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Hoje Macau 1 FEV 2013 #2785

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Ter para ler

Director carlos morais josé • sexta-feira 1 de Fevereiro de 2013 • ANO XII • Nº 2785

Pouco nublado min 16 max 23 hum 55-95% • euro 10.8 baht 0.2 yuan 1.2

• coxinga turismo

Três novos hóteis económicos no espaço de um ano página 4

Rota das letras

Festival está à porta e traz Teatro Bruto com escritores Página 11 pub

tiago alcântara

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Venham mais cinco (séculos)

pró-democratas explicações na UMAC

Activistas assumem não ser radicais e pedem participação Página 2

Táxis amarelos

Língua portuguesa DSEJ equaciona formação de mais professores locais

A falar português é que a gente se entende Há cada vez mais pessoas que procuram aprender português em Macau. Quem o afirma é a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude que já está a pensar numa forma de formar mais docentes que ensinem a língua de Camões, apesar de “no limite” os existentes ainda consguirem satisfazer a procura. O Governo procura assim preparar novos mecanismos de parceria com instituições de ensino superior por forma a garantir as qualificações dos professores. página 5

Taxistas respeitam decisão judicial e assumem contrato página 3

comboio cantão-zhuhai

Número de turistas em Macau aumentou 5% última pub


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política

sexta-feira 1.2.2013

www.hojemacau.com.mo

Activistas realizam conferência na UMAC para se defenderem

“Não somos radicais, queremos mais participação dos cidadãos” São membros da Novo Macau ou do grupo Macau Consciência e as suas iniciativas cívicas têm gerado polémica na sociedade. Ontem, Bill Chou, docente e membro da Universidade de Macau, fez uma conferência de imprensa que serviu de balanço e de defesa: não se assumem como radicais, mas apenas querem mais veracidade nos assuntos políticos e sociais Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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evam cartazes para a Assembleia Legislativa (AL), organizam manifestações de protesto, enviam cartas para os serviços públicos. Estas são algumas das acções mais recentes de entidades como a Associação Novo Macau (ANM), grupo Macau Consciência ou ainda a Macau Youth Dinamics (Juventude Dinâmica de Macau). Cinco dos seus membros reuniram-se nas instalações da Universidade de Macau (UMAC) para a conferência “jovens de

Macau e participação dos cidadãos”. “Não somos radicais, mas sim mais agressivos. Os radicais pensam numa só direcção sem análise ou objectivos, mas nós consideramos todos os pontos de vista e o que pensamos é razoável. Radical é apenas uma palavra usada pelas associações mais tradicionais”, disse Bill Chou, um dos organizadores e apresentador da iniciativa. Choi Chi Chio, um dos responsáveis do grupo Macau Concelears e autor dos vídeos do deputado Fong Chi Keong, espera que o público reflicta sobre as suas acções. “Quando alguém nos criticar

Viva Macau perde em tribunal contra secretário para as Obras Públicas

Joana Freitas

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Viva Macau perdeu ontem em tribunal contra o Governo. A antiga companhia aérea de Macau, que perdeu a subconcessão que tinha assinado com a Air Macau em 2010 por falta de pagamento de combustíveis e de cancelamento de voos, tinha ganho a oportunidade para ser novamente julgada pelo Tribunal de Segunda Instância (TSI). Contudo, o colectivo de juízes do TSI deu razão a Lau Si Io, secretário para as Obras Públicas e Transportes. “O TSI anunciou hoje [ontem]

a sua decisão final sobre o recurso interposto pela Viva Macau em 2010. A decisão foi a favor do Governo de Macau e o acórdão da sentença será publicado amanhã [hoje]”, explicou a assessoria da Autoridade de Aviação Civil (AACM) ao Hoje Macau. O ano passado, o Tribunal de Última Instância decidiu a favor da Viva Macau, exigindo ao TSI que julgasse novamente se a decisão de findar o contrato de subconcessão teria sido legal ou não. Isto, porque a companhia aérea alega que o termo do contrato foi apenas decidido por Lau Si Io. A Viva Macau diz ainda que

essa decisão foi tomada oralmente e transmitida através da AACM, pelo que considerou que não foi uma decisão da Administração. O mesmo entendimento teve a Última Instância, que considerou que o termo do contrato deveria ter sido feita por escrito. Novo julgamento cabia agora ao TSI, que ontem deu razão a Lau Si Io. Devido a não ser possível aceder ao acórdão do tribunal – que ainda não estava disponível na internet -, não é possível saber os pormenores em que se apoia o colectivo de juízes para decidir a favor do Governo.

À margem da conferência, o deputado Paul Chan Wai Chi confirmou que pretende continuar a defender os interesses dos cidadãos na AL. “Não vou desistir de ser candidato nas próximas eleições, e também não ouvi os outros deputados a dizerem que vão desistir.” Perante a possibilidade de Jason Chao vir a concorrer pela Macau Consciência, ao lado de Bill Chou, Chan Wai Chi não se mostra desiludido. “A Novo Macau respeita as decisões pessoais, e queremos que mais candidatos participem nas eleições, para que se possa representar a justiça em Macau.” No fundo, tal pode “aumentar a cultura da eleição e tornar-se numa prova de que Macau tem condições para que se implemente o sufrágio universal para as eleições na AL e para o Chefe do Executivo”.

mudar o ambiente das associações e da sociedade de Macau.” Paul Chan Wai Chi, deputado da ANM, disse ao Hoje Macau que todos “têm o seu estilo de expressar as suas opiniões”. “Eu também tive a minha época de juventude e espero que todos os jovens possam participar nos assuntos sociais e políticos.”

TNR’s podem ficar seis meses em Macau sem contrato

Lau Si Io vitorioso joana.freitas@hojemacau.com.mo

e disser que as nossas acções são radicais, têm de pensar primeiro qual a razão. Não podem usar sempre essa palavra para rejeitar os nossos actos.” Lei Kuok Keong, presidente da Juventude Dinâmica de Macau, trabalha num casino e foi um dos participantes nos protestos sobre o apagão da CTM e o aumento das tarifas dos autocarros. Durante a conferência, lembrou as actividades promovidas pelas associações tradicionais. “Reconheci-as durante o processo da Reforma Politica. Não queríamos que ele nos representassem, e por isso queríamos construir outra voz para

Paul Chan Wai Chi insiste no cargo

Tempo limite para procurar emprego S

eis meses. É o tempo que os trabalhadores não-residentes (TNR) podem fciar em Macau sem contrato, depois de ficarem desempregados. A decisão foi acordada entre os deputados da 3ª. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), que estudam a proposta de lei de alteração à Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes na especialidade, e Executivo. Esta é uma excepção ao regime de impedimento,

que obrigava os TNR a saírem de Macau, e surge, de acordo com o Executivo, por necessidades sociais. “Com estas novas regras é mais estável e percebemos que havia necessidade destas alterações”, disse Francis Tam, secretário para a Economia e Finanças, à rádio Macau. Os TNR vão ter seis meses sem contrato para procurar trabalho, desde que este seja na mesma área. Durante esse período, ficam com visto de turista.

Estes trabalhadores podem ficar em casos onde é revogada a autorização de contratação concedida ao empregador, o contrato é terminado por mútuo acordo, o empregador decide rescindir o contrato sem justa causa ou o trabalhador não residente acabe o contrato por justa causa. Ainda não há data para que o projecto possa ser levado à análise da AL, o que só acontecerá depois de o Governo entregar a versão final da lei. - J.F.


sexta-feira 1.2.2013

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Companhia de Rádio-Táxis Vang Iek não vai interpor recurso contra a decisão do Tribunal de Segunda Instância (TSI), que dá razão ao Chefe do Executivo no que diz respeito a mudanças no contrato que concede cem licenças especiais aos táxis amarelos. “Não estamos aqui para andar atrás um do outro, em princípio vamos aceitar as modificações do contrato porque eles têm a interpretação correcta dos termos do contrato”, frisou Mário Sin, director-executivo da Vang Iek, ao Hoje Macau. “Temos que saber perder, não podemos estar toda a vida a lutar, não há vantagem para nenhuma das partes.” Hoje era o último dia para o fazer. A Vang Iek perdeu um recurso contra o Chefe do Executivo, no TSI, na semana passada, depois de ter contestado os termos de renovação do contrato entre a empresa e Governo. O contrato da Vang Iek

política

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Táxis amarelos vão acatar mudanças contratuais e preparam carro especial para deficientes

Licença(s) para continuar expirou em Agosto de 2011 e o Governo terá imposto condições diferentes das do contrato inicial para que houvesse renovação: a adaptação de um carro para o transporte de pessoas portadoras de deficiência e a manutenção de, pelo menos, cinco táxis nas praças de espera. A companhia não aceitou as condições do Governo e a falta de consenso levou a DSAT a anunciar a extensão do contrato da operadora por mais 18 meses, até Fevereiro deste ano, ao contrário do que era pedido pela companhia, que queria manter por mais dez anos as cem licenças especiais que permitem a operação dos táxis amarelos.

Agora, e depois de o Executivo ter decidido prolongar o contrato por novo prazo, Mário Sin explica ao Hoje Macau que os táxis amarelos deverão continuar a circular. “Temos tido negociações sempre, só que ainda não se chegou a um acordo. Agora, já estamos quase e temos preparado da nossa parte, porque queremos fazer aquilo que eles nos pedem, mas temos de analisar bem os prós e contras para podermos cumprir a 100%. Estamos quase a concluir as nossas negociações.” O transporte de deficientes, diz o responsável da Vang Iek, tem sido feito pelos táxis amarelos, com a ajuda do motorista, que dobra a

cadeira de rodas. Contudo, a empresa admite estar a negociar com a construtora dos carros a melhor maneira de fazer uma viatura mais adaptada. “O que eles [Governo] queriam era um carro sem obstáculos e estamos a negociar a parte da construção a melhor maneira de fazer este veículo, para transportamos pessoas que utilizam as cadeiras de rodas.” Mário Sin afirma que a empresa e o Governo vão chegar a acordo muito brevemente. “Se as coisas correrem bem começamos rapidamente já a funcionar. Farei o meu esforço para não deixar aquilo parar, porque os táxis são precisos.”

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Ao Hoje Macau, Mário Sin diz, no entanto, que as negociações estão a ser feitas para que a companhia faça as adaptações bem e “não de qualquer maneira”, de forma a que não sejam criadas mais formas de criticarem a companhia. Questionado sobre a decisão de ter sido colocado recurso em tribunal, Mário Sin afirma que a acção judicial teve como objectivo apenas esclarecer a interpretação que cada uma das partes tinha dos termos contratuais. “A razão do recurso foi a interpretação que cada um tinha, porque o contrato foi feito em português antes da transferência e depois em chinês e a interpretação foi diferente da nossa parte e da parte da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego”, explicou ao Hoje Macau. “Para esclarecermos isso, a única maneira era pormos numa terceira identidade, neste caso o tribunal, para percebermos que interpretação estava certa. Agora vemos que era a deles e vamos seguir a maneira de trabalhar deles.”

Operários traçam balanço dos casos tratados em 2012

Lei laboral “precisa de revisão e modificações” A

Estudantes universitários entregaram carta na DSEJ

Cuidado com a campanha eleitoral Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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laborais, incluindo despedimentos considerados injustos ou a falta de pagamento dos subsídios de férias. Lei Chan Yi, directora do departamento dos interesses do trabalho e Direito da FAOM, disse que a lei laboral “precisa de revisão e modificações adequadas”, depois da sua entrada em vigor há quatro anos atrás. Tais mudanças deveriam acontecer, na sua opinião, na área da sobreposição de férias obrigatórias

ou atrasos no pagamento de salários, bem como as indemnizações. A FAOM considera que é necessário criar um sistema de compensação em casos de doenças por trabalhar e acidentes no local de trabalho. “A compensação por acidentes de trabalho é apenas de três mil patacas, mas pensamos que os custos médicos devem ser totalmente cobertos, e o Governo deveria definir essas disposições na lei.” - C.L.

