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SEXTA-FEIRA 6 DE JULHO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4087
hojemacau
SOFIA MARGARIDA MOTA
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
SILVESTRE DE ALMEIDA LACERDA
GUARDIÃO DA HISTÓRIA ENTREVISTA
OUTRAS NOTAS NA ESCOLA PAULO MOURA
PÁGINA 7
Vigilância de Estado aperta em Macau. Os novos aterros ainda não foram concluídos e já se prevê a instalação de um sistema de videovigilância. Actualmente estão em funcionamento 820 câmaras no território e previstas mais 800 até ao primeiro trimestre de 2020. Nessa altura, Macau terá 54 câmaras por quilómetro quadrado. ÚLTIMA
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CRIME
2 ENTREVISTA
SILVESTRE DE ALMEIDA LACERDA DIRECTOR-GERAL DA TORRE DO TOMBO
O director-geral do Arquivo Nacional da Torre do Tombo está em Macau para participar hoje na inauguração da exposição no Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau. A mostra intitulada “Chapas Sínicas – Histórias de Macau na Torre do Tombo” conta a história do território ao longo de cerca de 400 anos. De Portugal, Silvestre de Almeida Lacerda trouxe como presente um conjunto de imagens de Macau dos anos 30
“Se não se conhece, não se ama” O que nos contam as Chapas Sínicas? Contam-nos muitas histórias principalmente associadas a questões da administração desde o séc. XVI até aos finais do séc. XIX. Contam-nos as histórias sobre a jurisdição do trabalho desenvolvido pelas autoridades quer chinesas quer portuguesas, portanto de comunicação diplomática. Mas, sobretudo, trazem-nos o quotidiano local da altura, a criminalidade, com todos os aspectos da jurisdição e da fixação dos estrangeiros, com pirataria, naufrágios, etc.
Como eram as relações diplomáticas nos momentos iniciais da presença portuguesa em Macau? No início do séc. XVI as relações passavam muito pela instalação da câmara de Macau, sobretudo ao nível do procurador ou ouvidor, e pela permanência de autoridades no território. Portugal podia ter o exército aqui e isso dava uma possibilidade significativa de permanência. Diria que, desde muito cedo, eram relações entre iguais em que há uma preocupação de quem administra os portugueses serem as autoridades portuguesas, e quem administra a comunidade chinesa serem as autoridades chinesas. Como é organizar uma exposição com este tipo de peças? Estamos a falar de tesouros. Acho que há aqui um factor particularmente feliz da colaboração entre o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Direcção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) e o Arquivo de Macau. Este foi o primeiro passo. Ao longo dos últimos três anos, temos vindo a desenvolver o trabalho de recuperação e de conservação dos documentos que estão na Torre do Tombo. Foi necessário preparar todo um trabalho de intervenção sobre o estado em que a documentação se encontrava, que era
bastante frágil. Estamos a falar de documentos com 400 anos. Uma coisa muito interessante que aconteceu tem que ver com o suporte destas obras. Inicialmente todos os indícios apontavam para que fosse papel de arroz, mas não é. Entretanto, com esta colaboração foi possível descobrir que a base essencial é o bambu. Descobrimos isto com a colaboração de um dos técnicos aqui do Arquivo de Macau que esteve a estagiar na Torre do Tombo e trouxe com ele
“[As Chapas Sínicas] contam-nos as histórias sobre a jurisdição do trabalho desenvolvido pelas autoridades quer chinesas quer portuguesas, portanto de comunicação diplomática.” conhecimento acerca dos vários tipos de papéis. Estes documentos foram primeiro classificados pela UNESCO como Memória da Ásia, em 2016, e só depois é que avançámos para a classificação como registo da Memória do Mundo da UNESCO. Dos 3700 documentos que fazem parte das Chapas Sínicas, estão cá apenas alguns. Originais trouxemos seis. São poucos mas são em grande formato, alguns têm quase três metros. São organizados tipo harmónio o que nos permite trazer uma caixa relativamente pequena em boas condições. Vêm todos associados a um aparelho, um datalogger, que nos permite monitorizar a humidade, a temperatura e mandar esses dados para Lisboa. O transporte foi feito à mão. Só não trazia as algemas agarrada a elas (risos). Foi um processo de exportação
temporária destes documentos classificados como tesouros. Está à frente da Torre do Tombo, muitas vezes considerada como um espaço pouco acessível. Tem feito um trabalho que visa a desmistificação do secretismo do arquivo. A Torre do Tombo tem 100 km de documentos. Muitos destes documentos já estão acessíveis através da internet. Neste momento, temos cerca de 30 milhões de imagens disponíveis que as pessoas podem fazer download gratuito. Estamos a falar da democratização da história? Sim, é preciso fazer com que as pessoas possam conhecer. Se não se conhece não há capacidade de amar. O amador é aquele que ama e não aquele que tem menos competências. E ama porque conhece. Esta forma de desmistificar as coisas é possível só através do conhecimento. Por exemplo, muitas das Chapas Sínicas já estão em boa resolução no nosso site e até se pode fazer reutilização da informação. Estas obras apresentam um aspecto muito curioso: temos a representação de desenhos que estão associados ao conteúdo dos documentos. São desenhos de artífices e com esta possibilidade de reutilização e quase de reinterpretação podemos ter uma ponte para arte. As artes plásticas e gráficas podem reutilizar este tipo de materiais. Esta é outra forma para tentar que as pessoas olhem para os documentos de arquivo. Não só como preciosidades, mas como objectos dos quais se podem apropriar. Alguns deles têm mesmo que ser apropriados. Como por exemplo? Estamos a falar, por exemplo, nos casos que pretendem obter uma dupla nacionalidade e em que o interessado tem ascendentes
portugueses há três gerações. A Torre do Tombo tem um registo da população portuguesa desde 1543, depois do registo sistemático a partir do Concílio de Trento. Atendendo que a população portuguesa é 99 por cento católica, temos os registos de baptismo, casamento e óbito. A partir daí somos capazes de construir a nossa genealogia e justificar direitos. Temos também registos judiciais. Alguns mais emblemáticos como o caso do Alves dos Reis, do Zé do Telhado e de outros criminosos mais ou menos célebres. Também temos documentação dos notariados, ou seja, o registo de escrituras desde o séc. XVI. Os arquivos são vivos. Não há arquivo morto. Têm vida quer para a investigação, quer enquanto provas para as necessidades dos cidadãos Quais são os temas mais procurados na Torre do Tombo? Neste momento, em termos estatísticos, a documentação mais procurada nestes quilómetros de documentos é a documentação sobre a Inquisição. A Torre do Tombo tem os processos da Inquisição desde a sua constituição no séc. VI até à sua extinção no séc. XIX. Estamos a falar da Inquisição de Lisboa mas que também da que abrangia o Brasil e a Ásia. Um caso muito curioso: temos panos da Índia associados a estes processos da Inquisição porque um familiar do Garcia da Horta foi preso e tentou passar essa informação. Para isso, ele utilizou como suporte um pano e com fumo negro escreveu que estava preso. Tentou passar essa informação que acabou por ser apanhada e ir junto ao processo como prova. Recentemente, e isto é uma novidade, foi-nos entregue o processo associado ao acidente de Sá Carneiro. Não está o avião (risos). Temos, noutros processos suportes musicais, poucos mas temos. Estou-me a lembrar do caso do Adriano Correia de Oliveira e do Zeca Afonso em que temos alguns vinis associados a isso. Ao contrário e na área da fotografia, temos milhões de imagens. Dos últimos números que apurámos estamos com cerca de 10 milhões de negativos de vidro, acetato, poliéster e alguns nitratos. Trouxemos para oferecer ao Arquivo de Macau um conjunto de 52 imagens de Macau que não estavam disponíveis, mas que digitalizámos para oferecer. São da antiga Agência Geral do Ultramar nos anos 30. Um conjunto interessante que acho que não era conhecido e que vai ficar cá para poder ser consultado e disponibilizado. Sobre o arquivo da PIDE, temos os processos individuais mas também temos a documen-
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“Uma das características do fado em Lisboa era o chamado fado operário que era uma forma de expressão de sentimentos que não estavam de acordo com o exercício do poder.” tação da escola de polícia. Aqui uma das peças é um conjunto de mapas com o corpo humano. Isto significa que, cientificamente, era estudada a forma de torturar e de bater em pontos particularmente sensíveis e para que, nas visitas, não se verificassem nódoas ou marcas exteriores desta mesma tortura. Também temos, os artigos relacionados com a polícia política. Trata-se de documentação desde 1919, ainda da Primeira República em que os serviços de informação são criados a partir da reorganização de Sidónio Pais. É com ele que se estrutura um serviço que depois leva à prisão de quem canta o fado, nomeadamente fado subversivo. É a definição que nos aparece e que nós temos ao longo dos anos 20 e 30. Uma das características do fado em Lisboa era o chamado fado operário que era uma forma de expressão de sentimentos que não estavam de acordo com o exercício do poder. O próprio Rui Vieira Nery faz referências na história do fado a esta realidade e nós, na altura, fornecemos-lhe vários exemplos concretos de processos políticos de quem tinha sido preso por cantar fado subversivo. Quais são os seu documentos preferidos? Há um pelo qual tenho particular apreço. É o Apocalipse de Lorvão. Um manuscrito com os comentários dos beatos de Liébana que fica na zona das Astúrias. São um bocadinho heterodoxos em relação à igreja católica e estamos a falar do séc. XII, 1189. Há comentários ao Apocalipse, o livro da Bíblia, que são ligeiramente heterodoxos relativamente à forma como era olhada a religião católica. É um manual digamos, uma matriz, que depois se vai desenvolver na Península Ibérica. Candidatamos o Apocalipse do Lorvão a registo da memória do mundo conjuntamente com os nossos colegas espanhóis e fizemos um estudo sobre a circulação de manuscritos nesta altura, ou seja, sobre a circulação de conhecimento na Península Ibérica no séc. XII. É uma história particularmente significativa. Depois não posso deixar de falar da carta de Pedro Vaz de Caminha, ou
seja do achamento do Brasil, mas para mim não é possível falar desta carta sem falar de uma outra, a do Mestre João que é um astrónomo e que desenha pela primeira vez o cruzeiro do Sul. A importância do cruzeiro do sul tem a ver com a orientação daquele hemisfério. No hemisfério norte fazemos a orientação pela estrela polar e no sul pelo cruzeiro do sul. Esta é a primeira vez que aparece um desenho feito por alguém que faz parte da mesma armada de Pedro Álvares Cabral. Na carta de Vaz de Caminha temos o contacto entre civilizações, que é a versão mais oficial e há também uma menos oficial que nos diz que esta carta é uma cunha, um pedido que ele faz ao rei para a libertação de um familiar preso em São Tomé. E no que respeita a documentos mais contemporâneos? O diário de Salazar. Está disponível online mas tem uma dificuldade, a letra não é fácil. Está a ser preparada a transcrição do diário com muitas notas de contextualização. Ele tomava nota da hora, e muitas vezes dos conteúdos das conversas que mantinha. É uma peça fundamental no estudo da história contemporânea. Além disso, há uma outra peça que é o processo da Casa do Luso da prisão de Álvaro Cunhal em 1949. Temos o processo judicial que está com abundante documentação do próprio arquivo comunista.
