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Hoje Macau 5 SET 2014 #3169

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

WWW.HOJEMACAU.COM.MO

S E X TA - F E I R A 5 D E S E T E M B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 1 6 9

hojemacau EDUCAÇÃO SEXUAL A ESCOLA É QUE DECIDE

A IDADE DA INOCENCIA ˆ

O Plano de Apoio de Educação Sexual e de Prevenção do Abuso de Drogas, proposto pelo Governo, vai avançar já este ano lectivo e contempla alunos do primeiro ciclo. Muitas escolas já aderiram ao projecto. Resta saber o que vai ser ensinado

NÃO SOMOS SUPERSTICIOSOS PUB

EDITORIAL | ÚLTIMA

IPOR 25 ANOS

ALBERGUE

LÍNGUA EM CELEBRAÇÃO SOCIEDADE PÁGINA

RUI MOREIRA

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VIAGEM A MACAU POLÍTICA PÁGINA

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PUB

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PÁGINAS 2-3

FESTA EM NOME DA LUA

O Festival de Meio-Outono arranca hoje no Bairro de S. Lázaro e estende-se até dia 8 com muita animação cultural pelo meio.

EVENTOS CENTRAIS

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006


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REPORTAGEM

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

GOVERNO AVANÇA COM PLANO DE EDUCAÇÃO SEXUAL, MAS SÃO AS ESCOLAS QUE ESCOLHEM O QUE QUEREM ENSINAR

SEXO, DROGAS E SEMINÁRIOS O Governo prometeu e cumpriu: o Plano de Apoio de Educação Sexual e de Prevenção de Abuso de Drogas vai mesmo avançar este ano lectivo. Mas, afinal o que vai ser ensinado às crianças do primeiro ciclo? Uma coisa é certa: cada escola escolhe o que quer que os seus alunos aprendam FILIPA ARAÚJO*

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

O

assunto não é novo e já levou a algumas intervenções na Assembleia Legislativa (AL), como foi o caso da deputada nomeada Ho Sio Kam, também directora de uma escola: os pais de Macau precisam de prestar mais atenção à educação sexual dos filhos. Agora, o Governo explica ao HM no que vai consistir um plano que tem, precisamente, essa intenção – a de ensinar os mais jovens a lidar com a sexualidade. “O plano está divido em cinco partes: seminários nas escolas, diálogos entre docentes, especialistas e alunos, actividades de ensino [apenas no ensino primário], aulas de observações [apenas no ensino secundário] e partilha de experiências entre escolas”, clarifica o Instituto de Acção Social (IAS), responsável pelo plano. A escolha dos temas dos seminários passará, segundo o instituto, pela opção de cada escola. “São as escolas que escolhem os temas a serem abordados nos seminários. Dentro de uma lista de opções são vários os temas disponíveis, tais como: os Papéis de Cada Género, Convívio dos Dois Géneros, Amizades pela Internet, Pornografia,

Assédio sexual e Injúria, Uso de drogas na Adolescência”, diz o IAS ao HM. A opinião de que seriam necessárias mais informações sobre este assunto entre a comunidade estudantil surgiu em 2013, depois da notícia de uma adolescente de 15 anos ter ficado grávida de um funcionário de um casino. O assunto levou a que a deputada Ho Sio Kam, entre outros, pedisse ao Governo mais acções de formação e palestras nas escolas, tanto para os encarregados de educação, como para os alunos, fomentando uma maior abertura de diálogo entre os mesmos e fazendo-os perceber também que “não pode existir ausência de educação sexual nas famílias”. Foi então, em Abril deste ano, que a Comissão de Luta Contra a Sida confirmou que o Governo es-

“Acreditamos que a Educação Sexual é também educação do amor e funciona, também, como um elemento de educação moral” INSTITUTO DE ACÇÃO SOCIAL

PLANO DE TRABALHOS • SEMINÁRIOS: Especialistas das diversas áreas explicam conceitos, conotações e tendências dos jovens aos docentes • DIÁLOGOS: Especialistas e docentes elaboram um plano de aulas e actividades extra-curriculares de educação sexual e prevenção do abuso de drogas • ACTIVIDADES: Técnicas de ensino subjugadas ao Plano Cognitivo Comportamental. Os docentes criam momentos de aprendizagem, jogos, exercícios para as crianças • AULAS DE OBSERVAÇÃO: Os alunos do ensino secundário realizam trabalhos sobre as temáticas, segundo orientações dos docentes • PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS: As escolas partilham entre si os trabalhos dos alunos e os resultados das actividades realizadas

tava a desenvolver um plano apoio de educação sexual a ser ministrado pelas escolas em 2014. Plano que incluía a área da prevenção de abuso de drogas. “O que pretendemos com este plano é educar sobre a sexualidade e prevenir em relação às drogas. Acreditamos que a Educação Sexual é também educação do amor e funciona, também, como um elemento de educação moral”, explica o IAS. Para as autoridades é necessário que exista “um conhecimento e atitude sobre sexo e conceitos de correcto e incorrecto, para que as crianças e jovens tenham um desenvolvimento saudável”.

ESCOLAS (QUASE) A POSTOS

Enquanto alguns dos docentes de Macau já receberam formação na área da prevenção das drogas “de especialistas vindos de Hong Kong e Taiwan e, também, de assistentes sociais de Macau que também tiveram formação nestas regiões”, conforme diz o IAS, também já são muitas as escolas que aderiram ao plano de educação sexual. No caso da Escola da Ilha Verde, por exemplo, e tal como referiu o director do estabelecimento, há já professores responsáveis pelo ensino de alguns destes assuntos. “Os nossos docentes que estão responsáveis pela disciplina da Educação Cívica receberam essa formação [na área da prevenção de drogas] durante o mês de Julho e ainda vão fazer mais umas formações, para que adquiram uma maior capacidade para esclarecer e ensinar os alunos”, diz Cheong. No entanto, o representante da escola afirma que este é já um plano mais específico sobre droga e educação sexual, pelo que “é importante porque permite melhorar a comunicação entre docentes, pais e alunos e [conta] sempre com a colaboração da DSEJ”. Para o director, é essencial que a escola mantenha sempre um olhar atento a estas questões, esforçando-se para que “os alunos aprendam como lidar adequadamente com o outro género”, assim como a lidar com a existência das drogas.

EM PORTUGUÊS TAMBÉM Sem esquecer a comunidade de língua estrangeira, neste caso portuguesa e inglesa, o IAS contou ao HM que existe um projecto que “nos últimos anos tem realizado momentos de formação relativo à prevenção das drogas”. O nome do projecto é Be Cool e a coordenadora, Filipa Freire, explicounos os principais objectivos. “Usamos principalmente o modelo cognitivocomportamental que nos permite ter actividades mais práticas para que eles [alunos] possam agir no diaa-dia, envolvendo também a parte familiar. O que se pretende é que haja um menor fosso entre os pais e os jovens sobre as temática”. O projecto não pretende apenas dar formação e

estratégias para intervenção nestas áreas mas também ao nível do diaa-dia e da comunicação. O mesmo modelo será usado no ensino chinês, como nos confirma o IAS. “O modelo mais usado no Oriente é o cognitivo comportamental, também muito usado na Austrália”, explica. Seguindo autores como Albert Bandura, Pavlov e Piaget, o modelo tem como premissa o facto de o pensamento do sujeito influenciar o seu comportamento, ou seja, atitudes e sentimentos. Pretende, portanto, controlar e modificar o pensamento para o comportamento desejado, sendo que essa mudança física só é conseguida com a mudança do pensamento.


reportagem 3

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

(é necessário que exista) “Um conhecimento e atitude sobre sexo e conceitos de correcto e incorrecto, para que as crianças e jovens tenham um desenvolvimento saudável” INSTITUTO DE ACÇÃO SOCIAL

DIVERGÊNCIA FACE À IDADE CERTA PARA SE FALAR DE SEXO E DROGAS

Precoce ou não? A

O longo das últimas décadas muito se tem discutido sobre a idade ideal para começar a preparar as crianças sobre a sexualidade e as drogas. No entanto, são várias as teorias e poucas as certezas. “Há 20 anos, nos Estados Unidos, era discutido se se devia ter Educação Sexual nas escolas ou não, assim como em que ano escolar iniciar essa mesma disciplina”, começou por explicar ao HM o académico da Universidade de Macau (UM) Robert Taormina, especialista na área de Psicologia Social. “Saber se é o correcto ou não ainda é uma pergunta sem resposta, umas vezes funciona outras não”, defendeu, sublinhando que “a cultura em que está inserida a criança também influencia o resultado final”. Para o académico uma coisa é certa, as crianças e adolescentes “estão expostos a muita coisa de componente sexual e até relacionado com drogas na internet”, e essa particularidade deve ser alvo de análise. O plano do Governo, portanto, pode vir a ajudar nesse aspecto. “A educação, e neste caso estes planos, podem ajudar organizar e compreender a informação retida nas mentes das crianças através deste canais”, diz, “sendo isso um bom método”.

A IDADE CORRECTA

O professor considera que ensinar é sempre a melhor método, mas a verdadeira questão fixa-se no ‘quando’. “Estão as crianças e adolescentes preparados? Neste plano avança-se com estas aulas às crianças do primeiro ciclo, na minha opinião acho que é muito cedo. Nesta idade é preferível abordar assuntos como a saúde e hábitos saudáveis em vez de sexo e drogas”, defendeu. Opinião contrária tem Filipa Freire, coordenadora do projecto Be Cool que, apesar de não conhecer detalhadamente

“Neste plano avança-se com estas aulas às crianças do primeiro ciclo, na minha opinião acho que é muito cedo” ROBERT TAORMINA Especialista na área de Psicologia Social da UM

“Sim, a nossa escola [Kao Yip] vai participar no Plano de Apoio à Educação Sexual. Vamos ter vários seminários e os nossos docentes vão receber formação dos Assistentes Sociais enviados pelos Governo”, contou também uma professora da escola secundária chinesa Kao Yip ao HM. Sobre a área da prevenção das drogas, a docente explicou ao HM que, já durante o ano lectivo anterior, decorreram “alguns seminários, bem como a distribuição de informações de prevenção aos alunos do ensino primário e secundário”. Também a escola Estrela do Mar será abrangida pelo plano em

causa. A directora desta instituição contou ao HM que “ao longo dos últimos anos a própria escola tem organizado vários seminários e workshops nas áreas das ‘relações

sexuais e prevenção ao abuso de droga’, onde também é dada formação aos professores sobre a temática”. Outra das instituições na lista

SEGUNDO A IDADE Ana Raquel Coelho, psicóloga na área infanto-juvenil explicou ao HM que, dependendo das idades dos sujeitos, neste caso crianças e adolescentes, são realizadas, para cada ano, “técnicas e dinâmicas adequadas”. Conforme defende a psicóloga, “não se pode explicar a uma criança de seis anos o que se explica a uma de 12 e, por isso, este modelo adequase conforme a idade”. Em termos simples, às crianças de tenra idade são maioritariamente explicados conceitos como a violência, amor e sexualidade, percebendo qual a ideia criada até ao momento. Nos adolescentes, utilizam-se métodos mais explicativos, assumindo que estes assuntos já não são “novidade para eles”.

o plano agora avançado, acredita “que um bom programa, com uma boa formulação, algo verdadeiramente bem pensado poderá trazer bons resultados”. Para a também psicóloga é importante não esquecer que, seja em que idade for, os resultados dos planos estão também relacionados, para além das acções de prevenção e educação, com o “tipo de personalidade que se vai desenvolvendo e com o suporte familiar que se tem em casa”. Posto isto, é arriscado garantir o sucesso das acções seja em que idade for. “Acredito que se as instituições que lidam com as crianças conseguirem trabalhar muito nesta área da expressão emocional é possível atingir bons resultados no futuro”. A idade é então vista como uma das muitas condicionantes que podem “influenciar a aceitação dos temas”, defendeu. Confrontando com esta questão, o IAS defendeu que “é adequado implementar o plano desde o período da infância”, pois permite às crianças “aprender a amar e a ser amada, assim como ensiná-las a respeitar os outros, criando um boa relação com os outros seres humanos”. Recorde-se que, conforme noticiou o HM, depois do caso polémico de cinco jovens que foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) suspeitos de consumo e venda de drogas nas escolas, a DSEJ prometeu entrar em diálogo com as direcções escolares e prometeu criar um mecanismo de troca de informações entre as entidades envolvidas. “Criámos já um mecanismo de troca de informações. Sempre que detectamos um caso suspeito, os agentes

é a Escola Primária Oficial Luso – Chinesa. “Os nossos docentes vão receber formação do Centro de Educação Moral da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) para conseguirem transmitir os conhecimentos relativos às matérias abrangidas pelo plano aos alunos e encarregados de educação”, explicou um docente. “Depois disso serão organizados seminários e actividades adequadas ao ano escolar.” Outras escolas foram contactadas pelo HM e todas elas confirmaram a sua participação no plano. Contudo, quando questionados sobre em que con-

“Acredito que se as instituições que lidam com as crianças conseguirem trabalhar muito nesta área da expressão emocional é possível atingir bons resultados no futuro” FILIPA FREIRE Coordenadora do projecto Be Cool

prestam apoio aos próprios bem como aos amigos, colegas e familiares”, explicou a DSEJ, referindo-se à “Equipa de Gestão de Risco nas Escolas”. Profissionais especializados, nas áreas de acção social, psicologia educativa e aconselhamento psicológico, que lidam com todo o tipo de problemas dos jovens – aconselhamento profissional, gestão emocional e apoio familiar. A DSEJ indicou que há 160 agentes de aconselhamento, que dão apoio ao alunos, docentes, responsáveis das escolas e encarregados de educação, numa intervenção pontual e prioritária – mas também por meio de palestras e actividades escolares – havendo uma proporção de um para 500 alunos. Número que admitiram não ser suficiente. - F.A.

sistiam de facto estes seminários e actividades muito poucos foram aqueles que nos conseguiram explicar. “Os assistentes sociais é que sabem, são eles que vão dar a formação aos nossos professores”, ouvimos. - *com Flora Fong


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POLÍTICA

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

SAÚDE NOVOS CRITÉRIOS PARA REGIME DO REGISTO DOS PROFISSIONAIS

Maior qualidade e mais avaliação O aumento do nível de qualificações dos profissionais de medicina, a inclusão de farmacêuticos da área de medicina tradicional chinesa e o estabelecimento de um regime disciplinar são algumas das novidades na revisão do Registo dos Profissionais de Saúde LEONOR SÁ MACHADO

leonor.machado@hojemacau.com.mo

O

S Serviços de Saúde (SS) preparam-se para redigir um novo diploma relativo ao Registo dos Profissionais de Saúde em Entidades Públicas e Privadas, que vai incluir mais critérios para os profissionais de medicina tradicional chinesa. O novo documento, cuja redacção e discussão está a cargo de duas comissões especializadas – uma da área de farmácia e outra de medicina – e do Conselho para os Assuntos Médicos, vem substituir o regime actualmente em vigor e prevê alterações ao nível da qualificação e formação dos profissionais de medicina chinesa. De acordo com informações prestadas ao HM pelos SS, o au-

HISTÓRIA DE UM DIPLOMA O diploma de Registo dos Profissionais de Saúde Aplicável às Entidades Públicas e Privadas que Prestam Cuidados de Saúde está agora a sofrer a sua segunda revisão, tendo sido estabelecido em 1990 e alterado pela primeira vez, em 1998. Recorde-se que, no mês passado, o deputado Ng Kuok Cheong já havia referido, numa interpelação escrita, a falta de novidades relativamente à revisão deste diploma.

mento do nível de qualificações dos profissionais que exercem este tipo de medicina pode estar em cima da mesa, a par de outras novidades: a inclusão de farmacêuticos na área de medicina tradicional chinesa, bem como a avaliação da qualificação destes profissionais e o estabelecimento de um regime disciplinar. Os farmacêuticos de medicina tradicional não são, actualmente, abrangidos pela legislação. Os grupos de trabalho especializados que tratam deste assunto propuseram ao Conselho para os Assuntos Médicos, que os rege, a “viabilização do registo de farmacêutico em medicina tradicional chinesa”, hoje em dia inexistente.

O QUE ESTÁ EM CAUSA

“Neste novo regime está previsto o aumento do nível de qualificações

dos profissionais de saúde em medicina tradicional chinesa, o aperfeiçoamento do regime de avaliação da qualificação profissional

“Os SS estão a aguardar a conclusão dos pareceres do Conselho para os Assuntos Médicos para depois proceder à imediata elaboração legislativa” SERVIÇOS DE SAÚDE

Rui Moreira faz visita a Macau em Outubro

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UI Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, vai visitar a RAEM em Outubro. A visita é feita após um convite do próprio Governo de Macau, no âmbito da cooperação entre as duas cidades. De acordo com fontes informadas junto do Estado português, que falaram ao HM, Rui Moreira chegará a Macau no dia 8 de Outubro. Por cá, terá um encontro com Alex Vong, presidente do Instituto para os Assuntos

Cívicos e Municipais (IACM), sendo que pode ainda vir a ser recebido pelo Chefe do Executivo, informação que não foi possível confirmar. De acordo com informações prestadas ao HM, a visita de Rui Moreira a Macau vai incluir uma deslocação a Shenzhen. Viagem essa que deverá estar relacionada com a indústria electrónica. O HM tentou saber mais pormenores junto do Executivo de Macau, mas não foi possível devido ao avançado da hora.

