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Hoje Macau 3 FEV 2015 #3265

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Lista de sócios engorda na cantina. novas entradas suspensas hoje macau

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Chineses querem mulheres inexistentes china Página

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TerçA-feira 3 de Fevereiro de 2015 • ANO Xiv • Nº3265

Porto interior

passeios de barco dão a conhecer histórias do passado centrais

hojemacau

Zhuhai Residentes perdem milhões na compra de imóveis

as casas fantasma Há vários anos que mais de meia centena de residentes locais esperam por casas que compraram em Zhuhai e para as quais investiram as suas poupanças. Os lesados dirigiram-se ontem ao Governo para pedir ajuda num caso em que se dizem burlados em milhões de reminbis e contaram com o apoio de dois deputados que pedem a criação de um documento legal que proteja a aquisição de imóveis.

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Agência Comercial Pico • 28721006

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sociedade Página

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Director carlos morais josé


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diário de bordo

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hoje macau terça-feira 3.2.2015

por Carlos Morais José

ontem macau

A celebração dos 800 anos da Magna Carta fez com que a British Library resolvesse reunir os quatro originais do documento, que ainda existem. Eis a sombra de um dedo de um empregado da biblioteca sobre um dos exemplares. Nele o rei compromete-se a respeitar a lei e a estendê-la a todos os seus súbditos. João Sem Terra não tencionava cumprir a sua palavra.

horah

Há cada vez mais pessoas sem vícios a pedir ajuda porque simplesmente não conseguem pagar as suas rendas” Olívia Ip • Assistente social da Casa Corcel, sobre os sem-abrigo

“Tenho vindo a falar com colegas meus ligados aos casinos e eles acreditam numa quebra das receitas de10 a 15% . São números razoáveis, eu concordo” William Cheung • Professor da UM, sobre o impacto do fim do fumo nas salas VIP dos casinos

“É preciso uma consulta mais profissional porque o património é um bem da comunidade e para a comunidade e não apenas um produto fabricado dentro de uma ‘caixa negra’ por um departamento do Governo” Vizeu Pinheiro • Arquitecto, sobre o o relatório enviado à UNESCO sobre o Plano de Salvaguarda e Preservação do Centro Histórico

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“Muitas vezes peço para apresentarem sugestões, ideias que queiram que a ADM desenvolva, mas não há nada. Só querem é usufruir dos serviços da cantina, o que nos leva a pensar em modificar algumas coisas” Miguel de Senna Fernandes, presidente da ADM, sobre a suspensão de inscrições de novos sócios | P. 7

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Agnes Lam; António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

l i g u e - s e • pa r t i l h e • v i c i e - s e

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édito Imprensa e liberdade Agora que as águas acalmaram um pouco talvez seja altura de se voltar a falar de liberdade de imprensa em Macau. Tenho lido e ouvido muita argumentação, na maior parte dos casos de pessoas que não são jornalistas, ou seja, não estão realmente por dentro do assunto. Para muita gente, existir liberdade de imprensa, para além de estar garantida na lei (como é o caso de Macau), significa viver no melhor dos mundos, onde anjos tocam trombetas, o mel escorre das árvores juntamente com o leite, não existem mosquitos e onde os jornalistas gozam de uma liberdade que, para certas estéticas, devia roçar a libertinagem. Ora, acreditem, vê-se logo que nunca praticaram a profissão e não sabem do que estão a falar e, presume-se, também não sabem o que estão a pensar ou, como se diz muito hoje, a “achar”. Se o achismo se expande a todos os sectores, sobre a imprensa de facto toda a gente acha qualquer coisa. Inclusivamente, são eles que comunicam aos jornalistas se estes são livres ou não de exercer a sua profissão. É que, entenda-se, trata-se de uma profissão e não da liberdade de andar a mandar bocas, enxovalhar ideias ou denunciar casos sem provas, por mera suspeição ou “ouvir dizer”. O jornalismo, para o ser, obedece a regras, a preceitos e a valores, que convém explicitar. O resto é outra coisa. Se as pessoas que em países como Portugal, EUA ou o Ocidente em geral que existe uma total liberdade de imprensa, recomendo os comentários sobre os media de Noam Chomsky que, muito calmamente, explica como aquilo a que chama “mainstream media” estão claramente controlados e quem não concorda com a cartilha será melhor procurar trabalho noutro lado. Pode é claro fazer um blogue, uma página de notícias na internet e morrer de fome. Não me venham com tretas: desde o início desta profissão que o jornalista sabe muito bem o que são os jornais e por isso mesmo com o tempo arranjou regras que lhe garantam a independência. A profissão implica saber dar a volta ao texto mesmo quando não existe censura, de modo a fazer passar a notícia que de outro modo se arriscaria a não ser publicada, por ir contra os interesses ou a opinião, por exemplo, dos donos dos jornais. Isto é verdade no Guardian e no New York Times, como o é no Público ou no Diário de Notícias. O jornalismo não é para anjinhos. Mas muitos gostam de se juntar em coro eclesial, demonstrando uma grande ingenuidade, e bolsar opiniões irrelevantes, cuja utilidade se limita a mostrar como quem as promove se encontra a anos-luz da realidade. A situação do jornalismo em Macau, em termos de liberdade de imprensa é muito melhor que em todos os países e regiões que nos rodeiam, incluindo Hong Kong. Tenho dito.


grande plano

hoje macau terça-feira 3.2.2015

Imóveis Residentes perdem milhões com compra de casas em Zhuhai

A investimento perdido hoje macau

Já são mais de 50, o número de residentes locais que viram as suas poupanças deitadas por terra com a compra de casas em Zhuhai que nunca foram construídas. Ontem, parte deles entregaram uma carta ao Governo e contaram com o apoio de dois deputados nesta luta Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

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ais de 50 residentes de território queixaram-se ontem por nunca terem conseguido recuperar o dinheiro que investiram na compra de casas em Zhuhai que não chegaram sequer a ser construídas. Dez anos depois, o grupo de pessoas afectadas junta-se aos deputados Zheng Anting e Mak Soi Kun para entregar uma carta na sede do Governo, protestando por terem sido alegadamente enganados e burlados em vários milhões de reminbis através da aquisição de moradias na cidade vizinha. A história de Lo é como a de tantas outras pessoas. O comprador investiu, em 2008, em financiamentos hipotecários destinados à aquisição de um imóvel residencial ainda em construção, sem nunca ter, no entanto, recebido qualquer certificado de pré-venda. O edifício foi já finalizado, mas Lo ainda não assinou o contrato oficial de compra e venda com o construtor. Outra das alegadas proprietárias, Ieong, assegura ter pago 1,5 milhões de reminbis em 1998 – tempo da Administração portuguesa – para comprar outra das moradias, da Empresa de

“As condições dos imóveis alteraram‑se gravemente, e devia ser-nos devolvido um milhão de reminbins como parte do pagamento pela casa, juntamente com mais 750 mil de juros e outros 100 mil de indemnização” Ieong Alegada proprietária de um dos imóveis

Imóveis Sino, através de um leilão do Tribunal Gaoming, em Foshan. Nesse momento, Ieong havia já recebido um certificado de pré-venda por parte da autoridade que fazia a gestão do imóvel. No entanto e dois anos depois, o edifício não chegou a ser concluído, em parte devido à mudança de construtor por mais de dez vezes.

O juiz decide

Mesmo assim, o Tribunal Popular Superior da província de Guangdong decidiu que as casas continuariam sob alçada dos proprietários. Até 2011, a construtora foi a Companhia Industrial Hao Yih, que alterou o nome do

edifício e pediu ao Tribunal Popular de Jinwan para cancelar os contratos de venda das vivendas a residentes locais, acusando-os de nunca ter pago qualquer montante pelas propriedades. Ieong considera que o tribunal de Jinwan se sobrepôs ao Tribunal Superior da província de Guangdong, julgando o caso pela segunda vez, altura em que eliminou os contratos dos proprietários, sem qualquer condição. Assim, os 16 compradores perderam os seus imóveis e estão impossibilitados de receber o dinheiro de volta, bem como qualquer indemnização. “As condições dos imóveis alteraram-se gravemen-

te, e devia ser-nos devolvido um milhão de reminbins como parte do pagamento pela casa, juntamente com mais 750 mil de juros e outros 100 mil de indemnização”, começou Ieong por defender. “No entanto, nunca esteve em cima da mesa uma devolução do dinheiro por parte dos construtores e além disso ainda recebemos uma decisão injusta do tribunal porque as provas de segurança na compra de casa em Zhuhai são irreais e contrariam a realidade”, acrescentou.

Apelo ao Chefe

Insatisfeitos com a decisão, os residentes avançaram com a questão para a vertente

judicial, para o Tribunal Popular Intermediário da região vizinha, mas o próprio julgamento, dizem, foi mais “ridículo” do que toda a situação. “Foi alegado que nós nunca emigramos para a cidade de Zhuhai, no entanto, de acordo com o registo do Gabinete de Imigração de Macau, é mostrado de forma clara que entramos e saímos do posto fronteiriço. Há o registo dessas passagens constantes. Mas mesmo assim, o tribunal não admitiu, emitindo até um documento que indicava que nós não entrávamos na cidade”, afirmou, salientando que os dois tribunais em causa “apoiaram o construtor, sem ter em consideração as

“O dinheiro investido são poupanças de quase toda uma vida, neste momento estou sem casa, sem o dinheiro, já para não falar das constantes viagens à cidade vizinha para tratar de todo o caso” Ieong

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outras partes envolvidas”. “A companhia é quem ganha mais ao eliminar os contactos de compra das vivendas”, remata. Os residentes consideram assim que a decisão dos tribunais foi um acto de “usurpação” e esperam que o próprio Chefe do Executivo, Chui Sai On, tome uma medida em auxilio, para uma justa recuperação. “O dinheiro investido são poupanças de quase toda uma vida, neste momento estou sem casa, sem o dinheiro, já para não falar das constantes viagens à cidade vizinha para tratar de todo o caso. Enfim, é muito incomodativo, tudo isto”, disse uma das residentes envolvidas, Ieong. A residente também anseia e espera que o Governo de Macau ajude a proteger o direito de investimento dos residentes envolvidos através dos regulamentos da Lei de Actividade de Mediação Imobiliária. As vítimas esperam ainda que os futuros investidores, residentes de Macau, vejam os seus direitos protegidos, sobretudo quando pensarem em comprar habitações na Ilha da Montanha, ou em qualquer parte do interior da China. “Na altura da nossa compra recebemos um certificado de pré-venda, mas o que acontece agora é que esse certificado não é entregue, o que torna a situação ainda mais perigosa, ou seja, menos segura”, defendem os residentes.

Deputado dixit

Também o deputado Zheng Anting se mostra preocupado com a situação. “Recebi muitas queixas sobre este assunto e como a cooperação económica entre Macau e interior da China é um tema muito presente, muitos residentes de Macau decidiram comprar casas no interior da China, na altura em que os preços estavam muitos altos para comprar em Macau”, explicou o deputado. Como sugestão, o Zheng Anting, defende que o Governo deveria criar um mecanismo de cooperação com o interior da China tornando o certificado de pré-venda um documento legal e eficaz, permitindo assim a consolidação da transparência de informações da venda de prédios no interior da China. Assim, com esta medida, defende o deputado, em caso de falha os construtores seriam colocados numa lista negra, protegendo todo o sector da aquisição de imóveis.


política

hoje macau terça-feira 3.2.2015

tiago alcântara

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Obras Públicas Coutinho quer responsabilidade assumida e prazos cumpridos

apesar do Comissariado de Auditoria se “limitar, agora, somente a enunciar um leque de problemas e sugerir ao Executivo que adopte certas medidas, nada é feito pelo efeito responsabilizador”, que, “não existe”.

