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Hoje Macau 7 NOV 2012 #2729

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUARTA-FEIRA 7 DE NOVEMBRO DE 2012 • ANO XII • Nº 2729

TEMPO MUITO NUBLADO MIN 22 MAX 28 HUMIDADE 50-85% • CÂMBIOS EURO 9.5 BAHT 3.7 YUAN 0.7

O Hoje Macau viaja ao mundo do jogo patológico

Asiáticos são os mais viciados

GRANT BOWIE

Macau tem de ser um lugar único PÁGINA 5

DIPLOMACIA PORTUGUESA

Torres Pereira é o novo embaixador em Pequim

Investigadores presentes em conferência promovida pelo Instituto Politécnico de Macau não têm dúvidas: “Em todo o mundo não há povo que supere os asiáticos na arte de apostar em casinos”. Fomos tentar perceber o que leva uma pessoa a gastar milhões e qual o processo de recuperação dos dependentes do jogo. Na hora de curar o vício, a responsabilidade terá de ser partilhada, defendem. PÁGINAS 6-7

PÁGINA 2

SPORTING DE MACAU

Demissão de treinador é assunto encerrado PÁGINA 16 PUB

DSEJ RESPONDE A AUDITORIA

CHINA COMISSÃO MILITAR CENTRAL

SEM DESPERDÍCIO DE DINHEIROS

QUEM ASSUMIRÁ A LIDERANÇA?

PÁGINA 3

CENTRAIS


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política

Associação quer ver normas anti-tabaco nos casinos melhoradas

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

A

quarta-feira 7.11.2012

Associação de Vanguarda do Jogo de Macau (VJM) entregou ontem uma carta ao Governo onde pede alterações às novas normas sobre os espaços de fumo nos casinos. Desejam que o Executivo faça alterações de acordo com as mesas de jogo existentes nos casinos, por forma a que as áreas de fumadores e não-fumadores tenham igual dimensão. Pedem ainda uma maior supervisão junto das concessionárias, para que as mulheres grávidas e empregados possam estar menos expostos ao fumo do tabaco. Mas para o futuro a VJM deseja mesmo que o ambiente dos casinos esteja completamente livre do fumo do tabaco. “As novas normas contém lacunas e são pouco claras. Esperamos que as autoridades venham a definir quais as áreas com mesas de jogo

Extinção total do fumo para fumadores, e queremos que seja regulamentada a proibição da venda de tabaco nas mesas de serviço. Mas gradualmente gostaríamos que essa proibição fosse totalmente implementada o mais depressa possível”, disse o presidente da VJM, Ieong Man Teng.

FALTA DE CUIDADOS DE SAÚDE

Ieong Man Teng acusa ainda as concessionárias de não terem implementado directrizes quanto à saúde dos seus funcionários. “Somos empregados de casinos e, de acordo com as nossas fontes, seis empresas de jogo não realizaram essas directrizes, incluindo a oferta de exames regulares, a compra de

seguro de saúde e a definição de turnos nas áreas de não-fumadores”. Tais regras tinham sido propostas em sede de comissão da Assembleia Legislativa (AL).

Pereira Coutinho pede sistema de rotatividade nos grupos e comissões do Executivo

Jorge Torres Pereira é o novo embaixador de Portugal na China

Muito tempo no poleiro

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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OSÉ Pereira Coutinho quer saber se o Governo vai acabar com a permanência vitalícia de alguns cargos na Administração. O assunto já não é novo, mas o deputado torna a insistir na questão, através de uma interpelação escrita ontem divulgada. Em Maio deste ano, Pereira Coutinho, que é também presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM), questionou o Executivo sobre a possibilidade de existir rotatividade dos membros de comissões ou grupos consultivos, como acontece com a Comissão de Avaliação das Remunera-

ções dos Trabalhadores da Função Pública. O deputado refere o Grupo Consultivo para o Desenvolvimento de Terrenos como um dos exemplos de um dos grupos em que deveria haver essa rotatividade. A resposta, contudo, nunca chegou. “No dia 29 de Junho do corrente ano, o Director Substituto da Direcção dos Serviços de Finanças não respondeu à minha pergunta quanto à questão da extensão da rotatividade dos membros às outras comissões ou grupos consultivos criados pelo Governo.”

INSISTÊNCIA

À falta de resposta, Pereira Coutinho volta agora a in-

terpelar o Governo sobre a questão, perguntando directamente se o Governo vai ou não aplicar o sistema de rotatividade às comissões, conselhos e grupos consultivos criados pela Administração. Isto porque, refere, há muita acumulação de cargos que poderia ser evitada se fosse aplicada o mecanismo de rotação. “Existem dezenas e centenas de associações que se dedicam ao mesmo ramo profissional, social, cultural, desportivo e religioso [e este sistema] permitiria uma maior participação e evitava a permanência quase vitalícia de alguns membros nos organismos.” Mas as questões de Pereira Coutinho vão mais além. O deputado diz não compreender quais os critérios para que determinados elementos sejam nomeados e renomeados sistematicamente, permanecendo sempre nos mesmos cargos e questiona o Executivo sobre o assunto. Na carta de Pereira Coutinho ao Governo há ainda outro pedido, que incide sobre a divulgação dos currículos dos membros das comissões, conselhos e grupos consultivos em Boletim Oficial. “Isto, tendo em consideração que a maioria da população de Macau desconhece os referidos membros.”

“O Governo deve fazer bem o trabalho de supervisão, tomando a iniciativa de promulgar regulamentos para implementar a total proibição do tabaco nos casinos,

para que a saúde dos funcionários possa ser protegida, bem como promover a distribuição de orçamento para despesas médicas”, acrescentou Ieong Man Teng. “Há associações que dizem que a extinção total do fumo vai levar a perda de clientes. Mas o Governo tem de olhar para o desenvolvimento sustentável da população enquanto se desenvolve o centro mundial de turismo e lazer. Se a extinção total do fumo for considerado um passo importante junto da comunidade internacional, até pode aumentar a competitividade do sector e atrair mais turistas. As vantagens superam as desvantagens”, disse.

A dança das cadeiras S

AI Tadeu Soares, que vai para Espanha, e entra Jorge Torres Pereira, que saiu da Tailândia. Esta é a mudança que ocorre na Embaixada de Portugal em Pequim. Em Macau também uma alteração: o posto de chefia de missão será ocupado por Vítor Sereno. Portugal vai fazer o segundo movimento diplomático este ano, que abrange 23 postos e em que deixa de haver embaixadores políticos, disse ontem à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Segundo a mesma fonte, pela primeira vez o Ministério dos Negócios Estrangeiros vai ter uma mulher, Ana Martinho, como chefe da carreira diplomática (secretária-geral) e em 23 postos abrangidos por este movimento o número de mulheres passa de três para seis. Para embaixador em Madrid foi designado Tadeu Soares, actualmente em Pequim; para a Santa Sé António Almeida Ribeiro (actual secretário-geral do MNE); o novo embaixador em Paris passa a ser Morais Cabral (actual embaixador de Portugal junto das Nações Unidas); Jorge Torres Pereira, actualmente na Tailândia, é o novo embaixador em Pequim; O novo embaixador nas Nações Unidas é Álvaro Mendonça e Moura, actualmente em Madrid. A nova secretária-geral passa a ser Ana Martinho, actualmente embaixadora junto da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que foi directora-geral de administração do Ministério dos Negócios Estrangeiros e trabalhou na presidência da Comissão Europeia. Os embaixadores políticos vão deixar de existir, sendo que todas as chefias de missão

vão ser ocupadas por diplomatas profissionais e a idade média dos embaixadores em posto passa dos 61 para os 55 anos.

MUDANÇAS A DUPLICAR

Trata-se do segundo movimento diplomático verificado este ano, e, segundo a mesma fonte do MNE, todo o processo de escolha de nomes foi coordenado entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Presidente da República e o primeiro-ministro e os respectivos pedidos de acordo foram já feitos aos países onde os embaixadores portugueses devem ser acreditados. O novo embaixador em Díli passa a ser Manuel de Jesus, especialista em cooperação e ex-vice-presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD); o actual director-geral da administração do MNE, José Augusto Duarte, vai ser o novo embaixador em Maputo; Paulo Vizeu Pinheiro é o novo embaixador junto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), encontrava-se no gabinete do primeiro-ministro e foi director-geral de Política de Defesa Nacional. O novo embaixador em Argel passa a ser António Gamito; na Tailândia, Barreira de Sousa; em Belgrado, Augusto Peixoto; em Havana, Fernando Alberty; em Kinshasa, João Corte-Real; em Lima, Helena Almeida Coutinho. Os postos de chefia de missão a serem preenchidos por encarregados de negócios são: Harare, Gabriela Soares de Albergaria; Ramallah, Francisco Vaz Patto; Tripoli, Isabel Pedrosa; Consulado-Geral Macau, Vítor Sereno; consulado-geral Nova Iorque, Manuela Franco.


quarta-feira 7.11.2012

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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“

ÃO concordamos que haja algum curso indevidamente autorizado.” Kok Sio Lai é peremptória: a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) não concorda com nada do que foi dito pelo Comissariado de Auditoria (CA) sobre as falhas na gestão do Programa de Aperfeiçoamento e Desenvolvimento Contínuo. Ontem, em conferência de imprensa realizada especificamente para falar sobre o relatório que apontou “deficiências” ao trabalho da entidade, a subdirectora da DSEJ descartou todas as acusações e negou todas as lacunas apontadas pelo CA. “Todos os cursos foram autorizados de acordo com diplomas legais e critérios e não houve autorização indevida de cursos.” Esta semana, um relatório do CA dava conta de um desperdício de, pelo menos, 22 milhões de patacas do erário público por “deficiências de vários níveis” na execução, gestão e fiscalização do programa que prevê a entrega de cinco mil patacas aos residentes de Macau que pretendam começar ou continuar a sua formação. As conclusões apontavam para cursos autorizados depois do prazo determinado por lei, cursos autorizados sem cumprirem todos os critérios necessários e ainda classificação de instituições como “honestas” sem que estas tivessem sido, na verdade, fiscalizadas. A DSEJ leu a análise do CA mas não lhe dá qualquer crédito, desmentindo que tenham existido qualquer tipo de falhas. “O processo de autorização foi sempre conforme ao regulamento”, frisou Kok Sio Lai. Também o Chefe de Divisão da DSEJ e responsável pelos cursos, Ao Kam Meng, diz categoricamente que as autorizações foram feitas com “muito rigor” e dentro dos conformes. “O Comissariado diz que houve irregularidades, mas não concordamos.”

EXPLICAÇÕES E JUSTIFICAÇÕES

Os responsáveis da DSEJ analisaram ponto a ponto as acusações e, para todas, têm uma justificação. Segundo o CA, a DSEJ classificou, erradamente, 28 instituições como honestas, sem sequer

política

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Auditoria DSEJ nega qualquer falha na gestão do Programa de Aperfeiçoamento e Desenvolvimento Contínuo

Em discordância convicta

Não houve qualquer irregularidade, tudo foi feito de acordo com os regulamentos e é dada a garantia que todas as instituições foram fiscalizadas. A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude descarta todas as acusações apontadas pelo Comissariado de Auditoria à gestão do Programa de Aperfeiçoamento e Desenvolvimento Contínuo e diz mesmo que não houve qualquer desperdício do erário público. O programa é para continuar da mesma forma

aumentar as capacidades dos residentes. No início queríamos ter quantos mais cursos que pudéssemos para que os cidadãos pudessem escolher e autorizamos cursos por isso. O CA fala em mais de cem milhões, mas isto era se todos os cursos tivessem sido ministrados e alguns ainda não foram. Se todos fossem ministrados era superior a cem milhões. Não houve desperdício de dinheiro público porque os residentes tiveram oportunidade de ter cursos para aumentar a sua capacidade.” No entanto, e como referiu a própria DSEJ, o programa é para continuar nos mesmos moldes, uma vez que a entidade considera estar a fazer tudo bem. Isto implica, portanto, que os cursos autorizados de forma “indevida”, como aponta o CA, continuem a ser pagos. O montante da despesa pode, por isso, ascender aos 108 milhões como prevê o CA. O relatório do CA fala em 594 cursos que, segundo os critérios de valoração, deveriam ter sido eliminados e 402 cursos de 32 instituições que terão sido aceites fora do prazo. A DSEJ justifica um problema no sistema informático e afiança ter recibos que comprovam que as contas das instituições foram abertas dentro do prazo. Recibos que, no entanto, nunca terão sido vistos pelo CA porque foram destruídos logo após a abertura das contas. Uma política da DSEJ que justifica que o recibo servia apenas para confirmar que a conta foi aberta, podendo ser deitado fora de imediato.

