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Hoje Macau 9 JUL 2013 #2888

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ATROCIDADE

GATO MALTRATADO EM MACAU DE FORMA INACEITÁVEL AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

Ter para ler

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • TERÇA-FEIRA 9 DE JULHO DE 2013 • ANO XII • Nº 2888

AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 26 MAX 32 HUM 65-95% • EURO 10.0 BAHT 0.2 YUAN 1.2

LÍNGUA PORTUGUESA NA CHINA

A GRANDE REFLEXÃO

VENHAM MAIS CINCO (SÉCULOS)

ELEIÇÕES 2013

Macau Século XXI ainda pode recorrer para o TUI

Com um Pedruco no sapato Apesar da Comissão Eleitoral ter rejeitado a sua candidatura, Luís Pedruco ainda tem tempo para recorrer, segundo a lei, para o Tribunal de Última Instância. E tudo indica que o vai fazer. Segundo apurámos, existe uma forte possibilidade de José Luís Estorninho voltar a ser o mandatário da lista. Isto é, se estiver pelos ajustes. PÁGINA 2

• JASON E O PROGRAMA

CENTRAIS E ÚLTIMA

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Como não interessa. Exigimos o impossível e já PÁGINA 3

• GOMES E A MEDICINA

Conselho não põe ordem na desordem PÁGINA 5


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política

Pedruco fora da corrida à AL, mas ainda pode recorrer

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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terça-feira 9.7.2013

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confusão com o nome do mandatário da comissão de candidatura da “Macau Século XXI”, liderada por Luiz Pedruco, ditou a recusa por parte dos Serviços da Administração e Função Pública (SAFP) quanto ao pedido de reconhecimento da mesma. O prazo para a apresentação dos programas políticos chegou ontem ao fim, mas fonte próxima do processo explica ao Hoje Macau que Luiz Pedruco ainda pode recorrer da decisão, com base na Lei Eleitoral em vigor. Como tal, o auditor de contas tem um dia, a contar de ontem, para apresentar recurso junto do Tribunal de Última Instância (TUI). “Das decisões referidas (...) cabe recurso para o TUI. O recurso é interposto no prazo de um dia”, refere a legislação, sem esquecer que “têm legitimidade para interpor recurso os mandatários das candidaturas”. A mesma fonte disse ainda que nesse recurso será explicado que José Estorninho poderá ser o mandatário. O Hoje Macau tentou chegar à fala com Luiz Pedruco, mas o auditor de contas nunca retornou as chamadas. A notícia da recusa por parte dos SAFP foi avançada pelo jornal Ou Mun esta segunda-feira, mas os prazos oficiais do organismo para os actos eleitorais só encer-

A salvação está no TUI

Os SAFP recusaram o pedido de reconhecimento da candidatura da “Macau Século XXI” e os prazos oficiais chegaram ontem ao fim. Contudo, fonte próxima do processo explica ao Hoje Macau que Pedruco ainda pode apresentar recurso da decisão junto dos tribunais

raram à noite do mesmo dia. Foram registados 147 candidatos pelo sufrágio directo, com 20 comissões de candidatura reconhecidas e duas recusadas, onde se inclui a “Macau Século XXI”. Já no sufrágio indirecto contam-se cinco colégios eleitorais e 12 candidatos. Também durante a tarde de ontem o Hoje Macau che-

gou à fala com Luiz Pedruco, que colocava esperanças numa mudança no processo. “Tenho de analisar o conteúdo (da resposta de José Chu) e não vou fazer mais comentários. É algo que está a ser analisado.”

A CARTA A ESTORNINHO

Depois da recusa dos SAFP, Luiz Pedruco endereçou,

com a data de ontem, uma carta ao director do organismo, José Chu, à qual o Hoje Macau teve acesso. No documento está explícito que Pedruco pondera recuar no lugar de mandatário e ceder o lugar a Estorninho. Tal carta terá sido entregue “a título pessoal e confidencial”, disse Pedruco ao Hoje Macau. Pode ler-se que é aceite

que “o referido subscritor (Estorninho) seja considerado como mandatário ou, caso este não o aceite, que seja eu então considerado esse mandatário”. O auditor de contas não aceita os motivos de recusa do seu projecto por parte dos SAFP. “Os despachos dos passados dias 28 de Junho e 3 de Julho indeferem o pe-

Paul Pun muda número dois e apresenta programa eleitoral

Dar voz aos que não têm voz O

pedido de reconhecimento da sua candidatura foi feito no último dia do prazo estipulado, e o mesmo aconteceu com a apresentação da lista e do programa politico. Foi assim o arranque da candidatura de Paul Pun às eleições, que revelou ontem os alicerces da Associação de Apoio à Comunidade e Proximidade do Povo (AACPP). Ao Hoje Macau, o secretário-geral da Cáritas garantiu que a sua estrutura eleitoral vai focar-se nos que não têm voz, e que o seu grupo de cinco pessoas irá “dar voz às preocupações dos que não têm privilégios”. “Na sociedade de Macau a maioria não tem privilégios, mas claro que há certos grupos de cidadãos, como os mais pobres ou os idosos, ou mesmo os portadores de deficiência, que têm muitas preocupações quanto às infra-estruturas.”

Mas o sector do ensino também gera preocupações por parte da AACPP. “Os mais jovens não têm interesse em estudar e queremos que sejam melhoradas as facilidades a esse nível.” “Actualmente a sociedade de Macau está, por um lado, a

desenvolver-se, mas há pessoas que continuam a ser negligenciadas. Se tivermos possibilidade faremos algo por estes grupos de pessoas ou comunidades”, acrescenta. Paul Pun não mostra, para já, nenhuma expectativa quanto ao número de lugares que poderá ganhar na Assembleia Legislativa (AL). “Por agora não consigo dizer quantos assentos vou obter, se um ou dois, o que eu quero é participar e esperar que as pessoas se lembrem da minha participação.”

LEONG KAM CHUN DE SAÍDA

Para número dois Paul Pun escolheu Ho Tin Ka, funcionária da Direcção de Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ) e já condecorada com a medalha de mérito e dedicação pelo Chefe do Executivo. Leong Kam Chun, que

assumiu essa posição em 2009 e que ocupa um cargo no conselho de administração da TDM, não entra no projecto este ano. “O nosso objectivo é ter pessoas que trabalhem e sirvam a sociedade, nunca foi esse o nosso objectivo (ter pessoas influentes). Ele iria continuar a trabalhar na TDM, é um jornalista. Podemos encontrar-nos ocasionalmente, mas para as eleições temos de deixar a TDM fazer o que tem a fazer. Eles são da área dos media e não podem haver influências dos media.” Paul Pun não quer falar especificamente de Ho Tin Ka. “É melhor eu não dizer número dois, pois iria esquecer o número três e depois o número quatro. Do número dois ao número cinco são simplesmente pessoas, professores e trabalhadores da área social”, disse. - A.S.S.

dido de reconhecimento da constituição da comissão de candidatura com fundamento de ser impossível a esses serviços verificar quem é efectivamente o respectivo mandatário. Esses despachos são prematuros, pois nos termos legais apenas depois da apresentação das candidaturas seria oportuno a apreciação dessas questões. Assim, ainda é possível apresentar hoje (dia 8) a candidatura, sem que esses serviços possam legalmente recusar essa apresentação”, pode ler-se no documento. O Hoje Macau chegou à fala com José Estorninho, que não quis fazer mais comentários quanto ao assunto, preferindo esperar pela conclusão do processo por parte do Ministério Público (MP).

Em nome de quem? A notícia da recusa dos SAFP foi avançada na edição de ontem do jornal Ou Mun. À publicação de língua chinesa, José Estorninho afirmou ter tido conhecimento da sua substituição pelos jornais e disse que, das 444 assinaturas, 300 aconteceram por sua influência. Algo que Luiz Pedruco nega. “Esse facto não é verdade porque muitas pessoas não conheciam o Estorninho e foram indicadas por mim. José Estorninho recolheu alguns boletins, mas muito poucos, porque a maioria veio da iniciativa de uma equipa. Declaro que foi mesmo um trabalho de equipa.” Quanto às rasuras existentes nos boletins, Luiz Pedruco refere que apenas foi retirado o nome de Estorninho como mandatário e que no seu lugar foi escrito o seu, mas que essas foram as únicas alterações feitas. Sobre a substituição do nome, Luiz Pedruco levanta a ponta do véu quanto às razões que levaram a tal acto. “O papel do mandatário é excessivo e criou-se uma certa confusão. E devido a esse poder, circularam algumas vozes, dentro e fora do grupo, que alguém estaria a ambicionar ser cabeça de lista.”


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política

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Eleições Liberais da Novo Macau entregam programa político repleto de exigências

É um programa político em forma de lista de pedidos. A lista Liberais da Novo Macau entregou revelou ontem os seus planos, no caso de ser eleita, que passam, por exemplo, por acções radicais como a eliminação do IACM e a reforma da Comissão de Fiscalização da Disciplina das Forças e Serviços de Segurança de Macau

HOJE MACAU

Quero mas não posso nem mando

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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S ‘Liberais da Novo Macau’, lista encabeçada por Jason Chao, entregaram ontem o programa político à Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEL). As promessas de uma das três listas da Associação Novo Macau vão desde “os direitos fundamentais” à governação, economia e preservação ambiental e cultural, mas pedem algo extremo: a eliminação do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). “Exigimos a dissolução do IACM, criando em sua substituição a figura da câmara municipal não soberana e eleita directamente pelos cidadãos: os assuntos municipais devem ser repostos nas mãos dos cidadãos.” O IACM não é, contudo, o único alvo da lista. “Exigimos a reforma da Comissão de Fiscalização da Disciplina das Forças e Serviços de Segurança de Macau. Os mecanismos de supervisão da nova prática policial devem ter competência de investigação própria e autoridade própria. Os resultados das investigações devem ser publicados”, exigem ainda os candidatos. O programa político – com cerca de 14 páginas e escrito em chinês, inglês e português – começa por ressalvar a ideia principal da lista: a defesa da liberdade dos indivíduos e cidadãos de Macau. No capítulo dedicado à governação política, Jason Chao volta a atacar Florinda Chan e Edmund Ho, exigindo que os “políticos ineficazes ou corruptos sejam considerados responsáveis pelas suas acções”.

Jason Chao

É neste âmbito que entram o exemplo da secretária para a Administração e Justiça e o ex-Chefe do Executivo. A primeira para que se demita, o segundo porque, dizem, merece ser alvo de investigação devido a “abuso de poder” na concessão de licenças de jogo. Mas Chao não se fica por aqui e “exige o fim do oligopólio na organização pré-estabelecida nos comités consultivos”.

• Controlo do aumento do número de automóveis, bem como a

DIREITOS

subsídios e contas destes hospitais devem ser publicados anualmente.