O deputado Pereira Coutinho quer que o Governo responsabilize os que por culpa própria fizeram com que as obras públicas não estivessem prontas na data prevista. Preocupado com o aumento de custos e falta de orçamentos o deputado espera pela mudança

Universidade em pedaços

Tudo a tempo e horas por favor Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

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stes atrasos não abonam a favor da imagem de Macau”, assim começa por dizer o deputado Pereira Coutinho, quando questionado sobre os constante atrasados nos três projectos de obras públicas: Terminal de Pac On, Metro Ligeiro e o novo campus da Universidade de Macau (UM). O deputado, num interpelação escrita, classifica a situação dos atrasos nas obras públicas de “inadmissível”, mas não só. “O aumento do custo, o incumprimento dos prazos e de execução e a falta de estimativas sobre as despesas na realização de obras públicas é inadmissível. O dinheiro público deve ser gasto de forma adequada, racional e transparente no interesse de todas as pessoas”, defende. Recorde-se que a obra do Terminal de Pac On estava prevista ser concluída em 2013, algo que não aconteceu, tendo sido posteriormente adiada para 2014, o que não se verificou também. Também a obra do metro ligeiro tem sido

marcada por vários atrasos e derrapagens orçamentais, algo definido pela Associação de Engenharia e Construção de Macau e a empresa construtora da 1ª fase do metro ligeiro na Taipa, como um “mal-entendido”. “Tenho reparado que o Governo encomenda muitos estudos e relatórios a empresas particulares por ajuste directo e é com base nesses estudos que o Governo toma as decisões, em que muitas delas demonstraram ser desastrosas. Muitas obras importantes e de custo elevado, sofreram um aumento de custos de uma maneira astronómica. Isto é realmente negativo. Apesar de termos muitos recursos financeiros, isto em nada abona a imagem do Governo de Macau”, afirmou Pereira Coutinho ao HM. O deputado pretende então que o Governo tome medidas para “evitar o aumento do custo, o incumprimento dos prazos de execução e a falta de estimativas sobre as despesas na realização das obras públicas”, assim como também quer saber se o Executivo vai ou já tomou medidas que permitam “responsabilizar os responsáveis”

pelas constantes derrapagens nos custos das obras, assim como relativamente aos atrasos. Algo que o próprio deputado já não acredita. “Quando estas obras começaram estavam o ex-Secretário [das Obras Públicas e Transportes] em funções, assim como o ex-director, portanto não acredito que alguém seja responsabilizado”, defende, rematando, “vamos ver o que surge do novo Secretário”, referindo-se a Raimundo do Rosário. Para o deputado o maior responsável é e será sempre o Chefe

do Executivo, por ser o dirigente máximo nos termos da Lei Básica. “Apesar de delegar as competências para o Secretário das Obras Públicas e Transportes, é da sua responsabilidade o não cumprimento dos prazos”, diz. Pereira Coutinho reforça que é preciso “saber que medidas eficazes” tem o Governo na manga. “Até o próprio Comissariado de Auditoria está sistematicamente a alertar para a questão do excesso de custo que se tem verificado, mas em nada o Governo tem melhorado”, afirma. Por outro lado, diz ainda,

“O aumento do custo, o incumprimento dos prazos e de execução e a falta de estimativas sobre as despesas na realização de obras públicas é inadmissível” “Até o próprio Comissariado de Auditoria está sistematicamente a alertar para a questão do excesso de custo que se tem verificado, mas em nada o Governo tem melhorado”

Sobre as várias falhas na construção do novo campus da UM, o deputado também reforça a necessidade de reparar o que “mal feito está” e por isso pergunta para quando prevê o Governo elaborar novos contratos “com empresas para os reparar”, se já os fez, e qual o montante que a administração pretende despender para tratar de todos os problemas no campus. É de lembrar que em Setembro passado, depois da sua inauguração e em tempos de chuvas, o campus sofreu vários estragos causados pelo mau tempo e má construção. Na altura alguns alunos chegaram a colocar fotografias numa página, por eles criada, na rede social Facebook denunciando os casos. Portas partidas, canos rasgados fechaduras partidas, existia uma pouco de tudo numa construção que se pretendia em pleno funcionamento. “O programa político do Chefe do Executivo, entre as muitas promessas, prevê que haja uma governação transparente e cientifica”, diz Pereira Coutinho, sublinhando que será com “a apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG)”, que será feita a “prova dos nove para saber o que pensa o novo Secretário e a sua nova equipa de área das obras públicas e transportes”, conclui.


política 5

hoje macau terça-feira 3.2.2015

Regime de Previdência Pela obrigatoriedade de descontos

Em prol da sobrevivência tiago alcântara

É a vez de José Pereira Coutinho pedir ao Governo a implementação de um regime de previdência obrigatório para o sector privado. Actualmente, as empresas não são obrigadas a descontar para a pensão de aposentação dos trabalhadores e o deputado discorda deste modelo

Imposições

Actualmente, apenas os funcionários da função pública gozam do direito de um regime de previdência obrigatório, no qual o serviço ou departamento para o qual trabalham coloca um determinado montante mensal de parte que, somado aos vários anos de trabalho, perfaz uma pensão de aposentação alegadamente proporcional ao salário recebido. Em declarações ao HM, o deputado comenta que o sistema de protecção aos reformados do território está desactualizado.

“Já se chegou à conclusão de que os descontos de 5% feitos pelo empregado e empregador são, manifestamente insuficientes para garantir uma velhice tranquila”

Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

A

tiago alcântara

gora é a vez de José Pereira Coutinho insistir, tal como já outros deputados fizeram, na criação de um Regime de Previdência – pós-aposentação – obrigatório para o sector privado. De acordo com declarações do também presidente da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), a ideia é estabelecer um regime que obrigue as empresas a descontar determinada percentagem para uma conta de cada um dos seus funcionários, de forma a que estes tenham acesso a uma reforma depois de se aposentarem. “É importante criar um regime de descontos obrigatório. Já existe, há mais de uma dezena de anos e já se chegou à conclusão de que os descontos de 5% feitos pelo empregado e empregador são, manifestamente insuficientes para garantir uma velhice tranquila”, começou o deputado por explicar.

balhadores de mais de 15 países”. Posto isto, Pereira Coutinho argumenta que o mesmo se passa na RAEM, podendo a situação obrigar a que muitos trabalhadores tenham de trabalhar para além dos 65 anos e em diferentes empregos, numa situação que o deputado refere como precária. Tudo isto porque, alega, o actual regime do sector privado é “voluntário e pouco eficaz”.

Pereira Coutinho Deputado

Numa interpelação escrita, Pereira Coutinho questiona o Governo sobre que medidas têm sido colocadas em prática para “que os trabalhadores não sejam prejudicados na sua aposentação”, já que grande parte deles, justifica, são contratados “com subordinação jurídica e horário de trabalho”,

mas obrigados a celebrar contratos que diz serem “atípicos”.

A galinha do vizinho...

No documento, o presidente da ATFPM frisa ainda uma tendência que confirma ser crescente em Hong Kong, onde vários inquiridos de um estudo receiam que a sua qualidade

de vida piore durante a reforma. Na interpelação, Pereira Coutinho refere que, de acordo com o estudo – encomendado pelo banco HSBC –, “a maioria dos trabalhadores de HK estavam com receio de não dispor de dinheiro para sobreviver após a aposentação, não obstante economizarem mais que os tra-

“Estamos extremamente atrasados no tocante à protecção da velhice dos trabalhadores e é importante que, desde jovens, entidade empregadora e trabalhadores façam os devidos descontos para ter uma qualidade de vida na aposentação como tinham quando estavam no activo”, encerra o deputado. A necessidade de criar um regime de descontos obrigatório passa por transformar o actualmente existente regime de previdência voluntário – por parte das empresas – numa imposição.

Reforma política Ng Kuok Cheong quer saber se já foi dado o “1º passo”

O

deputado directo Ng Kuok Cheong pretende saber se o Chefe do Executivo falou em Pequim, na sua última visita oficial, sobre o “primeiro passo para a reforma política, de acordo com a Lei Básica”. Numa interpelação escrita, Ng Kuok Cheong referiu que Chui Sai On tem apresentado a “desculpa” de que

a decisão de implementar uma reforma política cabe ao Governo Central. No entanto, o deputado considera que a postura do Chefe do Executivo tem sido “incompatível” com os cinco passos que devem ser dados para que haja maior democracia na RAEM. O primeiro deve ser a apresentação da “abertura à reforma” junto do comité

permanente da Assembleia Popular Nacional (APN). “Sem entrar em conflito com as questões de segredo de Estado, pode o Governo da RAEM explicar se já consultou o Governo Central sobre o tempo adequado para a abertura à reforma política, bem como se está à espera de directrizes do país. Caso contrário, porque é que empurra as

responsabilidades para o Governo Central?”, questionou o deputado. Recorde-se que em 2012 o Governo já levou a cabo o processo de reforma política, que incluiu o aumento de mais 100 membros para a Comissão Eleitoral que elege o Chefe do Executivo e mais quatro deputados (directos e indirectos) para a Assembleia Legislativa. - F.F.


6 política

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AL Chan Chak Mo fala de dificuldades na contratação de funcionários As falta de pessoal na Assembleia Legislativa faz‑se sentir em foi discutida a revisão da vários sectores, Lei Orgânica. Citado pela Rádio Macau, o presidente nomeadamente assume a existência de algumas dificuldades a ter em na área da conta na revisão do diploma que deverá actualizar o funtradução, onde cionamento da AL durante a ainda continuam próxima década. “Não temos ainda este por preencher custo previsto porque é difícil recrutar pessoal”, 15 vagas disse aos jornalistas. O de-

Quem quer vir trabalhar?

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han Chak Mo disse haver dificuldade em contratar funcionários para trabalhar na Assembleia Legislativa da RAEM. O deputado falava na qualidade de presidente da 2ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), após uma reunião do colectivo onde

putado anunciou ainda que estão agora abertas vagas para auxiliares e motoristas justificando, contudo, que “é muito difícil contratar pessoas para a área da tradução”. A mesma notícia da estação local avança que estão ainda abertas 15 vagas para a posição de tradutor. Para ilustrar a falta de pessoal sofrida na AL,

Carlos Marreiros exorta criação do Plano Director para Macau

Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, esteve ontem reunido com os responsáveis pelo Albergue da Santa Casa da Misericórdia (SCM), tendo garantido que a sua tutela está a preparar novas políticas na área da cultura. Carlos Marreiros, arquitecto e director-geral do Albergue SCM, pediu urgência na criação do Plano Director para Macau, por forma a “permitir o desenvolvimento sustentado da cidade”. Marreiros falou ainda da “necessidade de criar incubadoras culturais e de indústrias criativas, incentivando a criação local”, tendo pedido ainda o fim do trânsito em algumas zonas da cidade.

Chan Chak Mo explica que a posição de Secretário-geral adjunto da AL está por preencher há mais de seis anos, com um salário que ronda as 70 mil patacas. “Se não aumentarmos a nossa estrutura, vai haver uma fuga de pessoal. O volume de trabalho aumentou

bastante e se não houver um número suficiente de trabalhadores, os que cá estão poderão sofrer com isso, mesmo com o aumento das remunerações”, frisou Chan Chak Mo, acrescentando que deve haver mais medidas de incentivo além do aumento dos ordenados.

Além das 15 vagas na área da tradução, poderão ainda ser abertas mais 20 no sector dos técnicos superiores, que actualmente conta com apenas sete pessoas.

Mudar para quê?

A Lei Orgânica está a ser revista depois de quatro

Deputado pede melhorias do serviço público “Wi-Fi Go”

Internet má e a más horas O deputado Zheng Anting considera que o actual serviço de internet “Wi-Fi Go” não é suficiente dado o elevado número de turistas que Macau recebe anualmente. Numa interpelação escrita entregue ao Governo, o deputado directo à Assembleia Legislativa (AL), número dois de Mak Soi Kun, aponta o dedo ao serviço prestado. “Queixam-se os residentes e visitantes contra a falta de estabilidade na recepção de sinais

e a fraca velocidade na transferência de ficheiros. Será isto devido a deficiências técnicas, a problemas do fornecedor ou à falta de fiscalização por parte do Governo? De que medidas dispõe o Governo para reforçar a estabilidade da recepção de sinais?”, questionou. Para além disso, Zheng Anting chama a atenção para o horário de funcionamento desta plataforma. “O serviço Wi-Fi Go funciona actualmente das 8 da manhã até à 1 da madrugada

do dia seguinte, situação que é intolerável nos dias de hoje em que se registam tão grandes avanços tecnológicos na área das telecomunicações. Quando é que o Governo projecta alargar o horário de funcionamento do serviço Wi-Fi Go, para que mais utilizadores possam ter acesso a este serviço?”, apontou.

Fraca cobertura

Zheng Anting exige, sobretudo, que este serviço chegue a mais pontos do território. “A rede de

deputados terem sugerido isso mesmo, já que consideram que é preciso alterar o modo de funcionamento e de resposta às necessidades criadas pelo aumento de deputados e volume de trabalho. O documento de revisão aposta na melhoria de condições de trabalho dos funcionários, principalmente para quem se encontra em regime de disponibilidade permanente. Para os deputados da 2ª Comissão Permanente da AL, o aumento dos salários em 30 pontos do índice é uma mudança positiva. Há, no entanto, dúvidas sobre o espectro de trabalhadores que devem usufruir desta regalia. Aos jornalistas, o deputado referiu que ainda não há um orçamento definido para os gastos que serão feitos com a reformulação da AL. A posição de Secretário-geral adjunto da AL está por preencher há mais de seis anos, com um salário que ronda as 70 mil patacas.

fibra óptica e a rede 3G têm cobertura em toda a Macau. Quando é que a área de cobertura dos pontos de acesso gratuito a Wi-Fi pode ser alargada?”, questiona o deputado. O deputado recorda ainda os números de um serviço em 2010. “É de lamentar que, desde a sua disponibilização até à data, não obstante os pontos de acesso terem passado de 34 para 164, a sua qualidade deixa algo a desejar, daí haver uma chuva de críticas. Ao longo destes quatro anos apenas se registou um pouco mais de 1,5 milhões de ligações com sucesso nestes pontos de acesso, o que, comparado com os cerca de 30 milhões de visitantes acolhidos por ano, é uma taxa relativamente baixa”, lembrou. - A.S.S.

