Skip to main content

Hoje Macau 7 MAR 2018 #4006

Page 1

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

QUARTA-FEIRA 7 DE MARÇO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4006

ROTA DAS LETRAS

PÁGINAS 2-3 GRANDE PLANO

PASSAGEIROS DE TÁXI

Associação renascida PÁGINA 8

CARTAZ MARXISTA EVENTOS

www.hojemacau.com.mo•facebook/hojemacau•twitter/hojemacau

Voos conexos Em resposta ao alerta do Gabinete de Ligação, activistas locais desmentem que a luta pela independência esteja na mente das associações de Macau, negando qualquer contágio de Hong Kong. PÁGINA 5

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

hojemacau

FAM

PUB

Macau com imagem manchada


2 grande plano

7.3.2018 quarta-feira

ROTA DAS LETRAS

ON CAPITULO NEGRO ´

INGUÉM sabe como, nem porquê, mas a verdade é que, a dias de começar uma nova edição, o festival literário Rota das Letras sofreu quatro baixas de peso na lista de convidados. Nomes prestigiados da literatura, como é o caso de Jung Chung, James Church e Suki Kim viram a sua presença em Macau cancelada pela organização depois desta ter recebido um aviso de que as suas vindas não seriam oportunas. “Foi-nos comunicado oficiosamente que não era considerada oportuna a vinda desses três autores, por isso, não estava garantida a sua entrada no território. O Festival não quis colocá-los nessa situação e tomou a decisão de cancelar a sua vinda. Esta situação ultrapassa, em muito, o raio de acção do Festival Literário”, explicou ao HM Hélder Beja, director de programação do Rota das Letras. Até ao momento, ainda não se sabe de onde veio esse aviso, uma vez que tanto os secretários Alexis Tam e Wong Sio Chak, das tutelas dos Assuntos Sociais e Cultura, e Segurança, afirmaram não ter informações sobre o caso. Ontem, à margem da apresentação do programa do Festival de Artes de Macau, a presidente do Instituto Cultural (IC), Mok Ian Ian, garantiu que Macau é um território livre e que o Governo sempre deu apoio ao evento. “Quanto à situação destes três escritores conseguirem, ou não, entrar em Macau não tenho muitas informações detalhadas. Eu também, como vocês, só consegui ter essas informações ontem através das notícias. Estou convicta de que Macau é uma cidade livre, segura e aberta.” Mok Ian Ian considerou que o cancelamento da vinda dos três escritores foi “um acaso”. “Acho que o financiamento prestado por parte do IC nunca implicou apreciação quanto ao conteúdo, às pessoas que convidam. Nós apoiamos sempre as associações de Macau para organizarem actividades artísticas”, frisou a também artista. “O IC tem vindo a apoiar a realização deste evento. Sobre os escritores que não podem vir só tive conhecimento ontem. IC só proporciona apoio em termos de recursos financeiros e espaço.

“Claro que as autoridades vão sempre negar. Permitir que áreas cinzentas sejam a norma é a pior atitude possível” ERIC SAUTEDÉ ACADÉMICO

Assumimos sempre uma atitude aberta e damos apoio sempre que possível [às actividades culturais de associações]”, adiantou. Mok Ian Ian destacou ainda a qualidade que o Rota das Letras tem vindo a obter desde a sua

AUSÊNCIA DE JUNG CHANG AFECTA IMAGEM DE MACAU

primeira edição. “Eu também já participei nesta actividade [Rota das Letras]. Como sabem, esta actividade já se realiza há vários anos e é uma actividade com qualidade. Este festival já tem a sua marca.” Entretanto, Patrick Stewart, da Aministia Internacional, disse à Rádio Macau que o Governo deve esclarecer se está proibida a entrada a estes escritores e que argumentos possui para o fazer. “Se o Governo já sabe que o festival literário de Macau avançou com a informação de que receberam a comunicação de que os participantes seriam impedidos de entrar, então o Governo deve esclarecer se a entrada destas

“Macau deveria ser um lugar aberto para a diversidade de culturas. Penso que não é razoável que este tipo de coisas esteja a acontecer. Na área da cultura deve haver liberdade de expressão.” SULU SOU DEPUTADO SUSPENSO

pessoas está garantida e se há ou não problemas de maior. Deve também confirmar os critérios que o Governo tem para autorizar a entrada de pessoas”, referiu.

ZONAS CINZENTAS

Em 2014, o académico Eric Sautedé foi afastado da Universidade de São José (USJ) por, alegadamente, ter tentado organizar uma palestra com Frank Dikotter, autor do livro “A Grande Fome de Mao”, um livro sensível para as autoridades chinesas. Em declarações ao HM, Sautedé, hoje a viver em Hong Kong, lamenta que a organização tenha optado por cancelar a vinda dos três escritores chineses.


O cancelamento da vinda dos escritores Jung Chang, James Church e Suki Kim ao festival literário Rota das Letras é encarado por muitas vozes como algo que pode prejudicar a imagem internacional de Macau. Mok Ian Ian, presidente do Instituto Cultural, referiu que o Governo sempre apoiou o evento e que nunca houve uma apreciação do programa. A Amnistia Internacional pede explicações “Essa é uma má resposta [por parte da organização]. Quanto mais se cai, mais se fica suprimido. Deveria ter sido utilizado o argumento de que não é do interesse de Macau ir de encontro a estas posições injustificadas. A vinda [destes escritores] é considerada ‘inoportuna’com que critérios?”, questiona. Na visão do académico de ciência política, “esta é uma forma de autocensura no seu pior”. E nem as declarações oficiais de membros do Executivo mudam a posição assumida por Eric Sautedé. “Claro que as autoridades vão sempre negar. Permitir que áreas cinzentas sejam a norma é a pior atitude possível.”

Larry So, analista político, lembrou as experiências recentes, como a proibição de entrada de jornalistas, deputados e activistas de Hong Kong no território. O secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, nunca admitiu a existência de uma “lista negra” de pessoas, e chegou a explicar que muitas das proibições foram por motivos de manutenção da segurança interna. Contudo, Larry So, ex-docente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), considerou que nem é isso que está em causa desta vez. “Temos vindo a adoptar esta política e isso significa que estamos a tentar fazer de Macau um território ‘limpo’, sem estas interferências do

exterior. Mas será que deveríamos fazer isto, no sentido de não termos este tipo de discursos e vozes em Macau? Temos de manter a liberdade de expressão e temos de ser mais inclusivos em Macau, ao invés de excluirmos toda a gente que possa ser uma má influência, a não ser que sejam terroristas. Isto é algo que não é benéfico para a nossa imagem internacional”, defendeu. Larry So disse mesmo temer que se esteja a ir longe demais. “Temos de olhar para esta questão do ponto de vista da inclusão. Este tipo de políticas não inclusivas não deviam existir, não deveríamos ir longe demais nesta questão.” “Vamos ser apontados pela União Europeia e outras entidades como não tendo respeito pela liberdade de expressão e direitos humanos. Em termos internacionais, isto não é bom para a nossa imagem”, referiu ainda.

GCS

O

grande plano 3

quarta-feira 7.3.2018

IMAGEM MANCHADA

Sulu Sou, deputado à Assembleia Legislativa temporariamente suspenso, disse ter ficado “surpreendido” quando soube do cancelamento. “Macau deveria ser um lugar aberto para a diversidade de culturas. Penso que não é razoável que este tipo de coisas esteja a acontecer. Na área da cultura deve haver liberdade de expressão” Para o activista do campo pró-democrata, este caso “vai afectar a imagem de Macau em termos internacionais”. Apesar de serem nomes incómodos para Pequim, a verdade é que Jung Chang esteve em Novembro no Festival Literário de Hong Kong. Na China, a autora do livro “Cisnes Selvagens”, que relata a sua experiência durante a Revolução Cultural, tem a vida condicionada, pois só pode regressar ao seu país para visitar familiares, devendo evitar todo o tipo de viagens e de actividades políticas, segundo uma entrevista publicada pelo jornal The Telegraph. Esta situação manteve-se, pelo menos, até 2013. Além de “Cisnes Selvagens”, a autora escreveu também a biografia “Mao: A História Desconhecida”, publicada em 2005, e que foi descrito como “uma bomba atómica” pela revista Time. A obra foi assinada em co-autoria pelo marido de Jung Chang, o historiador britânico Jon Halliday.

“Quanto à situação destes três escritores conseguirem, ou não, entrar em Macau não tenho muitas informações detalhadas. Eu também, como vocês, só consegui ter essas informações ontem através das notícias. Estou convicta de que Macau é uma cidade livre, segura e aberta.” MOK IAN IAN PRESIDENTE DO INSTITUTO CULTURAL

Mais recentemente, em 2013, deu à estampa “A Imperatriz Viúva – Cixi, a Concubina que mudou a China” (2013). Jung Chang, que se mudou para o Reino Unido há quatro décadas, tem as suas obras traduzidas em mais de 40 idiomas, contando com mais de 15 milhões de exemplares vendidos. A outra baixa na programação do Festival Literário é a de Suki

Kim, nascida em Seul e radicada em Nova Iorque. Conhecida por trabalhar infiltrada, depois de lançar o romance “The Interpreter” (2003). A autora foi para a Coreia do Norte com uma missão: ensinar inglês às crianças das elites. Essa experiência foi convertida no livro “Without You, There Is No Us” (2014). James Church, autor da série “Inspector O”, foi outro dos autores considerados inoportunos. O ex-agente da CIA, com décadas de estreita ligação à península coreana, começou a escrever o primeiro dos seis livros da série como um desafio a si próprio. A ideia afigurou-se aliciante para o autor, uma vez que nunca se tinha escrito uma história de detectives passada na Coreia do Norte, referiu a organização do Rota das Letras aquando da apresentação do programa que tinha a Coreia do Norte como um dos principais destaques. Hyeonseo Lee, norte-coreana que conseguiu fugir do seu país e que hoje se dedica a falar da sua experiência em todo o mundo, cancelou a sua visita por motivos pessoais. Andreia Sofia Silva (com D.M. e S.M.M.) andreia.silva@hojemacau.com.mo


4 política

7.3.2018 quarta-feira

PEQUIM VISITA DE CHUI SAI ON REFORÇOU RELAÇÕES BILATERAIS, DIZ MINISTRO

Em nome da amizade Na visão de Chui Sai On, Macau tem cumprido também as indicações de desenvolver “uma economia diversificada [de forma] adequada”. Tendo sido acompanhado pelo secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, o Chefe do Executivo destacou ainda a “elaboração de um plano de trabalho de desenvolvimento da gestão, a longo prazo, dos 85 quilómetros quadrados da área marítima”. Foi também lembrada a importância dada à “diversificação adequada da economia e do apoio aos jovens”, temas que tanto Chui Sai On como Lionel Leong “pretendem dedicar especial atenção para permitir a criação de condições e mais oportunidades de emprego” em Macau. “Chui Sai On também agradeceu ao Ministério do Comércio pelo forte apoio prestado a Macau, ao longo dos anos, na garantia da qualidade e segurança dos produtos alimentares, higiene, bem como, inspecção e quarentena”, refere o mesmo comunicado oficial.

GCS

Zhong Shan, ministro do Comércio da China, esteve ontem reunido com o Chefe do Executivo, Chui Sai On, em Pequim. A visita de Chui Sai On veio “renovar as relações bilaterais” entre a RAEM e China, disse o ministro. Foi também discutida a presença de Macau na Exposição Internacional de Importação da China

O

Chefe do Executivo, Chui Sai On, está em Pequim desde Domingo, onde tem agendados encontros oficiais com membros do Governo Central. A viagem aconteceu por ocasião do arranque das reuniões da 13ª Assembleia Popular Nacional (APN). De acordo com um comunicado ontem divulgado, o Chefe do Executivo reuniu com o ministro chinês do Comércio, Zhong Shan, que deixou claro que a sua visita à capital chinesa “veio renovar as relações bilaterais” entre Macau e o continente. O ministro acrescentou também que “as relações comerciais têm-se solidificado e que o ministério manifesta total disponibilidade em comunicar com Macau, no sentido de avançar na cooperação da área do comércio”. Zhong Shan deixou ainda claro que Macau deve “compreender o ‘espírito’ do 19º congresso do Partido Comunista Chinês (PCC) e concretizar as orientações integradas no relatório de trabalho, deste ano, do Governo”.

A FEIRA DE IMPORTAÇÕES Sobre o relatório, apresentado no dia inaugural das reuniões da APN pelo primeiro-ministro Li Keqiang, Chui Sai On fez rasgados elogios. “Foi com grande atenção e interesse que [Chefe do Executivo] ouviu a apresentação do relatório de trabalho feita pelo primeiro-ministro, que refere a entrada do país numa nova Era e ainda o desenvolvimento de Hong Kong e Macau.” Chui Sai On também não esqueceu “a integração da RAEM no desenvolvimento nacional”, sendo que “o Governo dará o máximo no âmbito da sua participação”. O Chefe do Executivo frisou também que “tem-se empenhado em aprender e compreender o ‘espírito’ do

último congresso do PCC, particularmente nos capítulos referentes a Hong Kong e Macau”.

MAIS EMPREGO

Na visão do Chefe do Executivo, o território tem vindo a cumprir os desígnios que a China lhe traçou, não apenas por causa do Acordo de Estreitamento das Relações Eco-

nómicas e Comerciais entre Continente Chinês e Macau (CEPA). “O Governo da RAEM, neste momento, segue as instruções claras do Governo Central”, uma vez que “irá iniciar a construção de ‘Um Centro’ e ‘Uma Plataforma’” nas áreas do turismo e na cooperação com os países de língua portuguesa.

“Foi com grande atenção e interesse que [Chefe do Executivo] ouviu a apresentação do relatório de trabalho feita pelo primeiro-ministro, que refere a entrada do país numa nova Era e ainda o desenvolvimento de Hong Kong e Macau.” CHUI SAI ON CHEFE DO EXECUTIVO

No encontro foi também dado grande destaque à participação de Macau na Exposição Internacional de Exposições da China, um trabalho considerado de grande importância para o Executivo local. “Lionel Leong revelou que o Governo da RAEM impulsiona, de forma activa, a participação na Exposição Internacional de Importação da China, nomeadamente, na realização de um plano para criar um pavilhão de Macau”, explica o comunicado. A ideia é “promover a participação de empresas locais com marcas de Macau, de agências de representação dos produtos dos países da língua portuguesa, dos sectores de turismo, convenções e exposições, bem como, formação e serviços de consulta no âmbito linguístico.” A.S.S.

ÁREAS MARÍTIMAS MACAU JÁ ENTREGOU PLANO DE GESTÃO A PEQUIM

O

Chefe do Executivo, Chui Sai On, esteve ontem reunido em Pequim com o director da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, He Lifeng. No encontro, foram discutidos os detalhes sobre o futuro “Acordo para o apoio a Macau na participação e contribuição

na iniciativa nacional ‘Uma Faixa, Uma Rota’”. Chui Sai On disse ter vontade “em receber, da parte da comissão, um acompanhamento e orientações sobre os trabalhos de elaboração e programação, assim como a definição da data de assinatura [do acordo], entre outros

aspectos”. Relativamente ao “Plano de aproveitamento e desenvolvimento das zonas marítimas da RAEM a médio e longo prazo (20162036)”, que já foi submetido ao Governo Central “para apreciação e autorização”, o Chefe do Executivo frisou que o objectivo, neste plano,

é a “diversificação adequada da economia e dos serviços, o bem servir a população e a melhoria da qualidade de vida, seguindo-se os conceitos legais e científicos”. Também aqui a comissão pode “disponibilizar orientações e apoio”. O Chefe do Executivo garantiu ainda estar a fazer

esforços para diversificar a economia, numa tentativa de “fomentar as novas indústrias, entre as quais se destaca a medicina tradicional chinesa desenvolvida no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guang-

dong e Macau”. Quanto ao Plano de Desenvolvimento Quinquenal, o Chefe do Executivo “revelou ainda que o Governo da RAEM segue esse plano na execução da acção governativa, estando assim a concretizar o seu conteúdo, de forma gradual”.


política 5

quarta-feira 7.3.2018

“Nenhum activista de cá luta pela independência.” ISSAC TONG TRI-DECADE UNION

Union, Issac Tong. De acordo com Tong, não há activistas em Macau que pensem afastar-se de Pequim. “Nenhum activista de cá luta pela independência”, refere. No passado mês de Setembro, o pró democrata Sulu Sou quando questionado acerca da situação de uma possível defesa da independência local, foi claro. “Não vejo nenhuma discussão sobre isso, ou sequer um movimento em prol da independência de Macau face à China. É uma falsa questão para o território”, disse. Sulu Sou fez ainda questão de frisar que defende a política “Um País, Dois Sistemas”.