Na comitiva que acompanha o presidente da Câmara do Porto vem também José Lello, que ocupou o cargo de Ministro da Juventude e do Desporto no XIV Governo Constitucional português. Rui Moreira foi eleito presidente da Câmara Municipal do Porto em Setembro do ano passado. É também empresário, sendo que os seus interesses empresariais se regem, principalmente, à área dos transportes marítimos e do sector imobiliário. - J.F.

e do mecanismo de formação contínua, a regularização da emissão da licença e o estabelecimento de um regime disciplinar”, lê-se na resposta. Os mesmos grupos concluíram já a discussão sobre quatro dos assuntos em cima da mesa. Entre eles estão as questões dos requisitos necessários para que um médico de medicina tradicional chinesa se registe em Macau, a questão do exame de qualificação para estes profissionais e o período de avaliação do estágio obrigatório. Contudo, não foi possível saber mais pormenores sobre as várias questões discutidas, sabendo-se apenas que o diploma deverá estar redigido em breve. Em resposta ao HM, o organismo disse estar apenas a aguardar a conclusão dos pareceres realizados por grupos de trabalho especializados em medicina tradicional e chinesa e em farmácia. “Os SS estão a aguardar a conclusão dos pareceres do Conselho para os Assuntos Médicos para depois proceder à imediata elaboração legislativa”, frisaram os SS.

Zheng Anting quer mercado nos NAPE e na Taipa

O deputado Zheng Anting, parceiro político de Mak Soi Kun, fez ontem uma interpelação escrita onde insta o Governo a instalar mercados nas novas zonas residenciais, como nos NAPE e na Taipa. O deputado relembra que, entre os noves mercados municipais em Macau, sete ficam na península, sendo que Taipa e Coloane contam apenas com dois, um em cada lado. Zheng Anting aponta que, como os NAPE contam já com cerca de 40 mil moradores – mas não têm único mercado -, e a Taipa conta já com mais de 93 mil moradores e tem apenas um mercado, é necessário melhorar este problema, caracterizado pelo deputado como “inconveniente para os residentes”.

Turismo em cheque face a dados pessoais

Residentes de Macau receberem ontem uma mensagem da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) sobre 26º Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau e houve residentes a questionar a mensagem no Facebook, acusando o organismo de ter abusado dos seus dados pessoais, porque “nunca deixaram a DST saber o seu número de telemóvel”. À tarde, contudo, a DST lançou um comunicado onde disse que nunca deteve quaisquer dados sobre os utilizadores da CTM. Dado que o passatempo é uma iniciativa divulgada em conjunto pela DST e a companhia de telecomunicação, as informações relacionadas foram enviadas diretamente pela CTM para os seus clientes, assegura o organismo.


política 5

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

REVISÃO DO REGULAMENTO DE CONSTRUÇÃO URBANA EM 2015

O enigma sobre se a lei que define a área de sombra projectada pelos edifícios vai, ou não, ser abandonada, persiste

O

Secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io, disse ontem que a revisão do Regulamento Geral da Construção Urbana vai mesmo arrancar no início do próximo ano. Contudo, Lau não comentou se a polémica “lei da sombra” – que define a área de sombra projectada sobre a via pública pelos edifícios – vai sofrer alterações ou ser colocada de parte. O governante explicou ainda que a revisão será composta de duas partes: a primeira dirá respeito às questões administrativas do regulamento e a segunda, às técnicas. Em declarações prestadas ontem à margem do Conselho de Ciência e Tecnologia, o Secretário reconheceu que a questão da “lei da sombra” preocupa a população, na perspectiva de que não garante boas condições de iluminação natural e de circulação de ar. Por isso mesmo, Lau prometeu ainda ouvir a opinião dos cidadãos e não apenas consultar o Conselho do Planeamento Urbanístico. “O Governo já percebeu que há uma grande preocupação por parte da população e considero que é um problema complicado e que não

pode ser explicado em duas ou três palavras”, disse Lau aos jornalistas. O dirigente aproveitou ainda para referir que é uma questão para ser discutida futuramente.

OUTRAS ALTURAS

Sobre esta matéria, o director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Jaime

“O Governo já percebeu que há uma grande preocupação por parte da população (sobre a “lei da sombra”) e considero que é um problema complicado e que não pode ser explicado em duas ou três palavras” LAU SI IO Secretário para as Obras Públicas e Transportes

Carion, considera que a ventilação e iluminação entre os edifícios continuará a ficar assegurada depois da eventual revogação da lei. No entanto, em notícia do Jornal do Cidadão, o dirigente não concorda com o seu abandono total, uma vez que existem alíneas importantes. Um dos exemplos dados foi a norma dos “76 graus”, que serve para a reconstrução de bairros antigos e está integrada na polémica legislação. Na passada quarta-feira, Carion referiu que a legislação é já antiga, tendo mesmo sido posta de lado por vários países desenvolvidos. O responsável pela DSOPPT confirmou que a revogação da “lei da sombra” não deverá afectar a regulamentação da construção de edifícios, uma vez que existe um planeamento de subdivisão que determina a altura, a taxa de volume dos prédios e a circulação do ar.

POLÉMICA QUE VEM DE LONGE

O regime conhecido como “lei da sombra” continua gerar controvérsia em Macau, mesmo depois de Chui Sai On ter admitido a hipótese de revogação da mesma, durante a sua campanha eleitoral. Questionado sobre o facto de sentir pressão por parte dos empresários imobiliários em prol da revogação do regime, Carion respondeu também que não são apenas os investidores que estão contra a permanência da lei, mas também na área dos

TIAGO ALCÂNTARA

“Lei da sombra” continua às escuras

designers e académicos. Já o vice-presidente da Associação Choi In Tong Sam, Lam U Tou, referiu que a “lei da sombra” é eficaz e que a sua eliminação contraria a meta governamental, “adequada para viver”. Isto porque, de acordo com Lam, não há uma alternativa que possa melhor substituir o regulamento actualmente em vigor. O também vogal do Conselho Consultivo da zona central considera que a legislação, relativa à altura dos edifícios, permitiu que Macau não se tornasse numa cidade cheia de edifícios altos.

Lei de Enquadramento Orçamental Revisão ainda este ano

A Direccção dos Serviços de Finanças respondeu a uma interpelação escrita do deputado Si Ka Ion, onde assegura que a autoridade está já a elaborar a revisão da Lei de Enquadramento Orçamental, assim como a rever a Classificação Económica das Receitas e das Despesas Públicas. De acordo com os serviços, de acordo com o procedimento actual, a elaboração do documento da revisão poderá ser concluída este ano.

Instituto Cultural Chan Peng Fai substitui Yao Jingmin

Chan Peng Fai, Chefe do Departamento de Promoção das Indústrias Culturais e Criativas do Instituto Cultural (IC), deverá substituir Yao Jingmin na vice-presidência do organismo. Fontes conhecedoras do processo asseguram ao HM que o cargo do tradutor e poeta – que anunciou no mês passado que ia deixar o IC – vai ser ocupado por Chan Peng Fai, Chefe do Departamento de Promoção das Indústrias Culturais e Criativas do IC desde 2010. Durante dois anos, Yao Jingmin esteve à frente da vice-presidência do Instituto Cultural, sendo que, numa entrevista ao jornal Ponto Final, em Agosto, o poeta anunciou estar de saída do organismo, por razões puramente pessoais. Yao Jingmin regressa à Universidade de Macau, onde vai continuar a dar aulas. Ao HM não foi possível confirmar a informação junto do IC.

Táxis Mak Soi Kun quer gestão na fronteira

O

deputado Mak Soi Kun entregou uma interpelação escrita ao Governo onde se foca na questão das irregularidades cometidas por taxistas. O membro do hemiciclo escreveu que os “abusos no preço das tarifas” e a recusa do transporte de passageiros já causaram

“sérios danos à imagem internacional de Macau”, sendo que também impedem o fluxo de deslocação de residentes e turistas. Por isso, Mak Soi Kun sugere a colocação de pessoas a prestar informações junto da fronteira das Portas do Cerco, referindo que a apresentação

de queixas contra taxistas não deve ser a única forma de combater as ilegalidades. “Em Hong Kong há sempre pessoas no aeroporto ou em paragens de táxi

“Podemos perceber, através da experiência de Hong Kong que, após retirada da lei, surgiu o ‘wall effect’ e a ilha de calor, que causaram problemas de higiene pública”, referiu Lam. O vice-presidente sublinhou ainda que as leis de Terras, de Planeamento Urbanístico e a Lei do Património Cultural não compreendem alíneas que substituam a “lei da sombra”. A longo prazo, disse, é necessário que haja mais rigor na criação das leis que melhor assegurem a construção de uma cidade adequada para viver. - F.F.

para fazerem uma gestão dos passageiros. Além de manterem a ordem também dão informações sobre os táxis. Isso faz com que os turistas tenham confiança no serviço”, defendeu na interpelação. Mak Soi Kun questiona porque é que o Governo de Macau não implementa esta medida para supervisionar os táxis ilegais e aumentar a qualidade dos serviços. “Podiam enviar funcionários de forma regular para a zona da Porta do Cerco, terminal marítimo ou aeroporto. Se esta medida é prática, qual será o departamento do Governo responsável? Serão a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego ou os Serviços de Turismo? Ou deverá ser uma medida a executar por vários departamentos?”, questionou. - C.L.


6 política

CECÍLIA LIN

cecília.lin@hojemacau.com.mo

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EPOIS da queixa contra o Gabinete de Protecção de Dados Pessoais (GPDP), Jason Chao volta a apresentar mais duas queixas contra organismos públicos: a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Polícia Judiciária (PJ). O activista e promotor do ‘referendo civil’ acusa as três autoridades de abuso de poder por, diz, estas terem tentado impedir o ‘referendo civil’ levado a cabo por três associações democratas e que pretendia apurar a opinião da população acerca da introdução de sufrágio universal para eleger o Chefe do Executivo. “As autoridades abusaram do seu poder para impedir que o referendo acontecesse”, afirmou ontem o activista. Jason Chao é suspeito em dois casos diferentes relacionados: um, sobre uma fotografia de um logótipo da PJ publicada pela Macau Concelears – publicação dirigida por Chao - na internet em artigos relacionados com o ‘referendo’, e o outro caso diz respeito a uma detenção em São Lourenço, onde estava colocado um dos cinco postos de votação do ‘referendo’. A PSP entregou aos promotoPUB

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

JASON CHAO MAIS QUEIXAS POR ABUSO DE PODER

Não há duas sem três a assediar os votantes depois de estes terem deixado as assembleias de voto. “Na nossa perspectiva, foi uma tentativa de pressão psicológica para que os cidadãos não participassem no referendo civil”, diz Chao. Também a PJ foi acusada de abuso de poder e de prevaricação, explica Chao. “Na semana passada, na quinta e na sexta-feira, fui contactado várias vezes pela PJ. Quando regressei a Macau, res da iniciativa uma notificação do GPDP ordenando a suspensão da votação presencial, nas ruas, por considerar que a recolha dos dados dos Bilhetes de Identidade de Residente não era válida. Por não acatarem essa ordem, cinco activistas foram detidos. Jason Chao considera que houve abuso de poder do gabinete, que foi quem deu ordens para que a recolha de votos na rua fosse interrompida. “Em 2012, quando fizemos

uma actividade semelhante para a reforma política, o Gabinete não disse nada, nem impediu. Está escrito na Lei da Protecção de Dados Pessoais que só precisamos da autorização dos cidadãos para processar os dados. Os cidadãos disponibilizaram os seus dados voluntariamente para votarem no referendo civil. É perfeitamente legal”, afirmou ainda o activista, citado pela Lusa. Jason Chao diz que, aquando do referendo, os agentes estavam

DEPUTADOS ACUSAM Os deputados da Associação Novo Macau, Au Kam San e Ng Kuok Cheong, lançaram ontem uma declaração onde acusam as autoridades de abuso de poder e pressão da liberdade de imprensa. Os dois deputados consideram que a PJ está a usar um elemento que não existe na lei para fazer detenções e acusações aos jornalistas de Macau Concealers. “É obviamente abusar do poder.”

pediram-me informações sobre o caso do logótipo da Judiciária, um episódio que aconteceu só na sexta-feira”, refere, especulando que o contacto da PJ na quinta-feira seria “uma tentativa de interferir com as operações do referendo civil”. O Ministério Público (MP) confirmou ontem ao canal chinês da Rádio Macau que o caso já entrou em avaliação e que será julgado de forma imparcial.

SEM ARREPENDIMENTOS

Jason Chao assegura que não está arrependido de ter sido o promotor do referendo civil. “Se pudesse voltar atrás no tempo, tornaria o sistema mais seguro, porque foi concebido a um nível forte contra ataques externos, mas não estava tão bem preparado para interferências internas”, frisa. Chao diz ainda que todos os dados pessoais relacionados no referendo já foram eliminados. Entretanto, o MP ainda não decidiu se Chao vai ser julgado face à acusação de violação da Lei de Dados Pessoais. O activista diz que ainda não tem um advogado, porque “é difícil encontrar um que o queira representar”, mas assegura que, neste momento, tem aconselhamento jurídico.


SOCIEDADE

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

EDUCAÇÃO ANO LECTIVO ARRANCA COM AUMENTO DE DOCENTES DE 5,4%

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

O poder da mobilidade

FLORA FONG

flora.fong@hojemacau.com.mo

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Já o deputado Au Kam San, que é também professor do ensino

A DSEJ garantiu que apenas três docentes decidiram rescindir contrato com as escolas públicas, sendo que, no geral, há mais 5,4% de professores no ensino público e privado. Teresa Vong defende que ser professor hoje dá mais “estabilidade” por causa dos salários. Au Kam San fala, contudo, numa diferença salarial PEDIDA UNIFORMIZAÇÃO DA IDADE DA REFORMA

GONÇALO LOBO PINHEIRO

UMA altura em que a maioria das escolas públicas e privadas já começaram as aulas, a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) garante que no ano lectivo 2014/2015 há um total de 6878 docentes a dar aulas, um aumento de 5,4% quando comparado com o ano anterior. Ao HM, a DSEJ garantiu que, das escolas públicas, apenas três professores rescindiram contrato. Teresa Vong, docente da Universidade de Macau (UM), diz ao HM que acredita que hoje a profissão de docente é mais “estável” do que antes. “Julgo que, com a implementação do Quadro Geral do Pessoal Docente das Escolas Particulares do Ensino Não Superior [em 2012], o salário dos docentes ficou mais próximo do que é praticado no ensino público. Julgo que uma percentagem pequena de professores deixará a profissão”, disse ao HM. A haver mais saídas de docentes, defende, será no início da carreira. “Julgo que o movimento do pessoal docente entre escolas privadas é capaz de ser mais frequente, principalmente para os professores em início de carreira”, apontou Teresa Vong.

CRITÉRIOS SALARIAIS

secundário, fala das diferenças salariais ainda existentes, o que pode originar uma mobilidade frequente de professores. “Ainda há muita diferença entre os salários das escolas

6.878

número de docentes a dar aulas este ano lectivo

públicas e privadas. A lei não regulamenta qual é o salário inicial dos docentes, fazendo uma grande diferença nas diferentes escolas privadas. Há escolas com salários mais altos, porque não há critérios”, defendeu o deputado ao HM. Apesar disso, Au Kam San garante que “em Macau não há falta de professores, porque nas universidades há cursos e os jovens têm interesse”, aponta ainda.

Foi há dois anos que o novo regime das escolas privadas foi implementado, mas na óptica de Au Kam San continua a falhar um entre muitos pontos. “Quando se elaborou a lei não se incluiu a idade da reforma e podemos dizer que não existe garantias neste Quadro Geral. Já na altura se esperava a criação de um regime de reforma para as escolas privadas, mas o Governo eliminou essa parte”, apontou. “Em princípio, os professores que tenham um horário completo podem reformar-se aos 65

Contudo, o também deputado chamou a atenção para outro facto. “O Governo quer promover o ensino na sala de aula com um pequeno número de alunos e isso pode levar a que sejam necessários mais professores”, disse Au Kam San.

JOGO APOSTAS ELEVADAS VÃO MANTER TABACO, DIZEM TRABALHADORES

Deitar fumo para os olhos CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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S operadoras de jogo já terão informado de forma não oficial os seus trabalhadores de que as mesas de altas apostas fora das salas VIP também vão aceitar clientes fumadores, apesar de o Governo estar a implementar a proibição total do fumo.

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Leong Man Ion, subdirector da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), garantiu ontem ao canal chinês da Rádio Macau que, a partir do dia 6 de Outubro, será permitido fumar apenas nas salas VIP dos casinos, estando o tabaco ausente das mesas de jogo com apostas comuns. Contudo, nestas salas também existem mesas

NÃO HÁ CALENDÁRIO PARA PROIBIÇÃO TOTAL Cheang Seng Ip, vice-director dos Serviços de Saúde, disse ainda que a revisão à Lei de Proibição do Tabagismo deverá acontecer no próximo ano, estando prevista a sua entrega no hemiciclo no primeiro trimestre de 2015. Quanto à proibição total do fumo nos casinos, o responsável garantiu que tanto o Governo como as operadoras de jogo estão a “esforçar-se” para atingir esse objectivo, mas que “o caminho ainda é longo e é preciso fazer passo a passo”, sendo “difícil apresentar um calendário sobre isso”, admitiu.

destinadas a apostas mais elevadas, sendo que poderá estar previsto o fumo nestes espaços. A garantia foi dada ao HM por Cloee Chao, secretária-geral da Forefront of Macau Gaming (FMG). Segundo a também supervisora da Wynn, as operadoras já terão informado de forma não oficial os seus funcionários da nova regra. “Fomos avisados nos últimos dias de que vai haver mesas de grandes apostas onde o fumo será permitido. Mas como estas zonas ficam na salas principais, será ilegal ter mesas de fumo. As empresas e o Governo parecem estar a enganar os cidadãos e os trabalhadores do jogo. Os trabalhadores das salas principais ainda vão ter de lidar com o fumo depois de Outubro”, disse Cloee Chao ao HM.

“Não queremos saber quais as zonas onde se pode ou não fumar. Pedimos uma proibição geral do tabaco nos casinos e nas salas VIP. Só assim se pode proteger a saúde dos trabalhadores dos casinos”, defendeu ainda. Leong Man Ion, da DICJ, lembrou que cabe ao Governo gerir as regras para as salas comuns dos casinos, mas que as regras das salas VIP ficarão entregues aos operadores, que controlam o negócio destes espaços. Ainda assim, o responsável disse que se a zona de apostas não tiver um sistema de membros, esta não deve ser aberta a fumadores. Leong Man Ion disse ainda que a área das salas VIP não deve ser superior a 50% da área total, sendo que actualmente ocupam entre 40 a 50% do espaço.

anos, mas quem trabalha a tempo parcial pode escolher continuar a ensinar depois dessa idade”, explicou ainda. Já Teresa Vong pede mesmo que esta situação seja “investigada”. “Por norma a idade de aposentação é aos 65 anos, mas algumas escolas decidem que a reforma é aos 60 e, dessa forma, os professores podem deixar a carreira mais cedo do que o normal. Penso que isto deveria ser investigado de forma mais aprofundada para defender os direitos dos professores”, apontou ao HM.

