MOP$10
TERÇA-FEIRA 4 DE SETEMBRO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4128
hojemacau
SOFIA MARGARIDA MOTA
RÓMULO SANTOS
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
INOCÊNCIA MATA
LIBERDADE VS. INDEPENDÊNCIA SOFIA MARGARIDA MOTA
ENTREVISTA
CANÍDROMO
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MUDANÇAS CARAS PÁGINA 9
CHINA/ÁFRICA
CIFRÕES SEM CONDIÇÕES
A aplicação móvel mTaxi permite dar “prendas” a taxistas quando não há veículos disponíveis. O objectivo é aumentar as chances de conseguir um táxi. Os pagamentos extra estão fora do âmbito da tabela de preços oficial, estabelecida pela DSAT. A Associação de Passageiros de Táxi de Macau defende a intervenção das autoridades. PÁGINA 7
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Prenda móvel
AGÊNCIA COMERCIAL PICO 28721006
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PÁGINAS 12-13
2 ENTREVISTA
INOCÊNCIA MATA
Inocência Mata, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, passou os últimos quatro anos na Universidade de Macau. Dias antes de regressar a Portugal, a académica revela o que leva de cá. Mais que a experiência de ensino, Macau deu-lhe uma nova perspectiva e maior relativização das coisas do quotidiano
“Existe uma invenção do oriente pelo ocidente e isso é uma coisa normal porque criamos, naturalmente, mitos acerca daquilo que desconhecemos.”
“O Homem é igual em todo mundo” Quatro anos em Macau. O que é que leva daqui? Levo uma nova aprendizagem do outro. Aqui, não só me senti diferente como, de facto, o sou. Levo também uma aprendizagem cultural e humana que por mais que eu lesse nunca conseguiria conhecer desta forma, com o sentir na pele. Sou professora e investigadora na área das culturas. É verdade que já tinha a percepção que cada cultura tem uma lógica e o importante é entender essa lógica, independente de aderirmos ou concordarmos com ela. Temos que a entender o porquê, e só assim é que podemos interagir. Mas repito, não temos que concordar com ela. Eu, por exemplo, não concordo com todas as lógicas culturais mesmo das culturas que me são afectas. Há aspectos da cultura que são nefastos ao desenvolvimento humano. Mas o importante é entender a lógica. Nesta perspectiva, o que aprendi cá vai-me ajudar a relativizar as coisas ainda mais. Como? Já sou uma pessoa que relativiza, até porque tenho uma família feita de diferentes. Não apenas em termos étnico raciais, mas também em termos sociais. A minha avó materna era negra lavadeira e o meu avô materno era médico branco. Cresci com esta diferença e foi ela que me enriqueceu. A minha avó mal sabia falar português e o que nos contava eram histórias em crioulo e o meu avô obrigávamos a ler os clássicos portugueses. Sempre fui uma pessoa que cresceu na diferença. Além de uma vivência pessoal também estudo nesta área. O ter vivido de forma tão intensa o lugar do outro como aconteceu cá, vai certamente predispor-me para entender coisas que eu à partida recusava. Continuarei a recusar, mas já lhes entendo a tal lógica. Pode dar alguns exemplos? As relações aqui não são baseadas na confiança. Isto chocava-me imenso no início. Chocava-me só
de pensar que tinha que mostrar todos os originais de documentos porque aqui se partia do princípio de que estaria a mentir. Isto era quase uma afronta. Com o tempo fui entendendo o porquê.
“Independência não é sinónimo de liberdade. Nem é sinónimo de liberdade nem é sinónimo de viragens de mentalidade e das formulações culturais.” Como é que se aprende a lidar com esse tipo de características que por vezes são, como diz, chocantes? Bem, ao princípio é a indignação e uma pessoa barafusta. Depois vai-se percebendo a lógica que é bastante prosaica. Por outro lado, acho que existe um certo autismo para se perceber que apesar do nome, a China não é propriamente o centro do mundo. Sente que essa centralidade ou essa percepção de centralidade se vive aqui? Não sei se existe esta consciência ou se o sistema social ou da administração se constrói com base nessa lógica. Mas sei que o que mais me incomoda nem é bem essa centralidade, mas sim a rasura do indivíduo. Como assim? Aqui, quando há uma norma é para ser aplicada sempre sem que se tenha em conta, alguma vez, o contexto. Não há uma adaptação. Há que ter em conta situações especiais. E o que mais apreciou por cá? Tive o privilégio de conhecer a China com chineses. Todas as vezes que estive no continente, e foram muitas, foi sempre com chineses e isso fez com que eu não conhecesse
apenas a China turística. Deu-me oportunidade de, por exemplo, ir ao mercado. Foi com esse tipo de experiência que percebi que, pelo menos no continente, as pessoas se deliciam com o diferente e achei isso muito bonito. Na China, perante a diferença as pessoas são simpáticas, e olham, e perguntam. Percebo perfeitamente esta curiosidade. Existe uma pré-disposição para conhecer a alteridade. Por outro lado, esta alteridade que referi no início da conversa foi vivida de forma muito positiva. Outra coisa de que gostei muito aqui foi da comida. Em Portugal gostava muito de ir a restaurantes chineses e muitos amigos me diziam que aquilo não era comida chinesa. Aqui conheci realmente o que era. Nos primeiros tempos que cá estive, ia sozinha aos restaurantes e não gostava do que comia porque nem sabia o que estava a pedir, quando comecei a ir com amigos de cá, tudo mudou. Foi também cá que desfiz muitos mitos acerca do oriente. O conhecimento que se tem no ocidente acerca deste lado do mundo é ainda uma construção que tem por base o próprio ocidente. Existe uma invenção do oriente pelo ocidente e isso é uma coisa normal porque criamos, naturalmente, mitos acerca daquilo que desconhecemos. O que me aconteceu aqui foi um desfazer disso mesmo. Foi uma aprendizagem cultural e também uma aprendizagem do humano. Para uma pessoa que lida com culturas, quer a nível pessoal como profissional, foi uma mais-valia? Sim, sem dúvida, até porque o meu conhecimento de culturas parava na Índia. E tudo muda quando se passa do Índico. Aprendi muito. É conhecida por ser pioneira na produção de ensaios em língua portuguesa acerca do período pós-colonial. É nestes ensaios que também se debruça acerca das diferenças entre independência e liberdade.
SOFIA MARGARIDA MOTA
ACADÉMICA
Pode ser que no espaço da língua portuguesa de facto tivesse sido “pioneira” a debruçar-me sobre este assunto. Os estudiosos das ciências sociais tinham até há pouco tempo uma certa autocensura relativamente a esta matéria. Tendo em conta África, é preciso notar que no final dos anos 50, início de 60, começaram a aparecer livros de escritores africanos que já diziam que a conquista da independência não significou a conquista da liberdade. Há dois livros que são fundamentais para perceber que esta reflexão desde as primeiras independências africanas. São “Man of the people” de Chinua Achebe, e “Os sóis das independências” de Ahmadou Kourouma, que já mostram que os sóis das independências dos anos 60 estavam bem crepusculares. Independência não é sinónimo de liberdade. Nem é sinónimo de liberdade nem é sinó-
3 terça-feira 4.9.2018 www.hojemacau.com.mo
vidade e as representações. Não se trata apenas da condição feminina. A condição feminina é realmente central mas aqui é sobretudo a ideia da normatividade e da representação vista quer no discurso literário quer na imprensa. A imprensa, nos países africanos, particularmente, é muito machista. Diz-se tradicionalista, só que a tradição é machista. Por outro lado, tenho amigas, também académicas, mas que a sua forma de se afirmarem e de serem reconhecidas é com frases como: “cozinham muito bem”. Não estou a dizer que não se faça isso, mas isto significa que os estereótipos de género vivem debaixo da pele das pessoas e elas assumem esse estereótipo, esta normatividade. Elas são excelentes profissionais mas nunca se apresentam como tal. As minhas amigas assumem o trabalho tradicionalmente associado à mulher como uma mais-valia da sua feminilidade. O que é quase um boicote à luta pela igualdade de género. São pessoas que, claro, lutam contra a violência domestica, por exemplo. No entanto, fazem um discurso que continua a confinar a mulher a um espaço privado. É isso que quero desenvolver nos meus estudos. Não é apenas a condição feminina, mas o discurso da normatividade. Trabalhar sobre a condição feminina tem de se ir além de tratar do planeamento ou do aleitamento que são assuntos muito importantes, mas não é essa a minha luta.
nimo de viragens de mentalidade e das formulações culturais. É preciso dizer que a ideologia nacionalista, obviamente necessária à conquista da independência, era uma ideologia igualmente monolítica. Era uma ideologia que não admitia a diferença. Uma coisa é a independência, e aí acho que todos os povos têm direito à sua autonomia, e outra coisa é a gestão da sociedade e as liberdades têm que ver com a gestão da sociedade e dos regimes. Não apenas dos regimes políticos, porque o regime pode ser multipartidário e ainda assim extremamente ditatorial. Também o multipartidarismo não é sinónimo de democracia. Temos exemplos: o de São Tomé e Príncipe actualmente e, até há pouco tempo, o de Angola em que havia o multipartidarismo e não se podia dizer que houvesse democracia. Há um discurso que associa o
facto de se ter eleições de quatro em quatro anos ser sinónimo de democracia, e daí? O importante é a gestão interna desse complexo de diferenças que é a sociedade. É na busca destas perspectivas de poder que me interesso pelos estudos pós-coloniais. O pós-colonial não é uma categoria da cronologia, é uma categoria da epistemologia. O pós-colonial é uma categoria de
“As minhas amigas assumem o trabalho tradicionalmente associado à mulher como uma mais-valia da sua feminilidade. O que é quase um boicote à luta pela igualdade de género.”
análise e que tem que ver com a forma como as relações de poder se estabelecem na sociedade, sejam elas no âmbito político partidário, mas também relações de poder no âmbito de género, de classe de etnia, raça etc. É aqui que me interessa estudar o pós-colonial e estas relações de poder, e não estou a inventar nada até porque neste aspecto Michel Foucault já inventou tudo acerca de como é que estas relações se estabelecem e se actualizam na sociedade. Se nós virmos bem, estas relações de poder depois da independência, pouco ou nada mudaram. Porquê? Porque o Homem é igual em toda a parte do mundo e sendo igual na sua natureza, se não é forçado a distribuir o poder, ele não o faz. Tenho amigos que me dizem, quando se fala, por exemplo, da
corrupção em Angola: “mas em França também há corrupção”. Sim, lá está, o Homem é igual em todo o lado, mas no exemplo da França há mecanismos em que o próprio sistema neutraliza muitos actos de corrupção e se falarmos da Noruega o sistema blinda mesmo esses actos. É preciso que as suas sociedades arranjem sistemas que blindem a possibilidade de corrupção. Isto não quer dizer que o norueguês seja melhor homem que o angolano, mas o norueguês já sabe que se for caçado é fortemente punido. Também estuda as relações de poder dentro das diferenças de género. Como estamos no que respeita às desigualdade e na transformação desse tipo de relação? Tenho um projecto no centro de estudos comparativos e que trata precisamente o género, a normati-
É uma mulher da literatura. Quais são os seus livros favoritos? São tantos e isso depende muito das fases em que estou. Livros inesquecíveis: dois são de Gabriel Garcia Marques, o “Cem anos de solidão” e “Amor em tempos de cólera”. Depois, claro, “Os Maias” do Eça e o “Anna Karenina” de Liev Tolstói. Dentro dos autores africanos é “Lueji” do Pepetela. Também gosto muito da “Montanha mágica” do Thomas Mann e mesmo de “Os três mosqueteiros”. Agora, por exemplo, estou na fase de “O conde de Monte Cristo”, de como um injustiçado regressa à vida. Ensinou cultura na Universidade de Macau. Como é trazer culturas do ocidente para a China? É fantástico. Nós aqui descentramo-nos. O que nós pensamos que é lógico e evidente, aqui não é. Temos de sair da nossa cultura para que possamos olhar para ela e explicá-la. O que eu acho que estou a explicar, segundo a normalidade, não é a normalidade para o outro e é o outro que me faz ver isso. Sofia Margarida Mota info@hojemacau.com.mo
4 política
TIAGO ALCÂNTARA
4.9.2018 terça-feira
Imobiliário Agnes Lam confirma encontro com lesados
A
questão é colocada por Mak Soi Kun numa interpelação oral que há-de levar membros do Executivo ao hemiciclo para responder: “Quais foram os prejuízos que as obras de aterro acarretaram para o meio ambiente de Macau?” A interrogação surge numa altura em que estão construídos três (A, B e E) de cinco aterros, dado que, na perspectiva do de-
ATERROS MAK SOI KUN QUER SABER QUAL FOI O IMPACTO AMBIENTAL
Aí está a questão putado, antes de avançar para os remanescentes dois, o Governo devia ter em mãos informações relativamente ao impacto que as obras dos primeiros exerceram sobre o ambiente. “Aquando do início das obras de aterro das zonas C e D, o Governo deve proceder a uma avaliação complexa dos aterros já concluídos e estabelecer comparações entre os dados citados no relatório de avaliação e prejuízos reais para o ambiente, mediante estudos e análises científicas, se ficar a saber se a qualidade do ambiente melhorou ou piorou”. Mak Soi Kun referia-se ao relatório de avaliação do impacto ambiental do plano da zona dos
novos aterros, encomendado, em 2015, à Academia de Planeamento Urbano e Concepção da China. As conclusões do estudo indicaram ser “inevitável” a pressão sobre o ambiente decorrente das obras de aterro, embora admitindo que seria “possível”, através do recurso a medidas de protecção ambiental, “controlar eficazmente o eventual ruído do trânsito e do aeroporto, a poluição do água do mar, os prejuízos dos resíduos sólidos [ou] o risco de acidentes”.