ACTIVISMO MOVIMENTO INDEPENDENTISTA NÃO SE COLOCA EM MACAU

Quem falou em independência?

A atenção pedida por Chen Sixi para as questões da independência local é um procedimento normal dentro da política que tem sido seguida por Pequim, defende Arnaldo Gonçalves. Activistas locais, por seu lado, entendem que esta é uma não questão, visto Macau não ter, nem pretender vir a ter, qualquer movimento independentista

O

alerta expresso ontem pelo vice-director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau, Chen Sixi, em Pequim relativamente à possível introdução do pensamento de independência de Hong Kong em Macau é normal. A ideia é defendida pelo especialista em relações internacionais, Arnaldo Gonçalves ao

HM. “Digamos que é uma posição histórica em termos de negociação dos casos de Macau e de Hong Kong”, contextualiza o analista, acrescentando que as situações das duas regiões administrativas especiais sempre foram tidas como paralelas. O “que se fazia com uma também se fazia com outra, foi assim com a negociação da Lei Básica e com todos os assuntos”, aponta.

A situação das duas regiões autónimas é, no entanto, diferente. Contudo, é “absolutamente natural que, na perspectiva de Pequim, se trate Macau da mesma forma que Hong Kong, uma vez que as pessoas também circulam entre as duas fronteiras.”, refere. O alerta é lógico para Arnaldo Gonçalves, ainda que na RAEM não se levantem vozes semelhan-

tes às dos localistas da região vizinha. Trata-se de “uma visão uma pouco marxista leninista sobre esta coisa e Pequim acha que qualquer posição que esteja contra a lógica do sistema do partido dirigente é uma posição anti-China e antipatriótica”, comenta. “A China vai continuar a fazer pressão sobre as autoridades de Hong Kong e de Macau para que haja acomodamento àquela que é a política oficial de Pequim. Em Macau, como se sabe, as autoridades estão alinhadas com isso e em Hong também vão estando”, remata. O politólogo Bill Chou considera que o receio tem relação com um possível contágio vindo de Hong Kong. “Pequim acredita que o movimento político localista de Hong Kong pode espalhar-se e chegar a Macau”, refere ao HM.

NADA QUE VER COM ISSO

Ideias de independência não fazem parte de quem opta pelo activismo político por cá. “Esse tipo de alegações não têm nada que ver com connosco”, afirma o presidente da Associação Juventude Dinâmica em reacção ao alerta lançado pelo vice-presidente do Gabinete de Ligação. A ideia é sublinhada pelo responsável da associação Tri-decade

“Não vejo nenhuma discussão sobre isso, ou sequer um movimento em prol da independência de Macau face à China. É uma falsa questão para o território.” SULU SOU DEPUTADO PRÓ-DEMOCRATA

Para o deputado suspenso, os legisladores de Hong Kong que se manifestaram contra o continente não agiram bem. “Os movimentos políticos de Hong Kong enfrentam algumas dificuldades. Penso que poderiam ter feito melhor aquando da tomada de posse, em termos de discurso, quando se referiram à Lei Básica de Hong Kong e ao continente” apontou. “Foi uma grande lição para nós aqui em Macau. Ouvi muitos cidadãos que me deram os parabéns, e à Novo Macau, que nos pediram para fazer as coisas de uma outra maneira, de uma maneira mais séria, para que o seu voto não fosse um desperdício”. Sofia Margarida Mota (com A.S.S.) Sofia.hojemacau@hojemacau.com.mo

IDOSOS APOIOS MÉDICOS FORA DOS HOSPITAIS NO FINAL DE MARÇO

O

S idosos vão ter acesso, já a partir do final do mês, a um novo programa de serviços médicos e de consultas fora dos hospitais. A iniciativa foi anunciada ontem pelo secretário para os assuntos sociais e cultura, Alexis Tam. O novo serviço vai permitir a deslocação

dos profissionais de saúde nomeadamente médicos, enfermeiros e farmacêuticos, às instituições patrocinadas pelo Governo para prestar o apoio necessário. Por ocasião do almoço de Primavera, oferecido pelo Instituto de Acção Social (IAS) aos funcionários

das entidades de serviços comunitários, Alexis Tam, adiantou que os Serviços de Saúde e o IAS pretendem concretizar um programa de serviços médicos junto dos lares de idosos. Alexis Tam referiu ainda que estão previstos para este ano o arranque do Centro

Clinico da Ilha Verde, a inclusão de mais serviços médicos para os idosos, e a aprovação, do “Regime jurídico de garantias dos direitos e interesses dos idosos”. Questionado se o Governo pretende apoiar a prestação de serviços a idosos, por parte de entidades não-

-governamentais, na Zona da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, Alexis Tam indicou que poderá ser ponderada a possibilidade de desenvolver instalações para além da região metropolitana da Grande Baía. Alexis Tam apontou as cidades vizinhas de Zhuhai, Zhon

gshan e Jiangmen como possibilidades. O secretário salientou ainda que, mesmo que os idosos optem por viver em outros locais, os seus direitos serão garantidos.


6 publicidade

7.3.2018 quarta-feira

Anúncio【15/2018】 Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notificam-se, por este meio, do seguinte, os candidatos a habitação económica constantes da tabela anexa: O não preenchimento dos requisitos de acesso à compra das fracções após apreciação, ou a falta de apresentação dos documentos exigidos para a aprecia-

ção substancial no prazo fixado, determina, nos termos das alíneas 1) e 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015, a exclusão do concurso dos adquirentes seleccionados. Os referidos candidatos a habitação económica podem apresentar justificação escrita e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas que

sejam favoráveis ao seu contraditório, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não seja apresentada justificação escrita no prazo fixado, ou a mesma não seja aceite por este Instituto, nos termos das alíneas 1) e 2) do n.º 1 do artigo 28.º da referida Lei, os adquirentes seleccionados são excluídos do concurso. Em caso de dúvidas, poderá dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º

102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar a Sr.a Lei, através do telefone n.º 2859 4875 (Ext. 744), para consulta do processo. Instituto de Habitação, aos 02 de Março de 2018. O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng

Anexo Nome do requerente

N.o do boletim de candidatura

N.o do processo

HUANG YAFENG

82201336110

782/EAS/2017

HO CHAK IN CHAN PEK WAN LEI KA WAI LAM SU PUI HO TAT KUONG CHIANG MAN SI LEONG NGAU CHAI

82201328917 82201307688 82201318480 82201317196 82201333395 82201321891 82201331936

814/EAS/2017 618/EAS/2017 629/EAS/2017 638/EAS/2017 759/EAS/2017 799/EAS/2017 806/EAS/2017

KU IN TUNG

82201335355

390/EAS/2017

TONG WAI MENG KUAN I IN LAM WA CHONG LAM SU PUI CHAN WAI I LEI IOK SENG DIANO CHOI KA SENG CHEONG WENG IO CHEONG KOK PAN LOU KIN CHON GONG LIMOU MONTEIRO SOARES HERCULANO CHIANG KA I TAM TAI IAO CHAN TZE LUNG WONG KA HEI UN TAK KIN WONG KUOK KEONG CHOI SIO PENG LEI SAO HENG CHEANG KAM TAN LEUNG MEI LING CHAN IO HANG LEONG LAP WAI FONG KA CHUN LEI IN HONG NG KA MAN LOU CHI HONG KONG HENG FONG LOK MEI IAN HUANG ZINING CHOU IO LON LAI HIO TONG ZHAN ZHAOYUE CHAN KA MAN LAO SIN HA CHAN KAI HONG TONG WAI MAN WAN KWOK FU BUDDY KWAN IOK KUONG LEONG SIN I LEI WENG IN LEI TENG FONG NG LAI IN SOU CHONG HANG MAK SAI HUNG CHAN CHIN FAT TANG WANG HOI CHAN KUOK FAI HA LEI KWAN KA HENG EDGAR

82201341531 82201334463 82201338503 82201317196 82201331748 82201339094 82201334571 82201311119 82201328201 81201308270 81201300487 81201307679 82201327211 82201335143 82201330594 82201342695 82201300187 82201341715 82201321305 82201331242 82201338970 82201327972 82201303216 82201331350 82201323081 81201301131 81201314833 82201329651 82201332345 82201305813 82201340276 82201327636 82201306550 82201318031 82201330443 82201311658 82201337702 82201341572 82201338948 82201332864 82201315265 82201319625 82201336064 82201332859 82201331921 82201330551 82201335663 82201337526 82201338565 82201331279 82201333249

372/EAS/2017 499/EAS/2017 505/EAS/2017 638/EAS/2017 811/EAS/2017 826/EAS/2017 834/EAS/2017 22/EAS/2017 27/EAS/2017 68/EAS/2017 90/EAS/2017 98/EAS/2017 173/EAS/2017 242/EAS/2017 248/EAS/2017 270/EAS/2017 281/EAS/2017 298/EAS/2017 342/EAS/2017 430/EAS/2017 452/EAS/2017 457/EAS/2017 484/EAS/2017 495/EAS/2017 496/EAS/2017 518/EAS/2017 542/EAS/2017 564/EAS/2017 565/EAS/2017 628/EAS/2017 635/EAS/2017 637/EAS/2017 640/EAS/2017 641/EAS/2017 654/EAS/2017 656/EAS/2017 680/EAS/2017 696/EAS/2017 702/EAS/2017 711/EAS/2017 713/EAS/2017 719/EAS/2017 754/EAS/2017 765/EAS/2017 767/EAS/2017 784/EAS/2017 787/EAS/2017 800/EAS/2017 810/EAS/2017 843/EAS/2017 50/EAS/2018

Fundamento de facto

Fundamento de direito

O representante ou elementos do agregado familiar são ou foram, nos De acordo com a alínea 1) do n.º 4 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º cinco anos anteriores à data da apresentação da candidatura e até à 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), data de celebração da escritura pública de compra e venda da fracção, alterada pela Lei n.º 11/2015 proprietários de fracção autónoma com finalidade habitacional na RAEM O representante ou elementos do agregado familiar são elementos de De acordo com a alínea 3) do n.º 5 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º agregado familiar que figura noutro boletim de candidatura, ao qual o IH 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), autorizou a compra ou com o qual celebrou contrato-promessa de compra alterada pela Lei n.º 11/2015 e venda de uma fracção O representante do agregado familiar figura noutro boletim de De acordo com a alínea 4) do n.º 5 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º candidatura, ao qual o IH autorizou a concessão de bonificação ao crédito 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), para aquisição ou locação financeira de habitação própria alterada pela Lei n.º 11/2015 O representante ou elementos do agregado familiar são proprietários ou De acordo com a alínea 7) do n.º 5 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º elementos de um agregado familiar, que tenha vendido uma fracção de 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), habitação económica alterada pela Lei n.º 11/2015

Não foram apresentados, dentro do prazo fixado, os documentos De acordo com o n.º 3 do artigo 26.º e alínea 2) do n.º 1 do artigo necessários para a apreciação substancial 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015


sociedade 7

quarta-feira 7.3.2018

Acidente Mulher de 62 anos morre após queda de um 12.º andar

Uma mulher de Macau, de 62 anos, morreu ao cair de um décimo segundo andar na zona do Porto Interior. De acordo com a Ou Mun Tin Toi, a vítima é uma empregada doméstica que trabalhava em regime de part-time. A polícia está a investigar o caso mas afasta, para já, a hipótese de suicídio, porque não foi encontrado qualquer documento que aponte nesse sentido

Tap Seac Dois turistas feridos devido a queda de painel

NAM VAN CONCESSIONÁRIA DE TERRENO DIZ TER DIREITO A INDEMNIZAÇÃO

Até ao lavar dos cestos

A Sociedade de Investimento Imobiliário Tim Keng Van assume-se ainda como a concessionária de um terreno na zona de Nam Van, uma vez que o Governo ainda não declarou oficialmente a caducidade da concessão. No último relatório e contas da empresa, esta afirma ter direito a exigir uma indemnização ao Executivo

O

Governo promete respeitar a ordem numa extensa lista de terrenos a reaver pelo facto do prazo de concessão de 25 anos ter chegado ao fim sem que tenha havido qualquer aproveitamento das terras. Questionado sobre os terrenos na zona de Nam Van cuja concessão ainda não foi oficialmente anulada em Boletim Oficial (BO), o Chefe do Executivo, Chui Sai On, não adiantou mais detalhes. Contudo, uma das empresas concessionárias do lote 12 na zona C da Baía da Praia Grande afirma-se inocente em todo este processo. No último relatório e contas da Imobiliária Tim Keng Van, é referido que esta acredita ser vítima e ter direito a uma indemnização por parte do Governo.

“O grupo contactou um conselheiro legal em Macau. Uma vez que o não aproveitamento do terreno não pode ser imputado ao grupo, este tem o direito de exigir uma compensação por danos e perda de lucros caso o Governo de Macau recupere o terreno sem avançar com qualquer compensação”, lê-se no documento. Por esse motivo a empresa não declarou, no mesmo relatório e contas de 2017, quaisquer perdas que possam estar relacionadas com este terreno. Nos termos legais, a Imobiliária Tim Keng Van diz-se ainda concessionária

do pedaço de terra, apesar da sua concessão de 25 anos ter chegado ao fim em Junho de 2016. “No que diz respeito ao projecto do lago Nam Van, o período de concessão terminou a 30 de Junho de 2016. Até este momento nenhuma declaração relativa ao fim do prazo de concessão foi publicada em BO, e também não foi recebida qualquer notificação pela concessionária registada [Sociedade de Investimento Imobiliário Tim Keng Van SARL], uma subsidiária detida a cem por cento pelo grupo.

Nesse sentido, a subsidiária mantém-se como concessionária registada do terreno”, lê-se ainda no relatório e contas.

OUTRA TERRA

Além disso, a empresa de Hong Kong possui ainda outro projecto na RAEM, relativo a um “projecto residencial” que “ainda está a ser discutido com o Governo de Macau, no que diz respeito à questão da troca de terrenos”. De frisar que já em 2016, semanas antes do fim do prazo de concessão, a empresa alertou o Governo

“Uma vez que o não aproveitamento do terreno não pode ser imputado ao grupo, este tem o direito de exigir uma compensação por danos e perda de lucros caso o Governo de Macau recupere o terreno sem avançar com qualquer compensação.” RELATÓRIO E CONTAS DA IMOBILIÁRIA TIM KENG VAN

sobre as datas e a necessidade do Executivo de acelerar a implementação do plano de desenvolvimento para a Zona da Baía da Praia Grande, que ainda não existe. “Até ao dia de hoje, ainda não foi dada nenhuma decisão pelo Governo da RAEM a estes pedidos, apenas alegaram que, devido à admissão da candidatura da RAEM na Lista de Património Mundial da UNESCO, os terrenos das zonas C e D da Baía da Praia Grande teriam de ser planeados de novo. Isso seria a causa principal que obsta à continuação de todas as obras”, lê-se no comunicado divulgado há cerca de dois anos. A empresa de Hong Kong não prestou esclarecimentos adicionais ao HM além do que consta no relatório e contas. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Dois turistas oriundos do interior da China ficaram ontem feridos com a queda de um “painel publicitário e uma tenda instalados pelo Instituto Cultural na praça do Tap Seac”. O equipamento “caiu devido à força do vento”, sendo que os dois turistas foram levados para o hospital para tratamento. “Após uma análise preliminar, apurouse que os dois turistas sofreram ferimentos e foram enviados para o hospital, tendo o IC destacado de imediato pessoal para visitar os feridos ao hospital. No local, e aquando do incidente, os feridos foram de imediato assistidos por polícias e bombeiros, bem como por pessoal do Centro de Saúde.” O mesmo comunicado aponta que “os ferimentos não foram graves”. No entanto, o pessoal do IC “irá continuar a acompanhar os feridos e os seus familiares na realização de testes médicos mais aprofundados”. O pessoal da Direcção dos Serviços de Turismo também se deslocou ao hospital para acompanhar o caso.