AL Lei de terras vai a votos na segunda-feira

Um dia dedicado ao urbanismo É

já na próxima segunda-feira, dia 4, que a proposta de revisão para a lei de terras vai ser votada na generalidade pelos deputados no hemiciclo. Trata-se de uma votação há muito esperada pela sociedade. Recorde-se que há quatro anos foi anunciada a necessidade de revisão. Um dos pontos da proposta que mais debate promete trazer prende-se com a aquisição de terrenos. Os deputados democratas pedem mais terras para as “gentes de Macau”, mas a revisão do diploma prevê que os terrenos possam vir a ser atribuídos a pessoas singulares

gonçalo lobo pinheiro

rês alunos do ensino superior entregaram ontem uma carta à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) onde pedem que o Governo regule a possibilidade de existirem campanhas eleitorais nas escolas secundárias. Sulu Sou, um dos estudantes, afirmou que embora a lei não regulamente a possibilidade dos candidatos à Assembleia Legislativa (AL) fazerem campanha nas instituições de ensino, tem conhecimento de casos ocorridos no território. “Há funcionários e professores das escolas secundárias, ou mesmo o próprio candidato, que falam nas escolas sobre as associações

que concorrem às eleições ou os candidatos. Há suspeitas de que são dados benefícios alimentares aos alunos que se registam como eleitores”, acusam. O mesmo estudante diz que em Hong Kong já existem regras quanto às actividades feitas durante a campanha eleitoral, com a ocorrência de actos que já terão violado a lei da região vizinha. “Como a Comissão Eleitoral vai ser formada meio ano antes das eleições, vão com certeza surgir mais actos que podem estar relacionadas com as áreas cinzentas da lei. Para evitar que estas situações voltem a acontecer, esperamos que a DSEJ possa realizar alguma acção o mais depressa possível, por forma a termos um ambiente transparente nas eleições.”

Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) apresentou ontem à imprensa o número de casos ligados aos trabalhadores datados do ano passado. No total, o centro de serviços para os operários recebeu 1699 casos, envolvendo 2100 pessoas. 500 casos estiveram relacionados questões de segurança social e o sistema de poupança central. 450 casos foram na área dos assuntos

ou colectivas de “qualquer nacionalidade”, representações estabelecidas na RAEM e até entidades estrangeiras de direito público. Para além deste diploma, a lei

do planeamento urbanístico também será sujeita a apresentação por parte do Executivo e respectiva votação, também na generalidade. A fechar a sessão do hemiciclo, os deputados vão ainda fazer a última votação quanto à lei que “estabelece as normas fundamentais para a aplicação do Direito da RAEM no novo campus da Universidade de Macau na Ilha de Hengqin”, depois de ter estado meses a ser analisada pelos deputados. Durante a manhã, irá ainda decorrer mais uma reunião de comissão sobre a lei de salvaguarda do património. – A.S.S.


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sociedade

sexta-feira 1.2.2013

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Três novos hotéis económicos podem surgir até ao próximo ano novo chinês

Turismo recebeu cinco projectos para licenciamento Rita Marques Ramos Rita.ramos@hojemacau.com.mo

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á cinco projectos, são três novos projectos e duas ampliações para alojamento económico. Mas não há uma forma, neste

momento, porque é um mercado livre, por isso nós não ditamos os preços que eles praticam mas claro, como são projectos, por exemplo, pensões ou hotéis de duas estrelas achamos que vão praticar preços mais acessíveis”, avança Maria Helena de Senna Fernandes,

hoje macau

Não avança informações sobre o tipo de hotéis, quantos lugares nem preços a aplicar porque estarão a cargo dos próprios “investidores”. No entanto, a directora dos serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes, revela que há cinco novos projectos de hospedagens a baixo custo, três deles na península de Macau. Tudo para “incrementar a acomodação para turistas” e subir as estatísticas de pernoita

Dez milhões de patacas para festejos Desfiles de carros alegóricos e fogo de artifício são as duas principais atracções do ano da serpente, que se celebra entre o dia 12 e 13 de Fevereiro. As celebrações custam aos cofres do Governo cerca de 10 milhões de patacas. Para quê? Cerca de 1,6 milhões para o espectáculo de cor nos céus e outros 8,4 milhões para os cerca de mil artistas voluntários que participam através de vestuário, luzes e decorações, trabalhadores e parqueamento de vias, explicou Helena de Senna Fernandes. A directora da DST frisou ainda que este último orçamento só contempla o 3º e 7º dia, dias da parada de celebração do ano da serpente, que vai partir da Avenida Panorâmica do Lago Nam Van e acaba na Praça do Lago Sai Van, pelas 20 horas. Tudo isto para “dinamizar o ambiente e imagem bem como sentir o ano novo chinês em Macau, de modo a que os turistas fiquem mais tempo”, explica a dirigente, que tem vontade de tornar o evento mais internacional.

directora dos Serviços de Turismo (DST), à margem da apresentação da parada de celebração do ano da serpente. Uma nova oferta que a responsável espera já estar disponível para os turistas que venham ao território

por altura do ano do Cavalo, ou seja, em período homologo de 2014. “Mas tudo depende dos investidores. Eles é que decidem se querem abrir e quando querem abrir porque da nossa parte nós vamos facilitar o mais possível em

termos do licenciamento”, salvaguarda. No entanto, esta última fase de licenciamento (depois da aprovação das Obras Públicas para o espaço), segundo a assessoria da DST, deverá estar concluída no decorrer deste ano, sendo que os três

novos projectos ficarão na península de Macau. A oferta vem em boa hora, até porque é vontade dos Serviços de Turismo incrementar o número de quartos disponíveis a preços mais acessíveis para acrescer as estatísticas sobre a pernoita de turísticas, que actualmente se fica por 1,4 noites. A cidade recebe actualmente 28 milhões de turistas, segundo dados disponibilizados pela DST, número que não deverá acrescer este ano, sendo que apenas 50% pernoitam e a taxa de ocupação dos hotéis é superior a 80%, ou seja, há um défice na oferta hoteleira. “Este é um objectivo de médio a longo prazo porque de facto queremos passo a passo incrementar o tempo de estadia”, avalia Helena de Senna Fernandes. Para o concretizar, a DST pretende mostrar melhor as atracções de Macau, investindo agora mais em projectos da zona norte para que haja uma diversificação dos pontos turísticos. “Daqui para a frente, temos de trabalhar em conjunto com as associações da zona norte para fazer mapas e recolher mais informações para fazer um produto mais abrangente”, refere Senna Fernandes. Quanto ao ano novo, Helena de Senna Fernandes diz que os números se irão manter iguais aos do último ano, ou seja, cerca de 860 mil visitantes, e “se houver um aumento deve ser muito ligeiro, de menos de 10%”, revela.

Misericórdia reuniu um milhão de patacas para ajudar famílias carenciadas

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Olhar por quem pouco tem

ão arrancar já amanhã as primeiras duas distribuições de cabazes de bens de primeira necessidade, pelas 11 e 14h30, a 212 famílias seleccionadas pela União Geral das Associações dos Moradores e a Federação das Associações dos Operários, que reuniram 100 lares com carências económicas, e outras 12 famílias do conhecimento directo da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia (SCM). “Fico feliz porque em vésperas do ano novo chinês acho que é importante a SCM poder dar ajuda a este projecto de ajuda humanitária”, explica o provedor António José de Freitas, contactado pelo Hoje Macau. Neste momento, está já reunido um bolo financeiro de

um milhão de patacas necessário para suportar a iniciativa durante este ano, que contou com o apoio de seis empresas - Sands China (200 mil), Melco Crown, (200 mil), Farmácia Popular (150 mil), CTM (50 mil), Associação de Beneficência (150 mil), Empresa de Construção Ho Chun Kei Ltd (150 mil) – e um filantropo particular. “Estou confiante de que vamos ter apoio financeiro suficiente para pelo menos continuar com este projecto até ao fim do ano. As estimativas dos encargos são mensalmente 200 mil patacas porque cada família irá receber no mínimo 500 até um máximo de 1000 patacas, de géneros de bens essenciais”, explica Antó-

nio de Freitas, adiantando que os financiamentos ainda estão em aberto. Até porque, a ideia será aumentar a iniciativa, que está dependente dos recursos. “Não posso prever se o número [de famílias] vai aumentar ou não. Isso vai depender das disponibilidades da SCM”, indica o responsável. No entanto, as “famílias em situação de pobreza escondida”, como refere, ainda se podem candidatar à lista beneficiários junto da Santa Casa. Mas o sucesso do projecto pode ainda atingir outros objectivos. “Este projecto poderá servir de indicador para outro tipo de problemas sociais, por exemplo, em relação a idosos, que vivem com famílias em dificuldades e

que não estão na lista de espera para os lares. (...) Poderá servir de indicador de alguns apoios que o Governo está a conceder como, por exemplo, aumentar o montante do subsídio de risco de sobrevivência ou resolver o problema de habitação (...) porque todos eles têm emprego mas não dá para sustentar a família com alguma dignidade”, revela. E indica um dos exemplos de agregado beneficiário, que serve quase de regra e não excepção. “Até então estava a pagar uma renda de 2500 há dois anos e agora paga 5000. Para uma família que ganha 10000, ter de pagar uma renda de 5000 e sustentar um agregado familiar de seis pessoas é muito difícil.”- R.M.R.


sexta-feira 1.2.2013

sociedade

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Procura do português leva DSEJ a “equacionar medidas para formar mais professores locais”

Língua de Camões ganha impulso no ensino A vontade de aprender português está a crescer no território, segundo a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude. Por isso, e ainda que no imediato não sejam precisos mais professores, começa-se a preparar novos mecanismos de parceria com instituições superiores para qualificar docentes de português Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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ão cada vez mais as pessoas que em Macau procuram formas de aprendizagem da língua portuguesa, garantiu a direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). Em resposta ao Hoje Macau, o organismo disse que para já os professores de língua portuguesa de que dispõe “ainda conseguem, no limite, satisfazer essa procura”, no entanto, não excluiu a hipótese, “atendendo a essa procura em crescimento”, de “equacionar medidas para formar mais professores locais de língua portuguesa junto das instituições de ensino superior, num plano de continuidade futura”. Deste modo, pondera novas formas de estímulo do ensino superior para que haja mais oferta de profes-

sores qualificados. “Tencionamos criar parcerias com estas instituições, a fim de se criarem cursos de formação de pós-graduação em Ciências de Educação, para os habilitados com o Curso de Licenciatura em Português ou interessados em ingressar na carreira de docente”, revela a DSEJ. Outros mecanismos foram já criados de modo a impulsionar a formação de recursos humanos, que venham depois a ser integrados no ensino do português em Macau. “Existe um programa de atribuição de Bolsas de Estudo para o ensino superior (...) destinadas a apoiar os alunos na frequência de cursos do ensino superior, em Portugal, como por exemplo o curso de licenciatura para a formação de professores.” E os lugares são, sobretudo, reservados aos melhores. “Para encorajar os alunos excelentes de Macau a frequentarem o curso de licenciatura para a formação de professores, incluindo o de Língua Portuguesa, foi lançado o ‘Plano de Apoio Financeiro para alunos excelentes frequentarem o curso de Educação’”, indica ainda o grupo

A direcção do ensino deixou ainda os dados actualizados do ensino do português em escolas oficias. No ano lectivo de 2011/2012, o português foi leccionado nas nove escolas públicas de língua veicular chinesa a 2451 alunos, não dando conta ainda de quantos são os inscritos este ano no ensino médio ou se sofreu um aumento face ao ano de 2010/2011. Por outro lado, dá conta de que há cerca de quatro professores a ensinar a língua portuguesa em forma de actividade curricular em quatro escolas particulares, e outros doze em forma extracurricular noutros 12 estabelecimentos de ensino, de entre o total de 16 escolas privadas, que tinham 1383 alunos em 2011/2012. Um número que entretanto foi actualizado, segundo dados divulgados pelo Jornal Tribuna de Macau em Dezembro, para 1641 no novo ano lectivo.

