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TRABALHO

COM OS JOVENS 2025

EDIÇÃO DE ABRIL

Copyright © 2025 Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

1ª edição: 2025

Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados por Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

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Área de conhecimento

Trabalho com Jovens

Assunto

Mensagens

Categoria Religião

Todos os direitos reservados

A reprodução total ou parcial desta publicação, de forma não autorizada, para fins comerciais ou não, constitui violação de direitos autorais (lei 9610/98), sujeitando-se o infrator às penalidades cíveis e criminais cabíveis.

Presidente da Igreja Cristã Maranata

Gedelti Victalino Teixeira Gueiros

Secretário Executivo da Igreja Cristã Maranata

Luiz Eugênio do Rosário Santos

Presidente do Instituto Bíblico da Igreja

Cristã Maranata

Gilberto Ferreira da Silva

Diretor de Ensino do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

Fábio Lúcio Soares Gomes

Assessora Pedagógica do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

Leonice Monteiro Dias Rocha

Organização:

Maurilo Martins

Diagramação

João Manuel Comério

Capa

João Manuel Comério

AULA 1

- MARANATA -

PROCLAMAÇÃO

“Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema; Maranata.” I Coríntios 16:22

TEXTO BASE

“Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema; Maranata.” I Coríntios 16:22

Objetivo da aula

Explorar a importância da proclamação da volta do Senhor Jesus, enfatizando o dever profético da Igreja em evangelizar e conscientizar os fiéis sobre os sinais e profecias que indicam a proximidade desse evento. A aula visa fortalecer a compreensão dos jovens sobre o significado da proclamação, bem como encorajá-los a viver em vigilância e expectativa em relação ao cumprimento das promessas de Deus.

Introdução

Iniciaremos este estudo abordando o conceito da palavra “proclamação”, que se refere a uma “declaração pública e solene”.

Nesse contexto, é fundamental que nos posicionemos com segurança, entendendo que a Igreja tem, de fato, um dever profético em tornar público, através da evangelização, que a volta do Senhor Jesus se aproxima a cada dia. Este fato da volta de Jesus, por si só, traz uma característica extremamente solene dentro de um projeto de Deus que se manifesta em nossos dias com sinais e profecias

cumpridas de maneira clara e inequívoca.

O Tempo do Breve

Como Igreja que alcançou a revelação, é nossa tarefa discernir o tempo em que vivemos, o qual a Bíblia chama de breve, fim, noite, meia-noite, entre outras expressões que indicam o término de uma dispensação.

Conseguimos tal discernimento através de leitura consciente dos sinais que nos cercam em vários aspectos do mundo, da sociedade, da natureza, etc. Sendo que tais sinais servem para balizar a Igreja e deixá-la alerta para esse grande advento que é a volta gloriosa do Senhor Jesus, chamado também de “arrebatamento”.

Profecias cumpridas

Estamos cercados de sinais, de toda ordem, que demonstram com determinada precisão que o tempo da partida da Igreja se aproxima velozmente de nossos dias.

Uma série de fenômenos de ordem mundial, todos profetizados na Bíblia, estão relacionados com esse tempo profético que chamamos anteriormente de “breve”. Convém alertar aqui que nenhuma dessas profecias falhou ou deixou de se cumprir; ao contrário, todas se cumpriram literalmente por ordem de Deus Pai.

Para apoiar nosso estudo, podem ser consultados os versículos do capítulo 8 do livro de Apocalipse, onde as trombetas declaram com exatidão impressionante os fatos que têm ocorrido sobre as florestas, o mar e as águas.

Para entender tal afirmação, precisamos alinhar esse

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estudo mostrando a situação atual das seguintes questões:

• O mundo (em crise).

• Israel (cercado).

• A religião (cristianismo e evangelho).

O mundo

Vivemos em um mundo em crise, em todos os sentidos, a saber:

• Crise de autoridade.

• Crise de competência.

• Crise moral.

• Crise de ética.

• Crise familiar.

• Crise de violência.

Nos faltaria tempo para tratar aqui dos atentados, guerras, fome, pestes, avanço da iniquidade, etc., que são fatos corriqueiros do nosso dia a dia, aos quais alguns se “acostumaram” e não conseguem perceber a gravidade da situação.

Estamos vivendo a meia-noite!