Com mais exigências do que promessas, os capítulos do programa político dos Liberais da Novo Macau alongam-se quando o tema é o Governo. Na sequência das mudanças que querem fazer – acima mencionadas – Jason Chao e os seus braços direitos continuam a exigir mais do Executivo. “Os projectos públicos com um custo igual ou superior a 30 milhões de patacas, o ajustamento equitativo das tarifas dos transportes (em particular dos autocarros e táxis) bem como qualquer outro ajustamento nas tarifas dos serviços públicos, devem ser objecto da aprovação da AL”, frisam, acrescentando que seja revista a regulação para a atribuição de subsídios pela Fundação Macau. Mas há mais. Chao quer criar uma lei “sobre a liberdade de informação que garanta ao público o acesso a documentos administrativos” e que permita que “todos aqueles que

O QUE “EXIGEM” OS “LIBERAIS” implementação de políticas que estimulem o uso de transportes públicos em vez de veículos privados. • Regulamentação e a transparência dos preços dos serviços prestados em hospitais privados e subsidiados pelo Governo. Por outro lado, os

• Produção de legislação exigindo que as entidades públicas, as empresas públicas e as grandes empresas privadas a sejam socialmente. • Vencimento mínimo, o subsídio para idosos e o subsídio por deficiência sejam fixados, tendo por base uma determinada percentagem do valor económico de Macau. • Empresas devem contratar uma determinada percentagem de pessoas com deficiência. • Lei de protecção dos animais, que defenda os animais de situações de abuso e tortura ao nível legal, bem com a regulamentação da actividade dos veterinários particulares. • Preservação da nossa herança histórica. As visitas a locais de património cultural devem ser limitadas e as políticas de imigração em Macau devem ser revistas.

revelem informação classificada de interesses público sejam protegidos pela lei e estejam isentos de responder em qualquer processo judicial ou acção disciplinar”. Dividido por temas, o documento começa por exigir melhorias face aos Direitos Humanos. “Macau necessita de uma instituição destinada à promoção e protecção dos Direitos Humanos. Exigimos o estabelecimento de uma instituição independente e em conformidade com os princípios de Paris”, pode ler-se. Sem faltar ao prometido que de o grupo liderado por Chao seria mais virado para os jovens e comunidade gay, os Liberais da Novo Macau pedem “direito ao casamento e educação sexual abrangente, isenta de discriminação” e a qualificação do assédio sexual como crime. À parte da já badalada exigência de um sufrágio universal para o Chefe do Executivo em 2019 e para todos os deputados da AL, em 2017, a lista exige ao Governo esforços para reduzir as disparidades salariais entre homens e mulheres e a elaboração de uma lei sindical. O programa é longo e não deixa de lado outros tipos de pedidos. É o caso da protecção a trabalhadores migrantes, da transformação do crime de violência doméstica em crime público independentemente do sexo e, por exemplo, a limitação das visitas ao património de Macau.


política

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terça-feira 9.7.2013

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Deputado não aceita explicações sobre estacionamento

Chan Meng Kam duvida das explicações apresentadas pelo Executivo aos diversos problemas ocorridos no parque de estacionamento central na Taipa, depois de ter entregue uma interpelação escrita. O deputado considera que “é uma acção evasiva empurrar todas as responsabilidades à sociedade gestora” e que “o problema reside na qualidade da construção e das instalações”. Chan Meng Kam acrescenta que as instalações do parque de estacionamento são novas e que só foram inaugurados em Maio de 2012. Por isso, a “gestão não pode ser a principal causa para tantos problemas, o Governo está a ser evasivo nas respostas”. Chan Meng Kam quer que o Executivo impute responsabilidades à empresa construtora e estabeleça uma comissão de fiscalização à qualidade das obras.

Sin Fong Garden Coutinho quer tudo na íntegra

Relatórios totais J

OSÉ Pereira Coutinho quer que o Governo divulgue na íntegra o relatório de análise ao edifício Sin Fong Garden. O pedido foi feito na última interpelação escrita do deputado ao Governo, onde Pereira Coutinho evoca a transparência governativa para questionar o Executivo sobre “quando será divulgado o documento elaborado pelos técnicos de Hong Kong”. O deputado recorda uma interpelação anterior, de Dezembro do ano passado, onde perguntou ao Governo de quem era a responsabilidade pelo incidente que, em Outubro, obrigou à evacuação dos moradores do Sin Fong Garden. O prédio, recorde-se, está a ruir.

Estranho vermelho de fora das eleições porque assinaturas não são elegíveis

A Comissão para os Assuntos Eleitorais (CAEAL) recebeu ontem uma reclamação da autoria de Hoi Weng Chong, mais conhecido por ser o “Estranho de Vermelho”. Hoi Weng Chong viu ser-lhe recusada a participação nas eleições porque os SAFP entenderam que as 147 assinaturas apresentadas são “não elegíveis”. “Não sabia que as assinaturas tinham de ser de eleitores registados, porque é que o Governo não fez mais promoção sobre isso? Apenas soube disso quando entreguei a minha comissão de candidatura para reconhecimento”, disse, citado pela imprensa chinesa. Hoi Weng Chong suspeita ainda da existência de pessoas que fazem incitações a assinaturas falsas nos boletins de candidatura, por isso afirma que está a preparar um relatório para entregar junto do Comissariado contra a Corrupção (CCAC).

“Quando serão divulgados na íntegra e publicamente os resultados dos processos instaurados pela DSSOPT?”

Grupo contra Florinda Chan entrega queixa no MP

Tudo bons rapazes

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‘Aliança para deitar abaixo Florinda Chan’ entregou ontem uma queixa ao Ministério Público (MP), onde acusa a Polícia de Segurança Pública (PSP) de ter violado a lei. Numa carta deixada a Ho Chio Meng, procurador da RAEM, o grupo – que diz “ser um grupo de cidadãos comuns” - pede que sejam feitas investigações à forma como alegadamente se comportou a polícia, durante a manifestação contra a secretária para a Administração e Justiça. Recorde-se que o grupo foi impedido pelas autoridades de subir até à Colina da Penha, onde mora Florinda Chan. Ainda assim, cerca de 50 manifestantes deslocaram-se na mesma até ao local, sem cartazes, mas com o intuito de se manifestarem. A PSP diz ter sido obrigada a usar a força, tendo chegado a prender seis manifestantes. Já o grupo, diz o contrário e, na carta entregue ao MP, enumera o que diz terem sido violações à lei pelas autoridades.

“Os polícias não deixaram os cidadãos ir para a colina, depois da manifestação do dia 30 de Junho, o que viola a Lei Básica e a liberdade de trânsito dos cidadãos”, começam por apontar. “Segundo a lei 1/95/M, os deputados têm direito de entrar em locais públicos de acesso condicionado, mas a PSP violou a lei, porque nesse mesmo dia também impediu os deputados de passar. Além disso, Lei Sio Peng (comandante da PSP) violou o artigo 345 do código penal por ordenar o emprego de força.” O grupo diz ainda que a polícia prendeu os seis cidadãos depois da manifestação “sem lhes informar a causa”, o que, dizem, “é uma violação à Lei Básica”. Os “cidadãos comuns”, como se intitulam, assinam em nome de Lu Sai Hong, Jason Chao, Chiang Meng Hin, Chou Kwok Ping, Cheung Shu Kin, Lei Kuok Keong e Lei Kuok Fu. Alguns deles são candidatos à Assembleia Legislativa. - J.F.

A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) veio a público referir que o problema do prédio foi a má qualidade do betão num dos pilares que o sustenta. Conclusão que partiu do tal relatório elaborado pelos técnicos da região vizinha. Posteriormente, foram instaurados processos tanto à empresa construtora como à empresa de fornecimento de betão e ao engenheiro dono e fiscal de obra. Pereira Coutinho quer, por isso, saber mais. “Quando serão divulgados na íntegra e publicamente os resultados dos processos instaurados pela DSSOPT?”, questiona na interpelação. O deputado relembra ainda o plano de apoio aos moradores do edifício, fornecidos pelo Governo, para interpelar o Governo sobre se estes poderão continuar a receber os subsídios, caso surjam processos judiciais, que levam tempo. - J.F.

Raymond Tam

Ip Song Sang não precisa de julgar Raymond Tam, diz TSI

Boa relação de trabalho

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Á tinha sido avançado pelo Hoje Macau que Ip Song Sang, juiz do Tribunal Judicial de Base (TJB), não vai ter de julgar Raymond Tam no âmbito do caso das campas, mas ontem ficou a saber-se o motivo. Os juízes do Tribunal de Segunda Instância (TSI) deram deferimento a um pedido de escusa apresentado por Ip Son Sang há cerca de dois meses. O colectivo ressalva que não considera que o facto de os dois homens serem amigos vá influenciar o julgamento, mas, por outro lado, aceita o pedido de Ip Song San, por este dizer que tem também uma boa relação de trabalho com Raymond Tam. O documento da decisão, apenas disponível em chinês, refere que “o pedido de escusa de Ip Son Sang afirma que, enquanto presidente da

Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa, os dois mantinham uma boa relação de trabalho” e que “o TSI considera que esta relação de trabalho pode ser razão suficiente para fazer com que o público suspeite da imparcialidade da justiça no julgamento”. Recorde-se que Ip Son Sang pediu escusa do julgamento por ter sido companheiro de Raymond Tam na Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa. Tam, presidente suspenso do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, e outros três arguidos também do mesmo organismo, estão acusados do crime de prevaricação por alegadamente terem demorado muito tempo a entregar documentos ao Ministério Público sobre o caso das campas. - J.F.


terça-feira 9.7.2013

O Conselho para os Assuntos Médicos entra hoje em vigor mas o seu “modus operandi” ainda deixa muito espaço à imaginação. Fernando Gomes, presidente da Associação dos Médicos dos Serviços de Saúde, diz que as expectativas saíram goradas num órgão meramente consultivo sem “isenção, autoridade, autonomia” e com “excesso de representatividade”

sociedade

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Fernando Gomes Conselho para os Assuntos Médicos não é “isento”

A desordem continua

Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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Conselho para os Assuntos Médicos é um primeiro passo para a criação da lei do erro médico, que deverá chegar a Assembleia Legislativa em Outubro, na próxima legislatura, segundo anunciado pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On. Mas para Fernando Gomes, presidente da Associação dos Médicos dos Serviços de Saúde de Macau (SSM), para tal não foi criado um “órgão isento, com autoridade e autonomia para acompanhar o desenvolvimento da medicina em Macau”, como, por exemplo, “o reconhecimento das várias especialidades médicas [que até agora se mantém nas mãos da Administração] ou supervisionar a deontologia da actividade médica”. Por outro lado, indica, houve um “excesso de representatividade” no colectivo que irá arrancar com uma composição de 43 membros, por um mandato de dois anos - entre 29 profissionais da área de saúde, dois médicos de medicina tradicional chinesa, dois enfermeiros e cinco figuras públicas. E, para já, não se compreende ainda como será feita a escolha dos conselheiros.

“Como é que essa representatividade da classe seria enquadrada? É escolhida por quem? Quais os critérios de escolha? É por número, é por ordem alfabética? Se há seis e sete associações de médicos, qual a associação a ser escolhida? Aí também poderá surtir logo à partida uma crise de identidade. É preciso um regulamento de funcionamento. Qual o critério?”, evidencia Fernando Gomes, que também não entente como entrarão em funcionamento das subcomissões. Por isso o ideal, defende, seria um conselho representativo de cada área, até porque será dada voz a todos os especialistas que não

“É sempre bom ter um representante da classe” Fernando Gomes vê com bons olhos a candidatura de Chan Iek Lap, médico pediatra do sector privado, a um assento na Assembleia Legislativa, pela via indirecta. “É sempre bom ter um representante da classe. Agora se vai ser útil ou não vai depender da intervenção e actuação dele. Como membro da classe, naturalmente vou apoiar um individuo da classe”, assume. Acreditando que poderá trazer preocupações do sector a debate do hemiciclo diz, no entanto, que “uma árvore não faz a floresta”. “Só desejo que seja eleito e cumpra o seu papel de forma isenta e de interesse para a classe. A classe merece um representante na Assembleia Legislativa”, diz o vice-presidente da Associação de Médicos dos SSM.

terão opinião fundamentada sobre problemas de áreas a que não pertencem. Segundo anunciado em Boletim Oficial, ontem, cabe

ao Conselho para os Assuntos Médicos pronunciar-se sobre o desenvolvimento da actividade profissional de saúde, documentos de

consulta respeitantes a projectos de diploma, proceder a estudos, elaborar relatórios e apresentar recomendações no que respeita aos códigos deontológicos dos profissionais. O organismo consultivo deverá também pronunciar-se sobre a formação contínua dos profissionais de saúde bem como aprovar o regulamento interno e respectivos grupos especializados.