Hotel Estoril Concurso público com 11 propostas

De acordo com a Rádio Macau, foram ontem recebidas 11 propostas para a reconversão do Hotel Estoril, sendo que três delas são de ateliers dos arquitectos Carlos Marreiros, Maria José de Freitas e Rui Leão. A abertura das propostas decorreu ontem na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), tendo ocorrido uma reunião com os membros da comissão do concurso na manhã de ontem, numa sessão privada, onde foram analisados os documentos e elementos apresentados nas propostas. O concurso público foi anunciado pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, em 2016, depois de ter sido retirado o convite feito ao arquitecto português Siza Vieira para o Hotel Estoril.


8 sociedade

A

PÓS o agravamento das infracções no sector dos táxis, a Associação dos Passageiros de Táxis de Macau (MPTA, em inglês) aposta no regresso ao activo. Neste momento, a entidade encontra-se à procura de um gestor que, entre outras tarefas, vai procurar financiamento. Segundo o presidente da associação, Andrew Scott, um dos principais objectivos da revitalização passa por garantir o funcionamento da MPTA, independentemente da disponibilidade dos associados. “A situação ficou pior desde Outubro de 2015. Na maior parte desse ano houve uma grande melhoria na situação dos sector porque vimos o Governo muito focado em fazer cumprir a lei. No entanto, as raízes dos problemas não foram resolvidas e estes estão de volta”, disseAndrew Scott, ao HM. “O cenário não está tão mau como em 2014, mas a situação piorou significativamente. Por isso, sentimos que é necessário reactivar

7.3.2018 quarta-feira

TAXISTAS ASSOCIAÇÃO DE PASSAGEIROS PROCURA REVITALIZAÇÃO

Fazer o que não foi feito

Após um período de interregno devido às melhorias do comportamento dos taxistas, a Associação dos Passageiros de Táxis de Macau entende que há agora motivos para reactivar as suas actividades devido à deterioração da qualidade do serviço

a associação e fazer algo para melhorar o ambiente no sector”, acrescenta. A contratação de pessoas para trabalharem com a MPTA é uma das diferenças face à primeira vida da entidade. “Para termos uma associação sustentável precisamos de funcionários.

Temos a esperança de encontrar alguém em Macau que vai ter como primeira missão garantir o financiamento necessário para as operações do dia-a-dia”, explica. Garantidos os fundos, o trabalho vai passar pela realização de iniciativas que possam contribuir para

“A multa máxima aplicável [aos infractores] ronda as mil patacas, que é um valor que pode ser coberto com uma ou duas cobranças ilegais.” ANDREW SCOTT PRESIDENTE DA MPTA

a melhoria do sector. Entre as ideias em cima da mesa está a criação de um prémio para distinguir o melhor taxista do ano em Macau, a oferta de formações gratuitas para os motoristas e a instalação nos táxis de materiais em várias línguas para comunicar com os condutores. Nesses materiais vão constar, por exemplo, os nomes das principais atracções turísticas.

ALTERAÇÕES À LEI

Em conversa com o HM, Andrew Scott declarou ainda o apoio da MPTA a eventuais alterações à lei dos táxis, que

ENSINO PROGRAMA DE MOBILIDADE COM UNIVERSIDADES DOS PALOP NO HORIZONTE

R

UI Martins, vice-reitor da Universidade de Macau, esteve presente na reunião do conselho de administração da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) que decorreu no dia 28 de Fevereiro na sede da associação, em Lisboa. De acordo com um comunicado, “estiveram presentes dez instituições de ensino superior de países de língua

portuguesa e de Macau que ocupam os diversos órgãos sociais” da associação. Foi também discutida “a criação de uma plataforma para um programa de mobilidade, Erasmus – AULP, tendo o conselho de administração delineado nesta reunião as linhas gerais do programa”. Além disso, a sessão “serviu para discutir as actividades realizadas pela sede no último semestre, bem

como para a preparação do XXVIII Encontro da AULP, de 18 a 20 de Julho de 2018, no Lubango, Angola”. Foi anunciado ainda o lançamento do Prémio Fernão Mendes Pinto, edição 2018, com candidaturas abertas até 31 de Julho de 2018. Recorde-se que Gustavo Velloso, da Universidade de São Paulo, no Brasil, foi o vencedor da edição de 2017 deste prémio.

façam com as penalizações fiquem mais pesadas. “Concordamos com a posição do secretário sobre a necessidade de mudar a lei.As multas actuais não oferecem motivação suficiente para os taxistas cumprirem a lei. As multas são pequenas. Se olharmos para Singapura, as multas são muito altas e este problema não se verifica”, defende. “A multa máxima aplicável ronda as mil patacas, que é um valor que pode ser coberto com uma ou duas cobranças ilegais”, frisou. Por outro lado, Andrew Scott reconheceu a necessi-

dade de aumentar o número de táxis a circular em Macau, que considera ser um dos principais problemas que os passageiros enfrentam. “Qualquer medida que coloque mais táxis a circular em Macau é positiva. Não temos um número suficiente a circular e esse é um dos principais problemas do território. Em Macau circula um táxi para 20 mil pessoas, em Hong Kong temos um táxi para 2 mil pessoas”, justifica o presidente da MPTA. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

Demografia População idosa aumentou em 2017

O índice de envelhecimento do território aumentou quatro pontos percentuais em 2017, situando-se nos 83 por cento, referiram ontem os Serviços de Estatística e Censos. No final do ano passado, a população total era composta por 653.100 indivíduos, mais 8.200, em relação ao final de 2016. A população feminina representou 53,0 por cento da população total. A população idosa (que inclui pessoas com idade igual ou superior a 65 anos) correspondeu a 10,5 por cento, mais 0,7 pontos percentuais, em termos anuais, enquanto a população adulta (15 a 64 anos de idade) equivaleu a 76,7 por cento, menos 1 pontos percentuais. No final de 2017, havia ainda um total de 179.456 trabalhadores não residentes, mais 1.818, face ao final de 2016.


sociedade 9

quarta-feira 7.3.2018

David Chow Macau Legend diz-se interessada em investir em Setúbal

A

FINAL o interesse do empresário David Chow por Setúbal não esmoreceu. Em declarações ao Diário da Região, Duarte Pinto Gonçalves, representante da Macau Legend Development em Lisboa, disse ao jornal de Setúbal que foi apresentado um plano de investimento de 246 milhões de euros, tendo desmentido as recentes declarações da Ministra do Mar, sobre a desistência de Chow do projecto da marina. “É totalmente falso. O interesse não é apenas na Marina de Setúbal mas em desenvolver um projecto de turismo integrado na região, conforme é público. Desconheço a origem de tal notícia.” “Solicitámos formalmente a concessão do edifício Cais 3, tendo a mesma sido recusada justamente para incluir no tal concurso de Marina, que sairá um dia. Pretendíamos instalar equipamentos de animação, entretenimento

e restauração e arrancar de imediato com a fase 1, bem como construir o parque de estacionamento no terreno vizinho. Não foi possível, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) entendeu de outra forma. Só nos resta aguar-

dar.”, disse Duarte Pinto Gonçalves ao diário. Esse pedido de concessão do Cais 3 à Macau Legend foi apresentado em Novembro do ano passado e foi recusado em Janeiro pela APSS, que defendeu a necessidade de incluir o

edifício no concurso público que a Câmara Municipal de Cascais está a pensar para a Marina de Setúbal. Nesse sentido, a Macau Legend Development decidiu “avançar com a fase 1” ao perceber que o projecto de revitalização da zona ribeirinha de Setúbal “ia levar vários anos”. Duarte Pinto Gonçalves clarificou que a empresa de David Chow “tem tido boa colaboração da APSS” O responsável garantiu estar a aguardar pela realização do concurso público. “Neste momento, mantemos [a estratégia], mas temos que esperar, não temos outra saída, pois a zona do projecto será, ao que parece, afectada pelo concurso da Marina. Quando o concurso sair veremos.”, comentou. “Gostaríamos muito de, em breve, estarmos a operar qualquer coisa em Portugal”, conclui o empresário.

RITA SANTOS COMENDADORA REELEITA PRESIDENTE DO CONSELHO DAS COMUNIDADES

A

comendadora Rita Santos foi reeleita presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Ásia e Oceânia. A eleição aconteceu esta segunda-feira durante a reunião do conselho que teve lugar em Sidney, na Austrália, e que contou com a presença do Secretário de Estado para as Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro. De acordo com o canal de rádio da TDM, o representante do Governo português abordou o caso do recenseamento automático, que já se encontra no parlamento para discussão. Na proposta, o Governo de Portugal propôs o recenseamento automático a todos os portugueses residentes fora do país, desde que tenham os endereços actualizados consoante os países de acolhimento. José Luís Carneiro referiu também na reunião que está a ser estudada a possibilidade de aumentar

o salário dos funcionários do consulado até ao máximo de 5 por cento. O possível aumento irá incidir em países com um índice de qualidade de vida superior ao de Portugal, como é o caso de Macau, aponta a mesma fonte. Na reunião estiveram presentes o embaixador de Portugal na Austrália, Paulo Cunha Alves, o presidente do Instituto Camões e Embaixador Luís Faro Ramos e o Cônsul-Geral de Portugal em Sydney, Paulo Domingues. Rita Santos - que vai abarcar a jurisdição da China, Macau, Hong Kong, Austrália, Timor-Leste, Tailândia, Coreia do Sul, Singapura, Indonésia, Japão e Índia - vai ter Sílvia Renda (círculo da Austrália) a assumir a vice-presidência e Armando Jesus (círculo da China, Macau e Hong Kong) a desempenhar o papel de secretário.

PUB

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 13/P/18 Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo de 1 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 2) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 97.00 (noventa e sete patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 24 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 25 de Abril de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/SeguroCaução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 2 de Março de 2018. O Director dos Serviços Lei Chin Ion

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 14/P/18 Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo de 1 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 3) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 83.00 (oitenta e três patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 12 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 13 de Abril de 2018 pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/SeguroCaução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 2 de Março de 2018. O Director dos Serviços Lei Chin Ion

Anúncio (N.º 24/2018) Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, são por esta via notificados os seguintes representantes dos agregados familiares do concurso à habitação económica: Representante do agregado Número familiar candidato à aquisição de boletim de de habitação económica candidatura CHAU IAO LEONG

82201303107

FONG CHOI I

82201312020

Causa e fundamento legal da exclusão do adquirente seleccionado É beneficiário de bonificação ao crédito para locação financeira de habitação própria (bonificação ao juro de 4%) (Nos termos da alínea 4) do n.º 5 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, alterada pela Lei n.º 11/2015) Falta de entrega dos documentos necessários para a avaliação do requerimento, no prazo fixado (Nos termos da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, alterada pela Lei n.º 11/2015)

Nos termos dos artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, os representantes dos agregados familiares candidatos a habitação económica acima mencionados podem apresentar, por escrito, a sua justificação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais e outros meios de prova que sejam favoráveis ao seu contraditório, no prazo de 10 dias, a contar da data da publicação do presente anúncio, sendo a apresentação de documentos fora de prazo tida como desistência, não sendo aqueles considerados. Caso necessite de consultar o respectivo processo que está arquivado no Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, poderá contactar Sr.a Lei através do número de telefone: 2859 4875 (extensão 747) durante as horas de expediente. Instituto de Habitação, aos 28 de Fevereiro de 2018 O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng


10 china

7.3.2018 quarta-feira

INVESTIMENTO CRIADO FINANCIAMENTO PARA APOIAR PROJECTOS DE UMA FAIXA UMA ROTA

Mundos e fundos

As empresas que queiram aproveitar as oportunidades trazidas pela política Uma Faixa, Uma Rota têm agora um novo canal para financiar os seus projectos ao longo da extensão territorial abrangida pela política

A

Hengyi Petrochemical Co., com sede na Província de Zhejiang, emitiu, na passada Segunda-feira, 500 milhões de yuans em títulos corporativos a três anos na Bolsa de Valores de Shenzhen para apoiar projectos abrangidos pela política Uma Faixa, Uma Rota do Cinturão e Rota. O recurso financeiro tem como intenção ser usado para financiar o projecto petroquímico da empresa em Brunei, segundo um comunicado da companhia à bolsa de valores de Shenzhen. A acção da petrolífera ocorre depois de Pequim permitir que empresas nacionais e estrangeiras, bem como instituições

apoiadas pelo Governo em países abringidos pela política Uma Faixa, Uma Rota, emitam tais títulos através das bolsas de valores de Xangai e Shenzhen. A Comissão Reguladora de Valores da China divulgou na última Sexta-feira a aprovação de pedidos de sete empresas chinesas e estrangeiras para emitir um total de 50 bilhões de yuans em títulos para financiar a iniciativa da faixa económica.

NOVAS ROTAS

A Iniciativa Uma Faixa, Uma Rota, proposta pela China em 2013, busca construir redes de comércio e infraestruturas que conectem a Ásia com a Europa e a África com base nas antigas rotas comerciais terrestres e marítimas.

As empresas chinesas construíram 75 zonas para cooperação económica e comercial em 24 países ao longo da faixa económica, criando quase 209 mil empregos locais. De acordo com as directrizes de Pequim, é necessário expandir os canais de financiamento para atender à enorme

procura de financiamento ao longo dos territórios abrangidos por Uma Faixa, Uma Rota, disse Jiang Chao, pesquisador da Haitong Securities, à Xinhua. De acordo com a agência oficial, o académico espera que as emissões de títulos continuem a aumentar ao longo dos próximos tempos. Xinhua

BOLSA MERCADOS RECUPERAM SUSTENTADOS POR IMOBILIÁRIO E SAÚDE

O

S mercados accionistas da China recuperaram ontem, ajudados por ganhos robustos em acções dos sectores imobiliário e de saúde, diante do alívio nas preocupações com uma iminente guerra comercial. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em

Xangai e Shenzhen, avançou 1,23 por cento, enquanto o índice de Xangai fechou em alta de 1,02 por cento. O subíndice do sector financeiro ganhou 1,62 por cento, o de consumo perdeu 0,05 por cento e o imobiliário avançou 4,31 por cento, enquanto o de saúde subiu 2,17 por

cento. O índice de start-ups ChiNextp registou valores máximos das últimas cinco semanas, recuperando a maior parte do terreno perdido desde o final de Janeiro, uma vez que o país planeja novas opções de emissão de acções para levar gigantes da tecnologia para o mercado chinês.

A China pode permitir que suas gigantes tecnológicas listadas no exterior vendam uma forma de acções no país, disseram pessoas com conhecimento do plano, em uma medida que pode colocar Xangai e Shenzhen contra Hong Kong na batalha para sediar as gigantes

de tecnologia chinesas. No resto da região, os mercados também avançaram depois das declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrentar crescente pressão de aliados políticos para recuar em relação às tarifas propostas sobre o aço e o alumínio.

ECONOMIA APOSTA NO CONSUMO INTERNO PARA ATINGIR META DE CRESCIMENTO

O

responsável pelo organismo máximo encarregado da planificação económica da China manifestou-se confiante de que um aumento do consumo interno permitirá ao país atingir a meta de crescimento económico prevista pelo Governo, de 6,5 por cento. He Lifeng, presidente da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC), afirmou que o contributo do consumo interno para o crescimento da economia chinesa pode superar este ano os 60 por cento, depois de se ter fixado em 58,8 por cento em 2017. Pequim está a encetar uma transição no modelo de crescimento do país, visando maior ênfase no consumo interno, em detrimento das exportações e investimento, que asseguraram três décadas de trepidante, mas “insustentável” crescimento económico. He Lifeng afirmou que a meta de crescimento para este ano “está em linha com as expectativas e pode ser atingida através de muito trabalho”. Caso atinga aquela meta, a economia chinesa registará um dos ritmos de crescimento mais acelerados do mundo em 2018.