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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.º 39/2015 -----Não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o Sr. WONG KAI HANG (portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 12422xxx), explorador do bar com karaoke “LEGEND CLUB”, situado na Rua de Londres n.º 216, Edf. “ZHUKUAN” r/c & sobreloja, que na sequência do Auto de Notícia n.º 220/DI/2013, levantado pela DST em 15.05.2013, e por despacho da signatária de 05.09.2014, exarado no Relatório n.º 683/DI/2014, de 28.08.2014, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório.----------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determindo, que deve, nos termos do n.º 3 do art.º 95.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M, de 1 de Abril, pode, no prazo de 5 dias úteis, contados a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria do referido Auto de Notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em Direito.----------------------------A matéria daquele Auto de Notícia constitui infracção ao artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M, de 1 de Abril – “Os estabelecimentos hoteleiros e similares só podem abrir ao público após a emissão da licença respectiva.”, punível com encerramento imediato do estabelecimento e multa de $30,000.00 (trinta mil patacas), nos termos do n.º 1 e da alínea b) do n.º 2 e do artigo 67.º do citado diploma, a multa é elevada para o dobro quando não haja sido dado cumprimento ao disposto no artigo 14.º.----------O processo administrativo poderá ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.º andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 29 de Janeiro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

PARENTS ARE WELCOME TO ATTEND A PARENTS’ INFORMATION MEETING FOR ENROLING NEW K1 PUPILS FOR SEPTEMBER 2015 AT MACAU ANGLICAN COLLEGE AV. PADRE TOMÁS PEREIRA, NO. 109-117, TAIPA, MACAU THIRD FLOOR, SCHOOL HALL ON TUESDAY, FEBRUARY 10th 2015, 7:30 P.M. *Four new K1 classes commence in September 2015. *100 places will be offered to new K1 pupils aged 3, in 4 classes of 25. *English and Putonghua are the main languages of instruction. *Creative teaching styles; child centred learning. *Application Days, from March 2nd to 5th 2015. *Assessment Day, Saturday, March 7th 2015, from 9:00 a.m. (Details to follow).


sociedade

hoje macau terça-feira 3.2.2015

Associação dos Macaenses Inscrição de novos sócios suspensa

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Preços vão aumentar

Os actuais preços da cantina da ADM são atractivos: um sócio paga cerca de 50 patacas por refeição, enquanto que para quem não é da casa o preço pode chegar às 80 patacas. Diariamente são servidos dois

A Associação dos Macaenses não está a aceitar a inscrição de novos sócios, por forma a controlar a recente vaga de novas pessoas que procuram as refeições baratas da cantina. Miguel de Senna Fernandes assegura que os preços vão mesmo aumentar

Só para comer não chega

tipos de pratos, incluindo sobremesas e café. Tudo está incluído no preço e cada pessoa pode servir-se as vezes que desejar. O presidente da ADM ainda não tem um plano definido, mas garante que uma das mudanças passa pelo aumento dos preços.

Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

A

“Sempre tivemos esta política, a de não fazermos lucros com a cantina. O que é certo é que garantimos uma boa comida. Mais tarde, depois das obras, vamos ver que tipo de serviço é que vamos oferecer aos sócios. Vamos naturalmente rever os preços. O universo dos sócios vai compreender que as coisas não podem ser tão baratas”, acrescentou Miguel de Senna Fernandes.

É hora de organizar a casa

À

hora de almoço são muitos os que procuram a cantina da Associação dos Macaenses (ADM), localizada na Rua do Campo, para fazer uma refeição diversificada e mais barata do que muitos restaurantes. Tal facto levou a um aumento de novos sócios, mas o presidente da ADM, Miguel de Senna Fernandes, confirmou ao HM que não estão a ser aceites novas inscrições. “Não vamos aceitar porque, para já, vamos entrar em obras e é uma questão de organização. Temos de fazer o controlo do número de sócios, porque cada sócio que entra significa certos benefícios, e muitas vezes também temos de fazer as contas.” “Temos muitos sócios agora, mais por causa do serviço de cantina. As pessoas querem ser sócias porque querem beneficiar de uma refeição mais barata. Em termos de inscrições temos mais de mil pessoas”, disse ao HM Miguel de Senna Fernandes, que confirmou que não existe um calendário para que a ADM possa voltar a aceitar novas inscrições.

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associação New Gaming Employees Advance denunciou a existência de autocarros de operadoras de Jogo que circulam com sobrecarga de funcionários dos casinos, algo que justificam com a insuficiência do número de veículos de transporte. Num inquérito feito pela associação, com 830 questionários e onde a maior fatia dos entrevistados eram trabalhadores do grupo Sands, 82% estavam insatisfeitos com o serviço de transporte fornecido pela operadora. A grande maioria dos inquiridos sugeriu mais celeridade no arranjo dos veículos, que muitas vezes avariam. “Os mais de 80% dos 750 questionários a funcionários da Sands Macau mostram que os autocarros estão

“Vamos pôr cobro a esta situação porque há pessoas que querem entrar para a associação só porque querem comer. Esta é uma situação que vamos modificar. Os preços da cantina vão aumentar, isso é uma certeza”, garantiu ao HM.

“Temos muitos sócios agora, mais por causa do serviço de cantina. As pessoas querem ser sócias porque querem beneficiar de uma refeição mais barata. Em termos de inscrições temos mais de mil pessoas” Miguel de Senna Fernandes Presidente da ADM

Jogo Autocarros de operadoras sobrelotados

A carreira já vai cheia sempre sobrecarregados, as carreiras são insuficientes e o tempo de espera é demasiado longo” referiu o director da associação, Chan Chi Kin.

Sempre os mesmos

O responsável acrescentou que desde 2008 que não há um aumento do número de carreiras, o que contraria a actual realidade de uma subida significativa no número de funcionários contratados pela empresa. “Quando o Sands abriu, as carreiras de autocarro passavam a cada 15 ou 20 minutos, mas a crise financeira de 2008 provocou uma diminuição do número de carreiras, que pas-

saram a circular de meia em meia hora”, começou o responsável por explicar. “No entanto, a melhoria do estado das instalações não

acompanhou o desenvolvimento económico e o grande aumento do número de funcionários”, continuou.

O presidente da ADM lamenta que a comida seja o principal chamariz para novas inscrições, lamentando a falta de participação noutras actividades. “Esse é o lamento de todas as direcções, todos nós que fazemos as coisas e puxamos pelos sócios e eles não querem aderir. Muitas vezes peço para apresentarem sugestões, ideias que queiram que a ADM desenvolva, mas não há nada. Só querem é usufruir dos serviços da cantina, o que nos leva a pensar em modificar algumas coisas”, frisou. Miguel de Senna Fernandes espera, contudo, que as alterações sejam do agrado de todos aqueles que pertencem à ADM. “Ainda não temos uma fórmula porque não é fácil que seja do agrado de todos. Há que incentivar a que os sócios também participem nas nossas coisas. Temos sócios de muita qualidade, de todas as profissões, e era bom que nos pudessem ajudar e aderir às actividades”, concluiu.

Ao HM, a secretária geral da associação, Mandy Wong, referiu que houve até casos de autocarros impossibilitados de circular devidamente nas estradas por causa da sobrecarga de utentes. “Parece que estão a brincar com a nossa vida e a empresa deve ter este assunto em atenção, não ligar só às receitas do Jogo”, disse. Wong espera ainda que todas as operadoras, juntamente com o Governo, possam regulamentar o número de passageiros permitidos dentro de um autocarro e proceder ao aumento do número de veículo, de modo a aliviar a sobrecarga sentida. A Direcção dos Serviços para Assuntos de Tráfego (DSAT) afirmou ao canal chinês de Rádio Macau que, caso identifique algum caso de sobrecarga de passageiros nos autocarros, as autoridades poderão intervir e acusar os responsáveis através do Regulamento de Trânsito Rodoviário.


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tiago alcântara

Casinos Receitas descem 17,4%. Galaxy lidera mercado

Duelo de titãs

As receitas das operadoras continuaram a descer em Janeiro, cumprindo assim o oitavo mês consecutivo de quebras. Algo que, segundo os analistas, deve continuar a acontecer durante o primeiro semestre deste ano

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Galaxy Resorts lidera o mercado dos casinos em Macau, que terminaram o mês de Janeiro com receitas brutas de 23.748 milhões de patacas, menos 17,4% do que no mesmo mês de 2014. Dados compilados pela agência Lusa indicam que a Galaxy fechou o mês de Janeiro com uma quota de mercado de quase 22,5%, mais meio ponto percentual acima da

rival Sociedade de Jogos de Macau (SJM), e mais de dois pontos acima da Sands China, do magnata norte-americano Sheldon Adelson, que tem em Macau os dois maiores casinos do mundo. A segunda metade do ranking de operadores foi ocupada pela Melco Crown Entertainment, que tem em Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, um dos dois principais accionistas, com uma quota de

MGM anuncia aumentos para croupiers A MGM Macau vai pagar um bónus, equivalente a um mês de salário, a todos os funcionários do casino que não desempenhem funções de gestão na operadora. A garantia foi dada ontem em comunicado. O montante será distribuído “de forma discricionária” a todos os trabalhadores durante este mês. Grant Bowie, CEO da operadora, disse “agradecer a toda a equipa pelo trabalho árduo e dedicação”. “Uma vez que nos estamos a preparar para a abertura do empreendimento no Cotai, procuramos criar muitas oportunidades na equipa, no que diz respeito à promoção e avanço na carreira”.

Novo Macau pede legislação sobre assédio sexual

Vigilância a quanto obrigas E nquanto Jason Chao se prepara para criar o grupo “vigilantes da Universidade de Macau”, a Associação Novo Macau (ANM) vai ouvir a população sobre uma lei de controlo ao assédio sexual. Numa conferência de imprensa realizada ontem, a Novo Macau afirmou que o Governo deve mesmo avançar para a legislação sobre o assédio sexual. Sou Ka Hou, presidente da ANM, referiu ontem, em declarações reproduzidas pela Rádio Macau, que os actos de assédio sexual são “indecentes” e “intoleráveis”. “Vamos fazer aquilo que deveria ser o Governo a fazer: uma con-

sulta pública. Entretanto, instamos o Executivo acelerar o processo legislativo. Se após a conclusão da nossa consulta, o Governo continuar sem qualquer reacção, vamos nós mesmos elaborar imediatamente uma proposta de lei para entregarmos aos deputados.”

Comissão na agenda

Entretanto, a Universidade de Macau (UM) emitiu ontem um comunicado onde garante que vai anunciar os resultados da investigação “em tempo oportuno”, garantindo que vai rever o actual mecanismo de investigação disciplinar, por forma a consolidar o “regime de controlo” em futuros

casos de assédio. A UM disse ainda que irá criar a “Comissão para a Igualdade de Géneros” num “futuro breve”, por forma a tratar este tipo de conflitos e queixas. Quem também reagiu ao caso foi a deputada Chan Hong, presidente da Associação de Educação de Macau. Chan Hong pediu que a UM “publique (os resultados) e torne os casos mais transparentes, por forma a clarificar os estudantes e a sociedade”, disse ao canal chinês da Rádio Macau. A deputada indirecta, que representa o sector da educação no hemiciclo, defende que há muitos pedidos junto da sociedade por uma legislação sobre o assédio sexual. - A.S.S./F.F.

mais de 14,5%, seguido pela Wynn Resorts, do norte-americano Steve Wynn, com quase 10,5%, e da MGM Macau, dirigida por Pansy Ho, com pouco mais de 10%. Com este resultado de Janeiro, os casinos cumprem o oitavo mês consecutivo de quedas homólogas das receitas, uma descida iniciada em Junho do ano passado. Vários analistas consideram que as quedas homólogas das receitas dos casinos deverão manter-se ao longo do primeiro semestre deste ano. Os números agora divulgados oficialmente estão em linha com as previsões divulgadas pela agência Lusa a 26 de Janeiro. Os casinos terminaram 2014 com receitas brutas de 351.521 milhões de patacas, menos 2,6% do que em 2013, registando assim a primeira quebra de receitas desde a abertura do sector a novos operadores, o que aconteceu de facto em 2004.