SEM CRENÇA NA LEI

Por essa razão, não acredita que a lei de erro médico vá para a frente porque subjuga a perspectiva sempre de indemnização. Fernando Gomes acredita que não

está a ser contemplado o “erro sem responsabilidade médica”, quando provado, que deveria tentar ser resolvido fora de tribunais por intermédio de um “fundo de solidariedade de saúde”, que acautele o paciente. “Primeiro criava-se um fundo através da percentagem do orçamento da saúde, por exemplo, o ano passado foi de 4800 milhões de patacas, é fácil tirar 1% para acautelar essas situações”, explica. Mas para tal, refere, é necessária vontade e coragem política, numa questão que ainda “não foi ponderada” mas pode prezar “a harmonia social defendida”.


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sociedade

terça-feira 9.7.2013

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Academia de Comércio Internacional e Lei de Investimento do IEEM vai na 13ª edição

Um problema chamado inflação rita.ramos@hojemacau.com.mo

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a 13ª vez que o Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM) arranca com a “Academia de Comércio Internacional e Lei de Investimento”, um curso de nível e certificado internacional, que traz nomes de “reconhecido mérito”, membros da Organização Mundial de Comércio (OMC). Segundo o presidente da instituição, José Sales Marques, embora já tenha ganho boas referências, o curso vê-se crescentemente afectado pela inflação da cidade, reflectida no número reduzido de candidatos, numa altura em que cresce também a “concorrência” de programas curriculares em instituições de en-

sino do continente e de Singapura, por exemplo. “Temos 30 alunos, 12 dos quais provenientes da Coreia do Sul, estudantes da Universidade de Ciências Sociais de Pequim e estudantes da Universidade de Macau. O número não é elevado porque já chegámos a ter cerca de 80 alunos. As situações de oferta têm-se vindo a agravar com o tempo, devido sobretudo à subida do preço dos hotéis”, explica Sales Marques, evidenciando falta de condições externas para os organizadores destes programas. Durante duas semanas, até 19 de Julho, será dado um conjunto de módulos sobre aspectos relativos à lei de comércio internacional e à lei de investimento internacional, no Centro Cultural

USJ Aprovada licenciatura em Educação. Stilwell “surpreendido”

Inscrições podem arrancar já este ano

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licenciatura em Educação da Universidade de São José foi aprovada pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, segundo publicado ontem em Boletim Oficial. A boa nova chega com surpresa à direcção da instituição de ensino superior que aguardava uma resposta positiva mais tardia. Por essa razão, o reitor

Peter Stilwell

da USJ, Peter Stilwell, indica ainda não estar definido se o curso arranca já no próximo ano lectivo. No entanto, o despacho assinado por Cheong U habilita a que a “organização científico-pedagógica e o plano de estudos do curso” seja posto em funcionamento “no ano lectivo de 2013/2014”. “Fomos surpreendidos pela

de Macau, com ênfase na Segurança alimentar a nível da OMC e da China e no desenvolvimento asiático sobre a liberalização de investimento. O curso conta com um corpo fixo de seis docentes, entre os quais os veteranos Peter Van den Bossche, membro da comissão de arbitragem da OMC e professor na faculdade de Direito da Universidade de Maastricht, na Holanda, e Francis Snyder, docente na Escola de Lei Transnacional, da Universidade de Pequim, e da “London School of Economics”. Mas este ano não contará com Miguel Poiares Maduro, director do Programa europeu de Global Governance, já que este ano assumiu a pasta do Minstério Adjunto e do Desenvolvimento Regional.

ANTÓNIO FALCÃO

Rita Marques Ramos

informação, nós próprios. Ainda esta manhã nos afirmaram que provavelmente a aprovação do curso só seria assinada e publicada no Boletim Oficial daqui a mês e meio. Estávamos, por isso, a contar só arrancar com candidaturas e inscrições daqui a um ano”, reagiu o responsável quando questionado pelo Hoje Macau sobre o arranque das inscrições do novo curso. “Vou agora reunir com os responsáveis desta área, que já estão a braços com um grande afluxo de inscrições para o nosso Diploma de Profissionalização em Educação, para ver se há condições para antecipar o arranque da licenciatura”, afiançou. Para já, apenas é público que a licenciatura compreende cinco áreas de especialização: ensino infantil, ensino primário, educação cristã, inglês e portuguê, as três últimos a nível de ensino secundário. Sabe-se ainda que, os cursos com duração de quatro anos serão leccionados em chinês, inglês e chinês, segundo regime de aulas presenciais. Fica assim por apurar quantos vagas poderão vir a ser abertas para esta licenciatura.- R.M.R.

“Interpretação errada” no caso das flexões

PSP puxa pelos galões

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Policia de Segurança Pública (PSP) emitiu ontem um comunicado a esclarecer o caso de um polícia que terá ordenado outros a fazerem flexões no chão, imagem que circulou nas redes sociais. “No passado dia 4 de Julho, depois de um banquete, um 2º comandante tinha uma cara rosa, o que pôde facilmente enganar as pessoas e levá-las a pensar que estaria bêbedo. Dirigiu-se ao Comissariado Policial nº 3 para efectuar uma ronda de fiscalização. Por coincidência estava lá um grupo de agentes que estavam a fazer a formatura prévia à entrada do serviço.” O caso terá acontecido depois do agente ter visto que “o aprumo e os

fardamentos de cerca de dez agentes não preencheram as condições previstas no regulamento”. Viu também que “o estado de espírito de alguns agentes se encontrava relaxado, pelo que exigiu que fizessem o exercício de extensão de braços por forma a exaltar o ânimo.” O comunicado diz ainda que esta “forma de dinamizar o estado de espírito é muito popular”. Um agente “com pouca antiguidade” no serviço terá tirado a fotografia que, sem legenda, fez com que o público fizesse “uma interpretação incorrecta da fotografia”. Já foi instaurado um processo instrutório “para investigar se houve ou não alguém envolvido na infracção disciplinar”.

Boletim substitui carimbo nos postos fronteiriços a partir de amanhã

Amanhã entra em vigor a medida de isenção de carimbo para todos os visitantes que efectuam entradas e saídas pelos postos fronteiriços de Macau com documento de viagem ou passaporte. Aos visitantes será concedido um boletim de entrada emitido pelo computador, em vez do habitual carimbo. Neste novo boletim constam informações como o nome do visitante, o número de documento, a data de entrada ou o prazo de permanência autorizado. O boletim encontra-se ainda equipado de um distintivo anti-falsificação de código de barras bidimensional. Os visitantes devem guardar esse boletim durante a sua estadia em Macau. O extravio do boletim de entrada não obsta a tramitação de saída. Uma segunda via pode, no entanto, ser obtida, gratuitamente, com a comparência pessoal nos postos fronteiriços, ou no Comissariado de Investigação, no edifício do Serviço de Migração em Pac On, na Taipa.

Criados comités de apoio à Ilha da Montanha

O diário de língua inglesa Business Daily avança na sua edição de ontem que as autoridades políticas da Ilha da Montanha vão criar dois comités de apoio à criação da zona económica especial em Hengqin com a ajuda de Macau. O director do comité para a Nova Área Administrativa de Hengqin, Liu Yang, é citado pelo jornal a explicar que os dois grupos vão “formar um mecanismo de decisão, execução e supervisão” para a ilha. Contudo, não foram avançados nomes para a composição dos referidos comités.


terça-feira 9.7.2013

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S Estados Unidos e a Europa vão iniciar esta semana uma série de negociações comerciais e preparar a próxima etapa das conversas com os países da Parceria Trans-Pacífico, numa iniciativa do governo de Barack Obama para encontrar novos motores de desenvolvimento do crescimento económico. Vários especialistas do sector e alguns líderes empresariais norte-americanos dizem esperar que os acordos também coloquem pressão sobre a única grande economia ausente nas negociações: a China. “A China tem que decidir se segue as normas do comércio internacional ou se continua de fora”, disse Michael Wessel, membro da Comissão de Revisão de Segurança e Economia para a China, agência americana que monitora as relações comerciais e económicas entre China e os EUA. “Isto pressiona [os chineses] a fazerem acordos bilaterais que lhes possam dar acesso a mercados importantes.” Representantes da União Europeia viajaram até Washington para dar início este domingo às negociações que visam a eliminar as tarifas remanescentes de importação e exportação, reconhecer os padrões industriais de ambas as partes e facilitar o acesso das empresas aos mercados. Os EUA e a Europa são os principais parceiros comerciais um do outro, tendo realizado um intercâmbio de mercadorias de cerca de cinco biliões de patacas no ano passado. Os dois lados estão a procurar fechar acordos que abririam contratos governamentais a firmas estrangeiras e permitiriam um

China pressionada por acordos comerciais EUA-Europa

O terceiro excluído

comércio mais livre de bens e serviços. O fim deste tipo de barreiras comerciais não costuma ser bem aceite por países emergentes como a China. “A Europa e os EUA não vão ficar à espera da China; vão seguir em frente”, diz Myron Brilliant, vice-presidente para assuntos internacionais da Câmara de Comércio dos EUA. Os proponentes de um tratado comercial entre os EUA e a UE admitem, entretanto, que as nego-

ciações podem durar muito tempo e que tais acordos geralmente levam anos para serem implementados, indicando que qualquer impacto directo sobre a China poderia ainda estar longe. “Serão umas negociações difíceis”, diz Mickey Kantor, ex-representante comercial dos EUA que conduziu as negociações para formar a Organização Mundial do Comércio. “Pode levar mais tempo do que o esperado.” E a China poderia beneficiar de

Corrupção Ex-ministro chinês condenado à morte

Fim da linha

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nacional

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ex-ministro dos Caminhos de Ferro chinês Liu Zhijun foi ontem condenado à morte com pena suspensa por dois anos por corrupção e abuso do poder, anunciou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. A sentença, que costuma ser comutada em prisão perpétua, foi decretada pelo Tribunal de 1ª Instancia n.º 2 de Pequim. Liu Zhijun, que foi também membro do Comité Central do Partido Comunista Chinês, está preso desde Fevereiro de 2011. O tribunal deu como provado que, entre 1986 e 2011, Liu Zhijun aceitou subornos no valor de cerca de 80 milhões de patacas, indicou a Xinhua. O antigo ministro “ajudou amigos a obter elevados lucros, infligiu perdas colossais ao património público, violando direitos e interesses do Estado e do povo”, diz a sentença. Liu Zhijun, de 60 anos, fez quase toda a sua carreira no Ministério dos

Caminhos-de-ferro, um dos mais ricos e poderosos da China, extinto em Março passado. Como ministro do sector desde 2003, Liu Zhijun presidiu ao acelerado programa de alta velocidade ferroviária e a sua liderança foi responsabilizada pelo acidente de Wenzhou, em Julho de 2011, que causou 40 mortos e mais de 100 feridos. Liu Zhijun foi o mais alto quadro do PCC condenado por corrupção desde que o Presidente chinês, Xi Jinping, assumiu a chefia do partido, em Novembro passado. A corrupção é uma das principais fontes de descontentamento popular na China. “Se não conseguirmos controlar bem esta questão, ela poderá ser fatal para o Partido e até causar o seu colapso e a queda do Estado”, alertou o anterior secretário-geral do PCC, Hu Jintao, no relatório apresentado ao 18.º Congresso.

um acordo comercial que aumentasse o crescimento — e provavelmente as importações — dos seus maiores mercados. Os EUA e a UE importaram bens no valor de cerca de seis biliões de patacas da China em 2012. Mas assistir aos EUA e à Europa a forjar um acordo, poderia também fazer com que a China se esforçasse mais nas suas negociações de acordos bilaterais e investimentos com os EUA, conforme esperam as autoridades americanas.

