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Hoje Macau 15 FEV 2013 #2792

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Agência Comercial Pico • 28721006

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Mop$10

Ter para ler

Director carlos morais josé • sexta-feira 15 de fevereiro de 2013 • ANO XII • Nº 2792

muito nublado min 16 max 24 hum 65-90% • euro 10.6 baht 0.2 yuan 1.2

Venham mais cinco (séculos)

gonçalo lobo pinheiro

portas do cerco

Turismo promete alargamento da fronteira

Universidade continua a receber avultadas quantias em subsídios

viva macau

página 3

oscar pistorius

Mito sul-africano acusado de ter morto a namorada Página 12

Os milhões da MUST A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau é das entidades que mais recebe em subsídios concedidos com dinheiros públicos. Depois do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior já ter disponibilizado cerca de 2,3 milhões de patacas, o Boletim Oficial revelou que a MUST recebeu mais 27 milhões de patacas nos últimos meses do ano, depois de ter recebido 60% do total dos subsídios atribuídos pela Fundação Macau que rondaram as 700 milhões de patacas. A justificação, dada pelo Governo, prende-se com um apoio “especial” para o campo de futebol e para o pavilhão desportivo. É caso para dizer que, em jogo, quem mais factura é a MUST. páginas 6 e 7

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DSAT assegura mais cinquenta carros em Março página 4

tiago alcântara

Camões sem camisa

Táxis

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Entrevista ALBA TROYA

• Jorge de Sena

tiago alcântara

Pereira Coutinho pede mudanças na legislação

página 5

chineses são aplicados na aprendizagem do português centrais


política

sexta-feira 15.2.2013

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TIAGO ALCÂNTARA

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Fundação Macau atribuiu mais de 700 milhões em subsídios no ano passado

MUST é a vencedora de 2012 Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Fundação Macau diminuiu ligeiramente o valor dos subsídios atribuídos às diversas associações do território. De 2011 para o ano passado, a organização doou um total de 761,398,296 patacas – menos 30 milhões e meio de patacas.

Ainda assim, e depois das cerca de 2,3 milhões de patacas dados pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES), a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) voltou a ser a maior beneficiada pela Fundação Macau na atribuição de apoios financeiros. Depois de ter recebido quase 60% do total dos subsídios da Fundação Macau no 3º trimestre de 2012, a Fundação da MUST

recebeu 27,280,601 patacas nos últimos três meses do ano passado - 22,2% do total distribuído. Segundo dados ontem publicados em Boletim Oficial, a Fundação Macau justifica o subsídio como sendo um apoio “especial” para o campo de futebol e o pavilhão desportivo da MUST. Ao todo, a MUST levou 26% do total de apoios concedidos pela Fundação

Governo abriu cordões à bolsa com mais dinheiro de fundos permanentes

A roda dos milhões O

Governo atribuiu mais de sete milhões de patacas a diversos dos seus organismos, para este ano. O dinheiro foi atribuído pelo Secretário para a Economia e Finanças e tem como propósito providenciar um “fundo permanente” para os departamentos, depois de estes se terem proposto a recebê-lo. Esta é a terceira vez que vem publicado em Boletim Oficial (BO) o anúncio de atribuições de fundos permanentes, apenas este mês. Nesta remessa, só o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior recebeu mais de três milhões e meio de patacas, seguido do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente

Macau em 2012, isto é mais de 194 milhões de patacas. Na lista dos apoios mais elevados no quarto trimestre de 2012, está ainda a Federação das Associações dos Operários de Macau – a quem foram doados 15 milhões de patacas para financiar obras de ampliação, aquisição de equipamentos e despesas de funcionamento. A organização - que tem como vice-presidente Lam

do Fórum – que recebeu 740.500 patacas. Do total de 7,013,066 patacas quem menos recebeu para o seu fundo permanente foi o Estabelecimento Prisional de Macau, que se ficou pelas 24 mil patacas, e o Gabinete de Infra-Estruturas e Transportes, que recebeu cerca de 90 mil patacas. O dinheiro, gerido por comissões administrativas dos próprios organismos, foi atribuído com o objectivo de cobrir “despesas de natureza urgente”, explicou uma porta-voz da Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) ao Hoje Macau, na primeira vez que esta atribuição foi feita. A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais também recebeu um dos montantes mais elevados – de 626 mil patacas. No total, só entre Janeiro e Fevereiro, o Governo atribuiu mais de 17 milhões de patacas para estes fundos. - J.F.

Heong Sang e Lee Chong Cheng como membro, ambos deputados - recebeu cerca de 50 milhões de patacas em apoios durante todo o último ano. Nove milhões de patacas foi o valor que tanto a Santa Casa da Misericórdia como a Fundação da Escola Portuguesa de Macau receberam. A primeira devido a despesas de manutenção, a segunda para ajuda nas despesas

de funcionamento do ano lectivo 2012/2013. À parte de cinco milhões de patacas para um encontro da Associação dos Conterrâneos de Chio Chao e de seis milhões para o Instituto Milénio, a Fundação Macau doou ainda cinco milhões e meio de patacas à União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau. A organização é presidida pelo deputado Chan Chak Mo e recebeu quase 21 milhões de patacas no ano de 2012. A MUST tem estado em constante escrutínio dos deputados da Assembleia Legislativa que consideram que a instituição é favorecida devido a grande parte dos dirigentes pertencerem também ao Conselho de Curadores da Fundação Macau. Os membros do hemiciclo insistem que há uma diferença notória quando toca a dar dinheiro à MUST mas Wu Zhiliang, responsável da Fundação, assegura que não há qualquer favoritismo e que a instituição favorece a sociedade. As receitas da Fundação Macau provêm de dotações no valor de 1,6% dos lucros do jogo e de outras atribuídas pelo Governo.

Rita Santos renomeada secretária à frente do Fórum Macau

Mais dois anos

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ITA Santos vai continuar à frente do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Segundo despacho do Boletim Oficial (BO), divulgado ontem, a actual coordenadora do organismo vai manter-se em funções por mais dois anos. A renovação foi decidida pelo secretário para a Economia e Finanças, mas entra apenas em vigor a partir do dia 4 de Março deste ano. Rita Santos aceitou a proposta do Gabinete em 2003. Já no ano passado, Francis Tam renovou o

cargo por mais um ano, fazendo com que Rita Santos estivesse no cargo de coordenadora há já uma década. Na altura, Rita Santos disse ao Hoje Macau estar agradecida pelo voto de confiança do Governo e confiante no futuro do Fórum. Rita Santos acredita que o Fórum tem conseguido cumprir a missão de plataforma e espera que isso seja prolongado com as gerações futuras. “Espero que os nossos filhos e netos possam ainda continuar a trabalhar nesse projecto, que é tão importante para manter a especificidade de Macau”, disse em Fevereiro passado. - J.F.


sexta-feira 15.2.2013

A falta de pagamento das mais de 200 milhões de patacas dos empréstimos feitos pelo Governo à Viva Macau Airlines continuam a estar no alvo do deputado José Pereira Coutinho, que pede mudanças na legislação que serve de base ao Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização, responsável pelos montantes concedidos

política

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Pedidas mudanças na lei que fundamenta o FDIC

partes intervenientes que autorizaram os empréstimos”.

Empréstimos à Viva Macau na mira de Coutinho

Regras para emprestar mudaram

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

TIAGO ALCÂNTARA

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deputado à Assembleia Legislativa (AL), José Pereira Coutinho, continua a acusar o Governo de nada fazer face à cobrança dos empréstimos que concedeu, entre 2008 e 2009, à Viva Macau Airlines, que declarou falência em Março de 2010. Segundo uma interpelação escrita do deputado, entregue ao Executivo, serão um total de 212 milhões de patacas que estão por pagar ao Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização (FDIC), sujeito à tutela do Chefe do Executivo e que funciona junto da Direcção dos Serviços de Economia (DSE). Mesmo depois das explicações apresentadas na Assembleia Legislativa (AL) pelo secretário Francis Tam e Lau Si Io, respectivamente, da economia e dos transportes, José Pereira Coutinho pede mudanças profundas no FDIC. “Vai o Governo rever o actual regulamento administrativo 8/2003, no sentido de exigir uma maior responsabilidade da tutela e dos membros do conselho de administração do FDIC no processo de concessão de empréstimos e criar um mecanismo de fiscalização, a fim de evitar a repetição de escândalos semelhantes?” Segundo a tabela apresentada na interpelação, a

primeira tranche do empréstimo foi feita em Outubro de 2008, no valor de 80 milhões de patacas, seguindo-se mais 40 milhões em Janeiro de 2009. Há depois mais 56 milhões transferidos quatro

meses depois, bem como 24 milhões em Junho do mesmo ano, e ainda 12 milhões em Novembro. Segundo Coutinho, “quando os três últimos empréstimos foram feitos,

havia prestações vencidas e não pagas de empréstimos anteriores. O conselho de administração, ao não intervir para proteger em tempo útil os fundos públicos, demitiu-se das suas responsabilida-

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des lesando o erário público em centenas de milhões de patacas”. Trata-se, na visão do deputado, de uma “forma leviana de concessão de fundos públicos” e de uma “desresponsabilização das

Segundo Pereira Coutinho, não só as cobranças não foram feitas em tempo útil como os prazos para os pagamentos foram alterados. “O conselho de administração (do FDIC) agiu de uma forma danosa ao permitir que os prazos de pagamento desses três últimos empréstimos fossem muito dilatados relativamente aos dois primeiros, cerca de seis vezes, o que significa que o FDIC passou a oferecer condições ainda mais favoráveis à Viva Macau Airlines, apesar de esta não estar a liquidar os empréstimos anteriores”. Para além disso, “ainda se absteve de executar as livranças avaliadas pela sócia maioritária da Viva Macau Airlines, a sociedade da RAEHK Eah Holdings Limited, à medida que as mesmas atingiam o seu prazo de validade, o que é ainda mais grave”, acusa. Na mesma interpelação pode ainda ler-se que a falência da Viva Airlines só seria decretada pelo Tribunal Judicial de Base em Setembro de 2010, e que dois anos depois o tribunal confiscou os bens do antigo presidente da empresa, por dívidas superiores a 100 milhões de patacas, alegadamente contraídas na década de 90. As explicações das respectivas tutelas já foram, entretanto, feitas em diversos plenários, com Francis Tam a explicar que os motivos do apoio à empresa foram feitos devido à crise económica de 2008. “Nessa altura, com tantos recuos do desenvolvimento da economia, se o Governo ainda tomasse mais medidas radicais face à Viva Macau podíamos causar ainda mais impacto no sector do turismo e isso teve de ser tido em conta. Macau não foi o único território a prestar apoio ao sector dos transportes e a aviação civil foi das indústrias mais atacadas pela crise. Não queríamos ver a falência das grandes empresas de Macau, porque isso iria ser mau para a sociedade e, tendo em conta o número de passageiro que Viva trazia ao aeroporto tivemos de intervir.” Quanto à recuperação dos montantes concedidos, ficou a promessa. “De todas as maneiras vamos tentar recuperar o dinheiro”, garantiu Francis Tam.


