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Hoje Macau 26 MAR 2012 #2579

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEGUNDA-FEIRA 26 DE MARÇO DE 2012 • ANO XI • Nº 2578

Ter para ler

TEMPO POUCO NUBLADO MIN 16 MAX 23 HUMIDADE 50-85% • CÂMBIOS EURO 10.6 BAHT 0.2 YUAN 1.2

• VITÓRIA FOLGADA EM HONG KONG COM 689 VOTOS CONTRA 285 DE HENRY TANG

Cy Leung apela à unidade e promete criar “governo limpo e honesto”

PÁGINAS 8 E 9

EXAMES DE CONDUÇÃO

Governo chumba condutores de autocarro com mais de 65 anos e de boa saúde

A idade sem porquês Os deputados pediram, alegando que muitos motoristas mais velhos ainda são o sustento da família. O Executivo foi inflexível - depois dos 65 anos não têm condições. Em Hong Kong, porém, não há limite de idade, desde que se apresente prova de saúde. PÁGINA 3

Taxas de aprovação desceram em 2011 PÁGINA 2

LIGA DE ELITE

Águias com argumentos apagam fogo a Dragões PÁGINA 15


política

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segunda-feira 26.3.2012

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DSAT vai alterar exames de condução

Aumento contínuo de infracções Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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taxa de aprovação nos exames de condução caiu no ano passado, disse, na sexta-feira, Wong Wan director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). E tudo porque a entidade entendeu necessário “mudar alguns costumes”. Em mais um dia de plenário, este quase inteiramente dedicado à questão do trânsito, o director da DSAT afirmou que vão ser revistos os exames de condução, quer teóricos quer práticos. “Temos de aumentar a consciência dos condutores, por isso, vamos rever o modo de exame de condução, agravando-se moderadamente a sua exigência, através do estudo da avaliação por prova teórica e o aumento do número de perguntas sobre a consciência da segurança na condução e atitude correcta de condução. Isto serve para aumentar o conhecimento dos candidatos no que respeita às regras

PROMESSAS

da segurança rodoviária. Quanto à prova prática, os critérios de prova serão mais rigorosos.” No ano passado, foram registadas 460 mil infracções de trânsito,

um acréscimo de 15% face a 2010. Segundo dados da PSP, 423 mil foram por estacionamento ilegal, 1500 por passagem de semáforo vermelho, 8200 por execesso de

Impostos pesados para combater especulação

Reforcem o selo especial Virginia Leung

Virginia.leung@hojemacau.com.mo

O

Presidente da Associação das Ciências Económicas de Macau, Joey Lao Chi Ngai, aponta a implementação do imposto de selo especial e a intenção do Governo de importar cerca de 30 mil trabalhadores como as razões principais para a situação irracional que se vive no mercado da habitação privada, com as transacções no sector a aumentarem em Março. Acredita que é uma situação temporária e que, com a construção de mais habitação pública, a “situação de bolha” neste sector privado se tornará mais evidente. O académico sublinhou que a situação do mercado habitacional é agora bastante diferente, desde a implementação do imposto de selo especial no ano passado, com o preço do metro quadrado a descer. No entanto, o mercado de casas em segunda mão também mostra uma tendência de grande actividade. Isto

pelou o Governo acerca da necessidade de melhorar a segurança rodoviária. O deputado apontou o dedo à DSAT pelos acréscimos que se têm vindo a sentir nas questões mais negativas das estradas – aumento de 100% de desrespeito por sinais de trânsito, de 50% por falta de cinto de segurança e 7% de acidentes. O deputado acusa a DSAT de ser a responsável pela má formação dos condutores e urge medidas mais rigorosas.

deve-se, segundo Joey Lao Chi Ngai, à abertura do Sands Cotai Central e à estimativa do Governo de importação de mais 30.000 trabalhadores, que farão aumentar a procura de habitação. Diz também que as especulações com as notas dragão e de aniversário são prejudiciais ao investimento local e que isso se deve ao crescimento da economia local e à situação de incerteza do mercado global. Joey Lao Chi Ngai pediu ainda para o Governo dar atenção

às grandes quantidades de capital que o macrocontrolo da China Continental tem introduzido no mercado de Hong Kong e que acaba por fluir para Macau.

EXEMPLO DE SINGAPURA

O Presidente da Associação das Ciências Económicas de Macau sugeriu ainda que o Governo considerasse a hipótese de alargar o período do imposto de selo especial e que aumentasse o imposto de compra de casa de não residentes. Dando o exemplo de Singapura, que cobra taxas aos não residentes de 15% a 20 %, sugere que em Macau o imposto possa ser de 20% a 30 %, devido à escassez do território, acrescentando que esta seria uma maneira de combater a especulação estrangeira. A compra de edifícios inteiros por parte de empresas estrangeiras está a ter um grande impacto no mercado da habitação privada em Macau, concluiu.

velocidade e 1100 por condução sob efeito de álcool. Aumentaram ainda os já comuns casos de não cedência a peões nas passadeiras. Ho Ion Sang foi quem inter-

Wong Wan não fala em revisão da Lei do Trânsito Rodoviário, como pedido pelo deputado, mas o director da DSAT afirma que a entidade vai impor mais regras nos exames e não só. “Estamos a melhorar as instalações do trânsito e as rodovias da RAEM, a aumentar o número de semáforos e a construir passagens superiores para peões ou viadutos.” Para José Pereira Coutinho, essa seria a questão primordial, até porque, diz, “se não se resolverem os problemas das vias públicas, o problema dos maus condutores não é erradicado.” Nas promessas da DSAT ficam ainda a realização de mais polícias de fiscalização e campanhas de sensibilização para residentes e turistas.

Lei de Terras já passou à fase final dos trabalhos

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A ultimar revisão

HAN Pou Ha, sub-directora dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), afirmou na sexta-feira estarem a ser ultimados os últimos trabalhos para a revisão da Lei de Terras. Desde 2008 que o diploma espera por alterações, mas isso tem vindo a ser arrastado sem grandes conclusões. Inerente à revisão desta lei está ainda a revisão do cálculo do prémio de concessão, ao qual mui-

tos deputados têm tecido críticas dada a disparidade entre a venda de terrenos públicos e privados, com as terras do Governo a serem concessionadas a preços de saldo, como dizem os membros do hemiciclo. Na sexta-feira, e depois de mais de uma hora de plenário dedicada novamente à questão da pedreira de Coloane – cujo terreno foi concedido a uma empresa de um membro do Conselho

Ausência de retroactivos na Assembleia O Governo só vai justificar a ausência de retroactivos na próxima actualização salarial na função pública quando for à Assembleia Legislativa discutir a proposta, diz José Chu. Entrevistado pela Rádio Macau, o director dos Serviços de Administração e Função Pública recusa-se a explicar por que é que, pela primeira vez desde 1999, o Governo não contempla retroactivos nos aumentos de 6,45% previstos este ano. “Este problema poderá ser esclarecido pelo representante do Governo na altura da discussão na Assembleia. O Governo vai esclarecer na Assembleia. E sobretudo a nota justificativa já tem uma explicação.”

Executivo -, Chan Pou Ha afirmou que tudo está já no fim dos trabalhos. Sem dar prazo certo, a subdirectora da DSSOPT assumiu que há discrepâncias nos cálculos de concessão dos terrenos. Mas, também a transmissão de quotas irá ser revista, a par de outras principais disposições relacionadas com a Lei de Terras: forma de concessão do terreno, prazo para a exploração, alteração da finalidade e fiscalização das terras. - J.F.


segunda-feira 26.3.2012

política

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Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Executivo contra aumentar limite de idade de condutores de autocarros

Idosos sem hipótese um exame de aptidão física e ficam sujeitos a renovação a cada três anos.”

IDADE PROBLEMÁTICA

Para o director da DSAT não há qualquer dúvida: é desaconselhável aumentar HOJE MACAU

Governo descarta totalmente a possibilidade de aumentar o limite de idade para os condutores de autocarros. Wong Wan, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), afirmou na sexta-feira que a decisão surge devido aos motoristas com mais de 65 anos poderem não suportar a intensidade que a profissão exige. “Os condutores profissionais que precisam de conduzir todos os dias, durante um tempo prolongado, em trânsito apertado e movimentado, sofrem pressão tanto física como mental e psicológica, razão por que a intensidade laboral que se lhes exige é grande. Por isso, muitas pessoas com mais de 65 anos, apesar de estarem bem de saúde, não lhes é conveniente dedicar-se aos trabalhos com grande intensidade laboral.” Na sexta-feira, em mais uma tarde de plenário na Assembleia Legislativa (AL), foram muitos os deputados que se mostraram a favor de aumentar o limite de 65 anos para que um cidadão possa conduzir autocarros de passageiros, numa altura em que a escassez deste tipo de motoristas é evidente no território. Lee Chong Cheng foi quem espoletou a discussão, apontando críticas à actual lei. “Muitos condutores estão próximos da 3ª idade, mas são ainda o pilar económico da família. Se cumprirmos a lei vigente – não emitindo licença de condução de pesados de passageiros àqueles que completem 65 anos – muitos condutores terão de se aposentar.” O deputado recorda que muitos destes motoristas estão aptos apenas para este tipo de trabalho, o que, diz, põe em causa a possibilidade de arranjarem outro emprego e, consequentemente, faz a família perder o suporte económico. Mas não é só esta situação que inquieta Lee Chong Cheng. A escassez de recursos humanos nesta área, e a sua tendência para se agravar no futuro, levou o deputado a pedir no hemiciclo a extensão do limite de idade. “Em Hong Kong não há limite de idade e, a partir dos 70 anos, os condutores só têm de mostrar

o limite de idade dos motoristas de autocarros. Wong Wan evoca a experiência do organismo que preside para realçar ser muito improvável a lei sofrer alteração. “A experiência adquirida dos vários acidentes de viação

fatais que se registaram nos últimos anos, por causa do estado de saúde dos condutores profissionais de idade avançada, evidencia que o abrandar das restrições quanto à idade dos condutores profissionais apresenta um risco bastante elevado.” Wong Wan diz ainda que “contar com pessoas em vias de aposentação não é um rumo que o desenvolvimento do sector segue” e que o Governo atribui maior importância à salvaguarda da sua segurança de trabalho do que propriamente à falta de recursos humanos. “A ocorrência repentina de problemas de saúde durante o exercício de trabalho poderá causar descontrolo do veículo, resultando daí acidentes, o que poderá causar danos irreparáveis aos próprios condutores, passageiros e outros utentes da via pública.”

Nem assim os deputados se mostraram satisfeitos. Lee Chong Cheng voltou à carga, apoiado por mais meia dezena de outros membros do hemiciclo, entre os quais Ung Choi Kun. “Claro que a segurança é primordial, mas o Governo tem dados sobre quantos acidentes foram causados dada a idade do condutor?” Au Kam San questionou também Wong Wan – que afirma não haver dados sobre acidentes por não haver condutores actualmente com esta idade – sobre quais são os riscos que motoristas com mais de 65 anos correm mais que outros com menos idade. “O Governo dispõe de dados que demosntrem haver um alto risco quando as funções de motorista são exercidas por profissionais com idade elevada?”

A SOLUÇÃO

Chamar mais jovens para o sector parece ser a solução apontada pela DSAT para colmatar a falta de recursos humanos, mas houve quem, no plenário, apontasse outras possibilidades. “Estes motoristas não têm de trabalhar todo o dia, podem trabalhar a tempo parcial”, afirmou José Pereira Coutinho. “Ponderaram esta

questão da flexibilidade de horários?” Paul Chan Wai Chi sugere que, ao invés do cancelamento da licença, sejam feitos mais exames médicos, até porque “às vezes, o facto de terem mais de 65 anos pode levar os motoristas a conduzir melhor, dada a experiência”. A DSAT continuou, contudo, irredutível e Wong Wan recordou mesmo que, depois de deixarem de ter autorização para conduzirem autocarros de passageiros, os motoristas com mais de 65 anos podem sempre recorrer a outros sectores, como o de táxis. A extensão da idade está, por isso, fora de questão, passando a solução por distribuir incentivos financeiros para a captação de mais jovens. Mesmo estes terão de ser locais, porque o director da DSAT voltou a frisar – uma semana depois do anúncio do Governo – que a importação de condutores está também fora de questão. “Devemos manter o limite em 65 anos para que possam ter licença. No futuro, vamos reforçar os trabalhos de formação e investir em recursos para que esta actividade atraia mais interessados.”


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sociedade

Serviços Meteorológicos em mudança António Viseu, sub-director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) decidiu deixar o cargo para se reformar. De acordo com a Rádio Macau, o responsável deixa os SMG a 1 de Maio, depois de 37 anos a trabalhar na área. António Viseu deverá ser substituído por Florence Leung.

Cidadãos opinam sobre demografia

O Governo vai iniciar mais uma consulta pública, desta vez sobre a politica demográfica. O anúncio foi feito por Chui Sai On em Hefei, capital da província chinesa de Anhui. Segundo a Rádio Macau, o Chefe do Executivo afirmou que o Gabinete de Estudo das Políticas já está a desenvolver os estudos sobre a política demográfica. O projecto pretende “abordar a evolução desde o estabelecimento da RAEM e relacionar o crescimento da população com a forma como a economia e as condições de vida se têm desenvolvido”. Chui Sai On prometeu a realização de uma conferência de imprensa para explicar a consulta pública, antes do relatório.

