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Hoje Macau 4 MAI 2015 #3322

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diego patriota

O perfume do Recife em Macau

pgs. 16-17

hojemacau

s e g u n d a - f e i r a 4 d e m a i o d e 2 0 1 5 • ANO X i v • N º 3 3 2 2

A substância da paisagem

hoje macau

entrevista

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Mop$10

www.hojemacau.com.mo gonçalo lobo pinheiro

Agência Comercial Pico • 28721006

pub

Director carlos morais josé

1.º de maio

paz, pão, povo e sindicalidade

galgos anima entrega cartas a lionel leong

Feridas a céu aberto

Para além da petição enviada a Chui Sai On, a ANIMA endereçou outras missivas a vários responsáveis pela questão do Canídromo. Apostas ilegais, perda de receitas e negócios feitos à custa da vida dos animais são algumas das chagas constantes das cartas enviadas ao Secretário para a Economia e Finanças e a outros chefes de departamento. página 9

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1.º de maio

Foram 13 as associações que saíram à rua no Dia do Trabalhador a pedir mais direitos para as diversas classes de profissionais, com especial foco para aqueles que estão nas mesas de Jogo. Mais de mil pessoas terão saído às ruas numa manifestação com outra logística: os locais de partida para os grupos foram diferentes, o que levou a uma maior dispersão dos manifestantes

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Lei Sindical, croupiers e TNR em destaque

Protestos ao cair da tarde

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os 129 anos de celebração do Dia do Trabalhador em Macau, o dia começou cedo para a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), que pela primeira vez protestou ao ar livre (ver texto secundário). Sem contar com a Juventude Dinâmica de Macau, que pediu uma reforma no sistema educativo, um total de oito associações deambularam pelas ruas a pedir mais direitos para os trabalhadores. Assuntos como a Lei Sindical, que regressa agora ao hemiciclo pela mão de José Pereira Coutinho, e melhores condições de

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ma apreciação mais rigorosa e um mecanismo de saída dos trabalhadores não- residentes (TNR), a implementação da licença de paternidade e ajustamentos mais justos de salários. Foram estes os pedidos feitos pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), que pela primeira vez se juntou aos protestos do 1º de Maio com um encontro ao ar livre. Este decorreu na Praça da Amizade logo às dez da manhã, juntando 1200 pessoas. Estiveram presentes a deputada Kwan Tsui Hang e Lam Heong Sang, vice-presidente da Assembleia Legislativa (AL). Com o tema “respeitar o trabalho, proteger os direitos”, o encontro juntou oito associações ligadas à FAOM, dos mais variados sectores. Uma delas, a Associação

trabalhadores do Jogo. Apesar das operadoras já terem garantido que estas têm diminuído, para Ieong Man Teng, presidente da FMG, estas cartas foram também motivo de protesto. “Com a actual situação é muito provável que um trabalhador possa ser demitido depois de receber

duas ou três cartas. Sabemos que dezenas de funcionários foram despedidos por causa disso. Em média, as empresas enviam 60 cartas por dia. O Governo deve enfrentar esse problema”, referiu. Já os protestos da Associação New Gaming Employees Advance revelaram ser mais pacíficos, com

trabalho para croupiers estiveram no topo da agenda. O grupo Forefront of The Macau Gaming (FMG) e a União dos Operários manifestaram-se juntamente com os deputados Au Kam Sam e Ng Kuok Cheong, acção que reuniu cerca de 200 pessoas, menos do que nos anos anteriores.

Os cartazes em punho gritavam: “Insistência na não importação de Trabalhadores Não Residentes (TNR)” ou “Proibição total do tabaco nos casinos”, duas solicitações já antigas. Mas foi também exigida acção do Executivo quanto às “cartas de aviso” que têm sido enviadas aos

Geral dos Empregados do Ramo do Transporte, foi até à sede do Governo entregar uma carta. Tong Chak Sam, presidente, disse esperar que o Governo mantenha a promessa de não permitir TNR para o cargo de condutores profissionais. Foram também exigidas melhores condições para os condutores, como a oferta de seguro, regime de previdência, de segurança e de aposentação. Já a Associação dos Empregados das Empresas de Jogo de Macau e a Associação Sindical dos Trabalhadores da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) protestaram pelos direitos dos trabalhadores do Jogo, sobretudo das classes mais baixas, com salários que rondam as oito a nove mil patacas. Choi Kam Fu, representante de uma das associações, disse espe-

FAOM juntou mais de mil na Praça da Amizade

A primeira vez ao ar livre rar que o Governo implemente a proibição total de tabaco em todos os casinos e que supervisione as operadoras de Jogo na criação de um mecanismo de ajustamento razoável de salários, bem como no mecanismo de saída de TNR. Pediu-se ainda a oferta de formações pagas para os trabalhadores locais, para que estes possam evoluir na carreira.

Falta de atenção

Quanto às associações do Pessoal Administrativo e dos Trabalhadores da Função Pública de Origem Chinesa, consideram que o Gover-

no não tem dado atenção às solicitações anteriormente pedidas. O pessoal administrativo quer um regime de trabalho de cinco dias úteis e licenças de paternidade nas empresas privadas, enquanto que a associação da Função Pública espera que possam ser aumentados os índices mínimo salarial de funcionários públicos de 110 para 140, ou seja os que ganham cerca de oito mil patacas, passam a receber dez mil, bem como a implementação do regime de providência e a criação de um mecanismo centralizado de arbitragem para as queixas dos funcionários.

Já as associações da construção civil e sector dos serviços defendem que os salários foram afectados pelos abusos na entrada de TNR e pela existência de trabalhadores ilegais. Por isso, esperam que o Governo faça uma apreciação mais rigorosa da entrada de TNR, por forma a proteger os direitos dos trabalhadores locais. A deputada e vice-presidente da FAOM, Kwan Tsui Hang, referiu que o Governo só pensa no desenvolvimento económico, não respeitando os direitos dos trabalhadores, considerando que “a tolerância dos


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Os responsáveis da associação falaram ainda de escalas de trabalho nos casinos “irracionais”, algo que “prejudica os funcionários”. Esperam ainda a revisão ao nível das doenças profissionais, para que sejam adicionadas mais patologias que possam estar cobertas pelo seguro de saúde.

Direitos sindicais

O deputado Au Kam Sam criticou o facto do Governo nunca ter apresentado o projecto de Lei Sindical. Na inexistência desse diploma, permitido pela Lei Básica, sempre que os trabalhadores do Jogo façam solicitações, “é pouco provável que sejam bem sucedidos e podem ainda ser alvo das vinganças das empresas”, afirma o deputado da ala democrata. “Apelo ao direito de negociação colectiva para proteger os direitos dos trabalhadores, no entanto, acho que é difícil que a proposta de lei seja aprovada porque a maioria dos deputados são empresários”, concluiu o deputado, referindo-se ao novo projecto de Lei Sindical entregue por Pereira Coutinho, que já viu reprovar cinco vezes o diploma.

apenas 40 participantes presentes. Foi reivindicada a proibição do aumento de mesas de Jogo e a obrigação das operadoras em fomentar a progressão na carreira dos trabalhadores locais. Foi pedido o pagamento do subsídio de trabalho por turnos e aumentos salariais ligados à inflação.

operários é limitada” e que, por essa razão, resolveram protestar na rua. “Dados do Gabinete de Recursos Humanos (GHR) mostram que os TNR permitidos em Macau já chegaram aos 209 mil, enquanto que os portadores de blue card são 174 mil, ou seja, 20 mil acabaram de chegar a Macau. O Governo não revela exigência e fiscalização na importação de TNR, tanto em empresas grandes como em Pequenas e Médias Empresas (PME), pelo que os trabalhadores locais saem mais enfraquecidos”, apontou. Outras associações do sector comercial e industrial pedem ainda indemnizações em casos de sobreposições de feriados com dias de folga, bem como aumentos salariais iguais à inflação. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

“Apelo ao direito de negociação colectiva para proteger os direitos dos trabalhadores, no entanto, acho que é difícil que a proposta de lei seja aprovada porque a maioria dos deputados são empresários” Au Kam Sam Deputado

Ao final da tarde, a Polícia de Segurança Pública (PSP) falou de números bem diferentes daqueles apresentados pelos manifestantes: 1800 pessoas, incluindo 500 participantes no protesto matinal da FAOM. Contudo, os operários falam em 1200 pessoas presentes só na sua manifestação. Cerca de 180 agentes policiais estiveram nas ruas. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

Taxistas reivindicaram direitos Cerca de 50 condutores de táxis, da Associação dos Direitos dos Taxistas, manifestaram-se desde as Portas do Cerco até à sede do Governo, exigindo alterações ao regime de emissão de licenças de táxi e a aplicação “mais justa” da lei aos taxistas, incluindo a resolução do “problema” que representam os autocarros dos casinos face à clientela.

Pedido combate à corrupção Com chapéus de palha e cartazes com tigres desenhados, os responsáveis da União de Energia de Subsistência da População e da União de Energia de Subsistência de Operários manifestaram-se em conjunto, solicitando o combate à corrupção. Na carta entregue ao Governo, pediram que o Governo Central envie uma equipa para investigar “os actos corruptos de Macau”. Pedem ainda maior rapidez na construção de habitações públicas e uma maior optimização da Função Pública, bem como uma diminuição dos funcionários públicos.

Desacatos no Iao Hon A escolha do palco para fazer o protesto terá originado, no início da tarde e no jardim do Iao Hon, alguns desacatos entre Lei Sio Kuan, presidente da União de Energia de Subsistência dos Operários e o activista Lee Kin Yun. Ambos trocaram fortes palavras e terão ocorrido ligeiros confrontos, o que obrigou à intervenção de 30 agentes da polícia e o envio de uma ambulância. Mais tarde a PSP haveria de confirmar a pouca gravidade dos acontecimentos. “Foi um caso de discussão, não foi uma agressão muito grave. Um deles, quando chegou a ambulância, disse que não precisava de ser hospitalizado. Dissemos que caso queiram apresentar uma queixa podem apresentar-se na esquadra”, disse a PSP na conferência de imprensa. Recorde-se que em 2012 as duas associações deixaram de cooperar, tendo feito críticas mútuas quanto à utilização de subsídios públicos.

Filhos maiores voltaram a gerar queixas “Permitam os dois mil filhos maiores em vez de 20 mil TNR”. O slogan da União de Encontro de Familiares de Macau, que arrancou do Jardim Triangular, voltou a lembrar para a questão dos filhos das famílias chinesas que residem no território. Cerca de 500 pais participaram no protesto, pedindo que os TNR sejam substituídos pelos filhos maiores, que poderiam preencher os recursos humanos em falta em Macau. Recorde-se que estes não têm direito de vir para Macau.

Exigida avaliação dos docentes no ensino privado

Juventude muito pouco dinâmica O encontro da Juventude Dinâmica de Macau estava marcado para as 15h00 na praça do Tap Seac, mas a adesão não correspondeu às expectativas. Contudo, cerca de dez polícias estavam presentes no local, o que levou Winkie Kuan a falar de “sensibilidade a mais” por parte dos agentes da autoridade, quando no local não estariam mais de 40 pessoas. A associação escolheu protestar a favor da reforma da educação, exigindo mudanças ao nível dos contratos dos docentes nas escolas privadas. “Gostaríamos de rever a lei que regulamenta os professores do ensino privado, depois de tantos anos de implementação. A presente lei estabelece que os contratos são feitos com base na Lei Laboral e esperamos que o termo do contrato seja alterado e que, em vez de ser renovado o contrato anualmente, esperamos que possa ser introduzido um mecanismo de avaliação dos professores, para manter uma melhor relação entre a escola e os seus docentes. E também para com os alunos, porque pode haver maior estabilidade”, explicou Winkie Kuan, presidente. Outro dos pedidos prende-se com a exigência de maior transparência no processo do exame unificado ao acesso do ensino superior. “Queremos que o Governo publicite as orientações o mais depressa possível. Sabemos que será implementado no ano lectivo de 2016/2017, então pedimos mais transparência”, acrescentou Winkie Kuan.

