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SEXTA-FEIRA 29 DE SETEMBRO DE 2017 • ANO XVII • Nº 3908
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
TIAGO ALCÂNTARA
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
hojemacau PARCAS LICENÇAS BENFICA DE MACAU | AFC
A taça aqui tão perto PÁGINA 14
A FÉ DE SCOTT
TURISMO
A rebentar
MACAU RECEBEU 31 MILHÕES DE VISITANTES EM 2016. QUASE TANTOS COMO BARCELONA. OS SERVIÇOS DE TURISMO ESTIMAM QUE OS NÚMEROS DISPAREM PARA 40 MILHÕES EM 2025. PUB
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GRANDE PLANO
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LICENÇA DE PATERNIDADE
A lei laboral vai ser revista e, actualmente, está em consulta pública a proposta de criação de uma licença de paternidade de três a cinco dias para o sector privado. Na Função Pública, os homens que são pais têm direito a cinco dias. Três testemunhos dizem que estes prazos “não dão para nada” e pedem mais tempo para apoiar a família no período pós-parto
OS DIAS DO PAI S
ER pai em Macau significa ter direito a dias que se contam pelos dedos das mãos para estar com o próprio filho recém-nascido. Na prática, não existe licença de paternidade, e os dias que a lei refere são encarados como faltas justificadas, contados até ao último minuto. Quem trabalha no privado não tem direito a mais do que dois dias, que são considerados faltas ao trabalho, enquanto quem é funcionário público ganha cinco dias para estar em casa. André Ritchie fez o pleno. Tem dois filhos, que nasceram em períodos diferentes. O seu filho foi o primeiro e veio ao mundo quando o pai ainda estava no Gabinete de Infra-estruturas de Transportes (GIT). Teve direito a apenas cinco dias, enquanto a mulher, também funcionária pública, ficou três meses em casa.
EXPERIÊNCIAS E DIFICULDADES
“Posso dizer desde já que esses dias não são suficientes.Aminha mulher é funcionária pública e gozou dos seus três meses. A única diferença é que um é pai e o outro é mãe.Acho que isso corresponde a uma mentalidade que, se calhar, não tem muito a ver com a sociedade actual. O legislador na altura formatou as coisas desse modo, mas não tinha em mente que o pai hoje em dia desempenha um
“Quem cria as crianças aqui são as empregadas, que acabam por passar a maior parte do tempo com elas, sobretudo nas famílias chinesas.” BETO RITCHIE PAI
papel muito activo na educação das crianças”, contou ao HM. No caso da sua segunda filha, nascida já quando o arquitecto se encontrava a trabalhar no sector privado, André Ritchie teve apenas dois dias de faltas justificadas, mas pensou noutro plano. “Tive de recorrer aos meus dias de férias, não tive outra hipótese”, contou. “Os pais, no início, estão a tratar do bebé, depois têm de ir à conservatória tratar dos papéis, e esses dias não servem para nada.” Depois de anos de reivindicações, o Governo parece estar a tentar alterar a situação. A lei laboral vai ser revista e o processo de consulta pública arrancou esta semana. Uma das mudanças prende-se com a instituição de uma licença de paternidade propriamente dita no sector privado. A proposta que, está, por enquanto, em cima da mesa, estabe-
lece três a cinco dias de licença. Não é certo, portanto, que os trabalhadores do privado venham a ter direito aos mesmos dias de paternidade de que dispõem os funcionários públicos. André Ritchie considera que a legislação só revela uma mentalidade que já está fora de moda. “Antigamente a mulher não trabalhava, o homem era o chefe de família que trabalhava e punha a comida na mesa. Mas os tempos são outros. O papel do pai é essencial sobretudo para dar um apoio psicológico à mulher, que sofre, normalmente, de depressão pós-parto.”
CRIAR UMA COTA
Se no sector público são poucos dias, no privado ainda menos. No caso da Função Pública, André Ritchie considera que deveria ser criado mais um mecanismo para que o casal tenha acesso a um igual número de dias.
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“Existe uma discrepância muito grande na Função Pública. Em situações desse género, em que os pais são ambos funcionários públicos, deveria haver uma espécie de cota que depois poderia ser dividida por ambos. Três meses ao dispor do casal, por exemplo.” A título de exemplo, “quando o casal requer férias, e trabalha no mesmo serviço, podem ter prioridade pelo facto de ser um casal”. “Já existem mecanismos na Função Pública em que, ao casal, é dada uma atenção especial”, lembrou. O arquitecto considera mesmo que Macau deveria olhar para os melhores exemplos: a Europa do Norte, onde pai e mãe usufruem dos mesmos (longos) dias para estarem em casa com o seu filho recém-nascido, ou outros países do ocidente. “Podem dizer que estamos na Ásia, mas é preciso olhar em frente. Já tivemos o caso de violência doméstica, que deu o circo que deu na Assembleia Legislativa. Temos é de ver o que se está a fazer em sociedades mais abertas.”
O PAPEL DAS EMPREGADAS
Beto Ritchie é músico nas horas vagas, trabalhador a tempo inteiro e pai de duas filhas pequenas, uma delas nascida há pouco tempo. O facto de trabalhar numa empresa de pequena dimensão deu-lhe
“Os pais, no início, estão a tratar do bebé, depois têm de ir à conservatória tratar dos papéis, e esses dias não servem para nada.” ANDRÉ RITCHIE ARQUITECTO
mais dias de paternidade que ele, assume, não gozou. “Trabalho numa agência pequena e temos muita liberdade por isso, mas não aproveitei. Tínhamos muitos projectos quando nasceram as minhas filhas. Mas sinto que os pais que trabalham em empresas pequenas, e em geral, como não há nada na lei que dê dias aos progenitores [enfrentam uma pior situação]”, considerou. Beto Ritchie defende que os dias destinados aos que acabam de ser pais, na lei laboral “são um insulto”. “É um mau exemplo para as famílias e para as próprias crianças. Os dias de maternidade também são muito poucos.” Para este pai, os homens deveriam ter direito a 15 dias de licença de paternidade, enquanto as mulheres deveriam estar em casa três meses, tal como determina o estatuto dos funcionários públicos. Isto porque “em Macau há dinheiro” e o Governo “poderia dar subsídios para os custos não caírem todos em cima das empresas”.
Num território onde a taxa de natalidade não constitui um problema, como é que as famílias lidam com o pouco tempo que têm para estar com os seus bebés? Recorrendo a empregadas domésticas. “Quem cria as crianças aqui são as empregadas, que acabam por passar a maior parte do tempo com elas, sobretudo nas famílias chinesas.” Também Beto não consegue escapar a esta balada diária. “Eu e a minha companheira trabalhamos e seria impossível para nós. A creche da minha filha tem horas absurdas e temos de ir buscar as crianças às quatro da tarde. Não conseguimos, e são as empregadas que, na maioria, vão buscar as crianças. Todos têm aqui uma empregada por causa disso, porque os pais trabalham. Se não fossem os imigrantes que vêm para Macau à procura de trabalho, não daria para trabalhar e ter filhos em casa.” Macau, terra de imigrantes, cheia de idas e vindas, está repleta de núcleos familiares que trouxeram apenas bagagem, mas não a família. Na hora de criar os filhos, essa falta de apoio familiar dificulta ainda mais a situação. “As famílias chinesas podem ter cá familiares ou não, mas a maioria não tem cá os seus parentes mais próximos para ajudar”, rematou Beto Ritchie. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Cultura de resistência Um mundo de entraves e tradições
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ÃO basta colocar no papel a licença de paternidade: há que aceitá-la com normalidade. A ideia é defendida por Miguel de Senna Fernandes, advogado especialista em Direito da família. “A sociedade, se quer ser mais moderna, tem de começar por estas medidas, ainda que à revelia do tradicionalismo que existe em Macau. As pessoas podem não reagir bem, sobretudo o patronato. Este não vai reagir com bons olhos. Para os patrões não se justifica [conceder dias de licença], mas porquê? Hoje em dia já não faz muito sentido.” “Podem dizer que é um estorvo ao ritmo de produção, progresso económico, mas é uma medida importante em termos de justiça social”, lembrou o advogado. Se a licença de maternidade “já é aceite como uma necessidade social”, o mesmo não acontece com a licença de paternidade.
“A novidade hoje em dia é a licença de paternidade, ou seja, o pai que dá o apoio à mãe. Só assim é que em Macau se olha para esta situação. A questão é se vai haver alguma resistência. Não é um problema da lei, mas da própria cultura: é necessário que população sinta essa necessidade de o próprio pai dar este apoio.” Num território caro como Macau, pai e mãe têm de trabalhar para arcar com as despesas da casa e do dia-a-dia. Beto Ritchie considera, no entanto, que há muita gente que pensa que o homem só deve dar alguma ajuda. “Ainda há muito essa ideia retrógrada, mas isso é em toda a Ásia. Pensa-se que o pai não está envolvido na criação da criança e a mãe é que faz tudo.” Miguel de Senna Fernandes não tem dúvidas: “Macau, neste aspecto, continua a ser muito reservada”. “Apopulação ainda não aceitou em pleno que haja uma licença concedida ao pai, em pleno.”
SCOTT CHIANG O PAI ACTIVISTA
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presidente da Associação Novo Macau, teve há pouco tempo do seu primeiro filho, mas considera-se um homem de sorte. “Sou talvez um caso único em Macau, porque tenho o meu próprio horário de trabalho e colegas que me dão apoio quando não estou disponível. Mas precisamos de mais do que uns meros dias de licença.” Quanto à proposta do Governo de instituir uma licença de paternidade de três a cinco dias, o activista considera que, tanto homens como mulheres precisam de igualdade neste campo. “Deveria haver uma maior igualdade entre géneros, e a responsabilidade de tomar conta do recém-nascido também deve recair sobre os ombros do pai. Claro que deveríamos fazer esse ajustamento na lei. Se é suficiente ou não, é sempre susceptível de um debate, mas claro que ter mais dias de licença de paternidade é sempre melhor. Teremos, claro, de analisar o impacto junto dos patrões.”
Scott Chiang considera que o meio empresarial deve ser mais flexível em matéria de nascimentos. “Penso que as empresas devem ser mais flexíveis em termos de ajustamentos que são precisos no período pós-parto, para ir com os bebés a consultas, por exemplo. É preciso ver até que ponto a empresa é flexível nesse aspecto e em Macau ainda estamos muito atrás em relação a outros territórios.”
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Sulu Sou, um dos novos deputados eleitos no passado dia 17, vai propor uma revisão à Lei Básica, para que os 33 tribunos da Assembleia Legislativa possam, um dia, ser eleitos pelo sufrágio universal, eliminando o sufrágio indirecto e as nomeações
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LEI BÁSICA SULU SOU VAI PROPOR REVISÃO
Todos às urnas
em 2019, tal como a ANM defende desde 2007. Questionado sobre a real possibilidade de conseguir essa revisão, Sulu Sou sublinhou ser preciso “ter confiança”. “Se nós não tivermos, os cidadãos também não acreditam”, disse.