Sobre este ponto, Au Kam San defende que essa deve ser cada vez mais a estratégia a adoptar, para se adaptar à sociedade. “A educação não deve ser encarada para ser algo produtivo. Precisamos de formar talentos diversificados”, defendeu.

Dados pessoais Governo alerta para uso de drones

O

Gabinete de Protecção de Dados Pessoais (GPDP) alertou todos os cidadãos para o uso de drones dispositivos telecomandados equipados com câmaras e que podem circular até grandes distâncias. Em comunicado, o Gabinete adianta ainda que, para além da recolha de imagens e sons, também o tratamento destes dados está sujeito à legislação vigente, não podendo ser recolhidas imagens ou sons que integrem a vida privada dos cidadãos sem que estes tem dado autorização para tal. No mesmo documento, o GPDP lembrou os utilizadores que a captação de imagens com estes dispositivos é punível pela Lei da Protecção de Dados Pessoais. O diploma em questão inclui a gravação e recolha de imagens e sons claros. “O tratamento dos dados pes-

soais sem possuir nenhuma condição de legitimidade pode constituir a infracção administrativa”, lê-se no comunicado. Recorde-se que o uso de drones em Macau tem aumentado e exemplo disso são as filmagens da manifestação relativa ao Regime de Garantias, que se concentrou no relvado frente à Assembleia Legislativa. Mais recentemente, foi Sérgio Pérez, fotógrafo e realizador de Macau, quem fez uso destes equipamentos, tendo colocado um vídeo na internet sobre a cidade, que já tem milhões de visualizações, depois de se ter tornado viral. De acordo com a rádio Macau, o GPDP e o Corpo de Polícia de Segurança Pública estão a investigar uma queixa sobre uma alegada violação à lei da protecção dos dados pessoais devido à utilização destes drones.


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EDITAL Edital n.º Assunto

:28/E-BC/2014 :Início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI)

Processo nos 960/BC/2012/F 1851/BC/2010/F 976/BC/2012/F 977/BC/2012/F

Locais Beco dos Faitiões n.º 19, Edf. Tai Yue, fracção 5.º andar A e escada comum entre os 4.º e 5.º andares, Macau. Pátio de Silva Mendes n.º 4, Edf. Weng Wo, fracção 5.º andar K (CRP: K4) e terraço sobrejacente à fracção, Macau. Rua de Luís João Baptista n.º 6, Edf. San San, fracção 4.º andar A e escada comum entre os 3.º e 4.º andares, Macau. Rua de Luís João Baptista n.º 6, Edf. San San, fracção 4.º andar B, Macau.

Chan Pou Ha, subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pela alínea 7) do n.º 1 do Despacho n.º 003/SOTDIR/2013, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 46, II Série, de 13 de Novembro de 2013, faz saber por este meio aos donos da obra e proprietário, cujas identidades se desconhecem, da obra existente no local acima indicado, o seguinte: 1. O agente de fiscalização desta DSSOPT constatou no local acima identificado a realização de obra sem licença, cuja descrição e situação é a seguinte: Andar

Obra

Situação da obra

1.1

Execução da obra de renovação da gaiola metálica junto à janela da fracção na parede exterior do edifício.

Em curso

1.2

Execução da obra de renovação da gaiola metálica no pátio do edifício junto à fracção.

Em curso

1.3

5

Fracção

A

960/BC/2012/F

1.4

1.5

1.6

--

--

1.7 1851/BC/2010/F

5

K

1.8

Instalação de gaiola metálica junto à janela da fracção na parede exterior do edifício.

1.9

4

A

976/BC/2012/F 1.10

1.11

1.12

2.

Execução da obra de renovação no compartimento não autorizado com gaiola metálica e janela junto à janela da fracção na parede exterior do edifício. Execução da obra de renovação no compartimento não autorizado com suporte metálico, chapa metálica e janela no pátio do edifício junto à fracção. Execução da obra de renovação no compartimento não autorizado com suporte metálico, cobertura metálica, janela em caixilharia de alumínio e paredes em alvenaria de tijolo no terraço sobrejacente à fracção. Instalação de gradeamento e portão metálicos na escada comum entre os 4.º e 5.º andares. Construção de um compartimento não autorizado com cobertura metálica, gradeamento metálico, janela de vidro e paredes em alvenaria de tijolo no terraço sobrejacente à fracção. Instalação de gaiola metálica junto à varanda da fracção na parede exterior do edifício.

977/BC/2012/F

--

--

4

B

Execução da obra de renovação no compartimento não autorizado com cobertura metálica, janela de vidro, gradeamento metálico, chapa e pala metálicas no terraço sobrejacente à fracção. Instalação de chapa e portão metálicos na escada comum entre os 3.º e 4.º andares. Construção de compartimento com dois pisos não autorizados com cobertura metálica, gradeamento metálico, escada, laje de betão, paredes em alvenaria de tijolo e janela de vidro no terraço sobrejacente à fracção.

Infracção ao RSCI e motivo da demolição

FÓRUM ECONÓMICO MUNDIAL MACAU AUSENTE DE RELATÓRIO

Economia silenciosa No relatório que analisa o nível de competitividade de quase 200 países de todo o mundo, a RAEM não aparece nas contas do Fórum Económico Mundial. Hong Kong mantém a sétima posição, igual a 2013

Infracção ao n.º 12 do artigo 8.º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.

Em curso

Em curso

Em curso

Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.

CHINA DESCE UMA POSIÇÃO

Concluída

Concluída

Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.

Concluída

Infracção ao n.º 12 do artigo 8.º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.

Concluída

Infracção ao n.º 12 do artigo 8.º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo Em curso

Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.

Concluída

Concluída

as bases de desenvolvimento do mercado financeiro, com um elevado nível de eficiência, confiança e estabilidade do sistema”. Contudo, é chamada a atenção para o facto do Governo de CY Leung necessitar de “melhorar a educação superior” e a “inovação”, por forma a “manter a competitividade” económica, uma vez que a área da inovação desceu três lugares no ranking. A “disponibilidade limitada de cientistas e engenheiros” e a “qualidade das instituições de investigação” são questões às quais o Governo deve continuar a prestar atenção. A WEF deixa ainda mais um aviso: “por forma a construir uma economia verdadeiramente inovadora, Hong Kong pode apostar na sua capacidade de resposta tecnológica”.

Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.

Sendo as escadas e corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho. Além disso a janela e a varanda acima referidas são consideradas como pontos de penetração para realização de operações de salvamento de pessoas e de combate a incêndios, não podendo ser obstruído com elementos fixos (gaiolas, gradeamentos, etc.) de acordo com o disposto no n.º 12 do artigo 8.º. As alterações introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e pontos de penetração no edifício e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que terá necessariamente de ser determinada pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.

3.

Nos termos do no 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas, e nos termos do n.º 7 do mesmo artigo, a infracção ao disposto no n.º 12 do artigo 8.º, é sancionável com multa de $2 000,00 a $20 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício.

4.

Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI.

5.

O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15o andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227).

Aos 28 de Agosto de 2014 Pelo Director do Serviços A Subdirectora Engª Chan Pou Ha

A

RAEM tem uma economia centrada na indústria do jogo e passou à frente da Suíça como local com maior riqueza per capita, mas não aparece no mais recente relatório que traça a competitividade das economias de 144 países em 2014 e 2015. A contagem do Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla inglesa), entidade independente que se reúne todos os anos em Davos, na Suíça, não analisa a competitividade de Macau ao nível

de factores como o sistema de educação, a inovação e as infra-estruturas económicas. O relatório da WEF mostra, contudo, a estabilidade na vizinha Hong Kong, que continua a estar na sétima posição, algo conseguido em 2013. Ao nível da inovação e sofisticação económicas, a RAEHK situa-se na 23º posição, estando em terceiro lugar em termos de “requisitos básicos” para uma economia competitiva.

HONG KONG NO TOP 10

Segundo o documento da organização, Hong Kong encontra-se no top 10 desde 2012 e continua a “dominar

O relatório, que sublinha os desafios que as economias emergentes estão a enfrentar, chama a atenção para aquilo que a economia chinesa ainda tem de fazer

Num ranking onde a Suíça surge em primeiro lugar, a nível asiático a China fica em 28º lugar, tendo descido uma posição face a 2013. Taiwan ficou em 14º lugar e Singapura em 2º lugar, posição que conseguiu manter desde 2013. O relatório, que sublinha os desafios que as economias emergentes estão a enfrentar, chama a atenção para aquilo que a economia chinesa ainda tem de fazer. É referida alguma “fragilidade” do sistema bancário, uma vez que o acesso ao crédito continua “muito difícil” para um “largo número” de Pequenas e Médias Empresas. O funcionamento do mercado “tem vindo a melhorar, mas há vários limitações e barreiras para entrar, para além das regras de investimento, o que limita largamente a competição”. Além de Macau, países como a Bósnia-Herzegovina, Brunei ou Equador também não foram avaliados. O HM tentou chegar à fala com vários economistas para perceber a ausência da RAEM deste relatório e quais os pontos que podem servir de análise à competitividade da economia local, mas até ao fecho da edição nenhum dos contactados esteve disponível.


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IPOR 25 ANOS NOVOS CURSOS DE FORMAÇÃO E MUITOS EVENTOS

Português para sempre

quer “fomentar a articulação com a Administração Pública e com as empresas numa estratégia de reforço das competências dos quadros locais”. Já em Outubro, o IPOR abre, com esse fim, um curso para fins académicos, destinado a pessoas que lidam com o processamento de informação, vai manter os cursos intensivos de conversação que reforçam a capacidade linguística e os cursos intensivos de língua.

TIAGO ALCÂNTARA

A instituição está prestes a celebrar um quarto de século e prepara-se para assinalar a data com vários eventos, enquanto continua a cativar novos alunos

O

InstitutoPortuguês do Oriente (IPOR) vai assinalar, em Outubro, o 25.º aniversário com uma exposição que percorre os principais momentos da actividade da instituição. “A exposição é um marco do nosso percurso, eventualmente algo de mais visível a marcar uma celebração, mas temos outros projectos, como o Guia de Conversação chinês/ português, e concluir as ferramentas digitais para os professores, projectos que estarão terminados até ao final do ano”, disse. Com o Guia de conversação, que está a ser traduzido, e com o ‘software’ para os professores, João Neves defende que “ficam criadas as ferramentas adicionais que visam facilitar uma melhor aprendizagem da língua que podem ser utili-

1.400 alunos em 28 acções de formação em 2014, em cursos para empresas e para a Administração Pública

zadas quer em Macau, quer noutros pontos da região”. Além do reforço dos materiais disponíveis para professores e alunos, o IPOR vai apostar num desafio às competências linguísticas, lançando até ao final do ano um campeonato de língua para alunos das escolas e das universidades em colaboração com outras instituições ligadas ao ensino da língua.

O IPOR “está a cativar novos alunos” e a apostar no ensino dos mais pequenos para promover o bilinguismo na RAEM. “Neste momento, e para além dos cursos específicos para empresas e para a Administração Pública em que registamos já 1400 alunos em 28 acções de formação em 2014, temos inscritos outros 1120 alunos nos

MP Corrupção em prédio privado

E

STÁ terminada a investigação sobre o caso de um presidente de uma associação de condóminos que recebeu benefícios de um fornecedor de equipamentos, falsificando documentos para que a empresa fornecedora pudesse ver renovado o seu contrato. “No início de 2009, uma empresa local de engenharia e fornecimento de equipamentos celebrou, com a associação dos condóminos do edifício em causa, um contrato relativo a fornecimento de lâmpadas de poupança de energia, cuja duração era de dois anos. Segundo o contrato, a respectiva empresa procedeu à mudança das lâmpadas de poupança de energia em todo o espaço público do edifício e, em contrapartida, 60% das despesas de electricidade mensalmente poupadas foram atribuídas à empresa como taxa de serviço”, pode ler-se no comunicado.

Aquando o término do contrato, em 2011, o responsável da empresa e o presidente da associação do condóminos alteraram o prazo do contrato para que a empresa continuasse a receber as taxas de serviço. Os agora suspeitos introduziram ainda uma nova cláusula de renovação automática do contrato, que implicaria que os condóminos suportassem mais uns milhares de patacas “em custos desnecessários com as taxas de serviço”. Em comunicado, o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) explica que encaminhou o caso para o Ministério Público e solicitou a instrução de um processo disciplinar contra O presidente da associação de condóminos, que é funcionário público, depois de considerar que os envolvidos no caso levaram a cabo um crime de corrupção activo e um de corrupção passiva. - HM

nossos cursos geral e de crianças, um número que reflecte uma subida, especialmente com novas inscrições”, disse à agência Lusa o director da instituição.

COMEÇAR CEDO

O ensino do português fica “articulado a partir dos seis anos de idade” e esta formação inicial permite pode ter “continuidade no curso geral que é de cinco anos”. Já no campo dos cursos de formação, João Neves

Na vaga de comemorações, a “Stand-up comedy” com o humorista João Seabra marca presença no IPOR e “em várias escolas de Macau” entre 6 e 12 de Outubro, enquanto a “língua e o futebol” serão o tema forte da Conferência IPOR a realizar a 6 de Dezembro pela sociolinguista Clotilde Almeida, da Universidade de Lisboa. O DOC Lisboa volta a Macau em Novembro, desta vez com a participação do realizador André Almeida, cujo documentário “A campanha do ‘Creoula’ “foi recentemente premiado em Portugal”. - Lusa/HM

Turismo Número de visitantes não deve aumentar

Helena de Senna Fernandes considera que o número de visitantes em Macau não vai passar um dígito durante os próximos anos. A directora dos Serviços de Turismo (DST) disse ainda que o Governo está “prudentemente optimista” relativamente ao rumo desta área. Questionada sobre a eventualidade da pasta do Turismo passar para as mãos da Secretaria para a Economia e Finanças, a directora da DST recusou-se a comentar o assunto. “Vamos continuando a fazer que temos a fazer... Acho que [uma eventual alteração] não vai afectar as operações do serviço em si”, concluiu. No total, foram mais de 18 milhões de pessoas as que visitaram Macau nos últimos sete meses e cerca de 91% são provenientes do interior da China, de Taiwan e Hong Kong.

Ambiente Governo expande destinatários de Fundo Devido às milhares de candidaturas recebidas, onde foram atribuídos mais de três mil apoios, o Governo está a estudar “a possibilidade de alargar o âmbito dos destinatários do apoio financeiro” do Fundo para a Protecção Ambiental e Conservação Energética. “Para atingir um melhor desempenho do fundo, está a ser estudado, neste momento, a possibilidade de alargar o âmbito dos destinatários do apoio financeiro, abrangendo as instituições de ensino e de ajustar a percentagem do valor da concessão”, informa em comunicado a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA).

MADALENA RIBEIRINHA Missa de 7º dia MADALENA RIBEIRINHA, antiga apresentadora do programa “Gente Miúda” da Rádio Macau, faleceu em Portugal. Por sua alma será celebrada Missa de 7º Dia no próximo dia 9 de Setembro de 2014, na Igreja da Sé, pelas 18:00.


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O INSTITUTO PARA OS ASSUNTOS CÍVICOS E MUNICIPAIS FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 13º ANIVERSÁRIO

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CHINA

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O

antigo Chefe do Executivo de Hong Kong, Tung Chee-hwa, apelou na quarta-feira aos deputados da ala democrata para não avançarem com um veto à controversa reforma política anunciada no domingo por Pequim. Tung Chee-hwa, o primeiro Chefe do Executivo do território após a transferência da soberania em 1997, actualmente um dos vice-presidentes da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês (CPCPC), lançou o apelo a “todo o espectro político” para colocar de lado as suas diferenças para se alcançar o sufrágio universal em 2017 e de modo a que a próxima eleição possa ser a “real e substancial” democracia. A China tinha prometido à população de Hong Kong, cujo Chefe do Executivo é escolhido por um Colégio Eleitoral composto actualmente por cerca de 1200 pessoas, que seria capaz de escolher o seu líder em 2017.

HK EX-CHEFE DO EXECUTIVO FAZ APELO A PRÓ-DEMOCRATAS

Sem veto, por favor

A luta entre pró-democratas e Pequim continua a marcar a agenda da antiga colónia britânica. Tung Chee-hwa pede agora que todos ponham de lado as diferenças para se alcançar a “real” democracia

“O território alcançou uma ‘brilhante conquista’ rumo à democracia desde os dias em que a Grã-Bretanha costumava mandar os seus governadores” TUNG CHEE-HWA Antigo Chefe do Executivo de Hong Kong

Este domingo, porém, Pequim decidiu que os aspirantes ao cargo vão precisar do apoio de mais de 50% de um comité de nomeação para concorrer à eleição e que apenas dois ou três serão seleccionados. Ou seja, a população de Hong Kong exercerá o seu direito de voto mas só depois daquilo que os democratas designam de ‘triagem’. A reforma proposta carece de ser submetida ao Conselho Legislativo de Hong Kong (LegCo) e aprovada por dois terços dos 70 deputados, dos quais 27 do campo pró-democrata anunciaram ter-se unido num compromisso pelo veto.

DEMOCRACIA?

