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Informativo Acenpp 2010

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Aumenta a responsabilidade

O Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná avança e se consolida como um marco para a cafeicultura paranaense. Um de seus projetos na área de comercialização, a Ficafé, apenas em sua segunda edição, mais uma vez obtém grande sucesso, e o cafeicultor sai ganhando. Em 2009, a Ficafé apresentou resultados expres-

sivos. O número de expositores presentes à Feira triplicou. Conceitos como qualidade, inovação, gestão de propriedades, tecnologia, foram gravados no vocabulário do homem do campo. Palestras de alto nível foram a tônica do Evento, que contou com o apoio de parceiros de primeira grandeza como o Sebrae, Ministério da Agricultura, Governo do Estado do Pa-

A possível transferência do armazém IBC I à Conab possibilitará à Associação obter parte de um imóvel localizado estrategicamente para reunir lotes de cafés e realizar sua padronização, melhorando a qualidade e, consequentemente, o preço pago ao cafeicultor. Graças a uma emenda parlamentar do deputado federal Chico da Princesa, a Acenpp poderá instalar no referido imóvel, caso a cessão do espaço se concretize, os equipamentos necessários à padronização do café. Dessa forma, o Norte Pioneiro, com esse trbalho da Acenpp, disponibilizará lotes de cafés de excepcional qualidade para os mercados internacionais, obtendo preços

muito mais vantajosos do tais, sociais e econômicas que os praticados no mer- exigidas, na forma de mecado regional. lhorias contínuas, a fim de mantermos o diferencial Para alcançar resultados conquistado. ainda melhores estamos investindo no associativismo. A Ficafé é uma ferraRealizamos as primeiras menta de marketing do compras de insumos por Programa Cafés Especiais meio da Central de Negó- do Norte Pioneiro do Pacios, obtendo ganhos signi- raná e, nessa condição, ficativos. Na outra ponta, da atendeu plenamente seus comercialização, também objetivos. temos a garantia de melhores preços em vendas conPrecisamos da participajuntas. Estamos buscando a ção de todos aqueles que, estrutura necessária para a como nós, acreditam no padronização dos lotes e o potencial da Região para armazenamento da safra. o desenvolvimento, na capacidade do produtor rural Todas as conquistas ob- para superar desafios, a fim tidas até aqui aumentam, de que possamos prosseguir porém, nossa responsabili- na busca da sustentabilidadade. Precisamos manter e de da atividade econômica ampliar o respeito conquis- cafeeira. Venha fazer parte tado perante nossos parcei- desse time vencedor. ros de negócios. Como verificadores 4C precisamos Luiz Fernando de estar atentos ao atendiAndrade Leite mento às normas ambienPresidente da Acenpp

EXPEDIENTE

raná, Seab, Emater, Iapar, Faep, Senar, Sindicatos Rurais, Banco do Brasil, Prefeituras e Amunorpi. O público compareceu e, uma vez mais, os lotes de cafés expostos foram comercializados a preços excelentes, conforme nossas expectativas. A visita do ministro Reinhold Stephanes coroou o esforço da diretoria da Acenpp, que obteve patrocínios do Ministério para a realização da Feira.

Boletim Informativo Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná

CNPJ: 09.537.190/0001-55 Avenida Oliveira Mota, 621 – CEP n.o 86430-000 Email: acenpp@acenpp.com. br - Fone: (43) 3534 2506 Santo Antonio da Platina – PR www.ficafe.com.br www.acenpp.com.br www.sebraepr.com.br

Fotos: Wilson Rodrigues Vieira Video Graphic Produtora - Londrina Redação, revisão e direção Homero Pavan Filho Arte final Thiago F. Oliveira Realização AGÊNCIA MEZCLA www.agenciamezcla.com.br Tiragem: 10 mil exemplares DISTRIBUIÇÃO GRATUITA


Ficafé muda conceitos da cafeicultura Região passa a ser respeitada como produtora de cafés de qualidade A Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná, realizada nos dias 5 e 6 de novembro, no Centro de Eventos de Jacarezinho, marca uma nova etapa na história da cafeicultura na Região. Para Luiz Fernando de Andrade Leite, presidente da Acenpp (Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná), organizadora do Evento, a Feira está mudando os conceitos da atividade econômica, que passa a valorizar a qualidade do produto, a gestão empresarial das propriedades agrícolas e a inovação tecnológica, buscando agregar valor à produção do café e melhorando a rentabilidade do agricultor. “O Norte Pioneiro passa a ser reconhecido e respeitado,

em todo o Brasil e no exteerior, como origem de cafés de qualidade, e isso aumenta nossa responsabilidade em oferecer produtos que satisfaçam as exigências cada vez maiores do mercado”, disse Leite, que é produtor de café em Nova Fátima.

Rodadas de Negócios

Durante o maior evento da cafeicultura paranaense, foram comercializados 12 lotes de cafés especiais ofertados em várias Rodadas de Negócios. O evento atraiu 25 compradores de cafés. O Empório Café da Casa, de Jacarezinho, adquiriu dois lotes a R$ 748 e R$ 700 cada, enquanto o Café Suplicy, de São Paulo levou outros dois lotes a R$

Em sua segunda edição, a Ficafé triplicou a participação de expositores. Na avaliação do presidente da Acenpp, o resultado demonstra o sucesso das parcerias formalizadas pela Associação com entidades como o Sebrae, Ministério da Agricultura, Governo

do Estado do Paraná, Seab, Emater, Iapar, Faep, Senar, Sindicatos Rurais, Banco do Brasil, Prefeituras e Amunorpi.. “O sucesso da Ficafé demonstra que o caminho que vem sendo percorrido há três anos está correto. Realizar uma Feira desse porte num

650 reais cada. A Lucca Cafés Especiais, de Curitiba, foi responsável pela aquisição de oito lotes de cafés especiais ao custo de R$ 650 a saca. “O preço médio das sacas de cafés especiais negociadas durante a feira foi R$ 661, um valor excelente”, avalia Andrade Leite. A Acenpp também enumera como uma conquista dos produtores o fechamento de um contrato para venda de 1.080 sacas de café diferenciado tipo cereja descascado, que serão entregues em outubro de 2010 pelo valor de R$ 320 a saca. Na avaliação de Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR em Jacarezinho, a Feira foi um sucesso. Para ele, o caso do produtor de café especial, Wagner Coelho, avaliado como melhor café da Feira, é um exemplo de como vale a pena investir em qualidade. O produto que antes era comercializado por R$ 240 a saca, hoje atinge R$ 700,00. O café especial do produtor Wagner Coelho, de Nova Fátima, obteve a mais alta pontuação no concurso melhor café especial da mostra. Ele foi contemplado com uma viagem com acompanhante, e duração de cinco

momento crítico como o que vivemos não é tarefa das mais fáceis. Conseguimos atingir nossas metas porque temos parceiros comprometidos com os resultados do Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná, porque buscamos o que há de mais sério e correto em termos de planejamento das atividades”, salienta. “Apostamos na qualidade, fundamental para que nosso café seja valorizado e nossa região respeitada. Estimulamos a adoção de práticas inovadoras na produção e no manejo das lavouras e apostamos no associativismo como forma de potencializar nossos esforços. Os resultados são mais que satisfatórios”, assinala o presidente da Acenpp.

dias, a Porto Seguro, na Bahia. “O balanço da Ficafé é o melhor possível. Tivemos aumento de vendas, de número de expositores e de público, além do pleito para ocupação um espaço no Armazém IBC-I junto à Conab para sediar a Acenpp, que pode se tornar real, abrindo a possibilidade de obtenção de recursos federais para investimentos em inovação tecnológica”, conta Capello. Outro ponto a se destacar, na opinião do consultor do Sebrae/PR, é o relacionamento entre os elos da cadeia cafeeira que se desenvolvem nesse tipo de evento, e a mudança na percepção de mercado pelo produtor, que deixa de produzir commodity, apostando no café de qualidade. Na Ficafé, Capello recebeu um troféu da direção da Acenpp em reconhecimento a seu desempenho no trabalho de consultoria ao Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro. Os compradores que tiverem interesse em adquirir lotes não comercializados na Ficafe 2009 podem conferir a lista disponível no site www.ficafe.com.br.


