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Ter para ler
Director carlos morais josé • sexta-feira 3 de maio de 2013 • ANO XII • Nº 2843
aguaceiros ocasionais min 18 max 22 hum 70-95% • euro 10.2 baht 0.2 yuan 1.2
h •
arcimboldo e os regimes da imagem
educação IFT ASSINA ACORDO COM A ONU
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rede móvel Área norte começa a ficar isolada
Telefone para que te quero
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É assumido pelas operadoras de rede móvel do território: é cada vez mais difícil falar ao telemóvel em zonas como a Areia Preta, Iao Hon ou Fai Chi Kei. A razão, adiantam, prende-se, essencialmente, com a falta de local para a colocação as estações base e outros dispositivos de transmissão de sinal. E claro, a distância muito curta para o continente. “Geograficamente a zona norte está adjacente a Zhuhai e não há qualquer zona tampão que possa separar os dois locais.” Dados da DSRT mostram que as queixas têm subido e as operadoras assumem mesmo que estamos perante uma “tendência crescente” e “inevitável”. Página 5
Património
Governo quer ser responsável pelas expropriações Página 2 pub
Venham mais cinco (séculos)
Juventude dinâmica
Futuro promete endurecimento das acções Página 3
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política
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Património IC será o responsável pelos processos, em caso de interesse público
Deputados pedem entidade independente Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
reunião de ontem sobre a análise da proposta de lei da salvaguarda do património cultural acabou com três opiniões divergentes quanto ao futuro processo de expropriação ou aquisição de locais classificados a favor do Executivo, caso se verifiquem situações de interesse público. Segundo a proposta de lei, o Instituto Cultural (IC) será responsável pela definição de critérios e a coordenação de todos esses processos, algo que originou críticas por parte dos deputados José Pereira Coutinho, Paul Chan Wai Chi e Gabriel Tong. Ao Hoje Macau, Coutinho
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
O
Campus de Mong Há do Instituto de Enfermagem do Kiang Wu recebeu novos equipamentos, cuja primeira prestação foi de oito milhões de patacas. A despesa foi paga pela Fundação Macau, que, no primeiro trimestre deste ano, atribuiu mais de 80 milhões de patacas em apoios financeiros. De acordo com dados publicados ontem no Boletim Oficial (BO), o subsídio foi dado à Associação de Beneficência do Kiang Wu e junta-se a mais 40 mil patacas para a Associação de Estudantes desse mesmo instituto. Dinheiro que serviu para cobrir os custos de uma actividade de intercâmbio e debate.
mostra-se contra o facto de ser uma entidade pública a estabelecer negociações com os proprietários, pertencentes ao sector privado. “É preciso clarificar as funções públicas e privadas, porque quando um funcionário público entra em negociações para a aquisição ou expropriação do património, essas funções não podem estar sob alçada do IC”. O deputado defende a criação de uma fundação, totalmente independente, para conduzir esses casos. Os seus restantes colegas do hemiciclo, e membros da 3.ª comissão permanente que analisa o diploma, pedem ao Governo que oiça o conselho do património cultural antes de realizar qualquer expropriação. “Antes de expropriar
Casa de vidro no Tap Seac começa a ser ocupada em 2014
tiago alcântara
Caberá ao Instituto Cultural definir critérios e negociar futuras expropriações ou aquisições de espaços culturais classificados a bem dos interesses públicos. José Pereira Coutinho, Gabriel Tong e Paul Chan Wai Chi defendem um grupo independente para essa função
Há muito que o Instituto Cultural (IC) anunciou a renovação da actual Casa de Vidro na praça do Tap Seac, e parece que o projecto está cada vez mais perto de ver a luz do dia. Segundo o director Ung Vai Meng, as obras deverão estar concluídas este ano e em 2014 as associações culturais deverão poder ocupar o espaço, depois de uma consulta de opiniões. “Estamos a preparar os planos de reparação e no final do ano vamos lançar uma auscultação pública para tentar introduzir algumas unidades culturais. As obras estarão concluídas até ao final do ano e esperamos que depois da sua conclusão as unidades culturais possam logo ocupar a casa de vidro”, explicou o director do IC à margem da comissão que debateu a lei da salvaguarda do património cultural.
há que ouvir os interessados e os proprietários. O Governo deve pedir uma opinião ao conselho do património cultural. Segundo a comissão, isso dará uma maior
credibilidade às decisões nos casos de expropriações ou aquisições”, explicou o deputado Cheang Chi Keong, presidente da comissão. Da parte do Executivo a reacção
Apoios financeiros Fundação Macau ajuda na compra de equipamentos para Instituto do Kiang Wu
Torneira sempre a pingar
Na lista dos mais beneficiados com o dinheiro dado pela Fundação Macau está ainda o Centro Incubador de Novas Tecnologias de Macau, que recebeu 7,900,000 patacas para custear “parcialmente as despesas com o plano de três anos de incubação, investigação e desenvolvimento de novas tecnologias de Macau”. No total, a Fundação Macau doou 80,550,499 patacas, um valor inferior ao trimestre anterior – de Outubro a Dezembro do
ano passado – em cerca de 42 milhões de patacas. Na lista dos apoios mais elevados, estão ainda diversas doações de quase oito milhões de patacas para bolsas de estudo, de mérito e específicas para cada curso. Os dados não mostram a que instituições foi atribuído o montante, mas refere que mais de um milhão de patacas foi alocado para estudantes não-residentes de Macau e dos países lusófonos. Quatro milhões e 250 mil patacas foi o valor que
a Casa de Portugal em Macau recebeu da Fundação Macau. Dinheiro que, de acordo com os dados do BO, serve para custear parcialmente as despesas com o plano de actividades deste ano. À parte de mais de um milhão e cem mil patacas para a Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), para custear o plano de actividades deste ano, a Fundação Macau doou ainda dois milhões e meio de patacas à Associação
de Apoio aos Deficientes Mentais de Macau, para o mesmo efeito. Também a União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, presidida pelo deputado Chan Chak Mo, consta, como habitualmente da lista, e recebeu três milhões de patacas para estas actividades. As receitas da Fundação Macau provêm de dotações no valor de 1,6% dos lucros do jogo e de outras atribuídas pelo Governo.
foi “positiva”, segundo o deputado. “É de admitir a hipótese de ouvir o conselho, é uma norma que existe na lei portuguesa”, disse ainda.
Fiscalização com mecanismo velho
No que diz respeito à fiscalização dos processos de expropriação, já existe um mecanismo na actual legislação, intitulado mecanismo de cálculo dos imóveis expropriados. Contudo, os deputados pedem que o Governo “observe as normas vigentes” porque “está em causa o erário público”. “Pedimos ao Governo para rever as atribuições, no sentido de rever as suas normas de funcionamento. Pedimos ainda ao IC para analisar as suas funções para ver se pode ser feito algum ajustamento”, disse Cheang Chi Keong. Tudo para existirem “orientações” e para que quer as expropriações ou aquisições “não sejam feitos a seu bel-prazer”. Questionado sobre a possibilidade de vir a criar um novo mecanismo de fiscalização, com maior independência face ao Executivo, Cheang Chi Keong garantiu que se trata “de uma questão complicada”, porque, com a criação de novas regras, “nem em 2019 teríamos a lei pronta”.
sexta-feira 3.5.2013
política
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1.º de Maio “Acordo de cavalheiros” com PSP terá sido quebrado
Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
A
inda no rescaldo das manifestações do 1.º de Maio, a Juventude Dinâmica de Macau (JDM) realizou ontem uma conferência de imprensa sobre os incidentes ocorridos no percurso. Segundo Lei Kuok Keong, presidente da associação, o objectivo da iniciativa junto à sede do Governo era apenas mostrar fotografias ao Chefe do Executivo e a entrega de cartas a pedir mais medidas para responder às necessidades dos jovens. Tal acção foi negada pela Policia de Segurança Pública (PSP). Os jovens queixam-se de violações ao percurso previamente decidido. A direcção da JDM diz ainda que não põe de parte a possibilidade de ser mais forte nas acções de rua no futuro, dada a “antipatia” mostrada pela PSP nesta manifestação. “O grupo de cristãos também tinha uma carta
tiago alcântara
Juventude Dinâmica promete acções mais duras no futuro
para entregar junto do Governo, mas como os policias não os deixaram fazer isso, estamos a pensar noutras formas de comunicar o que queremos. Já é a quarta vez que
E os manifestantes do Sin Fong Garden? Através de um comunicado enviado às redacções, a PSP assume falhas internas de comunicação no caso das 200 pessoas que se manifestaram junto à sede do Governo, para entregar uma carta ao Governo no âmbito do caso do edifício Sin Fong Garden. Segundo as autoridades, se esses moradores estiveram na rua sem a policia colocar um travão, foi porque a acção não correu como planeado. “A PSP apenas permite que alguns representantes entreguem a carta na sede do Governo, mas como houve falhas na comunicação na situação dos moradores do Sin Fong Garden, isso resultou na reunião de 200 pessoas. Vamos fazer uma revisão para investigar o incidente, por forma a evitar que incidentes similares aconteçam novamente.”
participamos nas manifestações do 1.º de Maio, mas nunca tivemos resposta do Governo. Preferimos desta vez entregar os requisitos aos departamentos, mas estou muito desapontado com a parte final desta manifestação. Considero que foi uma armadilha da parte deles”. O membro da direcção da JDM aponta que é possível que venham a recorrer a meios judiciais ou administrativos por forma a fazerem reclamação do que chamam “violação do acordo”.
PSP diz que investiga
Segundo o canal chinês da Rádio Macau, o subcomissário da PSP, Wong Chio Man, disse que a po-
lícia apenas reagiu de acordo com as necessidades reais e que houve um ajuste de acções para manter o equilíbrio nas ruas. “O despacho não mostra a permissão de passar a rua”, não tendo prestado mais informações. Quanto à suspeita dos policias terem proferido palavrões, Wong Chio Man disse que o caso ainda se encontra sob investigação e que, para já, não existem “provas óbvias” de que as autoridades disseram essas palavras. Contudo, o subcomissário garante que se tal vier a provar ser verdade que vai levar a cabo os “procedimentos disciplinares relevantes”. Pediu ainda para que o público e os meios de comunicação social possam fornecer mais informações às autoridades para ajudar nessa mesma investigação. No encontro com os media ocorrido ontem, a direcção da JDM disse que a PSP “quebrou a promessa” no itinerário, que terá sido alvo de mudanças pela PSP. “Não nos deixaram passar junto à avenida Horta e Costa, onde queríamos ir para entregar uma carta no Conselho de Consumidores. Tudo bem, aceitámos as explicações da policia que disse que havia muitas lojas e escolas, e que poderia causar confusão. Mas dissemos que queríamos mesmo passar junto à avenida do lago Nam Van mas não no passeio. Os policias sabiam e não deram nenhuma resposta positiva. O que eles fizeram foi violar o acordo de cavalheiros que tinha sido feito”, acrescentou Lei Kuok Keong.
Apresentação dos cheques é hoje
Segundo o porta-voz de Conselho Executivo, Leong Heng Teng, o Governo revela hoje o novo plano para o cheque pecuniário. Este ano, o valor do cheque para os residentes permanentes é de oito mil patacas, enquanto os nãopermanentes vão receber 4800 patacas. O Governo vai gastar um total de cerca de 4,88 mil milhões de patacas com o Plano de Comparticipação Pecuniária. No ano passado, o Governo os residentes começaram a receber os cheques a partir de Maio. Para este ano, não se sabe ainda o calendário, que ficará a ser conhecido hoje. - C.L.
Chan Meng Kam já tem número dois
Ontem, no cocktail do quinto aniversário da Aliança do Povo de Instituição de Macau, o presidente da associação - Si Ka Lon - afirmou aos jornalistas que ia ser número dois da lista de Chan Meng Kam para a eleição da Assembleia Legislativa este ano. Si Ka Lon espera lutar pelos cidadãos de base, da classe média e dos jovens. - C.L.
Altos cargos governamentais Vítor Ng, Philip Xavier e José Chu renovam funções na comissão que avalia pedidos
Agarrar cadeiras fora da Administração Rita Marques Ramos
rita.ramos@hojemacau.com.mo
O
s membros que até agora constituíram a Comissão de Apreciação de Pedido Relativos ao Exercício de Actividade Privada por parte dos ex-titulares dos Principais Cargos mantêm-se por mais dois anos. Vítor Ng, ex-presidente da Fundação
Macau, lidera a comissão composta por José Chu, director dos serviços de Administração e Função Pública, e Philip Xavier, advogado e ex-deputado nomeado, e vêem assim os seus cargos renovados a partir de sexta-feira. A comissão, criada em Abril de 2011, é responsável pela análise aos pedidos dos secretários e
directores dos serviços para trabalharem no sector privado já que, desde 1999, ano da transferência de soberania, nos seis meses subsequentes à cessação da sua comissão de serviços, os titulares de altos cargos públicos podiam solicitar a autorização prévia do Chefe do Executivo - a quem até há dois anos compe-
tia exclusivamente esta função - para trabalharem no privado. No entanto, quando criada por despacho esta comissão, Chui Sai On disse que o pedido pode ser indeferido se entender que “tal exercício poderá prejudicar a imagem de isenção, integridade e imparcialidade da Administração”. A esta comissão com-
pete ainda analisar e emitir parecer sobre os pedidos de autorização para o exercício de actividades privadas após a cessação de funções por parte dos ex-titulares do cargo do Chefe do Executivo. Além elaboração dos princípios e critérios susceptíveis da recusa de autorização para o exercício de actividades da recusa de autorização.
