

FEVEREIRO
TRABALHO
DE SENHORAS
EDIÇÃO DE FEVEREIRO
Copyright © 2026 Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata
1ª edição: 2026
Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados pelo Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata
Rua Torquato Laranja, 92 - Vila Velha.
Espírito Santo. CEP: 29100-370
Telefone: (27) 3320-3400
E-mail: contato@institutoicm.org.br
Site: www.institutoicm.org.br
Área de conhecimento
Trabalho de Senhoras
Assunto Mensagens
Categoria Religião
Todos os direitos reservados
A reprodução total ou parcial desta publicação, de forma não autorizada, para fins comerciais ou não, constitui violação de direitos autorais (Lei 9610/98), sujeitando-se o infrator às penalidades cíveis e criminais cabíveis.
Presidente da Igreja Cristã Maranata
Alexandre Ruben Milito Gueiros
Presidente do Instituto Bíblico da Igreja
Cristã Maranata
Gilberto Ferreira da Silva
Diretor de Ensino do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata
Fábio Lúcio Soares Gomes
Assessora Pedagógica do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata
Leonice Monteiro Dias Rocha
Organização:
Wallace Rosetti
Diagramação
João Manuel Comério
“E todos comeram do mesmo manjar espiritual.” I Co 10:3
TEXTO BASE
“E todos comeram do mesmo manjar espiritual.”
I Co 10:3
OBJETIVO DA AULA
Levar a nos alimentar diariamente da Palavra, reconhecendo que somos necessitadas e dependentes do Senhor.
INTRODUÇÃO
Quando lemos a Palavra de Deus e contemplamos a longa caminhada do povo de Israel pelo deserto, vemos uma verdade imutável: o Senhor nunca abandonou o Seu povo. Em todo o tempo, tudo Deus proveu.
DESENVOLVIMENTO
O povo de Israel saiu do Egito pelas fortes mãos do Senhor. Após atravessar o Mar Vermelho, iniciou-se uma longa caminhada pelo deserto. Era um caminho difícil até para um pequeno grupo. Imaginem para uma multidão de cerca de três milhões de pessoas? Não havia plantações. Não havia recursos. A pergunta era inevitável: de onde viria o alimento?
Foi então que o Senhor fez a promessa: “Eis que vos farei chover pão dos céus” Êx 16:4b. O sustento não viria da terra seca do deserto, mas diretamente de Deus. E assim aconteceu.
Todas as madrugadas, quando o orvalho evaporava, o maná aparecia sobre a terra (Êx 16:13,14). Antes que o povo acordasse, o alimento já estava preparado. Isso nos ensina que o cuidado do Senhor antecede a nossa necessidade. Ele vê antes. Ele provê antes.
O maná vinha nas madrugadas. Como senhoras da Casa do Senhor, somos lembradas do valor de buscarmos ao Senhor pelas madrugadas, de cairmos aos pés do Senhor na primeira hora do nosso dia. “Eu amo os que me amam, e os que de madrugada me buscarem me acharão.” Pv 8:17.
O maná não vinha pelo esforço humano. Era dom de Deus. Era o Pão do Céu. E esse pão apontava para o Senhor Jesus. O próprio Senhor declarou: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome.” Jo 6:35b.
Assim como o maná sustentava o povo diariamente no deserto, o Senhor nos sustenta com a Sua Palavra de poder. Quem está firmado na verdade da Palavra não fica atribulado com as notícias, com o descontrole dos governos ou da sociedade. Caminha seguro, tendo a certeza de que em breve virá o Reino de Justiça e Paz do Senhor Jesus. A Palavra revela o propósito do maná: “E te sustentou com o maná… para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor.” Dt 8:3. Bom é viver firmado na Palavra de Deus.
Com o maná, o Senhor nos ensinou algo importante: a dependência diária. Cada pessoa poderia recolher apenas a porção daquele dia. Quem tentou guardar para o amanhã,
Trabalho de Senhoras
Trabalho de Senhoras
perdeu o alimento (Êx 16:16-20). Deus ensinava o povo a confiar n’Ele todos os dias, sem ansiedade com o amanhã. Essa lição permanece viva. A salvação não é vivida uma vez por semana ou quando nos dá vontade. Ela é vivida todos os dias. A nossa vida consiste em amar a Jesus todos os dias, em confiar n’Ele todos os dias, em buscar a Sua presença todos os dias junto à Igreja, que é Corpo de Cristo. “E todos comeram do mesmo manjar espiritual.” 1 Co 10:3. Esse manjar era o maná.
