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E-book Laboratório de Imagens 2025

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isabel nascimento patricia belaestilosa rafael amorim rah bxd

laboratório de imagens 2025


laboratório de imagens 2025

isabel nascimento patricia belaestilosa rafael amorim rah bxd organização do e-book ana paula vitorio francisco valdean


introdução Diretoria IMS

Ao longo de quatro meses em 2025, um conjunto de artistas se reuniu no território da Maré, no Rio de Janeiro, na sede do Observatório de Favelas, iniciativa já histórica e permanentemente reinventada na produção de conhecimento e na formação a partir da fotografia. Nesse contexto, e em interlocução com os especialistas Ana Paula Vitorio e Francisco Valdean, foi realizada a sexta edição do projeto Laboratório de Imagens. A parceria evidencia a potência das alianças institucionais na construção de ações culturais enraizadas, consistentes e socialmente implicadas. Ao longo dos anos, o Observatório consolidou-se como um espaço incontornável na elaboração de saberes desde as periferias, e essa colaboração tem tensionado e ampliado, também para o Instituto Moreira Salles, a compreensão sobre a centralidade das vivências locais na formulação de projetos culturais. A partir dessa imersão situada, os participantes desenvolveram trajetos de pesquisa que articulam memória, identidade e experiência vivida, tomando a imagem como campo de elaboração crítica do mundo. Ancorado em premissas educativas, o Laboratório constrói um ambiente em que repertório e pensamento operam de modo indissociável, estimulando a emergência de linguagens próprias e o enfrentamento de questões contemporâneas a partir de perspectivas contracoloniais e da valorização da fotografia popular. Mais do que um espaço de produção, trata-se de um tempo de elaboração compartilhada, em que processos se desdobram, se revisitam e se transformam.


A diversidade de trajetórias e referências que atravessa esta edição não é circunstancial, mas estruturante. É na multiplicidade de vozes, pontos de vista e maneiras de existir que a cultura se reconfigura e se complexifica. Ao reunir artistas com percursos distintos, o Laboratório ativa as diferenças como força, deslocando visões hegemônicas e abrindo espaço para outras formas de narrar, imaginar e gerar sentido. Os trabalhos aqui apresentados evidenciam a imagem como prática expandida, para além do registro, em diálogo com o texto e desdobrada em objeto e ação. Ao compartilhar essas travessias, esta publicação afirma o papel do IMS como agente ativo no impulso a artistas, ao estabelecer espaços de escuta, experimentação e reflexão e contribuir para o fortalecimento de práticas que compreendem a arte como dimensão inseparável da vida social. Este e-book, ao tornar públicos esses caminhos, prolonga e reforça essa atuação, ao conceber a imagem como território vivo de criação, pensamento e reinvenção.


apresentação Educação IMS Rio

A Residência Artística Laboratório de Imagens surge em 2019 com o intuito de ampliar os debates sobre a fotografia popular e fortalecer a produção imagética das pessoas residentes. O Laboratório nasce da colaboração entre o Instituto Moreira Salles (IMS) e o programa Imagens do Povo, do Observatório de Favelas, e se caracteriza, sobretudo, por fomentar a experimentação e a troca entre cinco pessoas que trabalham a partir da fotografia, ampliando o repertório de referências teóricas e visuais a partir de encontros com interlocutores e artistas convidados. Em 2024, o Laboratório de Imagens passa a fazer parte da Escola Escuta, uma plataforma de formação voltada ao campo da cultura e da arte concebida pela área de Educação do IMS Rio. A Escola surge da vontade de consolidar as relações entre o IMS e a metrópole do Rio de Janeiro, de forma rizomática, criando fluxos entre diferentes territórios e a instituição e propondo que os saberes circulem, se ampliem e reverberem. A integração do Laboratório de Imagens à Escola faz com que os princípios germinadores da residência sejam fortalecidos. Na edição de 2025, o Instituto Moreira Salles e o Imagens do Povo delinearam um trajeto para a residência, que manteve os encontros com artistas convidados, tanto no formato aberto ao público quanto no que estava circunscrito às pessoas residentes. Aline Motta e Yhuri Cruz foram convidados a apresentar um recorte de suas obras ao público, fomentando um


