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Hoje Macau 5 ABR 2013 #2824

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Agência Comercial Pico • 28721006

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Mop$10

Director carlos morais josé • sextA-feira 5 de abril de 2013 • ANO XII • Nº 2824

trovoadas min 20 max 24 hum 80-98% • euro 10.0 baht 0.2 yuan 1.2

h

• Imperialismo britânico

Ter para ler Venham mais cinco (séculos)

demissão miguel relvas fora do governo

última

Património Deputados batem o pé

Pobres... só têm dinheiro

Os deputados que analisam a Lei de Salvaguarda do Património demonstraram estar mais preocupados com os negócios do que com a herança cultural de Macau. O que lhes interessa é salvaguardar os negócios que ficam perto dos imóveis classificados. A História e a Cultura são os principais inimigos destes privilegiados. Página 3

o fumo fatal Subsídios à educação

população não confia em associações da juventude página 2

Terrenos de ká-ho

Por quê mudar a finalidade? página 4

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vales de saúde

Clínicas chinesas saem da lista página 5

funerais

Kiang Wu mata a concorrência centrais


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política

sexta-feira 5.4.2013

www.hojemacau.com.mo

DSEJ População não quer financiamentos sem “transparência” e “fiscalização”

que no futuro plano está já previsto um projecto-piloto e o “estímulo de intercâmbios de práticas para uma articulação com o desenvolvimento da diversificação adequada das indústrias”.

No relatório sobre o plano inicial da “Política de Juventude de Macau (2012-2020)”, a população sugeriu que o erário público gasto com as associações juvenis e no desenvolvimento dos jovens é parco em “transparência” pelo que pede mais “fiscalização”. A DSEJ promete “regular o processo de financiamento” e “intensificar a inspecção às associações”

Reparos ao plano educacional a 10 anos

Rita Marques Ramos

rita.ramos@hojemacau.com.mo

F

oram recolhidas 1331 opiniões durante dois meses, entre 21 de Agosto e 21 de Outubro, sobre o documento de consulta da futura “Política de Juventude de Macau (2012-2020)”, que se encontra a ser elaborado pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) já com algum atraso. A população facultou pareceres, sobre dez “medidas fundamentais” (ver caixa), que deverão ser implementadas no novo plano educacional, nomeadamente, sobre o investimento de recursos que o público ouvido considera com falhas a nível de “transparên-

cia e fiscalização”. A DSEJ adianta que irá “melhorar a gestão de financiamento” e irá regular “a uniformização dos custos financeiros”. As opiniões foram deixadas através de comentários (57%), sugestões (30%) e questões (13%) no relatório final da consulta pública sobre o futuro plano de educação a 10 anos (de mais de 60 páginas), ontem publicado na página oficial da DSEJ. Apesar da população auscultada - cidadãos, jovens, associações juvenis e sociais, escolas e sector educativo entender que o investimento de recursos pelo Governo no desenvolvimento dos jovens é “razoável e indispensável”, a “transparência e fiscalização dos financiamentos da DSEJ

são insuficientes, não devendo ser aumentado o investimento nos recursos sem melhorar primeiro estes aspectos”, resume o relatório sobre 66% de comentários deixados relativos a esta matéria. Por essa razão, a população sugere também que “ao investir os recursos, deve-se considerar a sua razoabilidade, justiça, transparência e eficácia para evitar o desperdício do erário público”.

Educação moral sem moralidades

Não há dúvida de que a educação moral é entendida pela população, de acordo com esta auscultação, como uma prioridade mas o programa da disciplina (facultativa) não é bem estruturada pela

As preocupações populares

(por medidas consideradas na “Política de Juventude de Macau”) 1. Investimento nos Recursos

7. Vida saudável e verde

Podem-se fiscalizar eficazmente tantas

Qual o critério que garante o descanso

associações? O financiamento é justo e eficaz?

adequado e a saúde?

2. Educação Moral

8. Actividades extracurriculares

Como é que se reduz a influência negativa da

diversificadas

indústria do jogo? Há acompanhamento nos

Podem-se fornecer actividades

conceitos de gestão financeira dos jovens?

extracurriculares mais diversificadas?

3. Competitividade

9. Aconselhamento de carreira

Como é que se eleva a competitividade dos

Como é que se garante oportunidades de

jovens que trabalham na indústria do jogo?

emprego para os jovens formados no exterior e regressados a Macau?

4. Associativismo e trabalho voluntário Pode haver candidaturas ao financiamento em

10. Comportamentos desviantes

nome individual?

e infracções Como é que se reduz a transformação dos

5. Participação social

jovens trabalhadores no sector do jogo em

Há plataformas suficientes para dar voz aos

jogadores patológicos?

jovens? 6. Igualdade na integração social

A Direcção dos Serviços de Educação e

De que forma se podem apoiar os jovens com

Juventude lançou ontem, na sua página

deficiência mental quanto ao emprego e à

online, o relatório final da consulta pública

formação?

direcção dos serviços de educação, segundo os residentes. Nos comentários deixados, entendem que há várias matérias que devem ter lugar na educação moral. “Deve-se prestar atenção à influência da indústria do jogo nos jovens; (...) a educação para a vida, educação cívica, respeito pelos animais, os conceitos de gestão financeira e o planeamento da carreira (...) algumas opiniões exprimem que [os jovens] não entendem nem respeitam o seu país e a sua cultura”, frisa o relatório. Como sugestões concretas, os cidadãos entendem que se deve “implementar a educação nacional e promover a cultura chinesa” mas também, há pessoas que entendem que “a disciplina de ética substitua as disciplinas de educação religiosa e nacional”. Por outro lado, os residentes pedem o aumento dos trabalhos de promoção da prevenção dos comportamentos desviantes e infracções. O Governo responde: “Há um consenso entre todos os sectores de Macau sobre o reforço da educação moral e cívica. A DSEJ tem prestado atenção à revisão e ao melhoramento contínuo da educação moral e cívica.” E compromete-se de futuro a “cultivar o sentimento para com o país e a nação, desenvolvendo o espírito crítico e o pensamento independente dos jovens”, explica o documento. A DSEJ indica ainda que no plano existe já o “estímulo da educação familiar para ‘servir de exemplo’” e há também “medidas específicas contra a influência do jogo nos jovens”, sendo que a o Governo continuamente incentivará as empresas a assumirem “a responsabilidade social de um jogo responsável” e “evitará o jogo patológico e problemático”. Mas, além disso, diz reforçar a “capacidade de reconhecimento e identificação dos jovens em relação ao jogo, às drogas, ao abuso de me-

tiago alcântara

Juventude com apoio às claras

dicamentos e às armadilhas virtuais da Internet”.

Terra de empreendedores

No plano está previsto um “Reforço dos serviços de aconselhamento de carreira”, sobre o qual a população entende que há necessidade de diversificar as matérias relativas ao emprego nos cursos de aperfeiçoamento contínuo, aumentar o conteúdo sobre a estimulação ao empreendedorismo e criar um Fundo de Apoio para Iniciativas Empresariais. Ao nível de incentivos a novos jovens empreendedores, a DSEJ resguarda-se nas Linhas de Acção Governativa (LAG) de 2013 que prevêem, por exemplo, um programa de empréstimos sem juros para apoiar exclusivamente jovens empreendedores (com limite de 300 mil patacas a 8 anos). E que, depois de um estudo de 2009 levado a cabo pela Universidade Chinesa de Hong Kong foram já implementados nas escolas “Instrumentos para avaliação da potencialidade profissional”. A população entende que os jovens precisam de adquirir um espírito de competitividade para enfrentarem a tendência de globalização existente, já que por exemplo a mono-indústria de Macau não favorece o desenvolvimento integral dos jovens. Por isso, sugerem, devem ser dadas oportunidades aos jovens para viver e trabalhar no exterior, fornece-lhes formação profissional aos jovens deficientes, jovens em risco ou com dificuldades económicas na família.ADSEJ explica

Mas os cidadãos de Macau que se fizeram ouvir entendem, antes demais, que a direcção da política deve contemplar o aumento da autoconfiança e a capacidade de aprendizagem dos jovens, que a mesma deve ter como objectivo a concretização de uma sociedade justa e equitativa e considerar os jovens desempregados ou que abandonam a escola. Estas foram, pelo menos, algumas das mensagens deixadas sobre a “Perspectiva, direcções e objectivos” da Política de Juventude. Por outro lado, a população entende, através de comentários deixados, que “a direcção da Política [de Juventude] é demasiado instrumental”, “deve-se parar com a industrialização da educação” e “deve haver um sistema unificado de provas”, explicita o relatório. Sobre o “Mecanismo de implementação e revisão”, a fixação do ano de 2016 para realizar a avaliação intercalar é “inadequada e impossível”, aponta um dos comentários, mas há ainda várias sugestões concretas sobre a matéria (42%). Os residentes entendem que “o Governo da RAEM deve estabelecer um mecanismo de coordenação interdepartamental para implementar a Política [de Juventude]” e as associações juvenis, entre outras entidades terceiras, devem estar aptas a ajustar o documento em causa. Maioritariamente, a Política de Juventude é entendida como um documento importante para o sector de educação de Macau, no entanto, há opiniões que apontam que “devem referenciar-se mais as políticas de juventude das organizações internacionais e de outros países” e que a “visão macro da política é insuficiente”. Os reparos apontados passam por não haver material suficiente neste novo plano sobre a “correcção dos comportamentos desviantes” ou é entendido que se deve “reforçar o conteúdo da educação nacional”, por exemplo. A DSEJ comprometeu-se a estudar as novas propostas futuramente, indicando por diversas vezes que “o texto da Política será alvo de melhorias”.


sexta-feira 5.4.2013

política

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Património Abrangência da lei preocupa deputados. Têm medo da sombra

O negócio está primeiro joana.freitas@hojemacau.com.mo

O

s deputados da 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) estão preocupados com o eventual impacto que a criação de zonas protegidas pode trazer ao ambiente de negócios desses locais. Encarregues de analisar na especialidade a proposta de Lei de Salvaguarda do Património, os membros da comissão consideram que as novas medidas de protecção podem prejudicar o comércio. Cheang Chi Keong, presidente da comissão, explica porquê. “Temos dúvidas que, sendo o imóvel classificado, os edifícios em redor também serão protegidos e, uma vez fixada a zona de protecção, será que as actividades dessa zona serão afectadas?” Recorde-se que a nova Lei de Salvaguarda do Património

prevê que sejam criadas zonas protegidas para evitar danos nos imóveis classificados, entre outras previsões com o mesmo efeito. É, por exemplo, o

caso de um dos artigos discutido pelos deputados na passada quarta-feira, que proíbe afixações ou inscrições de informações ou publicidade nos edifícios protegidos.

Planeamento urbanístico Deputados insistem em mais pormenores na lei

A importância de ser Ernesto

O

s deputados da 2. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) querem que a proposta de Lei do Planeamento Urbanístico, a ser analisada na especialidade, determine quantas pessoas compõem o grupo que vai aplicar a lei. O pedido já não é novo , tendo sido alvo de debate nos mês passado. De acordo com o novo diploma, existirá um Conselho do Planeamento Urbanístico cuja função será servir como órgão de consulta. Apesar dos

seus pareceres não serem vinculativos e, por isso, ser o Governo ter a última palavra, os deputados insistem em saber como vai funcionar o grupo. Os membros do hemiciclo já disseram aceitar a intenção do Governo em que a Comissão seja criada por regulamento administrativo, mas pretendem que o artigo seja mais detalhado sobre a composição deste órgão. “Será que esta comissão deve ter como referência o sector privado e estabelecer previamente na

lei a proporção de pessoas pertencentes ao Governo, profissionais, membros da sociedade e pessoas conhecidas?”, questionou Chang Chak Mo, presidente da comissão. O deputado já disse que em termos de composição, o Executivo assegura que os representantes governamentais no Conselho não ultrapassarão a metade, mas questiona, por exemplo, se será viável optar por determinados profissionais e excluir outros. O Governo ainda não deu resposta. - J.F.

do Governo é clara. São as regras do jogo.”

Sem riscos

gonçalo lobo pinheiro

Joana Freitas

O deputado dá como exemplo a zona tampão do centro histórico de Macau, que, diz, é bastante abrangente. “Se esses edifícios ficarem sujeitos a restrições, os membros da comissão entendem que pode afectar o ambiente de negócios da zona.” Outro dos exemplos são as casas de penhores, com possível interesse arquitectónico, que ainda exercem actividade e têm,

no exterior, painéis de publicidade. Na reunião com o Governo, os deputados não deixaram qualquer sugestão, mas Cheang Chi Keong alerta também que a lei vai apenas aplicar-se às situações futuras e que, em casos excepcionais, pode haver autorização do Instituto Cultural para que se façam inscrições ou afixações. “A preocupação dos deputados é evidente, mas a explicação

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Para já, o diploma define que o proprietário, arrendatário, detentor ou quem usufrui do imóvel classificado são quem tem a responsabilidade de comunicar ao Instituto Cultural (IC) - responsável pela aplicação da lei - casos de deterioração do património ou incidentes. Os deputados acham que não chega e pedem melhorias nesta âmbito, colocando a hipótese de que os próprios residentes sejam também responsáveis. Dando como exemplo o recente incêndio no templo de Na Tcha, Cheang Chi Keong relembra que nem sempre há pessoas dentro dos edifícios classificados. “Alertamos o IC para tentar aperfeiçoar este artigo, porque pode ser feito mais na salvaguarda do património”, defendeu o presente da comissão. Sanções a quem faltar ao chamado “dever de comunicação” estão previstas na lei e podem ir das duas mil às 50 mil patacas. “É uma multa já bastante pesada”, considera Cheang Chi Keong. Apesar de admitir que conclusões só quando for recebida a versão alterada pelo Governo, o deputado mostrou-se confiante de que algumas melhorias vão ser feitas nos artigos discutidos.

Jorge Machado da Silva Falecimento A família enlutada de Jorge Machado da Silva, 83 anos, cumpre o doloroso dever de informar familiares e amigos que este ente querido faleceu no dia 31 de Março. O velório tem lugar hoje, pelas 20h00, na Capela da Casa Mortuária Diocesana, na Avenida Lacerda. No dia seguinte (sábado, dia 6 de Abril), pelas 10h30, decorre o funeral no Cemitério de Nossa Senhora da Piedade. A todos quantos se queiram associar a estes piedosos actos a família enlutadas agradece antecipadamente.