Mais de metade dos jovens apostam

Um estudo realizado pela União Geral das Associações de Moradores de Macau, também conhecidos como Kaifong, afirma que 70% das crianças e jovens residentes no território fazem apostas. Os jogos preferidos são mahjong e cartas, sem esquecer as slot machines. Segundo a Rádio Macau, foram entrevistados 231 jovens, entre os 10 e 29 anos. Leong Wai Lan, responsável pelo estudo, disse à TDM que mais de metade dos inquiridos admitem entrar em casinos e 60% dos auscultadores são menores de idade. “A maioria diz que entrou sem mostrar o bilhete de identidade.” Os Kaifong pediram ao Governo mais atenção para o fenómeno e maior fiscalização junto dos espaços de jogo. PUB

segunda-feira 26.3.2012

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Ministério Público com “medidas de coacção necessárias”

Menor violada por dois jovens

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Ministério Público (MP) já aplicou “as medidas de coacção necessárias” sobre o caso em que dois jovens terão, alegadamente, cometido o crime de abuso sexual sobre uma vítima menor. Depois de analisado o caso pelo delegado do Procurador titular do processo, o MP considerou existirem “fortes indícios do crime de estupro”, tendo aplicado, com a autorização do juiz, medidas como apresentação periódica às autoridades, proibição de ausência e proibição de contactos com a vítima.

Os suspeitos têm idades compreendidas entre os 17 e os 18 anos e ambos o apelido Wong. Em Janeiro deste ano, a vitima conheceu os dois suspeitos do crime através da internet. A relação evoluiu para um namoro, que terá acabado pouco tempo depois. No passado dia 9 de Fevereiro, um dos jovens telefonou para a vítima para marcar um encontro. Esta terá concordado em encontrar-se no apartamento de outro suspeito, onde terão ocorrido os abusos. A polícia já está novamente a tomar conta do caso para mais investigações.

18 casos de abuso sexual Dados revelados pelas Forças de Segurança apontam para a ocorrência de 18 casos de abuso sexual em 2011. Contudo, o Ministério Público (MP) terá deduzido apenas cinco acusações. Dos 12 anos de instituição da RAEM, 2010 revelou-se o ano com mais ocorrências, tendo sido registados 23 casos de abuso, com o MP a levar cinco à barra dos tribunais. Estes números foram revelados ao programa Paralelo 22, da Rádio Macau, no âmbito da reportagem intitulada “Choro em surdina”.


segunda-feira 26.3.2012

IPOR com orçamento aprovado tempo parcial, o que é difícil, porque não temos em Macau um mercado de professores de língua portuguesa.” Recentemente, Ana Paula Laborinho admitiu à Rádio Macau que a crise financeira em Portugal poderia afectar o IPOR. “Naturalmente não vou esconder que estamos num momento particularmente difícil em Portugal, e que essa diminuição dos nossos meios também se irá reflectir na contribuição associativa do IC para o IPOR.” Afirmou, contudo, que Macau continua a ser “uma aposta”.

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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EPOIS de anunciados os lucros conseguidos no ano passado, o Instituto Português do Oriente (IPOR) está preparado para continuar a dinamizar a língua portuguesa deste lado do mundo. Rui Rocha, presidente da instituição, disse que o orçamento para 2012 já está aprovado e que o organismo tem capacidade para lidar com eventuais cortes que surjam de Portugal. “Pode haver uma crise, mas conseguimos arranjar receitas para cobrir os cortes a que nos obrigam. O que nos pediram foi, de facto, para reduzir o orçamento. Convém dizer que a 31 de Dezembro todas as despesas de funcionamento estavam pagas, não houve dívidas transitadas para 2012. Se as pessoas pedirem para cortar, a gente corta, mas vamos arranjando mais receitas também.” Rui Rocha remete mais detalhes sobre o orçamento para a presidente do novo Instituto Camões. “Preferia que fosse a doutora Ana Paula Laborinho a falar sobre esse assunto. Se tenho orientações para fazer, faço e corto, sem alterar o funcionamento normal do serviço.

OBRAS NO CONSULADO

Se a doutora Ana Paula Laborinho não sabe quanto é que é, ela que diga, porque não me quero sobrepor aos porta-vozes da Assembleia-Geral e dos sócios.” O presidente garante que o IPOR não deverá sofrer mudanças. “O novo plano financeiro é mais ou menos igual. O serviço não vai ficar

lesado em termos da sua acção cultural, sobretudo na sua acção de divulgação e promoção da língua.”

APOSTA EM MACAU

Para já, os cortes revelam-se na publicação de menos manuais de língua portuguesa. “Tínhamos previsto quatro livros para este ano, só va-

mos fazer três. E já é muito bom, porque ninguém previa que houvesse um.” Também não existe folga orçamental para novos docentes. “O número de professores tem de se manter. Vamos cobrindo as nossas necessidades e lacunas com professores a

A diminuição do número de alunos do Curso Geral entre o primeiro e o segundo semestre levou à saída do IPOR da Escola Portuguesa de Macau (EPM). Contudo, o projecto de construção de duas salas no Consulado “será sempre oportuno, para a eventualidade de um crescimento”. Rui Rocha garante que as obras estão a ser analisadas entre o IC e o Ministério dos Negócios Estrangeiros. “É uma decisão que não me cabe a mim tomar, até porque terá de ser o IC, que é Negócios Estrangeiros, que depois falará com o senhor cônsul. Ainda não fiz qualquer previsão orçamental para isso. Se os associados falarem sobre esse assunto, negoceiem e tentarei arranjar o dinheiro para cobrir esse excesso. A minha função aqui é fazer uma gestão orçamental adequada para criar resultados positivos.”

Outro grande projecto do IPOR para os próximos meses é dar “uma resposta adequada” aos esperados 2050 alunos, conseguidos, em parte, graças ao sucesso da divulgação nos canais de comunicação chineses.

Questão “disparatada” Para Rui Rocha, está ultrapassado o facto de Ana Paula Laborinho ter afirmado que soube da falta de espaço do IPOR “pelos jornais”. “Foi uma questão que gerou alguma polémica absolutamente disparatada, não fez qualquer sentido. Houve uma leitura um pouco enviesada do que aconteceu. Estava previsto no orçamento o aumento do número de alunos e consequentemente a indicação de que iríamos contactar a EPM para nos ajudar na promoção da língua portuguesa. Isso foi feito, estava dito claramente quando foi aprovado o orçamento, a 7 de Abril do ano passado. Foi um desentendimento.” Os comentários sobre a manutenção de Ana Paula Laborinho à frente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua ficam na gaveta. “Em relação ao que será o futuro do IC, não tenho bolas de cristal para isso.”

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Cheong U fala de docentes despedidos O Director da Secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, declarou que a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude está a analisar a situação do despedimento de professores numa escola privada e que acredita que os procedimentos desse estabelecimento de ensino devem ter sido tomados de acordo com a legislação em vigor. Se não tiver sido esse o caso, o assunto terá de ser analisado por outros departamentos competentes.

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Crise em Portugal não assusta Rui Rocha

CARMO CORREIA

Em mais um Dia Aberto promovido pelo Instituto Português do Oriente, Rui Rocha garantiu que o organismo tem capacidade para lidar com eventuais cortes e gerar receitas

sociedade

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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 196/AI/2012 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se 蔣振球, que, na sequência do Auto de Notícia n.º 27/DI-AI/, de 09.., levantado pela DST, por prestação ilegal de alojamento da fracção autónoma situada na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 13, 6° andar D, bem como por despacho do signatário de 21.., exarado no Relatório nº 197/DI/, de 15.., Auto cuja fotocópia se anexa, aqui se dá por reproduzida e faz parte integrante desta notificação, foi determinado a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas), e ordenado a cessação imediata da prestação ilegal de alojamento no prédio ou da fracção autónoma em causa, nos termos do n˚1 do artigo 10º e n˚1 do artigo 15°, todos da Lei nº 3/2010. ------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o n° 1 do artigo 16° dos Lei n° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n° 2 do artigo 16° do mesmo diploma. ----------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, a interpor no prazo de dias, conforme estipulado na alínea do n° 2 do artigo 25° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n° 110/99/M, de 13 de Dezembro e no artigo 20° da Lei n° 3/2010. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------Haverá lugar à execução imediata de decisão caso esta não seja impugnada. --------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção nºs 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18° andar, Macau. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, em Macau, aos 21 de de 2012. O Director dos Serviços, João Manuel Costa Antunes


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segunda-feira 26.3.2012


segunda-feira 26.3.2012

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MA influente publicação chinesa proclamou sexta-feira que “chegou a altura de a China mudar o seu sistema de Governo”, num invulgar apelo a favor da “urgência de reformas políticas”. “Nos últimos 30 anos, a China foi firme na reforma de algumas áreas, mas noutras foi frouxa”, diz a Caixin, revista de referência no jornalismo de investigação local, num editorial publicado na sua edição online. “A falta de progresso nas reformas políticas está hoje a travar todo o projecto.” Apoiando a última intervenção pública do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, o editorial afirma que o processo de “Reforma e

Influente revista de Pequim alerta para a “urgência de reformas políticas”

Querem mudar o sistema de governo Abertura”, iniciado no final de década de 1970 e que transformou a China na segunda maior economia mundial, “está numa encruzilhada”. “A reforma deve ser gradual mas firme (...) O Partido Comunista realizará em breve o seu 18ª congresso, sendo esperado algum progresso na

promoção da democracia interna, incluindo eleições competitivas.” Na semana passada, numa conferência de imprensa em directo pela televisão, Wen Jiabao alertou que “sem uma bem sucedida reforma política será impossível realizar plenamente as reformas económicas”. “Poderemos

Advogados terão de jurar lealdade ao Partido Comunista

A promessa

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nacional

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S advogados chineses terão de jurar lealdade ao Partido Comunista Chinês (PCC) para poderem exercer, de acordo com uma nova lei que o governo da República Popular da China aprovou, noticiou na quinta-feira a imprensa oficial do país. De acordo com a agência Nova China, que cita fontes do Ministério da Justiça chinês, qualquer advogado que se inicie agora na profissão, ou que precise de renovar a licença profissional, terá de jurar fidelidade ao partido nos três meses seguintes à obtenção do certificado. No juramento, os advogados prometerão também promover a justiça social, serem honestos e respeitarem a constituição e

a lei chinesa, segundo o sistema socialista, refere a agência oficial. O PCC, diz a Nova China, considera que esta medida é um passo importante para garantir a “integridade” dos advogados. Organizações de Defesa dos Direitos Humanos têm vindo a chamar a atenção para as pressões que os advogados sofrem na China, com relatos de violência física e detenções arbitrárias. Segundo um relatório da organização Human Rights Watch, diversos advogados chineses detidos em 2011 asseguram ter sido interrogados, ameaçados e obrigados a garantir que não divulgariam as suas opiniões a ninguém, incluindo diplomatas estrangeiros, jornalistas e redes sociais na Internet.

perder o que já ganhámos nesta área e uma tragédia histórica como a Revolução Cultural poderá voltar a acontecer”, acrescentou o primeiro-ministro chinês.

INJUSTIÇA E RESSENTIMENTO

As palavras de Wen Jiabao , diz o editorial da Caixin , “mostraram claramente

a urgência das reformas políticas, que a China já não pode adiar ou evitar”. O editorial saúda ainda os “espantosos avanços” feitos pela China nos últimos 30 anos, mas salienta que “os problemas também abundam”. “Corrupção, injusta distribuição da riqueza e falta de confiança na sociedade criaram um profundo ressentimento.” Segundo o editorial, “os recentes acontecimentos tornaram claro como cristal que chegou a altura de mudar o sistema de Governo da China”. “Mas há demasiadas pessoas que se opõem às reformas (políticas) e o nosso maior problema hoje é uma liderança indecisa.” O editorial considera “exemplar” o desfecho da rebelião popular em Wukan, sul da China, que culminou com a demissão dos líderes locais, acusados de corrupção, e a eleição, por sufrágio directo, de um novo comité de aldeia, em Fevereiro passado. “Os nossos líderes vacilam porque receiam que as reformas políticas causem instabilidade, mas a realidade mostra que estão errados.” O XVIII Congresso do PCC, convocado para o segundo semestre deste ano, irá eleger a liderança do país para a próxima década.

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Censura ao golpe de estado no Mali

A China condenou na sexta-feira o golpe de estado no Mali e apelou a todas as partes envolvidas para tentarem restabelecer a ordem no país africano, onde as tropas rebeldes expulsaram do poder o Presidente Amadou Toumani. “Opomo-nos à tomada inconstitucional do poder”, disse o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei. O primeiro golpe de Estado no Mali em 21 anos provocou fortes reacções da comunidade internacional, com a China a juntar-se aos apelos à calma. “Apelamos a todas as partes no Mali para darem prioridade aos fundamentais interesses do país e da população e apelamos ao regresso à ordem, para manter a unidade nacional e à estabilidade”, disse Honh, em conferência de imprensa. O comércio bilateral entre a China e o Mali fixou-se em cerca de MOP 3200 milhões nos primeiros 11 meses de 2011, mais 44,1% do que em comparação com 2010.

