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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUINTA-FEIRA 30 DE AGOSTO DE 2012 • ANO XI • Nº 2684
Ter para ler
TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 26 MAX 32 HUMIDADE 60-95% • CÂMBIOS EURO 9.8 BAHT 0.2 YUAN 1.2
Ida a tribunal é hipótese cada vez mais provável
Motoristas da Reolian enfrentam Ministério Público GONÇALO LOBO PINHEIRO
“DEFICIENTES SÃO DESPREZADOS”
António Fernandes fala em falta de condições nas Paralimpíadas CENTRAIS
VICTOR CHEUNG CONTRA DEMOCRATAS
“Estão no hemiciclo há mais tempo do que eu” PÁGINA 2
FALTAM EFECTIVOS NA PRISÃO
Cadeia de Macau vai contratar mais 59 guardas PÁGINA 6
O caso do condutor que feriu uma idosa, obrigada depois do acidente a amputar as pernas, já passou da DSAT para a PSP, que confirmou ao Hoje Macau ter encontrado “ofensa criminal”, enviando o processo para o MP. Os outros motoristas que a Reolian culpou em inquérito interno devem sofrer o mesmo destino. PÁGINA 5
política
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Deputado indirecto revolta-se contra democratas
“Estão no hemiciclo há mais tempo do que eu” andreia.silva@hojemacau.com.mo
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STÁ votada na especialidade a lei que determina o aumento dos assentos na Assembleia Legislativa (AL). Para as próximas eleições legislativas, a decorrer em 2013, existirão um total de 33 deputados, um acréscimo de dois eleitos por via directa e dois por via indirecta. Na sessão plenária a luta por mais assentos directos voltou a marcar presença, mas os deputados eleitos por via indirecta não se ficaram e responderam à letra aos deputados da Associação Novo Macau, Paul Chan Wai Chi, Au Kam San e Ng Kuok Cheong, que dominaram o debate. “Há quanto tempo é que estão na AL?”, questionou o indirecto Victor Cheung. “Estão há mais tempo do que eu e estão sempre a queixar-se. Ter democracia também é ter tolerância. Por que é que não contam há quantos
GONÇALO LOBO PINHEIRO
Na votação final que trouxe mais dois deputados por via directa para a Assembleia Legislativa e outros dois por via indirecta, o debate aqueceu. Victor Cheung rejeitou problemas no sufrágio indirecto e confrontou Au Kam San, Chan Wai Chi e Ng Kuok Cheong Andreia Sofia Silva
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vantagens, mas é um sistema que também tem as suas vantagens. E os nossos colegas não estão a ver as vantagens.”
DESENVOLVIMENTO GRADUAL
Paul Chan Wai Chi foi demolidor na hora de apontar o dedo ao sufrágio indirecto, acusando-o de ser a causa para o “aumento anormal das associações”. “O Governo não alterou o conteúdo da proposta de lei para ir de encontro ao que a população deseja. Cria-se um desequilíbrio entre os deputados da AL e os que são empresários ocupam uma maior posição, cerca de 60%. Isso tem a ver com o sufrágio indirecto. Este vai continuar a ser dominado por associações fortes do sector empresarial, sem contribuir para a renovação das elites politicas.” Au Kam San lembrou que os lugares directos aumentaram apenas 1% e que isso não traduz “a verdadeira democracia”. Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, realçou apenas que o Governo está a fazer um “desenvolvimento gradual” do sistema político. “Vejo que há deputados que têm uma percepção diferente do sufrágio indirecto, mas vamos melhorar gradualmente o regime e acrescentar mais assentos consoante as necessidades”
ASSOCIAÇÕES SEM PROBLEMAS
anos cá estão? Se já cá estão há tanto tempo, podiam dar lugar aos mais novos.” Ng Kuok Cheong prometeu apenas “avaliar a sua prestação” caso não seja eleito no próximo ano. “Posso continuar a ser deputado mas tudo depende da população
de Macau. Agradeço aos eleitores que me têm apoiado”. Victor Cheung falou ainda do sufrágio que o levou à AL. “Também temos as nossas formas de organização, com uma Assembleia Geral, e os membros são eleitos por todos os sócios. Pode ter des-
José Chu, director dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), respondeu a Chan Wai Chi. “As associações cívicas são submetidas à avaliação de uma comissão e têm de ser registadas, só depois é que são reconhecidas. Não podemos dizer que não dão o seu contributo. Se as pessoas não aderirem a uma associação podem, através do sufrágio directo, eleger o seu representante. Não podemos
dizer que não têm direitos eleitorais. Criar uma associação é um direito consagrado na lei.” Se Au Kam San acusa o sufrágio indirecto de ser um “problema estrutural”, Kwan Tsui Hang olha para uma possível mudança de futuro. “A longo prazo deve deixar de existir, mas a curto prazo deve manter-se.”
Mais educação A eleição dos deputados indirectos só passar a ter um mandato ao colégio eleitoral para as áreas do serviço social e da educação gerou críticas de quem se senta no hemiciclo. Por outro lado, os sectores cultural e desportivo tiveram direito a dois mandatos. A deputada Melinda Chan frisou que deveria existir mais representatividade destas áreas na AL, mas Ho Sio Kam foi ainda mais longe. “Deve constituirse um único colégio eleitoral autónomo para a educação. Com o desenvolvimento da sociedade este sector deve alargar-se. Espero que o Governo possa ouvir mais a área educacional e os docentes.”
Recenseamento 24 horas Melinda Chan questionou o Governo sobre os trabalhos preparatórios para o recenseamento, para que tudo esteja a pronto para as próximas legislativas. Florinda Chan garantiu que os SAFP já estão a tratar do assunto. “Devemos reforçar a sensibilização para o recenseamento. Os SAFP já estão a trabalhar nisso e a partir de Outubro vai haver um serviço 24 horas para o recenseamento eleitoral.”
PROTESTOS BRILHARAM NA NOITE Em dia de aprovação final na Assembleia da Reforma, a Associação Novo Macau foi ontem às 20:00, projectar frases de cidadãos sobre o assunto. Escolheram a parede exterior do antigo tribunal e foram alternando frases, recolhidas por eles, com o que dizem ser a verdadeira opinião das pessoas sobre a Reforma Política. “É o dia mais negro da democracia”, “Quero eleições gerais”, “O Governo tem que ouvir sempre as opiniões dos cidadãos” e “Florinda Chan demitida já” foram alguns dos muitos exemplos que iluminaram a noite na sequencia de projecções. Jason Chao, presidente da Novo Macau, esteve presente e atacou as posições do Executivo, tal como à tarde os seus colegas fizeram no hemiciclo. “Se o Governo da RAEM acredita que faz o que é certo, então que faça como nós e mostre as verdadeiras opiniões dos cidadãos.” - C.L.
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Como se esperava, 400 passam a eleger Chefe do Executivo. Mas houve polémica com novo ponto
Andreia Sofia Silva
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Órgãos municipais causam discórdia
HOJE MACAU
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ORAM quatro os deputados que ontem fizeram duras críticas ao desempenho do Instituto da Habitação (IH) face à habitação económica, falando de falta de planeamento e estrutura ao nível de funcionários. No período das interpelações antes do debate, Chan Meng Kam foi mais longe e disse que “nem os alunos da primária cometem este tipo de erros”, referindo-se à perda de 21 milhões de patacas sentida pelo Governo com os erros cometidos na venda das casas do edifício Sun Star Plaza. Depois de muitas famílias terem recusado as casas económicas em Seac Pai
S democratas voltaram a estar na linha da frente no que diz respeito ao debate sobre as alterações à Lei Eleitoral para escolher o Chefe do Executivo, ontem aprovada na especialidade em mais uma sessão plenária da Assembleia Legislativa (AL). O único oponente que se juntou a Au Kam San, Paul Chan Wai Chi e Ng Kuok Cheong foi o deputado José Pereira Coutinho, que votou contra em todos os artigos. Para as próximas eleições, em 2014, o Chefe do Executivo vai passar a ser eleito por uma Comissão Eleitoral com mais 100 membros face aos actuais 300, representantes de diversos sectores da sociedade. Tal como se esperava. Au Kam San voltou a frisar o facto de o novo colégio eleitoral permanecer pouco representativo da sociedade. “O alargamento da Comissão não está a reflectir um avanço, continua a ser um círculo pequeno. A população não vai entender que é um círculo fechado porque não conhece a representatividade. E agora, com o aumento dos membros, continuamos a não saber.” Os democratas lembraram ainda esquecida presença dos representantes dos órgãos municipais no grupo que vai eleger o próximo Chefe do Governo, apesar do relatório de Pequim falar desse ponto, bem como a nota justificativa adjacente à lei. “Continuamos a não ver esses membros, então o Chefe do Executivo não é eleito com legalidade”, acrescentou Au Kam San. Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, foi clara: num futuro próximos tais órgãos não vão existir. “O artigo 95 da Lei Básica diz que
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pode ser uma opção constituir órgãos municipais sem poder político. Precisamos de estudar ainda, mas não temos propostas concretas. Mesmo criando órgãos municipais temos de cumprir dois princípios – não podem ter poder politico e não vão ser criados com poder de eleição. Previmos que em 2014 não vamos ter esse órgão criado e não vão existir esses representantes.”
MOMENTO INÉDITO
A resposta de Florinda Chan surgiu depois de uma pergunta do deputado Pereira Coutinho, que também considera existirem pontos desconexos entre o que a Lei Básica diz e o que consta na nova lei. “Quais são os princípios subjacentes a esta lei? A coerência e a integridade. No anexo 1 constam os membros dos órgãos municipais, e o artigo da Lei Básica tem uma estreita ligação, então porque ignoramos esta ligação?” O deputado Chan Chak Mo interveio então para dizer que pela primeira vez concordava com Coutinho, facto inédito “em muitos anos” de companheirismo no hemiciclo. “Não existindo esses órgãos, como é que pode haver a possibilidade de representantes? Se se entender que no futuro não vão existir membros dos órgãos municipais, o Governo deve ponderar se vai fazer uma alteração ou não.” Depois de Paul Chan Wai Chi ter falado em “desrespeito pela Lei Básica” e que “não pode existir um vazio na lei”, o deputado Vong Hin Fai foi dos poucos a mostrar-se a favor da posição do Governo. “Actualmente não existe um órgão municipal, e na eleição do Chefe do Executivo não se inclui, o que é lógico porque não existe. Na altura (2004) manteve-se esse ponto na lei eleitoral porque poderiam ainda surgir órgãos municipais.”
Deputados dizem que Instituto da Habitação não cumpre a lei
Nem os alunos da primária são assim Van, o deputado considera que tem de existir uma melhor avaliação prévia. “Há que considerar detalhadamente a estrutura do agregado familiar, as mudanças, a integração social. Na definição das políticas de habitação pública e na sua construção o Governo deve ouvir as opiniões do público e estar ao corrente das necessidades.”
ESCOLHAS FORÇADAS
O facto de alguns agregados terem sido levados
a escolher, pela segunda vez consecutiva, uma casa no local que não pediram, correndo o risco de serem expulsos da lista de espera por esse motivo, também originou críticas. Enquanto a deputada Kwan Tsui Hang acusou o IH de “falta de transparência” e “arbitrariedade, sem fundamento legal” das escolhas, Ho Ion Sang foi mais longe. “Obrigar os candidatos a fazer uma escolha contra a sua vontade não será um acto administrativo
que contradiz o princípio de boa-fé subjacente ao Código do Procedimento Administrativo?”