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política
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Caso La Scala Serviços médicos de Hong Kong não estão satisfeitos com junta médica de Macau
Joseph Lau terá diabetes Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
s autoridades médicas de Hong Kong consideram que o Governo de Macau não tem autorização para enviar uma junta médica ao território vizinho, para analisar Joseph Lau, o empresário de Hong Kong acusado de corrupção. Depois de mais um adiamento do julgamento que junta oito arguidos envolvidos no quarto caso conexo ao do escândalo de corrupção do ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes, a imprensa de Hong Kong- nomeadamente, o The Standard, - afirma que a decisão do Tribunal Judicial de Base não caiu bem. “Os hospitais locais nunca receberam pedidos como este”, diz o jornal citando a Autoridade Hospitalar da RAEHK. “Se alguma vez se obtiver tais requerimentos, a autoridade decidirá o que fazer após consulta jurídica.” pub
As autoridades da região vizinha consideram que Macau não tem competência para submeter Joseph Lau a um exame médico em Hong Kong. Recorde-se que, na segunda-feira, o colectivo de juízes decidiu avisar o advogado de Lau que esta seria a última vez que a justificação da ausência poderia chegar em forma de atestado médico, sendo que “devido ao conteúdo do atestado ser semelhante ao primeiro” – utilizado para adiar o julgamento -, então seria enviada uma junta médica para que o arguido fosse analisado por médicos do território e não privados. De acordo com as traduções que são feitas em tribunal, nunca foi possível à imprensa portuguesa perceber de que doença sofre o arguido de Hong Kong. A última audiência dava conta de que seria uma “doença que qualquer homem da sua idade pode ter”, o que, de acordo com o The Standard, é a diabetes.
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Venda suspensa dos apartamentos Em Junho do ano passado, o South China Morning Post dava conta da suspensão de venda dos apartamentos do La Scala pelos quiosques de Hong Kong, mas em Macau continuavam a ser aceite as marcações para visitar o apartamento-modelo. Os agentes imobiliários usavam o argumento de que o Governo ainda não tinha anunciado qualquer decisão quanto à reversão dos terrenos, mas mesmo sem isso ter acontecido, a venda das casas do La Scala foi já suspensa. O Hoje Macau tentou fazer a marcação de uma visita ao edifício, mas uma agente imobiliária da promotora do La Scala, a Chinese Estates Holdings, disse que os apartamentos não poderiam ser vendidos “por a empresa não estar preparada para o fazer”. O website da empresa, contudo, continua a fornecer todas as informações sobre o La Scala e a publicitar os apartamentos sem qualquer aviso de que estes não estão ainda construídos e de que foi declarada nula a concessão dos terrenos pelo Governo.
Especulação política A imprensa de Hong Kong especula ainda que o adiamento constante do julgamento de Joseph Lau – a ser julgado por corrupção no Tribunal Judicial de Base de Macau – possa estar dependente de uma questão política. De acordo com o Oriental Daily, jornal em língua chinesa da região vizinha, diz que as autoridades de Macau estão com medo de que o início do julgamento possa pôr a descoberto “pessoas mais sensíveis”. A reportagem, citada ainda pelo Macau Daily Times, sugere que possa ser o próprio Chefe do Executivo de Hong Kong a intervir no adiamento, uma vez que terá sido visto acompanhado pelo irmão de Lau em Macau, numa visita ao projecto do La Scala.
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Comunicações DSRT recebeu 23 queixas em 2012. CTM fala em “tendência crescente”
Morar na zona norte sem rede de telemóvel Andreia Sofia Silva
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Direcção dos Serviços para a Regulação das Telecomunicações (DSRT) tem vindo a receber queixas de clientes do serviço de telemóvel pela falta de rede na zona norte, nomeadamente naAreia Preta ou no bairro do Iao Hon. Dados fornecidos ao Hoje Macau falam de 23 queixas só no ano passado, sendo que até Abril último foram cinco. Do lado das operadoras o descontentamento também se faz sentir. Só a Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) afirma que, em 2012, recebeu uma média de 20 queixas por mês relacionadas apenas com casos nesta zona do território. Para além disso, “tem vindo a observar uma ligeira tendência do crescimento do número de queixas no primeiro trimestre de 2013”, dado que os moradores se mostram “mais preocupados com a implementação das unidades móveis nos edifícios onde residem”. Tanto a DSRT como as operadores contactadas pelo Hoje Macau apontam que “é inevitável” existir a perda de rede e a transferência de sinais entre a RAEM e a China. “Geograficamente a zona norte de Macau está adjacente a Zhuhai e não há qualquer zona tampão entre as duas, como por exemplo montanhas altas, que possam separar
Rita Marques Ramos
rita.ramos@hojemacau.com.mo
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ais de duas horas de reunião ontem ao final da tarde mas poucos resultados. O que saiu da primeira reunião da Comissão de Avaliação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública, depois da entrada em vigor dos novos salários da Administração a 1 de Maio, prende-se essencialmente com um documento intitulado por “Proposta de Enquadramento do Mecanismo de Ajustamento das Remunerações dos trabalhadores da Função Pública” cuja única novidade que traz prende-se com a comparação salarial entre sector público e privado, tomando como referência cerca de uma centena de empresas. Uma ideia que não convenceu dois dos membros do organismo. Um
Os moradores da zona norte do território têm vindo a queixar-se ao Governo e às operadores dos problemas existentes com as ligações móveis, devido à constante perda de rede e transferência de sinais entre Macau e Zhuhai. Ao Hoje Macau, CTM e Hutchison dizem ser “inevitável” a situação, mas afirmam estar a promover melhorias os dois locais. Tem existido um esforço de coordenação entre reguladores e operadores entre Macau e a China por forma a melhorar a cobertura dos sinais e a reduzir a transferência dos mesmos”, aponta o organismo.
Pedidas novas instalações
Outra das operadoras, a Hutchison, também conhecida por Rede 3, não avançou dados sobre as queixas recebidas por parte dos seus clientes, mas esclarece que têm vindo a “monitorizar de forma próxima a qualidade das ligações móveis na área, conduzindo testes de rede regulares e instalar estações base em locais afectados, como o edifício Cheng Chong ou na habitação pública Cheng I”. “Vamos continuar a realizar esse trabalho e promover a qualidade da nossa rede na zona”, acrescentou ainda a operadora. Segundo a CTM, muitos moradores têm exigido a mudança dessas estações base nos seus
prédios, por considerarem que provocam “uma degradação do desempenho da rede na zona”. Contudo, a operadora chama a atenção para o facto da “aquisição de locais é sempre um desafio não só para a CTM mas também para outras operadoras em Macau”. “Com a ajuda da DSRT e de alguns departamentos do Governo têm vindo a ser criadas algumas instalações móveis nas ruas, habitações sociais ou locais que são propriedade do Executivo, mas os problemas não conseguem ser resolvidos totalmente. Nós, como operadores, temos feito todos os esforços para melhorar os níveis de atendimento por forma a responder às expectativas dos clientes. Ao mesmo tempo contamos com o apoio dos residentes para alcançarmos esse objectivo”, acrescenta a CTM. Este é um aviso que está no condomínio Villa de Mer
Função Pública Uns querem comparar os salários da Administração com o sector privado
Não se mistura alhos com bugalhos, defendem outros dos quais Pereira Coutinho, que diz não puderem ser comparados. “O sistema público é transparente porque os índices, as regalias e os subsídios são do domínio público e facilmente se chega à conclusão de quanto ganha um trabalhador da função pública enquanto no sector privado constitui matéria comercial a forma de contratar e manter nas fileiras os seus trabalhadores”, explica o presidente da ATFPM, membro da comissão de avaliação. “E fico contente com o facto
de o membro Ho Teng Iat também não ter concordado com essa metodologia [...] ela acha que as pequenas e médias empresas ainda vão ficar mais prejudicadas, na sua óptica, já sofrem muito com as rendas altas e a falta de mão-de-obra.” Em cima da mesa desta reunião apelidada de “regular” por membros do Governo, que se escusaram a fazer comentários à saída - nomeadamente José Chu, director dos Serviços de Administração e Função Pública -, estariam duas propostas
concretas sobre a próxima actualização salarial da função pública. No primeiro caso, defendido pelas associações dos trabalhadores da função pública, pretende-se incluir o novo aumento nas Linhas de Acção Governativa, em Novembro, para que a actualização entrasse em vigor a 1 de Janeiro. No segunda proposta, defendida pelo Governo, o relatório seria entregue ao Conselho Executivo até Fevereiro para que as actualizações entrassem em vigor em Maio que, na opinião de Coutinho,
pretende assim “evitar que os trabalhadores da função pública venham para a rua manifestar-se no 1.º de Maio”. Mas nada disto foi debatido ontem.
“Relatório nunca existiu”
“Quem lê aquele documento não percebe e não sabe o que se pretende. Não se trata de nada sobre a questão da actualização dos salários deste ano nem do próximo ano. Não se apresentam datas”, avança Coutinho. “É para inglês ver depois do recente
raspanete na Assembleia Legislativa (AL).” O também deputado fala da discussão na especialidade da Lei de Actualização Salarial dos Funcionários Públicos sobre o pedido de transparência da Comissão liderada por José Chu. Já que a 3.ª Comissão Permanente da AL, que estudou o diploma na especialidade, pediu para ver o relatório que supostamente foi entregue ao Executivo em Novembro passado e que justificava o aumento de 6,06% nos ordenados da Administração mas tal não lhe foi entregue. “Ele omitiu uma informação porque de facto o relatório nunca existiu porque nós nunca assinámos nada portanto o Governo devia ser mais honesto e ter dito na Assembleia que não houve nenhuma proposta nem opinião escrita por parte da comissão de avaliação”, acusa Pereira Coutinho.
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Educação IFT assina acordo de cooperação com Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas
Formar talentos para representar Macau Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
O
Instituto de Formação Turística (IFT) assinou um protocolo de cooperação com a Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (UNWTO, na sigla inglesa). O acordo vai permitir o intercâmbio de profissionais e “jovens talentos” da indústria turística. De acordo com um comunicado do IFT e o que a porta-voz do instituto disse ao Hoje Macau, a Organização Mundial do Turismo ofereceu uma oportunidade de estágio na sua sede a alunos do IFT, bem como a entrega de duas bolsas de estudo em cada ano académico a estudantes que queiram participar no programa de intercâmbio internacional de Verão do IFT.
Subsídio especial Famílias vão auferir de apoios no valor de 13 milhões de patacas O Instituto de Acção Social (IAS) vai atribuir a partir de hoje um total de 13 milhões de patacas a 3700 famílias em situação financeira vulnerável. O Projecto de Concessão do Subsídio Especial para a Manutenção de Vida, constituído em 2003, é atribuído duas vezes por ano, enquanto montante extraordinário a famílias monoparentais, com doentes crónicos ou deficientes que são beneficiárias do apoio económico regular ou cujo rendimento não ultrapassa 1,5 vezes o valor do risco social. Com o aumento em Janeiro deste ano do valor do risco social, proceder-se-á também a um aumento correspondente no montante do subsídio em causa. No caso, os valores variam entre 2100 patacas (um agregado de apenas uma pessoa) e 8100 patacas (oito ou mais pessoas num agregado). - R.M.R.
À parte de oportunidades para alunos, o IFT concordou ainda receber candidatos para seis meses de treino e ambas as instituições combinaram juntar esforços na condução de estudos e investigações sobre turismo. A assinatura deste acordo foi feita a 13 de Abril, durante a 25.ª Comissão da UNWTO da Ásia-Pacífico, na Índia. No entanto, a cooperação entre a organização das Nações Unidas e o IFT começou em 1999, altura em que, explica o IFT, a instituição de Macau foi a primeira a ser avaliada sob a qualificação de Turismo Educacional, que confirma a credibilidade e os padrões de ensino ao nível internacional.
Reconhecimento e experiência
A UNWTO é uma agência das Nações Unidas especializada
no campo do turismo e conta com mais de 155 países representados, seis territórios e mais de 400 membros, que representam o sector privado, educações institucionais, associações turísticas e autoridades de turismo. Uma parceria que o IFT considera valiosa. “O IFT encoraja os alunos a explorar o mundo e a experimentarem diferentes culturas de forma a estarem preparados para os desafios da sua carreira. Nos últimos anos, diversos estudantes conseguiram entre três meses a um ano de estágio e treino em campanhas tanto regionais como internacionais para a UNWTO.” O acordo, diz o IFT, facilita a expansão da rede internacional da instituição e o reconhecimento a nível mundial.