“[Relativamente ao suporte das Chapas Sínicas], inicialmente todos os indícios apontavam para que fosse papel de arroz, mas não é. Entretanto, com esta colaboração, foi possível descobrir que a base essencial é o bambu.” Como vê o papel da tecnologia digital quando falamos de arquivos nos tempos que correm? Acho que o digital é uma oportunidade. A questão fundamental é esta: mudámos do pergaminho para o papel e já mudámos muitas vezes de suporte, mas enquanto no papel, pergaminho ou papiro eu tinha uma leitura directa e os nosso olhos são capazes de interpretar o medium utilizado, aqui tenho que ter um instrumento intermediário que me Continua na página seguinte
4 entrevista
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permita ter o acesso ao tal medium e esta intermediação tem que ser devidamente garantida Uma das questões essenciais que se coloca do ponto de vista do digital é a sua autenticidade, fidedignidade e confiança naquilo que tenho acesso. Naturalmente, que sempre
houve falsificações, mas já há meios de identificar a sua maioria em suportes que conhecemos bem e não no digital que é relativamente recente. Neste momento há uma discussão a propósito do regulamento geral da protecção de dados. Acho que têm que ser realmente ponde-
rados estes valores de privacidade mas acho que há questões que têm que ser devidamente estudadas e são essenciais do ponto de vista daquilo que é o acesso à informação. Temos de encontrar os mecanismos necessários para que a ideia não seja apagar conteúdos. Esta ideia do cha-
mado direito ao esquecimento tem que ser enquadrada devidamente e temporalmente. Não posso apagar os meus registos pura e simplesmente porque a protecção e dados o prevê. O direito ao esquecimento é uma coisa que está no Tratado de Lisboa, que está na Base do Regulamento Geral da Protecção de Dados. Uma das discussões surgiu a propósito das Brigadas Vermelhas em Itália, que depois de se poderem eliminar dados surgiu um conjunto de dirigentes destas brigadas em posições de destaque. Do ponto de vista histórico isto é grave e esta foi uma das questões levantadas pelos directores dos arquivos de toda a União Europeia. Depois, na segunda versão do mesmo regulamento, já vem prevista, neste direito ao esquecimento, a excepção dos arquivos, dos fins de investigação e dos fins estatísticos para que não sejam apagados os registos, sendo que podem ser anonimizados durante um determinado período de tempo. Mas a ideia inicial seria apagar os registos. Não é uma discussão simples e tem que se ter algum cuidado. O que é isto de ser o “guardião” da história? Além de ser uma responsabilidade muito significativa tem uma coisa fantástica: Temos uma equipa de gente que trabalha bastante bem e
“Gerir estas necessidades de por um lado dar acesso e por outro ter em conta as questões de conservação, é um equilíbrio que se tem que manter.” que gosta daquilo que faz. Temos duas componentes: um balcão aberto a toda a gente, a única restrição é o limite mínimo de 18 anos e o estado de conservação dos documentos. A manipulação permanente dos documentos é também um facto de degradação. Portanto, gerir estas necessidades de, por um lado dar acesso e por outro ter em conta as questões de conservação, é um equilíbrio que se tem que manter. Mas também não faz sentido conservar se não tivermos acesso. Este é, provavelmente, o aspecto mais interessante do ponto de vista de quem tem a responsabilidade de gestão. Nós não fazemos história, nós damos acesso. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 437/AI/2018
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 438/AI/2018
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor CHUI, Kan Sang, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Hong Kong n.° A3703xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 107/ DI-AI/2016 levantado pela DST a 26.09.2016, e por despacho da signatária de 19.06.2018, exarado no Relatório n.° 408/DI/2018, de 01.06.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Luis Gonzaga Gomes n.os 210 - 212, Kam Fung Tai Ha, Bloco 2, 16.° andar O onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.--------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor XU JIUNIAN, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.º C05305xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 135/DIAI/2016 levantado pela DST a 07.11.2016, e por despacho da signatária de 19.06.2018, exarado no Relatório n.° 409/DI/2018, de 01.06.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.os 361-B-361-K, Edf. I On Kok, 15.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.----------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 19 de Junho de 2018.
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 19 de Junho de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 439/AI/2018
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 440/AI/2018
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor CHAO WAN FAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 73330xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 89/DIAI/2016 levantado pela DST a 19.08.2016, e por despacho da signatária de 19.06.2018, exarado no Relatório n.° 410/DI/2018, de 04.06.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Nagasaki n.° 80, Kam Fung Tai Ha, Bloco 1, 18.° andar F onde se prestava alojamento ilegal.---------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme o disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora LU YANQING, portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.º W71526xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 13/DI-AI/2017 levantado pela DST a 16.01.2017, e por despacho da signatária de 19.06.2018, exarado no Relatório n.° 412/DI/2018, de 04.06.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua do Terminal Maritimo n.os 93-103, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 3, 8.° andar A onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 19 de Junho de 2018.
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 19 de Junho de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
política 5
Especulação Deputados preocupados com lei da locação financeira
VIVIAN SHIH
sexta-feira 6.7.2018
Os deputados estão preocupados que o diploma que estabelece o regime do benefícios fiscais para a locação financeira abra a porta para o aumento da especulação no mercado imobiliário. De acordo com a proposta de lei, as sociedade de locação financeira ficam isentas de pagar o imposto de selo, no âmbito da compra da primeira unidade de imobiliário destinada a escritórios. Porém, a lei não deixa muito claro se o imobiliário se cinge a uma fracção ou a um edifício completo. Ontem, segundo o canal chinês da Rádio Macau, Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) apresentou este problema ao Executivo. Por sua vez, os representante do Governo prometeram pensar em formas de aperfeiçoar o mecanismo de isenção fiscal e lidar com as preocupações dos deputados.
DICJ Lionel Leong reuniu com funcionários
O secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, esteve ontem reunido com os funcionários da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), um encontro que serviu para se “inteirar do funcionamento do organismo e para trocar impressões com os funcionários e auscultar as suas opiniões”. O secretário “deu instruções no sentido de promover o desenvolvimento dos trabalhos, nomeadamente de revisão e alteração do regime jurídico da exploração de jogos de fortuna ou azar, optimização da gestão de recursos humanos, consolidação da formação do pessoal nas áreas do desempenho das funções e ética profissional, bem como no aperfeiçoamento da fiscalização do sector do jogo”. Lionel Leong considerou que as funções fiscalizadoras da DICJ face aos casinos poderão ser melhoradas com a entrada em funções dos inspectores recém-contratados.
Cooperação Si Ka Lon quer mais comunicação entre Governo e associações
O deputado Si Ka Lon entregou uma interpelação escrita ao Governo onde defende uma melhor comunicação com as associações locais, no sentido destas terem acesso antecipado a planos de políticas a implementar para as discutirem com as autoridades. Si Ka Lon pede, por isso, maior divulgação dos relatórios das consultas públicas realizadas, juntamente com os inquéritos sobre as opiniões dos cidadãos. É também pedido que haja uma comunicação com as associações locais antes do anúncio das consultas públicas. A interpelação surge dias depois do Governo ter suspendido o projecto de construção do crematório na Taipa e o aumento das multas com a revisão da lei do trânsito rodoviário, medidas que originaram bastantes críticas entre a população. Esta última medida motivou mesmo um protesto.
Uma vez que este diploma está a ser revisto, os SAFP assumem que vão ter em conta a opinião da deputada e ponderar alargar o número de dias de faltas disponíveis para funcionárias públicas que sofram abortos espontâneos, caso seja adequado e viável
ABORTO ESPONTÂNEO SAFP PROMETEM REVER SISTEMA DE FALTAS PARA FUNCIONÁRIAS
O prometido e o devido
Agnes Lam pediu e o Governo prometeu rever. Os Serviços de Administração e Função Pública garantem que vão analisar a possibilidade de aumentar o número de dias de férias para as funcionárias que tenham sofrido um aborto espontâneo
C
INCO meses depois da intervenção da deputada Agnes Lam na Assembleia Legislativa que referiu àanecessidade de mais regalias para funcionárias públicas que sofram abortos espontâneos, os Serviços de Administração e Função Pública de Macau (SAFP) responderam que há a possibilidade de alterar as actuais regras. Numa resposta enviada à deputada, que a própria partilhou ontem nas redes sociais, os SAFP referem que as licenças de maternidade e faltas por doença estão abrangidas pelo regime de faltas constante no Estatuto dos Traba-
lhadores da Função Pública de Macau (ETAPM). Uma vez que este diploma está a ser revisto, os SAFP assumem que vão ter em conta a opinião da deputada e ponderar alargar o número de dias de falta disponíveis para funcionárias públicas que sofram abortos espontâneos, caso seja adequado e viável, pode ler-se. Agnes Lam, também professora do departamento de comunicação da Universidade de Macau, enviou uma carta ao organismo público em Fevereiro deste ano, lembrando que, de acordo com o ETAPM em vigor, as funcionárias públicas poderem gozar de 90 dias de licença de maternidade
após o parto. Contudo, no caso de sofrerem um aborto espontâneo, ou caso dêem à luz um nado-morto, dispõem apenas de sete a 30 dias de faltas justificadas autorizadas pelo médico. A resposta dos SAFP frisa ainda que o ETAPM define que os funcionários públicos têm direito a 18 meses de baixa médica caso sofram de problemas do foro físico ou psíquico. Nos casos de doenças oncológicas ou mentais, os SAFP concedem até cinco anos de faltas justificadas.
“UM BOM PRIMEIRO PASSO”
Na sua página oficial de Facebook, a deputada mostrou-se
satisfeita com esta resposta, que garantiu ser “um bom primeiro passo”. “Mesmo que seja um aborto, independentemente do corpo ou da pessoa, o tempo de recuperação não deve ser menor do que o tempo de licença de maternidade normal. Contudo, actualmente as funcionárias públicas não têm este direito, e esta lacuna é ainda maior na lei das relações laborais. É necessário que o Governo faça estas melhorias”, escreveu Agnes Lam. Andreia Sofia Silva (com V.N.)
andreia.silva@hojemacau.com.mo
6 sociedade
6.7.2018 sexta-feira
O Tribunal Judicial de Base absolveu John Lai, membro do conselho de administração da Teledifusão de Macau, de dois crimes de abuso de poder de que era acusado. A juíza não atendeu aos argumentos da acusação e considerou que John Lai não causou prejuízos à empresa
TDM JOHN LAI, ADMINISTRADOR, ABSOLVIDO DO CRIME DE ABUSO DE PODER
Conduzindo Sr. Lai
John Lai ouviu ontem a juíza do TJB absolvê-lo dos dois crimes de abuso de poder de que era acusado. A tese da acusação defendia que o administrador teria recorrido a serviços do motorista da empresa para a sua vida pessoal
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ANTEVE o silêncio durante todo o processo e assim permaneceu na leitura da sentença. John Lai ouviu ontem a juíza do Tribunal Judicial de Base (TJB) absolvê-lo dos dois crimes de abuso de poder de que era acusado. A tese da acusação defendia que o administrador teria recorrido a serviços do motorista da empresa para a sua vida pessoal. A acusação referia viagens feitas pelo motorista da TDM para ir buscar o pequeno-almoço, limpar e arranjar o carro particular de John Lai ou mesmo ir buscar encomendas à estação de correios de Coloane. A juíza considerou que John Lai “não causou quaisquer prejuízos à TDM” neste aspecto,
Nam Van Empresa coloca Governo em tribunal para reaver terrenos
uma vez que a TDM também não criou regras específicas para estes casos. A sentença refere que John Lai poderá, nesta fase, acertar contas com a empresa, mas, de acordo com o Jornal Tribuna de Macau, a acusação afirmou que o administrador já terá pago a diferença do montante relativa a esse bilhete de avião.
uma vez que a própria empresa não especifica o âmbito dos direitos e deveres dos administradores, razão pela qual nenhum crime foi imputado. Sobre este ponto, a acusação sempre considerou que, de acordo com os Estatutos da TDM, só o presidente do Conselho de Administração tem direito a motorista privado. Durante as sessões de julgamento, o motorista em causa foi ouvido e admitiu a realização dessas tarefas, mas
As empresas do universo Sociedade de Investimento Imobiliário Nam Van decidiram colocar o Governo em tribunal depois de ter sido publicado em Boletim Oficial o despacho que declara a nulidade de concessão de 16 terrenos ao fim de 25 anos. A notícia foi ontem transmitida pela Rádio Macau, que falou com Gilberto Gomes, gerente-geral da Nam Van, uma das empresas envolvidas. “Todas as sociedades recorreram da declaração de caducidade. É um direito que têm. Com tudo o que fizeram, ao longo destes anos, no empreendimento, têm de recorrer”, apontou. A empresa sempre garantiu que há responsabilidades que devem ser imputadas à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, por ter atrasado a aprovação dos projectos de construção. De frisar que a concessão terminou a 31 de Julho de 2016, mas o Governo só declarou a sua nulidade oficialmente em Maio deste ano.
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S responsáveis da Associação dos Proprietários do Teatro “D. Pedro V” reuniram ontem com o Instituto Cultural (IC) para chegar a acordo quanto ao pagamento das despesas relativas a reparações necessárias no edifício. Hoje estava agendada uma conferência de imprensa com o apoio da Associação Novo Macau (ANM), que foi cancelada depois do encontro com os responsáveis do IC. Ma, membro da associação, referiu ao HM que os problemas encontrados no edifício “são muito graves”. “O IC já fez a sua promessa e por isso decidimos não fazer, por enquanto, a conferên-
que tal era do conhecimento da direcção da empresa. Victor Chan, director do Gabinete de Comunicação Social, referiu, na qualidade de testemunha, que as exigências dos administradores devem ser diferentes, uma vez que as suas principais tarefas são participar e assistir em reuniões. Já Frederico do Rosário, também administrador da TDM, considerou ser “anormal” este comportamento de John Lai, já que os recursos da estação de
televisão não devem ser usados para interesses pessoais.
CONTAS ACERTADAS
A acusação versava ainda sobre a alteração da data de um bilhete de avião para os Estados Unidos paga pela TDM. John Lei teria viajado em trabalho e pediu posteriormente para alterar a viagem, ficando mais uns dias no país em regime de férias. Contudo, também aqui a juíza considerou que não foi cometido qualquer crime,
A sentença adianta também que a direcção da TDM já teria conhecimento desta alteração antes da mudança das datas, não tendo existido quaisquer erros por parte da empresa. O HM contactou Manuel Pires, presidente da Comissão Executiva da TDM, no sentido de obter um comentário sobre a decisão do TJB. Contudo, Manuel Pires, que chegou a ser arrolado como testemunha, não quis comentar factos anteriores à sua chegada ao cargo de presidente da comissão executiva, que aconteceu em 2014. Quanto ao impacto que do caso para a imagem da empresa pública de televisão, Manuel Pires remeteu os comentários para depois da análise da sentença.
