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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
GONÇALO LOBO PINHEIRO
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
HOLOCAUSTO
SOBREVIVENTE CONTA A HISTÓRIA ATRAVÉS DA SUA PINTURA Sara Atzmon, em Macau, sem palavras para descrever o sofrimento do seu povo. PÁGINAS 2 E 3
ÓBITO
Ministro guineense falece em Macau PÁGINA 6
China quer acabar com uso ilegal de cartões de crédito CAVACO SILVA COM ROCHA VIEIRA NA COMITIVA
O GENERAL NO SEU LABIRINTO Odiado por uns, amado por muitos mais, o último governador de Macau integra a comitiva presidencial que visita para a semana a China. Ainda é desconhecida a sua agenda na RAEM. ÚLTIMA PUB
CERCO APERTA-SE EM MACAU PÁGINA 7
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HOLOCAUSTO
Na semana que marca a rendição da Alemanha nazi, o HM senta-se com Sara Atzmon, uma sobrevivente do Holocausto que tenta mostrar a história de um povo ao mundo, através da pintura
hoje macau sexta-feira 9.5.2014
SARA ATZMON, SOBREVIVENTE DO HOLOCAUSTO, CONTA AO HM A SUA HISTÓRIA
“Palavras não são
JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
P
ALAVRAS não são suficientes para descrever o que as vítimas do Holocausto sofreram. Quem o diz não sou eu, mas podia ser. Depois de nos sentarmos com Sara Atzmon, uma sobrevivente da Alemanha Nazi, permitimo-nos tentar interpretar imagens que vemos, letras que lemos, histórias que ouvimos. Queremos reproduzir tudo o que para nós são pedaços de História – uma História negra, em alguns sítios até mesmo apagada -, mas depressa nos apercebemos que Sara tem razão. “Palavras não são suficientes para explicar o que o meu povo sofreu”, diz-nos. E Sara afirma-o da boca de quem viveu “o que de mais desumano” alguma vez aconteceu à face da terra. “Por isso é que pinto.” Sara Atzmon nasceu numa família judia, na Hungria. Estávamos nos anos 1930 e Adolf Hitler subiu ao poder idealizando uma raça perfeita. Nasce a Alemanha Nazi. Morrem milhares de pessoas. Sara não foi uma delas. Com apenas 11 anos, Sara sobreviveu ao campo de concentração de Bergen-Belsen, no que é hoje a Baixa Saxónia alemã. Denunciada pelos próprios compatriotas, foi enviada para Auschwitz, onde não chegou a entrar. “Tive sorte”, explica-nos. “Quando cheguei de comboio à fronteira com a Polónia, não havia espaço para mim em Auschwitz.” O campo de concentração estava cheio. Lá, sucumbiram milhares de pessoas que fazem parte de uma intensa lista que, hoje, são apenas números: mais de seis milhões de judeus. Homossexuais. Ciganos. Deficientes mentais e testemunhas de Jeová. “Eles [nazis] tiraram-nos tudo”, recorda Sara. “Limparam as nossas jóias, o meu piano... um bom casaco que o meu pai tinha. Sei que nos tirariam tudo que fosse de valor, mas as primeiras coisas que nos tiraram, foram as coisas
“Nus, com as cabeças rapadas, ficámos na fila para sermos desinfectados num campo de concentração. Os soldados das SS passeavam entre nós com botas brilhantemente engraxadas. Era como se tivessem a pisar-nos a nossa alma e a nossa dignidade.”
sagradas. Atiram o ‘tallit’ [xaile para rezar] do meu pai para o chão. Fiquei chocada. Decidiram à nossa frente que nos matariam em cinco semanas.” O primeiro encontro com os soldados das SS marcou Sara, como tantos símbolos do ‘Shoah’ - Holocausto em hebraico - o fizeram. Se os comboios, os carris e a cruz suástica são elementos essenciais na pintura da sobrevivente – que começou a pintar aos 50 anos para educar as pessoas sobre o homicídio de milhares de pessoas durante a II Guerra Mundial -, a primeira coisa que os nazis fizeram à família de Sara também deixou o seu impacto.
“O meu pai tinha uma barba muito comprida. Eles raparam-na. Ele ficou muito envergonhado e eu... eu tive muito medo.” Tinha apenas oito anos, na altura, mas 72 anos depois ainda guarda consigo fotografias do pai, que insiste em mostrar-nos: uma antes, uma depois. “Levaram o meu pai com eles. E, de repente, éramos apenas judeus sujos.”
ANNE FRANK
Ao meio dia e meio, as cadeiras do auditório do Colégio Anglicano de Macau começaram a encher. Foi aqui que nos encontramos com Sara, que visitou a escola e a Uni-
versidade de Macau a convite de Glenn Timmermans, um professor da instituição de ensino superior e director do “Hong Kong Holocaust and Tolerence Center.” Alunos adolescentes entram na sala com barulho, entusiasmados e curiosos. Queixam-se que as cadeiras são desconfortáveis. Riem e falam alto. Nina, uma professora de história do Colégio,
explica-nos que eles ainda estão a aprender sobre o Holocausto. Calha bem a visita de Sara a Macau, depois de ter estado em Hong Kong a expor os seus quadros – é que, esta semana, assinala-se a rendição da Alemanha Nazi. Mas ainda aí não chegamos. Imagens a preto e branco de um campo de concentração começam a passar no ecrã em frente
“Os judeus deixaram-se ser atirados para chaminés porque nunca pensaram, na sua inocência, que seres humanos fossem capazes de fazer o que os Nazis lhes fizeram.”
holocausto 3
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suficientes”
a nós. Algures nos anos 1940, quatro minutos de filmagens reais são suficientes para mudar o ambiente na sala. O silêncio cai e já não se ouvem risos. As cadeiras do auditório deixam de ser desconfortáveis, perante o que se vê. Os estudantes tapam a cara com as mãos, fecham os olhos, cravam as unhas nos braços uns dos outros. Alguns, poucos, conseguem continuar a ver centenas de corpos magros a serem atirados de um lado para o outro. Pisados. Amarelados devido a estarem fechados constantemente. Irreconhecíveis. “A Anne [Frank] estava lá em Bergen-Belsen, era minha ‘vizi-
nha’”, conta-nos Sara, que recorda a autora do famoso livro “O diário de Anne Frank” como sendo um pouco mais velha do que ela. Sara interrompe o nosso pesadelo. “Não quis mostrar mais do filme”, explica-nos mais tarde. “Depois daqueles 13 minutos e tal, é ainda pior.”
‘ARBEIT MACHT FREI’
Sara e a família foram levados de comboio para o campo de concentração, onde Sara viria a trabalhar. Só assim – sendo útil para uma sociedade como a que Adolf Hitler comandava – haveria probabilidades de um judeu conseguir sobreviver por mais tempo. “Trabalhei
no campo, na agricultura. Usava um sapato vermelho de criança num pé e outro, de salto alto, no outro pé”, conta. Antes da chegada a Bergen-Belsen, a lotação de Auschwitz levou os nazis a deixarem os judeus fechados durante dez dias no comboio que os transportava. Sem comida. Sem água. Sara diz-nos que a mãe ainda tentou convencer um soldado alemão a abrir os vagões, através das frinchas do comboio. Todos tinham fome. “Olhei para uma mulher alemã lá fora, para tentar ver se havia algo de humano nos seus olhos. Não consegui.” À entrada dos campos de concentração, uma placa anunciava “Arbeit mach frei”, a versão alemã para “o trabalho libertar-te-á.” Apesar de ser verdade – quem contribuísse de alguma forma para a sociedade comandada por Hitler -, Sara não gosta de ouvir esta frase. Não pelas memórias, mas pela “hipocrisia” que ela transporta. “É uma expressão particularmente cruel, porque muitos prisioneiros que trabalhavam acabaram por morrer de exaustão e má nutrição. Na verdade, poucos sobreviveram.” Depois de dez dias, as portas do comboio finalmente abriram. Sara ainda estava viva. “Fomos levados para desinfecção e todos tínhamos de estar nus. Tinha 11 anos e cresci numa família religiosa, nunca tinha visto pessoas nuas antes.” Nas pinturas de Sara, hoje, os comboios e os carris são parte fundamental para tentar mostrar a angústia de milhares de judeus. Mas, a sobrevivente diz-nos que sabe que, nem assim, conseguiu. “Mesmo depois de ter pintado as locomotivas com pinceladas fortes e de ter usado materiais, não fiquei satisfeita. Queria mostrar como é que os nazis se preparavam para matar 80 mil pessoas em apenas cinco semanas, por
“Tento sempre pintar a cruz suástica partida, em pedaços. Mas sempre que tento nunca consigo. A minha raiva paralisa-me.”
“Nos anos 1990, quando Sadam Hussein invadiu o Koweit, estávamos em perigo novamente. Senti tanto medo como antes. Olhavamos pelo arame farpado quando eles levavam os prisioneiros e carregavam os mortos em carrinhos de mão. Por momentos ainda me questionei, ‘para onde?’ Mas depois via o fumo e sentia o cheiro a corpos carbonizados e, aí, sabia.” isso pus o mapa da Alemanha e da Áustria juntos e pintei os comboios por cima.”
UM FANTASMA INEXISTENTE
Com 12 anos – e 17 quilos – Sara fez parte do primeiro grupo de crianças que chegou à Palestina, um ano depois de ver o seu pai morrer. No país que agora se dá pelo nome de Israel, Sara “pensou que ia ser livre”. Mas, a guerra voltou a persegui-la. “Cresci lá e aprendi a rezar. Anos depois, são os árabes que nos querem matar.” Com menos de 20 anos, e depois da Guerra da Independência de Israel, que durou de 1947 a 1949, Sara tornou-se uma mulher soldado, ao serviço do exército israelita.
Quando lhe perguntamos a razão da escolha de ir para a ex-Palestina, Sara atira-nos com um indignado “queria que fosse para onde? Para os EUA? Para a Hungria?” . Depressa percebemos porquê. Em 1988, Sara volta à Hungria, apenas para se aperceber que o ‘Shoah’ não marcou da mesma maneira os seus próprios compatriotas e todos aqueles que, mesmo vivendo lado a lado com campos de concentração, parece nunca se terem apercebido do que aconteceu com milhões de judeus. “Ninguém sabia nada sobre o ‘Shoah’. As pessoas dizem que não sabem o que é a Alemanha nazi, o que foi o Holocausto. Não conseguem sequer imaginar quantas pessoas morreram.” Sara conta-nos histórias durante mais de duas horas. Quer dizer-nos tudo, num complicadíssimo sotaque hebraico. Explica como pessoas que nunca viram os judeus simplesmente se voluntariavam para lhes atirar com paus e pedras, para os matar. “Eles nem sabiam porquê, mas eram levados pela propaganda alemã.” E é por isso que Sara pinta. Porque palavras não são suficientes para explicar o que é que os nazis fizeram a um povo. A muitas raças. A muitos tipos de pessoas, diferentes da ideologia de que um cabelo loiro e um nariz aquilino podem significar uma raça perfeita. Sara dedica-se a pintar, a expor as pinturas e a dar palestras e conferências, tendo visitado muitos países e escolas. A viver em Israel, onde conheceu o marido, Uri, Sara mostra estar contente com a escolha que fez. Israel “tem água”, que Sara gosta, e “vegetais”. Tentámos perceber porque é que Sara escolheu a pintura – se terá algo a ver com o facto de os nazis terem proibido aos judeus a expressão através de qualquer forma de arte -, mas Sara está demasiado distraída a contar-nos que Israel está a celebrar 66 anos desde a sua independência. E como ela, com apenas 11 anos, fez a sua primeira harmónica, que, agora, toca tão bem. Hoje, Sara expõe a sua colecção “Surviving Evil” em todo o mundo. Tem seis filhos, 22 netos e quatro bisnetos. Muito para contar. E uma mensagem para deixar: “não podemos deixar que algo como o Holocausto aconteça outra vez”. Shalom, Sara.
“Os corpos acumulavam-se diariamente. Os meus ‘modelos’ [para as pinturas] eram judeus holandeses no campo ao lado do meu, entre eles Anne Frank.”
