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Director carlos morais josé • terça-feira 19 de Fevereiro de 2013 • ANO XII • Nº 2794
Venham mais cinco (séculos)
James Chu critica políticas na área da cultura
assembleia legislativa
Lau Cheok Va quer delegar a presidência
Dar dinheiro não chega Página 4
página 3
protecção animal
Deputado entrega projecto de lei página 10
benfica de macau
Leonel Alves diz que vencer Liga não é o objectivo página 12
Ho Wai Tim acusa ex-vice de querer dar outro rumo à AEM
eric feng
O chinês que foi até Portugal de bicicleta centrais pub
Politiquices é que não Em entrevista ao Hoje Macau, o presidente da Associação de Ecologia de Macau aponta o dedo a Joe Chan, o vice-presidente demissionário. Para Ho Wai Tim, Chan queria tornar a ecologia numa coisa política. “O senhor Joe Chan fazia muitas comparações com a Associação Novo Macau”, revela. página 5
ANTónio Mil-Homens
Gonçalo lobo pinheiro
muito nublado min 15 max 24 hum 70-98% • euro 10.6 baht 0.2 yuan 1.2
Ter para ler
política
Chan Meng Kam quer mudança no estacionamento
O deputado Chan Meng Kam fez ontem uma interpelação escrita discordando com o Governo sobre a nova medida para regular o tempo de estacionamento. O deputado considera ser um exagero, que causou incómodo e queixas dos residentes. Disse que de acordo com o regulamento actual, quando passar o tempo permitido e mesmo que se pague mais dinheiro, está-se perante uma violação da lei. Chan Meng Kam considera que o regulamento administrativo antigo já foi emitido há dez anos e que o público compreende que a nova regra não é aceitável. - C.L.
Proposta de fronteiras abertas por mais horas
O deputado e vice-presidente da Assembleia Legislativa (AL) Ho Iat Seng, também ele delegado de Macau à Assembleia Popular Nacional, vai aproveitar a vinda do presidente do Comité Permanente daquele organismo, Wu Bangguo, ao território para propor a abertura das fronteiras do território por mais horas, principalmente durante ocasiões especiais. Ho Iat Seng revelou que irá apresentar as sugestões na próxima reunião do Comité, em Março, mas é crível que a manobra de sedução possa já começar durante a visita de Wu Bangguo. À margem do almoço oferecido pela AL à comunicação social, o vice-presidente da AL constata que as Portas do Cerco estão a chegar ao seu limite, conforme se comprovou nos últimos dias dos feriados do Ano Novo Chinês, e está na altura de alargar o horário de funcionamento das fronteiras de Macau. “As autoridades competentes já envidaram todos os esforços para satisfazer as necessidades dos visitantes. Esta época do Ano Novo Chinês é uma ocasião especial e, portanto, não pode servir de parâmetro para afirmarmos que Macau já atingiu a sua capacidade máxima de recepção. De certeza absoluta, vamos apresentar a APN uma proposta para serem adoptadas medidas, como, por exemplo, a extensão do horário de funcionamento das fronteiras durante as ocasiões especiais, como os feriados do Ano Novo Chinês”, revelou aos jornalistas.
terça-feira 19.2.2013
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Lei do Património não clarifica responsabilidades do Governo
“Consolidar” este ponto no diploma Em mais uma reunião de análise à lei da salvaguarda do património cultural, os deputados exigiram que o diploma seja claro a definir quem tem a responsabilidade de gerir o património da RAEM: “apesar de haver uma norma de dever, nada especifica que se trata de uma tarefa fundamental do Governo”, disse Cheang Chi Keong Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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UEM tem o dever de zelar pela preservação das Ruínas de São Paulo ou do Largo do Senado? Apesar de ser do Governo essa responsabilidade, tal não está bem definida na actual proposta de lei da salvaguarda do património cultural, em discussão na especialidade na Assembleia Legislativa (AL). Por essa razão, os deputados querem que esse ponto fique “consolidado”. “Apesar de haver uma norma do dever do Governo, nada especifica que se trata de uma missão ou tarefa fundamental do Governo da RAEM a preservação do património cultural. Há que consolidar as matérias de um dos artigos em termos de preservação do património”, frisou o deputado Cheang Chi Keong, e presidente da 3.ª Comissão Permanente da AL, encarregue do diploma. E acrescenta a importância desse
HOJE MACAU
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reforço. “Só assim se consegue dar resposta às exigências da UNESCO no sentido de Macau produzir uma lei para a salvaguarda do património. Sem essa obrigação, dificilmente se conseguem dar os primeiros passos na preservação do património. É um principio sempre seguido pelo Governo, só que não consta expressamente na proposta de lei.” Para já, os assessores jurídicos vão trabalhar até à próxima terça-feira num parecer jurídico que irá expressar as definições na preservação do património, tendo
em conta a convenção da UNESCO, a lei portuguesa e a chinesa, datada de 2007. “Macau é uma parte integrante da RPC, que é estado membro da convenção. Chegamos a um consenso e a partir de amanhã as duas assessorias vão reunir para encontrar soluções relativamente às definições. Essa discussão não vai demorar muito tempo porque já temos uma reunião marcada para a terça-feira. Esperamos que antes dessa reunião se apresente um parecer relativo a esse capitulo”, disse Cheang Chi Keong, garantindo que estas clarificações “muito irão contribuir para acelerar os trabalhos de análise futura”.
Economia ou monumentos?
Os deputados debateram ainda, em mais de quatro horas de reunião, os princípios base para a preservação do património. Embora Cheang Chi Keong se tenha mantido em silêncio porque o assunto “vai ser enquadrado em sede de assessoria”, referiu que o ponto mais “polé-
Deputados preocupados com a capacidade para o turismo
Pereira Coutinho leva Lei Sindical aos Serviços Públicos Internacionais
Mais turistas ou mais tranquilidade? Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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S deputados Lee Cheong Chang e Ng Kuok Cheong fizeram ontem uma interpelação escrita sobre a necessidade de reforçar a capacidade de acolhimento dos turistas. Lee Cheong Chang recordou que a directora dos Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes, disse que de acordo com o relatório de estudo do Instituto de Formação Turística (IFT), o máximo de acolhimento de turistas no território é de cerca de 29 milhões por ano, enquanto o número total de visitantes, de acordo com dados do ano passado, já ultrapassou as 28 milhões de pessoas. “Como alocar racionalmente o recursos para responder à necessidade do futuro desenvolvimento do turismo, vale a pena ponderar”, frisa o deputado. Lee Chong Cheng apontou que a parte norte da cidade é a que tem
mais pressão no que toca a receber turistas, uma vez que já é a mais populosa mas tem menos desenvolvimento no negócio, sendo difícil atrair os turistas. “Com os novas canais entre Guangdong e Macau, a obra do metro ligeiro e ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau, é preciso desenvolver a zona norte. O Governo tem que fazer medidas especificas de curto, médio e longo prazo sobre isso.” Já o pró-democrata Ng Kuok Cheong propôs a melhoria do regulamento da política de visto automóvel do continente, para evitar questões como as que já surgiram em Hong Kong sobre os conflitos entre residentes locais e os turistas por não haver espaço suficiente. “O espaço de Macau é muito menor do que Hong Kong, se as cidades vizinhas podem ter visto de veículos para a RAEM, vai ser muito fácil causar efeitos negativos graves.”
mico” diz respeito a um possível confronto que possa existir entre o desenvolvimento económico e a manutenção dos lugares históricos. “Durante a consulta pública foi dada uma opinião que refere que quando houver um conflito entre o desenvolvimento económico e a salvaguarda do património este ultimo permanece. Mas há quem entenda que se for assim, isso poderá criar um obstáculo ao crescimento económico e social. Em algumas cidades acontece mudanças de um monumento para outro lugar para efeitos de construção de uma via pública”, explicou o deputado. Para já, ainda não há nenhuma conclusão. “Em termos de princípios, temos de saber qual é a prevalência, e ainda não chegámos a um resultado. O Executivo também não diz precisamente qual aquele que tem prevalência, mas entre a comissão e o Governo não nos debruçamos ainda sobre esta questão. E o desfecho só poderá ser conhecido na próxima reunião.”
O que se passa na RAEM
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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OSÉ Pereira Coutinho vai apresentar uma exposição sobre a ausência de uma Lei Sindical e de Negociação na reunião anual dos Serviços Públicos Internacionais – a “East Asia Committee Meeting”. A Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) vai representar Macau no que diz respeito à situação laboral do território como “a única associação de trabalhadores da função pública”, segundo um comunicado da própria associação. A reunião dura de
22 a 24 de Fevereiro, no Grand Lisboa, e conta com participantes de serviços e organismos públicos do Japão, Coreia, Mongólia, Hong Kong, Taiwan e Macau. O primeiro dia é dedicado exclusivamente às representantes do sector público do sexo feminino. A escolha do tema de Pereira Coutinho recai no que há muito tem vindo a ser dito pelo presidente da ATFPM. “A criação de legislação nesta área é muito importante para proteger os funcionários que actualmente são punidos com a não renovação
de contrato apenas por terem uma opinião contra com o seu empregador”, pode ler-se num comunicado da associação. “A ausência da Lei Sindical e da Lei Negociação na RAEM prejudica os trabalhadores do sector privado e público.” Os Serviços Públicos Internacionais (PSI) é uma federação mundial de sindicatos livres que representam os interesses de mais de 600 sindicatos dos serviços públicos provenientes de mais de 150 países do mundo. Representam mais de 20 milhões de associados do sector público.
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Presidente da Assembleia Legislativa de Macau espera “sucessor” no cargo
Fim de linha para Lau Cheok Va? sucessor de Lau Cheok Va. Ho Iat Seng, que entrou, em 2009, pela ‘porta grande’ na AL ao ser eleito vice-presidente no ano de estreia como deputado, preferiu não tecer comentários a esse respeito: “É difícil fazer previsões”. Mesmo a hipótese de avançar diz não ser da sua inteira responsabilidade. “Não é uma decisão unicamente minha”, disse, frisando que se o núcleo que representa, ligado aos interesses empresariais, entender que deve continuar assim o fará. De acordo com Ho Iat Seng, só “muito provavelmente” depois das reuniões magnas de Pequim (da Assembleia Popular Nacional e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, em Março) é que a associação que representa irá abordar o dossiê legislativas, as quais não têm ainda data definida, mas que se prevê que se realizem durante Setembro.