Produtor tem benefícios inéditos Recursos da União para investimento em tecnologia avalizam trabalho da Acenpp A 2.ª Ficafé foi marcada pelo anúncio de uma série de conquistas dos cafeicultores, que de forma inédita, passam a contar com benefícios que não seriam alcançados sem a organização e o minucioso planejamento desenvolvido pela Acenpp no Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná. Graças a esse trabalho o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), está em vias de repassar à Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) as instalações do Armazém IBC-I, localizado em Jacarezinho. Compromisso nesse sentido foi assumido pessoalmente pelo ministro Reinhold Stephanes (PMDB), que durante a Ficafé foi homenageado com a outorga do título de cidadão honorário de Jacarezinho. O imóvel, bem conservado, possui área de 20 mil metros quadrados e dispõe de escritórios e algumas residências. Com localização privilegiada, frente à Avenida Marciano de Barros, é para lá que a Acenpp planeja transferir sua sede administrativa e parque industrial, caso seja atendida na solicitação de um espaço feita ao órgão federal. O

deputado federal Chico da Princesa está apresentando emenda individual ao Orçamento da União de 2010, no valor de R$ 450 mil, para a aquisição de uma unidade padronizadora eletrônica de café para os cafeicultores do Norte Pioneiro, inexistente na região.

outubro de 2010, pelo valor de R$ 320 a saca. Com a Central de Negócios, unindo os produtores para a

30% nos preços praticados, em virtude do maior volume de compra. “Se conseguimos obter essa economia na compra e outros 15 a 20% a mais no preço de venda do café, pode estar aí o nosso lucro”, compara o presidente da Acenpp, Luiz Fernando de Andrade Leite. Os contatos com Aumento de precompradores espaços nhóis, que já estiA Acenpp coveram visitando a memora também o região, é outra alfechamento de um ternativa de comercontrato para venda cialização disponível de 1.080 sacas de café dife- aquisição de insumos, ficou aos cafeicultores do Norte renciado tipo cereja descas- demonstrado que pode ha- Pioneiro do Paraná, graças cado, a serem entregues em ver uma economia de 20 a à atuação do Cexpar e do

Ninbe (Núcleo Internacional de Negócios Brasil-Espanha), entidades representadas na Ficafé. Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), atendendo solicitação da Acenpp, anunciou que a partir de 2010 os concursos de qualidade da Associação que dirige passarão a aceitar inscrições de pequenos produtores, com lotes de 5 sacas de café, tornando assim viável a participação de um maior número de produtores de pequeno porte. Os concursos de café estimulam no produtor a busca pela qualidade do produto, essencial para a realização de bons negócios. “Os produtores da região produzem pequenas quantidades de excelentes cafés, mas ficavam impedidos de participar dessas competições. Estamos mudando esse panorama”, aponta Leite. Os preços obtidos pelos produtores na Feira – média de R$ 661 por saca – foram muito comemorados pelos organizadores do Evento. “Precisamos que todos os produtores do Norte Pioneiro continuem unidos, pois a chave do sucesso dessa atividade é a soma dos esforços”, assinala o presidente da Acenpp.


Acenpp aposta na união Entidade pleiteia linhas de crédito para investimento em tecnologia O presidente da Acenpp citou outras conquistas alcançadas em 2009, como a criação da Central de Compras, o pedido de registro de Indicação Geográfica (IG) do Norte Pioneiro do Paraná junto ao Instituto Nacional da P rop r i e d a d e Industrial (INPI) e conquista da verificação 4C, que representa o primeiro passo para a sustentabi lidade da produção e o ponto de partida para a aquisição de novas certificações. Para Leite, além de instrumento de marketing, a Ficafé representa uma vitrine de inovação tecnológica e um espaço para a realização de negócios. “Tendo em vista que grande parte dos produtores da região possui pequenas propriedades, é necessário e urgente que sejam disponibilizadas linhas de crédito para que esses produtores tenham acesso à tecnologia”, lembra o cafeicultor. “A qualidade é fundamental para se conquistar respeito e para que o café paranaense seja reconhecido. Hoje o consu-

midor quer saber de onde Acenpp protocolou jun- com a Indicação Geográfivem e como é produzido o to ao Instituto Nacional de ca, como região produtora café que consome. O cami- Propriedade Industrial, ór- de cafés especiais. A direção da Acenpp aguarda para os próximos meses a liberação de sua marca territorial. No Brasil, o tema Indicações Geográficas é prat icamente de sconhecido dos produtores e dos consumidores. O go-

nho para o desenvolvimento é apostar no associativismo. Não dá para procurar soluções sozinhos e ficar na dependência de intermediários. A exemplo do que é feito na cafeicultura do Cerrado, precisamos investir em logística para operacionalizar nossa pro- gão ligado ao Ministério do dução”, afirma. Desenvolvimento e Comércio Exterior, o requerimenIndicação Geográfica to com a documentação Norte Pioneiro está pró- necessária para o reconheximo de receber sua IG cimento do Norte Pioneiro,

verno federal passou a estimular o reconhecimento de produtos agropecuários como Indicação Geográfica apenas em 2005. Os produtos com IG ad-

quirem um valor diferenciado, por serem produzidos em regiões geográficas específicas. Têm identidade própria e inconfundível. Isto não quer dizer que sejam melhores, mas diferentes. Outro benefício da IG, no caso do Norte Pioneiro, é acabar com o “café turista”, produzido no Paraná e vendido em outros estados. Na Europa, 43% dos consumidores afirmam que pagariam entre 10% e 30% a mais por produtos com IG, representando uma excelente vantagem ao produtor. O processo para conferir a IG a determinada região é controlado pelo INPI. Se o pedido estiver devidamente instruído, será publicado na Revista da Propriedade Industrial (RPI), para que terceiros se manifestem, e em seguida procede-se ao exame de mérito. Uma Comissão Especial, composta por cinco servidores, presidida pelo Diretor de Marcas, examina e decide o pedido. O deferimento encerra a instância administrativa.