O TRABALHO DE FORA
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mais jovem deputado da Assembleia Legislativa (AL), o democrata Sulu Sou, vai propor uma revisão à Lei Básica de modo a prever explicitamente que o hemi-
ciclo seja, um dia, totalmente eleito pela população. “Vamos propor uma revisão à Lei Básica, ao artigo 68.º, para que conste que os deputados são eleitos de forma directa”, disse o jovem de 26 anos, em entrevista à Lusa.
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O artigo em questão afirma que “a AL é constituída por uma maioria de membros eleitos”, remetendo depois para um anexo sobre a metodologia para a eleição. A maioria, no entanto, não é a totalidade, e Sulu Sou deseja ver explícito na lei que Macau vai caminhar para um hemiciclo totalmente eleito por sufrágio universal. O jovem, membro da Associação Novo Macau (ANM), pretende propor esta revisão no início do seu mandato como deputado. Este é um primeiro passo, mas a plataforma política da sua lista – Associação do Novo Progresso de Macau – continua a defender o sufrágio universal para a eleição do líder do Governo
Apesar destes planos, o democrata defendeu que o trabalho mais importante, no que toca à reforma política, faz-se fora da AL: “Essa é só uma parte. O nosso objectivo é educar a sociedade civil, promover os benefícios da reforma política junto dos cidadãos, especialmente os jovens. Vamos tentar ir às escolas falar com os alunos”. É preciso uma “maior consciencialização sobre democracia, liberdade e protecção dos direitos humanos na sociedade”, sublinhou. “Os jovens sabem dos problemas políticos em Macau, mas têm medo de expressar a sua opinião porque as escolas, os ‘media’, os pais, dizem-lhes que são assuntos sensíveis e eles controlam-se, não falam disso. É um tipo de censura, é um problema cultural antigo e profundo”, lamentou.
“Vamos propor uma revisão à Lei Básica, ao artigo 68.º, para que conste que os deputados são eleitos de forma directa.” SULU SOU DEPUTADO ELEITO
Na sua opinião, o grande motivo para o movimento democrático não ter ganho em Macau a pujança que tem em Hong Kong prende-se com as dificuldades económicas que os jovens enfrentam na antiga colónia britânica, mais suaves em Macau. “Há uma diferença grande em relação aos jovens de Macau e Hong Kong: o desenvolvimento económico. Em Macau, as pessoas têm uma vida melhor que os seus pais, mas em Hong Kong, a vida dos jovens é pior que a dos seus pais. Por isso eles lutam mais, são mais radicais e mais contra o governo”, resumiu. Isso não quer dizer que os jovens de Macau não enfrentem problemas. Sulu Sou destacou os problemas com a habitação, que fazem com que filhos adultos vivam com os pais em casas pequenas. “Às vezes não querem casar por causa das dificuldades com a habitação”, comentou. Do mesmo modo, enfrentam problemas no que toca ao “desenvolvimento profissional”, “fazem um curso e depois não podem exercer a profissão”, descreveu. Apesar disto, Sulu Sou considerou que o movimento democrático em Macau tem evoluído, “ainda que devagarinho”. “Acho que o resultado das eleições mostra que o apoio ao campo pró-democracia aumentou. Eu, Ng Kuok Cheong e Au Kam San tivemos mais de 30 mil votos”, disse, referindo-se aos dois deputados democratas que foram reeleitos.
Fung Soi Kun Mesmo reformado arrisca investigação O gabinete da secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, emitiu ontem uma nota de esclarecimento sobre o pedido de aposentação de Fung Soi Kun do cargo de director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG). Segundo o comunicado, “há lugar a aposentação voluntária sempre que o funcionário ou agente que reúne os requisitos legais declare desejar aposentar-se”. Porém, o estatuto dos trabalhadores da função pública diz que esse pedido de reforma “não impede a punição por infracções cometidas no exercício dessas funções”. Tal não impede, portanto, que Fung Soi Kun seja alvo da abertura de um inquérito “sobre os eventuais erros e a eventual responsabilidade dos serviços públicos e o seu pessoal durante a catástrofe do tufão Hato”, tal como a instrução de um inquérito do Comissariado contra a Corrupção.
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NOVO MACAU PEDE INVESTIGAÇÃO A CASO DE CORRUPÇÃO ELEITORAL
Um salto de fé
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Associação Novo Macau quer uma investigação formal ao caso de uma mulher que admitiu ter recebido um pequeno almoço, no dia das eleições, em troca de um pedido para votar na lista liderada por Ho Ion Sang. Logo nesse dia, o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), através do líder André Cheong, disse que o caso não é corrupção, mas a associação entregou, ontem, uma queixa formal. Scott Chiang, presidente demissionário daAssociação Novo Macau, defende que o caso é flagrante e que está na altura do CCAC acordar e fazer o que lhe compete. “Na queixa que entregámos estão anexadas as imagens captadas, pelos jornalistas, da senhora que admitiu ter recebido um pequeno-almoço para votar numa determinada lista, no dia das eleições. Para nós, esta é uma acção flagrante de tentativa de influenciar o livre voto das pessoas”, afirmou Scott Chiang. “O CCAC recusou-se a fazer uma investigação e afirmou que a oferta de um pão e leite não é considerada corrupção. Perguntamos como é que definem corrupção, porque há uma oferta e apesar do valor da oferta poder ser maior ou mais pequeno, há um pedido para convencer as pessoas”, acrescentou. Apesar da posição inicial do CCAC, Chiang sublinhou que espera que com esta queixa haja uma investigação mais profunda aos
A
deputada Wong Kit Cheng, recentemente reeleita nas últimas eleições legislativas, entregou uma interpelação escrita ao Governo onde questiona os atrasos em diversos projectos de infra-estruturas na área da saúde. “O ‘projecto de melhoramento das infra-estruturas do sistema de saúde – planeamento a dez anos’ já foi elaborado há sete anos. Qual é então o ponto de situação das obras que estão a ser realizadas nos centros de saúde de São Lourenço, Ilha Verde e Seac Pai Van, assim como noutras instalações médicas?”, questionou. Wong Kit Cheng deseja saber “quando é que [esses espaços] vão
HOJE MACAU
Apesar de André Cheong ter dito que a oferta de pão e leite, a troco de um pedido de voto, não é corrupção, a Associação Novo Macau pede ao CCAC que não ignore o caso e faça o seu trabalho
“É suposto que façam o trabalho deles na luta contra a corrupção. Temos fé que acordem um dia e se lembrem que há trabalho para fazer. Numa perspectiva realista, sabemos que existem irregularidades na oferta de banquetes e prendas pelas listas, mas normalmente os pedidos de voto nunca surgem nessas ocasiões. Desta vez, isso aconteceu”, explicou. “É um caso muito flagrante. Se isto não resulta numa investigação, não sei que práticas são investigados. Se o CCAC decidir que não vai fazer nada, então não percebo para que existe”, acrescentou. No dia das eleições, o canal iCable transmitiu as imagens de uma senhora a admitir que lhe tinham oferecido um pão e leite, pedindo-lhe que votasse na lista número dois. No entanto, uma funcionária do Centro de Convívio do Bairro do Hipódromo, Bairro da Areia Preta e Iao Hon, onde oferta terá acontecido, negou que tivesse havido um pedido de voto.
“É um caso muito flagrante. Se isto não resulta numa investigação, não sei que práticas são investigados. Se o CCAC decidir que não vai fazer nada, então não percebo para que existe.” indícios apresentados. Isto apesar de André Cheong já ter excluído a existência de corrupção.
FRACAS ESPERANÇAS
“Admito que não tenho muita fé que esta queixa oficial faça com que o CCAC finalmente investigue o que lhe compete. Mas queremos que, pelo menos, sejam obrigados a fornecer uma resposta oficial e a explicar porque não houve uma
investigação profunda”, apontou o presidente da Novo Macau. Em relação à pronta resposta do CCAC, no dia das eleições, a Associação diz que o organismo liderado por André Cheong não quis ver o caso de corrupção: “foi um acto filmado de forma muito flagrante pelos jornalistas, mas o CCAC virou a cara para não ver o que estava a acontecer”, acusou Scott Chiang.
Saúde a conta gotas Wong Kit Cheng questiona atrasos em projectos
ser inaugurados, para se poder prestar um serviço médico conveniente e de qualidade à população?” Segundo o projecto de planeamento referido pela deputada, os centros de saúde da Ilha Verde e Seac Pai Van deveriam ter sido inaugurados em 2013 e 2015, respectivamente. “Devido à falta de experiência ainda nos deparamos com limitações no desenvolvimento do sector da saúde. Quer o software, quer o
hardware para o desenvolvimento do sector estão muito aquém do desenvolvimento sócio-económico e demográfico de Macau”, escreveu a deputada, que lembrou os atrasos nos acessos a consultas médicas.
ONDE ESTÃO OS DADOS?
Wong Kit Cheng, que antes de ser deputada foi enfermeira, referiu ainda na sua interpelação o atraso na implementação do “Programa Piloto eHR”, que “foi estudado
SCOTT CHIANG PRESIDENTE DA NOVO MACAU
Em declarações ao HM, Scott Chiang abordou a questão do novo presidente da associação, dizendo que neste momento compete à direcção tomar uma decisão. A escolha deve ser conhecida antes de 16 de Outubro, quando o membro Sulu Sou assume o cargo de deputado da Assembleia Legislativa. HM
durante muito tempo e ainda está em fase experimental”. “Só dois hospitais e os centros de saúde é que podem aceder a esse programa.Actualmente cada instituição médica, seja pública ou privada, tem o seu sistema, o que impede a partilha de dados entre instituições e afecta a optimização do processo de diagnóstico, bem como a procura de soluções mais adequadas.” Para dar uma melhor resposta a essa situação, a deputada defende que deve ser criado “um sistema de registo da história clínica e uma base de dados uniformizados, acessível às instituições médicas públicas e privadas”. A.S.S.
TIAGO ALCÂNTARA
sexta-feira 29.9.2017
TRIBUNAL EXECUTIVO GANHA CASO DE RECUPERAÇÃO DE TERRENO
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Companhia de Investimento Predial Pak Lok Mun perdeu no Tribunal de Segunda Instância o recurso interposto para evitar a perda da concessão de um um terreno na Taipa, na Avenida de Kwong Tung, com uma área de 2 209 m2. A decisão foi conhecida ontem e a principal justificação prende-se com o facto do tribunal ter dado como provado que o terreno não foi aproveitado por responsabilidade da concessionária. Depois de em 1964 a concessão, com um prazo de 50 anos, ter sido entregue para a construção de uma fábrica à empresa Fábrica de Artigos de Vestuário Estilo, que tinha como principal accionista Stanley Ho, em 1999 o contrato foi revisto. O terreno, que nunca tinha sido aproveitado, foi entregue à Pak Lok Mun, que actualmente tem sede no Hotel Lisboa. À empresa foi dado o prazo de 48 meses para construir a fábrica. Porém, a Pak Lok Mun justificou que não conseguiu aproveitar o terreno, devido à crise do imobiliário vivia em Macau entre 1996 e 2004. Justificação que não foi aceite pelo tribunal. “Se a crise estava em Macau desde 1996, como ela própria reconhece, e se durou até 2004, então qual o motivo porque aceitou a revisão do contrato e se comprometeu a cumpri-lo na data da sua celebração (1999)?”, questionaram os juízes. “Havia crise? Então, não aceitava o contrato, pelo menos naqueles moldes”, é ainda respondido no documento. A primeira decisão de recuperar este terreno, conhecido como lote BT11, foi tomada, pelo Governo, em Maio 2015.
