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terça-feira 30 de Dezembro de 2014 • ANO XIV • Nº 3242
Agência Comercial Pico • 28721006
hojemacau
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Director carlos morais josé
Obras públicas Milhões ao metro sociedade Página
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Gmail totalmente fora da China china Página
Violência doméstica Conselho Executivo aprova lei
Bate, bate levemente Uma chapada, um empurrão ou uma agressão “leve” não serão considerados crimes públicos. Só os casos graves poderão ser denunciados por outrem. Juliana Devoy e Cecilia Ho, que trabalham nesta área, acham que, apesar destas limitações, a redacção final da lei está bastante melhor.
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Polícia acusado de violar menores sociedade Página
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Dennis Murrel Os pupilos do senhor pintor centrais
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política
Já está concluída a análise sobre a proposta de Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica. Apenas os casos com consequências graves serão considerados crime público. Cecilia Ho diz que a polícia deveria ter uma equipa especializada nestes casos Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
U
m simples estalo pode não gerar consequências, mas uma agressão com danos físicos graves sim. É desta forma que a proposta de Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica vai tratar os casos de agressão no seio das famílias. Tal como já tinha sido anunciado, a violência doméstica vai mesmo ser crime público, mas só nos casos com consequências graves para as vítimas. Estão ainda incluídos casos de violência doméstica perpetrados a toda a família, mas não estão abrangidos casais do mesmo sexo. “Uma bofetada a alguém é leve. Um empurrão, uma pancada, um murro... situações gerais. Uma bofetada do marido à mulher vai con-
O
Conselho Executivo concluiu as alterações à Lei das Relações do Trabalho, no que diz respeito ao montante máximo para calcular as indemnizações por despedimentos sem justa causa. O valor base, até então de 14 mil patacas, passa a ser de 20 mil patacas. Para além disso, a proposta de lei prevê que este montante seja actualizado de dois em dois anos. Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo, explicou ontem que, durante o processo de diálogo no seio do Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS), a entidade patronal propôs o aumento para 17 mil patacas, tendo a parte laboral pedido um aumento superior a 20 mil. Contudo, 20 mil foi o máximo que levou ao consenso.
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Violência Doméstica Só casos graves vão ser crime público
A contar chapadas tinuar a ser um crime semi-público. Mas uma pessoa que está doente, leva um murro e como consequência fica surda, isso é grave. Quem decide se é um caso de violência leve ou não é o tribunal. Há várias disposições penais que podemos seguir”, explicou a subdirectora dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ), Leong Pou Ieng. A proposta de lei dá ainda a possibilidade de o processo judicial poder ser suspenso por um período de dois anos, caso a vítima desista da queixa ou os intervenientes cheguem a uma conciliação. Durante esse período, o juiz pode não só convocar uma reunião para atingir esse fim, como também o agres-
sor está sujeito a um conjunto de regras de conduta, o que inclui o pagamento de uma indemnização.
Especialistas precisam-se
O Instituto de Acção Social (IAS) terá de “coordenar as acções de prevenção e correcção de violência
doméstica”, dando apoio financeiro e de alojamento às vítimas. A proposta de lei, que será apresentada à Assembleia Legislativa (AL) “em breve”, prevê ainda a criação de uma base de dados dos casos de violência doméstica ocorridos no território. Celeste
Abuso de menores será crime público Uma das mudanças trazidas com a nova proposta de lei é a passagem do crime de abuso sexual de menores de semi-público para público, tal como tinha já avançado o HM. “Esse crime será sempre público, não há forma de perdoar. É uma forma de proteger os menores”, explicou Leong Pou Ieng, subdirectora da DSAJ. Contudo, tal medida fica dependente da revisão do Código Penal, cujo processo ainda não arrancou.
Despedimentos Indemnizações passam de 14 para 20 mil patacas
Em caso de injusta causa “Não há um critério muito exacto de como abranger [as várias situações]. Há locais que prevêem um montante máximo de
indemnização e o âmbito nunca foi muito claro. A parte laboral quer que o montante seja mais elevado e isso compreende-se.
Entendemos que 20 mil patacas é mais adequado mas não há uma fórmula de cálculo, tentámos chegar a um equilíbrio na sociedade”, explicou o porta-voz. Entretanto, a deputada indirecta Ella Lei, representante no hemiciclo da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), já reagiu às alterações, das quais não gostou. “O limite devia ser cancelado”, disse a deputada ao canal chinês da Rádio Macau. “O limite foi criado em 1989 porque se achava que os empregadores não tinham capacidade para compensar os
Vong, vice-presidente do IAS, explicou ontem que esses dados vão servir para a elaboração de futuras políticas de combate à violência doméstica. Convidada a comentar a proposta de lei, Cecilia Ho, líder da Coligação Anti-Violência Doméstica, pede que o diploma obrigue as autoridades policiais a ter uma equipa especializada para estas situações. “A formação dos polícias é muito importante. Penso que deveriam ter uma equipa especial para lidar com os casos de violência doméstica, a lei devia abranger esse ponto para que as autoridades tivessem de alocar recursos”, disse ao HM. Sobre as responsabilidades do IAS, Cecilia Ho diz que o apoio já é prestado. Actualmente existem dois centros de recolha de vítimas em situação de emergência, existindo apenas dez assistentes sociais especializados. Já Juliana Devoy, directora do Centro Bom Pastor, considera que a proposta de lei representa um avanço em relação à proposta inicial, datada de 2011. “Podíamos dizer que a lei é perfeita, mas nada é perfeito, é uma grande melhoria e avanço em relação à proposta inicial. A definição não é a ideal, mas é aceitável. Temos de seguir em frente, as acções de violência doméstica vão ter consequências e vão chegar a tribunal. Mas penso que temos de pensar na necessidade de formar as autoridades para lidarem com os casos de violência doméstica”, defendeu ao HM. Neste ponto, também Cecilia Ho está satisfeita. “Podemos interpretar que mesmo uma estalada está incluída, não há uma classificação específica. Há casos que podem ser reportados à polícia com atestado médico e podem haver algumas consequências. A definição de violência doméstica é mais abrangente do que antes”, concluiu.
empregados. Mas passados 25 anos os empregadores já têm de se preparar antes de despedir os empregados sem justa causa. O limite não é racional”, frisou. Ella Lei defende, por isso, que o montante deve ser calculado segundo o salário e os anos de trabalho. “O limite faz com que a compensação seja igual para todos os empregados”, apontou. Quanto à revisão do diploma a cada dois anos, Ella Lei não concorda e pede uma revisão anual. “Segundo a legislação laboral, o Executivo deve observar o ambiente económico para decidir se ajusta ou não o montante da indemnização. Contudo, ao longo do tempo, o Governo não considerou seriamente a revisão do montante, não cumpriu a lei”, concluiu. - A.S.S. / F.F.
política 3
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Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Q
uatro anos depois do Governo ter arrancado com a preparação do novo Regime Jurídico do Ensino Superior, o projecto de lei foi agora analisado pelo Conselho Executivo, estando prevista a sua entrega junto da Assembleia Legislativa (AL) em breve. Uma das novidades prende-se com a criação do Regime de Avaliação do Ensino Superior, que irá comportar duas fases: primeiro, avalia-se a instituição, depois a qualidade dos cursos e a sua acreditação. O Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) garante já ter preparado as linhas mestras para a fase experimental. “Já temos algumas orientações elaboradas e que foram enviadas para as instituições do ensino superior. Temos de convidar as instituições para avançarem com os planos pioneiros e no princípio de 2015 algumas já podem avançar”, disse Sou Chio Fai, director do GAES. “A primeira avaliação vai ser feita à instituição e depois aos cursos. Primeiro temos uma avaliação e depois a acreditação e ainda a auditoria de qualidade. Não há um objectivo final e não há um padrão de qualidade definitivo, temos de criar um mecanismo permanente para promover a qualidade do ensino”, acrescentou. Recorde-se que, recentemente, o HM avançou que o GAES tinha já admitido que vai ter em conta o sentido de pertença, conhecimento e amor à pátria aquando da avaliação às instituições de ensino superior de Macau. Depois da agência Reuters ter avançado que o GAES estava a discutir linhas orientadoras para avaliar as universidades e outras instituições com base em critérios que incluem a adesão ao princípio “amar a China” e “amar Macau”, o gabinete disse ao HM que nada está ainda decidido, mas que essa hipótese está, sim, em cima da mesa.
Cursos na mira
Outra das novidades prende-se com a mudança de estrutura dos cursos. O grau de bacharelato vai desaparecer, sendo que o projecto de lei prevê a criação de programas Minor e Major, cursos de diploma de associado, cursos de duplo Major ou de dupla licenciatura. Todos estes cursos serão ministrados de acordo com o sistema de créditos. Os cursos já existentes “poderão também ser ministrados de acordo com o sistema de créditos, com vista a aumentar as escolhas e mobilidade dos estudantes”, aponta uma nota de imprensa. Tal como já tinha sido anunciado, o novo Regime Jurídico permite que alunos com mais de 23 anos possam frequentar um curso superior,
Universidades Avaliação de cursos e instituições começa a ser preparada em 2015
Luz negra ao fundo do túnel
O Conselho Executivo concluiu a discussão sobre o novo Regime Jurídico do Ensino Superior. A nova lei prevê que seja criado um sistema de avaliação das instituições e acreditação de cursos, sendo que o Governo já criou algumas directrizes que deverão começar a ser adoptadas no próximo ano. O bacharelato desaparece e a estrutura da licenciatura muda mesmo que não tenham concluído o ensino secundário. Basta, para isso, realizarem um exame de admissão. Aos restantes alunos, exige-se que a formação no ensino primário e ensino complementar perfaçam um total de 12 anos. Esta lei surge numa altura em que 16,3% da população estuda no ensino superior, composto por
270 cursos e dez universidades. Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo, falou ainda da existência de mais de 30 mil estudantes e num “aumento consistente do número de docentes com doutoramento”. Também os cursos superiores não locais estarão sujeitos a este novo regime de avaliação.
