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O percurso da Arca – De Ebenezer a Quiriate-Jearim

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Escola Bíblica Dominical

19 de abril de 2026

O percurso da Arca – De Ebenezer a Quiriate-Jearim

19 de abril de 2026

O percurso da Arca – De Ebenezer a Quiriate-Jearim

AEscola Bíblica Dominical do dia 19 de abril de 2026 foi realizada, ao vivo, diretamente do Maanaim de Marechal Floriano, Espírito Santo, com a participação dos pastores Alexandre Gueiros, Gilson Sousa e Gerson Beluci.

Palavra do Pr. Gilson Sousa:

Eu saúdo todos com a paz do Senhor. Já aprendemos que a Arca representava a presença do Deus Trino – Pai, Filho e Espírito – em glória no meio de Israel.

Para nós, a Arca da Aliança nos fala do Senhor Jesus como Emanuel, Deus conosco. Ao contemplarmos o Senhor, podemos dizer como o Apóstolo João:

“[...] e vimos a Sua Glória, como a glória do unigênito do Pai.” João 1:14.

Vimos como a Arca estava no meio de Israel, principalmente para permitir que Deus fosse consultado e pudesse, assim, aconselhar e dirigir Seu povo. É por isso que o Senhor Jesus está conosco hoje. E contemplamos Sua glória entre nós quando Ele pode falar conosco, nos dirigir e nos aconselhar.

“E tornando o povo ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos filisteus? Tragamos de Silo a arca do concerto do Senhor, e venha no meio de nós, para que nos livre da mão de nossos inimigos. Enviou pois o povo a Silo e trouxeram de lá a arca do concerto do Senhor dos exércitos, que habita entre os querubins: e os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, estavam ali com a arca do concerto de Deus. E sucedeu que, vindo a arca do concerto do Senhor ao arraial, todo o Israel jubilou com grande júbilo, até que a terra estremeceu.”

I Samuel 4:3-5.

“E foi tomada a arca de Deus: e

os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, morreram.” I Samuel 4:11.

Palavra do Pr. Gerson Beluci:

Eu saúdo todos com a paz do Senhor Jesus. O texto lido se refere ao episódio em que os filisteus vieram lutar contra Israel nos tempos de Eli e de seus filhos, ou seja, quando os sacerdotes viviam no pecado e Israel vivia na desobediência ao Senhor.

Eles estavam em Ebenézer, lugar onde Samuel, posteriormente, declarou “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Mas Israel havia perdido o discernimento espiritual. Não entendiam que

Pr. Gilson Sousa conduzindo a palavra inicial da Escola Bíblica Dominical

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a bênção de Deus não viria a um povo desobediente. Por isso, eles perguntaram:

“Por que nos feriu hoje o Senhor diante dos filisteus?”

I Samuel 4:3.

E pensaram em uma solução. Em vez de dizerem: santifiquemo-nos para o Senhor nos dar vitória, eles decidiram que receberiam a bênção, vivendo no pecado:

“Tragamos de Siló a arca do concerto do Senhor e venha no meio de nós, para que nos livre da mão de nossos inimigos”.

I Samuel 4:4.

E Israel cria na presença de Deus na Arca. Tanto assim que houve júbilo em Israel quando viram que a Arca chegava ao meio deles. Mas queriam usar a Arca como um amuleto, um objeto que lhes traria sorte. E, como vimos, Israel foi derrotado. Não podemos contar com a bênção do Senhor enquanto vivemos na desobediência, ainda que orando e clamando ao Senhor. Não podemos viver no mundo e recorrer ao Senhor apenas quando estamos em grandes lutas.

O resultado foi que, além da

derrota, a Arca foi tomada pelos filisteus.

“Os filisteus tomaram a arca de Deus e a trouxeram de Ebenezer a Asdode”. I Samuel 5:1.

Os filhos de Eli, Hofni e Finéias, que viviam na desobediência, escandalizando Israel, morreram nessa ocasião. Eli caiu da cadeira para trás, quebrou-se o pescoço e morreu. Sua nora grávida deu à luz e, ao morrer, “chamou o menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel” (I Samuel 4:21).

A Arca foi então levada para o templo do deus Dagom. Este caiu duas vezes na presença da

Arca. Após a segunda queda, Dagom apareceu com a cabeça e as mãos cortadas. E o povo foi ferido com tumores. Muitos pensam que todas as religiões levam a Deus. Mas o Senhor não pensa assim. Só o Senhor pode nos dirigir com amor e sabedoria. Só Ele é Cabeça da Igreja.