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29.9.2017 sexta-feira
TURISMO SERVIÇOS PREVÊM 40 MILHÕES DE TURISTAS POR ANO EM 2025
Invasão em perspectiva
A Direcção dos Serviços de Turismo estima que no ano de 2025 o número de visitantes possa chegar aos 40 milhões, mais nove milhões do que no ano passado. É expectável que tanto os quartos de hotel como os profissionais do sector cresçam também substancialmente
A
Direcção dos Serviços de Turismo (DST) apresentou o Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau para os próximos quinze anos. Durante a apresentação do documento foram elencados as habitais apostas das autoridades que regem o sector turístico, tais como aproveitar as grandes políticas “uma faixa, uma rota”, o projecto da Grande Baía, por aí fora. Porém, um dos pontos mais salientes foi os desafios criados pelo enorme número de turistas que visitam Macau anualmente. No ano passado, o território que tem pouco mais de 30 quilómetros quadrados, recebeu quase 31 milhões de visitantes. Durante a apresentação do plano quinquenal, o subdirector da DST, Cheng Wai Tong, mencionou a forma como a escassez de área faz com que o turismo estrangule a vida dos residentes. Aliás, a população ouvida na consulta pública sobre a matéria insurgiu-se contra este aspecto. Cheng Wai Tong explicou que uma das prioridades da DST é gerir as multidões e reduzir o impacto do turismo no ambiente, nomeadamente através dos gastos energéticos e emissão de resíduos. Macau recebeu quase tantos turistas no ano passado quanto Barcelona, uma cidade com uma área três vezes maior que Macau. Ora, um dos números alarmantes saídos do plano apresentado é a previsão da entrada de 40 milhões de turistas anualmente no ano 2025. Um crescimento de quase nove milhões de pessoas, cerca de 29 por cento a mais do número de turistas que vieram à RAEM no ano passado. “Temos de ter planos concretos para que no caso desses cenários se concretizarem podermos dar resposta. Temos de criar novas
cursos humanos poderia ser suprido pelo uso de novas tecnologias e da importação de trabalhadores não residentes. Porém, a directora da DST salienta que a entrada de mão-de-obra de fora seria para ocupar posições inferiores, sendo dada prioridade aos trabalhadores locais. Também o número de quartos de hotel tiveram uma previsão de crescimento considerável, tendo os serviços de turismo estimado poder passar dos 37.634 quartos no ano passado para 51.900 em 2025. Um crescimento 14,266 quartos, o que representa um acréscimo de quase 38 por cento. Neste capítulo e tendo em conta a falta de terrenos em Macau, Helena de Senna Fernandes revela que ainda não existe nenhuma área reservada para hotéis nos novos aterros, apenas nos terrenos actuais.
“Temos de ter planos concretos para que se esses cenários se concretizarem podermos dar resposta. Temos de criar novas zonas e possibilidades de gerir melhor o fluxo de turistas.” HELENA DE SENNA FERNANDES DIRECTORA DA DST
zonas e possibilidades de gerir melhor o fluxo de turistas”, explica Helena de Senna Fernandes. A directora acrescentou ainda que não se trata de uma situação de os serviços procurarem activamente mais turistas, mas sim de estarem preparados para tal. Uma das medidas é desviar a entrada de visitantes do posto fronteiriço congestionado das Portas do Cerco para a posto da Flor de Lótus. A directora da DST revelou ainda que Macau está em contacto
com autoridades do Interior da China para impedir que haja um grande aumento do foco de maior origem de turistas que chegam ao território.
QUARTOS E TRABALHADORES
Cheng Wai Tong acredita que se consiga chegar a um equilíbrio entre o número de turistas e o conforto da população. Outra das previsões é que Macau em 2025 tenha 295 mil trabalhadores na indústria do
turismo, contra os 242 mil que se registaram no ano passado. Ou sejam, mais 53 mil funcionários. Um aumento considerável de mão-de-obra, cerca de 21,9 por cento. Se olharmos para o número total de pessoas empregadas em Agosto deste ano em todos os sectores profissionais, 384.200, reparamos que este aumento representaria nos dias de hoje quase 14 por cento, um número enorme. Helena de Senna Fernandes diz que este salto de necessidade de re-
Estas projecções de aumento de visitantes a Macau é algo explicado pelos serviços pelas múltiplas características do território, com a legalização do jogo à cabeça. De resto, o posicionamento geográfico, a história da cidade e a diversidade de eventos culturais que Macau oferece também desempenham um papel na atracção de visitantes. A abertura do parque temático da Hello Kitty foi um assunto que Helena de Senna Fernandes também abordou. A directora da DST explicou que este não será “da envergadura do Disney ou Ocean Park porque não há espaço”. A líder dos serviços de turismo esclareceu que este tipo de projectos terá forçosamente de ser mais pequeno, apenas numa perspectiva de acrescentar novas atracções para quem visita Macau. João Luz
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sexta-feira 29.9.2017
LAI CHI VUN LIMPEZA DOS ESTALEIROS VAI DEMORAR 20 DIAS
A
zona dos estaleiros de Lai Chi Vun, em Coloane, vai demorar cerca de 20 dias até ficar totalmente limpa, após a passagem do tufão Hato que causou muitos estragos. A estimativa é feita pelo Instituto Cultural (IC), uma vez que “alguns trabalhos de limpeza, em algumas áreas, não podem ser levados a cabo por caminhos terrestres”. Os responsáveis pela limpeza do espaço vão “aproveitar a temporada das marés altas”, sendo auxiliados por barcaças “na limpeza dos objectos do estaleiro desmoronado por caminhos marinhos”. Os trabalhos de limpeza “têm feito bons progressos”. Parte dos materiais servirão ainda para um futuro museu. “O IC irá organizar e estudar os objectos com valor de preservação dos estaleiros, de modo a preparar a demonstração das técnicas da indústria de construção naval no museu futuro, oferecendo ainda alguns objectos aos artistas para a criação artística.” “De momento, o IC está a dar início activamente aos trabalhos de reforço de toda a área, a fim de assegurar a segurança dos residentes e público ao redor da zona dos estaleiros de Lai Chi Vun”, aponta o mesmo comunicado.
Vulcão GGCT com alerta 1 de viagem para Bali
REUTERS
O Gabinete de Gestão de Crises de Turismo (GGCT) emitiu ontem o alerta de viagem de nível 1 para Bali, na Indonésia, devido à possibilidade de erupção do vulcão Agung. Segundo um comunicado, o GGCT “alerta os residentes de Macau que planeiem viajar para, ou que se encontrem em Bali, para estarem em alerta e acompanharem o desenvolvimento dos acontecimentos que poderão afectar a sua segurança pessoal”. Neste momento não há grupos de excursões organizados por agências de viagens de Macau com destino a Bali. O GGCT apenas recebeu um pedido de informação.
JOGO ESTUDO ALERTA PARA PUBLICIDADE QUE APELA A SUPERSTIÇÕES
Tentações escondidas
O trabalho realizado pelos académicos Davis Fong, Lawrence Fong e Desmond Lam, da Universidade de Macau, sublinha os efeitos escondidos da publicidade de promoção ao casinos
O
facto das estratégias de marketing dos hotéis com casinos apostarem em símbolos que apelam às superstições dos jogadores é um factor a que o Governo deveria tomar mais atenção, na altura de lidar com o problema do vício do jogo. A recomendação faz parte de um estudo da Universidade de Macau, feito pelos académicos Lawrence Fong, Desmond Lam e Davis Fong (futuro deputado), que foca as superstições, o envolvimento no jogo e o vício. Ao apostarem em elementos como os amuletos, deuses e números associados ao factor sorte nas campanhas de publicidade, as estratégias de marketing apelam ao que os investigadores definem como as “superstições controláveis”. Ou seja as superstições em que os jogadores acreditam que podem influenciar o resultado do jogo. Este tipo de crença dos jogadores, segundo o estudo, é um sinal que pode indicar a existências de problemas de vício. “Como as superstições controláveis aumentam o envolvimento no jogo, elementos como os deuses, amuletos, números e cores associados à sorte nas publicidades e design dos casinos devem
revelar-se eficientes em fazer com que os indivíduos apostem em diversos jogos e experimentem outros novos”, explicam os autores nas conclusões. “De um ponto de vista do jogo responsável, os operadores dos casinos devem considerar os efeitos prejudiciais causados pelas estratégias e medidas de marketing. Os reguladores devem acompanhar de muito perto o impacto desta estratégias e intervir, se necessário”, defendem.
POUCA ATENÇÃO
Por outro lado, esta é uma área à qual o Governo de Macau não tem dado muita importância, no momento de considerar as estratégias para lidar com o problema do vício jogo. Esta é foi a opinião pessoal expressa por Lawrence
Hoc, académico, que fez questão de sublinhar que não compromete os restantes colegas. “O que observámos é que a publicidade em Macau não pode promover directamente elementos ligados ao jogo, mas vimos alguns indícios ou sugestões escondidas, que atraem pessoas aos casinos. É uma estratégia muito eficaz, caso contrário não seria tão utilizada”, afirmou o professor Lawrence Fong, ao HM. “Mas com base no meu entendimento, a ligação entre as superstições e o comportamento dos jogadores é algo a que o Governo não tem prestado muita atenção, na altura de lidar com jogadores problemáticos. É por isso que sugerimos que o Governo veja as nossas conclusões e no futuro, quando definir políticas de jogo
“O que observámos é que a publicidade em Macau não pode promover directamente elementos ligados ao jogo, mas vimos alguns indícios ou sugestões escondidas, que atraem pessoas aos casinos. É uma estratégia muito eficaz, caso contrário não seria tão utilizada.” LAWRENCE FONG ACADÉMICO
responsável, que tenha em atenção estes factores”, apontou. Lawrence deixou igualmente um aviso: “A aposta e a crença nas ‘superstições controláveis’ é um dos factores que pode conduzir as pessoas a tornarem-se jogadoras compulsivas. É uma dimensão que o Governo precisa de considerar”, opinou. Contudo, e em a favor da acção Governativa, Lawrence Hoc Nang Fong reconhece que esta é uma área que necessita de ser melhor explorada, para que no futuro seja possível perceber como as campanhas podem ser menos prejudiciais. “É uma discussão que ainda precisa de ser mais explorada para haver um equilíbrio maior entre o marketing e as restrições que possam impedir que as pessoas desenvolvam problema”, admitiu. O estudo, com o nome Controllable superstition and its relationship with enduring and behavioural involvement in gambling, que em português significa superstição controlável e sua relação com envolvimento permanente e comportamental em jogos de azar, foi publicado na revista International Gambling Studies. HM
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29.9.2017 sexta-feira
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 630/AI/2017 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora HE GUIMEI, portadora do Passaporte da RPC n.° G57351xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 115/ DI-AI/2016, levantado pela DST a 04.10.2016, e por despacho da signatária de 15.09.2017, exarado no Relatório n.° 623/DI/2017, de 22.08.2017, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Pequim n.° 36, I Chan Kok, 14.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 15 de Setembro de 2017. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 644/AI/2017 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LAM SOI KAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° 50456xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 101/DIAI/2015 levantado pela DST a 28.08.2015, e por despacho da signatária de 15.09.2017, exarado no Relatório n.° 642/DI/2017, de 30.08.2017, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $400.000,00 (quatrocentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Coelho do Amaral n.° 31, Edf. Wai Wa Kuok 2.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.-------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.---------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme o disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.---------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 15 de Setembro de 2017. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
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china 11
sexta-feira 29.9.2017
HONG KONG MORRE MULTIMILIONÁRIO QUE AJUDOU A REPATRIAR MILHARES DE TIMORENSES
O adeus de um filantropo
A China anunciou ontem que todas as empresas da Coreia do Norte com presença no mercado chinês serão encerradas nos próximos quatro meses, medida que também vai abranger empresas chinesas com capitais norte-coreanos. Esta decisão de Pequim surge no âmbito do novo conjunto de sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU ao regime de Pyongyang. Num comunicado, o Ministério do Comércio chinês precisou que a medida, que tem como objectivo pressionar o regime norte-coreano a suspender os seus programas balístico e nuclear, não vai abranger empresas sem fins lucrativos. Na semana passada, Pequim anunciou restrições ao fornecimento de petróleo à Coreia do Norte, bem como impôs uma proibição geral das importações de têxteis norte-coreanos. A China, o maior aliado do regime da Coreia do Norte, foi em 2016 o destino de mais de 92% das exportações norte-coreanas.
