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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEXTA-FEIRA 7 DE DEZEMBRO DE 2012 • ANO XII • Nº 2751
TEMPO POUCO NUBLADO MIN 14 MAX 21 HUMIDADE 50-85% • CÂMBIOS EURO 10.2 BAHT 0.2 YUAN 1.2
OSCAR NIEMEYER
MORREU O DONO DAS LINHAS SENSUAIS CENTRAIS
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• A SAGRADA PERSPECTIVA
Presidente da Novo Macau admite fazer dupla com Bill Chou
Chao com consciência
Jason Chao confirmou ao Hoje Macau que tem admitido a possibilidade de deixar a presidência da Associação Novo Macau para se juntar ao académico Bill Chou na Macau Consciência e assim concorrer para um lugar de deputado na Assembleia Legislativa. Contudo, e apesar de sustentar que dificilmente terá lugar na lista dos democratas, “ainda ninguém falou sobre a questão”. PÁGINA 3
ETAR DE MACAU
CESL-ASIA À ESPERA DE ASSINAR CONTRATO AINDA ESTE ANO PÁGINA 4
DOENÇA DAS VACAS LOUCAS
Serviços de Saúde notificam um caso ÚLTIMA
PROTECÇÃO ANIMAL
ANIMA entrega carta ao Governo PÁGINAS 12 E 13
LIGA DE ELITE
Nova temporada com novas regras PÁGINA 16 PUB
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política
sexta-feira 7.12.2012
CCAC comenta saída de Macau de relatório sobre corrupção
“Têm toda a liberdade de optar pelas fontes que quiserem” Macau não aparece na edição 2012 do relatório da Transparência Internacional sobre a corrupção em diversas regiões no mundo. Sam Vai Keong, chefe de gabinete do Comissário contra a Corrupção, diz que tudo aconteceu porque a entidade escolheu fontes que não avaliaram Macau Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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STE ano a Transparência Internacional (TI) utilizou apenas duas fontes para analisar Macau no que
temos como trabalho prioritário combater a corrupção e também a prevenção. Para atingir esses objectivos é óbvio que as actividades de sensibilização e acções promocionais são muito importantes”, explicou.
CCAC NÃO TRABALHA SOZINHO
Nesse sentido, Sam Vai Keong disse mesmo que é importante obter a ajuda da população para desvendar o maior número de casos de corrupção. “O CCAC é um dos factores importantes e é um serviço com competências para trabalhar nesse sentido. Mas sozinho perce-
Deputados começam a analisar o Orçamento para 2013
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bemos que será uma missão difícil.” Questionado sobre o caso de PaulinaAlves dos Santos, que recentemente foi exonerada do cargo que exercia no Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), o responsável do CCAC apenas disse que o trabalho de sensibilização também é focado nos funcionários públicos. “Dentro das palestras há uma parte importante que são os funcionários públicos, para que eles conheçam a lei e consigam dominar os meios de actuar correctamente em diversas situações que possam ocorrer no serviço.”
Com prudência e de forma adequada
ECORRE hoje uma reunião dos deputados membros da 2ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), a primeira que se debruça sobre o Orçamento para 2013. O diploma foi aprovado na generalidade no passado dia 20 de Novembro e desde o inicio que os deputados se mostraram preocupados não só com o aumento das despesas mas também com aquilo que consideram ser uma elevada dependência face aos impostos sobre o jogo. De frisar que o deputado e vice-presidente da AL, Ho Iat Seng, pediu que os diversos serviços fossem prestar contas dos seus gastos durante as próximas reuniões de comissão. Francis Tam, secretário para a Economia e Finanças, frisou que as previsões feitas pelo Executivo são “prudentes e adequadas” e garantiu que será “longa” a
tentativa de distanciação face aos impostos oriundos dos casinos. “O jogo ocupa um peso superior a 60% nas nossas receitas e creio que essa percentagem vai continuar a verificar-se. Mas prevemos que o imposto sobre o jogo possa estar cada vez mais estável (...) de facto, as receitas do jogo estão a conhecer a estabilidade. Vamos ter que continuar a envidar esforços para a diversificação adequada da economia”. No total, o Governo espera arrecadar mais de 134 mil milhões de patacas em receitas, o que representa um aumento de 17% face a 2012. A principal origem de financiamento continuam a ser os impostos, lado em que os casinos continuam a ser líderes: os ganhos deverão atingir 92,4 mil milhões de patacas, mais sete mil milhões face ao ano transacto.
ANTÓNIO FALCÃO
O HOJE MACAU ERROU
Na reportagem publicada na edição desta quinta-feira, intitulada “Os rostos por detrás da casa das leis”, o cargo desempenhado por Joaquim da Silva Leong não está correcto. Onde se lê “desempenha funções no gabinete de direcção” deve ler-se “exerce funções de assistente técnico administrativo no gabinete de redacção dos serviços de apoio da Assembleia”.
diz respeito ao panorama da corrupção, e por essa razão o território não consta no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Questionado sobre esse facto, Sam Vai Keong, chefe do gabinete de Vasco Fong,
do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), afirma que nada tem a ver com a RAEM. “Dentro das fontes nem todas avaliam Macau, que só teve duas fontes. Por isso deixou de ser incluído, não por causa de ter um índice baixo, mas porque devido às novas regras ficou excluído. Respeitamos porque é que uma organização não governamental e têm toda a liberdade de optar pelas fontes que quiserem.” Sam Vai Keong falou aos jornalistas à margem da apresentação da “Colectânea de Textos sobre a Honestidade”. “Sabemos que
sexta-feira 7.12.2012
política
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Jason Chao não esteve presente na conferência
O presidente da Associação Novo Macau confirmou ao Hoje Macau que pode vir a candidatar-se a um lugar de deputado na Assembleia Legislativa através do grupo Macau Consciência, tendo como parceiro o académico da UMAC. Contudo, ainda “não há uma decisão final”
A ANM realizou ontem uma conferência de imprensa sobre a posição do grupo perante as Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2013, onde o deputado Ng Kuok Cheong, eleito pela ANM, esteve presente. Contudo, foi notada a ausência de Jason Chao, tendo a direcção estado representada por K.K.Lei, vice-presidente da ANM. O deputado Ng Kuok Cheong levou para o debate um assunto que já tinha apresentado em interpelação escrita ao Governo: os alegados erros no documento de consulta pública sobre as políticas demográficas. Jason Chao espera que o Executivo tenha em conta os reparos, tendo confirmado que irá ser entregue uma carta ao gabinete responsável pela iniciativa governamental.
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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EM dado a cara pelas acções mais polémicas da Associação Novo Macau (ANM) no âmbito politico, mas em 2013 tudo isso poderá mudar. Jason Chao confirmou ao Hoje Macau que não “rejeita a possibilidade” de deixar a presidência da ANM para participar numa lista do grupo Macau Consciência, ao lado do professor da Universidade de Macau (UMAC), Bill Chou, para as eleições para a Assembleia Legislativa (AL), em 2013. “Têm existido muitas especulações junto da comunidade chinesa, mas posso dizer que uma das possibilidades é correr ao lado de Bill Chou. Mas não há nenhuma decisão final e ninguém dos democratas discutiu essa questão”, disse, dizendo que uma das causas para a separação da ANM prende-se pelo facto de existirem “diferentes pontos de vista
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M total de 15 candidaturas já foram entregues para o cargo de deputados na Assembleia Popular Nacional (APN), cujo prazo de entrega terminou ontem. De acordo com a Rádio Macau, os candidatos são superiores aos 12 lugares disponíveis, que serão decididos no próximo dia 17, data em que se realizam as eleições para este órgão legislativa da China. Gabriel Tong, deputado nomeado da Assembleia Legislativa (AL) é uma das novidades na lista de candidatos, mas a maioria já tem experiência nestas lides. É
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Jason Chao assume que pode candidatar-se ao lado de Bill Chou
“Não rejeito a possibilidade de correr pela Macau Consciência” quanto ao progresso da sociedade”. “Posso não vir a estar na lista da ANM”, diz Chao, que aponta, contudo, que ainda não tomou qualquer decisão. “Ninguém dentro dos democratas falou ainda sobre essa questão”. Questionado sobre se Bill Chou poderá ser um bom parceiro político, Ja-
son Chao frisa que sim. “É um académico qualificado e professor associado na UMAC na área das politicas públicas. Penso que será um bom parceiro”.
BILL CHOU TAMBÉM QUER SER CANDIDATO
Também em declarações ao Hoje Macau, proferidas no
passado mês de Setembro, Bill Chou admitiu que gostaria de ser deputado na AL. “Não preciso de criar uma associação porque através de amigos já posso atingir esse objectivo. Refiro-me aos protestos no caso dos autocarros e do deputado Lee Chong Cheng, que ajudaram o público a
Quinze políticos querem ser deputados na APN
Tong e os outros
o caso de Io Ho Meng, presidente da União Geral das Associações de Moradores de Macau, o vice-presidente da Federação da Juventude de Macau, Mok Chi Wai, e o vice-presidente da Associação dos Hoteleiros, Chan Chun Hou. Lei Pun Lam, antigo deputado, também formalizou a sua candidatura para representar a RAEM no Continente, tal como Lionel
Leong e Lau Ngai Leong, que venceram as eleições de 2008. Paula Ling, advogada, os deputados Chui Sai Peng e Kou Hoi In, e o vice-presidente da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng estão também no rol de candidatos. Candidata-se também de novo Lok Po, editor do jornal Ou Mun, e a antiga deputada Leong Iok Wa. A novidade no que diz
respeito a saídas diz respeito a Lau Cheoc Va, presidente da AL, que já disse que não renova a candidatura, sendo substituído por Ho Sut Heng, da Associação dos Operários. Iong Weng Niang, da Associação das Mulheres, vai igualmente participar no processo, uma vez que a líder da associação, Candice Chio, decidiu afastar-se das lides políticas de Pequim.
ter acesso à verdade. Desta forma posso ser mais activo nas questões sociais. Estou a pensar em ser candidato às eleições para a AL em 2013”, disse, sem referir, contudo, qual seria a associação que o iria apoiar. Nos últimos tempos têm sido frequentes as acções levadas a cabo pelo
grupo Macau Consciência, com a entrega da petição ao deputado Fong Chi Keong, que questiona o destino dado aos excedentes financeiros do Fundo de Beneficência dos Leitores do Jornal Ou Mun. Na maioria das iniciativas de protesto, Jason Chao e Bill Chou têm estado lado a lado.
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sociedade
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com
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director substituto da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Vai Hoi Ieong, admitiu ontem estar a aguardar um “dado da Comissão de Avaliação de Propostas para divulgar se dentro do ano corrente se irá assinar o contrato” com a CESL-Asia - um consórcio formado pelas empresas portuguesa Indaqua e chinesa Tsing Hua Tong Fang. O processo já se arrasta desde 2010, quando o Governo decidiu atribuir nova adjudicação da Estação de Tratamento de Águas Residuais da Areia Preta há 15 anos nas mãos da Companhia Hidráulica de Macau. No Verão desse ano, sete empresas participaram no concurso público, tendo sido aceites apenas duas propostas (entre as quais a CESL-Asia, a escolhida), e rejeitadas as concorrentes Va Tech Wabag e a Waterleou Group, que desde então têm apresentado recursos nos tribunais. O Tribunal de Última Instância (TUI) deu razão às duas empresas apenas na questão de não terem apresentado todo o material necessário para concorrer ao concurso e não se ter provado válida a rejeição das propostas pelo Governo. Por essa razão, a DSPA - órgão responsável pelos processos da ETAR, depois desta pasta ter sido retirada da tutela do Gabinete de Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) em 2011 - decidiu abrir novo concurso no início deste ano. Segundo fonte próxima do processo, as mesmas empresas voltaram a concorrer exactamente com
sexta-feira 7.12.2012
CESL-Asia aguarda aval para assinar contrato este ano com o Governo
ETAR de Macau a meio-gás
A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental disse estar a aguardar por “outros serviços” para assinar o contracto com a empresa gestora da ETAR de Macau e espera “um dado da Comissão de Avaliação de Propostas”, segundo o director substituto Vai Hoi Ieong. Ao fim de mais de um ano a operar, a CESL-Asia está a aguardar pelo Governo para celebração do vínculo laboral para dar início às obras de reparação e limpeza em vista desde 2010, após ter ganho dois concursos públicos as mesmas propostas, tendo sido alterado o painel do júri (Comissão de Avaliação de Propostas). Novamente, a adjudicação foi atribuída à CESL-Asia, que se manteve a trabalhar desde Outubro de 2011 por opção do Governo, dado que os recursos das empresas junto do TUI sobre o cancelamento dos trabalhos não foram acolhidos.
Entretanto, novos recursos têm sido novamente interpostos pelas empresas desclassificadas, pedindo nomeadamente indemnizações ao Governo por exclusão feita “erradamente” (considerou o TUI). Ontem, Vai Hoi Ieong declarou que não há mais recursos em Tribunal que se interponham na assinatura do contrato, contudo essa assinatura impõe um trabalho interdepartamental. “Estamos a trabalhar para que este problema se resolva o mais rapidamente possível. Mas isto envolve trabalhos com outros serviços, temos de coordenar de acordo com o cumprimento da lei”, disse à imprensa, à margem de um evento na Associação de Reabilitação “Fu Hong”. “A empresa com a adjudicação está a fazer o seu trabalho e como houve recurso tivemos de voltar a estudar o procedimento mas para assinar novo contrato isso implica trabalhos de outros serviços, como as Finanças. Temos de estudar o assunto e seguir o procedimento legalmente estipulado.”