Desmotivações

Sendo uma das 13 associações que saíram à rua na sexta-feira, a Juventude Dinâmica de Macau assumiu que a fraca adesão se deveu ao tema escolhido para o protesto. “Tudo depende do assunto do protesto. Se estiver relacionado com a vida das pessoas, isso vai atrair mais pessoas,

mas é a primeira vez que falamos da Educação, então pode afectar a situação. As pessoas estão mais preocupadas com a situação nos casinos”, disse Winkie Kuan. Jason Chao, que esteve presente na praça do Tap Seac apenas para dar apoio à associação, disse concordar com a necessidade de reformar o sistema educativo, alertando para os perigos da implementação da educação patriótica. “Nos discursos de Xi Jinping e outros membros do Governo Central houve palavras sobre o orgulho nacional e os representantes do Governo de Macau encararam estas palavras como uma imposição da educação patriótica nos currículos de Macau. Isso é alarmante, porque este tipo de educação leva a uma educação mais emocional e não faz com que haja espírito crítico”, disse aos jornalistas. Em relação ao ensino, Jason Chao, membro da direcção da Associação Novo Macau (ANM), falou dos abusos ao nível dos subsídios para a educação especial e dos actuais currículos, que “não encorajam ao desenvolvimento de diferentes capacidades e a um pensamento critico”. A.S.S. / F.F.

Novo Macau fez oito solicitações

Mesmo sem participar oficialmente nos protestos, a Associação Novo Macau enviou uma carta ao Governo com oito pedidos: a implementação do salário mínimo para todos os sectores, a implementação da Lei Sindical, a apreciação “rigorosa” dos pedidos de recrutamento de TNR, a manutenção de 20% de TNR nas operadoras de Jogo, a proibição total do tabaco em casinos, maiores penalizações para patrões que mantenham trabalhadores ilegais, indemnização de sobreposição de feriados com dias de descanso ainda licenças de paternidade de pelo menos cinco dias.


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gcs

Lei Sindical Pereira Coutinho não acredita em apoio do Governo

Esperar para ver J

osé Pereira Coutinho, deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau não acredita que a legislação do trabalho sofra grandes alterações com a nova equipa de Secretários, nomeadamente no que à questão da Lei Sindical diz respeito. Em entrevista à Rádio Macau, por ocasião do 1º de Maio, Pereia Coutinho, que entregou esta semana na Assembleia Legislativa mais um projecto de lei sobre a matéria, diz que vai esperar para ver, mas tem dúvidas sobre a posição do Secretário para a Economia e Finanças sobre o assunto. “Parece-me que há uma pequena mudança na atitude dos Secretários. Não tenho grande confiança de que o Secretário para a Economia e Finanças possa ter a sensibilidade de concordar com a existência de uma Lei Sindical e uma lei que permita que as associações intervenham em nome dos trabalhadores, em termos de negociação colectiva”, disse, aos microfones da rádio. “Todos os dias os trabalhadores são explorados nos seus postos de trabalho e pela razão mais simples – a actual Lei Laboral não permite minimamente defender os direitos fundamentais dos trabalhadores. Até hoje, o Governo não se responsabilizou pela regulamentação do Artigo 27º da Lei Básica, nomeadamente a Lei Sindical e a negociação colectiva”, critica.

TNR Promessas de “optimizar o regime de gestão de importação”

Mudança? É para já

O Chefe do Executivo prometeu na semana passada melhorar o regime de importação de TNR, mas não deu mais pormenores sobre a decisão. Chui Sai On comprometeu-se ainda a aperfeiçoar a Lei Laboral e a criar um mecanismo para a formação de quadros qualificados legítimos de todos os trabalhadores por conta de outrem, acelerar a criação do mecanismo de ensino e formação de quadros qualificados”, escreve o Gabinete do líder em comunicado. Têm sido vários os deputados e associações a reivindicarem a alteração do regime de contratação de trabalhadores estrangeiros em Macau. Um dos defensores é o deputado Ng Kuok Cheong, que recentemente se mostrou contra o aumento progressivo do número de TNR nos casinos. De acordo com o democrata, a percentagem encontra-se acima dos 30% quando na verdade deveria estar limitada aos 20%.

Na ordem do dia

Outra das promessas deixadas tem que ver com a já muito debatida e publicitada diversificação da economia local,

para a qual o Chefe do Executivo diz ser necessário criar mais postos de trabalho em diferentes áreas. “[Chui Sai On] garantiu empenhar-se em alterar a estrutura elementar na procura de emprego, criando mais condições para que a população tenha um maior leque de opções aquando da escolha de emprego”, refere o Gabinete em comunicado. Durante o discurso, o governante mostrou ainda vontade de “melhorar as remunerações salariais” dos trabalhadores. Embora tenha admitido que “é preciso o Governo ter consciência do risco” que o decréscimo da economia pode provocar, Chui Sai On não afasta a ideia de que é preciso melhorar as condições de trabalho em Macau. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Vozes da persistência

Esta é a sexta vez que o deputado entrega um projecto desta matéria para tiago alcântara

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hui Sai On promete melhorar o regime de gestão de importação de trabalhadores não-residentes (TNR). A promessa foi deixada na passada quinta-feira, num discurso por ocasião dos 65 anos da criação da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), onde o Chefe do Executivo também sublinhou a necessidade de reforçar o sistema jurídico relativo às relações entre funcionários e de criar um mecanismo de formação dos quadros qualificados em Macau. “[O Chefe do Executivo] comprometeu-se a reforçar a construção do sistema jurídico, aperfeiçoar a regulamentação da legislação das relações laborais, optimizar o regime de gestão de importação de mão-de-obra, [a ter] determinação no combate ao trabalho ilegal, garantir os interesses

a aprovação da AL, já que todas as vezes anteriores viu sair furado o seu objectivo, devido aos votos contra. Além dos democratas Au Kam San e Ng Kuok Cheong, que já se manifestaram contra o facto do Governo nunca ter apresentado esta proposta, também Ella Lei, da Federação dos Operários de Macau (FAOM), assegurou à TDM que este diploma é preciso. “Os empregadores não se dão sequer ao trabalho de negociar. Podem é ser obrigados a negociar connosco porque pedimos ajuda ao Governo e a outros que fazem pressões sobre eles. Devia haver uma lei que definisse quem tem de representar os trabalhadores numa negociação colectiva e que [obrigasse] os empregadores a participar nessa negociação”, disse a deputada. “O direito à greve está previsto na Lei Básica e os trabalhadores não podem sofrer represálias por isso, mas e se sofrerem? Basta pagar uma indemnização e despedir as pessoas quando quiserem.” Quanto ao apoio que poderá obter junto dos outros deputados, Pereira Coutinho mostra-se optimista porque, diz, a campanha para as próximas eleições já começou. “Estamos já perto das eleições para a Assembleia Legislativa – daqui a um ano e meio temos eleições. Muitas listas estão já a preparar, no terreno, concedendo subsídios para os idosos, oferecendo jantares a grupos de jovens e da classe média pela zona norte fora, portanto, já se está a trabalhar”, disse à Rádio.


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Alexis Tam quer ver Hotel Estoril Alexis Tam fala em abertura de Centro de Artes até 2021 cumprido o anúncio de transformar o Hotel Estoril até ao fim do seu mandato, “dez anos seria muito tempo” para ou pelo menos dois deixar o hotel como está. Após ter sido anunciado nas Lianos depois. O nhas de Acção Governativa (LAG) que o Estoril será transformado num Secretário não tem complexo de artes, onde passam a os conservatórios de dança datas para a abertura funcionar e música, foram também expostas mais ideias para o reaproveitamento do complexo, do hotel, fechado há mais de duas mas assegura que décadas, e da piscina municipal adjacente, durante a reunião do Conselho. o projecto já está Não obstante ter avançado com um potencial calendário e maniem andamento festado o desejo de ver executado hoje macau

Recuperação em andamento

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Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau disse que espera que a reconversão do antigo Hotel Estoril num complexo dedicado às artes possa abrir até 2021, embora não tenha datas para o arranque dos trabalhos. Num comunicado do Gabinete do Secretário, o responsável explica que o projecto de reaproveitamento do Hotel “já se encontra em andamento” e que a equipa do Governo “está a desenvolver activamente os trabalhos”, esperando que o projecto “esteja concluído o mais rápido possível, num prazo de quatro a cinco anos”. À margem da primeira reunião do Conselho Consultivo de Cultura, Alexis Tam garantiu que

o projecto durante o seu mandato – que termina em Dezembro de 2019 –, Alexis Tam reconheceu ser “difícil prever”, prometendo “tentar fazer o melhor possível” para concluir com celeridade o projecto destinado à próxima geração. O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura admitiu, no entanto, não ter uma data para o arranque dos trabalhos, estando, nesta altura, em fase de consultas. “Vamos auscultar as opiniões dos cidadãos e das associações de estudantes sobre o projecto de reaproveitamento”, pode ler-se num comunicado.

Altura é para manter

Segundo Alexis Tam, o Governo pretende manter a fachada principal do emblemático hotel, que vai

“Vamos auscultar as opiniões dos cidadãos e das associações de estudantes sobre o projecto de reaproveitamento” Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura

O

deputado José Pereira Coutinho insistiu uma vez mais em que seja criado um registo público de todos os terrenos do Governo que estejam desocupados a ser utilizados como armazéns e escritórios. Numa interpelação escrita, o deputado quis ainda saber se o Governo está a pensar em divulgar o número de lojas e fracções sob tutela do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) que não estejam a ter utilização e distribuí-las por funcionários públicos e jovens residentes que pretendam estabelecer os seus negócios. “O Governo deve divulgar todas as propriedades que possui, incluindo as que estão vazias e as que estão a ser

albergar os conservatórios de música, dança e teatro e eventualmente outros espaços como um café ou um cinema. O plano de requalificação prevê que sejam acrescentados pisos, mas Alexis Tam afirmou que o limite traçado, de modo a não ofuscar o Farol da Guia, vai ser “rigorosamente cumprido” e que o futuro conjunto de edifícios vai ser “ligeiramente superior ao actual Hotel Estoril”, estando por decidir os aspectos relativos à execução da empreitada,

nomeadamente se vai ser adjudicada via concurso público. Este projecto integra um plano maior que passa por “transformar a zona do Tap Seac num centro artístico-cultural, recreativo e desportivo”, tirando proveito da concentração de monumentos e espaços culturais e históricos, incluindo de diferentes estilos arquitectónicos. O Hotel Estoril, aberto pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), fundada

pelo magnata de Jogo Stanley Ho, encontra-se actualmente sob tutela da Direcção dos Serviços de Finanças. Ao longo dos anos, diversas ideias foram projectadas para o espaço, que serviu inclusive de armazém do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, tal como a possibilidade de acolher a Escola Portuguesa, todas descartadas, sendo que só agora o Governo avançou com uma proposta e objectivo definidos. HM/Lusa

Terrenos Pela criação do registo público de propriedades vazias

Vira a concessão e toca o mesmo utilizadas como armazéns e escritórios. E quanto às lojas [do IACM] que também não estão ocupadas, pode arrendá-las aos jovens, a fim de os apoiar na criação dos seus próprios negócios. Vai fazê-lo?”, questionou o deputado. Não é a primeira vez que Pereira Coutinho interroga o Governo sobre esta matéria, sendo este um dos assuntos que mais tem levado à Assembleia Legislativa. É que de acordo com o deputado, a Secretaria para os Transportes e Obras Públicas deverá criar uma lista de todos os terrenos

desocupados sob tutela governamental para que se lhes possa dar alguma utilidade num curto espaço de tempo.

No mesmo documento, Pereira Coutinho faz ainda alusão ao destino do espaço que outrora foi o Hotel Esto-

ril, questionando o Executivo sobre o seu futuro. Na sequência do mesmo assunto, pede ainda que seja criado um

A lei dos mais fortes De todos os problemas da área dos Transportes e Obras Públicas, a questão dos terrenos é a mais preocupante, entende o deputado José Pereira Coutinho. Em entrevista à Rádio Macau, o deputado diz que a questão das terras deve ser a maior preocupação de Raimundo do Rosário, que não deverá, diz, “conseguir alterar significativamente o actual cenário”, causa dos interesses instalados. “Vai ter de criar uma equipa dentro das Obras Públicas para reaver todos os terrenos que não foram aproveitados. [Não há dúvidas de que] os terrenos são o nicho da corrupção” em Macau. “Ninguém fala nos terrenos – mesmo os meus colegas têm muito cuidado em falar do assunto”, sublinha, acrescentando: “Não tenho grande esperança de que Raimundo do Rosário tenha condições para confrontar os empresários de Macau, porque estão infiltrados, têm a sua teia de influência e há muita gente que sobrevive à custa destes empresários, que por portas laterais conseguem grandes dividendos”, afirma.

calendário dos planos para aquele local, ainda de acordo com o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, que 2021 será o prazo para a finalização das obras de remodelação. O também presidente da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) quer ainda saber se o Executivo pretende responsabilizar os membros do Governo que sejam culpados de desperdiçar o erário público da RAEM. “Caso voltem a registar-se situações graves de desperdício do erário público, os respectivos membros do Governo vão ser responsabilizados?”, perguntou. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo


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Relembre os casos • PSP: Em Janeiro de 2014, dois agentes da PSP foram denunciados por estarem a passar multas a todos os veículos ilegalmente estacionados numa rua na zona da Ilha Verde, excepto a um veículo cujo proprietário desempenhava funções no Departamento de Trânsito daquela polícia. Os dois agentes policiais não passaram, “de propósito”, qualquer multa por estacionamento ilegal, mas um pedestre presenciou o que se passava e pediu que multasse também aquele veículo. Neste contexto, o agente policial acabou por passar uma multa, onde fez constar informações erradas sobre o carro do colega.