debate sobre questões que perpassam as pesquisas das pessoas residentes, que neste ano, de modo geral, trabalharam com a fotografia de forma expandida. Os artistas experimentaram outras linguagens e apresentaram suas fotografias em suportes diversos, como tecido, madeira, espelhos e materiais de construção. Já nos encontros com Ana Lira e Ratão Diniz, que foram restritos para a turma, os processos de cada artista residente puderam ser discutidos de forma aprofundada, apontando caminhos para a pesquisa em andamento. Esses momentos foram denominados como síntese pela equipe de interlocução, visto que os fotógrafos apresentavam aos convidados todo o material que estavam desenvolvendo. A partir dessas imersões nos trabalhos, muitas reverberações puderam ser percebidas no processo criativo de cada participante. Mediados por Ana Paula Vitorio e Francisco Valdean, os participantes Isabel Nascimento, Rafael Amorim, RaH BXD e Patricia Belaestilosa experimentaram formas de pensar e fazer fotografia no campo expandido, elaboraram seus processos individuais e compartilharam processos que se transformaram a partir da troca coletiva. Convidamos você a descortinar este e-book e se aproximar dos frutos desse processo, um apanhado da trajetória de cada pessoa residente no percurso de criar, refazer e propor linguagens a partir da fotografia e para além dela.


apresentação Gabriela Gonçalves Coordenadora pedagógica do Programa Imagens do Povo Priscila Rodrigues Diretora do Observatório de Favelas

Se pôr no mundo enquanto artista é se desafiar. O desafio se apresenta de diferentes formas e em diferentes frentes. É se expor, se desnudar e se exibir. É se deparar com obstáculos estruturais de acesso à cidade; é um equilibrar de pratos entre os fazeres básicos de sobrevivência e o fazer artístico – mas será que são mundos tão separados assim? Fazer arte é se deslocar simbolicamente e concretamente. Isabel Nascimento, Patricia Belaestilosa, RaH BXD e Rafael Amorim foram exemplos do movimento que a arte promove e instiga. A arte que se propuseram a fazer, e que se apresentou na investigação de construir e compor imagens unida ao campo da fotografia popular, nos mostra que os fazeres básicos de sobrevivência e o fazer artístico não estão distantes. O fazer artístico se faz da e na realidade. A realidade de ter que trabalhar em outras áreas para se manter; a realidade dos conflitos familiares que contribuem para a construção da nossa identidade; a realidade que nos coloca frente a frente com questionamentos sobre as relações afetivas e nos cobra para entender quais nos mantém firmes… A realidade de entender a nossa existência e a nossa individualidade na coletividade, que por vezes é caos e, em outras, alento. Neste ano de 2025, a Residência Artística Laboratório de Imagens aprofundou a cumplicidade, a


autonomia e a dedicação das parcerias construídas. Imagens do Povo/Observatório de Favelas, Escola Escuta/Instituto Moreira Salles, pessoas interlocutoras e residentes: juntas/os, lapidamos um caminho para consolidar o Laboratório como um espaço possível para o fazer artístico, uma ferramenta de representação e elaboração do cotidiano a partir do encontro entre vida e criação. As intelectualidades produzidas pelas/os residentes, a partir da orientação de Ana Paula Vitorio e Francisco Valdean, nos convidam a mergulhar na intersecção entre o íntimo e o coletivo, realizando a leitura de suas pesquisas como uma urgência da vida e o desejo de expressão. Dessa forma, o percurso desenvolvido reafirma a importância de espaços de experimentação que acolham a complexidade dessas vivências, reconhecendo o fazer artístico como uma prática indissociável das condições materiais, afetivas e simbólicas que atravessam os sujeitos. Mais do que resultados finais, o que se consolida é um campo de investigação contínua, no qual imagem, memória e território se articulam como dimensões fundamentais para a construção de outras possibilidades de existência e representação. 14 - 15


uma residência que se faz de encontros

Foto: Thais Valencio - Residência Laboratório de Imagens, 2025


O dia é 8 de agosto de 2025. Estamos no térreo da sede do IMS Rio, na rua do Russel, bairro da Glória. Nos posicionamos diante da câmera da fotógrafa Thais Valencio, autora do registro que marca o início da sexta edição da Residência Laboratório de Imagens. O retrato repete o gesto das edições anteriores, abrindo simbólica e afetivamente um processo que duraria quatro meses. Na imagem, somos seis. Estamos ao centro, rodeados pelos artistas residentes: à esquerda, Patricia Belaestilosa e Isabel Nascimento; à direita, Rafael Amorim e RaH BXD. Este é o segundo ano em que dividimos a mediação artística da residência, um trabalho que se fundamenta no diálogo, na escuta, e que visa estimular tanto práticas criativas quanto a fruição de forma alinhada com os modos e as temporalidades populares. Mais do que um registro, essa fotografia inaugura um ciclo. Ao longo dos quatro meses em que aconteceu a sexta edição da residência, Isabel, Patricia, RaH e Rafael realizaram um mergulho de mais de 320 horas em seus processos criativos, que foram engendrados por projetos que relacionam fotografia popular e artes visuais. Esse foi um percurso que teve como fio condutor 16 encontros semanais, nos quais nós, mediadores, junto com os quatro residentes, nos dedicamos a pensar a fotografia popular como linguagem artística e formal capaz de endereçar criativamente as questões trazidas pelas propostas, pelas trajetórias e pelas experiências de vida de cada residente. Estruturada e ancorada por premissas educativas, a programação desta edição fo-