INDECISÕES

ter feito a fiscalização – ‘in loco’ e/ou através de sistema informático. Ao Kam Meng nega. “Temos um mecanismo de inspecção ‘in loco’ ou através de documentos e do sistema informático. Consideramos isto muito importante e fiscalizamos mais de três mil instituições, emitimos mais de 300 advertências verbais e mais de 30 por escrito. Achamos que a fiscalização foi correcta e o regime razoável e não faltou fiscalização. Se as instituições foram tidas como honestas foi porque o regime de classificação indicou assim.” O chefe de divisão admite que nem

todas as instituições inscritas para ministrar cursos de formação contínua podem ser vistoriadas ‘in loco’ – algo que nunca tinha sido referido antes -, mas garante que todas são vistoriadas através do programa de informática. “Eu acredito no programa informático a 100%. A fiscalização in loco não é feita em todas, só seleccionamos alguns cursos, mas no sistema informático estão todos os cursos. Há garantia neste aspecto.” Terá sido precisamente esse programa que detectou, já em Março e antes do relatório do CA, uma das fraudes apontadas pelo organismo:

um formador de um curso inscrita na sua própria aula como formando. A DSEJ garante que tratou do caso e “solicitou a restituição do dinheiro” à DSEJ, bem como emitiu um aviso à instituição. Ao Kam Meng não referiu quantos destes casos aconteceram nem se o valor do subsídio foi ou não devolvido.

DESPERDÍCIO? QUAL DESPERDÍCIO?

A DSEJ lamenta que possam haver “mal-entendidos” face ao Programa de Aperfeiçoamento e Desenvolvimento Contínuo com o relatório do CA, com a qual os res-

ponsáveis afirmam discordar totalmente. Apesar de dizer respeitar a análise do comissariado e admitir que possa haver espaço para melhorias, Kok Sio Lai recusa a aceitar a acusação de que houve desperdício do erário público devido a existirem cursos alegadamente autorizados de forma indevida. Isto porque considera que só o objectivo do programa é já motivo suficiente para não se chamar desperdício às despesas de 22 milhões de patacas – e que podem ascender a 108 milhões. “Na verdade, o dinheiro gasto não pode ter sido como desperdício porque a razão era

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O comissariado sugere mais critérios e regras. A DSEJ promete que vai melhorar os trabalhos, mas alega mal entendidos na percepção do CA. Certo é que os dois órgãos do Governo estão em total desacordo e apenas se sabe, para já, que os cursos continuarão a ser admitidos da mesma forma que até agora. O Programa de Aperfeiçoamento e Desenvolvimento Contínuo é importante, diz Kok Sio Lai, e todos os cursos autorizados vão continuar a ser pagos. A DSEJ vai ter em atenção as “críticas construtivas” do comissariado, mas continua a bater o pé a todas as acusações. Resta saber, por isso, se haverá mais debate em torno do assunto, uma vez que a discordância entre os dois órgãos não traz nenhuma conclusão.


política

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quarta-feira 7.11.2012

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CPCP reúne-se no final de Novembro

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Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas vai reunir-se no final deste mês, em Lisboa, e discutir o parecer final sobre a nova lei do Conselho das Comunidades, disse hoje à agência Lusa o presidente daquele órgão, Fernando Gomes. “As últimas comissões vão reunir em breve com o secretário de Estado e esta reunião que se realizará a 28, 29 e 30 de Novembro servirá para que seja definido um parecer sobre a proposta de alteração da lei que precisa de ser ajustada a uma nova realidade”, salientou Fernando Gomes, destacando “algumas limitações de funcionamento prático” no actual modelo. Entre as questões que o Conselho Permanente vai abordar está a da tutela do Conselho das Comunidades, actualmente a responder directamente ao Secretário

GONÇALO LOBO PINHEIRO

Discutir a Lei do Conselho das Comunidades

de Estado das Comunidades, mas sobre a qual existe uma proposta para que passe para a Assembleia da República. Fernando Gomes disse que tem noção de eventuais dificuldades em proceder à mudança no quadro actual definido que está o Orçamen-

to de Estado, mas defendeu maior agilização da actuação do Conselho para que este seja mais útil ao país. “Temos de analisar todas as vertentes, todas as possibilidades e defender um quadro que seja benéfico para o funcionamento do Conselho das

Comunidades e seja útil ao país enquanto mecanismo de consulta que pode ajudar na definição de muitas políticas, mas também pode ser um mecanismo de promoção do nome de Portugal no espaço de cada uma das comunidades representadas”, concluiu.

A reunião do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, que estava inicialmente agendada para os dias 8, 9 e 10 de Outubro, em Lisboa, foi cancelada em Setembro por falta de verbas, anunciou na altura Fernando Gomes.

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PEDIDO DE DESCULPAS PARA PUBLICAÇÃO EM DOIS JORNAIS, UM DE EXPRESSÃO CHINESA E OUTRO DE EXPRESSÃO PORTUGUESA IN KAM SENG, Inspector Aposentado da Polícia Judiciária, residente em Macau, vem, em cumprimento do douto Acordão de 31 de Maio de 2012 do Tribunal de Segunda Instância, proferido no processo de recurso penal nº 792/2010, e do despacho de 24 de Outubro de 2010 do TJB no processo nº CR4-09-0160-PCC apresentar publicamente as suas desculpas ao Exm.º Sr. Dr. WONG SIO CHAK, Director da Polícia Judiciária de Macau e ao Exm.º Senhor ADRIANO HO HOU HON, Inspector da Polícia Judiciária, pessoas com as quais não teve nem tem nenhum conflito ou dissidência, pelo facto de ter escrito e divulgado em Macau em foruns da NET, entre 2006 e 2009, textos que reconhece hoje, sem margem para dúvidas, que foram ofensivos da honra, imagem e bom nome dos dois Ilustres visados e ofendidos, nomeadamente os textos que titulou de “As pessoas de Hong Kong sofrem por tratamento injusto em Macau” e de “Os seis pecados do Director da PJ, Wong Sio Chak”, reconhecendo que o texto e conteúdo dos escritos e a sua divulgação, quer pelos textos em si mesmos, quer pelos factos neles narrados, não correspondem à verdade e que, reconhece, contêm expressões falsas, inapropriadas, indevidas e difamatórias, sem motivo que o justificasse, ofenderam os visados, reconhecendo ter tido, com a autoria e a divulgação deles feita, um comportamento difamatório dos visados, com relevância criminal, que ditaram a sua condenação judicial, lamentando e estando arrependido dos factos praticados, razão por que, através deste anúncio, expressa, publicamente, as suas sinceras desculpas aos Exm.ºs Senhores Dr. Wong Sio Chak e Adriano Marques Ho, pedindo-lhes que o desculpem pelos referidos factos, que traduziram um comportamento de que, mais do que, e para além da sua condenação, lamenta profundamente. Feito em Macau, aos 01 de Novembro de 2012. In Kam Seng

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Num “email aberto”, o presidente daquele órgão afirmava que foi “com enorme pasmar” que recebeu uma carta do Gabinete de Ligação ao Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) informando do cancelamento do encontro nas datas previstas por “insuficiência de verba”. Sobre a possibilidade colocada então pelo gabinete de realizar a reunião até final do ano, Fernando Gomes questionou a utilidade do encontro. “O órgão de gestão e executório do Conselho das Comunidades não reúne por reunir e o ‘timing’de outubro não foi à toa”, explicou, salientando que, naquele mês, “são apresentadas as primeiras iniciativas parlamentares e que o próprio Governo está a elaborar o orçamento”. O CCP é o órgão de consulta do Governo em matéria de emigração.


quarta-feira 7.11.2012

Rita Marques Ramos Rita.ramos@hojemacau.com.mo

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terceira fase de desenvolvimento da indústria do jogo em Macau já não vai lá com imitações de Las Vegas. Esta é, pelo menos, a opinião do director executivo do MGM China, Grant Bowie, um dos oradores do painel “O Elo de Ligação Entre os Casinos e o Desenvolvimento Económico na Ásia” inserido no programa da 7.ª Convenção Internacional da Juventude Teochew, que levou ontem de manhã seis representantes de operadoras de casinos locais ao Venetian. As palavras de ordem são “determinação” e “flexibilidade”, garante, para conseguir diversificar a oferta dos casinos e manter a indústria sustentável em Macau. “Macau tem de ser único e não uma cópia de outro lado do mundo”, disse Grant Bowie. “Temos de nos reinventar constantemente, não podemos fiar-nos nas réplicas, já não é uma certeza que vão resultar.” Nesse sentido, Macau necessita de criar uma marca, aproveitar a influência portuguesa e a relação com a China, para alcançar as correntes e futuras expectativas dos clientes, explica. “O novo desafio é tentar perceber quão mais eficazes podemos ser na colaboração com o Governo local e central, com as indústrias, com a comunidade e outras entidades.” Nunca descurando o património histórico de Macau, acrescenta Robet McBain, director financeiro da SJM. “Nesta altura da história, Macau devia considerar a melhor forma de usar o legado que tem como oportunidade de seguir em frente, mantendo-se como destino único”, frisou. “Macau tem muito a fazer para manter e preservar a sua receita única - cultura, sabores este/ oeste”, exemplificou. No entanto, a comunicação com a Administração é vista comummente pelos dirigentes das concessionárias do jogo em Macau, como uma vantagem. “As operadoras aqui trabalham juntas com o Governo numa solução sobre os interesses conjuntos e o que pode vir a funcionar no território”, começou por explicar Edward Tracy, director executivo da Sands China.

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Grant Bowie, director executivo do MGM, acredita na diversidade da indústria

“Macau tem de ser único e não uma cópia de outro lugar do mundo” A cara à frente do MGM disse ontem que Macau tem de se reinventar constantemente para manter o seu estatuto de gigante asiático do jogo. Macau já não vai lá com “réplicas” porque é incerto que vá resultar, disse Grant Bowie, ao lado de outros dirigentes de operadoras de jogo locais. Em seu entender, o futuro prende-se com a diversidade de atracções que os casinos podem oferecer a legalização e liberalização do jogo”, reforça Bowie.

DIVERSIFICAR É O NOVO MOTOR

“Trabalhamos juntos num melhor futuro para Macau”, realçou, através de “políticas de melhor qualidade do ar, restrições de idade

de entrada nos casinos e de impostos criados”. O apoio e a experiência nas relações estabelecidas com o Executivo, nomeada-

mente “em matéria de regular o mercado e criar jurisdições no sector do jogo”, deve ser uma arma face a outras nações que “olham agora para

Mas o futuro, explicam os representantes das operadoras, tem de ser marcado pela diversificação. “Espectáculos e entretenimento” é a aposta de Ted Chan, director executivo da Melco Crown Entertainment, naquela que poderá vir a ser a “nova fórmula de Macau”. Embora o turismo do jogo não vá sofrer abrandamento nos próximos cinco a dez anos, realçou, até porque “com a ligação entre Macau, Hong Kong e Guangdong vão aparecer mais clientes” mas vão querer “desfrutar de mais além do jogo”. Ian Coughlan, presidente do Wynn Macau, explica que a aposta já tem vindo a ser outra, “os quartos

duplicaram, bem como as lojas, a restauração e lazer mas também as exposições” pelo que, o Cotai também vai ser um palco diferente de lazer. O director de Estratégia e Planeamento da Galaxy Entertainment, Roland To, lembrou a história do financiamento da indústria do jogo que, neste momento, tem um capítulo novo. “Tivemos investidores americanos para ajudar a construir os fundos e trazer possibilidade de gerar dinheiro”, evidencia. Mas foi um tempo em que os mercados financeiros não ajudaram a avançar, explica Bowie, ao identificar os desafios na vontade de construir um bom nome. “Nos últimos cinco meses voltámos ao mercado e sentidos mais confiança e facilidade no investimento local. Hoje têm certeza nas oportunidades.”

O sistema financeiro está de boa saúde mas há desafios, indica Anselmo Teng

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Mercado bancário sem oscilações

NSELMO Teng, presidente da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), foi um dos seis representantes do Governo a estar presente na 7.ª Convenção Internacional de Juventude Teochew para apresentar a RAEM. O crescimento financeiro não é algo que preocupe o responsável embora ressalve a

necessidade de rever as directivas de um progresso auto-sustentável. “O sistema bancário está num bom caminho de crescimento e a Autoridade Monetária vê um maior desenvolvimento económico dos bancos”, salientou. No entanto, disse, é necessário “promover mais crescimento, identificar mais

oportunidades e promover um ambiente mais sustentável.” A crise financeira global não chegou para derrubar a estabilidade do sistema que se “mantém intocável”, indica Anselmo Teng, mas só é assim porque Macau se foca “mais em Hong Kong e no continente”. Actualmente, a gestão e a taxa de risco dos 29 bancos de Macau está firme, garante, mas é preciso pensar em novas medidas, como uma alteração legislativa, avança, sem especificar. “Devemos confiar em especialistas para rever o nosso sistema bancário”, ou seja, “abrir a porta a organismos internacionais para virem a Macau”. O Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Interior da China e Macau (CEPA), por exemplo, tem possibilitado importantes iniciativas para o sector financeiro ao promover a cooperação regional. “Todos os bancos vão

conseguir ter mais diversificação sustentável”, refere. Desde que são travados negócios na moeda chinesa, o yuan, com Portugal e países de Língua Portuguesa, o mercado financeiro tem sentido um impulso, explicou ainda. A mesma opinião é partilhada por Chan Tze Wai, vice-directora dos Serviços de Economia, que também participou no primeiro painel da Convenção “A RAEM desde 1999: Olhar Atrás e Seguir em Frente”. “Os acordos do CEPA proporcionaram o desenvolvimento da economia através do maior número de visitantes, além de possibilitar explorar mais mercados “ disse Chan Tze Wai. Por isso, há também outro desafio advindo do maior número de negócios criados. “As pessoas dedicam grande importância à protecção intelectual, por ano há mais de 9000 candidaturas de empresas ou empresários.” – R.M.R.


