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Hoje Macau 7 AGO 2018 #4108

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CADA UM PARA SEU LADO

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DIVÓRCIOS

JOSÉ MALHOA

TIAGO ALCÂNTARA

MOP$10

TERÇA-FEIRA 7 DE AGOSTO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4109

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

PÁGINA 7

ONU

O ÁLCOOL E O TEMPO

ASSOCIAÇÕES DE FORA

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

hojemacau

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h PAULO JOSÉ MIRANDA

GRANDE PLANO

Carta de guerra Pereira Coutinho criticou a forma como Ho Iat Seng conduziu os trabalhos do Plenário na tarde em que repreendeu Sulu Sou de forma invulgarmente ríspida. Na carta endereçada ao presidente da AL, Pereira Coutinho caracteriza a investida de Ho Iat Seng como “inadequada, injusta” e fora do âmbito das suas competências. PÁGINA 4


2 grande plano

7.8.2018 terça-feira

DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS

SILENCIO CIVICO É já esta sexta-feira que os peritos da ONU vão avaliar a implementação da convenção internacional para a eliminação de todas as formas de discriminação racial em vários países, que abrange direitos políticos, igualdade de acesso ao emprego, segurança social e habitação, entre outros. As associações de Macau não entregaram qualquer relatório. Em Hong Kong, mais de 50 submeteram documentos

M

ACAU vai ser alvo do escrutínio dos peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) esta sexta-feira, em Genebra, relativamente à garantia de uma série de direitos civis e políticos, tal como a China e Hong Kong. Contudo, a única base para essa análise será um relatório oficial do Governo de Macau, pois nenhuma associação local submeteu documentos, nem mesmo a Associação Novo Macau (ANM). Pelo contrário, um total de 54 organizações não governamentais (ONG) de Hong Kong enviaram para a Suíça um relatório. Os peritos da ONU vão, esta sexta-feira, avaliar a implementação da Convenção Internacional para a Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial (CERD, na sigla inglesa), firmada na década de 60. Esta conta com um corpo de 18 peritos em direitos humanos que são escolhidos a cada quatro anos. O HM contactou todas as associações que, em 2013, submeteram relatórios sobre o panorama dos

direitos civis e políticos em Macau, mas apenas obteve resposta da ANM quanto à não entrega do documento. Jason Chao, activista ligado à associação que sempre foi co-autor de todos os relatórios entregues, adiantou que, por sua sugestão, a ANM deixou de entregar relatórios anuais. “Actualmente, a Novo Macau submete relatórios em resposta

“Actualmente, a Novo Macau submete relatórios em resposta aos ciclos de revisão dos tratados internacionais. Em Março deste ano submetemos um relatório em resposta à Revisão Periódica Universal do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.” JASON CHAO ACTIVISTA

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aos ciclos de revisão dos tratados internacionais. Em Março deste ano submetemos um relatório em resposta à Revisão Periódica Universal do Conselho dos Direitos Humanos da ONU”, referiu apenas. Sulu Sou, deputado da Novo Macau, garantiu não ter qualquer conhecimento sobre os planos de envio dos relatórios, tendo remetido quaisquer questões para Jason Chao.

TIAGO ALCÂNTARA

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ASSOCIAÇÕES LOCAIS NÃO SUBMETERAM RELATÓRIOS À ONU

OS TÓPICOS DE 2013

Em 2013, a ANM reportou a detenção de Jason Chao aquando da visita de Wu Banguo, ex-presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN), acusando a Polícia Judiciária de “abusar do seu poder para deter um jornalista”, algo que revelou violação à “liberdade de imprensa e uma privação arbitrária das liberdades individuais”. Já a Aliança Internacional para a Deficiência (IDA, na sigla inglesa) questionava “que passos estão a ser dados face ao risco de mulheres e crianças com deficiência se tornarem vítimas de violência doméstica e abusos”. A mesma ONG perguntava também à ONU o que estava a ser feito “para proibir a esterilização de pessoas com deficiência com autorização de terceiras partes, como membros da família ou tutores”. A IDA pediu ainda ao Governo da RAEM a adopção de “medidas efectivas para promover a integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, incluindo a atribuição de incentivos aos empregadores e o reforço do sistema de quotas laborais para as pessoas com deficiência”. De frisar que recentemente foi aprovada a lei que dá benefícios fiscais às empresas que contratam portadores de deficiência. No que diz respeito aos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgénero), o grupo LGBT Rights Concern Group submeteu um documento onde alertava para a questão dos casais do mesmo sexo não estarem contemplados na lei de prevenção e combate à violência doméstica, que foi revista e implementada sem incluir esse ponto.

A não entrega dos relatórios nesta 96ª sessão anual de revisão da convenção significa que as associações locais ficam afastadas da possibilidade de ter uma voz em questões políticas e cívicas, além de não poderem participar no debate sobre esses assuntos em Genebra. Além disso, o envio do relatório em Março não impedia

as associações de submeterem novamente documentos este mês, pois estão em causa organismos diferentes da ONU. As análises feitas no âmbito da 96ª sessão anual terminam no dia 30 de Agosto.

GOVERNO IGNORA LEI SINDICAL

No relatório submetido aos peritos da ONU, o Governo da RAEM


grande plano 3

terça-feira 7.8.2018

A

O contrário de Macau, as ONG de Hong Kong, incluindo o Centro de Direito Público e Comparado da Universidade de Hong Kong, submeteram relatórios que alertaram a ONU sobre questões judiciais, a pouca protecção dos direitos dos trabalhadores migrantes no território e a desqualificação de seis deputados do Conselho Legislativo. De acordo com o South China Morning Post, um grupo de várias ONG apresentaram algumas das conclusões

Por outro lado

Hong Kong aborda Autonomia e independência

dos documentos submetidos, defendendo que os “direitos políticos são inseparáveis dos direitos humanos” que, por isso, têm afectado as liberdades básicas dos naturais de Hong Kong desde 2008, altura em que foram enviadas as últimas informações. “Quando os defensores de um ponto de vista político não conseguem garantir

uma posição de influência através das eleições ou em outros processos democráticos, então sabemos que os direitos humanos não passam de meras casualidades”, disse o professor de Direito da Universidade de Hong Kong, Puja Kapai. O documento, com 55 páginas, alerta ainda para o facto de a “China ter

vindo a colocar em risco o elevado grau de autonomia prometido a Hong Kong”, apontando para a necessidade do continente respeitar “a delineação de responsabilidades entre o Governo de Hong Kong e o Governo chinês”. Um dos exemplos apontados refere a instalação de pontos de verificação no terminal de Hong Kong do metro que estabelece uma ligação com Shenzen. A falta de direitos dos trabalhadores migrantes é um dos pontos abordados

no relatório submetido pelo Centro de Direito Público e Comparado da Universidade de Hong Kong. “O Governo de Hong Kong continua a aplicar o sistema de empregadas internas e a regra das duas semanas que obriga as empregadas domésticas a viverem com os seus patrões e a deixar o território duas semanas depois do fim do contrato. Relatórios recentes sugerem que casos de abusos e discriminação contra as empregadas domésticas acontecem por vários motivos,

incluindo a sua nacionalidade, algo que continua a ser um problema sério”, lê-se. Além disso, “os nacionais do continente continuam a enfrentar uma discriminação significativa em Hong Kong que é semelhante à discriminação em relação a outras nacionalidades, devido clima único histórico e político e também devido às diferenças entre Hong Kong e o continente”, defendem os responsáveis deste relatório, que foi feito com base num inquérito. A.S.S.

e períodos de folgas, descanso semanal e férias anuais”, lê-se no relatório oficial submetido à ONU. É também referido que “os TNR têm direitos especiais, expressamente estipulados na lei das relações do trabalho, que incluem a garantia de alojamento adequado e repatriação no caso do término das relações laborais”.

A não entrega dos relatórios significa que as associações locais ficam afastadas da possibilidade de ter uma voz em questões políticas e cívicas, além de não poderem participar no debate sobre esses assuntos em Genebra

ignora os pedidos de implementação de uma lei sindical e garante que residentes e trabalhadores não residentes (TNR) têm igualdade de acesso ao emprego. No que diz respeito ao “direito a formar a aderir a sindicatos”, o Executivo aponta que, de acordo com a Lei Básica, “os residentes da RAEM chineses e não chineses,

e os TNR têm o mesmo direito de formar ou aderir a sindicatos, e também de realizar greves”. Além disso, lê-se que “a lei 4/98/M [define as bases da política de emprego e dos direitos laborais] estipula que os trabalhadores têm o direito de se tornarem membros de associações que representam os seus interesses. A lei 7/2008

[lei das relações do trabalho] e a lei 21/2009 [lei da contratação de TNR] expressam a proibição de um empregador de dissuadir, de qualquer forma, de exercitar os seus direitos”. Não existe, portanto, qualquer referência ao estudo sobre a implementação da lei sindical que está a ser feito pela Associação

de Estudo de Economia Política, presidida por Kevin Ho. Na área do “Direito ao trabalho”, o Executivo lembra que “os TNR, tenham ou não nacionalidade chinesa, têm igualdade de acesso aos direitos e garantias que os residentes têm à luz da lei”. “Esses direitos e garantias incluem a provisão de horas de trabalho

O Governo frisa ainda que “tem vindo a prestar atenção às condições de vida e de trabalho dos recém-chegados, de diferentes raças, a Macau (incluindo os TNR), providenciando-lhes serviços nos diferentes departamentos governamentais e organizações de serviço social não governamentais, que de forma persistente disponibilizam diferentes formas e canais de assistência para que possam saber mais sobre os diferentes serviços e estruturas da RAEM”. No que diz respeito às eleições ou outras questões ligadas à área dos direitos humanos, o relatório deixa a ressalva de que, desde 2013, não houve mudanças significativas, quer em termos de leis implementadas quer ao nível de casos ocorridos. Os dados mais recentes apresentados sobre vários tópicos, tal como os apoios financeiros e sociais dados a refugiados, datam de 2014. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


4 política

AL PEREIRA COUTINHO “ARRASA” CONDUÇÃO DOS TRABALHOS DE HO IAT SENG

Orelhas a arder

GONÇALO LOBO PINHEIRO

Numa carta enviada ao presidente da AL, José Pereira Coutinho deixa fortes críticas à sessão em que Ho Iat Seng deu uma “bronca” a Sulu Sou e acusa o próprio líder do hemiciclo de lançar um “ataque pessoal” contra o pró-democrata

7.8.2018 terça-feira

“O pagamento do salário nestas circunstâncias representa o mero cumprimento de um dever legal da Assembleia Legislativa e não um favor ou uma generosidade pessoal.”