Anime Exposição de animação japonesa no leste da China

Uma exposição de animação japonesa foi aberta na noite da última segunda-feira em Xiamen, na Província de Fujian, no leste da China. O evento, organizado pela Companhia de Artes e Entretenimento da China e pela Agência Japonesa para os Assuntos Culturais, focará os trabalhos expostos em animações japonesas que receberam prémios, exibindo-as através de novas formas de media. Ryohei Miyata, chefe da agência japonesa, expressou o desejo de que o evento possa contribuir para as relações amigáveis entre a China e o Japão. “Esperamos que a exposição possa aprofundar o entendimento mútuo”, disse. Wang Chen, vice-gerente-geral da Companhia de Artes e Entretenimento da China, disse que a exposição “fornece uma boa plataforma” para a cooperação entre os dois países na área de animação. A mostra estará patente até o próximo domingo.

PUB

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 124/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 152/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor KANG AREN, portador do Passaporte da RPC n.° G25513xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 17/DI-AI/2016 levantado pela DST a 16.02.2016, e por despacho da signatária de 27.02.2018, exarado no Relatório n.° 119/DI/2018, de 31.01.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua Francisco H. Fernandes n.° 24, Edf. Pak Tak (China Civil Plaza), 4.° andar Y onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LAM SOI KAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 50456xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 149/DIAI/2016 levantado pela DST a 07.12.2016, e por despacho da signatária de 28.02.2018, exarado no Relatório n.° 157/DI/2018, de 08.02.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $530.000,00 (cinquenta e tres mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Praceta de Miramar, n.° 79, Jardim San On, Bloco 4, 14.° andar U onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme o disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 27 de Fevereiro de 2018.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 28 de Fevereiro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes


região 11

quarta-feira 7.3.2018

Massacre não pára ONU denuncia que limpeza étnica dos rohingya prossegue em Myanmar

A

limpeza étnica da minoria muçulmana rohingya continua no estado de Rakhine, no oeste de Myanmar (antiga Birmânia), de onde mais de 700.000 pessoas fugiram desdeAgosto para o vizinho Bangladesh, alertaram ontem as Nações Unidas. A ONU e organizações de defesa dos direitos humanos têm denunciado repetidamente os crimes cometidos pelo exército birmanês na ofensiva que iniciou no norte de Rakhine, em resposta ao assalto armado de um grupo rohingya rebelde a 25 de Agosto. O assistente do secretário-geral da ONU para os Direitos Humanos,Andrew Gilmour, sustentou que apesar de o grau de violência ter sofrido uma redução, as forças de segurança birmanesas continuam a cometer assassínios, violações, torturas, sequestros e a negar alimentos a elementos daquela etnia. “Parece que a violência generalizada e sistemática contra os rohingya persiste”, disse Gilmour num comunicado emitido após a sua visita aos campos de refu-

giados no Bangladesh. “A natureza da violência mudou para uma campanha de terror de baixa intensidade e fome forçada que parece ter sido elaborada para empurrar os rohingya, que ainda estão em suas casas, em direção ao Bangladesh”, acrescentou. O responsável recriminou ao Governo birmanês que diz estar preparado para o regresso dos refugiados quando a violência persiste, frisando que, nas actuais condições, “o retorno seguro, digno e sustentável é impossível”. Por outro lado, elogiou a resposta humanitária do Bangladesh – um país pobre – e de organismos internacionais em relação aos rohingya, embora alertando para os “devastadores efeitos” que o início da estação das chuvas trará para os campos de refugiados. O Bangladesh e Myanmar assinaram um acordo para começar a repatriar os refugiados em finais de Janeiro deste ano, mas Dacca suspendeu-o à última hora. O exército birmanês negou os abusos, depois de no passado mês de Janeiro ter admitido um caso de assassínios extrajudiciais de rohingya que foram enterrados numa vala comum, em Setembro de 2017. Myanmar não reconhece a cidadania aos rohingya, que considera imigrantes bengalis, e submete-os desde há décadas a todo o tipo de discriminações, incluindo restrições à liberdade de movimentos e ao acesso ao mercado de trabalho.

COREIAS KIM CONVERSA DE “CORAÇÃO ABERTO” COM DIRIGENTES SUL-COREANOS

Diálogo na península O líder norte-coreano, Kim Jong Un, teve ontem uma “conversa de coração aberto” com os enviados do Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, noticiou a agência noticiosa estatal da Coreia do Norte

E

STA foi a primeira reunião de dirigentes de Seul com Kim Jong Un, em carne e osso, desde que este sucedeu ao seu pai, que faleceu em 2011. O despacho da agência norte-coreana adiantou que Kim exprimiu o desejo de “escrever uma nova história de reunificação nacional” durante um jantar na noite anterior. Dado o sangue já derramado, os testes de armas pela Coreia do Norte e as ameaças de guerra ao longo do último ano, há um considerável cepticismo sobre os aparentes sinais de descongelamento entre as Coreias. Mas cada novo desenvolvimento também aumenta a possibilidade de os rivais usarem a atmosfera criada durante a participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno, que decorreram em Pyeongchang, na Coreia do Sul, para reduzir a tensão em torno das ambições nucleares de Pyongyang e recomeçar as conversações entre a Coreia do Norte e os EUA.

ATMOSFERTA SINCERA

Ainda segundo a KCNA, Kim Jong Un acolheu com

DIPLOMACIA COREIA DO SUL QUER FORTALECER CAPACIDADES MILITARES

O

Presidente sul-coreano, Moon Jae-In, afirmou ontem que o seu país deve “dialogar com a Coreia do Norte” e, ao mesmo tempo, fortalecer as suas capacidades militares para fazer frente à ameaça dos mísseis do país vizinho “Devemos dialogar com a Coreia do Norte para a desnuclearização da península coreana, mas ao mesmo tempo, concentrar toda a nossa energia em desenvolver capacidades que possam contrariar o [Coreia do] Norte e os seus mísseis de maneira rápida e prática”, declarou Moon, num discurso numa cerimónia de graduação militar. As palavras de Moon estão alinhadas com a estratégia colocada em marcha desde que chegou ao poder, que passa por fomentar a

aproximação com Pyongyang e manter a pressão diplomática em estreita colaboração com o seu grande aliado, os Estados Unidos, apostando no reforço da defesa nacional diante possíveis ataques dos norte-coreanos. A mensagem chegou no mesmo dia em que uma delegação sul-coreana se reuniu com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un. Apesar dos meios de comunicação norte-coreanos referirem que Kim e os delegados norte-coreanos exploraram vias para aliviar as tensões militares entre as duas Coreias e impulsionar o diálogo e a cooperação, não foi mencionado a desnuclearização do país em nenhum momento.

satisfação os visitantes sul-coreanos, a quem apresentou as suas perspectivas em relação à “activação de um diálogo versátil, PUB

contacto, cooperação e intercâmbio”. A Kim é também atribuída a afirmação de que deu “instruções importantes para a área relevante para tomar medidas práticas rapidamente” para uma cimeira com Moon Jae-in. O papel de um líder confiante e acolhedor de representantes, de grau inferior, do Sul rival, é um dos que agradam claramente a Kim. Tirou fotos com os sul-coreanos e promoveu o que foi descrita como “uma atmosfera sincera e co-patriótica”. Mas muitos no Sul e nos EUA querem saber o que

Kim Jong Un planeia fazer depois da barragem de testes com armas, que levantaram o espectro da guerra. O Norte tem dito, repetidamente, que não prescinde do seu armamento nuclear, enquanto prossegue a construção de um arsenal que possa alcançar o território continental norte-americano. A delegação sul-coreana, com 10 elementos, é liderada pelo director de segurança nacional, Chung Eui-yong. Esta viagem ao Norte de dirigentes sul-coreanos de nível elevado é a primeira conhecida desde há 10 anos.


12 eventos

7.3.2018 quarta-feira

LIVROS LOBO ANTUNES E CARMEN MIRANDA PARA OS MAIS NOVOS

E

NTRE as novidades literárias deste ano da Imprensa Nacional Casa da Moeda para 2018 estão as biografias ilustradas do escritor António Lobo Antunes e da artista Carmen Miranda, assim como um livro informativo sobre a águia-imperial-ibérica. De acordo com o plano editorial divulgado, na colecção “Grandes Vidas Portuguesas” sairá uma biografia sobre António Lobo Antunes, escrita por Jorge Reis-Sá e ilustrada por Nicolau. Quanto à biografia de Carmen Miranda, é assinada por Tito Couto e ilustrada por Sofia Neto. As biografias do General Humberto Delgado é da autoria de José Jorge Letria, com ilustração a cargo de Richard Câmara. Está também planeada, apesar de ainda não ter data de publicação, uma biografia em moldes semelhantes sobre Mário Soares. À agência Lusa, o director de arte e coeditor das obras, André Letria, explicou que está prevista ainda a edição de livros informativos sobre a águia-imperial-ibérica, com texto de Carla Maia de Almeida e ilustração de Susa Monteiro, e sobre exemplos de

etnografia portuguesa, dos caretos ao bordado de Castelo Branco, da autoria da antropóloga Vera Alves e da ilustradora Carolina Celas. Desde 2014, a Imprensa Nacional tem investido na edição de livros para a infância e juventude, com grande destaque para a vertente visual. “É uma forma de trabalhar com autores diferentes e prestar um serviço público com estes temas e estes ilustradores”, explicou André Letria, ilustrador, autor e editor. O plano editorial para 2018 incluirá ainda um livro sobre a Biblioteca Nacional, escrito por Luísa Ducla Soares, ainda sem ilustrador definido, e outro de Pedro Vieira e André Letria, com histórias sobre o Diário da República, cuja origem, com outra designação, remonta ao século XIX. A colecção infantojuvenil da Imprensa Nacional reúne quase duas dezenas de títulos, a maioria já recomendada pelo Plano Nacional de Leitura.

Música Mario Brunello com a Orquestra de Macau no Sábado

A Orquestra de Macau apresenta, no próximo Sábado pelas 20h, no grande auditório do Centro Cultural, o concerto “Os Trilhos Musicais de Dvorák”. O concerto é dirigido por Lu Jia, director musical e maestro principal, em colaboração com o célebre violoncelista italiano Mario Brunello. Segundo o Instituto Cultural (IC), o programa vai ser exclusivamente dedicado ao compositor checo Antonín Dvorák, cujas obras combinam a tradição sinfónica alemã e austríaca com a magia da música folclórica da Eslováquia. Os preços dos bilhetes oscilam entre 150 e 250 patacas.

CAPITAL

FAM CARTAZ ASSINALA BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE KARL M Foi ontem apresentado o cartaz do Festival de Artes de Macau (FAM) que vai decorrer entre 27 de Abril e 31 de Maio. Do teatro, à música, passando pela dança, a programação deste ano tem um pouco de tudo. Os bilhetes vão ser postos à venda a partir do próximo Domingo

É

com a peça de teatro “Das Kapital”, uma nova versão do clássico de Karl Marx, que abre o pano do XXIX Festival de Artes de Macau (FAM). O espectáculo, levado à cena pelo Centro de Artes Dramáticas de Xangai, foi escolhido para assinalar o bicentenário do nascimento do filósofo alemão. A peça contem “elementos próprios de Macau, ilustrando as duas faces do capital, com recurso ao humor negro.” O cartaz do FAM deste ano, apresentado ontem pelo Instituto Cultural (IC), é subordinado ao tema “origem”, como simbolismo de “fonte de vida” e apresenta 26 propostas de uma dezena de países e territórios, incluindo Reino Unido, Portugal, Alemanha, Israel, Japão ou Coreia do Sul, num total de mais de 100 eventos.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA DEIXEM FALAR AS PEDRAS • David Machado

No dia em que se ia casar, Nicolau Manuel foi levado pela Guarda para um interrogatório e já não voltou. Viveu, assim, quase toda a vida na urgência de contar a verdade a Graça dos Penedo, a noiva que mais tarde lhe seria arrebatada pelo alfaiate que lhe fizera o fato do casamento. Porém, sempre que se abria uma possibilidade, uma ameaça desviava-o dramaticamente do seu destino – e agora, meio século volvido, está velho de mais para querer mudar as coisas, gastando os dias com telenovelas. Alternando a narrativa dos sucessivos infortúnios de Nicolau Manuel – que é também a história de Portugal sob a ditadura, com os seus enganos, perseguições e injustiças – com a de um adolescente que mantém um diário com numerosas passagens rasuradas como instrumento de luta contra o mundo –, Deixem Falar as Pedras é um romance maduro e fascinante sobre a transmissão das memórias de geração em geração, nunca isenta de cortes e acrescentos que fazem da verdade não o que aconteceu, mas o que recordamos.

O FAM abre com teatro e fecha com dança. “13 Línguas” foi o espectáculo escolhido para o encerramento.

Originalmente uma encomenda do Festival Internacional de Artes de Taiwan de 2016, “13 Línguas” chega este ano ao

público de Macau pelas mãos da companhia Cloud Gate 2. Entre os principais destaques do cartaz figuram

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

O FABULOSO TEATRO DO GIGANTE • David Machado

Um dia dois forasteiros chegam à aldeia de Lagares, isolada no meio das serras, lá nos confins do Minho. Um dos forasteiros era de estatura colossal, a quem logo chamam o Gigante, mas que na realidade tem por nome Thomas, o outro era Eunice, uma mulher pequena de cabelos cor de fogo que dentro em breve daria à luz dois gémeos. Ele, originário de um incerto país latino-americano, é um grande contador de histórias tão verdadeiras quanto inesgotáveis e que fazem as delícias dos habitantes de Lagares. Um dia, porém, o Gigante adormece e o seu sono prolonga-se por meses, anos, mas continua a contar as histórias com que vai sonhando. Nessa espera interminável, Eunice decide anotar por escrito tudo o que sonha aquele homem que ama e que tanto a fascina. E será a partir daí que as coisas seguirão um novo e extraordinário curso, mudando para sempre a vida daquela gente. Este é o primeiro romance de David Machado, uma obra inovadora, que abriu caminho a um novo imaginário no espaço da literatura portuguesa.


eventos 13

quarta-feira 7.3.2018

ARTÍSTICO

MARX

de grupos, entre os quais a Casa de Portugal. O FAM também revisita, como sempre, os clássicos das artes tradicionais: “O Sonho da Câmara Vermelha”, peça de ópera cantonense clássica, é uma das principais sugestões, a par com a “Mostra de Clássicos Chineses Quyi”, que apresenta os destaques dos últimos 200 anos da história da arte Quyi de Guangdong através de canções narrativas naamyam e da percussão baatyam. O cartaz inclui ainda dois concertos (um do maestro escandinavo Henning Kraggerud e a Orquestra de Macau; e outro, de Fado, que junta o maestro Liu Sha e a Orquestra Chinesa de Macau) e uma exposição dedicada a Marc Chagall, um dos principais nomes do Modernismo.

“O Festival de Artes de Macau está mais diversificado e mais em contacto com a realidade, tendo expandido a escala do público-alvo, intensificando mais produções locais” PRESIDENTE DO IC

“Mulheres de Tróia”, uma peça do mestre de teatro contemporâneo Tadashi Suzuki que mostra a miséria e a desolação do Japão no pós-guerra, bem como a adaptação d’ “O Processo”, a obra clássica de Franz Kafka, apresentada pela companhia sul-coreana Sadari Movement Laboratory. No mesmo domínio artístico, sobressai a “Acompanhante”, obra de Eisa Jocson, uma coreógrafa e bailarina das Filipinas, que explora o corpo feminino e a política de género. A companhia Subject_to Change, do Reino Unido, apresenta o premiado “Lar Doce Lar”,

desafiando os participantes a construir casas em cartão e a edificar uma cidade. Outras propostas incluem uma adaptação da obra “A Noite Antes da Floresta”, do famoso dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès, apresentada pela Associação de Arte Teatral Dirks, em colaboração com uma encenadora irlandesa e a sua equipa internacional de actores; ou a co-produção “Júlia Irritada”, baseada na peça do dramaturgo sueco August Strindberg e representada, com um toque sarcástico, por actores de Macau e Singapura, que foi, aliás, um encomenda do FAM

ao grupo de Singapura Nine Years Theatre.