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Em todo o mundo há viciados nas mesas de jogo, mas não há nenhum povo que supere os asiáticos na arte de apostar nos casinos. O Hoje Macau falou com académicos do Canadá, Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, para perceber o que leva uma pessoa a investir milhões e qual o papel da família em todo o processo de recuperação

Jogo Investigadores traçam retrato da dependência

Viagem ao mundo patológico

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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Á dez anos que o psicólogo Eddie Chiu está ligado a um centro de tratamento contra a dependência do jogo na cidade de São Francisco, Califórnia, Estados Unidos. De entre os muitos casos que já lhe passaram pelas mãos, o académico recorda “a mais incrível”. “Um individuo chegou para ter aconselhamento e a meio da sessão agradeceu o nosso serviço e disse que queria sair. Ele estava muito deprimido e achava que ninguém o poderia ajudar. Então foi até uma ponte e tentou saltar, mas chamámos a polícia e conseguimos detê-lo. Ajudamo-lo a ser tratado no hospital, mas infelizmente nunca regressou”, disse Eddie Chiu ao Hoje Macau. Eddie Chiu é director do Instituto para as Famílias Asiáticas (Asian Family Institute), que trata casos de dependência junto dos emigrantes chineses residentes na Califórnia. O norte-americano

está em Macau para participar no ciclo de conferências sobre o jogo que decorre até amanhã no centro de investigação do Instituto Politécnico de Macau (IPM). Apesar de estarmos perante

uma patologia mundial, não há povo que jogue mais nos casinos que os asiáticos. O psicólogo norte-americano evoca razões culturais e históricas para isso acontecer. “Os chineses acreditam que

jogar os ajuda a relaxar, não encaram isso como sendo um problema. Dentro da sua cultura e comunidade eles têm permissão para jogar em aniversários, casamentos e férias, e ninguém os

julga. Em Hong Kong e Macau as apostas em corridas de cavalos são parte da cultura e encaradas como uma forma de entretenimento em família”, explica ao Hoje Macau. Contudo, existe um padrão

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AVISO CONCURSO PÚBLICO Nº 26/P/2012 Faz-se público que, por despacho do Exmo. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 19 de Outubro de 2012, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento e instalação de cento e trinta e quatro bombas de infusão venosa aos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Novembro de 2012, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato, sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $29,00 (vinte e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São

AVISO CONCURSO PÚBLICO Nº 27/P/2012

Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 5 de Dezembro de 2012. O acto público deste concurso terá lugar no dia 6 de Dezembro de 2012, pelas 9,30 horas, na sala de “Museu” situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $ 26 800,00 (vinte e seis mil e oitocentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 31 de Outubro de 2012. O Director dos Serviços, Substº. Cheang Seng Ip

Faz-se público que, por despacho do Exmo. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 19 de Outubro de 2012, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento de Material de Consumo Clínico para Unidade de Cuidados Intensivos Coronários dos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Novembro de 2012, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato, sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $49,00 (quarenta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São

Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 3 de Dezembro de 2012. O acto público deste concurso terá lugar no dia 4 de Dezembro de 2012, pelas 10,00 horas, na sala do “Museu” situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $ 100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 31 de Outubro de 2012. O Director dos Serviços, Substº. Cheang Seng Ip


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Falta saber número de dependentes O académico Eddie Chiu apontou que falta um estudo que contabilize quantos dependentes existem. “É preciso ter esse estudo, saber os impactos do jogo e se vai ou não criar mais dependentes. Mas há problemas porque muitos chineses não respondem aos inquéritos, sentem vergonha e não querem falar dos seus problemas”. Já David Forrest considera que a Ásia continua a não dar especial atenção a esta patologia. “Os governos deveriam levar o problema da adição do jogo de forma muito séria. Deveriam ser dadas mais prioridades a esta questão, como está recomendado nas sociedades ocidentais. Mas em toda a Ásia o problema do vicio do jogo continua a ser levado pouco a sério, até ao nível da locação dos recursos humanos”.

“Para imigrantes chineses na Austrália, Nova Zelândia, no Canadá ou Estados Unidos, não há muitas formas de entretenimento. Muitas pessoas não sabem o que ver na televisão, não sabem sequer como se vê futebol. Então preferem ir jogar. E há também o problema da língua. Nos casinos eles encontram funcionários chineses que providenciam comida chinesa, com preços baratos, o que é muito atractivo”, explica Eddie Chiu. O inquérito que desenvolveu junto de homens com idade entre os 25 e os 60 anos mostra que o jogo mais popular jogado por chineses na Califórnia é o ‘baccarat’. Segue-se o ‘pai gow’, considerado “o mais viciante”, as ‘slot machines’, o póquer ou apostas em corridas de cavalos. David Forrest também fala desta tendência de aumento. “Apesar de serem em menor número, comparando com o número de jogadores do país de origem, têm a propensão para jogar de forma excessiva. Nas comunidades asiáticas em todo o mundo os níveis de adição ao jogo são mais elevados”.

O PAPEL DA FAMÍLIA E DAS OPERADORAS

de comportamento de quem vive viciado em jogo, como explica o investigador Robert Ladoucer, da universidade Laval de Quebeque, no Canadá. “Quando alguém está afectado por este problema, toda a sua vida está centrada no jogo. A pessoa esquece tudo o resto, o papel da mulher e dos filhos, deixa de ter passatempos. Está preocupado em ter tempo e dinheiro para jogar. Antes são bons trabalhadores mas deixam de o ser. Uma das suas preocupações é jogar para recuperar o dinheiro que já perderam, e isso é impossível. E ficam irritados quando não o conseguem. Sentem-se culpados, mas ao mesmo tempo têm este pensamento irracional de que terão o dinheiro. É um controlo ilusório”. David Forrest, académico da universidade de Salford, no Reino Unido, defende que as mulheres que jogam sentem-se mais deprimidas que os homens, por ser algo socialmente menos aceite. Contudo, na prática não existe

Crenças e superstições Vivienne Tao é docente no departamento de psicologia da Universidade de Macau (UMAC) e dedicou-se a estudar as motivações dos jogadores chineses perante o jogo. O seu trabalho de investigação focou-se em 226 jogadores e conclui que há factores internos e externos que levam uma pessoa a jogar. Tudo conta, desde a procura de dinheiro, a sorte, as técnicas ou a posição em que se está perante a mesa. “Quando jogam por questões sociais, os problemas são menores do que quando a intenção é ganhar dinheiro”, explicou Vivienne Tao na sua apresentação. E há todo um conjunto de superstições. A “weng wei” é o nome que se dá à “direcção auspiciosa para jogar”, e é comum a ideia de que “hoje é um bom dia para jogar”. Depois, há quem considere ser importante seguir o “wei”, que são certas direcções que dão sorte à aposta. Contudo, não passam de “superstições abstractas”.

uma separação rígida. “O diagnóstico do vício do jogo está sempre associado a baixos níveis de felicidade. O jogo patológico é considerado uma coisa tão grave quanto uma doença e as pessoas que sofrem deste problema sentem sintomas físicos”.

O JOGO NAS COMUNIDADES EMIGRANTES

Eddie veio a Macau apresentar um programa iniciado em 2000 focado nas famílias asiáticas afectadas pelo jogo. Segundo os seus dados, cerca de 45% da população do estado da Califórnia é composta por asiáticos, na maioria chineses. Num inquérito realizado, 70% respondeu que o jogo está no topo dos problemas da comunidade, enquanto 21% afirmaram ser jogadores patológicos. Se no seu país de origem os asiáticos têm propensão para jogar, no país de chegada essa vontade aumenta ainda mais, transformada em necessidade para ocupar as horas vagas.

“Por cada problema de adição ao jogo há dez pessoas à volta que ficam afectadas, e isso é muito”. Para Robert Ladoucer, a família sofre os impactos de horas perdidas nas salas de jogo, mas deve estar presente aquando do tratamento.

“Pode também pedir ajuda ao conselheiro do viciado, e também pedir dicas sobre a forma como pode dialogar com o jogador. Sem duvida que tem um papel importante”. Para a australiana Elaine Nuske os familiares do dependente deveriam obrigatoriamente serem incluídos no tratamento. “Na maior parte das vezes as famílias são esquecidas. É muito importante que as famílias estejam incluídas no programa de tratamento do jogador, para que o impacto nas famílias não seja esquecido. Eles também precisam de ajuda”, diz a investigadora da universidade Southern Cross. Na hora de curar o vicio, Robert Ladoucer considera que a “responsabilidade tem de ser partilhada” por jogadores e concessionárias do jogo. “É sempre decisão da própria pessoa se vai jogar ou não. Não se pode forçar a não o fazer, porque o jogador vai sempre encontrar uma maneira. A responsabilidade do jogador é ter essa última decisão de jogar ou não. O jogador precisa também de compreender que muitas vezes joga mais do que as suas finanças o permitem, e nesse caso há a responsabilidade para pedir ajuda através de alguns procedimentos, através da auto-exclusão, ajuda profissional com médicos.” Já as empresas de jogo devem “providenciar ao jogador formas de ele colocar o nome nas listas de auto-exclusão, e têm de o informar que esse tipo de programas existem. Se os operadores não fizerem isso terão problemas. Têm de haver práticas para identificar os jogadores que estão nas listas de auto-exclusão. A responsabilidade do operador nunca deve subestimada, não deve pensar que pode fazer o que quer”, explica ao Hoje Macau. Deste lado do mundo não param de surgir notícias que dão conta de novos investimentos na indústria. Macau é a rainha da indústria na Ásia, mas regiões como Singapura já começam a dar os primeiros passos. Eddie Chiu acredita que estes são também sinais de que o jogo poderá causar ainda mais dependentes. “Os académicos afirmam que a adição ao jogo aumenta quando as pessoas têm um maior acesso aos casinos”, sustenta o psicólogo da Califórnia.


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nacional

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Iguaria representa Portugal na selecção gastronómica da UE

Arroz de pato no forno para a China

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“arroz de pato no forno” representa Portugal na selecção gastronómica que está a ser promovida pela delegação da União Europeia na China como mais uma manifestação da “diversidade da Europa”. “O bacalhau era a escolha óbvia, mas aqui não há bacalhau”, explicou uma colaboradora da Embaixada de Portugal em Pequim que esteve ligada à iniciativa.

vida familiar na Europa”, diz a publicação. As receitas, escritas em inglês e chinês, são ilustradas com uma fotografia do respectivo prato, que no caso português é de barro e com três rodelas de chouriço sobre o arroz. Paulo Quaresma, ‘chef’ do único restaurante português de Pequim, chamado “Camões”, aplaudiu a escolha: “Pato e arroz,

Coincidindo com o V Festival de Cinema da UE na China, que decorre até ao final de Novembro em quatro cidades chinesas, a Delegação da UE lançou uma colectânea de 27 receitas culinárias, uma por cada Estado membro, intitulada “Tasty Europe” (“Europa Apetitosa”). “Tal como na China, a comida é uma parte central da civilização, da cultura e da

Queixa da China na OMC aos subsídios da UE à indústria de painéis solares

Itália e Grécia na mira

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China apresentou esta segunda-feira na Organização Mundial do Comércio (OMC) uma queixa contra subsídios de alguns países da União Europeia (UE) para promoverem a indústria de painéis solares fotovoltaicos, anunciou o Ministério do Comércio chinês.

Um comunicado do porta-voz do ministério, Shen Danyang, diz que os subsídios à indústria europeia “prejudicam gravemente” as exportações de painéis por empresas chinesas e que Pequim pediu um processo de consultas na OMC. A China acusa alguns

países da UE de subsidiarem a energia produzida por instalações fotovoltaicos em que os principais componentes sejam fabricados em países europeus. O comunicado oficial não lista os países visados na queixa apresentada à OMC, mas a agência noticiosa chinesa Xinhua cita um responsável do Ministério do Comércio a afirmar que a Itália e a Grécia estão entre esses países. A queixa anunciada segunda-feira segue-se a uma investigação de “dumping” (exportação de bens e serviços a preços artificialmente baixos) que a China anunciou na quinta-feira contra exportações europeias de compostos de sílica utilizados na produção de painéis solares fotovoltaicos. Em Setembro, a UE tinha lançado uma investigação sobre alegados benefícios concedidos pelo governo chinês às exportações de painéis fotovoltaicos.