China monta alarme contra fugitivos da Coreia do Norte

Denúncia silenciosa

A

China instalou um sistema de alarme silencioso dentro das casas de uma cidade fronteiriça, divulgou a agência sul-coreana de notícias Yonhap na sexta-feira. O sistema foi concebido para permitir que os moradores enviem secretamente um sinal para a polícia se fugitivos norte-coreanos chegarem às suas casas em busca de ajuda. O sistema pode transmitir o diálogo entre o proprietário de uma casa e os seus visitantes. As

autoridades chinesas pretendem expandi-lo a outras áreas que fazem fronteira com a Coreia do Norte, disse a agência. “Se carregar num botão vermelho na parede, um sinal é enviado para a esquadra de polícia”, disse um homem à Yonhap. O homem, que não se identificou, disse que viu o dispositivo durante uma recente viagem a um familiar na zona fronteiriça, no nordeste da província de Jilin Yanbian.AYonhap afirmou que a China intensificou a repressão em áreas de fronteira desde que a Coreia do Sul criticou a repatriação de dezenas de refugiados norte-coreanos em Fevereiro. Seul, tal como a Agência de Refugiados da ONU e a Amnistia Internacional, tem pedido repetidas vezes a Pequim para tratar os fugitivos do Norte como refugiados e não os enviar de volta.

Nova fórmula oficial na relação com Taiwan

O primeiro-ministro de Taiwan, Sean Chen, afirmou no fim-desemana que a fórmula “um país, duas áreas” regula a relação com a China na actual presidência de Ma Ying Jeou e está de acordo com a Constituição da ilha. A fórmula utilizada pela administração do presidente Lee Teng-hui (19962000), do partido Kuomintang, era de “relações especiais entre dois países” e passou a ser “um país de cada lado do estreito de Taiwan”, quando o presidente Chen Shuibian, exerceu o poder, entre 2000 e 2008. Além da nova fórmula, as relações entre os dois lados do estreito de Taiwan funcionam também com a aceitação do Consenso de 1992, no qual tanto Pequim como Taipé aceitaram a existência de “uma só China”, mas que cada lado define de forma diferente.


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especial hong kong

segunda-feira 26.3.2012

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fidencialidade, ao acusar o rival de defender a polícia de choque e o uso gás lacrimogéneo para conter protestos, em 2003, numa reunião do Conselho Executivo, facto que lhe valeu duras críticas. As polémicas acabaram por se reflectir na votação de ontem, já que obteve menos 94 votos do que as nomeações que alcançou na fase de formalização da candidatura. Apesar de o nome de CY Leung ter surgido associado às tríades e a irregularidades no concurso de ‘design’ do bairro das arte de Kowloon realizado há dez anos, o tecnocrata sagrou-se vencedor do escrutínio, preparando-se para suceder a Donald Tsang, que termina o mandato a 30 de Junho, na liderança dos destinos da antiga colónia britânica.

FAZ DE CONTA

Vitória folgada de CY Leung nas eleições para líder de Hong Kong

Escândalos derrotam Henry Tang

O

antigo membro do Conselho Executivo CY Leung venceu ontem as eleições para Chefe do Executivo de Hong Kong à primeira volta. CY Leung venceu as eleições para Chefe do Executivo de Hong Kong com 689 votos, contra os 285 conquistados por Henry Tang no seio do colégio de 1.200 membros. Já o candidato do campo democrata, Albert Ho, não foi além dos 76 votos.

Aplausos ecoaram na sala depois da vitória de CY Leung, de 57 anos, enquanto milhares de manifestantes se reuniam no exterior num protesto em defesa da democracia. A sua vitória veio confirmar os resultados das sondagens, que o apontavam como favorito. O tecnocrata CY Leung partiu para a corrida em segundo lugar – nomeado por 305 membros do comité eleitoral, atrás dos 379

que apoiaram o também candidato pró-Pequim Henry Tang -, contudo, começou a ser apontado como vencedor desde o primeiro debate, beneficiando, no decorrer da campanha, das polémicas que tiveram o seu principal oponente como protagonista. Henry Tang, ex-número dois do Governo de Hong Kong, foi perdendo vigor com o estalar continuado de escândalos, aliás, foco principal de debates e de jogos

de bastidores no seio do campo pró-Pequim. Desde relações extraconjugais, aos rumores de um filho ilegítimo até às obras ilegais em sua casa, pelas quais responsabilizou a mulher, Henry Tang foi “condenado” na praça pública e chegou a ser pressionado, em várias frentes, a abandonar a disputa.

INCONFIDÊNCIAS

Um outro erro, mais recente e tido como “fatal”, foi a quebra de con-

Entretanto, uma eleição simulada que contou com a participação de mais de 220 mil pessoas, rejeitou os três candidatos, optando por votar em branco, em sinal de descontentamento para com o actual sistema. Do total de 222.990 votos contabilizados, 54,6% foram em branco. A adesão superou em quatro vezes as expectativas, já que o mentor do projecto, o académico Robert Chung, tinha adiantado à agência Lusa que esperava a participação de, pelo menos, 50 mil pessoas e que o dobro seria “ideal”. Segundo analistas, citados pela imprensa do território, a elevada adesão ao escrutínio “alternativo” demonstra a resposta negativa à obscura atmosfera política das últimas semanas e a resistência à natureza do “pequeno círculo”, de 1.200 membros, que escolhe o Chefe do Executivo.

Chui Sai On envia felicitações e promete “cooperação intensa”

O

vencedor e os derrotados das eleições, embora com sentimentos diferentes foram unânimes na defesa dos direitos e da liberdade em Hong Kong. Falando aos jornalistas no final do escrutínio, em que se sagrou vencedor, pediu às pessoas de Hong Kong para se unirem em torno da sua liderança, assegurando que vai assumir a “enorme tarefa” de liderar os destinos da Região Administrativa Especial com humildade e gratidão. “Espero vir a cooperar com o Albert Ho e com Henry Tang no futuro”, disse, acrescentando que a “a cooperação começa agora, apesar da dura competição que desenvolvemos durante a campanha eleitoral”. Leung prometeu que enquanto

O que eles dizem

Chefe do Executivo irá promover a mudança, mas manter a estabilidade. “Irei proteger os valores nucleares: o cumprimento da lei, a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão são valores fundamentais para manter um elevado grau de autonomia em Hong Kong. Aceitaremos a fiscalização da população e daremos o exemplo, criando um governo limpo e honesto.”

FALAM AS DERROTAS

O candidato derrotado Henry Tang declarou que iria continuar a lutar pelo sufrágio universal em Hong Kong. “Hoje não é o fim”, disse Tang. “Continuarei a servir fervorosamente o povo e a lutar pelo sufrágio universal durante os próximos cinco anos.”

O terceiro candidato, do partido Democrático, Albert Ho, recusou estar presente na contagem dos votos e no anúncio do vencedor, mas apareceu mais tarde rodeado de apoiantes com cartazes que diziam “Sufrágio Universal, Já”. “A eleição de hoje é uma flagrante intervenção de Pequim”, disse Ho. “Iremos continuar a fiscalizar a administração de Leung para defender os direitos e a liberdade dos cidadãos de Hong Kong.”

PALAVRA DE CHUI SAI ON

O líder do Governo de Macau, Fernando Chui Sai On, endereçou entretanto a CY Leung uma mensagem de felicitações pela vitória nas eleições para Chefe do Executivo de Hong Kong.

Chui Sai On destaca, num comunicado oficial, que, ao longo dos últimos anos, Macau e Hong Kong “têm cooperado intensamente, designadamente na implementação do projecto de construção da Zona Metropolitana do Delta do Rio das Pérolas e da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau”. O dirigente máximo de Macau defendeu também que os Executivos das duas Regiões Administrativas Especiais chinesas “irão, com base na constante colaboração existente, estreitar e promover ainda mais as relações amistosas e intensificar a cooperação, para criar um futuro melhor e aumentar a qualidade de vida dos seus residentes”.

Polícia usa gás pimenta contra manifestantes

A polícia usou ontem gás pimenta contra os manifestantes que protestavam de forma tumultuosa contra o chamado “pequeno círculo” da eleição do novo Chefe do Executivo de Hong Kong, noticiou a televisão local. Segundo a Rádio Televisão de Hong Kong, os manifestantes reuniram-se fora do local da eleição, no Centro de Convenções em Wanchai. Entre os manifestantes atingidos pelo gás pimenta, encontrava-se o líder do Partido Trabalhista, Lee Cheuk-Yan, revela a mesma televisão, acrescentando que antes de lançar o spray, a polícia fez um alerta para que os manifestantes parassem de tentar romper o cordão policial.


segunda-feira 26.3.2012

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antigo membro do Conselho Executivo CY Leung é visto como um tecnocrata que pode introduzir “mudanças estruturais” em Hong Kong. De origens mais humildes do que o seu principal adversário - Henry Tang -, Leung Chun-ying, ou CY Leung, 57 anos e filho de um polícia, estudou Administração Pública em Londres, onde trabalhou numa loja chinesa e deu explicações da língua aos filhos dos imigrantes para complementar a bolsa de estudo. A sua faceta humana é, aliás, sublinhada na página electrónica da sua candidatura, onde descreve, na primeira pessoa, detalhes da vida privada, desde os tempos de estudante - em que andava quase uma hora a pé para chegar à universidade e chegou a fazer um filme e teatro -, até às férias em família, já casado e com três filhos, respectivamente ilustradas com fotos. Visto como “mais articulado e eloquente” do que Henry Tang, o também candidato ‘pró-Pequim’ foi, por vezes, referido como o Barack Obama das actuais eleições. “Juntos vamos construir uma sociedade de Hong Kong mais próspera, justa e progressiva”, disse em entrevista à agência Lusa, ao frisar que o seu manifesto “reflecte as opiniões das pessoas comuns, assim como dos negócios e dos outros sectores”. Nos debates, CY Leung não se distanciou muito dos concorrentes nos campos da saúde, habitação e

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De empregado de loja chinesa em Londres até à cadeira do poder

Uma subida feita a pulso

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ONALD Tsang cessa funções como Chefe do Executivo de Hong Kong a 30 de Junho, mas sem a popularidade de outrora, beliscada pelo impacto da crise mundial no centro financeiro e sobretudo pelos “erros” que marcam o final do segundo mandato. Donald Tsang chegou à cadeira do poder há sete anos, para substituir, a meio do mandato, Tung Chee-hwa que, depois de uma sucessão de fracassos políticos e protestos, se demitiu em Julho de 2005 alegando problemas de saúde. Em 2007, acabaria por ser reconduzido para um segundo mandato, derrotando o candidato do campo democrata, Alan Leong. Nascido em 1944 e com carreira feita na Administração Pública da antiga colónia britânica, Donald Tsang ocupou o cargo de Secretário das Finanças em 1995, granjeando admiradores com a recuperação da economia e a baixa taxa de desemprego da Região Administrativa Especial.

especial hong kong

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educação. Já na assistência social, CY Leung colocou reservas ao apoio mensal de cerca de MOP 3.000 sugerido por Henry Tang. “Temos de ver se os dinheiros públicos são bem gastos”, respondeu perante o comité eleitoral.

PELO DEBATE

CY Leung assumiu a prioridade de melhorar “os canais de comunicação” da administração pública, que descreve como “altamente eficiente e profissional” e entre “as melhores do mundo”. Sobre o possível sufrágio universal, em 2017, referiu as “opiniões fortes e diversificadas” das pessoas de Hong Kong e sugeriu o “debate público dentro dos parâmetros estabelecidos” para a obtenção de consenso. CY Leung partiu para a corrida em segundo lugar - nomeado por 305 membros do comité eleitoral, atrás dos 379 que apoiaram Henry Tang - mas era dado como vencedor desde o primeiro debate, com as sondagens a indicarem uma distância larga para o seu principal rival e a imprensa de Hong Kong a atribuir-lhe a vitória nos últimos dias, com base na alegada mudança de posição de Pequim. O “confiante e razoavelmente

optimista” CY Leung, conforme se declarou no final do último debate público, enfrentou, porém, alguns obstáculos para alcançar a cadeira do poder.

MÁS COMPANHIAS

Além de o seu nome surgir associado às tríades, CY Leung começou na terça-feira - a cinco dias do escrutínio - a ser ouvido por um comité do Conselho Legislativo sobre irregularidades no concurso de ‘design’ do bairro das arte de Kowloon (Hong Kong) do qual foi júri há dez anos, num processo que vai continuar a evoluir após as eleições. CY Leung é ainda acusado por Henry Tang de ter defendido o uso de gás lacrimogéneo sobre manifestantes, em 2003, numa reunião governamental à porta fechada. Mas a sua estratégia no terreno manteve-se. “Vou tentar o meu melhor para ganhar o apoio de todos os membros do comité eleitoral, incluindo daqueles que não me nomearam porque, no final, Hong Kong vai ter de contar com todos, porque Hong Kong não pertence apenas a 1.200 pessoas (número de membros do colégio que elege o Chefe do Executivo), mas a sete milhões.”

Donald Tsang abandona sem a popularidade de outrora

A década de ouro falhada

Contudo, o católico, que um dia disse não haver razões para abdicar do título de “Sir” que a rainha de Inglaterra lhe atribuiu pelos seus serviços a Hong Kong, cometeu “pecados” na etapa derradeira do segundo mandato que lhe “mancharam” o percurso, agravados por uma conjuntura pouco satisfatória.

