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www.revistafrontline.com

O ANTICICLONE E A GESTÃO ANTICICLO

EUROPA SEM ESCUDO AUTONOMIA OU DEPENDÊNCIA

CONSELHO DE ESTADO

CONFIDENCIALIDADE E SIGILO

CLUBE ESCAPE LIVRE CAMINHOS DE HISTÓRIA E SABOR

E A EXIGÊNCIA A ESPERANÇA

não apenas a Madeira de hoje, mas tam-

clubE EscapE livrE

pública constitui sempre um momento de particular relevância para a vida democrácargo de suprema magistratura, representa

no equilíbrio dos poderes e na capacidade do Estado para interpretar, com sentido

A revista FRONTLINE associa-se, por isso, a este momento com uma saudação respeivotos sinceros de sucesso no exercício de

tes para a estabilidade, para a coesão na-

uma visão para a madEira

A grande entrevista desta edição é com Miguel Albuquerque, presidente do Gode uma realidade política, económica e es-

de maturidade institucional, ambição e caa região é, por isso, compreender melhor

lebração do território, da memória e da identidade de um interior que continua a sua gastronomia e da sua paisagem huma-

e sabem transformar a herança local numa

tailândia,

EntrE história E contEmplação

A viagem pela Tailândia a bordo do The Blue Jasmine um itinerário turístico: oferece uma travessia cuidada por um país de contrastes,ponência histórica de Ayutthaya, a serenidade de Uthai Thani, a espiritualidade

comboio transforma o próprio percurso em experiência, devolvendo valor ao

Numa altura em que tantas viagens se que privilegia a profundidade, a elegância

Etihad airways,

o silêncio dE uma companhia quE falha ondE mais dEvia rEspondEr

A experiência vivida com a Etihad começou mal, com a falta de respeito por lugares previamente marcados e pagos à parte, e agravou-se de forma inaceitável no regresso, quando, em consequência da guerra no Médio Oriente, não foi assegurado o apoio devido nem apresentada qualquer resposta

uma companhia aérea cobra, promete e não cumpre, não está apenas a comprometer um serviço, está a falhar no respeito -

do, perante o problema, escolhe a ausência, a opacidade e a indiferença, compromete

parabéns a toda a Equipa

rio da revista FRONTLINE um percurso pautado pela exigência, pela consistência e por uma identidade editorial própria, construída com independência, esta data é reconhecer o caminho feito, acompanham e renovar o compromisso de continuar a olhar o país e o mundo com

ANO 18

8/ NEWS

12/ GRANDE ENTREVISTA

Miguel Albuquerque

22/ OPINIÃO

Luís Mira Amaral

Maria de Belém Roseira

Carlos Zorrinho

Luís Lopes Pereira

Fernando Leal da Costa

28/ PANORAMA

Médio Oriente

30/ GRANDE ANGULAR

Progresso

32/ SAÚDE

Proteção da saúde

34/ AMBIENTE

Resíduos de tabaco

36/ ANÁLISE

Intempéries

38/ VISÃO

Qualidade de vida

40/ EM FOCO

42/ ATUALIDADE

Defesa europeia

FICHA TÉCNICA

Diretor: Nuno Carneiro | Editora: Ana Laia | Colaboram nesta revista Luís Mira Amaral, Fernando Leal da Costa, Luís Lopes Pereira, Carlos Zorrinho, Isabel Meirelles, Carlos Mineiro Aires, Fernando Santo, Fernando Negrão, Carlos Martins, Antóno Saraiva, Pedro Mota Soares, Alexandre Miguel Mestre, Rui Miguel Tovar, Jorge Garcia, Casimiro Gonçalves, Fernanda Ló, João Cordeiro dos Santos, José Caria, M. Sardinha | Revisão: Helena Matos

Martina Orsini, Miguel Figueiredo Lopes / Presidência da República, Nelson Teixeira, Nuno Madeira, Pedro Sampayo Ribeiro, Rui Ochoa/Presidência da República | Diretor Comercial: Miguel Dias | Proprietário:Armando Matos | Produção: DesignCorner Lda., Rua Infante D. Henrique, 21, 3000-220 Coimbra Sede: Airport Business Center Avenida das Comunidades Portuguesas Aerogare, 5º piso–Aeroporto de Lisboa 1700-007 Lisboa – Portugal E-mail: geral@hvp-design.pt | Registada no ICS com o n.º 125341 | Depósito Legal n.º 273608/08 | Estatuto editorial disponível em: www.revistafrontline. com Facebook: RevistaFRONTLINE

44/ MAGAZINE

Gestão pública

46/ DOSSIER

Inovação global

48/ ESPECIAL

Dever de sigilo

52/ ANIVERSÁRIO FRONTLINE

54/ MOTORES

Volvo EX60

58/ LIVROS

60/ ON THE ROAD

62/ VIAGEM

The Blue Jasmin

68/ OFF ROAD

Raid do Bucho e Outros Sabores

72/ CHECK-IN

Verride Palácio de Santa Catarina

76/ IMOBILIÁRIO

Forbes Global Properties

78/ APRESENTAÇÃO

BMW I3

82/ SOCIAL

International Club of Portugal

Ó PERA A IDA DE G IUSEPPE V ERDI

NO SALÃO PRETO E PRATA DO CASINO ESTORIL

No próximo dia 5 de maio, a ópera Aida, uma das mais famosas obras do compositor italiano Giuseppe Verdi, subirá ao palco do Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Uma ópera mundial e profundamente humana, capaz de emocionar, ao vivo, no palco, onde tudo ganha verdadeira dimensão, tanto para quem descobre a ópera pela primeira vez, como para quem regressa a ela. Poucas óperas conseguem unir espetáculo, emoção e beleza musical como Aida, obra-prima intemporal de Verdi. No coração do Egipto antigo, entre templos, rituais e guerras, nasce um amor impossível. Aida, princesa etíope reduzida à condição de escrava, ama Radamés, o herói egípcio destinado à glória. Entre eles ergue-se Amneris, lealdade falam mais alto do que os sentimentos. Verdi constrói aqui um drama de contrastes: cenas monumentais com coros grandiosos e marchas triunfais convivem com momentos de extrema intimidade, onde a música revela a fragilidade humana com uma profundidade comovente. Cada ária, cada dueto, cada silêncio conduz o público a escolhas impossíveis e a um desfecho com enorme intensidade emocional. Com libreto de A. Ghislanzoni, a partir de obra de C. du Locle e A. Mariette, estreada na Ópera do Cairo a 24 de dezembro de 1871, Aida é uma história sobre amor e sacrifício que permanece atual, urgente e profundamente humana.

J OR G E C OSME

D IRETOR -G ERAL DO B AIRRO A LTO H OTEL

Assumiu a direção-geral do Bairro Alto Hotel em janeiro de 2026, regressando à liderança do hotel de 5 estrelas em Lisboa, onde já tinha desempenhado as traz mais de 25 anos de experiência no setor hoteleiro para este boutique hotel . Este regresso marca um novo capítulo para o prestigiado hotel situado entre o Bairro Alto e o Chiado.

C LUBE E S C APE L IVRE

V OTO DE S AUDAÇÃO

DA A SSEMBLEIA DA R EPÚBLI C A

Através de uma iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata (PSD), o plenário da Assembleia da República aprovou um Voto de Saudação ao Clube Escape Livre pelo seu 40.º aniversário, cumprindo a missão de divulgar a região da Beira Interior.

Dulcineia Catarina Moura, deputada do PSD pelo círculo da Guarda, foi a impulsionadora desta ação, destacando o clube pelas “quatro décadas de dedicação, adrenalina e valorização dos territórios da cidade mais alta e da Beira Interior”.

Para o Grupo Parlamentar do PSD, o Clube Escape Livre, “através da organização regular de eventos nacionais e internacionais de reconhecida qualidade, tem desempenhado um papel relevante na dinamização turística de territórios de baixa densidade, promovendo economias locais, valorizando recursos endógenos e aproximando pessoas e regiões, num contributo claro para o reforço da coesão territorial”.

Este voto, aprovado dia 24 de fevereiro, lembra ainda que o percurso do Clube Escape Livre, está “indissociavelmente ligado à dedicação e à visão do seu presidente, Dr. Luís Celínio Antunes, cujo empenho cívico e capacidade

do clube e para o reconhecimento do seu contributo para a promoção e valorização do interior e na construção de um país mais coeso e solidário”.

A DALBERTO C AMPOS F ERNANDES

O RADOR C ONVIDADO DO I C PT

O ICPT – International Club of Portugal irá receber

Adalberto Campos Fernandes, professor universitário e ex-ministro da Saúde, que proferirá uma intervenção com o tema “A Reforma do Estado – Utopia ou Inevitabilidade”.

Este evento terá lugar no dia 24 de abril de 2026 (sexta-feira), iniciando-se com um welcome drink pelas 12h00, no Sheraton Lisboa Hotel & SPA.

Para mais informação: geral.icpt@gmail.com / geral@icpt.pt ou telf. 211 320 413 / 913 330 005

“SEM ECONOMIA A CRESCER, NÃO HÁ COESÃO SOCIAL NEM CAPACIDADE PARA FAZER OBRA”

O presidente do Governo Regional da Madeira defende um modelo assente em crescimento económico, descida de impostos, modernização tecnológica e reforço da autonomia. Nesta entrevista, fala do novo hospital, da pressão sobre a habitação, do papel do turismo, da fixação de jovens qualificados e da relação que a região quer ter com a República.

Como define, neste momento, a prinCipal prioridade polítiCa do seu Governo para a madeira?

A principal prioridade é manter o crescimento económico e aprofundar a reconversão da economia da Madeira. Esse é o ponto central. A região teve, nos últimos anos, um percurso excecional e esse caminho não pode ser interrompido. A Madeira quase duplicou o produto interno bruto ao longo da última década, aproximando-se do topo das regiões do país em matéria de riqueza produzida, e esse crescimento não pode ficar dependente de um único setor. A ideia é continuar a diversificar a base económica regional. O turismo mantém um peso essencial, mas não esgota a estratégia. Queremos reforçar áreas como a financeira, a imobiliária e, de forma muito particular, a tecnológica, que é uma das apostas mais consistentes dos últimos anos. Essa prioridade começa logo na escola e tem tradução no aumento do

valor acrescentado gerado pela economia regional.

Que balanço faz do seu perCurso à frente do exeCutivo reGional? o Que Considera ter sido mais deCisivo nesse Caminho?

O traço mais decisivo do meu percurso político foi a alteração do próprio modelo económico da Madeira. A região saiu de uma fase em que assentava sobretudo no investimento público para uma realidade em que o investimento privado passou a ter um peso muito mais relevante. Esse movimento foi possível graças a uma maior internacionalização da economia e a uma estratégia de abertura que, apesar dos contratempos, gerou resultados mensuráveis. Entre esses resultados, destaco o desemprego mais baixo em mais de duas décadas, contas públicas equilibradas e uma trajetória de redução da dívida regional. Basta comparar esses indicadores com os números nacionais e europeus

para perceber que a Madeira está hoje numa posição mais sólida do que em momentos anteriores. A isso junta-se a

aumentar o rendimento disponível de famílias e empresas. Essa combinação entre

foi determinante para a transformação da economia regional.

em Que áreas sente Que a madeira evoluiu de forma mais visível nos últimos anos?

A resposta é direta: a educação. Foi aí que a Madeira mais mudou e mais se preparou para o futuro. Houve uma reforma com base tecnológica, a generalização das chamadas salas do futuro nas escolas públicas do ensino secundário e a introdução de robótica, programação, computação, impressão 3D, realidade virtual e, mais recentemente, inteligência

A

RENOVAÇÃO É NECESSÁRIA E ESTÁ A SER

FEITA,

kits de ciência e robótica no primeiro ciclo e digitalização dos manuais escolares em vários níveis de ensino. Esta transformação teve dois efeitos decisivos. Por um lado, modernizou o sistema educativo e aproximou-o de novas exigências do mercado de trabalho. Por outro, permitiu que, durante a pandemia, a região

precisamente porque alunos e escolas já estavam preparados tecnologicamente. Vejo a escola como uma infraestrutura estratégica, e a estabilidade conseguida com os professores, bem como os resultados dos alunos, mostram que foi um investimento bem orientado. O ensino é hoje uma das maiores bases do desenvolvimento futuro da Madeira.

Que desafios Continuam por resolver e exiGem hoje maior CapaCidade de resposta polítiCa?

como o principal problema social da atualidade. Aconteceu aqui o mesmo que em muitas outras regiões do país: houve uma subida muito acentuada dos preços, com impacto real sobre as famílias, sobretudo nos anos mais recentes. Ainda

assim, a situação madeirense distingue-se da média nacional, porque a região apresenta um peso de habitação pública

impede, naturalmente, a pressão atual. Para responder ao problema, temos investimentos avultados em habitação e várias medidas já em curso, como a entrega de casas em regime de arrendamento e a custos controlados, particularmente dirigidas a jovens casais e famílias de classe média. A habitação continuará a ser uma frente prioritária de ação governativa, até porque existe uma forte pressão sobre o mercado, associada também ao alojamento local e à procura acrescida. O essencial é garantir que o crescimento económico da região não produz exclusão nem deixa uma parte da população fora do acesso à casa.

Como responde às CrítiCas de Quem Considera Que o seu CiClo polítiCo entrou numa fase de desGaste? Essa leitura é normal em democracia, sobretudo quando se exerce funções durante muitos anos, mas a única resposta politicamente relevante é dada pelos eleitores. É o povo que confirma ou retira confiança. Por isso, prefiro

olhar para os resultados eleitorais como o teste decisivo à vitalidade de um projeto político. A continuidade do mesmo espaço partidário na governação, ao longo de décadas e com lideranças diferentes, só é possível com capacidade real de governar, manter apoio popular e produzir resultados. A recuperação de maiorias autárquicas na região reforça essa leitura. Mais do que responder às críticas em abstrato, importa recentrar a discussão na eficácia governativa e na validação democrática sucessiva.

de Que forma enCara a relação entre estabilidade Governativa e exiGênCia de renovação polítiCa na reGião?

A renovação é necessária e está a ser feita, mas há um problema estrutural: a di -

para a vida política. A política deixou de ser atrativa para muitas das elites procompetência à esfera pública. Há três razões principais para isso. Em primeiro lugar, as incompatibilidades e limitações no exercício simultâneo de funções, que segundo lugar, a falta de atratividade remuneratória. E, em terceiro, a exposição

PRIMEIRO É PRECISO CRESCER PARA DEPOIS

DISTRIBUIR. UMA ECONOMIA MAIS DINÂMICA

GERA MELHORES SALÁRIOS, MAIS RECEITA E

MAIS CAPACIDADE PARA SUSTENTAR POLÍTICAS

PÚBLICAS E COESÃO SOCIAL”

pública, hoje agravada pelas redes sociais, que é profundamente dissuasora para muitos jovens quadros. O resultado é um sistema político que precisa de se renovar num contexto em que o recrutamento é mais difícil do que no passado. Ainda assim, essa renovação está em marcha e a estabilidade não pode ser confundida com imobilismo.

