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Ter para ler
Director carlos morais josé • terça-feira 7 de maio de 2013 • ANO XII • Nº 2845
períodos de chuva min 22 max 26 hum 80-95% • euro 10.2 baht 0.2 yuan 1.2
Venham mais cinco (séculos)
Malo clinic abre em pequim no dia 15 de junho
primeiro macau, depois toda a china última
ELEIÇões 2013
William Kuan é candidato à AL
“Harmonia não é censura” tiago alcântara
Mais um cadidato que se apresenta à corrida por uma vaga como deputado eleito pela via directa. William Kuan, empresário e presidente da Associação para o Jogo Responsável, acredita que “o actual ambiente de Macau ajuda os jovens a matar o seu desenvolvimento sustentável”. Em entrevista ao Hoje Macau, fala ainda de harmonia, uma palavra que não tem sido bem interpretada. centrais
recolha de lixo
CSR, ligada a Ao Man Long, vence nova concessão Página 2 pub
LA SCALA
Joseph Lau processa jornal de Hong Kong Página 3
Assuntos eleitorais
Jason Chao pede reforma e fala em credibilidade Página 4
Apreensão de cocaína
Como 50 quilos viajaram pelo mundo até Macau Página 5
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política
terça-feira 7.5.2013
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Recolha de lixo CSR vence concurso e continua contrato com Governo por mais dez anos
“Um novo marco na limpeza urbana” E a vencedora é: a CSR – Companhia de Sistema de Resíduos de Macau. A actual empresa de recolha de lixo vai continuar a operar em Macau por mais dez anos, depois de ter saído a ganhar num concurso que contou com mais quatro concorrentes. O fantasma da corrupção e de Ao Man Long continua a assombrar a CSR, mas o Governo assegura uma nova era Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
O
lixo do território vai continuar a ser recolhido pela Companhia de Sistemas de Resíduos de Macau (CSR) durante mais dez anos. A empresa – que esteve envolvida no escândalo de corrupção Ao Man Long – foi a vencedora do concurso público para o novo Contrato de Prestação de Serviços de Limpeza Urbana, Remoção e Transporte, que contava com outras quatro empresas. O anúncio foi ontem feito pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). O concurso público foi aberto em Dezembro, depois de uma terceira prorrogação do contrato entre Governo e CSR, e tinha como principais pontos a avaliar a experiência e tecnicidade das empresas e o valor da adjudicação, entre pontos como as garantias dadas aos trabalhadores. A CSR – que é a empresa que opera em Macau desde há mais de dez anos – foi a que obteve a pontuação mais alta. “Tendo concluído a avaliação das propostas de modo intensivo, a Comissão de Avaliação das Propostas seleccionou, finalmente, a CSR, que obteve a mais elevada pontuação após a avaliação geral, tendo as mais elevadas pontuações no Programa de Garantia dos Trabalhadores e na introdução de mais elementos amigos do ambiente nos serviços”, refere o comunicado da DSPA que anuncia a vencedora.
Apagar o passado
O organismo faz questão de ressalvar que a avaliação das propostas foi feita “de forma intensiva” e através de uma “plataforma de concorrência justa, imparcial, transparente, rigorosa e prudente”. Jus-
tificações que se presumem necessárias, quando a CSR é uma das empresas onde Ao Man Long, ex-secretário para as Obras Públicas e Macau condenado a 29 anos e meio de cadeia por corrupção, ainda detém acções. Outros três ex-administradores da CSR – entre eles, Frederico Nolasco
da Silva – foram também condenados por terem subornado o ex-secretário para que este garantisse a renovação de três contratos para a recolha de resíduos com a CSR. Ainda assim, a DSPA descarta qualquer problema ligado a estas situações e apelida de forma positiva mais
uma renovação de contrato com a CSR. “A adjudicação do contrato constitui um novo marco na prestação de serviços de limpeza urbana, recolha e transporte de resíduos de Macau durante os próximos dez anos.” Na altura do anúncio da abertura do concurso, o Executivo foi questionado sobre o facto de a CSR estar envolta em polémica e continuar a ser a preferida no concurso para a recolha de lixo. A DSPA, contudo, descartou o problema, assegurando que as situações de corrupção eram questões “encerradas” e que se exigia às “empresas concorrentes
que cumprissem o princípio da honestidade, imparcialidade e integridade”. Recorde-se, contudo, que no Caderno de Encargos apresentado pelo Executivo não há qualquer cláusula anti-corrupção. Nos pontos que avaliam as propostas remetidas pelas empresas a concurso estão o tempo de experiência - que a DSPA frisa terem de ser mais de dez anos – e os preços de adjudicação. A CSR foi a empresa que, das cinco, pediu o valor mais baixo – de 2,06 mil milhões. Recorde-se que a CSR competia, por exemplo, contra a Urbaser, subsidiária da
empresa portuguesa Suma, que garantiu ter tido uma avaliação muito positiva tanto no critério preço, como de currículo. Os representantes da empresa estavam confiantes, tendo apresentado ideias como a introdução de uma educação ambiental, inovações nos equipamentos (menos poluentes e ruidosos) e a instalação de mais ecopontos de reciclagem no território. Não foi, contudo, o suficiente. O novo contrato com a CSR vai entrar em vigor a partir de Julho, marcando uma jornada de mais dez anos da empresa a recolher os resíduos de Macau.
O que a CSR terá de cumprir O Governo emitiu ontem um comunicado onde garante que os novos serviços de limpeza de lixo terão novas regras que “se coadunam com o desenvolvimento sustentável de Macau”. O novo contrato, com a CSR, terá de cumprir as seguintes cláusulas: • Expansão das redes de reciclagem • Ser sujeito a novo regime de avaliação de serviços • Contratação de todos os trabalhadores efectivos residentes de Macau que prestam serviços actualmente • Optar por produtos com eficiência ambiental • Instalação de dispositivos que diminuam o cheiro, ruídos e impeçam o derrame
Pereira Coutinho diz que DSPA não justifica a falta de penalização da CSR
“Lançar areia para os olhos”
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
É
inaceitável que a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) não “penalize” no concurso de “Prestação de Serviços de Limpeza Urbana, Recolha e Transporte de Resíduos da RAEM” a actual operadora CSR - Companhia de Resíduos de Macau. Esta é opinião de Pereira Coutinho. “A DSPA tenta lançar areia para os olhos dos cidadãos e da Assembleia Legislativa (AL), dizendo que impôs aos concorrentes
que se comprometessem a respeitar e cumprir as regras de integridade e honestidade... Mas isso é para o futuro! E o passado? Não conta?” O deputado insiste que a “DSPA decidiu não atribuir qualquer pontuação à ausência de condenação por crimes de corrupção por parte dos concorrentes e/ou dos seus administradores”, numa interpelação escrita enviada ao Governo. Isto porque, segundo prática comum, nos concursos lançados pelos vários departamentos da RAEM (o deputado conta já 40), é atribuída uma pontuação pelo facto de haver concorrentes que
não tenham condenações por crime de corrupção. “Ora, num concurso em que o actual operador e concorrente esteve envolvido em casos de corrupção e os seus administradores foram condenados no processo do ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes, Ao Man Long, esta questão deverá merecer uma resposta directa e efectiva por parte da DSPA.” Até porque, “a suspeita de que a inclusão desse critério de avaliação se deve a pressões ou favorecimentos deve ser esclarecida cabalmente e sem restrições ou respostas e vagas, sob pena de ter
de recorrer a uma queixa formal ao CCAC para que este investigue esta situação”, indica Coutinho. A interpelação é já a segunda sobre o mesmo assunto, depois de Coutinho ter obtido resposta do director da DSPA, Cheong Sio Kei, onde não esclarece directamente qualquer das questões levantadas. Numa das perguntas enviadas, o deputado pede que seja explicado quais as entidades públicas responsáveis pela decisão de não incluir a atribuição dessa pontuação ou da decisão de a eliminar do Caderno de Encargos do Concurso.
terça-feira 7.5.2013
política
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Caso La Scala Joseph Lau processa jornal de Hong Kong por publicação de atestado médico pessoal
“Chocado” com acção “maliciosa” Joseph Lau interpôs duas acções contra o jornal Apple Daily de Hong Kong: uma em tribunal e outra num processo no Comissariado de Protecção de Dados Pessoais de Hong Kong. O jornal divulgou um atestado médico pessoal do empresário, que publica um anúncio no jornal South China Morning Post a dar conta de que terão sido infringidos direitos à privacidade Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
J
oseph Lau interpôs uma acção judicial contra o jornal Apple Daily, de Hong Kong, num caso relacionado com o julgamento do empresário em Macau. O jornal terá publicado um atestado médico cujo conteúdo era privado e, diz o arguido, terá sido modificado. Lau, que é o director da Chinese Estates Holdings, tem sido acusado de ter subornado o ex-secretário para as Obras Públicas
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
M
anter, retirar ou mudar. São estes os três pontos que poderão ser seguidos no que diz respeito à troca de terrenos prevista na proposta de lei da salvaguarda do património cultural. Este diploma, tal como a proposta de lei de terras, inclui a norma que diz que o Governo pode usar terrenos públicos e trocá-los por privados que contenham espaços históricos importantes para preservar. Contudo, os deputados que analisam o diploma de salvaguarda do património preferem avançar para esta matéria com cuidado e pedem que a troca esteja
e Transportes, Ao Man Long, para ficar com os terrenos em frente ao aeroporto, onde estava a ser construído o empreendimento La Scala. Mas, o empresário tem sido uma ausência constante nas audiências de julgamento, levando a que o julgamento seja constantemente adiado. Um dia depois do terceiro adiamento, onde o advogado de Joseph Lau apresentou um atestado médico que justificava a ausência do arguido, o jornal Apple Daily publicou um artigo que incluía a imagem de um atestado médico em inglês, assinado por Tai Yau-ting, médico de Lau. Atestado que, assegura o empresário, não foi o apresentado pelo advogado. “No mesmo dia, aqueles que me Atestado publicado no jornal Apple Daily, de Hong Kong assistem [no processo] informaram-me que o Lau considera que a publicação atestado médico não está datado e não é o mesmo que foi submetido por terá induzido o público em erro. Mas, mim, através do meu advogado, ao esta não é a sua única preocupação. tribunal de Macau”, pode ler-se num anúncio publicado por Joseph Lau no Duas acções jornal South China Morning Post. “Publicar uma imagem de inforLau assegura que as condições mação pessoal minha, sem o meu de saúde mencionadas no atestado consentimento é gritante e malipublicado pelo Apple Daily não são cioso e é um acto que, claramente, as mesmas que o seu estado de saúde viola os meus direitos legais de actual. E frisa que o atestado foi reuti- protecção da minha identidade”, lizado. “Os meus colegas descobriram refere Joseph Lau no anúncio de que o atestado médico [publicado no meia página. O empresário vai jornal] deveria estar datado de 10 de apresentar, por isso, uma queixa Abril de 2008. Alguém terá, delibe- formal ao Comissariado de Proradamente, apagado a data.” tecção de Dados Pessoais de Hong
Kong. “Vou pedir que o comissário leve a cabo uma acusação criminal contra os envolvidos e vou ainda intentar uma acção no Tribunal Superior de Hong Kong” sobre as violações cometidas à privacidade. Joseph Lau diz-se mesmo “altamente chocado” com a situação. “[O atestado médico] estava marcado como confidencial e continha informações privadas sobre a minha saúde. Nunca dei consentimento para que aquele atestado médico fosse publicado ou sequer o seu conteúdo.” O empresário justifica as acções
judiciais como uma forma de minimizar os impactos da publicação na sociedade e “nos seus interesses próprios e pecuniários”, bem como no seu estado mental. Recorde-se que, na semana passada, a imprensa de Hong Kong dava conta que a causa do terceiro adiamento do julgamento de Lau estaria relacionada com a ausência do arguido devido a sofrer de “diabetes”. Uma notícia reproduzida também pelo Hoje Macau, que ressalvou que, de acordo com as traduções que são feitas em tribunal, nunca foi possível à imprensa portuguesa perceber de que doença sofre o arguido de Hong Kong. A última audiência dava conta de que seria uma “doença que qualquer homem da sua idade pode ter”, o que, de acordo com o The Standard da semana passada, seria a diabetes. O Apple Daily mencionou também a mesma doença, que vem no atestado médico que Joseph Lau acusa agora de ser datado de 2008 e que o empresário diz ser de conteúdo diferente do seu actual estado de saúde. O Governo de Macau quer agora enviar uma junta médica ao território vizinho para analisar Joseph Lau, uma acção que as autoridades médicas de Hong Kong consideram ser ilegal.
Património Deputados cuidadosos na questão da troca de terrenos
O fantasma Ao Man Long
apenas abrangida na lei de terras. Caso fique na lei do património, há que haver mudanças, dizem. “Preocupamo-nos se as actuais normas se vão harmonizar com a proposta de lei da salvaguarda do património. Porque (se a troca) for feita apenas por acordo, pode gerar muitos problemas no futuro. Por isso alertámos o Governo sobre esta matéria, se há ou não necessidade de manter esse artigo na proposta de lei”, explicou o deputado Cheang Chi Keong.
Do lado do Governo, a reacção foi “positiva”, mas não foi tomada nenhuma decisão final quanto à possível saída da referida norma. Se o Executivo optar pela manutenção da mesma, os deputados “esperam que a redacção do artigo seja articulada com as normas correspondentes com a proposta de lei de terras. A sua manutenção implica ainda um aperfeiçoamento do seu regime. Há que fixar e definir os pressupostos para a activação da troca de
imóveis, caso contrário isso só vai gerar algumas imperfeições e lacunas”, garantiu Cheang Chi Keong.
O medo chamado Ao Man Long
Os casos de troca acontecem quando “os edifícios classificados, ou os achados arqueológicos, merecem ser detidos pelo Governo”. Esta pode acontecer de diversas formas, onde se inclui uma doação ao Executivo ou através de expropriação, com um acordo.