Lembremos que o manjar espiritual desceu do céu não para uma pessoa, mas para todo o povo, isto é, para a Igreja, que é Corpo de Cristo.
E, no deserto, Deus não deu apenas o maná. Deu água. Deu a coluna de nuvem, a coluna de fogo. Deu proteção. Nada faltou. “Estes quarenta anos o Senhor teu Deus esteve contigo; coisa nenhuma te faltou.” Dt 2:7b.
CONCLUSÃO
Mesmo no deserto deste mundo, podemos declarar com fé: nada nos tem faltado. O mesmo Deus que sustentou Israel por quarenta anos continua cuidando de nós. As mãos do Senhor continuam estendidas sobre nós. Na caminhada com Jesus, nada nos faltará.
Que possamos ser necessitadas e dependentes do Senhor, buscando a Sua face diariamente, alimentando-nos cada vez mais da Sua Palavra. Assim, prosseguiremos fortes e firmes até o dia da volta gloriosa de Jesus!
JESUS É A PORTA DA SALVAÇÃO
“E à porta do pátio haverá uma coberta de vinte côvados, de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador: as suas colunas, quatro, e as suas bases, quatro.” Êx 27:16
TEXTO BASE
“E à porta do pátio haverá uma coberta de vinte côvados, de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador: as suas colunas, quatro, e as suas bases, quatro.” Êx 27:16
OBJETIVO DA AULA
Nos levar a desfrutar as maravilhas da salvação em Jesus. E a principal delas é a certeza de morarmos na glória com o nosso Deus.
INTRODUÇÃO
O povo de Israel caminhava pelo deserto rumo à terra prometida. Era uma jornada longa, marcada por dificuldades, lutas e desafios. No centro do arraial estava o tabernáculo, o lugar onde a presença de Deus se manifestava. Por isso, todas as tendas eram armadas ao Seu redor.
Desde a entrada, Jesus já estava sendo revelado. Antes de qualquer sacrifício, antes de qualquer serviço, havia algo fundamental: a porta. Tudo começava ali.
DESENVOLVIMENTO
O tabernáculo era cercado por uma cortina de linho fino
torcido e possuía uma única porta de entrada. Não havia outro caminho. Não existia atalho, nem alternativa. A porta era o único acesso à presença de Deus.
Jesus confirmou essa verdade quando disse: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar se á.” Jo 10:9a.
Só Jesus nos dá acesso à presença de Deus. Não há outro meio. Não há outro Salvador. Não é por méritos, não é por obras, não é por tradição religiosa. Só Jesus é a Porta. Fora d’Ele não há salvação
A porta do tabernáculo era ampla, de cerca de nove metros. Não era de metal, não era pesada. Era uma cortina. Qualquer pessoa podia entrar. Até uma criança. Isso nos mostra que a salvação é universal, é para todos. Não exige força humana, posição social. Todos podem entrar pela fé. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9.
A porta era uma cortina de linho branco, que aponta para a santidade de Jesus. Nela havia um lindo bordado em azul, púrpura e carmesim. O azul fala do amor de Jesus por nós. A púrpura, da Sua realeza: Jesus é o Rei dos reis. O carmesim, fala do sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado.
Essa porta não era apenas um acesso físico. Era um convite de amor ao pecador. Um chamado para entrar e encontrar perdão, restauração e vida.
Mas cada um precisava escolher entrar. A salvação é individual. Ou você entra pela Porta ou permanece do lado de fora.
Interessante que a porta também era alta, tinha cerca de
Trabalho de Senhoras
dois metros e trinta. Quem estava do lado de fora não conseguia ver o que havia dentro. Não tinha noção do sacrifício no altar do holocausto, da purificação na pia de cobre, nem da beleza dos móveis, dos vasos de prata e ouro. Não conhecia o perdão, a purificação, nem desfrutava da presença de Deus.
Quem está fora da presença do Senhor não consegue compreender o que é a preciosa graça de Jesus, não consegue entender como é maravilhoso servir a Jesus, experimentar o Seu cuidado e ouvir a Sua doce voz falando ao coração. Jesus é aquele que perdoou nossos pecados, curou nossas feridas e enxugou nossas lágrimas.