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política

sexta-feira 5.4.2013

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Terrenos de Ka-Hó Novo Macau questiona actuação do Governo

Uma estranha mudança de finalidade Rita Marques Ramos* rita.ramos@hojemacau.com.mo

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s deputados da Associação Novo Macau interrogam o Governo depois da recente polémica sobre os terrenos concessionados em Ka Hó nos anos 80 e que, até hoje, continuam desaproveitados. O que é difícil entender por parte dos deputados – e por boa parte da comunidade – é por que razão o departamento de Obras Públicas cogita a ideia de lhes conceder a mudança de aproveitamento (no caso do terreno de 4500 m2, concessionado em 1989 à Companhia de Investimento de Artesanato de Porcelana Novo Macau) e de aprovação de um empreendimento de luxo, com 46 vivendas residenciais (ao grupo Capital Estate Limited, a quem foi concessionado um terreno de cerca de 10000 m2 em 1988) quando não cumpriram os prazos de aproveitamento determinados então. “O Chefe do Executivo disse uma vez que o Governo está a analisar cerca de quarenta terras desaproveitadas e que considera revertê-las, de acordo com a legislação. Mas o director da DSSOPT está a ponderar a aprovação do pedido de alteração do uso de terra para construir

casas de luxo, antes de chegar o fim do prazo de concessão, quando é sabido que os terrenos não foram desenvolvidos nos prazo previstos de desenvolvimento», analisa Ng Kuok

Cheong numa interpelação escrita ao Governo. «Questiono por que o Governo não reverteu os terrenos (concessionados pelo despacho 174/SAOPH/88 e pelo despacho 190/GN/89) mas

está ainda na iminência de aprovar a alteração do uso de terreno?», questiona o deputado da Novo Macau, sem antes instar o Executivo, em nova pergunta, a terminar «esta borrada» mencionan-

do direitos pertencentes à Assembleia Legislativa (AL).

A AL decide

“O Governo pode terminar este erro e determinar

Visita Associação dos Media em Língua Portuguesa em Lisboa

Esplendor com Relvas

O

novo presidente da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM), João Francisco Pinto, terminou a visita a Portugal, e contou com variados encontros a nível do Estado português. No passado dia 26 de Março, João Francisco Pinto foi recebido pelo Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, na Presidência do Conselho de Ministros onde foram abordados alguns temas sobre o estado de desenvolvimento do sector dos media na Região Administrativa Especial de Macau e na Ásia e as oportu-

nidades de cooperação com Portugal. Na mesma semana, o presidente da AIPIM foi recebido em audiência pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, no Palácio das Necessidades, onde foram apresentados alguns projectos e planos da recém-eleita direcção da AIPIM, nomeadamente matérias como a realização de encontros de jornalistas de Língua Portuguesa em Macau entre outras relacionadas com o reconhecimento do estatuto de jornalista da RAEM em Portugal.

Na recta final da visita a Portugal, o Director de Informação e de Programas em Línguas Portuguesa e Inglesa da TDM-TV foi convidado para um encontro com o Grupo de Amigos da RAEM da Assembleia da República, coordenada pela deputada social-democrata, Mónica Ferro, marcando também presença o deputado Carlos Páscoa, eleito pelo círculo eleitoral de fora da Europa. Antes da partida de Lisboa, João Francisco Pinto reuniu-se ainda com a Presidência do Conselho de Administração da RTP.

João Francisco Pinto com José Cesário

a autorização do Chefe do Executivo para retirar as terras, que podem ser aproveitadas para construir habitação pública ou outras instalações úteis para o desenvolvimento ambiental e urbanista? A Lei Básica no artigo 71º dar direito a AL para discutir as decisões de polémica do Governo, será possível conceder o poder de decisão à AL sobre estas terras mencionadas acima?” O seu colega de carteira no hemiciclo Au Kam San pede explicações no mesmo dia ao Governo sobre o terreno da Rua de Entre-Campos, o terreno da casamata também pertencente à Capital Estate Limited, da qual Sio Tak Hong - delegado de Macau à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês - é presidente e director executivo. “Jaime Carion [director da DSSOPT] disse que como a terra é privada, se o pedido de desenvolvimento não violar a lei, o Governo apenas pode aprovar. Mas atenção, a velocidade da aprovação do DSSOPT é sempre lenta, normalmente demora três a cinco anos para aprovar. Por que agora de repente torna-se uma questão de decisão célere? Será que há mais alguma razão que o Governo não queira contar ao público?”, deixa a questão. “ Além disso, se o projecto causar danos para o ambiente, o Governo definitivamente tem direito a não aprovar estes pedidos polémicos. Quando for aprovada a Lei de Planeamento Urbanístico, o projecto poderá violar a lei.” Au Kam San, na sua interpelação escrita, também apontou a zona como reserva ecológica, cujo estatuto vem da legislação da governação portuguesa, o qual deveria ser aproveitado. Lau Si Io, secretário para os Transportes e Obras Públicas, disse na quarta-feira que “os dois terrenos são tratados conforme a [actual] lei de terras”, explicou à saída da Assembleia Legislativa. “Se não forem aproveitados temos já um mecanismo.” - *Com Cecília Lin


sexta-feira 5.4.2013

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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esde 2009, altura em que o Governo instaurou a distribuição de vales de saúde para os residentes, até ao primeiro trimestre deste ano, 25 clínicas privadas foram eliminadas da lista onde podiam ser gastos os cupões, por motivos de infracção. O número representa cerca de 3,6% do total das entidades privadas de saúde aderentes ao programa de vales, que tem como objectivo ajudar os residentes a irem ao médico, mesmo com o hospital público constantemente lotado. O maior número de infractores pertence a entidades de medicina tradicional chinesa -21 -, sendo que os restantes quatro tiveram como autores dois médicos ocidentais e duas policlínicas. De acordo com os dados dos Serviços de Saúde (SS), analisados pelo Hoje Macau, as infracções estão sobretudo relacionadas com a “obtenção ilícita de lucros”, aproveitando a utilização de vales cuja identificação não corresponde ao paciente ou casos em que os detentores do

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Vales de Saúde 21 clínicas e farmácias tradicionais chinesas eliminadas da lista

Assim não vale vale não são residentes permanentes.

Queixas baixaram

Apesar dos dados relativos a incumpridores, o relatório dos SS mostram boas notícias: as queixas da população face à utilização dos vales têm diminuído.

No geral, todos os tipos de denúncias desceram - o número total de queixas baixou de 134 casos em 2009 para 20 casos no ano passado, isto é, 85,07%. As queixas contra médicos foram as que sofreram uma diminuição mais acentuada - de 90% -, sendo que

Base de dados para medicina tradicional Dois anos de pesquisa depois, foi oficializada na passada quarta-feira a existência de uma base de dados para a medicina tradicional chinesa. O objectivo é criar padrões comuns na forma de fazer os medicamentos tradicionais chineses e nos seus ingredientes, tanto em Macau, como em Hong Kong e Taiwan. Desta forma, poderá assegurar-se a garantia de qualidade dos medicamentos, asseguram os responsáveis aos jornalistas, para que estes sejam não só vendidos a nível internacional, como competitivos no mercado, coisa que não são pela inexistência - até agora - de padrões. Macau ajudou à criação desta base de dados, efectuando pesquisas nos dois laboratórios do território, um na Universidade de Macau e outro na de Ciência e Tecnologia.

apenas seis médicos foram motivo para que a população ficasse insatisfeita. Foi no número total de queixas contra unidades privadas de saúde - únicos locais onde podem ser usados os vales -, que o registo de menos situações aconteceu. Contudo, a descida conse-

sociedade

guiu fixar-se nos 85,71%. No primeiro ano de utilização deste método de apoio na saúde, 98 clínicas foram alvo de denúncias ou queixas pelos residentes. Já em 2012, este número cingiu-se a apenas 14 entidades. De acordo com os dados dos Serviços de Saúde (SS), analisados pelo Hoje Macau, durante o período de aplicação do programa de vales no ano passado - cerca de quatro meses - onze privados foram advertidos por “infracção” ainda que os SS não refiram o tipo -, e outros cinco foram mesmo excluídas pelo mesmo motivo.

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Os SS asseguram estar a ter uma “monitorização cuidadosa”, aplicando sanções a quem infrinja o regulamento, excluindo-o do programa e ainda interpondo acções no Ministério Público. Em quatro anos, 162 unidades privadas de saúde foram motivo de queixas, ao mesmo tempo que 96 farmácias chinesas.

Saúde em Maio

A partir de Maio, os residentes permanentes de Macau podem imprimir os vales de saúde, que este ano terão um valor de 600 patacas – mais cem do que em 2011. Os vales só podem ser utilizados até ao dia 31 de Agosto de 2014, apesar de serem transmissíveis, uma única vez, a favor de cônjuge ou dos familiares mais próximos do beneficiário, desde que também estes sejam titulares de bilhete de identidade de residente permanente da RAEM. Estima-se que estejam inscritos no programa de prestação de cuidados de saúde 700 entidades e cerca de 1.200 médicos, todos do sector privado já que os vales não podem ser usados para os cuidados de saúde do sector público. No total, são 12 vales de saúde – com valor de 50 patacas cada.


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sociedade

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Autocarros Primeira avaliação até Junho

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) vai apresentar até Junho os resultados da primeira avaliação no âmbito do Regime de Avaliação dos Serviços de Autocarros. A garantia foi dada ao Hoje Macau via e-mail. “Os trabalhos relativos à avaliação já tiveram início a título experimental com recolha de dados para o efeito. O resultado da primeira avaliação será divulgado até ao mês de Junho, por forma a permitir fazer um balanço geral sobre a adequabilidade e operacionalidade na RAEM dos 29 itens de avaliação, para se proceder atempadamente à sua alteração, com o objectivo de se dar início aos trabalhos da avaliação dos serviços de autocarros da RAEM no período compreendido entre Julho e Dezembro.” A avaliação de que fala a DSAT será feita semestralmente. Para já, o Governo vai contar com a colaboração do professor catedrático da Universidade Chiao Tung, de Taiwan, William Jen, responsável pelo referido regime de avaliação, para divulgar todas as informações. A.S.S.

Subsídio extra vai ajudar cinco mil famílias

O Instituto de Acção Social (IAS) anunciou ontem que vai atribuir, este mês, uma prestação extra do subsídio regular, apoio de que beneficiam mais de cinco mil agregados familiares, “para ajudar a aliviar a pressão provocada pela inflação”. O IAS vai começar a atribuir mais um subsídio equivalente ao valor total do regular, a partir de sexta-feira, prevendo uma despesa total na ordem dos 25 milhões de patacas, indica um comunicado oficial. São considerados como estando numa situação de carência económica pessoas ou famílias cujos rendimentos sejam inferiores ao valor do risco social - o montante mínimo de sobrevivência estipulado pelo executivo - actualizado no início do ano. O valor mínimo para uma pessoa que viva sozinha passou de 3.360 patacas para 3.450 patacas, enquanto o máximo, para famílias com número igual ou superior a oito membros, foi actualizado de 15.750 patacas para 16.150 patacas. Além do subsídio regular, que resulta da diferença entre o valor dos rendimentos mensais e o valor do risco social -, o IAS tem outras modalidades de apoio financeiro como subsídios especiais para quem possui necessidades específicas.

A

procura de apoio para tratar o vício do jogo está a aumentar na geração abaixo dos 30 anos em Macau, mas quem trabalha no aconselhamento diz que os jovens são o grupo mais difícil de ajudar. “Muitos dos jogadores que vêm ao centro fazem parte do grupo da meia-idade, a maior parte são homens, mas nestes dois anos notámos um aumento dos jovens empregados, incluindo os que trabalham nos casinos”, afirmou à agência Lusa Bonnie Chang, do Centro de Aconselhamento sobre o Jogo e de Apoio à Família Sheng Kung Hui (SKH). Uma das cinco instituições subsidiadas pelo governo, o SKH, acompanha casos de viciados em jogo ou familiares desde 2007, tendo atingido um acumulado de 271 processos no final do ano passado. Entre 2010 e 2012, os pedidos de ajuda ao SKH por jovens dos 20 aos 24 anos passaram de 6,3% para 9% do total, apesar de o grupo com mais de 46 anos continuar a concentrar o maior volume de processos, com 36,2%, mais 2,2 pontos percentuais do que em 2011. Para Bonnie Chang, os números traduzem a postura “cada vez mais materialista dos jovens”, numa tendência que diz não ser indiferente ao aumento do número de casinos em Macau. “A tentação é muito grande, em especial para os de 20 e poucos anos que trabalham nos casinos. Eles pensam, por exemplo, que podem ganhar muito dinheiro por terem experiência e conhecimentos sobre a técnica. Por isso muitos têm problemas de jogo.” Esta faixa etária traz também

Jovens Interdição aos casinos não chega, diz assistente social

Roleta russa

O número de pedidos de ajuda da parte dos que têm entre 20 e 24 anos aumentou de 6,3% para 9%. São vidas jovens que estão em jogo. Porém, no centro Sheng Kung Hui, os casos dos que têm mais de 46 anos continuam a preocupar mais dificuldades no tratamento. “Eles são muito novos e acham que têm muito tempo para recuperar o dinheiro. E depois também julgam que a família os pode ajudar a resolver as suas ‘crises financeiras’ e, por isso, não consideram ter um grande problema.” Há ainda o abandono precoce das sessões de aconselhamento por parte dos jovens: “Alguns vêm ao nosso centro com os pais, que lhes prometem pagar as dívidas se procurarem ajuda. Mas, depois de uma ou duas vezes, desistem e nunca mais voltam”.

