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TRABALHO

COM OS JOVENS 2025

EDIÇÃO DE MARÇO

Copyright © 2025 Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

1ª edição: 2025

Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados por Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

Rua Torquato Laranja, 92. Vila Velha.

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Área de conhecimento

Trabalho com Jovens

Assunto

Mensagens

Categoria Religião

Todos os direitos reservados

A reprodução total ou parcial desta publicação, de forma não autorizada, para fins comerciais ou não, constitui violação de direitos autorais (lei 9610/98), sujeitando-se o infrator às penalidades cíveis e criminais cabíveis.

Presidente da Igreja Cristã Maranata

Gedelti Victalino Teixeira Gueiros

Secretário Executivo da Igreja Cristã Maranata

Luiz Eugênio do Rosário Santos

Presidente do Instituto Bíblico da Igreja

Cristã Maranata

Gilberto Ferreira da Silva

Diretor de Ensino do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

Fábio Lúcio Soares Gomes

Assessora Pedagógica do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

Leonice Monteiro Dias Rocha

Organização:

Maurilo Martins

Diagramação

João Manuel Comério

Capa

João Manuel Comério

Sumário

AULA 1

A Igreja de Smirna – Tempo das grandes perseguições ......................................................................... 05

AULA 2

A Igreja de Sardes – Restantes que estavam para morrer ............................................................................ 13

AULA 3

O Evangelho Eterno e o Cristianismo .................................. 21

AULA 4

O derramar do Espírito Santo no período profético de Éfeso e Sardes ................................................................. 28

AULA 1

- A IGREJA DE SMIRNATEMPO DAS GRANDES PERSEGUIÇÕES

“E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria...” Isaías 11:2

TEXTO BASE

“E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria...” Isaías 11:2

1 - Introdução

Dados Importantes para a compreensão de todos: a cidade de Smirna está localizada às margens do Mar Egeu, na Turquia. Era uma cidade pagã, onde adoravam deuses como Heros, Cibele e até o imperador romano César.

Nessa cidade, eram realizados os Jogos Olímpicos.

O vencedor usava como prêmio a coroa de César. Paulo faz menção disso dizendo: “... os que correm no estádio [...] eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.” (I Coríntios 9:24 e 25).

Nessas ocasiões, cristãos chamados “ateus” (porque não adoravam os deuses) eram mortos para satisfazer ao povo e a César.

O nome “Smirna” significa mirra, o que vem exatamente desse sofrimento.

Imperadores romanos, começando por Nero até Diocleciano, determinaram as ondas de tribulação registradas na história dessa igreja.

A mirra é uma planta que, quanto mais apertada e esmagada, mais exala seu perfume, mostrando com exatidão aquilo que profeticamente a igreja iria sofrer.

2 - Objetivo

Ensinar aos jovens a viverem sua fé com fidelidade, aprendendo com a história da Igreja de Smirna, que, apesar das adversidades e perseguições, manteve-se firme na fé. Através da reflexão sobre a importância da Igreja, do testemunho, da busca por sabedoria e da esperança na vida eterna, encorajá-los a se posicionar como servos do Deus Altíssimo, a buscar a fé que vem da eternidade e a se tornarem exemplos do amor de Cristo em um mundo desafiador.

3 - A Igreja

A igreja ou o período profético relacionado a Smirna data do ano 68 a 310 d.C. (aproximadamente 239 anos), durante os quais houve uma grande perseguição aos servos do Senhor.

Nesse período, cristãos foram mortos e quase dizimados.

Há registros de que uma moeda comemorativa foi feita com os seguintes dizeres: “NOMINI CRISTIANO DELECTA EST”, ou seja, o nome dos cristãos está acabado. Mas, de fato, a Igreja Fiel de hoje é o testemunho vivo de que Smirna venceu.

Detalhes Importantes: a Igreja de Smirna era descendente de um povo que amava ao Senhor, proveniente do período profético de Éfeso, onde a doutrina dos apóstolos foi alcançada e defendida.

Porém, não tinham bens, sem posses, sem recursos materiais, vivendo na pobreza. É bom lembrar que em Éfeso muitos venderam seus bens e depositaram aos pés dos apóstolos, pensando que a volta de Jesus seria breve.

Assim, Smirna não tinha o que herdar materialmente, ficando com a doutrina.