À ESPERA DE PLENÁRIO
“Porém, alguns cidadãos consideram que a intenção original do relatório de avaliação do impacto ambiental era
prever o que se deve fazer ao nível da prevenção, com vista a evitar que o ambiente seja poluído pelas obras de aterro e reduzir as respectivas influências negativas”, observa o deputado, instando, por isso, o Governo a facultar dados a este respeito. A interpelação oral de Mak Soi Kun figura como uma das 19 que aguardam marcação de um plenário para o efeito, algo que apenas terá lugar depois do dia 16 de Outubro, data em que arranca a próxima sessão legislativa.
SOFIA MARGARIDA MOTA
Que prejuízos as obras dos aterros acarretaram para o meio ambiente de Macau? É o que pergunta o deputado Mak Soi Kun
A deputada Agnes Lam confirmou que esteve reunida com seis pessoas que se queixam de terem sido burlados num esquema que envolve a empresa TH Group Limited, representada em Macau por Onida Lam, irmã da legisladora. “Seis pessoas vieram ao meu escritório no dia 23 de Agosto e pediram-me para arranjar um encontro com a minha irmã. Foi esse o pedido que me foi feito”, disse Agnes Lam, ao HM. A deputada não se quis alongar nos comentários, mas prometeu mais esclarecimentos durante o dia de hoje, através de um comunicado de imprensa. Segundo a MASTV, 66 pessoas de Macau queixamse que foram enganadas após investirem entre 33,6 milhões e 44,8 milhões de dólares de Hong Kong em imobiliário na Indonésia, através da empresa TH Group Limited. Apesar da promessa de que as casas que alegadamente estavam a comprar ficariam concluídas em 2015, tal nunca aconteceu e posteriormente as pessoas foram informadas pelo Consulado Geral da Indonésia em Hong Kong que os contratos assinados são considerados inválidos. Onida Lam terá sido a pessoa responsável pela angariação de investidores em Macau.
Diana do Mar
dianadomar@hojemacau.com.mo
JUSTIÇA COMISSÃO DE APOIO JUDICIÁRIO VOLTA A ANALISAR PEDIDO RECUSADO
O
director dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ), Liu Dexue, garantiu ao deputado Au Kam San que o pedido de apoio judiciário apresentado por uma assembleia de condóminos será novamente analisado depois de ter sido recusado. “Em relação ao caso referido, o funcionário informou o requerente das normas relativas a litigante de má fé já mencionadas e elaborou um auto de declaração sobre isto,
o qual depois de ter sido assinado pelo requerente foi submetido, juntamente com outros documentos relacionados, à apreciação da comissão de apoio judiciário”, pode ler-se. Além disso, Liu Dexue acrescentou que, aquando da apresentação dos pedidos, “o funcionário responsável [da comissão de apoio judiciário] informa os requerentes do disposto nos artigos do regime geral de apoio judiciário que en-
volvem os seus direitos e deveres, assegurando que os requerentes tomam conhecimento do procedimento e das normas relativas ao regime”. No passado mês de Junho, Au Kam San denunciou numa interpelação escrita o caso em que foi recusado um pedido de apoio judiciário apresentado por um grupo de condóminos, que alegaram não ter capacidade financeira para custear as despesas do tribunal.
“Recentemente, houve um edifício que foi alvo de uma acção instaurada em tribunal devido a um conflito de administração ou titularidade. O requerimento foi indeferido, visto que, com base na justificação do indeferimento, tal assembleia não tem qualidade de pessoa colectiva ao nível jurídico e, portanto, não preencheu o requisito de ser beneficiário do apoio judiciário”, referiu o deputado da ala pró-democrata. A.S.S.
política 5
terça-feira 4.9.2018
Foi ontem publicado em Boletim Oficial (BO) um despacho que oficializa a Comissão de Defesa da Segurança do Estado em Outubro. O mesmo despacho dá conta que as responsabilidades da comissão são “organizar e coordenar os trabalhos da RAEM relativos à defesa da soberania, da segurança e dos interesses do desenvolvimento do Estado, bem como estudar sobre a implementação da respectiva programação e das orientações e solicitações do Chefe do Executivo”. É também pedido a esta comissão a “análise, estudo e avaliação da conjuntura da RAEM relacionada com a segurança do Estado e com a estabilidade da sociedade, planear os respectivos trabalhos e emitir opiniões e sugestões”. Além disso, tem também como função “organizar a promoção da construção do regime jurídico relacionado com a segurança do Estado”.
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E
Nível de bónus
Ella Lei critica falta de rigor na apreciação de pedidos de apoio do FDIC
RÓMULO SANTOS
Segurança Comissão de Defesa do Estado entra em vigor daqui a um mês
M nome da transparência do destino dado ao erário público, Ella Lei exige definição de critérios claros na apreciação dos pedidos de apoio por parte do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (FDIC). A deputada da Federação das Associações dos Operários de Macau critica a falta de rigor patente nomeadamente no facto de o FDIC não revelar pormenores sobre as iniciativas que subsidia, como sejam os resultados ou até a adesão às mesmas. Algo que serviria para a própria sociedade julgar se vale a pena o Governo apoiar determinado projecto ou actividade. Em declarações ao Ou Mun, Ella Lei sustentou que os empréstimos, aparentemente irrecuperáveis, de 212 milhões de patacas concedidos à companhia aérea Viva Macau geraram um sentimento de desconfiança relativamente aos apoios aprovados pelo FDIC, pelo que defende ser preciso criar regras e critérios de apreciação.
Ella Lei diz que há empresas de grande dimensão a beneficiar da Bonificação de Juros de Créditos para Financiamento Empresarial, programa pensado para ajudar as PME
Dados publicados pelo mesmo jornal indicam que, no segundo trimestre, o FDIC aprovou subsídios a seis actividades organizadas por associações locais
totalizando mais de um milhão de patacas.
APOIOS QUESTIONADOS
A deputada da Federação das Associações de
Operários de Macau pôs em causa igualmente os apoios destinados a ajudar as pequenas e médias empresas (PME), que perfazem mais de 90 por
cento do tecido empresarial de Macau. Isto porque, segundo exemplificou, há empresas de grande dimensão (com mais de 100 funcionários), de ramos como arquitectura e turismo, a beneficiar de milhares de patacas no âmbito da Bonificação de Juros de Créditos para Financiamento Empresarial. Um cenário que, na perspectiva da deputada, mostra estar errada a direcção do referido programa – dado que foi pensado para ajudar as PME – e que os fundos públicos não estão a ser usados com precisão, exigindo mudanças. Relativamente ao caso da Viva Macau, Ella Lei apontou que, apesar de estar em curso uma investigação por parte do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), é preciso apurar não só se a empresa declarou falência num acto de má-fé, mas também se na apreciação dos empréstimos por parte do FDIC foram seguidos os procedimentos legais. Vítor Ng
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4.9.2018 terça-feira
Anúncio 【N.º140/2018】
Anúncio 【N.º139/2018】 Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, são por este anúncio notificados, os representantes dos agregados familiares candidatos à aquisição de habitação económica, do seguinte: Representante do agregado Número de familiar candidato à boletim de aquisição de habitação candidatura económica
LOU KA KIN
WONG KENG SENG
Causa e fundamento legal da exclusão do adquirente seleccionado
Os elementos de um agregado familiar de habitação económica (Nos termos da alínea 3) do n.º 5 82201320562 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 11/2015) O elemento de um agregado familiar que vendeu uma fracção de habitação económica(Nos termos 82201339801 da alínea 7) do n.º 5 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 11/2015)
Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, são por este anúncio notificados, os representantes dos agregados familiares candidatos à aquisição de habitação económica, do seguinte: Representante do agregado familiar candidato à aquisição de habitação económica YAU KOI KWOK U WAI MAN FONG KA CHON IEONG NGA FU CHIO IONG WANG QINGHUANG TAM KIN MENG IO KAM TIM
Número de boletim de candidatura
Causa e fundamento legal da exclusão do adquirente seleccionado
82201333389 82201322274 82201317689 82201310267 82201325139 82201302332 82201323864 82201325785
Falta de entrega dos documentos necessários para a avaliação do requerimento, no prazo fixado (Nos termos da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, alterada pela Lei n.º 11/2015)
Nos termos dos artigos 93.º e 94.º do Código de Procedimento Administrativo, o Instituto de Habitação (IH) notificou, no dia 8 de Agosto de 2018, através de anúncio, os referidos representantes dos agregados familiares candidatos à aquisição de habitação económica para que apresentassem, no prazo de 10 dias, justificação escrita, não sendo a mesma considerada quando submetida fora do prazo, considerando-se como desistência. Os representantes dos respectivos agregados familiares candidatos à aquisição de habitação económica não apresentaram qualquer justificação escrita dentro do prazo fixado, pelo que o presidente do IH aprovou, de acordo com o despacho exarado na Proposta n.º1769/DAJ/2018, no dia 29 de Agosto de 2018, a exclusão dos referidos agregados familiares de adquirentes seleccionados. Caso não concorde com a decisão acima referida, deve ser apresentada reclamação ao presidente do IH (sem efeito suspensivo) nos termos do artigo 149.º do Código de Procedimento Administrativo no prazo de quinze dias a contar da data da publicação do presente anúncio, ou/e intentar a acção do recurso contencioso ao Tribunal Administrativo dentro do prazo legal nos termos do artigo 25.º do Código do Processo Administrativo Contencioso. Atenciosamente Instituto de Habitação, aos 29 de Agosto de 2018 O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng
WONG CHEONG TAI
82201321522 Falta de entrega dos documentos necessários para a avaliação do requerimento, no prazo fixado CHIO WAI TONG 82201317861 (Nos termos da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, alterada pela Lei n.º 11/2015) CORTE REAL DE LEMOS 82201309129 MARIO RODLFO Nos termos dos artigos 93.º e 94.º do Código de Procedimento Administrativo, o Instituto de Habitação (IH) notificou, no dia 2 de Agosto de 2018, através de anúncio, os referidos representantes dos agregados familiares candidatos à aquisição de habitação económica para que apresentassem, no prazo de 10 dias, justificação escrita, não sendo a mesma considerada quando submetida fora do prazo, considerando-se como desistência. Os representantes dos respectivos agregados familiares candidatos à aquisição de habitação económica não apresentaram qualquer justificação escrita dentro do prazo fixado, pelo que o presidente do IH aprovou, de acordo com o despacho exarado na Proposta n.º1766/DAJ/2018, no dia 29 de Agosto de 2018, a exclusão dos referidos agregados familiares de adquirentes seleccionados. Caso não concorde com a decisão acima referida, deve ser apresentada reclamação ao presidente do IH (sem efeito suspensivo) nos termos do artigo 149.º do Código de Procedimento Administrativo no prazo de quinze dias a contar da data da publicação do presente anúncio, ou/e intentar a acção do recurso contencioso ao Tribunal Administrativo dentro do prazo legal nos termos do artigo 25.º do Código do Processo Administrativo Contencioso. Atenciosamente Instituto de Habitação, aos 29 de Agosto de 2018 O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng
ANÚNCIO [N.º 143/2018] Para os devidos efeitos, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, é por este meio notificado o candidato a habitação económica abaixo indicado:
Nome
N.º do boletim de candidatura
LEI HONG NENG
81201313376
Dado que o candidatos acima indicado foi seleccionado da lista de ordenação, nos termos do artigo 26.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015, é necessário realizar-se a apreciação substancial, pelo que este Instituto informou o referido candidato, através de ofício, para se dirigir pessoalmente ao Instituto de Habitação (IH) à hora fixada nos mesmos, para apresentar os originais dos documentos comprovativos, no sentido de se efectuar a verificação das informações declaradas no boletim de candidatura; porém, o ofício não foi recebido, tendo sido devolvido. Assim, o candidatos acima indicado deve dirigir-se pessoalmente ao IH Rua do Laboratório nº. 39, Edifício Cheng Chong, D R/C, Macau, antes do dia 18 de Setembro de 2018, para apresentar os originais dos documentos comprovativos, no sentido de se efectuar a verificação das informações declaradas no boletim de candidatura, sendo, em caso contrário, suspenso o procedimento de selecção durante 3 meses após a data acima mencionada; caso apresente os documentos comprovativos necessários durante o período de suspensão, o respectivo procedimento será reiniciado por este Instituto; caso não os apresente durante este prazo, o adquirente seleccionado será excluído do concurso por este Instituto. Nos termos da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da lei acima indicada, caso o candidato não apresente os documentos indicados, dentro do prazo fixado, o adquirente seleccionado será excluído do concurso. Para mais informações poderá dirigir-se pessoalmente ao IH, nas horas de expediente ou contactar através do telefone n.º 2859 4875. Instituto de Habitação, aos 31 de Agosto de 2018.