O que vai mudar com a nova lei • Universidades e Instituto Politécnico de Macau passam a estar sujeitos a um Regime de Avaliação do Ensino Superior, que abrange a acreditação dos cursos e o funcionamento das instituições • Continuação de autonomia pedagógica, científica, administrativa e financeira • Instituições têm de criar um Conselho Geral e estatutos • Fim do grau de bacharelato • Adopção do sistema de créditos para programas Minor e Major, cursos de dupla licenciatura, cursos de diploma de associado e cursos de duplo Major • Professores têm de ter mestrado ou doutoramento e não podem ter um grau inferior ao curso que ministram • Alunos devem fazer o ensino primário e ensino complementar em 12 anos para frequentarem um curso superior • Alunos com mais de 23 anos podem entrar sem o 12º ano concluído, bastando realizar um exame de admissão • Criação do Fundo do Ensino Superior • Actividades exercidas pelos docentes passam a ser do interesse público
Universidades poderão alterar estrutura jurídica
“Objectivos especiais” é que mandam O
novo Regime Jurídico do Ensino Superior mantém, à semelhança do decreto-lei de 1991, as universidades enquanto “pessoas colectivas de direito público”. Contudo, Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo, explicou que, à luz da lei, as instituições poderão fazer alterações consoante os seus ob-
jectivos, tendo citado o exemplo português, em que muitas universidades passaram a ter o estatuto de fundações. “Sugerimos que todas as instituições sejam pessoas colectivas de direito público, mas se tiverem objectivos especiais podem ter a possibilidade de funcionar de outra forma, que tem de ser reflectida em forma de lei. Esta lei é apenas um
fundamento. Queremos que as universidades possam ter uma maior autonomia e flexibilidade e queremos expressar isso com uma maior clareza. Mas o seu património continua a ser do domínio público”, adiantou o porta-voz do Conselho Executivo. Ainda no que diz respeito à gestão, as instituições de ensino superior terão de criar um Conselho
Geral, que será “responsável pela definição das linhas de desenvolvimento e fiscalização da execução das mesmas”. É ainda obrigatório a criação de estatutos - os quais ainda estão a ser elaborados -, como confirmou Sou Chio Fai, director do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES). Posteriormente será criado o Estatuto do Ensino
Superior, que irá definir condições para a abertura de universidades e cursos, bem como as exigências a cumprir. As universidades continuarão a receber fundos do Governo através da criação do Fundo do Ensino Superior, que inclui não só o dinheiro para o funcionamento das instituições como de apoio aos seus alunos. - A.S.S.
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Susana Chou especialistas para acabar com o uso da lei portuguesa
Empregadas domésticas Deputada quer revisão às regras
Wong Kit Cheng, deputada e vice-directora da Associação Geral das Mulheres de Macau, disse ao jornal Ou Mun que os requisitos de recrutamento das empregadas domésticas do continente apenas dá prioridade aos idosos com mais de 65 anos, excluindo assim as famílias com bebés. Por isso mesmo, a deputada insta as autoridades a fazer a revisão aos requisitos para este processo. O Gabinete de Recursos Humanos começou a receber os pedidos para empregadas doméstica do continente no fim do ano passado, tendo recebido mais de 300 pedidos, mas apenas metade destes pedidos foram satisfeitos. A Associação quer o Governo a manter um contacto próximo com as agências, de forma a perceber realmente “as necessidades reais”.
Trânsito Governo gasta 5,6 milhões de patacas para revisão de políticas
O Governo vai pagar à empresa THI Consultants Inc. Macau Branch cerca de 5,6 milhões de patacas pela revisão da Política de Trânsito e Transportes Terrestres do Território (2010-2020). O pagamento será dividido em quatro vezes, dos quais a maior tranche é este ano, de 2,8 milhões de patacas. Em 2013, a mesma empresa havia já executado trabalhos de avaliação do então novo serviço de autocarros. Esta política surgiu há quatro anos, tendo como objectivo melhorar o tráfego em Macau. De acordo com o balanço do Governo sobre a Política Geral do Trânsito e Transportes Terrestres, dá-se destaque à construção de um “sistema de transportes públicos e a promoção de meios de transporte não motorizado, com o objectivo de induzir os habitantes a usar, em vez de transporte privado, meios de deslocação benéficos ao ambiente geral de Macau, criando assim um sistema de transportes verdes”.
Estudar para perceber Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
A
antiga presidente da Assembleia Legislativa (AL), Susana Chou, considera que Macau tem legislação muito atrasada e falta de talentos na área do Direito. De acordo com a última entrada no blogue da antiga responsável do hemiciclo, Chou defende que as pessoas de Macau devem perceber de legislação, caso contrário haverá sempre dependência do sistema português, que serviu de base à criação das leis e Códigos da RAEM. Susana Chou diz concordar com Li Fei, presidente do Comité da Redacção da Lei Básica da RAEM, aquando da sua visita a Macau no início de Dezembro. O responsável, recorde-se, disse que era necessário fortalecer a área jurídica no território. pub
No blogue que mantém, a antiga responsável disse considerar que o principal problema além dos atrasos da legislação – é o facto de haver muitos trabalhadores da área jurídica que não percebem a tradução das leis em chinês. Tudo, diz, devido a não haver um bom sistema jurídico estabelecido em Macau. “Disse a um estudante do continente, que quer tirar doutoramento em Direito na Universidade de Macau, que se quiser estudar Direito e contribuir para a construção jurídica de Macau é melhor dar mais atenção ao trabalho
de tradução”, escreve ainda a ex-presidente. Chou considera que os trabalhadores da área jurídica que não percebem o português têm, também, de estudar mais profundamente a lei. Até porque, de outra forma, vai sempre haver a necessidade de recorrer ao idioma luso. “Só quando os especialistas jurídicos criarem o nosso sistema legislativo é que podemos sair do sistema de Portugal.”
O melhor de dois mundos
Susana Chou aponta ainda que, agora, os licenciados em Direito, por vezes, nem sequer exercerem devido a
não haver falta de emprego em Macau. “Li Fei está correcto: Macau tem talentos, mas como a população é pequena, ainda faltam muitos talentos de alto nível na Administração Pública, no Direito, Gestão, Economia e Finanças. Por isso, o Governo tem que combinar a formação dos talentos locais com a importação dos talentos, para resolver o problema de falta de recursos humanos.” A ex-presidente da AL disse que também concorda com o discurso de Li Fei, que considera como prático e “sem nenhuma palavra inútil”. “Li Fei deu recomendações a Macau: promover a diversificação económica, fortalecer o sistema jurídico, dar atenção à formação de talentos e melhorar os assuntos sociais.” Susana Chou fala do atraso das leis em Macau e da falta de pessoas bilingues e sugere que os estudantes de Macau que querem estudar Direito “gastem mais tempo” na tradução jurídica, para um dia explicar aos especialistas que não sabem português o que há a melhorar no regime jurídico de Macau.
Au Kam San não acredita na nova equipa governativa
Fronteiras Sector dos transportes não quer ficar de fora dos novos horários
O
A
deputado Au Kam San mostrou-se pessimista relativamente ao facto da nova equipa do Governo conseguir corrigir os problemas administrativos. O deputado considera que os novos cargos “não sabem as leis” do território, bem como os funcionários públicos. Durante a recente visita de Xi Jinping a Macau, o presidente da República Popular da China alertou o Governo local de que era necessário aumentar o nível de formação dos oficiais da RAEM e melhorar a capacidade de execução das suas funções. Segundo o Jornal do Cidadão, o deputado Au Kam San concorda, até porque considera que, nos últimos anos, as ilegalidades e faltas de gestão administrativas estão a atingir patamares graves. “São os oficiais quem executa as leis mas eles não as conhecem, interpretam-nas sempre mal e isso dá aso a decisões administrativas inadequadas”, disse Au Kam San, que considera que o mais importante é criar um sistema de formação para aumentar a qualidade cultural e o conhecimento legislativo dos novos elementos do Executivo. F.F.
Associação de Logística e Transportes Internacionais de Macau está a acusar o Executivo de ter deixado o sector de fora das novas medidas de alargamento dos horários das fronteiras. De acordo com a rádio chinesa, o presidente da Associação, Lei Kuok Fai, assegura que tinha apresentado um pedido em nome do sector da logística e transportes para que o Governo desse mais benefícios ao nível dos horários às empresas. O pedido terá sido feito em 2004, mas a decisão que agora veio a público – de alargamento dos horários de três fronteiras – não contempla a passagem de transportes de mercadorias, pelo que Lei Kuok Fai quer que o Executivo explique se houve algumas dificuldades nos pedidos feitos ao Governo Central sobre as fronteiras. Lei Kuok Fai considera que se não se deixar passar camiões com mercadorias suficiente passar, será difícil transportar produtos de Macau para Ilha da Montanha. Agora, passam nas fronteiras mais de cem camiões, entre 500 a 700 vezes por dia. C.L.
Sociedade
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O novo Centro Modal de Transportes da Barra vai custar aos cofres do Governo mais de mil milhões de patacas. A obra vai ser levada a cabo por um consórcio formado por uma empresa com participação constante em obras públicas e com a Sociedade de Jogos de Macau (SJM) como accionista
Centro de Transportes da Barra Mais de mil milhões para construção
O início do metro em Macau pelo Chefe do Executivo datado de 15 de Dezembro. De acordo com a publicação, está dada a autorização para a celebração do contrato, sendo que a empreitada vai custar um total de 1,24 mil milhões de patacas. O pagamento das obras será feito em tranches. O primeiro – cujo montante é de 185,7 milhões de patacas – foi já feito este ano e os restantes prolongam-se até ao ano de 2018. A adjudicação das obras foi feita depois da abertura de um concurso público, em Julho deste ano, sendo que as empresas poderiam concorrer até Setembro. Não havia um preço fixo de base e este consórcio foi uma das dez propostas admitidas, sendo o preço apresentado o terceiro mais baixo.