cou principalmente na formação das pessoas artistas no que diz respeito à criação de repertório, aprofundamento na relação com o conteúdo e referências crítico-filosóficas contracoloniais, além da experimentação criativa. Enquanto desdobravam suas propostas em trabalhos artísticos, os residentes foram estimulados a pensar temas e conceitos, como experimentações decoloniais em fotografia, disputa de narrativa por meio da fotografia e das artes visuais, tradução criativa, fotografia e ativismo. As discussões também contemplaram a fotografia popular como prática artística, a aplicabilidade de métodos cinematográficos ao processo de criação em fotografia, a relação de hibridização entre linguagens artísticas, pensamento por edição em fotolivros, fotozines e fotofilmes, entre outros temas e questões.

Foto: Thais Valencio - Residência Laboratório de Imagens, 2025


O registro fotográfico foi repetido no dia 5 de dezembro. Dessa vez, estamos na Maré, na rua Teixeira Ribeiro, onde fica a sede do Observatório de Favelas. Mais uma vez, estamos diante da câmera da Thais Valencio. A imagem, agora, celebra o fim de um ciclo, ou, melhor dizendo, os novos começos. Entre a primeira e a segunda fotografia, há um processo criativo coletivo e espiralado. Experimentamos abordagens sensíveis que tensionam a noção linear de tempo, aproximando-nos de outras concepções de temporalidade cíclicas e plurais. Destaca-se o tempo circular formulado por Nego Bispo (“início, meio e início”), que nos oferece uma leitura para pensar o processo artístico como continuidade e retorno. A partir de uma visita à exposição Gestos indizíveis, que reúne obras do artista Adriano Machado no Galpão Bela Maré, por exemplo, nos conectamos com o conceito de “valores civilizatórios afro-brasileiros”, de Azoilda Loretto Trindade, que ampliou o campo de reflexão sobre cultura, memória e imagem. A experiência dialoga com a noção de “tradução-Exu”, elaborada por André Capilé e Guilherme Gontijo Flores no livro Tradução-Exu: ensaio de tempestades a caminho (2022). O conceito fundamenta uma das unidades planejadas para os nossos encontros, como forma de nos instigar a pensar a criação como deslocamento, mediação e transformação. Outras referências evocadas como fio condutor dos nossos encontros são aquelas oferecidas pelos estudos da imagem por autores que advogam pela expansão do entendimento do que é fotografia. Nos acompanharam no percurso da residência, por exemplo, Susan Sontag, com quem pensamos a imagem em seu contexto cultural e político; Vilém Flusser, com quem seguimos na compreensão da fotografia como imagem técnica; e Sergei Eisenstein, com quem refletimos sobre a montagem como princípio de construção semiótica.


Os trabalhos reunidos neste e-book resultam desse processo de experimentações artísticas em fotografia popular, no qual Isabel Nascimento, Patricia Belaestilosa, Rafael Amorim e RaH BXD mergulharam sem reservas, dedicando-se a entregas semanais de testes e resultados parciais de exercícios criativos. São propostas de expansão da imagem fotográfica que, ao fim do programa, se materializam em peças escultóricas e bordados, fotofilmes e fotolivros, além de experiências lúdicas materializadas na forma de jogos, conforme veremos detalhadamente adiante na seção dedicada a cada artista. Além do cumprimento da agenda que nos reunia semanalmente, a edição 2025 da residência também contou com quatro momentos singulares. Em dois deles, os encontros de síntese realizados na Maré, os residentes apresentaram seus trabalhos à artista Ana Lira e ao fotógrafo Ratão Diniz, recebendo deles feedbacks atenciosos que orientaram suas trajetórias e decisões criativas. Em ambos os momentos, foi possível contar com a expertise dos dois profissionais que, de suas perspectivas dotadas de experiência na atuação no campo das artes (Ana Lira) e da fotografia popular (Ratão), ofereceram aos artistas residentes pareceres e direcionamentos. Os dois momentos evidenciam que, em um processo como o desta residência, o que se constrói não é apenas um conjunto de trabalhos, mas uma experiência coletiva de criação, pensamento, deslocamento do olhar para considerar outras políticas da imagem. Dois dos encontros foram abertos ao público. Recebemos os artistas Aline Motta e Yhuri Cruz nas tardes em que estivemos reunidos no Museu do Folclore, que fica no bairro do Catete. Ouvimos nossos convidados detalhar suas obras, seus processos criativos, suas motivações e inquietações. Tanto os residentes quanto o público amplo tiveram a chance de acessar, a partir


