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Hoje Macau 5 SET 2018 #4128

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˜ EXTRADIÇÃO

Zonas de sombra PÁGINA 6

TIAGO ALCÂNTARA

QUARTA-FEIRA 5 DE SETEMBRO DE 2018 • ANO XVIII • Nº 4129

KIANG WU

PRENDAS/TÁXIS

Tragédia DSAT evitada atenta PÁGINA 7

PÁGINA 8

h

MOP$10

Ardem as línguas? ANTÓNIO CABRITA

hojemacau

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17 anos

EDITORIAL

SHUTTERSTOCK

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

Barras pesadas

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Um estudo do IAS e dos Serviços Correccionais revela que a taxa de reincidência em Macau é reduzida. Considerada pelas autoridades como “a primeira análise abrangente” sobre a matéria, a investigação conclui que a maioria dos ex-reclusos que regressam para trás das grades reincide em casos relacionados com droga. GRANDE PLANO


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quarta-feira 5.9.2018

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4 grande plano

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TIAGO ALCÂNTARA

CRIME

São poucos os residentes que regressam à prisão dois anos depois de saírem em liberdade. A conclusão está num estudo sobre a taxa de reincidência criminal, definida como baixa quando comparada com regiões vizinhas como Hong Kong

ESTUDO REVELA BAIXA TAXA DE REINCIDÊNCIA EM MACAU

ADEUS AO PASSADO

O

Instituto de Acção Social e a Direcção dos Serviços Correccionais (DSC) levaram a cabo o que descrevem como “a primeira análise abrangente” à reincidência criminal em Macau. Uma das principais conclusões é o diminuto número dos residentes que voltam a cair nas malhas do crime depois de cumprirem pena. Os que reincidem e voltam para

trás das grades são, principalmente, indivíduos que cometem crimes relacionados com droga. Uma vez que o período de cálculo para a taxa de reincidência é de dois anos foram recolhidos dados referentes a 2015, ano em que 183 residentes de Macau deixaram o Estabelecimento Prisional de Coloane. Do total, 171 foram soltos por ter expirado o termo da sentença (99) ou por terem

beneficiado do regime de liberdade condicional (77). Quanto aos remanescentes 12 foram excluídos da pesquisa por terem deixado a cadeia por outras razões, tais como suspensão da execução da pena ou mesmo absolvição. Ora, segundo o estudo, dos 171 residentes de Macau (estrangeiros não foram contabilizados devido à dificuldade em acompanhar os casos após a saída de prisão), 25

voltaram a ser condenados no espaço de dois anos após terem sido libertados, representando 14,6 por cento do total. O relatório, recentemente publicado no portal do IAS, ressalva, no entanto, que, a seguirem-se os métodos de cálculo de outros países e regiões, a taxa de reincidência baixa para 5,8 por cento. Isto porque dos 25 que voltaram a ser condenados num espaço de dois anos apenas 10 voltaram a ser sentenciados com penas de prisão. O estudo revela ainda que os crimes relacionados com droga motivaram boa parte das condenações e estiveram, do mesmo modo, na origem de parte significativa dos casos de reincidência. “Vale a pena notar que cerca de metade dos 25 reincidentes envolveu-se em crimes relacionados com o abuso de drogas”, reflectindo uma “alta proporção na taxa de reincidência”, diz o relatório, destacando nomeadamente o consumo de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas.

PISTAS PARA UM PERFIL

O estudo traça ainda um perfil dos 171 residentes de Macau que foram libertados em 2015. Em síntese, a maioria era do sexo masculino (152), solteira (101), tinha completado o ensino secundário (121) e pouco mais de metade estava desempregada quando foi presa (88). Sensivel-


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25 dos 171 residentes

de Macau que deixaram a cadeia em 2015 voltaram a ser condenados no espaço de dois anos após terem sido libertados, mas apenas dez foram sentenciados a penas de prisão

mente, seis em cada dez foram condenados a uma pena de prisão inferior a três anos (99), o que permite constatar que a generalidade dos casos não dizia respeito a crimes graves, lê-se no documento. Já em termos de idade, verifica-se que mais de metade dos residentes condenados (92) libertados ao longo de 2015 não tinha mais de 30 anos. A pesquisa também se debruça sobre a reincidência dos residentes de Macau aos quais foram aplicadas outras penas (que não a prisão efectiva), cujos casos, a

cargo do Departamento de Reinserção Social, foram concluídos no mesmo hiato temporal, ou seja, entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2015. À esmagadora maioria (241 ou 76 por cento) das 317 pessoas que viram o seu caso concluído em 2015 tinha sido decretada a medida de suspensão com regime de prova (o tribunal pode determinar a suspensão da pena de prisão inferior a três anos, com a suspensão entre um e cinco anos, impondo deveres e regras de conduta ao condenado). O segundo maior grupo diz respeito aos que beneficiaram de liberdade condicional (73 ou 23,1 por cento do total). Trata-se de uma medida que o tribunal pode decretar, após pedido do condenado, uma vez cumpridos dois terços da pena de prisão e no mínimo seis meses e atentas as condições de reinserção social, cuja duração é igual ao tempo de prisão que falta cumprir mas nunca superior a cinco anos. Seguiram-se, por fim, os casos em que foram decretadas medidas de liberdade experimental, suspensão da execução do internamento e de substituição da multa por trabalho (um caso cada ou 0,3 por cento do total), indica o relatório. À semelhança do que sucedeu no caso dos residentes condenados a prisão efectiva, também foram os crimes relacionados com droga que estiveram na origem da maioria das penas executadas pelo Depar-

tamento de Reinserção Social e de parte significativa dos respectivos casos de reincidência. De acordo com o relatório, 33 dos 317 residentes de Macau que foram condenados a uma pena sem cumprimento de prisão voltaram a incorrer em crimes nos dois anos seguintes à conclusão do seu caso, colocando assim a taxa de reincidência em 10,4 por cento. O perfil dos 317 residentes condenados a penas sem prisão também não é muito diferente: a maioria era do sexo masculino, solteira e tinha completado o ensino secundário, com a principal diferença a assentar, neste particular, no facto de a esmagadora maioria (231 em 317) ter emprego quando foram condenadas. Em termos de idades o cenário era idêntico, dado que 202 em 317 tinham menos de 30 anos.

Crimes relacionados com droga ocupam elevada proporção na taxa de reincidência

Relativamente ao prazo de acompanhamento, o relatório realça que na maioria dos casos (301 em 317) a duração foi inferior a três anos, deixando assim implícito que nos remanescentes 16 o período de vigilância a que foram sujeitos foi superior.

COMPARAR SEM COMPARAR

Apesar de rejeitar comparações directas entre a taxa de reincidência em Macau e a de outras jurisdições, atendendo a que “não há um padrão uniforme no mundo” para as calcular, o relatório observa que “existem pontos semelhantes” entre países e regiões, pelo que conclui que “Macau é um território com uma taxa de reincidência baixa”. Essa ilação é retirada, com efeito, do paralelismo com Hong Kong, Singapura, Califórnia (Estados Unidos) e Austrália, cujas taxas de reincidência excedem os 25 por cento, de acordo com os dados citados apenas como referência no documento. O relatório ressalva, porém, que tal diz respeito a casos em que há uma nova condenação a pena de prisão, sustentando ser “difícil obter informações integrais para referência” nos casos em que foram decretadas outras penas, “por os dados serem dispersos na maioria dos países ou regiões”.

ACTUALIZAÇÃO CONTÍNUA

Este estudo, elaborado após proposta feita em 2017 pelo Conselho

O Instituto de Acção Social e a Direcção dos Serviços Correccionais planeiam actualizar anualmente os dados relativos à taxa de reincidência

de Reinserção Social, é descrito como o primeiro de natureza abrangente relativo à reincidência dos residentes condenados (a penas com ou sem prisão), mas vai deixar de ser o único. Isto porque, no relatório, o IAS e a DSC manifestam a intenção de actualizar anualmente as informações relativas à taxa de reincidência, de modo a criar um banco de dados que permita uma análise sistemática e contínua. O objectivo é que este instrumento estatístico sirva de referência para definir políticas e para desenvolver serviços adequados no âmbito da correcção e reinserção social. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo


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5.9.2018 quarta-feira

EXTRADIÇÃO SCMP MENCIONA ÁREA CINZENTA E ACORDOS “INFORMAIS E OPACOS” COM A CHINA

O que está na sombra

A ausência de acordos de extradição entre a China, Macau e Hong Kong pode ter a sua razão de ser. De acordo com analistas ouvidos pelo South China Morning Post, existem pactos “informais e opacos” e os dois territórios formam uma “área cinzenta” operacionalizada pelo continente

Jurássico Executivo

Si Ka Lon quer explicações para atrasos do Governo Electrónico

O

deputado Si Ka Lon quer que o Executivo explique os atrasos do plano de implementação do Governo Electrónico que teve início há cerca de dez anos. Si Ka Lon acusa a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (DSAFP) de “fuga a responsabilidades” pela ineficácia do projecto do Governo Electrónico. Em interpelação escrita o deputado aponta que de acordo com o relatório sobre o desenvolvimento deste projecto, em que estão investidas mais de 230 milhões de patacas, apenas 39 acções foram concluídas entre as 61 previstas, num período de dez anos. Para o deputado, a responsabilidade é dos próprios SAFP. O deputado refere que segundo o relatório apresentado pelo Comissariado de Auditoria (CA), “a razão que levou à baixa taxa de execução dos trabalhos está muito relacionada com a atitude e o hábito de trabalho do SAFP”, aponta. O deputado frisa ainda que o CA denuncia diversos atrasos “o que mostra que a organização dos serviços não está clara”, diz.

SABER O PORQUÊ

Jorge Menezes, advogado, em declarações ao SCMP “Os crimes com motivações políticas são uma clara matéria de preocupação quando se discutem detenções de ‘infractores fugitivos’”

O

caso do hacker de Macau procurado pela justiça norte-americana, e que terá investido mais de nove milhões de dólares usando informação confidencial acedida através de ataques informáticos, levou o jornal South China Morning Post a tentar perceber o verdadeiro panorama de extradições em Macau e Hong Kong. Recorde-se que Hong Kong não extraditou o fugitivo de Macau para os Estados Unidos, depois de meses de negociação. Analistas ouvidos pelo jornal defendem que o facto de ainda não terem sido assinados acordos de extradição entre a China, Hong Kong e Macau possibilita ao Governo Central uma certa margem de manobra. Isto porque, aponta a notícia, “Macau tem acordos com vários países, mas nenhum deles permite a detenção de fugitivos”. Um dos entrevistados pelo jornal de Hong Kong é Simon Young, professor da faculdade de Direito da Universidade de Hong Kong, que defendeu que “com a

ausência de acordos formais em matérias criminais, especialmente numa altura de muita incerteza global sobre os cidadãos e em que algo pode comprometer os seus interesses estratégicos alargados, as duas regiões administrativas especiais dão à China uma ‘área cinzenta’ que o país pode operar”. Um advogado com 30 anos de experiência na região vizinha falou ao jornal sob anonimato, apontando a dimensão política deste tipo de procedimentos. “Hong Kong tem uma boa reputação na detenção de pessoas, à excepção daqueles que, aos olhos de Pequim, não interessa deter. Em cada caso as autoridades centrais têm sempre a palavra final.” O jurista afirmou mesmo que “há mecanismos de detenção ‘irregulares’ através dos quais as autoridades do continente podem trazer alguém que lhes interessa de Hong Kong para o continente. Sei de uma fonte credível que há vários casos destes nas mãos da polícia de Hong Kong”, lê-se na notícia ontem publicada.

