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Hoje Macau 23 MAI 2018 #4056

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QUARTA-FEIRA 23 DE MAIO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4056 SOFIA MARGARIDA MOTA

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

˜

JORGE GODINHO

O fim da farra ENTREVISTA

ANTÓNIO ARNAUT (1936-2018)

SR. ESTADO SOCIAL

LEI DO HINO

Proposta no horizonte

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hojemacau

Os esquecidos A mãe de um aluno com autismo que frequenta o Costa Nunes enviou uma carta a Alexis Tam, a que o HM teve acesso, a contestar a suspensão da psicóloga da instituição. O afastamento foi decretado depois da entrega à DSEJ do relatório interno na sequência de alegados abusos sexuais. De acordo com os pais de onze alunos com necessidades educativas especiais, a solução encontrada para colmatar a suspensão da psicóloga não oferece garantias de um acompanhamento adequado para os seus filhos. PÁGINA 6

MOP$10

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JORGE GODINHO

ENTREVISTA

É a pergunta de um milhão de dólares: Macau vai ter novas operadoras de jogo em 2022? Ninguém sabe. Para Jorge Godinho, especialista em Direito do Jogo, se a intenção não for abrir o mercado a lei deveria ser alterada para eliminar a obrigatoriedade de um concurso público, regressando-se à figura da prorrogação da época pré-liberalização. Em entrevista ao HM, reconhece que o impacto da concorrência regional se faz sentir cada vez mais, mas não tem dúvidas de que Macau vai ser sempre o centro da indústria do jogo da Ásia

SOFIA MARGARIDA MOTA

ESPECIALISTA EM DIREITO DO JOGO

“Não faz sentido concurso para seis concessões”

Com o aproximar do termo dos actuais contratos de concessão e de subconcessão (2020-2022) e enquanto não há sinais sobre o futuro da principal indústria de jogo quais são, a seu ver, os potenciais cenários? Há vários. Mas, acima de tudo, há primeiro uma avaliação que tem de ser feita do ponto em que estamos ou a que chegámos. Desde 2004, ou seja, desde a entrada, de facto, da concorrência assistimos a um crescimento absolutamente extraordinário que ninguém poderia imaginar. Ninguém podia prever, por exemplo, que os promotores de jogo [conhecidos como ‘junkets’] assumissem a importância que assumiram, nem que o Cotai estivesse actualmente praticamente todo construído. Houve uma aceleração da história. Portanto, olhando para o actual panorama, temos de pensar no que queremos. Em termos lógico-formais há três possibilidades: manter igual, reduzir ou aumentar. A única hipótese é ou ficar como está ou aumentar. Mas crescer como e para onde? Onde está a terra? Será que a cidade, desde as infra-estruturas, às fronteiras, ao trânsito, aguenta mais investimentos daqui a três ou quatro anos? Qual é a visão de Macau? Na realidade, estamos a falar do planeamento da própria malha urbana e eu não sei exactamente qual é a leitura que o Governo tem ou faz, ou seja, se chegou a altura de parar ou se há ainda margem. Com a revisão intercalar do jogo que, como costumo dizer, foi um exame em que todos os alunos passaram com boa nota, o que parece ter ficado nítido é que as actuais seis vão continuar. Permanece, porém, a grande dúvida se vai haver mais alguma... A continuarem, é preciso prorrogar, por dois anos, os contratos da Sociedade de Jogos de Macau e da MGM, que expiram em Março de 2020, para que todos se alinhem e terminem no mesmo ano para se fazer o concurso público como exige a lei, correcto? Certo. Não tem que se fazer isso, mas é altamente conveniente que assim seja porque, caso contrário, gerar-se-ia uma situação muito complicada. Além de ser mais simples, e para não haver uma duplicação de recursos, incluindo da Administração, e de todo o circo que sempre implica, e com potenciais problemas como processos judiciais e impugnações, porque um concurso é sempre um grande ponto de interrogação, aliás, como mostra a história de Macau. Podem acontecer coisas totalmente imprevistas, pelo que convinha ser um só processo, daí que os dois anos