ANTónio falcão
presidente da Assembleia Legislativa (AL) de Macau afirmou ontem que a sua disponibilidade para avançar para as eleições, que decorrem este ano, “depende de muitos factores”, defendendo que o “ideal” seria poder contar com um sucessor. “Do ponto de vista pessoal, também espero, à semelhança [do que sucedeu no caso] da Assembleia Nacional Popular, poder contar com alguém para me suceder no cargo da AL, seria o ideal”, sublinhou Lau Cheok Va, aos jornalistas, no final de um almoço oferecido pela Assembleia Legislativa à comunicação social. Em ano de legislativas, o veterano, escolhido por sufrágio indirecto, deixa assim a porta aberta a uma eventual retirada, isto depois de ter optado também por não se recandidatar a um dos 12 assentos de Macau na Assembleia Popular Nacional (APN), o “supremo órgão do poder de Estado” da China. Deputado há cerca de três décadas, Lau Cheok Va assume a presidência do hemiciclo desde 2009, depois de ter desempenhado o cargo de número dois da AL ao longo de dez anos. “Se me retirar, vou pensar, no futuro, no que vou fazer. Espero contribuir ainda para a sociedade, mas devido à idade não posso assumir demasiadas responsabilidades”, disse. O actual vice-presidente perfilha-se como potencial
política
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depois de os Kai Fong terem perdido apoio popular que lhes custou um assento nas últimas legislativas, uma ‘derrota’ para a ala tradicional atribuída à entrada de caras novas na corrida. O segundo candidato da aliança vai ser apresentado em breve pela Associação Geral das Mulheres, asseverou Ho Ion Sang, sustentando que o acréscimo de dois lugares pela via directa encerra “oportunidades” e “desafios”. Na corrida pela reeleição figuram nomes como o de Pereira Coutinho ou dos chamados democratas Ng
Kuok Cheong, Au Kam San e Chan Wai Chi. Ung Choi Kun foi, para já, o único a afirmar não estar disponível para se recandidatar, segundo a imprensa local. Actualmente, existem 29 deputados, 12 dos quais eleitos por sufrágio universal, dez por sufrágio indirecto (pelas associações representativas da sociedade) e sete nomeados pelo Chefe do Executivo. A partir do próximo escrutínio, o hemiciclo passa a contar com 33 deputados (14 eleitos pela via directa, 12 pela indirecta e sete nomeados). – Lusa
Confiança na conclusão dos trabalhos até final da legislatura
Repetir experiências
jogo Stanley Ho reconheceu que “a concorrência é mais feroz”, mesmo num ano em que há mais duas cadeiras disponíveis na bancada dos deputados eleitos pela via directa. Angela Leong acrescentou que o número dois “já está definido”, mas não quis atestar se será o mesmo
Já do lado da via directa, Ho Ian Sang e Melinda Chan confirmaram a intenção de repetir a experiência, após a estreia em 2009, lado a lado com veteranos como Kwan Tsui Hang, dos interesses laborais, ou Angela Leong. Hoje, aos jornalistas, a quarta mulher do magnata de
da última lista, limitando-se a garantir estar “confiante” na conquista de dois assentos. Ho Ion Sang, dos Kai Fong - uma das forças tradicionais que une as associações dos moradores e das mulheres -, também acredita poder contar com mais um colega na AL, isto
Lau Cheok Va espera ver concluídos os trabalhos em curso na actual legislatura e defendeu a Lei do Planeamento Urbanístico e a Lei de Terras como dois diplomas “muito importantes”. “Esperamos poder, através do diálogo reforçado com o Governo e também ao nível das comissões, poder concluir o trabalho a tempo”, disse Lau Cheok Va, ao salientar que ainda faltam alguns meses para o final da legislatura. Actualmente, pelas três comissões permanentes da AL encontram-se distribuídos oito diplomas submetidos pelo Governo já aprovados na generalidade, tais como a proposta de lei do planeamento urbanístico, proposta de lei de terras, proposta de lei que prevê alterações ao Código de Processo Penal, e o diploma sobre a Segurança Alimentar. Estão também em análise em sede de comissão o regime jurídico da promessa de transmissão de edifícios em construção, e o referente ao reordenamento dos bairros antigos, aprovado na generalidade a 23 de Março de 2011. “A Lei do Planeamento Urbanístico e a Lei de Terras são muito importantes, porque são dois diplomas que servem de base para o diploma do reordenamento dos bairros antigos e têm de ser concluídos antes”, sublinhou.
Comunidade “não tem fôlego” para concorrer às eleições legislativas
Ng Kuok Cheong defende que Novo Macau quer quatro deputados
O deputado Ng Kuok Cheong afirmou ontem que os três deputados da Novo Macau vão voltar a ser candidatos nas eleições legislativas. E vai mais longe. A Novo Macau quer eleger ainda um quarto representante. “Vamos tentar ter de novo três deputados, mas queremos conseguir um quarto. Para isso, temos de promover um novo rosto”, disse hoje Ng Kuok Cheong, à margem do almoço de Ano Novo Chinês da Assembleia Legislativa. Jason Chao, apesar das incógnitas, pode ser opção? “A Associação Novo Macau vai participar. Não vamos recusar a nenhum membro a possibilidade de entrar numa lista de fora. No passado, alguns dos nossos membros também se candidataram noutras listas. Mas não há uma decisão final e ainda existe a possibilidade de Jason Chao se candidatar connosco”, afirmou.
Leonel Alves não acredita em lista de matriz macaense
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advogado Leonel Alves, que admitiu ontem estar disponível para continuar como deputado na Assembleia Legislativa (AL), defendeu ontem, em declarações à Rádio Macau, que não acredita numa lista de origem macaense para concorrer às eleições legislativas. O causídico defende mesmo que os macaenses “não têm fôlego” para a corrida. “Até hoje não recebi qualquer feedback
das pessoas interessadas, nem de movimentos, nem de ideias, a não ser casos muito esporádicos mas, a meu ver, bastante insignificantes. Não vejo fôlego para se poder constituir uma lista e trazer ideias para o eleitorado”, disse à Rádio Macau. Como justificação, Leonel Alves pensa que a altura ainda não é oportuna, descartando qualquer tipo de desinteresse por parte
da comunidade. “Talvez falta de tempo, talvez porque as pessoas aptas para o desempenho de cargos públicos desta natureza se consideram ainda bastantes jovens ou porque outros já têm alguma idade, mas estão extremamente embrenhados na sua actividade profissional e não têm disponibilidade para a causa pública em termos de participação na Assembleia Legislativa”, contextualiza o deputado.
“Mas é um conjunto de factores que interpreto não como desinteresse, mas um aguardar da melhor oportunidade, que pode não ser este ano.”
sociedade
Dos 43 milhões, mais de um milhão foi atribuído à Art for All Society, a mais financiada de todas as associações subsidiadas em 2012. No entanto, o director da instituição não vê nesse facto um privilégio. “O papel deles devia ser usar o dinheiro da melhor maneira e distribuir melhor os recursos, incluindo dinheiro, recursos humanos, espaços, fazendo políticas. De momento não vejo ninguém a fazê-lo”, refere James Chu Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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O ano passado, o Fundo de Cultura, tutelado pelo Instituto Cultural (IC), atribuiu mais de 43 milhões de patacas a diferentes associações, empresas e indivíduos (ou famílias) de Macau. Os valores atribuídos foram ganhando mais relevo de trimestre para trimestre. Entre Outubro e Dezembro, foram entregues mais de 15,7 milhões para diferentes projectos e actividades culturais que requisitaram apoio financeiro, mais 2,8 do que no trimestre anterior (12,9 milhões). Entre
terça-feira 19.2.2013
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Abertos os cordões à bolsa do Fundo de Cultura com mais 43 milhões de patacas
Art for All Gallery foi a (in)feliz contemplada ANTÓNIO MIL-HOMENS
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Abril e Junho foram distribuídos cerca de 13,2 milhões enquanto no primeiro trimestre do ano passado pouco mais de 1,3 milhões. A Art for All Society (AFA) foi quem mais beneficiou do Fundo de Cultura, totalizando durante o ano passado 1,4 milhões de patacas. Mas para James Chu, director da organização, os números não reproduzem uma realidade optimista: o dinheiro é pouco e não há matéria política para esta área. “Não é uma questão do montante financiado. Nunca é suficiente. Acho que o que realmente precisamos é sim de uma política mais sólida. Dar dinheiro é muito fácil. É preciso salvaguardar que se dá da melhor
forma”, explica James Chu ao Hoje Macau. “O Governo é o que representa os cidadãos e controla o dinheiro que temos. Não é dinheiro do seu próprio bolso. Não fazem dinheiro eles próprios. O papel deles devia ser usar o dinheiro da melhor maneira e distribuir melhor os recursos, incluindo dinheiro, recursos humanos, espaços, fazendo políticas. De momento não vejo ninguém a fazê-lo. Todos fazem actividades e não política.” Em seu entender, os subsídios atribuídos às associações são irrisórios quando comparado com o dinheiro gerido pelos
vários departamentos para as suas diversas actividades. “Por um lado, o Governo está a engrandecer esses departamentos, que têm cada vez mais dinheiro. Podem requerer mais força de trabalho, para organizar diferentes actividades. Mas como se pode ver, não importa quanto dinheiro dão a ONG’s como nós, não nos podemos comparar a eles. Fala-se de um comparação de 1000 para um, ou seja, eles podem requerer um milhão e nós apenas mil, esta é a proporção. Não é uma questão de dinheiro mas quais as políticas equilibradas para ajudar a maior parte das ONG’s para terem activos para crescer”, avalia
o responsável pela organização não-lucrativa. Ainda que tenham recebido mais dinheiro de ano para ano, ressalva Chu, nunca serve para financiar na totalidade as actividades (ficando-se pela comparticipação em 50 ou 60%), atribuindo culpas ao organismo competente pela atribuição do Fundo. “Têm um comité que não é transparente. Neste momento não vejo nenhum destes fundos, por exemplo, a ter um objectivo muito claro sobre o que é submetido. Em Macau, deviam estabelecer critérios sobre o porquê de recebermos ou não este dinheiro”, explica. “Não há comunicação, não há diálogo. Têm reuniões à porta fechada. Não se explicam. São sempre anuais ou por projecto, nunca há um fundo permanente por mais tempo - dois ou três anos, de forma melhor. Todos os anos temos de pagar em avançado até dizerem quanto recebemos. É difícil fazer actividades, quanto mais ter lucro.” Chu não acredita que haja lugar a uma indústria cultural com um lugar de destaque em Macau, que a leve a ser reconhecida fora de fronteiras, tal como tem sido apregoado pelo Governo com o apoio às indústrias criativas - até pela criação do Fundo de Apoio às Indústrias Culturais e Criativas (que deverá ter regulamento criado ainda este ano). “Uma cidade tão pequena não acredito que se possa tornar tão competitiva como outras cidades - que são vistas como capitais da cultura ou distritos de cultura - em termos de pessoas e vendas”, observa. No entanto, “é importante que os artistas continuem a fazer os seus trabalhos, pois têm de ter tempo e procurar recursos, e estar preparados para quando as oportunidades surgirem” assim que o Governo e outros patrocinadores aparecerem.