de uma perspectiva interna, como emergem trabalhos icônicos como Escravos de Jó (2016-), de Aline Motta, e Negrociação (2024-), de Yhuri Cruz. A partilha feita pelos artistas destaca o papel do tempo como coautor nas criações e a importância da sensibilidade para perceber e identificar a cronologia própria demandada por cada trabalho para emergir. Ao apresentar suas obras, os convidados evidenciaram a dimensão relacional que se dá entre trabalho e artista, mostrando que não apenas o artista cria uma obra como também é afetado por ela, por aquilo que ela lhe devolve durante o processo de vir a ser arte no mundo.

Ana Paula Vitorio (1984) é curadora, pesquisadora e professora. Tem pós-doutorado na University of the Free State, é doutora em literatura, cultura e contemporaneidade pela PUC-Rio, e mestra em comunicação pela UFJF.

Francisco Valdean (1981) é fotógrafo, professor, pesquisador e curador independente. Desenvolve projetos artísticos e educacionais voltados para o letramento visual das paisagens socioculturais do cotidiano das favelas e dos subúrbios do Rio de Janeiro.


sumário

isabel nascimento patricia belaestilosa rafael amorim rah bxd


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isabel nascimento

Em Caminhos entrelaçados, Isabel Nascimento fabula o mapeamento dos numerosos e tradicionais terreiros de candomblé que marcam a história e a identidade de Duque de Caxias, cidade onde vive, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Sua poética se constrói a partir de referências e vivências ligadas ao terreiro que frequenta, mobilizando, nessa conexão com o território, elementos espirituais, simbólicos e cotidianos. O processo dá origem a um conjunto de obras que incorpora a montagem cinematográfica e a tradução-Exu como métodos criativos e amplia a imagem fotográfica para além do instante fixo, aproximando-a de narrativas em movimento como forma de produção de sentidos. A investigação técnica e material resulta em obras que se materializam por meio de fotografias impressas em tecido, bordados sobre feltro e inserções de miçangas, além de um fotofilme.

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caminhos entrelaçados,

Existe uma filosofia presente entre os povos bakongo que se tornou milenar graças ao cosmograma “Diekenga”, conhecido também como cosmograma bakongo, por estar inserido na trajetória dos povos bantu. Nesse símbolo, encontramos dilemas que envolvem os ciclos da vida e cada etapa em que são introduzidos em nós, humanos, relacionados à nossa existência, que envolve planos físicos e espirituais. Por meio dos códigos inseridos no cosmograma, entendemos, a partir de metáforas, os trajetos que atravessam o tempo, seja no nascimento, no crescimento, no amadurecimento, no aprendizado e na conexão com os nossos ancestrais, e como lidamos com dilemas que circundam a vida e a morte. Assim como no cosmograma bakongo, também encontramos essa filosofia no candomblé bantu, demonstrando como tudo se interligou através do Atlântico Negro, onde símbolos são manifestados em cada detalhe de quem faz parte desse meio. Honrar nossos ancestrais e entender a importância das divindades conhecidas como jinkise, que representam manifestações encontrados na natureza, acaba delimitando e transmutando o conhecimento da ritualística de quem se insere no candomblé bantu, dando sentido ao existir. A partir das minhas andanças, dos meus percursos, conhecer uma prática espiritual em que busco compreender a necessidade dela sendo inserida em nossas vidas é o que pavimenta este projeto. Peço licença a Njila, aos meus mais velhos e àqueles que eu honro neste e em outro plano. Caminhos entrelaçados por símbolos ao olhar para o candomblé na Baixada Fluminense nasceram para germinar.

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Enigma,

Sem título, Caminhos entrelaçados, Duque de Caxias, 2025. Fotografia digital.


Nem tudo podemos ver, mas tudo está sendo transmutado. Um ponto se interliga ao outro como em uma espiral.

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Encruza,

Sem título, Caminhos entrelaçados, Duque de Caxias, 2025. Fotografia digital.


Ali, aqui, lá, movimento contínuo, para entender a vida como um trânsito.

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Esfera,

Sem título, Caminhos entrelaçados, Duque de Caxias, 2025. Fotografia digital.


é como se, ao tocar as folhas, revelasse segredos que apenas a natureza consegue traduzir.

