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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEGUNDA-FEIRA 29 DE OUTUBRO DE 2012 • ANO XII • Nº 2723
TEMPO MUITO NUBLADO MIN 24 MAX 29 HUMIDADE 60-90% • CÂMBIOS EURO 9.5 BAHT 3.7 YUAN 0.7
ADM pretende dar mais ênfase à identidade da etnia
Ser macaense, é ser mais alto
Chegou ao fim o colóquio sobre o futuro da comunidade, promovido pela Associação dos Macaenses. O debate teve participação massiva e Miguel de Senna Fernandes ficou entusiasmado, considerando-o “muito positivo”. Uma promessa: daqui a três meses haverá nova conversa. PÁGINA 5
URBANISMO
Novo plano chegará à AL no final do ano PÁGINA 2
CHUI RECEBE NOVO MACAU
Democratas querem mais ajudas pecuniárias PÁGINA 3
AGÊNCIAS IMOBILIÁRIAS
Kwan Tsui Hang pede calma ao mercado PÁGINA 4
ASIÁTICO DE HÓQUEI
Homens e mulheres com sortes diferentes ÚLTIMA
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política
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de Terras, que data de 1980, garantindo que “haverá uma interligação entre os dois diplomas”. Para já, a população foi consultada, entre Abril e Junho, sobre as ideias conceptuais do projecto da proposta de lei do Planeamento Urbanístico, tendo sido recolhidas 660 opiniões, que o Governo garante que serão tidas em conta na versão final do diploma. Os residentes “genericamente concordam com a necessidade da produção legislativa, propõem a aceleração do processo legislativo” e defendem ser necessário “considerar-se o reordenamento dos bairros antigos, a protecção do ambiente e do património cultural”, disse Lao Iong.
CPU PARA EMITIR PARECERES
Planeamento urbanístico deverá ser submetido à AL até ao fim do ano
As certezas do Governo
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Governo de Macau disse na sexta-feira que pretende submeter à Assembleia Legislativa (AL) até ao final do ano a proposta de lei do Planeamento Urbanístico, que poderá ser mais uma medida em resposta às exigências da UNESCO. O impacto do desenvolvimento urbano sobre o património de Macau tem sido uma das grandes preocupações da Organização das Nações Unidas para a Educação,
Ciência e Cultura (UNESCO), que alertou o executivo local para a necessidade de adoptar medidas de planeamento urbano para que a classificação do centro histórico não venha a estar em risco. A primeira resposta às recomendações da UNESCO surgiu este mês com a aprovação na generalidade da proposta de lei de Salvaguarda do Património, mas Macau continua a não ter um plano urbanístico, que tem sido também uma das principais
reivindicações dos arquitectos do território. O conteúdo da proposta de lei do Planeamento Urbanístico ainda não é conhecido, uma vez que o Governo só prevê concluir a sua versão final até ao final do ano, mas sabe-se que será apenas a base legislativa para a definição posterior dos planos director e de pormenor do território. Em conferência de imprensa, o chefe do Departamento de Planeamento Urbanístico da Direcção dos
Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Lao Iong, explicou que serão “criados primeiramente mecanismos e sistemas para se definir um plano geral do ordenamento e depois os planos de pormenor”, que serão delineados pelo executivo depois da aprovação da lei. O mesmo responsável disse que o Governo pretende submeter à AL até ao final do ano a proposta de lei do Planeamento Urbanístico, em conjunto com a revisão da Lei
O futuro Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU), que emitirá pareceres ao Governo, foi um dos temas sobre os quais a população mais se pronunciou, tendo proposto o “reforço progressivo das suas funções [de natureza consultiva para decisória], uma maior representatividade dos membros”, incluindo representantes das associações civis e dos bairros comunitários, e mandatos superiores a dois anos. “O Conselho terá representantes do Governo, não mais do que 50%, da população e de peritos”, garantiu Lao Iong, salientando que procurar-se-á um equilíbrio na proporção da sua representatividade. A subdirectora da DSSOPT, Chan Pou Ha, acrescentou que o Governo “está a trabalhar na legislação para ser criado um regime de acreditação profissional dos urbanistas”.
Caso Ao Man Long Tribunal dá razão ao Ministério Público
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Novas condenações
Tribunal de Segunda Instância (TSI) deu razão ao Ministério Público (MP) e decidiu avançar com nove condenações e um agravamento de pena nos recursos relativos ao processo conexo ao de Ao Man Long, pedidos por aquela entidade. No total estão envolvidos 13 arguidos. Já o recurso que envolve Pedro Chiang, o tribunal não se quis pronunciar, uma vez
que o arguido nunca foi devidamente notificado. Segundo o acórdão do TSI, Ng Cheok Kun, Tang Chong Kun e Ngai Meng Kuong são agora condenados por co-autoria da prática de dois crimes de corrupção activa, em vez de apenas um, como tinham anteriormente sido culpados, tendo sido aumentadas as suas penas para dois anos e três meses, em prisão efectiva, contrariando
a antiga decisão do tribunal que tinha decretado uma pena de dez meses, suspensa por dois anos. O TSI também agravou a pena de Miguel Wu Ka I, sócio de Pedro Chiang. Miguel Wu passa agora a ficar condenado por dois crimes de corrupção activa, sendo-lhe atribuída uma pena única de três anos de prisão. Wu, aliás, já tinha sido condenado pela co-
-autoria da prática de dois crimes de corrupção activa. Nos outros recursos pedidos pelo MP, o TSI manteve a decisão do Tribunal Judicial de Base (TJB), ou seja, Lam Him, pai de Pedro Chiang, e Camila Chan, mulher de Ao Man Long, continuam absolvidos de todos os crimes. O TSI não se pronunciou sobre os recursos pedidos pelo MP relativos aos casos
de Pedro Chiang e Chan Lin Ian, julgados e condenados à revelia pelo Tribunal Judicial de Base. Segundo o colectivo de juízes do TSI, os arguidos condenados à
revelia têm de ser primeiro devidamente notificados dessa decisão para que depois se possa apreciar um recurso contra eles, e isso ainda não sucedeu.
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política
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Chui Sai On reuniu com Novo Macau na sexta-feira
Pensões, cheques, habitação e Koi Fu Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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M grupo da Associação Novo Macau (ANM) esteve reunido com o Chefe do Executivo, Chui Sai On, na passada sexta-feira, dia 26, com o objectivo de dar opiniões e apresentar sugestões sobre os temas a incluir nas próximas Linhas de Acção Governativa (LAG), em 2013. Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, e Lau Si Io, secretário para os Transportes e Obras Públicas, também estiveram presentes. Habitação, concessão de terrenos, comparticipação pecuniária e pensões de velhice foram alguns dos temas que estiveram em cima
da mesa na reunião, tendo o Chefe do Executivo garantido que iria dar especial atenção à questão dos cheques. Segundo o comunicado oficial, este terá dado “resposta positiva” quanto à continuação do plano pecuniário à população, uma questão de “consenso social”. Prometeu ainda apresentar mais políticas sobre a questão. Quanto ao muito falado aumento das pensões, Chui Sai On prometeu apresentar medidas concretas nas próximas LAG. Para o líder do Executivo, o aumento das reformas tem sido uma questão “alvo de atenção de várias associações”, e que só “após uma avaliação prudente e consulta de posições ao longo de todo o ano”, haverá uma decisão final.
Florinda Chan sai com Lau Si Io? Jason Chao voltou a falar dos rumores que dão conta das possíveis saídas de Florinda Chan e Lau Si Io dos cargos que ocupam. Segundo o presidente da ANM, persiste na classe política um rumor de que não só ambos os secretários serão substituídos até 2014, como as suas pastas serão alteradas, por forma a serem dirigidas por quatro secretários. Neste ponto, a ANM considera que “os departamentos do Governo não podem funcionar como divisões celulares”. Contudo, Ng Kuok Cheong, que tem vindo a acompanhar as informações, não conseguiu confirmar estes pontos no encontro com Chui Sai On.
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Presidente da Comissão Coordenadora da RAEM para o Apoio à Reconstrução das Zonas Afectadas Pós Terramoto em Sichuan e Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, está em Sichuan, chefiando uma delegação numa visita de quatro dias até dia 31. Do programa da visita constam uma reunião de balanço, com os representantes dessa província, e deslocações aos locais onde se desenvolvem os projectos apoiados pela RAEM. De acordo com os dados fornecidos por Sichuan, actualmente o saldo da conta das verbas concedidas pelo Governo da RAEM totaliza um montante de cerca de 30 milhões de yuans. Com vista a uma aplicação eficiente dos fundos de apoio à reconstrução, e em resultado da comunicação e consultas no âmbito do mecanismo de coordenação Sichuan-Macau, foi decidido que cabe a Sichuan definir os princípios
A questão do edifício Koi Fu, que se encontra em perigo de ruína, também foi debatida mas ficou por esclarecer. Ng Kuok Cheong, deputado pela ANM, disse à imprensa chinesa que “o encontro era apenas para discutir as políticas, sendo que esses assuntos deverão passar para Lau Si Io, e depois para outros contactos”. O Governo terá frisado que o caso Sin Fong “é especial e urgente”.
CASAS NOS NOVOS ATERROS
Ao Hoje Macau, Jason Chao, presidente da ANM, referiu que o en-
contro também serviu para debater os terrenos nos futuros aterros, para habitação dos residentes. “Esses terrenos não devem servir apenas para resolver o actual problema dos preços elevados no mercado imobiliário, mas sim garantir que os valores se vão manter baixos no futuro”. Segundo o comunicado oficial, Chui Sai On salientou que “o plano dos novos aterros foi concebido com base nos objectivos principais da acção governativa de desenvolvimento económico e
melhoria da qualidade de vida da população, incluindo uma parcela reservada para habitação e instalações públicas, tendo em conta que a habitação é entendida como um dos aspectos mais importante para elevar as condições de vida dos cidadãos”. Jason Chao, por sua vez, considera essencial um ponto. “O investimento nos terrenos pode acontecer mais tarde. A primeira fase os aterros tem que resolver a questão da habitação para os locais e os serviços públicos”.
Cheong U em Sichuan para reunião de balanço
Em que é que Macau ajudou? que garantam a aplicação de todo o montante da referida conta aos projectos financiados por Macau. Na reunião de balanço, o Coordenador
Geral dos Mecanismos de Reconstrução Pós Terramoto e Vice-Governador Executivo de Sichuan, Wei Hong, destacou que, até agora,
relativamente aos 103 projectos apoiados pelo Governo da RAEM – entre os quais 102 de obras e um de aquisição de equipamentos – todas
as obras de construção estão terminadas, tendo todas as verbas sido atribuídas. Já numa fase final, Sichuan está a envidar todos os esforços no sentido de pôr termo, com a maior brevidade, aos trabalhos no âmbito da auditoria. Há quatro anos, logo depois de o então Chefe do Executivo, Edmund Ho, prometer, em nome da RAEM, a concessão de apoio, por um prazo de três a cinco anos, à reconstrução de Sichuan, o então Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura e actual Chefe do Executivo, Chui Sai On, na altura o principal dirigente da Comissão Coordenadora da RAEM, pôs-se imediatamente a dirigir a participação de Macau na reconstrução de Sichuan depois do terramoto.
Melinda Chan insiste na lei da violência doméstica
A deputada Melinda Chan voltou a questionar o Governo sobre a necessidade de legislar sobre a violência doméstica. Numa interpelação escrita, Melinda Chan diz que Macau tem um centro de abrigo para vitimas de violência doméstica há sete anos, que já ajudou 643 mulheres e os seus filhos. Lembrou ainda a promessa feita pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On, no âmbito das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2012, em que garantiu a entrega da proposta de lei sobre o tema na primeira metade deste ano. “Porém, até agora não entregaram qualquer proposta. O objectivo da lei da violência doméstica não é o combate mas sim a prevenção e redução desses crimes. O Chefe do Executivo disse na Assembleia Legislativa que a prevenção era mais importante do que o litigio”. A deputada ainda apontou que os vítimas não são apenas mulheres mas sim idosos, crianças e alguns homens. “Como não querem lavar a roupa suja em público, normalmente as vitimas não pedem ajuda, o que resulta em muitos casos invisíveis. Por isso é urgente fazer esta lei”. - C.L.
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política
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Kwan Tsui Hang diz que não há motivos para alarme
Cecília Lin
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Agências imobiliárias receiam impacto da lei HOJE MACAU
programa Fórum Macau, promovido pela TDM, levou ontem à rua os impactos da nova lei de Mediação Imobiliária, que foi aprovada na especialidade na Assembleia Legislativa (AL) recentemente. No geral, os agentes imobiliários dizem que a nova lei vem trazer regras mais apertadas para quem pede um empréstimo ao banco para a compra de casa, o que poderá levar a uma quebra de empregos na área, considerando ainda um problema o aumento de impostos. Referem ainda que a nova lei não vem travar a especulação imobiliária, nem facilitar a compra de casa por parte dos mais novos. Apesar de ter apresentado críticas ao novo pacote de medidas, a deputada Kwan Tsui Hang não previu uma quebra de empregos, explicando que o sector irá manter-se enquanto existir a lei da oferta e da procura face às casas. “O mercado é saudável e ainda há negócios paras as agências”. Yip Kin Wa, presidente da
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associação do sector imobiliário de Macau, falou da nova lei. “Com a aprovação da nova lei, os construtores vão enfrentar uma situação muito dura”. Um residente considerou que o Governo não pode apenas considerar os interesses da indústria, que deve também olhar para os moradores. “Um jovem precisa de trabalhar mais de dez anos para dar entrada numa casa, e depois pagar a hipoteca ao banco durante 20 anos. O edifício torna-se então num prédio em risco e o dono tem de comprar outra casa. Isso leva a que os residentes tenham de lutar uma vida inteira para comprar uma casa. Se as agências vêm dizer que as novas medidas influenciam o seu trabalho, têm de olhar para as vidas de muitos residentes”. Outro residente reivindicou que as novas medidas só vão atingir quem quiser comprar casa. “Não concordo com o facto de muitas pessoas não conseguirem comprar uma casa por causa dos preços altos. As novas medidas não vão influenciar o sector mas sim as pessoas na hora de comprar habitação.”
