Escola Bíblica Dominical
28 de abril de 2026

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28 de abril de 2026


28 de abril de 2026
AEscola Bíblica Dominical do dia 26 de abril de 2026 foi realizada, ao vivo, diretamente da Central de Comunicações da Rádio e TV Maanaim, Vila Velha, Espírito Santo, com a participação dos pastores Alexandre Gueiros, Gilson Sousa e Antônio Carlos de Oliveira.
Palavra do Pr. Gilson Sousa:
Eu saúdo todos com a paz do Senhor. Vamos dar continuidade ao assunto sobre a Arca da Aliança.
A Arca ficou longo tempo em Quiriate Jearim, onde Abinadabe consagrou seu filho para dela cuidar. Enquanto isso, o Tabernáculo estava em Nobe, e depois, em Gibeão.
Ao assumir o trono em Jerusalém, David sente o desejo de levar a Arca para um lugar junto a ele. Veremos nesta Escola Bíblica Dominical sobre a primeira tentativa de transportá-la para Jerusalém.
“E tornemos a trazer para nós a Arca do nosso Deus; porque não a buscamos nos dias de Saul.” E teve Davi conselho com os capitães dos milhares, e dos centos, e com todos os príncipes e disse Davi a toda a con-

gregação de Israel: Se bem vos parece e se vem isso do Senhor, nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas com eles nas cidades e nos seus arrabaldes, para que se ajuntem conosco; e tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque não a buscamos nos dias de Saul. Então, disse toda a congregação que assim se fizesse; porque esse negócio pareceu reto aos olhos de todo o povo. Ajuntou, pois, Davi a todo o Israel desde Sior do Egito até chegar a Hamate, para trazer a arca de Deus de Quiriate-Jearim.” I Crônicas 13:1-5.
Eu saúdo todos com a paz do Senhor Jesus.
A Arca tinha estado na casa de Abinadabe, em Quiriate-Jearim durante todo o reinado de Saul. Mas quando o seu sucessor no trono, Davi, se tornou Rei de todas as 12 tribos de Israel, decidiu conquistar Jerusalém, vencendo os jebuseus. Após a conquista, a fortaleza de Sião, que estava em Jerusalém, passou a ser chamada a cidade de Davi. Davi estabeleceu então sua residência em Jerusalém. Davi, então, decidiu levar a Arca
para Jerusalém. Por quê? Porque ele sabia que era acima da Arca que Deus se manifestava como Deus vivo, que falava ao seu povo. E Ele queria ter uma comunhão maior com Deus. Suas palavras foram:
“Tornemos a trazer para nós a Arca do nosso Deus; porque não a buscamos nos dias de Saul”. I Crônicas 13:1-5.
Isso significava o seguinte: “ignoramos a Arca e não consultamos o Senhor nos dias de Saul”. Isso nos remete a um tempo em que os servos do Senhor criam nas Escrituras, criam em Jesus, mas não tinham acesso à sua presença, não sabiam que Ele poderia lhes falar e lhes orientar. Mas, na Obra do Espírito, entendemos que o Senhor deseja manifestar-se em nosso meio como Deus vivo e dirigir Sua Obra entre nós. Por isso queremos Emanuel bem perto de nós.
Perguntamos agora: por que esse interesse de Davi em morar em Jerusalém, e não, em outras cidades mais importantes de Judá?
Primeiramente, porque ele sabia que Melquisedeque, tipo do Senhor Jesus, havia sido Rei

de Jerusalém (cidade da paz), que, em sua época, se chamava Salém (paz), e que, portanto, aquele lugar era profético.
Ora, Jesus é o Príncipe da Paz. Ou seja, Melquisedeque era tipo do Senhor Jesus.
Davi também discerniu que Jerusalém era o lugar onde Deus faria habitar o seu nome, ou seja, faria habitar a Arca. Ele, certamente, conhecia o texto registrado nas Escrituras:
“Mas o lugar que o Senhor vosso Deus escolher para ali pôr o seu nome, buscareis para sua habitação, e ali vireis.”
Deuteronômio 12:5.

O Monte Sião representava Jerusalém. No Salmo 78:68, está escrito que o Senhor “escolheu o monte Sião, que ele amava”.
Jerusalém representa a Igreja, a cidade onde Jesus reina como Príncipe da Paz. E o Senhor, hoje, está manifestando Sua presença e reinando em Sua Igreja, a Jerusalém espiritual, reinando sobre um povo que aprendeu a ouvir e obedecer.