Veja em Apocalipse 2:9: “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico) …”.

A carta em Apocalipse relata perseguições: Apocalipse 2:10: “Nada temas das coisas que hás de padecer [...] tereis uma tribulação de dez dias...”

Esses dez dias referem-se a dez imperadores romanos, começando por Nero e terminando com Diocleciano, os quais causaram muitas dores e provas à igreja nesse período.

Na Igreja de Smirna, os irmãos não tinham o que dar, então deram suas vidas.

Considerações: em Éfeso, a reação ao adversário foi a doutrina; em Smirna, foi a vida.

Note as expressões: “tribulação” – “pobreza” e “morte” (Apocalipse 2:9).

Apesar disso, era uma igreja exemplar; aliás, é a única igreja que não recebe repreensões da parte do Senhor Jesus em sua carta.

Fiel em sua permanência e firmeza, não negava a fé, perseverando em seu testemunho. Preferiam morrer nas arenas cantando louvores a negar o senhorio do Senhor Jesus.

Há registros históricos mostrando que nas cercanias de Roma já não havia árvores, tamanho era o número de cruzes e fogueiras que foram feitas nesse período. Isso é realmente impressionante!

Trabalho de Jovens

4 - Detalhes da Carta

Para essa Igreja, o Senhor Jesus Se apresenta com certezas, tais como:

• Primeiro e Último.

• Aquele que foi morto e reviveu (palavra-chave para quem iria morrer).

• Conheço tua pobreza, mas tu és rico.

Esse modo de apresentação trouxe a Smirna uma identificação com seu Salvador e Senhor, o qual também padeceu por nossos pecados. A Igreja se fortalecia em se reconhecer na morte do Senhor e esperava na certeza da ressurreição também com Ele.

A parábola descrita em Mateus 13:24, “joio e trigo”, nos mostra que houve uma mistura da semente após a morte dos apóstolos, trazendo uma situação muito difícil sobre Smirna.

Sabemos que a mistura causa confusão e desânimo. Por isso, a única maneira de “separar” a Igreja Fiel da infiel foi levá-la às fogueiras, morte e tribulação. O Senhor sabia que aquele remanescente fiel jamais O negaria, sendo, por fim, recolhido no céu.

Obs.: o Senhor Jesus permite a morte carnal da Igreja e a guarda para sempre.

Naquele período, confessar Jesus Cristo como Senhor significava morrer.

“...Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida...”

Apocalipse 2:10

O restante do povo estava misturado com fariseus,

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simpatizantes a César e idólatras pagãos.

Atenção: a Igreja já sabia que ia morrer. Apocalipse 2:10 e 11 diz: “...O que vencer não receberá o dano da segunda morte.”

Temos que notar a expressão “segunda morte”, pois da primeira morte, ou seja, a morte carnal, nesta vida, não escapariam. Mas, jamais passarão pelo julgamento de Deus na eternidade.

A Igreja de Smirna era cheia de testemunhos e exemplos. Talvez o mais conhecido seja de Policarpo, pastor da igreja, que em um dos jogos festivos (com aparência de religiosidade) foi conduzido por uma multidão enfurecida e levado a uma fogueira. Ele tinha 86 anos.

Foi-lhe dada a oportunidade de negar a Jesus. Bastava confessar que César era Senhor. Policarpo recusou a oferta e preferiu morrer queimado a negar seu Salvador Jesus, dizendo:

“Há 86 anos eu sirvo ao Senhor Jesus… Ele sempre me foi fiel. Como posso negá-lo na hora da minha morte? Jesus é o Senhor!!”

Preferiu morrer!

Esses testemunhos abalavam significativamente a confiança dos imperadores, que temeram a Igreja.

Na carta, o Senhor Jesus Se apresenta como aquele que havia sido morto e reviveu, e isso enchia os corações de certeza na vida eterna.

A ressurreição era a grande esperança dessa Igreja que morre confortada pela presença maravilhosa de Jesus.