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ONU
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“Os TNR, especialmente as empregadas domésticas estrangeiras, não têm contratos normais de trabalho. (...) Não há um salário mínimo implementado e algumas empregadas domésticas têm salários muito baixos, conseguindo apenas receber 2500 patacas por mês...” “Pedimos que o Governo cancele este regime e permita que os empregadores contratem os trabalhadores mesmo numa área diferente. Isto viola claramente o direito ao trabalho” PEDULI
ASSOCIAÇÃO DE EMPREGADOS MIGRANTES PEDE PRESSÃO DA ONU EM MACAU
Olhai por nós trabalhadores
Uma associação de trabalhadores não-residentes negou ser verdade o que disse o Governo à ONU sobre a protecção dada aos trabalhadores estrangeiros em Macau e pediu mudanças: um salário mínimo para todos, o cancelamento do regime de impedimento e que as leis realmente sejam utilizadas JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
PEDULI – Grupo de Trabalhadores Migrantes Indonésios foi uma das cinco organizações não-governamentais do território a entregar um relatório-sombra (nome dado aos documentos que não são do Executivo) à ONU, onde, mais uma vez, as respostas do Governo ao Comité dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais são contrariadas. “Os TNR, especialmente as empregadas domésticas estrangeiras, não têm contratos normais de trabalho. (...) Não há um salário mínimo implementado e algumas empregadas domésticas têm salários muito baixos, conseguindo apenas receber 2500 patacas por mês (mais 500 de subsídio de alojamento, para os que moram fora da casa dos patrões). Esse valor não é revisto há mais de uma década
e o índice mínimo de subsistência em Macau é de 3670 patacas por pessoa.” A PEDULI vai mais longe e contraria o Executivo, quando este diz, por exemplo, que a lei especifica claramente que os empregadores ou as agências de trabalho não podem cobrar taxas aos trabalhadores. “A maioria das empregadas indonésias em Macau têm de pagar o equivalente a mais de sete meses de salário. O Governo não implementou medidas para assegurar que a lei é cumprida [a esse respeito].”
DSAL INEFICAZ
De acordo com a resposta do Governo à ONU, a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores está assegurada não só através de leis, como da resolução de conflitos através da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Quem trabalha por Macau sem ser local, não concorda.
“A falta de regulação contratual torna difícil responsabilizar os empregadores por via legal. A DSAL, além de demorar muito tempo a processar as queixas, não permite resolver os conflitos porque as empregadas não conseguem apresentar provas dos maus tratos e das ilegalidades cometidas pelos patrões, uma vez que estas são feitas em casa.” A organização
diz que “sem dúvida” que é muito difícil intentar acções contra os trabalhadores ou as agências. A lista das respostas continua, com a PEDULI a reparar numa outra questão, relacionada com a igualdade salarial: esta difere consoante as nacionalidades, até porque o Executivo autorizou a entrada de 300 empregadas domésticas da China continental,
HOMOSSEXUAIS SÃO DISCRIMINADOS, DIZEM GR UPOS LBGT Dois outros relatórios foram submetidos ao Comité ONU, versando sobre os direitos dos homossexuais em Macau. O Grupo de Defesa pelos direitos LBGT e o Arco-Íris de Macau fizeram notar à ONU que não existe nem lei nem intenção de permitir o casamento ou sequer a comunhão de facto de pessoas do mesmo sexo, levando, por exemplo, que um casal do mesmo género não possa ter acesso a habitação pública, a não ser de forma individual. A falta de protecção legal contra discriminação de homossexuais é outro dos destaques dado pelos grupos, a par da retirada dos casais do mesmo sexo da lei da violência doméstica é outro dos destaques dados pelos grupos, que indicam ainda a falta de reconhecimento dos transgéneros e de locais para mudanças de sexo, ou cirurgias relacionadas em Macau.
cujo ordenado terá de sair obrigatoriamente entre as cinco e as seis mil patacas. “Isto é definitivamente uma discriminação racial”, reage a PEDULI, que indica que o salário médio das 380 indonésias que representa é de 2700 patacas.
MUDANÇAS
O regime de impedimento aos TNR – que os obriga a sair de Macau durante seis meses após despedimento e se não encontrarem trabalho em dez dias – é outros dos assuntos levados à ONU. A PEDULI explica como funciona o esquema, que, nota, não está conforme com a Convenção relacionada com o trabalho de estrangeiros, assinada por Macau em 2011. “Pedimos que o Governo cancele este regime e permita que os empregadores contratem os trabalhadores mesmo numa área diferente. Isto viola claramente o direito ao trabalho.” Os pedidos à ONU continuam, com os migrantes a queixarem-se, por exemplo, de que, devido às rendas altas das casas, o subsídio de alojamento deveria ser “reajustado razoavelmente”. Os TNR querem também seguros de saúde e acidentes de trabalho – algo que o Governo diz ser obrigatório por lei, mas que não acontece -, e a implementação de um salário mínimo “para todos os trabalhadores”. A PEDULI pede pressão da ONU junto do Governo de Macau. A Administração, recorde-se, tem estado sob avaliação do Comité, sendo que ontem foi dia de responder às perguntas da ONU.
POLÍTICA
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CTM DEPUTADO QUESTIONA GOVERNO SOBRE TAXAS
A partilhar é que a gente se entende TIAGO ALCÂNTARA
O deputado José Pereira Coutinho quer saber se a Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) paga alguma taxa ao Governo para a utilização de equipamentos e estruturas
“Há uma continuada negligência por parte da entidade fiscalizadora (...), atraso na liberalização do mercado das telecomunicações e incompetência na análise e aprovação de tarifas inapropriadas...”
N
UMA interpelação escrita, Pereira Coutinho relembrou que, já em 2009, os activos da concessão da CTM foram devolvidos ao Executivo, depois de uma revisão do contrato de concessão que terminou com o monopólio da empresa. Agora, no entanto, o deputado questiona o Executivo se a RAEM cobra qualquer taxa à CTM pela
Cavaco Silva recebido por Chui Sai On e Florinda Chan
Já é conhecida a versão preliminar da agenda de Aníbal Cavaco Silva, presidente da República portuguesa, aquando da sua visita à RAEM. Cavaco Silva e a primeira-dama, Maria Cavaco Silva, serão recebidos no aeroporto sábado, dia 17, por Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, seguindo-se uma recepção na sede do Governo por Chui Sai On e a sua esposa, Winnie Fok. Nesse dia Cavaco Silva terá um encontro com Chui Sai On, seguindo-se um jantar no MGM. Domingo, dia 18, Aníbal e Maria Cavaco Silva vão fazer visitas a diversos locais de Macau, onde se incluem as Ruínas de São Paulo, Escola Portuguesa de Macau (EPM) e o monumento alusivo a Luiz Vaz de Camões. No mesmo dia, Cavaco Silva terá um encontro com o presidente do Banco Nacional Ultramarino (BNU). Cavaco Silva vai ainda visitar o Instituto Politécnico de Macau (IPM) e a Universidade de Macau (UM), bem como o Instituto Cultural de Macau (IC). Maria Cavaco Silva terá uma agenda própria, para além de acompanhar Cavaco Silva. No sábado faz-se acompanhar de Winnie Fok na visita à creche “O Golfinho”, na Taipa. No domingo, irá visitar as instalações da Santa Casa da Misericórdia, onde ser-lhe-á oferecido um Chá Gordo, tipicamente macaense. Está ainda agendada uma reunião com o provedor da SCM, António José de Freitas. Cavaco Silva deixará o território no dia 18, não sem antes oferecer uma recepção à comunidade portuguesa na Torre de Macau, por volta das 19 horas. Por volta das 20h30 decorrerá o concerto da fadista Kátia Guerreiro.
utilização dos activos da Concessão. Segundo o deputado, os activos abrangem as condutas, instalações e equipamentos da rede fixa local, as estações terrenas de satélite, o cabo submarino, cabines telefónicas, bens imóveis construídos ou instalados. Neste momento, apesar dos serviços de telecomunicações já se encontrarem numa fase de quase total liberalização, diz Pereira Coutinho, a população de Macau ainda não usufrui de vantagens em
PEREIRA COUTINHO
termos de serviços de baixo custo e de alta qualidade. “Macau mantém tarifas altas nos serviços prestados ao público no que diz respeito aos circuitos alugados privados, quer locais ou internacionais, com um tarifário extremamente elevado em comparação com as regiões vizinhas”, refere. “Isto dificulta o desenvolvimento das infra-estruturas e a diversificação de serviços por parte destes operadores.” Para o deputado, que pergunta ao Governo se já tem um plano para reduzir as tarifas, há obrigação e dever de repartir todas essas infra-estruturas entre os operadores de telecomunicações em Macau. A “má qualidade e o dispendioso serviço de internet”, vulgarmente criticada pelos cidadãos, são factores mencionados por Pereira Coutinho, que considera que a culpa disto é da CTM, mas não só. “Há uma continuada negligência por parte da entidade fiscalizadora em termos de deficiente fiscalização, atraso na liberalização do mercado das telecomunicações e incompetência na análise e aprovação de tarifas inapropriadas, que contribuem para o aumento dos lucros da CTM acima do milhão de patacas.”- J.F.
INTERNET CHAN HONG PEDE CRIMINALIZAÇÃO DE PORNOGRAFIA
Onde pára a revisão da lei? A deputada Chan Hong entregou uma interpelação escrita ao Governo onde questiona o estado da revisão do diploma referente à “venda, exposição e exibição ao público de material pornográfico e obsceno”, chamando a atenção para a falta de fundamentação legal para casos ocorridos online. “A referida lei foi publicada em 1978 e já não se consegue adaptar à realidade social actual. Qual a entidade responsável para coordenar a revisão da referida lei? Qual o
ponto de situação dos respectivos trabalhos? De que medidas direccionadas dispõe o Governo para resolver as mensagens de propaganda sobre pornografia e prostituição através da plataforma da internet?” Chan Hong refere que a Polícia Judiciária registou 22 casos de extorsão através de “nude chat”. “Se houver transmissão e exibição de materiais pornográficos na internet, isso apenas constitui uma violação do disposto da lei, e não um crime. A po-
lícia enfrenta dificuldades em combater esta infracção nas tarefas de obtenção de prova, uma vez que estas carecem de fundamentação legal.” A deputada questiona ainda “como é que o Governo vai sensibilizar as acções de sensibilização para combater os crimes cibernéticos de pornografia? Temos de prestar atenção às recentes divulgações de mensagens de propaganda sobre pornografia e prostituição, através da internet e telemóvel.” - A.S.S.
Erro médico só lá para 2016 e com sorte, diz AL
S
Ó em 2016 é que a 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) deve terminar a discussão sobre o Regime Jurídico de Tratamento de Litígios Decorrentes de Erro Médico. De acordo com a Rádio Macau, Cheang Chi Keong, presidente da comissão que analisa o diploma, “se for possível concluir o trabalho em 2016 já não é mau”.
Os deputados já analisaram dez dos 40 artigos da proposta de lei, aprovada na generalidade em Outubro do ano passado, mas há problemas com a redacção do texto. Segundo a rádio, o Governo pede que a composição da comissão da perícia do erro médico seja composta por sete profissionais e, pelo menos, cinco destes têm de pertencer à área da medicina.
No entanto, há deputados que entendem que o número não é suficiente. “Os profissionais têm de ter, pelo menos, dez anos de experiência. Mas há quem entenda que isso é pouco. Um licenciado na área da medicina tem dois anos de internato geral e mais seis anos de internato complementar. Portanto, com dez anos de trabalho se calhar
não é muito experiente”, disse Cheang Chi Keong, citado pela rádio. O Governo prefere ainda que a presidência esteja a cargo de um responsável sem ligações ao Executivo, referiu Cheang Chi Keong. Alinhando nesta opção, o deputado revelou que a escolha pode cair sobre um “médico especialista aposentado”.