Associação Católica de Macau realiza workshops e avaliações para ajudar casais noivos
Vamos lá perceber se a coisa dá
Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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Macao Catholic Family Advisory Council leva a cabo workshops pré-casamento, para evitar o contínuo aumento de divórcios em Macau. A responsável pelo projecto, Maggie Chiang, disse ao Hoje Macau que a associação existe no território há 30 anos, apesar de os workshops só terem começado há três. Só no ano passado, 80 casais participaram nestas aulas, incluindo macaenses, apesar de ainda não existirem
aulas em português. Maggie Chiang explica a ideia. “Como a taxa de divórcio em Macau subiu nos últimos anos, causando muitas questões sociais sobre famílias monoparentais e jovens, para ajudar os casais que pretendem casar ou recém-casados a se adaptarem bem ao casamento, a associação explica três passos importantes para a preparação do casamento.” O workshop inclui serviço de avaliação ao casal, aulas de preparação do casamento e planeamento familiar. O serviço de avaliação antes do
casamento é um nova serviço da associação, mas já surgiu nos EUA em 1985. Este serviço, aponta Maggie Chiang, não é para prever a taxa de sucesso do casamento, mas é uma ferramenta para ajudá-los a identificar e resolver problemas relacionados com as pré-núpcias. “Cada casal tem que fazer um inquérito individual acompanhado com um conselheiro seis meses antes do casamento. Os inquéritos feitos vão ser entregues em agências de avaliação pré-matrimoniais nos EUA para o trabalho de
análise e síntese. Depois de receber o relatório, os conselheiros vão marcar uma entrevista com os casais para o acompanhamento.” A avaliação inclui o que pensa o casal sobre o que espera do casamento, ensino dos filhos, opiniões dos amigos de cada lado, a vida sexual, habilidades de resolução de problemas, habilidades de comunicação, processamento financeiro, entre outros. A responsável dá mesmo um exemplo de um casal – Percy - que garante ter descoberto problemas que não sabia
existir enquanto namorava. “Só descobriram que ainda lhes falta muito conhecimento sobre a sua parceira até fazerem o inquérito.” Depois do trabalho de avaliação, o casal participa na oficina da preparação do casamento, nos primeiros dois domingos de Março, Junho, Setembro e Dezembro. O workshop pretende principalmente deixar os casais reconhecer o significado do casamento, os objectivos da vida a dois, a coordenação do planeamento económico e da família.
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Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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uerer tornar a Associação de Ecologia de Macau (AEM) numa organização política foi um dos motivos que levou a desentendimentos entre Ho Wai Tim e Joe Chan. O presidente da AEM explica que o ex-vice queria fazê-la crescer um pouco à imagem da Associação Novo Macau. Ao Hoje Macau não negou a sua ligação a 26 associações, cujas sedes estão relacionadas consigo através da sua morada. E diz estar ainda a ponderar se será candidato pela Associação dos Alunos de Ciência Política e Direito da China ou pelo Centro de Inspecção Ambiental, por via indirecta, às próximas eleições legislativas. Está mesmo ligado a 26 associações? As 26 têm a mesma morada, certo? Segundo apurado, 20 têm a sua morada de casa, as outras seis estão associadas a outros três endereços que de alguma forma se ligam a si? Eu nunca contabilizei mas se confirmou, está certo. Os edifícios Fok Sin, Kam Loi e Nam Van serviam como sede para diferentes associações anteriormente. Mas que edifícios são estes? São seus estes andares? Todos as moradas não estão registados no meu nome. Uns são de amigos, outros da minha mãe. De diferentes pessoas, portanto. Que funções exerce nas mesmas? Neste momento, só estou encarregue da AEM. As outras não são parte do
sociedade
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Ho Wai Tim diz que Joe Chan queria tornar a Associação de Ecologia de Macau numa entidade com outro cariz
cado pela Associação de Ciência Política e Direito de Macau [ACPDM], tendo-lhe perguntado a sua opinião sobre a demolição da casamata em Coloane à qual “não se opunha”. Não estou mais ligado a essa associação, tal como disse antes.
A ecologia é uma coisa, a política é outra coisa meu trabalho principal. Não estão na minha mente. Mas sabe o que se passa dentro das outras associações? As diferentes associações têm diferentes tipos de profissionais. São de teor diferente - como a [Associação de Conservação] dos Pandas [de Macau], [a Associação de] Terrenos Húmidos [de Macau], a [Sociedade de Observação de] Aves [de Macau], a de Vida Selvagem [Associação de Conservação dos Animais e Plantas Selvagens de Macau] são diferentes. Mas todas estão relacionadas com a protecção ambiental. E exerce cargos nestas associações? Hoje em dia, tomo atenção à protecção ambiental em Macau. Noutras áreas da sociedade não gasto muito tempo a trabalhar com outro tipo de profissionais. Mas se quiserem as suas opiniões e o seu contributo. Têm-no? Não. Hoje só estou responsável pela AEM. Não me foco nas restantes. E por que continua a atribuir a morada de sua casa como sede das associações se já não se quer relacionar com estas? Porque as associações foram criadas entre 2003 e 2005
Quanto à Associação dos Alunos de Ciência Política e Direito da China [AACPDC], pensa ser o representante da mesma nas eleições legislativas de 2013 pela via indirecta? De acordo com a lei, uma pessoa não se pode candidatar à representação de duas associações por isso, devo escolher se me junto à AACPDC ou ao Centro de Inspecção Ambiental (CIA). Para já, ainda não estou certo.
quando tínhamos a ideia de criar várias com profissionais especializados em diferentes áreas. Hoje já só me envolvo nos trabalhos da AEM. Segundo explicado por Joe Chan, em entrevista ao JTM, a AEM perdeu um “papel activo junto da comunidade” desde há uns anos, tendo-se focado mais “em actividades de gestão” e “trabalhos científicos”. Confirma que estas foram algumas das razões da saída do vice-presidente? Sim, está mais relacionado com trabalhos científicos e trabalhos de ensino, focando-se totalmente na protecção ambiental. Ele mostra as suas razões. Mas houve outro tipo de problemas que incluem a Associação Novo Macau (ANM) e que levaram, desde 2006, a diferentes discussões. Tínhamos ideias opostas da ANM a nível de protecção ambiental. Na gestão interna, não podemos fazer comparações com a ANM e o senhor Joe Chan fazia muitas comparações com a ANM. No nosso ideal, somos uma associação científica e não política. No nosso entender, não nos devemos ingerir em assuntos do Governo mas manter-nos no nosso trabalho. Joe Chan também o relaciona ao anúncio publi-
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Mas foi-lhe pedido que retirasse o nome de Joe Chan da lista de representantes, pelo CIA. Já o fez? Para modificar o representante e a selecção das restantes 22 [aptas para votar] ainda nada foi feito. O nome remonta a 2009 por isso até ao momento ainda não os alterámos e ainda não colectámos as pessoas. Devo fazê-lo no próximo mês. Já foi escolhida outra pessoa para o cargo de vice-presidente da AEM? Dentro da AEM há pessoas responsáveis por diferentes áreas. Joe Chan está responsável pela educação ambiental. Apenas nos disse que deixava a posição de vice-presidência de direcção da AEM mas não deixou de ser membro. Estando connosco tem de parar com as comparações à ANM. Só queremos a verdade, que são os trabalhos científicos, mantendo a devida distância das associações políticas.
Apoios à AEM Tal como compilado pela Associação Novo Macau, de acordo com o publicado em Boletim Oficial, a AEM recebeu cerca de 1,6 milhões de patacas entre 2010 e 2012. Por sua vez, também durante este período de tempo, duas outras das 28 associações cuja sede está registada no domicílio de Ho Wai Tim (ou no de conhecidos e relativos) receberam 120 mil patacas (Associação de Desporto E-Jogos de Macau, em 2010) e 160.600 patacas (Centro de Educação e Ciências do Ambiente, em 2010 e 2011). Ou seja, nestes últimos três anos apenas três receberam um montante avaliado em 1,8 milhões de patacas.
Juiz não vai interromper tentativa de expulsar Kazuo Okada da Wynn Resorts
À espera de sexta-feira
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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azuo Okada vai mesmo ter de esperar pelo veredicto do quadro administrativo da Wynn Resorts, para perceber se vai ou não continuar como director da operadora. O japonês viu ser-lhe negado pelo juiz o pedido de que interrompesse a acção dos admi-
nistradores para expulsar Kazuo Okada do conselho da Wynn. James Mahan, juiz de Las Vegas, considerou que o ex-parceiro de negócios de Steve Wynn não conseguiu provar que a operadora enganou propositadamente os seus accionistas através de uma declaração, pedindo uma reunião extraordinária para votar o seu afastamento. Okada alegou a
convocação foi baseada em falsos testemunhos sobre si, mas o juiz considera que as alegações do nipónico são “subjectivas” e não “factos”. James Mahan terminou a decisão, explicando que Okada deveria ter interposto uma acção contando o seu lado da história, ao invés de ter requerido a contenção da reunião. Okada queixa-se que Wynn
está a tentar convencer os outros administradores a expulsá-lo do conselho administrativo da operadora, para que consiga mais poder sob o capital aberto da empresa. Okada já perdeu 20% das acções que tinha da Wynn Resorts. A reunião que pode, agora, expulsa-lo também do quadro administrativo, tem lugar na próxima sexta-feira.
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nacional
Maria João Belchior Em Pequim
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ERIAM precisas várias vidas para se ter uma ideia de tudo o que Sidney Rittenberg acumulou ao longo dos últimos 90 anos. Nascido em 1921 nos Estados Unidos, Rittenberg chegou à China em 1944 com 23 anos e um sonho de ajudar à revolução. Depois da vitória sobre os japoneses, Rittenberg que falava chinês e japonês, caminhou até Yan’An onde se preparava a Longa Marcha e apresentou-se a Mao Zedong. Ofereceu-se para a causa do comunismo. A vida acabou por mostrar-lhe a diferença entre estar no momento certo e no lado certo ou estar no momento certo mas do lado errado. “O Revolucionário” é um documentário realizado por Irv Drasnin que foi pela primeira vez apresentado em Pequim num espaço privado e para um público de jornalistas e diplomatas e com a presença de Sidney Rittenberg, hoje com 92 anos. Noventa minutos de filme, uma selecção das muitas dezenas de horas de conversa com aquele que, tal como Edgar Snow, privou de perto com o grande timoneiro. Rittenberg queria fazer parte da história. Enquanto jovem, escolheu estar ao lado dos que para ele iriam decidir o futuro e por crença juntou-se ao comunismo. Em 1946 foi aceite no partido comunista. Mao Zedong tinha-o aceitado mas também outros como Zhou Enlai
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Sidney Rittenberg voltou a Pequim
O Comunismo já não é o que era e o general Zhu De que já acompanhavam o presidente.