Perfil
A Companhia de Construção de Obras Portuárias Zhen Hwa é uma empresa subsidiária China Harbour Engineering Company, uma empresa estatal chinesa formada nos anos 1980. Esta empresa chegou a Macau em 1982, tendo sido “independente e inteiramente” propriedade da China Harbour Engineering Company até 2004. Segundo o website da empresa, em Dezembro deste ano, a Sociedade de Jogos de Macau – Investment, uma subsidiária da SJM de Stanley Ho, tornou-se
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
Companhia de Construção de Obras Portuárias Zhen Hwa e a Companhia de Engenharia e de Construção da China (Macau) são as duas empresas que formam o consórcio que será responsável pela construção do Centro Modal de Transportes da Barra. O anúncio foi ontem publicado em Boletim Oficial, num despacho assinado
a primeira accionista da empresa. Actualmente, conta com Wang Yan como director-executivo e tem sede em Hong Kong. A empresa tem uma participação constante em obras públicas, somando trabalhos como a empreitada de construção da habitação pública da Ilha Verde (1,95 mil milhões de patacas), a manutenção e reparação da Ponte Nobre de Carvalho (mais de 39 milhões) e estações de metro na Taipa, entre outros. Já a Companhia de Engenharia e de Construção da China (Macau), formada em 2007, é uma subsidiária da China State Construction International Holdings. É a empresa escolhida pelo MGM para a construção do novo resort da operadora no Cotai.
Juntos num só
O Centro Modal de Transportes da Barra é o primeiro projecto ligado à linha de Macau do metro ligeiro e vai localizar-se na Avenida Panorâmica do Lago Sai Van, perto do Terminal de Autocarros da Barra. Além de integrar o metro, autocarros e táxis, o Centro vai ter uma zona de estacionamento destinada a autocarros e autocarros turísticos. As obras devem arrancar no início de 2015 e têm cerca de três anos e dez meses para ficar concluídas.
Metro Estudo e projecto sobre linha até Ilha da Montanha custa 90 milhões
O alto preço de chegar ao outro lado O governo de Chui Sai On adjudicou ao consórcio Ove Arup & Partners Hong Kong Limited e Grupo de Exploração e Design China Railway Siyuan Limitada serviços relacionados com a extensão do metro à Ilha da Montanha. De acordo com um despacho do Bo-
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letim Oficial – assinado pelo Chefe do Executivo e datado de 15 de Dezembro – as duas empresas vão receber quase 90 milhões de patacas para fazerem um estudo e o projecto da linha. “É autorizada a celebração do contrato com o consórcio Ove Arup &
Mais canais automáticos nas fronteiras Um despacho assinado por Chui Sai On, Chefe do Executivo, e ontem publicado em Boletim Oficial anuncia que já foi adjudicado o aumento nos postos fronteiriços de sessenta passagens automáticas para visitantes. Esta empreitada seguese ao alargamento dos horários nas fronteiras e foi adjudicada à empresa NEC Hong Kong Limited (Macau) por cerca de 63 milhões de patacas.
Partners Hong Kong Limited/Grupo de Exploração e Design China Railway Siyuan Limitada, para a
prestação dos serviços de ‘Estudo Consolidado e Projecto da Linha de Extensão da Ilha de Hen-
gqin do Metro Ligeiro de Macau’, pelo montante de 89,9 milhões de patacas”, pode ler-se no BO.
Recorde-se que o Governo decidiu estender a linha do metro ligeiro para a Ilha da Montanha depois de ter resolvido a questão da junção dos itinerários e da profundidade dos terrenos. Em Novembro, o então Secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io explicou que as obras podem começar a ser feitas no início do próximo ano. Contudo, o estudo e projecto vão ser pagos em tranches que estão calendarizadas até 2020. O percurso da extensão do metro ligeiro para a Ilha da Montanha funcionará através de uma linha subaquática, pelo que será projectado um túnel abaixo do nível das águas do rio, “onde passa o canal de navegação Shizi Men”. A ligação do metro de Macau ao metro da China, que passa na Ilha da Montanha, é outra das hipóteses. J.F.
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Ambiente Associação pede revisão de critérios para Fundo por falta de eficácia
Eles não sabem, nem sonham Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
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presidente da Associação de Protecção Ambiental, Chan Veng Un, sugeriu ontem ao Governo que fossem revistos os padrões para a atribuição do Plano de Apoio Financeiro à Aquisição de Produtos e Equipamentos para a Protecção Ambiental e Conservação Energética. As declarações do presidente surgem depois do anúncio do Governo em estender o prazo de candidatura ao subsídio até final de 2015. Chan frisou ainda a necessidade de mais técnicos especializadas nesta área, justificando que a capacidade dos produtos de poupança energética não está a ser utilizada a 100% por falta de quem saiba torná-los eficazes. De acordo com o responsável, os produtos mais requisitados são ares-condicionados e lâmpadas, além de que são vários os restaurantes que pretendem pub
substituir os seus utensílios de cozinha. Posto isto, Chan espera que o Executivo possa alargar os requisitos à candidatura. O presidente da Associação apontou ainda que a grande maioria dos produtos é proveniente do continente, da Europa e dos EUA e a sua instalação deverá ser efectuada por pessoal especializado, de modo a potenciar a total eficácia dos mecanismos. A
Associação criticou o Governo de não estabelecer padrões claros para estes produtos e disse que os requisitos para aquisição do financiamento são complexos. Chan alega que há quem espere mesmo mais de três meses por uma resposta e várias pessoas acabam por desistir a meio do processo. Em Abril deste ano, foram mais de 300 as empresas que
pediram auxílio ao Governo para adquirir este tipo de produtos relacionados com a protecção ambiental. Os mesmos dados revelam que só nos primeiros três meses deste ano, foram atribuídos mais de 28 milhões de patacas, verificando-se um acréscimo de 34% face ao período homólogo de 2013. Os interessados podem, agora, candidatar-se até dia 31 de Dezembro de 2015.
Furto Comerciante chantageado para rever matrícula automóvel
U
m comerciante residente no território e que trabalha em Zhuhai foi vítima de furto da sua matrícula automóvel. O homem foi, depois, alvo de chantagem e foi forçado a pagar mil patacas pela devolução da placa, sem a qual não poderia circular entre a sua casa e o emprego. De acordo com o jornal Ou Mun, o incidente deu-se na cidade vizinha de Zhuhai. O homem, de apelido U, apercebeu-se do furto depois de deixar o carro num parque de estacionamento. No veículo foi ainda deixado um bilhete que assegurava a devolução da matrícula mediante o pagamento de mil patacas. No entanto, o infractor rejeitou a entrega da placa em pessoa, pelo o comerciante optou por contactar a polícia. Para U, este tipo de crime tem lugar porque o processo de pedido de nova licença de dupla matrícula – de Guangdong e Macau – é moroso e os automobilistas têm que se dirigir a Cantão para a obter. Assim, acabam por preferir pagar a quantia exigida pelos infractores, dando aso a que este surto perdure. As autoridades policiais de Zhuhai alertaram os proprietários de carros com dupla matrícula para optarem por silos com vigilância, lembrando que não devem ir ao encontro das exigências dos criminosos.
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‘Operação Trovoada’ Mais de 500 detidos. Casos de reentrada ilegal e ligados ao Jogo no topo
Foram dois meses de fiscalizações, que levaram a mais de 500 detenções, 800 expulsões e muitos presentes ao MP. A ‘Operação Trovoada’ deste ano viu os crimes ligados a entrada ilegal, usura, sequestro, droga e Jogo atingirem o topo da lista das situações que se passam em Macau Joana Freitas*
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
s autoridades de Macau, Hong Kong e Guangdong detiveram mais de 500 pessoas naquela que foi a mais recente operação conjunta das Forças de Segurança. A ‘Operação Trovoada 14’ fez chegar a diversos locais de jogo, bares, salas de massagens e karaokes mais de seis mil agentes e detectou, na maioria, casos ligados a falsificação de documentos, entrada ilegal e tráfico e consumo de droga. De acordo com dados dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), que coordenaram a operação, foram detectados quase 50 casos de re-entrada ilegal em Macau, que envolveram 51 pessoas, e 37 casos de tráfico e consumo de estupefacientes. Foi a ketamina a
GCS
Cooperação continua a dar os seus frutos
droga mais apreendida, com quase meio quilo a ser descoberto pelas autoridades. Ainda que estes sejam os casos com maior número de situações contabilizadas, seguem-se crimes de falsificação de documentos (33), que contaram com 40 indivíduos, e 28 casos de acolhimento ilegal. No conjunto geral de casos relacionados com o Jogo – e que envolvem crimes individuais como usura e sequestro – foram detectadas 54 situações. Seguem-se ainda dados sobre a distribuição de folhetos pornográficos (22), de associação criminosa (9) e seis casos de burla de “valor elevado”. Mais de 820 indivíduos foram ainda expulsos de Macau por crimes e imigração ilegal ou excesso de permanência. Outras 539 pessoas entregues ao Ministério Público, incluindo 160 que são residentes de Macau. De acordo com os SPU, foram presas 61 pessoas, sendo que 11 destes foram presos imediatamente. Sete deles foram entregues ao Estabelecimento Prisional de Macau por serem alvos de “man-
Agente da polícia violou menores de 14 a 16 anos
A Polícia Judiciária (PJ) descobriu um caso de um agente da polícia que abusou sexualmente de raparigas menores de idade, entre os 14 e 16 anos. De acordo com a PJ, o polícia utilizou as redes sociais para conhecer as menores através de um perfil falso, onde se fazia passar não só por uma mulher, mas também como modelo. O homem, com 22 anos, criou vários contas na rede social, onde também pedia fotos nuas às menores e onde trocava outras de raparigas que já tinham enviado. A PJ descobriu mais de 1700 vídeos e fotos no seu computador, sendo todos de menores. Mais de 160 documentos estavam identificados, pelo que a PJ conseguiu identificar 78 deles. O polícia admitiu que teve relações sexuais com seis estudantes e assegura que, com outras três raparigas, “fez amor”. O homem vai ser condenado por violação de menores.
