POLÍTICA PÁGINA
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Os cinco arguidos SOCIEDADE PÁGINA
PAULA CARION
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Jogo | Forefront
TERÇA-FEIRA 23 DE SETEMBRO DE 2014 • ANO XIV • Nº 3180
DESPEDIDA ADIADA Representa pela terceira vez o karaté de Macau nos Jogos Asiáticos e ambiciona outra medalha. Mas há mais para além da competição: o patuá é outra das suas paixões.
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hojemacau
DESPORTO PÁGINAS
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JULIANA DEVOY
A LUZ DA LEI `
TAXISTAS SEQUESTRAM RESIDENTES PERANTE INÉRCIA DA POLÍCIA
NEGROS ´ HABITOS Testemunhos reais de passageiros que são trancados dentro de táxis sem qualquer explicação. Histórias dignas de maus filmes de terror que acontecem nesta cidade, perante a indiferença da polícia e de um Governo que tarda em pôr cobro aos atropelos diários de uma classe cada vez mais fora da lei.
Para a directora do Centro Bom Pastor não há descanso enquanto não se colmatar a falha na lei sobre a violência doméstica. “É preciso que seja considerada crime público.” ENTREVISTA
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PÁGINAS 2-3
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
PEQUIM CHUI SAI ON NOMEADO POR ENTRE ALERTAS DE XI JINPING
MOP$10
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HOJE MACAU
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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ENTREVISTA
hoje macau terça-feira 23.9.2014
JULIANA DEVOY, DIRECTORA DO CENTRO DO BOM PASTOR Juliana Devoy, que dirige um abrigo para vítimas, defende que é preciso ouvir muitos casos reais. Um É preciso, e é isso dia organizaram-se e lançaram que o Governo que proponho ao uma campanha no Facebook para faça uma lei recolher assinaturas para uma Governo, criar revisão da lei. Uns dias depois, contra a violência uma lei com boas os alunos foram todos para a rua recolher mais assinaturas, ultradoméstica com boas passámos as seis mil. O Governo definições. (...) Quem começou a perceber e a mexer-se é que define o que definições, sobre também, por causa disso. é grave ou menos o que é considerado Acredita que haja um interesse grave na violência violência grave genuíno por parte do Executivo? doméstica? É a Acredito que o Governo está ou não. Acérrima de boa fé para que haja um polícia? consenso entre o seu interesse defensora da e o das organizações e claro, as transformação deste vítimas. Durante o mês de Junho e Agosto estive nos Estados Uni- Macau, fiquei muito feliz. Precrime em crime dos a visitar familiares e, nessa parei um discurso e quando o li à o Governo reuniu-se com irmã ela só dizia “corta, precisas público, Devoy não altura, várias organizações de Macau de cortar isso”, porque sem perse mostra optimista para perceber todos os pontos de ceber como funcionava o Comité vista. Fiquei muito feliz quando preparei uma intervenção de e diz mesmo que no meu regresso tive a oportu- cinco minutos, mas só tinha dois. de me encontrar com os Ao aconselhar-me que mais vale o receio do Governo nidade representantes do Executivo para falar pouco em vez de o Comité conversarmos e apresentar o meu me cortar a palavra, foquei-me é o principal apenas no essencial: é preciso ponto de vista. que a violência doméstica seja obstáculo a que isso A irmã participou também na considerada crime público. aconteça última análise da ONU a Macau HOJE MACAU
“O Governo tem receio em tornar
FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
A irmã Juliana tem sido um agente activo na causa contra a violência doméstica, tentando que, de uma vez por todas, se torne crime público. O que a motiva? Sim, confesso que sim, é algo por que tenho trabalhado muito. É um assunto muito delicado e muito importante para qualquer sociedade. É difícil perceber esta necessidade de dividir em crime semi-público ou público. É violência, deveria ser crime em qualquer parte do mundo. Esta causa tem vindo agora a mover mais pessoas... É verdade. E digo-lhe que os jornais portugueses foram os maiores impulsionadores desta causa. Foram eles que começaram a falar sobre este assunto, sobre esta falha na lei. Não sei ler português, mas muita gente sabe. E foram essas pessoas que, ao ler os jornais, começaram a questionar-se. Com o passar do tempo alguns académicos começaram a entrar em contacto com as organizações, inclusive com este Centro [do Bom Pastor], a fazer perguntas, a marcar encontros. Alunos e professores começaram a interessar-se e a
sobre a Convenção Internacional para os Direitos Humanos, Económicos e Sociais, onde conseguiu falar com o Comité. Sim. Nós temos três irmãs, em Nova Iorque, Genebra e em Viena, e foi essa ponte com a irmã colocada em Genebra que fez com que tudo acontecesse. Um dia, a conversarmos, achámos que seria uma excelente ideia conseguirmos ter direito a dois minutos para expor este assunto. Confesso que tivemos que falar com muita gente, visitar muitos escritórios, mas conseguimos. Quando percebi que tínhamos conseguido e que iria falar sobre o assunto, em nome da Aliança Anti-Violência Doméstica de
Pelo o que tenho percebido das últimas reuniões, o Executivo pretende que só a violência com armas, o abuso sexual de menores e a repetição de episódios violentos sejam considerados crimes públicos
Acredita que isso está prestes a acontecer? Apesar de achar que há boa fé por parte do Governo, tenho muitas dúvidas quanto a este assunto. Pelo o que tenho percebido das últimas reuniões, o Executivo pretende que só a violência com armas, o abuso sexual de menores e a repetição de episódios violentos sejam considerados crimes públicos. Sinto que o Governo tem algum receio em tornar qualquer tipo de violência doméstica em crime público...
Seria como abrir a caixa da Pandora? Exactamente! O pensamento é este: se qualquer violência doméstica é crime, então uma palmada da mãe ao filho é crime, um arrufo de irmãos é crime, um empurrão é crime. Percebe? Claro que o Governo teme que isso tome proporções incontroláveis. Mas é preciso entender que as pessoas têm bom senso. Imagine, vou a passar na rua e vejo uma mãe a dar uma palmada no filho, claro que não vou a correr fazer queixa à polícia. Mas vou ter com a mãe, se achar excessivo, e repreendo-a, claro. Como se poderia contornar essa questão? É preciso, e é isso que proponho ao Governo, criar uma lei com boas definições. Ou seja, ponto
entrevista 3
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a violência doméstica um crime público” por ponto, pensando em todas as hipóteses, em todos os pormenores. Quem é que define o que é grave ou menos grave na violência doméstica? É a polícia? Como é que eles vão fazer quando uma vítima chegar à polícia e disser que sofre maus tratos? Eles vão perguntar quantas vezes é que já aconteceu e dependendo do número vão encaminhar o caso? Então, e se for o primeiro epi-
sódio? Mandam-na para casa e dizem: volte quando se repetir? É do conhecimento mundial que a violência doméstica e o comportamento do agressor funcionam como um ciclo. Salvo raras excepções, nunca um caso só aconteceu uma vez. E depois quem pensa nas crianças que assistem a este tipo de violência? Elas mesmo são vítimas só por estarem a olhar para o que está a acontecer. E como
O PAPEL DA PREVENÇÃO Este Centro [do Bom Pastor] começou ( a falar de prevenção) em 2002. Foi há 12 anos que organizámos o primeiro seminário. Convidámos muita gente local, de Hong Kong, Taiwan e Singapura. Quisemos que o assunto sobre a violência doméstica fosse, já na altura, uma preocupação para todos. Há 12 anos. O Governo tem também abrigos para mulheres que sofrem de violência doméstica, mas não é suposto a vítima conseguir manter-se na sua casa, no seu lar, e o agressor sair? Esta deveria ser a visão do Governo e não acontecer o que acontece, em que na grande maioria dos casos, é a vítima que sai do seu espaço.
se pode pedir a uma vítima que acuse o seu marido, irmão, irmã, tornando-o criminoso? Repare: só é crime se existir queixa e a única pessoa, segundo a lei actual, que pode fazer queixa é a vítima, ou seja, só ela é que pode trazer [a público] o conceito de crime. Está errado, deve ser o Governo a dizer “isto é crime”. E nestes casos há sempre muita vergonha e muito medo... Absolutamente. Muitas mulheres, falo principalmente em mulheres porque só trabalhamos com mulheres, têm medo e muita vergonha dos seus casos. É preciso também pensar na cultura em que estamos envolvidos. Quero com isto dizer que, em Macau, vive-se muito o espírito do “não me meto na vida dos outros” e, por isso, pedir a um vizinho que já assistiu a vários momentos de
É do conhecimento mundial que a violência doméstica e o comportamento do agressor funcionam como um ciclo. Salvo raras excepções, nunca um caso só aconteceu uma vez violência que vá testemunhar a tribunal é muito complicado. Só em casos muito graves. E quais são esses casos? A morte de uma das vítimas como aconteceu em Hong Kong? É preciso pensar muito bem nesta lei e nas suas definições de grave e não grave.
CENTRO DO BOM PASTOR PRESTA AUXÍLIO HÁ MAIS DE 20 ANOS
“Nenhuma mulher ficará sem apoio”
Relembre-nos como funciona o Centro do Bom Pastor. Existem dois centros em Macau com objectivos diferentes. Este [situado junto ao Hotel Royal] é destinado a mulheres que ultrapassam momentos difíceis, situações de crise, pelos mais variados
Já tivemos mulheres portuguesas a pedir a nossa ajuda, assim como coreanas, do Vietname, da Indonésia, Rússia, Mongólia... motivos. O outro [perto do Teatro D. Pedro V] está focado nas jovens mães solteiras, ou até mesmo adultas, não obrigatoriamente adolescentes. O que se pretende é prestar auxílio às mulheres e, claro, muitas vezes aos seus filhos, que não reúnem as condições mínimas de sobrevivência. Muitas vezes são apenas fases, crises passageiras... aliás esse é um dos nossos critérios. Explique-nos esse critério... O Centro tem como função ser um apoio temporário e não um local de permanência para sempre. Não funciona como uma espécie de hotel para mulheres. Não. Aqui presta-se apoio e reúnem-se as condições para que as mulheres possam, cada uma a seu tempo, construir a sua família, voltar à comunidade e ter
a sua própria vida. Por isso, não aceitamos os casos em que sabemos que a pessoa, ao entrar para a nossa casa, não mais sairá. Mas criamos pontes para outras associações e organizações destinadas a isso mesmo. Que outros motivos podem ser factores de não entrada? O nosso Centro só recebe mulheres, esse é um dos critérios. Também não aceitamos mulheres com dependência de drogas ou possuidoras de alguma deficiência mental, por uma razão muito simples:
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Está à frente do Bom Pastor há mais de duas décadas. Há muita gente a pedir ajuda? São mais locais ou de outros países? Há sempre, as pessoas precisam umas das outras, sempre. Acho que já tivemos [pessoas] de todos os países da Ásia e não só, mas a grande maioria é local, até podem ter nascido na China continental, mas já residem em Macau há muitos anos. Por olhar para si, lembrei-me, também já tivemos mulheres portuguesas a pedir a nossa ajuda, assim como coreanas, do Vietname, da Indonésia, Rússia, Mongólia... Ainda há pouco tempo recebemos uma família da Jamaica. Deixe-me reforçar-lhe a ideia de que nenhuma mulher ficará sem apoio, isso é lei.
essas pessoas precisam de acompanhamento 24 horas por dia e nós não conseguimos responder a isso. Não estaríamos a prestar um bom serviço. Há uns anos tentámos e aceitámos alguns casos de mulheres dependentes de drogas e provamos isso mesmo: não temos capacidade para proporcionar uma boa ajuda. Como é que as mulheres chegam até vós? Através dos serviços sociais? Sim, muitas das vezes. Mas também através de advogados ou outras or-
Aqui presta-se apoio e reúnem-se as condições para que as mulheres possam, cada uma a seu tempo, construir a sua família, voltar à comunidade e ter a sua própria vida
ganizações. Há um bom contacto entre as associações existentes em Macau, por isso é que, mesmo ao pedir ajuda, a pessoa, se não recebe neste [centro], é encaminhada para outro. Nunca ficará sem auxílio. Mas adianto-lhe que nós, Centro, é que decidimos quem aceitamos ou não. Os serviços sociais não estão ligados a essa escolha. Dependendo da nossa disponibilidade de espaço, abrimos as portas a quem nos toca à campainha e garanto-lhe que evitamos toda a burocracia que muitas vezes é pedida. Conversamos e decidimos, tudo muito simples. Qual o número de mulheres que conseguem acolher? Podemos receber até 14 mulheres. Não ficamos sempre com esse número, às vezes temos menos. E não contamos com as crianças, porque essas muitas vezes dormem com as próprias mães. Só fazemos contas às mulheres e, nesse aspecto, temos licença para até 14 mulheres. - F.A.
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POLÍTICA
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XI JINPING ADVERTE CHUI SAI ON PARA GRANDES MUDANÇAS EM MACAU
Mais vale prever do que desiludir GCS
Chui Sai On ouviu em Pequim as palavras de alerta do Presidente chinês sobre os desafios que a RAEM vai ter de enfrentar
ciso identificá-las para conseguir estratégias de resposta”. O Presidente chinês disse ainda ao líder do Governo de Macau para ser diligente no desempenho do seu dever, no sentido de prever e de estar preparado, bem como para melhorar o trabalho da Administração e impulsionar o desenvolvimento sustentável do território. Xi Jinping alerta que é necessário saber antever as mudanças para Macau “não desiludir o Governo Central”.