“I

NADEQUADA, injusta e claramente para além do papel que está incumbido de cumprir”. É desta forma que o deputado José Pereira Coutinho define a “bronca” de Ho Iat Seng a Sulu Sou, quando o presidente da Assembleia Legislativa (AL) frisou no Plenário que o legislador tinha recebido sempre o salário, apesar de estar suspenso. Numa carta enviada na sexta-feira à AL, José Pereira Coutinho acusa Ho de ter cometido vários erros na condução do debate de 30 de Julho, sobre a lei da reunião e manifestação. Numa das discussões mais agressivas dos últimos anos, Ho Iat Seng criticou fortemente Sulu Sou, recordou ao deputado que lhe tinha sido pago o salário, apesar de estar suspenso, frisou que o legislador tinha criado trabalho extra para os funcionário da AL e terminou a pedir-lhe que fosse ler as regras do hemiciclo. Na origem da reprimenda esteve o facto de Sulu Sou ter sugerido que a lei voltasse

JOSÉ PEREIRA COUTINHO DEPUTADO

para a comissão de análise, após ter apresentado um requerimento rejeitado, na manhã do próprio dia, a sugerir que fosse o Chefe do Executivo a autorizar as manifestações, em vez do Corpo de Polícia de Segurança de Pública.

ATAQUES PESSOAIS

Agora, José Pereira Coutinho vem desconstruir os argumentos de Ho Iat Seng e apontar-lhe falhas na condução dos trabalhos: “Para

meu espanto [...] V. Exa., em vez de concentrar a sua intervenção em questões regimentais, e só nas questões regimentais, que deveriam ser discutidas, e afirmo isto com o maior respeito, interveio de forma inadequada, injusta e claramente para além do papel que está incumbido de cumprir”, começa por apontar. Depois, Coutinho concretiza as críticas: “O pagamento do salário nestas circunstâncias representa o

mero cumprimento de um dever legal da Assembleia Legislativa e não um favor ou uma generosidade pessoal”, sublinha. “Como é evidente, este assunto nada tem que ver com questões regimentais e com a proposta apresentada pelo deputado [Sulu] Sou Ka Hou. Lamento profundamente ter assistido, enquanto Deputado, a que um Presidente e vários colegas Deputados tenham optado por um ataque pessoal, injusto e

totalmente despropositado”, acrescenta.

CASO ÚNICO

Por outro lado, Coutinho aponta atitudes diferentes de Ho por ter dito em Plenário que a proposta de Sulu Sou, na manhã da votação, tinha obrigado os assessores jurídicos a trabalho extra: “Quantas e quantas vezes enquanto Deputado assisti aos trabalhos de assessores nos fins-de-semana. Nunca um Deputado deste hemiciclo

IDOSOS PEREIRA COUTINHO QUER ALTERAR DIPLOMA NO DIA DA VOTAÇÃO

O

tinha sido acusado de causar estes incómodos”, revelou. Ao mesmo tempo, Coutinho recusa o argumento de que Sulu Sou precisava do consentimento do Chefe do Executivo para apresentar a proposta em que as greves teriam de passar pelo responsável máximo da RAEM: “porque se trata de matéria de Direitos Fundamentais e atribuir uma competência ao Chefe do Executivo nesta sede não depende do seu consentimento”, justifica.

deputado José Pereira Coutinho enviou um pedido de alteração do regime de garantia dos direitos dos idosos, que será votado na especialidade hoje. De acordo com a carta enviada ao presidente da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng, o deputado pede que seja alterado um artigo do diploma, para que fique claro que o Governo também é respon-

sável pela protecção dos direitos dos idosos. Assim sendo, Pereira Coutinho propõe que o diploma passe a definir que “a defesa dos direitos e interesses dos idosos é da responsabilidade do Governo e de toda a sociedade”, bem como “o Governo e a sociedade devem valorizar a cultura de respeito pelos idosos, promover a sociedade intergeracional, bem

como apoiar a integração dos idosos na vida familiar e a sua participação em actividades sociais”. O deputado considera que, ao abrigo da lei, não tem de respeitar um prazo prévio para apresentar o pedido, pelo que pede que “seja distribuída cópia da minha proposta aos ilustres deputados para efeitos de análise e votação final global”. A.S.S.

Finalmente, o deputado ligado aATFPM contesta a interpretação da necessidade de apresentar propostas, mesmo que de forma oral, com cinco dias de antecedência, como foi a leitura de Ho Iat Seng, durante a reunião. Coutinho recorda mesmo que no passado houve várias situações contrárias a esta leitura: “faço recordar a Vossa Excelência, que no passado tantas e tantas vezes no decurso da votação normal na especialidade em Plenário foram feitas alterações aos articulados, sendo normal, a interrupção dos trabalhos por curto período de tempo para permitir acertar e proceder às devidas alterações e distribuir aos Deputados o texto escrito das alterações”, indicou. Anteriormente, também Sulu Sou tinha considerado a postura de Ho Iat Seng injusta, quando lhe foi recordado o pagamento do salário. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


política 5

terça-feira 7.8.2018

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ARBITRAGEM DEPUTADOS QUEREM ENTRADA FACILITADA PARA ÁRBITROS INTERNACIONAIS

Lei do livre arbítrio

Processos de entrada no território facilitados para árbitros internacionais e benefícios fiscais para quem recorra à arbitragem em Macau são algumas das sugestões dos deputados da comissão permanente, que começou ontem a analisar na especialidade a proposta de lei da arbitragem GCS

S deputados da 1ª comissão permanente estão preocupados com a celeridade da entrada de árbitros internacionais no território. A ideia foi deixada ontem, na primeira reunião de discussão na especialidade do diploma que contou com a presença da secretária para Administração e Justiça, Sónia Chan. De acordo com o presidente da comissão, Ho Ion Sang, está em causa a demora no tratamento de todos os procedimentos caso seja exigido um vínculo laboral que requeira o pedido de contratação de TNR. “No futuro podem ser necessários árbitros de áreas específicas e pode ser preciso contratar peritos internacionais que têm de vir com urgência para Macau, sendo que pode ser difícil tratar dos procedimentos relativos ao visto de trabalho - TNR - a tempo”, referiu Ho. A demora neste tipo de procedimentos, “pode ser incompatível, com as necessidades da realidade”, disse. Para o deputados, o Governo deve tratar de agilizar a entrada destes profissionais, em especial porque se tratam de técnicos especializados. O Executivo apontou que esta é uma matéria que vai ser tratada com os serviços de migração e com a Direcção e Serviços para os Assuntos laborais (DSAL).

ATRACÇÃO EXTERNA

A comissão considera ainda que é importante avançar com políticas capazes de atrair pessoas do exterior para utilizar o sistema de arbitragem. Para o efeito, o Governo deve avançar com a criação de benefícios fiscais. “Se Macau quer ser um centro internacional de arbitragem tem de criar condições para atrair pessoas para que os processos sejam realizados no território e devemos ter politicas de benefícios fiscais”, disse Ho Ion Sang. De acordo com o presidente da 1ª comissão permanente, “O Governo está a pensar em ter regras especiais” e, para tal, vai ter em consideração os exemplos de Hong Kong e Singapura que já são centros internacionais de arbitragem reconhecidos. No entanto, e tratando-se de um assunto que tem de ver com a Direcção dos Serviços de Finanças,

Sónia Chan referiu que irá discutir essa possibilidade com o secretário Lionel Leong.

PROCESSO SUSPEITO

Outra das preocupações da comissão prende-se com a necessidade de atrair mais residentes para a resolução de conflitos através dos processos de arbitragem. A fraca adesão a este método pelos residentes do território está rela-

LEI DE TERRAS SEM DATA PREVISTA A secretária para Administração e Justiça, Sónia Chan, disse ontem que não há calendário para revisão da lei de terras. Questionada pelos jornalista acerca de uma possível revisão legislativa, deixou a possibilidade de ser dada mais informação com a ida do Chefe do Executivo, Chui Sai On, à As-

sembleia Legislativa na quinta-feira. Entretanto, a secretária referiu ainda que a elaboração da legislação complementar à lei que cria o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) está praticamente concluída. Quanto à proposta para disponibilizar algumas das fracções de alojamento temporário para serem

cionada com os baixos custos dos tribunais, apontou o Executivo. “Os custos relacionados com os tribunais são baixos e é por isso que as pessoas resolvem os seus conflitos aí e não nos centros de arbitragem”, explicou o deputado que preside à comissão. Por outro lado, há uma desconfiança no próprio processo e nos árbitros locais. “Como a sociedade de Macau é muito pe-

adquiridas pelos compradores das fracções autónomas do edifício em construção “Pearl Horizon”, Sónia Chan afirmou que a proposta se afigura como a mais viável e legalmente sustentada. O Executivo vai realizar a consulta pública sobre o regime das fracções de alojamento temporário este mês.

quena há desconfiança por parte da população de que possam existir relações entres os árbitros e as partes envolvidas e por isso não é um processo muito utilizado”, referiu Ho Ion Sang. Tratando-se de uma lei que pretende colocar Macau no mapa dos centros internacionais de arbitragem, à semelhança de Singapura e de Hong Kong, os deputados apontaram ainda ao Governo a necessidade de promover a formação profissional de pessoal a nível linguístico. Segundo Ho, Macau pretende ser uma plataforma de resolução de conflitos comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, pelo que é necessária uma aposta forte na formação de tradutores em chinês, português e inglês, “por ser uma língua internacional”. Neste momento, existem cinco centros de arbitragem em Macau que se vão manter depois de aprovação da

“No futuro podem ser necessários árbitros de áreas específicas e pode ser preciso contratar peritos internacionais que têm de vir com urgência para Macau, sendo que pode ser difícil tratar dos procedimentos relativos ao visto de trabalho TNR - a tempo.” HO ION SANG DEPUTADO

proposta de lei, garantiu o deputado, acrescentando que depois logo se vê se vai ser preciso melhorar”. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo


6 sociedade

7.8.2018 terça-feira

TIAGO ALCÂNTARA

de acolhimento em vias [de estar] sobrelotada, a gestão prisional enfrenta desafios diferentes e complicados”, pelo que o plano visa “melhor cumprir as atribuições legais conferidas, garantir a estabilidade da ordem prisional, com maior segurança para reclusos e trabalhadores”.

OPINIÕES DIVIDIDAS

Segundo a DSC, o plano visa “melhor cumprir as atribuições legais conferidas, garantir a estabilidade da ordem prisional, com maior segurança para reclusos e trabalhadores”.

A

instalação de câmaras de vigilância no interior de celas prisionais granjeou uma “opinião preliminar” positiva por parte do GPDP, mas ainda falta a autorização para o tratamento de dados sensíveis para o plano avançar. O pedido para o efeito ainda não foi efectuado, até porque o plano concreto relativo à instalação de câmaras está a ser elaborado, indicou a Direcção dos Serviços Correccionais (DSC) ao HM. “A DSC projecta solicitar a autorização para o ‘tratamento dos dados sensíveis’ junto do Gabinete para a Protecção dos Dados Pessoais. Após a obtenção da respectiva autorização, irá iniciar, posteriormente, o projecto

SEGURANÇA INSTALAÇÃO DE CÂMARAS EM CELAS SEM DATA PARA ARRANCAR

A espera de carimbo `

Após a opinião preliminar favorável relativamente à instalação de câmaras no interior de celas prisionais, o Gabinete para a Protecção dos Dados Pessoais (GPDP) tem ainda de autorizar o tratamento de dados sensíveis da instalação de câmaras de videovigilância nas celas especiais, cujos pormenores ainda se encontram na fase de concepção”. Na mesma resposta, a DSC indicou ter já elaborado “um conjunto de mecanismos e instruções

de serviço para a gravação, conservação, transmissão e destruição dos dados da videovigilância no sentido de garantir a segurança dos dados pessoais” em conformidade com as disposições da Lei da Protecção dos Dados Pessoais. O plano

Canídromo Doze galgos esterilizados com sucesso O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) adiantou ontem, através de um comunicado, que na passada sexta-feira e sábado foram esterilizados 12 galgos que “apresentam bom estado de recuperação”. Além disso, “nos últimos dias, nas consultas de acompanhamento, [os profissionais do IACM] verificaram que alguns galgos estavam com doença periodontal, trau-

ma de pele, artrite e outros sintomas”. Como tal, 40 animais “estão a receber tratamento veterinário devido a feridas antigas, gestão da criação e ambiente da criação”. Apesar dos problemas detectados, “a situação da vida e saúde dos galgos no Canídromo foi considerada normal e o ambiente de criação do local corresponde às respectivas normas previstas na Lei de Protecção dos Animais”.

vai ser concretizado “por fases”, “conforme o orçamento”, indicou o mesmo organismo, sem facultar, porém, mais detalhes, nomeadamente em relação à data prevista de entrada em funcionamento das câmaras.