Dezasseis Anos detido
A vontade de estar no local onde tudo acontecia, levou Rittenberg a acompanhar os revolucionários chineses tornando-se a voz em inglês dessa revolução. Como jornalista trabalhou para a agência Xinhua e para a Rádio Pequim. Mas assim que a revolução vingou e o governo nacionalista fugiu da China continental, Estaline avisou Mao – Rittenberg era um espião do imperialismo norte-americano. Condenado, tornou-se uma vítima do regime que defendia. Passou um ano na solitária às escuras e sem saber como estaria a China a levar avante a sua revolução. Era a primeira experiência sobre os exageros do regime e Rittenberg diz no filme que o importante era não enlouquecer. Libertado seis anos mais tarde, em 1955 depois da morte de Estaline, Sidney Rittenberg não desistiu do ideal. A trabalhar na Rádio Internacional da China, continuou a ser a voz do regime e em 1966 tornou-se uma figura activa em mais uma revolução. Uma crença inabalável no génio de Mao Zedong levou-o a integrar os discursos para os
guardas vermelhos. Rittenberg falava como um deles embora nunca tenha adoptado o uniforme dos jovens. Era uma figura chave, o estrangeiro que tinha uma palavra a dizer em chinês. Mas foram apenas catorze meses intensos de trabalho a divulgar a nova sociedade que acreditava que estava para nascer. Jiang Qing, a famosa senhora Mao, acabou por considerar que Rittenberg estava do lado errado e era contra-revolucionário. Condenado mais uma vez, iria passar mais dez anos na prisão. Casado com Yu Lin, uma chinesa que conhecera nos primeiros anos da Nova China,
teve três filhos. Todos foram de alguma forma vítimas da revolução mas foi Rittenberg quem mais sofreu.Até à morte de Mao em 1976.
E depois o Desencantamento
No fim dos anos 70, em Pequim pediu um novo passaporte americano. E em 1980 toda a família se mudou para os Estados Unidos. Tinham passado 36 anos e sete presidentes desde os tempos de Roosevelt quando Rittenberg partira. A começar do zero, com os conhecimentos da China e de chinês, em poucos anos tornou-se consultor
independente para empresas americanas ávidas de entrar no novo mercado chinês. Até hoje, dá conferências em que analisa a China e os Estados Unidos e as potencialidades de uma relação na qual nunca deixou de acreditar. Sobre Mao Zedong, já não tem dúvidas ao falar da genialidade de um ditador. “Era um herói e um criminoso.” O comunismo deixou de fazer sentido e entre alguns arrependimentos dos excessos, Rittenberg entendeu que “o único que vem de uma ditadura é mais ditadura”. “O marxismo-leninismo estava todo errado”. Mas para ele,
Marx e Lenine continuam a ser duas coisas bem distintas na sua memória, fresca apesar dos noventa anos. “Já não é o mesmo partido comunista” diz. “É uma coisa completamente diferente apesar de ter o mesmo nome.” Rittenberg falou em Pequim sobre a distância da liderança até ao povo e sobre a legitimidade que se criou na Constituição que define quem serve o povo. “Se fosse hoje já não iria pedir para ser membro” admitiu. “Penso que o que a revolução cultural criou nos líderes foi fazê-los ficar com medo de qualquer turbulência”. Só que Rittenberg diz que actualmente o maior risco de crise pode estar mesmo em não permitir a democracia. Crente agora nas capacidades que a reforma económica trouxe para a China, o velho senhor norte-americano ainda vê muito a ser aprendido sobre o modelo chinês. Questionado em Pequim acerca do futuro da China e se a reforma política estará para acontecer, Rittenberg respondeu com o humor de quem viveu revoluções e contra-revoluções, umas a seguir às outras. Sorrindo, o norte-americano disse – “desculpem não poder responder a essa pergunta, mas hoje esqueci-me de trazer a minha bola de cristal”.
Maior imobiliária chinesa chega aos Estados Unidos
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China a construir em São Francisco
M condomínio residencial de luxo vai ser construído em São Francisco num projecto lançado com um investimento do maior grupo imobiliário chinês, o China Vanke. Uma notícia avançada pelo jornal Financial Times dá conta do lançamento da operação anunciada no
micro-blogue do presidente da empresa chinesa. Num passo que não foi ainda anunciado no mercado, é certo que vai tratar-se de um contrato de milhões de dólares, sendo uma das empresas pioneiras a lançar-se na construção e venda de apartamentos nos Estados Unidos. Sem perder de
vista a grande comunidade de chineses residentes na Califórnia, o presidente da China Vanke defende que não há fronteiras para o investimento. A Vanke vai cobrir setenta por cento do investimento total cujo valor não foi anunciado ainda. Para se formalizar o acordo assinado na semana
passada, a empresa chinesa tem de esperar pela aprovação governamental para a desmobilização do capital para os Estados Unidos. Esta entrada no mercado residencial nos Estados Unidos vem depois do grupo imobiliário Xinyuan ter pago no ano passado 54 milhões de dólares por
uma área para a construção de cerca de 200 casas em Nova Iorque. O Banco de Desenvolvimento da China concedeu também no ano passado um empréstimo de 1.7 mil milhões de dólares a uma das maiores construtoras do país, responsável por dois projectos idealizados para São Francisco. – M.J.B.
terça-feira 19.2.2013
Consumidores chineses adquirem 832 toneladas de ouro em 2012
Os chineses adquiriram 832,18 toneladas de ouro em 2012, um aumento de 9,35% em relação a 2011. Os dados foram divulgados domingo pela Associação Chinesa de Ouro. O relatório da entidade mostra que em 2012, o investimento dos consumidores chineses em moedas de ouro somava 25,3 toneladas, um incremento de 21,63% em relação ao ano anterior. Já a aquisição de jóias feitas de ouro, chegou a 502,75 toneladas, cerca de mais 10% do que em 2011. A população chinesa comprou também 239,98 toneladas de lingotes, um aumento de 12,22%. O relatório informa também que o ouro já se tornou uma importante ferramenta usada pelos chineses para optimizar a sua estrutura de capitais, combater a inflação e reduzir os riscos de investimentos.
China contribui para o reequilíbrio global, diz Banco Central chinês
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Dar o exemplo
presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), Zhou Xiaochuan, disse no encerramento da reunião do G-20, em Moscovo, que o país tem feito progressos substanciais para o reequilíbrio da sua economia e pediu que as outras nações também realizem reformas estruturais. “O Governo chinês tem-se comprometido em fazer ajustes estruturais e em impulsionar a procura doméstica”, disse Zhou, num comunicado no sábado, após o encontro dos ministros das finanças das 20 principais economias do mundo. “Os efeitos desta política são claros e têm sido uma importante contribuição
região
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para o reequilíbrio global”, acrescentou. Num claro sinal de reequilíbrio na economia chinesa, a relação entre o superávit em conta corrente - a medida mais ampla da balança comercial com o resto do mundo - e o Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,6% em 2012, vindo de 10% em 2007, de acordo com números do Governo divulgados no início do mês. Numa provável referência às nações europeias, Zhou disse que a chave para um futuro reequilíbrio global passaria por implementar reformas estruturais em “certos países”, citando especificamente reformas no mercado de
trabalho e em ganhos de competitividade. Ajustes fiscais de médio prazo também são necessários em alguns países para reduzir as incertezas e ampliar a procura do sector privado, disse Zhou, numa possível referência às necessidades de redução do déficit nos Estados Unidos e no Japão, apesar de não citar nenhum país especificamente. Os países em desenvolvimento também deveriam “reduzir os impactos negativos externos das políticas monetárias de afrouxamento monetário”, disse o ministro das Finanças chinês, Xie Xuren, no mesmo comunicado.
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Governo de Timor-Leste cede terreno para construção de sede da CPLP
Responsabilidade e dinâmica
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Governo de Timor-Leste e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinaram ontem o acordo de concessão do terreno para a construção da representação daquela organização em Díli. O acordo foi assinado entre o secretário de Estado de Terras e Propriedades de Timor-Leste, Jaime Xavier Lopes, e o secretário executivo da CPLP, o embaixador moçambicano Murade Murargy, que iniciou domingo uma visita oficial ao país. Na cerimónia participaram também o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Luís Guterres, e o ministro da Justiça, Dionísio Babo. Para o secretário executivo da CPLP, a assinatura do acordo significa mais responsabilidade “mútua” para dar visibilidade à CPLP e “transformá-la numa força dinâmica nas relações internacionais”. “A presença da CPLP aqui em Díli vai exercer uma forte influência no contexto regional, sendo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa uma comunidade aberta ela vai poder também atrair outros parceiros económicos”, afirmou. Para o diplomata moçambicano, a futura representação em Díli vai, de facto, permitir também um relacionamento mais forte entre a CPLP e Timor-Leste. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, José Luís Guterres, disse que o acordo assinado “mostra
o profundo compromisso de Timor-Leste para com a família CPLP”. “Acreditamos no futuro da CPLP e queremos a sua presença em Timor-Leste para que possamos continuar a trabalhar juntos para promover os interesses comuns na área da cultura, da língua e dos investimentos”, acrescentou José Luís Guterres. Depois da assinatura do acordo no ministério dos Negócios Estrangeiros,
Autoridades filipinas retomaram buscas por 14 desaparecidos em naufrágio
A Guarda Costeira das Filipinas retomou ontem as operações de busca por 14 desaparecidos num naufrágio de uma embarcação no sábado no noroeste do arquipélago, informou a cadeia de televisão GMA. O corpo de um dos tripulantes foi recuperado e outros nove foram resgatados com vida por um navio chinês depois do naufrágio da embarcação onde seguiam na costa da província filipina de Pangasinan. As autoridades filipinas estão a avaliar se ocorreu algum derrame de combustível do barco, de bandeira do Panamá e que naufragou durante a noite quando navegava em direcção à China procedente da Birmânia. Com 24 pessoas a bordo, a embarcação naufragou depois de ter registado problemas com os motores a 12 milhas náuticas da costa de Bolinao, em Pangasinan.
o secretário executivo da CPLP reuniu-se com o chefe de Estado timorense, Taur Matan Ruak, para agradecer o apoiou à sua nomeação para o cargo. Durante a sua estada em Díli, que termina sábado, Murade Murargy vai reunir-se com o presidente do parlamento timorense, Vicente Guterres, e com outros elementos do Governo timorense e participar num seminário sobre a CPLP.