Au Kam San disse mesmo que as decisões do IH estão a ir contra o artigo 60 da Lei da Habitação
Económica, e que é preciso “travar a governação desumana desta Administração autoritária”. – A.S.S.
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sociedade
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Recepções internas e visitas fora de portas exigem criação de gabinete para relações externas
Coutinho critica criação do Gabinete
Macau cuida da imagem Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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AIS de cem visitas fora da RAEM e recepções dentro da região em 2011 são a justificação perfeita para a criação do novo Gabinete de Protocolo, Relações Públicas e Assuntos Externos, que entra em funcionamento na próxima semana. O objectivo da nova entidade é ajudar a RAEM a ter um melhor contacto com o exterior e apoiar também na divulgação do papel de Macau enquanto cidade de turismo. Quem o explica é Fung Sio Weng, nomeado coordenador do
Gabinete, que até agora desempenhava a função de assessor do Chefe do Executivo. “A ligação e intercâmbio entre Macau e o exterior têm aumentado e por isso precisamos de uma entidade para gerir esses trabalhos. Relações públicas e protocolo sempre existiram em diferentes serviços públicos, mas pretendemos centralizar esses serviços.” No total, são 50 as pessoas previstas para ingressarem no novo organismo, sendo que 20 serão recrutadas já de outros serviços públicos. Fung Sio Weng não sabe ainda quantos funcionários ao certo vai necessitar na sua equipa, mas admite a possibilidade de recrutar
mais profissionais. “Para elevar a qualidade precisamos de mais pessoas com capacidades, nomeadamente no domínio de línguas diferentes.”
TODOS JUNTOS
A equipa não irá, no entanto, trabalhar sozinha. Consoante a especialidade podem ser recrutados trabalhadores de outros departamentos do Executivo. O gabinete não terá interferências no meio político ou diplomático, ficando-se por apoiar eventos e visitas que se incluam no âmbito de economia, saúde, desporto e turismo. Por isso mesmo, podem ser recrutados funcionários destes serviços.
Fung Sio Weng apresentou ontem também os seus coordenadores-adjuntos, Lei Ut Mui, até ao momento técnica superior no Serviço de Protocolo e Relações Públicas dos Serviços de Apoio da Sede do Governo, e Tong Wai Leong, que até Agosto de 2009 era o chefe da Divisão Administrativa e Financeira do Instituto do Desporto. Todos vão ficar a tempo inteiro no novo gabinete, que funcionará no edifício do Banco Chinês de Macau e que ainda não tem um orçamento definido. “É muito difícil dar um orçamento agora, no próximo ano teremos mais informações.”
Moon Ocean promete recorrer para Tribunal de Segunda Instância
La Scala ainda mexe
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Moon Ocean não desiste. Esta semana, a empresa responsável pelo empreendimento La Scala enviou uma carta a Chui Sai On, Chefe do Executivo, expressando discordância perante a decisão em anular a concessão dos cinco terrenos em frente ao aeroporto, envolvidos no escândalo de corrupção de Ao Man Long. A Chinese Estates Holdings, da qual a Moon Ocean é sub-
sidiária, afirmou em comunicado à Bolsa de Valores de Hong Kong que vai recorrer ao Tribunal de Segunda Instância (TSI) “se a Moon Ocean não receber uma resposta favorável do Chefe do Executivo até dia 14 de Setembro”. É nesta data que termina a possibilidade de interposição de recurso da decisão de Lau Si Io, do secretário para os Transportes e Obras Públicas, que apareceu
este mês através de um despacho publicado em Boletim Oficial. A decisão foi justificada pelo facto de o Tribunal de Última Instância ter dado como provado que o antigo secretário da tutela – Ao Man Long – “viciou de forma criminosa” o processo da adjudicação dos cinco lotes de terra junto ao aeroporto. Em comunicado, o Executivo não parece estar disposto a recuar na decisão tomada. Chui Sai
On admite ter recebido a reclamação apresentada pela Moon Ocean, mas aparenta querer manter-se veiculado ao que o TUI concluiu. “O Governo da RAEM já publicou a decisão da declaração de nulidade e irá proceder ao respectivo acompanhamento em escrupuloso cumprimento da acórdão do Tribunal de Última Instância, cujos resultados serão posteriormente, e em tempo oportuno, tornados públicos.” - J.F.
“Não obstante as críticas quanto ao exagerado número de serviços públicos e entidades congéneres e o aumento brutal dos recursos humanos que se estimam em cerca de 25 mil trabalhadores, o Governo tem tido sempre a tentação de criar mais estruturas públicas porque os cofres estão abarrotados de dinheiro.” É desta forma que José Pereira Coutinho reage à criação do novo Gabinete de Protocolo, Relações Públicas e Assuntos Externos. Ontem, na Assembleia Legislativa, o deputado afirmou que o Governo só cria mais organismos por ter à sua disposição “muito dinheiro público” que pode despender “quase ao seu bel-prazer”. Pereira Coutinho diz que os vencimentos dos três coordenadores se equiparam aos dos cargos de director e subdirectores dos serviços públicos. “Muitos cidadãos perguntam qual a necessidade real para a criação de um novo Gabinete? As estruturas actualmente existentes no Gabinete do Chefe do Executivo não funcionam? Este novo Gabinete não vai duplicar as competências?”
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sociedade
Ministério Público já tem em mãos caso do motorista da Reolian que feriu gravemente idosa
A caminho do tribunal
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CATARINA LEONG LAU
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Os outros condutores de autocarro que a empresa retirou da estrada também já estarão sob alçada do Ministério Público, embora a PSP não tenha ainda confirmado o envio dos processos Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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Á pelo menos um processo criminal a decorrer no Ministério Público, que envolve o condutor responsável por um dos acidentes mais graves ocorridos com autocarros da operadora de transportes públicos Reolian. Ao Hoje Macau, a Polícia de Segurança Pública (PSP), responsável por receber os relatórios da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) sobre os acidentes de viação com as operadoras, referiu que o acidente a 5 de Março que feriu uma mulher de 82 anos, obrigando à amputação dos seus membros inferiores, foi entregue ao Ministério Público. “Já acabámos a investigação e concluímos que se trata de uma ofensa criminal e não apenas um acidente de tráfego normal”, explica o porta-voz da PSP. “Recolhemos os factos por escrito e
Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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AIS uma vez a família do funcionário da Reolian ferido nas Portas do Cerco voltou a reunir-se com os média na Associação Novo Macau (ANM), ontem de manhã. Os parentes vêm a público dizer que o director-geral da Reolian, Cédric Rigaud, não está a assumir responsabilidades e, além disso, ainda os terá chantageado. “Na reunião da última sexta-feira, Cédric Rigaud ainda me ameaçou, disse que se disséssemos alguma coisa negativa sobre a companhia aos jornalistas, ele iria negar tudo”, afirmou a mulher do funcionário à imprensa. O responsável da companhia, contactado pelo Hoje Macau, reagiu às acusações de que é alvo. “Não foi chantagem alguma, trata-se de estabelecer a verdade”, referiu Rigaud. “Claro que vamos negar que estamos a dizer mentiras. Devo fechar a minha boa?”
entregámos todas as informações ao Ministério Público a 20 Abril.” Sobre os outros acidentes, em que os motoristas da Reolian foram identificados como responsáveis pelas própria companhia, as autoridades policiais não souberam ontem avançar se já foram identificados também como delitos graves. No entanto, é provável que tal tenha acontecido, pois tiveram caminhos semelhantes ao caso confirmado: a Reolian, em inquérito interno, deu-os como culpados dos acidentes e informou a DSAT. Esta entidade, enviou os processos para a PSP. A DSAT garantiu ao Hoje Macau que todo e qualquer acidente com matéria penal é entregue à PSP, segundo um relatório elaborado. “Cabe depois às entidades de execução aplicar ou não uma moldura penal”, explicou Lo Seng Chi, Chefe de Departamento de Tráfego da instituição. Isto, claro, sem esquecer a empresa-mãe. “A responsabilidade de um acidente rodoviário é do condutor e gestores
e a companhia tem de assumir a sua quota parte.” O director-geral da Reolian, Cédric Rigaud, diz desconhecer eventuais processos criminais. “Não estava informado disto, mas se é assim irei informar-me brevemente. Até hoje a Reolian não foi informada de quaisquer processos de investigação feitos pela secretaria para a segurança.” Por esta razão, explicou, ainda não há qualquer advogado a tomar conta do caso, já que à empresa ainda não chegaram informações sobre o assunto.
DESCONHECIMENTOS
No princípio da semana, Rigaud já falara sobre os casos – quatro acidentes onde a sua empresa identificou responsabilidades dos motoristas –, dizendo que as conclusões da Reolian já tinham sido entregues às autoridades. Contudo, não sabia, tal como agora, se existiam instaurados processos criminais. “Para o acidente de Fevereiro
ainda não há acções em tribunal e para os restantes ainda não houve nenhuma acção movida, de que tenha conhecimento. Mas não digo que não haverá numa de futuro.” O caso a que se referia está
relacionado com o idoso de 80 anos que, no final de Fevereiro, foi ferido por um autocarro da companhia. Rigaud salientou que, como sempre, se iniciara uma investigação do acidente.
Família do funcionário da Reolian acidentado nas Portas do Cerco levanta suspeitas sobre empresa
Despesas geram polémica
Sublinhou ainda que, desde sexta-feira, altura em que se reuniram pela primeira e única vez com a família, foram veiculadas “muitas informações falsas nos jornais”. Na reunião de ontem, a família falou ainda sobre as despesas com tratamentos médicos. “Sinto que a empresa não é sincera”, afiançou a senhora Lai. “Aos
jornalistas [Rigaud] disse que nos deu cem mil patacas mas de facto só nos deu dez mil de indemnização no dia posterior ao acidente.” Lai reforçou ainda que tal fundo não está relacionado com as despesas do médico, serve antes para custear cuidados futuros do marido. “A Reolian só deu 15 mil patacas ao Hospital Kiang Wu a 21 de Agosto [dia do acidente], a
Contrato só de mês a mês De acordo com o jornal Cheng Pou, o sector dos seguros avançou que a empresa Macau Insurance Company recusou continuar o contrato de um ano com a Reolian, querendo em vez disso assinar o contrato mês a mês. A DSAT, que sabe quais as seguradoras de cada companhia de autocarros, disse que ainda não recebeu esse aviso da Reolian. Por outro lado, uma fonte do sector de motoristas profissionais disse ao jornal chinês que, devido às seguradoras serem constantemente afectadas pelos múltiplos acidentes dos autocarros, elevaram todos os prémios às empresas de autocarros, bem como aos carros de turismo.
caução de 80 mil patacas foi paga pela Macau Insurance Company.”
COMPROVATIVO?
A família afirmou ainda não haver um documento escrito da empresa que garantisse todas as despesas, tal como é pedido pelo hospital. Pelo facto, no dia em que se reuniram, na última sexta-feira, pediram a Cédric Rigaud esse comprovativo, no entanto ele terá recusado o pedido. “Só queria dar o aviso oral”, explicou Lai. De acordo com a mulher do acidentado, o representante da Reolian foi ao hospital ontem de manhã. “Só disse que se o custo ultrapassar 150 mil patacas – montante até ao qual a seguradora cobre todos os custos – o hospital deve avisar a empresa.”