poder circular a ilha e prestar apoio médico às populações costeiras. À chegada a Díli a 11 de setembro de 1999 Hotung explicou à Lusa que a oferta do navio era “como um tributo à coragem dos timorenses” que apesar “de todas as ameaças e das consequências votaram pela independência”. Os primeiros refugiados foram repatriados de Timor Ocidental a bordo do Patricia Anne Hotung, o nome do navio que um ano depois já tinha transportado mais de 10 mil pessoas.
FELIX WONG/SCMP
PERCURSO DE VIDA
-americana Patricia Anne Shea, Eric Hotung ficou conhecido em Timor-Leste quando, em Dezembro de 1999, ofereceu um navio que permitiu repatriar mais de 15 mil refugiados que estavam na Indonésia. A violência de Setembro de 1999, depois do anúncio do resultado do referendo em que os timorenses escolheram a independência, reavivou o interesse que Eric Hotung já tinha demonstrado para com a questão de Timor-Leste, tendo nessa altura voltado a con-
tactar o Duque de Bragança para saber “qual era a melhor maneira de ajudar os timorenses”. A ideia do navio surgiu para preencher as carências que se sentiam em questões de acesso à ilha, já que a maior parte dos transportes estavam nessa altura dependentes das forças militares australianas. Comprado à marinha australiana e com plataforma para helicópteros, o navio, de 2.500 toneladas e cem metros de comprimento, tinha salas de assistência médica para
“Era um amigo de Timor-Leste que em 2000-2003 despendeu milhões de dólares para ajudar no repatriamento de mais de 100 mil refugiados timorenses de Kupang para Díli num navio que ele comprou para o efeito.” JOSÉ RAMOS-HORTA
Natural de Hong Kong, Eric Hotung foi viver para Xangai com o pai quando era criança, estudou no Colégio S. Francisco Xavier e regressou a Hong Kong na 2ª Guerra Mundial, altura em que trabalhou nas urgências do Hospital Tung Wah. Quando Hong Kong foi ocupado pelos japoneses em Dezembro de 1941, Ho Tung foi enviado de novo para Xangai onde esteve em prisão domiciliária, acabando, em 1947, por viajar para os Estados Unidos para estudar. Depois das mortes do avô em 1956 e do pai em 1957, Eric Hotung regressou a Hong Kong onde assumiu o controlo das empresas da família, especialmente nas áreas imobiliária, financeira e de importação e exportação. Começou a trabalhar no mundo diplomático na década de 80 do século passado, aproveitando os contactos que tinha na China e nos Estados Unidos, ampliando vários programas de apoio que financiaram o estudo a muitos estudantes de Hong Kong no estrangeiro.
REUTERS
U
M multimilionário e filantropo de Hong Kong que em 1999 ofereceu a Timor-Leste um navio usado para repatriar da Indonésia milhares de refugiados leste-timorenses morreu na semana passada aos 91 anos, informou a família. Eric Edward Hotung, que nasceu em 1926 e foi nomeado embaixador itinerante de Timor-Leste em 2002, era neto do empresário Robert Hotung e filho de Edward Hotung e da sua mulher a irlandesa Mordia O’Shea. “Era um amigo de Timor-Leste que em 2000-2003 despendeu milhões de dólares para ajudar no repatriamento de mais de 100 mil refugiados timorenses de Kupang para Díli num navio que ele comprou para o efeito”, recordou à Lusa o ministro timorense José Ramos-Horta, que em 2002 o nomeou embaixador itinerante de Timor-Leste. Neto de um conhecido filantropo, Robert Hotung, que no século passado ofereceu uma biblioteca a Macau, Eric Hotung ajudou a libertar bispos e padres que estavam detidos no Vietname e na China, tendo apoiado a Ordem de Malta e institutos de ensino em vários locais do mundo. Através de uma fundação que criou, Eric Hotung começou a ter conhecimento do que se passava em Timor-Leste nos anos finais da ocupação indonésia - depois de contactos com o Duque de Bragança - tendo desde então apoiado vários projectos da resistência e da igreja timorenses. Pai de cinco filhos e três filhas do seu casamento com a norte-
Pequim vai encerrar empresas norte-coreanas
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 660/AI/2017
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 674/AI/2017
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora XIONG, JIANQIN, portadora do Passaporte da RPC n.° E25760xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 12/DI-AI/2016, levantado pela DST a 20.01.2016, e por despacho da signatária de 15.09.2017, exarado no Relatório n.° 662/DI/2017, de 31.08.2017, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Paris n.° 170, Jardim Nam Ngon, Bloco 3, 13.° andar O, Macau onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor SU YANGLING, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° W67795xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 35/DI-AI/2015 levantado pela DST a 14.04.2015, e por despacho da signatária de 15.09.2017, exarado no Relatório n.° 680/ DI/2017, de 07.09.2017, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida Panorâmica do Lago Nam Van, n.° 744-S, Wu Keng Hou Teng, Bloco 3, 8.° andar C, Macau onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Destadecisãopodeoinfractor,querendo,reclamarparaoautordoacto,noprazode15dias,semefeitosuspensivo,conformeodispostonon.°1doartigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do ProcedimentoAdministrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 15 de Setembro de 2017. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 15 de Setembro de 2017.
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
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29.9.2017 sexta-feira
Anúncio 【133/2017】 Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notificam-se, por este meio, do seguinte, os candidatos de habitação económica constantes do anexo: O não preenchimento dos requisitos de acesso à compra das fracções após apreciação, ou a não apresentação dos documentos exigidos para a apreciação substancial
no prazo fixado, determina, nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011* (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015, a exclusão do concurso dos adquirentes seleccionados. Os referidos candidatos de habitação económica podem, apresentar, por escrito, a sua contestação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas, no prazo de 10 dias, a
contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não seja apresentada contestação, no prazo fixado, ou a mesma não seja aceite por este Instituto, nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 28.º da referida Lei, os adquirentes seleccionados são excluídos do concurso. Em caso de dúvidas, poderá dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Traves-
sa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar a Sr.a Lei, através do telefone n.º 2859 4875 (Ext. 744), para consulta do processo. Instituto de Habitação, aos 27 de Setembro de 2017. O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng
Mapa Nome do candidato
N.º do boletim de candidatura
N.º do processo
Fundamento do facto
Fundamento de direito
LAI MOU SAN
82201305363
271/EAS/2017
1 O representante ou os elementos do seu agregado familiar são ou foram, nos cinco anos anteriores à data da apresentação da candidatura e até à data de celebração da escritura pública de compra e venda da fracção, promitentes-compradores ou proprietários de prédio urbano ou fracção autónoma com finalidade habitacional ou terreno na RAEM 2O representante do agregado familiar figura noutro boletim de candidatura, ao qual o IH já autorizou a concessão de bonificação ao crédito para aquisição ou locação financeira de habitação própria
Alínea 1) do n.º 4 e alínea 4) do n.º 5 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º 1 do artigo 28.º da “Lei da habitação económica”
NG PAK HEONG
82201309510
396/EAS/2016
LEI NOI KIM
82201318717
432/EAS/2016
N.º 3 do artigo 26.º e alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da “Lei da habitação económica”
YU SHEUNG MAN
82201338827
466/EAS/2016
Não foram apresentados, dentro do prazo fixado, os documentos necessários para a apreciação substancial
KONG WANG HANG
82201305674
2/EAS/2017
TAM NOI CHU
82201324351
38/EAS/2017
CHAO CHEONG MUI
82201342165
109/EAS/2017
LAO HENG IEONG
82201326581
122/EAS/2017
SIU PUI HING
82201312125
123/EAS/2017
LOI CHI FAI
82201325065
129/EAS/2017
CHAN CHAM CHEONG
82201336286
143/EAS/2017
U CHI MENG
82201342640
145/EAS/2017
LO VENG SANG
82201326553
156/EAS/2017
CHAO WAI LENG
82201324908
171/EAS/2017
NG KA HOU
82201322367
256/EAS/2017
CHAN SOK I
82201331175
272/EAS/2017
LAI PETER IEK KIT
82201322529
290/EAS/2017
WONG KA MAN
82201330805
304/EAS/2017
IAU SIO IN
82201304134
322/EAS/2017
LEONG ON KEI*
81201313449
67/EAS/2017
SIO CHENG NONG*
81201301704
73/EAS/2017
FONG TIN WAI*
81201302913
83/EAS/2017
MA SIN YAN*
81201314953
88/EAS/2017
LO MAN HOU*
81201314729
108/EAS/2017
Não foram apresentados, dentro do prazo *Alínea 8) do n.º 1 do artigo 20.º e alínea 2) do n.º 1 do artigo fixado, os documentos necessários para a 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica) candidatura (Aplicável no momento da candidatura)
região 13
sexta-feira 29.9.2017
TAILÂNDIA AMNISTIA INTERNACIONAL PEDE MAIS ATENÇÃO AOS REFUGIADOS
A
Amnistia Internacional (AI) pediu ontem ao Governo da Tailândia uma maior atenção aos refugiados, num momento em que mais de 480.000 membros da maioria muçulmana rohingya fugiram para o Bangladesh para escapar à violência no Myanmar. A directora de Assuntos Globais da AI, Audrey Gaughran, afirmou, em comunicado, que as autoridades tailandesas devem servir de exemplo na região com a adopção de políticas que protejam os refugiados, em vez de os expulsar ou impedir a sua entrada no país. “O Governo tailandês deve garantir a segurança daqueles que procuram amparo internacional na Tailândia”, disse Gaughran. “Ao mesmo tempo que se deve felicitar o Gover-
O
ministro dos Negócios Estrangeiros filipino prometeu ao homólogo norte-americano que Manila vai aceitar uma investigação externa à controversa campanha contra as drogas promovida pelo Presidente Rodrigo Duterte. Numa reunião bilateral entre os dois responsáveis, na quarta-feira em Washington, Alan Peter Cayetano garantiu a Rex Tillerson que Manila “não tem nada a esconder” em relação à campanha antidroga, indicou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros filipino, em comunicado. “Estamos dispostos a trabalhar com especialistas e observadores, sempre e quando forem independentes e justos”, disse o ministro filipino. No espaço de um ano e três meses de campanha, mais de 3.800 pessoas morreram às mãos da polícia. Cayetano, de visita aos Estados Unidos após participar na Assembleia-Geral da ONU em Nova Iorque, disse que as Filipinas vão receber especialistas estrangeiros “se for garantido
ABC NEWS
Acções, precisam-se
no tailandês por acolher centenas de milhares de refugiados há décadas (…) é preciso substituir a retórica pela acção”, acrescentou.
