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“[...] Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós e já vencestes o maligno.” 1 João 2:14
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“[...] Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós e já vencestes o maligno.” 1 João 2:14
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1ª edição: 2025
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Secretário Executivo da Igreja Cristã Maranata
Luiz Eugênio do Rosário Santos
Presidente do Instituto Bíblico da Igreja
Cristã Maranata
Gilberto Ferreira da Silva
Diretor de Ensino do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata
Fábio Lúcio Soares Gomes
Assessora Pedagógica do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata
Leonice Monteiro Dias Rocha
Organização:
Maurilo Martins
Diagramação
João Manuel Comério
AULA 1
que os jovens devem
2
3
DEVEM GUARDAR
“Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós” (II Timóteo 1:13-14).
Pr. Wallace Rozetti
“Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós” (II Timóteo 1:13-14).
Levar os jovens ao entendimento da importância de conservar fielmente a Palavra de Deus e guardar o bom depósito da fé, reconhecendo que esse tesouro espiritual deve ser protegido e vivido diariamente com a ajuda do Espírito Santo, Aquele que transforma vidas e nos sustenta na caminhada.
A humanidade passa por um momento em que muitos valores estão sendo questionados ou deixados de lado. Aquilo que noutro tempo era de grande importância, hoje tem sido desprezado e até mesmo combatido. A fé cristã é um dos grandes exemplos: antes era passada de geração em geração, hoje muitas vezes é tratada com superficialidade, em especial no meio dos jovens. Neste momento de vozes, ideias e influências, Deus nos chama a
algo diferente: conservar o modelo das sãs palavras — ou seja, manter firme o ensino verdadeiro da Palavra de Deus. Paulo escreveu a Timóteo, um jovem, encorajando-o a guardar o bom depósito, preservar, manter o bom depósito, a fé genuína, aquilo que tem ouvido, a verdade do Evangelho e da vida que Cristo nos oferece, aquilo que preserva o homem na caminhada. Podemos entender hoje como um chamado, uma convocação aos jovens para viverem essa fé de forma prática, real e constante, mesmo diante das pressões e tentações do mundo.
Vivemos este momento em que Deus tem chamado os jovens para que possam viver e transmitir essa fé viva e transformadora a outros. Glória a Deus que vocês não estão sozinhos nesta batalha, o Espírito Santo nos ajuda em nossa fraqueza, como diz em Romanos 8:26:
“Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”
O Espírito Santo é o que nos mantém vivos e de pé, fortalecidos para a caminhada. Por isso, sabedores dos aspectos históricos existentes, nossa ênfase será no aspecto profético, o que de fato nos interessa.
A Bíblia nos fala de tantos jovens que guardaram os valores, que batalharam e guardaram o bom depósito, que preservaram a fé. Temos exemplos de jovens como Timóteo, Ester, José e Daniel, dentre outros. Nesta aula, iremos destacar um pouco o exemplo de Timóteo e Daniel, que guardaram, que conservaram o modelo das sãs palavras - exemplo de alguém que guardou fielmente o “bom depósito”.
Timóteo foi um jovem que passou por batalhas, talvez iguais ou maiores que as suas, tanto que em um ponto da carta, Paulo diz:
“Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus.”
Era como se Paulo estivesse o alertando para seguir guardando o bom depósito, conservando a sã Palavra:
“Conserva o modelo das sãs palavras [...] Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo [...].” (II Timóteo 1:13-14).
Timóteo, assim como aprendeu, ele não apenas ouviu, ele viveu, levou aos outros o que havia recebido. Desde cedo, ele foi instruído nas Escrituras, viveu com integridade, permaneceu firme quando muitos abandonaram a fé e foi reconhecido por Paulo como alguém digno de confiança.
Outro exemplo de jovem que guardou e foi um exemplo é Daniel.
Quando se fala em Daniel, temos uma bela história de um jovem que tinha tudo para esquecer as palavras da sã doutrina e abandonar o depósito pelo Espírito Santo, mas não o fez; pelo contrário, manteve e multiplicou a boa palavra e bons ensinamentos.