O mesmo advogado acrescentou também que o facto de ainda não existirem acordos de extradição assinados “providencia um ‘céu seguro’ para os chineses fugitivos”, algo que “tem a aprovação de Pequim”. “E se o continente quiser a pessoa que fugiu para Macau, então eles têm os meios [de que necessitam]”, frisou. Na notícia lê-se também que, desta forma, o Governo Central tenta travar casos de corrupção, crime e branqueamento de capitais “sem pôr em causa os seus interesses nacionais”. A notícia aponta ainda que o baixo número de fugitivos detidos em Hong Kong ou pelas suas autoridades policiais “levanta a preocupação sobre a possibilidade de Hong Kong e Macau estarem mais confinados a ‘acordos’ opacos e informais na hora de lidar com a busca dos fugitivos e a administração da justiça internacional”.

GOVERNO NÃO COMENTOU

Outro dos entrevistados no artigo é Jorge Menezes, advogado radica-

do em Macau há vários anos, que falou da componente política que a questão pode acarretar. “Os crimes com motivações políticas são uma clara matéria de preocupação quando se discutem detenções de ‘infractores fugitivos’. Os acordos de assistência jurídica mútua têm implícita a ideia de padrões globais que podem não se aplicar facilmente às abordagens nacionalistas de repressão criminal”. O HM tentou, até ao fecho da edição, obter uma reacção do gabinete da secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, mas tal não foi possível. Em 2016, foi notícia a alegada extradição ilegal de três pessoas de Macau para o continente, tendo a Associação Novo Macau exigido informações públicas sobre o assunto. Há muito que os acordos de extradição estão em fase de discussão entre os Governos das três regiões, estando em causa a diferença de regimes jurídicos. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Neste sentido, Si Ka Lon pede ao Governo explicações para actividades que integram o plano para o Governo Electrónico que, dez anos depois, ainda se encontram por terminar e muitas estão ainda sem qualquer calendarização para o efeito. Por outro lado, e de modo a agilizar o processo, o deputado sugere a criação de um grupo de trabalho que se dedique apenas à implementação deste plano e com a responsabilidade de coordenação de todos os trabalhos. Para combater “a passividade existente nos serviços públicos”, o deputado questiona ainda o Executivo se é sua intenção tomar medidas. Para Si Ka Lon deve ser criada uma lista com as atribuições e competências dos serviços públicos capaz de ajudar no acompanhamento da implementação dos planos daAdministração. Desta forma, seria mais fácil fazer uma avaliação do progresso dos vários trabalhos e da eficiência dos dirigentes. Esta seria, considera, uma “forma activa” de motivar o trabalho na função pública. Vítor Ng com S.M.M. info@hojemacau.com.mo


sociedade 7

quarta-feira 5.9.2018

TRABALHO EMPREGADA AMEAÇOU SALTAR DO 14.º ANDAR DO HOSPITAL KIANG WU

IAS Novo subsídio para famílias carenciadas

À beira do desespero Uma funcionária de limpeza de 52 anos vai ficar sem contrato de trabalho e terá de regressar ao Interior da China. Por esse motivo, ameaçou saltar do 14.º andar do Hospital Kiang Wu, onde trabalha em regime de subcontratação. Após meia-hora de conversa com as autoridades, a mulher voltou a trás TIAGO ALCÂNTARA

O Instituto de Acção Social (IAS) vai atribuir um subsídio extra aos agregados familiares que se encontram em situação de carência económica, de acordo com um comunicado emitido ontem. A ajuda financeira pode ir das 4.050 às 18.870 patacas, dependendo do número de elementos do agregado familiar. O subsídio será atribuído já este mês e vai beneficiar 3.300 agregados familiares que já recebem o subsídio regular. O Governo prevê um orçamento de 19,5 milhões de patacas para cumprir o apoio. O subsídio já foi atribuído em anos anteriores e pretende “ajudar as famílias a “fazer face às despesas-extra resultantes do novo ano lectivo e da Festividade do Bolo Lunar”, lê-se no comunicado emitido pelo IAS.

Governo Nova sede vai custar pelo menos 10 milhões de patacas

A obra de remodelação da nova sede do Governo a nascer no número 105 da Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida vai custar entre 9,8 milhões e 15,6 milhões de patacas. A informação foi divulgada ontem pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) após a abertura de 15 propostas, das quais uma foi excluída e outra admitida condicionalmente. A empreitada, com um prazo de execução máximo de 326 dias, deve arrancar no último trimestre do ano, prevendo-se que proporcione 100 postos de trabalho. As obras, nas instalações que abrangem uma área aproximada de 840 metros quadrados, consistem na reparação e renovação das paredes exteriores. Segundo a DSSOPT, vai ser feita também uma nova distribuição dos espaços e melhorias no interior, estando definida a utilização de materiais ecológicos. O HM questionou a DSSOPT relativamente aos serviços/ funções a serem transferidos para a Conselheiro Ferreira de Almeida, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

U

MAempregada de limpeza do Hospital Kiang Wu ameaçou saltar do 14.º andar do edifício por motivos laborais. O incidente requereu a intervenção dos bombeiros e polícia que demoveram a mulher do suicídio após cerca de meia-hora de conversações. O caso aconteceu na manhã de ontem, e na

sua origem esteve o facto da empresa de é funcionária – uma companhia de limpeza subcontratada pelo Hospital Kiang Wu – ter dito à mulher de 52 anos que não deseja renovar-lhe o vínculo laboral. Eram 8h52 quando o Corpo de Bombeiros foi alertado para o facto de uma empregada de limpeza que trabalha no Hospital Kiang Wu ter

subido ao 14.º andar com a intenção de saltar para a morte. Após o alerta, Bombeiros e PSPdeslocaram-se para o local para evitar o suicídio. “O incidente envolveu um trabalhadora de 52 anos do Interior da China, que está em Macau como mão-de-obra importada, ou seja com um cartão-azul. Depois de conversar com o bombeiros e polícia, acabou por ir para um lugar seguro, por volta das 9h25”, disse, ao HM, um porta-voz dos bombeiros. “Ela estava no 14.º andar e queria saltar do edifício. Mas foi ficando por lá, sem saltar, enquanto falava com as autoridades. Durante esse tempo, queixou-se sempre que não estava satisfeita com a situação laboral”, acrescentou a mesma fonte. Por sua vez, o Corpo da Polícia de Segurança Pública explicou que na origem do desespero da mulher esteve o facto de o seu vínculo laboral estar prestes a não ser renovado pela empresa subcontratada. Uma realidade que faz com que tenha de abandonar o território e regressar ao Interior da China, caso não consiga encontrar uma proposta de trabalho na área para transferir o cartão-azul. “Na origem da situação esteve o facto da empresa não querer renovar o contrato de trabalho com a mulher”, adiantou fonte da PSP, ao HM. “A mulher desempenhava tarefas de empregada de limpeza no Kiang Wu, mas o contrato é com uma empresa subcontratada”, esclareceu a mesma fonte.

EPISÓDIOS RECENTES

Apesar da administração do Kiang Wu não estar directamente envolvida na situação, esta não é a primeira vez que surgem queixas no

hospital sobre as relações laborais com a administração. Ainda em Julho deste ano, o deputado Sulu Sou anunciou ter recebido queixas de que o Hospital Kiang Wu tinha ameaçado com despedimento os enfermeiros que procurassem candidatar-se a vagas de emprego no sector público. Mais tarde, a administração do hospital negou as ameaças, mas admitiu ter pedido aos seus trabalhadores que procuram outros postos para entregarem as cartas de demissão, citando “questões de segurança dos pacientes”.

“Ela estava no 14.º andar e queria saltar do edifício. Mas foi ficando por lá, sem saltar, enquanto falava com as autoridades. Durante esse tempo, queixou-se sempre que não estava satisfeita com a situação laboral.” PORTA-VOZ DOS BOMBEIROS

O Hospital Kiang Wu confessou também, em declarações ao Jornal Ou Mun Iat Pou, que tem perdido muitos enfermeiros nos últimos meses para o sector público. A unidade hospitalar privada é propriedade da família do Chefe do Executivo, Chui Sai On. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

SAÚDE FÓRUM DE MEDICINA TRADICIONAL A PARTIR DE 20 DE SETEMBRO NO VENETIAN

A

inauguração do “Fórum de Cooperação Internacional de Medicina Tradicional 2018 (Macau)” terá lugar no próximo dia 20 de Setembro no Hotel Venetian de Macau. O Fórum, subordinado ao tema “Desenvolvimento e Internacionalização da Indús-

tria de Medicina Tradicional Chinesa na Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”, e que irá decorrer ao longo de dois dias, contará com peritos internacionais, num total de 400 profissionais. De acordo com o comunicado oficial, o evento visa “promover o desenvolvimento

sustentável e a diversificação adequada da economia de Macau, bem como o desenvolvimento regional, contribuindo para o objectivo de construção de “Um Centro, Uma Plataforma”. Os assuntos a abordar no evento vão girar sobre três temas principais: a inovação

das políticas, a integração do mercado e novas oportunidades de investimento. À margem do evento realiza-se também o Fórum de Investimento e Financiamento, em formato “roadshow”, ou seja, “permitindo aos peritos e instituições de investimento opinarem sobre

questões e, em simultâneo, procederem à comparação e selecção dos projectos no âmbito dos fundos de investimento industrial e instituições profissionais de investimento”. Esta é a quarta edição do “Fórum de Cooperação Internacional de Medicina

Tradicional” que, de acordo com a organização, é um evento que se “tornou numa ponte de ligação importante para o intercâmbio e cooperação entre entidades dentro e fora do país nesta área”.


8 sociedade

5.9.2018 quarta-feira

A deputada reagiu ao caso dos 56 residentes alegadamente burlados em investimentos imobiliários na Indonésia e diz ter ajudado a fazer a ponte entre a empresa envolvida, a TH Group Limited, e os queixosos

A

GNES Lam nega ter estado envolvida nos investimentos angariados por Onida Lam, sua irmã, feitos através da TH Group Limited, e diz que o caso está a ser tratado pelos advogados da empresa em Macau. Foi desta forma que a legisladora reagiu, ontem, ao caso em que 56 residentes terão sido alegadamente burlados, depois de lhes ter sido prometida a venda de vivendas num projecto imobiliário na Indonésia, a troco de quantias que variaram entre as 600 mil e 800 mil patacas. “Nunca participei em qualquer investimento operado pela TH Group Limited. Nunca comprei imobiliário na Indonésia, nem nunca guiei qualquer grupo de investidores à Indonésia por qualquer motivo”, declarou Agnes Lam, num comunicado emitido ontem. “Fui eleita deputada pela primeira

A

Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) promete “acompanhar de perto” a empresa MOME LTD, que no passado dia 15 de Agosto lançou uma aplicação móvel para chamar táxis. Em causa está o facto da aplicação denominada mTaxi permitir que os clientes façam pagamentos extra, denominados como “prendas”, para garantir que os taxistas estão disponíveis nas alturas de maior movimento. “A DSAT vai cooperar com o CPSP [Corpo de Po-

IMOBILIÁRIO AGNES LAM NEGA ENVOLVIMENTO EM ACTIVIDADES DA IRMÃ

Negócios à parte

com um conjunto de seis investidores, a 23 de Agosto. Nessa data, os alegados lesados pediram à deputada que intercedesse no sentido de se organizar um encontro entre estas pessoas e a sua irmã, com o objectivo de “resolver a disputa comercial e tratar de eventuais compensações”. O encontro com Onida Lam acabou por não ser agendado. Em vez disso, a empresa forneceu o contacto do advogado que está a lidar com o caso.