Números e Factos • O número total de agentes policiais envolvidos foi de 6556 • Cerca de 18600 indivíduos foram sujeitos a identificação • Cerca de 1582 indivíduos foram conduzidos à Polícia para efeitos de averiguações e confirmação de identidade; • Outros 539 pessoas foram encaminhadas para o Ministério Público • Foram apreendidos
410,32 gramas de ketamina, 381 comprimidos de
yaba (metanfetamina), 43,16 gramas de cocaína e 80,03 gramas de ice, entre outras • Foi detectado mais de um milhão de patacas em fichas de jogo
dado de captura” emitidos pelos órgãos judiciais.
Sem comparação
Esta mega-operação é feita anualmente, sendo que a deste ano decorreu desde o dia 1 de Novembro. Os
alvos, esses, são os mais comuns de encontrar numa cidade como Macau: imigração ilegal, drogas e dinheiro. “No intuito de salvaguardar a segurança e ordem públicas das regiões de Guangdong, Hong Kong
e Macau, as autoridades policiais desenvolveram uma mega-operação de combate a actividades criminosas. A referida operação conjunta durou dois meses e teve como objectivo principal o combate às actividades das associações secretas, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, branqueamento de capitais, assim como o de crime transfronteiriço relacionado com lenocínio e furto”, explicaram ontem SPU. Na conferência, contudo, João Augusto da Rosa, adjunto do Comandante-geral dos SPU, disse não ser possível fazer uma comparação com a ‘Operação Trovoada 13’, do ano passado, por a deste ano ter demorado mais um mês do que a do ano passado, tornando o número de casos detectados “obviamente maior”. Apesar disso, segundo o responsável, a polícia acredita que a segurança está melhor. “Sim, aconteceram casos de tráfico de droga, roubos e enganos. Mas não aconteceram crimes graves e os SPU acham que a actividade atingiu o objectivo previsto”, frisou. - *com Flora Fong
Moradores de Coloane voltam às aldeias por causa das rendas
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oradores originários de Hac Sá e Ká Hó que viviam no centro da cidade, em Macau, voltaram a ir viver para as aldeias de Coloane, por causa dos altos preços da habitação. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, que cita uma moradora de apelido Cheong, há cerca de dez anos que a maioria dos moradores da vila de Ká Hó começaram a trabalhar na península de Macau, sendo que alguns deles chegaram
mesmo a arrendar casas para viver. Contudo, devido ao aumento do agregado familiar, ao “pouco espaço” que têm nas habitações de Macau e ao aumento exponencial das rendas, os moradores optaram por comprar carros e mudar-se de novo para Coloane. De acordo com outro morador, há cerca de 60 prédios em Ká Hó, com cerca de dois a quatro pisos, onde cabem entre sete a oito moradores. O chefe-responsável da Vila de Hac
Sá, Ng Kun Cheong, disse à rádio que, nos últimos anos, cerca de 10% dos moradores originários de Coloane regressaram à aldeia, onde, em cerca de 40 prédios, há mais de cem moradores a viver. Além de aposentados, explica, também há pais que deixaram os filhos a viver com os avós na vila, por terem de trabalhar em Macau e não conseguirem arrendar uma casa suficientemente grande para a família, devido ao preço das rendas. - C.L.
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Eventos
hoje macau terça-
hoje na chávena Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Árvore-da-castidade Nome botânico: Vitex agnus-castus L. Família: Verbenáceas. Nomes populares: Agno-casto; Anho-casto; Flor-da-castidade; Pimenteiro-silvestre. Arbusto nativo da região mediterrânica e Ásia ocidental, a Árvore-da-castidade pode alcançar os 6 metros de altura. Com belas flores de tom lilás, agrupadas em espigas terminais, é cultivada como planta ornamental. Apresenta folhas alongadas, divididas entre 5 e 7 segmentos, e frutos castanhos-escuros ou pretos, do tamanho dos grãos de Pimenta, já utilizados como especiaria. Conhecida como planta medicinal desde a Antiguidade, a Árvore-da-castidade é referida na Ilíada de Homero como símbolo da honestidade. Foi ainda mencionada por Hipócrates, Plínio, Dioscórides e Galeno, entre outros autores. Além de tratar diversas afeções, especialmente as que afetavam a mulher, as suas bagas serviam ainda para refrear o desejo sexual aos monges. Estes usos tradicionais atravessaram os séculos, sendo atualmente compreendidos e confirmados através de vários estudos científicos. Em fitoterapia são usados os frutos. Composição Flavonoides, glicósidos de iridóides, fitostrogénios, 3-ceto-esteroides, ácidos gordos polinsaturados (ácido linoleico), taninos e óleo essencial. Aroma e sabor picante, semelhantes aos da Pimenta. Acção terapêutica Com uma acção reguladora hormonal, a Árvore-da-castidade é uma das plantas mais importantes para a mulher. Ao atuar sobre a hipófise, regulariza os níveis de estrogénios e progesterona ao longo do ciclo menstrual, bem como de prolactina, cujo desequilíbrio pode estar na origem de diversas perturbações femininas. É de destacar a sua importância no tratamento da síndrome pré-menstrual, atenuando diversos sintomas que antecedem a menstruação, sejam físicos (dor e tensão mamária, edema, cansaço, dor de cabeça, excesso de suor, especialmente nas mãos) ou psicológicos
(irritabilidade, angústia, ansiedade, depressão); neste contexto, reduz ainda o apetite por doces e chocolates. É de realçar igualmente a sua indicação em casos de infertilidade, conduzindo a um maior número de gravidezes. Transtornos menstruais tais como dores, fluxos abundantes, hemorragias ou atrasos, quistos nas mamas ou ovários, ou ainda para aumentar a secreção de leite nas lactantes e aliviar os sintomas da menopausa são outras utilizações para esta planta. Pode ser usada na acne e hirsutismo, afeções associadas a níveis elevados de hormonas masculinas. Outras propriedades Tradicionalmente, a Árvore-da-castidade tem sido empregue na ansiedade, insónia, vertigens, enxaquecas e perturbações digestivas de origem nervosa, pelas propriedades sedativas, indutoras do sono e antiespasmódicas. Como tomar Uso interno • Em tintura, cápsulas e comprimidos, em simples ou fórmulas, de acordo com as indicações da bula. A sua administração na forma de tisana não é habitual. • A preparação deve ser tomada ao levantar, quando a hipófise está mais ativa. Fazer tratamentos prolongados, de pelo menos três meses, de forma a consolidar os seus benefícios. Precauções A Árvore-da-castidade é, geralmente, muito bem tolerada; os efeitos secundários são raros e suaves: queixas gastrintestinais ligeiras, boca seca, cefaleias, cansaço e erupções cutâneas com prurido. Administrada aos homens pode reduzir a líbido. Não deve ser tomada por crianças ou durante a gravidez. Apesar de aumentar a produção de leite, em doses mais elevadas pode inibir a sua produção. Não deve ser usada em concomitância com a pílula contracetiva, tratamentos de fertilidade e terapia hormonal de substituição. Pode interagir com os medicamentos usados no tratamento da doença de Parkinson. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.
Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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enis Murrell expõe, de 6 a 31 de Janeiro, a exposição Starting Point na Fundação Rui Cunha. Nas paredes do mesmo espaço serão ainda apresentados trabalhos de alunos do pintor, que deu vários workshops no Museu de Arte de Macau. O nome da mostra representa precisamente aquilo que o artista espera que os workshops sejam para os seus alunos: um ponto de partida.
Espelho meu, espelho teu
Os alunos de Murrell são, de acordo com o mesmo, “relativamente inexperientes” e que aprenderam a base da técnica desenvolvida na década de 90. Alguns dos seus alunos,
Pintura Fundação Rui Cunha apresen
O Mestre e os
O pintor australiano Denis Murrell vive n se agora para apresentar as suas obras na de Janeiro. Nas paredes estarão ainda pin ensinou o básico desta arte assegura, não têm mais de nove anos de idade, tendo sido completadas obras de cerca de 40 alunos. “Se eu fosse Pablo Picasso, os trabalhos dos meus alunos assemelhar-se-iam, sem dúvida, aos de Picasso”, continua o autor. Além disso, Murrell deixa o apelo para que os seus alunos continuem
a desenvolver o seu talentos e dotes de pintura, descobrindo “os seus próprios maneirismos artísticos”, seja com tinta acrílica e papel ou qualquer outro material.
A visão do papel manchado
A entrada na galeria é livre e os visitantes poderão ver
À venda na Livraria Portuguesa O Amigo Andaluz • Alexander Söderberg Sophie Brinkmann é uma viúva que leva uma vida tranquila nos subúrbios de Estocolmo até conhecer Hector Guzman, um homem sofisticado e elegante. Ela não faz ideia de que sob o charme daquele homem se esconde algo sinistro. Neste primeiro volume da trilogia «Brinkmann», Alexander Söderberg oferece-nos um magnífico romance sobre o mundo sórdido do tráfico de armas e droga, dando-nos ao mesmo tempo um retrato magistral da fragilidade humana.