Daniel foi um jovem levado de sua terra para uma terra distante, saindo cativo de Judá para a Babilônia.
Ao chegar à Babilônia, Daniel e outros jovens foram escolhidos devido à inteligência e potencial. Eles seriam treinados para servir ao rei.
“Mancebos em quem não houvesse defeito algum, formosos de parecer, e instruídos em toda a sabedoria...” (Daniel 1:4)
Receberam novos nomes babilônicos (Daniel virou Beltessazar) e foram ensinados na cultura, língua e religião da Babilônia. Receberam oferta de manjares do rei, foilhes oferecida comida e vinho do rei, mas isso ia contra os princípios da fé judaica. (Daniel 1:5).
Daniel teve uma postura firme desde o começo:
“Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei...” (Daniel 1:8).
Assentar no coração é atitude de quem realmente está decidido a guardar os valores, não apenas se puder, mas é algo sério, atitude de quem quer prevalecer de pé naquela posição.
Mesmo sendo jovem, longe dos pais, sob autoridade estrangeira, Daniel permaneceu fiel aos princípios e ao modelo das sãs palavras que havia aprendido e ouvido em sua vida.
Mesmo diante da fidelidade, da guarda dos valores, ele foi provado. Num determinado momento, o rei teve um sonho e não se lembrava; então foram chamados aqueles que poderiam ajudá-lo, mas nada. Então saiu um decreto determinando a morte de todos, incluindo Daniel. Naquele momento, Daniel tem uma atitude exemplar e que nos traz ensinos preciosos, vejamos:
“Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros; Para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o restante dos sábios da Babilônia.” (Daniel 2:17-18).
Daniel reúne com outros jovens - quem sabe o “grupo de intercessão” à época - e com uma compreensão clara: Não podemos perecer como os demais. Jovens!! Deus não vos chamou para parecerem com os demais; Deus os chamou para serem guardadores dos bons valores. Muitos têm visto colegas de faculdade perecendo, outros vendo amigos de infância, vizinhos... mas é momento de olhar e fazer como Daniel: reuniu os jovens, vamos orar para que sejamos livres. Isso é preservar os bons depósitos, é ter valores preservados. O final conhecemos: Deus os preservou e houve uma glorificação ao Deus dos céus.
O tempo passou e, mais uma vez, um rei em apuros; logo foi e chamou a Daniel:
“Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, dizendo a Daniel: És tu aquele Daniel, um dos filhos dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria.” (Daniel 5:13-14).
Hoje, os jovens estão sendo chamados, colocados à prova diante da seguinte pergunta: És tu aquele? Você é o mesmo jovem que um dia foi usado pelo Senhor, que foi um instrumentista, que participou do grupo de louvor, professor(a)? Como você, jovem, responderia hoje a esta pergunta? Tem guardado o bom depósito pelo Espírito Santo?
Estamos vivendo um momento em que as armadilhas e ofertas para os jovens são grandes, mas Deus tem vos chamado para uma Obra e tem contado convosco para este trabalho. Se já não sente que é o mesmo, é momento de buscar de volta os valores que podem ter sido perdidos
ao longo da caminhada.
Resumindo
Daniel é um daqueles personagens da Bíblia que realmente nos inspira - não só aos jovens, mas a todos que desejam agradar ao SENHOR.
Mesmo estando em um país estrangeiro e enfrentando situações desafiadoras, ele conseguiu se manter fiel aos seus valores. Aqui estão algumas das lições que podemos aprender com ele:
1. Fidelidade a Deus: Daniel adorava a Deus de todo o coração. Mesmo quando o rei Dario proibiu sua prática de oração, ele não se deixou levar pelo medo. Sua coragem em orar três vezes ao dia, mesmo sabendo dos riscos, mostra o quanto sua fé era importante para ele.
2. Integridade: Quando chegou à Babilônia, Daniel foi solicitado a comer a comida do rei, mas ele sabia que isso não estava de acordo com os seus princípios. Em vez de se conformar, ele pediu uma dieta simples de vegetais e água. Essa decisão não foi apenas sobre a comida; foi uma maneira de se manter fiel ao que acreditava.