ESTALEIROS E MIGRANTES EM FOCO

Com Macau como pano de fundo, destaque para duas peças de teatro: “Pôr-do-Sol nos Estaleiros”, uma proposta da Dream Theater Association, que conta a história da indústria de construção naval do território, e “Migrações”, criada pelo Teatro Experimental que tem como protagonistas trabalhadores indonésios. Há também, como é habitual, Teatro em Patuá, com o Grupo de Teatro Dóci Papiáçam di Macau a apresentar

este ano “Qui di Tacho?” (Que é do Tacho?), à boleia da recente designação de Macau como “cidade gastronómica”, para ver nos dias 19 e 20 de Maio. O teatro tem, de resto, lugar de relevo, em diferentes formatos: há teatro físico, por via do “Rua Vandenbranden, 32”, do conceituado grupo belga Peeping Tom; teatro-dança e instalação em “Murmúrio de Paisagem”, a cargo da Associação de Artes e Cultura Comuna de Pedra. De Portugal, chega “Parasomnia”, teatro imersivo com recurso a instalações de imagens e sons de Patrícia Portela que se baseou no ensaio

incompleto “Sobre o sono, o despertar e a ausência de sonhos”, da autoria de Acácio Nobre. Ao programa do FAM junta-se ainda a nova produção da coreógrafa local Tracy Wong, “As Franjas Curiosas – Explosão da Caverna”, que combina dança, artes visuais e instalação. “Esponja”, da companhia “Turned On Its Head” (Reino Unido) e “Quando Tudo Era Verde”, da The Key Theatre (Israel) entram na secção dos programas para a toda a família, a par com “À Procura da Memória”, da associação artística local Cai Fora, e a “Mostra de Espectáculos Ao Ar Livre”, que junta uma série

“O Festival de Artes de Macau está mais diversificado e mais em contacto com a realidade, tendo expandido a escala do público-alvo, intensificando mais produções locais, manifestando ainda um papel mais relevante na cooperação e intercâmbio artístico, bem como na formação de talentos locais”, afirmou a presidente do IC, Mok Ian Ian. O FAM conta com um orçamento de 22 milhões de patacas, menos três por cento relativamente à edição anterior. No entanto, Mok Ian Ian desvalorizou o corte. “Para aderir à política de utilização racional dos recursos financeiros, assumimos uma atitude prudente na gestão. Não obstante, a qualidade não será influenciada”. Paralelamente ao festival propriamente dito decorre uma série de actividades, como ‘workshops’, palestras com artistas ou projecções de filmes. Ambos os programas encontram-se disponíveis em www.icm.gov.mo/fam . Diana do Mar

info@hojemacau.com.mo


14

h

7.3.2018 quarta-feira

PAra grandes penas, júbilios dobrados Diário de um editor João Paulo Cotrim

As mãos que tocam a luz gos, no compasso da poesia, nas descidas ao mais íntimo, nas cenas de identificável exterior, estende-se em pano de fundo o perfume da musicalidade. Talvez atonal ou minimal ou impressionista, seguramente jazzística. Quando muitos esperavam uma qualquer pirotecnia na abordagem ou na construção, o Valério apurou o que tem de melhor e aplicou-o a um tema temível (assuntos aterradores são uma das suas melhores escolhas): alzheimer. E nele se jogou por inteiro, brincando com a filosofia que aprendeu, fazendo do verso ferramenta, sem nunca perder o humor, mas deixando em aberto um final. Inevitável. Valério pede mais leitores que banhistas da narrativa. Na magnífica apresentação, Eric Nepomuceno, para além de assinalar as qualidades do «puta romance!», inscreveu-o no coração de íntima reflexão. Dizia ele que, sem a memória, morreria. Viu amigos próximos esquecerem-se de si, presos por filamentos de afectos, um gesto, uma canção, um poema. Que bom seria ter crítica assim, capaz de fazer íntimo o assunto do que lê, sempre à distância do conforto. Depois houve festa. E tantas, mas tantas conversas interessantes que merecia ter ficado aboborando uns dias. E escrevê-las para não esquecer. Esqueci tanto, esqueço tanto, que chego a duvidar que viva.

SANTA BÁRBARA, LISBOA, 17 FEVEREIRO Tinha passado há dias, na RTP2, mas quem ainda vê tevê na hora da emissão? «Un vrai faussaire», de Jean-Luc Léon sobre Guy Ribes, justifica mais do que um visionamento, tantas são as nuances, pinceladas no retrato do protagonista, marteladas na construção do mercado da arte, subsídios para as técnicas de imitação dos mestres. Bastariam logo os primeiros socalcos da biografia para o verdadeiro falsário se erguer personagem, com infância espraiada em bordel e cinema familiar, disciplinada pintura de tecidos e vivência de rua em Lyon, mas a gigantesca e cuidada produção e o complexo jogo de relações e modos de fazer confirmam que se tornou, ironicamente, artista. Tout court. Enquanto desvelava, de pincel na mão e com líquida facilidade, um Matisse, que prometeu destruir uma vez acabado, foi discorrendo sobre o tempo de estudo e preparação que investia, acerca do cuidado com materiais e gestos que aprendeu de experiência, além da fulcral criação do seu próprio gosto, onde pontuava Chagall. (Terei gasto namoro à volta de um falso?) A quantidade e a qualidade do que foi imitando e, sobretudo, o entendimento da mecânica (quântica) do sistema de certificação dos vários valores, sendo o artístico o menos importante, contaminou o sacrossanto mercado de tal modo que se estabeleceu estranho consenso: não apurar até às últimas consequências o que pertence, de facto, a quem. Por medo de tremendo cataclismo. Afinal, como Ribes bem afirma, é o falsário quem nos dá o que desejamos. Ao nosso preço. HORTA SECA, LISBOA, 1 MARÇO Outro traço se interrompeu. Artur Correia (1932-2018), de tão modesto, deixa-nos frames antes de receber o Prémio Sophia de Carreira pelo seu contributo para o desenvolvimento do cinema de animação. Pena tenho de não o ter chegado a homenageá-lo da maneira que me parece melhor: mostrando e pensando obra. Conservo religiosamente os ensinamentos da Família Prudêncio e, agricultor que nunca fui, uso os pesticidas com cuidado, (https://youtu.be/ e7TfXfJrueQ). Em querendo desencantar memórias sobre o que foi o 25 de Abril de 1974, ajuda sempre uma releitura de «O País dos Cágados», que Artur desenhou para o texto de António Gomes Dalmeida. Há uma edição recente da Bertrand, mas prefiro a original, no mesmo preto e branco dos Prudêncio, coisa prévia. Saravah! CHIADO 8, LISBOA, 1 MARÇO Muito pelo esforço de João Miguel Barros, também ele fotógrafo com exposi-

ção no CCB (Photo-Metragens), e que encontrou na Ana [Fontoura], da Fidelidade, a melhor das interlocutoras, Lisboa virou sala panorâmica da fotografia chinesa contemporânea. Chegou a vez de Yank Yankang, que pendurou na Chiado 8, O Espelho do Alma e assim transfigurou a galeria em porto de abrigo, o palacete em capela. Em pleno bulício transnacional, cegueira turística, corrupio urbano-depressivo, abrem-se visões para o Tibete íntimo dos praticantes do budismo, para o bailado da fé com o natural, janelas para a neve, a nuvem, a montanha e o pássaro. A ideia de clássico assenta neste rasgar de passagens entre os tempos, do ontem que perdurará no amanhã. Este preto e branco apresenta-se-nos cheio de cores e vozes. E temperaturas do espírito. Um monge, de costas para quem o veja, enfrenta o vale que se desfaz em sucessivos horizontes de cinza, com as vestes ondulantes a confundi-lo mais com a paisagem. Na mão direita, um cajado rude ergue-se sinal único do humano. Aquele braço é

a fé. Crianças-monge praticam a Dança do Dharma, diz a legenda, mas são quatro putos a brincar à apanhada com as sombras. Apenas o mais próximo de nós agarrou a sua com o pé, os outros voam presos nas gargalhadas. E são tantos os pássaros que perturbam os céus e os corpos a quererem sê-los. E a luz, onde Yankang tão bem os sabe conservar. Sobre mesa minúscula, uma criança-monge assenta os Sutras que recita. Do outro lado de uma luminosa diagonal, monge (águia ou falcão ou emberiza-das-neves?) mais velho toca o tecido. A sombra resguarda-se na luz, que permite a aproximação de cada uma das nossas idades através do olhar (nesta página). Qual o lugar da fé? BARRACA, LISBOA, 2 MARÇO Considere-se atirado às feras leitoras o novo do Valério [Romão], concerto de fragmentos para duas vozes em desagregação sinfónica: «Cair Para Dentro». Na cadência dos avanços e recuos, nas cavalgadas interiores ou na dança dos diálo-

HORTA SECA, LISBOA, 4 MARÇO À minha volta, cada papel diz afazer, resposta por dar, ansiedades em ferida, atrasos gritantes, resolutas irresoluções. A magia da procrastinação acontece em todo o seu esplendor de derivas, de possibilidades, de leituras sem nexo, de ideias a pedir poda e rega. Parar o rodopio, afastar-me do feicebuque, calar os papéis um a um, de modo a permitir que outra respiração se instale custa cada vez mais. Por vezes, a música ajuda. Noutras faz-se cavalo e planície, velocidade e acolhimento, convidando à viagem. Um dos encontros deste Correntes foi o Mû Mbana, perfil de príncipe e voz cava, de onde escorre a noite. (Aliás, aconteceram-me mais vozes: a do José Luiz [Tavares], em versão morna; a do Renato [Filipe Cardoso] trocadilhando em grave a palavra-armadilha; ou a do João [Rios], ripostando e ribombando). O seu álbum Iñén corre em loop a baralhar-me as coordenadas, alargando espaços, dando nós ao tempo. Entre o sussurro e o grito, percorre altas profundidades descalço à flor da terra, com enorme riqueza de instrumentos, muitos deles recuperados ao esquecimento, por si tangidos da mesma maneira que a voz nos toca a nós: com delicadeza e fogo. Eis que o ponto de partida acontece ser esse meu velho fascínio: mãos, «as mais poderosas ferramentas que temos».


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

quarta-feira 7.3.2018

Cidade Ecrã Rui Filipe Torres*

“O grande domador”

imagética conceptual performativa. Johann Strauss, na adaptação de Stephano Droussiotis, cria a dinâmica sonora perfeita para esta metamorfose e fluidez continuada dos corpos. Duas horas de grande fruição estética que terminaram com a sala do grande auditório do CCB em pé e em entusiásticas palmas.

Um dos primeiríssimos talentos da dança contemporânea, esteve no grande auditório do CCB no 2 e 3, integrado na programação DE ZEUS A VARAUFAKIS - A Grécia nos Destinos da Europa.

N

ESTE séc. de reorganização geopolítica do mundo, que confirma o que desde os anos 60 do séc. XX se tornou a cada dia mais claro: “A path for redefinition and strengthening of diplomacy is assumed, in order to structure and consolidate active presence in the reformulation of World Governance; this implies the expansion of and independent Chinese policy towards the consolidation of peace”1 cuja liderança é cada vez mais a RPC, confirmando o que a 14 de Setembro de 2005 no discurso das Nações Unidas, o Presidente Hu Jintao, afirmava ; a adesão da diplomacia Chinesa ao multilateralismo, abandonando a diplomacia cautelosa e defensiva dos contactos bilaterais e pouco atuante nos fóruns internacionais que desde 1978, quando a RPC decidiu abrir-se ao mundo vinha praticado, a Europa precisa de forma urgente e decida de se repensar. Cronos, filho de Urano - o céu estrelado e de Gaia - a terra, é de facto o grande domador e também aquele que na sua forma mais traumática representa o problema da terra do humano. É dito que Cronos, o mais iniciático e arquétipo edipiano, incitado pela mãe castrou o pai. A Terra é desta forma separada do Céu. Podemos ver aqui um paralelismo com a expulsão do Paraíso, aí não pela castração, mas pela vivência do prazer e a ousadia da interrogação ficando para sempre impossibilitada a bem aventurada e pacata felicidade dos pobres de espírito. Cronos vive ele próprio um conflito entre a força do novo e a potencia que encerra e o saber e poder que não sendo néscio a permanência no discurso do tempo permite. Torna-se o canibal que devora os próprios filhos, o mais temível e repulsivo, mesmo que a clareza do espírito afirme que o crime não é menor se o sangue tiver outra filiação. Zeus, seu filho, foi dele escondido, cresceu, combateu o pai, expulsou-o do Olimpo e obrigou-o a vomitar os irmãos. Mas ser expulso do Olimpo por mais doloroso que possa ser não é igual à morte. Cronos está ele próprio condenado ao tempo, outros, os Deuses não expulsos do Olimpo, tem outra imortalidade, um outro eterno, onde os lábios das abelhas é generoso no sugar e na produção do mel e o sol, é sempre quente, e no sangue nunca a anemia impede a ereção dos corpos, presume-se. Talvez vidas desocupadas em demasia. Mas deixemos os deuses dado que

de DIMITRIS PAPAIONNOU

não temos outra possibilidade que não a de sermos homens. Já avancei por algumas vezes a ideia da Europa pós-modernista, num modelo que retome a maturidade do pensamento clássico no contemporâneo, não um regresso ao renascimento, tempo maior na história recente da Europa com os erros hoje mais fáceis de reconhecer de um exagerado positivismo, mas um Pós- Renascimento, em que o eurocentrismo definitivamente de lugar a um olhar mais próximo do olhar de deus sobre o mundo, ou se quisermos uma referencia tecnológica, um olhar a partir do satélite, global, mas com as referencias humanistas da Grécia Antiga, sem desperdiçar toda a escola filosófica, artística, cultural científica, com que se materializa este enorme e imaterial património mundial que é o espaço europeu. O Mestre Almada Negreiros, esse Português sem mestre, como a si próprio se definiu, viu na Ibéria a cabeça da Europa. Talvez que seja tempo de ultrapassar fantasiosas barreiras dos corpos, afinal pernas sem cabeça não passam de desenhos animados. A Europa construi-se com o mediterrâneo no seu centro e não como hoje, com o mediterrâneo lugar de fronteira. A Europa, ou melhor, os europeus, precisam com urgência de perceber que o tempo do Eurocentrismo terminou algures antes do meio do séc. XX , e que ser Europeu é um diálogo permanente com o mundo todo, e quanto mais em igualdade, mais feliz e produtivo. O Grande Domador, The Great Tamer, é uma criação a todos os níveis notável. O trabalho performativo com os atores/bailarinos é um plano sequência brilhante onde o tempo é matéria e os corpos se reinventam e interrogam. Uma maquinaria cénica invisível cria a existência de 3 planos, a superfície ou

crosta espaço da representação, o em baixo ou potencia de onde surgem corpos, terra, artefactos humanos, e o acima, o manto do ar respirável onde por vezes se voa e até a outros planetas de ar mais rarefeito e outra força de gravidade. A relação entre os três territórios é permanente, fluida e mágica. Tudo acontece como num plano cinematográfico em sequência, sem cortes, numa sucessão continua de imagens que fluem com o encantamento de um discurso alicerçado na poética da imagem, construída na ação e respiração dos corpos na relação tridimensional com o espaço e o tempo da música de John Straus. De alguma forma o que é dado a ver, continua a mais famosa elipse temporal da história do cinema, quando Kubrick, na abertura do 2001 Odisseia no Espaço, (1968), transforma o osso de fémur humano em artefacto, ferramenta e arma, em nave espacial. É uma elipse cinematográfica com o tempo da civilização, o tempo da descoberta e realização do humano. Aqui, em The Great Tamer, o maravilhamento e a interrogação sobre o próprio, o outro, sobre o lugar, o território onde pode acontecer o maravilhamento, permanece e continua em sucessivos quadros de visualidade poética que convoca signos e quadros da história da pintura, e do cinema, como já referido. Os corpos experimentam outras possibilidade de corpo, o género questiona-se a si mesmo, reinventa-se em novas possibilidades. O uno e o múltiplo é um movimento imparável, e o espanto, os caminhos em potencia, múltiplos. Somos confrontados com um criação artística rigorosa na execução de uma maquinaria cenográfica, na ocupação e desenho do espaço pelos corpos , na

Concepção e direção por Dimitris Papaioannou Com Pavlina Andriopoulou, Costas Chrysafidis, Ektor Liatsos, Ioannis Michos, Evangelia Randou, Kalliopi Simou, Drossos Skotis, Christos Strinopoulos, Yorgos Tsiantoulas, Alex Vangelis Cenografia e direção de arte em colaboração com Tina Tzoka Colaboração artística para os figurinos Aggelos Mendis Desenho de luz em colaboração com Evina Vassilakopoulou Colaboração artística para o som Giwrgos Poulios Desenho e operação de som Kostas Micholoupos Música Johann Strauss II, An der schönen blauen Donau, op. 314 Adaptação musical Stephano Droussiotis Design de escultura Nectarios Dionysatos Pintura de figurinos e adereços Maria Ilia Produtora criativa executiva e assistente de direção Tina Papanikolaou Assistente de direção Stephanos Droussiotis Assistente de direção e ensaiadora Pavlina Andriopoulou Direção técnica Manolis Vitsaxakis Manager de palco Dinos Nikolaou Engenheiro assistente de som Nikos Kollias Assistente do cenógrafo e do pintor de cenários Mary Antonopoulou Assistentes do escultor Maria Papaioannou, Konstantinos Kotsis Assistente de produção Tzela Christopoulou Manager da digressão e relações internacionais Julian Mommert Assistente executivo de produção Kali Kavvatha Produção Onassis Cultural Centre – Atenas Coprodução CULTURESCAPES Greece 2017 (Suíça), Dansens Hus Sweden (Suécia), EdM Productions Festival d’Avignon (França), Fondazione Campania dei Festival – Napoli Teatro Festival Italia (Itália), Les Théâtres de la Ville de Luxembourg (Luxemburgo), National Performing Arts Center-National Theater & Concert Hall | NPAC-NTCH (Taiwan), Seoul Performing Arts Festival | SPAF (Coreia do Sul), Théâtre de la Ville – Paris / La Villette – Paris (França) Produtor Executivo 2WORKS Com o apoio de Alpha Bank

1 - Moreira, Adriano, Westerners and Asia, in «China and India in a Global World: Challenges and Opportunities, 6th annual seminar on Asia», Instituto do Oriente, ISCSP/UTL, 15 e 16 de Novembro, 2006.