Que papel atribui ao turismo no CresCimento eConómiCo da madeira? e onde devem estar os limites desse modelo?

O turismo tem um peso central no crescimento económico da Madeira, mas esse balanço não se mede apenas em quantidade. Houve um aumento muito expressivo do número de hóspedes, das dormidas e das receitas, mas também um ganho qualitativo. O destino valorizou-se, o preço mé-

-se com maior rendimento por visitante. Ao mesmo tempo, rejeito comparações lineares com outros arquipélagos europeus, porque a pressão turística na Madei-

da assim, o modelo tem de ser regulado e

combater o congestionamento dos locais

mais procurados, organizar os acessos, melhorar a prestação de serviços e evitar aumento da pressão sobre o património

por melhorar a qualidade da experiência e o rendimento associado ao turismo, sem comprometer a vivência quotidiana dos madeirenses nem o equilíbrio ecológico do território.

Como pode a reGião Garantir Que o CresCimento eConómiCo se traduz em melhores salários e em maior Qualidade de vida?

Primeiro é preciso crescer para depois distribuir. Uma economia mais dinâmica gera melhores salários, mais receita e mais capacidade para sustentar políticas públicas e coesão social. Os salários médios

isso vê-se, em especial, nas áreas tecnológicas, onde há procura por mão de obra

A Madeira enfrenta neste momento um problema de escassez de mão de obra,das, numa altura em que muitos jovens já não estão orientados para esse tipo de trabalho, quer por formação, quer por ex-

fenómeno também revela uma transfor-

mação estrutural da economia regional. O essencial é consolidar setores que acrescentem valor e que permitam remunerar melhor, ao mesmo tempo que se cria capacidade para integrar trabalhadores em falta e manter a dinâmica produtiva. O crescimento económico surge, assim, como condição de base para melhorar rendimentos e qualidade de vida.

Que polítiCas Considera mais urGentes para fixar os jovens na reGião? Há três vetores essenciais: tecnologia, eco-deira tem vindo a consolidar áreas capazes

através da instalação e crescimento de empresas tecnológicas e de centros de investigação. Existem centenas de empresas desse setor na região e há projetos ligadosnes e à prospeção marítima e subaquática. Estas áreas representam uma nova geração

mais internacionalizada e mais capaz de oferecer carreiras com salários elevados. A isso junta-se o papel das estruturas de investigação e desenvolvimento, bem como do registo internacional de navios, que ajuatlântica. O ponto central é simples: se a região quiser reter talento, tem de ofe-

Como pode a reGião Garantir Que o CresCimento eConómiCo se traduz em melhores salários e em maior Qualidade de vida?
Miguel Albuquerque

recer contexto empresarial competitivo,

absorvidos por mercados externos.

o hospital Central e universitário da madeira tem sido apresentado Como o hospital do futuro.

o Que representará, na prátiCa, para a resposta ClíniCa da reGião?

O novo hospital será uma transformação estrutural, não apenas uma obra emblemática. Trata-se de um equipamento decisivo para garantir a sustentabilidade futura do sistema regional de saúde. Os serviços públicos de saúde, em toda a Europa, enfrentam hoje pressões muito fortes: envelhecimento da população, aumento dos custos

dro que se impõe investir em tecnologia, capacidade universitária e redes internacionais de cooperação.

O novo hospital deverá ser uma unidade de vanguarda, com forte vocação para parcerias internacionais, investigação e incorporação de soluções tecnológicas no diagnóstico, na prevenção e no tratamento.

A robótica cirúrgica é um bom exemplo disso, porque pode reduzir internamentos,

ma público dependerá cada vez mais dessa capacidade de modernização. O hospital deve funcionar como uma infraestrutura de futuro e como peça central na política regional de saúde.

na expo osaka 2025, a madeira foi reConheCida pela sua liderança na inovação em saúde e sustentabilidade. Que siGnifiCado atribui a esse reConheCimento?

Esse reconhecimento internacional valida uma linha política que a região tem vindo a consolidar, sobretudo desde a pandemia.senvolveu e implementou procedimentos e plataformas tecnológicas que se revela-

lada. A partir daí, aprofundámos projetos em que ciência, tecnologia, saúde pública e administração se cruzam. Um dos exemplos é o da deteção de agentes patogénicos através das águas residuais, apresen-

tado como projeto inovador e com utilireconhecimento está precisamente aí: mostrar que a Madeira consegue produzir soluções, experimentar modelos e ser vista externamente como território capaz de articular proteção dos cidadãos, inova-

que um prémio simbólico, é um reforço da credibilidade da região e do caminho que escolhemos seguir.

foi também Convidado a presidir a uma iniCiativa internaCional Que reúne reGiões insulares em torno da CiênCia, da resiliênCia ClimátiCa e da saúde públiCa. Como interpreta esse desafio? Que papel pode a madeira assumir nesse proCesso?

Esse convite representa o reconhecimento de políticas concretas e de uma capacidade já instalada na região. Há instituições científicas, quadros qualificados e uma incorporação crescente de inovação tecnológica em vários setores da economia. Para perceber esse processo, basta olhar para exemplos muito concretos. A carpintaria depende hoje profundamente de desenho computorizado e impressão tridimensional, e as estufas agrícolas são geridas com sensores, automação e inteligência artificial. O que isto demonstra é que a modernização tecnológica não está confinada ao discurso oficial nem a um pequeno nicho empresarial: entrou nos próprios processos produtivos e passou a criar valor acrescentado em setores tradicio -

como território-laboratório em contexto insular, com capacidade para participar em redes internacionais de conhecimen-

dar essa massa crítica.

a madeira vive rodeada de mar. sente Que o oCeano Continua subaproveitado?

apesar da dimensão marítima que tem, continua a aproveitar mal esse potencial, e a Madeira reúne condições particularmente favoráveis para crescer nesta área.

“O PONTO CENTRAL É SIMPLES: SE A REGIÃO QUISER RETER TALENTO, TEM DE OFERECER CONTEXTO EMPRESARIAL COMPETITIVO, CIÊNCIA, INOVAÇÃO E FISCALIDADE FAVORÁVEL.
SEM ISSO, OS JOVENS MAIS QUALIFICADOS SERÃO ABSORVIDOS POR MERCADOS

na criação de um centro de aquacultura, e o principal valor acrescentado da Madeira resulta da temperatura da água, que permite crescimento contínuo do peixe ao longo do ano, ao contrário do quetura regional tem margem para aumentar e esse crescimento está a ser pensado com soluções que reduzam impacto paisagístico, nomeadamente com infraestruturas subaquáticas abaixo da linha de água. Existe preconceito em torno deste setor, mas o peixe de aquacultura é controlado do ponto de vista sanitário

não está a tirar partido da capacidade excecional que tem nesta matéria, e a Madeira pode ter aqui um papel muito mais relevante na economia azul.

Que relação pretende manter Com a repúbliCa? e Que reivindiCações Considera hoje inadiáveis para a reGião autónoma?

a ser necessário resolver aquilo a que chamo bloqueios mentais do poder central. O primeiro é reconhecer que o desenvolvimento das regiões autónomas não é um problema periférico, mas uma parte integrante do desenvolvimento nacional. O segundo é o Estado assumir plenamente as suas responsabilidades constitucionais em relação aos territórios insulares. A condição arquipelágica implica custos permanentes, de insularidade e de descontinuidade territorial, que não desaparecem e que devem ser compensados por uma relação mais equilibrada e madura

sucesso económico da região e, por isso, deve ser revisto. É também necessária maior capacidade legislativa e mais margem

de forma a atrair investimento e reforçar competitividade. Em síntese, o que está em causa é uma autonomia mais substantiva e menos dependente de lógicas centralistas.

depois de tantos anos na vida polítiCa, o Que ainda o motiva no exerCíCio de funções públiCas?

transformar a sociedade. Hoje, há uma política cada vez mais orientada para a popularidade imediata. Há políticos que querem ser amados e que evitam decisões difíceis para agradar a toda a gente. Eu coloco-me do lado oposto: o da obra, do compromisso, da transformação e da decisão. É nessa chave que volto ao meu argumento principal: sem economia a crescer, nãolhor rendimento para as famílias, não há qualidade de vida nem verdadeira política social. A redução de impostos foi, por isso, um instrumento para devolver rendimento às pessoas e uma das marcas do meu mandato. A motivação não está na gestão da imagem, mas na governação com efeitos materiais.

Que marCa Gostaria de deixar no futuro da madeira?

O novo hospital será sempre lembrado como uma obra simbólica, mas a marca que gostaria de deixar vai além disso. É, sobretudo, a da transformação econó-que associado à ideia de que foi possível baixar impostos sem perder receita e usar essa estratégia como alavanca para expannão enfraquece o Estado quando coincide com crescimento, investimento e dinamização da economia; pelo contrário, pode aumentar a base tributária e reforçar a capacidade de arrecadação. É essa tese que apresento como demonstração política do meu mandato. Mais do que uma obra física de governação que alterou o modelo económico regional, reforçou a competitividade da Madeira e procurou ligar desenvolvimento, autonomia e capacidade de decisão.

O corpo humano é extraordinário

Realizamos milhares de milhões de feitos num só batimento cardíaco, somos exemplos espantosos da tecnologia da natureza.

Mas também somos humanos. Enfraquecemos. Falhamos.

E quando isto acontece, os nossos extraordinários corpos exigem soluções extraordinárias que transformam a vida. Lideramos a tecnologia médica global, resolvendo com audácia os problemas que a humanidade enfrenta atualmente.

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A TEMPESTADE KRISTIN E A REDE ELÉTRICA

Tivemos uma dramática situação no distrito de Leiria, atingindo populações e empresas de moldes e componentes para automóveis. Estariam todas as estruturas afetadas dimensionadas para resistir às ações extremas previstas nos regulamentos?

A falta da eletricidade gerou imediatamente falhas no abastecimento de água e nas comunicações. Viu-se que o país nada aprendeu com o apagão de 28 de abril de 2025 em termos de soluções para mitigar a falta da eletricidade, tais como geradores de emergência, e ainda terminais Starlink pois o SIRESP falha sempre! Pelo contrário, o Governo continuou a pagar para sairmos dos eletrodomésticos a gás e nos enfiarmos no tudo elétrico! Falhando a eletricidade, não têm uma energia alternativa. Eu sempre pratiquei o dual fire . Nas redes elétricas há que rejeitar o aparente facilitismo de enterrar toda a rede. Quanto mais elevado o nível de tensão, mais caro é o enterramento dos cabos

(tipicamente de três a oito vezes o custo da linha aérea). O critério para o enterramento tem de ser guiado pelo corte mais provável de consumos e isso acontece nas redes de Média Tensão. A Rede de Transporte, que transporta grandes quantidades de energia, é planeada com malhamento com segurança N-1 (a perda de uma linha não afeta o fornecimento porque nessa malha há troços alternativos). A Rede de Distribuição (Média e Baixa Tensão) é que mais contribui para os cortes. E convém não esquecer que cabos enterrados não são remédio infalí -

aos problemas das inundações, a limitações de corrente por aquecimento do solo, a riscos de tremor de terra, aqui tal como as linhas aéreas, têm manutenção mais complexa, reparações mais lentas e

Os pontos críticos a privilegiar no enterramento de linhas de Média Tensão, cerca de 20% dessa rede, serão a alimentação a hospitais, a sistemas de água e de co -

municações, subestações elétricas estruturantes, zonas densamente urbanizadas e mesmo com essa seletividade estima-se um custo de 4 a 6 mil milhões de euros, a pagar pelos consumidores nas tarifas de acesso às redes!

E haverá que rever os projetos das linhas, das torres e das respetivas sapatas para os ajustar às realidades meteorológicas, reforçando eventualmente os regulamentos. Um evento meteorológico severo não deve ser sinónimo de desastre infraestrutural. O desastre é o resultado da vulnerabilidade das infraestruturas. A natureza não pode ser regulada, mas a engenharia pode e deve ser reforçada! Apesar de qualquer azar meteorológico ser logo associado às alterações climáticas (que têm as costas largas para desculpar as nossas falhas de projeto de engenharia, de manutenção e de conservação das estruturas), devia-se passar à fase de mitigação desses azares e evitar investimentos exagerados na descarbonização num país que emite 0,1% do CO 2 mundial!

“ UM EVENTO METEOROLÓGICO SEVERO NÃO DEVE SER SINÓNIMO DE DESASTRE INFRAESTRUTURAL. O DESASTRE É O RESULTADO DA VULNERABILIDADE DAS INFRAESTRUTURAS.
A NATUREZA NÃO PODE SER REGULADA, MAS A ENGENHARIA PODE E DEVE SER REFORÇADA! ”
Engenheiro e Economista

MAIS UM 8 DE MARÇO

Há quem coloque a questão sobre se faz ainda sentido celebrar o dia 8 de março enquanto data que pretende não só chamar a atenção para as questões das desigualdades que atingem as mulheres, como também indicar caminhos para as resolver progressivamente.

Estranha questão essa quando bastaria atentar, em termos nacionais, na dimensão da violência doméstica – só no ano passado morreram às mãos de maridos ou companheiros ou de ex-maridos ou ex-companheiros 25 Mulheres – ou, em termos internacionais, na extensão

pelas autoridades do chamado escândalo Epstein para perceber a gravidade do problema. Estes são gritantes sinais de que as Mulheres e as Raparigas continuam a ser consideradas “coisas”, meros objetos cuja propriedade se reclama o que constitui uma prova gritante de como vivemos em sociedades muito atrasadas onde a cultura dos Direitos Humanos ainda não penetrou. E direitos humanos com justiça, com paz e com desenvolvimento humano.

Por essa razão, para além do trabalho desenvolvido pelas Nações Unidas nestas dimensões, outras organizações se debruçam sobre elas e a sua evolução ao longo do tempo. É o caso do World Economic Forum, que publica, anualmente, desde 2006, o Global Gender Report no âmbito do qual avalia os progressos alcançados em termos de igualdade de direitos e dignidade entre Homens e Mulheres em quatro dimensões: participação económica e oportunidades, nícapacitação política.

Sem surpresas, a região do mundo onde o caminho para a igualdade de género está globalmente mais avançado é na América do Norte mas, mesmo aí, serão necessários esforços sustentados para conseguir progressos. Segue-se-lhe a Europa que, nomeadamente na capacitação política, até se encontra em primeiro lugar mas tem pior desempenho, designadamente, na esperança de vida saudável à nascença.

Entre nós, também a Fundação Francisco Manuel dos Santos, através da Pordata, di-

em Portugal: representatividade, conquistas e assimetrias, onde descreve indicadores vários que espelham o nosso nível de cumprimento nas mesmas dimensões com vários desenvolvimentos, de que saliento, citando: “Portugal já supera metas internacionais de representação feminina em cargos de liderança empresarial e apresenta níveis de participação política acima da média europeia, no entanto subsistem assimetrias no emprego e nos salários.”