3. Sabedoria e discernimento: Daniel era muito sábio. Ele usou seus dons para interpretar sonhos e visões, não só ajudando a si mesmo, mas servindo os reis que governavam sobre ele. Isso mostrou que ele não apenas seguia seus princípios, mas também buscava usar suas habilidades para o bem.
4. Coragem: A história de Daniel na cova dos leões é uma das mais famosas. Ele poderia ter facilmente se fingido de inconsciente e escapado, mas escolheu ser fiel a Deus
Trabalho de Jovens
mesmo diante de uma ameaça de morte. Isso é coragem real e confiança no Deus que ele servia (FÉ).
5. Respeito pelas autoridades: Mesmo vivendo em um lugar que não era seu lar, Daniel mostrou respeito pelas autoridades da Babilônia. Ele fez o melhor que pôde em seu trabalho, o que mostra que ele valorizava a responsabilidade e o compromisso.
6. Oração e dependência de Deus: A oração era o coração da vida de Daniel. Ele dependia de Deus para orientá-lo em momentos difíceis e realmente acreditava que suas orações faziam diferença.
A vida de Daniel nos ensina que, mesmo quando estamos longe de casa ou enfrentamos desafios, podemos nos manter fiéis aos nossos valores e ao Senhor. Ele é um grande exemplo de como integridade e fé podem nos guiar em qualquer situação.
Diante de tudo o que estudamos hoje, algo fica claro: guardar o bom depósito e conservar as sãs palavras não é apenas algo do passado - é um chamado urgente e atual para nossa geração. Timóteo e Daniel foram jovens como vocês, sujeitos a medo, pressão, tentações e perdas, mas decidiram no coração permanecer fiéis a Deus e à verdade que haviam recebido.
Eles não apenas conheceram a Palavra, eles a viveram com profundidade e coragem, mesmo quando tudo ao redor dizia o contrário.
O que os sustentou? O Espírito Santo, que habita em
nós e nos fortalece para continuar, mesmo quando queremos parar.
Hoje, a voz de Deus continua perguntando a muitos jovens:
“És tu aquele Daniel?”
• Aquele que ainda crê?
• Aquele que ainda guarda?
• Aquele que não se contaminou?
• Aquele que vai fazer diferença?
Que você, como Timóteo e Daniel, seja lembrado como aquele que guardou fielmente o bom depósito, não só com palavras, mas com vida, com testemunho, com oração e com coragem.
Assim como ocorreu no período de Daniel, José, Ester e Timóteo, Deus hoje tem chamado jovens que guardem o bom depósito.
A pergunta permanece a mesma:
És tu aquele Daniel?
Amém.
“Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a.” Mateus 13:45-46
Pr. Fábio Lúcio Soares Gomes
“Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a.”
Mateus 13:45-46
O objetivo da aula é mostrar a grande dádiva de Deus para a vida do homem: Jesus, a pérola de grande valor, como o agente de mudança de vida do homem e, finalmente, o Espírito Santo como o revelador do tesouro escondido.
Há uma correlação profética notável entre as parábolas de Mateus 13, chamadas de parábolas do reino, com as sete cartas do livro de Apocalipse. Este assunto tem sido estudado nas Escolas Bíblicas Dominicais.
A Igreja vive uma jornada profética, caracterizada em sete tempos, apresentados pelas sete cartas de Apocalipse (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia). Vemos, nesses sete tempos, as operações dos sete Espíritos de Deus, registrados por Isaías.
“E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.” Isaías 11:2
Em Mateus 13, vemos as parábolas correspondentes a cada um dos tempos proféticos da Igreja Fiel: o semeador, o trigo e o joio, o grão de mostarda, a mulher e as 3 medidas de farinha, o tesouro escondido, a pérola de grande preço e a rede.
O quadro, a seguir, ilustra o contexto profético da jornada da Igreja, onde pode ser observada a correlação profética das cartas, parábolas e dos sete Espíritos de Deus.