*Cineasta. Licenciado em Ciências da Comunicação pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Mestrando em Desenvolvimento de Projecto Cinematográfico na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa.


16 publicidade

7.3.2018 quarta-feira

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 9/P/18

Anúncio Concurso Público N.º 9/ID/2018 «Empreitada da Obra n.º 5 – Instalação de bancadas e coberturas junto ao Reservatório para a 65.ª Edição do Grande Prémio de Macau» 1.

Entidade que preside ao concurso: Instituto do Desporto.

2.

Modalidade de concurso: concurso público.

3.

Local de execução da obra: zona do passeio pedonal do Reservatório.

4.

Objecto da empreitada: planeamento, montagem e desmontagem das bancadas provisórias para espectadores localizadas no passeio pedonal do Reservatório, denominadas por “Bancada do Reservatório” e “Grandstand”.

5.

Prazo máximo de execução: seguir as datas limites constantes no caderno de encargos.

6.

Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de 90 dias, a contar da data do acto público do concurso.

7.

Tipo de empreitada: a empreitada é por preço global (os itens «Se necessários» mencionados no Anexo IV – Lista de quantidades e do preço unitário do Índice Geral do Processo de Concurso são retribuídos por série de preços através da medição das quantidades executadas).

8.

Caução provisória: $ 380 000,00 (trezentas e oitenta mil) patacas, a prestar mediante depósito em numerário ou em cheque (emitido a favor do Fundo do Desporto), garantia bancária ou seguro caução (emitida a favor do Fundo do Desporto) aprovado nos termos legais.

9.

Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, em reforço da caução definitiva a prestar).

10.

Preço base: não há.

11.

Condições de admissão: serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição. Neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição.

12.

Sessão de esclarecimento: a sessão de esclarecimento terá lugar no dia 14 de Março de 2018, quarta-feira, pelas 10,00 horas, na sala de reuniões do Edifício do Grande Prémio de Macau, sito na Avenida da Amizade n.º 207, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a sessão de esclarecimento será adiada para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte.

13.

Local, dia e hora limite para a apresentação das propostas: Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau. Dia e hora limite: dia 27 de Março de 2018, terça-feira, até às 12,00 horas. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte.

14.

Local, dia e hora do acto público do concurso: Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau. Dia e hora: dia 28 de Março de 2018, quarta-feira, pelas 9,30 horas. Em caso de adiamento da data limite para a apresentação das propostas de acordo com o mencionado no artigo 13 ou em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes legais devem estar presentes ao acto público do concurso para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso.

15.

Local, dia e hora para exame do processo e obtenção da respectiva cópia: Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau. Hora: horário de expediente (das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas). Na Divisão Financeira e Patrimonial do Instituto do Desporto, podem obter cópia do processo do concurso mediante o pagamento de $ 1 000,00 (mil patacas).

16.

Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço total da obra: 60% - Prazo de execução da obra: 10% - Plano de trabalhos: 15% - Experiência em obras semelhantes: 15% Junção de esclarecimentos: Os concorrentes devem comparecer no Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau, até à data limite para a apresentação das propostas, para tomarem conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais.

17.

Instituto do Desporto, 7 de Março de 2018. O Presidente, Substituto, Lau Cho Un.

Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 12 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de Um Sistema Automático de Amostras aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP39.00 (trinta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 06 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 09 de Abril de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP20.000,00 (vinte mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 01 de Março de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 11/P/18 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 22 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de Um Conjunto de Estantes Rolantes para o Arquivo de Processos Clínicos no Centro de Saúde da Ilha Verde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP39,00 (trinta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes devem estar presentes no Edifício Cheng I, Avenida do Conselheiro Borja, no dia 12 de Março de 2018, às 15,00 horas para visita de estudo ao local da instalação dos equipamentos a que se destina o objecto deste concurso As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 6 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Abril de 2018, pelas 15,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP24.000,00 (vinte e quatro mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 1 de Março de 2018. O Director dos Serviços Lei Chin Ion

Anúncio【22/2018】 Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notificam-se, por este meio, do seguinte, os candidatos a habitação económica indicados: Nome do requerente N.o do boletim de candidatura SIU PUI HING 81201312125 IEONG LAI I 81201305686 FERREIRA SOARES, FILIPE GONÇALO 81201312560 LEI MEI TONG 81201307125 LEONG KAM IENG 81201301613 WAN SOK I 81201307549 WU IEK PANG 81201308587 MOU IAT IAO 81201300309 NG HIO KUAN 81201312387 CHOW KWUN YUEN 81201312076 U TIT MAN 81201312662 KAM CHEUK KA EUGENIA 81201311657 CHEONG WAI CHEOK 81201305243 LAM CHOI IOK 81201306708 LAM MENG IU ANTONIO 81201307993 SI TOU TEK 81201304566 TAM SOI I 81201301184

N.o do processo 123/EAS/2017 387/EAS/2017 391/EAS/2017 513/EAS/2017 515/EAS/2017 519/EAS/2017 525/EAS/2017 527/EAS/2017 531/EAS/2017 533/EAS/2017 538/EAS/2017 539/EAS/2017 544/EAS/2017 545/EAS/2017 693/EAS/2017 710/EAS/2017 44/EAS/2018

A não apresentação dos documentos exigidos para a candidatura no prazo fixado, determina, nos termos da alínea 8) do n.º 1 do artigo 20.º e da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica) (lei aplicável na altura de candidatura), a exclusão do concurso dos adquirentes seleccionados. Os referidos candidatos a habitação económica podem, apresentar justificação escrita e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas que sejam favoráveis ao seu contraditório, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não seja apresentada justificação escrita, no prazo fixado, ou a mesma não seja aceite por este Instituto, nos termos da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da referida Lei, os adquirentes seleccionados são excluídos do concurso. Em caso de dúvidas, poderá dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar a Sr.a Lei, através do telefone n.º 2859 4875 (Ext. 744), para consulta do processo. Instituto de Habitação, aos 02 de Março de 2018. O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng


publicidade 17

quarta-feira 7.3.2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 106/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 111/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor CHAN WA TENG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 73933xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 99/DI-AI/2016, levantado pela DST a 12.09.2016, e por despacho da signatária de 27.02.2018, exarado no Relatório n.° 102/DI/2018, de 23.01.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1017, Edf. Nam Fong, Bloco 1, 7.° andar F onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. - --------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor ZHOU, HUASHENG, portador do Salvo-conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C25240xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 92/DI-AI/2016, levantado pela DST a 30.08.2016, e por despacho da signatária de 27.02.2018, exarado no Relatório n.° 107/DI/2018, de 24.01.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Praceta de Um de Outubro n.os 119-131-B, I Keng Kok, 9° andar E, Macau onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. --------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 27 de Fevereiro de 2018.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 27 de Fevereiro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

AVISO

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 113/AI/2018 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora HUANG RONG, portadora do Salvo-conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° W75636xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 95.1/DI-AI/2016 levantado pela DST a 06.09.2016, e por despacho da signatária de 27.02.2018, exarado no Relatório n.° 108/DI/2018, de 24.01.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua dois Bairro da Areia Preta n.° 43, Edf. San Mei On, 3.° andar BB.--------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outub ro.-----------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 27 de Fevereiro de 2018.

Faz-se público que, por despacho do Ex. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 21 de Fevereiro de 2018, se acha aberto o concurso externo, de prestação de provas, para o preenchimento de dois lugares de enfermeiro de grau I, 1.º escalão, área de prestação de cuidados de saúde, da carreira de enfermagem, do quadro do pessoal do Instituto do Desporto. mo

O aviso de abertura de concurso encontra-se publicado no “Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau”, n.º 10, II Série, de 7 de Março de 2018. As condições de candidatura e as demais informações encontram-se no aviso acima referido e disponibilizadas no website do Instituto do Desporto (http://www.sport.gov.mo). Instituto do Desporto, aos 7 de Março de 2018. O Presidente, substituto, Lau Cho Un

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 12/P/18 Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo de 1 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 1) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 88.00 (oitenta e oito patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 18 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 19 de Abril de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente.

Anúncio Faz-se saber que no concurso público n.o 5/P/18 para o «Fornecimento de Medicamentos do Extraformulário Hospitalar aos Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 6, II Série, de 7 de Fevereiro de 2018, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 4.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, e também estão disponíveis na página electróníca dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Serviços de Saúde, aos 26 de Fevereiro de 2018

Serviços de Saúde, aos 02 de Março de 2018

O Director dos Serviços Lei Chin Ion

O Director dos Serviços Lei Chin Ion

Convocatória Nos termos e para os efeitos dos artigos 15.º e 16.º dos Estatutos da Sociedade, é por este meio convocada a Assembleia Geral Ordinária da Macau Pass S.A., registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis de Macau sob o n.º 20621, para se reunir no dia 29 de Março de 2018, pelas 18 horas, na respectiva sede social, sita em Macau, na Avenida da Amizade, n.ºs 918, Edifício “World Trade Centre Macau”, 13.º andar “A” e “B”, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. 2.

Discutir e resolver o relatório do conselho de administração, as contas auditadas, a utilização dos excedentes e a declaração de opinião do único supervisor para o exercício findo em 31 de dezembro de 2017; Resolução de outros assuntos de interesse da sociedade.

Todos os documentos e informações relacionados com os pontos 1.º da agenda, encontrem-se desde já na sede social da Sociedade à disposição dos accionistas para consulta durante o horário de trabalho. Macau, aos 7 de Março de 2018 A Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Liu Hei Wan

CONVOCATÓRIA Nos termos e para os efeitos do artigo 14° dos Estatutos, é por este meio convocada a Assembleia Geral Ordinária da TRANSMAC – TRANSPORTES URBANOS DE MACAU, S.A.R.L., matriculada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis de Macau sob o n.° 3053, a fls. 164 do livro C-8, para se reunir no dia 29 de Março de 2018, pelas 17 horas 30 minutos, na respectiva sede social, sita em Macau, na Avenida da Amizade, n.ºs 918, Edifício “World Trade Centre Macau”, 09.º andar,com a seguinte ordem de trabalhos: 1. 2.

Considerar e aprovar o relatório do Conselho de Administração, as contas auditadas, a utilização do excedente e a opinião do Comitê de Fiscalização no exercício findo em 31 de dezembro de 2017; Resolução de outros assuntos de interesse da sociedade.

Macau, aos 7 de Março de 2018 A Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Liu Hei Wan


18 publicidade

7.3.2018 quarta-feira


desporto 19

quarta-feira 7.3.2018

FUTEBOL EQUIPA DE PAULO SOUSA PERDE NA LIGA DOS CAMPEÕES ASIÁTICA

O

Tianjin Quanjian, treinado pelo português Paulo Sousa, saiu ontem derrotado por 6-3 da casa do Jeonbuk, na terceira jornada do grupo E da Liga dos Campeões asiática, o que representou a primeira derrota na prova para o equipa orientada pelo português. Apesar de ter entrado a ganhar, com um golo de Zhang Cheng (10 minutos), a formação chinesa sofreu seis golos de seguida em Jeonju, com um ‘hat-trick’ de Kim Shin-wook (24, 60 e 64) e outros tentos de Han Kyo-won (42), do brasileiro Ricardo Lopes (56) e Choi Bo-kyung (72). Na recta final do encontro, a equipa de Paulo Sousa reagiu e reduziu por duas vezes, primeiro por Zhao Xuri, aos 79, e depois numa grande penalidade convertida pelo brasileiro Alexandre Pato, aos 89. Na classificação do grupo E, a formação sul-coreana lidera com nove pontos, tendo vencido os três primeiros jogos da fase de grupos, seguida da equipa de Paulo Sousa, com quatro pontos. Os japoneses do Kashiwa Reysol são terceiros, com dois, e o Kitchee, de Hong Kong, é o último classificado do grupo com um ponto.

Automobilismo Theodore Racing contrata filho de Mick Doohan

O filho de Mick Doohan, campeão por cinco vezes de MotoGP, vai ser o novo reforço da Prema Theodore para a temporada de Fórmula 4, correndo em algumas provas dos campeonatos italiano e alemão. Jack Doohan, de 15 anos, foi anunciado, ontem, pela formação como a contratação mais recente da equipa. “Estou muito entusiasmado por fazer parte da Prema e poder competir, também na condição de piloto da Red Bul, nos campeonatos alemão e italiano”, afirmou Jack Doohan, em comunicado. Aos 15 anos, o australiano vai estrear-se nos monolugares, depois de se ter iniciado em competição de karting, quando tinha apenas oito anos.

Bernardo Tavares, treinador do Benfica de Macau “A nossa identidade é para manter neste jogo. Se pudermos ter mais posse de bola do que o adversário vamos tê-la. Mas também temos de ter em mente que eles são uma equipa mais experiente.”

O

Benfica de Macau entra esta noite para a História como a primeira equipa do território a disputar um jogo da fase de grupos da Taça da Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla inglesa). No Estádio de Macau, pelas 20h00, as águias vão ter pela frente o Hang Yuen, que terminou o campeonato de Taiwan no terceiro lugar, na temporada passada. Ao contrário do habitual, o Benfica de Macau vai defrontar uma equipa com argumentos para colocar em causa o domínio que normalmente exerce nas partidas da Liga de Elite. No entanto, o treinador dos tetracampeões de Macau promete ser fiel à identidade do grupo de jogadores que tem ao seu dispor. “A nossa identidade é para manter neste jogo. Se pudermos ter mais posse de bola do que o adversário vamos tê-la. Mas também temos de ter em mente que eles são uma equipa mais experiente do que os nossos adversários na Liga de Elite e que tem jogadores profissionais”, disse Bernardo Tavares,

TAÇA AFC BENFICA ENTRA ESTA NOITE EM COMPETIÇÃO NO ESTÁDIO DE MACAU

Uma questão de identidade

O Benfica de Macau estreia-se na fase de grupos da Taça AFC diante do Hang Yuen de Taiwan. O técnico das águias promete uma equipa fiel à sua identidade, à procura da posse da bola treinador da águias, ontem durante a conferência de imprensa de lançamento da partida. “O nosso adversário ainda não começou o campeonato. Conseguimos ter acesso a alguns vídeos dos jogos, mas dos amigáveis mais recentes que disputaram, inclusive no Japão, não tivemos. Por isso, a equipa está preparada com diversos planos para este encontro”, explicou o técnico dos encarnados.