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adicionais façam todo o sentido. E, se assim for, avançamos então para concurso em 2021, porque os contratos acabam todos no ano seguinte. Se formos para concurso público como manda a lei, caso essa obrigatoriedade não seja entretanto alterada, admite a entrada de pelo menos mais uma operadora em cena? Eu só concebo a organização de um concurso se houver novos operadores. A lei pode ser alterada, aliás, vai ter que ser, desde logo por causa do famoso artigo que define que é de três o número máximo de concessões, que está na altura de revogar. O meu pensamento fundamental é que só devemos ir para concurso público se houver sete ou mais [concessões a atribuir], caso contrário não faz qualquer espécie de sentido. Se na sequência da tal avaliação que referi se concluir que não entra mais ninguém, então a figura jurídica a usar é a prorrogação.

“A concorrência do Japão vai demorar anos, além de que convém perceber se estamos a disputar o mesmo bolo. Não há razão para receios, até porque o impacto será semelhante ao de Singapura, ou seja, não deverá ser muito significativo.” Mas a lei define que a prorrogação das concessões não pode ser superior a cinco anos. Antecipa mexidas a este nível também? Dou como adquirido que será sempre necessário mexer um pouco na lei 16/2001 [Regime jurídico da exploração de jogos de fortuna ou azar em casino]. Se a opção for manter seis, então, deve alterar-se a lei para permitir o recurso à figura da prorrogação. Tal não seria inédito, até porque, como sabemos, durante os 40 anos e três meses de concessão da STDM houve no total cinco prorrogações, até 31 de Março de 2002 – tudo autorizado por lei. Portanto, temos uma história longa que é preciso ter presente nestes momentos. Fazer um concurso público para seis concessões é um absurdo, ou seja, tem que haver algo novo para ser posto a concurso. Em paralelo, o discurso político vai no sentido de um crescimento moderado ou sustentável e não há qualquer indicação de que se pretenda um

novo ‘boom’, até porque não é possível. O único terreno disponível no Cotai é o chamado lote sete e oito, onde pode surgir um ou dois ‘resorts’ integrados, mas creio que é tudo. Não há mais terra, pelo que chegamos a um momento histórico diferente dos anteriores.

ter uma influência muito grande e por conseguir impor uma série de medidas muito significativas. Durante anos falou-se que ia haver jogo em todo o lado mas, afinal, parece que vai circunscrever-se a três cidades – Tóquio, Yokohama e Osaka. A concorrência do Japão vai demorar anos, além de que convém perceber se estamos a disputar o mesmo bolo. Não há razão para receios, até porque o impacto será semelhante ao de Singapura, ou seja, não deverá ser muito significativo.

Em que sentido? Em 1961/62 quando se fez o concurso público queríamos uma construção de grande visibilidade e surgiu o Hotel Lisboa que, quando abriu, era extraordinário, uma grande atracção turística. Já em 2001/2002 queríamos um ‘big bang’, com a abertura à concorrência – queríamos três operadoras – que viriam a ser em seis –, mas agora nada aponta nesse sentido, ou seja, de um novo surto. Além disso, tem havido outros indícios, desde logo, a imposição de um tecto ao aumento do número de mesas de jogo [a um máximo anual de 3 por cento], que é um sinal muito importante de que há limites ao crescimento. Estamos, por isso, diante de um cenário diferente relativamente aos outros concursos que foram feitos. Esse limite foi definido há cinco anos pelo Governo. Faz sentido mantê-lo? Não tenho uma opinião muito vincada a esse respeito. Creio que é simplesmente uma maneira de transmitir às operadoras que há limites para o crescimento. As diferentes jurisdições tentam de alguma forma conter a expansão da indústria de jogo. Em Singapura, por exemplo, a perspectiva foi arquitectónica, com a imposição de que o casino só podia ocupar 5 por cento da área total do ‘resort’ integrado. Em Macau, a fórmula que se julgou adequada foi a de limitar o número de mesas. Não vejo grandes problemas, até porque as empresas têm maneiras de se adaptar às restrições do mercado. Quando essa medida entrou em vigor o que se notou imediatamente foi que o montante mínimo das apostas subiu muito. A Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) divulga apenas o número total de mesas de jogo em funcionamento, mas não a forma como se distribuem pelos casinos, ou seja, pelas operadoras. Devia haver maior transparência? Sim, concordo que há uma certa falta. A propósito, chegou a defender que a DICJ devia ser uma entidade reguladora independente... Sim, um pouco como há por esse mundo fora. Contudo, reconheço