Curso de croupiers Leong Sun Iok diz que há muita procura junto dos residentes
Dez minutos bastaram para preencher vagas Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
E
ram 180 vagas para mais um curso de formação de croupiers, mas ficaram totalmente preenchidas em cerca de dez minutos. Segundo noticia o diário Jornal do Cidadão na sua edição de ontem, a procura de um curso que dê acesso a um trabalho na indústria do jogo não tem parado. Leong Sun Iok, vice-presidente da associação dos trabalhadores da indústria do jogo (ATIJ), e responsável pelo curso, disse que há cerca de 60 mil residentes que ainda ganham menos de seis mil patacas por mês, pelo que ainda há “uma grande procura”, por forma a que “os residentes possam melhorar a sua qualidade de vida”. “Há mais de dez anos os cursos tinham sempre candidatos a mais”, acrescentou o responsável. “A maioria dos candidatos
de hoje têm mais de 35 anos, e são principalmente residentes do sexo feminino. Elas ocupam 95% das 180 vagas”. Segundo dados anteriormente divulgados, 70% dos graduados conseguem emprego nos casinos.
Fumo não é entrave
Apesar de se manter a polémica quanto às condições de trabalho, no que diz respeito à nova lei anti-tabaco, ainda há muitas pessoas que querem trabalhar nas operadoras de jogo. Leong Sun Iok explicou que “não é nenhuma surpresa se os cidadãos quiserem escolher os empregos com maiores salários”. “Segundo dados dos Serviços de Estatística, o salário médio no sector do jogo é acima das 18 mil patacas, e os novos croupiers podem ganhar cerca de 14 mil mensais. Esse é o salário médio mensal em Macau,
mas segundo os padrões internacionais, se esse valor baixar em 60%, já estamos numa situação de pobreza. Então para os que ganham menos de nove, oito mil patacas, é muito difícil enfrentar a inflação e outras pressões de vida.”
Leong Sun Iok recomenda ainda que o Executivo crie limitações às politicas para os trabalhadores não-residentes, por forma a manter os trabalhadores locais nas operadoras. Tal situação poderá levar, na sua opi-
nião, a um aumento dos salários aos que moram cá. Para já, fica a promessa dos cursos passarem a ter mais disciplinas de línguas e de gestão, por forma a aumentar a capacidade profissional dos croupiers.
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PME’s Exposição de Franquia de Macau realiza-se entre os dias 12 a 14 de Julho
Mostrar o que valem os negócios
A
s Pequenas e Médias Empresas (PME’s) vão poder dar a conhecer os seus negócios e expandi-los na Exposição de Franquia de Macau 2013 (MFE, na sigla inglesa), que se realiza entre os dias 12 a 14 de Julho. A exposição dá a possibilidade de fomentar o empreendorismo entre os jovens e incentivar as PME’s a criarem as suas próprias marcas e, por esta via, gerar oportunidades de negócio com o desenvolvimento de maior número de marcas, tanto internacionais como de Macau, num evento que este ano conta com maior participação de marcas internacionais. As inscrições para participação como expositor terminam a 31 de Maio, as empresas locais elegíveis poderão requerer junto pub
do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) a atribuição de “Incentivo Financeiro para Participação em Feiras e Exposições”, com desconto até ao máximo de 60% do custo de participação. Desde a sua criação em 2009, a escala da MFE foi constantemente alargada. O número de países e regiões expositores aumentou de 7 na primeira edição para 14 na edição de 2012. Do mesmo modo, no mesmo período, verificou-se também um aumento no número de expositores, isto é, de 78 para 156, correspondente a um crescimento de 100%. Nesta edição estima-se que o número de expositores venha a atingir os 200, será elevado ainda mais o nível e a internacionalização das marcas participantes, tendo a entidade organizadora já convidado empresas de marca provenientes do Interior da China, Taiwan, Hong Kong e Macau, do Sudeste Asiático, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Estados Unidos, Portugal, França e Itália. No ano passado, o evento realizou mais de 1300 bolsas de contacto e assinado, no local, e 25 protocolos de cooperação.
Jogo Abril já é o segundo melhor mês de receitas
Subida de 13 por cento
É
imparável. A subida das receitas brutas do jogo mantém-se em flecha ascendente. Este mês foram registadas mais 25 mil e 305 milhões de patacas, um aumento de 13,2 por cento relativamente ao mês homólogo do ano passado, o que faz também com que Abril já seja o segundo melhor mês do ano, logo após Março, que para já bateu todos os recordes, com receitas superiores a 31 mil milhões.
Nos quatro primeiros meses deste ano, a receita bruta acumulada atingiu os 113 mil e 589 milhões de patacas, um crescimento de 14,4 por cento na comparação anual.
Sands em modo foguetão
A empresa norte-americana anunciou lucros líquidos de 572 milhões de dólares americanos no primeiro trimestre do ano, cerca de
mais 74 milhões do que no mesmo período do ano passado. Só em Macau, a Sands China viu os lucros crescerem 63 por cento para 453 milhões de dólares entre Janeiro e Março. Ainda de acordo com a operadora, os espaços que detém em Macau foram visitados por 14 milhões de pessoas nos primeiros três meses do ano, um número recorde.
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nacional
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um canto de uma fábrica gigantesca de uma cidade do sul da China, as máquinas de costura que produziam blusas e camisas para os clientes da Lever Style Inc. agora acumulam poeira. À medida que o barulho no chão da fábrica diminuía, o mesmo ocorria com a folha de pagamentos. Ao longo dos últimos dois anos, o número de funcionários da Lever Style na China diminuiu em cerca de 30%, para 5.000 pessoas. Em Abril, a empresa começou a transferir a sua linha de produção de roupas para a rede de retalho japonesa Uniqlo, para o Vietname, onde os salários podem chegar a metade dos pagos na China. A Lever Style também está a testar transferir para a Índia a produção para a rede americana Nordstrom Inc., assim como para outros clientes. É uma questão de so-
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Economia Salários altos começam a esvaziar fábricas da China
Um novo paradigma brevivência. Depois de uma década de quase 20% de aumentos salariais por ano, a Lever Style afirma que já não é possível ganhar mais dinheiro na China. “Na melhor das hipóteses, operar no sul da China é ficar num ponto de equilíbrio”, diz Stanley Szeto, um ex-executivo de um banco de investimento que em 2000 substituiu o pai no comando da Lever, uma empresa familiar. Empresas que vão da marca de produtos de couro Coach Inc. à fabricante de calçados Crocs Inc. estão a transferir parte da sua produção para outros países à medida que a China, que já foi considerada a fábrica do mundo, se torna menos competitiva devido
aos acentuados aumentos salariais e à persistente falta de mão de obra. Esse tipo de iniciativa permite que as empresas mantenham os preços ao consumidor sob controle, apesar da concorrência por mão de obra em lugares como o Vietname e o Camboja também estar a provocar a subida dos salários nestes países. Na Crocs, 65% do seu calçado de plástico colorido deve ser produzido na China este ano por terceiros, abaixo dos 80% do ano passado. A Coach vai reduzir a sua produção na China, que em 2011 representava mais de 80% do total, para cerca de 50% em 2015. A fabricante de bolsas não ficará dependente de um único
Embaixador chinês responde aos EUA sobre as Ilhas Diaoyu O embaixador chinês nos Estados Unidos, Cui Tiankai, disse esta terça-feira que as declarações do secretário norte-americano da Defesa, Chuck Hagel, sobre as Ilhas Diaoyu não correspondem à verdade. Há dois dias, Hagel admitiu que os EUA reconhecem o direito administrativo do Japão sob as Ilhas Diaoyu e que o Tratado de Segurança e Cooperação Mútua entre Estados Unidos e Japão é aplicável às ilhas. Nessa altura, Hagel disse ainda que os EUA se opõem a qualquer acção unilateral ou ameaça que possa prejudicar o direito administrativo do Japão. Cui respondeu que quem provoca, agrava a tensão e que quem tomou acções unilaterais e de ameaça foi o Japão. O embaixador disse ainda que espera que os países não sacrifiquem os seus interesses de longo prazo por necessidades imediatas na questão das Diaoyu.
país, disse uma porta-voz da empresa. É esperada alguma migração da produção na China, e até mesmo encorajada pelo governo, à medida que a economia do país amadurece. Assim como aconteceu com outras nações asiáticas que se tornaram eficientes na produção em massa, a China deve abraçar áreas de pesquisa e produção de alta tecnologia para transformar a sua economia como já fizeram a Coreia do Sul e o Japão. Mas para um crescimento saudável da economia, a China deverá compensar essa perda ampliando rapidamente o seu sector de serviços e criando postos de trabalho
altamente especializados na indústria. “Se os custos continuarem a subir, mas a China for incapaz de se tornar mais inovadora ou de desenvolver novas tecnologias, então os empregos que vão para o exterior não serão substituídos por nada”, diz Andrew Polk, economista em Pequim da firma de pesquisa de Conference Board. A China continua a ser o país em desenvolvimento que recebe o maior volume de investimento estrangeiro directo. No ano passado atraiu cerca de 875 mil milhões de patacas, mas esse volume foi 3,7% menor que o do ano anterior. As exportações continuam a crescer a taxas de dois dígitos, mas o crescimento está a desacelerar. No centro de produção da província de Guangdong, as fábricas da Lever Style oferecem uma janela para o futuro da indústria do vestuário na China. A empresa, que tem sede em Hong Kong, costumava produzir as roupas dos seus clientes, que incluem Armani Collezioni, John Varvatos e Hugo Boss,
em três fábricas na China. Mas a subida dos custos de mão de obra tem forçado a fabricante a voltar-se para o que faz melhor: ajudar os seus clientes a desenvolver roupas enquanto passa para outros uma parte crescente da produção. Em cinco anos, a Lever Style estima que 80% da sua produção será repassada a fábricas que a empresa geria em toda a Ásia. À medida que transfere a produção para o Vietname, a Lever Style diz ser capaz de oferecer aos clientes até 10% de desconto por peça. Isto é atractivo para os retalhistas americanos, cujas margens de lucro são em média de 1% a 2%, de acordo com a Federação Nacional de Retalho dos EUA. A transição já está bem encaminhada. A Lever Style espera que, em poucos anos, 40% das roupas que fabrica para a Uniqlo, a maior rede de vestuário da Ásia e um dos seus maiores clientes, virão do Vietname e 60% da China. Muitos retalhistas não se preocupam com o local onde o seu produto é feito, mas sim com o preço, a entrega e a qualidade, diz Szeto, da Lever Style. Ainda assim, diz, embora a transformação da economia chinesa seja “a mudança certa para o país, eu considero isto um enorme desafio para nós como empresa”.
sexta-feira 3.5.2013
região
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Crise nas Coreias Norte poderá iniciar reactor nuclear em breve
Novidades dentro de semanas
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Coreia do Norte poderá, no prazo de semanas, começar a operar um reactor de água leve que desencadeou uma crescente preocupação em relação ao desejo do regime em construir mais armas nucleares, disseram investigadores na quarta-feira. O instituto EUA-Coreia da Universidade Johns Hopkins indicou que imagens de satélite capturadas em Março e Abril parecem demonstrar que a Coreia do Norte estava a ultimar trabalhos dentro do reactor e a limpar após concluída a construção. A serem verdadeiras as informações sobre a aposta no enriquecimento de urânio desde 2010, a Coreia do Norte pode ter já material suficiente para alimentar o reactor durante vários anos, de acordo com o ‘think tank’. “Isto significaria que as actividades de arranque poderiam começar nas próximas semanas”, escreveram os investigadores Jeffrey Lewis e Nick Hansen no blogue do instituto, ‘38 North’. A Coreia do Norte precisaria ainda de nove meses a um ano para a unidade de produção se tornar completamente operacional, acrescentaram.
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s autoridades sul-coreanas abriram uma investigação para esclarecer o envio para a embaixada norte-americana de uma carta com ameaças e uma fotografia de uma panela de pressão como a utilizada nos recentes atentados em Boston, revelou ontem a agência Yonhap. A encomenda, que chegou esta quarta-feira à embaixada dos Estados Unidos em Seul, continha
O reactor de água leve iria fornecer ostensivamente energia ao país pobre em recursos, mas também poderia ser usado na produção de plutónio para armas nucleares, que a Coreia do Norte prometeu reforçar. Os investigadores também manifestaram preocupação quanto à segurança, levantando dúvidas sobre o nível de conhecimento da Coreia do Norte. “Como o incidente de Fukushima demonstrou, mesmo uma bem desenhada e construída central nuclear deve ser capaz de lidar com contingências inesperadas como desastres naturais. Não é claro se o Norte pode lidar com esse tipo de situação”, aditaram. As últimas descobertas foram divulgadas depois de a Coreia do Norte, sob a liderança do jovem líder Kim Jong-Un, ter ameaçado atacar os Estados Unidos com armas nucleares no âmbito de um confronto com Washington e com a Coreia do Sul. A Coreia do Norte realizou o seu terceiro teste nuclear em Fevereiro. Os primeiros trabalhos no reactor de água leve foram revelados em 2010, quando cientistas americanos fizeram uma visita privada às instalações de Yongbyon.