O Presidente, Arnaldo Santos
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terça-feira 4.9.2018
IC “Antigas muralhas da cidade” alvo de restauro
O Instituto Cultural (IC) vai proceder, a partir de sexta-feira, ao restauro das “antigas muralhas da cidade”, também conhecido como o troço próximo da Igreja da Penha. De acordo com um comunicado, “durante a realização das obras serão colocadas vedações no parque do miradouro de Nossa Senhora da Penha a separar os peões da área de trabalho, mas estes trabalhos não terão impacto no horário de funcionamento do miradouro”. Prevê-se que os trabalhos de restauro estejam concluídos em meados de Novembro.
mTaxi é o nome da aplicação lançada pela empresa de Joe Liu que permite o pagamento de um montante extra, conhecido como ‘prenda’, para aumentar as hipóteses de chamar um táxi com sucesso
Saúde Vacinação contra a gripe na segunda quinzena do mês Os Serviços de Saúde garantiram ontem que a vacinação contra a gripe sazonal 2018/19 terá início na data prevista, ou seja, na segunda quinzena do mês. O esclarecimento surge na sequência de informações de que na região vizinha pode ser adiado devido a atrasos no fornecimento. Em comunicado, os Serviços de Saúde indicam ter adquirido
TÁXIS APLICAÇÃO PERMITE OFERECER “PRENDAS” PARA CHAMAR TAXISTAS
Quem dá mais?
A
aplicação móvel mTaxi, que permite aceder ao serviço de táxis no território, está a ser colocada em causa, devido à opção que tem de oferta de “prendas” ataxistas. “Prenda” é o termo utilizado no sector para os incentivos monetários dados pelos clientes com o objectivo de atrair um táxi quando o passageiro é informado que todas as viaturas estão ocupadas. Segundo a informação disponível nas plataformas onde é possível descarregar a aplicação, esta foi lançada no dia 15 de Agosto e é propriedade da empresa MOME LTD, uma subsidiária da empresa MacauPass. Também de acordo com a descrição da mTaxi, esta é a aplicação do género em Macau com maior número de taxistas registados para fornecerem os seus serviços. O HM entrou em contacto com a MOME para compreender o funcionamento do pagamento de “prendas” e a decisão de integrar este tipo de opção na aplicação móvel, mas até ao fecho da edição não recebeu qualquer resposta. No entanto, para Andrew Scott, presidente da Associação dos Passageiros de Táxi de Macau
150 mil doses da vacina antigripal e que a prioridade na administração da vacina, que é gratuita, será dada aos grupos de alto risco. A composição do antigénio da vacina antigripal para 2018/19 do hemisfério norte foi actualizada e é adequada contra a gripe sazonal que pode ocorrer eventualmente de Fevereiro a Agosto de 2019.
(MPTA, na sigla inglesa) critica a inclusão da opção do pagamento de “prendas” e justifica que os preços que os taxistas podem cobrar estão definidos pela legislação em vigor. “Os preços pagos pelo serviço de táxi são definidos pela DSAT. Na tabela de preços oficial não há qualquer referência a ‘prendas’. Todos percebemos que ‘prendas’ é um eufemismo para o pagamento extra, que encoraja os taxistas a irem ao encontro de determinado cliente durante as horas mais ‘ocupadas’”, começou por explicar Andrew Scott, ao HM. “Se o taxista está disponível, tem a obrigação moral e legal de fornecer os seus serviços, independentemente do pagamento das
“Todos percebemos que ‘prendas’ é um eufemismo para o pagamento extra, que encoraja os taxistas a irem ao encontro de determinado cliente.” ANDREW SCOTT PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS DE TÁXI DE MACAU
chamadas ‘prendas’. A criação de um sistema de ‘prendas’ implica o pagamento extra de um montante que faz com que os taxistas fiquem disponíveis, enquanto que o não pagamento significa que os taxistas deixam de estar disponíveis. Não é uma forma justa de operar”, acrescentou. Por esta razão, Andrew Scott defende que a Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) deve intervir. O HM contactou também a DSAT para perceber a legalidade desta opção, mas até ao fecho da edição não recebeu resposta.
PRÁTICA HABITUAL
Segundo um conhecedor do sector dos táxis, que pediu para
não ser identificado, a prática do pagamento de “prendas” está enraizada no sector local. A diferença é que agora surge uma aplicação a traze-la abertamente a público. “Os táxis pretos sempre recorreram às centrais [de telefone] e, por vezes, para angariarem um maior número de clientes usam esse sistema de ‘prendas’. As telefonistas dizem ao cliente que não há táxis disponíveis. Depois, o cliente oferece um determinado número de ‘prendas’, em que cada uma é, por exemplo, 10 patacas”, explicou a fonte, ao HM. “Depois, as operadoras comunicam por rádio essa informação do pagamento extra para que surja um taxista disponível”, completou. Segundo a mesma fonte, o sistema é do conhecimento da DSAT há vários anos. “É uma questão cuja legalidade nunca foi muito bem explicada. Se uma pessoa oferece o montante por sua vontade, então não deveria ser ilegal. Mas, por outro lado, não consta na tabela de preços aprovada”, defendeu. “Na altura em que Wong Wan era o director da DSAT, e até antes, a questão foi discutida, mas a DSAT considerou que não existiam provas suficientes para a actuar”, revelou. A empresa MOME LTD dedica-se a soluções de marketing e desenvolvimento de aplicações móveis e é uma subsidiária da MacauPass, companhia de pagamentos electrónicos. Joe Liu é a cara mais conhecida da empresa, que fundou. Além disso, o empresário, que é filho do empresário Alfred Liu e sobrinho de Liu Chan Wan, membro do Conselho do Executivo, é também director da empresa de autocarros Transmac e da própria MacauPass. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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4.9.2018 terça-feira
Anúncio【141/2018】 Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, são notificados, por este meio, os candidatos a habitação económica constantes da tabela anexa: O não preenchimento dos requisitos de acesso à compra das fracções após apreciação, ou a falta de apresentação dos documentos necessários para a apreciação substancial no prazo fixado , determina, nos termos das alíneas 1) e 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica)*, alterada pela Lei n.º 11/2015, a
exclusão do concurso dos adquirentes seleccionados. Os referidos candidatos a habitação económica podem apresentar justificação escrita e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas que sejam favoráveis ao seu contraditório, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não seja apresentada justificação escrita no prazo fixado, ou a mesma não seja aceite por este Instituto, nos termos das alíneas 1)e 2) do n.º 1 do artigo 28.º da referida Lei, os adquirentes seleccionados são excluídos do concurso.
Para consultar os respectivos processos, poderá, durante as horas de expediente, dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Estrada do Canal dos Patos, n.º 220, Edifício Cheng Chong, R/C L, Macau ou contactar a Sr.a Long, através do telefone n.º 2859 4875 (Ext. 741) Instituto de Habitação, aos 29 de Agosto de 2018. O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng
Anexo Nome do requerente
Número do boletim de candidatura
Número do processo
CHAN IOK UN
82201303988
82/EAS/2018
LU CHIAO MAN
81201301326
781/EAS/2018
HO HOI HANG
81201308312
782/EAS/2018
CHAN IM KUAI
81201304991
787/EAS/2018
KOU KIT PENG
81201306300
938/EAS/2018
CHAN KIM FONG FONG CHI HOU CHONG TIM HOI
81201302899 81201311356 81201313036
953/EAS/2018 958/EAS/2018 1266/EAS/2018
82201330735
92/EAS/2018
82201325433
193/EAS/2018
IP WAI LEONG
82201340914
255/EAS/2018
LEI TENG HIN
82201321045
257/EAS/2018
LAU CHI KEONG
82201314872
438/EAS/2018
KOU KIM WA
82201328701
573/EAS/2018
CHEANG CHI HOU RANDRIANRIVELO GUY,SU NEING LAURENT CHAN NGAI CHON
82201324460
634/EAS/2018
82201336878
658/EAS/2018
82201313493
714/EAS/2018
IAN HENG IP
82201323938
794/EAS/2018
ANOK POON KIM CHING TONG LAI IONG
TOU WAI MAN
81201301534
810/EAS/2018
SIU KIT YING
82201322586
884/EAS/2018
LEUNG PENG SAN LEI SIU MENG HO KUOK FAI CHAN KA LEI LEI KAM IAN KOK MENG CHI TANG KUONG MAK KIN WAI LEI CHO CHENG CHEANG CHOI MENG NG TENG FONG TANG MEI UT NG CHON U CHEONG MAN FAT AO IEONG LAI FONG WONG SOI MENG
82201328338 82201319501 81201309335 81201300688 82201336873 82201320945 82201312515 82201301272 82201301223 82201338789 82201309036 82201307035 82201319511 82201314519 82201312313 82201325878
908/EAS/2018 924/EAS/2018 928/EAS/2018 929/EAS/2018 951/EAS/2018 952/EAS/2018 1008/EAS/2018 1010/EAS/2018 1016/EAS/2018 1017/EAS/2018 1042/EAS/2018 1050/EAS/2018 1099/EAS/2018 1101/EAS/2018 1152/EAS/2018 1195/EAS/2018
IONG CHI KEONG
82201316165
1317/EAS/2018
Fundamento de facto O representante e/ou elementos do agregado familiar são proprietários ou elementos de um agregado familiar, que vendeu uma fracção de habitação económica
Fundamento de direito De acordo com a alínea 7) do n.º 5 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015
Não foram apresentados, dentro do prazo fixado, os documentos necessários para a candidatura
*De acordo com a alínea 8) do n.º 1 do artigo 20.º e alínea 2) do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica) (Aplicável no momento da candidatura)
Não foram apresentados, dentro do prazo fixado, os documentos necessários para a apreciação substancial
De acordo com o n.º 3 do artigo 26.º e alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015
sociedade 9
terça-feira 4.9.2018
D
CANÍDROMO ANIMA DIZ QUE MUDANÇA DOS ANIMAIS É “DESPERDÍCIO DE DINHEIRO”
Lar doce lar
Albano Martins, presidente da Sociedade Protectora dos Animais de Macau – ANIMA, defendeu que os galgos deveriam ficar no terreno do Canídromo até ao início do aproveitamento do espaço pelo Governo, considerando um “desperdício de dinheiro” os planos de relocalização
dos animais para uma zona provisória é mero despesismo. “O que se está a fazer é um desperdício de dinheiro. Os animais vão sair todos dali no espaço de um ano, então porque não deixá-los numa zona onde as pessoas já estão habituados a vê-los há mais 60 anos? Vai-se para uma zona onde as pessoas já estão a levantar problemas. E aí já se sabe como
é, quando se levantam reacções o Governo tem medo”, apontou. O terreno está localizado no Largo da Cordoaria, em Coloane, e, de acordo com informação publicada na imprensa de Hong Kong, será propriedade de uma família ligada aos negócios das salas VIP dos casinos, que tem como patriarca alguém que terá sido líder da seita Shui Fung. No passado
“Havia o problema da prorrogação do prazo quando a Yat Yuen era a concessionária, mas agora a ANIMA está envolvida no projecto. Temos um acordo, e agora trata-se de fazer o que a ANIMA tem vindo a pedir, que é deixar-nos ficar lá a trabalhar.”
dia 6 de Agosto, Albano Martins defendeu que preferia a mudança dos animais para Coloane.
