DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
Muros das ˜ lamentacoes ´
Até ao fim de Setembro. Este é o prazo dado pela directora da DSAMA para a abertura dos concursos públicos para a construção dos muretes e instalação de bombas que previnam
as típicas cheias no Porto Interior. No entanto, Susana Wong não avança com uma data para a conclusão dos trabalhos. A complexidade do projecto justifica a incerteza.
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hojemacau
TRACY CHOI
Na pele de produtora ENTREVISTA
ONIDA LAM
PROVA OU PROCESSO PÁGINA 7
Conta-me contos h AMÉLIA VIEIRA
PÁGINA 5
BRESCIA-AMISANO
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QUINTA-FEIRA 6 DE SETEMBRO DE 2018 • ANO XVIII • Nº 4130
BALLET
La Scala e o romance dançado EVENTOS
2 ENTREVISTA
TRACY CHOI PRODUTORA E REALIZADORA DE CINEMA
Por estes dias, o segundo grande projecto cinematográfico de Tracy Choi, depois de “Sisterhood”, está a ser filmado numa velha fábrica vazia na Areia Preta. “Ina” é o novo filme da realizadora que agora desempenha o papel de produtora, em parceria com António Faria. Em “Sisterhood”, Tracy Choi abordou a questão da homossexualidade. Neste filme, o olhar incide sobre tráfico humano
“Queremos fazer algo mais comercial” Como surgiu a possibilidade de trabalhar com António Faria? Este projecto começou, na verdade, há cinco anos atrás. O “Ina” foi, inicialmente, uma curta-metragem que apresentamos no “Macau Stories 3”, que reúne várias curtas-metragens com histórias sobre Macau. Com este filme queremos fazer algo na área do suspense, mas sobretudo queremos fazer algo mais comercial. Participámos na primeira e segunda edição do “Macau Stories” e, nessa altura, queríamos fazer um filme mais comercial e mais próximo do público, para que fosse mais fácil captar a sua atenção. No “Macau Stories 3” foi a primeira vez que trabalhei com o António Caetano de Faria e durante estes cinco anos trabalhámos juntos muitas vezes. Colaborei com ele na realização de um documentário e ele também me ajudou em vários projectos. Fazer o “Ina” é uma boa oportunidade para nós. Outro realizador que colabora connosco enviou o “Ina” em forma-
to de curta-metragem para várias pessoas da área do cinema, um dos distribuidores americanos viu o trailer, adorou e disse que iria fazer com que o “Ina” fosse distribuído a nível internacional. O único problema que colocou é que não poderia colocar no mercado uma curta-metragem, tinha de ser em formato filme. Então, começámos a pensar se seria possível, depois de cinco anos, voltar à película e se teríamos dinheiro para fazer o projecto. O filme tem 90 minutos, procuramos investidores. E conseguiram fundos do Governo de Macau? Sim, pedimos apoio ao Fundo das Indústrias Culturais. Este é o segundo projecto cinematográfico desde o “Sisterhood”. Sim. Tenho alguns projectos pessoais em andamento, mas na verdade este é o segundo grande projecto cinematográfico em que estou envolvida. E é também a
primeira vez que desempenho funções de produtora, antes trabalhei sempre como realizadora. Estou a aprender novas coisas e a pensar o quão complicado é produzir (risos). É um trabalho bastante diferente, e quando estou a realizar penso que tudo tem de estar perfeito no filme, mas depois, como produtora, penso no dinheiro que temos e na forma como temos de cortar aqui e ali.
“Se conseguirmos, de facto, chegar lá fora e obter alguns lucros, aí os investidores locais vão ver que também podem obter algum retorno. É bom dizer às pessoas que temos outro caminho a seguir.”
Mesmo com os subsídios do Governo, continua a ser difícil fazer cinema em Macau? Sim, totalmente. Além do facto dos apoios financeiros não serem suficientes, é difícil encontrar pessoas ou entidades que queiram investir na produção de um filme em Macau. Não há muitas pessoas interessadas em fazer isso, porque constitui sempre um risco muito elevado e claro que o retorno será sempre pouco. Não podemos ver, de facto, que haja lucros. É difícil ter lucros quando não temos uma grande estrela a trabalhar connosco, por exemplo. É a primeira vez que estamos a tentar captar investimento numa produção verdadeiramente local, porque no caso de produções em Hong Kong ou China os investidores têm uma maior confiança ao nível de obtenção de lucros. Falou-me da aposta no suspense. Que tipo de história podemos esperar em “Ina”? A história começa com a Ina, a personagem principal, na adolescência, um pouco confusa, porque está a crescer e tem problemas relacionados com drogas. Estamos agora a filmar a segund a parte que se foca na forma como Ina cresce enquanto mulher. O seu pai morre e abordamos temas como as seitas e o tráfico de mulheres. Então, ela tem de decidir que pessoa quer ser. São temas sensíveis em Macau. Procura, com este filme, criar um debate em torno destas questões? Sim, a questão do tráfico humano é um pouco sensível, mas pensamos que vale a pena falar sobre o
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Ainda estamos a planear essa parte. Para entramos no mercado chinês temos de ter uma espécie de aprovação prévia quanto ao conteúdo do filme. Nós não queremos alterar o conteúdo, e se passarmos nessa análise, tudo bem. Se não passarmos, também não há problema.
FOTO SOFIA MARGARIDA MOTA
“É a primeira vez que desempenho funções de produtora, antes trabalhei sempre como realizadora. Estou a aprender novas coisas e a pensar o quão complicado é produzir.”
“É bom fazer esta abertura ao mercado internacional para que o cinema de Macau não fique sempre atrás do que é feito em Hong Kong e na China.”
assunto e abordá-lo, porque podemos não ter conhecimento sobre a verdadeira situação do tráfico humano em Macau, mas há ainda muitas coisas a acontecer. Além disso, estamos mesmo a apostar numa película mais comercial para que possa ser vendida no mercado internacional, para chegarmos a um público maior. É por isso que é importante pegar em temas que geram preocupação para que possamos discuti-los. Com “Sisterhood” abordou vários elementos da cultura local. Com o “Ina” também têm esse
“Estamos agora a filmar a segunda parte que se foca na forma como Ina cresce enquanto mulher. O seu pai morre e abordamos temas como as seitas e o tráfico de mulheres. Então, ela tem de decidir que pessoa quer ser.”
objectivo, de mostrar a cultura de Macau e as suas pessoas? Como queremos fazer um projecto mais comercial, talvez a parte cultural não esteja muito presente na história, ainda que tenhamos
filmado 90 por cento das cenas em Macau e feito uma ou duas filmagens na China. De certa forma, mostramos o território, mas mais numa perspectiva de como Macau é actualmente. Não de forma
muito realista, diria, mas penso que de certa forma mostra há um pouco da cultura local no filme. Há planos para a apresentação do filme no mercado chinês?
Quando estará concluído o filme? A pós-produção deverá estar concluída este ano e a estreia será este ano ou no próximo. Como estamos a trabalhar com um distribuir norte-americano, ele já começou a vender parte do conteúdo do filme em regime de pré-venda, ainda que estejamos em processo de filmagens. É bom ter esta abertura ao mercado internacional para que o cinema de Macau não fique sempre atrás do que é feito em Hong Kong e na China. Se conseguirmos, de facto, chegar lá fora e obter alguns lucros, aí os investidores locais vão ver que também podem obter algum retorno. É bom dizer às pessoas que temos outro caminho a seguir. Também gostaríamos de estar presentes na próxima edição do Festival Internacional de Cinema de Macau, mas tudo vai depender dos prazos da pós-produção. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
4 política
F
ACE aos constantes atrasos, Mak Soi Kun quer saber se a actualização das remunerações por escalas salariais vai ser concretizada antes do termo do actual mandato do Governo. O deputado quer saber em que pé se encontra o novo sistema de actualização dos vencimentos, previsto no âmbito da segunda fase da revisão do regime das carreiras dos trabalhadores dos serviços. Numa interpelação escrita, submetida na semana passada, Mak Soi Kun sublinha que, apesar da reforma em causa integrar as Linhas de Acção Governativa (LAG) pelo menos desde 2016, a prometida proposta de lei tarda em chegar. Aliás, como observa, nas LAG para 2018, apresentadas em Novembro, a secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, afirmou que depois da consulta aos trabalhadores dos serviços públicos sobre a proposta preliminar de actualização das remunerações por escalas salariais, propor-se-ia este ano “uma sexta nova proposta e o calendário de execução”. Porém, segundo Mak Soi Kun, “alguns cidadãos duvidam que o Governo consiga avançar atempadamente com a proposta (...) e arrancar com a consulta, dado que passou mais de metade de 2018 e falta pouco mais de um ano para o fim do actual mandato do Executivo”. Neste sentido, o deputado pede ao Governo um calendário para o cumprimento da promessa, questionando se a actualização das remunerações por escalas salariais pode ser concretizada antes do final do termo do actual mandato do Governo, ou seja, até Dezembro do próximo ano. V.N.
Delegação em Pequim Leong Kit Chi substitui Hong Wai
Leong Kit Chi vai substituir Hong Wai como chefe da Delegação da RAEM em Pequim. A nomeação, em comissão de serviço pelo período de um ano contado a partir do próximo dia 26, consta de um despacho do Chefe do Executivo, publicado ontem em Boletim Oficial. Leong Kit Chi desempenhava, desde Novembro de 2011, o cargo de chefe da Delegação Económica e Cultural de Macau em Taiwan.
HABITAÇÃO SONG PEK KEI QUER PREÇOS IGUAIS NA TROCA DE CASAS
Sem distinção RÓMULO SANTOS
FUNÇÃO PÚBLICA MAK QUER PONTO DE SITUAÇÃO DAS REMUNERAÇÕES POR ESCALAS SALARIAIS
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ECONOMIA LIONEL LEONG QUER AJUDAR PME LUSÓFONAS A ENTRAR NA CHINA
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Song Pek Kei “Toda a gente vai comprar uma casa da mesma tipologia. Não há razão nenhuma para haver dois sistemas e as pessoas terem tratamentos diferenciados”
Song Pek Kei defende que os preços da habitação para troca no âmbito da renovação urbana devem ser iguais
O
S preços devem ser inferiores aos do mercado imobiliário e superiores aos das fracções económicas e iguais. É o que defende a deputada Song Pek Kei relativamente à habitação para a troca destinada aos afectados pela renovação urbana. O regime jurídico de habitação para alojamento temporário e de habitação para troca no âmbito da renova-
ção urbana, actualmente sob consulta pública, prevê dois regimes diferentes: um para os lesados do Pearl Horizon e outro para os afectados pela renovação urbana. Uma ideia que também merece a oposição da deputada. Em declarações ao jornal Ou Mun, Song Pek Kei argumentou que não deve haver diferenças por uma questão de justiça, na medida em que a diferenciação pode não ser benéfica para compradores do Pearl Horizon que adquiriram fracções a um preço mais elevado. “Toda a gente vai comprar uma casa da mesma tipologia. Não há razão nenhuma para haver dois sistemas e as pessoas terem tratamentos diferenciados”, realçou.
EM PRIVADO
Relativamente à fixação dos preços da habitação para troca, a deputada sugere então que sejam inferiores ao do mercado
imobiliário e superiores aos da habitação económica. Isto porque, como observou, no mercado imobiliário pesam factores como os lucros que, no caso em apreço, devem ser relativizados na medida em que a habitação para troca tem como objectivo a renovação da própria cidade. Já para os residentes afectados pela renovação urbana que preferirem adquirir uma fracção no mercado privado – em detrimento da troca –, Song Pek Kei propõe que lhes seja oferecida a possibilidade de obterem uma compensação financeira, de acordo com o mesmo jornal. Lançada no mês passado, a consulta pública do regime jurídico de habitação para alojamento temporário e de habitação para troca no âmbito da renovação urbana termina no próximo dia 20. Vitor Ng
info@hojemacau.com.mo
Governo reiterou ontem o empenho em exercer uma plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, nomeadamente para impulsionar a entrada das Pequenas e Médias Empresas (PME) no gigante asiático. “O território está empenhado em desempenhar o papel de plataforma, a fim de ajudar mais e melhor as pequenas e médias empresas dos países de língua portuguesa a entrar no mercado da China interior”, afirmou o secretário para a Economia e Finanças de Macau, Lionel Leong, de acordo com um comunicado oficial. Lionel Leong falava na província de Cantão na véspera da 12.ª edição do Fórum para a Cooperação e Desenvolvimento da região do Pan-delta do Rio das Pérolas. Numa reunião com o governador de Jiangxi, Yi Lianhong, o secretário destacou o empenho de Macau em “propiciar a ligação com os países de língua portuguesa e a União Europeia”, para que as empresas daquela região do Rio das Pérolas possam “atrair investidores estrangeiros e conquistar mercados noutros países”, refere a mesma nota. Os dois governantes discutiram ainda uma “cooperação mais profunda” na área da medicina tradicional chinesa, para a qual Macau tem trabalhado também como plataforma entre a China e o os países lusófonos, nomeadamente na formação de especialistas. Neste sentido, Leong garantiu que o Parque Industrial de Medicina Tradicional Chinesa já se “encontra numa fase de captação de investimento, apresentado sucesso no que diz respeito à colocação de produtos desta natureza nos mercados internacionais”. Este parque, instalado na ilha da Montanha (Hengqin), adjacente a Macau, promove a cooperação na área com os países lusófonos, no âmbito da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013.