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viagem
terça-feira
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Chinês fez 18 mil q
Eles dev Oriundo da cidade de Kunyang, em Kunming, China, Eric Feng quis seguir os seus viajantesheróis – o Infante Dom Henrique e Zheng He – e fez-se à estrada. Andou pela China, Rússia, Europa de Leste e Portugal, onde terminou a sua viagem. Mas sofreu um percalço: em Sines, roubaramlhe a bicicleta. Mas a Pepper - Brand Taste resolveu o problema, tendo enviado uma nova bicicleta para a China, juntamente com produtos portugueses Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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ecuemos a Abril do ano passado. Eric Feng é um chinês, de 29 anos de idade, residente em Kunming, no continente, e tem o sonho de percorrer o mundo de bicicleta. No dia 22, partia para um percurso que iria durar seis meses, com 18 mil quilómetros percorridos. Contudo, em Portugal o destino trocou-lhe as voltas: em Sines, roubaram-lhe o seu meio de transporte, depois de quinze mil quilómetros percorridos. Assim que o incidente foi noticia na rádio portuguesa TSF, em meados de Outubro de 2012, a empresa Pepper - Brand Taste iniciou, ela própria, uma aventura e um objectivo: devolver a bicicleta roubada. Algo que aconteceu no inicio deste ano. “Juntamente com a bicicleta foram enviados vários produtos de origem portuguesa: um Galo de Barcelos, um kit Festival Músicas do Mundo de Sines, uma cremalheira alusiva aos Descobrimentos, conservas Propeixe, compotas da Casa da Prisca, chocolates Regina, produtos feitos à mão pelo Mundo ao Colo e um par de fotografias de Sines enviadas por um fotógrafo português”, disse ao Hoje Macau Ricardo Malaquias, gestor de projectos da Pepper – Brand Taste, que contou com uma ajuda de outras entidades.
19.2.2013
viagem
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quilómetros entre China e Lisboa, mas foi vítima de roubo
volveram a bicicleta a Eric Feng “Algumas das empresas participantes são empresas que fazem parte do nosso rol de clientes. A participação do projecto Portugal Quality também tornou possível o envolvimento de outras marcas.” A empresa criou inclusivamente uma página na rede social Facebook, com o titulo “Devolvam a bicicleta ao chinês”, sendo que a iniciativa se tornou “mediática desde o primeiro dia”, como explica Ricardo. “Poucas horas depois da criação da página, foram surgindo notícias na comunicação social, acompanhadas ao longo de todo o processo. Sabíamos que a iniciativa tinha potencial e intenção, apostámos nela e, naturalmente, esperávamos algum sucesso…mas talvez não tanto. Foi também esse sucesso e dimensão mediática que nos permitiram levar a iniciativa adiante e poder entregar a nossa encomenda portuguesa ao Eric Feng.” Hoje, o contacto com Eric mantém-se. “Durante todo o processo mantivemos contacto com ele. Grande parte dos funcionários pub
da agência são ‘amigos’ de Eric Feng no Facebook e vamos acompanhando as aventuras dele, e ele as nossas.” No futuro, a intenção é manter “a página activa”. “Vamos querer saber todas as novidades desta “relação” de Eric Feng com a sua companheira de viagem portuguesa”, garante Ricardo Malaquias.
Chamar a atenção para o ambiente
Para Eric Feng, esta viagem representou muito mais do que partir para a aventura: o chinês queria seguir os seus heróis de eleição, o português Infante Dom Henrique e o chinês Zheng He, também oriundo de Kunyang e navegador chinês que viveu entre 1371 e 1433. “Nasci em Kunyang, que é também a cidade natal de Zheng He. O senhor Zheng He é o meu herói. Foi essa razão que me fez iniciar a viagem a partir do parque com o seu nome, em frente à sua estátua. O meu destino era Lisboa, a cidade natal do Infante
Dom Henrique que dedicou toda a sua vida a Portugal”, explicou Eric Feng numa das muitas entrevistas que deu aos jornalistas. Durante três anos, o chinês planeou então a viagem “Kunming to
Lisbon” (KTL), tendo percorrido a China, Rússia, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, Alemanha, França, Espanha e Portugal. Para além de descobrir o mundo como os seus heróis o fizeram, Eric
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Feng tinha também uma causa no peito. “O plano KTL é muito mais do que ciclismo. Todos sabemos que o ciclismo tem como base a energia natural e sustentável. Vou promover as grandes mudanças a nível ambiental, as explorações de energia e as vidas dos residentes locais pelos lugares por onde vou passar. Vou também lançar de forma gratuita as fotos mais importantes junto do público, depois da viagem. Partilhando os resultados da minha pesquisa, espero que chame mais a atenção do público para estas questões”, disse Eric Feng na mesma entrevista. Afirma que “nunca se sentiu sozinho” porque tinha muita atenção das pessoas no seu projecto. Sobre o momento do roubo, Eric conta que teve ajuda de outros ciclistas para ir de Sines até ao Cabo da Roca, onde tudo terminou. “Infelizmente aconteceu, mas alguns amigos portugueses ajudaram-me emprestando uma bicicleta até ao meu destino do percurso KTL no Cabo da Roca. Apresentei queixa na polícia e eles deram-me uns documentos.” Chegar ao Cabo da Roca era o objectivo principal, também por motivos históricos. “Foi a realização de um sonho. Uma viagem maravilhosa e uma experiência de vida fantástica”.
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vida
terça-feira 19.2.2013
Admitido projecto de lei sobre protecção animal entregue por Pereira Coutinho
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Assembleia Legislativa (AL) recebeu uma proposta de Lei sobre o Estatuto Jurídico e Protecção dos Animais. O projecto foi aceite ontem pelo presidente do hemiciclo, Lau Cheok Va, e foi elaborado pelo deputado José Pereira Coutinho, que aponta mais do que um exemplo para a necessidade de Macau adoptar uma lei que proteja os animais. “Relembro dois casos recentes ocorridos em Macau: a tortura de um gato por meio de espeto e fogo e a caçada cruel a cães partindo as suas patas.” O deputado considera urgente respeitar os animais e protegê-los, mas alerta também que é importante não radicalizar o discurso. “Deve reconhecer-se também que, em dadas circunstâncias, há animais que podem continuar a ser consumidos pelo homem. Importa apenas que haja regras, civilidade e adequação.”
Depois da Sociedade Protectora dos Animais – ANIMA ter pedido a Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, uma lei que evite os tratamentos cruéis a animais – sem que ainda tenha havido qualquer tempo na agenda do Governo para tal -, Pereira Coutinho avança, ele próprio, com um projecto. A intenção do deputado é clara: reconhecer os direitos dos animais, protege-los, mas deixar que sejam objecto de alimentação do Homem, sem crueldade, e de serem sua propriedade. José Pereira Coutinho lança o projecto numa altura em que mais uma polémica sobre o tratamento cruel dados aos cães dos estaleiros de obras surge na imprensa. Citando filósofos e a História, o deputado realça que não é preciso ir muito longe para perceber que a dignidade de uma sociedade está na forma como são tratados os animais. “Confúcio nunca alvejou um pássaro enquanto este descansava.
Urso do Jardim da Flora está doente e não pode ser visto por visitantes Quem, nestes dias, se dirija ao Jardim da Flora para visitar Bo Bo não vai ter sorte. O urso da Flora está com artrite e terá de passar algum tempo dentro de portas. A notícia foi avançada por uma portavoz do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) ao Hoje Macau, que questionou o departamento sobre a ausência do animal no local onde costuma estar. “O urso está com problemas de artrite, tem as articulações infeccionadas”, explicou, citando a veterinária do urso. “Ele terá de ficar algum tempo resguardado, até recuperar. Assim que estiver bom, volta a poder ir lá para fora.” Bo Bo está com 28 anos, segundo o IACM, e além da idade, tem outros problemas. “Ele está também muito pesado e se o deixarmos ir lá para fora ele pode perder o equilíbrio e cair.” Os problemas de artrite no urso são comuns, pelo que basta ele ficar a descansar, garante a veterinária. Ainda não se sabe quando poderá Bo Bo regressar ao ar livre. O urso da Flora foi adoptado por Macau em 1984, depois de ter escapado ao tacho num restaurante do território. – J.F.
António Falcão
“Os animais não são coisas”
Está dado o mote para a justificação deste projecto.” O projecto de lei ontem entregue na AL está dividido em cinco capítulos e trinta artigos. De salientar, por exemplo, que uma das sugestões é que seja reconhecido às associações de protecção animal
“legitimidade processual activa”, nomeadamente para requererem medidas às autoridades policiais, veterinárias, administrativas e judiciais. A lei, considera, deve manter-se para já com punições diminutas face à violência injustificada contra animais, por esta ser “a
primeira lei do género em Macau”, e deve ser revista de dois em dois anos.
Sociedade digna
O deputado recorda que, contrariamente ao que se pensa, a China foi um dos primeiros países a lançar protecções aos animais – em
2100 a.C., o imperador Da Yu decretou medidas de protecção a peixes e tartarugas, em 1100 a.C. uma ordem oficial decretava a proibição de destruir cavalos e outros seis tipos de animais e quem violasse o decreto seria mesmo punido com pena de morte. “Não restam dúvidas que os animais não são coisas, têm uma dignidade inerente à criatura.” Pereira Coutinho considera, por isso, ser preciso estabelecer juridicamente este assunto, mas também protecção e amparo perante actos e tratamentos cruéis, violentos e gratuitos. “A RAEM deve aderir a este movimento de que proteger os animais engrandece a sua sociedade.” O deputado recorda ser “inegável” que a legislação de protecção animal é fenómeno global e, apesar de reconhecer que a consciência sobre estes problemas tem aumentado, lamenta que Macau continue de lado. “A RAEM é das relativamente poucas jurisdições onde não existe uma lei de protecção de animais. Na China, sendo verdadeiro que ainda não existe uma lei deste tipo, verdadeiro é também que, recentemente, em 2009, foi preparado um projecto de lei sobre a protecção dos animais.”