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sociedade
“Muito provavelmente daqui a três meses vai haver um outro”
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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debate sobre a “Identidade Macaense” levou sete palestrantes macaenses a partilharem as suas visões e um pouco das suas histórias, ontem, através do convite dirigido pela Associação de Macaenses (ADM), que organizou este fim-de-semana o colóquio “Um Olhar Colectivo sobre a Comunidade”. Este “pontapé de saída”, como lhe chama Miguel Senna Fernandes, presidente da ADM e organizador do colóquio, promete uma continuação regular, que começará dentro em breve. “Muito provavelmente daqui a três meses vai haver um outro, já numa área específica”, avançou ao Hoje Macau. O balanço foi “muito positivo”, o que se provou ser um estímulo para novos encontros, até porque “há um manancial de matérias que podemos vir a discutir”. Depois de, no dia anterior, se ter debatido presença da comunidade nos meios político e económico, a sessão sobre a “Identidade dos Macaenses”, estendeu-se por mais de quatro horas e logrou de casa cheia no auditório da Escola Portuguesa de Macau (EPM). Há problemas múltiplos no seio da comunidade, vividos individualmente, observa Miguel de Senna Fernandes, daí a necessidade de se reunirem e trazerem a público as suas ansiedades. “Há que despertar o interesse e a necessidade de exporem e de se exporem. O macaense retrai-se muito e muitas vezes à custa disto não enfrentam muitas coisas”, indica. Mas este será ainda um primeiro passo para trazer também questões que se colocam à comunidade portuguesa radicada
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ADM promete dar mais ênfase à identidade macaense através de novos colóquios
HOJE MACAU
“Um Olhar Colectivo sobre a Comunidade” garantiu uma presença forte e participativa de macaenses, por isso, vai ter seguimento. A garantia é de Miguel de Senna Fernandes, presidente da Associação dos Macaenses que traçou um “balanço muito positivo”, deixando em aberto um novo debate daqui a três meses para e sobre a comunidade macaense e não só
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em Macau. “Têm valores muito próprios e são muito próximos de nós [macaenses] e sentem-se de Macau. Perguntam: Porque é que não somos de Macau?”, indica o responsável. “Mas por uma questão de metodologia, eu começo por procurar quem sou eu e depois os outros.” A plateia contou apenas com audiência macaense e portuguesa, até porque só se falou em português. Mas a ideia é chegar a todos. “O facto de chineses não estarem aqui prende-se com a língua mas este é um problema que temos de resolver”, avalia. “As coisas como são debatidas às vezes não se compadecem com tradutores simultâneos, pessoas tecnicamente
à altura nestes termos. Mas não é por falta de tradutores intérpretes que vamos deixar de fazer estes colóquios.”
O QUE É SER MACAENSE?
Macaense pode ser quem nasceu em Macau. Mas não o é por definição. Esse significado ficou reservado para um grupo muito particular, fruto de uma miscigenação de culturas que envolve, geralmente, três línguas (o português, o cantonês e a sua mescla em extinção - o patuá). Mas em cima da mesa, no painel de ontem, esteve um sentimento de pertença a Macau. Esta é talvez a característica que reúne mais consenso entre os macaenses. “Até pode nascer fora mas encontra-se
Falta espaço à cozinha macaense “Somos pioneiros da cozinha de fusão. Temos connosco um património para além de imaterial, que já foi reconhecido, património enorme que temos de lhe dar a mão”, avalia Luís Machado, Presidente da Confraria da Gastronomia Macaense. “O Governo da RAEM já nos reconheceu e estamos muito gratos por isso mas não chega”, afiança. Porque “pertence à cultura universal”. O futuro está incerto, indica. “Muitos restaurantes tiveram de fechar as portas por causa da especulação imobiliária” e, neste sentido, encerram-se os “pequenos restaurantes familiares onde a comida maquista tinha prioridade”, observa. É hora de lhe dar espaço, contesta. “Precisamos de um sítio e de um local onde possamos ter uma cozinha, onde as exímias cozinheiras possam ensinar a sua arte de cozinhar.” E é preciso incentivar os jovens. “O Instituto de Formação Turística (IFT) tem dado muito apoio mas é preciso mais. Incentivar com bolsas de estudo e especializações”, avalia.
inevitavelmente ligado a esta terra, quer por laços sanguíneos quer por qualquer circunstância que envolve laços fortes de pertença a um mundo enraizado em Macau”, começa por definir Hugo Silva Júnior, fundador e presidente da plataforma online “Conversa entre a malta”. “São bem ilustrados nas suas várias tonalidades e feitios, todos genuínos”, avalia a jornalista Cecília Jorge. “O macaense é de origem luso-descendente, é a língua e a cultura”, evidencia Anabela Ritchie, ex-presidente da Assembleia Legislativa. “Ser macaense é amar a terra, o que ela foi e o que representa”, explica Sérgio Perez, funcionário da Direcção de Serviços de Turismo (DST) na área audiovisual. “O macaense tem os genes de tradutor-intérprete”, aponta Anabela Ritchie, exemplificando com o seu neto de dois anos. “Onde estão dois macaenses estão três associações”, assina Hugo Silva Júnior. Mas no meio de tantas palavras para definir esta comunidade, falta consenso sobre a necessidade de fazer predominar o português. “Falar português é ainda um factor determinante para manter a identidade macaense?”, “Se não falarmos português corremos o risco de desaparecer?”, questionou
Miguel Senna Fernandes, enquanto moderador. “Os macaenses têm obrigação de ensinar aos filhos o português”, reagiu Pereira Coutinho, no meio da plateia. Cecília Jorge não vê problema. “Podem esquecer a língua mas manter a cultura”, observa. “Tem de ser um legado preservado e reforçado com o nosso esforço. Não podemos descurar o domínio da língua portuguesa”, afiança Anabela Ritchie, na sua apresentação. “Se a pessoa poder ser caracterizada pela língua e pela cultura é a situação ideal. Mas nós vemos que está a haver uma erosão da língua.” Em seu entender, o exemplo deve começar em casa, onde os pais e encarregados de educação não devem descurar o português, que faz parte do “legado patrimonial, que nós devemos reforçar”, apela. Até porque as perspectivas económicas também ganham outros contornos no mundo de falantes de Língua Portuguesa. “É bom de ver que o português está a ganhar uma crescente visibilidade da própria República Popular da China, até por aí temos novas oportunidades e novas perspectivas”, explica ao Hoje Macau.
Macaense a candidato “O Francisco Manhão está a exercer um direito de participação cívica que é individual de cada um e é de louvar”. É desta forma que Miguel de Senna Fernandes analisa a candidatura do presidente da APOMAC à Assembleia Legislativa (AL). “A comunidade macaense deve estar sempre na política”, indica. A mesma opinião é partilhada por André Ritchie. “Qualquer candidatura de um macaense é sempre positiva. Se queremos que Macau seja uma sociedade pluricultural é desejável que a AL represente essa imagem.” As áreas em que aposta são questões relevantes para a população de Macau, diz ainda Miguel de Senna Fernandes. “O desporto é dinamizador da juventude e a população de Macau precisa de dinamização de jovens, é uma dimensão nunca a subestimar porque estes vão ser os futuros líderes.” Para Anabela Ritchie, é sinal de “vitalidade da comunidade e de que as pessoas estão dispostas a participar na vida política”.
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sociedade
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Especialistas de Macau, China e Portugal reuniram-se em congresso
Governo sem plano de exame obrigatório de droga
Doenças digestivas precisam de formação e de mais médicos
O Instituto da Acção Social (IAS) afirmou que ainda não chegou a acordo para realizar um plano de exame obrigatório de drogas nas escolas. Em conferência de imprensa conjunta com a China continental, Hong Kong e Taiwan sobre droga na juventude, especialistas da região vizinha referiram que o plano de exame obrigatório correu bem em Hong Kong. Na verdade, admitiram que o objectivo do exame não é descobrir quais são os estudantes que se drogam mas sim, usar o plano como medida de promoção e prevenção. Do lado de Macau, o IAS prefere fazer um trabalho mais de campo, junto dos alunos, uma vez um plano pode ter “alto custo e baixa eficácia”. Um estudo já realizado mostra que 80% dos jovens desconhecem os malefícios das drogas, e o IAS apontou os pais como os principais culpados desse desconhecimento. De acordo com o organismo, os casos de consumo de droga subiram nas escolas primárias, sendo os últimos números já de 17 casos no ano de 2010. - C.L.
Cecília Lin
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Sociedade de Endoscopia Digestiva (SED, na sigla inglesa) considera que a probabilidade de existirem doenças do foro digestivo em Macau é elevada, e que por essa razão há necessidade de treinar mais médicos. Edward Lai, presidente da SED, sediada em Hong Kong, considera que o nível de tecnologia existente no território é semelhante às áreas vizinhas, mas que o falta mesmo é formação. Edward Lai falou do cancro do colo rectal como exemplo de patologia com maior incidência, mas que pode ter uma prevenção precoce, graças à implementação
do sistema de triagem da colonoscopia. O especialista considera que o Governo de Macau deveria publicitar mais este sistema. Tais declarações foram promovidas num fórum médico que contou com especialistas da China, Macau e Portugal. Miguel Mascarenhas Saraiva, presidente da Sociedade Portuguesa de Coloproctologia, disse ao Hoje Macau que este tipo de tecnologia já está muito avançada em Portugal, sendo que Lisboa, Porto e Coimbra são as maiores cidades com triagem de colonoscopia. O director do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Chan Wai Sin, disse que esta tecnologia já existe há mais de dez anos, mas que é a primeira vez que especialistas de diferentes países se juntam para fazer a conferência científica.
Feira de Produtos Famosos de Macau - Cantão 2013
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Procurar mais negócio
OM o objectivo de reforçar a parceria no âmbito do “Acordo-Quadro de Cooperação Guangdong-Macau”, e impulsionar a cooperação económica e comercial, assim como o sector de conferências e feiras de Cantão e Macau, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), a Direcção dos Serviços do Comércio e
Cooperação Económica com o Exterior do Município de Cantão e a Delegação de Cantão do Conselho para a Promoção do Comércio Internacional da China assinaram um memorando de cooperação para a realização da “Feira de Produtos Famosos de Macau-Cantão 2013”, a qual, sob a organização conjunta do IPIM e da Direcção dos Serviços do Comércio
e Cooperação Económica com o Exterior de Cantão, e a co-organização da Delegação de Cantão do CCPIT, terá lugar nos dias 18 a 20 de Janeiro de 2013 no Poly World Trade Expo Center, Cantão, China. A “Feira de Produtos Famosos de Macau-Cantão” é um grande evento económico e comercial no âmbito do estreitamento das relações PUB
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económicas entre Cantão e Macau. Durante os três dias da última edição da Feira, foram realizadas 698 sessões de bolsas de contacto e celebrados quatro protocolos de cooperação, envolvendo diversos ramos, nomeadamente a indústria cultural, o investimento e cooperação em cristal e jóias e a distribuição de produtos electrónicos. No decorrer do evento, o número total de entradas foi superior a 135 mil, com visitantes entusiasmados a fazer compras. A nova edição da Feira, em 2013, irá contar com mais variadas categorias de produtos para exposição e venda, incluindo produtos fabricados em Macau, lembranças, produtos culturais e criativos, bens de consumo, vestuário, produtos alimentares, vinhos, produtos dos Países de Língua Portuguesa, entre outros. Durante a Feira, os produtos famosos de Macau e de Cantão serão expostos e vendidos aos residentes e aos muitos turistas que visitam Cantão. Durante essa exposição rica em conteúdo, serão organizadas diversas actividades,
tais como bolsas de contactos bilaterais, bolsas de compras e espectáculos culturais e artísticos, entre outras, servindo, assim, de plataforma de cooperação entre as em-
presas de Macau e de Cantão, promovendo e reforçando, de modo pragmático, a cooperação económica e comercial e a abertura do mercado entre os dois territórios.
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Direcção dos Serviços de Turismo (DST) organizou uma visita de familiarização de quatro dias a Macau para um grupo de cerca de 20 operadores turísticos sul-coreanos, altura em que teve lugar pela primeira vez em Macau uma “Bolsa de Contactos de Operadores Turísticos Macau – Coreia do Sul” para reforço do diálogo e cooperação entre os dois lados, bem como a divulgação de duas aplicações para telemóveis inteligentes (apps) em coreano que serão lançadas em breve. Dado o crescente aumento do interesse dos visitantes sul-coreanos em Macau, para impulsionar a
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DST desenvolve activamente mercado da Coreia do Sul
Aprender com Macau cooperação entre os operadores turísticos dos dois lados, a DST organizou um grupo de cerca de duas dezenas de operadores turísticos de destaque na Coreia do Sul, de áreas como viagens para turistas individuais, agências de viagens e turismo de negócios, para uma visita de familiarização a Macau, entre 24 e 27 de Outubro.