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O governo americano também se prepara esta semana para a próxima ronda de negociações da Parceria Trans-Pacífico (TPP, na sigla em inglês), que inclui o Japão e outros países da Ásia e da América Latina, mas não a China. Um tratado de livre comércio entre estes países poderia ter um efeito mais directo sobre a China que o pacto entre os EUA e a UE. Yukon Huang, ex-director do Banco Mundial para a China e associado da Fundação Carnegie para a Paz Internacional, disse que “é bem provável que a TPPvá na verdade desencorajar ou dificultar o intercâmbio de peças entre os mercados da Ásia que estejam fora do grupo, prejudicando o papel da China como ponto final de montagem de telefones e aparelhos cujas peças vêm de outros países. Outro ponto sensível para a China é que as negociações da TPP procuram limitar a acção de empresas estatais. Ainda assim, os países do grupo podem acabar por elevar o comércio de produtos parcialmente produzidos na China, dependendo de como as regras da TPP fiquem estruturadas, diz Wessel. Os líderes ocidentais dizem que a meta das duas rondas de negociações não é isolar ou “conter” a China. “Os nossos esforços nestas negociações não são direccionados a nenhum país, mas ao desenvolvimento de padrões elevados e de novas regras que fortaleçam o sistema de comércio internacional e criem um campo nivelado no qual os nossos trabalhadores e empresas possam competir”, diz o representante americano do comércio, Michael Froman.

Gorduras transgénicas em marcas de leite em pó Testes laboratoriais confirmaram a existência de substâncias potencialmente nocivas para a saúde em três populares marcas de leite para crianças, informou ontem o South China Morning Post. As gorduras encontradas nas três marcas podem provocar distúrbios cardíacos e não devem ser dadas às crianças, dizem os peritos. Os testes indicaram que as três marcas - Beingmate’s Baby Club, Synutra’s Super e Yili’s Gold –continham entre 0.4 e 0.6 gramas de gorduras transgénicas por cada 100 gramas de leite em pó. Nenhuma das embalagens informava a existência deste tipo de gorduras no seu conteúdo. As leis do Continente não obrigam as marcas de alimentos para bebés a revelar a existência de gorduras transgénicas na composição dos seus produtos. As quantidades agora encontradas ultrapassam as normas de segurança, chinesas e internacionais.

Taxa de urbanização China nos 60% em 2020

Em 2020, a taxa de urbanização da China deverá ser de 60%. Dez anos mais tarde, o número poderá chegar aos 66%. A previsão é de Han Jun, vice-director do Instituto de Estudo sobre o Desenvolvimento do Conselho de Estado da China, informa a rádio China. Ainda de acordo com os dados do instituto, em 1990, a taxa de urbanização era de 22% e em 2012 o número mais que duplicava para 52,57%. Segundo Han Jun, a maior taxa de urbanização deve situar-se entre os 70% e 75%. Para Han Jun, a urbanização é o novo motor do crescimento económico da China e constitui um grande potencial para ampliar a procura interna e aumentar os rendimentos da população, para além de incentivar o consumo. Ao longo deste processo de urbanização têm surgido também grandes desafios. O difícil acesso da população migrante aos serviços públicos básicos, a exclusão social e a ocupação excessiva de terras são alguns dos desafios e problemas que, no futuro, devem ser resolvidos, concluiu o vice-director.


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ensino

terça-feira

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As opiniões dividem-se nos bastidores das escolas luso-chinesas de Macau. Os alunos falam da decepção de terem visto o português fazer parte da sua vida mas longe de se tornar parte de si. A heterogeneidade das turmas, que aceitam alunos expulsos das escolas particulares, leva a que haja um nível de ensino pouco exigente, dizem. E, por outro lado, não é dada a mesma importância ao português como a outras disciplinas. Além de que, a língua não sai da sala para o recreio. Para os professores há falta de vontade e motivação dos alunos Cecília Lin

cecília.lin@hojemacau.com.mo

Zhou Xuefei

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O

encerramento de um dos dois únicos jardins de infância luso-chineses deu o alerta. Será que se começa a descurar o ensino público de língua portuguesa? No ensino primário resta apenas uma escola e, a nível médio e secundário, a RAEM apresenta somente duas escolas oficiais que mantêm o ensino bilingue, apresentando um currículo escolar simultaneamente em português e em chinês, as duas línguas oficiais do território. No entanto, o Hoje Macau apurou que a qualidade de ensino de língua portuguesa em ambas está longe de ser ideal. Lara (nome fictício), de 23 anos, é filha de chineses. Mas, ao contrário da maioria dos residentes chineses, começou o seu ciclo de estudos a ouvir o português. ”O jardim infantil onde estive é luso-chinês, pois os meus pais queriam que seguisse os estudos em língua portuguesa”, conta ao nosso jornal. Mas não tardou em evidenciar uma triste constatação. O seu nível de português escrito e falado, refere, quase não registou melhorias. Não descarta totalmente a sua responsabilidade nisso mas sente, sobretudo, que o ensino não a ajudou a progredir. «As aulas são sempre a mesma coisa, todos os anos se repetia o mesmo porque, na minha opinião, professores não são bons”, explica.

Língua Portuguesa Alunos queixam-se da qualidade das escolas luso-chinesas

Filhos de um deus menor

Mas Lara não se conformou. E, nem por isso, perdeu o interesse na língua. “Mais tarde fui tirar um curso de português na faculdade mas a vergonha de dizer que já tinha

estudado tantos anos a língua sempre me acompanha”, reconhece. Ao contrário do que muitos pensam, Lara defende que a aprendizagem na escola luso-chinesa não lhe

O seu nível de português escrito e falado, explica, quase não registou melhorias. Não descarta totalmente a sua responsabilidade nisso mas sente, sobretudo, que o ensino não a ajudou a progredir. “As aulas são sempre a mesma coisa, todos os anos se repetia o mesmo porque, na minha opinião, professores não são bons”, explica

servia de nada na faculdade e, por vezes, até era uma pedra no sapato. “No início não conseguia acompanhar a velocidade do ensino, já que estava acostumada com o ritmo antigo. Senti até que os alunos que nunca aprenderam a língua aceitaram melhor o conteúdo e aprendiam mais rápido do que eu”. Embora mais tarde tenha conseguido acompanhar o ritmo, com mais dedicação, diz não pertencer a uma maioria. “O que é triste é que muitos colegas meus da minha escola [secundária], que seguiram comigo para os estudos superiores, acabaram

por abandonar o curso ou transferir-se para o nocturno», observa.

PROFESSORES DESCARTAM CULPAS

O Hoje Macau procurou justificações para as declarações de Lara, nomeadamente, sobre a qualidade do ensino e a capacidade dos docentes que leccionam o português. Também sem se identificar, uma professora de português da Escola Luso-Chinês Luiz Gonzaga Gomes defende o ensino nas escolas luso-chinesas. Em seu entender, o interesse dos alunos é parte fundamental


a 9.7.2013

ensino

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Mais uma vez, as palavras de uma ex-aluna, da escola Escola Luso-Chinesa da Taipa, vêm contrariar em parte as palavras da professora. Sílvia, nome fictício, é hoje uma tradutora de sucesso. Da língua portuguesa, diz, «mudou a sua vida» e «deu-me outra visão para tudo». Mas não se coíbe de apontar responsabilidades à Administração face aquilo que apelida de «fraca qualidade de ensino», que se prende, tal como apresentou a professora, com a heterogeneidade dos alunos. “Isto deve-se à política do Governo que obriga as escolas luso-chinesas a aceitar alunos rejeitados por outras escolas. A qualidade de alunos não é satisfatória e estão sempre a entrar novos alunos, o que faz com que o trabalho dos professores seja muito pesado”.

ANTES DE DEPOIS DA TRANSIÇÃO

No entanto, salienta, a qualidade do ensino nem sempre foi assim. “Nos anos 90 era muito melhor, mas após a transferência de soberania alguns docentes mais profissionais saíram de Macau. E também foi a partir daí que o número das aulas de português diminui gradualmente porque toda a gente acreditava que o português sairia de cena, tornando-se uma língua morta.” Mas tal não se fez notar. Contrariamente às expectativas, a procura de especialistas em português, em vez de reduzir, aumentou. Prova de que a qualidade do ensino voltava a ter importância. ”O apelo de políticos não chega, para melhorar a situação. Muitas coisas estão ainda por fazer”, afirma. “Até agora, por exemplo, Macau ainda não tem um materiais escolares em língua portuguesa unificado. A formação de professores da língua também não é completa.”

dos meus antigos colegas”, explica, agora que orgulhosamente afirma já conseguir «conjugar tempos verbais complexos». Isto porque, salienta, os métodos de ensino das duas escolas também são bem diferentes. «Na escola luso-chinesa as aulas de português são consideradas extracurriculares [embora, na prática, não sejam], quase ninguém dá importância ou sequer estuda com entusiasmo», reforça Dinizio. E o português não sai das salas de aula para os recreios, ao contrário do que acontece na sua nova escola. «Na EPM falar português ajuda a integrarmo-nos com os colegas uma vez que a maioria tem o português como língua materna. Os professores também são mais pacientes connosco e as aulas mais divertidas”, compara. Dinizio da Silva compara ainda os exames de ambas as escolas. A exigência é comparativamente diferente, repara, mas também a sua predisposição para a aprendizagem da língua melhorou substancialmente. “O exame na luso-chinesa é mais fácil do que na EPM, no entanto, não conseguia tirar notas altas. O mesmo não acontece agora. Sinto que os exames são exigentes, no entanto, tiro melhores notas, embora não seja dos melhores da turma», reconhece.

escola luso-chinesa. Mas esta mãe, que preferiu não ser identificada, preferiu recolher primeiro opiniões de amigos - pais de alunos que frequentam estas escolas - para fazer a sua decisão em consciência. “A ideia com que fiquei das luso-chinesas não foi das melhores, visto que era frequente os alunos serem expulsos da EPM por mau comportamento ou fraco aproveitamento e serem integrados numa dessas escolas”, revela. E, adianta ainda, a preocupação é muitas vezes espelhada nas conversas entre pais portugueses. “No geral, é entendido que as crianças e jovens que ingressam estas escolas são de um extracto social menos favorecido, alguns com histórias familiares complicadas. Outros há que são fruto da miscigenação, o que poderia constituir uma mais-valia para o seu futuro, se fossem integrados num sistema de ensino que soubesse respeitar e aproveitar esse potencial bilingue”, lamenta. Por essa razão, foi na privada que acabou por colocar os seus filhos, pelas óbvias vantagens. “Sempre estudaram na EPM por considerarmos que o sistema de ensino e os métodos fossem idênticos aos de Portugal, pensando na eventualidade de regressar e na necessidade de serem integrados lá.”

VISÃO DOS PAIS

E DEPOIS DO SECUNDÁRIO...

Uma mãe de dois filhos portugueses, que estudaram na escola portuguesa, chegou a considerar colocá-los na

DIFERENÇAS ENTRE PÚBLICO E PRIVADO

do processo. E, por outro lado, nas escolas luso-chinesas há dois grupos distintos de alunos - os que começam de raiz e os que provêm de escolas privadas. “O fosso do nível de português entre os alunos é gigantesco. Os alunos provenientes de escolas privadas não têm conhecimento nenhum sobre a língua, pelo que o processo de aula tem que ser mais devagar para equilibrar o nível dos alunos», explica. “Não somos o Instituto Português do Oriente (IPOR), os alunos têm várias disciplinas para estudar. O português é apenas uma delas e não é particularmente importante”, frisa, assumindo a defesa pelo ensino tutelado nas escolas luso-chinesas. “Nós fazemos tudo para os alunos terem mais interesse no português e, caso queiram ter mais aulas, basta solicitarem e têm logo acesso às três aulas extras de dois horas por semana. Temos também

aulas de dança tradicional e cultura portuguesa, temos o Dia da Cultura. Todo isto são programas de motivação.» No entanto, reconhece, há fronteiras entre o ensino desta escola pública e a Escola Portuguesa de Macau (EPM). «Também lhes aconselhamos aulas nocturnas na EPM, afinal de contas, a ambiente de aprendizagem do português nessa escola é melhor.» Na sua opinião, o que está mal é a atitude por parte dos alunos. “Os que queiram trabalhar com a língua normalmente estudam mais. Alguns deles são até capazes de passar exames de certificação reconhecidos internacionalmente. Podem também tirar cursos de Verão em Portugal. Mas os que não têm interesse nenhum simplesmente não estudam, apesar de que estou sempre a enfatizar as oportunidades que o português possa lhes pode trazer”, expressa.

