Director carlos morais josé
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q u i n ta - f e i r a 3 0 d e j u l h o d e 2 0 1 5 • ANO X I V • N º 3 3 8 3
novos aterros
Erros teus, má fortuna
habitações sem chumbo nas torneiras
Desta água já beberei Depois do alarme vindo de Hong Kong sobre o excesso de chumbo na água em habitações públicas, o Executivo resolveu analisar a qualidade do líquido que sai das torneiras
de Macau. As 99 amostras recolhidas de 50 edifícios revelam que os níveis de chumbo da água canalizada são inferiores aos padrões recomendados pela OMS.
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Agência Comercial Pico • 28721006
hojemacau
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grande plano
opinião
Que sociedade é esta? rui flores
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Da mediação imobiliária sérgio de almeida correia Página 18
tráfico humano
Governo contra-ataca
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política página
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“Oceano-lua” amélia vieira
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diário de bordo
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ontem macau
hoje macau quinta-feira 30.7.2015
As autoridades do Zimbabué identificaram o responsável pela morte do leão Cecil, o leão mais querido e fotografado no Zimbabwe. Segundo o “The Independent” o responsável pela morte do leão foi Walter Palmer, um dentista americano. Cecil, de 13 anos de idade, foi morto no dia 1 de Julho. Palmer terá pago 49 mil euros para fazer a caçada.
horah
“Nesse dia o nosso filho escreveu que estava a ser ameaçado, por causa de dinheiro e que uma das empresas sócias do casino queria bloquearlhe a conta de banco de Macau. Disse-nos que não sabia o que podia acontecer, mas que não acreditássemos em nada que nos pudessem contar” Lin Chao • Mãe de Weng, sobre o caso do funcionário da SJM que apareceu morto na Coreia do Norte
“ A Secretária para a Administração e Justiça disse ainda que se poderia chegar a um acordo no fim deste ano, e com Hong Kong também, para a entrega de pessoas em fuga. Cabe ao Governo negociar e decidir. Nós temos prestado informações processuais, ao nível técnico, mas a política cabe ao Governo decidir” Sam Hou Fai • Presidente do Tribunal de Última Instância, sobre a elaboração dos acordos de extradição
“Macau é um destino e a fonte para mulheres e crianças que são sujeitas ao tráfico sexual e a trabalhos forçados. As vítimas do tráfico sexual são essencialmente do interior da China, algumas são da Mongólia, Vietname, Ucrânia, Rússia e Tanzânia” • Relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos, sobre o tráfico humano em Macau
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“A Autoridade da Segurança sublinha a sua atitude de tolerância zero à criminalidade relacionada com o tráfico de pessoas. Para a prevenção e combate a esse tipo de crimes são permanentemente tomadas uma série de medidas dirigidas a essa criminalidade” Comunicado do gabinete do Secretário para a Segurança, sobre o relatório dos EUA, a propósito do tráfico humano em Macau | P. 4
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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hoje macau quinta-feira 30.7.2015
O Plano Director dos Novos Aterros muitas questões tem levantado. Habitação, trânsito e a 4ª ligação são os assuntos mais quentes. A visão de arquitectos mostra que há alterações a fazer para que não sejam criados guetos habitacionais e um tráfego de pouca resolução
grande plano
Novos Aterros Arquitectos denunciam falhas do Plano Director
Uma floresta feita de enganos Túnel ou Ponte? A experiência trazida por anos de presença em Macau, faz com que Maria José de Freitas perceba que em tempos de más condições atmosféricas seja difícil haver uma ligação entre Macau e a Taipa, e por isso defenda que a 4ª ligação “deve ser prioritariamente em túnel”. A concordar consigo está Vizeu Pinheiro que acredita que o túnel é a melhor opção. Para além de considerar que o metro ligeiro deveria ser um metro com mais capacidade, o arquitecto defende que deve ser “fechada a ponte Nobre de Carvalho ao trânsito e transformá-la numa zona pedonal” e ter pontes a “ligar a zona do NAPE para os aterros que vão para o meio da Taipa e outra [ponte] mas perto a ligar a zona dos lagos, da Torre de Macau, a ligar à zona C”.
O
s erros começam logo no nome. “Isto não é um Plano Director, porque isso é um tipo de plano é um plano da cidade, do município, que, por sua vez, tem os planos de pormenor. Portanto o plano dos novos aterros é um plano de pormenor”, começa por clarificar a arquitecta Maria José de Freitas, sublinhando o facto do plano director prevalecer sempre sobre o plano de pormenor. “O que temos em causa neste momento é realmente um plano de pormenor e o que me parece é que, enquanto plano de pormenor, está a prever-se uma densidade populacional muito elevada, principalmente no aterros da Zona A”, apontou a mesma profissional. O Plano Director do Novos Aterros foi apresentado na sexta-feira passada, pela equipa de trabalho dos Serviços das Obras Públicas, aos deputados que apresentaram as suas questões e preocupações: trânsito e a 4ª ligação entre a península e a ilha foram os pontos mais mencionados.
Vários erros
Acompanhando as consultas públicas e a evolução do documento sobre os aterros, Maria José de Freitas continua a defender que as previsões para habitação na zona A, são excessivas face “à localização geográfica, deste aterro da zona A” por se localizar na Areia Preta, zona que já “está densamente povoada”. “Não se quer criar ali um gueto. As pessoas que lá vão morar, não vão ser pessoas que na sua maioria ali vão trabalhar. Não estão ali industrias, nem sequer estão planeadas, que consigam captar 100 mil pessoas”, diz. O Governo aponta que naquela zona sejam construídos 32 mil fracções, das quais 28 mil direccionadas para habitação pública e cerca de quatro mil para habitação privada.
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“Feitas as contas, se nos 23 mil apartamentos contarmos com três pessoas por família dá o valor que o Governo apresenta, mas basta fazermos as contas a 4 pessoas por família passando para as 150 mil pessoas, o que muda o caso um pouco de feição”, adianta a arquitecta, sublinhando que é preciso ainda ter em conta as pessoas que vão trabalhar na zona do Cotai. “Em termos de administração central pensam criar uma zona onde vão localizar prioritariamente as pessoas que vão trabalhar nas zonas do Cotai. Estes trabalhadores vão ter ali a sua residência, então é preciso prever todo um
“As informações não me parecem completas e acho que este plano tem de ser revisto. É preciso verificar bem a densidade populacional e até eventualmente fazer estudos” Maria José de Freitas Arquitecta
sistema de infra-estruturas para transportar aquelas pessoas, quer para Macau, quer para a zona do Cotai”, argumenta. Maria José de Freitas sublinha a necessidade de existência de “equipamentos sociais, equipamentos da área cultura e social para alojar e dar cobertura a todas as situações que resultam dos agregados familiares que irão para aquela zona, que têm crianças, pessoas de idade, e necessidades da primeira ordem, coisas do dia a dia”. Um ponto ainda defendido pela arquitecta é uma rede viária saturada, sentida pelos moradores da zona dos NAPE depois da construção dos últimos prédios na Areia Preta. “Portanto, se viermos juntar a isto a quantidade de apartamentos que vão fazer na zona A estamos a sobrelotar uma zona que já está sobrelotada e que não tem possibilidade nenhuma de ser resolvida a curto prazo”, remata.
No mesmo tom
De opinião semelhante é Francisco Vizeu Pinheiro, também arquitecto, que se mostra completamente contra a criação de uma zona habitacional tal como está prevista. “Nos países desenvolvidos o Governo ajuda as pessoas a comprar a habitação que necessitam e não faz, aquilo que se faz nos países em
desenvolvimento ou pobres, que é forçar as pessoas a viver em gaiolas como se fossem refugiados, que foi o que aconteceu em Hong Kong nas décadas 50 e 60”, defende. Algo que, segundo o arquitecto, só acontece quando o planeamento não bem feito. Na visão do arquitecto este plano geral “é uma espécie de remendo às necessidades de crescimento de Macau, com vistas a curto prazo”. Para Vizeu Pinheiro há três aspectos cruciais, sendo eles, habitação, trânsito e a qualidade de vida. Relativamente à habitação, aquela que segundo o profissional é a maior preocupação dos residentes, verifica-se que a tipologia das habitações “está apoiada em fogos com dois quartos”.Algo que poderá trazer problemas, visto que “não satisfazem as necessidades dos vários perfis e diferentes grupos familiares de Ma-
[o Plano] “É uma espécie de remendo às necessidades de crescimento de Macau, com vistas a curto prazo” Vizeu Pinheiro Arquitecto
cau”, embora, diz, seja o ideal para os novos trabalhadores não residentes. O verdadeiro problema é o tipo de famílias, ou seja, “em muitas famílias de Macau, além dos filhos é preciso cuidar dos avós e muitos agregados têm empregadas domésticas, logo, a tipologia de dois quartos é nitidamente insuficiente”. O trânsito, um dos pontos mais contestados pelos deputados aquando a apresentação do plano, é também explicado por Vizeu Pinheiro. Não é preciso ser especialista para ver que as saídas da zona A vão aterrar em zonas “já saturadas”, trazendo problemas para quem por lá terá de passar. Ainda há muita coisa para ser explicada, conforme defende Maria José de Freitas, que defende a revisão do plano apresentado pelo Governo. “As informações não me parecem completas e acho que este plano tem de ser revisto. É preciso verificar bem a densidade populacional e até eventualmente fazer estudos ou admitir que seja por fases (...) Parece-me que está tudo num nível muito embrionário, provavelmente depois de ouvirem a população irão surgir novas situações”, remata a arquitecta. Para Vizeu Pinheiro a solução mais rápida, viável – mesmo em termos ecológicos – é “construir na Ilha da Montanha”. A consulta pública decorre até 28 de Agosto, tendo sido alargada por mais 20 dias, depois do Governo considerar que a extensão irá “permitir à população em geral ter mais tempo para continuar a manifestar as suas opiniões sobre a matéria”, justifica o comunicado. Filipa Araújo
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política
O Executivo nega as acusações que constam no relatório do Departamento de Estado norte-americano, que falam de incumprimento de padrões mínimos no combate ao tráfico humano e diz que a entidade norteamericana se baseou “em factos básicos e juízos de valor infundados”
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Tráfico humano Governo rejeita acusações de relatório dos eua
Palavras repetidas tiago alcântara
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a mesma canção
O
Governo já reagiu aos comentários negativos que constam no mais recente relatório do Departamento de Estado norte-americano sobre a acção da RAEM no combate ao tráfico humano. Em comunicado oficial, o gabinete do Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, afirma que “as considerações e as conclusões constantes do relatório sobre a situação da RAEM relativas a esta matéria não correspondem à verdadeira realidade de Macau”. O Secretário considera mesmo que o Departamento de Estado norte-americano “baseou-se em factos básicos e juízos de valor infundados, sem apresentar fundamentos”. “A Autoridade da Segurança sublinha a sua atitude de tolerância zero à criminalidade relacionada com o tráfico de pessoas. Para a prevenção e combate a esse tipo de crimes são permanentemente tomadas
ainda criados “subgrupos interdepartamentais sob alçada desta Comissão com atribuições na prevenção, no combate, na prestação de protecção às vítimas, na criação e manutenção de uma relação próxima com organizações não-governamentais e no acompanhamento do trabalho”. Para o Governo, estas acções provocaram “um efeito notável e um enfraquecimento considerável do fenómeno do tráfico de pessoas”.
“As considerações e as conclusões constantes do relatório sobre a situação da RAEM relativas a esta matéria não correspondem à verdadeira realidade de Macau” Comunicado do gabinete do Secretário para a Segurança
uma série de medidas dirigidas a essa criminalidade, mantendo-se uma relação próxima com os países e regiões vizinhos, na per-
secução da execução da lei”, pode ler-se no mesmo comunicado, que descreve as acções que o Executivo tem vindo a tomar.
Renovadas comissões na Fundação Macau
Foi ontem publicado em Boletim Oficial (BO) o despacho que dá conta da renovação da nomeação de Lok Weng Kan e Lau Veng Lin como membros do conselho fiscal da Fundação Macau (FM) pelo período de três anos. A renovação da comissão, assinada pelo Chefe do Executivo, já entrou em vigor.
