relatรณrio anual
2016
relatรณrio anual
2016
Título: Relatório Anual 2016 Edição: Instituto Marquês de Valle Flôr Design e paginação: Matrioska Design Impressão: Finepaper Tiragem: 350 exemplares
Texto escrito conforme o novo Acordo Ortográfico
www.imvf.org Porque defendemos a igualdade de género como um valor intrínseco aos Direitos Humanos onde se lê “o” deve ler-se também “a” sempre que aplicável, de forma a garantir o respeito pela igualdade de género também na escrita.
ÍNDICE
NOTA DE ABERTURA
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1. O NOSSO ANO E O FUTURO
7
2. O IMVF
13
MISSÃO E OBJETIVOS
15
FACTOS E NÚMEROS
16
3. A NOSSA AÇÃO EM 2016
19
3.1 ÁREAS DE INTERVENÇÃO
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22
Saúde
Educação
31
Desenvolvimento Rural
34
Fortalecimento Institucional
41
Identidade Cultural e Turismo
46
Cidadania Global
52
IMVF Municípios
65
Estudos Estratégicos
68
3.2 ONDE ESTAMOS
73
3.3 EVENTOS E PARTICIPAÇÕES
87
3.4 COMUNICAÇÃO E MEDIA
93
4. O NOSSO PLANO PARA 2017
99
5. RESULTADOS FINANCEIROS 2016
103
5
NOTA DE ABERTURA
O ano de 2016 caracterizou-se como um ano especialmente complexo e desafiante, ficando marcado pela manutenção da instabilidade geopolítica e económica a nível mundial, cenário que acentuou, manifestamente, as dificuldades de acesso a financiamento por parte de programas de Cooperação para o Desenvolvimento. Num quadro internacional de incertezas, o Instituto Marquês de Valle Flôr procurou consolidar e renovar a sua intervenção sem nunca comprometer as lições aprendidas. Neste sentido, procedemos a uma reestruturação interna com vista a capitalizar o potencial dos nossos recursos e a nossa experiência e a abrir novas janelas de oportunidades para a nossa intervenção. Em conformidade, mantivemo-nos firmes e prudentes na gestão dos projetos em curso, assim como na assunção de novos compromissos, colocando permanentemente a tónica na sustentabilidade das ações empreendidas, sem nunca desvirtuar os nossos valores e objetivos. Acresce referir que a aproximação dos cidadãos, através da promoção e difusão de informação referente a temáticas-chave da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e da Educação para a Cidadania Global, manteve-se como prioridade declarada do IMVF. Analisando as páginas do presente relatório, não posso deixar de manifestar um imenso orgulho pela coerência e solidez do trabalho desenvolvido e uma enorme confiança numa equipa dinâmica e empenhada que, quer em Portugal como no terreno, tem vindo a concretizar iniciativas alinhadas com aquelas que são as principais prioridades de Desenvolvimento Global. Urge, ainda, deixar um agradecimento aos financiadores e parceiros, por reconhecerem as competências desta excelente equipa e por possibilitarem a concretização de todo este trabalho. Em suma, ao longo de mais um ano de intervenção, o IMVF deu passos largos e convictos rumo a um progressivo reconhecimento como instituição de referência a nível nacional e internacional, perseguindo uma aposta na melhoria contínua na gestão de recursos e meios, na valorização de parcerias sólidas com os beneficiários dos projetos, organizações nacionais e congéneres internacionais em prol de um desenvolvimento justo, sustentável e inclusivo.
Paulo Freitas Presidente do Conselho de Administração
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1 O NOSSO ANO E O FUTURO
O NOSSO ANO E O FUTURO
2016, UM ANO EXIGENTE EM PROL DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS POPULAÇÕES O ano de 2016 ficou marcado pela manutenção de uma difícil conjuntura socioeconómica e pela intensificação de desafios globais com impactos inquietantes para o desenvolvimento internacional, nomeadamente a ascensão de nacionalismos e o agravamento da crise dos refugiados. No presente quadro internacional, o IMVF prosseguiu a sua ação, manifestamente comprometido com a prossecução efetiva dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), preconizados em setembro de 2015 na Assembleia Geral das Nações Unidas. Neste sentido, tem vindo a ser colocado especial ênfase pelo IMVF na aproximação dos cidadãos às temáticas de Desenvolvimento, assim como no reforço de um dos princípios basilares da Agenda 2030 que salienta que, neste processo, “ninguém pode ficar para trás”, rumo a um mundo cada vez mais justo, digno e sustentável. Não obstante os avanços verificados ao nível do enquadramento estratégico da Cooperação para o Desenvolvimento em Portugal, a Cooperação Portuguesa continua a enfrentar significativos constrangimentos, decorrentes não apenas de fragilidades económico-financeiras, mas também de uma insuficiente convicção generalizada relativamente às mais-valias a curto e longo prazo e das vantagens recíprocas resultantes de uma aposta na Cooperação para o Desenvolvimento. Várias questões são merecedoras de referência a este nível. Em primeira análise, é de referir a necessidade de diversificação das fontes e modalidades de financiamento, mostrando-se premente uma maior inclusão do setor privado como parceiro relevante nas políticas de Desenvolvimento. Note-se, no entanto, que a aposta em novos mecanismos, nomeadamente o blending, carece da capacidade de adaptação da SOFID às exigências e complexidades destes instrumentos financeiros. Ademais, num panorama de parcos recursos, o reforço da aposta na Cooperação Delegada reveste-se de especial relevância, sendo que o potencial destas iniciativas se encontra ainda insuficientemente aproveitado pela Cooperação Portuguesa. Contudo, muitos dos constrangimentos negociais e operacionais verificados em matéria de Cooperação Delegada terão de ser, imperiosamente, ultrapassados. De igual modo, a crescente participação em fundos fiduciários, enquanto plataformas multi-doadoras e parcerias alargadas de excelência, apresenta-se como uma aposta bastante promissora. Pesem embora as limitações organizacionais, estratégicas e financeiras do panorama atual da Cooperação Portuguesa, o IMVF renovou o seu esforço de implementação de projetos sólidos e coerentes, procurando colocar a inovação ao serviço do Desenvolvimento, sem nunca comprometer “as lições aprendidas” adquiridas ao longo da sua experiência.
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Plenamente alinhadas com o Programa Estratégico de Cooperação entre Portugal e São Tomé e Príncipe 2016-2020, prosseguiram as atividades no âmbito do Saúde para Todos e do Escola + Fase II. Ao nível do Saúde para Todos - Fase de Transição são de destacar dois marcos que denotam o esforço de aperfeiçoamento constante na prestação de cuidados de saúde no país: a realização da primeira missão da especialidade de Gastrenterologia; e a realização da primeira consulta da especialidade de Otorrinolaringologia via Telemedicina. A Fase da Transição possibilitou, ainda, a realização de uma avaliação externa global das atividades desenvolvidas pelo projeto no período compreendido entre 2005 e 2015, a qual irá informar e fortalecer a intervenção da nova fase do projeto, com início em 2017. Já no que concerne à Guiné-Bissau, no âmbito do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil (PIMI), é de destacar a construção de um bloco operatório e a ampliação de uma maternidade no Hospital de Cumura, com o objetivo de melhorar a assistência às mulheres grávidas e alargar a cobertura da cirurgia ginecológica e obstétrica a toda a região de Biombo. A realização de uma formação de longa duração em Anestesia merece igualmente referência. Face aos resultados positivos alcançados, o projeto irá passar a abranger, em 2017, a totalidade do território guineense. Ainda na Guiné-Bissau, 2016 trouxe também o início das atividades do novo UE-PAANE - Fase di Kambansa, que visa contribuir para a consolidação da boa governação no país, reforçando a participação, concertação e capacidade de influência das Organizações da Sociedade Civil e dos Órgãos de Comunicação Social e Comunitários guineenses. No quadro dos Estudos Estratégicos e do Desenvolvimento, a realização da 2ª edição das Conferências de Lisboa confirmou o evento como um importante espaço de debate, reflexão e troca de experiências relativamente a questões-chave da globalização do Desenvolvimento. A iniciativa envolveu oito instituições parceiras e, durante dois dias, contou com uma sólida audiência de cerca de 600 pessoas. Nesta sessão foi ainda lançado o Clube de Lisboa, que reunirá com regularidade e que será composto por personalidades nacionais e internacionais de renome, procurando promover pontes de diálogo e entendimento global em matérias de Desenvolvimento Internacional. Acresce referir que, em 2016, o IMVF consolidou a aposta e investimento ao nível da Assistência Técnica, sendo de salientar, em Angola, o apoio prestado à gestão e organização da Municipalização dos Serviços de Saúde, nas províncias de Benguela e Bié e a implementação de campanhas em prol da saúde pública e da sensibilização ambiental, na ilha do Maio, em Cabo Verde. Também no Maio teve início, em 2016, um projeto de dinamização e requalificação turística, que tem vindo a promover e a reforçar o empreendedorismo e a contribuir para a preservação e revitalização do património cultural, ambiental e turístico local. Em Portugal, na área da Educação para a Cidadania Global, destacar destaca-se a tour europeia dedicada à Economia Social e Solidaria, que trouxe a Portugal duas oradoras do Brasil para partilharem as suas experiências neste domínio e a assinatura de 80 mil petições a nível mundial contra as violações dos direitos laborais dos trabalhadores das plantações de fruta tropical e em prol de um comércio mais responsável e justo.
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De referir também o início de projetos, desenvolvidos em estreita parceria com outras organizações nacionais, que dão continuidade ao aprofundamento de temáticas relevantes: o Coerência. PT, sobre a importância da monitorização da Coerência das Políticas para o Desenvolvimento, e o Coordenadas para a Cidadania Global, que através de uma abordagem inovadora e criativa pretende reforçar as competências de jovens adultos, com a criação e dinamização de rotas turísticas pedagógicas, tendo a cidade de Lisboa como pano de fundo. Ao nível da cooperação intermunicipal, o seminário internacional “Autoridades Locais rumo a 2030: Diálogos para o Desenvolvimento”, realizado em novembro na Fundação Calouste Gulbenkian, assumiu-se como um espaço privilegiado de partilha de experiências e boas-práticas. Esta iniciativa permitiu projetar o debate sobre os atuais desafios que se colocam aos vários atores do Desenvolvimento para a implementação dos ODS, assim como apresentar abordagens políticas e estratégicas da cooperação descentralizada na União Europeia e a nível global. O lançamento do livro “Bijagós: Património Arquitetónico”, editado pela Tinta da China, decorreu na sede da CPLP, em Lisboa, e constituiu um importante momento de partilha entre os autores, os implementadores do projeto e uma audiência interessada. Note-se que se trata de um inventário inédito sobre o património edificado do arquipélago dos Bijagós, que poderá contribuir para perspetivar ações e políticas públicas que considerem a preservação e valorização do património arquitetónico como parte integrante do processo de desenvolvimento humano na região. Ademais, o IMVF participou ativamente em diferentes fóruns, conferências, debates e grupos de trabalho, a nível nacional e internacional, junto da Plataforma Portuguesa de ONGD e da Confederação Europeia das ONG de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária (Concord) ao longo do ano.
REORGANIZAÇÃO INTERNA DA INSTITUIÇÃO Em termos de gestão executiva, ao longo de 2016 o Conselho Executivo, com a sua tomada de posse, deu seguimento a um processo de reorganização interna da Instituição, visando a adaptação da sua estrutura a um modelo otimizado de funcionamento, bem como a definição de um quadro normativo interno consentâneo com uma Fundação com as características, o prestígio e a natureza do Instituto Marquês de Valle Flôr. Sublinhamos que, em 2016, este Conselho Executivo teve oportunidade de colocar à consideração do Conselho de Administração a proposta de “Plano Estratégico para o período 20162018”. A mencionada proposta mereceu a aprovação e consequente ratificação do Conselho de Administração, condição prévia à sua concretização. Com a delineação do mencionado Plano Estratégico para os anos de 2016-2018 pretendeu-se traçar uma orientação estratégica para o mandato do Conselho Executivo empossado para o triénio em causa.
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SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, UM IRRENUNCIÁVEL OBJETIVO ESTRATÉGICO A PRESERVAR Apesar dos exigentes condicionalismos, estamos convictos que a equipa do IMVF alcançou um importante e assinalável desempenho ao longo do ano em apreço. Com efeito, executou todos os projetos nos prazos previstos, cumprindo os montantes orçamentados, consequência de uma política de elevado rigor de gestão, assim preservando uma saudável situação económico-financeira, elemento fundamental para a sustentabilidade financeira do Instituto, um irrenunciável objetivo estratégico permanente a salvaguardar. Sem dúvida que o exigente cenário macroeconómico e orçamental vivido em Portugal é um imperativo adicional para o esforço do IMVF na melhoria da sua capacidade e eficiência de intervenção, assim como, na administração de recursos.
CONSIDERAÇÃO FINAL Em suma, privilegiando uma visão holística dos desafios e condicionantes do Desenvolvimento e procurando traduzir a Agenda 2030 em realidades práticas no terreno, o IMVF prosseguiu uma abordagem de parceria com as populações, com Organizações da Sociedade Civil, congéneres nacionais e internacionais, e, cada vez mais, com o setor privado, procurando ultrapassar uma intervenção meramente assistencial e colocando a tónica na capacitação sólida das populações-alvo dos projetos por si implementados.
O Conselho Executivo:
Luís Marques Bento Ahmed Zaky Jorge Morais Administrador Executivo Administrador Executivo Administrador Executivo e Direção Geral e Direção de Projetos e Direção de Finanças e Planeamento
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2 O IMVF
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MISSÃO E OBJETIVOS
O Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) que realiza ações de Ajuda Humanitária, de Cooperação e Educação para o Desenvolvimento económico, cultural e social, realiza estudos e trabalhos científicos nos vários domínios do conhecimento, bem como fomenta e divulga a cultura dos países de expressão oficial portuguesa. Acreditamos que a inovação nas áreas da Saúde, Educação e Segurança Alimentar são fundamentais para promover a esperança num futuro melhor às populações com quem trabalhamos. Agimos como facilitadores na criação de redes de Cooperação Descentralizada com os municípios do espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Trabalhamos diariamente com diligência, rigor e ética para construirmos um futuro sustentável mais justo e mais inclusivo para milhares de pessoas.
PORTUGAL
CABO VERDE GUINÉ-BISSAU BRASIL SÃO TOMÉ E PRINCÍPE
ANGOLA
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FACTOS E NÚMEROS
127.558 consultas de controlo
3.603 consultas de especialidades no âmbito das missões médicas
da criança e vigilância nutricional
24 animadores na área da Saúde e 26 na área do Ambiente formados
+ de 4 milhões de beneficiários
SAÚDE
19 deslocações realizadas
pela Clínica Móvel de Bor (média de 90 consultas por deslocação)
52 supervisores do ensino pré-escolar,
15
professores portugueses/ agentes de cooperação integram a equipa do projeto
básico e secundário concluíram com aproveitamento a formação em Supervisão Pedagógica
distritais do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação de São Tomé e Príncipe (MECCC) concluíram com aproveitamento a formação em inspeção
capacitados em saúde materno-infantil
de ações na área da
75% dos municípios com comités de morte materna, neonatal e infantil instalados (Bié)
16 inspetores e delegados
280 profissionais de saúde das 42 áreas sanitárias alvo
Cerca de 20 mil beneficiários dos programas de formação e
EDUCAÇÃO
271 professores concluíram com aproveitamento ações de formação contínua
49 dirigentes, técnicos dos serviços centrais 408 ações de supervisão realizadas 16
e delegados distritais do MECCC concluíram com aproveitamento a formação em Planeamento Organizacional
FACTOS E NÚMEROS
+ de 1.000 agricultores Quilombolas capacitados em técnicas de produção
17 unidades de produção/ transformação criadas, 13 concluídas e 4 em fase de conclusão + de 500 mil beneficiários
18,5 toneladas de ração
14 paraveterinários formados e ativamente envolvidos na prestação de cuidados de saúde
das atividades de
produzidas localmente
DESENVOLVIMENTO RURAL
18 culturas alvo de estudo
4.323 participantes em 1.279 tabancas das 3 regiões participaram na formulação
ao nível climático e do solo
e validação dos Planos de Desenvolvimento Agrícolas Rurais
305 participantes no programa de formação para Órgãos de Comunicação Social e Comunitários (OCSC)
59 contratos de subvenção e 19 contratos de prestação de serviços para apoio a iniciativas atribuídos
1.254 participantes na formação avançada para Organizações da Sociedade Civil (OSC) num total de 849 horas de formação
Cerca de 2.000 beneficiários
38 manuais de formação produzidos e distribuídos
de ações de
FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL
1 djumbai realizado com 72 participantes
87 OSC e OCSC inscritos no website do projeto
58 inscritos para utilização do Centro de Recursos do UE-PAANE 17
FACTOS E NÚMEROS 36 pessoas receberam microcréditos
40 missões de fiscalização da AMPC e 2.327 horas
para implementar atividades geradoras de rendimento
de permanência no mar
+ de 40 mil beneficiários
13 artesãos e 14 calceteiros formados
1 unidade de processamento
de atividades de promoção da
IDENTIDADE CULTURAL E TURISMO
1 levantamento socioeconómico
22 novos produtos
dos beneficiários das melhorias das fachadas das casas iniciado
de artesanato criados
Participação em 13 eventos para apresentação do projeto Desafiar a Crise e da campanha “Muda a Economia, Pensa Social”
44 participantes nas formações do projeto Despertar para a Educação Global
dos produtos do mar e da terra construída e 71 produtoras de flor de sal e 25 produtores de mel e malagueta apoiadas
41 instalações dedicadas aos ODM e ODS implementadas em museus europeus
+ de 70 parceiros inovadores da
1 tour europeia entre 4 países, durante 39 dias, com 2 oradoras e + de 15 eventos realizados
em Portugal
CIDADANIA GLOBAL E IMVF MUNICÍPIOS
+ de 490 participantes nos debates sobre Economia Social e Solidária
+ de 1.200 materiais
de sensibilização sobre o projeto Fruta Tropical Justa distribuídos
18
+ de 1.000 participantes na ação de rua “Dia da Banana”
20 municípios portugueses – 19 dos quais membros da RICD – ativamente envolvidos no projeto Redes para o Desenvolvimento
3 A NOSSA AÇÃO EM 2016
3.1 ÁREAS DE INTERVENÇÃO
SAÚDE Não obstante os progressos registados nas últimas décadas ao nível dos principais indicadores de Saúde, no seu mais recente relatório, a OMS alerta para a urgência da diminuição das assimetrias - entre e intra-países - no acesso à Saúde. Note-se que enquanto uma criança nascida em Angola viverá, em média, cerca de 52 anos, uma criança nascida no Japão viverá, em média, 83 anos1. Em conformidade com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, em 2016, o IMVF centrou a sua ação em 4 países. Em São Tomé e Príncipe, o projeto Saúde para Todos - Fase de Transição permitiu avaliar a fase anterior, estabelecer parâmetros e metas para uma nova fase e garantir a consolidação dos progressos efetuados. A tónica foi colocada no reforço das competências técnicas e clínicas dos profissionais de saúde locais. Concomitantemente à realização de missões de especialidade, a Telemedicina revelou-se uma aposta ganha, contribuindo para uma crescente resposta in loco a casos clínicos mais complexos e, contrariando a necessidade de evacuação sanitária. 2017 trará o projeto Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade. O Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materno-Infantil (PIMI), na Guiné-Bissau concluiu o seu último ano de projeto, prosseguindo a sua ação ao nível dos cuidados de saúde materno-infantil. A intervenção foi norteada pelo reforço material, técnico e humano das estruturas sanitárias de modo a aumentar a capacidade de resposta às necessidades assistenciais nas regiões-alvo. Considerando os resultados positivos atingidos pelo PIMI, o programa inicialmente implementado em 4 regiões sanitárias será alargado, em 2017, à totalidade do território. Em Cabo Verde, foram planificadas e iniciadas as campanhas de sensibilização nos setores do Ambiente e da Saúde, dirigidas, em particular, à população das áreas ribeirinhas da cidade 22
da Praia, mas também visando a mudança de atitudes e comportamentos da população em geral. Em 2017 continuarão a ser levadas a cabo campanhas de sensibilização e ações de formação conducentes à prevenção da transmissão de DST e pandemias, e à promoção de boas-práticas ambientais. Em Angola, os municípios apresentam ainda muitas deficiências, tanto ao nível dos recursos humanos, como dos conhecimentos técnicos de gestão de saúde pública. A intervenção do IMVF centra-se nas componentes de planeamento, orçamentação e monitoria dos planos anuais, elaboração e atualização de mapas sanitários municipais e de relatórios periódicos, capacitação para a implementação do regulamento geral das unidades sanitárias, supervisão integrada na Direção Municipal de Saúde (DMS) entre outros, tendo em vista o desenvolvimento institucional e o reforço de capacidades, no contexto de descentralização política e administrativa. Organização Mundial de Saúde (OMS), Observatório para a Saúde Global, Estatísticas da Saúde por país, região e globais, 2015.