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Museu da Transferência Mostra de cartazes
Quatro regiões, um tema O
nta Starting Point de Denis Murrell
s seus Pupilos
no território desde 1989 e preparaa Fundação Rui Cunha, a partir de 6 nturas de alunos a quem o australiano obras feitas a partir de uma técnica muito própria do autor que resulta em pinturas de estilo abstracto. “Tenho desenvolvido esta técnica desde 1992. Nesse ano, costumava usar um pedaço de papel para limpar tinta que caía no chão do meu apartamento e fiquei impressiona-
do com a intrigante e muito bonita mancha vermelho escuro que surgiu no papel”, refere Murrell em comunicado. Foi então que teve início aquilo a que o autor chama de “longa viagem” de exploração de possibilidades de combinação de cores e texturas. Em comunicado, o
pintor radicada no território frisa mesmo que esta é uma viagem exploratória ainda longe de estar concluída. Denis Murrell nasceu perto de cidade australiana de Melbourne, em 1947. Foi em Papua-Nova Guiné que o então professor viveu durante mais de uma década, mais tarde voltando para a Austrália. Em 1989 muda-se para Macau e vai recolhendo, ao longo dos anos, vários prémios dos quais o galardão de melhor Pintura Ocidental na Bienal de Arte de Macau, em 1995. A pintura Fantasia Lunar vence, há 14 anos, a medalha de bronze de um concurso de arte em Washington. A par do trabalho que desenvolve no seu estúdio, o australiano tem leccionado workshops de pintura no Museu de Arte de Macau.
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Recomeçar • María Dueñas Blanca é professora, com uma carreira consolidada, dois filhos jovens. A braços com o fracasso do seu casamento, decide deixar a sua atual vida para trás e procurar uma oportunidade de trabalho num sítio onde ninguém a conheça; uma oportunidade para recomeçar «en donde no connozca a naxdie y en que nadie me connozca a mí». Um romance luminoso, um tributo às segundas oportunidades, à reconciliação, numa narrativa intensamente emotiva e humana.
Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau vai inaugurar, amanhã às 18h30, uma exposição de cartazes comemorativos dos 15 anos de transferência de soberania do território. A mostra, intitulada “V•X•XV: Exposição de Design de Cartazes Comemorativa do 15º Aniversário da Transferência da Soberania de Macau”, compreende obras realizadas em 1999, 2004 e 2009 por artistas do continente, Taiwan, Hong Kong e Macau. A exposição estará aberta ao público das 10h00 às 19h00 diariamente até dia 15 de Março do próximo ano e os visitantes poderão ver trabalhos de design em forma de cartaz que aludem ao desenvolvimento da região desde a transferência de poderes de Portugal para a China. Macau é apenas parte integrante da exposição, que será espalhada pelas quatro cidades de onde os artistas são originários, tendo a presente colecção uma tiragem de apenas 199 trabalhos dividida pelas quatro regiões.
Concurso na calha
“V•X•XV” é organizada pelo Museu de Arte de Macau, pela Associação de Desenhistas de Macau e conta ainda com a colaboração da Fundação Macau. De acordo com comunicado da Associação, a exposição compreende ainda um concurso no qual participam os próprios autores das obras expostas, havendo espaço para os prémios Lótus de Ouro e
Macau é apenas parte integrante da exposição, que será espalhada pelas quatro cidades de onde os artistas são originários outro galardão monetário no valor de mais de 19 mil patacas. Todas as 99 obras premiadas serão seleccionadas por um júri de cinco pessoas com percursos na
área, nomeadamente Kim Hyun, criador da mascote dos Jogos Olimpícos de Seul, de 1988, o director criativo do Parque de Design da Coreia e Cheong Kuok Wai, designer do Instituto Cultural. O mesmo comunicado avança ainda que o concurso tem tido vários adeptos e “uma grande adesão do público”, pelo que foram já admitidos 196 trabalhos para a fase posterior da iniciativa. Inicialmente, foram submetidos 274 trabalhos, a grande maioria do continente, seguindo-se Macau, Taiwan, Hong Kong e um dos Estados Unidos. - L.S.M.
Creative Macau Workshop de guionismo em Janeiro
Ricardo Pinho vai ser o docente do próximo workshop a ser ministrado na Creative Macau. Entre os dias 5 de Janeiro e 28 de Março, tem lugar o segundo módulo do workshop de guionismo para cinema, televisão e teatro. O curso acontece todas as segundas-feiras entre as 19h00 e 21h00 e aos sábados entre as 15h00 e as 18h00. O preço é de 2800 patacas e a turma terá, no máximo, 15 alunos. O objectivo do curso é levar o aluno a desenvolver de forma criativa uma história que possa ser adaptada para estas três plataformas e que compreenda o que está por detrás da interpretação e desenvolvimento de um guião. O workshop vai ainda abordar a história do cinema, as estruturas da narrativa e a melhor forma de contar uma história do ponto de vista visual. O prazo para as inscrições termina no próximo dia 2 de Janeiro.
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Gmail bloqueado na China
Se não te juntas a eles O
Gmail, do Google, foi bloqueado na China após meses de interrupções do maior serviço de email do mundo, e um grupo de activistas anti-censura sugeriu que a culpa era da intervenção do país asiático na Internet. Vários endereços do Gmail na Internet foram cortados na China na sexta-feira, disse o GreatFire.org, um grupo de defesa de liberdade de expressão com sede na China. Utentes disseram que o serviço ainda estava sem funcionar nesta segunda-feira. “Eu acho que o governo está apenas a tentar eliminar a presença do Google na China e até enfraquecer o seu mercado no exterior”, disse um membro do GreatFire.org, que utiliza um pseudónimo. “Imagine se os utentes do Gmail não puderem entrar em contacto com clientes chineses. Muitas pessoas fora da China podem ser forçadas a trocar o Gmail”.
O Relatório de Transparência do próprio Google, que mostra o tráfego de serviços do Google, mostrou uma diminuição do tráfego do Gmail na China na sexta-feira. “Nós confirmámos e não há nada errado do nosso lado”, disse um porta-voz do Google em Singapura. Quase todos os serviços do Google
ANP ratifica tratados de extradição
estão a ser interrompidos na China desde Junho deste ano, mas até à semana passada os utentes do Gmail ainda podiam ter acesso a emails através via protocolos como IMAP, SMTP e POP3. Eles permitiam que as pessoas se comunicassem usando o Gmail em aplicativos como o email do iPhone, da Apple, e o Microsoft Outlook.
Comboios 3.200 quilómetros de alta velocidade até à capital de Xinjiang
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China acrescentou mais 3.200 quilómetros à sua rede ferroviária de alta velocidade no fim de semana, estendendo aquela tecnologia ao remoto e desértico Xinjiang, região de maioria de muçulmana, no noroeste do país. A nova linha férrea entre Lanzhou e Urumqi, a capital de Xinjiang, com 1.776 quilómetros de extensão, é também a primeira do género construída numa região de altitude. Os comboios que operam na nova linha podem atingir 250 quilómetros/hora, reduzindo a viagem entre aquelas cidades de quase 24 horas para menos de 12 horas. Situado no noroeste da China, junto ao Afeganistão, Paquistão e várias ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, Xinjiang tem sido palco de frequentes ondas de violência e ataques terroristas, atribuídos pelas autoridades a “separatistas” e “extremistas religiosos”. Trata-se de um
território cerca de 17 vezes maior que Portugal e apenas 23,5 milhões de habitantes, muito rico em recursos minerais. Duas outras linhas ferroviárias de alta velocidade, ambas no sul da China, começaram a funcionar no fim de semana. Uma delas, com 850 quilómetros de extensão, ligará Guiyang, capital da província de Guizhou, a Cantão e a outra, com 574 quilómetros, ligará Cantão a Nanning, na província de Guangxi. No final de 2013, a rede ferroviária chinesa de alta velocidade era já a mais extensa do mundo, com cerca de 11.000 quilómetros, mais do que a França e o Japão juntos, que foram os países pioneiros desta tecnologia. Pelos padrões da Union Internationale des Chemins de Fer, organização com sede em Paris, a alta velocidade ferroviária corresponde a mais de 200 Kms/hora.
87 mil detidos em campanha contra jogo e prostituição
Cada vez mais amigos Um cheirinho de Cantão
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Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP) da China, o principal órgão legislativo do país, ratificou neste domingo os tratados de extradição com o Irão e Afeganistão e a Convenção contra o Terrorismo da Organização de Cooperação de Xangai. Com a ratificação destes tratados, que já tinham sido assinados por representantes iranianos e afegãos, já são 36 os países com os quais China tem acordos de extradição. Com o sinal verde da ANP, agora os documentos serão enviados ao Conselho de Estado para serem sancionados.
O tratado com o Afeganistão foi assinado em Setembro de 2013 em Pequim, e o do Irão em Teerã em Setembro de 2012. Além disso, a ANP aprovou a Convenção contra o Terrorismo da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), a aliança regional que inclui Rússia, China Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão. Hong Kong fica de fora desta convenção, assinada pelo então presidente da China, Hu Jintao, em Junho de 2009 na cidade russa de Yekaterimburgo, assinalou a agência estatal “Xinhua”. Estes acordos foram ratificados na última reunião do ano da ANP, após uma semana de deliberações, quando também foi dado sinal verde à criação de três zonas de comércio-livre nas províncias de Cantão e Fujian e na cidade de Tianjin. A ANP também autorizou o governo chinês a flexibilizar a legislação para facilitar o investimento nestas novas zonas, que seguirão o modelo de Xangai, a única que existia até agora.
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polícia chinesa deteve 87 mil pessoas no âmbito da mega campanha, lançada no início do ano, contra o jogo e a prostituição, anunciou ontem o Ministério da Segurança Pública chinês.