Consórcio luso-espanhol assina contrato de 70,5 milhões de patacas

A empresa portuguesa Efacec e a espanhola Telvent assinaram um contrato de cerca de 70,5 milhões de patacas para a instalação de sistemas de controlo de tráfico numa cidade do sul da China, disse segunda-feira fonte diplomática. O acordo, que envolve o fabrico de semáforos, câmaras e outro equipamento eléctrico, foi assinado no fim de semana com o município de Wuzhou, na Região Autónoma de Guangxi, na presença do embaixador de Portugal na China, José Tadeu Soares. É o segundo contrato do género celebrado pelas duas empresas naquela província e envolve também a construção da sede dos serviços de controlo de trânsito da cidade de Wuzhou.

na China, é o casamento perfeito”. “É um dos nossos pratos com mais saída e que os clientes mais apreciam”, disse. A França também escolheu o pato, mas com sumo de laranja. A “Tortilha” representa a Espanha, a Itália avançou com uma das suas massas, “ragù à bolonhesa”, e do Reino Unido vêm batatas fritas com filetes de peixe. No referido festival de cinema, um certame com 26 filmes, destinado a mostrar a diversidade cultural da UE, Portugal está representado por “Alice”, do realizador Marco Martins.

Cascais vai promover intercâmbio juvenil e estágios profissionais com cidade chinesa

Diplomacia económica O

S municípios de Cascais e Wuxi, no leste da China, vão organizar programas de intercâmbio e de estágios profissionais para jovens dos dois concelhos, a partir de 2013, revelou ontem à agência Lusa um autarca português. “A duração dos programas está ainda a ser acertada, mas queremos começar já no próximo ano, quando comemorarmos o 20.º aniversário da nossa geminação”, disse Alexandre Faria, vereador da câmara de Cascais responsável pelo pelouro das Relações Internacionais. Jovens de Cascais passarão “duas ou três semanas” em Wuxi e jovens desta histórica cidade chinesa viverão um período igual naquele concelho dos arredores de Lisboa, com transporte e alojamento assegurados pelos respectivos municípios, adiantou o autarca.

Quanto aos estágios profissionais, Alexandre Faria indicou apenas que eles incidirão na área da hotelaria, uma especialidade de ambos os concelhos, e serão mais prolongados do que os programas de intercâmbio. “Estamos muito entusiasmados. Os acordos de geminação são cada

vez mais importantes e oferecem oportunidades profissionais que devemos aproveitar”, afirmou o autarca. “Também estamos aqui numa missão de diplomacia económica”, acrescentou. Cascais foi a primeira cidade europeia a geminar-se com Wuxi, em 1993.

Produtores de vinho do Tejo na China para reforçar laços comerciais

A Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Tejo vai levar 14 produtores da região à China para participarem em duas feiras e reforçarem os laços comerciais com aquele país, indicou segunda-feira a instituição. Em comunicado, a CVR considera que esta é a “maior investida de sempre na China”, que é já o “segundo mercado da região em matéria de exportações para fora da União Europeia”. Entre Janeiro e Setembro deste ano, as vendas para a China aumentaram 54% face ao período homólogo de 2011, lê-se no comunicado. A expedição dos vinhos do Tejo à China decorre de 08 a 10 de Novembro, em Hong Kong, na International Wine & Spirits Fair, seguindo-se a Interwine Fair, em Cantão, de 14 a 16 do mesmo mês.


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região

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Secretário-geral da Fretilin diz que reabilitação da polícia timorense foi feita de forma errada

Oposição fala de abusos do poder político

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secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin, oposição), Mari Alkatiri, disse esta segunda-feira que a reabilitação da Polícia Nacional foi feita de forma errada e que a filosofia de actuação daquela força vai ter que mudar. “Nos últimos cinco anos pouco se fez no sentido de reforço institucional da nossa polícia. Pouco se fez, o que se fez foi uma tentativa de reabilitar uma instituição que trazia consigo uma carga negativa muito grande por causa da crise de 2006”, afirmou Mari Alkatiri. O líder da oposição timorense falava à agência Lusa após ter reunido com uma missão do Conselho de Segurança da ONU que se encontra em Díli a fazer uma avaliação da situação no país. Questionado sobre o teor da conversa com a missão do Conselho de Segurança da ONU, Mari Alkatiri explicou que falou sobre a reabilitação da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), que consi-

derou ter sido reabilitada de “forma errada”. “Sem critério e sem capacidade de castigar aqueles que deviam ter sido castiga-

dos, de se livrarem deles, de os sanear. Não houve saneamento na polícia”, na sequência da crise política e militar de 2006, que

provocou a implosão da polícia timorense, afirmou. Para Mari Alkatiri, a reabilitação foi feita de forma errada em termos políticos e institucionais e o que “se verifica agora é que há uma indisciplina generalizada dentro da polícia”. Questionado sobre o que é preciso fazer para reabilitar a polícia, o secretário-geral da Fretilin defendeu que em primeiro lugar é preciso capacitar a administração da polícia a todos os níveis, incluindo o logístico. Em segundo lugar, Mari Alkatiri considerou que é preciso profissionalizar aquela força de segurança, o que passa por nunca a utilizar para fins político-partidários e para intimidar. “A polícia deve ser uma instituição que actua no sentido de ganhar a confiança da população e não de meter medo, porque a polícia só pode ser eficaz se tiver o apoio e a compreensão da população”, defendeu. Para Mari Alkatiri, a “filosofia” de actuação tem de mudar, porque a polícia é a “instituição que mais lida com a população e deve ter

a sua confiança “. “Deve servir para proteger os direitos dos cidadãos e não o contrário, ser usada pelo poder político para negar esses mesmos direitos aos cidadãos”, acrescentou. Outros assuntos abordados por Mari Alkatiri com a missão do Conselho de Segurança da ONU foram os sectores da justiça e da governação.

Líderes europeus e asiáticos destacam necessidade de fortalecer laços

Líderes de países da Ásia e da Europa destacaram a necessidade de fortalecer ainda mais os laços entre as duas regiões nos sectores da economia e política. Os representantes de 49 países encontraram-se na capital do Laos, para o Encontro Ásia-Europa, que foi iniciado na segunda-feira e que termina hoje. O presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, manifestou a intenção de promover uma parceria mais forte com a Ásia através da expansão do comércio. Van Rompuy disse que o relacionamento de interdependência entre a Europa e a Ásia está a expandir-se cada vez mais na esteira da crise financeira global e que a Europa vai cumprir a sua responsabilidade e trabalhar em prol de um fortalecimento das relações com a Ásia. O presidente do Laos, Choummaly Sayasone, que também preside o encontro, enfatizou a importância do fortalecimento de laços entre a Ásia e a Europa afirmando que questões globais, como as mudanças climáticas e energia, poderiam ser resolvidas quando a Ásia se unir à Europa, que é forte nos sectores da ciência e da tecnologia. PUB

Activista Irom Sharmila completa 12 anos de greve de fome na Índia

“Dama de Ferro” está no hospital A

activista indiana Irom Sharmila completou, esta segunda-feira, 12 anos de greve de fome em protesto pelas violações dos direitos humanos cometidas pelo exército do país na região de Manipur. Conhecida como a “Dama de Ferro de Manipur”, Irom Sharmila iniciou o jejum a 5 de Novembro de 2000, depois de presenciar o assassinato de dez pessoas numa paragem de autocarro no povoado de Malom. No entanto, alguns dias depois de começar o protesto, a jovem, que na época tinha 28 anos, foi detida pela polícia sob a acusação de tentativa de suicídio, penalizada pelo Código Penal indiano com um ano de prisão.

Desde então, a activista permanece internada no hospital prisional de Jawaharlal Nehru, em Imphal, capital de Manipur, porque embora cumpra a pena a cada ano e recupere a liberdade, voltam a prendê-la imediatamente por continuar com o jejum. No hospital, a indiana recebe

alimentos via nasal após ter sido entubada à força. A “Dama de Ferro” protesta com o objectivo de acabar com a Lei de Faculdades Especiais das Forças Armadas (AFSPA), que permite que as forças de segurança de Manipur - onde há correntes separatistas -

“executem e torturem com impunidade”, segundo a Amnistia Internacional. “O jejum é a minha forma de protestar. Não tenho outra”, defendeu Irom Sharmila numa entrevista, quando anunciou que só abandonaria a greve de fome “quando a AFSPA fosse extinta”.

Para o líder partidário, a justiça “sofre bastantes interferências do poder político, particularmente os tribunais”. A missão do Conselho de Segurança da ONU que se encontra em Díli deve ser a última antes do final da Missão Integrada das Nações Unidas para Timor-Leste, que termina a 31 de Dezembro.


CONGRESSO DO PARTIDO

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quarta-feira

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COMUNISTA CHINÊS

Quem fica com a Comissão Militar Central?

A regra do precedente

Maria João Belchior em Pequim

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UANDO os delegados presentes no Congresso votarem naquela que se chama oficialmente a eleição do Politburo, não é apenas a decisão de quem integra o Comité Permanente que vai ser analisada. Tão importante como quem vai ser o grupo dos sete ou dos nove, vai ser descobrir quem assumirá a liderança da Comissão Militar Central. Depois de em 2002 o presidente Jiang Zemin não ter abandonado o posto da presidência da Comissão Militar, fazendo-o apenas mais tarde em 2004, abriu-se um precedente na forma de governação que pode voltar a aplicar-se agora nesta mudança de líderes.

Se Hu Jintao vai manter-se ou não à frente da gigantesca estrutura militar, é outra das respostas que vai ter de aguardar alguns dias até as decisões já tomadas forem tornadas oficiais.

QUEM TEM O QUÊ

Recentemente o governo ordenou que os altos quadros militares do país declarassem os bens que possuem, numa tentativa de lutar contra a corrupção de uma instituição que no final dos anos 80 detinha um império comercial de mais de vinte mil empresas. Em áreas que iam desde as explorações petrolíferas, farmacêuticas, até hotéis de cinco estrelas e fabrico de armas para exportação, o Exército chinês tinha um lucro de milhões que enriqueciam os cofres privados das altas patentes. Controlar o Exército e garantir

Hu Jintao

Jiang Zemin

Xi Jinping


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a lealdade ao partido foi sempre uma máxima do presidente Mao, desde os tempos do antigo Exército vermelho. Depois de décadas de negócios e privilégios que mais nenhuma classe tinha, o Exército tem vindo a receber mensagens nos últimos anos sobre quem manda de facto na China. “Um Estado dentro do Estado” como escreveu o jornalista Richar McGregor no livro “The Party” publicado em 2009, o Exército continua a ser controlado pelo partido num misto de desconfiança e segurança. Foi Jiang Zemin quem em 1998 decretou que os militares tinham de abandonar a gestão de grandes negócios comerciais. Mas se em alguns casos, os negócios terminaram, ninguém sabe ao certo quanto é o EPL controla até hoje no mundo dos negócios privados. Desde o ano 1992 que não é escolhido nenhum representante militar para o Comité Permanente do Politburo. E apesar da cada vez maior fatia do orçamento que recebem, tudo indica que os militares continuem mais uma vez de fora do pequeno núcleo com poder de decisão, sejam eles sete ou nove. O precedente nos tempos de Jiang Zemin em 2002 pode servir para justificar o presente, se o mesmo voltar a suceder com Hu Jintao. Os rumores entre os corredores do poder referem um certo descontentamento com a liderança do actual presidente no Exército. Mas a decisão final depende de um consenso entre vários quadros do partido, inclusive aqueles que há muito estão reformados como o próprio presidente Jiang Zemin. A corrupção dentro da instituição militar continua a ser vista como uma ameaça não ao poder, mas à própria estrutura onde os interesses privados podem chocar com os públicos. A nova liderança que agora começa deve continuar o discurso no sentido de colocar o interesse do partido acima de todos os outros.

CONFLITO COM OS EUA

Com um discurso um pouco incendiário, o major-general chinês Peng Guangqian disse no final do ano passado que a postura da China com os Estados Unidos pode estar para mudar. Falando num “conflito iminente” entre os dois países, o major-general referiu que há “contradições estruturais” que não podem ser ultrapassadas. Conhecido por uma atitude radical também na questão das ilhas Diaoyu com o Japão, as palavras de Peng Guangqian, que só em Junho foram tornadas públicas, vieram revelar mais um dos desafios para a próxima liderança chinesa. Mais do que a questão de Taiwan, um já longo problema entre os dois países, os Estados Unidos e a China terão de encontrar um equilíbrio também para o mar do Sul da China, outro assunto passível de criar turbulência nas relações. Por enquanto é cedo para definir

posturas perante a ainda dúvida sobre quem vai ser o próximo Presidente dos Estados Unidos. Depois dos dois candidatos norte-americanos terem discutido as relações bilaterais com a China num debate nacional, o governo chinês lançou o primeiro alerta sobre o princípio sagrado da não interferência nos assuntos internos de outro país. Além do mar do Sul da China, o governo chinês considera que os Estados Unidos não devem interferir nem tomar posições na disputa pelas ilhas Diaoyu. Com uma área sensível onde a cooperação não é olhada com o mesmo interesse que na economia, os dois países têm os próximos cinco anos para definir posições. Por enquanto e durante uma semana, a expectativa vive-se dos dois lados até que se saiba quem vai estar à frente daqueles que são dois dos mais poderosos e modernos exércitos do mundo. E apesar de ser desde há alguns anos vice-presidente da Comissão Militar Central, o líder Xi Jinping poderá ter de esperar mais algum tempo até ser ele a ter a última palavra.