A DESCER

Donald Tsang “chegou ao poder com uma popularidade elevada que está consideravelmente mais baixa do que quando iniciou funções”, avaliou o director da faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Hong Kong, John Burns, à agência Lusa, que entende que a acção governativa de Tsang revela “falta de visão” e “capacidade de implementação de políticas”, já que “o

Governo falhou em muitas áreas ao não proporcionar novas iniciativas políticas”. O último mês e meio de Governo fica ainda marcado pelo estalar de polémicas relativas a viagens privadas não autorizadas, - em família e com amigos, incluindo empresários do jogo de Macau

-, as quais levantaram rumores sobre a possibilidade de terem sido pagas pelo erário público ou pelos seus amigos em troca de favores, bem como de influência. Além das polémicas e das críticas de que Donald Tsang tem vindo a ser alvo pelas estratégias políticas

que tomou (ou pela falta delas), a fase final do seu poderio foi também fortemente afectada pelo recuo da economia do centro financeiro.

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!

Uma desaceleração económica fruto da diminuição

da procura e consequente diminuição das exportações - área chave na Região -, impulsionadas pela crise mundial. Depois de no último trimestre de 2011, a economia do território ter crescido apenas três por cento, o líder do Governo foi obrigado a rever em baixa as previsões para 2012, tendo traçado um quadro muito pouco animador de um crescimento de apenas um a três por cento. No plano interno, a actuação de Tsang é também medida pela subida da inflação, fixada em 5,4 por cento em Fevereiro. Por outro lado, e apesar da “década de ouro” que prometeu ainda não ter dado sinais de si, Donald Tsang cumpriu algumas promessas de relevo como a implementação de um salário mínimo, o aumento da escolaridade gratuita para 12 anos ou as reformas políticas para este ano.


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entrevista

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segunda-feir

GONÇALO LOBO PINHEIRO

Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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Á apareceu alguém para jantar que o tenha posto à prova? Sim, quando entrou pela cozinha o chef Robuchon o meu coração acelerou bastante. Já o tinha conhecido num acaso, e ele entra e diz: “Martin!”. É um dos expoentes máximos da cozinha no mundo e como este espaço do Guincho a Galera tinha sido um dos restaurantes dele, veio cá ver a minha cozinha. Até fez um petiscozinho rápido. O que retirou dessa visita inesperada? Senti que às vezes somos muito, mas na realidade não somos nada. Colocamos tanto as pessoas num pedestal e afinal podem ser tão simples. Da mesma maneira que se for à minha terrinha vão olhar

para mim e dizer: “Olha o menino Martinho, agora é o chef Martinho Moniz.” Senti que o chef Robuchon queria mais perceber o que eu fazia do que questionar. Já teve outros convidados ilustres? Portugueses conhecidos do público, como o José Rodrigues dos Santos. Já veio cá o topo do Governo de Macau, o Chefe do Executivo Fernando Chui Sai On. E outras pessoas que ainda não reconheço. Com este restaurante a gastronomia portuguesa eleva padrões em Macau? Sim, era importante que a gastronomia portuguesa desse um salto em Macau e isto não são só palavras minhas. Há muita gente a dizer que em 10 anos a cozinha portuguesa desceu muito. Perderam-se valores e vão-se alterando os paladares para o gosto chinês. Vai-se identificando a

Martinho Moniz - Chef de cozinha

Rendido à China Já comprou “duas casinhas junto à igreja” para daqui a 20 anos abrir um restaurante na aldeia natal. Agora, porém, o objectivo é outro: dar cartas no Oriente de que cada vez gosta mais

cozinha portuguesa como macaense e está na altura de dizer que a cozinha portuguesa é mais do que ‘african chicken’. Aliás, nem reconheço esse prato como português. Essa influência chinesa é pior? Não, de maneira alguma. É diferente, tinha uma ideia errada do que era um restaurante chinês. Os chineses são extremamente sensíveis à cozinha, sabem pontos de cozedura, marinadas fantásticas. A cozinha chinesa é das mais complexas que existe. Um dia quero aplicar o conhecimento adquirido nesta terra, quero fazer dumplings e noodles. Nota diferenças nos critérios de segurança e higiene alimentar? Há uma evolução normal, em Portugal não é diferente. Lá tivemos a felicidade de ter umaASAE. Mas em casas destas há um nível de exigência muito grande. Entra-se na minha cozinha, vê-se


ra 26.3.2012

Perderam-se valores e vão-se alterando os paladares para o gosto chinês. Vai-se identificando a cozinha portuguesa como macaense e está na altura de dizer que a cozinha portuguesa é mais do que ‘african chicken’. Aliás, nem reconheço esse prato como português que é limpa. E não é porque hoje vai haver fotografias (risos). Se formos para Portugal também vemos cozinhas menos cuidadas, as pessoas é que vão olhando para os vizinhos e vão-se apercebendo que se está tão limpinho “por que também não o fazemos”? Aqui, nas casas tradicionais de rua, ainda não se olhou para o vizinho? São restaurantes de povo, que gosta de se sentir à-vontade. Num restaurante chinês quanto mais confusão houver mais se cativa o chinês local. Em Hong Kong pode-se entrar no top mas encostado àquele arranha-céus de 40 andares está uma senhora com uma barraquinha a vender os noodles e com uns bichinhos a passar ao lado. E tem sucesso. O que acha dos outros restaurantes portugueses? Já falou com cozinheiros desses restaurantes? Entro sempre de mansinho. E quando vêm tentar saber, depois de alguma insistência, digo que sou chef no Casino Lisboa. E aí as pessoas dizem: “Ah já podia ter dito”. Se me perguntam directamente o que acho dos pratos, sou honesto e dou a minha opinião. E digo - se for preciso - “por mim fazia desta e daquela maneira, mas se a casa está cheia para que é que vais mudar alguma coisa?”. Tem algum de eleição? O Fernando do Hac Sa é o meu restaurante preferido. Adoro estar ali naquela esplanada. Só acho que se devia comer na rua o franguinho assado. Gosto da simplicidade. É uma casa perfeitamente à vontade, não se anda de régua e esquadro, é tudo mais liberal. Gosta de explorar os mercados? Comprar alguma coisa para o restaurante aqui nos mercados é uma dor de cabeça. Trabalho com um departamento de compras e falam chinês, então quando quero comprar uma coisa digo: “quero isto com 20cm”. Se eu falo com eles, tudo bem. Se vou sozinho ao mercado, peço o mesmo e não consigo. E mais, quando vou ao mercado em Portugal, levanto-me às seis da manhã. Um dia destes queria comprar umas lulas e tive de esperar até às 10h para recebê-las, pois só a essa hora chegam. Portanto, ir ao mercado só em dias de folga e com muito tempo. O que costuma preparar em casa? Normalmente quando como em casa é noodles (risos). Não, a verdade é que quando tenho folga gosto de ter a possibilidade de conhecer outros restaurantes e então vou rodando. Mas também gosto muito de cozinhar em casa.

entrevista

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Já utilizou os seus dotes culinários para impressionar alguém? Não, mas quando se está com a pessoa certa, um simples pacote de batatas e uma garrafa de vinho já podem fazer a diferença. Como noutras vezes há momentos em que temos de procurar um Robuchon, que temos de gastar um bocadinho mais para se chegar lá e alcançar o toque do coração. Mas usa a culinária como uma arma secreta? Às vezes, para aproximar pessoas. Quando vira tema de conversa, sinto-me completamente à vontade. E quando estou a cozinhar ou quando faço uma festa ou estou com grupos de amigos, tento não dar a comida feita. Convido-os todos a ir à cozinha. Quando podemos partilhar e estar todos em festa, tento ensinar o que sei. Posso criar ali um ambiente giro na preparação.

E o Guincho a Galera está longe de ser para o “povo”? Este restaurante é acessível a toda a gente, porque é caro mas não tanto assim. Temos tantas experiências de gastar dinheiro em coisas que não têm qualquer graça, porque não ter às vezes um miminho e a oportunidade de usufruir uma experiência diferente? Por que temos de sair todos os dias ou todas as semanas, e não vamos fazer algo diferente?

vistos. Se calhar perde-se muita coisa, a família, o convívio, os valores. Não conheço muitos portugueses aqui, por exemplo. São muito nariz no ar. Estou sempre a sorrir, mesmo chateado, e aqui não sinto empatia ou afinidade com a comunidade portuguesa.

A cozinha portuguesa e os portugueses ainda têm lugar em Macau? Então não têm?! Até em Hong Kong. Tive conhecimento que nos tempos da II Guerra Mundial Hong Kong foi gerida por portugueses. Daí a existência do Clube Lusitano. Está-se a perder um pouco, mas ainda somos muito bem

O que pensa de uma feira gastronómica com chefs de Macau a abrirem portas às suas cozinhas? Seria um sucesso. Os chineses adoram comer. O problema é que as casas às vezes não gostam disso, dar a conhecer os seus segredos, e a intimidade das suas cozinhas, não é em todo o lado que

Portanto, é difícil a integração na comunidade portuguesa? Sim, nem sei onde é que os portugueses se encontram.

Um restaurante acessível a todos? É um restaurante de povo. Ao fundo tem uma taberna portuguesa - com copos de vinho para dentro e fora do restaurante -, ao centro tem um lagar onde, uma vez por ano, se vai fazer vinho, há uma lareira gigante em que se assa porco ou vitela gigante e ao lado se tira o pão do forno, o pão no meu restaurante é trabalhado à mão e as pessoas têm de se levantar e ir buscar sopa ao pote. A ideia é ter lá uma senhora idosa a encher chouriços, ninguém vê isso. E alguém a coser morcelas, que mesmo que rebentem, toda a gente vai querer provar porque são feitas ali, na hora.

se pode entrar dentro de uma cozinha de um restaurante. Teria de haver uma associação por trás, como aAssociação dos Chefs Cozinheiros de Macau, por exemplo. Juntava-se um grupo interessante e lançava-se um conceito diferente nos concursos e nos festivais, como por exemplo “cozinheiro do ano” ou “prato português do ano”. Como foi chegar ao seu restaurante actual, o Guincho a Galera? Foi uma óptima oportunidade. Pude pegar na cozinha portuguesa, dando uma imagem e um glamour de acordo com o receituário do Guincho. E tenho liberdade para fazer as minhas criações. Por exemplo, tenho uma visão diferente de ver uma carne de porco à alentejana, não a vejo com pedaços de carne frita, mas com porco preto, carne certificada, selada em rolo e depois foi laminada, aproveito realmente a carne nobre do lombo. Trouxe também a cozinha mediterrânea, que tem saladas e legumes e aqui a carne de porco alentejana servimo-la com grelos, com salada mista, algo que não se vê em Portugal num restaurante normal. Quais os seus pratos icónicos? Há dois simples e que admiro muito: o leitão e o peixe ao sal. Tenho o leitão mais inovador e português na Ásia, porque quando comemos temos aquele cheiro, aquele crocante, que é Bairrada e é Portugal. O peixe é trabalhado na ideia do peixe com a massapão e o sal e vai tudo a assar ao forno, em cerca de 20 minutos, e tem toda a essência de mar. Depois há o pastel de nata que aqui não se compara com aquela massa de rua nem aquele queijo, é uma massa crocante, muito mais cremoso.

Se montar o seu próprio restaurante, será mais simples ou sofisticado? Quando pensar em ter o meu restaurante quero desfrutar, não trabalhar. Em 20 ou 30 anos, quando me cansar de tudo, já tenho duas casinhas que comprei junto da igreja, lá na aldeia. A típica casinha da avó, com um conceito de mistura entre o antigo - a casa tem 200 anos - e a modernidade. O restaurante vai ser construído de maneira diferente, para que os meus amigos fiquem à-vontade.

Quando se está com a pessoa certa, um simples pacote de batatas e uma garrafa de vinho já podem fazer a diferença. Como noutras vezes temos de gastar um bocadinho mais para se chegar lá e alcançar o toque do coração

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Biografia Aos 15 sabia bem o que queria. Entrou no curso de Cozinha da turma que viria a receber a alcunha de “primeira fornada de cozinheiros de Leiria”. E mais tarde, em Bragança, teve a grande injecção de cozinha 100% portuguesa. “Virava couratos de porco, fazia bifanas - os xhu pa pao - e comecei assim a perceber o produto.” Que hoje defende com unhas e dentes. Há três anos largou Portugal e uma carreira promissora, que validou durante cinco anos como sub-chef do Pestana Palace, para “dar o salto”. Com desejo de voar para onde pudesse crescer e aprender uma nova cultura, não hesitou quando recebeu o convite para dirigir o novo “Casa Lisboa”, em Hong Kong. “Não porque conhecesse lá alguém mas porque em Portugal, apesar de não ser famoso, o nome aparece, vêem a praça Martim Moniz e depois vêem Martinho Moniz.” Além disso, trabalhava também na brigada do chef francês Aimé Barroyer

e a notícia espalhou-se. “Uma oportunidade para HK? Hm... Nem falo muito inglês, chinês também não falo nada, está bem.” Ao fim de dois meses, o projecto somava duas recomendações no Guia Michelin. Uma conquista que num ano lhe deu “demasiado conforto”, mas que hoje, na comemoração do 2º ano, enche-o de orgulho. O Hotel Lisboa aparece uma semana depois da sua saída, elegendo-o como líder dos destinos gastronómicos da nova “sucursal” do Fortaleza do Guincho em Cascais - o primeiro restaurante com uma estrela Michelin em Portugal, pertencente à cadeia de Stanley Ho. A liderar uma equipa de 20 cozinheiros, agarra este embrião de nome “Guincho a Galera” e em quatro meses desenvolve uma cozinha “contemporânea”, à porta fechada, de forma a elevar a cozinha portuguesa em Macau. “Gosto de defender as minhas raízes e gosto de mostrar o brasão português. Sou um menino da terra, um menino da aldeia, um menino da tradição.”