Quanto à “Esperança média de vida: em Portugal, tal como na União Europeia, as mulheres têm uma maior esperança média de vida à nascença do que os homens. Essa esperança média de vida tem vindo a aumentar para ambos, ao longo dos anos, e, em 2024, era de 85,4 anos para as mulheres e de 79,8 anos para os homens. Estes valores são superiores aos da UE27: 84,4 anos para as mulheres e 79,2 para os homens. Desde 2015 que se observa uma tendência de aproximação, decorrente de um crescimento mais rápido da esperança média de vida masculina (aumentou 62 dias, em média, por ano) face à feminina (aumentou 35 dias, em média, por ano).”

“PARA QUEM SÓ SE PREOCUPA COM A EXPRESSÃO ECONÓMICA DOS FENÓMENOS SOCIAIS, TALVEZ FOSSE INTERESSANTE ENCARAR O GRAVÍSSIMO

Precisávamos que esta diferente velocidade na

estudada, pois não se explica, na minha perspetiva, apenas pelo facto de muitas mulheres terem adotado comportamentos anteriormente mais comuns nos homens como, por exemplo, o tabagismo ou o consumo de bebidas alcoólicas. Qual o papel que aqui terão a manutenção do modelo masculino no ensino médico, ou a menor investigação das doenças que matam mais

em dia já em regressão? Conviria perceber, pois são áreas de investigação muito importantes para a nossa vivência coletiva.

para o desempenho da Economia de cada país. Consequentemente, para quem só se preocupa com a expressão económica dos fenómenos sociais, talvez fosse interessante encarar o gravíssimo problema da persistência da vastidão das desigualdades entre homens e mulheres sob essa perspetiva.

Fazendo um pouco de humor para sublinhar as incoerências do mundo atual, seria caso para recordar a célebre frase “se não for por amor, que seja por interesse”! Mas não! Estes fenómenos traduzem-se em tragédias humanas tão profundas e com um tal poder destrutivo que seria bom que se percebesse que é fundamen-ro possível de pessoas de todas as faixas etárias no sentido de que enquanto as desigualdades

nas dimensões intangíveis da vida. E para que disso tenhamos consciência, é necessário, enquanto for necessário, continuar a invocar o 8 de março.

Maria de Belém Roseira
Jurista

O SOL BRILHA EM ÉVORA

Escrevo esta crónica alguns dias depois de todo o país e em particular a sua região Centro terem sido assolados por uma sequência de tempestades, sinal do impacto cada vez mais crispado do aquecimento global, com grave prejuízo para as pessoas e para os territórios.

Por coincidência, terminada a intempérie que também marcou o Alentejo e pôs em evidência algumas debilidades estruturais da minha cidade, em particular nas acessibilidades e controlo de leitos de cheia, na Gala Sóis da Repsol realizada dia 16 de fevereiro em Tarragona, a organização de um dos mais prestigiados festivais gastronómicos da Península Ibérica anunciou a escolha de Évora para ser a cidade sede da gala portuguesa de 2026, a realizar dia 13 de abril no Teatro Garcia de Resende, sob o signo que titula esta crónica – “O Sol Brilha em Évora”. Para Évora e para o Alentejo, o reconhecimento da excelência e da identidade da sua gastronomia, dos seus restaurantes e dosde os que produzem, aos que selecionam

os ingredientes, transformam numa alquimia -

bientes e condições diferenciadas para eles serem apreciados, é uma grande notícia, no plano dos factos e no plano simbólico. Insere-se num contexto mais vasto de rea-

peia ao Sul que nunca deixou de ser e que lhe permitiu ser selecionada como Capital Europeia da Cultura 2027.

Contribui para marcamos o início de um tempo em que a forma alentejana de ser, de estar, de fazer e de ler o mundo é reconhecida pela história e pela identidade, unidos por um olhar diferenciado sobre a cultura como instrumento de libertação e de desenvolvimento.

Évora conquistou o direito de tornar mais europeia e mais global uma identidade que foi construindo ao longo dos séculos. Évora Capital Europeia da Cultura será uma enorme celebração criativa de um ciclo material e imaterial que se vai construindo e embrenhando na cidade, no concelho, na região, no país, na Europa e no mundo.

Como Capital Europeia da Cultura, ou agora como Capital Ibérica da Gastronomia, Évora foi escolhida porque se soube como uma capital europeia ao Sul, fortemente marcada pelo encontro entre o Atlântico e o Mediterrâneo. É desse encontro feliz que brota a nossa literatura, a nossa pintura, a nossa escultusa forma de ser. E é dele também que tem que crescer a onda imaterial e material de transformação, que inspirou, inspira e inspirará os agentes culturais, os agentes do território, entre eles os chefs que se

espaço a que chamámos vagar. Vagar, capacidade de parar antes de avançar ou de recuar, capacidade respirar para relaxar, para nos inserirmos na natureza de que somos parte, para cumprir os ciclos das estações ou para surfar a vaga das novas oportunidades. Que o sol brilhe por Évora e por todo o país, no céu e no coração.

“ ÉVORA CONQUISTOU O DIREITO DE TORNAR MAIS EUROPEIA E MAIS GLOBAL UMA IDENTIDADE QUE FOI CONSTRUINDO AO LONGO DOS SÉCULOS ”
Presidente da Câmara Municipal de Évora

CONSENSOS SOBRE O FUTURO DA SAÚDE EM PORTUGAL

Apesar das diferenças ideológicas e dos constrangimentos orçamentais, existe hoje um conjunto relativamente alargado de consensos sobre a evolução do sistema -

uma expectativa de exigir ao Parlamento se poderá basear nestes consensos que existem à partida, mas que nunca foram consubstanciados num acordo geral a nível parlamentar e político.

Reforçar e reformar o SNS, de forma a manter a centralidade do Serviço Nacional universalidade e equidade, é um consensomento, mas sobretudo para melhor governação, autonomia das unidades, modelos de contratualização baseados em resultados e maior transparência.

Outro consenso diz respeito à transformação digital, hoje vista como inevitável. A exa interoperabilidade entre níveis de cuidados apoio à decisão clínica e gestão são áreas prioritárias. A telemedicina e a monitorização remota, aceleradas pela pandemia, deverão consolidar-se como prática regular.

A integração de cuidados e o foco na cronicidade são estratégias consensuais que urgem com o envelhecimento populacional -

ção das ULS demonstra o consenso sobre a necessidade de integrar cuidados primários e hospitalares. Modelos de gestão da doença crónica, hospitalização domiciliária e equipas multidisciplinares serão cada vez mais relevantes, reduzindo internamentos evitáveis.

um caminho irreversível para garantir a retenção e motivação de médicos, enfermeiros e técnicos. Discute-se a revisão de carreiras,

especialistas, gestores clínicos).

Talvez não tão consensual serão as parce-

embora exista um entendimento crescente de que os setores privados e sociais complementam o SNS, seja através de convenções, parcerias ou inovação tecnológica. O foco desloca-se da dicotomia ideológica para a

Mais do que um entendimento é uma necessidade transversal garantir a sustentabili-

de. Com a pressão da inovação terapêutica e tecnológica, há consenso na necessidade

“ EXISTE HOJE UM CONJUNTO RELATIVAMENTE ALARGADO DE CONSENSOS SOBRE A EVOLUÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE EM PORTUGAL NUM FUTURO PRÓXIMO”

valor (value-based healthcare), com contratos

esta perspetiva apresenta alguns obstáculos em sistemas com contabilidade analítica

lado, discute-se ideologicamente o acesso ao SNS ignorando a realidade do setor privado ao qual paradoxalmente os funcionários

Urge haver um quadro legal que permita a todos os cidadãos terem também um seguro privado permitindo assim o acesso geral aos

Em conceito também achamos que a pre-vernar com base em dados concretos são consensuais, mas provavelmente teremos de nos entender na estratégia e nas prioridades nestes campos.

Em síntese, o consenso que possa existir para tornar realidade o desejo do novo PR não é apenas encontrar “mais recursos”, mas sim tornar o sistema mais integrado, digital, centrado no doente, orientado por resultaa uma capacidade de execução consistente, estabilidade política, despolitização da gestão

RESCALDO. SEMPRE A TEMPO, PORQUE CHEGA ATRASADO

Temos novo Presidente. António José Seguro ganhou. Esmagou na segunda volta. Como é normal em Portugal, o segundo

mos todos. Com a vitória de um e a derrota dos outros.

André Ventura não tem gabarito, personalidade, nem vontade, para ser Presidente da

conseguiu, e estribar-se na mentira de que é o líder da direita. Será o líder de um tipo de direita, a dele, mas não é o líder de todas as direitas que agora existem em Portugal. Essa federação de direitas não existe e, logo, não pode ter líder. Nem sei se pretende ter dada a inorganicidade de ideias e partidos que a constituem e a aparente falta de estratégia conjunta para assumir a governação do país. André Ventura perdeu, nunca imaginou que pudesse ganhar, não queria ganhar, mas teve antena, deixou umas “bocas” e mostrou que tem um espaço que não pode ser ignorado. Se isto é vitória?

do terceiro lugar e, obviamente, também perdeu. Outro que não tem estofo para bem vestido, bem arranjado, apresenta

“bem” umas ideias que nem ele percebe o que são. É obra. Liberal de manhã, social-

evening para que rime com queque. Nunca conservador. Sejamos justos, vale mais do que o partido que deixou órfão de si. Perdeu a eleição, mas ganhou um emprego na TV, seguramente bem pago, para se juntar ao rol dos que repetem banalidades e entretêm o pagode. Dizem, vai fundar um que, como o nome indica, vai dar em… nada. Percebeu que, depois do inigualável Marcelo, ter espaço de opinião na televisão não rima com eleição?

Gouveia e Melo, o bluff que a comunicação bluff. O candidato do meta-espaço, o vai a todas e vale tudo, foi desmascarado pelos factos. Suicidou-se com o homicídio, em direto, de Marques Mendes, mas já estava encaminhado para se despenhar do alto das sondagens que tinham sido aventadas (inventadas?)

tal camaleão, descompunha subalternos emvas nucleares da Europa. Livrámo-nos do mal e da sua clique.

Marques Mendes, junto com Seguro um dos dois candidatos com capacidade para ser Presidente, foi morto pelos adversários Cotrim e Melo Gouveia. Morto porque se deixou matar. Aqueles que o mataram morreram com ele. Irónico. Inebriou-se com sondagens, acreditou na sua popularidade

A comunicação social, onde cresceu politicamente, não o ajudou e um passado de compromissos, algum comentário pusilânime aqui e ali, mais os inimigos pretéritos e

lastro. Quinto lugar e, honrosamente, a aceitação da derrota com o consequente retiro. Dos outros vencedores não rezará a históesta vitória dos comunistas portugueses, dos originais e dos disfarçados.

vencedor numa corrida em que só havia um lugar em disputa. O país ganhou e não interessa discutir os “se”, sempre os “ses”, tivesse havido outros candidatos. Ganhou por mérito pessoal, demérito dos adversários (é sempre assim), mas ganhou sozinho e agora só lhe resta arcar com a solidão de Belém e o peso do cargo. Que os próximos

“ COMO É NORMAL EM PORTUGAL, O SEGUNDO CLASSIFICADO, O QUE PERDEU, APESAR DE TER SIDO PRENSADO FINO, TAMBÉM GANHOU. GANHÁMOS TODOS”

A ECONOMIA REFÉM DA POLÍTICA E DA GUERRA

Aordem (ou desordem) internacional deixou de poder ser compreendida na ótica dos interesses nacionais, mas está submetida a objetivos pessoais restritos de líderes políticos e de redes de elites políticas, financeiras, militares (religiosas, no caso do Irão) que gravitam em torno desses líderes.

O ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão e a retaliação do Irão, são o resulta -

do do fracasso da política e consequência de jogos de poder que dificilmente se compreendem num contexto de defesa de interesses nacionais.

Independentemente das motivações que podem explicar o fracasso das negociações e o início da guerra – deixo esta questão aos analistas políticos –, o facto é que a economia mundial está, de facto, re -

P etróleo e gás naturalxos de petróleo e gás natural através do estreito de Ormuz e a redução ou paragem de produção em muitos pontos do Golfo Pérsico, seja porque a capacidade de armazenamento se esgotou (como no caso do petróleo, no Iraque), seja por motivos de segurança (como no caso do gás natural, no Qatar, na sequência de um ataque às suas instalações).

vêm desta região e passam pelo estreito de Ormuz e, apesar de terem como principal destino a Ásia e não a Europa (Portugal não importa petróleo ou gás natural do Golfo Pérsico), os mercados são globais e qualquer perturbação nesta região desencadeia aumentos imediatos

estamos a observar, com o impacto a sentir-se, embora com algum desfasamento temporal, nos custos de produção das empresas, em função da intensidade na utilização destas fontes de energia.

P reços instáveis

Se a situação for resolvida dentro de poucas semanas (como o Presidente Trump vaticina), os preços corrigirão, as repercussões serão contidas e o impacto económico será comportável.

combustíveis continuarão persistentemente elevados e as empresas terão de repercutir os aumentos dos custos de produção nos preços (mesmo que parcialmente), dando origem a um inevitável movimento de contágio à generalidade

dos preços, à semelhança do que se ve-

ve para a economia portuguesa e, de uma forma geral, para as economias europeias. Sabemos bem quais são as consequências -

cessárias para a combater.

Na última crise, o Banco Central Europeu (BCE) encarou, inicialmente, o aumento dos preços como temporário e foi criticado por tardar em agir. O primeiro aumen -

estava perto dos 9%. O economista-chefe -

co está a acompanhar de perto a evolução

um e dois anos já mostraram alguma subida, mas ainda não muito pronunciada. Surgindo sinais de que ultrapassam signi-

rá, por certo, uma política monetária mais restritiva, aumentando as taxas de juro.

a m P litude e duração do conflito

Tudo depende, então, da amplitude e da -

ca do regime de Teerão e a exaltação do martírio como sacrifício supremo não fa -

vorecem uma capitulação face a pressões externas ou internas. Está também afastada a hipótese de submissão dos sucessores de Khamenei aos ditames de Washington, ao contrário do que está a acontecer na Venezuela. Aliás, não parece ser esta a estratégia norte-americana. A duração do

do Irão resistir à total aniquilação das suas capacidades militares.

Receberá o Irão algum tipo de ajuda do

diretamente os seus vizinhos árabes nas suas infraestruturas energéticas? Por quanto tempo conseguirá o Irão manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa a sua estratégia de sobrevivência?

Poderá o Presidente Trump cumprir comcos políticos e escolta naval aos navios que atravessem o estreito?

Provavelmente, quando este texto for publicado, já será possível ter uma ideia mais clara sobre todas estas questões. A economia mundial permanecerá, contudo, sob a ameaça de novos desenvolvimentos geopolíticos imprevisíveis, no contexto da nova (des)ordem internacional. O prémio de risco é alto.