PME Construção lidera apoios há mais de dez anos

C

riados em 2003, os planos de apoio do Governo a Pequenas e Médias Empresas (PME) têm sido sempre liderados por empresas ligadas à construção civil e obras públicas. Dados compilados pela Direcção dos Serviços de Economia (DSE) revelam que essa área lidera o número de apoios em 27,1%, no que diz respeito ao Plano de Garantia de Créditos a PME, tendo sido atribuídas mais de 176 milhões de patacas. Quanto ao plano de apoio para projectos específicos, o Governo concedeu a empresas do ramo três milhões de patacas, 6%, enquanto que o Plano de Apoio a PME representou apoios na

ordem das 286 milhões de patacas, 16,4%. Entre 2003 e 2014, as empresas do sector do comércio por grosso surgem em segundo lugar, com 17,9% de montantes atribuídos no Plano de Garantia de Créditos a PME, e ainda 16,4% no Plano de Apoio a PME. Em 2014, o sector da construção civil e obras públicas continuou a estar em primeiro lugar, num ano em que foram aprovados 53 pedidos para o Plano de Garantia de Créditos a PME e 623 para o Plano de Apoio às PME. Este último representou um investimento público na ordem das 47,760 milhões de patacas. - A.S.S.


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Electricidade Mais oito subestações a caminho

O

chefe do Gabinete para o Desenvolvimento do Sector Energético, Arnaldo Santos, afirmou que o organismo vai construir oito novas subestações temporárias de electricidade que poderão vir a entrar em funcionamento já em Junho. O intuito é, de acordo com Arnaldo Santos, fazer face ao problema da falta de oferta desta fonte de energia. Numa resposta a uma interpelação escrita do deputado Chan Meng Kam, o chefe referiu que é difícil instalar subestações nos bairros antigos devido a limitações de espaços e terrenos. Apesar disso, o gabinete está a estudar a hipótese de vir a aproveitar espaços públicos para a construção de subestações, tais como parques de estacionamento, praças, canteiros de flores, salas de depósito de lixo. Arnaldo Santos acrescentou que três das estações temporárias serão colocadas junto ao tempo Tam Kung – em Coloane –, perto do mercado municipal da Rua do Cunha, na Taipa e na Praça de Ponte e Horta. Estas deverão começar a funcionar dentro de três meses, coincidindo com o Verão, altura do ano em que se gasta mais electricidade devido ao ar-condicionado. No que diz respeito à zona norte, o deputado Chan Meng Kam perguntou quando será concluída a construção da subestação de 66 kilovolts situada na Ilha Verde. De acordo coma resposta do chefe do gabinete, também esta poderá entrar em funcionamento em Junho. Está ainda planeada a instalação de mais duas estações de 110 kilovolts cada uma na Areia Preta e Colina da Ilha Verde, de forma a satisfazer as necessidades de rede eléctrica em habitações, lojas e instalações sociais. - Flora Fong

Hotel Harbourview abre dia 11 com mais mesas de Jogo

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grupo imobiliário Macau Legend Development, do empresário David Chow, inaugura no dia 11 deste mês o hotel Harbourview, na Doca dos Pescadores, adicionando também 35 novas mesas de Jogo à zona de entretenimento. Em comunicado à bolsa de Hong Kong, citado pela agência Lusa, a empresa explica que o hotel, o primeiro de vários espaços integrados no projecto de requalificação da zona, começa hoje a operar em regime de ‘soft opening’, abrindo portas oficialmente no dia 11. A abertura deste espaço permitiu à empresa adicionar 35 novas mesas de Jogo ao casino Babylon, integrado na Doca dos Pescadores os casinos localizados em estruturas da Macau Legend são operados pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM). O Babylon fica junto ao Harbourview e os dois edifícios estão ligados por pontes pedonais. As novas mesas de Jogo foram autorizadas pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) a 28 de Outubro de 2014. “À medida que o plano de revitalização da Doca dos Pescadores avança, o conselho de administração [da Macau Legend] espera que mais mesas de Jogo sejam atribuídas pela DICJ à empresa de forma gradual”, diz-se na nota, assinada por David Chow. O projecto de requalificação da zona inclui a construção de três hotéis, um museu de dinossauros, um auditório com 1.200 lugares e uma marina para barcos de recreio, mantendo os espaços comerciais já existentes. Os outros dois hotéis - que vão incluir entre 700 a 800 quartos não devem estar concluídos antes de 2017. - Lusa

tiago alcântara

hoje macau terça-feira 3.2.2015

Táxis Fim de rádio-táxis agrava vida de deficientes

Pior está quem mais precisa Com o fim do serviços de rádio-taxis, todos sofrem, principalmente aqueles com mais dificuldades, os portadores de deficiência física. Com a vida nada facilitada, Chan Hong pretende que o Governo aumente o número de autocarros devidamente preparados, assim como as carrinhas de transporte de utentes Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

O

fim do serviço de rádio-táxi veio piorar a vida daqueles que mais precisam, os portadores de deficiência, assim o defende a deputada Chan Hong. Numa interpelação escrita entregue este mês, a deputada argumenta que não tendo a obrigatoriedade de prestar serviço por meio de chamadas, os táxis pretos não estão disponíveis para o transporte de pessoal com limitações motoras. “Após a saída do mercado dos rádio-táxis ‘amarelos’, o serviço de táxis passou a ser prestado apenas pelos táxis ‘pretos’. Como estes táxis ‘pretos’ não têm necessariamente que prestar o serviço por meio de chamadas como os rádio-táxis, isso representa uma dificuldade para os utentes com problemas físicos de mobilidade que antes utilizavam os táxis ‘amarelos’ nas suas deslocações”, defende a deputada. Mais grave que isso, afirma a deputada, é a necessidade daqueles que precisam de

se deslocarem ao serviços de urgência do hospital, em que, segundo uma instituição de serviços social citada pela deputada, diz que muitos têm que ser transportados “em carros de amigos, táxis ou, ainda de ambulância”. “Porém, para regressarem a casa depois da consulta de urgência, têm grande dificuldade em conseguir um táxi ‘preto’, pelo que alguns têm de ficar à espera no corredor do hospital e até de passar a noite no hall do hospital”, defende. Apesar de existirem instituições que prestam o serviço de transporte para o hospital, os utentes têm que fazer a reserva da hora e local, mas, defende Chan Hong, a oferta deste serviços não consegue

satisfazer a procura, devido ao elevado número de utentes.

Transportes colectivos

Sobre os autocarros sem barreiras de mobilidade para os portadores de deficiência, a deputada alega que “há poucos” e existem apenas seis carrinhas de transporte de utentes para reabilitação e três carrinhas de transporte não urgente. “Esses autocarros têm vindo a prestar anualmente o serviços de transporte a trinta mil utentes, em média”, diz a deputada. Assim sendo, para o transporte dos próprios portadores de deficiência dependem “principalmente do serviços de táxis ou das carrinhas de transporte de

“Para regressarem a casa depois da consulta de urgência, [os deficientes] têm grande dificuldade em conseguir um táxi ‘preto’, pelo que alguns têm de ficar à espera no corredor do hospital e até de passar a noite no hall” Chan Hong Deputada

utentes para reabilitação”, serviços que já não consegue satisfazer as suas necessidades de deslocação. Com isto, defende a deputada o Governo deve “aumentar o número de autocarros e de carrinhas de transporte de utentes para reabilitação e, também, melhorar o serviços de transporte colectivo, com autocarros sem barreiras de mobilidade para os deficientes, resolvendo as suas dificuldades de deslocação”. Pergunta Chan Hong se o Executivo irá efectivamente aumentar o número de transportes e quais as melhorias que serão introduzidas. Relativamente ao ‘Estudo sobre o Plano de Prestação do Serviço de Carrinhas de Transporte para Deficientes Físicos de Macau’, a deputada indaga o Executivo sobre o processo do estudo. “Como está a decorrer esse estudo?”, pergunta, reforçando, “como é que o serviço das carrinhas de transporte de utentes para reabilitação será articulado com o sistema de transporte colectivo que inclui os autocarros e o metro ligeiro”.


eventos Música clássica IC anima S. Valentim com ‘Amor em Seul’

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Em dia de celebração do Dia dos Namorados, o Instituto Cultural (IC) apresenta o concerto ‘Amor em Seul’, às 20 horas do próximo dia 14, no Centro Cultural de Macau. Sob a direcção do maestro Francis Kan, a violinista Dami Kim junta-se a He Zhanhao e a Chen Gang para um espectáculo de música clássica dedicado aos mais apaixonados. Com aproximadamente uma hora e meia de duração, ‘Amor em Seul’ custa 80, 120 ou 200 patacas, dependendo do local preferido. Não é a primeira vez que Kan dirige um colectivo de música clássica na região, tendo já coordenado ‘A História do Soldado’, concerto que teve lugar no ano passado, no Teatro D. Pedro V.

IC Governo organiza novo concurso de jovens músicos em Agosto

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Instituto Cultural (IC) organiza, de 2 a 8 de Agosto, o 33º Concurso para Jovens Músicos de Macau, desta feita dedicado aos mestres do piano. As inscrições para participar nesta actividade acontecem de 13 a 26 de Abril e os concorrentes deverão inserir-se numa das duas categorias de Solo ou Dueto. O IC dividiu as mesmas nas subcategorias de Elementar, Intermédio e Avançado, com 18 provas. A grande maioria dos prémios serão atribuídos sob forma de cheque monetário, enquanto os vencedores das categorias de Avançado têm possibilidade de ganhar

bolsas de estudo para a universidade Wright State de Dayton, no estado norte-americano de Ohio. Em comunicado, a organização esclarece que estão elegíveis para participar todos os jovens portadores de BIR e que tenham nascido depois de 1994. A taxa de inscrição é de 80 patacas, sendo a de cada prova de 100 patacas. Existem partituras de peças obrigatórias durante o período de avaliação e que os concorrentes terão que dominar. Estas podem ser consultadas no IC ou em várias bibliotecas, como a Sir Robert Ho Tung, a Biblioteca do Mercado Vermelho ou da Ilha Verde.

Cultura do Porto Interior Passeios de barco para mostrar história de zona

Uma viagem pela memória

O Porto Interior ganha nova vida até meados deste mês, com novos roteiros de pa partir do Largo do Pagode da Barra. A ideia é da Associação de História e Cultura e serve para promover o conhecimento das gentes sobre a pesca e a história do Po Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

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otografias sem cor remetem para décadas passadas, quando a zona do Porto Interior tinha uma movimentação visível de pessoas, principalmente de pescadores, vendedores ambulantes e outros comerciantes. Além de, nos anos 70 e 80 ter sido um dos mais importantes portos piscatórios do território, aquela zona tem histórias

O HM errou No artigo publicado na edição desta segunda-feira no HM, com o título “Nunca antes se viu uma rua assim”, lê-se que Duarte Silvério é o proprietário das lojas da empresa de imobiliário Number 81. Contudo, Duarte Silvério é apenas o gestor do projecto, sendo Isabel Chiang a proprietária. Aos visados e aos leitores pedimos as nossas desculpas.

infinitas para contar. É isso que a Associação de História e Cultura ‘Porto de Macau’ quer dar à população, através da organização de passeios de barco repartidas em duas sessões matinais e duas outras durante a tarde. “A ideia é organizar cruzeiros para contar histórias às pessoas sobre os anos passados”, iniciativas que têm lugar aos sábados e domingos, desde 31 de Janeiro até ao próximo dia 15. Ao HM, Chan Yat Fung – responsável da organização – continua,

explicando que a associação tem vindo a promover a cultura, história e educação comunitária local, onde integra também uma pesquisa aprofundada sobre o sector da pesca.

Conhecimento especializado

Esta é, contudo, uma área específica da história do território, pelo que a ideia dos cruzeiros serve para complementar a informação fornecida e transformar o projecto em algo mais “in-

À venda na Livraria Portuguesa Uma Canção de Natal • Charles Dickens, Roberto Innocenti Na véspera de Natal, Ebenezer Scrooge, um velho homem de negócios londrino, amargo, avarento, implacável e desumano, recebe durante a noite a visita do fantasma do seu ex-sócio, Jacob Marley, e logo de seguida a dos Espíritos do Natal Passado, Presente e Futuro que despertarão nele, de forma terrificante, a consciência e o verdadeiro sentido da época… “Uma Canção de Natal”, um clássico de Charles Dickens, publicado em 1843, e certamente um dos mais populares contos de Natal da história da literatura universal, conhece agora uma nova edição, desta vez ilustrada pelo premiado e conceituado ilustrador Roberto Innocenti, que imprime a esta obra mágica e fantasmagórica uma humanidade e precisão surpreendentes, com um força tão desmedida quão provocante ou comovente, e a que já nos habituou em obras como “A história de Erika” ou “A Casa”.

teractivo”. A equipa desta iniciativa compreende nove pessoas e a principal razão pela qual não se prolonga Ano Novo Chinês dentro é que grande parte deles são voluntários nas festividades e prezam o tempo para celebrar o feriado em si. Embora os passeios sofram

Os cruzeiros aconte 14.30 e 16.35 horas 25 patacas por pess

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +85


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José Carlos Seabra Pereira apresenta obra sobre escritores de Macau

“O Delta Literário de Macau” O

na antiga

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asseio de barco a a ‘Porto de Macau’ orto Interior uma interrupção durante as celebrações, o representante da associação não coloca de parte a ideia de voltar a organizá-los no final do mês. “Acreditamos que o Porto Interior é uma zona rica em cultura e história e queremos que os residentes conheçam melhor este local, do ponto

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Decorações de Natal , Para Recortar, Dobrar e Colar • Vários autores Um livro para fazer as suas próprias decorações de Natal e envolver também os mais novos. O carácter lúdico da atividade torna-o igualmente muito apelativo a educadores. Contém instruções passo a passo, bem como tracejados indicativos das dobras, para que o resultado seja sempre perfeito!