Cédric Rigaud disse não haver necessidade dessa documentação. “Se fosse esse o caso, era porque tinha um problema com o pagamento. Isso não acontece. Não há qualquer problema com o hospital. O pagamento está a ser feito.” Além disso, referiu, foi dado à família um fundo para não pagar nada na hospitalização, algo que a companhia de seguros não paga em adiantado. “A lei em Macau diz claramente que a obrigação da empresa é reembolsar a família dentro de 45 dias, estamos a fazer bem mais do que pede a legislação em vigor.”
SISTEMA A FUNCIONAR
Na mesma reunião, a senhora Lai deu conta dos valores
avançados. Receberam então 100 mil patacas, noventa mil de doação dos colegas, que não se destinam ao pagamento dos custos médicos, e 10 mil da empresa. “A Reolian deixou a Macau Insurance Company pagar 70 mil patacas de caução ao hospital.” Segundo as suas contas, das actuais 165 mil patacas sobre as despesas médicas a seguradora pagou 150 mil e Reolian 15 mil. Rigaud, mais uma vez, dá a sua versão. “Eles estão a dar factos falsos. Estão a dizer que a Reolian não pagou dinheiro ao hospital e não é verdade. A única pergunta que devem fazer é: a família pagou alguma coisa? Nada. Só prova que o sistema está de acordo com o que é previsto.” Questionado sobre tamanha insatisfação da família, que vem recorrentemente falar aos meios de comunicação, o responsável pouco adianta. “Provavelmente, aos olhos deles deveria ser a Reolian a pagar tudo.”
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Estabelecimento prisional vai ter novo concurso para preencher 59 vagas
Uma prisão com poucos guardas Há 487 guardas prisionais a trabalhar na cadeia de Macau, mas o número é insuficiente. As candidaturas para as novas vagas abrem em Setembro, quando ainda não estão aprovados os candidatos anteriores Rita Marques Ramos
rita. ramos@hojemacau.com.mo
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Estabelecimento Prisional de Macau (EPM) precisa de 617 guardas prisionais com residência de Macau, segundo a legislação vigente, mas o seu número actual de efectivos está aquém do exigido. “Até dia 31 de Julho de 2012, a quantidade total da equipa da prisão é 487 pessoas”, explica o porta-voz da EPM. Destes, apenas 381 são locais – 60 são vietnamitas e 43 do Nepal. Neste momento, o recrutamento que começou em Novembro do ano passado, na tentativa de garantir mais 80 guardas (40 de cada sexo), continua a decorrer. No princípio de Julho, no entanto, o director da EPM, Lee Kam Cheong, não se mostrava muito confiante nesta selecção. “O resultado para já não é muito favorável, porque apenas 126 ficaram aptos nas provas de aptidão física.” Por essa razão,
no próximo mês, haverá novo recrutamento para mais 59 vagas de guardas prisionais de primeiro nível, aptos a subir posteriormente de escalão. “Esperamos apenas a aprovação do Secretário para a Segurança”, disse o interlocutor da
prisão, ainda em funcionamento em Coloane. No total, explica, estão disponíveis 142 lugares para o exame de abertura de vaga. A EPM tem já 34 guardas a serem submetidos a treino desde Janeiro, que estarão aptos a in-
gressar no trabalho no princípio de 2013.
POLÉMICA CONTINUA
A confusão em torno do alargamento da ala feminina da prisão mantém-se desde Julho, quando o director disse estar à espera da
aprovação dos serviços de Obras Públicas para o licenciamento da empreitada. Na altura, a DSSOPT disse ao Ponto Final estar a aguardar documentos em falta para a mesma concessão seguir em frente. Ao Hoje Macau, a EPM não se manifestou quanto aos documentos em falta, insistindo antes na necessidade do consentimento para a obra, que deveria ter arrancado em Novembro de 2011. “A obra de alteração de armazém da prisão das mulheres ainda está pendente de aprovação da licença de construção nesta fase”, explica o porta-voz da instituição. A DSSOPT voltou a reforçar que em Maio recebeu o pedido feito pela EPM para o licenciamento da obra. “A apreciação foi já concluída em Junho e depois foi notificada ao requerente”, respondei em comunicado ao Hoje Macau. “No momento estamos a aguardar a entrega pelo Estabelecimento Prisional de Macau dos documentos em falta.” No entanto, há pontos que se contradizem. A DSSOPT afirma que a ampliação das celas da ala feminina foi recebida em Novembro. “A sua apreciação foi concluída em Fevereiro do corrente ano e a decisão foi notificada ao requerente.” Por sua vez, Lee Kam Cheong referira em Julho que a concessão da obra tinha sido atribuída em Agosto, através de concurso público, e que estaria prevista arrancar em Novembro, estimando-se a conclusão para o segundo trimestre deste ano. No entanto, “a aprovação não chegou por parte das Obras Públicas”. Na altura, o director da EPM explicava que as mulheres poderiam vir a dormir no chão, sobre colchões fornecidos, já que faltavam nove vagas para lotar esta ala. Actualmente, a EPM tem 173 reclusas, estando agora a 11 vagas de atingir a ocupação total de 184 lugares.
Louis Ng promete devolver beleza original ao castelo que comprou
Paixão por vinhos e entusiasmo com negócio Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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OUIS Ng, o número três da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) que comprou recentemente uma propriedade em Borgonha (França), promete respeitar as tradições locais. Em declarações à agência France Press, depois de diversas manifestações de moradores e vinicultores franceses pela intromissão de empresários estrangeiros na região, o director de operações da SJM disse que iria restaurar
o castelo de acordo com a sua “antiga glória”. Louis Ng comprou o Chateau de Gevrey-Chambertin por dez milhões de dólares americanos, um negócio que tem sido contestado por medo que o empresário chinês – de cidadania portuguesa – destrua um património com mais de 900 anos. Ng afirma que vai trabalhar com arquitectos e vinicultores franceses de forma a que o castelo e as vinhas continuem como fonte de bom vinho. “O nosso objectivo é trazer a esta
adorável propriedade toda a sua beleza original”, frisou em comunicado à AFP. “Com o tempo espero que os meus vizinhos venham a apreciar a minha paixão por bons vinhos, como poderá ser reflectido com os melhoramentos que espero trazer ao Chateau de Gevrey-Chambertin.”
EMBAIXADOR EM MACAU
A propriedade inclui dois hectares de vinhas na que é uma das principais denominações da Borgonha, onde os produtores seguem regras rígidas para
comercializar os seus vinhos com nomes protegidos por lei. “É minha intenção utilizar todos os meios ao meu alcance para assegurar que esta terra continua a produzir vinhos de classe mundial para os amantes do vinho em todo o mundo e para as gerações futuras.” Louis Ng nomou o arquitecto francês Christian Laporte para reparar o castelo, listado como um monumento histórico da Borgonha. Em conjunto com “amigos”, não identificados, Ng terá ainda assinado um con-
trato com o produtor de vinhos Eric Rousseau, conhecido na Borgonha, para que este cuide das vinhas do castelo. “Como amante de vinho há mais de 30 anos estou entusiasmado com esta excelente oportunidade de devolver a energia e revigorar este fantástico pedaço de terra.” Ng descreve-se como um sério amante de vinho e um embaixador de vinhos franceses em Hong Kong e Macau.
GESTÃO DE FAMÍLIA
Ao contrário da região de Bordéus, a Borgonha
permanece dominada por propriedades relativamente pequenas, dirigidas por enólogos que, independentemente da prosperidade dos últimos anos, se consideram como agricultores em primeiro lugar. As propriedades geralmente passam de geração para geração, pelo que a sua compra por estrangeiros é rara. Novamente em contraste com Bordéus, onde os investidores chineses já se estabeleceram de forma forte.
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Macau entrega segundo relatório sobre Convenção Contra a Tortura ou Tratamentos Cruéis
Com as mulheres (quase) tudo bem Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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OSSUEM os mesmos direitos dos homens, são protegidas no caso de serem vítimas de algum tipo de abuso e têm acesso à educação e à vida política. Macau está a elaborar o seu 2.º relatório periódico sobre a execução da Convenção Contra a Tortura e Outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes e pinta um cenário positivo no que toca ao tratamento dado às mulheres. Mas a resposta da RAEM às principais preocupações e recomendações do Comité – enviadas em 2008 – continua a ter uma falha: a inexistência de uma Lei contra a Violência Doméstica. O comité frisou estar preocupado com o aumento das violações, proxenetismo e casos de violência doméstica no território e recomendou ao Governo que pusesse em prática medidas preventivas para evitar estes casos, o mais rápido possível. Macau não foge da responsabilidade, mas promete algo que já há muito está a ser prometido. “Algumas leis foram adoptadas e outras estão quase completas”, pode ler-se no relatório. A Lei contra a Violência Doméstica está a ser elaborada há mais de quatro anos e, ao que diz o Executivo, poderá ir a nova consulta pública. “Macau reconhece a necessidade de ajustamento das leis para melhor resolver
problemas específicos das mulheres como a violência doméstica.”
ASSÉDIO SEXUAL
No que diz respeito a outras questões relacionadas com o tratamento dado às mulheres na sociedade, a RAEM não está muito aquém dos chamados países desenvolvidos, pelo menos relativamente a direitos. As mulheres de Macau podem participar livremente na vida política, ocupam cargos na Administração, Assembleia Legislativa e nos tribunais. “O número das posições que ocupam ainda é diferente [entre os sexos], mas as mulheres também têm cargos.” Também o direito à educação é igual, bem como o acesso à saúde e o direito ao trabalho. Nesta área, contudo, o Comité volta a manifestar preocupações. “Falta legislação contra o assédio sexual no trabalho e é urgente que a RAEM inclua isto.” O Governo assegura que, apesar de não haver lei específica, a coerção sexual é um crime previsto no Código Civil e inclui o assédio no trabalho. A RAEM afirma estar atenta ao papel da mulher no trabalho e informou o Comité que introduziu na lei direitos como o número ilimitado de filhos por mulher empregada e o aumento do período de maternidade sem perda de remuneração ou emprego.
LACUNAS
O planeamento familiar está acessível em todos os centros de
saúde, diz o Governo, bem como os apoios económicos e diversos tipos de aconselhamento. Mas continuam a faltar medidas mais fortes no que ao tráfico humano diz respeito. Há campanhas publicitárias e seminários para que o público esteja consciente da existência destas acções – normalmente para fins de exploração sexual –, mas há também lacunas, em regra indirectamente ligadas à acção das autoridades. “As mulheres vítimas de violência têm meios de compensação monetária e os agressores são punidos, mas se não o identificarem ele pode não receber punições. As
vítimas de tráfico têm direito a acomodação, comida, intérprete e aconselhamento psicológico, mas o esquema de protecção às vítimas tem uma dificuldade: para que as mulheres possam beneficiar destas vantagens e de apoio legal e médico não é preciso prova do estatuto de vítima e basta haver indícios. Isso leva a que tenha havido abusos por mulheres que dizem ser vítimas e não são.” Depois há ainda a dificuldade da falta de cooperação das mulheres face aos traficantes.
GARANTIAS DADAS
A Administração assegura que tem tomado medidas para garantir
os direitos das mulheres, mas realça dificuldades no que diz respeito à vida social das cidadãs da RAEM. Segundo um estudo feito pela Universidade de Macau em 2008, a maioria das mulheres são fortemente ligadas à família e não têm muita participação activa na vida social e política. Por isso mesmo, prevê-se que estejam mais tempo em casa, o que pode criar conflitos a nível psicológico. “Há escassez de serviços de acompanhamento psicológico e apoio à família em Macau”, conclui o relatório. “E faltam locais de recreação para as mulheres.”