Dinizio da Silva, macaense, é ex-aluno de uma das escolas secundárias luso-chinesas, que acabou por abandonar há um ano para continuar os estudos na Escola Portuguesa de Macau (EPM). Em casa nunca se sentiu à vontade para comunicar com a família em português porque, diz, nunca houve um incentivo grande por parte da instituição de ensino de usar a língua nas aulas da disciplina. “Estive oito anos na escola luso-chinesa a aprender a língua portuguesa mas nas ocasiões em que se mostrava necessário falar português, nem conseguia abrir a minha boca”, confessou. Por essa razão, até aos seus 14 anos, o cantonês saía muito mais fluente do que o seu português. A situação só mudou quando foi estudar na EPM por ordem da mãe, que se preocupava com o facto de não conseguir comunicar com o seu próprio filho em português. “Na escola luso-chinesa o chinês é a língua mais falada tanto pelos alunos como pelos professores mas na EPM somos obrigados a falar português. É sobretudo isto que me diferencia

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Dinizio da Silva é ex-aluno de uma das escolas secundárias luso-chinesas. Em casa nunca se sentiu à vontade para comunicar com a família em português porque, diz, nunca houve um incentivo grande por parte da instituição de ensino de usar a língua nas aulas da disciplina

Uma professora universitária de língua portuguesa, na Instituto Politécnico de Macau (IPM), que também não quis revelar o seu nome, disse-nos que os alunos que chegam à Licenciatura em Tradução e Interpretação de Chinês-Portugues/ Português-Chinês, provêm das escolas luso-chinesas e têm naturalidade chinesa. E na grande maioria, apesar dos 12 anos de ensino de português, o nível de estudos é relativamente baixo. ”Na realidade, o que acontece é que, muitas vezes, essas crianças são escolarizadas numa língua que não é a delas, numa língua com a qual não têm nenhuma espécie de afectividade ou sequer de interesse. Uma língua que, na maioria dos casos, não lhes vai servir para nada no futuro. Pelo que sei, a desmotivação é grande, embora haja casos de sucesso, é claro.” Durante a entrevista, a professora referiu ainda a luta que houve há anos por parte de alguns professores portugueses que ensinavam português nas escolas luso-chinesas no sentido de se deixar de ensinar o português como língua materna e ensiná-lo antes como uma língua estrangeira, que o é de facto para esses alunos. Contudo, a docente concordou com o esforço dos alunos oriundos dessas escolas. ”A sua motivação é mais evidente. O português irá servir-lhes como instrumento de trabalho e mesmo para os que desistirem dessa língua, é o motor que lhes permitirá aceder ao tão desejado diploma, que em muitos casos é sinónimo de ingresso no funcionalismo público.”


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vida

terça-feira 9.7.2013

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Carne de cão Festival de Yulin mostra alterações nos hábitos tradicionais devido a oposições

Comer o melhor amigo é “imoral” O hábito de comer carne de cão pode vir a ser considerado imoral. Quem o diz é Peter Li, especialista da Humane Society International, que apresenta ainda as mudanças conseguidas por uma petição contra os festivais de carne de cão Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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petição que a Humane Society International (HSI) fez circular na internet para parar o Festival de Verão de Carne de Cão, que acontece anualmente em Junho, na China, não conseguiu travar o evento, mas trouxe algumas mudanças. De acordo com a organização, que enviou um comunicado ao Hoje Macau, o Festival de Carne de Cão de Yulin avançou de forma mais discreta. “A petição que pedia o cancelamento do evento foi assinada por mais de 30 mil pessoas”, diz a HSI.

Peter Li, especialista da organização explica as alterações principais originadas pelos signatários. “O evento foi não foi cancelado, mas foi feito de forma muito mais restrita do que no ano passado. A matança já não aconteceu em frente ao público e a montra de cães enjaulados na rua à espera de serem mortos também não foi vista”, começa por dizer. “Os cartazes que anunciavam o evento foram removidos. Os cães foram abatidos fora do alcance do público, apesar de as carcaças terem sido expostas nos restaurantes e mercados.” Recorde-se que, a 14 de Junho, a HSI revelava fotografias perturbadoras de animais enjaulados e a serem mortos de forma cruel, segundo a organização, já antes do festival, diz. “[Os cães] começam a sofrer semanas antes da festa, quando são apanhados nas ruas ou, até, roubados de algumas casas. Desde aí, são confinados a jaulas de ferro, sem comida ou água, e colocados em camiões onde ficam durante longas viagens. A morte dos cães começa logo com o sofrimento insuportável que têm e os festivais duram até duas semanas.”

JÁ ERA?

Diversas organizações de protecção animal chinesas têm estado

no terreno para tentar parar os eventos, tendo conseguido que um deles não fosse avante em 2010. Segundo o comunicado que deu seguimento à notícia do Hoje

ANIMA acolhe gata com língua cortada por humanos

Poluição do rio Xi Deputado critica RAEM

Actos cruéis em Macau

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ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais foi chamada a responder a um caso que está a chocar Albano Martins, president da organização. Uma gata de apenas dois anos – baptizada de Xiao He – foi alvo de actos cruéis que estão a impede-la de se alimentar ou hidratar. “De acordo com o veterinário, alguém lhe terá cortado a língua, fazendo com que ela não consiga comer ou beber sozinha, mesmo que

esteja esfomeada”, revela um comunicado enviado por Albano Martins ao Hoje Macau. O animal, vadio, estaria a ser cuidado por um casal de residentes, o senhor Hsieh e a senhora Ieong, que a alimentavam já há dois anos. Contudo, a 18 de Junho, Xiao desapareceu, tendo reaparecido “numa situação terrível”. O casal resgatou a gata e levou-a ao veterinário no dia 30, tendo

este pedido ajuda à ANIMA, dois dias depois. “[O facto de ela não conseguir comer e beber] leva a desidratação e hepatite”, diz a ANIMA. “A gata vai precisar ainda de ser alimentada por alguém durante toda a sua vida. Que tipo de pessoa consegue ser assim tão cruel?” A Xiao He perdeu ainda dentes e tem de tomar medicamentos todos os dias, pelo que a organização está a pedir ajuda à população. - J.F.

Macau, o ano passado os organizadores revelaram que mais de dez mil cães foram mortos, enquanto este ano não foram revelados quaisquer números. Peter Li, ele

próprio chinês, considera que as autoridades chinesas perceberam ser “não muito boa ideia publicitar um tão controverso hábito alimentar chinês”, que muitas vezes passa por matanças ilegais. “As mudanças este ano foram resultado da intervenção activa das autoridades, até porque algumas celebridades chinesas também se opuseram ao Festival de Yulin. É importante perceber que acabar com a matança pública [dos cães] não é um feito pequeno.” Peter Li considera que as alterações se devem ao facto de, tanto as autoridades, como a indústria de carne de cão saberem que não se podem subestimar as vozes da oposição. O especialista dá até um exemplo. “A criação de ursos em quintas costumava ser promovida pelo governo chinês, como uma forma de reduzir a pobreza, mas o público chinês nunca deixou de desafiar este procedimento e conseguiu que, em 20 anos, passasse de ‘imensamente elogiado’ para ‘desacreditado moralmente’. Eu acredito que o comércio de carne de cão vá seguir o mesmo caminho.” A HSI assegura que comer carne de cão está a diminuir na China e que os esforços que estão a ser feitos no país para travar esta tradição poderá servir de exemplo ao Vietname e à Coreia.

Dúvidas metódicas

Zhou Xuefei

info@hojemacau.com.mo

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S autoridades chinesas deram finalmente uma justificação sobre a poluição que paira nas águas do rio Xi, cujo um dos afluentes, He, é uma das principais fontes de abastecimento de água do território. Segundo informa o canal chinês da rádio TDM, Ou Mun Tin Toi, Pequim revela que a poluição se deve à mineralização ilegal de metais, o que deixou 110 quilómetros (km) do rio poluído, com uma concentração de cádmio e tálio, a 190% e 214%, respectivamente, acima do limite permitido. O Governo Central garantiu, porém, que está a limpar o caudal por

meio de 17 estações de monototização ao longo do rio poluído, a trabalhar 24 horas. Está ainda em operações um mecanismo de comunicação entre as cidades próximas do rio, onde são comunicados desenvolvimentos de duas em duas horas. O Governo, que garantiu no fim-de-semana que Macau não será afectado, já que a zona poluída se encontra a 400 km de distância da zona de abastecimento do território, está a ser alvo de críticas por Ng Kuok Cheong, por meio de interpelação escrita. O deputado diz duvidar da medida de resposta da Admnistração. “A Capitania dos Portos julga que a água de Macau é segura apenas com base no resultado do teste à

qualidade de água actual, sem tomar precauções nem considerações a longo prazo», endereça ao Governo. Por isso, Ng Kuok Cheong exige que seja feita uma análise profunda à poluição de água, que seja depois publicada, e uma maior cooperação com as autoridades da China Interior. Além disso, em relação à ideia do Governo Central de permitir a construção duma fábrica de combustível nuclear em Heshan, cidade de Cantão, o deputado enumerou ameaças que a fábrica pode trazer à população de Macau, esperando que o governo de RAEM intervenha no assunto ao abrigo de Acordo-Quadro de Cooperação Guangdong-Macau.


terça-feira 9.7.2013

Esboços do chamado álbum Weale, o caderno de encargos da capela de S. João Baptista, que estiveram desaparecidos até aos anos 90, podem ser vistos, pela primeira vez, no museu de S. Roque, em Lisboa

A

custódia em ouro que fazia parte do tesouro da Capela de S. João Baptista na Igreja de S. Roque, encomendada em 1742 por D. João V aos mais reputados artistas da época, Luigi Vanvitelli e Nicolas Salvi, com a supervisão do arquitecto do reino, o alemão João Frederico Ludovice, terá sido derretida para ajudar a custear a recuperação de

cultura

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Património S. Roque exibe desenhos “perdidos” do chamado álbum Weale

Uma jóia do barroco em Lisboa Lisboa depois do terramoto de 1755. Sem fotografias, filmes ou instagram, não restaria senão a sua descrição, não se desse o caso do caderno de encargos desta obra, conhecido como álbum Weale, incluir um desenho rigoroso deste exemplar de ourivesaria que viria a servir de inspiração para as gerações seguintes de ourives, como é o caso da custódia da Bemposta, da autoria de Mateus Vicente de Oliveira, discípulo de Ludovice. O esboço pode ser visto no Museu da igreja de S. Roque, em Lisboa, no âmbito da exposição Encomenda Prodigiosa - Da Patriarcal à Capela Real de S. João Baptista, que pode ser vista até 29 de Setembro. Trata-se do segundo pólo de uma exposição que está também

patente no Museu Nacional de Arte Antiga. É a primeira vez que este e outros desenhos são exibidos. O documento esteve perdido durante anos, vítima de desconhecimento e má catalogação. Organizado e compilado por Manuel Pereira de Sampaio, o homem de negócios de D. João V em Roma, centro de diplomacia mundial na primeira metade do século XVIII, o álbum Weale é na verdade o Libre degli Abozzi di Disegni delle Commissioni Che si Fanno per Ordine della Corte [Livro de Esboços de Desenhos da Comissão que se Faz por Ordem da Corte]. Contém informações sobre a encomenda da capela da arquitectura às pinturas, passando pelos mais pequenos bordados dos paramentos ou

as caixas usadas no transporte da capela de Roma até Lisboa em três naus. “Foi de extrema importância durante o restauro da capela [entre 2011 e 2012] pois deu novas luzes sobre a sua

construção”, explicou ao DN Teresa Morna, directora do Museu de S. Roque. A exposição “Encomenda Prodigiosa - Da Patriarcal à Capela Real de S. João Baptista” reparte-se

pelo Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu de S.Roque. Na rua das Janelas Verdes contextualizam-se as encomendas de D. João, a começar pela da Basílica Patriarcal, aquela que primeiro interessa ao monarca: transformar a capela real do Paço da Ribeira, hoje Terreiro do Paço, numa igreja feita à imagem e semelhança da basílica de S. Pedro, como maneira do rei, fortemente inspirado pelo exemplo francófono e Luís XIV, afirmar o seu poder (no momento em que se dizia que as remessas de ouro e diamantes do Brasil estavam a diminuir). Deste monumento - de que a Capela de S. João Baptista é uma amostra - restam apenas algumas peças. Ardeu no incêndio que lavrou na cidade de Lisboa após o terramoto de 1755.