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sociedade

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Trocar ideias sobre convenções e exposições

Membros do Grupo para o Desenvolvimento da Cooperação Externa da Comissão para o Desenvolvimento de Convenções e Exposições de Macau e do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), deslocaram-se a Hong Kong no passado dia 7 de Fevereiro, onde reuniram com os representantes do Hong Kong Trade Development Council (HKTDC) e do Hong Kong Tourism Board (HKTB). A visita serviu para que se fizesse uma visita ao Hong Kong Tourism Board, para perceber como é feito o apoio às candidaturas para a realização de convenções em Hong Kong, bem como as medidas tomadas pelo HKTB no sentido de atrair a realização de maior número de convenções e exposições em Hong Kong. A delegação de Macau visitou seguidamente o Hong Kong Trade Development Council, onde foi recebida pelo seu Director Executivo, Fred Lam, que explicou aos presentes o processo de desenvolvimento da indústria de convenções e exposições em Hong Kong e o papel desempenhado por aquele organismo no apoio à referida indústria. Durante a reunião, os representantes da delegação e o Director Executivo do HKTDC trocaram opiniões sobre a coordenação das datas de organização das diversas actividades de convenções e exposições, bem como outros assuntos referentes aos recursos humanos e montagem de estruturas.

DSAL apela a medidas de segurança nos estaleiros

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) alertou ontem para a necessidade de segurança nos estaleiros das obras de construção. Esta não é a primeira vez que o organismo lança alertas, devido a diversos acidentes que acontecem nestes locais. “Tendo em conta que, durante o período de festividades, o ambiente das obras de construção pode sofrer alterações devido a condições climáticas ou a outros factores, os trabalhadores deste sector devem elevar o seu grau de alerta e examinar e adoptar medidas de segurança adequadas nos locais de trabalho”, lê-se num comunicado da DSAL. O departamento sugere que se designe uma pessoa “competente” para examinar os aparelhos elevatórios, os acessórios para levantar cargas, andaimes, as plataformas de trabalho e obras de escavação, assegurando que os trabalhadores só retomam o trabalho quando estiver garantida a segurança no ambiente de trabalho.

Cerca de 50 táxis entrarão ao serviço em Março, explica a DSAT

Depois dos 200, haverá mais? Das duas novas centenas de alvarás emitidos pelo Governo em 2012, mais de 150 já estão ao serviço e cerca de outras 50 entram no mercado em Março, explica a DSAT em resposta ao Hoje Macau. Nesta altura, nova emissão será equacionada, depois de feita”investigação e estudos sobre a procura do serviço de táxis” Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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M Março do ano passado, o Governo começou a aceitar propostas para os 200 novos alvarás de táxis emitidos. O resultado da atribuição das licenças foi aprovado por Chui Sai On em Junho, com previsão de entrega em quatro tranches de 50 licenças, entre Julho e Novembro. A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) garantiu ontem em resposta ao Hoje Macau que “mais de 150 [táxis] estão já ao serviço, e que os restantes são esperados entrar com sucesso no mercado no mês de Março”, uma vez que só podem operar três meses depois dos profissionais terem a licença em sua posse. Apartir dessa altura, o Governo irá ponderar a emissão de mais alvarás. “A DSAT irá lançar uma investigação e um estudo sobre a

procura do serviço de táxis - para descobrir, com os novos táxis ao serviço, qual o tempo de espera e a necessidade deste meio de transporte na sociedade - de forma a melhor organizar a questão de novas licenças de táxis”, avança. Também Lau Si Io, secretário para as Obras Públicas e Transportes, admitiu em plenário na Assembleia Legislativa, em Dezembro, a possibilidade de serem emitidas mais licenças de táxi, já que “a população ainda continua com dificuldades para encontrar táxis”, mesmo depois de “concluída a concessão das 200 licenças de táxi”. Na altura da sua emissão, Wong Wan, director da DSAT, disse que as licenças serviriam para solucionar, sobretudo, a questão do tempo de espera, além de melhorar os serviços de táxis. Um último estudo feito pelo organismo, em 2011, indicava que, no ano passado, o tempo médio

de espera por táxis era superior a 9 minutos, quando no ano anterior era de 5 minutos. Mas Wong Wan admitiu ainda que nas zonas mais críticas, como o Fai Chi Kei, os residentes chegam a esperar uma hora por um táxi. Actualmente, segundo indicou ao Hoje Macau, são feitas inspecções regularmente. “A DSAT envia inspectores para fazer inspecções no local em intervalos irregulares; leva a cabo operações conjuntas com as autoridades policiais; e mantém um contacto próximo com o sector de táxis, através de reuniões irregulares de modo a perceber a situação operacional da indústria”, frisa.

Relatórios mensais dos amarelos

A operacionalidade por mais seis meses da Companhia de Rádio-Táxis Vang Iek, ou táxis amarelos, - um prazo alargado após ter expirado este mês o último

contrato de ano e meio com o Governo - está sujeita às condições impostas pela DSAT para que se mantenham posteriormente a operar no território. O organismo disse também ao Hoje Macau que a sua operação vai ser avaliada regularmente. “A companhia de táxis amarelos deve apresentar mensalmente um relatório sobre a sua operação, para que melhor monitorize os seus serviços e a percentagem de atendimento bem sucedido”, indica o organismo dirigido por Wong Wan. De outra forma, como já tinha afirmado o responsável no princípio do mês, se não cumprirem os requisitos exigidos para a renovação do contrato com o Governo - ou seja, cinco dos 100 táxis nas praças de táxis e, pelo menos, um adaptado ao transporte de portadores de deficiência - serão substituídos pelos táxis pretos, que ficarão com esta centena de licenças especiais.


sexta-feira 15.2.2013

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Helena de Senna Fernandes promete soluções para evitar incidentes

“A fronteira das Portas do Cerco vai ser alargada” Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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directora dos Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes, comentou ontem o caos vivido, nos últimos dias, na fronteira das Portas do Cerco, admitindo a necessidade de melhorias. “No futuro, a fronteira das Portas do Cerco vai ser alargada, ou seja, será criado um novo posto transfronteiriço, e também vamos adoptar medidas para uma melhor distribuição dos turistas pela cidade”, avançou aos jornalistas, em declarações

na manhã de ontem. “Nessa altura, e também com a coordenação de todos, espero que a situação possa ser melhorada.” Recorde-se que desde o último domingo, aquando do início das comemorações do ano novo lunar, deram entrada em Macau 690 mil pessoas, de acordo com os dados divulgados pela Polícia de Segurança Pública (PSP) divulgados quarta-feira. Devido ao elevado fluxo de turistas a passarem as Portas do Cerco, foram adoptadas medidas de controlo da multidão na última terça-feira, terceiro dia do calendário lunar,

Mais 207 sociedades constituídas, menos 38% de capital social

ORAM constituídas em 2012 mais 207 sociedades do que no ano anterior, somando um total de 3612. No entanto, o capital social decresceu em 38%, cifrando-se em 609 milhões de patacas, segundo dados divulgados pelos Serviços de Estatísticas e Censos. A maioria das sociedades constituídas pertencem ao comércio por grosso e a retalho, correspondendo a 35% do total (1285). Aumentando em 57 unidades

em comparação com o ano 2011. Outras 144 pertencem aos serviços prestados às empresas e 111 a actividades imobiliárias, constituindo o top três do mercado societário. Ainda assim, houve um decréscimo do número de novas sociedades entre Outubro e Dezembro de 2012, face ao trimestre anterior. No quarto trimestre do ano passado, foram constituídas 790, menos 202 do que entre Julho e Setembro.

O capital social das sociedades formadas no quarto trimestres de 2012 era proveniente, principalmente, de Macau (67 milhões de patacas) - 503 do total - e do continente (67 milhões). No ano 2012, registou-se a constituição de 3095 sociedades formadas por sócios oriundos de apenas um país/território, destas 2265 constituíram-se com sócios unicamente de Macau. Durante o ano 2012, o número de sociedades dissolvidas foi de 501, estas detinham um capital social de 112 milhões de patacas, tendo caído 2,0% e 63,3%, respectivamente, em comparação com o ano 2011. Em 2012 as 190 sociedades do comércio por grosso e a retalho foram as que mais se dissolveram. Até ao fim de 2012, foram constituídas um total de 39.787 sociedades, ou seja, mais 3.104 em comparação com as 36.683 sociedades no fim de 2011. – R.M.R.

à quantidade de pessoas que está de partida”. Senna Fernandes diz que o Governo vai fazer com que o mesmo problema não se repita. “O terceiro dia do Ano Novo Lunar é o ponto alto porque é um dia especial para os turistas. Mas, no futuro, e tendo em conta esta experiência, a fronteira das Portas do Cerco irá ter novos métodos para reagir a situações idênticas e até haverá uma melhor organização”, garante. Outra das preocupações está relacionada com a lotação dos hotéis e burlas a turistas no serviço hoteleiro, problema que a directora dos Serviços de Turismo promete resolver com a criação de mais alojamento. Helena de Senna Fernandes quer também descongestionar o centro da cidade, atraindo os visitantes a outras zonas de Macau mas não vê como solução para já a restrição na emissão de vistos, evitando para já “decisões precipitadas”. Até às 11 horas de ontem, entraram em Macau 90 mil pessoas.