Festival internacional de cultura e gastronomia arranca a 3 de Setembro
O 3º Festival Internacional de Cultura e Gastronomia vai realizar-se entre 3 de Setembro e 4 de Outubro, na periferia da arena romana na Doca de Pescadores. O presidente da Associação de Retalhistas e Serviços de Turismo de Macau, Frederick Yip Wing Fat, apresentou o Festival ontem, indicando que serão convidados cozinheiros de Macau, Tailândia, Malásia, Coreia, Taiwan e Japão. Estarão em destaque na “Noite de cozinheiros famosos do mundo”, um dos prometidos pontos altos do evento, com entrada a custar 300 patacas. Nos outros dias, os bilhetes variam entre 90 e 150 patacas. Haverá também noites com múltiplos temas, da gastronomia francesa aos frutos do mar, por exemplo, sem esquecer os países de língua portuguesa. O presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas de Restauração de Macau, Vincent Leong, realçou que quem queira gastar um pouco mais terá à disposição iguarias japonesas como sashimi de atum de rabilho ou o bife de Kobe. - C.L.
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nacional
A
chanceler alemã, Angela Merkel, visita a China nos dias 30 e 31 de Agosto, pela segunda vez em menos de um ano, ilustrando o crescente relacionamento entre os dois maiores exportadores do mundo. Merkel e o homólogo chinês, Wen Jiabao, co-presidirão à segunda ronda de consultas inter-governamentais sino-germânicas, um mecanismo de diálogo e cooperação bilateral instituído no ano passado e que, segundo alguns analistas, traduz uma “relação especial”. No plano económico, há mesmo “uma simbiose quase perfeita” entre a Alemanha e a China, diz um estudo geopolítico europeu divulgado em Maio passado. “A China necessita de tecnologia e a Alemanha necessita de mercados”, salienta o estudo, patrocinado pelo European Council on Foreign Relations (ECFR). Maior parceiro comercial da China na União Europeia, a Alemanha assegura quase metade das exportações dos 27 para aquele país e mais de um quinto (22%) das importações chinesas para a UE. Na última década, o aumento do comércio sino-germânico, e em particular
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Merkel vai a Pequim pela segunda vez em menos de um ano
A visitante incansável
Mais supervisão de verbas para alimentação de alunos de zonas rurais O Ministério de Finanças da China divulgou esta terça-feira um documento no qual anuncia o reforço da supervisão do uso de verbas exclusivas para programas de apoio à melhoria da situação alimentar dos estudantes dentro do período de educação obrigatória nas zonas rurais, informa a rádio China. Os Regulamentos da Administração das Verbas, que foram elaborados por este órgão, incluem a distribuição, aplicação e supervisão dos capitais para esta causa. A iniciativa inclui a melhoria de condições e a instalação de equipamentos para elevar a qualidade das refeições nas escolas rurais. No Outono de 2011, a China lançou o projecto de melhoria da saúde dos estudantes de educação obrigatória em regiões carentes das zonas rurais, canalizando para esse efeito um subsídio alimentar diário de cerca de quatro patacas por aluno. Até o momento, mais de 26 milhões de pessoas foram abrangidas por este projecto.
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as exportações alemãs para a China, “excedeu todas as expectativas”, realça também o referido estudo.
FUTURO BRILHANTE
A China, entretanto, tornou-se o principal destino do investimento externo alemão, ultrapassando pela primeira vez a Europa, e a Alemanha é o país europeu onde as empresas chinesas preferem investir. Só a Huawei, um dos gigantes mundiais de equipamentos de telecomunicações e o maior empregador chinês na Europa, tem 1.600 trabalhadores na Alemanha, 70% dos quais alemães, indicou esta semana um jornal chinês. “Temos com a China uma relação de trabalho muito estreita e ao mais alto nível”, disse Angela Merkel em Fevereiro passado em Pequim. “Em termos de cooperação económica, as relações entre a Alemanha e a China têm um futuro brilhante.” Apesar da persistente crise económica global, em 2011, o comércio sino-alemão aumentou 18,9%, para cerca de 1,3 biliões de patacas. A próxima visita de Merkel à China será a sexta desde que a chanceler alemã assumiu o cargo, em 2006.
Chinesa ZTE espera duplicar vendas de telemóveis e tablets
40 milhões de smartphones em 2012
A
empresa chinesa ZTE, a quarta maior produtora mundial de telemóveis, anunciou esta terça-feira que pretende duplicar as suas vendas de smartphones e tablets em 2012, para tentar responder à crescente procura mundial. A ZTE, que também ocupa o quinto posto entre os fabricantes de equipamentos para telecomunicações, anunciou na terça-feira que planeia fabricar 40 milhões de smartphones este ano, face aos 15 milhões de 2011, e que pretende vender cerca de um milhão de tablets, o dobro do total de 2011. Dos 40 milhões de smartphones, mais de metade devem ser vendidos na China, anunciou a empresa. “Os nossos smartphones estão a ser muito bem recebidos em vários mercados como Estados Unidos, Europa, Austrália e em alguns países emergentes”, disse o vice-presidente Zheng Renjun à Reuters durante um evento da empresa. O objectivo de 40 milhões de smartphones que o grupo adoptou é
superior à estimativa de 30 milhões que a ZTE ofereceu aos analistas na semana passada depois da divulgação dos seus resultados.
QUEBRA E OPTIMISMO
A ZTE registou uma queda de 85% nos seus lucros no segundo trimestre, devido às fracas vendas de equipamentos e à concorrência feroz no segmento de telemóveis. A empresa sediada em Shenzhen, que lançou o seu primeiro telemóvel em África há mais de 10 anos, anunciou em Abril que poderá fabricar 100 milhões de smartphones até 2015. A ZTE, com modelos de telemóveis como Blade, Skate, Era e Tania, este último equipado com o Windows, tem procurado diversificar a oferta aos consumidores, vendendo smartphones e tablets. Em Fevereiro, lançou o seu primeiro tablet nos EUA, numa parceria com a Sprint Nextel que está à venda por um preço muito mais barato do que o mais recente iPad.
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região
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Índia Supremo confirma pena de morte para autor de atentados
O Supremo Tribunal da Índia confirmou ontem, depois da análise de um recurso interposto, a condenação à morte do único autor sobrevivente dos atentados de Bombaim de 2008, que causaram 166 mortos e mais de 300 feridos. “Não temos outra opção senão pronunciar a pena de morte”, declararam os dois juízes. Mohammed Kasab, paquistanês de 24 anos, foi condenado à pena capital em Maio de 2010 pelas mortes de 166 pessoas, actos de guerra contra a Índia, complô e terrorismo.
Coreia do Sul 15 mortos devido ao tufão Bolaven
Sondagem revela que Chefe do Executivo de Hong Kong tem a popularidade mais baixa desde que foi eleito
Performance cada vez pior
A
popularidade do chefe do Executivo de Hong Kong, C.Y. Leung, caiu para o nível mais baixo desde que foi eleito, segundo uma sondagem do Programa de Opinião Pública (POP) da Universidade de Hong Kong, ontem divulgada. “A sondagem mostra que tanto o apoio como a taxa de aprovação de C.Y. Leung caíram para os níveis mais baixos desde que foi eleito chefe do executivo”, afirmou o director do POP, Robert Ting-Yiu Chung. “O apoio ao líder do Governo está agora nos 49 pontos e a taxa de aprovação nos 36%, contra uma taxa de reprovação de 48%, o que traduz uma popularidade de 12 pontos percentuais negativos.”
C.Y. Leung foi eleito chefe do executivo de Hong Kong a 25 de Março e tomou posse no dia 1 de Julho. Comparando a Julho de 2012, a taxa de popularidade do actual executivo de Hong Kong também caiu. “A taxa de satisfação em relação ao Governo é agora de 22%, contra uma taxa de insatisfação de 46%, o que dá uma taxa de satisfação de 24 pontos percentuais negativos”, prosseguiu Robert Ting-Yiu Chung, num comentário divulgado na página de internet do POP.
PÉSSIMO ENTRE JOVENS
O director do POP destacou que, de acordo com a sondagem, “os entrevistados mais jovens são os que mais desaprovam CY
Leung como chefe do executivo, enquanto aqueles com idades compreendidas entre 30 e 49 anos são os mais insatisfeitos com o desempenho do Governo de Hong Kong”. Já o Índice de Sentimento Público (Public Sentiment Index), compilado pelo POP com base nas opiniões da população de Hong Kong em vários inquéritos, é agora de 79,7, registando uma queda de 6,3 em relação ao último inquérito conduzido a 2 de Agosto. A sondagem foi realizada entre 14 e 18 de Agosto e teve por base uma amostra de 1.019 pessoas, com uma taxa de resposta de 66,6%. A margem de erro da sondagem é de três por cento.
Sonia Gandhi acusa oposição indiana
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Chantagem e falta de respeito
ONIA Gandhi, a presidente do partido no poder da Índia, o Partido do Congresso, acusou ontem a oposição de não respeitar a democracia, no sexto dia de paragem do parlamento, por exigir a demissão do primeiro-ministro, Manmohan Singh. A responsável atacou o partido conservador Bharatiya Janata Parti (BJP), responsável pelo bloqueio dos trabalhos parlamentares. O BJP exige a demissão de Singh após a divulgação de um relatório do Auditor-geral das Contas afirmando que o
Estado perdeu desde 2004 milhares de milhões de dólares ao atribuir a grupos privados explorações mineiras em vez de realizar concursos públi-
cos. Singh foi ministro do Carvão de 2004 a 2009. “Estamos prontos a enfrentar os desafios que se nos colocam”, declarou a viúva do
antigo primeiro-ministro Rajiv Gandhi, assassinado em 1991. “Levantemo-nos para lutar, lutar com determinação e lutar com agressividade.” O bloqueio das duas câmaras do parlamento é uma forma de “chantagem” e a oposição demonstra “pouco respeito” pela democracia, denunciou Sonia Gandhi. “O nosso objectivo deve ser fortificar e apoiar o ritmo de um forte crescimento económico. O diálogo, o debate e a discussão são os únicos meios para avançar, mas a oposição deve mostrar o seu sentido de responsabilidade.”
Pelo menos 15 pessoas morreram, entre as quais cinco pescadores chineses, e uma dezena está desaparecida na Coreia do Sul na sequência da passagem do tufão Bolaven, que deixou sem electricidade 1,76 milhões de lares. O tufão causou chuvas torrenciais e fortes ventos de até 186 quilómetros por hora que derrubaram árvores, postes de iluminação e telhados, provocaram danos em várias embarcações de pesca e obrigaram ao cancelamento de vários voos e suspensão do sistema de transporte público, informou a agência noticiosa Yonhap. Entre as vítimas estão cinco pescadores chineses, cujas embarcações naufragaram, tendo 18 sido resgatados com vida, mas 10 continuam desaparecidos. De acordo com um despacho da agência noticiosa oficial nortecoreana KCNA, a Coreia do Norte também foi afectada pelo tufão, com fortes ventos e chuvas registados em praticamente todas as áreas do país, não tendo sido avançado, para já, qualquer dado sobre vítimas ou danos materiais.