CONCLUSÃO
O Senhor nos chama não apenas a entrar pela Porta, mas a percorrer o caminho do tabernáculo — a viver as maravilhas de uma vida de íntima comunhão com Deus, de busca, de transbordamento do Espírito Santo.
Que a nossa vida revele Jesus, que as nossas atitudes manifestem a glória de Deus. E que essa bênção se estenda para dentro do nosso lar, na vida dos nossos filhos e dos nossos esposos. Que proclamemos a todos que Jesus é o único Salvador. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” At 4:12.
Trabalho de Senhoras
PERDOADOS E LIVRES EM JESUS
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Cl 2:14
TEXTO BASE
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Cl 2:14
OBJETIVO DA AULA
Mostrar que Jesus veio para nos trazer perdão e nos livrar das nossas culpas, nos fazendo ser verdadeiramente livres.
INTRODUÇÃO
Estamos conhecendo mais o Senhor Jesus por meio do tabernáculo. Hoje, ao meditarmos na oferta pelo pecado, o Espírito Santo nos trará um ensino precioso: o perdão, a libertação da culpa e a graça restauradora de Jesus.
DESENVOLVIMENTO
No tabernáculo, após passar pela porta, a primeira coisa que se via era o altar dos holocaustos. Era ali que o pecador arrependido se apresentava diante de Deus. Ele trazia e sua
oferta, confessava seus pecados, e o sacrifício era feito para que houvesse perdão.
Cada animal ofertado anunciava que Jesus, o Cordeiro Perfeito, um dia viria para dar a própria vida para nos salvar. Nosso Senhor Jesus morreu pelos pecados de toda a humanidade. Mas a condição para alguém se beneficiar desse sacrifício é passar pela porta, é arrepender-se e crer em Jesus.
Muitas de nós creem no perdão, mas continuam se sentindo culpadas. Pedimos perdão, mas nos punimos com pensamentos, tristezas, medos, acusações interiores.
Mas Jesus não apenas perdoa: Ele nos livra da culpa: “De seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.” Hb 8:12b. Isso é um decreto vindo do céu para os salvos em Jesus. Deus não diz: “Eu vou tentar esquecer”. Ele diz: “... não me lembrarei mais.”
E se o Senhor, que é Justo e Santo, decidiu não se lembrar, quem somos nós para continuar vivendo como se ainda fossemos condenadas?
Em Cristo, não fomos apenas perdoadas. Fomos justificadas. A dívida foi cancelada. A Palavra afirma que Jesus “...riscou a cédula... cravou-a na cruz.” Cl 2:14. A cédula era a dívida. Era o que estava escrito contra nós. Mas Cristo a cravou na cruz. A dívida não está mais sobre nossa cabeça ou sobre o nosso nome. Está na cruz. E tudo o que vai para a cruz fica na cruz.
Isso é graça. Graça é Deus nos dar o que não merecíamos: perdão, paz e reconciliação. Graça é Deus nos levantar quando nós mesmas não tínhamos mais forças para nos levantar. Graça é o Senhor dizer: “Filha, Eu te recebo de novo. Eu te limpo. Eu te justifico. Eu te trago para perto.”
Trabalho de Senhoras
Como é maravilhosa a graça de Jesus! Como é glorioso o efeito do sacrifício do Senhor Jesus na cruz do Calvário! Aleluia!
E aqui entra um ponto importante: quem recebe essa graça — esse perdão — aprende a perdoar. Quem foi alcançada pela misericórdia, aprende a estender a misericórdia. Às vezes a culpa permanece porque há algo preso dentro do coração: uma mágoa antiga, uma ferida não tratada, uma palavra que não conseguimos esquecer. Mas, quando nós entendemos o que Cristo fez por nós, começamos a olhar para o outro com um olhar de misericórdia, e essa mágoa não governa mais a nossa vida.
Perdoar é apagar a transgressão. Aquilo que se apaga não se lembra mais. Perdoar é declarar: “Jesus, o Senhor me perdoou, e eu também quero perdoar. Eu não quero viver presa nessa mágoa. Eu quero viver livre.”
CONCLUSÃO
Diante de tudo o que Jesus fez por nós — perdão, restauração, paz e reconciliação — só nos resta fazer uma pergunta cheia de gratidão: “Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?” Sl 116:12.