Em relação aos objectivos para a partida, Bernardo Tavares limitou-se a prometer uma formação a “fazer o melhor possível”, com consciência de que o encontro se trata de “uma oportunidade única para o Benfica e para o futebol de Macau”. Na conferência de imprensa esteve igualmente Vinício Alves, jogador local das águias. O atleta considerou que o encontro é uma forma do Benfica de Macau mostrar aquilo de que é capaz.

“Para o ano, as equipas de Macau já têm de jogar novamente a qualificação, não há entrada directa. Por isso, estamos a ter uma oportunidade única com esta participação. Temos a responsabilidade de mostrar o que o Benfica de Macau consegue fazer, vamos dar tudo em campo”, afirmou o jogador.

EQUIPA FORTE

Por sua vez, o treinador do Hang Yuen, Hung Ching-huai, definiu o Benfica de

Macau como uma equipa esforçada, que se destaca pela força física dos jogadores. Apesar da diferença de nível entre as ligas de Taiwan e Macau, o técnico recusou assumir o favoritismo para o encontro. “Estamos a falar de dois tipos de futebol diferentes. Por isso, acho que as hipóteses são de 50 por cento para cada uma das equipas”, afirmou Hung Ching-huai. “Analisámos o Benfica através de vídeos, sabemos que são uma equipa forte e muito esforçada. Já a minha equipa é mais móvel e tem a qualidade do passe como um dos pontos fortes”, acrescentou. O técnico considerou ainda que as equipas norte coreanas são as mais fortes do grupo e apontou o 25 de Abril como o principal favorito. “É uma equipa com jogadores com muita qualidade e conta com alguns ex-internacionais”, explicou. O outro encontro do grupo coloca frente-a-frente 25 de Abril e Hwaepul e está agendado para as 15h30, de hoje. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


20 opinião

7.3.2018 quarta-feira

MANUEL DE ALMEIDA*

A razão de existir

A

“A maior ameaça à nossa liberdade é a ausência de sentido crítico” frase é do Nobel da Literatura Wole Soyinka - pseudónimo literário de Alcinwande Oluwale, que nasceu a 13 de Julho de 1934 em Abeokuta, na Nigéria e que foi o primeiro escritor africano a receber o galardão. Criticar mas também convencionar, divergir mas também convergir, contestar mas também construir – resumindo ter um pensamento urbano! Antes de mais, gostaria, desde logo, de fazer uma declaração de interesses. Gosto de ter uma relação com o mundo, de construção e não de destruição. Gostaria que não se criassem - ou não nos obrigassem - a viver em círculos cáusticos, nem destrutivos e gostaria, por fim, que Macau não precisasse de se distinguir negativamente de ninguém, se souber distinguir-se positivamente (a música é melhor que o caos – sem casa, nem lar). Terra onde complacência é norma e o desleixo tradição, Não obrigado! («Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos» Albert Einstein). Vivemos num Território de dúvidas! Apesar de tudo, estou feliz, por não integrar o «partido» do pensamento único, nem o «comité» do elogio mútuo e, além disso os meus pensamentos não estão agarrados a qualquer compromisso. Eu não acredito em sociedades de admiração mútua. “Toda a vez que estiveres do lado da maioria, é hora de parar e reflectir” - na opinião de Mark Twain -, mas cada um sabe de Si. Gosto de leituras diversas e dispersas, a juntar à degustação matinal da imprensa escrita - as outras só por uma questão de princípios ideológicos quase abandonei - gostaria de lembrar Hegel: “A Leitura do jornal é a oração matinal do homem moderno”. O abandono premeditado de outras formas de comunicação, já que “os factos não me interessam” - estou a parafrasear Musil, o d’ “O Homem sem Qualidades” - que acrescenta, e faço minhas as suas palavras, “só as interpretações” -, apesar destas nem sempre denotarem ambição crítica (um grave problema cultural) e sem essa cláusula não há evolução do pensamento - nem no mínimo critica moral. As palavras são acções. Já Nietzsche dizia: “Não há factos, só interpretação de factos”. Mas interpretação dos factos sem conhecimento: Não. Esperemos que o pensamento não autorizado nunca seja crime.

Convém, desde logo, saber separar má-língua e crítica. «A má-língua é derrotista e paralisante, ao contrário do espírito crítico, que põe em causa falsos alarmes e falsas evidências,sabe analisar, sabe avaliar, sabe destrinçar» – resumindo, decide. O problema da crítica - segundo Nuno Júdice - “é trazer as inimizades dos ressentidos, a arrogância dos medíocres e o fechamento da corporação”. A morte da crítica corresponde essencialmente ao desaparecimento do debate político. Criticar não é ter ódio a ninguém – é discordar. Um outro grave denominador comum é a chamada “censura social” que não nos deixa falar verdade. Já Confúcio apregoava, “saber o que é correcto e não o fazer é falta de coragem”. Para isso, precisamos urgentemente de um

Já Goethe dizia: “As pessoas infelizes são perigosas”. Falta saber conciliar a política do poder com a política da razão e essa leitura passa por uma interpretação correcta da relação entre pobreza, direitos sociais e políticos.

pouco mais de ambição e um pouco menos de contenção, precisamos de limitar o uso do conceito consenso e usar preferencialmente compromisso, precisamos de um pouco mais de exigência e tenacidade para acabar com a indigência - terminar com o padrão de “política de pequeno círculo” (café/mahjong, «fazendo da língua mesa de conversa») -, ter uma mudança de atitude, com uma visão aberta e não dogmática da realidade. Temos de saber criar um diálogo civilizacional entre política e felicidade. Políticas arrojadas, com uma desconstrução do discurso assim como também de conceitos, para acabar com este tipo de sociedade cuja personalidade é fraca, pungente, imperfeita e refém, para a dotar de uma personalidade forte, gloriosa, perfeita e criadora. Não é por acaso que a população, hoje em dia, está despida de transcendência, valores ou referências. Assim, nunca construiremos uma sociedade coesa, humanista e solidária – é preciso reforçar o sentimento de pertença e de partilha -, estar atento ao próximo. Discursos estruturantes - com uma linguagem enxuta e drenada, em vez de técnica e factual, sem futilidades, insignificâncias e provincianismos. A comunicação é dificiente, insuficiente, tardia e às vezes nula. Prometer e negar devem ser palavras excluídas do discurso político.

Definir e aplicar políticas de transformação estrutural e modernização efectiva. Não abdicar da cultura do exemplo. Apostar na cultura cívica - competência, dedicação e empenho - e, educacional. Recuperar valores de cidadania. Reestruturar o tecido social e familiar. Transformar a paixão em carácter. Aplicar uma maior justiça fiscal (temos de saber descontextualizar os números). Ter uma visão cultural humanista. Fazer cumprir o dever de memória, porque ao perde-lo, perde grande parte da sua identidade (sem sentimentos de pertença) e dignidade. Criar um quadro de diálogos entre o presente e a memória. Combater previlégios. Reforçar a economia social. Promover a economia verde e 4.0 (baseada no conhecimento) e crescimento azul - «Definir um rumo e um próposito, dizer para onde vamos e por onde vamos». Só assim se pode criar uma sociedade caracterizada pela responsabilidade, iniciativa, autonomia, liderança, disciplina, participação e, sobretudo, ambição. Daí resulta uma cultura moderna de risco, conhecimento, inovação e reforma de métodos e mentalidades. O sociólogo alemão George Simmel diz que, para se desenvolver, “uma sociedade precisa de uma certa quantidade de harmonia e desarmonia, de associação e competição”. Temos de combater a resignação e o medo – “O medo devora a alma” - Rainer W. Fassbinder. Precisamos de uma palavra de confiança. Já Goethe dizia: “As pessoas infelizes são perigosas”. Falta saber conciliar a política do poder com a política da razão e essa leitura passa por uma interpretação correcta da relação entre pobreza, direitos sociais e políticos. Torna-se necessário examinar e rever, cuidadosamente, os modelos de respostas às dificuldades. Não se pode, ou não se deve, oscilar entre a insensibilidade para com os mais pobres e a vassalagem para com os mais ricos. Engolimos explicações que nunca deveriam ser aceites por uma sociedade saudável («que respire») e minimamente exigente («com poder de orientação») – devíamos de ser capazes de unir esforços e reunir interesses. A mentira vence, sem mentiras não havia vitórias... Até porque os últimos anos foram de sofrimento privado e letargia pública. “E o que não presta é isto, esta maneira Quotidiana Esta comédia desumana E triste, Que cobre de soturna maldição A própria indignação Que lhe resiste” Miguel Torga (1907/1995), escritor *(o prazer, a alegria & a «face»)


opinião 21

quarta-feira 7.3.2018

sexanálise

TÂNIA DOS SANTOS

Nas complicações do cexo VÉNUS DE WILLENDORF

Q

UANDO o sexo fala mais alto que todos os nossos instintos, tornamo-nos animalescos. Damos espaço aos nossos animais irracionais ao reagir de acordo com os nossos impulsos sexuais e finalmente rendemo-nos aos corpos suados e ao prazer. Mas se há coisa que tenho tentado exprimir é que a biologia do sexo não explica tudo. Nós, as pessoas que o praticam, traçamos limites conceptuais sobre o sexo e as suas práticas associadas. Estas são ideias repetidas e transmitidas através das nossas conversas, dos nossos textos, das nossas imagens, dos nossos órgãos de comunicação social, enfim, de todas as formas comunicativas. Como que por magia, estas acções de criação de significado elaboram uma imagem, uma representação social do sexo. É isso que faz com que uma fotografia

de uma miúda de biquíni com uns pelitos a sair da virilha seja automaticamente censurado nas redes sociais. Porque é estranho, não é? Não há sinal de pornografia, nudez ou violência, são uns pêlos que na verdade, verdadinha, não passam de pêlos, e que ainda assim são ofensivos a olho nu. Ainda há pouco tempo a mais conhecida rede social censurou a Vénus de Willendorf. Aquela estátua pré-histórica com maminhas grandes e ancas largas. Estas ideias nas nossas cabeças sobre o que é decente ou não é (aquela velha história da boa sexualidade e sexualidade desviante que é perigosa) apresenta-se como ‘natural’ mas na verdade, não deixam de ser ideias que nós construímos, em conjunto. Vamos fazer um jogo, quando eu digo sexo, quais são as três palavras que vos vem à mente? Sem pensar muito, mais automático que puderem.

PRAZER. PÉNIS. ORGASMO.

Prazer, com a ajuda do pénis, para atingir um orgasmo. Até dá para delinear uma temporalidade. O sexo que podia ser simples assim, complica-se infinitamente na prática, particularmente, na prática social e diária do diálogo

sexual. Aliás, eu diria que os problemas do sexo começam pela falta de um verbo digno e de fácil acessibilidade. O que é que quero dizer com isto: temos o verbo ‘f****’, um favorito pessoal, que lhe falta um correspondente menos grosseiro. Copular? Fazer/ter sexo? Ter relações sexuais? Nada. Se ao menos ‘sexar’ pudesse entrar no nosso dicionário como um neologismo por uma necessidade de simplificação. Mas nunca o puderá ser, porque ‘sexar’, de acordo com o dicionário, quer dizer ‘determinar o sexo de um ser vivo, geralmente animal, por meio da análise de ADN, de traços morfológicos ou de comportamento’. Nada sensual. Mas estas complicações não são necessariamente infelizes, porque ao menos obrigam-nos a pensar no sexo. E sabe tão bem pensar no sexo... nos momentos de intimidade com o outro, nos

A vida está cheia de complicações ainda por resolver, na cama, no quarto, em casa, na cidade, em países e no mundo

prazeres do corpo, nas formas sócio-culturais de expressão sexual, nas fantasias de alcançar uma sexualidade feliz e plena de/para todos. Pensar à séria é o que muitos evitam. Vivemos tempos de evitamento, até em desafios de outras naturezas. Olhem para os jornais, para o que tem acontecido em países remotos assolados pela guerra, em decisões políticas complicadas de entender, em participação democrática que dá voz à violência, xenofobia e ódio. A vida está cheia de complicações ainda por resolver, na cama, no quarto, em casa, na cidade, em países e no mundo. Eu percebo que comparado com tensões internacionais, a minha preocupação com um verbo que simplifique ‘fazer o sexo’ pareça uma preocupação fútil. Mas desafio-vos a pensar fora da caixa, a desconstruir as narrativas a preto e branco e que se aceite – e que se aprenda a discutir – as sombras de cinzento que a vida nos proporciona (por falar em sobras de cinzento, já estão por aí novas e picantes descrições da sequela do re-descobrimento do sexo no grande ecrã). Encarar aquilo que evitamos com emoção – com paixão. E agora? Quais são as três palavras que a palavra ‘sexo’ evoca? Prazer. Liberdade. Compreensão?


22 (f)utilidades TEMPO

C H U VA

O QUE FAZER ESTA SEMANA

6 4 1

3 1 25 7 4 63 37 7 6 11 73 2 45

? MIN

1 62 M2A X 7 2 4 1

6 4 3 1 5 6 5 1 2

27

1 27 2 5 4 3 1 Quinta-feira LANÇAMENTO DO LIVRO “POEMAS 2 5 MATIZADOS” DE SELLMA LUANNY, 1 COM APRESENTAÇÃO DE SHEE VÁ Fundação Rui Cunha | 18h30 5 21 6 INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “MULHERES ARTISTAS 2 6 2 – I BIENAL INTERNACIONAL DE MACAU” Museu de Arte de Macau | 18h30 5 63 4 Sexta-feira 7 4 REFLEXÕESAOCAIRDATARDE“CÓDIGOCIVIL–PARTICULARIDADES DO REGIME DA CLÁUSULA PENAL DE MACAU” PELO PROFESSOR 4 7 DOUTOR ANTÓNIO PINTO MONTEIRO Hoje

PALESTRA “DESIGN AND REALITY IN ARCHITECTURE. THE WITTGENSTEIN HOUSE”, COM NUNO CRESPO Universidade de São José | A partir das 18h00

Fundação Rui Cunha | 18h30

Sábado

“MACAO STORIES”, DE SÉRGIO PEREZ, VINCENT29 HOI, HO KA CHENG, CHAN KA KEONG, VINCENT HOI, CHU IAO IAN Cinemateca Paixão | Das 12h00 às 14h15

PARADA DE OURO - ARMAMENTO IMPERIAL DO MUSEU DO PALÁCIO MAM | Até 11/3

C I N E M A

Cineteatro

IS THE ORDER A RABBIT?? DEAR MY SISTER SALA 1

MONSTER HUNT 2 [B] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Raman Hui Com: Tony Leung Chiu-Wai, Bai Baihe, Jing Boran, Yo Yang 14.30, 19.30

AGENT MR. CHAN [C] FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Filme de: Cheung Ka Kit Com: Dayo Wong, Tze Wah, Charmaine Sheh, Sze Man 16.30, 21.30 SALA 2

BLACK PANTHER [B]

6 1 4 3 1 7 5H U6M 2 5 7 2 3 4 7 26 7 4 51 2 3 5

2 3 5 7 4 1 6

1 26 2 4 5 6 1 3 2 5 5 2 6 1 27 75 54 71 43 2 7 6 6 4 37 01- 9 5 % • 2E U6R O 3 1140 . 0351 1 7 3 4 1 2 7 4 3 5 7 4 3 2 7 6 28 7 2 5 6 1 7 1 28 6 5 4 7 3 56 4 7 1 1 6 6 7 4 1 33 6 3 2 1 2 15 4 7 5 4 6 7 2 5 33 7 1 12 3 26 1 75 6 5 4 5 7 6 2 2 3 5 1 3 2 4

O CARTOON STEPH 29 DE

3 BERLIN BASS MUSIC : SYMBIZ LIVE W/ HEAVY HK & EB 32 Live Music Association | A partir das 20h30 FESTIVAL ROTA DAS LETRAS | CONCERTO DE BLOOM 1 51 / JP SIMÕES Discoteca Pacha 4 Domingo 5 “MACAO STORIES”, DE SÉRGIO PEREZ, VINCENT5 HOI, HO KA 3 CHENG, CHAN KA KEONG, VINCENT HOI, CHU IAO IAN Cinemateca Paixão | Das 12h00 às 14h15 6 7 Diariamente 6 1 6 11ª BIENAL DE DESIGN DE MACAU Museu de Arte de Macau (MAM) | Até 31/3