Segundo um comunicado emitido pelo Ministério, a polícia fechou mais de 37 mil processos-crime relacionados com jogos de azar e com a comercialização de serviços sexuais durante este ano.
O organismo oficial tornou públicos 20 dos 37 mil delitos, incluindo casos de prostituição organizada em centros de lazer e plataformas na Internet, bem como a criação de casinos e serviços de apostas transfronteiriças, entre outros. Cantão, vizinha de Macau e de Hong Kong, foi um dos principais palcos da campanha, uma vez que só nesta província do sul da China foram levadas a cabo mais de 30 mil detenções. Em Fevereiro, a imprensa e as redes sociais fizeram eco de uma mega rusga que teve lugar em Dongguan (Cantão), conhecida como a “capital do sexo” e que resultou na detenção de 67 pessoas e no encerramento de 12 supostos bordéis, incluindo hotéis e centros de massagens que oferecem o que, na linguagem popular, se designa por “final feliz”.
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Taiwan Antiga vice-presidente em greve de fome
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A louca da casa
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antiga vice-presidente de Taiwan Annette Lu, do independentista Partido Democrata Progressista (PDP), iniciou uma greve de fome para pedir a libertação, por motivos médicos, do ex-presidente Chen Shui-bian, do seu partido, que cumpre pena de prisão por corrupção. Lu, que iniciou a greve de fome no domingo, disse hoje não ter prevista uma data para finalizar a acção e que quer ver “se o Presidente Ma Ying-jeou é um animal de sangue frio” e
continua sem responder aos pedidos para a libertação de Chen. A ex-vice-presidente de Taiwan afirmou antes, em comunicado, que decidiu declarar-se em greve de fome porque “não são prestados [a Chen] adequados cuidados médicos na prisão” e que a sua condenação foi “politicamente motivada”. Chen Shui-bian, Presidente de Taiwan entre 2000 e 2008, condenado a 20 anos de prisão por crimes de corrupção e falsificação de documentos, na cadeia
Vice-presidente na posse de Dilma Rousseff
O vice-presidente chinês, Li Yuanchao, representará a China na cerimónia de posse do segundo mandato de Dilma Rousseff na chefia do Estado brasileiro, na próxima quinta-feira, anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Li Yuanchao viajará para o Brasil como “representante especial do Presidente Xi Jinping”, indicou a porta-voz do MNE chinês Hua Chunying. A China tornou-se em 2009 o maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos, e os líderes dos dois países encontram-se pelo menos uma vez por ano na cimeira BRICS, bloco de cinco grandes economias emergentes que inclui também a Rússia, Índia e África do Sul.
Dez mortos após queda de andaime
Dez pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas ontem na sequência da queda de um andaime de obras numa escola secundária de Pequim, informou a agência oficial chinesa. O acidente ocorreu por volta das 08:30 na escola Tsinghua, no norte da capital chinesa, indicou a agência Xinhua, citando fontes locais. Os quatro feridos foram transportados para o hospital mais próximo da escola ligada à Universidade de Tsinghua, a mais prestigiada da China.
há seis anos, padece de várias doenças e pediu liberdade provisória por razões médicas duas vezes este ano. O Ministério da Justiça, após receber o último pedido de Chen e um relatório médico independente, está a considerar permitir ao antigo Presidente taiwanês a possibilidade de passar um mês fora da prisão, período renovável em caso de necessidade, mas ainda não anunciou uma decisão final a esse respeito. Chen, que sempre se declarou inocente relativamente aos crimes pelos quais foi condenado, escreveu recentemente uma carta ao Presidente Ma em que lhe pede que lhe seja concedida liberdade por motivos de saúde. O Presidente de Taiwan considera que a liberdade provisória de Chen é uma questão de foro médico que deve ser estudada pelas autoridades prisionais e que um perdão não se afigura adequado, uma vez que o ex-chefe de Estado não reconheceu a sua culpa.
Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 1ª vez do ano 2015
(1)
Fins O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM.
(2)
Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.
(3)
Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.
(4)
Valor de Apoio Financeiro (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)
(5)
Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Alínea (2) do número anterior
(6)
Todo o ano A partir do dia 2 de Janeiro de 2015 até 2 de Março de 2015 (O próximo pedido será realizado no dia 4 de Maio de 2015 ao 15 de Maio de 2015)
Forma do Pedido Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004,《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov., para o FDCT. Endereço do escritória: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n° 411-417, Edf. “Dynasty Plaza” 9° andar, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www.fdct.gov.mo.
(7)
Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》. O Presidente do C. A. do FDCT, Ma Chi Ngai 2014 / 12 / 30
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ócios / negócios
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Fai-D Fai-D, entrega de comida ao domicílio Sérgio Almeida, fundador
“O meu plano é não cobrar nada aos consumidores” Fai-D Fai-D. Assim se chama a nova – e até agora, a única – empresa de entrega de comidas e bebidas ao domicílio. O serviço quer-se gratuito para os consumidores e a empresa caracteriza-se como “pioneira na entrega de comida”
O desenvolvimento da Fai-D Fai-D passa agora por “educar o mercado”, mostrando às pessoas que há uma nova opção para quem tem poucas horas para almoçar, está longe do centro ou simplesmente não gosta de restaurantes atolados de gente em hora de ponta
Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
F
oi Sérgio Almeida quem fundou a Fai-D Fai-D, empresa de entrega de comidas e bebidas. Isso mesmo, uma empresa inteiramente dedicada à entrega de pratos de conhecidos restaurantes locais à morada pretendida. A ideia de criar um serviço do género surgiu em Pequim, onde Sérgio viveu durante seis anos até voltar para Macau, no ano passado. “A ideia surgiu pouco antes de voltar para cá, quando soube que havia uma empresa que entregava comida no prazo máximo de uma hora”, disse o fundador ao HM. Sérgio Almeida tem esperança de poder continuar a fazer entregas a custo zero para os consumidores, já que o negócio acontece com os restaurantes directamente. “Há vários modelos [de negócio] que podem ser empregues e o meu plano é não cobrar nada aos consumidores”, referiu o fundador. Para já, a Fai-D Fai-D encontra-se em fase experimental, mas “o feedback tem sido muito bom”, confessa Sérgio Almeida ao HM. A empresa começou a funcionar na semana passada, com a ideia a ser já cozinhada desde meados deste ano.
Como funciona?
A internet parece ser, na era contemporânea, a mais potente e veloz plataforma de expansão de informação e foi também nisso mesmo que o português radicado em Macau pensou. É que a Fai-D Fai-D funciona totalmente online. O cliente tem apenas de escolher o prato desejado – de entre a oferta visível na página ou de restaurantes que conheça, já que a empresa criou recentemente essa possibilidade –, colocar no “cesto de compras”, referir a morada de entrega e esperar pelo toque de campainha.
Durante esta fase experimental, o serviço funciona das 11 às 15 horas na península de Macau e das 18 às 22 horas na ilha da Taipa, estando disponível às horas de almoço e jantar. Os consumidores – na sua maioria portugueses – podem ainda optar pelos dois novos serviços oferecidos: ‘Entrega Premium’ e ‘Entrega Agendada’. Ambos se focam em produtos alimentares e o primeiro é pago, mas permite que o cliente possa escolher comida de qualquer estabelecimento. O valor do serviço dependerá da distância e do volume de comida pedido. A opção da ‘Entrega Agendada’ prevê a encomenda antecipada de artigos como bolos de aniversário ou caixas de garrafas de vinho. Todas estas informações estão disponíveis no website oficial da Fai-D Fai-D, bem como na página de Facebook da empresa. Actualmente e até pelo menos final deste ano, os serviços acima referidos
são pagos no acto de entrega, mas Sérgio Almeida espera que seja implementado, “muito brevemente”, o serviço de pagamento online, através de cartão.
Obstáculos vários, esperanças muitas
A esperança parece ser, neste caso, a primeira a nascer, já que a empresa é ainda de pequena dimensão, mas tem já pernas para andar. “Estamos a tentar crescer de forma orgânica”, explica Sérgio, referindo que o intuito é evoluir passo a passo. No entanto, há, como em qualquer negócio, obstáculos a ter em conta. “Diria que a mão-de-obra é capaz de ser o maior problema”, diz Sérgio. Neste momento, o fundador trabalha com mais dois colaboradores que ajudam nas entregas de mota e um investidor local, que actualmente não se encontra a viver em Macau. “Às vezes os locais não querem trabalhar em serviços como estes e é complicado funcionar com o sistema
de ‘blue card’”, confessa. Ainda assim, Sérgio Almeida mostra-se confiante: “Há restaurantes que têm alguma dificuldade em encontrar alguém que não peça um salário elevado para se dedicar apenas à entrega ao domicílio e muitas vezes o volume de entregas não justifica ter alguém a tempo inteiro”. Nesta perspectiva, a Fai-D Fai-D vem preencher um espaço em falta no mercado local. A empresa é, contudo, ainda um embrião que se espera que cresça bastante nos próximos tempos, já que planeados estão a actualização do website para uma versão bilingue – actualmente existe apenas em inglês – com língua chinesa. “Tenho dúvidas de que as formas tradicionais de marketing funcionem em Macau, mas estou confiante nas plataformas online”, justifica o fundador ao HM, sobre a forma de publicitar este novo e exclusivo serviço no território. O desenvolvimento da Fai-D Fai-D passa agora por “educar o mercado”, mostrando às pessoas que há uma nova opção para quem tem poucas horas para almoçar, está longe do centro ou simplesmente não gosta de restaurantes atolados de gente em hora de ponta. “Numa fase inicial, o custo por aquisição de cliente pode ser um pouco alto, mas eventualmente há-de descer bastante e as coisas ficarão mais equilibradas”, colmata o fundador da empresa que parece ter já ter cabeça, tronco e membros para palmilhar Macau. De mota e quiçá até de carrinha, um dia.