Quanto à Comissão de Acompanhamento das Medidas de Dissuasão do Tráfico de Pessoas, criada em 2008, “tem acompanhado
as políticas internacionais para a prevenção e combate activo a todos os tipos de criminalidade relacionada com o tráfico de pessoas”. Foram
Ao HM, o gabinete do Secretário para a Segurança acrescentou que “essa frase (relativa ao pouco trabalho sobre o tráfico humano) é utilizada de forma recorrente nos relatórios anuais sobre Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado dos EUA, tendo sido utilizada neste formado desde 2009 até ao presente e num formato idêntico nos anos de 2006 a 2008”. De frisar que o relatório dá conta de uma redução do número de vítimas de tráfico humano detectadas pelas autoridades policiais, mas afirma que o Governo não tem cumprido os requisitos mínimos no combate ao problema, tendo até reduzido o orçamento destinado a esse fim. Apesar do Governo recusar as acusações de que é alvo, a verdade é que Juliana Devoy, directora do Centro Bom Pastor, que lida com mulheres vítimas de tráfico humano e prostituição, referiu ao HM que o Governo tem mesmo de fazer mais para erradicar o problema. “Não penso que o problema tenha desaparecido ou diminuído. O Governo está a tentar mas não é suficiente, porque não é fácil. O Governo tem de ser mais pró-activo. Temos de actuar de forma mais profunda e fazer com que o público esteja envolvido. A sociedade de Macau não presta muita atenção ao problema porque as pessoas acham que é algo que não as afecta pessoalmente”, rematou. Andreia Sofia Silva
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Conselho de Administração do FSS com mudanças
O Chefe do Executivo autorizou a saída de Sam Kam San do Conselho de Administração do Fundo de Segurança Social (FSS). Em despacho publicado em Boletim Oficial (BO), é referido que a cessação de funções foi feita a pedido de Sam Kam San, tendo entrado em vigor no dia 1 de Junho. Lau Ioc Ip foi, assim, nomeada vogal do conselho de administração em regime de acumulação de funções, cargo que ocupará até Março de 2016.
política 5
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O
chefe da representação da Comissão Europeia em Hong Kong e Macau, Vincent Piket, disse que ia acompanhar a exportação de ‘software’ de ciberespionagem de Itália para Macau, em resposta à solicitação de um grupo político. O caso remonta ao início deste mês e vem na sequência de revelações do portal Wikileaks que tornaram público o interesse da Polícia Judiciária de Macau na aquisição de um ‘software’ de videovigilância da empresa italiana Hacking Team – o Remote Control System (RCS) –, com base numa troca de emails iniciada em 2012. A revelação levou a Associação Novo Macau (ANM) a pedir uma investigação ao Ministério Público (MP) e a enviar, na semana passada, uma carta aos representantes consulares dos países membros da União Europeia, na qual encorajava os governos europeus a tomarem “precauções extras” ao aprovarem a venda de produtos de segurança e de defesa por empresas sedeadas no espaço europeu para o Governo de Macau. “Se a exportação de produtos de vigilância com capacidades intrusivas está sujeita ao controlo ou regulamentação no seu país, pedimos que informe as autori-
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Wikileaks UE acompanha queixa da Novo Macau
Documentos à lupa
“Vamos olhar para esta questão com os nossos colegas italianos de forma a discutir as preocupações suscitadas por esta missiva” Vincent Piket Chefe da representação da Comissão Europeia em Hong Kong e Macau
dades competentes do seu país sobre a possibilidade de abuso de tais produtos pelas autoridades policiais do governo de Macau”, referia a missiva. A resposta de Vincent Piket, publicada no Facebook de Jason Chao, membro da Associação Novo Macau, foi referida pelo jornal Ponto Final na sua edição de ontem. “Vamos olhar para esta questão com os nossos colegas
italianos de forma a discutir as preocupações suscitadas por esta missiva”, afirma Vincent Piket, citado pelo jornal.
Alvos potenciais
No passado dia 17 a ANM convocou a imprensa para falar dos detalhes dos documentos revelados pela Wikileaks, que mostram que a Polícia Judiciária (PJ) e o Comissariado contra a Corrupção
(CCAC) chegaram à fala com a empresa Hacking Team no sentido de adquirir o sistema de ciberespionagem. Jason Chao, membro da direcção da ANM, não negou a possibilidade de um dos principais alvos na aquisição deste sistema ser, precisamente, os activistas da ANM. “Não posso rejeitar essa possibilidade [da Novo Macau ser um dos alvos]. O que dizemos ao
público é baseado com os documentos que vemos no Wikileaks. Não temos provas, mas não posso recusar essa possibilidade. Pessoalmente acredito nisso.” Na resposta à comunicação social, tanto a PJ como o CCAC não confirmaram uma eventual aquisição do sistema. O CCAC explicitou que “para exercer as suas competências na investigação criminal de forma legal e eficaz, todos os meios e técnicas adoptadas nas diligências do CCAC são de natureza confidencial. Pelo exposto, o CCAC não vai comentar ou responder a perguntas relativas aos métodos concretos adoptados na sua investigação.” HM(com Lusa)
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Lei Bancária Angela Leong questiona Governo sobre revisão
Onde está Macau online? Angela Leong quer saber quando é que o Governo vai rever a Lei Bancária, prometida pelo Executivo, permitindo um maior investimento nas plataformas da internet e, por sua vez, levando o nome “Made in Macau” mais longe
A
deputada Angela Leong quer saber em que ponto está a alteração à Lei Bancária, prevista pelo Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong. Numa interpelação escrita, a deputada argumenta que apesar dos nos últimos anos o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) apoiar e incentivar as empresas locais a utilizarem o comércio electrónico, desenvolvendo as suas plataformas na internet e a sua capacidade concorrencial e de expansão dos seus próprios negócios, pouco ou nada tem surtido efeito. pub
“Actualmente apenas 28% das empresas utilizam o comércio electrónico, e uma das razões apontadas para a não vulgarização deste tipo de comércio entre os vários sectores de Macau é a inexistência de legislação para resolver e tratar a questão dos pagamentos através da internet”, argumentou a deputada.
Angela Leong adiantou ainda que existem residentes e empresas das províncias onde Macau marca presença através de exposições que assumem que só “conseguem adquirir os produtos de Macau durante essas exposições”. Situação que poderia ser alternada com as plataformas comerciais electrónicas, permitindo
ainda o fluxo de mercadorias entre as partes interessadas.
Incentivo jovem
Sendo assim, a deputada apela ao Governo que torne pública a calendarização dos trabalho na revisão da lei. Na mesma interpelação, Angela Leong defende que o Governo deve manter uma posição de apoio e
“Apenas 28% das empresas utilizam o comércio electrónico, e uma das razões apontadas para a não vulgarização deste tipo de comércio entre os vários sectores de Macau é a inexistência de legislação para resolver e tratar a questão dos pagamentos através da internet”
orientação para os jovens empreendedores fazendo com que os mesmos assumam as plataformas online como uma mais valia para o seu negócio. “Tendo como objectivo implementar uma estratégia de promoção dos produtos Made in Macau no exterior através da internet, os serviços competentes
devem ajudar as empresas a aumentar a promoção dos seus produtos através da utilização das técnicas do comércio electrónico, em especial, ajudar os jovem empreendedores e as industrias culturais. Vai fazê-lo?”, indaga a deputada. Filipa Araújo
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sociedade
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O Governo avaliou 50 dos novos edifícios de habitação pública e concluiu que os níveis de chumbo da água canalizada estão abaixo dos padrões da Organização Mundial de Saúde. Executivo diz ter mecanismo de resposta em caso de contaminações
E
stá concluída a primeira fase de análise da água canalizada nos complexos de habitação pública de Macau. Os resultados, apresentados ontem pelo Governo em conferência de imprensa, revelam que os níveis de chumbo da água potável da rede pública ficaram abaixo das 10 microgramas por litro de água, valores seguidos por Macau com base na Organização Mundial de Saúde (OMS). As amostras recolhidas permitiram concluir que os níveis de chumbo se situam, precisamente, entre 1 a 3,5 microgramas por litro. Os dados foram obtidos com base em análises feitas a 50 edifícios de habitação pública mais recentes, tendo sido recolhidas 99 amostras. Destas 49 foram recolhidas pelo grupo de trabalho nas zonas das entradas dos prédios, enquanto que as restantes foram feitas em casas desocupadas. Os representantes de diversos organismos públicos garantiram que não há motivos para preocupação, depois de ter sido descoberto um caso de excesso de chumbo na água numa habitação pública de Hong Kong. Quanto às análises nas restantes casas do Governo, ainda não têm data para acontecer. “Primeiro vamos ter de tratar das habitações recentemente construídas e depois é que vamos analisar as suas amostras de água. Temos 12 blocos de habitação
Água das habitações públicas sem excesso de chumbo
Torneira amiga
social mais antiga e em breve vamos começar a analisar a qualidade da água nessas casas”, explicou Alex Vong, presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM).
Victor Chan, porta-voz do Governo, não garantiu se escolas ou outros estabelecimentos públicos de uso da população também serão alvo de uma avaliação. “O nosso trabalho é de carácter
Os dados foram obtidos com base em análises feitas a 50 edifícios de habitação pública mais recentes, tendo sido recolhidas 99 amostras. Destas 49 foram recolhidas pelo grupo de trabalho nas zonas das entradas dos prédios, enquanto que as restantes foram feitas em casas desocupadas
preventivo, porque o Chefe do Executivo mostrou preocupação sobre a saúde da população.” O Executivo garantiu ainda que sentiu problemas de ordem logística (falta de tempo e recursos humanos) para a elaboração das análises à água, o que fez com que apenas as casas desocupadas tenham sido alvo de recolha de amostras.
Governo a postos
Apesar de terem garantido que não há razões para alarme, os responsáveis do Executivo frisaram que têm planos em caso de futuras contaminações da água potável. “As informações que temos é que
Mil prédios, mil problemas A temos de começar a trabalhar já nesse sentido. Penso que isso vai demorar algum tempo e precisamos de consenso social.” Numa interpelação entregue ao Governo, a deputada Kwan Tsui Hang também chamou a atenção para esse problema. “Neste momento em Macau não há qualquer fiscalização, e a referida qualidade depende somente da manutenção da própria assembleia geral de condóminos e da empresa de gestão de pro-
Chui Sai On exige pl anos de contingência “Determino que os serviços competentes não se podem desleixar com o assunto e devem ponderar e dar prioridade à saúde da população, colaborando e definindo planos de contingência para enfrentar eventuais situações que possam ocorrer relativas à qualidade da água”, disse o Chefe do Executivo em comunicado. Já Raimundo do Rosário, Secretário das Obras Públicas e Transportes, “garantiu o total empenho em assegurar um bom padrão de qualidade, segurança e abastecimento estável da água nos edifícios de habitação pública”.
Exigida lei de fiscalização nos edifícios privados
pesar do Governo já ter analisado a água em algumas habitações públicas, a verdade é que não há uma lei que garanta a fiscalização da água nos edifícios privados. Susana Wong, directora dos Serviços dos Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA), revelou ontem existir essa necessidade. “O Governo tem de assegurar que a qualidade da água potável se mantém. Ainda não temos legislação sobre a fiscalização mas
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priedades”, escreveu a deputada da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM).
Perguntas pertinentes
“Para os cidadãos terem confiança na água potável, as autoridades preparam-se para fazer análises por amostragem em sede de habitações públicas recentemente construídas, mas será que dispõem de um plano para uma avaliação sistemática dos riscos e uma análise por amostragem?”, ques-
o nível do chumbo na água responde aos padrões da OMS e temos medidas emergentes de resposta, com o abastecimento de água de forma provisória para os mais necessitados. Em breve poderemos definir os postos provisórios de água. As instruções estão a ser lançadas de forma experimental nas habitações públicas”, disse Susana Wong, directora dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA). A nível hospitalar, Lei Chin Ion, director dos Serviços de Saúde (SS), explicou que “se isso acontecer iremos acompanhar o mais depressa possível o tratamento das pessoas mais necessitadas. Temos equipamentos e recursos humanos suficientes para esse tratamento e a sociedade não tem de ficar preocupada”. Andreia Sofia Silva
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tionou a deputada. “Como é que as autoridades vão avaliar e estimar os mais de mil prédios de Macau, para saber em quantos existe a devida limpeza e manutenção? Chegaram a ter em consideração legislar sobre a execução obrigatória, para assegurar a qualidade do abastecimento de água nos prédios privados?” Kwan Tsui Hang chama ainda a atenção para a existência de outros problemas. “Há muitos edifícios altos que têm falta de um mecanismo periódico de limpeza e manutenção, resultando em más condições do tanque da água, o que provoca preocupações quanto à sua qualidade.” A.S.S.
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Notificação no 15/DLA/SAL/2015 (Aviso aos proprietários de cibercafés e estabelecimento, onde se exploram máquinas de diversão e jogos em vídeo que infringiram a Lei, sobre as respectivas decisões sancionatórias) Considerando que não se revela possível notificar directamente os interessados, por ofício ou telefone, para efeitos de prosseguimento dos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos dos artigos 10° e 58° do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos do n° 3 do artigo 3° do Decreto-Lei n° 52/99/M, de 4 de Outubro, conjugado com os artigos 68° e 72° do Código do Procedimento Administrativo, os seguintes proprietários de estabelecimentos, do conteúdo das respectivas decisões administrativas e sancionatórias: •
Estabelecimento: “CENTRO DE DIVERSÕES OU VAN SENG”, sito na Estrada Marginal do Hipódromo, nos 41-43, r/c e 1º andar, lojas C e D.