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Financiadores e PARCEIROS
SAÚDE PARA TODOS – FASE DE TRANSIÇÃO JAN 2016 – DEZ 2016 SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Beneficiários Diretos: cerca de 590 profissionais do Serviço Nacional de Saúde (60 médicos, 348 enfermeiros, 50 técnicos de laboratório, 53 técnicos de farmácia; 42 microscopistas, 11 técnicos de estatística, 6 técnicos de nutrição e 23 outros técnicos de saúde) a beneficiar das ações de formação no país e via telemedicina; Indiretos: a totalidade da população são-tomense, cerca de 187.500 habitantes, enquanto utilizadores do Serviço Nacional de Saúde; e o Ministério da Saúde através do apoio nas atividades de prestação de cuidados de saúde no país.
Objetivos Geral: contribuir para manter o acesso universal da população da República Democrática de São Tomé e Príncipe a cuidados de saúde de qualidade. Específico: garantir a continuação dos apoios na prestação dos cuidados preventivos, primários e especializados no país durante uma fase de transição de 12 meses.
Atividades Globais • Continuação da realização de missões de curta duração de médicos especialistas portugueses a São Tomé e Príncipe. Introdução da especialidade de Gastroenterologia no leque de 24 valências médicas cobertas pelas missões; • Alargamento e consolidação do apoio clínico regular à distância, através da realização de consultas e exames, via Telemedicina entre Portugal e São Tomé e Príncipe; • Integração da especialidade de Otorrinolaringologia no sistema de Telemedicina e realização de uma teleconsulta experimental de Oncologia entre Portugal e São Tomé e Príncipe; • Realização de ações de formação teórico-práticas e em contexto de trabalho, durante as missões de especialidade médicas de curta duração; • Aquisição e disponibilização de medicamentos, equipamentos e meios complementares de diagnóstico, conforme verificação das necessidades mais prementes;
Orçamento € 1.135.768
• Promoção de atividades de cuidados preventivos e iniciativas de saúde escolar e educação para a saúde;
Financiamento
• Apoio aos Programas Nacionais de Luta contra as grandes endemias (Malária, VIH/SIDA e Tuberculose) no planeamento e operacionalização dos seus planos estratégicos;
Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiro Ministério da Saúde da República Democrática de São Tomé e Príncipe
• Apoio à revitalização do Programa Nacional de Luta contra as Doenças Não Transmissíveis; • Reforço do apoio ao Programa de Saúde Reprodutiva.
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Factos e Números
97.386 consultas de proteção materno-infantil e planeamento familiar 127.558 consultas de controlo da criança e vigilância nutricional 27.909 tratamentos de desparasitação a crianças 248 rastreios de Urologia realizados em todos os distritos 3.603 consultas de especialidades no âmbito das missões de curta duração 577 intervenções cirúrgicas no âmbito das missões de especialidade de curta duração + de 10.000 exames e arquivos clínicos introduzido na plataforma de Telemedicina
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Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materno e Infantil (PIMI) – Componente de Reforço da Disponibilidade e Qualidade dos Cuidados de Saúde Materno-Infantis nas Regiões Sanitárias de Cacheu, Biombo, Farim e Oio JUL 2013 – NOV 2016 Guiné-Bissau Cacheu, Biombo, Farim e Oio
Atividades Globais • Elaboração e adaptação do Instrumento de Quantificação das Necessidades de Medicamentos e Consumíveis Médicos; • Aquisição de medicamentos essenciais e consumíveis médicos, conforme previsto na grelha de gratuitidade; • Reforço da logística de distribuição de medicamentos e consumíveis médicos às estruturas sanitárias; • Implementação do Pacote Mínimo (PM) e do Pacote Complementar (PC) de Cuidados de Saúde Materno-Infantil;
Beneficiários Diretos: 90.341 crianças até 5 anos de idade e 116.911 mulheres em idade fértil das regiões‑alvo; 255 profissionais de saúde de 45 áreas sanitárias‑alvo (Centros de Saúde e Hospitais). Indiretos: pelo menos 531.415 habitantes das 4 regiões sanitárias.
Objetivos Geral: contribuir para a redução das mortalidades materna, neonatal e infantojuvenil nas 4 regiões sanitárias e, em particular, para o alcance de metas ajustadas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM); redução das taxas de mortalidade materna e infantojuvenil para 777/100.000 e 108‰, respetivamente. Específico: assegurar e perenizar um melhor acesso a cuidados de saúde de qualidade a mulheres grávidas e puérperas (até 45 dias após o parto) e crianças até aos 5 anos de idade nas 4 regiões‑alvo.
Orçamento € 3.980.340 COFinanciamento União Europeia, Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P e Fundação Calouste Gulbenkian
Parceiros Ministério da Saúde da Guiné-Bissau, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Entraide Médicale Internationale (EMI)
• Redinamização dos serviços de transfusão sanguínea no quadro dos Cuidados Obstétricos e Neonatais de Urgência Complementares (CONUC); • Reativação das sessões de “Autópsia Verbal”, de forma a determinar as causas de morte maternas e neonatais; • Desenvolvimento de um sistema eficaz de referência e contra referência entre Centros de Saúde e Hospitais Regionais; • Promoção de formações teórico-práticas em áreaschave de saúde materno-infantil, tais como: Cuidados Obstétricos e Neonatais de Urgência Básicos e Complementares (CONUB/CONUC), Hematologia, Transfusão de Sangue e Biossegurança, Ecografia obstétrica, Prática de Cesariana, Anestesia, Tuberculose Infantil, e outras formações específicas; • Garantia do acompanhamento em serviço, com o objetivo de consolidar as práticas clínicas ministradas; • Desenvolvimento e adaptação contínua de um Sistema de Informação Sanitária nas estruturas sanitárias-alvo; • Implementação da Iniciativa para a Melhoria da Qualidade na Prestação de Cuidados de Saúde Materno-Infantil nos Centros de Saúde e Hospitais Regionais; • Garantia de incentivos com base na assiduidade e desempenho aos profissionais de saúde; • Realização de reabilitações e manutenções infraestruturais nas estruturas de saúde das 4 regiões sanitárias-alvo; • Disponibilização de sistemas de abastecimento de água potável e iluminação elétrica, por energia fotovoltaica, em Hospitais e Centros de Saúde; • Fornecimento de equipamentos médico-cirúrgicos e garantia da sua manutenção; • Prestação de apoio às estruturas sanitárias em caso de rutura de stocks de consumíveis médicos e outros.
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Factos e Números
das
280 profissionais de saúde 42 áreas sanitárias-alvo capacitados em saúde materno-infantil
99% de recém-nascidos a receber cuidados pós-natais imediatos com registo do Índice de APGAR1
98% de transfusões de sangue realizadas 94% das áreas sanitárias-alvo a oferecer o Pacote Mínimo e 91% a oferecer o Pacote Complementar de Cuidados de Saúde Materno-Infantil em 2016 (evolução face à linha de base de 30% registada em 2010)
1.926 evacuações por complicações obstétricas realizadas
75% das mortes maternas objeto de auditoria clínica Alargamento da maternidade e construção e equipamento de um bloco cirúrgico para cesarianas em Cumura, cobrindo uma área de 260m2
19 deslocações realizadas em 2016 pela Clínica Móvel de Bor (média de 90 consultas por deslocação) Avaliação de 5 sinais vitais do recém-nascido no primeiro, quinto e décimo minuto após o nascimento, atribuindo-se a cada um dos sinais uma pontuação de 0 a 2.
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Apoio à Gestão e Organização da Municipalização dos Serviços de Saúde na República de Angola, Benguela e Bié MAI 2016 – MAI 2018 (Bié) JUL 2016 – JUL 2018 (Benguela) ANGOLA Província do Benguela: Benguela, Lobito e Ganda Província do Bié: Kuito, Andulo e Camacupa
Atividades EM 2016 • Realização do Seminário da Municipalização, a 27 e 28 de outubro, no Bié, com a equipa do Ministério da Saúde de Angola, Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatísticas (GEPE), Direção Provincial de Saúde (DPS) do Bié, e Direção Municipal de Saúde (DMS) do Cuito, Andulo e Camacupa. O encontro valorizou a importância da construção e atualização dos mapas sanitários municipais; • Apoio às DPS e às DMS alvo na elaboração dos documentos dos processos de planificação e orçamentação e de monitoria da execução, com as ferramentas que incluirão o Modelo de Plano Anual Orçamental e o Plano de Monitoria da Execução;
Beneficiários Diretos: a rede sanitária de Benguela, que perfaz um total de 187 infraestruturas sanitárias e a rede sanitária do Bié, que perfaz um total de 102 infraestruturas sanitárias. Indiretos: a população residente em Benguela (cerca de 2.036.662 pessoas) e a população residente no Bié (cerca de 1.338.923 habitantes).
Objetivos Geral: a reforma legislativa, o financiamento da saúde e o relacionamento com o setor privado, o reforço do sistema de informação e a planificação/formação e gestão dos recursos humanos são componentes das intervenções concretas em curso. A municipalização do setor da saúde compreende um processo de descentralização administrativa e fiscal parcial, na forma de transferência de alguns fundos para a Administração Municipal, inserindo-se no processo descentralizador global em curso no âmbito da Administração do Estado. Específico: apoiar a organização e gestão do processo de municipalização em 3 municípios por província abrangida. Em Benguela, os municípios de Benguela, Lobito e Ganda. No Bié, os municípios de Kuito, Andulo e Camacupa.
Orçamento € 875.000 (Bié) € 875.000 (Benguela)
• Realização, em todos os municípios, de reuniões semanais de preparação dos processos de planificação, orçamentação e monitoria da execução dos planos anuais orçamentais; • Organização de encontros para atualização do mapa sanitário e elaboração de um documento com os dados dos municípios e das províncias; • Elaboração de uma proposta de formação para os responsáveis da estatística e realização de encontros com os responsáveis de recursos humanos, bem como apoio à sistematização de procedimentos para a recolha atempada de dados, à validação dos mesmos; garantia de cumprimento dos padrões desejáveis e respeito pelos fluxos de informação para as instâncias superiores; • Realização de uma ação de formação sobre a importância do preenchimento regular do Livro de Registo de Atividades de Saúde em todos os municípios abrangidos; • Ação de supervisão com as autoridades locais para a avaliação dos procedimentos relativos aos registos de atendimento, prescrição de medicamentos, consultas de ginecologia, VIH Sida e malária, para aferir se as ações de formação estão a ter impacto; • Elaboração do plano de supervisão para 2017 e 2018; • Apoio à instalação e funcionamento dos comités de morte materna, neonatal e infantil, com reuniões municipais, análise trimestral da informação e relatórios, e observação dos progressos introduzidos.
COFinanciamento União Europeia e Ordenador Nacional do FED para Angola
Parceiro AEDES – L’ Agence Européenne pour le Développement et La Santé
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Factos e Números
66% dos técnicos da Direções Municipais e Provinciais de Saúde capacitados para realizar os planos orçamentais mensais e anuais (Bié)
74,2% no Bié e 80% em Benguela dos relatórios mensais de dados de rotina recolhidos e enviados a instância superior em relação aos previstos 75% dos municípios com comités de morte materna, neonatal e infantil instalados (Bié) 85% de mortes maternas investigadas nos comités institucionais em relação às reportadas (Bié)
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Concessão e implementação de campanhas de sensibilização ambiental e luta contra as doenças sexualmente transmissíveis (incluindo SIDA) e outras pandemias, nas comunidades envolventes ao projeto de reabilitação do Aeroporto Nelson Mandela JUN 2016 – MAI 2017 Cabo Verde Cidade da Praia
Beneficiários Diretos: habitantes das comunidades de Achada Grande Frente, Achada Grande Trás, São Tomé e Jamaica. Indiretos: população cabo-verdiana.
Objetivos Geral: prevenção da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, promoção de boas-práticas de saúde pública para prevenção de pandemias, como o tifo ou a cólera, e preservação do ambiente, com especial enfoque nas áreas ribeirinhas. Específico: contribuir para a mudança de atitudes e comportamentos da população em geral, particularmente dos habitantes das comunidades beneficiárias do projeto, no domínio das doenças sexualmente transmissíveis e outras pandemias (zika, paludismo e dengue), bem como no domínio da preservação e conservação do ambiente; e reforçar o conhecimento das diferentes entidades responsáveis pela saúde pública e ambiente, e das empresas sobre os problemas e desafios das comunidades beneficiárias do projeto, nestas duas áreas, garantindo um maior envolvimento de todos na procura da melhoria continua.
Atividades em 2016 • Realização de um estudo de caraterização dos setores do Ambiente e da Saúde em Cabo Verde, com identificação dos seus constrangimentos e desafios, e com enfoque nas doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o VIH/SIDA e outras pandemias; • Identificação dos projetos executados ou em execução nas áreas setoriais de intervenção, e definição da estratégia de desenvolvimento das campanhas de comunicação e sensibilização, e das comunidades beneficiárias e parcerias público e privadas a efetuar; • Elaboração do plano e do manual de formação de animadores e realização da formação de animadores sociais nas duas áreas de intervenção, na qual participaram membros das várias comunidades; • Seleção das empresas que vão desenvolver as campanhas de comunicação e sensibilização e apresentação do primeiro esboço das campanhas.
Orçamento € 256.452 COFinanciamento Banco Africano de Desenvolvimento e Governo de Cabo Verde
Parceiro Ecovisão Cabo Verde
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Factos e Números
1 estudo de caracterização dos setores da Saúde e do Ambiente produzido
1 estratégia de desenvolvimento das campanhas de comunicação e sensibilização aprovada
1 plano e 1 manual de formação elaborados
2 formações de animadores sociais na área da Saúde e do Ambiente realizadas
24 animadores na área da Saúde e 26 animadores na área do Ambiente formados 2 campanhas de comunicação e sensibilização iniciadas
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EDUCAÇÃO
A Educação é um pilar fundamental do Desenvolvimento. Populações mais instruídas apresentam melhores indicadores de saúde, estão mais preparadas para as exigências do mercado de trabalho no mundo globalizado e mais despertas para as questões do ambiente e da boa governança. O papel da Educação enquanto catalisador de Desenvolvimento, reconhecido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), há muito norteia a ação do IMVF. Consideramos que, a par do acesso à escolarização, importa garantir uma educação de qualidade e verdadeiramente inclusiva. Em São Tomé e Príncipe a nossa intervenção neste setor remonta a 2009, encontrando-se já numa segunda fase. O projeto Escola + Fase II teve início em setembro de 2013 e estender-se-á até agosto de 2017. Apresentado como Projeto Bandeira no Programa Indicativo de Cooperação Portugal (PIC) – São Tomé e Príncipe 2012-2015, este projeto inseriu-se no eixo estratégico “Desenvolvimento Sustentável e Luta Contra a Pobreza” e na área de intervenção “Educação e Serviços Sociais Básicos”, procurando, em particular, contribuir para a melhoria do ensino secundário. Ao longo do terceiro ano de implementação, o projeto Escola + Fase II, consolidou a sua colaboração com as autoridades locais, apoiando na implementação das políticas públicas de Educação. O projeto foi chamado a alargar o âmbito de algumas atividades à educação pré-escolar e ao ensino básico, nomeadamente ao nível da formação de quadros técnicos, permitindo multiplicar os resultados obtidos no quadro de uma visão integrada do sistema educativo.
O projeto foi também indicado como parceiro do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação (MECCC) no Programa Acelerar o Desempenho Educativo (20152018), o que configura um reconhecimento do trabalho até aqui desenvolvido. A qualidade das ações implementadas tem sido uma preocupação constante e espelha-se numa equipa de elevada competência que permite responder com celeridade a novas prioridades e que, com base numa atitude reflexiva, leva a cabo uma revisão constante das metodologias de ação, procurando a boa consecução dos objetivos propostos. No terceiro ano do projeto, também com o propósito de atender às especificidades e necessidades locais, incrementou-se a presença na Região Autónoma do Príncipe, entre outras ações, através da integração de 2 novos professores de Língua Portuguesa.
Financiador e PARCEIRO
Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação de São Tomé e Príncipe
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ESCOLA+ FASE II SET 2013 – AGO 2017 SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Atividades ano letivo 2015/2016 • Lecionação de 3 disciplinas - Técnicas de Expressão Oral e Escrita da Língua Portuguesa II, Probabilidades e Estatística I e Probabilidades e Estatística II - nos bacharelatos da Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP) na Região Autónoma do Príncipe; • Lecionação das disciplinas de Biologia, Francês, Física, Geometria Descritiva, História, Inglês, Integração Social, Língua Portuguesa e Matemática a 25 turmas da 10ª, 11ª e 12ª classes; • Realização de 2 ações de formação contínua em Didática Geral, dirigidas a professores são-tomenses;
Beneficiários Diretos: professores, gestores escolares, técnicos do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação (MECCC) de São Tomé e Príncipe. Indiretos: alunos a frequentar o ensino secundário em São Tomé e no Príncipe e alunos dos bacharelatos na Região Autónoma do Príncipe.
Objetivos Geral: contribuir para o crescimento económico de São Tomé e Príncipe, aumento da empregabilidade e do retorno privado ao investimento na Educação, assim como para o aumento generalizado das condições de vida da população. Específico: promover a melhoria do ensino secundário em São Tomé e Príncipe.
Orçamento € 2.891.605 Financiamento Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiro Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação de São Tomé e Príncipe
• Realização de 1 ação de formação contínua em Práticas de Escrita I, dirigida a professores da Região Autónoma do Príncipe; • Realização de 2 edições da nova formação em Práticas de Escrita II - O Texto, dirigida a professores de São Tomé; • Realização de 19 ações de formação contínua de carácter específico, com o objetivo de promover o conhecimento científico-didático dos programas, das quais 7 reedições e 11 novas; • Preparação de 4 novas formações modulares a implementar no ano letivo 2016/2017: Língua Portuguesa, Ser professor... Melhorando as Práticas Docentes, Resolução de Problemas e Inglês; • Realização dos seminários Avaliação das Aprendizagens em Matemática e em Língua Portuguesa; • Realização do workshop Educação Matemática Realista; • Realização da Formação em Organização e Gestão de Sala de Aula, certificada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Portugal, dirigida aos professores cooperantes, a supervisores do pré-escolar, básico e secundário e a outros técnicos do MECCC; • Realização da Formação em Serviço para Inspetores da Educação, dirigida a inspetores do MECCC; • Realização de 2 edições da Formação em Planeamento Organizacional, assegurada e certificada pelo Instituto Nacional de Administração (INA) de Portugal, na qual participaram dirigentes e técnicos dos serviços centrais e delegados distritais do MECCC; • Realização de 2 ações de formação em Supervisão Pedagógica, tendo participado supervisores do curso noturno e coordenadores dos Cursos Secundários Profissionalmente Qualificantes (CSPQ), supervisores de Língua Portuguesa e de Matemática do ensino secundário e supervisores do ensino básico e do pré-escolar. Ação certificada pelo MECCC;
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• Realização de 3 reuniões do Comité Técnico de Acompanhamento Permanente (CTAP) e de 1 reunião do Comité Técnico de Acompanhamento Alargado (CTAA), órgãos de carácter consultivo, que promovem a monitorização do projeto, envolvendo o MECCC, a Embaixada de Portugal e outros parceiros locais, nomeadamente a USTP; • Entrega de material informático e de reprodução a serviços centrais do MECCC, com vista ao reforço da capacidade institucional: 8 computadores de secretária, 4 computadores portáteis, 12 software “Office 2013”, 5 impressoras, 2 fotocopiadoras, 1 policopiadora, 8 UPS, 1 scanner e 2 projetores; • Elaboração de 3 programas curriculares para a disciplina de Francês (do 2º ciclo do ensino básico e dos 1º e 2º ciclos de ensino secundário); • Participação em atividades do Programa Acelerar o Desempenho Educativo 2015-2018 (PADE) promovido pelo MECCC; • Realização de missões conjuntas (MECCC e Escola +) de supervisão pedagógica às escolas secundárias (253 encontros de supervisão e 155 observações de aulas).