Cães que guardam obras de habitação pública em risco de serem comidos
Futuro negro em Seac Pai Van
M
ais de uma dezena de cães – numa contagem “à vista desarmada” – correm o risco de serem comidos depois de finalizadas as obras de construção da habitação pública em Seac Pai Van. A denúncia foi feita pela Sociedade Protectora dos Animais – ANIMA, que tomou conhecimento do caso através da queixa de uma cidadã chinesa. “Para já são treze animais, numa contagem à vista desarmada, mas vamos voltar ao local hoje [ontem] para fazer um levantamento diário”, explicou Albano Martins ao Hoje Macau. O presidente da ANIMA já pediu a intervenção do Executivo. Através de um e-mail enviado ao Gabinete do Chefe do Executivo, Albano Martins refere ter sido informado que todos os cães serão mortos para serem comidos, assim que as obras acabarem. “Peço vivamente [ao Chefe do Executivo] que interfira e coloque um fim a este acto horrível e hediondo”, pode ler-se na mensagem. “Macau não
pode continuar a ser notícia porque não tem uma lei de protecção aos direitos dos animais, quando esta existe em todo o mundo e quando cada vez mais as pessoas se preocupam com estas questões.” Albano Martins considerou mes-
mo estas acções como um acto de “bestialidade”, “não de seres humanos normais”. A ANIMA viu-se obrigada a resgatar um dos animais de Seac Pai Van, que estava ferido. “Tivemos de trazer um dos cães, porque tinha a anca partida.” O problema de ver cães de estaleiros de obras transformados em pratos de comida não é novo. Ainda recentemente, uma residente denunciou ao jornal Ou Mun ter encontrado cães abandonados presos em armadilhas espalhadas na zona industrial de Coloane. As suspeitas foram as mesmas de que a ANIMA fala agora: os
Jantar da ANIMA confirma título a Edmund Ho e Steve Wynn No próximo dia 27 de Março, às 20 horas, a Sociedade Protectora dos Animais – ANIMA realiza um jantar para confirmar a imposição dos títulos honoríficos a Steve Wynn e Edmundo Ho, ex-chefe do Executivo. O jantar tem lugar no Wynn e os preços dos bilhetes variam entre as 600 patacas para membros e 700 para não-membros. As receitas destinam-se a equipar a clínica veterinária da ANIMA.
animais eram cães de guarda dos estaleiros de obras e serviriam de refeição assim que os trabalhos tivessem concluídos. O jornal colocava mesmo a hipótese de que os trabalhadores não-residentes tentavam fazer lucro com os animais, vendendo-os ao continente. A ANIMA enfrenta, neste momento, um problema de espaço, pelo que não pode recolher todos os animais que se encontram nas obras de construção da habitação pública. Ainda assim, a esperança de Albano Martins reside no facto de a obra ser da responsabilidade do Executivo. “Espero que [o Chefe do Executivo] possa mostrar que as pessoas de Macau e a cidade são civilizadas, pondo um fim a isto.” O Hoje Macau falou com um porta-voz do Gabinete do Chefe do Executivo, que disse que o assunto “vai ser enviado à secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan”, que é quem trata deste caso em particular”. O Governo não adianta nada mais. - J.F.
terça-feira 19.2.2013
cultura
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Documentário sobre comunidade kristang de Malaca no Clube C&C
Pela etnia malaio-portuguesa
com o quotidiano do bairro, e escutamo-las em “papiá kristang”, por entre os murmúrios vindos do mar, informa a organização. O documentário teve a Universidade de Macau (UMAC), como patrocinadora da produção, no âmbito do estudo dos crioulos asiáticos de origem portuguesa. Alan Baxter, linguista e antigo director do departamento de português da UMAC, foi mentor e consultor do projecto. O realizador James Jacinto e Silvie Lai, autora e investigadora do documentário de 60 minutos, já anteriormente tinham filmado “Patuá di Macau, únde ta vai?”, apresentado no final de 2009. Ambos vão estar presentes na sessão de visualização para uma conversa com o público num fim de tarde diferente em Macau.
José C. Mendes info@hojemacau.com.mo
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Clube C&C organiza na próxima quarta-feira, pelas 18h30 horas, a projecção do documentário intitulado “A Terra do Padre”, que aborda a vida da ainda existente comunidade kristang em Malaca. Passados 500 anos desde a chegada de Afonso de Albuquerque a Malaca, o Bairro Português na cidade malaia, é hoje o último reduto da comunidade kristang, a etnia malaio-portuguesa. Angela Gomes, mulher do Regedor do bairro, Jude de Silva, pescador e Irmang di Greza, e Carrieane, estudante universitária, são três dos seus habitantes. As suas histórias de vida cruzam-se
Investigação sobre governação de Macau publicada em livro
livro “Os Governadores de Macau”, apresentado esta segunda-feira em Lisboa, relaciona aqueles responsáveis com a diplomacia luso-chinesa através de fontes consultadas em arquivos na Europa e na Ásia, disse à Lusa Jorge dos Santos Alves, coordenador da investigação. O documento agora apresentado “não faz apenas a biografia dos governadores mas também procura integrar a figura e a acção governativa de cada um deles ao longo dos séculos em várias dimensões”, explicou Jorge dos Santos Alves um dos coordenadores do livro “Os Governadores de Macau”. “Os historiadores consultaram centenas de livros e arquivos, varreram uma série de arquivos de vários países, consultaram centenas de artigos dedicados não apenas à figura dos detentores do cargo desde o século XVII até 1999 e esse detalhado trabalho de investigação resultou numa síntese de divulgação séria”, acrescentou o coordenador. Este trabalho de inves-
tigação relaciona os vários governadores (num total de 254 mandatos) com o estado das relações luso-chinesas desde o século XVII até ao final do século XX. O trabalho aborda também a História da China, “que condiciona muito a actuação dos governadores e o governo do território”, e incluiu igualmente a história geral da presença de Portugal na Ásia e da presença ultramarina até 1974, cruzando-a com outros poderes coloniais europeus no Extremo Oriente. Segundo o coordenador, o “problema de quem
trabalhou os séculos XVII e XVIII na Ásia” deparou-se com falta de documentação sobre parte dos governadores destes dois primeiros séculos de presença de Portugal em Macau. “Não havia documentação sobre o cargo, em que condições foi exercido e nem mesmo aquela questão tão simples sobre a data de nomeação e o final do mandato”, explicou Jorge dos Santos Alves. Os quatro investigadores que participaram neste trabalho: António Martins do Vale, Paulo Sousa Pinto, Teresa Lopes da Silva e Alfredo Gomes Dias consultaram oito arquivos de três países: Portugal, Espanha e Índia (principalmente o arquivo de Goa) numa acção coordenada por Jorge dos Santos Alves e António Vasconcelos de Saldanha. O livro “Governadores de Macau” é publicado pela editora Livros do Oriente e foi apresentado pelo ex-presidente da República, António Ramalho Eanes, na segunda-feira no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa.
Sands China traz Beach Boys a Macau para concerto a 22 de Março
A operadora de jogo Sands China anunciou domingo que vai trazer a Macau a banda norte-americana Beach Boys para o seu primeiro concerto no território, agendado para 22 de Março, Venetian. O concerto contará com grandes clássicos da banda como “California Girls”, “Fun, Fun, Fun” e “Good Vibrations”, refere um comunicado da empresa. Formada em 1961, a banda já vendeu cerca de 100 milhões de discos em todo o mundo e a 4 de Julho de 1985 entrou para o livro de recordes mundiais Guinness por ter dado um concerto para um milhão de pessoas em Filadélfia e outro para 750 mil pessoas em Washington no mesmo dia, indica a mesma nota. Em 1988, os Beach Boys garantiram a entrada no Rock and Roll Hall of Fame, em Cleveland, no Estado norte-americano do Ohio, e em 2001, foram distinguidos com um prémio Grammy de carreira.
TDM promove gastronomia do território a partir de domingo
Divulgar quatro séculos de história O
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Doze especialistas de culinária macaense A
Teledifusão de Macau (TDM) transmite desde domingo, uma série de 12 episódios sobre a culinária macaense, numa iniciativa que visa divulgar o património imaterial da região na China e nos países lusófonos. A série, intitulada “Ui Di Sabroso”, vai para o ar no canal em português da TDM e prolonga-se até 05 de Maio, com um prato típico con-
feccionado semanalmente por um dos 12 “confrades e pessoas competentes na culinária macaense”, disse domingo à agência Lusa o presidente da Confraria da Gastronomia Macaense, Luís Machado. “Estes programas têm interesse sobretudo em termos de divulgação com base nos acordos que a TDM tem com os países de língua portuguesa e com a China”, referiu.
“Era importante que fossem traduzidos para chinês”, acrescentou Luís Machado, ao lembrar que a gastronomia macaense foi declarada Património Imaterial de Macau pelo Governo da região em Junho do ano passado, mas que para obter o estatuto junto da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) precisa primeiro do reconhecimento da China.
pub
PARENTS ARE WELCOME TO ATTEND A PARENTS’ INFORMATION MEETING FOR ENROLING K1 PUPILS AT MACAU ANGLICAN COLLEGE AV. PADRE TOMÁS PEREIRA, NO. 109-117, TAIPA, MACAU THIRD FLOOR, SCHOOL HALL ON THURSDAY, FEBRUARY 21st 2013, 7:30 P.M. * Four new K1 classes commence in September 2013. * 100 places will be offered to new K1 pupils aged 3, in 4 classes of 25. * English and Putonghua are the main languages of instruction. * Assessment Day, March 2nd 2013, from 9:00 a.m. (Details to follow). * Creative, child centred learning teaching styles.
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desporto
Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
A
quinta jornada da edição de 2013 da Liga de Elite deixou o Benfica a seis pontos dos principais rivais na luta pelo título, mas os desaires das águias do território frente ao Ka I e ao Monte Carlo não preocupam Leonel Alves. O presidente da Direcção da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau garante que o objectivo primordial da formação orientada por Bruno Álvares não é triunfar na principal prova do desporto-rei do território. O deputado e causídico desvaloriza os pontos perdidos e defende que o principal motivo que o levou a dispender uma maior atenção ao futebol já está ganho. Com o Benfica em campo, garente Leonel Alves, aumenta o número de adeptos nas bancadas dos estádios do território. “O nosso objectivo não é sermos campeões em Macau. O nosso objectivo é aproveitar a estrutura do Benfica para proporcionar aos amantes do desporto-rei em Macau mais interesse na participação no Campeonato. Acho que temos vindo a atingir esse objectivo, pelo que fizemos o ano passado e este ano. O nosso objectivo é continuar um pub
terça-feira 19.2.2013
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Leonel Alves aborda mau momento do Benfica
“O nosso objectivo não é sermos campeões”
serviço o melhor possível a nível desportivo”. Apesar do presidente da Direcção do Macau e Benfica garantir que a conquista do título não é uma prioridade, o investimento feito pelo emblema encarnado durante
o último período de defeso fazia supor que as águias do território se afirmassem como candidatos ao triunfo na Liga de Elite. A equipa, que encerrou a sua época de estreia entre os grandes do futebol de Macau no terceiro lugar
da tabela, reforçou-se amplamente em Portugal. Da Europa chegaram Jardel, Jorge Tavares, Pio Júnior e Bruno Martinho, mas o investimento das águias do território teve repercussões também dentro de portas, com
a requisição dos serviços de Cuco, antigo médio da Casa de Portugal. Satisfeito com a prestação dos atletas contratados em Portugal, Leonel Alves garante que o futebol português será sempre uma referência para quem se movimenta nas lides do desporto-rei do território e garante por isso que o Benfica vai continuar a trazer jogadores portugueses para Macau. “Por outro lado, queremos continuar a trazer atletas de Portugal – sobretudo de Portugal – para proporcionar um convívio desportivo maior entre os portugueses da Europa e aqueles que cá vivem, num esforço que engloba obviamente os residentes de Macau de etnia chinesa. Eu diria que este é o grande objectivo do Benfica, o de criar condições pela via do desporto para que se aprofunde a amizade e a cooperação cultural e social entre os povos”, remata o dirigente. Depois de ter enfrentado de enfiada os três principais adversários na corrida pelo título, o Benfica tem agora pela frente um campeonato mais tranquilo. As águias do território voltam a subir ao relvado ao início da tarde do próximo domingo para esgrimir argumentos com o Kuan Tai, formação com a qual dividem o quarto lugar da tabela.