Os deputados pedem que antes da troca seja ouvido o conselho do património cultural, para “evitar defeitos que surgiram na transição (de soberania)”. E aqui Cheang Chi Keong deu o exemplo de um caso ocorrido no tempo de Ao Man Long, ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes indiciado por corrupção. “No caso de Ao Man Long houve um caso do uso de um terreno de área reduzida que foi trocado por outro com uma área muito
maior. Agora há falta de pressupostos e que saber com que opiniões se pode contar e se há que submeter a consulta pública. O que aconteceu no passado é uma bela lição para nós.” Os deputados debruçaram-se ainda sobre a questão das indemnizações a serem pagas em caso de prejuízos ou expropriações, e pedem que os valores sejam “objecto de arbitragem (por acordo) ou por decisão judicial”, e que essas duas normas desapareçam da proposta de lei. Aanálise da proposta de lei de salvaguarda do património cultural prossegue hoje com o debate sobre o centro histórico e a sua gestão.
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política
Cecilia Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
reforma da Comissão para os Assuntos Eleitorais “para salvar a credibilidade” das eleições, entre outros pedidos: a Macau Consciência entregou ontem uma carta ao Chefe do Executivo, onde pede três mudanças na Comissão que tem como objectivo assegurar eleições limpas para a Assembleia Legislativa (AL). Numa conferência, ontem, Jason Chao, porta-voz da associação, condena a inacção da Comissão para os Assuntos Eleitorais, que acusa de nada fazer face às constantes irregularidades nas campanhas eleitorais. Desta vez, a Macau Consciência queixa-se da afixação de cartazes num jardim-de-infância da Taipa, cujo conteúdo promovia Wong Ki Cheng, vice-presidente da Associação Geral das Mulheres de Macau e número dois da lista da União Geral dos Moradores, candidate às eleições de Setembro. Esta é já a terceira vez que a Macau Consciência reclama contra as campanhas nas escolas, mas, desta vez, a carta foi entregue directamente na sede do Governo, pub
terça-feira 7.5.2013
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Eleições 2013 Macau Consciência pede reforma da Comissão para Assuntos Eleitorais
“Salvar a credibilidade”
por não ter sido obtida qualquer resposta nos avisos anteriores.
Exigências
Jason Chao comparou as eleições à AL de Macau com as eleições que no domingo à noite aconteceram na Malásia, referindo que eleições limpas é um factor a ser questionado em ambos os locais. A inacção da Comissão para os
Assuntos Eleitorais tem irritado a Macau Consciência, referiu Jason Chao, além dos escândalos que envolvem alguns membros da Comissão, como é o caso de Raymond Tam – recentemente constituído arguido no chamado Caso das Campas – e José Chu – director dos Serviços de Administração e Função Pública, que aprovou o seu próprio pedido de internet de fibra
óptica em casa. A Macau Consciência pede, por isso, uma reforma no grupo. “Qualquer residente de Macau pode ser nomeado. Como alguns membros actuais não têm credibilidade pública, pedimos para que sejam demitidos e reformada a Comissão”, referiu Jason Chao. Os membros da Comissão foram nomeados pelo Chefe do Executivo, mas não precisam de ser funcionários públicos. A Macau Consciência exige, além disto, que a Comissão elabore um guia de conduta para os candidatos às eleições e ainda que seja “vigilante” no que diz respeito às queixas do público face às campanhas ilegais.
Queixas umas atrás das outras
Antes da queixa contra este jardim-de-infância na Taipa – que é financiado por dinheiros públicos -, a Macau Consciência já tinha apontado outras irregularidades.
A 15 de Abril, a Macau Consciência queixou-se à Comissão para os Assuntos Eleitorais de que o número dois da lista da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), Lam Lon Vai, e outro membro da lista da actual deputada Melinda Chan, Rowena Chong, fizeram campanhas eleitorais em aulas ou seminários escolares, de forma a colectar assinaturas. O Hoje Macau entrou em contacto com a escola de Lam Lon Vai mas o candidato não aceitou falar, sendo que a sua secretária negou as críticas. Rowena Chong também não admitiu as acusações. Três dias depois, a Comissão lançou um comunicado de imprensa onde frisava que as reclamações da Macau Consciência não poderiam ser tidas em conta por falta de prova. Mas Bill Chou terá ligado depois a perguntar que tipo de provas eram necessárias, mas até agora ainda não teve resposta. Também no dia 23 de Abril, Bill Chou, académico e membro da Macau Consciência, disse ter-se queixado por email à Comissão para os Assuntos Eleitorais. A acusação prendia-se com o facto de a Associação Geral das Mulheres de Macau ter colado um poster numa das suas creches a promover Wong Kit Cheng, candidato às eleições de Setembro.
terça-feira 7.5.2013
sociedade
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Estupefacientes A denúncia que acabou com uma viagem em Macau
A droga que passeou pelo mundo Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
B
rasil. A viagem começou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ali, nenhuma máquina, nenhum detector, nenhum polícia, ninguém conseguiu vislumbrar 50 quilogramas de cocaína com 99% de pureza espalhados por malas de viagem. Um produto de alta qualidade que acabou por passar na aduana brasileira. E, como o passaporte não engana, passaram também os quatro indivíduos – dois homens e duas mulheres de origem filipina – que se deslocaram a terras de Vera Cruz para trazerem consigo o produto com valor de mercado de cerca de 200 milhões de patacas. A droga – provavelmente com origem na Colômbia, Bolívia ou Peru -, lá embarcou a bordo do primeiro voo que a levaria até à Europa - onde a carga também passou despecebida - e depois noutro com destino à capital chinesa. Em Pequim, nada se fez. Parece que também nenhuma máquina, nenhum detector, nenhum polícia, ninguém deu conta do produto. As malas estavam em trânsito e as autoridades chinesas, que tão minuciosamente vêem os passaportes das pessoas – até daqueles que por ali fazem apenas uma
simples escala -, ignoraram a “minúcia”. Por esta altura, julgamos, os quatros filipinos estariam a esfregar as mãos de contentes por terem conseguido passar num dos postos fronteiriços mais vigiados do mundo. O pó branco estava a caminho de Macau, onde chegou e onde ainda teve
tempo para se instalar em dois hotéis no centro da cidade – o Hotel Central e o Hotel Sintra.
A diferença da denúncia
Num ápice, uma informação resolveu tudo para o lado das autoridades. A denúncia – cuja fonte, tal como num trabalho jornalístico, não foi
divulgada – à PJ terá despertado as antenas dos inspectores e agentes do território. O resto foi fácil. Confiando na sua fonte, a Divisão de Investigação e Combate ao Tráfico de Estupefacientes (DICTE), liderada por Iu Kong Fai, bastou deslocar os seus efectivos até aos hotéis. Resultado: prisão dos
quatro criminosos e apreensão da maior quantidade de estupefacientes após a transferência de soberania de Macau, em 1999, toda ela embalada em 46 “tijolos” de 1,2 quilos cada. Mas a história pode não ter tido um fim. A droga, pelo que a PJ divulgou à comunicação social, não tinha como
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destino final a RAEM, o que não quer dizer que não ficasse alguma quantidade por estas bandas. Aparentemente, o destino podia mesmo ser as Filipinas ou outras regiões da Ásia, sendo Macau uma plataforma para a sua distribuição, explicou o subdirector da PJ, Chau Wai Kuong. Quando descobriu a droga, a polícia encontrou também uma inovação: papel azul de embrulho para escapar ao raio-X. A nova tecnologia pode ser a explicação que faltava para a inoperância da polícia brasileira e chinesa, e até local, cuja droga passou por debaixo dos seus narizes. A PJ não quis informar se ocorreram contactos com a Interpol ou com a polícia da China continental, mas julga-se que este ramo asiático de uma alegada rede maior, pode ter sido devidamente desmantelado. O caso segue agora para o Ministério Público e, muito possivelmente, para os tribunais. À droga, essa, desconhece-se o que poderá acontecer. O Hoje Macau questionou que fim lhe será dado, mas a assessoria da PJ resguardou-se na decisão dos tribunais. Ou se queima ou se guarda? Está na mãos dos juízes. Antes deste caso, e já depois do estabelecimento da RAEM, a maior apreensão de estupefacientes ocorreu em 2005, quando dois homens de Taiwan foram interceptados com 11 quilos de quetamina, com destino à China continental. Na altura, o valor estimado da droga foi de 11 milhões de patacas. Até a droga sofreu tamanha inflação.
Banca Depósitos dos residentes de Macau sobem 26,1%
É preciso poupar
O
s depósitos dos residentes de Macau em Março totalizavam 382.956 milhões de patacas, mais 26,1% do que em igual período de 2012, foi hoje anunciado. De acordo com os dados da Autoridade Monetária de Macau, os depósitos de poupança subiram 25,3% para 110.350,1 milhões de patacas em termos homólogos, enquanto os depósitos a prazo cresceram 24,9% para um total de 229.155,6 milhões de patacas. Já os depósitos dos não residentes cresceram 5,3% para 131.253 milhões de patacas, com
os depósitos a prazo a corresponderem à maior fatia do dinheiro aplicado em Macau com um total de 96.402,2 milhões de patacas, embora com uma descida de 2,1%. O sector público tinha depositado em Macau 208.299,2 milhões de patacas, mais 17,8% do que no ano anterior, com um registo de 154.562,2 milhões de patacas, mais 9,3%, na Autoridade Monetária de Macau, e de 53.737 milhões de patacas, ou mais 51,5%, nos bancos locais. No campo dos empréstimos ao sector privado, a banca local tinha disponibilizados um total de
210.768,5 milhões de patacas, mais 23,7% do que em Março de 2012, com os empréstimos em patacas a registarem uma subida de 48,5% para 67.412,5 milhões de patacas e de dólares de Hong Kong a aumentarem 13,6% para o equivalente a 125.254,1 milhões de patacas. Já os empréstimos ao exterior aumentaram 40,9% para 256.701,7 milhões de patacas com a maior fatia a ser executada em moedas que não a pataca ou o dólar de Hong Kong, e a valer o equivalente a 202.226,3 milhões de patacas com uma subida homóloga de 55,3%. - Lusa
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Caso Okada Processo que interpõe nipónico e Steve Wynn suspenso por seis meses
Sem interferências Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
batalha judicial entre Kazuo Okada e Steve Wynn vai ser interrompida durante seis meses. Esse período vai servir para que as autoridades dos EUA levem a cabo uma investigação criminal sobre a possibilidade da prática de corrupção por Okada e através das suas empresas nas Filipinas. O anúncio foi feito pela Wynn Resorts e vem citado nos diversos meios de comunicação dos EUA, da semana passada. De acordo com a juíza encarregue do caso que opõe o empresário nipónico e ex-companheiro
de negócios de Wynn ao magnata do jogo – e que está relacionado com a compra forçada das acções de Okada pela operadora -, continuar com o caso em tribunal poderia interferir com investigações feitas à parte. “Elizabeth Gonzalez decidiu [isso], depois de autoridades federais terem expressado algum receio de que o processo civil fosse interferir com a sua investigação sobre os métodos que Okada utilizou para obter a licença de um casino nas Filipinas”, pode ler-se na imprensa. “Numa acção que os advogados do caso denominaram de muito rara, foi pedido que houvesse uma paragem de seis meses
do caso, mas deixaram em aberto a possibilidade de pediram mais extensão.” A batalha judicial entre o nipónico e Steve Wynn arrasta-se já há mais de um ano e está relacionada com o despedimento de Kazuo Okada e a venda forçada das suas acções, depois de este ter sido acusado de estar a subornar representantes das Filipinas, onde pretendia construir um casino. Steve Wynn considerou este um ataque pessoal à operadora de Macau, já que o novo projecto nas Filipinas seria um potencial concorrente à Wynn Resorts. Okada e as suas empresas estão sob investigação por potencial violação das leis anti-corrupção dos EUA.
Jogo Lucros da SJM com recorde de 1.915 milhões de dólares de Hong Kong
Continuar a facturar
A
tas de jogo, 15.137 milhões de dólares, foi gerado pelas 653 mesas de grandes apostas que a empresa tinha em operação nos três primeiros meses do ano, enquanto 6.220 milhões foram gerados por 1.118 mesas direccionadas para o mercado de massas e apenas 377 milhões por 3.531 máquinas de jogo. O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado da SJM também alcançou um recorde, entre Janeiro e Março, de 2.129 milhões de dólares de Hong Kong, o que representa um aumento de 11,2% face a igual período de 2012.
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À espera do aval de Pequim
ão revelou datas mas avançou que virão 300 empregadas domésticas do continente para trabalharem a título experimental em Macau. Francis Tam, secretário para a Economia e Finanças, disse ontem que o Governo tem mantido contactos com o Ministério do Comércio chinês sobre os pormenores do processo de implemento da importação de mão-de-obra da China interior para prestação de serviço doméstico e que o documento final já foi submetido à apreciação de Pequim, pelo que espera que tal política possa ser implementada em breve. O Ministério do Comércio ficará assim encarregue de aprovar Tiago alcântara
Sociedade de Jogos de Macau (SJM) anunciou ontem um recorde de lucros líquidos no primeiro trimestre de 1.915 milhões de dólares de Hong Kong, mais 11,8% face ao período homólogo de 2012. A operadora fundada pelo magnata Stanley Ho afirmou, em comunicado, que as receitas totais do grupo atingiram os 21.892 milhões de dólares, tendo a maior parte sido gerada pelo jogo, ou seja, um recorde de 21.734 milhões de dólares de Hong Kong, mais 10,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O maior volume das recei-
O casino Grand Lisboa manteve a liderança do grupo com receitas de jogo de 8.327 milhões de dólares de Hong Kong, mais 24% face ao primeiro trimestre de 2012. No final do primeiro trimestre, a SJM detinha uma quota de 26,2% das receitas do sector do jogo da Região Administrativa Especial chinesa, face aos 27,3% que detinha em igual período de 2012. A 31 de Março, o grupo mantinha uma forte liquidez, com 27.661 milhões de dólares de Hong Kong em caixa e uma dívida de 1.672 milhões de dólares. Ao salientar os “excelentes resultados do primeiro trimestre”, o presidente executivo (CEO) da SJM, Ambrose So, disse, citado em comunicado, que o grupo está “muito optimista em relação ao futuro e comprometido com a expansão das operações em Macau”. O sector do jogo de Macau, a capital mundial do jogo e o único local na China onde esta actividade é legal, fechou o primeiro trimestre com receitas brutas de 85.599 milhões de patacas, mais 14,7% do que no período homólogo de 2012. - Lusa
Domésticas 300 empregadas do continente vão chegar, adianta Francis Tam
os pormenores sobre o processo de importação, numa altura em que a Administração da RAEM já está disponível para receber os pedidos. As empregadas domésticas virão das províncias vizinhas, Guangdong e Fujian, respectivamente 200 e 100 trabalhadoras. Recorde-se que Francis Tam em finais de Janeiro, à margem do encontro de Chui Sai On com o novo secretário do comité provincial do Partido Comunista de Guangdong, tinha garantido que o processo deveria estar concluído durante a primeira metade do ano, não sabendo à data quantas trabalhadoras seriam “cedidas” numa primeira fase. Segundo avançou, o número deverá ser de início inferior às necessidades mas permitirá iniciar os processos de pedidos de importação de domésticas por parte de empregadores locais. Quanto ao salário, Francis Tam tinha avançado que seria decidido pelo mercado, justificando desigualdade salarial entre o continente e Macau. No entanto, sabe-se que os rendimentos serão superiores a três mil patacas, uma valor mais elevado do que as remunerações de empregadas filipinas e indonésias. - R.M.R.