Apesar de afirmar compreender plenamente a raiva e a desilusão do

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campo democrata, Tung Chee-hwa disse, em declarações citadas pela Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK) que o território alcançou uma “brilhante conquista” rumo à democracia desde os dias em que a Grã-Bretanha costumava mandar os seus governadores e em 1997, quando ele próprio foi escolhido Chefe do Executivo por uma elite de 400 elementos. Tung Chee-hwa também deu conta da sua oposição aos actos de desobediência civil planeados por movimentos da antiga coló-

nia britânica em protesto contra a reforma política anunciada, no passado domingo, pela Assembleia Popular Nacional. A promessa de levar a cabo uma campanha de desobediência civil foi feita pelo “Occupy Central”, que tem estado na linha da frente das manifestações em Hong Kong e ameaçou paralisar o distrito financeiro do território. Porém, Benny Tai, um dos co-fundadores, surpreendeu, como escreveu o South China Morning Post, ao admitir que o movimento fracassou até ao mo-

LONDRES VS. PEQUIM Esta terça-feira, num artigo que assina no jornal Financial Times, o último governador de Hong Kong, Chris Patten, defende que Londres tem uma “contínua obrigação moral e política” de garantir que a China respeite os seus compromissos no sentido de garantir o seu modo de vida por 50 anos, contados a partir da data de transferência, em 1997.

mento e ao reconhecer que o apoio público à causa do seu movimento se tem vindo a desvanecer. O anúncio de domingo sobre o método de eleição do Chefe do Executivo em 2017 desencadeou nova onda de contestação na antiga colónia britânica, aliás, palco de vários protestos massivos nos últimos meses relacionados com o método de eleição do líder do Governo. Neste sentido, Chris Patten insta o Reino Unido a “erguer-se” pela democracia na sua antiga colónia. No mesmo dia, a China acusou o Reino Unido de ingerência nos seus assuntos internos, na sequência de um inquérito parlamentar sobre as reformas políticas em Hong Kong, após informações de que autoridades chinesas escreveram à comissão parlamentar de assuntos estrangeiros britânica para que deixasse cair a investigação.

Inundações causam 27 mortos

Pelo menos 27 pessoas morreram e cinco estão dadas como desaparecidas na sequência de chuvas intensas no município de Chongqing, no centro do continente, informou ontem a agência Xinhua, ao dar conta de novo balanço. Na noite de quartafeira foi recuperado mais um cadáver, o último de um grupo de 11 mineiros soterrados na sequência de um deslizamento de terras no condado de Yungyang, parte de Chongqing. Os mineiros estavam a ser transportados dos seus alojamentos para um lugar mais seguro quando foram surpreendidos por um aluimento de terra. As chuvas torrenciais que afectaram a região no domingo e segunda-feira causaram inundações e derrocadas em diversas zonas de Yungyang, com um balanço provisório de 27 mortos e cinco desaparecidos.

Companhias aéreas estrangeiras

A China pode abrir o céu a companhias aéreas estrangeiras sem restrições sobre quantas ou a capacidade de cada uma, segundo notícia da agência oficial Xinhua nesta quarta-feira, citando um oficial de aviação da China. O continente vai liberalizar gradualmente os seus direitos de tráfego aéreo de maneira ordenada e controlada, disse Han Jun, chefe da Divisão Internacional da Administração de Aviação Civil da China, num fórum da indústria, de acordo com a Xinhua. Han não revelou mais detalhes. Um total de 111 companhias aéreas estrangeiras de 55 países voam actualmente para 46 cidades chinesas, totalizando 2705 voos semanais. Por outro lado, 19 companhias aéreas chinesas voam para 120 cidades em 49 países, totalizando 2854 voos, segundo a notícia.


12 china

A

Argentina e a China vão reforçar a sua cooperação bilateral, com os chineses a construírem a quarta central nuclear do país americano e um observatório espacial integrado no programa chinês de exploração lunar. O governo argentino revelou ter assinado na quarta-feira um acordo para a participação chinesa na construção de uma central nuclear, estimada em dois mil milhões de dólares. Sem detalhar, as autoridades argentinas avançaram que a Empresa Nuclear Nacional Chinesa (CNNC, na sigla em Inglês) vai dar “um apoio técnico, serviços e equipamentos”, conforme o acordo assinado em Pequim entre a CNNC e a Nucleoelectrica Argentina (Na-Sa). A Argentina depende do gás natural e petróleo para o seu consumo de energia, com o nuclear a representar cerca de 10% da sua produção de electricidade. O país tem três centrais, designadamente Atucha I (335 MW) e Atucha II (745 MW), situadas a 60 quilómetros de Buenos Aires,

2000

milhões de dólares, participação chinesa na construção da central nuclear PUB

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ARGENTINA CENTRAL NUCLEAR E OBSERVATÓRIO ESPACIAL

Com mão chinesa

A parceria entre chineses e argentinos ganha contornos cada vez mais sólidos

Médio Oriente Novo enviado especial

De acordo com o “South China Morning Post”, a China nomeou Gong Xiaosheng como o seu novo enviado especial para assuntos relacionados com o Médio Oriente, lugar anteriormente ocupado por Wu Sike. Gong foi anteriormente o representante máximo de Pequim na Palestina, assim como embaixador chinês na Jordânia e na Turquia. Assim que ocupar o cargo, o diplomata vai visitar Israel, a Palestina, o Egipto, a Jordânia e o Líbano.

Casa de banho para dois mil alunos

e a de Embalse (600 MW), perto de Córdoba. A China vai também contribuir com 4,4 mil milhões de dólares para a construção de duas barragens hidroeléctricas na Patagónia, na província de Santa Cruz. O observatório espacial, por seu turno, vai estar operacional em 2016, sendo a sua construção, na província

de Neuquen, na Patagónia, com um custo estimado de 300 milhões de dólares, dirigida pela Agência Chinesa de Lançamento e Controlo de Satélites. O local foi cedido ao operador chinês por 50 anos. A China vai colocar este ano pela primeira vez uma sonda em órbita em torno da Lua e destinada a regressar depois à Terra.

O programa espacial chinês, dirigido pelos militares, prevê também a instalação de estação permanente em órbita antes de 2020, para, a prazo, enviar um homem à Lua. Fontes oficiais já tinham adiantado em 2012 que a China previa extrair amostras de Marte antes de 2030.

Uma escola primária em Fuzhou tem apenas uma casa de banho disponível para os seus 2000 alunos, avançou o “Fuzhou Evening News”. Alguns dos estudantes mais novos chegam mesmo a usar fraldas para poder contornar esta situação. A falta de instalações sanitárias na Escola Primária de Hubin, uma das mais antigas da cidade, originou uma série de queixas por parte dos alunos e das suas famílias. Todavia, o estabelecimento de ensino afirmou não ter espaço disponível para construir casas de banho novas, por isso os alunos vão ter de lidar com o problema até que a escola mude de localidade num futuro próximo.


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A SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE MACAU FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 13º ANIVERSÁRIO


EVENTOS

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ALBERGUE FESTIVAL DE MEIO-OUTONO ARRANCA HOJE

A tradição chinesa de Macau As festas de celebração da Lua, no bairro de S. Lázaro, têm hoje início estendendo-se até dia 8

D

E modo a celebrar o Festival da Lua, também conhecido como Festival de Meio-Outono, o Albergue SCM, localizado no Bairro de S. Lázaro, vai apresentar uma série de actividades entre o dia 5 e 8 de Setembro, que visam potenciar o bairro, fornecer animação cultural ao território e ainda atrair turistas. De acordo com a mitologia chinesa, o Festival de Meio-Outono teve origem como um festival agrícola, num tempo em que esta celebração se realizava com a veneração dos Deuses da Montanha após a conclusão das colheitas. Durante as dinastias Ming e Qing,

o Festival de Meio-Outono foi ganhando popularidade, acabando por se tornar num dos mais importantes festivais tradicionais. Para despertar o interesse do público para este tradição chinesa, o Albergue SCM tem marcado a data todos os anos com um ambiente romântico e histórico propício para reuniões familiares e para a celebração da lua cheia. Segundo o comunicado de imprensa, o público em geral aprecia as comidas tradicionais e as actuações musicais, passeando pelas ruas decoradas com lanternas tradicionais numa atmosfera festiva.

do “Grupo Musical Cheong Hong de Macau”, mas desta vez a música dura das 18:00 às 21:15. Tal como nos anos anteriores, o Albergue SCM apresenta durante

Cursos de arte da AFA

Para promover a aprendizagem das artes no território, a AFA (Art for All Society) vai levar a cabo 12 cursos para crianças e adultos, nas seguintes áreas: instalação; pintura florentina; desenho e pintura a óleo ao vivo; arte e meditação; workshop de manipulação digital; workshop de fluxo de consciência; arte ready-made; arte x pensamento; história da arte; introdução à pintura chinesa tradicional; teoria e prática curatorial; e pintura para crianças. As inscrições já estão abertas ao público, sendo os instrutores artistas e educadores locais com larga experiência, como Alice Kok, Lai Sio Kit, Coke Wong, Cai Guo Jie, James Chu, Guan Quan Chang e Yves Etienne Sonolet, entre outros.

MÚSICA PARA TODOS

As festividades começam hoje com o concerto “Música ao Luar” pela Orquestra Chinesa de Macau, que vai decorrer entre as 18:30 e as 19:30. A música volta a animar o bairro amanhã quando o grupo “Amigos de Canto” apresentar o espectáculo “Celebração da Lua em São Lázaro”, composto por música tradicional macaense e chinesa, entre as 18:45 e as 20:30. O mesmo grupo volta ao palco no dia 8, acompanhado

PRESER VAR A TRADIÇÃO Para Carlos Marreiros, presidente do Albergue, “é muito importante preservar estes costumes que têm vindo a desaparecer na China desde que se realizou a revolução cultural, mas que permaneceram em Macau, Hong Kong e Cantão.” Segundo o mesmo, esta festividade é tão característica da cidade que a considera mesmo “uma tradição chinesa de Macau. Desde que me lembro de ser gente, com três ou quatro anos já brincava com as lanternas tradicionais. A minha mãe fazia o mesmo, assim como o meu avô, que também nasceu cá, e as minhas filhas. Só isto já são cento e tal anos de história. Ao mesmo tempo, através das nossas iniciativas aqui no Albergue, temos estado a apresentar estes costumes a mais e mais elementos da comunidade portuguesa, que já interiorizam este hábito de celebração da lua”.

“FEIRA DE ARTE DOS DEFICIENTES DO INTERIOR DA CHINA E DE MACAU”

A favor da integração A

“Feira de Arte dos Deficientes do Interior da China e de Macau” vai ter lugar na Praça do Tap Seac, no dia 6 de Setembro, entre as 15:00 e as 22:00 horas, e no dia 7 de Setembro, das 14:00 às 18:00 horas. Esta iniciativa destina-se a promover o intercâmbio artístico entre os deficientes do Interior da China e de Macau, assim como a dar a conhecer ao público os seus dotes artísticos. Durante o

este período uma exposição de “Lanternas Tradicionais e Criativas, por Carlos Marreiros e Amigos”. A celebração da lua propriamente dita é feita no dia 8, com início marcado para as 18:00 horas. Nesta data vão estar disponíveis alimentos festivos para o público em geral (o famoso bolo lunar ou bolo bate-pau marca presença obrigatória) e vão ser oferecidas lanternas tradicionais às crianças, de modo a preservar esta tradição. Ao mesmo tempo, a organização vai promover uma demonstração de caligrafia, sendo todas as actividades de entrada livre.

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fim-de-semana vão ser vendidos artigos feitos pelos artistas deficientes, podendo o público ainda participar em workshops de artesanato e desfrutar de café ao ar livre, equipamentos insufláveis

para crianças e espectáculos no palco. Os inscritos nos workshops podem levar consigo o artesanato que produzirem ou optar então por adquirir lembranças feitas pelos outros

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA TSUNAMI • Robert Muchamore Após um violento tsunami destruir quase por completo uma ilha tropical, o seu governador aproveita a situação para construir estâncias de luxo muito lucrativas. James Adams tem como missão proteger a família corrupta do governador da ilha e o agente não gosta muito da ideia, sabendo que esta será a sua última missão na Cherub. E, para complicar ainda mais, o seu colega Kyle Blueman reaparece com um plano ultra secreto, nada oficial e muito, muito perigoso… Chegada a hora da verdade, James terá de escolher entre ser leal à Cherub ou ao seu melhor amigo.

participantes. Para os espectáculos no palco, os deficientes da China e de Macau vão apresentar cantares, danças folclóricas, danças e canções em dactilologia e ainda execuções em instrumentos musicais para apreciação dos espectadores. O evento, organizado pela Federação de Deficientes da China, a Fundação para Deficientes da China e o Instituto de Acção Social com o ápio do IACM, tem entrada livre.

Vinhos portugueses na Paiza Lounge Paiza Lounge do Hotel Sands vai organizar mais uma deA gustação de vinhos portugueses

no dia 19 de Setembro, entre as 18:00 e as 21:00 horas. Durante o evento, a “Vinomac Fine Wines” vai apresentar um total de nove vinhos, começando a noite com um espumante fresco, o “Quinta do Soalheiro Alvarinho 2013” (Região Vinho Verde). De seguida, a empresa apresenta três vinhos brancos frutosos, o “Soalheiro Alvarinho 2013” (Região Vinho Verde), o “Quinta das Bageiras Colheita 2012” (Região Bairrada) e o “Aventura White 2013” (Região Alentejo). Passando aos tintos, os clientes têm quatro variedades de tinto

com sabor rico à sua disposição, o “Puro 2011” (Região Douro), o “Valle Pradinhos 2009” (Região Trás-os-Montes), o “Aventura Red 2013” (Região Alentejo) e o “Casal Sta Maria Senhor d’Adraga 2012” (Região Colares/Lisboa). Para fechar, será servido um vinho do porto com notas intensas e elegantes, o “Quinta da Romaneira 10 years Tawny” (Região Port/Douro). É de destacar que os vinhos “Aventura” (branco e tinto), produzidos em Portugal pela distinguida enóloga espanhola Susana Esteban, vão ser apresentados em Macau pela primeira vez. Os bilhetes custam 150 patacas por pessoa, incluindo entradas leves.

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

NA CAMA COM UM HIGHLANDER • Maya Banks Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence – até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.


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A COMPANHIA DE TELECOMUNICAÇÕES DE MACAU FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 13.⁰ ANIVERSÁRIO!


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Thomas Lim*

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LÉM das diferenças em técnicas de representação para cinema e teatro que discutimos no capítulo 9, as vidas fora do trabalho para ambos os actores também são muito diferentes. O percurso para um actor de cinema e um actor de teatro variam muito, desde o início das suas carreiras até ao dia em que conseguem atingir sucesso na indústria. De uma maneira geral, não acredito que os actores façam uma decisão consciente entre as duas áreas no início das suas carreiras, especialmente porque ainda não sabem distinguir qual deles é que poderia ser mais fácil ou propício. Os actores são normalmente conduzidos para uma ou outra área pelas condições que trabalham para moldar a indústria cinematográfica ou teatral da área onde estão inseridos, e geralmente só mais tarde é que os actores conseguem distinguir qual dos ramos é preferível. Estou a usar aqui o termo indústria, que tem um enorme peso na decisão que os actores têm de tomar ao optar por um dos dois estilos de representação. O que é então uma indústria? Eu acho que, quando alguém fala da indústria cinematográfica de um determinado país, isso significa que esse país ou território produz muitos filmes todos os anos, seguindo uma fórmula pré-determinada na maioria dos casos. Não é normal achar que muitos filmes de Hollywood têm o mesmo aspecto e impacto? Isso acontece porque seguem uma fórmula de “Hollywood” fornecida pela indústria. O mesmo também se verifica nos filmes “Bollywood” que saem da Índia. Nestes países são os veteranos que treinam as gerações mais novas de profissionais e as técnicas são aprendidas no trabalho, sendo de seguida aplicadas em um dos muitos projectos que têm lugar simultaneamente. Ao mesmo tempo, os filmes produzidos nestes países conseguem geralmente ser atractivos para uma grande audiência, o que permite um estilo de vida muito bom aos actores que atingem sucesso nas suas carreiras. Mas só aqueles que atingem o sucesso, pois há muitos que continuam a enfrentar dificuldades financeiras, chegando mesmo a ter de arranjar outro tipo de trabalhos para conseguir pagar as contas. Seja como for, os actores que trabalham em países com uma indústria cinematográfica madura têm hipótese de viver vidas folgadas só através dos papéis que desempenham em filmes. Mas infelizmente, há muitos poucos países na Ásia que ofereçam esse tipo de plataforma. No sudoeste asiático, a China, Hong Kong, a Coreia do Sul, o Japão e provavelmente a Tailândia têm uma indústria forte, onde trabalham pessoas muito qualificadas e que apresentam muita procura por actores. Noutros países ou territórios onde o mercado é menos desenvolvido, muitas pessoas acabam por começar no teatro simplesmente porque encontram aí mais oportunidades. Quando comparamos a vida de actores de teatro com aqueles que trabalham no cinema, reparamos imediatamente numa série de diferenças. Primeiro, o mundo do teatro é geralmente mais inocente do que o do cinema, devido ao facto de aqui haver menos fama, dinheiro e estatuto para adquirir. É

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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OS SEGREDOS DE UM ACTOR Capítulo X: Representação de cinema vs. palco: qual escolher?

