Acervo: Coleção

Barbara Angermann

Foto de Ana Pigosso/ Itaú Cultural

Mestre Didi

Ibiri Igba Ati Eye Loke – Ibiri da Cabaça com Pássaro no Topo, s.d. nervura de folhas de dendezeiro, couro, conchas e ráfia

83 x 22 x 12 cm

Acervo: Instituto Paz

Foto de Sergio Guerrini

Assim, as esculturas de Mestre Didi relacionam o fazer artístico à vivência do sagrado e do ritual. Estabelecem uma aproximação entre a arte moderna e contemporânea, em sua dimensão secularizada, e a estética da arte sacra afro-brasileira. Contribuem, portanto, para a afirmação da identidade estética e religiosa negra no Brasil.

A abordagem da obra e do processo criativo de Mestre Didi constitui uma oportunidade importante para valorizar a diversidade religiosa no Brasil. Também permite discutir manifestações de intolerância religiosa e racismo religioso, bem como seus desdobramentos psicossociais.

Promova uma discussão sobre o respeito às diferenças, o reconhecimento das tradições de matriz africana e a valorização das múltiplas expressões culturais e religiosas presentes na sociedade brasileira. Essa conversa contribui para a formação de uma consciência crítica, plural e comprometida com a convivência democrática.

2º MOMENTO

O que é arte afro-brasileira?

Apresente a expressão “arte afro-brasileira” à turma. Pergunte se os alunos já ouviram falar ou se conhecem seu significado e promova um debate sobre suas possíveis interpretações

Explique que não há um consenso quanto ao uso do termo. Para o historiador Roberto Conduru, ela não se refere a estilo ou movimento artístico específico, nem apenas à produção de artistas afrodescendentes brasileiros, tampouco a algo que os represente diretamente. Trata-se antes de um campo plural, formado por diferentes objetos e práticas que se relacionam de diversas maneiras com a cultura afro-brasileira e com suas tensões sociais no âmbito estético e artístico.

A antropóloga Marta Salum, por sua vez, considera que a arte afro-brasileira corresponde a manifestações visuais que recuperam expressões estéticas e religiosas tradicionais africanas ou que se relacionam com os contextos socioculturais negros no Brasil.

Já para o antropólogo Kabengele Munanga (1940), a arte afro-brasileira “pode ser imaginada e representada como um sistema fluido e aberto, que tem um centro, uma zona intermediária e uma periferia [...] no centro estariam situadas obras de origem étnica africana, como intermediárias teríamos as obras dos artistas religiosos ou rituais, e periferia, as obras dos artistas que receberam algumas das, mas não todas, as influências africanas” (Munanga, 2000).

Abdias Nascimento

Teogonia afro-brasileira nº 2

Iansã, Obatalá, Oxum, Oxossi, Yemanjá, Ogum, Ossaim, Xangô, Exu, 1972 acrílico sobre tela 152,00 cm x 102,00 cm

Acervo: Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro)

Foto de Autoria desconhecida

Rosana Paulino

Parede da memória (detalhe), 1994-2015 tecido, microfibra, xerox, linha de algodão e aquarela 8 x 8 cm (cada unidade)

Acervo: Pinacoteca de São Paulo (Pina_) Foto de Isabella Matheus

De acordo com esses autores, a definição de uma produção artística como afro-brasileira é desafiadora e multifacetada, pois envolve expressividades e poéticas que não se restringem à identidade etnico-racial de quem as produz.

Em síntese, a categoria arte afro-brasileira se constitui como uma trama de questões que abrangem tanto a África, quanto o Brasil, mas, sobretudo, aquilo que se produziu culturalmente a partir do encontro de diferentes culturas em terras brasileiras.

Devemos considerar, portanto, que as heranças culturais africanas aqui não se mantiveram imaculadas. Não se tratam de reminiscências, mas de remanescências: evidenciam a permanência de certos elementos culturais diante de contatos, trocas e imposições de outras vertentes étnico-culturais, bem como a capacidade de reinvenção e de construção ativa de novas formas expressivas. Essas formas constituem a arte afro-brasileira na contemporaneidade.

Estas configurações podem se expressar, por exemplo, nas obras pictóricas do artista, dramaturgo e político Abdias Nascimento (1914-2011), que, por meio do uso de cores vibrantes e composições complexas, reelabora e relaciona símbolos e elementos visuais do panafricanismo, em especial, valorizando as influências das culturas negras na América Latina (com referências ao candomblé, vodu haitiano, adinkras da África Ocidental entre outros).