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RAEM Centro de Serviços já atendeu 695 mil utentes em 261 serviços disponíveis
“Loja do Cidadão” prevista também na Taipa rita.ramos@hojemacau.com.mo
O
Centro de Serviços da RAEM começou a funcionar há três anos, tendo vindo a aumentar gradualmente os seus serviços. Hoje disponibiliza 261 serviços desde recenseamento eleitoral, a habitação, passando por tráfego, telecomunicações e protecção ambiental - de 25 sectores da Administração e espera alargar o espaço para albergar mais alguns departamentos, tais como os serviços de identificação, até finais de 20013. O Centro, entre Dezembro de 2009 e finais de Abril, atendeu 695 mil pessoas, número que vem aumentando de ano para ano. Ontem, numa visita ao local, situado na Rua Nova da Areia Preta, o Conselho Consultivo para a Reforma da Administração Pública (do qual faz parte José Chu, director dos Serviços de Administração e Função Pública) reuniu-se com a direcção do centro e entende
Centro de Serviços da RAEM, que é dirigido pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), diz que à margem para “aperfeiçoamento dos serviços e sua qualidade” até o projecto de serviços estar “inteiramente concluído”, remetendo para algumas questões levantadas com o Conselho Consultivo.
Tiago alcântara
Rita Marques Ramos
Mais simplificação, menos funcionários
Sio Chi wai
que o mesmo tipo de organismo pode nascer na Taipa. “Durante a reunião também falámos sobre se vamos abrir um centro deste género na Taipa, achamos que temos esta exigência porque com o desenvolvimento da sociedade agora já há mais pessoas a viver na Taipa e com as habitações sociais
- temos de ver as circunstâncias e como temos os novos aterros ainda vamos analisar como podemos proporcionar um serviço mais conveniente aos cidadãos”, explica Sio Chi Wai, coordenador do Conselho Consultivo para a Reforma da Administração Pública. Mok Weng Tim, chefe do
Sio Chi Wai explicita alguns dos problemas em mãos. “Estamos a encontrar problemas de recursos humanos porque se queremos adicionar mais serviços temos de proporcionar mais recursos humanos por isso temos de coordenar com outros departamentos para ter um serviço ‘one-stop’ (...) achamos que é possível que o pessoal do IACM ajude o pessoal dos outros departamentos a receber os documentos para assim se poupar recursos humanos e satisfazer as exigências das pessoas”, indica. Por outro lado, explica, está
a ser revista a simplificação dos procedimentos além da viabilidade de futuramente os quiosques, que prestam diferentes serviços, trabalharem 24 horas por dia. Por essa razão, está já em curso um estudo com propostas de melhoramento do espaço, que será depois publicado num documento consultivo. “Vamos ver quais os serviços mais populares e quais os que os cidadãos precisam mais e de acordo com o estudo adicionar mais serviços nesta instalação”, indica o coordenador. O Conselho Consultivo adianta ainda que, de acordo com um estudo já feito sobre o grau de satisfação dos cidadãos, a maioria está satisfeita com os serviços prestados. Sobre o orçamento disponibilizado para o Centro de Serviços da RAEM, os responsáveis indicaram não ter disponíveis os números, avançando que o edifício (antigo centro comercial) é “arrendado”, pelo que não suporta muitos gastos.
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Open Tender Notice Request for Proposal – MIA - Maintenance Work of the PHC Piles at North & South Taxiway Bridges – RFQ-160 1. 2. 3. 4.
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Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) Tendering method: Open tendering Objective: To select a qualified contractor to perform the maintenance works of the PHC piles at North & South Taxiway Bridges. Request for tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website www.macau-airport.com and www.camacau.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or changes/modification/amendment of the Tender Document. Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 12:00(noon) on 01 July 2013 (Macau Time) The addressee of the tender shall be Mr. Deng Jun – Chairman of the Executive Committee. The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted. CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without stating any reasons. -END-
AVISO COBRANÇA DE RENDAS DE CONCESSÕES DE TERRENOS 1. 2.
As Rendas de Concessões de Terrenos referentes ao ano de 2013 serão cobradas durante o mês de Maio do ano corrente. No mês de pagamento, se os Srs. Contribuintes não tiverem recebido o conhecimento de cobrança, agradece-se que se dirijam ao NÚCLEO DE INFORMAÇÕES FISCAIS, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Atendimento Taipa ou ao Centro de Serviços da RAEM, trazendo consigo conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do conhecimento de cobrança. 3. O pagamento pode ser efectuado, até ao último dia do mês de Maio, nos seguintes locais: - Nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, do Centro de Atendimento Taipa, do Centro de Serviços da RAEM ou do Edifício Long Cheng; Os impostos/contribuições poderão ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitidos pelo Banco da China ou pelo Banco Nacional Ultramarino (incluindo “Maestro” e “UnionPay”). O montante total de pagamento não pode ser inferior a MOP$200,00 (duzentas patacas), nem superior a MOP$100 000,00 (cem mil patacas). O pagamento, através de cartão de crédito ou de débito, deve ser efectuado pelo montante total da dívida, sendo apenas permitido utilizar na operação um único cartão. - Nos balcões dos Bancos a seguir discriminados: Banco da China; Banco Comercial de Macau; Banco Delta Ásia; Banco Industrial e Comercial da China; Banco Luso Internacional; Banco Nacional Ultramarino; Banco Tai Fung, e, Banco Weng Hang. - Nas máquinas ATM da rede Jecto de Macau, assinaladas com a indicação “Jet payment”; - Por pagamento electrónico “[ “banca-on-line”] , no Banco da China, no Banco Nacional Ultramarino ou no Banco Tai Fung, através dos endereços: www.bocmacau.com, www.bnu.com.mo e www.taifungbank.com, respectivamente; - Por pagamento telefónico “banca por telefone”, no Banco da China ou no Banco Tai Fung. 4. Se o pagamento for efectuado por meio de cheque, a data de emissão não poderá ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas Recebedorias da DSF, e deve ser emitido a favor da “Direcção dos Serviços de Finanças”, nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP$50 000,00, deverá o mesmo ser visado, nos termos da alínea 4) do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado. 5. Os contribuintes podem também efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa, cheque bancário ou cheque por correio registado para a Caixa Postal 3030. Note-se que não se pode enviar dinheiro, mas apenas ordem de caixa, cheque bancário ou cheque, devendo incluir-se um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, afim de se enviar posteriormente o respectivo conhecimento, comprovando o pagamento. Lembra-se que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 4, relativamente aos cheques. - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança. 6. Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança. 7. Para a sua comodidade, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo. Aos 29 de Abril de 2013. A Directora dos Serviços Vitória da Conceição
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nacional
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presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se, esta segunda-feira em Pequim, com o presidente do Estado da Palestina, MahomoudAbbas, que está de visita oficial à China. Xi Jinping deu as boas-vindas a Abbas e realçou que, depois da mudança de liderança chinesa, Abbas é o primeiro chefe de Estado do mundo árabe e do Médio Oriente a visitar o país. Como líder da Palestina, Abbas persiste na estratégia pacífica, dirigindo o seu povo no sentido de alcançar importantes êxitos no processo do estabelecimento do Estado. É um velho amigo do povo chinês, e dedicou-se desde sempre à promoção da cooperação bilateral em diversos sectores, elogiou a parte chinesa. Xi Jinping disse ainda que a visita de Abbas vai promover o desenvolvimento pleno das relações de amizade e cooperação entre
Diplomacia Xi Jinping reúne-se com presidente do Estado da Palestina antes da chegada de líder israelita
Pequim oferece mediação
as duas partes. Xi disse estar disposto a trocar opiniões com Abbas sobre as relações bilaterais e os problemas de interesse comum. Abbas reiterou que a partir da década de 60 do século passado, as relações bilaterais se têm desenvolvido. Os dois lados têm uma opinião
unânime sobre as questões regionais e internacionais. A visita demonstra a relação profunda entre a Palestina e a China, sublinhou Abbas. A China ofereceu-se ainda como mediadora do conflito israelo-palestiniano apenas um dia antes de também desembarcar em Pequim o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Esta é a primeira vez que os dois líderes visitam a China de forma quase simultânea, o que indica que o país asiático “desempenha um papel cada vez mais importante” nos assuntos do Médio Oriente, disse na sexta-feira o editorial do jornal estatal Diário do Povo.
A grande incógnita da histórica visita é se haverá uma reunião entre Abbas, Netanyahu e os líderes chineses, algo que o regime comunista não confirmou. “Se os líderes palestiniano e israelita tiverem o desejo de se encontrar em Pequim, a China está disposta a oferecer a assistência necessária”, ressaltou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, em conferência de imprensa na sexta-feira. “A China espera sinceramente que ambas as partes possam reiniciar as negociações de paz de forma adiantada e conseguir um progresso substancial”,
Alimentação Quinze empresas portuguesas à conquista do paladar chinês
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Maior representação de sempre
uinze empresas de Portugal participam na edição deste ano do Salão internacional de Alimentação de Xangai (SIAL), na maior representação de sempre da indústria agro-alimentar portuguesa na China, que decorrerá de 7 a 9 de Maio. “A China é para nós um mercado prioritário e estratégico. O ano passado, participámos com cinco empresas, pela primeira vez, e quase todas elas já estão a exportar para a China”, disse ontem à agência Lusa Rui Rodrigues, gestor da Portugal Foods, o organismo encarregue de promover a internacionalização das marcas e empresas do sector. Conservas de peixe, bolos, chocolates, biscoitos, sumos e vinhos são alguns dos produtos “Made in Portugal” que estarão expostos no SIAL 2013, considerado um dos mais concorridos certames do género na Ásia. “Temos produtos muito competitivos e diferenciados. As perspectivas são muito boas”, disse Rui Rodrigues. A inauguração do SIAL 2013 contará com a presença do secretário de Estado português da Alimentação e Inovação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito, e da
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directora-geral de Alimentação e Veterinária, Teresa Vila de Brito, que a seguir se deslocarão a Pequim para contactos com responsáveis chineses do sector. Mais de 2.200 empresas de dezenas de países e regiões participam no certame, devendo atrair cerca de 46 mil visitantes, indicou a organização. “O nosso pavilhão está extremamente bem situado, no hall principal, ao lado da França, Itália e Espanha”, realçou o gestor da Portugal Foods.
Rui Rodrigues referiu que “as principais cadeias de supermercados de Xangai já começam a ter produtos portugueses”. Sede de um município com cerca de 23 milhões de habitantes e descrita também como a capital económica da China, Xangai é a maior e mais cosmopolita cidade chinesa. Maçarico, Nutrigreen, Conservas Portugal Norte, Conservas A Poveira, Dancake, Du Bois de la Roche, 1912 Wine Makers,
Clube dos Produtores do Fundão, Sonae, Unicer, Sumol+Compal, Imperial, Conservas Ramirez e Vieira de Castro são as empresas representadas no SIAL 2013. O certame de Xangai ocorre num bom momento das relações comerciais luso-chinesas. Nos últimos três anos, as exportações portuguesas para a China mais do que duplicaram, tendo atingido o montante recorde de cerca de 10.200 milhões de patacas em 2013.
acrescentou Hua, enfatizando que a segunda maior economia mundial “desempenhará um papel positivo e construtivo” neste assunto. A dupla visita inscreve-se dentro dos esforços de Pequim em “promover a paz e a estabilidade nessa região”, destacou Hua, e ocorre uma semana após a viagem do enviado especial chinês ao Oriente Médio Oriente, Wu Sike, à Cisjordânia e Israel. Segundo a agência oficial Xinhua, Wu declarou em Ramala (Cisjordânia) que “a nova liderança chinesa quer impulsionar o processo de paz e retomar as conversas entre as duas
partes para conseguir uma solução de dois Estados”. “A China apoia a criação de um Estado palestiniano com as fronteiras de 1967 e Jerusalém Oriental como capital”, sublinhou o enviado. A mediação da China surge depois da recente viagem do secretário de Estado americano, John Kerry, à região no mês passado, dias antes de iniciar uma jornada de visitas que incluiu uma passagem por Pequim. No final de Março, Barack Obama foi pela primeira vez à Cisjordânia, onde pediu a ambas as partes que “deixem de lado as exigências prévias ao diálogo”. A passagem de Abbas e Netanyahu pela China é considerada uma prova de fogo para a pretensa diplomacia de “poder brando” que o novo governo chinês defende, assim como um barómetro sobre o jogo de influências de Pequim e Washington na conflituosa região.