Neste contexto de concorrência, será altura para rever os impostos cobrados sobre as receitas de jogo (35 por cento directos e cerca de 4 por cento indirectos) que figuram entre os mais elevados do mundo? É a ambição número um de todas as operadoras. Há muitos anos que se diz que o único problema de Macau é a elevada carga fiscal que, aliás, está num máximo histórico desde que a tributação da receita bruta começou em 1975/76 com o Governador Garcia Leandro, na casa dos 10/11 por cento. No entanto, neste momento, não vejo nenhuma razão forte para a baixar. que é contrário à cultura administrativa de Macau, que gosta de entidades administrativas fortes, centralizadas e dependentes directamente da hierarquia. Tem a ver com questões mais amplas, [pelo que] não há pura e simplesmente grande abertura a reguladores independentes. A ideia seria ter um regulador pautado por critérios objectivos – e não políticos – completamente transparente em toda a sua actividade, mas tal tem a ver com as tradições de cada país ou região. Macau enfrenta uma verdadeira concorrência regional – mito ou realidade? Existe um efectivo impacto? Cada vez mais, mas a sensação generalizada é que talvez afecte sobretudo o segmento VIP. Já o mercado de massas encontra-se de boa saúde, o que constitui uma grande notícia para Macau. Com 40 casinos e uma oferta tão diver-

“O discurso político vai no sentido de um crescimento moderado ou sustentável e não há qualquer indicação de que se pretenda um novo ‘boom’, até porque não é possível.’’

“É preciso operar uma reforma de fundo, nomeadamente a nível do controlo financeiro” [dos promotores de jogo] sificada creio que se pode afirmar que nunca e em lado nenhum vai surgir outra Macau na Ásia. A situação é comparável aos Estados Unidos: antes só havia Las Vegas, depois começaram a surgir casinos um pouco por todo o lado, mas Las Vegas é só uma e não é copiável. Está, de facto, a surgir cada vez mais concorrência, mas Macau será sempre e indiscutivelmente o centro da indústria do jogo da Ásia. As operadoras de jogo têm revelado, porém, apetite por outras jurisdições que, comparativamente, podem oferecer condições mais favoráveis, como um carga fiscal menos pesada ou maior facilidade na obtenção de vistos de entrada para os visitantes... É verdade, mas vejamos o exemplo do Japão. A lei encontra-se actualmente pendente no parlamento, na sequência de uma negociação muito complicada entre o Partido Liberal Democrata, do primeiro-ministro, Shinzo Abe, e o Komeito [parceiro de coligação], o qual acabou por

Quais são os grandes desafios actuais no que diz respeito à legislação relacionada com o jogo? Temos assistido, por exemplo, a um apertar do cerco à actividade dos ‘junkets’, com regras mais rígidas no exercício da profissão ou ao nível das contas... Tudo isso está muito bem, mas é necessário alterar as leis, não apenas os regulamentos, porque é preciso operar uma reforma de fundo nomeadamente a nível do controlo financeiro. Os promotores de jogo foram regulamentados pela primeira vez em 2002, mas, dois anos depois, foram autorizados a conceder crédito, pelo que há todo um risco financeiro que importaria regulamentar. Esse risco, que sempre esteve presente, veio ao de cima dez anos depois quando, em 2014, o mercado começou a cair fortemente. Quem é responsável pelo quê ou como é que o risco é enquadrado ao nível da supervisão? É toda essa dimensão que falta capturar. Parece-me evidente ser preciso uma reforma de fundo – mexendo tanto da lei como no regulamento administrativo que os regula – para os enquadrar efectivamente não só em termos de idoneidade, mas também da exposição financeira, sendo necessários mecanismos de supervisão para acautelar ou impedir situações como as que ocorreram nomeadamente com o caso envolvendo a Dore. Diana do Mar