comum encontrar nos praticantes de teatro muita paixão pelo seu ofício, e é isso que lhes dá a força para lutar. Mas as produções para o cinema são por vezes muito superficiais, especialmente aquelas em que muito dinheiro (por vezes milhões) está envolvido. Se um filme vender bem, pode fazer os seus actores milionários e muito famosos. Isso faz com que muitas das relações na indústria do cinema sejam mais calculadas, e por outro lado, superficiais. Isto é especialmente verdade em mercados desenvolvidos onde actores e realizadores têm a possibilidade de se inserirem naquele grupo muito pequeno de pessoas que conseguem obter enorme sucesso. Mas ao mesmo tempo, também há muitos actores de cinema que adoram a sua profissão e aceitam trabalhar no teatro de forma a expandir as suas técnicas de representação. Isto também se deve ao facto de no teatro haver mais hipóteses de treinar essas mesmas técnicas, visto as produções teatrais normalmente envolverem longos períodos de ensaio, que os actores usam para descobrir a essência da sua personagem através da exploração do seu papel. Por outro lado, no cinema os actores são supostos representar sem ter grandes oportunidades de ensaiar ou de explorar a personagem que estão a desempenhar. Por fim, há ainda a ideia de que as pessoas mais bonitas têm mais facilidades no cinema. Até poderia concordar com esse argumento, mas há muitas pessoas que chegam a atingir grande sucesso sem serem necessariamente muito bonitas. Para mim, a presença é mais importante do que a aparência. Porém é difícil explicar o que é que presença significa no ecrã ou no palco. Uns dizem que é como uma habilidade especial que ajuda aqueles que a têm a obter mais atenção do público. Pessoalmente eu acho que o que é necessário para ter boa presença é ter confiança e muita concentração quando se está a representar. Isto é para mim muito mais importante do que ter boa aparência. Outro factor que merece ser considerado é a idade. Para se tornar num actor de cinema famoso, é preciso começar quando se tem cerca de 20 anos. Para as mulheres pode ser necessário começar mais cedo, e alguns homens conseguem começar mais tarde. Muitas das estrelas femininas começaram as suas carreiras com 16 e 18 anos, enquanto que alguns dos actores esperaram

até aos seus 22 ou 24 anos. Uma vez ultrapassada essa idade, torna-se bastante difícil de comercializar esse actor, mesmo que este seja muito bonito. Mas se essa pessoa se continuar a esforçar, ainda tem a hipótese de se tornar um bom actor secundário, o que já é muito bom. No teatro, todavia, não há praticamente restrições quanto à idade, sendo possível começar com qualquer idade. Porém, quanto mais cedo o actor começar, mais rapidamente tem a possibilidade de obter um papel principal. Em geral, as pessoas começam sempre com papéis menores nas suas primeiras produções. Com paciência, todo este trabalho duro acaba por dar resultados e o actor consegue obter um papel principal. Com o passar dos tempos, os seus trabalhos podem vir a se tornar cada vez maiores. Os leigos na matéria, ou por vezes mesmo os seus amigos, costumam dizer que um bom actor é aquele que desempenha papéis muito diferentes da sua própria PUB

personalidade. Não ligue a essas pessoas, pois não conseguem sequer fornecer 10 exemplos desses “grande actores”. Estão apenas a tentar parecer inteligentes. Muitos actores, até os mais famosos na Ásia, acabam por trazer muito de si mesmo para os papéis que representam. Mas não pensem que é fácil fazer um personagem parecido consigo na vida real. Só um bom actor é que consegue fazer isso. Seja como for, independentemente do local onde estiver e da indústria que escolher seguir e antes de ter oportunidade de mostrar as suas qualidades e se tornar famoso, é muito provável que acabe por fazer papéis em que a personagem acaba por ser parecido com a sua própria personalidade. Mas se conseguir ganhar sustento através deste tipo de trabalho já se pode considerar como tendo obtido sucesso, visto 98% dos actores não conseguirem sequer obter emprego. *actor e realizador


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José Simões Morais

A EMBAIXADA JAPONESA EM COIMBRA

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A segunda-feira, 23 de Dezembro de 1585, após o aviso do Padre Nuno Rodrigues no Colégio dos Jesuítas em Coimbra, de estar próxima a Embaixada japonesa, logo saíram ao seu encontro os grandes da cidade. O Bispo levando consigo todo o Cabido (grupo de Cónegos que assegura o serviço religioso na Sé Catedral), a Câmara, com o Corregedor e o Conservador e muitas pessoas da sociedade civil e religiosa, como D. João de Bragança e D. Francisco, sobrinho do Arcebispo de Évora, D. Teotónio II, vieram todos esperar a Embaixada fora da cidade. Para além do coche, antecipadamente enviado por D. João de Bragança, os representantes de Coimbra levavam quatro excelentes cavalos, em que descendo do coche, os embaixadores cavalgassem. Pela ponte entrou em Coimbra a Embaixada, seguindo à frente D. Martin Hara e D. Julian Nakaura e um pouco atrás, D. Afonso, o Bispo de Coimbra, entre D. Mancio Ito e D. Miguel Chijiwa. Logo uma breve fala de um dos da Câmara lhes deu as boas vindas, saindo música de uma torre das casas do Conde de Portalegre

sobre o rio, com som das charamelas (instrumento de sopro, uma flauta delgada, ou uma trompeta de madeira). Da magnífica ponte que atravessava o Mondego e ”cuja largura e extensão (o Padre Sande) não sabe se deve elogiar com preferência à sua altura, belos arcos e boa construção, e comemora a fortaleza com suas torres a de Hércules, de forma octangular, e finalmente os majestosos paços da universidade, com suas espaçosas arcadas e bem lançadas salas.” Nesse dia na Universidade não houve aulas, pois foram todos os estudantes assistir ao recebimento. Mesmo os professores que quiseram dar aulas, os alunos, de tão próximo que estavam, das vozes dos mestres se alhearam e quando do burburinho

JÁ DENTRO DA MURALHA, PELAS RUAS A POPULAÇÃO VEIO VÊLOS E DAS JANELAS DAS CASAS E DESDE AS PORTAS, “AS MULHERES LHES DEITAVAM DE CIMA ÁGUAS CHEIROSAS MUITO PRECIOSAS

se elevaram os efusivos festejos, logo correram para a janela. Ainda puderam os embaixadores ver no alto, os majestosos paços da Universidade e escorrendo pela encosta até à parte baixa da cidade, junto ao Rio Mondego, a zona residencial e comercial. Também terão admirado o aqueduto “que de fresco se tinha construído”, complementando o cenário da cidade fortificada visto da ponte. Já dentro da muralha, pelas ruas a população veio vê-los e das janelas das casas e desde as portas, “as mulheres lhes deitavam de cima águas cheirosas muito preciosas. Outras, alevantando as mãos, davam graça ao Senhor por verem em seus dias coisa tão nova. As janelas estavam alcatifadas como procissão solene.” E continuando com o Padre Fróis, cujas citações seguintes neste capítulo são também dele: “Houve na cidade muitos e mui solenes repiques, assim na Sé, como nas freguesias todas. Era a multidão de gente tanta, que chegando perto do colégio não havia lugar para poderem descavalgar, até que as varas da justiça que com eles vinham, e ainda o Bispo com sua autoridade, lhes fizeram terreiro para poderem entrar na igreja, que até àquele tempo estava fechada

por causa da muita gente. E com isto foi tão grande a turba dos estudantes que diante entrou, que caindo muitos ficaram maltratados e trilhados debaixo dos pés dos outros.” “O Padre Reitor, com os padres e irmãos antigos do colégio, os estavam esperando... (e em cortejo) até ao altar-mor, junto do qual, sobre ricas alcatifas, estavam quatro almofadas grandes de veludo carmesim, para se porem de joelhos, e um encosto mais alevantado para o Bispo, aonde lhes deu a beijar as relíquias do lenho da cruz e uma das cabeças das onze mil virgens, estando para isso o Bispo vestido de pontifical, havendo neste tempo a melhor música de toda a cidade, com muita diversidade de instrumentos musicais como charamelas, realejo, harpa, cravo, violas de arco, rabeca...”. “A sua chegada foi celebrada na Sala dos Actos por uma elegantíssima oração latina de louvor aos príncipes que os tinham enviado à Europa e terminada, iniciou-se um concerto de muitos instrumentos. Tomadas as relíquias se foram com o Bispo assentar nas suas cadeiras de estado, à parte esquerda do altar-mor, aonde ouviram uma oração que lhes teve o Irmão Cristóvão Gil,” Professor de Teologia.


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Por fim, a Embaixada recebeu as congratulações dos assistentes.

NATAL EM COIMBRA Vinte dias estiveram em Coimbra, hospedados na parte Alta da cidade, nos aposentos dos jesuítas do Colégio das Artes, onde lhes prepararam “quatro câmaras ricamente armadas de boa e fresca tapeçaria, com seus leitos dourados de relevo, com cortinas e sobrecéus de damasco carmesim franjado de ouro, as câmaras alcatifadas e em cada uma delas sua cadeira de veludo carmesim. Além destas quatro câmaras havia outras três armadas, uma com sua mesa e cadeiras para albergar os japoneses Agostinho (Loyola?) e Constantino, outra para nela receberem os hóspedes e a terceira para comerem.” O Colégio das Artes fora fundado por D. João III, que o entregou à Companhia de Jesus em 1555 e determinou que houvesse sempre ali doze teólogos prontos para as missões da Índia e do Brasil e por isso, “seminário e viveiro das nossas conquistas”. “Ensinavam nele a língua e literatura latina e a Retórica, onze professores em onze aulas; dois a língua e literatura grega e hebraica, quatro a Filosofia e três a Teologia. O número de estudantes orçava quasi por dois mil, e por mais de duzentos a comunidade jesuítica, tendo a casa quinze mil cruzados de renda.” Na Baixa da cidade, o Colégio das Artes tivera a sua sessão inaugural a 21 de Fevereiro de 1548, mas já durante a visita da Embaixada este colégio se encontrava

num novíssimo edifício, na parte Alta da cidade, ao lado do Colégio da Companhia de Jesus. A igreja dos Jesuítas só começou a ser edificada em 1598. Num salão do Colégio das Artes se solenizou a visita da Embaixada com uma tragédia entremeada com melodiosos concertos, a qual durou quase sete horas. Era Natal e os padres “solenizaram construindo um presépio muito ao vivo, com poesias campestres e laudatórias do nascimento do Senhor.” Feita à noite, na capela dos Irmãos, esta representação de poesia pastoril em forma de diálogo teve como convidados também D. João de Bragança e mais dois bispos. No dia de Natal, o Bispo de Coimbra D. Afonso Castelo Branco, que recentemente tinha vindo do Algarve, convidou a Embaixada a assistir ao pontifical na sua Sé, enviando-lhes um coche. Na Sé, o Cabido os recebeu colegialmente e lhes deu lugar distinto na capela-mor e as mais honras que o ritual concede aos príncipes, que assistem em público às solenidades religiosas. Após no Paço do Bispo se banquetearem foram, “para gozar da amenidade da quinta de S. Martinho, propriedade da mitra e à quinta de Vila Franca, que os padres tinham à beira do Mondego, abundantíssima em frutas de todo o género.” (A.J. Figueiredo) Começando a 26 de Dezembro de 1585 e durante uma semana, muitas foram as visitas dos principais e nobres da cidade ao Colégio das Artes e o Bispo amiúde. Também da Universidade vieram dois representantes convidar os japoneses para a visitar. Como na altura não se encontrava o intérprete Padre Diogo Mesquita, foi Dom Mâncio que em português respondeu: “Que aqueles senhores vinham muito alvoraçados para verem a Universidade, assim pelo muito que dela tinham ouvido, como pelas novas que de tão nobres estudos desejavam levar a suas terras; e que sobre tudo

VINTE DIAS ESTIVERAM EM COIMBRA, HOSPEDADOS NA PARTE ALTA DA CIDADE, NOS APOSENTOS DOS JESUÍTAS DO COLÉGIO DAS ARTES estavam prestes para receber as honras que Suas Mercês lhes queriam fazer.”

A UNIVERSALIDADE DE COIMBRA Na estrada Olisipo-Bracara, a Romana Civitas Aeminiensis é visível ainda em arruamentos dentro da muralha mourisca, próximo do topo da colina, onde no Paço Real já reinavam os edifícios da Universidade, que desde 1544 reuniam as Faculdades. Ficaram assim no Paço Real as Ciências, as Artes e os Estudos Gerais. De lembrar que a Universidade de Coimbra tinha sido Sede da Universidade portuguesa de 1308 a 1338 e de 1354 a 1377 e agora se fixara definitivamente em Coimbra no ano de 1537, tornando-se a única no país, pois em Lisboa deixou de existir. Data do início da grande transformação urbana de Coimbra, que de uns anteriores cinco a seis mil habitantes, duplicou a sua população e para albergar essas doze mil pessoas, novas casas foram construídas, sacrificando-se muita da malha mourisca do tempo da governação do moçárabe Sesnando. No período da Reconquista, Coimbra tornou-se um baluarte da linha da frente, em que do Douro ao Mondego, o território do Condado Portucalense se expandia ou regredia pela passagem do grande exército muçulmano. O primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques privilegiou a residência em Coimbra no início do seu reinado, pois os seus adversários estavam mais na Galiza do que no Sul.

O arranque do Renascimento na cidade, com a obra artística do túmulo do primeiro Rei de Portugal, executada entre 1518 a 1522 por João e Diogo de Castilho, teve continuação no cultural e científico através da vinda de excelentes professores portugueses que se distinguiam em França. Atraída a fina-flor da juventude estudantil do país, esta promoveu o aumento comercial de bens e serviços na cidade, apesar de não conseguir sair de uma economia medieval. Com a mudança para Coimbra, pretendia-se reformar a Universidade e a disciplina interna, que durante a sua estadia em Lisboa estava muito carecida, com subornos na votação de candidatos e fraudes no provimento das cadeiras, tendo o Rei D. João III mandado proceder à revisão dos Estatutos. Na altura da visita da Embaixada japonesa, estava a Universidade regida pelos Estatutos de 1565 e Portugal a ser governado pelo Rei espanhol Filipe II, tendo a Universidade regressado aos antigos problemas, como corrupção e carestia de bons professores, preparados e com contactos no meio científico europeu. A Sé de Coimbra usufruía das maiores rendas de todo o território e tinha como Bispo desde 19 de Setembro de 1585, D. Afonso Castelo Branco. Foi ele um visitante assíduo dos embaixadores japoneses, oferecendo-lhes muitos presentes e acompanhando-os a ver os santuários da cidade. O Padre Fróis refere: “Foram ver um dia uma pescaria, e o senhor Bispo com eles. Outra vez os levou o senhor Bispo à sua quinta”, e depois de verem caças de perdizes e de lebres, lhes deu um banquete com muita e tão extraordinária variedade de iguarias que parecia exceder a muitos dos que lhe deram esplêndidos em Itália, porque se pôs muito de propósito Sua Senhoria a isso, aparelhando-se muitos dias antes e ocupando para o mesmo efeito todos os mosteiros de freiras de Coimbra. “Indo para a quinta, passaram pela Universidade e foram recebidos com repique. O reitor”, D. Nuno de Noronha, que se encontrava a dar aulas, logo os foi receber à sala dos Actos Públicos, levando-os pelos gerais de cada faculdade, vindo o lente fazer à porta suas cortesias. Com a pressa de apenas espreitar pelas portas das salas de aulas e verem ou serem vistos pelos estudantes, que se levantavam todos à chegada da Embaixada e com os barretes na mão permaneciam de pé, assim em breves momentos percorreram os gerais de Leis, Cânones, Medicina e Teologia. Acompanhados ainda pelo reitor visitaram a Capela e a Sala dos Capelos, onde a vastidão, tecto e ornatos impressionaram os japoneses.


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A ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS, REFORMADOS E PENSIONISTAS DE MACAU FELICITA O HOJE MACAU PELA PASSAGEM DO SEU 13º ANIVERSÁRIO

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DESPORTO

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TC3 ASIA SERIES NOVO CAMPEONATO ASIÁTICO DE CARROS DE TURISMO

SÉRGIO FONSECA info@hojemacau.com.mo

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OM a alteração dramática este ano dos regulamentos técnicos do Campeonato do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCC), as corridas de carros de Turismo, que tão popular são nesta parte do globo, vivem um momento de renovação. O próprio pequeno campeonato de Macau da especialidade, o MTCS, viu-se levado na onda e duas das três categorias existentes fundiram-se esta temporada. Contudo, a regulamentação implementada no território não permite que estes carros, com motores 1.6 litro turbo e com fortes fundações nos carros de estrada, sejam utilizados para além do MTCS e do homólogo campeonato de Hong Kong. Aproveitando o vazio de um regulamento comum na Ásia, Marcello Lotti, o ex-número um do WTCC e que este Inverno abandonou a liderança do campeonato gerido pelo canal televisivo Eurosport, irá lançar uma nova competição para carros de turismo a nível global, com dez eventos em autódromos relevantes, e que terá um irmão asiático, sob a batuta da Motorsport Asia, o actual co-organizador do GT Asia Series. Lotti posiciona o seu campeonato, a que chamará “TC3”, como a base das competições de carros de turismo, admitindo, para isso, automóveis com baixos custos de manutenção. ”Existe um carro que reúne todas as condições base: o novo SEAT León de troféu. Já provou ser um carro de corridas perfeito para clientes, lançando um número elevado de jovens pilotos para carreiras em campeonato nacionais, regionais, e até mundiais”, afirmou o transalpino, que acrescentou: ”Existe um número de construtores com carros potencialmente elegíveis para a TC3. Apenas para mencionar alguns carros: há o Alfa Romeo Giulietta Quadrifoglio Verde, o Ford Focus RS, o Honda Civic Type-R, o Mercedes CLA

MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

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FASTADO das lides do futebol de onze de onze por mote próprio, o Grupo Desportivo Lam Pak perdeu algum do carácter magnânimo que lhe estava associado e nem a participação na “Bolinha” parece ajudar a formação azul e branca a recuperar o prestígio perdido. Depois de ter empatado sem golos frente ao Futebol Clube do Porto e de ter perdido frente ao Benfica pela margem mínima, o clube de Macau que mais troféus exibe no

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Um conceito que interessa

45 AMG, o Opel Astra OPC e o Volkswagen Golf GTi”. David Sonenscher, o inglês que coordenará os destinos do TC3 Asia Series, relembra que “hoje em dia há vários pilotos e equipas no sudeste asiático que estão interessadas em competir num campeonato com carros atractivos e também económicos para privados. O TC3 Asia Series talvez seja a resposta aos seus desejos.” Para Isaías do Rosário, ex-piloto e fundador do Automóvel

Clube de Macau, esta competição poderá ser interessante para os pilotos locais que se queiram internacionalizar. Contudo, o também

comentador do Grande Prémio no canal português da TDM realça também a importância dos custos. “Tudo leva a crer que o TC3

Os planos do TC3 asiático, como o regulamento técnico e desportivo, deverão ser anunciados no final do mês, mas é já oficial que serão sete corridas espalhadas pelo sudeste asiático

será para carros com motor de dois litros (2.000 c.c.) turbo-comprimidos, havendo várias marcas e modelos no mercado que se encaixam bem neste espírito. Eu discordo de certa maneira da utilização destes carros da marca SEAT com a construção e preparação que existe, pois mesmo sendo mais baratos que os carros da actual categoria TC1 do WTCC, não deixam de ser caros, pois têm bastantes modificações a nível do chassis e entre outros aspectos mais visíveis, como as vias (eixos) mais largos”, explicou ao HM. Na opinião de Isaías do Rosário, “o regulamento não deverá enveredar por grandes modificações a nível do chassis – suspensão, direcção, etc. Mesmo no que se refere a motor, centralina e caixa, deverá haver alguma contenção. No entanto, é importante que se permita que os carros possam ter uma carroçaria que torne atraente para quem vê as corridas, tais como os apêndices aerodinâmicos”. A filosofia do TC3 asiático não se quer restringir apenas aos orçamentos, apostando no equilíbrio de performances entre as viaturas. “Foi também referido pelo Lotti que o equilíbrio de performances será aplicado para nivelar o andamento dos carros e isto poderá acontecer com lastro de peso, ou mesmo com a utilização de diferentes diâmetros de restritores do turbo”, concluiu o primeiro piloto de Macau que correu num campeonato nacional português. Os planos do TC3 asiático, como o regulamento técnico e desportivo, deverão ser anunciados no final do mês, mas é já oficial que serão sete corridas espalhadas pelo sudeste asiático, desconhecendo-se nesta altura se o Circuito da Guia será uma das paragens obrigatórias.