As sete igrejas do Apocalipse Fonte: Igreja Cristã Maranata (2025).
Os três primeiros tempos proféticos da Igreja se caracterizaram por grandes oposições à doutrina estabelecida. Éfeso estabeleceu a doutrina, Esmirna viveu a doutrina (colhendo o preço da própria morte). Em Pérgamo, após o Édito de Constantino, em 313, o paganismo entrou na igreja, desvirtuando a essência do evangelho, com toda sorte de idolatria e dogmatismo religioso, consolidado em Tiatira por mil anos.
O tempo de Sardes compreende uma inflexão, um momento especial. Foi o momento em que “um homem” achou o tesouro escondido.
“Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu e; pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.” Apocalipse 3:44
Este homem foi Lutero, o qual, no dia 31 de outubro de 1517, fixou as 95 teses na igreja de Wittenberg, onde 4 delas foram fundamentais para a reforma religiosa:
• A salvação pela graça:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.” Efésios 2:8
• Jesus, único mediador entre Deus e os homens:
“Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” I Timóteo 2:5
• O sacerdócio universal do crente:
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” I Pedro 2:9
• A Bíblia como regra de fé e prática:
“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”
II Timóteo 3:16
O Espírito Santo nunca deixou de operar na vida da Igreja Fiel. Em Sardes, Ele foi o responsável por revelar a Lutero o tesouro que estava escondido. Lutero descobriu a Palavra e o seu valor por uma operação maravilhosa do Espírito Santo. A Palavra estava escondida nos conventos e mosteiros durante o tempo de Tiatira. O Espírito Santo mostrou o valor da Palavra, que estava esquecida e longe do coração do homem. Lutero, então, realinha o projeto de Deus para um novo tempo que se seguiria: o tempo de Filadélfia.
Em Filadélfia, a parábola correspondente é a da pérola de grande preço (ou valor).
“Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.” Mateus 13:45-46
Em Filadélfia, o tesouro é aberto e a pérola de grande preço é encontrada. Quem foi o responsável por isso? O mesmo Espírito Santo.
O valor do grande tesouro que está à disposição do jovem (A Palavra Viva) somente pode ser descoberto pela ação do Espírito Santo. Quando aquele homem achou o tesouro, vendeu tudo o que tinha para comprar aquele campo onde estava o tesouro.
A salvação é algo especial, porque, quando o Espírito Santo nos mostra este tesouro, o homem tem um novo nascimento, muda a sua vida (vende tudo o que tem para comprar aquele campo onde está o tesouro).
Há algumas perguntas importantes para a reflexão dos jovens:
• Achou o tesouro?
• Qual o valor da Palavra na sua vida?
• Vendeu tudo o que tem? Deixou a velha vida?
• Comprou o campo? Entregou a sua vida ao Senhor Jesus (Ele é a Palavra)
Se todas estas coisas aconteceram na sua vida, o Espírito Santo vai, então, começar a gerar a pérola de grande valor na sua vida.
As pérolas são produzidas quando um corpo estranho, como um grão de areia ou um parasita, entra na ostra ou mexilhão. Esse grão de areia atua como se fosse um irritante interno à ostra. O molusco, como resposta, começa a produzir nácar, uma substância composta por carbonato
de cálcio, ao redor do irritante, formando a pérola.

Assim, a geração da pérola somente começa a acontecer quando a ostra começa a reagir e a formar uma proteção em volta daquele irritante.
O mundo te irrita? Então o Espírito Santo está começando a realizar uma grande obra na sua vida.
“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” I João 2:16
“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mateus 6:24
“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” Mateus 16:25
Da mesma forma que a geração da pérola começa a partir do irritante que a ostra quer combater, na vida espiritual acontece a mesma coisa. O novo nascimento, resultado da descoberta do tesouro, vai mudar a mentalidade do jovem, seus costumes, seus hábitos, para uma nova vida em Cristo Jesus. Assim, a pérola começa a ser gerada.
Há várias colocações importantes na Palavra de Deus que mostram a forma pela qual os jovens precisam lidar com as opressões que estão diariamente ao seu lado.