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23.5.2018 quarta-feira

ÓBITO ANTÓNIO ARNAUT, POLÍTICO E POETA, MORRE AOS 82 ANOS

Os portugueses devem a António Arnaut a criação do Serviço Nacional de Saúde, que facilitou o acesso de todos os cidadãos aos hospitais públicos a título quase gratuito. José Rocha Diniz e Tiago Pereira, ligados à secção do PS em Macau, recordam o homem apaixonado “pelos valores democráticos”

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ECORDAR António Arnaut é lembrar o homem que, acima de tudo, proporcionou a todos os portugueses, pobres ou ricos, o acesso a cuidados de saúde no serviço público. Mas a história deu-lhe também o lugar de histórico do Partido Socialista (PS), ao lado de nomes como Mário Soares e Almeida Santos, entre outros. Sobre o momento em que decidiu criar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), Joaquim Vieira, jornalista e biógrafo de Mário Soares, escreveu na sua página pessoal de Facebook: “Para a minha biografia de Mário Soares, contou-me [António Arnaut] a maneira golpista como criou o SNS, não através de lei (isso era com a Assembleia da República, onde o PS, na altura, não tinha força política para apresentar a proposta), mas sim de mero despacho ministerial.” Joaquim Vieira considerou tratar-se “das histórias mais insólitas do nosso regime democrático”. “Vítor Constâncio, que era então ministro das Finanças, foi pedir-lhe explicações: ‘Ouve lá, tu fizeste as contas?’ Resposta de Arnaut: ‘Eu não, as contas fazes tu!’ A lei veio mais tarde, já ele não era ministro e o Governo mudara, e foi quase a ratificação de um facto consumado.” Arnaut pode não ter ligado às contas, mas criou um sistema que ainda hoje é invejado por muitos países do mundo. José Rocha Diniz, actual coordenador da secção do PS em Macau, lembrou ao HM que “toda a gente, evidentemente, vai falar do SNS de quem foi o pai e também um advogado acérrimo”. “Muita gente não está a ver o tamanho e a importância do SNS em Portugal, mas era muito mais do que isso”, acrescentou. O também administrador do Jornal Tribuna de Macau chegou a conhecer António Arnaut pessoalmente, tendo com ele participado em várias campanhas do partido português.

ADRIANO MIRANDA

A personificação do socialismo

“Não só foi a favor do SNS, como era um cidadão de princípios muito fortes, humanistas e socialistas. Não era apenas um homem de falar, mas também de acções. Ele seguia estes princípios no seu dia-a-dia. Fiquei muito triste com a sua morte”, frisou. Tiago Pereira, ex-coordenador da secção do partido, defende que António Arnaut é mais do que um símbolo histórico do PS, mas também “da democracia e da terceira República”. “Foi o pai do SNS, uma figura incontornável. O PS perdeu mais um símbolo com o desaparecimento de uma grande figura da política portuguesa.” Para Tiago Pereira, “perdeu-se um homem de valores e com uma enorme grandeza humana. Alguém que personificava aquilo que é o socialismo. Em termos humanos, era uma pessoa de coração grande e com uma grande sensibilidade para os problemas sociais”. Arnaut foi alguém com “uma paixão pelos valores democráticos”, dotado de “uma presença em público galvanizante, um discurso apaixonante e que inspirava simpatia a quem o ouvia”, recordou Tiago Pereira.

DIA DE LUTO NACIONAL

António Costa, primeiro-ministro português e secretário-geral do PS, decretou esta segunda-feira luto partidário, tendo a bandeira sido colocada a meia-haste em todas as sedes no país. Já Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, decretou ontem luto nacional pela morte de Arnaut. O seu papel na criação do SNS foi lembrado pelo deputado José Manuel Pureza, ligado ao partido Bloco de Esquerda (BE) com quem o PS, juntamente com o Partido Comunista Português, forma actualmente Governo. Para Pureza, Arnaut foi “o melhor rosto do serviço público”, um exemplo de “integridade ab-