Acordo quase selado
IC promete pagar despesas de reparação do Teatro D. Pedro V
cia de imprensa. Vamos ver o que eles vão fazer no futuro”, apontou. “Alguns funcionários não denunciaram os problemas aos órgãos superiores por terem medo de cometer falhas. O IC admitiu que não tem feito o suficiente pela manutenção do teatro e referiu que tem havido falta de comunicação com os proprietários. Só queremos ver os problemas resolvidos”, acrescentou Ma. O deputado Sulu Sou garantiu ao HM que a associação estará à espera de respostas do Go-
verno há cerca de dois anos, apesar de existir, desde 2004, um acordo que determina que o IC
tem a responsabilidade de custear obras e zelar pela manutenção do edifício. “Os membros da associação contactaram-me para os ajudar a resolver alguns problemas que existem no teatro. Têm tido algumas complicações com o IC sobre a gestão do teatro e relativamente a problemas no edifício. Querem que o IC pague as reparações que são necessárias. Se olharmos para a parte de fora do edifício vemos algumas estruturas da CEM que estão bem perto do teatro. Este é um dos
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
pontos com os quais os representantes da associação discordam e têm pedido ao IC que discuta com a CEM sobre este assunto, para que estas estruturas sejam removidas. Mas levou muito tempo ao IC a responder.” A associação que é proprietária do edifício que alberga o Teatro D. Pedro V queixa-se ainda de problemas relativos à instalação de mais aparelhos de ar condicionado, que poderão danificar o edifício. Da parte da Novo Macau espera-se uma postura mais pró-activa do Governo. “O IC tem sido activo, mas às vezes atrasa-se nas respostas que dão para a resolução dos problemas”, rematou Sulu Sou. A.S.S. / V.N.
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sexta-feira 6.7.2018
Previdência Cloee Chao pede cálculo mais justo para funcionários da Melco A presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo, Cloee Chao, entregou uma carta junto da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) onde é pedido um cálculo mais justo no sistema de previdência
para todos os funcionários da concessionária de jogo Melco Crown. De acordo com um comunicado, a associação afirma ter conhecimento de casos em que apenas é calculado o salário base dos trabalhadores nos cálculos para o sistema de seguran-
ça social, sendo que o acordo selado com as restantes operadoras já não é posto em prática desde 2015. Nesse sentido, Cloee Chao defende que quem trabalha para a Melco Crown está a ser alvo de injustiças, tendo sido pedida a intervenção da DSAL.
CPU Mais terrenos da zona A em consulta pública
O público poderá dar opinião sobre o desenvolvimento de mais três terrenos localizados na zona A dos Novos Aterros até ao próximo dia 19. O projecto a será discutido na próxima reunião do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU). Além disso, a consulta pública versa também sobre um projecto habitacional que irá nascer num terreno privado no Pátio do Espinho, um bairro localizado atrás das Ruínas de São Paulo, e que não poderá ter mais de nove metros de altura.
CRIME FUNCIONÁRIO UTILIZAVA EQUIPAMENTO DE ESCOLA PARA FALSIFICAR DINHEIRO
Notas copiadas Técnico de manutenção do equipamento informático da Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional é suspeito de utilizar a fotocopiadora da escola para falsificar notas de 500 patacas. O homem foi detido pela PJ e a DSEJ vai avançar para a suspensão
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M técnico de manutenção dos equipamentos informáticos da Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional é suspeito de ter utilizado a fotocopiadora a cores da instituição para imprimir nota de 500 patacas. O dinheiro era depois colocado a circular pelo funcionário, que utilizava as verbas no dia-a-dia e ainda no pagamento de serviços de prostitutas.
Foi através do pagamento com duas notas de 500 a uma prostituta que o homem de 28 anos foi descoberto. A mulher utilizou o montante para pagar uma conta num casino. Nessa altura, foi-lhe dito que as notas eram falsas. Mais tarde, a prostituta indicou à polícia que o homem de 28 anos tinha-lhe pago um serviço com as notas falsas. Após este caso, a PJ desencadeou operações de investigação, foi à escola e apreendeu um conjunto de
Costa Nunes Relatório até ao final do mês
O relatório da DSEJ sobre o alegado caso de pedofilia no Jardim de Infância D. José Costa Nunes está na fase de conclusão e deverá ser apresentado até ao final do mês, dentro do prazo anunciado anteriormente. A informação foi avançada, ontem, pelo director da DSEJ. “Estamos quase a terminar o trabalho para elaborar o relatório, vai ser apresentado até ao final do mês”, disse Lou Pang Sak.
notas de 500 patacas falsas, que totalizava quase 300 mil patacas. O homem é suspeito da prática do crime de contrafacção de moeda que é punido com pena de prisão que vai de 2 a 12 anos. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultural, Alexis Tam, afirmou que o Executivo não tolera comportamentos contrários à lei. “Quero salientar que o Governo tem padrões muito elevados em relação aos
nossos funcionários públicos. Todos têm que seguir a legislação em vigor e conhecê-la profundamente. Não podemos deixar que surja nenhum caso nem que qualquer funcionário que se envolvam em práticas contrárias à lei”, sublinhou. Alexis Tam explicou ainda que só teve conhecimento da situação momentos antes da reunião, depois de ter sido informado pelo director da Direcção de Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), Lou Pang Sak.
DSEJ QUER SUSPENSÃO
Quando os responsáveis falaram com a comunicação social, na manhã de ontem, o suspeito estava a ser questionado pela PJ. Na altura,
Pak Lei IAS sem pedidos de apoio
Segundo o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, o Instituto para a Acção Sociais (IAS) não recebeu pedidos de apoio financeiro das famílias afectadas pela explosão de um restaurante no Edifício Pak Lei, na Areia Preta. “Neste momento, segundo a informação dos IAS, ainda nenhuma família pediu apoio financeiro. Mas claro que os Serviços de Saúde estão a prestar apoio em termos dos cuidados médicos para os doentes”, disse Alexis Tam.
a DSEJ já tinha instaurado um processo disciplinar e preparava-se para proceder à suspensão do indivíduo. “Segundo a informação que conhecemos, ele aproveitou as alturas em que a biblioteca estava fechada e pedia ao segurança para entrar, com a justificação que precisava de fazer algum trabalho de manutenção. O segurança deixou-o entrar e terá sido nesses períodos que o eventual crime terá sido cometido”, contou Lou Pang Sak, director da DSEJ. “Ainda hoje [ontem] vamos apresentar uma proposta ao superior hierárquico [Alexis Tam] para a suspensão. Ele é suspeito, mas mesmo que apenas seja suspeito, temos de
prevenir a possibilidade de futuras ocorrências e temos de implementar as medidas preventivas. Vamos propor para aplicar esta medida cautelar”, acrescentou. Mesmo assim, por prevenção, o funcionário de 28 anos ficou sem acesso às instalações da Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional, onde trabalhava desde 2014. Ainda no que diz respeito ao Governo, o processo vai ser lidado de acordo com o Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública (ETAPM) que estabelece como pena máxima a demissão, caso se prove a conduta incorrecta. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
Investigação Caso Sam Yuk encerrado
As suspeitas dos alegados casos de abuso sexual na Escola Secundária Sam Yuk não se confirmaram e o caso foi encerrado. “Os estudantes sentiram-se inconfortáveis [com um contacto bastante próximo], mas não houve acções mais agressivas. De acordo com as informações que recebemos, não houve as práticas o publicadas pela comunicação social [abuso sexual]”, frisou. “Comunicámos aos professores que têm de ter muito cuidado face à relação e ao contacto com os estudantes”, acrescentou.
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6.7.2018 sexta-feira
Todo poderoso
Xi promete tornar o PCC mais forte com um “grande novo projecto”
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou taxas alfandegárias de 25 por cento sobre um total de 34.000 milhões de dólares (29 mil milhões de euros) de importações oriundas da China, a partir de sexta-feira, numa retaliação contra o alegado roubo de tecnologia por parte do país asiático
COMÉRCIO PEQUIM ACUSA EUA DE CHANTAGEM
Raios e coriscos A China criticou ontem as “ameaças e chantagens” de Washington, na véspera da entrada em vigor nos Estados Unidos de taxas alfandegárias sobre vários produtos chineses, que podem marcar o início de uma guerra comercial
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Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou taxas alfandegárias de 25 por cento sobre um total de 34.000 milhões de dólares (29 mil milhões de euros) de importações oriundas da China, a partir de sexta-feira, numa retaliação contra o alegado
roubo de tecnologia por parte do país asiático. Pequim ameaçou retaliar ao aumentar as taxas alfandegárias sobre vários produtos norte-americanos, mas o porta-voz do ministério chinês do Comércio disse ontem que a China vai esperar para ver o que Washington fará.
“A China não se curvará perante ameaças e chantagens, nem será abalada na sua determinação em defender o comércio livre global”, afirmou Gao Feng, em conferência de imprensa, ressalvando que “a China nunca disparará o primeiro tiro”. “Mas se os Estados Unidos impuserem taxas, a China será
forçada a reagir, na defesa dos interesses fundamentais da nação e do povo”, acrescentou. Gao Feng lembrou que os impostos afectarão também empresas estrangeiras a operar no país asiático, incluindo norte-americanas. “Cerca de 59 por cento dos produtos sobre os quais serão aplicadas taxas alfandegárias são fabricados por empresas estrangeiras na China, muitas delas norte-americanas”, detalhou. O porta-voz considerou que Washington “está a atacar a cadeia de investimentos em todo o mundo, a abrir fogo contra todos, inclusive si próprio”. Donald Trump ameaçou ainda subir os impostos sobre 450 mil milhões de dólares (quase 385 mil milhões de euros) de bens chineses, ou 90 por cento das importações norte-americanas oriundas da China. Investidores temem uma guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta, à medida que Pequim ameaça retaliar.
NEGÓCIOS FOSUN CRIA FILIAL DE TURISMO E PEDE A SUA COTAÇÃO EM HONG KONG
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grupo chinês Fosun, que detém várias empresas em Portugal, anunciou ontem a constituição de uma filial para o sector do turismo, e solicitou a sua entrada na bolsa de Hong Kong. Num comunicado enviado à praça financeira de Hong Kong, o grupo informa que recebeu aprovação dos reguladores para
constituir uma nova filial, e que iniciou o processo para a sua cotação na bolsa, uma decisão que não depende da aprovação dos accionistas. A empresa, que tem sede em Xangai, tem múltiplos investimentos nos sectores da saúde, turismo, moda, imobiliário e banca. Em Portugal, o grupo
detém já a seguradora Fidelidade e a Luz Saúde, a maior participação no banco Millennium BCP e cerca de 5 por cento da REN (Redes Energéticas Nacionais). A sua nova filial, designada Fosun Tourism and Culture Group (FTC), é constituída a partir de uma divisão da empresa dedicada a “oferecer aos
clientes experiências de turismo e lazer” e “está comprometida sobretudo com o desenvolvimento, gestão e oferta de produtos de viagem, entretenimento e outros serviços culturais”, lê-se no comunicado. A filial estará ainda encarregue da gestão e operação de hotéis, resorts e destinos turísticos.
I Jinping pediu que todos implementem a linha organizacional do partido para a nova época de forma a tornar o PCC mais forte. A posição do presidente da China e presidente da Comissão Militar Central foi expressa na conferência nacional sobre trabalho organizacional, que aconteceu em Pequim entre terça e quarta-feira. Xi pediu um maior esforço aos membros do PCC de forma a abrir novos caminhos no “grande novo projecto de construção do partido”. “Com a finalidade de sustentar e desenvolver o socialismo com características chinesas na nova época, o nosso Partido deve ter a coragem de realizar sua própria reforma para tornar-se mais forte”, indicou Xi. O presidente chinês sublinhou a importância de promover funcionários competentes que sejam leais ao partido, que tenham integridade moral e demonstrem um grande sentido de responsabilidade. Além disso, Xi Jinping defende que devem ser tomadas medidas para atrair pessoas excelentes, patriotas e dedicadas, sublinhando a adesão ao princípio de seleccionar funcionários com base na integridade moral e competência profissional com prioridade conferida à integridade, e com base no respeito aos méritos. De acordo com as declarações de Xi, citado pela agência Xinhua, estes esforços visam assegurar uma forte garantia organizacional para sustentar e fortalecer a liderança integral do partido, e assim apoiar e desenvolver o socialismo com características chinesas. “A capacidade de inovação, o poder de união e a energia de luta do partido foram fortalecidos significativamente, e o aumentou em muito o compromisso com o povo”, acrescentou o líder chinês. Xi Jinping acrescentou ainda que devem ser feitos esforços “para construir um partido vibrante, com características marxistas, que esteja sempre à frente dos tempos, que goze do sincero apoio do povo, que tenha a coragem de realizar uma revolução interna e que seja capaz de superar todos os testes” do futuro. No que toca ao poder do Comité Central do PCC, o presidente chinês entende que este deve ter a autoridade de ter a última palavra a respeito da tarefa fundamental das organizações locais do partido. Xinhua
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sexta-feira 6.7.2018
Japão Imperador retoma funções após cancelamento de actos oficiais O imperador japonês de 84 anos, Akihito, retomou as suas funções ontem após três dias de descanso devido a uma anemia cerebral, informou a Agência da Casa Imperial do Japão. O governante foi forçado a cancelar actos oficiais na segunda, terça e quarta-feira, devido a náuseas e tonturas causadas por fluxo sanguíneo insuficiente no cérebro. “Akihito começou a
cumprir suas funções oficiais no ritmo habitual”, disse um porta-voz da Agência da Casa Imperial do Japão à France-Presse. Akihito, o 125º Imperador do Japão, governa desde Janeiro de 1989.