Delegação em Taiwan Ho Weng Wai substitui Leong Kit Chi
Ho Weng Wai vai substituir Leong Kit Chi no cargo de chefe da Delegação Económica e Cultural de Macau em Taiwan. A nomeação, em comissão de serviço pelo período de um ano contado a partir do próximo dia 26, consta de um despacho do Chefe do Executivo, publicado ontem em Boletim Oficial. Ho Weng Wai desempenhava, desde Janeiro de 2010, funções como técnica superior da área jurídica da secretaria do Conselho Executivo.
sociedade 5
quinta-feira 6.9.2018
PORTO INTERIOR PROJECTO PARA MURETE FINALIZADO ATÉ AO FINAL DO MÊS
Outro tijolo no muro
TABACO MAIS DE 200 MIL INSPECÇÕES EM OITO MESES
E
Até ao fim de Setembro, a DSAMA espera lançar os concursos públicos para a construção dos muretes e instalação de bombas para prevenir cheias no Porto Interior
O
projecto de construção de um murete removível para prevenir cheias na Zona do Porto Interior deve ficar concluído ainda este mês, arrancando depois os procedimentos para o lançamento dos concursos públicos. O ponto da situação foi feito, ontem, pela directora dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), Susana Wong. “As obras e as construções são sempre processos demorados. Tenho de admitir isso
como um facto. Por exemplo, acabámos em Maio o estudo sobre o murete e as bombas que também vão ser instaladas [no Porto Interior]. Só que depois temos de dialogar com todas as pessoas e é complicado porque há muitas ponte-cais, passeios e até cabos no solo. É um projecto muito complicado”, afirmou Susana Wong. “Esperamos e queremos resolver todos esses problemas dentro deste mês. Depois podemos começar com o projecto e fazer os concursos públicos”, adicionou. Segundo a responsável da DSAMA, os trabalhos vão decorrer ao mesmo tempo: “As obras vão ser todas feitas ao mesmo tempo, ao longo do Porto Interior, e não haverá diferentes fases”, apontou.
Susana Wong admitiu igualmente que tendo em conta a complexidade dos diferentes projectos, é muito difícil avançar com uma data que marque o fim das inundações no Porto Interior.
QUALIDADE DA ÁGUA
Ontem, a DSAMA lançou o “programa de garantia de qualidade de água em edifícios”, em parceria com a Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau (SAAM), para incentivar condomínios a fazerem analises à água e limpezas frequentes dos tanques privados e canos. O objectivo é garantir que a água fornecida pela SAAM mantem níveis de qualidade, quando chegam aos sistemas de abastecimento privado dos
LIXO ACEITAR A REALIDADE
S
usana Wong reconheceu ontem que dificilmente a situação do lixo nas costas de Macau e nas praias vai sofrer alterações. Em causa está o facto de muito desse lixo ser trazido pelo Rio das Pérolas. “Existe sempre muito lixo porque as nossas águas são abertas. O rio vem desaguar nesta zona e também estamos próximos do mar. Esse assunto tem sido muito discutido internamente, para saber se há possibilidade de proteger a nossa praia”, explicou. “Estamos na foz do rio e temos de aceitar esta realidade. Tentamos fazer a limpeza o mais depressa possível. É um dos nossos trabalhos”, comentou.
edifícios. Para isso, os prédios precisam de fazer análises à água uma vez por semestre, assim como proceder à limpeza do tanque. Neste momento, em cerca de 1300 edifícios altos, 255 já se comprometeram a participar. “Não sei dizer se a qualidade da água nos edifício está garantida. A qualidade da água, antes de entrar nos prédios, é da nossa responsabilidade. Essa está assegurada. Mas não conseguimos saber o que se passa dentro dos edifícios. Podem haver edifícios com boa gestão e outras sem esse tipo de gestão. Também não há legislação para estas situações”, explicou Susana Wong, sobre a nossa iniciativa. Ainda de acordo com a directora da DSAMA, as amostras de água devem ser feitas em laboratórios certificados, cuja lista vai ser revelada no final do mês no portal deste departamento do Governo. O preço das análises ronda as 2000 patacas.
RÓMULO SANTOS
NTRE 1 de Janeiro e 31 de Agosto, os Serviços de Saúde (SS) efectuaram um total de 236.885 inspecções no âmbito da Lei do Tabaco, de acordo com um comunicado divulgado ontem. Em média foram feitas 975 inspecções por dia, o que corresponde a um aumento de 5,1 por cento relativamente ao mesmo período do ano passado. No total, foram inspeccionados 11516 estabelecimentos. Das inspecções realizadas resultaram 3789 acusações, com a maioria, 3772, referentes a fumadores ilegais. Foram ainda registados treze casos de ilegalidades nos rótulos dos produtos de tabaco e quatro casos de venda de produtos de tabaco em prateleiras visíveis ao público. O número de acusações a fumadores ilegais diminuiu em 1.208 pessoas, comparado com o período homólogo de 2017. De entre as infracções, a esmagadora maioria dos fumadores ilegais, 3519 casos, são do sexo masculino, o que corresponde a 93,3 por cento do total. A maioria das multas, 65,7 por cento, foram aplicadas a turistas. Aos residentes foram aplicadas 1182 multas o que corresponde a 31,3 por cento e três por cento referentes a trabalhadores não residentes. Em 93 casos foi necessário o apoio das forças de segurança. Das multas aplicadas, 84 por cento já foram pagas. Os casinos continuam a ser os lugares onde são detectadas mais infracções. Nos primeiros oito meses do ano foram registadas 1140 infracções nestes espaços o que corresponde a mais de 30 por cento do total. Seguem-se os parques e zonas de lazer com 467. Já nas áreas que circundam as paragens de autocarro, houve 360 casos detectados, o equivalente a quase 10 por cento do total das infracções registadas. Os SS salientam que no mês de Agosto, foram assinalados 155 locais com maior incidência de infracções, entre os quais o Parque Dr. Carlos d’Assumpção, o Centro Golden Dragon e o Casino Wynn. Nestes locais foram realizadas 514 inspecções e emitidas 124 acusações, ou seja, a taxa de acusação foi cerca de 24,1 por cento.
Banca AMCM e Banco Popular da China assinaram memorando de cooperação
O Banco Popular da China e a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) assinaram um memorando para reforçar a cooperação financeira. Em comunicado, divulgado ontem, a AMCM indicou que, ao abrigo do memorando, a AMCM e o Banco Popular da China vão estabelecer um mecanismo de troca de informações para “aprofundar a supervisão e a cooperação financeira” e “incrementar a realização de acções de formação e o intercâmbio de pessoal”. Para a AMCM, o memorando vai proporcionar um “amplo espaço para o desenvolvimento do sector financeiro de Macau”.
Susana Wong, directora da DSAMA “As obras vão ser todas feitas ao mesmo tempo, ao longo do Porto Interior, e não haverá diferentes fases. ”
João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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Anúncio Prestação dos serviços de gestão de residências de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2019-31/12/2020) CONCURSO PÚBLICO N.º 03/DOA/2018 Faz-se público que, de acordo com o despacho de 24 de Agosto de 2018, do Exm.º Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para a “Prestação dos serviços de gestão de residências de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2019-31/12/2020)”. 1. Entidade adjudicante: Chefe do Executivo ou Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura da RAEM. 2. Entidade que põe o serviço a concurso: Instituto Politécnico de Macau. 3. Modalidade de concurso: Concurso Público. 4. Objecto do Concurso: Prestação dos serviços de gestão de residências de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2019-31/12/2020). 5. Período: 1 de Janeiro de 2019 a 31 de Dezembro de 2020. 6. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas. 7. Garantia provisória: $377 800,00 (trezentas e setenta e sete mil, oitocentas patacas), através de depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau ou mediante garantia bancária a favor do Instituto Politécnico de Macau, em Macau. 8. Garantia definitiva: 4% do preço global da adjudicação (para garantia do contrato). 9. Condições de admissão: Entidades com sede ou delegação na RAEM cuja actividade total ou parcial se inscreva na área objecto deste concurso. 10. Local, data e hora da secção de esclarecimento: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 10 de Setembro de 2018, pelas 10H00. Em caso de encerramento do IPM, devido a tufão ou a outro motivo de força maior, no dia referido, a realização da sessão de esclarecimento será prorrogada para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 11. Local, data e hora do prazo da entrega das propostas: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 24 de Setembro de 2018, antes das 17H45. Em caso de encerramento do IPM, devido a tufão ou a outro motivo de força maior, no último dia do prazo da entrega das propostas, o termo do referido prazo será prorrogado para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 12. Local, data e hora do acto público de abertura do concurso: Local: Sala de Reunião do Pavilhão Polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 26 de Setembro de 2018, pelas 10H00. Em caso de encerramento do IPM devido a tufão ou a outro motivo de força maior no dia da realização da referida sessão, a realização da sessão será prorrogada para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 13. Local, preço e hora para exame do processo e obtenção da cópia do processo: - Os concorrentes interessados podem deslocar-se à Divisão de Obras e Aquisições do IPM, sito na Rua de Luís Gonzaga Gomes, para consultar/adquirir o respectivo processo do concurso durante as horas de expediente (de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45; 6ª feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30) desde a data da publicação do anúncio do presente concurso público no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau até ao dia e hora do prazo de entrega de propostas. Caso queiram obter fotocópia do documento acima referido, devem pagar o montante de $100,00 (cem patacas) relativo ao custo das fotocópias, ou podem proceder ao download gratuito das informações acima referidas na página electrónica do IPM (http://www.ipm. edu.mo). - Informações: 8599 6140, 8599 6153 ou 8599 6279. 14. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço Razoável (50%) - Qualidade do Serviço (50%): (a) Propostas construtivas e aplicáveis à prestação dos serviços (20%); (b) Materiais e equipamentos necessários para o trabalho de gestão (8%); (c) Curriculum Vitae e competências do concorrente (10%); (d) Experiências e comportamentos do concorrente demonstrada por semelhantes serviços prestados (só avalia os dados do ano 2016 até ao presente) (7%); (e) Esclarecimentos na reunião (questões profissionais sobre a “Prestação dos serviços de gestão de residências de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2019-31/12/2020)” levantadas pelo Instituto Politécnico de Macau) (5%). Macau, aos 30 de Agosto de 2018 O Presidente, Lei Heong Iok
ANÚNCIO Concurso Público “Prestação de serviços de limpeza de fossas sépticas de sanitários públicos e sanitários amovíveis de Macau” Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada na sessão de 03 de Agosto de 2018, se acha aberto o concurso público para a “Prestação de serviços de limpeza de fossas sépticas de sanitários públicos e sanitários amovíveis de Macau”. O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos, durante os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, em Macau. O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 21 de Setembro de 2018. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo, sito no rés-do-chão do Edifício do IACM, e prestar uma caução provisória no valor de MOP 44.000,00 (quarenta e quatro mil patacas). A caução provisória pode ser prestada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau, por depósito em numerário, garantia bancária ou cheque em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”. O acto público de abertura das propostas realizar-se-á na Divisão de Formação e Documentação do IACM (sita na Avenida da Praia Grande, Edf. China Plaza, 6.° andar), pelas 09:30 horas do dia 26 de Setembro de 2018. Além disso, o IACM realizará uma sessão de esclarecimento que terá lugar às 10:00 horas do dia 11 de Setembro de 2018 (terça-feira) na Divisão de Formação e Documentação do IACM. Aos 14 de Agosto de 2018 O Administrador do Conselho de Administração To Sok I WWW. IACM.GOV.MO
Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais Aviso Recrutamento de trabalhadores temporários O Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais (GPDP) vai recrutar 2 intérpretes-tradutores em regime de contrato individual de trabalho, nos termos da Lei n.o 12/2015, para satisfazer as necessidades temporárias, sendo exigidos os seguintes requisitos: Podem candidatar-se todos os indivíduos que preenchem os seguintes requisitos: 1. Residente permanente da RAEM com idade igual ou superior a 18 anos; 2. Com licenciatura em tradução e interpretação em línguas portuguesa e chinesa ou licenciatura em línguas (língua chinesa ou portuguesa); 3. Domínio das duas línguas oficiais (língua chinesa e portuguesa). Conteúdo funcional: Ao intérprete-tradutor compete efectuar a tradução de textos numa das línguas oficiais (chinês/português) para a outra e vice-versa, procurando respeitar o conteúdo e a forma dos mesmos; prestar serviços de peritagem oficial em documentos escritos em qualquer das línguas oficiais, podendo ainda ser especializado em certos tipos de tradução ou de interpretação e ser designado em conformidade. Período de prestação de trabalhos: O prazo do contrato dos trabalhadores temporários é um ano. Horário de trabalho: Segunda-feira a Sexta-feira (excepto feriados), 36 horas de trabalho por semana. Local de trabalho: Local a indicar pelo GPDP. Remuneração: 37.400 patacas por mês. Podem auferir o subsídio de residência e subsídio de família nos termos legais. Método de selecção: Os candidatos que reunirem os requisitos, podem entrar na fase de selecção, que inclui prova de conhecimentos – escrita e oral (com carácter eliminatório), entrevista (com carácter eliminatório) e análise curricular, sendo seleccionado os candidatos conforme a ordem de classificação final. Escala de avaliação: prova de conhecimentos: 50% (prova escrita: 70% e prova oral: 30%); entrevista: 40%; análise curricular: 10%. *Se os candidatos faltarem ou desistirem em qualquer prova, serão excluídos. *Serão excluídos os candidatos que obtenham classificação inferior a 50 valores nas provas com carácter eliminatório. Programa de provas: 1. Lei Básica da RAEM; 2. As provas terão como conteúdo a tradução e interpretação de matérias relativas à Administração Pública da RAEM; 3. Assuntos relacionados com as atribuições do GPDP; 4. Domínio das línguas chinesa e portuguesa na compreensão, leitura, redacção e expressão oral. Forma de provimento: Regime de contrato individual de trabalho, de natureza temporária. Publicação de classificação: As respectivas listas das fases de selecção serão afixadas no GPDP e disponibilizadas na página electrónica do GPDP. Os candidatos devem tomar atenção à publicação das listas, uma vez que o GPDP não os vai notificar. Prazo de validade: O presente concurso é válido até um ano, a contar da data da publicação da lista classificativa final. Notificação de admissão: Os candidatos seleccionados vão ser notificados por ofício e telefone. Forma de inscrição: Quem pretenda candidata-se, deve entregar junto do GPDP, sito no Edif. China Plaza, Avenida da Praia Grande, n.º 804, 17.º andar, Macau, dentro do período compreendido entre o dia 7 de Setembro de 2018 até ao dia 26 de Setembro de 2018, a ficha de inscrição para o recrutamento de trabalhadores temporários devidamente preenchida, juntamente com nota curricular em língua chinesa ou portuguesa devidamente assinada, fotocópia do Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Macau, fotocópia do diploma de licenciatura em tradução e interpretação em línguas portuguesa e chinesa ou de licenciatura em línguas (língua chinesa ou portuguesa) e fotocópia de certificado profissional ou de formação caso exista. *Caso não sejam entregues todos os documentos exigidos ou não sejam aceites os documentos, a candidatura não será considerada. Informação útil: Os dados apresentados pelos candidatos só serão usados para os fins do presente concurso do GPDP e serão processados nos termos da Lei n.o 8/2005, Lei da Protecção de Dados Pessoais. N.o de telefone de consulta: 8296 5606 Aos 4 de Setembro de 2018, Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais O Coordenador, Yang Chongwei
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quinta-feira 6.9.2018
Justiça Ministério Público investiga caso de falsificação de assinaturas
U
M funcionário da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na sequência de um alegado caso de falsificação de cheques. O caso já foi entregue ao Ministério Público (MP) para ser investigado. De acordo com o jornal Ou Mun, o suspeito, de apelido Si, tem 49 anos e trabalha na Direcção dos Serviços de Turismo há cerca de 30 anos. A alegada falsificação de assinaturas de cheques terá acontecido no âmbito da assembleia de condomínio do prédio onde reside e onde Si é vice-presidente. O indivíduo é suspeito de ter falsificado a assinatura de dois membros da mesma assembleia, entre Maio e Junho do ano passado, de forma a obter um total de 510 mil patacas. Em Junho, o conselho fiscal da assembleia de condomínios descobriu cinco transacções suspeitas no valor de 180 mil patacas. No entanto, em Julho, Si confessou ter obtido dinheiro e prometeu devolver o montante o mais depressa possível. O caso foi divulgado aos restantes moradores, tendo estes decidido apresentar queixa na polícia. O indivíduo terá investido em acções e necessitaria do dinheiro para cobrir as perdas que sofreu. É suspeito da prática do crime de burla por valor elevado e de falsificação de documentos. O jornal escreveu ainda que, depois de ter sido descoberto, hipotecou a loja junto do banco e transferiu o dinheiro para a assembleia de condóminos.
Banca Empréstimos ao exterior subiram quase 20 por cento em Julho
Os empréstimos ao exterior concedidos pela banca de Macau aumentaram 19,3 por cento em Julho face ao mesmo mês de 2017 para 506,1 mil milhões de patacas, indicam dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Os empréstimos internos ao sector privado subiram 10,8 por cento, atingindo os 481,5 mil milhões de patacas. Os depósitos dos residentes também subiram em termos anuais homólogos, totalizando 600,9 mil milhões de patacas, em linha com os do sector público, que cresceram 18,6 por cento para 340,9 mil milhões de patacas. A contrariar a tendência estiveram apenas os depósitos de não residentes que ascenderam a 240,5 mil milhões de patacas, reflectindo uma descida anual homóloga de 11,5 por cento.
EMPRESA LIGADA A ONIDA LAM AMEAÇA PROCESSAR E ILIBA AGNES LAM
A melhor defesa
Provas ou processos em tribunal. É esta a reacção da empresa TH Group face às acusações de que terá, alegadamente, burlado 56 investidores de Macau num projecto de investimento imobiliário na Indonésia
“perdas causadas pelas notícias” à empresa, aos investidores, a Onida Lam e à sua família. “As alegações mencionadas e as notícias resultaram em danos graves à reputação da TH Group, a [Onida] Lam Sio Leng e à sua família, e causaram distúrbios na vida de Lam Sio Leng e da sua família”, é indicado.
AGNES LAM ILIBADA
No mesmo documento a deputada Agnes Lam é ilibada de qualquer ligação à empresa. “Recentemente, os órgãos de comunicação social e alguns amigos contactaram os membros da minha família. Eu, [Onida] Lam Sio Leng, declaro que tanto eu como as minhas actividades comerciais nada têm a ver com a minha família. Por favor, respeitem a privacidade da minha família”, escreve a directora da companhia.
“Eu, [Onida] Lam Sio Leng, declaro que tanto eu como as minhas actividades comerciais nada têm a ver com a minha família. Por favor, respeitem a privacidade da minha família.” ONIDA LAM EMPRESÁRIA
Bintão, a maior ilha do arquipélago indonésio de Riau, foi o local escolhido para o projecto imobiliário da TH Group
A
empresa TH Group ameaça processar os residentes que se queixaram na sequência dos investimentos feitos através do grupo na Indonésia, assim como a MASTV, canal que noticiou o caso. A reacção foi enviada, ontem, ao HM e vem assinada por Onida Lam, directora da empresa. Ao mesmo tempo, a também irmã de Agnes Lam iliba a deputada de ter tido qualquer papel ao longo de todo o processo, pedindo respeito pela “privacidade” da família.
Entre as queixas que denunciaram a alegada burla à MASTV, houve uma entrevistada que afirmou que os contratos de investimento na Indonésia foram considerados ilegais pelo Consulado Geral da Indonésia em Hong Kong. A entrevistada explicou, depois, que tinham sido dadas três razões para que os contratos não fossem válidos, nomeadamente o facto dos investidores não serem cidadãos indonésios, a falta de uma tradução em inglês e bahasa e, ainda, a inexistência de carimbos dos governos de Macau e da Indonésia.
A TH Group contesta este facto: “Os entrevistados e a MASTV devem fornecer a letra oficial do Consulado Geral da Indonésia em Hong Kong com as alegações dos contratos mencionados, assim como prova de que os contratos são ilegais”, é referido. “Caso contrário, a empresa reserva o direito de agir legalmente contra as pessoas e o órgão de comunicação social”, é acrescentado. Outro dos motivos que poderá levar a tribunal as pessoas que denunciaram o caso são as possíveis
Por volta de 2010, a TH Group, empresa de Macau, tornou-se num dos principais investidores no projecto “Indonesia Street City”, em Bintão, através da empresa PT Sun Resort.Atroco de um investimento entre 600 mil e 800 mil dólares de Hong Kong, foi prometida uma vivenda na Indonésia aos investidores. No entanto, as obras ainda não estão concluídas, apesar de lhes ter sido prometido que tal aconteceria em 2015. Segundo os queixosos, cerca de 56 as pessoas de Macau envolvidas nesta situação. Devido aos atrasos, a empresa apresenta desculpas: “Lamentamos profundamente os atrasos verificados com o projecto. A PT Sun Resort e a TH Group Limited já explicara a situação e compensaram os investidores, de acordo com os contratos”, é frisado. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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6.9.2018 quinta-feira
O Ciência Criado plástico que se decompõe em água do mar
Cientistas chineses desenvolveram um tipo de plástico que se decompõe em águas do mar, sem deixar resíduos, visando combater a poluição dos oceanos, informou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. A decomposição do material, composto por poliéster, em água marinha, pode demorar entre alguns dias a vários meses, gerando pequenas moléculas que não causam poluição, segundo Wang Gexia, engenheiro do Instituto Técnico de Física e Química da Academia Chinesa de Ciências, citado pela Xinhua. “Durante muito tempo, as pessoas preocuparam-se com a contaminação do plástico apenas nos solos. A poluição dos mares apenas teve a atenção das pessoas nos últimos anos, com as notícias de animais marinhos mortos”, afirmou. Os cientistas combinaram hidrólise não enzimática, dissolução na água e processos biodegradáveis para gerar o novo material.
Didi anunciou ainda, em comunicado, que vai suspender os seus serviços nocturnos, durante uma semana, entre 8 e 15 de Setembro, visando incorporar as novas medidas de segurança. Outra das novidades da actualização será a possibilidade de realizar gravações áudio durante o trajecto. A firma prometeu ainda reforçar a verificação do antecedente criminal dos condutores. A segurança da plataforma tem sido questionada pelas autoridades, depois da segunda morte, no espaço de três meses. Há duas semanas, uma mulher de 20 anos foi violada e assassinada pelo condutor, durante uma viagem num carro privado, solicitado através do Didi, no leste da China. Em Maio passado, um caso semelhante resultou no homicídio de uma hospedeira de bordo chinesa, de 21 anos, em Zhengzhou, centro do país.
CRIME ‘UBER CHINÊS’ INCLUI DISPOSITIVO PARA CHAMAR POLÍCIA
Botão de pânico
A empresa de transporte privado chinesa Didi, equivalente à Uber, incluirá um “botão de pânico” na aplicação para contactar directamente com a polícia, uma medida que surge após o assassínio de duas passageiras no espaço de três meses
CAIXA DE PANDORA
Vários casos de agressões sexuais a passageiras, por parte de condutores da aplicação de transporte, e que resultaram em processos judiciais, foram entretanto revelados pela imprensa chinesa. O Governo chinês exigiu à empresa que entregue um plano aos reguladores, visando rectificar os lapsos de segurança da plataforma. Considerada uma das “start-ups” mais bem-sucedidas da China, a empresa adoptou uma estratégia de expansão internacional este ano, incluindo a aquisição de parte da brasileira 99Taxis, em Janeiro passado. No final de 2017, o Didi estava avaliado em 56 mil milhões de dólares (48.170 milhões de euros).
Outra das novidades da actualização será a possibilidade de realizar gravações áudio durante o trajecto. A firma prometeu ainda reforçar a verificação do antecedente criminal dos condutores.
PESTE SUÍNA PAÍSES ASIÁTICOS REÚNEM-SE DE EMERGÊNCIA PARA DISCUTIR EPIDEMIA
ENSINO DIRECTORA DE INFANTÁRIO DESPEDIDA APÓS DANÇA DO VARÃO
A
A
Agência de Alimentos e Agricultura da Ásia (FAO, na sigla em inglês) reuniu-se ontem de emergência em Banguecoque, Tailândia, para abordar o risco da epidemia de peste suína africana registada na China se espalhar na região. “A região deve estar preparada para a alta probabilidade de que a peste suína africana cruze fronteiras”, informou a FAO num comunicado em que se sublinha a necessidade de se adoptar “uma resposta regional”. Especialistas de nove países vizinhos da China (Camboja, Japão, Laos, Mongólia, Myanmar, Filipinas, Coreia do Sul, Tailândia e Vietname), incluindo epidemiologistas veterinários, reúnem-se durante três dias para definir um
protocolo regional. “A peste suína africana, nova na Ásia, representa uma ameaça significativa”, refere a agência da ONU, cuja sede regional fica em Banguecoque. Mais de 40 mil porcos foram abatidos na China desde o início da epidemia, no início de Agosto, segundo a FAO. O gigante asiático, maior produtor de carne suína do mundo, está a tentar conter este surto de peste suína africana inédita no país. Os focos de peste suína africana foram detectados em cinco províncias da China, na sequência de uma exploração em Liaoning (nordeste). Na Ásia, o primeiro surto detectado, em Março de 2017, foi numa criação na Rússia, na Sibéria.