“Não só foi a favor do SNS, como era um cidadão de princípios muito fortes, humanistas e socialistas. Não era apenas um homem de falar, mas também de acções. Ele seguia estes princípios no seu dia-a-dia. Fiquei muito triste com a sua morte.” JOSÉ ROCHA DINIZ COORDENADOR DA SECÇÃO DO PS EM MACAU

soluta” e um homem insubmisso que sempre lutou por um serviço de saúde democrático e público. O falecido político, advogado e poeta chegou a escrever um livro com propostas para uma nova Lei de Bases da Saúde, juntamente com João Semedo, médico e deputado do BE. Para Pureza, este é, “porventura, o grande desafio que deixa à nossa democracia”. “Creio que só faríamos bem em seguir esse recado que ele nos deixa de cuidarmos o SNS como lugar da democracia”, acrescentou. Nascido em Penela, distrito de Coimbra, em 1936, António Arnaut estava internado nos hospitais da Universidade de Coim-

bra. Presidente honorário do PS desde 2016, António Arnaut foi ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano e foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade e com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. António Arnaut envolveu-se desde jovem na oposição ao Estado Novo e participou na comissão distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Humberto Delgado. Andreia Sofia Silva Sofia Margarida Mota (com Lusa) info@hojemacau.com.mo


política 5

quarta-feira 23.5.2018

Diplomacia Alexis Tam lidera delegação na 71ª Assembleia Mundial da Saúde O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, participou na segunda-feira na cerimónia de inauguração da 71ª Assembleia Mundial da Saúde em Genebra, Suíça, na qualidade de representante de Macau da delegação oficial da República Popular da China. De acordo com o comunicado enviado à comunicação social, a comitiva liderada

Trabalho Ng Kuok Cheong exige menos TNR em estaleiros O deputado pró-democrata Ng Kuok Cheong pede ao Governo que limite o número de TNR a trabalhar no sector da construção civil. De acordo com a interpelação escrita que o tribuno dirigiu ao Executivo, segundo as estatísticas no primeiro trimestre do corrente ano registou-se uma redução de 9 por cento no salário real dos trabalhadores locais da construção em relação ao período homólogo do ano anterior.

Para Ng Kuok Cheong, ao longo dos anos o emprego dos trabalhadores locais no sector da construção tem sido afectado pelas contratações de não residentes, nomeadamente no reflexo verificado ao nível de salários. Com o fim de algumas das grandes obras do território e de forma a proteger os trabalhadores locais, o deputado pede que o Governo diminua o número dos TNR nos estaleiros.

LEI DO HINO GOVERNO ESPERA APRESENTAR PROPOSTA ATÉ MEADOS DE AGOSTO

Com a mão no peito GCS

Sónia Chan espera entregar a proposta de revisão da lei do hino aos deputados antes do termo da actual sessão legislativa

por Tam foi composta pelo director dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion, o director do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Kuok Cheong U, entre outros. A Assembleia Mundial da Saúde deste ano tem como tema a Cobertura Universal de Saúde e vai reunir a representação dos 194 estados-membros da Organização Mundial de Saúde.

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proposta de revisão da lei relativa à utilização e protecção de bandeira, emblema e hino nacionais deve chegar à Assembleia Legislativa até meados de Agosto. Foi pelo menos essa a vontade expressa na segunda-feira pela secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan. “Vamos tentar entregar ainda na actual sessão legislativa”, afirmou Sónia Chan, indicando que o diploma ainda está a ser elaborado. Aos jornalistas, a secretária para aAdministração e Justiça afirmou que há um aumento das infracções previstas, mas reiterou que a moldura penal não vai sofrer alterações. À luz do actual diploma, em vigor desde 1999, o crime de ultraje aos símbolos nacionais é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa até 360 dias. Já as infracções administrativas podem chegar às 100 mil patacas. A revisão do diploma visa alinhar-se com a nova Lei do Hino Nacional da China, promulgada no final do ano passado. Em Novem-

A revisão do diploma visa alinhar-se com a nova Lei do Hino Nacional da China, promulgada no final do ano passado.

bro, a Assembleia Popular Nacional (APN) aprovou a sua inclusão nos anexos das Leis Básicas de Macau e de Hong Kong, os quais regulam as leis nacionais