Israel

Israel, que é alvo de muitas profecias, está completamente cercado, envolvido em guerras e contendas com seus vizinhos, cedendo terras e fazendo concessões em busca de uma paz que ninguém consegue vislumbrar. A profecia do Senhor Jesus diz que Jerusalém seria cercada conforme

Lucas 21:20:

“Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.” Lucas 21:20

Esse sinal também já se cumpriu!

Cristianismo e Evangelho

Esse assunto foi tratado no mês de março e se encontra na apostila de trabalho com os jovens. Queremos citar somente que a religião não consegue perceber e guardar a profecia sobre a volta de Jesus, se dedicando preferencialmente àquilo que é terreno e material.

A Proclamação – Maranata

Por fim, chegamos ao nosso assunto.

Diante de tantos fatos acima referenciados, cabe a nós, sim, o dever de fazer a proclamação ardente de que Jesus voltará. Daí nosso nome como Igreja Cristã Maranata!

Quando o Senhor nos deu esse nome, Ele veio com essa responsabilidade. Maranata é uma junção de palavras aramaicas (maran = Senhor; ta = vem) que significa: O Senhor vem!

Neste nome está marcada nossa posição firme e definida em anunciar o evangelho eterno, projeto de Deus que transforma o homem e o leva a uma experiência de transformação e, por fim, à eternidade, embora tudo concorra contra.”

Maranata, além de uma proclamação solene, é também uma forma de vida. Muito além de um simples slogan,

uma marca ou logotipo. Trata-se de um novo entendimento alcançado na comunhão do Espírito Santo e na Palavra revelada. É uma forma de vida!

A posição da Igreja Fiel

Nessa proclamação está implícita toda a vigilância aos sinais e às profecias que atingem esse momento da hora mais importante daquele que saiu a semear há 2000 anos atrás e agora vislumbra a tão esperada colheita.

Nesse sentido, a Igreja continua em sua fidelidade ao projeto de Deus, sabendo que o mesmo Espírito que nos fez aceitar a Jesus será o mesmo que nos irá conduzir até o arrebatamento.

Concluindo, Maranata para nós serve como alerta, como consolo e conforto em todos os momentos de nossas vidas, na certeza da volta do Senhor Jesus e, por fim, à eternidade com Deus!

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AULA 2 -A HERANÇA INEGOCIÁVEL -

A VINHA DE NABOTE

“Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais.” I Reis 21:3

TEXTO BASE

“Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais.” I Reis 21:3

Objetivo da Aula

Incentivar os jovens a reconhecerem a importância da integridade e da fé em suas vidas, utilizando a história da usurpação da vinha de Nabote como um exemplo de resistência às pressões do mundo. A aula visa motivá-los a valorizar sua herança espiritual e a tomar decisões que reflitam seus princípios e sua fé.

Introdução

Nesta aula, iremos explorar a história da usurpação da vinha de Nabote, encontrada no Primeiro Livro dos Reis. Este relato não é apenas uma narrativa antiga, mas uma poderosa lição sobre integridade e fé. Através dos personagens de Acabe, Jezabel e Nabote, veremos como as pressões do mundo podem nos desviar de nossos princípios e da nossa herança espiritual.

Contexto histórico

A história da usurpação da vinha de Nabote é um episódio

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bíblico que se encontra no Primeiro Livro dos Reis, capítulo 21. Este relato destaca as figuras de Acabe, rei de Israel, e sua esposa, Jezabel, uma princesa fenícia. Nabote, o proprietário da vinha, é uma figura que representa integridade e respeito pelas tradições.

Acabe era o rei de Israel e governou por volta de 874 a.C. a 853 a.C. Seu reinado foi marcado por um sincretismo religioso e práticas idólatras, muitas vezes influenciadas por sua esposa, Jezabel. Jezabel, filha do rei de Sidom, trouxe consigo a adoração de Baal, desafiando a fé monoteísta de Israel.

A vinha de Nabote

Nabote possuía uma vinha em Jezreel, ao lado do palácio do rei Acabe. A vinha era uma herança de família e, de acordo com a Lei Mosaica, não podia ser vendida ou transferida permanentemente, preservando a herança tribal.

A proposta de Acabe

Acabe, desejando transformar a vinha em uma horta, ofereceu a Nabote uma troca justa ou uma compra em dinheiro. Nabote recusou a oferta, citando a importância da herança ancestral.

“Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais.” I Reis 21:3

O conselho de Jezabel e o plano de Jezabel

Acabe voltou para casa abatido e frustrado pela recusa de Nabote. Jezabel, percebendo o estado de seu marido, tomou a situação em suas próprias mãos. Ela questionou a

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autoridade de Acabe como rei e elaborou um plano maligno. Jezabel escreveu cartas em nome de Acabe, selou-as com o selo real, e enviou-as aos anciãos e nobres de Jezreel. Nas cartas, ela instruiu que se proclamasse um jejum e se colocasse Nabote numa posição de destaque entre o povo. Dois homens de Belial deveriam testemunhar falsamente contra Nabote, acusando-o de blasfêmia contra Deus e contra o rei. A punição seria a morte por apedrejamento.

A morte de Nabote

Os anciãos e nobres seguiram as instruções de Jezabel. Nabote foi acusado falsamente e, em um julgamento injusto, foi condenado à morte. Após sua execução, Jezabel informou a Acabe que a vinha de Nabote estava disponível para ser tomada.

Consequências e juízo divino

Acabe tomou posse da vinha, mas a injustiça não passou despercebida aos olhos de Deus. O profeta Elias foi enviado para confrontar Acabe, pronunciando um severo julgamento divino.

Elias confrontou Acabe na vinha de Nabote, dizendo:

“Assim diz o Senhor: Por acaso não assassinaste um homem e tomaste a sua propriedade? No lugar onde os cães lamberam o sangue de Nabote, lamberão também o teu.” I Reis 21:19

Elias também profetizou o fim violento de Jezabel:

“[...] Os cães devorarão Jezabel junto ao muro de Jezreel.” I Reis 21:23.

Reflexões

Reflexão para esta vida:

A usurpação da vinha de Nabote é uma narrativa que transcende o tempo, oferecendo lições valiosas sobre moralidade, liderança e justiça. Através da figura do profeta Elias, a história reafirma a crença de que a justiça divina prevalece, mesmo diante das mais sombrias injustiças humanas.

Reflexão para a vida Eterna:

a. Jesus foi tentado pelo adversário e resistiu porque conhecia o que estava escrito sobre Ele nos planos de Deus. Você, jovem, precisa saber do Pai Celestial para você.

b. Jesus morreu por amor à vinha d’Ele, ou seja, a Obra que Deus queria d’Ele. Você, jovem, deve dar tudo de si para preservar a voz e a promessa de Deus viva dentro de você.

Conclusão

Não troque a Obra de Deus. Não faça comércio com o plano de Deus na sua vida, não se deixe levar por ofertas deste mundo. Aqui no mundo é tudo passageiro. O que nos aguarda é a vida eterna. Somos co-herdeiros com Cristo da Glória do Pai.

AULA 3

A COMUNHÃO NO CORPO

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Atos 2:42.

Fábio Lúcio Soares Gomes

TEXTO BASE

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Atos 2:42.

Objetivo da Aula

Compreender a importância da comunhão no corpo de Cristo à luz da ressurreição de Jesus, destacando como essa comunhão fortalece a relação dos jovens com Deus e uns com os outros, e como ela se manifesta na prática da fé dentro da Igreja.

Introdução

A comunhão foi o maior legado doutrinário deixado pelo Senhor Jesus como fundamento para a Igreja.

A igreja primitiva perseverou em quatro pilares, sendo um deles, a comunhão. São estes:

• A doutrina dos apóstolos: O Pai;

• A comunhão: O Espírito Santo;

• O partir do pão: O Filho, Jesus;

• As orações: a Igreja

A Comunhão e a Ressurreição

O Senhor Jesus profetizou e deixou estabelecida a doutrina de comunhão em Sua ressurreição.

Há alguns aspectos importantes para se entender o que é comunhão. Jesus tinha uma comunhão plena com o Pai:

“Eu e o Pai somos um.” João 10:30

E Ele vai transferir essa comunhão para a Igreja após a Sua morte e ressurreição (quando o projeto de redenção fosse consumado).

Ele profetizou acerca deste legado (desta bênção): Ninguém vai ao Pai senão pelo Filho. Mas Jesus iria morrer. Então, como eles teriam comunhão uns com os outros? Na ressurreição.

Porque na ressurreição a promessa de Jesus iria se cumprir. Ele enviaria o Espírito Santo. É o agente da comunhão com o Pai.