Mas, voltemos nossa atenção ao Tabernáculo.
Por que o Senhor permitiu que a Arca ficasse por dezenas de anos separada do Tabernáculo, que foi montado em Siló, depois em Nobe e, a seguir, em Gibeão? Ora, o local preparado anteriormente para a Arca não era o Santo dos Santos, que estava dentro do Tabernáculo?
A explicação para isso é simples. O Tabernáculo era um local de adoração provisório. Era uma construção desmontável, própria para que pudesse acompanhar o povo de Israel em sua peregrinação de 40 anos através do deserto do Sinai, sendo montado e desmontado.
Ao entrarem na Terra Prometida, durante a conquista e durante o período dos Juízes e do Reinado de Saul, o Tabernáculo não precisava ser montado e desmontado com frequência. Tratava-se, repetimos, de um período transitório na Obra de Deus, preparatório para o que viria: a Arca ser definitivamente colocada em Jerusalém.
Nós já entendemos que a Obra do Senhor é dinâmica. O Senhor está revelando continuamente o seu Projeto para a edificação da Igreja, uma Igreja que vive como Corpo de Cristo, submissa ao Governo do Cabeça.
Espiritualmente falando, está claro que a condição espiritual do povo durante o período dos Juízes e do sacerdote Eli, tinha sido responsável pela tomada da Arca pelos filisteus e sua posterior separação do Tabernáculo.
Por que a Arca estaria no Tabernáculo se Israel e seu rei Saul não queriam consultar o Senhor? A retirada da Arca dos Santo dos Santos foi uma manifestação do Senhor para deixar claro que eles ofereciam cultos ao Senhor – os sacrifícios – mas não tinham interesse em ouvir o conselho e a direção de Deus. Isso não se assemelha a cristãos que querem se beneficiar do sangue de Jesus, de seu sacrifício na cruz, mas não querem aceitá-lo como Conselheiro, não procuram ouvir a sua voz, não querem ser dirigidos pelo Espírito Santo?
Observamos isso, porque no Tabernáculo, os israelitas continuavam a celebrar cultos e a oferecer sacrifícios de sangue. No início, em Siló, antes de a Arca ser tomada, o sangue era
aspergido sobre o Propiciatório, no Santo dos Santos. E de entre os querubins, acima do propiciatório (a tampa da Arca), Deus falava ao Sumo Sacerdote.
Saul não manifestou interesse em ter a Arca disponível para o Senhor ser consultado porque ele não se interessava pelo conselho do Senhor. O Senhor, por sua parte, acabou por rejeitar a Saul e por escolher um homem, segundo o seu coração, para reinar sobre Israel. Esse homem foi Davi.
Foi por essa razão que o Senhor nos levantou para realizar Sua Obra, por meio de uma igreja que vive como Corpo de Cristo, disposta a ouvir e obedecer: uma igreja disposta a fazer toda a Sua vontade.
Davi, vamos ver, era realmente um homem segundo o coração do Senhor. Ele fazia toda a vontade do Senhor.
“E, quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.” Atos 13:22 (grifo nosso).
Em certa ocasião, quando fugia de Saul, Davi entrou no Tabernáculo, que nessa ocasião estava na cidade de Nobe (I Samuel 21:1), e falou com o sacerdote Eimeleque. Notem bem: está escrito que ele fugia da morte e estava faminto. O sacerdote então lhe disse: “Eu tenho pão sagrado”. E comeu os pães da proposição, que somente os sacerdotes podiam comer.
Vemos nesse episódio como Davi é um tipo da Igreja que é dirigida pelo Espírito Santo, a Igreja do Novo Testamento.
Todos nós, igreja do Senhor, andávamos famintos do pão espiritual, do pão vivo que desce do céu. E o Senhor nos deu o privilégio de comer desse pão sagrado porque ele nos fez reis e sacerdotes, sacerdócio real no Novo Testamento! Vemos aí nesse episódio prefigurada a graça do Senhor Jesus. Segundo a Lei, Davi não poderia comer do pão sagrado. Mas segundo a graça, foi possível, pois ele tipificava o crente do Novo Testamento.
Hoje, todos nós, membros do Corpo de Cristo, por sermos sacerdotes do Novo Testamento, podemos nos alimentar da Palavra revelada pelo Espírito Santo, da Palavra viva e eficaz, do pão vivo que desceu do céu e se fez homem. E mais do que isso: podemos entrar no Santo dos Santos, pois o véu que nos separava foi rasgado quando o Senhor Jesus derramou Seu precioso sangue na cruz do Calvário.