TRABALHO FEITO
C
HUI Sai On recebeu ontem, em Pequim, o decreto do Conselho de Estado assinado pelo primeiro-ministro chinês, Li Kequiang, que o nomeia como Chefe do Executivo de Macau, após a reeleição de 31 de Agosto. Além de prometer pleno apoio ao Governo da RAEM, “o Governo Central irá impulsionar activamente o intercâmbio e a cooperação entre Macau e o interior da China e assegurar o papel único de Macau no desenvolvimento global do país”, afirmou Li Kequiang, em declarações citadas pela
des mudanças e isso vai exigir um melhor trabalho por parte da nova Administração”, disse o Presidente, que recebeu ontem Chui Sai On, no Grande Palácio do Povo, na capital chinesa, depois de o Chefe do Executivo ter recebido das mãos do primeiro-ministro Li Keqiang o decreto de nomeação para um segundo mandato à frente dos destinos da RAEM. Xi Jinping afirmou apreciar o
“O ambiente interno e externo de Macau tem testemunhado grandes mudanças e isso vai exigir um melhor trabalho por parte da nova Administração” XI JINPING
trabalho de Chui Sai On e da sua Administração e a forma como lida com vários desafios, desenvolvendo a economia, melhorando as condições de vida da população, assim como a comunicação com o interior da China. Segundo notícia avançada pela Rádio Macau, em Pequim, Xi Jinping fez questão de frisar, contudo, que estas mudanças “são alterações de grande dimensão” e que, por isso, “é pre-
GOVERNO CHUI SAI ON RECEBEU DECRETO DE NOMEAÇÃO DE LI KEQUIANG
Um Chefe comprometido agência oficial chinesa Xinhua. De acordo com notícia avançada pela Rádio Macau, em Pequim, Li Keqiang prometeu apoiar o Governo para um desenvolvimento sustentável e uma sociedade harmoniosa. A rádio cita Li Keqiang dizendo que, para os próximos cinco anos, espera que o Governo da RAEM consiga responder às expectativas da população e que Chui Sai On
realize os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.
PROMESSAS SÃO PARA CUMPRIR
Já Chui Sai On, saudado pelo seu trabalho ao longo do primeiro mandato, comprometeu-se a realizar todas as propostas defendidas durante a campanha e prometeu ainda ouvir a população de Macau. O primeiro-ministro chinês teceu ainda elogios aos es-
GCS
O
Presidente chinês, Xi Jinping, advertiu ontem, em Pequim, o Chefe do Executivo de Macau que grandes mudanças estão para vir e que estas exigem um melhor trabalho. Xi Jinping diz que Macau está a deparar-se com “alterações de grande dimensão” que requerem “respostas”. “O ambiente interno e externo de Macau tem testemunhado gran-
O Presidente chinês congratulou ainda Chui Sai On, que ontem recebeu também o decreto de nomeação do Conselho de Estado, assinado pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, confirmando-o para um segundo e último mandato como Chefe do Executivo. Por seu turno, Chui Sai On aproveitou o encontro com o Presidente para garantir que a mudança para o novo campus da Universidade de Macau, na Ilha da Montanha, já está concluída. “Quero aproveitar para informar que, em Setembro, foi concluída a mudança da Universidade de Macau para a Ilha da Montanha. O novo campus está a funcionar normalmente, sendo a universidade pública mais importante de Macau. Insistimos no ensino, no estudo e na investigação para servir a sociedade, para que seja uma universidade de elite virada para o mundo”, frisou o líder do Governo reeleito, citado pela rádio. No encontro estiveram também o presidente e o vice-presidente da Assembleia Nacional Popular chinesa, Zhang Dejiang e Li Yuanchao, segundo a agência oficial chinesa Xinhua. Chui Sai On inicia a 20 de Dezembro o seu segundo e último mandato como Chefe do Executivo, devendo apresentar em breve os nomes que farão parte do elenco governativo da RAEM para os próximos cinco anos.
forços conjuntos, promovidos pelo Governo e população, em todas as esferas da sociedade, sob o apoio do Governo Central, para as grandes conquistas alcançadas na execução do princípio “Um país, dois sistemas” ao longo dos últimos 15 anos. Chui Sai On, com 57 anos, partiu no domingo para a capital chinesa, onde também foi recebido pelo Presidente chinês, Xi Jinping. A20 de Dezembro, inicia o seu segundo e último mandato como Chefe do Executivo, esperando-se que apresente, em breve, os nomes que farão parte do elenco governativo para os próximos cinco anos.
política 5
hoje macau terça-feira 23.9.2014
HONG KONG BILL CHOU E BRUCE KWONG FALAM SOBRE MACAU
GONÇALO LOBO PINHEIRO
ILL Chou, professor e vice-presidente da Associação Novo Macau, e o professor do Departamento de Administração Pública da Universidade de Macau Bruce Kwong foram convidados pelo Instituto de Educação de Hong Kong para falar sobre Macau e Chui Sai On. Sob o tema “O desenvolvimento de Macau depois da reeleição do Chefe do Executivo Chui Sai On”, os académicos são convidados a “partilhar as suas opiniões sobre as políticas de Macau a nível social e de desenvolvimento económico depois da reeleição de Chui Sai On” e juntam-se a Sonny Lo, professor do Instituto de Educação de Hong Kong, também ele especialista na área político-governamental de Macau. “Estou muito feliz por participar e considero muito importante para que os estudantes consigam perceber este assunto”, afirmou Bill Chou ao HM. “Se olharmos e analisarmos para o que aconteceu em Macau, conseguimos ter uma melhor posição
Bill Chou
Bruce Kwong
que nos permite especular em relação a Hong Kong e perceber o que muito provavelmente irá acontecer.” O debate decorrerá nas instalações do Instituto na próxima sexta-feira e está apontado para começar às 15 horas, tendo uma hora e meia de duração.
Recorde-se que começou ontem a semana de boicote às aulas anunciada pelos estudantes de Hong Kong (ver página 13). Os alunos estão contra a decisão de Pequim em condicionar as reformas eleitorais de Hong Kong e foram vários os académicos
Edifícios industriais À espera da revisão de normas
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deputado Chan Meng Kam entregou uma interpelação escrita ao Governo em que revela ter “pena” pelo facto de, após três anos, as medidas de revitalização dos edifícios industriais ainda não terem sido revistas, com as devidas melhorias. Segundo o deputado, isso faz com que a preservação e renovação desses edifícios não avance. Além disso, Chan Meng Kam disse que os preços e rendas das fracções em edifícios industriais não param de aumentar, sendo que o deputado cita mesmo dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), que mostram que, só no primeiro trimestre do ano, os preços nestes edifícios aumentaram 63%. Na óptica do deputado, isso faz com que as Pequenas e Médias Empresas (PME) e associações sem fins lucrativos sejam obrigados a sair dos edifícios. Chan Meng Kam lembrou ainda as declarações de Jaime Carion, director da Direcção de Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), que admitiu que o plano de revitalização não teve a eficiência desejada e que iriam ser feitas conclusões sobre o projecto. Chan Meng Kam questiona, por isso, como será feito o processo de revisão e a melhoria da eficiência do projecto depois de tomadas essas conclusões. O deputado quer ainda saber qual a situação do número de pedidos e aprovações para projectos de revitalização. - F.F.
que se uniram a esta causa, muitos deles assinando um documento que prestava apoio aos alunos. - F.A.
HOJE MACAU
Reeleição em discussão B
DEPUTADO QUER REGIME DE RESPONSABILIZAÇÃO
Gira o disco, não toca o mesmo N
G Kuok Cheong diz não ter dúvidas que grande parte dos Secretários deixará a pasta que ocupa e pede, por isso, mudanças na forma como tem sido conduzida a governação até agora. O deputado democrata pede, numa interpelação escrita, que o Executivo implemente o Regime de Responsabilização dos Altos Cargos, antes da entrada dos novos Secretários. Os novos cargos, recorde-se, entram em efectividade no dia 20 de Dezembro. Na interpelação, o deputado defende que as falhas administrativas do Governo se devem à falta deste mesmo regime, há muito prometido pelo Executivo, porque sempre que os Secretários falharam nunca foram questionados sobre os seus erros, nem
lhes foi pedido que assumissem responsabilidades, diz Ng Kuok Cheong. Sem essa avaliação, acrescenta o democrata, o Governo não conseguiu manter os bons profissionais e eliminar os maus. Algo que, segundo Ng Kuok Cheong, dificultou a existência de melhorias na Administração. Em caso de alteração dos Secretários, tal como acredita o deputado que vá acontecer, Ng Kuok questiona ainda o Governo se este irá fazer um balanço sobre a situação actual do Regime de Responsabilização antes da nova escolha. - F.F.
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Open Tender Notice Request for Proposal –Installation of a 2000kVA Transformer in the Power Room of New Hangar in Macau International Airport – RFQ-205 1. Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 2. Tendering method: Open tendering 3. Objective: To select a Contractor for the Installation of a 2000kVA Transformer in the Power Room of New Hangar in Macau International Airport. 4. Request for tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website www.macau-airport.com and www.camacau.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or changes/ modification/ amendment in the Tender Document. 5. Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 12:00 p.m. on 24 October 2014 (Macau Time) The addressee of the tender shall be Mr. Deng Jun – Chairman of the Executive Committee. The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted. 6. CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without stating any reasons. -END-
SOCIEDADE
Ana Macedo e Couto e Devin Wilhem estiveram fechados dentro de dois táxis sem qualquer motivo e a polícia pouco ou nada fez. Estes são apenas alguns exemplos de histórias dignas de filmes de terror de má qualidade que não páram de se repetir em Macau ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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AS várias irregularidades que têm sido protagonizadas por taxistas, há também histórias de sequestro. São casos de passageiros que, antes de chegarem ao seu destino, foram trancados dentro dos veículos pelos próprios taxistas, sem motivo aparente. Os dois casos dos quais o HM tem testemunhos reais começaram no Cotai, nas imediações do Venetian. Ana Macedo e Couto queria ir para a península, Devin Wilhelm queria regressar a casa, na Taipa. Mas, assim que apanharam um táxi, depois de um longo período de espera, as coisas mudaram subitamente de figura.
TRANCADO À PARTIDA
“Disse que queria ir para a Taipa, onde moro, e o taxista disse para sairmos. Dissemos que não. Tínhamos um polícia perto, que chamamos para nos ajudar. Supostamente é o papel deles”, começa por contar Devin Wilhelm, residente de Macau há mais de uma década. “O polícia estava a chegar e o condutor começou a ir embora para outra zona do Venetian. Assim que perdeu o polícia de vista começou a gritar para sairmos do táxi. O condutor retirou a sua identificação e a carta de condução para não tirarmos fotografias e, entretanto, ficou noutra fila de táxis, mas trancou a porta para não sairmos. Chamamos o guarda do Venetian e, quando este chegou, o taxista ficou com medo. Não sei porquê, parecia ter mais autoridade do que a polícia de Macau. O taxista começou a andar de novo e, nesse momento, não conseguíamos sair do táxi. Já tínhamos gasto mais de 45 minutos. Ele preferiu passar aqueles minutos dentro do táxi connosco em vez de nos levar a casa”, explica.
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TÁXIS RESIDENTES TRANCADOS POR TAXISTAS CRITICAM POLÍCIA
Sequestro ambulante Mas a história de Devin não ficaria por aí. O taxista acabou por chamar outros taxistas, que se recusaram a transportá-los. Nesse período, Devin e o amigo continuaram trancados. “Só sei que estávamos trancados dentro do táxi, sem controlo sobre o sítio onde iríamos. Ele não nos ia levar à Taipa”, recorda.
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DESCUBRA AS DIFERENÇAS
Também Ana Macedo e Couto nos recorda a sua história: tudo aconteceu junto ao Hotel Lisboa, já em Macau. O taxista parou e deixou entrar uma mulher, aparentemente, segundo a residente, esposa do condutor. Na hora de pagar e ter o recibo, tudo se complicou. “Quando chegámos ao nosso destino peguei no dinheiro e pedi recibo e quando o condutor viu que tinha 70 patacas na mão, deu-me o recibo, mas eu vi que a conta era abaixo de 60 patacas e então mudei, para lhe dar a quantia certa. Ele começou a gritar e não me queria dar o recibo. Saiu do táxi com o recibo na mão e trancou-nos dentro do carro. Chamei a polícia duas vezes porque ele estava a chamar outros taxistas que estavam atrás de nós e, então aí, as coisas tornaram-se
MUITO PARA CONTAR
assustadoras. O polícia levou algum tempo a aparecer, mas felizmente vi outro polícia na rua e comecei a chamá-lo para que nos deixasse sair do carro. Mas ele gritou para esperarmos. Ainda tinha comigo o dinheiro da tarifa. O polícia continuava a não nos deixar sair do carro, mas comecei a gritar a dizer que conhecia os meus direitos e que era um crime manterem-me trancada no carro quando nem estava a recusar pagar. Quando comecei a ameaçar que iria ligar para a esquadra então
SE É SEQUESTRO, A POLÍCIA PODE ACTUAR O HM contactou o advogado Pedro Leal, especialista na área penal, para saber qual o tipo de crime de que estamos a falar nestes casos de sequestro e qual deve ser a actuação das autoridades. “Não conheço os contornos e cada caso é um caso. Mas se uma pessoa é fechada dentro de um carro e impedida da sua liberdade, é um crime de sequestro. A pessoa é obrigada a tomar uma conduta que não quer”, explicou o advogado, que frisou ainda: “ando indignado com os taxistas em Macau. Não percebo que regras é que eles têm”. No caso de sequestro, em que não há violência, a moldura penal vai de um a cinco anos de prisão. “Se estamos na presença de um sequestro, se uma pessoa quer sair do carro, não a deixam sair, isso é um crime de sequestro, um crime público. Isso quer dizer que as autoridades, independentemente da vontade do sequestrado, têm de agir. Logo, não podem ficar passivos perante um crime que é público”, explicou Pedro Leal.