Em cada 100 habitantes há 112 cartões de crédito em Macau

Comércio a grosso e retalho cresce forte F

que registou o maior movimento de pessoas - 167 mil visitantes a cruzarem as fronteiras, mais 28% do que no mesmo dia do ano passado. Na quarta-feira, registaram-se 260 mil entradas e saídas na fronteira do norte da península. Número que excedia largamente a capacidade do interior do edifício, o que levou a polícia a montar um cordão de segurança, quebrado mais tarde pelos turistas esgotados pelo tempo de espera no exterior. O serviço de imigração da PSP abriu 40 passagens automáticas e 31 balcões alfandegários, tendo sido mobilizados 50 agentes da Unidade Técnica de Intervenção da Polícia e do Departamento Policial de Macau. À TDM, Lei Sio Peng, comandante da PSP, admitia na quarta-feira que “mesmo com todas as passagens abertas e todos os funcionários de serviço”, não chegavam para fazer face a tantas pessoas e “o espaço não era suficiente

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Consumismo em larga escala

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número de cartões de crédito em Macau no final de 2012 subiu 16,4% face a 2011, fixando-se em 648.881 cartões emitidos pelas instituições financeiras da Região, ou seja, cerca de 112 cartões por cada 100 habitantes. Os dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária (AMCM) revelam que, com uma população estimada de 576.700 pessoas - dados oficiais do final do terceiro trimestre de 2012 -, o número de cartões de crédito emitidos em Macau superava em quase 100 mil unidades o número de residentes da Região. Este número pode ser explicado com a emissão de cartões em várias moedas patacas, dólares de Hong Kong e yuan. Em patacas, as instituições financeiras

Bancos em Macau registaram recordes O sector da banca em Macau registou lucros recordes de 6.285,3 milhões de patacas em 2012, mais 24,4% do que no ano anterior, indicam dados da Autoridade Monetária. O anterior recorde tinha sido estabelecido em 2011, quando as instituições financeiras registaram um lucro de 5.052,8 milhões de patacas. Em Macau operam um total de 29 bancos.

de Macau tinham emitido 470.751 cartões, mais 13,8 % do que no final de 2011. Até ao final de Dezembro de 2012 foram também emitidos 70.953 cartões de crédito em dólares de Hong Kong, mais 6,3%, e 107.177 em yuan, mais 39% do que no final de 2011, tendo-se registado um aumento de 41,2% nos cartões em duas moedas (patacas e yuan). O limite de crédito concedido aos titulares dos cartões totalizava 10,8 mil milhões de patacas, mais 21,4% do que em Setembro de 2012. O crédito usado no quarto trimestre de 2012 ascendeu a 3,4 mil milhões de patacas, mais 21,5% do que no mesmo período de 2011. No último trimestre, os titulares dos cartões de crédito emitidos em Macau pagaram 3,2 mil milhões de patacas, incluindo juros e despesas, um montante 7,4% superior ao que foi pago no mesmo período de 2011. Os elevados montantes utilizados pelos titulares de cartões de crédito em Macau não pode ser dissociado do facto de não estar disseminado na Região Administrativa Especial chinesa um sistema multibanco generalizado, semelhante a outros países e que permite o débito directo quando se efectua um pagamento num estabelecimento comercial. – Lusa


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nacional

sexta-feira 15.2.2013

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Limites à compra de leite em pó em Hong Kong

Infringir regras comerciais

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specialistas legais consideram que o limite à compra de leite em pó imposto em Hong Kong aos consumidores que cruzam as fronteiras da Região pode infringir as regras da Organização Mundial do Comércio, escreveu ontem um jornal local. A alegada escassez de algumas marcas de leite em pó registada em Hong Kong levou o respectivo Governo regional, no início do mês, a limitar a compra de leite em pó a duas embalagens por pessoa para evitar o comércio paralelo do produto, por vezes comprado na antiga colónia britânica para revenda no interior da China. Ouvido pelo jornal South China Morning Post (SCMP), Eugene Lim, sócio do escritório

Explosão em complexo residencial faz pelo menos cinco mortos Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas esta quarta-feira na sequência de uma explosão num complexo residencial na cidade de Zhanjiang, na província meridional do Cantão. Segundo as autoridades locais, a explosão aconteceu por volta das 14h locais no distrito de Potou da cidade, informou a agência oficial “Xinhua”. Das cinco vítimas fatais, três morreram no local e, duas no hospital para onde foram transferidas. Apesar de ainda não se saberem as causas exactas da explosão, uma investigação preliminar apontou para uma “disputa familiar” como causa da ocorrência.

de advogados Baker & McKenzie, disse que a quota de duas embalagens pode violar o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT, na sigla inglesa), já que este proíbe qualquer restrição de quantidades na importação e exportação entre membros da Organização Mundial do Comércio (OMC). Eugene Lim considerou, no entanto, que, em termos práticos, há poucas probabilidades de a medida de Hong Kong ser contestada por Pequim, já que não é esperado que a China accione os mecanismos de disputa no seio da OMC contra aquela região administrativa especial chinesa. Outros países também terão pouco interesse em fazê-lo, acrescentou o mesmo especialista. Por seu turno, Brian Mercurio, professor de

direito na Chinese University, disse que o limite a um determinado produto que os indivíduos podem levar para o outro lado da fronteira para uso pessoal não viola as regras da OMC. Contudo, admitiu que possa surgir uma zona cinzenta caso os indivíduos que se dedicam ao comércio paralelo se oferecessem para pagar taxas de importação às autoridades do interior da China. “Se eles tornassem pública a sua intenção comercial, limitar o número de latas [de leite em pó] à saída de Hong Kong poderia ser problemático”, escreve o jornal. A OMC disse ao SCMP que só pode agir após a queixa de um dos seus membros. A escassez de leite em pó acontece em Hong e Macau e é atribuída ao

grande consumo por parte dos milhares de turistas do interior da China que compram várias embalagens, por manterem receios devido aos escândalos do leite contaminado. Enquanto em Hong Kong se limita a compra de embalagens de leite em pó, em Macau o Governo lançou um programa de registo para os pais, que assenta numa base de dados com o nome dos bebés disponibilizada aos fornecedores aderentes e em que fica garantida a venda de um máximo de cinco latas de leite por mês. Segundo os dados oficiais, um total de 821 indivíduos (30% das 2.845 pessoas aderentes) já concretizaram as suas encomendas de leite em pó ao abrigo do “plano provisório de apoio às mães e bebés” iniciado em Macau a 28 de Janeiro.

Corpo de modelo brasileira falecida na China de volta ao Ceará

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Morte continua a ser um mistério

pós 45 dias de espera, o governo do Estado do Ceará confirmou, esta segunda feira, que o corpo da modelo cearense, Camila Bezerra, de 22 anos, encontrada morta na China no dia 1 de Janeiro, iria voltar ao Brasil. Além disso, o governo também informou que os objectos pessoais e as malas levados pela jovem para a China só chegarão no próximo domingo. O governo assumiu as despesas para trazer o corpo da China para o Brasil, após a família da jovem admitir dificuldades devido à documentação e aos altos custos envolvidos em todo o transporte. No início de Janeiro, o Estado divulgou que o valor de toda a operação para realizar a trasladação era de cerca de 120 mil patacas. O trágico caso aconteceu depois das festividades de Ano Novo na cidade de Guangzhou Shi, na China. A seguir a uma festa, a jovem e as suas amigas foram dormir. De manhã, a cearense foi à casa de banho e não voltou a sair de lá.

Preocupadas com a demora, as amigas foram procurá-la, mas acabaram por encontrar o local revirado e a jovem morta, como se tivesse caído da janela. Na altura do acidente, uma foto da modelo cearense foi postada no site de relacionamentos do Facebook e, desde então, o assunto, que recebeu centenas de comentários, ganhou enorme repercussão. Logo nas primeiras horas

após a publicação, mais de 1.800 partilhas tinham sido feitas por pessoas sensibilizadas com a notícia. O corpo de Camila levou bastante tempo até ser libertado pelo governo chinês devido à burocracia, segundo informações da família. A falta de perspectivas durante todo esse tempo afectou bastante os familiares da jovem que tentavam a todo custo trazê-la de volta.

Outra das dificuldades foi a falta de informações por parte dos chineses. Nem mesmo com o vice-cônsul-geral do Consulado-Geral do Brasil em Guangzhou, Ricardo Primo Portugal, conseguiu resultados satisfatórios. Até agora, a Polícia chinesa ainda não divulgou informações sobre a sua investigação acerca de quais foram as causas da morte da jovem e o que será feito a respeito do caso.


sexta-feira 15.2.2013

região

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Jovem com sintomas desde princípio de Fevereiro

Paciente de H5N1 morre no sudoeste da China

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ma das duas pessoas confirmadas pelo Ministério da Saúde como infectados pela gripe das aves H5N1 morreu num hospital na cidade de Guiyang, sudoeste da China, na manhã desta quarta-feira. A paciente, uma mulher de 21 anos, morreu de falência múltipla dos órgãos no Hospital Popular da

Província de Guizhou, às 9h41 de quarta-feira. A mulher e o outro paciente, um homem de 31 anos, são todos moradores de Guiyang. Ambos desenvolveram sintomas a 2 e 3 de Fevereiro, respectivamente, e apresentaram resultado positivo para o vírus H5N1 no domingo, apontou o ministério.

Especialistas de controlo da epidemia disseram que não descobriram sinais de que as duas pessoas tenham tido contactos com aves, nem encontraram qualquer ligação epidemiológica entre os dois casos. As pessoas que tiveram contacto próximo com os dois pacientes foram colocadas sob observação médica, mas nenhuma delas apresentou sintomas até agora. A gripe das aves transmissível para os humanos é uma doença respiratória infecciosa aguda causada principalmente pelo subtipo fatal do vírus H5N1. Os principais sintomas incluem febre alta e pneumonia. Os casos humanos de gripe das aves são transmitidos principalmente de aves domésticas para os humanos e não há casos relatados de transmissão de humano para humano.