Kevin Rudd com conta no Weibo

Com comentários em tempo real e em chinês, o antigo primeiro-ministro australiano Kevin Rudd é uma das mais recentes sensações da rede Weibo na China. Com uma conta pessoal e identificada, o político australiano começou a cativar fãs chineses e tem de momento mais de trezentos mil seguidores. Enquanto muitos estrangeiros preferem manter um certo anonimato nas contas que abrem no serviço chinês, Kevin Rudd escolheu abrir a sua vida à rede chinesa. Uma tendência que já começou a ser seguida por outros políticos e que por enquanto, é bem recebida na China. Kevin Rudd tem a vantagem de ser fluente em mandarim e poder, desde a Austrália, opinar sobre a política e a sociedade chinesa ou contar o seu dia-a-dia aos milhares de seguidores chineses.

UM EVENTO MEDIÁTICO

Com regras que se espalham pela cidade, o 18.º Congresso prepara a cerimónia com um cuidado e atenção com os jornalistas estrangeiros a fazer lembrar os Jogos Olímpicos de 2008. No total de registos de jornalistas estrangeiros acreditados para cobrir o evento, o centro mediático adianta o número de “serem mais de mil”. A estes juntam-se pelo menos outros mil de meios de comunicação chineses. Na sala do centro mediático foi colocada uma mesa com livros de oferta para os jornalistas estrangeiros. Dezenas de livros sobre a cultura tradicional chinesa, estão expostos juntamente com obras com títulos como “Entender o partido comunista chinês”. A oferta é variada e sempre em várias línguas. Este ano com a curiosidade de surgirem muitos livros traduzidos em árabe. Ao lado do espanhol, francês, russo e inglês, existem este ano dezenas de livros em árabe. Acontece isto no mesmo ano em que uma jornalista do canal Al-Jazeera teve o visto de jornalista recusado no país. Com uma cerimónia de boas-vindas na terça-feira, os jornalistas foram convidados esta quarta-feira para uma visita a uma fábrica de carros híbridos nos arredores de Pequim. A primeira conferência de imprensa acontece também esta tarde no Grande Palácio do Povo. Sendo a agenda da semana ainda desconhecida, os responsáveis do centro de imprensa dizem a sorrir que nem todos poderão seguir os eventos por “uma questão de espaço”. Mas perante a dúvida sobre quem vai ficar de fora e quando, rematam – “para a cerimónia de abertura estão todos convidados”. O pano abre às nove horas de quinta-feira.

Segurança obriga a regra estranha aplicada aos táxis

Proibido abrir as janelas U

MA regra estranha mas recebida com a habitual aceitação fundamental em épocas especiais. Por ordem do município de Pequim, é proibido abrir as janelas de trás nos táxis da cidade. Porquê? Por segurança, diz-se. Mas uma segurança especial que só agora entrou em vigor. Liu é taxista mas ao que parece está em dia de descanso. Quem conduz o seu carro é um amigo feito taxista mas que na verdade, não faz parte da empresa por ser natural da província de Henan e não cumprir o requisito de ser nascido em Pequim para ser taxista na capital. Aqui começa a primeira irregularidade mas só descoberta ao fim de uma conversa onde o motorista diz ser natural de outro sítio que não Pequim. Num segundo olhar confirma-se que a foto de identificação não corresponde a quem conduz. Liu será o dono do carro mas quem o conduz é outra pessoa. Para facilitar e cumprir o novo regulamento em vigor, os dois ami-

gos optaram por tirar os manípulos que abrem as janelas dos lugares dos passageiros. Apenas nos lugares da frente se podem abrir as janelas. Para quem tem janelas eléctricas nos táxis, depende do condutor bloquear a abertura. Nos outros, as companhias de táxis aconselharam os taxistas a remover os manípulos. Na versão oficial diz-se que a não abertura das janelas impede que alguém lance panfletos pela cidade. Algo que já terá acontecido, de acordo com uma notícia publicada no jornal oficial “Global Times”. Uma regra que já noutros anos se aplicou a autocarros que atravessam a avenida Chang’An, que cruza a praça Tiananmen, existe agora nos táxis. Com o motivo “segurança”, a nova regra não está escrita mas foi comunicada a todos os que conduzem transportes públicos. Num outro carro, o taxista confessa, “em oito anos que tenho a conduzir um táxi, é a primeira vez que vejo tal acontecer”. - M.J.B.


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quarta-feira 7.11.2012


quarta-feira 7.11.2012

vida

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Trabalho de cientistas portugueses da Universidade de Coimbra

Vacina oral contra a hepatite B

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Á vários anos que Olga Borges e a sua equipa, do Centro de Neurociências da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, recorrem às nanotecnologias para tentar desenvolver vacinas não injectáveis contra diversas doenças. E fabricaram, em particular, uma vacina oral contra a hepatite B que já deu resultados positivos no ratinho. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que as doenças associadas à hepatite B são responsáveis anualmente, a nível mundial, pela morte de 600 mil pessoas. A nova vacina experimental é feita de nanopartículas que transportam diversas substâncias a bordo, tal como se fossem vírus

artificiais, mas inócuos. “Nós preparamos as nanopartículas, fizemos tudo aqui”, disse ao Público Olga Borges. As nanopartículas, explica um comunicado da universidade, são feitas de quitosano, um derivado da quitina (o composto natural da “casca” dos crustáceos ou insectos), e transportam um antigénio do vírus da hepatite B - ou seja, uma molécula normalmente presente à superfície do vírus e que desencadeia, por parte do organismo a ele exposto, a formação de anticorpos contra o vírus. E, como foram feitas para resistir ao sistema digestivo, explica-nos ainda Olga Borges, “o antigénio é transportado intacto até a umas estruturas do intestino, chamadas “placas de Peyer”, que

pertencem ao sistema imunitário”. Aí, as nanopartículas serão “engolidas” por células imunitárias especializadas e, passados uns tempos, libertarão o seu conteúdo. Uma vacina oral teria várias vantagens em relação às vacinas injectáveis. Por um lado, a sua conservação não precisaria de refrigeração e ela seria obviamente muito fácil de administrar. E, mais, salienta a cientista: a vacina oral induz a produção de elevadas concentrações de anticorpos nas mucosas. Ora, como a hepatite B é uma doença sexualmente transmitida, que penetra pelas mucosas dos órgãos reprodutores, o vírus poderia assim ser combatido logo “na porta de entrada do nosso organismo”.

Serviço da NASA avisa quando estação espacial é visível

Ao amanhecer ou entardecer

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turismo espacial ainda é um sonho para a maioria dos mortais, mas para os interessados em observar a Estação Espacial Internacional (EEI), a NASA está pronta para ajudar. Para comemorar os 12 anos em que os astronautas vivem e trabalham no laboratório espacial em órbita, a NASA lançou um serviço que informa aos interessados quando a EEI é visível. Aqueles que se inscreverem receberão um e-mail ou mensagem de texto com algumas horas

de antecedência. No momento informado, pode sair-se de casa e olhar para o céu, sem a necessidade de qualquer equipamento especial. “É impressionante ver a estação espacial passar por cima de nós e perceber que o homem construiu um complexo orbital que pode ser visto da Terra por quase todos os que respeitarem o momento indicado”, comentou William Gerstenmaier, administrador associado da NASA para a exploração humana e operações.

A EEI costuma ser visível ao amanhecer ou entardecer, quando a Lua é o corpo celeste mais luminoso, assinala a NASA. A estação é vista como um ponto de luz que se move rapidamente, semelhante a Vénus. O serviço ‘Spot the Station’ está disponível para todos, afirma a agência, segundo a qual a trajectória da estação cobre mais de 90% da população terrestre. O cadastro deve ser feito na página spotthestation. nasa.gov.

Os cientistas administraram aos ratinhos três tomas da vacina oral, de 15 em 15 dias, e a seguir mediram não só os níveis de anticorpos anti-hepatite B no sangue, como também nas mucosas dos animais tratados. “Os nossos estudos correram bem, obtivemos uma boa resposta imunitária”, frisa Olga Borges. O trabalho foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelos laboratórios GlaxoSimthKline, que “forneceram o antigénio que usam na sua vacina injectável do mercado”, refere Olga Borges.

ENSAIOS CLÍNICOS À ESPERA

A fase seguinte, a dos ensaios clínicos, não está ainda à vista, uma vez que requer “um financiamento

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gigantesco”, acrescenta a cientista. Mas a equipa de Coimbra tem entretanto avançado para outras estratégias de imunização contra a hepatite B - nomeadamente, para uma vacina nasal. A via nasal promete “uma maior capacidade de induzir anticorpos na mucosa associada aos órgãos reprodutores do que a via oral”, diz Olga Borges. Já estão há três anos a desenvolver nanopartículas especialmente destinadas a esta segunda forma de administração e os testes em ratinhos deverão começar no início do ano que vem. Ainda uma outra vantagem apontada pelos cientistas é que este tipo de vacinas também poderá ser benéfico para as pessoas que já se encontram infectadas pelo vírus da hepatite B. “As [nossas] nanopartículas contêm também outras substâncias, ditas “imunomoduladoras”, e a resposta imunitária que provocam é ligeiramente diferente da resposta às vacinas injectáveis. Isso pode ser útil para [tratar] os portadores do vírus”, diz Olga Borges.


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cultura

quarta-feira 7.11.2012

Autora de ‘Um Sonho Esplendoroso’ vivia na Suíça

Escritor brasileiro Cristóvão Tezza em Macau

O escritor brasileiro Cristóvão Tezza encontra-se em Macau para falar de literatura brasileira, das possibilidades do mundo digital e ainda da tradução para chinês do seu livro “O Filho Eterno”, prevista para 2013. Várias vezes premiado e com treze romances publicados o autor brasileiro vai estar na Universidade de Macau na próxima sexta-feira pelas 11h. Mais tarde às 18h o consagrado escritor marcará presença na Livraria Portuguesa. Nascido em Santa Catarina, em 1952, Tezza mudou-se para Curitiba, Paraná, em 1959. É precisamente esta cidade que marca boa parte da literatura do escritor que antes de se dedicar às letras foi um apaixonado relojoeiro. “O Filho Eterno”, editado em Portugal pela Gradiva foi agraciado com inúmeros prémios literários.

Han Suyin morre aos 95 anos

A

escritora chinesa Han Suyin morreu aos 95 anos, em Lausanne (Suíça) onde residia, vítima de paragem cardio-respiratória. Porém o seu óbito só foi comunicado este domingo, estando o funeral previsto para amanhã. Autora de vários romances e ensaios históricos, Han Suyin escreveu, entre outros, ‘Um Sonho Esplendoroso’, o seu único livro editado em Portugal pela Planeta Editora. No total, a escritora publicou mais de 40 obras, muitas das quais sobre a China moderna. O seu primeiro livro, ‘A Colina da Saudade’ foi adaptado ao cinema por Henry King, em 1955. Filha de pai chinês e mãe

Creative Macau apresenta exposição “Comunicação & Media

A Creative Macau apresenta mostra a partir da próxima sexta-feira, dia 9, trabalhos de video, grafismo digital e fotografia de estudantes da Universidade de São José de Macau, Universidade Católica Fu Jen de Taiwan e Universidade Católica Portuguesa. Subordinada à área da comunicação, a exposição que junta três países e três universidades católicas pretende dar a conhecer as novas criações artísticas que estão a ser desenvolvidas pelos estudantes destes estabelecimentos de ensino. “Comunicação & Media estará patente ao público entre os dias 9 e 23 de Novembro, de segunda a sábado, entre as 14 e as 19h no espaço da Creative Macau.

20 mil pessoas dançam “Gangnam Style” em Paris

belga, Han Suyin chamava-se realmente Rosalie Elisabeth Comber. Chegou a estudar medicina na China, onde nasceu, mas prosseguiu a sua formação no Velho Continente, nomeadamente em Londres e Bruxelas. A autora ganhou prestígio internacional pelos seus perfis realizados sobre figuras incontornáveis da cena política asiática, como Indira Gandhi ou Mao Tsé-Tung. Além disso, publicou uma autobiografia que se estendeu por cinco volumes. A escritora casou três vezes (primeiro com um chinês, que faleceu em 1947, depois com um oficial inglês e, por fim, com um engenheiro indiano).

Nunca vai acontecer, garante Courtney Love

Mais de 20 mil pessoas juntaram-se no Trocadero, junto à Torre Eiffel, em Paris, a dançar a coreografia de ‘Gangnam Style’ com o rapper sul-coreado Psy. A convocação para a ‘flashmob’ foi feita através da Internet em colaboração com a estação de rádio NRJ e um do seus mais famosos locutores, Cauet. O cantor apareceu com um fato preto e branco e subiu ao palco com quatro bailarinas para uma actuação que durou apenas 15 minutos.