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O processo de atribuição de licenças para os taxistas, estes não são obrigados a entregar o registo criminal, ao contrário do que acontece para a obtenção de muitos documentos, como é o caso do BIR. O HM consultou os documentos necessários para a obtenção da licença junto do website da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), não tendo verificado a obrigatoriedade da apresentação do registo criminal total, sendo que é apenas exigido que
ao HM que apresentou ontem uma queixa formal junto da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Táxi (DSAT). “O funcionário estava incrédulo quando lhe dissemos que estivemos 30 minutos trancados dentro do carro, sendo que na maior parte do tempo a polícia estava presente e não fez nada para corrigir a situação. Disseram-me que o director do serviço ou departamento me vai ligar ainda esta semana. Caso isso não aconteça, pediram-me para não deixar passar o caso até ao próximo fim-de-semana sem qualquer tipo de comunicação”, explicou Ana Macedo e Couto ao HM.
o polícia disse ao taxista para destrancar o carro”, escreveu também Ana Macedo e Couto na página do Facebook intitulada “Macau Taxi Driver Shame”.
POLÍCIA INACTIVA
Se no caso de Ana Macedo e Couto as autoridades acabaram por dar alguma ajuda para resolver o caso, a Devin Wilhem a ajuda não chegou, mesmo que o residente se tenha inclusive pendurado na janela do carro. Contudo, só quando conseguiu deixar o veículo é que voltou a falar com o polícia que se encontrava nas imediações do Venetian. A explicação deixaria Devin incrédulo. “Chamámos o mesmo polícia, explicámos toda a situação e ela admitiu que não fez nada. Explicitamente disseram-nos que não têm poder nesses casos. Se quiséssemos fazer uma queixa tínhamos de nos deslocar a outro departamento, que fecha a partir das 18 horas”, contou ao HM. Devin Wilhem acabou por não apresentar nenhuma queixa, mas Ana Macedo e Couto confirmou
O HM sabe de outras histórias semelhantes de “sequestros” dentro dos táxis, sendo que algumas delas estão mesmo explícitas na página do Facebook “Macau Taxi Driver Shame”. A acção das autoridades tem sido muito criticada, precisamente por causa da falta de apoio aos residentes e da impunidade dos taxistas, que não podem ser multados pela polícia no caso de infracções mais ligeiras, nem pelos fiscalizadores da DSAT, quem tem, actualmente, algum poder de actuação face aos táxis. Recentemente, e segundo notícias em língua chinesa, um taxista chegou a atropelar um fiscalizador da DSAT. Até agora, ainda não foi possível ao HM perceber o resultado da situação. O HM tentou ainda chegar à fala com a Polícia de Segurança Pública (PSP), mas tal também não foi possível até ao fecho da edição. Residentes de Macau têm-se queixado que a situação de abuso dos taxistas piorou desde que o Governo mostrou intenções de fazer algumas alterações na lei que regula os táxis, pensando, por exemplo, em dar mais poder às autoridades policiais. A revisão da lei está, neste momento, em consulta pública. Ao HM, foi ainda possível recolher reacções de residentes que dizem, muitas vezes, não querer actuar “por não saberem as relações pessoais dos taxistas”.
TAXISTAS OBTER LICENÇAS SEM ENTREGAR REGISTO CRIMINAL
Processo demasiado fácil? “nos últimos dois anos, [o taxista] não tenha sido condenado por crime cometido no exercício da condução ou com inibição da faculdade de conduzir”.
UMA BOA IDEIA
Contactado pelo HM, Tony Kuok, presidente da Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxi, disse ser uma boa
ideia “adicionar a entrega do registo criminal para os taxistas obterem as licenças de táxi, tanto para quem compra as licenças como quem arrenda, para impedir os taxistas de cometerem irregularidades”. Contudo, Tony Kuok defendeu que “o mais importante é impedir as empresas de tratarem as licenças como se fossem um investimento, dando
prioridade aos taxistas que estão a trabalhar para que ganhem a licença mais facilmente, evitando a existência de pessoas no sector que não tenham uma vontade real de serem taxistas”, apontou. Recorde-se que, actualmente, a obtenção de licença de exploração de táxis é feita por concurso público, sendo que, posteriormente, quem receber a
licença pode como que sub-alugar o seu táxi, sendo que quem o vai conduzir tem de apresentar documentos e fazer um exame de acesso à profissão. Tony Kuok pediu mudanças nesse exame. “É necessário dificultar o exame para ganhar a carteira profissional, basta escolher entre o A, B e C, então é fácil obter a aprovação. É preciso rever o exame”, apontou. - A.S.S. e F.F.
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HOJE MACAU
CASINOS LÍDERES DE ASSOCIAÇÃO ACUSADOS DE DESOBEDIÊNCIA
As regras do jogo
Cinco líderes da Forefront of The Macau Gaming, responsável pela organização dos protestos contra as operadoras do jogo, foram acusados do crime de desobediência agravada e, segundo os próprios, constituídos arguidos CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
A
RGUIDOS. Cinco líderes da associação Forefront of The Macau Gaming (FMG) foram acusados do crime de desobediência agravada pelas autoridades e podem, agora, enfrentar um processo. Ieong Man Teng, presidente da associação, Lei Kuok Keong, vice-presidente, Feiji Loi, director do Conselho de Supervisão, Ung Kum Ip, administrativo, e Cloee Chao, secretária-geral da associação asseguraram ao HM ter sido já constituídos arguidos, ainda que não saibam detalhes sobre as acusações. O caso está relacionado com a manifestação contra o MGM, a 25 de Agosto. Na altura, os cinco responsáveis da FMG foram impedidos de chegar à entrada do casino do leão por uma barreira de agentes da PSP, mas tentaram, à força, quebrar a fileira.
O SILÊNCIO DOS INTERVENIENTES
Lei Kuok Keong disse ao HM que, quando foram questionados pela PSP, os cincos membros da associação preferiram ficar em silêncio e falam apenas quando o caso chegar
a tribunal, para darem, dizem, a sua versão dos acontecimentos. Segundo o vice-presidente, nos dias 9, 12 e 17, os cinco foram convidados pela PSP para ser questionados e foi nesse último dia que a polícia lhes disse serem arguidos. Os responsáveis dizem que as acusações não passam de mal-entendidos. “Pensamos que a polícia até nem tem provas suficientes para nos processar, porque, durante as manifestações, como negociamos
“Apenas pensávamos que poderíamos ser demitidos pelas operadoras e que os nossos salários iam baixar, mas nunca que iríamos ser arguidos por causa de acções contra a polícia” LEI KUOK KEONG Vice-presidente da associação
com os funcionários da MGM e com a polícia, parámos a acção e não houve mais conflitos. Não percebemos porque só duas semanas depois é que a polícia nos processa e nos considerar arguidos, porque até pensámos que o caso já tinha passado.” A associação afirma que o motivo dos funcionários da MGM para a manifestação foi apenas para demonstrar as suas reivindicações à operadora e que nunca houve intenção de quebrar “a defesa dos polícias”“Acredito que fomos considerados arguidos apenas por uma questão de mal-entendidos com a polícia durante aquele conflito nas manifestações do dia 25 de Agosto, mas a nossa associação insta a PSP a retirar o processo aos cinco membros e tirar as dúvidas aos funcionários do jogo”, frisou Lei Kuok Keong, acrescentando que a associação “lamenta” a forma de investigação da polícia.
mas assegura que estes nunca pensaram vir a tornar-se arguidos. “Apenas pensávamos que poderíamos ser demitidos pelas operadoras e que os nossos salários iam baixar, mas nunca que iríamos ser arguidos por causa de acções contra a polícia. Se calhar também é uma pressão que vem das operadoras do jogo, porque se fôssemos arguidos ou tivéssemos mesmo que responder por um crime em tribunal, a operadora [MGM] teria uma razão para nos demitir. Contudo, isto é mera
SACRIFÍCIOS NECESSÁRIOS
A FMG admitiu ao HM que, no início das manifestações contra o jogo, os membros da associação já estavam preparados para eventuais “sacrifícios” após o movimento,
especulação. Espero que isto seja apenas um mal-entendido entre nós e a polícia. Também, gostaríamos que a polícia contasse a toda a sociedade o que é exactamente o crime de desobediência agravada, porque muitos residentes vão participar nas manifestações. Será que a polícia pode explicar aos manifestantes?” A polícia informou em comunicado ao fim do dia que agiu de acordo com a lei e que não teve qualquer tipo de comportamento inadequado.
MANIFESTAÇÃO CONTRA MGM CANCEL ADA POR FALTA DE AUTORIZAÇÕES O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) disse que a manifestação inicialmente marcada para ontem contra a MGM não aconteceu devido à falta de tratamento de formalidades. De acordo com o instituto, a organização da manifestação não pediu atempadamente a permissão para os percursos a ser feitos pelos manifestantes e, por isso, as manifestações contra a operadora do leão foram canceladas ontem.
FMG LAMENTA FALTA DE ENCONTROS ENTRE AS PARTES
Empresas “favorecidas” “D
A FMG ironizou ontem as acusações de desobediência agravada, com os cinco líderes acusados a aparecerem atrás das grades
ESDE o final de Junho que houve funcionários da Sands China a reflectir problemas na promoção do cargo e a associação começou a realizar os movimentos dos trabalhadores do jogo”, escreveu numa declaração a FMG. “Só lamentamos que as três operadoras do jogo - respectivamente a Sands China, Galaxy e a Sociedade dos Jogos de Macau (SJM) - nunca aceitaram o convite para uma conferência a três partes e até houve operadoras a divulgar rumores falsos contra nós. Tudo isso causou, nos trabalhadores, a sensação que os empregadores não querem resolver os conflitos laborais.”
Lei Kuok Keong, vice-presidente da associação, frisou ainda ao HM que considera que o Governo “até tem uma posição a favor” dos empregadores. “Pedimos uma reunião entre as três partes, mas uma vez, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) ligou à associação e apenas arranjou uma reunião entre o Governo e a associação, sendo que o conteúdo da declaração do Governo era quase igual a uma declaração da SJM sobre as licenças obrigatórias sem vencimento. A DSAL pediu-nos na reunião para convencer os funcionários da
SJM a aceitar as condições da operadora do jogo”, assegurou o vice-presidente da associação. “Como já comunicamos com os funcionários da SJM, consideramos que o pedido da DSAL não é racional, por isso rejeitamos esta reunião.” Lei considera que se a DSAL quisesse mesmo intervir no caso, poderia arranjar uma reunião. Em declaração ao HM, o responsável acrescentou que a declaração da SJM foi enviada “para combater as manifestações e greves dos funcionários” da operadora. - C.L.
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hoje macau terça-feira 23.9.2014
TAXA DE INFLAÇÃO ATINGE 6,06%
A culpa é das rendas A Encontrada jovem desaparecida há dez dias
Cheang Ka Kei, uma residente de 16 anos que estava desaparecida deste o dia 12 deste mês, foi encontrada em Zhejiang, uma província perto de Xangai, tendo já regressado a Macau. Segundo o deputado Si Ka Lon, a rapariga foi descoberta “graças à ajuda de vários amigos, bem como a advogados, escolas e ao departamento de segurança da China”, confirmou o HM. Até ao fecho da edição, não foi possível confirmar se a rapariga foi vítima de tráfico humano.
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taxa de inflação em Macau atingiu mais de 6%. De acordo com dados recentes, nos 12 meses terminados em Agosto em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, a taxa de inflação atingiu 6,06%, indicam informações oficiais ontem divulgadas. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), verificaram-se acréscimos significativos em algumas das áreas do quotidiano, com especial destaque para os índices de preços da habitação e combustíveis, que subiram 11,72%, para os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, cujo aumento foi de 6,40%, e na área de equipamento doméstico e materiais de utilização corrente, que subiu 5,82%. Em contrapartida, o índice de preços da secção de comunicações desceu 1%.
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) relativo apenas ao mês de Agosto subiu 6,07% face ao mesmo mês de 2013, num crescimento impulsionado pelo aumento das rendas de casa e dos preços das refeições adquiridas fora de casa, informa a DSEC, indicando que, em termos mensais, o IPC registou um crescimento de 0,31%. Já nos primeiros oito meses do ano, o IPC geral médio
expandiu-se 6,11% face ao período homólogo do ano passado. O IPC geral, com base no período 2008/2009, permite conhecer a influência da variação de preços na generalidade da população de Macau.