A operação do maligno:
“[...] Eu vos escrevi mancebos, porque sois fortes, e a palavra de Deus (o tesouro escondido) está em vós, e já vencestes o maligno.” I João 2:14
A tendência a retornar à velha vida:
“Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” II Coríntios 5:17
O mundo quer ditar a forma de vida do jovem:
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformaivos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2
O compromisso com a eleição do Pai:
“Não escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça [...].” João 15:16
Este homem é o Espírito Santo. Somente o Espírito Santo conhece a pérola de grande preço, pois somente Ele pode gerar.
Se o Espírito Santo estiver na sua vida, a pérola está sendo gerada.
No arrebatamento, a pérola será recolhida. A casca (ostra) ficará. Teremos um novo corpo incorruptível e levaremos a pérola (Jesus revelado no nosso coração) para encontrar com o Senhor nas nuvens.
Deixe que o Senhor Jesus opere na sua vida. Entregue a sua vida a Ele. Não confie a sua vida a outro que não Ele.
Jesus é a única pérola. Por que?
“Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” I Timóteo 3:5
Jesus é também a pérola de grande preço? Por quê? Porque em nenhum outro há salvação.
“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12
“E há de ser que depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões.” (Joel 2:28).
Pr. Fábio Canal
“E há de ser que depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões.”
(Joel 2:28).
Explorar um tema de profunda relevância para a nossa fé e para a história da Igreja. Ao final da aula, deixar claro para os jovens a importância deste tema: “O Abandono do Pentecostes”.
A profecia anunciada em Joel 2:28 revelou muito antes um plano extraordinário:
“E há de ser que depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões.”
Essa profecia, dada séculos antes, encontrou seu glorioso cumprimento em um evento que transformou o curso da história da humanidade, e este evento é o marco inicial
do surgimento da IGREJA: o Pentecostes relatado no capítulo 2 de ATOS é a origem e o Nascimento da Igreja Primitiva, cheia do Espírito Santo.
Em Atos, capítulo 2, somos transportados para aquele dia histórico: a descida do Espírito Santo sobre os discípulos.
Não foi um evento qualquer; foi o estabelecimento da Igreja Cristã – a Igreja Primitiva. Mais do que isso, foi a manifestação da fidelidade de Deus. Ele havia prometido, e Ele cumpriu. Jesus, a primícia dos frutos do trabalho do Pai na Terra, morreu e ressuscitou. E, agora, para selar a certeza de que Deus levantaria novos filhos a partir do “Primeiro que havia ressuscitado”, Ele derrama o Espírito Santo para fazer nascer a Igreja, que somos nós, os filhos coerdeiros.
O Pentecostes, portanto, não é apenas uma data no calendário religioso; é o nascimento, a capacitação e a identidade da Igreja.
Agora que estabelecemos o ponto de partida, vamos continuar nossa jornada no contraste entre o estado inicial da Igreja e uma mudança significativa que ocorreria anos depois.
O estado anterior e a transformação pelo Espírito Santo
Pense nos discípulos antes do Pentecostes, e mais precisamente, depois da crucificação de Jesus. O texto nos
diz que eles viviam sob o medo, trancados e reunidos de forma escondida por conta do medo dos judeus e romanos. (João 20:19)
Era um grupo amedrontado, recluso, apesar de todas as instruções e promessas de Jesus. Mas então, a descida do Espírito Santo operou uma mudança radical! Eles deixaram de ser meros seguidores assustados para se tornarem “ousados”. Essa ousadia não era fruto de coragem humana, mas sim da capacitação divina do Espírito Santo, fundamental para cumprir a Grande Comissão de Jesus: irem por todo mundo e pregar a toda a criatura (Marcos 16:15).
Lembramos das palavras de Jesus em Mateus 28:18-20, que nos desafiam até hoje:
“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.”
O Senhor Jesus, na Grande Comissão, disse que estaria conosco todos os dias... Primeiro ELE presente, e depois pelo Espírito Santo.