O grupo em visita de familiarização de quatro dias visitou mais de 30 locais de interesse turístico, para poder sentir a fundo o intercâmbio de culturas chinesa e ocidental, e a coexistência do moderno e antigo que caracterizam Macau. O director-geral do quinto maior fornecedor de produtos turísticos on-line da Coreia do Sul,
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AVISO COBRANÇA DO IMPOSTO PROFISSIONAL (DIFERENÇA DO ANO DE 2011) 1. 2.
Avisa-se os Srs. contribuintes que a única prestação do referido Imposto (diferença do ano de 2011) é cobrada durante o mês de Outubro do ano corrente. No mês de pagamento, se os contribuintes não tiverem ainda recebido o conhecimento de cobrança, agradece-se que se dirijam ao Núcleo de Informações Fiscais, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Atendimento Taipa ou ao Centro de Serviços da RAEM, trazendo consigo conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do conhecimento de cobrança. 3. O pagamento pode ser efectuado, até ao último dia do mês de Outubro, nos seguintes locais: - Nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, do Centros de Atendimento Taipa ou do Centro de Serviços da RAEM; Os impostos/contribuições poderão ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitido pelo Banco da China ou pelo Banco Nacional Ultramarino (incluindo “Maestro” e “UnionPay”). O montante total de pagamento não pode ser inferior a MOP$ 200,00 (duzentas patacas), nem superior a MOP$ 100 000,00 (cem mil patacas). O pagamento, através de cartão de crédito ou de débito, deve ser efectuado pelo montante total da dívida, sendo apenas permitido utilizar na operação um único cartão. - Nos balcões dos Bancos a seguir discriminados: Banco da China; Banco Comercial de Macau; Banco Delta Ásia; Banco Industrial e Comercial da China; Banco Luso Internacional; Banco Nacional Ultramarino; Banco Tai Fung e Banco Weng Hang. - Nas máquinas ATM da rede Jetco de Macau, assinaladas com a indicação «Jet payment»; - Por pagamento electrónico [“banca-on-line”], no Banco da China, no Banco Nacional Ultramarino ou no Banco Tai Fung, através dos endereços: www.bocmacau.com, www.bnu.com.mo e www.taifungbank.com, respectivamente; - Por pagamento telefónico “banca por telefone”, no Banco da China ou no Banco Tai Fung. 4. Se o pagamento for efectuado por meio de cheque, a data de emissão não poderá ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas Recebedorias da DSF, e deve ser emitido a favor da «Direcção dos Serviços de Finanças», nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º 1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP$ 50 000,00, deverá o mesmo ser visado, nos termos da alínea 4) do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado. 5. Os contribuintes podem também efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa, cheque bancário ou cheque por correio registado para a Caixa Postal 3030. Note-se que não se pode enviar dinheiro, mas apenas ordem de caixa, cheque bancário ou cheque, devendo incluir-se um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, a fim de se enviar posteriormente o respectivo conhecimento, comprovando o pagamento. Lembra-se que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 4, relativamente aos cheques. - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança. 6. Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança. 7. Para a sua comodidade, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo. Aos 21 de Setembro de 2012. A Directora dos Serviços, Vitória da Conceição
Jinhyuk Lee, da WEB TOUR, indicou que, “Macau tem uma fisionomia urbana muito especial, tem património mundial classificado pela UNESCO e novos empreendimentos turísticos, factores que tornam o destino muito atractivo para os jovens sul-coreanos”. O responsável assinala que, o número de clientes sul-coreanos
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que compram serviços ou produtos de turismo de Macau on-line tem crescido muito rapidamente, demonstrando que há espaço para um maior desenvolvimento, até porque os visitantes sul-coreanos, normalmente, ficam duas noites em hotéis de Macau. A Coreia do Sul é o quarto maior mercado de visitantes e o maior mercado de visitantes internacionais de Macau. Este ano, entre Janeiro e Setembro, mais de 330 mil visitantes sul-coreanos visitaram Macau, um aumento em perto de 10 por cento, em comparação com igual período no ano passado.
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nacional
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Navios patrulha avistados ao largo das ilhas disputadas
China pressiona Japão
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UATRO navios patrulha chineses entraram ontem nas águas territoriais das ilhas disputadas no Mar da China Oriental, informou a guarda costeira do Japão. De acordo com as autoridades japonesas, a frota chinesa avistada é diferente daquela que permaneceu várias horas nas águas territoriais das ilhas disputadas na quinta-feira, num acto fortemente contestado por Tóquio.
Os navios entraram na chamada zona contígua, de 22 quilómetros, em torno das ilhas Diaoyu pelas 11h locais, indicou a guarda costeira, citada pela agência AFP. O clima de tensão entre Pequim e Tóquio devido à disputa territorial pelas ilhas no Mar da China Oriental tem-se agravado nos últimos meses, ainda que ambos tenham dado conta de que prosseguem as conversações sobre o diferendo, que já atingiu o comércio bilateral entre os dois gigantes asiáticos.
Este arquipélago, desabitado e com uma superfície inferior a sete quilómetros quadrados, levou a que as relações sino-japonesas conhecessem um dos seus piores momentos em décadas, depois de Tóquio ter adquirido, em meados de Setembro, três das ilhas a um proprietário privado. O gesto foi contestado tanto pela China como por Taiwan – que também reclama a soberania das ilhas – e gerou uma onda de
protestos contra o Japão em diversas cidades chinesas que, em alguns casos, tiveram contornos violentos, e ao cancelamento de eventos diplomáticos. Desde que o conflito piorou, a
Vaticano pede comissão de diálogo permanente com a China
Por outras palavras
O
Vaticano defendeu sexta-feira a criação de uma comissão permanente de alto nível para o diálogo com a China, dado o impasse no diálogo com Pequim, cinco anos depois da carta de Bento XVI aos católicos chineses. “A carta do papa mantém-se
válida. Os acontecimentos dos últimos cinco anos na Igreja na China sublinharam o seu valor, oportunidade e actualidade (…) Esse documento espera uma resposta”, afirmou o cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos,
China bloqueia acesso ao portal do New York Times As autoridades chinesas bloquearam o acesso ao portal do The New York Times, após o jornal norte-americano ter publicado um artigo acusando o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, de ter acumulado uma enorme fortuna durante a permanência no governo. Quando se tenta ter acesso à versão em inglês ou em chinês do jornal, surge um sinal de erro no portal, o qual também aparece quando se escreve “The New York Times” em motores de pesquisa como o Google ou o Baidu, segundo confirmou sexta-feira a agência noticiosa espanhola Efe. Além disso, de acordo com cibernautas, algumas ligações ao artigo publicado em redes sociais chinesas, como o Sina Weibo, também foram apagadas.
no final de uma análise das relações entre o Vaticano e a China. Bento XVI propôs à China em 2007 uma cooperação leal e um respeito mútuo num quadro de autonomia das esferas política e religiosa. A análise do cardeal Filoni foi publicada pelas agências católicas Fides, Igrejas da Ásia e AsiaNews e por um ‘site’católico de Hong Kong. Os católicos da China – 5,7 milhões segundo estatísticas oficiais, 12 milhões segundo fontes independentes – são tradicionalmente divididos entre “clandestinos” e “patrióticos”, consoante a independência ou fidelidade ao regime comunista. Desde 2007, segundo o cardeal, sucederam-se incompreensões, acusações, informações incompletas ou erradas, que levam Filoni a questionar se “determinadas reacções da Santa Sé não foram mal compreendidas”. A carta do papa, afirmou, “pode ser mais bem compreendida” e ainda pode “representar um ponto de partida”. O cardeal defendeu “uma nova maneira de dialogar”, a um nível mais elevado, “em que deixe de ser possível que interesses particulares minem a vontade e a estima recíproca”.
zona disputada tem sido patrulhada tanto por barcos da China como do Japão, que administra as ilhas Diaoyu, onde se suspeita que existam importantes reservas de petróleo e gás natural.
Justiça chinesa abre processo contra Bo Xilai
Instrução em curso A
justiça chinesa iniciou sexta-feira um processo contra o dirigente caído em desgraça Bo Xilai, que foi privado da imunidade parlamentar de que ainda gozava. A agência oficial chinesa Xinhua anunciou que “a instrução do processo está em curso”, citando um comunicado do gabinete do Procurador Popular Supremo. Bo Xilai, ex-membro do gabinete político do Partido Comunista Chinês (PCC) e líder do partido na cidade de Chongqing, uma grande metrópole do sudoeste da China, enfrenta acusações de “corrupção em grande escala” e “abuso de poder”.
O processo contra Bo Xilai foi anunciado quando o PCC se prepara para iniciar em 1 de Novembro a 7.ª sessão plenária do comité central do partido, que irá aprovar formalmente a convocação do congresso do PCC. Bo Xilai caiu em desgraça no início deste ano, após acusações de homicídio contra a sua mulher Gu Kailai. Gu Kailai acabou por ser condenada à morte em Agosto, com a sentença comutada para prisão perpétua, pelo homicídio por envenenamento de um empresário britânico, Neil Heywood.
Quinto tibetano morre no intervalo de uma semana
Imolação virou moda
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M tibetano, de 23 anos, imolou-se pelo fogo na sexta-feira no oeste da China, elevando para cinco o total de imolações pelo fogo em protesto num intervalo de apenas uma semana, denunciou sábado a Free Tibet. Tsewang Kyab morreu após ter ateado fogo a si próprio na principal rua da cidade de Amuquhu, condado de Xiahe, disse a organização, com sede em Londres. No mesmo dia, Lhamo Tseten um agricultor de 24 anos, também
morreu depois de se ter imolado pelo fogo perto de uma base militar e de uma representação governamental em Amuquhu, de acordo com a Free Tibet. A agência oficial chinesa Xinhua reportou a ocorrência referindo-se a um homem tibetano como o mesmo nome, contudo, de acordo com a agência noticiosa Associated Press, os detalhes eram diferentes. A Xinhua afirmou que Lhamo Tseten tinha 23 anos e imolou-se pelo fogo junto a um hospital.
segunda-feira 29.10.2012
região
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Ministro dos Negócios Estrangeiros indiano apresenta demissão
Às portas da remodelação governamental
O
ministro dos Negócios Estrangeiros indiano, S. M. Krishna, de 80 anos, apresentou sexta-feira a demissão do cargo, divulgaram fontes oficiais citadas pelas agências internacionais. “O ministro dos Negócios Estrangeiros apresentou a demissão”, indicou uma fonte do gabinete do chefe da diplomacia indiana, citada pela agência noticiosa francesa AFP. A mesma fonte, que preferiu o anonimato, não adiantou as razões da resignação. S. M. Krishna, membro do partido no poder (Partido do Congresso), foi designado ministro
dos Negócios Estrangeiros em 2009, depois de ter assumido várias posições no governo regional do estado de Karnataka (sul) desde a década de 1960. A demissão de Krishna ocorre, segundo a comunicação social indiana, a poucos dias do anúncio de uma remodelação governamental. Os media indianos indicam que o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, deverá divulgar em breve a nova composição do Governo. A renúncia do chefe da diplomacia indiana acontece em plena visita oficial do rei de Espanha, Juan Carlos, ao país. O monarca espanhol vai encontrou-se com as principais figuras
do Estado indiano, nomeadamente com o Presidente Pranab Mukherjee. Em Fevereiro de 2011, Krishna enganou-se e começou a ler o discurso do então ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidos. Amado deixou os seus papéis com o texto que leu no púlpito e Krishna começou a discursar com as folhas que tinha à frente. Só ao fim de três minutos é que o ministro dos Negócios Estrangeiros indiano se apercebeu do engano. A gafe foi detectada por um diplomata indiano que alertou de imediato o ministro.
S. M. Krishna
Dezasseis feridos em ataque com granada no sul da Tailândia
“Ofel” já causou pelo menos 24 mortos nas Filipinas
Milhares de mortos desde 2004 D
EZASSEIS pessoas ficaram feridas na noite de sábado, na sequência da explosão de uma granada num restaurante no sul da Tailândia, informou ontem a imprensa local. O ataque ocorreu na cidade de Sai Buri, na província de Pattani, a cerca de mil quilómetros de Banguecoque. Entre os 16 feridos está uma criança de sete anos, que jantava no local quando uma pessoa que seguia num motociclo lançou uma granada de mão para o interior do estabelecimento, explicou o chefe da polícia de Sai Buri, Abdul-aziz Umayi, citado pelo diário Bangkok Post. Ataques com armas ligeiras, homicídios e atentados com explosivos sucedem com
regularidade nas províncias de Pattani, Narathiwat e Yala, apesar de estarem destacados na zona 31 mil agentes de segurança. Cerca de 5.300 pessoas morreram na Tailândia e cerca de 8.000 ficaram feridas por causa da violência no sul do país, de maioria muçulmana, desde que o movimento separatista islâmico retomou a luta armada, em Janeiro de 2004. Os rebeldes denunciam a discriminação de que alegam ser alvo por parte da maioria budista do país e exigem a criação de um Estado islâmico que integre as províncias de Pattani, Narathiwat e Yala, que formavam parte do antigo sultanato de Pattani, anexado há um século.