“Não vos deixarei órfãos, mas voltarei para vós.” João 14:18

Órfão é aquele que perde o pai. Aqueles que não creem em Jesus ficarão órfãos. O mundo ficou órfão. Porque somente por meio de Jesus se pode alcançar a comunhão com o Pai. Mas não se pode alcançar comunhão com o Pai por meio de um Jesus histórico, um Jesus que morreu na cruz do Calvário.

Aqui entra o aspecto e a bênção da ressurreição.

Para que isso pudesse acontecer na vida da Igreja, após a ressurreição, Jesus rogaria ao Pai e Ele enviaria o Espírito Santo.

Porque o Espírito Santo é quem revela o Filho: Ele é o Espírito de profecia. O testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia. Apocalipse 19:10.

Antes de subir aos céus, Ele disse:

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo que há de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.”

Atos 1:8

E qual foi a evidência dessa comunhão? Onde estava a certeza dessa comunhão que o livro de Atos registra? No derramamento do Espírito Santo. Não seria dado mais sob medida, mas seria derramado.

Aqueles quase 120 foram batizados com o Espírito Santo. Por isso, o Senhor Jesus advertiu:

“Ficai em Jerusalém até que do alto sejais revestidos de todo o poder.” (Lucas 24:49).

Desta forma, sem Jesus (vivo), não existe a verdadeira comunhão.

Não existe comunhão sem corpo.

A comunhão só veio a existir no Novo Testamento, para a Igreja, após o Pentecostes. Por quê? No Velho Testamento não existia a figura de corpo (porque o Espírito Santo era dado sob medida). Somente no Novo Testamento o Espírito Santo foi derramado no corpo (eram aquelas quase 120 pessoas que estavam aguardando a promessa).

Assim, não existe corpo sem comunhão, nem comunhão fora do corpo, porque a comunhão é com o Espírito Santo no corpo.

No corpo temos a certeza da ressurreição:

Trabalho de Jovens

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” João 6:54.

Todo o propósito do Senhor Jesus, após a Sua ressurreição foi Se revelar na comunhão.

No Seu ministério Ele iria Se revelar pelos sinais, maravilhas, curas e outras operações. Mas na vida da Igreja, Ele iria Se revelar por meio da comunhão do Seu Espírito.

Depois da Sua ressurreição, Ele Se revelou a muitos:

... e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem. Também foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos e, por derradeiro, a mim também me apareceu, como a um abortivo.” I Coríntios 15:5-8 (grifo nosso)

Porém, queremos deixar aqui, em especial dois momentos em que Ele Se manifestou de forma profética após a Sua ressurreição: quando aparece a Maria e quando aparece aos dois discípulos no caminho de Emaús.

Em ambos os casos, Ele Se revela ao terceiro dia. Por que isso é importante para nós?

Porque o mistério do terceiro dia se encontra em toda a Palavra. Quando Maria Madalena foi visitar o sepulcro de Jesus, ela teve, também, uma experiência com o terceiro dia.

Por que terceiro dia? Porque fala da morte e da ressurreição de Jesus. Jesus ressuscitou ao terceiro dia.

Quando Jesus morre na cruz do Calvário, Ele Se tornou para o mundo apenas uma história que se encerra na Sua morte. A partir da ressurreição, Jesus não Se revela mais ao mundo da forma como Se revelou antes. Jesus agora Se revela

somente à Igreja, por meio do Seu Espírito Santo:

“[...] mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.” João 14:19b.

A Revelação à Maria no sepulcro

Jesus Se revela “na comunhão”:

“E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.” João 20:11-13.

Aqui o Senhor se manifesta:

“E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.” João 20:14.

Ela não tinha tido ainda a experiência de Jesus Se revelar a ela.

“Disse-lhe Jesus: “Mulher, por que choras? Quem buscas?” Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: “Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.” João 20:15.

Aqui Jesus se revela:

“Disse-lhe Jesus: Maria!” Ela, voltando-se, disse-lhe: “Raboni” (que quer dizer Mestre)! João 20:16.

Ele a chamou pelo nome. Chamar pelo nome é identificar uma pessoa no meio da multidão. Como isso acontece na vida da Igreja? Por meio dos dons espirituais. Na comunhão do corpo.