PRAZOS NÃO SÃO PROBLEMA
A notícia avançada ontem pelo Macau Post Daily dá conta de receios de familiares dos idosos instalados no lar relativamente a problemas de higiene e barulho. A ANIMA assume “abraçar” esta opção, mas Albano Martins garante que vai ficar “muito irritado” se surgirem novos obstáculos. “Os contentores têm alguma dignidade, mas é um espaço temporário e emprestado. Já apareceu no jornal a informação de que, no futuro, podem ser levantados problemas, o que me deixa bastante preocupado. Não estamos a abdicar dos animais, e temos de os levar para um sítio onde todos possam trabalhar com calma”, acrescentou. “O Governo não os vai matar, a ANIMA não tem espaço para eles. Não há espaços em Macau para os animais, e o único lugar que há é o Canídromo, que nunca vai ser desenvolvido no próximo ano e meio.” Não estão, sequer, em causa, problemas com a prorrogação do prazo de utilização do terreno no Fai Chi Kei, ainda que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) tenha dado um
ALBANO MARTINS PRESIDENTE DA ANIMA
prazo de 60 dias à Yat Yuen para tirar dali os animais. “Havia o problema da prorrogação do prazo quando a Yat Yuen era a concessionária, mas agora a ANIMA está envolvida no projecto. Temos um acordo, e agora trata-se de fazer o que a ANIMA tem vindo a pedir, que é deixar-nos ficar lá a trabalhar”, rematou Albano Martins. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
SOFIA MARGARIDA MOTA
E acordo com a edição de ontem do jornal Macau Post Daily, estão a ser instalados os contentores em Coloane, junto ao asilo Vila Madalena, para acolher os cerca de 500 galgos que estão actualmente no terreno onde operou o Canídromo durante décadas. Contudo, e perante os receios dos idosos e funcionários do lar com futuras complicações decorrentes da presença dos animais, Albano Martins, presidente da Sociedade Protectora dos Animais de Macau (ANIMA), defende que os animais deveriam ficar no terreno que foi concessionado à Yat Yuen até este começar a ser desenvolvido pelo Governo. “Há muito tempo que a ANIMA diz que o terreno do Canídromo não vai ser, de todo, desenvolvido no próximo ano, e por isso os animais não deveriam andar a mudar de um lado para o outro. Isso obriga a um enorme esforço de reorganização, que já está a ser feito. A Yat Yuen paga tudo mas não é essa a questão, tem a ver com o facto dos animais e dos voluntários estarem habituados a um espaço. Não era necessário a criação de um novo espaço temporário.” Além disso, o também economista acredita que a relocalização
NANOTECNOLOGIA UNIVERSIDADE DE MACAU PATENTEOU SISTEMA PARA ENGENHARIA GENÉTICA
A
Universidade de Macau (UM) patenteou um sistema de nanotecnologia que pode ser utilizado para desenvolvimento científico na área da engenharia genética, disse à Lusa o investigador-chefe do projecto. O projecto 'Sistema de Micromanipulação
Automática com Sensores de Força' foi recomendado para prémio de Invenção Tecnológica dos Prémios de Ciência e Tecnologia de Macau 2018 e “algumas empresas na China demonstraram grande interesse” nesta tecnologia, disse à Lusa Xu Qingsong.
“As aplicações práticas do sistema de micromanipulação automatizado incluem a microinjeção de células biológicas para engenharia genética, injecção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), caracterização de propriedades mecânicas celulares
para diagnóstico de doenças”, explicou o professor associado da Faculdade de Ciência e Tecnologia, da Universidade de Macau. De acordo com a Universidade de Macau, esta tecnologia de escala nanométrica “permite uma elevada taxa de sobrevivência para a célu-
la injectada, uma vez que as células sofrem de uma força mínima durante o processo de injecção”. Este equipamento “produzirá resultados mais consistentes e confiáveis do que a operação manual e poderá reduzir significativamente a carga de
trabalho” a todos aqueles que têm como missão manusearem o equipamento. Xu Qingsong afirmou ainda que a tecnologia para ser comercializada as empresas precisam agora de negociar com a Universidade de Macau, detentora da patente.
10 eventos
4.9.2018 terça-feira
PUB
As várias m
IC OBRA DE WU LI LEMBRADA COM EXPOSIÇÃO NO MU
“Para além da paisagem: exposição comemorativa do 300º aniversário da morte de Wu Li” é o nome da iniciativa do Instituto Cultural para recordar a carreira e o trabalho multifacetado do homem que também foi artista, poeta e missionário jesuíta, falecido em 1718
N
A sexta-feira abre ao público, no Museu de Arte de Macau (MAM), a mais recente iniciativa do Instituto Cultural (IC) para recorda a obra deixada por Wu Li, que chegou a Macau em 1680 e produziu obras na área da poesia e pintura, além de ter sido missionário jesuíta. A exposição, intitulada “Para além da paisagem: exposição comemorativa do 300º aniversário da morte de Wu Li”, apresenta um total de 84 obras de caligrafia e pintura “de períodos diferentes de Wu Li”, bem como de “alguns dos seus mentores e amigos”, aponta um comunicado do IC. Esta é “a primeira exposição a solo de grande escala de Wu Li e quase
O
acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que foi consumido por um incêndio na noite de domingo, tinha um dos maiores acervos histórico e científico do país, com cerca de 20 milhões de peças. A instituição, criada há 200 anos, foi fundada por D. João VI, rei de Portugal, e era o mais antigo e um dos mais importantes museus do Brasil. Entre as peças do acervo estavam a colecção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador D.Pedro I, e o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, baptizado de “Luzia”, com cerca de 11.000 anos. O Museu Nacional do Rio de Janeiro era o maior museu de
metade das peças são apresentadas publicamente pela primeira vez, sendo uma mostra panorâmica das realizações culturais e artísticas de Wu Li”. O objectivo da iniciativa, de acordo com o IC, é fazer com que o público “e os visitantes possam apreciar um belo conjunto de algumas das melhores pinturas da dinastia Qing e experienciar o encanto da fascinante cultura chinesa”. O trabalho desenvolvido por Wu Li foi também recordado num
Alexandria 2
Incêndio no Museu Nacional do Janeiro destruiu 20 milhões de
História Natural e Antropologia da América Latina e o edifício tinha sido residência da família Real e Imperial brasileira. Entre os milhões de peças que retratavam os 200 anos de história brasileira estavam igualmente um diário da Imperatriz Leopoldina e um trono do Reino de Daomé, dado em 1811 ao príncipe regente D. João VI. Nas colecções de Etnologia estavam expostos objectos que mostravam a riqueza da cultura indígena,
eventos 11
terça-feira 4.9.2018
missões do jesuíta
USEU DE ARTE DE MACAU
Esta é “a primeira exposição a solo de grande escala de Wu Li e quase metade das peças são apresentadas publicamente pela primeira vez, sendo uma mostra panorâmica das realizações culturais e artísticas de Wu Li” INSTITUTO CULTURAL
documentário produzido por James Jacinto e Silvie Lai em 2015, com o nome “As crónicas de Wu Li no Colégio de São Paulo”, que recriou o ambiente vivido em Macau no século XVII e que teve o monumento Ruínas de São Paulo como pano de fundo.
DA CHINA PARA MACAU
Nascido em 1632 e natural de Changshu, na província de Jiangsu, Wu
Li ganhou à nascença o nome Qili e “nome de estilo Yushan”. “Devido à existência de um poço muito profundo (mo jing) de Yan Zi onde Wu Li vivia, Wu Li ganhou o epíteto de ‘Mo Jing Dao Ren’ (Taoista do Poço Profundo)”, explica o IC. Durante o período Kangxi, Wu Li veio a Macau com Philippus Couplet, um jesuíta belga, e residiu no Colégio de S. Paulo onde estudou latim e teologia, e depois regressou
a Jiangsu. Em 1682, ingressou na ordem dos jesuítas como frade. Foi ordenado padre em Nanjing em 1688 e começou a pregar na zona de Xangai, onde faleceu. O comunicado do IC aponta que a criação de Wu Li se manifestou em várias facetas, como poesia, prosa, música além de outras formas de arte. Além disso, “as suas obras combinavam os pontos fortes das várias escolas e subordinavam-
-se sobretudo a temas da natureza, sendo particularmente conhecido pelas suas obras em pintura de paisagem”. Wu Li foi também “um dos ‘Seis Mestres de Qing’, juntamente com Wang Shimin, Wang Jian, Wang Yuanqi, Wang Hui e Yun Shouping, tendo uma influência profunda na história da arte chinesa e no desenvolvimento do Catolicismo na China”. A.S.S.
criar ‘memes’ (imagens ou vídeos que se espalham de forma viral) em que mostravam fósseis à espera de verba, ironizando os cortes. Em 2015, o museu chegou a ficar fechado por dez dias após uma greve de funcionários da limpeza, que reclamavam salários atrasados. Nas redes sociais, investigadores, alunos e professores brasileiros partilham depoimentos, lamentando o ocorrido e atribuindo a tragédia aos cortes orçamentais dos últimos anos.
O vice-director do Museu Nacional considerou o incêndio uma “catástrofe insuportável”. “O arquivo de 200 anos virou pó. (…) São 200 anos de memória, ciência, cultura e educação, tudo transformado em fumo por falta de suporte e consciência da classe política brasileira”, afirmou o responsável, sublinhando: “O meu sentimento é de imensa raiva por tudo o que lutamos e que foi perdido na vala comum”. Segundo disse, no aniversário de 200 anos da instituição nenhum ministro de Estado aceitou participar da comemoração: “É uma pequena mostra do descaso”, sublinhou. O responsável adiantou ainda que a instituição estava prestes a fechar uma
negociação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) que incluía um projecto de prevenção de incêndios. Antes destas declarações, o Ministério da Educação brasileiro já tinha lamentado as consequências do incêndio no Museu Nacional, sublinhando que serão feitos todos os esforços para auxiliar a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que geria o museu, a recuperar o património histórico. O presidente do Brasil, Michel Temer, reagiu, em comunicado, considerando a perda “incalculável”.