Japão aprova plano de estímulo à economia no valor de 40 mil milhões O Japão aprovou sexta-feira um plano de estímulo à economia de cerca de 40 mil milhões de patacas, foi anunciado. “Esperamos que o pacote nos leve a sair da deflação e a reactivar a economia”, afirmou o ministro portavoz, Osamu Fujimura, numa conferência de imprensa, em Tóquio, em declarações
citadas pelas agências internacionais. A maioria dos fundos desbloqueados (cerca de 20,6 mil milhões de patacas) visa ajudar à reconstrução das regiões do nordeste do país atingidas pelo devastador tsunami de Março de 2011. Para a guarda costeira, com uma importante missão no âmbito da disputa territorial
com a China, vai ser canalizada um pacote de cerca de 1,7 mil milhões de patacas a aplicar sobretudo na melhoria de equipamento. As subvenções versam também sectores como o da agricultura e o das energias renováveis, abrangendo ainda campos específicos tais como a investigação de células estaminais.
Prejuízos avultados
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ELO menos 24 pessoas morreram e outras seis foram dadas como desaparecidas na sequência da passagem da tempestade tropical “Ofel” pela região central das Filipinas, indicaram as autoridades locais. A “Ofel”, cujo nome internacional é “Son Tinh”, abandonou na sexta-feira o país rumo ao Vietname afectando mais de 66 mil pessoas, das quais 15.000 permanecem ainda nos 97 centros de abrigo oferecidos pelo Governo. Os danos materiais, entre prejuízos em infra-estruturas
e destruição de plantações agrícolas, já ascendem, segundo a agência noticiosa Efe, a cerca de 7,8 mil milhões de patacas. A tempestade, que entrou nas Filipinas na madrugada desta quarta-feira, movimenta-se a cerca de 22 quilómetros por hora, com ventos de 75 quilómetros por hora e rajadas de até 90 quilómetros por hora. Anualmente, durante a época das chuvas – que começa em Maio e acaba em Novembro – entre 15 e 20 tufões e tempestades tropicais afectam as Filipinas e a região.
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entrevista
Realizador Leonel Vieira quer filmar “No limit” em Macau
segunda-feira
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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M convite para um torneio de póquer é o ponto de partida para o novo filme que Leonel Vieira quer rodar no território. Em entrevista ao Hoje Macau, o realizador fala dos cortes na cultura, da privatização da RTP e de um desejo: um filme sobre Madeleine McCann Está em Macau para estreitar parcerias para futuros projectos. Que projectos são esses? Se correr bem, espero poder produzir cá vários filmes. Estou cá para encontrar apoio e parte de financiamento de um filme que queremos que seja filmado inteiramente em Macau. Chama-se, titulo provisório, “No Limit”. Filmado em inglês e cantonês, mas principalmente em inglês, que tem cinco protagonistas, com actores de várias nacionalidades. Portuguesa também? Há um europeu, um chinês, um americano, uma indiana. Haverá também a participação de algum actor português, mas não nestes protagonistas. É um filme de facto desenhado e com potencial para o mercado internacional, porque é filmado em inglês. Depois queremos colocar aqui alguns actores internacionalmente famosos no elenco. Já encontrou esses parceiros financeiros? Apresentámos o projecto a diversas entidades com experiência e disponibilidade para que estas coisas aconteçam em Macau. Desde o Instituto Cultural, à Fundação Macau ou Direcção dos Serviços de Turismo. Todos gostaram muito. Em Março já tinha vindo ao território para o conhecer melhor e apresentar a ideia, desta vez venho apresentar o projecto concreto, já é uma coisa física. Estamos a ter reuniões que nos levam a começar a fazer propostas oficiais. A história está a ser trabalhada? Já existe um primeiro guião todo passado em Macau. Há um torneio mundial de póquer e um milionário americano, que vive em Hong Kong, desafia um jovem europeu que está a viver em Bali, a fazer surf. Esse jovem não conhece Macau mas deixa-se seduzir e vem. A primeira cena é em Bali, mas depois toda a história acontece aqui. Macau e Hong Kong são cidades fascinantes para si? Têm uma paisagem cinematográfica muito rica. Depois há as pessoas,
GONÇALO LOBO PINHEIRO
“Era capaz de viver aqui e encontrava mo
a 29.10.2012
entrevista
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motivos para continuar a minha carreira” personagens e as histórias. Aqui há um palco para cozinhar coisas muito interessantes, porque convivem culturas muito diferentes com as quais não temos qualquer tipo de proximidade. Cada viagem que faço aqui encontro sempre outro motivo para fazer um filme cá. Como dizia no outro dia, era capaz de ficar aqui a viver e encontrava motivos para continuar a minha carreira só a fazer filmes. Em Macau, encontro sempre motivos para fazer outros filmes. A entrada no mercado chinês é, então, uma aposta. Como é que pode ser concretizada? Isto não é aritmética nem uma aposta na bolsa. Nós apenas fazemos filmes que esperamos que sejam bons e do agrado do grande público. Quando isso acontece os filmes viajam. É determinante esta aproximação ao mercado chinês. Eu procuro não estar desatento. Também estou a fazer filmes no Brasil, por exemplo, filmes sobre a cultura portuguesa em Nova Iorque. Estamos a fazer uma comédia romântica em Nova Iorque. Esses filmes fazem parte de um conjunto de projectos que está a desenvolver para 2013. Cada um conta uma história que não tem nada a ver com a outra. Em Nova Iorque, o “La vida inesperada” é uma comédia romântica, muito próxima desta de Macau, que também o é. Ou próxima com outro que vamos fazer no Brasil, no início do ano, que se chama “Mulheres”. Mas depois o “Último animal” é um ‘thriller’ realista que não tem nada a ver com os outros. Todos eles têm que ter a característica comum de comunicar com o grande público. Como é que consegue atingir esse objectivo? Não considero que consigo, considero que tento atingi-lo. Já o fiz algumas vezes no passado. Nomeadamente com o filme “Zona J”. Foi um marco na sua carreira? Foi emblemático. Lembro-me que na altura pretendíamos atingir 50 a 70 mil espectadores, um feito brutal para o segundo filme de um realizador. Depois o filme fez 250 mil e vendeu 50 mil DVD. Sou honesto, não esperávamos. Nem tão pouco esperava que fosse um filme que me iria perseguir até hoje.
OS DIREITOS DO LIVRO SOBRE MADDIE No mesmo ano do “Zona J” esteve na produção da série “Ballet Rose”, um escândalo sexual que
Perfil
filmes. O que me entristece é que quando tínhamos mais dinheiro não se dava a devida atenção à cultura. Quando os Ministérios deixaram de ter dinheiro, eu comecei a encontrar uma alternativa para mim, porque antevi o problema. Mas todo este orçamento tem uma coisa particular, graças à Lei do Cinema e do Audiovisual, talvez a mais rápida que se criou nos últimos tempos. Traz um incremento brutal de dinheiro para o cinema. Penso que são 220 milhões de patacas por ano, e nunca tivemos um orçamento nem de perto nem de longe como esse.
Leonel Vieira nasceu em Miranda do Douro em 1969. Desde cedo que se interessou pelas artes e frequentou a Cooperativa de Ensino Polivalente Artístico Árvore II, CRL, uma escola de arte no Porto. Depois terminou o Curso de Cinema da Escuela Superior de Artes y Espectaculos Tai, em Madrid. Foi estagiário numa média-metragem underground, Sueño de Fortuna. Em 1992 regressou a Portugal, começando a desenvolver vários projectos.
abalou a sociedade portuguesa nos anos 60. Teve receios em abordar essa questão? Não. Era demasiado inconsequente para ter receios, mas confesso que fiquei apreensivo ao longo do processo de produção. Porquê? Percebi que houve algumas complicações que poderiam ter parado o projecto várias vezes. Era uma série de televisão com um tema polémico e isso a mim entusiasmava-me. Mas depois percebi que havia alguns personagens vivos que se identificavam com a história e que achavam que certas coisas não deveriam ser contadas. Que escândalo em Portugal é que gostaria de transformar em filme ou série? Há um caso brutalmente polémico, um escândalo social. É o caso Madeleine McCann. Aliás adquirimos os direitos de um livro para o rodar, um livro de uma investigação policial, mas não sei quando se poderá fazer. Nós temos tantos projectos, que são eles que olham para mim e dizem qual é o momento. Isso significa que a produtora Stopline está a correr bem, oito anos depois da sua criação. É um projecto consolidado? Acho que isso é claro para o mercado. Mas nos dias que correm nenhuma empresa, e muito menos audiovisual, pode dizer que está a correr bem. Deveria, se o país estivesse melhor. Mas é uma produtora que tem muito trabalho. Entraram inclusive numa vertente publicitária. Gosta de fazer publicidade? Gosto de fazer filmes publicitários. Quem me conhece sabe que gosto de desafios, e fazer um filme é sempre um desafio. E depois adoro filmar. De tudo o que eu faço no cinema, a parte
que mais me apaixona é transformar uma linha de texto numa imagem. Depois são as reuniões e os bancos, uma dor de cabeça. Cinema é passar a vida a falar de dinheiro. É uma luta constante? O cinema é muito caro. O Orson Welles dizia: “Eu tive tanta sorte com o Citizen Kaine que se transformou na minha desgraça. Por causa de um filme tão grande eu passei a minha vida à procura de dinheiro”. Foram anunciados cortes orçamentais na Cultura, o Ministério passou a Secretaria de Estado. Como vê a produção de cinema para os próximos anos? Os cortes são legítimos. Por muito que me afectem temos que ter uma consciência social. Se estão a cortar nos medicamentos e nas instituições públicas, não podemos achar que a cultura é uma coisa superior. Aliás, se me pusessem prioridades acho que primeiro é necessário alimentar as pessoas. Depois quando abandonamos essas prioridades primárias, o cinema faz falta, faz parte do alimento espiritual e cultural de um povo. Neste momento não existe dinheiro para quase nada. São tempos ruins e têm de se encontrar alternativas. É o que eu estou a fazer. Essa aposta no mercado internacional. Não podemos estar sempre a pensar que existe a eterna galinha que nos dá os ovos de ouro. O mundo hoje não tem fronteiras, e a sociedade contemporânea tem de pensar desta forma. Mas não sentiu que a passagem de Ministério a Secretaria foi um decréscimo na área? Não me afectou. Eu gostava é que me dissessem “aumentámos o orçamento”, chamando-se Gabinete, Ministério ou Instituto. Quando eu cheguei a Portugal era uma Secretaria de Estado, e foi aí que fiz os meus
Gostou do trabalho de Francisco José Viegas como Secretário de Estado? Acabei de lhe falar bem de uma lei e do montante que traz. Só tenho que estar feliz, porque achava que esta lei ia demorar dois ou três anos a sair, se saísse. Ele fê-la e regulamentou-a em sete meses, só tenho que lhe pôr uma velinha para a sua saúde, porque deve ter trabalhado que se fartou. E a capacidade de luta que é preciso ter nesta área. Sei que as alternativas (para financiar o cinema) são mais progressistas e modernas, e não são loucas, porque vão beber às leis francesas e espanholas, as melhores leis do cinema da Europa. O que combate o cinema americano é a indústria francesa, com grandes comédias românticas, grandes filmes de acção, tudo. O francês vai à sala e paga o bilhete, que reverte para a própria indústria. Era o que deveria acontecer no nosso Portugal. Temos que ter o que é a média europeia de quota de ecrã, de 13 a 23%, e abandonar os 0,5%. Menos de 1% é vergonhoso para mim e para o meu país. E enquanto houver isto não paro de lutar.
FILMOGRAFIA 2013 O Último Animal (pré-produção) 2010
I´m Back Again - Pete tha Zouk
2008
Arte de Roubar
2007 Julgamento 2005
Um Tiro no Escuro
2002
A Selva
2001
A Bomba
2000 Mustang (telefilme) 1998
Zona J
1998 Ballet Rose - Vidas Proibidas (mini-série) 1998
A Sombra dos Abutres
É falha dos Governos? É falha nossa. Dos produtores. Falta educação cinematográfica? A culpa é sempre nossa e houve uma falta de vontade política também. Portanto pelo que sei do trabalho do Francisco José Viegas só tenho que estar muito feliz.