Por outro lado, na obra Parede da Memória, de Rosana Paulino (1967), a artista utiliza fragmentos de fotografias familiares impressas sobre tecido com interferências em aquarela, formando um conjunto de pequenos estofados, patuás, que, nas tradições do candomblé e da umbanda, são considerados objetos de proteção. Ao inserir as imagens de seus familiares por meio da prática doméstica da costura, a artista tece relações de memória que relacionam sua identidade e ancestralidade em um microcosmo de relações afetivas.

Assim, Mestre Didi associa-se a um universo amplo de artistas que se utilizam de referências e símbolos religiosos como forma de evocar um tensionamento entre comunidade, ancestralidade e espiritualidade como elemento de resistência e valorização das culturas e vivências afrobrasileiras.

3º MOMENTO

Experimentação prática

Relembre com o grupo a discussão anterior e recupere os principais temas abordados. Com base nesses elementos, proponha um levantamento sobre a presença da estética negra no cotidiano individual e coletivo dos estudantes. Peça que reflitam sobre as expressões culturais presentes em seus contextos de convivência e sobre as relações que estabelecem com o legado afro-brasileiro

Em seguida, proponha uma experimentação criativa inspirada na obra e na poética de Mestre Didi, contemplando também o repertório pessoal de cada estudante.

Mestre Didi

Eye Meji – Sacerdotisa de Xangô com Duplo Machado e Pássaros (Sacerdotisa de Xangô com duplo machado e pássaros), década de 2011 nervura de folhas de dendezeiro, couro pintado, conchas e contas 155 x 25 x 25 cm

Acervo: Coleção Simões de Assis

Foto de Ana Pigosso/ Itaú Cultural

Oriente os alunos a desenvolver desenhos a partir da observação de imagens das obras do artista, relacionando-as com elementos da estética negra identificados no cotidiano deles. Aproveite a atividade para conceituar elementos formais da composição visual, como ponto, linha, plano, forma, ritmo e espaço.

Na sequência, ofereça uma variedade de materiais – alguns orgânicos (como fibras, sementes, conchas, couro, sisal e madeira) e outros inorgânicos (fio de nylon, miçangas, colas e tintas) – para que os alunos experimentem produzir suas próprias composições tridimensionais.

Reúna as esculturas e os desenhos produzidos e promova uma discussão sobre a experiência. Quais foram os principais desafios? Em que aspectos os desenhos e as esculturas se aproximam e se afastam da obra de Mestre Didi? Em que medida a obra do artista representa valores estéticos e culturais presentes na realidade individual e coletiva dos estudantes?

4º MOMENTO

Exposição

A partir dos resultados do momento anterior, sugira que os estudantes organizem uma exposição em algum espaço da escola

Reflita com o grupo sobre os itens importantes para uma exposição: elaboração de legendas, presença de textos, distribuição de bases e suportes, entre outros elementos. Liste os tópicos mencionados e atribua as funções de cada um

É importante considerar que a exposição implica a construção de uma narrativa. No campo das práticas culturais, a elaboração de diretrizes conceituais para exposições e eventos artísticos é chamada de curadoria Pergunte aos estudantes se eles conhecem esse termo e conversem sobre esse conceito, explicando que a curadoria se aproxima da autoria da exposição. Essa autoria pode ser colaborativa e envolver, inclusive, a comunidade. No caso dessa proposta, é importante que o processo seja coletivo, garantindo que todos possam expressar as ideias, apresentar as propostas e participar das decisões

A função de uma exposição é ampliar um debate – sobre arte, cultura ou ciência – para um grupo o mais diversificado possível. Por isso, é importante que os estudantes se preocupem com a acessibilidade de recursos e textos para um público variado

Definidos os critérios e as estratégias, é hora de realizar a montagem da exposição, ou seja, de distribuir obras e demais elementos no espaço.

Após a montagem, estimule os estudantes a refletirem sobre a experiência. Qual é a percepção deles sobre a obra de Mestre Didi? Qual é a importância dela para a arte brasileira? Quais são as contribuições das culturas e expressividades afro-brasileiras para as identidades nacionais? Quais dificuldades e facilidades encontraram ao realizar suas próprias esculturas? Como foi a experiência de montar uma exposição?

Convide a comunidade escolar a conhecer os resultados da atividade e colete devolutivas e impressões.

reflexão final

Esta sequência didática propõe uma reflexão sobre a obra de Mestre Didi em diálogo com um debate mais amplo acerca das poéticas, expressividades e plasticidades vinculadas às espiritualidades afro-brasileiras, bem como suas contribuições para as culturas e as identidades nacionais. Ao mesmo tempo, esse material busca estimular a criatividade e o senso crítico dos alunos.

Como aponta o filósofo francês Jacques Rancière (1940), a arte, para além de expressar conteúdos específicos, revela, na estética, sua dimensão política. Ao articular arte, religiosidade, ancestralidade e história, a produção de Mestre Didi evidencia a riqueza das tradições afro-brasileiras e desafia leituras eurocêntricas ainda predominantes no ensino de arte.