Crise nas Coreias Sul investiga uma carta com ameaças enviada para a embaixada dos EUA
Jogos de guerra
uma mensagem em coreano ameaçando os cidadãos norte-americanos que vivem na Coreia do Sul, advertindo-os de que “serão atacados” se continuarem com “jogos de guerra”,
numa alegada referência às manobras militares duramente criticadas pela Coreia do Norte. Os responsáveis pela investigação não descartam a possibilidade de se
tratar da mesma pessoa que, na semana passada, enviou ao ministro da Defesa sul-coreano um pacote contendo um pó branco suspeito. Apesar de inicialmente não se ter afastado a hipó-
tese de se tratar de um “acto terrorista”, veio a verificar-se que o pó branco em causa era farinha de trigo. No entanto, continuam as investigações com vista a descobrir o autor. Além do pó, havia também um panfleto em que se ameaçava “castigar” o ministro pela sua postura de linha dura face à Coreia do Norte. Neste âmbito, a polícia inspeccionou recentemente a casa de um primeiro suspeito, mas não encontrou qualquer prova conclusiva, indicou a Yonhap. As manobras militares conjuntas que Seul e Washington realizam todas as primaveras, e concluídas esta semana após dois meses de uma escalada da tensão na península, são consideradas por Pyongyang um “teste de invasão” à Coreia do Norte, levando o regime de Kim Jong-un a elevar a sua habitual retórica belicista com a ameaça de realizar um ataque preventivo nuclear aos dois aliados.
Condenado a 15 anos de trabalhos forçados na Coreia do Norte
Um cidadão norte-americano de origem coreana foi condenado a uma pena de 15 anos num campo de trabalho na Coreia do Norte pelos “actos hostis” contra o regime comunista, anunciou ontem a agência oficial norte-coreana KCNA. “O Supremo Tribunal condenou-o a 15 anos de trabalhos forçados por este crime”, indicou a KCNA, referindo-se a Pae Jun-Ho, cujo nome americano é Kenneth Bae, detido, em Novembro, na cidade portuária de Rason. A imprensa sul-coreana identificou Pae JunHo como sendo um operador turístico americano de origem sul-coreana de 44 anos.
Mortos em ataque no conflituoso sul da Tailândia
Pelo menos seis pessoas, incluindo um bebé de um ano, morreram e uma outra ficou gravemente ferida na sequência de um ataque perpetrado por alegados separatistas islâmicos no sul da Tailândia, informou ontem a imprensa local. O incidente ocorreu à noite, na província de Pattani, quando um grupo de homens armados, que seguiam em motociclos, abriu fogo contra um estabelecimento na aldeia de Rusamelae, no distrito de Muang, segundo indica o jornal Bangkok Post. O ataque teve lugar dois dias depois de representantes do Governo da Tailândia terem apelado à Frente Revolucionária Nacional para intervir a fim de reduzir a violência. No âmbito das negociações de paz, que decorrem em Kuala Lumpur, o Conselho de Segurança Nacional da Tailândia deu ao grupo independentista até 13 de Junho para convencer outros rebeldes a acabar com os ataques.
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entrevista
sexta-feira
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Ricardo Costa, prof
“Onde h portugue Helder Fernando info@hojemacau.com.mo
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breu Advogados é um dos maiores escritórios de advocacia em Portugal e tem agora colaboração estreita com a Fundação Rui Cunha. Tendo em vista a permuta de experiências, foi estabelecido protocolo entre aquela Fundação e o Instituto do Conhecimento, organismo que funciona desde 2012 como departamento daquela sociedade de advogados. A meta é a formação e a divulgação do saber jurídico, inseridas numa estratégia de internacionalização que também passa por Macau. Ricardo Costa é o Coordenador Científico e Editorial do Instituto do Conhecimento que esteve em Macau a representar a Abreu Advogados. Como apresentaria o Instituto do Conhecimento? O nascimento do Instituto do Conhecimento (IAB) encontra-se na visão do sócio fundador da Abreu Advogados, Miguel Teixeira de Abreu. Sempre foi um objectivo partilhar a base de conhecimentos jurídicos e experiências, originada na advocacia de um escritório transversal e multidisciplinar, e divulgar a produção académica e profissional dos seus colaboradores. Por outro lado, a excelência técnica prestada aos clientes só é mantida com a permanente qualificação de quem presta os serviços jurídicos. O IAB converte o “laboratório”, que é o dia-a-dia do escritório, numa plataforma que acumula investigação, agrega capacidades e produz saber, com a marca de qualidade da Abreu Advogados. Estabelecido o protocolo com a Fundação Rui Cunha, quais os objectivos fundamentais? O projecto do IAB pretende espraiar-se na área de difusão do direito lusófono em geral, partilhando a experiência de advogados qualificados de uma grande sociedade, e estimulando conteúdos de valia técnico-científica em interacção com o meio académico e organizações institucionais de referência. É neste intercâmbio de reciprocidade que encontramos a Fundação Rui Cunha, actualmente o projecto jurídico e cultural mais inovador e estimulante do Macau que fala português. Na prática, como é realizada essa interligação com Macau através da Fundação Rui Cunha (FRC)?
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entrevista
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fessor universitário e consultor na Abreu Advogados
houver um direito com marca esa, nós estaremos lá” Enquanto houver um Direito que tenha uma marca portuguesa, nós temos sempre interesse. Para nós, internacionalizar – como agora se fala muito em Portugal – é colaborar com o mundo jurídico que fala português, é trazer e levar saber Por um lado, através de eventos de formação e reflexão do Direito de Macau, com base na realização de seminários e conferências. De acordo com as temáticas eleitas pela FRC, poderemos colaborar com a excelência dos académicos portugueses e as competências dos colaboradores da Abreu. Caso paradigmático foi esta conferência sobre temas ambientais realizada no 1.º aniversário da FRC. Mas a cooperação não se esgota nessa vertente de formação?
Exactamente, a outra vertente fundamental do IAB é a editorial: teremos colecções de monografias, com as teses académicas dos nossos colaboradores, colecções de estudos de maior fôlego, e uma revista semestral, a AB INSTANTIA. Gostaríamos de ter juristas de Macau a escrever nas nossas colecções, em especial na revista, tal como contamos que juristas de Portugal possam contribuir para as publicações editadas pela FRC. Por fim, a responsabilidade social também está presente: por
exemplo, clausulámos no Protocolo a atribuição de um prémio para o melhor trabalho jurídico na RAEM e em Portugal. Quando fala na vertente de formação é porque verifica que ela é necessária e o aspecto mais relevante do IAB. Peço-lhe que exemplifique. Se queremos oferecer qualidade e soluções num escritório de grande escala, estar actualizado é um pressuposto de segurança para os nossos clientes. Exemplificando: sai uma lei nova e crucial; trazemos alguém da Academia, envolvemos os nossos colaboradores daquela área de prática e incorporamos as novidades. Mas também já arrancámos com a “formação externa”, através de seminários e colóquios, articulados com outras entidades e, inclusi-
vamente, agentes não jurídicos. O primeiro incidiu sobre a mais recente reforma do arrendamento urbano em Portugal e foi um grande sucesso de participação. Este protocolo com a Fundação Rui Cunha é o reflexo da internacionalização do Instituto do Conhecimento? Sem dúvida. A Abreu Advogados tem excelente relação com o escritório C&C de Macau. Isso possibilitou o contacto com este grande desígnio do Dr. Rui Cunha. Conheci-o em Setembro e vi no brilho dos seus olhos, quando nos apresentava a FRC, que esta ia ser naturalmente um grande êxito. O que se fez num só ano em Macau é notável. Entrar na FRC e ver a inauguração da sua Biblioteca,
“Aprendi muito sobre a vida e a amizade” Ricardo Costa, 40 anos, tendo como berço inicial Vila Nova de Gaia, consegue habitualmente surpreender e inovar. Docente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, investigador e jurisconsulto, consultor na Abreu Advogados, onde tem no Instituto do Conhecimento o seu mais recente desafio. Entretanto, aguarda em Coimbra a defesa da sua tese de doutoramento em Direito das Sociedades Comerciais. Segundo testemunhos que ouvimos, é conhecido pelo forte relacionamento com o mundo académico, pelo espírito de missão, pela rapidez de raciocínio, pela ambição serena mas firme, pelo modo meticuloso e perfeccionista como conduz o trabalho e mobiliza as suas equipas. Apesar de não ser habitual frequentar o futebol, foi Presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Futebol Profissional, convidado pelos seus conhecimentos em Direito Desportivo e pela publicação de uma
colectânea das Leis do Desporto. A função tornou-o conhecido, nomeadamente pelo sentido de rigor e independência na resolução de processos com clubes de grande dimensão, como na circunstância mais mediática dos processos desportivos do “Apito Dourado”. Em concreto sobre os casos não fala: “nesse tempo já dei a cara o suficiente”. Refere que o “desafio foi levar para a justiça do futebol apenas a aplicação das leis e dos regulamentos, sem olhar a nomes e a quaisquer pressões – isso foi totalmente conseguido, mas aquelas personagens, em geral, não gostam de pessoas fora do meio que trazem isenção, fundamentação e transparência…”. Dessa experiência resultou uma coluna de opinião no jornal desportivo Record. E muitos inimigos? “Só cria inimizades quem decide. Quem nada faz… Mas aprendi muito sobre a vida e a amizade”. No desporto, aceita ainda recordar os tempos de praticante federado, mas em natação,
representando o Clube Fluvial Portuense. “A minha filha de 5 anos segue-me para já nesse aspecto, também está no Fluvial a dar as suas primeiras braçadas”, observa. Falando de livros, o professor de Direito não esquece Eça e Ramalho Ortigão – “não é lá que estão os ‘frescos’ que ainda explicam muito do que é hoje Portugal?” – e alude às referências de sempre, como Tolstoi e o argentino Jorge Luís Borges. Por agora, descobre David Lodge e absorve a biografia de Mário Soares feita pelo ex-jornalista Joaquim Vieira. Criterioso também na escolha do menu, se tiver tempo é capaz de viajar por causa de um bom arroz de cabidela, “preferencialmente no norte”, lembra, ou um bom leitão. Tocou Bach, por exemplo, mas esqueceu o piano, preferindo “deixá-lo para a descendência”. E passará o seu futuro pela política?, foi a última pergunta: “A vida não se prevê, simplesmente acontece…”
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em língua portuguesa, até dá um arrepio… É uma honra poder vir a ser no futuro um parceiro deste espaço e da ambição da FRC. Qual a contrapartida? Não será propriamente contrapartida, mas reciprocidade. Reciprocidade em contribuir para o conhecimento de base portuguesa do Direito de Macau. Reciprocidade com o meio académico de Macau, os advogados, os notários, os conservadores, de modo a conhecermos e reflectirmos sobre as principais dificuldades na aplicação desse Direito. E todos disporemos de um novo fórum para levar também contributos para o Direito português.
Cooperar é falar, escrever, ouvir, ler e aprender em conjunto. O mais importante é realçar a importantíssima tomada de decisão da FRC em manter vivo o debate sobre o Direito de Macau É visível o interesse que lhe merece, neste caso ao IAB e à Abreu Advogados, o Direito de Macau. Dou-lhe a minha opinião e com ela penso que respondo à sua questão: enquanto houver um Direito que tenha uma marca portuguesa, nós temos sempre interesse. Para nós, internacionalizar – como agora se fala muito em Portugal – é colaborar com o mundo jurídico que fala português, é trazer e levar saber. Como professor universitário, imagino que este seu envolvimento ainda é mais intenso… Sim. Os nossos professores são requisitados para Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor. Para dar aulas e cursos de mestrado e doutoramento, para orientar e avaliar teses académicas, para participar em conferências e projectos legislativos. Justamente porque o Direito nesses países é de matriz portuguesa e temos muito a ganhar nesta conjugação de esforços. Idêntico em Macau? O Instituto gostaria de ser ouvido e dar opinião em questões que se julguem essenciais dentro da sua esfera de influência e saber? Cooperar é falar, escrever, ouvir, ler e aprender em conjunto. O mais importante é realçar a importantíssima tomada de decisão da FRC em manter vivo o debate sobre o Direito de Macau. Esse debate é essencial para resistir à tentativa de que uma outra realidade se sobreponha à influência portuguesa. O mais importante é o Dr. Rui Cunha poder contar com todo o nosso apoio para manter esse legado português em Macau.
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Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 2ª vez do ano 2013 (1)
Fins O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM.
(2)
Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.
(3)
Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.
(4)
Valor de Apoio Financeiro (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)
(5)
Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Alínea (2) do número anterior
(6)
Forma do Pedido Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004, 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov., para o FDCT. Endereço do escritória: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n° 411-417, Edf. “Dynasty Plaza” 9° andar, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www.fdct.gov.mo.
(7)
Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》.