Rússia pode duplicar oferta de petróleo para a China

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Estratégia financeira

Rosneft, da Rússia, pode duplicar o fornecimento de petróleo para a China em troca de um empréstimo de até cerca de 240 mil milhões de patacas e está em negociações com a estatal China National Petroleum Corp (CNPC), segundo informações divulgadas no site de uma agência de notícias, que citava quatro fontes não identificadas do sector. A “linha estratégica” seria a de aumentar o fornecimento para a China, que pode ter uma “combinação de opções de entrega”, disse a reportagem citando uma fonte. Mas a negociação vai levar algum tempo até se chegar a um acordo final e resolver as diferenças sobre as várias opções de entrega, de acordo com as fontes. Também irá ser um desafio encontrar os recursos necessários de petróleo, acrescentou a agência. Uma das fontes disse que a China está pronta para emprestar, desde que a Rosneft concorde em enviar mais petróleo através de gasodutos existente do Cazaquistão para a China. A Rosneft disse que não estava em negociações sobre a obtenção de um empréstimo da China, mas recusou-se a comentar o início das negociações numa data posterior. A CNPC não quis comentar, afirmou a reportagem.

Coreia do Sul mostrou poder militar com mísseis de longo alcance

Demonstração de força A

Coreia do Sul revelou ontem um vídeo relativo a mísseis de cruzeiro instalados no seu território e que possuem capacidade de alcançar qualquer objectivo na Coreia do Norte, num momento de tensão após o ensaio nuclear de Pyongyang. “Damos a conhecer os nossos mísseis de cruzeiro para mostrar a disponibilidade das nossas Forças Armadas e tranquilizar a população após o ensaio nuclear da Coreia do Norte e o seu lançamento de mísseis”, salientou o general Ryu Young-jeo. A Coreia do Norte efectuou terça-feira o seu terceiro ensaio nuclear e em Dezembro tinha lançado um foguete de longo alcance, acções

que a Coreia do Sul considera ameaçadoras à sua segurança. O vídeo apresentado ontem mostra vários mísseis que podem ser lançados a partir de barcos ou submarinos e que possuem capacidade de atingir alvos em terra e que cobrem todo o território da Coreia do Norte, mas escusou-se a fornecer mais detalhes do equipamento militar que se calcula terem um alcance de 1.500 quilómetros, o dobro da necessidade para alvos a Norte. Já na quarta-feira, o porta-voz do Ministério da Defesa, Kim Min Seok, tinha dito que os mísseis da Coreia do Sul tinham um “elevado grau de precisão e poder destrutivo” para atacar o Norte em “caso de necessidade”.

Aluimento de terras nas Filipinas provocou, pelo menos, quatro mortos

Pelo menos quatro mineiros morreram e outros dez estão dados como desaparecidos na sequência de um aluimento de terras numa mina de carvão no centro das Filipinas, revelou ontem a polícia. No acidente, três outros mineiros foram resgatados com vida e transportados para o hospital depois da avalanche que aconteceu durante a noite numa exploração na província de Antique, na ilha de Panay. Agrimero Cruz, líder da polícia local, explicou que as operações de resgate permitiram já recuperar os corpos de quatro mineiros ao mesmo tempo que continuam as buscas por outros dez trabalhadores que ficaram soterrados. A companhia que explora a mina, Semirara Mining Corp, disse em comunicado que o acidente aconteceu quando uma das paredes da mina cedeu por causas ainda desconhecidas.

Entretanto as forças aéreas da Coreia do Sul e Estados Unidos realizaram ontem um exercício militar conjunto integrado nas manobras militares de quatro dias iniciadas terça-feira. As reacções na Coreia do Norte chegaram, contudo, através da imprensa oficial como o diário Rodong Sinmun a informar que Pyongyang seria capaz de obter mísseis balísticos intercontinentais para garantir a sua defesa perante as forças hostis lideradas pelos Estados Unidos. Os norte-americanos possuem 28.500 soldados estacionados na Coreia do Sul comprometendo-se a defender o seu aliado asiático perante um eventual ataque do Norte.


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entrevista

sexta-feira

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Alba García Troya, docente de português em Chonqing, China

Espanhola de Saragoça, formação no Conservatório de Música local, continuou estudos em Portugal, no Conservatório da Metropolitana, ao mesmo tempo estudante de chinês ainda em Lisboa, depois Macau e Pequim. Há seis meses que Alba Troya ensina português na Universidade de Chongqing, sudoeste chinês. Internacionalismo abrangente onde a música aguarda que a instrumentista de viola de arco tenha tempo. Helder Fernando info@hojemacau.com.mo

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ACIONALIDADE espanhola, da César Augusta Zaragoza, no nordeste aragonês, aprendeu música no Conservatório local, prosseguiu em Portugal, no Conservatório da Metropolitana, estudando viola de arco com professora russa, ao mesmo tempo que ía estudando a língua chinesa quase do outro lado da rua, no Centro Científico e Cultural de Macau. Alba conta como foi: “Tive curiosidade em visitar aquele Centro onde tem também um museu. O meu professor de violino, Carlos Damas, que já tinha vivido em Macau, aconselhou-me a perguntar se ali dariam aulas de chinês. A resposta foi positiva, matriculei-me e fui equilibrando a música com a língua chinesa”. Ano e meio foi o tempo desse primeiro encontro com o chinês falado e escrito. Até que, por um acaso, Alba leu num jornal um anúncio do Instituto Politécnico de Leiria sobre licenciatura em tradução e interpretação em português-chinês-português. Nova matrícula, ida para Leiria, na continuação do encontro com a expressão de Confúcio. Com a língua portuguesa, a espanhola Alba já estava, então, completamente familiarizada. “Fiz o 1.º ano do curso de chinês, tradução e interpretação, em Leiria, o 2.º ano em Macau, o 3.º em Pequim e o 4.º novamente no Politécnico de Leiria.” Estava completada a licenciatura. Alba Troya regressa à terra natal observando as

dificuldades do mercado de trabalho. Entretanto, era já óbvia a ânsia de aprofundar conhecimentos sobre a China e a cultura chinesa. “No meu caso, até pela música chinesa tive imensa curiosidade em aprofundar conhecimentos, inclusive sobre alguns instrumentos de que gosto particularmente, como o guzheng e as flautas de bambu. Nessa época, ainda não me imaginava vivendo na China. Acabou por acontecer, felizmente, de forma muito natural e nada planeado. Alguns amigos davam-me pistas sobre trabalhar no continente chinês, fiz algumas buscas na internet, por exemplo no site portunes-online.com, que é um espaço com bastante informação sobre várias questões chinesas e portuguesas. Enviei a minha candidatura, embora sem grande esperança, e a Universidade de Chongqing aceitou-me para dar aulas de português aos alunos do 1.º ano da licenciatura em língua portuguesa. São 29 alunos, todos com 18, 19 anos, cuja média de aproveitamento eu prevejo que seja alta. Só tive este semestre com eles, ainda não possuo dados objectivos, mas espero que seja muito positivo o seu aproveitamento.” Sobre as razões gerais, embora provavelmente diferenciadas, que levam os alunos chineses a aprender a língua portuguesa ao nível de licenciatura, Alba Troya ainda não recolheu informação suficiente, garantindo ter curiosidade nesta matéria cujos dados também são importantes para o melhoramente da sua missão profissional naquela universidade. Enquanto dá aulas de língua portuguesa no continente

TIAGO ALCÂNTARA

“Alunos na China têm bom aproveitamento na

chinês, vai tentando aperfeiçoar os conhecimentos de língua chinesa, “porque gosto, porque estudei chinês durante anos e com muito prazer, e também para facilitar ainda mais o meu contacto com os alunos e outras pessoas noutras situações”. Confessa-se europeísta convicta, “mas das pessoas, não do mercado, das políticas que andam aplicando. Sou a favor de uma Europa das pessoas, uma Europa solidária. O que se passa é que as políticas esquecem as pessoas em favor quase sempre dos mercados, do que eles costumam dizer como produtivo, como se as artes, a cultura não fosse um elemento socialmente importante e produtivo”.

Um ano lectivo em Pequim, por altura do seu 3.º ano do curso de chinês, outro ano em Macau, agora este primeiro semestre na Universidade de Chongqing como professora de português, Alba vai observando, dentro do raio de acção possível, esta grande China que olha nos olhos o mundo, se relaciona com ele, que ainda enfrenta muitos problemas, mas ao mesmo tempo se moderniza: “Aprecio olhar com atenção estas minhas experiências na China. É um país de enorme grandeza, de grandes potencialidades e capacidade para ir além. Mas também sinto que a China se está a transformar de modo excessivamente

rápido e, de certo modo, muitas vezes descontroladamente. O crescimento assim, pode ser perigoso no sentido de poderem existir dúvidas sobre qual o rumo, quais os sentidos para onde vai este grande país. Assiste-se a tentativas de copiar os modelos ocidentais. A China, onde neste momento gosto de viver, é um país muito desconcertante, isso pode provocar algumas incertezas. Ao fim e ao cabo, o mundo atravessa momentos de grandes incertezas, os jovens abandonam os seus países de origem e tentam construir a vida noutras paragens, como eu aqui na Ásia e como amigos meus na América Latina e em África.”

Os jovens, os sonhos, as dificuldades, mas também, por vezes, os excessos de ambição. Alba Troya reflecte deste modo: “Observa-se com frequência na China mas também noutros lados, o exagero em mostrar as aparências, viver-se em função disso. Querermos ter a vida organizada, com conforto, é legítimo, mas obcecados em riqueza sem fundamento, isso vai trazer complicações sociais que são muitas vezes bem visíveis.”