Ambiente Estudo sobre conhecimento da população
A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) levará a cabo um inquérito, via telefone, para perceber o nível de conhecimento da população em relação à protecção ambiental. “Os destinatários são residentes de Macau com 15 anos de idade ou superior”, informou a DSPA, explicando que objectivo do estudo, que decorre este mês, é de “conhecer, de modo contínuo, os conhecimentos e comportamentos ecológicos, a satisfação sobre a situação do ambiente, as formas de obtenção de informações ambientais da população e as tendências de mudança”.
Direito 90% dos licenciados passaram no exame
Paulino Comandante, advogado e membro da Associação dos Advogados (AAM), disse ontem ao canal chinês da Rádio Macau que mais de 30 alunos licenciados em Direito fizeram o curso em Língua Portuguesa organizado pela AAM, sendo que 90% teve bom aproveitamento, estando neste momento em período de estágio. Em relação ao caso da Rua do Padre João Clímaco, que terminou esta semana com a absolvição do empresário acusado pelos vendedores ambulantes, Paulino Comandante disse que não existem “vazios” na lei quanto à posse pacífica de terrenos, defendida pelo empresário, tendo chamado a atenção sobre o “rigor” da decisão do tribunal.
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HOJE MACAU
MP Investigação a dois casos de ocupação ilegal
O Ministério Público abriu um processo de investigação a dois casos de ocupação ilegal de terrenos em Coloane, indica o organismo em nota à imprensa. Os terrenos em causa, pertencentes ao Governo, foram invadidos mais do que uma vez, sendo que os ocupantes destruíram as grades existentes nos terrenos, que ocuparam com máquinas de construção, contentores e veículos. O nome dos autores da ocupação é ainda um mistério e, por isso, o MP, acreditando que esta ocupação foi intencional, decidiu avançar com uma investigação para os descobrir.
Fronteira na nova ponte custa 71 milhões
TRABALHO ACADÉMICO PEDE MAIS CELERIDADE NO REGISTO PROFISSIONAL
Venha a nós o vosso poder
Leung Kai Yin critica a falta de desenvolvimento na criação de normas para a obtenção de credenciação profissional e pede a Chui Sai On que acelere os trabalhos, de forma a diminuir as dificuldades de mão-de-obra. Sugere mesmo que as associações tenham poder para emitir estas licenças FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
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EUNG Kai Yin, professor da área de Serviços Sociais do Instituto Politécnico de Macau (IPM) espera que Chui Sai On, Chefe do Executivo, inicie, de facto, a credenciação profissional nos vários sectores do trabalho. Em declarações à imprensa chinesa, o académico diz que só assim se pode tentar colmatar a falta de mão-de-obra e recursos humanos em Macau. “Espero que o Chefe do Executivo acelere o registo dos profissionais no próximo mandato”, afirmou Leung Kai Yin.
DESCENTRALIZAR É PRECISO
O também comentador considera que o Governo tem mantido uma posição demasiado dominante no âmbito da credenciação de profissionais, o que faz com que os processos de registo e pedido de licenças profissionais “sejam muito lentos”. Leung Kai Yin sugere que o Executivo atribua mais poder às associações profissionais para que possam ser elas
a criar estatutos e normas deontológicas e, posteriormente, formas de registo dos profissionais. Para Leung Kai Yin, esta alternativa “poderá acelerar os processos de credenciação profissional”. Recorde-se que, em Macau, são muitas as profissões que ainda não têm credenciação profissional. Caso disso é a profissão de assistente social, cuja obtenção de licenças profissionais está a ser prometida pelo Governo há mais de dois anos. Mas não só: também não há ainda credenciação profissional para os
“Em Macau, é necessária mão-de-obra em diversos sectores. No entanto, ainda não há um regime de credenciação coordenado com os profissionais” LEUNG KAI YIN Professor da área de Serviços Sociais do IPM
trabalhadores da construção civil, sendo que, só agora, a Assembleia Legislativa está a analisar na especialidade a proposta do Regime Jurídico de Acreditação, Registo, Inscrição e Qualificação para o Exercício de Funções Profissionais nos Domínios da Construção Civil e do Urbanismo.
O Governo adjudicou ao consórcio JPC Consultadoria de Arquitectura Limitada, BLA Consultores de Arquitectura e Engenharia Limitada e P & T Architects and Engineers Limited Sucursal de Macau a concepção do projecto de construção do edifício da fronteira e equipamentos de apoio junto à futura ponte Macau-Zhuhai-Hong Kong. Segundo um despacho publicado ontem em Boletim Oficial, o contrato custa ao Governo 71 milhões de patacas. O projecto só deverá estar concluído em 2016, uma vez que o montante vai ser pago parcialmente até essa data.
Myanmar Associações pedem importação de trabalhadores
A Associação para a Promoção da Indústria e Comércio entre o Myanmar e Chineses Ultramarinos e a Federação das Agências de Recursos Humanos de Macau pedem ao Governo que sejam importados mais recursos humanos do Myanmar, antiga Birmânia, para que se resolva a falta de profissionais em Macau. As duas entidades reuniram com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Gabinete de Recursos Humanos e serviços de emigração, e, segundo um comunicado, também pediram uma facilitação das vias e processos de importação dos trabalhadores oriundos do Myanmar. Na quinta-feira, as duas associações deverão assinar um protocolo de acordo.
PARADOS NO TEMPO
Num fórum organizado pelo grupo Macau Wisdom Convergence, no domingo passado, o académico apontou ainda que as normas para a obtenção destas licenças não tiveram “qualquer desenvolvimento nos últimos anos”, independentemente do sector a que se referem. Se as houvesse, diz, poderia haver melhorias na escassez de recursos humanos. “Em Macau, é necessária mão-de-obra em diversos sectores. No entanto, ainda não há um regime de credenciação coordenado com os profissionais e isto faz com que alguns investidores optem por recrutar pessoas que já registaram a sua profissão no estrangeiro. Isto impede claramente a mobilidade ascendente dos jovens locais”, explicou o professor aos jornais chineses.
TNR Operários querem diminuir quota no jogo
A Associação dos Empregados das Empresas de Jogo de Macau, que tem ligação à Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM), reuniu ontem com o Gabinete de Recursos Humanos, juntamente com 30 funcionários do sector do jogo. O encontro serviu para a associação pedir a diminuição da quota de não residentes no sector do jogo, bem como a melhoria das condições de trabalho para os locais. A associação lembrou que, em muitos dos cargos em restaurantes e na área da segurança e limpeza, os salários não vão além das oito mil patacas, sendo que muitos locais defendem que a vinda de não residentes vai diminuir os salários dos locais.
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EVENTOS Música Khalil Fong no Venetian em Outubro
O cantor Khalil Fong, estrela de r&b e música soul, actua no Venetian no próximo dia 4 de Outubro. Esta é a segunda vez que o artista de Hong Kong vem a Macau e sobe ao palco da Arena do Venetian. “Soulboy Lights Up World Tour Macau” é o nome do concerto que marca ainda a estreia de Khalil Fong como parte integrante da equipa de produção de todo o espectáculo. Nascido no Hawaii, Fong é considerado um dos mais talentosos jovens músicos de Hong Kong e mistura o som da sua voz com o ritmo da sua guitarra. Fong lançou o seu primeiro álbum “Soul Boy” em 2005, aclamado pela crítica, e escreve e compõe músicas para outros cantores de Hong Kong e de Taiwan. Os bilhetes para o espectáculo, às 20h00, já estão à venda e custam entre 88 a 880 patacas.
USJ Palestra sobre a comunidade filipina
Chama-se “A heritage of Well-Being: The Connectivity of the Filipino” e vai ser conduzida por Felipe M. de Leon Jr., professor e presidente da Comissão Nacional da Cultura e das Artes e presidente da Humanities Division of the National Research Council das Filipinas. A Universidade de São José apresenta amanhã uma palestra sobre a comunidade filipina, que incide sobretudo na cultura da partilha entre a comunidade filipina. “Em geral, os filipinos valorizam as relações e a família mais do que o poder e a riqueza. O núcleo da psicologia filipina versa sobre a humanidade ao mais alto nível e exclui qualquer acção que possa ser prejudicial a outros seres humanos”, realça a universidade em comunicado. Uma palestra que versa sobre os valores da comunidade e que está marcada para as 18h30 de amanhã, no campus da USJ, com entrada livre.
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hoje macau terça
A identidade feminina ocupa um lugar de destaque na edição deste ano do festival apresentado pelo CCM que exibe 14 películas de mais de dez países
O
melhor do cinema asiático está de regresso ao Centro Cultural de Macau (CCM) já em Outubro. Os amantes da sétima arte vão poder apreciar 14 projecções oriundas de mais de uma dezena países da Ásia, com principal destaque para a nova secção “Mulheres no Médio Oriente e Não Só”, uma selecção de cinco trabalhos focados em mulheres e no seu papel nos
CINEMA CCM APRESENTA 14 FILMES ASIÁT
Um festim no
Ka Ming Fung
diferentes países exóticos de que são oriundas. Em “Mulheres no Médio Oriente e Não Só” podemos ver “Wadjda”, a primeira película rodada e produzida na Arábia Saudita e também a primeira longa-metragem dirigida por uma realizadora saudita, o filme “O Passado”, o mais recente trabalho de
Asghar Farhad e a produção palestiniana “Omar”, um thriller intenso que aborda as dificuldades e as lutas pessoais numa zona problemática do mundo. Seguem-se filmes como “Em Flor”, premiado no 36º Festival de Cinema de Berlim, que nos traz um retrato da vida na Geórgia recém-independente, após
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TICOS DE 17 A 26 DE OUTUBRO
o grande ecrã a queda da URSS, e “Mau Rosário”, que leva o público a viajar num drama romântico produzido na Turquia e que aborda uma história de amor entre um muçulmano e uma católica. “Estes cinco filmes expõem panoramas culturais, urbanos e sociais de regiões misteriosas permitindo uma exploração significativa da identidade feminina em países enigmáticos”, realça o CCM.
FILMES PARA TODOS OS GOSTOS
O Visor do Cinema Asiático é um evento bianual apresen-
tado pelo CCM em parceria com o Festival de Cinema de Hong-Kong e o grupo audiovisual local CUT. Este ano a decorrer de 17 a 26 de Outubro, o evento traz ainda filmes como “Trânsito”, uma produção filipina que explora a vida de emigrantes no Médio Oriente - expondo ansiedades semelhantes às que afectam a vasta comunidade filipina que vive e trabalha em Macau – “Rainha”, uma comédia que é o grande sucesso de bilheteira na Índia este ano e “Carvão
UMA EXPOSIÇÃO A ABRIR A anteceder as projecções, terá lugar uma exposição itinerante entre a Universidade de Macau e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, que decorrerá de finais de Setembro ao final de Outubro. Noutra actividade paralela, Ka Ming Fung vai moderar uma tertúlia que antecede a exibição do filme “Wadjda”. O crítico de cinema de Hong Kong lança o debate sobre a liberalização das mulheres no grande ecrã levando os participantes numa viagem através do cinema do Médio Oriente.
Negro, Gelo Fino”, vencedor de um Urso de Ouro para Melhor Filme e de um Urso de Prata para Melhor Actor no Festival Internacional de Cinema de Berlim deste ano. “A Foto que Faltava”, um documentário do Camboja que, utilizando figuras em barro revive a época do genocídio, é outra das projecções na lista, que inclui também “Estou Aqui”, um documentário local que aborda o
tema da homossexualidade feminina em Macau. “Este festim no grande ecrã inclui temáticas para todos, dos filmes negros e dos thrillers ao humor, passando pelas películas controversas, evocativas e comoventes”, promete o CCM. A mostra tem início a 17 de Outubro e encerra a 26 de Outubro. Os bilhetes já estão disponíveis e custam 60 patacas.