Factos e Números
15 professores portugueses/agentes de cooperação integram a equipa do projeto 271 professores concluíram com aproveitamento formações de carácter multidisciplinar e específico
16 inspetores e delegados distritais do MECCC concluíram com aproveitamento a formação em Inspeção
49 dirigentes, técnicos dos serviços centrais e delegados distritais do MECCC concluíram com aproveitamento a formação em Planeamento Organizacional; 11 novos planos de formação contínua implementados e 4 preparados para implementação em 2016/2017
408 ações de supervisão realizadas 52 supervisores do ensino pré-escolar, básico e secundário concluíram com aproveitamento a formação em Supervisão Pedagógica
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DESENVOLVIMENTO RURAL
Acabar com a fome é o 2º Objetivo da Agenda 2030 que visa garantir o acesso de todas as pessoas, nomeadamente as mais vulneráveis, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano. Para tal é necessário aumentar em 60% a produção agrícola e o rendimento dos pequenos produtores, de forma a responder ao aumento da população mundial e promover práticas agrícolas resilientes, que fortaleçam a adaptação às mudanças climáticas e o acesso a serviços, mantendo a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas e animais de criação. Aumentar a produção, respondendo à crescente procura, enquanto se conserva a biodiversidade e se reduz a pressão sobre os recursos naturais e ecossistemas é o desafio. Apesar dos esforços globais, cerca de 800 milhões de pessoas ainda sofrem de fome crónica e mais de 150 milhões de crianças menores de 5 anos estão subnutridas. Comparativamente, nos países desenvolvidos debatemo-nos com o problema da obesidade, que duplicou desde os anos 80, com 1.9 biliões de adultos e 41 milhões de crianças menores de 5 anos obesas, aumentando os gastos com as despesas de saúde pública. Nas áreas de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Rural, o IMVF tem trabalhado de forma a reforçar a capacidade de ação das associações de produtores e organizações locais, do comércio de produtos agroalimentares e, de uma forma mais abrangente, da criação de redes de segurança alimentar e, mais recentemente, no planeamento agrícola regional. No Brasil, no âmbito do projeto Ká Amubá, a produção em aquacultura atingiu as 2 toneladas de peixe. A Cooperquilombola liga diretamente os produtores aos consumidores e fornece alimentos para a merenda escolar. 34
As 14 unidades de produção e transformação estão a contribuir para a diminuição da insegurança alimentar, permitindo o acesso a alimentos durante todo o ano e uma melhoria substancial da qualidade do produto final. Já na Guiné-Bissau, em Cacheu, o projeto Nô Fia Na Crias produziu mais de 6 mil frangos e comercializou 550 ovos, dando um contributo para a redução da importação de alimentos, ao mesmo tempo que promoveu o desenvolvimento de rações, mobilizou produtores locais, e promoveu uma iniciativa de melhoria das galinhas poedeiras, permitindo o aumento da produtividade, e lançou 14 paraveterinários no terreno para responder aos desafios da saúde animal. Nas regiões de Bafatá, Quinara e Tombali, o projeto UE-ACTIVA – Eixo 1: Governação Territorial iniciou o diagnóstico agrícola das regiões alvo, no qual se destaca a realização de um zonamento agroecológico e a formulação e validação participativa dos Planos de Desenvolvimento Agrícolas Regionais (PDAR).
FINANCIADORES E PARCEIROS
Governo da República da Guiné-Bissau
Ká Amubá – Promoção de Tecnologias de Economia Solidária em Áreas de Quilombos, no Maranhão ABR 2013 – MAR 2017 BRASIL Estado do Maranhão (Maranhense dos Cocais, Baixo Parnaíba, Lençóis e Munin e Vale do Itaperucu)
Atividades em 2016 • Conclusão da intervenção em 13 das 17 unidades produtivas de economia solidária: continuação do apoio técnico às 7 hortas comunitárias concluídas em 2015 e em produção com o sistema PAIS - Produção Agroecológica Integrada Sustentável; 4 agroindústrias de farinha de mandioca e óleo babaçu concluídas e em produção contínua; 2 pisciculturas terminadas e a produzir; 1 piscicultura em fase de enchimento dos tanques; e 3 agroindústrias em fase de conclusão (São Francisco, Matões dos Moreira e Monte Alegre); • Visita do Embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho, em julho, tendo inaugurado a Unidade de Transformação de Farinha de Mandioca na comunidade de Felipa;
Beneficiários Diretos: 300 Quilombolas (agricultores, criadores pecuários e extrativistas) de 4 regiões do Estado do Maranhão e 20 Quilombolas beneficiários do eixo de capacitação de técnicos agrários e sociais. Indiretos: 1.500 famílias e respetivas comunidades, cerca de 5.390 pessoas.
Objetivos Geral: contribuir para a redução da pobreza e promoção do desenvolvimento socioeconómico das comunidades Quilombolas do Estado do Maranhão, no sentido da prossecução das metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Específico: promover o aumento da geração de renda familiar e a melhoria das condições de salubridade das comunidades rurais Quilombolas do Maranhão, apostando no reforço das atividades produtivas locais com base em princípios de economia solidária e inclusão social.
Orçamento € 971.842 COFinanciamento União Europeia, Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e IMVF
Parceiro Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (ACONERUQ)
• Realização de 3 módulos do Curso de Técnicas Agrícolas, dirigido a 17 Quilombolas que fazem parte da Cooperquilombola e que atuam como multiplicadores do cooperativismo; • Realização de 7 reuniões com Quilombolas sócios e não sócios da Cooperquilombola para identificação de meios de produção, insumos disponíveis e apoio à melhoria do sistema produtivo, em Itapecuru, Códó, Brejo e Buriti de Inácia Vaz; • Promoção de atividades diárias de monitorização e capacitação (oficinas, encontros e reuniões) nas comunidades, dirigidas aos beneficiários diretos e indiretos do projeto que fazem parte da ACONERUQ; • Utilização das embalagens da Cooperquilombola nos produtos agrícolas transformados, reforçando a identidade dos produtos das comunidades e da cooperativa aquando da sua comercialização; • Comercialização dos produtos das hortas comunitárias e das casas de farinha e tapioca em feiras tradicionais nos municípios. A venda de peixe é realizada diretamente nas comunidades; • Realização de formações sobre gestão eficiente das unidades produtivas dos Quilombos, tendo em conta os recursos naturais existentes: água, insumos, energia elétrica necessária para uso de máquinas e equipamentos; • Conclusão da construção de 35 kits sanitários nas 10 comunidades remanescentes, após a instalação, no primeiro ano do projeto, de 30 kits em 7 comunidades.
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Factos e Números
7 encontros regionais realizados 17 unidades de produção/transformação criadas, 13 concluídas e 4 em fase de conclusão 17 comunidades Quilombolas integram a Cooperquilombola com um total de 89 sócios
20 técnicos agrários locais formados 17 formações em técnicas de produção agroecológica e de transformação realizadas
20 Quilombolas por comunidade beneficiários das unidades produtivas
+ de 1.000 agricultores Quilombolas capacitados em técnicas de produção
1 selo incorporado nos produtos Quilombolas e 1 selo da Cooperquilombola criado 2 intercâmbios realizados
(1 de projetos agroecológicos e 1 de piscicultura)
17 associações comunitárias Quilombolas apoiadas na área do associativismo
65 kits sanitários adquiridos e instalados 17 ações de educação para a saúde realizadas em 14 comunidades
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Nô Fia Na Crias – Sistema Integrado Cooperativo e Comunitário de Produção Avícola, Caprina e Derivados para a Região de Cacheu JUL 2015 – JUN 2018 Guiné-Bissau Cacheu (Canchungo, Cacheu, Bigene, Calaquisse, Caió e Bula)
Atividades EM 2016 • Criação de frangos em sistema cooperativo num ciclo de 38 dias (localmente, o ciclo habitual é entre 60 e 70 dias); • Venda de frangos diretamente aos comerciantes e ao consumidor, em Bissau, com sistema de frio; • Entrega de galinhas poedeiras para produção comunitária e familiar, e comercialização de ovos; • Formação e mobilização de paraveterinários para apoio aos criadores de aves e cabras na região de Cacheu;
Beneficiários Diretos: 150 mulheres criadoras de aves, 30 produtores de ração, 12 mulheres pontos focais para o comércio de frangos, 15 caprinocultores, 30 paraveterinários, 80 criadores/produtores sócios da cooperativa e 10 funcionários afetos à produção e ao processamento de aves, num total de 327 famílias, correspondentes a 2.289 pessoas. Indiretos: 192.010 habitantes da região de Cacheu.
Objetivos Geral: contribuir para a segurança alimentar e nutricional, ao encontro da soberania alimentar na região de Cacheu, através do estabelecimento da fileira de produção avícola e caprina sustentável. Específico: desenvolver um sistema integrado cooperativo e comunitário de produção avícola, caprina e derivados para aumentar a disponibilidade e o acesso a fontes proteicas e contribuir para a melhoria das condições de vida dos criadores pecuários.
Orçamento € 620.387 COFinanciamento União Europeia e Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiros
• Realização de formações em avicultura dirigidas a famílias camponesas, nomeadamente sobre maneio alimentar e sanitário, alojamento dos animais, aumento da produtividade e rentabilidade da avicultura e caprinicultura; • Construção, com materiais rústicos, de 4 capoeiras para ensaios e cruzamentos, uma iniciativa piloto, tendo em vista o aumento da produtividade de carne e ovos; • Mobilização de camponeses na região de Cacheu para a produção de culturas tradicionais, nomeadamente milho, para aumento da produção de ração avícola local; • Organização do I.º Encontro de Criadores “Nô Cuida Crias: Vamos Cuidar das Crias”, nos dias 7 e 8 dezembro, em Canchungo, no qual foram abordaram temas como higiene e saneamento de animais de ciclo curto, sistema de alojamento, tratamento fitossanitário, água e nutrientes; • Realização de encontros-debate sobre a importância da melhoria do efetivo caprino com veterinários da Direção Geral da Pecuária da Guiné-Bissau, com criadores, e com peritos externos, e visita de intercâmbio ao Senegal, que permitiu a aquisição de 15 cabras e bodes de raças melhoradas (cruzamentos de raças locais com raças com maior produtividade de carne e/ou leite); • Mobilização de 8 criadores de caprinos como vulgarizadores ao nível da comunidade; • Construção de 2 estábulos para caprinos, num modelo sustentável, com recurso a materiais locais, nomeadamente tijolo de adobe, palha e cibe.
Cooperativa Agropecuária de Jovens Quadros de Canchungo (COAJOQ); Acção para o Desenvolvimento (AD) e Instituto Piaget, Cooperativa para o Desenvolvimento Humano, Integral e Ecológico CRL
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Factos e Números
6.260 frangos criados 2.739 frangos comercializados 590 galinhas poedeiras entregues à comunidade 550 ovos comercializados 14 paraveterinários formados e ativamente envolvidos na prestação de cuidados de saúde animal na região de Cacheu 59 famílias camponesas formadas em produção avícola
18,5 toneladas de ração produzidas localmente
40 participantes no I.º Encontro de Criadores 290 minutos em emissões de rádio sobre avicultura e caprinicultura
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UE-ACTIVA – Ações Comunitárias Territoriais Integradas de Valorização Agrícola – Eixo 1: Governação Territorial JUL 2015 – JUN 2019 Guiné-Bissau Bafatá, Tombali e Quinara
Beneficiários Diretos: organizações de produtores e outros atores-chave das cadeias de valor e circuitos comerciais estratégicos dinamizados; comunidades e/ou organizações de produtores beneficiárias das infraestruturas reabilitadas e/ou construídas capacitadas para a sua gestão sustentável; Organizações da Sociedade Civil (OSC) das regiões-alvo beneficiárias de tutoria para a formulação de projetos; OSC beneficiárias de apoio técnico e financeiro à implementação parcial dos Planos de Desenvolvimento Agrícola Regionais (PDAR); OSC membros da RESSAN-GB (Rede da Sociedade Civil para a Soberania Alimentar e Nutricional na Guiné-Bissau). Indiretos: população das regiões-alvo da ação (352.750 habitantes), em particular mulheres e jovens, atores-chave do setor agrícola a nível regional envolvidos no processo de elaboração participativa dos PDAR (públicos e privados).
Objetivos Geral: contribuir para a melhoria das condições económicas e sociais da população da Guiné-Bissau e, em particular, das regiões de Bafatá, Quinara e Tombali. Específico: promover a melhoria da governação territorial nas regiões de Bafatá, Quinara e Tombali.
Orçamento € 4.444.444 Financiamento União Europeia e IMVF
Parceiro RESSAN-GB
Atividades em 2016 • Elaboração de um programa de reforço de capacidades, dirigido aos membros da RESSAN-GB, constituído por 16 módulos, tendo sido realizadas ações de formação que abrangeram os módulos: Gestão e Operacionalização de Redes, Planificação Estratégica nas OSC, e Comunicação para o Desenvolvimento nas OSC; • Organização, em parceria com a ONG ACTUAR, de um encontro nacional com vista à elaboração de uma Politica Comum sobre a Agricultura Familiar para a Guiné-Bissau, no âmbito do Mecanismo de Participação do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CONSAN-CPLP); • Produção do enquadramento jurídico dos Estatutos e do Decreto-Lei para a criação do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Guiné-Bissau (CONSAN-GB); - Participação da RESSAN-GB no workshop internacional do Movimento SUN (Scaling Up Nutrition) sobre Financiamento Público e Gestão dos Resultados, entre 22 e 25 agosto, em Nairobi, Quénia, tendo em vista assegurar uma melhor nutrição nos países SUN africanos; • Coorganização da reunião de avaliação de meio-percurso do 14º Fórum Regional de Nutrição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorreu em novembro, Bissau. • Produção do estudo sobre Práticas Aduaneiras no Setor Agroalimentar a nível nacional e sub-regional da Guiné-Bissau; • Realização do Zonamento Agroecológico, que inclui Cartas de Aptidão Agroecológica (conjugam informação climática e edáfica [solo]) e Fichas de Cultura para as regiões de Bafatá, Quinara e Tombali, desenvolvido pela empresa RSeT/ISA;
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• Realização de 4 formações de apoio ao trabalho de Zonamento Agroecológico dirigidas a técnicos do projeto e do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural e Direções Regionais de Agricultura: 1 formação em “Sistemas de Informação Geográfica (SIG)”, 2 formações em “Métodos de Diagnóstico Socioeconómico Participativo”, e 1 formação em “Zonamento Agroecológico a 1km: Conceitos e Aplicações”; • Realização de relatórios de diagnóstico regional para identificação de projetos de desenvolvimento ou investimentos em curso e previstos, atores intervenientes nas regiões e infraestruturas, equipamentos e serviços de apoio à cadeia de valor agrícola; • Início dos trabalhos de formulação e validação participativa dos Planos de Desenvolvimento Agrícolas Regionais (PDAR), com auscultação de 1.960 pessoas de 743 tabancas, em Bafatá; 983 pessoas de 247 tabancas, em Quinara; e 1.278 pessoas de 426 tabancas, em Tombali, e com a participação de todas as Direções de Agricultura Regionais, dos Comités de Estado, e de outros atores-chave do setor agrícola de todas as regiões; • Recolha de informação para a elaboração de um diagnóstico agroeconómico para identificação dos principais produtos estratégicos em cada região; • Lançamento do 1º convite do Fundo Flexível à apresentação de propostas para apoio à mobilização das comunidades para a reabilitação de bolanhas, através da realização de um estudo técnico e do acompanhamento da equipa do projeto nos trabalhos de reabilitação; • Realização do 1º Comité de Pilotagem do UE-ACTIVA, com o objetivo de partilhar e coordenar o trabalho desenvolvido no âmbito dos 3 eixos do projeto; do 1º Comité de Pilotagem Inter-regional, e de 2 comités de Pilotagem Regionais, ambos com o objetivo de promover a participação alargada na operacionalização do projeto, e a apropriação do mesmo pelos principais atores a nível regional.
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Factos e Números
48 participantes nos 3 módulos do programa de reforço das capacidades dos membros da RESSAN-GB
38 participantes no encontro nacional sobre as diretrizes da/para elaboração de uma Política Comum sobre/para a Agricultura Familiar
35 participantes nas formações sobre Zonamento Agroecológico
30.000 € disponíveis para o apoio à reabilitação de bolanhas 1 estudo e 3 relatórios de diagnóstico regional produzidos
18 culturas alvo de estudo ao nível climático e do solo 4.323 participantes em 1.279 tabancas das 3 regiões participaram na formulação e validação dos PDAR
FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL
O fortalecimento das instâncias de governação local continua a ser um eixo prioritário para a União Europeia, no sentido em que se revela um fator determinante para uma boa implementação dos processos de Desenvolvimento Sustentável. Esta premissa é indissociável da necessidade de garantir uma sociedade civil com espírito crítico, com acesso à informação e a mecanismos de participação política que lhes permita estar o mais próximo possível dos processos de tomada de decisão. Neste contexto, o papel das Organizações da Sociedade Civil (OSC) nos processos políticos é fundamental para elaborar políticas inclusivas e eficientes, assim como os Órgãos de Comunicação Social (OCS) assumem especial importância, na medida em que são um pilar fundamental na construção do Estado de Direito e lhes cabe um papel-chave de sensibilização das populações, sem o qual a coesão social e democrática se revela bastante difícil de alcançar.
Destaca-se a importância que este teve na facilitação do acesso das OSC e OCS guineenses (nomeadamente as mais pequenas e com menos experiência), a formação diversificada e financiamentos de iniciativas e projetos; na implementação de uma estratégia diferenciadora de capacitação e reforço institucional dos Atores Não Estatais (ANE) - realizada através da combinação de ações de formação (diferenciadas para cada grupo-alvo e de acordo com as suas necessidades, e acompanhadas, sempre que possível, de formação prática); e na promoção de espaços de concertação e reflexão sobre diversas temáticas importantes, como a governação, o papel dos ANE e media no Desenvolvimento, a igualdade de género ou o meio ambiente. Em 2016 iniciou-se também uma nova fase, o UE-PAANE - Fase di Kambansa, que visa dar continuidade ao programa, ao longo de 2 anos, destacando-se em 2016 o lançamento do GAP - Gabinete de Apoio Permanente e a realização do Iº djumbai temático do projeto sobre a saúde na Guiné-Bissau.
Contribuir para uma intervenção e participação mais ativa e conscientizada da sociedade civil, dos atores estatais e dos órgãos de comunicação social na definição e implementação de políticas nacionais coerentes e eficazes, bem como para a boa governação tem sido uma prioridade que tem norteado a intervenção do IMVF na Guiné-Bissau. A assistência técnica à implementação do Programa de Apoio aos Atores Não Estatais (UE-PAANE) - Nô Pintcha Pa Dizinvolvimentu terminou a sua primeira fase de implementação. Durante 5 anos, o Programa assumiu um papel essencial no reforço institucional da sociedade civil e dos media guineenses.
FINANCIADORES E PARCEIROS
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ASSISTÊNCIA TÉCNICA À IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE APOIO AOS ATORES NÃO ESTATAIS (PAANE) – “NÔ PINTCHA PA DIZINVOLVIMENTU” mai 2011 – JUl 2016 Guiné-Bissau
Atividades GLOBAIS • Publicação dos estudos “A Sociedade Civil e o Estado na Guiné-Bissau: Dinâmicas, desafios e perspetivas” e “Os Media na Guiné-Bissau”; • Implementação de 2 programas de formação para reforço e aprofundamento de conhecimentos das OSC: 1 programa de formação inicial com 4 módulos em gestão de ciclo de projeto, gestão organizacional, planificação estratégica e animação comunitária, e 1 programa de formação avançada, frequentado por OSC inscritas na bolsa de formação avançada, com 18 módulos ao nível metodológico, temático e transversal;
Beneficiários Diretos: Organizações da Sociedade Civil (OSC) bissau-guineenses, Organizações Não Governamentais (ONG), Organizações Comunitárias de Base (OCB), associações dos direitos do Homem, sindicatos, redes, plataformas e meios de comunicação social.
Objetivos Geral: contribuir para a consolidação da boa governação. Específico: assegurar o reforço da participação, concertação e compromisso dos Atores Não Estatais (ANE) face aos desafios do Desenvolvimento.