Actualmente, o Estabelecimento Prisional de Coloane tem câmaras apenas em recintos para actividades e áreas comuns dos reclusos. A intenção do Governo passa por colocar câmaras no interior de “celas especiais”, como sejam as de recém-entrados, nas da enfermaria ou nas disciplinares, as quais vão gravar apenas imagem – e não som. A DSC não referiu, porém, quantas câmaras pretende colocar ou quantas pessoas serão potencialmente abrangidas pela medida justificada com motivos de segurança. “Nos últimos anos, a par do crescimento constante da população prisional do Estabelecimento Prisional de Coloane, com a capacidade

A DSC justifica a medida com a “necessidade de vigilância reforçada e contínua de certos reclusos” como “recém-entrados, muitas vezes, com instabilidade emocional e alto grau de risco de suicídio; doentes que necessitam de cuidado persistente; ou agressivos”. Um argumento que Connie Kuo Shih-ya, professora no Departamento de Sociologia da Universidade de Macau, entende ser “razoável”. A especialista em justiça penal reconhece que a medida belisca o direito à privacidade dos reclusos, mas defende que valores mais altos se levantam. “Quando os benefícios [da medida], como o bem-estar dos próprios reclusos e dos guardas prisionais, por exemplo, são maiores do que os custos, a privacidade pessoal pode ser proporcionalmente diminuída”, sustentou ao HM. A medida está, contudo, longe de ser consensual, tanto na forma como do ponto de vista do conteúdo. Em declarações recentes ao HM, o advogado Frederico Rato afirmou não reconhecer à DSC ou ao GPDP competências para introduzirem no sistema jurídico de Macau restrições a liberdades constitucionalmente consagradas, numa referência ao direito à dignidade humana e à reserva da intimidade da vida privada, previstos na Lei Básica. Na sua perspectiva, as restrições só serão possíveis desde que sejam legais, o que significa que têm de ser objecto de lei, sendo as competências legislativas do Governo ou da Assembleia Legislativa. Pedro Leal, por seu turno, vê a instalação de câmaras dentro de celas prisionais como “desnecessária” e até como “um pouco exagero”. “Nem percebo como é que o GPDP deu parecer positivo a uma coisa dessas”, apontou o advogado. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo


sociedade 7

terça-feira 7.8.2018

DIVÓRCIOS MÉDIA RECORDE DE QUATRO SEPARAÇÕES POR DIA NO ANO PASSADO

Até que algo vos separe

É

O número mais elevado de sempre ou, pelo menos, desde que há registos disponíveis: 1.479 casais divorciaram-se ao longo do ano passado, o que perfaz uma média de 123 por mês ou de quatro por dia. De acordo com dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), nove em cada dez separações tiveram lugar por mútuo consentimento. Os dados reflectem uma tendência quase ininterrupta de subida. Só para se ter uma ideia, segundo as estatísticas disponíveis no portal da DSEC, que permitem ir até 1990, foram contabilizados, nesse ano, 95 divórcios, os quais ascen-

Macau registou, no ano passado, 1.479 divórcios, o número mais elevado pelo menos desde 1990 deriam a 369 uma década depois. Já em 2005 registaram-se 573, com a barreira do milhar a ser galgada em 2012, ano em que as separações totalizaram 1.147. De 2000 a 2017 sinalizaram-se apenas três descidas anuais: uma em

Taxa de divórcios por mil habitantes foi de 2,3 em 2017 contra 0,9 em 2000

2001 (menos 21 divórcios), outra em 2008 (menos 26) e, por fim, em 2015 (menos 140). De resto, os números nunca pararam de crescer, com a taxa de divórcios por mil habitantes a atingir 2,3 no ano passado.

DEZ CASAMENTOS POR DIA

Distinto cenário verifica-se no caso dos casamentos, com os dados a reflectirem uma oscilação mais frequente. O ano recorde foi o de 2013 com a marca de 4.153 casamentos, isto é, mais do triplo comparativamente ao ano de 2000. No ano de 1970, até onde vão os registos disponibilizados no portal da DSEC, foram 116. No ano passado, foram celebrados 3.883 matrimónios, ou seja, uma média de 323 por mês ou mais de 10 por dia. O número reflecte ainda assim uma ligeira diminuição do número de casais que deram o nó (menos oito em relação ao ano imediatamente anterior), colocando a taxa de casamentos por mil habitantes em 6 – contra 2,8 no ano 2000. Segundo estatísticas da DSEC, no ano passado, a mediana da idade do primeiro casamento dos homens correspondeu a 28,8 anos, enquanto no caso das mulheres foi de 27,5 anos. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo

Na sala de espera Academia Médica vai ser criada em breve

A

Academ i a Médica, que vai funcionar como uma subunidade dos Serviços de Saúde, será estabelecida em breve. A garantia foi dada ontem pelo director dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion, que deu conta de que o projecto de regulamento administrativo de alteração à lei orgânica dos Serviços de Saúde está a ser ultimado para ser submetido ao Conselho Executivo. O director dos Serviços de Saúde não facultou, porém, uma data em concreto para o arranque da instituição que dedicar-se-á à formação, unificando critérios entre o sector público e o privado. “Seja onde for a base de formação, os critérios devem ser todos iguais”, sublinhou o subdirector dos Serviços de Saúde, Kuok Cheong U, numa conferência de imprensa convocada para esclarecer preocupações relativamente à Academia Médica e ao recém-apresentado Regime Legal da Qualificação e Inscrição para o Exercício de Actividade dos Profissionais de Saúde, o qual vai seguir para a Assembleia Legislativa. A Academia Médica terá como principal função fiscalizar e coordenar a formação de médicos especialistas. “De acordo com a capacidade de cada base de formação, [a Academia] vai enviar os estagiários de médicos especializados”, explicou o mesmo responsável. Os três hospitais, os centros de saúde e, futuramente, o Complexo Hospitalar das Ilhas, podem servir como base de formação, estando também aberta a possibilidade de unidades estrangeiras se juntarem à lista. A Academia Médica também vai reforçar

a formação contínua, exigida a todos os médicos especializados no futuro sob pena de não poderem renovar a respectiva licença. “A formação contínua é muito importante”, sustentou Kuok Cheong U, referindo-se à actualização de conhecimentos e técnicas do ponto de vista da medicina, mas também do das próprias tecnologias que estão ao serviço dela. Após a criação da Academia Médica, que também será responsável por definir e publicar formação especializada, provas e critérios de acreditação de qualificação, proceder-se-á ao recrutamento dos primeiros formadores. “Temos de ter académicos qualificados para que, no futuro, forneçam formação aos candidatos indiferentemente da base da formação”, realçou. À luz dos critérios delineados podem ser médicos especialistas de hospitais locais médicos do sector privado que já exerceram funções hospitalares ou que obtiveram qualificação de médico especialista no estrangeiro. Os médicos que actualmente estão em formação especializada no hospital podem simplesmente fazer a transição para o novo sistema de formação, completando o período em falta. Já os que tenham concluído mestrado ou doutoramento clínico a tempo inteiro devem inscrever-se na formação especializada da Academia Médica, mas podem, após a admissão, solicitar o reconhecimento desse período e beneficiar de uma redução na formação da especialização. D.M.


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7.8.2018 terรงa-feira


sociedade 9

Crime AMCM lança alerta sobre moedas virtuais

TIAGO ALCÂNTARA

terça-feira 7.8.2018

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) lançou um novo alerta sobre as moedas virtuais, como a bitcoin, na sequência do alegado caso de fraude que terá lesado cerca de 70 pessoas no território, entre as quais a Conselheira para as Comunidades Portuguesas, Rita Santos, e o filho Frederico Rosário. “A Autoridade Monetária de Macau alerta, de novo, que a moeda virtual é uma “mercadoria virtual”, ou seja, não é uma moeda legal, nem um instrumento financeiro, pelo que os residentes em geral devem ter cuidado com eventuais fraudes que essa moeda virtual possa envolver, ou mesmo com a possibilidade de serem implicados na prática de actividades criminosas”, realça a AMCM. “A AMCM tendo vindo a desenvolver uma cooperação estreita com a Polícia Judiciária no sentido de combater actividades financeiras ilegais, para além de ter, em várias ocasiões, alertado os residentes, através dos media, para a necessidade de terem cuidado com os riscos que tais práticas envolvem”, acrescentou.

Ensino superior Publicados diplomas complementares no Boletim Oficial

Foram publicados em Boletim Oficial (BO) os diplomas complementares ao regime do ensino superior, lei que foi implementada o ano passado. Um desses diplomas diz respeito à criação do Conselho do Ensino Superior, que terá carácter consultivo e que será presidido pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. O vice-presidente será o coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES). Cabe a este novo órgão “pronunciar-se sobre o desenvolvimento do ensino superior e a definição de políticas” e “emitir pareceres e fazer recomendações sobre os mecanismos de garantia da qualidade do ensino superior”, entre outros objectivos. Neste âmbito, foi também criado o Fundo do Ensino Superior, que de acordo com o despacho publicado em BO, “é uma pessoa colectiva de Direito público, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, e que funciona junto do GAES”. Além da implementação do Estatuto do Ensino Superior, foi também estabelecido o regime de avaliação, bem como o regime do sistema de créditos.

Economia Criadas mais de 3.000 sociedades até Junho

Entre Janeiro e Junho foram constituídas 3.173 sociedades, número que traduz um aumento de 17,5 por cento (ou mais 472) face ao primeiro semestre do ano passado, indicam dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Não obstante, o capital social global atingiu 456 milhões de patacas, reflectindo uma diminuição anual homóloga de 93,9 por cento. Em paralelo, nos primeiros seis meses do ano, foram dissolvidas 433 sociedades, cujo capital social total era de 167 milhões de patacas. Até ao final de Junho, Macau contava com 63.787 sociedades registadas, ou seja, ganhou mais 4.832 no intervalo de um ano.