Experiência em Macau

“Entre 2008 e 2009, fiz em Macau o 2.º ano do curso de chinês. Gostei logo desta região. Claro que o seu ambiente multicultural, uma


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entrevista

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as aulas de português”

complexidade que não é frequente noutros lados, eu pelo menos, desta forma, não vi. Já tenho dito que, apesar de me sentir bem em Chongqing, é uma universidade bem apetrechada, especializada no ensino de línguas, europeias e asiáticas, com bom ambiente, gente simpática, mesmo assim gostava de um dia ter oportunidade de exercer funções profissionais aqui mais para o sul, em Macau”, revela esta professora de português na China. Desde que ensina português na Universidade de ChongQing, Alba Troya vive afastada da música de modo praticado. Uma paixão colocada de lado. Entre o ensino de uma língua não materna,

a alunos que também não têm o português como língua mãe, e a música que a acompanha desde sempre, o que Alba coloca em lugar de maior afecto? “São realidades completamente diferentes, não encontro pontos de comparação. A música sobretudo para ajudar a manter em boa forma o meu estado de espírito, embora já tenha tido algum período em que me chateei com ela (risos). Talvez porque eu não conseguia atingir os objectivos que tinha em mente, ou esses meus objectivos, as minhas expectativas estavam errados”. Sobre que objectivos ou expectativas seriam essas, responde: “Viver da música, por exemplo. Para

isso é preciso mais estudo, oportunidades e também mais talento que possivelmente, neste momento eu não tenho.” A música começou por ser uma constante na sua criação desde criança: “Penso que a música, sempre existente na minha vida, veio principalmente por influência materna, minha mãe estudou piano, daí me ter transmitido o gosto pela música. O meu avô materno tocava clarinete e outros instrumentos, para além de ter alguns familiares que são músicos profissionais. Apesar disso, não me considero descendente de família com tradições musicais. Eu é que não era muito boa em desporto, preferindo a música (risos)” - lembra Alba Troya, de férias por Macau, região que visita pela segunda vez. O instrumento preferencial é viola de arco, se bem que, por algum tempo, o violino tenha sido o seu grande companheiro, até regressar à viola, ou violeta como também é chamado este instrumento. Pelos 19 anos, em 2004, foi de férias a Portugal, gostou e disse para consigo que haveria de voltar. Assim aconteceu pouco depois, ingressando no Conservatório da Metropolitana, em cursos livres onde uma das professoras era Maia Kouznetsova, de origem russa. “A minha adaptação a Portugal foi imediata. Gostei logo do clima, do ambiente de Lisboa, da gastronomia, das pessoas, posso dizer que gostei de tudo”, diz esta jovem professora de português na China continental, confessando que em matéria de música portuguesa conheceu mais rapidamente a música ligeira que se fazia em Portugal, do que da erudita: “Xutos e Pontapés e outros grupos do género. Gosto do fado, de ouvi-lo, mas apenas em ambiente e momento certo.” Mas foi a Língua Portuguesa que acabou por ser o seu modo profissional de estar na vida. Questionada sobre, afinal, que maior vocação sentia, Alba responde entre sorrisos: “Esse é que é o grande problema. Gosto de muitas coisas, tenho vontade de fazer coisas variadas, gosto de línguas, gosto de música, das artes em geral, aprecio muito a ciência

da meteorologia, enfim custa-me imenso tomar um caminho definitivo, sou mesmo muito indecisa. Mas é importante que eu me sinta bem a fazer aquilo que estou fazendo, e isso acontece sem dúvida.” Uma espanhola ultimamente com não muito frequentes contactos com a pub

língua materna. “Ultimamente tenho falado mais em espanhol, em virtude dos meus colegas do departamento espanhol da Universidade de Chongqing, conversamos bastante, pomos a língua em dia, digamos assim.” Saudades de Saragoça, sentimento natural: “Sim,

claro, algumas. Da minha família e dos amigos, fundamentalmente.” Espanha, Portugal, China, países por onde Alba Troya tem partilhado a sua vida: “No meu país chamam-me portuguesa, em Portugal sou a espanhola, na China nem sei ainda bem o que sou (risos).”


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vida

É

já na madrugada desta quinta-feira que os feixes de protões, lançados em sentidos opostos quase à velocidade da luz, vão deixar de colidir no túnel circular de 27 quilómetros do LHC (Large Hadron Collider). Seguir-se-ão várias operações que irão culminar, na próxima segunda-feira, com a paragem total da grande máquina do Laboratório Europeu de Física das Partículas (CERN), perto de Genebra. O acelerador, um complexo experimental situado a cem metros de profundidade na fronteira entre a França e a Suíça, vai entrar, durante cerca de dois anos, em obras de manutenção e renovação que deverão permitir quase duplicar a energia dos protões que nele circulam e se esmagam uns contra outros. São os efeitos das colisões entre essas partículas que, ao serem detectados por gigantescos e complicadíssimos dispositivos experimentais colocados no seu trajecto, servem para tentar confirmar a existência de fugidias partículas elementares previstas pela teoria. No ano passado, foi possível confirmar, no LHC, a existência de uma partícula em tudo parecida com o célebre bosão de Higgs, teorizado há cerca de 50 anos. “As colisões vão ser interrompidas nesta quinta-feira

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Maior acelerador de partículas do mundo vai sofrer trabalhos de manutenção

Fechado para obras às 6h da manhã [5h em Lisboa]”, disse ao jornal Público Renilde van den Broeck, porta-voz do CERN. “A seguir, vai haver dois dias de testes com feixes de protões (sem colisões), devendo o último feixe ser cortado no sábado, pela mesma hora.” Por seu lado, Joe Incandela, responsável pelo CMS – uma das duas grandes experiências montadas no LHC para detectar o bosão de Higgs –, acrescenta que “as operações de paragem [total] deverão ter início a partir de segunda-feira, dia 18 de Fevereiro”. Inicialmente prevista para acontecer na passada segunda-feira (11 de Fevereiro), o fim das colisões de protões acabou por ser adiado três dias, a pedido das equipas que gerem as diversas experiências em curso, “para ser possível obtermos alguns dados de calibragem adicionais”, explica-nos ainda Incandela. Esta será a primeira interrupção de longa duração do LHC, que tem

funcionado em contínuo desde 2009. Os objectivos são vários. Um deles, explica a revista Nature, é corrigir “falhas na concepção original do acelerador” ao nível de certas ligações eléctricas. Pouco depois da inauguração do LHC, em 2008, essas falhas provocaram uma explosão que obrigou não só ao encerramento da máquina durante quase um ano como a uma redução drástica da energia máxima das colisões. “O trabalho principal diz naturalmente respub

peito à consolidação das 10.170 junções eléctricas entre os ímãs supercondutores”, refere Simon Baird, director adjunto do departamento de engenharia do CERN, em comunicado do laboratório. Se tudo correr como previsto, quando o LHC reentrar em actividade, os seus feixes de protões deverão poder atingir energias de colisão de 14 TeV (teraelectron-volts), contra os actuais 8 TeV. A paragem também irá permitir, segundo a revista britânica, abrir os

gigantescos detectores das experiências (o maior tem 46 metros de comprimento e 25 de largura), para reparar e substituir componentes. E em paralelo, os muitos computadores que recolhem e analisam, dia e noite, a astronómica quantidade de dados vindos das ditas experiências também vão ser actualizados. Milhares de técnicos vão participar neste autêntico lifting do LHC. O trabalho dos milhares de cientistas que participam nas experiências de física também não vai parar. Como dizia o próprio Incandela, em finais de 2011, “[estes] dois anos vão permitir-nos fazer estudos aprofundados (...), juntar os resultados e apreciá-los de forma mais global”. Em particular, para determinar se o bosão de Higgs é mesmo “o” bosão de Higgs previsto pelo Modelo-Padrão, a teoria que actualmente melhor descreve a física ao nível subatómico. Quando é que o LHC estará pronto a funcionar? “Esta primeira longa paragem estava programada para durar até ao Outono de 2014”, diz-nos Incandela. “É difícil dar uma data precisa, porque o calendário pode mudar. Mas a ideia é que a máquina fique pronta até finais de 2014 ou início de 2015. O mais provável é que as colisões de protões recomecem em 2015 a energias de 13 TeV.”

Cancro de pulmão está a tornar-se o mais mortal para as mulheres

Efeito de uma mudança social

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o todo, vão morrer 1.314.236 pessoas de cancro nos 27 países da União Europeia durante o ano de 2013, prevê um artigo publicado nesta quarta-feira na revista Annals of Oncology. São mais 32.542 pessoas do que as que morreram em 2009 devido ao cancro. Ainda assim, é um saldo positivo, em termos percentuais morrerão menos 6% de homens e menos 4% de mulheres, de acordo com o estudo. O aumento do número efectivo deve-se a uma população europeia mais envelhecida entre as duas datas. Mas há más notícias dentro das boas novas. A percentagem de mortes por cancro do pulmão está a crescer nas mulheres e prevê-se que seja a primeira causa de morte por cancro na população feminina em 2015, ultrapassando o

cancro da mama, tal como já é nos homens. “Se estas tendências opostas dos rácios [de mortes] de cancro do pulmão e da mama continuarem, então em 2015 o cancro do pulmão será o mais mortal na Europa”, defende Carlo La Vecchia, co-autor do estudo e responsável pelo departamento de Epidemiologia no Instituto Mario Negri em Milão, Itália.

Nos 27 países da UE , em 2013, 14 em cada 100 mil mulheres vão morrer de cancro do pulmão, segundo o estudo, o que equivale a 82.640 mortes, um aumento de 7% face a 2009. O cancro da mama, que por enquanto é mais mortal, vai ser este ano a causa de morte de 14,6 mulheres em cada 100 mil, números brutos são 88.886 mortes. Mas representa uma redução de 7% desde 2009.


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cultura

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Joana Vasconcelos apresenta representação contemporânea de Lisboa

De cacilheiro para Veneza

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cacilheiro Trafaria Praia vai ser transformado em “obra de total” pela artista Joana Vasconcelos e representar Portugal na Bienal Internacional de Artes Plásticas de Veneza. Atracado nos estaleiros da Navaltagus, no Seixal, o cacilheiro está a ser recuperado. Segue-se a intervenção artística. O exterior será revestido com azulejos, azuis e brancos, pintados à mão pela fábrica Viúva Lamego. O painel, inspirado no painel de Gabriel del Barco (século XVII), terá uma representação contemporânea de Lisboa, da Torre do Bugio à Torre Vasco Gama. Dentro do cacilheiro, no primeiro piso, a sala principal será forrada com uma “intervenção têxtil” em tons de azul e com pequeninas luzes. “É uma sala-

-cega, será como entrar dentro de um ser vivo, sentindo a sua respiração que será dada pela oscilação das luzes”, explica Joana Vasconcelos. Finalmente, o piso superior, forrado com cortiça, será uma montra de Portugal, com produtos da loja Vida Portuguesa, de Catarina Portas, e um espaço para pequenos eventos (concertos, conversas, cocktails). A ideia arrancou com as cerca de 1,8 milhões de patacas disponibilizado pela Direcção Geral das Artes, que assume a representação oficial portuguesa, o que era manifestamente insuficiente para um projecto desta envergadura. Por isso, além dos vários apoios institucionais, a equipa tem trabalhado para conseguir “parcerias” que possibilitem “que este barco chegue a bom porto”.