SOCIEDADE
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GCS
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ÓBITO MINISTRO DA GUINÉ-BISSAU FALECE EM MACAU
Fórum de luto
Rui de Araújo Gomes chegou a Macau esta quarta-feira para participar no 5º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas, mas foi encontrado morto na manhã de ontem no hotel onde estava hospedado
O
ministro das infra-estruturas da Guiné-Bissau, Rui de Araújo Gomes, foi ontem de manhã encontrado morto no hotel onde se encontrava hospedado, tendo chegado a Macau na noite de quarta-feira para participar no 5º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas. Segundo a agência Lusa, a origem da morte estará numa paragem cardio-respiratória. A notícia foi confirmada ao HM por Malam Becker Camará, representante da Guiné-Bissau junto do Fórum Ma-
cau. “Fomos buscá-lo ontem (quarta-feira) ao aeroporto e acertou-se as actividades em que ia participar no fórum”, confirmou o responsável, que não tem mais informações sobre o estado clínico anterior de Rui de Araújo Gomes. “O resto só se saberá depois, junto da família.” À agência Lusa, um assessor disse que, no dia em que partiu para Macau, “o ministro não aparentava nenhum sinal de doença”, sendo que a sua morte súbita constitui “uma grande surpresa”. O ministro foi encontrado morto no quarto de
hotel, sem roupa e com sinais de sangue e vómito. Segundo a TDM, a comitiva estranhou que o ministro não atendesse as chamadas telefónicas, tendo a porta da suite, no Venetian, sido arrombada. No quarto, terá sido feita uma tentativa de reanimação. Por volta das 11 da manhã, já no hospital Conde de São Januário, que terá sido assinada a declaração de óbito. De imediato, Malam Becker Camará terá tentado entrar em contacto com o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, tendo posteriormente contactado
com o ministro da Justiça do país, conforme explicou ao HM. O corpo de Rui de Araújo Gomes deverá ser transladado para a Guiné-Bissau o mais cedo possível, sendo que o embaixador do país em Pequim, Malam Sambú, já estará em Macau para acompanhar o processo, segundo a agência Lusa. Com 60 anos de idade, Rui de Araújo Gomes estava no território para participar no 5º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas, organizado conjuntamente pela Direção dos Serviços de Economia de Macau e pela Associação dos Construtores Civis Internacionais da China. Ministro do governo de transição da Guiné-Bissau, Rui de Araújo Gomes teve a seu cargo outras pastas como a do Equipamento Social e foi ainda director-geral de Estradas e Pontes. Rui de Araújo Gomes foi proposto para o elenco governativo pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, (PAIGC). Engenheiro civil forma-
“Fomos buscá-lo ontem (quarta-feira) ao aeroporto e acertou-se as actividades em que ia participar no fórum. O resto só se saberá depois, junto da família.” do na antiga Checoslováquia, Rui de Araújo Gomes era primo em primeiro grau do ex-primeiro-ministro guineense Carlos Gomes
Júnior cujo governo foi deposto por um golpe militar em Abril de 2012. Em 2004, ficou com a pasta dos Transportes e Comunicações no primeiro executivo liderado em 2004 por aquele governante. Em Junho de 2013, Rui de Araújo Gomes seria nomeado para o executivo de transição, entretanto criado na sequência do golpe de Estado de 2012, ocupando o cargo de ministro das Infra-estruturas. Na década de 90, Rui de Araújo Gomes foi sócio fundador de uma empresa de construção civil com o presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo. Ultimamente dedicava-se às lides políticas no seio do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) em que era membro do secretariado permanente do ‹bureau› político (órgão de direcção) e também à sua empresa de construção civil, a Kimbas Constroi. No país era mais conhecido por Rui Kimbanda, alcunha que traz desde os tempos da juventude em que era membro da banda musical K-Negra ao lado do célebre cantor guineense Sidónio País. - A.S.S. com Lusa
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La Scala Empresas de terrenos suspendem assembleia-geral
UNION PAY CHINA REFORÇA COMBATE AO USO ILEGAL DE CARTÕES EM MACAU
O cerco aperta-se O dinheiro move-se em Macau de forma incontrolável. Pequim não gosta e quer acabar com a fuga de capitais que se estima tenha sido no ano passado de mais de 50 mil milhões
A
China vai tomar medidas contra o uso ilegal de cartões Union Pay por cidadãos do Continente nos casinos de Macau. Os especialistas da área estimam que, em 2013, o valor desviado através do uso ilegal destes cartões tenha ultrapassado os 50 mil milhões de patacas. O objectivo do Governo Central é “conter a movimentação massiva de capital” que tem vindo a ser realizada através do
uso de Union Pay, segundo notícia avançada pelo jornal South China Morning Post. Na quarta-feira, um porta-voz da empresa responsável pela emissão destes cartões disse, ao jornal de Hong Kong, que já foram “implementadas medidas preventivas”, simultaneamente estabelecendo “a imposição de um mecanismo eficiente de leis e regulamentos entre fronteiras para partilhar informações de risco e investigar práticas suspeitas”. O uso ilegal de cartões Union Pay acontece porque os jogadores do interior da China têm um limite de dinheiro que podem trazer para os casinos da RAEM, mas o mecanismo dos cartões funciona como fonte inesgotável de capital. As transacções são efectuadas através de máquinas móveis – também trazidas pelos infractores – que as autoridades da China dizem estar a entrar em Macau “de forma ilegal”. As operações surgem nas movimentações bancárias como “transacções domésticas”, deixando uma grande margem para crimes como a lavagem de dinheiro, sendo que este é, também, um
método frequentemente usado para “fugir ao fisco na China”. Os cidadãos do Continente são obrigados a ter uma autorização do Governo chinês para obter um destes cartões de crédito. Este problema acabou por ser transferido para a unidade anti-corrupção do Governo chinês, criada pelo Presidente Xi Jinping.
O OUTRO LADO DA GUERRA
A guerra contra a corrupção, que tem vindo a ser levada a cabo pelo Governo Central, acaba por potenciar este tipo de acções ilícitas. “Os jogadores do interior da China não querem revelar quanto dinheiro gastaram e, por isso, usam cartões”, confessou um analista ao South China Morning Post. Embora as estatísticas oficiais do ano passado, referentes às receitas do jogo se tenham fixado nos 353 mil milhões de patacas, o mesmo analista estima que a soma total da receitas do jogo em 2013
Arturo Calderon vai recorrer da sentença
Arturo Chiang Calderon, ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ), vai recorrer da sentença de quatro anos e nove meses de prisão decretada pelo Tribunal Judicial de Base, segundo noticiado pela TDM. Recorde-se que Calderon, antigo braço direito de Pan Nga Koi na seita “14 Kilates”, foi condenado por posse de armas proibidas e tentativa de agressão na forma não consumada a uma mulher, não tendo sido confirmada a tentativa de homicídio pela qual estava acusado desde o inicio do caso. Calderon já tinha cumprido uma pena de dez anos de prisão por ligação a seitas e associação criminosa.
Melco Crown assina acordo na área dos direitos de autor
A
A empresa de jogo Melco Crown Entertainment assinou um acordo com a Associação de Compositores, Autores e Editores (MACA, na sigla inglesa) ao nível da protecção dos direitos de autor na área da música. Em comunicado, a MACA afirma que este acordo tem “um grande significado”, sendo “o primeiro contrato que a MACA firma com uma empresa de jogo e entretenimento em Macau”. “A MACA está grata pela assinatura deste acordo, o que reflecte que a Melco Crown apoia a indústria cultural e criativa e a protecção dos direitos de autor dos artistas internacionais. Isso significa um importante passo para a protecção adequada dos direitos musicais em Macau.”
tenha excedido este valor em mais de metade, se forem contados os lucros feitos à margem, sendo que cerca de 50 mil milhões deverão estar envolvidos na celeuma dos cartões Union Pay. A mesma notícia avança, ainda, que também as casas de penhores estão a ser prejudicadas por esta actividade ilegal. Chou Chin-leong, representante das lojas de penhores, afirmou que “é necessário pedir ajuda ao Governo de Macau” para resolver o problema. As pessoas têm vindo a deixar de recorrer aos serviços de penhora, uma vez que este mecanismo ilegal parece trazer mais vantagens a todos os níveis. O combate cerrado à corrupção e criminalidade bancária tem sido uma das principais preocupações da China desde meados de 2013, sendo que têm sido capturados vários infractores, nomeadamente em Março deste ano.
S assembleias gerais da Lei Pou Fat e da Tai Lei Loi, empresas detentoras dos terrenos em frente ao aeroporto onde estava a ser construído o La Scala não chegaram ao fim. Uma hora depois do início, a reunião foi suspensa, sem que fossem dadas quaisquer justificações. Chan Pou Ha, subdirectora das Obras Públicas e Transportes, foi a representante da RAEM, mas também ela se recusou a prestart declarações. A Lei Pou Fat, recorde-se, era a empresa detentora dos terrenos em frente ao aeroporto de Macau, na Taipa. Os lotes estiveram em foco num recente julgamento que condenou dois empresários de Hong Kong por corrupção passiva. Os dois homens foram acusados de pagar 20 milhões de dólares de Hong Kong a Ao Man Long, ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes, condenado a 29 anos e meio de corrupção. Os terrenos foram inicialmente entregues a cinco empresas, sendo que a Tai Lei Loi foi uma delas. Tanto esta, como a Lei Pou Fat são controladas maioritariamente pelo Governo, sendo que também a CAM – Sociedade do Aeroporto detém 5%. Ainda não há decisão sobre os lotes de terrenos, uma vez que, na Segunda Instância ainda corre um processo sobre o caso.
HABITAÇÃO PÚBLICA ABERTO CONCURSO PÚBLICO PARA EQUIPAMENTOS SOCIAIS
Mak Soi Kun corre para Seac Pai Van A empresa Sociedade de Engenharia Soi Kun Limitada, do deputado Mak Soi Kun, é uma das concorrentes ao concurso público para a construção de equipamentos de saúde e cuidados a idosos em Seac Pai Van, no complexo de habitação pública. A Soi Kun Limitada concorre através de um consórcio composto por mais cinco empresas, apresentando uma proposta de
325,580 milhões de patacas para desenvolver o projecto. A proposta mais cara está acima de 370 milhões de patacas. Segundo um comunicado da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), os prazos propostos para a realização da obra variam entre 839 e 850 dias. A obra será feita no lote CN6d, em frente ao edifício Ip Heng. Será construído um
edifício com 10 pisos e uma cave, onde ficará a funcionar um centro de saúde, um centro de tratamento por medicamentos, um centro de serviços complementares para idosos, um lar de cuidados para a reabilitação dos portadores de deficiência mental e ainda um parque de estacionamento público. Segundo a DSSOPT, a empreitada deverá criar cerca de 350 postos de trabalho. - A.S.S.
8 sociedade
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TURISMO GOVERNO PENSA EM MAIS QUATRO ROTEIROS
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Na rota das ilhas
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A Direcção dos Serviços de Turismo deverá juntar mais quatro roteiros turísticos aos que já existem actualmente, colocando as Portas do Cerco, Taipa e Coloane no mapa dos sítios a visitar. Mas ainda não há um calendário para a sua implementação TIAGO ALCÂNTARA
S turistas que visitam Macau poderão ter acesso a quatro novos roteiros turísticos já pensados pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), com a novidade de que um deles deverá ter como ponto de partida as Portas do Cerco, finalizando no Forte de Mong-Há. Está ainda a ser pensado outro itinerário na Freguesia de São Francisco Xavier, em Coloane. Cheng Wai Tong, sub-director da DST, garantiu ontem numa sessão de esclarecimento que a inclusão da zona da fronteira com o continente responde “ao pedido das associações comerciais que acham que a DST faz pouca promoção da zona norte. Então incluímos as Portas do Cerco”. Estão também a ser pensados itinerários para as zonas da freguesia de Nossa Senhora do Carmo e de Santo António, mas ainda não há um calendário para a sua implementação. Para já, a DST pretende saber as opiniões de residentes e visitantes entre os dias 19 de Maio e 19 de Junho, através de inquéritos online e de rua. Só depois haverá uma decisão. “Queremos ajudar à diversificação da economia da RAEM ao nível do retalho,
M total de 1126 sociedades foram constituídas no primeiro trimestre do ano, mais 138 face ao período homólogo do ano passado. A maior parte pertence ao sector do comércio, indicam dados oficiais ontem divulgados. O capital social das sociedades constituídas entre Janeiro e Março correspondeu a 191 milhões de patacas, valor que traduz um aumento de 23,7%, de acordo com dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Quase sete em cada dez das novas sociedades (754 ou 67%) tinham um capital social inferior a 50 mil patacas e apenas 44 detinham um capital social superior a um milhão de patacas. O capital social das
“Queremos ajudar à diversificação da economia da RAEM ao nível do retalho, e também para que os bairros antigos se tornem em espaços mais atraentes (...). É um projecto a longo prazo”
E AS INFRA-ESTRUTURAS?
CHENG WAI TONG
Na sessão de esclarecimento de ontem vários representantes de associações apresentaram a sua opinião sobre os percursos, tendo chamado a atenção para a necessidade de melhorar algumas infra-estruturas urbanas. Um membro da Associação Nova Juventude Chinesa referiu que “nem todos gostam de casinos mas também de cultura”, defendendo que “as actuais infra-estruturas não são suficientes”. “As casas de banho e os jardins são limitados. Há também lojas qualificadas pelo Conselho de Consumidores que talvez mereçam uma promoção”, disse o jovem.