Os jovens na “Casa da Vontade Firme”

O aumento do número de jovens que busca apoio para lidar com o problema do jogo é ainda mais explícito no caso da “Casa da Vontade Firme”, centro de aconselhamento tutelado pelo IAS. No ano passado, o grupo dos 18 aos 29 anos ultrapassou, pela primeira vez, o número de casos

registados na faixa entre os 40 e os 49 anos naquele centro. Na prática, os processos dos jovens que pediram ajuda à “Casa da Vontade Firme” passaram de 18 casos, 12,5% dos 144 processos de 2011, para 40 casos, ou 26,85%, em 149, em 2012, indicou o IAS à agência Lusa. Os dados espelham uma subida anual superior a 14%, mas também que os jovens adultos passaram do segundo nível mais baixo de pedidos de ajuda para o “topo” no Registo Central dos Indivíduos afectados pela Problemática do Jogo, de inscrição voluntária. Em tendência inversa, os indivíduos com idades no intervalo dos 40 aos 49 anos, que em 2011 lideravam a tabela com 33,33 % dos pedidos de ajuda, registaram em 2012 a descida mais significativa, de 48 para 33 casos, o equivalente a 22,15% do total, abaixo da franja entre 30 e 39 anos, com 34 casos ou 22,82% (menos dois face a 2011).

Os maiores de 60 anos, por sua vez, foram os que menos solicitaram os serviços de aconselhamento do IAS para combater o jogo, com apenas oito casos ou cerca de 5% do total nos últimos dois anos.

Interdição não chega

No que diz respeito aos pedidos de interdição para jogar nos casinos, existem 78 pedidos, segundo a agência Lusa, bem como 75 pedidos de auto-exclusão. Contudo, responsáveis que trabalham no aconselhamento defendem que a medida não chega para combater o vício. Bonnie Chang considerou tratar-se de uma “boa medida” para os indivíduos que têm problemas de jogo e para as respectivas famílias, mas de eficácia limitada. “São precisas mudanças fundamentais e a resolução do problema não passa apenas pela ajuda externa das listas de exclusão dos casinos.” Além disso, “se eles tiverem um problema sérios de dependência do jogo, esta medida não os ajuda mais por isso, porque muitas tentações podem levá-los a jogar”. “Os casinos não verificam as identidades de quem está inscrito nas listas de exclusão, pelo que eles conseguem ir jogar na mesma”, reforçou Bonnie Chang. Já Rocky Loi, antigo viciado em jogo durante mais de dez anos, acompanhado pelo SKH e actualmente a trabalhar num casino longe das mesas de jogo, sugere um maior controlo por parte da segurança. “Se eles verificassem frequentemente as listas de exclusão dos casinos seria melhor. Na sala de controlo podiam também verificar nos computadores os nomes dos clientes.” - Lusa


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Vício Rocky perdeu 12 anos para o jogo. Hoje passou para o outro lado

A indiferença do hábito Começou online. Acabou por gastar mais de 850 mil

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ocky começou por arriscar ‘online’ nos resultados de jogos de futebol, mas também passou pelo bacará, blackjack e póquer. Hoje, finda a viagem iniciada há mais de dez anos pelo mundo do vício, trabalha num casino e até consegue surpreender-se com as elevadas apostas dos jogadores. “Comecei a jogar em 1999. Nessa altura iniciei-me nas apostas nos jogos de futebol internacionais, na primeira liga inglesa e na Liga dos Campeões e, mais tarde, (...) nos campeonatos da América Latina”, contou o antigo jogador em entrevista à agência Lusa. Camisola do japonês Shinji Kagawa, que alinha pelo Manchester United, vestida e de costas voltadas para a câmara - uma exigência feita por trabalhar num casino, apesar de afastado das mesas de jogo - Rocky, fala agora, à distância, dos seus 19 anos, quando era um entre muitos jovens de Macau que gostava de futebol e basquetebol.

As apostas começaram ‘online’, ainda estudante, e continuaram no período em que foi guia turístico, descreveu Rocky, hoje com 32 anos feitos e muitos projetos por realizar. Sem qualquer caso de jogo compulsivo na família, jogava sozinho, “apostava nos resultados, a meio e no final das partidas, no número de golos e também fazia ‘live betting’ (apostas em tempo real)”. “O meu objectivo não era simplesmente fazer dinheiro, jogava para ser um exemplo de sucesso para os outros”, explicou. As idas ao casino surgiram numa fase adiantada do vício, “há cerca de cinco anos e meio”. Primeiro tentou a sorte no bacará - “o mais famoso dos jogos em casino em Macau” -, depois foi seduzido pelo blackjack, jogos de dados e póquer. Quando bater cartas na mesa ou lançar dados se tornou numa necessidade “quase diária”, Rocky apostava uma média de 4.000 a 5.000 patacas, com dinheiro que “retirava à família”, inicialmente à socapa. Até ao dia, em 2008, em que um telefonema dos pais, avisados por alguém que o viu a jogar num

casino, o fez parar para pensar. O controlo do vício, esse, só aconteceu mais tarde, por iniciativa própria, quando “há cerca de quatro anos” tentou “ver as coisas de forma positiva” e procurou ajuda espiritual na igreja e aconselhamento em diversas associações de apoio.

“Vi um anúncio e liguei”, recordou, ao revelar como chegou ao Centro de Aconselhamento sobre o Jogo e de Apoio à Família Sheng Kung Hui, onde deu a entrevista à Lusa e onde continua a ir regularmente. “Claro que perdi muito dinheiro. Perdi cerca de 850.000 patacas

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em 12 anos de jogo. Por isso, agora preciso de pagar todos os meses à minha família quando recebo o salário”, contou. Os sentimentos sobre os dias de jogo ainda não são fáceis de traduzir em palavras. “É doloroso, mas eu preciso de sofrer as consequências das coisas que fiz, faz parte da resolução do problema que foi criado por mim”, resumiu. Ironia do destino ou mera coincidência numa economia fortemente dependente do jogo - num território com mais de 35 casinos em menos de 30 quilómetros quadrados -, Rocky trabalha desde o verão passado num casino, na área da vigilância. Nessa altura, garantiu, “já não jogava”, mas podia fazê-lo na mesma, nos casinos da concorrência. “Já vi muitas pessoas a apostarem alto nas mesas e nas salas VIP, são tantos. E parecem loucos. Às vezes, apostam um milhão por jogada. E eu penso: ‘Como é que eles apostam tanto dinheiro?’”, admira-se. Consciente das consequências mais graves do vício, como “a depressão, perda das relações familiares ou até mesmo a morte”, o antigo viciado defende agora “que jogar não faz sentido”. E depois de uma primeira parte perdida para o jogo, Rocky está determinado a dar a volta ao resultado: “Na segunda metade da minha vida, quero fazer coisas e também planeio estudar para ter um futuro melhor”.- Lusa

Orquestra de Macau visita D. José da Costa Nunes

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Incêndio Segundo em quatro dias

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Incenso descuidado

ma árvore com 480 anos situada no templo de Kun Iam Tchai quase foi abaixo devido a um incêndio ocorrido esta quarta-feira durante a noite. Os bombeiros conseguiram controlar o fogo, e embora a árvore tenha sido exposta ao fogo temporariamente não há qualquer perigo de queda, diz a imprensa chinesa. O incêndio terá acon-

tecido devido à queima de incenso, e terá posto em risco o próprio edifício. Ung Vai Meng, director do Instituto Cultural (IC) revelou-se aliviado pelo templo não ter sido danificado, mas disse que dois incêndios no espaço de quatro dias “é um aviso sério para a conservação do património cultural”, fazendo referência ao incêndio ocorrido no passado domin-

go, no templo de Na Tcha. Para já, os responsáveis prometem reunir-se com todas as entidades que gerem os templos em Macau para que possa ficar fortalecida a consciência de prevenção aos incêndios, a fim de proteger o património. O responsável pelo templo de Kun Iam espera que o Executivo se possa coordenar com as entidades. - C.L.

De pequenino...

Orquestra de Macau desloca-se no próximo dia 10 de Abril, 4ª Feira, pelas 10h, ao Jardim de Infância D. José da Costa Nunes para dar um concerto de música clássica com um reportório dirigido às crianças do Jardim de Infância, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos. Esta é uma iniciativa da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes (APCN), em colaboração com o Instituto Cultural - Orquestra de Macau e a Direcção do Jardim de Infância, que se enquadra num projecto que a APCN quer levar a cabo: um ciclo de música. Segundo a associação, “a música é um elemento educativo-pedagógico indispensável das actividades pré-escolares que

apela à imaginação, à criatividade, à desinibição, à sensibilidade e memória e ao raciocínio lógico”. É por isso que se pretende “que as crianças tenham um contacto mais directo com a música – diversas correntes musicais, músicos e instrumentos –,

começando com a música clássica.” Ao abrir o concerto aberto aos pais e à comunidade, pretende ainda a associação acção “promover o convívio da família com as crianças, com o corpo docente e discente no espaço que é a escola.”


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nacional

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ie Chaobo acredita ter os requisitos necessários para conseguir um emprego numa grande empresa estatal chinesa. Frequenta a Universidade Tsinghua, uma das melhores da China, onde estuda engenharia ambiental, o que é uma das actuais prioridades do país e está a pesquisar novas técnicas para identificar poluentes na água, o que deveria valorizá-lo ainda mais. Mas já se candidatou a mais de 30 empresas até agora e só fez quatro entrevistas, nenhuma das quais resultou num emprego. Embora os pais de Xie sejam empresários que montaram empresas que fabricam vidro, sapatos e, agora, bombas de água, ele próprio não tem interesse em trabalhar numa empresa privada a dar os primeiros passos. Os estudantes chineses “são orientados desde criança a concentrarem-se na estabilidade e não no risco”, disse o estudante, de 24 anos. O número de recém-formados nas universidades chinesas aumentou seis vezes nos últimos dez anos, para mais de seis milhões por ano, criando um excesso histórico de oferta que está a comprimir salários, deixando muitos dos diplomados sem emprego

sexta-feira 5.4.2013

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Estudantes chineses preferem emprego no sector público

O valor da estabilidade e os estudantes pessimistas quanto ao seu futuro. Dois terços dos chineses com ensino superior dizem querer trabalhar no governo ou numa grande empresa estatal, que são vistas como à prova de recessão, em vez de trabalharem em empresas privadas que impulsionaram o notável crescimento económico da China, indicam as pesquisas. Poucos universitários de hoje, segundo as sondagens, estão dispostos a renunciar à segurança de um emprego público e entrar numa empresa embrionária ou começar o seu próprio negócio, embora muitos dos seus pais tenham feito exactamente isso nos anos 90.

Sistema de ensino não produz inovação

Os economistas chineses receiam que este declínio de empreendedorismo possa comprometer a capacidade da China de reformar a sua economia e igualar-se aos países ricos. “O sistema de ensino actual não produz pessoas inovadoras”, diz Li Hongbin, economista da Universidade Tsinghua especializado em educação pub

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 75/AI/2013 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora 李錦香(portadora de Hong Kong Permanent Identity Card n.° E8631xxx), que na sequência do Auto de Notícia n.º 75/DI-AI/2011, de 20.10.2011, levantado pela DST e por despacho do signatário de 28.03.2013, exarado no Relatório n.º 121/DI/2013, de 14.03.2013, foi desencadeado procedimento sancionatório, por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Malaca n.° 172, Edifício Centro Internacional de Macau, Bloco 11 , 12° andar B e utilizada para a prestação ilegal de alojamento.-------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele Auto de Notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito. Nos termos do n.° 2 da artigo 14.° da Lei n.° 3/2010 não é admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo.---------------A matéria constante daquele Auto de Notícia constitui infracção ao artigo 2.º da Lei n.° 3/2010, tal facto é punível nos termos no n.° 1 do artigo 10.º da Lei n.° 3/2010.-------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d'Assumpção n.ºs 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 28 de Março de 2013. O Director dos Serviços, Subst°., Manuel Gonçalves Pires Júnior

e que conduziu algumas das pesquisas. “Isto cria dificuldades para que o país atinja os seus objectivos a longo prazo de formar uma sociedade inovadora.” A taxa de desemprego entre os chineses de 21 a 25 anos de idade que têm formação universitária é de 16,4%, quatro vezes maior que a daqueles que abandonaram a escola depois do ensino fundamental, segundo uma sondagem com 8.400 famílias realizada em 2011 por Gan Li, economista da universidade americana Texas A&M. Os recém-formados que conseguem emprego geralmente ganham pouco. Quase metade dos estudantes formados em 2011 começaram com salários abaixo daqueles pagos a migrantes que vêm das zonas rurais da China para trabalhar em fábricas e em construções, segundo a investigação de Li, da Tsinghua.

Melhores notas, piores salários

Trabalhar duramente nos estudos parece não estar a fazer grande diferença. Li concluiu que, em média, os estudantes formados com

notas altas ganham cerca de 10% menos nos seus primeiros empregos do que aqueles com notas medíocres — um resultado que muitos estudantes atribuem às melhores ligações políticas dos alunos com notas medíocres. A política de controlo populacional da China talvez tenha contribuído para minar ainda mais a disposição dos universitários para correr riscos. Pais que só puderam ter um filho dizem que não têm muita margem de erro e, assim, desencorajam-no a aventurar-se numa empresa privada. Trabalhar para o governo também aumenta as hipóteses de conseguir um bom casamento. “Se for funcionária pública será um bom partido”, explicou recentemente Zheng Jiangqiu à sua filha, Dong Linsham, que é formada em comércio externo e mora em Wenzhou, cidade do sul da China famosa pelo seu empreendedorismo. Cinco investigadores compararam os estudantes de engenharia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com outros de três das melhores universidades chinesas: Tsinghua,

Peking e Beijing Normal. Os investigadores concluíram que a maioria dos estudantes americanos e chineses sonhava abrir o seu próprio negócio. Mas, quando a questão foi realmente tentar passar à prática, somente 3% dos estudantes chineses disseram que trabalhariam numa empresa em início de actividade em comparação com 22% dos alunos de Stanford. Dez alunos chineses para cada um de Stanford disseram que iriam procurar um emprego público. Matthew Boswell, de Stanford, que liderou a investigação, disse que os estudantes chineses não tinham o mesmo capital de risco e de fundos para as pesquisas disponíveis dos seus colegas de Standford — recursos que poderiam ajudar os potenciais empresários a “diminuir o risco da empreitada”.