4C

Comum (Governança participativa e decisões impulsionadas pelo consenso para todos os membros) da Comunidade (Compromisso do todo o setor cafeeiro para a sustentabilidade) Cafeeira (A grande maioria dos produtores de café = cadeia de café Acenpp é licenciado- verde mainstream [café ra 4C verde commodity]). Unidade do Norte O 4C observa a atiPioneiro é a primeira vidade econômica de no Paraná 3 dimensões: planeta, pessoas, lucro. Dentro da Associação 4C (4C Association), caMelhoria constante feicultores, comércio e Os principais focos indústria, e a sociedade do sistema 4C são: mais civil do mundo inteiro eficiência, lucratividade trabalham juntos para e sustentabilidade. O proporcionar maior sus- sistema tem por objetitentabilidade de todo o vo promover melhores setor cafeeiro. Essa co- meios de subsistência munidade global uniu com o planejamento e esforços para melhorar execução das atividades continuamente as con- de melhoria propostas, dições sociais, ambien- seguidas de auto-avaliatais e econômicas das ções dos resultados. pessoas que vivem do café. Acenpp Somos 116 parceiSignificado ros de negócio no NorO 4C é o Código te Pioneiro. Nossa uni(Compromisso com um dade verificadora 4C é código de conduta vo- a primeira no Paraná. luntário como primei- www.4c-coffeeassociaro passo no caminho tion.org para a sustentabilidade)

Econtro Nacional viabiliza trabalho conjunto Projetos de café em andamento no Brasil, sob consultoria do Sebrae, rejeitam disputas regionais e propõem destaque às características do produto

O I.o Encontro Nacional de Coordenadores e Gestores de Projetos de Café do Sebrae, realizado em Jacarezinho antecededendo a Ficafé 2009, deixou claro aos participantes que há espaço para a realização de um trabalho conjunto entre todas regiões, especialmente no que se refere a estratégias de marketing visando melhor divulgação do café brasileiro. As eventuais disputas entre as diversas regiões devem ceder lugar à cooperação, procurando-se destacar as diferenças entre as características do café conforme sua origem geográfica. “No final, todos os projetos querem a mesma coisa, ou seja, valorizar o produtor e o café nacional. Nossos concorrentes são outros países produtores, especialmente os países vi-

zinhos da América do Sul”, argumenta o presidente da Acenpp, Luiz Fernando de Andrade Leite. A conclusão tirada do Encontro, segundo Leite, é que todas as regiões produtoras de café arábica do Brasil - maior produtor do mundo de cafés de excelente qualidade e com uma vasta diversidade de sabores - devem se unir em um objetivo único e reivindicar investimentos mais expres-

sivos para a promoção dos cafés nacionais. “Para se ter uma idéia, a Colômbia investe em torno de US$ 30 milhões por ano no marketing do café, enquanto o Brasil investe em torno de US$ 2,8 milhões aproximadamente, e uma grande parte destes recursos vai para a indústria”, revela o presidente da Acenpp. “Nós temos os melhores cafés, inclusive e principalmente os do Norte Pioneiro do Paraná, mas o mundo precisa saber disto”, assinala. Luiz Roberto Saldanha Rodrigues também participou do Encontro do Sebrae Nacional em Jacarezinho. Chamou sua atenção o fato de que a organização coletiva entre as regiões produtoras de café no Brasil ainda é incipiente. “Em função do tradicionalismo


existente na cadeia produtiva do café, há, claramente, um espírito bairrista nas ações promocionais do setor. Propusemos a revisão desses conceitos para que uma estratégia centralizada seja tomada, podendo o Sebrae Nacional atuar como o catalisador sob o qual as regiões se agrupariam para promover o marketing estruturado dos Cafés do Brasil, mostrando toda nossa diversidade (cultural, climática, de fauna e flora, paisagens etc.), com enfoque nos atributos dos cafés de cada região, promovendo as diferenças e não disputas por um falso status que não mais condiz com a realidade do agronegócio café”, explica. Rodrigues cita o caso de El Salvador, que mesmo com uma produção de café inexpressiva, se comparada à do Brasil, foi o grande destaque da edição 2009 da Feira da SCAA (Specialty Coffee Association of America), graças a uma estratégia organizada e agressiva de marketing muito bem estruturada para promover seus cafés. “O problema é que quem manda não quer mudar e quem precisa que mude não se manifesta. Precisamos alterar esse quadro”, propõe. O presidente da Acenpp está otimista. Ele acredita que, com um pouco mais de

esforço e um planejamento estratégico, o Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná alcançará avanços significativos este ano, principalmente no que se refere a comercialização. “Temos mercados pagando pela saca de café valores bem acima dos praticados em nosso Estado. Além da verificação 4C, estaremos analisando a possibilidade de trabalhar com certificações como UTZ, Rain Forest e Fair Trade”, revela Leite. Em março, quando a Acenpp obtiver a Indicação Geográfica (IG), a região poderá articular com mais vigor suas estratégias. “Será um grande desafio organizar toda a cadeia produtiva da cafei-

cultura do Norte Pioneiro”, vários Sebrae’s estaduais conclui o cafeicultor. estivessem presentes, “garantindo dessa forma um Objetivos alcançados efetivo intercâmbio e estudo Os objetivos do Encon- das possibilidades de ações tro do Sebrae Nacional fo- a serem desenvolvidas em ram atingidos, na avaliação conjunto”. O Encontro do consultor do Sebrae em contou com a presença do Jacarezinho, Odemir Vieira Diretor do Sebrae-PR e GeCapello. A troca de expe- rente da Unidade de Agroriências entre os gestores negócios do Sebrae/NA, de projetos e o aprofunda- Paulo Alvim. mento em questões básicas Em 2010, o Sebrae Napara o Setor Café foram cional vai apoiar 20 projetos debatidas entre os gestores de cafés especiais e de cado Sebrae dos estados da feicultura orgânica em oito Bahia, Espírito Santo, Mi- estados do Brasil. A meta nas Gerais, Mato Grosso, para o próximo é investir Mato Grosso do Sul, Para- em melhoria da gestão e ná, Rio de Janeiro, Rondô- ampliar o acesso a mercania e São Paulo. dos por meio da internacioO Diretor Técnico do nalização. Sebrae Nacional, Luiz CarNa opinião do represenlos Barboza, empenhou-se tante do Sebrae Nacional, pessoalmente para que os Aníbal Sales Bastos, o Nor-

te Pioneiro do Paraná está se firmando e se projetando como região produtora de cafés especiais. Para ele, a gestão em agronegócio tem que ser tarefa contínua e aprimorada a cada dia. “É preciso fazer chegar ao consumidor que o Paraná faz cafés especiais, produzidos no NP. O arranjo institucional, aliado a uma plêiade de produtores excelentes que, juntos, buscam um objetivo comum, fez com que em um curto espaço de tempo esses produtores alcançassem destaque nacional. Esses resultados daqui para frente tendem a ser cada vez maiores”, aposta Aníbal Sales Bastos. “Entendemos que não adianta simplesmente produzir um cafécommodity sem agregar valor. É preciso buscar qualidade e certificações para se tornar competitivo”, disse Aníbal Sales Bastos. Aníbal Sales Bastos, da Unidade de Agronegócio do Sebrae Nacional, explicou que um dos motivos para a escolha de Jacarezinho, como sede do encontro, foram os bons resultados alcançados pelo Sebrae/PR com o Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro. Mais informações sobre os projetos desenvolvidos pelo Sebrae para a cafeicultura podem ser obtidas na internet, no endereço: www. sebrae.com.br/setor/cafe.