Hong Kong Envelhecimento pode ditar mais impostos
Hong Kong enfrenta um provável constante aumento de impostos, tal como Singapura, se não aumentar a produtividade e fizer face ao envelhecimento da população, afirmou um especialista citado ontem no jornal South China Monrning Post. O professor da Universidade de Hong Kong, Paul Yip Siu-fai, disse que este será um cenário provável se o governo não investir na educação e na formação para aumentar a produtividade, segundo o jornal publicado em língua inglesa. “A força de trabalho está a encolher, o que significa que há menos contribuintes. Dada a restrita base tributária, o aumento dos impostos parece ser inevitável.” O primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, afirmou sexta-feira que o governo da cidade-estado iria necessitar de aumentar os impostos nos próximos 20 anos para fazer face aos gastos sociais derivados do envelhecimento da população.
Birmânia Presidente concede amnistia a funcionários da ONU
O presidente da Birmânia, Thein Sein, concedeu uma amnistia a três funcionários das Nações Unidas condenados a penas de prisão na semana passada pelo seu alegado envolvimento na onda de violência no Estado de Rakhine. Num comunicado divulgado na terça-feira pela Presidência da Birmânia, a amnistia foi concedida aos funcionários da ONU por “bondade e generosidade do Estado” birmanês. O tribunal de Maungdaw, em Rakhine, condenou na sexta-feira dois funcionários da agência para os refugiados da ONU a seis anos de prisão e um funcionário do Programa Mundial para os Alimentos a dois anos de prisão pelo envolvimento em actos de violência e por promoverem o ódio entre as comunidades budista e muçulmana, envolvidas em confrontos. A ONU denunciou em Julho a detenção em Rakhine de 12 funcionários, dos quais cinco foram colocados em liberdade a 16 de Agosto.
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jogos paralímpicos
quinta-feira
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António Fernandes não gosta das condições oferecidas por Londres
Gonçalo Lobo Pinheiro
“Os deficientes conti
glp@hojemacau.com.com.mo Em Londres
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ESDE que acompanho as delegações de Macau aos Jogos Paralímpicos, e isso já aconteceu por sete vezes, posso afirmar que Londres tem as piores condições na Aldeia Olímpica para os deficientes”, acusou o presidente da Associação Recreativa dos Deficientes de Macau (ARDM) e Chefe da Missão Paralímpica,António Fernandes. O Hoje Macau não foi autorizado a visitar a Aldeia Olímpica, mas António Fernandes ajudou a entender onde estão os problemas do evento que começa hoje e vai até ao dia 9 de Setembro. “Quartos pequenos, instalações sanitárias impróprias para deficientes e escadas estreitas sem acessos condignos são alguns dos graves problemas que já vi.” O Chefe da Missão Paralímpica de Macau não está sozinho nesta batalha. Durante as reuniões que os países e regiões têm mantido com o Comité Paralímpico, é notória a união em torno destas questões. “Muitos já transmitiram as preocupações ao Comité. Macau não está sozinho nesta luta, que me parece em vão, pois ouviram e nada disseram ou fizeram. É triste e, francamente, só posso dizer, com coragem, que os deficientes continuam a ser desprezados, sempre, mesmo quando têm uma competição que lhes é dedicada.”
GONÇALO LOBO PINHEIRO
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RESUMIDO A DOIS DIAS
Macau prepara-se para competir a meio do calendário do evento. Dia 4, tanto a atleta de esgrima em cadeira de rodas, na categoria de florete, Lao In I, como o jovem Tong Hio Sam, no atletismo, com salto em comprimento, vão mostrar os seus dotes. Tong Hio Sam, entretanto, viu a sua participação no triplo salto anulada por causa da categoria de deficiência em que foi inserido. Lao In I volta a competir no dia seguinte noutra variante da esgrima, a espada, e sempre na categoria A. António Fernandes vê com alguma efemeridade a participação de
Sucesso das Olimpíadas reflecte-se agora
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Recordes na venda de bilhetes
ONDRES é uma cidade vestida a rigor para o desporto. A venda de bilhetes excedeu as expectativas durante os Jogos Olímpicos que terminaram a 12 de Agosto. Um entusiasmo que se mantém – a organização dos Jogos Paralímpicos revelou recordes nesta edição. Cerca de 2,3 milhões de um total de 2,5 milhões de bilhetes já foram vendidos, o que bateu, em larga escala, os números de Pequim, que se cifraram em 1,8 milhões de ingressos. E a procura não pára.
Desde há alguns dias que a compra “on-line” já não pode ser feita e quem quiser um ingresso terá de se deslocar ao Parque Olímpico na esperança de consegui-lo. O preço dos eventos varia, sendo os mais caros as cerimónias de abertura e de fecho, cujas entradas rondam 3.150 patacas por pessoa. O sucesso de vendas não pode ser atribuído apenas ao crescente interesse pelo desporto, mas sim, de acordo com a organização, ao efeito positivo que os
Jogos Olímpicos deixaram no ar. “Temos o desejo de manter as boas vibrações e excitação”, revelou o porta-voz do Comité Paralímpico Internacional, Craig Spence.
PREÇOS AJUDAM
Muitas das sessões desportivas durante os os jogos anteriores, principalmente no Estádio Olímpico, tinham preços na ordem das 630 patacas, mas com os Paralímpicos os
preços baixaram bastante, podendo as mesmas sessões custarem agora de 120 a 250 patacas. Este é um fenómeno relativamente novo na cena paralímpica mundial. Os recordes de vendas de ingressos vêm demonstrar que o público está com os paralímpicos. “Trata-se de um fenómeno interessante”, afirmou o porta-voz do Comité Paralímpico Internacional. “Só de pensar que até 1996 os ingressos eram distribuídos gratuitamente...”
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jogos paralímpicos
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inuam a ser desprezados” As sete vezes de Macau
Macau, mas acredita que os atletas irão defender com “unhas e dentes” o nome do território. “Costumo dizer que os atletas paralímpicos de Macau são 200% amadores e é mesmo isso. Estão aqui para fazer o melhor possível na busca do melhor resultado.”
Desde Seul, na Coreia do Sul, em 1988, que Macau tem tido representações desportivas nos Jogos Paralímpicos. Depois disso nunca mais parou e já lá vão 24 anos. Em 2008, em Pequim – o evento que antecedeu Londres 2012 –, esteve representada nas competições de lançamento do disco e do peso em cadeira de rodas através da atleta Kong Sio Ieng. Para António Fernandes, a participação nesta competição de alto nível é o sinal do reconhecimento do trabalho desenvolvido. “Em 1988, Macau fezse representar com uma delegação
Mesmo assim, António Fernandes deixa escapar uma inconfidência. “Acredito nos dois atletas mas acho que as maiores esperanças estão em Lao In I, a atleta de esgrima.” E porquê? “Treina com o seleccionador da China, juntamente com a equipa chinesa, e já fazia esgrima antes de ficar com o problema nas pernas. É uma atleta que pode chegar mais além. Vamos ver.” Lao In I mostra-se com “grande vontade” de fazer as coisas bem. “É com orgulho que aqui estou e quero chegar o mais longe possível. Esta é uma sorte que tem de ser aproveitada com diversão, mas também com muito trabalho.” Lao conhece o Hoje Macau e fez questão de dizer algumas palavras em português, língua que já dominou mas que perdeu rotinas depois de se ver obrigada a abandonar os estudos da língua na altura em que sofreu a deficiência. “Fui estudante de português e digo-o com orgulho, mas também constato que já não falo quase nada. Seja como for ainda sei ler muita coisa.”
GONÇALO LOBO PINHEIRO
ESPERANÇA NA ESGRIMA
numerosa que integrava mais de 30 atletas, mas as exigências são cada vez maiores e agora é difícil levar mais do que dois ou três atletas, situação que quero ver alterada para os jogos de 2016, no Rio de Janeiro.” Actualmente, a Associação Recreativa dos Deficientes de Macau (ARDM) trabalha com cerca de 10 treinadores, que dedicam o seu tempo livre, voluntariamente, a actividades desportivas como natação, ténis com cadeira de rodas, ténis-demesa com cadeira de rodas, boccia, esgrima em cadeira de rodas e várias especialidades de atletismo.
“ESTÁ MESMO FRIO!”
GONÇALO LOBO PINHEIRO
O presidente do Comité Paralímpico de Macau/China quis ainda deixar uma nota e lembrou os seus pedidos ao Instituto do Desporto (ID), que não foram devidamente atendidos. “São seis horas da tarde e está este frio”, começou por dizer António Fernandes. “Não vou falar mais neste assunto mas alertei o ID para o facto de Londres possuir um clima muito diferente de Macau. Precisávamos de um fato fresco para usar durante o dia e algo mais quente para usar ao fim das tardes e noites. Nada. Chegámos aqui e acabámos por comprovar que a temperatura baixa bastante quando o dia finda.” Para rematar a conversa, agradeceu à população de Macau todo o apoio que está a ser prestado à distância e, qual Luiz Felipe Scolari, revelou um sonho. “Gostaria muito de ver bandeiras de Macau durante as Olimpíadas. A comunidade que está emigrada em Inglaterra podia vir para nos ajudar. Confio que sim.”
BANDEIRA DE MACAU HASTEADA COM POMPA Eram cerca de 18h30 (1h30 da madrugada em Macau), quando se ouviu o hino chinês enquanto a bandeira da RAEM era hasteada na Aldeia Olímpica. O momento solene foi partilhado com outros países – Espanha, Itália, Myanmar e Ucrânia –, marcando a presença da região nos Jogos Paralímpicos de Londres. Depois houve alguns espectáculos circenses e muita música para animar os atletas.
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vida
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Consumo de electricidade aumenta 38,6% face ao primeiro trimestre
Famílias gastam mais energia Os agregados familiares foram quem mais aumentou o consumo de electricidade, segundo os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos
A
chegada do Verão fez disparar os multímetros, aparelhos usados para medir a energia eléctrica consumida, tanto nos diferentes sectores como nas habitações privadas. Face ao trimestre passado, consumiu-se mais 38,6% de electricidade em Macau, alcançando-se o patamar de 1,138 mil milhões
de kWh. As famílias foram quem mais aumentou o consumo neste período, registando mais 57,8% no segundo trimestre comparativamente aos meses entre Janeiro e Março, chegando a um total de 218 milhões de kWh. O sector comercial e industrial consumiu 76,3% do volume total da electricidade, subindo 34,5% relativamente ao seu consumo no semestre passado. O sector do jogo ficou um pouco abaixo do aumento do sector comercial e industrial, atingindo 34,2%. A produção bruta local de electricidade atingiu os 215 milhões de kWh, elevando-se 94,3% em relação ao primeiro trimestre de 2012.
ENERGIA IMPORTADA
O volume de electricidade importada no segundo trimestre corres-
pondeu a 990 milhões de kWh, isto é, cresceu 32,5% face ao trimestre precedente e constituiu 83,2% da disponibilidade de electricidade. A produção bruta local de electricidade situou-se em 325 milhões de kWh, tendo caído 38,3%. No trimestre de referência, o volume de gás de petróleo liquefeito (GPL) consumido foi de 10.020 toneladas, tendo descido 21,4% face ao semestre passado. O volume do GPL importado correspondeu a 10.148 toneladas, menos 18,4% relativamente ao trimestre transacto. O seu preço médio de importação aumentou 5%, custando agora 10,07 Patacas por quilo. No segundo trimestre de 2012, além do GPL, os preços médios de venda ao público dos todos os combustíveis caíram, nomeadamente os preços médios de venda ao público da gasolina sem chumbo, que correspondeu a 11,42 Patacas por quilo, uma diminuição de 9,2%. A excepção nas descidas, o GPL, aumentou também na venda em botija, que se fixou em 15,87 Patacas por quilo, mais 3,1%.