Filme sobre Coimbra premiado na Croácia

Inverno no Jardim Botânico

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Pop Justin Bieber actua no Venetian a 12 de Outubro na ‘Believe World Tour’

Fãs, acreditem

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

A

DOLESCENTES, segurem-se. Justin Bieber vem a Macau. Aquele que é um dos mais recentes ídolos da música pop chega ao território a 12 de Outubro, para a sua última paragem no continente asiático. Bibier actua às 20 horas no Cotai Arena do Venetian e os bilhetes estão à venda a partir de amanhã, ao meio dia. A tournée ‘Justin Bieber Believe’ é a segunda feita pelo cantor canadiano e a apresentação do seu mais recente álbum de platina, com o mesmo nome. O cantor pop já esteve na Europa,

EUA e África, tendo gerado mais de 67 milhões de dólares americanos em receitas, só com a venda de bilhetes. Justin Bieber foi o primeiro cantor pop a atingir o primeiro lugar do top com cinco álbuns antes dos 19 anos. Mas o sucesso – motivo de crítica por muitos – do jovem canadiano não se fica por aqui. Bibier conseguiu colocar-se ao lado de grandes nomes da música, como os Beatles, Paul McCartney ou o rapper Jay-z, depois de ter vendido mais de 200 mil álbuns ‘Believe Acoustic’ na primeira semana de estreia. Os bilhetes estão à venda a partir das 380 patacas até às 1680 patacas.

filme turístico promocional português “Jardim Botânico da Universidade de Coimbra - Um espaço único” acaba de arrecadar um prémio internacional na Croácia. O vídeo, de cerca de três minutos, foi distinguido com o galardão de “The Best Artistic Impression” no Zagreb Tourfilm Festival. De acordo com um comunicado enviado da Universidade

Daniel Pellegrini morto a tiro em pleno concerto

de Coimbra (UC), a cerimónia de entrega dos galardões decorreu na sexta-feira, em Zagreb, capital croata, tendo o filme português sobre o Jardim sido um dos vencedores. O vídeo, desenvolvido pela produtora TerraLíquida Filmes e que foi premiado na categoria de “The Best Artistic Impression”, representa o Inverno no Jardim Botânico de Coimbra (JBUC), “mesclando os tons terra com

O músico brasileiro Daniel Pellegrini, conhecido como MC Daleste, foi morto no domingo em palco, quando actuava na cidade de Campinas, a 100 quilómetros de São Paulo, informaram fontes oficiais. A polícia de São Paulo adiantou, em comunicado, de que abriu uma investigação e considera “importante” um vídeo colocado na Internet no qual ficou registado o momento do crime. No vídeo, gravado por um espectador, vê-se MC Daleste a falar com o público, quando é atingido com um tiro no abdómen. MC Daleste era um músico de ‘funk’, conhecido como “funk paulista” e que se distingue do “funk carioca”, oriundo das favelas do Rio de Janeiro, um estilo musical brasileiro semelhante ao rap, e muito popular entre os jovens, com letras com forte conteúdo sexual e de violência.

os sons da natureza urbana num ambiente marcado pela neblina matinal”. Segundo a UC, “as expectativas depositadas no filme são elevadas”, sendo este “o primeiro de uma série que pretende retratar o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra nas diferentes épocas do ano, devido às variações visuais e olfactivas que estas imprimem” àquele espaço.


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desporto

terça-feira 9.7.2013

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28 atletas representam Macau nas Universíadas de Kazan

Choi Sut Peng sétima nos saltos Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

A

edição de 2013 das Universíadas arrancou oficialmente no último sábado na cidade russa de Kazan e em três dias de competição Choi Sut Ian foi a atleta do território que mais longe levou as cores e o nome da RAEM, ainda que se tenha quedado a vasta distância dos lugares do pódio. A aluna da Universidade de Macau é já um nome seguro nas lides dos saltos para a água e no fim-de-semana fez juz ao prestígio de que goza nas piscinas do território ao concluir a final do concurso feminino da saltos para a àgua a partir da plataforma de um metro na sétima posição. A atleta, de 23 anos, relegou a russa Svetlana Philippova para o oitavo e último lugar da competição, ao somar uma pontuação de

246,80 pontos. Choi Sut Ian garantiu a presença na final da categoria graças a uma boa prestação nas meias-finais do concurso de saltos para a água a partir da plataforma de um metro. A atleta do território foi terceira na meia-final B, ao terminar o certame atrás da mexicana Paola Milagros Espinosa e da australiana de origem chinesa Esther Qin Fan. Apesar de ter conseguido marcar presença na fase decisiva da prova, na final o desempenho de Choi Sut Ian quedou-se a anos-luz da performance das atletas que repartiram entre si as lides do pódio. A prova foi ganha por Samantha Mills, com uma série de saltos premiados com uma avaliação de 281,40 pontos. A atleta australiana relegou as chinesas Jia Dongjin e Wang Liting para a segunda e terceira posições da tribuna de honra.

Choi Sut Ian volta esta tarde a entrar em acção, ao participar nas provas preliminares de saltos para a água a partir da plataforma de três metros. A aluna da Universidade de Macau é a única representante do território no torneio universitário da modalidade, mas tal não significa que a atleta, de 23 anos, se encontre em Kazan desacompanhada. As cores da Região Administrativa Especial de Macau estão representadas na competição por um total de 28 atletas, inscritos em desportos como o badminton, o judo, o boxe, o atletismo, a natação sincronizada, o ténis de mesa, o mergulho, a esgrima ou o voleibol. Nesta última modalidade, as prestações da selecção do território têm sido na melhor das acepções pouco convincentes. No sábado, o conjunto da RAEM assinou

uma estreia pouco convincente frente a uma das principais potências mundiais de voleibol. A selecção masculina do Brasil derrotou a selecção de Macau por três sets a zero, com parciais de 25-10, 25-11 e 25-16. Lucas Lima foi o atleta que mais contribuiu para o bom desempenho dos brasileiros, ao alcançar nove pontos, cinco dos quais através do expediente do bloqueio.Do lado da selecção da RAEM, Weng Io Chan foi o atleta que mais se evidenciou, ao anotar seis dos pontos alcançados pela formação do Lótus. Depois da derrota no sábado frente ao Brasil, no domingo Macau voltou a somar novo desaire, ao repetir o resultado frente à toda-poderosa Austrália. Apesar de ter demonstrado uma maior capacidade de réplica, a selecção local não conseguiu evitar nova derro-

ta, perdendo pelos parciais de 25-10, 25-17 e 15-25. No atletismo, Ao Ieong Ka Hou não conseguiu passar da primeira fase. O jovem atleta competiu na prova masculina dos quatrocentos metros, despedindo-se da competição logo na primeira eliminatória. O jovem, de 20 anos, terminou a quarta manga da fase preliminar da competição na sexta posição, atrás do malaio Kannathasan Subramaniam. Ao Ieong Ka Hou completou a distância em 50 segundos e 31 centésimos, a quase quatro segundos de distância do grande vencedor da corrida, o canadiano Daniel Harper Tyler. Nas piscinas, Ao Ieong Sin Ieng dispõe esta tarde da oportunidade de salvar a face, depois de no fim-de-semana ter terminado os exercícios técnicos de natação sincronizada na

décima e última posição da tabela, com uma pontuação de 35,200 pontos. A atleta, que estuda na Universidade de Macau, volta esta tarde a competir, ao regressar à piscina para cumprir os exercícios livres no âmbito do torneio de natação sincronizada da competição. Pouco convincentes nas pistas e nos pavilhões, os atletas de Macau também não estiveram muito melhor nos ringues. Ao Ieong Kuok Wai despediu-se da prova de boxe das Universíadas ao fim de apenas um combate. O atleta, que competiu na categoria de atletas com um peso de até 52 quilos, disse adeus à prova ao fim de apenas dois minutos e trinta e cinco segundos, ao ser derrotado por nocaute técnico pelo tadjique Asror Vohidov ainda durante o primeiro round do combate. No judo, Chan Ion Peng não esteve muito melhor. O atleta, que frequenta a Universidade de São José, disputou a categoria masculina de atletas com um peso superior a cem quilos, perdendo logo no primeiro combate da ronda preliminar frente ao estónio Juhan Metlis.

Sérgio Fonseca info@hojemacau.com.mo

P

ELO terceiro evento consecutivo, Rodolfo Ávila e o Team Jebsen regressaram ao pódio na Taça Porsche Carrera Ásia. No Circuito Internacional de Ordos, localizado na região especial chinesa da Mongólia Interior, Ávila foi o terceiro classificado na primeira corrida, o que lhe permitiu conservar o terceiro posto no campeonato de pilotos. Apesar do resultado positivo obtido na primeira corrida, a prova de Ávila ficou condicionada logo na qualificação, quando a correia do alternador do seu Porsche se partiu logo na terceira volta, não possibilitando ao piloto português de Macau usar o segundo jogo de pneus para melhorar o seu tempo. Mesmo assim, Ávila segurou a terceira posição da grelha de partida para a corrida de sábado. Ainda no dia de sábado disputou-se a primeira das duas corridas de 14 voltas. Ávila arrancou de

Ávila voltou ao pódio em Ordos

Terceiro pela terceira vez terceiro e em terceiro viu a bandeira de xadrez, numa corrida sem sobressaltos. “O andamento não foi aquele que eu esperava. Eu vi que o Ho-Pin Tung se aproximava e controlei a curta vantagem que tinha, mas não deu para mais, pois os dois pilotos

da frente foram de outro mundo”, disse o piloto apoiado pela Asia Creative Group e Grupo Jebsen. Para a corrida de domingo, Ávila, que nas últimas duas corridas tem tido o suporte técnico da equipa de Macau, Asia Racing Team, arrancou do quinto posto

da grelha de partida, mas foi logo abalroado nos metros iniciais, o que o obrigou a recuperar do décimo quinto até ao oitavo lugar final. “O Ho-Pin utilizou o meu carro como travão. Não foi bonito e estragou-me a corrida. Numa

pista como esta, em que fora das trajectórias está bastante suja, ultrapassar é muito difícil. Fiquei satisfeito com a recuperação que fiz, mas o resultado não foi aquele que eu ambicionava e sabia que era possível conseguir”, concluiu o piloto de 26 anos. A próxima prova da Taça Porsche Carrera Ásia é uma novidade no calendário e irá decorrer no primeiro fim-de-semana de Agosto no recém-construído Circuito Internacional de Inje, na Coreia do Sul.


terça-feira 9.7.2013

[ ] Cinema MAN OF STEEL [B]

(Falado em cantonês) Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 16.15, 19.45

Um filme de: Zack Snyder Com: Henry Cavill, Russel Crowe, Amy Adams, Kevin Costner 14.15, 16.45, 19.15

MAN OF STEEL [3D] [B]

WORLD WAR Z [C]

Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 21.45

Um filme de: Zack Snyder Com: Henry Cavill, Russel Crowe, Amy Adams, Kevin Costner 21:30

SALA 2

SALA 3

(Falado em cantonês) Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 14.30, 18.00

(Falado em cantonês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 14.15, 19.45

DESPICABLE ME [3D] [C]

EPIC [A]

EPIC [3D] [A]

(Falado em cantonês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 16.15, 19.45

WORLD WAR Z [C] Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 16.00

NOW YOU SEE ME [B]

Um filme de: Louis Leterrier Com: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mélanie Laurent 21.30

VERTICAIS: 1 – Lavrar a terra com arado ou charrua; arpão pequeno. 2 – Seco; carta de jogar. 3 – O m.q. eiró; aquelas; despido. 4 – Espaço aéreo; aversão. 5 – Doença; guincho; mulo. 6 – Fértil; trabalho manual ou intelectual. 7 – Criminosa; acto público; íntimo. 8 – Criatura; ósmio (s.q.). 9 – Oferece; compaixão; chegar. 10 – Aqui; desgosto. 11 – Sarro; qualquer instrumento de ataque ou defesa.