Stephanes recebe título de Cidadão Honorário Discurso do ministro é aplaudido pelos agricultores na Ficafé 2009 O ministro Reinhold Stephanes (PMDB), da Agricultura, recebeu o título de Cidadão Honorário de Jacarezinho durante a realização da Ficafé 2009. A honraria foi concedida pela Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Wilson Ferreira (PMDB). O presidente da Amunorpi, Dilceu Bona (PSDB), Luiz Cláudio Liechoki (PMDB), e João Renato Custódio (PMDB) prefeitos de São José da Boa Vista, Siqueira Campos e Japira, respectivamente, prestigiaram a cerimônia, que contou ainda com a presença da prefeita anfitriã, Tina Toneti

(PT). Políticos, autoridades e lideranças da Agricultura estiveram presentes. Ágide Meneghette, presidente da Federação da Agricultura do Paraná, juntamente com o presidente do Sindicato Rural de Jacarezinho, Eduardo Quintanilha, também prestaram homenagens ao Ministro.

Stephanes arrancou aplausos do público da Ficafé quando afirmou que, por se tratar de atividade econômica que representa 25% do alimento exportado em todo o mundo, a agricultura brasileira deveria ter esse mérito reconhecido pelo Governo Federal, por meio de assento no seleto grupo que toma decisões importantes da agenda política nacional. O ministro disse também que o Brasil é o país mais “ecológico do mundo” e deu a entender que há margem para diminuição de exigências ambientais. Reclamou que, apesar da importância estratégica da Agricultura brasileira, o MAPA não é ouvido em questões fundamentais para o desenvolvimento do setor e da elaboração de políticas públicas que afetam direta-

mente o agronegócio. Citou como exemplo a atualização dos índices de produtividade para fins de desapropriação de terras para a reforma agrária, alvo de grande polêmica ano passado. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento disse que soube da portaria anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, estabelecendo os novos índices, pelo Diário Oficial. Por isso, recusou-se a assinar o documento e abriu conversações com o presidente Lula sobre o assunto. As palavras de Stephanes agradaram aos produtores quando ele anunciou que em 2010, finalmente, os recursos para financiamento da safra agrícola chegarão na hora certa. “Estamos trabalhando nisso desde já”, afir-

mou. Com relação ao objeto da Feira, na opinião do ministro a produção de cafés especiais é uma forma dos pro-

obter maior renda”, disse. Para Stephanes, a Ficafé é uma oportunidade para que a cadeia cafeeira conheça os produtores que acreditaram no Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro. “Para quem visita a Feira é uma chance de diferenciar o produto tradicional do especial. Esse é um evento que reúne novas tecnologias, novas propostas e permite que os produtores mostrem seus produtos para os compradores. Esse é um bom momento onde quem tem algo especial para vender encontra o comprador certo”, comentou. Com relação aos preços do produto, informou estar em estudo no Ministério uma medida visando retirar do mercado cerca de 10 milhões de sacas, caso seja

dutores terem mais renda. “Há um bom mercado para cafés especiais e a demanda tende a crescer. É muito bom que os cafeicultores se especializem em cafés especiais porque é uma alternativa de

necessário. “Como produtor grande produtor de café que é, o Brasil tem que dispor das ferramentas para regular os preços no mercado internacional”, finalizou o ministro.


Acenpp presta homenagens a Pioneiros Minoru Hosoume Nascido em dezembro de 1927, na província de Yamagata, no Japão, em 1941, veio para o Paraná e começa a vender verduras na mina de carvão para reforçar o orçamento familiar, despertando o seu tino comercial. Iniciou na atividades como cerealista em 1955. Dedicou-se inicialmente à compra de cereais e posteriormente somente ao café. Daí para o cultivo de café foi um passo, tal qual seu pai, tendo muito sucesso na atividade, interessado, dedicado e apaixonado pela cafeicultura. A sua odisséia no mundo da cafeicultura continuou na cidade de Ibaiti, atuando temporariamente na Cooperativa Agropecuária Norte Pioneiro na área de compra de café.

Ao mesmo tempo continua a cultivar sua lavoura em pequenas áreas, sempre acreditando no método de parceria com o trabalhadores rurais, em sistemas sustentáveis, visando a conservação do solo, aplicando técnicas como curvas de nível, valas para retenção de água das enxurradas, vegetação das entrelinhas e manejo do mato, adubação verde e orgânica, dentre outras. Sua paixão pelo café é ilimitada e hoje se dedica a difundir o amor pela produção do produto, sendo conhecido e admirado em Ibaiti e região. É um dos pilares da Acenpp e não mede esforços para aprimorar seus conhecimentos no cultivo do café, sendo exemplo para todos nós. A Acenpp, por todos esses motivos, homenageia o Sr. Minoru Hosoume.

Johann Nick Natural de Lucerna, na Suiça, veio para o Paraná a convite de Johannes Schweizer, próspero filósofo e possuidor de terras também no Brasil, abrir e formar a Fazenda Barra Grande, no município de Tomazina, Paraná. Com 52 anos de Brasil, muita história tem para contar. Se destacou na vida profissional em duas atividades principais: a Pecuária de Corte e o Café. Sua experiência com o café se inicia para valer no início da década de 70. Completamente leigo no assunto, contou com o valioso suporte técnico dos agrônomos do extinto IBC, seguindo à risca suas recomendações, obtendo êxito. Começou então a desenvolver suas próprias

técnicas, com destaque para a “simulação de geadas” nas lavouras em declínio, através das podas, onde passa a ser, juntamente com seus filhos, grande especialista, prestando consultoria por todas as regiões cafeeiras do Brasil. Sempre participativo nos movimentos que pudessem desenvolver a cafeicultura e a pecuária, nas associações, nas ações dos órgãos oficiais, em palestras técnicas, nos recentes concursos de qualidade de café, e na atual Acenpp, enxerga no profissionalismo da gestão o seu maior trunfo, nunca abandonando suas características principais: modéstia e humildade. Em síntese, por tudo isso o Sr. Johann Nick, ou seu João Nick, como é mais conhecido, foi indicado para receber as homenagens da Acenpp.


Palestra: Inovação tecnológica e gerencial na cafeicultura Paulo Henrique Leme, consultor da P&A Marketing Internacional, participou como palestrante na Ficafé 2009 abordando os temas das inovações tecnológica e gerencial, cujas funções básicas são criar soluções que proporcionem novas oportunidades, viabilizem riquezas e melhorem a qualidade de vida dos produtores. Inovação, explica Leme, é algo que traz resultados como redução de custos, aumento da eficiência ou aumento da receita em dada atividade. A inovação tecnológica é a idéia que vende, é a tecnologia inserida com mudanças positivas. Como se tem debatido à exaustão, até porque é de fundamental importância a assimilação desses conceitos, a agregação de valor ao café é a meta da Acenpp. É por isso que iniciativas como a Indicação Geográfica, diferenciando o produto local, o estímulo à produção de cafés especiais, de qualidade elevada, as certificações, estão sendo postas em prática. Também é fundamental o aumento da eficiência, com o uso de insumos orgânicos e químicos, a mecanização das lavouras, sempre em busca de maior produtividade e maior lucratividade. A inovação tecnológica representa um grande desafio. É preciso aumentar a produtividade, reduzir custos, alme-