Quadro oferecido por Paula Rego a amigo arrematado em leilão por quase 6,5 milhões de patacas

Rico presente

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no chão a olhar para o céu estrelado com duas ovelhas ao fundo. Segundo as notas do catálogo da leiloeira Christie’s, foi um presente a um “amigo próximo” no Natal de 1994, após a conclusão da série Dog Woman, que retrata mulheres em posições animalescas. Este conjunto de

m quadro de Paula Rego que a pintora portuguesa tinha oferecido a um amigo em 1994 foi esta quarta-feira arrematado num leilão em Londres por cerca de 6.46 milhões de patacas. Good Dog, de 1994, é uma tela pintada a pastel que mostra uma figura humana sentada

trabalhos é, segundo a própria pintora, uma homenagem da artista ao marido, o também pintor Victor Willing, falecido em 1988. Durante quase 19 anos ficou em ambiente privado, fora dos catálogos, livros ou exposições de Paula Rego, pelo que atraiu algum interesse na sala de lei-

lão, com várias ofertas em concorrência. Uma outra obra da pintora portuguesa, Hyacinth - Reclining Hippo from Walt Disney’s Fantasia, de 1995, foi também vendida esta quarta-feira, por cerca de 4,2 milhões de patacas. O quadro é um retrato grotesco de uma bailarina sentada numa cadeira, constituindo uma abordagem da pintora portuguesa ao filme Fantasia dos estúdios Disney e foi produzido para celebrar o centenário do cinema britânico.

Voz de Mariza ajuda exportadores portugueses a conquistar o mercado russo

A fadista Mariza cantou e encantou os participantes de um jantar realizado, na quarta-feira, na capital russa, dedicado aos produtos portugueses exportados pelo grupo Portunion. O jantar contou com a presença de mais de 30 gerentes de empresas importadoras russas de produtos alimentares, bem como de grandes cadeias de supermercados. A dada altura, fez-se silêncio e ouviu-se a voz de Marisa: “Trago um fado no meu canto, canto a noite até ser dia?”. Vestida de negro, a intérprete dirigiuse para o palco entoando “meu fado, meu fado”. “Estou a ouvir fado pela primeira vez, parece-me muito triste, mas é muito bonito e a voz da cantora não deixa dúvida de que ela deve ser das melhores fadistas do vosso país”, declarou à Lusa Alexandre, empresário russo da restauração. “O fado tem algo de semelhante às romanças russas, nostálgico, mas muito bonito. Estou surpreendida”, acrescentou a esposa do empresário.

Governadores de Macau dia 18 em Lisboa

O Centro Científico e Cultural de Macau e a editora Livros do Oriente apresentam na próxima segunda-feira, pelas 18h30, nas instalações do Centro Científico, na Rua da Junqueira, 30, em Lisboa, o livro “Governadores de Macau.” A obra com autoria de Paulo Jorge Sousa Pinto, António Martins do Vale, Teresa Lopes da Silva e Alfredo Gomes Dias, conta com a coordenação de Jorge dos Santos Alves e António Vasconcelos de Saldanha. A apresentação da obra será feita por Jorge dos Santos Alves sendo a sessão presidida pelo Ex-Presidente da República, General António Ramalho Eanes. “Governadores de Macau” surge como mais um importante registo para a história do território desde 1623.

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AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 3/P/2013

CONVOCATÓRIA ELEIÇÃO DOS CORPOS GERENTES São, por este meio, avisados os associados da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, que a eleição dos corpos gerentes, para o triénio 2013/2016, terá lugar no próximo dia 03 de Março (Domingo), das 10H00 às 19H00 horas, na sede da ATFPM, sita na Avenida da Amizade, Nº 273-279, R/C. Sendo um acto eleitoral muito importante para a vida associativa da ATFPM, solicita-se a presença de todos os associados. Macau, aos 14 de Janeiro de 2013. A Presidente da Mesa da Assembleia Geral Rita Botelho dos Santos

Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 28 de Janeiro de 2013, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos Como Contrapartida do Fornecimento de Reagentes ao Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 14 de Fevereiro de 2013, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $32,00 (trinta e duas patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website do S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 15 de Março de 2013. O acto público deste concurso terá lugar no dia 18 de Março de 2013, pelas 10,00 horas, na sala do “Museu” situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $ 362.000,00 (trezentas e sessenta e duas mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 4 de Fevereiro de 2013. O Director dos Serviços, Lei Chin Ion


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desporto

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Reeva Steenkamp foi encontrada morta na casa do atleta sul-africano

Oscar Pistorius acusado de matar namorada

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atleta sul-africano Oscar Pistorius, primeiro paralímpico a participar nos Jogos Olímpicos, conhecido como Blade Runner, foi ontem detido para interrogatório pela polícia, por suspeita de matar uma mulher, identificada como sendo a sua namorada. A polícia confirmou que foi encontrada uma mulher morta na residência de Pistorius, em Silverlakes, Pretória. Trata-se, de acordo com a imprensa sul-africana, da namorada, Reeva Steenkamp, de 30 anos, modelo e licenciada em Direito. O caso ocorreu entre as 4h e as 5h (horas locais). “Os paramédicos declararam a mulher morta no local e a polícia está a investigar.Amulher apresentava ferimentos na cabeça e na parte superior do tronco”, disse a porta-voz Katlego Mogale, citada pelo jornal sul-africano The Times.

Não quis, porém, confirmar que o autor dos disparos tenha sido Pistorius. A mulher foi atingida por quatro tiros e no local foi encontrada uma pistola de 9 mm. O jornal Beeld e a Talk Radio 702, de Joanesburgo, noticiaram que o atleta terá disparado sobre a mulher por engano, pensando tratar-se de um ladrão que lhe tivesse entrado em casa. Estrela no seu país, Oscar Pistorius, de 26 anos, conhecido como Blade Runner devido às próteses de carbono com que corre, atleta de 400 metros, campeão paralímpico, foi o primeiro duplamente amputado a participar em Jogos Olímpicos, em 2012, em Londres. Ficou-se pelas meias finais mas já tinha feito história. Alguns dias depois, ganhou a medalha de ouro dos 400 metros nos paralímpicos, que somou a três outras

ganhas quatro anos antes em Pequim: as dos 100, 200 e 400 metros. Fez parte da estafeta sul-africana que conquistou a mepub

dalha de prata nos Mundiais de atletismo de 2011 na Coreia do Sul, apesar de não ter corrido a final. Apaixonado pela velocidade, sofreu a amputação de ambas as pernas aos 11 meses e corre com próteses em fibra de carbono.

Campeonato de Carros de Turismo de Macau corre apenas no circuito de Guangdong

Concentrado em Zhaoqing Sérgio Fonseca info@hojemacau.com.mo

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ELO terceiro ano consecutivo, o Campeonato de Macau de Carros de Turismo (MTCS, na sigla inglesa) será composto por duas únicas jornadas duplas e ambas a realizar no Circuito Internacional de Guangdong. O calendário para 2013 do MTCS foi revelado pela Associação Geral de Automóvel Macau-China (AAMC) numa sessão de esclarecimento com os pilotos no passado dia 1 de Fevereiro. A primeira prova a realizar no circuito dos arredores da cidade continental chinesa de Zhaoqing está marcada para o fim-de-semana de 18 e 19 de Maio, enquanto a segunda rodada será disputada de 21 a 23 de Junho. Estas duas provas serão pontuáveis para as categorias N2000 (viaturas de Grupo N), AAMC Challenge (viaturas FIA S2000

e S2000 homologação nacional) e Macau Road Sport Challenge. As inscrições para o campeonato estarão abertas de 4 a 15 de Março e custarão 20 mil patacas. Tal como em anos anteriores, em causa, nestes dois eventos, estarão também as vagas para os pilotos locais para a Corrida de Interport MAC/HKG, Taça de Carros de Turismo de Macau e Corrida Macau Road Sport Challenge da 60.ª edição do Grande Prémio de Macau. A possibilidade de um terceiro evento a realizar esta temporada, em Xangai, ou Sepang, na Malásia, chegou a ser ponderada, mas os elevados custos associados a uma deslocação a qualquer uma destas pistas de Fórmula Um inviabilizou a ideia. É de recordar que o traçado de Zhaoqing passou a ser a primeira opção para os campeonatos de automobilismo de Macau a partir

do momento em que a pista construída há cerca de cinco anos se tornou mais apelativa para os concorrentes do território que o rival e vizinho circuito de Zhuhai.

Ano de transição

2013 será um ano de transição regulamentar para o MTCS. Na temporada de 2014 será introduzido um novo regulamento técnico que deverá ditar uma transformação no actual parque automóvel das competições de carros de Turismo da RAEM. Os motores 2.0-litros irão dar lugar aos novos motores 1.6 litros turbo, seguindo a filosofia que a Federação Internacional do Automóvel (FIA) decidiu incutir nas corridas de carros de Turismo em todo o mundo a partir do próximo ano. Os campeonatos de Hong Kong também irão seguir o exemplo.


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[ ] Cinema Sala 1

I LOVE HONG KONG 2013 [B]

(Falado em cantonês, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Chung Shu-kai Com: Eric Tsang, Bosco Wong, Michael Tse, Kate Tsui 14.15, 18.00, 21.45, 23.45

journey to the west: conquering the demons [c]

(Falado em cantonês, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Stephen Chow, Derek Kwok Com: Shu Qi, Wen Zhang, Huang Bo, Show Lo 16.05, 19.50 Sala 2

journey to the west: conquering the demons [3d] [c] (Falado em cantonês legendado em chinês e inglês) Um filme de: Stephen Chow, Derek Kwok Com: Shu Qi, Wen Zhang, Huang Bo, Show Lo 14.15, 21.45, 23.45

futilidades

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Cineteatro | PUB Hotel transylvania [3d] [A] (Falado em cantonês) Um filme de: Genndy Tartakovsky 16.15, 18.00

one piece film z [b]

(Falado em japonês, legendado em chinês) Um filme de: Tatsuya Nagamine 19.45 Sala 3

a good day to die hard [c] Um filme de: John Moore Com: Bruce Willis, Jai Courtney 21.30, 23.30

Aqui há gato

one piece film z [b]

(Falado em japonês, legendado em chinês) Um filme de: Tatsuya Nagamine 16.00, 18.00

VERTICAIS: 1-Nota musical. Imitante. 2-Dificuldade de engolir. 3-Parte por onde se segura alguma coisa. Uiva. Centilitro (abrev.). 4-Segure coisa que cai ou que foi atirada. Puxe à fieira. 5-Homem de pestígio ou de influência numa localidade (Bras.). Cão pequeno, de pêlo comprimento 6-Arranhadura. 7-Bichano. Giesta. 8-Caminhai. Pessoas gordas e desajeitadas (Pop.). 9-Nota de música. Camareiro. Chata, baixa. 10-Dar cor de lagarto. 11-Raspareis. Letra grega.