A Tailândia tem 102.000 refugiados birmaneses em nove campos instalados junto à fronteira com o Myanmar, segundo dados do Alto Comissariado da
Organização das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). A AI pediu ao Conselho de Segurança, na quarta-feira, que avance com um embargo de armas e outras medidas para o país parar aquilo que apelidou de “limpeza étnica” contra a população civil rohingya no Myanmar. Cerca de 480.000 rohinyas fugiram para o Bangladesh desde o início da violência, em 25 de Agosto, no estado de Rakain (anteriormente Arakan) no oeste do país, segundo dados divulgados pela ONU. O Programa Alimentar Mundial garantiu a distribuição de alimentos para estes refugiados até Novembro.
OUTRAS VÍTIMAS
Além dos rohingyas, também a minoria hindu em
Rakain foi vítima de violência desde que os rebeldes do Exército de Salvação do Estado Rohingya (ARSA) atacaram 30 postos de controlo das forças de segurança, a 25 de Agosto. Segundo o exército birmanês, foram recolhidos 52 cadáveres e 192 pessoas foram dadas como desaparecidas, todos birmaneses da minoria hindu, em Rakian, onde os militares mantêm uma operação para anular os rebeldes. O Myanmar estreou em 2016 o primeiro governo democrático - após quase meio século de ditadura militar -, liderado pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que esteve mais de 15 anos em prisão domiciliária por exigir a democracia no país. Embora Suu Kyi, muito criticada pela “crise rohingya”, lidere a nação, as Forças Armadas mantêm as áreas da Defesa, Interior e Assuntos Fronteiriços, mais um quarto dos assentos nos parlamentos nacionais e regionais, entre outros privilégios que foram reservados na Constituição de 2008.
Japão Convocadas eleições antecipadas
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, dissolveu ontem a câmara baixa do parlamento, provocando eleições antecipadas em Outubro, nas quais o seu partido deverá enfrentar o da governadora de Tóquio, Yuriko Koike. “De acordo com o artigo 7.º da Constituição, a câmara baixa foi dissolvida”, declarou o presidente da assembleia, Tadamori Oshima, em sessão plenária. As eleições deverão realizar-se no prazo de 40 dias, provavelmente a 22 de Outubro, de acordo com a imprensa japonesa.
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De portas abertas Filipinas prometem aos EUA aceitar inspecção à campanha antidrogas
que as investigações não serão politizadas, já que o Governo quer assegurar que o resultado é verda-
meios de comunicação, as Filipinas não têm uma política estatal que permite matanças extrajudiciais, especialmente de suspeitos de [posse de] drogas ilegais”, acrescentou.
POLÍTICA DE ABATE
deiro”, de acordo com o comunicado. “Ao contrário das informações [divulgadas] pelos
Desde que Duterte pôs em marcha a campanha contra as drogas, ao chegar ao poder, em Junho de 2016, a polícia abateu a tiro mais de 3.800 suspeitos que alegadamente apresentaram resistência, enquanto vários milhares de toxicodependentes e traficantes foram assassinados com relativa impunidade. A ONU, a União Europeia e organizações não-governamentais internacionais como a Amnistia Internacional ou a Human Rights Watch denunciaram, em várias ocasiões, que esta campanha viola os direitos humanos. O Presidente Donald Trump, felicitou o líder filipino pelo “incrível trabalho” na luta contra as drogas, numa chamada telefónica no passado mês de Abril.
HM • 2ª VEZ • 29-9-17
ANÚNCIO AUTOS DE INTERDIÇÃO CV3-17-0035-CPE 3º Juízo Cível
REQUERENTE: O MINISTÉRIO PÚBLICO, JUNTO DO T.J.B. da R.A.E.M.-----------------------------------------------REQUERIDA: CHONG, SUT PENG. -----------------------***** FAZ-SE SABER que, foi distribuída neste Tribunal, em 24 de Julho de 2017, uma Acção de Interdição, com o número acima indicado, em que é Requerida CHONG, SUT PENG, solteira, titular do BIR nº 5188485(6), nascida a 23/01/1990, residente Centro de Santa Margarida, sito na Rua de Tin Chong, Taipa, para efeitos de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica.---------------------------------------------RAEM, 18 de Setembro de 2017.
14 desporto
TATIANA LAGES
29.9.2017 sexta-feira
TDM Transmissão do Sporting-Barcelona com problemas
A transmissão da TDM do encontro Sporting-Barcelona, na quinta-feira de madrugada, foi afectada por um problema que impediu que a segunda parte do jogo fosse exibida. De acordo com o administrador da TDM, Frederico Rosário, houve um problema no fornecimento de energia que afectou os emissores de todos os canais da estação. “Houve um problema na distribuição de energia eléctrica que afectou o nosso sistema, portanto, cortou a energia eléctrica dos nossos emissores. Todos os nossos canais estiveram fora do ar, entre as 03h40 e as 04h46”, disse Frederico Rosário, ao HM. Actualmente a situação já está resolvida, não sendo expectável que o mesmo tipo de problemas se volte a repetir. A transmissão através do portal da TDM e da aplicação móvel não foi afectada.
BENFICA DE MACAU GARANTE LICENCIAMENTO PARA TAÇA AFC
Uma questão de dinheiro e estádio O Benfica de Macau está a um passo de a participar na Taça AFC, depois de se ter tornado o primeiro clube do território a ter uma licença oficial da Confederação Asiática. Agora, falta o estádio e o dinheiro para as despesas dos jogos
A
presença do Benfica de Macau na edição de 2018 da Taça AFC (Confederação de Futebol Asiática) ficou mais próxima de se concretizar, após as águias se terem tornado o primeiro clube do território a garantir uma licença para participar na competição. A decisão da AFC foi comunicada ao clube, na terça-feira, e revelada ontem, em comunicado. No entanto, para que o clube dirigido pelo macaense Duarte Alves se torne na primeira equipa de Macau a participar na competição, é preciso garantir um estádio e apoios financeiros que permitam fazer face a todas as despesas. A situação foi explicada, ontem, ao HM, pelo próprio administrador do Benfica de Macau.
“Agora tudo depende de factores financeiros. Nos jogos fora, a AFC dá um subsídio para as viagens, que nem sempre cobre todas as despesas. Mas nos jogos em casa, temos a responsabilidade de garantir os recursos de hotel e logística das equipas visitantes. Também temos de arranjar um estádio e tratar da logística para a realização dos encontros”, disse Duarte Alves. Esta é uma situação nova para qualquer clube do território, pelo que Duarte Alves admite que só vai ser possível concretizar com os apoios da Associação de Futebol de Macau (AFM) e do Instituto de Desporto (ID). “Temos de cobrir os custos de 20 quartos de hotel para os visitantes, mais 10 para os membros da AFC. Também temos de pagar os custos de alimentação e esse tipo de despesas
para os agentes vindos de fora. Para um clube de Macau, esta realidade não é fácil e vai ser necessário fazer parcerias com a associação, o ID e empresas locais”, admitiu. O responsável das águias elogiou todo o apoio da AFM, ao longo do processo de inscrição. Agora, espera que a associação possa ajudar o Benfica de Macau
Neste momento Kaohsiung City e Taipé City, de Taiwan, Erchin, da Mongólia, e os Rovers FC, de Guam são os possíveis adversários do Benfica já conhecidos
com a experiência acumulada com os jogos da Selecção local. “Temos de ver até onde podemos trabalhar com a AFM e o ID para trazer os encontros para Macau. A AFM tem este tipo de experiência porque é semelhante aos jogos da selecção”, apontou o administrador.
PLANTEL POR DEFINIR
Caso todas as condições estejam reunidas, o Benfica de Macau vai ficar no Zona da Ásia Oriental, onde irá defrontar equipas da Mongólia, Coreia do Norte, Taiwan e Guam. Neste momento Kaohsiung City e Taipé City, de Taiwan, Erchin, da Mongólia, e os Rovers FC, de Guam são os possíveis adversários do Benfica já conhecidos. À semelhança do que sucedeu este ano, a competição só deve começar por volta de Março de 2018, altura em que o Benfica de Macau já estará a disputar a Liga de Elite. Por isso, Duarte Alves reconhece que ainda tem tempo para pensar na equipa técnica e no plantel para a próxima época. A prioridade, neste momento, é mesmo garantir as condições para a participação na Taça AFC. “Ainda está tudo muito fresco. Ainda não começámos a definir quem são os jogadores com que vamos contar e os estrangeiros que vamos inscrever na competição”, afirmou. “Primeiro temos de definir bem com os nossos parceiros aquilo com que podemos contar e que apoios vamos ter”, sublinhou. Questionado sobre os níveis de confiança para a concretização da segunda fase de preparativos, Duarte Alves limitou-se a dizer que “não é impossível”. H.M.
I Liga Xistra nomeado para o Sporting-Porto
Carlos Xistra, da Associação de Futebol de Castelo Branco, é o árbitro nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol para dirigir o clássico entre Sporting e FC Porto, da oitava jornada da Liga, marcado para domingo, às 19.15 horas, em Alvalade. Hugo Miguel estava excluído das opções por se encontrar lesionado. No entanto, o árbitro da AF Lisboa irá desempenhar as funções de vídeo-árbitro no jogo grande da ronda oito do campeonato. Fora do leque de possíveis escolhas do Conselho de Arbitragem estava também Artur Soares Dias, o qual seguiu diretamente do jogo da Liga dos Campeões entre Qarabag e Roma, no Azerbaijão, para o Mundial de sub-17 , que decorrerá entre 6 e 28 de Outubro, na Índia.
Selecção Éder, Renato e Guedes de regresso
O regresso de Éder, herói de Portugal no Euro-2016, constitui o principal destaque na convocatória da Seleção Nacional para os próximos jogos de qualificação para o Mundial-2018 com Andorra e Suíça, a 7 e 10 de Outubro, respectivamente. De notar ainda os regressos de jogadores como Renato Sanches, Gonçalo Guedes e Antunes, bem como para as ausências de Adrien Silva, Fábio Coentrão e Pizzi, que integraram a última convocatória. Também em relação à última chamada, ficaram de fora Bruno Varela, Bruma, Nélson Oliveira e ainda Ricardo Pereira, que foi chamado para substituir o lesionado João Cancelo.