AS OPORTUNIDADES QUE PORTUGAL NÃO PODE CONTINUAR A PERDER

Portugal atravessa um momento decisivo da sua história recente. Num mundo marcado por transformações tecnológicas rápidas, tensões geopolíticas e desa-

as suas oportunidades estratégicas conseguirão reforçar a sua prosperidade e -

Uma das maiores oportunidades para Portugal reside na economia do conhecimento e na inovação tecnológica. Nas últi-tivamente na formação superior e na inves-

investigação e startups têm vindo a ganhar reconhecimento internacional. O crescimento do ecossistema tecnológico, especialmente em cidades como Lisboa, Porto e Braga, demonstra que Portugal tem capacidade para competir na economia digital global. No en-

tanto, para consolidar este caminho, é essencial reforçar o investimento em investigação e desenvolvimento, incentivar a transferência de conhecimento entre universidades e empresas e criar condições para que o talento nacional permaneça no país.

por Carlos Carreiras Consultor

n ovA economi A energétic A

Outra oportunidade estratégica encontra-se na transição energética. Portugal possui condições naturais excecionais para a produção de energias renováveis, nomeadamente solar, eólica e hídrica. Nos últimos anos, o país já demonstrou liderança nesta área, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e investindo em projetos de energia limpa. Contudo, o potencial ainda está longe de ser plenamente explorado. A aposta em hidrogénio verde, armazenamento de energia e redes inteligentes pode posicionar Portugal como um dos principais polos europeus da nova economia energética, atraindo investimento e criando empregos qualificados.

O mar constitui também um ativo fundamental. Com uma das maiores zonas económicas exclusivas da Europa, Portugal dispõe de recursos e oportunidades vastas na economia azul. Desde a investigação científica marinha à aquicultura sustentável, passando pela energia das ondas, biotecnologia marinha e exploração responsável de recursos naturais, o oceano pode tornar-se um motor central de desenvolvimento. Para tal, será necessário reforçar a capacidade científica, modernizar infraestruturas portuárias e garantir políticas de gestão sustentável.

t urismo diversific A do

O turismo continuará a desempenhar um papel importante na economia portuguesa, mas o futuro do setor depende da sua evolução para modelos mais sustentáveis e diversificados. Portugal deve apostar em turismo cultural, científico, lazer para as famílias, gastronómico e de natureza, reduzindo a pressão sobre destinos saturados e distribuindo melhor os benefícios pelo território. Ao mesmo tempo, é fundamental preservar o património natural e urbano que constitui precisamente a principal atração do país.

A demografia representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade. Portugal enfrenta um envelhecimento populacional significativo e uma baixa taxa de natalidade. Para responder a esta realidade, será essencial desenvolver políticas eficazes de atração de talento estrangeiro, integração de imigrantes quaconsiga atrair pessoas talentosas, empreendedoras e criativas fortalece a sua economia e dinamiza a sua sociedade. Por fim, Portugal tem uma vantagem muitas vezes subestimada: a sua posição geográfica e a sua capacidade histórica de ligação entre continentes. Situado entre a Europa, África e as Américas, o país pode afirmar-se como uma platafor-

ma estratégica para comércio, logística, diplomacia e cooperação internacional. O reforço das infraestruturas portuárias, ferroviárias e digitais será determinante para concretizar esse potencial.

A proveitA r A s oportunidA des As oportunidades estão presentes, mas não são inevitáveis. Aproveitá-las exige visão estratégica, estabilidade política, investimento consistente e capacidade de execução. Mais do que identificar oportunidades, o verdadeiro desafio está em transformá-las em resultados concretos que beneficiem toda a sociedade. Portugal já demonstrou, ao longo da sua história, que consegue reinventar-se em momentos decisivos. O presente volta a colocar o país perante um desses momentos. A diferença entre estagnação e progresso dependerá da capacidade coletiva de reconhecer e aproveitar as oportunidades que não podem ser perdidas. Resta ainda o Estado, central e local, reorganizar-se e atualizar-se aos tempos que

racional, mais capacitado para responder às famílias e empresas. Precisa de ser um Estado facilitador e não complicador, libertando recursos e potenciando cadeias de valor que gerem riqueza para uma redistribuição mais justa e solidária.

REFORMAS NA SAÚDE LEI DE BASES DA SAÚDE

A revisão da Lei de Bases da Saúde não deveria ser um debate ideológico. É uma exigência de governação e de responsabilidade constitucional.

O direito à proteção da saúde, consagrado no artigo 64.º da Constituição, não se cumpre apenas pela proclamação solene de princípios. Cumpre-se quando o cidadão consegue ter acesso a cuidados de saúde (consulta, cirurgia, exame, rastreio...) em tempo clinicamente aceitável.

OServiço Nacional de Saúde é uma das maiores conquistas do nosso

Estado Social e da Democracia. A sua natureza universal, geral e tendencialmente gratuita representa uma opção civilizacional inequívoca: a saúde não é um privilégio, é um direito. Essa matriz não está em causa – nem deve estar. O que está em

causa é saber se o quadro legal vigente oferece ao Estado e ao SNS os instrumentos necessários para responder aos

A Lei de Bases aprovada em 2019 reafirmou princípios estruturantes e ideológicos num momento politicamente sensível. Cumpriu uma função estabilizadora e

identitária da chamada geringonça . Contudo, privilegiou uma elevada densidade declarativa sem a correspondente densidade operacional. A autonomia das entidades do SNS foi reconhecida de forma genérica; a contratualização não assumiu centralidade estratégica; a articulação com setores privado e social ficou envol -

Bastonário da Ordem dos Médicos 2017-2022 Presidente da AACDN

ta numa abordagem defensiva. O resultado está à vista: centralização excessiva da decisão, rigidez organizacional, listas de espera persistentes e dificuldade em assegurar respostas em tempo útil. Dito de outra forma, a Lei de Bases de 2019 revelou-se castradora e retrógrada, e falhou aquele que deveria ser o seu principal objetivo: cumprir um direito consagrado na nossa Constituição.

tuição não impõe um modelo fechado de prestação exclusivamente pública. Impõe que o Estado garanta o acesso universal, equitativo e tendencialmente gratuito aos cuidados de saúde. Confundir garantia pública do direito com exclusividade da prestação tem gerado bloqueios que não decorrem do texto constitucional, mas de opções legislativas e administrativas.

U niversalidade

Uma nova Lei de Bases deve partir de um princípio simples e exigente: univer-

dos. Não basta reconhecer o direito; é necessário organizá-lo de modo que os cidadãos sejam atendidos em tempo clinicamente adequado, com qualidade e continuidade assistencial. A efetividade material do direito deve tornar-se objetivo vinculativo do sistema, e não mera intenção programática. Essa modernização exige também sustendencial só é preservável se houver orientado para resultados, controlo rigoroso da despesa e combate ao desperdício. Num contexto de envelhecimentocas e pressão tecnológica crescente, é indispensável uma governação baseada em valor em saúde – isto é, na relação entre resultados obtidos e recursos utilizados. Outro eixo central é a autonomia responsável das entidades do SNS. Não é possível exigir desempenho sem conferir

contratual deve ser explicitamente consagrada, e na prática enquadrada por contratos-programa plurianuais, objetivos

mensuráveis e mecanismos de avaliação transparentes. Liberdade de decisão e prestação de contas são indissociáveis. Centralizar a decisão e descentralizar a responsabilidade é uma fórmula que já demonstrou os seus limites.

A contratualização estratégica deve assumir papel estruturante. O Estado precisa

estratégico de cuidados, orientando o -

contratos claros, indicadores públicos de desempenho e consequências associadas

substituir controlo burocrático por controlo por resultados.

r eforçar a capacidade de resposta Uma nova Lei de Bases deve ainda permitir a mobilização regulada de toda a capacidade instalada existente no país. A articulação com setores privado e social, sob e primado do interesse do utente, é compatível com a Constituição e pode reforçar a capacidade de resposta. Não se trata de privatizar o SNS, mas de evitar que a rigidez organizativa penalize os cidadãos. Mas a modernização não pode limitar-se à resposta à doença. Uma Lei de Bases verdadeiramente adaptada às necessidades

como referência na promoção da saúde e na prevenção da doença. O futuro do SNS depende da capacidade de antecipar

riscos, reforçar cuidados de saúde primários, investir em literacia em saúde, integrar políticas públicas e reduzir fatores de risco evitáveis. Um sistema orientado -

mente mais pressionado e socialmente

Responder em tempo clinicamente aceitável é imperativo ético. Promover saúde e prevenir doença é imperativo estratégico. Ambos exigem um enquadramento legal moderno, coerente e funcional.

Reformar a Lei de Bases não enfraquece o SNS. Pelo contrário, protege-o de se tornar refém da sua própria rigidez. Reforça o papel do Estado como garante,nanceira sem abdicar da universalidade.

A escolha não é entre público e privado, nem entre ideologias. É entre imobilismo e capacidade de governação. Se queremos um SNS capaz de responder às necessidades dos portugueses, em tempo clini -

motor de promoção da saúde e prevenção da doença, precisamos de uma nova Lei de Bases – moderna, responsável e orientada para resultados.

Reformar, neste contexto, é preservar. E preservar o direito à saúde exige coragem para adaptar o quadro legal às exigências de um sistema cada vez mais complexo, sem abdicar dos seus princípios fundadores.

BEATAS

podem ser designadas por bitucas, piriscas ou guimbas e respeitam à parte

Gostaria de fazer uma declaração de interesses ao tratar esta matéria, porque não sendo fumador nunca me senti muito incomodado com o cheiro do tabaco e nunca limitei o convívio com amigos e colegas fumadores, embora seja sensível ao descarte das beatas para espaços de uso coletivo.Ainda me

de um grupo de jovens que integrei, um cartaz que dizia: “Se em casa deitas as pontas de beatas para o chão, faz o mesmo aqui, pois queremos que te sintas em casa.”

pretensão de a avaliar. Ficaremos algures entre as perceções de senso comum e as constatações do dia a dia, neste caso tendo por base a Lei nº 88/2019 de 3 de setembro – a “lei das beatas”.

Redução do impacto no meio ambiente Para melhor enquadrar o tema recorro a uma

Redução do impacto das pontas de cigarros, charutos ou outros cigarros no meio ambiente. No seu artigo 1.º (Objeto), podemos ter o seguinte propósito: “A presente lei aprova

medidas para a adequada deposição, recolha e tratamento dos resíduos de produtos de tabaco e medidas de sensibilização e de informação da população com vista à redução do impacto destes resíduos no meio ambiente.”

Podemos depois de uma leitura concluir que a lei introduz instrumentos regulatórios, institucionais e educativos, tendo como objetivo a mudança de comportamentos e promover valores ambientais. Numa leitura

rante um quadro legislativo que integra os seguintes níveis de intervenção: (i) Normati-

nal e estrutural – obrigações para agentes económicos de colocação de cinzeiros e sua limpeza e incentivos económicos para apoiar

lico – preconiza a realização de campanhas de sensibilização. -

dos mecanismos de mudança, na medida em que a lei cria as condições, induz reações e gera mudança social e ambiental.

No que respeita a mecanismos situacionais, a lei determina: (i) Um quadro legal obriga-

ponsabilização institucional de empresas,incentivos económicos para a adaptação no seu artigo 5.º.

A referida lei, ao estabelecer as condições objetivas de cumprimento e de dissuasão de comportamentos desenquadrados, cria

do (fazer uso de cinzeiros) e penalizar os comportamentos indesejados (descartar dos mecanismos de transformação da ação, promove: (i) Dissuasão do incumprimento social na medida em que o cumprimentosabilização ambiental e cívica pois as campanhas de sensibilização institucional reforçam a consciência dos impactos ambientaiscomportamentos simples e rotineiros.

adesão compoRtamental e cívica

Desta forma os mecanismos de transformação da ação visam uma adesão comportamental e cívica, levando as pessoas e empresas a cumprir a lei com base em valores sociais e ambientais e não apenas pelas implicações das sanções. Os mecanismos de mudança traduzem-se em entender as dinâmicas que levam à mudança desejada. A legislação visa: (i) comportamentos cívicos que tornem a deposição das beatas de formagem coletiva, cidadãos e empresas, que leve a um compromisso social, reforce reputação

retroalimentação institucional, levando os municípios e a autoridade nacional de resíduos a processos de monitorização e ao ajusque levam à redução de resíduos com alguma perigosidade e melhoram a limpeza urbana que reforçam a legitimidade da medida. Pretende, ainda, a medida melhorar os comportamentos e promover valores ambientais de longo prazo, o que se traduz num papel pouco relevante das coimas e passa a incorporar aspetos culturais e sociais. -

temente a legislação das beatas se apresentava como capaz de induzir novos comportamentos e reduzir os efeitos perniciosos dos

forma muito inapropriada e revelando falta de civismo e ausência de sensibilidade aos problemas ambientais que daí resultam para todos nós. No entanto importa ir um pou-

deve ser desenhada ouvindo e envolvendo os principais atores, como base para o seu sucesso e consequente cumprimento de objetivos. -

guintes à publicação da lei, o jornal Público de 11.jul.2019 tenha como manchete que “GNR e ASAE duvidam que se possa aplicar a ‘lei das beatas’”… e que as entidades encarregadas

na generalidade alertam para a desproporcionalidade dos valores das coimas e para a falta de sentimento de ilicitude no atirar a ponta de cigarro para o chão.

impacto Real da lei

que a lei que proíbe deitar beatas para o chão não tem impacto real. A lei que proíbe deitar pontas de cigarros, charutos ou outro tipo de tabaco para o chão e obrigou restau-

Resíduos de tabaco

rantes e similares a terem cinzeiros à porta foi aprovada em setembro de 2019. Um ano depois, em 2020, entrou em vigor com multas entre os 25 e os 250 euros. As infrações

Alimentar e Económica e também pela PSP e GNR. Foram poucas as multas aplicadas mesmo depois de ter havido um agravamento dos valores em 2021. Mais recentemente a Executive Digest em 18.out.2025, referia que apenas tinham sido 108 as multas por atirar beatas de cigarro para o chão, em dois anos, e que apesar da legislação em vigor desde 2019, o impacto na mudança de comportamentos tem sido reduzido.

De acordo com as autoridades, houve um ligeiro aumento nas infrações registadas pelaspressão muito reduzida. Enquanto as associa--

bre a aplicação das coimas, o enquadramento

Rienda, da associação Zero, citado pelo JNtida pela ausência de campanhas educativas. “A foi acompanhada de ações pedagógicas”, apon-

A legislação previa campanhas de sensibilização, mas estas “nunca chegaram a concretizar-se”. Na realidade basta olhar para qualquer proliferação de beatas pelo chão.