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Restam, estão. Andar à roda. 2-Acto de aparar. 3-Fruto do abacateiro. Apartamento (abrev.). 4-Que é da natureza do ícore. Pimenta de Caiena. 5-Malvada. E assim por diante (abrev.). Remar para fazer recuar. 6-Pau-ferro. Rio europeu. Peça, rogue. 7-Pedículo central dos cogumelos. Does. Planta liliácea oriunda da China. 8-Espécie de peneira (Bras.). Guerrearas. 9-Luto. Esburacar (Fam.). 10-Vacilamos (Fig.). 11-Leu muitas vezes. Que possui asas.

[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 23:45 01:20 02:00 04:00

TDM News - Repetição Telejornal + 360º (Diferido) RTPi Directo Montra do Lilau (Repetição) Vingança Telejornal TDM Talk-Show Perdidos Sr.6 Escrito nas Estrelas TDM News Resumo Liga dos Campeões Liga dos Campeões: Real Madrid – Manchester Telejornal (Repetição) Liga Europa: Bayer Leverkusen – (Benfica Directo) RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Sexta às 9 15:10 Percursos 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Nosso Tempo 17:30 Aurea Mais ... 18:20 Palcos 19:10 Depois do Adeus 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 13:00 Big Ten Conference Basketball 2012/13 Northwestern vs. Ohio State 15:00 Premier League Darts 2012 16:30 ABL Crossover 2013 17:00 Big Ten Conference Basketball 2012/13 Northwestern vs. Ohio State 19:00 The Football Review 2012-2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (LIVE) Asean Basketball League 2013 Chang Thailand Slammers vs. Indonesia Warriors 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Football Asia 2012/13 23:00 Smash 2013 23:30 Global Football 2012/13

31 - STAR Sports 13:00 Surf Life Saving World Championships 2012 14:00 Sydney Running Festival 2012 15:00 F1 Classics - 1989 Hungarian Grand Prix 16:00 F1 Classics - 1989 Japanese Grand Prix 17:00 Intelligent Sport UK Challenge 2012 17:30 AFC Champions League 2012 Al Hilal vs. Ulsan Hyundai 19:30 Rebel TV 19 20:00 MotoGP World Championship 2009 - Highlights Australian Grand Prix 21:00 Game 2012 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 World of Gymnastics 2013 22:30 Game 2012 23:00 Spirit Of Yachting 2012 23:30 HSBC Sevens World Series 2012/13-Highlights 40 - FOX Movies 11:25 Real Steel 13:35 War Horse 16:00 Transporter 16:50 Wall-E 18:30 Armageddon 21:00 In Time 22:50 The Beach 00:40 Transporter 41 - HBO 11:25 Gladiator 14:00 Crazy, Stupid, Love 16:00 Dickie Roberts 17:40 Justin Bieber 19:30 Practical Magic 21:20 Faster 23:00 Immortals 00:50 The King’S Speech 42 - Cinemax 12:15 Star Trek First Contact 14:15 Sanctum 16:00 To Catch A Thief 17:45 The Eiger Sanction 20:00 Never Back Down 2 21:45 Epad On Max 22:00 Banshee 23:00 Spartacus: Vengeance 00:40 Straw Dogs

VERTICAIS: 1-FA. IMITADOR. 2-I. ACATAPOSE. 3-CABO. ULA. CL. 4-APARE. O. FIE. 5-MACOTA. LULU. 6-RASCADURA. 7-GATO. RETAMA. 8-IDE. C. SACOS. 9-RE. AIO. RASA. 10-ALAGARTAR. D. 11-RAPAREIS. RO. HORIZONTAIS: 1-FICAM. GIRAR. 2-A. APARADELA. 3-ABACATE. AP. 4-ICOROSO. AGA. 5-MA. ETC. CIAR. 6-ITU. AAR. ORE. 7-TALO. DES. TI. 8-APA. LUTARAS. 9-DO. FURACAR. 10-OSCILAMOS. R. 11-RELEU. ASADO.

À venda na Livraria Portuguesa Goodbye, Columbus e Cinco Contos • Philip Roth

O primeiro livro de Philip Roth foi premiado e granjeou-lhe imediatamente a reputação de escritor de ironia explosiva, capacidade de observação impiedosa e compaixão pelas suas personagens, mesmo pelas mais desprovidas de sentido da realidade. Goodbye, Columbus é a história de Neil Klugman e da bonita e ousada Brenda Patimkin, ele da pobre Newark, ela do bairro suburbano de Short Hills, que se conhecem numas férias de Verão e mergulham numa relação que diz tanto das classes sociais e da suspeita como do amor. A novela é acompanhada de cinco contos cujo registo vai da iconoclastia à ternura sem reservas.

Grandes Exploradores Portugueses • Susana Lima

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

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Homens corajosos, aventureiros e muito inteligentes… mas que são de outros tempos, de outras épocas. Muitos serão automaticamente reconhecidos pelo leitor, outros nem tanto. Penso que nestes últimos a leitura terá um travo especial, desvendando em cada virar de página mais um mistério. São histórias cheias de emoção com personagens de carne e osso. Pessoas aparentemente comuns, mas que, em algum momento das suas vidas, se tornaram diferentes, especiais. Aventureiros por natureza, sem dúvida.» Pêro da Covilhã, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Fernão de Magalhães, Cristóvão de Mendonça, Diogo Álvares Correia, António de Andrade, António Raposo Tavares, Hermenegildo Capelo, Gago Coutinho, Carlos Bleck, João Garcia. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Caos pelas costuras Oh se faz favor... “Ng koi, ng koi”... (alguns encontrões depois... e é possível arranjar uma brecha para passar). Mas é uma tarefa que requer habilidade. Ou imposição por via da força. É assim o dia-a-dia em Macau por estes dias. Torna-se impossível caminhar pelos passeios, e atravessar passadeiras, nesta altura do ano. A razão, já se sabe, é o ano novo a bater à porta. E os continentais, em maioria, entram sem pedir licença. O problema é que fora nesta altura, cujo congestionamento de pessoas ganha contornos mais dramáticos, também durante o ano, atravessar “lugares de culto” como o Leal Senado ou a Rua de São Paulo deixa os nervos dos locais em franja. Não se consegue viver numa cidade que rebenta pelas costuras face ao número de turistas que recebe. As infra-estruturas estão a dar de si. Não há capacidade de acolher tanta gente num território com 30 quilómetros quadrados. A torneira, está visto, tem mesmo de fechar. No entanto, pretende-se criar mais unidades hoteleiras. E os números vão sendo anunciados. Mais onze hotéis a serem construídos. E outros 25 anunciados. Onde? Pergunto-me. Os aterros não chegam senão daqui a mais uns cinco ou sete anos, e nesta cidade não há espaço nem para habitação pública - que não em património verde que devia ser protegido - como é que se quer arranjar espaço para que os turistas pernoitem. Compreendem-se as vantagens dessa intenção mas não deixa de assustar. Entre as mesmas hospedarias, tentamos ainda perceber onde é que se arranja espaço para os chamados “backpackers”, ou mochileiros, que querem dar um salto a Macau mas não podem pensar em pernoitar em hotéis que lhes arrombam o orçamento. Aguarda-se que a zona norte fique um pouco mais sobrepovoada, de forma distribuída e equilibrada, para que se desertifique o centro. E esperemos que estes planos dos Serviços de Turismo sejam iluminados e o ano da serpente traga bom auguro neste sentido. Para que o ano do cavalo seja recebido com mais “harmonia”. Kung Hei Fat Choi

Pu Yi


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opinião

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Paul Chan Wai Chi*

um grito no deserto

Resignar ou não resignar

N

O dia 11 de Fevereiro o Papa Bento XVI anunciou que iria resignar no dia 28 de Fevereiro porque estava demasiado fraco para continuar no cargo. A decisão prepara o terreno para um conclave onde será eleito um novo Papa. Pessoalmente acho que o Papa Bento XVI tomou uma decisão acertada e mostrou que leva muito a sério o seu trabalho enquanto dirigente máximo da igreja. Segundo o cânone 332 do Código do Direito Canónico, “Se o Romano Pontífice resignar do seu cargo, é necessário que essa decisão tenha sido tomada de livre vontade e devidamente anunciada para que o acto seja válido, sem que seja necessária a aprovação de ninguém.” No seu anúncio, o Papa Bento XVI explicou claramente as razões da sua resignação. E de acordo com o cânone, essa resignação torna-se de imediato efectiva sem necessitar de ser aprovada por outros. O Papa Bento XVI já tinha feito mais do que o suficiente para cumprir o seu dever em prol da Igreja Católica. Apoio incondicionalmente a decisão de uma pessoa 85 anos, que sabe quando é

cartoon por Steff

a altura de sair, mostrando uma atitude de grande responsabilidade perante a Igreja. As razões subjacentes à sua resignação podem ser detectadas em 2005 quando concorreu à eleição papal. Na altura, a

Igreja Católica precisava da liderança de um homem forte, capaz, justo e com grande experiência. O Cardeal Joseph Ratzinger, que era na época Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé foi eleito como o novo Papa. Só a sua fé em Deus e a sua devoção para com a Igreja Católica é que fazem com que alguém com 78 anos de idade e cuja vida já atingiu os seus limites, aceite assumir um cargo tão exigente. O Papa Bento XVI testemunhou os últimos dias do Papa João Paulo II. Não quer que a Igreja Católica assista outra vez ao apagamento do seu líder incapacitado e desamparado. É por isso que escolhe resignar. É uma decisão que mostra responsabilidade por si próprio e que ao mesmo tempo beneficia a Igreja. Em relação a esta resignação, reparei que algumas pessoas da China Continental propuseram que um bispo local, de idade avançada, seguisse o exemplo de Bento XVI e resignasse também antes de ficar enfermo. Na verdade parece ser uma boa ideia. Mas uma vez que não existe consenso entre a China e o Vaticano quanto à ordenação do bispo, este não pode resignar. Se

Asteróide 2012 DA14

o fizesse o lugar seria ocupado por alguém nomeado pelo governo chinês. Para que se mantenha uma ligação entre a Igreja Católica na China e o Vaticano o idoso bispo tem de permanecer no cargo até que haja uma real melhoria das relações entre a China e o Vaticano.