O poder do Estado

Os estudantes chineses também compreendem o poder do governo no mundo corporativo, diz um economista chinês de uma empresa financeira ocidental. “Quando eu era estudante,

queria ser como Steve Jobs”, o fundador da Apple, lembra o economista. “Por isso, procurei emprego em empresas ocidentais para aprender mais sobre as técnicas capitalistas modernas.” Mas, na China, diz, mesmo os empresários famosos “têm que se curvar perante o governo”, o que desencoraja a iniciativa privada. O dilema da China pôde ser observado noutros países em desenvolvimento que tentaram impulsionar as suas economias criando universidades, só para descobrirem que não produziam empregos suficientes para acolher os formados. Na América Latina, Coreia do Sul, Índia e outras regiões, a questão levantou queixas sobre a “fuga de cérebros”, à medida que os diplomados migravam para os EUA e a Europa em busca de oportunidades. O boom das universidades na China começou à volta de 2000 e cresceu rapidamente com a conversão de escolas técnicas em cursos universitários de quatro anos. Com o crescimento dos salários no país, mais famílias puderam pagar a universidade. Mas, apesar de o nível de desemprego entre as pessoas de todas as idades que têm curso superior ser só de 3%, bem menor do que o daqueles que só têm o ensino fundamental, não há empregos suficientes que requerem um diploma. As decisões sobre as bases curriculares são na maioria feitas pelo governo, com pouca participação dos empregadores. O resultado é uma discrepância entre o ensino e as qualificações que as empresas procuram. De facto, Li diz que estas pagam pouco porque acham que os formados valem pouco. O governo chinês tenta reviver o espírito empreendedor dos jovens do país, inclusive dando subsídios para alojamento e bolsas para atrair de volta jovens empresários e profissionais que foram estudar no exterior e ficaram por lá. Desde 2008, cerca de 3.300 aceitaram as ofertas, diz Wang Huiyao, director do Centro para a China e a Globalização, um centro de estudos. Mas a China continua a perder talentos. Dos 2,2 milhões de estudantes chineses que foram estudar no exterior entre 1996 e 2011, só um terço regressou segundo as estatísticas do governo chinês.


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professor de estudos políticos Miguel Monjardino considerou ontem que a situação nas Coreias está “presa por arames” e que o disparo de um míssil por Pyongyang dará rapidamente início a um conflito internacional. “A situação é volátil e incerta por duas razões”, defendeu, adiantando estarem em causa a interpretação dos motivos da Coreia do Norte e a proximidade de Seul em relação à fronteira entre os dois países. “Um caça norte-coreano não leva mais de 3 minutos a chegar a Seul. Um obus de uma peça de artilharia não leva mais de um minuto da fronteira a Seul. Quando as distâncias são tão curtas, o tempo de reacção é praticamente inexistente e podem acontecer acidentes”, sublinhou. Além disso, “ninguém vai ficar à espera que o segundo míssil seja disparado. E se tivermos presente que a Coreia do Norte tem cerca de 13 mil peças de artilharia na fronteira, diria que o grau de destruição, se isso viesse a acontecer, seria imenso”, alertou Miguel Monjardino. “O Iraque e o Afeganistão seriam um pequeno-almoço

região

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Disparo de míssil por Pyongyang dará origem rápida a conflito internacional

Presos por arames ao pé do que aconteceria”, acrescentou.

Nuclear “não preocupa”

Já a eventual utilização de armas nucleares pela Coreia do Norte não preocupa tanto o professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. “O reactor foi praticamente abandonado a partir do ano 2000 e foi encerrado em 2007 ao abrigo do acordo com a administração Bush e, portanto, está obsoleto”, lembrou. Para ser reactivado e começar a produzir plutónio outra vez “serão precisos meses, se não um ano, e vai custar uma fortuna”, disse o analista internacional, admitindo, no entanto, tratar-se de “um gesto importante porque pode significar que Pyongyang quer mesmo, a prazo, voltar a ter um programa nuclear e produzir ogivas nucleares não só de urânio mas também de plutónio”.

Um grupo de análise da Universidade Johns Hopkins, em Washington, indicou hoje, no seu site, que a Coreia do Norte deu início às obras no seu reactor nuclear de Yongbyon, após ter anunciado, esta semana, que iria reiniciar a sua actividade. O site mostra ainda imagens de satélite difundidas pelo Instituto Estados Unidos-Coreia no seu portal electrónico.

O ‘think tank’ da Universidade indica que as obras de restauração podem ter como objectivo o reinício da actividade no reactor, desactivado em 2007, e refere que as obras começaram entre meados de Fevereiro e finais de Março, podendo o complexo de Yongbyon estar operacional “dentro de semanas, em vez de meses” como se pensava inicialmente. Mas a ameaça requer ainda outro factor, lembra

Miguel Monjardino. “Ter combustível nuclear não quer dizer ter uma ogiva nuclear. Fazer uma ogiva nuclear é um grande desafio em termos de engenharia”, adiantou, sublinhando que a principal preocupação não são os mísseis com ogivas nucleares, mas a quantidade enorme de mísseis com ogivas convencionais que pode usar contra o Japão, a Coreia do Sul, as bases militares norte-americanas na Coreia do Sul e, eventualmente, contra bases como Guam”. A tensão que se tem acumulado nas últimas semanas entre as duas Coreias não é invulgar, admitiu Miguel Monjardino, mas apresenta, desta vez, algumas diferenças. “O nível da retórica é mais perigoso”, defendeu, lembrando que a Coreia do Sul e o Japão são os dois países mais ameaçados e são peças essenciais na arquitetura de segurança norte-americana no Pacífico Ocidental.

China por fazer pouco

Por outro lado, a China vive uma nova fase e “a última coisa que a nova liderança chinesa precisa é deste problema” porque “isto altera o equilíbrio militar a nível regional”. Ainda assim, a China pode fazer “muito

EUA preparam resposta às “ameaças provocatórias” da Coreia

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Governo norte-americano anunciou ontem que vai instalar um sistema anti-mísseis na ilha de Guam, no oceano Pacífico, uma medida de “precaução” face às ameaças de ataque nuclear feitas pela Coreia do Norte esta terça-feira. Segundo um comunicado do Departamento de Defesa norte-americano, citado pela agência Lusa, “este posicionamento fortalecerá as capacidades para defender os cidadãos norte-americanos do território de Guam e as forças ali estacionadas”. O mesmo documento diz que esta é “uma medida de precaução para fortalecer a posição (dos Estados Unidos) contra a ameaça regional de mísseis balísticos da Coreia do Norte”. O Terminal de Defesa de Alta Altitude será enviado nas próximas semanas para a ilha do Pacífico, sendo o único capaz de destruir mísseis de curto e médio alcance, dentro ou fora da atmosfera terrestre. De resto, os Estados Unidos

De Guam sem amor têm vindo a reagir ao que consideram ser “ameaças provocatórias” da parte de Pyongyang, afirmando “continuar atento” e estar “preparado” para defender tanto o próprio país como os seus aliados. Entretanto, a Coreia do Norte já deu inicio às obras no seu reactor nuclear de Yongbyon, segundo imagens de satélite difundidas ontem pelo Instituto Estados Unidos-Coreia no seu portal electrónico. O ‘think tank’, da Universidade Johns Hopkins, de Washington, indica na sua página na Internet que as obras de restauração podem ter como objectivo o reinício da actividade no reactor, desactivado em 2007, na sequência de um acordo firmado no âmbito das conversações a seis com vista à desnuclearização de Pyongyang. O instituto observa que as obras começaram entre meados e Fevereiro e finais de Março e que o complexo de Yongbyon poderá estar operacional “dentro de semanas, em vez de meses”,

como se pensava inicialmente. Pyongyang anunciou, na terça-feira, que irá reactivar todas as instalações nucleares.

Tensão em Kaesong

Entretanto, a situação entre a Coreia do Norte e do Sul mantém-se igualmente tensa. Ontem o regime de Pyongyang ameaçou retirar os seus 53 mil trabalhadores e encerrar o complexo industrial de Kaesong, um dia depois de ter iniciado um bloqueio aos funcionários sul-coreanos. Um porta-voz do comité estatal norte-coreano para a Reunificação Pacífica da Coreia afirmou estar a reagir às declarações proferidas, esta quarta-feira, pelo ministro da Defesa sul-coreano, que informou possuir um plano de contingência “militar” delineado para garantir a segurança dos sul-coreanos que trabalham no complexo. “Se as ‘marionetas’ sul-coreanas e meios de comunicação conservadores continuarem a denegrir-nos, iremos ordenar a

todos os nossos trabalhadores que abandonem Kaesong”, advertiu o porta-voz, citado pela agência oficial norte-coreana KCNA. “O encerramento total do complexo poder-se-á tornar realidade”, frisou. Os cerca de 53 mil norte-coreanos trabalham para as mais de 120 fábricas sul-coreanas do parque, o qual serve como uma fonte crucial de divisas para a Coreia do Norte e reduz a sua dependência em relação à China. Kaesong foi escolhido para combinar a tecnologia e experiência da Coreia do Sul com a gestão a baixo custo da Coreia do Norte e é uma zona teoricamente desmilitarizada, mas fortemente armada e vigiada. Na quarta-feira, Pyongyang informou Seul da sua decisão de suspender o movimento diário de sul-coreanos para o complexo industrial, sem especificar, no entanto, quanto tempo irá durar o bloqueio. Ontem foi o segundo dia consecutivo em que os trabalhadores do Sul não puderam entrar no complexo.

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pouco” para moderar o comportamento norte-coreano e isso complica a relação com os Estados Unidos. “O que é mais importante aqui não é tanto o que os EUA estão a fazer, mas o que os chineses estão a dizer entre portas ao regime norte-coreano”, adiantou, referindo que a fúria em Pequim deve ser grande. “Nós temos interpretado aquilo que está a acontecer como um desafio aos Estados Unidos - e é -, mas o desafio à China ainda é maior. É preocupante para os decisores chineses ver, na sua ‘porta’, um regime disposto a correr riscos tão grandes para obter o que quer e, portanto, Pequim também tem que reavaliar muito bem a sua posição”, concluiu. Após as sanções impostas pela ONU à Coreia do Norte na sequência do ensaio nuclear realizado em fevereiro, o regime de Kim Jong-un endureceu a sua tradicional retórica belicista e tem lançado uma série de graves ameaças contra Washington e Seul. Hoje mesmo, o Exército norte-coreano assegurou estar preparado para atacar “com meios nucleares” tanto os Estados Unidos como a Coreia do Sul.

Mísseis em movimento

Coreia do Norte terá movido um míssil de médio alcance, capaz de atingir alvos na Coreia do Sul e no Japão, para a sua costa leste, revelou ontem a agência noticiosa sul-coreana Yonhap. O movimento foi detectado tanto pelos serviços de inteligência sul-coreanos como norte-americanos, noticia a Yonhap, citando fontes militares e governamentais. “Parecia que o objecto era um míssil balístico Musudan de médio alcance”, indicou fonte oficial. “Estamos a monitorizar de perto a situação, no sentido de averiguar se o Norte o moveu para realmente o lançar ou se o fez apenas como uma demonstração de força contra os Estados Unidos”, aditou. O jornal japonês Asahi Shimbun divulgou informações idênticas. O míssil Musudan foi apresentado, pela primeira vez, numa parada militar, em Outubro de 2010, acreditando-se ser dotado de uma capacidade de alcance de cerca de 3.000 quilómetros. Contudo, não se sabe se alguma vez foi testado. Fontes dos serviços de inteligência sul-coreanos, citadas pela Yonhap, aventaram a possibilidade de Pyongyang poder lançar o míssil no próximo dia 15, data que marca o aniversário de nascimento do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, avô do jovem líder, Kim Jong-un. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul recusou confirmar se é verdadeira ou não a informação divulgada pela Yonhap.


tiago alcântara

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entrevista

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Presidente da câmara de comércio dos negociantes funerários traça retrato negro do sector

“Os negócios das agências estão seriamen Um dia depois da celebração do festival Ching Ming (Dia de Finados), Philip Cheung, presidente da câmara de comércio dos negociantes funerários fala das dificuldades que o sector continua a enfrentar perante aquilo que consideram ser um monopólio detido pela casa mortuária do Kiang Wu. Em entrevista, Philip Cheung fala da inactividade do Governo, da inexistência de preços regulados e de uma união no sector Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

Em Fevereiro foi noticiado de que residentes com ligações ao sector funerário tinham sido impedidos de entrar na Casa Mortuária do Kiang Wu. A situação mantém-se? Sim. No dia 2 de Março um negociante, o senhor Wong, quis marcar uma sala para fazer um funeral na casa mortuária, mas contaram-se que Chong, o responsável, não quis fazer negócios com a sua família, porque um dos familiares também está ligado ao negócios dos funerais. Embora a família tenha reclamado e depois tenha conseguido a permissão para fazer o funeral do falecido, o

senhor Wong não pôde entrar na casa mortuária e assistir ao funeral. Porque não o deixaram entrar? Desde que a nova empresa de gestão começou a funcionar, em Outubro do ano passado, que não podemos entrar com os clientes. Sempre acompanhamos os nossos clientes até à casa mortuária para que pudessem escolher os pacotes de funeral disponíveis. O nosso papel é apresentar os serviços que temos para aqueles que perdem os seus familiares. Se eles pensam que os pacotes são muito caros, podem escolher os nossos produtos. Talvez seja por isso que a casa mortuária

não nos deixa entrar, para que os clientes não escolham outros serviços. Mas os clientes têm direito a escolher o serviço que querem, e a casa mortuária não pode obrigar as pessoas a escolherem apenas os seus serviços. Existe regulamentação no sector? Não. Em Macau não existe uma união oficial para o sector, e as funerárias são todas independentes. Além da câmara de comércio dos negociantes funerários de Macau (CCNFM), existe também a associação do sector funerário de Macau (ATSFM). Os membros da ATFSM são todos trabalhadores, mas nós somos donos das agências funerárias. A minha agência faz o negócios dos caixões e das caixas para cremações, é um negócio de família que já tem mais de 100 anos. A antiga empresa de gestão ligada à casa mortuária do Kiang Wu tinha um índice com todas as agências funerárias existentes, mas a actual não tem, e ninguém apresenta uma razão para isso. Muitas das queixas apresentadas dizem respeito aos elevados preços praticados pela mortuária do Kiang Wu.