Ao abordar o tema, recordo um episódio quemeda da Universidade em Lisboa, quando uma condutora lançou para fora do seu veículo uma beata e o Prof. Jorge Gaspar fez uma ultrapassagem, parou o seu veículo na frente do “infrator”, saiu e apanhou do chão a dita e foi junto da condutora fazer a entrega da beata dizendo que ela a tinha perdido… Na verdade, precisamos de mais civismo, um resíduo urbano, numa recente consulta à APA,ro e tipo de coimas aplicadas e respetivos vaque não era um assunto da sua competência. comportamentais estão longe de alcançar os objetivos que estavam preconizados, mas o problema subsiste e teremos de encontrar uma resposta.

O ANTICICLONE E A GESTÃO ANTICICLO

por Carlos Mineiro Aires Engenheiro Civil, Membro Conselheiro e Ex-Bastonário da Ordem dos Engenheiros

Depois de nos habituarmos à ideia de que Portugal está tendencionalmente condenado a longos períodos de seca, “como acontecia antigamente”, fomos tentados a preocuparmo-nos mais com a ausência da chuva do que com a sua

uma série de depressões meteorológicas, que trouxeram ventos invulgarmente fortes e violentos e precipitações elevadas e prolongadas que originaram cheias e inundações um pouco por todo o país, houve um sentimento generalizado de surpresa.

Na madrugada do dia 28 de janeiro a ocorrência da depressão Kristin com inusitada violência, marcada por ventos que ultrapassaram os 200 km/h, chuva intensa e agitação marítima, afetou o território de norte a sul, com um pesado impacto na zona Centro. A destruição do parque empresarial e habitacional atingiu proporções nunca vistas e danos de elevado valor, causando problemas sociais e elevadas

A par, deu-se o colapso da rede elétrica, já que postes de alta e média tensão caíram, perdas económicas e de competitividade que a todos devem preocupar. Seguiram-se uma série de eventos da mesma natureza (as depressões Leonardo epre marcadas por elevadas precipitações que cumulativamente provocaram cheiasnais e, após a saturação dos solos, deslizamentos de terras que destruíram estradas

e construções, em grande parte destinadas a habitação. Os erros do desordenamen-ta. Segundo li, foi o facto de o anticiclone antes sucedia, que provocou a prolongadatica nacional.

de água potável, situação que, passado um mês, ainda se mantém em vastas áreas e afeta largos milhares de cidadãos e centenas de empresas. O recurso aos geradores foi a salvação, mas também mostrou o que de pior tem a espécie humana, pois o roubo de combustível e dos próprios ge-

cionado pelo mercado, tornou-se prática

O M Ondeg O

da tarde do dia 11 de fevereiro de 2026, ocorreu a rotura do dique da margem di-

a invadir os campos agrícolas adjacentes. Em boa hora, e por precaução, a A1 foi

autoestrada também rompeu pela erosão originada pela força das águas na zona de transição para o viaduto, onde o projeto não previu um revestimento que o evitasse, talvez por ser considerado improvável.

nos diques, a situação tornou-se caótica e da Aguieira faziam temer que Coimbra pudesse assistir a uma das maiores cheias. Portugal viu-se privado de parte da sua principal espinha dorsal rodoviária, a A1, e grande parte do país das suas mais diversas infraestruturas, energia e comunicações, isto é, de infraestruturas críticas. Em boa verdade, a memória parece continuar a ser curta, pois em 1948 tinha acontecido a grande cheia histórica, que -

gularização hidráulica que se estenderam pelas décadas de 1950 e 1960, e em 2001, 2019 e 2020 ocorreram outros episódios de grande dimensão.

as obras com a construção da Barragem da Aguieira e da Barragem de Raiva e dos di-

de drenagem e defesa de zonas do território. É importante salientar que a conceção da obra prevê a rotura dos diques em pon -

tos estratégicos, denominados fusíveis, e a consequente inundação dos campos agrícolas na margem esquerda, não sendo de admirar que tal suceda. A surpresa só pode advir do facto de ocorrerem rotu -

g estã O de escOa M entO s

Por outro lado, o Açude-ponte de Coimbra, que garante o espelho de água com -

sionado para permitir a passagem de um caudal de 2000 m 3tão a montante na Barragem da Aguieira, o que pode ser problemático dado que

controlados, caso do Alva e do Ceira que chegou a escoar cerca de 1000 m 3/seg.

cujos estudos nada referem em relação a controle de cheias, mas apenas a potencial hidroelétrico, cuja concessão foi abandonada pelos espanhóis e cuja uti -

seria despicienda.

Arunca, e também do rio Foja, que passou a ter de ser bombado para o novo leito do rio Mondego, que agora corre entre

diques alteados, numa estação elevatória onde estavam previstas seis bombas de grande capacidade, das quais só duas foram instaladas, mas uma está há muito pode ser escoado.

tendo desarticulado a estrutura técnica que localmente vigiava e ia mantendo amento do Estado e também nunca implementou a estrutura de gestão local que mandou estudar e foi prevista.

serve diversos destinatários: produção de energia hidroelétrica, laminagem de

ambientais, recreativos e desportivos. Por isso, tratando-se de um investimenregional deve ter uma gestão local devi-nitorização, a conclusão, a manutenção e que não esteja detalhado nos diversos estudos e propostas que foram feitas.

SAÚDE MENTAL EM PORTUGAL UM RETRATO

A avaliação do estado de saúde de uma população não pode limitar-se a indicadores clássicos como a esperança média de vida ou a mortalidade por doenças cardiovasculares. A perceção subjetiva que cada pessoa tem do seu próprio estado de saúde constitui um marcador relevante de bem-estar, funcionalidade e qualidade de vida

De acordo com o último relatório “Health at a Glance”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económi-cam a sua saúde como “má” ou “muito má”, valor superior à média de 8,5% registada nos países da OCDE. Este diferencial me-

à luz de determinantes como o género, a idade e o nível socioeconómico. No domínio da saúde mental, os dados são

de sintomas depressivos moderados a gravesperiores às dos homens, evidenciando uma -

--rompido ou marcado por precariedade.

nor sofrimento masculino, mas pode contrino diagnóstico.

FAtores de vulnerAbilidAde

Os idosos constituem outro grupo de risco. -

muitos destes cidadãos cresceram num con-

critos como “nervos” ou “tristeza”, atrasan-

reconhecimento precoce dos sinais de aler-tados, o Serviço Nacional de Saúde continua a enfrentar constrangimentos na resposta

podem comprometer a intervenção atempada. Num episódio depressivo, a precocidade do tratamento é determinante para reduzir sofrimento, prevenir agravamentos

traduzir-se em maior cronicidade, impacto funcional e custos acrescidos para o sistema e para a sociedade.

uma associação consistente entre nível de escolaridade e saúde mental. Indivíduos

da procura de apoio psicológico. Integrar a consulta de saúde mental no mesmo espaço onde se acompanham doenças crónicas ou se realizam cuidados preventivos ajudasão holística da saúde. Os números não representam apenas es--

porcionada mulheres, idosos e pessoas em situação socioeconómica vulnerável.

saúde: empregos mais instáveis, rendimende vida adversas e menor acesso a recursos

saúde mental, tende igualmente a ser infe-

AbordAgem integrAdA -

sustenta a necessidade de reforçar a integração da saúde mental nos cuidados de saúde primários. Os centros de saúde devem constituir a primeira linha de de-

Investir em literacia em saúde, reduzir desigualdades sociais, reforçar os cuidados pri-

sória nem secundária: é um pilar essencialdade de vida. Reconhecer esta realidade é o primeiro passo; agir de forma consistente e

A GUERRA

Desde há 70 anos que os povos europeus vivem sem guerras, depois de duas guerras com origem no continente europeu e que tiveram dimensão mundial. É em paz que temos vivido, sem memórias de guerras e quase sempre certos de que tal não voltará a acontecer.

Tal como a liberdade, também a PAZ nunca está garantida e deve exigir de nós uma atitude de forte repúdio, apostando na diplomacia através de quadros altamente preparados e com capacidade de interventerminar ou a evitar a explosão da guerra ou de qualquer outra forma de confronto entre povos ou grupos desavindos.

A acelerada evolução social e tecnológimeados do século XIX, transformando as guerras em aparentes combates televisivos onde os danos parece quase não existirem a não ser nas infraestruturas que permitem a nossa moderna existênguerras” que, sem o lado espetacular elentas que se poderá imaginar. Estas são as poderes à altura imperiais disputavam os seus interesses e territórios através dos Exemplos serão as guerras coloniais, prin-

Jurista

e as armas de países como a Inglaterra, a França e Portugal. As guerras napoleónicas, bem como as civis com palco na América,

A s guerr A s modernA s -

veram a originalidade de começar a entrar no túnel das guerras modernas, através da-

Foi também nestas guerras que, para além dos sempre usados navios de madeira, começaram a surgir as novidades tecnológicas à altura do ferro e do vapor. Aconteceu depois aquela que é consideraa guerra franco-prussiana. Nesta guerra, alcance por estar fora da visão direta dos

rápida, dirigidas aos centros de poder do -

efeitos dramáticos e de meios que vieram como os bombardeamentos aéreos, as

e tantos outros mecanismos de combate. E tantas outras guerras se seguiram, com especial relevo para as mundiais, as que envolveram instrumentos de guerra atómica

resumem à tecnologia e à sua reprodução nos meios de comunicação social.

T empos AT uA is

A título de exemplo e produto de evo-

nética, armas de precisão e manipulação informação.

grau superior naqueles que contam com a intervenção de grandes potências. É o caso da guerra que agora acontece no Médio se digladiam de uma forma brutal e a que todos os dias temos acesso através da escrita e da imagem. Vivemos no século XXI, o que nos dá a obrigação de substituir a guerra pela diplomacia. Contudo, o que vemos é o recrudescer da violência e da guerra. Temos todos a

em vários outros pontos do mundo e exigir aos responsáveis políticos mais maturidade, -

bilidade, mais respeito pelo direito à vida, de modo a que a PAZ prevaleça.

EUROPA SEM ESCUDO AUTONOMIA OU DEPENDÊNCIA?

A arquitetura de segurança do continente europeu encontra-se num daqueles momentos raros em que a História deixa de ser mera cronista e passa a ser protagonista.

Odebate sobre uma defesa própria da União Europeia deixou de pertencer ao domínio das especulações académicas para se instalar no centro da

a Europa continuar a depender de uma

ropa reforçaria substancialmente as suas

cação de uma defesa europeia plenamente

cionando a defesa europeia como pilar re-

M odelo de autono M ia

A opção autonomista possui sedução -

tutelada sem incorrer numa contradição

da soberania estatal e transferi-la para

M odelo híbrido

tém a dissuasão nuclear e a profundidade

oscilar ao sabor de ciclos políticos in--

peias estão prontas para conceber a sua

americana e a perceção de um ambiente internacional crescentemente conflituo -

defesa autónoma e uma defesa ancorada

i ntegração política

apenas na escolha entre autonomia e de-

mos preparados e apenas se limita a exi -

APRENDER COM AS CALAMIDADES

As imagens sobre as recentes tempestades e inundações evidenciaram um país bem diferente do que é regulado pelas políticas, gerido por entidades públicas, com regras e regulamentos exigentes, aplicados a um país desejável, mas distante do real.

São muitas as lições a tirar, caso exista interesse em aprender e reconhecer os erros cometidos, com humildade e a determinação para implementar as necessárias transformações. Em teoria tínhamos tudo, Proteção Civil, regras exigentes para construir infraestruturas e edifícios, entidades públicas que gerem essas infraestruturas e -

dro. Mas, na prática, nas semanas seguintesgues a si próprias, sem energia e comu-

nicações, e com as habitações sem parte das coberturas, chaminés derrubadas e sem condições de habitabilidade. Muitas o caos instalou-se.

De repente, parece que voltámos ao tempo em que só os mais velhos viveram, em que não havia eletricidade nem abastecimento de água. A somar a este estado primário, o dinheiro virtual deixou de ser utilizado, pois sem energia e multibancos só o físico podia fazer pagamentos. Para

quem tinha viaturas elétricas as desloca-

I ncapac I dade de gestão

Sobre as infraestruturas públicas, nomeadamente na bacia do rio Mondego, ficou patente a incapacidade de gestão, a falta de investimento e as opções políticas de natureza ideológica, não fundamentadas, que levaram ao cancelamento da Barragem de Girabolhos em 2016, quando fazia parte do Plano Nacional de Barragens

com Elevado Potencial Hidroelétrico, aprovado em 2007.

Também ficou visível que é impossível gerir um país e um território a partir de dezenas de entidades públicas, com competências próprias, dependentes de diferentes ministérios e sem estratégias comuns. O caos deste modelo, que também envolve a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o SIRESP, e a falta de alternativas para quando tudo falha, já tinha sido percebido noutras situações, nomeadamente, quando dos incêndios. Depois veio a realidade de ausência de seguros, ou apólices com coberturas inferio-

lhões de pinheiros partidos e derrubados. Esta realidade evidencia a ausência de investimento público na manutenção e conservação das infraestruturas e edifícios, a construção à margem das mais elementares regras, incluindo estradas municipais

viu através da comunicação social. Portugal passou os últimos 70 anos do século XX a construir infraestruturas, equipamentos, edifícios e todo o tipo de construções. Criou organismos especializados para a sua gestão, monitorização e controlo, dos quais pouco mais resta do que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, mas cada vez mais minimizado face às competências e meios que já teve. Foram muitos os organismos que desapareceram, que se fundiram, mas no dilúvio foram também as competências de engenheiros especializados, da escola que se foi perdendo.

e scassez de recursos qual I f I cados Durante este século fingiu-se que bastava usufruir do que foi construído. O Estado não renovou os seus quadros especializados, trata mal os que ainda estão ao serviço, com todas as dificuldades para assumir a sua missão, e por isso serão cada vez menos. Vão sendo substituídos por outros também classificados como “Técnicos Superiores da Administração Pública”, mas sem as competências que deviam ter, porque a sua formação é outra e aquela designação da carreira passou a ser a vala comum que mistura o

que devia ser diferenciado. Há cada vez menos engenheiros civis no ativo e os que entram no mercado não vão para a administração pública.

Depois vem o Código dos Contratos Públicos, o emaranhado burocrático que passou a ser a referência na chamada boa gestão pública, mas que, na minha opinião, é uma forma de promover a má gestão, pois o essencial é cumprir todos os procedimentos, mesmo que os resultados sejam maus. Imaginem que a BRISA estava sujeita ao CCP, obviamente não conseguiria repor o uso da autoestrada A1 em apenas 15 dias, após a derrocada de uma via. Mas se fosse uma entidade pública, ainda estaria por abrir, e a responsabilidade não lhe podia ser imputada, mas a quem tem mantido em vigor um Código que nunca serviu, apesar de todos o reconhecerem. Esta prevalência do formal sobre o que deveria ser, acabou por ser também evidente nos modelos que as entidades públicas produziram para pagar indemnizações de 5 mil a 10 mil euros por danos nas coberturas, ou de 10 mil euros pelos prejuízos em atividades agrícolas. Quem produziu estes documentos desconhece mesmo o país real, os milhares de idosos sem acesso ao admirável mundo novo da informática e da transformação digital. Tal como nas rendas congeladas dos contratos anteriores a 1990, quando estas pessoas morrerem o ainda estão vivas e mereciam melhor atenção de quem vive no outro país menos real. No caso da venda forçada da madeira a preços inferiores a 50% do seu valor antes do ciclone, teria sido mais fácil isentar a venda de IRS, pois não quero acreditar que o Estado que diz oferecer 10 mil eu -

postos que resultam da catástrofe.

a po I o sol I dár I o

No final da história há que reconhecer e elogiar a evolução solidária da sociedade. Foram os movimentos de solidariedade, da comunidade, de associações religiosas, de escuteiros e de voluntários que ajudaram na resposta imediata, para além das Juntas de Freguesia que tiveram um papel essencial no apoio às populações.

