Director carlos morais josé pub
Páginas 16-17
Quem se trama é o mexilhão Página 18
dados pessoais
Ipor joão laurentino neves
O IPOR celebra um quarto de século de existência. Prestes a terminar o seu mandato à frente da instituição, João Laurentino Neves fala de uma experiência única na RAEM e olha para o futuro com optimismo desvalorizando a saída de dois associados: o BESOR e a CESL-ÁSIA. Com vários projectos para alargar a acção do instituto, Laurentino Neves garante para já que as propinas não vão aumentar graças a um novo apoio do Governo. entrevista páginas 2-3
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Adelson e o encantador de advogados sociedade Página
q u a r ta - f e i r a 6 d e m a i o d e 2 0 1 5 • ANO X i v • N º 3 3 2 4
Singularidades de um instituto
Um gabinete em mutação sociedade Página
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foto gonçalo lobo pinheiro
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hojemacau
Agência Comercial Pico • 28721006
opinião Que destino para a Grã-Bretanha
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entrevista
A meses de terminar um mandato de três anos, João Laurentino Neves continua a não confirmar se continua como director do Instituto Português do Oriente, mas quando olha para trás, vê consolidação e pioneirismo no ensino do idioma na Ásia. Os novos associados que irão cobrir as saídas do BESOR e da CESLÁSIA estão por decidir, mas o futuro adivinha-se risonho. Há projectos novos e as propinas não vão aumentar, graças ao novo apoio do Executivo
“A história do IPOR é rica, variada, feita de pioneirismos e intervenções, em diversos níveis. Temos de fazer com que esse passado nos ajude a definir o futuro”
hoje macau quarta-feira 6.5.2015
IPOR João Laurentino Neves fala da celebração dos 25 anos do instituto
“Uma experiência única na O que é que a exposição patente no Café Oriente pretende revelar dos 25 anos de existência do Instituto Português do Oriente (IPOR)? Sendo 5 de Maio o dia da Língua Portuguesa, assinalamos a data com uma acção que espelha a preocupação que o IPOR tem tido ao longo de 25 anos com a promoção da Língua Portuguesa. Batia tudo certo. Como também tínhamos ainda uma iniciativa que vinha de 2014, a publicação do Guia de Conversação Português-Chinês, preferimos juntar essa apresentação pública do guia como ferramenta. O IPOR tem sabido colaborar com diversas instâncias na promoção da Língua Portuguesa e inter-compreensão dos países. E a exposição reúne esse percurso. É como presentear essa memória institucional, algo que não existia.
gonçalo lobo pinheiro
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De que é feita essa memória? A história do IPOR é rica, variada, feita de pioneirismos e intervenções, em diversos níveis. Temos de fazer com que esse passado nos ajude a definir o futuro. E o futuro é já hoje. E o Guia de Conversação é já uma peça de futuro, uma ferramenta que é de grande utilidade, para diversos públicos-alvo. Para já é em suporte papel, mas estamos a trabalhar para que exista noutros formatos. É isso que o IPOR simbolicamente quer dizer: estamos muito empenhados em que, para além de uma vertente de formação, com os cursos dados há 25 anos, e que têm vindo a ser melhorados na sua estrutura, o que queremos é que o IPOR seja um centro de reflexão e produção de materiais para essas lacunas que exista na Língua Portuguesa. Falando do diálogo institucional. Esse diálogo é hoje feito de forma diferente, com novos parceiros? A missão do IPOR mantém-se actual e é fundamental, a de que a Língua Portuguesa seja um instrumento de cooperação entre pessoas e instituições. Que seja um elemento de união. A língua foi [em Macau], um factor diferenciador de pessoas, mas julgo que desde que o IPOR foi criado, e nos últimos 15 anos, é isso que se procura, que seja um espaço de confluência. É evidente que o diálogo com o Executivo da RAEM é aquele que aparece em primeiro plano. É importantíssimo e decisivo para a instituição. E tem sido um bom diálogo? Tem. O IPOR cresceu e desen-
volveu-se com a RAEM e isso só foi possível porque o diálogo com as instituições tem sido muito forte e permanente. O papel desta direcção é ter em consideração os desígnios da Administração e qual a área de intervenção. Não nos compete fazer política. O nosso papel é acompanhar o que venha a ser decidido em termos de políticas da Língua Portuguesa pelo Governo, fornecer contributos e reflexões. Disse numa entrevista que iriam ser procurados novos associados. Poderiam ser outras operadoras de Jogo, uma vez que já tem a
“Não nos compete fazer política. O nosso papel é acompanhar o que venha a ser decidido em termos de políticas da Língua Portuguesa pelo Governo, fornecer contributos e reflexões”
Sociedade de Jogos de Macau (SJM)? É esse o caminho? O que posso transmitir é que deve ser iniciado muito em breve um processo de reflexão com vista à renovação da estrutura associativa, no sentido de incorporar novos associados. Tivemos dois associados que recentemente saíram do IPOR... Que foram? O BESOR (Banco Espírito Santo do Oriente) e a CESL-ÁSIA. Mas os restantes reafirmaram na última assembleia-geral o seu compromisso para com o IPOR. O que temos de fazer é diversificar as
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esforço muito grande em 2014, mas compensámos com outras iniciativas e projectos apresentados a outras instituições, como o Fórum Macau.
RAEM”
As propinas vão aumentar nos próximos tempos? Tivemos uma notícia muito boa, do Executivo, que irá subsidiar parte dos curso geral e para crianças. Apresentamos um memorando ao senhor Secretário, que foi sensível às nossas razões. Os cursos têm um preço, o nosso curso geral tem 150 horas lectivas por semana. A propina dos alunos é 3250 patacas, o que dá um preço irrisório por hora de formação. Um trabalhador não especializado não ganha isso. A instituição, sendo sem fins lucrativos, tem de ser sustentável, e esse apoio do Executivo veio preencher esta diferença entre custos e recursos do curso.
“Queremos alargar o âmbito de acção do IPOR. Pensamos que há espaço, e o IPOR está consolidado, para que se olhe à volte e se encontrem sinergias, criando uma rede. Esta é mais uma estratégia para fortalecer o papel de Macau”
nossas fontes de financiamento. Produzimos serviços, e o que temos procurado é diversificar os serviços. Queremos que a marca IPOR seja mais abrangente e mais forte, por forma a que mais instituições possam ver nos nossos serviços uma vantagem acrescida. Estamos a trabalhar, num projecto muito importante para nós, que são as ferramentas digitais para formadores de Língua Portuguesa, que deverá estar pronta este ano. Espero que até final do mandato possamos, aliás, concretizar uma série de projectos. A delegação de Macau da Lusa entendeu que
“Tivemos dois associados que recentemente saíram do IPOR, o BESOR (Banco Espírito Santo do Oriente) e a CESL-ÁSIA. Mas os restantes reafirmaram na última assembleia-geral o seu compromisso”
havia um espaço de interesse e será um dos financiadores desse projecto. Também encontrámos outros financiadores. Queremos diversificar instituições e empresas que se mostrem interessadas nas nossas acções. Os associados continuam a ser importantes e os seus contributos representam 20% do nosso orçamento. Os outros 80% são receitas geradas pelas acções e das propinas. Que dificuldades encontraram com essas saídas? São dois associados, duas contribuições a menos e tivemos de compensar isso. Fizemos um
A anterior direcção falava da necessidade de mais espaço. Com 25 anos de existência, o IPOR deve sair deste lugar atrás do Consulado? É um espaço bastante bom (risos). Temos uma relação muito forte com o Consulado e não nos sentimos mal onde estamos. Isso tem permitido uma aproximação forte de instituições em Portugal, uma parte onde estamos a trabalhar muito neste momento. Queremos que o IPOR seja reconhecido na RAEM como um interlocutor de referência, pelas empresas, Administração e instituições de ensino superior. Como é que isso pode ser feito? O IPOR tem um ‘know-how’ que de maneira nenhuma pode ser desprezado nas reflexões sobre a estratégia da Língua Portuguesa. Se assim se fizer, parece-me um erro crasso. Temos, talvez, uma experiência única na RAEM. A linha editorial foi inovadora e vai continuar a sê-lo em muitas áreas. Mas queremos que esse re-
conhecimento se faça ao nível das estruturas em Portugal. Estamos a trabalhar com duas universidades portuguesas e julgo que teremos novidades em breve quanto a protocolos [para reconhecimento de cursos]. Queremos alargar o âmbito de acção do IPOR. Pensamos que há espaço, e o IPOR está consolidado, para que se olhe à volte e se encontrem sinergias, criando uma rede. Esta é mais uma estratégia para fortalecer o papel de Macau. Queremos trabalhar para que Macau surja no contexto regional como uma referência para a Língua Portuguesa. O sítio onde se aprende o Português na China. Onde se vive o Português, pensa, ensina, onde se formam formadores. O Instituto Camões é um dos associados, que tem sofrido cortes de orçamento do Estado português. Como vê a política de expansão da Língua Portuguesa no estrangeiro? É possível fazer uma omeleta com poucos ovos? É uma pergunta que deve ser dirigida à presidente do IC (Ana Paula Laborinho). Sei que têm procurado encontrar soluções que contornem as dificuldades. O IC tem lançado programas, tem aumentado a sua presença no mundo, mesmo na fase de regressão financeira. O Português é hoje mundialmente conhecido mais pela dimensão do Brasil ou de Angola? Portugal é uma gota no oceano da lusofonia? Trata-se de um campeonato que não vale a pena estabelecer, não faz sentido. Estamos todos para o mesmo. Quando um estudo vem dizer que o Português é uma língua estratégica para os próximos dez anos, isso é que é importante. Esse estudo não diz isso por causa do Brasil ou Angola, o que diz é que a língua, comum a um universo de falantes, é estratégica, e quem não a sabe, vale a pena aprendê-la. Como é que cada um dos países ou regiões beneficia, isso diz respeito às políticas internas. O ganho é de todos e a aposta deve ser de todos. Três anos depois de ter tomado posse como director do IPOR, a casa está mais arrumada? Quando entrámos estabelecemos um plano estratégico e definimos áreas de intervenção. Creio que fizemos claríssimos progressos nessas áreas. A diversificação da oferta formativa, a intervenção na formatação de materiais e construção de ferramentas. Aí estamos um bocadinho atrasados mas vamos fazê-lo e fizemos agora com o Guia de Conversação. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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política
Função Pública População vai poder avaliar funcionários
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tiago alcântara
s Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) estão a pensar criar um sistema de avaliação dos serviços públicos onde a população é quem dá a pontuação. O anúncio surgiu na resposta a uma interpelação escrita de Chan Meng Kam, na qual o deputado criticava a falta de especificidade do programa da reforma da Função Pública. A criação deste mecanismo encontra-se agora na fase de estudo, mas pretende ajudar na avaliação da qualidades dos serviços providenciados aos cidadãos, tendo em conta aspectos como o desempenho do pessoal de direcção e a publicação periódica de informações através de um website desenhado para o efeito. Na sua interpelação, Chan Meng Kam criticava os maus resultados do Programa de Reforma da Administração Pública de 2007 a 2009 e questionou o Governo sobre como é que a nova equipa pode apresentar um plano da reforma mais específico, que mostre que “aprendeu com as experiências passadas”. Na resposta, o director substituto da SAFP, Kou Peng Kuan, apontou que para melhorar o mecanismo de avaliação de desempenho de pessoal, será feito um estudo sobre a criação de um mecanismo de avaliação pública em relação à qualidade dos serviços públicos. Além disso, e argumentando o aumento da transparência de governação, os SAFP planeiam ainda criar o tal mecanismo de mensagens, de forma a melhor informar a população acerca de dados ou resultados sobre os serviços públicos. F.F.
hoje macau quarta-feira 6.5.2015
Crimes sexuais DSRJDI assegura consultas públicas
Tudo em andamento
Lei da Droga é mesmo revista este ano
A revisão do Código Penal para a introdução do crime de assédio sexual é já uma promessa do Governo, que agora anuncia o tão esperado calendário para a ronda de auscultações públicas. Estas incluem, por exemplo, a questão sobre se este crime deve ou não ser público
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o segundo semestre começa uma ronda de auscultações públicas sobre a revisão do Código Penal face a crimes sexuais, como o de assédio, ainda não previsto na lei. O anúncio foi feito pela Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional (DSRJDI), numa resposta a uma interpelação de Ng Kuok Cheong. Depois da Associação Novo Macau ter anunciado que está a levar a cabo uma auscultação da opinião pública semelhante – tendo, até, prolongado o prazo para tal -, Chu Lam Lam, directora da DSRJDI, assegura que o organismo vai fazer consultas públicas no segundo semestre deste ano em relação à revisão do conteúdo do Código Penal onde estão previstos os crimes sexuais.
A DSRJDI assegurou ainda que a Lei de Proibição da Produção, do Tráfico e do Consumo Ilícito de Estupefacientes e de Substâncias Psicotrópicas vai mesmo ser revista este ano. A Comissão de Luta contra a Droga já criou um grupo especializado a fim de rever a eficácia de execução da actual lei, analisando a necessidade de revisão da lei, algo que tem de ser feito até Junho. Ainda assim, Chu Lam Lam garante que a revisão do diploma é parte do plano legislativo do Governo para este ano, apesar de agentes do sector, como é o caso de Augusto Nogueira, não considerarem necessário mexer na legislação. Ng Kuok Cheong recordou que o Governo tinha afirmado que ia alargar as punições por consumo e tráfico de droga.