Cidade Proibida Jovem chinês danificou relógio do século XVIII
Segurança em causa
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m jovem chinês de 22 anos danificou deliberadamente uma sala de exposições da Cidade Proibida, o antigo palácio imperial em Pequim, lançando novamente duvidas sobre a segurança num dos principais museus do país, revelou ontem a imprensa. O caso teve lugar no sábado quando o jovem, que foi detido, partiu um dos expositores fazendo cair ao chão um relógio do século XVIII que ali estava guardado e que ficou danificado, conta o China Daily. A polícia não revelou o nome do jovem, mas disse que era oriundo da província de Hubei, enquanto que a administração do museu acrescentou que irá aumentar o número de câmaras de vigilância para reforçar a segurança do espaço. O ataque aconteceu numa sala do “Palácio da Bênção da Mãe Terra” que na época imperial era habitado pelas concubinas e coincidiu com o aniversário do movimento 4 de
Maio de 1919, celebrado como o Dia da Juventude na China, mas também um dia em que são concretizados vários protestos. O relógio danificado foi construído em Inglaterra e dado como prenda aos imperadores da dinastia Qing que governou o país entre 1644 e 1911 e que eram grandes coleccionadores de objectos ocidentais. Já o Global Times recorda que este não foi o primeiro caso a revelar as falhas de segurança na Cidade Proibida, depois de em maior de 2011 terem sido roubados nove objectos do mesmo recinto, razão que levou à detenção do director da instituição. Noutros casos, especialistas de restauro danificaram acidentalmente outras peças expostas o que levou a muitas críticas e duvidas em torno da fiabilidade de um museu que pretende há décadas o regresso da enorme colecção imperial que foi levada para Taiwan durante a guerra civil.
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região
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Crise nas Coreias Seul rejeita exigências do Norte para reactivar parque de Kaesong
Venham para a mesa
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Internet Sina valoriza-se no mercado internacional depois de vender 18% do Weibo
Alibaba com 85 milhões de utilizadores O
grupo de Internet Sina, um dos principais da China, foi requalificado por vários bancos de investimento internacionais após anunciar a venda de 18% do Weibo, o chamado “Twitter chinês”, na última semana, informou esta segunda-feira o jornal oficial chinês “Shanghai Daily”. O comprador, a empresa de comércio electrónico Alibaba, um dos maiores grupos mundiais no sector, pagará cerca de 4,6 mil milhões de patacas por esta participação na Weibo e terá ainda a possibilidade de a ampliar até 30% no
futuro, dentro de um prazo que ainda não foi revelado. Segundo o “Shanghai Daily”, a Sina, que conta com capitais na bolsa de Nova York, onde as suas acções subiram mais de 13% desde o anúncio da operação, também foi requalificada por vários bancos de investimento internacionais. “Comparando as receitas de publicidade dos seus portais, será mais fácil conseguir lucro com a ajuda do comércio electrónico Alibaba”, destacou um relatório do Deutsche Bank, que recomendou os investidores a “comprarem” as suas acções.
O grupo Alibaba controla os portais de comércio electrónico Alibaba. com (entre empresas), Taobao.com (para compra e venda de produtos entre particulares) e Tmall.com (para venda de empresas a consumidores), assim como eTao, um site de busca especializado em compras pela Internet. Além disso, a empresa conta com a sua própria tecnologia de pagamentos seguros pela Internet, a Alipay, enquanto os seus diferentes portais somam mais de 85 milhões de utilizadores registados em todo o planeta.
China e Índia iniciam retirada de tropas em zona disputada
A Índia e a China iniciaram a retirada de tropas numa zona disputada pelos dois países nos Himalaias, solucionando, para já, a tensão entre os dois vizinhos, revelaram ontem as autoridades indianas. “Ambos os lados chegaram a um acordo na noite de domingo após uma reunião entre os comandantes de fronteira. Vamos retirar as nossas tropas e a China irá fazer o mesmo”, disse um oficial indiano citado pela agência AFP. Um outro oficial citado pela mesma agência acrescentou que a retirada de tropa já tinha começado.
Coreia do Sul rejeitou ontem exigências “incompreensíveis” da Coreia do Norte para reactivar as operações do complexo industrial de Kaesong. O complexo, aberto na Coreia do Norte em 2004, funcionava como o único pólo de cooperação entre as duas Coreias e foi encerrado por tempo indeterminado quando ambos os países enfrentam crescentes tensões militares. No domingo, a Comissão Nacional de Defesa da Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-un, admitiu reiniciar as operações no complexo se Seul abandonasse todos os “actos hostis e provocações militares”. Entre as provocações militares estão os preparativos para um exercício militar conjunto entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos em Agosto, bem como atitudes de activistas e desertores que utilizam balões para enviar para a Coreia do Norte panfletos anti-Pyongyang. “As exigências do Norte são incompreensíveis e injustas”, disse Kim Hyung-seok,
porta-voz do Ministério da Unificação, que lida com os assuntos entre as duas Coreias. O mesmo responsável salientou que Seul pede a Pyongyang que se sente á mesa do diálogo em vez de fazer exigências injustas. Já o Ministério da Defesa revelou não estar planeado o cancelamento do próximo exercício militar conjunto com os Estados Unidos”. “Kaesong foi construído no princípio de que a política e a economia são duas coisas distintas e, por isso, é inapropriado
Japão reforça medidas preventivas contra H7N9
O Governo japonês ordenou ontem o reforço das medidas preventivas face ao receio de possível propagação ao país da nova estirpe da gripe aviaria H7N9 que já provocou 27 mortes na China entre os cerca de 130 infectados. As novas medidas, refere o Governo nipónico, permitirão às autoridades locais conceder baixa e internar preventivamente pessoas que tenham sintomas da doença. O Japão aprovou as novas medidas devido à rápida propagação do vírus na China num momento em que muitos turistas japoneses regressam a casa depois da semana de férias da primavera no Japão, também conhecida como “semana dourada” e que ontem terminou. Com a revelação da gripe H7N9 na China, o Japão iniciou questionários nos seus aeroportos para as pessoas oriundas da China numa tentativa de identificar sintomas da gripe das aves.
ligar o exercício militar conjunto com o parque industrial”, disse um porta-voz do Ministério da Defesa. Cerca de 53 mil norte-coreanos trabalhavam em Kaesong até ao início de Abril, quando a tensão entre as duas Coreias suspendeu a actividade no parque e Pyongyang retirou todos os trabalhadores. Entretanto, de Kaesong saíram também todos os funcionários da Coreia do Sul, cujos últimos representantes saíram na última sexta-feira.
Hyundai Heavy Industries vai construir maior porta-contentores do mundo
A Hyundai Heavy Industries, da Coreia do Sul, anunciou ontem ter ganho o concurso para a construção do maior navio do mundo de transporte de contentores num projecto com um custo estimado em cerca de 5.340 milhões de patacas. O primeiro dos cinco navios encomendados será entregue no segundo semestre de 2014, tendo as embarcações 400 metros de comprimento, 58,6 metros de largura e 30,5 metros de altura. A encomenda foi apresentada pela China Shipping Container Lines, o segundo maior operador chinês de navios de carga. O novo navio terá capacidade para transportar 18.400 contentores de 20 pés, ultrapassando em cerca de 400 contentores da mesma dimensão uma outra embarcação construída em 2011 pela Daewoo Shipbuilding and Marine que tem uma ordem da dinamarquesa A.P. Moeller-Maersk para construir 20 unidades.
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entrevista
Cecília Lin*
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
Em 2009 foi o número dois da lista liderada por Lai Cho Wai. Desta vez, qual vai ser a sua posição e o seu parceiro político nestas legislativas? Desta vez vou ser o número um da lista. O senhor Lai Cho Wai não vai ser candidato, porque não está habituado a servir a sociedade desta forma. Recomendaram-me a ter como parceiros outras pessoas ligadas ao meio religioso, mas ainda estou a pensar nisso. Considera que a falha na eleição de 2009 foi originada pelas ligações de Lai Cho Wai? Acho que não há qualquer problema. Em Macau há muitas pessoas com ligações a grupos, tal como o antigo Chefe do Executivo (Edmund Ho), mas ele também serviu a sociedade de Macau durante muitos anos. Isso acontece especialmente quando envolve o sector dos casinos. Há outro deputado com ligações a grupos, Chan Meng Kam, mas ele ajudou mesmo os cidadãos, e se ele não estiver na Assembleia Legislativa (AL) não vai ter oportunidade para ajudar as pessoas. Na minha opinião, quem trabalha e ajuda a sociedade pode ser deputado. Nas últimas eleições, houve muitas notícias negativas sobre nós, o que levou os eleitores a pensar que tínhamos feito corrupção para ganhar votos, mas na verdade foi o contrário, não conseguimos votos suficientes. Quais são os seus objectivos de eleitorado nestas eleições? Sou do sector empresarial, também faço acções de caridade e presto serviços na área religiosa há mais de 20 anos. Servi ainda nos sectores da juventude, desporto, educação e criação cultural. Também sou presidente da Associação para o Jogo Responsável de Macau (em inglês, Macau Responsible Gaming Association). A ligação a tantas áreas sociais pode afastar os eleitores ou de certa maneira confundi-los? A actual deputada Ângela Leong, por exemplo, é directora executiva de uma operadora de jogo. Ela é uma representante dos funcionários do sector do jogo, mas não se esqueça que Macau tem seis operadoras de casinos. No sector do desporto, acho que, apesar de haver um deputado pela via indirecta dessa área, eu sou o único que, de facto, representa a parte relevante do sector. De entre as muitas associações budistas que existem, tenho um dos cargos mais importantes (vice-presidente da Associação Geral do Budismo de Macau). A juventude é um grupo com muitas vozes, e embora haja muitos candidatos que queiram
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Eleições 2013 William Kuan, empresário e budista, será o número um de uma
“Quem trabalha e ajuda a socied Director executivo da Macau Expo Group, vice-presidente de uma associação budista, presidente da Associação para o Jogo Responsável. Estas são apenas algumas áreas onde se move William Kuan, que este ano se vai candidatar a um lugar de deputado pela via directa, depois de ter experimentado as lides eleitorais em 2009, na lista “União para o Progresso e Desenvolvimento”. Em entrevista ao Hoje Macau, William Kuan acredita que a sua polivalência profissional não lhe vai retirar eleitores e diz que entende os problemas da classe média. Está optimista quanto ao futuro do sector imobiliário, mas diz que os preços não vão baixar porque os “antigos reguladores não incentivaram ao bom uso dos terrenos” obter os votos dos mais jovens, acho que tenho os meus apoiantes. A propósito dos jovens, disse numa outra entrevista que queria ajudá-los a terem capacidade de obter a sua própria habitação. Como pertence ao sector imobiliário, não acha que pode haver um conflito entre essas duas partes? Sinceramente não concordo que os jovens já licenciados e acabados de sair da faculdade tenham capacidades para comprar uma casa própria. Os jovens precisam de desenvolver as suas capacidades, lutar pelo futuro. A minha preocupação é que os jovens não têm espaço para ser empreendedores e tornam-se de imediato croupiers. Não pensam
no desenvolvimento da sua vida a longo prazo. Para mim, comprar uma casa é uma acção fundamental na vida de uma pessoa, que não pode estar constantemente a alugar uma habitação. Aliás, já propus ao Governo que ajude os empresários a construírem casas mais baratas. Mas o preço da habitação não vai
descer, porque os custos de construção tornaram-se cada vez mais altos. Como há cada vez menos terrenos, o preço da habitação vai ficar mais alto, devido à grande procura. Há falta de legislação e os antigos reguladores não incentivaram ao bom uso dos terrenos, por isso os preços não vão baixar.
Mas o preço da habitação não vai descer, porque os custos de construção tornaram-se cada vez mais altos. Como há cada vez menos terrenos, o preço da habitação vai ficar mais alto, devido à grande procura. Há falta de legislação e os antigos reguladores não incentivaram ao bom uso dos terrenos, por isso os preços não vão baixar
Como olha para a ligação entre o desenvolvimento económico e o lado da protecção ambiental? Isto porque muitos empresários têm gerado uma corrente de descontentamento junto dos mais jovens, como por exemplo o empresário Sio Tak Hong (ligado ao projecto de habitação em Coloane). A atitude dele para com os jornalistas não foi boa, isso provocou antipatia junto dos jovens. Mas na minha opinião não há qualquer problema com o que ele pensa, porque não violou a Lei de Terras e o terreno é dele. Não queria comentar muito esse caso porque pouco tem a ver comigo. Mas como sou empresário, posso dizer, por exemplo, que não concordo com o atraso na Lei de Reordenamento
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entrevista
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a lista candidata à AL
dade pode ser deputado” tiago alcântara
para mim, os jovens têm de se focar para serem mais competentes. Não podem estar sempre satisfeitos com a situação actual, como os que desistem dos estudos superiores para serem croupiers. Estamos numa fase em que ninguém vai passar necessidades por ficar sem comida, mas os residentes, e especialmente os jovens, têm de passar por vários tipos de empregos para que possam escolher qual o melhor para o seu futuro. Não posso ver com bons olhos o futuro de Macau quando quase todos os jovens trabalham como croupiers.
Acho que o actual ambiente de Macau ajuda os jovens a matar o seu desenvolvimento sustentável. Todos os anos o Governo dá um cheque e eles não precisam de pensar no seu futuro. Sinceramente, penso que apenas uma parte deles começou agora a preocuparse quanto a isso
residentes ainda está satisfeita com as políticas de benefícios, e não pensam muito nos assuntos políticos. Os deputados democratas fazem muitas críticas sobre casos onde dizem existir censura. O que pensa disso. Os assuntos que eles apresentam são, muitas vezes, apoiados por outros deputados directos.Algumas maneiras que eles usam são radicais e não são aceitáveis por parte do Governo. Se os deputados pudessem comunicar de uma maneira mais suave, penso que o Executivo iria estar mais aberto ao diálogo. Os jovens não gostam do empresário Sio Tak Hong nem do deputado Fong Chi Keong por causa dos seus discursos radicais. Embora eles digam a verdade, as pessoas não aceitam a sua maneira de dizer as coisas em público. Para mim tudo o que conta é a harmonia, uma palavra mal interpretada nos últimos tempos. Mas harmonia não é censura. Há que separar os dois campos. Como define, então, a harmonia social? Por exemplo, quando o Governo Central e o Governo da RAEM querem que a sociedade local seja harmoniosa, ordenada e sustentável. Sem existirem mudanças nos secretários e nas direcções do Governo? Acho que actualmente o Governo não tem os funcionários mais competentes para os cargos mais elevados. Mas é bom ter sangue novo no Governo.