A peste suína africana, com casos registados em África, Rússia e em vários países da Europa do Leste, é muito difícil de controlar porque não existe uma vacina eficaz. No entanto, não representa qualquer perigo para a saúde humana. A doença é transmitida por contacto directo entre porcos infectados, carraças ou animais selvagens e é fatal para os animais afectados, o que inflige perdas económicas significativas nas fazendas. Cerca de metade da população mundial de suínos é criada na China, o país que mais consome esse tipo de carne per capita, segundo a FAO.
S autoridades da cidade de Shenzhen anunciaram ontem a demissão da directora de um infantário local após esta ter incluído a dança do varão na festa de início do ano lectivo. “O objectivo era ensinar às crianças um novo tipo de dança”, explicou Lai Rong, a responsável pelo infantário Xinshahui, citada pela imprensa local. Vídeos e fotografias registados pelos pais, e que se tornaram virais na Internet chinesa, mostram uma mulher de calções pretos, blusa decotada e salto alto a fazer acrobacias num varão, para uma plateia composta por crianças. “As crianças são muito simples,
não terão tido pensamentos complexos sobre o espectáculo”, garantiu Lai. “Eles apenas acham fantástico que alguém consiga fazer aqueles movimentos”, disse. As cerimónias do início do ano lectivo na China são normalmente solenes e incluem o hastear da bandeira nacional da República Popular da China, ao som do hino do país. Neste caso, a bandeira chinesa foi hasteada no próprio varão. Segundo relatos dos pais, em Julho passado, a mesma escola recebeu dez dias de “actividades militares”, que incluíram exibições de metralhadoras e morteiros à entrada do estabelecimento.
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quinta-feira 6.9.2018
TAIWAN ANTIGO PRESIDENTE DEFENDE REFERENDO SOBRE INDEPENDÊNCIA
O
antigo Presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, propôs ontem a convocação de um referendo sobre a independência formal da ilha, perante a crescente pressão política, económica e diplomática exercida por Pequim. Numa entrevista ao jornal japonês Sankei, Chen instou o Governo da actual Presidente, Tsai Ing-wen, a recorrer a um referendo, face à impossibilidade de o território competir militarmente com a China. “Não temos força militar, só podemos enfrentar [a China] através de métodos democráticos”, afirmou Chen, citado pelo jornal japonês. O referendo é a melhor forma de mostrar ao mundo que “os taiwaneses não desejam ser parte da China” e uma “resposta pacífica e democrática à crescente ameaça militar, política e económica” de Pequim, acrescentou. Chen criticou Tsai Ing-wen pela sua debilidade, face à pressão da China, e por não se aproximar mais do Governo japonês para contrariar a intimidação exercida por Pequim. O antigo Presidente taiwanês enalteceu ainda o estreitar dos laços entre Taipé e Washington, mas advertiu que não se pode esperar muito do líder norte-americano, Donald Trump. Chen liderou Taiwan entre 2000 e 2008, tendo mantido sempre uma postura pró-independência. Após terminar o seu mandato, foi condenado por corrupção, mas assegura que se trata de perseguição política.
Ambiente Taiwan quer banir mais de 13 milhões de motos até 2035
Taiwan anunciou ontem que vai proibir até 2035 as motos movidas a gasolina para combater a poluição ambiental na ilha, prevendo-se a retirada de mais de 13 milhões destes veículos actualmente em circulação. Esta medida, anunciada em comunicado pelo primeiro-ministro insular, Lai Chin-te, visa retira das estradas no território cerca de 13,76 milhões de motos que estão actualmente em circulação, num país com cerca de 23,5 milhões de habitantes. O Governo de Taiwan explicou que vai apoiar os fabricantes locais na transição para veículos eléctricos e inteligentes e oferecer incentivos aos consumidores. Taiwan está comprometida em eliminar a energia nuclear até 2025, o que significa que precisa intensificar a produção de energia renovável, gás natural e de centrais a carvão.
CHINA/ÁFRICA PEQUIM SUSPENDE COMENTÁRIOS CRÍTICOS ‘ONLINE’
De bico calado
A caixa de comentários às notícias de que Pequim vai emprestar 60 mil milhões de dólares aos países africanos está suspensa em vários portais noticiosos chineses, após internautas terem manifestado a sua insatisfação nas redes sociais do país
África, apontando o grande potencial de consumo e abundantes recursos naturais do continente. “China e África são altamente complementares e o potencial de desenvolvimento de África irá criar um grande mercado”, lê-se num comentário no Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, no qual se acrescenta que a China importa do continente mais algodão e cobre do que produz internamente e que a exploração de campos petrolíferos africanos, por empresas chinesas, “ajudou muito” o país asiático a garantir a sua segurança energética.
DINHEIRO ENTRE IRMÃOS
Um outro artigo no Diário do Povo lembra que, apesar de a assistência financeira de Pequim a África “não implicar condições políticas”, o continente tem expressado apoio às reclamações territoriais de Pequim no Mar do Sul da China. “Esta fraternidade não tem preço”, nota.
“Devias primeiro criar as tuas próprias crianças. Há tantas vítimas na China em desastres naturais ou provocados pelo homem, poderias olhar pelos mais pobres aqui por favor?” INTERNAUTA CHINÊS
O
Presidente chinês, Xi Jinping, avançou esta semana com aquele valor, na abertura da terceira edição do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que reuniu, em Pequim, dezenas de chefes de Estado e de Governo do continente africano. Bancos estatais e outras instituições da China estão a conceder enormes empréstimos, alguns isentos de juros ou com condições preferenciais, para projectos lançados no âmbito daquela iniciativa. Segundo constatou a agência Lusa, no portal de informação económica Caijing ou na versão
‘online’ do jornal Beijing Evening News, a tentativa de colocar uma mensagem resulta no aviso de que “estão proibidos comentários a esta notícia”. A assistência financeira da China ao exterior é frequentemente alvo de críticas no país, onde dezenas de milhões de pessoas continuam a viver abaixo do limiar da pobreza ou sem acesso ao ensino e saúde. No Weibo, o ‘Twitter chinês’, vários internautas compararam o montante prometido por Xi com os gastos domésticos em educação ou no apoio às populações mais pobres. “Devias primeiro criar as tuas próprias crianças”, escreve um internauta. “Há tantas vítimas
na China em desastres naturais ou provocados pelo homem, poderias olhar pelos mais pobres aqui por favor?”. Um ‘meme’ difundido na Internet chinesa mostra o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, a prometer que a China não vacilará nos seus compromissos económicos com África, ao lado dos comentário do ministro da Educação, Chen Baosheng, que afirma que o país tem escassez de fundos e “não pode exceder o seu estágio de desenvolvimento”. A imprensa estatal, entretanto, tem realçado os benefícios mútuos da cooperação com
No FOCAC, Xi Jinping prometeu ainda um perdão das dívidas que venceriam no final deste ano para os países mais pobres do continente africano e 50 mil bolsas de estudos destinadas aos jovens. Os empréstimos chineses inserem-se no projecto internacional de infra-estruturas lançado pela China, a Nova Rota da Seda, que inclui uma malha ferroviária intercontinental, novos portos, aeroportos ou centrais eléctricas, visando conectar Europa, Ásia Central, África e sudeste Asiático. Segunda maior economia mundial, a China continua a ter quase 50 milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza, estabelecido pelo Governo chinês em 2.300 yuan anuais (290 euros). Em Pequim ou Xangai, as cidades mais prósperas do país, o rendimento ‘per capita’ é dez vezes superior ao das áreas rurais, onde quase metade dos cerca de 1.400 milhões de chineses continua a viver.
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6.9.2018 quinta-feira
BRESCIA E AMISANO
BAILADO LA SCALA DE MILÃO TRAZ “GISELLE” A MACAU
Entre a luz e a es
A composição, de autoria do francês Adolphe Charles Adam, vai ser interpretada pela Orquestra de Macau sob a batuta do maestro David Coleman.
O grande auditório do Centro Cultural de Macau apresenta, entre sexta-feira e domingo, “G La Scala de Milão. O espectáculo marca a estreia da companhia italiana em Macau para apr
“G
ISELLE”sobe ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Macau entre a próxima sexta-feira e domingo pela mão da Companhia de Ballet do Teatro La Scala de Milão. É a primeira vez que a companhia de renome internacional vem a Macau, o motivo é a apresentação de “Giselle”, um
ballet romântico em dois actos. A coreografia que acompanha a composição do francês Adolphe Charles Adam é uma das referências do ballet parisiense do século XIX. A primeira vez que subiu ao palco da Ópera Nacional de Paris corria o ano de 1841. Com popularidade crescente, “Giselle” passou a conquistar os palcos do mundo e foi produzida por grande parte das
companhias europeias, russas e mesmo dos Estados Unidos. “Giselle” conta, numa primeira acepção, a história de uma camponesa que acaba por morrer depois de descobrir que “o seu amado estava comprometido com outra mulher”. Esta é a história do primeiro acto da coreografia. “É também o acto que traz o lado real da produção, um lado com luz e ligado ao quotidiano”, referiu
ontem o director da Companhia de Ballet Teatro La Scala , Frédéric Olvieri em conferência de imprensa. Mas o espectáculo “desenrola-se entre a luz e a escuridão”, acrescentou. A camponesa morre a junta-se a um grupo de fadas que vivem numa floresta. É aqui que acontece “o grande acto de amor e de perdão”, apontou o director da companhia. “Giselle” salva o amado das garras de espíritos
vingativos numa acção que acontece antes do nascer do sol. Este segundo acto, vai ser apresentado na penumbra, no mundo do fantástico. É também o momento em que as qualidades dos bailarinos se podem constatar, considerou Olivieri. “É no segundo acto que a companhia mostra a sua excelência enquanto grupo”, sublinhou. Para o director, a abertura deste acto é, talvez o momento
mais “bonito, com a visão que apresenta do grupo em palco”, apontou. A composição, de autoria do francês Adolphe Charles Adam, vai ser interpretada pela Orquestra de Macau sob a batuta do maestro David Coleman. Paralelamente ao espectáculo, o CCM organiza um workshop para “desvendar alguns segredos e técnicas básicas do Ballet do Teatro alla
CINEMA SAPATOS DE JUDY GARLAND EM “O FEITICEIRO DE OZ” RECUPERADOS
O
S famosos sapatos usados pela actriz Judy Garland no filme “O Feiticeiro de Oz” foram recuperados pelo FBI, depois de terem sido roubados do museu da actriz em 2005. Os sapatos tinham sido furtados do Museu Judy Garland em Grand Rapids,
Minnesota, terra natal da actriz, quando um homem subiu por uma janela e arrombou uma pequena vitrine. O paradeiro dos sapatos, que são provavelmente os mais famosos do cinema norte-americano, permaneceram um mistério durante 13 anos.
O FBI explicou que um homem contactou a empresa que tinha segurado os sapatos no valor de um milhão de dólares (cerca de 860 mil euros), alegando que poderia ajudar a recuperá-los. A polícia de Grand Rapids pediu ajuda ao FBI e, após quase um ano de investigação, as autoridades
conseguiram recuperá-los em Julho, numa operação realizada em Minneapolis. De acordo com as autoridades norte-americanas, ainda ninguém foi detido ou está acusado, mas existem “múltiplos suspeitos”. “Não terminámos as investigações. Temos muito trabalho a fa-
zer”, disse o investigador do ministério público de Norte Dakota, Christopher Myers. A autenticidade dos sapatos foi confirmada através da comparação com um outro par que se encontra no Museu de História Americana do Smithsonian, em Washington. Existem três outros pares
iguais usados pela actriz no filme de 1939. O modelo é coberto por cerca de 2.300 lantejoulas e em 2016 a restauração de um par custou mais de 300 mil dólares (cerca de 260 mil euros). “É incrível, achámos que eles se tinham perdido para sempre”, disse à agência de notícias
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quinta-feira 6.9.2018
DOUG GIFFORD
Ao seu povo Germano Almeida dedicou Prémio Camões às gentes de Cabo Verde
O
scuridão
Giselle” pela Companhia de Ballet do Teatro presentar um clássico do ballet romântico Scala”, refere a organização. A actividade vai ser orientada por profissionais da companhia italiana e dá “aos participantes uma oportunidade de descobrir e ensaiar os passos de dança que mais tarde vão poder ver em palco”, acrescenta a mesma fonte.