POLÍCIA DERROTOU SUB-23 POR 2-0

Ching Fung surpreende Lam Pak palmarés não conseguiu evitar um novo desaire, desta feita frente ao quase desconhecido Ching Fung. No terceiro desafio disputado na presente edição da “Bolinha”, o Lam Pak somou uma penosa derrota por duas bolas a zero, num desafio que teve em Zhang Jun a sua principal figura. O atleta da República Popular da China apontou os dois tentos com

que o Ching Fung levou a melhor sobre Vernon Wong, Lee Keng Pan, Hou Man Hou e companhia. Zhang inaugurou o marcador aos doze minutos e a dez minutos do fim do desafio voltou a fazer o gosto ao pé, decidindo o encontro a favor do Ching Fung. Com a derrota ontem averbada, a formação do Grupo Desportivo Lam Pak caiu para a penúltima posi-

ção da tabela classificativa no que diz respeito às contas do Série A e hipotecou praticamente as hipóteses de seguir em frente na “Bolinha”.

POLÍCIA COMPETENTE

No outro desafio ontem disputado do Campeonato de Futebol de Sete de Macau, o Grupo Desportivo da Polícia de Segurança Pública fez o que lhe competia e derrotou sem

grandes dificuldades o frágil representante da Associação de Futebol de Macau no principal escalão da “Bolinha”. Em desafio a contar para a terceira jornada da Série B da competição, o sete das forças de segurança levou a melhor sobre a equipa A da Selecção de Sub-23 por duas bolas a zero, com Cheong Loi a inaugurar o marcador logo no primeiro minuto do desafio.

Com um futebol mais estruturado, o grupo de trabalho da Polícia dilatou a vantagem de que dispunha aos doze minutos, com Choi Chan In a encerrar as contas do marcador e a resolver a contenda a favor da PSP. O triunfo ontem obtido foi o segundo alcançado pelo emblema das forças de segurança na competição. Com sete pontos em três jogos disputados, o Grupo Desportivo da Polícia de Segurança Pública mantém-se na corrida por um lugar na segunda fase do Campeonato.


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hoje macau sexta-feira 5.9.2014

Notificação no 008/NOEP-L/GJN/2014 Considerando que não se revela possível notificar os interessados, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, para o efeito do regime procedimental nos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos do artigo 14º do Decreto-Lei nº 52/99/M, de 4 de Outubro, do artigo 68º e do nº 1 do artigo 72º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, o signatário notifica, pela presente, nos termos do nº 2 do artigo 72º do Código do Procedimento Administrativo e no uso das competências conferidas pelo Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e constantes da Proposta de Deliberação nº 01/PDCA/2014, de 9 de Maio, publicada na Série II do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau nº 20, de 15 de Maio de 2014 e pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 83/2014, publicado na Série II do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau nº 19, de 7 de Maio de 2014, os infractores, constantes das tabelas desta notificação, do conteúdo das respectivas decisões sancionatórias: Nos termos do nº 4 do artigo 36º, nº 1 do artigo 37º, artigos 38º e 39º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, aprovado pelo Regulamento Administrativo nº 28/2004 e em conjugação com o no 2 do artigo 5º do Código do Procedimento Administrativo, o Presidente do Conselho de Administração, ou seus substitutos, exararam despachos nas respectivas informações, tendo em consideração as infracções administrativas comprovadas e a existência de culpa confirmada. Assim: 1. Foram aplicadas aos infractores, constantes das Tabelas I a III, as multas previstas no nº 2 do artigo 45º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e no artigo 2º do Catálogo das Infracções, no valor de MOP600,00 (cada infracção): Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no nº 1 do artigo 13º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 7 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resultam da prática de actos de “nos espaços públicos, abandonar resíduos sólidos fora dos locais e recipientes especificamente destinados à sua deposição”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela I) Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto na alínea 1) do nº 1 do artigo 2º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 13 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resultam da prática de actos de “Cuspir ou lançar muco nasal para qualquer superfície do espaço público, de instalações públicas ou de equipamento público”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela II) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto no nº 2 do artigo 9º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 12 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resulta da prática do acto de “Não limpar de imediato o espaço público poluído com dejectos de animais de estimação que se está a acompanhar”, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela III) 2. Foi aplicada ao infractor, constante da Tabela IV, as multas previstas no nº 2 do artigo 46º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e no artigo 3º do Catálogo das Infracções, no valor de MOP700,00 (cada infracção): O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto no artigo 19º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 8 do artigo 3º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resulta da prática do acto de “Manter ou explorar situação, actividade, obra ou evento sem a autorização ou a licença exigidas nos termos do “Regulamento Geral dos Espaços Públicos””, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela IV) 3. Além disso, os infractores podem ainda apresentar reclamação contra os actos sancionatórios ao autor do acto, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da notificação, nos termos dos artigos 145º, 148º e 149º do Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 123º do referido código. Para efeitos do disposto no nº 2 do artigo 150º do mesmo diploma, a reclamação não tem efeito suspensivo sobre o acto. 4. Quanto aos actos sancionatórios, os infractores podem apresentar recurso contencioso no prazo estipulado nos artigos 25º e 26º do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei nº 110/99/M, de 13 de Dezembro, ao Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau. 5. Sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 75º do Código do Procedimento Administrativo, para efeitos do disposto nº 4 do artigo 55º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, os infractores deverão efectuar a liquidação de todo o valor das multas aplicadas, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a partir da data da publicação da presente notificação, no Gabinete Jurídico e Notariado do IACM (Núcleo Operativo do IACM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos), sito na Avenida da Praia Grande, nos 762-804, Edf. China Plaza, 5º andar, Macau, Centro de Actividades de S. Domingos, sito na Travessa do Soriano, Complexo Municipal do Mercado de S. Domingos, 4º andar, Macau ou através do acesso ao endereço electrónico http://www.iacm.gov.mo/rgep. Caso contrário, o IACM submeterá os processos à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para a cobrança coerciva, nos termos do artigo 17º do Decreto-Lei nº 52/99/M, mas sem prejuízo da aplicação do disposto no no 4 do artigo 18º do mesmo Decreto-Lei. Os infractores, antes da liquidação das multas, não poderão entrar de novo, na RAEM. 6. Não é de atender a esta notificação, caso os infractores constantes das tabelas anexas tenham já saldado, aquando da presente publicação, as respectivas multas, resultantes da acusação. Para informações mais pormenorizadas, os interessados poderão ligar para o telefone nº 8295 6868 ou dirigir-se pessoalmente ao referido Núcleo Operativo deste Instituto. Aos 25 de Agosto de 2014 O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek

Nome 柳向东 LIU XIANGDONG 付建平 FU JIANPING 曹传民 CAO CHUANMIN 邵志祥 SHAO ZHIXIANG 李书文 LI SHUWEN 黃永乐 HUANG YONGLE 黄燕波 HUANG YANBO 叶楚文 YE CHUWEN 潘文斌 PAN WENBIN 梁嘉欣 LIANG JIAXIN 段建波 DUAN JIANBO 谢燮南 XIE XIENAN 陈开宏 CHEN KAIHONG 张德明 ZHANG DEMING 毛志福 MAO ZHIFU 刘潤球 LIU RUNQIU 李召林 LI ZHAOLIN

Sexo

Nº da acusação

Data da infracção

Data em que foram exarados os despachos de aplicação das multas

M

(*1)

W31109***

A037899/2012

09/12/2012

21/11/2013

M

(*1)

W66889***

A038169/2013

15/01/2013

03/01/2014

M

(*1)

W66599***

A037633/2013

19/02/2013

03/01/2014

M

(*1)

W60130***

A037635/2013

19/02/2013

03/01/2014

M

(*1)

W55177***

A033301/2013

15/01/2013

03/01/2014

M

(*1)

W69993***

A037306/2013

13/02/2013

03/01/2014

F

(*1)

W41725***

A050918/2013

21/03/2013

25/04/2014

M

(*1)

W25761***

A048268/2013

21/03/2013

24/06/2014

M

(*1)

W32855***

A048270/2013

21/03/2013

24/06/2014

M/F

(*1)

W58407***

A051259/2013

22/03/2013

24/06/2014

M

(*1)

W57635***

A049422/2013

23/03/2013

24/06/2014

M

(*1)

W66742***

2-000017AF/2013

M

(*1)

W36998***

2-000011AQ/2013

07/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W60909***

A052656/2013

07/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W39469***

2-000024AQ/2013

08/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W62349***

A050544/2013

08/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W70109***

2-000025AJ/2013

09/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W68672***

A050458/2013

13/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W69573***

2-000036AJ/2013

18/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W73287***

A052256/2013

23/05/2013

24/06/2014

F

(*1)

W35192***

A052758/2013

24/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W57652***

A052833/2013

26/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W52433***

A032740/2013

14/06/2013

24/06/2014

M

(*1)

W9887***

2-000028AJ/2013

10/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W71957***

A024564/2013

06/06/2013

05/07/2013

M

(*1)

W49659***

A024681/2013

16/06/2013

24/06/2014

M

(*1)

W43121***

A024617/2013

16/06/2013

24/06/2014

M

(*2)

E00706***

A045011/2012

24/10/2012

25/10/2013

M

(*2)

G39427***

A033758/2012

27/12/2012

03/01/2014

M

(*2)

E05329***

A037584/2013

28/02/2013

03/01/2014

M/F

(*2)

G44005***

A037676/2013

11/03/2013

24/06/2014

M

(*2)

G47194***

A046842/2013

21/03/2013

24/06/2014

F

(*2)

G49359***

A050919/2013

21/03/2013

24/06/2014

M

(*2)

G45788***

2-000015AJ/2013

01/04/2013

24/06/2014

M

(*2)

G56146***

A052036/2013

11/05/2013

27/08/2013

M M M M M M M F F

(*2) (*3) (*3) (*3) (*3) (*3) (*3) (*4) (*4)

E12061*** 320421196006060*** 422103197412168*** 440281196503111*** 130803196205190*** 230822195302096*** 420102198909121*** 20769*** 14490***

A037169/2013 A050975/2013 A051060/2013 A050818/2013 A051800/2013 A048138/2013 A052278/2013 A049201/2013 A051057/2013

20/05/2013 21/03/2013 22/03/2013 22/03/2013 16/04/2013 21/05/2013 27/05/2013 24/01/2013 22/03/2013

24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014 15/07/2013 24/06/2014

F

(*4)

20740***

A055279/2013

19/06/2013

27/08/2013

F

(*5)

EB0237***

A037712/2013

21/03/2013

24/06/2014

M

(*5)

EB4239***

A037730/2013

08/04/2013

24/06/2014

M M F M M F

(*5) (*5) (*6) (*7) (*8) (*8)

EB2194*** XX5414*** AR520*** A27994*** GK1989*** M42794***

A050529/2013 A037156/2013 A052918/2013 2-000025AQ/2013 2-000040AQ/2013 A025649/2013

30/04/2013 13/05/2013 14/05/2013 08/05/2013 23/05/2013 13/05/2013

24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014 24/06/2014

M

(*9)

H0592**(*)

A045575/2012

06/06/2012

10/04/2013

M

(*1)

W60771***

A021994/2012

12/12/2012

03/01/2014

M

(*1)

W52694***

A038267/2013

12/01/2013

03/01/2014

M

(*1)

W53230***

A038115/2013

06/02/2013

03/01/2014

M

(*1)

W58273***

A033442/2013

02/03/2013

03/01/2014

Tabela II

Tabela I Tipo e nº do documento de identificação

陈三喜 CHEN SANXI 王向炳 WANG XIANGBING 陈福钦 CHEN FUQIN 胡锦泽 HU JINZE 伍健宇 WU JIANYU 刘亮 吕福枝 LYU FUZHI 冯泽阳 FENG ZEYANG 陈坚平 CHEN JIANPING 米廸 MI DI 孙立杰 SUN LIJIE 戚进文 QIJINWEN 馬洪丹 MA HONGDAN 任秉高 REN BINGGAO 张剑锋 ZHANG JIANFENG 刘清华 LIU QINGHUA 苏伟星 SU WEIXING 曹定兴 CAO DINGXING 何海洋 HE HAIYANG 梁友胜 LIANG YOUSHENG 周曼娇 ZHOU MANJIAO 赵根荣 ZHAO GENRONG 潘洪军 PAN HONGJUN 陈俊利 范荣显 罗长春 王永华 郭殿山 贾守会 蒋欣 HASTUTIK ME ME KHAING MENDOZA MARY JANE JACOB GADI RICA JANET VILLANUEVA BALDE EDGARDO MADRONA SAN JOSE ALVIN TOLOSA JAYE VINCENT WASINIH SUJANA LOW YOKE MENG KIM DEOKHWA KIM MIOK 嚴原生 YIM YUEN SANG

24/03/2013

24/06/2014

M

(*1)

W54210***

2-000010AJ/2013

27/03/2013

24/06/2014

M

(*1)

W51384***

A048081/2013

27/04/2013

24/06/2014

M

(*1)

W48439***

A019223/2013

29/04/2013

24/06/2014

F

(*1)

W53527***

A052062/2013

02/05/2013

24/06/2014

M

(*1)

W29688***

2-000012AQ/2013

07/05/2013

24/06/2014

仇金平 纪敏 JI MIN 吴宏伟 WU HONGWEI 陈中华 CHEN ZHONGHUA 顾少敏 GU SHAOMIN 许明胜 XU MINGSHENG 林定葵 LIN DENGKUI 吴登琨 WU DENGKUN 程言冬 CHENG YANDONG NGUYEN THI THUY

F

(*1)

W66681***

A036839/2013

16/04/2013

24/06/2014

M

(*1)

W67341***

A052657/2013

07/05/2013

24/06/2014

F

(*1)

W71815***

A025647/2013

07/05/2013

24/06/2014 24/06/2014

M

(*1)

W68884***

A024825/2013

18/06/2013

M

(*2)

E04227***

A033393/2013

02/02/2013

06/03/2013

F

(*4)

20636***

A050067/2013

22/03/2013

24/06/2014

JAMANDRE ZENAIDA GALLARDO

F

(*9)

W6548**(*)

A050727/2013

08/05/2013

24/06/2014

周春仁

M

(*1)

W64576***

A0014752/2013

14/06/2013

27/08/2013

Tabela III

Tabela IV

Nota: (*1) (*2) (*3) (*4) (*5) (*6) (*7) (*8) (*9)

Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau Passaporte da República Popular da China Bilhete de Identidade de Residente da República Popular da China Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente Passaporte da República das Filipinas Passaporte da República da Indonésia Passaporte da Malásia Passaporte da República da Coreia Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong

WWW. IACM.GOV.MO


( F ) UTILIDADES

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

TEMPO

Cineteatro

AGUACEIROS

MIN

25

MAX

32

HUM

70-95%

•

EURO

CINEMA

10.4

BAHT

0.2

YUAN

27

1.2

LÍNGUA DE gATO

THE EXPENDABLES 3 SALA 1

Com: Helen Mirren, Manish Dayal, Charlotte Le Bon, Om Puri 14.30, 19.15

THE EXPENDABLES 3 [C] Um filme de: Patrick Hughes Com: Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jet Li 14.30, 19.15

THE EXPENDABLES 3 [C]

CAFE • WAITING • LOVE [B]

FALADO EM MANDARIM E LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Chiang Chin Lin Com: Vivian Chow, Megan Lai, Pauline Lan, Lee Luo 16.45, 21.30 SALA 2

THE HUNDRED-FOOT JOURNEY [B] Um filme de: Lasse Hallstrom

ACONTECEU HOJE

Pu Yi

Um filme de: Patrick Hughes Com: Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jet Li 16.45, 21.30

Uma bica, por favor

SALA 3

BUT ALWAYS [B]

Um filme de: Snow Zou Com: Nicholas Tse, Gao Yaun-yuan, Tong Da-wei 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

5 DE SETEMBRO

Nasce Freddie Mercury, a voz de um rei nos Queen • Hoje é dia de recordar Freddie Mercury, cantor e compositor britânico, vocalista dos Queen, considerado um dos melhores artistas de todos os tempos. Nasceu Farrokh Bulsara – na localidade de Stone Town, Cidade de Pedra, em Zanzibar, a 5 de Setembro de 1946 –, mas adoptou o nome artístico de Freddie Mercury. Como líder dos Queen, e detentor de uma voz única, conquistou o seu espaço na galeria dos mais talentosos. Freddie Mercury é um dos melhores cantores de todos os tempos, reconhecido pelos críticos e pela legião de fãs que ainda o venera. E é uma das vozes mais conhecidas do mundo, facto comprovado em algumas votações em todo o mundo. A sua entrada nos Queen dá-se quando conhece, na faculdade, o baixista Tim Staffell, que tinha uma banda chamada ‘Smile’, composta por Brian May, como guitarrista, e Roger Taylor, baterista. Freddie foi um dia participar num dos ensaios e tornou-se vocalista a partir de Abril de 1970, quando Tim deixa o grupo. A banda passa a chamar-se ‘Queen’. Como compositor, Mercury criou diversas músicas que elevaram os Queen. Destacam-se ‘Bohemian Rhapsody’, ‘We Are The Champions’ e o romântico ‘Love Of My Life’. Nos palcos, exalava poder, assente na sua voz imperial e numa postura a condizer. Tornou-se uma figura incontornável da história da música, não apenas como vocalista dos Queen, mas também com alguns trabalhos a solo, como produtor e músico convidado. Freddie viria a morrer a 24 de Novembro de 1991, vítima de uma broncopneumonia, causada pela SIDA. Morreu um dia depois de revelar que padecia desta doença. Hoje, dia em que se assinala o seu nascimento, recorda-se o rei.