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O QUE FAZER ESTA SEMANA DIARIAMENTE
EXPOSIÇÃO “MACAU OF MY OWN”, DE EDUARDO MAGALHÃES Creative Macau ENTRADA LIVRE EXPOSIÇÃO PIONEIRISMO DO MOVIMENTO DA NOVA CULTURA – UMA EXPOSIÇÃO DE QIAN XUANTONG Museu de Arte de Macau ENTRADA LIVRE
AMANHÃ
PALESTRA “A HERITAGE OF WELL-BEING: THE CONNECTIVITY OF THE FILIPINO”, COM FELIPE M. DE LEON, JR. Universidade de São José, 18h30 ENTRADA LIVRE
QUINTA-FEIRA
CALENDÁRIO 17/10 – 21h30 Esperança (Lee Joon-ik, Coreia)
SEMINÁRIO “O CONTRIBUTO DA CULTURA PARA O DESENVOLVIMENTO”, COM JOSÉ TOLETINO DE MENDONÇA Fundação Rui Cunha, 18h30 ENTRADA LIVRE
18/10 – 16h30 Wadja (Haifaa Al Mansour, Arábia Saudita)
SÁBADO
19/10 – 16h30 Trânsito (Hannah Espia, Filipinas)
SEMINÁRIO “VER O MUNDO PELOS OLHOS DAS CRIANÇAS” Armazém do Boi, 17h00 ENTRADA LIVRE
21h30 O Passado (Asghar Farhadi, Irão) Em Flor
19h30 Omar (Hany Abu-Assad, Palestina)
CONCURSO DE FOGO DE ARTIFÍCIO DE MACAU EQUIPA DE PORTUGAL Largo da Torre de Macau, 21h00 ENTRADA LIVRE
20/10 – 19h30 Estou Aqui (Choi Ian Sin, Macau) 21/10 - 19h30 Maria Está Feliz, Maria Está Feliz
(Nawapol Thamrongrattanarit, Tailândia)
22/10 - 19h30 A Foto que Faltava (Rithy Pahn, Camboja)
Rainha
Maria Está Feliz, Maria Está Feliz
23/10 - 19h30 Uma Vez em Quchi (Chang Tso-Chi, Taiwan)
CONCURSO DE FOGO DE ARTIFÍCIO DE MACAU EQUIPA DA AUSTRÁLIA Largo da Torre de Macau, 21h30 ENTRADA LIVRE CONCURSO DE FOGO DE ARTIFÍCIO DE MACAU EQUIPA DA FRANÇA Largo da Torre de Macau, 22h00 ENTRADA LIVRE
24/10 - 21h30 Ravina do Adeus (Tatsushi Omori, Japão) 25/10 - 16h30 Em Flor (Nana Ekvtimishvili e Simon Gross, Geórgia) 21h30 Carvão Negro, Gelo Fino (Diao Yinan, China)
DOMINGO
26/10 - 16h30 Mau Rosário (Mahmut Fazıl Coşkun, Turquia)
WORKSHOP PARA CRIANÇAS “PAPER DREAM HOUSE” Armazém do Boi, 10h00 50 PATACAS
19h30 Rainha (Vikas Bahl, Índia) Uma Vez em Quchi
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
O LIVRO DE AGUSTINA • Agustina Bessa-Luís Esta é uma autobiografia que evoca a família e a vida da escritora sensivelmente até ao 25 de Abril, simultaneamente um retrato de um Portugal desaparecido e um livro indispensável para compreender as raízes da escrita da mais importante escritora portuguesa viva, um dos vultos marcantes da cultura portuguesa contemporânea. Começa por recordar os avós, segue para o pai «brasileiro», jogador inveterado, personagem romântica por excelência. A mãe aparece como uma figura mais apagada. Mas há também uma tia em que inspirou a «Sibila» e uma galeria de outros secundários. Em criança, Agustina isola-se nos livros, num cinema que o pai explorava, no exemplo de uma professora. Sente-se com vocação para a escrita, e o pai apoia a sua carreira literária. Aos quinze anos produz os seus primeiros romances. Lê muito. Entretanto peregrina por terras do Norte: Amarante, Gaia, Maia, Póvoa, Vila do Conde, e também por Coimbra, onde decide casar, e finalmente o Porto. No seu estilo incomparável, Agustina deambula pelo passado e auto-retrata-se pelo caminho. Abundantemente documentada por fotografias familiares de época do espólio pessoal da autora, numa edição em elegante formato, cartonada, mas de preço acessível ao leitor médio, esta nova edição permite agora divulgar junto do grande público um texto que fora anteriormente publicado numa edição limitada e numerada e em formato de luxo.
NOS SONHOS COMEÇAM AS RESPONSABILIDADES • Delmore Schwartz
Nos Sonhos Começam as Responsabilidades é uma obra-prima da literatura americana. Uma avaliação confirmada pelos leitores em todo o mundo, mas também por grandes escritores como Vladimir Nabokov, T.S. Eliot ou Saul Bellow. Um adolescente, cujo nome nunca saberemos, assiste à projecção de um filme...
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CHINA
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Desabamento faz três mortos e 12 feridos
ECONOMIA MENOS VIGOR INTERNO E ALTA APOSTA NO EXTERIOR
Três pessoas morreram e 12 outras ficaram feridas, no domingo ao final da tarde, depois de uma casa em construção ter desabado na província de Shanxi, no norte da China, informou ontem a agência Xinhua. Dos 12 feridos no acidente, que ocorreu na cidade de Taiyuan, dois encontram-se em estado grave. As operações de resgate continuam em curso, estando as causas do acidente a serem investigadas pelas autoridades, de acordo com a agência oficial chinesa.
Dois mortos e vários feridos em explosões
Pelo menos duas pessoas morreram numa série de explosões no domingo na região de Xinjiang, oeste da China, revelou a imprensa estatal. O número de feridos é indeterminado, os quais foram transportados para hospitais da zona. A região de Xinjiang é palco frequente de violência étnica perpetrada pela maioria uigure contra o que dizem ser a ocupação chinesa da região. Segundo a imprensa estatal as explosões tiveram lugar no condado de Luntai, em Xinjinag, pelas 17:00. De acordo com o portal de notícias Tianshan, citado pelo diário South China Morning Post, de Hong Kong, o ataque surge como algo coordenado. O mesmo portal sublinha, contudo, que a ordem pública não foi afectada e nenhum acontecimento de protesto ou violência foi registado posteriormente às explosões.
Jovem tibetano imola-se pelo fogo
Um jovem tibetano morreu depois de se ter imolado pelo fogo no noroeste da China, informou ontem a imprensa estrangeira e o grupo activista sedeado na Inglaterra Free Tibet. O estudante Lhamo Tashi morreu na quarta-feira, mas a notícia só foi divulgada no fim de semana, de acordo com a agência AFP. O jovem morreu depois de se ter imolado pelo fogo em frente a uma esquadra de polícia em Hezuo, área onde vivem muitos tibetanos na província de Gansu, informou o Free Tibet, citando testemunhas locais. A mais recente imolação pelo fogo remontava a Abril. O Dalai Lama descreveu na semana passada o Presidente chinês, Xi Jinping, como o “mais aberto” dos líderes chineses que visitaram a Índia para conversações com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. PUB
HM-1ª vez 23-9-14
ANÚNCIO
Proc. Execução Ordinária nº. CV3-13-0111-CEO
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A China, cada vez mais selectiva em relação às novas entradas no seu mercado, investe em força na actividade externa
O
desempenho da indústria chinesa em Agosto foi o pior dos últimos seis anos. A notícia gerou, na semana passada, uma série de novas e velhas especulações sobre se a economia vai atingir a meta de crescimento projectada para 2014: 7,5%. O governo continua a investir fortemente em linhas de caminho-de-ferro e já disponibilizou 99% dos recursos destinados à recuperação de áreas urbanas deprimidas, cerca de 36 mil milhões de dólares. Mas ninguém está seguro de que esta acção seja suficiente. Nos últimos dias, soube-se que o Banco Central injectou 81 mil milhões de dólares nos cinco maiores bancos, e as autoridades têm vindo a ampliar as medidas para fortalecer as pequenas empresas, cuja vida média é curta: 3,7 anos. A ideia é garantir-lhes um espaço maior na economia.
COINCIDÊNCIAS 3º Juízo cível
EXEQUENTE: DIVERSÕES GOLD CITY SOCIEDADE UNIPESSOAL LDA, com sede na Rua de Londres, nº 98, Edifício Wan U Hou Teng – Wan Seng Hin, Bloco I, 4º. Andar “B” em Macau.---------------------------------------------Executado: CARLOS ALBERTO JORGE, ora ausente em parte incerta, com última residência em Macau, na Avª. Comercial de Macau, Edif. Lake View Tower, 17º Q.----------------------------------------------------------------------------*** FAZ-SE SABER que, pelo Tribunal, Juízo e processo acima referidos, correm ÉDITOS DE TRINTA (30) DIAS, a contar da data da segunda e última publicação dos respectivos anúncios, citando, o executado acima identificado, para no prazo de VINTE (20) DIAS, decorridos que sejam os dos éditos, pagar ao exequente a quantia de MOP$34.552.226,71 (Trinta e quatro milhões, quinhentos e cinquenta e duas mil, duzentas e vinte e seis patacas e setenta e um avos), acrescida de juros e custas, ou no mesmo prazo, deduzir oposição por embargos ou nomear bens à penhora, sob pena de não o fazer saber devolvido ao exequente o direito de nomeação, seguindo o processo os ulteriores termos até final à sua revelia, com a advertência de que é obrigatória a constituição de advogado, caso sejam opostos embargos ou tenha lugar a qualquer outro procedimento que siga os termos do processo declarativo.----------------------------------------- Tudo conforme melhor consta do duplicado da petição inicial que neste 3º Juízo Cível se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta Secretaria Judicial nas horas normais de expediente.------------------------------------Macau, 15 de Setembro de 2014.
Momento de alto contraste
O arrefecimento interno está em linha com alguns sinais na área dos investimentos directos externos. Ainda há um grande número de empresas que procura chegar à China. De Janeiro a Agosto o número de entradas foi de 15.200 empresas. Mas o período registou também uma queda expressiva do fluxo originário das fontes que mais estiveram presentes nas últimas décadas.
Os investimentos japoneses caíram 43,3%, os americanos 16,9%, os da União Europeia 17,9%. Já há quem preveja que a era das grandes empresas multinacionais a ingressar no país está próxima do fim.
OUTRAS EXIGÊNCIAS
O Ministério do Comércio anunciou há dias que vai rever e unificar a legislação sobre os investimentos externos. Realiza actualmente uma espécie de consulta pública para o efeito. Além disto, os custos de produção estão mais elevados, a vigilância sobre as multinacionais mais acirrada. A China dá sinais de que será cada vez mais
selectiva na aprovação de novos empreendimentos, e os sectores tradicionais que ainda desejarem penetrar no mercado terão que se instalar no oeste. A grande lição a extrair para as empresas que ainda projectam investir no país é óbvia: a janela de oportunidade relativamente ampla para os estrangeiros possivelmente não será mais a mesma num futuro próximo. Há outra lição, menos evidente. A perspectiva de um crescimento económico aquém das expectativas em nada está a inibir uma postura extraordinariamente activa do governo chinês no
A janela de oportunidade relativamente ampla para os estrangeiros possivelmente não será mais a mesma num futuro próximo
Pequim recebe empresários japoneses
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AIS de 200 executivos japoneses viajaram ontem do Japão para a China, na expectativa de terem uma audiência com o Presidente chinês, Xi Jinping, numa altura em que os dois países vivem relações tensas. A comitiva que se vai deslocar a Pequim em visita anual é a maior desde 1975, disse um responsável de uma Associação Económica Japão-China, à agência AFP. A tensão entre os dois países
intensificou-se nos últimos anos, com as disputas territoriais no Mar da China Oriental e com a visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, a um santuário que homenageia japoneses mortos em combates, incluindo criminosos de guerra. Não foi realizada qualquer cimeira Japão-China desde que Shinzo Abe assumiu o poder, em Dezembro de 2012, mas Tóquio espera que seja realizada uma reunião à margem do
financiamento e execução de projectos no exterior e também das empresas, na procura de fusões e aquisições em todo o mundo. Muitos empresários chineses passaram a acreditar que numa economia em que as empresas públicas não perderão espaço, o melhor mesmo é operar no exterior e, de lá, exportar para a China. Ou seja, para aqueles que quiserem penetrar no grande mercado chinês, uma boa alternativa se associar-se, fora da China, a quem é da realidade local. Em suma, é este o grande contraste chinês do momento: a economia interna menos vigorosa, uma estratégia económica externa de tirar o fôlego. Quem estiver actualmente a planear algo terá inevitavelmente que levar essa realidade em consideração. E, evidentemente, apertar o passo.
fórum para a cooperação económica da Ásia-Pacífico a decorrer em Pequim, em Novembro. “Pedimos reuniões com o Presidente Xi Jinping e com o primeiro-ministro, Li Keqiang, mas ainda não recebemos resposta”, disse um responsável do grupo liderado pelo presidente honorário da Toyota Motor, Fujio Cho. Durante a visita à China, os executivos das principais empresas japonesas vão reunir com responsáveis encarregados do desenvolvimento nacional, comércio, indústria e comunicação, informou o grupo.
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HONG KONG UM QUINTO DOS HABITANTES PENSA EMIGRAR
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Clima de pessimismo U M em cada cinco residentes de Hong Kong encara o futuro político da cidade com pessimismo e pensa em sair da Região Administrativa Especial chinesa, de acordo com um inquérito da Universidade Chinesa de Hong Kong. Numa escala de zero a dez, equivalendo dez a extremamente optimista, a média das respostas foi de 4,22, o que aponta para um clima geral de pessimismo, descreve o jornal South China Morning Post. Cerca de 21% dos inquiridos admitiram estar a considerar emigrar. A maioria dos participantes, 53,7%, defendeu que o Conselho Legislativo devia vetar as propostas de reformas eleitorais que impliquem que pessoas com ideias políticas diferentes de Pequim não sejam autorizadas a concorrer ao cargo de chefe do Executivo. Opinião oposta tem 29,3% dos inquiridos, que acredita que estas propostas devem ser aprovadas.
A sondagem efectuada pela Universidade Chinesa revela que 21% dos entrevistados admite sair da região. O mesmo inquérito avalia, entre outras questões, a posição dos residentes face ao movimento Occupy Central
entre 10 e 17 de setembro e incluiu entrevistas a 1.006 residentes, falantes de cantonês, com mais de 15 anos. Dados oficiais citados pelo jornal indicam que 7.600 pessoas de Hong Kong emigraram no ano passado, um valor muito abaixo dos
30.900 registados em 1997, data da transferência de soberania para a China. Hong Kong é uma Região Administrativa Especial da China desde 01 de Julho de 1997 e tem uma população de cerca de sete milhões de pessoas.