A IMPORTÂNCIA DA RTP A possível privatização da RTP pode ser prejudicial ao cinema português? Podem passar menos filmes na televisão? Antes disso ainda há muitas salas de cinema para visitar. Não posso dizer que privatizar a RTP é a desgraça do cinema português. Não é uma causa-efeito. Depende de quem fica e como fica. Queria era que o cinema pertencesse à sociedade portuguesa porque eu quero que a população se reveja na sua cultura, que veja histórias e pessoas que são próximas. Acho que o Estado tem de manter um canal público, obrigatoriamente. Uma ideia peregrina que eu ouvi foi vender um e fechar o outro. Não qualifico porque às vezes as pessoas são infelizes. Isso era bom se o mundo fosse todo matemática. Tem que haver redução de custos, não entendo é que deixe de haver um canal público. Por uma simples razão: pela protecção da sociedade portuguesa. É só olhar para os canais privados e ver qual foi a tendência. Qual é o maior educador dos povos? Não são as religiões, é a televisão. As pessoas tomam como verdade o que ouvem na televisão. Temos que ter noção da arma que é a televisão. Como consumidor fico triste de passar por canais e ver telenovelas o tempo todo. E a RTP é diferente? A RTP é o bastião e tem sido uma televisão de combate. Há vários anos que mantém o segundo lugar da grelha e não é fácil. Nós produtores, vivemos todos de um único cliente, o único que aceita produções em horário nobre e dá sempre uma comparticipação ao cinema português. Se desaparece, qual é a televisão que nos compra direitos de antena? O cinema não vive sem a compra de direitos de antena e a co-produção. Nesse capítulo, a RTP tem sido a nossa salvaguarda. A minha carreira aconteceu muito por causa de uma coisa chamada SIC que no tempo do Emídio Rangel apostava muito no cinema. O que é que ainda lhe falta fazer? Tudo. Continuar. Está tudo por fazer. Falta-me fazer bons filmes.
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segunda-feira 29.10.2012
segunda-feira 29.10.2012
vida
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HOJE NO PRATO Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Tâmara Nome botânico: Phoenix dactylifera L. Família: Arecaceae
40% do peixe de Fukushima é impróprio para consumo
Veneno japonês
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M ano e meio após a catástrofe nuclear de Fukushima, no Japão, os peixes capturados no mar naquela região continuam com níveis elevados de radioactividade. Num artigo publicado na revista Science, o especialista norte-americano Ken Buessler, do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, estima que 40% dos peixes são impróprios para consumo, segundo as normas japonesas. Buessler analisou dados oficiais do Governo nipónico sobre
o nível de radioactividade em cerca de 9000 amostras de peixes, moluscos e plantas marinhas recolhidos no mar na província de Fukushima. A contaminação dos peixes varia conforme as espécies. As que vivem mais no fundo do mar tem os maiores níveis de radioactividade. O facto de a contaminação não baixar, passados 17 meses sobre o acidente, sugere que continua a haver libertação de material radioactivo para a água do mar, da próprio central de Fukushima ou
de sedimentos contaminados no leito do oceano. Ken Buesseler liderou, em 2011, uma missão oceanográfica internacional para estudar a dispersão de elementos radioactivos de Fukushima. “Para prever como os padrões de contaminação evoluirão com o tempo será preciso mais do apenas estudar os peixes”, defende o cientista. “Precisamos de um melhor entendimento das fontes e dos reservatórios de césio e outros radionuclídeos que continuam a determinar o que estamos a observar no mar de Fukushima”.
Dinossauros que usavam penas como os pavões Viveu há 75 milhões de anos no território que é hoje o Canadá. Era um dinossauro veloz e o seu aspecto lembra a avestruz, com um crânio pequeno e um pescoço longo. Uma equipa de paleontólogos encontraram três indivíduos do mesmo grupo dos Ornithomimosauria e baptizaram a espécie como Ornithomimus edmontonicus. A sua análise permitiu formular outra hipótese sobre a origem e a função das penas que cobriam os dinossauros que não voavam. As conclusões do estudo estão publicadas na “Science”. Os investigadores, liderados por Darla K. Zelenitsky, da Universidade de Calgary,
propõem que as asas cobertas de penas serviam aos adultos tanto para cortejar potenciais parceiros para acasalamento como para abrigar os seus ovos. Os pavões são exemplos actuais de aves que exibem as suas aves para atrair o sexo oposto. Os Ornithomimosauria eram dinossauros terópodes e viveram durante o Cretácico. Os fósseis desenterrados em Alberta (Canadá) pertencem a um indivíduo jovem e a dois adultos. O primeiro media um metro e meio de comprimento e os autores acreditam que tinha aproximadamente um ano de idade. Os exemplares adultos rondavam os três metros e meio.
Originária dos oásis dos desertos do Norte de África e do Médio Oriente – para outros autores do Sudoeste da Ásia –, a tamareira é uma palmeira de porte médio, de 15 a 25 m de altura, que se desenvolve em climas quentes. Atualmente é muito cultivada pelos seus frutos, as tâmaras, mas a sua cultura era já praticada pelos Sumérios há 5 ou 6 milhares de anos. Apresenta flores masculinas e femininas em diferentes indivíduos (espécie monoica) e só as plantas femininas dão frutos, desde que fecundadas com o pólen das plantas masculinas. No caso da tamareira, não é necessário que o casal se encontre por perto. O vento transporta o pólen a grande distância, alguns quilómetros ou mesmo dezenas de quilómetros, e a polinização ocorre. Tal como o pólen, também os Beduínos percorrem grandes distâncias na travessia do deserto. E são precisamente as tâmaras, muito nutritivas e de pequena dimensão, que lhes servem de alimento. Umas quantas por dia. Além do alimentício fruto, os seus caroços também são úteis. Reduzidos a pó apresentam reconhecidas virtudes medicinais. As tâmaras representam a vida e a abundância e, pela sua forma, a fertilidade masculina. Por tudo isto, é muito venerada. COMPOSIÇÃO Alimento muito calórico pelo seu conteúdo em hidratos de carbono, a tâmara é igualmente rica em fibras mas pobre em gordura; contém triptofano, um aminoácido essencial, importante para um bom sono e bem-estar. Teor elevado em vitaminas (A, B3, B5, B6, biotina, B9, C, D, K), betacaroteno, sais minerais (cálcio, fósforo, magnésio, potássio) e oligoelementos (cobre, ferro, iodo, manganês, selénio e zinco); taninos. ACÇÃO TERAPÊUTICA Altamente energética e nutritiva, a tâmara é um tónico geral do organismo, ideal não só para aqueles que despendem um esforço físico ou mental prolongado como crianças,
intelectuais ou desportistas, mas também para asténicos, convalescentes e idosos, grávidas e lactantes. Muito remineralizante, é útil em caso de anemia, desmineralização e osteoporose (favorece a fixação do cálcio nos ossos). Este fruto seco estimula o apetite e auxilia a digestão, promove a assimilação dos hidratos de carbono e ajuda ao funcionamento intestinal combatendo a prisão de ventre. Tem igualmente atividade anti-infeciosa, defendendo o organismo das afecções do inverno e de outras infecções; mas, em caso de tosse, bronquite ou outras inflamações das vias respiratórias apresenta também benefícios devido às suas propriedades peitorais; é considerada um remédio tradicional para a tuberculose. Pelas suas virtudes depurativas e antioxidantes é um aliado na prevenção do cancro. Com fama histórica de afrodisíaca, a tâmara regulariza a menstruação das mulheres e tem sido usada tradicionalmente para combater a intoxicação alcoólica. COMO CONSUMIR As tâmaras podem ser consumidas frescas ou secas. No entanto, são frequentemente comercializadas secas. Desta forma a sua conservação é mais prolongada, desde que em local fresco e seco e ao abrigo do ar. Sugestões: • Como snack saudável, naturalmente doces e de textura aveludada • Adicionadas aos cereais de pequeno-almoço • Em pratos de aves ou carne, como recheio ou não • Adicionadas ao cuscuz • Em saladas de vegetais: Combina bem com vegetais verdes • Em saladas de frutas: Combina bem com banana, maçã ou laranja • Recheadas: Com queijo e nozes, pinhões ou outros frutos oleaginosos • Em pudins, bolos e tartes. RECEITA – Tâmaras enroladas com bacon Enrole as tâmaras descaroçadas em finas fatias de bacon; espete meio palito a prender. Coloque a fritar numa frigideira antiaderente, mexendo de vez em quando (não necessita de gordura adicional). Sirva como petisco.
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cultura
segunda-feira 29.10.2012
Documentário “Three Sisters” é um dos vencedores do DocLisboa
menção especial ao búlgaro Ilian Metev por “Sofia’s Last Ambulance”, que filma o quotidiano de uma ambulância das urgências de Sofia como se estivéssemos numa ficção. A melhor curta foi “Dusty Night”, onde o afegão Ali Hazara acompanha uma noite de trabalho dos varredores de Cabul.
Prémio para a China
O
olhar do chinês Wang Bing sobre três crianças deixadas sozinhas numa aldeia abandonada aos velhos e às crianças pelos habitantes em busca de trabalho, e Terra de Ninguém, onde a portuguesa Salomé Lamas regista a longa confissão de um ex-comando tornado mercenário, são os vencedores do concurso do DocLisboa 2012. Premiados merecidos numa 10.ª edição cuja única surpresa foi o facto de os palmarés competitivos se escusarem elegantemente às componentes política e activista que marcaram abertamente a edição deste ano. Na competição internacional, o júri composto pelo realizador Andrei Ujica, pelos programadores Anabela Moutinho, Nicole Brenez e Adrian Martin, e pelo artista plástico João Tabarra mostrou uma concepção bastante tradicionalista do documentário nos quatro outros prémios que atribuiu além do Grande Prémio Cidade de Lisboa
A VARREDURA DE SALOMÉ
a “Three Sisters”. Tratam-se de filmes que abordam as consequências humanas de decisões políticas mais do que falar directamente desses processos políticos. De fora do palmarés ficaram obras mais abertamente politizadas (como Vers Madrid, de Sylvain George) PUB
desafiadores do certame: “The Anabasis of May” and “Fusako Shigenobu”, “Masao Adachi” and “27 Years Without Images”, do francês Éric Baudelaire, sobre as memórias de um grupo activista exilado japonês. Dentro do Prémio Especial, o júri atribuiu ainda uma
Actriz brasileira das telenovelas “Pai Herói” e “Roque Santeiro”
Morreu Regina Dourado
ANÚNCIO HM-1ª VEZ 29-10-2012 Divórcio Litigioso n.º CV2-12-0028-CDL
ou formalmente ousadas (como A Última Vez que Vi Macau, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata). Ainda assim, o Prémio Especial do Júri, destinado à longa-metragem mais inovadora a concurso, coube a um dos títulos mais
2º Juízo Cível
AUTOR: LEONG IOK VA, casado, de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na Rua da Palmeira, no. 6, Edifício “Vo Seng”, 5º andar “B”. RÉ: KOLYUJNOVA TATYANA VIKTOROVNA, casada, de nacionalidade uzbeque, com última residente conhecida em Macau, na Rua de Viseu, Edifício “Nam Kuai”, Bloco 4, 4º andar “R”, Taipa, ora ausente em parte incerta. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, a ré KOLYUJNOVA TATYANA VIKTOROVNA, para no prazo de trinta (30) dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, o pedido formulado na petição inicial nos mencionados autos, que resumidamente consistem que: Ser decretado o divórcio entre Autor e a Ré, condenando-se esta como única e exclusiva culpada, tudo conforme melhor consta da petição inicial, cujo duplicado se encontra neste 2º Juízo Cível à sua disposição e quepoderá ser levantado nesta secretaria nas horas normais de expediente. E ainda que é obrigatória a constituição de advogado – artº 74º do C.P.C.M. Macau, aos 25 de Outubro de 2012 *****
A
actriz brasileira Regina Dourado, que participou nas telenovelas “Pai Herói” e “Roque Santeiro”, faleceu este sábado em Salvador da Baía, no Brasil, vítima de cancro, aos 59 anos, noticiou a imprensa brasileira. A actriz sofria de cancro desde 2003 e estava internada em estado grave há uma semana, segundo a edição online do jornal brasileiro O Globo, citando fonte da família.
Regina Maria Dourado nasceu a 22 de Agosto de 1953, na cidade de Irecê, no interior da Bahia, e aos 15 anos entrou na Companhia Baiana de Comédias. Estudou canto e fez parte Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal
de Bahia, do Coral Ars Livre e do Grupo Zambo, e viria a estrear-se na televisão em “AMorte de Quincas Berro D’Água”, dirigido por Walter Avancini em 1978. A actriz entrou nas telenovelas “Pai Herói” (1979), “Roque Santeiro” (1985), “Renascer” (1993), “Tropicaliente” (1994), “Explode Coração” (1995), entre outras, e o seu último trabalho na televisão foi na telenovela “Caminhos do Coração” (2008).
HOJE MACAU ERROU Na última edição de sexta-feira, dia 26 de Outubro, no artigo sobre a exposição de jovem artista Yunni Cláudia Dan, onde se lê Pedro Assunção apoia a Arte de Macau deve ler-se Pedro Ascensão apoia a Arte de Macau. Aos visados e intervenientes o Hoje Macau apresenta as suas desculpas pelo erro involuntário.
Já a competição nacional foi literalmente “varrida” pelo excelente filme de Salomé Lamas, que havia igualmente vencido em Vila do Conde 2012 na categoria documental com “A Comunidade”. Para além de melhor longa-metragem a concurso, “Terra de Ninguém” venceu ainda os galardões de melhor primeira obra e o Prémio Escolas. Para o júri, a melhor curta-metragem a concurso foi “Aux Bains de la Reine”, onde os luso-suiços Maya Kosa e Sérgio da Costa exploram a história das Caldas da Rainha. Foram ainda atribuídas duas menções especiais: em longas, a “Amanhecer a Andar”, onde Sílvia Firmino filma as vidas dos habitantes do antigo Grande Hotel da Beira em Moçambique, e em curtas a “A Nossa Casa”, de João Rodrigues, sobre o modo como os Açores eram vistos há cem anos por expatriados ingleses.