O consórcio assumiu a gestão da ETAR por um período de cinco anos e pode agora avançar com as obras e lavagens necessárias, já que até agora todos os investimentos feitos (que ainda não contemplam obras e limpeza, o propósito inicial do concurso público) não são pagos porque o contrato não foi ainda firmado, facto que não permite que as Finanças saldem estas dívidas de “dezenas de milhões de patacas”, disse fonte próxima do processo.
INDEMNIZAÇÃO NÃO É PARA JÁ
Questionado sobre a indemnização à empresa Waterleou, o director substituto manteve-se ainda mais cauteloso nas respostas. Recorde-se que Ao Man Long, ex-secretário das Obras Públicas e Transportes, condenado a 29 anos de prisão por corrupção e branqueamento de capitais, ainda detém acções da Waterleou e da Va Tech Wabag, - a primeira opera a ETAR da Taipa e a segunda a ETAR de Coloane. “Todas as empresas envolvidas com este projecto ou com trabalhos de
outras estações de tratamento de águas residuais que tenham um caso como este - alguém criminoso envolvido que é detentor de acções - por isso, vamos seguir os nossos trabalhos e no respeito da decisão do tribunal, como os dispostos legais”, explicou Vai Hoi Ieong. Segundo indicado ao Macau Business Daily recentemente, o Governo já terá “iniciado os procedimentos legais” para recuperar essas acções, que terão sido dadas ao ex-secretário como suborno. Mas, mais uma vez, e tal como indicado em resposta escrita ao Hoje Macau há uma semana, o Executivo não avançou se já lhe foram retiradas as acções. De acordo com fonte próxima do processo, não só não lhe foram retiradas até ao momento estas acções como a estas empresas envolvidas nos casos de corrupção do ex-secretário - ainda lhes é dada “oportunidade de concorrer a outras adjudicações”, “renovar os contratos” e saírem ilesas “sem quaisquer penalizações”.
sexta-feira 7.12.2012
sociedade
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Primeira empresa social de Macau está em risco por falta de espaço
Arrendamento acaba em dois anos A Associação Fu Hong, presidida por Fátima dos Santos Ferreira, criou há menos de um ano a primeira empresa social em Macau: uma lavandaria. No entanto, já está a ser mandada embora do espaço que arrendou porque o dono vai querê-lo de volta dentro de dois anos, altura em que cessa o contracto. A pensar no futuro, está já a braços com um problema para o qual espera ajuda do Governo Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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RATA-SE de uma lavandaria que emprega pessoas com deficiência mental, dando-lhes a possibilidade de entrar directamente no mercado de trabalho. No entanto, a Associação Fu Hong, detentora desta empresa social, está a braços com um problema de espaço num curto-médio prazo. Depois de se ter instalado há menos de um ano no Bairro da Concórdia, na zona do Fai Chi Kei, vê o risco de ficar sem lugar dado que o senhorio quer dar por terminado o contrato de dois anos. “Daqui a dois anos há um suspense. Conseguimos outro espaço? Para onde vamos?”,
avança a presidente Fátima dos Santos Ferreira. A dirigente, detentora de cinco lares de dia para deficientes e doentes mentais, admite que precisa de apoio do Governo para um novo espaço. “Há uma dificuldade muito grande em termos de espaço para arrendar a empresas (...) Não há hipótese de renegociar rendas. Já disse que quer o espaço daqui a dois anos”, revela a responsável do espaço. Esta empresa social foi contemplada nas Linhas de Acção Governativa 2011 e recebeu um apoio do Governo no valor de dois milhões de patacas, dando emprego a cerca de dezena de deficientes médios e ligeiros, direccionados a partir do Centro Pou Choi. Por sua vez, o Venetian
doou também uma verba para a instalação de quadros eléctricos capazes de suportar a potência das máquinas. Por essa razão, explica, a nível de meios e equipamentos estão bem servidos, o único problema que se coloca agora é arranjar novo espaço que, nas palavras de Fátima dos Santos Ferreira, não é de todo fácil de conseguir em Macau. Hoje em dia, a Associação de Reabilitação Fu Hong, por sua vez,
Norte Oeste perde definitivamente licença para operar nas águas de Macau
Empresa pode regressar Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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companhia Norte Oeste perdeu definitivamente a licença para continuar as ligações marítimas entre Macau e Hong Kong, depois de ter visto as suas operações suspensas em Julho por dívidas ao terminal da região vizinha. A decisão foi confirmada ontem pela Capitania dos Portos ao Hoje Macau, que assume ter avisado a empresa no início do mês. Contudo, a Norte Oeste tem sempre a possibilidade de voltar a operar nas águas de Macau. “O regresso às operações depende da Norte Oeste”, frisou a porta-voz da Capitania dos Portos ao Hoje Macau. “Se quiser regressar, tem de solicitar o pedido ao Governo, que será submetido a
um processo de avaliação. Mas não está impedida.” O contrato de serviços com Macau ainda não tinha terminado, quando a empresa viu as suas operações suspensas. Em causa, a falta de pagamento das rendas do terminal de Hong Kong. Para já, a Capitania assegura que não há qualquer outra empresa interessada em assumir os trajectos da Norte Oeste, da mesma forma que também não
há empresas que queiram ocupar o lugar da Macau Dragon. Recorde-se que esta companhia entrou em falência em Setembro de 2011, acusando o Executivo da RAEM de nada fazer para reverter a baixa afluência de passageiros. A Macao Dragon afirmava que o Governo a tinha autorizado a transportar 1100 passageiros por cada viagem em Janeiro de 2010, mas quando o serviço foi lançado no Terminal Provisório da Taipa, a Capitania dos Portos estabeleceu como máximo 750 pessoas entre Hong Kong e Macau e 600 na rota inversa. A operadora culpa os limites impostos pelo Governo pela sua fraca capacidade de rentabilizar as viagens, tendo pedido insolvência. Até agora, mais de um ano depois, ninguém substituiu a empresa.
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Reutilizar e ajudar Ontem, no Centro Pou Choi da Associação de Reabilitação Fu Hong assinou-se um “Acordo de Cooperação relativo aos materiais de sensibilização ambiental” com a Direcção dos Serviços para a Protecção Ambiental (DSPA). O mesmo estipula que os materiais usados nas actividades e eventos da DSPA, após devidamente tratados, serão fornecidos à associação para a produção de diversas espécies de artesanatos e produtos de divulgação ambiental. “Decidimos utilizar ou reutilizar esses banners (panos e plásticos) das actividades que são levadas a cabo aqui em Macau e os nossos utentes fazem produtos que podem ser vendidos. O fruto do produto é revertido para os utentes. Aqui e noutros locais - aeroporto, Parque de Seac Pai Van, no MGM”, explica Fátima dos Santos Ferreira. Desta forma, propõem-se dois objectivos: a protecção ambiental e o trabalho feito pelos deficientes mentais que ganham com os produtos feitos. Tem dois objectivos: os utentes têm trabalho e também ganham.
tem um centro de dia na Rua Sul do Patane que alberga 120 pessoas, a sua capacidade limite. No entanto, espera mudar-se para um novo espaço que albergue o dobro dos utentes. “O número não pode aumentar porque a capacidade é essa. Deve haver mais quem necessite desse tipo de apoio mas não temos mais lugares.” Este é um dos cinco espaços da Fu Hong que albergam ao todo cerca de 300 pessoas com problemas mentais.
SJM angariou 4,5 milhões de patacas para instituições de solidariedade locais
O Natal aí à porta
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Sociedade de Jogos de Macau, concessionária de jogo fundada por Stanley Ho, angariou na noite de quarta-feira num leilão de vinhos o equivalente a cerca de 4,5 milhões de patacas, os quais se destinam a nove instituições locais de solidariedade. A Associação de Caridade Tung Sin Tong, Associação de Caridade do Hospital Kiang Wu, Obra das Mães, Macau Special Olympics, Santa Casa da Misericórdia, Fundo de Caridade dos Leitores do Jornal Ou Mun, Caritas de Macau, Centro de Serviços Sociais de Macau e Associação de Aconselhamento a jogadores patológicos Yat On foram as instituições escolhidas para receberem o dinheiro do leilão. O lote mais valioso integrava uma garrafa de Petrus Imprerial de 1995 e uma Methusalem of La Tache de 1988, ambas de seis litros, adquirida
pela Sociedade de Jogos de Macau com 3,2 milhões de patacas, numa licitação liderada por Angela Leong, deputada e quarta mulher de Stanley Ho, e pelos directores da SJM, Ambrose So e Louis Ng. Em comunicado, Ambrose So salienta que a empresa pretendia adquirir o melhor lote dos três em leilão de forma a celebrar da melhor maneira o décimo aniversário da empresa, criada após o executivo de Macau ter decidido conceder novas licenças de jogo, após a transferência do exercício da soberania de Portugal para a China, em Dezembro de 1999. Para preparar o jantar intitulado “encontro entre o oriente e o ocidente”, a Sociedade de Jogos de Macau convidou alguns chefes dos seus melhores restaurantes como do francês Robuchon au Dome, o único do território com três estrelas Michelin.
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nacional
sexta-feira 7.12.2012
China vai permitir que estrangeiros permaneçam na capital sem visto por três dias
A imprensa estatal chinesa revelou ontem que o país vai permitir que os visitantes estrangeiros possam permanecer em Pequim durante três dias sem visto se estiverem em trânsito para outro país. A nova política chinesa visa impulsionar o turismo e facilitar o acesso ao país ao trânsito de passageiros e pessoas que viajam em negócios. De acordo com uma notícia do China Daily, as novas regras entram em vigor a 1 de Janeiro e aplicam-se a cidadãos de 45 países, incluindo Japão, Austrália, Singapura, Estados Unidos, França, Alemanha e Argentina. Os visitantes devem ter na sua posse um bilhete de avião para um terceiro país, estão proibidos de sair de Pequim e devem registar-se junto da polícia num período de 24 horas após a chegada. Dados divulgados pela agência Xinhua indicam que a capital chinesa recebe anualmente cerca de cinco milhões de visitantes.
China rejeita libertação de Liu Xiaobo
Pequim rejeitou a libertação de Liu Xiaobo, prémio Nobel da Paz 2011, pedida por 134 laureados com o Nobel, reiterando que o activista chinês é um criminoso. Liu está a cumprir uma pena de prisão de 11 anos por incitamento à revolta e 134 vencedores de seis categorias de Nobel enviaram ao futuro Presidente chinês, Xi Jinping, uma carta na qual o instam a libertar o activista. “A China opõe-se firmemente a que a comunidade internacional interfira na soberania judicial e em assuntos internos da China de qualquer forma que seja”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hong Lei.
Xi Jinping garante mais abertura ao exterior
Apelo à união global
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novo secretário-geral do Partido Comunista da China (PCCh) anunciou esta quarta-feira, no seu primeiro discurso sobre política externa, que a China “se abrirá ainda mais ao exterior ao cumprir as suas metas para construir o país”. Numa reunião com peritos, empresários e académicos chineses e estrangeiros no Grande Palácio do Povo em Pequim, Xi Jinping disse que a China “tem de continuar a ser modesta e a aprender com os outros” para alcançar as suas metas. Nomeado para dirigir o partido comunista há três semanas, Xi, que deverá tornar-se chefe de Estado em Março, assegurou
que a China está comprometida com um “desenvolvimento pacífico” e que o seu crescimento não acontecerá “à custa de outros”. A China “não representa uma ameaça para o mundo” e, se tem êxitos, “não significa que outros tenham de perder”, acrescentou. Perante a “situação económica global”, nenhum país pode resolver os problemas por si só, disse o responsável. “É necessário que nos mantenhamos unidos, que colaboremos para resolver [os problemas]”, afirmou Xi. “É preciso acomodar as aspirações de outros países enquanto defendemos os nossos interesses legítimos”, acrescentou.