O imperador já tinha tido sérios problemas de circulação sanguínea no passado e em Fevereiro de 2012 foi sujeito a uma cirurgia por causa do estreitamento de duas artérias. Akihito deverá abandonar funções no final de Abril de 2019, sob uma lei especial que lhe permite abdicar a favor do seu filho mais velho, o príncipe Naruhito, de 58 anos.
Tailândia Crianças presas em gruta ameaçadas pelas chuvas Equipes de resgate tailandesas estão a correr contra o tempo para bombear água de uma gruta inundada para extrair 12 crianças e seu técnico de futebol com risco mínimo, disseram ontem as autoridades, quando se espera mais chuvas fortes. Um bombeiro que trabalha na drenagem da água disse que algumas partes de uma passagem que leva a uma câmara onde os meninos e o técnico foram encontrados na segunda-feira, continuam inundadas até o tecto, fazendo do mergulho a única saída possível.
“O que mais nos preocupa é o clima”, disse aos repórteres o Governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osatanakorn. “Não podemos correr o risco de termos uma outra inundação na gruta”, acrescentou. Chiang Rai informou ainda que pediu à marinha tailandesa responsável pelos planos de extracção para estimar o risco da operação. A ideia passa por analisar o “tipo de prontidão [que] podemos ter hoje e decidir se podemos aproveitar essa oportunidade”, concluiu.
TIMOR-LESTE LU-OLO CANCELA PARTICIPAÇÃO NA CIMEIRA DA CPLP
Uma questão de prioridades O Presidente da República timorense cancelou a participação na cimeira da CPLP em Cabo Verde, este mês, mantendo a intenção de visitar Portugal ainda que esta deslocação não esteja ainda totalmente confirmada, segundo fonte da Presidência
A
fonte confirmou que a decisão foi comunicada na quarta-feira numa carta que Francisco Guterres Lu-Olo enviou ao Parlamento Nacional - que tem que aprovar as deslocações do chefe de Estado ao estrangeiro - que altera um pedido anterior. Nesse novo texto, Lu-Olo mantém o pedido para a visita de Estado a Portugal - a sua partida está prevista para terça-feira - e cancela o pedido para a visita a Cabo Verde. “A decisão foi tomada porque, no actual contexto, ficaria muito tempo fora do país”, disse a fonte do gabinete de Lu-Olo. A carta foi avaliada ontem na conferência de líderes das banca-
das do parlamento que aprovaram o seu agendamento para debate e votação na sessão de segunda-feira do parlamento. No entanto, fontes da oposição, admitem que essa autorização pode não ser dada devido ao impasse que permanece entre Lu-Olo e o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, sobre um grupo de membros do executivo, excluídos da tomada de posse do VIII Governo, no mês passado. “Veremos na segunda-feira”, disse um deputado da oposição. Fonte da Presidência confirmou à Lusa que uma reunião de ontem entre o chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, e o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak para
resolver o impasse sobre a tomada de posse de 11 elementos do executivo “terminou sem acordo”. Taur Matan Ruak recusou-se a fazer qualquer declaração aos jornalistas depois do encontro. A mesma fonte explicou que não há marcada, para já, nova reunião entre os dois para sexta-feira, desconhecendo-se, para já, se haverá na segunda-feira a tomada de posse de algum dos membros que faltam da lista entregue em Junho por Taur Matan Ruak.
AVANÇOS E RECUOS
O único avanço no impasse ocorreu ontem de manhã quando o Conselho Superior de Defesa e Segurança aprovou a proposta
do Governo de exoneração do brigadeiro-general Filomeno Paixão de Jesus do cargo de vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, antes de este ocupar o cargo de ministro da Defesa. “A decisão foi aprovada por unanimidade de todos os presentes e o Presidente vai agora assinar o decreto presidencial para essa exoneração”, disse, escusando-se a dizer quando Paixão tomará posse. “O diálogo [entre o Presidente e o primeiro-ministro] continua. Não posso falar nem em nome do PR nem do PM”, comentou. Recorde-se que o VIII Governo começou a trabalhar quando ainda não estava completo e depois de o Presidente não ter dado posse a 11
dos 41 membros propostos pelo primeiro-ministro, Taur Matan Ruak. Desde aí, tem-se mantido o impasse com o Presidente da República a não ceder na posição do primeiro-ministro que mantém a intenção de que todos os 11 tomem posse. Entre os nomes excluídos contam-se elementos centrais dos partidos da AMP e do organigrama do Executivo, incluindo o ministro de Estado e Coordenador dos Assuntos Económicos e o ministro das Finanças. A decisão de Lu-Olo levou Xanana Gusmão, líder da AMP, a informar que não tomava posse como ministro de Estado e conselheiro do primeiro-ministro, tendo estado também ausente da cerimónia o ministro do Petróleo e Minerais, Alfredo Pires.
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6.7.2018 sexta-feira
Caleidoscópio de EXPOSIÇÃO AIYA É INAUGURADA AMANHÃ NA FUNDAÇÃO ORIENTE
A exposição AIYA junta cinco artistas locais que dão a conhecer ao público as suas interpretações das complexidades de Macau. Com curadoria de José Drummond, AIYA integra a 1ª Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa e é inaugurada amanhã na Fundação Oriente
A
IYA é a exposição integrada na 1ª Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa com inauguração marcada para amanhã às 17h30 na Fundação Oriente. A mostra junta obras e visão de cinco artistas locais. Fortes Pakeong Sequeira, Joaquim Franco, João Miguel Barros, Rui Rasquinho e Yves Etienne Sonolet são os artistas que integram a exposição e que trazem em diferentes suportes formas diversas de viver a cidade. De acordo com o curador, José Drummond, as obras foram a resposta despretensiosa dos convidados ao desafio de criar novos trabalhos capazes de reflectir sobre Macau e sobre a variedade de expressões e paisagens sentidas na cidade. O próprio nome da exposição é uma referência à palavra homónima local que traduz surpresa, dor, prazer e raiva, explica José Drummond. Para o curador, o feedback foi positivo sobretudo devido a situações ‘site-specific’ e porque vários os trabalhos dos
cinco artistas estabelecem, entre si, “uma conversa única, ao mesmo tempo mantendo o vocabulário e linha autoral de cada um”. O resultado pode ser considerado uma “interpretação vernacular” artística deste território, até porque, “historicamente, é um lugar onde diferentes culturas se encontram e misturam numa atmosfera sem paralelo”, refere.
VENHAM MAIS CINCO
Pakeong Sequeira participa na exposição colectiva com “Buraco Vazio”, um trabalho que aborda uma espécie de auto-exílio do artista local. Já João Miguel Barros traz fotografias que recordam um combate de boxe em Macau. “‘Sangue, Suor e Lágrimas‘ é o título de um projecto mais vasto centrado num combate de boxe que se realizou em Macau, em Outubro de 2017, para atribuição do título “IBF Light Heavyweight Championship”, lê-se na apresentação da organização. Nesta exposição, estarão presentes 16 imagens deste projecto.
Uma visão de um mundo externo é a proposta de Joaquim Franco. “É um espelho onde o acto criativo, intuição e emoções coexistem como reflexão”, refere o curador. Sem julgamentos nem respostas, as pinturas de Joaquim Franco “são um terreno aberto”, onde o artista “projecta as emoções e elas, por seu turno, sugerem aos outros o sentir nos seus próprios termos. São liberdade para uma mente aberta”, lê-se. O ilustrador e artista plástico Rui Rasquinho apresenta um conjunto de desenhos “extraídos de uma constante hesitação entre o abstracto e o figurative”. Sem retratar uma realidade física, a expressão artística dos trabalhos de Rui Rasquinho têm alicerces num “modo quase caligráfico, uma linguagem secreta da mente, uma janela críptica para o universo referencial do autor”. Representam o testemunho de um processo, um caminho de experimentação que não requer nenhum objectivo, nenhum fim, nenhuma forma final, descodifica José Drummond. “Notas da cidade” é o trabalho de Yves Etienne Sonolet que associa som a superfícies de ambientes urbanos. “As paisagens panorâmicas mapeiam os padrões das ruas para se tornarem subdivisões em que a soma das escolhas individuais feitas pelos habitantes de cada espaço de vida cria um quadro maior e em que os sons interpretados nestas subdivisões urbanas são as de uma imagem efémera que eternamente se transforma com a passagem do tempo”, remeta Drummond. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
As obras foram a resposta despretensiosa dos convidados ao desafio de criar novos trabalhos capazes de reflectir sobre Ma
MORREU O REALIZADOR CLAUDE LANZMANN
LITERATURA CONHECIDOS OS FINALIS
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realizador francês Claude Lanzmann, cujo nome será sempre associado ao documentário de nove horas “Shoah” (palavra hebraica para “catástrofe”), morreu ontem, aos 92 anos, em Paris, revelou o jornal Le Monde.
O vespertino francês classificou-o como “um cineasta maior, um dos que marcarão para sempre a história do cinema, mas foi também escritor, jornalista, filósofo, diretor [da revista] Temps Modernes, amigo de Sartre, companheiro de
Simone de Beauvoir”. “Morrer não tem nada de grande. É o fim da possibilidade de ser grande, pelo contrário. A impossibilidade de toda a possibilidade”, afirmou ao Le Monde em 2015, quando assinalou 90 anos de vida.
S escritores José Eduardo Agualusa, Marlene Ferraz, H.G. Cancela, Carla Pais e Luís Cardoso são os finalistas do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) 2017. O júri, constituído por Isabel Cristina Mateus, Isabel
Ponce de Leão, José Carlos Seabra Pereira, José Manuel de Vasconcelos e Paula Mendes Coelho, reuniu-se na terça-feira e analisou um total de 72 obras, de 35 chancelas, que se apresentaram a concurso. Dessa avaliação resultou uma lista de cinco obras finalistas: “A Sociedade dos Sonha-
eventos 11
sexta-feira 6.7.2018
e olhares
HOJE NA CHÁVENA Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Murta Nome botânico: Myrtus communis L. Família: Myrtaceae. Nomes populares: FLOR-DONOIVADO; MIRTO; MURTACULTIVADA; MURTA-DOSJARDINS; MURTA-ORDINÁRIA; MURTAS (frutos); MURTEIRA; MURTINHO; MURTINHOS (frutos). Originária da região mediterrânica, a Murta encontra-se com frequência em matos, sebes e charnecas, onde se desenvolve formando moitas fechadas e aromáticas. Também é cultivada como ornamental e para a obtenção de óleo essencial. Trata-se de um arbusto bastante resistente, sempre-verde, de caule muito ramificado, que pode alcançar 3 metros de altura; as folhas, verde-escuras, coriáceas e brilhantes, encontram-se providas de pequenas glândulas visíveis à transparência; as flores, brancas ou rosadas, têm numerosos estames compridos e estilete saliente, e os frutos são umas bagas negras. Muito glosada pelos poetas, a Murta participa em variadas histórias e lendas, da mitologia Grega à Bíblia. Dedicada aAfrodite, a deusa grega do amor, simboliza a glória e o amor feliz, e com ela se entrelaçavam as coroas dos heróis e das noivas. No século I, foi referida por Dioscórides como «uma amiga do estômago», e Avicena, célebre médico árabe do século XI, recomendava-a pelas propriedades adstringentes e anti-sépticas. A Água-de-anjo era um famoso produto de beleza obtido da destilação das suas folhas e flores. A Murta foi ainda muito apreciada como especiaria. Em fitoterapia são usadas as folhas e o óleo essencial, menos vezes os frutos. Composição Óleo essencial, floroglucinóis complexos (mirtucomulonas A e B), flavonóides, taninos, ácidos orgânicos (cítrico, málico), substâncias amargas e resinas.
acau e sobre a variedade de expressões e paisagens sentidas na cidade
STAS DOS PRÉMIOS APE dores Involuntários”, de José Eduardo Agualusa, “As Falsas Memórias de Manoel Luz”, de Marlene Ferraz, “As Pessoas do Drama”, de H.G. Cancela, “Mea Culpa”, de Carla Pais, e “Para onde vão os gatos quando morrem”, de Luís Cardoso. O Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB
(Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas) é um prémio literário atribuído pela APE desde 1982, com o objectivo de consagrar uma obra de ficção de um autor português, publicada no ano anterior à atribuição do prémio. Com um valor pecuniário de 15 mil euros, é considerado
o mais importante prémio nacional em Portugal. Em 2017, o romance vencedor foi “Não se pode morar nos olhos de um gato”, de Ana Margarida de Carvalho, que já três anos antes havia ganhado o mesmo prémio, com o romance “Que importa a fúria do mar”.