2.0
o Rio de peças
cultura afro-brasileira, culturas do Pacífico. Segundo a edição brasileira do El País, o acervo tinha ainda o maior e mais importante acervo indígena e uma das bibliotecas de antropologia mais ricas do Brasil. A instituição, ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), era alvo de cortes orçamentários há pelo menos três anos. Os alunos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da universidade chegaram mesmo a
ÓPERA LUÍS GOMES VENCE DOIS PRÉMIOS NO CONCURSO OPERALIA
O
tenor português Luís Gomes venceu ontem na categoria de zarzuela e recebeu o prémio do público para melhor voz masculina, no concurso internacional de canto lírico Operalia, que decorreu no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. “Luís Gomes vence o Prémio zarzuela (‘ex-aequo’ com Pavel Petrov) e o prémio do público para melhor voz masculina”, anunciou a organização, em comunicado. Emily D’Angelo, representante do Canadá/Itália, e o bielorrusso Pavel Petrov são os vencedores do prémio do Operalia 2018, concurso internacional de canto lírico fundado por Plácido Domingo, que se realizou este ano pela primeira vez em Portugal. D’Angelo venceu ainda o prémio do público para melhor voz feminina, o prémio zarzuela e o prémio Birgit Nilsson. O tenor português Luís Gomes estudou no Conservatório Nacional de Lisboa, na Escola Superior de Música de Lisboa e na Guildhall School of Music and Drama em Londres, onde se licenciou em Canto e fez mestrado em Ópera. Passou pela Royal Opera House e, em Junho, estreou-se no palco do Teatro Nacional de São Carlos, em “La Traviata”, com um papel que vai voltar a interpretar em Outubro no Coliseu do Porto. O Concurso Mundial de Ópera Operalia, que já vai na 26.ª edição, é uma iniciativa criada pelo tenor e maestro espanhol Plácido Domingo, actual director-geral da Ópera de Los Angeles (Califórnia). O júri do concurso integra, sobretudo, directores-gerais de teatros de ópera internacionais, entre os quais Patrick Dickie (director artístico do S. Carlos), Anthony Freud (da Ópera Lírica de Chicago), Joan Marabosch (do Teatro Real de Madrid) e a soprano Marta Domingo, mulher de Plácido Domingo. A primeira edição do Operalia realizou-se em 1993, em Paris, tendo já acontecido em cidades como Tóquio, Hamburgo, Budapeste, Milão, Moscovo, Pequim, Verona, Los Angeles, Cidade do México, Londres, Madrid e Guadalajara.
12 china
O
Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou ontem, no Fórum de Cooperação China-África, em Pequim, 60 mil milhões de dólares em assistência e empréstimos para países africanos. “A China decidiu emprestar um total de 60 mil milhões de dólares, no formato de assistência governamental e através de investimento e financiamento de instituições financeiras e empresas”, disse. A China “está pronta a reforçar a cooperação” com África, visando “construir um desenvolvimento de alta qualidade, que se ajuste às condições nacionais e seja inclusivo e benéfico para todos”, afirmou. Xi garantiu que o investimento chinês no continente não acarreta “condições políticas”, numa reacção às acusações de que Pequim deseja aumentar a sua esfera de influência através do plano internacional de infraestruturas Nova Rota da Seda. O líder chinês frisou que “a cooperação China/ África”, no âmbito da Nova Rota da Seda, é uma “forma de atingir prosperidade comum, com benefícios para ambos os povos”. “A China não interfere nos assuntos internos de África e não impõe a sua vontade sobre África”, apontou. O Presidente chinês falava na cerimónia de abertura do Diálogo de Alto Nível entre Líderes e Representantes Comerciais de China e África, que antecede o Fórum de Cooperação China/África (FOCAC). Bancos estatais e outras instituições da China estão a conceder enormes empréstimos para projectos lançados no âmbito daquela iniciativa, que inclui a construção de portos, aeroportos, autoestradas ou malhas ferroviárias ao longo da Europa, Ásia Central, África e sudeste Asiático. Críticos apontam para um aumento problemático do endividamento, que em alguns casos coloca os países
4.9.2018 terça-feira
CHINA/ÁFRICA XI JINPING GARANTE EMPRÉSTIMOS SEM “CONDIÇÕES POLÍTICAS”
África minha
Xi Jinping, afirmou ontem que apoia a inclusão de África no projecto de infra-estruturas internacional, perante líderes e empresários chineses e africanos, garantindo que o investimento de Pequim não tem “condições políticas”. Para já, o valor total do empréstimo ronda os 60 mil milhões de dólares numa situação financeira insustentável.
CARAS NOVAS
O FOCAC traz a Pequim dezenas de chefes de Estado e de Governo do continente africano. Nas vésperas do Fórum, Xi reuniu com dezenas de líderes africanos, incluindo os presidentes de Angola, João Lourenço, e de Moçambique, Filipe Nyusi. A cimeira contará com três novos países, incluindo São Tomé e Príncipe, que se junta aos restantes países africanos de língua portuguesa, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau
e Moçambique. As restantes estreias são o Burkina Faso e a Gâmbia, que elevam assim para 53 o número de nações africanas com relações com a China. Desde 2015, a média anual do investimento directo da China no continente fixou-se em 3.000 milhões dólares, com destaque para novos sectores como indústria, finanças, turismo e aviação. O primeiro Fórum de Cooperação China-África aconteceu em Pequim, em 2006, e a segunda edição decorreu na África do Sul, em 2015.
Xi garantiu que o investimento chinês no continente não acarreta “condições políticas”, numa reacção às acusações
ECONOMIA XI JINPING E GUTERRES UNIDOS CONTRA O PROTECCIONISMO
O
Presidente chinês, Xi Jinping, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, concordaram que é necessário promover o multilateralismo face a correntes proteccionistas que “danificam a ordem internacional”, informou ontem a agência Xinhua. O encontro decorreu no domingo, na véspera do arranque do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que traz a
Pequim dezenas de chefes de Estado e do Governo dos países africanos. Citado pela Xinhua, Xi Jinping afirmou que a ONU continua a ser a “bandeira do multilateralismo” e que o mundo precisa do organismo “mais do que nunca”. “É necessário uma ONU mais forte, face à ascensão do unilateralismo e do proteccionismo, que constituem um duro golpe para a ordem
internacional e o sistema global de governação”, afirmou. O líder chinês garantiu ao secretário-geral da ONU que Pequim não deseja obter contrapartidas políticas ou privilégios em África. Citado pela agência, o português afirmou que a ONU valoriza a cooperação entre a China e o continente africano, assinalando que o crescimento do país asiáti-
co é uma “tendência imparável” e de grande importância para o desenvolvimento e paz mundiais. Pequim tem vindo a reclamar maior protagonismo na governação de assuntos globais, desde a ascensão ao poder, em 2017, do Presidente norte-americano, Donald Trump, que rasgou compromissos internacionais sobre o clima, comércio livre, migração ou nuclear.
china 13
terça-feira 4.9.2018
Como gente grande PCC acusa ocidente de “dor de cotovelo” face ao papel da China
U
M jornal oficial chinês afirmou ontem que o ocidente sente “dor de cotovelo” face ao papel cada vez mais proeminente da China em África, ilustrando a insistência de Pequim de refutar acusações de neocolonialismo no continente. O editorial do Global Times, jornal em inglês do grupo do Diário do Povo, o órgão central do Partido Comunista da Chinês, surge numa altura em que o Fórum de Cooperação China/África junta, em Pequim, dezenas de chefes de Estado e de Governo do continente africano. O jornal denuncia a “retórica” na imprensa e por parte de políticos ocidentais, de que a China está a pilhar os recursos naturais do continente e a conduzir estes países para a armadilha do endividamento.
“Preferem revelar dor de cotovelo, ao invés de reflectirem por que é que a colaboração de África com os Estados Unidos e a Europa ficou para trás”, acusa o jornal. O “problema fundamental” é que o ocidente menospreza África e “trata o continente como se fosse o seu quintal”, acrescenta. Num discurso proferido ontem perante líderes e empresários chineses e africanos, também o Presidente chinês, Xi Jinping, garantiu que o investimento de Pequim não acarreta “condições políticas”, apoiando a inclusão de África no projecto de infra-estruturas internacional lançado pela China, a Nova Rota da Seda.
MUNDOS E FUNDOS
“A China não interfere nos assuntos internos de África
e não impõe a sua vontade sobre África”, afirmou Xi, notando que “os projectos desenvolvidos no continente visam resolver obstáculos ao desenvolvimento”. “Os recursos para a nossa cooperação não são para ser gastos em projectos fúteis, mas nos sítios em que mais são necessários”, disse. Segundo a unidade de investigação China AidData, desde 2000, Pequim concedeu mais de 110.000 milhões de dólares em financiamento aos países africanos. O país asiático é, desde 2009, o maior parceiro comercial de África. Pelas estatísticas chinesas, nos primeiros seis meses deste ano, o comércio bilateral aumentou 16 por cento, em termos homólogos, para 98.800 milhões de dólares.
CHINA/ÁFRICA MNE CHINÊS DEFENDE PRESENÇA DE PRESIDENTE DO SUDÃO NA CIMEIRA
O
de que Pequim deseja aumentar a sua esfera de influência através do plano internacional Nova Rota da Seda.
Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês defendeu ontem a presença do presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, na cimeira sino-africana que decorre em Pequim, apesar de o líder do país africano ser procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio. “A China não faz parte do Estatuto de Roma (estabelecido em 1998 pelo TPI), por isso temos reservas sobre a matéria e esperamos que esse tribunal possa lidar com o assunto com prudência”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying. A fonte oficial considerou “inapropriado” para a imprensa perguntar se Al-Bashir poderia ser detido durante a sua presença na China - um país que já visitou em várias ocasiões - e disse que os dois países “são amigos” e que a China apoia “os esforços
ANGOLA JOÃO LOURENÇO GRATO POR AJUDA CHINESA
O
Presidente angolano, João Lourenço, agradeceu domingo, em Pequim, ao homólogo chinês, Xi Jinping, a ajuda ao processo de reconstrução nacional em Angola, país que foi devastado por uma guerra civil. Segundo noticiou ontem o Jornal de Angola, João Lourenço falava durante a recepção oficial que lhe foi oferecida por Xi e afirmou que Angola encontrou na China
um parceiro que está a ajudar a construir o país e que foi o país asiático “quem estendeu a mão na fase de reconstrução nacional”. “Estamos a reconstruir o nosso país com o financiamento chinês também”, afirmou, numa intervenção breve na sala de audiências do Grande Palácio do Povo, após ter sido recebido pelo homólogo chinês, em que foi analisada a cooperação bilateral.
Em relação ao continente em geral, João Lourenço reconheceu que a China tem desempenhado um papel importante no processo de desenvolvimento de África, processo que “requer uma certa atenção”. “As nossas parcerias no passado não deram certo e, em poucas décadas, a China estendeu-nos a mão e os resultados são visíveis em praticamente todo o continente”, reconheceu.
do Sudão para manter paz e estabilidade “. “Estamos dispostos a trabalhar com o Sudão para contribuir positivamente para a estabilidade e a paz daquele país”, concluiu. Al-Bashir foi recebido no fim-de-semana numa reunião bilateral do Presidente da China, Xi Jinping, que repetiu este gesto diplomático com cerca de trinta chefes de Estado e de Governo presentes até hoje na sétima reunião do Fórum de Cooperação África-China. O presidente do Sudão, que chegou ao poder através de um golpe de Estado, em 1989, foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio durante o conflito no Darfur. O Sudão tem sido tradicionalmente um dos principais fornecedores de petróleo na África, uma região na qual a China espera aumentar sua presença comercial e de investimentos.
União Africana anuncia escritório em Pequim
A União Africana (UA) revelou ontem que vai abrir um escritório de representação em Pequim, durante o Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que traz à capital chinesa dezenas de chefes de Estado e do Governo dos países africanos. A inauguração das instalações contará com a presença de Moussa Faki, presidente da Comissão da UA, o cargo executivo mais importante da organização. Faki discursou durante a cerimónia de abertura, em Pequim. O Governo chinês e a UA deverão assinar um memorando de entendimento visando “reforçar a sinergia” entre o projecto internacional de infra-estruturas chinês, a “Nova Rota da Seda”, e a agenda 2063, da organização, segundo o comunicado da UA. Durante a sua estadia em Pequim, Faki “vai reunir com as autoridades chinesas para discutir a melhor forma de avançar com a parceria entre a União Africana e a República Popular da China, no contexto dos resultados do FOCAC”, refere o comunicado da organização.