SOLUÇÕES DO PROBLEMA

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Apaixonado. 2 – Deus egípcio; tabaco em pó para cheirar. 3 – Nome próprio masculino; medida itenerária chinesa; cobalto (s.q.). 4 – manifestara riso; ordenar. 5 – Comiseração; coutada. 6 – Contr. da prep. a com o art. def. o; interj. que exprime admiração, alegria, etc.; a ti; perversa. 7 – Refúgio; caminhe. 8 – Festa anual que os Cristãos celebram em memória da ressureição de Cristo; acto de fechar a mão, ficando o polegar na posição indicada revelador da mesma supertição. 9 – Existentes; contemplei; grande quantidade. 10 – Farsa satírica; amerício (s.q.). 11 – Diz-se dos musgos que têm apófise volumosa.

Aqui há gato [Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 18:10 18:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:15 23:00 23:30 00:30 01:00

TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Cougar Town - Sr.2 TDM Desporto Vingança Telejornal TDM Entrevista Donas de Casa Desesperadas Sr.8 Escrito nas Estrelas TDM News Portugal Aqui tão Perto Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Portugal Selvagem 15:00 World Corporate Golf Challenge Portugal 15:30 O Nosso Tempo 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 AntiCrise 17:35 Portugal Aqui Tão Perto 18:30 O Teu Olhar (Telenovela) 19:15 Nada a Esconder 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 Santos de Portugal 22:35 Verão Total 30 - FOX Sports 12:00 Eaa Premium Meeting Huelva 15:00 World of Gymnastics 2013 15:30 MLB Regular Season 2013 Kansas City Royals vs. New York Yankees 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 The Football Review 2012-2013 20:30 World of Gymnastics 2013 21:00 Open Championship Official Film 2005 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Dakar Series 2013

31 - STAR Sports 11:30 The Championships, Wimbledon 2013 Gentlemen’s Singles/Mixed Doubles Finals 15:30 FIM Mx1 & Mx2 World Championship 2013 - Highlights 16:00 Planet Speed 2013/14 16:15 Porsche Supercup Series 2013 16:30 FIA World Rally Championship 2013 - Event Highlights 17:30 The Championships, Wimbledon 2013 Daily Highlights 18:30 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights 19:00 The Championships, Wimbledon 2013 Gentlemen’s Singles/Mixed Doubles Finals 21:00 SBK Superbike World Championship 2013 - Highlights 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights 22:30 World of Gymnastics 2013 23:00 The Championships, Wimbledon 2013 Daily Highlights 40 - FOX Movies 11:40 X-Men: First Class 13:50 The Da Vinci Code 16:20 Up 18:00 Safe 19:40 Piranha 3Dd 21:00 Underworld 22:35 Once Upon A Time 23:25 Cat 8 - Part 2 Of 2 41 - HBO 13:00 The Matrix Revolutions 15:05 Boys 16:30 50 First Dates 18:15 Ocean’S Twelve 20:20 Anacondas 22:00 Abduction 23:45 Hanna 42 - Cinemax 12:55 Captain America 14:30 Werewolf: The Beast Among Us 16:00 Journey To The Far Side Of The Sun 17:45 Krull 19:45 A Few Good Men 22:00 XIII 22:45 Flight Of The Conchords 23:40 Get Shorty

HORIZONTAIS: 1-A. NAMORADO. 2-RA. RAPE. 3-ARI. LI. 4-RIRA. MANDAR. 5-DO. COUTO. 6-AO. AH. TE. MA. 7-ASILO. VA. 8-PASCOA. FIGA. 9-ES. VI. ROR. 10-MOMO. AM. 11-GUTUROSO. VERTICAIS: 1-ARAR. ARPEU. 2-ARIDO. AS. 3-IRO. AS. NU. 4-AR. ASCO. 5-MAL. CHIO. MU. 6-OPIMO. LAVOR. 7-RE. AUTO. IMO. 8-ENTE. OS. 9-DA. DO. VIR. 10-CA. MAGOA. 11-BORRA. ARMA.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O MISTÉRIO DO INFANTE SANTO • Jorge Sousa Correia

“O Mistério do Infante Santo” decorre num período notável da História de Portugal: a expansão marítima portuguesa. Os filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, a família de Avis, são os protagonistas de uma história gloriosa mas que esconde intrigas e mistérios. Quais serão os pecados desta ilustre família? Quem foram os responsáveis pelo martírio de D. Fernando em Fez? Quem, de entre os filhos de D. João, foi o mais clarividente e o menos racional? Quem personifica o elo da concórdia? Quem destruiu a harmonia? Eis uma história que desmistifica os caminhos de uma família considerada perfeita e nos revela as sombras de um império.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR

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Cineteatro | PUB

DESPICABLE ME [C]

SALA 1

futilidades

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A MÃE TERRA • Jean M. Auel

Para se tornar na líder espiritual do seu povo, Ayla empreende uma emocionante viagem na qual descobrirá o fascínio e o misticismo das cavernas sagradas e das suas pinturas rupestres. Baseado numa intensa pesquisa da autora, que visitou vários locais Pré-Históricos, nomeadamente em Portugal, «A Mãe Terra» apresenta um retrato rigoroso e fascinante do modo de vida na Europa entre 35 e 25 mil anos a. C. «Uma perspetiva magistral da cultura humana. (…) Apaixonante, imaginativa e consistente»
- The NewYork Times. «Uma obra meticulosamente documentada e fascinante» -
The Guardian. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

FLEXÕES Nunca gostei de fazer desporto e não gosto de nenhum tipo de actividade física. Vejo os meus amigos a ir ao ginásio de forma regular durante a semana e não consigo perceber. Para mim são malucos. Eu acho que é muito mais confortável ficar no jornal e brincar com a areia. Mas os seres humanos podem ser mais animados. Hoje vi a notícia de que os alunos chineses vão participar num campo militar durante o verão. Que coragem que eles têm de estar sob um sol quente a fazer exercício. Os gatos nunca vão entender os seres humanos e eu sou um deles. Vi também que os policias obrigam os alunos a fazer flexões para “elevar o espírito”, o que até pode ser uma boa ideia, mas eu tenho a certeza que não vou aprender esta forma para elevar o meu próprio espírito. Só os seres humanos têm tantos tipos de desporto, e foram criados os Jogos Olímpicos para fazer disso uma profissão: ser atleta. Os chineses, norteamericanos e russos são ainda piores: mais do que atletas, têm astronautas. Andar no espaço deve ser uma experiência excelente, mas antes de serem astronautas são sujeitos a muitos desportos, incluindo as tais flexões. Acredito que a presença no espaço possa causar tantos danos como vómitos ou dificuldades numa futura gravidez (no caso das mulheres astronautas), mas essas pessoas lutam muito por essas posições e estão ansiosos por estar no espaço. Quanto a mim adoro o chão e prefiro ficar seguro em terra, a andar de pé. O desporto, como flexões, pode ser uma boa oportunidade para os atletas e astronautas, mas o melhor é deixar mesmo isso para os outros. Não tenho medo de ser punido pelo meu chefe por não ter farda e fazer flexões. Não preciso do desporto nem procuro oportunidades para fazer estas iniciativas que não quero. Ninguém me pode obrigar!

Pu Yi


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opinião

terça-feira 9.7.2013

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Fernando Vinhais Guedes

desporto e não só

Crianças que nunca o foram…

N

O passado 12 de Junho dia Mundial contra o Trabalho Infantil, a O.I.T. publicou um relatório dando conta, que cerca de 15 milhões de crianças, estão sujeitas a trabalho doméstico não remunerado! Dos 15 milhões, 3,5 com idades entre os cinco e os onze anos. Do total, dois terços são do sexo feminino, não recebem qualquer salário e não frequentam a escola! Vivem longe das famílias e trabalham de sol a sol. São sujeitas a violência física e a abusos sexuais e são usadas como mercadorias transacionáveis! Na África Subsaariana, Sul da Ásia e América do Sul, as proporções desta verdadeira e lamentável situação atinge proporções que envergonham a própria UNICEF! O que é que tudo isto tem a ver com o desporto? Infelizmente bem mais do que parece à primeira vista. De facto, existem modalidades que exigem, que crianças com apenas cinco anos ou menos, iniciem treinos

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O que é que tudo isto tem a ver com o desporto? Infelizmente bem mais do que parece à primeira vista. De facto, existem modalidades que exigem, que crianças com apenas cinco anos ou menos, iniciem treinos com quatro horas diárias, subindo progressivamente a carga até às seis horas diárias, durante seis dias por semana! Também muitas delas vivem em centros de treino afastadas da família, privadas do carinho dos pais e entregues a treinadores com quatro horas diárias, subindo progressivamente a carga até às seis horas diárias, durante seis dias por semana! Também muitas delas vivem em centros de treino afastadas da família, privadas do carinho dos pais e entregues a treinadores. São essas crianças que aos 16 anos conquistam para os seus países as medalhas de ouro de quem os políticos tanto gostam. Crianças com trinta e poucos Kg de peso e menos de 1m e 40cm de altura! São crianças que nunca o foram. Nunca

brincaram com bonecas, nunca viveram as suas infâncias e muito menos a sua adolescência! Chegaram a adultas precocemente e ficam velhas antes do tempo! Refiro-me em especial à ginástica e natação feminina e também masculina. A campeã olímpica dos jogos de Munique em 1972, na modalidade de ginástica tinha 21 anos, a campeã na mesma modalidade nos Jogos de Pequim ainda não tinha 17 anos! O que leva as entidades OIT e a UNESCO, que defendem os direitos das crianças, a fecharem os olhos e fazerem «vista grossa» a este tipo de trabalho infantil? Só o mundo de interesses, que hoje envolve o desporto de alta competição, que de desporto tem apenas o nome, pode justificar esta violência, que as respectivas entidades continuam a esquecer e a branquear. O que leva as entidades OIT e a UNESCO, que defendem os direitos das crianças, a fecharem os olhos e fazerem «vista grossa» a este tipo de trabalho infantil?