Sim. Por exemplo, um pacote de serviços nesta casa mortuária custa cerca de 50 mil patacas, mas nós só cobramos 30 mil patacas pelos nossos serviços. A empresa de gestão criou uma nova regra que diz que se os clientes comprarem produtos de fora para o funeral, têm de pagar mais 20%. Mas não existe uma lei que regule isso e o Governo não dá qualquer atenção para o problema. Parece a taxa que existe nos restaurantes

para os clientes que levam o seu próprio vinho de casa. Sinceramente, na altura em que os clientes da casa mortuária estão a chorar o seu família estão completamente destroçados e às vezes nem conseguem escolher qual é o melhor pacote de serviços. Por isso, precisam da opinião de profissionais como nós. Mas como a casa mortuária não nos deixa entrar, pode ser uma forma de enganar as pessoas, para que estas

escolham os piores serviços ou os mais caros. Qual o preço normal para um funeral tradicional chinês? Mais alto do que para um funeral católico, porque para este só é preciso alugar uma sala. Segundo os preços da casa mortuária diocesana, os preços variam entre as duas a seis mil patacas. Na casa mortuária do Kiang Wu, o preço de uma sala vai até às


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pub

nte afectados” 18 mil patacas. E ainda tem de se pagar mais 10% da taxa de serviços, como o aluguer do ar condicionado ou a limpeza do corpo. Só o custo da cremação é 9400 patacas. Mas Macau não tem um serviço de cremação, tem de ser feito em Zhuhai. O preço para transportar os caixões varia entre 1500 a 6600 patacas. Pode-se pagar um carro, mas as pessoas preferem recrutar trabalhadores para carregar o caixão, porque faz parte do ritual chinês. Todos os preços que estou a falar são de Outubro do ano passado. Tudo o que disse não inclui o preço do caixão, que normalmente custa quatro mil patacas. Não sei como é que a nova empresa regula os preços dos seus serviços. Como funcionam os rituais num funeral tradicionalmente chinês? Depois da morte da pessoa há que escolher entre o enterro ou a cremação. Se for escolhido o enterro, deve-se transportar para a casa mortuária e limpar de imediato. Varia de acordo com a religião do falecido ou da família, e podem usar-se, por exemplo, rituais taoistas num funeral chinês. Depois é alugar a sala, comprar o

caixão, fazer a vigília na casa mortuária com o corpo fora do caixão. Durante a vigília deve-se queimar papeis, que mostram a ligação ao falecido. Esses produtos de papel também podem ser feitos com bambu, são mais profissionais. No dia seguinte, há rituais para pôr o corpo no caixão, e quando esses rituais acabam os familiares saltam por cima de um recipiente grande com fogo para retirar os azares. Embora os funerais não sejam um assunto engraçado, chamados a todos os funerais de pessoas com mais de 80 anos os funerais “do riso”. Normalmente escrevemos nas lanternas a idade do falecido, com mais três anos do que a idade real. Os três anos significam “céu, terra e ser humano”. A empresa San Long Un, por exemplo, faz um serviço completo, e explica todos estes procedimentos tradicionais. Mas o seu director também está ligado à empresa de gestão da casa mortuária de Kiang Wu. Há suspeitas de transferência de benefícios e para manter o monopólio da operação. Os negócios das outras agências estão seriamente afectados, e muitas lojas antigas correm o risco de fechar.

Piedade filial mostrou-se no festival Ching Ming As famílias de Macau saíram ontem à rua para lembrar os seus antepassados por ocasião do festival Ching Ming, em locais como templos ou cemitérios. Para além das campas, nos templos existem também lugares para afixar o nome do falecido, com a respectiva fotografia, bem como paredes para as caixas das cremações. Se um altar custa mais de dez mil patacas, um lugar para cremações pode custar no mínimo 36 mil patacas, indo até às 148 mil patacas, consoante o lugar, cuja escolha depende das regras do Fengshui. Os pais preferem levar os seus filhos para que possam ter uma aula de piedade filial, de inspiração chinesa. É costume deixar junto do falecido os produtos dos quais ele gostava em vida, sendo que muitos deles são sinais de luxo, como telemóveis ou cartões de crédito. Em Guangdong, as pessoas levam um leitão para que os antepassados possam “comer”. Como queimar produtos feitos em papel causam muito fumo, há quem opte por só levar flores ao antepassado, como prova de cumprimento.

entrevista

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cultura

Arte Abre hoje em Lisboa o Museu Júlio Pomar

Da Amazónia ao gesto Tiago Quadros

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bre hoje as portas, 12 anos depois de ter surgido a ideia, o Atelier – Museu Júlio Pomar. O edifício fica no número 7 da Rua do Vale, em Lisboa, paredes meias com a residência dos últimos vinte anos do artista. O projecto de arquitectura é de Siza Vieira e Em Torno do Acervo a mostra inaugural. No que depender de Sara Antónia Matos, 34 anos, directora do Atelier – Museu, não vão faltar visitantes. “Em Torno do Acervo” é a exposição que inaugura o Atelier – Museu e divide-se em quatro núcleos: o primeiro aborda os anos 40/50, o neorrealismo; o segundo, os anos 60, no qual o artista se dedica à exploração do movimento e do gesto; o terceiro refere-se aos anos 70 e incide sobre a colagem, sendo “A Mesa do Arquitecto” uma das obras em exposição; o último núcleo, dos anos 80 e 90, foca a comunidade de índios da Amazónia que o artista então

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visitou e deu origem a uma série de trabalhos. Em depósito no Atelier – Museu estão quase 400 obras. Trata-se do espólio, doado pelo artista, à Fundação Júlio Pomar – administrada por Alexandre Pomar, filho do pintor – que tem como objectivos a promoção, conservação e investigação desse acervo, trabalhando em colaboração com o Atelier – Museu. Nesta primeira mostra – enas que se vão seguir – contou-se ainda com os empréstimos de obras de outras instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian ou a Caixa Geral de Depósitos que, a par da Fidelidade-Mundial, é mecenas do Atelier – Museu. O antigo armazém de livros do século XVII sofreu modificações várias. “Não se tratava de uma peça de arquitectura, mas tinha bastante qualidade em termos de equilíbrio dos espaços e elementos. Quis restaurar o edifício, criando garantias para a sua boa manutenção e não torná-lo num objecto de ‘outro planeta’ situado naquela rua pacata”, refere Siza Vieira. No interior, o arquitecto manteve o conjunto de asnas (a

estrutura de madeira que sustenta o telhado), restaurando-a e pintando-a de branco. “O edifício tinha um conjunto de aberturas, algumas altas, que garantiam uma boa e regular iluminação. Aliás, até às seis horas da tarde quase não é precisa luz eléctrica”, acrescenta ainda. Um dos aspectos novos é a galeria superior, que exigiu a criação de umas escadas e de um ascensor, obrigatório num edifício público. Este é um dos espaços privilegiados de exposição. O edifício – cujas obras, a cargo da CML, custaram cerca de 900 mil euros – conta ainda com uma sala para as reservas e outra designada por ‘cofre-forte’ (onde estão sobretudo desenhos), alem de uma recepção e de um escritório. “A área é pequena, mas penso que se conseguiu ‘arrumar’ tudo a contento do funcionamento do edifício, afirma Siza Vieira. Para Sara Antónia Matos a colaboração de Júlio Pomar na concretização da programação do Atelier – Museu tem sido essencial. A exposição Em Torno do Acervo estará patente ao público

Fotografia Nobuyoshi Araki em Guangdong

O Guangdong Times Museum apresenta a exposição individual de Nobuyoshi Araki, Sentimental Journey/Decadence in Paradise 1971-2012, que decorre entre os dias 7 de Abril e 9 de Junho. A exposição irá apresentar cerca de 120 obras, divididas em quatro séries: Sentimental Journey, Winter Journey, Spring Journey e Decadence in Paradise, cobrindo 41 anos de trabalho do artista. Nobuyoshi Araki é um dos mais conhecidos fotógrafos japoneses na China. O seu percurso iniciou-se com a série de fotografias Sentimental Journey, que girava em torno da sua viagem de lua de mel com Yoko, a sua mulher. Desde então, a sua produção artística tem-se mantido constante e muito presente. Walter Benjamin acreditava que, como um meio que pode ser reproduzido e divulgado, a fotografia já não possuía a singularidade do original, apesar de ser considerada uma forma de arte. A práctica artística de Nobuyoshi Araki afirma este ponto de vista. O fotógrafo japonês utiliza várias técnica de edição para dessa forma ser capaz de estabelecer narrativas soltas. Nesse sentido, as suas obras não são fotografias individuais, a serem lidas e observadas isoladamente. Em vez disso, o processo de contemplação, fotografia após fotografia, é a própria obra de arte. Araki descreve esta técnica como a escrita de “romances privados”.

Pomar em Macau

Júlio Pomar expôs em Macau, no Leal Senado, em 1999. Depois disso, só em 2010, é que um acervo de 50 peças da autoria de artistas portugueses deixou o depósito do Museu de Arte de Macau (MAM) para ir ao encontro do público, naquela que foi a primeira e única mostra de arte portuguesa desde 1999. “Serigrafia Portuguesa: O Século XX na Colecção do MAM” esteve patente no piso térreo da instituição exibindo algumas das obras de uma colecção de onde se contam 180 peças de gravura com assinatura genericamente classificada como portuguesa – onde se incluem o macaense Luís Demée ou a moçambicana Bertina Lopes. Também Júlio Pomar esteve representado nesta exposição, onde ainda assim ficaram de fora obras de Bartolomeu Cid dos Santos ou David Almeida. Pena é que a política do MAM não se concentre, de forma mais assídua e continuada, na redescoberta e transmissão do seu espólio de origem portuguesa. Porque nesse acervo está também parte da sua própria identidade. Porque na sua génese estão, afinal, obras de artistas como Júlio Pomar. E a sua luz é rara e única. Continuemos à espera de Pomar. E de Luis Demée. E de Nuno Barreto. - T.Q.

até Setembro. Ainda em Abril, está previsto o lançamento de Júlio Pomar – Imagem, Discurso, Memória, de Laura Castro, obra de investigação sobre o artista que resultou do Prémio Casino da Póvoa. Em Outubro, uma nova mostra visa explorar a dimensão crítica da obra do artista. Nessa ocasião vai ser editado um livro de textos críticos do autor. Há várias outras acções a ser programadas, nomeadamente um ciclo de conferências sobre arquitectura museológica em Portugal. Uma vez por mês, o Atelier – em colaboração com uma instituição ligada à crítica – receberá artistas de diferentes gerações que mostrarão o seu trabalho. Os moradores e as diversas colectividades do bairro não foram esquecidos. Estão pensados, especificamente para eles, uma série de ateliers e visitas guiadas. O pintor tem um sonho para o Atelier-Museu: “Gostaria que não fosse um espaço morto. E que as pessoas viessem, encontrassem motivos de prazer, recebessem propostas de discussão, fizessem descobertas. Tenho horror a espaços que têm muita gente no dia da inauguração – quando quase ninguém olha para os quadros nas paredes – e nos dias seguintes não há gato que lá circule... Quem faz as coisas, gosta que elas sejam vistas”, acrescenta (ver entrevista in JL de 20 de Março).

Pintura Chu Teh-I em Taiwan

Inaugurou ontem a exposição Color/Forms, da autoria de Chu The-I, na B1 Gallery do Museu Nacional de Belas-Artes de Taiwan. O trabalho de Chu Teh-I, artista Coreano que desenvolveu todo o seu percurso académico em Taiwan e França, tem vindo a desenvolver-se, desde a década de 80, em função das questões da cor e dos padrões geometrizantes. Na verdade, a obra de Chu Teh-I abre novos processos de exploração dos registos abstracionistas correntes, desenvolvendo-se a partir de perspectivas dialéticas muito fortes e singulares, presentes na exposição Color/Forms, uma retrospectiva que lança um novo olhar sobre o trabalho realizado nas duas últimas décadas. Nascido em 1952, em Jeongeup, na Coreia, Chu The-I estudou pintura na National Taiwan Normal University. Em 1976 continuou a sua formação artística em Paris, na École Nationale Superieure Des Arts Decoratifs, tendo no ano seguinte concluído o mestrado na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, França. A sua obra está representada no Museu Nacional de BelasArtes de Taiwan, bem como em muitos outros museus e colecções em Taiwan e no estrangeiro. Color/Forms estará patente ao público até ao dia 2 de Junho.