DSEJ apoia formação em Portugal Em 2012, foram seleccionados 15 alunos do ensino secundário complementar para frequentar um Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesas na Universidade de Coimbra, com a duração de cinco semanas. “A DSEJ encontra-se a equacionar o aumento do número de vagas de modo a proporcionar mais oportunidades de aprendizagem”, explica ao Hoje Macau. Entre Junho e Setembro de 2012, o organismo também organizou mais um Curso Intensivo de Português, para alunos que queiram frequentar o curso superior em Portugal, no qual participaram 24 alunos finalistas de escolas secundárias e licenciados em Direito, subsidiados pela Associação Promotora da Instrução Pós-Secundária de Macau, de modo a frequentarem o curso de Direito em Portugal. Por outro lado, também foram subsidiados para a frequência na Universidade Macau do Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesas 70 alunos do ensino secundário em Macau. Em regime pós-laboral, para residentes maiores de 15 anos, 581 alunos participaram nos cursos de português também organizados pela DSEJ, em quatro níveis.

institucional dirigido por Leong Lai. A serem estudados estão ainda outros canais de apoio para permitir aos alunos frequentarem o curso de Licenciatura em Ciências de Educação, em Língua Portuguesa.

Formação de docentes em Portugal

Incluído no estudo e análise sobre ensino do português no território, está o aperfeiçoamento do corpo docente na pátria de Jorge Álvares.

IPOR certificou 25 alunos

“Estamos a intensificar a formação de docentes de português a fim de promover a diversificação de metodologias, através da organização de um curso de formação de ‘Desenvolvimento de capacidade linguística para professores do ensino da Língua Portuguesa’ para docentes dos ensinos infantil, primário e secundário a realizar em Portugal no corrente ano, durante os meses de Julho e Agosto”, avança também a DSEJ.

A DSEJ informou ainda ao Hoje Macau que encoraja as escolas a contratarem professores qualificados, “balizando a oferta da disciplina em critérios definidos pelas Exigências das Competências Académicas Básicas para o Português como Língua Estrangeira”, apoiando um outro modelo de promoção da língua portuguesa. Segundo o organismo, existem três escolas que aderiram a este plano. E, de outro modo, para encorajar a participação de alunos nos “Testes de Certificação de Português como Língua Estrangeiras” no Centro de Exames do Centro de Avaliação de Português como Língua Estrangeira (CAPLE), foi confiada ao IPOR, em 2012, a organização de um curso de preparação para estes exames, tendo concedido subsídios a 25 alunos.

Novos projectos dos casinos ganham mais 250 mesas

Galaxy leva com mais cinquenta

J

á é conhecido o número de mesas de jogo que serão atribuídas aos novos empreendimentos de jogo no Cotai. Enquanto a Galaxy Entertainment vai ganhar 50 para a segunda fase do seu projecto, estão reservadas outras 200 para outros empreendimentos de outras operadoras, onde se inclui os da Sands China. A garantia foi dada pelo secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, citado pela Rádio Macau.

“Em relação ao aumento para 400 mesas no Sands Cotai Central, o que aconteceu foi que durante a construção do empreendimento já nos tínhamos comprometido com 400 mesas para esse projecto, que foi concluído em duas fases. Na primeira fase, atribuímos 200 mesas e, agora, finda a segunda fase, outras 200 (...) Por outro lado, para todo o projecto do Galaxy Resort concedemos 450 mesas. Sendo que 400 já estão efec-

tivas, a operadora ainda tem uma quota de 50.” Estes aumentos não irão comprometer, contudo, os limites de crescimento anteriormente anunciados pelo Executivo, que deverão situar-se nos 3% em termos anuais. “Em 2013 não haverá mais de 5.500 mesas de jogo”. Francis Tam aproveitou ainda a oportunidade para frisar que “não vão ser atribuídas mais mesas de jogo aos projectos concluídos”.


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nacional

Maria João Belchior Em Pequim

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eria um caso suficiente para abrir um livro de espionagem com interesse para agarrar o leitor. Começa com quatro meses de ataques consecutivos e dirigidos em computadores, e quatro meses de investigação até descobrir a fonte de tão sofisticada engenharia informática. O jornal New York Times publicou esta semana a notícia com o resultado da investigação sobre os ataques continuados aos computadores dos jornalistas, sobretudo aqueles que não trabalham a tempo inteiro na redacção norte-americana. E impressionante ou não, a pista conduz à China. Depois de a 24 de Outubro no ano passado, o diário norte-americano ter publicado uma extensa reportagem sobre a fortuna pessoal da família do primeiro-ministro Wen Jiabao, o governo chinês censurou imediatamente a página

sexta-feira 1.2.2013

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Computadores do NY Times atacados desde a China

A vingança serve-se fria do jornal online. E avisou directamente que haveria consequências.

Uma guerra virtual

Não se conhecem nem nunca se viram. Apenas sabem que estão em dois campos distintos numa posição que os coloca em confronto. Sem palavras ou armas, apenas com uso a códigos, algoritmos que definem os programas que querem criar, há dois inimigos no jogo. De um lado a vítima, do outro o atacante. Mas a vítima procura definir a identidade do atacante, embora pelo princípio do próprio jogo seja proibido atacar de volta. A reportagem publicada, resultado de vários meses de investigação, divulgou várias relações dentro da família do primeiro-ministro, e inclusive da sua esposa, com as maiores empresas públicas e privadas do país.

Um sacrilégio num regime onde escrever sobre a vida privada dos líderes continua a ser proibido. Publicada a poucas semanas da abertura do Congresso do partido em Novembro, a reportagem tem vindo a trazer as tão pub

esperadas consequências ao jornal norte-americano. Numa resposta evidente, o governo não convidou jornalistas do NY Times para a apresentação dos novos membros do Politburo depois do encerramento do Congresso. E tal como numa selecta festa privada, quem não tem convite fica de fora. O mesmo castigo foi aplicado aos jornalistas da Bloomberg que também pisaram a linha ao publicar uma reportagem sobre a fortuna da família de Xi Jinping. Os dois meios de comunicação têm há vários meses os sites censurados. Mas se as regras na China são definidas naturalmente por quem de direito, o caso que agora vem à luz com os ataques aos computadores do jornal, e ao seu sistema de intranet, colocam a pergunta essencial sobre quem anda a fazer o quê. Contratando um serviço especializado de segurança informática, o NY Times chegou à identidade do ataque. O formato praticado foi, segundo os consultores digitais, o mesmo método associado a ataques perpetuados pelo Exército chinês no passado. Embora nenhuma data tenha sido roubada, a entrada dos computadores ligava inicialmente a computadores de universidades nos Estados Unidos. Instalando software malicioso em que qualquer clique feito por um trabalhador no link enviado chegaria para abrir toda a rede interna, os piratas informáticos conseguiram roubar as palavras-chave de

53 trabalhadores do jornal. Os ataques terão começado ainda em Setembro quando a reportagem sobre Wen Jiabao estava a ponto de estar terminada. Os emails dos principais jornalistas responsáveis pela investigação também foram vasculhados por esta nova forma de espionagem. À questão sobre a evidência que agora se publica da mão invisível que vem da China aos Estados Unidos, o ministério da Defesa respondeu que a lei chinesa proíbe qualquer acção contra a segurança da internet.

Em busca de nomes

A agência Bloomberg, que também entrou na lista negra ao publicar a reportagem sobre Xi Jinping, já tinha sido alvo de ataques de piratas informáticos que novamente levam as pistas até à China. Um complexo sistema com alguns dos melhores engenheiros informáticos do mundo tem vindo a crescer nos últimos anos. E a China está longe de ser o único país onde as evidências são claras. O que distingue os ataques dos chineses é a persistência, segundo os consultores norte-americanos. O e-mail de David Barboza, chefe de redacção do NY Times em Xangai, e um dos autores da reportagem, era um dos alvos da entrada ilícita por parte da China. Ao acederem a todas as palavras-chave, os piratas informáticos podiam mover-se dentro de rede interna fazendo pesquisas

como se fossem um dos trabalhadores. Mais do que procurar informação do jornal, o que se buscava eram pistas sobre quem tinha estado a dar informação ao jornalista que através de muitos cruzamentos de dados, deixou provado na reportagem as redes criadas para que ninguém encontre directamente os nomes da família de Wen Jiabao nos negócios multimilionários. Mas numa guerra que se discute no mundo virtual, os melhores lutam com os melhores e, no mesmo esforço dos chineses de não deixar pistas, os especialistas americanos observaram a rede a ser mexida durante meses antes de tirarem conclusões. No ano passado, os e-mails pessoais dos jornalistas estrangeiros registados na China também foram alvo de mensagens com software malicioso. De uma das vezes, alguém acedeu a um email de um jornalista do jornal “Washington Post” para enviar para centenas de outros jornalistas um email com um link e uma mensagem escrita sobre algo que o suposto jornalista teria encontrado relativamente a questões sobre o mar do Sul da China. A poucos dias do Congresso do partido foi a segunda vez dos e-mails dos jornalistas estrangeiros receberem uma mensagem de alguém que se intitulava como sendo do centro internacional da imprensa em Pequim, um organismo nacional ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, e que tinha um documento anexado apenas com uma mensagem em inglês. “A poucos dias do XVIII Congresso, acreditamos que seja do seu interesse ler isto”, dizia. Em poucas horas, depois do próprio Clube dos Correspondentes Estrangeiros da China ter lançado um alerta a todos os jornalistas para que não se abrisse o anexo até se averiguar a fonte, o centro internacional chinês enviou nessa noite um sms para todos os telemóveis dos jornalistas a declarar que em nenhum momento tinha sido oficialmente enviado algum e-mail com informação sobre o Congresso. São situações mais pequenas do que os ataques continuados ao sistema informático do New York Times, mas que ficam sem resposta embora evidenciem claramente que algo invisível se mexe na rede chinesa.


sexta-feira 1.2.2013

“Frugalidade” é a nova palavra de ordem na China

E

Politicamente correcto

m vez de dez e mais pratos regados com aguardente, como costuma acontecer nos banquetes chineses, os menus politicamente correctos deverão agora renunciar ao álcool e incluir apenas quatro pratos e uma sopa. “Honrar a frugalidade, repudiar a extravagância”, ordenou o novo secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCC), Xi Jinping, a propósito das recepções, festas e outras actividades sociais alusivas à passagem do ano lunar, que ocorrerá este ano a 10 de Fevereiro, sob o signo da serpente. Os apelos à frugalidade visam eliminar duas grandes fontes de descontentamento popular: o “esbanjamento de dinheiros públicos” e o cho-

região

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Timor-Leste Ministro da Energia tailandês no país para reforçar cooperação

Mais oportunidades de negócios

O cante desperdício de comida num país onde cerca de 120 milhões de pessoas (nove por cento da população) vive ainda abaixo da “linha de pobreza”. A quantidade de comida desperdiçada anualmente no país, estimada em mais de 230.000 milhões de patacas chegaria para alimentar quase 200 milhões de pessoas, concluiu um estudo da Universidade Chinesa de Agricultura citado esta semana na imprensa.

Um conhecido agrónomo, Yaun Longping, sugeriu mesmo que o governo devia “criminalizar” o desperdício de comida, disse a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Muitos restaurantes já começaram a encorajar os clientes a levar para casa a comida que ficou na mesa e a atribuir prémios aos que comem tudo. “Todos estes métodos estão a revelar-se efectivos e devem ser promovidos”, disse o ministro do Comércio, Chen Deming.

240 milhões de automóveis e automobilistas ultrapassam os 200 milhões

Cerca de 240 milhões de automóveis circulavam nas estradas chinesas no final de 2012 e o número de cartas de condução ultrapassou os 200 milhões, divulgou ontem o Ministério da Segurança Pública chinês, citado pela agência Nova China. Neste campo, a China ultrapassou em 2009 os EUA, para se tornar o primeiro mercado automóvel mundial, no qual foram vendidos 19,3 milhões de veículos no ano passado. Em 2012, o número de detentores de uma carta de condução aumentou em 26,47 milhões, ainda segundo o Ministério. O número de acidentes de viação que causaram mortos e feridos baixou 3,1 por cento e o dos mortos em 3,8 por cento, acrescentou a agência noticiosa, mas sem dar o número de vítimas. As estradas da China estão consideradas como das mais perigosas do mundo. Cerca de 200 pessoas morrem todos os dias nas estradas, indicam as estatísticas oficiais. Segundo dados de 2012, a China tem 1,3 mil milhões de habitantes.