terça-feira 9.7.2013

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Helder Fernando

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à flor da pele

O mesmo baralho I Tenho a certeza de que não estou dormindo, sonhando também não. Percebo o que se passa ao redor, tenho consciência das horas, do local onde páro para pensar. Lembro-me de quem sou, espreito braços e pernas, reconheço-me sem precisar de espelho. Chuvisca e não há vento. Sei para onde desejo ir e como lá chegar. Até ignorar no minuto seguinte. Só não estou muito certo sobre se já comi ou se está na hora de me alimentar. Imagino continuar parado há menos de 1 minuto. Começo a sentir mudanças imediatas quando a multidão vociferante avança em avalanche destruidora. E eu ali, desarmado, inocente e impotente, agora sendo empurrado sem piedade para um lado para outro do passeio. Não posso evitar os voos rasteiros contra a parede por duas, três vezes com estrondo abafado pelo berreiro da medonha turba. Escorrego violentamente para a beira da estrada. Oiço as sirenes dos stressados condutores sempre conduzindo ao ataque parecendo obcecados em esmagar-me no alcatrão. A todas estas injúrias tento reagir, mas mal consigo resistir. Em alternativa, arrisco gritar, mas nem me oiço. Como apesar da raiva não sou antropófago, até ver, sinto-me sem armas, isoladamente impotente. Mas de boca aberta e os dentes por afiar. II A noite vem e traz a chuva mais carregada. Bem visível, a fileira de montras com morcegos iluminados, cheia de relógios e outros artefactos comprados e vendidos por gente estranha, de olhares estranhos, de gestos estranhos, com estranhos dinheiros. A baixa da cidade transforma-se rapidamente numa enorme gaiola de ratos com asas. Deve ser a diferença de Macau. Uma réstia de um certo passado recente entala-se entre a morcegada empenhorada: numa magra montra jaz frio o tradicional mau gosto e três manequins esburacados, mal amanhados por roupita que sobrou da fábrica, envolvidos por uma fileira de luzinhas de árvore de natal. De cócoras, dois pedintes de mãos estendidas iluminados pelos morcegos a apagar e a acender. O vergonhoso daquilo provoca-me reacções. Volto a controlar a velocidade do pensamento. Viro a esquina, evito finalmente a invasão maciça dos compradores de biscoitos e torresmos chineses. As pernas obedecem agora ao pensamento. III Há dias em que não aguento os adormecidos ambulantes em regime de permanência,

Os humanos que habitam aquele pedaço, principalmente a geração de jovens estudantes e trabalhadores, possuem o maior grau de tolerância que alguma vez foi visto em terras (ainda) sem polícia política. Ou não será tolerância? quase sempre cretinos, egoístas vinte e quatro horas por dias. Preguiçosos, mental e fisicamente, imaginando-se altivamente isolados do que para eles não tem qualquer importância. Quando lhes convém, aproveitam-se da luta dos outros, da força dos outros, das trabalheiras dos outros, do prejuízo dos outros, e acordam por instantes. O mundo passa a ter a dimensão de hipérbole. Os caladinhos adormecidos ambulantes, oportunistas sem nobreza, deviam aposentar-se por invalidez. IV Notícias chegadas do País das governanças obedientes e vassalas, das governanças que aceitaram, de rabo alçado, destruir a agricultura, as pescas e outros factores de

produção, para que os donos da Europa fizessem os negócios que mais lhes convinham, dão conta que os vira e revira casacas, os farsantes compulsivos, após a chafurdice no lodo político mais repugnante, voltaram a baralhar os tachos para mútua redistribuição de condutos. Os humanos que habitam aquele pedaço, principalmente a geração de jovens estudantes e trabalhadores, possuem o maior grau de tolerância que alguma vez foi visto em terras (ainda) sem polícia política. Ou não será tolerância? Perante a maior expectativa de aniquilamento de um mínimo vestígio ou esperança de emancipação económica, as palavras de ordem da governança instalada são “bom senso” e “tolerância”. Como é lenta a burocracia em Portugal, sempre apoiada nos prazos legais, na necessidade de consenso, na cobardia política. No momento em que teclo este texto, fim da manhã de segunda-feira, ainda resta à patetice presidencial daquele País 1 ou 2 dias para mandar parar aquilo em que ninguém acredita. Ou então continuar contente com este baralhar e dar de novo das mesmas políticas de afundamento até à morte que anda à espreita, continuando a chamar-lhe “coligação estável”.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei[estagiária] Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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Povo ama Governo

MUST Consumidores mais desconfiados

A Universidade de Ciências e Tecnologia (MUST) realizou um estudo sobre o índice de confiança dos consumidores referente ao segundo trimestre do ano. Em 200 pontos o índice situa-se nos 87,63 pontos, o que mostra uma quebra na confiança. Os mais de mil entrevistados têm mais de 18 anos e as suas respostas revelam que a média do índice dos preços dos produtos e compra da habitação voltou a cair. Quanto à economia local e situação laboral tem, respectivamente, 177 pontos e 128 pontos. O estudo mostra ainda que quem tem um salário mais elevado tem mais confiança.

China Catástrofes mataram 782 este ano

Sismos, inundações, deslizamento de terras e outras catástrofes naturais mataram 782 pessoas no primeiro semestre deste ano e 67 continuam desaparecidas, segundo estatísticas oficiais divulgadas ontem. Pelas contas do ministério chinês dos Assuntos Civis, entre Janeiro e Junho de 2013, cerca de 152,5 milhões de pessoas foram afectadas por desastres naturais e 2,45 milhões tiveram de ser realojadas. A catástrofe maior ocorreu em 20 de Abril, na província de Sichuan, sudoeste da China, quando um sismo de magnitude 7 na escala de Richter matou cerca de 200 pessoas. Os prejuízos económicos directos causados pelos desastres naturais durante o primeiro semestre do ano foram estimados em 173.000 milhões de yuan.

Soares Acordo será “desgraça total”

c a r t o on por Steff

PAPA EM LAMPEDUSA

Ensino de português na China debatido no IPM

Língua com falta de material

Z

HAO Hong Ling, professora da Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim, defendeu ontem que o ensino de português está em “aperfeiçoamento” na China, e que, nesta fase, é preciso apostar na formação dos docentes e materiais didácticos. “O ensino da língua portuguesa na China encontra-se numa fase entre a generalização e o aperfeiçoamento; entre o que ensinar e como ensinar”, disse Zhao Hong Ling em Macau na abertura do segundo Fórum Internacional de Ensino da Língua Portuguesa na China, a decorrer até sexta-feira no Instituto Politécnico de Macau (IPM). Para a académica, “é mais importante o amadurecimento do ensino do que criar mais [cursos de português] nas universidades” chinesas, defendeu à margem do fórum, que também integra um curso de formação em pedagogia. Ao abordar as necessidades do ensino de português na China, Zhao Hong Ling referiu que “o corpo docente é muito jovem e precisa actualizar os seus conhecimentos, [pois] só quando temos bons professores é que podemos formar melhores alunos”. Por outro lado, apontou a falta de materiais didácticos: “É um problema que encontramos há muito tempo. Está a melhorar, mas precisamos de reforçar muito, no sentido de produzir mais materiais didácticos, convenientes e adequados aos alunos chineses”. “Os professores estão dispersos a trabalhar em cada universidade e não temos ainda um

organismo onde podemos reunir e discutir e fazer um programa, e nesse âmbito fazer manuais”, salientou. A académica indicou, todavia, que “é difícil fazer um programa comum para toda a China, porque o objectivo também varia de universidade para universidade”. “Eu bem sei que outras línguas têm um programa comum para toda a China, como por exemplo o espanhol na Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim, e assim é mais fácil fazer uma avaliação dos alunos”, reflectiu. O desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre a China e os países de língua Portuguesa, nomeadamente Angola, vocacionam as necessidades de Pequim de falantes de português para a economia e comércio, embora as universidades chinesas também formem pessoal para os ministérios e função pública, observou a académica. “Nesse sentido, também temos de ver o mercado e adaptar um pouco o nosso programa”, concluiu. TIAGO ALCÂNTARA

A Associação de Pesquisa de Opinião Pública publicou ontem os resultados da sondagem feita aos residentes sobre o balanço dos primeiros seis meses de Governo e do Chefe do Executivo. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, 70% dos entrevistados disse ter confiança no Executivo, enquanto que 65% mostra-se confiante quanto ao trabalho do Chefe do Executivo. A sondagem revela ainda que os considerados “grupos vulneráveis” dão a nota mais alta do que os restantes residentes. De entre os cinco secretários, Cheong U, que possui a tutela dos Assuntos Sociais e da Cultura, voltou a obter a nota mais alta. Já Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, volta a ganhar a nota mais baixa. Ao longo dos seis meses as notas apontadas pelos residentes ficam sempre acima dos 60 pontos, sendo que 100 é a nota máxima e 50 significa que o trabalho é “qualificado”.

Organizados pelo IPM, o Fórum Internacional de Ensino da Língua Portuguesa na China e curso de formação em pedagogia de ensino de português contam com cerca de 70 participantes, incluindo 45 profissionais de 20 universidades chinesas e os restantes das instituições de ensino superior e direcção dos Serviços de Educação de Macau. Ao concordar com Zhao Hong Ling, o presidente do Instituto Politécnico de Macau, Lei Heong Iok sublinhou: “Realmente faltam materiais. E quase todos os participantes [no fórum] têm menos de 30 anos, o que significa falta de experiência. Precisam, por exemplo, de frequentar mais cursos de mestrado e até de doutoramento”. Por outro lado, salientou o contributo que o Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa, em desenvolvimento desde o ano passado pelo IPM, pode dar tanto na formação como nos materiais audiovisuais, incluindo através de plataformas online. As duas primeiras licenciaturas de português na China surgiram na década de 1960. Entretanto, segundo referiu ontem Lei Heong Iok, “até ao ano lectivo 2014-2015, pelo menos 32 universidades chinesas tinham criado ou vão criar o curso de língua portuguesa em quase todas as regiões do país”. “Sem dúvida, já não podemos usar o termo ‘expansão’, para qualificar esta ascensão inesperada da língua de Camões na China, mas sim termos como ‘erupção vulcânica’ ou ‘explosão nuclear’”, ilustrou.

O ex-presidente da República Mário Soares afirmou ontem que o resultado do acordo alcançado entre os partidos do Governo vai ser “uma desgraça total” e mostrou-se convencido de que o executivo não deverá durar muito tempo. “Estou convencido de que o Governo não se vai aguentar muito tempo. Pelo contrário, porque agora é que já ninguém se entende”, disse Soares, que falava numa conferência em Lisboa sobre as relações iberoamericanas. Referindo-se ao atual executivo como “este infeliz Governo”, o ex-chefe de Estado disse ter acreditado que o seu mandato estava a terminar quando o ministro Paulo Portas se demitiu na semana passada, mas tudo mudou dias depois. “O Portas, que é um saltapocinhas, disse que saía e que se demitia e que era irrevogável a sua decisão. Eu ouvi aquele discurso e até acreditei naquilo. Simplesmente, três ou quatro dias depois mudou de opinião e já está no Governo como vice-presidente”, disse Mário Soares.

Egito Partido salafista sai das negociações

O partido salafista egípcio al-Nour anunciou ontem a sua retirada das negociações para a nomeação do primeiro-ministro e formação de um Governo de transição, denunciando o «massacre» de manifestantes islamitas ocorrido no domingo. «Decidimos retirar-nos imediatamente das negociações em resposta ao massacre que teve lugar em frente à Guarda Republicana» do Cairo, declarou no Twitter o porta-voz do partido, Nader Baqqar. De acordo com a Irmandade Muçulmana, pelo menos 16 pessoas foram mortas pelas forças de segurança no domingo e 100 ficaram feridas durante uma manifestação de apoio ao Presidente deposto Mohamed Morsi.

Armas EUA são os maiores exportadores

Os EUA ocupam a 1ª posição do ranking de maiores exportadores de armamento do mundo, segundo um documento divulgado pela entidade Small Arms Survey. De acordo com o relatório, em 2010 os EUA venderam 821 milhões de dólares em armas e munições, seguindo da Alemanha (495 milhões), Itália (473 milhões) e o Brasil (326 milhões). A maior parte dos armamentos exportados pelo Brasil foi para compradores dos Estados Unidos, Malásia, Alemanha, Estónia e Singapura. São, na sua maioria, revólveres, pistolas, escopetas e munições diversas. No mesmo período, o país importou 27 milhões de dólares em foguetes, granadas, lança-granadas e outros armamentos pesados. Os países que mais exportam para o Brasil são a Rússia, Estados Unidos, Chile, Bélgica e China.


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Hoje Macau 9 JUL 2013 #2888 by Jornal Hoje Macau - Issuu