Orçamento € 1.128.435 Financiamento União Europeia
Parceiro CESO
• Implementação de um programa de formação para Rádios Comunitárias, com formação teórica e on the job, e de um programa de formação para Órgãos de Comunicação Social e Comunitária (OCSC), que incluiu uma formação de jornalistas sobre o processo eleitoral, uma conferência sobre media e eleições, oficinas de língua portuguesa, oficinas temáticas e formações técnicas dinamizadas pelo CENJOR - Centro Protocolar de Formação para Jornalistas; • Elaboração de um guia prático sobre as leis da comunicação social guineense; • Apoio à criação da Associação de Mulheres Profissionais de Comunicação Social (AMCS) e apoio ao nível de financiamento de iniciativas, formações, e equipamento informático e mobiliário da Rede Nacional das Rádios Comunitárias da Guiné-Bissau (RENARC); • Apoio institucional e realização de uma formação em Gestão Administrativa e Secretariado dirigida ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades (ministério que tutela o Programa UE-PAANE), através da Direção Geral de Coordenação da Ajuda Não-Governamental (DGCANG), bem como apoio à organização de outras atividades implementadas por esta Direção; • Apoio institucional e realização de uma formação em Gestão Administrativa e Financeira dirigida ao Ministério da Comunicação Social e aos órgãos públicos de comunicação social, através da Secretaria Geral de Comunicação Social (SGCS); • Realização de espaços de reflexão e concertação, tais como djumbais temáticos em Bissau e nas regiões e cine-djumbais, e apoio a outras iniciativas de OSC e OCSC, nomeadamente, a 2 conferências, 1 ciclo de debates presidenciais, ao XIII Encontro de Rádios e Televisões Comunitárias, e a 7 fóruns regionais; • Produção e distribuição de manuais de formação: 4 para os módulos de formação inicial e 18 para os módulos de formação avançada para OSC, 11 para a formação para media e 5 para o apoio institucional à DGCANG e à SGCS;
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• Financiamento de iniciativas de OSC e de OCSC, através do lançamento de 5 convites à apresentação de propostas, 2 fundos específicos, e da adjudicação de 2 atribuições diretas, num montante total de 2.339.798 €, através de contratos de subvenção e de prestação de serviços; • Realização de encontros na sede do UE-PAANE e de missões ao terreno para seguimento e apoio à conclusão das ações financiadas; • Apoio à implementação da 1ª edição da Academia Ubuntu na Guiné-Bissau, no quadro do contrato de prestação de serviços atribuído ao Instituto Padre António Vieira, e organização de 23 sessões de formação de reforço das capacidades técnicas e de liderança da juventude guineense; • Lançamento e atualização da Plataforma das Organizações da Sociedade Civil e Media que atuam na Guiné-Bissau (www.sociedadecivilgb.org) e manutenção do funcionamento do Centro de Recursos do UE-PAANE, um espaço de trabalho destinado à sociedade civil; • Produção do documento síntese dos resultados do Programa UE-PAANE, que reflete os 5 anos de implementação do projeto, no qual se inclui entrevistas a beneficiários, conclusões e reflexões para o futuro, com recurso a uma forte componente infográfica.
Factos e Números
60 OSC inscritas na bolsa de formação avançada 136 OCS beneficiaram do programa de formação inicial
533 participantes na formação inicial 1.254 participantes na formação avançada para OSC num total de 849 horas de formação 305 participantes no programa de formação para OCSC
32 rádios comunitárias capacitadas 2 estudos sobre a sociedade civil e os media guineenses publicados 19 djumbais temáticos e 2 cine-djumbais realizados 38 manuais de formação produzidos e distribuídos 2.339.798 € atribuídos a iniciativas de OSC e OCSC
59 contratos de subvenção e 19 contratos de prestação de serviços para apoio a iniciativas atribuídos
698 encontros e 165 missões ao terreno para seguimento e apoio à conclusão de ações financiadas
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UE-PAANE – Programa de Apoio aos Atores Não Estatais “Nô Pintcha Pa Dizinvolvimentu” – Fase di Kambansa JUl 2016 - JUN 2018 Guiné-Bissau
Atividades EM 2016 • Realização do djumbai temático “O Direito à Saúde na Guiné-Bissau”, em dezembro, que teve como objetivo promover o conhecimento sobre os direitos dos cidadãos em matéria de saúde e sobre os problemas que o sistema de saúde guineense enfrenta. Este encontro contou com a presença do representante da SPONG - Plataforma de ONG do Burkina Faso; • Realização do workshop “Monitorização de Políticas Públicas” na área da saúde, dinamizado pelo representante da SPONG, com o intuito de ampliar o espaço de reflexão, aprofundar a temática e familiarizar os participantes sobre o processo e as ferramentas de seguimento de políticas públicas;
Beneficiários Diretos: Organizações da Sociedade Civil (OSC), Órgãos de Comunicação Social e Comunitários (OCSC), e Direções Gerais/Secretarias dos Ministérios envolvidos: Direção Geral de Coordenação da Ajuda Não Governamental (DGCANG) do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades (MNECIC) e Secretaria Geral de Comunicação Social (SGCS) do Ministério da Comunicação Social (MCS).
Objetivos Geral: contribuir para a consolidação da boa governação na República da Guiné-Bissau. Específico: assegurar o reforço da participação, concertação e capacidade de influência das OSC e dos OCSC da Guiné-Bissau.
Orçamento € 777.778 Financiamento União Europeia
• Preparação e realização de encontros com os parceiros institucionais do projeto, nomeadamente a DGCANG e a SGCS; • Divulgação do website dedicado às OSC e aos media que atuam no território guineense (www.sociedadecivilgb.org), criado no âmbito da fase anterior do UE-PAANE; • Continuação da manutenção em funcionamento do Centro de Recursos do UE-PAANE, um espaço de trabalho onde os técnicos das OSC e dos OCSC podem utilizar computadores com acesso à internet, fotocopiadora e scanner. Este centro dispõe ainda de uma biblioteca e de salas para reuniões, formações ou exibição de filmes; • Lançamento do Gabinete de Apoio Permanente (GAP), uma atividade inovadora desta fase do UE-PAANE, que pretende apoiar as OSC e os OCSC através de ações de capacitação personalizadas, com base nas solicitações das entidades; • Organização da 1ª sessão de esclarecimento sobre o processo de solicitação de apoios ao GAP, dirigida às OSC e aos OCSC interessados; • Apoio, através do GAP, a OSC e Autoridades Locais para a inscrição ou atualização do registo do seu projeto no PADOR (Potential Applicant Data Online Registration) da União Europeia; • Reorganização e atualização da informação sobre a nova fase de implementação do UE-PAANE no website (www.ue-paane.org) e criação da página de Facebook (www.facebok.com/uepaane), que conta com 111 seguidores.
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Factos e Números
1 djumbai realizado com 72 participantes 1 workshop realizado com 29 participantes 1 sessão de esclarecimento sobre o processo de solicitação de apoios ao GAP realizada com 49 participantes
29 organizações solicitaram apoio para a inscrição ou atualização do registo do seu projeto no PADOR 87 OSC e OCSC inscritos no website do projeto
58 inscritos para utilização do Centro de Recursos do UE-PAANE e 21 visitas entre julho e dezembro
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IDENTIDADE CULTURAL E TURISMO
Agir em prol do Desenvolvimento implica uma atenção crescente às identidades culturais. Mais do que simplesmente algo a preservar, estas consubstanciam um espaço de diálogo, de transformação e de inovação, ou seja, um importante recurso a mobilizar. Neste sentido, no IMVF privilegiamos processos de Desenvolvimento participativos. O envolvimento dos beneficiários permite compreender melhor tendências socioeconómicas em curso, desenhar estratégias de mudança mais eficazes e, finalmente, promover a apropriação e a sustentabilidade das ações e dos seus resultados. Na Guiné-Bissau atuamos, em parceria com a ONG Tiniguena desde 2009, numa das zonas centrais da Reserva da Biosfera do Arquipélago de Bolama-Bijagós, a Área Marinha Protegida Comunitária das ilhas Urok. Aqui desenvolvemos um modelo de ação em que a preservação e exploração dos recursos naturais - marítimos e terrestres - o crescimento económico e a melhoria do bem-estar social estão profundamente enraizados na gestão comunitária e na mobilização de recursos culturais, como forma de apropriação das ações em curso. Sendo certo que as identidades culturais estão em contínua reconstrução, a gestão comunitária, promovendo também o encontro inter-geracional, incentiva o diálogo que impulsiona, simultaneamente, a preservação e a inovação à luz de novas tendências do mundo globalizado. Este foi um desafio do projeto Bijagós, Bemba di Vida! Ação cívica para o resgate e valorização de um património da humanidade, terminado em 2016, e será também um dos desafios do projeto Etikapun n’ha – Urok, Laboratório de Resiliência da Cultura Bijagó, iniciado em junho de 2016.
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Em Cabo Verde, com um trabalho contínuo desde 2001, o IMVF tem mantido um olhar atento sobre a evolução e desenvolvimento do arquipélago – concretamente da ilha do Maio – e respetivos constrangimentos e potencialidades. O Projeto de Requalificação e Dinamização Turística da Ilha do Maio procura aliar o património ambiental e cultural ao empreendedorismo (como meio) e ao turismo (como fim), numa lógica de ação integrada com as comunidades e “forças vivas” locais, e enquanto motor de desenvolvimento e crescimento socioeconómico consolidando, simultaneamente, a respetiva identidade cultural e a coesão territorial. Com a promoção das condições de desenvolvimento do setor turístico, as condições de vida da população caminham no mesmo sentido evolutivo. Através de medidas de requalificação urbana e preservação do ambiente será possível a criação de uma envolvente mais atrativa ao turismo e, consequentemente, uma efetiva e real melhoria das condições de vida da população local.
FINANCIADORES E PARCEIROS
Bijagós, Bemba di Vida! Ação Cívica para o Resgate e Valorização de um Património da Humanidade JAN 2013 - MAI 2016 Guiné-Bissau Arquipélago dos Bijagós, Ilhas Urok
Atividades GLOBAIS • Apoio a iniciativas das Casas de Ambiente e Cultura de Urok e Bubaque, centros de promoção da cultura bijagó e de interligação entre as diferentes manifestações culturais das comunidades locais; • Realização de 4 djumbais culturais nas tabancas de Abu, Acoco, Caminhate e Ambo; • Organização do “Concurso de Gastronomia Bijagó” nas 3 ilhas de Urok, no qual foram apresentados 7 pratos típicos da culinária bijagó; • Organização de 3 Carnavais Urok, em Chediã, Nago e Botai, com a apresentação de 4 trajes tradicionais e da dança bijagó pelos grupos de cerimónias Kampuni, Kadeni e Kamabi;
Beneficiários Diretos: 200 produtores envolvidos nas unidades de produção da marca “Produtos da Terra e do Mar”; 200 produtores envolvidos nas atividades de apoio à economia local; 8 organizações que integram o grupo de trabalho sobre valorização de produtos da terra; estruturas de governação da Área Marinha Protegida Comunitária (AMPC) abrangendo 100 pessoas; 300 jovens envolvidos nas atividades culturais e de produção de conhecimento; e 200 alunos das escolas das AMPC e comunidades da AMPC das ilhas Urok, com cerca de 3.080 habitantes. Indiretos: 34.000 habitantes da Reserva da Biosfera do Arquipélago de Bolama-Bijagós (RBABB).
Objetivos Geral: contribuir para a maior apropriação pelas comunidades locais do processo de conservação e Desenvolvimento durável da RBABB e atrair investimentos sustentáveis para o arquipélago. Específico: valorização do património da RBABB como forma de promover o Desenvolvimento integrado e durável da região e do país.
Orçamento € 858.240 Financiamento União Europeia e Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P
parceiro Tiniguena – Esta Terra é Nossa!
• Realização do VI Fórum das Raparigas e do X Fórum Jovem, em 2015; • Organização do I.º Encontro Cultural da Juventude do Setor de Caravela “Separados pelo Mar, Unidos pela Cultura”, em março de 2016; • Organização da sessão de cinema-debate sobre o filme “Mortu Nega”, do cineasta guineense Flora Gomes, na Casa Ambiente e Cultura, em dezembro de 2016; • Publicação dos estudos “Inventário sobre Artesanato, Dança e Cantiga Bijagó”, “Os Sítios Sagrados no Arquipélago dos Bijagós” e “Viabilidade comercial de produtos de Urok”; • Publicação do estudo “Bijagós, Património Arquitetónico”, que deu origem ao livro homónimo, editado pelo Tinta-da-China, da autoria de Rodrigo Rebelo de Andrade e Duarte Pape e fotografia de Francisco Nogueira, cujo lançamento teve lugar no dia 27 de outubro de 2016, na sede da CPLP, em Lisboa; • Realização de 10 oficinas de resgate cultural nas escolas comunitárias de Formosa, nas quais participaram 106 alunos e 9 artesãos; • Construção da Unidade de Processamento de Produtos da Terra e do Mar para transformação e processamento de mel, flor de sal e malagueta, incluindo embalagem, rotulagem e armazenamento e área de vendas; • Criação da marca “Produtos do Mar e da Terra” e constituição de um modelo de certificação participativa, que envolveu 6 entidades locais, e desenvolvimento de novos rótulos para as embalagens de mel, flor de sal e malagueta moída; • Organização de um encontro com 50 jovens mulheres sobre temáticas da governação, nomeadamente o seu papel na gestão e valorização dos recursos e serviços das florestas comunitárias, questões comportamentais (delinquência juvenil), planeamento familiar e DST; 47
Factos e Números • Realização de 2 intercâmbios: um com 10 membros do Comité de Gestão de Urok, em Casamance, Senegal, no quadro da parceria com AMPC congéneres (Kapak-Dlae e Pete-Cassa); e outro em Urok, com 10 participantes das 2 AMPC do Senegal (Kapak-Dlae e Pete-Cassa);
105 pessoas assistiram ao lançamento do livro “Bijagós - Património Arquitetónico” e 1.500 livros foram disponibilizados ao público em geral e aos principais stakeholders do projeto
• Visita ao projeto de José Ramos-Horta, Prémio Nobel da Paz, enquanto representante especial do Secretário Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau; e do Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Victor Madeira dos Santos.
3 estudos editados e disponíveis online sobre artesanato, dança e cantiga Bijagó, sítios sagrados e viabilidade comercial de produtos de Urok
40 missões de fiscalização da AMPC e 2.327
© Emanuel Ramos
horas de permanência no mar e observação e registo de 45 manatins, 94 golfinhos, 33 tartarugas marinhas e 5 crocodilos
36 pessoas receberam microcréditos para implementar atividades geradoras de rendimento 1 unidade de processamento dos produtos do mar e da terra construída e 71 produtoras de flor de sal e 25 produtores de mel e malagueta apoiadas 927 seguidores registados na página de Facebook para promoção dos produtos de Urok
28 máscaras e esculturas de tradição bijagó recuperadas e utilizadas em exposições
680 participantes em 3 carnavais Urok (Chediã, Nago e Botai)
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© Emanuel Ramos
© Vitorino Coragem
11 programas de rádio difundidos
PROJETO DE DINAMIZAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO TURÍSTICA NA ILHA DO MAIO MAR 2016 – FEV 2019 CABO VERDE Ilha do Maio
Atividades EM 2016 • Definição do local para a construção da salina intensiva e pedido de autorização à Direção Nacional de Ambiente de Cabo Verde para iniciar a intervenção. A autorização foi concedida no final de 2016 e tem a duração de 12 meses; • Definição dos Termos de Referência para o lançamento do concurso público para selecionar a empresa responsável pela execução dos trabalhos; • Visita a duas salinas em Portugal para troca de experiências; • Início dos trabalhos de melhoria das instalações da Cooperativa de Sal, praticamente concluídos, faltando apenas a parte da pintura;
Beneficiários Diretos: 20 mulheres membros da Cooperativa de Sal, 10 artesãos e pequenos produtores locais, 6 técnicos municipais, 20 jovens formandos e 13 associações comunitárias. Indiretos: população da ilha do Maio (8.000 habitantes).
Objetivos Geral: melhoria das condições de vida da população da ilha do Maio. Específico: promoção do empreendedorismo local e da requalificação urbana como fatores de desenvolvimento socioeconómico, turístico e cultural sustentável na ilha do Maio.
Orçamento € 806.982 Financiamento União Europeia, Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas da Boavista e do Maio
ParceiroS Câmara Municipal do Maio e Câmara Municipal de Loures
• Elaboração do projeto de arquitetura do Centro de Interpretação e lançamento do concurso público para a execução da obra de construção do mesmo; • Promoção da requalificação urbana através do levantamento das necessidades de formação junto do gabinete técnico da Câmara Municipal do Maio, da divulgação, na radio comunitária da ilha, de várias campanhas de sensibilização sobre a temática, em parceira com a Fundação Maio Biodiversidade, da realização de uma formação em calcetamento artístico, com o apoio da Escola de Calceteiros e Jardinagem da Câmara Municipal de Lisboa, em agosto; da identificação das casas que precisam de ser pintadas nas zonas de Nhu Dam e Fontona, em outubro; e do início das obras de calcetamento da rua de Nhu Dam; • Incentivo às comunidades locais para adoção de práticas de turismo solidário e preservação ambiental; • Promoção dos produtos locais e apoio aos artesãos, através da realização de uma formação em artesanato, na localidade da Calheta, em agosto; • Dinamização das rotas turísticas, sendo que a Fundação Maio Biodiversidade e a Câmara Municipal de Loures estão a trabalhar na produção de folhetos e placas de sinalização dessas rotas; • Elaboração do projeto para a construção do Posto de Observação de Aves; • Construção do viveiro de proteção dos ovos de tartaruga, que decorreu em junho e julho.
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Factos e Números
13 artesãos e 14 calceteiros formados 22 novos produtos de artesanato criados
1 plano de intervenção na área das salinas elaborado
1 projeto de arquitetura para o Centro de Interpretação elaborado
1 levantamento socioeconómico dos beneficiários das melhorias das fachadas das casas iniciado
1 calcetamento de rua iniciado 1 reabilitação do Armazém do Sal iniciada
1 viveiro de tartarugas vedado 1 projeto para a construção de 1 Posto de Observação de Aves elaborado
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© Emanuel Ramos
ETIKAPUN N’HA – UROK, LABORATÓRIO DE RESILIÊNCIA DA CULTURA BIJAGÓ JUN 2016 – MAI 2020 Guiné-Bissau
© Emanuel Ramos
Arquipélago dos Bijagós, Ilhas Urok
Beneficiários Diretos: 100 mulheres e 150 jovens implicados nas atividades culturais e criativas; 350 alunos e 15 professores das escolas comunitárias que serão abrangidos pelas atividades socioculturais e pelo programa de educação ambiental e cultural; 100 produtores locais que serão beneficiados com ações de apoio ao empreendedorismo, agrupados em unidades de produção e transformação; 134 membros da estrutura de gestão da Área Marinha Protegida Comunitária (AMPC) de Urok, que inclui os Comités das Tabancas, as Assembleias Insulares, a Assembleia Geral de Urok, o Conselho de Anciãos e o Comité de Gestão de Urok. Indiretos: autoridades administrativas locais e da região de Bolama-Bijagós que serão implicadas no processo de gestão participativa; e a população de Urok e do arquipélago, em particular os jovens.
Objetivos Geral: contribuir para salvaguardar o património cultural material e imaterial do arquipélago dos Bijagós; e contribuir para a construção de modelos de desenvolvimento sustentável assentes na participação comunitária e na valorização da cultura e dos recursos naturais. Específico: fortalecer a experiência das ilhas Urok como laboratório de resiliência da cultura bijagó, enquanto instrumento de desenvolvimento socioeconómico e de ligação das comunidades ao seu meio natural.
Atividades EM 2016 Fase de arranque e planificação de atividades, incluindo também: • Realização de missões regulares de fiscalização das áreas marinhas protegidas; • Realização de 3 reuniões do Comité de Gestão de Urok; • Continuação do funcionamento das unidades de produção de flor de sal, mel e malagueta.
ORçamento € 932.302 Financiamento União Europeia e Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiro Tiniguena – Esta Terra é Nossa!