João Corvo

H O J E H Á F I L M E THE TRUTH ABOUT BEAUTY LAM OI WAH (2014) Guo Jing ia graduar-se de uma universidade de renome, quando o seu namorado decidiu terminar tudo devido à aparência feia de Guo Jing. A tristeza pelo fim do namoro e o fracasso à procura de emprego, leva Guo a iniciar-se nas operações plásticas, de forma a mudar de vida. O que começou por uma operação às pálpebras, desencadeia mais e mais operações. Cada vez mais bonita, Guo Jing arranja um novo namorado e também trabalho, atingindo o que, para ela, seria a vida ideal. Contudo, a descoberta daquele que seria, para sempre, um segredo entre ela e o seu cirurgião plástico transforma Guo Jing numa piada, tornando inúteis o sucesso na carreira e a sua beleza, que também acaba por enfurecer o namorado, por ser “falsa”. Um filme que descreve bem a realidade das operações plásticas e o que a mente humana assume como beleza. - Flora Fong

fonte da inveja

Ser infantil é uma das obrigações do homem sério.

Se, por vezes, sou o mais acirrado crítico de Portugal e da mentalidade que por aquele país paira, tantas outras são as vezes em que penso nas coisas boas de paragens lusas. O café expresso é uma delas, por exemplo. “É uma bica e um copo de água, por favor”, ouvimos dizer inúmeras vezes. Pelo menos é isto que me chega aos ouvidos vindo dos meus amigos de terras longínquas, lá pró meio do Atlântico. Sempre disse que provar coisas novas não é boa ideia, porque existe sempre a possibilidade de gostarmos e de não conseguirmos parar. Não falo de drogas, nem de outros vícios que tal. Falo de café. Um dia, um amigo meu, que voou de Portugal para cá, trouxe-me um café expresso numa taça decorada com o galo de Barcelos. Aparentemente, a lembrança era a taça e não o café, mas decidi beber na mesma. E que café! Nunca havia provado tal coisa e nem imaginam a diferença que se sente para aquilo a que, por terras macaístas, insistem em apelidar de “expresso”. É que água suja com cheiro a borra de café não é, na sua essência, café. Se há coisa que Portugal tem de bom é o café, sempre tão concentrado e saboroso, capaz de fazer as delícias de qualquer um, satisfazendo qualquer paladar, até os mais exigentes. Até no Brasil, terra de cultivo do café, a bebida é normalmente servida em copos grandes, daqueles de chocolate quente ou galão. “É uma bica e um copo de água, favor”, vislumbro eu, enquanto escrevo esta crónica.


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OPINIÃO

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

ARNALDO GONÇALVES

crepúsculo dos ídolos

Sufrágio Universal em Hong Kong: o colapso das expectativas os mais desatentos. O homem do Governo Popular Central esteve em Hong Kong, em 22 de Novembro de 2013, onde teve consultas, à porta fechada, com membros do LEGCO pró-Pequim e com representantes de Hong Kong na Comissão Política e Consultiva do Povo Chinês, o órgão ‘rubber-stamp’ que legitima as decisões tomadas pela Assembleia Popular Nacional. A imprensa pró-comunista de Hong Kong não deixou passar a ocasião para classificar o encontro como ‘um significativo avanço’ que permitira ‘escrever na parede’(China Daily, Wen Wei Po, Ta Kung Pao).

MICHEL HAZANAVICIUS, THE ARTIST

O

anúncio pela China do novo modelo de eleição do Chefe de Executivo para Hong Kong, em 2017, lançou ondas de choque na ex-colónia britânica traduzindo-se na frustração das expectativas dos que esperavam uma efectiva abertura do sistema de representação no sentido de uma eleição livre, democrática e competitiva do Chefe de Executivo da Região Administrativa de Hong Kong e depois do LEGCO. Durante meses o debate político centrou-se na definição dos critérios de apuramento dos candidatos que a China se recusou a explicitar e na possibilidade das forças democráticas apresentarem o seu próprio candidato, a escrutínio. A luta política tomou um fácies radical com o movimento Occupy Central a perturbar, durante algum tempo, a circulação de pessoas na zona central da ilha e a abrir os noticiários das televisões. O que foi acompanhado de tomadas de posição de confronto directo com o governo chinês por parte da ala esquerdista e ‘filibuster’ do movimento democrático1. No essencial, a resolução da Comissão Permanente daAssembleia Popular Nacional (CP-APN) determina a realização de eleições para o Chefe do Executivo, em 2017, através do voto directo dos cidadãos quanto aos candidatos que tenham sido previamente seleccionados por um Comité Eleitoral ‘amplamente representativo’. Comité formado a partir dos 1200 membros do actual Comité Eleitoral conforme o que resulta do artigo 45.o da Lei Básica e do seu anexo I. De acordo com a regra de escrutínio ora estabelecida na resolução, os candidatos com o máximo de 3 terão de recolher mais de 50% dos apoios do Comité Eleitoral para poderem ser submetidos à votação dos 7.2 milhões de cidadãos de Hong Kong e à aprovação do Governo Central. No entendimento das forças democráticas e dos observadores internacionais, a solução arquitectada destina-se a afunilar as escolhas para Chefe do Executivo restringindo as alternativas aos lealistas pró-Pequim e preterindo qualquer hipótese de candidatura da área democrática. Li Fei (李飛) , o enigmático presidente do Comité da Lei Básica do Governo Central (e vice-secretário-geral da CP-APN) na conferência de imprensa que deu em Pequim (e repetiu em Hong Kong no final do mês de Agosto) foi muito claro ao afirmar que o critério de que os candidatos ‘amem o país e amem Hong Kong protegerá a estabilidade de Hong Kong agora e no futuro’. Trata-se de um critério ideológico de conformidade política com o regime comunista que vigora no continente que terá encontrado inspiração no modelo de eleição de dirigentes dos países da Europa de Leste, antes de 1989. Aresolução de Pequim apenas surpreenderá

“O movimento para a democracia tem sido, nestas seis décadas, notável sob qualquer ponto de vista. Hong Kong não está arredado deste movimento e o tempo joga a seu favor. O que se exige é paciência, resistência e determinação” Não passou despercebido que o Sr. Li Fei, ex-membro da Liga Comunista da Juventude a que é associado, também, o Primeiro-Ministro Le kejiang, tenha tirado partido da visibilidade da sua visita para acusar os legisladores democratas de ‘enganarem a sociedade’ e de ‘fomentarem a confusão’ ao exigirem que as eleições sigam o modelo internacional o que nas suas palavras ‘iria criar uma sociedade caótica’. Na retórica leninista do homem da APN ‘muitas pessoas de Hong Kong têm perdido muito tempo a discutir coisas que não são apropriadas e a não discutir o que é apropriado”(sic)2. A solução avançada por Pequim não caiu

do céu e há muito era defendida por Jasper Tsang Yok-sing (已登入), o fundador do partido Aliança Democrática para o Aperfeiçoamento e Progresso de Hong Kong (DAB em inglês), político sempre associado à organização ‘clandestina’ do Partido Comunista Chinês em Hong Kong e actual presidente da mesa do LEGCO. Esta era, aliás, uma das três propostas que haviam sido avançadas pelos partidos pró-Pequim (e pelo Partido Liberal). Propostas que nunca mereceram particular resposta dos pan-democratas que preferiam o estardalhaço das acções de rua, dos ‘happenning’ e do apoio ao movimento radical do Occupy Central . O relatório de C Y Leung (梁振英) sobre a reforma do processo eleitoral daria cobertura à posição dos sectores tradicionais e empresariais assustados com a desestabilização de Hong Kong, cerceando, definitivamente, uma possível abertura a eleições directas e universais com base em candidaturas abertas e competitivas. Nesse relatório, C Y Leung afiançou de que ‘não há necessidade de alterar o método para selecção do CE em 2017 de forma a garantir o sufrágio universal’3. Em abono da posição oficial de Pequim C Y Leung veio declarar que o sufrágio universal ‘é um passo decisivo no desenvolvimento de Hong Kong’. A questão agora é o que fazer quanto à resolução do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional que será transformada em proposta (bill) da Administração de C Y Leung ao LEGCO. Sendo evidente que o sector pró-Pequim se alinhará na defesa da proposta de Pequim constitui uma desonestidade intelectual dizer-se que o sistema fica mais democrático agora que o Chefe do Executivo irá ser eleito pelo voto directo dos cidadãos. O líder da Coreia do Norte é eleito por voto directo dos cidadãos e não é por isso que se trata de uma eleição democrática. Os presidentes da República do Estado Novo, em Portugal, foram sempre eleitos por voto directo dos cidadãos e só por ridículo se pode afirmar que essas eleições foram sempre democráticas. A natureza democrática de um processo eleitoral não é determinada pela amplitude dos eleitores mas pela abertura do sistema e a competitividade dos programas e das candidaturas postas a sufrágio. O sistema agora protagonizado é bem pior do que existe neste momento. Nas últimas eleições para Chefe do Executivo da RAEHK, o apoio da Comissão Eleitoral necessário à apresentação de uma candidatura era de 12.5% dos 1200 membros e por essa via apareceu a candidatura de Albert Ho (何俊仁), o então presidente do Partido Democrata. Com a exigência de um rácio de 50% de votos do Comité Eleitoral para a viabilização de uma candidatura essa possibilidade não pode ser repetida e, portanto, o sistema é um retrocesso. Ainda que fosse

possível e o candidato da oposição fosse eleito Pequim recusar-se-ia a investi-lo nas funções por o considerar ‘anti-patriota’. Também é de todo improvável que o Comité Eleitoral para 2017 seja constituído de forma diferente do actual onde têm peso decisivo os representantes do primeiro e segundo sectores, isto é, os ‘tycoon’, os grandes empresários e industriais, os banqueiros. Gente que não quer perder, de forma alguma, o poder de determinar a evolução política e económica de Hong Kong e de ver satisfeitos pelo governo os seus projectos de negócio, bem como o acesso privilegiado aos contratos públicos. Como dizia o director da Faculdade de Direito da Universidade de Tsinghua, no Clube de Jornalistas de Hong Kong, Wang Zhenming (王 振民), o sufrágio directo e universal significaria a redistribuição dos interesses económicos pela sociedade o que implicaria que ‘as fatias do bolo teriam de ser partilhados com outros”. O que desagradaria à casta que acede aos negócios, situação que terá encontrado particular audição em Pequim. Do ponto de vista dos democratas dois caminhos e cinco acções são extrapoláveis. De um lado, a agudização das acções de rua, a repetição do estardalhaço do Occupy Central, o corte cerce com Pequim. Do outro a centralização da estratégia política no governo de C Y Leung. O primeiro caminho parece prejudicado porque a sua eficácia foi nula e se traduziu na hostilização da classe média que olha toda esta agitação como perturbadora. O segundo mais longo e fiável centra o combate político dentro do sistema e de acordo com as suas regras. Desde logo o chumbo da proposta de C Y Leung, no LEGCO, por força da maioria qualificada de dois terços exigível e o presumível bloco de 27 legisladores democratas que se irá agrupar para que ela não passe. Também manter a luta pela democracia visível na imprensa internacional, alimentando a simpatia que ela desperta junto da opinião pública. Por outro explorar as fissuras que com o tempo acontecerão no grupo pró-Pequim que integra desde militantes comunistas, à alta burguesia da indústria e da finança passando pelos pequeno e médio empresariado do partido liberal. Finalmente a integração e federalização do movimento democrático num partido unificado mas que conserve a pluralidade de opiniões através da formação de alas como acontece nos partidos social-democratas na Europa. Há 60 anos apenas um terço dos países eram democracias. Neste momento, de acordo com os dados da Freedom House apenas 25% dos 195 países do planeta são ditaduras ou sistemas autoritários. O movimento para a democracia tem sido, nestas seis décadas, notável sob qualquer ponto de vista. Hong Kong não está arredado deste movimento e o tempo joga a seu favor. O que se exige é paciência, resistência e determinação.

1 - Refere-se a uma acção ou conjunto de acções com o objectivo de obstruir o progresso dos trabalhos de uma assembleia legislativa, embora não violando directamente o regimento interno do órgão. 2 - The Guardian, ‘China rules out open elections in Hong Kong’, 31.08.2014. 3 - Want China Times, ‘HK chief submits report to Beijing on Constitutional Development’, 16.07.2014.


opinião 29

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

PAUL CHAN WAI CHI*

um grito no deserto

Gémeos siameses de Macau: Política e Economia (parte 2) um só candidato não é uma eleição. Li Fei disse ainda que esperava que a população de Hong Kong aceitasse os requerimentos que determinam que um candidato precisa do apoio de mais de metade dos membros do colégio eleitoral para poder participar na eleição e que o número máximo de candidatos seriam duas ou três pessoas. Se este processo eleitoral fosse aplicado em Macau, é possível que a Assembleia Legislativa o aprovasse, visto esta estar sobre o controle do campo pró-Pequim. Isto não beneficiaria o progresso democrático de Macau mas poderia evitar a situação embaraçosa de ter apenas um candidato a participar nas eleições para a selecção do Chefe do Executivo de Macau. Na superfície, o desenvolvimento político de Macau parece uma piscina de água estagnada ou água fedorenta. Mas durante o referendo civil e nas posteriores acções sociais foi óbvio que alguns membros da população já não conseguiam esconder o seu descontentamento. Das cerca de 8.000 pessoas que se registaram online com o seu nome verdadeiro para poder votar no referendo, a maioria manifestou-se a favor da realização de sufrágio universal na próxima eleição para o Chefe do Executivo e exprimiu não ter confiança em Chui Sai On. O apoio público para o referendo civil não diminuiu devido à interferência e repressão das autoridades públicas, tendo, antes pelo contrário, levado o público a exigir ainda mais justiça. Durante as inúmeras acções realizadas em Agosto, vários jovens, inclusive o organizador da “Forefront of the Macao Gaaming”, que pro-

MATT DAMON E GREG KINNEAR EM “STUCK ON YOU”

A

S eleições para o quarto mandato do Chefe do Executivo de Macau decorreram com sucesso no dia 31 de Agosto conforme esperado. Nesse mesmo dia, um grupo de jovens realizou uma manifestação em frente à Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental a favor de reformas democráticas em Macau, em que se ajoelhavam e tocavam no chão com a cabeça (kowtow) cada vez que andavam quatro passos. Nesta tarde extremamente quente, apenas a polícia estava presente para manter a ordem, não se encontrando no local ninguém para assistir ao protesto. A acção deste grupo não foi uma performance política mas sim uma expressão dos seus objectivos políticos. A resolução deste grupo de jovens, que escolheu uma forma de protesto muito racional e pacífica, mostrou que a geração mais jovem está a ser muito razoável na sua luta por reformas políticas. O sistema eleitoral definido para a realização do sufrágio universal na RAEHK em 2017 inclui um mecanismo de pré-selecção e um limite máximo ao número de candidatos. Contudo, estes arranjos podem ainda ser vetados pelo campo pró-democrata na Assembleia Legislativa da cidade. Mesmo assim, o atrasar de passo do desenvolvimento do sistema político pode não ser assim tão mau, visto ser melhor do que ser forçado no futuro a obedecer a um sistema constitucional instituído. A situação é semelhante a um cenário em que os pais apresentam ao seu filho duas ou três mulheres para este escolher uma em casamento, pois esta situação exclui o amor verdadeiro. Em Macau, o referendo civil organizado por três associações locais foi suprimido pelo Governo por diversas razões. Será este cenário político um bom ou mau momento para os jovens pró-democratas de Macau? No que diz respeito à economia, as receitas obtidas através das taxas do jogo desceram consecutivamente nos últimos três meses. Alguns académicos acreditam que a situação foi causada pelas medidas implementadas na China para combater a corrupção, em conjunção com as medidas por parte das autoridades norte-americanas para aumentar as taxas de juro, o que preocuparia muitas pessoas envolvidas em investimentos financeiros e em negócios de imobiliário. Será esta a melhor altura então para reeleger Chui Sai On? Durante a visita a Hong Kong de Li Fei, vice-secretário-geral do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular, que veio explicar o método eleitoral para a escolha por sufrágio universal do Chefe do Executivo do território vizinho, este alto quadro chinês referiu que um acto eleitoral com