O Governo já tinha referido no ano passado querer criar uma lei para regular o assédio sexual ou, pelo menos, introduzir o crime de assédio sexual no Código Penal, uma vez que este é julgado como sendo um crime de injúria. A DSRJDI disse inclusive que, na consulta pública, será discutido se este crime deve ser público ou semi-público. Isto, porque o crime de injúria é visto como semi-
-público, tendo de ser a vítima a apresentar queixa.
Tempo para ouvir
O pedido de regulação deste crime tem vindo a ser pedido por vários deputados, com Ng Kuok Cheong a interpelar o Governo sobre o assunto por diversas vezes. Na última interpelação escrita, o deputado questionou o Executivo sobre o calendário da consulta pública sobre o assunto.
Chu Lam Lam, directora da DSRJDI, assegura que o organismo vai fazer consultas públicas no segundo semestre deste ano em relação à revisão do conteúdo do Código Penal onde estão previstos os crimes sexuais
Com planos para rever o Código Penal este ano, a directora da DSRJDI respondeu que o Governo planeia ouvir não só a sociedade, como os tribunais, os deputados e os advogados. A Associação Novo Macau, recorde-se, planeia, no final da sua própria consulta pública, elaborar um projecto de lei independente que regule o crime de assédio sexual. Instigados pelos recentes acontecimentos em universidades e escolas do território, como foi o caso da Universidade de Macau, onde dois professores foram acusados de assédio, a associação pró-democrata tem a intenção de dar o projecto aos deputados Ng Kuok Cheong e Au Kam San, para que estes o apresentem na Assembleia Legislativa. Caso estes não aceitem, então a proposta será feita a outros deputados. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Chan Meng Kam pede cortes de ordenados e de estudos científicos
Abaixo o luxo e os banquetes também O deputado Chan Meng Kam voltou a pedir ao Governo que crie um Fundo de Desenvolvimento de Investimento para aumentar a rentabilidade de excedentes e da reserva financeira e disse ainda que é preciso cortar em despesas desnecessárias no funcionamento de departamentos públicos. O deputado considera que em primeiro lugar é preciso que o Executivo reveja as despesas “desnecessárias” para o funcionamento de serviços públicos, como as que são empregues no pagamento de estudos científicos, ordenados
de assessores e impressão de publicações. Chan Meng Kam referiu ainda ser necessário cortar na decoração luxuosa dos escritórios e regulamentar, de forma clara, os convites para banquetes e as viagens de trabalho. O deputado pretende ainda que a Lei do Enquadramento Orçamental seja revista o mais rapidamente possível, de forma a aperfeiçoar o controlo do orçamento público e a fiscalização de obras de grande envergadura que estão sob tutela do Governo. Até Abril deste ano, as receitas de Jogo caíram e, em declarações ao Jornal Ou Mun,
o deputado considera que é preciso agir com cautela, mesmo depois de terem sido anunciados uma série de novos projectos no Cotai. “Não podemos ficar optimistas de forma cega porque essa queda influencia directamente a receita financeira do Governo”, explicou o deputado. Chan Meng Kam sugere que se aumente a rentabilidade do excedente de 500 mil milhões de patacas e da reserva financeira, implementando o mais rapidamente possível, o Fundo de Desenvolvimento de Investimento do Governo. F.F.
política 5
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ernando Gomes não vai candidatar-se ao Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) numa lista separada à da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), argumentando que não pretende ficar para sempre no cargo. De acordo com notícia avançada pelo Jornal Tribuna de Macau, Rita Santos é o nome apontado para substituir Fernando Gomes e ficar na lista da Associação ao lado de Pereira Coutinho e Armando Jesus. “Já tinha dito anteriormente que o meu mandato estava a chegar ao fim e que não perspectivava continuar”, referiu o presidente do CCP ao mesmo periódico. As eleições para este Conselho vão ter lugar este ano e embora a data não seja ainda certa, o JTM avança Setembro como o mês escolhido. Rita Santos passa assim para o lugar que em 2008 seria de Ana Manhão, mas acabou por ser de Fernando Gomes, por renúncia da cidadã macaense ao cargo. Para a presidente da Mesa
CCP Rita Santos preparada para substituir Fernando Gomes
Mesma lista, outras caras da Assembleia Geral da ATFPM, o Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong precisa de estar “preparado para responder aos desafios que surgem desta situação muito específica”, afirmação proferida esta semana. A representante esteve presente no Consulado luso, juntamente com Pereira Coutinho, para promover o recenseamento eleitoral. Recorde-se que só pode votar nas eleições do CCP quem estiver recenseado.
Tempo de balanço
Já Fernando Gomes faz um balanço que diz ser “positivo” do seu trabalho no Conselho. Ao mesmo jornal, admite que o seu mandato foi de “transição” entre aquilo que foi e aquilo que será, nomeadamente depois das mudanças legislativas sofridas este
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ANÚNCIO “Aquisição, pelo IACM, de um veículo de reparação de pavimentos betuminosos”
Concurso Público n° 001/IACM/2015
Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 20 de Março de 2015, se acha aberto concurso público para a “Aquisição, pelo IACM, de um veículo de reparação de pavimentos betuminosos”. O programa de concurso e o caderno de encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais ( IACM ), sito na Avenida de Almeida Ribeiro nº 163, r/c, Macau. O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 19 de Junho de 2015. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP60,000.00 (sessenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro n° 163, r/c, por depósito em dinheiro, cheque, garantia bancária ou seguro-caução, em nome do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório do Centro de Formação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, n.° 804, Edf. China Plaza 6.° andar, pelas 10:00 horas do dia 23 de Junho de 2015. O IACM realizará a este respeito uma sessão de esclarecimento pelas 10:00 horas do dia 12 de Maio de 2015, no auditório do Centro de Formação do IACM. Macau, aos 28 de Abril de 2015. O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek www. iacm.gov.mo
“Pela primeira vez, a lei que regula o funcionamento do Conselho foi aprovada sem votos contra por parte de todos os partidos políticos com assento parlamentar e isso fica na história” Fernando Gomes Presidente do CCP
ano. “Pela primeira vez, a lei que regula o funcionamento do Conselho foi aprovada sem votos contra por parte de todos os partidos políticos com assento parlamentar e isso fica na história”, disse o dirigente ao JTM. Agora, diz, é necessário saber se o Executivo vai ajudar o Conselho ao nível financeiro para que este possa desenvolver as actividades e funções para o qual foi criado.
6 política
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Estudo Colóquios do Fórum Macau para PLP são estratégia diplomática
“O que a China quer é que gostem dela” É a conclusão de um estudo de dois académicos da Universidade de São José: os países de Língua Portuguesa funcionam como um instrumento para melhorar a imagem da China
O
s colóquios que o Fórum Macau organiza, desde 2011, para os países de Língua Portuguesa são uma peça estratégica da diplomacia chinesa, funcionando como um instrumento para melhorar a imagem do país. Segundo um estudo académico, intitulado “Os colóquios do Fórum Macau: Uma Ilustração da Diplomacia Soft Power da China em relação aos Países de Língua Portuguesa”, enviado ontem à agência Lusa pelos autores, Émilie Tran e José Carlos Matias, ambos docentes da Universidade de São José, defende-se que os seminários organizados pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre
os investigadores. Os colóquios são também pensados para “exibir as histórias de sucesso económico da China, que abrem portas para oportunidades de desenvolvimento de negócios e a outras áreas de cooperação, ao partilharem a fórmula do seu sucesso”.
“Com os colóquios do Fórum Macau, a China dedicou-se a trazer os países lusófonos para o seu lado, acentuando o ‘soft power’ diplomático” a China e os Países de Língua Portuguesa têm, acima de tudo, o objectivo de fazer estes países “gostar da China”, uma nação que luta com problemas de imagem. Os colóquios, organizados desde 2011 em Macau, já incidiram sobre temas como Gestão Empresarial, Turismo, Saúde Pública, Administração Pública, Lei Comercial, Línguas, Indústria Ambiental, Convenções e Exposições, entre outros. Os participantes de sete países de Língua Portuguesa são, em termos
gerais, funcionários públicos com posições-chave naquela área, ou empresários. Além da formação propriamente dita, os colóquios incluem viagens à China e vários momentos de entretenimento e lazer, onde estão sempre presentes representantes chineses - a parte académica é adjudicada a instituições de ensino superior locais. Os colóquios são também agendados habitualmente de modo a coincidirem com feiras internacionais a decorrer na cidade, de modo
a potenciar o estabelecimento de negócios ou parcerias.
Estreitar laços
Por que é que a China inclui os seus cidadãos em seminários destinados aos países de Língua Portuguesa, que lhes permitem apenas a socialização a nível individual? Porque “essa mistura [de pessoas] oferece oportunidades para alimentarem laços durante os 14 dias de aulas, visitas de estudo, passeios, coabitação e jantares em conjunto, em hotéis e restaurantes de luxo”, salientam
Reforma política Democrata aceita sufrágio semelhante ao de Hong Kong
Menos aberto também pode dar O deputado Ng Kuok Cheong referiu que “é aceitável” que as reformas para a eleição do próximo Chefe do Executivo de Hong Kong sejam implementadas em Macau, justificando que as duas regiões se encontram em diferentes níveis de evolução social. O também membro da União de Macau para o Desenvolvimento da Democracia, Ng Kuok Cheong, falou no desenvolvimento do sistema político democrata em Macau, dizendo que aceita que a próxima eleição do Chefe do Executivo, de 2019, assuma as mesmas normas que agora estão estabelecidas para as eleições do território vizinho: a escolha de três candidatos por Pequim primeiramente e depois o voto dos cidadãos num deles. Isto tudo, naturalmente, se Macau tiver oportunidade de impulsionar o sufrágio universal.
Descubra as diferenças
As declarações foram dadas ao canal chinês da Rádio Macau, durante o seminário anual de celebração do Dia da Juventude da China,
que foi organizado na segunda-feira passada pela União de Macau para Desenvolvimento da Democracia. No entanto, o democrata esclareceu a afirmação, em declarações ao HM. “A situação de Macau é diferente da que se vive na cidade vizinha. Em Hong Kong, a reforma eleitoral para a escolha do Chefe do Executivo está já numa fase madura e por isso mesmo é que lá pode ser implementado um sufrágio universal mais aberto do que o plano que se prevê agora. Em Macau, os processos sociais estão ainda a amadurecer e por isso não me importo que tenham um sufrágio semi-aberto, que vá assumindo mais abertura passo-a-passo, caminhando-se assim para o verdadeiro sufrágio universal”, disse. Ng Kuok Cheong considera que o Governo Central já não acredita que seja possível controlar um sufrágio totalmente universal em Hong Kong. No entanto, o deputado espera que a China permita a sua promoção. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
“Com os colóquios do Fórum Macau, a China dedicou-se a trazer os países lusófonos para o seu lado, acentuando o ‘soft power’ diplomático”, afirma o estudo, admitindo o número reduzido de participantes (407 entre 2011 e 2013), mas destacando o seu perfil. Esta estratégia surge como forma de combater a ideia negativa que ainda persiste sobre a China no mundo, quer seja devido à situação dos direitos humanos, à poluição ambiental ou à corrupção no país. Ainda assim, os autores lembram que, de acordo com um estudo do Pew Research Center, a imagem da China é mais favorável em África e na América Latina do que no resto do mundo. No que toca à experiência encetada em Macau, através destes colóquios, a estratégia tem sido bem-sucedida, argumenta o estudo: “A China conseguiu avançar com a sua diplomacia ‘soft power’ ao exibir os seus feitos económicos, partilhar a sua fórmula de desenvolvimento económico e criar uma rede de oportunidades para as partes interessadas, ao incorporar feiras e fóruns nos seminários”. No entanto, esta componente académica é apenas uma peça da engrenagem. “O que a China quer é que mais pessoas gostem dela. E isso está a funcionar”, afirmou Émile Tran. Em declarações à agência Lusa, a investigadora explicou que está agora em curso uma segunda parte deste estudo, que se vai debruçar sobre o impacto dos colóquios nos países receptores, tentando avaliar se contribuem para a adopção de um modelo de desenvolvimento semelhante ao da China. LUSA/HM
sociedade
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Dados Pessoais GPDP deverá transformar-se em Comissariado
A reestruturação de Vasco Fong
Está em marcha a mudança no Gabinete de Protecção de Dados Pessoais. Vasco Fong avançou que até Junho fica concluído o processo que o irá transformar no Comissariado para a Privacidade e Protecção de Informação ensino secundário e do ensino superior de Macau”. O inquérito, efectuado no quarto trimestre do ano passado em 12 escolas secundárias e cinco universidades, revela que mais de 60% dos entrevistados confia na Função Pública (com os prestadores de serviços de saúde em primeiro lugar) quanto à sua capacidade de tratamento de dados pessoais. Seguem-se as instituições financeiras (58%) e companhias de seguros (40%). As instituições
hoje macau
or forma a ter um maior reconhecimento lá fora, o actual Gabinete de Protecção dos Dados Pessoais (GPDP) deverá passar a designar-se Comissariado para a Privacidade e Protecção de Informação. A proposta deverá ficar concluída até Junho, sendo que esse nome ainda não é oficial. “Estamos a coordenar todos os esforços para que esse trabalho seja o mais rápido possível. Isso tem que ver não só com investimento a nível pessoal, mas também de estrutura. Queremos que esse trabalho possa ser acabado até meados deste ano”, disse Vasco Fong, actual coordenador do GPDP, citado pela Rádio Macau. O antigo comissário contra a corrupção lembrou que, para haver mudanças, é necessária uma proposta legislativa, que deve obter concordância de todos. “Essa proposta deve ser debatida no âmbito do Conselho Executivo, depois será submetida a aprovação pela Assembleia Legislativa. Isso leva tempo”, referiu.