jar mais eficiência econômica, para a sustentabilidade da atividade econômica. O café sempre teve grandes crises. Neste momento, a mais expressiva é a falta ou o alto custo da mão-de-obra, que exige esforços no senti-

sobrevivência à crise. Novas tecnologias Impacto real dentro da porteira reduzindo custos, aumentando lucratividade Como foi dito anteriormente, a mão-de-obra, salário

problemas e buscando soluções para cada tipo de produtor. Esse papel pode ser desempenhado por Associações, Cooperativas, em parcerias com o Iapar, Emater, Sebrae, Senar, entre outros. Há inúmeras alternativas

cafeeiro, utilização de novas variedades, recomendadas pela pesquisa e extensão, melhor espaçamento, manejo integrado de pragas de doenças, irrigação e podas. Avaliar a tecnologia existente, selecionar a solução mais adequada para aumentar produtividade, reduzir custos e melhorar a qualidade, inovando as práticas adotadas até aqui, pressupõe um bom gerenciamento (gestão), com efetivo controle dos custos operacionais. O produtor tem que saber quanto custa sua saca de café. Isso requer organização, controle, cuidados com as finanças, e avaliação dos resultados. Leme concluiu lembrando que gerenciamento é informação. “Dentro e fora da porteira o fundamental é

do de mecanizar ao máximo as lavouras, exigindo investimentos. Acabou a fase do “café é tudo igual”. Com o selo de pureza da ABIC, os cafés especiais do Brasil passaram a ser valorizados, as certificações, indicações geográficas, vieram para ficar. Está em andamento um processo de mudança da imagem do café do Brasil aqui dentro e no exterior. Nesse contexto, a inovação é necessária para a

mínimo, custo legal de manter um funcionário, os custos da colheita, são desafios que precisam ser enfrentados. Existem soluções disponíveis e deve-se pensar em como levá-las para dentro da porteira. O consultor sustenta que os produtores devem constituir equipes multidisciplinares, compostas por pesquisadores, consultores, técnicos e produtores, para que atuem regionalmente, levantando

para a melhoria da produção, da qualidade e da produtividade, sem aumento da área plantada. Como exemplos ele cita a renovação do parque

sair do isolamento, formando redes sociais com outros produtores. A internet é ferramenta importante que deve ser difundida”, concluiu.


Palestra: Programas da ABIC e suas contribuições para o agronegócio café A Associação Brasileira das Indústrias de Café (ABIC) esteve representada na Ficafé por seu diretor-executivo, Nathan Herszkowicz. Ele proferiu palestra, na manhã do dia 5 de novembro, relatando a visão da indústria sobre a cadeia produtiva do café e o trabalho que vem desenvolvendo no sentido de resgatar a credibilidade das marcas brasileiras, que apresentavam imagem bastante desgastada perante o consumidor. Segundo Herszkowicz, os programas da ABIC visam ampliar a renda do produtor de café, agregar valor para a indústria, sem esquecer da satisfação do consumidor. Até 2003 o conceito de pureza era visto como símbolo de qualidade do café, indicador seguramente reforçado pelo Selo de Qualidade e como característica padrão do produto. Bastava ser puro. A partir de 2008 houve uma mudança no quadro, com o crescimento da percepção de que o aroma forte e agradável assumia a primazia do consumidor como sinônimo de qualidade de café, aliado a sabor suave, rendimento, marca e

torrefação na medida certa. “Essa mudança foi proporcionada pela qualificação das indústrias e pela nova consciência sobre a qualidade dos grãos, por parte dos consumidores”, argumenta o diretor da ABIC. Além do trabalho junto às indústrias, a Associa-

capacitação no preparo do café. Herszkowicz lembra que o consumo de café no Brasil é o 2.o no mundo e cresce a cada ano. “O consumidor procura novos produtos, e a indústria oferece novos nichos de mercado, especialmente o de cafés

velam que 93% dos consumidores valorizam empresas com responsabilidade social, ambiental, etc., e 46% adquirem produtos dessas empresas mesmo que a preços maiores”, assinala. Ele cita o caso da Melitta, que recentemente lançou

Certificação Para fazer frente às novas demandas do mercado e estimular o cafeicultor a produzir os cafés especiais e sustentáveis, em consonância com o paladar mais apurado do consumidor, a ABIC criou o Programa Certifica Minas, oferecendo prêmios aos produtores de acordo com uma escala de pontuação SCAA. Trata-se de um valor maior pago pela saca de café, variando de 10 a 25% na bica corrida. Pontos SCAA Prêmio 85 a 100 25% 80 a 84 20% 73 a 79 15% 65 a 72 10%

ção atua em outras frentes, sempre objetivando agregar valor, qualidade, diferenciação e inovação. Pensando nisso foi criado o Círculo de Café de Qualidade (CCQ), envolvendo o setor de cafeterias. A ABIC já certificou 47 dessas lojas pelo Brasil, oferecendo treinamento e

sustentáveis. O café é a cultura mais avançada em termos de sustentabilidade”, afirma o diretor da ABIC, explicando que cafés sustentáveis são aqueles cuja produção preserva o meio ambiente e garante melhores condições de vida aos produtores. “Pesquisas re-

Herszkowicz manifestou aos dirigentes da Acenpp a disposição de adotar o mesmo procedimento em relação à região novas linhas de cafés regio- do Norte Pioneiro. nais, como os da Mogiana e do Cerrado Mineiro. “O “Trabalho junto a casas Norte Pioneiro do Paraná de café, cafeterias, hotéis, pode reivindicar sua mar- restaurantes, lojas de conca própria da Melitta, que veniência, fornecedores refica em Avaré e industria- vela disposição para que a liza cafés com verificação qualidade seja buscada em 4C, a mesma utilizada pela todo lugar que se consuma Acenpp”, sugere. café.”


Sala do Cafezinho Premiação Os organizadores da exposição realizaram uma competição entre os participantes da mostra, para eleger o melhor café exposto. O vencedor foi o produtor Vagner Luiz Coelho, de Nova Fátima, que como prêmio, ganhou uma viagem com direito a acompanhante para Porto Seguro (BA). O prêmio foi patrocinado pelas agências de viagens CVC, Marítima e Atrativa, esta de Jacarezinho (PR).

Amunorpi “Associação e cooperativismo, é isso que nós precisamos para nossa região”. Com essa frase, o prefeito de São José da Boa Vista, Dilceu Bona, sugeriu, durante a Ficafé, a formalização de um acordo entre a Acenpp e os órgãos públicos visando a aquisição do café do Norte Pioneiro. Segundo Bona, existe a possibilidade de aquisição com dispensa de procedimento licitatório. “Ninguém tem o produto que nós temos. É nosso dever estimular e incentivar o produtor. A acenpp desenvolve um grande trabalho que precisa ser apoiado por políticas públicas”, defendeu.