terça-feira 19.2.2013
[ ] Cinema Sala 1
I LOVE HONG KONG 2013 [B]
(Falado em cantonês, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Chung Shu-kai Com: Eric Tsang, Bosco Wong, Michael Tse, Kate Tsui 14.15, 16.05, 18.00, 21.45
one piece film z [b]
journey to the west: conquering the demons [3d] [c] (Falado em cantonês legendado em chinês e inglês) Um filme de: Stephen Chow, Derek Kwok Com: Shu Qi, Wen Zhang, Huang Bo, Show Lo 16.30, 21.30 Sala 3
Sala 2
Um filme de: John Moore Com: Bruce Willis, Jai Courtney 21.30, 23.30
(Falado em cantonês legendado em chinês e inglês) Um filme de: Stephen Chow, Derek Kwok Com: Shu Qi, Wen Zhang, Huang Bo, Show Lo 14.30, 19.30
a good day to die hard [c]
Aqui há gato
one piece film z [b]
(Falado em japonês, legendado em chinês) Um filme de: Tatsuya Nagamine 16.00, 18.00
VERTICAIS: 1-Em algum lugar. Camareira. 2-Fazendas, tecidos. Abecedário. 3-Espécie de dança. Pedra de altar. 4-Face. Cem metros quadrados. Ouro (s.q.). 5-Agrega como auxiliar. Vago. Não ocupado. 6-Caligrafia, escrita. Coligai. 7-Cortar um mebro ou parte dele. Limite. (abrev.). 8-Pessoa notável. Nome de homem. Famosa torre inclinada de Itália. 9-Cabo fixo (Mar. ). Incitamento (Interj.). 10-Frequentar. Alago. 11-Rio da Suiça que banha Berna. Artimanha, embuste.
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Pôr em calma. 2-Consoantes. Boa Viagem!. Nota musical. 3-Escritor e político português (1799-1854). Situar. 4-Agregava. Precisão, rigidez. 5-Tabela, relação. Tinha certo valor. 6-Estás. Autores (abrev.). Autores (abrev.). Alumínio (s.q.). Parecença. 7-Colocar arcos em vasilhas de duelas. Pronome pessoal. 8-Extensão de terreno em que há muita areia. Dão pios (aves.). 9-Praia o m. q. nílico. 10-Imposto de Ciruclação (abrev.). Apertais com nó. Interjeição brasileira que exprime espanto. 11-Tostam.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 18:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 00:00 01:00 01:30 03:45
TDM News - Repetição Telejornal + 360º (Diferido) RTPi DIRECTO TDM Desporto Vingança Telejornal TDM Entrevista Donas de Casa Desesperadas Sr.8 Escrito nas Estrelas TDM News Magazine Liga dos Campeões Portugal Aqui Tão Perto Telejornal – Repetição RTPi Directo Liga dos Campeões: Porto – Málaga (Directo) INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Grande Reportagem-Sic 2012 15:00 Percursos 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Decisão Final 17:50 Vingança 18:35 Best of Portugal 19:05 Sonhar Era Fácil 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Ler +, Ler Melhor 22:15 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 12:00 Asean Basketball League 2013 Singapore Slingers vs. Saigon Heat 14:00 Accu-Stats 8-Ball Invitational 2012 15:30 FINA Aquatics World 2013 16:00 Premier League Darts 2012 17:30 Asean Basketball League 2013 Chang Thailand Slammers vs. Indonesia Warriors 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Samsung Beach Soccer Intercontinental Cup Dubai 2012 USA vs. Tahiti 21:00 FSC Investigates : Match Fixing 21:30 The Football Review 2012-2013 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 AFC Champions League 2012 Ulsan Hyundai vs. Bunyodkor
31 - STAR Sports 13:00 International Motorsport News 2013 14:00 Chinese Badminton Super League Highlights 15:00 F1 Classics - 1990 Japanese Grand Prix 16:00 F1 Classics - 1991 Japanese Grand Prix 17:00 European Rally Championship - Review 17:30 AFC Champions League 2012 Bunyodkor vs. Ulsan Hyundai 19:30 Bg Energy Challenge 2012 20:00 MotoGP World Championship 2011 Highlights France Grand Prix 21:00 Golf Focus 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Rebel TV 19 22:30 Golf Focus 2013 23:00 Oneasia: Qualifying School Highlights 40 - FOX Movies 11:15 Undefeated 13:10 Ghost Rider 15:05 My Week With Marilyn 16:45 Limitless 18:30 War Horse 21:00 The Grey 23:00 The Walking Dead 23:50 In Time 41 - HBO 12:00 Batman Begins 14:15 Practical Magic0 16:00 The Bonfire Of The Vanities0 18:05 Coyote Ugly0 19:45 Moneyball0 22:00 Xxx0 00:00 Xxx: The Next Level0 42 - Cinemax 12:55 Not Another Teen Movie0 14:20 Highway 16:00 The Deadly Affair 17:45 Epad On Max 18:00 Star Trek Insurrection 19:45 Hollywood On Set 20:15 Dragonheart 22:00 Banshee 23:00 The Other Guys 00:50 Sliver
HORIZONTAIS: 1.A. CALMAR. A. 2-LP. ADEUS. FA. 3-GARRETT. POR. 4-UNIA. RIGOR. 5-ROL. VALIA. T. 6-ES. AA. AL. AR. 7-S. ARCAR. ELA. 8-AREL. PIAM. 9-ABA. NILIACO. 10-IC. ATAIS. OI. 11-A. QUEIMAM. A. VERTICAIS: 1-ALGURES. AIA. 2-PANOS. ABC. 3-A. RIL ARA. Q. 4-CARA. ARE. AU. 5-ADE. VACANTE. 6-LETRA. ALIAI. 7-MUTILAR. LIM. 8-AS. GIL. PISA. 9-R. POA. EIA. M. 10-FOR. ALACO. 11-AAR. TRAMOIA.
À venda na Livraria Portuguesa Negros Anos • Zhang Jie
A obra-prima da escritora que verteu numa epopeia sublime a história da China no século XX Para atingir o seu objectivo de poder e impedir a modernização, o comunismo maoista violou os sentimentos mais sagrados, estruturantes, da cultura da China, lançando os filhos contra os pais, impondo a toda a sociedade uma violentíssima convulsão. Estes são os negros anos descritos por Zhang Jie. Violência dilacerante cuja lembrança ainda hoje ensombra o coração da China, mas que não conseguiu desintegrar a textura intima da irredutível humanidade do povo chinês.
Não Há Palavras • Zhang Jie
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
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(Falado em japonês, legendado em chinês) Um filme de: Tatsuya Nagamine 19.45
journey to the west: conquering the demons [c]
futilidades
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Não Há Palavras para exprimir a força de um sentimento que arrasta consigo a alma e muitas vezes a seca ao ponto de a tornar para sempre árida; ou que, pelo contrário, a enche ao ponto de extravasar, apagando a razão. Esse amor inexprimível está aqui, nas páginas deste romance: homens e mulheres à mercê dos sentimentos, que vivem as suas vidas unidos e separados por vicissitudes e paixões - tendo como fundo um país imenso, antiquíssimo, de civilização rica e complexa, que mudou com inaudita rapidez e violência no breve espaço de um século. Trata-se de um fresco memorável que remete para a grandeza de Doutor Jivago, de Boris Pasternak: leve e poderoso, surpreende a cada página – um mosaico de histórias individuais e colectivas, reconstituído, reconstruído e oferecido à memória e ao futuro. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
A guerra por um lugar na AL já começou O deputado Ho Ion Sang já confirmou que vai participar na eleição para a Assembleia Legislativa (AL). Ontem os três deputados do Novo Macau também confirmaram as suas intenções em participar. Obviamente que isso já não é uma surpresa, mas é sempre expectante ouvir a novidade da própria boca dos deputados. Saber ou não saber quem vai ser deputado é um jogo interessante. As caras novas, quem sai, quem quer renovar mandato, etc. É possível que apareçam novas caras na cena política de Macau mas, na verdade, o grosso serão sempre os mesmos. Das caras novas que começam a aparecer destaco o mais jovem. Joe Chan, que liderou as críticas em relação aos trabalho do IACM no Mangal da Taipa. Ainda não é certo que seja candidato mas o seu nome já foi aventado por diversas vezes como candidato, apesar de ele ter negado e depois virem outra vez a falar do seu nome. É tudo uma questão de interesses, direi eu. Sinceramente a eleição para composição da AL pode mostrar ao público as campanhas nas escolas, os subornos, as conspirações, etc. Situações e valores pouco positivos na vida. Ouvi dizer que o “próximo Chefe do Executivo” Chan Meng Kam já está a convidar os residentes de Fujian a jantar. Ouvi dizer também que a deputada Angela Leong já está a “ensinar” os seus empregados a votar nela. Apenas o único deputado actual que já tinha afirmado que ia deixar de ser deputado, Ung Choi Kun, está a “lutar” pelos direitos dos advogados estagiários e alunos de direito da MUST, embora o presidente da Associação dos Advogados de Macau já tenha explicado que muitas vezes o deputado entende mal a lei. E ainda há nebulosas à volta de alguns possíveis candidatos. Jason Chao, que já afirmou que quer sair da Novo Macau, tudo aponta que será o n.º 4 da linha daquela associação. Por outro lado, o seu “parceiro” de batalhas, Bill Chou, ainda não adiantou nada sobre a lista da Macau Consciência. Vejo que ainda há muitas indecisões. Tudo dependerá, digo uma vez mais, dos interesses instalado. A guerra por um lugar na AL começou e eu vou ficar aqui sentadinho à janela a observar. Miau...