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CIDADANIA GLOBAL
Parcerias. Este é o conceito que marca a ação da Unidade de Cidadania Global no ano de 2016. Consolidámos parcerias antigas, a nível nacional e europeu, e estabelecemos novas. Abordámos a Educação para a Cidadania Global (ECG) em museus, defendemos a Economia Social e a Economia Solidária como modelo económico alternativo a adotar, desenhámos e promovemos um currículo formativo de Educação Não Formal e promovemos a fruta tropical através da sensibilização dos cidadãos para práticas comerciais justas neste setor. Fizemo-lo sempre em parceira, num espírito de aprendizagem, de conhecimento e de partilha. Fomos desafiados a percorrer novos caminhos de Educação para a Cidadania Global e a desenvolver novas rotas de aprendizagem. Estivemos presentes em grupos de trabalho, em reuniões e em debates sobre as várias temáticas da Cidadania Global, e constatámos que só através de sinergias podemos contribuir efetivamente para um mundo mais justo, mais digno e mais inclusivo. Acreditámos que podíamos inovar sem comprometer os princípios da Cidadania Global: assegurar a justiça social para todos em todos os lugares. Trabalhámos mais próximo das pessoas e com as pessoas. Ouvimos mais e estabelecemos novos canais de comunicação. 2016 marcou também o fim de um ciclo: o fim dos projetos europeus com um número restrito de países parceiros - que permitiam o estabelecimento de relações de confiança mais próximas e de troca de conhecimentos mais profundos -, bem como da implementação de projetos com enfoque nos contextos nacionais. A realidade mudou, e encaramos esta mudança como uma oportunidade de chegar
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a novos públicos e testar novas abordagens e metodologias que levem a Cidadania Global ainda mais longe. Na verdade, hoje estamos mais fortes na nossa convicção de que a Educação para a Cidadania Global é o eixo do Desenvolvimento Humano Sustentável. É a resposta assertiva à eliminação das desigualdades sociais, à erradicação da pobreza, à garantia da igualdade de género, à promoção do trabalho digno, ao consumo responsável e ao pleno respeito pelo ambiente. A Educação para a Cidadania Global é a garantia do Desenvolvimento Humano Sustentável.
FINANCIADORES E PARCEIROS
Desafiar a Crise – Promover a Justiça Global e o Envolvimento dos Cidadãos em Tempos de Incerteza ABR 2013 – MAR 2016 PORTUGAL Parceria Europeia: Eslovénia, Espanha, Grécia, Irlanda e Itália
Atividades Globais • Elaboração e disseminação de um questionário que recolheu opiniões e perceções sobre o Desenvolvimento Global e a Justiça Social dos jovens portugueses entre os 15 e 30 anos e cuja análise deu origem à publicação do estudo “Questionário sobre atitudes dos jovens adultos relativamente ao Desenvolvimento Global e à Justiça Social”; • Lançamento do concurso e seleção dos Jovens Embaixadores da Justiça Social Global; • Organização de um Fórum Mundial de Jovens, entre 5 e 9 de julho de 2014, em Bruxelas, do qual resultou uma Declaração de Jovens;
Beneficiários Diretos: 3.600 jovens adultos cidadãos da União Europeia; 20 técnicos das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD); 15 jornalistas e 270 decisores políticos.
Objetivos Geral: contribuir para um mundo mais justo e sustentável através da sensibilização e do empoderamento dos cidadãos europeus como defensores do Desenvolvimento global. Específico: envolver os cidadãos dos países altamente endividados na compreensão da interdependência dos assuntos de justiça social nacionais e internacionais e no apoio ao fortalecimento das políticas de Desenvolvimento apesar das medidas de austeridade aplicadas a nível nacional.
Orçamento € 170.370 COFinanciamento União Europeia, Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P e Action 2015
Parceiros IDEA, Fair Trade Hellas, FCRE, CIPSI e SLOGA
• Disseminação e participação em 7 webinars sobre Economia Colaborativa, Microfinanças, Iniciativas de Cidadania Europeia, e Justiça Social, que contaram com a participação de técnicos de OSC de vários países; • Desenvolvimento e implementação a nível europeu da campanha de sensibilização e advocacy “Muda a Economia: Pensa Social!”; • Envolvimento dos eurodeputados Carlos Coelho e Sofia Ribeiro (Aliança Portugal); João Ferreira e João Pimenta Lopes (CDU); Liliana Rodrigues (PS); Marisa Matias (BE), através de reuniões presenciais e de troca de emails sobre o projeto e a campanha com os Jovens Embaixadores da Justiça Social Global; • Participação e apresentação da campanha em diversos eventos nacionais e internacionais de Economia Social e de Economia Solidária, nomeadamente: • I Fórum de Finanças Éticas e Solidárias, Porto; • Evento sobre Economia Social e Solidária, organizado pelo grupo GUE/NL no Parlamento Europeu, Bruxelas; • Fórum de Economia Social e Empreendedorismo, Lisboa; • Encontro com a Embaixadora do Ano Europeu do Desenvolvimento, Cláudia Semedo, “Crescimento Sustentável, Empresas e Emprego Digno”, Lisboa; • I Encontro Nacional Cooperativo “Ritmos de Mudança”, Abrantes; • Conferência Internacional do Centre International de Recherches et d’Information sur l’Economie Publique, Sociale et Coopérative (CIRIEC), Lisboa; • Colóquio “Economia Social: a riqueza da diversidade. Conceitos e Práticas”, Porto; • Fórum Europeu de Economia Social e Solidária no Parlamento Europeu, Bruxelas; • II Fórum de Finanças Éticas e Solidárias, Faro.
• Dinamização de uma petição para colocar a Economia Social e a Economia Solidária no centro da agenda política e económica da União Europeia e dos Estados-Membros, e designar 2018 como Ano Europeu da Economia Social e da Economia Solidária;
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• Criação e atualização do website (www.challengingthecrisis.com/pt) e da página de Facebook do projeto (www.facebook.com/challengingthecrisis); • Produção de materiais informativos e do filme de animação “Uma história sobre Economia Social e Economia Solidária”; • Organização do evento “Light the Way – Portugal”, no âmbito da coligação internacional Action 2015, que contou com a participação de mais de 240 pessoas que deixaram o seu desejo para o mundo em 2030 no mural criado para o efeito; • Dinamização de 6 reuniões presenciais e 3 online com os Jovens Embaixadores da Justiça Social Global; • Apresentação do projeto como boa-prática de Educação para a Cidadania Global em vários eventos internacionais: • Conferência Anual da One World Network (Eine Welt Net), Munster; • DEAR Fair organizada pela Comissão Europeia, Bruxelas; • DEAR Cluster Meeting organizada pela “DEAR Support Team” da Comissão Europeia, Dublin; • Congresso de Educação Global do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, Zagreb.
• Elaboração e publicação de um Manual de Advocacy, com base na experiência dos Jovens Embaixadores na dinamização da campanha “Muda a Economia: Pensa Social!”; • Organização da Semana da Economia Social e Economia Solidária em 15 bibliotecas do país; • Realização da avaliação externa do projeto através de um sistema pioneiro, que permitiu uma melhoria contínua das atividades e vários momentos de reflexão sobre os resultados do projeto; • Participação em reuniões de parceiros, e em reuniões via webex de monitorização e planeamento das atividades previstas no projeto.
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Factos e Números
7 parceiros envolvidos em 6 países 83 candidaturas a Jovens Embaixadores da Justiça Social Global recebidas
16 Jovens Embaixadores ativamente envolvidos na implementação das atividades 50 reuniões de parceiros (presenciais e online) realizadas 410 respostas válidas ao questionário sobre Desenvolvimento e Justiça Social 53 participantes no Fórum Mundial de Jovens em Bruxelas 6 eurodeputados envolvidos no projeto Participação em 13 eventos para apresentação do projeto e da campanha
5.596 assinaturas recolhidas para a petição 4.000 marcadores de livros sobre a campanha distribuídos em 15 bibliotecas nacionais
1.927 visualizações do filme “Uma história sobre Economia Social e Economia Solidária”
+ de 27 mil visitas ao website do projeto
1 Manual de Advocacy sobre a campanha “Muda a Economia: Pensa Social!” publicado
DESPERTAR PARA A EDUCAÇÃO GLOBAL – REFORÇAR AS COMPETÊNCIAS DOS MEMBROS DAS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL EUROPEIAS ABR 2013 – MAR 2016 PORTUGAL Parceria Europeia: Alemanha e Roménia
Atividades Globais • Elaboração e disseminação de um questionário sobre Práticas de Educação Global nas OSC portuguesas, cujos resultados foram publicados no estudo “Global What? – Factos e Necessidades da Educação para a Cidadania Global em Portugal, Alemanha e Roménia”; • Participação no workshop sobre teorias e práticas de Educação Global, na Alemanha, em 2013;
Beneficiários Diretos: 50 membros das Organizações da Sociedade Civil (OSC) e 400 OSC.
Objetivos Geral: contribuir para uma melhoria na qualidade da Educação Global na Educação Não Formal através do reforço de competências, conhecimentos e da compreensão da teoria e prática da Educação Global; contribuir para um aumento do número de multiplicadores da Educação Global na Europa; contribuir para o envolvimento ativo dos cidadãos europeus como advocates por uma sociedade global mais justa e sustentável. Específico: desenvolver, testar e disseminar na Europa um curso de formação inovador sobre abordagens e ações de Educação Global que desafiem a dimensão social da globalização destinado a representantes da sociedade civil na Alemanha, Roménia e Portugal.
Orçamento € 101.419 COFinanciamento União Europeia e Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiros AIDGLOBAL, DEAB, EPIZ, Fine+p e Agenda 21
• Participação no congresso “WeltWeitWissen”, entre 16 e 18 de janeiro de 2014, na Alemanha, no qual foram apresentados os resultados do estudo sobre Factos e Necessidades da Educação para a Cidadania Global em Portugal, tendo o IMVF integrado o painel de avaliação do congresso; • Realização do curso introdutório “Ser Cidadão Global num Mundo em Mudança”, no dia 13 de novembro de 2014, com o objetivo de refletir e partilhar conhecimentos sobre diversos temas associados à Cidadania Global; • Realização da formação (presencial e online) de formadores “Global What? - Formação em Educação para a Cidadania Global”, que contou com participantes de diferentes OSC; • Dinamização de uma mesa-redonda sobre metodologias e práticas de Educação para a Cidadania Global; • Organização do jantar-debate “How to engage youth in the causes of Global Citizenship?”, em março de 2016, no âmbito do Fórum Europeu de Juventude, do qual resultou um documento com recomendações sobre como envolver os jovens nas causas da Cidadania Global, que foi enviado a vários decisores políticos e agentes de Educação para a Cidadania Global; • Publicação do manual do formador “Global How? Despertar para a Educação Global”, que resultou da formação e que pretende apoiar os formadores na capacitação de agentes multiplicadores de ações de Educação para a Cidadania Global; • Realização de reuniões de preparação e avaliação de um currículo formativo em Educação para a Cidadania Global na Educação Não Formal com peritos nestas áreas; • Realização de reuniões de planeamento em Portugal com a AIDGLOBAL, parceiro português do projeto; • Realização de reuniões via Skype para preparação das atividades; • Participação nas reuniões de parceiros.
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Factos e Números
44 participantes nas formações do projeto
100 horas de formação (presencial e online)
39 reuniões (presenciais e online) sobre o projeto
2 publicações sobre Educação para a Cidadania Global na Educação Não Formal
100 respostas válidas ao questionário sobre práticas de Educação Global
31 participantes na mesa-redonda com 15 municípios portugueses 42 participantes nacionais e europeus no jantar-debate
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MUSEU MUNDIAL ABR 2013 – MAR 2016 PORTUGAL Parceria Europeia: Alemanha, Hungria e República Checa
Beneficiários Diretos: técnicos das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), técnicos dos museus, visitantes dos museus, população da África Subsaariana e de outros países em desenvolvimento.
Objetivos Geral: contribuir para a disseminação e implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Específico: uma abordagem inovadora de incorporação da Educação Global nos museus europeus motiva 90.000 visitantes dos museus da Alemanha, Hungria, República Checa e Portugal para apoiarem os ODM.
Orçamento € 185.465 COFinanciamento União Europeia e Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiros CM Loures, IPL-ESEL, Fine+p, Museu de História Natural de Nuremberga, DEAB, Museu Nacional da Agricultura de Praga, EDUCON, Museu Ferroviário Húngaro, Baptistaid e Museu de História de Budapeste
Atividades Globais • Recolha, análise e divulgação de boas-práticas de Educação para a Cidadania Global (ECG) em exposições de museus mundiais; • Elaboração e disseminação de uma metodologia de Educação para a Cidadania Global a ser incorporada nos museus; • Criação e implementação, em Portugal, de 10 instalações interativas, criativas e inovadoras sobre os ODM e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no Museu Municipal de Loures/Quinta do Conventinho, que integram a exposição permanente deste museu: “Cada Criança Conta”, “Saber é Poder” “Salvar uma Mãe é Salvar o Mundo”, “Saúde para Todos”, “Fome Zero”, “Compras Justas, Vidas Dignas”, “Por cada Mulher, por Tod@s Nós”, “Planeta Verde, Futuro Sustentável”, “Água é Vida” e “O nosso Planeta Alimentar”; • Dinamização de um guia de atividades pedagógicas, que permitiu estabelecer circuitos educativos e interativos para alunos, professores e visitantes em geral no Museu no Museu Municipal de Loures/Quinta do Conventinho; • Organização da semana de inauguração oficial das instalações no Museu Municipal de Loures/Quinta do Conventinho: atividades criativas, pedagógicas e formativas sobre ECG dirigidas a técnicos municipais, visitantes de museus, decisores políticos, professores, estudantes, técnicos de ONGD e mediadores culturais; • Elaboração e divulgação de 1 ebook que reúne todas as instalações implementadas pelos parceiros, e todo o processo de aprendizagem coletivo ao longo do projeto; • Produção e divulgação de 1 manual sobre a introdução da Cidadania Global nos museus; • Apresentação do projeto em várias conferências nacionais e europeias; • Realização de encontros de formação com técnicos de museus para disseminação e implementação da ECG nos museus. 57
Factos e Números
1 equipa motivada, empenhada e inovadora na promoção da Cidadania Global
25 exemplos de boas-práticas de Educação para Cidadania Global e de exposições de museus inovadoras recolhidas, analisadas e disseminadas
41 instalações dedicadas aos ODM e ODS implementadas em museus europeus
20.000 folhetos produzidos e distribuídos 10 álbuns de fotografias publicados online com 25.000 visualizações 4 formações dirigidas a técnicos do serviço educativo dos museus da CM de Loures
1 semana de inauguração das instalações, 9 atividades dinamizadas e + de 1.000 participantes 1 website em 5 línguas com + de 10.000 visualizações 14 sessões de apresentação do projeto dirigidas a 43 técnicos de museus 2 mesas-redondas com 5 oradores e 35 participantes 6 reuniões de coordenação presenciais, 10 via Skype e + de 6.000 minutos de debate e reflexão
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ECONOMIA SOCIAL E SOLIDÁRIA fev 2015 – jan 2018 portugal Parceria europeia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Espanha, Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Malta, Letónia, Polónia, Reino Unido, República Checa e Roménia
Atividades EM 2016 • Desenvolvimento de um mapa interativo de georreferenciação de iniciativas de Economia Social e Solidária (ESS), em Portugal e nos países europeus parceiros do projeto; • Produção de estudos sobre duas boas-práticas portuguesas de ESS (MONTE-ACE, Desenvolvimento Alentejo Central e ADREPES - Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal), e respetivos vídeos, disponíveis online, e do estudo “Catadores de Materiais Recicláveis” sobre uma boa-prática de ESS brasileira (COOPAMARE - Cooperativa dos Catadores Autónomos de Papel, Aparas e Materiais Reaproveitáveis, São Paulo); • Participação na formação de multiplicadores do projeto, de 16 a 18 de fevereiro, em Florença;
Beneficiários Diretos: Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) que trabalham em Educação para o Desenvolvimento (ED) e Cooperação Internacional (CI), Comités de Economia Social e Solidária e Autoridades Locais com atividades de ED e CI.
Objetivos Geral: contribuir para uma resposta coerente e abrangente aos desafios universais da erradicação da pobreza e do Desenvolvimento sustentável, garantindo uma vida digna para todos até 2030. Específico: aumentar as competências das Redes de Desenvolvimento de Economia Social e Solidária (ESS) em 46 territórios/regiões, através do papel que a ESS pode desempenhar na luta global contra a pobreza e na promoção de um modo de vida sustentável.
Orçamento € 123.141 (Global: € 4.454.981) Financiamento União Europeia
PARCEIROS COSPE, Südwind, INKOTA, DEŠA, KOPIN, CERAI, PGN, EAP, Fair Trade Hellas, NGO Mondo, BILSP, CARDET, PETF, RHSF, Co-operative College, Think Global, Cromo Foundation, DemNet, Fundatia Terra Mileniul III, Slovak Centre for Communication and Development, Peace Institute, SOS Faim, Green Liberty e Waterford One World Centre
• Organização de reuniões com cooperativas nacionais, universidades, ONGD e outros atores do setor da ESS; • Participação no evento Portugal Economia Social 2016, na FIL, em Lisboa, através da dinamização do stand “Por uma Economia mais Justa e Sustentável”, e da realização do debate “Alternativas em Prática: exemplos de Economia Social e Economia Solidária”; • Coorganização da 2ª edição do Encontro Cooperativo – Ritmos de Mudança, em Abrantes, através da realização do workshop “Diálogo das práticas de Economia Social e Solidária: da ação local às lutas globais”, da dinamização de um stand para divulgação do projeto na Feira Social e Solidária, e de visitas a iniciativas locais de ESS; • Participação na Manifesta 2016 – XI Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local, em Vila Nova de Gaia, através da organização do workshop “Qual o meu papel na implementação dos ODS?” e do Ciclo de Cinema sobre Economia Social e Solidária, com a exibição de 2 filmes internacionais, incitativa que envolveu o contacto de 83 media e a publicação de 10 notícias; • Conclusão da pesquisa internacional sobre iniciativas e boas-práticas de ESS; • Organização da Tour europeia sobre ESS, que contou com duas oradoras do Brasil (Edlisa Peixoto e Elisabeth Grimberg): Portugal (19-23 de maio e 19-24 de junho); Bulgária; Eslovénia; e Croácia, que envolveu a difusão de 4 comunicados de imprensa e 22 notícias publicadas nos media nacionais; • Organização e dinamização do debate “Alternativas em Prática: Exemplos de Economia Social e Economia Solidária”, em Grândola, Palmela, Évora e Lisboa (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) no âmbito da Tour europeia;
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Factos e Números • Atualização do website do projeto em português, disponível em mais de 22 línguas, integrado no plano de comunicação e visibilidade europeu;
26 parceiros europeus em 23 países 2 workshops, 4 dias de formação, 2 eventos locais, 6 dias de promoção de ESS e + de 350 participantes em Portugal
• Participação na reunião europeia de coordenação do projeto, nos dias 4 e 5 de outubro, em Sofia; • Coordenação geral do projeto a nível nacional: monitorização, cobertura mediática, planificação, redação de relatórios narrativos e produção de relatórios financeiros, com incidência semestral, e submissão de candidaturas a nível nacional para financiamento;
3 estudos produzidos e 2 vídeos de boas práticas nacionais disseminados 27 horas de debate na formação europeia de multiplicadores, 19 painéis, 51 participantes, 23 países, 18 idiomas
• Participação em diversos webinars promovidos pela coordenação europeia do projeto.
© GLP Âmago
+ de 490 participantes nos debates sobre ESS
3.000 exemplares de materiais de disseminação do projeto produzidos 1 tour europeia entre 4 países, durante 39 dias, com 2 oradoras e + de 15 eventos realizados em Portugal
4 comunicados de imprensa difundidos e 22 notícias publicadas nos media nacionais 1 página do Facebook criada em português com 1359 seguidores
© GLP Âmago
1 reunião de coordenação, 16 horas de debate, planeamento e reflexão, 26 parceiros europeus de 23 Estados-Membros da UE
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FRUTA TROPICAL JUSTA – PROMOVER AS FRUTAS TROPICAIS JUSTAS NO ANO EUROPEU PARA O DESENVOLVMENTO E PÓS-2015 mar 2015 – feV 2018 portugal Parceria europeia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Camarões, Colômbia, Equador, França, Hungria, Itália, Letónia, Malta, Polónia, Reino Unido, República Checa, Roménia, São Vicente e Granadinas
Beneficiários Diretos: 23 milhões de cidadãos e consumidores europeus (em particular, jovens e mulheres com filhos); 150 ativistas e técnicos de Organizações da Sociedade Civil (OSC) nos estados-membros da União Europeia; 200 diretores de empresas (membros e sócios de cadeias de supermercados e companhias produtoras de fruta); 1.300 decisores políticos da União Europeia e dos estados-membros; e 5.000 jornalistas.