Entretanto, o Governo divulgou as linhas do PTRR – Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência, que contemplará medidas para o apoio às vítimas, para melhor resistir em casos futuros e transformar o país.

São objetivos de aplaudir, mas as medidas de apoio às vítimas deveriam ser desligadas das restantes, pois já estão atrasadas. São muitas as que podem vir a ser impleenunciadas: (i) Cada Junta de Freguesia devia ter geradores e um sistema de comuni-

ção dos edifícios públicos a usar em caso de catástrofe, nomeadamente, a avaliação da sua capacidade resistente e autonomia; (ii) Todos os edifícios, ou frações, deveriam ter seguros, podendo o Estado contratar um seguro geral, ao qual podiam aderir os particulares, pagando o respetivo prémio, certamente mais barato e, para os que não

apoio da Segurança Social.

atuais modelos, quando ocorrer uma nova calamidade vamos reconhecer as mesmas debilidades e, para além destas, também estamos sujeitos a sismos.

NA VANGUARDA DE UMA NOVA INTELIGÊNCIA EM SAÚDE PÚBLICA: MADEIRA NA FRONTEIRA DA INOVAÇÃO EUROPEIA

Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa/UNNova

Num mundo cada vez mais orientado por dados, antecipação de riscos e sustentabilidade, alguns dos avanços mais relevantes na inovação global começam a surgir em lugares inesperados. É muitas vezes em territórios de menor escala que diferentes áreas do conhecimento conseguem convergir com maior rapidez, criando condições para testar soluções que depois podem ser aplicadas em contextos muito mais vastos.

Nos últimos anos, Portugal tem lução está a análise de águas residuais, uma M onitorização de águas residuais

na análise de águas residuais.

nas áreas de sistemas digitais avançados

e xperiência da M adeira

FRONTLINE Lifestyle and Business , que assinala mais deira, esta evolução ganha naturalmente

A CONFIDENCALIDADE E O SIGILO NAS REUNIÕES E ATAS DO CONSELHO DE ESTADO

Permita-me, caro leitor, na sequência de uma leitura mais global do texto anterior, “Vamos falar do Conselho de Estado”, para continuar a debruçar-me sobre este órgão político de consulta do Presidente da República, agora num

Cs reuniões do Conselho de Estado não são públicas

s membros do Conselho de Estado e o secretário têm o dever de sigilo quanto ao objeto e conteúdo das reuniões e quanto às deliberações tomadas e pareceres emitidos (…) notas informativas de forma sucinta a totalidade ou parte do objeto da reunião e dos seus resultados (…) o disposto na lei em matérias relativas à segurança interna e externa,

à investigação criminal e identidade das pessoas, a que se deve acrescentar naturalmente o Segredo de Estado (art. 164.º/q)

r egime das a tas

As actas do Conselho de Estado não podem ser consultadas nem divulgadas, durante um período de 30 anos a

que se realizaram as reuniões a que respeitam Ficam ressalvadas a consulta e divulgação das atas, no todo ou em parte, em casos excecionais por decisão do Presidente da República. Após o referido período de 30 anos, a consulta e a divulgação das actas podem ser efetuadas por solicitação dirigida ao Presidente da República. A consulta ou divulgação das actas (…) será sempre assegurada pelo secretário do Conselho de Estado e pelos serviços da Presidência da República

um lócus de diálogo aberto, franco e desinibido P razo de confidencialidade

prazo razoável de sigilo concordância prática entre ato do Conselho de Estado e o princípio do controlo público da atividade política

l iberdade de intervenção

MEDITERRÂNEO E ILHAS GREGAS

DESDE BARCELONA!

Partidas Junho, Julho e Agosto 2026

» Novos espaços «

» Novas experiências «

» Mais entretenimento «

» Dedicação em cada detalhe! « #ELEVATE

DEZANOVE ANOS EM REVISTA UMA NOITE DE ENCONTRO, GRATIDÃO E DISTINÇÃO

Com o objetivo de homenagear todos aqueles que, de forma projeto, a revista FRONTLINE voltou a reunir convidados de diferentes

ao longo dos anos com parceiros, colaboradores e amigos. FRONTLINE

credibilidade e por uma leitura atenta dos temas que marcam a

A MATURIDADE ELÉTRICA DA MARCA SUECA

Com o novo EX60, a Volvo transfere para o coração do segmento SUV a sua visão mais evoluída de mobilidade elétrica: mais autonomia, mais in -

AVolvo sabe que o futuro já não se anuncia em voz alta: instala-se com naturalidade. É precisamente essa a sensação deixada pelo novo EX60, um SUV elétrico que chega ao coração do mercado euro -

uma ideia muito clara de modernidade. Num tempo em que muitos automóveis elétricos procuram seduzir pela extravagância, a marca sueca prefere outro caminho: desenho limpo, tecnologia bem integrada, segurança levada a sério e uma experiência de utilização que faz sentido no quotidiano. O EX60 não quer apenas ser novo. Quer ser relevante. À primeira vista, percebe-se que estamos perante um Volvo. Há solidez, contenção e aquela elegância discreta que sempre distinguiu a marca. Mas há também um passo em frente. O EX60 tem uma presença mais depurada, mais aerodinâmica e mais contemporânea, sem cair na tentação de parecer um objeto saído de um exercício futurista. É um SUV que não precisa de exageros para marcar posição. Basta-lhe a

proporção certa, a robustez visual e uma linguagem escandinava que continua a fazer escola pela forma como junta simpli -

Sem perder identidade

Mais importante ainda é aquilo que este modelo representa. O EX60 não surge como uma mera alternativa elétrica ao XC60. Surge como o sinal de que a Volvo quer transportar o seu ADN para uma nova era sem perder a identidade pelo caminho. E isso nota-se desde logo na forma como o automóvel foi pensado: mais inteligente,

convincente para quem sempre olhou para os elétricos com algum ceticismo. O argumento mais forte está na autonomia. Na versão de topo, a Volvo anuncia até 810 quilómetros em ciclo WLTP, um valor que muda verdadeiramente a conversa. Já não se trata apenas de “dar para o dia a dia”; trata-se de poder viajar a sério, com outra tranquilidade e com menos ansiedade. Este é, aliás, um dos grandes méritos do EX60:

não apresentar a mobilidade elétrica como um compromisso, mas como um avanço. A marca sueca fala numa autonomia líder no segmento e em carregamentos capazes de acrescentar até 340 quilómetros em apenas 10 minutos, com um tempo de 10 a 80% em cerca de 18 minutos em corrente contínua -

para continuar viagem, aproximando a experiência de utilização daquela disponibilidade imediata a que os condutores se habituaram nos automóveis convencionais.

ao Serviço de quem conduz

Mas o EX60 não vive só de números. Vive, sobretudo, da forma como os coloca ao serviço de quem conduz. Na variante mais poderosa, debita 680 cv, entrega 790 Nm e acelera dos 0 aos 100 km/h em 3,9 segundos. São números de desportivo, mas o mais interessante é a forma como a Volvo os enquadra. Em vez de transformar a performance num espetáculo, usa-a como

facilidade, para entrar na autoestrada sempre com aquela serenidade de fundo que se espera de um grande automóvel familiar. Por dentro, a lógica mantém-se. O habitáculo foi concebido para acolher e não para impressionar à força. Há espaço, luminosidade, boa arrumação e um desenho depurado que transmite calma. Num segmento onde alguns rivais parecem confundir moe comandos escondidos em menus intermináveis, o EX60 tenta ser tecnológico sem se tornar cansativo. A experiência a bordonectividade, assistência e inteligência digital, mas de forma natural, quase invisível, como deve acontecer com a boa tecnologia.

É também aqui que a Volvo volta a mostrar que continua a pensar o automóvel como um todo. O EX60 foi desenvolvido sobre uma nova base técnica e integra uma arquitetura eletrónica mais avançada, preparada para atualizações remotas e para uma interação mais intuitiva entre o condutor e o carro. Não é apenas uma questão de potência computacional; é uma questão de maturidade. O automóvel deixa de ser um objeto fechado no momento em que sai da fábrica e passa a poder evoluir ao longo do tempo. Numa época em que o software passou a pesar tanto como a mecânica, isso faz toda a diferença.

Segurança, Sempre Naturalmente, num Volvo, a segurança continua a ocupar o centro da narrativa. E ainda

bem. O EX60 apresenta-se como um dos modelos mais avançados da marca também nesse capítulo, reforçando uma tradição que continua a ser um dos seus grandes ativos. Num mercado cheio de promessas, a Volvo mantém a rara capacidade de associar inovação a credibilidade.

Quando fala de proteção dos ocupantes, assistência à condução ou prevenção, não parece estar a seguir uma moda; parece apenas continuar um trabalho que faz parte da sua identidade há décadas. No fundo, é isso que torna o EX60 especialmente interessante. Não procura reinventar a Volvo. Procura mostrar como a Volvo pode continuar a ser Volvo num mundo novo. E consegue-o com rara competência. Com até 810 quilómetros de autonomia WLTP, carregamento muito rápido, desempenho de topo e uma abordagem mais adulta, mais limpa e mais humana à tecnologia, o EX60 tem tudo para se impor como uma das propostas mais completas e desejáveis do seu segmento. Há elétricos que tentam convencer. Este, mais do que isso, parece já ter percebido exatamente o que o público espera de um automóvel desta nova geração.

Entre rituais de bem-estar a dois e gestos pensados ao detalhe, o THE SPA by Corinthia Lisbon convida a celebrar o amor com uma experiência que desperta os sentidos e cria memórias inesquecíveis no Dia dos Namorados.

“ A LEITURA DEVE SER PARA O ESPÍRITO, COMO O

DESORDEM E PRIMEIRA PAIXÃO

Thomas Mann

Livros do Brasil

Publicada em livro em 1926, logo após

A Montanha Mágica, a novela Desordem e Primeira Paixão é, de certa forma, o contraponto de Thomas Mann a esse grande romance: da imponência dos Alpes e das grandes ideias desce aqui à domesticidade burguesa e suas tensões familiares. Mas ambos os textos espelhavam a viragem política que se sentia na Europa. À volta da mesa do Professor Cornelius, as quatro crianças e a sua mulher reúnem-se para acolher um conjunto de jovens amigos. Os efeitos da crise económica não escapam à vista daquela casa respeitável, onde há apenas couve-lombarda a imitar costeletas para a refeição e o mordomo enverga um casaco demasiado curto. E no decorrer daquele encontro, uma dança deixará todos em alvoroço, velhos e novos, senhores e tempo melancólica e humorística.

RIOS DE LONDRES

MÁFIA: UMA HISTÓRIA GLOBAL Ryan Gingeras Casa das Letras

O agente Peter Grant sonha com a possibilidade de trabalhar como inspetor para a Polícia Metropolitana de Londres. Infelizmente, o seu supervisor pretende desterrá-lo para a Unidade de Progressão de Casos, onde o pior que lhe pode acontecer é cortar-se ao manusear a papelada.Tudo muda na sequência de um homicídio intrigante, quando Peter consegue extrair informação exclusiva de uma testemunha ocular que, por acaso, é um fantasma.

O facto de Peter ser capaz de falar com um espectro desperta o interesse do inspetorchefe Thomas Nightingale, que investiga crimes relacionados com o mundo da magia e do sobrenatural. Agora, conforme uma onda de homicídios insólitos varre a cidade, Peter mergulha numa realidade em que deuses e deusas se movimentam entre os mortais, e em que uma força maligna se preparara para regressar numa maré crescente de magia.

La Cosa Nostra (Itália), Cartel de Medellín (Colômbia), Cinco Famílias de Nova Iorque (EUA),Yakuza (Japão),Vory (Rússia).Todos sabemos da existência destes grupos e do tipo de atividades que exercem, mas poucos conseguem imaginar até que ponto foram determinantes na formação de nações, na organização de sociedades e no crescimento de economias.

Com recurso a uma notável habilidade narrativa e a uma investigação meticulosa de mais de uma década, este é um retrato completo e elucidativo de gangues e gângsteres, sindicatos insidiosos e reis do crime, que

da industrialização, da globalização ou da digitalização, e que hoje se manifesta, entre outros fenómenos alarmantes, na sobreposição entre crime organizado, corporações empresariais e lideranças políticas.

Ben Aaronovitch Singular

ALIMENTO PARA O CORPO, SAUDÁVEL E DIGERÍVEL ”

OS NOMES

Florence Knapp

Porto Editora

Corre o ano de 1987. Nos resquícios de uma grande tempestade, Cora sai de casa nascimento do bebé. O marido espera que ela cumpra uma tradição familiar antiga e lhe dê o seu nome. Mas, no momento da decisão, Cora hesita: será justo que a criança carregue o peso de gerações de homens autoritários e dominadores? A escolha que vidas: Bear, um nome escolhido pela irmã, tão imprevisível e arrebatador quanto a tempestade que o trouxe ao mundo; Julian, o nome com que a mãe sonhou, acreditando que lhe dará a liberdade de se tornar quem desejar ser; ou Gordon, o nome do pai e moldado à sua imagem. Haverá ainda margem para quebrar o padrão? É a história de uma família e da força do amor, capaz de resistir a tudo o que o destino lhes reserva.

O CÓDIGO

DAS COMPETÊNCIAS

Matt Beane

Casa das Letras

As competências essenciais para trabalhar com a tecnologia, evoluir na carreira e O Código das Competências, o investigador e tecnólogo Matt Beane revela o “código oculto” que especialistas e principiantes.Após uma década de estudo em contextos tão diversos como elementos fundamentais do desenvolvimento de competências: competição, complexidade e conexão – os “três C’s”–, tão essenciais como aminoácidos para o ADN. Este livro mostra como aprender melhor, ensinar melhor e transformar tecnologias inteligentes numa parte da solução, e não do problema, é o melhor caminho. Uma leitura perspicaz e indispensável para compreender como iremos trabalhar e desenvolver talento no século XXI – um guia não apenas para sobreviver, mas para prosperar.