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4.9.2018 terça-feira
Quero a fome de calar-me. O silêncio. Único
Poemas de Li Bai por Paulo José Miranda
A primeira vez que tive contacto com Li Bai remonta ao ano de 1992, com a tradução de António de Graça Abreu dos poemas deste poeta da Dinastia Tang. Seguiram-se outras traduções ou versões que fui encontrando, aqui e ali. Mais tarde, em 2001, nos três meses que passei por Macau, o contacto com o poeta Yao Jing Ming – que tinha conhecido no ano anterior em Lisboa – motivou-me para aprofundar o conhecimento do poeta. Estive sempre ciente do enorme muro da língua chinesa e limitei-me às traduções de outros e alguns textos teóricos acerca do poeta. Assim,
os poemas que aqui vou apresentar, são poemas que cruzam inúmeras traduções e, sempre que possível, esclarecimentos com pessoas chinesas. Não pretendo que os poemas sejam lidos como traduções, que não são, evidentemente, nem tão pouco assumo qualquer tipo de autoridade que não seja o do amor à poesia em geral e aos poemas de Li Bai – ou o que julgo serem os seus poemas – em particular. De resto, respeito o número de versos de cada poema e tento sempre que posso apresentá-los com a concisão que me é possível, exigência dos próprios originais.
Entretendo-me É impossível não olhar o vinho, e a noite cai sem que me dê conta. Ao descer do céu, as folhas cobrem-me as vestes. Ergo-me bêbado e vou até à lua, no riacho. Ao longe os pássaros, não se vêem pessoas.
Amor por nada Quão bela é, ao afastar as cortinas da janela. Mas demora-se e vejo as rugas que lhe cavaram a testa E as cicatrizes das lágrimas, que dia a dia lhe cortaram o rosto. Quem será o homem com quem ela troca amor por nada?
Bebendo com um amigo Bebemos entre as resplandecentes flores da encosta. Um copo, dois copos, e muitos outros se seguiram. Bêbado deixo-me dormir e tu partes. Traz amanhã uma guitarra para abraçarmos, se quiseres.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 15
terça-feira 4.9.2018
Jean-Luc Godart na reabertura da cinemateca
cidade ecrã
Rui Filipe Torres*
O
Filme, que conquistou a Palma de Ouro Especial quando estreou na recente edição do Festival de Cannes 2018, teve até ao momento em todo mundo poucas projecções e continua a reflexão do realizador sobre o cinema e o estado do mundo. É de referir que em 1968 - a ano fronteira na história das mudanças sociais e políticas em Paris que inflamou o mundo moderno - Jean-Luc Godart com François Truffaut, Polanski, Milos Formam, impediram a abertura do Festival que nesse ano foi cancelado. Talvez a prova de que o cineasta é também um performativo, o grande performativo, diga-se na arte contemporânea. Na sessão completamente esgotada, vi o filme sentado nas escadas , seguiu-se com continuado interesse o filme guerrilha, trabalho de montagem, sobreposição de imagens e sons, que o como o próprio filme explicita é construído com “Textos, Filmes, Quadros, Música, Todos Eles”. “O elenco inclui títulos de livros, escritos, filmes, pinturas, músicas, canções, fotografias, autores, um motor de busca. Em off, continua a ouvir-se Godart. A última afirmação é “e mesmo que nada tivesse sido cumprido como nós havíamos esperado isso em nada alteraria as nossas esperanças”1.
São muitos os filmes neste filme, o que não é surpreende num cineasta cujo trabalho assenta na citação, na auto-citação, no cinema como matéria do próprio cinema, que de forma radical assume a frase Elian Kazan, “o cinema é a fala do mundo” e a asserção de André Bazin quando afirma que o“ cinema é uma arte impura”.
O que faz JLG na sua mesa de montagem, como cria, organiza a produção de sentido nas suas mais recentes obras? “às imagens satura, pinta, queima, imprime outro ritmo, retoma, sobrepõe, dilata, comprime, interrompe. Sacode, até bruscamente, fazendo saltar os formatos de imagem. Aos sons sacode, a mesma brusquidão nas passagens de uma a outra pista da banda, desregula no volume, vozes ora sussurradas, ora baixas, ora altas, ora para se ouvirem em grande plano, ora para se ouvirem em plano de fundo, ora um ora duas ora uma em duas a fôlegos diferentes. E interrompe, entrecorta com
silêncios momentâneos mas recorrentes, fá-las conviver com sons docemente musicais ou estridentes como bombas.2“ São muitos os filme citados; Jonhy Guitar, Le Petit Soldat, Young Mr. Lincoln, Le Mépris,Eisenstein, Ophuls, outros, vários, todos convocados retrabalhados, misturados com outros textos em outras sequencias produzindo novos sentidos novas reflexões. O filme estrutura-se em cinco partes, como cinco são os dedos da mão, e como a mão pode e é, afirma-o Godart, o único território da liberdade e morte do homem. Importa referir que a Guerra, o sangue, a luta, a violência percorre todo este “Livre D´Image”, a guerra está aí, é dito várias vezes, não vão os espí-
O filme estrutura-se em cinco partes, como cinco são os dedos da mão,
ritos mais adormecidos acordarem em sobressalto e sem aviso prévio. A parte 1, chama-lhe “Remakes”, e em variações Rima(s)kes. A parte 2, “As Noites de São Petersburgo”, título do romance de 1821 de Joseph de Maistre. A parte 3, tem como titulação “Estas flores em carris ao vento confuso das imagens” do livro da Pobreza e da Morte de Rilke. A quarta - “O Espírito das Leis”. Tratado político de Montesquieu em 1748 (a capa da edição francesa surge num dos planos). E a quinta , chama-lhe “Região Central” centrado não sobre a região desértica do Canadá como no filme de Michael Snow, mas centrado na Arábia, petróleo e dominação, a parelha com que se tem constituído o mundo no séc. XX e ainda , em grande parte, no séc. XXI. 1 - Folha de sala da Cinemateca / texto assinado por Maria João Madeira 2 - Folha de sala da Cinemateca / texto assinado por Maria João Madeira
e como a mão pode e é, afirma-o Godart, o único território da liberdade e morte do homem
https://www.youtube.com/watch?time_continue=22&v=t2QU_P5ubjw
* - Cineasta. Licenciado em Ciências da Comunicação pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Mestrando em Desenvolvimento de Projecto Cinematográfico na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa. O texto não segue o novo acordo ortográfico.
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4.9.2018 terça-feira
Notificação Edital (execução coactiva)
Regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo Curso de formação
N.º 35/2018
Lai Kin Lon, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e artigo 11.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 – “Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho”, conjugados com o n.º 2 do artigo 72.º e n.º 2 do artigo 136.º do Código de Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, à notificação do transgressor “VERTU MACAU SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA” do Auto de Notícia n.º 76/0708/2018, sita na Avenida da Amizade, n.ºs 555, MACAU LANDMARK, 23.º andar, salas 23012302, Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte ao da publicação do presente notificação edital, proceder ao pagamento da multa aplicada no aludido auto, no valor de MOP$165,000.00 (cento e sessenta e cinco mil patacas), por prática das transgressões nos termos do artigo 75.º e artigo 77.º da Lei n.º 7/2008 - “Lei das relações de trabalho”, e punida nos termos das alíneas 4) e 5) do n.º 3 do artigo 85.º da mesma Lei. Deve o transgressor efectuar ao pagamento da quantia em dívida aos trabalhadores Cheang Pui San, Cheang I Teng, Lao Fong Wa, Wong Kam Kam, Lo Cheng I, Lao Keng Fung, Ao Ieong Kuok Tong, Pun Iok U, Wu Ioi Tong, lam Im Hong, Kuok Im Teng, Cheang Chio Long, Do Rego Wong Vitoria Maria, Iao Sin Tong, Lei Cho Hong, Hoi Sin Leng e Lai Ka Hou, dentro do mesmo prazo, no valor total de MOP$1.846.201,90 (um milhão, oitocentos e quarenta e seis mil, duzentas e uma patacas e noventa avos). Por outro lado, deve o transgressor apresentar ao DIT os comprovativos dos pagamentos acima referidos nos 5 (cinco) dias subsequentes ao do termo do prazo acima referido. O transgressor acima mencionado poderá, dentro das horas normais de expediente, levantar as cópias do Auto, a notificação, o mapa de apuramento da quantia em dívida aos referidos trabalhadores e as guias de depósito, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo-lhe também facultada a consulta dos processos n.ºs 1577/2017, 1679/2017, 1691/2017, 1721/2017, 1843/2017, 1864/2017,1865/2017, 1868/2017 e 1886/2017, mediante requerimento escrito. Decorridos os prazos acima referidos, a falta de apresentação dos documento comprovativo dos pagamentos efectuados, implica a remessa por este DIT, nos termos legais, os respectivos documentos ao Juízo. Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 24 de Agosto de 2018. O Chefe do Departamento, Lai Kin Lon
I.
Destinatários: Os profissionais não inscritos ou inscritos há menos de um ano na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), e outros profissionais inscritos, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 67.º da Lei n.º 1/2015 de 5 de Janeiro, que aprova o Regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo e no artigo 36.º do Regulamento Administrativo n.º 12/2015 de 10 de Agosto de 2015 que aprova a Regulamentação do regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo.
II.
Local de realização da formação: Estrada de D. Maria II, n.º 33, 5.º andar, Macau
III.
Prazo de inscrição: De 10 a 21 de Setembro de 2018
IV.
Local de inscrição: Os interessados devem entregar durante o horário de expediente na Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, situada no rés-do-chão da Estrada de D. Maria II, n.º 33, em Macau, o boletim de inscrição devidamente preenchido, juntamente com a fotocópia do bilhete de identidade de residente da RAEM.
V.
Levantamento do boletim: O boletim de inscrição está disponível na página electrónica da DSSOPT (http://www.dssopt. gov.mo) ou pode ser levantado pessoalmente no endereço da DSSOPT acima referido.
VI.
Horário do curso: Datas
Horário
Língua veicular
13 e 20 de Outubro de 2018 (Sábado)
9:15-12:15, 14:30-17:00
Cantonês (com interpretação simultânea em língua portuguesa)
Observações: 1. Os candidatos devem indicar a língua veicular pretendida (cantonês ou português). VII.
Propina: Gratuita
VIII.
Admissão: Devido ao número limitado de vagas, os candidatos inscritos serão admitidos de acordo com a seguinte prioridade: - Profissionais inscritos há menos de um ano, à data da entrada em vigor da Lei n.º 1/2015, de 5 de Janeiro; - Profissionais não inscritos anteriormente mas que à data de entrada em vigor da referida lei exerciam funções na RAEM; - Profissionais inscritos há menos de 10 anos na DSSOPT; - Outros profissionais, segundo a ordem de recepção dos pedidos de inscrição no curso.
IX.
Certificado de frequência: Aos formandos que tenham assistido a 100% das aulas de curso, será atribuído um certificado de frequência emitido pela DSSOPT.
X.
Observações: (1) Os boletins de inscrição entregues fora do prazo de admissão serão considerados prioritariamente no próximo curso de formação a organizar pela DSSOPT; (2) Não serão aceites os candidatos que frequentaram cursos de formação especial organizados pela DSSOPT; (3) Tendo em conta que não se aplica aos trabalhadores de Administração Pública o disposto no n.º 1 do art. 18.º da Lei n.º 1/2015 de 5 de Janeiro relativo ao pedido de inscrição na DSSOPT para exercer funções de elaboração de projectos, direcção ou fiscalização de obras, as suas candidaturas não serão aceites; (4) A DSSOPT reserva-se o direito de decisão final em caso de litígio ou em caso de cancelamento de turmas devido à insuficiência de inscrições; (5) Para mais informações sobre o curso ou sobre o andamento dos pedidos, queiram contactar o Centro de Informações da DSSOPT através do telefone n.º 8590 3800 ou consultar a nossa página electrónica (http://www.dssopt.gov.mo).
desporto 17
terça-feira 4.9.2018
Ciclismo Ackermann vence Grande Prémio de Fourmies, Rui Costa em 51.º
O ciclista alemão Pascal Ackermann (BORA-hansgrohe) venceu ontem a 86.ª edição do Grande Prémio de Fourmies, com o português Rui Costa (UAE Team Emirates) a cruzar a meta na 51.ª posição. Ackermann, que no sábado venceu a Clássica de Bruxelas, voltou a triunfar em Fourmies, cumprindo os 205 quilómetros em 4:46.56 horas, e batendo ao ‘sprint’ o francês Arnaud Démare (GroupamaFDJ), segundo, e o colombiano Álvaro José Hodeg (Quick-Step Floors), terceiro. Rui Costa, único ciclista luso em prova, chegou com 12 segundos de atraso para o vencedor, no 51.º posto.