Este período inicial é um testemunho da vitalidade espiritual, da expansão avassaladora do Evangelho e da centralidade da atuação do Espírito Santo na vida e missão da Igreja.
Infelizmente, nem tudo permaneceu assim. Com o passar
dos anos e após muitas perseguições, já conhecemos um ponto de inflexão significativo que ocorreu a partir do Édito de Milão, promulgado pelo imperador Constantino.
Este Édito, em 313 d.C., concedeu liberdade de culto aos cristãos, colocando um fim às sangrentas perseguições e marcando o início de uma nova fase para a Igreja.
À primeira vista, parecia uma “bênção” inicial. A perseguição cessara, e a fé cristã ganhou status e aceitação na sociedade. Quem não se alegraria com o fim do derramamento de sangue e a possibilidade de adorar abertamente?
No entanto, o que inicialmente pareceu uma bênção, gradualmente se transformou no que o texto chama de “casamento pervertido”. Aqui, a Igreja deixou de viver seus princípios doutrinários e, de forma sutil, mas profunda, se tornou uma “Igreja Imperial”. Ela trocou sua identidade de noiva de Cristo por uma aliança com o poder temporal.
As consequências desse abandono do Espírito Santo foram notáveis:
● Mudança na resolução de necessidades/pendências:
A forma de lidar com desafios e necessidades mudou drasticamente. Em vez de recorrer a “orações e súplicas, valendo-se da fé e dos dons espirituais”, a Igreja passou a buscar a solução em “audiências com o imperador”. Isso representa uma transição perigosa: de uma abordagem teocêntrica, centrada em Deus, para uma abordagem antropocêntrica e institucional, centrada no homem e nas estruturas de poder.
● Afastamento das doutrinas apostólicas: Este relacionamento com o poder imperial levou a um “profundo afastamento das doutrinas vividas pela Igreja e ensinadas pelos apóstolos”. A Igreja, que antes era impulsionada pela
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profecia e pela direção divina, passou a ser dominada por interesses políticos e estruturas humanas. O “caminho de verdade que conduz à vida eterna” foi alterado, e a voz profética no meio da Igreja deixou de ser a linha condutora.
● Abandono da necessidade do Espírito Santo: E, talvez a mais grave das consequências, foi o abandono da “necessidade de serem batizados com o Espírito Santo e de terem dons espirituais”. Ao buscar validação e soluções no poder secular, a dependência e a valorização da atuação sobrenatural do Espírito na vida da Igreja enfraqueceramse. A Igreja começou a caminhar por sua própria força, sua própria sabedoria, esquecendo-se da fonte de seu poder.
Para concluir, a transição da Igreja Primitiva para a Igreja Imperial, conforme nos é apresentada nesta aula, ilustra um contraste marcante e nos serve de alerta perpétuo.
A Igreja Primitiva: Era um corpo vivo, ousado, totalmente dependente do Espírito Santo para sua existência, capacitação e para a resolução de seus problemas. Sua missão era clara: focar no anúncio de que Jesus estava vivo e que Ele vai voltar. Era a manifestação de um reino que não é deste mundo.
A Igreja Imperial: Tornou-se uma instituição. Ao buscar proteção e soluções no poder temporal, diluiu seus princípios doutrinários mais elementares. Negligenciou a centralidade do batismo no Espírito Santo e o exercício dos dons espirituais. O que começou como uma aparente bênção imperial, lamentavelmente, resultou em um afastamento da essência espiritual e apostólica que a
impulsionou em seus primórdios.
Este estudo enfatiza, portanto, a importância de discernir o papel do poder secular na vida da Igreja e os potenciais riscos de um “casamento” indevido com estruturas humanas. Essa aliança pode desviar a Igreja da fé e de seu verdadeiro propósito espiritual.
Esta aula nos deixa com uma advertência final poderosa:
“A Igreja desviada da dependência do ESPÍRITO SANTO é facilmente, e de uma forma bem sutil enganada.
A mistura de pensamento humano (filosofias), sabedoria humana, ou seja, razão oriunda de sabedoria humana - até porque o entendimento é coisa boa quando faço uma leitura das escrituras segundo a Fé e com direção do Espírito –mas, sem o Espírito Santo, é um problema.