Proprietário: MA KUOK HONG (Bilhete de Identidade de Residente de Macau no 7345XXX(X)) O presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia do IACM n° 1294/DFAA/SAL/2013, de 20 de Julho, comprovado por testemunhas e fotografias anexadas, resulta da infracção, cometida pelo interessado, ao disposto na alínea c) do no 3 do artigo 32° do Decreto-Lei n° 47/98/M, de 26 de Outubro, (Alteração das características das máquinas ou equipamentos abrangidos pela licença). Em 29 de Janeiro de 2015, o interessado foi notificado por ofício no 26368/5201-CC/DLA/SAL/2014 sobre o conteúdo da acusação, não havendo apresentado a sua audiência por escrito. Além disso, durante as rondas efectuadas pelo pessoal de fiscalização ao referido estabelecimento em 6 de Setembro de 2013 e 24 de Janeiro de 2014, verificou-se que a situação da infracção continuava a existir. Assim, por despacho do signatário, exarado em 24 de Março de 2015, no uso das competências conferidas pela proposta de deliberação, tomada na sessão do Conselho de Administração no 01/ PDCA/2014, de 9 de Maio, e de acordo com a alínea d) do artigo 46º do Decreto-Lei no 47/98/M, alterado pela Lei no 10/2003, é sancionado com uma multa de dez mil patacas (MOP10.000,00).
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Estabelecimento: “CIBERCAFÉS SUPER.COM”, sito na Avenida do Conselheiro Borja, no 373, III Fase, Edf. “May Fair Garden”, r/c, Lojas “AL”, “AM”, “AN”, “AO”, “AP”.
Proprietário: LEI KAM MENG (Bilhete de Identidade de Residente de Macau no 7365XXX(X)) O presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia do IACM n° 1341/DFAA/SAL/2012, de 26 de Setembro, comprovado por testemunhas e fotografias anexadas, resulta da infracção, cometida pelo interessado, ao disposto no no 2 do artigo 32°-B do Decreto-Lei n° 47/98/M, de 26 de Outubro, alterado pela Lei no 10/2003 (Entrada e permanência no cibercafé). Em 10 de Setembro de 2014, o interessado foi notificado, através da notificação no 27/DLA/SAL/2014, por edital sobre o conteúdo da acusação, não havendo apresentado a sua audiência por escrito. Assim, por despacho do Presidente do Conselho de Administração, substituto, Lo Veng Tak, exarado em 25 de Novembro de 2014, no uso das competências conferidas pela proposta de deliberação, tomada na sessão do Conselho de Administração no 01/PDCA/2014, de 9 de Maio, e de acordo com a alínea d) do artigo 46º do Decreto-Lei no 47/98/M, alterado pela Lei no 10/2003, é sancionado com uma multa de dez mil patacas (MOP10.000,00).
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Estabelecimento: “E+ NET CAFE”, sito na Avenida 1º de Maio, no 358, Edf. “Kam Hoi San”, Bloco 12, r/c B.
Proprietário: LONG KA WENG (Bilhete de Identidade de Residente de Macau no 5128XXX(X)) Procedimento Administrativo 1: O presente procedimento administrativo proveniente do auto de notícia do IACM n° 336/DFAA/SAL/2013, de 28 de Janeiro, comprovado por testemunhas e fotografias anexadas, resulta da infracção, cometida pelo interessado, ao disposto no no 1 do artigo 32°-C do Decreto-Lei n° 47/98/M, de 26 de Outubro, alterado pela Lei n° 10/2003 (Não ter instalado nos computadores sistemas de filtragem). Em 15 de Agosto de 2014, o interessado foi notificado por ofício no 10422/2149-CC/DLA/SAL/2014 sobre o conteúdo da acusação, havendo apresentado a sua audiência escrita, mas não apresentou fundamentos suficientes em abono de sua defesa contra a acusação do Instituto. Assim, por despacho do signatário, exarado em 29 de Janeiro de 2015, no uso das competências conferidas pela proposta de deliberação, tomada na sessão do Conselho de Administração n° 01/PDCA/2014, de 9 de Maio, e de acordo com a alínea d) do artigo 46º do Decreto-Lei no 47/98/M, alterado pela Lei no 10/2003, é sancionado com uma multa de dez mil patacas (MOP10.000,00). Procedimento Administrativo 2: O presente procedimento administrativo proveniente do auto de notícia da PSP n° 06/B/2013-Po 225.48, de 15 de Abril, comprovado por testemunhas e fotografias anexadas, resulta da infracção, cometida pelo interessado, ao disposto no no 3 do artigo 32°-B do Decreto-Lei n° 47/98/M, de 26 de Outubro, alterado pela Lei n° 10/2003 (Entrada e permanência em cibercafé). Em 15 de Agosto de 2014, o interessado foi notificado por ofício no 12309/2615-CC/DLA/SAL/2014 sobre o conteúdo da acusação, havendo apresentado a sua audiência escrita, mas não apresentou fundamentos suficientes em abono de sua defesa contra a acusação do Instituto. Assim, por despacho do signatário, exarado em 29 de Janeiro de 2015, no uso das competências conferidas pela proposta de deliberação, tomada na sessão do Conselho de Administração n° 01/PDCA/2014, de 9 de Maio, e de acordo com a alínea d) do artigo 46º do Decreto-Lei no 47/98/M, alterado pela Lei no 10/2003, é sancionado com uma multa de dez mil patacas (MOP10.000,00).
Excepto em caso de actos nulos, nos termos dos artigos 145º, 148º e 149º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, o infractor pode apresentar reclamação ao autor do acto, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da data da publicação da presente notificação, e/ou, nos termos do nº 1 do artigo 151º, nº 1 do artigo 155º e do 156º do mesmo Código, pode interpor recurso hierárquico necessário para o Conselho de Administração do IACM no prazo de 30 (trinta) dias. Quanto às sanções, o infractor pode interpor recurso contencioso, no prazo e requisitos previstos nos artigos 25º a 28º do Código de Processo Administrativo Contencioso, para o Tribunal Administrativo. Nos termos do nº 1 do artigo 50º do Decreto-Lei nº 47/98/M, de 26 de Outubro, o infractor deverá pagar as referidas multas no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, no Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, n° 804, Edifício China Plaza, 2° andar, pois, caso contrário, o Instituto procederá à sua cobrança coerciva, salvo disposição legal de efeito suspensivo em contrário. Caso o interessado não apresente impugnação contra as decisões da presente notificação dentro do prazo supramencionado e não pague as multas referidas conforme o exposto, o IACM executará, de imediato, as respectivas decisões punitivas. Para consulta e mais informações sobre os processos, o interessado poderá dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sita na Avenida da Praia Grande, nº 804, Edifício China Plaza, 3º andar. Aos 15 de Julho de 2015. O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek www. iacm.gov.mo
DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho de 10 de Julho de 2015, do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, foi autorizado o procedimento administrativo para adjudicação da empreitada designada “ Obras de Remodelação do Centro de Actividades Turísticas”. 1.Entidade que põe a obra a concurso: Direcção dos Serviços de Turismo. 2.Modalidade do procedimento: Concurso público. 3.Local de execução da obra: CAT – Rua Luís Gonzaga, n.º 431 em Macau. 4.Objecto da empreitada: Trabalhos de construção civil de compartimentação e acabamentos para criação de zonas de escritório, renovação das salas de conferência e museus, incluindo a adaptação e a renovação das instalações electromecânicas e das instalações sanitárias. 5.Prazo máximo de execução: 480 dias a distribuir por 3 fases, após a consignação, contando com o período de mobilização e aprovação e entrega de materiais e equipamentos. 6.Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de 90 dias, (prorrogável de acordo com o Programa do Concurso). 7.Tipo de empreitada: Por Preço Global. 8.Caução provisória: MOP1.000.000,00 (um milhão de patacas), podendo ser prestada por depósito de numerário ou em cheque visado a entregar na Divisão Financeira da Direcção dos Serviços de Turismo, por garantia bancária ou seguro-caução aprovados nos termos legais, à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo, devendo ser especificado o fim a que se destina. 9.Caução definitiva: 5% do preço total de adjudicação. (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). 10.Valor da Obra: Sem preço base. 11.Condições de admissão: Entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes na modalidade de execução de obras. 12.Línguas a utilizar na redacção da proposta:Os documentos que instruem a proposta são obrigatoriamente redigidos numa das línguas oficiais da Região Administrativa Especial de Macau; (podendo ser usada a língua inglesa em descrições, especificações técnicas e desenhos). 13.Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º Andar até às 17 : 45 horas do 29 dia Setembro de 2015. 14.Sessão de esclarecimento: Os interessados podem assistir à sessão de esclarecimento deste concurso público que terá lugar às 10 : 00 horas, do dia 4 de Setembro de 2015 , no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, CAT – Centro de Actividades Turísticas, sita no 1.º andar do CAT, Rua Luís Gonzaga Gomes, n.o 431, Macau . 15.Local, dia e hora do acto público do concurso: Local: Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º Andar; Dia e hora: 30 de Setembro de 2015, pelas 10:00 horas. 16.Critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação: a) Preço: 55%; b) Prazo de execução: 5%; c) Plano de trabalhos: 10% i. Nível de detalhe, descrição, encadeamento e caminho crítico das tarefas 3%; ii. Adequabilidade à mão-de-obra e meios propostos 7%. d) Experiência em obras semelhantes 15% : i. Obras executadas deste tipo, de valor e dimensão igual ou superior, com comprovativos de recepção e de qualidade pelos Donos de Obras Públicas 10%; ii. Currículo de obras públicas e privadas desta natureza 5%. e) Equipamentos e Materiais: 15%; O cálculo está descrito no artigo 12.° do Programa de Concurso. 17.Local, data, horário e preço para a obtenção da cópia e exame do processo do concurso: Local: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º Andar. Data e horário: Dias úteis, a contar da data da publicação do anúncio até ao dia e hora do Acto Público do Concurso; Preço: MOP1.000,00 (mil patacas). 18. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes deverão comparecer no Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hot line”, 12.º Andar, a partir de 19 de Agosto de 2015 (inclusive) e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. 19. Adiamento: Em caso de encerramento dos serviços públicos por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a abertura das propostas e a sessão de esclarecimento serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. 20. Os concorrentes ou os seus representantes deverão fazer-se representar no acto público de abertura as propostas para os efeitos precistos no artigo 80.º do Decrecto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro, e para apresentação de eventuais reclamações e/ou esclarecimento de dúvidas acerca da documentação integrante da proposta. Direcção dos Serviços de Turismo, em Macau, aos 20 de Julho de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 25/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 7 de Julho de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para <<Fornecimento e Instalação de Dez Aparelhos de Termografia por Infravermelhos aos Serviços de Saúde>>, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 29 de Julho de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP42,00 (quarenta e duas patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita e ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes deverão comparecer na visita às instalações onde serão instalados os equipamentos a que se destina o objecto deste concurso. Os acessos aos locais são restritos e é necessário utilizar os cartões de acesso, pelo que os concorrentes ou os seus representantes que irão visitar aos locais de instalação dos equipamentos, terão de preencher o “Formulário do pedido de visita de estudo aos locais da instalação dos equipamentos dos Serviços de Saúde”, juntar a fotocópia do documento comprovativo de identificação do concorrente ou dos seus representantes, habilitados a trabalhar legalmente em Macau, fechados em envelope, conforme com o estipulado no ponto n.º 1.4 do programa do concurso e entregues no Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença (NDIV) – Centro de Prevenção e Controlo da Doença (CDC) na Alameda Dr. Carlos D`Assumpção, 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 7.º andar, Macau até dia 4 de Agosto de 2015. Os Serviços de Saúde vão planear a visita aos locais de instalação dos equipamentos, em data a ser informada aos concorrentes, posteriormente. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 16 de Outubro de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 19 de Outubro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do «Museu» situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP116.000,00 (cento e dezasseis mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente.
Serviços de Saúde, aos 24 de Julho de 2015.
O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
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hoje macau quinta-feira 30.7.2015
hoje macau
gonçalo lobo pinheiro
actualmente 8,6 metros, poderá ir até aos 20,5 metros de altura. Já o número 135 da Almeida Ribeiro terá que ter a sua fachada preservada, abarcando parte do Beco do Senado. Foi durante a discussão destes projectos que alguns vogais se insurgiram contra a preservação das fachadas actuais, sugerindo que os edifícios fossem demolidos para serem reconstruídos como réplicas dos originais, de forma a que a sua manutenção fosse facilitada. No entanto o IC discorda desta opção, defendendo que é importante preservar aquilo que já lá está. “Emitimos um parecer para tentar respeitar os elementos originais, sugerindo ao proprietário a manutenção da fachada”, referiu um representante do IC, de acordo com a Rádio Macau. “Quando exigimos a manutenção da fachada, queremos é o estilo arquitectónico e ainda tentar utilizar o mesmo material para recompor esse mesmo estilo”, acrescentou o IC.