JUSTIÇA TRIBUNAL DIZ QUE DSPA QUERIA CESL ÁSIA FORA DE CONCURSO

Afinal havia outra

O Tribunal de Última Instância deu razão à Direcção de Serviços e Protecção Ambiental num processo onde a CESL Ásia se queixou de ter sido prejudicada num concurso público referente à ETAR da Península de Macau

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Tribunal de Última Instância (TUI) deu como provado que o Governo queria as empresas do consórcio CESL Ásia, Indaqua e Tsing Hua Tong Fang fora do “próximo concurso público” para a modernização da ETAR da Península de Macau, mas recusa a ideia que esse próximo concurso tenha sido o de Agosto de 2016, que resultou no diferendo com a Cesl Asia. É esta a leitura do TUI, que recusou a ideia que a Direcção de Serviços e Protecção Ambiental (DSPA) tivesse prejudicado a CESL Ásia e demonstrado má-fé no concurso de 2016 de atribuição da operação e manutenção da ETAR da Península de Macau.

Em 2016, a DSPA atribuiu a operação e manutenção da ETAR ao consórcio BEWG-Waterleau, preterindo o consórcio CESL ÁSIA

As empresas sustentaram que terá havido má-fé contra si, por terem revelado as incapacidades de funcionamento da ETAR e por considerarem que os critérios do concurso foram feitos de forma a excluí-las

e Focus Aqua. As empresas que perderam levaram o caso para o tribunal e sustentaram que terá havido má-fé contra si, por terem revelado as incapacidades de funcionamento da ETAR, e por considerarem que os critérios do concurso foram feitos de forma a excluí-las. Confrontados com os factos, os juízes do TUI reconheceram que houve uma reunião entre as empresas CESL Ásia, Indaqua e Tsing Hua Tong Fang e um representante da DSPA, a 30 de Outubro de 2015, em que o Executivo pediu às companhias para não participarem no concurso público. Na base do pedido do Executivo esteve o facto da empresa Tong Fang ter participado no estudo de impacto ambiental da operação de melhoria da ETAR.

Porém, com base num documento sobre a reunião, o tribunal entendeu que o concurso em causa era o “próximo concurso público dos trabalhos de melhoria da ETAR de Macau, que será associado aos serviços de operação e manutenção para diversos anos” e não o concurso de 2016, que tinha como objecto “apenas a operação e manutenção da ETAR”, apesar deste último concurso ter sido o imediatamente a seguir à reunião.

SEM SUSTENTAÇÃO

Sobre o facto das empresas CESL ÁSIA e Focus Aqua argumentarem que foram prejudicadas por se terem tornado incómodas, “após terem revelado a incapacidade da ETAR”, o tribunal considerou que não tinham razão, nem que isso possa ser prova de falta de boa-fé. “Trata-se da afirmação pessoal e subjectiva das próprias recorrentes, que não nos convence, até porque, tal como já foi dito, a Administração baixou, no concurso público de 2016, a exigência quanto à capacidade de tratamento de águias residuais”, é justificado. “Mesmo existindo incómodo [por parte do Governo], não é suficiente para fundamentar a pretensão das recorrentes”, é acrescentado. João Santos Filipe

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10 eventos

7.8.2018 terça-feira

Sevilha aqui

MÚSICA THE BEATLES PARA BEBÉS NO CCM

DANÇA CENTRO DE EDUCAÇÃO ARTÍSTICA PROMOVE CURSOS DE FLAMENCO

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pequeno auditório do Centro Cultural de Macau vai receber um concerto dedicado aos temas clássicos dos britânicos The Beatles adaptados para bebés. Em palco vai estar o grupo espanhol La Petita Malumaluga constituído por quarto músicos que tocam violino, saxofone, violoncelo e percussão, acompanhados por uma bailarina. Durante o concerto, “o público é incentivado a dançar, bater palmas e a mover-se à sua vontade e a partilhar o palco ao som dos clássicos dos The Beatles”, refere a organização em comunicado oficial. La Petita Malumaluga é uma companhia “reconhecida internacionalmente que junta bailarinos e músicos de classe mundial em Barcelona”, refere a mesma fonte. Este ano, a banda foi nomeada para os Prémios Max em duas categorias: melhor desenho de luzes e melhor produção para crianças e famílias.

Já é possível aprender a dançar flamenco em Macau. A iniciativa é do Centro de Educação Artística Sino-elegância que promove cursos intensivos da dança que traduz para movimento a paixão da Andaluzia. A ideia foi da co-fundadora da entidade, Graça Kong

MÚSICA MIKIS THÉODORAKIS HOSPITALIZADO M dos mais célebres compositores gregos, Mikis Théodorakis, de 93 anos, foi hospitalizado após um ataque cardíaco, mas a sua vida está “fora de perigo imediato”, indicou ontem a agência noticiosa grega ANA. O autor da banda sonora do filme “Zorba, o grego” (1964) “foi transferido na sexta-feira para um hospital de Atenas após uma forte dor no peito e uma anomalia cardíaca”, anunciou a agência. Os médicos declararam que o compositor está “fora de perigo imediato”, mas precisaram manter a prudência devido à sua idade, segundo a mesma fonte. Conhecido em todo o mundo por ter composto a banda sonora daquele filme baseado no romance homónimo de Nikos Kazantzakis, Théodorakis é um compositor prolífico, que além de sinfonias e oratórios marcou e renovou a música popular da Grécia. É também considerado como uma figura emblemática da vida política grega: participou na resistência contra os nazis, foi militante comunista durante a guerra civil (1946-1949) e combateu a ditadura dos coronéis (1967-1974). Manifestou-se também contra a austeridade imposta à Grécia pelos credores devido à crise financeira desencadeada em 2010. Nascido na ilha de Quios, no mar Egeu, a 29 de Julho de 1925, estudou música em Atenas e em Paris.

ANGELES AGRELA

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D

UAS dezenas de galerias e obras de artistas como Adriana Molder, Pedro Cabrita Reis, Jean Dubuffet e Hanns Schimansky constam da primeira edição do Drawing Room Lisboa, a decorrer na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Outubro, anunciou a organização. O Drawing Room (salão de desenho) realiza-se na capital portuguesa, nos dias 10 a 14 de Outubro, depois de três edições em Madrid, com o objectivo de se afirmar como "marco da arte contemporânea". A directora artística da feira, a curadora Maria do Mar Fazenda, destaca a adesão de galerias portuguesas e estrangeiras à iniciativa,

Desenhos de Ou

Duas dezenas de galerias internacionais na Drawing Room Lis

como "sinal da recorrência do desenho, na prática artística”, e sublinha o número de projectos a solo, produzidos especificamente para o salão, ou de pequenas mostras colectivas, que "convocam o diálogo entre artistas, cruzando gerações e carreiras estabelecidas com nomes emergentes”. A aposta em projectos a solo e na reinvenção do desenho pelas novas gerações são aliás objectivos do certame, que, entre os cerca de

50 artistas representados, conta com Jorge Martins, Miguel Palma, Pedro A.H. Paixão, Cecília Costa, Emmanuel Lafont e José Bechara, além de Adriana Molder e Pedro Cabrita Reis.

EVENTO DA DIVERSIDADE

José Loureiro, Klaas Vanhee, Gonzalo Elvira, Hanns Schimansky, Laurina Paperina, Luís Nobre, Marcos Pires, Nuno Henrique, Paulo Lisboa, Pedro Gomes e Rui


eventos 11

terça-feira 7.8.2018

tão perto

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ESDE o início do ano em que Macau começaram os primeiros cursos de dança flamenca. A iniciativa do Centro de Educação Artística Sino-elegância tem como objectivo preencher uma lacuna, uma vez que não havia no território qualquer espaço dedicado a este tipo de dança. A ideia de abrir um espaço em Macau para aulas de flamenco partiu de Graça Kong, co-fundadora do centro. Depois de ter passado por Sevilha, há três anos, a também bailarina resolveu trazer para o território este estilo que considera "único". Tinha de 16 anos quando se "apaixonou” pela modalidade mas não tinha onde aprender, contou ao HM. "Voltei para Macau, falei com a minha professora, Vanessa Chan, e com alguns amigos e tivemos a ideia de convidar um bailarino profissional para colaborar com o centro e leccionar cursos de dança flamenca”, explica. Como tal, o ensino do flamenco está a cargo do consultor Rico Cheung, bailarino sénior de Hong Kong Dance Company.

MISTURA EMOCIONAL

Para a responsável o interesse pelo flamenco é óbvio e responde a necessidades do quotidiano porque é “um meio para aliviar o stress e expressar sensações e emoções”, diz. Mas, particularmente, porque não é uma dança associada apenas a um tipo de sentimento. Para se dançar flamenco é necessário juntar a tristeza à alegria e é esta mistura que o torna “único”, acrescenta a bailarina que tem passado pela dança tradicional chinesa, pelo ballet e pela dança contemporânea. Segundo Kok, a ambivalência de sentimentos do flamenco estará associada à sua origem cigana. Mas, além da emoção, é ainda uma forma de “treinar a concentração e a coordenação do corpo”, explica. “A dança flamenca consiste nos diferentes ‘compás’ (estilos rítmicos), palmas ritmadas e movimentos de dança básicos”, acrescenta. Entre o leque de movimentos usados nas coreografias não é exi-

sboa

Moreira são outros artistas seleccionados para o certame que, segundo a organização, se caracteriza “tanto pela diversidade geracional como de nacionalidades”. A direcção da Drawing Room Lisboa conta ainda com a historiadora de arte Mónica Álvarez Careaga, responsável pelo comissariado de projectos na Arco Madrid e na Swab Barcelona, entre outras grandes exposições de arte contemporânea.

Paper Positions, em Berlim, ou a Art on paper, em Bruxelas. Das actividades paralelas, a desenvolver em Lisboa, constam uma exposição que dará a conhecer o núcleo de desenho da colecção de arte contemporânea da Fundação PT-Altice, com curadoria de Mónica Álvarez Careaga e Mónica Constantino, um programa de conversas sobre coleccionismo do desenho contemporâneo, e uma iniciativa intitulada "Millennium talks”, apoiada pela Fundação Millennium Bcp. Nos três primeiros dias, de 10 a 13 de Outubro, a Drawing Room Lisboa estará aberta das 14h às 21h. No último dia, domingo, 14 de Outubro, funcionará das 12h às 18h.

PARA TODOS

Estes são factores que tornam a dança flamenca adequada para todos independentemente da experiência. Aliás, aqui o menos pode ser mais. De acordo com Kong, "quem não tem qualquer formação em nenhum tipo de dança às vezes tem mais facilidade em aprender flamenco porque ainda não tem nenhum vício de movimento ou postura", explica a bailarina.

“Para se dançar flamenco é necessário juntar a tristeza à alegria e é esta mistura que o torna único.” GRAÇA KONG O cursos estão abertos a todos, apenas com um único requisito de participação: os participantes precisam de ter mais de 16 anos de idade. Os cursos do Centro de Educação Artística Sino-elegância têm a duração de dois meses e são leccionados aos sábados. A segunda edição está a decorrer neste momento e a próxima está agendada para 15 de Setembro. Mas, como tudo, é necessário dar continuidade à formação. Aprender a dançar exige alguma constância na prática, refere Graça Kong, até porque "não se pode aprender com uma ou duas aulas”, diz. Apesar das dificuldades iniciais que a responsável atribui à falta de conhecimento por parte da população, neste momento as aulas já têm um número de estudantes que permite a sua manutenção, estando abertas a mais participantes. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

PEDRO A. H. PAIXÃO

utubro

A directora artística, Maria do Mar Fazenda, curadora independente e investigadora no Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa, tem trabalhado com instituições como o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, a Fundação Carmona e Costa e o Atelier-Museu Júlio Pomar, e, entre os projectos curatoriais mais recentes, conta com exposições individuais de Miguel Ângelo Rocha e Sérgio Taborda. Segundo a organização da Drawing Room Lisboa, o certame acompanha a tendência de feiras de arte especializadas no desenho que têm surgido nas principais capitais europeias, entre as quais a Drawing Now, em Paris, a

gido um alto nível de flexibilidade. Aliás, na opinião da bailarina o mais importante é “o nível de coordenação do corpo e o espírito, a sensação na alma”.