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Alinhando, bordando, conectando o fazer imagético, imprimindo em tecido a maneira de comunicar a relação de proximidade com o que tece, com o que guia, com o que dá sentido na cosmologia espiritual. Nós nunca estamos sós.

Entrelaçados, Caminhos entrelaçados, Duque de Caxias, 2025. Fotografia impressa em papel fotográfico, bordado sobre feltro e inserção de miçangas. 20 x 20 cm.


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Cartografia do sagrado, Caminhos entrelaçados, Duque de Caxias, 2025. Fotografia impressa em tecido Oxford, técnica de bordado e inserção de miçangas. 42 x 59,4 cm.


Pambu Njila,

Pambu Njila, conhecido como Exu por muitos, aconselha que aprender a viver é se movimentar. É no percurso que encontramos as traduções da nossa existência, é nas encruzilhadas que concentramos o nosso lar. Nada é impossível para Pambu Njila, ele transmuta a energia. Ele comunica que é nas falhas que reside a potência para solucionar o que se apresenta. Njila ensina a caminhar.

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Cartografia do sagrado, Caminhos entrelaçados, Duque de Caxias, 2025. Fotografia impressa em tecido Oxford, técnica de bordado e inserção de miçangas. 42 x 59,4 cm.


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Isabel Nascimento (Duque de Caxias, 1996) é artista visual, fotógrafa e historiadora em formação pela UFRRJ. Seus registros propõem entrelaçar seu olhar por meio da ancestralidade, da espiritualidade, da memória, do sujeito histórico e da territorialidade. Participou da Mostra de Artes Visuais da Baixada Fluminense (MAV, BXD, 2021), da Mostra BAIXartes, no Centro Cultural Glória Maria (2022), e integrou a exposição Negro lugar: nossas perspectivas, realizada pela NuMA/Uerj e CCH/Uenf (2024).

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patricia belaestilosa

Patricia Belaestilosa desenvolveu, durante a residência, o projeto LoveStory ato 5, um processo poético no qual, por meio do autorretrato e da performance, a artista articula reflexões sobre seu lugar político como mulher negra e sua relação com o amor que se materializa na amizade entre mulheres. Construídas na hibridização entre poesia, fotografia e colagem, suas experimentações resultam em duas obras principais. A primeira delas, o fotofilme Antissistema, apresenta autorretratos produzidos em experimentos fotográficos que exploram a baixa velocidade, justapostos com registros sonoros de diálogos afetuosos entre a artista e suas amigas. A segunda, uma assemblagem intitulada Portais inspiracionais ato 5: ainda não sei nomear amizade, espacializa fotografias, impressas em vinil transparente sobre espelho. Os registros são parte de um ensaio que retrata a artista em interação afetiva com suas amigas.

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Sem título. LoveStory ato 5. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.


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Inter

Queria escrever sobre amizade De todas as palavras que existem Eu não sei qual usar Vou mandar fazer uma música Daquelas que rasgam o coração Me falta repertório 261,63 hertz Não É inaudível E muito claro Quem sou eu com elas Quem são elas Eu as reconheço Eu estranho Nada além de nós Tudo Eu quero contar como eu fico com elas Como eu sou eu Quem são Queria falar sobre amizade Inaudível E muito claro Estranha Coração rasgado Sem palavras


Sem título. LoveStory ato 5. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.

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Sem título. LoveStory ato 5. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.


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Sem título. LoveStory ato 5. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.


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A língua e os dentes

No mesmo espaço a língua e os dentes trabalham juntas se ferem às vezes Duro e macia Até funcionam sem o outro mas não deveriam Tritura e esmaga moldam o alimento e a palavra Protege e sustenta Recua e avança Diferença que não separa Familiar inventado ou escolhido me protejo reencontro Estrutura modula articula saboreio e nutro somos mais fortes e quem somos

Portais inspiracionais. Ato 5: ainda não sei nomear amizade. LoveStory. Rio de Janeiro. 2025. Múltipla assemblagem com fotografias impressas em vinil transparente sobre espelho, dimensão variável.


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Patricia Belaestilosa (Rio de Janeiro, 1976), criada no Morro do Adeus é artivista, contadora de causos e colecionadora de imagens de afeto. Pesquisa letramento amoroso e racial, memória e pertencimento, cruzando fotografia popular, performance, escrita, audiovisual, pintura e gravura. Seu trabalho foi exibido na mostra Caminos de afectos – 20 años de Imagens do Povo (CDF, Montevidéu, 2025) e integra o projeto Madonnas e Fridas: Arte e Maternidade como Agenciamentos Políticos (2025).