Investigadores propõem técnica para diminuir temperatura à superfície do mar
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Maior reserva marinha nas Ilhas Cook
São mais de 1.065 milhões de quilómetros quadrados, uma extensão que compreende a nova e maior reserva marinha criada no mundo. As Ilhas Cook, uma democracia autónoma na Oceânia, em livre associação à Nova Zelândia, anunciaram hoje a criação da maior reserva marinha do mundo, com uma área correspondente a cerca do dobro do tamanho de França, durante a abertura do Fórum do Pacífico. O primeiro-ministro das ilhas Cook, Henry Puna, explicou que a reserva “é a maior zona já criada por um único país para a conservação e gestão do oceano”.
Furacões podem ser reduzidos
MA equipa de cientistas propõe-se pulverizar nuvens (cloud seeding) para diminuir a temperatura à superfície do mar, onde se formam os furacões, explica a revista Ciência Hoje. Num artigo publicado na “Atmospheric Science Letters”, uma revista electrónica inglesa, os investigadores afirmam que a técnica poderá reduzir a intensidade dos furacões. A equipa centrou-se na relação entre a temperatura à superfície do mar e a energia associada com o potencial destrutivo dos furacões. A ideia é pulverizar as nuvens stratocumulus marinhas (que cobrem uma quarta parte dos oceanos do mundo) para evitar a formação dos furacões. “Os furacões obtêm a sua energia a partir do calor que existe nas águas superficiais do oceano”, explica Alan Gadian, da Universidade de Leeds. “Se formos capazes de aumentar a quantidade de luz solar que é reflectida pelas nuvens acima
da região onde se desenvolvem os furacões, então haverá menos energia para alimentá-los.”
HUMIDADE E REFLEXO
Os autores propõem a utilização de uma técnica conhecida como “Marine Cloud Brightening”, ou seja, “iluminar nuvens marinhas”. A ideia é pulverizar com gotas de água do mar, uma boa
parte das quais se transformaria em nuvens, aumentando assim a humidade e, portanto, também a capacidade reflectora. Desta forma, a luz é reflectida, o que reduz a temperatura da superfície do mar. Pelos cálculos efectuados, que se baseiam no modelo de clima HadGEM1, a técnica poderá reduzir o poder dos fura-
cões em desenvolvimento numa categoria.
MAIS FURACÕES
Os dados mostram que nas últimas três décadas a intensidade dos furacões no Atlântico Norte, na Índia e no Oceano Pacífico aumentou. “Simulámos o impacto da pulverização nestas três áreas, com ênfase nos meses de Agosto, Setembro e Outubro, época em que se concentram os furacões no Atlântico.” Uma desvantagem desta técnica é o impacto que pode ter na precipitação nas regiões vizinhas. A equipa admite que a pulverização no Atlântico poderia dar lugar a uma redução significativa das precipitações na bacia do Amazonas e em outros lugares. “É necessário fazer mais investigação e sabemos que a pulverização de nuvens não deve implementar-se até estarmos seguros de que não haverá consequências adversas em relação à precipitação”, conclui Gadian.
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cultura
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ocidental é forte e nós ainda nos mostramos fracos.” Como uma das primeiras publicações legais de 2012 sobre a reforma, a Administração Estatal para Rádio, Filme e Televisão (AERFT)anunciou o fim de dois terços dos programas de entretenimento veiculados pela televisão chinesa. Foram vetados programas de namoro, concursos de amadores e talk shows. Mesmo antes da reforma, de Setembro do ano passado, o programa Super Girl, um show de amadores que contava com o voto dos telespectadores, foi cancelado. O programa existia desde 2004 e chegou a ter uma audiência de 400 milhões de pessoas. Desde que foi posta em prática, a nova directriz cultural já cortou 88 horas de programação de entretenimento da televisão por cabo, passando de 126 horas para 38 horas semanais.
MÁS MEMÓRIAS
China restringe “invasão cultural” do Ocidente
Cuidado com as forças hostis
O
regime chinês tem vindo a tomar medidas para conter a disseminação da cultura ocidental no país e tentar, nas palavras do presidente chinês, Hu Jintao, salvaguardar a cultura chinesa das ameaças do exterior. Num artigo publicado na revista
Seeking the Truth, Hu Jintao afirmou que as “forças hostis internacionais estão a intensificar os seus golpes estratégicos de ocidentalizar a China e dividir o país”. Para o Presidente chinês, “os campos ideológicos e culturais são núcleo da infiltração ocidental a longo prazo”. Estas palavras vão de encontro
à reforma cultural aprovada por unanimidade em Outubro passado pelos membros do Comité Central do Partido Comunista da China (PCC), durante seu 17º Congresso Anual. Entre as medidas citadas no plano de reforma estão a revitalização da indústria cultural do
Wong Kar Wai é o presidente do júri do 63º Festival de Berlim
O cineasta chinês, Wong Kar Wai, será o presidente do júri do 63º Festival de Berlim, que ocorrerá de 7 a 17 de Fevereiro na capital alemã, de acordo com o site Deadline. O cineasta já uma vez nomeado para o Urso de Ouro em Berlim, em 2001, pelo filme, “In the Mood for Love”, também já concorreu quatro vezes à Palma de Ouro em Cannes (ganhando o prémio de melhor realizador em 1997 por “Felizes Juntos”). Wong Kar Wai também foi eleito pelo instituto britânico Sight & Sound como o terceiro melhor realizador de cinema contemporâneo. Conhecido pelo seu perfeccionismo, está a trabalhar no filme “The Grandmasters”, que narrará a história verídica de Yip Man, o treinador de Bruce Lee. A longa metragem esteve em filmagens até ao mês passado e tem previsão de estreia para 18 de Dezembro, na China.
país através de investimentos, a expansão dos Institutos Confúcio no estrangeiro e o controlo da entrada de manifestações culturais ocidentais. “A força da indústria cultural do país não é proporcional à sua influência internacional”, alegou Hu Jintao no texto. “A cultura
Segundo agência oficial de notícias, Xinhua, a AERFT ordenou às emissoras para substituírem a programação “de mau gosto” por programas que “promovam virtudes tradicionais e valores socialistas”. Para os mais críticos, as palavras reacendem os fantasmas da Revolução Cultural, política iniciada em 1966 por Mao Tsé-tung e que ceifou 70 milhões de vidas durante os dez anos em que vigorou. Durante a Revolução Cultural, aos chineses só se permitia estudar os trabalhos marxistas e os de Mao Tsé-tung, publicados no Livro Vermelho. No entanto, a reforma não significa necessariamente que a cultura ocidental desaparecerá do país. A televisão estatal continuou a exibir o Concerto de Ano Novo da filarmónica de Viena e em diversas cidades, como Shenzhen, os espectáculos de orquestras ocidentais também foram programas com grandes lucros durante o Ano Novo. As tentativas de controlar o avanço da cultura ocidental também não tiveram sucesso no cinema. Em 2011, os filmes mais vistos foram produções de Hollywood como Transformers 3, Kung Fu Panda e Piratas das Caraíbas 4.
Homem-Aranha derrota Batman na China
Os últimos filmes da série Homem Aranha e Batman tiveram um óptimo desempenho de bilheteira na China, depois da sua estreia esta segunda-feira. O novo filme do Homem-Aranha facturou cerca de 43 milhões de patacas ao estrear em 2.515 salas, sendo que com este resultado o filme já arrecadou cerca de MOP 5,5 mil milhões em todo o mundo. Já o novo Batman conseguiu cerca de 35 milhões após estrear em 2.400 salas. A estreia simultânea dos dois filmes de super-heróis pode ser considerada prejudicial para o lucro individual de cada um, mas os resultados de bilheteira dizem o contrário.
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desporto
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Benfica goleou Man Fu por 4 – 0
Águias voaram como quiseram Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
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ORAM quatro mas podiam ter sido 14. O Sport Lisboa e Benfica de Macau goleou ao início da noite de ontem a formação do Man Fu em partida a contar para a segunda ronda do Campeonato de Futebol de Sete da II Divisão e ascendeu à liderança isolada da Série M da competição. A formação orientada por Rui Cardoso repetiu frente ao Man Fu
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ORTUGAL volta a ter três equipas na fase de grupos da Liga dos Campeões, com a qualificação do Sporting de Braga. A última vez que tal sucedeu foi na temporada 2006/07, com FC Porto, Benfica e Sporting. Nessa temporada, os dragões foram segundos no grupo, atrás de Arsenal e à frente de CSKA Moscovo e Hamburgo. Caíram nos oitavos, com o Chelsea. O Sporting foi último num grupo com Bayern Munique (1º), Inter (2º) e Spartak Moscovo (3º). Já o Benfica seguiu caminho europeu na Taça UEFA, pois acabou no terceiro lugar do grupo atrás de Manchester United e Celtic e à frente do Copenhaga. Agora, águias e dragões têm a companhia do Braga, que estará no pote 2 do sorteio, ao lado do Benfica, enquanto o FC Porto é cabeça de série. Não foi, contudo, fácil para o Braga atingir esta tão
a prestação obtida no início do mês no frente-a-frente com o Chuac Lun, impondo-se com facilidade à formação em que alinha o veterano Ka Li Man. Perante um adversário envelhecido e notoriamente desguarnecido em termos ofensivos, a goleada por quatro bolas a zero imposta pelas águias do território peca apenas por se revelar pouco expressiva. Ao longo dos 50 minutos do desafio contaram-se pelos dedos de uma mão o número de iniciativas de ataque do Man Fu. A formação
de Ka Li Man limitou-se em grande medida a ver o Benfica jogar, mas os encarnados só na segunda metade conseguiram quebrar de forma decisiva o impasse a que a defensiva do Man Fu forçou o sector ofensivo das águias do território.
DOMÍNIO CONCRETIZADO
O Benfica conseguiu inaugurar o marcador ainda durante o decurso da primeira parte num remate colocado de Iuri Capelo, mas só na segunda metade conseguiu traduzir em golos o domínio inequívoco de
que dispôs ao longo de todo o desafio. No primeiro minuto da segunda parte, Filipe Duarte desperdiçou uma oportunidade de ouro para dilatar o resultado, ao não conseguir bater o guarda-redes do Man Fu no um-contra-um com o último homem da formação adversário. O segundo golo encarnado fazia-se, no entanto, anunciar e à passagem da meia hora Vinicio Morais Alves estendeu a vantagem para o Macau e Benfica, ao responder com um remate seco a um bom amortecimento de Iuri Capelo.
A outro macaense – Luis Amorim – coube a tarefa de apontar num remate bem colocado o terceiro golo da noite. Chan Pak Chun fechou a contagem quatro minutos depois com um remate forte, desferido do lado direito do ataque encarnado, à entrada da área do Man Fu.
GOLOS DESPERDIÇADOS
Até ao final do encontro, o Benfica dispôs de uma mão cheia de oportunidades para estender a goleada até ao cinco a zero, mas o marcador não voltaria a mexer. O triunfo das águias do território é o segundo na corrente edição da II Divisão da “Bolinha”. No início do mês, a formação orientada por Rui Cardoso estreou-se em cheio na competição, com um triunfo tangencial sobre o Chuac Lun.