Júlio Pomar vence prémio do Casino da Póvoa
A sétima edição do prémio de Artes do Casino da Póvoa acaba de distinguir o pintor e escultor Júlio Pomar, de 86 anos, galardão que lhe será entregue no próximo dia 24 de Novembro. Pomar passa assim a integrar a colecção de arte do Casino, assim como verá publicada uma monografia em português e francês sobre a sua obra. Sob o título “Júlio Pomar - Imagem, Discurso, Memória”, o livro é de Laura Castro e é uma edição da Cooperativa Árvore. A monografia será ilustrada por algumas das obras mais representativas do artista, e, simultaneamente, mais reproduzidas da arte portuguesa, já que Júlio Pomar “é um dos artistas que faz a travessia completa entre os meados do século 20 e a actualidade, evidenciando a sua obra traços, sinais e aspectos característicos dos tempos percorridos”, refere o Casino em comunicado. Na entrega do prémio a Júlio Pomar, que coincidirá com a apresentação do livro, terá ainda lugar um jantar/homenagem oferecido a diversos convidados, e com animação musical de Carlos do Carmo. No âmbito do prémio, e também apoiada pelo Casino da Póvoa, vai realizar-se na cooperativa Árvore, no Porto, a exposição ‘Atirar a Albarda ao Ar’, constituída por oito telas temáticas de Júlio Pomar, a inaugurar a 9 de Novembro e que ficará patente ao público até 1 de Dezembro.
segunda-feira 29.10.2012
cultura
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Prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas
Lai Sio Kit de ouro
O
artista natural de Macau Lai Sio Kit, de 29 anos, foi distinguido com o primeiro prémio Fundação Oriente para as Artes Plásticas e irá, por isso, a Portugal no próximo ano para uma residência artística. O anúncio foi feito em Macau, na abertura do Salão de Outono, a mais importante mostra de arte local que resulta de uma parceria entre a associação Art For All (AFA) e a Fundação Oriente. Lai Sio Kit, que estudou na Academia de Belas Artes em Pequim, garantiu o prémio com a obra “Secret Garden” (óleo sobre tela), exposta a partir de hoje e até 25 de Novembro no Salão de Outono ao lado dos trabalhos dos restantes cinco candidatos. A coordenadora da delegação de Macau da Fundação Oriente, Ana Paula Cleto, disse à agência Lusa que as poucas candidaturas podem explicar-se “talvez pelo facto de ser a primeira edição
UMAC lançou dicionário temático da cidade
Culturalmente falando
A
Universidade de Macau (UMAC) lançou o DITEMA - Dicionário Temático de Macau -, uma obra com quatro volumes, fruto de um projecto que começou a ser criado há 14 anos. A obra enciclopédica, que está dividida em quatro volumes e compila mais de mil entradas em 1.600 páginas, contou com o contributo de mais de 120 investigadores, sendo o resultado de um projecto que se acredita ser “o mais significativo” do Departamento de Português da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UMAC. O primeiro volume da obra, com uma tiragem de mil exemplares, foi lançado no âmbito do XX Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), em Setembro de 2010, mas outros três volumes do DITEMA ficaram completos apenas na primeira metade de 2012. A história do projecto remonta a 1998, altura em
que o professor António Rodrigues Baptista propôs ao então Instituto de Estudos Portugueses da Universidade que se organizasse um Dicionário da História de Macau. A ideia foi subscrita pela direcção, contudo, à medida que o projecto avançava, o conceito inicial foi-se alterando. O resultado final seria o Dicionário Temático de Macau, “título mais adequado para uma obra que não se limita à história do território, mas que contém informação sobre os factos, os lugares, os costumes, as relações, as personagens reais e fictícias que povoam o real e o imaginário da Cidade do Santo Nome de Deus”, escreve
a editora executiva, Maria Antónia Espadinha, na nota de apresentação. A obra, que na maior parte do projecto teve a coordenação da professora e investigadora Leonor Seabra, promete ser uma referência no campo da História e da Cultura de Macau, estará disponível em Portugal, designadamente na Academia das Ciências de Lisboa, bem como na Biblioteca Nacional e universidades públicas, onde deverá chegar depois de 8 de Novembro, quando será apresentada em Lisboa, no Instituto Camões. A UMAC está a preparar a tradução chinesa do DITEMA, mas Maria Antónia Espadinha defendeu também uma versão inglesa para internacionalizar o projecto e dar a conhecer Macau numa perspectiva histórica e com referências importantes para quem quer ficar a conhecer melhor a cidade, os seus costumes e um pouco também da sua história.
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do prémio” e salientou que este pretende servir de incentivo aos jovens artistas locais com menos de 35 anos. O vencedor do prémio “terá a possibilidade de ir a Portugal para uma residência artística durante um mês, tendo a oportunidade de contactar com um artista português no seu ateliê”. O artista português que irá receber Lai Sio Kit não está ainda seleccionado, podendo o vencedor do prémio escolhê-lo se tiver conhecimentos em Portugal, explicou Ana Paula Cleto.
OUTONO EM MACAU
A 3.ª edição do Salão de Outono inaugurou na passada sexta-feira na Casa Garden, sede da Fundação Oriente em Macau, com 69 obras de 32 artistas locais, seleccionadas entre 271 obras de 60 artistas que se candidataram. Na exposição encontram-se trabalhos desde acrílico em tela, madeira, fotografia, instalação, escultura, gravura e vídeo.
Ana Paula Cleto disse à agência Lusa que a “participação da Fundação Oriente nesta iniciativa faz todo o sentido, uma vez que está a ser divulgado o trabalho dos artistas de Macau”. “Um dos nossos campos de intervenção é a área cultural e um dos grandes objectivos da Fundação Oriente é precisamente a divulgação do trabalho dos artistas desta região em Portugal e aqui, e também dos artistas portugueses em Macau”, sustentou. Este ano, disse, o Salão de Outono “aposta nos artistas mais jovens para os incentivar a continuar a trabalhar e cada vez melhor”. A primeira edição do Salão de Outono deu origem a uma grande exposição de artistas de Macau em Portugal, mas desta vez não está prevista a mesma iniciativa, pois, segundo Ana Paula Cleto, ela “não pode ser feita com tanta frequência dada a sua envergadura”.
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desporto
segunda-feira 29.10.2012
Basquetebol Casa de Portugal estreia-se a vencer
Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
A
formação de basquetebol da Casa de Portugal em Macau estreou-se no sábado a vencer na edição de 2012/2013 do Campeonato da II Divisão. O cinco de matriz portuguesa vingou a derrota sofrida no primeiro desafio oficial que disputou em provas sancionadas pela Associação Geral de Basquetebol de Macau e derrotou o Ip Yu pelo dilatado parcial de 62 – 28. Orientada a título provisório por Rogério Madeira, a formação do Organismo Autónomo Desportivo mantém-se na corrida por um dos dois lugares que lhe poderão garantir a almejada presença na segunda fase da prova. Disputado por 64 equipas, distribuídas por 16 grupos de quatro formações, o Campeonato de Basquetebol da II Divisão abrange duas fases competitivas distintas. Para carimbar a passagem à fase a eliminar da competição, a Casa de Portugal tem necessariamente de garantir o primeiro ou o segundo lugar da série em que está integrada. No sábado, no Pavilhão do Estádio de Macau, o cinco de matriz portuguesa deu um passo de gigante para concretizar uma estreia de
colectividade. No frente-a-frente com o Ip Yu, os atletas às ordens de Rogério Madeira – que concilia o estatuto de jogador com a posição de treinador interino - chamaram a si desde cedo as rédeas da partida, controlando por completo a andamento do placard. Ao fim do primeiro parcial, a Casa de Portugal já vencia por 15 – 10, uma diferença que se foi avolumando de forma progressiva durante o decorrer do desafio. Impulsionada pelas exibições de Marcos Jorge e de Sousa – que apontaram respectivamente 18 e 16 dos 62 pontos da equipa – a formação de matriz portuguesa rematou o desafio com uma confortável vantagem de 32 pontos.
Ip Yu foi presa fácil
SÓ A VITÓRIA INTERESSA
luxo nas andanças do basquetebol do território. O grupo de trabalho orientado por Rogério Madeira iniciou o percurso no Campeonato da II Divisão com um deslize desmoralizante
frente ao Sin Fu. Ainda sem grande entrosamento, a formação lusófona acabou por se ressentir da falta de ritmo competitivo, consentindo uma derrota por 75 – 68. O baptismo de fogo da Casa de
Portugal não correu de feição, mas o cinco do Organismo Autónomo Desportivo respondeu à altura no segundo desafio da temporada e manteve vivos os objectivos traçados pelos responsáveis pela
Jaime Pacheco em terceiro na Superliga chinesa. Nelo Vingada garante manutenção
Portugueses tranquilos
O
Beijing Guo’an, orientado pelo treinador português Jaime Pacheco, empatou este fim-de-semana a zero no terreno do Jiangsu, mantendo-se isolado no terceiro lugar da Superliga chinesa de futebol. Após a 29.ª e penúltima jornada do principal campeonato chinês, o Beijing
Guo’an soma 45 pontos, mais três do que o quarto classificado, o Guizhou, e menos oito do que o segundo, o Jiangsu. O Guangzhou Evergrande renovou o título de campeão, com uma vantagem de cinco pontos sobre o Jiangsu, ao vencer o Liaoning em casa, por 1-0, defrontando na derradeira
ronda a equipa de Jaime Pacheco, que termina a segunda época à frente do Beijing Guo’an, depois de, em 2011, ter conseguido levar a equipa do quinto para o segundo lugar da tabela. A outra equipa orientada por um técnico português, o Dalian Shide, de Nelo Vingada, venceu
o Henan, último classificado, por 2-1, subindo ao 12.º lugar, com 34 pontos, e assegurando a permanência na Superliga chinesa. Neste momento, o Dalian Shide tem mais quatro e oito pontos do que os dois últimos classificados Shanghai Shenxin e Henan, que descem de divisão.
Nelo Vingada começou a orientar o Dalian Shide no verão de 2011, quando a equipa corria o risco de despromoção. Sob a direcção do técnico português, a equipa evitou a descida de divisão, mas continuou com dificuldades e só assegurou a manutenção na penúltima ronda.
Com uma vitória e uma derrota até ao momento, a formação orientada por Rogério Madeira precisa agora de vencer o terceiro e último encontro da fase de grupos para seguir em frente na prova. Pelé, delegado da equipa aos encontros do Campeonato da II Divisão, diz que o grande objectivo da Casa de Portugal passa por marcar presença na segunda fase da prova. O dirigente sustenta que a equipa tem o que é necessário para seguir em frente na competição: “Temos mais um jogo pela frente e não é um encontro fácil, mas a equipa já mostrar maior coesão dentro de campo. Antes do desafio frente ao Sin Fu quase não tínhamos treinado. No segundo jogo, já mostrámos um maior entrosamento e acabamos por dominar a partida sem grandes percalços”, sustenta Pelé. Se conseguir vencer o derradeiro desafio da fase regular e se conseguir carimbar a passagem à segunda fase do Campeonato, a Casa de Portugal deverá ser orientada por António Sotero. O dirigente, que se encontra actualmente de férias, foi responsável pela criação, em 2005, da primeira equipa de basquetebol da Casa de Portugal, uma formação de juniores entretanto desactivada.
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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1.
Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, encontra-se terminado, e, que de acordo com o artigo 3.º da Lei n.º 8/91/M de 29 de Julho, conjugado com o artigo 2.º e o artigo 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que, deverão os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes.
Localização dos terrenos: - Rua dos Pescadores, n.os 354 a 408 e Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 431 a 487, em Macau (Edifício Industrial Nam Fung); - Avenida do Almirante Lacerda, n.os 25D a 27 e Avenida Marginal do Patane, n.o 384, em Macau, (Edifício Fu Hang); - Avenida do Ouvidor Arriaga, n.os 90 a 96, Avenida do Almirante Lacerda, n.os 162 a 172 e Travessa de Coelho do
Amaral, n.os 14 a 16, em Macau, (Edifício Centro Comercial Camões). 2.
Agradecemos aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam ao Núcleo da Contribuição Predial e Renda, situado no rés-do-chão do Edifício Finanças, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para levantamento da guia de pagamento M/B, destinada ao respectivo pagamento nas Recebedorias dos referidos locais.
3.
Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, proceder-se-á à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada.
Aos, 18 de Outubro de 2012. A Directora dos Serviços de Finanças, Vitória da Conceição
EDITAL Prédio em ruína Edital n.º : 148/E/2012 Processo n.º : 34/AR/2011/F Local : Travessa da Corda nos 62 e 62-A, Edf. Koi Fu, Bloco 3, Macau. Jaime Roberto Carion, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, faz saber por este meio a todos os condóminos, inquilinos ou demais ocupantes do prédio acima indicado, que o mesmo se encontra em ruína, constituindo perigo para a segurança pública conforme o parecer da Comissão de Vistoria constante do processo em curso nesta Direcção de Serviços, pelo que, nos termos dos artigos 54.º e 55.º do Decreto-Lei n.º 79/85/M de 21 de Agosto e por meu despacho de 25/10/2012, devem proceder, no prazo de 45 dias contados a partir da data de publicação do presente edital, à desocupação do referido prédio, bem como à demolição do referido prédio em ruína, à limpeza e vedação do terreno com tapume adequado. Para o efeito, deverão apresentar previamente nestes Serviços o respectivo projecto, de acordo com o Decreto-Lei n.º 79/85/M de 21 de Agosto.