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UI Reigoto é um nome incontornável do motociclismo de velocidade em Portugal. O piloto de Chaves que coleccionou ao longo da sua carreira desportiva vários títulos nacionais nas principais categorias do Campeonato Nacional de Velocidade, bem como vitórias importantes em provas internacionais, como no Grande Prémio de Macau, gostaria de regressar ao Circuito da Guia em Novembro, no entanto, a regulamentação do 51º Grande Prémio de Motos de Macau não o permite. Actualmente, os requisitos de participação na prova de duas rodas do Grande Prémio obrigam a que os pilotos tenham participado na prova do território nos últimos dois anos (2015 ou 2016), ou então que tenham tomado parte em eventos de estrada como a Ilha de Man, o Grande Prémio do Ulster ou a North West 200. Apesar de cumprir o segundo critério, que exige a que os pilotos tenham competido nos últimos anos na classe Superbikes ou Superstock 1000 de um campeonato nacional reconhecido, Reigoto já não corre no Circuito da Guia desde 2008, onde tripulou uma Kawazaki na agora extinta classe Supersport, nem tem possibilidades de participar nas provas britânicas. Esta situação não
Reigoto gostaria de voltar Requisitos mínimos impedem participação do piloto no GP Motos de Macau
deixa de ser frustrante para um piloto que também conquistou títulos em provas de resistência. “Sempre que fui a Macau obtive bons resultados e só por uma vez não fui o melhor português”, relembra Reigoto ao HM. Questionado pelo HM se a organização da prova deveria abrir uma excepção para o seu caso, o piloto de Chaves é bastante claro: “Não
digo abrir uma excepção só por abrir. Sou um piloto que já ganhei em Macau em 1998 e 2000 (classe Supersport) e acho que os vencedores deveriam ter uma atenção mais especial. Felizmente tenho um currículo que fala por mim.”
VONTADE NÃO FALTA
Se num passado recente Portugal contava com três motociclistas
nas grelhas de partida do Grande Prémio de Motos, este ano, a exemplo do que aconteceu em 2016, apenas André Pires cumpre os requisitos de selecção para estar presente na prova. Apesar das restrições, o evento da RAEM continua a despertar bastante interesse em Portugal e a Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) não esconde que gostava de num futuro próximo contar com uma participação mais numerosa. “Não são os portugueses que não querem ir... Macau é que não deixa ir ninguém sem antes participar noutras provas que se realizam no Reino Unido”, salienta o piloto da equipa lusa Yamaha Reigoto JBS / Anubisnetworks. O piloto nortenho admite que “não tem receio em participar em qualquer prova desde que tenha um pouco de colaboração dos organizadores, pois não vivo a 100 km das provas em questão, mas a mais de 3000 km...” Reigoto, que nas pistas portuguesas mantém a invencibilidade esta temporada na categoria de Superbike, após ter vencido ambas
as corridas do passado fim-de-semana no Autódromo do Estoril, realça que “desde que eu e o Luís Carreira deixamos de correr em Macau, nunca mais tivemos um português ao nosso nível. Os resultados de todos falam por si”. Embora este ano não possa competir na prova e de uma alteração nos critérios de selecção do Grande Prémio de Motos ser pouco provável a curto prazo, Reigoto reconhece que “ir a Macau ainda hoje é um sonho, porque adoro a pista, as pessoas e a atmosfera do Grande Prémio...”
“Ir a Macau ainda hoje é um sonho, porque adoro a pista, as pessoas e a atmosfera do Grande Prémio...” RUI REIGOTO PILOTO
O Circuito da Guia continua a preencher o imaginário dos pilotos de motas em Portugal e a FMP quer manter as boas relações com os agentes do território, sendo expectável que o actual cenário melhore para os pilotos lusos nos tempos vindouros.
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A ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS, REFORMADOS E PENSIONISTAS DE MACAU FELICITA A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA PELA PASSAGEM DO SEU 68.º ANIVERSÁRIO
Sérgio Fonseca
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A SANTA CASA DA MISERICÓRDIA FELICITA A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA PELA PASSAGEM DO SEU 68.º ANIVERSÁRIO
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FELICITA A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA PELA PASSAGEM DO SEU 68.º ANIVERSÁRIO
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MÚSICA FIMM DÁ ESPAÇO AOS JOVENS DO TERRITÓRIO COM “BRAVO MACAU!”
O que é local é bom Um dos primeiros destaques do arranque do Festival Internacional de Música de Macau é a promoção de jovens talentos locais na área da música clássica. No sábado arranca a primeira de duas edições do “Bravo Macau!” onde o palco será dado às novas esperanças da cidade
ções de Brahms, Saint-Saens e Schubert. Lo Cheng Io é uma adolescente de 16 anos apaixonada pelo violino desde os seis anos de idade. Quanto completou 13 anos ganhou o primeiro prémio na Competição de Jovens Músicos de Macau e em 2014 arrebatou o prémio do Departamento de Assunto Culturais. Com um futuro promissor pela frente, Lo Cheng Io fez-se ao mundo e foi estudar para a Escola de Música de Manhattan onde aprofundou a técnica de violino sob orientação do Professor Nicholas Mann. Outra das estrelas que actua amanhã é Suing Wong, uma pianista que tem um mestrado em performance de piano da New York University. Actual-
mente, Suing Wong é professora de música no Estado do Vermont e faz frequentemente tournées de concertos de piano.
SEGUNDO ACTO
No domingo realiza-se outro concerto do “Bravo Macau!”, com a subida ao palco do Teatro Dom Pedro V, às 20h, da harpista Leong Cheok Wun e do violoncelista Ho Chun, que apresentam os seus dotes musicais numa noite dedicada às cordas. Os jovens vão atacar obras compostas por Bach, Ravel, Takemitsu, Glass, Schumann, Dvorak e Prokofiev. Leong Cheok Wun é harpista da Orquestra Sinfónica de Guangzhou e professora de harpa no Conservatório de Macau e figura entre o naipe de
talentos locais que beneficia do Programa de Concessão de Subsídios para Estudos Artísticos e Culturais do Instituto Cultural. Ho Chun é um dos membros da Orquestra da Universidade de Música e Artes Performativas de Gratz e participou em digressões com a Orquestra de Macau e a Orquestra Chinesa de Macau a Portugal e outros países da Europa como músico convidado. Ganhou numerosos prémios no Concurso para Jovens Músicos de Macau e no Concurso de Violoncelo China Egeu, tendo ainda vencido o Prémio Lótus da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude de Macau. João Luz
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S ideias por detrás do programa “Bravo Macau!” é dar a conhecer o desenvolvimento da música clássica local e mostrar o talento dos jovens que dão os primeiros passos no mundo musical. O primeiro concerto do 31º Festival Internacional de Música de Macau (FIMM) no âmbito deste ciclo de concertos acontece amanhã, às 20h, no Teatro Dom Pedro V. A violinista Lo Cheng Io, a pianista Suiong Wong, a harpista Leong Cheok Wun e o violoncelista Ho Chun sobem ao palco da histórica sala para interpretar composi-
Cultura renovada Armazém do Boi abre portas em 2018
É
já a partir do dia 1 de Outubro, domingo, que o espaço cultural Armazém do Boi estará fechado ao público, “a fim de melhorar as suas condições em prol das suas operações futuras”, anuncia o Instituto Cultural (IC) em comunicado. O IC prevê que o Armazém do Boi volte a funcionar na segunda metade de 2018. Vão ser feitos “trabalhos de reparação em todo o Armazém, incluindo a reparação de todo o telhado, paredes externas e internas e sua impermeabilização, trabalhos de drenagem e a substituição e recuperação do chão, janelas e portas”. Quanto ao concurso público, o IC deseja que “todas as associações artísticas locais interessadas em promover as artes visuais e o desenvolvimento das artes comunitárias” possam submeter as suas propostas para a utilização do espaço. A ideia é que se possa criar “um novo método cooperativo para encorajar a participação e actividade das associações civis, a fim de revelar a diversidade do panorama artístico de Macau”.
OUTRAS PARAGENS A violinista Lo Cheng Io, a pianista Suiong Wong, a harpista Leong Cheok Wun e o violoncelista Ho Chun sobem amanhã ao palco do histórico Teatro Dom Pedro V para interpretar composições de Brahms, Saint-Saens e Schubert
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA MAR • Ricardo Henriques, André Letria
tigo Estábulo Municipal de Gado Bovino e Canil Municipal de Macau foi classificado em 2017 como edifício de interesse arquitectónico. O edifício do antigo Estábulo Municipal de Gado Bovino foi construído em 1912 e reconstruído em 1924, sendo composto por dois edifícios paralelos com a tipologia de grandes armazéns, um dos quais (actualmente conhecido por Armazém do Boi) passou a ser usado como espaço expositivo em 2003 e passou a estar sob a égide do IC em 2016. No ano passado, durante uma vistoria ao edifício, foram detectados alguns riscos de segurança causados pelo envelhecimento e degradação do mesmo, explica o IC. A associação que actualmente está no Armazém do Boi teve de sair, mas segundo explicou a sua responsável, Gigi Lee, ao HM, a ideia é continuarem o trabalho que têm vindo a desenvolver. “Saímos das instalações e vamos trabalhar com as pessoas ou trazemos a comunidade para integrar as nossas actividades. É um trabalho muito interessante e que merece ter continuidade.”
Localizado na Avenida do Almirante Lacerda, o an-
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
Se o nosso planeta tem mais mar que terra, então porque é que não se chama planeta Mar? Provavelmente já não vamos a tempo de mudar os dicionários e os livros de geografia, mas fica aqui a nossa homenagem a essa grande piscina tão importante para os portugueses, povo de marinheiros e comedores de bacalhau. Este atividário (atividades + abecedário) aviou-se no mar e dá-te palavras para mastigar e não deitar fora. Brinca com elas e com os seus significados, uma e outra vez, porque no mar há muito sal para provar, muitas lendas para contra e muitas vidas para descobrir, sejam de peixes ou piratas. É certo que há no Mar há mais palavras que marinheiros, mas o barco não podia trazer tudo. Partimos ao sabor do vento e regressámos com 206 definições e 80 actividades na rede. Diverte-te com elas. André Letria (Ilustrações) nasceu em Lisboa, em 1973. As suas ilustrações percorrem as páginas de livros e jornais desde 1992. Ganhou prémios como o Prémio Gulbenkian, em 2004, o Prémio Nacional de Ilustração, em 2000, ou um Award of Excellence for Illustration, atribuido pela Society for News Design (EUA). Há livros seus publicados em diversos países, como os EUA, Brasil, Espanha ou Itália.
O CLUBE DOS VIAJANTES IMAGINÁRIOS • Pierdomenico Baccalario
«Duas são as sentinelas que vigiam o mar, caprichosas, tremendas, de lanças a postos. Três os amigos que as podem enfrentar,mas a nenhum, cuidado, ofereçam os rostos.» De acordo com o primeiro manuscrito, Ulysses Moore é provavelmente não só um mestre de línguas, linguagens e códigos, mas também um físico mais genial que o próprio Albert Einstein. Ou se calhar é um mentiroso exímio!