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rafael amorim

Em Nem todos nos tornaremos homens, Rafael Amorim investiga a performance masculina na sociedade contemporânea. Ele articula memória e identidade, refletindo sobre os estereótipos acerca do que é comumente esperado como atuação social por parte dos homens negros do subúrbio. A obra que resulta de seu percurso pela residência é uma justaposição de 24 notas textuais com 24 imagens fotográficas oriundas de arquivos familiares, criados e preservados por sua mãe, Vera Lúcia, e de registros autorais que percorrem espaços baldios, banheiros públicos, as ruas de Bangu, bairro onde vive no Rio de Janeiro, além de ambientes domésticos. Do Sertão Carioca, o artista constrói uma poética que tensiona noções de pertencimento, presença e ausência. Ao combinar vestígios do cotidiano com gestos performáticos, Rafael Amorim reflete e incita a reflexão sobre os interstícios entre identidade, território e masculinidade.

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[1]

Desde a sua partida, o que me restou foi sua caligrafia me desejando bênçãos. Mas a história do Oeste só descubro mesmo no seu verso que me foi deixado como herança.

[2]

Minha mãe e meu pai se abraçam numa fotografia. Nela, meu pai performa uma pose delicada, usando vestido, maquiagem, tamanco e um cigarro entre os dedos.

[3]

Quando insatisfeita, ela – minha mãe, quem fotografava todo o cotidiano ao seu redor – queimava o rosto de suas desavenças em nossos álbuns de família. Na confraria dos homens que nos cercavam, jamais esquecerei suas feições. Mesmo quando crateras.

[4]

Passo a habitar a fronteira entre uma coisa e outra, entre o dentro e o fora. Cresci rápido, criança com nome de anjo voa em direção ao Sol. Não sei quando aprendi a ser homem, mas sei que, nessa pedagogia, a violência impõe sua gramática. Por isso reconheço o verso em febre.

[5]

O que sei sobre efeito borboleta é que escrever sobre o verso de uma fotografia feita no Carnaval de 1982 colocou em curso as expedições sobre terrenos baldios na segunda metade dos anos 2000.

[6]

Em tradução livre como “terra de trás”, a ideia de uma hinterlândia diz respeito à região afastada do centro metropolitano. Onde as leis são regimentadas sob outras métricas e tudo ainda está coberto por uma delicada camada de suor e outros fluidos menos nobres.


[7]

Escrevendo na hinterlândia das fotografias, então, minha mãe registrava a desimportância cotidiana à medida que sua imagem se eximia do retrato. Conheci a caligrafia de seu verso à medida que sua presença também desaparecia.

[8]

Registro a partir das lacunas de uma história de cruzo.

[9]

Me pego estudando sua caligrafia, na tentativa de encontrar uma dobra no tempo no tipo de imagens que deixo sobre o mundo. Aprendo com ela a compor, e ainda assim não sei se aprendi certo a ser, entre outras coisas, um homem.

[ 10 ]

Registro para recontar uma história feita por fragmentos. Ora descobrindo algo sobre o amor em banheiros públicos, ora tornando esse verso marginal à minha imagem e semelhança.

[ 11 ]

Dentro, fora, dentro, fora, fora, fora, dentro.

[ 12 ]

Vivo, morto, vivo, morto, vivo, vivo, vivo...

[ 13 ]

Ouço a bravura do ventilador e seus cortes secos no ar igualmente seco. Só a gente está encharcado um do outro. Na hinterlândia, dormir junto também é prova de amor. Aqui, um sol pra cada.

[ 14 ]

Dez anos antes do meu nascimento, quem poderia prever o meu interesse por uma fotografia feita nas bordas, no cruzo entre o cuidado e a vulnerabilidade, no limite da intimidade e da superexposição, na falta de contorno das histórias que acontecem barrocas?

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[ 15 ]

Cruzamos a noite atrás de um baldio qualquer que pudesse dar conta de driblar a morte – mais uma vez. Encontramos espécies marginais de uma fauna e flora pouco requisitada pela ordem dos homens. O arame farpado é uma assinatura na paisagem.

[ 16 ]

De novo são seis da manhã.

[ 17 ]

Uma fogueira arde e o cheiro do valão toma a paisagem. Perco bons minutos antes do bairro acordar para fotografá-la, porque existem coisas que estão só esperando para existir na minha retina antes de desaparecerem. Enfrento esse bicho, mesmo sabendo desde a infância a relação entre brincar com fogo e os lençóis molhados a cada manhã.

[ 18 ]

Acordo molhado de saudade.