Autoridades chinesas condenam dois chineses tibetanos por auto-imolação

Um tribunal na Província de Sichuan no sudoeste da China condenou esta quinta-feira dois chineses da etnia tibetana por “homicídio intencional” por incitarem oito pessoas imolarem-se, dos quais três morreram. Lorang Konchok, 40 anos de idade, foi condenado à morte com a suspensão temporária de dois anos e perdeu os seus direitos políticos para toda a vida. O seu sobrinho, Lorang Tsering, de 31 anos, foi sentenciado dez anos de cadeia e perdeu os seus direitos políticos por três anos, segundo a decisão do tribunal. Os dois incitaram e coagiram oito pessoas imolarem-se, tendo a acção resultado em três mortos, segundo a investigação do Tribunal Popular Intermediário da Sub-região Autónoma Tibetana-Qiang de Aba.

Importações chinesas de petróleo vão aumentar 7,3% em 2013

A China aumentará 7,3% as suas importações de petróleo em 2013, para cerca de 289 milhões de toneladas, segundo um estudo do sector divulgado ontem na imprensa oficial. Pelas contas do Instituto de Investigação Tecnológica da China National Petroleum Corporation, a procura interna atingirá este ano 514 milhões de toneladas, um aumento 4,8% em relação a 2012, e a percentagem de petróleo importado subirá de 57% para 59%. O aumento está relacionado com a recuperação do crescimento económico da China, que no quarto trimestre de 2012 conseguiu interromper o abrandamento dos últimos dois anos. Em 2012, a economia chinesa cresceu 7,8% e segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional, deverá crescer 8,2% em 2013 e 8,5% em 2015. Angola é o segundo maior fornecedor de petróleo à China, a seguir à Arábia Saudita.

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ministro da Energia da Tailândia, Pongsak Ruktapongpisal, iniciouontem uma visita oficial a Timor-Leste para reforço da cooperação no sector do petróleo e assinar um memorando de entendimento com as autoridades timorenses. Durante a sua estada em Díli, que termina sexta-feira, o ministro tailandês vai reunir-se com o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, e assinar um memorando de entendimento com o homólogo timorense, Alfredo Pires. O memorando de entendimento tem como principal objectivo reforçar a cooperação já existente no sector petrolíferos e indústrias relacionadas, refere em comunicado

o Ministério dos Recursos Naturais timorense. No âmbito do documento a assinar esta sexta-feira os dois países vão acordar a troca de informações sobre aquele sector e realizar estudos e projectos conjuntos. O memorando de entendimento prevê também a cooperação entre as empresas petrolíferas de ambos os países, nomeadamente na formação e oportunidades de negócios, acrescenta o comunicado. Timor-Leste e a Tailândia iniciaram a cooperação no sector petrolífero em 2009 com a assinatura de um acordo para a criação do plano timorense para os hidrocarbonetos e estudos relacionados.

Trio coordena resposta perante eventual teste nuclear norte-coreano

Todos a postos

R

esponsáveis dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul reuniram-se ontem em Tóquio para coordenar uma postura comum perante a intenção da Coreia do Norte de realizar novo teste nuclear. De acordo com a agência Kyodo, citada pela espanhola Efe, a agenda do encontro realizado no Ministério da Defesa da capital japonesa incluía uma análise da situação na península coreana, perante a ameaça nuclear da Coreia do Norte e do lançamento bem sucedido em Dezem-

bro de um foguete de longo alcance por parte daquele regime. Peritos japoneses da Defesa consideraram que aquele lançamento, que segundo Pyongyang teve fins científicos, poderia demonstrar que o regime comunista conta com a tecnologia suficiente para alcançar, com um míssil balístico, um alvo a mais de 10.000 quilómetros, o

Japão quer alterar constituição do pós Segunda Guerra Mundial

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse ontem no Parlamento que pretende alterar a constituição elaborada após a Segunda Guerra Mundial e imposta pelos Estados Unidos em 1946. Questionado no Parlamento sobre as suas intenções relativamente à Carta Magna, que proíbe o Japão de recorrer à guerra, Abe indicou que iria “começar

que permitiria atingir a costa oeste dos Estados Unidos. Para os três países, o programa de mísseis e nuclear norte-coreano pressupõe uma ameaça directa à sua segurança, sobretudo depois que Pyongyang assegurou na semana passada que o seu próximo teste nuclear será de nível superior ao dos anteriores realizados em 2006 e 2009.

por alterar o artigo 96º”, um primeiro passo essencial para uma eventual reforma do que consagra o pacifismo do país (artigo 9º). Shinzo Abe, que falava aos deputados da câmara alta do Parlamento, referiu a cláusula que estipula que as alterações sejam aprovadas por uma maioria de dois terços do parlamento.


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entrevista

sexta-feira

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Humberto Santos de Brito, ministro do Turismo, Indústria e Energia de Cabo Verde

“Desejamos investimento chinês nas zonas Helder Fernando info@hojemacau.com.mo

S

ão importantes e são 3, as pastas deste ministro, para além das que, não constando formalmente, podemos subentender depois da entrevista, como o comércio e o desenvolvimento empresarial. Humberto Santos de Brito, aprecia contextualizar historicamente Cabo Verde, realçando a importância geoestratégica das ilhas da morabeza como plataforma para o mundo. Cinco zonas de jogo foram criadas. O desejo é que da China também venha investimento nesta área. Macau vai dando importante ajuda em matéria de formação. É múltiplo o relacionamento entre Cabo Verde e Macau, designadamente no âmbito do Turismo onde existem alguns protocolos conjuntos.

Neste momento, Macau significa também uma das portas de entrada na grande China, não apenas no desenvolvimento de experiências na área do Turismo, mas também noutras. Em 2010 assinámos e está em vigor, um acordo de dupla tributação e importação de investimentos. São mecanismos importantes não só de Macau em Cabo Verde como de Cabo Verde em Macau. Sabemos que Macau não é um estado, é uma região da República Popular da China com estatuto especial dado a sua História. Descodificando o significado desse acordo... Descodificando, significa que qualquer investidor, cabo-verdiano por exemplo, que investir na China não será tributado duas vezes, mas apenas no domicílio onde a empresa tem a sua sede. Não havendo este tipo de acordos, as empresas podem perder competitividade, nomeadamente em Cabo Verde cuja vocação natural é ser plataforma para outros mercados internacionais. Queremos ser plataforma de produtos chineses destinados a outros países. Por isso, este acordo é para nós extremamente importante, pois pode alavancar investimentos, por exemplo ao nível da poupança fiscal. Cabo Verde já definiu algumas zonas para exploração de jogo de apostas. Espera investimento chinês nesta área, ou mesmo cooperação de Macau ao nível do ‘know-how’? Esperamos realmente atrair investimentos internacionais, incluindo da China, de Macau, uma região que tem grande tradição neste campo. Alguns técnicos cabo-verdianos já estiveram em Macau recebendo formação. Desejamos efectivar toda a arquitectura jurídica relacionada com o jogo. Sabemos ser uma actividade que joga com muitos interesses. Por outro lado, tendo em conta aspectos da religiosidade no nosso País, temos de ter em conta as sensibilidades, por isso criámos 5 diferentes zonas de jogo aqui em Santiago, em São Vicente, Boavista, Maio

e Sal. Inclusivamente, temos uma Inspecção Geral de Jogos e já lançámos concurso internacional para obtenção de concessão de exploração de jogos nessas zonas.

de formação, mas há outros exemplos. Eu próprio, que já estive em Macau várias vezes, já entrei nos casinos, vi o possível sobre o seu funcionamento, recolhi muita

Macau tem-nos dado um grande suporte. Já mencionei as acções de formação, mas há outros exemplos. Eu próprio, que já estive em Macau várias vezes, já entrei nos casinos, vi o possível sobre o seu funcionamento, recolhi muita informação, observei que os casinos em Macau utilizam tecnologia de ponta e possuem grande capacidade para lidar com as pessoas em contextos muitas vezes adversos Liberalização do jogo, mas controlada pelo Estado? Em Cabo Verde a actividade do jogo é concessionada, não é licenciada, ou seja quem tem direito de explorar o jogo é o Estado que por sua vez pode ceder a outros essa exploração mediante uma série de contrapartidas e por um período máximo de 25 anos que pode ou não ser renovado. Algum papel importante de Macau neste âmbito? Naturalmente que sim. Macau tem-nos dado um grande suporte. Já mencionei as acções

informação, observei que os casinos em Macau utilizam tecnologia de ponta e possuem grande capacidade para lidar com as pessoas em contextos muitas vezes adversos. Colher a maior informação possível sobre esse mundo do jogo é para nós muito importante. A nossa permanente preocupação é criarmos totais condições legais e ambiente favorável ao jogo lícito, com regras claras, medidas meticulosamente tomadas; como diz a senhora ministra das Finanças, essas medidas foram milimetricamente

planeadas. Contamos ainda este ano enviar a Macau uma equipa de inspectores para terem uma definitiva formação e experiência e eles próprios serem formadores. Há uma data apontada para o início da actividade do jogo legal em Cabo Verde? Estamos a negociar os contratos. Cada zona de jogo teve o seu concurso específico. Falta a construção desses espaços para o exercício da actividade do jogo. Por isso contamos que no final deste 2013 já tenhamos jogo efectivo em Cabo Verde, talvez ainda não em todas as cinco zonas que criámos, porque numa ou noutra a opção será por construções de raiz, mas na cidade da Praia e eventualmente na ilha do Sal teremos o jogo a funcionar. Há pouco falou na preocupação oficial sobre a sensibilidade das pessoas em relação a receberem a actividade dos jogos de fortuna e azar. As contrapartidas exigidas às empresas que ganharam e ganharão as concessões são de molde a beneficiarem significativa e directamente as populações? As populações têm de ser compensadas, isso é um facto.


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entrevista

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de jogo que criámos” Esse tipo de compensações já está contemplado na lei, bem como a sua distribuição: para infra-estruturas nas cidades e benefícios sociais onde funcionará o jogo, para o cofre público, para sistemas de formação profissional principalmente na área do Turismo e desenvolvimento da promoção do País. Entre os escolhidos há investidores chineses? Desta feita ainda não, uma vez que não recebemos propostas chinesas. Mas também como nem todas as cinco zonas de jogo estão esgotadas, gostaríamos de poder contar com investimento chinês nesta matéria. A China é um amigo de longa data, um parceiro de sempre, antes ainda da nossa independência. Nunca esquecemos que a China foi dos primeiros países a estabelecer relações diplomáticas com Cabo Verde, já lá vão quase 37 anos. Este entendimento é excelente, inclusivamente para, através também de Macau, estarmos a desenvolver uma série de acções de formação e capacitação de quadros cabo-verdianos, não apenas na actividade turística directa, mas também em outras que têm conexão com o Turismo, nomeadamente na actividade do controlo da qualidade, higiene e segurança alimentar pelas normas internacionais. São aspectos que fazem com que o mercado turístico se consolide pela credibilidade que oferece. Ouvem-se muitos elogios, inclusivamente vindos de entidades chinesas, à estabilidade social e política que Cabo Verde mostra. Somos considerados o país mais estável do continente africano! E o segundo destino ético do mundo. Quer dizer que conseguimos ser o porto seguro para se atingir outros destinos. Surgimos na fase primordial da globalização actual. A tal encruzilhada que Cabo Verde é, geoestrategicamente falando, entre o continente africano, a Europa e o continente americano... O que eu digo é que nós surgimos, com a expansão portuguesa, na fase primordial

da globalização actual. O papel de plataforma que Cabo Verde possui não é de hoje. Se reparar nas posições naturais do nosso País, à época dos chamados Descobrimentos, facilmente era visível que Cabo Verde teria de ter esse autêntico papel de plataforma. A primeira cidade europeia fora da Europa foi construída Cidade Velha, aqui na ilha de Santiago, entretanto considerada património histórico da Humanidade. Já então quase tudo passava por Cabo Verde, até a chegada dos portugueses ao Brasil foi feita a partir de Cabo Verde. Essa mais valia foi sendo agarrada ou compreendida apenas por ciclos. É o ciclo actual, um ciclo favorável, que nós queremos aproveitar para sustentar o desenvolvimento do País. A rota do Atlântico ganhou nova dinâmica, sob as mais variadas formas, daí Cabo Verde, a sua posição geoestratégica, valorizar-se de novo. Estamos a aproveitar esse ciclo, assim entendo e desejo, trabalhando em tempo útil, para criar não apenas a nossa grande sustentabilidade, como para desenvolver aspectos conexos que gravitam à volta desta oportunidade. Não a podemos perder para ficarmos à espera de novo ciclo.