Acção terapêutica A Murta fluidifica a expectoração, auxilia a sua eliminação, combate espasmos e acalma a tosse, tendo ainda actividade anti-séptica e antibacteriana sobre as vias respiratórias; o seu efeito antibiótico é comparável ao da estreptomicina. Está indicada no tratamento da rinite, sinusite, tosse, catarro, constipação, estados gripais, faringite, laringite, bronquite, infecções pulmonares, enfisema e asma. A sua acção anti-séptica e antibiótica manifesta-se igualmente sobre o aparelho urinário, sendo por isso recomendada nas infecções urinárias (cistite, uretrite, pielonefrite). Pode ser útil na gota, por baixar os níveis de ácido úrico e ser analgésica.
É usada como sedativo no nervosismo e insónia. Nas mulheres, reduz o fluxo menstrual abundante, por ser um hemostático. Com propriedades adstringentes, a Murta tonifica o estômago, favorece a digestão, facilita a expulsão de gases e de parasitas intestinais, e combate as diarreias, beneficiando casos de digestões difíceis, flatulência, gastrenterites, diarreia, disenteria e vermes intestinais. Outras propriedades Usada externamente, a Murta desinfecta, cicatriza e detém as hemorragias. Pode ser empregue nas afecções da pele (feridas e contusões; eczemas, psoríase) e das mucosas (gengivites, estomatites e faringites; conjuntivites; otites; leucorreia, vaginites e hemorróidas), e nas já referidas afecções respiratórias. Com usos cosméticos, esta erva tonifica a pele e combate a caspa, suavizando o couro cabeludo e aliviando a irritação. Como tomar • Uso interno: Infusão das folhas (e frutos): 1 colher de sobremesa por chávena de água fervente, 10 minutos de infusão. Tomar 3 chávenas por dia. As flores frescas, de sabor adocicado, podem ser usadas para ornamentar saladas de vegetais ou de frutas, e guarnições. As folhas são utilizadas para temperar carnes de sabor forte, como a de borrego e a de algumas peças de caça. O licor de Murta, obtido com as suas bagas, é muito popular em Portugal. O denominado “Arrabidino” foi durante séculos produzido no sigilo do Convento da Arrábida. • Uso externo: Infusão das folhas (e bagas): 15 a 20 gramas por litro de água fervente. Em lavagens e compressas, bochechos e gargarejos, como colírio ou em irrigações vaginais. Óleo essencial diluído em água: em inalações, bochechos e gargarejos. Em champô, stick para inalação, dentrífico ou bálsamo. Precauções Não são conhecidas contra-indicações ou efeitos adversos para as folhas nas dosagens terapêuticas. Em doses elevadas, pelos taninos, podem ocorrer perturbações digestivas. O óleo essencial não deve ser usado por grávidas, crianças menores de seis anos, pessoas com problemas neurológicos ou gástricos. Em doses não terapêuticas pode provocar reacções alérgicas – fazer o teste de tolerância. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.
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6.7.2018 sexta-feira
Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar
José Simões Morais
O fanfang de Macau
À
S festas do V centenário do nascimento do Infante D. Henrique, que decorreram a 3, 4 e 5 de Março de 1894 no Porto e em todo o país, também Camilo Pessanha não assiste, pois vem de barco a caminho de Macau, onde chega a 10 de Abril. No Extremo Oriente está um ar pesado, sob o constante espectro de guerra, pois o colonialismo comercial instiga a abertura de novos mercados. Assim, a 1 de Agosto ocorre o ataque militar do Japão à Coreia. As comemorações poderiam ter servido para lembrar, não estivesse fora da memória, mesmo no próprio país, a China há cinco séculos estar a preparar a última série de viagens marítimas e em 1433 deixava o mar, faltando-lhe apenas navegar no Oceano Atlântico. Na sequência das sete viagens de Zheng He, Malaca rapidamente se afirmara como um novo reino, servindo de base de apoio a todas as suas expedições. O Almirante chinês em 1409 aí abriu uma feitoria e colocou o príncipe hindu Parameswara debaixo da protecção dos imperadores chineses da dinastia Ming. Deixando tropas para conter os ataques do Reino do Sião, levou Parameswara numa visita à China. Assim, Malaca, um dos principais entrepostos comerciais da região, era um dos países tributários que podiam enviar embaixadas ao Celeste Império e quando em 1511 os portugueses a conquistaram, aí continuava a feitoria da dinastia Ming. Era então o porto mais afastado onde os chineses se dirigiam e aí os portugueses contactando-os, com eles vão até Tamão, local de veniaga e entrada da China. Mas para os portugueses serem aceites a viver em território chinês passaram dezenas de anos mais. No Japão, o ansiar pelas sedas chinesas levava os japoneses a adquiri-las em alto-mar sobretudo aos portugueses que, ao chegarem em 1543 a esse país, dividido em 67 feudos, e apresentando a
espingarda, abriu as portas ao comércio, entrando a Religião Cristã com a seda chinesa. Mercadoria adquirida também a marítimos de Fujian e Zhejiang, fora da lei do Imperador e presas fáceis para os piratas japoneses ávidos de seda.
CHINESES DE HAOJING
O ambiente de Macau era de um fanfang em terra da China, aceite pelo Governo Imperial como bairro de administração estrangeira, comum ao longo da História do país. Houvera-os séculos antes pelos caminhos terrestres da Seda e com estes interrompidos, apareceram bairros estrangeiros em muitas cidades portuárias chinesas. Solução encontrada também pela dinastia Ming para albergar os comerciantes portugueses, onde a Sul da grande Ilha de Hiangshan, na pequena península de Haojing ergueram uma cidade com estruturas de governo próprias, permitidas se não fossem incompatíveis com as leis do Império Celeste. Com os marinheiros, mercadores e comerciantes chegaram os missionários, construindo-se a cidade cristã mais tarde amuralhada, habitada por famílias de comerciantes, com Senado, escolas e templos. Já em 1279, Haojing acolhera sobreviventes das províncias de Zhejiang e Fujian, acompanhantes da nómada corte da dinastia Song do Sul, derrotada pela esquadra mongol na batalha naval em Yamen, num braço do Delta do Xijiang, às portas de Macau; Rio Oeste que passa no
Porto Interior. Os agricultores da aldeia de Mong Há e os pescadores da zona da Baía de A-Má, aqui se encontravam quando os portugueses chegaram, havendo pelo menos duas povoações, ou três com Sa Kong, hoje no lugar entre Patane e o Mercado Vermelho. A Norte da península estava Mong Há, a Oeste Sa Kong e a Sul viviam os pescadores, a maioria a residir nos seus barcos que aportavam nessa baía junto ao templo de A-Má. Só quando os portugueses para aqui vieram e fizeram a cidade cristã na parte central da península, apareceram para os abastecer os comerciantes de Guangdong. Estabelecendo mais tarde o Bazar, alimentavam a cidade com produtos frescos trazidos do outro lado das Portas dos Limites.
FECHA O JAPÃO, ABRE A CHINA
Com a China fechada ao exterior desde meados do século XV, no século seguinte os portugueses e espanhóis navegavam no Pacífico. Da doutrina Católica já tinham saído os Anglicanos e os Protestantes, quando no início do século XVII os holandeses e ingleses chegaram ao Oriente, projectando-se na Ásia a Guerra dentro do Cristianismo, a ocorrer ainda na Europa. A Religião Cristã levou o Japão a fechar as portas aos comerciantes europeus e desde 1639 manter-se fora do mundo pelos Éditos de Isolamento; mas foi a Companhia de Jesus, uma das causadoras desse encerramento, quem encontrou a solução para Macau ser a porta do Celeste
Só quando os portugueses para aqui vieram e fizeram a cidade cristã na parte central da península, apareceram para os abastecer os comerciantes de Guangdong. Estabelecendo mais tarde o Bazar, alimentavam a cidade com produtos frescos trazidos do outro lado das Portas dos Limites
Império. “Com o Sistema Comercial de Cantão, iniciou-se a abertura da China ao comércio internacional a partir dos finais da década de 1680, durante o reinado do Imperador Kangxi (1661-1722). Com este sistema, os comerciantes estrangeiros passaram a visitar regularmente a cidade de Cantão, a única onde podiam realizar os seus negócios para além de Macau, mas sem contactar directamente com as autoridades imperiais”, segundo Alfredo Gomes Dias, que refere, “Os estrangeiros passavam por Macau, onde se inscreviam para frequentar as feitorias de Cantão durante os meses de Outubro a Janeiro. Findo este período, eram obrigados a regressar a Macau. (...) A necessidade de equilibrar a balança comercial com a China empurrou o poder político e económico de Londres para a I Guerra do Ópio.”
SABER O QUE CONTAR DE CANTÃO
Os mercadores ingleses, sem prata e nada para trocar pelas deslumbrantes sedas, porcelanas, chás, lacas, encontraram no ópio a mercadoria para a China. Aí ilegal, após a queima do ópio pelo Governo Chinês, estes mercadores pediram ajuda à armada britânica e pela guerra obrigaram os chineses a assinar o Tratado de Nanjing. Ainda durante a Primeira Guerra do Ópio, o Reino Unido a 26 de Janeiro de 1841 proclamou a soberania da Ilha de Hong Kong e tudo mudou. Os estrangeiros, sobretudo britânicos, a residir em Macau rapidamente atraídos pelo excelente porto aí abriram as suas companhias e investiram na construção da cidade. Com eles vai muita gente, sobretudo macaenses para intérpretes e intermediários com a população chinesa, e outras funções, tanto comerciais como administrativas, necessárias à sua organização. O Governo de Macau enviou em Novembro de 1843 uma missão a Cantão para negociar com o Vice-Rei, encabeçada pelo conselheiro Adrião da Silveira Pinto (que fora Governador de Macau de 22/2/1837 até passar o cargo a José Gregório Pegado em 3/10/1843), mas esta fracassou. Não conseguiu autorização para a colónia deixar de pagar foro e estender a demarcação do limite da cidade para fora dos muros do Campo de St.º António. Sem permitir o aumento dos 25 navios desta praça, os chineses anuíram, porém, à igualdade de tratamento na correspondência oficial entre as autoridades portuguesas de Macau e as chinesas do distrito e à permissão para os navios portugueses poderem também comerciar nos portos de Cantão (Guangzhou), Amói (Xiamen), Fôk-Tchâu (Fuzhou), Neng-Pó (Ningbo) e Xangai (Shanghai). O fim do fanfang de Macau ocorrerá com o Governador Ferreira do Amaral.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 13
sexta-feira 6.7.2018
PAULO MOURA
tonalidades António de Castro Caeiro
C
Na véspera de partir
ARREGÁVAMOS o carro de noite. A mãe arrumava o quotidiano da casa num carro pequeno: roupa, tachos, farmácia, livros. Descíamos vezes sem conta as escadas. O carro ficava cheio de véspera. Nem conseguíamos dormir. A carga da nossa vida estava lá toda. E acordava-se cedo. Um café era engolido. Os últimos sacos, levados para baixo. Partíamos às 7h00 da manhã. Aparecia a Avenida da Índia em direcção a Alcântara. Atravessava-se a Ponte Sobre o Tejo. As pernas eram esticadas ainda em Palmela. Depois, era rumo a sul. A viagem não era apenas a deslocação a sul. Não era para ir e vir. Não se ia tratar de um assunto rápido, para seguir com a vida. Era uma viagem. De Kilómetro a Kilómetro, tudo muda. A paisagem deixa a cidade atrás de si, sem ser vista. Mergulha-se numa dimensão rural, interior. O olhar está no Mira ou no Atlântico, mas não se avistam, verdadeiramente. Parávamos para almoçar. Na altura, ainda havia a avó com pastéis de bacalhau e arroz e vinho. Partíamos às 7h00 mas íamos a 60 km hora, a velocidade do pai. Passávamos Alcácer do Sal já à hora do almoço. Víamos viandantes que comiam connosco ou bebiam um copo de vinho. Recolhia-se a parafernália do farnel. Lá íamos nós. Aproxima-se Cercal do Alentejo,
já com outros odores e cores. A cidade de pé tinha ficado para trás há algumas horas. Era como um sonho inteiro de ano lectivo. Lá tinha ficado o Natal, a Páscoa, o fim do ano lectivo. Agora, era outra coisa. Demorei muito tempo a perceber o que era. Conduz-se. A mãe acende o cigarro ao pai, não sem o molhar. O pai refila. Mas mete o cigarro à boca que aspira. Vou no lugar da frente. Olho pela janela e vejo só o céu. Embora lá em cima, é como se fosse uma astronauta. O carro pouco veloz, leva-me nas horas. “Hás-de lembrar-te deste tempo”, dizia o Beta. Chegamos ao Cercal do Alentejo. Pára-se para um café. Falta pouco tempo. Mas não será de seguida. Paramos ainda para beber
água da fonte. O pai bebia com a mão a fazer concha. Bebia como tinha bebido na sua infância pobre de dinheiro mas rica de tudo o que a Terra dá. Enchem-se garrafões. Metem-se no carro. Aconchegamo-nos no carro mas só para o último troço. Sente-se o horizonte. Pressente-se a orla marítima. A infância tinha ficado umas temporadas antes, mas ainda fazia-se sentir. A juventude estava já quase aí. Terá sido assim? Chegamos a Milfontes. A terra dizia-se das três mentiras. Na altura: Vila Nova de Milfontes. Não era vila. Não era nova. Não tinha Milfontes. Anos mais tarde, descobri que seria Melis Fons ou Fontes: a fonte ou as fontes do mel. Os piratas subiam o mira
Chegamos ao Cercal do Alentejo. Pára-se para um café. Falta pouco tempo. Mas não será de seguida. Paramos ainda para beber água da fonte. O pai bebia com a mão a fazer concha. Bebia como tinha bebido na sua infância pobre de dinheiro mas rica de tudo o que a Terra dá. Enchem-se garrafões. Metem-se no carro. Aconchegamo-nos no carro mas só para o último troço
Vila Nova de Milfontes
para roubar o mel aos apicultores. A chegada não era agradável. Descobria-se uma casa vaga. Faziam-se as camas. A roupa ia para os armários. Os tachos iam para a cozinha. A farmácia para a casa de banho. Havia o primeiro reconhecimento. Íamos a pé até ao café da Dona Maria ou do Artur. Chegávamos ao fim da Barbacã, com a fortaleza do lado direito. Lá estava ele: o Mira a olhar para o Atlântico, como o meu Tejo. Esta, contudo, não era a chegada absoluta. Havia a noite. Íamos encontrar aos poucos como peças de um puzzle complexo os amigos do verão passado. Entretanto, tinham ficado amigos em Lisboa. Outros tinham a sua inauguração àquela terra mágica de pais e avós, tios, primos, irmãos e amigos. A noite era invariavelmente um reconhecimento. O que se tinha passado entretanto? Quem tinha 16 anos tinha agora 17. Como estávamos. Antecipávamos Setembro no fim e ainda era Julho ao princípio. Descemos lentamente ao Malhão. Só a partir de uma dada altura, percebemos o Atlântico. Arruma-se o carro. Desce-se desfiladeiro abaixo. Despimo-nos até aos calões. Corremos até à beira-mar. E o mergulho é o baptismo de renovação que sufoca. Oxalá houvesse sempre esse mergulho.