“Nunca participei em qualquer investimento operado pela TH Group Limited. Nunca comprei imobiliário na Indonésia, nem nunca guiei qualquer grupo de investidores à Indonésia.” AGNES LAM DEPUTADA

Onida Lam

vez em 17 de Setembro de 2017. Por isso, qualquer acusação sobre ter utilizado o estatuto de deputada para persuadir as pessoas a investir há cinco anos atrás simplesmente não é verdade”, acrescentou. O caso veio a público depois de um grupo de seis investidores ter reunido com Agnes Lam, no mês passado, após terem sido informados pelo Consulado Geral da Indonésia em Hong Kong que os contratos que tinham assinados com a empresa não eram reconhecidos. Contudo, os investidores disseram à MASTV

que os mesmos contratos tinham sido validados pelo próprio consulado.

QUEIXAS EM FEVEREIRO

Na nota publicada ontem, Agnes Lam reconhece ainda que já tinha conhecimento da situação desde Fevereiro. Foi nessa altura que a sua irmã, na condição de directora financeira da empresa, lhe garantiu que o caso ia ser resolvido. “Em Fevereiro deste ano fui contactada por um indivíduo que disse que o promotor do projecto tinha falhado no cumprimento do

contrato dentro do prazo previsto. Nessa altura, tentei perceber os detalhes do plano e avancei com a queixa desse indivíduo para um dos investidores do projecto, a empresa TH Group Limited, e para a directora de operações da empresa, a senhora Onida Lam, que também é minha irmã”, reconhece Agnes Lam. “A empresa respondeu e informou-me que estava a acompanhar o assunto e que este seria lidado da forma mais apropriada”, frisou. Apesar do episódio de Fevereiro, Agnes Lam voltou a reunir-se

Tão perto e tão longe

A DSAT vai “acompanhar de perto” a MOME após lançamento de aplicação que oferece “prendas” a taxistas

lícia de Segurança Pública] para reduzir todos os tipos de comportamentos ilegais no sector dos táxis. A DSAT vai acompanhar de perto a empresa que disponibiliza a aplicação móvel para fornecer este serviço”, respondeu a entidade do Governo, após ter sido questionada sobre o assunto. O organismo liderado por Lam Hin San deixou

ainda um apelo aos passageiros para que relatem todas as situações em que são vítimas de cobranças excessivas. Por outro lado, a DSAT explicou também que qualquer cobrança que não siga a tabela de preços é considerada ilegal. A penalização é uma multa de 1000 patacas. “A DSAT insiste que todas

as pessoas que operam o serviços de táxis devem seguir o ‘Regulamento do Transporte em Automóveis Ligeiros de Aluguer”, que diz que é ilegal a cobrança “ao passageiro de uma importância diferente da legalmente fixada na tabela de tarifas”. Finalmente, o Governo explicou que as aplicações

“Entrei em contacto com a empresa, que me respondeu que tem um advogado para lidar com o caso. Depois, falei com os seis investidores e dei-lhes o contacto desse advogado”, relatou a deputada. No comunicado, Agnes Lam escusa-se a mais comentários alegando que “a empresa é gerida por uma familiar”, o que a coloca numa posição em que “não pode fazer mais comentários”. O HM tentou também apurar junto da Polícia Judiciária se o caso está a ser investigado, mas a força de segurança não respondeu em tempo útil.

que oferecem serviços para chamar táxis em Macau não precisam se registar, uma vez que as leis definem que as funções da DSAT neste campo se limitam a “conceder alvarás de táxis e fiscalizar a respectiva actividade”.

TRADIÇÃO ANTIGA

Lançada a 15 de Agosto, a aplicação mTaxi permite que os clientes paguem “prendas” aos taxistas, quando pedem o serviço. No entanto, a prática está enraizada no território há vários anos e

João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

utilizada nas alturas em que há maior procura do serviço. Por sua vez, a MOME LTD é uma empresa que se dedica a desenvolver soluções de marketing e aplicações móveis e é uma subsidiária da MacauPass, companhia de pagamentos electrónicos. Joe Liu é a cara mais conhecida da empresa, que fundou. Além disso, o empresário, filho de Alfred Liu e sobrinho de Liu Chan Wan, membro do Conselho do Executivo, é também director da empresa de autocarros Transmac e da própria MacauPass. J.S.F.


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quarta-feira 5.9.2018

ESTACIONAMENTO PROPRIETÁRIOS QUEIXAM-SE DE OCUPAÇÃO INDEVIDA DE AUTO-SILO M grupo de uma dezena de proprietários do edifício Wa Mau San Chun, localizado na Areia Preta, entregou ontem uma carta na sede do Governo queixando-se da ocupação indevida de lugares do auto-silo do prédio, apelando à

SIDA Inscrições para programa de sensibilização abertas dia 10

As inscrições para o “Programa de Apoio para a Educação sobre a SIDA de 2018”, organizado pela Comissão de Luta Contra a Sida e Serviços de Saúde da RAEM serão abertas no próximo dia 10. Cada actividade terá, no máximo, um apoio de 16 mil patacas. Os temas das actividades candidatas ao apoio devem versar exclusivamente sobre a SIDA. As inscrição são abertas a entidades não governamentais, associações e escolas de Macau. No dia 5 de Outubro de 2018, das 15h às 16h, os Serviços de Saúde organizam uma sessão de recrutamento para a qual estão convidadas as entidades que participaram no Programa de Apoio para a Educação sobre a SIDA de 2017 para partilharem experiências de planeamento e execução de actividades. Ao mesmo tempo, realiza-se uma sessão de recrutamento para o novo Programa de Apoio para a sua apresentação, inscrição e consulta dos interessados. As entidades interessadas podem inscrever-se até dia 28 de Setembro.

Crime Adolescente de 16 anos acusado de abuso sexual de menores

Um rapaz de 16 anos foi acusado de abuso sexual de menores por se ter envolvido com uma rapariga três anos mais nova, noticiou ontem o canal chinês da Rádio Macau, dando conta de que a polícia foi buscar o jovem à escola. Os pais da rapariga de 13 anos participaram o caso às autoridades depois de terem encontrado mensagens do telemóvel da filha. Os dois adolescentes, que ter-se-ão conhecido em Julho através da Internet e mantido relações sexuais no mês seguinte, de acordo com a Ou Mun Tin Toi.

intervenção das autoridades. Em declarações aos jornalistas, o presidente da assembleia-geral de condóminos, Chan Hao Weng, afirmou que, desde Fevereiro, mais de 20 lugares de estacionamento foram ocupados pela Companhia

de Construção e Investimento Wa Mau, empresa co-proprietária do edifício, com ligações a família de Ma Man Kei, apesar do auto-silo pertencer à parte comum do condomínio. Segundo o mesmo responsável, a empresa que

gere actualmente o auto-silo tentou remover os veículos, uma acção que levaria a Companhia de Construção e Investimento Wa Mau a recorrer à polícia. As autoridades entraram em contacto com a empresa de gestão para apurar eventuais responsabi-

lidades designadamente por danos causados às viaturas. Dado que nada mudou, foi a vez da assembleia-geral de condóminos chamar as autoridades, nomeadamente a polícia e a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). No

entanto, não houve qualquer intervenção por parte das autoridades, levando os proprietários a decidir então entregar uma missiva a expor a sua situação. “Espero que o Governo valorize o nosso caso”, afirmou Chan Hao Weng. V.N.

HOJE MACAU

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FAOM EXIGIDA RECUPERAÇÃO DE TERRENO DESTINADO A PARQUE OCEANO

Com vista de rio

Os deputados Ella Lei e Leong Sun Iok exigem a recuperação de um terreno localizado à entrada da ilha de Taipa onde deveria ter sido construído o “Parque Oceano”. A DSSOPT diz que o caso continua a ser analisado e que não há dados a acrescentar

O

que deveria ser um parque aquático à entrada da Taipa é hoje um pedaço de terra à beira do delta do Rio das Pérolas sem qualquer tipo de aproveitamento. O terreno em causa, localizado na zona do Pac On, foi concessionado há mais de 20 anos para a construção do “Parque Oceano”, um projecto que não chegou a sair do papel. Ontem, os deputados Ella Lei e Leong Sun Iok realizaram uma conferência de imprensa onde pediram ao Governo que recupere o terreno em causa. Ella Lei lembrou que o terreno, com quase 135 mil metros quadrados, foi concedido em 1997 e tinha como finalidade

a construção de um parque com um aquário gigante e um jardim botânico. A deputada falou ainda de um documento emitido pelas autoridades em 2008 que mostra que a concessão do terreno, concedido por arrendamento, já chegou ao fim. A mesma solicitação foi feita ao Governo várias vezes. Em Agosto do ano passado, o Executivo garantiu aos deputados ligados à Federação das Associações dos

Operários de Macau (FAOM) que estava a dar seguimento ao caso e que iria divulgar mais novidades quando tivesse resultados. Ella Lei frisou que passou um ano e que continuam a não existir novidades. “Temos grandes dúvidas sobre se estão de facto a trabalhar nisso ou não”, confessou. O HM colocou ontem a mesma questão à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), que deu uma

O HM colocou ontem a mesma questão à DSSOPT, que deu uma resposta semelhante: “A questão está a ser tratada pela Administração e, actualmente, não há mais nada a acrescentar.”

resposta semelhante: “A questão está a ser tratada pela Administração e, actualmente, não há mais nada a acrescentar.”

FALTAM INFRA-ESTRUTURAS

A legisladora levantou também uma outra questão relacionada com a utilização inadequada do terreno por parte da empresa concessionária. De acordo com o despacho publicado em Boletim Oficial, duas zonas do terreno deveriam ter sido destinadas a infra-estruturas, mas para Ella Lei essas zonas pertencem à parte do terreno que está sob hasta pública, pelo que deveriam ter sido feitas construções. Contudo, nesses locais apenas estão depositadas máquinas e barracas de zinco, o que leva Ella Lei a suspeitar que a concessionária usou essa zona para depósito de materiais. “Isto está relacionado com a forma como foi gerido o terreno”, referiu. Ella Lei salientou que, de acordo com a Lei de Terras, o Governo tem a responsabilidade de garantir o aproveitamento eficaz dos terrenos e fiscalizar a situação dos espaços que continuam ocupados. Por isso, a deputada exige um acompanhamento para que sejam construídas mais habitações públicas e zonas verdes. Vítor Ng (com A.S.S.) info@hojemacau.com.mo


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desporto 11

quarta-feira 5.9.2018

Como aconteceu nas edições anteriores, o facto da Mongólia ter derrotado as Ilhas Mariana, por 9-0, fez com que Macau tenha sido eliminado da competição ainda na primeira fase de apuramento, como acontece desde 2003.