Isso é uma ideia de País. Está a falar na transformação de Cabo Verde? Num certo sentido, posso dizer que sim. Desde 2003 que estamos a implementar uma estratégia que vai nesse sentido. O que aconteceu em 2003? Foi um momento importante de viragem no planeamento futuro do País. Criámos um Fórum Nacional para a construção de um consenso, na altura em que foram escolhidas as vias de desenvolvimento do País e a forma como se deve chegar a esse desenvolvimento e à mudança de paradigma. Não podíamos continuar com o País a viver com base em ajudas externas, tínhamos de decidir ser um País desenvolvido, por isso a mudança completa de paradigma. Ou mantínhamos a mesma situação, como se estivéssemos travados no tempo, em que vivíamos , mas não desenvolvíamos, ou assumíamos nós próprios os nossos destinos, escolhendo sermos e criarmos factores importantes para o crescimento. Crescimento que passa directamente por pastas que assume no seu Ministério... Exactamente. A estratégia

A China é um amigo de longa data, um parceiro de sempre, antes ainda da nossa independência. Nunca esquecemos que a China foi dos primeiros países a estabelecer relações diplomáticas com Cabo Verde, já lá vão quase 37 anos. Este entendimento é excelente, inclusivamente para, através também de Macau do crescimento passa pelo óptimo aproveitamento das potencialidades do País, se este for completamente infra-estrutural. Um exemplo: há cerca de dez anos não tínhamos praticamente um metro de estradas asfaltadas, hoje ultrapassamos 600 quilómetros. Tínhamos apenas um aeroporto que recebia voos

internacionais, hoje temos quatro: Praia, Sal, S. Vicente e Boavista. E o nosso desenvolvimento passa também, naturalmente, por mudanças em outros sectores, em diferentes clusters; o Turismo, por exemplo, é um cluster importantíssimo cujo crescimento sustenta outras actividades nomeadamente industriais,

agrícolas, por exemplo, uma vez que passamos a trabalhar as infra-estruturas já do ponto de vista económico e social. A infra-estruturação económica é essencial para o desenvolvimento também económico de cada ilha. Quando fala de Cabo Verde a quem não conhece razoavelmente o país, que aspectos realça? Temos o mar, o Atlântico, o clima, as praias, a nossa música, as nossas artes plásticas, o artesanato, a pesca, a gastronomia, os nossos festejos populares e tradicionais, a nossa maneira de receber. Temos uma multiplicidade de ilhas, cada uma com as suas gentes e cada gente as suas características. Costumamos dizer em Cabo Verde que as pessoas são o nosso principal activo. O nosso slogan turístico é: “Um País, dez destinos”. A morabeza existe realmente. Como diz aquela nossa morna muito conhecida, “... no ca te or, no ca tem diamante, ma no tem esse paz di deus que na mundo ca tem”. O extraordinário crioulo cabo-verdiano que os cabo-verdianos sabem preservar e divulgar. Criámos uma língua, que é uma língua nacional, que se espalhou pelo mundo e é falada do outro lado do Atlântico, por exemplo, já nem falo na nossa diáspora. Podemos dizer que criámos um povo novo, somos fruto das viagens de povos. Aqui era a plataforma logística. Hoje, na verdade continuamos a ser e cada vez com maior importância.


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vida

sexta-feira 1.2.2013

Associação lançou estudo sobre a qualidade do ar

Primeira vez que este tipo de patologia é descoberto em restos mortais tão antigos

Tumor do ovário encontrado em esqueleto de romana

Mal se respira em Macau Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

Centro da Política da Sabedoria Colectiva (CPSC) lançou ontem um estudo sobre a qualidade do ar em Macau. Os dados mostram que cerca de 60% dos residentes não estão satisfeitos com a qualidade do ar e preocupam-se que vá influenciar a saúde.

U

ma equipa de cientistas espanhóis encontrou, no esqueleto de uma mulher que viveu há 1600 anos na Catalunha, um teratoma ovárico calcificado. Trata-se de uma estrutura arredondada, com 4,4 centímetros de diâmetro, cuja análise por tomografia computadorizada revelou conter quatro dentes malformados e um pequeno fragmento ósseo. Os teratomas são tumores que costumam ser benignos e que podem conter cabelo, dentes, ossos e outros tecidos. São assintomáticos na maioria dos casos. E hoje em dia são rapidamente detectados e removidos, para evitar complicações ligadas ao seu eventual crescimento, que poderia perturbar a função dos órgãos vizinhos. Núria Armentano e colegas, da Universidade Autónoma de Barcelona, que

Segundo o CPSC, os primeiros 60 dias de 2013 vão ter 16 dias com má qualidade do ar. A associação fez também uma auto-monitorização de oito pontos na cidade, sendo que a estação dos autocarros do Terminal Marítimo do Porto Exterior e a Rua da Horta e Costa são os locais com os níveis piores de toda a Macau e de outras cidades. A associação propõe que o Governo faça avisos nos dias em que a qualidade do ar é baixa e ainda que acelere o controlo do aumento do número de veículos e elimine os carros de alta poluição. Além disso, o CPSC aponta ainda que os padrões do Governo para monitorizar a qualidade do ar ainda são os de índice mais baixo na Organização Mundial de Saúde, recomendando o Governo a modificar estas modificações.

publicaram seus resultados na revista International Journal of Paleopathology, detectaram o tumor na pélvis (do lado direito) do esqueleto de uma mulher que tinha 30 a 40 anos na altura da sua morte. O esqueleto – encontrado, em 2010, no sítio arqueológico de La Fogonussa, perto de Lérida (Catalunha) – data do período romano tardio da Península Ibérica.

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Anúncio HM - 01.02.13 (2ª vez) Acção ordinária n.º

CV1-11-0070-CAO

80% do óleo de palma mundial é plantado no Sudeste asiático

Anúncio 1.º Juízo

Autora: KONG SIO LAN, residente em Macau, Avenida do Nordeste, Edf.

Polytec Garden (Bloco 5), 21º andar AJ. Interveniente Principal: CHAN SAO KUONG, divorciado, titular do BIRM n.º 7411787(0), com última residência conhecida em 1.中國江門市蓬江區象山新 村114號302室. Réus: ZHU HAORAN, casado, de nacionalidade chinesa, titular do BIRm n.º 1382376(0), residente em Macau, na Rua do Capão, n.º 34, Edf. “Io Cheong”, 5º andar “A”; DENG QINXIE, casada, de nacionalidade chinesa, titular do BIRM n.º 1382299(4), residente em Macau, na Rua do Capão, n.º 34, Edf. “Io Cheong”, 5º andar “A”. ••• FAZ-SE SABER que pelo 1.º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., correm éditos de TRINTA DIAS contados a partir da segunda e última publicação deste anúncio, citando o Interveniente Principal CHAN SAO KUONG, para no prazo de TRINTA DIAS, findo o dos éditos, querendo intervir no processo como parte principal activa, podendo oferecer o seu articulado próprio ou declarar que faz seus os articulados dos autores ou dos réus nº. 3, do artº. 269º. do C.P.C., com a advertência de que, se intervier no processo findo tal prazo, terá de aceitar os articulados da parte a que se associa e todos os actos e termos já praticados nº. 4, do artº. 269º. do C.P.C., sendo que, nesta hipótese, a sentença apreciará o seu direito e constituirá caso julgado – nº. 1, do artº.270º. do C.P.C.. Tudo como melhor consta do despacho que ordena o chamamento e do duplicado da petição inicial no qual é requerida a sua intervenção, arquivados neste Juízo e que será entregue ao citando, logo que solicitado, e de que a falta de contestação, em caso de revelia absoluta, não importa o reconhecimento dos factos articulados pela Autora. É obrigatória a constituição de advogado caso seja deduzida contestação. (art.º 74º do C.P.C.M.)

HM - 01.02.13 (2ª vez) Divórcio Litigioso n.º

CV1-12-0048-CDL

1º Juízo Cível

Autora: AO POU CHU (歐寶珠), casada, titular de bilhete de identidade de residente permanente de Macau, residente em Macau, 下環街廣發大廈 30號5樓B座. Réu: CHAN KIN IP (陳建業), masculino, titular de bilhete de identidade de residente permanente de Macau, com última residência conhecida em Macau, 高樓街禦景花園14樓B座, ora ausente em parte incerta. *** FAZ-SE SABER que pelo Tribunal Judicial de Base da RAEM, correm éditos de TRINTA DIAS, contados a partir da segunda e última publicação do anúncio, citando o réu CHAN KIN IP (陳建業) acima identificado, para no prazo de TRINTA DIAS, findo dos éditos, contestar, querendo, a petição inicial dos autos de divórcio litigioso acima indicados, apresentada pela autora, na qual pede a autora que seja decretado o divórcio entre ela e o réu, tudo como melhor consta da petição inicial, cujo duplicado se encontra nesta Secretaria à sua disposição, sendo obrigatória a constituição de advogado, nos termos do artigo 74º do Código Processo Civil. O réu será expressamente advertido de que a falta de contestação não importa reconhecimento dos factos articulados pela autora e o referido processo seguir os seus termos à sua revelia.

O achado é tanto mais invulgar quanto este tipo de calcificações abdominais podem ser facilmente confundidas com pedras. Para mais, são muito difíceis de distinguir dos cálculos renais, fibromas, restos de artérias e uma série de outras coisas, explica um comunicado da universidade. “A calcificação e preservação das paredes externas deste tumor são excepcionais, dado que o que é normal neste tipo de restos é que apenas se conservem as estruturas internas e desapareçam as externas, que são muito frágeis”, diz a co-autora Assumpció Malgosa, citada no mesmo documento. Neste caso, os cientistas não excluem que a mulher possa ter sucumbido ao tumor, embora não seja possível determiná-lo. Mas uma coisa é certa, a partir de agora: este tipo de patologia humana já existia naquela altura.