Assim, ao reconhecer a legitimidade desses saberes e fazeres, a escola contribui para a construção de uma educação mais plural, crítica e antirracista, promovendo o respeito à diversidade cultural e o fortalecimento das identidades negras no Brasil.

sugestões complementares

Assista ao documentário Alápini – A herança ancestral de Mestre Didi Asipá, 2012, de Emilio Le Roux, Hans Herold e Silvana Moura

Considere acessar o curso Projeto Querino na sala de aula , da Escola Fundação Itaú. O curso oferece insumo de revisão dos currículos escolares e de práticas pedagógicas sob a perspectiva afrocentrada.

Para conhecer outros saberes, referências, produções e importantes agentes da cultura negra no Brasil, considere consultar a plataforma Ancestralidades, desenvolvida em parceria entre a Fundação Itaú e Fundação Tide Setubal, nos eixos estratégicos: Democracia e Direitos Humanos, Arte e Cultura, Ciência e Tecnologia e Religiosidade e Espiritualidade.

Aprofunde o repertório sobre o cenário brasileiro atual de luta contra a intolerância religiosa a partir dos seguintes marcos legais:

Lei n. 11.635, de 27 de dezembro de 2007, que institui o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Lei n. 12.288, de 20 de julho de 2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, alterando legislações anteriores.

Lei n. 14.532, de 11 de Janeiro de 2023 , que tipifica como crime de racismo a injúria racial.

Lei n. 14.519, de 5 de janeiro de 2023, que institui o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé.

referências

ALÁPINI – A herança ancestral de Mestre Didi Asipá. Direção: Emilio Le Roux; Hans Herold; Silvana Moura. Produção executiva: Djane Moura Cruz; apoio institucional: Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) do Estado da Bahia; Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá; Associação Beneficente Cultural e Carnavalesca Bloco Afro Idará. Brasil, 2012. Documentário.

ARAÚJO, Emanoel (Org.). Mestre Didi: Homenagem aos 90 anos – Deoscoredes Maximiliano dos Santos, o escultor do sagrado. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2009.

BARBOSA DE MATTOS, Nelma Cristina. Arte afrobrasileira: contornos dinâmicos de um conceito. DAPesquisa, Florianópolis, v. 9, n. 11, pp. 119-133, 2014. Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/dapesquisa/article/view/8175 Acesso em: 7 jan. 2026.

BRASIL. Lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2003. Disponível em: L1https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/Leis/2003/L10.639.htm063. Acesso em: 7 jan. 2026.

CONDURU, Roberto. Arte afro-brasileira. Belo Horizonte: C/ Arte, 2007.

DEZIDÉRIO, Gabriela da Silva. A construção de uma categoria arte afro-brasileira: um estudo da trajetória artística de Mestre Didi. 2015. 92 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2015. Disponível em: https://www.artes.uff.br/ppgca/pdfTesesDissertacoes/M024.113.004_GABRIELA_DA_SILVA_DEZIDERIO.pdf

LUZ, Marco Aurélio. Alapini Baba Wa e o pensamento futuro. In: SANTOS, Juana Elbein dos (Org.). Ancestralidade africana no Brasil: Mestre Didi 80 anos. Salvador: SECNEB, 1997.

MUNANGA, Kabengele. Arte afro-brasileira: O que é afinal? In: AGUILAR, Nelson (Org.). Mostra do Descobrimento: Arte afro-brasileira. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000. p. 98- 111.

RANCIÈRE, J. A partilha do sensível: estética e política. Editora 34, 2009.

SODRÉ, J. A influência da religião afro-brasileira na obra escultórica do Mestre Didi. Salvador: EDUFBA, 2006. p. 250.

SODRÉ, J. As esculturas de Mestre Didi: o arco-íris do olhar. In: SANTOS, Juana Elbein dos (Org.). Ancestralidade africana no Brasil: Mestre Didi 80 anos. Salvador: SECNEB, 1997.

verbetes utilizados

• Abdias Nascimento

• Abertada

• Ana Mae Barbosa

• Arte Contemporânea

• Arte Moderna

• Artes Negras

• Curadoria

• Desenho

• Ejolorun

• Kabengele Munanga

• Ibiri Igba Ati Eye Loke – Ibiri da

Cabaça com Pássaro no Topo

• Iyawo Sango: Ose Ati Eye Meji

• Marta Salum

• Mestre Didi

• Parede da memória

• Roberto Conduru

• Rosana Paulino

• Silvana Moura

• Teogonia afro-brasileira nº 2

• Xaxará n. 14

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