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Encontro em Hong Kong Pensamento Contemporâneo e Arte

A vida de um Para Site Tiago Quadros

info@hojemacau.com.mo

E

ntre os dias 11 e 13 de Abril vai decorrer, em Hong Kong, mais um Encontro Internacional organizado pelo espaço Para Site. Este ano, durante três dias, pensadores, artistas e curadores, de várias proveniências, procurarão lançar novos olhares sobre a condição contemporânea da arte. A Encontro irá apresentar diferentes genealogias contextuais, casos de produção artística contemporânea, bem como gramáticas interpretativas acerca do posicionamento de Hong Kong face ao campo globalizado da arte contemporânea. Segundo a organização, o Encontro deste ano tem como premissa a necessidade de repensar a base da solidariedade internacional, com especial ênfase no campo da arte contemporânea, olhando para os meios que ainda dispõe, bem como para as necessidades que têm surgido mais recentemente. Os conferencistas irão debruçar-se sobre uma série de casos de estudo relacionados com a prática artística

em contexto, olhando mais de perto para as linguagens artísticas dominantes e suas relações com as circunstâncias históricas que estão nas suas géneses. O Encontro está organizado em torno de dois campos temáticos. Nos dias 11 e 12 de Abril, “Novos internacionalismos após o multiculturalismo/Arte contemporânea após a expansão global” com a participação de Charles Merewether (historiador de arte, ensaísta, Director do Instituto de Arte Contemporânea de Singapura, e curador da Bienal de Sydney 2004; Singapura), Hammad Nasar (curador, ensaísta e Director do Departamento de Investigação e Programação do Asia Art Archive; Hong Kong), Ruth Noack (historiadora de arte, ensaísta, Directora do Departamento de Curadoria de Arte Contemporânea do The Royal College of Art, e curadora na Documenta 12; Londres e Berlim), Erika Tan (artista, curadora, ensaísta, e investigadora; Londres), Georg Schöllhammer (ensaísta, investigador, curador independente e editor da springerin e da revista documenta 12; Viena), David Teh (curador, ensaísta, aca-

démico, Director da Future Perfect; Singapura), e Yeung Yang (curador, ensaísta e fundador da soundpocket; Hong Kong). Nos dias 12 e 13 de Abril, “Determinismos nas linguagens artísticas e interacções entre arte e política em contextos históricos específicos” contará com a participação de Nadim Abbas (artista e músico; Hong Kong), Petra Bauer (artista e realizadora; Estocolmo), FX Harsono (crítico de arte, artista e membro fundador do Gerakan Seni Rupa Baru; Jacarta), Max Jorge Hinderer (ensaísta, investigador, crítico cultural, curador do The Potosi Principle;

Berlim), Ana Janevski (crítica de arte, ensaísta e curadora associada, MoMA; Nova Iorque), Hsu Ming-han (crítico de arte e cinema, curador, editor de Who’s afraid of Ai Weiwei? e fundador de Gaze – Contemporary Art Online Magazine; Taipei), Rabih Mroue (actor, director e artista; Beirute e Berlim), Shabbir Hussain Mustafa (ensaísta, investigador e curador da National University of Singapore Museum; Singapura), Marc Siegel (ensaísta, investigador e co-fundador do colectivo CHEAP; Berlim), Enin Supriyanto (ensaísta, editor e curador; Jacarta), e Anthony Yung (ensaísta, curador, investigador no Asia Art Archive e co-fundador da Observation Society, Guangzhou; Hong Kong). O Espaço Para Site é um dos mais antigos e activos centros artísticos independentes da Ásia, onde são realizadas exposições, publicações, residências e projectos interdisciplinares relacionados com a arte e a sociedade. O Encontro Internacional decorre no Jockey Club Hall, Asia Society
9 Justice Drive
Admiralty, em Hong Kong, e a entrada é gratuita.

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ASSISTANT PRINCIPAL SECONDARY SECTION REQUIRED FOR SEPTEMBER 2013 The College seeks a Christian teaching professional with good leadership, management, interpersonal and organizational skills to head a team of 42 teachers. Candidates should be good team players, flexible, resilient and creative, and have a good sense of humour. A good knowledge of IGCSE, A/S level and A level examinations is essential. Interested candidates should send a personal letter of application electronically stating how s/he meets the above requirements, a CV, the names and contact details of three referees to: Ms Cissy Chan, Personnel Manager, Macau Anglican College, 109-117 Avenida Padre Tomas Pereira, Taipa, Macau. Tel: 00853 28850000 Email: cissychan@acm.edu.mo Website: www.acm.edu.mo

Owing to continued growth, we are seeking English speaking, qualified and experienced teachers of Cambridge IGCSE level subjects for the 2013/2014 school year: -

French

-

ICT

Candidates must have degrees specific to the subject and full teaching qualifications. We are also seeking for a primary music qualified teacher. MAC is an English medium school which offers an attractive salary package including a housing allowance for non-Macau residents, small class sizes and a multicultural Christian ethos. Send cover letter, CV, documents and contactable referees to cissychan@acm.edu.mo or fax 85328850022. In your application letter, kindly state how you meet all the above requirements. Include the names of two contactable referees.

cultura

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Cinema “Macau - o poder da imagem”. Candidaturas abertas Sétima edição de concurso de filmes volta em 2014, mas os amantes do cinema, com ou sem experiência, podem candidatar-se até 13 de Maio, com direito a apoios financeiros que variam entre as 10 e 120 mil patacas Está aberta mais uma edição do concurso de filmes intitulado “Macau – o poder da imagem (LVP)”, organizado pelo Centro Cultural de Macau (CCM). Até ao dia 13 de Maio, realizadores com ou sem experiência podem candidatar-se ao concurso, que possui três níveis. Na categoria “avançado” e “livre” podem concorrer maiores de 18 anos, estando ainda disponível o nível de “participantes”. O projecto está dividido nas categorias “documentário”, “curtas” e “animação”, sendo que cada uma delas é apoiada por subsídios que variam entre as dez mil patacas para os iniciados e 120 mil patacas para os que possuem mais experiência. Em comunicado, o CCM afirma desafiar os realizadores locais a “apresentarem propostas dinâmicas e interessantes tendo Macau como tópico, com a possibilidade de estreia no grande ecrã do CCM”. “Confirmando que o LVP tem seguido um caminho útil e produtivo, o dinamismo imprimido por este projecto resultou em vários trabalhos premiados. As equipas seleccionadas para a última fase terão apoio técnico e financeiro para concluir as suas produções e todos os trabalhos serão estreados no “Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Macau 2014”, explica ainda o organismo cultural. Criado em 2007, o concurso serve “para estimular os melhores trabalhos de cineastas locais”. Possuindo seis edições como bagagem, o concurso tem recebido, segundo o CCM, “entusiásticas reacções tanto de realizadores experientes como de estreantes”. Até ao momento, foram recebidas um total de 250 propostas, sendo que 49 delas foram mesmo realizadas, de entre um conjunto de documentários, curtas-metragens e filmes de animação.


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vida

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Gripe das Aves Serviços de Saúde elaboram medidas de contingência

Vírus à porta

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

A

umentam os casos de gripe das aves na China, mas os Serviços de Saúde (SS) de Macau garantem que a população do território não tem de ficar preocupada. Em comunicado, os SS afirmam estar a elaborar diversas medidas de contingência face à nova estirpe H7N9. O Governo decidiu manter o alerta de gripe no nível III - tendo em conta os critérios da Organização Mundial de Saúde -, e assegura ter medicamentos em reserva para o tratamento contra a gripe para mais de cem mil pessoas, bem como 44 camas destinadas ao tratamento de doenças respiratórias infecciosas, no Hospital Conde de São Januário. Para já, os SS consi-

deram não ser necessário realizar rastreios para os visitantes que entram pelas Portas do Cerco, mas asseguram que os profissionais de saúde estão a prestar atenção aos doentes com sintomas graves ou com pneumonia que se tenham deslocado a Xangai, Anhui ou Jiangsu, locais onde se encontraram os casos mais graves de gripe das aves. Estão já confirmadas, pelo menos, duas mortes por infecção da gripe H7N9 e sete casos críticos, todos na China. Não há qualquer caso de transmissão entre seres humanos, sendo que há situações de infecção transmitido pelos animais aos seres humanos. Os SS asseguram que as chefias “de diversos serviços” foram convocadas para realizarem reuniões de emergência “para se proceder a uma avaliação

pormenorizada quanto ao eventual impacto da epidemia em Macau”. Entretanto, o Laboratório de Saúde Pública dos SS começou a preparar de reagentes, prevendo-se que consiga ter a capacidade de testar a nova estirpe. Em caso de problemas, assegura ainda o Governo, Macau tem os equipamentos e medicamentos suficientes para ajudar eventuais doentes críticos, tais como ventilador artificial e medicamentos anti-gripe. Entretanto, o porta-voz do Governo, Alexis Tam, já se pronunciou publicamente sobre esta situação, tendo dito que “muitos casos aconteceram a norte, na província de Guangdong e outros em Jiangsu. Por isso acho que todos nós podemos ficar relativamente descansados”, disse, segundo a Rádio Macau.


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Chui Sai On não se comprometeu nem traçou datas mas Albano Martins mostra-se satisfeito com o rumo da conversa com o Chefe do Executivo sobre protecção dos animais, na passada quartafeira. Por essa razão, antevê, os trabalhos de produção de um regulamento administrativo podem começar em breve Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

F

oi em ambiente “descontraído” que o Chefe do Executivo acedeu finalmente a conversar com Albano Martins, presidente da Sociedade Protectora dos Animais - ANIMA durante cerca de 30 minutos, na Sede do Executivo, esta quarta-feira. A protecção animal foi o âmago da discussão embora houvesse intenção de que o Governo passe das palavras aos actos. “[Chui Sai On] não se comprometeu com nada. Ele percebeu a questão e o que me pareceu, quando me pediu para lhe entregar os papéis, que passou à secretária-geral do Conselho Executivo, é que provavelmente o Chefe do Executivo irá estudar com os seus juristas do Conselho Executivo a possibilidade de fazer o regulamento administrativo enquanto a lei não surgir. Isso foi o que percebi mas não foi dito ipsis verbis”, adianta, sobre aquela que foi uma conversa “relaxada” e “muito dialogante” entre “amigos”, que contou ainda com o irmão de Chui Sai On, José Chui Sai Peng. As denúncias foram “surpreendentes” para o Chefe do Executivo e, por isso, há esta esperança de concretização da legislação depois de um bom entendimento entre as duas partes. “Iriam começar a trabalhar nisso. Não fixou uma data mas os juristas e a secretária [O Lam] iriam contactar

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Animais Albano Martins “optimista” mas para já não há compromissos

Conversa entre amigos comigo e iríamos começar a trabalhar nesse assunto.” “Depois de tudo o que contei sobre a situação dos animais, as atitudes e política do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) relativamente à situação dos animais, o Chefe do Executivo percebeu claramente que estava perante um grave problema [...] Passou a ideia de que iria ter que avançar rapidamente para uma regulamentação administrativa porque a lei, como lhe mostrei, teria de ser de tal modo integrada que dificilmente a Assembleia Legislativa (AL) conseguiria fazê-la com a perfeição que é exigida dada a complexidade que uma lei desse tipo vai ter de ter”, explicou Albano Martins ao Hoje Macau.

chui surpreso com abates

As políticas seguidas erradamente, por parte do IACM, foram um dos problemas reportados pelo dirigente da ANIMA que esquematizou algumas ideias na conversa: penalizações pesadas para quem abandona os animais (que, actualmente, são inferiores às de Singapura e Hong Kong, que prevêem ainda a prisão) e impedi-los de serem proprietários de mais, por um período de cinco anos. Matérias já antes anunciadas na proposta de regulamento administrativo entregue por Albano Martins a Florinda Chan, em Julho e Outubro, e enviado, então, ao Chefe do Executivo. “Mostrou-se surpreendido com o número de animais que todos os anos são mortos [pelo IACM] e sem que esse número de mortos resolva problema

algum. Mostrou-se de facto sensibilizado para isso. E, portanto, foi um bom diálogo, depois de ter falado também do canídromo e de ter explicado que os senhores de lá são arrogantes, nem sequer um animal fizeram chegar à ANIMA para ser adoptado, nem há conhecimento público sobre se alguns foram adoptados embora o IACM tenha dito há dias que sim.” E sobre este assunto, Albano pediu, com o apoio de 230 associações internacionais, que no final da concessão, em 2015, esse terreno seja aproveitado para a comunidade e os animais saiam de lá. Ouve resposta? “Ouviu apenas, foi segundo ponto da questão mas a maior parte do tempo foi sobre a protecção dos animais porque havendo uma lei também a questão do canídromo vai ser resolvida.” Em cima da mesa, estiveram ainda questões como a regulação da actividade veterinária, tais como clínicas veterinárias, regulamentação das lojas de animais, dos criadores de animais e de importação de animais de

Coutinho marca a lei Fora dos assuntos de agenda de Albano Martins ficou o projecto de lei sobre o Estatuto Jurídico e Protecção dos Animais do deputado Pereira Coutinho, que foi entregue à Assembleia Legislativa a meio de Fevereiro mas ainda não foi admitida pelo presidente Lau Cheok Va. “Não estou preocupado com a lei, estou preocupado com o regulamento que acabe com a crueldade e proteja minimamente os direitos dos animais”, reage o presidente da ANIMA. “Embora a ANIMA tenha visto o diploma, fez os seus comentários, sugeriu a introdução daquelas medidas que temos vindo a pedir porque são medidas concretas e ainda não foram incorporadas pelo que não sabemos como vai ficar a versão final. Não falámos sobre o assunto.”

zonas frias que não deviam ser importados.

Licenças mais baratas

E mais: foi ainda focada a questão das licenças, com recurso a estatísticas da governação de Edmund Ho, que recebeu um título honorífico da ANIMA a 27 de Março. “O Governo devia dar com uma pub

mão mas exigir com a outra. Como? Tornando as licenças equiparadas a Hong Kong e Singapura para permitir que as pessoas todas pudessem licenciar o seu animal e expliquei porquê. Porque em Macau, ao contrário de outros sítios no mundo, a vacina contra a raiva só é dada aos donos dos animais que

vão ao canil municipal pedir essa licença. Os veterinários não podem dar essa vacina. Sendo a China uma zona de raiva, endémica, em Macau corremos um risco de saúde pública [...] Mostrei os dados do tempo de Edmund Ho, que quando baixou as licenças de 1000 para 500 patacas logo em Junho desse ano o número de pessoas que foram licenciar os seus animais foi de 2333 pessoas, duplicou face ao ano anterior”, indica o presidente da Sociedade Protectora dos Animais, com lugar no território desde 2003. MasAlbano Martins explicou ainda ao Chefe do Executivo que as licenças deixam de ser renovadas de ano para ano, num decréscimo de 1000 ao ano, já que custam 220 patacas, um valor que representa mais de o dobro face a Hong Kong. Mas, mais uma vez, o Chefe do Executivo não assumiu compromissos sobre a redução do valor das licenças.