Desde a Transferência de Soberania, o antigo Chefe do Executivo, Edmund Ho, esteve no poder por dois mandatos. O actual Chefe do Executivo, Chui Sai On, pode apenas renovar o seu mandato mais uma vez. Mas os mandatos dos nossos Secretários são muito mais extensos do que os do Chefe do Executivo. Será verdade que não existem em Macau talentos políticos que os possam substituir nos seus cargos, ou que esses postos não sejam suficientemente importantes para ser necessário encontrar substitutos? O Papa da Igreja Católica pode resignar, mas um bispo de idade avançada na China não o pode fazer. Esta é uma realidade formatada pelas situações. A decisão de resignar, ou não, deve ter como objectivo principal maximizar os benefícios da sociedade como um todo. Desde a Transferência de Soberania, o antigo Chefe do Executivo, Edmund Ho, esteve no poder por dois mandatos. O actual Chefe do Executivo, Chui Sai On, pode apenas renovar o seu mandato mais uma vez. Mas os mandatos dos nossos Secretários são muito mais extensos do que os do Chefe do Executivo. Será verdade que não existem em Macau talentos políticos que os possam substituir nos seus cargos, ou que esses postos não sejam suficientemente importantes para ser necessário encontrar substitutos? Nas iminentes eleições para a Assembleia Legislativa, em Setembro, a decisão de reeleger, ou não, os deputados de forma directa, está nas mãos dos eleitores. Mas quanto aos deputados eleitos indirectamente, cuja reeleição depende dos votos das associações/organizações, não seria uma boa oportunidade para injectar algum sangue novo na Assembleia Legislativa? É uma felicidade ter a capacidade de escolher resignar. *Deputado e membro da Associação Novo Macau Democrático


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Isabel Castro

isabelcorreiadecastro@gmail.com

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contramão

A dor do cotovelo

P

ARAR. Arrancar. Parar de novo. Esperar. Respirar para o lado, sem respirar fundo. Um toque aqui. Um toque ali. Cuidado com o corpo. Cuidado com os sacos das compras. Cuidado com a mala. Cuidado com a carteira. Cuidado com os pés. Muito cuidado com a cabeça, se for baixinho. Cuidado com todas as partes mais ou menos sensíveis do corpo. Cuidado com os braços. Cuidado com os cotovelos dos outros. Arrancar. Parar e esperar. Parar. Pensar em ter asas. Pensar em estar longe. Pensar em ter rua. Espaço. Passado. Tempo. Paciência. Parar. Arrancar. Parar. Já não sei que cidade é esta. Sei que é cidade de turistas e até aí tudo bem – faz parte deste imenso jogo em que vivemos. Dos intuitos de diversificação nada nasce, nem sequer ideias que são coisa que, por estas bandas, valem pouco e não contam para as estatísticas. Mas a cidade está irreconhecível. Já não sei que cidade é esta. Passeios cheios. Cheios de gente. Passeios que transbordam de gente. Gente que nunca mais acaba. Gente nas ruas. Gente que não imaginávamos que ainda coubesse na cidade, naqueles metros quadrados de cidade que interessam a quem quer tirar a foto com as Ruínas ao longe e comprar bolachas para levar para casa. Gente que se acotovela. Gente que pisa gente. Gente que vai com calma. Gente que vai com menos calma. Gente que veio a Macau à procura de um sítio diferente. Gente que não se sentirá muito bem tratada, sardinha em lata que não respira, não vê, não sente. E depois há a outra gente que, como eu, já não sabe que cidade é esta. Gente que fica por cá em serpentinos e festivos dias. Gente que tem de estar na cidade, sem asas nem fuga. Gente que vive no centro da cidade. Gente que quer ir à padaria ao fundo da rua e não encontra espaço para pôr os pés. Gente que não voa. Gente que vive cá. Gente que tem direito a cá viver. Bem sei que é um lugar-comum, um clichezinho: o Governo não desceu à baixa, não terá ido ao centro por estes dias. Mesmo em tempos normais, quando as cotoveladas são menos, o Governo não faz o périplo dos turistas, nem dos residentes que por ali vivem, por ali trabalham, por ali circulam, pé ante pé, pé depois de pé, pé pisado, pé calcado, pé a doer. Como o nosso Governo não vai à rua, não sente nem a dor do calo, nem a dor do cotovelo

Como o nosso Governo não vai à rua, não sente nem a dor do calo, nem a dor do cotovelo – a dor do cotovelo que espeta, que sem querer (ou com querer) é maneira de abrir caminho. O Governo não anda a pé mas vê televisão – gente que se toca sem vontade de se tocar, gente que desespera, gente, gente, gente

– a dor do cotovelo que espeta, que sem querer (ou com querer) é maneira de abrir caminho. O Governo não anda a pé mas vê televisão – gente que se toca sem vontade de se tocar, gente que desespera, gente, gente, gente. Pessoas, pessoas e ainda mais pessoas com vidas nos corpos e ideias na cabeça num cortejo nada festivo de encontrões, cotoveladas e pisadelas. E gente e mais gente que tenta sair da terra, ou entrar na terra, o desespero em dias de festa, o barulho dos panchões lá ao fundo, os restaurantes cheios a facturarem a dobrar, a escolherem clientes, a fazerem-se caros, os transportes cheios, os táxis que desaparecem, as patacas a entrar, a entrar, a paciência a voar nas asas que não nos dão. Já não sei que cidade é esta. Bem sei que não é o Governo de cá que decide quantas almas têm a possibilidade de se transformar em turistas por um dia ou, na melhor das hipóteses, por um dia e meio. Bem sei que não é o Governo de cá que inventou a sorte que chega ao terceiro dia. Mas sei que é o Governo de cá que cá está. É o Governo daqui que tem de explicar ao Governo de lá que já não dá mais. Esta semana não se atingiu o limite – esse já foi ultrapassado há muito tempo. O que se viu esta semana nas ruas e nas fronteiras de Macau deixa o limite tão para trás que já nem se vê – o limite, o limite do compreensível, o limite do respeito, o limite do que é humano. É o recorde do disparate, do insuportável, da degradação. Para quem vem e para quem já cá está. Muitos dos que cá chegam partirão desiludidos; muitos dos que cá estão sentir-se-ão presos numa cidade que, claramente, já não lhes pertence. O que aconteceu esta semana não deve ser motivo de reflexão – não há estudos possíveis nem análises a fazer, deixem-se disso. Deve ser motivo para esclarecimentos – e não devem ser feitos por um director de serviços a prometer medidas para um futuro menos acotovelado. Os esclarecimentos devem vir de cima, de quem manda na terra, de quem tem poder para falar com os que estão do outro lado e decidem quem entra. A gente que cá vive, com dores nos pés e cotoveladas nas costas, merece que alguém lhe explique o que afinal vai ser esta cidade, o que se entende por qualidade de vida quando se fala em qualidade de vida. É um esclarecimento tão simples quanto isto, uma pergunta apenas: afinal, querem cá os que são de cá?

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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Francisco José Viegas confronta secretário de Estado Paulo Núncio

Pedir à autoridade para “tomar no cu” F

rancisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura, redigiu uma carta aberta contra a intenção do Governo de multar todos aqueles que não pedirem facturas pelas despesas efectuadas. No seu blogue, o jornalista, e ex-secretário de Estado do Executivo de Passos Coelho, protestou contra a intenção do governo, e mais concretamente do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio, ameaçando que irá mandar qualquer agente da Autoridade Tributária e Aduaneira que lhe peça um factura “tomar no cu”, avançou o “Diário de Notícias”. “Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar

‘fiscalizar-me’ à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência”. O escritor acrescenta ainda: “Ele, pobre funcionário, não tem culpa nenhuma; mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a Comissão Nacional de Protecção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la.”

Vaticano confirma que Bento XVI bateu com a cabeça

O Vaticano confirmou hoje que o papa Bento XVI bateu com a cabeça durante a visita ao México, em Março do ano passado. Segundo a Santa Sé, foi durante a viagem que o pontífice tomou a decisão de renunciar, que foi anunciada na segunda-feira. O jornal La Stampa afirmou que o acidente aconteceu em León, na região central mexicana, quando

Bento XVI estava no quarto dentro do convento dos Capuchinhos, onde se hospedou na cidade. Ao levantar-se de madrugada para ir à casa de banho, o pontífice bateu com a cabeça num lavatório.

Mário Lino acusado no processo Face Oculta

O ex-ministro Mário Lino foi constituído arguido no processo Face Oculta, por um crime de falsidade de testemunho, punível com uma pena de prisão até seis anos. Interrogado pelo Ministério Público devido a uma carta precatória enviada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro, o antigo ministro do Governo de José Sócrates ficou sujeito a Termo de Identidade e Residência. O depoimento de Mário Lino enquanto testemunha, durante o julgamento do caso “Face Oculta”, não coincide com as declarações que tinha

prestado nas fases de inquérito e de instrução, para além de serem contrariadas pelo depoimento do ex-presidente da Refer Luís Pardal. Em causa estão, segundo Ministério Público, depoimentos com discrepâncias e absolutamente contraditórios, no que respeita à data em que esteve reunido com o sucateiro Manuel Godinho (principal arguido) e conteúdo das conversas. Durante o julgamento, Mário Lino disse que a reunião com o sucateiro foi entre Abril e Julho de 2008, enquanto na fase de instrução tinha apontado para finais de 2008 e princípio de 2009.

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Hoje Macau 15 FEV 2013 #2792 by Jornal Hoje Macau - Issuu