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O que acha da Comissão para os Assuntos Eleitorais? A presença de José Chu (director dos Serviços de Administração e Função Pública) é um caso especial, porque não sabemos se ele tem realmente direito a aprovar os pagamentos no caso da instalação da fibra óptica. O presidente Raymond Tam não foi condenado e não há razão para que não seja convidado para a comissão. Mas não haveria mais funcionários. Foi dito que não era necessário serem funcionários públicos, poderia ser qualquer cidadão. Então temos de olhar para a História. Se os membros (da comissão) são directores dos departamentos mais importantes, se não tiverem culpas de algo, vão ser membros da comissão eleitoral, sem falta. Quanto ao Chefe do Executivo, é positivo estar no cargo durante tanto tempo? Disse há pouco que Edmund Ho trabalhou bem, e até poderia ser candidato outra vez depois do seu período de mandato. Mas acho que a sociedade precisa de mudanças. Está optimista quanto à sociedade de Macau? Sim. Também estou optimista quanto ao mercado imobiliário e à situação económica. O que me preocupa são os recursos humanos. Tenho medo que, com um desenvolvimento tão rápido, não haja pessoas para determinados cargos. - com Andreia Sofia Silva
Já disse publicamente que a classe média é, também, um dos seus objectivos, mas muitos deputados estão a olhar para os votos que podem obter desse sector da sociedade. Quais as vantagens que poderá obter? Sempre trabalhei e vivi junto da classe média. Entendo as suas necessidades e não sou como os outros, que só possuem títulos como dirigentes de associações.
dos Bairros Antigos, que já tem mais de dez anos. Por isso considero que tanto o património cultural como ambiental devem ser considerados.
Os problemas dos jovens Voltando às questões da juventude. Como olha para o papel dos jovens de Macau nos dias de hoje? Serão “lixo” como disse o deputado Fong Chi Keong na AL? O deputado Fong Chi Keong falou de uma forma radical, mas disse algumas verdades. Acho que o actual ambiente de Macau ajuda os jovens a matar o seu desenvolvimento sustentável. Todos os anos o Governo dá um cheque e eles não precisam de pensar no seu futuro. Sincera-
mente, penso que apenas uma parte deles começou agora a preocupar-se quanto a isso. O que poderia ser feito para melhorar? Seria melhor regular a idade de acesso aos casinos para os 24 ou 25 anos. Actualmente a idade mínima é 21, e a maioria dos jovens, com essa idade, ainda está a estudar ou são licenciados recentemente. Não têm consciência do tipo de emprego que querem, o que é ou não bom para eles, e juntam-se à indústria do jogo. Isso não é bom para o seu desenvolvimento. Além disso, acho que os cargos profissionais para os residentes de Macau não são de topo, os jovens não falam bem inglês e,
Falando agora do sistema político. O processo de reforma política, que trouxe a eleição de mais dois deputados pela via directa e dois pela via indirecta, foi implementado da melhor forma? Concordei com ele no ano passado. Sim, precisamos de ter mais abertura na AL, mas olhando para o exemplo de Hong Kong, se não tivermos um sistema democrático ao mesmo nível do desenvolvimento social, vamos ter problemas. O ideal, no futuro, seria termos sufrágio universal tanto para eleger os deputados na AL como na eleição para o Chefe do Executivo. Mas, para já, penso que Macau corresponde ao plano 2+2. Os deputados indirectos também são votados e penso que não há problema. Mas a participação dos cidadãos na política ainda precisa de ser desenvolvida. A maioria dos
Para mim tudo o que conta é a harmonia, mas harmonia não é censura. Há que separar os dois campos
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vida
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om as diferentes composições, massas e órbitas possíveis para os planetas fora do Sistema Solar, a vida talvez não esteja limitada a mundos similares à Terra em órbitas equivalentes à terrestre. Essa é uma das conclusões apresentada por Sara Seager, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA, num artigo de revisão publicado no periódico “Science”, com base na análise estatística dos cerca de 900 mundos já detectados ao redor de mais de 400 estrelas. Seager destaca a possível existência de planetas cuja atmosfera seria tão densa a ponto de preservar água líquida na superfície mesmo a temperaturas bem mais baixas que a terrestre. Como todas as formas de vida conhecidas dependem de água, a sua presença na superfície é tratada como o ponto central da definição de “habitabilidade”. Mundos habitáveis tradicionalmente seriam aqueles que, como a Terra, estão a uma distância tal da sua estrela que, com uma atmosfera pouco densa, poderiam ter corpos de água estáveis no solo. Contudo, um consenso emergente é o de que a extensão dessa zona habitável depende fundamentalmente das características intrínse-
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Espaço Possibilidade de vida não se resume a planetas similares à Terra, diz estudo
Onde pára a vida? cas dos planetas em questão e pode estender-se a uma área que iria além da órbita de Júpiter, no Sistema Solar, se o mundo orbitando ali tivesse uma composição adequada.
Arquitecturas
Graças ao número crescente de descobertas, finalmente os astrónomos começam a entender a natureza da
gelo do Oceano Árctico derreteu em ritmo recorde em 2012, o nono ano mais quente desde o início dos registos, anunciou OMM (Organização Meteorológica Mundial), uma agência da ONU. No relatório sobre o ano de 2012, a OMM afirma que, em Agosto e Setembro do ano passado, as zonas geladas do Árctico cobriam apenas 3,4 milhões de quilómetros quadrados, 18% a menos que em 2007, quando tinha sido registado o recorde anterior. Para o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, este é um “preocupante sinal da mudança climática”. “O ano de 2012 também registou outros extremos, como secas e ciclones tropicais. A variabilidade natural do clima sempre resultou em extremos deste tipo, mas a mudança climática determina cada
formação dos sistemas planetários. A boa notícia: é bem parecido com o que sugeria a teoria, criada na época em que só tínhamos um exemplar conhecido, o Sistema Solar. A realmente boa: existem muito mais variações para a evolução desses sistemas do que os cientistas antes imaginavam. Na prática, isso quer
dizer que a arquitectura básica vista no nosso sistema, com os planetas pequenos rochosos mais próximos da estrela e os gigantes gasosos mais distantes, é apenas um dos possíveis desfechos da formação planetária.
Duas técnicas
A imensa maioria dos planetas descobertos fora do
Aquecimento global Árctico derreteu em ritmo recorde em 2012, diz ONU
Sem fim à vista
vez mais as características físicas dos acontecimentos meteorológicos e climáticos extremos”, disse. “Por exemplo, dado que os níveis globais do mar são actualmente 20 centímetros maiores que o que eram em 1880, tempestades como o furacão Sandy estão a produzir mais inundações costeiras”, completou. A OMM afirma que a temperatura global média de terras e superfícies marinhas é estimada em 0,45 graus
centígrados acima da média do período que vai de 1961 a 1990, que é de 14 graus Celsius. 2012 foi o nono ano mais quente desde 1850, primeiro do qual se tem registo, e o 27.º ano consecutivo no qual a temperatura de terras e superfícies marinhas supera a média de 1961-1990. “A tendência em alta das concentrações atmosféricas de gases do efeito estufa confirma que o aquecimento prosseguirá”, disse Jarraud.
Sistema Solar foi revelada por meio de duas técnicas. A mais antiga e eficaz até hoje é a que mede variações na luz da estrela causadas pelo movimento que ela faz conforme planetas giram ao seu redor. Como mede directamente o efeito da gravidade do planeta sobre a sua estrela, é possível ter uma boa estimativa da sua massa. A segunda técnica envolve a observação de trânsitos - mini-eclipses causados pela passagem dos planetas à frente da sua estrela -, que só ganhou grande impulso quando foram lançados satélites especializados em detectá-los. A detecção do trânsito é feita pela medição da redução do brilho da estrela causada pela passagem do planeta. É, portanto, uma boa medida do tamanho. Juntas, as duas técnicas permitem uma caracterização mais precisa dos planetas extra-solares. Afinal, com a massa e o tamanho, pode calcular-se a densidade. A densidade, por sua vez, é uma pista bastante concreta da composição. Foi assim, por exemplo, que os cientistas conseguiram confirmar que pelo menos alguns dos planetas categorizados como “super-terras” - por serem maiores que a Terra, mas menores que os menores planetas gigantes do Sistema Solar -
são rochosos como o nosso mundo. Contudo, nem sempre se pode aplicar as duas técnicas ao mesmo tempo. Enquanto a medição do movimento gravitacional é difícil para planetas menores e mais distantes da estrela, a técnica do trânsito depende do alinhamento apropriado do sistema planetário, de forma a que os mini-eclipses possam ser observados daqui. Ainda assim, conhecendo bem os viesses que cada técnica produz, os cientistas são capazes de compensar matematicamente as falhas para apresentar um quadro estatístico mais seguro dos planetas extra-solares. É basicamente o que traz Andrew Howard, da Universidade do Havai em Manoa (EUA), num outro artigo de revisão publicado no especial de exo-planetas da “Science”. Sabe-se hoje, por exemplo, que planetas menores são bem mais comuns na Via Láctea que os gigantes. Contudo, as Terras não são mais comuns que as super-terras. Aparentemente, o número de planetas vai aumentando em razão inversa ao tamanho (ou seja, quanto menor, mais planetas) até atingir um valor crítico de pouco menos de três vezes o diâmetro da Terra. Daí para baixo, a prevalência é aproximadamente igual.
terça-feira 7.5.2013
cultura
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Mongólia Uma pista depois de anos de pesquisa
Túmulo de Genghis Khan mais perto Maria João Belchior Em Pequim
A
inda é difícil acreditar e a própria equipa de investigação não quer comemorar nem anunciar uma descoberta. Mas um dos maiores enigmas da história pode vir a ser desvendado mais rápido do que se esperava. Há oito séculos que se procura o sítio onde estará enterrado um dos mais famosos guerreiros da história, Genghis Khan. O fundador do império mongol deixou uma união entre diferentes tribos e começou o que viria a ser um dos maiores impérios da história. Mas sobre o fim da vida ficaram dúvidas e, além de ter sido enterrado num sítio que nunca se encontrou, também as causas da morte continuam envoltas em mistério. Terá caído de um cavalo ou terá sido ferido em batalha? Enterrado num sítio onde ninguém pudesse descobrir onde estava, a lenda diz que aqueles que escavaram o local para o túmulo terão sido mortos por soldados e estes a seguir terão sido igualmente assassinados. Os que por algum azar se cruzaram com o cortejo fúnebre também foram mortos para que nenhuma testemunha ficasse. E sem registos escritos, é certo que nenhum testemunho ficou.
Areias do deserto
Qual segredo que ninguém podia saber, a terra guardou o mistério
por mais de 800 anos. Há várias décadas que arqueólogos de todo o mundo procuram pistas sobre o que deve ser uma vasta necrópole, uma vez que é certo que não só o guerreiro foi enterrado e que haverá inúmeros tesouros escondidos junto aos seus restos mortais. Na superstição mongol é melhor que não se descubra o exacto local do túmulo que, a ser encontrado, vai certamente movimentar expedições de arqueólogos de todo o mundo. Os mongóis temem que se o túmulo for aberto, o mundo acabe. Na China continua a haver polémica sobre a nacionalidade de Genghis Khan que os chineses reclamam como nacional. Ao longo dos anos têm sido feitas várias descobertas com restos mortais de diferentes tribos mongóis da Ásia medieval. As expedições dos últimos anos têm trazido à superfície peças de ouro e prata do século XIII e XIV. Mas perante o que se imagina que guarde o túmulo do guerreiro, o que até agora se encontrou parece pouco. Uma equipa formada por especialistas americanos e mongóis montou há alguns anos um dos maiores projectos de pesquisa que através da revista “National Geographic” e da página online, conseguiu investigar mais de cinco mil quilómetros de terreno sem estar a perfurar a terra constantemente, o que exige tempo
e muitos recursos humanos e tecnológicos.
O Vale dos Khans
Unindo esforços, a Associação Internacional de Estudos Mongóis, a Academia Mongol das Ciências, a Universidade de San Diego e a National Geographic Society, juntaram-se num projecto de investigação do terreno por métodos não invasivos. Além da utilização de sondas, radares e milhares de fotografias em alta resolução por satélite, juntaram-se voluntários de todo o mundo que podiam tomar parte da investigação a partir de qualquer lado do mundo necessitando apenas de uma ligação de internet. Albert Lin é o explorador da National Geographic e um dos que está à frente do projecto a que se deu o nome de “o vale dos Khans”. Além de uma equipa no terreno, mongóis e americanos sobretudo, outros podiam procurar a partir de casa e percorrer quilómetros e quilómetros de espaços vazios onde qualquer pequeno objecto não identificado pode fornecer uma pista. Como um povo nómada, os mongóis não deixaram quase construções nos sítios onde viviam, quase sempre um local temporário. A própria erosão dos anos tornou difícil encontrar ruínas nos locais onde as tribos viveram por períodos mais longos. Cartografar toda a Mongólia
seria um plano perto do impossível e ainda mais para saber o que se esconde debaixo de terra. Genghis Khan terá sido enterrado com as maiores riquezas do império naquela época e daí também, a razão de querer manter-se escondido o local do túmulo. Numa altura especialmente conturbada quando os descendentes do grande guerreiro continuavam a conquista do resto do mundo, avançando rapidamente para sul e oeste, os inimigos dos mongóis eram vários. Daí também o receio que o túmulo fosse saqueado. O ano 2012 marcou o 850º aniversário do nascimento de Temujin, o verdadeiro nome daquele que ficaria imortalizado como Genghis Khan. No mesmo ano em que pela primeira vez se pensou ter chegado perto do túmulo do fundador do império.