As declarações foram feitas no âmbito da apresentação do “Estudo do grau de conhecimento e das necessidades de protecção de dados pessoais entre os alunos do
heldon Adelson, presidente da Las Vegas Sands, acusou, na segunda-feira, em tribunal, o antigo director da sua empresa em Macau de “guinchar como um porco ao Governo” com acusações de tráfico de influência e de ligações ao crime organizado. No terceiro dia de testemunhos num tribunal de Las Vegas, Adelson disse também que Steven Jacobs, ex-CEO da Sands China, tinha “hipnotizado” um advogado da empresa para que escrutinasse os pagamentos feitos ao deputado e advogado de Macau Leonel Alves por receios de que estivessem a violar as leis anti-corrupção norte-americanas, descreve o jornal britânico The Guardian. Jacobs está a processar Adelson por despedimento sem justa causa, alegando que foi despedido em
de crédito são aquelas que menos confiança geram. Cerca de 64,7% dos alunos revelam ter medo do furto dos seus documentos de identificação, enquanto que 64,5% diz recear os sistemas de vigilância em circuito fechado. Em terceiro lugar surgem os serviços de internet e os websites, com 58,8% de respostas. Já 51,8% dos alunos inquiridos manifestaram “preocupação sobre a transferência de dados pessoais para o exterior, pra-
“Estamos a coordenar todos os esforços para que esse trabalho seja o mais rápido possível. Isso tem que ver não só com investimento a nível pessoal, mas também de estrutura. Queremos que esse trabalho possa ser acabado até meados deste ano”
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Sands Sheldon Adelson rejeita acusações sobre Macau
“Jacobs hipnotizou advogado” 2010 por tentar acabar com as ligações da empresa a tríades chinesas de crime organizado e por cortar os avultados pagamentos feitos a Leonel Alves. Adelson diz, por seu lado, que Jacobs foi despedido por incompetência. Em tribunal foi argumentado que Jacobs, descrito por anteriores testemunhas como um executivo altamente respeitado, caiu em desgraça depois de terminar o contrato de Leonel Alves e tentar suspender a contratação de ‘junkets’, que trazem grandes apostadores da China, por considerar que tinham ligações a tríades.
“Jacobs nunca foi importante até se pôr a guinchar como um porco às autoridades governamentais e a inventar histórias”, disse Adelson em tribunal. Jacobs diz ter recusado pagar 700 mil dólares a Alves, que, de acordo com os registos do tribunal e documentos revelados pelo Programa de Jornalismo Investigativo da Universidade de Berkeley, teve vários papéis, incluindo o de representar a empresa de Jogo em encontros com políticos de Macau e dirigentes com o intuito de “exercer pressão” e remendar a relação de Adelson com os dirigentes chineses que não apreciavam os
seus modos bruscos, descreve o diário britânico.
Encantamentos
Questionado sobre as instruções que Jacobs deu ao advogado do casino de Macau para que examinasse a legitimidade dos contratos com Leonel Alves, Adelson disse considerar que Jacobs estudou hipnotismo e que acreditava que o ex-CEO tinha hipnotizado o advogado para que escrutinasse Alves. Após Jacobs ter cancelado o contrato de Leonel Alves, Adelson despediu o CEO, segundo relatado em tribunal. Questionado pela agência Lusa
ticada por entidades locais”. Cerca de 52% já terá rejeitado dar informações a entidades privadas, enquanto que apenas 17,2% não forneceram dados a departamentos do Governo. O estudo mostra ainda que apenas 28,6% dos professores recebeu formação nesta área, o que leva o GPDP a querer criar um manual de regras para a protecção dos dados pessoais nas escolas. Segundo Vasco Fong, o livro deverá estar elaborado ainda este ano. “Trata-se de um conjunto de regras que explicam como processar os dados, e como se devem guardar. Será que qualquer professor pode ter acesso aos dados dos alunos, ou apenas pessoal identificado? Já temos um plano inicial, mas ainda temos de falar com as instituições”, questionou o coordenador do GPDP. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
sobre se seria ouvido no âmbito deste caso, Leonel Alves disse não ter sido “notificado de coisa alguma” e recusou comentar as acusações feitas em tribunal, alegando que a sua “resposta foi dada há uns anos”. Em 2012, o advogado, também membro do Conselho Executivo de Macau, disse à Lusa que as acusações de que era alvo eram fruto de uma “estratégia com objectivos pessoais, para uns, e políticos, para outros, não se importando de deturpar a verdade”. Na altura, explicou que os cerca de 700 mil dólares pagos corresponderam a “cerca de dez meses de avenças em atraso, reembolso de despesas notariais e judiciais e trabalho no processo de emissão de obrigações e entrada na bolsa de Hong Kong da Sands China”, argumentando que este valor nada tinha de irregular. LUSA/HM
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hoje macau quarta-feira 6.5.2015
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DSEC Macau passa a ter dados de empresas locais na China
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Concurso de atribuição de licenças este mês Abre este mês o concurso público para a atribuição de licenças de táxi. Isto mesmo anunciou a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), em comunicado, que surge depois do aval oficial do Chefe do Executivo. “Visto que há 230 alvarás cujo prazo vai terminar [entre] este ano e o próximo, o Chefe do Executivo já proferiu um despacho para atribuição de 200 alvarás de licenças de táxis com prazo de oito anos mediante o concurso público. A DSAT está actualmente empenhada na preparação e execução dos trabalhos relacionados o concurso e prevê-se que poderá dar início [a este] no corrente mês.”
DSAT promete mais alvarás se necessário Em comunicado, a DSAT assegura que vai continuar a “avaliar a procura do público no que se refere aos serviços de táxis” e afirma que vai conceder “oportunamente” mais alvarás de licenças de táxis, no sentido de responder às necessidades dos residentes e turistas. Entretanto, dos cerca de 60 alvarás que terminam este ano, 21 começaram já a ser devolvidos pelos próprios titulares.
Táxis Sugeridas horas mínimas de funcionamento
Toca a circular
O Centro de Política da Sabedoria Colectiva quer ver alteradas algumas regras no concurso de atribuição de licenças de táxi e sugeriu que sejam implementadas horas de trabalho obrigatórias para os taxistas. Tudo para evitar carros vazios ou estacionados nas ruas, quando a população precisa de um táxi
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hoi Seng Hon, membro do Centro de Política da Sabedoria Colectiva, sugeriu que seja criado um processo que defina um número mínimo de horas de trabalho para os taxistas e outro que possibilite a cobrança e pagamento de tarifas extra via online. A ideia, diz, é terminar com o que o acontece actualmente: ter vários táxis estacionados nas estradas durante longos períodos de tempo, causando “uma baixa” taxa de utilização. Choi Seng Hon sugere que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) elabore critérios de funcionamento mais concretos para fazer face a situações como este estacionamento prolongado dos táxis em horário de trabalho. “Por exemplo, no caso do horário, podia regulamentar-se que todos os táxis funcionassem pelo menos 96 horas por semana, ou até que atingissem um determinado número de horas em estrada”, disse. “Os candidatos [às licenças] devem cumprir a promessa, evitando o
desperdício de recursos e prevenindo a tendência de vários táxis andarem sem passageiros pelas ruas”, continuou.
Regras alteradas
Para que isto possa acontecer, Choi espera que a natureza do concurso público para a atribuição de novas licenças de táxi
“No caso do horário, podia regulamentar-se que todos os táxis funcionassem pelo menos 96 horas por semana, ou até que atingissem um determinado número de horas em estrada” Choi Seng Hon Membro do Centro de Política da Sabedoria Colectiva
possa ser alterada. A DSAT já anunciou que o concurso abre este mês (ver caixa) e o responsável da associação disse ao Jornal do Cidadão que está confiante de que a DSAT possa aperfeiçoar o regime do concurso público, revendo ainda a forma de candidatura por leilão e os custos elevados do funcionamento do automóvel. É que de acordo com Choi, estas podem ser causas para um comportamento censurável dos taxistas e actos ilegais da sua parte. Confrontado com o problema das licenças especiais de táxi, Choi Seng Hon recomenda que os rádio-táxis cobrem taxas extra através da internet, exemplificando com o serviço online iCloud. Neste caso, argumenta, será possível pôr fim ao desperdício das viagens que alguns taxistas fazem para apanhar clientes que fizeram a reserva, mas nunca aparecem. A ideia é que as taxas tenham que ser pagas na mesma, mesmo que a viagem não se realize. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) vai passar a ter acesso a informações sobre a actividade económica de empresas locais no continente. O anúncio foi feito por Ieong Meng Chao, o novo director da DSEC, empossado ontem. Durante o discurso de tomada de posse, Ieong Meng Chao afirmou que o processo teve em conta negociações entre vários ministérios e que estes dados deverão servir para avaliar o desenvolvimento da cooperação regional. “Iniciámos a colaboração com os serviços estatísticos congéneres da China continental, para obter dados estatísticos das actividades económicas exercidas pelas empresas de Macau na China”, anunciou o director. Ieong voltou ainda a mencionar a criação do novo indicador estatístico que vai servir para medir o desempenho de várias indústrias, nomeadamente as culturais e criativas, de convenções e exposições e de medicina tradicional chinesa. Outra das novidades é o emprego de dados administrativos, “em conformidade com a legislação”, para reduzir o volume de questionários que até agora se considerava necessário. Nenhuma destas informações foi aprofundada, pelo que não se sabe como se vai processar esta recolha e uso de dados. L.S.M.
Constituídas mais de 1400 empresas até Março
Foram criadas 1455 novas empresas entre Janeiro e Março deste ano. Os números revelam um aumento de 329 novas empresas face ao mesmo período de 2014. De acordo com dados dos Serviços de Estatística e Censos, a esmagadora maioria das empresas especializa-se em comércio por grosso e a retalho. O valor do capital social das sociedades fixou-se nos 157 milhões de patacas, tendo caído quase 18% face aos primeiros três meses do ano passado. Já o volume de empresas dissolvidas nos primeiros três meses do ano diminuiu face a 2014, tendo sido de 155. No que diz respeito à proveniência dos sócios destas empresas, os residentes da RAEM continuam a somar a maioria. Assim, 980 das empresas existentes foram fundadas apenas por locais, enquanto 145 delas contam com sócios de outros países. A DSEC informa ainda que existem quase 50 mil empresas em actividade e os números mostram um aumento anual de cinco mil.
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hoje macau quarta-feira 6.5.2015
Jogo Lionel Leong inflexível sobre aumento do número de mesas O crescimento anual de 3% para as mesas de Jogo é para respeitar, frisou ontem Lionel que estejam relacionadas com a Leong. O Secretário diversificação dos entretenimentos e os recursos nos quais apostam foi confrontado com para ajudar as PME”, acrescentou o pedido da Galaxy o Secretário. A afirmação de Lionel Leong face à autorização de mais mesas para aumentar de Jogo tem vindo a ser reforçada sempre que o Secretário é questioo número, mas nado sobre o assunto. No entanto, assegurou que ainda a aprovação do pedido desta operadora encontra-se ainda em fase nada está decidido de análise. “Como já tinha dito, o Governo e que a lei é para já recebeu o pedido [da Galaxy para a introdução de mais mesas respeitar
Factores a ter em conta
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Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong mostrou-se inflexível quanto à política de aumentar, em mais de 3%, o número de mesas de Jogo no Galaxy, que pediu o aumento de mesas devido à abertura da segunda fase do resort no Cotai.Aafirmação foi feita à margem da tomada de posse do novo director dos Serviços de Estatística e Censos, Ieong Meng Chao. “Para a concessão ou autorização do aumento do número de mesas, há vários factores a ponderar, nomeadamente o facto do número de mesas ter que corresponder às exigências da lei, ou seja, a um crescimento de 3% anual, pelo que não haverá flexibilidade quanto a isso”, afirmou.