“Os gémeos siameses de Macau (política e economia) têm sido mimados durante todos estes anos, não tendo hoje em dia a capacidade de funcionarem independentemente um do outro nem de lutarem contra as adversidades” moveu vários protestos de rua, acabaram por ser transformados em vítimas de perseguição por parte das autoridades, o que fez com que ficassem identificados como embaixadores da democracia. O seu desempenho formidável já tinha ganho reconhecimento por parte do público e trazem agora esperança para o progresso democrático de Macau no futuro. Dois destes jovens podem mesmo vir a representar a sua organização política nas eleições para a Assembleia Legislativa de 2017, onde podem mesmo vir a ganhar alguns lugares para carregarem então a tocha do desenvolvimento democrático. Chui Sai On foi reeleito na sua própria eleição de um só candidato com 100% de garantia, o que faz com que seja responsável por qualquer consequência política. Depois de ser eleito para o posto, alguns jornalistas

criticaram a sua mudança de comportamento. Antes da eleição, o candidato dizia que sim a tudo. Mas uma vez reeleito, já se recusava a responder ao que quer que fosse. Esta é na verdade um comportamento normal para Chui pois há uma grande diferença entre o que pretende fazer e o que consegue fazer na realidade. Não nego que Chui tenha intenções de ser um bom Chefe do Executivo. Mas para o conseguir fazer, tem de ter capacidades suficientes, assim como as condições e os apoios necessários, o que não está a conseguir reunir. É fácil ser reeleito num processo político e num cenário económico controlado, mas vai ser difícil de conseguir ainda mais desenvolvimento ou mesmo manter a estabilidade. Os gémeos siameses de Macau (política e economia) têm sido mimados durante todos estes anos, não tendo hoje em dia a capacidade de funcionarem independentemente um do outro nem de lutarem contra as adversidades. A incompetência da administração e a má performance do Governo foi óbvia durante muito tempo, o que fez o público perceber que os problemas sociais não podem ser resolvidos através da dependência no Governo e em certas associações, não obstante o sucesso da economia. Pelo contrário, esta situação criou ainda mais problemas. O acordar do povo e o seu recente interesse em proteger o seus direitos civis levaram a que os jovens pró-democracia de Macau gozassem de mais margem de manobra e apoio público no desenvolvimento da democracia. Um desacelerar da economia levaria a um certo abrandamento deste desenvolvimento social. Mas, ao mesmo tempo, poderia produzir o tempo e espaço necessários para acalmar o desenvolvimento desenfreado da cidade e fazer ajustes às anomalias da sua estrutura sócio-económica. A economia e a política de Macau passaram de um par de gémeos para gémeos siameses devido a anos de ligação mútua. Agora, um simples toque é suficiente para os fazer ficar tensos. Mas com o aparecimento de uma nova geração de pró-democratas e com ajustes económicos, este par de gémeos siameses ainda poderiam vir a ser separados através de um despertar da população e de movimentos sociais. Para que Macau se torne um componente genuíno da China, as suas políticas e economia têm que conseguir manter-se e desenvolver-se de forma independente. Quando a área política e económica se mantêm como um par de gémeos siameses, só conseguem sobreviver através de cuidados especiais e de alimentação à boca. *Ex-deputado e membro da Associação Novo Macau Democrático


30 opinião

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

ISABEL CASTRO

contramão

ALFONSO CUARÓN, GRAVITY

isabelcorreiadecastro@gmail.com

Inquietação

N

ÃO consigo perceber o que passa pela cabeça de uma miúda para, aos 20 anos, mudar de religião, de hábitos e de princípios, mudar de país, casar com um miúdo com quem trocou meia dúzia de mensagens pela Internet, cobrir o rosto e ficar só com os olhos de fora, para poder estar ao lado daqueles que acham que é a cortar cabeças que se faz justiça. Diz o pai, português do Alentejo, que a miúda até gostava de beber umas cervejas, fumar uns cigarros e sair com os amigos. As coisas normais de uma miúda que nasceu sem o rosto coberto e que podia andar na rua sem ser acompanhada por um ser do sexo masculino. De um ano para o outro, achou que ser muçulmana é que estava a dar. Também não consigo perceber porque é que um miúdo com origens de Tondela se faz explodir no Médio Oriente. Não compreendo os mártires, não gosto deles, entre os mártires bons e os mártires maus não há diferença, são todos seres que, em nome de um altruísmo maior, são uns grandes egoístas. Claro está que não faltam explicações sociológicas para perceber estes fenómenos: os putos estão perdidos, não encontram causas no meio onde sempre foram criados e onde vivem, são meninos demasiado protegidos, são meninos que não tiveram protecção suficiente. As justificações são mais do que as mães, mas eu não percebo. Não percebo este mundo redondo no tempo, que dá voltas e voltas para ir parar ao século XII.

Enquanto a Europa vai contando os jovens e inocentes terroristas que tem no Iraque e na Síria, os Estados Unidos lamentam as mortes que lhe chegam em vídeo e definem estratégias. O mundo prepara-se para ir à guerra outra vez, como se a guerra algum dia tivesse mesmo fechado, Obama já deixou a mensagem aos aliados, contam-se espingardas porque, vistas bem as coisas, o Estado Islâmico não é um grupo de putos chateados com os pais, o Estado Islâmico tem poder, tem dinheiro, muito dinheiro, tem petróleo, muito petróleo, e tem miúdos de muitos países e do Alentejo e de Tondela com o sincero desejo de morrerem a matar.

Nós por aqui vamos indo. Tivemos umas eleições mas quase ninguém deu por isso. O mundo anda mesmo ocupado com coisas muito mais importantes Enquanto isto, entre Moscovo e Kiev, o tempo do mundo parou no início do século passado, a história não ensina nada a muita gente, por um pedaço de terra se mata, por um pedaço de poder se diz aos outros para morrerem. Uma certa comunidade internacional torce o nariz, afinal o pós-guerra

ainda não acabou, dali ninguém sabe o que está para vir, há muita coisa do passado por resolver. Os acordos de paz deviam vir com data certa para as pessoas se entenderem a sério e se deixarem de tretas, que a vida é bastante mais do que passarmos o tempo a andar para trás. O mundo lá fora é redondo e anda tenso, anda inquieto. Aqui ao lado a situação também é agreste, numa outra dimensão de inquietude. Pequim falou com voz alta e há quem não lide bem com o tom, há quem queira outro tipo de discussão. Há quem entenda que a voz grossa lá de cima vai calar quem discorda dela. Outros dizem que isto tudo vai dar para o torto, ainda mais para o torto, que isto assim não pode ser. E eu vou lendo, sem nunca perceber, porque é que as lutas de poder minam os dias de quem já o tem em doses que ultrapassam o aconselhável. Nós por aqui vamos indo. Tivemos umas eleições mas quase ninguém deu por isso. O mundo anda mesmo ocupado com coisas muito mais importantes. Tivemos um referendo informal, mas a opinião de quem vota informalmente não interessa – e isso já se adivinhava – a quem tem a obrigação moral de compreender a terra que governa. A polémica acabou, agora chegou a hora da justiça e das acusações contra acusações, mas um dia destes esquecem-se as acusações e amigos como sempre, com as causas de sempre, com o poder de sempre, que nada mudou. Há uma cidade que cresce à velocidade da luz e outra que se perdeu no tempo em que quase não era preciso pensar. E eu também não compreendo.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Cecília Lin; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado; Ricardo Borges (estagiário) Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


PERFIL

hoje macau sexta-feira 5.9.2014

ALBERTO PABLO, GERENTE DO RESTAURANTE CARAVELA

“SOU ABENÇOADO POR ESTE GRANDE PAÍS QUE É A CHINA”

FILIPA ARAÚJO

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

A

LBERTO Pablo é o responsável de um dos, se não o mais, famoso restaurante português em Macau: o Caravela. “Estou como administrador do Restaurante Caravela há cerca de dez anos”, contou ao HM. A viver em Macau há 25 anos, Alberto Pablo explicou que “a clientela” portuguesa foi uma conquista progressiva na história do Caravela. “Os portugueses habituaram-se a frequentar o restaurante”, afirmou, explicando que “é fácil marcar um encontro no Caravela porque, para além de toda a gente conhecer a sua localização - já que fica no ‘coração’ da península -, tem uma esplanada magnífica onde se podem ter agradáveis conversas”. Característica que, para Alberto Pablo, muito falta aos estabelecimentos do território. “Considero que há falta de espaços portugueses em Macau, sobretudo de estabelecimentos que contenham esplanadas”, defendeu. Para Alberto, os residentes de Macau passam muito do seu tempo fechados “em apartamentos, escritórios ou em salas de aula” e “de vez em quando” é necessário “estar ao ar livre, conviver, comer, beber, o que seja, mas ao ar livre”. Mas não são só os portugueses que visitam o Caravela. Enumerando uma lista de várias nacionalidades, Alberto explica que já teve clientes de todo o mundo. “Japoneses, italianos, australianos, franceses, americanos, russos, coreanos, espanhóis... dos vários pontos da China”, conta, dizendo que muitos são os que já saborearam um “bom almoço” servido no Caravela. “Já tive clientes que traziam nas mãos revistas dos seus países onde estavam publicitados produtos do Caravela”, partilhou. E é essa fama além fronteiras que torna o espaço tão acolhedor. Isso e os “produtos portugueses”. Alberto conta que a equipa “tenta colocar ao dispor dos clientes todos os produtos portugueses que existem no mercado”, mas que alguns “são produção própria”. Por exemplo, “as famosas empanadilhas, os croquetes, os rissóis de camarão, o pão caseiro, o pão de forma, o tão conhecido leitão à Bairrada, as francesinhas e muitos outros”, refere. Na sua opinião tudo isto serve como apaziguador do sentimento de saudade, tão português. “O objectivo é que a nossa comunidade [portuguesa] sinta menos saudades do nosso país”, sublinhou. Comunidade esta, que na visão do empresário, “vive o dia-a-dia a pensar

no bem estar das suas famílias”, pessoas que “trabalham arduamente para manter os seus postos de trabalho” e sempre que podem dão um pulo até “Portugal para visitar os seus e matar essas saudades”. Relembrando a última década, Alberto diz-nos que já ouviu muitas histórias, guardou muitos segredos e gargalhou com muitos clientes. Partilha ao HM que, um certo dia, numa manhã macaense, uma senhora sentou-se na esplanada e “pediu um copo com água”. Depois de lhe ser dado, a cliente “começou a lavar o rosto, depois as orelhas e depois o pescoço”, facto que fez estranhar quem a olhava. Logo depois “pediu mais um copo com água e começou a despir-se, pouco a pouco foi-se lavando, acabando por retirar quase toda a roupa”, contou. “Um sujeito que frequentava o estabelecimento e que tinha perturbações mentais alertou os funcionários com gritos. Dizia: a maluca está nua, está nua e já tomou banho!”, partilhou Alberto definindo a situação como o momento mais estranho a que já assistiu.

“Tenho aqui muitos amigos, quase toda a minha família, e tenho sido muito bem tratado e acarinhado” Para o futuro, o empresário não sabe o que lhe reserva o destino, mas uma coisa é certa, tanto Alberto como a sua família não têm planos para sair de Macau. “Tenho aqui muitos amigos, quase toda a minha família, e tenho sido muito bem tratado e acarinhado”, disse, fazendo também referência às entidades públicas. Lançando um olhar por Macau, Aberto imagina como seria se os prédios em ruínas fossem derrubados e os imóveis habitacionais conservados, pintados e consertados. “As artérias poderiam ser mais limpas, sem ratos, sem baratas, sem fios de electricidade emaranhados e cruzados, sem qualquer ordem ou beleza”, reflecte. O empresário defende que, em Macau, existe “alguma falta de compreensão, aceitação, amor, diálogo e espírito de entreajuda” e, como forma de conselho aos portugueses, alerta que é “prudente perceber as diferenças e ter presente que vivemos num país que não é o nosso”, não deixando de mencionar que se sente “abençoado por este grande país que é a China”.

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Tabaco Delegação de Macau em Hong Kong

Uma delegação de Macau participou, nas passadas terça e quarta-feira, num seminário de prevenção e controlo do tabaco, que foi organizado pela Comissão do Tabaco e Saúde de Hong Kong. Foi ainda anunciado que Macau será a região escolhida para acolher a próxima edição desta iniciativa. O seminário foi também palco para a discussão sobre novas medidas de controlo, como a subida do imposto sobre o tabaco, ou as formas de sanção. Na sessão estiveram presentes o director e o subdirector dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion e Cheang Seng Ip. O evento contou com mais de 200 especialistas, incluindo os 24 representantes da delegação local.

Dalai Lama Cancelada viagem à África do Sul por ter visto negado

O Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, decidiu cancelar a sua viagem à África do Sul, prevista para Outubro, para participar numa reunião de vários prémios Nobel da Paz depois de ter o seu visto negado pela terceira vez. «O ministro dos Negócios Estrangeiros recebeu a confirmação por escrito de sua santidade, o Dalai Lama, na Índia, do cancelamento da sua visita á África do Sul (…) Após esta anulação, o ministério considera que o caso está encerrado», indicou um comunicado. O líder espiritual tibetano, prémio Nobel da Paz em 1989, é considerado um separatista por Pequim, um dos maiores sócios comerciais da África do Sul, que, juntamente com a China, forma parte do grupo dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) dos países emergentes mais poderosos do planeta. Trata-se da terceira vez em cinco anos que a África do Sul nega a entrada no país do líder espiritual.

N

O Hoje Macau não somos supersticiosos. Por aqui não reinam a numerologia, a astrologia ou sequer o fong-sói. Herdeiros das Luzes, acreditamos na experiência e no que a nossa mente nos diz de e a partir da experiência. E, acreditem caros leitores, somos muito mais felizes e, sobretudo, muito mais livres por isso. E, porque liberdade implica escolha e responsabilidade, somos totalmente responsáveis por tudo aquilo que fazemos. Daqui nunca sairão desculpas que não tenham a ver com o reconhecimento de um erro. É verdade: não somos perfeitos. No entanto, deixamos os fantasmas para os outros. Hoje fazemos 13 anos. Fazer é bom, fazer 13 anos também. Sobretudo estes extraordinários anos em que assistimos à transformação desta cidade, para o bem e para o mal. O Hoje Macau, inevitavelmente, cresceu. E, como a cidade, nem sempre o fez da melhor maneira. O que resta, como nas vidas de cada um, é sempre a nossa identidade, no nosso caso vinculada numa integridade que, por sua vez, se estriba na mais descarada sinceridade: quando não fazemos melhor é porque não sabemos, não podemos ou não nos apetece. Como todos vós, indispensáveis leitores. Pois é. Somos como vós. Sem tirar nem pôr. Temos dias melhores e dias piores. Dias que se arrastam e dias que passam como um tufão. Temos raivas e amores que tentamos e não somos capazes, na maior parte dos casos, de esconder. Por vezes, somos brilhantes, doutras medíocres. Geralmente, somos verdadeiros, no limite da nossa percepção. Na mitologia grega aprendemos que o mensageiro dos deuses tinhas asas nos pés. De facto, as asas fazem muita falta ao mensageiro porque, normalmente, é mal recebido.Aplaudido por fulano e detestado por sicrano, isto quando realmente se empenha por desempenhar o seu papel. Isto é algo que sabemos à partida quando escolhemos esta profissão: não faz sentido agradar a gregos e muito menos a troianos. Do pensamento chinês extraímos a postura radical de pessoa de bem (君子 junzi), cuja consciência

cartoon por Stephff

CARLOS MORAIS JOSÉ

editorial

HOJE MACAU

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de ser uma criatura criadora de moral lhe postula o dever de olhar o mundo exercendo benevolência ( 仁 ren) e integridade (誠 cheng) porque, na medida em que somos um órgão de comunicação social, sabemos que somos um exemplo para os outros e levamos a sério essa nossa responsabilidade. Assim entendemos o nosso dever.

“Pois é. Somos como vós. Sem tirar nem pôr. Temos dias melhores e dias piores. Dias que se arrastam e dias que passam como um tufão. (...) Por vezes, somos brilhantes, doutras medíocres. Geralmente, somos verdadeiros, no limite da nossa percepção” Não nos venham falar de informação, assim, pura e dura. Como sabe quem sabe ler, tal não existe. Neste jornal, gostaríamos que encontrassem uma releitura do real que conseguimos discernir, cujo objectivo, mais do que informar, seria induzir ao pensamento, à dúvida sobre a verdade vendida, ao questionamento dos discursos. Infelizmente, não é fácil atingir este desiderato, mas cremos que o próximo ano nos fará dar mais um passo no sentido da sua concretização. Iniciar ou realizar os leitores neste processo é, confessamos, o nosso objectivo. Trata-se, pois, de uma viagem diária, de um acontecimento. É isso que queremos oferecer aos nossos leitores: um fenómeno no quotidiano, algo que vos excite e vos deprima, um acrescento de energia, mas sobretudo que seja uma panóplia suficiente de visões, de modo garantir aquilo que o ser humano preza ainda mais que a sobrevivência: a sua liberdade. É que sem ela, descobriram os chineses há mais de 2500 anos, nem humanos chegamos a ser. Para o ano, voltaremos a comer e a orar por mais um ano.

PUTIN E O LADO NEGRO

Metro Moradores preocupados com segurança

O

S moradores da zona norte continuam contra a passagem do metro pelo jardim da Areia Preta e mantêm-se os receios sobre o parque de estacionamento subterrâneo que o Governo pretende construir. Numa reunião com o pessoal do Gabinete para Infra-estruturas de Transportes (GIT), da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) e da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), foram levantadas questões relacionadas com a segurança, ruído e radiações. Na reunião esteve também o deputado Ng Kuok Cheong. Os moradores presentes mostraram discordar fortemente sobre o traçado elevado da Avenida 1º de Maio, justificando não querer que o único jardim do bairro passe por baixo do metro. Os residentes sublinharam que se preocupam com a segurança das crianças e dos idosos quando fazem actividades no jardim. Além disso, referiram que, como o jardim era parte do mar, receiam que as obras de escavação influenciem a natureza do terreno e os edifícios. Os moradores receiam ainda a influência do parque de estacionamento subterrâneo que o Governo pretende construir. O vice-chefe do GIT, Ho Cheg Kei, realçou que o parque não é imprescindível à construção do metro, no entanto referiu que, mesmo que não se utilize a proposta do traçado elevado da Avenida 1º de Maio, é possível construir um parque de estacionamento subterrâneo na Rua Central da Areia Preta. Salientou, contudo, que a proposta ainda não está decidida.


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Hoje Macau 5 SET 2014 #3169 by Jornal Hoje Macau - Issuu