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desporto

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Boxe Las Vegas Sands apadrinha regresso de Pacquiao aos ringues

Macau ou Singapura? Adelson decide

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rivalidade é antiga, o duelo promete e Macau até poderá ser o palco escolhido para o acolher. Manny Pacquiao deverá reencontrar nos ringues em Setembro um velho inimigo, mas o quinto combate entre o pugilista filipino e o mexicano Juan Manuel Marquez deverá deslocar para o outro lado do planeta o eixo da rivalidade que norteia as relações entre os dois lutadores. Marquez e Pacquiao defrontaram-se por quatro ocasiões em Las Vegas, mas as reticências levantadas pelo pugilista filipino quanto à possibilidade de um novo combate no estado do Nevada acabaram por colocar Macau em boa posição como uma das mais cotadas alternativas para o que muitos consideram ser o combate do ano. A possibilidade da RAEM acolher o quinto frente-a-frente entre Manny Pacquiao e Juan Manuel Marquez já não é nova, mas ganhou esta semana um ímpeto renovado depois do responsável pela promoção da carreira de Pacquiao ter afirmado que está a tentar

convencer a direcção das Las Vegas Sands a organizar ou em Macau ou em Singapura o quinto – e provavelmente último – combate entre os dois lutadores, tidos como verdadeiras super-estrelas nos seus países de origem. Bob Arum encontra-se no território para acompanhar a estreia de Zou Shiming como pugilista profissional. O atleta chinês, bi-campeão olímpico, é uma das figuras de cartaz da série de combates que têm no próximo sábado a Arena do COTAI como palco. Em declaração a uma publicação das Filipinas, o responsável pela Top Rank garantiu que o regresso de

Manny Pacquiao aos ringues se fará quase certamente na Ásia, num dos casinos da Las Vegas Sands. Arum diz mesmo que o ónus da escolha está com a operadora de jogo norte-americana, que estará dividida entre Macau e Singapura: “Estámos à espera que nos comuniquem uma decisão. A Las Vegas Sands ainda não sabe em que casino quer organizar o combate”, assegura o empresário. Em Macau ou em Singapura, Juan Manuel Marquez deverá ser o adversário escolhido pela Top Rank para defrontar Manny Pacquiao, não obstante o mexicano já ter dito por várias ocasiões que não tem grande interesse em voltar a defrontar o arqui-rival filipino. Em Dezembro, Marquez nocauteou Pacquiao e deixou o pugilista pinoy inconsciente no tapete do MGM Grand Hotel de Las Vegas por mais de dois minutos. O triunfo foi o primeiro do mexicano em quatro combates disputados com Manny Pacquiao. Nos três outros combates, registou-se um empate técnico entre os dois atletas.

Futebol Liga dos Campeões

Ronaldo empurra Real Madrid O

português Cristiano Ronaldo marcou hoje um dos três golos com que o Real Madrid derrotou o Galatasaray, por 3-0, na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol. O internacional luso inaugurou o marcador aos nove minutos, com o francês Benzema a aumentar aos 29 e o argentino Higuain a fazer o resultado final aos 73, dando uma vantagem confortável ao clube treinado por José Mourinho, que também colocou Fábio Coentrão a titular e fez Pepe entrar aos 86. No outro encontro da noite, o Málaga, com Antunes a titular e Antunes como suplente utilizado, e o Borussia Dortmund empataram a zero, deixando a eliminatória para ser decidida na segunda mão, na terça-feira, na Alemanha.


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[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB GI joe retaliation [C]

Um filme de: Jon M. Chu Com: Channing Tantum, Bruce Willis, Dwayne Johnson 16.30, 21.30 Sala 2

GI joe retaliation [3d] [C]

Um filme de: Jon M. Chu Com: Channing Tantum, Bruce Willis, Dwayne Johnson 14.30, 19.30

the croods [a] GI joe retaliation

(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Sanders, Kirk De Micco 16.30, 21.30

Sala 1

Sala 3

(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Sanders, Kirk De Micco 14.30, 19.30

Um filme de: Antoine Fuqua Com: Gerard Butler, Morgan Freeman, Aaron Eckhart 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

the croods [a]

Aqui há gato

olympus has fallen [c]

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Rectidão, honradez. 2-Profissão (Suf.). Artéria que leva o sangue oxigenado a todo o corpo. Consoante repetida. 3-Curral para recolha de gado. Marquei para outro dia. 4-Prosseguiamos. Irra!. 5-Sequência, sucessão. Vai ao chão. 6-Prata (s.q.). Língua do grupo itálico da família linguística indo-europeia. Estrôncio (s.q.). 7-Nelas. Voz do cão e do lobo (pl.). 8-Fruto da cuieira. Um dos naipes das cartas. 9-Antiga peça de armadura para a cabeça (pl.). Fazei grandes elogios. 10-Percebe. Encontrar, ver. Televisão (abrev.). 11-Terror causado pelo aparecimento de coisas sobrenaturais. VERTICAIS: 1-Qualquer colorido, excepto o branco e o preto. Barreira num passo de nível de caminho de ferro. 2-Preguei. Natural da Gália. 3-Fazes esmola. Consentimento. 4-A primeira pedra que forma a volta de um arco e assenta sobre um capitel, cimalha ou ombreira. Espécie de macaco americano. 5-Pó vermelho e condimento de pimentão seco.Toque, toada. 6-Encaminhar-se. Local, lugar. Chumbo (s.q.) 7-Letra grega. Plantar ervas, legumes ou hortaliças. 8-Zero. Residira, viera. 9-Imposto sobre o rendimento (sigla). Debaixo de. 10-Ibéricas.Demónio. 11-Pequena árvore sapotácea da América equatorial. Nome de homem.

[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:30 20:30 21:20 21:30 22:10 23:00 23:30 23:45 01:15 01:45

TDM News - Repetição Telejornal + 360º (Diferido) RTPi Directo TDM Talk-show (Repetição) Vingança Telejornal Ler + Ler Melhor Cenas de um Casamento Escrito nas Estrelas TDM News Resumo Liga Europa Liga Europa Benfica-Newscastle United (Repetição) Telejornal – Repetição RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Percusos 15:20 U24 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Essências com Nelly Furtado 17:45 Feitos ao Bife 19:00 Depois do Adeus 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:15 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 12:30 Total Rugby 13:00 Tour De Taiwan 2013 Highlights 13:30 AFC Champions League 2013 Urawa Red Diamonds vs. Jeonbuk Hyundai Motors 15:30 MLB Regular Season 2013 Boston Red Sox vs. New York Yankees 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (LIVE) Asean Basketball League 2013 Saigon Heat vs. Chang Thailand Slammers 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Football Asia 2013/14 23:00 The Football Review 2012-2013 23:30 Smash 2013

31 - STAR Sports 13:00 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights 13:30 2 Wheels 14:00 Rolex FEI World Cup Jumping 2012/13 15:00 Auto GP World Series 17:00 European Rally Championship - Review 17:30 Russian Premier Liga 2012/13 Terek Grozny vs. Zenit St Petersburg 19:30 Score Tonight Special - Kings And Champions 20:00 (LIVE) One Fighting Championship 23:00 (Delay) Score Tonight 2013 23:30 Mobil 1 The Grid 2013 40 - FOX Movies 12:10 Alvin And The Chipmunks 13:40 This Means War 15:20 The Twilight Saga 17:15 Transporter: The Series 18:00 Prom Night 19:30 Shark Night 21:00 The Sitter 22:25 Vacancy 23:55 Transporter: The Series 00:40 This Means War 41 - HBO 12:40 The Lord Of The Rings 15:45 Night Falls On Manhattan 18:10 Top Gun 20:00 Cowboys & Aliens 22:00 Captain America: The First Avenger 00:10 Friday Night Lights 43 - MGM Movies 11:15 The Winter People 13:15 Thunderbolt And Lightfoot 15:15 A Rumor Of Angels 17:00 12 Angry Men 19:00 For Us The Living: The Story of Medgar Evers 20:45 MGM Big Screen 21:00 Triumph Of The Spirit 23:15 Jackson County Jail 00:45 Penitentiary

HORIZONTAIS: 1-CONSCIENCIA. 2-OR. AORTA. BB. 3-RADIL. ADIEI. 4-IAMOS. ARRE. 5-C. SERIE. CAI. LATIM. SR. 7-NAS. UIVOS. O. 8-CUIA. OIROS. 9-ELMOS. GABAI. 10-LE. TOPAR. TV. 11-ASSOMBRAÇÃO. VERTICAIS: 1-COR. CANCELA. 2-OREI. GAULES. 3-N. DAS. SIM. S. 4-SAIMEL. AOTO. 5-COLORAU. SOM. 6-IR. SITIO. PB. 7-ETA. EIVIGAR. 8-NADA. MORARA. 9-C. IRC. SOB. Ç. 10-IBERAS. SATÃ. 11-ABIEIRO. IVO.

À venda na Livraria Portuguesa E Se Eu Gostasse Muito De Morrer • Rui Cardoso Martins Na confusão do mundo, um rapaz sobe a rua. O Interior é igual em toda a parte. Mas hoje vai mudar. Ele traz um segredo terrível no bolso do kispo. Faz calor na província dos suicidas. Dá vontade de rir: uma cidade em que até o coveiro se mata... São estatísticas, tudo em números. Na Internet, há sexo e doidos japoneses e americanos para conversar em directo. No campo, granadas e ervas venenosas. No prédio, um jovem assassino toca órgão.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

A Chave de Casa • Tatiana Salem Levy Audaciosa, Tatiana Salem Levy, sobrepõe uma narrativa de viagem a uma história de paralisia. Um corpo que percorre a Turquia na esperança de encontrar uma casa de família e um corpo que jaz e sofre numa cama. Um paralelo tão contraditório como as confissões que lemos, confissões sobre um amor que vai sobrevivendo graças a instantes de delírio sexual, em que tudo é permitido, aliados a momentos de medo. E, ao mesmo tempo, por entre narrativas ficcionais e memorialísticas, a figura maternal, a mãe que se ama, a mãe que já morreu mas que se quer ressuscitar, a mãe de que se precisa. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

O verde de Macau ali tão longe Nunca deixam de surpreender estas incongruências entre departamentos do Governo. Em certa medida, até se pode compreender que os directores de serviços não consigam estar a par de todos os assuntos mas, claro, há questões menores e há outras de suma importância. Nomeadamente, quando fazem manchetes de jornais. Os colegas jornalistas chineses investigaram os detalhes das concessões de arrendamento concedidas a empresas em Coloane, nesta altura prestes a expirar. As mesmas que mantêm os terrenos baldios, dando sinal de esperança a quem por lá passeia. E por que razão não os desenvolveram em 25 anos? Pois é estranho, não é? Nós achamos o mesmo. Mas quem parece não estranhar são os Serviços de Obras Públicas que não tiraram satisfações com os concessionários. Nem tampouco os penalizaram, com a reversão de terrenos, por exemplo. Mas antes, parecem estar dispostos a dar-lhes benesses a torto e a direito. Nomeadamente, nesta questão intrigante sobre a mudança de aproveitamento dos terrenos em Ka Hó, que de anos inutilizados industrialmente passam a estar aptos para construir zonas residenciais e comerciais. E, aqui, quando dou a entender uma má conduta do Governo, falo do actual e dos tempos da Administração portuguesa. Ambos com culpas no cartório. Muitos com interesses ocultos que, em parte, se vêm a provar. É inadmissível, porém, que Carion bem como Lau Si Io não tenham uma ideia concreta do que fazer com Coloane, nomeadamente, preservar aquela que deveria manter-se como reserva ecológica, racionalmente pensando. Mas, bom, o que se pode esperar se não que os interesses destes empresários sejam favorecidos pelo Governo (que já tem os cofres a abarrotar) quando é o mesmo a inventar um complexo habitacional, ao género de uma nova comunidade, à entrada do único “pulmão” de Macau? Nada. Fiquemos assim, a ver betão em massa a aniquilar a possibilidade de escapadelas para o único sítio respirável em Macau. Adeus Coloane, vais deixar saudades!

Pu Yi


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Isabel Castro

isabelcorreiadecastro@gmail.com

contramão

A Coreia aqui tão perto

S

hin Dong-hyuk nasceu num gulag. Shin Dong-hyuk nasceu num gulag porque o tio fugiu do país e no país de Shin Dong-hyuk os sobrinhos pagam pelos crimes dos tios, os tios pagam pelos crimes dos sobrinhos, os pais pagam pelos crimes dos filhos e os filhos não escapam às punições que são aplicadas aos avós. É assim uma coisa de alucinados dos meados do século passado, que me custa a perceber porque não vivi os meados do século passado e porque o passado devia ser uma realidade passada e resolvida. Shin Dong-hyuk nasceu num gulag e aprendeu a viver num gulag, a comer o que apanhava e a fazer trabalho escravo, a roubar o que encontrava para poder sobreviver. Aos 13 anos, Shin Dong-hyuk descobriu que a mãe e o irmão se preparavam para fugir e, sabe-se lá o que vai na alma dos sobreviventes, denunciou-os. A mãe foi enforcada e o irmão abatido a tiro. Shin Dong-hyuk pagou o crime da mãe e pagou o crime do irmão. Ficou sem mãe e sem irmão e foi torturado. Depois de um companheiro de reclusão lhe ter ensinado que para além do cativeiro havia mundo, Shin Dong-hyuk acabou por fugir do gulag – o mais pequeno, onde nasceu, e o maior, o país onde viveu. Dizem que é o único norte-coreano nado e criado num campo de concentração que atravessou a fronteira. É, pelo menos, a única história que se conhece do género. Cá fora, China percorrida e acolhido na Coreia do Sul, Shin Dong-hyuk não se

adaptou à vida em liberdade. Um peso morto para os vizinhos de Seul, dizem que foi para os Estados Unidos, onde ainda não será feliz. É difícil viver em liberdade. A história de Shin junta-se a muitas outras histórias que vão sendo narradas por quem sai de um país sem qualquer sentido. Um país aqui tão perto e tão longe no tempo, nos critérios mínimos de vida, nos parâmetros básicos de dignidade. A Coreia do Norte é um regime de loucos onde o povo morre à fome porque quem manda no povo é louco, e não há nada pior do que a fome para a inércia de um povo. A fome não leva ao desespero, nem à falta de esperança, nem à esperança. A fome só leva à morte. A história de Shin pouco interessa – interessa a meia dúzia de líricos que lêem livros sobre a Coreia do Norte e se interrogam sobre o papel de uma comunidade internacional que, dizem, também existe em nome de uma certa solidariedade e de uma determinada ordem no mundo. Mas a verdade é que a história de Shin – deste Shin e dos outros milhares de Shin daquele país-gulag – não move políticos, não desperta a atenção de líderes internacionais, não é motivo para reuniões de emergência. Os esfomeados não ameaçam a paz dos outros – dos que estão longe. Já o poder nuclear é outra conversa. Porque a Coreia é aqui tão perto, comecei a interessar-me pelo que se passa no Norte quando me mudei para Macau. Ao Ocidente é assunto que não move por aí além, entretido de guerra em guerra num Médio Oriente mais apetecível do que uma terra empo-

brecida nas mãos de uma família de loucos. Mas, por estes dias, a Coreia do Norte abre noticiários no mundo inteiro – até Portugal lhe dá horário nobre –, não por causa deste Shin e de outros Shin, mas pelas ameaças do terceiro grande louco, o puto Kim. Os analistas entendidos na matéria, que lêem mais livros do que eu e que já passaram pelos pontos turísticos de Pyongyang, dizem que tudo não passa de retórica. Once again. É bom que não passe – as guerras fazem mortos e feridos e de miséria está aquela gente cheia. Para a China e para a Coreia do Sul, milhares de pesos mortos ainda vivos, oriundos daquele gulag, seria o caos, o desespero, o que fazer com aquela gente esfomeada seria uma dor de cabeça não solucionável a paracetamol ou aspirina. Como os analistas que lêem mais livros do que eu não se enganam, vai ficar tudo na mesma por mais 60 anos, o mundo vai continuar parado e sem cobertores e sem comida e com gente esfomeada e triste naquele império de morte a Norte, e a gente vai lendo uns livros sobre Shin e outros Shin e vai lamentando que o mundo ainda seja assim, e a verdade é que eu não sei como se descalça esta bota, como se devolve a dignidade a quem a conheceu em tempos, como é que se dá a dignidade a quem nasceu num gulag e desconhece que a vida é feita de opções. Mas a verdade é que eu não mando no mundo. Os que mandam deviam saber e querer saber o que aconteceu a Shin Dong-hyuk. A Coreia aqui tão perto e tão longe de nós.