GARANTIAS FORA DA AGENDA

“P

ara já não” – foi assim que a Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, respondeu quando questionada sobre se o Governo tenciona apresentar uma nova proposta relativa às garantias para os titulares dos principais cargos a aguardar posse, em efectividade e após cessação de funções. O diploma, que chegou a ser aprovado na generalidade pelo hemiciclo, foi retirado por iniciativa do próprio Governo na sequência do protesto de 25 de Maio de 2014, o maior desde a transferência do exercício de soberania. Os organizadores estimaram o número de participantes entre 15 e 20 mil participantes, enquanto a polícia em sete mil.

a aplicar nas duas Regiões Administrativas Especiais.

ETAPM EM ANÁLISE

A secretária para a Administração e Justiça falava à margem de uma reunião da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) que analisa, em sede de especialidade a proposta de alteração ao Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau (ETAPM), na qual esteve em foco o regime de faltas por doença. Em concreto, as dúvidas dos deputados incidiram sobre a norma que prevê a entrada nas contas dos “sábados,

domingos, feriados e dias de descanso compensatório que se intercalem numa sequência de dias”. O presidente da 3.ª Comissão Permanente da AL

deu exemplos: “No caso de um atestado médico que vai de sexta a segunda-feira, como sábado e domingo são contados porque medeiam entre as faltas, ou seja, o

número de faltas é de quatro dias”, mas “se o atestado for de sexta a domingo e o trabalhador voltar ao serviço na segunda-feira então há apenas um dia de falta”. “De facto o problema é bastante complexo, mas aceitamos a interpretação do Governo porque o objectivo é assegurar que, se no dia imediatamente seguinte o trabalhador voltar ao serviço, os dias antes (sábado e domingo ou feriados) não são considerados dias de falta por doença”, explicou Vong Hin Fai. Também sobre as faltas dadas por motivos de doença de familiares – cujo limite máximo é de 15 dias em cada ano civil – foram prestados esclarecimentos adicionais. “Segundo o novo regime, se o familiar continuar doente depois do trabalhador já ter gozado mais do que 15 dias pode requerer ao serviço até 15 úteis com perda de vencimento”, indicou Vong Hin Fai, destacando que se abre uma excepção a esse limite nos casos de internamento hospitalar ou convalescença de familiar no exterior. “O pressuposto é o comprovativo da Junta de Serviços Médicos para o Exterior. Por exemplo, se determinar três meses então o trabalhador pode pedir ao dirigente de serviço o gozo de três meses de faltas sem vencimento para acompanhar o familiar”, indicou o presidente da 3.ª Comissão Permanente da AL que volta a reunir-se para debater a proposta de alteração ao ETAPM na sexta-feira. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo

LEI DAS MANIFESTAÇÕES SEM COMPROMISSO

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1.ª Comissão Permanente da AL indicou, no início do mês, ter pedido uma revisão alargada à Lei do Direito de Reunião e Manifestação por estar desactualizada, algo com que o Governo concordou. No entanto, para já, a secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan,

não se compromete, embora reconheça a pertinência. “Esta lei já foi publicada há muito tempo e vale a pena um exame profundo e completo, mas agora não há calendário para isso”, afirmou. A sugestão foi feita pela 1.ª Comissão Permanente da AL que analisa, em sede de

especialidade, a proposta de alteração à lei, que vigora desde 1993. A única mexida prevê que o Corpo de Polícia de Segurança Pública (PSP) receba directamente os avisos de manifestação, substituindo o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) no exercício dessa função.