Objetivos Geral: contribuir para políticas europeias de Desenvolvimento mais coerentes e sustentáveis, incluindo as políticas dos estados-membros e do setor privado, integrando nas suas práticas os direitos humanos, o trabalho digno e o comércio justo, garantindo, assim, melhores condições de vida e de trabalho para os pequenos agricultores e trabalhadores do setor da fruta tropical. Específico: sensibilizar, até 2018, 23 milhões de consumidores e cidadãos em, pelo menos, 20 estados-membros sobre as interdependências entre a União Europeia e os países em desenvolvimento que exportam frutas tropicais e mobilizar 200 mil cidadãos para agir e exigir aos decisores políticos e corporativos que assegurem condições de trabalho justas para o setor da fruta tropical.
Orçamento € 252.968 (Global: € 5.882.353) Financiamento União Europeia PARCEIROS Oxfam Deutschland, Buy Responsibly Foundation, Peuples Solidaires, ACC, Mai Bine, BanaFair, BananaLink, EAP, FAWU, Fine+p, GVC, KKĠ, PSO, SINTRAINAGRO, COLSIBA, FTAO, Südwind, TVE, Urocal, WINFA, Green Liberty, PGN, Focus, Mondo, FWC, Alianza por la Solidariedad, Živica, Green Action e Žali.LT
Atividades Globais • Participação na formação internacional sobre Campanhas e Advocacia, de 29 de fevereiro a 1 de março, em Praga; • Organização de várias campanhas de sensibilização, eventos públicos, e conferências em municípios e escolas. Destaque para as ações que decorreram nas ruas de Lisboa, no Dia da Banana, com o objetivo de alertar para práticas comerciais injustas no setor da fruta tropical; e no evento Vogue’s Fashion Night Out 2016 (adesão informal e não oficial), com o intuito de sensibilizar para o consumo responsável e para a compra de fruta tropical a um preço justo, e divulgar e recolher assinaturas para a petição “Lidl, queremos um jogo justo!”; • Participação e disseminação da campanha europeia “Lidl, preparados para o jogo justo?“, que durante 4 meses, recolheu 75.782 assinaturas nos vários países parceiros, no âmbito da petição “Lidl, queremos um jogo justo!”; • Realização de reuniões de advocacia com empresas retalhistas e organização de ações de advocacia dirigidas aos deputados ao Parlamento Europeu; • Organização e participação na Tour europeia do projeto, entre 31 de outubro e 4 de novembro, em Portugal, com a ativista Kozel Fraser, coordenadora da Associação de Agricultores das Ilhas Windward (WINFA), que participou em 8 reuniões com grupos empresariais portugueses do setor do retalho, sindicatos e associações de consumidores, numa conferência internacional, num vídeo, e em várias notícias; • Disseminação do estudo internacional “Fruta Doce, Verdade Amarga”, resultado de uma investigação que revela o dramático custo social e ecológico da produção de fruta tropical; • Preparação e envio de inquéritos a supermercados, com questões sobre o volume de vendas de fruta tropical de forma justa, práticas de compra e códigos de conduta; • Divulgação de uma campanha-vídeo que incluiu a produção de 3 vídeos: “O Lado Negro da Banana”; O Consumidor Bom, Mau e o Vilão; e “A História de Terror da Banana”, que revelam as pobres condições laborais dos trabalhadores das plantações de banana e alertam para a adoção de um comportamento mais responsável no setor do consumo; • Produção e disseminação de vários materiais gráficos e audiovisuais, e de sensibilização, tais como infografias (“Banana a preço Justo” e “O que contêm as Frutas Tropicais”, vídeos (“Bananas Justas”), cartazes, folhetos, marcadores de livros, lápis, sacos de pano e recicláveis, etc. 61
• Organização de uma campanha de comunicação direcionada aos media, através do envio de briefings, comunicados de imprensa e documentos de enquadramento temático;
Factos e Números + de 1.000 participantes na ação de rua “Dia da Banana”
• Disseminação de Apelos à Ação, em prol da defesa dos direitos dos trabalhadores do setor da fruta tropical, incentivado todos os interessados a associarem-se a estas ações pan-europeias;
+ de 1.200 materiais de sensibilização sobre o projeto distribuídos
• Participação na reunião internacional da Rede de Organizações da Sociedade Civil EUROBAN, de 24 a 25 de outubro, e na reunião europeia de coordenação do projeto, entre 26 e 28 de outubro, em Viena;
+ de 10.000 visualizações das infografias digitais + de 1.888 visualizações dos vídeos da campanha
• Gestão e acompanhamento do projeto: produção de 2 relatórios narrativos e de 2 relatórios financeiros; realização de 10 reuniões de coordenação via Skype; e participação nos grupos de trabalho e nas reuniões de coordenação do projeto.
+ de 16 horas de formação europeia sobre
23 participantes, provenientes de 9 países
© GLP Âmago
campanhas e ativismo, com
36 horas de reflexão e debate com parceiros europeus sobre a campanha 14 horas de reunião EUROBAN, 48 participantes, 33 organizações e 3 grupos de trabalho 1 campanha media desenvolvida: 3 comunicados de imprensa divulgados, 71 media contactados e 12 noticias publicadas 1 banco de fotografias online com 200 fotografias disponíveis 1 website www.makefruitfair.org atualizado e disseminado em 19 línguas
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COERÊNCIA.PT: O EIXO DO DESENVOLVIMENTO MAIS JUSTO, MAIS DIGNO, MAIS SUSTENTÁVEL set 2016 – ago 2018 portugal
Beneficiários Decisores políticos nacionais e europeus, técnicos de administração pública, Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), redes de agentes locais e público em geral.
Objetivos Geral: consciencializar e desenvolver o entendimento crítico das interdependências glocais e reforçar o valor da Coerência das Políticas de Desenvolvimento (CPD) como eixo-central das políticas de desenvolvimento rumo a uma vida digna para todos e todas. Específico: contribuir para a consciencialização e mobilização dos cidadãos e das redes de agentes locais das áreas temáticas na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), através da sua participação ativa na defesa e promoção da CPD; e contribuir para o reforço do conhecimento e da aplicação da CPD ao nível dos decisores políticos e técnicos ministeriais, e redes de agentes locais em particular nas áreas de segurança alimentar; migrações, segurança, alterações climáticas e comércio e finanças.
Orçamento € 206.483 Financiamento Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiros FEC - Fundação Fé e Cooperação e CIDSE - Coopération Internationale pour le Développement et la Solidarité
Atividades em 2016 • Definição das palavras-chave que marcaram os primeiros meses do projeto: Planificação, Parceira e Compromisso; • Elaboração de um manual de gestão, um documento orientador de boas-práticas; • Estruturação do eixo de comunicação e visibilidade, nomeadamente ao nível da definição da identidade gráfica e do plano de comunicação; • Mapeamento dos agentes locais que atuam no âmbito da CPD; • Criação do logotipo e dinamização da “Linha Verde CPD”, um recurso que disponibiliza um email para que todas as questões sobre a temática possam ser colocadas à equipa do projeto; • Início da campanha de sensibilização junto dos deputados à Assembleia da República; • Planeamento de sessões temáticas sobre CPD; • Criação e implementação de um sistema de avaliação entre pares; • Estruturação e aplicação de um sistema de avaliação contínua do projeto.
Factos e Números
2 newsletters elaboradas e disseminadas 3 reuniões de coordenação realizadas 1 cronograma interativo (www.tiki-toki.com) para planeamento das atividades utilizado
1 revista de resultados elaborada e disseminada 1 documento de Termos de Referência para avaliador externo do projeto elaborado 63
COORDENADAS PARA A CIDADANIA GLOBAL VER, AGIR E TRANSFORMAR set 2016 – ago 2018 PORTUGAL
Beneficiários Diretos: 30 jovens de 20 Organizações da Sociedade Civil. Indiretos: 90 representantes de Organizações da Sociedade Civil; cerca de 100 cidadãos nacionais e estrangeiros, como o público dos percursos turísticos pedagógicos organizados; e mais de 1.000 pessoas têm acesso às informações do projeto através do portal online.
Objetivos Geral: contribuir para o envolvimento ativo dos cidadãos como cocriadores de uma sociedade mais justa, digna e sustentável através da dinamização de novos canais de comunicação para a Educação para a Cidadania Global (ECG). Específico: reforçar as competências para a vida dos jovens adultos numa abordagem inovadora e criativa da ECG, através da construção e disseminação de rotas turísticas pedagógicas.
Atividades EM 2016 • Criação da identidade gráfica do projeto. Os materiais gráficos, o plano e cronograma de comunicação são peças fundamentais para garantir a eficácia da estratégia de visibilidade, na qual se inclui a criação de um manual de normas gráficas e de conteúdos para website, alinhados com os objetivos e públicos do projeto; • Definição de um modelo de gestão interna assente nos princípios da boa governança, transparência e prestação responsável de contas; • Implementação de um sistema de avaliação entre pares. Este método de avaliação vai permitir identificar, trimestralmente, as potencialidades e eventuais constrangimentos das atividades implementadas;
Orçamento € 111.722 Financiamento Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiro PAR - Respostas Sociais e Associação Renovar a Mouraria
Factos e Números
1 revista trimestral do projeto produzida e divulgada
1 manual de procedimentos administrativos criado
4 avaliadores entre pares identificados 4 reuniões de coordenação realizadas
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IMVF MUNICÍPIOS
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) preconizam a necessidade de proximidade e integração das populações na prossecução dos mesmos, apelando à descentralização das iniciativas e formas de financiar e apoiar institucionalmente projetos de Desenvolvimento. Neste contexto, os municípios assumem-se como atores primordiais na implementação dos ODS, pela sua capacidade de articulação com as comunidades e pela especificidade de competências e serviços que prestam. Seguindo uma lógica de parceria e complementaridade, o IMVF tem procurado atuar no quadro da cooperação intermunicipal, promovendo o trabalho em rede entre as autarquias. Com o objetivo central de promover atividades de Educação para o Desenvolvimento levadas a cabo por municípios e outros atores ao nível local, o projeto Redes para o Desenvolvimento tem procurado apoiar estas instâncias na definição de estratégias nestas matérias, nomeadamente ao facilitar o acesso a informação relacionada com o Desenvolvimento Sustentável. Constituída no âmbito do projeto, a Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento (RICD) é atualmente composta por 19 municípios, que se uniram no esforço de conferir uma visão mais alargada e comum no combate à pobreza e na prossecução dos desafios do Desenvolvimento.
mentação dos ODS, assim como apresentou abordagens políticas e estratégicas da Cooperação Descentralizada a nível global. Manteve-se a dinamização de diferentes Grupos de Trabalho, compostos por técnicos municipais envolvidos no projeto. Da ênfase na Educação para a Cidadania Global resultou ainda a produção de vários materiais didáticos. Todas as atividades desenvolvidas concorreram para o objetivo de estimular o trabalho em rede entre as diversas autarquias que pertencem à RICD. O objetivo é, portanto, continuar a promover a cooperação entre municípios nacionais, mas também internacionais, razão pela qual o projeto não se limita a autarquias portugueses. O projeto pretende manter-se como uma plataforma de partilha de experiências, capaz de integrar municípios e criar sinergias que permitam melhorar as condições para uma efetiva aplicação dos ODS.
FINANCIADORES E PARCEIROS
Em 2016, importa assinalar a inauguração da primeira exposição sobre os ODS na Futurália e a organização do Seminário Internacional “Autarquias Locais Rumo a 2030: Diálogos para o Desenvolvimento”, que durante dois dias promoveu espaços de debate sobre os atuais desafios que se colocam aos diversos atores do Desenvolvimento para a imple-
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REDES PARA O DESENVOLVIMENTO: EDUCAÇÃO GLOBAL PARA UMA COOPERAÇÃO MAIS EFICIENTE mar 2014 – mar 2017 portugal Parceria Europeia: Alemanha, Espanha e Holanda
Atividades em 2016 • Fortalecimento do trabalho em rede entre os municípios envolvidos no projeto; • Promoção do estreitamento de relações e sinergias entre municípios através de reuniões de coordenação, com frequência semestral (10 de maio e 14 de setembro), entre técnicos municipais designados como pontos-focais para integração e seguimento das atividades do projeto;
Beneficiários Diretos: em Portugal: 30 municípios e respetivos eleitos e técnicos; na Alemanha: 15 municípios e respetivos técnicos; em Espanha: 1 associação de municípios com 95 municípios associados; na Holanda: 1 associação de municípios com 13 municípios associados e respetivos técnicos; munícipes (com destaque para a comunidade escolar) dos municípios envolvidos, Organizações da Sociedade Civil (OSC) e entidades do setor privado, em todos os países.
Objetivos Geral: encorajar ações de Educação para o Desenvolvimento de municípios e de associações de municípios para apoiar processos de diálogo construtivos e ativos nas suas comunidades e promover o cumprimento de compromissos de desenvolvimento internacional. Específico: promover as capacidades dos municípios como atores efetivos de Educação e Cooperação para o Desenvolvimento; criar oportunidades para as comunidades e os cidadãos se envolverem em ações promovidas a nível local, através do acesso mais amplo a informação sobre assuntos globais de Desenvolvimento; e promover uma cooperação estreita e sinergias entre os municípios e Atores Não Estatais (ANE) de Portugal, Alemanha, Espanha e Holanda.
Orçamento € 897.442 COFinanciamento União Europeia e Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Parceiros CM Loures, CM Seixal, Fine+p, FGCS, LBSNN, Municípios de Erlangen, Helmond, Zoetermeer, Maastricht e RICD 66
• Continuação da dinamização dos Grupos de Trabalho do Fórum dos Técnicos da RICD, constituídos pelos técnicos municipais envolvidos no projeto: 1 grupo de trabalho responsável pela área da Educação para a Cidadania Global e 2 grupos de trabalho geográficos (Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), sendo que no âmbito deste último foi elaborada uma candidatura a um projeto; • Realização do Workshop Internacional “Práticas de Educação para o Desenvolvimento e Cooperação Descentralizada”, organizado pelo Fondo Galego, no dia 3 de maio, em Pontevedra, Galiza; e do Seminário Internacional “Autarquias Locais Rumo a 2030: Diálogos para o Desenvolvimento”, nos dias 3 e 4 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa; • Organização de 3 workshops por parte das câmaras municipais de Grândola, Loures, Matosinhos e Ourém; • Desenvolvimento e implementação de materiais de Educação para a Cidadania Global: cubos pedagógicos e uma exposição sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esta foi a 1ª exposição nacional sobre a temática dos ODS. Foi inaugurada na Futurália, na FIL, em Lisboa, onde esteve patente entre 16 e 19 de março, tendo já passado por 8 municípios que integram a RICD; • Implementação dos projetos vencedores do Prémio Redes para o Desenvolvimento: “Promoção da Educação para a Cidadania Global – ONU17”, da Fundação COI, Palmela, e “Os Outros – Representar a Cidadania Global”, da Rato – Associação para a Divulgação Cultural e Científica, Seixal; • Apresentação do projeto e da RICD em eventos nacionais e internacionais, com o objetivo de discutir a cooperação descentralizada e intermunicipal, com países parceiros, a nível nacional e europeu, exemplo disso foram as reuniões com representantes da Associação Nacional de Municípios Portugueses e com a Secretária de Estado dos Negócios e da Cooperação de Portugal; • Atualização do website (www.redesparaodesenvolvimento.org), com publicação frequente de notícias e eventos dos projetos e dos municípios envolvidos.
Factos e Números
20 municípios portugueses - 19 dos quais membros da RICD formalmente e ativamente envolvidos no projeto
30 técnicos municipais alvo de formação sobre Planeamento Estratégico para a elaboração do Plano Estratégico da RICD, Elaboração de Projetos e ODS
© GLP Âmago
4 grupos de trabalho constituídos
2 exposições sobre os ODS criadas e disseminadas
2 projetos receberam o Prémio Redes para o Desenvolvimento
1 workshop e 1 seminário internacional realizados
26 municípios e 16 ANE registados no website
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ESTUDOS ESTRATÉGICOS O Gabinete de Estudos Estratégicos e do Desenvolvimento, tem vindo a reforçar no IMVF uma dimensão think tank, de produção de conhecimento e de análise política sobre questões relevantes para a compreensão e para o debate sobre o Desenvolvimento e a Cooperação Internacional. No ano de 2016, a maioria das atividades esteve concentrada na realização da 2ª edição das Conferências de Lisboa sobre “A Globalização do Desenvolvimento” e na preparação do respetivo livro, a ser lançado no primeiro trimestre de 2017. No âmbito deste projeto, foi prosseguida a produção de conteúdos regulares para o Facebook e o website do projeto (www.conferenciasdelisboa.com), da responsabilidade do IMVF, na qualidade de coordenador da Comissão Executiva do projeto. Foi realizado no final de setembro o 2ª curso sobre “Global Challenges”, em resultado do acordo de parceria assinado com o ISCTE-IUL em 2015, bem como o colóquio “One Belt, One Road”, em outubro, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. No decurso do ano, foram preparadas as atividades requeridas pelo prémio “Investigação para o Desenvolvimento”, atribuído ao IMVF em parceria com o ISCTE-IUL. É de referir a não renovação do Acordo de Cooperação entre o Camões, I.P., o European Centre for Development Policy Management - ECDPM e o IMVF, estabelecido por iniciativa do então Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação desde 1996. A parceria foi objeto de várias avaliações positivas e contribuiu para o reforço da investigação, do debate e da divulgação pública dos temas da Cooperação para o Desenvolvimento. No website do IMVF está explicitado um resumo de algumas das realizações dos sucessivos projetos bienais do Acordo, cujo último produto foi a publicação em dezembro de 2015 do estudo “O Papel de Portugal na Arquitetura Global do Desenvolvimento: opções para o futuro da Cooperação Portuguesa”, cuja distribuição pública ocorreu já em março de 2016.
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CONFERÊNCIAS DE LISBOA 5-6 MAI | Fundação Calouste Gulbenkian A 2ª edição das Conferências de Lisboa, realizada sob o tema “A Globalização do Desenvolvimento”, contou com a participação de 38 personalidades e especialistas, com oradores provenientes de 11 países, designadamente Portugal, Bélgica, Canadá, Paquistão, Índia, EUA, Holanda, Nigéria, Colômbia e Egito. A audiência rondou as 600 pessoas. As Conferências de Lisboa são o resultado da colaboração das seguintes instituições: Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), Fundação Portugal-África (FPA), ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, Sociedade Financeira de Desenvolvimento (SOFID) e União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA). O IMVF é coordenador da Comissão Executiva do projeto. Para além da entidade parceira, a Fundação Calouste Gulbenkian, o cofinanciamento desta edição das Conferências contou com a contribuição das seguintes instituições: Camões, I.P., Representação da Comissão Europeia em Portugal, Fundação EDP, Fundação Millenniumbcp, Banco BIC e Fundo Investimoz, Estoril-Sol e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). A Conferência teve pela primeira vez o Alto Patrocínio do Presidente da República. Na 2ª edição das Conferências de Lisboa foram debatidos os seguintes temas: desenvolvimento sustentável; reconfigurações geoeconómicas; bilateralismo vs protecionismo; a problemática Norte - Sul; as ameaças de segurança; o projeto europeu. Foi igualmente discutida a criação do Clube de Lisboa, como fórum para projetar Lisboa como lugar de referência na reflexão, debate e promoção de iniciativas sobre temas relevantes da agenda internacional. Mais informações, vídeos e resumo dos debates no livro da Conferência disponíveis no website do projeto.
Live Sketching na sessão de abertura da 2ª edição das Conferências de Lisboa
COLÓQUIO: ONE BELT, ONE ROAD 26 OUT | Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa O objetivo deste colóquio foi debater a iniciativa geoestratégica chinesa de investimento numa rede de infraestruturas e serviços de ligação por terra e por mar da China ao Atlântico e foi apresentada pela Dra. Baige Zhao, membro do Comité Permanente e Vice-Presidente do Comité de Relações Exteriores do Congresso Nacional do Povo da República Popular da China. A oradora é enviada especial do Presidente chinês Xi Jinping para a divulgação da One Belt, One Road e, na qualidade de Presidente do Conselho Con-
sultivo do CASS-RDI (Research and Development International, Chinese Academy of Social Sciences) tem desempenhado um papel ativo junto ao mundo empresarial para promoção da iniciativa. A sessão foi realizada em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em Lisboa, no dia 26 de outubro, tendo contado com cerca de 100 participantes.