Trabalho de Jovens

Testemunho:

Uma irmã entrou na igreja pela primeira vez. Na assistência dada a ela no final do culto, os irmãos perguntaram a ela: “O que a senhora achou de mais marcante no culto?” Ela respondeu: “Gostei de tudo o que se passou no culto (MANIFESTOU – PRESENÇA, LOUVOR, PAZ, SEGURANÇA), mas o que mais me marcou no culto foi quando Deus falou ao meu coração (REVELOU-SE).” Eles a perguntaram: “O que Deus falou ao seu coração?” Ela disse: “Quando falou sobre o que estou passando no meu casamento.” Então os irmãos entenderam que ela tinha se identificado com uma revelação que o Senhor havia dado no Culto Profético sobre aquele assunto.

Portanto: “Se Jesus não Se revelar, não há salvação.”

A intenção da mulher era boa, como é boa a intenção de todo bom religioso: levar especiarias para perfumar o corpo morto (homenagens, discursos, série de conferências, foi um grande homem, um profeta - porém, tudo no passado).

Antes de Jesus Se revelar, ela confundiu Jesus com o hortelão. Na razão, não é possível ter uma experiência com Jesus.

A Igreja Fiel tem o bom cheiro de Cristo, porque esse cheiro é da presença viva de Jesus no meio dela.

A Igreja não pode confundir a presença de Jesus em ambientes religiosos que pregam aquilo que é terreno. Se cremos somente em Jesus para esta vida, POR OUTRO LADO, AMBIENTES DE SUPERSTIÇÃO E MISTICISMO.

Quando o Senhor Se manifestou (v. 14), ela ainda “não sabia que era o Senhor”, ou seja, não tinha ainda o conhecimento de Jesus, pois Ele ainda não tinha sido revelado a ela.

A forma de Jesus Se revelar à mulher foi chamando-a pelo nome. Só o Senhor conhece a nossa vida.

Os dois discípulos no caminho de Emaús

Isso também aconteceu ao terceiro dia. Jesus Se revela “no partir do pão”.

Aqui Jesus se manifesta:

“E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles.” Lucas 24:15.

“E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu.” Lucas 24:30-31.

Aqui Jesus se revela:

“Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e Ele desapareceu-lhes.” Lucas 24:31.

Ele desapareceu-lhes com sua ausência física, mas a revelação de Jesus ficou ali em Emaús, através do “Partir do Pão.” A Igreja como Corpo de Cristo é o lugar onde Jesus Se revela.

AULA 4

INSTRUMENTALIDADE NO CORPO

“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei [...] e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11:28-30

TEXTO BASE

“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei [...] e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

Mateus 11:28-30

Objetivo da aula

Ensinar os jovens sobre a salvação como um ato de Deus, enfatizando a importância da revelação de Jesus e a instrumentalidade do jovem no corpo de Cristo, motivandoos a viver sua fé de forma ativa e envolvidos com o trabalho da Obra redentora.

Introdução

Salvação é Jesus se revelar ao homem

Salvação é um processo na vida do homem que se caracteriza por Jesus Se revelar ao homem através do Espírito Santo. Não existe salvação sem que Deus Se revele ao homem. Salvação é algo extraordinário na vida do homem. Esse projeto de Deus que o homem alcança é salvação, é ver Jesus.

“Mas a salvação dos justos vem do Senhor; Ele é a sua fortaleza no tempo da angústia”. “E o Senhor os ajudará e os livrará; Ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele.” Salmo 37:39-40

“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei [...] e encontrareis descanso para as vossas

Trabalho de Jovens

almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

Mateus 11:28-30

A salvação é por meio da fé e não pelas obras

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9

O Velho Testamento

A salvação pelas obras foi ensinada no Velho Testamento para Israel, pois isso fazia parte do pacto de Deus com Israel. As obras da lei estavam nos 10 mandamentos, que consistiam em fazer, ou não, obras. Deixar de atender a isso implicava a quebra do pacto.

No Novo Testamento, o Senhor Jesus fez isso pelo homem, porque cumpriu a Lei em lugar dele. “Não matarás”: Jesus ressuscitou os mortos. “Não furtarás”: Jesus perdoou o ladrão na cruz. “Não adulterarás”: Jesus perdoou a mulher apanhada em adultério. “Um dia de descanso”: Jesus é o descanso do homem: “[...] encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mt 11:29).

A justificação pela fé

A justiça vem pela fé no Senhor Jesus e não pelas obras.

“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5:1

“O justo viverá pela fé”. “Porque nele [no Evangelho] se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1:17

Assim, o homem não se torna justo pelas suas obras e, sim, por crer em Jesus.