Mais de 100 sociedades constituídas de Janeiro a Março
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e também para que os bairros antigos se tornem em espaços mais atraentes, com actividades recreativas para mostrar a potencialidade destas zonas. É um projecto a longo prazo e não esperamos que todos os autocarros turísticos se desloquem para estas zonas de um dia para o outro”, disse ainda Cheng Wai Tong. À margem do evento, Helena de Senna Fernandes garantiu que esta “ideia não é definitiva”, sendo que ainda podem haver mudanças nos itinerários. Está também pensado um plano de incentivos para os turistas participarem nestes percursos.
sociedades formadas no primeiro trimestre do ano era proveniente principalmente de Macau (118 milhões de patacas) e da China (53 milhões de patacas), informa a DSEC. Das sociedades constituídas entre Janeiro e Março, 715 estabeleceram-se com sócios de Macau e 165 formaram-se com sócios locais e de outros países ou territórios. Em contrapartida, foram dissolvidas 155 sociedades, mais 26 face ao primeiro trimestre de 2013, com um capital social no valor de 28 milhões de patacas. No final do primeiro trimestre do ano, o número de sociedades registadas em Macau totalizou 44.724, ou seja, mais 4.077 em termos anuais.
G2E ASIA 2014 JOGO ONLINE É PRATO FORTE. PANSY HO NA LISTA DE ORADORES
Plantel recheado LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
A
Expo Mundial do Jogo (G2E Asia) deste ano, que volta a ter lugar no casino Venetian, durante os dias 20, 21 e 22 deste mês, vai ter em foco temas relacionados com o desenvolvimento do jogo online, a utilização de plataformas virtuais para o jogo e o modelo do resort integrado – junção de casino com hotelaria - que, de acordo com o website oficial do evento, será um dos assuntos mais importantes a tratar. Pansy Ho, directora-executiva da MGM China, irá estar presente no primeiro dia do evento, encabeçando a lista de especialistas da indústria do jogo que vão discursar ao longo dos três dias. A conferência do G2E Asia vai, ainda, contar com a presença de re-
presentantes de vários países asiáticos, nomeadamente do Japão, da Coreia do Sul, do Camboja, das Filipinas, do Vietname e da Rússia. Macau vai ter uma forte presença na mesma, sendo que os participantes poderão ouvir os discursos de Grant Chum, do grupo Las Vegas Sands, Gamal
Outra jovem, com o apelido Si, da mesma associação, referiu que a zona norte “não tem um bom planeamento urbanístico”, sendo uma “zona que precisa de melhorar”. Helena de Senna Fernandes garantiu que está a ser feito um “estudo interdepartamental sobre a sinalização e o ambiente em zonas pedonais”, estando ainda na “fase de acompanhamento”. “Há que aperfeiçoar algumas sinalizações e o ambiente pedonal com as bases que temos, mas vamos reforçar pouco a pouco”, disse a directora da DST.
Aziz, do Wynn Macau, Takashi Kiso, do Instituto Internacional de Casinos, entre muitos outros. A G2E Asia deste ano vai compreender um programa de gestão do jogo organizado pelo Instituto Internacional do Jogo e pela Universidade de Macau, que contará com a presença de professores e especialistas nesta área e pretende ensinar, a todos os interessados, algumas estratégias relativas aos recursos humanos e de capital. Finalmente, será realizada uma cimeira intitulada “I-gaming summit” que, tal como o nome indica, se refere ao jogo online. A entrada nesta conferência, que se realiza pela oitava vez em Macau e está integrada no evento norte-americano G2E, organizado pela Associação Americana de Jogo (AAJ) e pela Reed Exhibitions, vai custar entre 2800 e 5800 patacas, sendo que este último valor dá direito de acesso aos três dias da palestra. Todo o painel e programa da conferência, bem como o calendário das restantes actividades desta Expo Mundial do Jogo estão disponíveis no website oficial do evento.
CHINA
hoje macau sexta-feira 9.5.2014
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polícia chinesa anunciou ontem a detenção da conhecida jornalista Gao Yu por divulgação de “segredos de estado” a contactos estrangeiros. Gao Yu, 70 anos, é suspeita de ter obtido ilegalmente um documento altamente confidencial e de enviar uma cópia por correio electrónico a um website no exterior da China, em Junho passado, diz um comunicado da polícia citado pela agência noticiosa oficial Xinhua. A jornalista foi detida no passado dia 24 de Abril na sua casa em Pequim, onde foram “apreendidas provas substanciais” do crime, diz o comunicado. Gao Yu, que a polícia não identifica como jornalista, “manifestou remorso pelo que fez”, refere o comunicado. A Televisão Central da
JORNALISTA DETIDA POR DIVULGAÇÃO DE “SEGREDOS DE ESTADO”
A prova dos nove
Já tinha sido condenada, em 1993, a seis anos de prisão. Duas décadas depois, Gao Yu, agora com 70 anos, volta a ser detida, acusada de ter revelado informações sobre o confidencial “documento 9” China mostrou imagens de Gao Yu a ser interrogada por dois agentes uniformizados. Antiga vice-directora da revista Semanário Económico, Gao Yu foi condenada em 1993 a seis anos de prisão também por divulgação de “segredos de Estado”. A Xinhua não indicou o nome do documento que Gao Yu terá divulgado. Segundo a agência Fran-
PRIMEIRO-MINISTRO INICIA VISITA OFICIAL DE DOIS DIAS A ANGOLA
No caminho do ouro negro O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, iniciou ontem uma visita oficial de dois dias a Angola, estando esta viagem incluída no périplo africano do responsável chinês e que envolve mais três países, Etiópia, Nigéria e Quénia. O programa da visita de Li Keqiang a Angola ainda não foi divulgado mas, segundo Pequim, não visa unicamente os negócios. Quando se avaliam as relações entre China e Angola, o que salta à vista é a dimensão dos negócios que lhe está ligada, com a China a ser de longe o maior comprador de petróleo angolano, com uma quota de mercado de 45 por cento em 2013. Os dois países estabeleceram em 2010 uma parceria estratégica, que começou na passagem à prática do princípio “oil for money”, em que às linhas de crédito chinesas correspondem as exportações de petróleo angolano. Os efeitos desta parceria estratégica são evidenciados pelo forte crescimento das trocas comerciais bilaterais, que aumentaram mais de dois mil por cento entre 2002 e 2012, tornando
Angola no segundo país lusófono com relações comerciais mais intensas com a China. Os números mais recentes das trocas comerciais bilaterais demonstram que continuam a crescer. Diversas fontes situam entre 100 mil e 260 mil
o número de cidadãos chineses em Angola, maioritariamente trabalhadores de empresas chinesas da construção civil. Esta primeira visita de Li Keqiang a África, um ano depois de o Presidente Xi Jinping ter visitado o continente africano,
evidencia o crescente relacionamento entre a China e África. No caso de Angola, constitui o reconhecimento da vital importância do combustível angolano no funcionamento da gigantesca máquina industrial chinesa.
ce Presse, a jornalista escreveu sobre o chamado “documento 9”, comunicação interna do Partido Comunista Chinês defendendo uma dura repressão sobre dissidentes e alertando para os “perigos” da democracia multipartidária. Uma cópia completa do documento foi publicada em Hong Kong em Agosto, informou a France Presse. O anúncio da detenção de
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Gao Yu ocorre menos de um mês antes de uma efeméride especialmente sensível: o 25.º aniversário da sangrenta repressão militar do movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, a 04 de Junho de 1989. Activistas de direitos humanos disseram que um conhecido advogado, Pu Zhiqiang, foi detido na terça-feira passada com pelo menos mais cinco outros dissidentes, depois de participar num encontro alusivo aquela data. Centenas de pessoas morreram e milhares de outras foram presas ou exilaram-se. Um quarto de século depois, o governo chinês continua a considerar que o movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, iniciado por estudantes universitários de Pequim, era “uma rebelião contra-revolucionária.”
HK EDITOR COM 10 ANOS DE PRISÃO
Armadilha fatal U M tribunal da China condenou a dez anos de prisão um editor de Hong Kong que planeava lançar um livro de um dissidente sobre o Presidente Xi Jinping, disse ontem o advogado do arguido. Yao Wentian, 73 anos, foi condenado por contrabando, na quarta-feira, por um tribunal municipal da cidade chinesa de Shenzhen, disse à AFP um dos seus advogados Ding Xikui. Yao, também conhecido por Yiu Man-tin em cantonês, é editor-chefe da Morning Bell Press, em Hong Kong, e já editou livros politicamente sensíveis que foram banidos no interior da China. O editor estava a trabalhar com Yu Jie, dissidente e autor baseado nos Estados Unidos para lançar “Chinese Godfather Xi Jinping”. Segundo a imprensa de Hong Kong, Yao Wentian ficou sob custódia policial a 27 de Outubro, depois de ter sido “atraído” com um falso pretexto à cidade chinesa de Shenzhen, vizinha da ex-colónia britânica. Ding disse que Yao foi condenado por contrabando de uma matéria-prima química, tendo o tribunal determinado que o arguido tinha evadido o pagamento
de cerca de 850.366 patacas. “A sentença foi muito pesada”, disse Ding, acrescentando que Yao tem até 17 de Maio para interpor recurso. Livros chineses censurados têm-se tornado um grande fenómeno de vendas na antiga colónia britânica de Hong Kong, uma região administrativa especial da China que beneficia de um sistema legal com alto grau de autonomia. Em 2012, Yao queixou-se ao Google, afirmando que a sua conta de Gmail tinha sido pirateada enquanto o editor estava a preparar o lançamento de Yu: “Hu Jintao: Harmony King”, um livro sobre o anterior Presidente chinês. A China está classificada na 173.ª posição do ranking da liberdade de imprensa entre 179 países avaliados pela organização Repórteres Sem Fronteiras.
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EVENTOS
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CHEF AVILLEZ NO MANDARIM ORIENTAL DE 25 A 28 DE JULHO
Com requintes operáticos Os paladares da cozinha do restaurante Belcanto, situado em Lisboa, vão estar à disposição do público do hotel Mandarim Oriental. Mas ainda falta apurar alguns detalhes sobre a vinda do famoso chef português ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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chef português José Avillez vem a Macau no próximo mês de Julho para mostrar os seus dotes culinários no hotel Mandarim Oriental. A confirmação foi dada ao HM junto do próprio cozinheiro. Nos dias 25 a 28 de Julho, “ao almoço e
LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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Orquestra de Filadélfia vai dar dois concertos no território, no final deste mês, um deles contando com a participação da Orquestra de Macau, dia 31 de Maio. As actuações surgem no âmbito da tour asiática do grupo musical norte-americano e vão ter lugar no Venetian Theatre. É a segunda vez que a Orquestra de Filadélfia vem a Macau, desta vez sob a direcção de Yannick Nézet-Séguin, que
ao jantar, (Avillez) irá apresentar a cozinha do Belcanto”. O HM tentou saber mais pormenores sobre a vinda do chef português junto da área de relações públicas do hotel, mas não nos foram avançadas mais informações, uma vez que há pormenores da parceria com o chef que ainda estão a ser ultimados. Segundo a relações públicas do hotel, a vinda de José Avillez surge no seguimento das recentes visitas
de outros chefs, nomeadamente do cozinheiro do hotel Mandarim Oriental em Paris, que vai estar em Macau até ao próximo dia 10, ou do chef do Mandarim Oriental de Hong Kong. “Temos vindo a convidar uma série de cozinheiros e vamos continuar a fazer esta iniciativa, uma vez que pretendemos apresentar uma mostra de vários tipos de cozinha, como a portuguesa, francesa ou chinesa.
MÚSICA DE FILADÉLFIA CHEGA À RAEM NO FINAL DO MÊS
Encontro de orquestras se estreia como maestro. No ano passado, o grupo veio a Macau em celebração da sua 40ª digressão pela China, evento apoiado pelo Instituto Cultural, tal como acontece este ano. Nézet-Séguin tem-se estabelecido como um dos mais influentes líderes musicais e da sua geração, sendo o oitavo maestro da Orquestra de
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA A PRIMEIRA INVASÃO DE PORTUGAL 1807-1808 • David Buttery
A 1.ª invasão francesa de Portugal, em 1807 - liderada pelo general Junot, um dos mais experientes generais de Napoleão -, foi um acontecimento decisivo na longa e brutal guerra peninsular. Foi a 1.ª campanha que Sir Arthur Wellesley, mais tarde duque de Wellington, liderou na Península. David Buttery estudou esta campanha e oferece-nos uma nova perspectiva. A sua narrativa cobre a totalidade da campanha com vívidos pormenores - o surgimento da resistência popular às forças ocupantes francesas, o despoletar da guerra de guerrilha, as diferentes tácticas dos exércitos opostos, as personalidades contrastantes de Wellesley e Junot, as vitórias aliadas em Roliça e Vimieiro e a infame convenção de Sintra.