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INVESTIGAÇÃO E PUBLICAÇÕES Investigação para o Desenvolvimento
CURSO DE VERÃO: OS DESAFIOS GLOBAIS 26-30 SET | ISCTE-IUL Realizado em parceria com o ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa para análise e debate das oportunidades e ameaças globais, com a duração de 20 horas e a participação de 37 alunos e 14 conferencistas nacionais e internacionais, o curso apresentou os seguintes painéis: geopolítica & economia global; petróleo & crescimento sustentável; ameaças de segurança; desafios do desenvolvimento & valores globais; atores globais. Este curso de verão foi igualmente oferecido pelo ISCTE-IUL como unidade curricular opcional do Mestrado em Estudos Internacionais.
A primeira edição do prémio “Investigação para o Desenvolvimento” foi atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo Camões I.P. ao projeto do IMVF “A Coerência das Políticas para o Desenvolvimento: desafio para uma cidadania ativa em Cabo Verde”, com a finalidade de sistematizar e divulgar de forma científica os resultados do projeto através de uma parceria com o ISCTE-IUL. As atividades incluíram a elaboração de um artigo para publicação em revista internacional da especialidade e a preparação de um dossier especial de um número da revista Cadernos de Estudos Africanos, a publicar em 2017.
Publicações A publicação “O Papel de Portugal na Arquitetura Global do Desenvolvimento: opções para o futuro da Cooperação Portuguesa” foi distribuída por mais de 100 entidades e participantes no estudo. As intervenções na 2ª edição das Conferências de Lisboa foram compiladas e adaptadas em 2016 para a publicação de IMVF Briefs e IMVF Policy Papers no primeiro trimestre de 2017. O livro da Conferência estará disponível em papel
© CCIP
e no website das Conferências de Lisboa.
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© CCIP
Factos e Números
1 conferência internacional 2ª edição das Conferências de Lisboa sobre “A Globalização do Desenvolvimento”,
8 instituições parceiras, 6 painéis de debate e uma audiência de cerca de 600 pessoas 1 colóquio “One Belt, one Road” com uma audiência de cerca de 100 pessoas
1 formação - 2º Curso de Verão “Global Challenges” com
37 participantes
1 website e 1 página do Facebook com publicações regulares sobre temas do projeto das Conferências de Lisboa, com
2.340 seguidores
71
© Emanuel Ramos
3.2 ONDE ESTAMOS 73
ANGOLA
0,532 (149º)
1
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
25.021.974 População atual
4.101,47 US$ PIB per capita
52,3 anos
Esperança Média de Vida
Valor dos projetos em curso
€ 1.750.000
45,5 nascimentos Taxa Natalidade
(por 1000 habitantes)
13,7 óbitos
Taxa Mortalidade (por 1000 habitantes)
70,6%
Taxa de Alfabetização 100%
Saúde
1
Posição em 188 países.
Fontes: http://hdr.undp.org (IDH; Esperança Média de Vida e Taxa de Alfabetização) http://data.worldbank.org/country/angola?view=chart (População; PIB; Taxa de Natalidade e Mortalidade)
74
Vozes do Desenvolvimento
Vivo há 10 meses em Angola, na Província do Bié, no Município de Camacupa. Sinto que é um trabalho desafiador, num país com poucos anos de pós-guerra onde as dificuldades são inúmeras. O povo é forte, tem que ser forte a cada dia, vivendo na escassez do que é básico, como a água potável e a energia elétrica. A minha missão é dar assistência técnica para a melhoria dos registos e tratamento de dados, cujo benefício se repercutirá, quer ao nível da organização da saúde municipal, quer da melhoria da qualidade de vida dos utentes, com impacto direto nos cuidados de saúde que são atualmente prestados. Os munícipes de Camacupa são acolhedores e têm-me ajudado a colmatar os normais constrangimentos de quem vive longe da família em missão de serviço, acrescidos dos desafios do dia a dia, bem como das limitações no acesso a serviços básicos, como água e luz. A comunidade local ensina-me a enfrentar estes desafios de forma construtiva! Obrigado aos meus colegas e ao IMVF. Melissa Mota, perita do IMVF no Camacupa, Bié
75
BRASIL
0,755 (75º)
1
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
207.847.528 População atual
8.538,59 US$ PIB per capita
74,5 anos
Esperança Média de Vida Valor dos projetos em curso
€ 971.842
14,7 nascimentos Taxa Natalidade
(por 1000 habitantes)
6,1 óbitos
Taxa Mortalidade (por 1000 habitantes)
91,3%
Taxa de Alfabetização 100%
Desenvolvimento Rural 1
Posição em 188 países.
Fontes: http://hdr.undp.org (IDH; Esperança Média de Vida e Taxa de Alfabetização) http://data.worldbank.org/country/brazil?locale=pt (População; PIB; Taxa de Natalidade e Mortalidade)
76
Vozes do Desenvolvimento
O Ká Amubá veio para melhorar a relação das pessoas na comunidade. O projeto é importante porque trabalha a questão agroecológica, que ainda não tinha tido uma oportunidade concreta aqui na comunidade. Por exemplo, a questão da utilização de agrotóxicos nas plantações. Com o projeto aprendemos a fazer biofertilizante através de uma fórmula de adubo biológico, que é feito de forma natural e sem químicos e já vimos resultados. Vimos também que, com uma nova tecnologia de assistência técnica, foram atingidos resultados mais rápidos. Com este projeto aprendemos a plantar alimentos que não têm veneno e a respeitar a natureza, de forma responsável. Assim, sabemos que vamos ter um retorno na saúde e qualidade de vida. Elinalva Moreira dos Santos, agricultora do Quilombo de Oiteiro, Itapecuru Mirim
Quando perguntei ao Sr. Manuel Moura da comunidade Quilombola de Jenipapo, município de Caxias, como estava a correr a horta, ele respondeu: “Estamos vivendo dela”. E isto nos emociona, saber o impacto do projeto. Maria José Palhano Silva, coordenadora geral da ACONERUQ
77
CABO VERDE
0,555 (143ª)
1
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
520.502 População atual
3.080,18 US$ PIB per capita
73,3 anos Esperança Média de Vida Valor dos projetos em curso
€ 1.063.434 24%
21,4 nascimentos Taxa Natalidade
(por 1000 habitantes)
5,4 óbitos
Taxa Mortalidade (por 1000 habitantes)
83,3%
Taxa de Alfabetização 76%
Saúde
1
Posição em 188 países.
Identidade Cultural e Turismo Fontes: http://hdr.undp.org (IDH; Esperança Média de Vida e Taxa de Alfabetização) http://data.worldbank.org/country/cabo-verde?view=chart (População; PIB; Taxa de Natalidade e Mortalidade)
78
Vozes do Desenvolvimento
A formação [em calçada artística] foi boa, tinha muito interesse em participar. Era necessária, pois nunca tinha sido ministrada na ilha. Fiquei muito satisfeito com a formação e com o respetivo diploma. Quanto ao andamento dos trabalhos do arruamento, posso afirmar que está num bom ritmo. Vamos dar o nosso máximo, continuar com este ritmo até ao final. Eurides Évora, formanda, bairro de Nhu Dam, ilha do Maio
O trabalho [de arruamento] é excelente! No meu caso, uso uma cadeira de rodas. Fiz uma rampa, mas ficou um pouco afastada da rua. Com as obras de arruamento, a rampa ficou melhor enquadrada. Moro com o meu filho, porém ele vai à escola e fico sozinho. No caso de precisar de tratar de algum assunto fora de casa, com esta rampa e a conexão que será feita com a rua, vou conseguir circular suavemente. Estou muito contente! Que Deus nos dê vida e saúde, para que todos possamos usufruir da nossa rua. Edmundo Monteiro, morador, bairro de Nhu Dam, ilha do Maio
Fiquei contente com este trabalho, pois antes sem calçada havia muita terra e barulho constante de carros. Havia muita poeira por aqui. Agora, a rua ficou mais bonita. Estou muito feliz. Alzira Frederico, moradora, bairro de Nhu Dam, ilha do Maio
79
GUINÉ-BISSAU
0,420 (178º)
1
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
1.844.325 População atual
572,99 US$ PIB per capita
55,2 anos
Esperança Média de Vida Valor dos projetos em curso
€ 12.741.926
Taxa Natalidade
(por 1000 habitantes)
14% 31% 15%
37,1 nascimentos 12,1 óbitos
Taxa Mortalidade (por 1000 habitantes)
56,7%
Taxa de Alfabetização 40%
Saúde Desenvolvimento Rural Fortalecimento Institucional Identidade Cultural e Turismo
80
1
Posição em 188 países.
Fontes: http://hdr.undp.org (IDH; Esperança Média de Vida e Taxa de Alfabetização) http://data.worldbank.org/country/guinea-bissau?view=chart (População; PIB; Taxa de Natalidade e Mortalidade)
Vozes do Desenvolvimento A Guiné-Bissau é um país de grandes desafios e com um povo maravilhoso que nos ensina diariamente que é possível construir e melhorar mesmo na dificuldade extrema. Trabalhar com uma equipa clínica como a do IMVF, com profissionais dedicados e experientes, com um sentido de missão notável e um empenho na mudança, tornou as tarefas de coordenação mais fáceis e seguramente muito mais gratificantes. Mas o mais importante e determinante foi o esforço desenvolvido pelos profissionais de saúde guineenses que, absorvendo toda a formação ministrada, conseguiram melhorar de uma forma muito relevante a qualidade dos cuidados de saúde prestados na área da saúde materna e infantil. Alice Vilas Boas, coordenadora clinica do PIMI
Participámos no Programa UE-PAANE através da formação inicial e depois com a candidatura ao 3º concurso de subvenções fase I e II. Com este financiamento conseguimos criar uma loja comunitária em Quinhamel para a venda de produtos e, atualmente, fazemos vendas em Bissau a partir de encomendas. Para além da produção, começámos a fazer transformação e embalamento dos produtos. O financiamento concedido pelo Programa permitiu-nos adquirir um gerador, o sistema de refrigeração e uma eletrobomba. Não queremos que o UE-PAANE desapareça. Quando acabou o 3º convite, todas as organizações beneficiárias assinaram uma carta para a UE a solicitar a continuidade do apoio do UE-PAANE. Nós, mulheres, saímos da escuridão para a claridade. Beatriz Seidi, secretária executiva da ONG Mers Bodjar
81
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
0,555 (143ª)
1
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
190.344 População atual
1.669,06 US$ PIB per capita
55,2 anos
Esperança Média de Vida Valor dos projetos em curso
€ 4.027.373 28%
34,1 nascimentos Taxa Natalidade
(por 1000 habitantes)
6,9 óbitos
Taxa Mortalidade (por 1000 habitantes)
69,5%
Taxa de Alfabetização 72%
Saúde Educação
1
Posição em 188 países.
Fontes: http://hdr.undp.org (IDH; Esperança Média de Vida e Taxa de Alfabetização) http://data.worldbank.org/country/sao-tome-and-principe?view=chart (População; PIB; Taxa de Natalidade e Mortalidade)
82
Vozes do Desenvolvimento
Todas as missões se revelam diferentes, mas igualmente desafiantes. Existem fatores que não são facilmente controláveis e a sua imprevisibilidade torna cada missão única. Vamos progressivamente conhecendo melhor a realidade do contexto de trabalho e contamos também com um maior envolvimento dos profissionais de saúde locais. É de salientar o profissionalismo e empenho de todos os elementos da equipa para, em duas semanas de missão e num ritmo intenso, conseguir observar em consulta e operar o número máximo de crianças. A logística envolvida para conseguir cumprir o objetivo é complexa e não seria possível sem todo o apoio da equipa no terreno do IMVF. Sara Pereira, médica que integra as missões de Cirurgia Pediátrica do Saúde para Todos
Foi muito gratificante ter integrado este projeto porque percebi que é possível sonhar e concretizar! O projeto Escola+ aposta na Educação e, com isso, num futuro que se quer mais equitativo, mais justo! A prioridade é dotar os jovens de ferramentas com as quais sejam capazes de transformar as suas vidas! Os professores são-tomenses são a chave de todo o processo e, por isso, em conjunto se trabalha de forma árdua e diária, para operacionalizar uma mudança educativa que permita aos jovens são-tomenses estar em pé de igualdade com outros jovens, naqueles que são os desafios do século XXI. Trabalhar neste projeto é nunca baixar os braços, é continuar a ter ideias e energia para fazer mais e melhor. Marta Gomes, professora cooperante da disciplina de História do projeto Escola + Fase II
83
PORTUGAL
0,830 (43º)
1
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
10.348.648 População atual
19.222,15 US$ PIB per capita
80,9 anos Esperança Média de Vida Valor dos projetos em curso
7,9 nascimentos Taxa Natalidade
€ 4.027.373
(por 1000 habitantes)
2%
10,1 óbitos
Taxa Mortalidade (por 1000 habitantes) 49%
49%
94,5%
Taxa de Alfabetização
84
Estudos Estratégicos
1
Cidadania Global
Fontes:
IMVF Municípios
http://hdr.undp.org (IDH; Esperança Média de Vida e Taxa de Alfabetização) http://data.worldbank.org/country/portugal?view=chart (População; PIB;Taxa de Natalidade e Mortalidade)
Posição em 188 países.
Vozes do Desenvolvimento Ser Embaixadora da Justiça Social é, ao mesmo tempo, uma ambição e um desafio. Uma ambição porque exige um trabalho constante de reflexão, de discussão e de advocacy, uma vez que traz uma responsabilidade acrescida de participação e de intervenção social democrática. É igualmente um desafio, por me impor uma necessidade permanente de questionamento, numa altura de rutura e de crise humanitária e social. É ainda uma responsabilidade de todos os dias. Tânia Neves, Jovem Embaixadora da Justiça Social do projeto Desafiar a Crise
Ficou claro para mim que o mundo está povoado de pessoas dispostas a pensar e construir melhores condições coletivas, melhores estratégias de viver e de se relacionar para o bem comum, e que existem “caminhos possíveis”. Acredito que, na medida em que aconteçam novas tours ou projetos comuns, que envolvam países com diferenças culturais significativas, como o projeto Economia Social e Solidária, mais potencias locais serão apreendidas, conectadas de forma complementar para promover questionamentos quanto a diferenças e desafios enfrentados localmente, quanto a criação de soluções globais significativas para a colaboração entre países, pessoas e iniciativas voltadas para a implementação de objetivos, projetos e realização de anseios para uma Europa cooperativa e mais justa. Temos um longo trabalho pela frente! Edlisa Peixoto, oradora da Tour Economia Social e Solidária
O projeto Redes para o Desenvolvimento contribuiu para o reforço das ações de cooperação e educação para o desenvolvimento de iniciativa municipal, envolveu um maior número de técnicos e novos setores municipais. Com base nos conteúdos definidos foram realizadas novas atividades locais e, em alguns casos, foram criados novos produtos. A compreensão, receção e divulgação das iniciativas de cooperação são, no presente momento, mais valorizadas, e, a nível territorial/concelhio, conseguimos chegar a novos atores para a cooperação, nomeadamente empresas locais. O sentimento geral é o de que o trabalho desenvolvido intensificou a partilha de conhecimentos, de responsabilidades e de experiências, atuando, inclusive, em outras áreas transversais ao projeto. Graça Sabugueiro, técnica da Câmara Municipal da Amadora 85
86
3.3 EVENTOS E PARTICIPAÇÕES 87
EVENTOS E PARTICIPAÇÕES
© Creating Health
DESTAQUES 2016
IMVF torna-se membro do Conselho Social do Creating Health Research and Innovation Funding, um gabinete de apoio à captação de financiamento para a Inovação e Investigação (I&I) em Saúde | 22 de fevereiro, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa
Coorganização da 2ª edição das Conferências de Lisboa sobre a “Globalização do Desenvolvimento” | 5 e 6 de maio, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Inauguração da 1ª exposição nacional sobre os ODS na Futurália | 16 de março, FIL, Lisboa Participação no concurso Sardinhas 2016 – Festas de Lisboa, através da criação 3 sardinhas: Fruta Tropical Justa, Conferências de Lisboa e Saúde para Todos
88
Mostra de projetos financiados pela União Europeia na Guiné-Bissau, no âmbito das comemorações do Dia da Europa | 10 de maio, Delegação da União Europeia na Guiné-Bissau
Lançamento do livro “Bijagós: Património Arquitetónico”, da autoria de Duarte Pape, Rodrigo Rebelo de Andrade, com fotografia de Francisco Nogueira e editado pela Tinta da China | 27 de outubro, sede CPLP, Lisboa
Apresentação “Cooperação e Inovação - Consultas de Telemedicina entre Lisboa e São Tomé”, organizada em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e o Hospital CUF Infante Santo | 19 de outubro, Hospital CUF Infante Santo, Lisboa
Painel “À Conversa Com” Eduardo Lourenço & Guilherme de Oliveira Martins, com moderação de Mónica Ferro, integrado no seminário “Autoridades Locais rumo a 2030: Diálogos para o Desenvolvimento” | 3 de novembro, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
89
PALESTRAS E INTERVENÇÕES
REPRESENTAÇÕES E PARTICIPAÇÕES
• XVIII Seminário Regional de Educação “Tomar a Aprender – Educação e Formação para o Sucesso Escolar” | 9 de abril, Biblioteca Municipal de Tomar
• Quiz e angariação de donativos para apoio aos refugiados | 8 de janeiro, sede IMVF, Lisboa • Sessão sobre a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR - Linha da Frente) | 11 de janeiro, Espaço Atmosfera M, Lisboa • Encontro Internacional “Sinergias para a Transformação Social - Diálogos sobre o Desenvolvimento” | 12 e 13 de janeiro, ISEG, Lisboa • Seminário “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Consulta Pública e Aliança para os ODS” | 20 de janeiro, Culturgest - Fundação CGD, Lisboa • Reunião do Grupo de Financiamento do Desenvolvimento (FDR) do CONCORD | 26 de janeiro e 25 e 26 de outubro, Bruxelas • Apresentação do Relatório do Exame do CAD à Cooperação Portuguesa | 29 de janeiro, Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa • Reunião sobre a iniciativa “Para uma CASA Comum!” sobre a crise dos refugiados | 10 de fevereiro, sede da Plataforma Portuguesa das ONGD, Lisboa • Seminário Internacional “Museums: one object, many visions…” | 22 de fevereiro, Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa • Mesa-redonda “Migrações e Desenvolvimento: direitos humanos e questões securitárias em perspetiva” | 22 de fevereiro, Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, Loures • Encontro “Mobilidade Académica na CPLP – Uma Reflexão para o Presente, Um Desafio para o Futuro” | 11 de março, sede da CPLP, Lisboa • Reunião de apoio aos refugiados organizada pela Plataforma Portuguesa das ONGD | 14 de março, sede do GRAAL, Lisboa • Sessão de Formalização de Protocolos com Instituições Anfitriães da PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados | 21 de março, Câmara Municipal de Lisboa
• Dinamização do workshop “Novas dinâmicas de Desenvolvimento” | 4 de maio, sede da FEC, Lisboa • Conferência “Promoção da Educação para a Cidadania Global: os 17 novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, organizado pela Fundação COI | 6 de maio, Biblioteca Municipal de Palmela e 13 de maio, ISCTE-IUL, Lisboa • XVII Semana das Ciências Agrárias “Uma experiência de cooperação para o desenvolvimento rural em países tropicais” | 9 de maio, Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança • Seminário Networking entre ONGD e Empresas - Promover Parcerias Win-Win no âmbito do mercado das multilaterais | 7 de junho, AICEP, Lisboa • Sessão de apresentação de 3 projetos implementados pelo IMVF e financiados pela União Europeia na Guiné-Bissau (PIMI, UE-ACTIVA e UE-PAANE), dirigida a estudantes de jornalismo | 13 de julho, Delegação da União Europeia na Guiné-Bissau • VII Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa | 1 e 2 de setembro, Centro de Cultura e Congressos da Seção Regional Norte da Ordem dos Médicos, Porto • Encontro “Desafios Globais da Europa: os limites da política exterior da UE e as possibilidades numa Europa federal”, organizado pelos União dos Federalistas Europeus e Jovens Federalistas Europeus | 17 de outubro, ISCTE-IUL, Lisboa • Activisms in Docs: exibição do filme “Neram N’Dok” e debate | 20 de outubro, Largo Café Estúdio, Lisboa
90
• Assembleia Intermunicipal da RICD | 23 de março, Seixal e 17 de outubro, Cascais • Reunião de Avaliação da Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (ENED) - Focus Group | 6 de abril, sede da Plataforma Portuguesa das ONGD, Lisboa • Reunião sobre a crise dos refugiados – projeto Camões, I.P. | 7 de abril, sede da Plataforma Portuguesa das ONGD, Lisboa • Conferência “Saúde: Uma Visão Europeia” | 7 de abril, Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica, Lisboa • Apresentação do projeto “Educar para Cooperar: a Rota Histórica das Linhas de Torres e a Cidadania Global” | 19 de abril, Vila Franca de Xira • Workshop “Agenda 2030 on sustainable development” organizado pela Agrinatura, ISA e INOVISA | 21 de abril, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa • Reunião de preparação da 8ª Convenção da RSO-PT | 12 de maio, Sede da CIG, Lisboa • XIXª Sessão Plenária do Fórum de Cooperação para o Desenvolvimento | 25 de maio, Camões, I.P., Lisboa • Seminários Avançados em Educação, Cooperação e Desenvolvimento no âmbito do doutoramento em Ciências das Educação | 27 de maio, Universidade do Minho, Braga • IMVF Portas Abertas: iniciativa Acesso Cultura | 17 de junho, sede do IMVF, Lisboa • INFO DAY - Oportunidades de financiamento H2020 “Saúde, alterações demográficas e bem-estar” | 20 de junho, Pavilhão do Conhecimento, Lisboa • Debate sobre a Avaliação Externa da Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (ENED) | 13 de julho, Auditório do Camões, I. P., Lisboa
• INFO DAY H2020 - “As TIC aplicadas à Saúde e Bem-Estar”, organizado pelo GPPQ - Gabinete de Promoção do Programa-Quadro | 13 de setembro, Auditório da Microsoft, Lisboa • Portugal Inovação Social: Oportunidades de Financiamento para as Fundações | 15 de setembro, Fundação Arpad Szenes e Vieira da Silva, Lisboa • 1º Encontro de Sistematização de Experiências do projeto Sinergias ED | 30 de setembro, sede da Fundação Gonçalo da Silveira, Lisboa • Reunião do projeto Sinergias ED | 7 e 28 de novembro, Sede da Fundação Gonçalo da Silveira, Lisboa • Debate sobre Jornalismo e Desenvolvimento no âmbito do projeto “Aquele Outro Mundo que é o Mundo - o Mundo dos Media e o Mundo do Desenvolvimento” | 16 de novembro, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa • Apresentação dos resultados das linhas de cofinanciamento para ONGD e apresentação de um filme sobre o trabalho desenvolvido por estas | 16 de novembro, Auditório Camões, I.P., Lisboa • Seminário “Cooperar para Inovar: o valor acrescentado e as oportunidades de cooperação bilateral com as ONG portuguesas”, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian e EEA Grants | 24 de novembro, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa • Participação na conferência “Educação Global: rumo a um Mundo Solidário”, organizada pelo GENE - Global Education Network Europe | 28 de novembro, Paris • Formação sobre Project Design and Cycle Management – Logical Framework – EUROPEAID, facilitado pela Consultora Projects for Change | 21 e 22 de dezembro, Fundação Cidade de Lisboa
91
ESCOLAS, UNIVERSIDADES E ESTÁGIOS
ATIVIDADES NO ÂMBITO DA PLATAFORMA DAS ONGD
• Dinamização do workshop “Consciência para a Cidadania” | 21 de abril, Escola Secundária de Pinhal Novo • Dinamização de uma sessão de informação sobre os ODS | 27 de abril, Escola Secundária Fernando Lopes Graça, Parede • Aula de apresentação dos planos de comunicação sobre o IMVF, elaborados pelos alunos da licenciatura de Ciências da Comunicação | 22 de junho, Universidade Europeia, Lisboa • Presença na defesa de tese da estagiária do IMVF da licenciatura de Estudos Africanos | 11 de julho, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
• Participação nas Assembleias Gerais da Plataforma Portuguesa das ONGD | 5 de abril e 19 de dezembro • Participação nas reuniões do Grupo de Trabalho de Ética da Plataforma Portuguesa das ONGD: • VI Oficina do Conhecimento “Parcerias e Sinergias entre ONGD e outros Atores do Desenvolvimento: Mitos e Realidades” | 23 de fevereiro, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
• Participação nas reuniões do Grupo de Trabalho de Educação para o Desenvolvimento da Plataforma Portuguesa das ONGD: • Workshop “Será possível um Mundo diferente com os ODS?” | 2 de junho, Fundação Cidade de Lisboa, Lisboa • Tertúlia “Modelos e Perspetivas de Desenvolvimento” | 22 de setembro, Santa Maria da Feira
• Participação nas reuniões do Grupo de Trabalho Aid Watch da Plataforma Portuguesa das ONGD.