Mais valias
Outro dos factores que Lionel Leong diz pesar nesta decisão tem que ver com os esforços feitos pela operadora em ajudar à diversificação económica. “Também vamos ter em conta as medidas postas em práticas pelas operadoras para atrair mais turistas,
de Jogo], mas ainda estamos numa fase de estudo e avaliação”, sublinhou. Questionado pelos média sobre se a inauguração do espaço Broadway, da operadora, poderá vir a influenciar a aprovação do pedido, Lionel Leong referiu que “a influência das operadoras no de-
senvolvimento de marcas locais” é uma mais-valia e nada mais. A resposta tem em conta o facto do Broadway vir a potenciar
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Sociedade de Jogos de Macau (SJM) obteve no primeiro trimestre lucros líquidos de 1004 milhões de dólares de Hong Kong, menos 46,5% em relação a igual período de 2014, foi anunciado. Além de uma quebra de 37,3% nas receitas, para 14.281 milhões de dólares de Hong Kong, a SJM registou uma diminuição de 43,3% no EBITDA ajustado (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) em relação ao primeiro trimestre de 2014 para 1.241 milhões de dólares de Hong Kong. Em comunicado, a empresa fundada pelo magnata do jogo em casino, Stanley Ho, justificou que a descida nos lucros “foi sobretudo causada pela quebra de 37,3% nas receitas, as quais estiveram em linha com a descida registada pelo mercado do Jogo em Macau”. A operadora refere que a receita obtida pelo grupo corresponde a 22,7% das receitas dos casinos no território durante o primeiro trimestre deste ano, comparando com a quota de 23% registada entre Janeiro e Março de 2014.
o desenvolvimento dessas PME no mercado local. O Secretário afirmou ainda que a avaliação intercalar dos contratos de Jogo
“é como um exame médico” que não depende de um factor apenas, mas sim de elementos como o envolvimento da operadora em actividades não relacionadas com o Jogo.
De olhos postos
Lionel Leong disse ainda que a queda das receitas acontece é influenciada por uma série de factores combinados, mas mostrou-se confiante de que a economia local poderá manter-se estável com uma maior aposta em elementos não-Jogo. Isto poderá, frisou, enriquecer a cidade enquanto destino turístico, de forma a aumentar o número de visitantes. Embora tenha começado por dizer que os dados mais recentes não são uma prova científica, Leong avançou que se sabe agora que os turistas preferem passar férias de mais de cinco dias no continente, no Japão e na Coreia, tornando-se Macau num local atractivo para períodos mais curtos, como são os fins-de-semana prolongados. Leonor Sá Machado
Leonor.machad@hojemacau.com.mo
SJM e MGM com quebra de receitas no primeiro trimestre
Comboio descendente “O grupo manteve uma sólida posição financeira e líquida, com 23.026 milhões de dólares de Hong Kong em caixa e 890 milhões de dólares de dívida em 31 de Março”, acrescenta o comunicado. No primeiro trimestre, a SJM concluiu 12 meses de construção daquele que será o primeiro resort integrado do grupo no COTAI. O projecto, denominado Lisboa Palace, tem conclusão prevista para 2017.
Outras descidas
Já a MGM, anunciou uma quebra de 33% nas receitas, para 4,9 mil milhões de dólares de Hong Kong, no primeiro trimestre do ano. A empresa, que tem como uma das prin-
cipais accionistas Pansy Ho, filha de Stanley Ho, o fundador da SJM, apresentou também uma descida de 37% no EBITDA ajustado entre Janeiro e Março para 1,3 mil milhões de dólares de Hong Kong. Em comunicado, a MGM China destaca que apesar de as receitas terem descido, a companhia aumentou a quota de mercado de 7,4% para 7,9%. Os ganhos nas mesas VIP registaram uma descida de 45%. Já nas ‘slot machines’, os rendimentos baixaram 33% em termos anuais. Também a MGM está a construir um segundo empreendimento de Jogo no COTAI, cuja abertura foi estimada para o quarto trimestre de 2016. LUSA/HM
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EXTRACTO DE AVISO Faz-se público que, de harmonia com o despacho de 18 de Dezembro de 2014 do Secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Vá, se acha aberto o concurso comum, de ingresso externo, de prestação de provas, para o preenchimento, em regime de contrato além do quadro, de três lugares de técnico de 2.ª classe, 1.º escalão, área de serviço social, da carreira de técnico do Estabelecimento Prisional de Macau (Concurso n.º : 2015/I03/AQ/T). O aviso do concurso encontra-se publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 18, II Série, de 6 de Maio de 2015, com o prazo de inscrição entre 7 e 26 de Maio do corrente ano. Os interessados podem consultar o referido aviso, dentro das horas de expediente, no Centro de Atendimento e Informação do Estabelecimento Prisional de Macau (endereço: Avenida da Praia Grande, China Plaza, 8.º andar “A”, Macau) ou no Website deste Estabelecimento Prisional: www.epm.gov.mo. Para qualquer esclarecimento, é favor entrar em contacto, nas horas de expediente, através do tel. n.º 8896 1293 ou 8896 1218, com os trabalhadores da Divisão de Recursos Humanos. O Director do EPM, Lee Kam Cheong 24 / 04 / 2015
Aviso Impressão da 2.ª via dos conhecimentos de cobrança nos quiosques da Direcção dos Serviços de Finanças Avisam-se todos os contribuintes que, a partir de 01 de Maio de 2015, período em que se inicia a cobrança das rendas de concessões de terrenos por arrendamento, e posteriormente aos outros impostos, podem imprimir a 2ª via do conhecimento de cobrança, dentro do prazo de pagamento do respectivo imposto, nos quiosques da Direcção dos Serviços de Finanças, necessitando para tal o Bilhete de Identidade de Residente da RAEM. Os quiosques da DSF localizam-se, respectivamente, nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, do Centro de Atendimento Taipa, do Centro de Serviços da RAEM e do Edifício “Long Cheng”. Os quiosques da Direcção dos Serviços de Identificação permitem apenas que se imprimam os dados sumários do conhecimento de cobrança, podendo os contribuintes efectuar o pagamento nas ATMs. da rede “JETCO” com a indicação de “Jet Payment”, ou através das instituições bancárias que disponibilizam o meio electrónico ou o serviço “banca por telefone” para a cobrança de impostos. Os locais de instalação e o horário de funcionamento dos quiosques podem ser consultados na página electrónica desta Direcção de Serviços (http://www.dsf. gov.mo).
Aos 30 de Abril de 2015. A Directora, Vitória da Conceição
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eventos
hoje macau quart
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O mar em Casablanca • Francisco José Viegas
Contos Policiais • Francisco José Viegas
O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detective dos anteriores romances de Francisco José Viegas, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonial - e uma personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século.
FRC Exposição de poesia e pintura de Kit Kelen
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it Kelen inaugura hoje, na Fundação Rui Cunha, mais uma exposição da sua autoria, que junta a poesia à pintura. A partir das 18h30, todos são convidados a visitar a mostra, intitulada “A Próxima Paragem são as Estrelas”. Christopher (Kit) Kelen é um poeta australiano conhecido, radicado no território. É também pesquisador, artista visual e professor catedrático de Inglês na Universidade de Macau (UM), onde vem ensinando Escrita Criativa nos últimos 15 anos. Os seus livros de poesia têm sido publicados em chinês, português, francês, italiano, sueco, indonésio e filipino. Sendo que actualmente está a ser preparada a tradução de um de seus volumes para japonês. Entre os inúmeros livros de poesia publicados em inglês, o mais recente é “Scavengers Season”, lançado pela editora Puncher and Wattman, em 2014. Nesse mesmo ano, Kit Kelen exibiu ainda no Museu de Arte de Macau a exposição de poesia e pintura “Pictures of Nothing at All”. Nos últimos anos, Kelen tem promovido a tradução de poesia chinesa para o inglês, assim como a tradução de poetas australianos para o chinês, projectos que tiveram como resultado várias antologias bilingues. Kit Kelen é ainda o editor da nova revista académica on-line The Wonderbook, uma publicação internacional e transdisciplinar, juntando ainda a este cargo o de editor literário da Postcolonial Text. A exposição “A Próxima Paragem São as Estrelas” estará patente até 27 de Maio, na Galeria da Fundação Rui Cunha. A entrada é livre.
Soma e segue. Lei Cheok Wai tem vencido prémio atrás de prémio com publicidades anti-tabaco. A estudar nos EUA, com bolsa do IC, o residente de Macau quer apostar forte na indústria cinematográfica
«É um crime, caro leitor. Um crime! A vítima somos nós, leitores portugueses, e não há dados que nos apontem para um possível assassino. É praticamente um dado unânime que a literatura portuguesa é vítima de um crime de ausência: a do policial entre a nossa ficção. (...) Talvez a melhor solução seja mesmo um livro de contos policiais, com uma mira atirada à própria cultura de um país. Daí este livro que tem em mãos...» Pedro Sena-Lino Muito cuidado com os textos de: Dulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Mafalda Ivo Cruz, Mário Cláudio, Rui Zink, Valter Hugo Mãe.
cinema Realizador de Macau premiado nos EUA
Honras da casa
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ei Cheok Wai ganhou o 1º prémio no Concurso MTV “BomBom”, em 2013, e repetiu o feito de vencer, este ano, outros três prémios para o melhor anúncio televisivo. O realizador local, diplomado em Cinema e bolseiro do Instituto Cultural (IC), estuda nos EUA e trabalha na indústria da publicidade televisiva. A publicidade, intitulada “Anti-Smoking PSA”, ganhou o Prémio de Bronze de melhor anúncio na 36.ª edição dos College Television Awards (Prémios Emmy), o Prémio de Bronze, na categoria de estudante, nos Prémios AAF de Los Angeles e o Prémio de Prata da mesma categoria, nos Prémios
Treinador da Companhia Portuguesa de Bailado em Macau
A arte de abrandar E dwardYu, treinador da Companhia Portuguesa de Bailado, vai estar em Macau este mês para “apresentar algumas perspectivas inovadoras sobre o esforço físico, movimento e treino muscular. O também instrutor de fitness, a residir em Portugal, é também especialista em movimento Feldenkrais – que reduz a dor ou os limites dos movimentos – e no estilo Bagua, bem como em Tai Chi. A sua abordagem, chamada “A Arte de Abrandar”, que está enraizada no Método Feldenkrais, vai ser apresentada todos os eventuais interessados, sendo que Edward Yu vai leccionar em diversos ateliers em Macau, como o Yoga Loft Macau e o Fit for Life Medical Center, e na Taipa, nas Piscinas do Carmo.
Em Portugal, onde de momento reside, o norte-americano tem trabalhado com alguns dos bailarinos principais da Companhia Nacional de Bailado e nos Estados Unidos com medalhistas olímpicos e jogadores de futebol profissionais. Nos últimos três anos, Edward
tem viajado entre a Europa, América do Norte e China para partilhar a sua abordagem e para reunir ideias para seu novo livro sobre Fitness, a ser lançado este Verão. No processo, trabalhou com professores de Yoga, pacientes a recuperar de AVCs e pessoas comuns, que sim-
plesmente querem melhorar a sua força, ou sentir menos dor, como diz a organização. “O especialista é conhecido por fundir os campos da neurofisiologia, biomecânica, teoria da informação e evolução com o movimento humano e fitness.” Os ateliers têm diversas temáticas e acontecem em diferentes dias, sendo que o Yoga Loft Macau oferece aulas com Edward Yu todas as sextas-feiras de Maio, às 19h30, sob o tema “Como melhorar sua prática, uma respiração de cada vez”.
Ateliers • 8 de Maio 10h00 às 13h00 • 16 de Maio 10h00 às 13h00 • 23 de Maio 10h00 às 13h00 • 24 de Maio 14h00 às 17h00 • 30 de Maio 10h00 às 13h00 • 31 de Maio 10h00 às 17h00
Piscina do Carmo Piscina do Carmo Piscina do Carmo Yoga Loft Macau Piscina do Carmo Fit For Life Medical Centre
(“Libertar ombros, pescoço e coluna vertebral”) (“Mobilizando a pélvis”) (“Reforçar o seu centro pélvico I”) (“Melhorar as suas torções através do movimento e concentração”) (“Reforçar o seu centro pélvico II”) (“Reforçar o seu centro pélvico e Coluna Vertebral”)
eventos 11
ta-feira 6.5.2015
“Ter ganho estes prémios foi apenas um bom princípio, mas ainda há um longo caminho a percorrer e muito a aprender” Lei Cheok Wai Cineasta
AAF da Califórnia, também conhecidos por ADDY. A cerimónia de entrega dos Prémios Emmy teve lugar a 23 de Abril, em Hollywood, nos EUA, sendo que o anúncio de Lei Cheok Wai se destacou entre mais de 400 trabalhos concorrentes. Os Prémios Emmy premeiam a excelência na produção de televisão em vários sectores desta indústria de comunicações americana, sendo atribuídos em várias cerimónias realizadas ao longo do ano. Já anteriormente, o mesmo anúncio tinha ganho o 1º prémio no Concurso da MTV “BomBom”, em 2013, organizado pelos cantores de hiphop Macklemore e Ryan Lewis, que interpretaram o tema “BomBom”.