O que nos move não é apenas pedir, mas adorar, agradecer, exaltar o nosso Deus. O que oferecemos ao Senhor é um coração grato, porque hoje fomos perdoadas; porque a culpa foi retirada; porque a dívida foi paga; porque o sangue de Jesus nos tornou livres. Aleluia!
O CULTO AGRADÁVEL A DEUS
“E dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao Senhor: dois cordeiros dum ano, sem mancha, cada dia, em contínuo holocausto.” Nm 28:3.
TEXTO BASE
“E dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao Senhor: dois cordeiros dum ano, sem mancha, cada dia, em contínuo holocausto.”
Nm 28:3
OBJETIVO DA AULA
Mostrar qual é o culto agradável a Deus e nos tornar verdadeiros adoradores.
INTRODUÇÃO
O Senhor tem falado conosco sobre Jesus no tabernáculo. E, quando olhamos para o tabernáculo, vemos que Deus ensinava o Seu povo a se aproximar d’Ele do jeito certo. Nada era feito de qualquer maneira. Havia direção, reverência, ordem, santidade. E, hoje, o Senhor quer nos mostrar a bênção que é um culto agradável a Ele.
DESENVOLVIMENTO
O texto que lemos nos mostra quatro marcas do culto agradável a Deus. A oferta queimada era colocada no altar
e consumida totalmente. Isso nos fala de entrega total, sem reservas, nos fala do fogo. O culto agradável a Deus é um culto que tem a operação do fogo do Espírito Santo.
O culto agradável a Deus não nasce da natureza humana, nem do impulso da emoção. Ele é vivido na total dependência do Senhor. Os dons, os louvores, a Palavra — tudo isso é alinhado pelo Espírito Santo. Sem o Espírito Santo, nós até cantamos, até falamos, até fazemos, mas não há vida.
Com o Espírito Santo, há revelação. Há quebrantamento. Há direção. Por isso, a nossa vida precisa ser uma vida de dependência do Espírito Santo. Não é força humana. Não é técnica. Não é aparência. É unção. É temor. É a presença do Espírito na nossa vida.
Oferta queimada é quando eu entrego tudo no altar do Senhor. É quando eu entrego ao Senhor aquilo que ninguém vê: meu orgulho, minha pressa, meu temperamento, minha necessidade de ter sempre a última palavra, minha ansiedade, minha autossuficiência. É quando eu paro e digo: “Senhor, eu quero Te servir de todo o meu coração.”
O cordeiro de um ano nos fala de Jesus. No culto agradável a Deus, Jesus está vivo e Se manifesta poderosamente no meio da Igreja. O cordeiro nos lembra que o nosso acesso à presença de Deus não é por mérito; é pelo sangue de Jesus. A Igreja só pode oferecer culto santo porque foi purificada. E, por isso, quando nos aproximamos para adorar, nos aproximamos com gratidão, reverência e ousadia, pois fomos purificados pelo sangue do Cordeiro.
“Sem mancha” fala de pureza. Deus é santo. E o culto agradável é o culto de quem quer ser santo. Não é perfeição humana — é separação, é santificação. Às vezes a mancha não é algo “grande” aos nossos olhos. Mas cada
Trabalho de Senhoras
Trabalho de Senhoras
um sabe a sua necessidade, conhece suas falhas. O culto sem mancha é um culto onde há entrega total no altar do Senhor. No culto agradável ao Senhor, somos libertos de toda mancha e de todo pecado, pois estamos na presença de um Deus que é Santo, Santo, Santo.
“Cada dia” nos fala da experiência diária de vivermos esta tão grande salvação. Fala da perseverança em servir ao Senhor, da constância. É o culto que não depende do humor, nem da fase, nem das circunstâncias. Eu posso estar vivendo dias bons ou dias apertados. Posso estar alegre ou atribulado. Mas eu louvo, mesmo na luta; eu glorifico, mesmo triste.
“Cada dia” significa que servir ao Senhor é a essência da nossa vida. É lembrar que estar na Casa de Deus é a nossa maior alegria, que o nosso culto é feito para agradar ao Senhor, para adorar tão somente a Deus.
CONCLUSÃO
O Senhor nos chama para sermos verdadeiros adoradores — adoradores que têm o fogo do Espírito Santo e a vida no altar.
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade.” Jo 4:23–24.