Ao desejar levar a Arca para Jerusalém pode parecer que ele ignorou ou desconhecia a orientação de que a Arca devia ser colocada no Santo dos Santos, no Tabernáculo. Mas esse entendimento não é correto. Ao contrário, Davi entendeu o momento profético. Entendeu que Deus havia escolhido Jerusalém para lá habitar, conforme profetizado; e entendeu que aquele era um momento de transição na Obra de Deus. Ele entendeu que, naquele tempo profético, Deus passaria a reinar sobre o seu povo; em outras palavras, uma teocracia seria estabelecida. Ele entendeu que Israel estava passando de um período em que o homem (Saul) havia reinado sobre o seu povo, fazendo a sua
própria vontade.
A Obra que Deus realizou por meio de Davi foi, portanto, um tipo da Obra que o Espírito realiza hoje. Foi um tipo da Obra dirigida pelo Senhor Jesus, por meio do Seu Espírito Santo, para governar a Sua Igreja. Nesta Obra, o Senhor Jesus é o nosso Rei; Ele reina na Sua Igreja. Ele é o único que governa no Reino de Deus.
Palavra do Pr. Alexandre Gueiros:
Saúdo todos os irmãos com a paz do Senhor.
Notemos que, antes de Davi, servos bem usados por Deus, como Moisés, Josué, Gideão, não entenderam essas revelações sobre o propósito de Deus com relação a Jerusalém. Por que isso? Porque não havia chegado o momento profético em que a Arca deveria ser levada para Jerusalém.
O Senhor, no passado, operou, por meio de servos que eram fiéis a Ele, para realizar Sua Obra: Lutero, Calvino, Edwards, Whitefield, Wesley, Moody, Finney, Bunyan.
Mas, agora, chegou a época de Ele operar através da Igreja que vive como Corpo de Cristo, um corpo submisso ao Governo da Cabeça, o Senhor Jesus. Quando Davi foi conquistar Sião, a fortaleza que estava em Jerusalém, os jebuseus se sentiam seguros porque confiavam na fortaleza. Para eles, Sião era inexpugnável. No entanto, estavam completamente enganados.
Como o próprio Senhor Jesus afirmou, as portas do inferno não iriam prevalecer diante dos ataques aos servos do Senhor no trabalho de resgate das al-
mas perdidas. Trata-se da vitória da igreja no trabalho da evangelização.
No Salmo 87, lemos que “o Senhor ama as portas de Sião. Ó Cidade de Deus”! Sião representava Jerusalém.
Hoje, podemos dizer: “O Senhor ama a Sua Igreja, a “Jerusalém espiritual.” Convém lembrar que não devemos confundir o significado bíblico de Jerusalém, como a Igreja do Senhor, com a Jerusalém geográfica ou política ou com o Estado moderno de Israel.
Voltemo-nos, novamente, para o desejo de Davi de levar a Arca para junto de si, para Jerusalém. Isso nos fala do desejo da Igreja que está realizando a Obra do Espírito, de gozar de plena comunhão com o Senhor Jesus, que é Deus conosco, Emanuel. Para quê? Para ser mais abençoada? Sim, mas não somente isso. Também para conhecer o Projeto do Senhor para a edificação da Igreja. Por que isso? Porque a Igreja fiel entende que o Projeto do Senhor — para o Corpo e para cada um de nós individualmente — é melhor do que quaisquer projetos humanos.
Nós, servos do Senhor, aprendemos que, quanto mais obedecemos ao Senhor, quanto mais somos fiéis a Ele, mais bênçãos recebemos. Nós o servimos com fidelidade, fazendo toda a Sua vontade, e não, primeiramente, porque queremos estar seguros quanto ao sucesso dos nossos empreendimentos.
Nós o servimos com fidelidade, trabalhando em Sua Obra, por gratidão, pois o Senhor Jesus deu Sua vida por nós na cruz do Calvário e nos deu vida abundante e vida eterna.
Mas, também, entendemos o que o Senhor nos quis dizer através do Salmo 81:
“Ah, Israel, se me ouvisses...Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel saído da Rocha!” Salmo 81:8 e 16.
Essa passagem nos fala, sobretudo, de bênçãos espirituais, da Palavra revelada (trigo) e da doçura dessa Palavra (a operação do Espírito Santo). Que desejo maravilhoso é esse de nos abençoar! Merecemos tão grande amor, tão maravilhosa graça?