Filme “O Sentido da Vida” patrocinado pelo MGM • O documentário “O Sentido da Vida”, de Miguel Gonçalves Mendes, contou com o patrocínio do MGM Macau, espaço onde foi também filmado parte do filme. Conforme contou Miguel Gonçalves Mendes ao HM, em entrevista, a Grande Praça do MGM foi escolhida devido à utilização de calçada portuguesa no interior, algo que suscitou a curiosidade do realizador de “José e Pilar”, pela mistura entre culturas também se fazer num espaço de casino. O MGM anunciou ontem o patrocínio oficial. Em Macau, a equipa do documentário – que conta a história de um homem com a chamada ‘doença dos pezinhos’ que corre o mundo – contou ainda com a assistência da empresa local Core Productions, de Nuno Veloso.
dOs malefícios
“Anti-Smoking PSA” é um anúncio a preto e branco, onde aparece uma jovem e atraente modelo a fumar um cigarro. À medida que os ponteiros de um relógio marcam a passagem do tempo, a modelo vai fumando e no seu rosto surgem rugas, abrindo-se um buraco negro sob a clavícula, mostrando assim de uma forma dramática os malefícios do tabaco. O anúncio vai agora concorrer a nível nacional dos prémios ADDY, que são o maior e mais representativo concurso anual de publicidade televisiva americana e que tem por objectivo reconhecer e premiar o espírito criativo por excelência na arte da publicidade. O anúncio também foi seleccionado para competir nos Prémios da Associação de Produtores Comerciais Independentes (AICP). Também o MTV “Won’t Get Away”, realizado por Lei para o cantor americano Phil Beaudreau, foi finalista do Festival Nacional de Cinema para Jovens Talentos (NFFTY). A estudar nos EUA, Lei Cheok Wai é um dos “muitos bolseiros do IC” que tem estudado no exterior e terminou recentemente a sua licenciatura no Departamento de Cinematografia do Art Center College de Design da Califórnia. Actualmente trabalha como realizador de publicidade e produtor MTV, tentando ganhar experiência para avançar para a indústria cinematográfica. Para Lei, “ter ganho estes prémios foi apenas um bom princípio, mas ainda há um longo caminho a percorrer e muito a aprender”. Já o IC considera esta uma distinção “que sem dúvida honra Macau”.
Programa sobre União Europeia na Rádio Macau
A Rádio Macau, em colaboração com o Programa Académico da União Europeia para Macau (EUAP-M, na sigla inglesa), começa a emitir no dia 12 de Maio uma rubrica semanal sobre a União Europeia. O programa “Magazine Europa”, da responsabilidade do EUAP-M, será emitido às terças-feiras às 7h45 e às 16h00, estando também disponível na página da TDM na internet. O programa será apresentado pelo gestor executivo do EUAP-M, Rui Flores, de acordo com notícia da própria Rádio. O “Magazine Europa” passará em revista os grandes acontecimentos políticos, económicos e culturais da semana e contará com uma rubrica habitual de comentário, assegurada pelo português Victor Ângelo, antigo secretário-geral adjunto das Nações Unidas e actual conselheiro da NATO, que reside em Bruxelas.
IC Exposição de Artes Visuais arranca sexta
Esta sexta-feira, inaugura a Exposição Anual de Artes Visuais de Macau para este ano. Com a pintura e caligrafias chinesas em destaque, o evento, organizado pelo Instituto Cultural, arranca pelas 18h30 no edifício do antigo tribunal, ficando patente até ao dia 2 de Agosto. Esta exposição, que integra o programa do XXVI Festival de Artes de Macau, é uma actividade anual onde os artistas locais têm a oportunidade de mostrar o seu talento e criatividade. Esta edição centra-se na pintura e caligrafia chinesa, incluindo a gravação de sinetes e tintas experimentais ou técnicas mistas chinesas, entre outras. Para a mostra foram seleccionados mais de 70 trabalhos e dez melhores obras. A entrada é livre e a exposição está aberta entre as 10h00 e as 20h00 diariamente, com excepção de segunda-feira.
IACM Palestra sobre segurança alimentar
O Centro de Segurança Alimentar do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais vai organizar uma palestra sobre segurança alimentar, em português, dirigida a funcionários do sector alimentar. Esta terá lugar no dia 21 de Maio, pelas 15h30, no Complexo Municipal do Mercado de S. Domingos. Com duração de uma hora, a palestra traz à luz o funcionamento quotidiano do sector alimentar e chama a atenção “para pormenores importantes que muitas vezes são ignorados”, explica o IACM. “Em simultâneo, explicará como proceder à selecção da fonte de fornecimento, verificação cuidadosa dos produtos recebidos, forma de acondicionamento adequado e manuseamento de alimentos.” A entrada é gratuita e as inscrições estão abertas a partir de hoje e até 19 de Maio.
Armazém do Boi Artista coreano com residência artística
Lee Kiho apresenta este sábado, no Armazém do Boi, a residência artística “Equilíbrio”. A mostra, que abre às 16h00, junta diversos estilos de arte, que vão desde a escultura à instalação e ao desenho. A ideia é mostrar que o “Equilíbrio” pode ser representado material ou psicologicamente, bem como no meio social, sendo que o artista expressa esse equilíbrio “reinterpretando” o ambiente de Macau. Lee, diz ainda a organização, quer demonstrar que as opiniões sociais são apenas diferentes e não erradas, sendo este o seu principal interesse. A exposição reflecte ainda as experiências que Macau lhe deu, sendo coreano, como intercâmbios artísticos e as visitas a locais específicos do território. A mostra estará patente até ao dia 14 de Junho e a entrada é livre.
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hoje macau quarta-feira 6.5.2015
van gogh, campo de trigo com corvos
artes, letras e ideias
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António Guerreiro in Público
O A090 e a agricultura soviética
O
s fascismos — de maneira grandiosa ou numa frouxa escala — procederam a uma estetização da política. Numa célebre resposta a essa circunstância, Brecht e Benjamin lançaram, no Inverno de 1935/36, do exílio dinamarquês onde se tinham juntado por uns meses, uma palavra de ordem: à estetização da política é preciso responder com a politização da arte. O projecto de estetização da política que o nazismo realizou ecoa nesta célebre definição de Goebbels: “A política é a arte plástica do Estado”. Menos conhecida é a reivindicação, pelos estudantes do Partido Nazi, de uma “ciência politizada”. Ciência politizada ou, pelo menos, submetida a princípios ideológicos, foi também a ciência biológica e a agricultura de um outro regime totalitário, o soviético, quando Lissenko pôs de parte o saber adquirido da genética, considerada como burguesa, e submeteu a semente do trigo duro a tratamentos com vista a uma política agrícola rigorosamente planificada. O resultado foi ruinoso e as desventuras ideológicas da agricultura soviética tornaram-se uma anedota que os soviéticos ampliaram com humor negro. Nas democracias ac-
tuais, não são dadas sequer as condições de possibilidade para uma estetização da política (mesmo a “política cultural” tem de se afastar, em princípio, de uma política estatal do juízo estético e de uma cultura de tendência), e relativamente à ciência o que se espera das democracias é que elas mantenham a “neutralidade axiológica” de que falou Max Weber. Mas se já ninguém ousa clamar por uma ciência politizada, temos de observar que triunfou no nosso tempo uma política cientificizada. Não se trata apenas de a estatística se ter tornado o instrumento fundamental da racionalidade política, é mais do que isso: não há
lei ou decisão governamental que não se baseie em estudos encomendados ou em investigações académicas feitas num âmbito científico autónomo. Veja-se, por exemplo, como a lei que permite o acesso condicionado a uma “lista de pedófilos” procurou a caução — ilegítima e abusiva, como já foi amplamente explicado — de um estudo sobre os níveis de reincidência. Todo o processo de engendramento e implantação do Acordo Ortográfico de 1990 só tem paralelo nas experiências agrícolas de Lissenko: a ortografia, como o trigo duro, tem de se vergar às miragens de uma ideologia (que tem nome de “lusofonia”, mas é
Todo o processo de engendramento e implantação do Acordo Ortográfico de 1990 só tem paralelo nas experiências agrícolas de Lissenko: a ortografia, como o trigo duro, tem de se vergar às miragens de uma ideologia (que tem nome de “lusofonia”, mas é muito mais do que ela) e conformar-se aos desígnios de políticos e cientistas pioneiros, ditos linguistas, mas que são na verdade agentes de uma ciência politizada
muito mais do que ela) e conformar-se aos desígnios de políticos e cientistas pioneiros, ditos linguistas, mas que são na verdade agentes de uma ciência politizada. Juntos, gritaram em coro, antes de perderem o pio: “A ortografia é a arte plástica do Estado”. Quem lê jornais, escritos públicos e documentos oficiais percebe que está instalada a anomalia ortográfica (em meia hora de televisão, no dia 25 de Abril, li dois “fatos” em vez de “factos”) e que a aplicação do AO90 é tão desastrosa e tão contrária aos efeitos pretendidos (temos agora três normas ortográficas no “espaço lusófono”) como a agricultura de Lissenko. E é já tão paródica como ela. O que é irritante é que toda a verdade de facto exige peremptoriamente ser reconhecida e recusa a discussão. Por isso é que os políticos com responsabilidade nesta matéria e o respectivo braço armado científico (os cientistas pioneiros do laboratório linguístico de onde saiu o AO90) recusam sair a público e discutir os resultados da sua bela obra: mostram-se às vezes irritados com o ruído da paródia. Mas apostam no silêncio, à espera que das intervenções genéticas no trigo duro nasça, se não cevada e centeio, pelo menos erva para forragens.
artes, letras e ideias 13
hoje macau quarta-feira 6.5.2015
António Graça de Abreu
Poemas de Du Fu 進艇 南京久客耕南畝 北望傷神坐北窗 晝引老妻乘小艇 晴看稚子浴清江 俱飛蛺蝶元相逐 並蒂芙蓉本自雙 茗飲蔗漿攜所有 瓷罌無謝玉為缸
Entrando, na barca
Tão longe os sonhos de vida na capital! Aqui, pelos campos do sul, o agrado com a pacatez dos dias, mas ainda um aperto no coração quando, pela janela, olho para norte. Esta manhã, com minha esposa e filhos passeando de barco. As crianças brincam na água límpida e morna, as borboletas borboleteiam ao acaso, perseguem-se, aproximam-se, distanciam-se. Numa só haste abrem-se duas flores de lótus, um par, um casal perfeito. Trouxemos chá e caldo de cana-de-açúcar, vamos beber em canecas de barro, tal e qual como se fossem taças de jade.
詠懷古跡 王昭君 群山萬壑赴荊門 生長明妃尚有村 一去紫臺連朔漠 獨留青冢向黃昏 畫圖省識春風面 環佩空歸夜月魂 千載琵琶作胡語 分明怨恨曲中論
Meditação em lugares antigos Wang Zhaojun[2]
Dez mil vales, mil montanhas conduzem a Jingmen, a aldeia onde nasceu e cresceu a Dama Luminosa. Partiu outrora de terraços púrpura para os desertos do norte, na poeira do entardecer, o seu túmulo eternamente verde. Na brisa da Primavera, um retrato fixou seu rosto, nas noites de luar, o tilintar dos enfeites de jade, sua alma de regresso. Durante mil anos, a voz do alaúde bárbaro, a música, ressentimento e mágoa. [2] Du Fu retoma aqui o tema clássico de Wang Zhaojun. Em breves palavras, eis a história desta mulher, uma das “quatro beldades” da China Clássica: O imperador Han Yuandi tinha por hábito mandar retratar as donzelas recémchegadas ao seu serralho. Só depois de olhar o retrato de cada uma delas decidia conceder-lhes, ou não, o favor “imperial”. Se as novas concubinas desembolsassem umas tantas moedas, o pintor encarregado de as retratar melhorava-lhes substancialmente os atributos físicos. A bela Wang Zhaojun (76 a. C. - 33 a. C ) confiou na sua formosura e nada ofereceu ao pintor, que, por isso, a retratou desproporcionada e feia. Ao olhar as candidatas a concubinas, o imperador recusou aquela mulher nada bonita e, sem nunca a ter visto, ofereceu-a como presente a um chefe guerreiro xiongnu, tribo da Ásia Central, antepassados dos mongóis. Perante o pasmo das gentes, a bela Wang Zhaojun partiu desolada para além das fronteiras do império para ser esposa de um “bárbaro”. O imperador conheceu-a apenas no banquete de despedida que ofereceu ao chefe bárbaro. Apercebendo-se de que havia sido ludibriado, o imperador mandou decapitar o pintor e pediu ao chefe xiongnu que lhe devolvesse Wang Zhaojun, o que jamais sucedeu dado que o khan bárbaro não concordou em ceder a sua esplendorosa esposa chinesa. A pobre Zhaojun foi condenada a viver, triste e saudosa da pátria, nas longínquas paragens do interior da Ásia. O seu túmulo, em Huhenhot, actual capital da Mongólia Interior chinesa, continua hoje verde e coberto de flores, o que confirmei ao ter a sorte de visitar o lugar em 1981 e trinta anos depois, em 2011. Para um relato mais desenvolvido da história desta famosa mulher, ver António Graça de Abreu, “Com a beldade Wang Zhaojun 王昭君em terras mongóis”, em Toda a China I, Lisboa, Guerra e Paz Ed., 2013, pags. 121 a 124. Para uma excelente exegese deste poema, ver François Cheng, L’écriture poétique chinoise, Paris, Ed. Seuil, 1977, pags. 68 a 70.