Xi falava perante especialistas estrangeiros pela primeira vez desde que foi nomeado para a liderança do partido e, na reunião, os académicos e empresários insistiram na necessidade de reformas em áreas como a educação, a investigação, o ambiente e a segurança social. Também na quarta-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse em conferência de imprensa que a autorização da NATO à instalação de mísseis norte-americanos, alemães e holandeses na Turquia para defender o país de eventuais ataques desde a Síria “contraria a paz, a segurança e a estabilidade”. “Fortalecer a presença militar
Incitar à imolação pode ser considerado crime de homicídio voluntário
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Aviso do Supremo Tribunal
incitação ou ajuda à imolação pelo fogo será considerada na justiça como “homicídio voluntário”, anunciou esta quarta-feira a imprensa oficial chinesa quando mais de 90 tibetanos se imolaram ou tentaram fazê-lo desde 2009. Um aviso conjunto do Supremo Tribunal e das altas instâncias judiciais e policiais estipula que “os que veladamente organizem, incitem ou ajudem pessoas que se imolam serão acusados de crime de homicídio voluntário”,
refere o jornal oficial “Gannan”. “As recentes imolações nas regiões tibetanas estão ligadas a forças hostis na China e no estrangeiro, organizadas e encorajadas por separatistas e são incidentes particularmente odiosos que têm como objectivo a destruição da unidade étnica e a desordem social”, segundo o jornal, publicado na província de Gansu, onde tiveram lugar várias imolações em Novembro. Situada próximo da região autónoma
do Tibete, a província de Gansu tem uma população considerável de etnia tibetana, que acusa as autoridades de reprimirem a sua cultura e religião. Pequim acusa frequentemente o Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos, de encorajar as imolações pelo fogo. “O Governo chinês devia investigar a causa das imolações. A China não se preocupa a sério (com a situação) e tenta apenas pôr-lhe fim criticando-me”, disse recentemente o Dalai Lama.
só conduz a mais disputas”, afirmou o porta-voz, Hong Lei. Os ministros dos negócios estrangeiros da NATO autorizaram na terça-feira a medida, que, segundo a Aliança, tem como objectivo exclusivo proteger o território e a população turca, que já sofreu várias agressões desde que começou o conflito na Síria. “Estamos ao corrente da situação”, disse Hong, sublinhando que a potência asiática tem defendido sempre uma “solução política do conflito através do diálogo e da negociação” que integre todos os actores implicados. Juntamente com a Rússia, a China vetou por duas vezes resoluções do Conselho de Segurança da ONU que previam acções contra o regime de Bashar Al-Assad, embora tenha apoiado os planos de mediação dos enviados especiais da ONU para o conflito sírio, tanto de Kofi Annan como do seu sucessor, Lajdar Brahimi.
sexta-feira 7.12.2012
região
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Tufão “Bopha” provocou mais de 350 mortos e 400 desaparecidos nas Filipinas
Grande possibilidade de voltar atrás
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S autoridades filipinas revelaram ontem que a passagem do tufão “Bopha” no sul do arquipélago provocou mais de 350 mortos e 400 desaparecidos, numa altura em que os meteorologistas prevêem que a tempestade pode ainda voltar a assolar o país. A tempestade tropical, a mais forte a assolar o arquipélago este ano segundo a análise dos meteorologistas filipinos, deixou algumas vilas completamente destruídas. Os relatos das equipas de socorro e de sobreviventes dão conta também que famílias inteiras poderão
ter sido vítimas de deslizamentos de terras e inundações, principalmente na ilha de Mindanao. Apesar da tempestade estar já no Mar do Sul da China em rota de afastamento do arquipélago das Filipinas, os meteorologistas não excluem a possibilidade do tufão voltar atrás. Em declarações à agência Lusa, Fong Soi Kun, director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau explicou que a previsão da rota indicada no Observatório de Hong Kong deve-se ao facto de um anticiclone continental que se desloca de norte (da China) para sul
Centenas de escolas vão encerrar no sul da Tailândia devido a onda de violência
Dezenas de professores assassinados C
ERCA de 380 escolas vão encerrar durante dois dias na província de Narathiwat, no sul da Tailândia, face ao agravamento da onda de violência perpetrada pelo movimento separatista no país, informou ontem a imprensa local. A decisão ocorre depois de dois professores terem sido assassinados, esta semana, por alegados rebeldes independentistas em Yala e Narathiwat, que a par de Pattani formam parte da região de maioria muçulmana do país. Mais de 5.300 pessoas, dezenas das quais professores, foram mortos na sequência da violência na região desde que os alegados insurgentes muçulmanos, integrados em meia dezena de grupos, retomaram a luta armada em 2004. Sanguan Intarak, presidente da Confederação de Professores em Narawhiwat, indicou que pretende aproveitar o encerramento das escolas para se reunir com o ministro da Educação, Pongthep Thepkanchana, com o qual tenciona discutir a segurança nas instituições de ensino. O mesmo responsável indicou ainda, em declarações citadas pela agência noticiosa espanhola Efe, que os professores budistas nas áreas mais
perigosas serão transferidos e que será solicitado reforço militar nas escolas. Na semana passada, centenas de escolas na província de Pattani também fecharam as portas durante vários dias devido à insegurança. Os rebeldes separatistas
denunciam a discriminação de que são alvo por parte da maioria budista do país e exigem a criação de um estado islâmico que integre as três províncias que faziam parte do antigo sultanato de Pattani, anexado pela Tailândia há quase um século.
(Mar do Sul da China) “empurrar a tempestade tropical novamente para as Filipinas”. “A manterem-se as condições actuais é esta a previsão, ou seja, o tufão pode voltar a assolar as Filipinas invertendo a trajectória, mas teremos de continuar a acompanhar a evolução do estado do tempo”, disse. Em média, as Filipinas são atingidas anualmente por cerca de 20 tufões. O “Bopha” é o 16.º de 2012. Em 2011, o país foi abalado por 11 tufões, que provocaram mais de 1.500 mortos e afectaram cerca de 10% da população.
Sondagens apontam Partido Liberal Democrata como favorito às eleições no Japão
Derrota esmagadora de Noda
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Partido Liberal Democrata (PLD) do Japão, que governou o país durante mais de meio século até à pesada derrota eleitoral em 2009, caminha para uma sólida vitória nas eleições do dia 16, indicam várias sondagens publicadas ontem. As sondagens levadas a cabo pelos três principais diários nipónicos apontam para uma clara maioria do PLD, liderado pelo ex-primeiro-ministro Shinzo Abe e, portanto, para uma derrota esmagadora do Partido Democrata (PD), do actual chefe de Governo, Yoshihiko Noda. Realizadas por telefone, entre terça e quarta-feira, coincidindo com o arranque da campanha eleitoral, as sondagens in-
dicam que o PLD e o seu aliado Novo Komeito arrematariam juntos a maioria absoluta do PD, com aproximadamente 300 dos 480 assentos da Câmara Baixa do parlamento. As sondagens do Yomiuri, do Nikkei e do
Países BRIC devem crescer 6,1% em 2012
Asahi - os jornais de maior circulação no Japão - dão ao partido da oposição PLD, de Shinzo Abe, entre 230 e 270 assentos, com os resultados a apontarem ainda que o PD, actualmente no poder, ficaria com entre 40 a 90 assentos, face aos 308 que conquistou nas última eleições de 2009. Analistas, citados pela agência noticiosa Efe, apontam, porém, para o relevante papel que podem desempenhar os indecisos, que de acordo com uma sondagem difundida pela agência Kyodo, são cerca de 40 % dos eleitores. O Japão vai às urnas dentro de dez dias para eleger aquele que será o seu sétimo primeiro-ministro nos últimos seis anos.
Jim O’Neill, economista da Goldman Sachs que denominou a China, Índia, Rússia e o Brasil como “BRIC” há mais de dez anos, previu que este bloco de economias emergentes crescerá 6,1% ao ano para este ano e 6,9% em 2013. “Esperamos que todos os países BRIC tenham uma melhor performance em 2013 do que em 2012, apesar dos resultados não deverem ser melhores do que as expectativas”, disse O’ Neill, presidente da Administração de Activos da Goldman Sachs, numa carta para a cimeira sobre as economias dos países BRICS (incluindo a África do Sul) na terça-feira. “Colectivamente, esperamos que os países BRIC cresçam 6,9% a partir dos prováveis 6,1% em 2012”, de acordo com a carta. “Prevemos um crescimento global de 3,6% para 2013, e 4,1% para 2014”, disse.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
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entrevista
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A
NGOLANA de nascimento, “de Luanda, faço sempre questão de dizer”, filha de conhecido pai empresário no mundo da restauração na capital angolana, chegou a Portugal com 20 anos de idade, como estudante de Economia, directamente para o Instituto Superior de Economia, na Rua do Quelhas, em Lisboa, onde continuou. Licenciada, foi funcionária no então Ministério da Indústria e Energia, esteve ligada aos chamados assuntos comunitários, na pré-adesão de Portugal à então chamada Comunidade Económica Europeia (CEE). Convidada como perita nacional destacada daquele ministério na direcção-geral das Pequenas e Médias Empresas em Bruxelas durante três anos. É aqui que Maria-João Gregório recebe, no início de 1995, convite de Vítor Pessoa, então secretário-adjunto para a Economia e Finanças do Governo de Macau, para vir assessorá-lo. Daquela secretaria macaense até ao último dia da administração
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Maria-João Gregório, economista e empresária
“Para negociar com a China, é importante a empresa ser de Macau” Formada em macroeconomia, esteve ligada, a partir do então Ministério da Indústria e Energia, em Portugal e depois em Bruxelas, aos assuntos comunitários. Em meados dos anos 90 assessorou o secretário-adjunto para a Economia e Finanças de Macau. Depois de 1999 trabalhou no Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia. Maria-João Gregório não é mulher para estar comodamente instalada, prefere mais acção em trabalho. Criou duas empresas gémeas, uma de consultoria e outra de representação, venda de vinhos e produtos ‘gourmet’ de Portugal. Conhece o terreno chinês e as características do negócio neste Oriente. Garante que Macau, em termos de negócio com o continente chinês, marca a diferença portuguesa, passou, por convite de quem dirigia o Centro de Produtividade e de Transferência de Tecnologia (CPTTM), permanecendo em Macau como assessora da direcção daquele serviço, sem perder o vínculo ao Ministério de origem em Portugal. Em 2004, por assumidamente “precisar de actividade”, sai em busca de novos dinamismos profissionais, embora manten-
do excelentes recordações do CCPTM: “recordo um ambiente de trabalho muito bom, onde sempre fui tratada com a maior consideração, tal como aconteceu antes da transferência, assim aconteceu depois. Era uma equipa óptima, tudo óptimo, só que senti que precisava de movimento, de mais actividade”. Entretanto, em 2001, nascera em Macau, por iniciativa de Maria-João, a
“Next Vector Consultants”, especializada em consultoria de negócios. Entendendo que não devia exercer funções nesta companhia privada, dado a sua ligação ao CPTTM, a “Next Vector” caminhava a passo, ainda sem conseguir resultados totalmente desejados. Até que, no mencionado ano de 2004, apresentou a demissão ao CPTTM, assumindo a direcção executiva da empresa que fundara. “Come-
çámos a fazer consultoria, essencialmente no apoio a empresas portuguesas que desejavam instalar-se em Macau ou no continente chinês, fazendo estudos de mercado, participação em Feiras, acompanhamento de missões empresariais, etc., incluindo contactos cada vez maiores com empresas na área dos vinhos”, recorda. Foi destes contactos com produtoras portuguesas de
vinho que desejavam ter em Macau uma plataforma representante e distribuidora dos produtos, que nasceu paralelamente à “Next Vector Consultants”, a empresa “Next V. Wines & Gourmet”, precisamente para “distinguir uma coisa da outra”. Diz a empresária que “na época não me sentia interessada no negócio de vinhos, pois o que gostava mesmo era de consultoria”. Até chegar o momento,
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2006, em que disse sim. “Começámos com um pequeno portfólio de vinhos, alargando-o bastante até aos dias de hoje em que agenciamos, divulgamos, distribuímos e vendemos uma quantidade significativa de vinhos “. Questionada sobre eventual sobreposição com a instituição portuguesa ICEP, depois AICEP, a directora-executiva da “Next Vector Consultants” e da “Next V. Wines”, depois “Next V. Wines & Gourmet”, responde: “Várias vezes me colocaram pergunta semelhante. Respondo sempre que tal comparação, é para mim uma honra. Realmente não há sobreposição alguma. O AICEP ou, na época, o ICEP, tem uma actividade a montante da consultoria, por exemplo pode fornecer uma série de informações às empresas que o consultam, inclusivamente numa fase muito inicial pode dar algum apoio. A partir de determinado momento, não está, naturalmente, nas competências do AICEP, para além do apoio, desenvolver negócios com empresas ou em nome das empresas. É neste ponto, a jusante do apoio inicial dado pelo AICEP, que qualquer empresa de consultoria pode entrar e estabelecer negócios tendo em vista um objectivo comum, neste caso da internacionalização das empresas portuguesas”. Maria-João Gregório realça a importância do AICEP em Macau: “Se existir, por parte de empresas portuguesas, desconhecimento sobre realidades específicas desta região, é importante que se dirijam ao AICEP que muitas vezes lhes fornece os nossos contactos. Embora muitas delas, como é sabido, contactem directamente as empresas locais de consultoria, distribuição e venda”.
PRODUTOS ‘GOURMET’ AGREGADOS AOS VINHOS
A empresária explica a separação das duas “Next Vector” : “Desejámos distinguir a parte de consultoria. Do ponto de vista do marketing é correcta esta posição de separarmos as duas marcas, uma para a consultoria outra destinada a trabalhar com vinhos e produtos ‘gourmet’ importados de Portugal”. Sobre critérios na escolha dos produtos, Maria-João Gregório revela que cada vez mais “somos solicitados
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Há toda uma série de procedimentos necessários para que os produtos sejam colocados na China continental, seja directamente, seja através da RAEM. Tem de estar tudo muito bem resolvido em termos administrativos, aduaneiros por empresas portuguesas. O critério é sempre apostar na máxima qualidade dos vinhos e dos outros produtos, e também da sua notoriedade. Até porque no mercado de Macau, Hong Kong e no continente chinês, existe muita oferta, daí devermos definir os nossos exigentes critérios de selecção”. Inclusivamente na qualidade das compotas, as percentagens de açúcar, da fruta, “esse aspecto é muito importante, queremos representar e vender apenas qualidade superior, autêntica, não disfarçada, como por exemplo existe em várias compotas com elevada percentagem de açúcar e baixíssima de fruta. Isso connosco não acontece, mesmo sendo os produtos talvez um pouco mais caros”. Para além das compotas, no âmbito dos produtos ‘gourmet’ a “Next V.Wines” representa vários géneros de conservas, azeites com vários sabores e para diferentes aplicações como peixes ou saladas, incluindo azeite com algas; também há flor de sal, inclusivamente com especiarias e ervas, outras duas gamas de flor de sal uma com vinho do Porto e outra com vinho branco, vários patê, incluindo de azeitonas, também azeitonas mistas com especiarias, mel de rosmaninho, queijos secos, de cabra, alentejanos, em azeite, temperados com vários sabores, e vinagres de vinhos tinto ou branco. Em breve, aguardentes velhas portuguesas. Quanto aos vinhos, a “Next V.Wines” representa, como exemplo, os Valle Pradinhos, de Trás-os-Montes, os Quinta De S. José, do Douro, os da Casa de Santa Eufémia, também do Douro, os Monte Cruz e Monte da Penha, do Alentejo, para
além dos vinhos do Porto da Quinta de S. José ou da Casa de Santa Eufémia. Revelas a empresária que “sobre vinhos, a ‘Next V.Wines’ disponibiliza de quase todas as regiões vinícolas portuguesas. Portanto, a qualidade aliada à diversidade. Para além de não ser nossa intenção vulgarizar os produtos que representamos e vendemos na nossa loja instalada no “lobby” do Westin Resort, em Coloane. Isto é, não estão ao alcance da rede alargada de supermercados, preferimos colocar com muito critério os produtos que representamos em nichos de venda com algumas características, o que, como se sabe, não há muito em Macau. Por exemplo, os vinhos que representamos também estão disponibilizados em vários hotéis-casino da região. Em suma, trabalhamos numa distribuição e venda sempre direccionadas”. Empresária estabelecida na China, havia que saber
se existem objectivos de expansão para o continente: “Prefiro agora falar dos nossos critérios para Macau. Naturalmente que temos objectivos para o mercado mais alargado, estamos trabalhando nesse aspecto, mas neste momento não é oportuno entrar em pormenores”.