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Carbono “escondido”

m novo estudo científico publicado esta semana reforça as dúvidas sobre a sustentabilidade do óleo de palma, como matéria-prima para a produção de biocombustível. O estudo, publicado na edição desta quinta-feira da revista Nature, dá novas pistas sobre um dos impactos temidos da expansão da cultura do óleo de palma: que a desflorestação para abrir caminho às novas plantações liberte vastas quantidades de carbono armazenada em zonas húmidas. Nas florestas tropicais pantanosas, as folhas, galhos e troncos caídos decompõe-se muito lentamente, dado que estão cobertos por água. A camada de turfa resultante deste processo é um enorme repositório de carbono. Investigadores de várias universidades, do Reino Unido, Holanda e Indonésia, avaliaram os fluxos de carbono em zonas húmidas da Indonésia, transformadas pelo avanço da cultura

do arroz, e da Malásia, com plantações de óleo de palma. Numa zona húmida “perturbada”, o fluxo de carbono é 50% maior do que em áreas “não perturbadas”. A origem do carbono é diferente. Nas áreas “não perturbadas”, vem do crescimento das plantas. Nas “perturbadas”, a origem é o stock de carbono das turfas, onde está armazenado há milhares de anos. “Já sabíamos que as plantações de óleo de palma do Sudeste asiático eram uma grande ameaça para a biodiversidade, e que a drenagem [de zonas húmidas] pode libertar grandes quantidades de dióxido de carbono durante os flogos florestais”, afirma Chris Freeman, um dos autores do artigo, citado pela agência Reuters. Mais de 80% do óleo de palma consumido no mundo é produzido na Indonésia. Todos os anos, uma área aproximadamente do tamanho da Grécia é desflorestada para dar lugar a novas plantações.


sexta-feira 1.2.2013

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Rota das Letras revela programação para segunda edição do festival

Também tu Bruto? José C. Mendes info@hojemacau.com.mo

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segunda edição do Festival Literário de Macau Rota das Letras traz ao território mais de 30 escritores, editores, tradutores, jornalistas, actores, músicos, cineastas e artistas plásticos. Uma das novidades da presente edição é a inclusão da arte de Talma na programação. Ao que o Hoje Macau consegui apurar, a presença da companhia do Porto “Teatro Bruto”, com a peça “O Canil” de Valter Hugo Mãe, está praticamente assegurada, faltando apenas acertar pequenos detalhes. A vinda da companhia até à RAEM esteve anteriormente prevista para apresentar a peça na Universidade de Macau, mas tal não chegou a acontecer. Valter Hugo Mãe é assim também um dos

nomes que integra a lista de escritores lusos que este ano participam no Festival. Dulce Maria Cardoso, Rui Zink, Ricardo Araújo Pereira, Francisco José Viegas são alguns dos outros autores portugueses que também estarão em Macau no mês de Março. De Angola está também assegurada a vinda de José Eduardo Agualusa. A literatura chinesa marca também presença forte com nomes como Bi Fey, vencedor do Asian Man Booker Prize, Hang

Shaogong, tradutor de Fernando Pessoa, Hong Yin, uma das autoras chinesas mais reconhecida internacionalmente ou Yi Sha, um nome controverso na poesia chinesa contemporânea. A representar a cena literária de Macau estarão, entre outros, Fernanda Dias, Tong Mui Siu, Chek In, Lou Mou e Won Man Fai. Seguindo o modelo do ano passado o evento terá conferências e debates, bem como uma feira do livro, exposições

Macau Creative dá início a Ciclo de Sessões sobre literatura

À volta dos livros José C. Mendes info@hojemacau.com.mo

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Macau Creative deu ontem início às 18:30, no Centro de Indústrias Criativas, a um ciclo de sessões dedicadas à literatura. A ficção foi o primeiro tema da série de conversas que se pretendem repetir uma vez por mês. A jornalista Luciana Leitão, a convite da Creative Macau organiza o evento. “O objectivo destas sessões é promover a discussão sobre literatura, sobre leitores, editoras, escritores... no fundo passa por unir as pessoas à volta de um tema pouco discutido em Macau que é a literatura,” disse. Ensino da literatura, poesia ou tradução literária são alguns dos outros temas que estão na forja para os próximos debates, sempre com a intenção de promover a literatura em Macau. “Era bom que houvesse mais iniciativas deste género

em Macau, que tivessem não só a adesão da comunidade portuguesa, à qual como é óbvio, estou mais ligada, mas também doutras comunidades, como a chinesa, ou a filipina. Era interessante que pudéssemos conversar sobre literatura, ou até discutir livros, criar uma espécie de tertúlia literária. Mas era bom que houvesse uma partilha entre as diferentes comunidades. Seria o ideal...” disse a jornalista e autora do livro de contos “Genti di Macau.”

A tecnologia ocupa um lugar cada vez maior nos dias de hoje, nomeadamente ao nível dos mais novos. Que espaço para os livros? “Não sei muito bem como é a situação nas escolas, mas penso que há e haverá sempre espaço para os livros. Há sempre pessoas que preferem os livros aos iPad’s, ou à internet. Mas também é possível conciliar os dois mundos. Mesmo quando lemos livros no iPad ou on-line, não deixamos de estar a ler. O que é importante é que continue a haver gente que escreva e gente que leia. Se o formato é o tradicional, ou não, acaba por ser um pouco irrelevante. O importante é que se leia” concluiu Luciana Leitão. A primeira sessão do ciclo de conversas sobre literatura contou, para além da jornalista, com a presença de Zenon Udani e Joe Tang, ambos com obras publicadas. - J.C.M.

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de artes plásticas, concertos e projecções de filmes. De destacar na área do cinema a exibição do filme várias vezes premiado “A Última vez que vi Macau”, dos cineastas João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata que terá a sua pre-premiere chinesa no Festival, antes de seguir para o Festival Internacional de Cinema de Hong Kong. O realizador residente no território, Ivo Ferreira apresentará a sua última película, “Na Escama do Dragão”, rodada recentemente no território e que fez parte da programação de Guimarães, capital da cultura. A música volta a ter papel importante no festival e terá na voz de Camané a representação do fado. Dead Combo é outro dos projectos musicais que vai estar em Macau. O lançamento do livro de contos de Macau, que decorre do concurso lançado o ano passado, e cujos vencedores serão agora revelados, é também um dos pontos altos da edição do festival deste ano. A conferência de imprensa para a apresentação detalhada da programação do festival, será realizada em breve, informa a organização do Rota das Letras.

cultura

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Museu de Arte de Macau apresenta obras dos mais novos

O Museu de Arte de Macau (MAM) apresenta a partir de sábado, na Galeria do rés-dochão uma exposição que reúne mais de cem trabalhos sob o tema “Rosto” de autoria dos participantes nos Cursinhos de Arte. Para o MAM estes cursos são uma forma de favorecer um ensino temático, através da exploração de técnicas mistas e experiências diversificadas de percepção sensorial, procurando desenvolver nas crianças a imaginação e o pensamento criativo, para que sejam capazes de expressar livremente as suas opiniões pessoais por meio da criatividade. As obras surgem em formatos variados, incluindo trabalhos tridimensionais, pinturas, colagens, etc. O MAM irá também apresentar um workshop, com entrada gratuita, para pais e filhos, a decorrer no sábado entre as 14 e as 15h. - J.C.M.


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desporto

sexta-feira 1.2.2013

pub Tiago alcântara

Notificação n°005/DLA/SAL/2013 ( Aviso aos titulares de estabelecimentos de comidas e bebidas sobre a decisão do cancelamento da licença ) Considerando que não é possível notificar os interessados, por ofício, telefone ou outra forma, sobre a decisão do cancelamento de suas licenças, nos termos dos artigos 10° e 58° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n° 57/99/M, de 11 de Outubro, o signatário notifica, pela presente, nos termos dos artigos 68° e 72° do mesmo Código, os seguintes titulares de estabelecimentos de comidas do conteúdo da respectiva decisão administrativa: Por despacho de 11 de Janeiro do corrente ano, e de acordo com o no 2 do artigo 31° “A ausência de pedido de renovação da licença por 2 anos consecutivos determina a caducidade da licença e o seu consequente cancelamento”, do Decreto-Lei no 16/96/M, de 1 de Abril, são, pela presente, notificados, os titulares dos seguintes estabelecimentos que, por dois anos consecutivos, não procederam à renovação das licenças, do cancelamento de validade das suas respectivas licenças.

Número

Estabelecimento de comidas

Endereço

1

Estabelecimento de Comidas Pak Fong Jong Kuat Tim

Rua de Cantão, nº.72 S, r/c, loja O, Macau

Titular Chong Un Iam Sek Iao Han Kong Si

Candidato à AL pede maior aposta no futebol

Manhão quer centro de formação desportiva Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

2

3

4

Estabelecimento de Comidas Tum Chai Di Ka Ho Sio Lap

Rua de Évora, nº. 100 e 106, Fa Seng-Flower City, r/c, loja C, Taipa

Leong Kuok Wai

Gourmet Café

Avenida dos Jardins do Oceano, nºs. 217, 223 e 231, Edf. Magnolia Court, r/c, lojas A, B e C, Taipa

MFI Comidas de Macau-Importações Limitada

Queimação

Avenida 24 de Junho, nº. 46, Jardim Hoi Keng, Edf. Lei Keng Kuok, r/c e 1º andar, loja W, Macau

Wujing Limitada

Nos termos do artigo 145º e 149º do “Código do Procedimento Administrativo” aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, o interessado poderá apresentar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, reclamação contra o citado acto administrativo e/ ou, nos termos do artigo 15º do Regulamento Administrativo nº 32/2001, apresentar recurso hierárquico facultativo para o Conselho de Administração do IACM, no prazo previsto do n° 2 do artigo 155° do “Código do Procedimento Administrativo”, não invalidando a aplicação do artigo 123º do citado Código. Poderá ainda apresentar recurso contencioso para o Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau, no prazo previsto na Secção II do Capítulo II do “Código de Processo Administrativo Contencioso” aprovado pelo Decreto-Lei nº. 110/99/M, de 13 de Dezembro. A falta de apresentação de impugnação acima mencionada contra a decisão, constante da presente notificação, implica a sua execução imediata. Macau, aos 23 de Janeiro de 2013.

O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong

www. iacm.gov.mo

O

desporto em geral, e de um modo particular, o futebol são a grande bandeira de Francisco Manhão na corrida por um lugar no hemiciclo do território. O presidente da Associação dos Veteranos do Futebol de Macau reiterou no início da semana a intenção de se candidatar à Assembleia Legislativa pelo expediente da via indirecta e garantiu ontem, em entrevista à TDM, que tenciona pugnar pelo desenvolvimento do desporto-rei na RAEM caso consiga garantir a eleição para a câmara parlamentar do território. O também presidente da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau vai tentar garantir o estatuto de representantes do sector cultural e desportivo no hemiciclo do Lago Nam Van e tenciona utilizar como trunfo a experiência associativa acumulada ao longo das últimas décadas, primeiro ao serviço da Associação de Futebol de Macau e, ultimamente, à frente dos destinos da Associação dos Veteranos do Futebol do território. Figura incontornável da comunidade macaense, Francisco Manhão considera que o futebol na RAEM perdeu prestígio e competitividade ao longo

das últimas décadas. Para o veterano dirigente, a ausência de uma estratégia concertada de desenvolvimento desportivo explica o enfraquecimento progressivo do futebol de Macau e o 201º posto ocupado pela selecção do Lótus no ranking da FIFA. Francisco Manhão considera que a situação dificilemente se alterará se a Associação de Futebol de Macau (AFM) e os clubes do território não unirem esforços num mesmo sentido: “Os clubes têm de demonstrar se têm interesse ou não em ver o futebol evoluir. O governo não vai tomar qualquer iniciativa nesse sentido se os clubes não apresentarem junto da Associação de Futebol um projecto fundamentado tendo em vista questões como o fortalecimento dos campeonatos locais ou as estratégias de formação”, defende o candidato a deputado. O dirigente da Associação dos Veteranos do Futebol de Macau não isenta, ainda assim, o governo de responsabilidades e defende que cabe ao executivo garantir que os mais jovens possam aspirar a uma carreira desportiva aos mais alto nível. Se conseguir garantir a eleição para o hemiciclo do território, Francisco Manhão vai propôr na Assembleia Legislativa que o governo

avance para a criação de um centro de formação desportiva destinado aos mais jovens: “Devíamos ter um centro de formação direccionado para as camadas mais jovens, porque é por essa via que temos de tentar mudar as coisas. Neste momento não há um espaço onde as crianças e os adolescentes possam receber formação adequada, com espaços de treino, mas também salas de aulas e equipamentos adequados. O governo devia apoiar mais quem olha para quem quer fazer do desporto uma opção de vida”. Francisco Manhão também reservou críticas aos responsáveis pela Associação de Futebol do território. O dirigente e candidato a deputado diz que a organização que chama a si a tutela do desporto-rei na RAEM não tem tido capacidade para combater o “estado de estagnação” em que se encontra mergulhado o futebol do território. O presidente da Associação dos Veteranos do Futebol de Macau diz que o mínimo que a AFM devia fazer era convidar pontualmente equipas e selecções estrangeiras para disputar encontros no território de forma a proporcionar às formações de Macau a possibilidade de enfrentarem emblemas mais competitivos.


sexta-feira 1.2.2013

[ ] Cinema Sala 1

futilidades

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Cineteatro | PUB Sala 3

the impossible [C]

Um filme de: Issara Nadee, Patchanon Thumjira, Kirati Nakintanon Com: Apinya Sakuljaroensuk, Peter Knight, Ray Macdonald 14.30, 16.30, 21:45

LES MISÉRABLES [B]

Um filme de: Tom Hooper Com: Hugh Jackman, Anne Hathaway, Russel Crowe, Amanda Seyfried, Eddie Redmayne, Aaron Tveit, Samantha Barks, Helena Bonham Carter, Sacha Baron Cohen 19.00

robot & frank [c]

Um filme de: Jake Schreier Com: Frank Langella, Susan Sarandon, James Marsden, Liv Tuler 14.30, 16.05, 17:45, 21.45

THE GRAND MASTER [b]

Sala 2

THE tower [c]

(Falado em coreano legendado em chinês e inglês) Um filme de: Kim Ji-hoon 14.30, 16.45, 19:15, 21:30

Aqui há gato

(Falado em cantonês e mandarim legendado em chinês) Um filme de: Kar Wai Wong Com: Tony Leung Chiu Wai, Ziyi Zhang, Chen Chang 19.30

VERTICAIS: 1-Apelido. Registo do que se tratou numa renião (pl.). 2-Nome grego do deus do Amor (Mit.). Implorar. 3-Género de família das Crucíferas (Bot.). 4-Governanta. Ofício (Suf.). Caminho (abrev.). 5-Peça da charrua onde entra a cavilha (Prov.). Cama de lona. 6-Cidade da Babilónia. A última letra do alfabeto grego. Consoantes iguais. 7-Relato por escrito de uma assembleia. Alcuna que os ingleses puseram ao natural dos EUA do Norte. 8-Abismo (Fig.). Unidade de trabalho em todas as suas formas. Umas (Arc.). 9-Abalada com o estrondo. 10-Instrumento cortante com cabo. Soltar ais. 11-Recurso para tribunal superior. Cerimónia eucarística.