ASIÁTICO DE FUTEBOL MACAU VENCE GUAM MAS FALHA APURAMENTO

Manter a tradição

Desde 2003, altura em que foi criado o Campeonato do Este da Ásia de Futebol E1, a selecção de Macau nunca se conseguiu apurar. Este ano não vai ser diferente, depois da Mongólia ter ganho ontem às Ilhas Mariana por 9-0

A

selecção de Macau venceu ontem o Guam por 2-0, em jogo a contar para a primeira fase de apuramento para o Campeonato do Este da Ásia de Futebol E1. Contudo, e como aconteceu nas edições anteriores, o facto da Mongólia ter derrotado as Ilhas Mariana, por 9-0, fez com que Macau tenha sido eliminado da competição ainda na primeira fase de apuramento, como acontece desde 2003. Em relação ao primeiro encontro, que Macau perdeu por 4-1, o seleccionador local Iong Cho Ieng promoveu quatro alterações, além de mudar o esquema táctico de

5-3-2 para 4-4-2. Assim, Ng Wa Seng, Vernon Wong, Ng Wa Keng e Lei Ka Hou e Pang Chin Hang entraram para os lugares de Carlos Leonel, Ho Chi Fong, Chan Pak Chun, Lei Ka Him e de Lam Ka Pou, que estava castigado depois de ter sido expulso. Nos primeiros dez minutos, a partida foi bastante intensa com as duas equipas a mostrarem pendor ofensivo. Com esta postura, as oportunidades foram surgindo para os dois lados. Como tal, aos 14 minutos a selecção do Lótus colocou-se na dianteira do marcador, devido a um erro do adversário. Na marcação de um pontapé de baliza, o guarda-redes do Guam, Dallas

Jaye, faz um passe curto para o colega Kyle Halehale. No entanto, o guamês, pressionado pela ofensiva de Macau, tentou devolver a bola ao guardião, mas falhou o passe. A bola acabou por ficar para Ho Ka Seng, que em posição lateral face à baliza, assistiu Lam Ka Seng, que só teve de encostar para o 1-0. Em desvantagem, o Guam focou-se ainda mais em atacar. Mesmo assim, mostrou algumas dificuldades na altura de rematar à baliza e de criar oportunidades efectivas de golo. Ao mesmo tempo, Macau mostrava-se uma equipa calma, tentando circular a bola e baixando o ritmo de jogo, como lhe interes-

sava para manter a vantagem. Foi nesta toada que chegou o intervalo.

GOLO VINDO DO BANCO

O segundo tempo não trouxe alterações significativas, apesar das substituições feitas pelos dois técnicos. Contudo, Iong Cho Ieng foi mais feliz nas escolhas, principalmente quando fez entrar, aos 65 minutos, o avançado Leong Ka Hang. Aos 78 minutos, Leong mostrou ser a aposta certeira, quando num lance de contra-ataque deixa a defesa do Guam para trás e remata para o 2-0, com a bola a passar por entre as pernas do guarda-redes adversário. A perder por dois golos, Guam não baixou os braços mas foi incapaz de marcar qualquer golo, naquela que foi a primeira vitória local neste apuramento de três jogos. Amanhã, a selecção de Macau entra em campo para defrontar as Ilhas Mariana às 13h. Já a Mongólia vai ter pela frente o Guam, em encontro marcado para as 17h. Caso a Mongólia seja derrotada e Macau ganhe, as duas equipas ficam com seis pontos, mas como o critério de desempate é o confronto entre as duas equipas, a equipa do território fica eliminada, depois da derrota de Domingo, por 4-1.

FC Porto Paulo Estrela marcou o melhor golo da UEFA Youth League

O golo de Paulo Estrela, futebolista português do FC Porto, foi ontem eleito pela UEFA como o melhor da época 2017/18 da Youth League, competição que replica nos juniores a estrutura da Liga dos Campeões. O tento do jogador de 19 anos no dia 3 de Setembro de 2017, na goleada por 5-2 ao Besiktas, ainda na fase de grupos, foi eleito o melhor da temporada da prova, vencida pelo FC Barcelona. O FC Porto deu conta da distinção através da rede social Twitter, no qual divulgou também um vídeo do golo, uma jogada colectiva que envolveu cinco atletas antes da bola entrar na baliza.

João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

SPORTING RUI JORGE REGO APRESENTA JÚLIO BRANT PARA “PARCERIAS ESTRATÉGICAS”

O

candidato às eleições de sábado no Sporting Rui Jorge Rego anunciou ontem o brasileiro Júlio Brant como parte do projecto que “personifica as parcerias estratégicas, a expansão da marca Sporting e a capacidade financeira”. Em conferência de imprensa, o candidato apresentou o

dirigente brasileiro, que em Janeiro deste ano venceu as eleições no Vasco da Gama, ainda que o presidente nomeado pelo Conselho Deliberativo do emblema tenha sido Alexandre Campello. O plano de Brant é criar uma “plataforma global de futebol, um projecto internacional” que pretende levar

a “um intercâmbio entre Brasil, Portugal e China” ao nível da formação. “A plataforma é mais que um simples intercâmbio de futebol, jogadores, mas também marketing, merchandising, e promoção do futebol”, explicou Brant, em conferência de imprensa, aproveitando “a história de união

entre Brasil e Portugal” e o mercado de hoje com “o mercado de futuro do futebol mundial, o chinês”. O brasileiro, presidente da Assembleia Geral do clube brasileiro, revelou que a ideia é atrair investidores “para investir na academia, tanto no Vasco da Gama como no Sporting".

Ao lado de Rego e Brant estará o antigo jogador brasileiro Roberto Carlos, “na área técnica”, e o candidato às eleições de sábado explicou que o investimento permitirá ao Sporting “contratar jogadores de topo e estrelas mundiais”. Aimprensa brasileira noticiou na segunda-feira o pedido

de Brant para a entrada de um fundo de investimento no Vasco da Gama, com a intenção de investir até 120 milhões de euros entre Portugal, China e Brasil, identificando o fundo como sendo o 'Elite Management'.


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PAMELA CHAN

“Um lugar romântico” SOFIA MARGARIDA MOTA

DIRECTORA DA TAIPA VILLAGE CULTURE ASSOCIATION

A Taipa Village Culture Association é uma entidade dedicada à promoção da Taipa Velha como destino a conhecer, não só para turistas como para residentes. Nos próximos dias 22 e 23 de Setembro, a associação promove um festival dedicado ao Japão onde não vai faltar música, artesanato e costumes nipónicos A Taipa Village Cultural Association está a organizar um festival dedicado à cultura japonesa. Porquê? Tanto eu como o meu sócio somos fãs da cultura japonesa. Foi essa a principal razão que nos levou a organizar este evento. Trata-se de uma cultura muito rica. Não é a primeira vez que existe uma iniciativa do género. Em 2005, Macau chegou a ter um festival idêntico mas centrado essencialmente na música. Achámos que deveríamos trazer o Japão de volta. Este evento pretende oferecer mais do a música japonesa. Queremos integrar outros elementos que caracterizam aquele país. A Taipa está cheia, por exemplo, de ofertas gastronómicas relacionadas com

a cozinha macaense e portuguesa, até porque Macau está muito ligado a estas duas culturas. Nós concordamos, mas achamos que é bom promover outras culturas também. O objectivo é ter lugar para uma verdadeira diversidade cultural e trazer novos elementos à vila da Taipa. Por outro lado, a cultura Japonesa também é muito popular por cá, tanto em Macau, como na região vizinha de Hong Kong e mesmo junto das pessoas do continente. Para este evento queremos trazer elementos ligados à música, à gastronomia, e mesmo à moda e ao artesanato. Também pensamos que está na altura de promover mais laços culturais entre o território e o Japão. Através da interacção com referências

culturais japoneses podemos tentar a sua inserção dentro das culturas macaenses e portuguesas. O que mais gosta na cultura japonesa? Da comida, até porque há muitos restaurantes japoneses em Macau, o que facilita este contacto gastronómico. Que actividades destaca no cartaz do festival? Vai haver muita música e muita gastronomia, mas também workshops relacionados com artesano. Vamos ter artes marciais, costumes ligados aos rituais religiosos, vamos ter quimonos e ensinar as técnicas para os vestir. Vamos ensinar ainda várias técnicas tradicionais de produção de objectos decorativos e acessórios de moda. Vai haver também um workshop de caligrafia para o qual convidámos professores para ensinar a arte de escrever em japonês.

“Tentamos educar as nossas crianças acerca da particularidade de Macau com a sua mistura entre a cultura portuguesa e a chinesa.”

Esta é uma forma de diversificar a oferta turística do território? Tentamos promover sempre a arte e a cultura. Este ano, por exemplo, é o ano da gastronomia e nós queremos não só promover eventos ligados a este tema dentro da nossa programação, mas tentamos ainda fazer actividades culturais paralelas que possam trazer mais pessoas à vila da Taipa. Fazemos eventos especiais tanto para os locais como para os turistas. Ao ter um conjunto de eventos a decorrer aqui na Taipa conseguimos atrair as pessoas cá, mas também conseguimos promover estadias de mais tempo aqui na Taipa. Não queremos que as pessoas venham à vila só para jantar e fazer compras. Queremos que elas possam ter mais opções e que fiquem por mais tempo. Temos, por exemplo, actividades de pintura facial e outro tipo de eventos mais orientados para a família e mesmo para as crianças. Com eles, além dos turistas também queremos proporcionar mais lazer à população local. Temos rotas gastronómicas que passam por vários restaurantes para dar a provar uma variedade maior de produtos. Como associação, o nosso foco está mais direcionado para actividades artísticas e culturais. Neste momento, estamos também com projectos em que queremos envolver os estudantes do ensino secundário.

Porquê esta aposta nos mais novos? O objectivo é ensinar às futuras gerações mais sobre a história da Taipa e de Macau. Já estamos a trabalhar com uma escola sino-portuguesa para estudar melhor o mercado e ver se funciona, mas acreditamos que sim, que funciona. A ideia é ajudar os estudantes a conhecer e, ao mesmo tempo, inspirar para o conhecimento da Taipa através de actividades que promovam o divertimento, como concursos, etc. A ideia é também convidar a comunidade a disfrutar da nossa terra. A próxima geração é muito importante. Tentamos educar as nossas crianças acerca da particularidade de Macau com a sua mistura entre a cultura portuguesa e a chinesa. Isto é uma coisa que temos que transmitir e reforçar. Para si, o que tem a vila da Taipa de especial? É uma vila muito única e cheia de história. Está perto de tudo e temos bons acessos. É muito diversificada e tudo de uma forma muito concentrada. É também um bom lugar para todos, para famílias, para crianças, para jovens e para casais, porque é um lugar romântico. Sofia Margarida Mota