É a casa que vai buscar as referências da cozinha tradicional portuguesa? Sim, à minha aldeia Barreira, a cinco quilómetros de Leiria. Àquela casinha simpática junto à igreja, onde a senhora Maria Alice, minha mãe, me ajudou na introdução da cozinha. Como boa dona de casa, fazia bons cozinhados e muitas festas em casa, em que se cozia o pão e se assava o leitão, e eu ajudava. Quem é que mais privilegia nas suas visitas a casa? Os meus pais, se estiver em casa vou sempre fazer alguma coisa. Para já ficam maravilhados porque estou em casa, saí de lá há 12 anos, e é quase uma raridade voltar lá. Ainda assim, por vezes não gosto de cozinhar lá em casa porque a minha mãe está sempre a perguntar porque pus isto assim, e fiz aquilo de outra maneira, “e não ponhas essa noz moscada que me faz tão mal”. E pronto, altera-me a receita toda. É a pessoa mais crítica do seu trabalho? A minha mãe é um júri autêntico, mas o meu pai é também das pessoas mais difíceis de agradar. Chega, cheira e diz “epá, não me ponhas isso à frente, isso não tem espírito”. Portanto, o meu pai tem a sensibilidade e a minha mãe tem o jeito.


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vida

segunda-feira 26.3.2012

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Ministério da Protecção Ambiental luta contra poluição de metais pesados

China fecha fábricas de chumbo-ácido

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China fechou a maioria das suas fábricas de baterias de chumbo-ácido no ano passado e promete continuar a lutar contra a poluição de metais pesados. O Ministério da Protecção Ambiental disse ter verificado cerca de 2.000 empresas de baterias de chumbo-ácido em 2011 e 81% foram fechadas por não cumprirem as normas ambientais. Assim, ficaram apenas 315 em funcionamento. “A repressão fez com que o sector actualizasse as suas técnicas de produção para uma melhor prevenção de poluição”, disse Zhou Shengxian, ministro da protecção do ambiente, numa teleconferência nacional na semana passada. “Embora apenas menos de 20% das empresas se mantenham em funcioPUB

mais importante da campanha deste ano de protecção ambiental.” O Ministério de Protecção Ambiental, a Comissão de Reforma do Desenvolvimento Nacional e sete outros departamentos do governo realizam uma conferência a cada ano no início da campanha anual contra empresas poluentes ilegais e prometem continuar a lutar contra fontes de poluição. “As medidas mais rigorosas devem ser tomadas este ano.”

APRESENTAÇÃO DE PLANOS DE EXECUÇÃO namento, a produtividade total atingiu 190 milhões de quilowatt-horas, superior ao de 2010.” Entre Janeiro a Agosto do ano passado, foram notificados nove casos de enve-

nenamento por chumbo. Na cidade de Taizhou, na província de Zhejiang, no leste da China, 138 pessoas foram detectadas com níveis excessivos de chumbo no sangue. A poluição de uma fábrica

de baterias nas proximidades mostrou-se como sendo a causa principal. “Prevenir e controlar a poluição por metais pesados, e reforçar a supervisão dessas empresas permanecerá como a parte

Em Janeiro e Fevereiro, quatro incidentes de envenenamento por chumbo foram relatados em Guangdong e nas províncias de Henan, e na região autónoma de Guangxi Zhuang. Os departamentos de protecção ambiental em

todo o país são convidados a apresentar planos de execução da campanha deste ano ao Ministério da Protecção Ambiental até ao final de Abril, afirmou Zhang Lijun, vice-ministro de protecção ambiental, à saída da conferência. Todas as províncias também são obrigadas a tornar pública uma lista dos mineiros e transformadores de pesados minérios metálicos não-ferrosos, bem como das empresas de couro e revestimento até 30 de Junho, disse Zhou Zhao Jiarong, vice-secretário-geral da Comissão de Reforma do Desenvolvimento Nacional, salientou que este ano foi atribuído um total de mais de 31 mil milhões de patacas para melhorar fossas e o tratamento de lixo em áreas urbanas e rurais e para a prevenção de poluição a partir de metais pesados.


segunda-feira 26.3.2012

vida

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HOJE NO PRATO

Sabia que...

Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

... um estudo realizado pela U. S. Fish and Wildlife sobre albatrozes bebés encontrou 90% com plástico nos seus aparelhos digestivos?

Cargueiro espacial Edoardo Amaldi a caminho da Estação Espacial

Urina será aproveitada E

DOARDO Amaldi, o cargueiro espacial europeu, foi lançado com sucesso da Guiana Francesa em direcção à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), levando a bordo comida, água, oxigénio e combustível. O ATV (sigla em inglês para Veículo de Transferência Automatizado) leva ainda a bordo algumas peças sobressalentes e experiências científicas incluindo um engenho que transforma urina em água potável - para aquele posto avançado no espaço. O foguetão Ariane 5 - que levava o ATV - foi lançado na sexta, ao 12h34, e demorou 64 minutos até colocar o veículo automatizado em órbita. Com 20 toneladas de peso, o ATV é o maior cargueiro a fazer a viagem até à ISS agora que os vaivéns espaciais norte-americanos se retiraram desta tarefa. É, por isso, particularmente importante que as missões espaciais europeias assegurem esta tarefa de transporte de bens essenciais para a ISS. O foguetão Ariane 5 colocou o ATV a uma altitude de cerca de 260 quilómetros. Depois disso, é a vez de o próprio cargueiro atingir a ISS pelos seus próprios meios, viajando a mais de 130 quilómetros nos próximos dias. Meia hora após a separação entre o Ariane 5 e o cargueiro, os cientistas em terra receberam a informação de que tudo estava a funcionar correctamente com os sistemas de energia do ATV. “Este é o início de uma longa viagem; haverá outras fases críticas, especialmente a acoplagem com a ISS, que ocorrerá na noite de 28 para 29 de Março (hora de Paris)”, indicou o director-geral da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), Jean-Jacques Dordain.

FÍSICO HOMENAGEADO

Este ATV é o terceiro do seu género a ser enviado para a ISS pela ESA e foi baptizado de Edoardo Amaldi em honra

do físico italiano do século XX que ajudou a descobrir os neutrões lentos, que tornaram possível a energia nuclear. Dois anteriores ATV foram lançados em 2008 e 2011. O envio destes cargueiros espaciais faz parte de um acordo que a ESA estabeleceu com os seus parceiros internacionais. Em vez de contribuir com dinheiro para os custos correntes da ISS, a ESA tem a responsabilidade de gerir a logística da plataforma espacial, recebendo em contrapartida a possibilidade de colocar no espaço astronautas europeus. Actualmente está na ISS o astronauta holandês Andre Kuipers, que terá a responsabilidade de ajudar a descarregar o cargueiro após a acoplagem. O ATV Edoardo Amaldi ficará acoplado à ISS até Setembro. Uma das suas tarefas durante estes meses será a de “empurrar” a ISS para longe da Terra, a fim de contrariar a tendência que essa plataforma tem de se aproximar do Planeta Azul. “Todos os dias a ISS descai entre 50 e 100 metros em direcção à Terra”, explicou Nico Dettmann, que dirige o programa dos ATV da ESA. Em 2013 e 2014 haverá novos lançamentos de cargueiros espaciais europeus.

Noz-moscada NOME BOTÂNICO: Myristica fragrans Houtt. FAMÍLIA: Myristicaceae A Moscadeira ou Muscadeira é uma árvore tropical sempre-verde, originária das Ilhas Molucas, sendo actualmente muito cultivada na Indonésia, Malásia, Sri Lanka e também nas Caraíbas. Trata-se de uma árvore que cresce lentamente, frutificando ao fim de 8 anos. Os frutos colhem-se maduros e, no seu interior, apresentam uma semente. Esta está envolvida num tecido delicado, vermelho-alaranjado, muito aromático, o macis. Separado o macis, a semente encerra dentro da sua casca dura uma amêndoa, a Noz-moscada. Tanto o macis como a Noz-moscada, depois de secos, são utilizados em culinária e em fitoterapia (idênticas propriedades). Da Noz-moscada obtém-se ainda um óleo essencial e uma gordura, a manteiga de Noz-moscada, com acção medicinal. De sabor quente e muito aromático, a Noz-moscada é utilizada desde o tempo dos romanos, constituindo uma das mais valorizadas especiarias da Idade Média, pelos usos em culinária e terapêuticos. É também usada na medicina ayurvédica e tradicional chinesa. COMPOSIÇÃO Óleo essencial muito forte (com miristicina) e óleo gordo, em quantidade abundante; glúcidos, proteínas e diversos pigmentos. ACÇÃO TERAPÊUTICA A Noz-moscada activa as secreções digestivas, aumentando o apetite e favorecendo a digestão; é analgésica e estimulante sobre o estômago e intestinos, aliviando dores e reduzindo as náuseas, vómitos e diarreia; anti-séptica das vias digestivas, combate as infecções gastrointestinais; ajuda igualmente na expulsão de gases. Por estas propriedades é benéfica em situações como mau hálito, digestões difíceis, náuseas e vómitos, flatulência, diarreia e gastroenterites. Esta especiaria é igualmente um estimulante sobre o sistema nervoso, melhorando as funções cognitivas, e tem propriedades afrodisíacas, aumentando o vigor sexual.

Em uso externo, quer o óleo essencial diluído, quer a manteiga, provocam uma acção analgésica e anestésica, com resultados interessantes nas dores de cabeça, dores musculares, nevralgias e reumatismo. COMO CONSUMIR A Noz-moscada pode ser adquirida inteira ou em pó. Mas, atendendo ao seu tamanho e dureza, terá sempre que ser previamente moída. Se preferir o pó, deve usar rapidamente para não perder o seu sabor. Melhor será usar a noz inteira, ralada em pequenas quantidades no momento antes de usar, conferindo assim um sabor mais intenso. Para o efeito pode utilizar um ralador especial ou comum (melhor de inox). A noz inteira conserva-se durante um ano ou mais, acondicionada em frascos de vidro hermeticamente fechados. SUGESTÕES • Em sopas, caldos, puré de batata, massas ou guisados. • Em pratos salgados com abóbora ou espinafre. • É um dos ingredientes básicos do caril. • Sobre o queijo fresco. • Em frutas cristalizadas, como por exemplo maçã ou pêra. • Para adoçar e aromatizar massas de bolos e biscoitos, recheios de tartes, pudins, doces com baunilha ou gelados. • Em bebidas quentes, como por exemplo cappuccino, café com leite, vinho doce, e também em batidos e bebidas à base de leite ou soja. • Pode ser tomada em tisana (infusão ou cozimento). PRECAUÇÕES Em doses culinárias e medicinais é uma planta segura (Noz-moscada e macis). No entanto, a miristicina do óleo essencial é uma substância tóxica e, como tal, não se aconselha o seu consumo regular durante a gravidez. Em altas doses, o equivalente a 2 ou 3 amêndoas, pode provocar alucinações e convulsões (1 Noz-moscada inteira equivale de 2 a 3 colheres de chá de Noz-moscada moída).

*NOTA DA REDACÇÃO A partir do mês de Abril, o Hoje Macau vai substituir a rubrica “Click Ecológico” por outra, intitulada “Macau sã assado”. O desafio serve para mostrar diversos aspectos do quotidiano caricato do território. Os nossos leitores ficam assim convidados a enviar fotos para o e-mail info@hojemacau.com.mo, em assunto “Macau sã assado” e uma breve legenda. As fotos devem retratar os momentos mais engraçados e insólitos do dia-a-dia de Macau e deverão ser identificadas com o nome do seu autor.


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cultura

segunda-feira 26.3.2012

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Hoje, o cientista vai desmistificar o conceito de plasticidade do cérebro. Perceber a mutação e o funcionamento deste órgão vital pode ajudar a compreender as diferentes capacidades do ser humano

Francisco Botelho desvenda os mistérios do cérebro

Neurónios suicidas ou homicidas Jacques Pillard, neurofisiologista francês contemporâneo, quis fazer sobressair a concepção do termo, mostrando que “para haver plasticidade tem de haver estimulação ou seja, só existe mudança na morfologia e função quando o cérebro sofre estímulos, que mais ou menos duráveis, vão suscitar mudanças com durabilidade”, sustenta.

Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

A

teoria sobre a plasticidade do cérebro tem cerca de 100 anos e, quando surgiu, defendia que as pessoas nasciam com um certo número de neurónios e morriam com a mesma quantidade. Hoje já não é bem assim. Quem o diz é Francisco Botelho, doutorando em Neurofisiologia na Universidade de Hong Kong, que hoje, pelas 18h30, vai apresentar a palestra “Perceber a Plasticidade do Cérebro”, na Universidade de São José (USJ). O conceito, entretanto desenvolvido, mostra que o cérebro sofre mudanças de estrutura mas também de função. “Durante a vida podemos aumentar ou diminuir o número de neurónios e alterar a forma de funcionamento dos mesmos.” Francisco Botelho explica ainda que existem duas formas dos neurónios morreram, por necrose e apoptose. A primeira prende-se com “o funcionamento extremamente exigente do cérebro” porque ao ser produzido o neurónio, se não têm certo tipo de funcionamento, tem de dar vida a um novo, dando-se um “suicídio”.