A arca foi então levada a Gate (prensa de vinho ou lagar). Não é o lagar que nos fala da bênção do vinho do Espírito. Quando estamos cheios do Espírito, nos comportamos com sabedoria, amor, mansidão, humildade e outras virtudes próprias do fruto do Espírito Santo.

Em Gate, surgiram tumores e enfermidades entre o povo. Ou seja, em vez da alegria do Espírito, o vinho — isto é, a alegria deste mundo — provoca enfermidades espirituais. Corrompe o homem e o faz corromper, procedendo, de acordo com sua personalidade, ou nas diversas fases da embriaguez, comportando-se como um animal.

A Arca foi depois levada para Ecrom, onde houve tumores e morte.

Os filisteus resolveram então

Pr. Gerson Beluci conduzindo a síntese da segunda parte da Escola Bíblica Dominical

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devolver a Arca a Israel, após 7 meses em sua terra. Para isso, consultaram seus sacerdotes e adivinhadores sobre como devolver a Arca. Concluíram que a Arca deveria ser devolvida a Israel em um carro novo, com ofertas de objetos de ouro que seriam ofertas pela culpa, oferecidas ao Deus de Israel.

Decidiram que duas vacas seriam atadas ao carro e o puxariam no caminho de Bete-Semes, cidade de Israel. As crias ficariam em casa. E seria um sinal para os filisteus se elas, sozinhas, sem serem guiadas, deixassem para trás suas crias e fossem para Bete-Semes, caminho oposto ao de sua casa. Seria um sinal de que fora o Senhor que fizera aqueles males aos filisteus. E as vacas, então, foram pelo caminho que conduzia a Bete-Semes, andando e berrando, sem se desviarem.

A Arca chegou, então, a Bete-Semes (casa do sol), terra de levitas, a tribo encarregada de cuidar do Tabernáculo, especialmente dos utensílios sagrados e da Arca. E era época da sega do trigo, período de grande alegria em Israel. Mas os habitantes de Sete-Semes, muito se alegraram ao ver a Arca. Mais alegria do que nos tempos da ceifa do trigo, com registrado em Salmos:

“Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho.” Salmo 4:7.

A alegria do Senhor está presente na vida da Igreja como resultado da operação de Deus em nosso meio.

A Arca de volta no meio do povo era a presença do Senhor que cuidava de Israel. Era sinal de que a glória de Deus, que se

foi quando a Arca foi tomada, (Icabô significava “foi-se a glória”), estava de volta a Israel.

Então a Arca parou junto a uma grande pedra. Ali, os levitas ofereceram as vacas ao Senhor em holocausto.

Mas infelizmente muitos homens, que haviam perdido o temor do Senhor se esqueceram da palavra do Senhor a respeito da santidade de Deus na Arca, olharam para dentro da Arca e o Senhor os feriu. Muitos morreram nessa ocasião.

Qual a lição para nós? Em vez de se santificarem e obedecerem aos mandamentos do Senhor sobre não tocar na Arca nem olhar para dentro da Arca, os habitantes de Bete-Semes disseram:

“Quem poderia estar em pé diante do Senhor, este Deus santo?” I Samuel. 6:20.

Pediram, então, que os habitantes de Quiriate-Jearim levassem a Arca para sua cidade. São aqueles que preferem viver longe de um Deus que fala, um Deus santo, que exige que seus servos abandonem o pecado.

Palavra do Pr. Alexandre Gueiros:

Saúdo todos os irmãos com a paz do Senhor.

A Arca foi então levada para Quiriate-Jearim (cidade dos bosques; cidade dos favos de mel), para a casa de Abinadabe. Seu filho Eleazar foi consagrado para guardar a Arca, que permaneceu lá por 20 anos. Mesmo com a arca presente, Israel não estava em comunhão com Deus, pois ainda estava sob o domínio dos filisteus.

Os israelitas lamentaram aquela situação. Samuel, então, ex-

plicou ao povo a necessidade de se santificarem, de deixarem os deuses estranhos e de passarem a servir somente ao Senhor. E o Senhor os livraria do jugo dos filisteus. Os israelitas atenderam à exortação de Samuel, que os congregou em Mizpá. Confessaram seus pecados e jejuaram. O significado de Mizpá é “Torre de vigia”. O servo do Senhor precisa viver em constante vigilância e oração.

Então os filisteus vieram a pelejar contra Israel em Mizpá. Mas Samuel ofereceu sacrifícios e clamou ao Senhor em favor de Israel. E o Senhor deu vitória completa aos israelitas nessa peleja. E a mão do Senhor foi contra os filisteus no período de Samuel, que julgou Israel todos os dias de sua vida. Isso nos fala da presença da Profecia e de um Governo que se submete ao Senhor. A característica do servo desta obra é ouvir a voz do Espírito e obedecê-la. Assim temos sido vitoriosos e abençoados com a manifestação da glória de Deus em nosso meio.