sofia.mota@hojemacau.com.mo


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quarta-feira 5.9.2018

Anúncio Concurso público para a Prestação de Serviços de Limpeza e de Manutenção dos Bueiros, Esgotos, Câmaras Separadoras de Gorduras e Sistema de Caixa Separadora de Gordura à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude nos anos de 2019 e 2020 1. Entidade adjudicante: Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). 2. Modalidade de concurso: concurso público. 3. Objecto do concurso: prestação de serviços de limpeza e de manutenção dos bueiros, esgotos, câmaras separadoras de gorduras e sistema de caixa separadora de gordura à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude. 4. Período da prestação dos serviços: de Janeiro de 2019 a Dezembro de 2020. 5. Prazo de validade das propostas: noventa dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa do concurso. 6. Caução provisória: MOP 50.000,00 (cinquenta mil patacas), a prestar mediante depósito em numerário ou garantia bancária aprovada nos termos legais, à ordem da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, no Banco Nacional Ultramarino (conta n.o 9002501375). 7. Caução definitiva: 4% do montante total da adjudicação. 8. Preço base: não há. 9. Condições de admissão: Só serão aceites propostas das empresas concorrentes que possuam registo comercial ou registo de início de actividade na RAEM. 10. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Arquivo e Expediente Geral da DSEJ, Avenida D. João IV, n.os 7-9, 1.º andar. Dia e hora limite (Nota 1): até às 12:00 horas do dia 21 de Setembro de 2018. (Nota 1): Se houver suspensão de serviços da DSEJ, no dia e na hora originalmente determinados para a entrega das propostas, devido à ocorrência de tufão ou por motivos de força maior, o dia e a hora limite para entrega das propostas serão adiados para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. A data e a hora do acto público do concurso, definidas no ponto 11, serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte à data limite. 11. Local, dia e hora do acto público do concurso: Local: sala de reuniões, edifício-sede da DSEJ, Avenida D. João IV, n.os 7-9, 1.º andar. Dia e hora (Nota 2): 10:00 horas do dia 24 de Setembro de 2018. (Nota 2): Se ocorrer suspensão de serviços da DSEJ, no dia e na hora originalmente determinados para o acto público do concurso, devido à ocorrência de tufão ou por motivos de força maior, o dia e a hora estabelecidos para o acto público do concurso serão adiados para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Em conformidade com o disposto no artigo 27.o, do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, os concorrentes ou os seus representantes legais devem estar presentes no acto público de abertura das propostas para esclarecerem dúvidas, que, eventualmente, surjam, relativas aos documentos nelas constantes. 12. Local, dia e hora para obtenção da cópia e exame do processo, e outras observações: Local: Secção de Arquivo e Expediente Geral da DSEJ, Avenida D. João IV, n.os 7-9, 1.º andar. Dia: desde o dia de publicação do presente anúncio até ao dia do acto público do concurso. Hora: dentro das horas de expediente. Outras observações: A obtenção da cópia do processo do concurso só é permitida mediante apresentação de cópia do modelo M/8 (Contribuição Industrial - Conhecimento de Cobrança), cópia do modelo M/1 (Contribuição Industrial - Declaração de Início de Actividade/Alterações) ou do carimbo da empresa (qualquer uma das formas referidas), e após o devido registo. Além disso, o processo do concurso também se encontra disponível na página electrónica oficial da DSEJ (http:// www.dsej.gov.mo). 13. Critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço: 60% - Plano de serviços: 20% - Currículo do pessoal que executa o contrato do serviço: 10% - Currículo do concorrente:10% 14. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes devem comparecer, no edifício-sede da DSEJ, Avenida D. João IV, n.os 7-9, 1.º andar, a partir da data de publicação do presente anúncio e até ao final do prazo de entrega das propostas do concurso público, para tomarem conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Aos 28 de Agosto de 2018. O Director, Lou Pak Sang

Anúncio Prestação dos serviços de gestão de residências de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2019-31/12/2020) CONCURSO PÚBLICO N.º 03/DOA/2018 Faz-se público que, de acordo com o despacho de 24 de Agosto de 2018, do Exm.º Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para a “Prestação dos serviços de gestão de residências de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2019-31/12/2020)”. 1. Entidade adjudicante: Chefe do Executivo ou Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura da RAEM. 2. Entidade que põe o serviço a concurso: Instituto Politécnico de Macau. 3. Modalidade de concurso: Concurso Público. 4. Objecto do Concurso: Prestação dos serviços de gestão de residências de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2019-31/12/2020). 5. Período: 1 de Janeiro de 2019 a 31 de Dezembro de 2020. 6. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas. 7. Garantia provisória: $377 800,00 (trezentas e setenta e sete mil, oitocentas patacas), através de depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau ou mediante garantia bancária a favor do Instituto Politécnico de Macau, em Macau. 8. Garantia definitiva: 4% do preço global da adjudicação (para garantia do contrato). 9. Condições de admissão: Entidades com sede ou delegação na RAEM cuja actividade total ou parcial se inscreva na área objecto deste concurso. 10. Local, data e hora da secção de esclarecimento: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 10 de Setembro de 2018, pelas 10H00. Em caso de encerramento do IPM, devido a tufão ou a outro motivo de força maior, no dia referido, a realização da sessão de esclarecimento será prorrogada para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 11. Local, data e hora do prazo da entrega das propostas: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 24 de Setembro de 2018, antes das 17H45. Em caso de encerramento do IPM, devido a tufão ou a outro motivo de força maior, no último dia do prazo da entrega das propostas, o termo do referido prazo será prorrogado para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 12. Local, data e hora do acto público de abertura do concurso: Local: Sala de Reunião do Pavilhão Polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 26 de Setembro de 2018, pelas 10H00. Em caso de encerramento do IPM devido a tufão ou a outro motivo de força maior no dia da realização da referida sessão, a realização da sessão será prorrogada para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 13. Local, preço e hora para exame do processo e obtenção da cópia do processo: - Os concorrentes interessados podem deslocar-se à Divisão de Obras e Aquisições do IPM, sito na Rua de Luís Gonzaga Gomes, para consultar/adquirir o respectivo processo do concurso durante as horas de expediente (de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45; 6ª feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30) desde a data da publicação do anúncio do presente concurso público no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau até ao dia e hora do prazo de entrega de propostas. Caso queiram obter fotocópia do documento acima referido, devem pagar o montante de $100,00 (cem patacas) relativo ao custo das fotocópias, ou podem proceder ao download gratuito das informações acima referidas na página electrónica do IPM (http://www.ipm. edu.mo). - Informações: 8599 6140, 8599 6153 ou 8599 6279. 14. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço Razoável (50%) - Qualidade do Serviço (50%): (a) Propostas construtivas e aplicáveis à prestação dos serviços (20%); (b) Materiais e equipamentos necessários para o trabalho de gestão (8%); (c) Curriculum Vitae e competências do concorrente (10%); (d) Experiências e comportamentos do concorrente demonstrada por semelhantes serviços prestados (só avalia os dados do ano 2016 até ao presente) (7%); (e) Esclarecimentos na reunião (questões profissionais sobre a “Prestação dos serviços de gestão de residências de estudantes do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 24 meses (01/01/2019-31/12/2020)” levantadas pelo Instituto Politécnico de Macau) (5%). Macau, aos 30 de Agosto de 2018 O Presidente, Lei Heong Iok


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ANÚNCIO

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, faz público que, de acordo com o Despacho de 22 de Agosto de 2018 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação dos serviços de construção nos locais do evento e serviços de coordenação e produção das cerimónias para o “3.º Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios‧Macau”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de duzentas patacas (MOP200,00); ou ainda consultar o website da Direcção dos Serviços de Turismo: http://industry.macaotourism. gov.mo , e fazer “download” do mesmo. A Sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 10 de Setembro de 2018. O limite máximo do valor global da prestação deste serviço é de MOP11.000.000,00 (onze milhões patacas). Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Critérios de adjudicação Factores de ponderação Preço 20% Contéudo do serviço: - Produção e design do tema dos locais do evento; 40% - Design do tema das ceremónias e design da programação com os respectivos efeitos finais em desenhos; - Plano dos recursos humanos e respectiva distribuição dos trabalhos para a execução dos serviços a prestar. Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço: - Informações sobre os equipamentos a serem utilizados; - Desenhos e design de localização dos respectivos equipamentos e decorações (desenhos e plantas de localização); 30% - Plano de produção dos materiais de decoração; - Plano de montagem e desmontagem. Experiência do concorrente 10% Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 17:45 horas do dia 4 de Outubro de 2018, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês, prestar a caução provisória de MOP220.000,00 (duzentas e vinte mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau. O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 5 de Outubro de 2018. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 31 de Agosto de 2018. Directora Maria Helena de Senna Fernandes

O Governo da Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho de 27 de Agosto de 2018 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação de “Prestação dos serviços de acolhimento através de transportes no âmbito do “3.o Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios • Macau”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de MOP200,00 (duzentas patacas); ou ainda consultar o website da Direcção dos Serviços de Turismo: http://industry.macaotourism.gov.mo , e fazer “download” do mesmo. A Sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 09:30 horas do dia 11 de Setembro de 2018. Para quaisquer esclarecimentos, os interessados podem, até às 13:00 horas do dia 19 de Setembro de 2018, apresentar o pedido de esclarecimento por escrito, nos Avisos Públicos da Página Electrónica da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism. gov.mo) da Direcção dos Serviços de Turismo, sendo as respostas, também, dadas na mesma. O limite máximo do valor global da prestação do serviço é de MOP1.200.000,00 (um milhão e duzentas mil patacas). Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Critérios de adjudicação Factores de ponderação Experiência do concorrente 45% Preço 20% Introdução da Empresa e currículo da equipa que encarrega o presente projecto 25% Capacidade para acompanhamento e reação às situações do local dos eventos 10% Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, no balcão de atendimento, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 13:00 horas do dia 3 de Outubro de 2018, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês, prestar a caução provisória de MOP24.000,00 (vinte e quatro mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau (n.o 8003911119). O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 4 de Outubro de 2018. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público do concurso para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de acto público do concurso serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 30 de Agosto de 2018. A Directora, Maria Helena de Senna Fernandes

ANÚNCIO Concurso Público n.º 5/SFI/2018 Aquisição de equipamento de escritório para as instalações sociais sitas no 3.º andar do Edifício Nova Park, Taipa

ANÚNCIO Concurso Público “Prestação de serviços de limpeza de fossas sépticas de sanitários públicos e sanitários amovíveis de Macau”

Faz-se público que, por Despacho da Secretária para a Administração e Justiça, de 15 de Agosto de 2018, se acha aberta a consulta pública para a “Aquisição de equipamento de escritório para as instalações sociais sitas no 3.º andar do Edifício Nova Park, Taipa”.

Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada na sessão de 03 de Agosto de 2018, se acha aberto o concurso público para a “Prestação de serviços de limpeza de fossas sépticas de sanitários públicos e sanitários amovíveis de Macau”. O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos, durante os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, em Macau. O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 21 de Setembro de 2018. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo, sito no rés-do-chão do Edifício do IACM, e prestar uma caução provisória no valor de MOP 44.000,00 (quarenta e quatro mil patacas). A caução provisória pode ser prestada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau, por depósito em numerário, garantia bancária ou cheque em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”. O acto público de abertura das propostas realizar-se-á na Divisão de Formação e Documentação do IACM (sita na Avenida da Praia Grande, Edf. China Plaza, 6.° andar), pelas 09:30 horas do dia 26 de Setembro de 2018. Além disso, o IACM realizará uma sessão de esclarecimento que terá lugar às 10:00 horas do dia 11 de Setembro de 2018 (terça-feira) na Divisão de Formação e Documentação do IACM.

O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos antes do prazo para a entrega das propostas, durante os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau. A sessão de esclarecimento desta Concurso pública terá lugar às 10:00 horas do dia 11 de Setembro de 2018 na Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita no Edifício China Plaza, 6.º andar, Macau. O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 20 de Setembro de 2018. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo, sito no rés-do-chão do Edifício do IACM e prestar uma caução provisória de MOP46.000,00 (quarenta e seis mil patacas). A caução provisória deve ser entregue na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau, por depósito em numerário, cheque ou garantia bancária em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”. O acto público de abertura das propostas realizar-se-á na Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 6.º andar, Macau, pelas 10:00 horas do dia 21 de Setembro de 2018.

Aos 14 de Agosto de 2018

Aos 28 de Agosto de 2018. O Administrador do Conselho de Administração Mak Kim Meng WWW. IACM.GOV.MO

O Administrador do Conselho de Administração To Sok I WWW. IACM.GOV.MO


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EDITAL Edital n.º : 98/E-BC/2018 Processos n.os :185/BC/2018/F e 194/BC/2018/F Assunto :Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local :Travessa da Boa Morte n.º 2, parte do terraço do EDF. Fong Wan (Bloco 1), Macau Rua da Praia do Manduco n.º 82, EDF. Fong Wan (Bloco 2), escada comum entre os 2.º e 3.º andares, Macau Li Canfeng, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber que ficam notificados os donos das obras e os proprietários dos locais acima indicados, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Processo n.º 185/BC/2018/F. Local: Travessa da Boa Morte n.º 2, parte do terraço do EDF. Fong Wan (Bloco 1), Macau Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizaram-se as seguintes obras não autorizadas: Obra

2.