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C i n ema
night at the museum: secret of the tomb Sala 1
night at the museum: secret of the tomb [B]
• Diariamente
Um filme de: Shawn Levy Com: Ben Stiller, Robin Williams, Owen Wilson 14.15, 18.00, 19.45, 21.30
Cotai Winter
Venetian Lagoon, Cotai Entrada livre
Sala 2
paddington [3d] [b]
Um filme de: Peter Jackson Com: martin John Christopher Freeman, Ian McKellen 14.00, 16.30, 21.30
MGM Resort
the hobbit: battle of the five armies [3d] [C]
Entrada livre
paddington [b]
(Falado em cantonês) Um filme de: Michael Hoffman Com: Michelle Monaghan, James Marsden, Luke Bracey 16.00
the hobbit: battle of the five armies [C]
Exposição de sândalo vermelho (até 22/03)
Sala 3
(Falado em cantonês) Um filme de: Don Hall, Chris Williams 16.00
big hero 6 [A]
(Pista de gelo e actividades)
Com: Martin John Christopher Freeman, Ian McKellen 19.00
Um filme de: Peter Jackson
(Falado em cantonês) Um filme de: Michael Hoffman Com: Michelle Monaghan, James Marsden, Luke Bracey 19.45, 21.30, 21.30
big hero 6 [b]
(Falado em cantonês) Um filme de: Don Hall, Chris Williams 14.00, 17.45
Exposição de pintura “113º 55’ E 21’ 11’N”, de Sofia Areal (até 12/01) Casa Garden Entrada livre Exposição “Beyond Pixels” de Victor Marreiros (até dia 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio Entrada livre
Aconteceu Hoje
Exposição Pássaros de Macau,
EUA dão tréguas ao Vietname do Norte
de João Monteiro (até dia 29/12) Consulado-geral de Portugal em Macau Entrada livre Exposição de pintura “Korean Art”, com Oh Young Sook e Kim Yeon Ok (até 15/02) Galeria Iao Hin Entrada livre Exposição de flores de “Bocas-de-Leão” (até dia 04/01) Casas-Museu da Taipa
h o j e h á f i l m e “Pearl Harbor” (Michael Bay, 2001)
Entrada livre
Projecção Mapping 3D (até dia 31/12)
Um filme americano, que retrata o ataque a Pearl Harbor em 1941. Um acto que chocou o mundo e afectou milhares de pessoas, colocando definitivamente os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial vira, assim, filme: o enredo é baseado na vida de dois ousados pilotos do Tennesse - Rafe MacCawley (Ben Affleck) e Danny Walker (Josh Hartnett). Ambos se alistam no exército, onde conhecem a enfermeira Evelyn (Kate Beckinsale), que acaba por travar um relacionamento com Rafe. Este, contudo, é dado como “morto” em combate, pelo que Evelyn e Danny iniciam um romance. Mas, Rafe volta da guerra e há mais à espera dele do que o namoro com o amigo e companheiro de exército. - Cecília Lin
• “Passado”: Museu das Ofertas sobre a Transferência
• Neste dia, em 1972, os norte-americanos promovem tréguas nos ataques aéreos ao Vietname do Norte. A Guerra do Vietname (ou ainda, segundo os vietnamitas, Guerra Americana) foi um conflito armado ocorrido no Sudeste Asiático entre 1955 e 30 de Abril de 1975. A guerra colocou em confronto, de um lado, a República do Vietname (Vietname do Sul) e os Estados Unidos, e, do outro, a República Democrática do Vietname (Vietname do Norte) e a Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). A China, a Coreia do Norte e, principalmente, a União Soviética prestaram apoio logístico ao Vietname do Norte, mas não se envolveram efectivamente no conflito. Em 1965, os Estados Unidos enviaram tropas para sustentar o governo do Vietname do Sul, que se mostrava incapaz de debelar o movimento insurgente de nacionalistas e comunistas, que se haviam juntado na Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). Entretanto, apesar de seu imenso poder militar e económico, os norte-americanos falharam em seus objectivos, sendo obrigados a retirarem-se do país em 1973, um ano depois de pararem com os ataques aéreos ao Vietname do Norte. Em Janeiro do ano seguinte, ocorre o acordo de Paris, estabelecendo o cessar-fogo, a retirada das tropas norte-americanas, a convocação das eleições gerais no Vietname do Sul e a libertação dos prisioneiros. Também neste dia, mas em 1999, o ex-Beatle George Harrison consegue defender a sua vida, mas é esfaqueado por um homem que invade a sua mansão em Londres.
de Soberania de Macau • “Presente”: Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Taipa • “Futuro”: Igreja de São Francisco Xavier, Coloane Das 20h30 às 22h30 Entrada livre
30 de Dezembro
fonte da inveja
João Corvo
O amor próprio é o mais estranho dos sentimentos.
opinião
hoje macau terça-feira 30.12.2014
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Manuel Carvalho In Público
A hora para Paulo Portas sair de cena
H
á crimes arquivados que não salvam os suspeitos de condenações políticas e Paulo Portas sabe disso melhor do que ninguém. O que ele faria nos tempos de O Independente se lhe chegasse às mãos um despacho como o que engavetou o nebuloso processo dos submarinos, não é difícil de imaginar. Mas como desta vez é ele quem está no centro do furacão por ser responsável, no papel de ministro da Defesa, por “ilegalidades administrativas”, por negociações “opacas”, pela “celebração de um contrato substancialmente diverso do adjudicado pelo Conselho de Ministros” ou por ter participado na introdução de uma contrapartida de valor “muitíssimo significativo” que “nem sequer foi objecto de qualquer relatório de avaliação”, é muito provável que assobie para o lado. O estrondo do texto dos procuradores, porém, é irrevogável e não se silencia com um simples sopro de ar. No próximo ano, até às legislativas, o vice-primeiro-ministro arrisca-se a ser atormentado pelos destroços que a infeliz investigação dos submarinos deixou à superfície. A carreira política que brilhantemente construiu algures entre a determinação executiva e a sobranceria moral, perdeu lastro. Portas tornou-se um problema para o CDS e para a coligação. Se o país está a mudar como muita boa gente acredita, deixará de haver lugar para zonas cinzentas como as que Portas protagonizou nos submarinos. A condescendência perante anos e anos de abusos de poder, de contratos lesivos para o Estado e de negociatas rendosas para os bolsos de alguns ou para os cofres dos partidos, acabou. O nojo colectivo com o BES ou o estado de alarme causado pela detenção de José Sócrates certificaram na opinião pública a existência de um pântano moral que cresceu com o dinheiro fácil da Europa e com o despesismo do Estado. É provável que a bulimia cívica dos últimos anos dê lugar à contestação. Se não nas ruas, ao menos nas urnas. Portas tornar-se-á assim um alvo fácil. Ele não é acusado de nada, nem sequer foi arguido, mas o que está em causa não são julgamentos do foro criminal. É a sua credibilidade e a sua transparência. São as suas decisões enquanto ministro que o envergonham. São os estilhaços de um negócio ruinoso para o país que o atingem. Como escreveu Francisco Teixeira da Mota no PÚBLICO, “nenhum português tem dúvidas que houve pagamento de luvas” nesse processo. Lê-se no despacho que a “prática de ilegalidade não tem, necessariamente, de
configurar a prática de crime”, o que obriga a dar como arrumado o caso judicial. Mas se nada lhe há a apontar nessa esfera, tudo o que fica no ar é imenso se, como se suspeita, houver um mínimo de empenhamento cívico para tornar a vida pública mais saudável e a democracia mais exigente. São de resto os procuradores que assinaram o arquivamento a incentivar essa atitude, ao citar actos censuráveis e ilegalidades que não deram em crimes por erros grosseiros da investigação, por falta de colaboração das autoridades alemãs ou dos paraísos fiscais ou pelo miserável desaparecimento de documentos do Ministério da Defesa. Como escreveu João Semedo no PÚBLICO, o despacho de arquivamento não impõe por si só “a absolvição dos investigados”. Política, sublinhe-se. Mesmo aplicando todas as margens de segurança que se exigem a um julgamento na opinião pública, a crueza dos factos é demasiado evidente para que Portas seja merecedor do grau de confiança que qualquer candidato a cargos públicos tem de merecer. Ele exorbitou do mandato de negociador que lhe foi atribuído, ele foi cúmplice na negociação de compensações que acabaram, via Escom, no bolso de banqueiros ou em parte incerta, ele foi responsável pela história das contrapartidas, ele é recordado por ter
levado para casa centenas ou milhares de documentos quando deixou o Ministério. São empenhos a mais num caso tão nauseabundo. Portas está entalado com o despacho e terá dificuldades em fazê-lo esquecer. O país acusado de viver “acima das suas possibilidades” não entende o contraste de um caso que implicou condenações na Alemanha e apenas absolvições em Portugal; fala nas conversas mais triviais da fortuna em comissões pagas aos Espírito Santo ou as que acabaram em bolsos insondáveis; lembra-se do episódio do distinto militante do CDS Jacinto Leite Capelo Rego a de-
O despacho de arquivamento deixou escrito num papel com a chancela da Justiça que ele não agiu como se exigia a um ministro de Portugal. Fez dele uma menosvalia, uma companhia que traz mais problemas que vantagens
positar dinheiro nas contas do partido. O conservadorismo que teve em Portas um dos seus paladinos odeia agressões éticas e subscreve o combate aos “privilégios nas mãos de alguns com prejuízo para todos”, como referiu Pedro Passos Coelho na sua mensagem de Natal. A esquerda que adora odiá-lo vai servir o caso no próximo ano com especial prazer. E entre uns e outros, os eleitores comuns vão concordar que o tempo de Portas é o passado. Com a campanha eleitoral no horizonte, Passos gostaria de poder incluir o tema da limpeza do regime na agenda. A detenção de José Sócrates, sendo um alvo perigoso por fazer ricochete, é ainda assim um tema irresistível. Por muito que a façanha da resolução do caso BES cause prejuízos financeiros ao país, o primeiro-ministro teve a coragem de bater o pé e deixar cair o banqueiro do regime e, com maior ou menos dificuldade, passou ao lado da Tecnoforma e dos vistos gold. Mas enquanto tiver Portas a seu lado, jamais lhe passará pela cabeça atacar o partido que produziu um primeiro-ministro detido por suspeitas de corrupção ou até os negócios danosos dos governos do PS. Como escreveu Pacheco Pereira num artigo incisivo e esclarecedor no PÚBLICO, “se na coligação permanecer Paulo Portas, e se entretanto depois deste despacho não sair do Governo, não há frase contra as PPP que não possa ser rebatida com os submarinos, porque, em ambos os casos, os governantes não defenderam o bem público a que estavam obrigados”. Paulo Portas tem por isso razões de sobra para saber que jamais sobreviverá incólume aos ataques que o esperam. O despacho de arquivamento deixou escrito num papel com a chancela da Justiça que ele não agiu como se exigia a um ministro de Portugal. Fez dele uma menos-valia, uma companhia que traz mais problemas que vantagens. Tornou-se o seu Waterloo. Um pouco de bom senso e respeito pelo país levá-lo-iam a admitir que está na hora de libertar o CDS e o seu parceiro de coligação dos seus ónus e encargos. A sua presença na política lembrará sempre um passado de facilitismo e irresponsabilidade que ajudou a empurrar o país para a falência. A bem da decência e da transparência, está na hora de mudar de vida, por muito que receie ver o “seu” partido tornar-se um apêndice do PSD, por muito que lhe custe ver-se incluído no rol dos que, como Sócrates ou Ricardo Salgado, se tornaram os símbolos do ajustamento ético em curso no país. Quem fez o que fez no caso dos submarinos já não tem nada a fazer no país. A não ser alimentar as “nuvens negras” que Passos Coelho acredita terem desaparecido do país neste final de ano.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Cecília Lin; Filipa Araújo; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau terça-feira 30.12.2014
Escolas 2,5 milhões em estudo sobre alimentação
cartoon por Stephff
sem esperança no voo QZ 8501
O Governo vai gastar 2,5 milhões de patacas para a realização, pela Universidade Chinesa de Hong Kong, de um estudo sobre ambiente alimentar nas escolas locais e estado nutricional dos alunos no presente ano lectivo. De acordo com anúncio publicado em Boletim Oficial, o estudo deverá prolongar-se por mais do que um ano, estando assim cerca de 1,2 milhões de patacas destinadas a ser pagas este ano e outros 1,2 no próximo.