A LOJA NUM HOTEL DE LUXO
O escritório que gere as duas “Next Vector” está na cidade, no 7.º andar do edifício Macau Square (mail@ nextv-wines-gourmet.com). Como complemento, foi instalada no “lobby” do hotel Westin Resort, a loja gerida pela empresa dirigida por Maria-João Gregório. Loja que obedece a um “conceito de ‘showroom’, para além de ser local de venda. Os compradores, principalmente estão entre os próprios clientes que ciclicamente habitam o hotel, o que faz com que exista uma grande e internacional diversificação
dos clientes dos nossos produtos; como também entre os participantes de eventos organizados no Hotel, alguns de grande dimensão, e entre as pessoas que no quotidiano frequentam aquele espaço multifacetado, para almoçar, jantar, ou tomar uma bebida”.
É de grande importância ser uma empresa de Macau a funcionar no mercado chinês, seja no continente ou em Hong Kong Confrontada com a eventual circunstância de não ser confortável para o potencial cliente que visita a loja no Westin Resort adquirir razoável quantidade de produtos, Maria-João argumenta que “também temos a entrega ao domicílio, obviamente. Habitualmente, o nosso cliente na loja é aquela pessoa que prefere escolher os produtos num ambiente mais tranquilo, circunstância que a loja oferece na perfeição. Ela está aberta das 13 às 17 horas, mas quem quiser fazer uma visita à loja noutro horário, pode contactar-nos, há muitos casos desses”. Conhecer o terreno, neste caso a grande China, que importância acrescentada pode ter? Responde a empresária: “Penso que conheço todas ou pelo menos a generalidade das regiões chinesas, não propriamente como turista, mas em trabalho e como pessoa que gosta de observar. As oportunidades de negócio são necessariamente diferentes de província para província. Muitos cidadãos chineses já se habituaram a beber vinho, normalmente de marcas francesas. O vinho português que é de grande e indiscutível qualidade, está cautelosamente a penetrar também, por isso, o nosso trabalho, neste caso da “Next V.Wines”, está sendo realizado com muita inteligência, total honestidade de princípios e apostando sempre na qualidade”.
MACAU COMO PLATAFORMA
Apoio do Governo português para esse trabalho de divulgação? “Não sei se devíamos ou não devíamos ter esse tipo de apoio. Se calhar, se tivéssemos, os
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representantes em geral de vinhos portugueses, não nos entendíamos por este ou por aquele motivo. O preferível é trabalharmos cada um por si, embora devendo fazer alianças, como acontece sempre que achamos necessário. Há que trabalharmos bem”. A célebre ideia “Macau como plataforma”, funciona? Esta empresária considera que “está a ser feito um trabalho importante de divulgação, mas a minha reflexão aponta neste sentido: aquilo que um ocidental, neste caso um português, em Portugal, entende por plataforma, muitas vezes pode não ser aquilo que é de facto a plataforma. Entre o que é dito e aquilo que é ouvido, existe um verdadeiro conceito. Há muitos produtores de vinhos em Portugal, pensando que Macau, sendo plataforma, basta trazerem um contentor com o produto, chegar aqui e imediatamente estarem na China. Qualquer pessoa que tenha uma empresa, seja produtora ou não, sabe da necessidade de trabalhar para mais. Há toda uma série de procedimentos necessários para que os produtos sejam colocados na China continental, seja directamente, seja através da RAEM. Tem de estar tudo muito bem resolvido em termos administrativos, aduaneiros. E mesmo quando a mercadoria já está do outro lado, como vão desenvolver-se as relações, o negócio com as empresas chinesas que vão comprar? Onde vão ser armazenados os produtos, em que condições, e durante quanto tempo podem lá ficar? Chegar a Macau e pensar que já se está na China, apenas porque se ouviu falar em Macau como plataforma, é fazer tudo errado. Faz toda a diferença falarmos em mandarim ou em cantonense”. Sobre a participação em Feiras, Maria-João sublinha: “É de grande importância ser uma empresa de Macau a funcionar no mercado chinês, seja no continente ou em Hong Kong. Quando vamos a Feiras e nos identificamos como empresa da RAEM que representa e distribui este vinho ou aquele outro produto, a receptividade é completamente diferente da que é dada noutra circunstância. Pedem para vir visitar a empresa, há logo uma comunhão de interesses muito mais próximo, mais amigo até, eu diria”.
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arquitectura
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Rui Leão recorda o momento em que viu Óscar Niemeyer no Rio de Janeiro
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“A sua capacidade de comunicar a obra a u
O dono das linhas sensuais Faltavam apenas dez dias para completar a idade de 105 anos, quando o arquitecto Óscar Niemeyer faleceu esta quarta-feira à noite, no Rio de Janeiro. Desde o dia 2 de Novembro que estava internado no Hospital Samaritano devido a uma desidratação. Na última terça-feira foi diagnosticada ao arquitecto uma infecção respiratória, tendo passado a receber respiração assistida. Chegou mesmo a ser sedado pelos médicos. Quando a notícia da morte surgiu, Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, decretou três dias de luto no Estado. Outros seguiram o exemplo. Autor do projecto de Brasília, capital brasileira, entre muitos outros considerados vanguardistas no seio da arquitectura, Niemeyer ficaria conhecido pela paixão à linha curva. “Não é o ângulo recto que me atrai. Nem a linha recta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai
é a curva livre e sensual”, afirmou um dia numa entrevista. Para Rui Leão, “a sua obra foi extremamente importante desde os primeiros projectos, porque havia uma corrente europeia que se começou a internacionalizar e a aparecer em todo o mundo. O modernismo foi em parte muito importante para esse movimento de internacionalização. O papel dele foi fundamental porque manteve-se como uma alternativa, era uma arquitectura não tão focada em si mesma e mais focada no sentido, formando uma arquitectura mais sobre o sentir. E a invenção através do traço, de um instinto sábio”, aponta. O arquitecto português garante que “é uma perda muito grande para a nossa profissão, mas é mais do que isso. O Óscar era uma figura central da arquitectura modernista do século XX. Era um tipo extraordinariamente generoso e em grande luta pela liberdade”.
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um auditório era extraordinária” Rui Leão estava no Rio de Janeiro em 2003 a participar numa conferência onde Óscar Niemeyer falava da sua obra para uma plateia preenchida. Não só não esqueceu esse momento como daí retirou ideias para desenhar a cadeira Loop. A morte do arquitecto brasileiro “é uma perda muito grande para a nossa profissão, mas é muito mais do que isso”. Niemeyer, diz, representava a arquitectura modernista do século XX cadeira que não tivesse dobras ou esquinas”.
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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UANDO Óscar Niemeyer falava dos seus projectos, não utilizava as palavras, mas sim desenhos. De preferência linhas curvas, “sensuais”, como dizia. A sua morte, aos 104 anos de idade depois de um longo período de internamento, simboliza, de acordo com vozes da área, o desaparecimento de um dos últimos génios da arquitectura modernista (ver texto secundário). O arquitecto local Rui Leão estava presente na conferência que o arquitecto brasileiro deu em 2003, no Rio de Janeiro, e pôde observar a sua forma muito própria de transmitir aos outros parte da sua genialidade. “Ele ficava de pé, mas tinha um banquinho alto e um cavalete e começava a desenhar, e depois ia falando do seu projecto. Era algo que tinha muito a ver com a cultura do projecto que existe no Brasil e também em Portugal, enquanto que aqui já é mais o desenho falado”, conta ao Hoje Macau. “A sua capacidade de comunicar a obra verbalmente a um auditório era extraordinária. Depois ele parava para fumar, pedia a alguém que
QUANDO NIEMEYER PASSOU POR MACAU
Cadeira Loop de autoria de Rui Leão
o substituísse e depois fazia outro desenho. Estariam cerca de 1500 pessoas no auditório e parecia que ele estava a falar com cada uma delas”, acrescenta. Desde esse momento Rui Leão não esqueceu os breves ensinamentos do arquitecto brasileiro, e daí surgiu um projecto: a cadeira Loop, que apresentou no Salão Móvel de Milão, em Itália. “Fiquei muito marcado por coisas que ele disse. Ele quando tinha um projecto gostava de o desenhar só com um gesto, apenas com o lápis sem parar, continuando a desenhar. Tinha a ideia de que a arquitectura é um gesto único. Então propus-me o desafio de desenhar uma
Uma arquitectura “diferente” Apesar de ser apontado como um génio da arquitectura, houve muitos que consideraram os seus projectos pouco práticos. Mas ele respondeu a essas criticas numa entrevista concedida à revista brasileira Época, aos 91 anos de idade. “É muito fácil criticar. (...) Para não perder tempo, digo sempre que fiz a sede do Partido Comunista francês e, dez anos depois, quando foram fazer o jornal L’Humanité, me chamaram para fazer o projecto. Fiz um palácio em Milão para a editora Mondadori. Quando quiseram outro prédio, vieram me pedir. Isso responde?”. Niemeyer assume à mesma publicação que gostava de escrever, mas entre a arquitectura e a escrita, apontou: “gosto mais de mulher”. “Gosto de fazer minha arquitectura, que é diferente, é
leve, variada, lembra um pouco as coisas antigas de Minas Gerais. Gosto de ler, gosto de música, tocava um pouquinho violão, cavaquinho. Tenho os amigos mais diversos. Eles costumam vir aqui ao escritório para bater papo”. Nascido no Rio de Janeiro, casou em 1928 com a italiana Annita Baldo, com quem teve uma única filha, Anna Maria, que faleceu antes do pai, aos 82 anos. À Época, Niemeyer revelou o segredo para um casamento que durou 70 anos. “Nunca tivemos problemas. Minha mulher é católica, nem quer ouvir falar em comunismo. É uma pessoa muito boa, correcta, só pensa na família. Sempre a respeitei muito. Por isso fico meio vago nas minhas memórias”. Em 2004 voltaria a casar, já viúvo, com a sua secretária.
Em Março do ano passado Rui Leão juntou-se a dois curadores brasileiros e trouxeram pedaços de Óscar Niemeyer para Macau, através da exposição “A geometria da liberdade”, que esteve patente em Março no Museu de Arte de Macau (MAM). Olhando para trás, Rui Leão traça um balanço positivo. “Foi muito importante e mais do que atingiu os objectivos. A exposição estava muito bem montada e em vez de haver a imagem clássica havia uma projecção de imagens, onde iam rodando as principais décadas de produção do atelier do Óscar. Foi um conceito muito bonito e poético, e a ideia dos curadores não era que as pessoas circulassem pelas obras, mas que se sentassem à volta de uma peça central e depois a exposição é que rodava. Foi uma exposição organizada com esquissos do Óscar e com as frases dele, o que foi uma coisa muito gostosa porque mostrava a obra, e também o gesto dele de invenção do projecto e o raciocínio”, conta o arquitecto português. Rogério Oliveira foi outro dos arquitectos que trabalhou directamente
AS REACÇÕES DOS ARQUITECTOS LOCAIS • CARLOS COUTO “Foi um expoente máximo ao nível da arquitectura mundial e muito particularmente ao nível do Brasil. A diferença está em perder-se uma pessoa que teve um papel fundamental na arquitectura ao nível mundial.” • CARLOS MARREIROS “A obra de Oscar Niemeyer, mestre da arquitectura lusófona é tão grande como a vida dele, quer pela idade que viveu mais do que 100 anos -, quer também pelo que produziu, mas a obra dele caracterizase por um brilhantismo de volumetrias. A arquitectura dele efectivamente realça as linhas curvas, a sensualidade da mulher e da natureza, duas coisas sempre muito apostas na sua obra.”
na curadoria do projecto, e sente-se, por isso, “privilegiado”. A exposição “pretendeu mostrar o que foi a obra do arquitecto e a sua paixão pela linha curva, que sempre considerou como sendo mais sensual. Para ele a linha recta era artificial, criada pelo homem.Aobra dele sempre reflectiu a paixão pela linha curva”. Traçando um balanço posterior do que foi apresentado no MAM, Rogério Oliveira frisa ao Hoje Macau que “pela abrangência e complexidade da sua obra ficam sempre coisas por dizer, e não foi mostrada na sua totalidade”. De acordo com Rui Leão, o principal objectivo foi mostrar uma realidade que não é muito comum neste lado do mundo. “Foi muito importante (a exposição) porque há muito poucas pessoas aqui que tenham ido ao Brasil e que conheçam essa realidade. A percepção é sempre muito interpretada através de livros, e não é uma ideia próxima. Realmente foi um sucesso porque permitiu mergulhar nas obras todas”. “O público aqui de Macau é sempre diferente do público do Brasil ou dos restantes países da América do Sul, que conhecem melhor a obra do arquitecto. Aqui tinha de haver um imediatismo maior, e ao mesmo tinha que existir o impacto da imagem. Então tivemos fotografias de grande formato. Este tipo de exposições é fundamental para se iniciar um processo de aproximação e de encantamento até entre a China, os países lusófonos e Macau, que eu considero essencial e que se deve fazer através da cultura”, acrescenta o arquitecto português.