Caso não seja dado cumprimento ao teor do presente edital, esta Direcção de Serviços, sem prejuízo da aplicação da multa estabelecida no artigo 67.º do citado diploma legal, executará, nos termos do disposto no artigo 56.º, os trabalhos acima mencionados a partir do termo do prazo atrás referido, a expensas de todos os seus condóminos do prédio. Na falta de pagamento voluntário da despesa, procederse-á à cobrança coerciva da quantia em dívida pela Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças. Da minha decisão cabe recurso hierárquico para o Chefe do Executivo, a interpor no prazo de 15 dias contados a partir da data de publicação do presente edital, nos termos do artigo 59.º do referido diploma legal. Aos 25 de Outubro de 2012. O Director dos Serviços Jaime Roberto Carion
segunda-feira 29.10.2012
[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB
SALA 1
UMIZARU 4: BRAVE HEARTS [C] (falado em japonês e legendado em chinês/inglês) Um filme de: Hasumi Eiichiro Com: Hideaki Ito, Ryuta Sato, Ai Kato 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2
UMIZARU 4: BRAVE HEARTS [C] Um filme de: Hasumi Eiichiro Com: Hideaki Ito, Ryuta Sato, Ai Kato 14.30, 16.45, 19.30, 21.30
FRANKENWEENIE [3D] [B] Um filme de: Tim Burton 14.30, 16.15, 18.00, 19.45
SALA 3
Aqui há gato
TED [C]
Um filme de: Seth MacFarlane Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Glovanni Ribisi 16.30, 21.30
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Toadas, boatos. Que mia muito. 2-Bruto. Malícia (Fig.). Protecção. 3-Vogais. Iguais. Vaso bojudo, de gargalo estreito, geralmente de barro. Idem (abrev.). 4-Encerrado. 5-Paraíso terreal. Eleve, erga. 6-Comida (Prov.). Instrumento que serve para determinar a direcção vertical. 7-Corrente de água. Segurar-se com as gavinhas. 8-Carboneto de hidrogénio proveniente da destilhação da hulha. 9-Carta de jogar. Importunes, enfades. Consoantes iguais. 10-Faz doação. Combinação, mistura (Prep.). Jogo semelhante ao da paciência. 11-Evitas um mal. Zunir, zumbir. VERTICAIS: 1-Irradiem. Rio que banha o distrito de Beja. 2-É engnado. Entregar, Debaixo de. 3-De outro modo. Ave fabulosa, única no seu género, a qual durava séculos e que, queimada, renascia das próprias cinzas (Mit.). Avenida (abrev.) 4-Espécie de resina perfumada que corre das incisões feitas no tronco do benjoeiro. 5-Tal como foi ditto. Verniz preto ou vermelho. 6-Dá pancada, bate. Vielas. 7-Porção de terra cercada de água por todos os lados. E não. 8-Agregareis. 9-Imprime. Luneta. Cobalto (s.q.). 10-Rio da Rússia. Ave corredora. Doutora (abrev.) 11-Porto abrigado. Declamador.
[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:45 RTPi Directo 16:30 Liga Sagres: Estoril - Porto (Repetição) 18:00 Música Movimento (Repetição) 18:30 Contraponto (Repetição) 19:30 Resistirei 20:30 Telejornal 21:00 TDM Desporto 22:00 A Ferreirinha 23:00 TDM News 23:30 Linha da Frente 00:15 Telejornal - Repetição 00:45 RTPi Directo
31 - STAR Sports 13:00 Lacoste Ladies Open De France 14:00 MotoGP World Championship 2012 Australian Grand Prix 17:30 AFC Champions League 2012 Al lttihad vs. Al Ahli 19:30 Game 2012 20:00 The Verdict 20:30 Motorsports@petronas 2012 21:00 Engine Block 2012 21:30 (LIVE) Score Tonight 2012 22:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Italy vs. Spain 23:00 The Verdict 23:30 Rebel TV 19 INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Ingrediente Secreto – Bróculo 15:00 EUA – Nova Inglaterra Contacto - 2012 15:30 Obra de Arte 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Decisão Final 18:00 Vingança 18:30 Portugal Selvagem 19:00 Trio D’Ataque 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:15 Ler +, Ler Melhor 22:20 Portugal no Coração 30 - ESPN 13:00 Euro Asia Allstars Cup 2012 16:00 World Series 2012 San Francisco Giants vs. Detroit Tigers 19:00 (Delay) Baseball Tonight International 2012 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 20:00 Alpe D’huez Triathlon 21:00 Chinese Badminton Super League - Highlights 22:00 Sportscenter Asia 2012 22:30 Engine Block 2012 23:00 FIA F1 World Championship 2012 - Highlights Grand Prix of India
40 - FOX Movies 12:25 Something Borrowed 14:20 National Treasure 16:25 Conan The Barbarian 18:20 Fright Night 20:10 The Walking Dead 21:00 Ghost Rider 22:55 Children Of The Corn 00:20 Conan The Barbarian 41 - HBO 11:55 The Karate Kid 14:15 The Quick And The Dead 16:00 Ocean’S 11 18:10 Wonder Woman 19:20 All-Star Superman 20:35 Morlocks 22:00 Cruel Intentions 23:35 John Carpenter Presents Vampires 42 - Cinemax 12:15 She’S Out Of My League 14:05 Hanna 16:00 The Ambushers 17:35 All-Star Superman 18:50 Superman/Batman 20:10 The Other Guys 22:00 The Karate Kid 00:20 Nightmares
HORIZONTAIS: 1-ECOS. MIADOR. 2-MAU. SAL. ABA. 3-II. BILHA. ID. 4-T. FECHADO. A. 5-EDEN. A. ICE. 6-MANJA. PRUMO. 7-RIO. B. ELAR. 8-S. XILENIO. A. 9-AS. MACES. DD. 10-DOA. COM. CRO. 11-OBVIAS. ZOAR. VERTICAIS: 1-EMITEM. SADO. 2-CAI. DAR. SOB. 3-OU. FENIX. AV. 4-S. BENJOIM. I. 5-SIC. A. LACA. 6-MALHA. BECOS. 7-ILHA. P. NEM. 8-A. ADIREIS. Z. 9-DA. OCULO. CO. 10-OBI. EMA. DRA. 11-RADA. ORADOR.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O NOVO VEGETARIANO • Yotam Ottolenghi
Com os seus restaurantes de grande sucesso e livros de receitas bestsellers, Yotam Ottolenghi tornou-se um dos novos talentos mais promissores do mundo da culinária e da escrita de livros gastronómicos. O livro inclui 120 receitas exclusivas e originais, muitas das quais desenvolvidas inicialmente para a coluna “New Vegetarian” da revista Guardian Weekend. A inspiração de Ottolenghi vem das suas raízes mediterrânicas e do seu amor incondicional pelos ingredientes. Não sendo ele próprio um vegetariano, a sua forma de cozinhar com legumes é totalmente original e inovadora, baseada em sabores intensos e combinações surpreendentes e ousadas. Com secções dedicadas aos legumes verdes, às beringelas, às brássicas, ao arroz e aos cereais, à massa, aos tubérculos, à cebola, à fruta, aos cogumelos e aos tomates, há uma extraordinária variedade de cores, sabores e texturas. Com fotografias extraordinárias de Jonathan Lovekin e receitas inspiradoras, O Novo Vegetariano é um livro a não perder tanto para apreciadores de carne como para vegetarianos.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
COZINHA CHINESA • Li Ching
Li Ching, o autor deste livro, era conhecido entre os seus amigos pela alcunha de «restaurante ambulante». Natural de Hai Nan, viajou pelo mundo ensinando a sua arte. Neste livro revela-nos muitos segredos da milenária cozinha chinesa. As sopas, os mariscos e peixes, as aves, o porco, as outras carnes e o arroz são tratados em capítulos separados, sendo também dados muitos conselhos práticos que facilitam a confecção das receitas. As fotografias a cores permitem avaliar o aspecto final de alguns pratos, realçando o seu lado estético, que é um dos «ingredientes» fundamentais da cozinha chinesa. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
SER OU NÃO SER MACAENSE... Continua a não ser muito clara quanto a mim esta questão de “ser macaense”. Talvez enfureça os mencionados, aqueles que sentem na alma esta identidade: três línguas, uma cultura mesclada, traços mestiçados, uma partilha de valores e vivências muito própria. Mas eu também a sinto. Talvez à minha maneira, com as características próprias da minha existência mas também a sinto. Vivo Macau como qualquer chinês, com as suas festividades e espiritualidades. E vivo Macau como macaense, ligado a Portugal ou a outros países lusófonos, porque o português é a língua que me circunda e porque sei observar o património que me rodeia e a sua origem. Então porque raio não podem ser considerados macaenses os que nascem na terra (Macau) que dá origem à palavra? Eu sou filho de pai e mãe de etnia chinesa, pelo menos segundo o que me disseram cá na redacção, mas nasci e só conheci - neste meu ano de existência - a RAEM. Então volto a perguntar, será que isso não faz de mim macaense? Porquê? Porque não tenho ascendência portuguesa? Até aprendi a perceber português, essa é a língua predominante na redacção. Como é que é isto de não ter identidade? Afinal qual é a minha naturalidade, se me perguntarem? Não posso dizer que sou macaense? Tenho de dizer que sou residente permanente de Macau? No meu BIR realmente não se encontra a nacionalidade nem a naturalidade. Mas todos temos o direito de pertença a algum sítio. E eu por definição - origem e criação - sempre me vi circunscrito a esta península, fora volta e meia quando vou às ilhas da Taipa e Coloane dar uma volta. Quero e exijo reivindicar os meus direitos. Quero também ter uma identidade. Também quero este património como meu. O tangível e o intangível - no patuá (que quero aprender) e na gastronomia que tanto delicia. Este que representa - como eu já aprendi - esta fusão de culturas oriental e ocidental. Esta mestiçagem arquitectónica entre o chinês e o português. Este bilinguismo com que me vejo sempre confrontado, na redacção, e nos letreiros lá fora, na senhora que diz as paragens no autocarro... Eu não sou português. Mas também não sou chinês. Então o que sou? Alguém me explica?
Pu Yi
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opinião
segunda-feira 29.10.2012
Pelo menos isso! Alberto Castro in Jornal de Notícias
A
tarefa deste Governo era, reconheça-se, exigente. Herdou um programa de ajustamento que, se levado a cabo, acentuaria a tendência recessiva em que a economia já entrara. Se não o cumpríssemos, falhando os objectivos propostos, máximo do défice, arruinaríamos, de vez, a reputação do país perante os potenciais prestamistas, o que obrigaria a um ajustamento de consequências imprevisíveis mas, certamente, atrozes. Num primeiro momento, a opção do Governo pareceu a única razoável: tentar, com uma política rigorosa, readquirir credibilidade. Admitia-se que se, mesmo assim, falhássemos as metas, haveria o bom senso de as rever. Puro engano. Bom senso é um bem escasso. As derrogações foram as inevitáveis, não as desejáveis. Obstinado, o Governo fez-se agente perfeito daqueles que, dentro da troika, procuram o exemplo que possa confirmar as suas teorias. Inábil, pecou por excesso de zelo, acumulando sucessivos erros políticos. Divorciou-se da sociedade, provocou a crispação, facilitou o populismo. Ainda assim, um governo que soubesse por onde ir, e não apenas para onde quer ir (estou a ser generoso!), e tivesse respeito
cartoon por Steff
pelos cidadãos, poderia, ao menos, tentar explicar o destino dos impostos, mesmo que achasse que não tinha margem de alteração. Qual a parte que vai para pagar o sistema de saúde, quanto custa o sistema educativo, o montante total dos gastos em pensões e
noutros sistemas sociais, o peso das PPP, dos juros com a dívida, etc.. Perceber-se-ia, assim, que, mantendo tudo igual, a dívida pública e os respectivos custos continuariam a aumentar e que não nos víamos livres da troika tão cedo. Ora vermo-nos livres da
O EXCLUÍDO
troika o mais depressa possível poderia ser um factor motivador dos portugueses que, talvez então, aceitassem o enorme aumento de impostos que o Governo se prepara para lhes impor. Ou pensassem em alternativas que lhes aliviassem as contas, em especial àqueles que pagam impostos (e não são tantos quanto se pensa e proclama). Uma abordagem estratégica exigiria equacionar as funções do Estado. Demora tempo e, como todos já percebemos, também aqui tempo é dinheiro. Enquanto essa discussão vai e vem, impõe-se um esforço, envolvendo os agentes no terreno, para melhorar a eficiência e baixar custos. Tenho convivido, ultimamente, muito com médicos tanto do SNS como do sector privado. Tenho-os visto cada vez mais preocupados com a situação, a pensar sobre ela, alvitrando soluções, equacionando custos, explicitando prioridades. A muitos a palavra racionamento não causa incómodo: quando os recursos não são ilimitados, há-o sempre, de uma forma ou de outra. Será tanto mais duro quanto mais se perpetuarem comportamentos, do lado da procura, sem qualquer preocupação cívica. A factura virtual não resolve mas talvez ajude a que alguns ganhem consciência do valor dos recursos que consomem. Não seria má ideia generalizar a factura ao Ensino Superior, para que cada aluno percebesse quanto “recebe” dos contribuintes portugueses, quanto o Estado investe neles, Gaspar dixit. O mesmo para a Justiça. Se, já assim, é acusada, com razão, de ser cara, ficar-se-ia com uma ideia muito mais exacta de quanto, de facto, custa.