Transição Para o presidente do IEmater, Arnaldo Bandeira, a Ficafé é um evento de alto significado. “Essa Feira nos leva a refletir sobre o negócio do café. Sinto-me orgulhoso em ser parceiro desse projeto, que vem sendo construído por muitas mãos, mentes e corações. Aqui reunimos toda a cadeia do café. A cultura de café tem grande apelo histórico, porque está ligada à formação e colonização do Estado; ambiental, por se tratar de uma cultura permanente; e social por promover a inclusão social de pequenos produtores. A Acenpp é relevante porque organiza a cadeia e faz a transição de uma atividade culturalhistórica para uma cultura de futuro com agregação de valor, uso de tecnologia e melhoramento da gestão das propriedades. Nossos técnicos, gerentes e funcionários estão comprometidos com essa causa”, afirma.

O Sebrae e o café O gerente da Regional Norte do Sebrae/PR, Heverson Feliciano, destaca a importância de Jacarezinho ter sediado a reunião do Sebrae Nacional com os consultores da carteira de café, realizada no dia 4 de novembro. “Apesar de ter apenas três anos de atividade, o Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná já soma diversas conquistas. Isso se deve às grandes parcerias e aos produtores que acreditaram no projeto”, diz o consultor que, ano a ano, observa a consolidação da Ficafé no calendário de eventos do setor. “São excelentes oportunidades de negócios e, sobretudo, trata-se de um evento que traz à discussão questões inovadoras na área mercadológica. Os lotes são cada vez mais selecionados, o que agrega mais valor ao produto”, diz Feliciano.

Trabalho coletivo “Sozinhos nós vamos mais rápido, juntos nós vamos mais longe”. Com essas palavras, Eduardo Quintanilha, presidente do Sindicato Rural de Jacarezinho, enaltece a realização da Ficafé. “Todo o trabalho, feito de forma coletiva, está tornando a nossa região conhecida no Brasil e no exterior. Os produtores interessados em buscar conhecimento e melhorias para a atividade estão de parabéns”, elogia.

Mercado intern O Núcleo In nal de Negócios Espanha (Ninbe) balhando o com café desde que, ta a uma grande Espanha, Thiago seu presidente, c não haver cafés b em exposição. O trabalha com café giões do Norte P Mogiana e Cerr neiro e recentem responsável pela de uma Missão Es de compradores à Região. “Os e ficaram admirado amor com que o tor do NP trata conta Amhof.“De ma vamos dand sibilidade que o Acenpp merece. juntos nesse proc divulgação e es que se viabilize a ção de lotes brev ainda este ano”, c ht tp://w w w com.br


ado internacional úcleo InternacioNegócios Brasil/ (Ninbe) vem trao o comércio de de que, em visia grande Feira na , Thiago Amhof, idente, constatou er cafés brasileiros osição. O Núcleo com cafés das reo Norte Pioneiro, e Cerrado Mirecentemente foi ável pela viagem Missão Espanhola pradores de café o. “Os espanhóis admirados com o m que o cafeiculNP trata o café”, mhof.“Dessa formos dando a vie que o café da merece. Estamos esse processo de ão e esperamos abilize a exportaotes brevemente, te ano”, concluiu. //w w w.ni nbe.

Desafios Cilésio Demoner, do Emater, avalia que a Ficafé é de fundamental importância para a nossa cafeicultura. Ele deixou uma mensagem de otimismo a técnicos, produtores e todos que colaboram para o sucesso da cafeicultura, lembrando que é nos momentos de crise que se encontram as soluções. A Acenpp e o Sebrae estão auxiliando para que uns busquem alternativas dentro da porteira, outros fora da porteira. E recomenda: “Temos que adequar as lavouras para receber máquinas, alcança o ponto de equilíbrio na atividade cafeeira - de 30 sacas/há e enfrentar o desafio n.o 1 da cafeicultura atualmente, a mão-de-obra, cada vez mais cara e escassa, investindo na mecanização”.

Locomotiva Para Armando Androcioli Filho, líder do Programa de Pesquisa de Café do Iapar - Londrina, “é o produtor quem deve estar à frente de programas como este. O trabalho do Estado depende da demanda o produtor. As coisas só caminham a contento quando o produtor toma a frente nas iniciativas. O NP vai ser referência e mudar o panorama da cafeicultura em todo o Estado, e a Acenpp está liderando um processo que irá beneficiar a todos, especialmente com as pesquisas orientadas para as demandas da região que estamos realizando”.

Parceria Ivete Martins, superintendente do Banco do Brasil, acredita no potencial do Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro, afirmando que “vai muito além da atividade café, vai mudar a cara da nossa região”, disse durante a Ficafé. “Testemunho aqui as forças produtoras organizadas, buscando competências para melhorar os resultados da atividade. Uma comunidade só avança unida, não fazemos nada sozinhos. Temos que formar nossa comunidade de negócios e integrar esforços, pois as oportunidades estão postas. A Acenpp é exemplo a ser seguido”, assinala Martins.

Expositores Trinta expositores de empresas fabricantes de embalagens para mudas de café, pulverização, equipamentos para colheita e torrefação, fertilizantes, tratores, irrigação, processamento do café e defensivos agrícolas apresentam aos visitantes da Ficafé as últimas novidades e tendências do mercado para o setor. Os expositores são parceiros da Acenpp e é graças à participação dessas empresas que a Ficafé obtém o brilho reconhecido por todos. As empresas que compareceram à Ficafé são parte importante da cadeia produtiva da cafeicultura e, por seu apoio em mais uma realização da Feira, a Acenpp externa seus sinceros agradecimentos.

Alternativas de financiamento Gustavo Moretti, diretor da Eisa - Empresa Interagrícola S.A., de Santos, fechou contrato de compra futura com dois produtores associados à Acenpp, totalizando 1,08 mil sacas a R$ 320, para entrega em outubro. A empresa também expôs na Ficafé o “barter”, um sistema de troca de equipamentos e insumos, por sacas café. O cafeicultor que desejar adquirir defensivos da Syngenta ou adubos da Heringer, por exemplo, combina com a empresa a quantidade de sacas equivalente ao valor dos produtos. No caso de equipamentos para irrigação, a empresa financia o valor correspondente a 20 sacas/ha, em parceria com a Netafim.


Palestra: Profissionalização da gestão da propriedade agrícola e associativismo O associativismo carece de terreno fértil para desenvolver todo seu potencial. O solo, no caso, é a cultura humana que precisa ser formada e que demanda todo um processo de implantação. Foi por essa razão que a Acenpp foi buscar em Franke Dijkstra, ex-presidente da Batavo, uma das maiores cooperativas do País, a experiência e o estímulo para iniciar um trabalho nesse sentido. Dijkstra foi um dos palestrantes da Ficafé na manhã do dia 5 de novembro. Se há um produtor rural adepto da inovação tecnológica, dos modernos conceitos de gestão, com forte preocupação social e ambiental, além de radicalmente defensor do associativismo, esse produtor é Dijkstra. Ele é um dos pioneiros no plantio direto da soja e utiliza máquinas dirigidas por satélite em sua propriedade, a Fazenda Frankanna, localizada no município de Carambeí (PR). Sua busca pela precisão na agricultura é tamanha que a adubação do solo é feita a taxas variáveis, de acordo com análises feitas em talhões. “O Homem deve usar o QI e deixar com as máquinas o uso da força”, ensina o produtor de origem

holandesa. A Fazenda Frankanna chegou ao estágio avançado em que se encontra galgando degraus, de grão em grão, como diz seu proprietário. “As grandes realizações não são feitas por impulso, mas por uma soma de pequenas realizações”, diz parafraseando o famoso pintor Vincent van Gogh, seu conterrâneo. Utilizando os três valores básicos da Gestão - Negócio, Desafio (vocação), comunidade (valores) e explorando a interdependência desses valores, Djikstra sempre usou a tecnologia como ferramenta na gestão de seus negócios. Para ele, “não é o mais forte que

sobrevive, nem o mais inteligente, mas aquele que melhor se adapta as mudanças. A agropecuária é como velejar, sempre se orientando e adequando-se ao vento”, afirma. “Na Gestão, tudo se mantém em pé, ou cai, pela ação do Homem. Algumas perguntas devem ser feitas a si mesmos. E o futuro? Onde queremos chegar? Qual é o nosso problema? Quais são os objetivos? Qual a estratégia? Quais as ações operacionais? Qual o modelo de organização que atende as necessidades? Precisamos identificar os nossos gargalos e buscar soluções em equipe”, diz com a sabedoria acumulada em mais de 50 anos na atividade.