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vida
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ANIMA entrega carta aberta ao Governo sobre protecção animal e pede intervenção do CCAC
“Política ineficaz, desumana e Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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IDAR com os problemas dos animais em Macau tem sido “desgastante” para a Sociedade Protectora dos Animais – ANIMA, especialmente porque o organismo não tem ajuda do Governo. Quem o diz é o próprio presidente da ANIMA, que numa carta aberta dirigida ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), não é brando nas críticas face à ausência de uma política que proteja realmente os animais de Macau. “Continuam numa sistemática aniquilação de animais, muitos dos quais saudáveis e jovens, fechando, por outro lado, os olhos ao que se vai passando no Canídromo de Macau”, avança a ANIMA. A sociedade queixa-se de que a política do IACM para evitar animais abandonados se resume a “matar sistematicamente” animais, mesmo que estes habitem em zonas onde não incomodam a população e não representam perigo. Durante nove anos, o IACM já abateu 7522 cães e 1820 gatos, sem questionar. Em 2010 e 2011, quase 800 gatos foram mortos. “Esta chacina não pára. E isso deve-se ao facto de o IACM não atacar as verdadeiras causas [para a proliferação dos animais]: o abandono e a crueldade”, aponta Albano Martins. A ANIMA assume que a forma do IACM – responsável pelos canis municipais – tratar a situação dos animais abandonados se baseia numa “política ridícula”. E dá exemplos: pode ser visto na legislação que abandonar um animal é uma infração, mas andar com um animal sem trela é uma infracção muito mais séria. Outro exemplo é que o IACM aceita que quem entregue um número infindável de animais para abate - “porque já não os quer” - possa pedir novas licenças para novos animais sem qualquer limitação. AANIMA assume estar lotada de animais abandonados, sem capacidade para ir ao encontro do que está a ser exigido em termos de pedidos para recolha de animais e incapaz de resolver sozinha os problemas que “resultam da falta de uma lei que proteja os animais”. O abandono não é punível de forma séria e, por outro lado, os mais de 300 cães que a ANIMA tem a seu cargo não são adoptados.
“Precisamos de adoptantes”, diz Albano Martins ao Hoje Macau.
ANIMA POSTA DE LADO
Já não é a primeira vez que a ANIMA contesta a atitude do IACM mas, à falta de soluções, Albano Martins diz ter-se visto obrigado a tornar público o problema, pedindo mesmo a intervenção dos Serviços de Provedoria do Comissariado contra a Corrupção “no sentido de recomendar à Administração que lide com a questão de forma justa e respeitadora”.
Desde 2004 que a sociedade pede legislação, mas o IACM não corresponde. “Nada fazem para evitar o caos onde nos encontramos hoje”, acusa a ANIMA. A própria sociedade mostra-se disponível para ajudar, mas queixa-se de não ser levada a sério. “A ANIMA nunca foi considerada pelo IACM como parceiro institucional, apesar do estatuto de utilidade pública.” A ANIMA propõe-se a ajudar na elaboração de leis, a cooperar na protecção e a zelar pelo cumprimento da legislação, mas, diz o
presidente da sociedade, “a ANIMA não é ouvida de forma aberta e transparente como parceiro social que é”. Em 2004, em 2006 e, este ano, a ANIMA entregou propostas para leis que não se sabem se foram tidas em conta, uma vez que nunca nenhum texto final veio a público. “Não há agenda para os direitos básicos dos animais.” Albano Martins foi recebido pelo Executivo em finais de Outubro para entregar em mãos uma proposta sobre um novo Regula-
mento Administrativo que poderá pôr fim às práticas de abandonado e maus tratos aos animais. Previsto neste articulado está uma multa para quem abandonar animais de até 60 mil patacas, além de multas para quem não apresente licenças (entre as 5 mil e as 10 mil patacas) que, por sua vez, podem vir a ser mais leves para todos os animais que sejam vacinados, já que hoje em dia mais de metade não o são, garante Albano Martins. Desta forma, prevê, também se diminuirá o número de abandonos porque
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O QUE DIZ A ANIMA NA CARTA ENVIADA AO IACM
desrespeitadora” uma vez licenciados podem ser mais facilmente localizados. Para que se perceba, a ANIMA não descarta preocupação face à proliferação de animais abandonados, mas é contra a forma como o IACM trata o caso. “Deduz-se que a tese do IACM é que todos os animais devem ficar em casa ou ser abatidos, como se a natureza fosse propriedade privada. O Canil Municipal ouve apenas queixas de um lado, mas não ouve os restantes membros da comunidade onde os vivem: zonas onde não incomodam a população, como Coloane. Deveriam ser considerados comunitários como acontece em muitos países desenvolvidos, mas o IACM considera que devem ser simplesmente abatidos, mesmo que vivam nas montanhas, não constituam perigo e não sejam agressivos. É natural que os animais proliferem, mesmo que muitos deles sejam esterilizados, mas isso acontece por culpa do próprio IACM, que
desde a sua criação, na prática nada fez para acautelar tal situação.”
HIPOCRISIA SOCIAL
A ANIMA admite ser frustrante o esforço para controlar as colónias de animais abandonados – a sociedade encarrega-se de esterilizar os animais, por exemplo -, uma vez que o IACM abate os animais “no dia seguinte à sua captura”, sem se quer se dar ao trabalho de os pôr para adopção. Para activistas do exterior, que intervieram em Macau por causa da questão dos galgos que são
abatidos no canídromo quando não servem para correr, o IACM assume estar empenhado em melhorar o bem-estar dos animais, uma vez que isto é o valor fundamental para uma sociedade civilizada. Contudo, Albano Martins considera que o IACM faz precisamente o contrário. “Ninguém em Macau se terá, todavia, apercebido desses vossos elevadores valores, se me permitem a franqueza.” A ANIMA acusa o IACM de não divulgar, por exemplo, dados sobre as “centenas de mortes anuais” no Canídromo de Macau,
“Confessamos que estamos em completo desespero, frustrados e, se me permite, profundamente irritados por, na nossa tentativa de envolver o IACM na solução do abandono (...) de forma humana e não selvática, termos tido muito pouca compreensão, senão nenhuma da vossa parte.” “Não parece que, da direcção do IACM, haja algum empenhamento e sensibilidade para as questões graves que afectam a vida e os direitos dos animais em Macau, com excepção, talvez, dos pandas.” “O abate e a aniquilação sistemática vêm demonstrar que a política seguida pelo Governo é ineficaz, desumana e desrespeitadora dos direitos básicos dos animais. Em última análise é uma prova da incompetência [do IACM] em lidar com o problema dos direitos dos animais de forma civilizada e eficaz.” “Era esperado que devessem estar mais decididos em ser parte da solução do problema e não adoptar uma política de abate que o próprio IACM reconhece no seu site ser um desperdício de dinheiros públicos, ser desumano e constituir um mau exemplo para as gerações mais jovens.”
o que, diz a sociedade, permitiria que se apercebesse da realidade do que lá se passa. Recorde-se que a ANIMA tem lutado por um acordo com o canídromo para implementar medidas de adopção para os galgos aposentados. Em vários locais do mundo onde existem este tipo de corridas é obrigatório ter esta medida, para evitar que centenas de cães sejam abatidos por lesões ou reforma. Em Macau, isso não só não se está a cumprir, como os maus tratos e abates de animais são alarmantes. A ANIMA fala em centenas de animais abatidos e assegura que o IACM sabe disto, mas não apresenta, contudo, isto ao público. “O IACM tem prestado um mau serviço ao Governo e às suas gentes”, considera Albano Martins. AANIMA fala em hipocrisia no que diz respeito a uma política de bem estar do animal. “É um show off, não existe de facto.” A sociedade mostra-se disposta a ser uma parceira para o IACM, mas de forma responsável. “Com respeito pela natureza e não com o ódio mortal para tudo o que seja ser vivo e não seja panda ou humano”, avança. “Se quiserem uma colaboração séria mas com princípios, a ANIMA está disponível para uma parceria estratégica com o IACM.” A carta já foi recebida pelo IACM, que ainda não se manifestou.
PUB
NOTIFICAÇÃO EDITAL (Reparação coerciva)
N.º 148/2012
Lurdes Maria Sales, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho Substituta, manda que se proceda, nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do artigo 11.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 – Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho conjugados com os artigos 58.º, n.º 2 do artigo 72.º e n.º 2 do artigo 136.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, à notificação da transgressora do Auto n.º 227/0708/2012, de 19 de Setembro de 2012, sociedade “YI LI DA PROMOÇÃO DE JOGOS – SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA”, o explorador do estabelecimento 寶鑫貴賓會 (romanizado) em Pou Iam Kuai Pan Wui), com sede na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 600E, Centro Comercial First Nacional, 12.º andar, sala 05, em Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, proceder ao pagamento da multa aplicada no aludido auto, no valor de Mop$20.000,00 (vinte mil patacas), por prática da transgressão laboral prevista no n.º 3 do artigo 40.º e punida na alínea 2) do n.º 2 do artigo 85.º da Lei n.º 7/2008 – Lei das relações de trabalho, de 18 de Agosto, devendo ainda, nos 5 (cinco) dias subsequentes ao do termo do atrás citado prazo, fazer prova dos pagamentos efectuados. A cópia do auto, a notificação e a guia de depósito deverão ser levantadas, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo facultada a consulta do processo em causa, instruído por estes Serviços. Decorridos os prazos, sem que tenha sido dado cumprimento à presente notificação, seguir-se-á a tramitação judicial, com a remessa do auto ao Juízo. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 26 de Novembro de 2012. A Chefe do Departamento Substª. Lurdes Maria Sales
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NOTIFICAÇÃO EDITAL
(Solicitação de Comparência da Empregador)
N.º 149/2012
Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugadas com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se o sr. Vong Chi Meng, proprietário de estabelecimento “Kai Tung Engineering”, sita na Travessa da Ilha Verde n.º 13, Edifício “Jardim Cheng Choi”, Bloco II, R/C, J, Macau, para no prazo de 10 (dez) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício Advance Plaza, 1.º andar, Macau, a fim de prestar declarações nos processos n.ºs 6542/2012, 6570/2012, 6573/2012 e 6972/2012, provenientes das queixas apresentadas nestes Serviços, pelos extrabalhadores U U KAI, CHIO HON LEONG, IP WAI PANG, CHEANG LAI UN E CHEANG WAI KUONG, relativamente à matéria de salário em dívida. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 23 de Novembro de 2012.
A Chefe do Departamento Subst.ª, Lurdes Maria Sales
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cultura
sexta-feira 7.12.2012
Cozinheiro japonês do antigo líder norte-coreano Kim Jong-il apresenta livro sobre regresso a Pyongyang
Uma promessa quebrada
K Língua Portuguesa tem “valor incomensurável”
A língua portuguesa tem um “valor incomensurável” para a afirmação de Portugal na lusofonia e no mundo, disse ontem Marcelo Rebelo de Sousa, na apresentação do livro Potencial Económico da Língua Portuguesa, que decorreu em Lisboa. “Não se trata de uma obra académica. É o começo de um processo. É preciso ouvir o que o Brasil pensa deste tema e também é preciso uma obra semelhante nos países irmãos da lusofonia”, referiu Rebelo de Sousa, em jeito de desafio perante uma assembleia que encheu o salão nobre do palacete Seixas, a sede do Camões - Instituto da cooperação e da Língua. O trabalho de investigação, foi efectuado por uma equipa liderada por Luís Reto, reitor do ISCTE-IUL, e constituída pelos investigadores José Paulo Esperança, Mohamed Azzim Gulamhussen, Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa.
Morreu Papiniano Carlos, o autor de “A Menina Gotinha de Água”
O escritor Papiniano Carlos, um dos últimos representantes do neo-realismo português, morreu esta quarta-feira, no Porto, informou, em comunicado, a Direcção da Organização Regional do Norte do Partido Comunista Português. O poeta, autor de Sonhar a Terra Livre e Insubmissa, que somava mais de 60 anos de militância comunista, contava 94 anos. Papiniano Manuel Carlos Vasconcelos Rodrigues nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique, a 9 de Novembro de 1918, fixando-se no Porto, aos 10 anos, onde estudou. Publicou o primeiro livro de poesia em 1942, Esboço, quatro anos antes de Terra com Sede, a sua estreia na ficção, e de Estrada Nova, com capa de Júlio Pomar, obra que seria apreendida pela PIDE, a polícia política da ditadura. A adesão do escritor ao PCP remonta ao final da década de 1940, no pós-guerra, actuando na clandestinidade com o nome “Garcia”, numa alusão ao poeta andaluz Federico Garcia Lorca.