DA PSICOLOGIA À NEUROCIÊNCIA

A apoptose, por sua vez, é o “homicídio” dos neurónios. “Resulta de factores externos como, por exemplo, uma pancada na cabeça ou um trauma.”

TEORIA DA PLASTICIDADE

Ao longo dos anos, foram muitos os cientistas a defenderem um novo conceito de plasticidade do

cérebro, que surgiu inicialmente no princípio do séc. XIX. William James foi o primeiro a introduzir a plasticidade nas neurociências, a partir do sistema auditivo, “usando o termo para falar das mudanças de hábitos, ou seja, quando uma pessoa desenvolve um novo hábito existe uma certa mudança neurológica”.

Francisco Botelho, natural de Macau, não iniciou os seus estudos pela Neurociência mas sim pela área da Psicologia Clínica, em Lisboa. A ciência apareceu na sua vida mais tarde, por influência do académico Alexandre Castro-Caldas, antigo presidente da Sociedade Internacional de Neuropsicologia. “Apareceu por sorte do destino. Tive o privilégio de assistir a dois módulos de neurociência seus, o que me cativou o suficiente para prosseguir os estudos nesta área”, confidencia o mestre em Neurociência pela Universidade de Londres. Enquanto psicólogo, Francisco Botelho acredita que este acrescento de competências foi para si muito importante, para que pudesse trazer algo de novo à sociedade de Macau, “que está a ficar desprovida de princípios de valor”. “O facto de Macau viver hoje um período próspero economicamente, à custa dos casinos, terá consequências sociais futuras.” Acredita que se as pessoas não procurarem outros princípios

Vai ser criada uma licenciatura na ilha chinesa

O

Português em Hainão

Centro de Cooperação Internacional em Educação vai lançar uma licenciatura em Português em conjunto com a Associação de Macau-Hainan para a Promoção Económica & Cultural e o Instituto Politécnico de Leiria, a decorrer em Portugal e na China. O programa contempla três anos de estudo da ‘Língua e Cultura Portuguesas’ em Hainão e o quarto e último ano da licenciatura em Portugal, no Instituto Poli-

técnico de Leiria (IPL), onde os alunos vão optar entre duas vias de especialização: ‘Gestão Turística e Hoteleira’ e ‘Tradução e Interpretação Português/Chinês e Chinês/ Português’. Segundo o Centro de Cooperação Internacional em Educação (CICE), a licenciatura em Português deverá arrancar em Setembro, no próximo ano letivo na Faculdade de Línguas Estrangeiras de Hainão, estando em curso o processo de candidaturas

– até ao final de Abril –, e o recrutamento de docentes, a maior parte deles da China, e incluindo alguns do IPL. O projecto conjunto foi agilizado na semana passada, depois de uma delegação do IPL se ter deslocado a Hainão e assinado protocolos de cooperação para a implementação de programas conjuntos de ensino superior luso-chinês com o CICE, a HFLCPD e a Universidade de Hainão. Da visita à ilha de Hainão resultou ainda

um intercâmbio de docentes portugueses do IPL “para o ensino da língua portuguesa na Universidade de Hainão e a troca de especialistas para efeitos de investigação e partilha de conhecimentos no âmbito do turismo”, informou o CICE. As licenciaturas de português na China mais do quintuplicaram na última década, passando de duas para 14, e contando com os cursos privados, o número ultrapassará os 20.

Faculdade de Línguas Estrangeiras de Hainão

de valor, fora das doutrinas de materialismo e capitalismo - devido ao maior número de empregos no casino, com melhores remunerações - a sociedade vai sofrer transformações pouco saudáveis.

PREMIADO EM HONG KONG

Em Março de 2011, o cientista foi premiado com o “Youth Investigator Award”, no Sétimo Simpósio de Envelhecimento Saudável, em Hong Kong, pelo seu trabalho de investigação sobre a possibilidade de um mesmo estímulo induzir diferentes formas de funcionamento do sistema vestibular dos ratos. Este sistema, que se prende com a habilidade do ratinho sentir a orientação da cabeça com base na gravidade, permite também identificar o período crítico. “Fui galardoado porque apliquei uma proteína que os neurónios produzem e verifiquei a habilidade desta reactivar o período crítico.” Esta etapa de vida prende-se com as diferentes capacidades que o sistema tem em desenvolver determinadas competências, em períodos específicos. “Por exemplo, quando uma pessoa é jovem consegue aprender cinco línguas, mas com uma certa idade já não é tão fácil, tem a ver com esse período específico para essa capacidade.” Hoje, o público poderá perceber não só como se caracteriza esta plasticidade do cérebro como também de que forma pode ser medida, nesta palestra, de entrada livre, dirigida por Francisco Botelho, na Biblioteca 2 da USJ.


segunda-feira 26.3.2012

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Liga de Elite Benfica, 2 – FC Porto, 1

Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

O

DRAGÕES SEM SORTE

Os dragões ainda voltaram a tentar a sorte pouco depois, num remate cruzado desferido por Pedro Lopes à entrada da área adversária, mas o esférico acabou por falhar por pouco o enquadramento com o último reduto das águias do território. Não marcou o Porto, acabou por marcar o Benfica. Ao desacerto da linha ofensiva azul e branca, o onze orientado por Rui Cardoso respondeu com uma eficácia a toda a prova, num lance rápido de contra-ataque concluído por Vínicio Alves, que bateu com tranquilidade e mestria Lino Mourato Lopes na baliza do FC Porto. O grupo de trabalho orientado por Daniel Pinto ainda contestou o lance por alegado fora-de-jogo do dianteiro encarnado, mas o trio de arbitragem considerou que Vinicio Alves estaria em posição regular na altura em que é solicitado pelo brasileiro Marquinho.

BENFICA MAIS FORTE

A vencer por uma bola a zero à passagem do minuto

Dragões sem chama GONÇALO LOBO PINHEIRO

onze da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau vingou a derrota sofrida há uma semana frente ao Monte Carlo e entrou na segunda volta da edição de 2012 da Liga de Elite com o pé direito, ao derrotar o Futebol Clube do Porto por duas bolas a uma, num encontro com duas metades completamente distintas. As águias do território repetiram a exibição com que brindaram o FC Porto no primeiro grande “clássico” lusófono do desporto-rei de Macau e este sábado, e a exemplo do que tinha acontecido no desafio inaugural do campeonato, voltaram a entrar melhor na partida e a colher os frutos de uma organização ofensiva mais consolidada. A primeira grande oportunidade do encontro surge, ainda assim, num remate de longe do meio-campo encarnado que não chega a incomodar Lino Mourato Lopes na baliza dos dragões. O Futebol Clube do Porto respondeu com uma iniciativa conduzida por Alison Brito. O dianteiro cabo-verdiano conduz a bola até à linha de fundo e cruza para o coração da área à guarda de Juan Castro, mas Rodilson da Gama não consegue chegar a tempo ao esférico e permite a intervenção da defensiva encarnada.

vinte, o Benfica interpretou o golo como um tónico e não demorou a dilatar a vantagem de que dispunha no marcador. Aos 32 minutos, o nigeriano Christopher Nwarou aproveita uma falha de marcação da defensiva do Futebol Clube do Porto para dar o melhor seguimento a um bom lance de ataque da formação encarnada e marca

o segundo golo da tarde com um remate rasteiro, sem hipóteses de defesa para Lino Mourato Lopes. O Benfica podia mesmo ter marcado um terceiro golo pouco depois na sequência de um pontapé de canto, mas faltou pontaria a Adilson Sousa da Silva para devastar sem apelo nem agravo as esperanças dos dragões do território. As águias chegaram ainda assim ao intervalo na posse de uma vantagem confortável e até voltaram a entrar melhor na partida, mas não conseguiram evitar que o FC Porto se apresentasse em campo com outra predisposição na segunda metade. O primeiro lance de verdadeiro perigo dos segundos 45 minutos é protagonizado por Rodilson da Gama, que não consegue aguentar a carga do adversário e acaba

por rematar à malha lateral da baliza de Juan Castro e desperdiça uma boa oportunidade para reduzir a desvantagem que os dragões apresentavam no placard. Mais perigoso, o Porto fica a pedir uma grande penalidade pouco depois por carga da defensiva encarnada sobre Pedro Lopes e na jogada imediata é Tita quem tenta a sorte com um pontapé acrobático, que falha por pouco o enquadramento com a baliza de Juan Castro. A insistência dos dragões acabou por ser recompensada e aos 76 minutos, Alison Brito consegue reduzir, ao empurrar para o fundo das redes encarnadas com a baliza completamente escancarada. O Benfica esteve ainda assim mais perto de apontar o terceiro golo, do que de sofrer o tento do empate. Daniel Melo tem nos pés o golo da tranquilidade, mas acaba por ver a bola embater no ferro da baliza à guarda de Lino Mourato Lopes. Com o triunfo, o Benfica consolidou a terceira posição no Campeonato, atrás de Monte Carlo e Ka I.

desporto

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editorial

Gonçalo Lobo Pinheiro

FUTEBOL MENOR Ando para escrever sobre o futebol de Macau há umas semanas. Agora que começou a segunda volta do campeonato, e depois do que vi ontem durante o jogo entre o Ka I e o Lam Pak, penso ser a altura certa para falar. O Hoje Macau fez, este ano, uma aposta no futebol de Macau e, principalmente, na Liga de Elite, no sentido de promover um pouco mais uma modalidade que tem sido nivelada por baixo no território. Com as minhas fotografias e com os textos do jornalista Marco Carvalho, o jornal pretende fazer o seu trabalho, activo e sério, em prol do desporto-rei. Com a vinda de diversos atletas portugueses, brasileiros, africanos, entre outros, quem fica a ganhar é o futebol de Macau, um futebol que roça o nível zero a todos os níveis, senão vejamos. Os clubes investiram forte para a época de 2012 e, excepto a Polícia, o Lam Ieng e o Hong Ngai, houve ida ao mercado de transferências para todos os gostos, numa aposta clara da melhoria de qualidade do futebol jogado no território. Contudo, o vice-presidente do Instituto do Desporto, José Tavares, já afirmou publicamente para todos tirarem o cavalinho da chuva, porque profissionalização é coisa que o Governo não pretende, pelo menos nos próximos tempos. Macau não oferece condições de treino às equipas. Todos sabem. As equipas da Associação de Futebol de Macau, inexplicavelmente e, digo, inaceitavelmente, treinam com as regalias todas e, é um facto, deixam muito a desejar. Nem na formação o trabalho que é feito, é bom. Se todos não sabem, ficam a saber agora. Mas o que mais me deixa perplexo, e por isso decidi escrever este editorial, é o que tem acontecido jogo após jogo, jornada após jornada. Na Liga Elite discute-se mais do que se joga à bola. Há equipas que vão para as quatro linhas como se fossem para a guerra. Os jogadores, e os bancos das equipas, estão sempre aos gritos, numa tentativa de intimidar os adversários e os árbitros – que diga-se, são de uma extrema incompetência, mas já lá vamos -, lesões simuladas, agressões constantes. Para não falar de equipamentos alternativos em falta, jogadores em número reduzido, falta de uma ambulância no estádio ou relvados sem o tratamento devido. Poucos foram os jogos que eu assisti que não houvesse uma vontade de tirar desforço de alguma coisa. Os jogadores jogam duro ao ponto de atirar colegas de profissão para o estaleiro, colocando-lhes a carreira - e a vida - em risco. E se há uma falta mais ríspida, lá vêm a correr os colegas de equipa para a batalha campal. Todos querem molhar a sopa no adversário. É triste e não é este, com certeza, o futebol que queremos para Macau. Os árbitros são e, aparentemente, continuarão a ser, o elo mais fraco. Tecnicamente incompetentes, fisicamente um pouco melhor, os juízes que assistem aos jogos da Liga de Elite não têm mão no desenrolar do jogo. Ficam faltas por marcar, outras que são marcadas erradamente, foras de jogo inexistentes, cartões amarelos e vermelhos – sim, porque esta cor devia aparecer mais vezes, os jogadores têm de aprender a saber estar em campo – mal mostrados ou, simplesmente, não mostrados. Enfim, é um rol, quase em catadupa, de um futebol menor. O investimento feito pelos clubes não está, portanto, a dar frutos ao nível do desenvolvimento da modalidade e a Associação de Futebol de Macau parece que anda a dormir debaixo da bananeira. A bem do futebol, e já que o Governo não quer apostar nele, pelo menos haja o bom senso de se saber jogar à bola. Sem isso, pouco mais interessa...


desporto

segunda-feira 26.3.2012

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GONÇALO LOBO PINHEIRO

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CLASSIFICAÇÃO

Liga de Elite Lam Pak, 0 – Ka I, 1

Ka I mantém liderança destacada Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

O

Windsor Arch Ka I entrou na segunda metade da Liga de Elite da mesma forma que se despediu da primeira volta da prova: a vencer com uma exibição convincente. A formação orientada pelo brasileiro Joseclér mantém a liderança isolada da classificação da principal prova do desporto-rei do território, depois de ao início da tarde de ontem ter levado a melhor sobre o arqui-rival Lam Pak pela margem mínima. Em jogo manchado por expulsões e agressões, o líder destacado do Campeonato voltou a dar mostras de uma melhor organização e de uma maior eficácia ofensiva e conseguiu mesmo inaugurar o marcador à passagem do segundo minuto, mas a iniciativa concluída por Cesinha acabou por ser anulado pelo trio de arbitragem por alegado fora-de-jogo do antigo jogador do Gil Vicente e do Estoril. O Ka I entrou melhor na partida e foi a equipa que mais problemas criou ao último reduto adversário durante uma boa fatia da primeira parte. Uma perda de bola ao meio-campo por parte do veterano Che Chi Man esteve na origem de um dos melhores lances do encontro, com o dianteiro Nicholas Torrão

a tentar surpreender Tai Chou Tek na baliza do Lam Pak com um remate de longe, apenas para ver o ferro da baliza do conjunto azul e branco negar o golo aos campeões do território. O grupo de trabalho orientado por Joseclér ficou a pedir grande penalidade pouco depois, num lance em que Jé é carregado por Chiang Ka Chon no coração da área do Lam Pak.