Associativismo Franke Djikstra é fervoroso defensor do cooperativismo, que representa a união entre pessoas voltadas para um mesmo objetivo. Através da cooperação, busca-se satisfazer as necessidades humanas e resolver os problemas comuns. O fim maior desse sistema é o homem. Uma organização dessa natureza caracteriza-se por ser gerida de forma democrática e participativa, de acordo com aquilo que pretendem seus associados. “Por isso não podemos nos perder nos detalhes do tipo reparar num arbusto e não perceber a floresta. O produtor tem que ter em mente que se ele faz parte da cooperativa,

é lá que deve realizar a comercialização da produção”, ensina. Para o palestrante, ninguém faz nada sozinho, o coletivo estará sempre acima de interesses menores. “O cooperativismo depende da fidelidade do produtor à causa”, recomenda. Além da comercialização conjunta, o associativismo proporciona a possibilidade de parcerias para a realização de serviços especializados, deixando o produtor livre para pensar seu negócio. Na verticalização, com especialização por atividades e delegando frentes de trabalho, se ganha em unidades de escala, maximizando os recursos. Com bom humor, o palestrante faz uma analogia engraçada. “Imitar o pato? Ele voa, nada, caminha e canta. E faz tudo mal feito. Dentro da porteira já são muitas as habilidades necessárias para permanecermos no negócio”, lembra o produtor. Do lado de fora da porteira, argumenta, há a necessidade de um empreendimento associativo com o foco no produtor funcionando como ferramenta para acesso ao mercado, serviços especializados, informações técnicas mais apropriadas e melhores preços para a produção e insumos.


Palestra: Cenários e Perspectivas para o Agronegócio Café O café nunca esteve tão na moda. Até por isso, Carlos Henrique Jorge Brando, da P&A Marketing Internacional, empresa de consultoria, marketing e trading especializada no agronegócio com ênfase em café, advoga a tese de que a cafeicultura precisa ser reinventada na região do Norte Pioneiro do Paraná. “Se o consumo cresce, o hábito de beber está mais arraigado, mais forte, em maior número de pessoas, é sinal de que há mercado. Portanto, é preciso pensar formas de tornar a atividade mais produtiva e lucrativa para o cafeicultor”, deduz. A realização da Ficafé, na opinião do consultor, é sinal de que todos os participantes estão pensando no futuro, em oportunidades, e não em crise. “É preciso ter em mente que o mais importante no negócio é o consumidor”, pondera Brando. Apesar do aumento do consumo, o consumidor tem

procurado obter, também ele, mais valor por seu dinheiro, optando por marcas mais baratas. Lojas como

ano, mas a concentração de poder econômico do varejo, com suas redes cada vez maiores, é um desafio a ser

robusta e menos arábica, o que é ruim para o produtor de cafés do Norte Pioneiro”, avalia.

a Starbuck’s, por exemplo, mais caras, perdem terreno para a McDonald’s, mais barata. O consumo de café cresce a taxas de 4 a 5% ao

encarado. “As redes varejistas podem ser problema porque têm força para impor a queda nos preços. Assim o torrador acaba usando mais

O desafio para o café arábica é mais gerencial do que tecnológico. “Há conhecimento, tecnologia, o problema é como viabilizar sua

implantação, como financiar o investimento. O gerenciamento é a chave porque a inovação tecnológica demanda investimento e tempo (longo prazo)”, observa. Para o arábica é necessário pensar em reengenharia, reinvenção dos meios de produção, controle de custos e melhoria de produtividade. A viabilidade da cafeicultura depende do aumento da produtividade, diversificação, irrigação, mecanização, processamento pós colheita e aplicação de um pacote tecnológico, dentro da porteira, e também de ações de marketing e agregação de valor do lado de fora das propriedades, desenvolvendo mais cafés especiais, promovendo as origens - Região do Norte Pioneiro do Paraná. O aproveitamento de certificações, o marketing de relacionamento e a colaboração entre os parceiros de negócio, segundo Brando, vão agregar valor ao produto e melhorar a renda do produtor.


Expositores Trinta expositores de empresas fabricantes de embalagens para mudas de café, pulverização, equipamentos para colheita e torrefação, fertilizantes, tratores, irrigação, processamento do café e defensivos agrícolas apresentam aos visitantes da Ficafé as últimas novidades e tendências do mercado para o setor. Os expositores são parceiros da Acenpp e é graças à participação dessas empresas que a Ficafé obtém o brilho reconhecido por todos. As empresas que compareceram à Ficafé são parte importante da cadeia produtiva da cafeicultura e, por seu apoio em mais uma realização da Feira, a Acenpp externa seus sinceros agradecimentos.


A Ficafé é um das ações do projeto de comercialização do Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná. Na Feira, além da divulgação da qualidade do café da região, objetiva-se criar oportunidades de negócios, colocando frente a frente todos os parceiros de negócios da Acenpp – agricultores, compradores e fornecedores da cadeia produtiva da cafeicultura -, criando assim um círculo de relacionamentos que contribui para a melhoria das relações comerciais. Alguns expositores que estiveram na Ficafé 2009 não conheciam o potencial da região e o mesmo acontecia com relação aos produtores, que não dispunham de contatos ou acesso a essas empresas. Graças ao trabalho desenvolvido pela Acenpp isso é coisa do passado. O produtor do Norte e Norte Pioneiro puderam conhecer o que há de mais moderno e inovador em relação às tecnologias aplicadas na produção de café.