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7.8.2018 terça-feira

COMÉRCIO CONSULTORA PORTUGUESA LEVA EMPRESAS À CHINA

ECONOMIA PEQUIM TENTA PARAR ESPECULAÇÃO FACE A DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL

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Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), consultora com sede no Porto, organiza em Setembro uma visita de negócios a três cidades chinesas, no âmbito do projecto da Comissão Europeia ENRICH. O “ENRICH Matchmaking and Innovation Tour to China” decorre entre 13 e 21 de Setembro e visa “abrir oportunidades de negócio, investigação e cooperação em inovação” entre entidades europeias e chinesas, segundo o comunicado da SPI. A agenda inclui visitas a Pequim, Tianjin (cidade portuária do norte da China) e Chengdu, a capital da província de Sichuan, sudoeste do país, onde os participantes estabelecerão contacto com empresas, institutos de investigação, universidades ou parques científicos locais. A SPI foi a consultora escolhida pela Comissão Europeia para coordenar o Centro de Excelência ENRICH (European Network of Research and Innovation of Centres and Hubs, China), plataforma que apoia empresas tecnológicas europeias no mercado chinês. O ENRICH, financiado no âmbito do “Horizonte 2020”, oferece consultadoria, colaboração e treino especializado para empresas e organizações de investigação europeias. O “Horizonte 2020” é o maior programa público de apoio à investigação e à inovação do mundo, com um orçamento de quase 80 mil milhões de euros.

Travagem brusca

A China reforçou o controlo sobre a negociação da sua moeda, o yuan, visando dissuadir a especulação, após um abrupto declínio face ao dólar norte-americano, suscitado pelas disputas comerciais entre Pequim e Washington

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banco do povo chinês (banco central) anunciou que a partir de ontem os bancos terão de ter um depósito de 20 por cento para contratos de compra ou venda de yuan no futuro. A medida aumenta os custos de apostar na desvalorização do yuan, visando travar a negociação especulativa. Na sexta-feira passada, a moeda chinesa chegou a cair 0,7 por cento, face ao dólar norte-americano, atingindo o valor mais baixo desde maio de 2017. Desde o início de Fevereiro, o yuan caiu já cerca de 8 por cento face ao dólar. A queda apoia os exportadores chineses face à subidas das taxas alfandegárias nos EUA, ao reduzir o preço dos seus bens na moeda norte-americana, mas encoraja os investidores a tirar dinheiro da China, levando

a um aumento nos custos de financiamento de outras indústrias domésticas. As crescentes fricções comerciais com Washington sugerem que Pequim continuará a desvalorizar a sua moeda. Analistas afirmam que a desvalorização tem sido suscitada também pelo abrandamento do ritmo de crescimento da economia chinesa e as diferentes direcções das taxas de juro nos EUA e na China. No mês passado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, impôs taxas alfandegárias de 25 por cento sobre 34 mil milhões de dólares (mais de 29 mil milhões de euros) de importações oriundas da China, contra o que considera serem “tácticas predatórias” por parte de Pequim, que visam o desenvolvimento do seu sector tecnológico. Pequim retaliou aquelas medidas, levando Trump a ameaçar

penalizar mais 200 mil milhões de dólares (173 mil milhões euros) de produtos chineses. A liderança chinesa tem tentado manter os seus planos de desenvolvimento económico a longo prazo, resistindo à exigência de Trump para que altere as suas políticas para a tecnologia, que outros governos acusam de violar os compromissos da China com a abertura do seu mercado.

MOEDA ISOLADA

Jingyi Pan, analista na IG Asia, empresa líder nas transacções de derivados, afirma que o banco central chinês tem sido “muito tolerante” face à desvalorização do yuan, mas que as últimas medidas “sugerem preocupações com a fuga de capital”. Pequim impôs medidas semelhantes em Outubro de 2015, após uma mudança no

Alcatraz 2.0

Bangladesh deve reinstalar rohingyas devido a risco de catástrofe

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organização Human Rights Watch (HRW) defendeu ontem que o Governo do Bangladesh deve reinstalar os refugiados rohingya em locais mais seguros, dado que mais de 200.000 enfrentam o risco de catástrofe devido às monções. As Nações Unidas estimam que cerca de 215.000 pessoas que se encontram no que é o maior campo de refugiados do mundo, o

de Kutupalong-Balukhali, enfrentam o risco de inundações e deslizamento de terras e que para 44.000 delas esse risco é muito alto. Num relatório intitulado “’O Bangladesh não é o meu país’: a situação dos refugiados rohingya da Birmânia”, divulgado ontem, a HRW defende a reinstalação dos refugiados rohingya “em campos mais pequenos, menos densamente povoados, em terreno plano, acessível

e próximo” do mega campo onde estão actualmente. Sendo a densidade recomendada nos campos de refugiados de quatro metros quadrados por pessoa, o de Kutupalong-Balukhali conta com uma média de um metro quadrado por pessoa, o que aumenta em muito os riscos de “doenças transmissíveis, incêndios, tensões na comunidade e violência

doméstica e sexual”, segundo um comunicado da organização de defesa dos direitos humanos. O relatório é divulgado quando está prestes a cumprir-se um ano do início da crise que obrigou milhares de muçulmanos rohingya a fugirem da Birmânia para o vizinho Bangladesh. A campanha de repressão do exército birmanês contra

mecanismo da taxa de câmbio ter levado os mercados a apostar na queda do yuan. A moeda estabilizou temporariamente, mas desvalorizou no ano seguinte. Tornar a aposta na queda do yuan mais difícil “não isola [a moeda] da guerra cambial”, afirma em relatório Philip Wee e Eugene Leow, do banco de Singapura DBS Group. A eficácia dos novos controlos deverá ser limitada, segundo analistas, face às diferentes tendências nas taxas de juro na China e EUA. A Reserva Federal norte-americana está a aumentar as taxas de juro, enquanto Pequim tem impulsionado o acesso ao crédito, visando estimular o crescimento económico. Isto encoraja os investidores a converter o dinheiro em dólares, visando obter maiores lucros.

os rohingyas, iniciada a 25 de Agosto de 2017, já foi classificada pela ONU como uma limpeza étnica. “O Bangladesh devia registar os rohingyas como refugiados, garantir educação e cuidados de saúde adequados e deixá-los procurar meios de subsistência fora do campo”, adiantou. Face à pressão internacional, a Birmânia e o Bangladesh estabeleceram em Novembro um acordo para o regresso dos rohingyas, mas o processo de repatriamento ainda não começou mais de sete meses depois da data prevista para o início dos regressos. Em resposta a uma

carta da HRW, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh disse que o Governo iniciará em breve a reinstalação de 100.000 rohingyas na ilha de Bhasan Char, que a organização de defesa dos direitos humanos considera não parecer adequada para o efeito. Além de lembrar que “especialistas preveem que Bhasan Char pode ficar completamente submersa no caso de um forte ciclone durante a maré alta”, a HRW assinala que na ilha deverá ser limitado o acesso à educação e aos cuidados de saúde e poucas as oportunidades de autossuficiência para os refugiados.


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terça-feira 7.8.2018

O Governo chinês pediu ao Clube de Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong o cancelamento de um evento com um activista pró-independência, o que o último governador britânico considerou um acto de censura

HONG KONG PEQUIM CONTRA EVENTO DE IMPRENSA, EX-GOVERNADOR FALA EM CENSURA

Olha quem não fala lei básica local, goza de liberdade de expressão e poder judicial independente.

ESPALHAR FALÁCIAS

A liberdade de expressão é “um dos pilares de uma sociedade aberta que vive no Estado de Direito” e era garantida pelo acordo sino-britânico, lembrou Patten.

“Sempre me opus à ideia de defender a independência de Hong Kong”, disse, embora sempre tenha apoiado “as liberdades locais e a autonomia ao mesmo tempo.” “Não é justo que Pequim se envolva em questões que deviam ser decididas por Hong Kong”, acrescentou. Num comunicado divulgado na sexta-feira, o Ministério advertiu

que se “opõe a qualquer força externa que forneça aos elementos da ‘independência de Hong Kong’ uma plataforma para espalhar falácias”. Em 17 Julho passado, o Governo de Hong Kong iniciou um processo para ilegalizar o Partido Nacional, fundado em Março de 2016, por considerar estar em

perigo a segurança nacional. Na altura, um investigador da organização não-governamental Amnistia Internacional Patrick Poon considerou que a tentativa de banir aquele partido “soa o alarme sobre o que o Governo tentará restringir de uma próxima vez em nome da segurança nacional”.

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UMA mensagem enviada à agência noticiosa France-Presse (AFP, o último governador da antiga colónia britânica afirmou: “Não há motivo para censurar as pessoas só porque não gostamos do que elas têm a dizer”. Andy Chan, líder do Partido Nacional, em campanha pela independência da região administrativa especial de Hong Kong, foi convidado a discursar no histórico clube de imprensa, que regularmente convida personalidades para realizarem conferências abertas a membros e órgãos de comunicação. No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês pediu ao FCC para cancelar o evento, indicou a AFP. Este pedido, o primeiro deste tipo desde 1997, data da transferência de soberania do Reino Unido para a China, surge numa altura em que Pequim continua a reforçar o domínio sobre a antiga colónia que, ao abrigo da

Este pedido, o primeiro deste tipo desde 1997, surge numa altura em que Pequim continua a reforçar o domínio sobre a antiga colónia que, ao abrigo da lei básica local, goza de liberdade de expressão e poder judicial independente.

Região

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Japão voltou ontem a apelar para o fim das armas nucleares, no 73.º aniversário do bombardeamento atómico de Hiroshima, num clima entre o ressurgimento mundial do nacionalismo e a esperança da desnuclearização da Coreia do Norte. “Se a humanidade esquecer a história ou parar de a confrontar, ainda poderemos cometer um erro terrível, e é exactamente por isso que temos de continuar a falar sobre Hiroshima”, declarou o presidente da câmara, Kazumi Matsui. O Parque Memorial da Paz, em Hiroshima, voltou a ser palco de uma cerimónia de homenagem às vítimas do

A mais dura lição Japão pede fim de armas nucleares no 73.º aniversário de Hiroshima

primeiro bombardeamento atómico mundial, a 6 de Agosto de 1945, que matou 140.000 pessoas. “Certos países proclamam descaradamente o nacionalismo (...) e estão a modernizar os seus arsenais nucleares, reacendendo as tensões que haviam diminuído com o fim da Guerra Fria”, lamentou Matsui, sem identificar os países. No ano passado, o Japão preferiu não assinar um tratado de proibição de armas nuclea-

res, adoptado pela ONU, apontando a ingenuidade do texto e alinhando-se com as potências nucleares que invocavam a ameaça norte-coreana. Ontem, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que, “nos últimos anos, ficou claro que existem diferenças entre os países sobre como proceder com a redução de armas nucleares”, mas assumiu a vontade do seu país em “trabalhar pacientemente para servir de ponte

entre os dois lados e liderar os esforços da comunidade internacional para a desnuclearização”, assumiu. Três dias depois da bomba nuclear que atingiu Hiroshima, causando 140 mil mortos, os Estados Unidos lançaram, a 9 de Agosto de 1945, uma segunda bomba atómica sobre Nagasaki, levando à capitulação do Japão e ao fim da Segunda Guerra Mundial. Em Março, o número total de “hibakusha” [sobreviventes] ascendia a 154.859, face aos 372.264 contabilizados em 1980. A idade média dos sobreviventes dos bombardeamentos nucleares de Hiroshima e Nagasaki é superior a 82 anos.