Todo o ano A partir do dia 2 – Maio – 2013 até 2 – Julho – 2013 (O próximo pedido será realizado no dia 2 – Set. – 2013 ao 1 – Nov. – 2013)
O Presidente do C. A. do FDCT, Tong Chi Kin 29 / 4 / 2013
sexta-feira 3.5.2013
sexta-feira 3.5.2013
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H7N9 Numa semana foram alertados quatro casos suspeitos com exames negativos
Mais um susto com voo baixinho Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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inda não foi desta que a gripe aviária (estirpe H7N9) se instalou em Macau. Nesta semana dourada, os serviços de saúde dão conta de mais dois casos suspeitos,
confirmados entre terça e quinta-feira, que se juntam ao susto da semana passada, dois suspeitos com quadro clínico apurado negativo. Também estes dois novos casos se submeteram ao teste laboratorial de despiste de H7N9 provando-se fora de perigo. Ontem foi também de-
tectado um individuo com febre na despistagem de passageiros, que dão entrada em diversos postos fronteiriços, segundo comunicado dos Serviços de Saúde (SS), mas dado que o indivíduo em causa não se deslocou às regiões em que ocorrem os casos de infecção humana, o mesmo não necessitou de
se submeter a exame mais profundo. Até ao feriado do Dia do Trabalhador, pelas 18 horas, os Serviços de Saúde registaram na China 128 casos confirmados de infecção humana e 24 mortes. O novo caso confirmado esta semana foi em Hunan. As regiões afectadas na China são Xangai,
Jiangsu, Zhejiang, Anhui, Henan, Pequim, Shandong, Jiangxi, Fujian e Hunan. Os SS têm mantido estreita comunicação com as entidades de saúde da China e das regiões vizinhas e com a Organização Mundial de Saúde, procedendo à estreita vigilância quanto à situação epidemiológica de diversas
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regiões e Macau, bem como através da colaboração inter-serviços e inter-público e privado, promovendo o trabalho de prevenção e de preparação face ao eventual surgimento de qualquer caso de gripe aviária nas regiões vizinhas ou em Macau. Ainda que não tenha sido identificado totalmente a fonte pela infecção humana da gripe aviária H7N9 e o seu modo de transmissão, a probabilidade de ser infectado é mais alta caso exista contacto com aves portadoras do vírus, ou seus produtos, secreções e excrementos.
pub
Macau Sã Assado
Anúncio HM- 3-5-13 (2ªvez)
Execução Ordinária n.º
Oh melher! • Macau, por vezes, tem o dom de lembrar os portugueses daquelas cidadezinhas mais para o interior de Portugal. É o caso de um anúncio nas casas de banho dos lagos de Nam Van. Os lavabos são para verdadeiras “melheres”. E quando o marido pergunta bem alto “oh melher, onde vais?” A melher responde: vou aos lavabos! Porque Macau sã assi, mas também sã assado Foto: Sónia Nunes
CV1-12-0030-CEO
Anúncio 1º Juízo Cível
EXEQUENTE: MELCO CROWN JOGOS (MACAU), S.A., com sede na Avª Dr. Mário Soares, nº 25, Edf. Montepio, 1º andar Comp. 13, Macau. EXECUTADO: 甘金平 GAN JINPING, titular do Salvo-Conduto de deslocação de Hong Kong para Macau, ausente em parte incerta, com última residência 中國湖北省浮山辦事處.-------------------------------------------***** A Drª. ANA CARLA G.F. DE SEIXAS MEIRELES, Mmª Juíz de Direito do 1º. Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base da R.A.E.M.------------ FAZ SABER que, pelo Tribunal, Juízo e processo acima referidos, correm ÉDITOS DE TRINTA (30) DIAS, a contar da data da segunda e última publicação dos respectivos anúncios, citando, o executado, acima identificado, para no prazo de VINTE (20) DIAS, decorridos que sejam os dos éditos, pagar ao exequente a quantia de MOP$8.806.829,85 (oito milhões, oitocentas e seis mil, oitocentas e vinte nove patacas e oitenta e cinco avos), e de mais acréscimos legais, ou no mesmo prazo, deduzir oposição por embargos ou nomear bens à penhora, sob pena de não o fazer ser devolvido ao exequente o direito de nomeação de bens à penhora – artºs 199 nº.1 al. b), .695º. 696º. e 720º C.P.C.M., seguindo o processo os ulteriores termos até final à sua revelia, nos termos dos artº. 49º. Nº.1 do C.P.C.M., com a advertência de que é obrigatória a constituição de advogado, artº. 74º. do citado diploma, caso seja opostos embargos ou tenha lugar a qualquer outro procedimento que siga os termos do processo declarativo.--------------- Tudo conforme melhor consta do duplicado da petição inicial que neste 1º Juízo Cível se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta Secretaria Judicial nas horas normais de expediente.------------
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1º Juízo Cível
Exequente: MELCO CROWN JOGOS (MACAU), S.A., com sede na Avª Dr. Mário Soares, nº 25, Edf. Montepio, 1º andar Comp. 13, Macau. Executada: WONG PUI FONG, (黃佩芳), titular do BIRM nº 1272759(0), residente na Rua do Canal Novo, nº 120, Hoi Pan Garden, Bloco 9, 14º andar G e H, Macau. ***** AMmª Juíz do 1º. Juízo Cível doTribunal Judicial de Base da R.A.E.M. Faz-se saber que, nos autos acima indicados, são citados os credores desconhecidos da executada, para, no prazo de QUINZE DIAS, que começa a correr depois de finda a dilação de VINTE DIAS, contada da data da segunda e última publicação do anúncio, reclamarem o pagamento dos seus créditos pelo produto do bem penhorado sobre que tenham garantia real, e que são os seguintes: BEM PENHORADO “Fracção autónoma designa por “B17”,(correspondente ao 17º. andar “B”, para habitação, do prédio urbano sito em Macau, na Rua de Évora nºs. 435 a 475 e Avenida Dr. Sun Yat Sen (Taipa) n.º 191227, inscrito na matriz predial urbana sob o artº. nº. 40822, descrito na Conservatória do Registo Predial de Macau, sob o nº. 22803, a fls. 120, do livro B110K.------------------------------------------------------Macau, 22 de Abril de 2013.
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cultura
Música DJ Sydney Valette no Armazém do Boi
Amanhã, pelas 20h30, o Armazém do Boi recebe o concerto de música electrónica de Sydney Valette. Desde o jazz da sua infância até ao pós-punk tocado nos clubes nocturnos de hoje, Sydney Valette tem realizado um percurso muito apoiado em arranjos e variações, subvertendo estruturas clássicas e, desse modo, alterando de forma radical a cena electrónica actual. A sua poética, infantil e de abordagem destrutiva, recoloca a música pop na informalidade característica dos seus primórdios. O seu album ‘Plutôt mourir que crever’ é influenciado por movimentos como o cold wave, no wave, techno, witch-house, trance, punk, hip-hop, música litúrgica ortodoxa e música de dança Latina. O que distingue, de forma tão particular, o trabalho de Valette de outros considerados equivalentes são as suas letras, que de um modo geral apresentam histórias e narrativas contadas a partir da perspectiva de uma criança, acompanhadas de vozes e música muito bem compostas. Com 18 anos Valette mudouse para Paris, onde estudou filosofia. Foi também nessa época que descobriu o universo dos clubes nocturnos, dividindo-se, a partir daí, entre a noite dos ritmos nos clubes e o dia das aulas de piano clássico. Começou a produzir música electrónica por inicativa própria e o seu primeiro album editado, ‘Plutôt mourir que crever’, fixou a sua imagem artística no panorama da música contemporânea, tendo sido distinguido como Álbum do Ano pela conhecida revista Francesa Technikart. Chromophase VJ é um artista digital de Paris. Depois de algumas actuações ao vivo em França, com a banda de electroJazz “Wipping Willow, está agora sedeado em Xangai. O concerto de amanhã tem entrada livre. - T.Q.
Dança “A Minha Cadeira 20:13” no Edifício do Antigo Tribunal
Integrado na programação do XXIV Festival de Artes de Macau, organizado pelo Instituto Cultural de Macau, tem lugar nos próximos dias 4 e 5 de Maio, pelas 15:00 e 20:00 horas respectivamente, no Edifício do Antigo Tribunal, A Minha Cadeira 20:13, a mais recente produção da companhia Contemporary Stage. Esta obra de dança narra a história sugestiva da luta de uma jovem mulher moderna pelo “sucesso”. No decurso deste espectáculo de dança são explorados os significados da palavra “sucesso”, sendo que o público é convidado a reflectir sobre os seus próprios valores. Actualmente as mulheres são ensinadas e estimuladas a lutarem pela cadeira enquanto lugar de poder, a vencerem e a conquistarem o aplauso dos amigos e da família como modo de verem reconhecidos os seus esforços. O espectáculo, concebido a partir da perspectiva da mulher contemporânea, explora os significados e valores inerentes à ideia de “vitória” e convida à introspecção, análise e reflexão de todas as mulheres urbanas. A Companhia Contemporary Stage, fundada em 2008, procura explorar os valores da sociedade, partindo sempre do ponto de vista da mulher, utilizando para isso expressões artísticas como a dança, a música, o canto, o teatro, as artes visuais e a instalação, entre outras abordagens possíveis de serem transformadas em linguagem teatral. - T.Q.
Arte A Poesia de Jean Cocteau em HK
Inaugura amanhã, no Hong Kong City Hall, a exposição que homenageia Jean Cocteau. No ano em que se celebra o 50º aniversário da morte do artista francês (1889-1963), esta exposição pretende redescobrir o Cocteau das primeiras décadas do século XX, os seus múltiplos talentos, plasmados de forma sublime na sua poesia inventiva e densidade de grafismos, verdadeiramente inspiradores para artistas como Picasso, Matisse, Chirico, Warhol e Modigliani, entre outros. A exposição contará com cerca de 230 obras pelo poeta e artista Jean Cocteau, assim como obras da autoria de artistas seus amigos e colegas. A exposição é composta por peças icónicas provenientes da colecção de Ioannis Kontaxopoulos, curador da exposição, e Alexander Prokopchuk, bem como por excelentes cedências concedidas pelo Museu Nacional do Mónaco, pela Casa Jean Cocteau em Milly-laforêt e pela Maison Cartier. Centrada nos temas que sempre acompanharam a vida de Cocteau como os auto-retratos, a mitologia, a religião, o erotismo, o circo, o Balett Russo, as pegas de touros e o flamenco, a exposição apresenta livros, desenhos, pinturas a óleo, gravuras e outros objectos que testemunham o carácter ecléctico da sua obra e percurso artístico. Um poeta embrulhado dentro de um pintor, embrulhado dentro de um realizador e actor, Cocteau era um artista de grande alcance criativo. Cocteau via-se sobretudo como um autor, afirmando que toda a sua obra era poesia. A exposição, apresentada no âmbito da programação do Le French May, pode ser vista até ao dia 9 de Junho. - T.Q.
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Arquitectura Candidatos ao Prémio Aga Khan
China e Tailândia entre os finalistas que têm em comum a reconstrução de um campo de refugiados no Líbano, um instituto de cinema na Tailândia, um museu na China e uma academia de futebol em Marrocos? Todos são finalistas do Prémio Aga Khan de Arquitectura, cuja lista foi anunciada pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Português, no Palácio das Necessidades, em Lisboa. A divulgação dos 20 projectos que concorrem ao prestigiado prémio de
arquitectura paisagista. Na shortlist de 2011-2013, que inclui bens em 16 países, há ainda projectos do Iémen, Síria, Irão, África do Sul, Ruanda, Sudão, Indonésia, Sri Lanka, Índia, Afeganistão e Palestina. Na conservação do património encontramos, por exemplo, a reabilitação de estruturas nos oásis da região de Guelmim, para que não desapareçam da paisagem marroquina, e a intervenção num forte do século XII na cidade antiga de Nagaur, um dos primeiros e mais importantes bastiões muçulmanos no norte da Ín-
uma obra de colectivo Trace Architecture Office concluída em 2009. O Museu está localizado junto de uma aldeia no sopé da Montanha de Gaoligong, na província de Yunnan, uma área de presença muçulmana significativa. O Museu dispõe de espaço de exposição para os artefactos em papel com recurso a técnicas antigas, produzidos localmente. Seis galerias agrupadas em torno de um pátio formam uma micro-aldeia. A exposição estende-se através de montras de artefactos em papel, pela aldeia. A textura é articulada através de ma-
arquitectura foi feita por Paulo Portas porque nesta edição os vencedores serão também dados a conhecer em Portugal, no Castelo de São Jorge, em Setembro. Segundo o gabinete de Paulo Portas, Farrokh Derakhshani, director do prémio, justificou no início de Março a escolha de Portugal com o facto de ser um país de grandes arquitectos e que, por tradição, é multicultural. Criado em 1977, o Prémio Aga Khan de Arquitectura é atribuído de três em três anos, em várias categorias, num valor total de um milhão de dólares (760 mil euros). Os 105 premiados até hoje são, segundo os júris independentes nomeados a cada ciclo trienal, exemplo de excelência na arquitectura, na preservação do património histórico, no planeamento e gestão do território e na
dia. No Sri Lanka o projecto seleccionado construiu 100 casas na aldeia piscatória de Kirinda; no Líbano o finalista ocupou-se de um campo de refugiados que acolhe 27 mil pessoas e que foi praticamente destruído na guerra de 2007. O Afeganistão candidata ao prémio Aga Khan uma escola feminina fundada em Herat, em honra da jornalista italiana Maria Grazia Cutuli, que foi assassinada no país em 2001. A Síria e o Ruanda também concorrem com escolas, ao passo que o Sudão se apresenta com um complexo para a ONG italiana Emergency, com sede em Milão, que inclui um centro hospital especializado em cirurgia cardíaca, uma clínica pediátrica e o alojamento dos funcionários. A China concorre com o Museu do Papel Artesanal,
teriais locais, de expressão formal e ligação visual com a paisagem. A experiência espacial da aldeia é consolidada dentro do museu. Espaços interiores alternam entre galerias e outras vistas. O alojamento nos pisos superiores inclui escritórios, salas de chá e quartos de hóspedes. São usadas madeiras locais, bambu, papel artesanal, e materiais naturais biodegradáveis, e com baixo consumo de energia. ATailândia concorre com duas obras: a Torre Met, da autoria do atelier WOHA Architects; e o Instituto do Cinema e Animação Kantana, da autoria do Bangkok Project Studio. Se a Torre Met, localizada em Banguecoque, procura adaptar aspectos da habitação tropical low-rise e transportá-los para a construção em altura, contando, por exemplo, com
Tiago Quadros
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ventilação cruzada natural ou terraços ao ar livre com churrasco; o Instituto do Cinema e Animação Kantana procura fundar a sua própria identidade na clareza tectónica evidenciada nas paredes maciças de tijolos artesanais com oito metros de altura. No geral, o prémio privilegia projectos em países com uma forte presença muçulmana ou ligados, de alguma maneira, ao islão, dando especial importância aos que respondem a uma necessidade social (há várias escolas e hospitais entre os premiados desde 1977) ou fazem uso dos recursos locais e tecnológicos de forma criativa. Entre os escolhidos das 11 edições anteriores deste prémio da Fundação Aga Khan, reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho na promoção da educação, do multiculturalismo e do desenvolvimento comunitário, estão o Museu Nacional de Doha (Qatar), a Biblioteca de Alexandria (Egipto), a Escola Primária de Gando (Burkina Faso), o hospital dos leprosos de Chopda Taluka (Índia), a recuperação da Cidade Velha de Bukhara (Uzbequistão) e as Torres Petronas (Malásia). Do júri deste triénio (2011-2013), que em Setembro anunciará em Lisboa os vencedores, fazem parte os arquitectos David Adjaye, professor na Universidade de Princeton e autor do Museu de Arte Contemporânea de Denver, e o chinês Wang Shu, que no ano passado recebeu o prémio de arquitectura mais importante do mundo, o Pritzker. Mas o naipe de jurados inclui ainda o paisagista Michel Desvigne; a académica Howayda Al-Harithy, professora na Universidade Americana de Beirute; Mahmood Mamdani, comentador político do Uganda; e a artista paquistanesa sediada em Nova Iorque Shazia Sikander. A cerimónia de divulgação dos prémios, que terá lugar no Castelo de São Jorge, em Lisboa, será precedida por um seminário em que os 20 projectos finalistas vão ser apresentados e discutidos. Isto porque um dos grandes objectivos do Prémio Aga Khan de Arquitectura, além da promoção de boas práticas, é a produção de instrumentos técnicos e bibliografia que possa circular pelos países que fazem parte da rede de desenvolvimento da fundação.