Quase famosos

Literatura & a Matriz Macaense

O primeiro de dois volumes vai focar-se numa “literatura de Macau num sentido mais específico (...), naqueles escritores que, podendo ter nascido em Portugal e ter vivido uma parte da sua vida em Portugal, estão numa condição literária diferente”, nos quais “a obra de matriz macaense é o que os define como escritores”, esclarece o académico. Seabra Pereira continua,

dizendo que o processo de afirmação destes escritores enquanto criadores se dá aqui na região e é por isso mesmo que, frisa, vários deles não surgem nos livros de História da Literatura ou Crítica Literária portuguesa. No entanto, diz, “isso não os diminui como escritores,

Espectáculos Locais preenchem salas do CCM em Fevereiro

O Centro Cultural de Macau (CCM) é responsável pela estreia, no próximo fim de semana, das peças teatrais e musicais, Paisagem Perceptual, Nãoseionde, Ligações Perigosas e o teatro infantil, Lobinho Mau. A iniciativa ‘Multiformas’ compreende oito novos espectáculos que, com recurso a marionetas, elementos multimédia, bailados coreografados e jogos de luz, vão ocupar os fins de semana de Fevereiro. Nãoseionde e Paisagem Perceptual acontecem às 19.30 horas, Lobinho Mau às 19.30 e às 15 horas e, finalmente, Ligações Perigosas tem lugar às 21.00 horas em ambos os dias. A entrada para todas as quatro peças fixa-se nas 120 patacas e os bilhetes estão já disponíveis no CCM e nos balcões da Rede Bilheteira de Macau, desde Dezembro passado.

são olhados, antes de mais, como escritores de Macau”. Em enfoque estarão então escritores como Henrique de Senna Fernandes, Deolinda da Conceição, Fernanda Dias, Fernando Sales Lopes ou Carlos Morais José, sendo que o autor planeia incluir na sua

Outra das áreas focadas são obras que o autor diz terem sido “quase ignoradas” em Portugal, como é o caso de livros de Ana Maria Accioli Tamagnini, Rodrigo Leal de Carvalho, ou Maria Pacheco Borges. O docente convidado do IPM agrupa todos estes escritores, atribuindo-lhes características colectivas, muito próprias de quem viveu a época posterior à ocupação nipónica do território e da guerra do Pacífico. Além disso, identifica ainda o “sentido de importância do fortuito”, que considera estar muito presente nas suas obras. O segundo volume – ainda sem data de lançamento prevista – deverá incluir autores como Agustina Bessa-Luís, Miguel Real, Eugénio de Andrade e José Augusto Seabra.

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ecem às 9.40, 11.35, s e os bilhetes custam soa

de vista da vida marítima”, disse Chan. Para tornar o projecto mais interessante, o responsável conseguiu a colaboração de cinco pescadores locais e do “fotógrafo experiente” Tam Kam Weng, tendo ainda pedido um barco emprestado para as viagens. Ao HM, Chan esclareceu ainda que não só têm aderido locais, mas também turistas de Hong Kong, do continente e de outros locais. O elemento aglutinador é o interesse que todos nutrem por novas curiosidades sobre uma terra com séculos de história comunitária. Outra das vantagens deste novo projecto parece ser o preço das viagens e o facto de terem lugar a diferentes horas do dia. Ao HM, a associação explica que os cruzeiros acontecem às 9.40, 11.35, 14.30 e 16.35 horas e os bilhetes custam 25 patacas por pessoa, começando a ser vendidos às 8.30 horas, na esplanada do largo do Pagode da Barra, perto do ponto de partida.

obra “um bom quarteirão” de escritores. O autor pondera ‘O Delta Literário de Macau’ como título para a obra servindo ainda para dar a mostrar autores que se destacam pela sua ligação ao território e pela forma de deram Macau a conhecer lá fora. Neste grupo enquadram-se escritores como Camilo Pessanha ou Maria Ondina Braga. “É evidente que Pessanha é o maior nome do simbolismo português e um dos maiores do simbolismo europeu. Mas é um elemento fundamental da literatura de Macau porque aqui escreve, publica parte da sua obra e até vem dar novos elementos para entender a sua obra quando descobre as características da poesia chinesa. Pessanha é um autor fundamental desta literatura de Macau”, afirmou à Lusa.

professor e escritor luso, José Carlos Seabra Pereira lança, no início do Verão, o primeiro volume da obra “Literatura de Macau e Ligada a Macau”. De acordo com a agência Lusa, o académico fez parte do quadro de professores do Instituto Politécnico de Macau durante um ano, como docente convidado do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa. É então após o seu regresso a terras lusas que o especialista irá publicar a primeira parte de um livro constituído por dois volumes. Esta vai focar-se na história e autores que escreveram sobre Macau entre o final do século XIX e a actualidade. “Há muitas formas de Macau marcar presença na literatura. Pode ser uma presença quase episódica, remota, como um sinal de exotismo, de compensação ideológica. Depois há outras formas de presença mais fortes em que há uma representação literária de Macau como geografia física e humana, como meio de vida”, começou Seabra Pereira por explicar à agência noticiosa.


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Dois membros de seita chinesa executados

O gigante asiático Milhões de chineses não têm com quem casar é o país mais desequilibrado do mundo na relação entre o Segundo a tradição chinesa, Conferência Política Consultiva ainda não foi sequer agendado número de homens são os pais que transmitem o do Povo Chinês na província de para discussão na Assembleia nome da família à geração se- Shandong, costa leste da China. Nacional Popular (parlamento). e mulheres guinte. O apelido das mães não Chai Ling, uma líder do mopassa para os filhos. vimento estudantil que ocupou Exportar problemas existentes Criticada pelas autoridades a Praça Tiananmen em 1989, A escassez de mulheres na China

Procura-se mulher

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ersistentes “tradições feudais” e três décadas de rígido controlo da natalidade geraram na China um excedente de 33 milhões de homens, envolvendo o país num drama social de consequências imprevisíveis. As estatísticas oficiais falam por si: no final de 2014, a China tinha cerca de 700 milhões de homens e 667 milhões de mulheres e a diferença, à nascença, era de 115,8 rapazes por 100 raparigas. Aquela desproporção, que há dez anos atingiu 121 por 100, está a diminuir, mas continua muito acima da média global de 103 a 107 por 100. Neste aspecto, a China é mesmo considerada o país mais desequilibrado do mundo. Em 2020, entre a população dos 25 aos 34 anos de idade, haverá mais treze milhões de homens do que mulheres, indicam algumas projecções.

como “uma reminiscência do feudalismo”, a preferência por filhos do sexo masculino ganhou uma nova dimensão com a política de “um casal, um filho”, imposta no início da década de 1980. “Tratei várias mulheres que fizeram múltiplos abortos apenas porque queriam um filho rapaz”, contou a ginecologista Lian Fang, citada na semana passada pela agência noticiosa oficial Xinhua.

À margem da lei

Excepto em casos de comprovada “necessidade clínica”, os hospitais estão proibidos de apurar o sexo dos fetos, mas como Lian Fang denunciou, há médicos “sub-repticiamente” equipados para efectuar esse tipo de exames e que o fazem às escondidas. “Se o feto for do sexo masculino, a gravidez continua. Se for do sexo feminino, normalmente, aborta-se”, afirmou a ginecologista na última sessão anual da

exilada nos Estados Unidos e convertida ao cristianismo, fundou uma organização chamada “All Girls Allowed” (“Aceitam-se todas as Raparigas”). “Uma em cada seis raparigas perdem-se anualmente na China através de abortos feitos em função do sexo”, diz aquela ONG. Depois de a homossexualidade ter sido retirada da lista oficial de “perturbações mentais”, em 2001, uma conhecida socióloga, Li Yinhe, tem defendido publicamente a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas o assunto

Em 2020, entre a população dos 25 aos 34 anos de idade, haverá mais treze milhões de homens do que mulheres

já se converteu também num problema regional, sobretudo no vizinho Vietname. “De acordo com as autoridades vietnamitas, cerca de 22.000 mulheres e crianças do Vietname foram traficadas nos últimos dez anos para a China para casamentos forçados ou outros propósitos”, refere um relatório da UNICEF. Em 2014, para tentar contrariar o envelhecimento da sociedade, o governo chinês decidiu “aliviar” o controlo da natalidade, permitindo que os casais em que um dos cônjuges é filho único possam ter um segundo filho. As autoridades esperavam que a nova política suscitasse mais dois milhões de nascimentos, mas dos cerca de onze milhões de casais naquelas condições, apenas um milhão se candidatou ao segundo filho. E, entretanto, o número de abortos praticados nos hospitais chineses continuou a exceder os treze milhões por ano. - António Caeiro, Lusa

Dois elementos da milenar seita chinesa Quannengshen (Deus Todo Poderoso em chinês) foram ontem executados pelo homicídio de uma mulher que se recusou dar-lhes o seu número de telefone. Os principais responsáveis pelo homicídio, Zhang Lidong e o filho, Zhang Fan, foram condenados à morte na cidade de Yantai, na província oriental chinesa de Shandong, em Outubro, num julgamento em que outros três membros do grupo foram condenados a diferentes penas de prisão, segundo a agência chinesa Xinhua. Zhang Hang e Zhang Qiaolian, parentes dos dois executados, foram condenados a penas de dez e sete anos de prisão, respectivamente, e outro indivíduo, Lu Yingchun, foi sentenciado a prisão perpétua. A 28 de Maio desde ano, os cinco condenados e outro filho de Zhang Lidong que não foi julgado no mesmo processo por ser menor de idade, espancaram até à morte uma mulher de apelido Wu que pretendiam recrutar para a sua seita, mas esta negou-se a dar-lhes o seu número de telefone para receber informações sobre a actividade do grupo. O homicídio aconteceu num restaurante da cadeia de restauração rápida McDonald’s em Zhaoyuan, na província oriental de Shandong, e chocou a sociedade chinesa pelas imagens divulgadas na Internet e que foram gravadas por uma pessoa que estava no local. A seita Quannengshen foi criada nos anos de 1990 e defende que Deus regressou à Terra encarnando uma mulher desconhecida nascida no norte da China “para salvar a humanidade pela terceira e última vez”.

Ébola Aberto laboratório de bio-segurança para investigar vírus

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China inaugurou o seu primeiro laboratório nacional de bio-segurança dedicado à investigação de doenças altamente contagiosas, um centro onde vai estudar o vírus Ébola vivo, informou ontem o jornal China Daily. O centro, localizado na capital da província central de Hubei, Wuhan, é o primeiro a abrir no país asiático com nível 4, que representa os padrões mais elevados de bio-segurança, e foi construído com apoio francês. Apesar de dez institutos de investigação chinesa terem participado em estudos sobre o Ébola, em particular sobre técnicas de diagnóstico e desenvolvimento de vacinas, este centro é pioneiro ao permitir trabalhar com vírus, como o do Ébola, vivos. “O laboratório preenche um vazio, fornece as condições para a investigação do Ébola e traz a nossa luta contra o vírus de África para aos laboratórios nacionais”, disse a ministra da Comissão Nacional de Saúde e Planeamento Familiar, Li Bin, em declarações publicadas pelo “China Daily”.


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Segundo os números divulgados pelo Ministério da Protecção Ambiental apenas oito cidades respeitam os padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde

Poluição afecta quase 90% das principais cidades chinesas

Ouçam como eu respiro

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ar que se respira em quase 90% das principais cidades chinesas continua aquém dos padrões de qualidade, apesar da “melhoria” registada em 2014, segundo a avaliação divulgada ontem pelo ministério chinês da Protecção Ambiental. Das 74 cidades avaliadas, apenas oito satisfizeram os padrões nacionais de qualidade do ar, nomeadamente quanto à densidade das pequenas partículas PM 2.5, as mais susceptíveis de se infiltrarem nos pulmões e de atacarem o sistema respiratório. Em 2013, só três cidades (Haikou, Lhasa e Zhoushan) cumpriram aqueles padrões, salienta o ministério. Pequim, considerada uma das capitais mais poluídas do mundo, “não está entre as dez piores nem entre as dez melhores”, adianta o jornal China Daily, sem precisar o lugar ocupado pela cidade. Mas sete das dez cidades chinesas com pior qualidade do ar em 2014 situam-se à volta da capital. No eixo Pequim-Hebei-Tianjin, a densidade média das PM 2.5 foi de 93 microgramas por metro

Em Março de 2013, o novo primeiro-ministro, Li Keqiang, prometeu que o governo ia “declarar guerra à poluição”. Seis empresas de Taizhou, na província de Jiangsu, leste da China, foram condenadas em Dezembro passado a pagar 160 milhões de yuan por terem descarregado 25.000 toneladas de detritos químicos para dois rios, na maior multa do género ordenada por um tribunal chinês. Das 10 cidades com melhor qualidade do ar em 2014, quatro (Shenzhen Zhuhai, Huizhou e Zhongshan) ficam na província de Guangdong, que confina com Hong Kong e Macau.