Kurt Cobain, o musical? E

X-MANAGER de Britney Spears tinha especulado sobre o assunto, mas a viúva do mítico vocalista dos Nirvana deixa claro: “nunca vou deixar que isso aconteça”. Courtney Love desmentiu a realização de um musical sobre a vida de Kurt Cobain, possibilidade avançada por Sam Lufti, ex-manager e ex-namorado de Britney Spears que garante

representar a viúva do mítico vocalista dos Nirvana. Lufti disse recentemente que estaria a preparar um musical sobre Cobain com Love. O projecto seria baseado na relação dos dois enquanto casal. “Estamos actualmente a trabalhar na ideia de um possível filme ou musical da Broadway, que terá por base as músicas dos Nirvana e a vida de Love com o Kurt”.

Em declarações ao jornal inglês The Observer, a viúva não só nega - “nunca vou deixar que isso aconteça” - como afirma que, por vezes, “o melhor é deixar as coisas como estão”. De lembrar que o nome da canção de 1991 dos Nirvana, “Smells Like Teen Spirit” é o nome escolhido para uma série de comédia americana, do mesmo criador de Big Bang Teory .

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AVISO CONCURSO PÚBLICO Nº 28/P/2012 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 19 de Outubro de 2012, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento de Material de Consumo Clínico para o Serviço de Imagiologia dos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Novembro de 2012, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato, sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $50,00 (cinquenta patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar de Conde de

São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 5 de Dezembro de 2012. O acto público deste concurso terá lugar no dia 6 de Dezembro de 2012, pelas 15,00 horas, na sala do “Museu” situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 31 de Outubro de 2012. O Director dos Serviços, Subst.º Cheang Seng Ip

AVISO CONCURSO PÚBLICO Nº 29/P/2012 Faz-se público que, por despacho do Exmo. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 19 de Outubro de 2012, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento de Sessenta e Duas Camas Hospitalares Eléctricas aos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Novembro de 2012, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato, sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $29,00 (vinte e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São

Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 6 de Dezembro de 2012. O acto público deste concurso terá lugar no dia 7 de Dezembro de 2012, pelas 10,00 horas, na sala de “Reunião” situada na Divisão de Aprovisionamento e Economato, na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $ 62 000,00 (sessenta e duas mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 31 de Outubro de 2012. O Director dos Serviços, Substº. Cheang Seng Ip


quarta-feira 7.11.2012

C

ARLOS André, director da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vai dirigir o Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM) a partir de Março de 2013. Ao dar por terminado um ciclo de sete anos à frente dos destinos da instituição portuguesa, Carlos André dá largas a uma expansão a Oriente importante para o país de Camões. “Portugal anda razoavelmente distraído em relação ao que está a acontecer não apenas na China, não apenas em Macau, mas também em Timor, e em outros países que nos passam despercebidos, como as Filipinas, a Coreia e o Japão, no que toca à língua portuguesa”, afirmou. Em Portugal, adianta, não há conhecimento sobre as mais de 20 universidades chinesas que ensinam licenciaturas e mestrados de português. O novo Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa, inaugurado

Carlos André, o escolhido

ontem por Lei Heong Iok, presidente do IPM, à margem da segunda conferência do Fórum da Gestão do

A Governo Central ainda não deu aval a um centro nacional do ensino de português. Algo que o presidente do IPM, Lei Heong Iok, antevê como organismo de extrema necessidade. “Entreguei esta proposta ao Ministério de Educação da China, até hoje ainda não temos resposta definitiva. Já houve vários contactos nesse sentido, até estudos sobre a criação deste centro”, revelou. “Na China, hoje em dia, segundo estatísticas que tenho, há volta de 30 cidades chinesas já têm cursos de português, neste quadro exige-se a criação de um centro nacional deste tipo para coordenar as actividades pedagógicas, científicas”, avançou o dirigente.

Rita Marques Ramos*

“O

ensino superior deu um contributo extraordinário para aquilo que o país é e que tem de mais forte, e isso está a ser reconhecido por toda a gente, incluindo as gentes das empresas”, disse Júlio Pedrosa ontem à margem da segunda conferência do Fórum da Gestão do Ensino Superior nos Países e Regi-

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Director da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra vai assumir a liderança do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa

Centro nacional do português

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cultura

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Ensino Superior nos Países e Regiões da Língua Portuguesa (FORGES), tem para o professor da Universidade de Coimbra uma “importância estratégica” por se tratar da difusão a 5.ª língua mais falada do mundo. “É preciso ter consciência de que o português ganhou projecção inédita até agora, uma projecção enorme no Oriente, e Macau está numa posição privilegiada para esse fechar do arco, que significa a língua que vai do Brasil a Timor”, acrescentou Carlos André.

A rica experiência, entusiasmo e dedicação foram algumas das qualidades vistas no académico pelo presidente do IPM, que assim justificou a sua escolha para o cargo, para além do “nome e reputa-

ção da Universidade de Coimbra”.

DESAFIOS DO CENTRO

Previsto para o próximo ano está já o segundo Fórum do Ensino de Português na China, disse Lei Heong Iok. Mas

o novo pólo de difusão do português tem muitos desafios pela frente. “Formação de docentes - quer locais, quer da China -, preparação de materiais, audiovisuais e técnico-científicos, além da investigação e ensino da língua portuguesa”, avançou, como metas prioritárias. De fora não estão também as cooperações com universidades chinesas de Xangai, Pequim, entre outras cidades do interior da China, onde o português é ensinado. Cheong U, secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, também presente na cerimónia, salientou a importância da criação do centro por ser esta uma das “línguas oficiais” de Macau, e sublinhou o papel de Macau ao “desempenhar um papel de colaboração com os países de língua portuguesa”. - R.M.R. com Lusa

Formação de cabo-verdianos para o Jogo O Instituto Politécnico de Macau quer ajudar Cabo-Verde a formar quadros para o sector do Jogo. Ontem à tarde, o IPM e a Universidade de Cabo Verde assinaram um memorando de entendimento, com o objectivo de promover o intercâmbio de estudantes, professores e investigadores. O presidente do IPM diz que uma das áreas em destaque é o jogo, sector que está agora a despontar em Cabo Verde.

Portugal Ex-ministro da Educação, Júlio Pedrosa, espera que não se perca o “bom senso”

Dificuldades não podem travar soberania académica

ões da Língua Portuguesa (FORGES). Convidado para o painel sobre “Avaliação e Qualidade do Ensino Superior,

o Ex-ministro da Educação de António Guterres, entre 2001 e 2002, disse ontem que espera “algum bom senso para que não se perca o que levou tanto tempo a formar” face às dificuldades que o país atravessa a nível de financiamento. “Eu tenho sempre a esperança de que somos resistentes, mas também somos criadores de soluções para os problemas”, apontou. E, porque o ensino superior em Portugal é ainda de qualidade, diz Júlio Pedrosa, constitui um bom

exemplo para Macau, que tem agora em mãos a nova lei de bases do ensino superior, ainda sem proposta de lei redigida. No entanto, não avança com propostas. “Já não venho a Macau há vários anos, não sou capaz de estar a sugerir nada para Macau, mas nós temos um bom exemplo”, concluiu.

“RUPTURA” NO ENSINO SUPERIOR

José Barata-Moura, antigo reitor da Universidade de Lisboa, por sua vez, falou em situação de “ruptura”

no ensino superior em Portugal em consequência do “subfinanciamento crónico acumulado”. O académico identificou também a renovação dos quadros universitários como “outro problema estrutural muito grave” do ensino superior em Portugal. “Se as novas gerações não puderem ter uma experiência do que é a docência universitária, estando elas obviamente qualificadas para o efeito, em termos do desenvolvimento do país, isso é complicado”, sublinhou.

Também presente no FORGES, a vice-reitora da Universidade de Coimbra, Margarida Mano, salientou igualmente o “momento crítico” vivido pelas universidades em Portugal. “Com os recursos que se pretendem reduzir este ano, pretende-se ter universidade ou não? Então teríamos só uma universidade europeia, nem precisávamos de uma universidade portuguesa”, afirmou. O financiamento é, por isso, uma questão a que Portugal tem de saber responder. - *com Lusa


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desporto

quarta-feira 7.11.2012

Sporting de Macau Demissão de Agostinho Caetano é polémica encerrada

Pedra no assunto pela tranquilidade Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

A

casa-mãe atravessa um dos piores momentos desportivos da sua história e o Sporting de Macau também parece viver momentos conturbados, apesar das boas performances no campo. O treinador Agostinho Caetano apresentou a demissão e o presidente, António Conceição Júnior, aceitou. Agora todos querem colocar um ponto final no assunto, contudo o Hoje Macau tentou perceber o porquê do divórcio. “Essa pergunta não me é dirigida”, começou

por dizer Conceição Júnior. “Nunca a direcção se imiscuiu nas competências da equipa técnica, e eu não sei entender insinuações vagas feitas de meias palavras. Devo apenas acrescentar que há apenas uma direcção e jamais esta direcção aceitaria a existência de poderes paralelos.” António Conceição Júnior, não querendo alongar-se mais na conversa, referiu ainda que “de um ponto de vista estritamente técnico”, Agostinho Caetano “fez um bom trabalho”. E o futuro? “Estou certo de que iremos encontrar uma boa solução. Para já esperemos o desfecho do campeonato

de bolinha em que a equipa do Sporting está a fazer um brilharete.” Para Agostinho Caetano – que, com gentileza, pediu para não falar muito sobre o sucedido -, apenas o sentir do dever cumprido, apesar de alguma tristeza. “Claro que estou triste, pois deixo um grupo do qual gosto muito. Seja como for, estou tranquilo. É uma decisão que entendi ser a melhor para o Sporting.” Instado a prenunciar-se sobre os motivos que o levaram à ruptura e sobre a sua relação com o presidente Conceição Júnior, Agostinho Caetano foi peremptório. “Não me leve a mal

mas neste momento o clube precisa de tranquilidade, e eu também, como tal quero colocar, definitivamente, uma pedra sobre este assunto”, atirou o treinador. O técnico, aliás, demonstra grande carinho pela agremiação que o recebeu e deseja que o Sporting “volte à normalidade e à rotina” por forma a realizar o seu trabalho. A Liga de Elite, e os outros campeonatos de futebol de 11, está à porta e é sabido que há equipas sem timoneiro. Para já, Agostinho Caetano não tem perspectivas de futuro. “Tenho 35 anos de futebol em Portugal. Estou aposentado. Não vim para Macau para ser treinador de futebol. Seja como for, o futuro a Deus pertence, apesar das poucas expectativas que tenho em relação a isso. Uma coisa é certa, estou fora de projectos que possam fazer frente ao Sporting.”

Depois de contrair lesão, jogador brasileiro tem a irmã desaparecida

Cristiano Ronaldo apoia Barack Obama

Barack Obama conquistou mais um “famoso” em apoio da sua campanha às eleições presidenciais: Cristiano Ronaldo fez saber à CNN que, se lhe coubesse eleger o presidente dos EUA, votaria em Obama. “Gosto da forma como fala com o povo - é sempre firme naquilo que diz - e gostaria de me encontrar com ele porque é uma pessoa honesta”, referiu o jogador português. Já no passado mês, o seu ex-colega de equipa no Manchester United Wayne Rooney saiu também a público elogiando o presidente norte-americano. “Vi os debates presidenciais e, se tivesse de votar, escolheria Obama”, escreveu, na rede social Twitter, o futebolista. Embora nem Cristiano, nem Rooney possam votar nas eleições presidenciais dos EUA, a verdade é que a admiração demonstrada por ambos constitui um excelente apoio para a candidatura de Barack Obama. De figuras reais a figuras fictícias, Obama e Romney têm disputado curiosos apoios. A semana passada, a campanha eleitoral também chegou aos desenhos animados, quando Mr. Burns, o patrão de Homer Simpson, demonstrou apoio a Mitt Romney, num vídeo divulgado no Youtube.

N

INGUÉM sabe onde está a irmã mais nova do jogador brasileiro Hulk, depois de ter sido raptada por um grupo de criminosos quando saía do carro de um amigo. Os raptores ainda não estabeleceram contacto com a família ou com as autoridades, escreve o site noticioso da Globo. Angélica Vieira tem 22 anos e, segundo a polícia, saía do carro de um amigo numa rua do bairro de Catolé, em Campina Grande, quando foi levada pelo grupo de homens armados. O amigo da irmã de Hulk chegou a estar internado em estado de choque, mas já teve alta. A imprensa brasileira descreve uma intensa movimentação de amigos e familiares junto á casa da família de Hulk e suspeita-se que o facto de Hulk ter sido o jogador mais caro das últimas transferências no futebol europeu ao ser comprado ao FC Porto pelo Zenit, da Rússia, por quatrocentos milhões de patacas, possa ter chamado à atenção de grupos criminosos. O bairro de Catolé é um dos

Mau carma de Hulk mais prestigiados de Campina Grande, uma cidade com cerca de 400 mil habitantes. E é neste mesmo bairro que fica a sede da Fundação Hulk, projecto do jogador para ajudar crianças carenciadas.