Pu Yi
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terรงa-feira 19.2.2013
terça-feira 19.2.2013
opinião
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Helder Fernando
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à flor da pele
Vem, Serpente
V
em, Serpente, da longa viagem de 12 anos que em cada ciclo te acrescenta sabedoria. Entraste por esta foz do Rio das Pérolas recebido com a tradicional algazarra ribombante; tu já a conheces, é igual a todas as outras chegadas, de todos os outros ciclos, de todos os outros signos do zodíaco chinês, os que um dia quem sabe convidados por Buda para uma festança porventura desbragada de celebração do Ano Novo, tiveram direito a ordem de chegada. Serpente, dos 12 tu, estás quase precisamente a meio. Chegaram 5 antes de ti, mas 6 chegaram depois. Por fim, estava criada uma certa ordem no Universo. Num sítios, Shé, tu és Cobra, noutros tens a figura de um belo Dragão um pouco mais pequeno, como na Tailândia. Para os caminhantes taoístas, mas não somente, tu, Serpente, neste género de absoluto, és sempre Yin, o princípio da passividade contemplativa, da escuridão ou também do feminino, da intuição, aquela parte de cor negra no conhecido diagrama representando o yin-yang, o tal conceito da dualidade existente no Universo; desejavelmente, o equilíbrio das coisas ou, ainda melhor, da mente e do físico. Porque os livros e os sábios - que os há vivos e perto de nós - nos explicam que sempre sucessivamente o Yin dá origem ao Yang, e este dá origem ao Yin. Tanto o que podemos aprender contigo, Shé, símbolo que nos regerás nos próximos meses desta roda da vida a Oriente. Ao longo de séculos e de milénios, na complexidade dos seus arquétipos, a figura da Serpente, que os Egípcios, por exemplo, a representavam através do mesmo hieroglífico que a palavra Deusa, conhecida
O que mais interessa, Serpente, é que craves os dentes e o veneno, que esmagues os que, num frio de loucura, tentem menosprezar as populações, reduzi-las a mentecaptos, silenciar opiniões, achincalhar qualidades, desprezar competências, tudo pela cobardia do medo própria dos incompetentes vendidos por Au Zit, mais tarde Deusa Hathor, foi extraordinariamente respeitada. Na então Lusitânia, também denominada Ophiussa, a terra da serpente, esta era o sinal que introduzia aquele povo na genealogia do divino, do conhecimento global ou a totalidade da existência. E em tantos santuários antigos, de cultura ou de devoção, da Grécia pré-dinástica a esta Grande China onde vivemos, o simbolismo representado da Serpente, erecta significando a soberania no Egipto e noutros locais árabes; enroscada podendo significar a energia psíquica concentrada ou símbolo da unidade; enrolada numa haste que se tornou ícone da medicina; rastejando, como que criando montes e rios, vales e planícies, a Serpente sempre impressionou. Até que, há uns anos em Macau... A tua figura, Shé, retratada de modo para mim tão pouco nobre, tão apalhaçada, como se tivesses saído de um filme de desenhos animados, como tem acontecido ultimamente, entristece-me e desvia a atenção de
tantos, em vez de os cultivar minimamente na cultura tradicional. Talvez esteja a observar erradamente este detalhe, com os meus olhos ocidentais. E por imaginar o teu sensual serpentear, a tua sedução, o teu abraçar sem braços, o suave feitiço antigo que inspiras. O que mais interessa, Serpente, é que craves os dentes e o veneno, que esmagues os que, num frio de loucura, tentem menosprezar as populações, reduzi-las a mentecaptos, silenciar opiniões, achincalhar qualidades, desprezar competências, tudo pela cobardia do medo própria dos incompetentes vendidos. Real ou simulacro, sem cairmos em adoradores de serpentes, Serpente é um símbolo inspirador, talvez acima de todos os outros. Deixo ao estimado leitor a lembrança deste pequeno texto de Fernando Pessoa, de “O Caminho da Serpente”: [...] Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo – quando o homem se ergue a este píncaro, está livre, como em todos os píncaros, está só, como em todos os píncaros, está unido ao céu, a que nunca está unido, como em todos os píncaros. (...) (...) Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga. E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora”.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
terça-feira 19.2.2013
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c a r t oon
Nike retira anúncios com Oscar Pistorius
por Steff
A são-tomense Andreia Lima venceu a Gala Miss Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada na noite de domingo, num hotel de Lisboa. Nesta primeira edição do concurso, realizada em Portugal, participaram 17 candidatas, oriundas de oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor Leste e , claro, São Tomé e Príncipe, país natal da vencedora. A primeira Dama de Honor foi a portuguesa Miriam Lopes, e a segunda Dama de Honor Bertlei Neto, também de São Tomé e Príncipe. Marísia Soares, de Timor Leste, foi eleita a Miss Fotogenia, enquanto a portuguesa Alexandra Pinheiro arrebatou o título de Miss Comunicação.
China vai garantir terra para a plantação
A China planeia assegurar 111,27 milhões de hectares de terra para a plantação de cereais este ano, afirmou domingo o ministro da Agricultura, Han Changfu. Han disse que o país vai fazer tudo para garantir que a área cultivada durante o período de plantação de cereais de primavera seja superior a 61,3 milhões de hectares. Segundo o ministro, nos últimos nove anos, a China registou um aumento da colheita de cereais. Porém, a oferta e a procura mantêm-se equilibradas e o país enfrenta uma escassez estrutural do produto, referiu Han Changfu. Durante esta reunião, Han Changfu prometeu ainda que, este ano, a China vai reforçar o apoio tecnológico às áreas de redução de calamidades e ao aumento de produção agrícola.
Disputa de águas territoriais continua
Três navios governamentais chineses entraram ontem em águas territoriais das ilhas disputadas com o Japão, informou a guarda costeira nipónica. Estas embarcações chinesas de vigilância marítima aproximaram-se cerca das 9h das ilhas Diaoyu, no mar da China Oriental, geridas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim. A China envia com regularidade estas embarcações à região, e pontualmente também aviões, desde que o Japão nacionalizou, em Setembro, três das cinco ilhas ao adquiri-las ao seu proprietário privado japonês. Face ao agravamento da tensão entre os dois países, Tóquio anunciou recentemente a constituição de uma força especial de 600 homens e 12 navios para proteger o arquipélago em causa, a 200 quilómetros a nordeste da costa de Taiwan e a 400 quilómetros a oeste da ilha japonesa de Okinawa.
Chávez anuncia estar de volta à Venezuela
“Chegámos de novo à pátria venezuelana. Aqui vou continuar o tratamento”. Foi assim, através da sua conta de Twitter que estava inactiva desde Novembro, que Hugo Chávez anunciou ter voltado à Venezuela, depois de dois meses em Cuba. São três as mensagens: uma que anuncia o regresso, outra que agradece a Fidel, Raul Castro e todo o povo cubano, e outra que atesta a sua fé e confiança em médicos e enfermeiros. “Viveremos e venceremos”, escreve.
Andreia Lima é a primeira Miss CPLP
China pondera melhorar relações com o Vaticano
Sim, mas com condições
A
China manifestou-se ontem interessada em “melhorar as relações” com o Vaticano e exortou o sucessor do papa Bento XVI a adoptar “uma atitude flexível e prática” nesse sentido. “Esperamos que sob a liderança de um novo papa a Santa Sé adopte uma atitude flexível e prática para criar condições à melhoria das relações bilaterais”, disse o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hong Lei, respondendo a uma pergunta da agência Lusa. Foi a primeira reacção oficial chinesa ao anúncio da resignação do Papa Bento XVI, há uma semana. China e a Santa Sé não têm relações diplomáticas e a única igreja católica autorizada pelo governo chinês é independente do Vaticano. Sem comentar o pontificado de Bento XVI, o porta-voz do MNE chinês indicou que “a China tem sido sempre sincera” quanto ao desejo de “melhorar das
relações” com o Vaticano, mas – realçou – isso tem de ser feito “com base em dois princípios”. “Em primeiro lugar, o Vaticano deve cortar os chamados laços diplomáticos com Taiwan e reconhecer o governo da República Popular da China como o único governo legítimo de toda a China e que Taiwan é uma parte inalienável da China”, disse. E o Vaticano “não deve interferir nos assuntos internos da China, incluindo interferências em nome da religião”, acrescentou. A Santa Sé é o único Estado europeu que mantém relações diplomáticas com Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista ter tomado o poder no continente, em 1949. No domingo, numa missa em Pequim, um Padre chinês evitou vaticinar acerca do próximo papa. O padre J.L., um jovem sacerdote da igreja católica oficial chinesa, não arriscou um vaticínio acerca da nacionalidade do
próximo papa: “Só Deus sabe”, respondeu. Confrontado com a possibilidade de um papa não-europeu estimular a expansão do catolicismo, nomeadamente na Ásia, o continente mais populoso, J.L. manteve a postura diplomática: “Tanto faz. Os cardeais é que sabem”. A conversa passou-se domingo à entrada do mais antigo e importante templo católico de Pequim, a Igreja da Nossa Senhor da Imaculada Concepção, também conhecida por Nan Tang (Catedral do Sul). A Nan Tang, cuja origem remonta ao início do século XVII, é a sede da diocese de Pequim e da Igreja Católica Patriótica Chinesa, a única autorizada pelo governo chinês e que é independente do Vaticano. O papa Bento XVI, 85 anos, anunciou na passada segunda-feira que ia resignar a partir de 28 de Fevereiro devido à “idade avançada”. O último chefe da Igreja Católica a renunciar foi Gregório XII, no século XV (1406-1415).
Espanhóis cantam “Grândola, Vila Morena” em Madrid
Um dos momentos altos da manifestação que decorreu em Espanha foi a entoação do tema “Grândola Vila Morena”, em Madrid. No mesmo dia em que milhares de portugueses saíram às ruas, em Espanha os cidadãos manifestaram-se para pedir a demissão do Governo liderado pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy, no âmbito da política de despejos, que leva a cerca de 600 despejos por dia. Milhares de espanhóis desfilaram em Madrid num protesto que decorreu em 50 cidades espanholas. O tema de José Afonso, “Grândola, Vila Morena”, foi cantado por dezenas de espanhóis na Puerta del Sol, no centro de Madrid, tocado pela orquestra Solfonica.
Violino do Titanic vai a leilão
No próximo dia 20 de Abril o que se acredita ser o violino que um músico tocou enquanto o célebre Titanic se afundava no oceano atlântico, vai a leilão. Pertença original de Wallace Hartley, que alegadamente continuou a tocar mesmo quando a bordo do navio Titanic o pânico estava instalado, o violino poderá atingir um valor recordista, caso a sua autenticidade seja comprovada. As perícias dos investigadores no que ao objecto diz respeito terminam no próximo mês.