DA DESOBEDIÊNCIA
Entre os entrevistados, 46,3% não apoiam os protestos do Occupy Central, enquanto 31,1% diz apoiar o movimento de desobediência civil que pretende ocupar o distrito financeiro da cidade. O estudo faz parte do projecto “Estudos de Desenvolvimento Político e Opinião Pública” do Centro de Inquéritos de Opinião Pública e Comunicação da universidade, foi conduzido
ANÚNCIO [N.º 114/2014] Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar os adquirentes seleccionados da lista com a ordenação dos candidatos abaixos mencionados: N.º do boletim de candidatura 81201400001
Nome WAN PEK IOK
N.º do boletim de candidatura 81201400002
Nome CHAO SIO UN
De acordo com os termos do artigo 27.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), o Instituto de Habitação (IH) informa os adquirentes acima referidos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau (perto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), no dia 24 de Setembro de 2014, às horas fixadas nos respectivos ofícios, para escolha das fracções de habitação económica disponíveis de T3 do Edifício Cheng Chong. Nesse momento, os adquirentes seleccionados acima mencionados devem apresentar os originais dos bilhetes de identidade de residente dos todos os elementos dos seus agregados familiares constantes nos boletins de candidatura. É necessário assinar os respectivos documentos, pelo que, devem estar presentes os elementos do agregado familiar que pretendem ser outorgantes da fracção de habitação económica, (incluindo o representante do agregado familiar que deve ser um dos outorgantes da fracção de habitação económica). Na escolha das fracções, o IH verificará, de novo, os dados dos agregados familiares dos adquirentes seleccionados, caso os respectivos dados afectem os requisitos actuais para a compra das fracções ou a composição do agregado familiar, será suspenso imediatamente o procedimento de escolha das fracções.
46,3% 31,1% dos residentes não apoiam os
dos residentes diz apoiar
protestos do Occupy Central
o movimento
MILHARES DE ESTUDANTES EM BOICOTE ÀS AUL AS PEL A DEMOCRACIA Milhares de estudantes de Hong Kong iniciaram ontem uma semana de boicote às aulas em forma de protesto contra a recusa de Pequim em garantir pleno sufrágio universal. Envergando t-shirts brancas, milhares de estudantes de diversas instituições de ensino superior da antiga colónia britânica concentraramse no ‘campus’ da Universidade Chinesa de Hong Kong em vez de irem às aulas, num boicote que arrancou às 14:00. De acordo com os organizadores, citados pelo jornal South China Morning Post, a iniciativa contava com a adesão de cerca de 13 mil pessoas. Dirigindo-se à multidão estudantil, Lester Shum, da Federação de Estudantes, citado pelo mesmo jornal, realçou que o boicote marca o arranque de uma nova onda de desobediência civil, tida como
necessária para travar a “colonização” de Hong Kong por Pequim. Um dos organizadores do movimento ‘Occupy Central’, o professor Chan Kin-man, afirmou, em declarações citadas pela Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK), que a adesão dos estudantes demonstra que se mantém vivo o espírito de democracia e que o seu movimento não sairá derrotado. Benny Tai, outro dos organizadores do ‘Occupy Central’, enfatizou, por seu turno, que a adesão envia uma mensagem clara ao Governo central: “Penso que reflecte claramente que os estudantes universitários de Hong Kong estão bastante comprometidos (…) e penso que vão usar esta oportunidade para mostrar a sua determinação relativamente ao desejo de sufrágio universal para Hong Kong”.
De acordo com os termos da alínea 4) do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, caso os adquirentes seleccionados não compareçam na escolha das fracções sem motivo justificado, ou, comparecendo, não escolham qualquer fracção disponível, os adquirentes seleccionados serão excluídos do concurso. No intuito de proporcionar os adquirentes seleccionados para terem mais conhecimentos sobre as informações das fracções de habitação económica disponíveis, o IH juntamente os ofícios enviará em anexo o catálogo com descrições das fracções para venda, tabela dos preços, rácio bonificado e informações sobre o horário de abertura e o local da visita da fracção de modelo. Caso os adquirentes seleccionados não tenham recebidos os ofícios remetidos pelo IH, até 7 dias antes da data fixada, poderão dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane n.º 102, Ilha Verde, Macau) ou consultar através do telefone n.º 2859 4875, durante o horário de expediente.
O Presidente, subst.o,
Ieong Kam Wa 18 de Setembro de 2014
h
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luz de inverno
ARTES, LETRAS E IDEIAS
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Boi Luxo
UM FILME DE ANTONIONI, DE ROEG E DE SLUIZER
L’Avventura, Antonioni, 1960. Aviso de uma displicência bela é o que dá conta do desinteresse pela fortuna da bonita mulher, Anna, que desaparece em L’Avventura. Este filme é um manual perfeito do abandono, actual na sua disposição mesmo que não na sua estética. No fim de L’Avventura não é apenas Anna que falta mas quase tudo, o amor e o desejo e até essa mais resistente disposição, a ambição. Um retrato de tempos em que o ennui nas classes abastadas se podia usar como um adorno. Agora, numa altura em que o privilégio é mais comercial que aristocrático, já ninguém liga e, como sinal dos tempos, A Aventura exibe também um interesse turístico útil. Ao contrário do que acontece no filme de Roeg, neste não se ergue nenhum muro em consequência de um desaparecimento. Antes, o desaparecimento (mesmo que seja misterioso cinematograficamente e promova em alguns a vontade da decifração) abre a perspectiva do abandono, que é epocal e do cinema mas que também é individual. De que modo este filme contribuiu para a habituação a uma linguagem di-
DE QUE MODO ESTE FILME CONTRIBUIU PARA A HABITUAÇÃO A UMA LINGUAGEM DIFERENTE É TRABALHO PARA OS HISTORIADORES, MAS ESTA HISTÓRIA É PARTICULARMENTE REFRESCANTE E PARADIGMÁTICA E TEM, HOJE, UM SABOR PRIMORDIAL ferente é trabalho para os historiadores, mas esta história é particularmente refrescante e paradigmática e tem, hoje, um sabor primordial. Para lá da recusa de um discurso ficcional clássico, este filme de Antonioni, o primeiro de um grupo que inclui La notte, L’eclisse, e Il deserto rosso, todos dos inícios dos anos 60, pode usar-se como fonte de um outro deleite menos intelectual: o da contemplação da paisagem quase lunar onde se dá o desaparecimento da bela Anna. Este promove uma compreensão da inutilidade de perceber mas com pose,
com uma espécie de um chique gentil oposto à rudeza da paisagem insular. Este filme podia ser dois. Don’t Look Now, 1973. Este filme italo-britânico de Nicolas Roeg não fala de um desaparecimento
do mesmo tipo que os outros dois. Mas fala da falta de uma pessoa, da falta de uma criança, morta num acidente num canal junto de uma casa situada em Inglaterra. Estas histórias não podem deixar de excitar uma tendência, mórbida ou não, pela falta, um desejo mais ou menos assumido pelo perigo e pelo desconforto. O que se segue, depois de uma elipse grande, é um grande silêncio. Um silêncio entre os pais e entre estes e o mundo, como se um muro se tivesse erguido à volta de cada um. Este é-nos dado a ver em Veneza, o local onde se passa quase todo o filme e que Roeg filma bem, com uma intenção aterradora e labiríntica. Num restaurante veneziano, uma vidente cega confidencia à mãe da criança que esta se encontra fantasmagoricamente junto deles, feliz. A partir daí, a Senhora Baxter parece sentir-se animada pela primeira vez desde a morte da filha. Ganha-se momentaneamente a intimidade e um à-vontade com a nudez, e os dois fazem amor (um episódio que na altura ganhou fama pela sua ousadia. O espectador poderá ver, ou rever, Julie Christie e Donald Sutherland muito nus). A naturalidade construída através de anos de intimidade, interrompida, vai reaparecendo aos poucos. Este filme é o registo de um processo e procede cautelosamente. À medida que a vidente vai aparecendo ao casal Baxter, nas ruas estreitas de Veneza, a presença da criança morta vai-se tornando cada vez mais intensa.
artes, letras e ideias 15
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É tudo muito anos setenta, as cores, os actores, a indefinição de género, entre o filme sobre o oculto e o filme de suspense - o que não espanta se nos lembrarmos que esta história de Roeg toma como inspiração uma de Daphne du Maurier. O vermelho, a cor que a filha usava quando se afogou, insinua-se aqui e ali de modo desconfortável e aquilo que pode ser inconsequente torna-se, aos nossos olhos, relevante, fazendo-nos ver aquilo que lá não está. A melhor parte reserva-se para os últimos minutos, uma montagem alucinante que explica incongruências da trama mas que, para além disso, afirma a vontade da época em mostrar uma teimosia fílmica. O que é verdade é que esta história de Roeg ganhou uma daquelas patines em que o que é mais datado lhe assenta bem. É um daqueles filmes em que queremos desesperadamente acreditar e que se revela, no final, credível, porque nós o desejamos ou porque o filme não é mau.
O QUE É VERDADE É QUE ESTA HISTÓRIA DE ROEG GANHOU UMA DAQUELAS PATINES EM QUE O QUE É MAIS DATADO LHE ASSENTA BEM. É UM DAQUELES FILMES EM QUE QUEREMOS DESESPERADAMENTE ACREDITAR E QUE SE REVELA, NO FINAL, CREDÍVEL
Spoorloos, 1988, George Sluizer O que mais gosto neste filme é que seja holandês e, assim, mais particular. Que se apresente mais imune, pela sua proveniência, à definição das suas falhas. Se ele fosse americano dificilmente poderia ser tão amargo e talvez desse vontade de rir, do mesmo modo que um filme tão particular como Der Siebent Kontinent, de Michael Haneke, não poderia ser americano, e daria vontade de rir se o fosse. Rever Spoorloos é doloroso porque sabemos qual o destino da mulher que desaparece. Este é o menos “cinematográfico” dos três, sendo os de Antonioni e Roeg respectivamente um filme da moda intelectual da altura e um filme de género com actores conhecidos. Sluizer é, claramente, o menos conhecido dos três. Com Sluizer estamos menos documentados e essa falta de preparação permite uma eficácia de choque maior. É como uma cadeira Eames. Um arquitecto ou designer refastelar-se-á numa com o rabo e as costas documentadas, mas um ignorante reparará com um afecto mais puro no conforto que proporciona e na sua beleza. A opacidade ficcional desta história percebe-se melhor se lembrarmos
que Sluizer foi também realizador de documentários. Para alguns, Spoorloos será, assim, mais perturbador porque nele permanece um sabor documental. Por outro lado, tanto este filme como o de Nicolas Roeg se passam num país estrangeiro às suas figuras principais e neles se sente uma estranheza resultante desse inevitável subtil desconforto. Ajuda ao sentido claustrofóbico tudo se passar numa Europa um pouco longe do mar e no interior de uma descontracção estival sinistra. O mesmo se pode dizer de Don’t Look Now, em que as ruas estreitas e labirínticas de Veneza es-
SE EXISTE, PARA MIM, UM FILME EUROPEU QUE É O PARADIGMA DO DESAPARECIMENTO E DO DESCONFORTO É ESTE. E ESSA EFICÁCIA DECORRE CERTAMENTE DE NELE NÃO HAVER ACTORES CONHECIDOS OU COLAGENS EXCESSIVAS A UM GÉNERO
pelham a tortuosidade dos acontecimentos que rodeiam John Baxter. Spoorloos oferece, para lá do espectáculo do desaparecimento de uma pessoa, a possibilidade da decifração do mistério que o envolve. O seu responsável, um professor francês (quase toda a trama se passa em França, local onde o casal holandês, Saskia e Rex haviam iniciado um período de férias) propõe a Rex, intento ainda em conhecer o destino da sua namorada três anos depois do seu rapto, desvendar o que se passou. Com uma condição: a de que este se entregue completamente nas suas mãos, mesmo sob pena de lhe vir a acontecer o mesmo que acontecera a Saskia três anos antes. Em França o filme estreou com o título L’homme qui voulait savoir. No original holandês, Spoorloos significa, aproximadamente, Sem Traços ou Sem Pistas. Neste sentido Spoorloos é o oposto de L’Avventura e é essa oposição que explica o seu aparecimento nesta página. Se existe, para mim, um filme europeu que é o paradigma do desaparecimento e do desconforto é este. E essa eficácia decorre certamente de nele não haver actores conhecidos ou colagens excessivas a um género. Esta virgindade é uma das suas vantagens.