Novos projectos entram na lista do património imaterial da Humanidade A lista de património cultural imaterial da Unesco continua a aumentar. O Carnaval do Recife, os desfiles folclóricos belgas da região Entre-Sambre-et-Meuse e o fabrico tradicional do violino italiano de Cremona fazem agora parte desta lista. Ao todo foram aprovadas novas 16 candidaturas. O anúncio foi feito esta quarta-feira, durante a 7.ª Conferência do Comité para a Protecção do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Durante a reunião, também foram incluídos na lista de honra do Comité para a Protecção do Património Cultural Imaterial da Unesco, o plano de formação de artistas de teatro de marionetas da província chinesa de Fujian e o plano da preservação do património imaterial nacional do México. A conferência teve início no passado dia 3 e termina hoje.
ENJI Fujimoto, um dos cozinheiros que trabalhou para o líder norte-coreano Kim Jong-il, falecido em 2011, apresentou ontem em Tóquio um livro, no qual relata uma visita que realizou este ano a Pyongyang a convite de Kim Jong-un. Kenji Fujimoto, que foi durante 13 anos um dos cozinheiros de Kim Jong-il, fugiu da Coreia do Norte em 2001, mas regressou, este ano, entre Julho e Agosto, porque “um mensageiro” de Pyongyang o convidou a regressar, explicou durante a apresentação da obra, no Clube de Correspondentes Estrangeiros de Tóquio. O japonês, que há anos utiliza o pseudónimo de Kenji Fujimoto para ocultar
a sua verdadeira identidade e aparece sempre em público com óculos de sol, detalhou que esse “mensageiro” lhe entregou uma nota que dizia: “Por que quebraste a promessa que fizeste em 2001?”. Segundo Fujimoto, a mensagem só poderia ser do jovem Kim Jong-un, atual líder da Coreia do Norte, já que aludia a um encontro privado entre ambos em 2011, no qual o cozinheiro prometeu ao jovem que regressaria à Coreia do Norte depois de uma viagem ao Japão, compromisso que não cumpriu. Daí surge o título do livro: “Hikisakareta yakusoku” - o que significa “a promessa quebrada” -, um relato sobre o reencontro de Fujimoto com Kim Jong-un, que conheceu quando ainda era uma criança
e com o qual diz ter mantido uma estreita relação quando residia em Pyongyang. O chefe de cozinha que se transformou num escritor assegura que fugiu de Pyongyang em 2001 porque começou a ser espiado, tendo a visita feita este verão figurado como a primeira desde então. A apresentação do livro foi acompanhada de fotos do reencontro, as quais mostram os dois a abraçarem-se, o cumprimento à esposa de Kim, Ri Sol-ju, ou ainda o jantar que manteve com eles e outras personalidades do regime, tais como Jang Sung-thaek, tio do jovem líder. Questionado acerca do papel do tio de Kim Jong-un - considerado o verdadeiro líder na sombra do regime -, Fujimoto afirmou que “não
seria exagerado dizer que Jang Sung-thaek está no cargo”. Contudo, sublinhou que a sua percepção é a de que o jovem Kim, que se crê ter entre 28 e 29 anos”, reserva-se ao direito de ter “uma última palavra”. Sobre o recente anúncio da Coreia do Norte relativamente ao lançamento, este mês, de um foguete de longo alcance, Fujimoto disse ter a impressão de que Kim Jong-un “não está a ter “parte activa” no processo, que segundo a Coreia do Sul e Estados Unidos, é antes uma forma de encobrir um teste de míssil balístico. O livro, publicado pela Kodansha, o maior grupo editorial do Japão, é o quarto que o antigo cozinheiro de Kim Jong-il dá à estampa sobre as suas experiências na Coreia do Norte.
sexta-feira 7.12.2012
cultura
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Parte restaurada da Grande Muralha reaberta
Trecho da Dinastia Ming
U
M trecho da Grande Muralha na Província de Hebei, norte da China, que foi destruído pelas chuvas torrenciais no verão, foi reaberto para os turistas depois de ser restaurado. O governo distrital de Qiaoxi, na cidade de Zhangjiakou, anunciou que o trabalho de restauração no trecho de Dajingmen reconstruiu uma parte desmoronada de 36 metros e reconsolidou um trecho de 73 metros. O colapso ocorreu em Agosto, quando fortes correntes de água das montanhas próximas esmagaram a antiga fortaleza após dias de chuvas contínuas. Para além do colapso, também foram descobertas fendas noutras partes da Grande Muralha perto do trecho desmoronado. Os funcionários governamentais disseram que os trabalhadores reconsolidaram as bases e construíram mais túneis para desviar águas. O trecho de Dajingmen da
The Commodores ao vivo este domingo
Soul e R&B no Venetian
O
Venetian vai trazer a Macau o espírito do funk/soul. Este próximo domingo, The Commodores vão tocar no casino às 19h30, naquele que será um espectáculo que promete recordar os grandes hits do r&b dos anos 70/80. “Easy” e “Three Times a Lady”, bem como “Nighshift” – um tributo a
Marvin Gaye – são algumas das músicas no alinhamento de The Commodores. Os bilhetes estão à venda nas bilheteiras da Sands a preços entre 100 patacas a 300 patacas. Podem também ser reservados em www.cotaiticketing.com. The Commodores é uma banda soul dos EUA, liderada por Lionel Richie até
1983, quando o cantor deixou o grupo para ingressar numa carreira a solo. Walter Clyde Orange, William King e J.D. Nicholas são os convidados que chegam a Macau e que arrastam consigo uma carreira que contempla três discos de platina e um Grammy de melhor canção R&B com “Nighshift”. - J.F.
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Notificação n°.004/DM/SIS/2012 Considerando que não se revela possível notificar o interessado, por ofício, telefone ou outra forma, para efeitos de prosseguimento do respectivo processo administrativo sancionatório, nos termos dos artigos 10°, 58° e n°. 1 do art° 72° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n°. 57/99/M, de 11 de Outubro. Ordeno, assim, por meu despacho de 26 de 11 de 2012 e nos termos do n° 2 do art° 72° e dos art°s 93° e 95° do “Código do Procedimento Administrativo”, o início do procedimento administrativo, com vista a rescisão do contrato de arrendamento, contra NG WENG LEONG(吳永良), arrendatário da banca de peixe n° 7, situada no r/c do Mercado do Almirante Lacerda, por se haver verificado a interrupção da exploração da respectiva banca por um longo período de tempo, tendo, porém, o arrendatário o direito de apresentar as suas alegações no decurso do procedimento. O arrendatário acima mencionado deve, no prazo de 10 (dez) dias, a contar do dia seguinte ao da publicação desta notificação, comparecer na Divisão de Mercados do IACM, sita na Avenida do Ouvidor Arriaga, n°. 70 A, Edf. Fortune Tower, 1° andar, para efeitos de audiência; caso contrário, expirado o prazo, prosseguirá o procedimento administrativo com vista à rescisão do contrato de arrendamento da referida banca. Nos termos do n° 3 do art° 95° do “Código do Procedimento Administrativo”, a falta de comparência do notificado não constitui motivo bastante para adiamento da audiência, mas, caso apresente uma justificação razoável até ao termo do prazo que lhe foi fixado, poderá ela ser adiada. Macau, aos 26 de 11 de 2012 O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong www. iacm.gov.mo
Grande Muralha foi construído durante a Dinastia Ming (1368-1644) e sofreu anos de erosão. Vários tempestades no verão ameaçaram numerosas relíquias culturais no norte da China, de acordo com uma nota divulgada em Agosto pela Administração Estatal de Património Cultural. Um depósito no Museu
Nacional de Pequim e um átrio de exposição num museu provincial de Gansu, no oeste da China, sofreram danos. A administração pediu que as autoridades locais realizem inspecções amplas sobre as unidades de património cultural, museus e depósitos afiliados para garantir a segurança das pessoas e relíquias.
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desporto
sexta-feira 7.12.2012
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Inscrições para nova temporada abrem na próxima semana
desporto-rei só regressa aos relvados da RAEM no início de Janeiro, mas o pontapé-de-saída na nova temporada está agendado já para a próxima semana. A Associação de Futebol de Macau, organismo que chama a si a tutela da modalidade no território, anunciou a abertura do período de inscrições para a nova época e durante a próxima semana vai receber os responsáveis pelos clubes e associações de Macau interessados em disputar a edição de 2013 da Liga de Elite e os Cam-
peonatos de Futebol da II e da III Divisão. Abertas também, mas até meados de Fevereiro estarão as incrições para os campeonatos destinados aos escalões de formação do futebol do território. A exemplo do que sucedeu nos últimos anos, as provas de juvenis e de juniores deverão arrancar apenas na Primavera e a realização de um e de outro Campeonato depende sobretudo do número de
Marco Carvalho
O
Futebol com novas regras formações que se propõem disputar a competição. O regresso do futebol aos relvados do território deve obedecer, na próxima temporada, a um novo ordenamento competitivo, tido pela Associação de Futebol de Macau como mais equilibrado. A exemplo do que sucedeu nas últimas temporadas, a próxima edição da Liga de Elite vai ser disputada por dez equipas, que se defrontam em duas
voltas, mas as regras que norteiam a principal prova do desporto-rei da RAEM não são de todo semelhantes ao ordenamento que até agora vigorava. As principais alterações prendem-se com a dimensão dos plantéis. De acordo com o novo regulamento da Liga de Elite, as formações que disputam o principal campeonato do território não podem inscrever mais de trinta jogadores ao longo da temporada e dos
trinta, apenas oito podem deter o estatuto de jogadores não-residentes. As principais mudanças da nova temporada futebolística são, no entanto, as que têm por alvo as divisões secundárias do futebol do território. Ao contrário do que sucedeu na última temporada, a edição de 2013 do Campeonato de Futebol da II Divisão vai ser disputado em duas voltas, oferecendo às equipas maiores possibilidades de competir.
Pilotos de Macau queimam os últimos cartuchos da época
Corridas de resistência ao cair do pano
Alterações de vulto também no terceiro escalão. Disputado nos últimos anos sob a égide de um modelo que dividia as formações por vários os grupos, o Campeonato da III Divisão vai passar a ser disputado num sistema “round robin”, com as doze equipas que disputam a prova a jogarem entre si para decidirem o nome do vencedor da competição. O arranque oficial da nova temporada futebolística está agendado para onze de Janeiro, com a realização da jornada inaugural da edição de 2013 da Liga de Elite.A prova foi ganha na última temporada pela terceira vez consecutiva pelo Windsor Arch Ka I.
um dos carros candidatos ao triunfo desta corrida de encerramento de temporada, dentro de um pelotão constituído por cerca de quatro dezenas de concorrentes, mas terá pela frente alguns rivais à altura como um Ford GT3 conduzido pelo piloto do WTCC Darryl O’Young ou o Audi R8 LMS GT3 entregue a Marchy Lee.
TRIO EM SEPANG
Sérgio Fonseca
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A
S temporadas dos principais campeonatos de automobilismo da região já chegaram ao fim, mas ainda há tempo para uma última corrida esta temporada, que o digam uma série de pilotos de Macau. Na
cidade chinesa adjacente a Macau, o piloto português residente na RAEM, Rodolfo Ávila, vai participar nos 500 quilómetros de Zhuhai. Ávila irá trocar o volante do seu habitual Porsche 911 GT3 Cup por um Radical SR8. “Foi um convite que surgiu durante o Verão e que era difícil de recusar.Agradeço a oportu-
Mourinho mais longe do City
O nome de José Mourinho tem sido frequentemente apontado como hipótese para assumir o comando do Manchester City, mas a Imprensa inglesa revela que os dirigentes do clube britânico afastaram a possibilidade de contratar o treinador português. De acordo com o Daily Mirror, o estilo agressivo conhecido de José Mourinho choca com as pretensões dos responsáveis do City, que, ainda assim, estão a pesquisar um sucessor para Roberto Mancini, que alcançou a pior campanha de sempre do clube na Liga dos Campeões. O treinador italiano só teria a remota hipótese de ficar se ganhasse o campeonato inglês e mesmo assim é algo que não está completamente assente.
nidade que me foi dada pelo Vignesa Moorthy, o dono do carro, e pelo Team Jebsen por me ter autorizado a participar na prova”, explicou Ávila que ainda não tripulou o pequeno protótipo de construção britânica. “Apenas conduzi o carro na Malásia, mas ainda não tive oportunidade de o conduzir em Zhuhai. Amanhã
temos uma sessão de treinos-livres oficial e quero aproveitar o máximo. Dadas as características do carro, se tivermos a fiabilidade necessária, acredito que seja possível obter um resultado”. Ávila fará equipa com Vignesa Moorthy, de Singapura, e com o francês Philippe Descombes. No domingo, o Radical SR8 será
Álvaro Mourato, Ricardo Lopes e Rui Valente, três pilotos com vasta experiência na cena automobilística de Macau, irão marcar presença nos 1000 quilómetros de Sepang, uma prova de resistência destinada apenas a viaturas de Turismo e que desde 2011 se disputa no mês de Dezembro, colocando assim um ponto final na temporada desportiva do automobilismo malaio. Embora esta seja a primeira participação do trio da Tedco Sport na prova, o circuito de Sepang não é uma novidade para Mourato, vice-campeão do Campeonato de Macau de Carros de Turismo (MTCS), e para Lopes, que este ano foi uma ausência notada no Grande Prémio de Macau. Os dois pilotos macaenses participaram durante este ano em várias provas do campeonato local “Malaysian Super Series” aos comandos de um Proton Satria Neo. Os treinos-livres disputaram-se ontem e hoje decorre a qualificação. A prova de 181 voltas tem lugar no sábado no traçado de Fórmula 1.