Queremos tentar algo de diferente e que os nossos clientes conheçam novos pratos. Esse é o nosso objectivo”, disse a responsável ao HM.
ESTRELA MICHELIN EM MENOS DE UM ANO
O restaurante Belcanto situa-se na zona do Chiado, em Lisboa, e ganhou uma estrela Michelin pouco tempo depois da sua abertura. No website oficial de José Avillez, é descrito como um espaço que “oferece uma nova cozinha portuguesa num ambiente sofisticado que ainda mantém um certo romantismo do antigo Chiado”. Aberto em 1958, o Belcanto está situado junto a lugares icónicos da capital portuguesa como o Largo de São Carlos, o Teatro Nacional de São Carlos e a casa onde nasceu o poeta Fernando Pessoa. Quando encontrou o espaço, no verão de 2011, Avillez fez uma “profunda remodelação da cozinha e do espaço” do Belcanto, tendo aberto ao público no princípio de 2012. Em Novembro desse ano, o restaurante seria agraciado com uma estrela Michelin. José Avillez tem um total de quatro espaços gastronómicos a funcionar em Lisboa, como um serviço de catering, o Cantinho do Avillez ou a Pizzaria Lisboa. “Somos inconformistas por natureza. Todos os dias queremos aprender e encontrar respostas para as perguntas que nos vão surgindo, de forma a evoluirmos e avançarmos”, escreveu o chef português no seu website oficial.
Filadélfia, cargo que começou a desempenhar no outono de 2012. A co-participação da Orquestra de Macau, a acontecer no último dia do mês, vai servir para permitir a colaboração entre artistas de todo o mundo.A tour asiática, que decorre de 21 de Maio até 6 de Junho deste ano, vai estar presente nas cidades chinesas de Pequim, Xangai, Changsha e Shenzhen, tendo também concertos agendados em Taiwan e no Japão. A Orquestra de Filadélfia, fundada na Pensilvânia em
inícios do século XX, foi a primeira orquestra norte-americana a actuar na China, em 1973, a pedido do então Presidente dos EUA, Richard Nixon. A Orquestra de Macau, que tem vindo a actuar ao longo de 20 anos, conta, actualmente, com a direcção do maestro Lü Jia, que ocupa este cargo há já seis anos. Os concertos para os próximos dias 30 e 31 custam entre 100 e 200 patacas e vão realizar-se no Venetian Theatre, às 19.45 horas.
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
HISTÓRIAS SECRETAS DE REIS PORTUGUESES • ALEXANDRE BORGES, HUGO ROSA
Conheça as histórias que a História não inscreveu nos manuais de liceu! Tudo o que de mais curioso ainda há para contar sobre os reis e rainhas portugueses. Além da intimidade, da vida familiar e das desventuras românticas dos soberanos portugueses, mergulhe também nas zonas obscuras da política e seus bastidores.
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a-feira 9.5.2014
HOTÉIS E CASINOS FAZEM MENUS ESPECIAIS PARA O DIA DA MÃE
Comer mais, por menos LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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dia chinês de comemoração do Dia da Mãe acontece já este domingo e alguns restaurantes da região prepararam menus especiais para celebrar esta data. No casino MGM, são os restaurantes Grand Imperial Court, Imperial Court e Rossio que vão dar as boas-vindas a todas as mães de Macau, com a preparação de pratos e oferta de preços especiais. O Imperial Court irá ter um menu especial de oito pratos que incluem sopa de peixe com caracóis do mar e papaia ou caranguejo cozido com ovo e trufas, entre outros. O menu especial do Dia da Mãe no restaurante Rossio, que se assemelha à praça lisboeta com o mesmo nome, deverá incluir um buffet com marisco fresco, sushi e diferentes pratos quentes e frios, incluindo saladas e sobremesas.
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Já o Grand Imperial Court vai servir vários pratos exclusivos, dos quais pepino do mar Hokkaido com arroz selvagem e galinha e escalopes com ervilhas, menus que estarão disponíveis a partir de 880 patacas por pessoa para o mínimo de duas pessoas. Também o restaurante Fado, localizado no hotel Royal, vai
ter uma lista de pratos dedicados à figura materna e que englobam língua de vaca fria com molho verde e salada de folhas, continuando com creme de grão com camarão e tomilho, lombo de bacalhau em crosta de broa sobre cebolada de presunto e batata frita à moda de Braga e, finalmente, peito de pato com molho de porto e laranja,
panqueca de batata e couve. Este menu encerra com farófias com pera bêbeda, leite creme e pralinê de amêndoas. O Venetian, por sua vez, está a oferecer vários menus diferentes nos restaurantes Canton, Portofino, Bambu, Dynasty 8 e Grand Orbit. No primeiro, os clientes vão poder escolher de entre uma lista de oito diferentes menus, todos custando entre 680 e 880 patacas, enquanto o Portofino, restaurante tipicamente italiano, deverá oferecer um menu de quatro pratos, por 480 patacas, incluindo espargos com cogumelos, ovos orgânicos com molho vinagrete, sopa de ervilhas com verbena, ou bife de veado com medalhões de paté de pato, entre muitos outros. O Dynasty 8, que serve comida chinesa gourmet, vai providenciar um menu especial de almoço, oferecendo, ainda, uma lembrança às mães presentes. Entre as escolhas possíveis, encontram-se sopa de ninho de andorinha com trufas e ovos mexidos, bifinhos com molho picante e vegetais grelhados com caracóis do mar. Um almoço para quatro pessoas deverá custar 1388 patacas, enquanto o jantar cerca de 2288 patacas.
IFT organiza fórum sobre património de Macau
No próximo sábado à tarde, a partir das 15h, o Instituto de Formação Turística (IFT) vai organizar um fórum e uma exposição de fotografias no Colégio Diocesano de São José, com o objectivo de sensibilizar a população para a conservação e promoção do património cultural de Macau. Este evento, intitulado “Tender love to Macao”, vai fazer referência a locais como São Lázaro ou a zona da Vila da Taipa. Esta sessão será realizada por alunos do quarto ano do curso de Gestão do Património do IFT.
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hoje macau sexta-feira 9.5.2014
h ARTES, LETRAS E IDEIAS
hoje macau sexta-feira 9.5.2014
Thomas Lim*
FAZER UM FILME EM MACAU: DO GUIÃO ÀS FILMAGENS Capítulo VII: Edição
“O filme é feito na sala de edição.”
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UANDO se acaba de filmar, fica-se sempre com um filme prontinho a começar a pós-produção, que começa com a edição. A edição é, provavelmente, uma das mais importantes fases na feitura de um filme, uma vez que, na realidade, o filme é feito na sala de edição. É na edição que é, finalmente, construído. Actualmente, conseguimos editar filmes facilmente em programas como o Final Cut Pro ou o Adobe Premiere e, por causa disso, muitos realizadores acabam por editar os seus próprios filmes. Pessoalmente, não considero isso uma boa ideia, porque o mais provável é que esteja tão apegado às suas filmagens, que vai ser complicado ser suficientemente objectivo. Um editor externo poderá desfazer-se de cenas que estão bem filmadas e bonitas – e que até foram difíceis de conseguir -, mas que não servem para contar a história da forma como quer contá-la. Por exemplo, imaginemos que temos uma fantástica cena do nosso actor principal em frente a um pôr-do-sol, que demorámos três horas para conseguir. É uma filmagem de que gostamos muito e que por isso, queremos ter no filme. Mas, se um editor que não você, que não o realizador do filme, está a editar o filme, não sabe quão difícil foi conseguir aquela filmagem e não irá usá-la se esta não se enquadrar no filme, o que é o mais correcto. Apesar de estar a tentar desencorajá-lo a editar o seu próprio filme, recomendo vivamente que os realizadores aprendam técnicas de edição, que vão, sem sombra de dúvidas, ajudá-lo quan-
do está a dirigir o filme. Se souber como é que as suas filmagens e cenas se vão encaixar na edição, antes de as filmar, não vai perder tempo em conseguir imagens que não vai usar na edição. A melhor forma de aprender estas técnicas de edição é sentar-se ao lado do editor de imagem e observar como é que ele trabalha. Se o fizer, pode ainda perguntar ao seu editor por dicas de poupança de tempo na edição de um filme, como atalhos no teclado, por exemplo, porque o tempo é muito precioso para um editor. Depois, experimente-os você mesmo sem o editor e, se não conseguir, volte a tentar aprender. Em Macau, não há muitos editores para filmes, por isso acabei por editar o ‘Roulette City’ eu mesmo, durante
oito meses. Se acabar por editar o seu próprio filme também, tente mostrá-lo a alguém. Mas, atenção, mostre-o apenas a pessoas em quem confia e faça pequenos “focus screenings”, ou seja, mostre-o a um pequeno grupo de pessoas ligadas à indústria, de forma a receber feedback antes de fechar completamente o seu filme. Isto é muito importante, porque depois de editar durante algum tempo, acredite, não vai conseguir ser capaz de ver coisas que um par de olhos novos vai conseguir. E isso vai acontecer com os seus espectadores, assim que virem o filme pela primeira vez. * Actor, guionista e director do filme “Roulette City”
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José Simões Morais (TEXTO E FOTOS)
O ANIVERSÁRIO DE BUDA
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A última terça-feira, 6 de Maio, dia 8 do quarto mês lunar, ocorreu o Aniversário de Buda ao qual estão associadas as celebrações do Banho de Buda e as Festividades do Dragão Embriagado.
O BANHO DE BUDA
Aniversário de Buda celebrado no Templo de Lin Fong
As cerimónias do Banho de Buda foram mais uma vez realizadas no Templo de Lin Fong e por outros locais da cidade, como na Rotunda de Carlos da Maia, mais conhecida pela dos Três Candeeiros. Para além do banho com água de rosas à estátua do Buda Criança, foi oferecida, a todas as pessoas que quiseram, uma refeição de arroz e vegetais. Buda não é uma pessoa, mas um estado e existem inúmeros seres que o atingiram. Estado de desperto, que o Ser pode alcançar quando se liberta das ilusões materiais, entendendo a razão da existência do sofrimento provocado pelo mundo dos desejos e de posse. Daqui se depreende que Buda não é um particular Ser Humano, mas um estado de iluminação, a que qualquer Ser se pode elevar. Juan Masiá explica-nos: “A busca do sentido da vida humana através de respostas práticas para o enigma do sofrimento e caminhos de crescimento e realização humana em busca da felicidade autêntica. O denominador comum consiste em duas práticas fundamentais: a contemplação (pela meditação) e a benevolência.” Quando a maioria das pessoas fala de Buda, refere-se ao Buda Histórico, representado na pessoa de Sidharta Guatama (563-483 a.n.E.), Shakyamuni, o sábio de Shakya e o Budismo é o caminho da iluminação e libertação por ele pregado. O Budismo teve origem na Índia no século VI a.n.E., mas só passou a religião oficial desse país três séculos depois, quando Asoka se tornou monge. O imperador Maurya da Índia Asoka (272-235 a.n.E.), após arrepender-se das suas bárbaras acções, converteu-se ao Budismo e mandou difundir a religião pelos países vizinhos, espalhando as 84 000 relíquias (sariras) de Buda por muitos lugares onde se professava tal filosofia. Situado entre a China e a Índia, o Reino de Yutian teve origem em 250 a.n.E. pois o príncipe Kustana para aí enviou dez mil emigrantes chineses e Asoka sete mil indianos, fundando assim um reino budista, onde hoje é Khotan, na província de Xinjiang. Dessas Regiões do Oeste, no ano de
artes, letras e ideias 15
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242 a.n.E., dezoito monges vão até à capital chinesa Xianyang (Xian) e levaram textos budistas escritos em Sânscrito, os primeiros introduzidos na China. Na China, o imperador Wu Di (141-87 a.n.E.), no segundo ano de governação, mandou erguer o seu túmulo Maoling em Xianyang e quando foi a enterrar fez-se acompanhar com trinta volumes de escrituras budistas. No ano 80 a.n.E. o monge de Caxemira Vairotchana construiu um santuário a alguns quilóm etros da cidade de Yutian, sendo esse o primeiro templo budista na História da China. O príncipe Chu, da dinastia Han do Leste, converteu-se ao Budismo no ano 65 e mandou uma delegação de dezoito chineses de Luoyang para o Noroeste da Índia, actualmente Afeganistão. Aí copiaram quarenta e dois capítulos das escrituras budistas, tendo regressado a Luoyang três anos depois trazendo imagens budistas carregadas por um cavalo branco e dois monges indianos, Kasyapa Matanga e Dharmaratna. Nesse mesmo ano de 68 foi construído o Templo do Cavalo Branco (Bai Ma Si) para albergar as estátuas e simboliza o primeiro instante em que o Budismo foi oficialmente aprovado na China. Aí os dois monges se quedaram, ficando a ensinar as escrituras budistas e a fazer a tradução para chinês dos textos que tinham trazido, publicados no livro Quarenta e dois capítulos das Escrituras. Este livro mais tarde perdeu-se e a doutrina passou a ser difundida oralmente, o que a levou a ser contada em diferentes interpretações. Nos reinados dos imperadores Han, Huan Di (147-167) e Ling Di (168189), esta religião tornou-se muito popular e muitos monges dos países budistas foram convidados para virem fazer traduções dos escritos budistas, iniciando-se assim um dos mais preciosos períodos da história da tradução e intercâmbio cultural entre a China e outros países da Ásia. No início do século V apareceu na China o culto ao Buda da Luz Infinita, Amida ou Amitabha (A Mi Tuo Fo, em cantonense O Mi To Fat 阿弥陀佛) do panteão búdico mahayânico, a representar a Compaixão ilimitada que permite, como grande veículo, a um maior número de crentes acederem nesta vida à salvação. Nos finais do século VII, o Budismo atinge o seu auge, mas em 845, o imperador Tang, Wu Zong, decretou a extinção de todas as religiões, devido ao imenso poderio que elas tinham. Só o Budismo por essa altura tinha 260 mil bonzos nos seus 45 mil mosteiros, com um número igual de bonzarias e
milhares de escravos, assim como uma fortuna fabulosa em dinheiro. A Enciclopédia budista "Tripitaka", denominada em chinês Da Zang Jing, foi compilada e impressa por ordem do primeiro imperador da dinastia Song
Cabeças e caudas antes de se dar vida ao Dragão
(960-1279). Gravada em baixo-relevo, tem 130 mil placas de madeira contendo dois mil diferentes livros em 5048 volumes, segundo os registos históricos. Foi o culminar de mil anos de um trabalho de prestigiosos monges iniciado na dinastia
Han, quando o Budismo foi introduzido na China vindo da Índia. À entrada dos templos budistas encontra-se sempre a receber-nos a imagem do sorridente e anafado Buda Vindouro (Maitreya ou Mi Le Fo弥乐佛).