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MUNDIAL 2018 TITE PREVÊ JOGO COMPETITIVO FRENTE À “CRIATIVA” BÉLGICA
O
seleccionador brasileiro de futebol, Tite, previu ontem um jogo competitivo nos quartos-de-final do Mundial 2018, frente à Bélgica, uma equipa “com um enorme poder criativo” e que pratica “muito bom futebol”. “O poder criativo da Bélgica é enorme. Vai ser uma grande partida, muito disputada. Temos de jogar sem euforia e sem medo de perder, essa é a chave. São duas equipas que praticam futebol muito bonito, mas que têm características muito diferentes”, disse o treinador brasileiro, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo de hoje. Tite demonstrou o seu contentamento com os últimos desempenhos da selecção ‘canarinha’, destacando que os seus futebolistas têm jogado “muito bem e isso só dá força à equipa”. O treinador de 57 anos dirigiu ainda alguns elogios a Neymar, ao afirmar que o avançado
GRANDE PRÉMIO CIRCUITO DA GUIA VAI SER PALCO DE PROVA DE ATLETISMO
brasileiro do Paris Saint-Germain “é um futebolista de primeiro nível”. O seleccionador anunciou a titularidade de Gabriel Jesus, no ataque, e de Marcelo, na lateral esquerda, depois de ter sido substituído nos últimos dois jogos por Filipe Luís. “Falei com o Marcelo e com o Filipe Luís. O Marcelo saiu da equipa por causa de um problema médico e não jogou o seguinte encontro devido a um problema físico. O Filipe jogou muito bem nos dois últimos encontros, mas por uma questão de critério regressa o Marcelo”, adiantou. O técnico revelou ainda que o substituto de Casemiro, que não pode jogar por castigo, será o médio do Manchester City Fernandinho. Os pentacampeões do mundo enfrentam os belgas em Kazan às 02h de sábado (hora de Macau).
Correr sem motor
A 65.ª edição do Grande Prémio vai ser celebrada com uma corrida para duas mil pessoas ao longo do percurso. Em relação ao automobilismo, a organização desvalorizou o facto do motociclista Glenn Irwin, vencedor no ano passado, não querer voltar a correr no território
O
Mundial 2018 Modric assume que ser campeão seria “conto de fadas”
O médio croata Luka Modric admitiu ontem que vencer o Mundial 2018 de futebol com a Croácia “é quase impensável, um verdadeiro conto de fadas”. “Estar no Mundial é um grande privilégio. Representar a minha selecção é uma grande honra e um prazer, mas vencer o Mundial com a Croácia é quase impensável, como o mais belo conto de fadas! Seria incrível erguer o troféu”, disse Modric, em entrevista ao sítio da FIFA na Internet. O capitão da selecção dos Balcãs admitiu que o jogo dos quartos-de-final, no sábado, frente à anfitriã Rússia, “não será fácil”, lembrando que os russos “superaram grandes dificuldades” para chegarem aos ‘quartos’, fase em que são a equipa menos bem classificada no ‘ranking’ FIFA. Luka Modric considerou que “a Rússia é uma seleção muito bem organizada, que poderá jogar no contra-ataque”, antevendo “um grande espectáculo”, no sábado, em Sochi.
circuito da Guia vai virar uma pista de atletismo como forma de celebrar a 65.ª edição do Grande Prémio do Macau. A iniciativa foi revelada, ontem, pela Comissão Organizadora do evento que vai decorrer no dia 11 de Novembro, ou seja, no domingo que antecede a prova, que se realiza entre 15 e 18 do mesmo mês. “É a primeira vez que o circuito da Guia recebe este tipo de actividade e de certeza vai atrair muitos residentes. Como é a primeira edição os destinatários vão ser os residentes e as inscrições vão estar limitadas a duas mil pessoas”, disse Pun Weng Kun, presidente do Instituto do Desporto e Coordenador da Comissão Organizadora. A corrida vai ter como nome Fun Run. “Vai ser uma volta completa ao circuito, que tem uma distância de 6,2 quilómetros. Queremos que os participantes possam sentir pelos seus pés a atmosfera do Circuito da Guia”, acrescentou. Durante a conferência de ontem, na Torre de Macau, a Comissão Organizadora assinou os contratos de PUB
AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1.
2. 3.
Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Rua da Barra, n.ºs 5A a 5E, em Macau; - Travessa do Sal, n.ºs 5 a 5A, em Macau, (Edifício Lun Cheong); - Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.ºs 28 a 36 e Rua de Foshan, n.ºs 137 a 139, em Macau, (Edifício Fok Choi Garden); - Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.ºs 94 a 104 e Praça de D. Afonso Henriques, n.ºs 3 a 33, em Macau; - Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.º 120, em Macau; - Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.ºs 126 a 132, Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.ºs 10 a 16 e Praça de D. Afonso Henriques, n.ºs 57 a 65, em Macau, (Edifício Centro Comercial Yi Luen); - Avenida da Amizade, n.ºs 197 a 217, Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.ºs 8 a 64, Praça de D. Afonso Henriques, n.ºs 10 a 36 e Rua de Foshan, n.ºs 17 a 75, em Macau, (Edifício Centro Comercial San Kip Ip). Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situada no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para os efeitos do respectivo pagamento. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada.
Aos, 30 de Maio de 2018. O Director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong
patrocínio para a Taça GT e Taça de Carros de Turismo de Macau. Em relação à primeira prova, a Sociedade de Jogos de Macau vai pagar 4,06 milhões de patacas pelo contrato. Já a prova para carros de turismo rende 1,9 milhões de patacas e vai ser patrocinada pela empresa Food4U. À imagem dos anos anteriores, o Grande Prémio volta a ter um orçamento na ordem dos 220 milhões de patacas. “Não há um aumento no orçamento porque adaptámos o evento ao orçamento disponível”, justificou Pun Weng Kun. Também os preços para o evento já se encontram à venda e variam entre as 350 e 900 patacas, para os dias de provas. Para os dias de treinos livres, o preço é de 50 patacas.
GLENN IRWIN DE FORA
Por outro lado, Pun Weng Kun desvalorizou o facto do motociclista Glenn Irwin ter declarado que não tem
intenções de correr mais em Macau, até haver uma melhoria significativa da segurança. Em declarações à BBC, norte-irlandês, que foi o vencedor do ano passado, justificou que o acidente que vitimou Dan Hegarty, e que obrigou ao fim imediato da corrida, ainda está muito presente na sua memória. “Não estamos preocupados [com os pilotos que não querem vir] porque durante
“Vai ser uma volta completa ao circuito, que tem uma distância de 6,2 quilómetros. Queremos que os participantes possam sentir pelos seus pés a atmosfera do Circuito da Guia.” PUN WENG KUN PRESIDENTE DO ID
o Grande Prémio sabemos que há muitos pilotos interessados em participar. Portanto, essa não é uma grande preocupação para comissão organizadora”, defendeu o coordenador da Comissão Organizadora. “O Grande Prémio de Macau tem 65 edições e há sempre pilotos internacionais interessados em participar. Há muitos pilotos que consideram que o circuito é muito bom. Também há alguns que devido a algumas situações ou casos pessoais que não estão interessados em vir para Macau”, apontou. Pun Weng Kun sublinhou ainda que a organização está sempre à procura de formas para aumentar a segurança e que o circuito tem recebido elogios das federações internacionais de automobilismo e motociclismo. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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AGUACEIROS
O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje UMA NOITE COM PIANO NA GALERIA Fundação Rui Cunha | 18h00
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DOCUMENTÁRIO “SPELL REEL” – FESTIVAL CINEMA ENTRE CHINA E PALOP Cinemateca Paixão | 19h30 INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “AIYA” Casa Garden | 17h30
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8 7 4 9 4 2 1 5 9 6 8 3 3 5 6 7 6N 1E3M2 7 8 9 4 1 4 2 8 5 3 7 1 2 9 5 6
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3 5 7 4 9 6 4 5 8 2 1 9 ANT-MAN AND THE WASP [B] 7 1 6 3 4 8 3 2 SHOPLIFTERS [C] 5 9 2 6 1 4 9 8 2 3 8 7 OCEAN’S 6 EIGHT 7 [B]5 1 SALA 1
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PROBLEMA 8
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56 5 7HOJE 1 3LIVRO 2 84 8 UM
literária. A narrativa centra-se na vida de um jornalista desterrado em Porto Rico, à semelhança da vida real do autor, que vive constantemente à beira de vários abismos. A vertigem viria a ser um dos temas de eleição de Hunter S. Thompson, assim como uma fixação quase doentia com Richard Nixon. João Luz
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O que congrega estas pessoas em torno de mesas de bacará às seis da manhã? Olhos vazios de expressão e carregados de sangue, despidos de vida, presos à aleatoriedade, fixos na dança de mãos do croupier. Lá fora um sol indiferente a tudo isto desponta preguiçoso, enquanto no casulo quente do jogo se consomem cigarros e vidas da mesma forma desprendida. Agiotas vigiam a acção, marcam as presas, perscrutam o destino como abutres que esperam a carcaça tombada por terra. Prostitutas oferecem consolo ou celebração carnal, enquanto se passeiam vagarosamente alastrando o aroma etílico do perfume que queima os olhos frágeis da madrugada. O perfume mistura-se com o cheiro da alcatifa pisada e da depressão de dias de difícil digestão. Este é o grande sonho chinês, a ideia de glória e fortuna conquistada em meia-hora de alinhamento de factores mágicos, supra-humanos. O golpe de sorte que relativiza uma vida de trabalho, que faz mover a existência para outro patamar social através do lúdico acaso. Casino é uma palavra que provem da expressão “casa”, da ideia de lar, um desalinho de significados que cria uma nova vaga de desalojados. Esta gente que se arrasta de mesa em mesa, farejando onde a sorte habita, perpetuando gestos que atraiam a fortuna, que tragam o riqueza, para quem o tecto e a cama são a sorte e o azar. João Luz
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“DIÁRIO A RUM” | HUNTER S. THOMPSON
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42 4 9 8 56 5 13 1 7 2 6 1 8 9 3 9 8 5 14 71 67 6 2 15 1 37 23 2 6 48 4 9 5 5 8 7 1 9 3 26 2 4 8JURASSIC 1 WORLD: 2 3 7 FALLEN KINGDOM 64 6 2 8 7 9 3 5 1 6 6 31 3 7 42 4 9 8 5 7 3 5 4 6 9 9 3 2 5 4 8 1 67 6 5 ESCAPE 8 9 2 4 6 12 1 9 83 58 5 7 4 PLAN 2: HADES [C] 9 9 4 5 16 1 7 2 38 3 74 7 6 12 1 59 5 3 8 9 7 6 1 5 1 51 85 8 73 7 46 4 9 2 1 4 8 7 3 7 38 3 54 5 92 9 1 6 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia 2 2 47 4 1 9Margarida 3 JURASSIC 5 7WORLD: 6 2 5 Mota; 6 Vitor3Ng Colaboradores 8 71 9 61Canas;6António5Cabrita; 2 António 8 3Castro 4 3 Amélia Vieira; Anabela Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; FALLEN KINGDOM [B] José Drummond;7 José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo 9 José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio 7 6 9 Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia 6 9 4 5 1 1 5 6 2 8Fonseca; 3Valério 4 Romão 9 Colunistas 7 António Conceição 3Júnior; 2 David 5Chan;4Fa Seong; 8 1 Jorge Morbey; Jorge Rodrigues dos1 Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária www. 8 3 9 5 8 4 9 8 6 4 9 3 Assistente 7 2de marketing 5 1Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de 4 2 3 9 8 8hojemacau. 3 9 7 6de redacção 4 1e Publicidade 2 5Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo)
FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kore-eda Hirokazu Com: Lily Franky, Ando Sakura, Matsuoka Mayu, Kiki Kilin 14.30, 16.45, 21.30
Um filme de: Gary Ross Com: Sandra Bullock, Cate Blanchett,
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 7
4 4 7 32 3 98 19 1 5 “Diário Rum” 9 8 14é um 9 8a 5 1 2dos 6 72 7 primeiros livros escritos pelo jornalista 2 escritor 71 97 9 2 5e 8 6 3norte-americano que só foi publica29depois 52 de5o actor do3em 4 1998, 7 6 1 Johnny Deep ter encontrado o 7 6 1 9de8Thomp4 8 3 52 manuscrito na casa son. O livro viria a dar origem 8 9 39 3pouco7inspirado. 42 4 5 6 a8 um filme “Diário a Rum” é um exercí5 1 7 8 6 3 9 24 cio de escrita onde um jovem Thompson, 22 8 3 6 42 14com1apenas 9 5 anos, ainda procurava a sua voz 11
Um filme de: Peyton Reed Com: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2