Infracção ao RSCI e motivo da demolição

1.1 Construção de um compartimento com pala metálica e gradeamento Obs.1 metálico na parte do terraço do EDF. Fong Wan (Bloco 1). Obs.1: Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação. Processo n.º 194/BC/2018/F. Local: Rua da Praia do Manduco n.º 82, EDF. Fong Wan (Bloco 2), escada comum entre os 2.º e 3.º andares, Macau Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizou-se a seguinte obra não autorizada: Obra

Infracção ao RSCI e motivo da demolição Obs.1

2.1 Instalação de um portão metálico na escada comum entre os 2.º e 3.º andares. Obs.1: Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação. 3. Sendo as escadas, corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas nos pontos 1 e 2 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que a DSSOPT terá necessariamente de determinar a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. 4. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração e/ou de segurança do edifício. 5. Considerando a matéria referida nos pontos 3 e 4 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, assim como requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI. 6. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). RAEM, 24 de Agosto de 2018 O Director dos Serviços Li Canfeng

A ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS, REFORMADOS E PENSIONISTAS DE MACAU FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 17.º ANIVERSÁRIO

A WELFARE PRINTING LIMITED FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 17.º ANIVERSÁRIO


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CHINA/ÁFRICA PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE ALMOÇA COM EMPRESÁRIOS CHINESES

Negócios à mesa

DINHEIRO VIVO

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O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, participou na segunda-feira num almoço com mais de duas dezenas de directores de empresas chinesas, num clube privado de Pequim, à margem do Fórum de Cooperação China/África

O

evento reuniu 24 empresários chineses, incluindo o conglomerado Tiens Group, que opera nas áreas biotecnologia, logística, finanças e comércio internacional, no Beijing Capital Club, segundo imagens difundidas na rede social Wechat de um dos participantes. Situado no norte de Pequim, junto ao estádio olímpico, e fundado em 1994, o Beijing Capital Club é o “mais antigo” clube privado de negócios da capital chinesa, segundo o seu portal oficial. Este fim-de-semana, o líder moçambicano revelou

que o fluxo de transacções comerciais entre Moçambique e China atingiu os 4,6 mil milhões de dólares, entre 2013 e 2017. Entre os produtos exportados por Moçambique, Nyusi destacou os bens agrícolas, minérios e matérias-primas, enquanto as importações oriundas da China foram sobretudo compostas por automóveis, cereais, gasóleo, maquinaria e cimento. “No que toca aos investimentos, a China tornou-se também um dos maiores investidores no nosso país: entre 2013 e o primeiro semestre de 2018, foram aprovados 148 pro-

jectos, num valor total de 751 milhões de dólares, em investimento directo chinês, susceptíveis de criar 20.000 postos de trabalho para os cidadãos moçambicanos”, acrescentou. Nyusi destacou a presença da China nos sectores do turismo, agricultura e agro-indústria, e lembrou o potencial do seu país na mineração, produção de energia e infra-estruturas. “É na agricultura, em toda a sua cadeia de valor, onde vemos uma vasta, rápida e imediata participação do empresariado chinês, através da construção de infra-estruturas agrícolas, PUB

Anúncio Concurso Público «Aquisição de software e de hardware para uma infraestructura informática com alta disponibilidade e dos respectivos serviços de instalação e configuração para os CTT» A Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações, doravante CTT, faz público que, de acordo com o despacho do Exm.o Senhor Secretário para os Transportes e Obras Públicas, de 23 de Julho de 2018, se encontra aberto o concurso público para a «Aquisição de software e de hardware para uma infraestructura informática com alta disponibilidade e dos respectivos serviços de instalação e configuração para os CTT». O processo do concurso encontra-se disponível, para efeito de consulta, na Divisão de Obras, Gestão de Instalações e Serviços Gerais, sita no Edifício Sede dos CTT, Largo do Senado, 2.º andar, sala 210, Macau, a partir da data da publicação deste anúncio, dentro do horário normal de expediente. Critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação: • Preço (55%); • Solução de instalação e configuração (25%); • Experiência da empresa e qualificação profissional dos técnicos (15%); • Prazo de entrega (5%) Local, data e hora de explicação: • A secção de explicação realizar-se-á no Auditório dos CTT, sito no Edifício Sede dos CTT, Largo do Senado, 2.º andar, Macau, pelas 10:00 horas do dia 12 de Setembro de 2018 (Quarta-Feira). Dia, hora e local para entrega das propostas: • Os concorrentes devem entregar as suas propostas na Divisão de Relações Públicas e Arquivo Geral, sita no Edifício Sede dos CTT, Largo do Senado, 2.º andar, sala 209, Macau, dentro do horário normal de expediente, até às 17:00 horas do dia 9 de Outubro de 2018. Caução Provisória: • Devem ainda os concorrentes prestar uma caução provisória, no valor de $ 50.000,00 (cinquenta mil patacas) aos CTT. A caução pode ser prestada: 1) mediante garantia bancária; ou 2) mediante pagamento em numerário ou em ordem de caixa na Caixa Económica Postal. Dia, hora e local para abertura das propostas: • O acto público de abertura das propostas do concurso realizar-se-á no Auditório dos CTT, sito no Edifício Sede dos CTT, Largo do Senado, 2.º andar, Macau, pelas 9:30 horas do dia 10 de Outubro de 2018. 24 de Agosto de 2018. A Directora dos Serviços Lau Wai Meng

introdução de novas tecnologias, mecanização e investigação”, disse.

RECURSOS APETECÍVEIS

O líder moçambicano lembrou ainda que “a República Popular da China é um dos maiores investidores na indústria hoteleira de Moçambique, com grandes empreendimentos turísticos nas principais cidades do país, com destaque para as que pertencem ao grupo AFECC Gloria, donos do maior hotel de Maputo”. Nyusi destacou “o potencial, ainda enorme, por explorar” no sector da pesca, “sobretudo na pescaria do atum e no cultivo de peixes crustáceos e moluscos”, e na produção de energia hidroeléctrica, solar, eólica, notando que o país detém reservas de 180 biliões de pés cúbicos de gás natural e 20.000 milhões de toneladas de carvão. “A existência de um grande potencial energético, aliado à localização geoestratégica do nosso país, coloca-nos numa posição privilegiada em relação aos outros países da África Austral, no que concerne à produção de energia, cuja procura situa-se 40 por cento acima das actuais necessidades”, disse. Na área das infra-estruturas, o líder moçambicano afirmou que é “imperativa a construção de mais portos e a reabilitação das estradas”, enquanto na componente habitacional, “existe um enorme

Este fim-de-semana, o líder moçambicano revelou que o fluxo de transacções comerciais entre Moçambique e China atingiu os 4,6 mil milhões de dólares, entre 2013 e 2017 potencial para um mercado que abrange um universo de 350 mil funcionários públicos e jovens em início de carreira”. Nyusi revelou que esteve reunido, em Pequim, com empresários da área farmacêutica, apontando a produção de vacinas, pesticidas, drogas e medicamentos agrários como uma oportunidade de investimento. O evento contou ainda com a participação do

ministro moçambicano dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, o director-geral da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), Lourenço Sambo, e do presidente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Omar Mithá. Trinta e nove empresários moçambicanos, do sector público e privado, marcaram também presença.

Maurícia é o primeiro país africano a assinar acordo de livre comércio O arquipélago da Maurícia vai ser o primeiro país africano a assinar um acordo de livre comércio com a China, revelou ontem o ministério chinês do Comércio, à margem do Fórum de Cooperação China/ África. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e o seu homólogo mauriciano, Pravind Jugnauth, assinaram um memorando de entendimento, pondo fim às negociações iniciadas em Dezembro de 2017. Bens, serviços, investimento e cooperação económica serão abrangidos pelo acordo, detalhou o ministério. O país

asiático é, desde 2009, o maior parceiro comercial de África. Pelas estatísticas chinesas, nos primeiros seis meses deste ano, o comércio bilateral aumentou 16 por cento, em termos homólogos, para 98.800 milhões de dólares. Pequim tem acordos de livre comércio com o Peru, Costa Rica, Islândia, Suíça, Singapura, Paquistão ou Austrália. Situado a cerca de 2.000 quilómetros da costa sudeste do continente africano, a República da Maurícia tem pouco mais de um milhão de habitantes.


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JAPÃO MAIS DE 600 VOOS CANCELADOS DEVIDO AO TUFÃO JEBI

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AIS de 600 voos foram cancelados no Japão devido aos ventos fortes e chuvas intensas com a aproximação do tufão Jebi, que a Agência Meteorológica daquele país prevê para as regiões oeste e leste do território. Além das companhias aéreas, que cancelaram mais de 600 voos ontem, os serviços de comboio locais e as linhas de alta velocidade, como a rota Osaka-Hiroshima, foram suspensos. Algumas empresas recomendaram que os funcionários trabalhem em casa, as escolas encerraram e a actividade comercial foi interrompida, como o parque temático Universal Studios Japan em Osaka, relatou a agência de notícias japonesa Kyodo. A pressão atmosférica detectada e as rajadas de vento até 216 quilómetros por hora, provocadas pelo tufão, levaram a agência a descrevê-lo como o mais poderoso que chega ao arquipélago nesta temporada e o mais forte em 25 anos, se mantiver a mesma intensidade quando chegar a terra. O Jebi, o vigésimo primeiro tufão desta temporada no Pacífico, catalogado como “muito forte” pela Agência Meteorológica do Japão, deve atingir a ilha de Shikoku (oeste) ou a península de Kii por volta das 12:00. O Japão foi atingido por vários tufões e chuvas torrenciais este verão. Uma grande parte do oeste do Japão foi atingida no início de Julho por fortes inundações e deslizamentos de terra que resultaram na morte de mais de 200 pessoas e milhares de desalojados, naquele que foi considerado o mais grave desastre meteorológico no país desde 1982.

A

decisão tomada em Agosto, publicada no Jornal da República, resultou de um debate em que as bancadas da coligação do Governo (CNRT, PLP e KHUNTO) acabaram por votar a sós. A oposição (Fretilin e PD) protestou e recusou-se mesmo a votar. Durante o debate, a ministra da Educação, Dulce de Jesus Soares, defendeu a revogação dos decretos-leis por considerar que, no âmbito dos anteriores, tinha decorrido um projecto-piloto nos municípios de Lospalos, Manatuto e RAEOA (Região Administrativa Especial de Oecússi Ambeno), sobre a implementação das línguas maternas no processo de aprendizagem, que disse revelar uma mudança significativa e que ajudou muitas das crianças a aprender mais. Posição contestada pela oposição que disse que na implementação das línguas maternas no processo de aprendizagem não há eficiência e que o Governo deve traçar uma política de educação mais clara, especialmente no que diz respeito ao currículo, para que se ensine a língua tétum e o português - línguas oficiais - no ensino básico. A decisão parlamentar é o episódio mais recente num assunto que há muito divide os responsáveis políticos

TIMOR-LESTE PARLAMENTO REVOGA DECRETO SOBRE CURRÍCULOS ESCOLARES

Língua mãe O parlamento timorense revogou dois decretos aprovados pelo anterior Governo no início deste ano, que nem chegaram a entrar em vigor, e que alteravam dois outros polémicos textos legislativos sobre o uso de línguas maternas aplicados desde 2015 timorenses, especialmente no sector educativo: o uso de línguas maternas no ensino pré-escolar e início do ensino básico, empurrando para mais tarde um maior uso do português. O assunto levou o Governo de então a aprovar em 2015 dois decretos - o 3/2015 sobre o currículo nacional de base da educação pré-escolar e o 4/2015 sobre o currículo do 1.º e 2.º ciclo do ensino básico. Numa das suas últimas decisões antes da dissolução do anterior par-

lamento, o VII Governo - apoiado pela coligação minoritária da Fretilin e do PD - tinha aprovado em Janeiro alterações a esses decretos, argumentando que se tratava de reflectir os resultados do 3.º Congresso Nacional da Educação, que decorreu em 2017 em Díli.