CPU Vogais preferem réplicas a manutenção de fachadas A reunião de ontem do Conselho do Planeamento Urbanístico apresentou Dois dos projectos sobre os Ribeiro. De acordo com a Planntem foram apresenquais foram levantadas várias ta de Condições Urbanísticas tados 18 novos projec18 novos projectos, tos durante a reunião questões localizam-se na Rua dos (PCU), estes são de carácter não do Conselho do Pla- Faitiões e na Avenida Almeida industrial e o primeiro, que tem quase todos de neamento Urbanístico e alguns dos fim não industrial. vogais presentes mostraram preferência pela reconstrução de edifícios Hotel Estoril Leung Hio No entanto, houve antigos como réplicas dos originais Ming sem posição ao invés de, tal como definido pelo quem se opusesse Instituto Cultural, se manterem as O presidente substituto do Instituto Cultural (IC) não quis pronunciar-se fachadas como estão. Entre as preoà decisão do IC de sobre a eventual manutenção da fachada do antigo Hotel Estoril, mostrando cupações estão os custos acrescidos ainda ter dúvidas sobre se a decisão final fica mesmo a cabo do Conselho manter as fachadas de manutenção destas fachadas, que do Planeamento Urbanístico. As afirmações tiveram lugar durante a emissão ficam a cargo dos proprietários dos do Programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau. Por outro originais: alguns lado, a Chefe do Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, edifícios. Sobre esta matéria, o IC Lai Ieng Kit, confirmou ontem, durante a emissão do mesmo programa, comentou apenas que, ao abrigo da vogais preferem a que o Governo ainda não tomou qualquer decisão definitiva sobre o destino Lei de Salvaguarda do Património, a dar àquele local. A responsável apelou ainda à população para que o Governo poderá estar disponível reconstrução dos fosse expressar as suas opiniões na hora e local para esse mesmo efeito, para financiar parte dos custos da advertindo, no entanto, que esta seria uma matéria que dificilmente iria obter prédios como réplicas preservação. a concordância total da sociedade.
Toca a deitar abaixo O
DSRT mantém programa de formação para aplicações móveis
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ntre Setembro e Dezembro será novamente realizado o Plano de Formação das Tecnologias de Aplicações Móveis, que se dedica à criação de aplicações móveis inovadoras. Os candidatos ao curso deverão ter nascido até finais de 1997. Este curso é organizado pelos Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT) e o intuito é, de acordo com comunicado da entidade, “formar mais
talentos locais no âmbito das tecnologias de informação e comunicação”. Para a formação deste ano, foram convidados o Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau, as empresas Hutchinson e Smartone e a China Telecom Macau. O objectivo passa por dar a conhecer aos formandos o mercado local das telecomunicações e das aplicações, para que estes possam, através dos
conhecimentos adquiridos, criar “programas inovadores” localmente. No Plano de Formação das Tecnologias de Aplicações Móveis (2015), ensinar-se-ão tecnologias de exploração de aplicações móveis de multi-plataformas que actualmente estão em voga, permitindo-se, através de exemplos de ensino, que os formandos possam conhecer a utilização de técnicas inovadores que
existem actualmente no mercado”, informa a DSRT. Os potenciais alunos deverão ter já alguns conhecimentos na área informática de programas como Javascript, HTML, CSS ou Object-oriented Programming. Serão abertas 25 vagas e o curso realiza-se aos sábados à tarde, entre 12 de Setembro e 5 de Dezembro deste ano, sendo gratuito.
Um hotel junto às casas
Outro dos projectos apresentado localiza-se em Seac Pai Van e deverá compreender lotes de habitação e outro destino à construção de um hotel, ficando a área maior reservada para edifícios com apartamentos. Em declarações ao HM, o arquitecto Rui Leão disse apenas que a volumetria e altura apresentadas ontem vão ao encontro daquelas que já lá estão construídas. Durante a apresentação deste projecto, alguns dos vogais presentes mostraram-se preocupados com o facto da construção poder vir a toldar a passagem do metro ligeiro naquela zona. Em resposta, o Secretário para as Obras Públicas e Transportes, Raimundo do Rosário, assegurou os membros de que “está reservado espaço, pensamos que suficiente, para o metro ir até Coloane”, de acordo com a Rádio Macau. Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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Porto Jovens restauram azulejos de estações ferroviárias
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m grupo de alunos do curso de Conservação e Restauro da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto está a restaurar os painéis de azulejos das estações de caminhos-de-ferro de Ovar e Esmoriz. A iniciativa prolonga-se até à próxima sexta-feira, 31 de Julho, e destina-se a garantir
que o município continua a fazer jus ao título de “cidade-museu do azulejo”. “Além do importante contributo para a comunidade” através da “recuperação cultural e artístico português”, esta intervenção de conservação e restauro “permite aos estudantes sair do ambiente acadé-
mico e realizar uma experiência no terreno, supervisionada por docentes e monitores”, explica a Católica Porto em comunicado enviado ao Boas Notícias. De acordo com uma nota de imprensa emitida pela Câmara Municipal de Ovar, esta é, igualmente, “a concretização de um objectivo da autarquia, a quem interessa a recuperação dos edifícios, não só por questões de natureza urbanística e de qualidade da paisagem urbana, mas também porque se trata da entrada para as cidades de Ovar e Esmoriz, para além da importância histórica, cultural e artística dos painéis azulejares existentes nos edifícios”. Com vista a complementar esta iniciativa, adianta o município, que se apoiará, também, no ACRA Ateliê de Conservação e Restauro do Azulejo, “a REFER irá promover a realização de obras de manutenção e conservação que consistem na beneficiação e modernização dos edifícios de passageiros e dos espaços exteriores das estações ferroviárias”. O projecto resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Ovar, a REFER Património, Administração e Gestão Imobiliária S.A., a Universidade Católica Portuguesa e os Serviços Sociais e Culturais dos Trabalhadores do Município.
Madeira Film Festival chega aos EUA com dez curtas metragens
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Madeira Film Festival está desde esta quarta-feira nos Estados Unidos com a exibição de dez curtas-metragens, no museu da Baleação de New Bedford. O evento acontece em colaboração com o Conselho Luso-Americano para Liderança nos Estados Unidos (PALCUS) e mostrará duas “curtas” da Madeira, duas dos Açores e seis do continente. Na primeira parte do evento, será mostrado o filme “Postcards from Lisbon”, de Pedro Resende, “The Tree of Pan”, de Aitken Pearson, “A ria, a água e o Homem”,
de Manuel Matos Barbosa, “Ser Ilhéu”, de Francisco Rosas, e “pt. es”, de Pedro Sena Lino. Na segunda parte, serão exibidos “De Mim”, de Carlos Melim, “Adormecido”, de Paulo Abreu, “Quatro horas descalço”, de Ico Costa, “Imaculado”, de Gonçalo Waddington, e “Plutão”, de Jorge Jácome. O senador estadual Michael Rodrigues estará presente na iniciativa, que acontece este ano pela segunda vez, aberta ao público de forma gratuita. Assumindo-se como um festival de cinema independente
não competitivo, o Madeira Film Festival acontece anualmente no Funchal e reúne filmes, documentários e curtas-metragens com o objectivo de alertar e criar consciência mundial para a preservação ecológica dos recursos naturais, com especial atenção para a floresta Laurissilva da Madeira, considerada Património Mundial pela UNESCO. O festival aconteceu este ano no Funchal, pela quarta vez, entre os dias 27 Abril e 3 de Maio, e reuniu 55 filmes, 17 longas e 38 curtas-metragens.
À venda na Livraria Portuguesa A Porta do Sol • Elias Khory
Há histórias que salvam vidas. Usando o método de Xerazade, o narrador de A Porta do Sol tece um longo e contínuo fio de histórias com que pretende resgatar a vida de um homem. Esse homem, em coma profundo na cama do hospital, é o seu pai espiritual e um herói da resistência palestiniana. No furor de o reanimar através da memória, é todo um povo e a sua epopeia que o narrador faz reviver diante dos olhos do leitor: os acontecimentos da guerra civil no Líbano, os episódios mais marcantes da sua vida e os dolorosos itinerários de um punhado de homens e mulheres apanhados pela história, após a sua expulsão da Galileia em 1948. Inspirado na estrutura narrativa de As Mil e Uma Noites, A Porta do Sol é um romance amplo, pungente, e considerado de forma unânime o grande relato do êxodo palestiniano.
Arranca nova edição do concurso de conto
Nas asas da
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stá aí a quarta edição do Concurso de Contos do Festival Literário de Macau – Rota das Letras, que visa a recolha de histórias em português, chinês e inglês até ao dia 30 de Novembro. Segundo um comunicado da organização, “o concurso de contos decorrerá em moldes semelhantes ao do ano anterior, com os vencedores a serem seleccionados por escritores que passaram pela Rota das Letras, depois de haver uma pré-selecção de um júri composto por representantes da organização e outros convidados”. A história terá de ser obrigatoriamente sobre Macau, e, para além da publicação do conto, existe um prémio de dez mil patacas para cada um dos vencedores, um para
cada idioma. O próximo volume da colecção “Contos e Outros Escritos” será lançado em Março do próximo ano, quando decorrer a 5ª edição do Festival Literário de Macau.
Incentivos
Os vencedores da 3ª edição do concurso de contos foram J.Cool, natural de Macau, que escreveu em chinês, a brasileira Regina Nadaers Marques e ainda Kevin M. Maher,
A história terá de ser ob Macau, e, para além da existe um prémio de dez um dos vencedores, um
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Do Lado de Canaã • Sebastian Barry
Contada na primeira pessoa, numa narrativa da vida da protagonista ao longo de dezassete dias, esta é a comovente história de uma mulher com uma enorme capacidade para amar e com uma espantosa compaixão, mesmo por aqueles que lhe fizeram mal. Sebastian Barry regressa com a extraordinária história de Lilly Bere. Obrigada a fugir da Irlanda com o noivo ainda adolescente, sob ameaça de morte pelo Exército Republicano, Lilly vê-se subitamente na América. A sua vida trágica e rica leva-a de Chicago, onde o noivo é brutalmente assassinado, para Cleveland, onde se casa e descobre a felicidade mesmo durante o período da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial, e finalmente para Washington, DC, onde encontra trabalho como cozinheira para uma das mais eminentes famílias americanas, os Kennedy. Dramaturgo, romancista e poeta, Sebastian Barry conquistou diversos prémios literários, incluindo o Irish-America Fund Literary Award, o Christopher Ewart-Biggs Prize, o London Critics Circle Award e o Kerry Group Irish Fiction Prize. Foi finalista do Man Booker Prize por duas vezes, com A Long Long Way e Escritos Secretos.
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pub
os Rota das Letras
transpiração norte-americano. Ao jornal Ponto Final, Kevin M. Maher considerou o prémio do concurso como um “incentivo” para escrever mais histórias. “Serviu-me de validação e deu-me a segurança de que talvez possa, na verdade, escrever algo que as pessoas queiram ler”, disse o também docente de inglês na Universidade de Macau (UM). O mesmo livro incluiu ainda os textos dos escritores que passaram
brigatoriamente sobre publicação do conto, z mil patacas para cada para cada idioma
por Macau no âmbito do Rota das Letras e que foram convidados a escrever sobre o território. Hu Xudong, Afonso Cruz, Andrea Del Fuego e Karla Suárez são alguns dos nomes que podem ser folheados no livro, à venda na Livraria Portuguesa. Os vencedores da 2ª edição foram Pedro Amaral, com o conto “Diário dos Últimos Dias do Coronel Vicente Nicolau de Mesquita”, Loi Chin Pan com a história “A Pequena Loja” e Sam Lee com “M”. Carlos Afonso Portela recebeu ainda uma menção honrosa com o conto “A Chegada de Cesariny a Macau”, Isolda Brasil com “Cartas de Amor de Macau” e também Lawrence Lei, com “Caça ao Homem”.