Corrupção Governantes reagem a relatório do CCAC

Todos no mesmo saco

Obras Públicas, Segurança, Assuntos Sociais e Cultura. Quase nenhum organismo do Governo escapou aos recentes anúncios do CCAC sobre funcionários públicos envolvidos em crimes de corrupção ou a este ligados. Os governantes vêm a público anunciar revisões na fiscalização e tolerância zero perante estes casos

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ormação da integridade e a revisão dos sistemas. É o que prometem os governantes da RAEM depois do mais recente relatório de actividades do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) ter dado conta que diversos funcionários públicos estão a ser acusados de crimes ligados à corrupção. Sónia Chan, Secretária para a Administração e Justiça, assegura que há uma grande “dedicação do Governo” no reforço da integridade dos trabalhadores, mas ainda

assim admite que vão ser colocados em prática mais reforços. “[Sónia Chan] assegurou que vai efectuar uma revisão dos procedimentos administrativos e do sistema, tendo em consideração a inclusão de factores ligados à integridade [e] mantendo uma boa comunicação com o CCAC de forma a auscultar as opiniões deste órgão”, começa por dizer a responsável num comunicado enviado pelo seu Gabinete. Chan afirma que o “Governo tem dado sempre atenção à forma-

ção da integridade e da honestidade dos funcionários públicos” e que, actualmente, existem sistemas de prevenção e de combate à corrupção. A Secretária afirma que “lamenta a situação” referida pelo CCAC, mas diz acreditar que “a grande maioria cumpre rigorosamente a lei e as suas responsabilidades”. Já Wong Sio Chak é citado num comunicado do Gabinete para a Segurança a dizer que não vai tolerar quaisquer violações legais ou disciplinares. O Secretário as-

gcs

• Instituto Cultural: Chefe de Departamento, em 2007, propôs o ajuste directo de uma obra a uma empresa que tinha o seu cônjuge como um dos accionistas. O CCAC diz que o homem, que não é identificado, aproveitou a sua posição para sugerir que a obra fosse feita de forma urgente. Com esta adjudicação, a empresa conseguiu obter inicialmente cerca de dois milhões de patacas por serviços prestados. Contudo, “devido a deficiências da empresa empreiteira verificadas na concepção do projecto e à demora por mais de um ano na alteração do mesmo”, a obra foi sendo adiada. Isto implicou que o Governo pagasse uma nova despesa de mais de dez milhões de patacas face ao preço inicial da adjudicação da obra.

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• DSAMA: Dois

funcionários – um deles o subdirector – afastados por suspeita de corrupção passiva, desconhecendo-se o motivo

• DSAT: Dois funcionários

terão recebido um suborno de cerca de 16 milhões de patacas para “manipularem” processos de adjudicação de contratos para a gestão de 70% dos auto-silos públicos, a fim de ajudar três companhias de gestão a obter, de forma ilegal, a adjudicação daquele serviço.

• LECM: Dois trabalhadores terão recebido um suborno oferecido por pessoal de uma empresa de engenharia como contrapartida pela falsificação de vários relatórios de ensaios de solos de uma obra junto a um dos casinos de Macau, que pediu os relatórios devido à via ter cedido.

Sónia Chan

segura que “a disciplina é levada a sério e assumida por todos os serviços tutelados pelo seu Gabinete” e que o facto de um agente que é conhecedor da lei ter, mesmo assim, violado os seus princípios “é considerado um acto grave e as autoridades consideram este acto de extrema importância”. Uma vez que, na pasta da Segurança, foi na PSP e na PJ que o CCAC apontou a existência de dois casos (ver caixa), o Secretário afirmou que este organismo possui mecanismos internos e externos de fiscalização que vão, então, ser avaliados “para que de uma forma célere se descubra a lacuna e a mesma seja tratada com seriedade e disciplina”.

A subir

Só durante este ano, foram revelados mais de seis casos de corrupção ou crimes relacionados – como abuso de poderes - envolvendo funcionários públicos. Alguns deles foram individualmente anunciados publicamente, outros foram dados a conhecer através do mais recente relatório do CCAC. No relatório, as baterias foram apontadas para diversos departamentos do Governo, incluindo os Serviços de Saúde (SS), ainda que nem todos estejam ligados a funcionários públicos. Ainda assim, o organismo assegura que, “regularmente e de forma rigorosa” instrui o pessoal que é obrigatório implementar os processos de acordo com os termos legais e afirma que “não serão toleradas infracções da lei”. Além disso, asseguram, “têm sido feitas melhorias nos procedimentos e mecanismos de trabalho” e foram instaurados processos disciplinares aos envolvidos. No comunicado enviado por Sónia Chan, a Secretária responsável pela Função Pública assegura ainda que, desde que tomou posse, o Chefe do Executivo tem falado, em reuniões, sobre a reforma do regime dos funcionários públicos, referindo que o alívio da pressão na vida do pessoal de categoria mais baixa vai ser uma das prioridades na reforma do regime das carreiras da Função Pública. Joana Freitas

Wong Sio Chak

joana.freitas@hojemacau.com.mo

FIC Vogal afastado para “manter” a confiança da população

O

despedimento do vogal do Conselho de Administração do Fundo das Indústrias Culturais (FIC), Chao Son U, serviu para que a população continue a ver o trabalho daquele Fundo com seriedade. Quem o disse foi o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, no passado dia 29, depois de explicar que a decisão de afastar do membro do Conselho teve que

ver com o facto de considerar o caso grave. “Alexis Tam revelou que o motivo que levou à cessação imediata das funções de Chao Son U, como membro do Conselho da Administração do Fundo das Indústrias Culturais, é para o sector não perder a confiança no Fundo”, explica um comunicado do Gabinete do responsável. O Secretário avançou ainda que embora o sucessor do membro

não tenha ainda sido escolhido, este será certamente alguém pertencente à Função Pública. O despedimento de Chao teve origem nos resultados obtidos de um processo instaurado no final de Março – por suspeita de atribuição de subsídios a um familiar – e de uma denúncia dos trabalhadores do FIC ao Conselho Fiscal do mesmo. Chao Son U não é o primeiro membro governamental

a ser afastado do cargo desde a nomeação dos novos Secretários. Na calha e parte de investigações do Comissariado Contra a Corrupção estão ainda o ex-subdirector e um chefe de departamento dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água e outros dois funcionários da Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego. Ambos os casos estão relacionados com crimes de corrupção.


sociedade

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Imóveis Sobe preço por metro quadrado

O preço médio por metro quadrado das fracções destinadas à habitação em Macau atingiu 91.570 patacas em Março, mais 1.953 patacas em termos anuais, indicam dados oficiais publicados no portal da Direcção dos Serviços de Finanças. Contabilizados a partir das declarações para liquidação do imposto de selo por transmissões de bens, os dados mostram que foram transaccionadas 410 fracções autónomas destinadas à habitação em Março, contra 693 no mesmo mês de 2014. No primeiro trimestre do ano, igualmente em termos anuais homólogos, também foram vendidas menos casas por um valor mais elevado: o preço médio por metro quadrado aumentou de 87.539 patacas para 89.109 patacas, mas o número de fracções transaccionadas diminuiu de 1908 para 1059.

Habitação Pública Suspensas obras em Toi San

Fronteiras Impedida entrada de dois fotojornalistas

“Não tem a ver com a profissão” Mais dois fotojornalistas juntam-se à lista de impedidos de entrar na RAEM por altura de comemorações ou protestos. A Segurança assegura que nada teve a ver com a sua profissão, mas não indica os motivos

P

elo menos dois fotojornalistas de Hong Kong foram impedidos de entrar em Macau na quinta-feira, tendo a polícia justificado que a decisão não esteve relacionada com a profissão. De acordo com o diário da antiga colónia britânica Apple Daily, dois dos seus fotojornalistas foram impedidos de entrar em Macau na véspera do Dia do Trabalhador, para o qual estavam agendadas 13 manifestações. Questionada pela agência Lusa, a Polícia de Segurança Pública confirmou que “mais de duas pessoas” vindas de Hong Kong foram

impedidas de atravessar a fronteira por se ter verificado que “não tinham condições de entrada”, tendo, por isso, regressado a Hong Kong. “A PSP é o departamento responsável pelos assuntos de migração e tem o dever de recusar turistas que não têm condições de entrada, de acordo as com as leis da RAEM, com o fim de manter a segurança e estabilidade”, afirmou. A PSP assegurou, no entanto, que esta decisão “não tem qualquer relação com a profissão das pessoas recusadas”, mas também não indicou os motivos que negaram a entrada dos profissionais.

Já num comunicado do Gabinete do Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak volta a dizer que os Serviços de Imigração tomam as decisões de acordo com os procedimentos profissionalmente instituídos e que, quem quiser, pode apresentar queixa da decisão. “Se a entrada de algumas pessoas foram recusadas não foi pela sua profissão. Neste momento existe um mecanismo próprio para quem viu recusada a sua entrada, pelo que pode apresentar reclamação junto do Governo ou da justiça. E as entidades que avaliarem a questão irão examinar o caso com a devida consideração”, esclareceu o responsável.

Com historial

Recorde-se que o impedimento de entrada em Macau acontece com alguma regularidade, ao abrigo da Lei de Segurança Interna, habitualmente em dias próximos de datas comemorativas ou de visitas de alto nível. No entanto, as forças

de segurança apenas justificam a sua decisão alegando que as pessoas em causa iam participar em actividades que colocam em risco a segurança pública, não sendo apresentados motivos concretos. Em Janeiro, a deputada e presidente do Partido Democrático de Hong Kong, Emily Lau, foi impedida de passar a fronteira para Macau, depois de, em 2012, o conselheiro de bairro Francis Yam, do mesmo partido, ter passado por experiência semelhante. A 19 de Dezembro do ano passado - véspera da comemoração dos 15 anos da transferência de Macau para a China - quatro jornalistas do Apple Daily e 14 activistas tiveram entrada recusada no território. Em 2012 foi a vez de um fotógrafo do diário de Hong Kong South China Morning Post, que não pode entrar em Macau, onde vinha cobrir as manifestações do 1.º de Maio - aquela foi a terceira vez que viu impedida a sua entrada na cidade. LUSA/HM

Foram suspensas as obras da habitação pública da Rua Central de Toi San – perto das Portas do Cerco – até que os edifícios adjacentes tenham as suas fendas reparadas. Também o contrato com a empresa construtora foi cessado para que seja elaborado um novo projecto de obra. A ideia é desenhar um edifício que não integre tantos andares subterrâneos. Segundo Raimundo do Rosário, Secretário para os Transportes e Obras Públicas, as obras foram interrompidas por terem causado fendas nos edifícios ao lado, que por sua vez foram provocadas pelas escavações no subsolo. O mesmo responsável avançou que o primeiro passo é reparar as fendas dos prédios mais antigos e só depois retomar as obras da habitação pública. “[Raimundo do Rosário] esclareceu que o projecto original prevê três andares subterrâneos, no entanto quando se iniciaram as escavações surgiram fendas em alguns edifícios antigos e, por essa razão, as obras foram suspensas”, explica um comunicado do seu Gabinete.

Menos hóspedes no primeiro trimestre

Os hotéis e pensões de Macau alojaram 2,35 milhões de pessoas no primeiro trimestre, menos 11,5% face ao período homólogo do ano passado, indicam dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No final de Março, 99 hotéis e pensões, disponibilizavam 28 mil quartos – mais 1,8% em termos anuais –, dos quais 18 mil (ou 64,5% do total) pertenciam a unidades de cinco estrelas. A taxa de ocupação média foi de 78,9%, menos 7,8%, tendo o número de hóspedes representado 68,4% do total de turistas, isto é, menos 1,3% comparativamente aos primeiros três meses de 2014. Só em Março, os hotéis e pensões de Macau alojaram 797 mil pessoas, número que reflecte uma diminuição de 16,1% face ao mesmo mês do ano passado.