92
3.4 COMUNICAÇÃO E MEDIA 93
COMUNICAÇÃO E MEDIA
94
Em 2016, a comunicação continuou a ser uma aposta sólida por parte do Instituto Marquês de Valle Flôr como forma de dar a conhecer a sua atividade, quer a nível institucional, quer no âmbito dos projetos que implementa. A comunicação continua, assim, a ser encarada como um veículo imprescindível à divulgação de informação interna e externa e como fonte de conhecimento e reconhecimento da organização. Do ponto de vista da comunicação interna, assumida como um instrumento de partilha de informação entre todos os elementos da organização, em 2016, a Newsletter Interna do IMVF foi regularmente divulgada, com uma periodicidade mensal, tendo a mesma sido objeto de reformulação: os seus conteúdos foram diversificados, e assumiu uma componente visual mais apelativa, sendo agora enviada através da plataforma MailChimp.
materiais gráficos e audiovisuais; acompanhou a preparação, desde o design até à impressão, de todos os suportes associados a cada um dos projetos, assegurando, assim, a coerência ao nível da mensagem de texto e imagem. Por fim, colaborou na organização de diversas iniciativas e eventos no âmbito institucional e no quadro dos vários projetos em curso.
O Gabinete de Comunicação e Imagem do IMVF, em 2016, manteve uma intervenção consistente e continuou a apoiar a produção e a revisão de conteúdos e a preparação de
REDES SOCIAIS | A gestão de redes so-
PRESENÇA ONLINE IMVF.ORG | Em 2016 continuou a fazer parte do trabalho diário da comunicação o acompanhamento e a atualização do website institucional, assegurando a tradução dos conteúdos publicados para a versão inglesa, tendo sempre presente a necessidade de abranger todos os nossos interlocutores. Ao longo do ano, foram publicadas 101 notícias no website do IMVF um aumento para cerca do dobro relativamente ao ano passado, tendo sido dado destaque a todas as atividades e eventos organizados e coorganizados pelo IMVF. Foram publicadas entrevistas a colaboradores no terreno, disponibilizados vários recursos sobre temas do Desenvolvimento, conteúdos atualizados sobre todos os projetos em curso, clipping, comunicados de imprensa e destaques a publicações, fotografias e vídeos.
ciais continuou a fazer parte das funções diárias do Gabinete de Comunicação e Imagem.
A página do IMVF nesta rede soma 4.701 seguidores, tendo obtido um aumento de 751 seguidores face a 2015. Com uma média de 2 a 3 publicações diárias sobre a atividade e os projetos do IMVF, e sobre temas relacionados com as áreas de intervenção do Instituto, foram feitas 388 publicações nesta rede em 2016.
Criada em março de 2016, a conta do IMVF no Instagram foi a nova aposta nas redes sociais. Foram divulgadas 77 publicações, entre fotografias e vídeos, que, no total, obtiveram mais de 1.000 “gostos”. Atualmente a conta @imvfongd tem 92 seguidores.
Como forma de partilhar informação de forma imediata e sucinta, nomeadamente ao nível do acompanhamento de eventos em que o IMVF está presente e participa, a página do IMVF no Twitter teve uma evolução muito positiva em 2016. Diariamente foram publicados e partilhados vários tweets, no total de 483 tweets ao longo do ano, sendo que, atualmente, a página do IMVF nesta rede soma 163 seguidores.
O canal do IMVF no Youtube tem atualmente disponível 206 vídeos, que tiveram, em 2016, cerca de 65.000 visualizações. Face ao ano anterior foram publicados e divulgados mais 48 vídeos e criadas várias playlists temáticas. No total, desde 2008, o canal do IMVF conta com 336 subscritores e 250.000 visualizações.
O ISSUU revela-se uma importante plataforma de partilha de publicações, bastante útil para a divulgação do trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos do IMVF, contando com 237 publicações disponíveis para consulta e download. Ao longo do ano, as publicações tiveram cerca de 42.000 visualizações, mais 12.000 em comparação com o ano anterior. A conta do IMVF é acompanhada por 122 seguidores, tendo sido efetuadas 253 partilhas das publicações.
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PRESENÇA NOS MEDIA No âmbito da comunicação externa, a face mais visível do trabalho desenvolvido pelo IMVF e que dá a conhecer ao público em geral a nossa atuação, em 2016, em parceria com a JLM&A – João Líbano e Monteiro, a comunicação do IMVF com os media continuou a assumir elevada importância. Em 2016, foram publicadas 330 notícias em diferentes meios de comunicação social nacionais e internacionais sobre a atividade do IMVF, entre reportagens, entrevistas, artigos de opinião e comentários em órgãos de comunicação social como Lusa, RTP, TVI, SIC, Público, Expresso, Diário de Notícias, Observador, Jornal I, Antena 1, RDP África, TSF. Em termos mediáticos, importa destacar a apresentação oficial da telemedicina de Otorrinolaringologia, com a realização da consulta inaugural, no dia 19 de outubro, em direto, entre o Hospital CUF Infante Santo, em Lisboa e o Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé.
96
Outro marco relevante do ponto de vista mediático foi lançamento do livro “Bijagós – Património Arquitetónico”, da autoria de Duarte Pape e Rodrigo Rebelo de Andrade, com fotografia de Francisco Nogueira, e editado pela Tinta da China, no dia 27 de outubro, no Palácio Conde de Penafiel, sede da CPLP, em Lisboa.
RECORTES DE IMPRENSA
16/01 – Expresso
25/02 – Impulso Positivo
16/03 – RTP África
Por uma nova politica de cooperação
Todos podemos desafiar a crise
Saúde Guiné-Bissau: Hospital de Cumura ganha bloco cirúrgico e maternidade ampliada
01/04 – Revista da Ordem dos Médicos Investir na Saúde é investir no desenvolvimento social e económico
05/05 – Diário de Notícias
02/06 – Expresso
Fazer de Lisboa o fórum de discussão de grandes temas internacionais
“Fruta doce, verdade amarga”: ONG denunciam violações de direitos humanos nas plantações de fruta tropical
16/06 – Impulso Positivo
08/08 – Observador
15/08 – Jornal de Notícias
Tour Economia Social e Solidária chega a Portugal
Projeto contra mortalidade infantil poderá ser alargado a toda a Guiné-Bissau
Desenvolver é mais do que um projeto
19/10 – Observador
20/10 – RTP 1
08/11 – RTP África
Portugal e São Tomé realizam teleconsultas de otorrinolaringologia a partir de Lisboa
Telemedicina São Tomé - Consultas de ORL em tempo real entre São Tomé e Príncipe e Lisboa
Arquitetura dos Bijagós. Arquitetos lusos estudam património arquitetónico do arquipélago guineense
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98 © GLP Âmago
4 O NOSSO PLANO PARA 2017 99
NOVOS PROJETOS A TER INÍCIO
Saúde Para Todos – Rumo à Sustentabilidade JAN 2017 – DEZ 2020 PAÍS: São Tomé e Príncipe TEMÁTICA (S): Saúde PÚBLICO-ALVO: A totalidade da população são-tomense; e os profissionais do Serviço Nacional de Saúde PARCEIROS: Ministério da Saúde da República Democrática de São Tomé e Príncipe FINANCIAMENTO: Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
Mais e Melhores Voluntários na UE: Reforçar a Capacidade Técnica das Organizações Europeias e Melhorar as Oportunidades de Participação dos Cidadãos da UE nas Ações de Ajuda Humanitária FEV 2017 – JAN 2019 PAÍSES: Chipre, Eslovénia, Espanha, Estónia, Hungria, Itália, Letónia, Lituânia e Portugal TEMÁTICA (S): Voluntariado em ações de Ajuda Humanitária PÚBLICO-ALVO: Voluntários PARCEIROS: NGO SC, Sloga-national platform, APS, EEsti PtP, HAND-national platform, GVC, LAPAS-national platform, JKC, e Universidade de Bolonha FINANCIAMENTO: União Europeia
Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil (Pimi Ii) – Seguimento do Apoio à Componente de Reforço da Disponibilidade e Qualidade dos Cuidados de Saúde Materno-Infantis da Guiné-Bissau MAR 2017 – MAR 2021 PAÍS: Guiné-Bissau TEMÁTICA (S): Saúde PÚBLICO-ALVO: Crianças até aos 5 anos de idade e mulheres em idade fértil de todas as regiões sanitárias da Guiné-Bissau; profissionais de saúde afetos às 117 áreas sanitárias do país; e os habitantes das 11 regiões sanitárias/9 regiões administrativas que constituem o país. PARCEIROS: UNICEF e EMI FINANCIAMENTO: União Europeia
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NOVAS CANDIDATURAS APRESENTADAS E/OU PREVISTAS Quilombolas, Agentes Populares de Direito: Projeto de Monitorização e Efetivação das Políticas Públicas em Áreas de Quilombos DURAÇÃO: 36 meses PAÍS: Brasil TEMÁTICA (S): Direitos sociais e humanos PÚBLICO-ALVO: População quilombola e gestores públicos PARCEIROS: ACONERUQ FINANCIAMENTO: União Europeia
Projeto de Reforço da Ação Quilombola na Efetivação das Políticas Públicas E Cooperativismo DURAÇÃO: 48 meses PAÍS: Brasil TEMÁTICA (S): Reforço social civil e trabalho em rede PÚBLICO-ALVO: Coordenação Nacional de Quilombos (CONAQ); Associações Quilombolas do Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Pernambuco e Ceará, as comunidades associadas e membros da Cooperativa Quilombola do Maranhão. PARCEIROS: ACONERUQ FINANCIAMENTO: União Europeia
Projeto de Turismo Solidário e Comunitário na Ilha do Maio DURAÇÃO: 36 meses PAÍS: Cabo Verde TEMÁTICA (S): Turismo sustentável e geração de renda PÚBLICO-ALVO: População da ilha do Maio PARCEIROS: Câmara Municipal do Maio e Câmara Municipal de Loures FINANCIAMENTO: União Europeia
Cria Balur Na Tabanka – Reforço da Cadeia de Valor Avícola e do Acesso aos Mercados na Região de Cacheu DURAÇÃO: 36 meses PAÍS: Guiné-Bissau TEMÁTICA (S): Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar PÚBLICO-ALVO: Criadoras de aves, produtores de ração, técnicos paraveterinários, associados da cooperativa COAJOQ, comerciantes, animadores rádio/TV, jovens, consumidores de frango e ovos, num total de 13.365 pessoas correspondentes a 2.673 famílias; 194.674 habitantes da região de Cacheu e 38.000 habitantes de Bissau PARCEIROS: COAJOQ FINANCIAMENTO: União Europeia
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Elaboração de Planos de Estrutura Urbana e de Planos Gerais de Urbanização DURAÇÃO: 11 a 15 meses PAÍS: Moçambique TEMÁTICA (S): Assistência técnica, ordenamento do território, planos de ação e caracterização e diagnóstico provincial PÚBLICO-ALVO: População de Jangamo, Nhamayabue, Morrumbene, Inchope, Muxungue e vila de Sussundenga PARCEIROS: Ecovisão, TPF PLANEGE, Abreu & Associados e CESO FINANCIAMENTO: Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique
Contratação de Serviços para Elaboração do Plano Provincial de Desenvolvimento Territorial nas Províncias de Gaza e Manica DURAÇÃO: 12 meses PAÍS: Moçambique TEMÁTICA (S): Assistência técnica PÚBLICO-ALVO: Agricultores da Zambézia PARCEIROS: Ecovisão FINANCIAMENTO: Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique
Projeto Biogás em São Tomé e Príncipe DURAÇÃO: 24 meses PAÍS: São Tomé e Príncipe TEMÁTICA (S): Energia e segurança alimentar PÚBLICO-ALVO: População de Mé-Zochi PARCEIROS: Ecovisão FINANCIAMENTO: União Europeia
Rural Voices@Agenda 2030 DURAÇÃO: 36 meses PAÍS (S): Alemanha, Áustria, Eslovénia, Espanha, Hungria, Itália, Polónia, República Checa e Roménia TEMÁTICA (S): Objetivos de Desenvolvimento Sustentável PÚBLICO-ALVO: Habitantes de áreas rurais, cidadãos europeus, multiplicadores educacionais e ONGD PARCEIROS: HBAid, Sudwind, ETEA, EDUCON, Article25, ISD, Land Frauen e Finep, GVC e Evan FINANCIAMENTO: União Europeia
Global Learning Gardens - Innovative Outdoor Development Education to Support the Sustainable Development Gloals DURAÇÃO: 36 meses PAÍS (S): Alemanha, Áustria, Benim, Eslovénia, Espanha, Estónia, Hungria, Itália, Irlanda, Lituânia, Peru, Polónia, Reino Unido, República Checa e Roménia TEMÁTICA (S): Objetivos de Desenvolvimento Sustentável PÚBLICO-ALVO: Visitantes de jardins em 20 estados-membros da UE, cidadãos europeus, membros de ONG europeias, multiplicadores educacionais e membros de autoridades locais PARCEIROS: Finep, GVC, HelpAge, HBAid, People to People, Climate Alliance Austria, Szczecin Article 25, Institute for sustainable development, CEFA, BananaLink, Evangelische Kirchengemeinde Hermannstadt, Universidad Granada, INEX SAD, Afri, Lithuanian Consumer Institute, NEGO-COM e Waman wasi Centro para la Biodiversidad y Espiritualidad Andino Amazonica – Waman Wasi FINANCIAMENTO: União Europeia 102
5 RESULTADOS FINANCEIROS 103
RESULTADOS FINANCEIROS
FUNDOS RECEBIDOS
DESPESAS
POR ORIGEM
POR ÁREA DE INTERVENÇÃO
1% 46%
5%
5% 3%
1%
6% 44% 12% 53% 25% União Europeia
Saúde
Estado Português
Desenvolvimento Rural
Outras Entidades
Educação Identidade Cultural e Turismo
MEIOS HUMANOS ALOCADOS POR PAÍS ORIGEM Nº Angola 2 Brasil 5 Cabo Verde 2 Guiné-Bissau 61 Portugal / Sede 19 São Tomé e Príncipe 158 TOTAL 247
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Fortalecimento Institucional IMVF Municípios Cidadania Global Estudos Estratégicos
BALANÇO SIMPLIFICADO* ATIVOS Ativos fixos Contas a receber Estados e outros entes públicos
€
2016 2015 1.060.573
174.284
432.440
Gastos com Pessoal Depreciações
0
7.369
4.120.217
7.974.169
Caixa e Depósitos Bancários
9.143.092
9.017.003
TOTAL ATIVOS
GASTOS
1.024.615
Entidades cofinanciadoras Diferimentos
RESULTADOS
Fornecimentos e Serviços Externos
Gastos de acabamento projetos Outros gastos
5.023 5.386
Impostos
14.467.230 18.496.940
TOTAL GASTOS
€ 2016 2015 440.717
165.123
849.248
873.647
38.890 38.566 3.710.547
4 988.621
231.645
186.735
42.759 15.491 5.313.807
6.268.183
€ FUNDOS PATRIMONIAIS Fundos Resultados
2016
2015
5.268.553
5.268.553
1.164.971 1.089.170
€ RENDIMENTOS Serviços prestados Subsídios à exploração (Fundos) Outros rendimentos
TOTAL FUNDOS
6.433.524
6.357.723
TOTAL RENDIMENTOS
2016 2015 313.234
0
4.767.526
5.431.535
308.849
871.288
5.389.608
6.302.823
75.801
34.640
€ PASSIVO Contas a pagar
2016 2015 150.845
202.981
Estados e outros entes públicos
48.454
55.945
Provisões para riscos e encargos
137.523
271.472
204.598
323.501
Outros passivos correntes Diferimentos
28.888 12.444
Subsídios diferidos
7.463.398
11.272.874
TOTAL PASSIVO
8.033.706
12.139.217
TOTAL FUNDOS E PASSIVO
14.467.230 18.496.940
RESULTADO LÍQUIDO
* Demonstrações reestruturadas face ao modelo contabilístico, de modo a permitir uma leitura mais simples por não financeiros.
Todos os projetos executados pelo IMVF são sujeitos a auditorias independentes, com as respetivas opiniões e resultados reportados aos respetivos financiadores.
Consulte o nosso Relatório e Contas 2016 completo em www.imvf.org
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