[ 19 ]

O sol deixa seu rastro amarelo no início e fim de mais um dia. Um caminho luminoso que passa por Santa Cruz, Guaratiba, Campo Grande, Santíssimo, Senador Camará, Bangu, Padre Miguel, Realengo... Todos os lugares onde existimos, nós dois. Permanecer nesse espaço é lembrar de cores que ainda não foram descobertas. Todo rastro é registro e lacuna ao mesmo tempo.

[ 20 ]

A fotografia é um gesto de fé, e eu não sei muito sobre o cultivo na imprevisibilidade, mas me recordo de que existem espécies que só florescem quando ninguém está olhando.


[ 21 ]

Crescer sob a gramática da violência é desacreditar na performance dos álbuns de família. Fazer das tripas coração para sair vivo dessa história de mal-entendidos. Nesse sentido, encharcado de saudade de um futuro não previsto, faço imagens. O corpo perde contorno para dividir seu protagonismo com o parentesco das coisas mortas na ordem do dia, mas ainda assim vivas.

[ 22 ]

Na permissão das imagens, deixo de ser um espelho do meu pai – o primeiro dos meus homens.

[ 23 ]

Se só posso imaginar com as lacunas, vou preenchendo como posso.

[ 24 ]

Jamais vou esquecer seu nome, porque também vinguei o meu quando desfiz alguns pactos de que apenas aquelas imagens importavam ou que elas queriam dizer algo definitivo sobre nós, os impermanentes desta terra. Esse chão respira a violência, e disso você sempre soube. Sobre ele nós dançamos por aqueles que foram interrompidos pelas leis que não querem que o nosso nome vingue. Não sei se Vera significa “verdade”, pouco importa. Mas é verdade quando digo: Nem todos nos tornaremos homens.

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[1]


Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digitalizada.


[2]

Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digitalizada.


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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.

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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digitalizada.


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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digitalizada.

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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digitalizada.

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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digitalizada.


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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.

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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.


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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.

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Nem todos nos tornaremos homens. 92digital. - 93 Rio de Janeiro. 2025. Fotografia


Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.

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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.

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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.


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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.


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Nem todos nos tornaremos homens. Rio de Janeiro. 2025. Fotografia digital.


Rafael Amorim (Rio de Janeiro, 1992) é poeta, artista visual e pesquisador independente. Investiga, por meio de diferentes suportes, a Zona Oeste Carioca e a memória LGBTQIAPN+ nesse território. Participou de exposições coletivas em cidades como São Paulo, Ribeirão Preto, Anápolis, Salvador, João Pessoa, Juazeiro do Norte, entre outras. Em 2025, junto do Coletivo SISC RUN, produziu a individual Nem todos nos tornaremos homens na Galeria Meio-Fio – Jardim Bangu, RJ.

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RaH BXD

A base invisível, Jogo da memória e Fazendo com as próprias mãos, correndo com os próprios pés (CPMFPP) são as séries e os trabalhos de RaH BXD que ganham vida durante seu percurso na residência. Neles, o artista reflete sobre o território onde vive a partir de dois principais temas: a importância cultural e simbólica de ofícios desempenhados em espaços periféricos por trabalhadores autônomos, como pedreiros e marceneiros; e a representatividade reivindicada como tecnologia ancestral na relação com a infância na periferia. Em A base invisível, o artista, junto com o avô, sr. Justino, produz objetos escultóricos por meio da fixação de imagens fotográficas em tijolos adobe. As fotografias registram o cotidiano no Vale do Ipê, em Belford Roxo, onde o artista vive, e destacam a atuação de trabalhadores da construção civil em mutirões comunitários para a construção e melhorias de habitações. Fazendo com as próprias mãos, correndo com os próprios pés (FCPMCPP) constrói-se como um registro poético de um dia na marcenaria do sr. Lico, melhor amigo do sr. Justino, enquanto Jogo da memória, inspirado no conceito de Sankofa, traduz criativamente os registros feitos pelo artista das crianças do bairro em elementos de memorização no jogo. Um ensaio fotográfico registra as mesmas crianças em interação com o jogo em que se tornam personagens. Nos três trabalhos, RaH BXD articula memória, aprendizado e cultura local, evidenciando a dimensão política, coletiva e pedagógica de sua prática artística.

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A base invisível


Sem título. A base invisível. Belford Roxo. 2025. Fotografia impressa em papel glossy com resina sobre tijolo maciço.

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Sem título. A base invisível. Belford Roxo. 2025. Fotografia impressa em papel glossy com resina sobre tijolo maciço.

110 - 111


Sem título. A base invisível. Belford Roxo. 2025. Fotografia impressa em papel glossy com resina sobre tijolo maciço.