Movimento de um dançarino inebriado
舞醉龙 Festividades do Dragão Embriagado
N
O dia 8 do quarto mês lunar, que ocorreu a 6 de Maio, as caudas e as cabeças do Dragão foram retiradas do templo onde ficaram expostas à protecção divina e guardadas desde o quinto dia da quinta Lua, após realizadas as regatas dos barcos-Dragão. Numa cerimónia conhecida como “fora da água” ou “qi shui”, depois de se realizarem os sacrifícios ao Deus da Água, as cabeças e caudas do Dragão foram transportadas por homens ligados ao comércio de peixe fresco pela cidade de Macau. Partindo do Templo Sam Kai Vui Kun, os homens, pois só eles podem incorporar o dragão, vão vestidos com calças pretas, camisolas brancas e uma faixa vermelha à cintura,
tendo no punho esquerdo uma fita vermelha e outra na cabeça, onde colocam um ornamento metálico dourado em forma de flor. Embriagados para atingir o inconsciente e colocarem-se livres de si mesmos, espargindo-se com vinho de arroz emprestaram assim o corpo ao Dragão. Esta acção serviu para acordar o Dragão e este, retomar a Alma. São as celebrações conhecidas por Festividades do Dragão Embriagado (Wu Zui long 舞醉龙) que, desde 23 de Maio de 2011, estão incluídas na lista do Património Cultural Imaterial da China. É neste dia que são retirados os barcos guardados submersos na água. Em Macau, os barcos são colocados em armazéns, talvez para que a madeira não absorva a água e assim, fiquem menos
pesados para as corridas dos barcos-Dragão. Após o corpo do Dragão fora de água, é colocada a cabeça e a cauda no barco, ficando este preparado para as regatas do Duplo 5. A partir daqui, os treinos das equipas são efectuados com afinco e nos Lagos Nan Van começa a escutar-se o bater ritmado dos tambores a cadenciar a entrada dos remos na água. Este ano, as Festividades do Dragão Embriagado contaram com um novo posto de distribuição do arroz da longevidade dos barcos-dragão junto ao Mercado de Iao Hon, para além dos habituais locais, ao lado do Mercado Vermelho e do Templo Sam Kai Vui Kun, próximo do Mercado de S. Domingos.
DESPORTO
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P
ELA quinta vez em sete edições, a Taça da Liga é do Benfica. Rodrigo e Luisão permitiram aos “encarnados” celebrar frente ao Rio Ave (20) a conquista do segundo troféu da temporada, depois de alcançado o título de campeão nacional. Em Leiria, a festa fez-se em tons de vermelho, com a maioria dos adeptos na bancada.Apesar de terem feito uma boa primeira parte, os vila-condenses chegaram ao intervalo a perder. No segundo tempo, um erro do guarda-redes Ventura ofereceu o segundo golo ao Benfica e deixou decidida a final. Dentro de semana e meia há mais: as duas equipas discutem a Taça de Portugal, no Jamor. O aperitivo para o encontro do Jamor mostrou um Rio Ave com atrevimento q.b., mas que não foi suficiente para contrariar a fome de títulos “encarnada”. Porque este foi um confronto entre duas equipas a procurar escrever
BENFICA CONQUISTA TAÇA DA LIGA. TÍTULO DE CAMPEÃO JÁ TEM COMPANHIA
Venham mais duas (ou reescrever) história. Se o Rio Ave fez a estreia em finais da Taça da Liga, naquela que foi apenas a segunda partida
a valer um título no historial do emblema vila-condense, do outro lado esteve o Benfica em procura do tempo
perdido. Mas sem fantasmas, garantiu o treinador Jorge Jesus: depois de um falhanço espectacular no final da épo-
ALEMANHA MARIO GÓMEZ FORA. BAYERN E BORUSSIA SÃO A “ESPINHA DORSAL”
Os homens fortes de Joachim Löw A
ausência de Mario Gómez e a inclusão de seis jogadores que nunca actuaram pela selecção são os grandes destaques da lista de 30 pré-convocados do seleccionador alemão, Joachim Löw, para o Mundial 2014. Na lista preliminar, que posteriormente terá de ser reduzida a 23 jogadores, o seleccionador alemão também incluiu – para o que poderá ser o seu quarto Mundial – o avançado Miroslav Klose,
a um mês de completar 36 anos. Klose (68 golos em 131 internacionalizações) está a um golo de igualar o brasileiro Ronaldo como melhor marcador nas fases finais dos Mundiais, com 15 golos. “O Miroslav é o máximo goleador da Alemanha em Mundiais e pode tornar-se no mais bem-sucedido goleador dos Mundiais em toda a história do futebol”, salientou Löw numa nota divulgada no site oficial da federação alemã de
Mario Gómez
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1.
AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL
Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 3.º da Lei n.º 8/91/M, de 29 de Julho, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Beco da Ilha Verde, n.os 7 a 79 e Estrada Marginal da Ilha Verde, n.os 173 a 195, em Macau; - Estrada Marginal da Ilha Verde, n.os 1273 a 1299 e Travessa do Canal dos Patos, n.os 40 a 64, em Macau, (Edifício Industrial King Loi); - Avenida do Conselheiro Borja, n.oss 340 a 346, em Macau, (Edifício Son Choi); - Avenida de Venceslau de Morais, n.os 201 a 207, em Macau, (Edifício Industrial Chun Fok); - Rua dos Pescadores, n.os 166 a 190, em Macau, (Edifício Industrial Veng Hou); - Avenida do Almirante Magalhães Correia, n.os 101 a 135 e Rua Seis do Bairro da Areia Preta n.os 148 a 176, em Macau, (Edifício Centro Industrial Furama);
Rua de Coelho do Amaral, n.os 3 a 3C e Rua do Patane, n.º 2A, em Macau, (Edifício Son Seng); - Rua do Almirante Sérgio, n.os 22 a 22B, em Macau, (Edifício Son Yip); - Rua de Ferreira do Amaral, n.os 2 a 4A e Rua de Horta e Costa, n.os 2 a 2E, em Macau, (Edifício Centro Comercial Master); - Rua do Almirante Costa Cabral, n.os 109 a 111A, em Macau, (Edifício Tai Lung Iun); - Rua do Almirante Costa Cabral, n.os 113 a 121, em Macau, (Edifício Pou Fat). Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam ao Núcleo da Contribuição Predial e Renda, situado no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para levantamento da guia de pagamento M/B, destinada ao respectivo pagamento nas Recebedorias dos referidos locais. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 9 de Abril de 2014. -
2.
3.
A Directora dos Serviços de Finanças, Vitória da Conceição
futebol. Löw acrescentou que Klose “tem mostrado ao longo da sua carreira que é capaz de se preparar num curto espaço de tempo”, pelo que não tem “qualquer dúvida de que neste voltará a ter sucesso”, numa referência às lesões que têm afectado o avançado da Lazio. O campeão alemão e ainda campeão da Europa, Bayern Munique, domina a lista dos 30 pré-convocados, com sete jogadores (Manuel Neuer, Jérôme Boateng, Philipp Lahm, Mario Götze, Toni Kroos, Thomas Müller e Bastian Schweinsteiger), enquanto o vice-campeão alemão e europeu Borussia Dortmund conta com seis (Roman Weidenfeller, Erik Durm, Kevin Grosskreutz, Mats Hummels, Marcel Schmelzer e Marco Reus). Além da “espinha dorsal” composta pelos futebolistas do Bayern e do Borussia, outros “homens fortes” de Joachim Löw são Sami Khedira (recém regressado de lesão no Real Madrid) e as três internacionais alemães do Arsenal (Mesut Özil, Lukas Podolski e Per Mertesacker).
ca 2012-13, em que deixaram fugir o campeonato, Liga Europa e Taça de Portugal, na presente temporada os
“encarnados” já ostentam dois troféus. E na próxima semana disputam mais duas finais (Liga Europa e Taça de Portugal). Um ano depois, o Benfica não cairá de joelhos. O balanço já é positivo, mas este pode ser um final de ano de sonho. Os “encarnados” dão-se ao luxo de ir pensando final a final, como diz Jorge Jesus.
Mundial 2014 Park Chuyoung é a novidade entre os 23 convocados da Coreia do Sul
A
inclusão do avançado Park Chuyoung, emprestado pelo Arsenal ao Watford, constitui a principal novidade da lista de convocados da Coreia do Sul, divulgada ontem, para o Mundial 2014 de futebol, no Brasil. Park Chuyoung, de 28 anos, é um dos nove futebolistas sul-coreanos a jogar na Europa (um dos cinco que alinham em Inglaterra) entre os 23 eleitos pelo seleccionador Hong Myungbo e um dos cinco sobreviventes da selecção que atingiu os oitavos de final no Mundial da África do Sul, em 2010. O futebolista do Watford irá integrar a linha ofensiva da Coreia do Sul, selecção que tem como elemento mais velho Kwak Taehwi, de 32 anos, juntamente com Kim Shinwook (Ulsan Hyundai), Koo Jacheol (Mainz, Alemanha) e Lee Keunho (Sangju Sangmu).
O seleccionador Hong Myungbo, que chamou seis jogadores que actuam no campeonato sul-coreano, considera que, apesar de jovens, os futebolistas que integram a lista para o Mundial2014 “são experientes, pelo facto de jogarem em ligas muito competitivas”. “Esta poderá não ser a melhor selecção de sempre da Coreia do Sul, mas posso garantir que trabalhará muito para o ser”, adiantou o seleccionador. A Coreia do Sul integra o Grupo H da primeira fase do Mundial2014 com as selecções da Bélgica, Argélia e Rússia.
Cristiano Ronaldo presente no treino
Depois de terem soado os alarmes com a saída de Cristiano Ronaldo aos oito minutos, frente ao Valladolid, o goleador português marcou presença no treino desta quinta-feira do Real Madrid. Ronaldo fez corrida, integrou a sessão e parece que a fadiga muscular, que apresentou frente ao Valladolid, estará superada. Nesta altura as atenções estão voltadas para os resultados dos exames de Pepe e Di María, lesionados.