5 - As Operações dos 7 Espíritos dentro de Smirna

a) Espírito do Senhor – desnecessário mostrá-lo, pois a Igreja ia à morte cantando.

b) Espírito de Sabedoria – Apocalipse 2:9 - “Tu és rico (sem ter nada).” Perderam essa vida para ganhar a eterna.

c) Espírito de Inteligência: Apocalipse 2:9 - “... blasfêmia dos que se dizem judeus e não são...”

d) Espírito de Conselho: Apocalipse 2:10 - “Nada temas das coisas que hás de padecer...”

e) Espírito de Fortaleza: Apocalipse 2:9 - “Conheço as tuas obras, e a tribulação e a pobreza (mas tu és rico) ...”.

f) Espírito de Conhecimento: Apocalipse 2:9 - “Eu sei as tuas obras...”

g) Espírito de Temor: está quase implícito.

Única Igreja que não recebe repreensão do Senhor Jesus. A Igreja não temia nada.

Sabedoria e temor estão ligados aqui.

6 - Promessas

• Apocalipse 2:10 - “...dar-te-ei a coroa da vida.” (diferente dos Jogos Olímpicos).

• Apocalipse 2:11 – “... não receberá o dano da segunda morte.” (a primeira não tinha jeito).

A grande sabedoria da Igreja de Smirna foi perder essa vida e ganhar a vida eterna. Tal entendimento só se alcança por intermédio de uma operação do Espírito Santo!

da Igreja Cristã
Trabalho de Jovens

AULA 2

-A IGREJA DE SARDESRESTANTES QUE ESTAVAM PARA MORRER

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

Mateus 18:20

Pr. Alexandre Brasil

TEXTO BASE

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Mateus 18:20

1 - Introdução

A cidade de Sardes ou Sardis estava situada na Lídia - atual Turquia.

Pertencia ao Império Lídio e mais tarde foi incorporada ao Império Romano.

Foi construída no alto de uma colina para demonstração de poder e, assim, era considerada intocável.

Ali se adoravam os deuses como Diana, Zeus (trono) e o Imperador Romano.

2 - Objetivo

Motivar os Jovens a se tornarem defensores da verdade e da fé em Cristo, capacitando-os a resistir às pressões sociais e a viver uma vida que reflita os valores do Evangelho, assim como os “restantes” fiéis de Sardes.

3 - A Igreja no período de Sardes

No período de Sardes a Igreja Fiel se limitava a “restantes”, ou seja, poucos fiéis que permaneceram assim, vindos do período de Tiatira, onde a religião romana misturada

Trabalho de Jovens

com muitos outros conceitos humanos se afastou definitivamente da verdade.

Esse momento já havia sido profetizado pelo Senhor Jesus quando disse: “...onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí, estou eu no meio deles...” (Mateus 18:20).

O significado do sacrifício do Senhor Jesus permanecia com uns poucos fiéis, que impelidos pelo Espírito do Senhor fizeram duras contestações aos erros grosseiros da religião predominante, expondo seus falsos ensinamentos e priorizando a Palavra de Deus, a qual o povo em geral não tinha acesso.

Situação do povo nesse período:

• Degradação da religião.

• Povo descontente com o clero.

• Começam algumas oposições.

• Imoralidade.

• Superstições - culto materialista.

Naquele momento, havia uma inquietação no meio dos povos, os quais já não suportavam mais os abusos da religião e a incerteza. Esse movimento dos povos culminou em vários aspectos positivos na busca da verdade. Historicamente, estamos no período da saída do feudalismo para o Renascimento e o Iluminismo. (Veja na história contemporânea). O Iluminismo foi um movimento cultural capaz de derrubar muitos conceitos errôneos preconizados pela religião da época. Isso foi benéfico. Mas, Deus queria mais do que isso. Ele queria que o esclarecimento da revelação da Palavra chegasse aos corações, libertando completamente o homem, preparando-o para a arrancada

final da Igreja rumo ao fim dos tempos. É bom lembrar a promessa feita pelo Senhor Jesus à Igreja de Tiatira: “E dar-lhe-ei a estrela da manhã.” (Apocalipse 2:28).

O raiar de um novo tempo, um novo dia iria esclarecer e conduzir as pessoas para a luz da verdade, especialmente do Evangelho Eterno.

O movimento Renascentista (fim do século XIV e início do século XVI) na Europa, movido por intelectuais, artistas, pintores, etc. impulsionou a humanidade, antes em “trevas” a buscar saber, informação e a verdade sobretudo. Esse gosto e busca pela cultura e esclarecimento, e por uma sociedade melhor, facilitou a reintrodução da Bíblia descoberta por Martinho Lutero nos conventos para todos.

Era o nascer de um novo momento.