LAM PAK A VER JOGAR

O conjunto orientado por Chan Man Kin só de longe conseguia levar algum perigo ao último reduto adversário, ainda que sem grande sintonia com a baliza do Ka I. Mais expeditos na frente de ataque, os campeões do território voltaram a

visar com perigo ao último reduto de Tai Chou Tek à passagem da meia hora, mas Jé não conseguiu dar o melhor seguimento ao livre directo apontado por Cesinha, falhando o enquadramento com a baliza do Lam Pak. O golo fazia-se ainda assim anunciado e acabou por materializar-se nos últimos segundos da primeira parte, com o médio Gil a saltar mais alto que a defesa adversária e a desviar um pontapé de canto para o fundo das redes adversárias. Os campeões em título entraram na segunda parte com o mesmo fulgor com que terminaram a primeira e até voltaram a fazer com que a bola entrasse na baliza adversária, mas o lance acabou por ser inviabilizado pelo árbitro, motivando protestos no banco do Ka I. Com o desenrolar do desafio, a partida endureceu e aos 79 minutos, Niki Torrão recebeu ordem de expulsão, depois de ter visto o segundo cartão amarelo por uma falta sobre um adversário. O Lam Pak jogou em superioridade numérica durante quase doze minutos, mas acabou por não conseguir aproveitar a vantagem e nos instantes finais do desafio acabou também por ficar reduzido a dez unidades, após a expulsão – por acumulação de cartões amarelos – de Lam Ka Pou.

Equipa

J

V E D GM GS

Pontos

Windsor Arch Ka I

10

8

2

0

33

4

26

Monte Carlo

10

6

3

1

28

10

20

Benfica

10 6 1 3 19 8

19

Kuan Tai

10

5

2

3

16

12

17

Lam Pak

10

4

3

3

17

13

15

Polícia

10

4

1

5

12

17

13

FC Porto

10

3

2

5

20

15

11

Lam Ieng

10

3

2

5

12 14

11

Sub-23

10

2

2

6

13

24

8

Hong Ngai

10

0

0

10

2

55

0

RESULTADOS Sub-23

1 – 2

Monte Carlo

Benfica

2 – 1

FC Porto

Hong Ngai

0 – 2

Lam Ieng

Lam Pak

0 – 1

Ka I

Kuan Tai

2 - 0

Polícia

Sub-23, 1 – Monte Carlo, 2 Depois de há uma semana ter derrotado o Benfica e ascendido à segunda posição da tabela classificativa, o Clube Desportivo Monte Carlo manteve intactas as aspirações na corrida pela principal titulo de futebol da RAEM ao levar a melhor sobre a Selecção de Sub-23 da Associação de Futebol de Macau por duas bolas a uma, num encontro em que a formação orientada por Leung Sui Wing deu um ar da sua graça e quase roubou pontos aos vice-campeões do território. A formação orientada pelo técnico português Paulo Bento nunca perdeu verdadeiramente o controlo sobre o desafio, mas durante a primeira metade não conseguiu mostrar argumentos suficientes para fazer mexer o marcador. A partida seguiu para intervalo com o nulo a pautar o andamento do placard, mas a paragem parece ter feito bem ao

conjunto presidido por Firmino Mendonça. O onze “canarinho” regressou ao relvado apostado em chamar a si resultados e num dos primeiros lances da segunda metade, Fabrício Lima quebrou o enguiço e colocou o Monte Carlo pela primeira vez em vantagem. A perder pela margem mínima, a Selecção de Sub-23 tentou responder na mesma moeda e aos 64 minutos conseguiu mesmo repor a igualdade no placard, na sequência de uma jogada rápida de contra-ataque concluída por Lei Ka Him. Mais expedito na transição entre a defesa e o ataque, o Monte Carlo voltou a assumir as despesas da partida depois de sofrer o golo do empate e aos 76 minutos volta a saltar para a frente do marcador graças ao sangue-frio de Márcio Luiz, que bateu Ho Man Fai com tranquilidade na cobrança exímia de uma grande penalidade. – M.C.


segunda-feira 26.3.2012

[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB SALA 2

A SIMPLE LIFE [A] Um filme de: Ann Hui Com: Andy Lau, Deannie Yip 14.30, 21.30

JOHN CARTER [B] [3D]

Um filme de: Andrew Stanton Com: Taylor Kitsch, Lynn Collins, Mark Strong 16.45, 19.15 SALA 3

THE SECOND WOMAN [B]

SALA 1

THE HUNGER GAMES [C] Um filme de: Gary Ross Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

(Falado em cantonense e mandarim legendado em chinês e inglês) Um filme de: Michael Sucsy Com: Channing Tatum, Rachel McAdams 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

VERTICAIS: 1-Aliança, acordo. Parte saliente do rosto. 2-Engano-me. Encaminhe. 3-Maneira de ecrever o plural da letra A equivalente à forma ÁS. Aia. A esse respeito. 4-Um dos dias da semana (pl.). 5-Ouro (s.q.). Porto aberto no mar, mais largo para dentro que a entrada (pl.). Oh!. 6-Diz-se do verso grego ou latino de dois pés. 9-Nota musical. Gavinha., Bário (s.q.). 10-Pátio, quintal. Altares. 11-Campo semeado de cereais. Transportará.

SOLUÇÕES DO PROBLEMA

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Pedestal. Desmoronar-se, ruir (Prov.). Pertences. 2-Pedra do altar. Urina, cauda (Pref.). Venda fiado. 3-Palavra onomatopeica do crocitar do corvo. Oferecida. 4-Porco (Prov.). Entingui, revoguei. Autor (Suf.). 5-Parte da fechadura que dobra sobre o bordo do batente, formando ângulo recto com a frente. Tenha amor. 6-Desejai. Água congelada. 7-Acrescente. Orelha. (Pref.). 8-Prata (s.q.). Nome de homem. Espaço vazio. 9-Caminhos públicos. Feitura, trabalho. 10-3 (Rom.). Rio da Rússia. Rio da Suiça que banha Berna. 11-Abreviatura de José. Estado do Brasil. Sua Alteza (abrev.).

Aqui há gato [Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:45 RTPi Directo 15:40 Liga Sagres: Olhanense - Benfica (Repetição) 17:20 Perdidos Sr.5 18:00 Música Movimento (Repetição) 18:30 Contraponto ( Repetição ) 19:30 Amanhecer 20:30 Telejornal 21:00 TDM Desporto 22:10 Passione 23:00 TDM News 23:30 Sexta às 9 00:00 Telejornal - Repetição 00:30 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Histórias Que a Vida Conta 15:00 Magazine Venezuela Contacto 15:30 Um Dia no Museu 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Elo Mais Fraco 18:00 Vingança 18:45 Best of Portugal 19:15 Pai à Força 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:15 Magazine Venezuela Contacto 22:45 Portugal no Coração ESPN 30 13:00 14:00 14:30 17:30 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00 22:30

America’s Cup Uncovered FINA Aquatics World 2012 NASCAR Sprint Cup Series 2012 Asian Olympic Qualifiers Syria vs. Oman (LIVE) Sportscenter Asia 2012 Monday Night Verdict Caribbean Golden Moments Mundialito De Clubes - Beach Soccer Flamengo vs. Seattle Sounders Sportscenter Asia 2012 Asian Olympic Qualifiers Syria vs. Oman

STAR SPORTS 31 12:00 (Delay) GP2 Series 2012 14:00 Planet Speed 2011/12 14:30 Rebel TV 19 15:00 Enjoy Jakarta Indonesia Open Day 3 18:00 Inside WTCC 18:30 HSBC Sevens World Series 2011/12 21:00 When The Games Begin 21:30 (LIVE) Score Tonight 2012 22:00 The S-League Show 22:30 Engine Block 2012 23:00 FIA F1 World Championship 2012 - Highlights Malaysia Grand Prix FOX MOVIES 40 11:50 Are We Done Yet? 13:25 The Bone Collector 15:25 127 Hours 17:05 The One 18:35 Sniper 2 20:10 The Walking Dead 21:00 True Justice 22:30 The Road 00:25 Sniper 2 HBO 41 12:00 13:45 15:40 17:25 19:15 21:30 22:00 23:00 00:50

The Adjustment Bureau True Grit Dickie Roberts Dumb & Dumber You Don’t Know Jack HBO Central Luck Red Trapped

CINEMAX 42 12:00 14:30 16:00 18:00 19:45 20:25 22:00 23:35

Watchmen Painkiller Jane We’re No Angels Funeral In Berlin Epad On Max Red Faction Rocky Iv Out Of Sight

HORIZONTAIS: 1-PE. LACAR. ES. 2-ARA. URO. FIE. 3-CRAS. I. DADA. 4-TO. ABOLI. OR. 5-O. ABA. AME. A. 6-AMAI. GELO. 7-N. ADA. OTO. T. 8-AG. OSCAR. AR. 9-RUAS. U. OBRA. 10-III. OBI. AAR. 11-ZE. CEARA. SA. VERTICAIS: 1-PACTO. NARIZ. 2-ERRO. A. GUIE. 3-AA. AMA. AI. 4-L. SABADOS. C. 5-AU. BAIAS. OE. 6-CRIO. CUBA. 7-AO. LAGOA. IR. 8-R. DIMETRO. A. 9-FA. ELO. BA. 10-EIDO. O. ARAS. 11-SEARA. TRARA.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O SEMINARISTA • Ruben Fonseca

Para o protagonista, matar não causa remorso, mas também não causa prazer. É apenas o seu trabalho, que lhe permite dedicar-se àquilo que realmente ama: livros, filmes e mulheres. Quando decide que já é hora de abandonar a profissão, descobre que não é tão imune aos efeitos dos seus trabalhos e das suas escolhas como acredita ser...

MILTON FRIEDMAN • Eamonn Butler

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR

As ideias e influência do economista que liberalizou os mercados e moldou o mundo em que vivemos. Poucos economistas tiveram uma influência tão grande no curso da humanidade como Milton Friedman. O seu pensamento foi determinante na política monetária de Reagan e Thatcher, nos anos 80 e 90, ou na liberalização económica da China (que posteriormente se alastrou à Índia). Controverso, amado e odiado, Milton Friedman deixou uma marca na história. E o efeito das suas ideias sente-se hoje de maneira particularmente violenta. Com este guia, percebemos o modo como o economista minou o pensamento então prevalecente de Keynes, como inventou novas soluções para combater a inflação, como se opôs ferozmente a um papel excessivamente interventivo do Estado, ou a medidas como o salário mínimo. Obra que se lê de um fôlego, Milton Friedman é essencial para quem procura compreender melhor o modo como hoje funciona a economia global. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

YES CAT Já viram aquele filme onde o principal actor diz sempre que sim a tudo? Acho que o nome é Yes Man… Pois, ontem senti-me assim. A apetecer dizer sim a tudo. Às vezes sinto essa necessidade aqui em Macau, sabem, perco a paciência? Olho para um senhor atrás do balcão, a quem peço um bolo de ananás e ele pergunta-me “chocolate”, “bolacha”, “maçã”? E eu, baixo as orelhas, páro de abanar a pouca cauda que tenho e lá digo um sim em cantonês. O que eu queria era mesmo um bolo de ananás. Mas aqui, por vezes, é preciso ser yes cat. Desculpem-me a expressão pouco delicada… mas às vezes estoume a borrifar para as conversas que as pessoas querem travar pelo território, para os mal-entendidos nos supermercados ou para as histórias que me querem impingir. Eu sou gato, não sou parvo. Mas, ao contrário do que se diz dos chineses – cuja paciência tem fama de ser longa -, às vezes sou impaciente. E opto pelo yes. Digo que sim, que o bolo é do sabor do que o confeiteiro quiser. Que sim, que a areia que compro no supermercado para a minha caixita não tem qualquer desconto marcado. Que sim, que fulano é mau, feio e porco e que cicrana é uma amiga da onça. Não concordo. Não concordo, mas digo yes.. exactamente como disseram, tudo certo. Yes, yes, yes. Isso faz de mim um yes cat? É mais fácil, mentir para agradar às vezes. Yes. Faz de mim yes cat? Faz faz? Digam-me yes. Pu Yi