RUMO À CHINA
Depois de Macau, a companhia segue para Xi´an, Tianjin e Xangai onde vai apresentar
“Giselle” e também “D. Quixote”. Já com experiência na China, Olivieri nota diferenças nas performances dos bailarinos do continente e do ocidente que advêm das próprias culturas, apontou. Contudo, na óptica do director, os profissionais do continente são “fantásticos quer no que respeita à técnica como à forma de se expressa-
rem artisticamente”. Para o responsável do Ballet do La Scala, “na China há bailarinos fantásticos, o que significa que a formação é de muito boa qualidade, tanto no ballet clássico como contemporâneo”, sublinhou. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
escritor cabo-verdiano Germano Almeida dedicou ao povo de Cabo Verde o Prémio Camões que recebeu na terça-feira, na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro. “Os cabo-verdianos adoraram. Aliás, acho que gostaram mais do prémio que eu, de modo que eu divido o prémio com vocês. Eu fico com o dinheiro, mas dou-vos a honra”, disse Germano Almeira. O escritor confessou não imaginar que “ficassem tão contentes com a atribuição do prémio a um cabo-verdiano”, mas não necessariamente a ele. “Tudo o que enaltece Cabo Verde, eles tomam aquilo como a maior coisa do mundo”, afirmou. A cerimónia de entrega do Prémio Camões contou ainda com a presença dos ministros da Cultura de Portugal, Brasil e Cabo-Verde que, em declarações à Lusa, fizeram questão de parabenizar o escritor. O ministro da Cultura português, Luís Filipe Castro Mendes, salientou a importância de Cabo-Verde no universo dos países de língua portuguesa e as qualidades de Germano de Almeida. “É uma grande alegria que este prémio tenha sido concedido a um escritor cabo-verdiano, por Cabo-Verde ser um país muito importante no mundo dos países de língua portuguesa mas, sobretudo, porque ele é um grande escritor. Tem uma grande ironia, uma grande capacidade de distância e que se aproxima até um pouco do espírito brasileiro, nessa vontade de não se
levar demasiado a sério e nesse humor que ele mantém”, salientou o governante português, responsável pela pasta da Cultura.
UM PRÉMIO FELIZ
Também o ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, destacou a felicidade que este prémio trouxe ao seu país: “apesar de sermos um país tão pequeno, conseguimos causar impacto através das nossa história e o Germano, de certa forma, homenageia a nossa humildade e simplicidade, mas de uma forma muito (...) humana”. “Por isso, a minha representação aqui, em nome de Cabo-Verde, demonstra isso, que nós estamos felizes pela comunidade ter reconhecido a qualidade do trabalho do Germano de Almeida”, acrescentou. Por sua vez, o ministro da pasta da Cultura do Brasil, Sérgio Sá Leitão, evidenciou a “produção (literária) significativa e relevante” do vencedor do Prémio Camões: “acho que ele elevou a língua portuguesa na sua criação e nos elevou como leitores”. “Realmente, é um prazer e uma honra muito grandes”, sublinhou. Germano de Almeida aproveitou para relembrar o momento em que soube que era o vencedor deste prémio literário, através de uma cha-
mada do ministro da Cultura português, e afirmou ainda “não acreditar ser o melhor entre aqueles que poderiam ter recebido o prémio”. Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, o Prémio Camões tem um valor de 100 mil euros e é a mais importante consagração literária da língua portuguesa. Atendendo a esta componente financeira do prémio, Germano de Almeida não escondeu a sua satisfação em levar o prémio monetário para casa. “Também tenho de dizer o seguinte, a componente financeira do prémio é muito interessante. Eu sou um advogado pobre”, disse entre risos. O escritor foi escolhido, por unanimidade, no passado mês de Maio, na reunião do júri do Prémio Camões, em Lisboa, tendo sido destacada “a riqueza de uma obra” na qual “se equilibram a memória, o testemunho e a imaginação”. Nascido em 1945, na ilha da Boa Vista e a viver actualmente no Mindelo, Germano Almeida é autor de obras como “A Ilha Fantástica”, “Os Dois Irmãos” e “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, tendo publicado este ano “O Fiel Defunto”, pouco depois do anúncio da atribuição do Prémio Camões, no valor de 100 mil euros.
“Bienal de Artes Visuais de Hong Kong e Macau 2018” em Pequim France-Presse a representante do museu, Sue Plagemann. Em 2005, um indivíduo chegou a oferecer anonimamente um milhão de dólares a quem recuperasse os sapatos e identificasse os suspeitos. Alguns especialistas acreditam que os famosos sapatos podem valer agora quase o triplo deste valor.
A Bienal de Artes Visuais de Hong Kong e Macau foi inaugurada no dia 31 de Agosto no Museu de Arte Minsheng de Pequim, de acordo com um comunicado emitido ontem. Marcando o décimo aniversário da sua criação, a Bienal este ano é subordinada ao tema “Toque Urbano” e apresenta o desenvolvimento do panorama das artes visuais das três regiões. O espaço de exposição de Macau é dedicado ao tema “Transcendendo a Cidade”, e explora “a interacção entre as pessoas, a relação entre o homem e a cidade, as memórias e as experiências que daí advêm assim como a evolução
da cidade em conjunto com o seu desenvolvimento”, refere a mesma fonte. Participam na exposição seis jovens artistas do território: Ng Man Wai, Lai Sio Kit, Wong Ka Long, Wong Weng Io, Cheong Cheng Wa e Fok Hoi Seng. Os artistas apresentaram obras de pintura, gravura, gravação vídeo e instalação. Depois de Pequim a exposição segue para o Centro Internacional de Convenções e Exposições de Dunhuang, em Gansu, de 27 de Setembro a 15 de Outubro, e o Museu de Arte de Zhejiang em Zhengzhou, de 30 de Outubro a 11 de Novembro.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 35/P/18 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 22 de Agosto de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento e Instalação de um Sistema de Ultrassonografia Hepatobiliar e Pancreática dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 5 de Setembro de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP42,00 (quarenta e duas patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 8 de Outubro de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Outubro de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP24.000,00 (vinte e quatro mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 30 de Agosto de 2018
O Director dos Serviços Lei Chin Ion
COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS
Aviso
Torna-se público, de acordo com o n.º 4 do ponto 5.º dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18.º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei nº 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13º do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, e da alínea 3) do artigo 1º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nºs 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista provisória dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2018, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o efeito. Em caso de dúvidas, agradecemos o contacto com a CRAC, durante as horas de expediente, através do telefone número 85995343 ou 85995342. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 31 de Agosto de 2018 O Presidente do Júri, Iong Kong Leong
ANÚNCIO
EDITAL Edital n.º Processo n.º Assunto Local
:97/E-BC/2018 :66/BC/2018/F :Início da audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) :Pátio de Além-Bosque n.º 9, EDF. Kuan Tai, parte do terraço sobrejacente à fracção 3.º andar B, Macau.
Li Canfeng, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, faz saber que ficam notificados o dono da obra e o proprietário do local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizou-se a seguinte obra não autorizada: Obra
Infracção ao RSCI e motivo da demolição
1.1 Construção de um compartimento composto Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do por gradeamento metálico, cobertura metálica e caminho de evacuação. condutas plásticas de equipamentos. 2.
Sendo as escadas, corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelos infractores no referido espaço, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desse espaço enquanto caminho de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização, pelo que a DSSOPT terá necessariamente de determinar a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.
3.
Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou de segurança do edifício.
4.
Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, assim como requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI.
5.
O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227).
RAEM, 24 de Agosto de 2018
O Director de Serviços Li Canfeng
O Governo da Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho de 27 de Agosto de 2018 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação de “Prestação dos serviços de acolhimento através de transportes no âmbito do “3.o Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios • Macau”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de MOP200,00 (duzentas patacas); ou ainda consultar o website da Direcção dos Serviços de Turismo: http://industry.macaotourism.gov.mo , e fazer “download” do mesmo. A Sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 09:30 horas do dia 11 de Setembro de 2018. Para quaisquer esclarecimentos, os interessados podem, até às 13:00 horas do dia 19 de Setembro de 2018, apresentar o pedido de esclarecimento por escrito, nos Avisos Públicos da Página Electrónica da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism. gov.mo) da Direcção dos Serviços de Turismo, sendo as respostas, também, dadas na mesma. O limite máximo do valor global da prestação do serviço é de MOP1.200.000,00 (um milhão e duzentas mil patacas). Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Critérios de adjudicação Factores de ponderação Experiência do concorrente 45% Preço 20% Introdução da Empresa e currículo da equipa que encarrega o presente projecto 25% Capacidade para acompanhamento e reação às situações do local dos eventos 10% Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, no balcão de atendimento, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 13:00 horas do dia 3 de Outubro de 2018, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês, prestar a caução provisória de MOP24.000,00 (vinte e quatro mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau (n.o 8003911119). O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 4 de Outubro de 2018. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público do concurso para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de acto público do concurso serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 30 de Agosto de 2018. A Directora, Maria Helena de Senna Fernandes
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6.9.2018 quinta-feira
Já não escreverei romances/ Nem contos da fada e o rei. Vão-se-me todas as chances/ De grande escritor. Parei
Amélia Vieira
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ONTOS, o melhor da literatura e os mais interessantes parceiros de viagem, onde sem nenhum esforço vamos encontrar os grandes escritores contando de formas várias quantas vezes o mesmo conto, que neles reescritos são sempre novos, sempre únicos. Discursos que se unem derivados das mesmas fontes, culturas que partilham espaços oníricos, tão próximos que ficamos a saber de uma provável fonte comum. Contam então muitas vezes os contos, aspectos particulares das culturas dos povos, na vertente do gosto pelos ciclos curtos e intensos, por onde férias e dias grandes hão-de passar: esse tempo de papel que rasgado em mil pedaços, deles fomos recolhendo as lendas, e hoje, escutamos no interior deste género literário ainda as “vozes” pelos autores que tão bem, e jamais, deixaram de escutar tais chamamentos . Faltam-nos sempre alguns que a voracidade agarra e leva rápido num saco de viagem. Já não temos amas e vozes que nos contem coisas nesta solidão, e carregamos com eles levando as “vozes” e num breve instante damo-nos conta que grande parte das nossas bibliotecas estão pilhadas deles, que esperam partir connosco para longe em fuga aos quotidianos. Por instantes, ainda nos admiramos de tanta coisa sem interesse de carácter marcadamente intimista que ocupa lugar a mais, impressão volumosa, pesadas notas interpretativas, um conflito permanente com a nossa paciência que desejamos polida para nos massa-
Conta-me contos, ama crarmos na ânsia de não ficar para trás nos temáticos interesses da época. Medimos o tempo pelo resto que nos falta e resolvemos só levar connosco tudo que nos faz radicalmente bem. Que tempo descritivo é o nosso, sim, onde a factualidade é de tal ordem implementada que se remete a herança de uma memória colectiva para certos apeadeiros a que chamam ficção, que passa rapidamente a fixação, quando todos numa embrulhada gigantesca resolvem soltar a sua história. Por isso todos sabem de tudo e o que não sabem inventam num desespero sem paralelo para que se escute as suas vozes... até fazem cursos para aquilo sair ligeiro e onde fiquem depois mandatados para tecerem resmas de papel nas quais se debruçam testando assim a nossa paciência. Acrescentar matéria aos sonhos requer muito mais, e admoestar um serviço ao seu mais fino conteúdo, exige o grau máximo da qualidade que se dá, quando em proveito de todos nos desembaraçamos de nós. Juntos «Contos Misteriosos e Fantásticos» de Edgar Allan Poe, «Contos Maravilhosos» de Herman Hesse, «Sobre os Contos de Fadas» de Calvino, «Pequenas obras Morais» de Leopardi, «Contos de Amor Loucura e Morte» de Horacio Qui-
roga, «Amor no Feno e outros Contos» de D.H. Lawrence, «Lendas» de Gustavo Bécquer, «Contos Populares Russos», «Contos» de Eça de Queiroz, voltamos para o ano sem grandes saudades de mais nada. «O Mabinogion» sem par, onze contos da cultura celta, uma arte de bardos e de encantos, as lendas, dadas por dois manuscritos, o Livro Branco de Rhydderch e o Livro Vermelho de Hergest, escritos em língua galesa no século XIV mas podendo remontar ao século XI na versão mais antiga no país do Rei Artur, transformando a leitura de alguns contos por vezes muito curtos em demorado prazer. O clã celta é uma estrutura compacta que afasta o cavaleiro paladino do silêncio e da solidão, naquele local todos se juntam sem ásperos abandonos a um propósito privado. Podíamos viver aqui o resto da viagem. Nos contos encontramos por fim os arquétipos, bem como os mitos inaugurais, e de tão juntos, renascemos outra vez para os grandes e bons encontros. No «Homem que Morreu» ( como se cada homem no país de Lawrence fosse eterno) a “contagem” é a dos Véus de Isis...Quiroga um dos fundadores do conto moderno, dá-nos a contar a Morte de Isolda... a morte está presente como sinal de arremesso aos desai-
Nos contos encontramos por fim os arquétipos, bem como os mitos inaugurais, e de tão juntos, renascemos outra vez para os grandes e bons encontros
res dos seres... Bécquer, esse, só não quer que se toque nas pedras de Toledo, em Eça de Queiroz e a partir dos seus textos dispersos em jornais e reunidos em «Contos» vamos encontrar as páginas mais bonitas da sua escrita. Os «Contos Russos» onde a Gata Borralheira também entra, bem como um certo aspecto do seu folclore que faz surpreender culturas distantes, instiga-nos a ver melhor a universalidade dos povos. «Lendas e Narrativas», que longe anda, tece esses meandros dos sonhos de antanho e das lutas e amores onde não falta a veia árdua de um cronista na opulenta capacidade de Alexandre Herculano. Quanto ao tema das literaturas populares devemo-la a Almeida Garrett, recuperados os ciclos da expressão oral. São sempre novos, sempre outros, sempre os mesmos, no fazer e refazer da linguagem de cada um, por que é essa similitude que dá o maravilhoso, pois em nós nada há dessa matéria retirados se formos desse todo. Por isso os levo como se levasse apenas um, que contam assim na multiplicidade individual das suas vozes e fazem entender que a trama não passa muitas vezes de um artifício fustigado por “originalidades” sem origem. Conta-me contos ama, todos os contos são esse dia, e jardim e a dama que eu fui nessa solidão... Contam-nos assim os que dizem escrevendo para nós no interior dos tempos, e de tal modo a voz nos soa a uma paz perdida, que ama sempre mais a criança que somos, a velha ama.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 15
quinta-feira 6.9.2018
diário de um editor João Paulo Cotrim
A ferida tornou-se doença no seu aniversário! A estatuária que vigia, do telhado, perdeu terceira dimensão, são meras sombras face ao combate perdido, cegas do horizonte perdido, engasgadas pelo fumo tóxico da memória livre das ciências, talvez devessem deixar-se cair com o estrondo seco do escândalo. O gato embalsamado morrerá de vez ou sobra-lhe ainda hipótese de roçar alguém algures? Quantas mortes ali vivas voltarão a morrer à mão da estupidez impune? A múmia de Amon, o gajo de Atacama e o acocorado de Aymara e cada esqueleto ainda sendo ali poderiam levantar-se em grito para atormentar consciências. Bendegó, o meteorito vai resistir a estas brasas para continuar aceso na memória da incúria criminosa. A beleza é efémera ou não seria, razão maior para a admirar. E conservar. Ferida obscena, esta imagem da barbárie, servindo ideologia sanguinária que prefere a morte, na vez do humano que pulsa em cada migalha de museu. Que quotidianamente aceita sacrificar no altar do lucro a cultura, por dispensável, gratuita, inútil. Experimento em cada museu coração que pulsa. Pode até ter sido erguido sobre ideias gastas, solúveis na espuma da raiva, mas uma única delas justifica seiva e pulsação: fotossíntese. Falta-nos – cada vez mais – o ar.