SMG Novo ano, novo website
A Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) vai inaugurar a nova versão do seu website já amanhã. De acordo com comunicado da entidade, a nova página electrónica pretende ser uma actualização daquela já existente, contendo dados sobre a meteorologia local em tempo real, como a temperatura e a qualidade do ar. Em Abril foi lançada a versão experimental, pelo que agora os SMG apresentam a final e definitiva, em português, inglês e chinês.
Kim Dotcom sentencia fim do Skype
Kim Dotcom, o sempre polémico fundador do Megaupload e actual proprietário do Mega, sistema de armazenamento em nuvem, acaba de anunciar, via Twitter, que vai disponibilizar um serviço de chamadas de vídeo e transferência de arquivos baseado num browser completamente focado na privacidade, com toda a informação encriptada. E para não deixar dúvidas de com quem pretende competir, Dotcom completa o seu tweet com um «tchau tchau Skype». Desde o seu regresso aos negócios online e da fundação do Mega, o empresário tem-se mostrado bastante partidário de defender a privacidade dos seus clientes e esse é sempre o ponto mais central dos seus anúncios. Desta vez não foi diferente, com um novo tweet, Dotcom ataca novamente o Skype, dizendo que nenhum serviço que se localize nos EUA pode ser confiável, uma vez que eles «não terias escolha» e seriam obrigados a ter uma «porta dos fundos» para acesso do governo (leia-se NSA). Os serviços do Mega estão localizados na Nova Zelândia, o que, teoricamente, isentá-los-ia desse tipo de problema.
Grécia Parlamento abre caminho a eleições O parlamento da Grécia voltou ontem a não conseguir eleger um Presidente, pela terceira vez, e deverá convocar eleições legislativas antecipadas, noticiaram agências internacionais. O candidato apresentado pelo Governo, o ex-comissário europeu e várias vezes ministro grego Stavros Dimas, obteve o voto favorável de 168 dos 300 deputados, menos 12 do que os 180 necessários para ser eleito, segundo uma contagem feita pela agência France Presse. A Constituição da Grécia estipula que a não eleição do presidente ao fim de três rondas implica a dissolução do parlamento nos próximos 10 dias ed a convocação de eleições legislativas antecipadas.
Talibã declaram «derrota» dos EUA
Air Asia Objectos avistados não pertencem ao avião
Algures no fundo do mar O s objectos avistados durante a busca do avião desaparecido da Air Asia não pertencem ao mesmo, anunciou esta segunda-feira o vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, desmentindo informações de que um aparelho de vigilância australiana havia detectado alguns destroços que poderiam ser do voo. «Foi verificado e não há provas suficientes para confirmar estas informações», disse Kalla. Quinze barcos e 30 aviões participam das operações de busca na zona, acrescentou. «Não é uma operação fácil, sobretudo no mar e com um tempo como este», disse a fonte. Até ao momento as buscas concentram-se numa mancha de óleo descoberta em frente à ilha de Belitung, no mar de Java, disse um porta-voz da Força Aérea da Indonésia, Hadi Tjahjanto. «Estamos a verificar se trata-se de avtur (um combustível para aviões) do avião da Air Asia», disse o porta-voz. A Austrália, Singapura e Malásia mobilizaram aviões e barcos para ajudar na busca do voo QZ8501 da Air Asia, que desapareceu no mar de Java quando voava rumo a Singapura. A grande hipótese que preside aos esforços de resgate é a de que o aparelho se terá despenhado no oceano.
“Baseado nas coordenadas que nos foram dadas e na avaliação de que a posição de queda estimada foi no mar, a hipótese é de que o avião está no fundo do mar”, declarou o chefe da equipa de buscas, Bambang Soelistyo, durante uma conferência de imprensa em Jacarta. Dois aviões militares C-130 Hercules da Força Aérea indonésia têm concentrado as buscas na área a nordeste da ilha de Bangka, entre Java e Singapura. Em auxílio das autoridades indonésias, a Austrália, a Malásia e Singapura enviaram barcos e aeronaves para a zona. A China também se ofereceu para reforçar as buscas e foram aceites as propostas dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França para apoiar as buscas debaixo de água, diz a Reuters.
Se a hipótese avançada pelas autoridades indonésias se confirmar, o avião será facilmente encontrado, dada a reduzida profundidade na zona da queda, segundo Simon Boxall, um oceanógrafo entrevistado pela BBC. O especialista estima que “é provável que se obtenham respostas dentro de poucos dias”. As autoridades indonésias calculam que a profundidade do mar na zona perto das ilhas de Bangka e Belitung está entre os 25 e os 50 metros. O ano que está prestes a terminar foi altamente negativo para a aviação asiática. A este acidente juntam-se os dois que envolveram aviões da Malaysia Airlines. Em Março, o voo MH370, que seguia com 239 pessoas a bordo, desapareceu durante o percurso entre Kuala Lumpur e Pequim. Quatro meses depois, o voo MH17, da mesma companhia, foi derrubado enquanto sobrevoava o Leste da Ucrânia. O ano de 2014 foi também particularmente negativo para a alemã Allianz, que é a seguradora principal nas três situações. A empresa recusou-se a revelar as perdas causadas pelos acidentes, mas as estimativas apontam para um mínimo de cem milhões de dólares apenas por conta do voo da AirAsia. Este valor pode ainda ser superior caso se prove negligência por parte da companhia aérea.
Insurgentes dos talibã no Afeganistão declararam esta segunda-feira a «derrota» dos Estados Unidos e seus aliados na guerra de 13 anos, um dia depois de a coligação ter marcado oficialmente o fim da sua missão de combate. A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês), liderada pela NATO, vai passar para uma missão de apoio ao Exército e à polícia do Afeganistão, mais de uma década após a aliança internacional ter derrubado o governo dos talibã por abrigar os planeadores dos ataques de 11 de Setembro de 2001 em cidades norte-americanas. Embora os EUA e os seus aliados digam que a polícia e o Exército afegãos têm sido capazes de impedir que os talibã tomem território significativo, a violência disparou à medida que os insurgentes procuram ganhar terreno.
Filho envergonha Jackie Chan
Jackie Chan sente-se envergonhado pelo filho usar drogas e espera que um dia ele ensine outros sobre os perigos de usar essas substâncias, relatou a agência de notícias Xinhua. Jaycee Chan foi formalmente acusado de crime esta semana, o que significa que é quase certo que seja julgado. O jovem Chan, um actor e cantor de 32 anos, foi preso em Pequim este ano depois de um exame positivo para uso de marijuana. A polícia disse também ter encontrado cem gramas na sua casa. Chan também disse nunca ter usado as suas relações e conhecimentos para tentar ajudar o filho no processo, acrescentou a agência. Em Agosto, o pai desculpou-se publicamente pela prisão do filho. A China prendeu outras celebridades em meses recentes por conta de ofensas relacionadas a drogas. Tais crimes são alvo de penas duras na China, incluindo pena de morte e prisão perpétua nos casos mais graves.