Notem que o Senhor Jesus passeia no meio dos 7 castiçais em todo o tempo. Em todo tempo Ele é o Senhor da história. Porém, no que tange a Palavra e o projeto de Deus para salvação do homem, não devemos pensar em muitos.

Temos que ter em mente que poucos ou “...os restantes que estavam para morrer...” (Apocalipse 3:2), conseguiram vencer uma barreira intransponível conduzidos pelo Senhor nessa tarefa difícil.

Citamos alguns homens chamados pré-reformadores que começaram a entender o propósito de Deus, entre outros: Jan Hus, John Wyclif, Jerônimo, Savonarola, Thomas Müntzer, etc.

Enfrentaram a Igreja Romana em decadência, a falsa pregação da salvação por obras na qual a igreja romana tinha interesse, a mentira, a instituição da missa, pagamento de indulgências, falsa doutrina do purgatório, absolvição

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dos pecados por penitências, etc. Por isso o Senhor diz: “... tens nome de que vives, e estás morto...” (Apocalipse 3:1).

Logo que esses pré-reformadores iniciaram seus protestos sofreram as consequências terríveis da religião que era dominante, com aspecto piedoso, mas com força política e econômica. Muitos foram mortos, condenados por tribunais. eram excomungados, ou seja, perdiam a comunhão com a religião (impedidos juntamente com suas famílias de comprar, vender, negociar, etc.). Mas, para esses a promessa da Palavra estava, e ainda está de pé, como mostra Apocalipse 3:4: “...e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso.”

Ainda, em Apocalipse 3:5, diz assim: “...e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida...”, ao contrário da excomunhão dos homens.

Algumas informações resumidas sobre Martinho Lutero:

• Nasceu na Alemanha - era culto.

• Foi para um convento para se dedicar à vida espiritual.

• Formou-se em teologia.

• Pregava a Palavra.

• Começou a estudar a Bíblia no original e daí vieram as primeiras descobertas do tesouro escondido.

• Quis conhecer Roma – Vaticano – Papa.

• Voltou decepcionado com a imoralidade e situação encontrada.

• Ao voltar, escreveu as 95 teses e as pôs na porta do castelo de Wittenberg. Aqui se cumpre a promessa feita a Pérgamo: “... batalharei com a espada da minha boca.” (Ap 2:16).

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Princípios da reforma:

• Justificação pela fé: Eféios 2: 8 e 9.

• Sacerdócio universal: 1 Pedro 2:9.

• Senhor Jesus, único Salvador: 1 Timóteo 2:5 e Atos 4:12.

Isso quebra totalmente a religião romana, pois vai de encontro a tudo que ela (Jezabel) pregava:

• Obras, indulgências, materialismo.

• Infalibilidade do papa - supremacia do clero.

• Culto a Maria, culto aos santos, penitências, etc.

Lutero é perseguido e foge para a França. (propósito político). É colocado dentro de um castelo (espírito de fortaleza) e tem grandes experiências com o Senhor Jesus.

Naquele momento, o Senhor havia inspirado homens que inventaram muitas coisas; uma dessas invenções foi algo parecido com a imprensa, com a qual pôde ser impressa a Bíblia traduzida para a língua germânica. O povo estava sedento por saber e o Senhor permitiu que a Palavra alcançasse a muitos e muitos... Aleluia!

Os reformadores (protestantes); Calvino, Zwinglio, etc., deixaram, antes de morrer, um grito:

“Que a Palavra ficará, disso temos certeza.” (Aleluia!).

4 - Parábola

Para nossa melhor absorção do assunto, convém lembrar a parábola do tesouro escondido, no capítulo 13 de Mateus.

Tesouro escondido

• Tesouro escondido no campo (da religião).

• Um homem (Martinho Lutero) achou e escondeu.

• Alegria (da salvação).

• Vendeu tudo o que tinha (se libertou da religião).

• Comprou o campo.

A Palavra que estava escondida dentro dos mosteiros, conventos, escrita em latim, agora é exposta ao mundo no idioma mais falado na época.

OBS.: O fato do tesouro estar escondido não quer dizer que não exista, nem deprecia seu valor!

• Ainda está “escondido” até hoje para aqueles que não têm revelação da Palavra ou que desprezam a ação do Espírito Santo, sem o qual é impossível alcançar o tesouro.