Uma larga estrutura não identificada
Foi a sonda que deu o alerta de algo de um tamanho maior do que o habitual identificada naquele local. Um sinal de que debaixo de terra pode estar uma estrutura gigante num local perdido no meio da Mongólia. As primeiras equipas com alguns cientistas e arqueólogos foram enviadas ao local para continuar a busca através de radares e sondas. Escavar não é uma opção enquanto não houver certezas. Pode tratar-se de outro qualquer guerreiro mongol
e o mistério não ser decifrado. Encontraram-se restos de setas, cerâmicas e o que terão sido tijolos, que foram analisados e datados. E o primeiro sinal chegou. O período coincidia com o do tempo da vida e morte de Genghis Khan. De acesso restrito a área está agora classificada. Muitos túmulos foram assaltado ao longo dos anos e o receio de que o mesmo possa acontecer com esta descoberta, é muito grande. Nem todos temem a superstição da mesma maneira e, embora Genghis Khan seja uma figura semi-sagrada no imaginário mongol, a dimensão da riqueza do que pode estar enterrado pode ofuscar a fé de alguns. Em nome do rigor científico nenhum dos especialistas responsável pelo projecto admite que, de facto, se encontrou o túmulo. Vários objectos continuam a estar agora no processo de datação. E pode levar muito tempo até que se justifique começar a escavação. Para Albert Lin e alguns dos mongóis responsáveis pela investigação, o local que já foi definido devia ser classificado como património pela Unesco para proteger o terreno e o que este pode ter guardado por mais de 800 anos. Ainda é cedo para comemorar, mas parece haver razões para alguma satisfação. Nunca se esteve tão perto de encontrar o túmulo de um dos mais temíveis guerreiros do mundo e sobre o qual a história ainda continua por escrever.
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cultura
Pintura Morreu Michael Biberstein
O pintor Michael Biberstein morreu ontem de manhã, vítima de acidente vascular cerebral súbito, na sua herdade perto do Alandroal, Alentejo. O artista, nascido em 1948 em Solothurn, na Suíça, era casado com a romancista Ana Nobre de Gusmão e vivia em Portugal há cerca de três décadas. Expunha regularmente no nosso país, tendo chegado a apresentar uma grande antologia do seu trabalho no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, em 2006. O público português pôde conhecê-lo logo em 1979, na galeria Módulo. Depois, trabalhou com a Cómicos – Luís Serpa, a portuense Pedro Oliveira, a Cesar, entretanto extinta, e mais recentemente com a galeria Cristina Guerra. Ficou conhecido por um estilo pictórico completamente inédito no nosso país: telas geralmente de grande formato, onde a tinta muito diluída indiciava a paisagem romântica e a evocação longínqua do conceito de sublime. Nos últimos anos, ambicionava pintar o tecto da Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, um templo construído depois do terramoto de 1755 e a que falta ainda a pintura da cobertura para se considerar acabado. O projecto, intitulado Um céu para Santa Isabel, foi apresentado na Trienal de Arquitectura, em 2010. O corpo de Michael Biberstein seguirá para a capela mortuária de Santa Isabel na quinta-feira, estando marcada a sua cremação para as 10 horas de sexta, no Cemitério dos Olivais, em Lisboa.
Arquitectura Souto de Moura distinguido com o Prémio da Fundação Wolf
O arquitecto Eduardo Souto de Moura recebeu ontem, em Israel, o Prémio da Fundação Wolf 2013 para a área da Arquitectura, numa cerimónia que contou com a presença do presidente israelita, Shimon Peres. Os prémios da Fundação Wolf são atribuídos desde 1978, nas áreas das artes e das ciências, distribuídos pelos campos da agricultura, química, matemática, medicina e física. Na área das artes há uma rotatividade anual pela arquitectura, música, pintura e escultura, e Souto de Moura foi o segundo português a ser distinguido com o galardão, depois de Álvaro Siza Vieira o ter conquistado em 2001. Em Janeiro deste ano, a fundação israelita anunciou todos galardoados de 2013, entre eles o arquitecto Eduardo Souto de Moura, 60 anos, distinguido com o Prémio Pritzker em 2011. Na cerimónia, além do presidente de Israel, Shimon Peres, estiveram representantes do parlamento e o novo ministro israelita da Educação e presidente da Fundação Wolf recentemente indigitado, Shai Piron. Este ano, os cinco prémios foram repartidos por oito galardoados de quatro países: Portugal, Estados Unidos da América, Alemanha e Áustria. Eduardo Souto de Moura foi escolhido pelo júri pelo contributo para “o progresso na arte e no campo da arquitectura”. O prémio consiste em 100 mil dólares (cerca de 77 mil euros) e um certificado.
Cinema Conferência sobre cinema Chinês no Chinese Film Forum
O Chinese Film Forum do Reino Unido, está a organizar uma Conferência sobre cinema Chinês, realizado dentro e fora da China. O encontro realizar-se-á entre os dias 11 e 13 de Outubro, na Cornerhouse em Manchester, e conta com a participação dos Professores Rey Chow, da Universidade de Duke; e Song Hwee Lim, da Universidade de Exeter. Com o enorme desenvolvimento da indústria do cinema na República Popular da China, desde 1990, uma concepção cinematográfica chinesa mais variada proliferou internacionalmente. Esta conferência pretende abordar várias questões, directamente relacionadas com o crescimento verificado nas últimas duas décadas. Qual é o impacto deste rápido crescimento na realização cinematográfica, tanto dentro como fora da China? Como é que os filmes produzidos fora da China integram noções de realização cinematográfica Chinesas? Estarão a aparecer novas formas de cinema independente? Qual é o impacto na realização cinematográfica da diáspora Chinesa? Com estas questões em mente, o Chinese Film Forum convida todos os interessados a enviarem propostas de participação, das quais devem constar uma breve biografia, a apresentação, ou questões que devem ser dirigidas para cffuk.mcr@gmail.com, até ao dia 31 de Maio de 2013. Entre os organizadores estão a Professora Felicia Chan, da Universidade de Manchester, bem como o Professor Andy Willis, da Universidade de Salford.
terça-feira 7.5.2013
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Arte Indonésia aparece e Masriadi começa a dar cartas
Será Jacarta a próxima capital do mercado da arte?
Tiago Quadros
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N
o mundo da arte ocidental, Masriadi é conhecido como um dos mais bem sucedidos artistas da região do SudesteAsiático. O seu tríptico Man from Bantul (The Final Round), de 2000, objecto que representa uma alegoria poderosa aos políticos indonésios, foi vendido, em 2008, em leilão pela Sotheby’s por 7,820,000 dólares de Hong Kong, na altura um recorde para um artista vivo, proveniente do Sudeste Asiático. O preço ultrapassou em mais de cinco vezes as estimativas iniciais, considerando que estamos a falar de um artista que dez anos antes vendia quadros a turistas na ilha nativa de Bali, a mudança foi radical. Hoje, a testemunhar isso mesmo, Masriadi é representado pela Gajah Gallery em Singapura e pela Paul Kasmin em Nova Iorque. Contudo, no panorama artístico indonésio, Masriadi, de 40 anos, é apenas considerado um entre vários talentos que emergiram no passado recente, tornando o país numa força incontornável no mercado regional. O último sinal deste enorme crescimento, chegou em Janeiro, quando a Feira de Arte de Singapura dedicou um pavilhão aos artistas Indonésios, apresentando um conjunto de 36 autores e colectivos. Quatro galerias indonésias apresentaram-se na secção principal da feira e galeristas internacionais como Arndt de Berlim e Arario da
Coreia do Sul apresentaram obras de artistas Indonésios. Galeristas internacionais e coleccionadores foram tomando contacto com esta realidade, em parte devido às várias exposições de artistas indonésios realizadas em museus e feiras de arte, em todo o mundo, nos últimos anos. Em 2010, a feira de arte Art Paris + Guests apresentou “The Grass Looks Greener Where You Water It”, uma exposição sobre o país de todos estes artistas. No Verão de 2011, “Trans-figurations: Mythologies Indonésiennes” levou mais de 50,000 visitantes ao Espace Culturel Louis Vuitton, em Paris, ao mesmo tempo que decorria na Saatchi Gallery, em Londres, “Indonesian eye: fantasies and realities”. “Beyond the East” abriu no Outono seguinte no Museu de Arte Contemporânea de Roma. No ano passado, a Art Dubai apresentou um enfoque especial sobre galerias e artistas indonésios, enquanto que “Contemporary Indonesian art” estava em exibição na National Gallery de Victoria, em Melbourne.
A Sotheby’s e a Christie’s têm representações em Jacarta, assim como a Gagosian Gallery. Galerias regionais como a Gajah, uma das maiores na Indonésia, está representada em Yogyakarta. A razão destas presenças, ‘in loco’, prende-se com a necessidade das galerias construírem relações com os artistas e com o seu trabalho, mas também de se proporcionar o crescimento de coleccionadores locais. Budi Tek, Oei Hong Djien, Alex Tejada e Deddy Kusuma estão entre os coleccionadores locais mais proeminentes. Mas esta não é a primeira vez que artistas indonésios conseguem assumir-se perante artistas reconhecidos internacionalmente. Na década de 1990, artistas como Dadang Christanto, Heri Dono, FX Harsono e Agus Suwage, apresentavam-se regularmente nas principais bienais internacionais de arte, bem como em galerias e museus de todo o mundo. Contudo, a falta de galerias e casas leiloeiras fez com que estes artistas não tivessem conseguido encontrar o seu mercado. Para além disso, o final da década de 90 trouxe a crise financeira, isto para não mencionar a crise política e económica em que mergulhou a Indonésia no período a seguir à Presidência de Shuarto. Estes acontecimentos coincidiram com o crescimento que a China começou a registar, no plano económico e cultural, ensombrando todo e qualquer artista Indonésio. O declínio do panorama artístico do país de Masriadi acabou por
se verificar em definitivo, quando em 2005, a Indonésia apresentava-se pela última vez na Bienal de Veneza, com trabalhos de Krisna Murti, Yani Mariani Sastranegara e Entang Wiharso. Mas as coisas voltaram a mudar para a Indonésia. Hoje, o quarto país mais populoso do mundo, está a viver um autêntico milagre económico com um crescimento anual de 6,5%. O The Economist prevê que em 2030 o PIB da Indonésia ultrapassará o do Reino Unido. O crescimento registado nos últimos anos está agora a ter reflexos no mercado da arte local. As aquisições de obras de arte aumentaram e os preços de venda também se acentuaram significativamente. Em consequência, verificou-se um aumento no crescimento do investimento em espaços de galerias de arte e casas leiloeiras. Hoje, há pelo menos cinco leiloeiras e dezenas de galerias de arte em Jacarta e também em Bandung e Yogyakarta, cidades mais regionais onde os artistas procuram viver. A testemunhar os acontecimentos mais recentes, a Indonésia voltará a ter pavilhão na Bienal de Veneza deste ano, apresentando o trabalho de artistas como Sri Astari, Eko Nugroho, Albert Yonathan Setiawan e Titarubi. Para além do aumento dos preços, em galerias e leilões, a razão mais importante para o mercado internacional estar a olhar para a Indonésia de modo diferente resulta do panorama artístico indonésio ter mudado. Está agora mais cosmopolita, menos óbvio e mais fundado em questões sociais e políticas locais. Imediatamente a seguir à Presidência de Suharto, muitos artistas assumiram o compromisso de denunciarem, através dos seus trabalhos, as injustiças, a miséria, os abusos militares e políticos perpetrados no seu país. Em resultado dessas acções, muitos dos artistas viram os seus trabalhos serem censurados. Alguns foram presos. Christanto refugiou-se na Austrália, em 1999. Outros partiram para a Europa.
terça-feira 7.5.2013
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Fundação Oriente Reforço das “relações históricas” nos últimos 25 anos
Portugal e Ásia: mais amigos do que nunca
O
presidentedaFundação Oriente, Carlos Monjardino, considera que as iniciativas desenvolvidas pela entidade nos últimos 25 anos “contribuíram de forma importante para o reforço das relações históricas entre Portugal e a Ásia”. Instituída em 1988 como entidade colectiva de direito privado sem fins lucrativos, a Fundação Oriente tinha como finalidade realizar acções de carácter cultural, educativo, artístico, científico, social e filantrópico, em Portugal e em Macau. O objectivo inscrito nos seus estatutos era “a valorização e a continuidade das relações históricas e culturais entre Portugal e o Oriente, nomeadamente com a China”, e o presidente faz agora um balanço positivo dessa missão. “Essa ligação com o Oriente foi fortalecida. Quando a fundação foi criada não havia nenhuma entidade com esta finalidade”, sublinhou Carlos Monjardino à agência Lusa, recordando também as acções desenvolvidas em Macau nas áreas do património cultural, científico e educativo. A Fundação foi instituída em 1988 pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), como uma das contrapartidas impostas pela Administração de Macau à concessão em regime de exclusivo da exploração do jogo naquele território, até 31 de Dezembro de 2001. O primeiro Conselho de Curadores foi constituído por José Fraústo da Silva, Adriano Moreira, Pedro Pires de Miranda, Eduardo Ribeiro Pereira, Stanley Ho, Edmund Ho e Carlos Monjardino, nomeado na altura presidente do Conselho de Administração da entidade, cargo em que se mantém até hoje. Com sede em Lisboa, a Fundação Oriente possui ainda delegações em Macau, na Índia e em Timor-Leste.
Presença por todo o mundo
Carlos Monjardino, 70 anos, sublinhou o trabalho desenvolvido pela Fundação nestes 25 anos, nas áreas da recuperação e valorização do património português
na Índia, os programas de bolsas para estudantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o apoio às comunidades de macaenses espalhadas pelo mundo. “Temos apoiado a criação de Casas de Macau nos Estados Unidos da América, no Brasil e no Canadá”, enumerou o presidente. Nos últimos anos, Carlos Monjardino tem verificado “um crescente aumento de pedidos de apoio na área social, devido à crise económica que Portugal atravessa”. Questionado sobre o recente censo realizado pelo Governo ao universo das fundações do país, Monjardino avaliou que o processo “foi mal conduzido e acabou por dar uma má imagem das fundações”. A Fundação Oriente foi uma das entidades que contestou o resultado da avaliação. “Obviamente que era importante fazer uma avaliação, mas misturou-
-se tudo num ‘ranking’ de fundações feito sem sentido, sem o cuidado de se perceber o que é e para que serve uma fundação”, comentou. Na opinião do presidente da Fundação Oriente, entidade que perdeu o apoio financeiro do Estado mas não o estatuto de utilidade pública, “passar um atestado negativo deste género às fundações vai ser contraproducente”. “As fundações têm um papel fundamental no país, e agora vão retrair-se nas parcerias com o Estado”, alertou, em declarações à Lusa. A entidade cumpriu os 25 anos em Março deste ano, o museu assinala cinco anos na quarta-feira com entradas gratuitas e, até ao final de Maio, vai realizar vários eventos para celebrar ambas as efemérides.