PATRIMÓNIO LINGUÍSTICO

Centrados em “quatro grandes alterações” esses decretos - que deveriam entrar em vigor no início de

2019 - abrangiam questões como “a definição das línguas oficiais com línguas de ensino, dando prioridade ao português como língua de ensino e ao tétum como língua de suporte”. As línguas nacionais eram definidas como “património cultural e histórico, para terem o devido tratamento nessa área”. O Governo deliberou ainda duplicar a carga horária mínima do ensino pré-escolar, de duas para quatro horas por dia, sendo ainda reajustada a carga horária “para o ensino da capacidade linguística em tétum e português”. Na defesa da sua proposta no Conselho de Ministros, o Ministério da Educação destacava “a necessidade de estabilidade e coerência em termos de aplicação de políticas educativas em Timor-Leste” e ainda “a necessidade de clarificar posições referentes às línguas a utilizar no sistema educativo”. Essa decisão de Janeiro acabou por causar polémica com várias organizações nacionais e 70 cidadãos timorenses a escreverem ao Presidente da República a expressar preocupação sobre as alterações aos currículos do pré-escolar e primeiro ciclo que consideraram terem sido feitas sem avaliação científica adequada. A carta refere que as alterações foram aprovadas de forma “súbita” e vão contra vários estudos que apoiavam o currículo em vigor.

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Coreia do Norte Figura-chave do programa de mísseis morreu Ju Kyu-chang, figura-chave do programa de mísseis balísticos da Coreia do Norte no início desta década, morreu segunda-feira aos 89 anos, informou ontem a agência de notícias estatal KCNA. Ju Kyu-chang, descrito no obituário como um “soldado revolucionário” pela sua contribuição para desenvolver as “ca-

pacidades de defesa” do país, morreu de pancitopenia, um problema no sangue. Ju nasceu na província do Sul do Hamgyong, em 1928, e formou-se em engenharia pela Universidade de Kim Chaek, um dos centros tecnológicos de maior prestígio da Coreia do Norte. Em 2010 foi nomeado director do Departa-

mento de Construção de Maquinaria do Partido dos Trabalhadores e membro do Comité Central, tendo desempenhado um papel importante no desenvolvimento bem sucedido do Unha-3, o primeiro veículo de transporte espacial que conseguiu colocar em órbita um satélite norte-coreano, em Dezembro de 2012.

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 35/P/18 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 22 de Agosto de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento e Instalação de um Sistema de Ultrassonografia Hepatobiliar e Pancreática dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 5 de Setembro de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP42,00 (quarenta e duas patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 8 de Outubro de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Outubro de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP24.000,00 (vinte e quatro mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 30 de Agosto de 2018

O Director dos Serviços Lei Chin Ion


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Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio. Pilar da ponte de tédio, Que vai de mim para o Outro. Michel Reis

Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira

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20ª edição da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira foi inaugurada no dia 10 de Agosto no fórum cultural daquela vila do distrito de Viana do Castelo, numa sessão presidida pelo ministro da Educação de Portugal, Tiago Brandão Rodrigues. Organizada pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), esta edição da bienal, subordinada ao tema “Artes Plásticas Tradicionais e Artes Digitais – O Discurso da (Des)ordem”, homenageia também o pintor Cruzeiro Seixas, um dos expoentes máximos do surrealismo português, com uma mostra retrospectiva da sua obra plástica e poética. Segundo a organização da bienal, o pintor manifestou-se muito agradado com este tributo, considerando fundamental a organização de exposições sobre os artistas da sua geração que, num tempo de ditadura, foram impulsores da implementação de novas ideias. Segundo a organização, a bienal, que decorre até ao dia 23 de Setembro, “mantém o formato adoptado desde a primeira edição, em 1978, afirmando-se como um local de encontro, debate e investigação de arte contemporânea, num programa concertado com o ensino superior das artes a nível europeu”. Através das obras em exposição, provenientes de colecções públicas e privadas, a organização sustenta que “é proposta

ao público uma nova reflexão sobre o movimento artístico”. De acordo com dados da FBAC, a bienal de arte “mais antiga do país e da Península Ibérica, contou, nesta edição, com a inscrição de 437 candidaturas e 717 obras de artistas oriundos de 43 países, sendo, no total, seleccionados 162 trabalhos de 143 artistas, maioritariamente provenientes de países como Portugal, Brasil, Espanha, Peru e Rússia, apresentados ao público no Castelo de Cerveira”. Aquelas obras foram seleccionadas pelo júri do concurso internacional da 20ª Bienal Internacional de Arte de Cerveira, que foi composto por artistas, investigadores e professores do ensino superior da área da arte contemporânea, entre eles, Albuquerque Mendes, António Olaio, Cabral Pinto, Jaime Silva, Ignacio Barcia Rodríguez, Miguel Carvalhais e Sandra Vieira Jürgens. Representados estão artistas como Graça Morais, Silvestre Pestana,

comemoração da 20ª edição com homenagem a Cruzeiro Seixas

Ana Vidigal, entre muitos outros como a mais recente vencedora do prémio Novo Banco Revelação, Maria Trabulo. Os trabalhos dos concorrentes, juntamente com outras obras de artistas convidados, estarão sujeitos aos Prémios Câmara Municipal (aquisição), num total de 20 mil euros, refere ainda a FBAC. A cumprir 40 anos de existência, o evento volta a alargar o seu âmbito expositivo. A vila transmontana de Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, é, nesta 20ª edição, um dos pólos expositivos da Bienal Internacional de Arte de Cerveira com a mostra “XX Artistas na Casa”, assim como a de Monção, no Alto Minho. No final do ano, o Camões – Centro Cultural Português, em Vigo, na Galiza, acolherá também uma mostra da bienal. Entre 2 e 23 de Setembro, a bienal pode ser visitada à Segunda, Terça, Quarta e Quinta-feira das 14h30 às 20h00, à Sexta-feira das 14h30 às 22h30, ao Sábado das

Até Setembro, decorrerão acções espontâneas de artistas e performances, tanto no interior do fórum cultural de Cerveira como no espaço público, cujo conteúdo será desenhado de uma forma interventiva e em interacção com os visitantes

10h30 às 22h30 e ao Domingo as 10h30 às 20h00. Até Setembro, decorrerão acções espontâneas de artistas e performances, tanto no interior do fórum cultural de Cerveira como no espaço público, cujo conteúdo será desenhado de uma forma interventiva e em interacção com os visitantes. A história da Bienal de Cerveira e a experiência adquirida em 25 anos constituem argumento e, concomitantemente, alavanca na prossecução de uma programação cultural complementar e sustentada pela Fundação Bienal de Cerveira. Neste âmbito, está a ser implementado um plano de estudo, preservação e divulgação das obras que integram o acervo do Museu da Bienal de Cerveira construído ao longo de 35 anos, organizando um ciclo de exposições, com carácter periódico, por forma a partilhar com o público as mais de 400 obras de arte. A apresentação é faseada e definida de acordo com os critérios dos respectivos comissários de exposição. O projecto Museu Bienal de Cerveira pretende ser um repositório da arte contemporânea nacional e internacional das últimas três décadas, reunido num espólio representativo da maioria dos grandes artistas portugueses e alguns estrangeiros, permitindo ao simples visitante tomar conhecimento da evolução das artes plásticas nos últimos 35 anos.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 23

quarta-feira 5.9.2018

diários de Próspero António Cabrita

01/09/2018

Colava-se na sua testa, estreita mas com sobreloja, uma inteira colecção de selos, talvez os das aves de Moçambique, estampados em… (fosse o meu sogro vivo e eu despacharia esta data com a limpeza de quem lava os olhos no copo do oftalmologista). Infelizmente para ele, mais valia estar à la page, a sua testa voraz – os olhos sumiam-se abaixo da metade do crânio curva-se em altitude como os ovos, numa indesmentível aproximação à redondez vilipendiada pelos partidários da terra plana; fanáticos que não enxergam que só em espelhos ovais sobressairão as cabeças quadradas, e mesmo aí raramente, exprimindo casos particulares que não chegam a neutralizar a sensação das cabeças serem primordialmente esféricas como Gaia, como as cerejas, como as prenhuras e as líchias; aliás como o plano de corte de uma veia: imperativo da agulha, dizem. Mas falava da criatura que à minha frente rói até ao tutano a galinha e mexe os maxilares num crânio assustadoramente estreito – ah, Giacommeti, envia-me a tua morada e vais desmaiar de inveja! – e tão oblongo, que consegue ser a sua própria figuração. E mesmo quando na sua testa se esplendem as luzes do tecto a sua luz natural cria outras linhas e cores no ébano, como se eclodissem desse planisfério ovóide as ostras do tempo.

04/09/2018

O que ressalta da negligência a que foi votado o Museu Nacional do Rio de Janeiro e que levou ao incêndio que o destruiu é a constatação de que chamar país ao Brasil é uma calúnia. Como aliás se podia dizer o mesmo depois dos desastres de Pedrogão e de Monchique, em Portugal. Enviou-me o Luís Carlos Patraquim o email de um poeta do Rio, e amigo comum, o Alexei Bueno, que dá a dimensão trágica do ocorrido: «Muito obrigado Reinaldo, chorei muito ontem, passei inúmeros dias da minha infância nesse museu, lá levei meu filho, e assim por diante. Além do que era visto, pouca gente avalia o valor do que não estava exposto, era o que havia de mais importante no Brasil, seguido pela Biblioteca Nacional. Além da coleção egípcia, na verdade a maior do Hemisfério Sul, e da coleção grega – da Magna Grécia -, etrusca e romana da Imperatriz Teresa Cristina (que era de Nápoles), lá estava guardada toda a história de etnologia e arqueologia brasileiras, as urnas marajoaras e tapajônicas, os fósseis, a Coleção da Comissão Rondon e a Coleção Roquette-Pinto (filmes, fotos, registros sonoros, não sei se algo foi copiado), os papéis do Curt Nimuendaju (um alemão que foi o maior etnólogo do Brasil), a magnífica coleção de taxidermia (quantos taxidermistas deve haver hoje, e com aquela qualidade?), os fósseis, os ossos de dinossauros, a sala do trono, onde havia a

Ardem as línguas? célebre cerimônia do beija-mão, milhares de peças de tribos já extintas, um trono que o rei do Daomé deu para D. João VI em 1811, sem similar nem no Quai Branly, tudo destruído. Duzentos anos de coleta, escavações e estudos etnológicos dum país que tem o quarto território contínuo do mundo transformados em pó. Havia quatro vigias para um prédio de 13 mil m2, obviamente sem qualquer recurso, que viram o início do fogo e fugiram, os hidrantes sem água, etc... Exatamente 40 anos depois do incêndio do MAM. E tentavam conseguir vinte milhões (quatro milhões de euros!!!) para o prédio! Mais do que o dobro disso havia no apartamento de Geddel Viera Lima, um deputado corrupto, em Salvador. Gastaram dois bilhões para demolir e adulterar o Maracanã, uma construção classificada federalmente, e queriam resolver o problema dum prédio daquele tamanho e mais do que bicentenário com vinte milhões!!! Nem o interior do prédio conseguirão recuperar, todos os pisos originais, com as

imensas tábuas de velhas madeiras brasileiras hoje indisponíveis, os tetos estucados e pintados... Não há o que falar. Um grande abraço, extensivo aos amigos.» E estes são apenas os incêndios visíveis. Ocorre o desastre ao mesmo tempo em que um candidato às eleições brasileiras, o inefável Bolsonaro, num comício, simula uma metralhadora e diz o que fará aos do PT, caso ganhe, sem que qualquer Comissão Nacional de Eleições o torne imediatamente ilegível. Há algo de profundamente corrosivo nos tecidos da vida activa dos países de língua portuguesa, como se padecessem de uma sintaxe infernal que atoleima os seus falantes e conecta os seus destinos às variações de um naufrágio repetitivo e sem remissão. Uma espécie de maldição de Naufrágio de Sepúlveda, reactualizada através de todos os elementos, formas e coordenadas, sendo executada em todas as dobras do tempo.