Laos Balanço oficial aponta para 31 mortos após desmoronamento de barragem

Um novo balanço oficial das autoridades do Laos aponta para pelo menos 31 mortos e 130 pessoas desaparecidas na sequência do desmoronamento de uma barragem a 23 de Julho. “Os socorristas encontraram novas vítimas ontem [domingo]. Neste momento foram encontrados 31 corpos e o número de desaparecidos é de 130”, disse no domingo o vice-governador da província de Attapeu, Ounla Xayasith, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP). As autoridades do Laos têm sido acusadas de minimizarem o número de vítimas. A água da barragem hidroeléctrica que desmoronou a 23 de Julho no Laos, onde centenas de pessoas continuam desaparecidas, chegou mesmo ao país vizinho Camboja, provocando fortes inundações e milhares de desalojados.


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STEWART LEES

EFIRO-Me à «Antologia de Autores Portugueses Contemporâneos», uma bela obra com prefácio de Eduardo Lourenço e posfácio de António Ramos Rosa da «Editora Tágide» Junho de 2004, abrindo assim o fruto do tempo onde cada poema é acompanhado com um desenho. Percorre-se assim o medieval “ciclo da flor” dos frutos, fazendo lembrar sempre Eugénio de Andrade: poetas-comensais exercitando o banquete mais bonito, cantando o fruto, tecendo o suco, vestidos de púrpura, polpa dura, verso tenso, inebriante, intenso. É um passar de folhas delicioso! Esta Antologia é dirigida por Gonçalo Salvado e Maria João Fernandes com capa de José de Guimarães, o mérito, esse, encontra-se defendido da praga das multidões. Vazamos cestas delas em cada alvorada de poema, e, é tanta a metáfora, o conceito, a curva, a cor... depois, o conjunto fica inexplicavelmente e sem dúvida sempre mais bonito. A temática faz crescer o fruto, ampliamos a sua fórmula e de tanto o descrever vem-nos um perfume quase cheiramos a página. É todo um universo que deixa melhor o outro vasto mundo, mesmo que não seja por ele visto, pois que há muitas coisas deixam melhoradas outras sem contudo se anunciarem. Foi o Fundão que apoiou esta edição, tão funda é esta Beira; certeza de saber que um chão que dá tais maravilhas é sem dúvida um solo abençoado. Quando entregámos a terra aos algozes ela deixou de produzir maravilhas, e, nunca me esquecerei que no litoral havia umas cerejeiras tristes que davam

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Basta, não posso mais, Mundo enganoso! Findaram para mim teus vãos prazeres. Amélia Vieira

Cerejas cerejas solitárias, a mesma faixa de chão que foi assassina do seu “verde pino” e não pode agora ser solo de boas coisas. É bom voltar à Beira no mês de Junho, a essa terra da Amália que dizia orgulhosa - nasci no tempo das Cerejas.Lembrar um velho gato que as adorava, retirando com as patas dezenas delas numa esfuziante manobra de cor e movimento, vê-las nos rostos das raparigas, rodar a sua circular forma na boca até produzir o líquido rosa das delícias. É bom saber deste momento. As Cerejas são autênticas declarações de amor. Portugal é o país com as melhores cerejas do mundo, e não há nos seus campos a maldição dos incêndios, todo o reduto de um paraíso tem os seus dragões à

Vazamos cestas delas em cada alvorada de poema, e, é tanta a metáfora, o conceito, a curva, a cor... depois, o conjunto fica inexplicavelmente e sem dúvida sempre mais bonito

porta... aquela gente tem outros carreiros pois que fizeram um estranho pacto com o solo, e a pedra é dura, e a vida não menos dura, e nestes locais encontram-se as maravilhas. Creio ter sido uma Antologia temática bastante simples de elaborar, pois sem que reparemos, todos já tínhamos escrito sobre elas, e foi só ir àquela «Árvore da Vida» que é a dos versos, buscá-las para outro canteiro. Que ele há muito de metafórico no tema, e mais se lembra parábola do fruto da figueira, seja como for, o que aqui se deu foi demasiado bonito para esquecer. «Le temps des cerises» Comuna de Paris e seu advento socialista, transformámos a rosa em cereja e em todas as Primaveras ela se renova na memória de uma história comum “quand nous chanterons le temps des cerises et gai roussignot et merle moqueur seront tous en fête/mais il est bien court le temps des cerises/ c´est de ce temp lá que je garde au couer une plaie ouverture”. Destas saudades mantemos o desejo de um mundo renovado, pois que se saiba também não há revoluções fora do tempo primevo, e mesmo que os solos se tinjam de negro e calcinem as fontes e tudo fique sem nascentes, haverá cerejas e guardiões às portas dos seus campos como se fossem os últimos jardins. Cada uma é uma oferenda para pássaros e homens, para orelhas e grinaldas, para leitos enamorados, para esponsais em festa. Há quem faça curas de cerejas pois que se diz que limpa o sangue e o torna mais forte, temos no sangue a seiva da cereja. Tal como as manchas de sangue, a da cereja, são difíceis de sair, ninguém

comete crimes sem a denúncia do seu rasto e ninguém as saboreia sem que o saibamos. Ficam timbradas em nós. A metamorfose da flor é um encantamento tão grande que todos os versos são apenas flor pois se cada poema se comesse, uma deriva de súbita transformação nos mudaria o plano. Há quem tivesse na poesia portuguesa sugerido isso, e biblicamente há também a sugestão imposta pelo anjo «come o livro!» mas ficamos aquém do poema da vida. Talvez nos crescesse a Árvore nas veias e fôssemos grandes e arbóreos como nas histórias antigas onde havia comedores de pedras. Tinha escrito este simples poema quase juvenil e não hesitei em colocá-lo aqui que me parece algures desses míticos tempos :” quando andavas nos umbrais do tempo/ sabias a sal e a luar/ agora nem as cerejeiras consegues fazer florir com o sol do teu olhar.” Depois, alguém em outra página escreveu-me cereja “ Totalmente herética absolutamente hermética és a corrente eléctrica que subverte a métrica” e assim uma imensa alegria transforma os dias e a nossa natureza, unidos numa Cereja. Única. Absolutamente luzidia. Os Samurais de Henriques Manuel Bento Fialho: os samurais subiam às cerejeiras/ penduravam-se nos ramos até darem flor/ esmagavam as cerejas como quem quebra nozes/ no dorso da mão/ e besuntavam o corpo com o suco da polpa/ para ficarem mais perto do sangue. E quem te pôs na orelha essas cerejas, pastor? (José Gomes Ferreira) Agora é quase Verão, e para todos, as nossas Cerejas.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

terça-feira 7.8.2018

JOSÉ MALHOA, FESTEJANDO O S.MARTINHO

Máquina Lírica Paulo José Miranda

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EIXAR de fumar é deixar um vício ou um hábito, mas deixar de beber é deixar uma vida. Aquilo que muda, antes de mais, é o olhar ou a consciência. O nosso olhar ou a nossa consciência sobre tudo. Com o álcool há uma espécie de tempo presente que não passa, como se fosse sempre presente do indicativo. A experiência de beber bastante implica viver num presente do indicativo infinito, ou que tende para o infinito do presente. Deixar de beber não é o mesmo que nunca ter bebido. Beber, aqui, não o que a maioria das pessoas faz, que apanham uma ou outra bebedeira ao fim de semana ou de quando em quando. Beber, aqui, é um modo de viver que implica uma contínua procura de estancar o tempo. O tempo não passa, o tempo está estanque – enquanto se bebe e por isso mesmo se continua a beber, tentando fazer com que o tempo se mantenha assim parado – e depois dá um salto. A noção de tempo quando se bebe faz-se sentir em duas velocidades: presente do indicativo infinito; e saltos abruptos para um outro presente. É como, imagino, um dia se faça sentir as viagens no tempo. Há uma expressão

O álcool e o tempo portuguesa que também se podia apropriar a esta experiência: “estás aqui estás ali” (embora esta expressão esteja ligada a alguém ser projectado por outrem, aqui somos projectados pela interrupção do tempo, como se se tratasse de um filme cortado). Ora, quando se deixa de beber a experiência do tempo muda completamente. O tempo passa. Isto é, o tempo volta a passar, a fazer-se sentir, sem saltos. E os nossos passos no tempo também passam a não ter interrupções. Deixa de haver “brancas”. O tempo anda mesmo, e com ele, nós. E não há tempo para nada. Para nos habituarmos ao tempo a passar – e isto é mais difícil do que possa parecer –, é preciso entender que o tempo tem de ser ocupado na sua integralidade. A todo o tempo o tempo se faz sentir, contrariamente à experiência

de quem bebe. Para quem deixa de beber, inicialmente o tempo alarga. E neste alargamento passamos a ter a sensação de ter rejuvenescido, de ter novamente aquela idade em que há tempo para tudo. Fazemos coisas. Temos tempo para trabalhar, para ler, para ver filmes, para pensar. De certo modo, é como se nos tornássemos novos ricos do tempo. Assim que o novo rico do tempo deixa de beber, a primeira coisa que faz é não deixar fresta nenhuma de tempo aberta. Fecha todas as frechas de tempo. E um dos problemas que agora enfrenta – infinitamente menor se comparado com o anterior – é aprender a não esbanjar esse tempo que acaba de ganhar. Esbanjá-lo com excesso de trabalho, excesso de leituras, excesso de filmes, excesso de exercício. Este excesso só se fará sentir como

A experiência de beber bastante implica viver num presente do indicativo infinito, ou que tende para o infinito do presente. Deixar de beber não é o mesmo que nunca ter bebido.

excesso mais tarde, evidentemente, e se for mal usado. Por exemplo, excesso de trabalho em coisas que não são importantes para si mesmo, excesso de leituras que não lhe são importantes, etc.. Esta entrega ao excesso, ao esbanjamento do novo tempo que recebeu, deve-se a ele sentir cada entrega como se estivesse a recuperar o tempo perdido, a vida perdida. E se por um lado é isso mesmo, por outro a vida não foi perdida – embora o novo rico possa senti-lo assim – a vida foi apenas vivida de outra maneira. De outra maneira muito diferente. Mas seja como for, a verdade é que esse tempo está aí e ele terá de voltar a aprender a usá-lo. Pois o que inicialmente parece ser um ganho – e de facto é –, o voltar a sentir o tempo a passar e tê-lo à sua disposição, facilmente pode torna-se numa armadilha, sendo gasto em tarefas que vão causar mais angústia do que bem estar. Um beber contínuo causa um entorpecimento no modo como o tempo se faz sentir e com isso a angústia esbate-se, mesmo num uso menos efectivo do tempo. Mas ao deixar de beber o tempo revela-se como ele sempre foi: a nossa vida a passar, a passar, a passar.