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o número de dias “altamente poluídos” na capital chinesa em 2014

Das 10 cidades com melhor qualidade do ar em 2014, quatro (Shenzhen Zhuhai, Huizhou e Zhongshan) ficam na província de Guangdong, que confina com Hong Kong e Macau cúbico, quase o triplo do máximo de 35 microgramas definido pelo governo chinês (Pelos padrões da Organização Mundial de Saúde,

o máximo recomendado é de 25 microgramas). Ontem, às 16:00 o índex municipal da qualidade do ar em Pequim

estava no nível “moderadamente poluído”, com a densidade das PM 2.5 nos 156 microgramas por metro cúbico.

Declaração de guerra

A poluição tornou-se nos últimos anos uma das principais fontes de descontentamento popular na China, a par da corrupção e das crescentes desigualdades sociais.

Além de Pequim, também Xangai, Cantão, Nanjing, Tianjin, Dalian e Chongqing não fazem parte daquela lista. Entre as dez piores, a lista é encabeçada por Baoding, cidade da província de Hebei situada a cerca de 200 quilómetros ao sul de Pequim e que é a sede de uma das mais conhecidas fabricas chinesas de painéis solares. Em 2014, o número de dias “altamente poluídos” na capital chinesa baixou para 45, menos treze do que em 2013, e houve 93 dias com qualidade do ar “excelente”, mais 22 do que no ano anterior, indica um relatório divulgado há cerca de um mês pelo gabinete municipal da Protecção Ambiental, divulgado no passado dia 4 de Janeiro.

região Banguecoque Medidas de segurança após explosão de duas bombas

A Tailândia vai reforçar a segurança nos locais públicos depois da explosão no domingo de duas bombas artesanais em Banguecoque, um incidente que fez recordar os distúrbios registados no período antes do golpe de Estado de Maio passado. Na noite de domingo, duas bombas artesanais explodiram numa passagem pedonal que liga o metro e um centro comercial do centro da capital tailandesa, ferindo ligeiramente dois transeuntes. Os dois engenhos explosivos estariam escondidos atrás de um transformador eléctrico, disse a polícia à AFP. As autoridades não estabeleceram ligação entre este incidente e as tensões políticas actuais, enquanto se multiplicam as críticas conta a junta militar no poder e a sua determinação em manter a lei marcial desde Maio de 2014. “Pedi para que a segurança seja reforçada, em particular nos lugares públicos”, disse ontem à imprensa o chefe da junta, Prayuth Chan-ocha.

Japão reforça segurança após ameaças do Estado Islâmico

Em estado de alerta O

primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou ontem o reforço das medidas de segurança no interior e exterior do país para proteger os seus cidadãos das ameaças do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI). “Estamos a trabalhar para garantir a segurança dos japoneses no estrangeiro e vamos tomar as medidas para evitar o terrorismo no Japão. Vamos elevar o alerta e a segurança em instalações importantes”, afirmou Shinzo Abe durante uma reunião realizada ontem entre os dois partidos governantes.

Este sábado, os ‘jihadistas’ do Estado Islâmico difundiram um vídeo em que se vê um corpo decapitado, aparentemente o cadáver do jornalista japonês Kenji Goto, de 47 anos, sequestrado em Outubro passado pelo grupo radical muçulmano, que controla o norte da Síria e do Iraque. O membro do auto-intitulado Estado Islâmico (EI) aparenta ser o homem conhecido como Jihadi John e dirige uma mensagem ao Governo de Tóquio, falando com pronúncia do sul de Inglaterra. Vocês, tal como os vossos aliados ridículos na coligação satânica, ainda têm de perceber

que nós, pela graça de Alá, somos um califado islâmico com autoridade e poder, um exército inteiro sedento do vosso sangue”, diz o homem.

Discurso directo

O elemento do grupo ‘jihadista’ fala depois directamente para o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. “Por causa da sua decisão imprudente de participar numa guerra que é impossível vencer, esta faca vai chacinar não apenas Kenji, mas vai continuar e causar carnificina onde quer que o seu povo se encontre. Então,

que comece o pesadelo para o Japão”, afirma. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, reagiu com indignação à notícia da morte, por decapitação, de Kenji Goto, cerca de uma semana depois do assassinato do outro refém nipónico, Haruna Yukawa, e prometeu que o executivo não irá ceder perante um “terrorismo inadmissível”. Os Estados Unidos, a União Europeia, as Nações Unidas, a França, o Reino Unido e a Coligação Nacional Síria (oposição ao regime do presidente Bashar Al-Assad) também condenaram a execução de Kenji Goto. Além dos dois japoneses, o Estado Islâmico reivindicou, desde Agosto, ter executado cinco reféns ocidentais: três norte-americanos e dois britânicos.


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artes, letras e ideias

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Fernando J. B. Martinho

in Colóquio Letras

Armando Silva Carvalho

O amante japonês

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ironia tem sido, desde o primeiro livro de poemas de Armando Silva Carvalho, Lírica Consumível (1965), um elemento fundamental na definição da sua poética. E é isso que, mais uma vez, se verifica em O Amante Japonês. De acordo com aqueles que vêem na ironia um fenómeno de dialogismo interno da palavra, o que aqui temos é um diálogo entre o enunciado presente e um enunciado ausente que se evoca ( cf. Bice Mortara Garavelli, Manual de Retórica, 1991, p. 191 ). O poeta joga, assim, com expectativas, incautas, que remetem para o plano de um equívoco romanesco-sentimental, para, logo a partir da sugestão contida na epígrafe, apontar para uma leitura do título que nele reconheça a alusão a um dos muitos «artefactos» úteis (O Amante Japonês, p. 42) em que, hoje em dia, nos prolongamos, ou deixamos que o nosso corpo se prolongue: o automóvel, na circunstância um automóvel japonês. A

epígrafe, retirada de uma canção do italiano Vinicio Capossela ( «Um lugar de grande clandestinidade e / longos silêncios por detrás do pára-brisas», p. 7), desempenha, pois, no lugar estratégico que é o seu, um papel decisivo na decifração do significado do título, ao mesmo tempo que insinua uma das

linhas de força temáticas mais em evidência no livro: a da relação do corpo com um corpo cúmplice a que se acolhe, na busca de um espaço de recolhimento e refúgio que o «pára-brisas» isola do caos e da agressão do mundo. Como a um ser amado, o eu poético faz do carro um interlocutor das suas

A prosa dos versos de Armando Silva Carvalho, toda feita de uma ostensiva recusa das facilidades do «canto lírico», não prescinde, apesar disso, no sábio aproveitamento das vantagens que a ironia oferece para evitar as dificuldades das expressões directas, de um amplo recurso a muitas outras figuras, como que a lembrar que o literário, mesmo quando se questiona nos seus efeitos de «perceptível beleza» (O Amante Japonês, p. 78), vive muito do uso jubilosamente inovador que delas faz

falas, um confidente dos seus fantasmas e medos (p. 11), mas logo se dá conta que o seu «amor não é feito de sangue» (p. 9). Falta-lhe o cuidado que a inclusão da alma implicaria: Este amor não é feito de sangue, a minha alma não anda nessa rua deserta, Nem vai, pé ante pé, contemplar o teu rosto, Deitar-se em seguida sobre o teu corpo gelado E limpar-te os olhos do frio De uma madrugada Impudica. ( p. 9.) Essas falas e confidências pressupõem, naturalmente, a personificação do seu interlocutor mudo, e, com frequência, mesmo o recurso à apóstrofe: Oiço-te quebrar a rotina com a tua tenaz mecânica, Ó pequeno ser velho e robusto Não forces mais o ardor dos teus platinados. (p.16.) De resto, a prosa dos versos de Armando Silva Carvalho, toda feita de uma ostensiva recusa das facilidades do


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De acordo com aqueles que vêem na ironia um fenómeno de dialogismo interno da palavra, o que aqui temos é um diálogo entre o enunciado presente e um enunciado ausente que se evoca «canto lírico» (p. 108), não prescinde, apesar disso, no sábio aproveitamento das vantagens que a ironia oferece para evitar as dificuldades das expressões directas (cf. Garavelli, op. cit., p. 190), de um amplo recurso a muitas outras figuras, como que a lembrar que o literário, mesmo quando se questiona nos seus efeitos de «perceptível beleza» (O Amante Japonês, p. 78), vive muito do uso jubilosamente inovador que delas faz. A auto-consciência do poeta relativamente à irrecusável importância das figuras no texto literário leva-o, aliás, a referir-se expressamente a algumas delas («Alguém predicou a elipse, o paradoxo, / A contradição», p. 52) e a reconhecer na «vida», com a sua desmesura, as «Metáforas mortais» (p. 82) em que ela se desdobra. História de uma relação, o livro não deixa obviamente de ser, como resultado final, também o registo do surgimento de textos , do mais ou menos laborioso aceder dos poemas à existência («Hoje quem nasce taciturno é o texto. / Quem se esforça por ser é o poema», p. 69), do alinhar ou do selar dos «versos» na página (cf. p. 79), do seu respirar arfante «em cada estrofe» (p. 18). Por outro lado, a larga bateria de figuras de que lança mão a poesia de Armando Silva Carvalho, não obstante se apresentar como sendo do «tamanho da prosa» (p. 22), tanto pode, por exemplo, pôr o adjectivo ao serviço da contradição do oxímoro («Quando contigo à chuva, eu vou recolhendo / Gota a gota, as misérias felizes / Do meu dia corrido», p. 20) como do que

há de expressivamente inesperado na hipálage («As músicas obesas», p. 26), ou fazer do verbo o núcleo da invenção metafórica («A vida é mais vertical nas cordas duras / Que molestam o vidro», p. 19), ou ainda aproximar substantivos aparentemente distantes através da paranomásia («Histórias de concubinas domésticas, de gueixas, / Queixas de domingo», p. 74). Há uma narrativa que, aqui, se constrói, e nesse sentido o título do livro não é inteiramente deceptivo. Trata-se, inevitavelmente, de uma narrativa fragmentária; ainda assim é possível reconstituir uma história feita de abandonos (cf. p. 9), «ciúmes» (p. 10), tristezas cabisbaixas(p. 12), cansadas fidelidades (p. 14), «misérias felizes» (p. 20), irrevogável diferença dedestinos (p. 24), espaço concedido à declinação dos versos, ao paciente exercício da «escrita» (p. 334), eventual identidade de ritmos (p. 36), memórias (p. 39), roubos, perdas (p. 46-7), experiência da «vertigem» dos «sentidos» (p. 49-50) ou, no outro extremo, da «meditação» pacificadora (p. 52), ou ainda da fruição da arte «entre os detritos» de um quotidiano degradante (p. 55-6). Temas que, com insistência, se retomam ao longo do livro, nexos ou fios narrativos que se estabelecem, de modo mais evidente, entre alguns textos, justificam igualmente que se fale da construção de uma narrativa em O Amante Japonês. Indissociável dessa narrativa é, do lado do sujeito na sua relação afectiva «com o carro / De origem japonesa» (p. 74), a memória literária, que traz, implícita ou explicitamente, para a dúctil largueza do texto o «sentimento / Do mundo» (p. 71) dos mais diversos autores, de S. João a Sá de Miranda, de Blake a Novalis, de Cesário a Pessanha, de Pessoa a Drummond de Andrade.


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a revolta do emir

Pedro Lystmann

O Urbanota Alegre

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ontinuo a encontrar um conjunto significativo de pessoas que parece ter o que comummente se chama problemas de identidade ou, por vezes, apetece dizer, problemas de um excesso artificial de identidade. Não é muito difícil de identificar este tipo de desejo nos seus traços mais gerais, a par de outros semelhantes. Persiste, nos dias de hoje, uma necessidade, expressa por pessoas de todos os tipos nacionais, físicos, etários e religiosos, de pertencer ou identificar-se a um grupo ou uma ideia: a um grupo com ideias políticas (como a social-democracia ou a direita conservadora), a um clube desportivo (como o Anderlecht), a um país (a Malásia), a uma religião (o catolicismo) ou a um povo (por exemplo, o arménio). Existem outros tipos de colagens mais específicas, muitas vezes hilariantes, mas, na sua generalidade, apenas maçadoras. De todos estes desejos o que me causa maior perplexidade é o da identidade nacional, ao contrário do religioso, que exprime um desejo compreensível, mesmo que absurdo para muitos, de intercâmbio com o além e de compreensão das origens; ou o político, que demonstra a crença num modelo de melhoramento do mundo ou na eficácia de um mecanismo de promoção individual. O fanatismo desportivo explica-se e ama-se pela sua irracionalidade e teimosia. Vivendo há muitos anos fora do país de nascimento é com frequência que ouço falar deste tipo de problema, o da identidade nacional, mesmo entre pessoas que abandonaram o seu país natal por vontade própria e não por razões económicas ou outras, dificilmente ultrapassáveis - como catástrofes naturais, guerras ou migrações forçadas. Por vezes fala-se de desenraizamento. O que é que faz uma pessoa sentir nostalgia e uma identificação com um pedaço de terra apenas por nele ter nascido? Como se forma a identidade nacional? Presumo que seja um complexo que reúne indoctrinação familiar, em particular, e escolar e social, em geral, a habituação a certos paladares e música, uma reacção a certos odores, muitas horas de má televisão e porque sim.