Na sua ânsia de deixarem uma marca, os sucessivos governos têm desvirtuado a democracia, reduzida aos debates rituais e às eleições. Não admira o desencanto que as sondagens revelam Todos os dias temos exemplos de que será muito difícil reduzir a despesa. As razões são várias. Desde o equívoco da gratuitidade (das coisas mais perversas que se instalou no imaginário português), até às corporações instaladas no aparelho de Estado. Da inveja mesquinha (os outros têm, nós também queremos) ao desespero legítimo das povoações deserdadas, a quem tudo tiram. Na sua ânsia de deixarem uma marca, os sucessivos governos têm desvirtuado a democracia, reduzida aos debates rituais e às eleições. Não admira o desencanto que as sondagens revelam. Alterar a situação é complicado, eu sei! É preciso respeito pelos cidadãos. Ser capaz de falar claro. O que requer que se saiba do que se fala. E ter coragem de enunciar as opções. Difícil. Indispensável. Será que este regime ainda vai a tempo de se regenerar?
segunda-feira 29.10.2012
opinião
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David Chan*
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macau visto de hong kong
Edifício Koi Fu (鉅富花園)
N
O dia 23 de Outubro, o Governo de Macau decretou subitamente a demolição do bloco 3 do Edifício Koi Fu (鉅富花園) (designado adiante como edifício), alegando que era do interesse público que este fosse demolido nos 30 dias seguintes à ordem ser emitida. Se os proprietários se recusassem a cumprir a ordem, a demolição seria levada a cabo pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transporte (DSSOPT). As despesas seriam suportadas pelos proprietários do edifício. Pela leitura deste primeiro parágrafo os leitores já se devem ter apercebido que, devido ao grande interesse público em causa nesta questão, não me resta outra alternativa senão adiar por mais uma semana a publicação do artigo sobre o Direito Médico. Espero que me perdoem. Voltemos à questão do edifício. Há vários pontos que devem ser discutidos. Primeiro, de acordo com as notícias publicadas no portal Yahoo no dia 23, existiam muitas estruturas ilegais neste edifício. Outra das razões para a ordem de demolição tem a ver com antiguidade. O edifício tinha cerca de 20 anos. Como a idade é um dos factores que contribuem para a ordem de demolição é justo dizer que este factor se aplica a todos os proprietários. Por outras palavras a responsabilidade dos proprietários não se altera pela idade dum edifício. Quanto a estruturas ilegais o caso já muda de figura. Provavelmente nem todos os proprietários construíram estruturas ilegais no edifício, fosse no interior dos apartamentos, ou noutras áreas. Quem as construiu deve ser mais responsabilizado e pagar uma parte maior das despesas de demolição. As provas da inspecção efectuada ao edifício devem ser determinantes para apurar as responsabilidades de cada um dos proprietários. Sem essa notificação os proprietários não saberão qual a sua quota de responsabilidade. No entanto, duvido seriamente que o Governo elabore esse relatório antes da demolição. Os proprietários deviam encomendar um estudo independente para apurar responsabilidades, caso o Governo não o faça. Este relatório é não só vital para o pagamento dos custos de demolição, como também para outras despesas, como custos de mudança, de estragos e de reconstrução. Numa só palavra, esta pesquisa é uma prova fundamental para apurar o grau de responsabilidade de cada um dos proprietários. Para além da questão da responsabilidade
para a escola e os pais estão a trabalhar. Não é fácil arranjar apartamentos com 300-600 pés. O Governo deveria considerar a possibilidade de arranjar locais provisórios para alojar estas pessoas. 4. As medidas acima mencionadas não se aplicam apenas aos proprietários, mas também às lojas e centros comerciais sitiadas junto ao edifício que serão afectadas com a sua demolição. 5. É do interesse público que algumas das ruas circundantes ao edifício sejam encerradas em função do grau de perigosidade de cada uma.
1.Aprovar ou recusar a candidatura ao fundo do Plano. O período de aprovação de 15 dias contido no Plano deveria ser reduzido ao mínimo possível.
A longo prazo o Governo de Macau deveria rever a sua política de habitação, particularmente em relação a casos como o que está aqui em discussão. No curto prazo o Governo deveria, pelo menos, implementar as medidas aqui mencionadas para proteger os bens e as vidas dos cidadãos. Para finalizar há dois assuntos que devem merecer a nossa atenção. Primeiro. Será que as normas de construção estipuladas na Lei 56/96/M precisam de ser revistas? Estarão desactualizadas? Segundo. A responsabilidade do Governo. O jornal de Hong Kong, “The Standard”, datado do passado dia 24 informou que as rachas no edifício já existiam há muito tempo. Esta informação é um sinal de que o Governo precisa de tempo para avaliar os potenciais perigos das construções. Uma vez que a ordem de demolição tem efeito imediato, precisamos de perguntar quanto tempo é que o Governo levou para avaliar os perigos que estavam aqui em causa. Quanto tempo foi preciso para inspeccionar o edifício? Se a inspecção tivesse levado menos tempo a decisão do Governo teria sido mais rápida. Os proprietários teriam tido mais tempo para se organizar. Este raciocínio aplica-se também ao vizinhos do edifício. Por isso temos de colocar algumas questões: O Governo demorou muito tempo a tomar esta decisão? Foi tarde demais? Se sim, qual a sua responsabilidade? Ao contrário de Hong Kong as autoridades de Macau não incorrem em responsabilidade política, apenas responsabilidade legal. No entanto não consigo encontrar que lei estipula a responsabilidade legal neste assunto. No interesse público será agora a melhor altura para examinar a responsabilidade das principais autoridades de Macau?
2. Dar assistência aos inquilinos do edifício nos seus trabalhos de mudança. 3. Estamos em Outubro. As crianças vão
*Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau
Como a idade é um dos factores que contribuem para a ordem de demolição é justo dizer que este factor se aplica a todos os proprietários. Por outras palavras a responsabilidade dos proprietários não se altera pela idade dum edifício. Quanto a estruturas ilegais o caso já muda de figura os proprietários deviam convocar uma reunião imediatamente. Esta reunião devia ser conduzida pela associação de proprietários do edifício. Se esta organização não existir então os proprietários deveriam juntar-se imediatamente. Deveriam aprovar uma resolução de maioria simples (mais de metade) para concorrer a um fundo de apresentação sobre obras em parte comum do edifício (“ 樓宇共同部分之保養及維修簡介”) (designada adiante como “Plano”). Embora a demolição não esteja abrangida pelo Plano, os proprietários podem à mesma concorrer porque os casos de natureza muito urgentes estão ali contemplados. Para além do mais, os proprietários devem ter em linha de conta as consequências pós demolição. A reconstrução do edifício parece ser uma possibilidade. O artigo 1337º do Código Civil pode ser uma ajuda e salvar um proprietário individual que não tenha dinheiro suficiente para a
reconstrução. Se os danos representarem mais de três quartos do total da área do edifício os proprietários podem aprovar uma resolução para a venda do terreno. Se os estragos forem inferiores a três quartos a opção deve ser a reconstrução do edifício desde que pelo menos dois três avos dos proprietários concorde com esta solução. Senão a venda do terreno é a alternativa seguinte. O Governo de Macau, que deve actuar em nome do interesse público, deveria tomar as seguintes medidas imediatamente:
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Veteranos do Sporting no Torneio da Soberania
A pouco mais de um mês e meio do pontapé de saída na edição de 2012 do Torneio da Soberania, a Associação dos Veteranos do Futebol de Macau puxou dos galões e tirou um leão da cartola. As antigas glórias do Sporting Clube de Portugal são a grande atracção da décima segunda edição do Torneio, um certame que reúne antigas estrelas dos relvados de países como a Coreia do Sul, a Malásia ou Cabo Verde e que assinala a passagem de mais um aniversário sobre a transferência de administração do território entre Portugal e a República Popular da China. Jorge Cadete, Fernando Mendes, Leal e Melo são algumas das antigas estrelas do Sporting Clube de Portugal que deverão acompanhar a equipa na deslocação ao Oriente. Em doze concretizações, os leões serão a terceira formação a representar Portugal no principal torneio de veteranos da região do Delta do Rio das Pérolas. O Club Sport Marítimo é a formação lusa que mais presenças coleccionou na competição. A Académica de Coimbra foi a outra formação que se fez representar no certame, sem no entanto repetir a participação. A presença das antigas estrelas do Sporting na 12ª edição do Torneio da Soberania só é, de resto possível, devido aos esforços concertados entre a Associação dos Veteranos do Futebol de Macau e o Sporting Clube do território, colectividade que vai ajudar a custear em parte a deslocação de Jorge Cadete e companhia a Macau. Agendado para o fim de semana de 14 a 16 de Dezembro, o torneio vai voltar a ter os campos do Canídromo e da Universidade de Ciência e Tecnologia como palco. Para além do Sporting Clube de Portugal, a prova vai ainda contar com a participação de equipas oriundas de países e territórios como a República Popular da China, a Malásia, a Coreia do Sul, Cabo Verde, Taiwan, Hong Kong e Macau. – M.C.
segunda-feira 29.10.2012
Médico condenado por usar sémen em tratamentos
Hóquei em patins Macau estreia-se no Asiático
Começar bem... e mal Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
S
ORTES diferentes para homens e mulheres. Enquanto que a equipa masculina da RAEM derrotou a Austrália por 15-7, as jogadoras femininas perderam 15-3 contra a Índia, na jornada de estreia do Asiático de hóquei, ontem, em Hefei, na China continental. Pelas 17h, o pavilhão cheio viu a equipa masculina entrar mal no encontro com os australianos. Depois, quando acertaram o ritmo e as marcações, não deram quaisquer hipóteses. “Entrámos um pouco nervosos por ser o primeiro jogo, mas depois ganhámos ritmo e experiência dentro de campo que nos levaram a dominar o encontro até ao fim”, referiu, pragmático, o seleccionador Alberto Lisboa ao Hoje Macau. Hélder Ricardo (8 golos), Rogério Oliveira (3), Alberto Lisboa e Augusto Fernandes (2, cada) foram os marcadores de serviço. “O jogo com a Austrália não conta para a classificação mas conta para o prestígio. Foi bom ganhar e marcar 15 golos.” Nos femininos, em jogo contra a Índia pelas 18h30, a coisa piou de forma diferente. Apesar de conseguirem equilibrar o desafio durante os primeiros 15 minutos, as jogadoras da RAEM não tiveram capacidade de responder ao poderio apresentado pela Índia. “Entrámos muito bem. Gostei da atitude da equipa, principalmente durante os primeiros 15 minutos. Em algumas alturas o jogo esteve equilibrado mas a falta de ritmo, as lesões e o cansaço foram determinantes para a derrota. De qualquer forma estou muito satisfeito com a atitude das jogadoras”, afirmou Alberto Lisboa. Dulce Atraca Lisboa (2 golos) e Vanessa Amaro (1) marcaram para a equipa feminina de Macau. O pior, agora, são as lesões. “Já não contámos com a Sara, pois lesionou-se no treino da manhã, e há muitas mazelas no resto das jogadoras. Elas deram tudo. Há dores dos joelhos, nódoas negras, rasgões. Vamos ver como é que elas estão para o jogo de amanhã [hoje].”
DAR TUDO POR TUDO
O dia de hoje começa bem cedo para a comitiva de Macau. A equipa feminina começa a jogar às 8h30 contra Taiwan e a masculina joga às 11h contra o mesmo adversário. “Espero uma vitória clara para os homens e o continuar do bom trabalho das mulheres. Desde que não hajam lesões, tudo pode acontecer”, rematou Lisboa que ainda desejou “um bom trabalho das equipas de arbitragem”. Nestes primeiros dois dias de competição apenas a lamentar a alimentação, que não é de longe nem de perto do agrado da Associação de Patinagem de Macau. “A organização, apesar de ser melhor que há dois anos, ainda deixa muito a desejar. A alimentação é muito má e existe muito pó no piso de jogo.”
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Um médico chinês de 47 anos foi condenado a quatro anos de cadeia por utilizar o próprio sémen como parte de um tratamento para mulheres. O clínico, que trabalhava num hospital em Guangxi, recorria ao seu esperma como ingrediente secreto de um tratamento para mulheres com problemas ginecológicos. Segundo a imprensa local, citada pelo portal G1, Ma Lin misturava antibiótico com uma solução salina a que acrescentava o esperma, alegadamente por acreditar que este tem propriedades curativas. O resultado era utilizado para massajar as partes íntimas das mulheres e aplicado em pontos de acupunctura. Wang Juan, uma das pacientes, quando soube que da existência do sémen no tratamento a que tinha sido sujeita pelo médico apresentou queixa na polícia. A mulher tinha sido tratada pelo clínico a uma inflamação pélvica em 2010. Na sequência da queixa, Lin foi detido e julgado em tribunal, sendo condenado a quatro anos de cadeia. A defesa do médico apresentou entretanto recurso da decisão. Desengane-se quem pense que os métodos de Lin são criticados por todos, uma vez que a mesma fonte dá conta de várias mulheres que já saíram em defesa de Ma Lin e em como os seus métodos são eficazes.