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desporto 17

terça-feira 7.8.2018

Automobilismo Cartaz do Grande Prémio substituído

O cartaz do Grande Prémio de Macau foi substituído por um novo, depois da polémica à volta do design, como se pode ver na fotografia, com a data da semana passada. A primeira versão do design de 2018 gerou controvérsia, principalmente devido aos carros utilizados, que alguns designers consideraram serem semelhantes a imagens do ClipArt, ou seja, desenhos padrão que vêm com determinados programas de computador. Contudo, na altura, a Comissão do Grande Prémio limitou-se a pedir compreensão para a obra e a dizer que estava a apoiar o sector local, sem nunca querer identificar o autor, nem revelar quanto pagou. Agora, optou por mudar a imagens que tinha sido inicialmente instalada.

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ARA todos os efeitos, o sobrinho de Stanley Ho promete um ataque à Taça do Mundo FIA de Fórmula 3 condizente com a tradição do nome que carrega. “O Grande Prémio de Macau é sempre o nosso evento mais importante. Contem connosco”, disse Teddy Yip Jr ao HM, deixando uma promessa: “Nós teremos uma equipa de pilotos muito forte. Não posso dizer agora qual será, mas será com certeza uma das mais fortes equipas de pilotos que já tivemos.” A Theodore Racing irá novamente marcar presença no Circuito da Guia em parceria com a Prema Powerteam, a mesma equipa italiana por quem André Couto conduziu várias temporadas no início da sua carreira internacional nos monolugares. A parceria entre a Theodore Racing e a Prema Powerteam, que deu os primeiros passos em 2013, tem este ano sido sentida nos palcos europeus do automobilismo no Campeonato FIA de Fórmula 2, no Campeonato da Europa FIA de Fórmula 3 e ainda nos campeonatos italiano e germânico de Fórmula 4. Fundada nos anos 1970 por Teddy Yip Snr, a Theodore Racing foi presença assídua no Grande Prémio até 1992, regressando em estilo em 2013, vencendo a prova de Fórmula 3, quando esta comemorou a sua 30ª edição, com o inglês Alex Lynn. O sueco Felix Rosenqvist deu o oitavo triunfo no Grande Prémio à Theodore Racing em 2015, mas nos dois últimos anos a “equipa da casa” viu-se suplantada pelas rivais. Este ano, Yip Jr quer voltar às vitórias no território, apesar do próprio ad-

AUTOMOBILISMO TEDDY YIP JR QUER RECUPERAR O TÍTULO DA F3 DO GP

Na máxima força

A presença da Theodore Racing na 65ª edição do Grande Prémio de Macau é quase um dado adquirido. Contudo, em que moldes a equipa do empresário Teddy Yip Jr, filho de carismático Teddy Yip Sr, estará representada no Circuito da Guia ainda é uma incógnita mitir que às vezes “para vencer em Macau precisas mais que ter o melhor carro e o melhor piloto.” Este ano a Theodore Racing conta com um plantel de luxo na Fórmula 3 europeia, onde se inclui Mick Schumacher, o filho de Michael Schumacher e que há duas semanas venceu a sua primeira corrida na categoria, o estónio Ralf Aron, que subiu ao pódio em Macau em 2017, o neo-zelandês Marcus Armstrong, piloto da academia de jovens pilotos da Scuderia Ferrari, o russo Robert Shwartzman, apoiado pela SMP Racing do banqueiro russo Boris Rotenberg, e ainda a esperança chinesa GuanYu Zhou, também ele protegido pela casa de Maranello.

A ESPERANÇA CHINESA

GuanYu Zhou é pelo segundo ano consecutivo um dos pilotos da Theodore Racing na epopeia europeia e com quem Teddy Yip Jr não esconde que gostaria de contar em Novembro no Circuito da Guia. O piloto de 19 anos ainda não tem o bilhete para a RAEM, mas, em conversa com o HM, deixou claro que

“que o objectivo é regressar a Macau”. “Estou naturalmente em negociações, mas de momento a minha concentração está no Campeonato Europeu FIA de Fórmula 3 onde estou a lutar pelo título”, acrescentou o piloto. O oitavo classificado da prova do ano transacto gostou da sua primeira experiência entre nós, pois “correr em Macau é definitivamente um dos eventos especiais, o lugar perfeito para estar na temporada. É diferente das corridas normais do campeonato, já que todos vão para Macau para vencer porque é um evento singular.” Nunca houve um piloto chinês a vencer o Grande Prémio de Macau e o actual quarto clas-

“O Grande Prémio de Macau é sempre o nosso evento mais importante. Contem connosco.” TEDDY YIP JR THEODORE RACING

sificado no europeu de F3 sabe a importância que poderá ter se conseguir ser o primeiro. Todavia, o piloto natural de Xangai admite que Macau não é um circuito condescendente, apesar de se sentir cá quase como em casa. “Macau é perto da minha casa em Xangai, portanto costumo ter vários amigos que me vêm apoiar. O traçado do circuito é realmente difícil para os pilotos. É um dos circuitos mais difíceis que alguma vez corri, com a segunda secção, com muitas curvas, curvas cegas. Tens de estar muito confortável nesta pista e na primeira secção tens de travar para a Curva do Hotel Lisboa, que é muito irregular e fácil de bloquear as rodas”, afirma o jovem chinês. A 65ª edição do Grande Prémio de Macau será organizada de 15 a 18 de Novembro e os bilhetes para o público já se encontram disponíveis para venda. As listas de participantes deverão ser dadas a conhecer ao público no mês de Outubro, como é tradição. Sérgio Fonseca

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SPORTING BRUNO DE CARVALHO ADMITE ESTRATÉGIA NA SUBSTITUIÇÃO POR ERIK KURGY

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RUNO de Carvalho assumiu que a troca do seu nome pelo de Erik Kurgy na liderança da lista candidata às eleições do Sporting visa contornar a sua actual indisponibilidade, que espera ver ultrapassada até às eleições de 8 de Setembro. “Caros sportinguistas, todos continuarão a votar em mim na mesma, mas é tempo de jogar com as mesmas armas de quem neste momento governa o Sporting com sucessivos atropelos à Democracia, Lei, Estatutos e vontade dos Associados”, justifica o ex-presidente. Em explicação publicada na sua conta de Facebook, Bruno de Carvalho manifestou-se confiante: “A Lei vai colocar-nos novamente na lista, mas até lá não podemos desperdiçar todo o trabalho e esforço efectuados! Isto é uma acção de mobilização. Vamos jogar com as armas com que tentam derrubar-nos”. Bruno de Carvalho entende que “com a lei” e a ajuda dos sócios voltará a liderar o Sporting, pelo que pede, “a todos”, o “empenho e dedicação” que entende terem sido demonstrados até ao momento em favor do seu propósito. “Com a Lei e com a vossa ajuda, voltarei a estar à frente dos destinos do SCP. Peço-vos a todos empenho e dedicação como até agora, pois as listas serão entregues desta forma, para evitar serem rejeitadas, mas o candidato dia 8 de Setembro serei eu. Conto com todos vós. É momento de união e coesão entre todos pois somos #LeaisaoSporting”, concluiu. A recomposição da lista e a nova recolha de assinaturas impõe-se, adiantou a candidatura ‘Leais ao Sporting’, porque Bruno de Carvalho, Trindade Barros e Alexandre Godinho “podem não ver a sua condição de sócios reposta” antes de 8 de Agosto, data limite para apresentação de candidaturas.


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O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente EXPOSIÇÃO “ART IS PLAY” Grande Praça – MGM | Até 9/9

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AGUACEIROS

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EXPOSIÇÃO “AYIA” Casa Garden | Até 9/9 EXPOSIÇÃO “UNIVERSO” Armazém do Boi | Até 9/9 EXPOSIÇÃO “APROFUNDAR” Art Garden | Até 9/9 EXPOSIÇÃO “CHAPAS SÍNICAS” Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau | Até 7/8

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“MARC CHAGALL – LUZ E COR NO SUL DE FRANÇA” MAM | Até 26/8

Cineteatro

C I N E M A

CHRISTOPHER ROBIN SALA 1

DORAEMON THE MOVIE: NOBITA’S TREASURE ISLAND [A] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Kazuaki Imai 14.30, 16.30, 19.30

ALONG WITH THE GODS: THE LAST 49 DAYS [C] FALADO EM COREANO LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kim Yong-hwa Com; Ha Jung-woo, Ju Ji-hoon, Kim Hyang-gi, Don Lee 21.30 SALA 2

MISSION IMPOSSIBLE - FALLOUT [B]

Um filme de: Christopher McQuarrie Com: Tom Cruise, Henry Cavill, Simon Pegg, Rebecca Ferguson 14.30, 18.00, 21.00

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 29

UM FILME HOJE

ESQUECI-ME DA 33 ONU 3 6 7 4 2 9 5 8 1

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“LA GRANDE BELLEZZA” | PAOLO SORRENTINO

SALA 3

CHRISTOPHER ROBIN [A]

MISSION IMPOSSIBLE - FALLOUT [B] Um filme de: Christopher McQuarrie Com: Tom Cruise, Henry Cavill, Simon Pegg, Rebecca Ferguson 16.30

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Sexta-feira a ONU vai voltar a analisar a aplicação de uma convenção internacional ligada a questões dos direitos humanos e há vários adjectivos que se podem aplicar face à total ausência de relatórios de associações locais sobre matérias que implicam a vida de todos nós, tais como o acesso ao emprego, segurança social, igualdade de direitos básicos. É triste, lamentável e incompreensível que nenhuma, repito, nenhuma associação local tenha submetido um relatório que mostre o que, de facto, se está a passar em Macau com locais e com trabalhadores não residentes. A ONU tem para analisar apenas o relatório do Governo que afirma que está tudo bem e que tudo se faz de acordo com a lei. Não falo apenas de questões políticas e dos pedidos de maior democracia. Acrescento a falta de igualdade de acesso ao emprego, o facto de os não residentes continuarem a não ter acesso a muitos direitos, sem esquecer que o discurso político no hemiciclo é altamente discriminatório. Ninguém teve nada a dizer? Nem sequer a Associação Novo Macau o fez, talvez por ter atravessado muitas mudanças desde 2013 e o principal autor dos relatórios, Jason Chao, se encontrar no estrangeiro e sem a mesma disponibilidade. Esta foi uma oportunidade que se perdeu para contar à comunidade internacional algumas coisas que têm vindo a acontecer. Mais de 50 associações de Hong Kong, pelo contrário, expressaram a sua voz, incluindo instituições do ensino superior, algo que em Macau seria impensável, infelizmente. Andreia Sofia Silva