sexta-feira 3.5.2013
cultura
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Mais Jazz este sábado na Casa Garden
Depois de ter celebrado o Dia Internacional do Jazz, na passada terça-feira, com dois concertos de bandas locais seguidos de uma jam session, o Club de Jazz traz agora até à Casa Garden o trompetista de Taiwan, Stacey Wei. Nascido na Formosa, Stacey Wei estudou Jazz Perfomance no Queens College, em Nova Iorque. O concerto na Casa Garden tem início marcado para as 16h30.
Grande Muralha da China Maior programa de protecção em marcha
Renovação do trecho oeste
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eve início o programa no valor de cerca de 2,5 mil milhões de patacas destinado a restaurar e proteger o Passo Jiayu no extremo oeste da Grande Muralha da China, indicou o vice-director do comité de administração do passo, Ma Guobang. “Este é o maior programa de protecção jamais realizado desde que o passo foi construído”, disse Ma. O Passo Jiayu, localizado a
N
ão é o filme mais pequeno do mundo por nem chegar a durar dois minutos mas sim por ser uma história contada por átomos, isto é, são estas partículas invisíveis ao olho humano que fazem o filme. O desafio foi levado a cabo pela IBM e só foi possível graças ao recurso a um microscópio especial. Utilizando técnicas de animação em stopmotion e recorrendo a um microscópio especial que opera a uma temperatura de -268 graus Celsius, a IBM conseguiu, através de uma agulha, posicionar os átomos um a um,
seis quilómetros do sudoeste da cidade de Jiayuguan na província de Gansu (noroeste), constitui o extremo oeste da Grande Muralha, que se estende ao longo de 6 mil quilómetros e termina no Passo Shanhai (passo leste) à beira da Baía de Bohai. A construção do Passo Jiayu teve lugar no ano de 1372 e foi concluída em 1540. Ma comentou que nove entre dez projectos que formam o
programa já foram iniciados. Os projectos incluem a reparação de estruturas de madeira e muros de barro, assim como a restauração de pinturas e a construção de sistemas de drenagem. “As obras de renovação cobrem uma superfície total de 3,5 quilómetros quadrados. Iremos construir um parque de património cultural da humanidade para o passo depois de terminarmos as restaurações”, disse Ma.
O Passo Jiayu foi incluído na lista de Património Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1987. O passo foi submetido a uma renovação em 1984 e no período entre 1986 e 1989, entretanto somente parte do mesmo foi restaurado. Espera-se que este trabalho de renovação termine em 2014.
Cinema O filme mais pequeno do mundo
Átomos são protagonistas de forma a criar figuras. E para que fosse possível visualizar todo o processo, foi preciso ampliar 100 milhões de vezes a imagem. Foi tudo feito sobre uma pequena placa de cobre, como é explicado num outro vídeo da empresa. O filme chama-se A Boy and his Atom e, graças a este proces-
so, vê-se a forma de um menino criado pelos átomos. Num filme normal, estas imagens são criadas por computador. Para chegar ao resultado final foram feitas 250 fotografias que, ao serem unidas, formaram a animação. A técnica da manipulação de átomos, segundo a IBM, está em desenvolvimento para se tentar
Morreu o arquitecto Duarte Cabral de Mello
O arquitecto Duarte Cabral de Mello morreu na terça-feira, aos 72 anos, noticiou a Ordem dos Arquitectos. Cabral de Mello morreu na sequência de uma leucemia. O arquitecto concluiu os estudos em arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL) em 1970 e estagiou nos EUA. Aí, trabalhou na áreas do desenvolvimento urbano e privou com muitos arquitectos que serão referências fundamentais da arquitectura mundial, nomeadamente ligados ao jornal Oppositions (19731984). As suas ligações aos EUA e ao mundo anglo-saxónico e, também, a Espanha, serão fundamentais para a internacionalização da arquitectura portuguesa. Com actividade docente relevante na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, dedicou-se, nos anos 70 e 80, aos domínios da habitação social e a planos de urbanização. Mais recentemente, fez o Plano de Urbanização do Centro Histórico de Braga.
encontrar meios mais eficientes de armazenamento de dados. A capacidade de armazenar informações em átomos individuais pode, no futuro, permitir guardar grandes quantidades de dados, como todos os filmes já produzidos, em apenas um objecto do tamanho de uma unha, explica a empresa.
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AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 9/P/2013
AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 10/P/2013
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 12 de Abril de 2013, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento e Instalação de Três Camas Para Exame Ginecológico aos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde do dia 2 de Maio de 2013, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $29,00 (vinte e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 29 de Maio de 2013. O acto público deste concurso terá lugar no dia 30 de Maio de 2013, pelas 10,00 horas, na sala do “Museu” situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $16 800,00 (dezasseis mil e oitocentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde aos 23 de Abril de 2013 O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 15 de Abril de 2013, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento e Instalação de Arquivos Deslizantes Manualmente ao Centro Hospitalar Conde de São Januário”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde do dia 2 de Maio de 2013, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $27,00 (vinte e sete patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes deverão comparecer na Rua dos Pescadores n.ºs 116-190, Edifício Industrial “Veng Hou”, Macau, no dia 7 de Maio de 2013 às 11,00 horas para visita às instalações a remodelar a que se destina o objecto deste concurso. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 29 de Maio de 2013. O acto público deste concurso terá lugar no dia 30 de Maio de 2013, pelas 15,00 horas, na sala do “Museu” situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $52 000,00 (cinquenta e duas mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde aos 24 de Abril de 2013 O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
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desporto
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II Divisão Sporting mantém liderança isolada
Casa de Portugal cede empate António mil-homens
Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
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epois de na semana passada ter conseguido fugir dos lugares fundeiros da tabela classificativa do Campeonato de Futebol da II Divisão, o Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau deu ontem um pequeno passo para assegurar a manutenção no segundo escalão. A formação orientada por Pelé registou um empate a uma bola frente ao Chuan Lun em partida a contar para a décima segunda jornada da competição. Apesar da igualdade registada, a Casa de Portugal até se pode queixar da sorte. A formação de matriz portuguesa entrou melhor no encontro e num período de pouco mais de dez minutos enviou duas bolas ao poste da formação
adversária. O Chuac Lun foi, ainda assim, mais eficaz e acabou por colocar-se em vantagem numa das raras ocasiões em que conseguiu sondar com perigo o último reduto do Organismo Autónomo Desportivo. A derrota era o resultado que menos interessava ao grupo de trabalho orientado por Pelé e nos instantes finais da primeira parte, a Casa de Portugal conseguiu restabelecer a igualdade,
numa jogada de ataque em que o veterano Jean Perez combinou na perfeição com Lionel. O dianteiro português, que este ano reforçou a equipa, não complicou na hora do remate e fez o empate com tranquilidade. O onze de matriz portuguesa foi mais forte na segunda metade e até esteve perto de marcar no derradeiro minuto de jogo, mas o placard acabou por não mais se alterar. A formação pub
AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 11/P/2013 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 15 de Abril de 2013, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento e Instalação de Três Mesas de Operações aos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde do dia 2 de Maio de 2013, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $30,00 (trinta patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 30 de Maio de 2013. O acto público deste concurso terá lugar no dia 31 de Maio de 2013, pelas 10,00 horas, na sala do “Museu” situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $37 800,00 (trinta e sete mil e oitocentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde aos 24 de Abril de 2013 O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
Na quarta-feira, o Sporting Clube de Macau posicionou-se a um pequeno passo da subida ao convívio dos grandes do futebol da RAEM. A formação orientada por João Maria Pegado goleou o Chan Wai por quatro bolas a zero, num desafio que terminou antes ainda de cair o pano sobre a primeira metade por inferioridade numérica da formação de matriz chinesa. O Sporting aproveitou ainda assim os minutos que esteve em campo, apontando quatro golos e praticando
orientada por Pelé somou o segundo resultado positivo, depois de uma série avassaladora de derrotas e mantém-se acima da linha-de-água, ainda que a manutenção não esteja tecnicamente assegurada. O jovem técnico são-tomense mantém-se ainda assim convicto que na próxima época a Casa de Portugal vai voltar a disputar o campeonato do segundo escalão: “Os meus jogadores estão apostados em garantir a manutenção e eu acredito que eles serão capazes de o fazer”, sustenta Pelé.
um futebol irredutível. O veterano Pascoal Júnior, que bisou no desafio, inaugurou o marcador num remate de primeira na resposta a um bom cruzamento do lado esquerdo do ataque leonino. O avançado, nascido em Moçambique, dilatou a vantagem dos leões pouco depois, antes de João Braga dar de cabeça o melhor rumo a um pontapé de canto. Pedro Maia encerrou a contagem com um golo fácil, após um bom trabalho do camaronês Wamba no último reduto do Chan Wai. Com o triunfo alcançado na quarta-feira, o Sporting Clube de Macau mantém-se na liderança isolada da tabela, com seis pontos de vantagem sobre o segundo classificado Hong Ngai e nove para o terceiro posicionado Lai Chi.