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Wonderful World Condenação de seis meses de cadeia com pena suspensa

O alegado fundador do site Wonderful World foi condenado a prisão com pena suspensa por ter violado a Lei de Protecção de Dados Pessoais. Charlie Choi vai recorrer da decisão

Exmoo, durante o julgamento da semana passada e depois de duas audiências, o juiz referiu que o réu não foi ao encontro das exigências previstas na Lei de Protecção dos Dados Pessoais, pois não omitiu fotografias, nomes, números de telefone e outras informações do seu website.

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Incompreensões

harlie Choi foi condenado a seis meses de prisão efectiva por violação da Lei de Protecção dos Dados Pessoais e crime de desobediência qualificada, mas a pena foi suspensa por dois anos. O homem que é tido como o alegado detentor do website ‘Wonderful World’ já disse que vai recorrer. A decisão do Tribunal Judicial de Base (TJB) foi conhecida na semana passada, depois de dias de julga-

pub

Anúncio HM-1ª vez 4-5-15 AUTOS DE INTERDIÇÃO CV3-15-0012-CPE 3º Juízo Cível

REQUERENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO.-----------------REQUERIDO: WONG POU CHUN.--------------------------******* FAZ-SE SABER que, foi distribuído neste Tribunal, em 25 de Março de 2015, um Processo de Interdição, com número acima indicado, em que é Requerido, WONG POU CHUN, casado, residente em Macau, no 4º andar do University Hospital, para efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica.--------------------------------------------------Macau, 22 de Abril de 2015.

mento. O website, recorde-se, divulgava informações de apostadores endividados em vários casinos do mundo, com especial foco nos casinos de Macau. No site, eram colocadas fotografias e a identificação dos devedores, havendo por vezes números de telefone também, e os valores que deviam. O tribunal considerou que o arguido era culpado, mesmo depois deste ter negado, por várias vezes, ser o fundador da página. Segundo o jornal

O juiz do TJB considerou que a “multa não consegue atingir o objectivo de pena” e por isso mesmo decidiu aplicar a pena de prisão de seis meses, ainda que com pena suspensa de dois anos. Charlie Choi tem agora 20 dias para recorrer da decisão do TJB, tendo já dito que irá fazê-lo. Choi justifica a decisão com o facto de estar “desapontado e desamparado”, considerando ainda a decisão do juiz “incompreensível”. “As declarações de tes-

UM Entrada nas melhores com menos de 50 anos

Investigação e ensino no “pior desempenho” A

Universidade de Macau (UM) está na 39.ª posição do ‘ranking’ das universidades com menos de 50 anos publicado a semana passada pela revista britânica Times Higher Education, uma tabela liderada por uma instituição suíça. Esta é a primeira vez que a UM aparece classificada entre as cem melhores universidades mais jovens, depois de em Outubro do ano passado ter entrado para a lista das 300 melhores universidades do mundo, também publicada pelo Times Higher Education World University Rankings. O ‘ranking’ “100 under 50” utiliza 13 indicadores de desempenho agrupados em cinco áreas. Com a classificação geral de 42,6 pontos, a UM registou 73,3 no ‘outlook’ internacional e 68,1 nas citações em jornais e artigos científicos. Já o ensino (22,4) e investigação (30,2) foram os indicadores com piores desempenhos. Estabelecida em 1981 como universidade privada e sob o nome de Ásia Oriental, a UM é agora uma instituição pública. O mais antigo estabelecimento de ensino superior em Macau conta com mais de 8600 alunos, segundo o portal do Times Higher Education. Em primeiro lugar do ‘ranking’ “100 under 50” surge a École Polytechnique

gonçalo lobo pinheiro

hoje macau

A jogar com dados violados

Fédérale de Lausanne (Suíça), à frente de duas instituições da Coreia do Sul: a Pohang University of Science and Technology e a Korea Advanced Institute of Science and Technology. Em quarto lugar no ranking está Hong Kong (University of Science and Technology), logo seguido de Singapura (Nanyang Technological University), Holanda (Maastricht University), Estados Unidos (University of California), Reino Unido (University of Warwick) e França (Paris-Sud University). Três universidades portuguesas surgem entre as cem melhores instituições de ensino superior com menos de 50 anos de existência, mas já na segunda metade da tabela: a Universidade do Minho (64.º), Universidade de Aveiro (69.º) e Universidade Nova de Lisboa (89.º). LUSA/HM

“As declarações de testemunhas não foram aceites, nem existem provas concretas de que eu seja o fundador do site. Não entendo muito bem as leis de Macau” Charlie Choi Alegado fundador do site Wonderful World

temunhas não foram aceites, nem existem provas concretas de que eu seja o fundador do site. Não entendo muito bem as leis de Macau”, atirou o condenado. Ainda que em tribunal tenha rejeitado a ideia de ser o criador da página electrónica, Choi não deixa de concordar com a sua existência, afirmando mesmo que é “fã” e que “muitas pessoas apoiam o site”. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

Jogo Chui Sai On “optimista” quanto ao aumento das receitas

O Chefe do Executivo está optimista em relação ao aumento das receitas do Jogo, que actualmente considera estarem num nível de estabilidade. “O Chefe do Executivo afirmou estar atento à situação da redução das receitas do Jogo, no entanto, a longo prazo, apresentase optimista”. A opinião do dirigente foi expressa durante um encontro com uma delegação da Federação de Jornalistas de Hong Kong, que esteve de visita a Macau na passada quarta-feira. A reunião serviu ainda para discutir, juntamente com o presidente da Federação, Jiang Zaizhong, a adesão de Macau à cooperação regional, a inclusão da região na prática de “uma Faixa, um Caminho” e as medidas para enfrentar a queda das receitas do Jogo.


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A

Números que não enganam

A carta a Lionel Leong explica ponto por ponto as circunstâncias económicas e sócio-políticas das corridas. “Para um empresário como o

Galgos ANIMA envia cartas a Lionel Leong sobre o Canídromo

É só fazer as contas

Além de uma petição enviada ao Chefe do Executivo, a ANIMA enviou cartas a outros departamentos do Governo onde põe o dedo na ferida em várias questões do Canídromo: a possibilidade de apostas ilegais devido à transmissão das corridas em directo, a perda de receitas e de recursos do Governo e ainda o negócio feito à base da venda e abate de cães António Falcão

ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais pediu ao Governo mais informações sobre os galgos do Canídromo, nomeadamente sobre a possibilidade de apostas ilegais acontecerem devido à transmissão das corridas em directo na televisão. Em cartas enviadas a diferentes departamentos – e disponíveis publicamente - Albano Martins, presidente da sociedade, convida ainda Lionel Leong para estar presente num encontro a acontecer em Julho, que se debruça sobre a situação dos galgos. As cartas chegam antes de ter sido dado início à circulação de uma petição cujo destinatário é o Chefe do Executivo, Chui Sai On, e que apela ao encerramento do espaço. São endereçadas a Lionel Leong, Secretário para a Economia e Finanças, Manuel das Neves, director da Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), e a Alex Vong, presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). “Gostaria de perceber quais os fundamentos legais da prática de hastas públicas de animais no Canídromo e se esses rendimentos contam para efeitos fiscais”, começa por questionar a ANIMA na carta enviada à DICJ. “E das transmissões directas das corridas e qual o controlo de apostas ilícitas por essa via.” O facto das corridas passarem em directo na televisão – e serem transmitidas no continente - poderá permitir a que apostadores de fora de Macau possam colocar dinheiro em determinados cães, como, aliás, aconteceu com as apostas no Mundial de Futebol. Isto é, contudo, ilegal. Também na carta ao Secretário para a Economia e Finanças este é um dos aspectos mais focados. “Legalmente, esta pista é um desastre para o Governo e para os seus proprietários. Digo ‘legalmente’, porque estamos conscientes de que as autorizações para transmitirem as corridas em directo poderão ter originado muitas apostas ilegais em Macau e na China.” “Como deve perceber, há claramente um risco acrescido de tais transmissões originarem centros de apostas ilícitas em Macau e no continente, traduzindo-se de facto na redução das receitas para os cofres do Governo”, diz ainda a ANIMA a Manuel Joaquim das Neves.

senhor, resumo estes negócios todos desta forma: quatro horas nos casinos em 2014 foram o suficiente para produzir as receitas anuais daquela pista, que está a ocupar um enorme terreno numa das áreas com mais densidade populacional de Macau, sem qualquer espaço verde ou para a comunidade.” Se, na carta à DICJ, Albano Martins relembra a descida de 25%

motivos para a restituição do espaço à população, mas as cartas voltam ainda a tocar no assunto da adopção dos cães que correm na pista da Yat Yuen, algo que não acontece. E a ANIMA explica por que razão. “Continuam a ser sistematicamente abatidos em idade jovem e apenas por motivos de negócio, para que novas hastas públicas possam originar fundos extra para o Canídromo”, começa por dizer. “Porque é que matam tantos animais por mês (30)? Porque depois, podem importar mais e vendê-los em hasta pública, por quatro ou cinco vezes mais do preço base. De Julho de 2014 a Janeiro de 2015, conseguiram 3,5 milhões de patacas nestes leilões. É uma outra fonte de rendimento.”

Um convite ao Secretário

A “elevada taxa de acidentes” (20%) é outro dos motivos que leva a ANIMAa pedir mais informações ao Executivo. Na carta à DICJ e ao IACM, a sociedade pede informações sobre o número de galgos abatidos, as razões dos abates (que normalmente se prendem com ferimentos) e o número de cães importados em 2013 e 2014. Números que Albano Martins já pediu por mais do que uma vez, mas que o IACM não desvenda publicamente.

no imposto que a Yat Yuen tem de pagar ao Governo – mais benéfico face aos casinos - e o volume da receita perdida ao longo dos anos (21,75 milhões em 2014), na carta ao Secretário a ANIMA vai mais longe. “Se o Canídromo tivesse pago o mesmo imposto que os casinos nos últimos oito anos, o Governo teria recolhido mais 251,7 milhões

Silêncio sobre apostas ilegais O HM tentou perceber junto do Governo se as suspeitas face a apostas ilegais são fundadas, uma vez que fonte próxima revelou ao HM, antes do acesso à carta da ANIMA, que estas apostas aconteceriam. A DICJ confirmou que os titulares das contas para colocação de apostas “têm de ser residentes de Macau ou titulares de comprovativos para [cá] residir legalmente” e que “devem cumprir com a legislação da região onde colocam a aposta”. Contudo, não respondeu sobre eventuais denúncias recebidas ou tratamento de qualquer caso. “Relativamente à colocação de apostas via telefónica nas corridas, trata-se de matéria que é regida pela legislação da RAEM, cujo funcionamento se assemelha aos das regiões vizinhas. Em caso de detecção ou queixa sobre a existência de qualquer caso de jogo ilícito, este é encaminhado para os serviços policiais, autoridades com competência em matéria penal, para efeitos de averiguação”, lê-se na resposta ao HM.

de patacas em impostos”, escreve Albano Martins, que diz que dá para ver como esta actividade não é frutuosa e que a Yat Yuen já estaria em bancarrota “a menos que apostas ilegais estejam a acontecer”. “Se isto se comprovasse, o Governo Central não iria ficar satisfeito. Porque é que eles publicam as contas [sem determinados dados], algo que não é permitido aos casinos?”, questiona. “Não há justificação económica [para essa] actividade, [nem para a] ganância em se retirar do esforço e da escravidão dos animais o maior lucro possível”, atira ainda a ANIMA, acrescentando que devido ao número de corridas ser superior ao que o contrato pede em 50% anualmente e em 65% por dia, “os animais estão a ser pressionados para a morte por cansaço”.