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DESPORTO
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JOGOS ASIÁTICOS PAULA CARION COMPETE NA MODALIDADE DE KARATÉ PELA TERCEIRA VEZ
Das vinte e quatro medalhas conquistadas por Macau no âmbito dos Jogos Asiáticos, vinte e duas foram ganhas por atletas de Wushu e Karaté. Jia Rui e companhia já levaram as cores do território ao pódio na Coreia do Sul por três ocasiões e o Karaté não quer ficar atrás. Paula Carion ruma à sua terceira participação com os olhos postos em nova medalha, mas há mais para lá da competição: Carion fala ainda da Macau contemporânea e do futuro do patuá
As pessoas preferem fazer dinheiro e trabalhar do que investir o seu tempo na prática desportiva
MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
Vai participar nos Jogos Asiáticos pela terceira vez. Conquistou a medalha de bronze há quatro anos. Como será desta vez, na Coreia do Sul? Que expectativas nutre quanto à competição? Sempre que participo numa grande competição internacional, participo com o objectivo de conquistar uma medalha, como é óbvio, mas não nos podemos esquecer que os Jogos Asiáticos são uma competição com ‘standards’ elevados. Todos os países, todos os 43 países ou mais do continente asiático, investem toda a sua energia e todos os seus recursos nos Jogos. Não vai, por isso, ser uma luta fácil mas vou dar o meu melhor, tentar o meu melhor para regressar a casa com uma medalha.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
“Continuarei a adiar a minha despedida
Há quatro anos, depois de vencer a medalha de bronze em Guangzhou, afirmou que provavelmente iria despedir-se das grandes competições internacionais. O que é que a fez reconsiderar? Na verdade nunca me despedi do ‘tatame’ durante os últimos quatro anos. Competi com algum afinco todos os anos e de certa forma, ainda sinto, a chama do Karaté a arder dentro de mim. Ainda consigo competir e se assim é, porque não? Estes jogos são uma nova oportunidade. Por outro lado, gostaria de motivar mais pessoas e convencê-las a praticarem este desporto. O Karaté não é a arte marcial mais popular em Macau. Dizia que gostaria de poder chamar mais atletas à modalidade e é o maior trunfo deste desporto no território. Se pudesse traçar um retrato do Karaté neste momento em Macau, o que diria? Honestamente, nos últimos anos houve um declínio nos atletas que praticam a modalidade. Não me parece que o Karaté seja a única modalidade afectada. O mesmo se passa noutras modalidades. Tive a possibilidade de falar com outros atletas, que praticam outros desportos. Um dos problemas, parece-me, poderá estar relacionado com o desenvolvimento económico do território. As pessoas preferem fazer dinheiro e trabalhar do que investir o seu tempo na prática desportiva, por exemplo. Penso, no entanto, que ainda nos conseguimos aguentar. A Federação está a trabalhar de forma árdua para atrair crianças cada vez mais novas,
com idades compreendidas entre os oito e os dez anos, de forma a que possam treinar durante cinco ou seis anos antes de começarem a participar em competições internacionais.
território, porque nunca tivemos este tipo de apoio antes e, por exemplo, os alunos quando saem do ensino secundário podem optar agora por desenvolver uma carreira como atletas.
Há pouco mais de uma década houve um grande investimento em desportos como o Wushu e o Karaté, quando Macau organizou os Jogos da Ásia Oriental, os Jogos da Lusofonia e os Jogos Asiáticos em Recinto Coberto. Depois dos jogos, foi feito o mesmo investimento ou houve uma quebra? Do ponto de vista do Karaté, há um menor investimento. O método de apoio mudou, porque agora há um programa de apoio a atletas profissionais ou a atletas a tempo inteiro, que acaba por ser um bom instrumento no que toca ao desenvolvimento do desporto no
Preparou-se para esta competição no Irão, que é uma das maiores potências asiáticas de Karaté. Como é que correu a preparação? Teria sido capaz de se preparar de um mesmo modo sem se ter deslocado ao Irão? A ida ao Irão não é uma novidade. Deslocámo-nos ao Irão uma vez por ano desde os últimos Jogos Asiáticos, realizados há quatro anos em Cantão. A principal razão porque rumamos ao Irão é porque é uma das principais potências da modalidade no continente asiático. Como o meu treinador é do Irão, é relativamente fácil para ele diligenciar este tipo de iniciativas
e de mecanismos de cooperação. Por outro lado, o facto de haver um número limitado de atletas em Macau, especialmente de atletas com os quais eu possa competir de igual para o igual, torna este tipo de experiência ainda mais preciosa para a selecção de Macau. No Irão a concorrência é não só maior, como também mais aguerrida e temos de ajustar o nosso estilo de luta. Temos de ser mais rápidos porque o número de potenciais adversários é maior. Isto seria impossível em Macau. Como dizia, será provavelmente a principal referência do Karaté-do de Macau em Incheon, nos Jogos Asiáticos. Para além da Paula, quantos atletas vão representar a RAEM no torneio de Karaté? Vamos enviar oito atletas, a contar comigo: quatro atletas do sexo
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das competições” ganhei noutras perspectivas. Não tenho a mesma apetência física de um atleta jovem, mas tenho bem mais experiência, por isso creio que há um certo equilíbrio.
Espero mesmo poder voltar para Macau com uma medalha porque estes serão muito provavelmente os meus últimos Jogos Asiáticos Como dizia, as pessoas estão certamente à espera de algo bom vindo da sua parte. Repetir a medalha de bronze que conquistou em Cantão, seria uma conquista? Espero mesmo poder voltar para Macau com uma medalha porque estes serão muito provavelmente os meus últimos Jogos Asiáticos. Como costumo dizer, todos os atletas têm dois braços e duas pernas. Competimos todos em igualdade de circunstâncias e na prática uma boa prestação depende sempre da qualidade da nossa performance no dia da competição. Diria que todos se preparam da mesma forma, com o mesmo afinco. Em última instância, o que fará a diferença é a capacidade de auto-controlo dentro do ‘tatame’, durante a competição.
masculino e outros quatro do sexo feminino. Um atleta e uma atleta vão competir na variante de ‘kata’, que é a variante de demonstração, um pouco como o ‘taolu’ nas lides do Wushu. Os restantes seis representantes do território vão participar nas prova de luta propriamente ditas. Três de nós já participaram nos Jogos Asiáticos no passado. Em Incheon, estrear-se-ão cinco atletas. São jovens mas têm muito potencial. A maior vantagem de se ser um atleta jovem é que eles não têm muito com que se preocupar, não reflectem tanto no que vão fazer e isto faz com que, por vezes, seja mais fácil pontuar. Falo do ponto de vista do ‘sparring’, obviamente. O Karaté não é, no entanto, única e exclusivamente um desporto físico. É também um desporto mental e aquilo que perdi, pelo facto de ser uma atleta mais experiente,
E depois dos Jogos? O que reserva o futuro a Paula Carion? Provavelmente continuarei a adiar a minha despedida das competições. Pelo menos durante mais algum tempo. Os meus planos passam por competir por, pelo menos, mais um ano. Falei com o meu treinador e o que ele me diz é que enquanto eu quiser e puder competir, porque não? Na minha categoria, não há ninguém que consiga competir de igual para igual comigo e eu ainda gosto e quero continuar a competir, por isso... Depois de se despedir dos ‘tatames’, vai colocar a sua experiência ao serviço do Karaté-do de Macau? Esse é um caminho que poderei vir a percorrer. Poderei tornar-me treinadora depois de me afastar da competição. Tudo irá depender, no entanto, do apoio que poderei ou não vir a obter da minha Federação. Há quatro anos, em Cantão, a Paula foi com o Jia Rui – o atleta
de Wushu – um dos principais trunfos da delegação de Macau aos Jogos Asiáticos. É possível que estes sejam também os últimos jogos de Jia Rui. Macau poderá vir a brilhar em Incheon noutras modalidades? Tenho esperança que ele possa trazer novamente uma medalha para Macau. O Wushu e o Karaté não são exactamente a mesma coisa, mas não estamos a competir com o objectivo de derrubar recordes ou de obter novos melhores tempos. Irá depender, como dizia, da performance de cada um durante a com-
petição. Se estivéssemos a competir com o objectivo de obter um novo melhor tempo, se competisse numa modalidade como o atletismo, por exemplo, teria necessariamente de ter em conta o tempo obtido por atletas de outros países, mas no nosso caso tal não sucede. Espero que ele possa trazer uma medalha para casa. Outro desporto em que poderemos ter hipóteses é no triatlo. Acredito que a Hoi Long poderá ter uma palavra a dizer porque ficou em quarto nos últimos Jogos Asiáticos. Há quatro anos, também conquistamos uma medalha na modalidade de mergulho e pode ser um desporto a ter em conta. Mesmo no Karaté, tenho esperança que possamos trazer para casa mais do que uma medalha. Mais do que uma medalha? Então, quem nos poderá surpreender, nesse sentido?
Para além de mim, creio que Cheung Pui Si é outra atleta a ter em conta, dado que no passado conquistou três medalhas de bronze. Há também o Kuok Kin Hang, que conquistou uma medalha de ouro no ano passado nos Jogos da Ásia Oriental. A Paula é, provavelmente, a atleta macaense melhor sucedida das últimas décadas. Entende a sua carreira como uma responsabilidade? Ou como uma razão de orgulho para a comunidade? Ambas, eu diria. Sei que a comunidade macaense acompanha a minha carreira e nutre esperanças elevadas face ao que poderei ou não fazer dentro dos limites do ‘tatame’. Não digo que olham para mim como um exemplo, mas de certo forma sinto que as pessoas se reconhecem em mim.
MACAENSES E PATUÁ AS CARACTERÍSTICAS DE UMA COMUNIDADE
“São cada vez mais os jovens que mostram interesse pela língua” Além de ser praticante de Karaté-do, tem uma actividade profissional bem definida e colabora ainda com o Grupo Doçi Papiaçam di Macau nas récitas de patuá. Onde encontra tempo para tudo isto? Tento organizar o meu tempo da melhor forma possível, uma actividade depois da outra. Trabalho das nove às seis, os treinos de Karaté começam às seis e meia e acabam por volta das nove, nove e meia. Quando o desafio do patuá se coloca, os ensaios começam por volta das nove e meia, dez e as actividades perfilam-se quase de enfiada, umas atrás das outras. Um horário muito cheio, como poderá perceber. Vê-se a si mesma como um bom exemplo? Cresceu numa Macau muito diferente da dos dias de hoje e hoje os residentes do território parecem
Procuro também encorajar mais jovens a nutrirem interesse pelo patuá (...) é algo único, que nos define culturalmente como comunidade
mais interessados em fazer dinheiro do que em qualquer outra coisa. Isto acontece mesmo no seio da comunidade macaense. O desporto, tal como acontece com o patuá, poderá ser visto como um instrumento de aproximação da comunidade? Não diria que sou um exemplo. Não é assim, pelo menos, que me vejo a mim mesma. Tento, isso sim, encorajar as pessoas a não viverem exclusivamente para o dinheiro. Há muitas outras opções e muitas outras coisas que as pessoas podem fazer para valorizar a sua vida. Não me parece que fazer dinheiro tenha que ser aquilo que nos define. Se o Karaté pode ser um instrumento para aproximar a comunidade? Francamente, é algo que poderá ser um tanto ou quanto complicado. Pelo menos mais complicado do que com o patuá. Nem todos se identificam com este desporto ou com o desporto de um modo geral. O patuá, em contrapartida, é algo plenamente macaense. É relativamente fácil utilizar o patuá para aproximar a comunidade. Quanto ao futuro da língua. Não é fácil revitalizar uma língua como o patuá, mas sendo quase um símbolo de identidade, gostaria de ver o patuá transformado em algo mais? Insuflar uma nova vida no patuá seria uma tarefa titânica. Não me parece que seja fácil poder equacionar o patuá como uma língua viva, com utilização quotidiana. Ainda assim, são cada vez mais os jovens macaenses que mostram interesse na língua. O próprio interesse da comunidade por este património parece estar a aumentar, nomeadamente nas gerações jovens radicadas fora de Macau e espalhadas pelo quatro cantos do mundo. Procuro também encorajar mais jovens a nutrirem interesse pelo patuá. Mesmo que não integrem o elenco da peça propriamente dita, parece-me importante encorajá-los a conhecer melhor esta realidade. Todos os anos gosto de distribuir alguns bilhetes por jovens para que tenham contacto com a língua e se possam aperceber que isto é algo único, que nos define culturalmente como comunidade.
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( F ) UTILIDADES
TEMPO
MUITO
NUBLADO
MIN
25
MAX
31
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HUM
55-80%
•
EURO
LÍNGUA DE gATO
0.2
YUAN
1.3
CINEMA
THE MAZE RUNNER SALA 1
SALA 3
Um filme de: Wes Ball Com: Dylan O’Brien, Kaya Scodelario 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
FALADO EM MANDARIM E LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Chiang Chin Lin Com: Vivian Chow, Megan Lai, Pauline Lan, Lee Luo 14.30, 19.15
THE MAZE RUNNER [B]
O Outono chegou
SALA 2
A WALK AMONG THE TOMBSTONES [C] Um filme de: Scott Frank Com: Liam Neeson 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Já temos Outono. Já sinto o vento. Em Macau é raro ficar fresco, mas agora temos aquelas lufadas de ar fresco, que todos gostamos. É uma graça, mas é uma alegria de curto prazo.
CAFE • WAITING • LOVE [B]
BEGIN AGAIN [C]
Um filme de: John Carney Com: K. Nightley, M. Ruffalo, H. Steinfeld 16.45, 21.30
ACONTECEU HOJE
Uma alegria a curto prazo. Isto é uma expressão triste. Parece que, na vida pessoal, também há sempre esta alegria a curto prazo. Pelo que vejo dos meus colegas humanos: uma alegria a curto prazo por causa de uma boa nota na escola, que pode acabar quando, no próximo exame a nota é má. Uma alegria a curto prazo por causa de uma relação romântica, que pode acabar no dia seguinte porque nos podemos separar do nosso companheiro ou companheira. Uma alegria a curto prazo na família, porque, se calhar, amanhã vai acontecer alguma coisa...