Pecado sendo relativizado para adequar interesses dentro da Igreja. Isso é um perigo.
O material governando o espiritual e, mais, sem perspectiva de eternidade.
Assim, o perigo reside em permitir que o material governe o espiritual, perdendo de vista a perspectiva da eternidade.
Não podemos relativizar o pecado para adequar interesses, nem misturar a sabedoria humana com a fé sem a direção do Espírito.
Por último, para vocês, jovens, deixo a provocação final:
“Não orem pelo futuro de vocês com vistas a ganhar esse mundo e se dar bem. É isso mesmo. Parece estranho? Orem para descobrir aquilo que está no plano eterno sobre cada um de vocês. Dentro do plano eterno vocês vão
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encontrar o dia de amanhã.”
Em outras palavras, que a nossa busca primordial não seja o sucesso neste mundo, mas sim a vontade eterna de Deus para as nossas vidas, pois nela reside o nosso verdadeiro futuro.
Portanto, a mensagem é clara e ressoa em nossos corações: NÃO ABANDONE O PENTECOSTES NA SUA VIDA. Que a dependência do Espírito Santo, o exercício dos dons e a busca por um relacionamento autêntico com Deus continuem sendo o pilar central da nossa jornada de fé.
“Eles põem a mesa, estão de atalaia, comem e bebem; levantai-vos, príncipes, e untai o escudo.” Isaías 21:5.
“Eles põem a mesa, estão de atalaia, comem e bebem; levantaivos, príncipes, e untai o escudo.” Isaías 21:5
Levar os jovens ao entendimento de que guardar a profecia, com vigilância, é necessário para nossa segurança e permanência na presença do Senhor e na Sua Obra. Somente com uma ação do Espírito Santo em nossas vidas é que conseguimos guardar as profecias.
Inicialmente, gostaríamos de abordar a questão dos atalaias, que, na verdade, eram homens que tinham determinado perfil (atentos, vigilantes, dinâmicos, constantes), aos quais era dada a responsabilidade de vigiar nos altos dos montes, entrada dos vales ou nas torres de vigia. Eles deveriam estar atentos a tudo o que se passava e avisar, com toques das trombetas, ao povo, com toda a antecedência, sobre o que fazer em situações de perigo ou alerta.
Em uma análise mais profunda, podemos dizer que as vidas do povo estavam colocadas em suas mãos, pois, se o atalaia se descuidasse por um instante, a cidade era atacada sem aviso. Por isso, não poderia ser qualquer pessoa a desempenhar esse serviço.
Eles estavam sempre debaixo de uma grande responsabilidade.
O livro dos Salmos explica bem isso quando se refere aos guardas, que ansiavam pelo nascer do dia, por terminar seu turno e ver que o povo havia permanecido seguro no período da noite.
Vejamos:
Salmo 130:6 “A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas, pelo romper da manhã.”
O texto nos fala de atalaias que foram colocados para vigiar, mas que, em determinado momento, se esqueceram de suas funções e se distraíram (comem e bebem...). Por isso, os príncipes foram chamados para ocupar seus lugares e tomaram suas posições, já com seus escudos untados, pois a batalha se aproximava.
O que nos interessa, nessa passagem bíblica, é o sentido profético.
As profecias a respeito da volta do Senhor Jesus se cumprem numa velocidade espantosa. A cada dia, os noticiários na mídia anunciam, mesmo sem ter consciência profética, o cumprimento dos sinais que falam da volta gloriosa do Senhor Jesus.
Essas profecias estão relacionadas em vários textos da Palavra de Deus, de maneira clara e inequívoca, sobretudo
Trabalho de Jovens
nos capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus e no Livro do Apocalipse.
São sinais de toda a ordem: sinais na sociedade, na natureza, no mundo, na religião, em Israel e, especialmente, no derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja que permaneceu fiel, pois guardou a profecia.
Os irmãos já foram informados anteriormente sobre as consequências do abandono da profecia e do Pentecostes.