• 7 Espíritos operando na Igreja

a) Espírito do Senhor – Apocalipse 1:20: Aquele que tem os 7 Espíritos/7 estrelas.

b) Sabedoria – Apocalipse 3:3: “Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o...”

c) Discernimento – Apocalipse 3:1: “...tens nome de que vives, e estás morto.”

d) Conselho – Apocalipse 3:2: “Sê vigilante, e confirma os restantes...”

e) Fortaleza – Apocalipse 3:4: “...não contaminaram seus vestidos...”

f) Conhecimento – Apocalipse 3:2: “...não achei as tuas obras perfeitas...”

g) Temor – Apocalipse 3:3: “...virei sobre ti como

ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.”.

5 - Promessas

1 Algumas pessoas (dignas) andarão de branco comigo.

Apocalipse 3:4 - “Mas tens algumas poucas pessoas em Sardes que não contaminaram seus vestidos; e andarão de branco, porque são dignas.”

2 O vencedor será vestido de vestes brancas.

3 Apocalipse 3:5 - “O que vencer será vestido de vestes brancas; e de maneira nenhuma riscarei seu nome do livro da vida;””

4 De maneira nenhuma riscarei seu nome do livro da vida.

5 Apocalipse 3:5 - ...”e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; ...”

6 Confessarei seu nome diante de meu pai e diante dos seus anjos.”

Apocalipse 3:5 - “... e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.”

AULA 3

O EVANGELHO ETERNO

“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo.” Apocalipse 14:6 e 7

TEXTO BASE

“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo.” Apocalipse 14:6 e 7:

1 - Introdução

O texto mostra que o evangelho eterno é um projeto divino estabelecido para proporcionar salvação eterna por meio de Jesus, através da revelação e ação do Espírito Santo. O anjo voando no “meio” do céu indica que o evangelho é o centro do plano de Deus, sem alternativas para a salvação. Ele está acima de qualquer influência humana, ressaltando a importância do sacrifício de Cristo. O estudo também mostrará a diferença significativa entre o evangelho eterno e o cristianismo.

2 - Objetivo Principal

Esclarecer a diferença entre o evangelho eterno, que é um projeto divino de salvação através de Jesus e a ação do Espírito Santo, e o cristianismo, que se desviou dessa verdade bíblica.

3 - Evangelho Eterno

O evangelho eterno é um projeto divino que se origina na eternidade, oferecendo um governo eterno ao homem pela fé, por meio do Espírito. Apenas o que é eterno e profético pode transformar o homem, especialmente em um mundo em crise e insensível. Há um afastamento perigoso do

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evangelho, distorcendo valores. Esse evangelho proporciona uma experiência com Deus e exige submissão ao Espírito Santo, sendo a essência da verdadeira transformação. Com revelação, alcançamos a verdade das Escrituras, evitando meras letras sem vida. A Obra do Espírito é eterna e inquestionável.

O evangelho nos compele a pregar a Palavra de Deus, anunciando a volta de Jesus. Ele é absoluto, profético e revelado. O anjo voando no céu simboliza que o projeto de Deus é eterno, imutável e único.

A função do evangelho eterno é:

• Revelar Jesus como Salvador.

• Trazer temor ao nosso coração.

• Levar o homem a dar glória a Deus.

• Nos preparar para a vinda do Senhor Jesus e seu juízo.

Vejam o seguinte texto: Apocalipse 14:7: “...Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do seu juízo...”.

4 - Cristianismo

O cristianismo é um projeto humano que se desviou da verdade bíblica apostólica, focando em anseios racionais e letrismo, deturpado por dogmas infundados. Seu propósito é esconder a verdade, resultando em uma mentalidade apóstata, sem vida eterna. Ele se separou do evangelho ao adotar conceitos humanos e horizontais, desprovidos de revelação e compromisso com a eternidade.

Essa desconexão gerou apostasia, visível nos dias atuais. O abandono do Espírito Santo em favor da filosofia e teologia

reduziu o cristianismo à mera razão religiosa. Assim, aceita práticas sem compromisso com a fé e a eternidade, misturando crenças sem oferecer vida eterna.

As consequências são muito impactantes, tais como:

• Falta de conteúdo doutrinário e profético.

• Falta de integração com a doutrina do corpo.

• Falta de compromisso com o projeto de Deus.

• Abandono dos mistérios de Deus realizados pelo Espírito Santo.