Outros pontos são importantes para nós nessa história:

Em todo esse período, o Tabernáculo – onde estava o Santo dos Santos – esteve sem a Arca. Qual a lição para nós? Ora, o Tabernáculo nos fala da Igreja. O Tabernáculo sem a Arca nos fala do perigo de estarmos em uma Igreja onde todos creem na Palavra de Deus, cremos em Jesus, mas Ele não está presente para nos dirigir, nos aconselhar, nos dirigir, nos proteger. Ele não está se manifestando como um Deus vivo entre nós.

Lembremo-nos de que os Querubins estavam com asas

O percurso da Arca – De Ebenezer a Quiriate-Jearim

abertas sobre o propiciatório, que era a tampa da Arca. Isso nos fala do pleno ministério do Espírito Santo, que opera por meio dos anjos em nosso favor. Esse ministério se manifesta por meio dos dons espirituais. O Espírito Santo quer nos falar, e a Igreja fiel quer ouvir o que o Espírito está dizendo à Igreja, sobretudo neste momento profético.

Já a ausência do propiciatório com os querubins, a tampa da Arca, onde era aspergido o sangue dos sacrifícios, nos fala do poder do Sangue de Jesus, do qual nós nos beneficiamos ao clamar pelo sangue de Jesus, confessarmos os nossos pecados e termos comunhão uns com os outros.

A Arca ausente de Israel significava que o povo não estava se beneficiando dos elementos que estavam dentro da Arca: as Tábuas da Lei, o vaso com o Maná e a Vara de Arão, que floresceu e deu frutos. Sabemos que esses 3 elementos nos falam da Trindade. Para nós, isso significa que, se o Senhor Jesus não se faz presente, não nos beneficiamos da Palavra revelada; nem do Pão Vivo que

desce do Céu; nem da Vara de Arão, que, para nós, é a direção do Espírito Santo, que opera em nós, produzindo os dons e o fruto do Espírito.

O Tabernáculo em Siló, sem a Arca, nos fala da ausência da glória de Deus. Para nós, isso significa que a manifestação da glória de Deus pode estar ausente da Igreja. Essa glória é manifesta, é visível, quando o Senhor opera maravilhas em nosso meio, realiza curas milagrosas, salva de forma extraordinária vidas que nós pensávamos que nunca se converteriam, fala ao coração dos visitantes sobre os segredos dos seus corações.

Aparentemente, Israel desfrutava da presença de Deus, pois os israelitas contemplavam o Tabernáculo em Siló e continuavam a oferecer sacrifícios ao Senhor.

No entanto, isso nos mostra que é possível realizar cultos, e até cerimônias religiosas pregar a Bíblia, mas isso não significa que o Senhor necessariamente esteja presente.

Os filisteus voltaram a lutar e Samuel congregou o povo em

Mizpá, que significa torre de vigia (I Sam 7:5). E disse: “orarei por vós”. E o Senhor deu a vitória a Israel em Bete-Car, que significa: o lugar do Cordeiro.

Samuel então tomou uma pedra e a chamou de Ebenezer (pedra de ajuda, símbolo do Senhor Jesus). Profeticamente, vemos que hoje nossa vitória se dá quando:

a. Nos congregamos no Corpo de Cristo, vigiando e orando (Mizpá significa torre de vigia):

b. Lutamos em Bete-Car (significa: o lugar do Cordeiro), ou seja, onde o Cordeiro de Deus está presente, indo adiante de nós e seremos vitoriósos. “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro”, nos ensina a Palavra;

c. Estamos firmados na rocha que é o Senhor Jesus. E podemos dizer: Ebenezer, até aqui nos ajudou o Senhor.

Em todos esses elementos da história, que são proféticos a respeito da Igreja hoje, vemos a beleza da Obra do Senhor. Ela é perfeita. Nela vemos a sabedoria e a glória de Deus. Vemos também o amor, a misericórdia e a graça de Deus para com o Seu povo.

Vemos também a fidelidade de Deus, que não renuncia à sua exigência de santidade, mas também não abandona o Seu povo, embora o discipline. E Ele nos disciplina como um pai a seus filhos, para nos livrar da morte eterna.

Que o Senhor nos abençoe.

Pr. Alexandre Ruben Milito Gueiros Presidente da Igreja Cristã Maranata

Pr. Alexandre Gueiros conduzindo a síntese da terceira parte da Escola Bíblica Dominical

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