O OLHAR IMÓVEL DE PÉREZ GALDÓS

Mario Vargas Llosa Quetzal

No século XIX e no início do século XX, nenhum autor espanhol possuía tanta dedicação, engenho, empenho e desenvoltura literária como Pérez Galdós. Vargas Llosa retoma a sua obra e escreve sobre a alegria e as imprudências da literatura. Pérez Galdós é um autor essencial da literatura espanhola contemporânea. Neste ensaio, baseado na análise dos seus romances, crónicas e peças de teatro, Vargas Llosa cria um do escritor espanhol. Ninguém, a não ser o peruano laureado com o Prémio Nobel, é capaz de ler a obra de um criador com tanta perspicácia, liberdade na introdução, “Galdós fez aquilo que respetivas nações: contou a história e a realidade social do seu país”.

LEXUS LBX EMOTION

O Lexus LBX Emotion é a proposta mais emocional e expressiva da nova gama compacta da marca nipónica, inserida no segmento dos pequenos SUV premium. Este modelo representa uma nova abordagem no design e na condução de um Lexus, com proporções mais compactas, uma estética marcante e um ambiente interior cuidado e tecnologicamente evoluído. A versão Emotion diferencia-se por oferecer um visual mais dinâmico e exclusivo, com apontamentos em preto

vermelho que reforçam o carácter desportivo e urbano do modelo. Debaixo do capot está um sistema híbrido com motor 1.5 a gasolina associado a um motor elétrico, que em conjunto entregam 136 com consumos médios abaixo dos 5 l/100 km e emissões controladas, mantendo uma condução suave e silenciosa.

POLESTAR 4

FIAT 600 1.2 100 CV MHEV

O Fiat 600 renasceu com um posicionamento claro no universo dos SUV urbanos, herdando elementos estéticos do 500e e assumindo agora também uma vertente híbrida. Esta nova versão 1.2 MHEV combina um motor mild-hybrid de 48V, ainda pronto para a transição elétrica total. Com dimensões compactas, o Fiat 600 mantém-se ágil na cidade, mas surpreende com o espaço interior e uma bagageira capaz de responder às necessidades do dia a dia. O conforto a bordo é potenciado pela adoção de comandos físicos bem posicionados e por uma ergonomia bem pensada. A caixa automática de dupla embraiagem com seis velocidades assegura passagens suaves e otiabaixo dos 5 l/100 km.

Visualmente, a inspiração no 500e está por todo o lado, com pormenores italianos que reforçam o charme do modelo. Já o comportamento em estrada revela um equilíbrio interessante entre conforto e estabilidade, com uma direção leve e um pisar seguro, mesmo fora do ambiente urbano.

coupé SUV elétrico que ousa quebrar convenções, sendo o primeiro modelo de produção em série sem vidro traseiro. Esta escolha radical permitiu aos engenheiros e designers oferecendo uma nova abordagem à habitabilidade interior. Com 4,84 metros de comprimento e uma distância entre eixos superior a 3 metros, o espaço a bordo é generoso, sobretudo nos lugares traseiros,nado e um ambiente premium inspirado em hotelaria de luxo. Com tecnologia herdada da Polestar e da matriz Volvo, o sistema operativo Google, os materiais sustentáveis e a condução semiautóto premium deste modelo. O Polestar 4 representa assim mais do ambição escandinava.

BMW IX XDRIVE45

O BMW iX xDrive45 é a nova versão de entrada da gama iX, pertencente à renovada linha de 2026, destacando-se pelo equilíbrio entre elétricos e tração integral (xDrive), o iX xDrive45 entrega 408 cv de

ge uma velocidade máxima limitada a 200 km/h.Alimentado por uma bateria de 100,1 kWh, oferece uma autonomia entre 490 e 602 quilómetros (ciclo WLTP), com um consumo combinado entre 18,4 e

Em condições reais, a autonomia pode ultrapassar os 540 quilóme-

preocupada mesmo em percursos mais longos. O comportamento dinâmico mantém o padrão premium da marca: silencioso, preciso e confortável, mesmo a velocidades elevadas.

MINI COOPER WORKS

O MINI Cooper Works descapotável é, há várias gerações, sinó-

a marca, esta versão de tejadilho amovível reforça o prazer da condução ao ar livre. Com a mais recente renovação, o modelo exibe faróis LED redesenhados, um habitáculo mais tecnológico e melhores níveis de conforto, mantendo o design retro-moderno que o distingue na estrada. Sob o capot, o pequeno bloco 1.5 de coração da versão Cooper, debitando 136 cv com uma entrega dupla embraiagem ou manual de seis velocidades, permite acelera-

me e a direção direta garantem a típica agilidade de karting, mesmo com o peso acrescido do mecanismo da capota.

O Jeep Wrangler Rubicon 4xe 2.0 380 cv AT8 é um todo-o-terreno puro com tecnologia plug-in híbrida, combinando um motor a e uma utilização mais versátil no dia a dia, sem abdicar da genética fora de estrada: chassis de longarinas, eixos rígidos e uma postu-

“domestica” o modelo, acrescenta-lhe, isso sim, binário instantâneo útil em passagens lentas, onde a precisão do acelerador e a

a entrega suave ajuda a controlar patinagens e a colocar as rodas com rigor em pisos soltos; quando é preciso mais, o sistema híbrido enche de forma convincente as recuperações. A caixa automática AT8 trabalha com serenidade, privilegiando progressividade e controlo, algo que se aprecia tanto em estrada como em manobras técnicas.

JEEP WRANGLER RUBICON

TRAVESSIA ELEGANTE PELO CORAÇÃO DA TAILÂNDIA

Ao longo de oito dias, a bordo do comboio The Blue Jasmine , a Tailândia revela-se em ritmo lento e com outra profundidade: entre a energia de Banguecoque, a imponência de Ayutthaya, a serenidade rural de Uthai Thani, a espiritualidade de Chiang Mai e a herança histórica de Sukhothai, esta é uma viagem onde o próprio percurso se torna parte da experiência.

Há muitas formas de descobrir a Tailândia, mas poucas conseguem combinar património, paisagem, gastronomia e conforto com a elegância de uma viagem ferroviária pensada ao detalhe. Ao longo de oito dias, o itinerário a bordo do The Blue Jasmine propõe uma leitura mais

energia de Banguecoque, a memória monumental de Ayutthaya, a serenidade rural de Uthai Thani, o lado espiritual e criativo de Chiang Mai e a herança histórica de Sukhothai e Si Satchanalai.

esta viagem apresenta-se como uma exalojamento, cultura e encontros com o território. O ponto de partida é Banguecoque, mas desde o primeiro momento o objetivo parece claro: mostrar uma Tailândia para além dos clichés, com tempo para observar, escutar e compreender.

A chegada à capital tailandesa é seguida de uma primeira noite de forte carga simbólica e cultural, na Casa de Jim Thompson, uma das residências mais emblemáticas da cidade. Rodeada por jardins tropicais e implantada junto a um canal tranquilo, a antiga casa do empresário norte-americanodesa funciona como porta de entrada ideal para a viagem. A visita privada ao museu,-

tica e o mistério em torno do seu desaparecimento, em 1967. O jantar de boas-vindas, servido ao ar livre, reforça o tom da experiência: intimista, cuidada e claramente orientada para um viajante que procura contexto e autenticidade.

P artida sobre carris

No segundo dia, a viagem entra verdadeira-

Hua Lamphong, em Banguecoque. Inaugurado em 1916, este terminal histórico continua a ser um dos grandes marcos ferroviários da Tailândia e uma espécie de cápsula do

europeia ajudam a criar uma atmosfera que contrasta com o ritmo contemporâneo da capital. É daqui que parte o The Blue Jasmine, comboio histórico restaurado para proporcionar uma experiência exclusiva, confortável e evocativa.

A primeira grande paragem é Ayutthaya, séculos XIV e XVIII. Fundada em 1350, a cidade tornou-se, durante mais de quatro séculos, um centro de comércio, diplomacia e emissários de várias partes do mundo, incluindo Portugal. Hoje, o Parque Histópassado grandioso: torres prang de inspirade templos e um traçado urbano que ainda -

ta é complementada com um almoço num cenário tradicional, entre lagoas de lótus e pavilhões de madeira, antes de um passeio de tuk-tuk

Do esplendor imperial de Ayutthaya, o itinerário segue para Uthai Thani, uma

tranquilidade que a torna especialmente -

tal, aqui a proposta é outra: descobrir uma Tailândia de ritmo lento, fortemente ligada às práticas comunitárias, ao rio e ao budismo quotidiano. A noite é passada no Uthai Heritage Resort, uma antiga escola convertida em unidade boutique , onde se preservam elementos arquitetónicos simples e um ambiente de ruralidade serena.

território. Logo ao amanhecer, os viajantes participam na tradicional oferenda de esmolas aos monges, uma prática budista ainda viva em Uthai Thani. O mercado matinal, os produtos artesanais e o ambiente de comunidade ajudam a construir uma

ao Wat Tha Sung, conhecido como Templo de Vidro ou Templo de Cristal, revela um

dos mais impressionantes complexos relhados, estruturas luminosas e uma rique-

bordo de uma barcaça tradicional, oferetuantes, os pescadores e a vida ribeirinha

r umo ao N orte

norte, rumo a Chiang Mai. O jantar a bordo, assinado pelo chef Patipat Lakthong, reforça uma das dimensões mais distintivas do programa: a gastronomia como parte integrante da narrativa da viagem, e

Chiang Mai surge no quarto dia como contraponto perfeito à capital. Fundada em 1296 pelo rei Mengrai, antiga capital do Reino de Lanna, a cidade conserva

uma identidade própria, fortemente ligada ao artesanato, à espiritualidade budista e a uma escala urbana mais humana. A Cidade Velha, com o seu fosso, muralhas e templos centenários, continua a ser um dos melhores testemunhos da herança do Norte da Tailândia. O progra -

seguido de uma visita guiada aos templos históricos da cidade, onde se podem

tar, centrado nos sabores do Norte, pro -

No quinto dia, a experiência em Chiang Mai ganha um tom mais emocional com a visita ao Elephant Jungle Sanctuary, um centro que privilegia o contacto ético com elefantes em ambiente natu -

no conhecimento e no respeito pelos animais, afastando-se de formatos mais -

dos elefantes e acompanham de perto os seus comportamentos, num contexto -

volvimento. Depois, o dia evolui para um dos momentos mais cénicos do itinerário: uma noite nas terras altas do Norte, com jantar num cenário isolado e uma -

promete transformar-se num dos pontos altos da viagem.

P aisage N s deslumbra N tes

O sexto dia devolve protagonismo ao comboio, agora num dos troços mais bonitos do percurso ferroviário tailandês. O trajeto entre Chiang Mai e Sila At atravessa montanhas, -

papel central, sublinhando o valor da viagem lenta e a importância do olhar demorado sobre a paisagem. À chegada, o grupo segue -

da ao Reino de Sukhothai e hoje integrada

Mundial pela UNESCO. A noite decorre no Baan Chomprang, residência patrimonial junto ao rio Yom, onde o jantar ao ar livre, com danças e cantares tradicionais, reforça a

Si Satchanalai ocupa o centro do sétimo dia. Menos conhecida do que Sukhothai, mas de enorme relevância histórica, esta antiga cidade real distingue-se pelos seus templos

bem preservados, pelo ambiente tranquilo

Histórico pode ser visitado de bicicleta ou em shuttle, permitindo um contacto próximo com monumentos como o Wat Chang Lom e o Wat Chedi Jet Thaew. A jornadarivesaria e um workshop de cerâmica, duas experiências que ajudam a compreender a

reino e as práticas que ainda hoje subsistem. A herança da cerâmica celadon, em particular, continua a ser um dos legados

timo dia, encerra o percurso, mas a viagem

passando por templos e bairros históricos da capital, antes de chegarem ao Siri Sala, uma residência patrimonial privada nas margens do rio. O jantar de despedida decorre num

cenário de rara elegância, entre pavilhões de-fundamente ligada à estética, ao património e à sensibilidade cultural tailandesa. No conjunto, esta proposta a bordo do The Blue Jasmine distingue-se por recusar a lógica acelerada do turismo de checklist disso, aposta numa narrativa coerente, em que cada etapa se articula com a seguinte e em que o comboio deixa de ser apenas meio de transporte para se tornar parte dacias rurais, rios, templos, montanhas e encontros cuidadosamente desenhados, a Tailândia revela-se aqui com outra profundidavirtude desta viagem: permitir descobrir o -

CAMINHOS DE HISTÓRIA E SABOR

Na 16.ª edição do Raid do Bucho e Outros Sabores, organizado pelo Clube Escape Livre, a aventura voltou a provar que os melhores caminhos raramente se resumem ao piso que pisam.

Há experiências que vão muito além do percurso, da exigência do terreno ou do prazer simples de transpor um obstáculo com precisão. As mais marcantes lembram-nos por que continuamos a olhar para o automóvel como instrumento de descoberta. O Raid do Bucho e Outros Sabores, cuja

13, 14 e 15 de março, pertence a essa categoria rara. E, ao associar-se a esta experiênapenas num encontro de todo-o-terreno: integrou-se numa ideia de mobilidade com sentido, em sintonia plena com o que representam estes 40 anos do Escape Livre.

Num tempo em que tantas propostas motorizadas se confundem com espetáculo fácil ou marketing sem lastro, o Raid do Bucho identidade muito própria. O seu valor não está apenas na dureza dos caminhos, na exigência do fora de estrada ou no prazer da condução em grupo. Está na forma evocação histórica, gastronomia, logística e camaradagem. É esse equilíbrio que faz dele um caso sério no panorama nacional. Aqui, antes de ligação entre pessoas, lugares e diferentes camadas do tempo.

Não é indiferente que tudo isto aconteça na região raiana da Beira Alta, um território moldado pela dureza da fronteira e palco de intensos combates. Falamos de uma geo-rica do período da Guerra Peninsular ajuda a dar espessura ao percurso, com destaque para o papel da aldeia da Freineda. E depois há o bucho, iguaria local que dá nome e alma ao evento. Esta conjugação entre herança militar, cultura popular e mesa beirã retira o raide da categoria dos passeios temáticos e transforma-o numa experiência com densidade própria. Dá-lhe enraizamento. Dá-lhe

verdade. E ajuda a explicar por que razão continua a distinguir-se num universo onde tantas fórmulas parecem repetidas.

Chuva inesperada

Este ano, essa exigência tornou-se ainda mais evidente. O sábado começou com uma chuva inesperada, daquelas que mudam um terreno em minutos e transformam qualquer plano rígido numa receita para o erro.