Ganhou o óscar para melhor filme estrangeiro em 2014. Arrecadou o Globo de Ouro e o BAFTA. “La Grande Bellezza” de Paolo Sorrentino tem pitadas da Dolce Vita de Fellini através de Jap Gambardella, um escritor que vive na sombra do seu único e famoso livro. A vida que leva é uma mistura trágico- cómica numa Roma de luxo e de festas, de aparências e futilidades. No 65º aniversário, Jap decide mudar o rumo das coisas, quer escrever outro livro e viajar em memórias. Roma, música, cinismo, crueza, citações de Dostoiévski e de Breton, são alguns dos ingredientes num filme de referência. Sofia Margarida Mota

Um filme de: Marc Forster Com: Ewan Mcgregor, Hauley Atwell, Bronte Carmichael 14.30, 19.30, 21.30

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


opinião 19

terça-feira 7.8.2018

FRANCISCO LOUÇÃ in Expresso

O perigo da imigração na Europa MIREAM SALAMEH

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medo tornou-se a arma política mais importante na Europa, e chegamos ao ponto em que a Áustria, na presidência do Conselho Europeu, realiza um exercício militar na fronteira com a Eslovénia para treinar como repelir imigrantes. Quando a selecção francesa desfilou em Paris, comemorando o Mundial, alguém lembrou que seria mais África do que o país da bandeira. Naturalmente, a diferença só importaria se se admitisse que a escolha dos jogadores se faz pela sua origem ou que esses imigrantes não fossem hoje cidadãos franceses de pleno direito. O ponto é este: a equipa da França desfilou como é, com africanos e caucasianos de várias origens. O mesmo se diria da Rússia, de Portugal ou de quase todas as outras selecções. Os imigrantes somos todos nós, no futebol como em toda a vida social. Roberto Savio, um jornalista italiano, escreveu recentemente sobre

estes paradoxos da imigração. No caso do seu país, as sondagens indicam que a percepção popular identifica uma presença de imigrantes formando um terço da população, quando não são mais de 10 por cento, dos quais só um terço muçulmanos, que são o alvo dos ataques mais violentos. Além desses dados, a chegada de imigrantes é cada vez mais reduzida: em 2018, até agora, foram 50 mil (mas mil já morreram no Mediterrâneo), em 2017 tinham sido 187 mil, mas em 2015 e 2016 tinham chegado por ano mais de um milhão de pessoas (1,328 e 1,260 milhões, respectivamente). Ou seja, o Governo com a extrema-direita instala-se precisamente quando a chegada de imigrantes é mais reduzida.

A equipa da França desfilou como é, com africanos e caucasianos de várias origens. O mesmo se diria da Rússia, de Portugal ou de quase todas as outras selecções. Os imigrantes somos todos nós, no futebol como em toda a vida social

O mesmo acontece na Alemanha. É precisamente quando os imigrantes já não chegam à fronteira que a extrema-direita ultrapassa o partido social-democrata e, nas próximas eleições na Baviera, pode alcançar a CSU. O diário da cidade, o “Suddeutsche Zeitung”, faz a conta: em Munique, a terceira cidade da Alemanha, com 1,4 milhões, só vivem 32 mil muçulmanos. Mas a pressão dos neofascistas desencadeou uma crise na coligação do Governo, ameaçando Merkel. O medo tornou-se a arma política mais importante na Europa, e chegamos ao ponto em que a Áustria, na presidência do Conselho Europeu, realiza um exercício militar na fronteira com a Eslovénia para treinar como repelir imigrantes. William Swing, o diplomata norte-americano que foi director da Organização Mundial de Migrações antes de António Vitorino, alertou para o efeito deste medo: ele pode matar. Do ponto de vista económico, Swing citava um estudo das Nações Unidas calculando que “só 3,5 por cento da população mundial são migrantes, mas produzem 9 por cento da riqueza total, o que é mais do que se tivessem ficado em casa”. Mas o medo é que manda na política que manda.


O invejoso, em vez de sentir prazer com o que possui, sofre com o que os outros têm. PALAVRA DO DIA

Bertrand Russell

Indonésia Sobe para 98 o número de mortos do sismo na ilha Lombok

As autoridades indonésias elevaram onte para 98 o número de mortes na sequência do sismo de magnitude 7 na ilha de Lombok, no domingo, e anunciaram o resgate de mais dois mil turistas. O sismo, com o epicentro a dez mil metros de profundidade, ocorreu uma semana após um outro abalo também na ilha turística de Lombok, que provocou 17 mortos e mais de 300 feridos. Sutopo Purwo Nugroho informou que a maioria das mortes foram causadas pelo desabamento de habitações, referindo ainda existirem centenas de feridos e danos em milhares de casas. Diversas fotos divulgadas nas redes sociais revelam escombros nas ruas de Lombok provocados pelo sismo que suscitou também cenas de pânico na ilha vizinha de Bali, no aeroporto internacional. “Houve tsunamis que entraram por terra com alturas de 10 a 13 centímetros. A altura máxima calculada é de meio metro”, já tinha assinalado em comunicado o porta-voz da agência. A 29 de Julho, 17 pessoas morreram e 355 ficaram feridas na sequência de um sismo de magnitude 6,4 e posteriores réplicas em Lombok, que danificou cerca de 1500 edifícios.

Diplomacia Irão diz que EUA, Arábia Saudita e Israel estão “isolados”

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Os dirigentes norte-americano, Donald Trump, saudita, Mohamed bin Salman, e israelita, Benjamin Netanyahu, “estão isolados” na sua oposição ao Irão, afirmou ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohamad Javad Zarif. “Hoje, o mundo inteiro declarou que já não acompanha a política americana contra o Irão”, afirmou Zarif num discurso, citado pela agência semioficial Isna. “Falem com quem quer que seja, onde quer que seja no mundo, e dir-vos-ão que Netanyahu, Trump e Salman [o príncipe herdeiro saudita] estão isolados, não o Irão”, acrescentou. Na véspera da imposição de novas sanções dos Estados Unidos ao Irão, consequência da retirada de Washington do acordo nuclear de 2015, Zarif reconheceu que o Irão atravessa um período difícil. “Naturalmente, a intimidação americana e as pressões políticas podem provocar perturbações, mas o facto é que, no mundo actual, a América está isolada”, disse o ministro iraniano. A Arábia Saudita e Israel, rivais do Irão, são dos únicos países a apoiar a restabelecimento das sanções norte-americanas. Os outros signatários do acordo – Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia – consideram que o Irão respeita os compromissos e prometeram salvar o acordo e garantir protecções económicas a Teerão.

terça-feira 7.8.2018

ITÁLIA PELO MENOS DOIS MORTOS E 60 A 70 FERIDOS NA EXPLOSÃO DE CAMIÃO

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O último prato Morreu Joël Robuchon, o ‘chef’ com mais estrelas Michelin

O

francês Joël Robuchon, o ‘chef’ com mais estrelas do guia Michelin no mundo, morreu hoje em Genebra, aos 73 anos, vítima de cancro, anunciaram ontem os serviços de assessoria do cozinheiro. Robuchon, que contava com 32 estrelas Michelin, tinha sido operado no ano passado a um tumor no pâncreas. O Guia Michelin de 2014 deu a classificação máxima ao “Robuchon ao Dôme” com a assinatura do chefe francês. Nascido em 1945 em Poitiers (no oeste de França), Robuchon recebeu várias distinções ao

longo da sua carreira, como o título de melhor cozinheiro do século por Gaul & Millau, em 1990. “O maior profissional que a cozinha francesa já teve. Um exemplo para as futuras gerações de ‘chefs’”, escreveu o chefe de cozinha do Palácio do Eliseu, Guillaume Gómez, na plataforma de microblogues Twitter. Aos 50 anos, depois de ver o seu restaurante “Joël Robuchon” ter sido nomeado como o melhor do mundo pelo International Herald Tribune, o ‘chef’ abandonou a cozinha do seu restaurante para se dedicar à transmissão de conhecimentos, participando em vários programas de televisão.

A sua intenção de tornar a cozinha mais acessível ao grande público foi alcançada através de programas como “Bon Appétit Bien Sûr”, em 2000, em que apresentava receitas simples e baratas todas as semanas, ou através de “Planète Gourmande”, a partir de 2011. As suas viagens pelo Japão e pelos bares de tapas em Espanha inspiraram-no para a criação de um novo conceito de restaurante, com um ambiente mais dinâmico e jovial, mas oferecendo produtos de grande qualidade, algo que se viria a materializar no “L’Atelier”, presente em vários países.

UE Pedidos de asilo descem 15 por cento nos primeiros 6 meses do ano O número de pedidos de asilo na União Europeia (UE) diminuiu 15 por cento na primeira metade de 2018, comparativamente com o mesmo período do ano anterior, segundo dados publicados ontem pelo Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo. De acordo com a agência europeia, nos primeiros seis meses do ano foram apresentados 301.390 pedidos de asilo no espaço comunitário, Suíça e Noruega, menos 15 por cento do que em igual período de 2017. Em Junho, segundo o relatório divulgado, foram apresentados 51.300 pedidos de asilo, menos 1.600 do que em Maio passado, sobre-

tudo de migrantes oriundos da Síria, Afeganistão, Iraque, Paquistão e Nigéria. A tendência de declínio dos números mantém-se, uma vez que no ano passado também já se havia registado uma descida de 43 por cento dos pedidos. Os dados demonstram ainda que aproximadamente 2,5 por cento dos migrantes que solicitam asilo comunitário são menores de idade não acompanhados. Apesar da descida do número de pedidos a aguardar uma decisão de primeira instância (3.000 menos do que em Maio), em finais de Junho os casos sem resposta continuavam a ser 420.238.

explosão ocorrida ontem numa autoestrada perto de Bolonha, no norte de Itália, fez pelo menos um morto e entre 60 a 70 feridos, segundo diferentes fontes dos serviços de emergência citadas por agências internacionais. O acidente envolveu um camião-cisterna, que explodiu, provocando um violento incêndio, segundo os bombeiros. Cerca das 16h locais (22h em Macau), um porta-voz dos bombeiros disse à imprensa que o incêndio já tinha sido extinto. Muitos dos feridos foram atingidos por estilhaços provocados pelo impacto da explosão em edifícios e outras estruturas nas imediações do local, uma autoestrada em Borgo Panigale, perto do aeroporto de Bolonha. Os bombeiros citados pela agência France-Presse estimam que 40 pessoas tenham ficado feridas, mas outras fontes avançam números mais elevados. Segundo a polícia de Bolonha, citada pela Associated Press, até 70 pessoas sofreram ferimentos e, segundo os serviços de emergência, citados pela EFE, 67 pessoas ficaram feridas, tendo sido tratadas a queimaduras de diferentes graus. Segundo a imprensa, o condutor do camião está desaparecido.As causas da explosão não são conhecidas.A agência italiana ANSA noticiou que a explosão se deu após um acidente envolvendo um camião que transportava substâncias inflamáveis. Outras fontes afirmam que o camião explodiu sem embater noutros veículos, quando passava por um ‘stand’ automóvel, desencadeando explosões em viaturas estacionadas, danificando uma ponte pedonal e abrindo uma cratera no piso da autoestrada.


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Hoje Macau 7 AGO 2018 #4108 by Jornal Hoje Macau - Issuu