• Falta de entendimento do momento profético.

• Desalinhamento ao propósito de evangelização

• Falta de direção do Espírito Santo (dons e batismo com o Espírito Santo).

É importante destacar que a letra da Bíblia, sem a revelação do Espírito Santo, não transforma, e a experiência de transformação é essencial. O mundo está se corrompendo em traições, materialismo e violência, resultando em morte espiritual e na valorização do que é material. Esse cenário gera mesclas que afastam o homem da verdade, apresentando meias-verdades.

A tradição religiosa também se tornou um ritual sem compromisso com a Palavra de Deus e a eternidade, aceitando argumentos humanos e carnais. Esses argumentos se encaixam na “obra criadora” (4ª medida), focando na vida terrena e passageira, distanciando-se do que é eterno. As consequências desse afastamento são inevitáveis.

Trabalho de Jovens

Veja o quadro abaixo:

5 - Diferenças entre Evangelho eterno e Cristianismo

EVANGELHO ETERNO CRISTIANISMO

Palavra Revelada

Transformação

Verdade

Vida Eterna

Espiritual

Bíblia na letra

Acomodação

Argumentos humanos

Vida terrena

Material

Bíblico da Igreja Cristã Maranata

6 - Conclusão

Ao concluir este estudo, é importante reconhecer que estamos no final do projeto de Deus para a Igreja Fiel, antes da volta de Jesus, o “princípio das dores”. Vivemos a bênção de estar na presença do Senhor, guiados pelo Espírito Santo e fundamentados no evangelho eterno.

Estamos a caminho da eternidade, onde nos encontraremos com nosso Salvador. Em contraste, o cristianismo desviado se mistura com cultura e filosofia, distanciando-se do projeto de Deus.

Veja o quadro abaixo:

Os efeitos do comportamento apóstata são evidentes no mundo religioso, resultando em desobediência, vaidade e destruição, levando à quebra de pactos com Deus. A religião que abriga o cristianismo muitas vezes engana seus

Trabalho de Jovens

adeptos, confundindo-os com letras sem o entendimento profético.

A Igreja Fiel permanece firme no evangelho eterno, aguardando a gloriosa volta de Jesus!

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.”

Mateus 24:14

Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

AULA 4

O DERRAMAR DO ESPÍRITO

SANTO NO PERÍODO

PROFÉTICO DE ÉFESO E SARDES

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne [...].” Atos 2:17

TEXTO BASE

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne [...].” Atos 2:17

1 - Introdução

Os dons espirituais NÃO desapareceram depois da Igreja Primitiva: os capítulos 2 e 3 do livro do Apocalipse apresentam as Sete Cartas do Apóstolo João às Sete Igrejas da Ásia. Cada uma das Cartas escritas aponta para um momento histórico e profético na vida da Igreja. Observamos que, em cada Carta, há a afirmação de “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”

Assim, vemos que o Espírito Santo, em todo o tempo, em toda a história da Igreja, durante o período da Igreja Primitiva e depois desta, sempre falou à Igreja por meio dos dons espirituais. É bem verdade que o Espírito Santo falou àqueles que estavam dispostos a ouvir a voz do Espírito Santo.

Portanto, os dons espirituais não desapareceram depois da Igreja Primitiva; ao contrário, sempre existiram entre os fiéis na igreja, que foram aqueles que estiveram dispostos a ouvir o que o Espírito Santo diz às igrejas.

1.1 - Teste De Aprendizado:

a) Cite um texto no Novo Testamento que comprove que os dons espirituais continuaram existindo depois da Igreja Primitiva.

Resposta:_______________________________________________

2 - Característica

do derramamento

do Espírito Santo em Éfeso e em Sardes

Em Éfeso, o derramamento do Espírito Santo marcou o estabelecimento da doutrina, através da Palavra.

Enquanto em Sardes, o derramamento do Espírito Santo marcou a descoberta da Palavra, pois estava escondida no campo do interesse da religião.

Portanto, em Éfeso, deu-se o início do derramamento do Espírito Santo sem medida sobre a Igreja Primitiva, para o estabelecimento da doutrina e para iniciar a semeadura da Palavra. Essa operação do Espírito Santo veio para capacitar a Igreja a deixar o paganismo e o politeísmo existentes no Império Romano e para capacitar a Igreja a abandonar a religiosidade do judaísmo e as influências da filosofia helenística.