Matar por dinheiro

A falta de terrenos para habitação e espaços comunitários é outro dos

“Se o Canídromo tivesse pago o mesmo imposto que os casinos nos últimos oito anos, o Governo teria recolhido mais 251,7 milhões de patacas em impostos” A ANIMA está confiante de que estes dados “podem permitir ao Governo” não autorizar a renovação da licença da pista, no final do ano. E, a Lionel Leong, deixa um convite: que o Secretário compareça numa conferência que tem lugar em Julho deste ano, cujo tema é ‘2015... O Ano da Esperança para os Galgos de Macau’. “Gostaria de anunciar que a pista vai ser encerrada e convidá-lo, a si, senhor Secretário para o fazer publicamente.” Joana Freitas

Joana.freitas@hojemacau.com.mo


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eventos

hoje na chávena Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Bacopa Nome botânico: Bacopa monnieri Linn. = Herpestis monnieri Família: Scrophulariaceae Nomes populares: BRAHMI (Índia); HISSOPO-AQUÁTICO. Com pequenas flores de cor branca ou azul-clara, a Bacopa é uma pequena planta rastejante, ramosa, de caules compridos e esguios e folhas espatuladas, suaves e carnudas. Cresce em terrenos pantanosos e áreas húmidas, formando densos tapetes, na Índia e outros países do sul da Ásia de clima tropical. É uma das plantas mais antigas da medicina Ayurvédica (medicina tradicional indiana), sendo usada há quase 5000 anos. O seu nome Brahmi provém de Brahma, o Deus criador do panteão hindu. Muito investigada, a Bacopa é actualmente considerada uma planta de eleição para o bom funcionamento cerebral. Em fitoterapia são usadas as partes aéreas. Composição Entre os diversos constituintes são de realçar duas saponinas esteroides (bacósidos A e B), flavonoides, manitol e sais de potássio. Acção terapêutica Com acção tónica sobre o sistema nervoso central, a Bacopa aumenta o estado de alerta mental e melhora o desempenho cognitivo: aumenta a capacidade de memória, a concentração e o raciocínio, reduzindo o tempo de aprendizagem. Promove ainda a síntese neuronal, melhora a transmissão dos impulsos nervosos e tem acção antioxidante, combatendo o envelhecimento dos neurónios. Favorece o desenvolvimento intelectual de crianças com paralisia cerebral e, nos adultos, previne doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson. Está igualmente indicada nos estados

de confusão mental ou de atenção reduzida. Tradicionalmente tem sido usada na epilepsia. Com propriedades tranquilizantes, contribui para o relaxamento físico e mental; combate a ansiedade e a depressão e aumenta a tolerância ao stress. Estimula a produção de serotonina, um importante neurotransmissor envolvido na regulação da dor, humor, sono e apetite. Pode ainda ser tomada em caso de esgotamento nervoso, hiperactividade das crianças e perturbações do comportamento. Nos estudantes em época de exames acalma a mente e melhora a função cognitiva.

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Universidade de São José traz a palco três especialistas em relações ultramarinas e geologia marítima para uma conferência na próxima quinta-feira e uma sessão de conversas aberta no dia seguinte. É o Secretário de Estado do Mar português Manuel Pinto de Abreu que abre as hostes com a palestra intitulada “O Roteiro para voltar ao Mar no século XXI”. O também professor vai apoiar-se na proposta de extensão da plataforma continental de Portugal, que prevê um maior aproveitamento nacional daquilo que o oceano Atlântico tem

USJ Ciclo de conversas sobre rotas marítim

Explorar o de para oferecer. A iniciativa realiza-se no auditório Stanley Ho do Consulado de Portugal, das 18h15 às 19h15 da próxima quinta-feira. O final da tarde de sexta é dedicado às vantagens e conhecimentos

sobre o oceano e mar profundos. “A última fronteira da Terra”, conversa conduzida pela professora da USJ, Ágata Sofia Alveirinho Dias vai focar-se naquilo que até hoje foi feito, em termos de pesquisa, sobre o

Outras propriedades Tradicionalmente tem sido empregue nas más digestões, úlceras, flatulência e obstipação, asma e bronquite, nevralgias e problemas reumáticos. É depurativa e fortalece o sistema imunológico, aumentando a vitalidade e a longevidade. Na China é usada como um tónico yang na impotência, ejaculação precoce e esterilidade. Como tomar • Uso interno Em ampolas, cápsulas, comprimidos ou drageias, em simples ou em fórmulas. Tomar de acordo com as indicações da bula. Em pó: Tomar ½ colher de chá (0,5 grama), 2 vezes por dia. Dissolver em água, chá, sumos, batidos ou cereais. As crianças devem tomar metade da dose dos adultos. Precauções Planta segura nas posologias indicadas. Não deve ser tomada por grávidas e lactantes. Em pessoas sensíveis pode provocar irritação digestiva. Pode potenciar o efeito de medicamentos sedativos e do álcool. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.

À venda na Livraria Portuguesa O Tubarão na Banheira • David Machado Ilustrações de Paulo Galindro

hoje macau segun

Com um ilustrador diferente em cada novo livro, David Machado apresenta um estilo ecléctico, diversificado e original. De história em história, a imaginação vai mais além e agora é tão inusitada que imagine-se, um dos protagonistas é um tubarão que entra dentro de casa e dorme numa banheira. Mas este tubarão mais ou menos bem comportado também anda de carro e vai à escola. Parece mentira? Só para quem não acredita no poder dos pensamentos.

New York Times visita património pré-histórico do Côa

A

s gravuras rupestres do Vale Foz Côa, em Portugal, são o grande destaque num artigo publicado recentemente no New York Times. O jornal norte-americano chama a atenção para a importância da paisagem paleolítica que correu o risco de ficar submersa pela água de uma barragem. “O património da Idade do Gelo que quase se perdeu” é o título do artigo que percorre o Parque Arqueológico do Vale do Côa, “considerado o maior conjunto do mundo de arte rupestre ao ar livre, no vale do rio Côa”. Antes das descobertas feitas

por arqueólogos em Foz Côa, os especialistas “acreditavam que seria impossível descobrir arte do período paleolítico ao ar livre que tivesse sobrevivido até aos dias de hoje”, salienta o artigo. “Há algo de especial no Côa”, disse Thierry Aubry, um arqueólogo que trabalha no Museu do Côa, ao jornal norte-americano, salientando que ao contrário das gravuras que se encontram noutros locais, estas imagens do Côa foram esculpidas ao ar livre Graças a esta descoberta, os arqueólogos estão agora a perceber que, ao contrário do que se

pensava, as gravuras rupestres não seriam sempre feitas dentro de grutas. O que deverá ter acontecido é que a maior parte destes vestígios, com a exposição aos elementos naturais, acabou por desaparecer. Outro arqueólogo que estudou aquele parque, João Zilhão, explica que as gravuras do Côa são muito sofisticadas para época e que não tinham simples motivações religiosas ou místicas. Os especialistas acreditam que estas imagens eram criadas para assinalar, por exemplo, zonas de caça entre os grupos nómadas que circulavam na Península Ibérica.

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

O Colecionador de Erva • Francisco José Viegas

Jaime Ramos, o investigador protagonista dos livros de Francisco José Viegas, vê-se a braços com duas investigações paralelas: a do assassínio de dois imigrantes russos (antigos militares soviéticos), cujos corpos são encontrados no interior de um carro semicarbonizado, nos arredores do Porto, e o desaparecimento de uma jovem de vinte anos, oriunda de uma família tradicional do Minho. Se uma das investigações o transporta às suas memórias de militante comunista e a uma velha paixão pela literatura russa, a outra leva-o a um mundo onde coabitam velhas famílias do Minho ou do Porto, sexo, marijuana, espionagem a políticos, venda de armas, negócios em Angola e as memórias de um país que vive entre ruínas (as do império e as das fortunas recentes e antigas), corrupção e luta pelo poder – e que guarda os seus loucos no armário, para não parecer mal.


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nda-feira 4.5.2015

imas

esconhecido O Secretário de Estado do Mar português Manuel Pinto de Abreu abre as hostes com a palestra intitulada “O Roteiro para voltar ao Mar no século XXI” fundo do mar, as principais técnicas e tecnologias usadas nestes estudos e vai ainda fornecer uma perspectiva daquilo que poderá ser o futuro das descobertas geológicas a vários metros e até quilómetros de profundipub

dade. A conversa acontece no Centro de Ciência de Macau, entre as 18 e as 19 horas. De seguida, o mesmo local recebe Fernando Barriga, professor na Universidade de Lisboa e que vai colocar várias questões acerca dos recursos que o mar pode oferecer. “Recursos das profundezas do mar: mito ou realidade” vai explorar a viabilidade da extracção de uma infinidade de produtos e recursos do fundo do oceano. As conversas de sexta serão tidas em língua inglesa, mas a conferência do Secretário de Estado será apresentada em português. Ambas as iniciativas são da responsabilidade do Instituto de Ciência e Ambiente da USJ. leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

AFA Exposição de 18 artistas para festejar oitavo aniversário

A Associação Art For All (AFA) vai expor 18 trabalhos de 18 diferentes artistas de 21 a 30 deste mês, na sede da associação. A mostra servirá para celebrar o oitavo aniversário da sua criação e incluir a apresentação de obras de Yves Etienne Sonolet, Allen Wong, Sylviye Lei, James Chu, Crystal Chan, Mina Ai, Coke Wong, Lai Sio Kit, Eric Fok, Filipe Miguel das Dores e José Lázaro das Dores. As 18 obras expostas são inteiramente criadas por membros da AFA e o número de artistas e trabalhos foi escolhido propositadamente para coincidir com os oito anos de existência da Associação. “O número 8 é bastante especial para a AFA em 2015, pelo que se trata também de uma coincidência única”, escreve a organização em comunicado. A mostra é patrocinada pelo Instituto Cultural.


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ANÚNCIO 1. Faz-se público que até às 17:00 horas do dia 5 de Junho de 2015 próximo, o Montepio Geral de Macau aceita propostas em carta fechada, para o arrendamento do seguinte compartimento, destinado para instalação de escritório, ou para o exercício de profissão liberal e/ou comercial, para o qual poderá concorrer todas as pessoas que estejam interessadas: - Compartimento nº 15, do 1º andar do Edifício “MONTEPIO”, sito na Av. do Dr. Mário Soares, nº 25. - Renda-base de licitação........MOP$25.000,00 As condições de arrendamento acham2. -se patentes na Sede do Montepio Geral de Macau, sita no 3.º andar do mesmo Edifício, onde poderão

ser examinadas pelos interessados, durante as horas normais de expediente. 3. A instalação dos contadores de água e de energia eléctrica, e bem assim, as despesas com a manutenção do referido compartimento serão por conta do arrendatário. Montepio Geral de Macau, aos 28 de Abril de 2015.

Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 2ª vez do ano 2015 (1)

O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM.

A Presidente do Conselho de Administração, Maria Fátima Salvador dos Santos Ferreira

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Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.

(3)

Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade (ii) das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.

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Valor de Apoio Financeiro Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (1) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)

(5)

Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Alínea (2) do número anterior

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 295/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor WU LIYUAN, portador do passaporte da R.P.C. n.º G58509xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 55/ DI-AI/2013, levantado pela DST a 27.05.2013, e por despacho da signatária de 03.03.2015, exarado no Relatório n.° 136/DI/2015, de 09.02.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua de Luis Gonzaga Gomes, n.ºs 210 212, Edf. Kam Fung Tai Ha Kam Fung, Bloco 2, 16.º andar O, Macau.------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício Centro Hotline , 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 16 de Abril de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 297/AI/ -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se肖紫蘭, portadora de salvo-conduto para deslocação a Hong Kong e Macau da R.P.C. n.° W63238xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 45/DI-AI/2013, levantado pela DST a 04.05.2013, e por despacho da signatária de 23.01.2015, exarado no Relatório n.° 24/DI/2015, de 06.01.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada Rua de Luis Gonzaga Gomes, n.os 210-212, Edf. Kam Fung Tai Ha - Kam Fung, Bloco 2, 3.° andar K.--------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 16 de Abril de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 15 de Abril de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

Todo o ano A partir do dia 4 até 15 de Maio de 2015 (O próximo pedido será realizado no dia 1 ao 14 de Setembro de 2015)

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Forma do Pedido Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004,《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov., para o FDCT. Endereço do escritória: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n° 411-417, Edf. “Dynasty Plaza” 9° andar, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www.fdct.gov.mo.

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Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》.