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S U D O K U
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MADRUGADA ADENTRO
Amanhã
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “UNIVERSO” Armazém do Boi | 15h30
YUAN
VIDA DE CÃO
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “CHAPAS SÍNICAS – HISTÓRIAS DE MACAU NA TORRE DO TOMBO” Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau | 16h45
2 Domingo
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Anne Hathaway, Mindy Kaling 19.30 SALA 3
Um filme de: Steven C. Miller Com: Sylvester Stallone, Dave Bautista, Huang XiaoMing 14.30, 21.30
Um filme de: J.A. Bayona Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, BD Wong, Jeff Goldblum 16.30, 19.00
com.mo
Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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A inteligência
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inteligência artificial (IA) está a tornar-se benéfica em muitas actividades humanas, ao diagnosticar doenças, traduzir idiomas e fornecer atendimento ao cliente, entre muitas outras. A situação está a melhorar rapidamente, fazendo criar razoáveis receios de que a IA acabará por substituir os trabalhadores em toda a economia. Mas esse não é o resultado inevitável ou o mais provável, pois nunca antes as ferramentas digitais foram tão receptivas aos seres humanos e estes àquelas. Ainda que a IA altere radicalmente a forma como trabalho é realizado e quem o faz, o maior impacto da tecnologia será complementar e aumentar as capacidades humanas, não substituí-las. É um dado certo que muitas empresas utilizam a IA para automatizar processos, mas são implantadas principalmente para substituir os trabalhadores e verão apenas lucros de produtividade a curto prazo. A última sondagem realizada nos Estados Unidos que envolveu mil e quinhentas empresas, revelou que as empresas alcançam melhorias de desempenho mais significativas, quando os seres humanos e máquinas trabalham conjuntamente. Através dessa inteligência cooperativa, os seres humanos e a IA aumentam activamente os pontos fortes e complementares uns dos outros, como a liderança, trabalho em equipa, criatividade e as habilidades sociais dos primeiros, bem como a velocidade, escalabilidade e as capacidades quantitativas dos últimos. O que é natural para as pessoas pode ser complicado para as máquinas, e o que é simples para as máquinas (analisando gigabytes de dados), permanece praticamente impossível para os seres humanos. Os negócios requerem ambos os tipos de recursos e para aproveitar ao máximo essa colaboração, as empresas precisam de entender como os seres humanos podem efectivamente aumentar a capacidade das máquinas, como as máquinas podem apri-
morar o que os seres humanos fazem de melhor, e como redesenhar os processos de negócios para apoiar a parceria. Os seres humanos precisam de desempenhar três papéis cruciais, pois devem treinar máquinas para executar determinadas tarefas; explicar os seus resultados, especialmente quando são contra intuitivos ou controversos; e sustentar o uso responsável de máquinas (evitando, por exemplo, que robôs prejudiquem os seres humanos). Os algoritmos de aprendizagem da máquina devem ser ensinados a executar o trabalho para o qual foram projectados e nesse esforço, enormes conjuntos de dados de treino são acumulados, para ensinar aplicativos de tradução automática para lidar com expressões idiomáticas, aplicativos médicos para detectar doenças e mecanismos de recomendação para apoiar a tomada de decisões financeiras. Além disso, os sistemas de IA devem ser treinados da melhor forma para interagir com os seres humanos. Ainda que as organizações em todos os sectores estejam nos estágios iniciais de preenchimento das funções de instrutor, as principais empresas de tecnologia e grupos de pesquisa contam com equipas de formação e especialização amadurecidas. Se considerarmos a assistente de IA da Microsoft, “Cortana”, deparamos que o “bot” que é uma aplicação de “software” criado para simular acções humanas repetidas vezes de forma padrão, como faria um robô, exigia treino extensivo para desenvolver apenas a personalidade certa, confiante, carinhosa e prestativa, mas não autoritária. Incutir essas qualidades, exigiu incontáveis horas de atenção de uma equipa que incluía um poeta, um romancista e um dramaturgo. É de notar que de igual forma, eram necessários treinadores humanos para desenvolver as personalidades do aplicativo “Siri” (que é uma maneira fácil e rápida de fazer tudo), da “Apple”, e da “Alexa” da “Amazon”, para garantir que reflectissem com precisão as marcas das suas empresas. A “Siri”, por exemplo, tem apenas um toque de inconveniência, como os consumidores podem esperar da “Apple”. Os assistentes de IA estão a ser treinados para exibir características humanas ainda mais complexas e subtis, como a simpatia. O “start-up” “Koko”, um desdobramento do “MIT Media Lab”, desenvolveu uma tecnologia que pode ajudar os assistentes da IA a parecerem solidários, como por exemplo, se um utilizador está a ter um dia mau, o sistema “Koko” não responde de forma automática, como “sinto muito ouvir tal situação”, mas ao invés pode pedir mais informações e depois oferecer conselhos para ajudar a pessoa. Há que ver os problemas sob uma luz diferente e se estiver a sentir “stress”, o sistema recomendaria pensar na tensão, como uma emoção positiva que poderia ser canalizada para a acção. À medida que as IAs chegam cada vez mais a conclusões por meio de processos que são opacos (o chamado problema
da caixa-preta), exigem especialistas humanos no terreno para explicar o seu comportamento a utilizadores não especialistas. Os explicadores são particularmente importantes em indústrias baseadas em evidências, como leis e medicina, onde um profissional precisa de entender, como uma IA pesou todo o que é disponível para o uso e desenvolvimento da vida humana em uma sentença ou recomendação médica. Os explicadores, são igualmente importantes, para ajudar as seguradoras e a polícia a entenderem porque razão um automóvel, realizou acções que levaram a um acidente, ou não conseguiu evitá-lo. E os explicadores estão a tornar-se parte integrante de sectores regulados, em qualquer indústria voltada para o consumidor, onde a produção de uma máquina poderia ser desafiada como injusta, ilegal ou simplesmente errada, como por exemplo menciona o “Regulamento 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho”, que é o novo “Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados (RGPD)” da “União Europeia (UE)”, que estabelece as regras relativas ao tratamento, por uma pessoa, WESTWORLD
“Artificial intelligence (AI) is taking an increasingly important role in our society. From cars, smartphones, airplanes, consumer applications, and even medical equipment, the impact of AI is changing the world around us. The ability of machines to demonstrate advanced cognitive skills in taking decisions, learn and perceive the environment, predict certain behavior, and process written or spoken languages, among other skills, makes this discipline of paramount importance in today’s world. Although AI is changing the world for the better in many applications, it also comes with its challenges.” Artificial Intelligence: Emerging Trends and Applications Marco Antonio Aceves-Fernandez
ou organização, de dados pessoais relativos a pessoas na UE. O RGPD concede aos consumidores o direito de receber uma explicação para qualquer decisão baseada em algoritmos, como a oferta de tarifa em um cartão de crédito ou hipoteca. Esta é uma área onde a IA contribuirá para o aumento do emprego, dado que os especialistas estimam que as empresas terão que criar cerca de setenta e cinco mil novos empregos para administrar os requisitos do GDPR. Além de ter pessoas que podem explicar os resultados da IA, as empresas precisam de sustentadores, ou seja funcionários que trabalham continuamente para garantir que os sistemas de IA estejam a funcionar de forma adequada, segura e responsável. A IA pode impulsionar as nossas habilidades analíticas e de tomada de decisão, bem como aumentar a criatividade, como por exemplo, um conjunto de especialistas, às vezes chamados de engenheiros de segurança, quando se concentram para antecipar e tentar evitar danos causados por IAs. Os desenvolvedores de robôs industriais que trabalham ao lado das pessoas, presta-
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perspectivas
JORGE RODRIGUES SIMÃO
artificial (I) ram cuidadosa atenção para garantir que reconheçam os seres humanos por perto e não os ponham em perigo. Tais especialistas, também, podem rever a análise dos explicadores quando as IAs causam danos, como quando um carro autónomo está envolvido em um acidente fatal. É de considerar que outros grupos de sustentadores garantem que os sistemas de IA mantenham as normas éticas. Se um sistema de IA para aprovação de crédito, por exemplo, for discriminatório contra pessoas em determinados grupos, esses gerentes de ética são responsáveis por investigar e resolver o problema. Os responsáveis pela conformidade de dados, desempenhando um papel semelhante, tentam garantir que os dados que alimentam os sistemas de IA estejam em conformidade com o GDPR e outras regulamentações de protecção ao consumidor, e um papel relacionado ao uso de dados envolve garantir que as IAs façam a gestão das informações com responsabilidade. A “Apple”, como muitas empresas de tecnologia, usa a IA para recolher detalhes pessoais sobre os utilizadores quando se envolvem com os dispositivos e “softwa-
res” da empresa. O objectivo é melhorar a experiência do utilizador, mas a recolha de dados irrestrita pode comprometer a privacidade, enfurecer os clientes e entrar em conflito com a lei. As empresas beneficiam da optimização da colaboração entre seres humanos e a IA. É de considerar a existência de cinco princípios que podem ajudar como reimaginar os processos de negócios; abraçar a experiência/envolvimento do funcionário; estratégia de IA activamente directa; recolher dados com responsabilidade e redesenhar o trabalho para incorporar a IA e cultivar as habilidades dos funcionários relacionados
O que é natural para as pessoas pode ser complicado para as máquinas, e o que é simples para as máquinas (analisando gigabytes de dados), permanece praticamente impossível para os seres humanos
com o processo. A última pesquisa realizada nos Estados Unidos com mil e setenta e cinco empresas em doze sectores descobriu que quanto mais adoptadas por essas empresas, melhores são as iniciativas de IA, realizadas em termos de velocidade, redução de custos, receitas ou outras medidas operacionais. As máquinas inteligentes estão a ajudar os seres humanos a expandir as suas habilidades de três formas, pois podem ampliar as nossas forças cognitivas; interagir com clientes e funcionários para nos libertar para tarefas de alto nível e incorporar habilidades humanas para alargar as nossas capacidades físicas. A inteligência artificial pode impulsionar as nossas habilidades analíticas e de tomada de decisão, fornecendo as informações certas no momento correcto, mas também podem aumentar a criatividade. Se considerarmos o “Dreamcatcher” da “Autodesk” que aumenta a imaginação de desenhadores excepcionais, deparamos que um desenhador fornece ao “Dreamcatcher” critérios sobre o produto desejado, por exemplo, uma cadeira capaz de suportar até centro e trinta quilogramas, com um assento de quarenta e cinco centímetros de altura, feita de materiais que custam menos de setenta e cinco euros, e assim por diante, e também pode fornecer informações sobre outras cadeiras que considera atraentes. O “Dreamcatcher” produz milhares de desenhos que combinam com esses critérios, muitas vezes criando ideias que o desenhador pode não ter considerado inicialmente, e pode então orientar o “software”, dizendo quais as cadeiras que gosta, levando a uma novo círculo de projectos. Ao longo do processo interactivo, o “Dreamcatcher” realiza os diversos cálculos necessários para garantir que cada projecto proposto atenda aos critérios especificados. Tal, liberta o projectista para se concentrar na implantação de forças exclusivamente humanas, como o julgamento profissional e a sensibilidade estética. A colaboração homem-máquina, permite que as empresas interajam com funcionários e clientes de formas novas e mais eficazes. Os agentes de IA como a “Cortana”, por exemplo, podem facilitar a comunicação entre pessoas ou em nome de pessoas, como transcrever uma reunião e distribuir uma versão de voz pesquisável para aqueles que não puderam comparecer. Tais aplicativos são inerentemente escalonáveis, pois um único “chatbot” (é um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas), por exemplo, pode fornecer serviço de rotina ao cliente para um grande número de pessoas simultaneamente, onde quer que se encontrem. O “Skandinaviska Enskilda Banken (SEB)”, um dos principais bancos suecos usa um assistente virtual chamado “Aida” para interagir com milhões de clientes. O “Aida” tem a capacidade para trabalhar com conversas em linguagem natural, com acesso a vastos repositórios de dados e pode responder a muitas perguntas feitas frequentemente, como abrir uma