Fórmula 1 Belga Stoffel Vandoorne deixa McLaren no fim da época
O piloto belga Stoffel Vandoorne vai deixar a McLaren no fim da temporada, anunciou ontem a escuderia britânica de Fórmula 1. Vandoorne, de 26 anos, ocupa o 16.º lugar da classificação de pilotos, com oito pontos, após 14 corridas, menos 36 do que o espanhol e seu companheiro de equipa Fernando Alonso, que vai ser substituído na McLaren pelo compatriota Carlos Sainz Jr. O belga, que não pontua desde o quarto Grande Prémio, cumpriu 34 provas, tendo como melhores classificações os sétimos lugares alcançados em Singapura e na Malásia, em 2017.
Fórmula 1 Hamilton vence GP de Itália e aumenta vantagem no Mundial
O britânico Lewis Hamilton (Mercedes) venceu ontem o Grande Prémio de Itália de Fórmula 1, em Monza, e aumentou a sua vantagem na liderança do campeonato do mundo, após 14 provas. Hamilton, campeão do mundo em 2008, 2014, 2015 e 2017, cumpriu as 53 voltas ao circuito italiano em 1:16.54,484 horas, à frente dos finlandeses Kimi Raikkonen (Ferrari), que partiu da ‘pole position’, e Valtteri Bottas (Mercedes), segundo e terceiro classificados, a 8,705 e 14,066 segundos, respetivamente. Com o sexto triunfo no ano e quinto em Monza, o britânico, que arrancou da terceira posição da grelha de partida, soma 256 pontos, mais 30 do que o alemão Sebastian Vettel (Ferrari), que terminou no quarto lugar, depois de ter sido relegado para a 18.ª posição na primeira volta na sequência de um toque com Hamilton. Na classificação de construtores, a Mercedes lidera com 415 pontos, seguida da Ferrari, que conta 390, e da Red Bull, com 248.
AUTOMOBILISMO CHARLES LEONG CUMPRIU MAIS UMA RONDA DA F3 ÁSIA
Ningbo não foi fácil
André Couto não foi o único piloto de Macau em acção no passado fim-de-semana no Circuito Internacional de Ningbo. No circuito que pertence a uma subsidiária do Zhejiang Geely Holding Group (ZGH), o grupo automóvel chinês que detém as marcas Volvo e da Lotus, também esteve em pista o jovem piloto do território Charles Leong Hon Chio
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EPOIS de uma estreia convincente no Campeonato Europeu FIA de Fórmula 3, há quinze dias no circuito inglês de Silverstone, o piloto de Macau teve uma segunda jornada mais complicada do que esperado do Campeonato Asiático de Fórmula 3. Isto, numa pista que até não lhe era estranha de participações anteriores. Depois de ter terminado nos lugares do pódio na prova inaugural em Sepang, na estreia do campeonato de monolugares na China, Leong não conseguiu repetir a proeza. “Foi um dos fins-de-semana mais difíceis para
mim desde que comecei no desporto automóvel. O carro estava muito difícil de guiar e os resultados não foram os que eu esperava”, reconheceu o jovem desportista da RAEM. O piloto da equipa britânica Hitech Grand Prix começou a sentir dificuldades para acompanhar os mais rápidos logo nas duas sessões de qualificação de
sexta-feira, qualificando-se em sexto lugar para a primeira e para a terceira corrida do programa, a um segundo de diferença do norte-americano Jaden Conwright, o mais rápido nas duas sessões. Na primeira corrida do fim-de-semana, realizada no sábado de manhã, Leong teve um mau arranque, perdendo posições,
“Foi um dos fins-de-semana mais difíceis para mim desde que comecei no desporto automóvel. O carro estava muito difícil de guiar e os resultados não foram os que eu esperava.” CHARLES LEONG HON CHIO PILOTO
o que o obrigou a correr “atrás do prejuízo” nas 15 voltas de corrida para terminar no sexto lugar. Um resultado frustrante para o piloto da RAEM, atendendo que o vencedor foi o seu companheiro de equipa Ben Hingeley que neste evento foi chamado a substituir o indisponível Jack Hughes que tinha dominado a jornada de abertura na Malásia.
MEIO DO PELOTÃO
Como a grelha de partida da segunda corrida da renovada Fórmula 3 asiática é delineada pelos melhores tempos por volta da primeira corrida e como Leong passou a maior parte do tempo do primeiro embate
do fim-de-semana em lutas de meio de pelotão, o piloto de 16 anos conseguiu um tempo apenas correspondente ao oitavo posto da grelha de partida. A história da primeira corrida repetiu-se, com Leong a perder terreno no arranque, recuperando, com garra, posições na classificação ao longo da corrida para terminar em quinto numa corrida vencida outra vez por um dos seus companheiros de equipa, desta vez Raoul Hyman. No domingo teve lugar a terceira e última corrida do programa e que não diferiu em muito das anteriores. Leong viu a bandeirada de xadrez no sexto posto, sob intensa pressão do chinês James Yu, numa corrida vencida por Conwright, o norte-americano da Absolute Racing, equipa cujo Team Manager da estrutura de Fórmula 3 é o piloto de Macau Rodolfo Ávila. Com seis das quinze corridas do ano já disputadas, o campeão asiático de Fórmula 4 e Fórmula Renault de 2017 ocupa a quinta posição do campeonato. A próxima jornada realiza-se dentro de três semanas no Circuito Internacional de Xangai. Sérgio Fonseca
info@hojemacau.com.mo
18 8 3 (f)utilidades 2 7 6 1 4 5 9 1 4 9 8 3 5 2 6 6 5 7 9 2 4 3 8 3 9 4 5 8 6 7 1 TEMPO NUBLADO 5 6 1 2 7 3 9 4 7 2 8 1 4 9 5 3 8 3 6 5 7 1 2 O9 QUE FAZER 4 1 6 3 9 2 8 7 ESTA SEMANA 2 7 5 4 1 8 6 9
7 1 2 MIN 8 6 4 5 3
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Amanhã PALESTRA 45 “TOWARDS A MULTIMODAL ANALYSIS OF PIANO PERFORMANCE”, POR SOFIA LOURENÇO Universidade de São José | Das 18h30 às 20h30
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2 5 9 1 6 8 4 7 3 7 2 6 25 MAX 9 4 5 8 3 1 6 9 4 5 1 2 3 8 7
3 8 2 4 6 5 13 23 7 6 5 9 8 2 9 7 4 1
1 6 4 7 7 9 3 5 9 8 1 2 8 5 9 4 HUM 70-90% 2 1 8 3 4 7 2 6 5 3 7 1 3 4 6 8 6 2 5 9
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Diariamente 47 “ESCULTURA, UM CAMINHO”, DE ANTÓNIO LEÇA EXPOSIÇÃO
O CARTOON STEPH 48
4 2 3 7 8 1 9“ART7IS PLAY” 2 5 EXPOSIÇÃO Grande Praça MGM | 8 6 5 9Até 9/93 9 8“AYIA” 1 6 4 EXPOSIÇÃO Casa Até 9/98 2 7Garden 3 |6 2 5 4 1 7 EXPOSIÇÃO “UNIVERSO” 6 7do Boi2| Até49/9 9 Armazém 5 4 9 3 1 EXPOSIÇÃO “APROFUNDAR” 1| Até89/9 5 6 Art3 Garden
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Cineteatro
C I N E M A
HOTEL TRANSYLVANIA 3: A MONSTER VACATION SALA 1
HOTEL TRANSYLVANIA 3: A MONSTER VACATION [A] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Genndy Tartakovsky 19.45
KILLING FOR THE PROSECUTION [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Masato Harada Com: Takuya Kimura, Kazunari Ninomiya 14.30, 19.15, 21.30
ALONG WITH THE GODS: THE LAST 49 DAYS [C]
SALA 3
FALADO EM COREANO LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kim Yong-hwa Com: Ha Jung-woo, Ju Ji-hoon, Kim Hyang-gi, 14.15, 18.30, 21.15
FALADO EM CANTONENSE LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: David Lam Com: Louis Koo, , Kelvin Cheng, Stephy Tang 14.30, 21.30
SALA 2
DORAEMON THE MOVIE: NOBITA’S TREASURE ISLAND [A] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Kazuaki Imai 16.45
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9.39
BAHT
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“Primeiro mataram o meu pai” é o filme que conta a história de Loung Ung, autora do livro homónimo. O filme acompanha Loung, a partir de Abril de 1975, altura em que, com cinco anos, se viu forçada pelo exército Khmer Vermelho a sair de casa com a sua família. O caminho foi rumo a um campo de trabalho. O pai, ex-funcionário do Governo, mesmo ocultando a identidade, acaba por ser levado por dois soldados. Na tela continua a tentativa de sobrevivência da família. Loung acaba por se separar dos irmãos e é “recrutada” pelos soldados. A película realizada por Angelina Jolie é uma história na primeira pessoa de uma época que representa o genocídio de cerca de um terço da população do Camboja. Sofia Margarida Mota
HINDI MEDIUM [B]
www. hojemacau. com.mo
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YUAN
1.18
MYANMAR, 4 ANOS DEPOIS
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0.24
VIDA DE CÃO
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PROBLEMA 49
UM FILME HOJE
L STORM [C]
FALADO EM DIALECTO HINDI LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Saket Chaudahary Com: Irrfan Khan, Saba Qarnar 16.30, 19.00
EURO
DE
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 48
EXPOSIÇÃO “POST-OX WAREHOUSE EXPERIMENTAL SITE” Galeria do Armazém do Boi, rua do Volong | Até 27/10
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4 6 8 7 3 1 9 2 5 7 1 2 9 8 5 3 4 6 Sexta-feira 3 9 5 6 4 2 1 7 8 CONCERTO “A NIGHT OF JAZZ BLUES POP ROCK SESSION 3” 9Music5Association 6 4| Das122h008à 1h00 2 3 7 Live 8 2 4 3 7 6 5 1 9 INÍCIO DO FESTIVAL DE CINEMA “AFTER HOURS” 1 3 Paixão 7 |5Das 21h30 2 às923h00 6 8 4 Cinemateca 2 8 9 1 6 4 7 5 3 Sábado 4 3INTERNACIONAL 2 9 DE7FOGO8DE ARTIFÍCIO 6 1 29º5 CONCURSO Torre Macau1 | Das8 21h005 às 23h00 6de7 3 4 9 2 Albergue SCM | Até 21/10
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S U D O K U
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Fui ao Myamar, antiga Birmânia, em 2013, como turista mas sempre com um olhar atento ao que via, primeiro na capital, depois nas aldeias por onde passei. O país ainda não vivia o boom do turismo como vive hoje e era tudo bastante rudimentar, mas genuíno. O meu Lonely Planet alertava-me de que não deveria ter conversas sobre política com cidadãos locais. Impedida do ponto de vista constitucional de exercer a presidência do país, por ter familiares estrangeiros, Aung San Suu Kyi, líder do partido vencedor, a Liga Nacional para a Democracia, passou a constituir uma esperança para os seus cidadãos a partir de 2015, pois acreditava-se que a 50 da Paz iria trazer desenvolvimento Nobel e democracia ao país.Anotícia divulgada ontem de que dois jornalistas da agência Reuters foram condenados a sete anos de prisão por um tribunal do Myanmar prova que há ainda muito a fazer. O Clube de Correspondentes de Hong Kong reprovou esta decisão dos juízes que permanece pouco clara, e pede que se apele a uma maior liberdade de expressão no país. Aung San Suu Kyi perdeu a face devido à situação dos refugiados do grupo étnico rohingya, e esta detenção de dois jornalistas mostra que o país não está, afinal, assim tão diferente em relação ao (pouco) que conheci em 2013. Andreia Sofia Silva
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6 “PRIMEIRO MATARAM5 O MEU PAI” | ANGELINA JOLIE 4 7 9
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8 4 7 1 2 1 4 8 9 9 3 8 4 7 8 6 2 1 6 5 2 5 1 9 3 5 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director José Editor João 9 Carlos Morais 7 1Luz;3José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe;6Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; 4 Paulo8José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; 7 Rui4Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo 8Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; 1 Lusa; GCS; Xinhua Secretária 4 5 de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
opinião 19
terça-feira 4.9.2018
macau visto de hong kong
Crimes, escapadelas e telemóveis (I)
A