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Taiwan Líder do partido no poder recebido com protestos
m grupo de independentistas de Taiwan manifestou-se ontem no aeroporto de Taoyuan contra o líder do Partido Kuomintang (KMT, no poder), que regressava de Pequim, onde esteve reunido com o Presidente da China. Uma forte escolta policial acompanhou Eric Chu para evitar confrontos com os manifestantes, mantidos à distância pelas forças de segurança. No local ouviam-se gritos como “traidor” e “conspirador com os comunistas chineses”, dirigidos ao presidente do KMT. Os independentistas consideram que Chu não devia ter aceitado a premissa de que “Taiwan é parte da China”, embora não tenha sido definida que China. “Chu caiu na armadilha de aceitar a posição da China e isso é trabalhar com os comunistas chineses para subjugar a população” da ilha nacionalista, disse o presidente da União pela Solidariedade de Taiwan, Juang Kun-Huei. Na segunda-feira, o Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu a realização de “consultas em pé de igualdade” entre o continente e as autoridades de Taiwan para “resolver as diferenças políticas” entre as duas partes e “edificar uma comunidade de destino partilhado”.
Teorias da conspiração
“As duas parte podem organizar consultas em pé de igualdade na base do princípio ‘uma única China’ e alcançar um acordo razoável”, disse.
Alargamentos
O novo líder do KMT, também presidente da câmara de Nova Taipé e o mais popular dos dirigentes do seu partido, defendeu os contactos com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping, como necessários para melhorar os laços com a China e estimular a cooperação para “o bem da nova geração”.
“Chu caiu na armadilha de aceitar a posição da China e isso é trabalhar com os comunistas chineses para subjugar a população” Juang Kun-Huei Presidente da União pela Solidariedade de Taiwan
Chu pediu a Xi o apoio de Pequim para que a ilha possa alargar o espaço de manobra internacional, incluindo a adesão no Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas (lançado por Pequim) e organismos económicos regionais, sob a fórmula “uma China, duas interpretações”, no âmbito do qual Taiwan aceitaria integrar o território continental sem identificar essa ideia com o actual Estado comunista. De acordo com o professor Bai Fangji, da faculdade de Estudos Internacionais da universidade de Tamkang, “isto implica uma mudança importante no relacionamento entre a República Popular e Taiwan por alargar o acordo no ambíguo ‘Consenso de 1992’ ao palco internacional e possibilita um enquadramento para uma dupla representação dos dois territórios em organismos internacionais”. Vários analistas de Taiwan consideraram muito improvável que Pequim aceite a entrada da ilha em organismos regionais, numa
altura em que existe a possibilidade de uma vitória do independentista Partido Democrático Progressista, nas eleições presidenciais de Janeiro próximo. A reunião entre Chu e Xi decorreu, na segunda-feira, em Pequim. Jeff Rathke, porta-voz da diplomacia dos Estados Unidos considerou positivos os passos de Taiwan e da República Popular da China para reduzir a tensão e melhorar o relacionamento bilateral. Este foi o primeiro encontro entre Chu e Xi e o primeiro em seis anos dos líderes dos partidos no poder no continente chinês e na ilha de Taiwan. Depois da guerra civil ter acabado no continente chinês, com a vitória do Partido Comunista e a proclamação da República Popular da China, em 1949, o antigo governo do KMT refugiou-se na ilha de Taiwan, a cerca de 200 quilómetros da costa leste chinesa, onde continua a identificar-se como representante da República da China (sem o adjectivo “popular”). Nos últimos anos, apesar das persistentes rivalidades políticas, a República Popular da China tornou-se o maior parceiro económico de Taiwan e, em 2008, pela primeira vez em mais de meio século, as ligações directas entre ao continente e a ilha foram restauradas.
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Anúncio Concurso público para «Empreitada da obra de concepção e construção da pista de atletismo do Centro Desportivo Lin Fong»
ANÚNCIO DO CONCURSO DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho do Ex. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 14 de Abril de 2015, se encontra aberto concurso público para adjudicação do “Serviço de aluguer de barcaças e barcos de apoio destinados ao 27.o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau”. 1. Entidade que põe a prestação de serviços a concurso: Direcção dos Serviços de Turismo. 2. Modalidade do concurso: Concurso público. 3. Objecto dos serviços: aluguer de barcaças e barcos de apoio destinados ao 27.o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau. 4. Prazo de execução: Obedecer às datas constantes no Caderno de Encargos. 5. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do encerramento do acto público do concurso. 6. Caução provisória: MOP85.000,00 (oitenta e cinco mil patacas), a prestar mediante garantia bancária ou depósito em numerário, em ordem de caixa ou cheque visado, emitido à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo, efectuado directamente na Divisão Financeira da Direcção dos Serviços de Turismo ou no Banco Nacional Ultramarino de Macau, através de depósito à ordem do Fundo de Turismo, na conta número:「8003911119」 devendo ser especificado o fim a que se destina. 7. Caução definitiva: 4% do preço total da adjudicação. 8. Preço base: Não há. 9. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.º andar até às 17:45 horas do dia 20 de Maio de 2015. 10. Local, dia e hora do acto de abertura das propostas: pelas 10:00 horas do dia 21 de Maio de 2015 no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito no 14.º andar da sua sede. Os concorrentes ou os seus representantes legais deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para os efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.° do Decreto-Lei n.° 63/85/M, de 6 de Julho. Os concorrentes ou os seus representantes legais poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, apresentar procuração notarial conferindolhe poderes para o acto de abertura das propostas. 11. Adiamento: Em caso de encerramento dos serviços públicos por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura de propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. 12. Critérios de apreciação das propostas: mo
Critérios de adjudicação
Factores de ponderação
Preço
50%
Experiência do concorrente
20%
Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço
20%
Maior flexibilidade dos prazos na prestação do serviço
10% 13. Local, dias, horário para a obtenção da cópia e exame do processo do concurso: Local: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.º andar, além disso ainda se encontra igualmente patente no website da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macautourism. gov.mo), podendo os concorrentes fazer “download” do mesmo. Dias e horário: Dias úteis, desde a data da publicação do respectivo anúncio até ao dia e hora limite para entrega das proposta e durante o horário normal de expediente. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 22 de Abril de 2015. O Director dos Serviços, Subst.o Cheng Wai Tong
1. Entidade de preside ao concurso: Instituto do Desporto. 2. Modalidade de concurso: concurso público. 3. Local de execução da obra: Centro Desportivo Lin Fong. 4. Objecto da empreitada: concepção e construção da pista de atletismo do Centro Desportivo Lin Fong. 5. Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de 180 dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável nos termos previstos no programa do concurso. 6. Tipo de empreitada: a empreitada é por preço global. 7. Caução provisória: $ 200 000,00 (duzentas mil patacas), a prestar mediante depósito em numerário ou em cheque, garantia bancária ou seguro caução aprovado nos termos legais. 8. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, em reforço da caução definitiva a prestar). 9. Preço base: não há. 10. Condições de admissão: serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição. Neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição. 11. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues s/n, Fórum de Macau, Bloco I, 4.º andar. Dia e hora limite: dia 10 de Junho de 2015 (Quarta - feira), até às 17:00 horas. Em caso de encerramento deste Instituto na hora limite para a entrega de propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a entrega de propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 12. Local, dia e hora do Acto Público: Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues s/n, Fórum de Macau, Bloco I, 4.º andar. Dia e hora: dia 11 de Junho de 2015 (Quinta - feira), pelas 9:30 horas. Em caso de adiamento da data limite para a entrega de propostas de acordo com o mencionado no ponto 11 ou em caso de encerramento deste Instituto na hora estabelecida para o Acto Público de abertura das propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público de abertura das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes legais deverão estar presentes ao acto público de abertura das propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 13. Local, dia e hora para exame do processo e obtenção da respectiva cópia: Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues s/n, Fórum de Macau, Bloco I, 4.º andar. Hora: horário de expediente (das 9:00 às 13:00 horas e das 14:30 às 17:45). Na Divisão Administrativa e Financeira deste Instituto, poderão ser solicitadas cópias do processo de concurso ao preço de $ 1 000,00 (mil patacas). 14. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço de execução razoável: 45 % - Concepção e adequabilidade: 40 % - Prazo global e programação dos trabalhos: 10 % - Experiência: 5% 15. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes deverão comparecer no Instituto do Desporto, sito na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues, Fórum de Macau, Bloco I, 4.º andar, até à data limite para a entrega das propostas, para tomarem conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Instituto do Desporto, 6 de Maio de 2015. O Presidente, José Tavares.
( F ) utilidades
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tempo aguaceiros ocasionais min 26 max 30 hum 75-95% • euro 8.9 baht 0.24 yuan 1.2
Cineteatro
O que fazer esta semana Hoje
Sala 1
the avengers: age of ultron [3d] [b]
Filme de: Joss Whedon Com: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo 14.00, 19.15
the avengers: age of ultron [b]
Exposição “A Próxima Paragem São as Estrelas”, de Kit Kellen (até 27/05) Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre
Sexta-feira
C i nema
Filme de: Joss Whedon Com: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo 21.45 Sala 2
helios [c]
falado em cantonês legendado em chinês e inglês Filme de: Longman Leung, Sunny Luk Com: Jacky Cheung,
Teatro “O Fato” (Festival de Artes de Macau) Centro Cultural de Macau, 20h00 Bilhetes das 150 às 200 patacas
Nick Cheung, Shawn Yue, Ji Jin-hee 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 Sala 3
murmur of the hearts [b]
falado em mandarim legendado em chinês e inglês Filme de: Sylvia Chang Com: Isabella Leong, Joseph Chang, Lawrence Ko, Lee Sinje 14.30, 19.15, 21.30
the avengers: age of ultron [b]
Filme de: Joss Whedon Com: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo 16.45
Exposição de Artes Visuais de Macau (até 2/8) Pintura e Caligrafia Chinesas Edifício do antigo tribunal, 10h00 às 20h00 Entrada livre Exposição “A Última Fronteira: Mistérios do Oceano Profundo” (até 31/05) Centro de Ciência de Macau
Aconteceu Hoje
Palestras sobre o Oceano Centro de Ciência de Macau, 18h00 às 19h00 Entrada livre
Nascem Sigmund Freud e Orson Welles
Sábado Teatro “O Fato” (Festival de Artes de Macau) Centro Cultural de Macau, 20h00 Bilhetes das 150 às 200 patacas Dança “Aerodinâmica” (Festival de Artes de Macau) Centro Cultural de Macau, 20h00 Bilhetes das 100 às 250 patacas Palestras sobre o Oceano Centro de Ciência de Macau, 18h00 às 19h00 Entrada livre Residência Artística “Equilíbrio”, de Lee Kiho Armazém do Boi, 16h00 Entrada livre
Domingo Teatro “O Fato” (Festival de Artes de Macau) Centro Cultural de Macau, 20h00 Bilhetes das 150 às 200 patacas
Diariamente Exposição de Fotografia de Erwin Olaf (até 8 de Maio) Casa Garden Entrada livre Exposição “Homenagem a Mestres Inspiradores” (até 10 de Maio) Armazém do Boi Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre
6 de maio
ho j e h á f i lme “Vale Abraão” (Manoel de Oliveira, 1993) O estilo do mestre do cinema, recentemente falecido, é discutível e muitas das suas obras foram feitas para um público demasiado restrito. Contudo, em “Vale Abraão”, uma adaptação do livro de Agustina Bessa Luís, Manoel de Oliveira conseguiu criar uma das suas obras primas. Não só espelha a beleza das paisagens do rio Douro como conta a história das suas quintas. Há depois a beleza de Ema (Leonor Silveira), cujo rosto ficou para sempre lembrado no cinema português. O filme peca por ser demasiado longo, mas talvez seja esse o tempo necessário para mostrar o que merece ser contemplado. Andreia Sofia Silva
• Sigismund Schlomo Freud nasceu na então cidade austro-húngara de Freiberg, Moravia (actualmente Pribor, Republica Checa). Estávamos a 6 de Maio de 1856. No mesmo dia, mas em 1915, nasce o realizador norte-americano Orson Welles. Ambos deixaram um importante legado nas suas áreas. Sigmund Freud foi um médico neurologista e criador da Psicanálise. Freud nasceu numa família judaica e iniciou os seus estudos pela utilização da técnica da hipnose como forma de acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica e não orgânica. Essa hipótese serviu de base para os seus outros conceitos, como o do inconsciente. Freud também é conhecido pelas suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, conhecida como libido, assim como as suas técnicas terapêuticas. A sua obra fez surgir uma nova compreensão do ser humano: um animal dotado de razão imperfeita influenciado pelos seus desejos e sentimentos, que criam na mente destes um tormento pela contradição entre esses impulsos e a vida em sociedade. O criador da Psicanálise, morreu em Setembro de 1939. Já Welles, órfão aos quinze anos, após a morte do pai (a mãe morreu quando ainda tinha nove anos), começou a estudar pintura em 1931, sendo esta primeira arte em que se envolveu. Não via interesse nos estudos e em pouco tempo passou a actuar. Tal paixão levou-o a criar a sua própria companhia de teatro em 1937. Em 1938, Orson Welles produziu uma transmissão radiofónica intitulada “A Guerra dos Mundos”, adaptação da obra homónima de Herbert George Wells e que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes, que imaginavam estar enfrentando uma invasão de extraterrestres. A fama do jovem Welles começava. A sua estreia no cinema ocorreu em 1941 com Citizen Kane, considerado pela crítica como um dos melhores filmes de todos os tempos e o mais importante dirigido por Welles.
fonte da inveja
Não me interpretes mal, ou melhor, não me interpretes.