Futebol Belenenses tentou contratar Eusébio antes do Benfica, diz antigo jogador azul
Imaginar Matateu e Eusébio juntos
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encedora da Taça de Portugal de 1960, a equipa do Belenenses fez, no final da época, uma digressão por Angola e Moçambique. Em Maputo, defrontou o Sporting de Lourenço Marques, Selecção de Maputo e Selecção de naturais. E José Castro, a A BOLA, conta o que aconteceu. “Fiquei com a incumbência de marcar um jogador que tinha apenas 18 anos. Fiquei de boca aberta com o que vi. Marcá-lo era um tormento para qualquer jogador. Perguntei-lhe o
nome, disse-me que se chamava Eusébio.” “Após o primeiro jogo que ele fez contra nós, alguns jogadores, eu incluído, foram ter com o nosso treinador, o Otto Glória, e dissemos: ‘Temos de levar este jogador. O miúdo é um talento enorme’”, junta José Castro. E o que aconteceu a seguir? “O treinador desvalorizou um pouco. Disse que como aquele jogador havia muitos. Deve ter sido o pior erro de julgamento do Otto Glória”, respondeu. Apesar do aparente de-
sinteresse do treinador, o certo é que o Belenenses não esqueceu Eusébio. E incumbiu um representante em Maputo de falar com a família e ver se era possível contratar o Eusébio para o Belenenses. “A pessoa que ficou a tratar não era do mundo do futebol, não deu o andamento rápido que era preciso, não foi hábil e, poucos meses depois, o Benfica contratou-o”, resumiu. “Já tínhamos o Matateu, imagine se o Belenenses tem sido mais rápido e hábil e tivesse contratado o Eusébio?” pub
AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 12/P/2013
AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 13/P/2013
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 15 de Abril de 2013, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento e Instalação de Um Equipamento de Radiografia aos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde do dia 2 de Maio de 2013, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $3100 (trinta e uma patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 30 de Maio de 2013. O acto público deste concurso terá lugar no dia 31 de Maio de 2013, pelas 15,00 horas, na sala do “Museu” situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $110 000,00 (cento e dez mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde aos 24 de Abril de 2013 O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 18 de Abril de 2013, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento de Vacina Contra a Gripe Sazonal aos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde do dia 2 de Maio de 2013, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $40,00 (quarenta patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 22 de Maio de 2013. O acto público deste concurso terá lugar no dia 23 de Maio de 2013, pelas 10,00 horas, na sala do “Auditório” situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $34 600,00 (trinta e quatro mil e seiscentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde aos 24 de Abril de 2013 O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
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[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB Evangelion 3.0: you can (not) redo [c] (FALADO EM JAPONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS) Um filme de: Hideaki Anno 17.00, 19.30 Sala 2
iron man 3 [3d] [c]
the big wedding
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 Sala 3
the big wedding [c]
Sala 1
iron man 3 [c]
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.30, 21.30
Aqui há gato
Um filme de: Justin Zackham Com: Robert De Niro, Amanda Seyfried, Katherine Heigl, Diane Keaton 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
VERTICAIS: 1-Irradiem. Rio que banha o distrito de Beja. 2-É engnado. Entregar, Debaixo de. 3-De outro modo. Ave fabulosa, única no seu género, a qual durava séculos e que, queimada, renascia das próprias cinzas (Mit.). Avenida (abrev.) 4-Espécie de resina perfumada que corre das incisões feitas no tronco do benjoeiro. 5-Tal como foi ditto. Verniz preto ou vermelho. 6-Dá pancada, bate. Vielas. 7-Porção de terra cercada de água por todos os lados. E não. 8-Agregareis. 9-Imprime. Luneta. Cobalto (s.q.). 10-Rio da Rússia. Ave corredora. Doutora (abrev.) 11-Porto abrigado. Declamador.
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Toadas, boatos. Que mia muito. 2-Bruto. Malícia (Fig.). Protecção. 3-Vogais. Iguais. Vaso bojudo, de gargalo estreito, geralmente de barro. Idem (abrev.). 4-Encerrado. 5-Paraíso terreal. Eleve, erga. 6-Comida (Prov.). Instrumento que serve para determinar a direcção vertical. 7-Corrente de água. Segurar-se com as gavinhas. 8-Carboneto de hidrogénio proveniente da destilhação da hulha. 9-Carta de jogar. Importunes, enfades. Consoantes iguais. 10-Faz doação. Combinação, mistura (Prep.). Jogo semelhante ao da paciência. 11-Evitas um mal. Zunir, zumbir.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:30 20:30 21:20 21:30 22:10 23:00 23:30 23:45 01:15 01:45
TDM News - Repetição Telejornal + 360º (Diferido) RTPi Directo TDM Talk Show (Repetição) Vingança Telejornal Ler + Ler Melhor Cenas do Casamento Escrito nas Estrelas TDM News Resumo Liga Europa Liga Europa: Benfica – Fenerbahce (Repetição) Telejornal – Repetição RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Percursos 15:35 Correspondentes 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 AntiCrise 17:20 Sexta às 9 17:55 Feitos ao Bife 19:10 Depois do Adeus 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:10 Ingrediente Secreto 22:35 Ler +, Ler Melhor 22:45 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 13:00 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights 13:30 Asean Basketball League 2013 Singapore Slingers vs. Sports Rev Thailand Slammers 15:30 MLB Regular Season 2013 Boston Red Sox vs. Toronto Blue Jays 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (Delay) Asean Basketball League 2013 San Miguel Beerman vs. Indonesia Warriors 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Smash 2013 23:00 Football Asia 2013/14 23:30 The Football Review 2012-2013
31 - STAR Sports 12:30 Volvo China Open Day 1 Highlights 13:30 (LIVE) Volvo China Open Day 2 17:30 (LIVE) ATP - BMW Open 18:30 SBK Superbike World Championship 2013 - Highlights 19:00 FIM European Of Nations 2013 - Highlights 19:30 (LIVE) ATP - BMW Open 22:30 Mobil 1 The Grid 2013 23:00 (Delay) Score Tonight 2013 23:30 (LIVE) ATP - BMW Open 40 - FOX Movies 11:40 The Hunger Games 14:05 I, Robot
16:00 17:55 19:30 21:00 22:25 00:05
Da Vinci’S Demons The Ugly Truth Surf’S Up Dude, Where’S My Car? We Are The Night The Avengers
43 - MGM Movies 13:00 Windows 14:30 Get Crazy 16:00 Fires Within 17:30 Caged Fury 19:00 Roadhouse 66 20:45 MGM Big Screen 21:00 Neon City 23:00 For A Few Dollars More
HORIZONTAIS: 1-ECOS. MIADOR. 2-MAU. SAL. ABA. 3-II. BILHA. ID. 4-T. FECHADO. A. 5-EDEN. A. ICE. 6-MANJA. PRUMO. 7-RIO. B. ELAR. 8-S. XILENIO. A. 9-AS. MACES. DD. 10-DOA. COM. CRO. 11-OBVIAS. ZOAR. VERTICAIS: 1-EMITEM. SADO. 2-CAI. DAR. SOB. 3-OU. FENIX. AV. 4-S. BENJOIM. I. 5-SIC. A. LACA. 6-MALHA. BECOS. 7-ILHA. P. NEM. 8-A. ADIREIS. Z. 9-DA. OCULO. CO. 10-OBI. EMA. DRA. 11-RADA. ORADOR.
À venda na Livraria Portuguesa Caso Kukótski • Liudmila Ulítskaia «O jovem cirurgião e obstetra Pável Kukótski, descendente de uma linhagem de médicos, possui um dom. Tem uma visão de tipo radiológico que lhe permite ver qual a doença dos seus pacientes. Caso Kukótski é uma das obras mais importantes de Liudmila Ulítskaia e decorre durante quase meio século da história russa, sendo percorrido pelos temas recorrentes na obra da autora, sobretudo a relação entre a religião e a ciência.»
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
Coma Comigo - Fácil, Bom & Barato • Helena Sacadura Cabral O novo livro de culinária de Helena Sacadura Cabral. Reconhecida cozinheira, a autora apresenta agora uma selecção de receitas fáceis de pôr em prática, saborosas e a um preço em conta, numa altura em que as pessoas se preocupam simultaneamente com a poupança e em manter uma alimentação saudável. Além de fotos de receitas, o livro apresenta algumas dicas de Helena Sacadura Cabral, que vão ajudar a tornar ainda mais fácil e inspirador o momento de cozinhar. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Há coincidências Sabiam que ontem abrimos a época balnear? Ninguém diria, com aquilo que choveu. Eu sai de mansinho à rua por volta da hora do almoço num dia que, aparentemente, mostrava-se agradável. O sol não espreitava, é verdade, mas a humidade também não dava um particular ar da sua graça e a temperatura estava por isso amena. E nisto pensei. Bom, tenho duas hipóteses. Ou vou espreitar a rapaziada a manifestar-se (já que até concordo com muitos dos protestos) ou vou ali ver os concertos do IACM em Hac-Sá. E, tal como eu, muitos devem ter pensado o mesmo. Até que começou um dilúvio interminável que me fez voltar com o rabinho entre as pernas de volta à redacção, completamente ensopadinho. Fui logo estenderme de quatro entre o desumidificador e o aquecedor. Mas diferentemente de mim, muitos não tiveram dúvidas. Seguiram directamente para a festa, tal como planeado pelo IACM. E assim a gritaria que se fez ouvir das suas bocas não ofendeu ninguém nem rebaixou um pouquinho mais o Governo. Mas na península os duzentos jovens dinâmicos (entre os dois mil manifestantes) mantiveram os pulmões cheios e projectaram as vozes por entre as pingas da chuva. Vozes que, devido a uma trajectória e um plano algo irreverente (fizeram queixas e protestos frente aos serviços que, em seu entender, andam a proceder mal com toda a população e estão a imagem de Macau cair na lama) não tardaram a ser censuradas. Neste caso, as autoridades foram postas não ao serviço do Governo mas da população. Quando chegavam perto da casa-forte do patrão (a sede do Governo) foram travados. E porquê? Tinham de sair da estrada e pôr-se no passeio como meros transeuntes. Mas caminhar pela Alameda da tranquilidade, passar pela Avenida Coronel Mesquita, Sidónio Pais, Rua do Campo, D. João IV e Avenida Praia Grande não houve problema. Embora nenhuma destas estivesse propriamente cortada ao trânsito. “Manifestem-se sim mas num cantinho da via e atenção aos carros.” Foi a mensagem deixada pelas autoridades numa manifestação que, diga-se, foi bastante controlada e filmada. Mas quando chegaram finalmente à Avenida Panorâmica do Lago Sai Van, ainda com uma considerável massa populacional (depois de duas horas de chuva torrencial), a polícia disse basta. E nisto, ainda que a via onde circulavam tivesse até sido (excepcionalmente) cortada ao trânsito - há que dizer que há seis vias, quatro no faixa onde prosseguiam - a polícia impediuos de andarem mais uns 300 a 500 metros até à frente do palácio cor-de-rosa. E chamaramlhe zelar pela segurança da via pública e da população. Eu chamar-lhe-ia antes um capricho suficientemente opressivo e repressor? E tudo porquê? Porque os meninos portaram-se mal e não foram desfrutar de um concerto de Verão harmonioso.
Pu Yi
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sexta-feira 3.5.2013
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Paul Chan Wai Chi*
um grito no deserto
De férias em Taipé
M
al acabou o Novo Ano Chinês fui até a uma agência de viagens marcar bilhetes de avião para Taiwan, durante os feriados da Páscoa, para fazer uma pausa desta vida frenética. Olhando para a comunidade chinesa em Macau, Hong Kong, Taiwan e China, a vida em Hong Kong é muito acelerada, a China tem um ambiente autoritário muito pesado e o cenário político de Macau é profundamente aborrecido. Taiwan é o único lugar onde todo o tipo de comunidades podem usufruir de igual desenvolvimento desde que terminou o regime autoritário da ilha e se deu uma mudança na liderança partidária. A sociedade civil tornou-se mais sofisticada com as diferentes comunidades a manterem relações equilibradas com benefícios e avanços para todos. Sempre que ando no Metro em Taipé e vejo os lugares reservados para grávidas, crianças, idosos, ou deficientes, vazios, apesar do metro estar completamente cheio, sinto-me extremamente satisfeito. O progresso dum lugar não se alcança de um dia para o outro. No último século Taiwan passou por uma série de infortúnios mas conseguiu ultrapassar a situação. Taiwan renasceu com a governação da família Chiang. Embora admire a sua erudição e o seu nível de conhecimento, não simpatizo particularmente com Chiang Ching-kuo. Quanto à China, antes do movimento democrático de 1989, a tendência ideológica era de abertura para que as pessoas começassem a imaginar uma China melhor.