LGUMA vez poderíamos imaginar que a professora que fotografou as perguntas de um questionário e as enviou do telemóvel através do “Whatsapp” não seria condenada em Tribunal? Pois acreditem que aconteceu e o caso está a chocar Hong Kong. No dia 10 de Agosto, o Tribunal de Primeira Instância de Hong Kong recusou-se a anular a decisão do Tribunal de Magistrados, que tinha deliberado que as quatro professoras que usaram os telemóveis e os portáteis para divulgarem as perguntas de um questionário de selecção, não são culpadas de “aceder a computares com intenção desonesta ou criminosa”. Este caso conta-se em poucas palavras. Envolveu quarto rés, todas professoras do ensino básico. Três delas ensinavam na mesma escola. A quarta leccionava noutra escola, mas tinha sido colega de uma das outras. Este caso ocorreu em 2014. Como o número de vagas para a admissão de novos alunos no ano lectivo 2014 – 2015, na referida escola, era limitado, os candidatos tinham de ser seleccionados através de uma entrevista. As entrevistas tiveram lugar no dia 14 de Junho. Na véspera, o professor responsável pelas admissões dirigiu uma reunião preparatória. Na reunião, foi entregue a cada professor uma pasta de plástico contendo um conjunto de perguntas e de esquemas. As pastas foram devolvidas no final da reunião. As três rés que trabalhavam nesta escola estavam presentes na reunião. Durante a reunião, uma delas fotografou com o telemóvel os conteúdos com as perguntas e enviou-os através do Whatsapp à colega que trabalhava na outra escola. A segunda ré fotografou também este material e enviou as fotos à terceira, que estava atrasada para a reunião. Esta, depois de receber as imagens, utilizou o computador da sala de professores e introduziu num ficheiro Word as perguntas que, de seguida, reenviou por email às outras duas, nesse mesmo dia. A quarta ré, que trabalhava fora desta escola, recebeu as perguntas no ficheiro Word por email. Em seguida fotografou o ficheiro com o telemóvel e enviou-o às amigas. Foram todas acusadas de terem acedido a computadores com intenções criminosas ou desonestas, com o objectivo de obter lucros para si ou para terceiros. Este crime está inscrito na secção 161 (c) da Lei Criminal. Os Magistrados não aceitaram a confidencialidades das perguntas das entrevistas, porque:
SALA DE AULA, JAN MIENSE MOLENAER
DAVID CHAN
- A primeira tirou as fotos antes de começar a reunião de preparação das entrevistas. A sua conduta não pode ser tratada como “desonesta”. - A segunda colocou os formulários na mesa e fotografou-os à vista de todos. À semelhança da primeira, a sua conduta não pode ser tratada como “desonesta”. - A terceira usou o computador da escola para introduzir o formulário num ficheiro Word. Pode tê-lo feito para proveito ilícito de terceiros, mas não para seu proveito pessoal. Contudo, usar o computador da escola não é ilegal. - A quarta quis ajudar a amiga e não conhecia o ficheiro com a cópia dos formulários. Baseados nestes dados, é fácil de imaginar que o recurso para o Tribunal de Primeira Instância fosse dificilmente defensável. A acusação sublinhou o carácter confidencial dos questionários. O senso comum diz-nos que este material não deve ser sujeito a fugas, nem chegar ao conhecimento dos candidatos
antes do momento próprio. E isto é verdade, independentemente de ter sido feito, ou não, um aviso sobre a confidencialidade dos materiais, antes da reunião preparatória. Antes de discutirmos a decisão do Tribunal, é preciso lembrar que nos últimos anos, vários naturais de Hong Kong foram acusados ao abrigo da secção 161(1)(c), por um vasto leque de condutas ilegais. O caso mais conhecido foi a acusação contra Weslie
A acusação sublinhou o carácter confidencial dos questionários. O senso comum diz-nos que este material não deve ser sujeito a fugas, nem chegar ao conhecimento dos candidatos antes do momento próprio
Siao Chi-yung feita pela ICAC, Agência Anti-Corrupção de Hong Kong, a propósito da fuga de informação incluída nos questionários de exame do Ensino Secundário. Kris Lau Koon-wah, outro professor, foi igualmente acusado pelos mesmos motivos. Tirar fotografias pornográficas constitui também crime ao abrigo da secção 161(1)(c). O agente Chu Ho, um polícia de Hong Kong, admitiu ter tirado fotografias pornográficas em 311 diferentes ocasiões, incluindo várias de uma colega, no interior da esquadra de Yau Ma Tei. Os investigadores encontraram 1.628 fotos e 290 vídeos de várias mulheres no smartphone de Chu Ho, em 2016. A sentença de Chu deverá ser ouvida no próximo dia 13 de Dezembro, após o Vice-Magistrado Lau Suk-han ter concedido à acusação um tempo suplementar para fundamentar o processo.
Continua na próxima semana
Professor Associado do IPM • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
Só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe. Francis Bacon
O Instituto Internacional de Macau (IIM) lança no próximo dia 12 deste mês o livro “Úi di Galánti”, em homenagem ao macaense Carlos Coelho, falecido em Janeiro deste ano. O livro, que conta com o apoio da Fundação Macau, contém textos em patuá do próprio Carlos Manuel Coelho, que era conhecido no seio da comunidade pela alcunha “Néu-Néu”. De acordo com um comunicado do IIM, “considerando a precariedade do patuá e a escassez de (bons) escritos nesse idioma nativo de Macau, o IIM recolheu os melhores textos para um apropriado registo do doce linguajar do crioulo português de Macau”. Além disso, a sessão de apresentação do livro constitui também “uma homenagem póstuma a Carlos Coelho, figura singular entre a comunidade macaense”. “A maioria dos textos foram extraídos de publicações da conta de Carlos Coelho no Facebook que a família do extinto graciosamente cedeu para reprodução. Igualmente, o Partido dos Comes e Bebes de Portugal foi também pronto a autorizar a transcrição de vários artigos do ‘Néu-Néu’ que tinham sido publicados na sua revista”, explica o comunicado. A sessão de lançamento acontece no jardim de infância D. José da Costa Nunes às 18h.
Filipinas Segundo ataque em cinco dias faz um morto e 15 feridos
Onde estão as gorjetas? Cloee Chao pergunta para onde vão as gorjetas nos casinos e pede investigação do CCAC
O
destino das gorjetas atribuídas aos trabalhadores do sector do jogo e o combate ao fumo ilegal nos casinos levaram ontem à tarde entre 200 e 300 manifestantes à rua, em mais um protesto organizado pela Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo. De acordo com a presidente da associação, Cloee Chao, o Governo tem a obrigação de saber para onde vão as gorjetas pagas nos casinos e fiscalizar os comportamentos das operadoras de jogo. A dirigente associativa explicou ainda que existem caixas nos diferentes
casinos e que o trabalhadores são obrigados a depositar nas mesmas as gorjetas recebidas. Contudo, não é conhecido o destino desse dinheiro. Após a entrega de uma carta na sede do Governo, a presidente daAssociação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo queixou-se ainda sobre o facto das concessionárias do jogo nunca divulgarem aos trabalhadores o dinheiro total recebido em gorjetas. Cloee Chao recordou também que após a liberalização do jogo e quando as licenças foram concedidas, que as concessionárias distribuíam as gorjetas ao trabalhadores e realizavam festas com esse
dinheiro. Porém, a regalia foi desaparecendo com o passar dos anos. Por isso, a organizadora do protesto defendeu que as gorjetas devem ser novamente atribuídas aos funcionários. “Na passagem do Ano Novo, algumas empresas abriam a caixa com os lai si onde era posto o dinheiro recebido no Ano Novo Chinês. Segundo os relatos dos mais velhos, alguns funcionários chegavam a receber milhares de patacas, em alguns casos mais de 10 mil. Por isso, acreditamos que o montante acumulado ao longo do ano atribuído é muito elevado”, explicou Cloee Chao. A activista e trabalhadora do sector defendeu ainda a neces-
sidade do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) investigar este assunto. O grupo de manifestantes apresentou também uma carta ao Gabinete para a Prevenção e Controlo do Tabagismo com o relato de situações em que as empresas do jogo não executam a lei contra o tabaco, deixando os clientes fumarem em zonas proibidas. Na opinião de Cloee Chao, a situação deve-se à ausência de penalizações aos responsáveis das zonas de jogo. Perante este facto, a presidente da associação pede maior fiscalização ao Governo. Vítor Ng
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HOJE MACAU
IIM Livro que homenageia Carlos Coelho lançado dia 12
terça-feira 4.9.2018
PALAVRA DO DIA
Um atentado na cidade filipina de Insulan causou um morto e 15 feridos no domingo, depois de cinco dias antes um outro ataque ter matado três pessoas e provocado ferimentos em outras 36. O comandante da 6ª Divisão de Infantaria do Exército, Cirilito Sobejana, confirmou à imprensa filipina que um explosivo improvisado explodiu à frente de uma loja no centro de Insulan. A explosão ocorreu na mesma área da última terça-feira, que matou três pessoas e feriu 36 durante as comemorações de um festival da cidade. Nenhum grupo armado assumiu a responsabilidade pelo ataque de domingo, mas as autoridades suspeitam dos combatentes da libertação islâmica do Bangsamoro, ligados ao Estado Islâmico, que já haviam assumido a responsabilidade pelo ataque de terça-feira.
Brexit Boris Johnson critica política de Theresa May
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O antigo chefe da diplomacia britânica Boris Johnson criticou ontem a política da primeira-ministra Theresa May, sobre o ‘Brexit’, considerando que a Grã-Bretanha vai ficar numa posição enfraquecida. Boris Johnson escreveu no Daily Telegraph que o plano de Theresa May de continuar a ter laços com a União Europeia depois do Brexit vai deixar a Grã-Bretanha numa posição enfraquecida. O antigo chefe da diplomacia britânica considera que Theresa May está a dar aos líderes da União Europeia uma “vitória” sem sequer tentar arranjar um plano para o ‘Brexit’ que fortaleça a Grã-Bretanha depois de deixar a União Europeia em Março. O Reino Unido vai deixar a União Europeia (UE) em 29 de Março de 2019, dois anos após o lançamento oficial do processo de saída, e quase três anos após o referendo de 23 de Junho de 2016 que viu 52 por cento dos britânicos votarem a favor do ‘Brexit’. O negociador britânico, David Davis, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, demitiram-se em Julho em desacordo com a forma como estão a decorrer as negociações para a concretização da saída do Reino Unido da UE.
MALÁSIA CONDENADAS A ESPANCAMENTO POR RELAÇÕES HOMOSSEXUAIS
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UAS mulheres da Malásia foram ontem espancadas após uma decisão de um tribunal que alegou que as duas violaram as leis islâmicas por terem tido relações homossexuais.As mulheres foram sentenciadas pelo Tribunal Superior da Sharia de Kuala Terengganu, a capital do estado Terengganu, disse um oficial do tribunal. A execução deste tipo de sanção não é pública. A decisão já foi criticada por organizações de direitos humanos que denunciaram a deterioração
dos direitos da comunidade gay e lésbica da Malásia. A chefe da Amnistia Internacional na Malásia, denunciou esta punição como “cruel e injusta”. As duas mulheres, de 22 e 32 anos, foram detidas em Abril depois de serem encontradas dentro de um carro perto de uma praça pública no estado conservador de Terengganu, no norte do país. Ambas declararam-se culpadas de violar a lei islâmica e foram sentenciadas por um tribunal
islâmico a uma multa de cerca de 690 euros. A comunidade Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros (LGBT) tem sofrido crescentes pressões nos últimos anos na Malásia, um país onde cerca de 60 por cento dos 32 milhões de habitantes são muçulmanos. O sistema judicial na Malásia permite que os tribunais islâmicos tenham poder em relação a questões religiosas e familiares, bem como em casos como o adultério.