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curva apertada

Chico Moore HALTEROFILISTA

O meu amor é maior do que o teu

A

Adele já não quer ser gorda. Depois de se ter tornado uma referência para as mulheres sem limite adiposo, ao dizer-se nas tintas para a linha, a cantora britânica cedeu. Anunciou que está a fazer dieta e até pondera iniciar aulas de Pilates. O Karl Lagerfeld, quase apedrejado por dizer que ela tinha uns quilos a mais, sorriu ao ouvir isto. Depois abanou o leque e voou para o quartel de comandos mais próximo, que também aprecia umas boas sessões de Pilates. É triste ver mais uma figura pública vergar ao peso da censura social. Atenção, que compreendo quem sente vontade de melhorar o seu físico. Por exemplo, já tive duas experiências com mulheres que puseram implantes peitorais e achei-as muito felizes. Aliás, para ser rigoroso, foram quatro experiências. Se calhar a Adele não se sente bem no seu corpo. O que, mais uma vez, só prova a injustiça do mundo, pois eu ia sentir-me muito bem no corpo dela. Não tem só que ver com a aparência, trata-se acima de tudo da atitude, pois o sexo extra-nutrido tem outras compensações. Elas ainda não se despiram e já estão com ar culpado. Ao tirar a roupa, coradas como gelatina de morango, baixam a cabeça e rezam para o homem não fugir. Quando ele fica, basta tirar a primeira meia que as bacorinhas choram de felicidade. Depois, entregam-se sem limites. E no fim, desfazem-se em elogios, com o sorriso de gratidão mais óinc óinc que já iluminou um rosto. Eu sou dos que não foge. Adoro gordas. Tudo se explica pela falta de auto-estima. A sociedade grita-lhes “gorda sem vergonha”, o espelho ri-se, as patacas já não crescem nas árvores. É muita coisa junta. Claro que assim, quando um macho lhes cai na sopa, levantam-se logo para ver quem o rasteirou. As mulheres com quilos a mais são fulminadas pela insegurança. E toda a menina, incluindo clones da Kate Moss, acredita que podia emagrecer. Isto é óptimo para os homens. As top model de alta manutenção, sempre caprichosas, descem à categoria de presunto com três palavrinhas mágicas: “engordaste uns quilitos?”. Mesmo que nem gramas tenham sido, segundos depois estão a questionar toda a sua vida. E aí, num milagre da psicologia, acabam a esforçar-se por agradar na cama como nunca tinham feito. Como gordas. Não sirva a conversa para me confundirem. Gosto genuinamente da bifana de grande envergadura. As gordas são como parques de diversões: refegos de dobras infinitas para brincar às escondidas e coxas com design de montanha-russa. Sem falar na emoção suprema: duas ná-

degas a emoldurar a entrada do comboio-fantasma - quem tem coragem de entrar nesta viagem? Com a minha experiência, seria egoísmo não partilhar o saber acumulado. Afinal, a primeira vez que se sobe ao Evereste femi-

As top model de alta manutenção, sempre caprichosas, descem à categoria de presunto com três palavrinhas mágicas: “engordaste uns quilitos?”. Mesmo que nem gramas tenham sido, segundos depois estão a questionar toda a sua vida

nino é um momento épico. Para evitarem erros de principiante, conto a sensação. Falta de oxigénio, claro, como sempre sucede em altitude. A mega-musa chamava-se Hortênsia, o teatro de guerra foi o apartamento dela. Generoso, desapareci abaixo das colinas que lhe tapavam o umbigo. Não tive tempo para o meu linguajar de extenso vocabulário, porque ela apertou as coxas. Iria sobreviver à angústia do fruto seco no quebra-nozes? Num assomo sobre-humano, libertei-me do estrangulamento mortal, quase perdendo o maxilar na fuga. Corri para uma janela, recuperando o oxigénio. Por pouco tempo. Ainda nem tinha posto os ossos no sítio e já a baleia voltava à costa. “A minha amiga Margarida acaba de chegar e pediu-me para se juntar a nós!”

Era a colega que dividia a casa com ela, um destemido cetáceo de águas frias. “Alinhas, querido?” “Bem, eu...” “Que bom! Anda, Guiduxa, vamos saltar-lhe para cima.” “Espera, ainda não...” “Lá vai alho!” O confronto com a Poderosa e a Vigorosa ficou-me na memória (por muito que tenha tentado esquecer).Aoperação à coluna correu bem e o disco de titânio substituiu o esmigalhado na perfeição. No entanto, tanta costela fracturada deu-me esta moinha permanente no externo. Desde esse dia, fico sempre em cima delas. E nunca esqueçam a questão logística: o melhor apoio chama-se chão. É que depois de sete camas partidas, três máquinas de lavar amolgadas e um grand danois impotente, deixei de pô-las em cima do que não devia.


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Ciclone

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Em tempos de eleição, um crime violento para ajudar pode muitos votos apanhar. POR FERNANDO

José I. Duarte

na margem

Despedida

D

IZ o povo, na sua centenária sabedoria, que não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Tudo passa. E esta será a minha última intervenção neste espaço jornalístico. Por mais de meia década, tive a oportunidade e o privilégio de aqui reflectir sobre os temas de actualidade política e económica que, em meu entendimento, mereciam realce. De entre os muitos de que se faz o nosso viver colectivo, uns foram privilegiados mais do que outros. Umas vezes por razões de actualidade, outras por questões de inclinação ou limitação pessoal. Certamente muito ficou por dizer.

As liberdades e os direitos só se têm quando se exercem. A imprensa continua a ser um pilar fundamental desse exercício. E é mérito, mas também mester, daqueles que nela trabalham que assim continue a ser Mas importa neste momento sublinhar que tudo fiz sempre em total liberdade. Nenhum dos editores com quem tive a ocasião de colaborar colocou, jamais, qualquer restrição ou sugeriu qualquer orientação particular para o que escrevi – nem quanto aos temas, nem quanto ao modo de abordagem. O que não é de menos sublinhar porque as liberdades e os direitos só se têm quando se exercem. A imprensa continua a ser um pilar fundamental desse exercício. E é mérito, mas também mester, daqueles que nela trabalham que assim continue a ser. Para aqueles que tiveram a paciência de ler o que aqui fui escrevendo fica uma final palavra de gratidão. Afinal, a força motriz deste labor é a expectativa de que o diálogo, as mais das vezes silencioso e anónimo, que se trava através destas páginas seja motivo de reflexão – e, ocasionalmente, ouso desejar, de apreciação. Sendo que é minha convicção que esse diálogo, mediado pela folha impressa e pelo tempo, constitui uma função essencial, a um tempo social e política, da imprensa escrita. E é ela só que justifica este confronto regular, porém solitário, entre quem escreve e uma folha ou um ecrã ainda em branco. Diz-se que partir é morrer um pouco. Algo ficará, pois, nesta margem onde tantas vezes nos encontrámos e de onde hoje me aparto. Haverá, certamente, outras oportunidades para outras conversas. Até então!

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Nuno G. Pereira; Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Joana Freitas; José C. Mendes; Virginia Leung; Rita Marques Ramos (estagiária) Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Carlos Picassinos; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia; Peng Zhonglian; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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Contagem decrescente

Birmânia Receitas petrolíferas aumentam

A organização não governamental Arakan Oil Watch alertou que a Birmânia está sujeita a um agravamento da corrupção por causa da “maldição dos recursos naturais do gás e petróleo”, informou sexta-feira a imprensa local. Num relatório, a Arakan Oil Watch, com sede em Banguecoque, indicou que sem leis apropriadas e transparência, a Birmânia poderá sofrer um agravamento do problema da corrupção. O relatório da Arakan Oil Watch prevê que as receitas do país aumentarão cerca de 60% com o aumento das exportações para a China e Tailândia a partir de 2013.

O

ca r t oon por Steff O MALABARISTA

Fukushima Central térmica em construção

Cinco empresas acordaram construir a maior central de geração de electricidade de origem térmica do Japão na província de Fukushima, onde se encontra a central nuclear que sofreu em 2011 um grave acidente, informou esta sexta-feira o diário Nikkei. A empresa de materiais industriais e de construção Mitsubishi Materials e as petrolíferas Idemitsu Kosan, Inpex, Japan Petroleum Exploration e a Mitsui Oil Exploration decidiram realizar prospecções em seis locais do parque nacional de BandaiAsahi. O custo preliminar do projecto está estimado em cerca de MOP 90 mil milhões, e aguarda-se a sua aprovação pelas autoridades municipais nos próximos meses para se iniciar a exploração do subsolo.

Tap Seac acolheu acções sobre o 19º aniversário

Mito chamado Lei Básica Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

N

O mês em que se comemoram 19 anos sobre a adopção da Lei Básica, a Associação de Divulgação da Lei Básica de Macau (ADLBM) decidiu promover este domingo um bazar comemorativo na praça do Tap Seac. Foram muitos os cidadãos que responderam ao apelo, tendo participado em actividades que pretendiam dar conhecer o diploma que rege os destinos de Macau. Chui Sai Cheong, presidente da ADLBM, afirmou que estar-se perante “um ano muito importante para a RAEM”, dada a realização da segunda fase de consulta pública sobre a reforma

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, vetou um conjunto de propostas de lei relativas à titularidade dos bens imóveis, expropriações e fundo financeiro imobiliário, disse sexta-feira à agência Lusa fonte parlamentar. O parlamento tinha aprovado no passado mês de Fevereiro o Regime Especial para a Definição da Titularidade de Bens Imóveis para regularizar a situação jurídica dos bens imóveis, promover a distribuição da propriedade aos cidadãos e garantir o acesso de todos à terra, bem como o Fundo Financeiro Imobiliário com o objectivo de financiar indemnizações e realojamentos decorrentes da Lei de Expropriações. Segundo a mesma fonte, o chefe de Estado timorense decidiu, em relação ao Regime Especial para a Definição da Titularidades de Bens Imóveis, solicitar a reapreciação da lei pela manifesta falta de consenso na sociedade civil relativamente a algumas soluções previstas, pela grande margem para aquisição de imóveis por parte do Estado e pela fraca definição do que são bens do domínio público.

HOJE MACAU

Timor discute leis sobre transparência

política, “considerada uma boa oportunidade para promover a Lei Básica aos cidadãos”. O território tem hoje, diz, uma sociedade estável, uma economia desenvolvida e uma melhor qualidade de vida da população. “Os sectores sociais também progrediram de forma global (...) Os residentes locais gozam de poderes democráticos.” Chui Sai Cheong reafirmou a posição de transformar a Lei Básica numa disciplina ensinada nas escolas, a fim de “promover uma relação com os estudantes.” Quem também passou pelo Tap Seac foi Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça. Aos jornalistas, falou apenas sobre as dez sessões de esclarecimento sobre a Lei Bá-

sica já realizadas pelo Governo. “As pessoas que queiram saber mais podem participar.”

SONHOS E DESEJOS

A fila está grande, mas o senhor Lam Fai não desiste de participar em mais uma actividade com o filho. Afirma que a Lei Básica “pode garantir os poderes e benefícios dos cidadãos” e espera, um dia, “que haja sufrágio universal.” Criticas a Chui Sai On não as tem, e até afirma que o sistema de transportes tem vindo a melhorar. O desejo do senhor Lei é ter acesso a melhores transportes, um ar mais limpo e casas mais baratas. “Quero ter o sufrágio universal e mais tarde quero ver os deputados eleitos pelos cidadãos e não nomeados pelo Governo.” Apesar do assunto reforma política lhe passar ao lado, a senhora Lou tem uma certeza. “Concordo com a existência do sufrágio universal.” Da Lei Básica, conhece os poderes e os princípios básicos que os cidadãos têm de respeitar. “A Lei Básica satisfaz, mas os conhecimentos dos cidadãos têm de melhorar.” Lou gostava ainda de ter um Governo “mais transparente” e melhores serviços públicos. Son Man ainda estuda no ensino secundário. Assume que não tem opinião formada sobre a Lei Básica ou a reforma politica, e acredita que “não há problema” de não existir sufrágio universal em Macau. O que o preocupa são os preços altos. “Um almoço ou jantar custam muito mais do que antes.”

ministro japonês da Defesa Naoki Tanaka ordenou na sexta-feira a preparação de um sistema de defesa antimísseis para destruir o foguete que a Coreia do Norte planeia lançar em Abril se aquele ameaçar o arquipélago. “Ordenei aos oficiais para se prepararem para mobilizar os sistemas PAC-3 e navios de guerra equipados com Aegis”, declarou Naoki Tanaka à imprensa. A Coreia do Norte anunciou recentemente que vai lançar um foguete em Abril para colocar em órbita um satélite, um plano considerado pelos Estados Unidos e respectivos aliados como um pretexto para aquele regime comunista realizar um teste com míssil de longo alcance. Entretanto uma fonte militar sul-coreana informou ontem que a Coreia do Norte transportou o corpo principal de um foguete de longo alcance para uma localidade no noroeste do país .“A Coreia do Sul e as autoridades dos Estados Unidos estão conscientes de que a Coreia do Norte transportou o corpo de um míssil de longo alcance (para Tongchang-ri) e está a preparar-se para um teste”, revelou o porta-voz do ministério da Defesa à agência noticiosa France Presse (AFP), sem adiantar mais pormenores.

Os Estados Unidos advertiram que o lançamento poderia comprometer um acordo recente de envio de ajuda alimentar dos EUA para o Norte em troca de uma moratória sobre mísseis e testes nucleares. Os planos de Pyongyang deverão dominar as discussões paralelas entre o Presidente norte-americano, Barack Obama, e outros líderes mundiais que se reunirão em Seul para uma cimeira sobre segurança nuclear, tendo Obama visitado ontem a fronteira entre as duas Coreias.


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Hoje Macau 26 MAR 2012 #2579 by Jornal Hoje Macau - Issuu