Bom, talvez seja por causa do Outono que agora tenho tantos sentimentos para expressar. O Outono é uma estação que mexe com a nossa sensibilidade, pelo que percebi. Mas também nos traz uma lufada de ar fresco.
BAHT
Cineteatro
Pu Yi
Pronto, ok, hoje estou um gato pensativo. Sei que tudo depende do ponto de vista – a felicidade acaba por ser igual todos os dias, nós é que temos de estimá-la sempre. Temos de estimar as pessoas que nos tratam bem e também temos de reter sempre os momentos preciosos, porque há sempre a possibilidade de se perder esta felicidade.
10.2
23 DE SETEMBRO
Nasce Ray Charles, morrem Freud e Pablo Neruda
U M D I S C O H O J E “FIGHT FOR YOUR MIND” (BEN HARPER, 1995) Foi o último álbum a solo de Ben Harper, antes desta maravilhosa voz se juntar a “The Innocent Criminals”. E é tão bom. “Fight For Your Mind” reúne aquelas músicas que dá gosto ouvir na praia, à noite enquanto relaxamos de um dia de trabalho ou numa viagem. Com 14 músicas – quase todas escritas por Ben Harper -, o álbum junta o reggae com o ‘folk’, numa miscelânea de letras com mensagens extremamente reais e a voz sensual do artista. “Opression”, “Burn One Down” ou “Another Lonely Day” são algumas das músicas a não perder. - Joana Freitas
• Três nomes emergem neste dia 23 de Setembro: o pianista e cantor norte-americano Ray Charles, que nasceu em 1930, o psiquiatra austríaco Sigmund Freud, ‘pai’ da psicanálise, que morre em 1939, e o poeta chileno Pablo Neruda, que parte em 1973. O calendário determina que comecemos por Freud, que se formou em medicina, com especialização em Neurologia. Destacou-se, sobretudo, pela Psicanálise, um campo clínico e de investigação teórica da mente humana que se distingue da psicologia, mas que está inserido nesta ciência. A psicanálise é um método de investigação da mente e do seu funcionamento, um sistema teórico sobre a vivência e o comportamento humano e também um método de tratamento psicoterapêutico. Este trabalho celebrizou Sigmund Freud, que morreu a 23 de Setembro de 1939, com 83 anos, em Londres. E também a 23 de Setembro, mas em 1930, nasce em Albany o incomparável Ray Charles, pianista e cantor de música soul, além de um inovador intérprete de R&B. Ray Charles é considerado um dos maiores génios da música negra americana. Foi eleito pela Rolling Stone o segundo maior cantor de todos os tempos e décimo maior artista da música de sempre. Morreu a 10 de Junho de 2004, com 73 anos, em Beverly Hills (EUA). Antes, a 23 de Setembro de 1973, morrera o grande poeta chileno Pablo Neruda, um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX, com uma carreira diplomática, como cônsul do Chile em Espanha e no México. Como poeta, venceu o Nobel da Literatura em 1971. Morreria dois anos mais tarde, em Santiago do Chile, com 69 anos. A versão oficial do regime de Pinochet aponta para cancro da próstata, mas surgem ecos de que foi assassinado. Para a eternidade, fica uma frase da sua autoria: “Contra a organização da miséria”.
fonte da inveja
Ser português: ó que contradição!
João Corvo
OPINIÃO
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HUGO PINTO
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próximo oriente
A seguir, o apocalipse
E
M todo o lado, a toda a hora. Sempre disponíveis. Imediatas e ubíquas, as notícias, hoje, no auge da era da informação, tendem a confundir-se com a realidade. O defeito, claro, é nosso e de perspectiva: um país, e muito menos o mundo, não se resumem aos crimes de um banqueiro ou às políticas iníquas de governos. Mas não é isso que as notícias nos dizem, ainda que não nos digam, directamente, que “é isso”. Na impossibilidade de as notícias demonstrarem as múltiplas visões que enformam a realidade, sobressaem as que conseguem furar o “gatekeeping” e que melhor encaixam nos critérios noticiosos, que por sua vez se vão ajustando à estratégia que serve o interesse do respectivo media, por seu turno condicionado a uma existência em que “serviço público” significa “ao serviço dos accionistas”. Nenhum mistério: as televisões procuram espectadores, as rádios ouvintes, os jornais leitores e a Internet seguidores. Para isso, são replicadas velhas fórmulas (“oferecer o que o público quer”) que têm por principal objectivo reforçar convenções, manter tudo como está, assegurando, pela manipulação, uma sobrevivência. O público vai querer sempre o que lhe é oferecido, porque não há alternativas e porque o público e o que ele quer foram criados, cultivados, para serem o que são. As audiências que consomem as notícias e por elas se deixam confundir sobre o mundo e a realidade são frequentemente deixadas num estado de perplexidade: na dúvida, na incerteza, na incompreensão. Perturbadas. Desassossegadas. Na idade digital da reprodução infinita, da globalização totalitária, as notícias não se limitam a não explicar o mundo - elas fazem-nos pensar que o mundo não tem explicação. Do mesmo modo que explicar o real reduzindo-o a maniqueísmos e a fórmulas é traiçoeiro, também mais perverso e insidioso do que a censura da informação é o seu excesso e a sua apresentação na forma desorganizada, descontextualizada, arbitrária, confusa e, inevitavelmente, entediante e anestesiante com que, numa torrente infinita, chegam as notícias e o mundo, avassaladores ao ponto de serem impossíveis de conter e abarcar sem, para isso, se perder várias horas ao longo das quais o ciclo noticioso, entretanto, alterou a relevância do que quer que momentos antes dominava as atenções. Este quadro (negro) de dispersão mostra que não há forma mais eficaz de minar o interesse e o entendimento sobre as questões que deveriam ocupar lugares centrais
O mundo em que vivemos é o mundo das notícias. É o mundo em que desaparecem aviões e outros são abatidos “por engano” - e nada acontece; é o mundo em que a vigilância e o controlo são universais, em que as políticas dos governos legitimam que os ricos roubem os pobres; é o mundo em que os terroristas ocupam países e em que se decapitam pessoas à hora dos telejornais na nossa vida, como a política, a economia ou a ciência (que tão pouco espaço ocupa na produção noticiosa). E quanto mais importante e significativo para a nossa vida, mais complexo e, consequentemente, menos próprio para consumo nos “feeds” de notí-
cias pelos quais deslizamos com os dedos nos “smartphones” enquanto vamos para o trabalho ou esperamos na fila do banco. O mundo em que vivemos é o mundo das notícias. É o mundo em que desaparecem aviões e outros são abatidos “por
engano” - e nada acontece; é o mundo em que a vigilância e o controlo são universais, em que as políticas dos governos legitimam que os ricos roubem os pobres; é o mundo em que os terroristas ocupam países e em que se decapitam pessoas à hora dos telejornais. No final de cada dia, ainda perplexos, talvez a mensagem mais ou menos subliminar desta espécie de niilismo, de redução a nada, nos relembre que, enquanto espécie, somos imperfeitos e incorrigíveis. Andará longe da verdade sermos remetidos para essa espécie de “solidão cósmica” em que, no universo, somos apenas uma ínfima parte de um todo que nos parecerá sempre aleatório e sem sentido? O apocalipse é já a seguir aos compromissos comerciais.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Cecília Lin; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau. com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau terça-feira 23.9.2014
MNE norte-coreano vai reunir com Ban Ki-moon
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte vai reunir-se, no sábado, com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Nova Iorque, por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas, noticiou ontem o jornal sul-coreano Kyunghyang. Ri Su-yong, que vai ser o primeiro chefe da diplomacia norte-coreana a pisar território norte-americano em 15 anos, é que solicitou o encontro, o qual foi aceite por Ban Ki-moon, segundo o diário sul-coreano que cita como fonte um alto funcionário da ONU. A Coreia do Norte tem dado aparentes sinais de uma tentativa de aproximação à comunidade internacional pela via diplomática. Recentemente, o vice-primeiro-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kang Song-ju, também considerado um dos ‘cérebros’ do desenvolvimento de armas nucleares do país, fez uma visita pela Europa.
cartoon por Stephff
A AUTO-ESTRADA
STEPHEN HAWKING SEM PAPAS NA LÍNGUA
“Não há nenhum Deus. Sou ateu”
S
E dúvidas restassem, Stephen Hawking cortou-as definitivamente pela raiz: “Não há nenhum Deus. Sou ateu. A religião crê nos milagres, mas estes não são compatíveis com a Ciência”. A posição, clara e sem margem para dúvidas, foi dada na entrevista que o jornal espanhol El Mundo publica este domingo. Nela, o cientista britânico voltou a descartar a possibilidade de Deus ser o criador do Universo, ao contrário do que aparentemente chegara a defender. “No passado, antes de entendermos a Ciência, era lógico crer que Deus criou o Universo. Mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. O que quis dizer quando disse que conheceríamos a ´mente de Deus’ era que compreenderíamos tudo aquilo de que Deus seria capaz se existisse. Mas não há nenhum Deus”.
FÉ NA CIÊNCIA
De resto, o autor do célebre Breve História do Tempo, sobre os limites do nosso conhecimento da astrofísica, da natureza do tempo e do Universo, mostra-se dono de uma “fé inquebrantável” no poder da Ciência para desvendar os mistérios do Universo. “Creio que conseguiremos entender a origem da estrutura do universo. Aliás, estamos perto de conseguir este objectivo. Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”, declarou. Nesta entrevista - dada numa altura em que Stephen Hawking viajou até à ilha de Tenerife, nas Canárias, para participar num congresso de seis dias dedicado à astronomia – houve lugar a perguntas sobre a pertinência do investimento de verbas tão avultadas no envio de astronautas ao espaço. Hawking disse não ter dúvidas: “A exploração espacial impulsionou e continuará a impulsionar grandes avanços científicos e tecnológicos”. E poderá, de resto, representar um seguro de vida para a espécie humana, ou seja, “poderá evitar o desaparecimento da Humanidade graças à colonização de outros planetas”.
HUANG JUNHUA CONQUISTA PRATA NA PROVA COMBINADA DE NANQUAN/NANGUN
E já vão três no wushu MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
D
EPOIS de Jia Rui e de Li Yi, Huang Junhua. As cores da Região Administrativa Especial de Macau subiram esta segunda-feira pelo terceiro dia consecutivo ao pódio na 17ª edição dos Jogos Asiáticos, depois da mais nova coqueluche do wushu do território ter garantido a segunda posição na prova combinada de nanquan e nangun. Huang Junhua, de apenas 22 anos, entrou na competição com o pé direito, garantindo ao início da manhã de ontem a segunda melhor pontuação nos exercícios obrigatórios de nanquan. Com uma rotina sólida e bem definida, Huang deixou-se superar apenas pelo grande favorito ao triunfo na competição, o chinês Wang Di. O atleta da República Popular da China não deixou créditos por mãos alheias e superiorizou-se à concorrência por vasta margem de vantagem tanto na variante de nanquan, como na variante de nangun.
o certame na terceira posição, e sobre o taiwanês Hsu Kai Kuei. Do atleta formosino chegou concorrência inesperada no âmbito dos exercícios de nangun, realizados ao início da tarde. A prova voltou a ser dominada por Wang Di, que se afiançou à medalha de ouro sem grande oposição, depois de ter sido distinguido com uma pontuação ainda mais expressiva – 9.78 – do que a obtida na variante de nanquan. Na corrida pelo segundo lugar e pela medalha de prata, Huang Junhua vacilou e deixou-se
PRESTAÇÃO IMACULADA
Com uma performance irrepreensível, Wang Di foi distinguido pelos juízes da competição com uma pontuação de 9.77, deixando Huang Junhua à sideral distância de onze décimas. Tranquilo e seguro de si próprio, o atleta do território foi premiado com uma pontuação de 9.66, levando a melhor sobre o vietnamita Pham Quoc Khanh, que terminou
9.66
pontuação que deu a medalha ao atleta de Macau
ultrapassar por Hsu Kai Kuei, que obteve uma pontuação de 9.65 contra os 9.64 obtidos pelo representante do território. A performance do atleta taiwanês não se revelou ainda assim suficiente para privar Huang Junhua da medalha de prata, com uma pontuação combinada de 19.30. Hsu Kuai Kei foi terceiro e conquistou o bronze à frente de Pham Quoc Khanh, com 19.29
SEM RELEVÂNCIA
As cores de Macau marcaram presença também nas lides da natação, ainda que sem resultados relevantes. Ma Cheok Kei foi quinta na segunda eliminatória dos 50 metros mariposa, completando a distância em 29,81 segundos, a três segundos e 35 centésimos da vencedora. Na prova do cinquenta metros bruços masculinos, Ngou Pok Man falhou por muito pouco o apuramento para as meias finais, ao completar a terceira eliminatória na quarta posição com um tempo de 26,54 segundos, a dois segundos e oito centésimos do vencedor da manga, o japonês Koga Junya. A título colectivo, os atletas do território não estiveram melhor. Constituída por Ngou Pok Man, por Chou Kit, por Lao Kuan Fong e por Chao Man Hou, a selecção que representou Macau na prova dos 4 x 200 metros estafeta masculinos não conseguiu evitar o oitavo e último lugar da classificação. O certame foi ganho pelo Japão, que levou a melhor sobre a República Popular da China na corrida pelo ouro.