Sanfrecce vence primeiro jogo do Mundial de Clubes A equipa nipónica do Sanfrecce Hiroshima venceu, esta quinta-feira, o Auckland City, por 1-0, no jogo inaugural do Mundial de Clubes, em Yokohama, Japão. O médio Toshihiro Aoyama, aos 66 minutos, foi o autor do golo que valeu a vitória aos campeões japoneses sobre o actual detentor do título continental da Oceânia. Aoyama acabou por entrar na história da competição, uma vez que foi o autor do golo 200 do Mundial de Clubes, competição criada em 2000 e que em 2005 sucedeu à Taça Intercontinental. A equipa japonesa segue agora para os quartos de final, onde vai encontrar o Al Ahly, campeão africano de clubes.
sexta-feira 7.12.2012
[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB
SALA 1
IRON SKY [C]
Um filme de: Timo Vuorensola Com: Julia Dietze, Götz Otto, Chistropher Kirby 14.30, 19.30
COLD WAR [C]
(Falado em cantonês e legendado em chinês/inglês) Um filme de: Longman Leung, Sunny Luk Com: Aaron Kwok, Andy Lau, Tony Leung Ka Fai, Eddie Peng 16.30, 21.30 SALA 2
LIFE OF PI [3D] [A]
IRON SKY SALA 3
KILLING THEM SOFTLY [C]
Um filme de: Andrew Dominik Com: Brad Pitt, Richard Jenkins, James Gandolfini 14.30, 19.30
Aqui há gato
IRON SKY [C]
Um filme de: Ang Lee Com: Suraj Sharma, Gerard Depardieu 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Um filme de: Timo Vuorensola Com: Julia Dietze, Götz Otto, Chistropher Kirby 16.30, 21.30
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Tome como alimento. Casta de uva preta, do Minho. 2-Amimar muito a criança (Bras.). Margem elevada do rio. 3-Rim (Ant.). Conta de existência. Inferioridade (Pref.). 4-Tornar-se loiro. Que diz respeito à tua pessoa. 5-Gente do povo, comunal. 6- Dialecto que outrora se falou no norte da França. Nor-nordeste (abrev.). 7-Pessoa sectária do idealismo. 8-Níquel (s.q.). Natural de Macau. 9-Outorgar. Terceiro. O m. q. ionte. 10-De cobre. O m. q. araca. 11-O m. q. enxaimel. Trajar. VERTICAIS: 1-Nome de mulher. Catálogo dos livros condenados pela Igreja. 2-Preguiça, inacção. Desprezara. 3-Vício, moleza. Principal peça do xadrez. 4-Do corrente ano (abrev. lat.). Fazem avançar girando. Onda Média (abrev.). 5-Apertem com atilho. Pequeno poema medieval. 6-Nocivo, danoso. 7-Ilha de Inglaterra. Ir de dentro para fora. 8-Doutor (abrev.). Encostado, cerce. Ruténio (s.q.). 9-Sorris. Bagatelas. 10-Comilão (Fig.). Chinela com planta de pau (Prov.). 11-Cada um dos bordos da boca. Causar pena ou dor.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:30 20:30 21:15 21:30 22:15 23:00 23:30 23:45 00:45 01:15
21:00 22:00 22:30
TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi RTPi Directo TDM Talk Show (Repetição) Resistirei Telejornal Ler + Ler Melhor Regresso a Sizalinda Bocage TDM News Resumo Liga Europa Portugueses pelo Mundo Telejornal – Repetição RTPi Directo
FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Russia vs. Spain Sportscenter Asia 2012 AFF Suzuki Cup 2012 Malaysia vs. Indonesia
31 - STAR Sports 09:00 (LIVE) Emirates Australian Open Day 2 14:00 Hot Water 2012/13 15:00 V8 Supercars Championship Series - Highlights 17:00 (LIVE) Omega Dubai Ladies Masters 2012 21:00 Game 2012 21:30 (Delay) Score Tonight 2012 22:00 Laureus Spirit Of Sport 22:30 Game 2012 23:00 (Delay) Emirates Australian Open Day 2 Highlights INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 A Hora de Baco 15:05 Sexta às 9 15:35 AntiCrise 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Portugal Negócios 17:30 Correspondentes 18:00 Jorge 19:25 Super Diva – Ópera para Todos 19:50 Ler +, Ler Melhor 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:10 Portugal no Coração 30 - ESPN 13:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Netherlands vs. Ukraine 14:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Russia vs. Spain 15:00 AFF Suzuki Cup 2012 Thailand vs. Vietnam 17:00 AFF Suzuki Cup 2012 Singapore vs. Laos 19:00 The Football Review 2012-2013 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 20:00 Smash 2012 20:30 Football Asia 2012/13
40 - FOX Movies 12:30 What’S Your Number? 14:15 Angels & Demons 16:35 Puncture 18:15 The Walking Dead 19:05 The Recruit 21:00 2012 23:40 Big Mommas 41 - HBO 12:00 Unknown 13:50 In The Line Of Fire 16:00 How Do You Know? 18:15 The Producers 20:30 Beastly 22:00 The Lord Of The Rings 42 - Cinemax 13:00 Green Lantern 14:25 Circuitry Man 16:00 The Italian Job 17:40 Making Rome 18:10 Firewalker 19:55 Hanna 21:45 Epad On Max 22:00 Hunted 23:45 Inception
HORIZONTAIS: 1-COMA. PADRAL. 2-ACOCAR. RIBA. 3-RIL. TEM. SUB. 4-LOIREJAR. TI. 5-A. COMUNEIRO. 6-OIL. D. NNE. 7-IDEALISTA. P. 8-NI. MACAENSE. 9-DAR. III. ION. 10-EREO. ARRACA. 11-XAIMEL. USAR. VERTICAIS: 1-CARLA. INDEX. 2-OCIO. ODIARA. 3-MOLICIE. REI. 4-AC. ROLAM OM. 5-ATEM. LAI. E. 6-PREJUDICIAL. 7-A. MAN. SAIR. 8-DR. RENTE. RU. 9-RIS. INANIAS. 10-ABUTRE. SOCA. 11-LABIO. PENAR.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O REI DOS DIAMANTES • Simon Tolkien
1960. David Swain já cumpriu dois anos da pena perpétua a que foi condenado, por ter assassinado o amante da sua ex-namorada, Katya Osman. De madrugada, David foge da prisão e, nessa mesma noite, Katya é encontrada morta na casa do tio - Blackwater Hall.
MAFIAS DA NOITE • Marlon Queiroz
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
Lisboa “a cidade branca”, é celebrada pela sua luz ímpar. Mas quando o Sol se põe e a escuridão toma conta das ruas, quem dita as regras é o mundo da noite. Marcelo Dias é segurança de discotecas. É um profissional frio, calmo, educado, simpático, mas implacável – faz exactamente o que tem a fazer e defende-se com todas as armas ao seu dispor. Afinal, é a própria pele que ele defende. Baseado em factos reais, com relatos arrepiantes num estilo ritmado, coloquial e cru, Máfias da Noite é o primeiro livro em Portugal a falar de eventos que o pacato cidadão que vive de dia e vai ao fim-de-semana à discoteca não pode sequer imaginar terem lugar todas as noites; a desvendar que, por detrás da segurança às portas das discotecas há uma teia de interesses que abarca tráfico de droga e de pessoas, prostituição, chantagem e extorsão, assassinatos, agressões a mando, cobranças difíceis, vinganças entre grupos, mortais negócios de segurança. Este é um romance-verdade, onde vários factos e diálogos são ficcionados, nomes e locais são alterados, para nos dar um fundo de verdade assustadora. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
PARA OS TURISTAS SÓ EXISTE MACAU PÓS-2002 Querem conhecer como era Macau há 10 anos? Gostariam de conhecer de que é que vivia o território antes do ‘boom’ dos casinos? Qual era sua extensão antes de tanta terra ter sido tirada ao mar? E porque é que uma fachada de uma “suposta” igreja ficou como símbolo da cidade? E o que era afinal? Já agora há ali uma torre em cima da Guia que vai dando luz à cidade. Para que é que aquilo serve ou serviu? E porque é que a cidade está repleta de nomes de rua e indicações em português? Gostariam de saber? Sim, falo convosco, queridos turistas. Eu acredito que queiram. Não posso crer que venham a Macau só para conhecer o espectáculo do dragão no Wynn e conhecer a Louis Vuitton no MGM ou andar de gôndola dentro de um casino veneziano. Não posso acreditar. Ninguém me leva nessa. Infelizmente, se gostavam de ver respondidas essas perguntas lamento decepcionar-vos: aqui em Macau não há quem vos forneça estas informações. Não há profissionais - que recebem para tal - com vontade nem conhecimento para vos ensinar (não lhes interessa saber a história do património de Macau nem tampouco a cultura). Eu conto-vos o porquê de estarem condenados a saberem apenas a história pós-2002 - a que se remete unicamente a essas estruturas gigantes com néones. Ficam então a saber que, em Macau, quem vos conduz pelas ruas da cidade por breves segundos (geralmente dentro de um autocarro) até chegarem aos casinos são profissionais com um certificado tirado em três meses. Apenas 180 horas de aprendizagem sobre o que não se prende com a história da vida das pessoas e do lugar onde vivem. Não é isso que lhes paga o salário ao final do mês. E, portanto, de que vale especializarem-se nisso (sim, essa parte é opcional) se só com umas poucas lições estão no mercado prontos a ganhar os seus trocos? E o Governo o que diz? Ah deixemos isso para depois. Logo se vê se há necessidade, até porque a malta que nos visita não quer saber dessas futilidades. Mas atenção: vão criar maneira de arranjar uns quartos mais acessíveis, para aqueles que não têm dinheiro nem vontade de apostar nas roletas deste Macau. Mas vá, um passo de cada vez. Miau que preguiça!
Pu Yi
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opinião
sexta-feira 7.12.2012
Arnaldo Gonçalves
crepúsculo dos ídolos
Reflexões em fim de ano
A
quadra natalícia sugere alguma reflexão mais descontextualizada sobre os problemas com que nos confrontamos no nosso quotidiano e o que podemos esperar do futuro. É minha convicção que as gerações mais velhas que viveram períodos de disrupção social e política têm a obrigação de deixar o seu testemunho à luz das suas vivências para que a memória não se perca no fluir do tempo. Não naturalmente para iconizar o passado, diabolizar o presente ou agoirar o futuro mas para lavrar testemunho. Não existe era na caminhada da humanidade que faça tábua rasa do que ficou para trás embora algum neo-positivismo atávico insista em dizer o contrário. O homem não tem em suas mãos as rédeas completas do seu destino embora haja quem acredite que tudo lhe é permitido, desde alterar as regras da natureza, dessacralizar os comandos éticos que nortearam civilizações ou tratar quem é diferente como uma besta de carga ou um rato de laboratório. Todos nós, os que dedicamos tempo à reflexão filosófica sobre as três interrogações essenciais – donde viemos, o que somos e para onde vamos – estamos preocupados com a inexistência (ou melhor a erosão) de valores na sociedade contemporânea. Dir-se-ia que o homem “moderno” vive para o instante, para o episódico contentamento do último “gadget”, do mais recente produto difundido por um marketing agressivo. A última geração de telefone móveis exemplifica esta febre doentia de estar-se (sempre) na última moda, na última futilidade. Quando falo em valores refiro coisas como honestidade, cordialidade ou probidade. Reconduzindo-me a Kant ou ainda antes a Confúcio “tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem”, isto é, o imperativo categórico. Não creio que esta observância do dever moral mova muita gente. Não é com códigos de integridade ou cartilhas João de Deus que se prodigalizam boas maneiras ou se estimulam boas condutas. Temor e obediência, seguramente, mas não harmonia e elevação moral. Por vezes atribui-se a responsabilidade deste colapso de valores morais às famílias que em razão da evolução dos tempos entregaram a educação das novas gerações à escola e às universidades, desistindo do papel educador e formador que lhes cab(ia) (e). Enquanto, noutros tempos, a comunicação era estimulada, por exemplo à volta das refeições familiares, estas constituem rituais de mutismo com os mais jovens concentrados em jogos de Playstation ou em filmes em iPad perante o encolher de ombros dos progenitores. Outras vezes, a responsabilidade é atribuída à escola. A escola transformou-se num local onde são despejadas as novas
O mundo não está arredado de uma nova guerra mundial de proporções apocalípticas. O perigo existe desde logo na exaltação nacionalista e patriótica que se ouve em vários pontos do globo e no sucesso de políticos sem escrúpulos e de aprendizes de “caudillos”. Como existe na corrida generalizada aos armamentos e ao nuclear apesar dos apelos à contenção e à conformidade com o direito internacional de líderes respeitados gerações, para receberem de forma passiva e em norma acrítica os conhecimentos (a formação) como se a interiorização do saber fosse a fundamental razão da existência do sistema educativo, no seu conjunto, – do ensino primário ao pós-universitário. Perdeu-se de vista que o fundamental da escola é estimular a formulação dos porquês, tornar os jovens cidadãos exigentes e responsáveis atentos ao que se passa na sua comunidade e no seu país. Desconfio que apelos à responsabilidade colectiva (e com vista ao futuro) das actuais gerações não acrescente nada de novo a
esta reflexão. A homilia dos bons costumes é sempre bonita de se ouvir mas dificilmente muda comportamentos erróneos. Não o tenho visto, também na comunidade dos crentes e situo aqui a religião maioritária na minha cultura, a religião católica. Porventura a única esperança de mudança recai nos ensinamentos da vida, na dura experiência dos fracassos. Não há palavras que o possam substituir nem avisos que evitem os erros e as más soluções. O homem é possivelmente o único animal da Criação que é capaz de aprender com os erros e rectificar comportamentos, embora
nem sempre esteja disponível para o fazer. Muitas vezes crê que as soluções para os problemas lhe caiem do céu sem que tenha que erguer um dedo para os resolver. Não creio que o futuro das próximas gerações seja risonho. Estimo-o muito difícil em termos de obtenção de meios para garantir uma vida “boa”, à medida que a população mundial envelhece a olhos vistos, que a renovação das gerações não se faz por dificuldades económicas, que os recursos naturais do planeta continuam a ser malbaratados na ânsia de lucro fácil, que os governos – à esquerda e à direita – escondem os problemas dos eleitorados e adiam as soluções. O mundo não está arredado de uma nova guerra mundial de proporções apocalípticas. O perigo existe desde logo na exaltação nacionalista e patriótica que se ouve em vários pontos do globo e no sucesso de políticos sem escrúpulos e de aprendizes de “caudillos”. Como existe na corrida generalizada aos armamentos e ao nuclear apesar dos apelos à contenção e à conformidade com o direito internacional de líderes respeitados. A política é sempre um exercício de poder disseram, de forma clara e inequívoca, valores do nosso pensamento ocidental como Montesquieu, Hobbes, Nietzsche ou Lord Acton. Numa vitrina de um dos pavilhões do Campo n.º 1 de Auschwitz encontra-se um documento de quatro páginas, manuscrito numa letra elegante, bem desenhada. O documento intitula-se Die Endlösung der Judenfrage e está assinado por Rudolf Franz Ferdinand Hoss, cidadão alemão natural de Baden onde nasceu em 25 de Novembro de 1900 de pais católicos devotos. Foi o Comandante dos Campos de Concentração de Auschwitz-Birkenau durante três anos e meio, vivendo dentro do Campo numa pequena “vila” com a mulher e os três filhos. Rudolf Hoss foi para o campo determinado a fazer “as coisas de forma diferente” e a “gerir de forma mais eficiente o Campo” do que outros em que estivera. Disse no Julgamento de Nuremberga que três milhões de pessoas haviam sido mortas em Auschwitz-Birkenau, dois milhões e meio nas câmaras de gás e quinhentos mil por fome e doenças. Cerca de noventa por cento destas pessoas eram judeus, polacos, ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos, membros de várias minorias e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades. O silêncio preside em Auschwitz-Birkenau assim como a memória dos que foram exterminados em nome de uma ideia “científica” de eficiência, de superioridade de raça e da convicção “patriótica” de uma nação “melhor que as outras”. É um silêncio pesado, amargurante, porque o fantasma das mulheres, das crianças e dos homens que ali foram mortos não nos larga apelando ao nosso dever de consciência e de memória.