Museu do Oriente, um sucesso
O Museu do Oriente, em Lisboa, recebeu cerca de
400 mil visitantes desde a inauguração, em 2008, nas duas exposições permanentes e em mais de meia centena de mostras temporárias, dedicadas sobretudo à arte asiática. De acordo com dados do museu fornecidos à agência Lusa, no âmbito do 5.º aniversário, que será celebrado na quarta-feira, dia 8 de Maio, o Museu do Oriente tem recebido uma média de 80 mil visitantes por ano. “O Museu do Oriente é, para o público em geral, a face mais visível da Fundação Oriente”, comentou, em declarações à agência Lusa, Carlos Monjardino, presidente da entidade, que este ano também celebra 25 anos de existência. O museu possui um património museológico com cerca de 15.000 peças da Ásia, que vão desde máscaras a mobiliário, passando por armaduras, mapas, têxteis, biombos, porcelanas, terracotas, desenhos e pinturas. No perfil habitual dos visitantes, além do público adulto, surgem sobretudo alunos entre os sete e os 15 anos, e a percentagem de estrangeiros varia entre os 20 e os 25 por cento. Para Monjardino, o Museu do Oriente “tem tido um papel importante na vida cultural do país, porque é dinâmico, organiza muitas iniciativas para públicos de todas as idades”. Desde 2008, ano da inauguração, além das duas exposições permanentes e das 50 temporárias nos seus espaços, levou cinco exposições a Leiria e Boticas, e também a Madrid, Banguecoque, Pequim e Macau. Carlos Monjardino sublinhou que este ano as exposições itinerantes com base no acervo da entidade vão continuar a ser realizadas na Europa e na Ásia. Ao longo dos cinco anos, as exposições mais visitadas foram “Máscaras da Ásia” (2008/2009), “Encomendas namban” (2010/2011), “Novas Tendências da Arquitectura” (2010), “Brinquedos e Jogos da Ásia”, (2011), “Olhem para nós! A nova
geração de jovens artistas chineses” (2011), “Manuel Vicente – Trama e Emoção” (2011), e “O Chá. De Oriente para Ocidente” (2012/2013).
Peças de valor incalculável
O museu da Fundação Oriente foi criado para mostrar ao público o património cultural da entidade e divulgar a ligação entre as civilizações ocidental e oriental, em particular os vínculos criados por Portugal desde o período dos Descobrimentos. O acervo do museu está dividido em duas colecções, uma delas alusiva à presença portuguesa na Ásia, com mais de um milhar de objectos artísticos e documentais. Integra diversos biombos chineses e japoneses dos séculos XVII e XVIII, peças de arte namban, uma colecção de peças de porcelana da Companhia das Índias e um acervo relacionado com a cultura dos povos de Timor. A maior parte da colecção, no entanto, com mais de 13.000 peças, resultou pub
de uma doação efectuada nos anos de 1970 pela Association du Musée Kwok On, de Paris, com peças relacionadas com as artes performativas da Ásia e os rituais do hinduísmo, do budismo, as religiões animistas e com os cultos xamânicos. Também possui colecções de máscaras de toda a Ásia, teatros de sombras e outras marionetas da Índia e da China. Uma das peças mais relevantes da colecção é um biombo namban que retrata a chegada dos portugueses ao Japão, no século XVII, com marinheiros e jesuítas. Além da exposição permanente, o museu tem actualmente patentes as exposições “Cartazes de propaganda chinesa - A arte ao serviço da política”, “Macau. Memórias a Tinta-da-China” e a mostra de fotografia “Do vasto e belo porto de Lisboa”. O Museu do Oriente vai celebrar o 5.º aniversário com entrada gratuita nas exposições, e uma programação especial de actividades para todas as idades. - Lusa
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terça-feira 7.5.2013
Stefan Mitrovic falado para o Benfica
Chama-se Stefan Mitrovic e é um defesa-central sérvio, que conta 23 anos. Joga, no presente, no Kortrijk, o actual oitavo classificado do campeonato belga de futebol. A notícia é avançada pelo jornal belga “Het Laatste News”. Stefan Mitrovic, defesa-central sérvio de 23 anos, faz parte dos planos do Benfica para a próxima temporada de 2013/2014, garante a referida publicação. Ainda segundo o “Het Laatste News”, o nome de Stefan Mitrovic encontrase, igualmente, na agenda dos espanhóis do Valência para 2013/2014. Stefan Mitrovic está a ser, assim, apontado como um forte candidato a render, no plantel do Benfica para a próxima temporada, o defesa-central argentino Ezequiel Garay. Este último poderá, eventualmente, deixar a Luz no final da presente época.
De dia venceu prémio de melhor jogador, à noite foi preso
O jogador de futebol Michael Higdon foi detido pela polícia escocesa alegadamente por ter estado envolvido numa confusão numa discoteca de Glasgow. Avançado já foi libertado e pode agora desfrutar do troféu em casa. Do céu à terra no espaço de horas. Michael Higdon, avançado inglês a jogar no Motherwell, na primeira liga da Escócia, conseguiu passar de bestial a besta em pouquíssimo tempo. Durante o dia recebeu a notícia que tinha sido eleito o melhor jogador a actuar na Escócia. À noite recebeu o troféu, depois foi festejar e acabou preso. O avançado de 29 anos terá estado envolvido numa confusão numa discoteca de Glasgow, onde agrediu um cliente. A polícia foi chamada e Higdon teve mesmo de passar a noite entre as grades. pub
La Liga Goleada do Corunha terá sido resultado combinado
Tramóias à moda de Levante
A
notícia foi avançado pelo famoso La Larguero, programa da televisão espanhola: o jogo Levante-Corunha, que a equipa galega venceu, por 4-0, está a ser investigado devido a suspeitas de que o resultado foi combinado. Recorde-se que nesse jogo, disputado a 13 de Abril, o Corunha venceu com golos de Valerón, Pizzi (dois golos) e Nélson Oliveira, alcançado a quarta vitória consecutiva na liga espanhola,
mais do que conseguira até à 31ª jornada. O processo foi aberto pela federação espanhola e está a ser levado a cabo pela comissão anti-corrupção. O mesmo programa avança que jogadores do Levante terão sido corrompidos em outros jogos.
“É uma vergonha aceitar dinheiro para perder”
O jogador português do Valencia João Pereira abordou as mais recentes notícias que surgiram em Espanha, que dão
conta de possíveis subornos em alguns jogos de La Liga. Um dos jogos em causa é o triunfo do Deportivo por 4-0 no terreno do Levante, clube rival do Valencia, onde actua o defesa português. “É uma vergonha aceitar dinheiro para perder. Uma pessoa que aceita fazer isso não tem dignidade. É uma pessoa falsa e sem amor próprio. Jamais aceitaria dinheiro para perder, em primeiro lugar está a minha dignidade pessoal”, afirmou João Pereira ao jornal “Marca”.
terça-feira 7.5.2013
[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB Evangelion 3.0: you can (not) redo [c] (FALADO EM JAPONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS) Um filme de: Hideaki Anno 17.00, 19.30 Sala 2
iron man 3 [3d] [c]
the big wedding
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 Sala 3
the big wedding [c]
Sala 1
iron man 3 [c]
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.30, 21.30
Aqui há gato
Um filme de: Justin Zackham Com: Robert De Niro, Amanda Seyfried, Katherine Heigl, Diane Keaton 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Voar sem sair do mesmo sítio. Atar, ligar. 2-Maciço montanhoso do Níger. Produz. Liga, une. 3-Passar, decorrer rapidamente. A atmosfera. 4-Sucedido há pouco. 5-Duas vogais. Cavidade em que entram os machos do leme de uma dobradiça. Osmio (s.q.). 6-Rocha constituída por orgãos de areia fina. Voz imitativa do som da campanhia ou sineta. 7-Apelido. Lisonjeai. Profissão (Suf.). 8-Acto de fariscar. 9-Exprimir pelo som. Esvaziam. 10-Cartilha para aprender a ler. Grande doçura. Junta, soma. 11-Gritar, gemer (Gír.). Tinham conhecimento. VERTICAIS: 1-Torcida envolvida em cera. Pagam sisa. 2-Pedagogo. Comandante de um corpo turco. Nome da noz da cola, em África. 3-Entraivecer. Instrumento cortante com cabo. 4-Fazer refegos. 5-Afixo (abrev.). Nome de homem. 6-Esmigalhem. Espécie de avental, com mangas, para as crianças (pl.). 7-Redes de arrastar. Nota musical. 8-Relativo ao etal. 9-Navio de pequena lotação. Tornai oco. 10-Indicação de limite. Cru (Pref.). Nome de mulher. 11-Pouco densas. Movam os remos.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 18:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 00:00 01:00 01:30
31 - STAR Sports 13:00 FIM Mx1 World Championship 2013 Grand Prix of Portugal 15:00 FIM Mx2 World Championship 2013 Grand Prix of Portugal 17:00 The Verdict 17:30 V8 Supercars Championship Series - Race 11 & 12 19:30 Laureus Spirit Of Sport 20:00 Luang Prabang Laos Open 21:00 Golf Focus 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights 22:30 Golf Focus 2013 23:00 Volvo China Open Day 4 Highlights
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HORIZONTAIS: 1-PAIRAR. LIAR. 2-AIR. FAZ. ATA. 3-VOAR. L. ETER. 4-I. RECENTE. A. 5-OA. FEMEA. OS. 6-GRES. TLIM. 7-SA. GABAI. OR. 8-I. FARISCO. E. 9-SOAR. B. OCAM. 10-ABC. MEI. ADE. 11-MIAR. SABIAM. VERTICAIS: 1-PAVIO. SISAM. 2-AIO. AGA. OBI. 3-IRAR. R. FACA. 4-R. REFEGAR. R. 5-AF. CESAR. M. 6-RALEM. BIBES. 7-Z. NETAS. LA. 8-L. ETALICO. B. 9-IATE. I. OCAI. 10-ATE. OMO. ADA. 11-RARAS. REMEM.
À venda na Livraria Portuguesa Cidadão do Mundo (Uma Biografia Científica do Abade Correia da Serra) • Ana Simões, Maria Paula Diogo, Ana Carneiro
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
Figura de relevo do Iluminismo português, o Abade Correia da Serra é, normalmente, conhecido pelas funções diplomáticas que desempenhou, nomeadamente as de embaixador de Portugal nos Estados Unidos da América, no período turbulento que precedeu a independência do Brasil. Neste contexto, chegou a desempenhar funções de agente científico que, por vezes, raiaram a espionagem. Mais tarde, com Thomas Jefferson, sonhou com a construção de dois hemisférios americanos emancipados política e cientificamente da velha Europa. A procura incessante de uma pátria ideal, política e intelectualmente, condenou-o a ser um eterno peregrino.
O Cerco de Krishnapur • J.G. Farrell
“Uma coisa é um romance ser espirituoso, outra é contar uma boa história, outra ainda é ser sério, mas juntar os três atributos é o bastante para criar uma obra-prima.” (New Statesman). “Um olhar inspirado, cómico mas em última instância trágico sobre o colonialismo britânico na Índia. Um livro com uma invulgar exuberância.” (The Independent on Sunday). Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Os jovens, os empresários e as casas Normalmente só a Associação dos Operários se queixa do Governo, sendo os participantes regulares nas manifestações do 1.º de Maio. Mas agora há cada vez mais jovens a saírem para a rua. Na Europa ou são os jovens desempregados ou os homossexuais que lutam pelos seus direitos. Mas aqui em Macau os jovens estão a lutar por preços justos nas habitações, por um melhor sistema de educação, estão contra a censura nos meios de comunicação... A questão que se coloca é se a juventude tem sido ouvida pelos governantes. Parece que não, porque o Chefe do Executivo ainda não os conseguiu aproximar da capacidade de possuírem uma habitação. A sua força tem sido totalmente ignorada pelo Governo. Cada lugar tem as suas características, e a característica de Macau é a existência de uma grande amizade entre o Governo e os empresários. Se alguém não concordar comigo, então olhem para os preços irracionais da habitação. Já foi dito que os preços iam baixar graças às novas medidas do secretário Lau Si Io, mas depois da apresentação do plano de cheques pecuniários não foi apresentada qualquer medida para a habitação. Porquê? Porque o Governo não pode. Será que a especulação que existe é causada pelos residentes de Macau, ou serão também do continente? Parece que alguns empresários de Hong Kong também terão a sua quota parte de culpa. Liu Chak Wan, por exemplo, já mencionado no meu discurso, pertence ao Conselho Executivo e é um empresário de Hong Kong. O quê? Um empresário membro do conselho? Sim, existe. Querem mais nomes? Sio Tak Hong, outro empresário de Hong Kong e membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC). A resposta é óbvia: o Governo não tem, claramente, vontade para controlar os preços incríveis que se praticam. Ou seja, tal como já foi previsto, talvez muitos empresários queiram mesmo que os preços das casas de Macau atinjam os valores praticados em Hong Kong. Entendo agora porque apoio tanto os actos dos jovens nas manifestações? Se o Governo não se importa nada com os pedidos da juventude, o que será que ele faz para responder aos requisitos dos empresários?