FORA DA CHAMPIONS E DO “ESCRETE”

Como se não bastasse a tragédia familiar, o ex-dragão sofreu

uma lesão contra o Rostov, na passada sexta-feira, e não vai poder defrontar o Anderlecht, pelo Zenit, e a Colômbia, pelo Brasil. O ex-portista Hulk recebeu a notícia que mais temia: a lesão muscular sofrida na vitória do Zenit sobre o Rostov (2-1), vai obrigá-lo a parar pelo menos duas semanas. Ou seja, para além de perder o

Anderlecht-Zenit, do Grupo C da Champions, também vai falhar o compromisso da Selecção do Brasil, que no dia 14 defronta a Colômbia, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O Brasil perdeu ainda o concurso do lateral Adriano, do Barcelona, que se lesionou no sábado. Estavam ambos convocados e a CBF ainda não se pronunciou sobre o assunto.


quarta-feira 7.11.2012

[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB SALA 1

SKYFALL [C]

Um filme de: Sam Mendes Com: Daniel Craig, Javier Bardem, Ralph Fiennes 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2

SILENT HILL: REVELATION 3D [C] Um filme de: Michael J. Bassett Com: Sean Bean, Kit Harington, Carrie-Anne Moss 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 3

UMIZARU 4: BRAVE HEARTS [B] SKYFALL

Aqui há gato

(Falado em japonês e legendado em chinês/inglês) Um filme de: Hasumi Eiichiro Com: Hideaki Ito, Ryuta Sato, Ai Kato 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

VERTICAIS: 1-Apertta com laçada. O m. q. galveta. 2-Nordeste (abrev.). Proprietários, senhores. Rio de França. 3-Relativo à orquite. 4-Umas (Arc.). Rabino. 5-Alces, ergas. Casaco comprido, desportivo, impermeável e com capuz (pl.). 6-Imensidão (Fig.). Nota musical (pl.). Letra grega. 7-Dar cor de anil. 6-Género típico das aceráceas. 8-Deixe para outro dia. O m. q. Alna. 9-Que tem todas as formas conhecidas. 10-Sigla automobilística da URSS. Desterrrava. Amerício (s.q.) 11-Que se impôs. Remoinho de água (Prov.).

SOLUÇÕES DO PROBLEMA

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Sem nome, não assinada. Segurei com a mão. 2-Estar na idade de. Prisão, xadrez (Gír.). Inseparável. 3-Caro, prezado. 4-Numeral. Fímbria, rebordo exterior. 5-Apelido. O trabalho do toureiro, lide (pl.). 6-Antiquado (abrev.). Um casal. Interior (abrev.). 7-Mulheres de cabelos loiros. Aguço. 8-Nome de homem. Mulher pequena, anã. 9-Desvairar. 10-Basta!. Embarcação de recreio. Dificilmente, apenas. 11-Substância tintorial usada na India. Ave pernalta da América do Sul também conhecida por seriema.

[Tele]visão TDM 01:00 Telejornal (Repetição) 01:30 RTPi DIRECTO 13:01 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:45 RTPi DIRECTO 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:35 Resistirei 20:30 Telejornal 21:05 Montra do Lilau 21:30 Brothers and Sisters (Irmãos e Irmãs) 22:15 A Ferreirinha 23:00 TDM News 23:35 Princesa INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Viva a Música 15:35 Construtores de Impérios 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Decisão Final 17:50 Vingança 18:35 Destino: Portugal – Vilamoura 19:00 Laurinha 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:10 Portugal no Coração

31 - STAR Sports 13:00 FIA F1 World Championship 2012 - Raceday Abu Dhabi Grand Prix 13:45 FIA F1 World Championship 2012 Main Race Abu Dhabi Grand Prix 15:45 FIA F1 World Championship 2012 Chequered Flag Abu Dhabi Grand Prix 16:30 Max Power 2012/13 17:30 FEI Equestrian World 2012 18:00 Golf Focus 2012 18:30 Palembang Musi Championship 19:30 Spirit Of Yachting 2012 20:00 Rebel TV 19 20:30 Golf Focus Special - HSBC Champions 2012 21:00 Smash 2012 21:30 (LIVE) Score Tonight 2012 22:00 FEI Equestrian World 2012 : October 22:30 Smash 2012 23:00 Golf Focus 2012 23:30 One Fighting Championship 2012 40 - FOX Movies 13:00 Cruel Intentions 14:35 The Fighter 16:30 I Am Number Four 18:20 Don’T Be Afraid Of The Dark 20:00 Homeland 21:00 Spider-Man 23:05 Spider-Man 3

30 - ESPN 13:00 Beijing Triathlon 14:00 Premier League Darts 2012 15:30 Nextgen Series 2012/13 Juventus vs. Manchester City 17:30 AFC Champions League 2012 Bunyodkor vs. Ulsan Hyundai 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 20:00 Engine Block 2012 20:30 Chang World of Football 2012/13 21:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers France vs. Netherlands 22:00 Sportscenter Asia 2012 22:30 Chang World of Football 2012/13 23:00 Engine Block 2012 23:30 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers France vs. Netherlands

41 - HBO 12:00 Game Change 13:55 The Tourist 15:40 Jesse Stone: Innocents Lost 17:10 Xxx 19:15 Sanctum 21:00 Boardwalk Empire 22:00 Tower Heist 23:50 Bad Teacher 42 - Cinemax 12:20 The Last Of The Mohicans 14:15 Battle Force 16:00 The Double Man 18:15 Dante’S Peak 20:15 She’S Out Of My League 22:00 7 Seconds 23:35 Beavis And Butt-Head Do America

HORIZONTAIS: 1-ANONIMA. ASI. 2-TER. CANA. UM. 3-A. QUERIDO. P. 4-DUAS. LIMBO. 5-GOIS. FAENAS. 6-ANT. PAR. INT. 7-LOIRAS. AFIO. 8-OSCAR. ANOA. 9-E. OBCECAR. 0 10-TA. IATE. MAL. AAL. SARIEMA. VERTICAIS: 1-ATA. GALOETA. 2-NE. DONOS. AA. ORQUITICO. L. 4-N. UAS. RABI. 5-ICES. PARCAS. 6-MAR. FAS. ETA. 7-ANILAR. ACER. 8-ADIE. ANA. I. 9-A. OMNIFORME. 10-SU. BANIA. AM. 11-IMPOSTO. OLA.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA NÃO É MEIA NOITE QUEM QUER • António Lobo Antunes

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR

O enredo do livro desenvolve-se em três dias, sexta-feira, sábado e domingo. Uma mulher com perto de cinquenta anos vai passar um fim-de-semana na casa de férias da família, numa praia não identificada. A casa, modesta, foi vendida e ela quer despedir-se da casa, mas também relembrar tudo o que se passou ali - a sua infância com os pais e os irmãos, o suicídio do irmão mais velho, o irmão surdo-mudo, o complexo e dramático relacionamento dos pais, a menina da casa em frente, sua amiga do tempo de férias. Vem depois a sua vida actual, mal casada, sem filhos, professora numa escola como tantas outras, com uma relação frustrante e sem entusiasmo com uma colega mais velha. O falhanço que é a sua vida reflecte-se na casa há muito desabitada e nos sonhos de todos eles, ali irremediavelmente enterrados. A despedida da casa pode levá-la a imitar o irmão mais velho e, no domingo, atirar-se das arribas e encerrar ali uma vida sem futuro.

SÃO FRANCISCO DE ASSIS • Augustine Thompson

Um dos santos mais populares da religião católica, São Francisco de Assis (c. 1181-1226) é lembrado pela sua dedicação à pobreza, o amor pelos animais e a natureza, e o desejo de seguir os ensinamentos e o exemplo de Cristo. Nesta nova biografia, Augustine Thompson, baseando-se em novas fontes históricas, separa, pela primeira vez, o homem da lenda. O resultado é um retrato complexo e fidedigno tanto do homem como do santo. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

ISTO É MACAU? Macau é tão espectacular a esbanjar dinheiro que até enjoa. Sério. Que há falhas na gestão dos serviços públicos já toda a gente sabe, mas esta última da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) até dói. Não sei bem onde falta a educação na verdade. Se nos que se aproveitam do facto do Governo dar cinco mil lecas para formação para darem uma de Ao Man Long ou se na forma como trabalha a própria instituição encarregue do Programa de Aperfeiçoamento e Desenvolvimento Contínuo. No que não restam dúvidas é que há em Macau um desenvolvimento contínuo mas é de coisas que correm mal. Sempre que se lançam programas onde é para dar dinheiro à população, os jornalistas retraem-se. Sério. Os meus donos aqui da redacção ficariam com o pêlo em pé, se o tivessem como eu, sempre que ouvem falar em mais uma ideia brilhante do Governo que envolve patacas. Acho muito bem que se invista na educação. Especialmente em Macau. Mas há formas de fazer as coisas e esta mania que o Governo tem de dar para manter o povo feliz não está a resultar. Eles bem prometem, quando interpelados pelos teimosos dos meios de comunicação social, que vai haver fiscalização e recibos e comprovativos e coisas que nunca vão permitir esbanjamento do dinheiro público – público que, leia-se, vem direitinho dos casinos. Mas as promessas caem sempre em saco roto e chegam até nós, graças ao santo comissariado que ainda vai mantendo uma postura decente, problemas e situações que se não fossem tão tristes davam para rir. É o exemplo da classificação de instituições como “honestas” quando estas nem foram fiscalizadas. Ou o pagamento de cursos a três instituições onde o professor também era aluno. E outros tantos exemplos que demos na edição de ontem do Hoje Macau. Até agora foram 22 milhões de prejuízo mas as contas ainda podem subir. E os únicos comentários que se ouvem são “só em Macau” e “isto é Macau”. Será mesmo só isto Macau? Depois como querem que acreditemos quando dizem que o dinheiro atirado ao ar pela Fundação Macau é para servir o interesse público? Ou que todas as associações e associaçõezinhas de Macau são honestas? Honestas como as outras onde um fiscal nunca pôs sequer lá um pé? Não fosse eu um gato bemeducado e mandava-vos ir para um sitio que eu cá sei.

Pu Yi


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opinião

Ó DÓ-LER MIO

por antónio conceição júnior

quarta-feira 7.11.2012

Funções e operações Alberto Castro

de diversos serviços de Saúde para cobrar taxas moderadoras em atraso. Nalguns casos, os prazos já terão sido ultrapassados, estando prescritos. NQUANTO não assenta a poeira sobre Primeira pergunta: há alguém que vá ser respono que Passos Coelho quer dizer com sabilizado por este erro que lesa os cofres do refundação do Estado (estou a admitir Estado? Depois a constatação: chegamos a um que sabe!), o dia--a-dia talvez nos ajude ponto em que alguém que não pagou o que devia a perceber que, para as mesmas funções, ter pago tem o descaramento de vir protestar por a forma de operação releva. A pressão lhe estarem a tentar cobrar o que só a incúria sobre a reforma das primeiras será tanto maior terá permitido que não pagasse. A que estado quanto menos bem geridas forem as segundas. chegou o jornalismo para que lhe tenham dado Na televisão vejo um homem com uma pilha cobertura sem lhe terem feito a pergunta óbvia: de notificações das Finanças. Terá sido aprovado e por que não pagou? Num dos casos noticiados, um loteamento e cada proprietário recebe uma um hospital constatou que, entre os prevaricainformação sobre todos os outros envolvidos. dores, estavam alguns dos seus funcionários. Fazem as contas. Como há mais de cem, serão E resolveu descontar a dívida nos ordenados. emitidas para cima de 10 mil cartas. Com aviso Impossível. Percebe-se que haja direitos a salde recepção, o custo rondará os 30 mil euros. vaguardar. E que tal não esquecer o de os que cumprem não terem de Confrontados com o continuar a pagar pelos caso, os serviços das Dava um bocadinho mais de relapsos? Quando a Finanças confirmaram dívida é inequívoca, é que a operação estava trabalho que pouparia uns milhares preciso encontrar forcorrecta: a lei prevê a de euros. Multiplique este episódio, mas expeditas e menos notificação de todos os onerosas de cobrança. interessados. Assunto ainda que em menor escala, pelo país Não é indiferente que se encerrado. Encerrado? O e chegará a uns milhões. Em causa as gastem dois euros para impresso é padronizado, recuperar três quando, igual ao que hoje todos funções do Estado? Não. Só operações de outro modo, se porecebemos por tudo e mal geridas, desperdício, desinteresse diam gastar só 30 cênpor nada. É simples mas timos. Num destes dias, nem sempre barato. A tecnologia ao serviço do desperdício. Houvesse Mota Soares foi ridicularizado por anunciar um gestão no serviço em causa, ou simples profis- aumento nas pensões de 30 cêntimos por dia. sionalismo, e talvez alguém se lembrasse de Eram tantos os abrangidos que, ainda assim, escrever um ofício, como antigamente se fazia, a despesa aumentava mais de 100 milhões de em que se arrolariam todos os restantes lotes, euros ao ano. Acontece o mesmo, do lado das numa notificação única. Dava um bocadinho mais receitas, com a cobrança das pequenas dívidas. de trabalho que pouparia uns milhares de euros. São os grandes números a falar. Os custos de má gestão não podem inquinar Multiplique este episódio, ainda que em menor escala, pelo país e chegará a uns milhões. Em a discussão das funções do Estado. causa as funções do Estado? Não. Só operações mal geridas, desperdício, desinteresse. Neste caso, o custo é evidente. Pior, muito pior, sucede quando o mesmo é remetido para o cidadão anónimo. Dou um exemplo, passado comigo. Aquando da revalidação da carta de condução, detectou-se que havia um erro no código postal da minha morada - uma letra a mais, um P, a preceder os algarismos. Sem esse problema corrigido, nada feito. Indicaram-me os serviços competentes, aonde me dirigi. Lá chegado, percebi que não era caso único. Em cinco minutos o assunto estava resolvido. Com simpatia. Cinco minutos, a que se somaram a meia hora para lá chegar, mais o regresso e o custo do estacionamento. Quantos terão tido o mesmo problema? Quantas horas de trabalho se perderam? Uma vez identificado o erro, se houvesse diligência e consideração pelo cidadão, não poderia alguém ter sugerido que se fosse ao sistema e se limpasse o tal P que estava a encalacrar tudo? Um pequeno exemplo de custos de contexto que não decorre da lei, da função mas, tão-só, da operação. E que contribui para infernizar a vida do cidadão. Todos os meios de Comunicação Social têm, nos últimos dias, noticiado as tentativas in Jornal de Notícias