( F ) UTILIDADES
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TEMPO
Cineteatro
TROVOADAS
MIN
21
MAX
24
HUM
80-98%
•
EURO
CINEMA
11.1
BAHT
0.2
YUAN
17
1.2
LÍNGUA DE gATO
TRANSCENDENCE SALA 1
SALA 2
THE AMAZING SPIDER-MAN 2 [B]
TRANSCENDENCE [C]
Pu Yi
Um filme de: Wally Pfister Com: Johnny Depp, Morgan Freeman, Rebecca Hall, Paul Bettany 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Um filme de: Marc Webb Com: Andrew Garfield, Emma Stone, Jamie Foxx, Dante DeHaan 14.15, 16.45, 21.45
‘Bora “esplanar”?
SALA 3
ABERDEEN [C]
THE AMAZING SPIDER-MAN 2 [3D][B]
(FALADO EM CANTONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Pang Ho-cheung Com: Louis Koo, Gigi Leung, Eric Tsang, Miriam Yeung 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Marc Webb Com: Andrew Garfield, Emma Stone, Jamie Foxx, Dante DeHaan 19.15
ACONTECEU HOJE
9 DE MAIO
Apresentada ‘Declaração de Schuman’, génese da UE • Nove de Maio é dia da Europa, que em 1950 conhece a ‘Declaração de Schuman’, documento que está na origem do projecto europeu. Neste dia, em 1803, nasce Costa Cabral, estadista português. Robert Schuman, ministro dos Negócios Estrangeiros de França, apresenta a 9 de Maio de 1950 uma proposta de criação de uma Europa organizada, que permitisse relações pacíficas entre os estados europeus, a recuperar dos efeitos da II Guerra Mundial. Esta proposta, conhecida como ‘Declaração de Schuman’, é considerada a génese do que é hoje a União Europeia. Por isso, a 9 de Maio, celebra-se a Europa, que se ergueu das cinzas e caminhou para uma cooperação entre países. O texto da ‘Declaração de Schuman’ defendia a paz no mundo e o contributo da Europa para as relações pacíficas entre nações de todo o mundo. Defendia que a Europa “não se fará de uma só vez, nem numa construção de conjunto”, mas por “uma solidariedade de facto”. Uma curiosidade histórica: a declaração surge num contexto político diferente do actual e tentava colocar cobro a uma “secular oposição entre França e Alemanha”, dois dos países mais poderosos na União Europeia, que mantém a preponderância no projecto europeu. A 9 de Maio recorda-se também Costa Cabral, estadista português que exerceu um cargo equivalente a primeiro-ministro. Empreendeu um ambicioso projecto de reforma do Estado e criou as bases do Estado português. Costa Cabral, feito conde de Tomar e elevado a marquês de Tomar, foi uma das figuras mais controversas durante a fase de consolidação do regime liberal. Era reconhecido pelo seu carácter reformador, mas acusado de corrupção e nepotismo. Teve de se exilar em Madrid, em virtude da Revolução da Maria da Fonte. Volta anos mais tarde, revelando uma enorme persistência, conseguindo ocupar a chefia do governo.
H O J E H Á F I L M E “DELÍRIO EM LAS VEGAS” TERRY GILLIAM, 1998 Atenção: este não é um filme normal. É, por isso, um dos filmes que mais gozo me dá ver. Protagonizado por dois gigantes da nova geração de actores, Benicio Del Toro e Johnny Depp, esta peça explora, até ao mais ínfimo pormenor, as experiências alucinantes de dois amigos sob o efeito de um conjunto infindável de drogas. Sem sair do sofá, o espectador consegue sentir a adrenalina de Raoul Duke e Doctor Gonzo, personagens principais desta trama que tem tanto de cómico como de dramático. “Delírio em Las Vegas” reporta a história de um jornalista que faz uma longa viagem pelo deserto do Nevada em trabalho e durante a qual fuma, injecta, snifa e engole vários tipos de drogas, como forma de perceber quais os seus efeitos. Este filme capta, quase na perfeição, um dia insano na vida de dois homens feitos, no clima cultural dos anos 60. Doctor Gonzo aproveita a maré de loucuras entre carros descapotáveis e carrosséis mutantes para escrever a reportagem que lhe foi requerida. Esta película, realizada por Terry Gilliam em 1998, consegue, como poucas, deliciar o espectador com 118 minutos de puro prazer cinematográfico. “Delírio em Las Vegas” foi adaptado para o cinema a partir da obra escrita do jornalista e romancista, Hunter S. Thompson. Há mesmo quem diga que a obra original se trata de uma história autobiográfica de Thompson, conhecido por ter escrito uma grande reportagem sobre o grupo de motards dos EUA, Hell’s Angels, no qual esteve infiltrado. Este não é um filme para todos os gostos, mas é, certamente, uma peça cinematográfica alucinante. Surpreendentemente alucinante. - Leonor Sá Machado
João Corvo
fonte da inveja
O azul é a mais metafísica das cores.
Com o verão já a bater à porta, começam a dar-me os calores e as saudades de uma boa esplanada, com uma saqueta de whiskas e uma taça de leite em riste. Na semana passada, quis ir bronzear o pêlo... E depois lembrei-me que não existem esplanadas por estas bandas. Não sei bem se é culpa dos estabelecimentos de restauração, do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais ou se, simplesmente, se dê, como dado adquirido o (falacioso) facto das pessoas não gostarem de esplanadas. Não me venham dizer que é um “factor cultural” por favor, que eu já ouvi muito boa gente a reclamar com a falta de esplanadas em Macau. Quando está calor, o que menos apetece é ir para um qualquer centro comercial cheio de gente, ou para um restaurante coberto, bem apinhado de turistas chineses. Costuma dizer-se que só sentimos falta das coisas quando já não as temos. Pois bem, eu cá sinto falta das esplanadas e acho que já era tempo de se porem a criar umas quantas, nem que fossem assim num pátio dos fundos, bem longe da vista de quem é do contra. Sim, porque quem não gosta de receber o vento e o sol na cara, só pode ser do contra. Não querendo ser extremista, o que queria dizer é que devia haver um movimento colectivo, por parte de vários restaurantes, como forma de requerer a construção de espaços exteriores, com os quais somariam, certamente, mais uma bela maquia ao final do mês. Também é verdade que o conceito de um local de refeição ao ar livre é algo mais europeu que outra coisa, mas não creio que isso inviabilize as vantagens de um espaço aberto. Sem querer tomar partidos ou dar uma de paternalista, acho que Macau beneficiaria – e muito – com a criação de esplanadas em terraços, perto de grandes praças ou à beira-rio. Coloane, por exemplo, conta com a existência de uma ou outra, como acontece com o “Gôndola”, restaurante italiano na Praia de Cheoc Van. Bem, mas confesso que estas reivindicações felinas podem ficar para outro dia, que este tempo de chuva também não ajuda.
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OPINIÃO
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JORGE RODRIGUES SIMÃO
perspectivas
A Europa e as PME (I) “A significant development in Small and Medium-sized Enterprise (SME) can no longer be postponed in the European industrial world. Although this need has been recognized for several years, recent recommendations from the European Commission have recalled the urgency of promoting new and more robust SME organizations, owing to two critical factors: the rise of enormous global markets and the emergence of a new industrial system originating from the distinctly different business culture of the Far East.” A Road Map to the Development of European SME Networks: Towards Collaborative Innovation Agostino Villa and Dario Antonelli
É
o dia da Europa e seria despiciendo não considerar o relevante papel que têm desempenhado as pequenas e médias empresas (PME) para a construção da união económica. É de realçar entre muitos marcos jurídicos, o “Small Business Act” criado em 2008 pela União Europeia (UE) que salienta a vontade política de reconhecer o papel central das PME na economia da UE e que, pela primeira vez, criou um quadro estratégico abrangente para a UE e seus Estados-Membros. Tal quadro, consagra um conjunto de dez princípios que guiam a concepção e a aplicação das políticas a nível da UE e dos Estados-Membros, com o objectivo de trazer valor acrescentado a nível da UE, criar condições de concorrência leal para as PME e melhorar o ambiente legal e administrativo em toda a UE. A finalidade é a de criar um ambiente em que os empresários e as empresas familiares possam prosperar e o empreendedorismo seja recompensado; garantir que os empresários honestos que tenham falido disponham rapidamente de uma segunda oportunidade; conceber regras de acordo com o princípio “Think Small First”; tornar as administrações públicas aptas a responder às necessidades das PME e adaptar os instrumentos das políticas públicas às necessidades das PME, como facilitar a participação das mesmas no mercado dos contratos públicos e utilizar melhor as possibilidades dos auxílios estatais em favor das PME. O acesso fácil das PME ao financiamento e criar um ambiente legal e empresarial favorável à pontualidade dos pagamentos nas transacções comerciais; ajudar as PME a aproveitar melhor as oportunidades oferecidas pelo mercado único; promover o reforço das qualificações nas PME e todas as formas de inovação; permitir às PME transformar desafios ambientais em oportunidades, e apoiar as PME e incentivá-las a tirar partido do crescimento dos mercados são igualmente outros fins consagrados. O desenvolvimento económico contemporâneo depende, em grande parte, do desenvolvimento das PME, tal como demonstram as suas taxas de crescimento em países europeus e asiáticos, cujos governos se esforçam por implementar políticas que favoreçam
este tipo de organizações no entendimento de que é o melhor modo de favorecer o bom andamento das economias nacionais. A mesma atitude deveria ser imitada nos demais países ao redor do mundo, os quais, apesar de tentarem integrar-se a passo forçado nos novos cenários da globalização económica, continuam a desenhar políticas públicas em função das macro empresas, sem reconhecer que o facto de descuidar as PME, ou de as relegar para a última página dos seus modelos de planeamento, admite uma linha de actuação tradicional e de continuidade que incide directamente no aumento da pobreza e da desigualdade. A maioria das empresas que se classificam dentro da categoria de PME gera elevados índices de emprego e aumentam a cada dia os seus índices de exportação. Talvez por isso se converteram nos últimos tempos num tema em moda, aparecendo nas discussões económicas, nos discursos políticos, nas conferências, nos livros de administração e economia, nas salas de aula das universidades, em tal quantidade e de tão diversas formas que as instituições financeiras, as empresas de tecnologia de informação e comunicação e até as seguradoras começaram a desenhar serviços exclusivos para as PME, algo impensável há alguns anos. Tal não significa, que estas organizações tenham um conhecimento superficial das PME, ou que entendam perfeitamente o papel que desempenham no desenvolvimento de um país, as características dos seus requisitos e as dificuldades de trabalhar com tramitações processuais hostis, impostos elevados, falta de financiamento e carência de normas constitucionais favoráveis que propiciem a sua expansão. No entanto, pese a ignorância geral, a escassa efectividade das políticas públicas e a quase nula existência de mecanismos subsidiários que permitam negociar recursos para o seu desenvolvimento, as PME converteram-se num centro de atenção de editores, gestores de plataformas Web, investigações académicas, meios de comunicação financeira e literatura especializada. As PME estão na moda, tal como os manuais, livros e folhetos sobre o tema, os quais raras vezes oferecem algo diferente de definições básicas, conhecimentos simples, enunciações imprecisas e multidões de incoerências sobre a fundamentação teórica e as estratégias metodológicas que sustentam o mundo das PME. No meio deste turbilhão, sobressai a imaginação asneirenta de muitos empresários que consideram que a criação e a consolidação de uma PME é quase um caso de ciência inata, que requer unicamente a ideia do século e um pouco de sorte. É preciso definir o universo das PME como um contexto organizacional sumamente complexo e multidimensional, cujo total entendimento requer uma análise profunda e detalhada. As PME são definidas como um conjunto heterogéneo, cujos indivíduos se identificam a partir das suas particulari-
dades de organização e administração, sem esquecer que actuam em diferentes contextos socioeconómicos e culturais, em que a diferença de âmbitos, origina a ineficiência das políticas públicas aplicadas às PME, uma vez que tendo por base generalizações se desvinculam dos seus aspectos heterogéneos e obtêm pobres resultados finais. As PME representam mais de 95 por cento das entidades económicas e contribuem em grande parte para o produto interno bruto (PIB) da maioria dos países do mundo. É atribuído às PME o desenvolvimento económico dos países, a criação constante de empregos (cerca de 80 por centos dos novos postos de trabalho) e a geração de inovações. A sua importância foi reconhecida a nível internacional por académicos, empresários, políticos e outros grupos interessados no desenvolvimento dos países e todos são unânimes em que o mundo avança rapidamente para economias cujo dinamismo está fortemente vinculado à existência de um volume crescente de PME, pois quanto maior seja a proporção destas empresas numa economia, maior será a sua flexibilidade, uma vez que estas organizações podem-se adaptar rapidamente às mudanças económicas. Assim, cada vez mais aumenta o interesse por uma maior e melhor compreensão quanto à forma pela qual as PME dinamizam as economias, ou seja, existe um interesse crescente a respeito de como empreender, administrar e desenvolver estas empresas.