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 299/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora LI JING, portadora do passaporte da RPC n.° E05125xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 51/ DI-AI/2013, levantado pela DST a 17.05.2013, e por despacho da signatária de 04.03.2015, exarado no Relatório n.° 132/DI/2015, de 10.02.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua Cidade de Sintra n.°422, Praça Wong Chio, 4.°andar S, Macau.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício Centro Hotline , 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Fins

O Presidente do C. A. do FDCT Ma Chi Ngai 2015 / 4 / 30


china

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Portugal promove “reforço da cooperação” com a China Leonardo Mathias, Secretário de Estado português para os Assuntos Económicos, chega sitará as Regiões Administrativas ASAE e reuniões no Wanda Group, “Em 2008 a China amanhã à China para Especiais de Macau e Hong Kong. consórcio privado que está a investir era o nosso 28.º Na capital chinesa, além do no sector imobiliário europeu, e no uma visita de uma seu homólogo no Ministério do CIC (China Investment Corporaparceiro comercial, Comércio, Leonardo Mathias tion), o fundo soberano chinês. semana focada no vai encontrar-se responsáveis de hoje é o 12.º. Houve empresas com interesses Destino de eleição reforço da cooperação grandes uma progressão em Portugal, nomeadamente a Nos últimos anos, Portugal foi um China Three Gorges, que é hoje dos principais destinos do investieconómica entre de mais de 300% o maior accionista da EDP, e a mento chinês na Europa, a seguir ao os dois países multinacional de equipamentos de Reino Unido, Alemanha e França, em seis anos”

O parceiro mais desejado

estimando-se em mais de 10.000 milhões de euros o montante do capital chinês absorvido pela economia

Leonardo Mathias Secretário de Estado para os Assuntos Económicos

Mediterrâneo Pequim e Moscovo em exercícios navais conjuntos

A

China e a Rússia vão realizar nas próximas semanas no mar Mediterrânico o seu primeiro exercício naval conjunto, informaram quinta-feira responsáveis militares chineses numa confirmação do reforço das relações entre dois vizinhos. Os exercícios com fogo real, previstos para meados de Maio, vão envolver nove navios, três deles chineses, precisou em conferência de imprensa o porta-voz militar Geng Yansheng. Os navios chineses envolvidos participam actualmente em missões internacionais de escolta anti-pirataria no Golfo de Áden e na costa da Somália, acrescentou. “É necessário sublinhar que este exercício conjunto não é dirigido contra

portuguesa desde 2011. “Portugal acarinha, agradece e acompanha quem pretende investir no nosso país. A atracção de investimento é fundamental para criar novos empregos e isso, para o governo, é o aspecto mais importante”, disse Leonardo Mathias. Pelas contas da Administração-geral das Alfândegas Chinesas, em 2014, as exportações portuguesas para a China aumentaram 18,8%, para 1.660 milhões de dólares - mais de dobro de há, apenas, cinco anos. O acordo luso-chinês de “parceira estratégica global”, um dos primeiros do género entre a China e países europeus, foi assinado em Dezembro de 2005 em Portugal pelos primeiros-ministros dos dois países, na altura José Sócrates e Wen Jiabao, respectivamente.

ENRIC VIVES-RUBIO

O

Secretário de Estado português para os Assuntos Económicos, Leonardo Mathias, inicia na terça-feira uma visita de oito dias à China para “reforçar a cooperação” com um “relevante investidor” em Portugal e um “importante parceiro comercial”. “As relações económicas bilaterais têm um dinamismo e um crescimento assinaláveis em variadíssimos sectores. Em 2008 a China era o nosso 28.º parceiro comercial, hoje é o 12.º. Houve uma progressão de mais de 300% em seis anos”, disse Leonardo Mathias à agência Lusa. “As nossas exportações para a China já ultrapassaram, em valor, os mil milhões de euros (por ano)”, acrescentou. Leonardo Mathias é o primeiro governante português a visitar a China em 2015, o ano em que se assinala o 10.º aniversário do acordo luso-chinês de “parceria estratégica global”. As relações políticas entre Portugal e a China “são muito construtivas e positivas, de diálogo aberto e franco”, afirmou. Leonardo Mathias viaja com uma delegação da Agência de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), chefiada pelo respectivo inspector-geral, Pedro Portugal Gaspar, e depois de Pequim, vi-

telecomunicações Huawei. O programa inclui também encontros no organismo homólogo da

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uma terceira parte nem está relacionado com a segurança regional”, insistiu. Geng Yansheng disse que o objectivo dos exercícios consiste em proteger a segurança da navegação em “mares longínquos” através de treinos que incluem defesa marítima e exercícios com fogo real. O responsável militar referiu-se a uma “cooperação pragmática” entre as duas partes e no aumento da “capacidade das duas marinhas em lideram conjuntamente com ameaças marítimas”. As relações entre a Rússia e a China têm registado uma significativa aproximação nas duas últimas décadas. Os dois países são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e normalmente assumem posições

comuns. A nível militar têm realizado com frequência exercícios conjuntos, enquanto a nível económico a China pretende explorar os vastos recursos energéticos da Rússia, e Moscovo tenta diversificar os seus mercados na sequência das sanções ocidentais motivadas pela guerra na Ucrânia e a anexação da Crimeia.

Órgão anti-corrupção corta reuniões em 21 locais turísticos

O órgão máximo anti-corrupção do regime chinês publicou uma lista de 21 locais turísticos famosos onde, a partir de agora, é proibido organizar conferências e reuniões políticas de alto nível, medida integrada na campanha de austeridade oficial. A lista, que pode ser consultada desde sexta-feira no sítio oficial da Comissão Nacional de Inspecção e Disciplina do Partido Comunista Chinês, inclui lugares tão conhecidos como a Grande Muralha, as imediações do Buda Gigante de Leshan ou as praias tropicais da ilha de Hainan, no sul do país, tudo para conter o despesismo. Segundo a nota das autoridades, os órgãos do Partido Comunista a todos os níveis, os parlamentos, a juventude comunista e muitos outros órgãos administrativos estão proibidos de acederem a esses locais para organizar eventos com dinheiros públicos. A medida surge no contexto de uma série de limitações de despesa do nível superior do Estado que também inclui reduções das viagens oficiais, proibições de entrega ou recepção de presentes e o fim das grandes recepções e banquetes.


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artes, letras e ideias

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Shitao

Propósitos Sobre a Pintura do Monge Abóbora Amarga

Capítulo VIII A Paisagem1 A substancia da paisagem realiza-se acedendo ao princípio do Universo2. O adorno exterior da paisagem realiza-se pela posse das técnicas do pincel e da tinta. Se se agarra a esse único adorno exterior sem ter em conta o princípio, o princípio corre perigo. Se se agarrar unicamente ao princípio, desprezando a técnica, a técnica torna-se medíocre. Os Antigos tinham compreendido bem esse perigo e essa mediocridade e é por isso que eles se dedicaram a realizar a Síntese do Um3. Se o Um não é claramente entendido, a multiplicidade dos seres faz uma barreira. Se o Um é totalmente entendido, a multiplicidade dos seres revela a sua ordem harmoniosa. O princípio da pintura e a técnica do pincel não são senão a substancia interior do Universo por um lado, e o seu adorno exterior por outro. *** A Paisagem exprime a forma e o impulso do Universo. No seio da Paisagem, o vento e a chuva, a obscuridade e a claridade constituem o humor atmosférico; a dispersão e o agrupamento, a profundidade e a distancia constituem a organização esquemática; verticais e horizontais, reentrâncias e relevos constituem o ritmo; sombras e luzes, espessura e fluidez constituem a tensão espiritual; rios e nuvens, na sua reunião ou na sua dispersão constituem a sua agilidade; o contraste4 das dobras e dos relevos constitui a alternância da acção e da retirada5. (continua)

1 - Literalmente «os montes e os rios», que corresponde ao nosso conceito único de paisagem, pela união de dois opostos complementares. 2 - Literalmente «Céu e T erra» que aqui, pelo mesmo princípio de opostos complementares tem o sentido unitário. 3 - Entende-se aqui a síntese entre a aparência exterior e a substancia interior, a forma e o conteúdo. 4 - A «inter-relação das formas», conceito comum na pintura chinesa mas sem equivalente na linguagem estética ocidental. É empregue em conjunção com termos que se referem à técnica de figuração realista de objectos materiais no espaço, tais como «luz e sombra», «altura», «distância», «escalonamento», etc. Literalmente a expressão tem o sentido de «face a face e costas com costas» e designa um jogo de relações entre as formas e as linhas de força dos elementos gráficos que se encostam ou se

afrontam, se justapõem em simetria ou se opõem em antítese, retomando ou quebrando um ritmo. Ao contrário das mais antigas teorias caligráficas, onde é uma noção essencial em que repousa toda a dinâmica da composição, na pintura ela tem um papel limitado e concreto no domínio relativamente inferior e especializado da técnica. Ryckmans propõe uma aproximação à noção de «contrapposto», de Lionello Venturi: «a dialectic relation of masses being so disposed that a gesture on the right is promptly balanced by another on the left, the result being a dynamic symmetry wherein intellectual values are transmuted» (L. Venturi, The Sixteenth Century, from Leonardo to El Greco, Genève, 1956, p.21) 5 - Expressão composta de dois termos antitéticos referente aos Analectos de Confúcio: «Se o Príncipe vos emprega, ide em frente: se ele vos negligencia, retirai-vos» (Cap. VII, 11).


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artes, letras e ideias 15

Paulo Maia e Carmo tradução e ilustração


DESPORTO

É brasileiro e perfuma os relvados de Macau. Diego Patriota foi idolatrado no Sport Recife mas uma opção “imatura” fê-lo voltar à estaca zero. Depois de alguns anos perdido em clubes inferiores no Brasil, chegou a Macau, em 2013, para pegar de estaca. Começou no Ka I mas hoje é uma referência no meiocampo do Chao Pak Kei. Aos 28 anos, Diego Patriota é um dos melhores jogadores a evoluir em Macau

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Entrevista Diego Patriota, médio brasileiro do Chao Pak Kei

“Falta consciencialização de gonçalo lobo pinheiro

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Esta é já a pergunta da praxe em todas as entrevistas. Quem é o Diego Patriota? Existe um sociólogo brasileiro que tem uma definição interessante. Na verdade, tento ao máximo adequar essa definição a mim e na minha vida. Existem cinco A’s de Diego Patriota: amo a Cristo, sou um amante da vida, sou amigo do humano, um admirador da Criação e tento ser um auxiliar da sociedade. É assim que me defino, nestes cinco pilares. Com que idade é que deu os primeiros toques a sério na bola? Ingressei nas categorias de base do Sport Clube do Recife com 13 anos, talvez um pouco tarde, mas na minha cidade ainda é uma idade boa. Aos 14 anos fui para o Fluminense, mas no ano seguinte voltei ao Sport onde estive até à profissionalização. Porque não ficou mais tempo no Fluminense? A política do Fluminense na concentração dos atletas jovens é de três jogadores por posição. Quando cheguei lá, e apesar do treinador gostar do meu trabalho, as vagas já estavam preenchidas. Mas, um dos atletas com mais renome no trabalho de base da equipa, Toró, lesionou-se gravemente por oito a nove meses. Isso abriu portas a que ficasse. Naturalmente, com o

regresso dele voltei a perder espaço mas acabou por correr tudo bem e voltei ao Sport. Com o regresso ao Recife, acabou por chegar a profissional pelo Sport. Aos 17 anos profissionalizei-me. Apesar de ser novo, joguei muitas vezes pela equipa principal, muitas delas a titular, conquistei títulos e marquei golos. Ali fiquei até aos 21 anos, quando fui negociado para a Croácia, tendo assinado contrato com o Hadjuk Split, mas sendo colocado na sua equipa B, NK Junak Sinj, onde surgiram alguns problemas. Problemas? Sim. Problemas que me atrasaram

a carreira devido à minha carteira internacional ter ficado retida na Croácia. Tudo começou muito complicado. Assim que cheguei a proposta seria ir para o Hadjuk Split mas, como disse, eles acabaram por me colocar na equipa B para facilitar

“Estamos, notoriamente, em evolução. Em 2016 ou 2017, o Chao Pak Kei pode pensar em grande no campeonato”

a minha adaptação. Contudo, eles jogavam na 3.ª divisão e a 3.ª divisão croata não é igual à 3.ª divisão brasileira. Na Croácia, havia campos de barro. Para um jovem, formado num clube grande brasileiro, com certos tipos de vaidades, aquilo ali não era o meu lugar. Ainda aprendi o idioma mas infelizmente, por falta de maturidade, acabei por retornar ao Brasil por conta própria. Eles accionaram o meu contrato na FIFA como abandono de emprego. Foi um acto inconsequente que marcou e muito a minha carreira. Aos 21 anos, quando um jogador tem de jogar, fiquei impossibilitado de o fazer por oito meses. Foi muito complicado. Daí para a frente a minha carreira nunca mais foi a mesma.

Está arrependido dessa decisão tomada há sete anos? Estou. Hoje já passou. Na altura foi um choque muito grande para a minha família. Começar em clubes de topo do Brasil, ir para a Europa e depois voltar à estaca zero foi algo de muito traumatizante mas a vida seguiu. Aprendi muito com esse erro. Ouvi muitas pessoas, ponderei... Até porque corria o risco de sofrer uma punição de três anos. Coloquei os pés no chão e disse para mim mesmo que não voltaria a acontecer. Depois disso, como seguiu a sua carreira? Fui para o Boavista do Rio de Janeiro jogar o carioca e o clube começou


desporto 17

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quem está no topo em Macau” a tentar trazer de volta ao Brasil a minha carteira internacional. Mas o problema era mais grave do que pensava. Da Croácia as pessoas chegaram a ameaçar-me, dizendo que nunca mais voltaria a jogar futebol. Fui dispensado do Boavista e fiquei os tais oito meses parado. Só voltei a jogar no Picos, um clube com pouca expressão no Estado do Piauí. Seguiu-se Sergipe, Mixto, onde as coisas começaram a encaixar, Chã Grande, Ypiranga e Atl. Hermann Aichinger, até receber um convite, em 2013, para vir representar o Windsor Arch Ka I, em Macau. Como surgiu esse convite? Um amigo meu que tinha jogado comigo no Ypiranga, oAlex Carioca, vinha para cá pois tinha acertado tudo com o Ka I. No entanto, recebeu uma proposta da Tunísia muito mais vantajosa. Com isso, acabou indicando [o meu nome] para que viesse para Macau e assim cheguei, depois de conversar com o Josecler. Mas o meu ano de 2013 no Ka I foi um pouco complicado. No primeiro semestre quase não entrei em campo uma vez que, dois dias antes de vir, lesionei-me gravemente no adutor durante a pré-temporada no Brasil. Mesmo assim, tanto Josecler como a direcção do Ka I confiaram em mim e pediram para vir. Na ânsia de voltar a jogar, sentia que a lesão não estava tratada. Por isso, no primeiro semestre quase não joguei. Acabei por regressar na Bolinha e fomos campeões invictos, mas nas duas partidas finais senti uma tendinite no joelho e acabei por sair.