E


quarta-feira 7.11.2012

opinião

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Correia Marques

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a paliçada

Memórias do vento e da água “É preciso chegar às abertas e miradouros para achar a razão de ser da fama de Penacova que é o seu admirável panorama de água, pinho e penedia”

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Vitorino Nemésio

S intermitências do sono são cada vez mais e maiores, as noites tornam-se difíceis de cumprir, e, por vezes dolorosas, quando acordo dos sonhos. Os facultativos, acho eu, chamam a isto apneia do sono, mas cá para mim não se trata de uma suspensão momentânea da respiração mas, isso sim, das saudades de outros ares, dos meus cheiros e do meu rio, das castanhas assadas no inverno ao borralho da lareira, regadas a jeropiga. De sentir o vento fresco de Outono – neste meu Novembro da vida - e o calor do sol do verão de S. Martinho, lá em cima no planalto da Portela de Oliveira, sentado naquela velha mó de granito, ali mesmo ao lado do moinho de Nemésio, esse açoriano de primeira, nascido na Terceira, que se enamorou (e não terá sido apenas pela beleza da serra!) e, «incansável moleiro das palavras», no dizer de David Mourão Ferreira, cantou Penacova como ninguém. Salivo ao sentir o borbulhar da gordura

da chanfana no caçoilo de barro preto; que se lixe o colesterol. Sinto falta do cheiro da caruma encharcada com as primeiras chuvas de inverno, sob a qual apanhava os míscaros, deliciosos quando cozinhados com arroz. Ou ainda dos tortulhos apanhados sob as parras caídas das videiras e assados na brasa; sabem melhor do que a mais deliciosa carne, e eu nem sequer sou vegetariano. E a chuva? Eu gosto de ouvir a chuva, mas falta-me o aconchego do som dos pingos batendo nas telhas e nos vidros das janelas; o trinado dos melros quando buscam refúgio no loureiro do meu quintal. Essa chuva que faz aumentar o caudal das ribeiras movendo as rodas das azenhas. E as águas do rio onde desaguam (e as bogas desovam na confluência dos dois caudais) subirem de modos a que eu possa ver e ouvir o seu murmurar rolando calhaus rumo ao mar. Outrora quando, em Março ou Abril, as neves derretiam nas serras ocorriam as primeiras cheias e nós, mesmo nas águas turvas, lá íamos aos primeiros banhos de rio, vencendo as fortes correntes de uma margem à outra, com chegada, sempre, umas centenas de metros a jusante. Hoje a barragem domesticou o rio selvagem, e as águas são mais frias. Aliás, tenho cá para mim que até as pessoas se

Por aqui o sol brilha e o tempo está seco. E as coisas, como sempre, vão andando “man, man”, sem crises ou turbulências de maior, à espera que algumas nuvens que ofuscam o brilho do arco-íris que esta terra persiste em querer continuar a ser se esvaneçam em breve, quando a poeira assentar lá mais para norte foram domesticando aos poucos, por inacção e comodismo. Pinho. Sim, como é repousante o cheiro da resina do pinheiro, lágrimas das árvores feridas apanhadas em púcaros de barro vermelho espalhados penhascos arriba? Pinheiros que vestem de verde a paisagem de penedia e prendaram a minha meninice com a melhor acendalha da lareira que conheço: as pinhas, que apanhava em sacos de serapilheira. E os barcos que fazia, apenas com o meu canivete, das cascas dos troncos dos pinheiros e lançava rio abaixo na esperança de que chegassem até a um pai

ausente do outro lado do atlântico? Velho destino este, o nosso. Esperem por mim não definhem, não sequem nem se deixem arder na voragem que por aí vai. Lutem pela sobrevivência. Para o ano aí estarei. Quero arregalar a vista, encher os pulmões de ar puro e, com os amigos, comendo e bebendo, engordar uns quilitos. Sem esperança de regresso - até um dia, se não for tarde demais -, porquanto apesar de todas as manifestações de rua e de insultos à inteligência e à dignidade «eles» aí continuam a rir-se na cara de um povo sem consciência cívica e política e sem uma coisa que eu não escrevo aqui porque é feio, mas de que há quem goste, em salada. E digam-me lá se não é assim, quando nas últimas sondagens o PSD continua a ter 29% das intenções de voto. No dizer de um amigo meu brasileiro: “É como mulher de vagabundo, quanto mais me bates mais eu gosto de ti.” Por aqui o sol brilha e o tempo está seco. E as coisas, como sempre, vão andando “man, man”, sem crises ou turbulências de maior, à espera que algumas nuvens que ofuscam o brilho do arco-íris que esta terra persiste em querer continuar a ser se esvaneçam em breve, quando a poeira assentar lá mais para norte.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


quarta-feira 7.11.2012

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c a r t oon por Steff

QUEM GANHA NO OHIO?

Portugal Décadas para dívida pública baixar

O ministro Vítor Gaspar está esta terça-feira em audiência perante a comissão parlamentar de acompanhamento do programa de assistência da troika e disse que Portugal “vai demorar muitos anos” a equilibrar as contas do Estado. Mais, disse que serão precisas “algumas décadas” para reduzir a dívida pública até números próximos dos praticados em 2005, altura do tratado de Lisboa. “Vai demorar muitos anos a assegurar em Portugal uma posição orçamental prudente. As empresas e as famílias portuguesas têm demonstrado notável capacidade de ajustamento e o Estado tem revelado grande capacidade de execução orçamental do lado da despesa”, mas parece não chegar e será preciso um “esforço permanente de ajustamento”. “Serão precisas algumas décadas para atingir os 60% do PIB previstos no tratado de Lisboa”, recordou, um nível que é metade do valor actual da dívida - e que em 2005 se fixava nos 62%. “Seria ilusório e enganador esperar uma solução rápida para este tipo de crise”, disse ainda o ministro das Finanças. A dívida pública deverá atingir quase 124% do PIB no próximo ano, segundo as estimativas do Governo.

TCE exige maior contenção financeira

Em tempos de crise, os Estados membros da União Europeia devem aplicar-se (mais) para melhorar a forma como é gasto o dinheiro comunitário. O presidente do Tribunal de Contas Europeu, o português Vítor Caldeira, exige um maior esforço aos países da União no que diz respeito ao dinheiro que gastam. Vítor Caldeira, que preside o organismo responsável pela auditoria às contas públicas europeias, é muito crítico em relação à forma como é gasto o dinheiro comunitário, exigindo aos Executivos europeus, dos 27 países, que sejam mais eficientes. A auditoria europeia detectou erros em quase metade das operações do orçamento comunitário, num valor que atinge os 50 mil milhões de patacas de fundos europeus.

Madeira Mau tempo faz vinte desalojados

A costa norte da Madeira voltou a ser assolada pelo mau tempo. Os concelhos de São Vicente e de Santana foram os mais atingidos pelas chuvas e voltou a haver derrocadas, casas inundadas e transbordos de ribeiros. A freguesia do Seixal continua isolada. Não há vítimas a registar, as autoridades já tinham alertado os moradores para tomarem precauções, mas na sequência das inundações cerca de 20 pessoas ficaram desalojadas e 15 carros foram danificados, de acordo com o DN Madeira. Há várias estradas fechadas e as escolas estão encerradas, uma vez que continua a chover com intensidade.

Macau Empresário com bens confiscados

Governo tem “respondido rapidamente”, diz académico

Casinos trazem má sorte Sonny Lo, investigador do Instituto de Educação de Hong Kong, afirma que o “boom” do jogo trouxe mais diferenças entre ricos e pobres, mas que o Executivo de Chui Sai On tem conseguido responder “rapidamente”, graças à implementação de políticas sociais Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

A

liberalização do jogo há mais de dez anos trouxe consequências positivas como a melhoria das condições de vida e emprego. Mas Sonny Lo, director do departamento de ciências sociais do Instituto da Educação de Hong Kong, considera que o Executivo tem vindo a “responder rapidamente” ao lado menos bom do sector. “O capitalismo dos casinos trouxe problemas como o aumento das clivagens entre os ricos e os pobres, ou o aumento do vicio do jogo. Mas penso que o Governo de Macau tem vindo a responder rapidamente a isto

e tem implementado políticas de segurança social, bem como a distribuição dos subsídios anuais à população. Há também uma política ligada à habitação económica. O Governo tem vindo a lidar muito bem com as consequências deste capitalismo dos casinos”. Sonny Lo falou ao Hoje Macau à margem da sua apresentação no âmbito do ciclo de conferências sobre o jogo que está a decorrer no centro de investigação do Instituto Politécnico de Macau (IPM). Questionado sobre a posição do Continente face a estas políticas, Sonny Lo considera que Pequim “pode não antever por completo essas consequências negativas”.

“O facto de Pequim e do Governo de Macau terem apostado na expansão dos casinos entre 2008 e 2009 demonstra que ambas as regiões parecem subestimar os impactos negativos do capitalismos dos casinos”, disse o académico, que considera ainda que há uma “aposta em políticas de diversificação para com o Governo de Macau”, devido à ligação com Zhuhai e a Ilha da Montanha.

APOSTA NA EDUCAÇÃO

A conferência apresentada pelo académico da região vizinha versava ainda sobre a criminalidade ligada ao jogo. Neste campo, Sonny Lo apontou ao Hoje Macau que o padrão dos crimes não tem variado muito nos últimos anos, prevendo um panorama estável para os próximos tempos. “Não vai mudar significativamente, mas o que pode acontecer é que mais empregados dos casinos vão ter mais ligações a este tipo de crimes. É urgente que as concessionárias e o Governo consolidem a formação e educação junto dos funcionários dos casinos, para que sejam menos vulneráveis aos crimes do mundo do jogo”.

O empresário Ngan In Leng, expresidente da Viva Macau Airlines, vai ter os bens confiscados por dívidas superiores a 100 milhões de patacas, noticiou o jornal Business Daily. O jornal publicado em língua inglesa cita uma ordem de tribunal, e refere uma dívida do empresário no interior da China que alegadamente remonta aos anos 90, e que está na origem de uma batalha legal que dura há dez anos. “Ngan In Leng criou uma joint-venture com a Strong Chance Development Ltd, uma empresa constituída em Hong Kong, em Dezembro de 1990, para financiar a construção do projecto residencial e comercial Wa Bao, perto do estádio da Taipa, em Macau”, relata o Business Daily. Mais tarde, “a Strong Chance Development invocou o pagamento de mais de 100 milhões de patacas, em dívidas não liquidadas e lucros que deveriam ter sido divididos entre os accionistas, acrescido de juros, que alegadamente Ngan concordou pagar até ao final de 1996”. E apesar de “documentos do tribunal indicarem que Ngan In Leng pagou parte dos lucros e juros à Strong Chance em 1997, avaliados em mais de 69 milhões de patacas, a empresa diz que, em Junho, a dívida era superior a 101 milhões de patacas”.

Carro armadilhado mata 27 em Bagdad

Um carro armadilhado que explodiu perto de um base militar no norte de Bagdade provocou até agora 27 mortos, 19 deles militares, e 40 feridos. De acordo com a polícia, a bomba explodiu por volta do meio-dia (hora local), quando tropas iraquianas abandonavam a base de Taji, a 20 quilómetros da capital. Este é um dos ataques mais violentos no país nos últimos tempos, mas a segunda a ter como alvo soldados da base de Taji em apenas 24 horas.

Miley Cyrus convidada para filme porno A cantora Miley Cyrus recebeu um convite para participar num filme pornográfico, tendo para tal sido aliciada com uma proposta avaliada num milhão de dólares. O objectivo é contracenar com uma actriz deste tipo de filmes, Jessie Andrews. O diretor da empresa Sex.com, Martin Elison, falou da proposta ao site Female First: “Adoramos o seu novo ‘look’, está mais sensual, e os nossos subscritores mandam-nos correio electrónico todos os dias a pedir para ela fazer um filme com a Jessie.” A mesma fonte adianta que Cyrus ainda não respondeu, ao contrário de Andrews, que terá aceite a proposta para participar no filme.


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Hoje Macau 7 NOV 2012 #2729 by Jornal Hoje Macau - Issuu