35 4 77 3 6 2 1

4

2

2

5 4 7 3 2 46 1

2 1 6 7 73 5 4

61 73 5 26 4 2 7

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 29

7 5 2 1 6 4 3

UM FILME HOJE

4 6 3 5 7 1 2

6 7 4 2 1 3 5

30 30

37 42 5 5 6 6 3 1 4 64

PROBLEMA 30

3 4 1 42 7 5 6

21 35 6 4 2 7 3

2 3 7 5 6 4 21

5 7 3 1 14 36 2

3 31

77 2 7.3.2018 quarta-feira 7 2 3 4 1 2 3 3 1 6 7 2 4 5 1 5 4 2 7 1B A 7H T 0 . 2 5 6Y U7A N5 13. 2 74 5 6 2 3 1 6 5 6 1 VIDA DE CÃO5 4 2 1 6 3 4 LAZER, 4 TURISMO 6 7 5 3

E PACIÊNCIA

32 5 76 1 4 3 7 64 6 2 7 51 3 5

5 2 3 4 7 1 6 6 1 4 3 5 2 7

S U D O K U

7

33

“Bom dia. Queria um bilhete para o aeroporto”. Disse eu enquanto entregava o telemóvel com o email de confirmação de voo e o cartão multibanco para pagamento. “Bom dia”. Disse ela com um sorriso amarelo de pouca vontade. “Desculpe, não tem a confirmação em inglês ou chinês?”, perguntou pasmada a olhar para o bilhete electrónico em português. “Não, mas está claro no que respeita a horário e destino”. Referi. “Um momento”. Respondeu enquanto se levantava e afastava enfastiada. Foi chamar uns colegas e os três ficaram ali, de semblante inquisidor a olhar para o bilhete electrónico que tinham em mãos, como se se tratasse de uma espécie de mapa do tesouro indecifrável. “Desculpe, posso ajudar”. Disse eu já impaciente, 15 minutos depois. Com o telefone na mão apontei para a informação que me pareceu que procuravam. “Ok. E este bilhete é seu?” “Sim é”, respondi já a ficar incrédula. Haveria de ser de quem? “Pode agora vender-me o bilhete para x horas?” pedi já com a paciência a assinalar uma baixa acentuada. “Não me parece. É muito cedo”. Disse a funcionária. “Mas é o vosso último barco e eu não posso arriscar atrasos devido ao nevoeiro que, como deve saber, têm acontecido.” Informei a quem me deveria ter alertado. “Ah, isso só acontece às vezes. É melhor ir comprar um bilhete (a outra companhia) para mais tarde”. “Mas eu não posso perder o avião”. Tentei explicar sem entender muito bem o surrealismo da incompetência. “Pois, nesse caso tem a certeza que quer ir a esta hora?” “Sim, tenho. Pode por favor vender-me o bilhete ?” Meia hora depois de chegar ao terminal marítimo da Taipa, consegui sair com um bilhetinho de barco tirado a ferros. É esta a capital do lazer e turismo. Sofia Margarida Mota

3 4 1 5 7 2 6

35

5 1 3 7 4 6 2

2 1 5 7 4 6 3

1 3 6 2 5 7 4

4 7 3 1 6 5 2

6 5 7 3 2 4 1

5 2 4 6 1 3 7

2 7 4 5 1 3 6

4 3 6 1 7 2 5

7 5 2 6 3 4 1

3 6 5 4 2 1 7

1 2 7 3 6 5 4

6 4 1 2 5 7 3

“EROS” | WONG KAR WAI, STEVEN SODERBERGH E MICHELANGELO ANTONIONI

Filme de: Ryan Coogler Com: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

CONCERTO OF THE BULLY [C]

SALA 3

IS THE ORDER A RABBIT?? DEAR MY SISTER [A] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Hiroyuki Hashimoto 17.45, 19.00, 21.15

www. hojemacau. com.mo

5 4 6 1 7 3 2

7 6 2 4 3 1 5

É uma trilogia que fala de amor e erotismo ou da falta deles, sob a perspectiva de três realizadores de diferentes continente. Do oriente temos “The Hand” com a estética e delicadeza de Wong Kar Wai. A história fala da relação platónica entre uma prostituta de luxo e o seu alfaiate. Já Steven Soderbergh realiza “Equilibrium”. É no divã de um psiquiatra que um criativo se debate com a análise de um sonho recorrente que lhe está a tirar a capacidade de trabalhar. A Toscana foi o cenário escolhido por Michelangelo Antonioni para ““The Dangerous Thread of Things” que nos traz a perda de magia de um casamento e a distância que só vai ser diminuída com a presença de um terceiro elemento. Sofia Margarida Mota

FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Filme de: Fung Chih-Chiang Com: Ronald Cheng, Cherry Ngan 14.15, 16.00, 21.30

6 5 3 2 4 7 1

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


ócios/negócios 23

quarta-feira 7.3.2018

LOVE AVENUE NO. 9, SERVIÇOS DE CASAMENTO YVONNE HO, FUNDADORA

Avenida dos Sonhos Com o objectivo de auxiliar casais a lidar com a pressão da organização de casamentos, há quatro anos que Love Avenue No. 9 está em Macau para oferecer um serviço abrangente, que inclui sessões fotográficas no estrangeiro

fotografias pré-casamento em Macau. Esta é uma tendência que ainda hoje se mantem e que justificou a abertura de uma representação da Love Avenue No. 9 na RAEM. “Nessa altura, comecei a trazer muita gente de Hong Kong e de outros locais para tirarem fotografias pré-casamento em Macau. A cidade tem um património cultural muito bonito, cheio de História, perfeito para as fotografias”, apontou. As fotografias são depois mostradas aos familiares e convidados durante o tradicional jantar da cerimónia. No entanto, no que diz respeito às preferências dos locais, a tendência vai para sessões no estrangeiro. “As pessoas locais pedem-nos um serviço mais abrangente, o implica que tenhamos de tratar de quase todos os detalhes do casamento, como fotografias, espaço para o jantar de festas, decoração do salão, roupas, entre outros” conta. “Mas no que diz respeito às fotos pré-casamento as pessoas de Macau gostam mais de ir para fora. A Europa é um dos destinos favoritos, principalmente França e Alemanha. Na Ásia o Japão também é muito procurado”, revela.

“Hoje em dia a maior parte dos jovens já prefere poupar o dinheiro para comprar uma casa ou mesmo jóias. Gastase menos nos casamentos, que vão começar a ser mais simples”

CASAMENTOS À LAS VEGAS

E

S TABE L E CI D A há quatro anos em Macau, a Love Avenue No. 9 é uma empresa que oferece serviços de casamento, como planeamento de eventos, sessões de fotografia para noivos no estrangeiro, decoração de salão de festas, desenho de vestidos, entre outros. Yvonne Ho, fundadora da empresa, é natural de Macau, no entanto, a Love Avenue No.9 foi primeiramente fundada no território vizinho, há cerca de 10 anos. “Há cerca de 20 anos trabalhava muito nas áreas do design gráfico, fotografia e moda. São áreas relacionadas com o trabalho de bastidores das indústria do cinema e da publicidade em Hong Kong”, começou por dizer a empresária, ao HM. Yvonne Ho é licenciada em design no Instituto Politécnico de Macau e com um mestrado em Artes Electrónicas, na região vizinha. “Com esta experiência decidi criar o meu próprio negócio em Hong Kong. Os serviços que começámos por oferecer relacionavam-se com design, decoração e vestidos. Eram tudo coisas muito bonitas que normalmente as mulheres adoram”, recorda. Um dos serviços mais requisitos pelos casais de Hong Kong são as sessões de

Na altura de falar sobre o casamento, a fundadora da Love Avenue No.9 não tem hesitações em admitir que é um evento com custos significativos. Contudo, diz que esta tendência pode mudar e que Macau, com a emergência de tantos empreendimentos turísticos, pode seguir o exemplo da capital do jogo norte-americana. “Em Las Vegas o jogo é uma das grandes fontes de receita, mas os casamentos também movimentam um volume de negócios muito significativo. Lá, é muito fácil ter um casamento organizados em horas, porque há muitas igrejas e um serviço muito abrangente. No futuro, consigo imaginar Macau a seguir este caminho e a ser criado um ambiente destes”, considerou. “Nos últimos anos, surgiram muitos empreendimentos turísticos de grande dimensão com locais muito giros para fotografias de noivos, também temos um património histórico muito impressionante. Por isso, consigo ver passo-a-passo muitos turistas virem a Macau para terem o seu casamento ou mesmo lua-de-mel”, previu. Entre os principais mercados que vão seguir a tendência, a responsável aponta para o Interior da China, Coreia do Sul ou Japão. Ainda em relação a perspectivas para o futuro, a fundadora da Love Avenue No.9 acredita que as pessoas vão focar menos recursos nas cerimónias de matrimónio.

“Hoje em dia a maior parte dos jovens já prefere poupar o dinheiro para comprar uma casa ou mesmo jóias. Gasta-se menos nos casamentos, que vão começar a ser mais simples”, observou. Por isso, a empresa oferece eventos mais semelhantes ao que acontecem no Ocidente, com dimensões mais reduzidas. Foi com vista a apoiar estes casais que a Love Avenue No. 9 começou a fazer da vivenda em Coloane um salão de festas, além de espaço para as sessões fotografias.

Rua de Hac-Sá N.º 228-560 • Coloane, Macau

“Preparámos a vivenda para ser um salão de festas, com capacidade para cerca de 30 a 50 convidados e com serviço de buffet. É para cerimónias mais próximas das tendências ocidentais”, apontou. “Também existem casais que convidam poucas pessoas, por isso os salões de festas dos casinos acabam por ser demasiado grandes e caros. Esta opção que oferecemos é indicada para esse tipo de casais”, justificou. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos. Confúcio

O

ex-Presidente e Prémio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta vai juntar-se a nomes como Eusébio, Amália Rodrigues, Mário Soares e Obama na colecção de Figurões da Bordallo Pinheiro, marca da Vista Alegre, foi ontem anunciado em Díli. Fernando Figueiredo, um dos sócios da representação da Vista Alegre em Timor-Leste anunciou que o cartoonista António está a fazer o novo figurão para juntar aos oito já existentes, estando o lançamento previsto para Díli. “Podemos anunciar que a Vista Alegre está a produzir um figurão que, a par das figuras de Amália, Obama ou Mário Soares fará parte do catálogo da Vista Alegre e que será apresentada aqui em Timor-Leste”, disse hoje, em Díli. Idealizados a partir de desenhos de António, “Os Figurões” pretendem recuperar a tradição do desenho humorístico, com caricaturas que imortalizam em faiança vários nomes sonantes de Portugal e do estrangeiro. A colecção conta já com ‘figurões’ de Amália, Fernando Pessoa, Mick Jagger, Angela Merkel, Eusébio, o papa Francisco, Barack Obama e Mário Soares.

Sem supresas O FIM DO LIMITE DE MANDATOS PARA XI JINPING REÚNE AMPLO CONSENSO

órgão máximo legislativo da China disse ontem que as emendas à constituição chinesa, propostas pelo Partido Comunista (PCC) e que incluem a remoção do limite de mandatos para o cargo de Presidente, obtiveram amplo consenso.

Um relatório apresentado por Wang Chen, vice-presidente da Assembleia Popular Nacional (APN), cuja sessão anual decorre esta semana em Pequim, revela que um processo de consulta sobre as emendas à constituição foi iniciado pelo Presidente Xi Jinping durante uma reunião do Politburo do PCC, em 29 de Setembro.

Um grupo de trabalho liderado pelo presidente da APN, Zhang Dejiang, e assistido por membros leais a Xi, foi então formado para liderar o processo. Segundo Wang Chen, vice-presidente da APN, o grupo recolheu mais de 2.600 opiniões, desde quadros regionais a outras personalidades fora do partido.

REUTERS/DALE DE LA REY

HUMOR JOSÉ RAMOS-HORTA NA COLECÇÃO DE FIGURÕES DA BORDALLO PINHEIRO

PALAVRA DO DIA

quarta-feira 7.3.2018

O relatório aponta que a proposta de emenda constitucional foi depois aprovada, no final de Janeiro, durante um encontro do Comité Permanente da ANP. A última emenda à constituição chinesa, que acrescentou a teoria de Jiang Zemin, fora feita em 2004, já depois de este ter deixado o poder. Essa emenda ocorreu após um ano de consultas, mas desta vez foram precisos apenas cinco meses, apesar de aquilo que está em questão ter um significado muito maior. A actual emenda permitirá a Xi Jinping, um dos mais fortes líderes na história da República Popular, ficar no cargo depois de 2023, quando termina o seu segundo mandato. O PCC elimina assim uma regra que distinguia o regime chinês de outros estados autoritários. Entretanto, multiplicam-se as opiniões de analistas que consideram tratar-se do regresso da China a uma ditadura pessoal. Wang Chen garantiu que todas as pessoas envolvidas no processo “mostraram apoio unânime”. Um académico citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, e que pediu para não ser identificado, disse que o relatório de Wang é uma resposta oficial de Pequim aos rumores de que a emenda constitucional terá encontrado oposição dentro do partido. “A decisão é altamente controversa, e nas últimas semanas ouviram-se críticas e reações negativas sem precedentes de intelectuais, empresários e observadores de todo o mundo”, afirmou. O voto dos cerca de 3.000 delegados à proposta, que inclui ainda a inclusão da Teoria de Xi na constituição do partido, decorre no Domingo e será fechada à imprensa.

VHILS EXPOSIÇÃO EM PARIS VAI TER 25 A 30 PEÇAS INÉDITAS

O

PUB

artista português Alexandre Farto (Vhils) vai expor no centro cultural Centquatre, em Paris, de 25 a 30 peças inéditas, algumas feitas no local, numa mostra que é inaugurada a 19 de maio, adiantou o próprio à agência Lusa. A exposição vai ter trabalhos de vários tipos, dimensões e suportes, mas “a maioria das obras são de grande escala”, disse o artista. “Estamos a apontar para 25 a 30 peças, sendo que algumas são interactivas e imersivas, são peças

em grande escala. Estamos a falar de peças de escultura em que as pessoas podem entrar, algumas peças que precisam de alguma distância e altura. Vai haver peças de vídeo, pintura, escultura, vai ter vários ‘media’ diferentes”, descreveu à Lusa. Vhils vai estar no Centquatre, um local que vê como “um espaço de referência” e que expôs, em 2013, obras de Keith Haring, um artista pioneiro do movimento de ‘street art’ nos Estados Unidos. Curiosamente, Vhils realizou, em

2014, um mural em frente a uma das obras de Keith Haring, a “Tower”, no Hospital Necker, em Paris. O artista explicou que a exposição resulta de um longo trabalho de pesquisa e recolha de material sobre Paris, onde realizou “os primeiros projetos em 2010, 2011”, e que a mostra vai também fazer “a ponte com o trabalho de pesquisa que tem sido feito com outras cidades”, para “tentar fazer os pontos em comum e os pontos que diferem”, uma reflexão inerente ao seu trabalho.

Em Paris, Vhils apresentou as exposições individuais “Vestiges” e “Entropie”, na galeria Magda Danysz, em 2012 e em 2014, e esteve em várias mostras coletivas, como “Choices”, no Palais de Tokyo, em 2016, “#Street Art - L’innovation au coeur d’un mouvement”, no Espace Fondation EDF, em 2014, e “Ex Situ”, no Centro Pompidou, em 2013, entre outras. O artista é um dos criadores inseridos no percurso de arte urba-

na do 13.º bairro de Paris, onde há mais de 50 murais monumentais, e fez parte do projeto “Tour Paris 13”, em que um prédio de nove andares, destinado à demolição, foi transformado num “museu de arte efémera” por cerca de 80 nomes internacionais de Arte Urbana. Vhils inaugurou, a 22 de fevereiro, uma exposição em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde também criou três murais, um dos quais em parceria com o norte-americano Shepard Fairey.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Hoje Macau 7 MAR 2018 #4006 by Jornal Hoje Macau - Issuu