DADOS PESSOAIS Nome: Diego Silva Patriota Nacionalidade: Brasil Data de Nascimento: 22-08-1986 (28 anos) Posição: Médio 178 cm Altura: Peso: 63 kg CLUBES POR ONDE PASSOU 2015 2014 2013 2012 2011 2011 2010 2010 2009 2009 2008 2006/07 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000

Chao Pak Kei (MAC) Chao Pak Kei (MAC) Windsor Arch Ka I (MAC) Atl. Hermann Aichinger (BRA) Atl. Hermann Aichinger (BRA) Ypiranga (BRA) Chã Grande (BRA) Mixto (BRA) Sergipe (BRA) Picos (BRA) Sport Recife (BRA) NK Junak Sinj (CRO) Sport Recife (BRA) Sport Recife (BRA) Sport Recife (BRA) Sport Recife (BRA) Sport Recife (BRA) Fluminense (BRA) Sport Recife (BRA)

E apareceu o Chao Pak Kei. Sim, mais por segurança. Segurança para poder ter um emprego e jogar. Segurança pelo visto de trabalho. A troca foi o melhor para mim e ainda cá estou (risos). Surgiram convites entretanto? Sim, houve. Ocorreram alguns contactos mas o Chao Pak Kei dá uma segurança muito grande. Os directores prezam pelo bem-estar dos atletas também fora de campo. Consegui trazer a minha esposa, consegui ter ajuda com um apartamento. Sempre dei preferência ao Chao Pak Kei por tudo o que eles me ajudaram. Apesar dessa segurança, o que é que falta ao Chao Pak Kei para poder ser campeão? O clube tem um bom projecto a médio/longo prazo. O intuito do Chao Pak Kei é dar ritmo e experiência aos seus jovens locais. Os profissionais estão no clube para agregar e somar, tentando ajudar esses jovens a evoluir. Na verdade, não sei de daqui a

“É muito difícil aparecerem melhores depois do que esses dois jogadores [Cristiano Ronaldo e Messi] já mostraram” cinco ou seis anos, o clube ainda manterá estrangeiros. Eles querem que os locais sejam bons o suficiente a ponto de, com uma equipa de jogadores do território, conseguirem disputar sozinhos a Liga de Elite e bater de frente com os melhores. Ano após ano, penso que o clube tem vindo a afirmar-se e a mostrar que é muito melhor. Estamos, notoriamente, em evolução. Em 2016 ou 2017, o Chao Pak Kei pode pensar em grande no campeonato. Faltando sete jornadas para o final do campeonato, e matematicamente falando, até o Chao Pak Kei pode ser campeão. Contudo, a luta parece estar mais entre Benfica e Ka I. Sim. Penso que até ao final o título de campeão será disputado entre essas duas equipas, uma vez que o Monte Carlo escorregou perante a Casa de Portugal e não soube aproveitar a derrota do Benfica para também se chegar à frente. Agora, ainda há a luta pelo último lugar do pódio entre nós, Monte Carlo e Sporting. Espero, muito sinceramente, poder comemorar isso no final. Não é fácil, pois não dependemos apenas de nós mas quero acreditar e vamos lutar por isso. E na luta para descer. O Diego já defrontou todas as equipas. Quem é que tem menos possibilidades de ficar entre os melhores? É difícil dizer. Claro que os Sub-23 estão a ficar muito atrasados nessa luta. A Casa de Portugal, com as últimas contratações, está a evoluir. O Chuac Lun está acima do que era esperado. Temos ainda a Polícia, sempre uma incógnita, e o Lai Chi que tem uma boa equipa. Entre eles vão ocorrer muitos jogos e quem ganhar é que vai conseguir safar-se. É muito complicado dizer quem vai descer. Vai continuar para o ano em Macau e no Chao Pak Kei? Espero que sim. Acabei de renovar o meu visto de trabalho até Abril de 2016 e, por isso, tudo indica que ficarei no Chao Pak Kei. Obviamente, que isso não impede uma possível

transferência caso apareça uma boa oportunidade. Os directores têm consciência disso e apoiam muito. Tudo depende, mas estou completamente focado no Chao Pak Kei e em Macau, território que gosto muito. Batista, guarda-redes do Ka I e seu antigo companheiro no Sport Recife, disse que a noite de Macau é muito prejudicial aos jogadores de futebol. Concorda? Concordo mas acho que ainda existe outro factor, que é a intensidade dos treinos. O nível do futebol em Macau está a crescer mas é preciso que os jogadores se foquem nos treinos e mantenham uma intensidade alta para poderem dar mais de si aos clubes.Anoite, juntamente com uma intensidade baixa de treino, estraga qualquer carreira de futebolista. É preciso ser exigente. O que é que falta ao futebol de Macau para atingir outros patamares? Acima de tudo, falta consciencialização de quem está no topo da pirâmide do futebol de Macau. Existem brechas muito amadoras. Não é preciso que o futebol seja profissional para que essas brechas sejam reparadas. Contudo, penso que há um bom caminho a percorrer e as coisas têm vindo a melhorar. Quanto aos clubes, penso que terão de continuar a fazer mais investimentos e uma divulgação cada vez maior do que é cada clube. É preciso expandir as marcas e agregar valor. Quem é o seu ídolo? O Gheorghe Hagi foi o primeiro que me encantou. Claro que o Romário e o Ronaldo, o fenómeno. Algumas pessoas dizem que tenho alguns traços de Hagi, até porque sou canhoto. Para mim, ele é o culpado de ter decidido ser jogador profissional. Gostaria igualmente de falar sobre o guarda-redes do Sport Recife Magrão, uma referência como jogador e homem, dentro e fora de campo. Ele é um grande amigo. Cristiano Ronaldo ou Messi? O Ronaldo é o mais completo, neste momento. Finaliza, fisicamente é muito forte, joga de cabeça, é muito rápido, faz assistência, marca livres. O Messi é génio, o Ronaldo é o feito. Ronaldo para atingir o nível que conhecemos tem de trabalhar muito, já Messi a técnica nasceu com ele. É muito difícil aparecerem melhores depois do que esses dois jogadores já mostraram. A meu ver, os melhores de sempre, para mim, Pelé, Maradona, Ronaldo, Messi e Cristiano Ronaldo. Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo


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( F ) utilidades

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?

tempo aguaceiros ocasionais min 26 max 30 hum 75-95% • euro 8.9 baht 0.24 yuan 1.2

Cineteatro

O que fazer esta semana

Sexta-feira

C i nema

Sala 1

the avengers: age of ultron [3d] [b]

Filme de: Joss Whedon Com: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo 14.00, 19.15

the avengers: age of ultron [b]

Filme de: Joss Whedon Com: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo 21.45 Sala 2

helios [c]

falado em cantonês legendado em chinês e inglês Filme de: Longman Leung, Sunny Luk Com: Jacky Cheung,

Nick Cheung, Shawn Yue, Ji Jin-hee 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 Sala 3

murmur of the hearts [b]

falado em mandarim legendado em chinês e inglês Filme de: Sylvia Chang Com: Isabella Leong, Joseph Chang, Lawrence Ko, Lee Sinje 14.30, 19.15, 21.30

the avengers: age of ultron [b]

Filme de: Joss Whedon Com: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo 16.45

Teatro “O Fato” (Festival de Artes de Macau) Centro Cultural de Macau, 20h00 Bilhetes das 150 às 200 patacas Exposição de Artes Visuais de Macau (até 2/8) Pintura e Caligrafia Chinesas Edifício do antigo tribunal, 10h00 às 20h00 Entrada livre

Sábado Teatro “O Fato” (Festival de Artes de Macau) Centro Cultural de Macau, 20h00 Bilhetes das 150 às 200 patacas

Aconteceu Hoje Nasce Audrey Hepburn, a “Boneca de Luxo”

Dança “Aerodinâmica” (Festival de Artes de Macau) Centro Cultural de Macau, 20h00 Bilhetes das 100 às 250 patacas

Domingo Teatro “O Fato” (Festival de Artes de Macau) Centro Cultural de Macau, 20h00 Bilhetes das 150 às 200 patacas

U m d i s c o h oje “Lungs” (Florence & The Machine, 2009)

Diariamente Exposição de Fotografia de Erwin Olaf (até 8 de Maio) Casa Garden Entrada livre Exposição “Homenagem a Mestres Inspiradores” (até 10 de Maio) Armazém do Boi Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre

4 de maio

Foi este o álbum que transformou a carreira e obra de Florence Welch, vocalista da banda de nome homónimo e que é caracterizada por encaixar no estilo indie-rock. Sempre acompanhada da sua “máquina”, Welch conseguiu chegar ao topo das listas de músicas do Reino Unidos, EUA e outros países europeus. De entre as minhas várias faixas preferidas deste disco estão “Dog Days are Over”, “Drumming Song” e You’ve Got The Love”. A última valeu mesmo uma série de interpretações por outros artistas, nomeadamente a dupla XX. Florence & The Machine tocam a 18 de Julho no festival português Super Bock Super Rock, que pela primeira vez desde a sua criação acontece no Parque das Nações, em Lisboa. É sortudo aquele que tiver oportunidade de ver a ruiva de fogo na alma em palco. Florence Welch tem voz e presença, mas talvez não fosse tão grande sem a sua banda, “a máquina”. Leonor Sá Machado

• Audrey Hepburn (1929-1993) foi uma actriz belga. “A Princesa e o Plebeu” e “A Boneca de Luxo”, são dois de vários filmes de sucesso de sua carreira. Tem uma estrela na calçada da fama em Hollywood. Foi a terceira mulher a receber os quatro prémios americanos pelo seu trabalho, o Emmy, o Grammy, o Óscar e o Tony. Audrey Hepburn (1929-1993) nasceu na Bélgica, no dia 4 de Maio de 1929. Filha de Joseph Anthony Ruston, banqueiro inglês e Ella Van Heemstra, baronesa holandesa. Estudou ballet e foi modelo, até ser descoberta para o cinema. Participou em pequenos filmes em França e na Inglaterra. Em 1952 estreou-se na Broadway, como protagonista da peça “Gigi”. Em 1953 grava o seu primeiro filme “A princesa e o Plebeu”, onde encarnou a Princesa Ann. Em 1954 recebe o Óscar de melhor actriz. Nesse mesmo ano casa-se com o actor Mel Ferrer. Trabalhou na peça “Ondine” e recebeu o prémio Tony pela sua actuação. Em 1960 nasce o seu primeiro filho Sean H. Ferrer. De volta ao cinema grava “Boneca de Luxo”, sendo indicada novamente para o Óscar. Em 1968 divorcia-se. Casa-se novamente, com Andrea Dotti e em 1970 nasce o segundo filho Luca Dotti. Em 1982 divorcia-se de novo. Na década de 80, torna-se Embaixadora Especial para o Fundo UNICEF das Nações Unidas, de Ajuda às Crianças. Participou em missões no México, El Salvador, Equador, Venezuela, Sudão, Somália, Etiópia e Tailândia. Audrey Hepburn faleceu no dia 20 de Janeiro de 1993, na cidade de Tolochenaz, na Suíça. Em 1993 (póstuma), recebeu os prémios “Grammy” pelo melhor álbum de histórias para crianças por “Audrey Hepburn’s Enchanted Tales” e o “Emmy” pela melhor performance individual num programa informativo por “Garden of the World”. Em 2009 foi eleita a actriz mais bonita da história de Hollywood.