sexta-feira 7.12.2012
opinião
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Paul Chan Wai Chi*
19
um grito no deserto
Primeira ronda de intervenções
O
Grande Prémio trouxe muita agitação à cidade. Após a sua conclusão teve início na Assembleia Legislativa o debate anual sobre as diversas áreas da administração. Os debates passam em directo na televisão e são bastante aborrecidos porque a forma como decorrem não é a mais correcta. Não existem diálogos directos, de pessoa para pessoa, com perguntas e respostas entre os deputados e os membros do governo, nem debates do tipo olho por olho, dente por dente. A prática adoptada é a de vários deputados produzirem as suas intervenções em sequência para depois os membros do governo reponderem de forma genérica sobre todas as questões colocadas. Basicamente cada deputado tem 30 minutos para emitir a sua opinião, mas na primeira ronda tiveram direito a apenas 15 minutos. E o que foi feito dos outros 15? Normalmente não há segunda ronda para o debate de cada área administrativa que demora apenas dois, das 15 às 20h. Quando o tempo chegou ao fim, o debate acabou e os 15 minutos que estavam em falta desapareceram. Quer isto dizer, que talvez o corpo legislativo de Macau não precise de deputados para levar a cabo debates. Nos debates da assembleia Legislativa de Hong Kong os seus membros usam todo o tipo de estratagemas durante os temas mais controversos para ganhar tempo, ou retardar e impedir o voto de uma proposta de lei. Em Macau acontece precisamente o contrário. São os membros do governo que usam todo o tipo de estratagemas para gastar tempo. Estão estipulados dois dias para debater cada área administrativa. A primeira parte do dia dura das 15 às 17h15, o tempo para ouvir as intervenções de seis deputados, ao que se segue a resposta e a exposição do respectivo Secretário que não tem limite de tempo. Às 17h15 há um intervalo de 30 minutos para lanche. O debate recomeça às 17h45 para mais seis depoimentos e a respectiva resposta. Se algum deputado não esgotar os seus 15 minutos esse tempo pode ser usado por quem ainda não falou. Tal como os outros oradores da primeira parte que têm prioridade sobre os outros, e embora tenha sido o primeiro a falar, inscrevi-me também como primeiro orador da segunda parte, mas não cheguei a ter oportunidade de o fazer. Tomemos como exemplo o debate sobre a área da administração e da Justiça. No primeiro dia inscreveram-se 24 deputados para intervirem durante os dois dias. Tive sorte de ter sido o primeiro a falar no primeiro dia. A secretária Chan fez uma introdução que durou 20 minutos. Depois disto, falei eu. Logo após ter falado carreguei no botão para voltar a
intervir. Consequentemente seria o primeiro a falar na segunda ronda. No primeiro dia falaram 12 deputados. Como no segundo dia não houve introdução deveria haver mais tempo para os deputados exporem as suas opiniões. No entanto depois de seis deputados terem falado o governo só respondeu às 17h15 ainda durante a primeira parte do debate. Na segunda parte falaram mais seis deputados. Por volta das 19h17, falou um novo deputado. Pensei que ainda teria hipótese de intervir mas tal nunca chegou a acontecer. A forma como este debate está organizado é pior do que no tempo da Administração Portuguesa. A única coisa boa é os deputados ficarem silenciosos, não darem opiniões e serem impedidos de emitir depoimentos que
A forma como este debate está organizado é pior do que no tempo da Administração Portuguesa. A única coisa boa é os deputados ficarem silenciosos, não darem opiniões e serem impedidos de emitir depoimentos que provoquem discórdia. Que sentido faz ser deputado se não se pode debater os assuntos?
provoquem discórdia. Que sentido faz ser deputado se não se pode debater os assuntos? Como é que este tipo de debates beneficia a ecologia política e a formação de novos talentos políticos de Macau? Diz-se que Macau tem falta de talentos. Se olharmos para a forma como decorrem os debates na Assembleia Legislativa, percebemos porquê. Para quem não quer ouvir opiniões ou sequer falar, a primeira ronda é mais do que suficiente. Mas para quem quer falar em nome dos cidadãos a primeira ronda torna-se a última. Macau está realmente diferente depois da Transferência de Soberania. *Deputado e membro da Associação Novo Macau Democrático
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
sexta-feira 7.12.2012
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c a r t o on
O DOMADOR
por Steff
Taiwan apreende lingotes de ouro
A polícia de Taiwan apreendeu lingotes de ouro avaliados em mais de 30 milhões de patacas, no âmbito de uma investigação de lavagem de dinheiro, indicaram ontem as autoridades locais. A rede, gerida por dois homens, foi acusada de recrutar sem-abrigo no centro de Taiwan para abrir pelo menos 19 companhias fictícias de joalharia desde 2006 para lavar dinheiro do exterior através da venda de ouro, referiu o ministério público, citado pela agência noticiosa francesa AFP. Os lingotes de ouro, de vários tamanhos, pesando 64 quilogramas no total foram apreendidos na quartafeira num dos maiores casos do género, segundo indicaram as autoridades. Os dois suspeitos foram interrogados, a par de mais 26 pessoas, pelo seu alegado envolvimento nas operações de lavagem de dinheiro. Segundo a imprensa local, os clientes eram sobretudo oriundos do interior da China e de Hong Kong.
Cathay Pacific obrigada a pagar
A companhia aérea de bandeira de Hong Kong, a Cathay Pacific, informou ontem que terá de pagar 94 milhões de patacas à entidade reguladora do comércio australiana para resolver um caso de fixação de preços de carga. A Comissão de Concorrência e Consumo (ACCC) intentou uma acção judicial, em 2009, contra a transportadora aérea de Hong Kong por alegados acordos de fixação de preços com mais de 70 companhias de transporte de carga internacionais entre 2000 e 2006. Na sua página electrónica, o organismo afirma que os acordos serviam para fixar preços de sobretaxas de combustível e de segurança, entre outras aplicadas à carga transportada pela companhia. “A Cathay Pacific declarou-se culpada de certas violações da Lei de Práticas de Comércio da Austrália”, referiu a companhia num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong.
Coreia do Norte gastou milhões
A Coreia do Norte gastou ao longo deste ano o equivalente a 317 milhões de patacas no culto da dinastia Kim, que dirige o país com mão de ferro desde a década de 1940, indica um relatório do Governo da Coreia do Sul divulgado ontem. Retratos gigantes de Kim Il-Sung, fundador da República Popular Democrática da Coreia e do seu filho Kim Jong-Il, pai do actual líder Kim Jong-un, foram pintados em 400 locais, tendo sido gastos 245 milhões de patacas, revelou o Ministério da Unificação. Por outro lado, Pyongyang apostou também na construção de novas estátuas em honra dos dois líderes já falecidos, o que justificou uma despesa adicional de 72 milhões de patacas.
UE Orçamento comunitário aprovado
Autoridades notificadas de um caso da doença de Creutzfeldt-Jakob
O fantasma das Vacas Loucas
O
S Serviços de Saúde (SS) foram, ontem, notificados de um caso altamente provável da Doença de Creutzfeldt–Jakob (DCJ) no Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ). A doente, residente de Macau e submetida recentemente a uma cirurgia cerebral em Hong
Alemanha aprovou envio de mísseis
O Governo alemão aprovou o envio de mísseis “Patriot” de defesa antiaérea para a Turquia que permitam a defesa em caso de ataque da Síria. Thomas de Maiziere, ministro da Defesa, anunciou hoje que duas baterias com um total de 400 soldados serão enviadas para a zona de fronteira por um período de um ano. A decisão governamental tem de ser endossada no Parlamento alemão, mas o apoio está garantido e deverá ser anunciado ao final do dia de ontem. A Aliança Atlântica decidiu esta semana a aprovação do envio de armas para prevenir ataques fronteiriços contra a Turquia.
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Kong, tem todos os sintomas que levam os SS a equacionar a hipótese. Os médicos especialistas da área da Neurologia, de acordo com as manifestações clínicas, os resultados da eletroencefalografia (EEG), da ressonância magnética e do teste da proteína cerebral 14-3-3 no LCR, entre
outros exames, diagnosticaram que a doente é um caso altamente provável da doença de Creutzfeldt–Jakob do tipo esporádico. A doença de Creutzfeldt-Jakob, também conhecida como encefalopatia espongiforme transmissível, divide-se em “DCJ clássica” e “variante da DCJ”. A variante da DCJ está relacionada com a doença das Vacas Loucas e a DCJ clássica é subdividida em 3 tipos : esporádico, genético e iatrogénico. A causa dos casos esporádicos é, no entanto, desconhecida. Os sintomas da doença de Creutzfeldt-Jakob, demência progressiva, ataxia, convulsões irregulares e visão turva, entre outros. Para o diagnóstico definitivo é necessária a realização de um exame patológico do tecido cerebral e, geralmente, em vida somente se pode proceder ao diagnóstico provável. Os SS salientam que, apesar de, teoricamente, a doença de Creutzfeldt-Jakob ser transmissível pelos instrumentos cirúrgicos, nunca ocorreu nenhum caso de transmissão nos hospitais que implementam medidas de esterilização modernas. Para já, e visto que a doente teve a cirurgia num hospital de Hong Kong, os SS já comunicaram todas as informações ao departamento de saúde de Hong Kong para o devido acompanhamento.
Os 27 Estados-membros da União europeia aprovaram esta quintafeira a proposta de orçamento comunitário para 2013 e os pagamentos de 2012 relativos a vários programas. A nova proposta, apresentada pela Comissão Europeia a 26 de Novembro, foi hoje aprovada pelos ministros da Justiça e dos Assuntos Internos europeus. Nesta proposta, a dotação de autorizações - aquilo que a UE pode comprometer-se a gastar - é de 1,5 biliões de patacas e a dotação para pagamentos pagamentos reais feitos - é de 1,3 biliões de patacas.
Mulher mata filho por não decorar Corão
A justiça britânica considerou culpada, esta quarta-feira, uma mulher acusada do homicídio do próprio filho, de sete anos, a quem batia porque a criança não conseguia memorizar o Corão. De acordo com as atas do tribunal de Cardiff, no país de Gales, Sara Ege, de 33 anos, tratava o filho “como um cão”, batendo-lhe com um pau quando este não conseguia memorizar os versos do Corão. Inicialmente a polícia britânica pensava que a criança tinha morrido após um incêndio na casa da família, em Julho de 2010, mas as análises revelaram que a criança estava morta antes do fogo ter começado. A mãe começou por negar o homicídio, atribuindo a culpa ao marido.