O que ressalta da negligência a que foi votado o Museu Nacional do Rio de Janeiro e que levou ao incêndio que o destruiu é a constatação de que chamar país ao Brasil é uma calúnia. Como aliás se podia dizer o mesmo depois dos desastres de Pedrogão e de Monchique, em Portugal

Respondia Hannah Arendt numa entrevista, sobre ter continuado a praticar o alemão a níveis mais profundos, depois de ter enfrentado os horrores do Holocausto. “Mesmo nos tempos mais amargos?”, pergunta o entrevistador. E responde ela: “Eu interrogava-me: o que fazer? De qualquer maneira não foi a língua alemã que enlouqueceu!”. Já Derrida, num livro muito interessante, O Monolinguismo do Outro, levanta a suspeita de que as línguas possam enlouquecer e contaminar com a sua demência as comunidades que as usam, e até as instituições. Se olharmos para o que se passa no Brasil e em Moçambique, países numa combustão descontrolada, e os impasses em Portugal, Guiné e Angola, é difícil não concluirmos que seria difícil correr pior e como a inaptidão de cooperar e de operacionalizarmos algo de útil, sistémico, e de mútuo interesse, deixa cada país sozinho com as suas orgulhosas infeções internas. Há uma subcutânea maldade nesta incapacidade para, em todos os quadrantes, ultrapassar os irreais; nesta irresponsabilidade com que deixamos arder os valores e a cultura; nesta desagregação de vínculos, que prefere o egoísmo da má consciência à mutualidade de uma comunidade de língua que pudesse ser melhor em conjunto e erguer um carácter que relevasse por sobre os defeitos individuais. Não somos capazes. Será preciso deixar arder a língua, para darmos conta de que urge uma terapia?


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5.9.2018 quarta-feira

O INSTITUTO POLITÉCNICO DE MACAU FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 17.º ANIVERSÁRIO

A COMPANHIA DE SISTEMAS DE RESÍDUOS DE MACAU FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 17.º ANIVERSÁRIO

A ASSOCIAÇÃO DOS MACAENSES FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 17.º ANIVERSÁRIO


(f)utilidades 25

quarta-feira 5.9.2018

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CONCERTO “A NIGHT OF JAZZ BLUES POP ROCK SESSION 3” Live Music Association | Das 22h00 à 1h00 INÍCIO DO FESTIVAL DE CINEMA “AFTER HOURS” Cinemateca Paixão | Das 21h30 às 23h00 SUMMER’S UP POP-UP MARKET BY PARTY MACAU X LAX CAFE Lax Café, Taipa | Das 18h30 às 21h30

Sábado

29º CONCURSO INTERNACIONAL DE FOGO DE ARTIFÍCIO Torre de Macau | Das 21h00 às 23h00

O CARTOON STEPH 49 DE

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EXPOSIÇÃO “AYIA” Casa Garden | Até 9/9 EXPOSIÇÃO “UNIVERSO” Armazém do Boi | Até 9/9 EXPOSIÇÃO “APROFUNDAR” Art Garden | Até 9/9 EXPOSIÇÃO “POST-OX WAREHOUSE EXPERIMENTAL SITE” Galeria do Armazém do Boi, rua do Volong | Até 27/10

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S U D O K U

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EXPOSIÇÃO “ART IS PLAY” Grande Praça MGM | Até 9/9

Cineteatro

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A QUEM IMPORTA?

Sexta-feira

EXPOSIÇÃO “ESCULTURA, UM CAMINHO”, DE ANTÓNIO LEÇA Albergue SCM | Até 21/10

YUAN

VIDA DE CÃO

PALESTRA “TOWARDS A MULTIMODAL ANALYSIS OF PIANO PERFORMANCE”, POR SOFIA LOURENÇO Universidade de São José | Das 18h30 às 20h30

Diariamente

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Sete anos de prisão. Foi a pena a que foram condenados ontem dois repórteres da Reuters na Birmânia por terem obtido ilegalmente documentos oficiais do Governo no âmbito da investigação sobre a “limpeza étnica” – nas próprias palavras das Nações Unidas – da minoria muçulmana Rohingya levada a cabo pelo exército. A condenação internacional veio um pouco de todo o lado, mas palavras não bastam. Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, que sempre se declararam inocentes, estão há nove meses atrás das grades por atentado ao segredo de Estado. Os documentos em causa foram-lhes entregues por polícias 55 pouco antes de ounum restaurante tros agentes avançarem para os deter. Coincidência? Não, tudo aponta para uma cilada. A prestigiada agência de notícias não tem a menor dúvida de que as acusações foram fabricadas para silenciar os dois jornalistas e destinadas a intimidar a imprensa. Este caso não é apenas um teste à liberdade de imprensa na Birmânia, mas a todos aqueles que desdenham da coragem de homens e mulheres que, por esse mundo fora, travam uma luta real todos os dias, sob o risco de prisão, tortura ou morte, “só” para nos fazer chegar a verdade. Diana do Mar

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3 “A CASA TORTA” 8 | GILES 5 7PAQUET-BRENNER 3 4 1 2 2 1 6 9 8 7 2 5 4 4 3 2 6 9 5 7 8 5 2 6 4 8 9 3 6 3 1 8 5 6 7 4 1 9 7 4 2 1 3 6 7 6 4 3 9 2 8 1 9 2 9 1 7 5 4 8 5 7 8 5 1 3 6 9

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recendo que, afinal, na enorme

53 mansão, 53 onde habitam dois HOTEL TRANSYLVANIA 3: A MONSTER VACATION SALA 1

HOTEL TRANSYLVANIA 3: A MONSTER VACATION [A] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Genndy Tartakovsky 19.45

KILLING FOR THE PROSECUTION [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Masato Harada Com: Takuya Kimura, Kazunari Ninomiya 14.30, 19.15, 21.30

ALONG WITH THE GODS: THE LAST 49 DAYS [C]

SALA 3

FALADO EM COREANO LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kim Yong-hwa Com: Ha Jung-woo, Ju Ji-hoon, Kim Hyang-gi, 14.15, 18.30, 21.15

FALADO EM CANTONENSE LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: David Lam Com: Louis Koo, , Kelvin Cheng, Stephy Tang 14.30, 21.30

SALA 2

DORAEMON THE MOVIE: NOBITA’S TREASURE ISLAND [A] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Kazuaki Imai 16.45

L STORM [C]

HINDI MEDIUM [B] FALADO EM DIALECTO HINDI LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Saket Chaudahary Com: Irrfan Khan, Saba Qarnar 16.30, 19.00

filhos, duas noras, três netos e uma cunhada, todos, sem excepção, tiveram oportunidade e motivos para matar o patriarca. Diana do Mar

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Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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A UNIVERSIDADE DE MACAU FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 17.ºANIVERSÁRIO

5.9.2018 quarta-feira

A SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE MACAU FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 17.º ANIVERSÁRIO


opinião 27

quarta-feira 5.9.2018

17anos editorial

CARLOS MORAIS JOSÉ

O

Hoje Macau faz hoje 17 anos, o que não é muito nem é pouco ou antes pelo contrário. O mais interessante é que este jornal é praticamente da idade da RAEM e tem acompanhado o seu desenvolvimento, sendo por isso uma das mais importantes fontes para futuros historiadores de Macau. É sabido que a imprensa em língua chinesa sofre de constrangimentos, entre outros, financeiros, na medida em os jornais se encontram nas mãos de grupos económicos. Nada de muito diferente do que se passa no resto do mundo. Contudo, circunstâncias especiais deste território, sempre único e especial, fizeram com que a imprensa em português se encontre nas mãos de jornalistas e sem entraves financeiros ou políticos. Até hoje nunca o nosso jornal se viu pressionado pelo Governo ou pelas autoridades nacionais. Pelo contrário, foi-nos sempre garantida e cumprida uma total liberdade de expressão, nos habituais limites da lei. Assim, as notícias que publicamos acabam por ser a mais credível fonte de informação para os cidadãos de Macau e um riquíssimo acervo para o futuro. Esta singular situação mais não faz que aumentar a nossa responsabilidade profissional, pois traduz-se num dever de reportar, analisar e criticar, tendo em consideração de que escrevemos para o futuro e o único verdadeiro juiz das nossas acções é o tempo. Dizemos que nos sentimos protegidos pelas leis de Macau, que garantem a liberdade de expressão, mas não podemos ignorar que nos encontramos num momento decisivo da evolução da RAEM. E, bem entendido, rezamos a todos os santos, conhecidos e desconhecidos, cristãos e pagãos, para que não exista uma substancial alteração legislativa que modifique os dados de um jogo por ora limpo. Sendo a comunidade portuguesa o nosso principal destinatário, não podemos deixar de bolsar uma palavra de confiança. Bem sabemos que, com o despedimento (injustificado) de dois juristas portugueses da Assembleia Legislativa, o ambiente ganhou outra espessura. No entanto, lembramos aos membros da nossa comunidade que aqui o futuro não passará, como é normal, por espa-

ço na função pública e será na esfera privada que o nosso lugar deverá ser assegurado. Claro que o Governo deveria utilizar as nossas capacidades para estabelecer relações mais profundas com a lusofonia mas não o podemos obrigar a isso. Ainda nos lembramos da nossa própria administração que por

Dizemos que nos sentimos protegidos pelas leis de Macau, que garantem a liberdade de expressão, mas não podemos ignorar que nos encontramos num momento decisivo da evolução da RAEM

aqui nos deixou sem outros amparos que não fosse a benevolência chinesa. Sendo compreensível o desejo de assumir os cargos por parte da população chinesa, tal não deveria impedir a presença de consultores estrangeiros que facilitassem as missões. E, afinal, a missão de representar bem a RAEM, fundamentar-lhe um estatuto internacional além do Jogo e demonstrar a sua capacidade no mundo global, surge imbuída de um devir patriótico que deveria ultrapassar as vaidades locais. Parafraseando Deng Xiaoping, não interessa a cor do gato (se é chinês ou português) se o objectivo é apanhar o rato, ou seja, servir eficazmente Macau. E nós estaremos aqui, para cumprir mais cinco séculos, devotamente empenhados em exacerbado serviço à Cidade do Nome de Deus.


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Hoje Macau 5 SET 2018 #4128 by Jornal Hoje Macau - Issuu