João Corvo

fonte da inveja

Na arte de seduzir a melhor receita é sempre a imobilidade.


opinião

hoje macau segunda-feira 4.5.2015

David Chan* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog

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macau visto de hong kong

Q

ual seria a sua opinião se um dia lhe dissessem que motores de busca como o da Google podiam ser consultados durante um exame? Esta nova ideia foi sugerida no dia 30 de Abril por Mark Dawe, o responsável pelo “Oxford, Cambridge and RSA Examinations Board”(OCR) durante o programa “Radio 4” da cadeia BBC. Segundo este académico, no futuro alguns exames vão passar a permitir o acesso à internet, enquanto que outros vão continuar a proibi-lo. Este acesso à internet implica que os alunos vão poder consultar motores de busca como o da Google durante exames públicos, como os “GCSEs” e os “A-Levels”. Estas facilidades, semelhantes ao uso de calculadoras durante algumas provas, permitem aos professores avaliar como os estudantes conseguem aceder a bases de dados de modo a melhorar os seus estudos. Em relação a este assunto, Dawe adiantou também que “hoje em dia toda a gente tem um computador à sua disposição para ajudar a resolver problemas, por isso o importante é saber como interpretar os diferentes resultados obtidos. Se o Google é uma ferramenta tão comum, então não faz sentido que seja excluída da educação dos nossos estudantes. Durante as aulas, é habitual aceder ao Google para esclarecer dúvidas. O mais importante é saber perceber qual a informação que vale a pena aceder, ao invés de tentar memorizar tudo nós próprios, pois o mundo moderno não funciona dessa maneira”. Além disso, o mesmo adiantou que os estudantes teriam apenas uma quantidade limitada de tempo para aceder a este tipo de motores de busca, que actualmente são acessíveis a qualquer aluno. “Isto não é muito diferente da realidade vivida naquelas provas em que os alunos podem consultar os seus manuais por breves momentos. Apesar disso, continuavam a ter de saber toda a matéria”. Este tipo de iniciativa não é inédita. Há sensivelmente cinco meses atrás, Eric Mazur, o reitor da cadeira de Física na Universidade de Harvard, sugeriu o mesmo tipo de solução para as suas provas. Na sua opinião, os estudantes deviam poder aceder à internet durante os exames, além de poderem também discutir as perguntas e respostas com os seus colegas, de modo a que estes testes se assemelham-se mais ao mercado de trabalho. Eric chegou mesmo a defender a necessidade de “copiar mais a vida real durante as nossas avaliações. Se observarmos os alunos durante estas provas, vamos reparar que se sentam em filas, separados uns dos outros por um espaço em aberto, sem acesso a nenhuma fonte de informação. Mas depois da obtenção

Stuart Hazeldine, exam

Consultar a internet durante os exames

dos respectivos diplomas académicos, esta situação nunca mais se volta a repetir. Mas, no trabalho, um indivíduo tem a oportunidade de esclarecer dúvidas com qualquer um, além de ter ainda a possibilidade de consultar a Google ou outro motor de busca. Sou assim da opinião que os estudantes deviam igualmente poder falar uns com os outros durante os exames, de modo a tentarem resolver os problemas em conjunto. Actualmente, isto seria considerado como fazer batota, apesar de ser aceite no mercado de trabalho. Não seria assim conveniente eliminar este ambiente artificial ?“ As ideias de Eric foram reiteradas por Dawe durante o programa acima mencionado, tende este explicado ainda que o mais importante “é saber compreender e utilizar as diferentes ferramentas actualmente ao nosso dispor.Além disso, se o professor souber de antemão que os alunos vão poder aceder à internet, fica livre de formular um outro tipo de questão, que fomente a discussão e a interpretação”. Fica assim a dúvida de quando os alunos vão poder passar a ter acesso a motores de busca durante as suas avaliações? Em relação a esta questão, Dawe respondeu que “é muito

“Se todos nós passarmos a depender do Google para formular respostas, quer isto dizer que é suficiente saber utilizar a internet para passar num exame, ao invés de cultivarmos os nossos conhecimentos pessoais?”

improvável que isto se venha a verificar num prazo de semanas ou mesmo de meses, mas na minha opinião, isto vai ser inevitável num futuro próximo”. No entanto Chris McGovern, presidente da iniciativa “Campaign for Real Education”, criticou as propostas de Dawe no mesmo programa, considerando que estas facilidades acabariam por “denegrir” todo o sistema de ensino, não fazendo, na sua opinião, “nenhum sentido” enveredar por este caminho. Em sua defesa, o mesmo explicou que “este país tem vindo a ver os seus padrões piorar de ano para ano. De momento, os nossos alunos na casa dos 15 anos encontram-se três anos mais atrasados do que os seus compatriotas chineses. Ao mesmo tempo, as nossas universidades ministram cursos com o objectivo de complementar lacunas no mercado de trabalho”. Isto enquanto diversos empregadores manifestam o seu desagrado com o nível de proficiência dos recém-formados, afirmando mesmo que muitos deles não são capazes de satisfazer as suas exigências. E é exactamente nesta conjuntura que surge o OCR com a proposta de simplificar ainda mais as coisas. É possível realizar uma prova especificamente para avaliar a destreza dos alunos em aceder a um motor de busca como o Google, mas isso não é o mesmo do que realizar uma prova de história ou de geografia. Os exames destinam-se a testar os níveis de compreensão mas também de conhecimento. Assim, não é de estranhar que se teste aquilo que os alunos sabem com acesso exclusivo à sua memória”. Apesar de podermos concordar ou discordar do acesso à internet durante os exames, não podemos deixar de admitir que este tipo de prova se destina a determinar o grau de conhecimento dos alunos em diversas matérias. Motores de busca como o Google permitem o acesso a informação que nunca esperávamos poder encontrar. Se

a sua utilização for permitida neste tipo de provas, torna-se muito difícil discernir se o aluno é verdadeiramente conhecedor da matéria, ou se apenas se limitou a encontrar as respostas adequadas através deste tipo de motor de busca. Isto acabaria por inutilizar este tipo de avaliações. Quero assim dizer que, se se passar a permitir a consulta do Google durante os testes, o próprio exame vai ter de ser reformulado, de modo a evitar que as respostas possam simplesmente ser encontradas na internet. O mundo está a mudar de dia para dia. No passado, a maior parte deste tipo de provas nem sequer permitia o acesso aos manuais de ensino. Mas hoje em dia são já muitas as provas em que isto é permitido, e na verdade isto não é muito diferente de poder consultar a internet durante um exame. Estas mudanças reflectem as evoluções da sociedade contemporânea. Mas ao mesmo tempo que permitem avaliar a capacidade dos alunos em usar este tipo de ferramentas, esta solução também cria uma série de problemas novos. Se todos nós passarmos a depender do Google para formular respostas, quer isto dizer que é suficiente saber utilizar a internet para passar num exame, ao invés de cultivarmos os nossos conhecimentos pessoais? Na minha opinião, ainda há muitos problemas a resolver antes de podermos permitir a utilização de motores de busca durante exames. Foi por esta razão que Chris McGovern salientou no mesmo programa que “é muito importante que os pais e professores compreendam e acreditem que esta solução é justa. Torna-se assim necessário que o Governo adopte as normas necessárias para garantir a manutenção dos nossos padrões de qualidade”. *Conselheiro Jurídico da Associação de Promoção de Jazz de Macau

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau segunda-feira 4.5.2015

Bancos Judiciária adverte para burlas por telefone

cartoon por Stephff

IPIM cria registo para PME e ajusta montante de subsídios

eleições no reino unido

Foram vários os residentes que se queixaram nos últimos dias à Polícia Judiciária pela tentativa de burla por telefone. De acordo com um comunicado da PJ, os casos chegaram através de “vários clientes de alguns bancos” que alegam ter recebido chamadas de alguém que se fazia passar por funcionário do banco, pedindo aos residentes que fornecessem os seus dados bancários. No entanto, as autoridades não avançam qual o número de pessoas afectadas por este tipo de burla. Como nota de aviso, a PJ sublinha que os bancos nunca pedem estes tipo de informações via telefone e que por isso mesmo os clientes devem sempre desconfiar caso esta situação se verifique. No mesmo comunicado, as autoridades afirmam já terem reunido com as entidades bancárias para esclarecer a situação e criar medidas de prevenção.

O

Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) criou uma base de dados das convenções e feiras para facilitar a participação de PME locais nestes eventos pelo mundo, mas principalmente Hong Kong e no continente. “É introduzido no novo Regulamento, o sistema de registo das convenções e feiras, em que se estabelece o registo das convenções e exposições de natureza económica e comercial e em convenções e exposições internacionais”, anuncia o IPIM em comunicado. A alteração integra uma actualização geral do Regulamento de Participação em Acções Promocionais do IPIM e entrou em vigor no final do mês passado. Outra das mudanças reside na atribuição de subsídios, nomeadamente o de promoção de comércio electrónico, que agora tem o limite máximo de 30 mil patacas anuais. Os restantes incentivos financeiros mantêm-se, com o IPIM a atribuir 60 mil patacas de valor máximo para a participação em feiras de exposição. O mesmo volume de dinheiro é aplicado a feiras de exposição e venda. Também a divisão do tipo de produtos foi alterada, passando os custos de produção de materiais impressos e audiovisuais a integrar a secção dos materiais publicitários. De acordo com o IPIM, será dada prioridade às indústrias culturais e criativas.

Automobilismo André Couto venceu 500 km de Fuji

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Quatro empresas concorreram ao concurso público para adjudicação dos serviços de gestão e manutenção da Ponte de Sai Van para os próximos dois anos. Entre as concorrentes, onde se encontram a habitual Chon Tit e o grupo HN (Henrique Nolasco), uma delas – a Nam Fong - acabou por ser excluída por “não ter apresentado a proposta conforme o exigido no programa de concurso”. O preço proposto varia entre os 12 milhões e os 14 milhões de patacas. Os Serviços de “Gestão e Manutenção da Ponte de Sai Van de Outubro de 2015 a Setembro de 2017” compreendem sobretudo a gestão e monitorização 24 horas por dia das instalações da Ponte de Sai Van, nomeadamente da sua estrutura, sistema electromecânico e sistema de combate contra incêndio, assim como a prestação dos serviços quotidianos de manutenção, inspecção e reparação regular, e ainda a prestação dos serviços de urgência durante a época de tufões.

Êxito para a “malta de Macau” O português André Couto, que corre pela Nissan em parceria com o japonês Katsumasa Chiyo, venceu neste domingo os 500 quilómetros de Fuji, segunda prova do campeonato japonês de Grand Turismo. No final, André Couto explicou que a prova “não podia ter corrido melhor”, depois de a sua equipa ter conquistado o terceiro lugar da grelha. “Foi muito bom para a nossa equipa (...) Correu tudo muito bem, os pneus (...) funcionaram muito bem e estou muito contente”, disse. Depois de na primeira prova do campeonato ter largado da pole position e terminado no sétimo posto, neste domingo, a dupla Couto/Katsumasa partiu do terceiro lugar da grelha. Correndo o primeiro sector, André Couto deixou o Nissan na quarta posição, com os primeiros lugares “todos muito juntos”. “Fizemos uma boa paragem nas boxes e o Katsumasa conseguiu colocar o carro na primeira posição no seu turno, lugar que

conseguimos manter quando fiz o terceiro e último turno da prova”, explicou. André Couto dedicou a vitória em Fuji aos portugueses e “à malta de Macau”, que sempre o tem acompanhado.

Boa partida

O português partiu no terceiro lugar da grelha para a segunda prova do campeonato. “A qualificação correu-nos bastante bem, conseguimos fazer o terceiro tempo para os

“Foi muito bom para a nossa equipa (...) Correu tudo muito bem, os pneus (...) funcionaram muito bem e estou muito contente”

500 quilómetros de Fuji”, disse na altura André Couto à agência Lusa, salientando que a prova seria “ uma corrida bastante dura” embora “seja sempre bom partir lá a frente”. O piloto português explicou também que nos treinos livres registou alguns problemas no carro, nomeadamente com a viatura a sair de traseira ou com alguma instabilidade na zona mais sinuosa da pista. “Nos treinos livres fizemos o sexto tempo. Tivemos alguns problemas no carro, que fugia bastante de frente nas curvas rápidas e, no terceiro sector, mais lento e com curvas mais fechadas, também tínhamos alguns problemas na travagem com a traseira pouco estável”, disse. Problemas resolvidos, a dupla formada por André Couto e Katsumasa Chiyo levou o Nissan ao terceiro lugar da grelha, lugar de onde partiu para conquistar a vitória na segunda prova do campeonato japonês de Grand Turismo.

gonçalo lobo pinheiro

Sai Van Gestão e manutenção pode custar até 14 milhões


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Hoje Macau 4 MAI 2015 #3322 by Jornal Hoje Macau - Issuu