Isaías 22:13: “... e diz-se: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.”
Eles comem e bebem. A Bíblia usa essa expressão para fazer uma analogia com os cuidados dessa vida terrena, temporal e passageira. Comer e beber são coisas essenciais para esta vida.
Mas, no caso deste estudo, nos fala de uma postura de esquecimento da vigilância e do cuidado com aquilo que é profético, demonstrando uma falta de cuidado com a profecia.
Aqueles que têm a responsabilidade de pregar sobre as profecias do “Breve” e do “Tempo do Fim”, que se aproxima velozmente, não o fazem. Preferem uma abordagem mais voltada à prosperidade material, confundindo as vitórias dos assuntos desta vida com a vitória de se alcançar a eternidade com Deus. Desviam a muitos da verdade absoluta do Evangelho e oferecem uma verdade relativa, mais atrativa e confortável. Ora, isso não é o caminho estreito profetizado pelo Senhor Jesus nos evangelhos.
Ao contrário, é um caminho largo, onde tudo pode ser acomodado na razão, que é contraponto à revelação e à verdade.
Quando vemos um cristianismo que se misturou com o mundo, se adequando às “modernidades” dessa hora, vemos um afastamento da verdade e do compromisso com o Projeto de Deus. É útil lembrar que a razão é capaz de acomodar todos os argumentos humanos, distorcendo a verdade para acomodar seus interesses, muitas vezes materiais, carnais e distantes da fé verdadeira.
Não guardar a profecia é o mesmo que deixar a essência do Evangelho Eterno, que nos prepara para a Eternidade.
Temos visto em nossos dias um Cristianismo que se afastou do profético e perdeu o mistério...uma mensagem sem vida, baseada em letra, cultura, filosofia, etc... sem a ação do Espírito Santo, que não alcança a alma, deixando o homem cada vez mais fora da festa da salvação. Por esta causa, os PRÍNCIPES foram chamados!
A Palavra se refere a um grupo de pessoas que tiveram, por obrigação de tomar o lugar daqueles atalaias que não cumpriram seu papel.
São príncipes, têm direito ao Reino, mas abriram mão de seus direitos para servir ao Senhor naquilo que for necessário para proclamar uma profecia.
Temos que guardar com muita vigilância os segredos que Deus quis, por Seu amor, nos confiar. Sabemos que é a hora
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da noite, das traições, dos temores noturnos, etc., mas não podemos “comer e beber” tranquilamente enquanto os sinais se cumprem e muitos não são avisados porque a religião não cumpriu seu papel.
Ao contrário, há uma Igreja que está atenta, olhando e vigiando ao longe para não ser surpreendida. Ela tem a profecia.
Apocalipse 19:10: “ ...porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia “.
Gostaria de frisar a todos que por vezes tudo à nossa volta falha... a saúde, os bens, o emprego, as lutas chegam e nós nos achamos envolvidos em provas tão comuns a esse momento profético que atravessamos.
Nesses momentos, percebemos que só temos as profecias e as promessas do Senhor para nos firmar.
Salmos 119:162“ Folgo na tua palavra, como aquele que acha um grande despojo”.
Agora, nesse momento do fim, há uma grande profecia a se cumprir: a volta gloriosa de Jesus para buscar Sua Igreja. E é nisso que estamos firmados, como um grande despojo (recompensa) de nossas batalhas para conservar a fé.
Devemos estar vigilantes, como atalaias que Deus levantou para avisar a todos desse grande evento do Projeto de Deus, que se cumprirá em breve.
Por fim, lembramos do texto lido, que nos mostra que os escudos foram untados, ou seja, escudos com óleo.
Hoje, todos os setores de nossa vida devem estar “untados” com o óleo do Espírito Santo, para que estejamos protegidos, conservados e prontos para as batalhas - que não podem
se comparar com a glória que há de ser revelada aos fiéis.
Deixo um texto final:
Lucas 12:43 “ Bem aventurado aquele servo a quem o Senhor, quando vier, achar fazendo assim.”