Braga de luxo junta-se a Porto e Benfica
Portugal com três equipas na Champions desejada fase da Liga dos Campeões – só eliminaram os italianos da Udinese após decisão por grandes penalidades. Os minhotos pisaram o relvado em desvantagem, trazida de Braga por causa de um golo de Dusan Basta, que dera 1-1 como resultado final da primeira mão. Ainda assim, o ascendente inicial foi todo para a equipa de José Peseiro. E refira-se o nome do treinador porque o Braga apresentou-se com posse de bola e circulação, como o técnico prometera quando chegou ao Minho.
GRANDE CAPACIDADE
Essa capacidade minhota em ter a bola levou o Braga para junto da área italiana. Era preciso recuperar o que
se perdera em casa e logo aos 9 minutos Lima estava na cara de Brkic, isolado por um passe mágico de Mossoró. Brkic aparecu pela primeira vez na noite e evitou o golo bracarense. Uma imagem que ia ser constante durante todo o encontro. O desperdício de Lima teve consequências. Com italianos, o preço a pagar por aquele minuto 9 foi previsível. Dusan Basta invadiu a área de Beto, quando havia domínio minhoto, deu um pontapé para trás das costas e, ao fundo, ao segundo poste, Armero fez o 1-0, de cabeça. Havia 25 minutos e até final do primeiro tempo nunca mais se viu as cores minhotas por cima do encontro. Era preciso reanimar a
equipa. Dar-lhe fôlego, não deixá-la ficar ligada à máquina, porque um golo no Friuli deixava tudo igual. Peseiro tirou Ruben Amorim e lançou Ruben Micael. E o segundo tempo foi encarnado e branco, com o madeirense a ficar debaixo de todos os holofotes do Friuli. O segundo tempo foi soberbo e, apesar de alguns sustos, aos 71 minutos, após insistência de Mossoró, Micael empatou a eliminatória. O prolongamento teve uma grande ocasião do Braga, mas infrutífera. Nos penáltis, o brasileiro da Udinese Maicosuel tentou um remate à Panenka, mas saiu-se mal – Beto só teve de segurar com um sorriso. A seguir Micael marcou o penálti da vitória e o Braga seguiu em frente.
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[ ] Cinema
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Cineteatro | PUB THE DARK NIGHT RISES [B]
Um filme de: Christopher Nolan Com: Christian Bale, Gary Oldman,Anne Hathaway 19.00 SALA 2
BLACK & WHITE: THE DAWN OF ASSAULT [C] RED LIGHTS
FALADO EM MANDARIM, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Tsai Yueh-hsun Com: Mark CHao, Angelababy, Huang Bo, Alex To 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
SALA 1
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Um filme de: Rodrigo Cortés Com: Robert De Niro, Sigourney Weaver, Cillian Murphy 14.30, 16.30, 21.45
FALADO EM MANDARIM, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Gilles Young Com: Guey Lun Mei, Joseph Chang, Rhydian Vaughan 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
RED LIGHTS [C]
GF*BF [C]
VERTICAIS: 1-Crina do leão (pl.). Entre (Pref.). 2-O que se faz uma só vez em cada ano. Sectário do arianismo. 3-Impedir de modo abosulto. Debaixo de. 4-Existes. Curso artificial de água. Ali. 5-Aparelho para tecer. Tempo em que há luz do Sol. 6-Empregado dos caminhos-de-ferro. 7-Instrumento com que se encurvam os trilhos das linhas férreas. Rancor. 8-101 (Rom.). Gordo, barrigudo. Imprima. 9-Nome de letra. Laçar coima, taxar. 10-Retardado. Que não é frequente. 11-Apago com a raspadeira. Rojam-se pelo chão, dando voltas sobre si mesmo.
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Pedra dura que risca o vidro e o quartzo, de cor everdeada. Esquadriar, estar à frente ou à face. 2-Juntaste. O. m. q. ainda. 3-Lugar onde se tomam bebidas. Unidade de trabalho do sistema CGS. Aqui estão!. 4-Aquele que fabricava álica (bebida). Apeadeiro (abrev.). 5-Atacado de maromba (a vinha). 6-Rio de França. Toada, fama. 7-Que perdeu a faculdade de irradiar. 8-Níquel (s.q.). O m. q. liadouro. 9-Pequena bigorna de aço. Nome de homem. Nocivamente. 10-O vinho, considerado como excipiente medicinal. Cobrira com iodo. 11-Peixe pércida. Estiveram.
Aqui há gato [Tele]visão TDM 00:10 00:40 13:00 13:30 14:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:15 23:00 23:35
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IAAF Grand Prix - Eaa Premium Meeting MLB Regular Season 2012 Chicago White Sox vs. Baltimore Orioles (DElay) Baseball Tonight International 2012 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 Total Rugby Chang World Of Football 2012/13 1 Beach Soccer Highlights 2012 Sportscenter Asia 2012 Total Rugby London 2012 Olympic Games Onc Highlights Day 15
31 - STAR Sports 12:30 Sports Max 2012/13
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41 - HBO 12:00 13:45 15:45 16:20 18:00 19:45 21:30 22:00 23:45
The Grace Card The Mummy Hbo Central Babe: Pig In The City Justin Bieber Johnny English Reborn Hbo Central 2 Fast 2 Furious Speedy Singhs
42 - Cinemax 11:50 Green Lantern 13:15 She’S Out Of My League 15:00 Curb Your Enthusiasm 16:00 Assignment To Kill 17:40 Gunfighter’S Moon 19:15 The Patriot 22:00 Salt 23:40 Godzilla
HORIZONTAIS: 1.JADE. FACEAR. 2-UNISTE. INDA. 3-BAR. ERG. EIS. 4-ALICARIO. AP. 5-S. MAROMBADO. 6-AIN. V. ECO. 7-IRRADIOSO. R. 8-NI. LIADOIRO. 9-TAS. ARI. MAL. 10-ENOL. IODARA. 11-ROBALO. ERAM. VERTICAIS: 1-JUBAS. INTER. 2-ANAL. ARIANO. 3-DIRIMIR. SOB. 4-ES. CANAL. LA. 5-TEAR. DIA. L. 6-FERROVIARIO. 7-A. GIM. ODIO. 8-CI. OBESO. DE. 9-ENE. ACOIMAR. 10-ADIADO. RARA. 11-RASPO. ROLAM.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA LUÍSA SOBRAL • The Cherry on my Cake
Voz, guitarra, papel e caneta. «The Cherry on my Cake» é o primeiro disco assinado em nome próprio de uma viagem musical que começou logo aos 12 anos. Dos Beatles a Billie Holiday, de Ella Fitzerald a Chet Baker, de Regina Spektor a Bjork, todos cabem no universo de Luísa Sobral. A cantora estudou na Berklee College of Music, em Boston (EUA), e durante a estadia de 4 anos naquela cidade foi nomeada para «Best Jazz Song», no Malibu Music Awards (2008); «Best Jazz Artist» no Hollywood Music Awards; «International Songwirting Competition» (2007) e ainda «The John Lennon Songwriting Competition» (2008).
PANDA VAI À ESCOLA • O Musical – ao vivo
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
Um dos personagens mais famosos e queridos pelas crianças está de volta com o DVD “Panda Vai à Escola, O Musical – ao vivo”, um espectáculo onde não faltam temas como “Laranjas e Bananas”, “Olha o Piolho” ou “O Jogo das Cores” e muitos outros sucessos. No espectáculo participa a turminha do Panda, composta por um elenco de jovens cantores, actores e bailarinos que contagiam com a sua alegria, energia e boa disposição, a que aliam uma grande interacção com o público, sempre com o objectivo de ensinar, a brincar.
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O INGLÊS NO CENTRO MUNDIAL DE TURISMO E LAZER Ontem resolvi ir dar mais uma volta por aqui e tentar perder-me em Macau – um dos maiores prazeres que me dava quando cheguei e que já não consigo realizar. Por mais que dê voltas, já conheço todos os cantos à casa. Mas fui gatinhar com aquela esperança metida na cabeça e no coração – a de conseguir comunicar com as pessoas na rua. Sabem, é que eu recentemente fui de férias para o sudeste asiático e tomei coragem para sair de Macau – e consegui perceber que há coisas aqui que não batem certo. Fui apanhar sol para uma cidade perto da RAEM onde todos falam inglês – desde o taxista velhote até ao condutor de tuk tuk mais iletrado. As senhoras do 7eleven, a vendedora de vestidos bonitos na rua. É possível comunicar, dizer piadas, conhecer pessoas diferentes. A cidade onde fui é um destino turístico por excelência há muitos anos, só lhe faltam os casinos. E ainda bem. Quando voltei a gatinhar nas ruas de Macau, notei a diferença, que se espetou em mim como se fosse uma faca. Viver em Macau é muitas vezes sinónimo de viver numa bolha – tu falas com aqueles que partilham a tua língua e com alguns estrangeiros que sabem inglês. Depois, tens ainda a hipótese de os chineses que abraçaram o português como a sua segunda língua. Depois, tentas falar com alguém na rua, seja novo ou velho, e a resposta que obténs é um sorriso tímido e uma dúzia de palavras em cantonense, de quem não se sabe exprimir de outra forma. Querida Macau, não é a ti que te chamam um centro mundial de turismo e lazer? Não foi essa a imagem de marca que criaram para ti? Então por que é que não se fala inglês aqui? Eu já não vou frisar o facto de ninguém falar português, porque o mau trabalho foi feito por quem cá esteve no passado. Mas falar-se inglês, o mínimo que seja, é uma das formas de agradar aos turistas estrangeiros que o Governo quer que venham visitar a RAEM mais vezes.
Pu Yi
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Os herdeiros da desigualdade Alexander Stille * In Público
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Á há muito se sabe que surtos de crescimento económico rápido podem aumentar a desigualdade: a China e a Índia são os mais recentes exemplos. Mas poderão o crescimento lento e a desigualdade crescente – as duas características mais salientes das economias desenvolvidas nos dias de hoje – estar também ligados? Essa é a intrigante hipótese de um estudo recente do economista francês Thomas Piketty da Escola de Economia de Paris. Piketty desenvolveu alguns dos mais importantes trabalhos sobre desigualdade em anos recentes. Tirando partido da precisão burocrática francesa, Piketty conseguiu reconstruir as contas nacionais francesas por mais de dois séculos. A economia de 1820 até à I Guerra Mundial – uma espécie de segundo ancien regime – tinha duas características notáveis: crescimento lento – cerca de 1% ao ano – e uma porção desmedida de riqueza herdada, responsável por cerca de 20-25% do PIB. A ligação entre crescimento lento e a importância da herança, argumenta Piketty, não era coincidência: com a riqueza herdada a render 2-3% ao ano e os novos investimentos apenas 1%, a mobilidade social era extremamente limitada e a estratificação era encorajada. Isso começou a mudar com a 1ª GG,
cartoon por Steff
quando o crescimento descolou – uma tendência que acelerou bastante depois da II Guerra Mundial. Com uma taxa de crescimento económico anual tão alta como 5% durante o boom pós-1945, a riqueza herdada encolheu para apenas 5% do PIB francês, dando início a um período de mobilidade relativa e de igualdade. No entanto, durante as últimas duas décadas de crescimento lento, a riqueza herdada recuperou até cerca de 12% da economia francesa. Este padrão deveria causar preocupação, porque o crescimento anual do PIB da zona euro durante a última década foi em média de 1%. Similarmente, o crescimento anual médio nos Estados Unidos abrandou de cerca de 4% entre 1870 e 1973 para cerca de 2% desde então. Joseph Stiglitz, o economista agraciado com o Prémio Nobel, também acredita que o baixo crescimento e a desigualdade estão interligados, mas acredita que a relação causal se move na direcção oposta. Como defendeu numa entrevista recente: “Penso que é a desigualdade que está a causar o crescimento lento.” No seu novo livro O Preço da Desigualdade, ele escreve que, “a Política moldou o mercado, e fê-lo de tal forma que dá vantagens a quem está no topo a custo dos outros”. A maximização do lucro, a capacidade das elites consolidadas de distribuírem recursos entre si e abafar oportunidades para os outros, invariavelmente leva a um mercado menos competitivo e a um menor crescimento.