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
Meu coracão, um solavanco, ou antes ´ Um intervalo consciente Tonalidades António Castro Caeiro
Dias de outono
O
pre sem querer. Nem sabemos porque só por sermos ferimos outros. E somos feridos por outros. A ausência não é só a da distância. Nunca é, mas pode confundir. As fronteiras coexistem paredes meias em campos de vida que não se tocam já. E quando do passado vem alguém que ainda tem contas a prestar ou quer que lhe prestemos contas, não se apercebe que nada nunca chega bem, quando chega ao fim. Somos diferentes de nós e a distância a que nos encontramos dos outros é inexorável. Se houvesse uma abertura disposicional, dar-se-ia a viagem ao passado. A vibração, modulação, baloiço, embalo. Cair na juventude, na disposição de que tenho num breve lapso de tempo uma
ténue penumbra, como uma brisa ou corrente de ar que me traz o aroma de então, o modo de sentir as coisas. O Outono transfigura a paisagem. Regresso ao ano lectivo de todos os anos lectivos. Nunca saí da escola. A disposição de uma vida cheia de salas de aulas, caloiros que pela primeira vez têm o primeiro semestre do primeiro ano. Já nem sei bem o que ensino e regressar à escola é regressar a qualquer coisa como uma prótese que me protege de não sei bem o quê: salas de aula e recreios e bibliotecas e jovens pessoas a quem ensino as condições de possibilidade da experiência. O fim da tarde é mortiço como é a vida toda transformada numa segunda-feira. Realmente o Outono é uma grande segunda-feira que não chega a terça,
nem vem depois de domingo. O ano lectivo não tem as férias grandes entre si e o final do ano lectivo transacto. É um começo estilizado. Já sem início. Um começo falso. Tudo à beira do fim. Sinto brisas, ventos, correntes de ar, ventanias, tudo como uma inundação, um alagamento. Chegam aromas de paisagens improváveis com fragrâncias quentes. Entre obscurecimentos e o clarear da aurora, há uma iluminação irreal, tonalidades de Setembro. Tudo mergulha no Inverno que virá. Há uma saturação no ar que frustra o início. Disposição no seu sentido: Nada do que é parece. Não há dentro nem fora, nem entrada nem saída, nem fundo nem superfície. E, contudo, é frustrante este mega em mim. A mim.
Ficar é ter partido. A estranheza dos sítios é essa. Tudo igual. Tudo muda, sendo igual VINCENT VAN GOGH
tempo da comunhão é cada vez mais passado. É cada vez menor. Mais curto. É uma franja de tempo em que nos encontramos, como numa refeição, agora, quando há tempo. Cada vez mais almoços de trabalho e jantares de colegas. Cada vez comemos mais sós. Com a cabeça apoiada no armário da loiça. Engole-se a sopa da tigela, sem colher. Mete-se pão à boca. Não há tempo a perder. E para quê já nem sabemos bem. Uma interrupção mínima no que achamos que é o trabalho. Mas nem é tempo para o trabalho. Podemos perder tempo sem o lamentarmos. É o tempo em que estamos blindados a exercer uma profissão, o momento em que convivemos mais connosco. Nem é para reflectir ou para progredir. É para nos esquivarmos ao outro tempo vazio em que somos obrigados a ter que nos ver a sós connosco. Quando olhamos o abysmo de tudo a ser sorvido rapidamente, décadas de tempo engolidas, pessoas desaparecidas e as divisões das casas que se mantêm iguais. Talvez com os livros que envelheceram e ganham a cor do tempo. Tudo desbota, perde saturação e cor. Nos momentos em que se percebe a passagem do tempo, já nem tristeza se sente. É uma angústia colossal. Ciclópica. O início dos anos lectivos, os aniversários, o fim das férias grandes que agora é como se fossem as últimas. Não sabemos quantos de nós vamos sobreviver até ao final do ano lectivo, se vamos celebrar o Natal e vamos de férias. Quando o Outono chega, mata um Verão que não foi bem Verão a não ser porque a estação é quente. Já nem vamos à praia, nem temos tardes infinitas à espera do jantar, nem noites de véspera de dias grandes. Fazemos exactamente o mesmo que fazemos se não fosse Verão. Já nem saímos para lado nenhum. Ficar é ter partido. A estranheza dos sítios é essa. Tudo igual. Tudo muda, sendo igual. E inventam-se os sortilégios que nos resgatam um pouco ao abysmo, uma memória que voa até nós pesada com o bater de asas de aves antigas, já sem existência biológica. Frases musicais soltas das crianças que brincam no pátio da escola, como se as gargalhadas soltas tivessem sempre o mesmo suporte: crianças ou adolescentes à beira de mergulharem para o abysmo, sem perceberem que os dias dourados são estes, sem serem especiais a não ser por serem vividos por quem está a começar a vida e tudo é novo e nada é estafado. Fica tudo depois velho de mais, esbatido, esfumado, neutro. A idade em que toda a gente é gira ou o parece e o mundo é hospitaleiro, não há assassinos e ninguém traiu outrem só por ser. Só por ser traímos outros, sem-
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M tradução livre, como na vida. Sinto-lhe o olhar omnipresente e severo de sempre. Ali sobre a mesinha que ladeia a cama em que me esqueço de tudo. Aqui, no pulso a moderar ou a apressar pulsações, passos, palavras, na sua respiração própria, audível, inconfundível. Um olhar que acompanha sempre e procura o meu. Comanda no que pode. Preciso desses olhos sempre a definir o momento. A dar-lhe um nome. É que eu atraso-me para a vida. Perco-me. Confundo os nomes. E sempre que o olho vacilo em denomina-lo. Uma pressa em separar-lhe os rostos. Sobrepostos nesse mostrador redondo e lunar. Cronos. O que tenta mover a minha vida de sempre. Absurdo e tirânico. A mergulhar-me nesta culpa de nunca lhe dar contas certas do que me dá para os gastos. E o outro. Como dois padrinhos inseparáveis para a vida. Preferia-os fadas madrinhas, talvez mais doces, compreensivas e cúmplices na minha imperfeição. Mas não. O de baptismo, com a marca indelével do que é rápido e imparável, inultrapassável na corrida, e o de casamento sereno e contido, sempre em espera de uma resposta sim. Padrinhos severos sempre a seguir-me, em todos os momentos na sua ordem, e em cada momento único em si, com esse olhar duplo para que não falte ao duelo diário. Ali, entre as árvores logo pela manhã. Mal acordada e já confusa como se soprada pelo vento que emana quase perceptível daqueles olhos. O que me faz correr. O que me obriga a parar. Que olho a pedir ajuda desesperadamente. Que me deixe parar e proteja do outro. Que faça valer uma magia maior. Que me tire a arma das mãos e me deixe esquecer do que e para o que ali estou. Todas as manhãs. Assaltada pelo rodopio de coisas em camadas baralhadas e complexas. Desarrumadas pelo rápido mergulho no sono, pelos ecrãs de cinema que no escuro me tomaram os olhos fechados. Tudo a ter que organizar todos os dias. Olho as roupas certinhas e direitas na cadeira da véspera, e não entendo porque não ficou ali, assim, a vida inteira à espera da manhã. É para ele que me viro como para norte. A eternidade voláctil e possível do – apesar de que - nunca mais, para sempre tenuemente, fugaz eternidade do enquanto dura. De um, o outro, reflito a mágoa de ver perecer a memória no espaço do que já é tarde, que é perda, e na aversão angustiada ao que não é. Já. E, não o sendo, já, marcado com o sinal vermelho do irrepetível e impossível de reter. Esse Cronos em corrida. Que faz correr e olhar para trás a ver se toda a memória nos segue obediente. Arrumo como consigo as memórias, no abismo do espaço indexado à dor da perda. Delas apego-me sobretudo e obsessivamente aos objectos que, físicos e visíveis, em Cronos e Kairós, se tecem numa teia de cronologia desde o passado e prometem permanecer. Em registo, em memória e em futuro. Não mais que os objectos, quero para memória. De que não vivo, que me tomam espaço e tempo meu, mas de que cuido como bichos de estimação. Porque mesmo a história que contam todos os dias, é uma realidade presa a eles e ao olhar com que os toco. Quando a vida se diverte em inventar formas e fórmulas múltiplas de se fazer ausente. O que foi, em memória, é suplantado pelo que já não é. Não há memórias boas. Assim. Em certos dias. Por isso
ANABELA CANAS
Entre o instante e o tempo
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iluminacão artificial ´
Anabela Canas
me arrastam para esse duelo diário e surdo, esses personagens que apadrinham. E os sonhos. Que me acompanham como sombra amiga de cada passo para a vertigem do momento seguinte. Ou os anjos. Se for a mesma coisa. De outro modo, seria insuportável. Cronos. E a procura de uma paisagem tranquila, é ânsia dramática no vórtice de imagens que me assaltam. Uma geografia de rigor na necessidade de conversar a sós com Kairós. O meu favorito dos dias. Que procuro com os olhos inquietos quando não o sinto nítido. E procuro sempre. E tudo se define na cor da paisagem. Uma harmonia de desencanto ou de uma alegre serenidade. O que não existe mata ou mortifica, é a questão que o Cronos dos dias, espreitando eu desconfiada o relógio, como se aí existisse ele, eu, me coloco. Ou a vida no eterno presente. Porque o que o monstro engoliu, na sua voracidade incontornável, não pode nunca voltar em memória que não seja a da falta, da morte, da diferença entre ser e já não ser, existir e já não existir. O que há de bom nos fotogramas que vêm ao de cima dessa espuma, é tocado da intolerância que se gera no contacto com a morte. Do tempo. De cada fracção de tempo. Já nada é. Do que foi. O que é, situa-se no eterno e intangível presente. Esse espaço habitado em transição por Cronos, sempre voraz e sempre atento. E o outro, também. Numa luta sem quartel e sem vencedores. Nós nunca. O tempo, talvez saia com esgar vencedor, mas, se nos vence em definitivo, procurando outra morada. Talvez se ame, sem poder evitar, na realidade, esses dois parentes, sempre a competir, sempre zangados, mas sem se perderem de vista. O que me devora - e nada em mim quer restar para sentir a falta do que foi devorado - e o da eterna ventura de viver o presente, como como se existisse sólido e dádiva de renovação. Sim, como dois padrinhos atentos, num duelo de século passado, em que ambos nos querem bem e mal mas trabalham para o mesmo fim na sua competição. Para nos deixar escolher dentro de limites que nos ultrapassam. E a habilidade da seta a desferir. Na luz variável das manhãs, das tardes, mesmo no limite das noites quase à beira de fim de dia. Quando um nos derrota e atira em frente para a solidão do momento, o outro refaz o olhar e apura o tiro. Quando um obriga a olhar para trás, o outro se o chamamos com delicadeza e empenho, encobre o primeiro. E envolve no seu abraço confortável. E no meio disto, rendas e tecidos delicados do vestir para a vida e do sentir, porque se ama os padrinhos como família benfazeja e incontornável. Não consigo poder deixar de amar um e outro desses padrinhos, rivais mas sempre presentes. Cronos cruel e devorador insaciável. Ou o tempo: esse grande escultor, como o denominou Yourcenar. Devora, imparável, como imparável esculpe o momento em síntese em que somos. Constrói apagando. Destrói para limpar. Dá lugar mesmo que da natureza da magoa ao presente que é Kairós, mais difícil de ver, misturado de pinceladas do outro, a querer confundir. A testas a acuidade com que o conseguimos distinguir pelo meio das árvores. O do instante súmula e síntese de tudo o que fomos. O potencial do que seremos após a próxima síntese. Confusos de identidade. Esses dois. Como lugares. Oscilo entre um e o outro. Outros dias, ao contrário.