João Corvo
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opinião
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Grã-Bretanha vai às urnas dia 7 de Maio para eleger os membros do Parlamento e definir a composição do próximo governo que dirigirá o país nos próximos cinco anos. É uma eleição com projecção nacional e europeia. O sentido maioritário dos eleitores decidirá a continuidade ou não da política do governo conservador dirigido por David Cameron, desde 2010. Ou, pelo contrário, determinará a inflexão para a orientação trabalhista de Ed Miliband, alinhada com o ‘velho’ Labour e a tradição de intervencionismo público, nacionalizações, majoração do Estado social e subordinação às centrais sindicais. As últimas sondagens dão os dois principais partidos do sistema, os conservadores e os trabalhistas, colados entre 34 e 36%, para os primeiros e 30 a 32%, para os segundos. Segue-se o partido nacionalista do euro-céptico de Nigel Farage (o UKIP) com 14% e em quarto lugar Nick Clegg e os liberais-democratas com 9% das expectativas de voto. Isso significa – a confirmarem-se estas projecções – que um dos dois principais partidos terá que formar uma coligação para ter uma maioria na Câmara dos Comuns. A Câmara, constituída por 650 deputados, integra agora 307 do Partido Conservador, 258 dos trabalhistas e 57 dos liberais. É importante ter em conta que diferentemente das eleições portuguesas ou espanholas, as eleições na Grã-Bretanha têm lugar nas ‘parliamentarian constituencies’ – os distritos eleitorais – que se distribuem 533 por Inglaterra, 59 pela Escócia, 40 pelo País de Gales e 18 pela Irlanda do Norte. O sistema é de representação única. Isso significa que nos distritos eleitorais se elege apenas um ‘member of parliament’, o chamado ‘First past the post’e não vários consoante a distribuição dos votos expressos nas urnas. O sistema é
Phyllida Lloyd The Iron Lady
Eleições na Grã-Bretanha: que mudanças?
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 13/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 13 de Abril de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de um Analisador de Imunoensaio e Química Clínica aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 6 de Maio de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP41,00 (quarenta e uma patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral
destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17:45 horas do dia 1 de Junho de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 2 de Junho de 2015, pelas 10:00 horas, na sala do «Museu» situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP22.000,00 (vinte e duas mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 27 de Abril de 2015 O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
extremamente competitivo e representativo, na base, já que exige da parte do deputado uma ligação continua à sua base eleitoral. Não possibilita – como no caso português – o anacronismo de candidatos se puderem candidatar em distritos diferentes consoante os interesses do partido. O sistema é idêntico ao que existe no Canadá, na Índia e na maioria dos estados dos Estados Unidos. A política de David Cameron nos cinco anos que se seguiram ao colapso do New Labour de Tony Blair e e Gordon Brown é posta, assim, a escrutínio. São cinco anos verdadeiramente notáveis, como mostram as estatísticas. O PIB que era em 2006 de 2 321 biliões de dólares norte-americanos chegou em 2008 a 2 857 biliões, caindo a partir daí, de forma abrupta, até chegar a 2 208 biliões em 2010. Desde que Cameron é Primeiro-Ministro, o PIB cresceu de forma sustentada,
chegando em 2014 a 2 522 biliões de dólares norte-americanos. O PIB per capita é de 38 000 dólares norte-americanos (cerca de 304 000 patacas), igual ao da Alemanha e cerca de 83% do PIB per capita dos Estados Unidos. A taxa de desemprego recuperou de forma significativa para 7.8% em fins de 2013, cifrando-se agora em 5.5%, contra 9.8% da média europeia. A Grã-Bretanha apresenta uma taxa de empregabilidade de 73.4% a taxa mais elevada desde 1971. A taxa de crescimento económico passou de -4.3% em 2009 (último ano da governação do Labour) para cerca de 1.7, ao ano, na média do período compreendido entre 2010 e 2014. O sucesso do governo de David Cameron pode-se atribuir às politicas de contenção orçamental, de ajustamento das subvenções sociais à realidade da economia, de livre contratualidade no mercado de trabalho e
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Arnaldo Gonçalves
de forte dinamismo económico. Cameron apostou em reduzir os gastos do governo e conduzir uma política social de equilíbrio entre o apelo ‘libertarian’ da ala direita do seu partido dirigida por Alan Duncan e os modernistas (Liam Fox e Owen Paterson) alinhados com as politicas tradicionais dos ‘tories’ de incentivo financeiro aos casais jovens, eliminação da conexão entre pen-
sões auferidas e rendimentos e redução dos subsídios aos desempregados. Criticando duramente a vocação ‘multiculturalista’ do governo de Blair – apoio estatal aos programas de combate à desigualdade, ao racismo e ao extremismo – Cameron chamou-lhe um fracasso nacional, imputando-lhe a responsabilidade pela diluição do sentido de identidade nacional. Transformando esta
“A Grã-Bretanha apresenta-se como o único país cuja dimensão, estatuto e autonomia se revela capaz de provocar o regresso do projecto europeu às suas razões primordiais: um projecto económico de cooperação inter-estatal mas sobretudo um projecto político de unidade e mais equilibrada integração”
crepúsculo dos ídolos
num emaranhado disforme de identidades grupais e étnicas das comunidades emigrantes que formam hoje a população britânica. Um multiculturalismo que minou a integração das minorias e que tem sido responsável pela alienação da comunidade muçulmana e outras minorias, pela falta de identidade britânica da terceira geração de emigrantes e pelo seu fácil aliciamento pelas redes terroristas islamitas associadas à Al Qaeda e ao Estado Islâmico. Reafirmando as credenciais atlantistas dos seus predecessores, David Cameron recentrou a Aliança histórica com os Estados Unidos num sentido conforme à situação estratégica do país de uma maior parceria com os vizinhos europeus nas responsabilidades da defesa comum. Apostou no reforço da capacidade militar da União Europeia, sempre no quadro da NATO e não substituindo a aliança de segurança interna e externa da Europa e dos Estados Unidos. A plataforma eleitoral para 2015 consta de cinco pontos principais: reduzir o défice orçamental e transformá-lo em excedente até 2020; reforçar o financiamento do sistema nacional de saúde; estender a opção de aquisição de casa aos membros das associações de arrendatários da habitação apoiada; isentar de impostos os trabalhadores com horário de 30 horas semanais e que aufiram o salário mínimo; convocar um referendo nacional, provavelmente para 2017, para decidir se o país continua na União Europeia. O que propõe Ed Miliband? Uma economia forte; melhor qualidade de vida para as famílias operárias; extra-financiamento do sistema de saúde; pub subida do salário mínimo para oito libras por hora (em 2019); não subida do IVA mas subida da taxação dos escalões mais altos de rendimentos; controlo de emigração; 25 horas por semana de cuidados infantis gratuitos a pais de crianças com três ou quatro anos de idade; congelamento das facturas de energia até 2017. Para além das pequenas variações nos programas eleitorais, a vitória do Labour implicará mais despesa pública, uma subida inevitável de impostos para os escalões mais elevados dos rendimentos e no essencial a extensão do intervencionismo estatal. No fundo aquilo que foi a política trabalhista e trade-unionista de Neil Kinnock que deu lugar ao New Labour. Outro ponto de divergência entre ‘tories’ e trabalhistas é a não-realização do referendo europeu se os trabalhistas ganharem as eleições. Porque é que o referendo da Grã-Bretanha é importante para os ingleses e para a Europa? A União Europeia, sessenta e quatro anos depois da sua fun-
dação, é um projecto sem norte e sem fôlego, movendo-se ao sabor das suas instituições e pela vontade da Alemanha ser a líder incontestada da Europa. Com a capitulação da França perante os interesses alemães, a Grã-Bretanha apresenta-se como o único país cuja dimensão, estatuto e autonomia se revela capaz de provocar o regresso do projecto europeu às suas razões primordiais: um projecto económico de cooperação inter-estatal mas sobretudo um projecto político de unidade e mais equilibrada integração. Ora não há Europa sem a diversidade dos estados que a compõem e sem o respeito pelas diferentes condições de desenvolvimento. A não adesão da Grã-Bretanha ao Euro foi a decisão acertada para os interesses das ilhas britânicas mas também para a Europa. Nunca a libra esteve tão forte como neste momento nem a economia britânica se revelou tão competitiva. A Grã-Bretanha foi o principal pólo de resistência quando o nazi-fascismo se apoderou dos países europeus e procurou unificar o continente pela força dos tanques e dos esquadrões de uma nação hegemónica e de uma raça pretensamente superior. É bom relembrar que o povo é em democracia o único soberano. Não a vontade de Estados vizinhos ou de uma burocracia artificial, custosa, que se auto-alimenta e se auto-perpetua. As eleições britânicas podem ser o começo de uma mudança efectiva. Seguem-se-lhe as eleições polacas em Maio e Outubro deste ano, as legislativas de Portugal e da Dinamarca em Setembro, e as de Espanha em Dezembro.
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António Conceição Júnior
urbanidades
Mexilhão
A
ustin Coates definiu Macau à sua maneira, através do seu livro “The City of Broken Promises”. Ao longo de várias décadas tenho ouvido inúmeras vezes chamá-la de “cidade de transgressões”. A propósito de transgressões, em 1980 alguém me disse que o Governo faria muito bem se pagasse aos stands de automóveis para estes não venderem. Permaneço estupefacto com esta afirmação visionária, a consagrar os epítetos da cidade. Se houve desgoverno, falta de visão ou o tradicional laxismo, provavelmente ninguém acreditará que alguém tenha afirmado o que citei, e na data em que o fez. Porém, a vida é feita de incredulidades, para o melhor e para o pior. Ao longo dos anos, Macau foi assistindo a uma progressiva enchente de veículos e, consequentemente, a um pejamento das suas ruas, em termos de circulação e de estacionamento. Era inevitável, mas perante o que era mais que patente, a inércia dos responsáveis manteve-se. Essa inércia, essa falta de capacidade de intervenção no capítulo dos transportes públicos continuou, enquanto os táxis de Macau excluíam cidadãos, buscando lucros astronómicos, num ciclo de perversidades, sem que a DSAT apresentasse solução alguma. Sem qualquer consciência cívica, foi preciso que o novo governo tomasse medidas punitivas para que essa ganância taxista enfraquecesse. No capítulo dos transportes privados, nada se fez nem se vislumbra a restrição mais que óbvia da importação e venda de novos veículos, numa mercado saturadíssimo até ... ao passeio. Só se pode chamar, de facto, “cidade de transgressões” quando estas, neste capítulo, perpetradas por automobilistas e por loucos condutores de motinhas, andam a par com a ausência de decisões claras e frontais. Agora, com o anúncio de que vão retirar os passes mensais dos parques de estacionamento públicos, toma-se não apenas uma medida que convida ao maior pejamento de circulação como se retira aos seus utilizadores um direito elementar, já que em Macau nem todos os residentes dos prédios de habitação têm direito a garagem. Isto é, quem quiser que a compre ou arrende à parte, porque o apartamento não inclui necessariamente a garagem existente, lugar para especulação, ao contrário de qualquer cidade civilizada. Mas aqui impera a lei das promessas quebradas e das intenções anunciadas. E é nesta amarga ironia que me vejo ameaçado de ter de dizer, em nome do meu
carro, à maneira de outros bocados de antigos gládios, “morituri te salutant”, pensando já nos cemitérios de automóveis. Retiraram-me qualidade de vida, poluíram o ambiente de tal maneira que perdi o direito a um aprazível passeio a pé, e agora até o pequeno espaço onde sossegadamente ainda tenho direito a estacionar o carro me querem tirar. Macau tornou-se numa selva para o safari dos 30 milhões que nos visitam e nos confinam. Deixaram que a cidade se enchesse de um número mais que exagerado de automóveis. Três companhias de autocarros a operar quando bastaria uma, bem organizada
Retiraram-me qualidade de vida, poluíram o ambiente de tal maneira que perdi o direito a um aprazível passeio a pé, e agora até o pequeno espaço onde sossegadamente ainda tenho direito a estacionar o carro me querem tirar
e com veículos amigos do ambiente. O mercado automóvel, especialmente o de luxo, ri de contente, enquanto carros de serviços da Administração ocupam autoritariamente lugares fixos nos silos públicos, porque o Governo é o Governo e, podendo, usa o poder, ou pelo menos assim está patente em muitos parques, originariamente dedicados aos cidadãos. Não sei de onde partiu a ideia de pôr fim aos passes mensais nos parques públicos que, curiosamente, não é posta à consulta pública. Esta medida ameaça lançar nas ruas de Macau ainda mais automóveis e, simultaneamente, retira um direito elementar aos cidadãos que não possuem garagem própria, impedindo-os de poderem encontrar num silo público um lugar estável e garantido. Isto, face ainda à ausência de legislação que exija que os espaços de estacionamento dos prédios habitacionais sejam prioritariamente disponibilizados aos seus residentes. Se esta medida pretende resolver parte dos problemas de estacionamento, não o faz, e atenta contra o direito do cidadão a ter um lugar num silo público para o carro, quando não o pode usar sequer todos os dias, dada a congestão do tráfego e falta de lugar de estacionamento nos locais de destino. Contra os direitos elementares não se deve atentar, nem fazer a população pagar
pelos erros, incompetências e omissões que há décadas se acumularam. Se Macau prevê quotas para entrada de pessoas, com maior razão deveria pensar em quotas para entrada de veículos. Chamaria a tal decisão de gestão moralizadora. Já se aventa, à maneira do jogo, tirar às sortes os passes mensais, o que significa ignorar a cuidadosa inscrição que cada utilizador fez para o obter. Será Macau também a “cidade de direitos perdidos”? Políticas que retirem direitos ao cidadão, sobretudo quando este não tem alternativas, não são recomendáveis. Ainda mais quando, a quem compra parques de estacionamento, é autorizado alterar a sua finalidade, transformando-os em espaços comerciais. A cada acto que o Governo pratica faz-se história. Por isso, espera-se que em vez da guilhotina ou do cilindro se encontrem soluções bem mais construtivas, como, a título de mero exemplo, construção de silos, definição de uma idade limite para os veículos automóveis, imposição de uma quota, desvio dos carros do Governo para parques próprios. É que a imposição desta medida nada mais faz do que consagrar o velho ditado: quem perde é sempre o mexilhão (em versão politicamente correcta).