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Declama. Aguçam, amolam. Nota musical. 2-Autor (Suf.). Pinta, sinal. Aprovado (abrev.). 3-Que fica na direcção de um pólo. Faça traços. 4-És-sueste (abrev.). Filtra. Semelhante. 5-Dão pios. Érbio (s.q.). 6-Lugar onde cai a cinza, no fogão (pl.). 7-Concede. Tartamuda. 8-O m. q. cóio. Ilha de Inglaterra. Presenteai. Mudança. Que pessoas, que coisas?. 10-Maneira de escrever o plural da letra A equivalente à forma ÁS. Exerce actividade. Elas 11-Estrôncio (s.q.). Prives da vida. Deus-Sol, no antigo Egipto.

[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:30 20:30 21:15 21:30 22:10 23:00 23:30 00:20 01:00

31 - STAR Sports 13:00 Ifmxf Freestyle Motocross World Championships 2012 13:30 Olympic Gymgala 16:00 Hot Water 2012/13 17:00 Motorsports@petronas 2012 17:30 V8 Supercars Championship Series 19:30 FINA Aquatics World 2013 20:00 Rebel TV 19 20:30 HSBC Sevens World Series 2012/13 21:00 Game 2012 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Laureus Spirit Of Sport 22:30 Game 2012 23:00 V8 Supercars Championship Series

TDM News - Repetição Telejornal + 360º (Repetição) RTPi Directo TDM Talk Show (Repetição) Resistirei Telejornal Ler + Ler Melhor Cenas de um Casamento Escrito nas Estrelas TDM News Portugueses Pelo Mundo Telejornal – Repetição RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM

40 - FOX Movies 11:50 50/50 13:35 Scream 4 15:30 Seven Pounds 17:35 We Are The Night 19:15 Anger Management 21:00 Ghost Rider 22:55 Colombiana 00:45 Scream 4

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Sexta às 9 15:05 Percursos 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Tito Paris – 30 Anos de Carreira 19:10 Depois do Adeus 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 Ler +, Ler Melhor 22.10 Portugal no Coração 30 - ESPN 13:00 Accu-Stats 8-Ball Invitational 2012 14:30 Big Ten Conference Basketball 2012/13 Indiana vs. Purdue 16:30 ABL Crossover 2013 17:00 World of Gymnastics 2013 17:30 Premier League Darts 2012 19:00 The Football Review 2012-2013 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2013 20:00 (Delay) Asean Basketball League 2013 San Miguel Beerman vs. Saigon Heat 22:00 Sportscenter Asia 2013 22:30 Football Asia 2012/13 23:00 The Football Review 2012-2013 23:30 Global Football 2012/13

41 - HBO 11:30 Analyze This 13:15 Crazy, Stupid, Love 15:15 Dickie Roberts 17:00 The Wild Thornberrys Movie 18:25 Honey 2 20:15 Two Weeks Notice 22:00 S.W.A.T. 23:55 Horrible Bosses 42 - Cinemax 12:45 White Water Summer 14:15 Fortress 16:00 Cape Fear 18:00 The Russia House 20:00 The Other Guys 21:45 Epad On Max 22:00 Profugos 00:00 Red

HORIZONTAIS: 1-LE. AFIAM. FA. 2-OR. MOSCA. AP. 3-APOLAR. TRACE. 4-ESE. COA. TAL. 5-S. PIAM. ER. O. 6-CINZEIROS. 7-A. DA. GAGA. M. 8-COI. MAN. DAI. 9-TROCA. QUAIS. 10-AA. ACTUA. AS. 11-SR. MATES. RA. VERTICAIS: 1-LOPES. ACTAS. 2-EROS. C. ORAR. 3-LEPIDIO. 4-AMA. INA. CAM. 5-FORCAZ. MACA. 6-IS. OMEGA. TT. 7-ACTA. IANQUE. 8-MAR. ERG. UAS. 9-ATROADA. 10-FACA. S. AIAR. 11-APELO. MISSA.

À venda na Livraria Portuguesa Presos • Oliver Jeffers

Tudo começou quando o papagaio do rapaz ficou preso numa árvore. Mas o verdadeiro problema surgiu quando ele atirou um sapato para soltar o papagaio e este também ficou preso na árvore. Seguiram-se uma escada, um balde de tinta, um orangotango e uma baleia, que se encontrava no sítio errado à hora errada. E isto foi apenas o início de tudo. Se ao menos o rapaz conseguisse ter uma ideia que o ajudasse a resolver as coisas…

Perdido por Xangai • Pedro Paixão

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

A narração de uma viagem registada a vários níveis: física, psíquica e histórica. Nela se conjugam descobertas e aventuras pessoais, meditações sobre a condição humana e sobre a diferença de modos de vida, reflexões sobre a convicção comunista e o regime chinês em particular. Assim, o narrador pode passar de espectador de uma luta de grilos numa ruela de Xangai, a tentar compreender o fascínio que o povo chinês tem tradicionalmente pelo o jogo, à ocupação chinesa do Tibete e ao desaparecimento do Panchen Lama. É por isso um livro que compreende informação, emoção e detalhes da forma de vida oriental no seu embate com o ocidente, na nova capital do planeta: Xangai. Os textos são ilustrados por uma série de fotografias originais captadas pelo autor nas suas viagens àquela cidade chinesa. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Desfile puxa milhares e milhões A Direcção dos Serviços de Turismo anunciou ontem as festividades do ano novo chinês. Depois de pouco mais de um mês, Macau vai ter novo desfile. Desta vez, para animar a cidade que por estas alturas fecha para balanço. Os que cá ficam têm festejos públicos para comemorar o ano da serpente, os que cá vêm (cerca de 580 mil) têm festejos garantidos. Esta é uma nova estratégia arquitectada pela DST não para atrair mais turistas mas para convidar os que cá vêm a deixar-se ficar até ao dia seguinte, ou por mais duas e três noites. E, desta forma, não ter turistas que se contentam em visitar o território por cerca de dúzia de horinhas. E, mais, diz o Turismo, há que diversificar os locais de concentração turística, nomeadamente na zona das Ruínas de São Paulo e Leal Senado, e chamar até à zona norte os visitantes. Pergunto só: o que tem a zona norte de pontos turísticos de relevante interesse? Talvez uns restaurantes com comida local, concordo. Fora isso, quais os edifícios de interesse arquitectónico? É por lá que se espalha o património classificado? Não. Então, preciso que me expliquem melhor. Até porque gostaria de entender porque é que não se concentram é em fazer roteiros turísticos de interesse pelos pagodes, edifícios de traça portuguesa, mercados, que esses sim são os locais que definem Macau, de preferência com guias turísticos que saibam do património. A nova estratégia anunciada, no entanto, têm custos associados. E não são números pequenos. Dez milhões é quanto o Governo vai investir para que o território atraia turistas a ficar por cá. O dinheiro é aplicado em desfiles com carros alegóricos, dois dias, e fogo de artifício que agrada sempre às massas. E pronto, vamos ver se com isto se agrada o público do continente que, queira vir arejar as ideias, até ao lago Nam Van e Sai Van, saindo das catacumbas dos casinos. Espero que sim, que Macau possa ganhar aqui mais um motivo para se intitular o Centro Internacional de Turismo e Lazer, até para atrair bandas estrangeiras e fazer festivais de impacto.

Pu Yi


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sexta-feira 1.2.2013

carta ao director Exmo. Senhor Director do Jornal Hoje Macau Venho pedir a V.Exa. que me conceda um pequeno espaço no seu conceituado jornal a fim de fazer uma referência às declarações aberrantes dos srs. Jorge Fão e Francisco Manhão, publicadas no vosso jornal. Diz o sr. Jorge Fão que não concorda com a entrega da petição feita por um grupo de pensionistas e liderados pelo sr. Dr. Pereira Coutinho, por ser contra a Lei Básica. Está explicitamente referido no Capitulo II, Relacionamento entre as autoridades Centrais e a Região Administrativa Especial de Macau o seguinte: Art. 13º – O Governo Popular Central é responsável pelos assuntos das relações externas relativo à Região Administrativa Especial de Macau. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China estabelece

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uma representação em Macau para tratar dos assuntos das relações externas. O Governo Central autoriza a Região Administrativa Especial de Macau a tratar, por si próprio, e nos termos desta Lei, dos assuntos externos concernentes. Art. 38º – A liberdade de contrair casamento e o direito de constituir família e de livre procriação dos residentes de Macau são legalmente protegidos. Os legítimos direitos e interesse das mulheres são protegidos pela Região Administrativa Especial de Macau. Os menores, os idosos e os deficientes gozam do amparo e protecção da Regiao Administrativa Especial de Macau, pelo que o Governo PODE e DEVE interceder junto do Governo português por causa das pensões. Pelo que vejo, os comentários feitos pelos srs. Jorge Fão e Francisco Manhão foram feitas com intenção de denegrir o Dr. Pereira Coutinho que muito tem trabalhado para a causa dos pensionistas, que na realidade

compete a Associação dos Aposentados e Reformados de Macau. Para terminar, gostaria também de referir as declarações do sr. Francisco Manhão, de que a actuação do sr. Pereira Coutinho foi um “show off” e de demagogia intencional para ganhar votos, para as próximas eleições legislativas. Sr. Dr. Coutinho, tem o senhor o meu maior apoio e solidariedade, espero que todo esse seu trabalho e sacrifícios não sejam em vão. Gostaria de fazer uma referência às declarações (...) do sr. Francisco Manhão, dada à TDM, o qual considera demagogia e acto de “show off” a entrega da referida petição feita por um grupo de indivíduos e liderados pelo sr. Dr. Pereira Coutinho na sede do Governo. Não vejo qual o mal de um líder sindicalista ser demagogo. (...) Termino por aqui, mais uma vez muito obrigado e ate à próxima. Macau, 31 de Janeiro de 2013 J. Gomes (sócio da APOMAC nº. 51)