Os que se justificam pelas obras da lei caíram da graça Paulo escreve aos Gálatas, onde residia um grupo de judeus convertidos ao cristianismo e que queriam impor aos irmãos o jugo das obras da Lei.

“Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei (obras da lei), da graça tendes caído.” Gálatas 5:4

O que é cair da graça?

É abandonar a graça, é abandonar o Espírito Santo para seguir o que a tradição religiosa legalista ensina.

Salvação como ato e processo

Pedro define, pelo espírito a salvação como ato e processo.

“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas.” I Pedro 1:2

Eleitos: um processo de eleição. Deus elege o homem e o capacita para crer n’Ele, para ter fé n’Ele. Não é o homem quem escolhe Deus, mas é Deus quem escolhe o homem (Jo 15:16). É um projeto de Deus para o homem. Está programado por Deus para a vida do homem. É um ato da misericórdia de Deus para com o homem.

Presciência: pré-conhecimento - “[...] segundo a presciência de Deus Pai [...].” (1Pe 1:2). Isso não depende do homem. “Antes que te formasse no ventre te conheci [...]” (Jr 1:5).

Trabalho de Jovens

“Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.” (1Jo 4:19).

A Salvação é Profética. Por que? Porque Deus a preparou antes que o homem tivesse consciência; tudo emerge de Deus e não do homem; é profética. O Homem não sabe. O homem não é salvo porque é inteligente, leu a Bíblia, mas Deus o separou antes que tomasse consciência; Deus sabia antes de o homem saber.

A salvação Profética:

“[...] O Senhor me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome.” Isaías 49:1

Com Jeremias: “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei: às nações te dei por profeta.” Jeremias 1:5

Com Paulo: “Mas quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça.”

Gálatas 1:15

Davi: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe [...].”

Salmo 139:16

Portanto, a iniciativa da eleição é de Deus e não do homem.

Como é a eleição no projeto de salvação? É uma Iniciativa que parte de Deus:

• É profética, pois vem da eternidade, visto que Deus é eterno:

“[...] de eternidade a eternidade, tu és Deus.” Salmo 90:2

• É pela graça:

“Porque pela graça sois salvos [...] e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Efésios 2:8

• É pela soberania de Deus:

“[...], mas eu vos escolhi a vós [...].” João 15:16

• É pela presciência de Deus:

“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai [...].” I Pedro 1:2

A instrumentalidade no Corpo

Sabemos que a salvação se dá no Corpo Vivo (Igreja Fiel), porque está sobe o governo de Espírito Santo.

Quando o corpo é considerado vivo? Quando o sangue circula por todos os órgãos vitais e membros do corpo.

Como ser um instrumento no corpo vivo (Igreja Fiel)?

Estando na posição para executar o propósito de Deus na nossa vida. Paulo desejava ir à Bitínia, mas obedeceu ao Senhor e foi para a Macedônia.

“E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um varão da Macedônia, e lhe rogou dizendo: Passa a Macedônia, e ajuda-nos.” Atos 16:9

Dentro do conceito de salvação, podemos ver claramente duas etapas:

A primeira Etapa: É o chamado:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Mateus 11:28

A segunda Etapa: É o “IDE”

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15.

Vamos agora para o lado prático na nossa vida: recebemos o ensino, a doutrina revelada na Escola Bíblica Dominical. Agora, o mais importante é a prática, ou seja, levá-la aos

Trabalho de Jovens

que precisam conhecer mais, aos que ainda não conhecem e aos que precisam conhecer.

“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.” Mateus 28:19

“Disse-lhe mais: Ide, comei as gorduras, e bebei doçuras, e enviai porções aos que não teem nada preparado para si [...].”

Neemias 8:10

“E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe.” Atos 22:21

Conclusão

O Senhor quer usar os jovens para serem portadores das boas novas do evangelho na vida da Igreja (corpo), na assistência aos idosos, na assistência aos enfermos, na assistência aos novos convertidos, em todos os lugares que os jovens estiverem.

Existe um trabalho maravilhoso a ser realizado, e o SENHOR quer usar-vos para esta missão.

“...Eu vos escrevi, mancebos (jovens), porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.” I João 1:14 b

Este é o momento que o SENHOR quer usar-vos com vigor, disposição, conhecimento da Palavra e ousadia do Espírito Santo.

Quando atendemos ao Espírito Santo estaremos exercendo nossa instrumentalidade no corpo.

Que o Senhor possa abençoar grandemente todos os jovens nesta hora profética.

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