Não deixo de pensar que esta ligação pela primeira vez, as facilidades de transpode ter uma origem rural. Quais serão as porte de média e longa distância que se vantagens deste tipo de apego, que não usam por razões turísticas, profissionais se pode considerar natural e que, muito ou familiares, parece-me cada vez mais importantemente, não tem origem numa natural que ao sentimento de pertença escolha? Há uma relanacional se venha ção orgânica vitalícia aos poucos sobreO que é que faz uma pessoa entre a infância (o por um sentimento nascimento é imposde pertença a uma sentir nostalgia e uma sível) e o lugar onde cidade ou a uma esta decorre? ideia de vida urbana identificação com um Lembro um aminternacional. nésico ficcional: Assim, cria-se pedaço de terra apenas Yambo Bodoni. Yamuma identidade que bo perdeu parte da reúne de forma mais por nele ter nascido? Como sua memória num natural habitantes acidente. Regressa de Tóquio, Nova se forma a identidade ao lugar onde passou Iorque ou Berlim que nacional? Presumo que seja habitantes de pontos a infância para tentar re-organizar o seu diferentes de um um complexo que reúne passado pessoal e mesmo país. Haverá Umberto Eco, autor identificação indoctrinação familiar, em uma do sedutor romance maior com Osaka ou onde tudo isto se particular, e escolar e social, Fukuoka que com um passa, The Mysterious país como o Japão. Flame of Queen Loana Hong Kong em vez em geral, a habituação a (La Misteriosa Fiamma da China. Muitas della Regina Loana), vezes a residência certos paladares e música, diz: “I was discovering é uma escolha. A that landscape for the first uma reacção a certos odores, nacionalidade nunca time, yet I felt it was mine o é - como a família, (…) In a way it was muitas horas de má televisão um outro possível like leaving the hospital constrangimento. e porque sim and being able to drive Essa identificathat car I had never seen. ção dá-se através da I felt at home. I was gripped by a vague joy, an experiência comum no uso do transporte absent-minded happiness”. público, do tipo de escolas e hospitais à Num mundo em que a maioria da sua disposição, da convivência obrigatória população vive em cidades e são imensas, com pessoas de proveniências diversas,

da necessidade de dominar pelo menos duas línguas, do hábito da frequência de restaurantes que oferecem cozinhas de origens diferentes (para além das fusões que obrigatoriamente terão de ocorrer), de semelhanças na escolha do tipo de entretenimento, nos destinos de viagem, nas fontes de informação televisiva e de imprensa ou na escolha das leituras. Neste sentido parece ser uma experiência redutora e é fácil identificar estas semelhanças em São Paulo, Tóquio, Singapura, Helsínquia, Cape Town ou Bangkok. Mas, por outro lado, as oportunidades sociais e de melhoramento que as cidades oferecem, permitem, ao contrário do que acontece num ambiente rural, uma infinita tolerância perante estilos de vida diferentes, independentes de modelos nacionais. A cidade (e nunca o campo) é o local privilegiado do exercício de uma das mais importantes conquistas das sociedades humanas contemporâneas, o exercício do ócio e do prazer, cada vez mais acessível em cidades que disponibilizam parques, jardins, museus de todos os tipos, espectáculos, galerias de arte, vias pedonais e para bicicleta, piscinas, locais de encontro e bibliotecas gratuitos, para além de uma vasta colecção (impensável há 30 anos) de restaurantes, esplanadas, hotéis, bares, paraísos artificiais, discotecas e espectáculos para todos os preços. A residência na cidade não vem sem as suas obrigações mas pode ser, se assim se quiser, o lugar do prazer. Esta oferta é possível e desejada devido a um fenómeno já aqui elogiado a propósito de um texto sobre o livro Triumph of the City, de Edward Glaeser: a proximidade. A proximidade em que os habitantes das grandes cidades vivem permite e promove a troca de ideias e a sua difusão. Estas são tanto mais possíveis quanto maior for a mistura das suas gentes. Glaeser dá o exemplo de Nova Iorque. Eu acrescentaria Berlim e Hong Kong. As cidades são lugares muito mais excitantes e democráticos que o campo, e a oferta cultural e de entretenimento tem de cobrir os vários gostos de uma população misturada. Quem precisa de um país ou uma nacionalidade com cidades destas?


Desporto

hoje macau terça-feira 3.2.2013

Flávio Silva Avançado formado no Sporting é reforço do Benfica

Flávio Silva é reforço do Benfica. A notícia chegou quando começou a circular nas redes sociais uma fotografia do jovem de 18 anos, com a camisola encarnada, a cumprimentar Luís Filipe Vieira. O avançado assinou por cinco épocas e meia e vai ser integrado na equipa B do Benfica. Flávio Silva representava o Torreense, ao serviço do qual apontou oito golos na primeira metade da época, sendo o quarto melhor marcador do Campeonato Nacional de Seniores. Formado no Sporting, onde chegou com quinze anos, Flávio Silva era pretendido também pela SAD leonina, que chegou a fazer uma proposta. O Torrense, no entanto, preferiu a oferta do Benfica, que era financeiramente superior e que ia de encontro também à vontade do jogador: Flávio Silva queria transferir-se para o Seixal. Os próximos tempos serão por isso na equipa B encarnada.

Luís Figo chega hoje a Cantão

De visita à academia O

ex-futebolista português Luís Figo, candidato à presidência da FIFA, vai estar a partir de terça-feira na cidade de Cantão na China, num torneio organizado pela sua academia. Segundo fonte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o antigo jogador vai estar na China terça, quarta e quinta-feira, acompanhando o evento organizado pela Figo Football Academy, que reúne equipas de academias de todo o país. A academia, lançada na primavera de 2014 e supervisionada pelo técnico Rolão Preto, está implantada em oito cidades chinesas, tem cerca de 1.100 alunos, com idades entre os quatro e os 13 anos, e 16 treinadores portugueses diplomados pela FPF e pela UEFA.

Ataque à presidência

Figo, de 42 anos, anunciou na quarta-feira a candidatura à presidência da FIFA, para a qual

A Figo Football Academy está implantada em oito cidades chinesas tem cerca de 1.100 alunos, com idades entre os quatro e os 13 anos, e 16 treinadores portugueses

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há outros quatro pretendentes: o suíço Joseph Blatter, actual presidente, Michael van Praag, presidente da federação holandesa, o francês Jérôme Champagne, antigo dirigente do organismo, e o príncipe Ali bin Al Hussein da Jordânia, vice-presidente da FIFA. As eleições para a presidência do organismo que rege o futebol mundial realizam-se a 29 de Maio, no segundo de dois dias do congresso da FIFA, em Zurique, na Suíça. O mais internacional dos futebolistas portugueses, com 127 jogos na selecção, tem o apoio formal de Portugal, Dinamarca, Montenegro, Polónia, Macedónia e Luxemburgo. Antigo jogador de Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão, Figo ganhou a Bola de Ouro em 2000 e foi eleito Melhor Jogador do Mundo FIFA em 2001 - antes da unificação dos prémios -, foi quatro vezes campeão de Espanha e outras tantas de Itália e ganhou uma Liga dos Campeões. Vice-campeão da Europa em 2004 e quarto no Mundial de 2006, com a selecção portuguesa, Figo, formado no Sporting, retirou-se em 2009, no Inter, ao qual se manteve ligado como director de relações internacionais.

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Aviso Aceita-se o registo para o “Subsídio para aquisição de material escolar a estudantes do ensino superior” Aceita-se, a partir de hoje, o registo para o “Subsídio para aquisição de material escolar a estudantes do ensino superior no ano lectivo de 2014/2015”, sendo três mil patacas o montante do subsídio. Podem registar-se os estudantes, titulares do Bilhete de Identidade de Residente da RAEM, que frequentem cursos de doutoramento, mestrado, licenciatura, bacharelato, ou cursos de diploma ou de associado com a duração igual ou superior a dois anos, em instituições do ensino superior da RAEM ou do exterior. Os estudantes que reúnam as condições exigidas podem aceder à página electrónica do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (www.gaes.gov.mo), dentro do prazo definido, para tratarem das formalidades do registo. Estes estudantes, ainda podem, pessoalmente ou através de representante, como familiares e amigos, dirigir-se ao Centro dos Estudantes do Ensino Superior, que depende do GAES (Avenida Conselheiro Ferreira de Almeida, n.º 68B, Edifício Va Cheong, r/c B, em frente à paragem de autocarro do Jardim Lou Lim Ioc), ao balcão de recepção do GAES (Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues, n.os 614A-640, Edifício Long Cheng, 7.o andar), ao Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central (Rotunda de Carlos da Maia, n.os 5 e 7 , Complexo da Rotunda de Carlos da Maia, 3º andar), ao Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ihas (Rua da Ponte Negra, Bairro Social da Taipa, No. 75K, Taipa), ou, ao Centro de Serviços da RAEM (Rua Nova da Areia Preta, n.o 52), para obterem o boletim de registo e apresentarem os documentos solicitados. Mais informações, podem ser obtidas através do website do GAES ou do telefone 28571111, com sistema interactivo de resposta de voz. Macau, 3 de Fevereiro de 2015. O Coordenador Sou Chio Fai


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Cinema

• Hoje Maestro James Cuddeford apresenta noite de música Folk Clube Fringe, Hong Kong, a partir das 19h Bilhetes a partir dos 90 dólares de Hong Kong • Inauguração da exposição de pintura do casal Zhang Zhong Huan e Deng Fei Centro UNESCO de Macau, 18h30 Entrada livre

nightcrawler Sala 1

Com: Jake, Gyllenhaal, Rene Russo, Riz Ahmed, Bill Paxton 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

Blackhat [c]

Um filme de: Michael Mann Com: Chris Hemsworth, Viola Davis, Tang Wei, Wang Leehom 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

• Amanhã Concerto ‘Ode à Humanidade’, com mais de 100 coristas Venetian Theatre, 19h45 Bilhetes à venda por 100 e 200 patacas

Sala 3

american spiner [c] Um filme de: Clint Eastwood Com: Bradley Cooper, Sienna Miller 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

Sala 2

nightcrawler [c] Um filme de: Dan Gilroy

• Sexta-feira Apresentação de documentário BBC Planeta Terra, com concerto ao vivo da Filarmónica de Hong Kong Centro Cultural de Hong Kong, Tsim Sha Tsui, a partir das 20h Bilhetes entre os 140 e os 360 dólares de Hong Kong • Diariamente Exposição “Ponto de Partida: Pinturas de Dennis Murrel e dos seus Artistas” (até 31/01) Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre

Aconteceu Hoje

Exposição de sândalo vermelho (até 22/03) MGM Resort Entrada livre

Bartolomeu Dias dobra o cabo da Boa Esperança

Exposição de pintura “Korean Art”, com Oh Young Sook e Kim Yeon Ok (até 15/02) Galeria Iao Hin Entrada livre Exposição de Design de Cartazes “V•X•XV:” (obras de 1999, 2004 e 2009) [até 15/03] Museu da Transferência da Soberania de Macau, 10h00 às 19h00 Entrada livre “Self/Unself” – Exposição de trabalhos de artistas holandeses (até 15 de Março) Centro de Design de Macau Entrada livre Retratos a Óleo dos Séculos XIX e XX: Colecção do Museu de Arte de Macau Museu de Arte de Macau, das 10h às 19h (até 31/12) Entrada livre Ilustrações para Calendário, de Guan Huinong (até 10/05) Museu de Arte de Macau, das 10h às 19h Entrada livre

U m D i s c o H o j e “So Tonight That I Might See” (Mazzy Star, 1993) O segundo álbum de estúdio da banda de rock alternativo “Mazzy Star”. O disco, gravado em 1993, arranca com um dos grandes sucessos do grupo, “Fade into You”, mas a voz de Hope Sandoval transporta-nos para as sonoridades da década de 90 e para uma nova forma de fazer música. - Andreia Sofia Silva