Abertas inscrições para concurso de Exposição de Artes Visuais
O Instituto Cultural (IC) abre, entre os dias 18 e 20 de Setembro, as inscrições para a Exposição Anual de Artes Visuais de Macau, que vai ter lugar no território, em Maio do próximo ano. A recolha das obras acontece no Edifício do Antigo Tribunal, das 10h00 às 17h00. Em Outubro, a RAEM vai receber uma série de artistas profissionais desta área para seleccionar as obras recolhidas naquele fim-de-semana. Este ano, a referida mostra foca-se nos “meios de expressão ocidentais”, podendo cada participante submeter apenas três trabalhos ou projectos, estando cada um limitado a quatro peças, se separadas. O IC vai atribuir um Prémio de Distinção no valor de 30 mil patacas às dez melhores obras seleccionadas, outras 5000 patacas para peças impressas e, finalmente, 7000 patacas para as obras a três dimensões.
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presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Miguel Frasquilho, reuniu-se ontem com empresários chineses em Xangai para tentar “alargar o interesse da China pelo mercado português”. “Ao nível do investimento e no plano comercial, as relações económicas entre Portugal e a China nunca foram tão fortes como agora. A China está entre os 10 principais parceiros comerciais de Portugal e tem vindo a subir de ano para ano”, disse Miguel Frasquilho à agência Lusa. Segundo também realçou, Portugal e China “têm uma relação baseada na confiança mutua, que é o mais importante que pode existir, e essa relação é para continuar”. Na reunião participaram “mais de uma dezena de investidores de diversos sectores”, nomeadamente retalho, as indústrias transformadoras, seguros, transportes e infra-estruturas, adiantou o presidente da AICEP sem mencionar nomes. Sobre a abertura de uma ligação aérea directa entre os dois países, Miguel Frasquilho respondeu: “Gostaria que tivesse desenvolvimentos positivos num futuro próximo, mas não posso dizer se será este ano”. “Esse tema está sempre sobre a mesa quando se fala
Presidente da AICEP em Xangai
Alargar interesses nas relações Portugal-China e, portanto, é natural que esteja também no meu radar enquanto angariador de investimentos para Portugal”, acrescentou.
Busca capital
A reunião insere-se na ronda por “23 geografias” programada pela AICEP para 2015 e 2016 com o objectivo de “captar investimentos para Portugal” e cuja lista vai do Japão ao Brasil, passando
pelos Estados Unidos e países árabes. Em Setembro, Miguel Frasquilho irá reabrir o escritório da AICEP em São Francisco, Califórnia, que estava encerrado há três anos,
e deslocar-se-á depois a outras cidades norte-americanas. “Os Estados Unidos têm um músculo financeiro bastante maior do que a China, mas Portugal não é ainda tão reconhecido como destino de
investimento como gostaríamos. É uma falha”, afirmou. Além de Xangai, onde chegou na segunda-feira à tarde, presidente da AICEP visitará a sede da multinacional chinesa Huawei em Shenzhen, no sul da China, regressando no sábado a Portugal. Líder mundial de equipamentos para redes de telecomunicações, implantada em dezenas de países, entre os quais Portugal, a Huawei e a
“Ao nível do investimento e no plano comercial, as relações económicas entre Portugal e a China nunca foram tão fortes como agora” Miguel Frasquilho Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal
AICEP acordaram em 2014 um programa de formação para estudantes portuguesas, cujo primeiro curso, de duas semanas, termina este mês. Pelas contas chinesas, nos últimos três anos, as exportações portuguesas para a China mais do que duplicaram, ultrapassando os 1.600 milhões de dólares em 2014. A China tornou-se também um dos maiores investidores em Portugal, estimando-se em cerca de 10.000 milhões de euros o montante de capital chinês investido na economia portuguesa desde que a China Three Gorges ganhou o concurso para a privatização de 21,35% do capital da EDP, em Dezembro de 2011.
Bolsa subiu 3,44% após três sessões consecutivas em terreno negativo
A
bolsa de Xangai, cuja volatilidade voltou a alarmar esta semana os mercados internacionais, subiu 3,44% ontem, interrompendo três sessões consecutivas em terreno negativo. O Índice Composite de Xangai fechou nos 3.789 pontos, acima dos 3.725 de segunda-feira passada, quando a bolsa chinesa registou a maior queda dos últimos sete anos e cinco meses (8,48%). Na bolsa de Shenzhen, de menor dimensão, as acções subiram 4,11%. A agência noticiosa oficial Xinhua associou a subida de ontem às “promessas de apoio ao mercado por parte dos reguladores”. Um porta-voz da comissão reguladora da bolsa, citado pelo China Daily, disse que a corretora estatal China Securities Finance
Corp “não se retirou” e que “está a encarar todas as oportunidades de compra para continuar a estabilizar o mercado”. Na sexta-feira passada, pela primeira vez numa semana, a Bolsa de Xangai - com mais de 2.500 empresas cotadas - caiu 1,29% e continuou a perder nas duas sessões seguintes: 8,48% e 1,68%, respectivamente. A queda, e em particular a de segunda-feira passada, que foi descrita na imprensa oficial como “colapso”, reavivou a extrema volatilidade registada entre meados de Junho e a primeira semana de Julho, quando a bolsa chinesa perdeu cerca de 30%. Antes disso, e durante cerca de um ano inteiro, a bolsa chinesa valorizou-se mais de 150%, atraindo milhões de novos investidores.
Hong Kong Homem detido por viajar com 15 quilos de marfim
Os serviços de alfândega de Hong Kong apreenderam cerca de 15 quilos de marfim e detiveram um passageiro no aeroporto que viajava com os produtos escondidos sob a roupa, informou ontem a imprensa local. O homem de 27 anos viajou na segunda-feira para a antiga colónia britânica procedente de Lagos (Nigéria), tendo feito escala no Dubai (Emirados Árabes Unidos). O indivíduo, que afirmava ser um homem de negócios, foi descoberto pelas autoridades devido à estranha forma de andar. Foi acusado de importar espécies ameaçadas de extinção e, na terça-feira, condenado por um tribunal de Hong Kong a pagar uma multa de 62.000 dólares de Hong Kong. A China é o primeiro mercado mundial de marfim e parte das suas importações chegam através de Hong Kong. De acordo com a lei em vigor, os condenados podem ser punidos com uma multa máxima de 100.000 dólares de Hong Kong e um ano de prisão.
região
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imor-Leste e o Vaticano assinam em Agosto em Díli, por ocasião dos 500 anos da evangelização do território, a Concordata, o quadro jurídico das relações bilaterais entre os dois Estados, anunciou ontem o Governo timorense. O acordo vai ser assinado pelo primeiro-ministro timorense, Rui Maria de Araújo, e pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano (cargo equivalente ao de primeiro-ministro) e que foi nomeado pelo papa Francisco para o representar nas comemorações de 15 de Agosto. Em comunicado, o chefe do executivo timorense referiu que “a Igreja Católica, ao longo de 500 anos, prestou um grande apoio espiritual, humano e material ao povo” de Timor-Leste “tendo também contribuído de forma decisiva para o processo de libertação” do país. “A sua acção é reconhecida e valorizada na Constituição da República. Com efeito, durante a luta pela Independência, fomentou a resistência do povo e legitimou internacionalmente os propósitos da resistência”, sublinhou. “A Igreja Católica continua a ser uma referência fundamental para a população, pelo empenho
Timor-Leste e Santa Sé assinam Concordata em Agosto
Acordo espiritual que continua a manifestar em apoiar os caminhos do desenvolvimento nacional, sobretudo na área da educação. Tudo isso justifica que Timor-Leste seja o país com maior percentagem de população católica em todo o mundo,” acrescentou o primeiro-ministro.
Relações especiais
A visita a Timor-Leste ocorre numa altura em que o Papa Francisco continua a deliberar sobre quem será o sucessor à frente da Diocese de Díli do bispo Alberto Ricardo da Silva, que se tinha demitido do cargo no início do ano, por motivos de saúde e que acabou por morrer a 2 de Abril. O Governo destacou que a “especial relação entre a Santa Sé e Timor-Leste permite que esta seja uma das raras vezes em que um documento deste tipo é assinado fora do Vaticano”. Desde 2006 que Timor-Leste tem procurado concretizar a Concordata com a Santa Sé, tendo na
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“A sua acção [da Igreja Católica] é reconhecida e valorizada na Constituição da República. Com efeito, durante a luta pela Independência, fomentou a resistência do povo e legitimou internacionalmente os propósitos da resistência” Rui Maria de Araújo Primeiro-ministro timorense
altura criado uma comissão para discutir os termos do acordo. A versão mais recente do texto do acordo, que começou a ser negociado pelos dois Estados em 2009, foi analisada em detalhe pelo Conselho de Ministros na sua reunião do passado dia 23 de Junho. As conclusões dessa análise foram transmitidas depois à Santa
Sé pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Parolin, que estará em Timor-Leste entre 13 e 15 de Agosto, deverá, entre outros actos da sua agenda, celebrar uma missa que marca os 500 anos de evangelização e que está prevista para o dia 15 de Agosto em Taci Tolo, nos arredores de Díli.
Aproveitará a sua presença em Timor-Leste para encontros de cortesia com o Presidente da República, Taur Matan Ruak, e com o presidente do Parlamento Nacional, Vicente Guterres. O Cardeal será ainda recebido com Guarda de Honra no Palácio do Governo, em Díli, onde se irá reunir com o primeiro-ministro.
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Anúncio 【N.º 201507-2】 Torna-se público que, nos termos do artigo 29.º do Regulamento Administrativo n.º 5/2014 (Regulamentação da Lei do planeamento urbanístico), a DSSOPT vai proceder-se à recolha de opiniões dos interessados e da população respeitantes aos projectos de Planta de Condições Urbanísticas (PCU) elaborados para as zonas não abrangidas por plano de pormenor mas inseridas nos lotes abaixo indicados: ─ Processo N.º: 84A021, Travessa da Cordoaria nos 11-11A, Pátio da Cordoaria nos 4-6 e Beco de Almeida Ribeiro no 4-Macau; ─ Processo N.º: 86A213, Travessa dos Anjos nos 31-33-Macau; ─ Processo N.º: 87A297, Rua de Cinco de Outubro no 203-Macau; ─ Processo N.º: 96A029, Rua dos Jamboleiros no 70 e Rua Marginal da Concórdia no 94-Coloane; ─ Processo N.º: 97A022, Estrada da Areia Preta no 1A-Macau; ─ Processo N.º: 2004A063, Pátio dos Cules no 17-Macau; ─ Processo N.º: 2009A042, Rua do Campo no 302-Macau; ─ Processo N.º: 2013A113, Travessa de Inácio Baptista nos 8-10-Macau; ─ Processo N.º: 2014A072, Beco Central nos 8 -10-Macau; ─ Processo N.º: 2014A098, Rua dos Ervanários nos 27-33-Macau; ─ Processo N.º: 2015A008, Terreno junto à Rua da Barca-Macau; ─ Processo N.º: 2015A017, Rua do Meio no 9e Beco do Jardim no 1-Coloane. Para efeitos de referência, os projectos de PCU para as zonas dos lotes supracitados que não estão abrangidas por plano de pormenor já estão disponíveis para consulta no Departamento de Planeamento Urbanístico, situado na Estrada de D. Maria II n.º 33, 19º andar, Macau, e encontram-se afixados na Rede de Informação de Planeamento Urbanístico desta Direcção de Serviços (http://urbanplanning.dssopt.gov.mo). O período de recolha de opiniões tem a duração de 15 dias e decorre entre 03 de Agosto de 2015 e 17 de Agosto de 2015. Caso os interessados e a população queiram apresentar as opiniões sobre os referidos projectos de PCU de zona do território não abrangida por plano de pormenor, deverão preencher o formulário O011,o qual pode ser descarregado nos websites http://urbanplanning.dssopt.gov.mo ou www.dssopt.gov.mo, ou levantado nesta Direcção de Serviços (Estrada de D. Maria II n.º 33, Macau), podendo submetê-lo no período de recolha de opiniões através dos seguintes meios: ─ Comparecendo pessoalmente: Estrada de D. Maria II n.º 33, Macau, durante o horário de expediente nos dias úteis ─ Correio: Estrada de D. Maria II n.º 33, Macau (o prazo limite de entrega é contado a partir da data de envio indicada no carimbo do correio) ─ Fax: 2834 0019 ─ Email: pcu@dssopt.gov.mo Serão consideradas as opiniões respeitantes aos projectos de PCU de zona do território não abrangida por plano de pormenor elaborados para os lotes, quando forem apresentadas de acordo com as exigências acima indicadas. Para mais informações podem pesquisar o website http://urbanplanning.dssopt.gov.mo e para qualquer informação adicional queiram contactar o Centro de Contacto desta Direcção de Serviços (8590 3800). Macau, aos 23 de Julho de 2015
O Director da DSSOPT, Li Canfeng
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artes, letras e ideias
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In Expresso
Brando Um homem assombrado pela memória
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eve uma vida tumultuosa, conturbada, entre a glória e a perdição. Falamos de Marlon Brando, um dos grandes senhores do cinema americano, cuja carreira tocou várias gerações. Em 1954, quando Brando tinha apenas 30 anos, o filme “Há Lodo no Cais” de Elia Kazan, garante-lhe o primeiro de dois óscares como melhor actor principal. O segundo chegaria em 1972, pelo seu de desempenho em “O Padrinho” de Francis Ford Coppola. Brando estava no auge da carreira e os anos mais difíceis de um destino intranquilo só chegariam duas décadas depois quando, em 1990, o seu filho Christian assassinou Dag Droller. Dag era o namorado de Cheyenne, a filha mais nova de Brando, que tinha então 25 anos. Assolada pelo desgosto, Cheyenne afasta-se da família mas nunca consegue recuperar. Suicida-se em Abril de 1995. Christian, o meio irmão que matara o namorado de Cheyenne, estava na prisão de Santa Mónica onde começou a consumir drogas. Sai em 1996 com vários problemas de saúde que haveriam de estar na origem da sua morte em 2008. Esta tragédia familiar mexeu com os fantasmas de Brando, que enquanto criança foi abusado pelo próprio pai. Filho de uma mãe alcoólica, afeiçoou-se à empregada asiática da família; mais tarde ela também haveria de partir. Depois da morte da filha e da prisão do filho, Brando inicia uma longa luta interior na solidão da sua casa de Beverly Hills; procura desesperadamente a paz interior. É assim que começa a gravar horas e horas de monólogos sobre os seus fantasmas, memórias, projectos e desejos. O documentário “Listen to me Brando” tem 1h45 minutos de duração. Mas o realizador Stevan Riley e o produtor John Battsek ouviram perto de 300 horas de gravações de Brando para Brando. “O que tu és, não é desejado. Procuras uma identidade que te pareça aceitável”, mas para isso a “primeira pessoa que tens de enganar és tu próprio.