Finalmente, consideremos

como foi a primeira tentativa de Davi de levar a Arca para Jerusalém. Ele convocou 30 mil homens, escolhidos para acompanhar a Arca nesse traslado.
Davi consultou os capitães, os príncipes, os sacerdotes e os levitas. No entanto, ele cometeu uma falha: não consultou o Senhor para saber como deveriam levar a arca. Assim, isso acontece quando tomamos decisões com base em conselhos humanos, mas não com base no conselho do Senhor. E, depois disso, pedimos a bênção do Senhor sobre o projeto que nós idealizamos.
Então, todos concordaram em que a Arca deveria ser levada para Jerusalém sobre um carro novo, puxado por bois. Mas os sacerdotes e levitas deveriam saber que a Arca tinha de ser levada nos ombros dos coatitas. O que aconteceu? No início do transporte tudo corria bem. Em I Crônicas 13:8 lemos que:
“Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com toda a sua força, em cânticos, com harpas, e com alaúde, e com tamboris, e com címbalos e com trombetas.”
I Crônicas 13:8.
Muitos crentes que amam o Senhor, louvam ao Senhor, e estão felizes por estarem executando um projeto humano, religioso, que creem ser do Senhor. Mas se esquecem de que o Senhor tem mais prazer em que se obedeça à Sua Palavra do que em obras bem-intencionadas.
No verso 9 lemos sobre o resultado da desobediência: os bois tropeçaram. E Uzá, muito bem-intencionado, estendeu a mão para segurar a Arca. E o Senhor se irou contra Uzá e o feriu. Qual
foi a brecha que permitiu esse desastre? A desobediência.
“E, chegando à eira de Quidom, estendeu Uzá a mão, para segurar a arca, porque os bois tropeçavam.” I Crônicas 13:9.
Um “carro novo” representa uma nova ideia, que parece ser agradável a Deus, mas contrária à revelação do Senhor. Tocar na Arca significa tentar interferir na Obra de Deus, colocar a mão do homem no Projeto de Deus, tentar misturar a Obra de Deus com o projeto do homem.
Em Eclesiastes está escrito:
“Porque para todo propósito há tempo e modo [...].” Eclesiastes 8:6.
É importante conhecer a vontade do Senhor, mas também saber o momento certo e como executar o que o Senhor deseja.
Quando o dom espiritual “palavra de sabedoria” opera, sabemos a hora certa e a maneira correta de executar qualquer ação na Obra de Deus.
A Obra que o Senhor nos confiou pode passar por momentos difíceis quando não atendemos a detalhes que o Senhor nos orientou. Sobretudo com relação à hora certa e à maneira correta de executarmos os planos do Senhor.
Davi pretendia levar a Arca para uma Tenda próxima à sua casa. Quando a Arca estava no Santo dos Santos, o acesso à plena comunhão com o Senhor estava limitado ao Sumo Sacerdote, por causa do véu que separava o Santo do Santo dos Santos.
Enquanto esteve na casa de Abinadabe, a Arca estava distante do Tabernáculo, ou seja, a plena comunhão e a direção do Senhor não estavam com-
pletamente accessíveis. Mas Davi queria viver ao lado da Arca, isto é, em íntima comunhão com o Senhor. É tudo que nós desejamos desde que conhecemos a Obra do Espírito: proximidade do Senhor, comunhão íntima com o Senhor. E, no Novo Testamento, temos ainda mais: acesso direto à presença de Deus pelo novo e vivo caminho, que é o sangue do Senhor Jesus.
Nós, servos da Obra de Deus, não apenas desejamos, mas, ao contar com dons espirituais e com a Palavra revelada pelo Espírito, em plena comunhão com o Senhor, temos a possibilidade de consultar o Senhor, recebendo a revelação de seu Projeto para nossas vidas e para a edificação da Igreja.
Da mesma maneira que Davi teve que aprender a lidar com a Arca, como veremos na próxima Escola Bíblica Dominical, nós também aprendemos a vencer dificuldades decorrentes do nosso desconhecimento sobre como tratar com a santidade e a glória de Deus em nosso meio. Nós, também, corrigimos o que não estava certo em nosso meio e acabamos sendo vitoriosos na execução da Obra. Louvado seja o Senhor!
Que o Senhor nos abençoe.
Pr. Alexandre Ruben Milito Gueiros Presidente da Igreja Cristã Maranata