A gente vai lendo uns livros sobre Shin e outros Shin e vai lamentando que o mundo ainda seja assim, e a verdade é que eu não sei como se descalça esta bota, como se devolve a dignidade a quem a conheceu em tempos, como é que se dá a dignidade a quem nasceu num gulag e desconhece que a vida é feita de opções. Mas a verdade é que eu não mando no mundo


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Paul Chan Wai Chi*

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um grito no deserto

A política é como um sonho

F

ui recentemente a Hong Kong para tratar de uns assuntos. Depois fui como de costume até Mongkok para visitar algumas livrarias. Todos os domingos a Sai Yeung Choi Street é como uma grande feira de arte, com várias manifestações artísticas a decorrer. Neste dia, havia acrobatas, cantores, pessoas a tirar fotografias e outras a vender os seus produtos na rua. Claro que também havia um stand dos pró-democratas a chamar a atenção do público para a eleição via sufrágio universal do Chefe do Executivo em 2017. No stand estavam vários membros da Democratic Coalition for District Council Election, nomeadamente Wong Yuk Man e Audrey Eu Yuet-mee. Wong Yuk Man and Audrey Eu Yuet-mee são duas figuras políticas com naturezas distintas. Diferem no estilo, cada qual com o seu carisma pessoal, mas ambos bastante capazes quando se trata de lidar com as massas. A razão pela qual estas duas pessoas estão do mesmo lado, prende-se com o facto de ambas partilharem o mesmo sonho político, i.e. implementar o sistema de uma pessoa um voto, nas eleições para Chefe do Executivo de Hong Kong, em 2017, e que os procedimentos das nomeações não sujeito a um mecanismo de “verificação.”

A eleição do Chefe do Executivo de Macau, em 2019, por sufrágio universal, não é um sonho distante. O que importa é que lutemos pela sua concretização Qual é o propósito de ter um mecanismo de “verificação”? Alguns argumentam que serve para evitar que se eleja um Chefe do executivo que não é patriótico, que não ama Hong Kong, ou que se opõe às ideias do Governo Central. Mas se reflectirmos bem sobre isto, apenas aqueles que pertencem a pequenos grupos de interesse preferem este sistema porque têm medo de perder o poder adquirido. Por isso defendem a todo o custo o mecanismo de “verificação.” Para se defenderem. Chegam até a criar falsas ameaças de que existem forças externas que tentam intencionalmente destruir valores como “ser patriótico e amar Hong Kong.” O objectivo de ter uma “eleição preliminar” é afastar um potencial candidato que possa ser eleito como Chefe do Executivo, através do sistema de uma pessoa um voto. Será

que poderemos designar este método como sufrágio universal? Na verdade, não passa de uma nomeação oficial disfarçada. Muito francamente, se alguém que é eleito como Chefe do Executivo tem uma opinião que se opõe à do governo Central, este último deve ser o responsável por isso. Imaginem que 20 anos depois da Transferência de Soberania, o povo prefere eleger um candidato que tem a coragem de se opor ao governo Central, em vez de aceitar um candidato nomeado pelo governo. Não será esta preferência decorrente dos fracassos do governo Central? Sonhar é fácil, mas passar à prática já é mais difícil. Nesse domingo, Audrey Eu Yuet-mee declarou publicamente que estava disposta a ir para a prisão na luta pela defesa do sufrágio universal. Esta promessa arrancou imediatamente fortes aplausos. Pouco depois, Martin Lee Chu-ming fez também um discurso semelhante. Na verdade, estas posições vão de encontro a uma canção comunista que diz “ Ir para a prisão não tem nenhuma importância para nós porque somos comunistas.” Ficar deitado na cama a sonhar não é o caminho para concretizar os sonhos. Somente através de acções persistentes eles se concretizam. No famoso discurso de Gettysburg,

Abraham Lincoln chora os soldados mortos na luta pelo sonho americano de alcançar liberdade e igualdade. O discurso de Martin Luther King, Jr. (líder do Movimento dos Direitos Civis dos Afro-Americanos) “I have a Dream” não foi apenas um discurso, foi uma acção concreta para alcançar a igualdade de direitos para os negros. Estes dois líderes sacrificaram as suas vidas em prol dos seus sonhos. Comparados com eles, Audrey Eu Yuet-mee e Martin Lee Chu-ming’s apenas fizeram um pequeno sacrifício quando falaram da disposição de ir para a cadeia. Há milhares de anos, Confúcio sonhava com uma China onde houvesse grande harmonia e onde o povo vivia em segurança e com prosperidade. Muitas pessoas das gerações seguintes deram as suas vidas para que esse sonho se concretizasse. A quadra pascoal também nos lembra Cristo que para realizar o seu sonho foi crucificado para salvar a humanidade. A eleição do Chefe do Executivo de Macau, em 2019, por sufrágio universal, não é um sonho distante. O que importa é que lutemos pela sua concretização. *Deputado e membro da Associação Novo Macau Democrático

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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ca r t oon

H7N9 China regista quarta morte

por Steff

mais uma vítima

Mais um caso mortal do vírus da gripe aviária H7N9 foi hoje revelado pelas autoridades de Xangai, elevando para quatro o número de mortos e para 11 o número de casos registados desta nova estirpe na China. Originária da província oriental de Jiangsu, a vítima era um homem de 48 anos que trabalhava no transporte de frangos e patos, informou a televisão CCTV. Três das quatro mortes até agora registadas ocorreram na capital económica da China, Xangai, enquanto a outra foi sinalizada na quarta-feira pelas autoridades da província vizinha de Zhejiang. As autoridades de Xangai precisaram que nenhuma das oito pessoas com as quais a última vítima teve contacto desenvolveram sintomas da doença.

Tribunal Saudita condena a ficar paraplégico

Um tribunal da Arábia Saudita condenou um cidadão a ficar paraplégico, como castigo por um crime que tinha cometido há 10 anos e que deixou a vítima paralisada. A Amnistia Interancional (AI) pediu já às autoridades sauditas que não apliquem a pena. O saudita Ali al Khawahir, 24 anos, foi condenado a qisas (lei de talião, que aplica o princípio «olho por olho, dente por dente») na cidade de Al-Ahsa e enfrenta a pena de paralisação da cintura para baixo, a menos que pague um milhão de rials (cerca de 210 mil euros) de indemnização à vítima. O caso data de 2003, quando Ali al Khawahir esfaqueou um amigo nas costas, deixando-o paralisado da cintura para baixo. A subdirectora da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e o Norte de África, Ann Harrison, pediu às autoridades sauditas que não apliquem esta «tortura». «Este tipo de penas são completamente escandalosas, mesmo num contexto como o da Arábia Saudita, em que a flagelação é um castigo frequente para alguns delitos», disse Harrison em comunicado.

Museu do Oriente A arte Mizuhiki

O Museu do Oriente organiza no dia 2 de Maio, às 10:15, um workshop de mizuhiki, arte da época dos samurais que consiste numa corda feita de papel de arroz que depois de levar uma cama de goma é passada a ferro e, por último, tingida, ficando pronta para ganhar diferentes formas. As formas que o mizuhiki pode adquirir ainda são aplicadas em ocasiões especiais no Japão, como casamentos ou funerais.

Portugal Miguel Relvas demite-se e perde licenciatura

Ministro da triste figura

O

gabinete do primeiro-ministro confirmou ontem que o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro. Entretanto, o ministro da Educação vai anular a licenciatura do agora ex-ministro. O pedido de demissão foi apresentado nesta quinta-feira e Pedro Passos Coelho aceitou. Miguel Relvas marcou uma conferência de imprensa para falar sobre o assunto. E disse: “Sei que só a história me julgará convenientemente e com distância”. “O gabinete do primeiro-ministro informa que o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, apresentou ao primeiro-ministro o seu pedido de demissão, que foi aceite”, afirma o comunicado. “Em face desta situação, o primeiro-ministro proporá oportunamente ao Presidente da República a exoneração” do ministro e a nomeação do seu substituto. No mesmo comunicado, Passo Coelho “enaltece a lealdade e a dedicação ao serviço público” com que Relvas “desempenhou as suas funções, bem como o seu valioso contributo para o cumprimento do Programa de Governo numa fase particularmente exigente para o país e para todos os portugueses”. Pedro Passos Coelho, que já convocou uma reunião do Conselho de Ministro extraordinário

para o fim-de-semana e pediu à sua equipa governamental para não se ausentar, vai esta tarde ser recebido por Cavaco Silva, como é habitual. para a reunião semanal das quintas-feiras. Resto do Governo surpreendido A demissão apanhou de surpresa os membros do Governo e também o círculo político do PSD, mas a saída do seu chefe de gabinete, Victor Sereno, há alguns meses, e de um outro assessor, davam já a entender que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares estaria a esvaziar o gabinete, fazendo dispersar os seus mais fiéis colaboradores. No Governo esperava-se que, a existir demissão, ela acontecesse só depois de ser tornada

pública a decisão do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento de Estado, o que deverá acontecer ainda esta semana. Um outro dado que apontava para a saída de Relvas é o facto de a coordenação política do Governo, que estava sob a sua responsabilidade, já não funcionar há algum tempo. Neste momento, a questão que se coloca é saber se a saída de Miguel Relvas irá precipitar ou não a remodelação governamental reclamada não só pelo CDS, parceiro de coligação da maioria, mas também por ministros e barões do PSD. Entretanto, o ministro da Educação, Nuno Crato, prepara-se para retirar a licenciatura a Relvas. Em causa está um relatório, encomendado pelo próprio ministro da Educação, sobre a licenciatura do ministro demissionário, que estará pronto há dois meses, mas que não terá sido divulgado, uma situação que valeu várias críticas da oposição. De recordar que a Universidade Lusófona atribuiu equivalência a três cadeiras que não constavam no plano de estudos do curso Ciência Política em 2006/2007, ano em que Relvas acabou o curso. Mas esta não é a única falha detectada, a falta de comprovativos das notas a determinadas cadeiras ou a admissão ao curso fora do prazo foram também alvo de análise. Assim como os 160 créditos, de um total de 180, que o ministro Ajunto terá recebido só de equivalências.

Chipre forçado a cortar 351 milhões

O plano de resgate assinado com os credores internacionais exige ao Governo de Chipre uma redução de 351 milhões de euros no orçamento de 2013 antes do envio da primeira parcela da ajuda financeira da União Europeia prevista para maio. «Durante 2013, as autoridades devem aplicar rigorosamente o orçamento de 2013 com medidas adicionais permanentes de pelo menos 351 milhões de euros (2,1% do PIB)», refere o memorando de entendimento, citado pela agência France Presse. Estas medidas «serão apresentadas para revisão aos parceiros do programa antes de serem submetidas ao parlamento, e deverão ser adotadas antes de ser garantido o primeiro envio da assistência financeira», refere o documento.

Sócrates Espectadores fazem perguntas

Procurando garantir alguma interacção com o público, a RTP pretende que o ex-primeiro-ministro José Sócrates, agora com um espaço de opinião aos domingos no canal público, responda a perguntas enviadas pelos telespectadores. Segundo avança o jornal “Diário Económico”, o espaço ocupado por José Sócrates na grelha da RTP terá uma duração entre 20 a 30 minutos, irá para o ar logo após o telejornal de domingo e será conduzido por Cristina Esteves. Quanto aos temas a abordar pelo ex-primeiro-ministro, serão previamente acordados entre a direcção de informação da RTP e o agora comentador, pretendendo o canal público, segundo revelou o director de informação da estação, Paulo Ferreira, ao Diário Económico, um programa de comentário político «puro e duro».

Viúva negra 12 roubos violentos a bancos

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra uma mulher, que ficou conhecida como “viúva negra”, pela prática de 12 crimes de roubo qualificado a bancos, informou hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL). Segundo a página da internet da PGDL, a mulher terá levado a cabo 12 roubos a dependências bancárias da Parede, Lisboa, Oeiras, Paço de Arcos e Estoril, entre 11 de Abril de 2011 e 31 de Outubro de 2012, tendo arrecadado cerca de 16 000 euros. De acordo com a acusação, a cabeleireira, de 44 anos, estava desempregada e disfarçada, ameaçava os funcionários dos bancos com uma réplica de arma de fogo. A arguida foi surpreendida em flagrante delito a 31 de Outubro de 2012, após um último assalto a uma dependência do Banif, em Lisboa. Na ocasião foi perseguida por dois funcionários, que a entregaram a uma patrulha da PSP, estando em prisão preventiva desde essa data.


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Hoje Macau 5 ABR 2013 #2824 by Jornal Hoje Macau - Issuu