Mentes para ter paz, mentes para ter tranquilidade, mentes por amor”. Brando procura assim aproximar-se daquilo que é “ser humano”. O homem que os portugueses quiseram ver em pleno desabrochar da democracia pela seu desempenho em “O Último Tango em Paris” - o primeiro filme erótico a passar nas salas de cinema portuguesas depois do 25 de Abril de 1974, nasceu a 3 de Abril de 1924 em Chicago. Marlon por Marlon Quando decidiram fazer “Listen To Me Brando” o produtor John Battsek e o realizador Stevan Riley, não esperavam
ter tantas gravações de Marlon Brando, feitas pelo próprio. Foi nesse momento que decidiram explicar Marlon e a sua vida, usando apenas a sua voz. “E se a história toda fosse contada pela voz de Brando? Foi um tiro num escuro” explica Riley ao L.A Times. Contudo Riley e Battsek receberam a bênção da família Brando e dos gestores do seu património, e puseram mãos ao trabalho, escolhendo e procurando pelas horas e horas de áudio pela história de Marlon Brando, como se viu, o que viveu. O resultado chegou ao festival de Sundance em Janeiro, e estreia esta se-
mana em Melbourne, Nova Iorque, Los Angeles e promete oferecer uma experiência inesquecível, pelo menos para quem conheceu o actor. Para Ava Douglas, gestora do espólio do actor, não era fácil prever como iria correr a experiência: “Não tínhamos a certeza se dava para contar toda a história através da voz de Brando... O Stevan desvendou uma forma de contar a história sem inserir qualquer outra pessoa, como podemos ver no documentário” disse ao L.A Times. Também Rebecca Brando, uma das filhas mais velhas do actor, ficou emocionada pelo documentário. A filha do actor foi a primeira a sair da sala de cinema no festival Sundance, onde o filme foi estreado. Battsek reconta: “Saí à procura dela e encontrei-a sentada no exterior do cinema a chorar porque era demasiado emocional e difícil. Estava sentada na companhia do pai pela primeira vez numa década a ouvi-lo falar e contar as viagens pela sua vida”.
Um homem solitário
“Era um homem à procura de amor. Não conseguia superar o abandono da mãe, da empregada. Perseguiu o amor do pai, mesmo no fim. Era um homem-criança, preso pela fama e solitário” Stevan Riley, realizador do documentário “Listen to me Brando”
“Eu acho que ele sofria de falta de afecto” diz Riley, o realizador depois de ter terminado o filme. O realizador que durante horas analisou e ouviu a voz solitária de Brando diz que estava na presença de um homem “que não era mau, mas que estragou muita coisa. Sofria muito de egoísmo”. “Era um homem à procura de amor. Não conseguia superar o abandono da mãe, da empregada. Perseguiu o amor do pai, mesmo no fim. Era um homem-criança, preso pela fama e solitário”, concluiu o realizador. O herói de “Há Lodo no cais”, e a sua inesquecível participação [ainda que secundária] em “Um eléctrico chamado Desejo”, conduziram-nos aos grandes papéis dos filmes de Coppola “O Padrinho” e “ Apocalypse Now”. Morreu a 1 de Julho de 2004 na Califórnia. Tinha 80 anos, estava obeso e disforme. Mas a memória que guardamos é a do grande actor de Hollywood, que iniciou a carreira em 1950 com a sua participação no filme “O Desesperado” de Stanley Kramer.
artes, letras e ideias 15
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Amélia Vieira
«OCEANO-LUA»
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im, foi há quarenta e seis anos. Ainda a Terra pairava em rota de colisão com a sua Estrela, seguindo um ritmo muito próprio, quando alinhou com aquela massa cinzenta, vazia, sem som, como se de repente o Homem tivesse de novo descoberto a Roda avançando a passos gigantes para além de si. Entre a visão infantil do Peter Pan e aquela imagem em câmara lenta, a imaginação de uma criança desdobra-se em mil efeitos que não cessam jamais, dentro e fora dela. Presentes estavam as pessoas da «Viagem à Lua» de Georges Méliès quando os astronautas vagueavam na sua superfície. Lembro-me bem, da curiosidade e da vontade de lá ir, descolar, andar sem gravidade, muitas vezes me coloquei de forma a andar assim, porque quando somos crianças tudo é possível. Portanto, ontem, 20 de Julho, sinto-me sempre neófita. «Ir à Índia sem abandonar Portugal» Agostinho da Silva explica bem a correlação entre as coisas: ir à Lua sem abandonar a Terra, ainda é melhor! Findado que foi o ciclo das Águas, recomeça o ciclo do Ar. Ora, por mais que queiramos, há mais gases e ar que águas, oceanos. Estamos, sem que lhe demos a importância devida, no ciclo da Era Espacial. Não tenho preciso tudo o que senti naqueles instantes, mas ficou claro um imenso amor pelo Oceano-Galáctico. Aliás, não gosto de água, devo ser um raro organismo vivo juntamente com os gatos a ter tal reacção. A Água da Terra mete medo, é o resquício de um barro indistinto… uma manobra descongelada… chegados lá, já não temos guelras, mais fácil crescerem-nos asas. Em proporção ao espaço-tempo, levou tanto a sair da Terra como os Hebreus atravessarem o deserto; pois, era logo ali, claro, muito perto, mas libertar é tarefa dura e, na primeira parte do processo, estes aparelhos e marchas estão quase ao nível da Roda - mas é preciso ir. Quando a sonda chegou a Marte senti o mesmo frémito, olhei para o fundo de um oceano vazio, uma paisagem árida como quem olha para um deserto de libertação, ficamos encantados até com a escassez, a luz, a vibração outra… e, por instantes, há aquela dúvida, se não andamos em viagem, numa Diáspora que é preciso resolver. O Profeta Elias pode estar ainda algures no seu carro de fogo, numa dessas superfícies que o sol esqueceu, e a vida,
tal como a entendemos, não contempla. ….”os homens amam a Terra por que esta lhes resiste”. Vir até aqui, à Terra, já não é destino, há moléculas que ficam presas às teias da quase invencível sobrevivência que vieram apenas registar e acabaram engolidas na engrenagem da reprodução dado que há sistemas sensíveis às fontes de calor…e eis, que nascemos pessoas, numa atmosfera hostil onde nada se mexe a não ser o movimento louco que faz da corrente de ar uma manobra difícil. Há um suborno à massa desfeita, que não é passível de ser acelerada, por outro lado, entre o Homem que somos e o que virá, o abismo cresce na proporção da recusa de um e da urgência de outro. Os «Velos de Ouro» estão agora além, além das águas dos Argonautas, Argos é Apolo. Todo o distintivo em provocar rupturas ficou aberto desde aquele dia, mas quase ninguém se lembra, dado que o asfalto é grandioso para quem se ali-
menta de húmus e na escala que evolui há um Olho Gigante que nos inquire da capacidade que cada um tem em suplantar a lei. Leis que não são eternas, apenas andaimes de uma estrutura tão requintada que nem damos conta, e tão implacável que só nas suas dobras se acorda. “Vi então um novo Céu e uma nova Terra pois que a primeira tinha desaparecido”- Apocalipse, um livro fortemente espacial, de grandezas várias e resultados insuspeitos. A Lua sempre estará vazia de curso nas instalações dos nossos mapas celestes, dado que não nos governa com a rotatividade das harmonias simples. Está ali, mas ninguém sabe bem para quê, não é uma sentinela de gestação, de fecundidade, de cortar cabelos (mais, cabeças?) tudo se produz num laboratório demasiado humano para ter o rasgo feiticeiro da sua luz… não nascemos lunares, os colos são frios, as barrigas até se alugam e quem dá curvas lindas são ainda os Matisses do Mundo. Quase não serve para nada a
vitória da curva sobre a recta… giramos sem cessar mas sem projecto de Dança… Quando há Eclipses vai tudo espreitar, gostam de sobreposições, encavalgamentos, linhas rectas… mas, findo o instante, desatam a circular de forma desordenada. O Homem Fantasma! A Lua Lobisomem, perderam-se… eles também eram reais. As Lunações mais perfeitas, as casas a cheirar a lavado pela Lua-Nova, os acasalementos da Lua-Cheia, nada, nada disso a Lua faz, bem como a memória de a ela ter chegado se dissipou em mil verdades e mentiras, num desdobramento consoante ao «Homem que engoliu a Lua». E como ela esta vazia, temos muita fome de tudo, insaciáveis, somos os monstros que comem pedras. Pela noite ela ainda me vem visitar a pique no meu jardim secreto, e não vem redonda, dado que a espiral morreu, mas logo aqui, a faço Mãe e Irmã, dos meus sonhos mais fecundos. Lembro-me de ter lá estado, e nela ter vogado, numa atmosfera feliz.