DANIELA GOMES
HORTA SECA, LISBOA, 27 AGOSTO Acerca da primeira leva de selecionados para o Prémio Oceanos, aforismo nada novo e não se fala mais nisso: nome reconhecido na espuma vai mais longe que mil qualidades. HORTA SECA, LISBOA, 28 AGOSTO Rodopiando no vórtice, por todo o lado encontro o tempo, agora mesmo nesta barata estrebuchando nas escadas rolantes do metro. Logo na inutilidade dos últimos movimentos outrora ágeis percorrendo o nada. Depois, vem lá do começo dos tempos para labutar decompondo o lixo que fazemos sendo. Ou vice-versa. HORTA SECA, LISBOA, 29 AGOSTO «Histórias para meninas distraídas», assim se chama, mas estes poemas da Liliana [Ribeiro] estão prenhes de fina atenção. Ainda não falara do pequeno volume, dos iniciais colecção Mão Dita, aguardando inutilmente a oportunidade de lançamento na capital, que a norte já se desmultiplicou como quem semeia. Os versos misturam, qual biscoito de mel com gota de estricnina, um modo de ser gentil e duro. Infância, «adultância» e outras ânsias, mas também amor, morte, a palavra e o maior dos panos de fundo: o feminino. Ah, e o tempo, esse devorador, que merecia «Cartão Vermelho»: «Ninguém nos tinha dito que o tempo a favor de todas as possibilidades acabaria. Acabaria o ciclo, o ensaio, a diversão, a determinação instruída. A meta fixa fora sempre um truque, um sinal para as mãos se juntarem no banco do autocarro e assistir gratuitamente ao concerto no estádio municipal. Tudo o resto, desvarios, distrações contra as árvores iguais.» Acabado de ler o manuscrito, outro cuja publicação demorou o irrazoável, anotei: a ferida como doença. Tanto fica por dizer. HORTA SECA, LISBOA, 30 AGOSTO Supostamente, qualquer computador se liga, enigma palpitante, ao coração do átomo onde arfa Cronos comedor de filhos e senhor de todas as colheitas, mesmo as mais sangrentas. Por que raio ou significado os números do canto inferior direito, do meu pêcê, irmanados pelos dois pontos, manetas de ponteiros, cavalgam muito além do comum? Induzem em erro, mas ajudam a cumprir. Contudo, chegar antes continua sendo alta de pontualidade. Marcará o kairos o das oportunidades que, por ver mal as horas, fui perdendo? JOÃO VILLARET , LISBOA, 1 SETEMBRO A querida Daniela [Gomes] desatou a compor uma boa série de «Covers» (ed. Paralelo W), i.e., ou seja, quer dizer. Re-
colheu fotografias antigas e anónimas sobre as quais pintou correspondências com versos de canções díspares e significativas. A que se reproduz na página, por exemplo, corresponde aos três últimos versos de Sandy Denny, acolhida nos Fairport Convention. Para sublinhar que não sei para onde o tempo se escoa, incluo aqui mais uns quantos e ponho a canção a rodar (vai passar a constar do karaokabysmo, cancioneiro selvagem das noites deste verão de mentirinha). «Across the evening sky, all the birds are leaving/ But how can they know it’s time for them to go?/ Before the winter fire, I will still be dreaming/ I have no thought of time// For who knows where the time goes?/ Who knows where the time goes?// Sad, deserted shore, your fickle friends are leaving/ Ah, but then you know it’s time for them to go/ But I will still be here, I have no thought of
leaving/ I do not count the time// For who knows where the time goes?/ Who knows where the time goes?» A Daniela, fazendo uso de extrema e melancólica sensibilidade, isolou as figuras com trabalho sobre a cor que inventa carnes e matérias e prolonga as melodias. Isolou o humano, retirou-o das suas circunstâncias, para o fazer voar por sobre infâncias, desencontros, sonhos, ramos, rochas, corpos e casas. E aquele não lugar entre a luz e nenhures. Estamos sós com a música. Cai-se com facilidade em vários, por isto ou aquilo, olhar ou situação, detalhe ou conjunto, mas prendi-me a este da explosiva leitura do fulgor tendo por companhia as nuvens. Sei bem as razões. HORTA SECA, LISBOA, 3 SETEMBRO Tão dolorosamente belas são as imagens do Museu Nacional do Brasil ardendo,
Rodopiando no vórtice, por todo o lado encontro o tempo, agora mesmo nesta barata estrebuchando nas escadas rolantes do metro. Logo na inutilidade dos últimos movimentos outrora ágeis percorrendo o nada
SANTA BÁRBARA, LISBOA, 5 SETEMBRO Vinte e cinco anos depois, continuo trocando os pés pelas mãos, incapaz de te dar o horizonte que merecias, tão aquém do possível que até dói. Nem poema consigo novo. «Os teus braços, afinal tu/ como sítio abrangente (a floresta)/ lugar panorâmico (o mar em fundo)/ onde me recolher/ sem palavras/ precisei delas gastei-as para chegar/ a ti/ despia-me já choroso (o mar em mim)/ e depositava-me/ massa desprendida solta de gordura e afecto e/ ossos/ nos teus abraços de estátua vibrante/ ora cama repousante/ ora colo ofegante/ soluçante, eu e os pensamentos/ ardendo à nossa volta/ incendiados pelo resto incandescente/ das palavras caminho/ os teus cabelos cobrem-nos de mundo/ aceitaste/ aceitaste-me/ os teus olhos húmus convidam à sementeira/ não terá sido por isso/ o desespero encontrou a intimidade/ continuo os soluços/ pois deles se soltam/ dançando/ as estrelas/ da já noite/ até que a tranquilidade/ por vida praça que rasgaste / na pele do promontório (a floresta)/ me acolheu desfeito/ não precisei da manhã para amanhecer/ ou de perder os verbos (a nuvem)/ para me erguer estendido/ na tranquilidade/ quedo tolhido fiquei/ já que continuei a vir pelas palavras caminho/ para repetidamente / morrer (em ti)».
16 internacional
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equipa de advogados do ex-chefe de Estado anunciou que interpôs o recurso na sequência do Tribunal Superior Eleitoral ter decidido que a lei conhecida como “Ficha Limpa”, que foi aprovada pelo próprio ex-Presidente em 2010, impede que Lula concorra ao cargo, uma vez que foi condenado em segunda instância. A Justiça proibiu também o antigo chefe de Estado de aparecer na campanha eleitoral como candidato, mas autorizou a presença da sua figura na campanha desde que não se apresente como tal. Os advogados argumentam que o tribunal eleitoral se recusou a atender um pedido do Comité de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que se respeitem os direitos políticos do ex-Presidente, incluindo o direito de contestar as eleições, conceder entrevistas à imprensa e manter contacto com os membros do Partido Trabalhista (PT). Por esta razão, os advogados de Lula já apresentaram um recurso à ONU para que a organização se pronuncie sobre a recusa das autoridades brasileiras em acatarem a determinação do Comité dos Direitos Humanos, que pediu ao Brasil que permita ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de exercer todos os seus direitos políticos como candidato enquanto estiver na prisão. De acordo com a defesa, a decisão do Comité da ONU deve vincular a Justiça brasileira, que é signatária de tratados internacionais que reconhecem a competência deste Comité das Nações Unidas.
6.9.2018 quinta-feira
BRASIL LULA RECORREU AO SUPREMO TRIBUNAL PARA DISPUTAR ELEIÇÕES
A última valsa
O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva, preso desde Abril, apresentou um recurso na terça-feira ao Supremo Tribunal Federal, depois do Supremo Tribunal Eleitoral ter negado a sua inscrição como candidato às presidenciais de Outubro
SUBSTITUTO DE LULA
Caso os novos recursos sejam rejeitados, o PT só tem até 11 de Setembro para apresentar um novo candidato que, segundo dirigentes do partido, seria Fernando Haddad, que foi na terça-feira indiciado pelo Ministério Público por suposta corrupção relacionada com a sua campanha nas eleições municipais de 2012. Haddad, apontado como provável substituto de Lula como candidato do PT à presidência
encontro regional de Quito sobre a emigração venezuelana terminou ontem com uma declaração dos países participantes, na qual mostram vontade de continuar a acolher cidadãos daquele país. O documento “contém a vontade de todos os estados participantes de continuarem a acolher com os braços abertos todos os que têm enfrentado uma situação difícil no seu país de
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SRAEL voltou a encerrar a passagem de Erez, ponto de acesso à Faixa de Gaza, devido a confrontos registados no terminal de trânsito, anunciou ontem o Exército israelita. O ponto de passagem de Erez vai ficar fechado até que os estragos sejam reparados, acrescentou o Exército de Israel que não especificou qualquer data para a reabertura do terminal. De acordo com os militares israelitas vai ser autorizado “apenas” o trânsito de material humanitário, caso venha a ser necessário. De acordo com o Exército de Israel “centenas de desordeiros” palestinianos participaram em actos de violência na terça-feira lançando pedras que provocaram estragos nas instalações do terminal. A passagem de Erez tinha sido reaberta no passado dia 27 de Agosto depois de ter sido mantida encerrada durante uma semana. O território da Faixa de Gaza, enclave situado entre Israel o Egipto e o Mediterrâneo, encontra-se submetido a um bloqueio terrestre e marítimo pelos israelitas desde 2008. Os cerca de dois milhões de habitantes dependem, em grande medida, da ajuda internacional. A fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egipto está quase sempre encerrada. Controlado pelo Hamas, o enclave tem sido palco de manifestações de palestinianos junto à barreira de separação desde 30 de Março e que exigem o fim do bloqueio e a devolução de terras aos palestinianos, perdidas em 1948. Pelo menos 172 habitantes da Faixa de Gaza foram atingidos a tiro pelos soldados israelitas desde Março.
Os advogados argumentam que o tribunal eleitoral se recusou a atender um pedido do Comité de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que se respeitem os direitos políticos do ex-Presidente
do Brasil, é acusado de receber 2,6 milhões de reais (quase um milhão de euros à taxa de câmbio de então) de uma construtora "para pagar uma dívida na cam-
panha eleitoral de 2012", o que lhe permitiu garantir o lugar de prefeito de São Paulo, segundo um documento do MP publicado na terça-feira.