112 - 113


Sem título. A base invisível. Belford Roxo. 2025. Fotografia impressa em papel glossy com resina sobre tijolo maciço.


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Sem título. A base invisível. Belford Roxo. 2025. Fotografia impressa em papel glossy com resina sobre tijolo maciço.


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Fazendo com as próprias mãos, correndo com os próprios pés (CPMFPP)

Sr. Lico e sr. Justino. Fazendo com as próprias mãos, correndo com os próprios pés. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.


Sr. Lico. Fazendo com as próprias mãos, correndo com os próprios pés. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.

118 - 119


Sr. Lico em sua oficina. Fazendo com as próprias mãos, correndo com os próprios pés. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.


Sr. Justino e sr. Lico. Fazendo com as próprias mãos, correndo com os próprios pés. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.

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Jogo da memória, minha área minha vida

Jogo da memória, minha área minha vida. Belford Roxo. 2025. Papel adesivo sobre MDF, 7 x 4 cm.


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Sem título. Jogo da memória, minha área minha vida. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.


126 - 127


Pedro, Diogo, Davi, Fabíola e Yasmin. Jogo da memória, minha área minha vida. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.


128 - 129


Pedro, Diogo e Fabíola. Jogo da memória, minha área minha vida. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.


130 - 131


Pedro. Jogo da memória, minha área minha vida. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.


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(Victoria). Ágata, Pedro, Diogo, Davi, RaH e Yasmin. Jogo da memória, minha área minha vida. Belford Roxo. 2025. Fotografia digital.


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RaH BXD (Belford Roxo, 1998) é artista visual, rapper e produtor cultural. Formado pela Escola de Fotografia Popular (Observatório de Favelas da Maré), pesquisa e registra o cotidiano periférico. Autor de Fazendo com as próprias mãos, correndo com os próprios pés (UFF, 2023; Festival Sesc de Inverno, 2025), Visão periférica – Instalação do Topográficas e Coletivo Coletores (Museu das Favelas, 2022) e da exposição itinerante Meu lugar (Museu de Arte do Rio, 2023).

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créditos


LABORATÓRIO DE IMAGENS 2025 Organização do e-book Ana Paula Vitorio Francisco Valdean Articulação editorial Renata Bittencourt Jorge Freire Alana Crem Luana Pinheiro Luisa Macedo RESIDÊNCIA ARTÍSTICA LABORATÓRIO DE IMAGENS Idealização e realização Imagens do Povo – Observatório de Favelas Educação – Instituto Moreira Salles Artistas residentes Isabel Nascimento, Patricia Belaestilosa, Rafael Amorim e RaH BXD

IMAGENS DO POVO / OBSERVATÓRIO DE FAVELAS Direção Elionalva Sousa, Isabela Souza, Priscila Rodrigues e Raquel Willadino Coordenação pedagógica Gabriela Gonçalves Coordenação do acervo Monara Barreto Arquivista do acervo Vitória Corrêia Produção executiva Stefany Silva Coordenação de comunicação Lola Ferreira Assessoria de comunicação Thaís Barros Fotografia Thaís Valencio e Aline Oliveira Gestão administrativa financeira Gesem Moraes

Interlocutores Ana Paula Vitorio Francisco Valdean

ESTÚDIO DAÓ

Convidados Aline Motta, Ana Lira, Ratão Diniz e Yhuri Cruz

Projeto gráfico e diagramação Giovani Castelucci e Guilherme Vieira PRODUÇÃO EDITORIAL Núcleo Editorial IMS


Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Instituto Moreira Salles Laboratório de Imagens 2025 (livro eletrônico) / Instituto Moreira Salles ; Isabel Nascimento ... [et.al.] ; organização Ana Paula Vitorio, Francisco Valdean. – Rio de Janeiro : IMS, Observatório de Favelas, Imagens do Povo, 2026. E-book : il. (fotogr.) : color. p&b. Projeto Laboratório de Imagens desenvolvido pelo IMS Educativo em parceria com o Observatório de Favelas. Dados eletrônicos (1 arquivo : PDF) Disponível em: www.ims.com.br ISBN 978-65-88251-45-4 1. Fotografia 2. Laboratório de Imagens 3. Residência artística 4. Rio de Janeiro I. Nascimento, Isabel. II. Belaestilosa, Patricia. III. Amorim, Rafael. IV. BXD, RaH. V. Vitorio, Ana Paula. VI. Valdean, Francisco. VII. Imagens do Povo. VIII. Título. CDD 779.2 Bibliotecária responsável: Katya de Moraes – CRB-7 6143

Este livro foi diagramado em junho de 2026 com a família tipográfica Satoshi, da Indian Type Foundry.


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