Em Sardes, o derramamento do Espírito Santo foi para retirar a Igreja dos escombros de uma igreja infiel, que abandonou o Espírito Santo e que perdeu o mistério, isto é, a Palavra e o profético. Isso no período de uma igreja idólatra, impregnada com a teologia e filosofia, onde o governo humano prevalecia. Assim, o derramamento do Espírito Santo capacitou a Igreja, a partir de Sardes, a retornar à Palavra, que estava escondida no interesse da religião. Essa capacitação foi para preparar a Igreja para o arrebatamento.

Apocalipse 2:1 – “...Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro...”.

Apocalipse 3:1 – “... Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus, e as sete estrelas:”

Trabalho de Jovens

2.1 - Teste de aprendizado:

a) Quem revela Jesus na Palavra?

b) Já teve a experiência de Jesus revelado na Palavra?

Resposta: :______________________________________________

3 - Relação entre o derramamento do Espírito Santo em Sardes e aquilo que o Espírito Santo está fazendo hoje em nossos dias

• Em Sardes, o derramamento do Espírito foi para os fiéis saírem da idolatria do cristianismo romano.

• Em nossos dias, o mesmo derramamento do Espírito Santo é para a Igreja sair da tradição criada pelo protestantismo, que acabou tornando-se tradicional. Com respeito a Sardes, o derramamento do Espírito Santo era para levar os restantes de Tiatira, que estavam para morrer, ao arrependimento, para que retornassem à doutrina de Deus, que é a Sua Palavra, e deixassem a idolatria. Enquanto hoje, o derramamento do Espírito Santo prepara a Igreja para o seu arrebatamento, retirando-a da tradição religiosa e levando-a a discernir o tempo profético do “breve”, que estamos vivendo. Da mesma forma que o Espírito Santo agiu em Sardes, retirando a Igreja dos escombros de uma igreja infiel, hoje, o Espírito Santo tem operado para retirar a Igreja dos escombros de um cristianismo desbotado, tradicional, criado pelo Protestantismo. Um cristianismo que partiu para o misticismo, pregando um evangelho material (evangelho para esta vida). Um evangelho que

não transforma a vida do homem. Um evangelho secularizado (evangelho que se tornou comum para muitos), mas, para a Igreja Fiel, o evangelho eterno é: preparo para o Arrebatamento.

3.1 - Teste de aprendizado:

a) Pense nisso: A OBRA DO ESPÍRITO SANTO não pode se tornar uma tradição em sua vida. Comente:

Resposta: :______________________________________________

4 - Como definir os dois momentos do derramamento do Espírito Santo nos últimos dias

Dois derramamentos do Espírito Santo ocorreram na história da Igreja: o primeiro nos dias de Pentecostes, sobre a Igreja dos Apóstolos, o período profético de Éfeso; o segundo, em Sardes, quando da descoberta da Palavra na Reforma Protestante do Século XVI. Esse segundo derramamento do Espírito Santo ocorre em dois momentos, preparando a Igreja para o arrebatamento:

PRIMEIRO MOMENTO: - Em Sardes, se cumpriu o primeiro momento do derramamento do Espírito sobre a Igreja para prepará-la para o arrebatamento. Isso se vê na expressão de Joel 2:28, citada em Atos 2:17, nas seguintes palavras: “Nos últimos dias derramarei do meu Espírito sobre toda a carne.”

A expressão: “toda a carne” refere-se a “toda a congregação”.

Esse primeiro momento do derramamento do Espírito Santo em Sardes mostra aquilo que o Espírito Santo passou a realizar a partir de Sardes e que iria perdurar até os nossos

Trabalho de Jovens

dias.

SEGUNDO MOMENTO: - Já em nossos dias se cumpre o segundo momento do derramamento do Espírito Santo na expressão: “...antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor.”

Esse segundo momento é o tempo final da Igreja, o tempo do breve, o momento do preparo da Igreja para o grande dia, que é o dia do seu arrebatamento.

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne...” Atos 2:17 “...antes de chegar o grande e o glorioso dia do Senhor;” Atos 2:20

4.1 - Teste de aprendizado:

a) O batismo com o Espírito Santo é: poder para testemunhar e preparo para o arrebatamento. Você está tendo essa experiência?

Resposta: :______________________________________________

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