Foi precisamente aí que se percebeu o que valem quatro décadas de experiência acumulada. Longe de comprometer o raide, o mau tempo acabou por sublinhar a qualidade da organização. Os roadbooks foram alterados no momento, ao detalhe, e a equipa

adequar os percursos às possibilidades reais do terreno, perante os danos causados pelo tempo e tendo sempre em conta a capacidade de todas as 50 viaturas. É neste ponto que se distingue o improviso da competência: organizar não é desenhar um trajeto bonito para dias amenos; é saber decidir, corrigir e proteger a experiência quando a

Convém dizê-lo com clareza: a robustez de uma estrutura destas não se mede apenas quando tudo corre bem. Revela-se sobretudo na preparação invisível, naquilo que o participante tende a tomar como garantido. E nesse capítulo há um trabalho

uma lista de todos os veículos presentes, tem pneus sobresselentes para cada uma das viaturas participantes, trata dos seguros, assegura médicos ao serviço e detém exclusividade sobre estes percursos, que em parte passam por propriedades privadas com a devida permissão e autoricompetentes. Este lado menos fotogénico do evento é, paradoxalmente, um dos mais nobres, porque traduz respeito pelo território, pelos participantes e pela própria ideia de um todo-o-terreno responsável.

suzuki presente

deste raide não é apenas ocupar um espa-

uma certa maneira de viver a aventura: menos teatral, mais funcional; menos pose, mais

Vitara liderou uma caravana de cerca de 50 viaturas, e essa imagem tem um valor simbólico que importa ler com atenção. Um modelo do segmento B a abrir caminho num contexto exigente diz muito sobre a inteligência do produto e sobre a forma como a marca continua a cultivar uma relação genuína com quem gosta de sair do asfalto.

gasolina é, neste contexto, uma proposta particularmente feliz. Pode pertencer a um segmento muitas vezes associado a uma utilização mais urbana, mas em fora de estrada apresenta argumentos acima de vários competidores. E isso não acontece por acaso. O sistema está preparado para o off-road e oferece quatro modos de condução 4x4, diferentes pisos e circunstâncias. Mais im-

lidade e versatilidade. Num evento como o Raid do Bucho e Outros Sabores, essa combinação não é um luxo, é exatamente o que se pede a um automóvel que queira estar à altura da aventura sem perder compostura.

Cultura de desCoberta

ultrapassa a simples cortesia comercial. Funcionou como prolongamento natural da experiência. Porque quem esteve ali percebeu que o verdadeiro prémio não era apenas conduzir um carro competente. Era participar numa cultura de descoberta capaz de aproximar as pessoas do país real, do interior profundo, das suas histórias e dos seus sabores.

Bucho e Outros Sabores continua a provar que o fora de estrada ganha outra dimensão quando é pensado com cultura de território, seriedade organizativa e verdadeiro praesta edição, mostrou estar no lugar certo: ao lado de uma forma de viver o automóvel que ainda privilegia a consistência sobre o ruído. Quatro décadas depois, o Clube Escape Livre continua precisamente aí: na capacidade de transformar um percurso numa ideia de viagem com memória, identidade e direção.

A NOBRE ARTE DE RECEBER EM LISBOA

No coração de Lisboa, erguido na tradicional colina de Santa Catarina, encontra se um dos investimentos mais expressivos da hotelaria boutique contemporânea portuguesa: o Verride Palácio de Santa Catarina, um palácio histórico do século XVIII, transformado em hotel de luxo de cinco estrelas, onde a elegância clássica se funde com um design

Originalmente construído no século XVIII e conhecido como Palácio de Verride ou Palácio de Santa Catarina, este edifício monumental foi residência de nobres e palco de eventos culturais ao longo dos séculos. Após uma reabilitação cuidada que preservou tetos em madeira, estuques trabalhados e outros elementos arquitetónicos originais, o palácio foi novamente reimaginado como um refúgio urbano exclusivo, integrando conforto contemporâneo com a sua herança aristocrática. A experiência do hóspede começa na fachada emblemática, que anuncia a tensão harmoniosa entre história e modernidade. O interior revela uma narrativa curatorial:

pontuados por peças de arte contemporânea e detalhes de luxo que convêm a um palácio do século XVIII adaptado aos padrões de hospitalidade do século XXI.

e xpe R iência intimista

Com apenas 18 quartos e suítes, cada um tanto o carácter histórico do edifício como as necessidades dos viajantes contemporâneos, o hotel oferece uma experiência intimista raramente encontrada em grandes cadeias hoteleiras. As suítes e quartos privilegiam a luz natural, janelas panorâmicas e vistas arrebatadoras sobre a cidade ou para

o majestoso rio Tejo, estabelecendo uma relação direta entre as paisagens lisboetas e o conforto interior. Uma das grandes mais valias do Verride é o seu telhado panorâmico, onde se localizam o bar e a piscina exterior com vistas a 360° sobre os telhados vermelhos de Lisboa e o rio. Este espaço tornou-se referência para momentos cocktails e gastronomia leve, num ambiente que transita naturalmente entre o social e o contemplativo.

R efeições memo R áveis

No plano da gastronomia, o restaurante SUBA assume um papel central na expe-

Verride

riência da estadia. Destaque recorrente em guias especializados, o SUBA combina ingredientes portugueses com uma aboruma culinária com identidade e senso de lugar. Quer seja no cenário envidraçado do winter garden, quer à volta da piscina com vista urbana, cada refeição é concebida para ser memorável.

Completa-se a oferta com o The Lisbon Club 55 Bar, espaço dedicado à celebração dos sabores portugueses, e outras áreas de lazer e bem estar – incluindo massagens e serviços personalizados – que reforçam a atmosfera acolhedora e reservada.

LocaLização imbatíveL

A localização do Verride é outro trunfo: próximo do emblemático miradouro de Santa Catarina e a poucos minutos do Chiado e do Bairro Alto, convida os hóspedes a explorarem a cidade a pé, imersos na vibrante cultura lisboeta, nas suas ruas históricas e nas esplanadas típicas. Em suma, o Verride Palácio de Santa Catarina representa hoje um dos exemplos mais expressivos de reabilitação arquitetónica aplicada à hotelaria urbana em Portugal – um espaço onde a história, a elegância e a contemporaneidade se cruzam para oferecer uma estadia singular, marcada por serviço atento, ambientes únicos e uma localização imbatível para explorar Lisboa com intensidade e estilo.

UNIQUE ART DÉCO VILLA IN CASCAIS

No Estoril, a poucos passos do oceano, encontra-se uma casa que parece ter ali pertencido desde sempre. Construída nos anos 1940, esta moradia Art Déco, que se desenvolve por cinco pisos, integrados na encosta, foi cuidadosamente modernizada ao longo dos anos, transformando-se em algo muito mais do que uma casa de família. No interior, os espaços são amplos, mas nunca excessivos. Apesar de transmitir uma sensação de recolhimento, a moparques e praias de Cascais e Estoril por perto. O melhor de dois mundos: uma casa com história e carácter, adaptada à vida moderna, mas sem perder a alma original.

Preço: SOB CONSULTA

OCEANFRONT VILLA IN ALBUFEIRA, ALGARVE

Com vistas panorâmicas sobre o oceano Atlântico, esta vila de seis quartos caracteriza bem o conceito de luxo costeiro. Situada no topo das falésias da praia da Oura, no Algarve, representa a verdadeira essência do estilo de vida à beirauma experiência residencial única, amplas janelas enquadram o horizonte e unem o interior ao cenário natural envolvente. Com 850 m² de área construída num terreno de 2400 m², o interior, assinado pelos decoradores DMARQ, apresenta mobiliário exclusivo e acabamentos de excelência, criando uma

Preço: 18.500.000,00€

ELEGANCE VILLA IN VALE DO LOBO, ALGARVE

Situada no prestigiado resort Vale do Lobo, esta moradia integra-se na paisagem algarvia com total privacidade e elegância. Implantada num lote de 1140 m², destaca-se pelasrior e exterior. A casa inclui cinco suítes com walk-in closet, zonas sociais amplas com janelas de pé-direito total, cozinha equipada em open space e acabamentos de elevada qualidade. No exterior, a piscina central prolonga os espaços de convívio e um rooftop com segunda piscina e lounge bar oferece vistas abertas e total privacidade.

Preço: SOB CONSULTA

ARCHITECTURE WONDER VILLA, MONTE ESTORIL

Da rua, pode passar despercebida. Mas ao entrar, a dimensão da casa revela-se aos poucos. Amplas varandas, vistas desafogadas

No coração do Estoril, atrás de uma entrada discreta, esta moradia de seis quartos vai-se revelando gradualmente. Projetada pelo arquiteto Vítor Vitorino, estende-se por mais de 1500 m² e ergue-se num terreno de 4000 m², com vistas abertas sobre o mar. A estrutura é arrojada e o ambiente transmite calma. É um lugar onde se pode passar dias inteiros sem sentir necessidade de sair, e sem nunca faltar nada.

Preço: SOB CONSULTA

AQUADAR PRIVATE RESORT IN VALE DO LOBO, ALGARVE

Rodeado por natureza e com vistas deslumbrantes para o mar, o Aquadar Private Resort é uma propriedade implantada num terreno de 13 hectares, em Vale do Lobo, Algarve.

O projeto de arquitetura distingue-se pela forma como integra ruínas existentes com elementos contemporâneos, utilizando materiais locais para preservar a autenticidade da paisagem algarvia.

mação de elegância, personalidade e visão arquitetónica.

Preço: 45.000.000,00€

OCEANVIEW PENTHOUSE IN ALBUFEIRA, ALGARVE

Com vista panorâmica sobre Albufeira, a penthouse integra o exclusivo complexo Finisterra, situado a 33,8 metros acima do nível do mar. Com 210 m² interiorescidade e conforto moderno.

Projetada por Tom van Ooijen e decorada pela DMARQ, destaca-se pelos acabamentos de topo, lareiras a gás, ar condicionado e sistema de iluminação inteligente. Os amplos terraços, piscina e jacuzzi privados valorizam a vivência exterior.

Preço: 4.500.000,00€

wwwforbesglobalproperties.com

O NOVO ÍCONE ELÉTRICO DA BMW

Com linhas puras e tecnologia intuitiva, o novo i3 marca o início de uma era tudo acontece.

ABMW revela o novo i3: uma nova era, com assinatura elétrica. Foi em Munique, no coração da fábrica da BMW, que tivemos o primeiro encontro com o novo BMW i3, um modelo que não se limita a evoluir, mas de um automóvel premium na era elétrica. Entre linhas de produção meticulosamente coreografadas e tecnologia de ponta, acompanhámos o nascimento de um modelo que transporta consigo o ADN do icónico BMW Série 3, agora reinterpretado à luz de uma nova sensibilidade: mais

O novo BMW i3 surge como o segundo capítulo da Neue Klasse, e sente-se exatamente isso: o início de algo maior.

Desempenho que se sente, silêncio que se vive i3 50 xDrive revela uma força serena, qua-

se silenciosa. Equipado com a mais recente geração da tecnologia BMW eDrive, combina dois motores elétricos que trabalham em perfeita harmonia, entregando uma potência impressionante e uma resposta imediata. Mas, mais do que números, é ado, progressivo, natural.

A autonomia, que pode chegar aos 900 quilómetros, convida a viagens sem pressa. Já o carregamento ultrarrápido, até 400 quilómetros em apenas 10 minutos, encaixa-se num estilo de vida onde o tempo é precioso, mas nunca apressado.

Design que respira elegância contemporânea

O novo BMW i3 é, acima de tudo, um exercício de equilíbrio. As proporções são limpas, as superfícies depuradas e cada linha parece pensada para captar a luz de forma quase escultórica.

A dianteira apresenta uma nova interpretação da icónica grelha BMW – agora luminosa, expressiva, quase cénica. Com o pacote Iconic Glow, a luz ganha movimento e personalidade, criando uma presença que não passa despercebida, mesmo em silêncio. Na traseira, os detalhes tridimensiodiscreta, sem excessos.

No interior, entra-se num ambiente onde tudo respira calma e intenção. Materiais sustentáveis, texturas suaves, luz ambiente cuidadosamente desenhada – cada elemento contribui para uma atmosfera que é simultaneamente tecnológica e acolhedora. Aqui, o luxo não é exuberante, é sentido.

tecnologia que se aDapta, e não o contrário

No novo BMW i3, a tecnologia não se impõe, acompanha. O BMW Panoramic

iDrive transforma o para-brisas numa extensão natural da experiência de condução, projetando informação de forma subtil e intuitiva. Tudo acontece no campo de visão, sem distrações, quase como se o automóvel antecipasse cada necessidade. Desenvolvido com contributo português da Critical TechWorks, este sistema reforça uma abordagem mais humana à inovação: menos complexa, mais intuitiva, mais próxima. O assistente pessoal inteligente,

com integração de linguagem natural, per-versa que simplesmente acontece.

uma nova iDeia De luxo: mais consciente, mais essencial

forma como o luxo é pensado. Menos sobre excesso, mais sobre escolha. Menos sobre ostentação, mais sobre intenção. Os materiais reciclados, os processos de

gética não são apenas detalhes técnicos – fazem parte da identidade do modelo.

A possibilidade de carregamento bidirecional reforça essa visão: o automóvel deixa de ser apenas um meio de transporte e passa a integrar-se de forma inteligente no quotidiano.

Com produção marcada para agosto de 2026, em Munique, o novo BMW i3 chegará a Portugal no outono do mesmo ano.

Férias na neve

“AVENTURAS DE UMA MARCA PORTUGUESA NO MERCADO INTERNACIONAL”

Oalmoço-debate organizado pelo International Club of Portugal (ICPT), realizado no Sheraton Lisboa Hotel & Spa, recebeu o CEO da Renova, Paulo Pereira da Silva, como orador e convidado de honra. Com uma intervenção subordinada ao tema “As Aventuras de uma Marca Portuguesa no Mercado Internacional”, informou que a Renova está a reforçar a sua internacionalização com novos mercados, principalmente no Norte e Centro da Europa, com o lançamento de uma nova gama de papel higiénico,

Disse também que Alemanha, Noruega, Dinamarca e países bálticos são os mercados escolhidos para a online. Este produto combina “a suaonline

(IA). Informou que a empresa tem recorrido à IA em várias áreas, desde o desenvolvimento de produto à embalagem e ao tratamento de dados. Lembrou também o impacto internacional do lançamento do papel higiénico de cor preta, que contribuiu para posicionar a marca portuguesa no segmento premium “A Renova escolheu fazer a sua internacionalização através da marca”, disse, e defendeu que a inovação

1| Paulo Pereira da Silva e Manuel Ramalho 2| Francisco Barreiro, Andreia Vaz, Augusto Vaz e Paulo Pereira da Silva 3|Carlota Saldanha, Lina Galheto, Adelaide Nunes, Piedad Vinas-Díaz, Yolanda Soares, Margarida Almeida Santos, Paulo Pereira da Silva, Ana Brochado, Dulce Forte, Felipa Xara-Brasil e Maria Vaz Guedes 4| 5| Patrick Siegler-Lathrop e Paulo Pereira da Silva 6| Paulo Pereira da Silva e Felipa Xara-Brasil 7| Raúl Marques e Paulo Pereira da Silva 8| 9| 10| Carlos Cardoso 11| Dulce Forte 12| Eduardo Catroga 13| Elmar Derkitsch 14| Isabel Costa 15|

O PRIMEIRO DE UMA NOVA ERA.

O NOVO BMW iX3 COM AUTONOMIA ATÉ 805 KM.

Pelo prazer de conduzir

já o seu

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