As PME representam mais de 95 por cento das entidades económicas e contribuem em grande parte para o produto interno bruto (PIB) da maioria dos países do mundo O interesse vai desde as pessoas que depois de trabalhar numa empresa, decidem dar um novo rumo profissional e converterem-se em empresários, descobrindo na criação das PME uma nova opção de emprego e desenvolvimento; outro grupo de pessoas são os trabalhadores de grandes empresas espalhadas pelo mundo, seja do sector público, ou privado e que mantêm contacto com as PME. Este vínculo pode dar-se a nível externo ou interno, sendo que o primeiro é criado quando se estabelece uma relação entre uma empresa e um fornecedor, que em geral representa uma PME. A nível interno, o vínculo dá-se quando uma grande empresa se desenvolve com a criação de unidades de negócio (start-ups) em diferentes zonas geográficas do mundo, muitas das quais se estabelecem como PME.
O executivo de uma grande empresa, dessa forma, vê-se subitamente coagido a empreender, dirigir e desenvolver PME. As PME constituem um mundo diverso que integra diferentes formas de ser, fazer, pensar, dirigir e administrar. A origem de uma pequena empresa geralmente está associado à descoberta de uma necessidade ou oportunidade de negócio, procurando a independência em termos laborais e económicos. A decisão de comprar ou criar uma empresa requer a consideração de factores legais, económicos, familiares, materiais, humanos e financeiros. A localização da empresa é um aspecto fundamental para o desenvolvimento de um plano. Quando se está convicto de criar uma empresa ou de adquirir uma em actividade, deve-se realizar um estudo com a finalidade de determinar se é viável a sua criação e averiguar quais seriam as condições favoráveis. O estudo deverá contemplar situações como a localização, instalações físicas internas e externas, estudo de mercado, trabalhadores a contratar no presente e no futuro, previsões de vendas e custos, orçamentos de vendas mínimas anuais, previsões financeiras mínimas anuais, demonstração dos fluxos de caixa, demonstração dos resultados, demonstração da posição financeira no final do período, fixação de pontos de equilíbrio, determinação de fontes futuras de fundos e balanços gerais. É importante compreender que uma vez completado o estudo, e ainda que este seja muito detalhado, dever-se-á ter em conta que existe um número significativo de factores ambientais e económicos que o podem afectar, pelo que é indispensável considerar as mudanças demográficas na cidade, por exemplo, se há um índice positivo ou negativo de crescimento da população ou movimentos migratórios importantes. Quando uma cidade actua como pólo de desenvolvimento ou atracção e, por consequência, regista uma imigração substancial de pessoas que terão importância para a empresa, é de considerar como uma zona que possivelmente oferecerá um futuro promissor. As pessoas que desenvolvem ideias, conceitos e empresas com sucesso têm em comum um elemento chave, denominado de faísca da conexão, ou seja, a capacidade de fazer ligações (unir um elemento com outro) e vislumbrar o potencial de um resultado, permitindo ver a ideia. Outras pessoas, no entanto, tendo defronte de si os mesmos elementos e a mesma informação, não vêem uma oportunidade porque não conseguem fazer a conexão. É possível que esse seja o caso de muitas pessoas que apesar de experimentarem as mesmas necessidades de quem desenvolveu produtos ou serviços de sucesso, não conseguiram fazer nada semelhante, tendo possivelmente permanecido no ponto de análise de uma necessidade e não a relacionaram com a possível solução.
opinião 19
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PAUL CHAN WAI CHI*
um grito no deserto TIAGO ALCÂNTARA
Macau, daqui a 35 anos
S
OU chinês e saúdo o regresso de Macau à pátria mãe; Sou macaense e sou contra a integração urbana entre Zhuhai e Macau. Na reunião plenária da Assembleia Legislativa para responder às perguntas colocadas pelos deputados no dia 22 de Abril, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, apresentou o plano de ganhar mais 10km2 de terra da Ilha de Hengqin. Chui anunciou publicamente que o seu plano já tinha sido aprovado pelo governo central. Na realidade, desde o plano de construção do Novo Campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha, passando pelo plano de desenvolvimento de 5km2 de terras na Nova Área de Hengqin até à divulgação da aquisição de mais 10km2 de terras na ilha, tudo serviu para mostrar que o governo central está, passo a passo, a guiar Macau para a integração urbana entre Zhuhai e Macau, à semelhança da integração urbana entre Shenzhen e Hong Kong. Na perspectiva política do governo central, a integração urbana entre Zhuhai e Macau e a integração urbana entre Shenzhen
e Hong Kong são soluções para as questões da RAEHK e da RAEM no fim de 50 anos a manter estatutos. No 51º ano, as duas regiões administrativas serão governadas como qualquer outra cidade da China. Mas será possível definir o posicionamento de um cidade baseado apenas em considerações políticas? Cada cidade tem a sua cultura e as suas características próprias, logo devem permanecer independentes de outras cidades. Como chinês aceito o regresso de Macau à China. Mas enquanto alguém que nasceu e cresceu em Macau, sou contra a integração urbana entre Zhuhai e Macau, não apenas pelo bem de Macau, mas também por causa da China. Numa análise lata, a política estatal até pode estar correcta; mas numa análise mais detalhada, no sentido mais prático, o governo não pode ignorar a possibilidade de cometer vários erros durante a execução da sua
política. “Mil cidadãos, todos com a mesma cara”, era a crítica mais ouvida a propósito da urbanização em curso. Se Macau perder a sua originalidade e as suas características urbanas únicas, será uma perda irremediável para o território e para a China. No seguimento das declarações do Chefe do Executivo sobre a aquisição de terras na Ilha da Montanha, os cidadãos que participaram no Fórum Macau, da TDM, no dia 27 de Abril, abordaram a questão se Macau e Zhuhai deviam seguir a via da integração urbana ou se deviam seguir um caminho próprio. Um dos participantes declarou que a Ilha da Montanha é um apoio para o desenvolvimento sustentável de Macau e Hong Kong e como tal era a favor da integração urbana. O participante do programa disse ainda, que no futuro, o número de turistas em Macau devia atingir os cem milhões em
Macau, conhecida por ter o charme de uma cidade mediterrânica, passados apenas 15 anos do retorno à China, perdeu quase por completo a sua singularidade
virtude do desenvolvimento proveniente dos laços estreitos entre Macau e Zhuhai. Os empresários têm as suas próprias opiniões. Claro que os milhões de visitantes são bem vindos à indústria do jogo. Mas será que Macau tem capacidade para lidar com esta quantidade de turistas? Macau, conhecida por ter o charme de uma cidade mediterrânica, passados apenas 15 anos do retorno à China, perdeu quase por completo a sua singularidade. Se o centro histórico não tivesse sido classificado pela Unesco como património mundial, aposto que teria sofrido danos muito maiores. A integração urbana entre Zhuhai e Macau não deve ir para a frente, em nome da preservação da confluência das culturas portuguesa e chinesa na RAEM. A cidade não se pode desenvolver a qualquer preço se quiser preservar as suas características únicas. Possivelmente não verei Macau daqui a 35 anos. Mas temos todos a responsabilidade de assegurar que esta cidade ainda mantém a sua identidade por essa altura. *Ex-deputado e membro da Associação Novo Macau Democrático
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hoje macau sexta-feira 9.5.2014
ROCHA VIEIRA E MAIS DE 100 EMPRESÁRIOS NA VISITA DE CAVACO À CHINA E A MACAU
Um mundo de oportunidades Altos quadros de Cantão proibidos de irem a discotecas
O município da cidade chinesa de Cantão proibiu os altos funcionários de se divertirem em discotecas, clube nocturnos e outros locais de entretenimento como parte de uma campanha de austeridade e luta contra a corrupção lançada pelo Governo Central. De acordo com a agência Xinhua, a ordem dada na capital da província de Guangdong, que faz fronteira com Hong Kong e Macau, integra uma lista de dez proibições que as autoridades de disciplina de Cantão enviaram aos responsáveis da política local. Os altos quadros estão também proibidos de utilizar fundos públicos em banquetes, bem como receber prendas, acrescenta a ordem. Desde a sua chegada ao poder há um ano, o Governo liderado pelo Presidente Xi Jinping promoveu uma vasta campanha de redução de despesas consideradas sumptuosas entre os altos funcionários e contra a corrupção no país, que o regime considera um dos principais problemas da China e principal motivo de descontentamento social.
Japão Cidadão detido com armas feitas em impressora 3D
Um cidadão japonês suspeito de posse de armas feitas com uma impressora 3D foi detido na região de Kawasaki, perto de Tóquio, foi anunciado. De acordo com a polícia esta será a primeira detenção do género no Japão e em casa do homem, de 27 anos e identificado como Yoshitomo Imura e funcionário de uma Universidade, foram encontradas cinco armas, duas das quais com potencial para dispararem balas letais, informou a estação NHK. Já a agência Jiji Press revelou que as autoridades policiais recuperaram também uma impressora 3D, mas não encontraram nenhuma munição. Com esta detenção, o Japão aplica, pela primeira vez, a lei de controlo de armas de fogo produzidas com uma impressora tridimensional. O suspeito admitiu ter produzido as armas, mas garantiu desconhecer a ilegalidade da sua acção. As armas montadas a partir de peças produzidas em impressoras 3D não são detectáveis por equipamentos de segurança regular como as existentes nos aeroportos, fazendo assim aumentar receios de insegurança em transportes como os aviões.
O presidente está quase a chegar e na comitiva vêm homens de todas as áreas. Para além de vários ministros, estarão representados sectores como a banca, advocacia, farmacêuticas, imobiliário, turismo, vinhos, agro-alimentar, arquitectos, etc. O último governador de Macau, Rocha Vieira, também não foi esquecido
O
último Governador de Macau, general Vasco Rocha Vieira, é um dos elementos que integrará a longa lista de nomes que fazem parte da comitiva presidencial na sua deslocação ao Oriente. Rocha Vieira regressa assim ao território que governou entre Abril de 1991 e Dezembro de 1999. Fonte de Belém salientou, aliás, a “gratidão” que existe por parte da China pela forma como foi feita a passagem de soberania desta Região Administrativa, em 1999. “A China está muito reconhecida pela maneira como Portugal fez a passagem da soberania, foi muito bem sucedida politicamente”, comentou a fonte.
OS OUTROS
Para além do general, mais de 100 empresários vão acompanhar a visita do Presidente da República à China e a Macau, numa viagem onde a vertente académica terá também um peso especial, a par da componente política.
Classificada por fonte da Presidência da República como uma das mais importantes visitas de Estado de Cavaco Silva, a viagem a Xangai, Pequim e Macau vai prolongar-se por sete dias, entre dia 12 e 18, com uma agenda carregada e onde um dos pontos mais importantes será o encontro com o homólogo chinês, XI Jinping. A acompanhar Cavaco Silva na viagem estará uma comitiva de mais de 100 empresários portugueses de áreas tão diversas como a banca, advocacia, farmacêuticas, imobiliário, turismo, vinhos, agro-alimentar, arquitectos, além de representantes de várias associações de jovens empresários. Além da participação em dois seminários económicos, ao longo do programa da visita, o Presidente da República terá ainda encontros mais privados com empresários chineses, nomeadamente com os presidentes da Fosun, grupo chinês que adquiriu recentemente 80% da Caixa Seguros e da China Three Gorges, o maior accionista da EDP.
sas, além da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Oriente.
UMA QUESTÃO DE OPORTUNIDADE
Além desta “componente económica muito marcada”, conforme sublinhou fonte da Presidência da República, a visita de Cavaco Silva à China, que se realiza a convite do homólogo chinês, terá também um vasto programa cultural e uma vertente académica muito grande. Aliás, da comitiva oficial fazem desta vez parte representantes das maiores universidades portugue-
Sobre a altura em que se realiza a viagem do Presidente da República à China, a fonte de Belém assinalou que se está a comemorar o 35º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. “É um momento muito oportuno, porque é também o estabelecer de relações com um novo ciclo político na China, uma nova geração política”, acrescentou. Da comitiva oficial farão ainda parte os ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, da Economia, Pires de Lima, e da Educação e Ciência, Nuno Crato. O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, só acompanhará a visita em Pequim. Todos os partidos, à excepção do BE que não costuma acompanhar as deslocações do Presidente da República, integram também a comitiva oficial, assim como o presidente do AICEP, Miguel Frasquilho.
cartoon por Stephff