“Beyond the Surface” de Mio Pang Fei (de 04/02 a 01/03) Albergue SCM, das 12h às 20h Entrada livre Exposição e passeios de barco guiados sobre a História da Pesca em Macau Esplanada do Museu Marítimo, das 9h40 às 16h25 (de 31/01 a 15/02) Bilhetes à venda por 25 patacas

3 de Fevereiro

João Corvo

• Corria o ano de 1488 quando, a 3 de Fevereiro, Bartolomeu Dias desembarca na África do Sul, em Mossel Bay, consumando o feito histórico de dobrar o Cabo da Boa Esperança. O navegador português tornou-se no primeiro europeu a fazê-lo. Bartolomeu Dias era um navegador experiente e foi também o primeiro a chegar ao Cabo das Tormentas – como o próprio o baptizou, em 1488. As tormentas representam as tempestades e vendavais por que teve de atravessar, naquele que foi considerado um dos maiores acontecimentos da história das navegações. A 3 de Fevereiro de 1536, Pedro de Mendoza funda a cidade de Buenos Aires e no ano de 1783 a Espanha reconhece a independência dos EUA. Neste dia, em 1830, a Grécia obtém a independência e deixa de ser uma região autónoma do Império Otomano. Em 1894, é tocado pela primeira vez o Hino dos Açores. Forças soviéticas ocupam a Ucrânia, em 1919, e em 1991 o Partido Comunista Italiano deixa de existir oficialmente, ao cabo de 70 anos de história. Três de Fevereiro é também dia de terramotos. Em 1931, na Nova Zelândia, um sismo provoca a morte a mais de mil pessoas e arrasa diversas cidades. Exactamente no ano seguinte, uma série de cinco terramotos destrói Santiago de Cuba. Outra tragédia está marcada na história de 3 de Fevereiro de 2006, quando 1310 pessoas morrem, vítimas do naufrágio do barco egípcio Salaam 98, no Mar Vermelho. Regressavam de uma peregrinação em Meca. Nas artes, assinala-se a morte de Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper, em 1959, após a queda de um avião. Foi “o dia em que a música morreu” – assim ficou conhecido o 3 de Fevereiro.

fonte da inveja

Faz de mim teu escravo, se me quiseres obedecer.


opinião

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Rui Cascais Parada

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lorde gin

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orde Gin, apesar do seu título, vive uma vida meditativa, afastada, esparsa e frugal. Habita praticamente uma caverna, que foi povoando com seus poucos trastes e livros, na cidade de Bangkok, capital de Sião. Contudo, desde a sua caverna na vasta urbe, saúda com entusiasmo a Revolução Grega. Mais ainda: dado que, enquanto expatriado Euro-dependente, perdeu quase 15% de seus magros fundos, Lorde Gin sente-se, de alguma maneira, potencial sócio accionista de ao menos uma minúscula parte do copyright presente e futuro dos eventos em curso na Grécia. Em 15 de Maio de 2013, no 6º Festival Subversivo, organizado em Zagreb, Alexis Tsipras, líder do partido Syriza, afirmava: “Não sei se virei a ser primeiro-ministro da Grécia, mas se vier a ser [primeiro-ministro da Grécia], nada permanecerá o mesmo: nem na Grécia, nem na União Europeia”. Ora bem! Ladeado por Slavoj Zizek – essa espécie de Orson Wells anfetamínico, abrasivo, semi-clarividente e comichoso da esquerda radical internacionalista –, falava Tsipras de uma “Primavera da Europa Mediterrânica”, acrescentando que os perigos para a Europa eram sem dúvida alguma “a Alemanha e a própria Merkel”, assim como a “Europa germânica do capitalismo especulativo”. Olé!

Existirão alternativas ao “capitalismo de casino”? Quem sabe. Ou melhor, existirão seguramente. Mas, sejam quais forem, dependerão de acção directa e sustentada e talvez passem por uma verdadeira declaração de guerra de valores que poderá agora estar a ser lançada a partir da Grécia Ou melhor, um grande olé com orquestra e chapéus para a sua vitória de Domingo! Uma vitória que demonstrou não só uma óbvia vontade e imperativa necessidade de mudança, como fez escorregar para a mesma lama infecta de sempre [sic] as insinuações da Goldman Sachs e da Bloomberg e as suas tentativas de manobrar, controlar e/ou obstar a quaisquer alternativas ao sistema ultra-neo-liberal vigente. Aliás, aquela

“The Abyss”, James Cameron

Hoje comi uma alemã

última corporação mediático-política ainda pelo menos há um ano fazia circular um puerilizante vídeo de animação pela Internet (https://www.youtube.com/ watch?v=C8xAXJx9WJ8, acedido em 23.01.2015) no qual os gregos – e, por

cartoon por Stephff

extensão, todos os povos periféricos e/ ou do Sul – eram apresentados como um bando de alcoólicos, preguiçosos e amantes dos prazeres da praia, em oposição aos industriosos, sóbrios, poupados e circunspectos alemães.

Existirão alternativas ao “capitalismo de casino”? Quem sabe. Ou melhor, existirão seguramente. Mas, sejam quais forem, dependerão de acção directa e sustentada e talvez passem por uma verdadeira declaração de guerra de valores que poderá agora estar a ser lançada a partir da Grécia. Os analistas e economistas conservadores (perdoem a simultânea eufonia e pleonasmo) cuspirão decerto múltiplas páginas e espessa tinta para mostrar as vicissitudes, contingências e condicionalismos e toda a sorte de razões racionais, estatísticas e estritas contra as possibilidades de um sistema diferente vir a ser tentado. Porém, cefalópodes que emitem tinta para se camuflarem, a sua artimanha é conhecida e antecipada. Lorde Gin, um espartano adepto da caça submarina e das pequenas aldeias do mar de Creta, os saboreará grelhados ao carvão com um fio de azeite e acompanhados de uma salada camponesa e de um copo de rústico vinho local. E, vindo molhado e limpo das laboriosas ondas cristalinas da Grécia insular, talvez se diga, pensando em Ruy Cinatti e o emulando: “Hoje comi uma alemã”. Bangkok, 28.01.2015


hoje macau terça-feira 3.2.2015

Habitação Pedida maior rapidez entre concursos

A espera interminável ainda que durante o período de espera entre concursos, “as famílias pobres e com dificuldades não tiveram qualquer auxílio e sentiram a falta de uma habitação”. Por isso mesmo, diz Si Ka Lon, o Governo deve possuir mecanismo dos respectivos serviços para durante este período satisfazer “as necessidades prementes de habitação das famílias mais pobres e em dificuldades”. Ironizando com o próprio Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, onde se pode ler que o concurso é aberto sempre que “seja considerado necessário”, Si Ka Lon terminada a sua intervenção com a pergunta: o que os serviços entendem por “necessário”?

tiago alcântara

O tempo de espera entre concursos ou até mesmo da análise à candidatura para a habitação social é demasiado, assim diz Si Ka Lon que pretende que o Governo trabalhe mais e melhor sobre a questão Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

O

deputado Si Ka Lon apela a que o Governo trabalhe mais e melhor no que respeita à abertura de concurso para habitação social, caracterizando a situação actual de uma espera sem fim. Segundo alega o deputado, vários “idosos disseram que, mesmo depois de passado mais de um ano e quatro meses sobre a apresentação do pedido [para habitação social de 2013], não conseguiram aceder a uma habitação, por isso, podemos afirmar que a espera por uma habitação social não tem fim”.

O tempo de espera, a apreciação dos pedidos e a demora entre os concursos prometidos pelo Governo [cinco concursos] são algo que afecta, diz o deputado, directamente a vida dos candidatos e as suas condições de vida, “uma vez que não conseguem o apoio de que necessitam em tempo oportuno”. Perante a situação, Si Ka Lon indaga o Executivo sobre a situação futura. Vai o Governo, pergunta, “ponderar sobre a definição de um prazo adequado para aqueles

Bolsas de Investigação Académica podem ir até às 280 mil patacas

F

oi ontem publicado em Boletim Oficial (BO) o regulamento das Bolsas de Investigação Académica, as quais ficarão a cargo do Instituto Cultural (IC), que irá decidir o número de bolsas a atribuir. O referido regulamento prevê bolsas de 250 a 280 mil patacas, consoante o conteúdo da investigação, e têm como objectivo “estimular o desenvolvimento de estudos académicos originais sobre a cultura de Macau e sobre o intercâmbio entre Macau, China e outros países”, pode ler-se. Podem candidatar-se às bolsas doutorados, locais ou estrangeiros, que tenham “comprovada experiência de investigação académica” e ainda investigadores, locais e estrangeiros, que possuam “ampla experiência de investigação e que tenham produção académica de nível reconhecido”. As bolsas são concedidas uma vez por ano e os prazos de candidatura decorrem entre 1 de Março e 31 de Maio. Os projectos apresentados serão avaliados por uma Comissão de Selecção, a qual será composta por sete membros. - A.S.S.

trabalhos [apreciação das candidaturas], com vista a dar resposta às expectativas da população?” Na interpelação escrita, entregue este mês, o deputado defende

Fora da lista

Recorde-se que segundo dados divulgados pelo Instituto de Habitação (IH), em Dezembro passado, 62,5% das candidaturas foram aceites, sendo este o resultado

“Vários idosos disseram que, mesmo depois de passado mais de um ano e quatro meses sobre a apresentação do pedido [para habitação social de 2013], não conseguiram aceder a uma habitação” Si Ka Lon Deputado

São Januário Sala de orações para comunidade muçulmana

Em nome da inclusão O hospital público de Macau, São Januário, vai disponibilizar em breve uma sala de oração para os pacientes e familiares de fé muçulmana, indicaram os Serviços de Saúde de Macau (SSM). Em resposta à agência Lusa, os SSM explicaram que o hospital quer transformar uma sala já existente, que pode ser utilizada para oração, num espaço equipado para o efeito, contando, para isso, com a ajuda da União Islâmica de Hong Kong, que trabalha em cooperação com a associação de Macau. Actualmente, o Centro Hospitalar Conde de São Januário tem uma “sala de recepção”, multiusos, que os doentes muçulmanos e os seus familiares podem utilizar para orações, desde que requisitada com antecedência junto do gabinete de relações públicas. Esta sala “está equipada com as indicações

para oração islâmica, sítio para a ablução/ritual de purificação e outros utensílios para as orações”, esclareceram os SSM.

Na voz das associações

Os serviços explicaram que aguardam agora que as asso-

ciações “se pronunciem sobre a criação da sala de oração islâmica” no hospital. A criação de uma sala de oração no São Januário começou por ser discutida com o antigo imã da Mesquita de Macau, falecido há cerca de ano e meio, mas

de um concurso que começou no dia 22 de Maio e terminou a 21 de Agosto de 2013. Um total de 6146 boletins de candidatura foram recebidos pelo Governo. Apesar do número de candidaturas aceites ter sido mais de metade, 37,5% dos candidatos, ou seja, 2305 candidaturas, não conseguiram ver o seu nome colocado na lista definitiva. O IH fala de mais de três mil motivos para a exclusão destas pessoas, mas a falta de documentos dentro do prazo é o que surge em primeiro lugar. Outras 879 pessoas não entregaram documentos como o “comprovativo do rendimento mensal” ou a “declaração de desemprego”. Em segundo lugar surgem as pessoas que se candidataram mas que não conseguiram uma casa por terem ultrapassado o limite do rendimento mensal, num total de 632 casos. Os restantes candidatos também foram excluídos por serem proprietários de imóveis, por terem desistido da candidatura ou por já estarem abrangidos por outro tipo de apoios. Ainda relativamente ao processo de candidatura, os dados revelam que o IH rejeitou grande parte das reclamações apresentadas pelos candidatos – de um total de 348, só 48 reclamações foram aceites. “O principal motivo da exclusão deve-se à não entrega dos documentos comprovativos suficientes, o IH não conseguiu confirmar a veracidade dos fundamentos nas reclamações”, podia ler-se no comunicado do instituto.

não sofreu desenvolvimentos nos últimos anos. Na passada sexta-feira, o porta-voz da Associação Islâmica de Macau, Ali Mahomed, e o imã de Hong Kong, Uthman Yang (que desde a morte do imã de Macau se tem deslocado semanalmente ao território para conduzir os rituais na mesquita) reuniram-se com os Serviços de Saúde, depois de terem sido convidados a pronunciar-se sobre as instalações. Segundo Ali Mahomed, os SSM pediram esclarecimentos sobre a orientação do ‘qibla’, que indica a direcção de Meca, para onde devem ser dirigidas as orações, sendo também requisitado um sinal em árabe com indicações, que a associação espera disponibilizar em breve. Quanto à disponibilização de refeições ‘halal’ - em que a carne é preparada de acordo com a lei islâmica -, os SSM esclarecem que podem ser requisitadas com antecedência, permitindo ao hospital encomendar ao fornecedor. - Lusa


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Hoje Macau 3 FEV 2015 #3265 by Jornal Hoje Macau - Issuu