Se não anunciar um novo candidato no prazo estipulado, o partido fica fora da disputa eleitoral, cuja primeira volta está marcada para 7 de Outubro.
AMÉRICA LATINA PAÍSES ACORDAM RECEBER MIGRANTES VENEZUELANOS
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ISRAEL PASSAGEM DE ACESSO À FAIXA DE GAZA FECHADA
origem”, anunciou o representante peruano, César Bustamante, ao concluir a reunião. Bustamante, director-geral das Comunidades Peruanas no Exterior e Assuntos Consulares, destacou que continuará a ser prestada assistência aos que “procuram encontrar acolhimento”. Representantes dos Governos de países da América Latina reuniram-se ontem, em Quito, capital do Equador, para tentar
encontrar soluções conjuntas para lidar com o êxodo de venezuelanos, que fogem da crise no seu país. A reunião foi convocada pelo Equador que, segundo a imprensa do país, convidou também o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mas cuja presença não foi confirmada. Participaram representantes da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.
Também esteve presente uma delegação da Bolívia, um Governo que é tido como aliado da Venezuela. Segundo dados das Nações Unidas, pelo menos 2,3 milhões de venezuelanos estão radicados no estrangeiro, entre eles 1,6 milhões de cidadãos que emigraram desde 2015, devido ao agravamento da escassez de alimentos, medicamentos e aos altos preços dos produtos na Venezuela, tendo em conta os baixos salários locais.
ONU Trump organiza reunião sobre o Irão
Donald Trump, presidente em exercício este mês do Conselho de Segurança ONU, organiza no fim de Setembro uma reunião de chefes de Estado e de Governo sobre o Irão, anunciou ontem a embaixadora norte-americana Niki Haley. Esta reunião, a seguir à assembleia geral anual das Nações Unidas, sobre a qual a Rússia já expressou reservas, deverá realizar-se a 26 de Setembro. Questionada durante uma conferência de imprensa sobre a participação do Presidente iraniano, a embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU respondeu que Hassan Rohani “tem o direito” de participar na iniciativa do Presidente dos Estados Unidos.
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quinta-feira 6.9.2018
SNOWBOARD PRIMEIRO PORTUGUÊS A COMPETIR NUM MUNDIAL FICA EM NONO
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HRISTIAN de Oliveira, o primeiro português disputar um Mundial de snowboard, terminou ontem a prova de juniores de slalom gigante paralelo no nono lugar, na Nova Zelândia. O presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP), Pedro Farromba, considerou este “um resultado histórico”. O luso-australiano de 18 anos, que até 2016 competia pela Austrália, obteve o nono melhor resultado entre 39 participantes de 14 países e os responsáveis federativos olham para o atleta como a esperança lusa para que, pela primeira vez, Portugal tenha um atleta na modalidade nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno. "É um brilhante resultado para o jovem atleta da FDIP, confirmando assim as enormes expectativas", realçou Pedro Farromba, em declarações à agência Lusa. O seleccionador nacional de snowboard, Nuno Marques, conhecido no meio como ‘Mancha’, destacou as capacidades de Christian de Oliveira para a idade que tem, confiando que vai estar presente nos Jogos de 2022, a disputar na China. "Para mim, para a selecção portuguesa de snowboard, para a FDIP, para a comunidade snowboarder lusitana e para Portugal, só o facto do Christian participar neste mundiais de juniores de snowboard já seria um facto histórico, independentemente do resultado", frisou o seleccionador nacional, à agência Lusa. Durante esta temporada, Christian de Oliveira vai participar em várias provas internacionais, nomeadamente competições da Taça da Europa e da Taça do Mundo, assim como no Mundial de snowboard, em Fevereiro, em Utah, nos Estados Unidos. "O Christian é um atleta ainda novo para a disciplina em que compete, mas com uma mente muito forte, calma e de uma humildade incrível", elogiou Mancha. O atleta, com dupla nacionalidade, nasceu na Austrália, vive nos Estados Unidos, mas é filho de pai português, de Covelo, São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.
AUTOMOBILISMO PILOTOS LOCAIS QUEREM CORRER NO WTCR GRANDE PRÉMIO
A corrida ao ouro
Apesar de apenas haver dois convites da FIA para que os pilotos locais possam participar no WTCR, são vários os locais que gostariam de ter a oportunidade de correr este ano no Circuito da Guia
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S dois ‘wild cards’da Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCR) a atribuir à Corrida da Guia da 65ª edição do Grande Prémio de Macau têm sido alvo de muita cobiça. E se o número de candidatos superava já largamente o número de lugares disponíveis, a lista poderá ter aumentado este fim-de-semana. Para além dos vinte e seis concorrentes inscritos no campeonato, a Eurosport Events, a empresa promotora da competição mundial sob a chancela da FIA, atribui por
prova dois ‘wild cards’ a pilotos convidados, supostamente locais. A prova a realizar em Novembro no território não será excepção. O HM sabe que o número de pilotos da RAEM candidatos a um ‘wild card’ para a última prova da temporada de 2018 do WTCR supera a meia dúzia, sendo que mais um se perfila a horizonte. Depois da prestação de encher o olho na prova do TCR China em Ningbo, em que venceu duas corridas e poderia ter vencido as três do programa se não fossem as vicissitudes climáticas, André Couto terá sido abordado pela equipa MacPro Racing Team para competir na Corrida da Guia com o Honda Civic TCR. “O tema foi discutido em algumas conversas, mas não houve nada de concreto. Foi só um tema discutido em conversas informais”, disse André Couto, ao HM. “Para mim a participação no Grande
André Couto terá sido abordado pela equipa MacPro Racing Team para competir na Corrida da Guia com o Honda Civic TCR
Prémio de Macau só acontecerá no WTCR ou nos GTs”, explicou. Dos pilotos do território que já colocaram o seu nome para uma potencial selecção, o único a admiti-lo publicamente foi Filipe Clemente Souza que no mês passado confirmou ao HM que em Novembro irá abdicar da sua tradicional participação na Taça de Carros de Turismo de Macau (ex-‘Taça CTM’), para regressar à Corrida da Guia onde foi presença assídua entre 2011 e 2014. O piloto macaense realizou, ao longo dos anos, várias aparições em provas asiáticas do WTCC, o antecessor do WTCR, o que lhe dá hoje um favoritismo óbvio para receber uma nomeação. Habitualmente, a escolha dos ‘wild cards’ é da responsabilidade do Eurosport Events, em colaboração com os organizadores e promotores das provas que o WTCR visita.
CRITÉRIOS DÚBIOS
Na conferência de imprensa de antevisão da segunda prova do campeonato, que se disputou na Hungria, François Ribeiro, o responsável máximo pela Eurosport Events, esclareceu aos jornalistas que os ‘wild cards’ são para a atribuir a pilotos com um currículo de referência ou então, para permitir a possibilidade a jovens talentos de competir lado a
lado com os melhores do mundo da especialidade. Ribeiro aproveitou para clarificar que estes são exclusivos para pilotos do país organizador do evento. "Por mim, faríamos um evento do WTCR trinta e duas vezes por ano e assim haveria mais oportunidades para pilotos de outros países. Mas a realidade é que temos 10 eventos e 30 corridas, o que já é muito. Tenho pena que não possamos receber todos, mas isto é uma Taça do Mundo e o nível precisa de ser restrito para ter algum valor", explicou na altura o dirigente francês, clarificando que quer ter " os melhores pilotos de carros de Turismo do mundo inscritos a tempo inteiro e sem restrições para quem quer que seja. A única restrição são os wildcards. Mas se um brasileiro ou um russo quiser fazer parte da grelha de partida tem sempre a possibilidade de correr a tempo inteiro." Contudo, na prova da Alemanha um dos ‘wild cards’ foi o dinamarquês Kris Richard, com a justificação que este dominava a língua alemã, ao passo que o checo Petr Fulín usufruiu da mesma benesse para correr na prova da Eslováquia. O HM questionou o Eurosport Events sobre se os pilotos de Hong Kong e da China Continental, apesar de representarem uma Autoridade Desportiva Nacional (ADN) diferente, estariam habilitados a concorrer a um ‘wild card’ em Macau e se, da mesma forma, os pilotos da duas RAEs podem ser candidatos a um ‘wild card’ nas provas chineses do campeonato – Ningbo e Wuhan – mas não obteve uma resposta apesar das insistências. Sérgio Fonseca (com J.S.F) info@hojemacau.com.mo
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AGUACEIROS
O QUE FAZER ESTA SEMANA Amanhã
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Sábado
29º CONCURSO INTERNACIONAL DE FOGO DE ARTIFÍCIO Torre de Macau | Das 21h00 às 23h00
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KIN
1 4 9 5 6 3 8 7 6 8 4 1 2 5 5 2 3 8 9 7 1 ALONG WITH THE GODS: THE LAST 49 DAYS [C] 4 9 5 1 7 ADIEU 6 [B]2 2 7 1 9 3 8 6 3 8 6 2 5 4 9 9 5 4 7 8 L1 3 ADRIFT [B] STORM [C] 6 1 7 3 2 5 4 8 3 2 6 4 9 7 KILLING FOR THE PROSECUTION [B] SALA 1
KIN [B]
Um filme de: Jonathan & Josh Baker Com: James Franco, Jack Reynor, Zoe Kravitz 14.30, 16.30, 21.30
Um filme de: Masato Harada 14.30, 19.15, 21.30
FALADO EM CANTONENSE
LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kennneth Lau
Com: Louis Cheung, Jason Chan,
Michelle Wai, Helena Law
14.30, 19.30
SALA 2
Um filme de: Baltasar Kormákur Com: Shailene Woodley, Sam Claffin 14.30, 16.30, 21.30
7 9 6 3 4 1 2 8 5
Com: Takuya Kimura, Kazunari Ninomiya
SALA 3
FALADO EM COREANO LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kim Yong-hwa Com: Ha Jung-woo, Ju Ji-hoon, Kim Hyang-gi, 19.00
2 3 4 8 5 7 6 9 1
LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS
FALADO EM CANTONENSE
LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: David Lam
Com: Louis Koo, , Kelvin Cheng, Stephy Tang
FALADO EM JAPONÊS
16.30, 21.30
7 8
YUAN
1.18
8 5DISCO 1 4 6 HOJE 2 9 7 UM 4 3 6 9 7 8 1 Lançado o álbum 7 9em 1999, 2 1 5de estreia 3 8 dos Blasted Mechanism apresentou aquilo que fermentava nos ensaios 1 7 4 5 3 6 2 de uma das mais originais bandas 9 8em Portugal. 5 2 Depois 1 4 nascidas do EP7 que ofereceu “Swinging With The 6 2 e3 Monkeys” “The 8 Atom9 Bride7 The-5 me” aos amantes de música estranha, 5 4 trouxe 8 3uma2dimensão 9 6 “Plasma” de jazz à demência criativa de um 2 1 7 6 4 5 3 dos mais interessantes colectivos saídos das profundezas 3 6 9 7 8da música 1 4 alternativa de Lisboa. Antes de se aventurarem em terrenos electrónicos, o disco de estreia dos Blasted Mechanism sobrevive lindamente à passagem do tempo. Lançado há quase 20 anos, sabe bem regressar a este porto de abrigo musical que ficou imune ao tempo. João Luz
54
1 8 5 6 6 2 7 1 9 3 4 2 8 5 6 4 3 1 9 5 7 4 2 9 4 9 8 3 5 6 3 7 2hojemacau. 7www. 1 8 com.mo
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50 que as notícias e a vida privada devem Penso permanecer nos seus lugares. Penso ainda que a doença se insere no âmbito do privado, naquele que fica entre médicos e família. Naquele lugar que, mesmo que conte com visitas de governantes com as suas demonstrações de apoio, não se deve, por respeito, chamar a imprensa. Fico contente com o facto de uma jovem ter saído do estado de coma que durava há mais de dois meses. Fico contente que tenha contado com o apoio do Governo local para sobreviver. Mas isto não é mais do que a obrigação de quem governa: garantir, pelo menos, a sobrevivência e a saúde de quem cá vive. Por cá, quem não é caso especial ou não tem a carteira cheia dificilmente garante acompanhamento médico decente. Entristece-me que a privacidade desta jovem e da sua família seja usada para mostrar o que não 52 passou apenas de um dever. O dever de unir uma equipa médica para tratar um doente, para tratar todos os doentes. O dever de não exigir riqueza aos utentes para terem direito à saúde. O dever de se ser profissional para que as negligências acabem, para que não se trate casos de sucesso como “milagres”. Isto não é um feito! É uma obrigação de quem se preze. Não é para ser explorado enquanto bandeira estandarte como se assim se escondessem todas as falhas. Não, isto é para ficar no privado, no canto da família, sem fotografias nem reuniões abertas à imprensa. O mais básico foi cumprido. Não é preciso dar como exemplo, muito menos desta forma. Parece que, cada um fazer o que lhe compete, isso sim é o milagre a assinalar. Sofia Margarida Mota
5 3 6
4 9 68 51 76 7 2 3 2 1 3 9 4 5 6 7 7 6 5 3 8 82 44 39 6 54 1 92 7 18 9 5 5 8 59 44 1 3 7 6 33 7 2 15 9 6 1 28 5 1 73 7 6 85 4 8 2 8 69 2 6 8 13 51 5 4 1 8 5 4 7 2 79 3 41 PROBLEMA 51
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 50
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DE
Galeria do Armazém do Boi, rua do Volong | Até 27/10
A
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FESTA WINE & MUSIC – BACK TO THE 80S Sofitel Ponte 16 | Das 19h00 às 22h00
3 8 4 6 5 7 9 2 1 Cineteatro C I N E M
BAHT
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SUMMER’S UP POP-UP MARKET BY PARTY MACAU X LAX CAFE Lax Café, Taipa | Das 18h30 às 21h30
3 9 8 6 4 7 1 5 2 6 5 1 2 8 9 4 7 3 7 4 2 1 3 5 9 8 6 EXPOSIÇÃO “AYIA” 5Garden 3 |9 7 1 4 2 6 8 Casa Até 9/9 2 1 7 9 6 8 5 3 4 EXPOSIÇÃO “UNIVERSO” Armazém 8 6do Boi4| Até59/9 2 3 7 1 9 4 2“APROFUNDAR” 5 3 7 6 8 9 1 EXPOSIÇÃO Art9 Garden | Até 8 39/9 4 5 1 6 2 7 1 7“POST-OX 6 8WAREHOUSE 9 2EXPERIMENTAL 3 4 SITE” 5 EXPOSIÇÃO
9.39
ISTO NÃO É UM FEITO!