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ócios / negócios
hoje macau quarta-feira 6.5.2015
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Quick, restaurante take-away Johnny Leong, fundador
“O objectivo é introduzir comida de fusão”
C
ostuma dizer-se que rápido e bem não há quem, mas em Macau pode ser que até exista algo assim. O seu nome é “Quick” e trata-se de um novo restaurante de comida ocidental que abriu em Agosto do ano passado na Rua Central, bem no centro da cidade. Mas, “Quick”, como nos diz o fundador Johnny Leong, é não só um restaurante, mas também um espaço bistrô de take-away e compras, onde há um pouco de tudo. Desde massas italianas até presunto ibérico de Espanha, Leong abriu este espaço a pensar na sua própria imaginação e num gosto que diz ser “único” pela cozinha italiana e francesa. Antes de ingressar na aventura de abrir o seu próprio restaurante, o jovem de apenas 27 anos trabalhou durante mais de dez anos em vários estabelecimentos de restauração, começando por pequenos restaurantes e passando para cozinhas de grandes hotéis e resorts da região. “Antes de [abrir o Quick], lidei de muito perto com cozinhas por toda a Macau, ficando com uma ideia do que se tem de fazer para gerir um sítio destes”, começou por contar ao HM. O espaço, que Leong confessa ser uma parte de si, tem as paredes forradas com caixas de vinho de madeira com dizeres
“Gosto do sentimento de conforto que este local dá às pessoas e essa foi a minha principal preocupação”
clientes vão para o trabalho ou ter com os amigos e falam-lhes do restaurante”, diz Leong entre risos. O “Quick”, tal como qualquer negócio dos nossos dias, tem página de Facebook, mas diferente daquela que é utilizada para o serviço de bistrô. A página integra fotografias das últimas criações de Leong e a sua equipa de chefs, juntamente com o menu e os preços discriminados e uma série de sobremesas de fazer crescer água na boca. “Gosto do sentimento de conforto que este local dá às pessoas e essa foi a minha principal preocupação”, disse ao HM.
Saber decorar e aprender
A equipa de funcionários do “Quick” é essencialmente constituída por pessoal Foto hoje macau
O restaurante Quick abriu há alguns meses e promete trazer uma lufada de comida italiana a Macau, com pratos de fusão e saladas ao estilo mediterrânico. Johnny Leong com apenas 27 anos tem a ambição de abrir mais do que este restaurante na Rua Central
franceses e italianos, uma montra que dá para a rua repleta de sobremesas e saladas frias e mobílias escura. Tudo isto dá ao “Quick” um ar acolhedor, mas moderno, não fosse o restaurante estar constantemente cheio à hora de almoço e grande parte das mesas já reservadas pouco depois do meio-dia. “Estamos quase sempre cheios, principalmente à hora de almoço, e o sucesso surgiu do passa-a-palavra, porque muitos
filipino e há uma razão para que assim seja. “Os chineses não estão receptivos à aprendizagem de novos pratos, principalmente que tenham ingredientes com os quais não estejam familiarizados”, explica o fundador do restaurante. Questionado sobre o que quer isso dizer, Leong esclarece: é que pelos vistos a comunidade chinesa prefere cozinhar “a olho” e através da prova dos pratos, não tanto pelos livros e receitas escritas. No entanto, é assim mesmo que o fundador gosta que as coisas sejam feitas por aqueles lados. Os ensinamentos e novidades gastronómicas, essas, nunca parecem ser demais, já que há sempre espaço para inovar. A equipa é composta por dez funcionários e o restaurante está aberto do meio-dia às 22h00. O projecto principal, no entanto, é fazer os possíveis para criar pratos diferentes todos os dias. “O objectivo é introduzir comida de fusão”, conta o jovem, que serve desde saladas frias de salmão, pannacotta, rolos de presunto com cogumelos e caranguejo, pizza de patê de fígado, sopa de trufas e bifes com diferentes molhos. O cardápio oferece menus de almoço que parecem bastante em conta, já que não excedem as 88 patacas e incluem bebida e sobremesa. Já os pratos mais trabalhados e que são já “da casa” podem variar entre as 48 e as 180 patacas. Para o serviço de entrega ao domicílio, existem Leong e um outro funcionário, que cumprem os recados de mota. “É o transporte mais fácil para nos movimentarmos aqui”, revela.
E o que vem depois
Johnny Leong tem, como Luther King, um sonho. Quer abrir vários restaurantes “Quick” espalhados pela cidade, mas confessa que é uma ideia para desenvolver a longo-prazo. “A renda é cara, mas o mais difícil foi conseguir materializar o design do espaço”, revela o fundador. Leong espera conseguir abrir uma série de outros locais, também eles com serviço de entrega, tal como acontece com este primeiro. Já a parte de bistrô oferece uma vasta gama de massas italianas, presuntos ibéricos provenientes de Hong Kong, sobremesas caseiras e outras delícias. “A qualidade da comida é boa e é preciso que muitas pessoas conheçam o nome da nossa marca, não esquecendo o facto de que custa muito dinheiro abrir um restaurante, quanto mais dois ou três”, sublinha Leong. O “Quick” pode ser rápido, mas também parece ter chegado para ficar. Leonor Sá Machado
Leonor.machad@hojemacau.com.mo
hoje macau quarta-feira 6.5.2015
cartoon
Pansy Ho diz que é altura de transformar operadoras
por Stephff
A directora-executiva da MGM Macau, Pansy Ho, considera que é hora de das operadoras de Jogo levarem a cabo uma transformação estratégica e de reposição dos seus projectos, procurando novos elementos e fontes de turistas para o território. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, Pansy referiu que a queda das receitas de Jogo é algo periódico e razoável, de ajustamento, e acredita que vai haver uma nova fonte de turistas depois da abertura dos novos projectos no Cotai. A responsável da MGM diz que a indústria de Jogo está a entrar numa nova fase e que as operadoras têm também de se ajustar. Pansy Ho considera que as operadoras de Jogo têm as suas próprias vantagens, sendo apenas necessário fazer uma revisão e avaliação para aumentar os elementos que tragam novidades ao território.
Nepal Cáritas quer angariar mais dinheiro
Automobilismo Taça GT Mundial da FIA pode ter vindo para ficar
Planos a longo prazo A
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Taça GT Mundial da FIA, que se realizará em Novembro pela primeira vez, será o ex-líbris da 62.ª edição do Grande Prémio de Macau. O presidente da Comissão GT, Christian Schacht, que esteve em Macau na apresentação do evento, explicou a escolha da Federação Internacional do Automóvel (FIA), dizendo que “Macau é o local ideal para a nova taça da FIA e que a Comissão do Grande Prémio e a FIA têm como objectivo criar um evento singular, tão bem-sucedido como o já consolidado Grande Prémio de Macau de F3”. Porém, Fredéric Bertrand, Director de Competições de Circuitos da FIA, que também visitou a RAEM há duas semanas, em entrevista à revista semanal francesa Auto-Hebdo, deu a conhecer mais detalhes sobre o que esteve por trás da escolha de Macau para albergar uma competição que desde 2013 tem vindo a ser estudada em Paris.
“Houve um concurso e recebemos propostas. Macau provou ser a mais atractiva e duradoira. E os construtores fizeram campanha [pela prova]. É um local mítico. Nós não queremos que este seja um evento passageiro, mas sim que seja um evento de longa duração”, afirmou o dirigente francês, acrescentando que com um parceiro como Macau, a logística é financiada. “Para os concorrentes, esta corrida não fica mais cara que uma corrida que decorra a dois quilómetros da sua base”, disse. Bertrand também abriu um pouco mais o livro do que será a prova no futuro e como será feita a selecção dos concorrentes partici-
pantes: “Estamos já emAbril. Este ano, faremos convites em função das candidaturas dos construtores automóveis, porque queremos os melhores e variedade. Serão eles a escolher as melhores equipas. No próximo ano, o ideal será adoptar critérios de selecção de campeonatos nacionais e internacionais que sigam as regras da FIA. E assim poderemos convidar dando prioridade aos diferentes campeões”.
Sprint puro
Tradicionalmente, as corridas de GT são de resistência e com dois pilotos a dividirem a condução de um carro. No entanto, a prova nas ruas do território, cujo número exacto de voltas ainda não
foi revelado, será um sprint de pouco mais de meia hora, com um só piloto por carro. “Por agora vamos apostar no conceito um carro por piloto, sprint puro. No futuro, este conceito poderá evoluir, mas de acordo com os constrangimentos de Macau, onde há sete corridas num só evento. Estamos a trabalhar num conceito que pode [com o tempo] vir a ter mais e mais espaço no programa do Grande Prémio de Macau”, concluiu Bertrand. Entretanto, a imprensa de Hong Kong avança que Edoardo Mortara, vencedor da Taça GT Macau por três ocasiões, deverá regressar com um dos novos Audi R8 LMS GT3 para tentar recuperar o troféu perdido o ano passado para Maro Engel, piloto da AMG Mercedes. Para além da Audi, é esperada a participação no Circuito da Guia de equipas oficiais ou semi-oficiais daAston-Martin, Mercedes-Benz, BMW, Bentley, Mclaren, Nissan, Ferrari e Lamborghini. Sérgio Fonseca
info@hojemacau.com.mo
A Cáritas de Macau angariou, ao fim de uma semana de campanha, 50 mil patacas para ajudar as vítimas do sismo no Nepal, mas espera conseguir, no mínimo, 300 mil. O secretário-geral da Cáritas, Paul Pun, garantiu que o dinheiro angariado nestes sete dias não reflecte ainda a totalidade das doações da população, já que cerca de dez escolas só agora começaram as suas campanhas, o banco ainda não deu conta de todas as transferências bancárias recebidas e a venda de produtos em segunda mão decorre a todo o gás. Paul Pun conta deslocar-se ao Nepal hoje, se conseguir voo – e caso não seja possível, a viagem ficará adiada, por motivos de agenda, para finais de Maio ou início de Junho. “Se o dinheiro for suficiente, vamos também ajudar a reconstruir algumas infra-estruturas”, acrescentou. Mais de sete mil pessoas morreram no sismo de magnitude 7,8 que atingiu no dia 25 de Abril o Nepal e alguns países vizinhos como a Índia e a China.
Secretário de Estado da Economia chegou a Pequim
O Secretário de Estado da Economia português, Leonardo Mathias, chegou ontem a Pequim, primeira etapa de uma visita de oito dias à China para “reforçar a cooperação” com um parceiro económico e comercial de crescente importância para Portugal. Leonardo Mathias viaja com uma delegação da Agência de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), chefiada pelo respectivo inspetor-geral, Pedro Portugal Gaspar, e depois de Pequim, visitará as Regiões Administrativas Especiais de Macau e Hong Kong. Antes de embarcar para a China, o secretário de Estado realçou à agência Lusa que as relações económicas luso-chinesas adquiriram “um dinamismo e um crescimento assinaláveis em variadíssimos sectores”. “Em 2008, a China era o nosso 28.º parceiro comercial, hoje é o 12.º. Houve uma progressão de mais de 300% em seis anos”, acrescentou. Leonardo Mathias é o primeiro governante português a visitar a China em 2015, o ano em que se assinala o 10.º aniversário do acordo luso-chinês de “parceria estratégica global”.