O desenvolvimento constitucional em Hong Kong atingiu um ponto crítico. E o futuro de Macau? As pessoas podem sair da sua terra por algum tempo, mas não podem ficar permanentemente fora, não mais do que 183 dias por ano. Faço uma pausa para que no futuro consiga ir mais longe. Depois das férias em Taipé, voltarei a Macau e continuarei a trabalhar diligentemente Depois da Revolução Cultural a República da China parecia desfrutar de uma nova era. No entanto, depois da repressão de Quatro de Julho as reformas políticas passaram a ser um assunto intocável. A economia aberta da China fez com que o país socialista passasse de mudanças quantitativas para mudanças qualitativas, seguidas de uma corrupção exuberante por todo o país. Todos os líderes no princípio dos seus mandatos condenam em voz alta a corrupção e deixam aos sucessores este fardo pesado. O lado feio da sociedade está bem escondido debaixo do manto da prosperidade o que é um fenómeno que eu preferia não ver. Quanto a Macau, é uma cidade empobrecida em todos os aspectos, salvo no que diz respeito ao dinheiro, e dependente do jogo para sobreviver, enquanto o cenário político é dominado por grupos de interesse. O esquema anual de distribuição de dinheiro aos residentes é uma substituição do “lugar à democracia” e serve para monopolizar e controlar os recursos sociais. A cidade perdeu a sua vitalidade devido a estas distribuições, bem planeadas. Viver numa cidade assim é como um pássaro que vive numa gaiola. i. e. assegura que
o pássaro não morre mas impede-o de bater as asas e voar. Não há nada melhor do que espairecer em Taiwan depois de viver num ambiente destes e de lutar contra tudo e todos. Taiwan preservou muitas características chinesas. A comida, por exemplo. Nas ruas de Taipé pode-se encontrar todas as especialidades das províncias chinesas. E mais, em Taiwan usam-se caracteres chineses tradicionais na edição de livros antigos para preservar a essência dessas antiguidades. Comida e livrarias, para além da simpatia das pessoas, são as duas forças que mais me atraem em Taiwan e que me fazem não querer sair de lá. O desenvolvimento constitucional em Hong Kong atingiu um ponto crítico. E o futuro de Macau? As pessoas podem sair da sua terra por algum tempo, mas não podem ficar permanentemente fora, não mais do que 183 dias por ano. Faço uma pausa para que no futuro consiga ir mais longe. Depois das férias em Taipé, voltarei a Macau e continuarei a trabalhar diligentemente. *Deputado e membro da Associação Novo Macau Democrático
sexta-feira 3.5.2013
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Isabel Castro
isabelcorreiadecastro@gmail.com
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contramão
As paredes de papel
A
minha vizinha de cima nunca será uma grande pianista. Ouço-a há cinco anos, o tempo das escalas a medo, oitava para cima, oitava para baixo. Apesar de ser metódica e dedicada – toca todos os dias ao princípio da noite, a não ser ao fim-de-semana, quando acorda o prédio inteiro –, não identifico uma grande evolução neste último ano de trabalho árduo. O repertório, do tipo música de elevador, também não ajuda. Não sei se a minha vizinha é vizinha ou vizinho, mas estou em crer que será uma aspirante a pianista do sexo feminino, pela delicadeza do toque. Maiores certezas tenho em relação ao género do vizinho do lado: desperta todos os dias às seis e meia da manhã com um ataque de tosse de deitar o prédio ao chão, num tom cavernoso que indica vir de uma garganta de homem e de uns pulmões em mau estado. Este texto podia ser sobre a qualidade da construção em Macau e sobre as fracas paredes que nos separam uns dos outros, mas não é. Este texto podia ser sobre o Sin Fong Garden, que está tão na moda, mas não é. Este texto é sobre o que não ouço no meu prédio mas outros ouvem, sobre aquilo que já vi na rua e que todos já vimos. Este texto é sobre as paredes que decidimos erguer para não querermos saber uns dos outros. Há uma semana e um dia, o Chefe do Executivo explicou na Assembleia Legislativa a razão da alteração à proposta inicial da legislação sobre a violência doméstica. Floreados de retórica traduzida postos de lado, veio Chui Sai On argumentar que os delitos que se enquadram neste conceito não serão tornados crimes públicos porque lhe disseram, durante a auscultação que o próprio fez sobre a matéria, que muitas desavenças conjugais acabam na esquadra sem se tratarem propriamente de violência doméstica, pelo que a melhor via é tentar a conciliação, não a criminalização. Disseram-lhe também que muitas mulheres desistem das queixas. E disseram-lhe ainda que os maridos de Macau não são particularmente violentos. E ele sabe que, por cá, as famílias preferem soluções harmoniosas às que são impostas pela justiça. Vai daí, pensa-se com força na conciliação e em centros para o efeito – o que me parece bem, mas não é suficiente. E, vai daí, não consigo perceber para que serve uma nova lei. Fazer com que a violência doméstica passe a crime público é uma opção política como outra qualquer – e, como todas as
Assuma-se então que a opção política é a de deixar tudo como está simplesmente porque a política se faz de opções, para que não seja um insulto a quem não concorda com este caminho. Se as leis se regessem pelos hábitos, Macau continuava a ser a terra do ópio opções políticas, será sempre discutível. O que não consigo compreender é a argumentação para que tal não aconteça: a harmonia já não convence ninguém e a história de que as famílias chinesas gostam de resolver os problemas dentro de casa também não. Para começar, não é um acontecimento raro ver gente na rua a resolver problemas ao estalo – o namorado à saída do karaoke que bate na namorada, pais enraivecidos que não poupam os filhos ainda de fraldas. Depois, não percebo em que é a sociedade chinesa é diferente das sociedades que conheço, a começar por aquela de onde venho, aquela que diz que entre marido e mulher, não se mete a colher. Ninguém gosta de ver a sua intimidade invadida por estranhos, mesmo que a sua intimidade seja marcada pela violência, pelo medo e pela incapacidade de se mudar de vida. Em bom rigor, também ninguém gosta de se meter na vida dos vizinhos, pelo menos quando chega ao nível da denúncia de maus-tratos na porta ao lado. Eu não quero saber mais da vida dos moradores do meu prédio do que aquilo que já ouço. Mas sentir-me-ia na obrigação de agir se soubesse que, na sala
ao lado da minha, se espanca uma mulher. A parede de papel que nos separa não serviria para abafar o barulho. A parede de papel que existe – e que é para manter – obriga-nos a tapar os ouvidos. Aqui, como noutros locais do mundo, há vítimas de violência doméstica que desistem da separação no momento em que o processo já corre na justiça. E este tem sido um dos argumentos locais para deixar todas as decisões nas mãos das vítimas – que, na sua condição de vítimas, são a parte mais fraca, a parte fragilizada do processo. Alega-se que, a adoptar-se a possibilidade do crime público, serão mais os processos inúteis em tribunal, numa justiça que vive dias suficientemente difíceis. Mais uma vez, trata-se de uma opção política – em Macau não há um juízo de família e de menores, não há magistrados suficientes, não há espaço digno para o tribunal. Constroem-se casas para pandas num abrir e fechar de olhos, mas deixa-se a justiça num centro comercial onde a luz falha de vez em quando. Abrem-se as portas aos especuladores de Hong Kong que vendem as paredes de papel a preço de ouro, mas não se quer ir buscar magistrados à ex-metrópole. Assuma-se então que a opção política é a de deixar tudo como está simplesmente porque a política se faz de opções, para que não seja um insulto a quem não concorda com este caminho. Se as leis se regessem pelos hábitos, Macau continuava a ser a terra do ópio, marcávamos duelos à meia-noite no Porto Interior, continuávamos todos a fumar cigarros bem instalados nos cafés e as paredes que nos separam uns dos outros seriam de palha, que sempre se poupava no fraco tijolo e na tinta que as cobre.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Nova nota de cinco euros entrou em circulação ontem
A nova nota de cinco euros entrou em circulação esta quinta-feira, inaugurando uma nova série de notas com mais elementos de segurança. As novas notas têm “elementos de segurança mais robustos”, com o objectivo de “prevenir tentativas de colocação em circulação de notas contrafeitas”, explicou o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. O aparecimento destas novas notas mais seguras acontece depois de terem sido registadas, no ano passado, 33 notas de euros contrafeitas em cada milhão. O número desceu face a 2010, ano em que tinha sido detectado uma média de 51 notas contrafeitas. A nota de cinco euros que ontem entrou em circulação tem elementos diferentes da antiga: a marca de água e o holograma incluem um retrato da figura mitológica grega Europa, e o número cinco é em verdeesmeralda, mudando para azulescuro consoante a perspectiva. Nas margens da parte da frente da nota estão pequenas linhas impressas em relevo. Com entrada em circulação desta nova nota, não é necessário trocar a antiga. Esta continuará em circulação, sem perder o seu valor.
Espião morreu após agressão em prisão
Um indiano acusado de espionagem no Paquistão morreu, na noite passada, depois de ter sido vítima de agressões por parte de reclusos numa prisão de Penjab. O advogado da vítima e uma fonte médica informaram que Sarabjit Singh, que tinha sido condenado à morte há 16 anos por espionagem, no Paquistão, morreu após ter sido violentamente agredido na semana passada. O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, ordenou ontem que fossem apuradas as circunstâncias da morte e exigiu a punição dos responsáveis. “Os criminosos responsáveis do ataque bárbaro e assassino contra Sarabjit Singh devem ser levados à justiça.”
Bento XVI regressa ao Vaticano para coabitação inédita
O Papa emérito Bento XVI regressou ontem ao Vaticano, para uma coabitação inédita na história daquele estado religioso. Joseph Ratzinger, que resignou há dois meses e que durante esse período ficou na residência de verão de Castel Gandolfo, ficará a poucos metros do Papa Francisco, que lhe sucedeu na chefia da Igreja Católica. Bento XVI ficará agora no mosteiro “Mater Ecclesiae”. “Será dignamente acolhido”, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.
c a r t o on por Steff
outro drama de armas
Atletismo Dois portugueses correm na Grande Muralha da China
Voar durante oito horas António Caeiro Agência Lusa
S
e “ninguém é grande antes de subir à Grande Muralha”, como os chineses costumam dizer, Filipa Elvas e Álvaro Leite tornaram-se verdadeiros gigantes. Na passada quarta-feira, aqueles dois atletas amadores portugueses, ambos tripulantes da Tap, correram durante quase oito horas seguidas ao longo da maior fortificação do planeta. A proeza aconteceu na edição deste ano da Maratona da Grande Muralha da China, uma das mais difíceis provas do género, disputada nos arredores de Pequim, num percurso de 45 quilómetros, com 20.000 degraus e rampas muito inclinadas. Correndo com a bandeira de
Portugal nas costas, Filipa Elvas, de 37 anos, foi mesmo a única mulher a completar a prova. “Nunca fiz uma coisa fisicamente tão violenta como esta!”, contou Filipa Elvas à agência Lusa em Pequim. Dos 140 atletas de dezenas de países inscritos, entre os quais trinta mulheres, apenas 15 chegaram ao fim. O outro português, Álvaro Leite, de 41 anos, ficou em 4.º lugar. Filipa Elvas e Álvaro Leite começaram a preparar-se há quatro meses para a Maratona da Grande Muralha da China, treinando seis vezes por semana, pelo menos uma hora por dia. Para se adaptar aos degraus que iria encontrar, alguns dos quais com mais de meio metro de altura e que era preciso subir com a ajuda das mãos, Filipa treinou-se nas bancadas do
Estádio Nacional, no Jamor, arredores de Lisboa. “Era um sonho e uma aventura. Há dois anos que começámos a falar nisto”, disse Álvaro Leite. Para Filipa Elvas, trata-se de “uma prova essencialmente mental”. Só “mental”?! - “A forma física representa 30% do esforço”, concede a atleta. Álvaro Leite, especialista do triatlo, não parece concordar inteiramente com a sua colega, mas considera que “é preciso uma grande maturidade”. “Neste tipo de provas, chamadas ‘maratonas-aventura’, a maioria dos participantes tem mais de trinta anos”, realça. Durante a prova de Pequim, ambos perderam dois quilos e ao longo do percurso beberam mais de cinco litros de água. Não vale a pena perguntar se o esforço valeu a pena: “É uma grande satisfação ultrapassar os nossos limites”, diz Álvaro Leite. Segundo adiantou, em 2014 talvez participem numa outra difícil “maratona-aventura”: a do Tibete, o “tecto do mundo”, cuja capital, Lhasa, fica a mais de 3.500 metros de altitude A Grande Muralha da China, que começou a ser construída há mais de 2.000 anos, serpenteia ao longo de cerca de seis mil quilómetros, desde o mar de Bohai, na costa nordeste da China, até Jiayuguan, no noroeste do país. “Dei comigo a voar de braços abertos naquela Muralha?”, contou Filipa Elvas.
Portugal obrigado a devolver 310 mil euros
Portugal vai ter de devolver 310 mil euros do sector agrícola à Comissão Europeia, que vai arrecadar um total de 230 milhões de euros de verbas indevidamente utilizadas por 14 Estadosmembros. Portugal terá de devolver 310 mil euros de fundos da Política Agrícola Comum (PAC) relativos à exportação e organização comum do mercado do açúcar, uma correcção proposta por deficiências nos procedimentos de selecção das declarações de exportação para os controlos físicos. A Grécia é o estado-membro que mais terá de devolver a Bruxelas: 107,6 milhões de euros pela redução não conforme do rendimento mínimo para as uvas secas e deficiências nos registos de efectivos e nos controlos no local relativamente aos prémios “animais”. Seguese a Polónia - 79,9 milhões por deficiências no controlo do pedido inicial e na aprovação do plano empresarial das explorações agrícolas em regime de semisubsistência -, e o Reino Unido - 10,3 milhões cobrados também por deficiências na identificação dos animais e nos controlos no local no que respeita aos prémios “animais”. A CE receberá dinheiro da Bélgica, República Checa, Alemanha, Irlanda, Grécia, Espanha, Lituânia, Hungria, Malta, Polónia, Portugal, Eslovénia, Eslováquia e Reino Unido.
BCE desce taxa de juro para mínimo histórico O Banco Central Europeu baixou, esta quinta-feira, a taxa de juro de referência para 0,5 por cento, o novo mínimo histórico desde a criação da autoridade monetária.
Hugh Laurie “Dr. House” foi um pesadelo Hugh Laurie venceu de dois globos de ouro enquanto “Dr. House”, no entanto, para o actor a série tornou-se um pesadelo e chegou mesmo a inventar um acidente de carro para ficar alguns dias sem gravar. “Entendo que seja difícil de perceber mas a repetição de uma rotina mês após mês pode ser um pesadelo. Tive que inventar um acidente de carro para não gravar alguns dias”, disse o actor britânico, de 53 anos, numa entrevista à Radio Times. Hugh Laurie explicou que foi muito difícil ficar longe da família, que permaneceu em Inglaterra, durante os oito anos em que esteve a viver em Los Angeles, nos Estados Unidos, para filmar a série na qual interpreta o papel do Dr. Gregory House. “Foi muito difícil para a minha mulher e para os meus três filhos. Mas quando voltei foi uma bênção. Tinha saudades de passear o cão, ler e ouvir música”, revelou Hugh Laurie.