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AGUACEIROS
O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje FIMM | ANDREA CHENIER – ÓPERA EM QUATRO ACTOS POR UMBERTO GIORDANO 20h00 | Centro Cultural de Macau
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SALA 2
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 132
PROBLEMA 133
UM FILME HOJE
SUDOKU
DE
FIMM | BRAVO MACAO! CONCERTOS POR MÚSICOS LOCAIS Teatro D.Pedro V | 20h00
Cineteatro
1.21
MALAS
FIMM | ANDREA CHENIER – ÓPERA EM QUATRO ACTOS POR UMBERTO GIORDANO 20h00 | Centro Cultural de Macau
EXPOSIÇÃO “CONTELLATION” DE NICOLAS DELAROCHE Galeria do Tap Seac | Até 08/10
YUAN
PÊLO DO CÃO
Amanhã
FIMM | ANDREA CHENIER – ÓPERA EM QUATRO ACTOS POR UMBERTO GIORDANO 20h00 | Centro Cultural de Macau
0.24
Amedida de posse material do nómada ou do viajante. Quantas malas, quantos volumes, quantas unidades de vida, a quantificação do que somos. Mudar é seguir o mais natural curso dos elementos, ter o sangue em movimento, seguir a rotação da terra, crescer para outras latitudes. As coisas mudam connosco, seguem-nos como apêndices materiais. Se não fossem motivos financeiros, devia ser decretado que a cada mudança toda a bagagem física fosse mandata incinerar obrigatoriamente.Acabava a necessária separação de trigo e joio, a apologia das coisas preferidas, de fragmentos de memórias solidificadas num coral, numa pedra, num ramo de arbusto, num pedaço de tecido. Mas sempre que mudamos lá temos de seguir a procissão “caracolesca” de nos carregarmos para outro sítio, tudo confinado e embalado, separado com rigor. A transfiguração geográfica de objectos, o câmbio de pertences, posses num cortejo de transição. Mesmo na morte precisamos de malas. O involucro da derradeira mudança, transitamos de um plano para o outro, sem nada porque de nada precisamos. A única coisa necessária é a mala, que nesta mórbida ocasião se chama caixão. A bagagem que nos contém na última viagem, a única com a qual não temos de nos preocupar com o embalamento, a única que alguém faz por nós. Essa é a nossa verdadeira mala, o contentor final de matéria com a estagnação como destino. João Luz
A TAXI DRIVER (2017) | HUN JANG
Baseado em factos reais, o filme “A Taxi Driver” conta-nos a história de um taxista que se vê envolvido no movimento de democratização de Gwangju, que resultou na morte de vários civil por parte do exército local. Homem conservador e desconhecedor da instabilidade política em Gwangju, Kim Man-seob aceita transportar um jornalista alemão de Seoul ao sul do país, por uma proposta irrecusável de 100 mil won. Apesar de contrariado, Kim Man-seob, interpretado por Song Kang-ho, acaba por contribuir para a divulgação mundial das atrocidades cometidas pelas formas militares. HM
KINGSMAN:THE GOLDEN CIRCLE [C] Fime de: Matthew Vaughn Com: Colin Firth, Julianne Moore, Halle Berry, Channing Tatum 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 3
THE LEGO® NINJAGO MOVIE [A] FALADO EM CANTONENSE Fime de: Charlie Bean 14.30, 16.30, 19.30
AMERICAN ASSASSIN [C] Fime de: Michael Cuesta Com: Dylan O’Brien, Michael Keaton, Sanaa Lathan, Taylor Kitsch 21.30
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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Luz; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores António Cabrita; Anabela Canas; Amélia Vieira; António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; João Maria Pegado; José Drummond; José Simões Morais; Julie O’Yang; Manuel Afonso Costa; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; André Ritchie; David Chan; Fa Seong; Fernando Eloy; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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a canhota
FA SEONG 花想
LAS VEGAS COLLAGE, CORPORATE ART TASK FORCE
Um cenário que nunca muda
A
abertura de novos casinos em Macau parece não ter fim. Após o Wynn Palace, o Parisian, o Legend Palace, o mais recente hotel-casino que pertence ao influente homem da comunidade de Fujian acabou de abrir. O que eu quero salientar é que este casino, o Royal Dragon, e que tem 20 mesas de Jogo, situa-se ao lado de edifícios habitacionais e de escritórios, de serviços públicos e privados, assim como fica perto do IPM. O que as pessoas sentem quando saem de casa ou do escritório e logo se deparam com um casino? Às vezes parece que são como as lojas de conveniência, que se podem encontrar ao virar da esquina. Mas teoricamente não são! Como se sabe, as autoridades defendem a mudança do panorama da dependência do jogo. Em 2008 o Governo de Macau anunciou que não ia conceder mais terrenos para construir
novos casinos, nem aceitava novos pedidos de terrenos pelas operadoras de jogo. Ouvi dizer que o terreno onde está o novo casino é da concessão da STDM, mas ser usado como um hotel, não como um casino. O que é duvidoso não é só o funcionamento da zona de massas nesse hotel-casino, mas também a autorização do pedido da transferência de mesas de jogo, quando o responsável da DICJ tinha dito de manhã que a autorização ainda não tinha sido emitida mas à tarde já foi. Um episódio ocorrido na terça-feira. Recordo que em 2007, o Governo confirmou a ideia de afastar as salas de máquinas de jogo das comunidades, bem como publicou um regulamento administrativo que regula estas máquinas de Jogo.
“Passados quase dez anos, Macau continua a ter novos estabelecimentos de Jogo, abertos uns atrás dos outros. E até agora, ainda existem várias salas de jogo em zonas perto de habitações.”
No entanto, passados quase dez anos, Macau continua a ter novos estabelecimentos de Jogo, abertos uns atrás dos outros. E até agora, ainda existem várias salas de jogo em zonas perto de habitações. Talvez entre a idealidade e a realidade haja sempre distância. O Governo e a sociedade querem que todos joguem responsavelmente, que os cidadãos não fiquem viciados, sobretudo os trabalhadores de jogo. No entanto, na realidade muitos continuam a perder o seu tempo e a apostar o seu dinheiro nas mesas ou máquinas de jogo, e muitos até pedem ajuda de tratamento para o vício. Isto não é novidade, mas a influência é consecutiva. O Governo pode introduzir, na lei, a interdição da entrada de trabalhadores do sector do jogo nos casinos fora das horas de trabalho, com vista a reduzir a probabilidade de se tornarem jogadores problemáticos, mas não podem proibir a entrada de residentes em geral. Muitos deles usam o jogo como um entretenimento banal, o que não é saudável para a comunidade. Jogar é um acto pessoal e jogar sem vício depende de auto-disciplina. Mas quem tem poder deve criar um ambiente para que os jogadores não criem problemas para si próprios, para as suas famílias nem para a sociedade.
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29.9.2017 sexta-feira
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JACINTA ZHANG
sexta-feira 29.9.2017
JACINTA ZHANG, ESTUDANTE DE PORTUGUÊS
E
“
STUDAR português trouxe-me uma experiência diferente para a minha vida.” A frase é de Jacinta Zhang, licenciada em Estudos Portugueses pela Universidade de Macau que, após a conclusão do curso, decidiu mudar de rumo. Hoje Jacinta está em Lisboa a frequentar um mestrado em Gestão e Estratégia Industrial na Universidade de Lisboa.Aaprendizagem da língua de Camões foi um primeiro passo importante. Jacinta é da cidade Handan, da província de Hebei, na China. Viveu em Macau quatro anos e deixou de ser uma menina que pouco ou nada sabia sobre o território. Hoje, Jacinta é uma jovem que sabe mais coisas sobre Macau e que diz adorar esta região do sul da China. Foi graças a um amigo que Jacinta decidiu vir estudar para a RAEM, pois ouviu dizer que se tratava de um território multicultural. Além disso, cedo percebeu que aqui poderia aprender melhor o português, pelo facto de existir uma comunidade portuguesa e ser ainda língua oficial. Isso fê-la deixar a sua terra natal. O primeiro contacto com o português fez-se não tanto por gosto, mas mais por
Das línguas à gestão necessidade. Jacinta Zhang percebeu que o idioma é um dos mais procurados no mercado e juntou o útil ao agradável: afinal, a aluna de mestrado já tinha um interesse natural pela aprendizagem de outros idiomas que não o seu.
DIFICULDADES E TRUQUES
Para aprender uma língua completamente diferente, Jacinta Zhang considera que não há propriamente um método a seguir. É preciso falar muito português, ouvir muito a língua, e aproveitar ao máximo a cultura. No dia-a-dia a estudante costuma ler jornais portugueses ou ver vídeos portugueses e brasileiros no Youtube. A decisão de estudar gestão e não aprofundar os estudos de português surgiu quase de imediato, tendo optado por usar a licenciatura em Estudos Portugueses como uma “ferramenta”. A aluna já tinha estado em Lisboa e isso fê-la perceber melhor o que queria fazer e diminuiu as possíveis dificuldades que iria sentir caso se mudasse para a capital portuguesa.
Jacinta já pensou desistir do mestrado, pois gestão da estratégia industrial é uma área com a qual nunca teve contacto. Nos primeiros meses recorda que não entendia quase nada do que os professores diziam nas aulas. Foi a única aluna que não dominava o português de forma nativa, tendo sentido muito stress quando tinha de fazer trabalhos de grupo, onde analisava vários casos de administração em empresas. A aluna depressa teve de arranjar soluções, como comprar livros em mandarim. Além disso, teve a ajuda dos amigos e colegas, e também dos pais, algo essencial para que não desistisse do curso logo no início.
DAS SAUDADES
Apesar de ter saído de Macau, Jacinta Zhang assume ter saudades deste pequeno território onde deixou boas amizades e espera um dia poder voltar. Aqui aprendeu mais sobre a cultura ocidental e adoptou outros pontos de vista. Gostou logo da comida local e considera que, aqui, os residentes têm acesso a pratos de todo o mundo.
O facto de Macau ser um território pequeno trouxe-lhe um sentimento de proximidade, o que a ajudou nos primeiros tempos, pois não dominava o cantonês. Face ao futuro, e uma vez que lhe falta apenas um ano para acabar o mestrado, Jacinta Zhang não se arrepende de ter estudado português, por, através desta língua, poder vir a obter muitas vantagens. O seu país está a apostar nas relações comerciais com os países de língua portuguesa e Jacinta gostaria de fazer parte dessa estratégia. Nos próximos anos, a mestranda afirma que vai continuar a aprender sempre mais e mais, para que possa ser um símbolo dessa ponte que se está a construir com países como Portugal, Angola, Brasil ou Cabo Verde. Os conhecimentos sobre administração de empresas também terão de ser aprofundados, admitiu. Vítor Ng (com A.S.S.)
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