Pu Yi
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terรงa-feira 7.5.2013
terça-feira 7.5.2013
opinião
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Helder Fernando
à flor da pele
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carta ao director Exmo. Carlos Morais José,
Voar I baixo. E pior ainda se é de noite... Não nasci para Voar terá sido, talvez desde sempre, uma das grandes ser morcego. Prefiro a Águia! ambições do ser humano. São conhecidas e são extraOu, paralelamente, o refúgio num farrapo de ordinárias as proezas do homem nesse sentido, não poema que me venha à lembrança como este de somente com o exemplo das aeronaves sofisticadíssi- Vinícius de Moraes e que, de momento, não me mas, mas recorrendo a outras ferramentas tecnológicas ocorre o nome: “Longe está o espaço onde existem que imaginariamente ou não lhe permitissem voar os grandes voos e onde a música vibra solta. A cidade sozinho e cada vez mais alto e cada vez mais rápido. deserta é o espaço onde o poeta sonha os grandes O exemplo recente do alemão Fritz Unger e do seu voos solitários” projecto Skyflash ajuda a consubstanciar o grande e fascinante sonho do homem: voar. Unger estará próII ximo, nem sei mesmo se já conseguiu, de elevar-se Já se sabia da mentira compulsiva, do serpenteado a pouco menos de oito mil metros. Projecto que leva venenoso, agora confirma-se a cobardia política de um alguns anos de estudo e de criação de protótipos. O falsário como governante instalado. O ministro Portas Youtube mostra algumas dessas evoluções. trai na praça pública o seu parceiro de coligação, mas Ao tempo de Ícaro, filho de Cronos, não existia vota com ele as medidas assassinas sobre os que quase Youtube, o homem limitava-se a olhar os pássaros nada têm para tentar sobreviver. A cobardia à flor da pele. ambicionando voar com eles. Tantos sonhadores que Não apenas dele, mas a do ministro da Solidariedade, se despenharam até chegarem, não necessariamente por acaso do mesmo partido (hipócrita denominação de pela ordem aqui escrita, a sentir os ventos mais acima: pasta ministerial numa governança sem a mínima cultura as genialidades de Leonardo da solidária. Não apenas a cobardia política do ministro Portas, mas a Vinci e as suas extraordinárias Realmente são enfadonhos engenhocas movidas pela força cobardia política do formal chefe humana, e outros estudos dele os homens agarrados à parte do governo português sem vontaque, séculos depois, seriam a de própria de mandar para a rua grande inspiração dos criadores estrumeira de qualquer espécie de o seu ministro de estado que sai do helicóptero; os dirigíveis, os poderzinho, incapazes de não trair. do conselho de ministros e entra balões de ar quente, a portuguesa no partido para dali contestar as medidas que o chefe do governo Passarola do jesuíta Bartolomeu Mais do que inúteis, altamente de Gusmão, subindo aos céus e prejudiciais na defesa de qualquer anunciou contra os desprotegidos embasbacando a Corte antes de reformados e pensionistas já sem pegar fogo, mais tarde as inven- causa. Triste País que partiu de forças para resistir a este golpe ções fundamentais do brasileiro Abril com tanta esperança baixo dos cobardes da governança. Santos Dumont, do alemão Com o veneno da hipocrisia Ferdinand von Zeppelin que política a escorrer em cada sílaconstituiu a primeira companhia aérea, um extenso ba, o ministro Portas, refugiado no Largo do Caldas, número de pessoas geniais com o sonho de voar. repete o que o povo sabe para tentar agradar ao povo, Depois as asas delta, os aviões mais sofisticados, os depois de a sua assinatura ter condenado esse povo ultraleves, as naves espaciais. idoso à desgraça: “Num país em que grande parte Também por causa desse antigo sonho, as figuras da pobreza está nos mais velhos e em que há avós de Batman e outras fantasiosas criaturas voadoras a ajudar os filhos e a cuidar dos netos, o primeirotenham tanto sucesso nas revistas, no cinema e nas -ministro sabe e creio que é a fronteira que não posso televisões. deixar passar”. E já nem resta ousadia para alguém De tanto sonhar - quantos de nós não adormece- pespegar nas trombas do senhor ministro um pano mos com esse sonho lindo de voar - o ser humano encharcado de suor e revolta? quase voa. Parece que o Freud explicava essas cenas Realmente são enfadonhos os homens agarrados à da nossa imensa capacidade de sonhar. Na verdade, parte estrumeira de qualquer espécie de poderzinho, quando instalado num aparelho voador, lá em cima, incapazes de não trair. Mais do que inúteis, altamente pequenino no meio de todo aquele céu, o imaginário prejudiciais na defesa de qualquer causa. Triste País cessa, o meu sonho mais forte é estar firme cá em que partiu de Abril com tanta esperança.
Este artigo que o senhor escreveu no jornal é de elevada seriedade e que repugno veemente o apelo que faz a um investimento maior por parte da China como justificação para manter a paz na região. Ao ler o seu texto, até dá a sensação que é apologista de uma corrida às armas para que a paz seja duradoura. Estarei a interpretar mal? Ou devo pensar que em caso de guerra o senhor está disposto a ir para a frente de combate? Se por um lado você condena (e com alguma razão) os EUA por estarem envolvidos directa ou indirectamente em inúmeras guerras nas últimas décadas em todo o Mundo, como pode você apoiar outro país (neste caso a China) a fazer um investimento maior no seu material bélico para se aproximar do nível dos EUA? Se o objectivo é manter a paz, não seria melhor escrever um texto em que promove o desarmamento colectivo em vez de incentivar ao gasto de milhares de milhões de dólares em armas que poderiam muito bem ser empregues ao combate à fome mundial, poluição, entre outros problemas de enorme seriedade neste mundo cada vez mais global? Estou certo que o senhor não concorda com os EUA quando dizem que as suas batalhas no Iraque e Afeganistão são em nome da paz e/ou para defender o território americano da ameaça de terroristas. Então porque é que concorda com a China em investir forte no armamento em nome da paz? Para que não haja dúvidas, pessoalmente, sou muito crítico da política externa dos EUA, sobretudo do tempo do George W. Bush (e Dick Cheney). O facto dos EUA serem um mau exemplo, eu vejo como uma oportunidade dourada para a China e outros países serem um bom exemplo. O que você promove - investimento bélico - não é certamente um bom exemplo. Considero-o grave porque foi publicado num jornal. Por último e não menos importante, gostaria que colocasse a prova ou a fonte com que o senhor se baseou para escrever que o Primeiro Ministro japonês Shinzo Abe negou que o Japão tenha feito mal aos seus Países vizinhos (durante o tempo da guerra). Obrigado pela atenção. Gilberto Camacho Caro leitor, Muito obrigado pelo seu comentário. Apelar ao desarmamento é uma ingenuidade que levou à II Guerra Mundial. Foi o rearmamento, nomeadamente nuclear, que tem servido de elemento dissuasor, desde então, e mantido uma paz relativa na Europa e no mundo. Se, perante a actual escalada de agressividade por parte do Japão e dos EUA no Pacífico, a China não se protege, o mais certo é enveredarmos por um caminho bélico. Eu não sou a favor da guerra. Pelo contrário. Por isso é que considero ser importante existir um equilíbrio militar que só pode ser conseguido se a China desenvolver as suas capacidades militares. Repare que a escalada verbal e diplomática dos últimos meses foi provocada pelo governo japonês quando “comprou” a um privado as ilhas Diaoyu, uma óbvia provocação à China. Por outro lado, os analistas de todo o mundo nunca reconheceram nos chineses qualquer vocação imperialista. Logo, ao reforçarem as suas Forças Armadas, mais não fariam do que garantir a sua defesa e não passar ao ataque fora do seu território como japoneses, no passado, e americanos, no presente, abundantemente fizeram e fazem. Carlos Morais José
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
terça-feira 7.5.2013
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Juventude Dinâmica apresentou queixa no Ministério Público
c a r t o on por Steff
eleições na malásia
Portugal Comissão Europeia elogia cortes
Um grupo de indivíduos, em representação da Juventude Dinâmica, deslocou-se ontem ao Ministério Público (MP) e apresentou queixa pelo tratamento da Polícia de Segurança Pública (PSP) durante a manifestação do 1.º de Maio. Os queixosos mostraram ainda o documento com a rota do manifesto e a assinatura do chefe da PSP, Lei Sio Peng, a concordar. A Juventude Dinâmica está expectante pela PSP mostrar o vídeo da reunião com a associação. - C.L.
Doenças cardiovasculares em idades jovens
O presidente da Associação de Cardiologia de Macau (ACM), Lam U Bo, disse ontem que as doenças cardiovasculares, antes doenças mais ligadas às pessoas de idades mais elevadas, estão cada vez mais a manifestarse em jovens. De acordo com dados, existem jovens de dez anos a sofrerem com problemas de pressão arterial elevada. As causas, diz Lam U Bo, podem estar relacionadas com uma dieta desequilibrada e a falta de desporto. O presidente da ACM lembrou ainda os limites clínicos da região e referiu que Macau não está preparado para fazer transplantes de coração. - C.L.
Itália Morreu Giulio Andreotti
O ex-primeiro-ministro italiano Giulio Andreotti morreu aos 94 anos de idade. Natural de Roma, Giulio Andreotti viveu todas as fases políticas do país, desde a monarquia à Segunda República, passando pelo fascismo e atravessando a II Grande Guerra Mundial. Membro do partido Democrata Cristão, Andreotti foi co-autor da constituição italiana, cumpriu sete mandatos como chefe do Governo, foi ministro da Defesa, dos Negócios Estrangeiros, das Finanças e do Interior. O antigo primeiro-ministro foi também acusado de vários crimes relacionados com a Máfia e com o financiamento ilegal de partidos, mas acabou absolvido.
Saúde Clínica abre portas a 15 de Junho
Maló em Pequim Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
C
ontinua o crescimento do maior império de clínicas dentárias do mundo. Paulo Maló prepara-se para abrir mais uma Malo Clinic, desta vez em Pequim. A data escolhido é o dia 15 de Junho. “Confirmo que abriremos uma clínica no centro de Pequim. Trata-se de uma clínica tipicamente Malo Clinic, que terá dentistas portugueses e alguns chineses, naturalmente. Na verdade, falta apenas a inspecção feita pelas autoridades”, revelou Paulo Maló ao Hoje Macau. Os dentistas chineses terão formação em Lisboa e passaram, em regime de rotação, por Macau. “Em Macau, o sistema de cirurgia é muito mais avançado e por isso os profissionais chineses vão ter de passar por lá também para aprenderem as nossas técnicas.” Com um “parceiro chinês de peso”, Paulo Maló não quer ficar apenas na capital. É expectável que tente abrir mais clínicas
O
“como em Xangai ou Cantão”. “Na China vamos abrir clínicas dentárias e possivelmente outro medical spa. Este conceito, implementado em Macau, só pode ser feito em condições muito especiais pois o investimento de capital é enorme. Queremos abrir um espaço como o de Macau, na China e, quem sabe, no Médio Oriente”. Dubai? “Por agora não posso adiantar mais nada”, referiu o dono da Malo Clinic.
Sem prejuízo
Confrontado com as notícias que deram conta de avultados prejuízos na Malo Clinic de Macau, Paulo Maló desmente.
“Prejuízos? Não há qualquer prejuízo. Em Macau temos o melhor medical spa do mundo. É um investimento de 300 milhões de patacas e o seu retorno foi pensado para o médio/longo-prazo. Como é que podemos estar a falar em prejuízos se a clínica abriu há pouco tempo?” Recorde-se que o espaço de Macau, gerido Pacific Health Care, foi vendido ao grupo taiwanês Taivex, que explora hospitais em Taiwan e na China Aliás, a assumpção da maioria do capital da Pacific Health Care por outra empresa já tinha sido notícia adiantada pelo Hoje Macau em Março passado.
APOMAC celebra 12 anos
ntem, no seu jantar de celebração de 12 anos de existência, o presidente da APOMAC, Francisco Manhão, deu a conhecer os cavalos de batalha
para os próximos tempos. Alterar o cálculo para concessão de pensão de sobrevivência e sangue; alterar os requisitos processuais para a habitação social e eco-
nómica, dando privilégios aos residentes; pedir mais um piso para a sede da associação e exigir uma justiça célere são as grandes batalhas a travar pela APOMAC.
A Comissão Europeia elogiou, esta segunda-feira, as medidas anunciadas pelo Governo português, por incidirem em “reduções permanentes da despesa”. Bruxelas saudou ainda o “forte compromisso” do Executivo em relação ao programa de ajuda. “Saudamos a consolidação com ênfase em medidas de redução permanente de despesa, em vez de medidas pontuais ou de aumento de impostos”, que seriam “mais prejudiciais para o crescimento”, afirmou Simon O´Connor, portavoz comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Olli Rehn. Bruxelas saudou “o forte compromisso das autoridades portuguesas em assegurar que a concretização do programa de ajustamento continua no bom caminho”, considerando-o “muito importante” e manifestou apoio aos “princípios de eficiência, qualidade e sustentabilidade na convergência entre os sectores público e o privado”. A Comissão Europeia reagia assim às medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na sexta-feira, que visavam uma poupança na despesa do Estado na ordem dos 4,8 mil milhões de euros, até 2015. Entre as medidas propostas pelo Executivo está o aumento do horário de trabalho da função pública para 40 horas semanais, a redução de 30 mil funcionários do Estado e o aumento da idade da reforma sem penalizações para os 66 anos de idade. A reacção de Bruxelas surge no mesmo dia em que o Ministério das Finanças português anunciou o regresso da troika a Lisboa. A missão do FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia começa a analisar as medidas amanhã.
Filha de Che Guevara fala em ignorância
A cubana Aleida Guevara March, filha mais velha do segundo casamento de Che Guevara, considera que a Venezuela não está “totalmente” preparada para avaliar as mudanças introduzidas pelo chavismo, porque os venezuelanos ainda são “um povo ignorante politicamente”. “Eles continuaram a marcha mesmo depois da morte de (Hugo) Chávez. Podia haver perigo de se perder algo porque ainda, apesar destes anos de revolução, não são um povo totalmente preparado do ponto de vista político e cultural”, disse Aleida, em entrevista à EFE. A cubana considera que “pouco a pouco” os venezuelanaos vão tendo “consciência do poder real que têm” e “começam a reagir”, mas para “manter essas mudanças é preciso continua a construir o socialismo”, defendeu Aleida. Para a filha de Che Guevara, Nicolás Maduro venceu as últimas eleições presidenciais porque os venezuelanos “ainda são um povo ignorante politicamente” porque “têm que perceber as mudanças que estão a viver”.