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( F ) utilidades
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tempo aguaceiros ocasionais min 26 max 31 hum 70-95% • euro 8.79 baht 0.23 yuan 1.28
Cineteatro
O que fazer esta semana
Cinema
mission: impossible rogue nation Sala 1
mission: impossible rogue nation [b] Filme de: Christopher McQuarrie Com: Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg, Rebecca Ferguson 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
Diariamente
Sala 2
ant-man [B]
Filme de: Leigh Whannell Com: Dermot Mulroney, Stefanie Scott, Angus Sampson 16.45, 21.30 Sala 3
inside out [a]
Falado em cantonês Filme de: Peter Docter 14.15, 17.45, 19.30
minions [a]
Filme de: Peyton Reed Com: Paul Rudd, Michael Douglas 14.30, 19.15
exposição “Um olhar sobre o passado” Fundação Rui Cunha, (até 1/08) Entrada livre
insidious: chapter 3 [c]
FALADO EM CANTONÊS Filme de: Pierre Coffin, Kyle Balda 16.00, 21.30
Exposição de fotografia “Cities” Creative Macau (até 22/08) Entrada livre Exposição “O legado de Amílcar Cabral” Casa Garden, 18h30 (até 31/07) Entrada livre
Aconteceu Hoje
30 de JUlHO
Nasce Eunice Muñoz, uma das maiores actrizes portuguesas Exposição “Saudade” (até 30/9) MGM Macau Entrada livre “A Arte de Imprimir” (até Dezembro) Centro de Ciência de Macau Entrada livre Exposição “Ao Risco da Cor - Claude Viallat e Franck Chalendard” Galeria do Tap Seac (até 9/08) Entrada livre Exposição “Who Cares” (até 28/07) Armazém do Boi, 16h00 Entrada livre Exposição “De Lorient ao Oriente - Cidades Portuárias da China e França na Rota Marítima da Seda” Museu de Macau (até 30/08) Entrada livre Exposição de Artes Visuais de Macau (até 2/8) Pintura e Caligrafia Chinesas Edifício do antigo tribunal, 10h00 às 20h00 Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre
U m l i v r o h o j e Se eu fosse chão (Nuno Camarneiro 2015) Camarneiro é jovem escritor português de apenas 37 anos, mas já com um longo e sólido repertório de obras publicadas, várias delas aclamadas por escritores nacionais como Valter Hugo-Mãe e génios que tal. Desta vez, apresenta-se “Se eu fosse chão”, um conjunto de contos sobre histórias em quartos do Hotel Palace, numa Lisboa de três diferentes épocas. Entre mulheres loiras e morenas, pintores frustradas e prostitutas apaixonadas, estão ex-assassinos em fim de vida, crianças recém-nascidas, corpos e revistas, vestidos e bailes. “Se eu fosse chão” conta histórias de quem já morreu e de quem é vivo, mas também de quem sempre viveu a só sobreviver. Camarneiro tem uma escrita exímia e, ao mesmo tempo, bastante acessível e que nos leva até antigos quartos de hotel, até paredes que contam histórias de um passado que até agora desconhecíamos. Leonor Sá Machado
fonte da inveja
• No dia 30 de Julho de 1928, nasceu, na Amareleja, Eunice Muñoz, mulher das Artes que viria a cumprir o sonho de ser actriz, tornando-se numa referência da representação em Portugal. É considerada uma das melhores actrizes portuguesas de todos os tempos, uma referência, no cinema, na televisão e, sobretudo, no teatro, chão que ainda pisa, numa carreira notável. Hoje é dia de fazer uma vénia a Muñoz, no dia em que cumpre mais um aniversário de um longa vida, que será sempre curta de mais, em virtude da dimensão do seu trabalho e do seu contributo para a arte que encarnou, desde muito jovem. Membro de uma família de actores, Eunice Muñoz aprendeu a lidar com o teatro. A estreia dá-se em 1941, na peça ‘Vendaval’, de Virgínia Vitorino, com a Companhia Rey Colaço/ Robles Monteiro, no Teatro Nacional D. Maria II. Poucas representações bastaram para se perceber a imensidão do seu talento. Palmira Bastos, Raul de Carvalho, João Villaret e Amélia Rey Colaço reconheceram o diamante em bruto, que teria de ser lapidado naquela companhia. Como aluna da Escola de Teatro Conservatório Nacional, torna-se célebre em ‘A Casta Susana’, de Georg Okonkowikski. Termina o Conservatório, com 18 valores. Eunice vai sendo lapidada – popularizando-se no Teatro Variedades, ao lado de Vasco Santana e Mirita Casimiro –, até que em 1946 se estreia no cinema. E fá-lo com distinção, com uma representação premiada, no filme ‘Camões’, de Leitão de Barros. Apesar de ter encarnado diversas artes, entre as quais a declamação de poemas, o teatro foi sempre a sua casa e em décadas de carreira contracena com grandes nomes, em peças de grandes autores, nos maiores palcos nacionais.
João Corvo
Aceito o dia como aceito a morte: ignorante e respeitoso. Chamarei a isto temor?
opinião
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Rui Flores
ruiflores.hojemacau@gmail.com
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dissonâncias
O
cartaz pode ser encontrado numa paragem de autocarro qualquer da cidade. Nele pode-se ler, em chinês tradicional, português e inglês: “Cumprimente verbalmente ou com gestos quando encontrar alguém conhecido” e “Agradeça quando lhe for prestada alguma atenção ou ajuda”. Duas frases em que a polémica está ausente e com as quais todos estaremos de acordo. Certo? O cartaz tem a chancela do Instituto de Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) do Governo da Região Administrativa Especial de Macau. É um cartaz, entre outros, de uma campanha de educação cívica, que inclui mensagens como pedir às pessoas que ensinem aos seus cães a fazer “as necessidades em casa no sítio certo”. Sublinho o “em casa”. A minha experiência profissional tem-me levado a países em que abundam este tipo de mensagens, de campanhas destinadas a contribuir para alterar comportamentos sociais, associados, normalmente, a riscos de saúde. Ao lado da destruição da guerra civil, em Bangui, na capital da Republica Centro-Africana, ainda é possível encontrar hoje em dia mensagens que exortam os cidadãos a praticar sexo seguro, usando sempre o preservativo, ou que apelam a que as pessoas durmam debaixo de um mosquiteiro, de forma a prevenirem a malária. Ou então mensagens de educação política; em que se deixa claro, a possíveis eleitores, que o voto é secreto e que não devem deixar “vender” o seu por uma qualquer saca de arroz. O problema com o “nosso” cartaz, que nos exorta a cumprimentar as pessoas que conhecemos, não é a mensagem que ele transmite, um comportamento social tido por adequado em várias culturas. Estes comportamentos são inculcados nas crianças, até à exaustão, desde bem pequenas quando lhes é dito, por exemplo, dá aqui um beijinho a esta senhora, prima, vizinha ou outra coisa qualquer. Cumprimenta. Sorri! O problema deste cartaz é tudo aquilo que ele engloba, o quadro mais vasto que não cabe no escaparate da paragem de autocarro. É tudo o que está à sua volta. “The big picture” diria um anglófono. O problema deste cartaz é que nos leva a pensar: que sociedade é esta, a de Macau, em 2015? Poderia ser a de Macau ou outra, porque noutras culturas e noutras latitudes talvez não seja assim tão diferente. Mas é, de facto, sobre Macau que estamos a falar. É aqui que está o cartaz e é esta sociedade que impele pessoal dirigente, com capacidade de decidir estratégias de educação cívica, a incluir na sua campanha, em que são usados outros meios como a rádio ou a internet, uma coisa tão simples quanto “cumprimente quem conhece”! Dito de
Darren Aronofsky, Black Swan
Que sociedade é esta?
outra forma, este cartaz interroga-nos: o que somos quando dizemos cumprimente quem conhece? A actual vida em sociedade tem levado a um cada vez maior distanciamento em relação ao contacto pessoal directo, físico, não intermediado por uma qualquer plataforma de comunicação. Embora comuniquemos cada vez mais, fazemo-lo à distância. Temos todos os “amigos” disponíveis na ponta de um clique ou de um “sent”, seja no Viber, no Messenger, no Wechat, no Whatsapp, o que se quiser. Mesmo aí não cumprimentamos o nosso interlocutor. Vamos logo directos ao assunto: já viste isto? Já leste isto? Fiz isto! Conseguimos cada vez mais estar a par de tudo o que se passa – há cada vez mais pessoas a aprenderem o que acontece no mundo pelo que os “amigos” colocam
Somos uma sociedade asséptica, focada em nós próprios e nos nossos pequenos prazeres quotidianos. Tenho dúvidas que isto se “corrija” com cartazes e campanhas na rua. Parece-me que será preciso mais
online, do que por estarem a ver a BBC, a CNN ou a Al-Jazeera, ou por irem aos seus websites. Este homo telecomunicantes não vive bem com o contacto pessoal, frente a frente. À mesa, com os amigos (sem aspas), enquanto engolimos o jantar, temos o nosso telefone à frente; em vez de falarmos, de partilharmos as últimas com aqueles que ali estão, estamos a comentar o novo corte de cabelo do A ou a ver o vídeo que se tornou viral de um homem que caiu na rua sem que ninguém o ajudasse a levantar. Em grupo, em vez de pedirmos a alguém para nos tirar uma fotografia, esticamos o braço, ajeitamos o cabelo, sorrimos, e cá vai selfie. É por isso que o aluno deixou de cumprimentar o professor na sala de aula. E o professor deixou de olhar para o aluno, usando o microfone para se fazer ouvir, de olhos postos no powerpoint que exibe no ecrã ou no chão. É só ir à aula e ver o que se passa. No escritório, deixámos de pedir ao nosso colega sentado na sala ao lado para nos fazer isto ou aquilo em pessoa. Enviamos-lhe uma mensagem electrónica e já não partilhamos com ele o que nos está a acontecer na nossa vida. E muitas das vezes não escrevemos por favor. Quando entramos no autocarro, ocupamos, primeiro, o lugar da coxia na esperança que ninguém se sente ao nosso lado, no lugar da janela. Assim, talvez não nos incomodem e sigamos a viagem toda sozinhos. Vamos a ouvir música no telefone, com
os nossos auscultadores, e a jogar Candy Crush, para o qual já convidámos todos os nossos “amigos” no Facebook. Segundo um estudo recente sobre o uso dos diferentes media, passamos em média 11 horas por dia ligados a plataformas de comunicação, entre as quais a internet, telefone, rádio ou televisão. Outros tipos de estudos, ainda numa fase embrionária, mostram que, em termos de afecto e de satisfação, conseguimos tirar o mesmo tipo de prazer e de consolo destas relações intermediadas. É por isso que o cibersexo foi alcandorado a estratégia para combater o perigo de contágio de doenças sexualmente transmissíveis. Precisamos pois que nos lembrem que devemos cumprimentar quem conhecemos. Como os nossos pais nos haviam ensinado quando éramos pequenos, mas que entretanto esquecemos. Há um certo hedonismo exacerbado, notório na ostentação dos nossos pequenos prazeres – o novo telefone, o novo tablet, o novo carro, a nova mala Louis Vuitton – aos quais podemos aceder sem ter de cumprimentar o vizinho quando o encontramos. Vizinho? Conheço eu o meu vizinho? Sei o que faz, de onde veio, quantos filhos tem? Não sei. Nem sei se seria capaz de o reconhecer na rua; afinal, quando passo à sua porta de manhã, já tenho os olhos postos no ecrã do meu telefone. Somos uma sociedade asséptica, focada em nós próprios e nos nossos pequenos prazeres quotidianos. Tenho dúvidas que isto se “corrija” com cartazes e campanhas na rua. Parece-me que será preciso mais.
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Sérgio de Almeida Correia
NBC, Little House on the Prairie
Para que serve a mediação imobiliária em Macau?
M
uito se tem falado sobre os preços exorbitantes – a nível mundial – que atingiu o mercado imobiliário na RAEM. Pouco se tem dito sobre o papel das empresas de mediação imobiliária e seus agentes para a desregulação desse mesmo mercado. Se em relação à compra e venda de imóveis as comissões praticadas andam por volta de 1% do valor do imóvel transaccionado, já no mercado de arrendamento esse valor anda pelo equivalente a um mês de renda por contrato, sendo de metade do valor da renda no caso do inquilino, findo cada período de dois anos, se mantiver no mesmo local. Na RAEM a actividade da mediação imobiliária é, aparentemente, disciplinada pela Lei 16/2012 (Lei da Actividade de Mediação Imobiliária), com as alterações introduzidas pela Lei n.º 7/2014, pelo Regulamento Administrativo n.º 4/2013 e pelos Despachos do Chefe do Executivo n.ºs 60 e 61/2013. Aparentemente, digo eu, porque na verdade esses normativos se limitam a definir em que consiste a actividade, a reger o licenciamento e condições do exercício, a elencar um conjunto de direitos e de deveres, penalidades para as infracções e a fixar as taxas devidas pelo seu exercício. No entanto, o que na prática se verifica é que fica fora desse regime o controlo daquilo que se afigura importante a um exercício honesto e sério da actividade. Refiro-me à falta de transparência que envolve o exercício da actividade e no valor das comissões que devem ser pagas por um serviço que é
prestado tanto aos proprietários, senhorios, como aos arrendatários. O primeiro ponto em que se verifica a opacidade do regime reside na prática dos mediadores impedirem o contacto directo entre senhorios e inquilinos. Na maioria dos casos funciona como uma barreira ao entendimento entre as partes. Essa opacidade começa logo no momento da visita ao imóvel e negociação, onde o senhorio nunca aparece, estendendo-se depois ao próprio contrato, que normalmente é levado aos então ainda futuros arrendatários pela agência de mediação ou agente já depois de assinado pelo senhorio. Isto é, senhorio e inquilino nunca se encontram, nem falam directamente, e quanto ao primeiro normalmente apenas se sabe o nome e quando muito o número do respectivo documento de identificação, já que os modelos de contratos, aliás decalcados e muitas vezes mal dos modelos de Hong Kong, usados pelas agências e que circulam por aí, omitem a morada dos primeiros. Se os inquilinos forem diligentes conseguirão, por sua iniciativa e recorrendo aos registos públicos, obter os dados do imóvel, podendo então confirmar a titularidade do mesmo. Mas jamais terão acesso ao número de telefone ou morada do senhorio para se tiverem necessidade de lhe enviar uma carta ou quererem contactá-lo poderem fazê-lo. Não são poucos os inquilinos que tentam, até para resolverem problemas que se prendem com o mau estado de conservação dos locados, por vezes exigindo reparações urgentes por falta de manutenção, entrar em contacto com os senhorios, sem que todavia o consigam, mais do que não lhes restando a alternativa de, em última instância, avisar a agência de mediação, que entretanto deixou de responder aos telefonemas e “sms” após a celebração
dos contratos e o recebimento da comissão, de que no mês seguinte as reparações serão feitas a expensas do inquilino, sendo o custo descontado na renda, ou que não será efectuado de todo o pagamento desta até que a situação se resolva. Nessa altura aparecem para, a contragosto, enviarem um biscateiro que servirá para reparar esquentadores, dar um jeito nos eléctricos, no exaustor ou nas canalizações. Depois, a opacidade continua no momento da renovação dos contratos, altura em que os agentes reaparecem, sorridentes, para anunciarem aumentos de renda, em nome dos senhorios, e relembrarem o seu sagrado direito à comissão em caso de renovação. Ultimamente são frequentes os casos em que a iniciativa do aumento de renda parte dos próprios agentes, que contactam os senhorios para lhes recordarem o final dos contratos e sugerirem os valores dos aumentos a propor aos desgraçados inquilinos, que ainda terão de suportar os custos da “actividade de mediação”.