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Isabel Castro

isabelcorreiadecastro@gmail.com

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contramão

Não respires

A

Vamos lá chamar os bois pelos nomes: não deve ser nada fácil para o Chefe do Executivo (e muito menos para o tímido secretário para os Transportes e Obras Públicas) a conjugação dos interesses do empresariado (local e importado) e do interesse público – essa coisa abstracta que se aprende primeiro nas aulas de Ciência Política, que se materializa ao andar na rua e que só se concretiza com dois ou três pingos de bom senso. Não deve ser nada fácil porque a terra tem as suas exigências e a indústria da terra mais reivindicações tem. O povo, esse, habituou-se a pouco exigir, numa ausência de controlo da governação que não serviu nem de argumento ou subterfúgio no processo de negociação dos interesses, nem sequer de peso na consciência para quem manda em nós. O povo foi acordando lentamente – e contam-se pelas poucas linhas de uma ou outra petição aqueles que já acordaram e/ou estão dispostos a mostrar que estão de olhos abertos. Faz parte do sistema, o sistema a isto nos habituou. Esta dificuldade de gestão das coisas privadas e da coisa pública serve para justificar algumas atrocidades que nasceram, cresceram e se multiplicaram por cá nos últimos anos. Mas justifica meia dúzia delas – só meia dúzia e com boa vontade. Não justifica as outras todas, que são às centenas. Não justifica a inércia nem a estupidez nem as falsas desculpas nem a incapacidade de dar dois murros na mesa e tentar começar a endireitar o que nasceu torto porque se quis que fosse torto, muito torto. Lembro-me perfeitamente do Conselho do Ambiente passar a direcção de serviços – não aconteceu há muitos anos esta transformação de um mero órgão de natureza consultiva para uma entidade com suposta capacidade efectiva de actuação. Habituada ao que a terra gasta, não rejubilei com a notícia. Porém – admito – tive a ligeira esperança de que a criação de uma direcção de serviços só para tratar do ambiente viesse dar outra importância ao assunto. Enganei-me. É um engano que cresce todos os dias. Basta abrir a janela, sair à rua. Ler os jornais. Ou tentar chegar à fala com alguém desta direcção criada para termos uma vida melhor. Confesso que não sei – não consegui ainda perceber – o que faz esta direcção. Não que não tenha já perguntado – a resposta vem sempre nos mesmos termos, ano após ano. Não há grande coisa para mostrar: fiscalizam-se veículos a gasóleo, mudaram-se as características dos motociclos, fazem-se umas campanhas de sensibilização da população,

com muitos desenhinhos e bonecos. Estuda-se, estuda-se muito. E há uma animação de vídeo recente com a Sra. Árvore, que vive com a família em Macau, e se sente muito feliz por cá. Folgo em saber. A direcção tem ainda em mãos um plano decenal de grande envergadura para planear a protecção ambiental entre os anos 2010 e 2020. A primeira fase de consulta pública para este plano aconteceu em 2012. Como o meu calendário me diz que estamos no ano da graça de 2013, concluo que esta direcção tem o condão de planear o passado. Pena que sobre o futuro pense pouco. Não consigo perceber esta inércia, esta falta de capacidade de agir. Não consigo perceber como é que o Governo lança um concurso para autocarros e não exige às concessionárias a substituição dos veículos por uma das várias alternativas muito menos poluentes, que se inventaram há anos e que há anos estão a circular, em países pobres tipo Portugal. Não consigo perceber como é que o Governo não obriga as concessionárias do jogo a adoptarem veículos amigos do ambiente para o transporte, por esse território

Não consigo perceber como é que se tomam decisões que ferem profundamente o ambiente e não há uma equipa de peritos que avalie o impacto do que se quer inventar. Não consigo perceber como é que não rolam cabeças quando se faz asneira, se assume a asneira e se insiste na asneira afora, dos milhares de jogadores que vão ao Cotai. Não consigo perceber porque é que o Governo não dá o exemplo. Também não consigo perceber por que razão a polícia não puxa do bloquinho das multas aos autocarros de turismo que, de motor ligado e parados em local irregular, aguardam pelos turistas que se acotovelam no centro da cidade. Não consigo perceber como é que se tomam decisões que ferem profundamente o ambiente – construções aqui e ali, pisci-

ninhas ridículas para turista ver no meio de mangais – e não há uma equipa de peritos (bons peritos) que avalie previamente o impacto do que se quer inventar. Não consigo perceber como é que não rolam cabeças quando se faz asneira, se assume a asneira e se insiste na asneira. Estamos no meio de um delta poluído, perto da fábrica do mundo, num país que acordou tarde para a necessidade de não matar as suas gentes com poluentes, onde muita má alma ainda acha que meia dúzia de trocos a mais valem a vida de muitos. Não sei quantas pessoas morrem em Macau por problemas associados à poluição – com as devidas diferenças, em Hong Kong morrem três mil por ano. Bem sei que os filhos de quem manda não crescem em Macau – vão estudar para colégios no meio de bosques com esquilos no Reino Unido, para perto dos cangurus da Austrália, para a imensidão canadiana. Mas talvez um dia queiram regressar. Se não for por nós, os que estamos cá e aqui criamos os nossos filhos, que seja por eles. Em Macau, por enquanto, não respires.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


sexta-feira 1.2.2013

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c a r t o on

divertimento sem Israel

por Steff

ONU exige que Israel retire colonos

No metro de Londres 33 anos depois

Um relatório de analistas independentes solicitado pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU exige que Israel inicie de forma imediata o desmantelamento de todos os assentamentos de colonos nos territórios palestinianos ocupados, por violarem leis internacionais. “Israel deve, de acordo com o artigo 49 da quarta Convenção de Genebra, cessar todas as actividades de colonização de forma incondicional. Deve iniciar de forma imediata o processo de retirada de todos o colonos dos territórios ocupados” na Cisjordânia, destaca o relatório, liderado pela juíza francesa Christine Chanet. O documento estima que, desde 1967, se tenham fixado 250 colonatos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém este, com uma população estimada de 520 mil colonos. O relatório refere que os israelitas têm usado acções de intimidação para com os palestinianos para ocupar territórios a que, de acordo com alegação israelita, têm direito histórica e biblicamente. É referido o impedimento de chegar a recursos de água e terrenos agrícolas. Os colonatos contrariam as convenções de 1949, que proibiram a transferência de população civil para territórios ocupados.

Comboio Cantão-Zhuhai aumentou fluxo de turistas em quase 5%

Linhas rápidas para Macau

Colisão de comboios faz 300 feridos

Cerca de 300 pessoas ficaram feridas - 20 em estado grave - depois da colisão entre dois comboios suburbanos em Pretoria. A colisão ocorreu pouco depois das 7 horas locais, quando um comboio que chegava a uma estação chocou com a traseira de outros que aí estava parado. Os dois tinham Pretoria como destino e o acidente ocorreu em Atteridgeville, a 10 km. “Há 20 feridos em estado grave, um deles em estado crítico, o maquinista do segundo comboio. A maioria das vítimas são adultos, mas havia muitas crianças. Contámos pelo menos 50 crianças”, disse um responsável pelos serviços de urgência à AFP.

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

A

nova linha ferroviária que estabelece a ligação entre Zhuhai e Cantão trouxe um ligeiro aumento do fluxo de turistas do continente para Macau. Segundo dados fornecidos pela Policia de Segurança Pública (PSP) ao Hoje Macau, entre Janeiro de 2012 e o mês que agora finda registou-se um aumento de 4,82% de pessoas oriundas da China que passaram a fronteira através das Portas do Cerco. Contudo, o número total de entradas e saídas desceu 3,68%, porque menos residentes de Macau e Hong Kong utilizaram

O ministro das Finanças do Zimbabué, Tendai Biti, revelou que o país ficou com apenas 1600 patacas, em caixa na semana passada, depois do pagamento aos funcionários públicos. No dia seguinte, no entanto, os cofres públicos foram reforçados com a entrada de cerca de 235 milhões de patacas de receita. Biti, citado pela BBC, disse que revelou a situação para chamar a atenção para o fato de o governo não ter recursos para financiar, por exemplo, as próximas eleições, marcadas para este ano.

tiago alcântara

Zimbabué chegou a ter 1600 patacas

a fronteira. Os dados dizem respeito ao período compreendido entre 1 e 16 de Janeiro. Nestes 16 dias, entraram em Macau 132 mil pessoas, tendo saído 135 mil pessoas. Apesar do ligeiro aumento, os números ficam ainda aquém da média de 6% de fluxo feita pela PSP, sendo considerado “normal e aceitável”, como frisou na sua resposta. No dia 16 de Janeiro, uma quarta-feira, as Portas do Cerco registaram uma grande fila de pessoas que esperavam para carimbar o seu passaporte, como o Hoje Macau verificou. A PSP disse que só nesse dia cerca de seis mil pessoas saíram de Macau, enquanto qua-

se sete mil entraram na RAEM, um aumento de 4,56% e 5,56%, respectivamente. “Apesar disso, a Semana Dourada ainda não chegou e as fronteiras ainda não sofreram um teste a sério. No entanto, vamos acompanhar de perto a situação, para entender o impacto da linha ferroviária que liga Cantão a Zhuhai, até às Portas do Cerco”, acrescentam as autoridades. Quanto às longas filas de espera, a PSP afirma que já analisou a situação e admite já ter planos. “Temos feito uma implementação gradual de trabalhos, o que inclui a expansão dos postos, aumento adequado dos recursos humanos, bem como uma optimização dos procedimentos de verificação na imigração.” Mas há mais. “No futuro, vamos estudar a viabilidade de implementar a politica de documentos sem necessidade de carimbo para todos os turistas, por forma a reduzir o tempo de espera dos passageiros.”

Melhorias na Reolian “dentro do calendário”

A concessionária de autocarros Reolian afirma que “tem vindo a implementar uma série de medidas com vista a optimizar o sistema, a gestão de operações, a formação de medidas e o serviço ao cliente”. Em comunicado, a empresa presidida por Cédric Rigaud afirma que a implementação dessas medidas tem vindo a ser feita “a bom ritmo e será concluída dentro do calendário previsto”. Uma das medidas foi formalizada este mês, com a criação de um Centro de Planeamento de Operações (Operation Planning Center), com vista à “reestruturação do controlo e calendarização dos departamentos”, com vista a um “esforço de melhoria do planeamento de horários e monitorização dos serviços”. Até ao momento, 80% dos motoristas já receberam formação. A Reolian afirma ainda que está a estudar a implementação de autocarros ecológicos, segundo as necessidades do Governo.

Foi preciso o metropolitano londrino comemorar 150 anos (feitos a 9 de Janeiro) para o príncipe Carlos, primeiro na sucessão ao trono britânico, voltar a usar aquele meio de transporte. Há 33 anos que não o fazia, sendo que a última vez aconteceu em abril de 1979, quando Carlos inaugurou a linha Jubilee, que passa, entre outros pontos, na catedral de Westminster e no mítico Big Ben. Desta feita, foi ao lado da esposa Camilla, duquesa da Cornualha, e rodeado de um vasto cordão policial, que o filho mais velho da rainha Isabel II andou de metro, na linha Metropolitan, entre as estações de Farringdon e de King’s Cross. A viagem apenas durou três minutos. Durante a visita, Carlos e Camilla receberam, ainda, uma edição limitada de bilhetes de metro recarregáveis, emitidos propositadamente para as comemorações dos 150 anos. O metro de Londres é o mais antigo do mundo.

Criança algemada por roubar 39 patacas

Um rapaz de sete anos foi detido pela polícia no bairro de Bronx, em Nova Iorque, e interrogado durante pelo menos cinco horas depois de uma briga na escola ter, alegadamente, roubado 39 patacas a um colega. Segundo o The New York Post, a situação aconteceu a 4 de Dezembro, mas só agora foi conhecida, uma vez que a família da criança resolveu apresentar queixa contra a Câmara e a polícia.

Vistos de trabalho para portugueses cresce 81% O número de vistos de trabalho para portugueses no Brasil aumentou 81% em 2012. Portugal lidera a lista, com 848 vistos concedidos. Em 2011 foram 468. Espanha é o segundo país da lista, com um aumento de 50%, seguindo-se a China, com 24%. Ao todo, a emissão de vistos de trabalho para estrangeiros aumentou 70%. As autorizações permanentes de trabalho aumentaram 9%, com os portugueses a liderarem novamente a lista (473 autorizações), enquanto os vistos de carácter temporário subiram 26% em relação a 2011, para um total de 5832.


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