Os economistas experimentais descobriram que indivíduos convidados a entrar em jogos de distribuição se tornam muito menos generosos para os que estão abaixo deles se estiverem em penúltimo lugar. Preferem distribuir dinheiro aos que têm um estatuto superior do que ajudar os que estão em baixo a ultrapassá-los Há algum apoio a esta hipótese no trabalho de Piketty: a economia francesa descola depois da 1ª GG e também depois da 2ª GG, dois períodos em que o sistema político francês se abriu e encetou reformas progressistas. Mas, de acordo com Ilyana Kuziemko, economista na Universidade de Princeton, também há provas de que o baixo crescimento na verdade aumenta a desigualdade. Os dados da opinião pública e a investigação experimental indicam que as pessoas (ou pelo menos os norte-americanos) se tornam menos favoráveis à redistribuição do rendimento durante tempos económicos difíceis. As sondagens da Gallup, por exemplo, mostram o apoio à redução da desigualdade nos EUA a descer de 68% para 57% durante a actual recessão, apesar
O RELÓGIO DO REGIME
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de toda a retórica – e prova – pública de que foi o 1% da população com os rendimentos mais elevados quem capturou quase todos os ganhos provenientes do crescimento económico nos últimos anos. Curiosamente, os tempos difíceis poderão mesmo espoletar entre os perdedores da economia um mecanismo psicológico conhecido como “aversão ao último lugar”. Os economistas experimentais descobriram que indivíduos convidados a entrar em jogos de distribuição se tornam muito menos generosos para os que estão abaixo deles se estiverem em penúltimo lugar. Preferem distribuir dinheiro aos que têm um estatuto superior do que ajudar os que estão em baixo a ultrapassá-los. Esta descoberta converge com o trabalho de Benjamin Friedman da Universidade de Harvard, que defende em The Moral Consequences of Growth (As Consequências Morais do Crescimento) que o “crescimento económico frequentemente promove maior oportunidade, tolerância à diversidade, mobilidade social, compromisso com a equidade e dedicação à democracia”. De modo similar, a falta do crescimento tende a alimentar a xenofobia, a intolerância e uma atitude negativa relativamente aos pobres – os EUA e a Europa nas décadas recentes servem como exemplos claros for Friedman. “As pessoas no 30.º percentil estão desesperadas por não cair no 20.º ou no décimo percentil.” Assim, uma economia de crescimento lento e elevada desigualdade pode tornar-se um ciclo auto-alimentado. Mas tanto Stiglitz como Piketty não pensam que deva ser assim. “Antes de mais, os países escandinavos, que têm a maior igualdade, estão também entre as economias avançadas de crescimento mais acelerado, e tome-se o exemplo do Japão, que tem sofrido deflação durante cerca de 20 anos mas que manteve um nível decente de igualdade e de nível de vida”, argumenta Stiglitz. Piketty acredita que a solução pode residir no ajuste psicológico a um período de crescimento mais lento. “Talvez devamos aceitar o facto de que os anos pós-2ª GG de crescimento anual de 4% e 5% foram a excepção, e que o crescimento anual de 1% – depois de considerado o crescimento da população – é muito mais normal.” Na verdade, Piketty defende que a nossa “obsessão com o crescimento” apenas “serve como uma desculpa para não fazer nada pela saúde, pela educação, ou pela redistribuição”. E é uma obsessão muito enraizada no presente. “Esquecemo-nos de que durante séculos o crescimento foi essencialmente zero”, escreve. “Um por cento de crescimento real significa duplicar o tamanho de uma economia todos os 30 ou 35 anos.” Piketty vê isso como razão “para ser um pouco optimista”. Mas, como sugere, a proporção da riqueza herdada pode bem tornar-se um forte indicador da capacidade dessa taxa de crescimento em assegurar maior mobilidade social e reduzir a desigualdade económica. * Professor de Jornalismo Internacional na Universidade de Columbia
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Carlos M. Cordeiro
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da estrela
A viagem
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UANDO em muitas áreas de Portugal não se consegue ver televisão – desde a instalação do tal cambalacho chamado TDT – os políticos, opinadores, analistas, comentadores e conselheiros do Governo, andam numa roda viva a discutir o futuro da RTP. A confusão é total e todos querem dar o ar da sua graça. Nunca um país teve tantos especialistas em televisão, em privatização e concessão de empresas, em venda de canais de televisão e de rádio e em aldrabices para enganar o povinho. Os interesses ao redor da RTP são inúmeros e diversificados. Até estão relacionados com a cor política e com o entendimento que cada um tenha de serviço público de televisão. Os líderes políticos opinam, os antigos presidentes da República opinam, os ex-presidentes de partidos políticos opinam. A RTP deve ser uma mina de ouro para que tantos e tão badalados opinadores venham a terreiro em sua defesa. Ou seja, a maioria não pretende a venda, a concessão ou o negócio da China. Mas também não sabem bem dizer qual a alternativa para que os portugueses não paguem milhões de euros por uma programação abaixo de cão, por uma RTP Internacional que apresenta programação para atrasados mentais e por um serviço público que nunca se viu. O Governo lançou a confusão e enviou à pantalha o seu conselheiro António Borges (sim, o mesmo que foi corrido do FMI), que veio criar a revolta total ao afirmar que o canal RTP2 iria desaparecer e que a RTP seria concessionada. E a quem? À tal Ongoing que aguarda há imenso tempo
Miguel Relvas é o fiel de uma balança descompensada que deveria estar a esclarecer ponto por ponto, incluindo a exercer o seu direito de demitir a actual administração da RTP que entrou em discordância com o patrão, aliás, com o Governo. Relvas? Não, o ministro não pode esclarecer as dúvidas pertinentes de todos os quadrantes no “puzzle” RTP porque está em viagem por Timor-Leste... pelo compadrio? O que se sabe é que Mário Soares já afirmou que a concessão “é uma pouca vergonha”. Marcelo Rebelo de Sousa, no comentário semanal na TVI, revelou ter sabido que Borges “só disse o que disse em pormenor (...) porque teve cobertura ministerial” e porque o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares “quis [que o dossier da privatização da RTP] fosse conhecido esta semana”. E que “decidiu falar sobre esta matéria com cobertura do responsável do sector”. Rebelo de Sousa teceu críticas à proposta de modelo de concessão confirmada na quinta-feira por António Borges por levantar “vários problemas”. Questionado sobre se este esquema pode ser considerado uma privatização encapotada, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que o Governo deve explicar com transparência a sua opção. “Há privatizações e privatizações, e [esta] deve ser explicada”. “Não direi que é suspeita”, mas tem de ser explicada, insistiu, depois de perguntar se “uma empresa estrangeira” – angolana, brasileira ou chinesa, como enfatizou – pode ser concessionária de um grupo de televisão do Estado português. A verdade é que já são vários os grupos económicos que se preparam para correr à privatização da RTP. A Newshold, grupo
angolano proprietário do Sol, está a preparar a sua candidatura tendo para isso criado uma nova empresa. Falando sobre a necessidade de o Governo garantir transparência no processo de privatização, o conselheiro de Estado defendeu: “Espera-se que na administração dessa empresa” que venha a ficar com a concessão da RTP não estejam figuras do PSD e que o presidente da República, Cavaco Silva, deve enviar a lei da concessão da RTP a privados para o Tribunal Constitucional, para ser fiscalizada. A RTP já é indubitavelmente um facto político. Todos os partidos políticos representados na Assembleia da República tomaram posição e até o CDS, parceiro no Governo, salientou a sua discordância com a concessão da RTP a privados. Mas no meio disto tudo está o busílis, o homem que estará por trás de todas as manobras e decisões. Miguel Relvas é o fiel de uma balança descompensada que deveria estar a esclarecer ponto por ponto, incluindo a exercer o seu direito de demitir a actual administração da RTP que entrou em discordância com o patrão, aliás, com o Governo. Relvas? Não, o ministro não pode esclarecer as dúvidas pertinentes de todos os quadrantes no “puzzle” RTP porque está em viagem por Timor-Leste...
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Nuno G. Pereira; Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia; Peng Zhonglian; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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GONÇALO LOBO PINHEIRO
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Fong Chi Keong diz que só aceita as obras que o Governo lhe dá
“Honestamente falando”
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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ÃO se recorda do número de obras que já realizou para o Executivo e muito menos do dinheiro que ganhou. O deputado Fong Chi Keong, dono da empresa de construção Man Kan, frisou ontem que se o Executivo lhe concede tantas empreitadas é porque já conseguiu ter a confiança de quem governa a RAEM. “Honestamente falando, depois da transferência de soberania, a minha empresa ganhou a confiança do Governo. Por isso atribuíram-me muitos projectos de renovação, incluindo os escritórios temporários do primeiro e do segundo Chefe do Executivo e também o gabinete actual do Chefe do Executivo.” Esta é a reacção do deputado, depois de o Hoje Macau ter avançado ontem que a empresa Man Kan recebeu uma empreitada para renovar gabinetes nas secretarias da Administração e Justiça e dos Assuntos Sociais
e Cultura, na sede do Governo, sem ser sujeito a qualquer concurso público. Um trabalho a realizar em dois anos, com custo total de 44 milhões de patacas.
EXERCÍCIO DE CIDADANIA
À margem de mais uma sessão plenária na Assembleia Legislativa (AL), Fong Chi Keong descartou quaisquer responsabilidades por receber tantos projectos. “A decisão é do Governo, não posso interferir. Só posso aceitar o que me dão para fazer, porque tudo começou antes da transferência de soberania. Não me interessa quanto ganho porque os trabalhos de renovação para o Governo não são os meus trabalhos principais e só digo à minha empresa para os fazer.” Para rematar as elucidativas explicações, o deputado afirmou mesmo que tais obras são praticamente um abnegado exercício de cidadania. “Encaro-as como uma espécie de responsabilidade política e não estou a ter qualquer beneficio com isto.”
Kazuo Okada processou Wynn Resorts em Tóquio
A empresa Universal Entertainment Corp, detida pelo magnata de jogo japonês Kazuo Okada, informou que interpôs uma açcão por difamação num tribunal de Tóquio contra a Wynn Resorts e os seus responsáveis na terça-feira, noticiou a Bloomberg. A empresa de Okada, que opera nos jogos “pachinko” – um misto de ‘pinball’ e ‘slot machine’ – pede uma indemnização de 1,12 mil milhões de patacas ao operador de casinos norte-americano, segundo um comunicado enviado à bolsa de valores. A Wynn Resorts tinha intentado uma acção judicial contra Okada a 19 de fevereiro deste ano, acusando-o de corrupção para conseguir uma licença para a construção de um resort-casino concorrente nas Filipinas. Ainda em Fevereiro, o operador de casinos norte-americano comunicou a intenção de afastar o magnata japonês do conselho de administração da Wynn Resorts por considerá-lo “inadequado”. A guerra entre Okada e Steve Wynn tem continuado em escalada, com múltiplas acções.
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