“A mediação imobiliária, nos termos em que actualmente existe, é uma forma de inflacionar o mercado, contribuindo para os preços especulativos que se praticam e para o descontrolo destes”
Não se vê, aliás, por que razão a renovação de um contrato em curso, quando tal acontece por simples ajustamento do valor da renda, há-de conferir ao mediador o direito ao recebimento de uma nova comissão, igual a 50% do valor de um mês de renda, numa espécie de lenocínio imobiliário. Já anteriormente sugeri uma intervenção legislativa, no sentido dos custos da actividade de mediação serem repartidos entre senhorios e inquilinos, ou apenas suportados pelos primeiros que são quem beneficia com os valores da rendas, como aliás acontece noutros países, em vez do custo das comissões ser integralmente suportado pela parte mais fraca, em termos económicos e negociais, acrescendo em abono deste entendimento ser também aos primeiros que os mediadores prestam, nos casos em que tal acontece, o serviço de acompanhamento do arrendamento e aqueles com quem os senhorios contactam. Não se vê porque hão-de ser os inquilinos a pagar os custos desses contactos a que são alheios e que não foram por si solicitados. Seria igualmente importante que as relações directas entre senhorios e inquilinos, em especial quando ambos residem na RAEM, não fosse impedido e dificultado pela acção dos mediadores, devendo tornar-se obrigatório, sob pena de nulidade, inserir nos contratos os números de telefone e endereços de uns e outros para o caso de necessitarem de entrar em contacto, tanto mais que há mediadores que não asseguram o acompanhamento dos arrendamentos durante a sua vigência. Em muitos casos, se o inquilino pretender enviar uma carta registada ao senhorio não tem como fazê-lo, pois que não raro a única morada conhecida é a que consta do registo predial, ou seja, a do próprio local arrendado. Importaria ainda que o legislador clarificasse as situações em que os mediadores devem ter um direito à comissão, como contrapartida de um serviço efectivamente prestado, regulando os seus termos, isto é, valor e prazo de pagamento, se possível diferindo este pelo tempo de vigência do contrato. A mediação imobiliária, nos termos em que actualmente existe, é uma forma de inflacionar o mercado, contribuindo para os preços especulativos que se praticam e para o descontrolo destes. É isso que justifica o aparecimento, como cogumelos, de novas agências e franchisings. Tal como está, funcionando sem rei nem roque e à mercê dos impulsos especulativos, a actividade de mediação contribui para a cartelização dos valores das rendas e das comissões, explicando o aumento da pressão sobre os arrendatários e o desaparecimento de estabelecimentos do comércio tradicional, substituídos, à medida que vão fechando, por novas agências que hoje ocupam os melhores espaços comerciais de Macau.
opinião 19
hoje macau quinta-feira 30.7.2015
Tânia dos Santos
sexanálise
Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona
taniarsdossantos@gmail.com
O sexo e a cultura
V
iva a globalização e intercâmbio sexo-cultural que sempre existiu mas agora mais comum se tornou! Pois viva. Precisaria de dois pares de mãos (ou talvez mais) para contar todos aqueles que perto de mim tiveram um romance de idiossincrasias culturais. O exotismo de fenótipos de uma pluralidade sem igual, e concepções mais ou menos taradas com correspondência ao país de passaporte. Estereótipos há muitos seus palermas! E parece que sexo na sua essência não difere por aí além. Todos assim concordaram, quando na minha informalidade lhes perguntava detalhes mais tórridos de experiências potencialmente anedóticas. Contudo, presa em meditações semânticas, se mal entendidos existissem, teriam que ver com um vocabulário inexistente ou inconsistente. Acho que se pensarmos bem não é de todo o tipo de aulas que nos são dadas aquando aprendemos um novo idioma. E vá lá que palavrões nos são fornecidos aqui e ali, que já é meio caminho andado. Sobre sexo – sexo - há uma carência formal que, de qualquer modo, facilmente será colmatada no acto em si. Na formalidade, faz-se o que as convenções nos permitem, e
olhem que já estiquei a corda para os que se interessavam. Ao ‘Amor é Fodido’ de Miguel Esteves Cardoso eu agradeço por tão esclarecedoras explicações e pelas tão profundas discussões que incentivou entre os meus alunos de língua Portuguesa. Nunca houve nada mais curioso que explorar estes tabus na timidez que os meus alunos mostravam. Na minha contínua pesquisa, as histórias mais hilariantes ficam-se no meio do Atlântico, na confusão que a incoerência entre o Português do Brasil e o de Portugal cria. Amigos brasileiros em Portugal bem avisam que ‘vir-se na cara’ soa a uma oferta de porrada. Há que anotar: vir-se = gozar. E muitas outras às quais não faço qualquer intenção de destruir o prazer da descoberta. Um incentivo ao empirismo. Porque até as técnicas de sedução se mostram fonte de discussões culturais. Há formalidades que terão que ser respeitadas na farra, diz me um amigo que em Cabo Verde danças três vezes com a mesma menina/menino e uma noite divertida é garantida. Na Polónia sei eu que o dançar de movimentos altamente sexuais são o menos que se relaciona com uma noite de loucura, é a norma que me confundiu de como a sedução de facto funciona. No Brasil os rapazes andam à caça agressiva enquanto as moças (no Brasil não se diz rapariga!) se decidem pela amostra presente. Em países
nórdicos dizem os rumores que a frontalidade reina. E de facto aconteceu-me: ‘Tenho um quarto lá em cima, queres vir comigo e foder?’ ‘Não, mas obrigada’, respondi eu com surpresa do surgimento de qualquer interesse sexual quando as únicas palavras trocadas foram somente a perguntar se conhecia uma tal banda Norueguesa. Os desafios mostram-se ainda mais complexos quando analisados relacionamentos de longo-prazo. Como podem calcular casais biculturais têm o potencial de se mostrarem confusos, mas que contudo esta diferença está a favor da intimidade. Há estudos que mostram que a satisfação conjugal em casais biculturais é alta porque os desafios, sejam linguísticas, familiares e etc., são ultrapassados. Assim, há um sentimento de conquista que em casais monoculturais talvez seja menos óbvia - existem mais me-
“É na procura do desconhecido, por mares nunca dantes navegados, que se encontram novidades sensuais e a excitação, muita excitação”
tas a serem ultrapassadas e mais satisfação sentida quando bem sucedidas. Uma delas provavelmente será reconstruir o sexo na sua vida a dois. Porque se já sabemos que há palavras diferentes para as coisas, também há concepções diferentes para as coisas (e.g. sexo anal: uma raridade vs uma banalidade). Há todo um reportório de expectativas que potencialmente incentivam o desejo destes envolvimentos que a globalização disponibilizou. Pensem no Vicky Cristina Barcelona e nas histórias de loucura com Javier Bardem e toda a fantasia ibérico-latina. É na procura do desconhecido, por mares nunca dantes navegados, que se encontram novidades sensuais e a excitação, muita excitação. Os Portugueses nas suas vagas migratórias bem o sabem e bem o sentem. De Portugal à China temos Macau na sua encruzilhada amorosa e sexual, de casais de todos os formatos e feitios que trazem muitos mais do que um mero charme Macaense. E para encher o peito do povo lusitano, teimo em acrescentar que nunca encontrei uma tradução fiel à palavra ‘minete’, calão usado como substantivo de sexo oral feminino. Há substantivação de verbos, há expressões idiomáticas, mas nada que se compare ao da bela língua Portuguesa. Se há fama portuguesa a ser estereotipada, sugiro que seja esta.
hoje macau quinta-feira 30.7.2015
O
primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse ontem que o seu Governo será forçado à convocação de eleições antecipadas caso não recupere a maioria parlamentar que perdeu nas duas últimas votações sobre as reformas exigidas pelos credores. “Se não tivermos maioria parlamentar, seremos forçados a eleições”, disse Tsipras, em entrevista à rádio Sto Kokkino, identificada com o Syriza, no poder. No entanto, irá tentar convencer os deputados do seu partido que se opuseram ao acordo com os credores internacionais (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Mecanismo Europeu de Estabilidade e Fundo Monetário Internacional) a voltarem a apoiar o Governo nas reformas que se perspectivam. No entanto, o líder do partido da esquerda radical -- que venceu as legislativas de Janeiro e elegeu 149 dos 300 deputados --, reconheceu que os compromissos do “acordo de Bruxelas” de 13 de Julho conduziram a uma
Tsipras admite eleições antecipadas
Compromissos revolucionários situação que poderá implicar a convocação de eleições antecipadas. Nas duas votações no parlamento sobre os programas de reformas, que os credores internacionais exigiram como condição prévia para o início das conversações sobre um terceiro
resgate avaliado em 86 mil milhões de euros por três anos, mais de 30 deputados do Syriza decidiram votar contra. Os projectos em discussão acabaram por ser aprovados com os votos dos deputados dos Gregos Independentes (Anel,
parceiro de coligação) e dos representantes de três partidos da oposição (Nova Democracia, Pasok e To Potami). Sou o último que teria pretendido eleições caso tivéssemos mantido a maioria parlamentar” para os próximos quatro anos, disse.
O líder do Syriza sublinhou que a sua prioridade consiste em garantir um acordo para o terceiro resgate, e espera que no início de Setembro o seu partido convoque um congresso extraordinário para definir qual o seu programa e as próximas iniciativas.
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Tsipras criticou indirectamente os deputados rebeldes e definiu como “curtos de ideias” os que pensam que se pode “fazer a revolução com o assalto ao Palácio de Inverno”. “Os compromissos também são parte da táctica revolucionária”, acrescentou.
SS Medicamento para hepatite não é para já
O
Tailândia Espanhol encontrado morto em hotel
U
m cidadão espanhol foi encontrado morto num hotel em Pattaya, uma zona turística do sudeste da Tailândia, sem que a polícia tenha descoberto as causas do falecimento, informaram à Efe fontes policiais. O tenente da polícia de Chorpaka Prueksachart disse à agência espanhola que os agentes se deslocaram ao hotel na noite de segunda-feira, onde encontraram o cadáver do espanhol G.G., de 53 anos. As autoridades tailandesas contactaram a Embaixada de Espanha em Banguecoque e transportaram o cadáver para o Instituto de Medicina Forense da capital para autópsia. Segundo o jornal Bangkok Post, a ex-namorada de G.G. encontrou o cadáver na casa de banho do quarto onde o homem estava hospedado, envolto numa poça de sangue, provocada por um ferimento na cabeça. A ex-namorada do espanhol, de nacionalidade tailandesa, explicou que os dois viveram juntos durante 11 anos e tiveram uma filha, actualmente com sete anos, mas que deixaram de conviver devido a alegados problemas de álcool do falecido. No entanto, mantinham contacto por telefone e, depois de G.G. ter deixado de atender as suas chamadas, a mulher decidiu deslocar-se ao hotel.
s Serviços de Saúde (SS) emitiram um comunicado, esclarecendo que o medicamento oral Sofosbuvir, para o tratamento da hepatite C é “eficaz”, mas ainda se encontra em fase experimental. “Em conformidade com o relatório do estudo clínico, o novo medicamento de administração [Sofosbuvir] via oral produz efeito terapêutico. Contudo, o referido medicamento está ainda em fase de terapêutica experimental, sendo obrigatório proceder a uma avaliação rigorosa dos resultados de tratamento e efeitos secundários”, afirmam os SS. A polémica teve início há cerca de dois meses, quando os Serviços de Saúde alegadamente prometeram aos doentes que receberiam este novo tratamento. No entanto, de acordo com o jornal Macau Daily Times, há quem esteja à espera há mais de um ano. Num comunicado, os SS afirmaram que o Sofosbuvir está já disponível no território, mas não foi ainda utilizado para tratar qualquer doente. Num comunicado publicado ontem, a mesma entidade veio referir que o Hospital Conde de São Januário “cumpre o plano de tratamento eficaz e administram medicamentos para o tratamento da hepatite C reconhecidos internacionalmente, em consonância com o estado de saúde de cada doente”.