Cafés especiais, cuidados especiais Produtores declaram seu amor pelo café do Norte Pioneiro Os cafeicultores do Paraná estão se organizando em busca de nichos diferenciados de mercado para enfrentar a crise no setor. A segunda edição da Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (Ficafé) reuniu cerca de 3,5 mil pessoas em Jacarezinho, na maior parte produtores dos 45 municípios abrangidos pela Acenpp. O Evento atraiu compradores de cafés especiais de várias regiões do País, que tiveram a oportunidade de provar as 55 amostras expostas. Para se chegar aos especiais é necessário observar certos cuidados, como colher sobre o pano apenas os grãos maduros e aperfeiçoar a seleção e o beneficiamento. “Esse é um trabalho que vem sendo desenvolvido através da Emater em parceria com outros órgãos, procurando esclarecer ao produtor como preparar esse café. Desde o preparo do solo para o plantio, a escolha das mudas, a nutrição da planta, tudo isso faz parte de um contexto que visa manter os atributos do café como criados pela natureza”, conta um dos organizadores da Ficafé, Ronaldo Casado Figueiredo. “Os compradores são exigentes e nem procuram mais por um defeito. Eles querem a melhor qualida-

de. Dos 55 lotes oferecidos, 12 foram vendidos entre R$ 650 e R$ 750 a saca. Uma cafeteria da região – Café da Casa, de Jacarezinho -, decidiu trabalhar exclusivamente com grãos do Norte Pioneiro. “São cafés muito equilibrados. É totalmente desnecessário fazer blend. Eles apresentam todas as características que se deseja, cafés muito doces, com atributos que vão do floral, cítrico, caramelado, e nós somos apaixonados”, decla-

o clima, é muito sol, é muita chuva. Não é fácil conseguir esse padrão de qualidade”, assinala o cafeicultor. A primeira região do Paraná a ser colonizada ficou conhecida como Norte Pioneiro, mas o café tomou o lugar da floresta em todo o Estado. Mesmo depois da crise que devastou a cultura em 1975, a região insistiu. Porém, o custo cada vez rou o empresário Adhemar mais alto e os preços pouco Martins. Em 2009 o Paraná produziu 1,5 milhão de sacas de café. Metade foi colhida no Norte Pioneiro. O produtor Wagner Coelho diz que os grãos especiais elevam o padrão de toda a lavoura, mas exigem dedicação. “É como um filho. É como uma criança que você tem que olhar todo santo dia. E qual é o pai que não quer o sucesso do filho? Agora, não é fácil. É animadores exigiram mudanças. Atualmente, o cafeicultor encontra nos cafés especiais uma alternativa. Os produtores são tão apaixonados por essa seleção de cafés que dizem que os especiais são verdadeiras pérolas, cultivadas e colhidas de uma forma totalmente diferente. Porém, por trás da paixão, está a busca por preço melhor e pela valorização do café do Paraná.

Os aromas limão cítrico, chocolate, floral cítrico, caramelo e o novo amanteigado demonstram que a antiga fama do Paraná de produtor de baixa qualidade é coisa do passado. O agricultor Norbert Gamerschlag, de Santa Mariana, por exemplo, vendeu seus lotes para uma rede de cafeterias de São Paulo e já se organiza para exportar. “Nós visitamos 15 dias atrás exportadores em

Santos. A nossa intenção é aglutinar um grupo grande de produtores para que a gente possa exportar direto via Santos. Para isso, você tem que fazer lotes maiores, sempre vendas em contêineres, com uma certa constância de entrega de produto e aí acredito que o exportador se interesse. Em conseqüência vamos poder agregar um valor maior”, explica e Gamerschlag.


Homenangem da Acenpp A diretoria da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná decidiu fazer uma surpresa aos consultores do Sebrae-PR, Odemir Vieira Capello e Adhemar Augusto Martins. Capello executa a articulação entre os parceiros do Programa Cafés Especiais e é o elo de ligação entre o Sebrae e a Acenpp. Martins é o engenheiro agrônomo contratado pelo Sebrae para atuar junto ao produtor e foi o responsável por uma série de trabalhos que embasaram as ações tocadas em parceria.

A dedicação dos dois, sua participação, e o envolvimento com o Programa, que demonstram no dia-adia de suas atividades profissionais, revelam o amor extremo pelo trabalho em busca do desenvolvimento sócioeconômico da região. Por tudo isso, Capello e Martins foram agraciados durante a Ficafé com troféus, oferecidos em reconhecimento ao profissionalismo de ambos e, especialmente, pelo companheirismo e amizade, verdadeira e sincera, demonstradas pelos consultores. O presidente da As-

sociação, Luiz Fernando de Andrade Leite, resume assim a homenagem: “Nosso sentimento é de agradecimento imenso pela dedicação de corpo e alma destes grandes profissionais, responsáveis, juntamente com os produtores da Acenpp, pelas profundas mudanças que estão acontecendo na cafeicultura do Norte Pioneiro do Paraná”. A consultora Andrea Perri Massuia Vaz, responsável pela organização logística da Ficafé, também foi homenageada com um troféu, entregue posteriormente.


Agradecimento aos parceiros da Ficafe 2009


Novos desafios Acenpp e e a consultoria do Sebrae, inúmeros benefícios já podem ser contabilizados pelo produtor rural da Região.

Os avanços conquistados pelos cafeicultores do Norte Pioneiro representados pela Acenpp e exibidos por ocasião da 2.a Ficafé são prova suficiente de que a organização dos produtores, o estabelecimento de parcerias estratégicas, a definição de objetivos claros e viáveis, o planejamento

a curto, médio e longo prazos e a execução fiel das propostas aprovadas democraticamente estão em conformidade com os anseios da classe produtiva. Graças a um trabalho estruturado, alicerçado na soma das capacidades individuais dos parceiros liderados pela

bem como a premiação para o melhor produto – que atingiu incríveis 85,25 pontos SCAA, atestam que os desafios têm sido vencidos no trabalho árduo do diaA qualidade é funda- a-dia. mental para que o café seja valorizado no merNão são apenas os cado. O Norte Pioneiro produtores rurais os bepassou a ser respeitado neficiados pelo Prograno Brasil e no exterior ma, no entanto. A reacomo produtor de ca- lização da Feira produz fés de qualidade. Tudo reflexos econômicos isso é fruto do trabalho para o município de Jaincessante do produtor carezinho e cidades da rural, demonstrando região, graças à ocupasua capacidade de bus- ção de hotéis, restaucar o diferencial neces- rantes, prestadores de sário para se destacar serviços. Oportunidanum mercado cada vez des de negócios surgem mais competitivo. em variadas áreas. A região descobre seu poA abertura da Asso- tencial na realização de ciação Brasileira da In- eventos dessa magnitudústria do Café (Abic), de, de caráter internapara a participação de cional, demonstrando produtores com peque- a grande capacidade nos lotes em Concur- empreendedora de sua sos, estimulará a busca gente. da qualidade por parte desses produtores – A reunião do Sebrae mais uma conquista da Nacional ocorrida em união. Jacarezinho, anteceOs preços obtidos dendo a Ficafé, trouxe na comercialização dos os coordenadores de lotes de café durante a vários projetos relaFeira, alcançando valo- cionados à carteira do res médios de R$ 661, café de todo o Brasil,

e abriu a possibilidade de realização de ações conjuntas entre os diversos programas em andamento. Muitos desafios foram vencidos, e outros se impõem. A região, por intermédio da Acenpp, está em vias de obter a Identificação Geográfica (IG), está habilitada como unidade certificadora 4C, e pretende buscar novas certificações. O Sebrae presta consultoria a esse processo, estimulando a adoção de novas práticas que insiram a inovação tecnológica, aumentando a produtividade das lavouras, a melhoria no sistema de gestão das propriedades rurais e a qualidade do produto. A adoção do associativismo como mecanismo para a obtenção de melhores resultados econômicos é outra meta que tem sido alcançada e apoiada pelo Sebrae. Odemir Vieira Capello Consultor do Sebrae em Jacarezinho.


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Informativo Acenpp 2010 by Homero Pavan Filho - Issuu