INÍCIO DO FESTIVAL DE CINEMA “AFTER HOURS” Cinemateca Paixão | Das 21h30 às 23h00
EXPOSIÇÃO “ART IS PLAY” Grande Praça MGM | Até 9/9
EURO
VIDA DE CÃO
CONCERTO “A NIGHT OF JAZZ BLUES POP ROCK SESSION 3” Live Music Association | Das 22h00 à 1h00
Diariamente EXPOSIÇÃO “ESCULTURA, UM CAMINHO”, DE ANTÓNIO LEÇA 49 Albergue SCM | Até 21/10
•
S U D O K U
TEMPO
6.9.2018 quinta-feira
52 7 8 64 3 9 1 5 4 6 3 5 1 7 8 4 22 7 91 9 4 52 5 6 8 47 9 8 1 3 6 5 7 4 7 4 23 19 8 2 6 61 5 36 82 7 71 4 3 9 44 5 6 8 99 1 2 73 18 2 7 5 54 33 89 6 63 1 9 86 12 7 5 8
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85 3| BLASTED 7 6MECHANISM 2 8 44 79 PLASMA
26 1 14 9 47 3 82 95 9 32 8 9 1 85 4 3 7 8 1 67 8 4 9 5 26 3 3 4 56 7 8 2 9 1 9 2 95 33 6 51 7 8 7 9 2 5 1 66 8 4 4 6 71 48 3 9 5 2 8 15 3 2 4 47 1 56
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opinião 19
quinta-feira 6.9.2018
bairro do oriente
Notas de Setembro
LA SIESTA, VAN GOGH
LEOCARDO
I Regressei recentemente de férias de Portugal, onde já não ia há 8 anos, pasme-se. E novidades? Bem, tudo mais ou menos na mesma, e talvez por ter ido no Verão, as coisas estavam calmas, e as cidades praticamente desertas, mesmo Lisboa. Foi uma mudança interessante, em relação à azáfama que temos aqui no território e nas outras cidades da região. Portugal continua a ser um país acessível em termos de preços; muito mais barato que o resto da Europa. Continua, no entanto, a falar-se da crise. Normal, num país onde grande parte da população activa vive com seis mil patacas mensais, ou pouco mais do que isso. Parece mesmo assim não ter muito importância; as marisqueiras estão sempre cheias, os festivais de Verão são concorridos, toda gente tem carro, e enquanto lá estive foram quase 60 mil alminhas encher
o Estádio da Luz para assistir à partida entre o Benfica e o Fenerbahce, a contar para a 2a. pré-eliminatória de qualificação da Champions League, com os bilhetes a custar na ordem das 500 ou mil patacas. Vai-se vivendo, em Portugal. II De regresso a Macau, e depois de um tímido tufão que no final de contas não chegou a sacudir o território, a actualidade ficou
Portugal continua a ser um país acessível em termos de preços; muito mais barato que o resto da Europa. Continua, no entanto, a falar-se da crise
marcada pelas declarações polémicas de uma responsável dos Serviços de Educação, a propósito da homossexualidade. A educadora (?) em questão estabeleceu um desastroso paralelo entre esta orientação sexual e a doença mental, sugerindo que “as crianças que pensam (?!) que são homossexuais devem ser encaminhadas para um psicólogo”. Depois de uma ou mais tentativas (frustradas, diga-se em abono da verdade) de se justificar, e de um estranho “diz-que-não-disse”, o mal já estava feito. Foram declarações graves e infelizes, de facto, mas que me deixaram a pensar que aqui na terra da harmonia, o conceito de “normalidade” ainda tem algum peso. A doença mental é tabu, e existem muitos casos não diagnosticados - é o tal medo da “perda de face”, um aspecto sobretudo cultural. Era bom que quem precisa de ajuda a fosse
procurar. Independentemente de ocupar um cargo público de relevo, ou não. III Finalmente, e ainda em Macau, abriu um restaurante da cadeia de “fast-food” filipina Jollibee (passo a publicidade), depois de meses de espera (hesitação?). Eu, pessoalmente gosto, e faço sempre questão de lá ir quando visito as Filipinas, e agora é tudo uma questão de se gostar ou não de “junk food”. Mas o que eu gostaria mesmo de destacar é o atendimento, que é, numa palavra, soberbo. As meninas da caixa atendem com uma simpatia tremenda, sorriso de orelha a orelha, e dirigem-se aos clientes quase a cantar! Se não houver mais nada, pelo menos os outros estabelecimentos do território tinham muito a aprender com o Jollibee, nesse particular. Nota cem.
É muito mais difícil matar um fantasma do que uma realidade. Virginia Woolf
quinta-feira 6.9.2018
PALAVRA DO DIA
Cabeças a prémio U Autarca é o sexto eleito assassinado nas Filipinas desde Maio
Japão Tufão causa pelo menos 11 mortos e centenas de feridos
Pelo menos 11 pessoas morreram e centenas ficaram feridas no Japão, na sequência do tufão Jebi, considerado o mais violento a atingir directamente o arquipélago em 25 anos, informou a televisão pública NHK. “Este tufão causou sérios danos, especialmente na região de Osaka”, disse ontem o primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, que prometeu “o máximo de esforços para resolver a situação e reabilitar as infra-estruturas”. A passagem do ciclone trouxe chuvas torrenciais e ventos fortes, com rajadas que atingiram nalguns locais os 220 quilómetros/hora. O Jebi, o vigésimo primeiro tufão desta temporada no Pacífico, foi catalogado como “muito forte” pela Agência Meteorológica do Japão, o primeiro com esta intensidade a chegar ao arquipélago desde 1993. O Japão foi atingido por vários tufões e chuvas torrenciais este Verão. Uma grande parte do oeste do Japão foi atingida no início de Julho por fortes inundações e deslizamentos de terra que resultaram na morte de mais de 200 pessoas e milhares de desalojados, naquele que foi considerado o mais grave desastre meteorológico no país desde 1982.
M autarca filipino, cujo nome integrava uma lista de autoridades eleitas acusadas pelo Presidente, Rodrigo Duterte, de envolvimento com o narcotráfico, foi ontem morto a tiro no seu gabinete, o sexto eleito assassinado desde Maio, informou a polícia. O homicídio de Mariano Blanco, autarca da cidade de Ronda, no sul do país, é o mais recente de uma série de assassínios de políticos eleitos suspeitos de ligações ao tráfico de drogas. Mariano Blanco, de 59 anos, foi morto por desco-
nhecidos quando se encontrava no seu gabinete, disse o chefe de polícia local, o inspector Jayr Palcon, à agência de notícias France-Presse. “Testemunhas disseram que quatro pessoas armadas saíram de uma carrinha branca e entraram na prefeitura. O prefeito estava lá a dormir no seu gabinete”, disse o inspector. Segundo Jayr Palcon, o nome de Mariano Blanco estava na lista do presidente Duterte de funcionários eleitos suspeitos de serem consumidores, traficantes ou de protegerem o tráfico de droga, uma informação confirmada pela Agência Anti-Narcóticos das Filipinas.
Blanco foi morto a tiros quase um ano depois de a Comissão Nacional de Polícia lhe ter retirado os poderes sobre a polícia local por ser suspeito de “realizar actividades ilegais relacionadas com o tráfico de drogas”, afirmou um porta-voz da agência. Em Julho, Antonio Halili, líder do município de Tanuan, sul de Manila, foi morto a tiro por um franco-atirador durante uma cerimónia que decorria na prefeitura. Desde que Duterte chegou ao poder no final de Junho de 2016, a polícia alega ter matado 4.410 supostos trafi-
cantes de drogas e toxicodependentes. As organizações não-governamentais dizem que esse número deve ser o triplo e defende que os dados apontam para um possível crime contra a Humanidade, acusando a polícia e as milícias de matarem pessoas sem sequer terem qualquer prova de seu possível envolvimento no tráfico de drogas. Em Fevereiro, o sobrinho de Blanco e o vice-prefeito de Ronda, um advogado, também foram mortos a tiro no final de uma audiência num tribunal no qual estava a defender um cliente suspeito de ser traficante.
Índia Acidente com embarcação faz pelo menos 22 desaparecidos
Pelo menos 22 pessoas estão dadas como desaparecidas na sequência de um acidente com uma embarcação motorizada ocorrido ontem em Brahmputra River, uma zona remota do nordeste da Índia afectada por graves inundações, indicou a polícia local. As autoridades policiais confirmaram ainda que três corpos foram recuperados e que 11 pessoas foram resgatadas. No total, a bordo da embarcação estavam 36 pessoas, referiu a polícia local. A mesma fonte precisou que a embarcação virou e afundou-se depois de ter embatido contra uma torre de um projecto hídrico em fase de construção. As chuvas fortes registadas durante a época das monções estão a inundar vastas áreas na Índia. Mais de 1.000 pessoas morreram em sete Estados daquele país desde o início da temporada das monções, em Junho passado.
Ténis Frederico Silva eliminado do ‘challenger’ de Zhangjiagang
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O tenista português Frederico Silva, 316.º do ‘ranking’ mundial de ténis, foi ontem eliminado na primeira ronda do ‘challenger’ de Zhangjiagang, na China, ao perder frente ao austríaco Jurij Rodionov, 259.º do circuito. O tenista natural das Caldas da Rainha perdeu frente a Rodionov por 6-4 e 6-4, em uma hora e 19 minutos, depois de ter chegado ao quadro principal ao superar o ‘qualifying’.
COREIAS DELEGAÇÃO DE SEUL REÚNE-SE COM KIM JONG-UN
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MA delegação sul-coreana reuniuse ontem com o dirigente nortecoreano, Kim Jong-un, numa altura em que Seul quer organizar uma nova cimeira intercoreana para ultrapassar o impasse das negociações sobre desnuclearização. Chung Eui-yong, conselheiro para a segurança nacional do presidente sulcoreano Moon Jae-in, que se deslocou ao Norte com quatro outros emissários, tinha dito antes da reunião que pretendia discutir modos de “realizar a desnuclearização” da península coreana e estabelecer “uma paz duradoura”.
A delegação “encontrou-se com o presidente Kim Jong-un, entregou-lhe uma carta pessoal (de Moon) e trocou pontos de vista”, declarou um porta-voz da presidência sul-coreana, adiantando que os sul-coreanos partiram ontem para Seul. Durante uma cimeira histórica a 12 de Junho em Singapura, o presidente norte-americano, Donald Trump, e Kim Jong-un chegaram a um vago compromisso sobre uma “desnuclearização completa da península coreana”, cujo modo e calendário foram adiados para negociações posteriores. O processo entre Washington
e Pyongyang encontra-se actualmente num impasse e no mês passado Trump anulou à última hora uma viagem à Coreia do Norte do secretário de Estado, Mike Pompeo. O objectivo oficial da visita ao Norte da delegação sul-coreana é definir os pormenores da organização de uma nova cimeira entre Kim e Moon, que deverá realizar-se ainda este mês e que será a terceira desde o final de Abril. Especialistas no dossier coreano consideram que Chung é provavelmente portador de uma proposta para se sair do impasse na questão da desnuclearização.