conta ou fazer pagamentos internacionais, bem como também pode fazer perguntas de acompanhamento aos telespectadores para resolver os seus problemas, e é capaz de analisar o tom de voz de um chamador (por exemplo, frustrado versus apreciativo) e usar essa informação para fornecer um serviço melhor posteriormente. Se o sistema não conseguir resolver um problema, o que acontece em cerca de 30 por cento das situações, encaminha o interlocutor para um representante humano de atendimento ao cliente, e monitora essa interacção para aprender a resolver problemas semelhantes no futuro, e com o “Aida” a trabalhar com os pedidos básicos, os representantes humanos podem concentrar-se em abordar questões mais complexas, especialmente, as de interlocutores infelizes que podem precisar de apoio extraordinário. É de entender que muitas IAs, como o “Aida” e a “Cortana”, existem principalmente como entidades digitais, mas em outras aplicações, a inteligência é incorporada em um robô que dá mais-valia a um trabalhador humano. Os motores e actuadores com os seus sofisticados sensores, as máquinas habilitadas por IA, podem reconhecer pessoas e objectos e trabalhar com segurança ao lado dos seres humanos em fábricas, armazéns e laboratórios. Os robôs na fabricação, por exemplo, estão a evoluir de máquinas industriais potencialmente perigosas e “tolas” para “cobots” inteligentes e sensíveis ao contexto. Um braço “cobot” pode, por exemplo, trabalhar com acções repetitivas que exigem tarefas pesadas, enquanto uma pessoa realiza funções complementares que exigem destreza e julgamento humano, como a montagem de um motor da engrenagem. A “Hyundai” está a ampliar o conceito de “cobot” com exoesqueletos. Esses dispositivos robóticos vestíveis, que se adaptam ao utilizador e à localização em tempo real, permitirão que os trabalhadores industriais executem os seus trabalhos com resistência e força sobre-humanas. A fim de obter o máximo de valor da IA, as operações precisam ser redesenhadas e para o fazer, as empresas devem primeiro descobrir e descrever uma área operacional que possa ser melhorada. Pode ser um processo interno desajeitado (como a lentidão dos RHs para preencher vagas de pessoal), ou pode ser um problema anteriormente intratável que pode ser resolvido usando IA (como identificar rapidamente reacções adversas a medicamentos em multidões de pacientes). Além disso, uma série de novas técnicas analíticas avançadas e de IA, podem ajudar a detectar problemas anteriormente invisíveis passíveis de soluções de IA. As empresas, de seguida, devem desenvolver uma solução por meio da co-criação, fazendo que as partes interessadas visualizem como podem colaborar com sistemas de inteligência artificial para melhorar um processo.
A velhice faz-nos mais rugas no espírito do que na cara. Michel de Montaigne
Crime Fugitivo malaio em Macau
Um empresário malaio procurado há mais de três anos no país de origem, Low Taek Jho, está em Macau. A notícia foi avançada pelo Inspector Geral da Polícia Real Malaia, Tan Sri Mohamad Fuzi Harun, em declarações ao jornal The Start, na edição de quinta-feira. Low Taek Jho, conhecido por Jho Low, está em fuga há três anos e é procurado para assistir as autoridades num crime de desfalque de fundos públicos, que envolve a companhia 1Malaysia Development Berhad. “No outro dia enviámos a nossa equipa para Hong Kong, mas assim que chegamos lá, ele fugiu para Macau. São as últimas informações que temos sobre ele”, disse Tan Sri Mohamad Fuzi Harun ao jornal.
Tailândia Dezenas de desaparecidos em dois naufrágios
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Duas embarcações com mais de 120 pessoas a bordo naufragaram ontem nas águas costeiras da província de Phuket, um dos principais destinos turísticos do sul da Tailândia, e dezenas de pessoas estão desaparecidas, seguindo a imprensa. As autoridades tailandesas não divulgaram até ao momento números de vítimas ou desaparecidos, mas a imprensa local refere que pode haver dezenas de pessoas desaparecidas no mar, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE. O governador de Phuket, Norapat Plodthong, disse que uma das embarcações foi o “Phoenix PD Diving”, que levava 97 pessoas a bordo e naufragou nas proximidades da ilha de Hae, localizada a cerca de dez quilómetros de Phuket. O segundo naufrágio ocorreu nas águas da ilha de Mai Ton, na mesma área, e a embarcação envolvida foi um iate com cerca de 30 pessoas a bordo.
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de 24 horas, devido à captação de imagens. O secretário disse também acreditar que “o aperfeiçoamento do sistema poderá elevar ainda mais a eficácia da investigação de casos”. Ao mesmo tempo, Wong Sio Chak recordou que para que o sistema possa ser utilizado é necessária “uma delegação de competências para o efeito” e que a recolha de informações vai ser feita “de acordo com a lei”.
Pak Lei Três pessoas continuam internadas
Três das seis vítimas da explosão do restaurante situado no Edifício Pak Lei ainda se encontravam ontem internadas, de acordo com o relatório das 17h, dos Serviços de Saúde. A pessoa com fractura do fémur, que foi operada na quarta-feira, está estável e foi transferida para a enfermaria de ortopedia. A situação da pessoa com queimaduras de segundo grau em 25 por cento no corpo mantem-se inalterada. Finalmente, a outra vítima internada tem ferimentos ligeiros e está sob observação neurológica. Por sua vez, um dos feridos que anteontem estava internado teve alta, após tratamentos médicos e ter sido observado no internamento.
PALAVRA DO DIA
Em cada esquina, uma câmara Governo anuncia videovigilância para novos aterros
A
videovigilância tem produzidos resultados “positivos” nas investigações criminais em Macau e o Governo já prepara planos para a instalação de mais câmaras de vídeo nos novos aterros. O anúncio foi feito, ontem, pelo secretário para a Segurança, na cerimónia de abertura da Exposição de Artesanato dos Reclusos e dos Jovens Internados 2018. Segundo um comunicado do Governo, actualmente estão em funcionamento no território 820 câmaras de videovigilância, que foram instaladas em três fases diferentes. Ainda assim vão ser instaladas mais 800 câmaras, referentes à quarta fase do programa de videovigilância que deverão entrar em funcionamen-
to até ao primeiro trimestre de 2020. Nessa altura, e contabilizando os actuais 30 quilómetros quadrados de Macau, o território vai ter uma média de 54 câmaras por quilómetro quadrado. Contudo, os planos para a instalação dos sistema de CCTV em Macau não se ficam por aqui. As quinta e sexta fases já estão a ser elaboradas e têm como foco, essencialmente, os aterros e serão divulgadas “em tempo oportuno”. O responsável pela segurança do território defendeu ainda que “o sistema de vigilância contribui significativamente para a investigação de casos criminais” e deu o exemplo de um roubo a uma joalharia, no início do ano. Neste caso, o suspeito foi identificado em menos
PAK LEI À ESPERA
O secretário abordou igualmente o caso da explosão dentro de um restaurante no Edifício Pak Lei, na Areia de Preta, e explicou que a investigação está a aguardar pelos depoimentos das vítimas. “A Polícia Judiciária fez pesquisas no local e encontra-se actualmente a proceder aos trabalhos de investigação noutros aspectos. A par disso, como parte dos feridos ainda se encontra a receber tratamento hospitalar, a PJ não conseguiu, por enquanto, recolher os seus depoimentos, uma tarefa que tem de concluir para depois poder submeter o relatório de investigação ao Ministério Público”, explicou. Em relação à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, Wong Sio Chak explicou que os equipamentos têm sido instalados na Zona de Administração da Ilha Fronteiriça Artificial e que os mesmos estão a ser experimentados. Porém, garantiu que assim que for necessário abrir a ponte, que os recursos humanos e materiais vão estar prontos. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
AEROPORTO DE MACAU QUATRO MILHÕES DE PASSAGEIROS NO PRIMEIRO SEMESTRE
O
aeroporto internacional de Macau (MIA) registou mais de quatro milhões de passageiros no primeiro semestre do ano, um aumento de 20 por cento em comparação com o período homólogo do ano passado, indicaram ontem dados oficiais. Entre Janeiro e Junho, o aeroporto recebeu uma média diária de 22.000 passageiros, de acordo com um comunicado da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) enviado à agência Lusa. Durante este período, o tráfego aéreo superou
os 30.000 voos, um aumento de 12 por cento comparativamente a igual período do ano passado. Os mercados do interior da China, do Sudeste Asiático e de Taiwan registaram um aumento de 37 por cento, 16 por cento e 4 por cento, respectivamente. Já as viagens em companhias aéreas convencionais e ‘low cost’ registaram aumentos respetivos de 26 por cento e 9 por cento. Só no mês de Junho, o aeroporto recebeu 660.000 passageiros, o que representa um aumento anual de 19 por cento.
Em comunicado, o CAM atribuiu este aumento ao “número de visitantes de e para as rotas do interior da China e Sudeste da Ásia, que cresceram 41 por cento e 13 por cento, respectivamente”, indicam os dados. Ainda este mês vão ser iniciados dois voos semanais para Sanya, na ilha chinesa de Hainão, e também serviços regulares entre Macau e três cidades cambojanas: Phnom Penh, Siem Reap e Sihanoukville, foi ontem anunciado.
Tabaco Fumadores em locais proibidos desce no primeiro semestre Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) registaram mais de 2.600 casos de fumo em locais proibidos no primeiro semestre do ano, uma queda de 47,3 por cento em relação a igual período de 2017, foi ontem divulgado. Nos primeiros seis meses do ano, 2.678 pessoas foram acusadas de fumarem em espaços proibidos, menos 1.262 do que em igual período ano passado, de acordo com um comunicado dos SSM. Durante este período, as autoridades realizaram perto de 180 mil inspecções, o que representa um aumento de 5,5 por cento sobre o primeiro semestre de 2017. De acordo com os SSM, o aumento das inspecções “deve-se às novas estratégias adoptadas pelos inspectores”, no ano em que entrou em vigor o alargamento das áreas de proibição de fumar. A maioria dos fumadores era do sexo masculino (93 por cento), contra apenas 187 pessoas do sexo feminino (7 por cento), precisaram. Do total de casos de fumo em locais proibidos, 1.657 pessoas eram turistas, 929 residentes de Macau e 82 infracções foram cometidas por trabalhadores não residentes. Os casinos foram os espaços onde se registou um maior número de infracções (436).
Suicídios Redução no número de casos
Entre Janeiro e Março foram registados 12 casos de suicídio, dos quais eram 10 residentes e 2 não-residentes. Os números foram divulgados ontem pelos Serviços de Saúde, que referem ter havido uma quebra de 20 por cento em relação ao período homólogo do ano passado. No mesmo comunicado, o Governo apela às pessoas que se mostrem atentas às condições mentais em conhecidos e recorda que nos centros de saúde do Tap Seac, do Fai Chi Kei, da Areia Preta, dos Jardins do Oceano e de Nossa Senhora do Carmo foram abertas consultas externas de saúde mental.