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psicóloga do jardim de infância D. José da Costa Nunes, onde terão ocorrido abusos sexuais, já foi suspensa de funções após a entrega do relatório interno ao Governo, mas os pais das 11 crianças com necessidades educativas especiais temem que a alternativa encontrada pela escola para continuar o acompanhamento não seja o mais correcto. Uma mãe de um aluno com autismo, que pediu para não ser identificada, contou ao HM que enviou uma carta ao secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, para que este intervenha no sentido de fazer regressar a psicóloga ao infantário. “Venho manifestar a vossa excelência que esta decisão afecta o meu filho e mais dez crianças que estão a ser acompanhadas pela referida psicóloga. As duas assistentes sociais não têm a mesma especialidade e capacidade para tratar das 11 crianças com problemas de saúde, sendo necessário e imprescindível que sejam acompanhadas por uma psicóloga”, lê-se na missiva. Num email enviado aos pais em questão, a direcção do Costa Nunes avisa que “as conselheiras redesenha-

COSTA NUNES MÃE DE FILHO AUTISTA ALERTA ALEXIS TAM PARA FALTA DE PSICÓLOGA

RÓMULO SANTOS

A suspensão da psicóloga do jardim de infância D. José da Costa Nunes deixou em alerta os pais de 11 crianças com necessidades educativas especiais. A direcção da escola entregou a pasta a “duas conselheiras” com formação em autismo, mas uma mãe pede a intervenção do secretário Alexis Tam para que haja um acompanhamento mais adequado

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Então e nós?

ram um novo plano de apoio que será implementado a partir da próxima segunda-feira [dia 21]”. Neste sentido, “cada grupo [de crianças] terá uma ou duas sessões semanais, de acordo com as necessidades, com a duração de uma hora por sessão”, sendo que “a intervenção será realizada por duas conselheiras, ambas com formação em SCERTS, um modelo [ligado ao autismo] que estamos a aplicar no jardim de infância”. O HM sabe que uma destas conselheiras é assistente social e não psicóloga e que ambas já trabalhavam no Costa Nunes. Na carta que enviou ao secretário Alexis Tam, esta mãe pede que a psicóloga suspensa continue em funções, até “se apurarem as responsabilidades e os factos comprovados”. “É de toda a conveniência manter em funções a referida psicóloga, dado que é muito boa profissional e as crianças têm obtido muitos bons resultados”, escreve a mãe, que defende a colocação de outra profissional caso se venha a provar que a profissional suspensa tem culpa no caso dos alegados abusos sexuais. “Se esse for o entendimento deverá a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) substituir de imediato as funções por outra psicóloga portuguesa”, lê-se. Para esta mãe, a direcção do jardim de infância deveria dar mais esclarecimentos sobre a formação destas profissionais. “A escola afirma que elas têm habilitação, mas deveriam provar isso primeiro. E além disso, é importante que as crianças criem uma relação de confiança com a psicóloga, é difícil, não se constrói de um dia para o outro. Essa relação foi construída durante um ano inteiro e agora quebram isso. Ainda por cima no final do ano, estamos preocupados como é que será agora no Verão. Estou muito alarmada com isso e precisamos de ajuda.” Esta encarregada de educação é a única signatária do documento, apesar dos restantes pais terem os mesmos receios, contou. Contudo, nenhum deles quis dar a cara neste processo. O filho desta mãe estará a ter acompanhamento no privado em Hong Kong. Porém, de acordo com informação relevada ao HM, muitas destas famílias dependem única e exclusivamente do apoio que o jardim de infância proporciona.

PROBLEMAS COM EDUCADORA

O filho desta encarregada de educação esteve na turma da educadora

suspensa no âmbito do caso dos alegados abusos sexuais. A mãe mudou-o de turma em Outubro do ano passado por falta de comunicação com a referida docente. “Não conseguia lidar com ela porque não conseguia saber nada do meu filho, e quando entrou na escola já sabiam que ele tinha autismo diagnosticado. A educadora achava que o meu filho era um problema, ela usou mesmo essas palavras comigo. A partir da mudança de turma, tudo ficou melhor e o trabalho da psicóloga foi muito importante.” Esta encarregada de educação defende que deveria ter existido mais ponderação por parte da direcção da Associação de Promoção e Instrução dos Macaenses (APIM) e do próprio jardim de infância.

“A direcção da APIM e do jardim de infância estão a responder tendo em conta o caso que veio a público, mas esqueceram as outras crianças que têm necessidades.” MÃE DE ALUNO AUTISTA

“A direcção da APIM e do jardim de infância estão a responder tendo em conta o caso que veio a público, mas esqueceram as outras crianças que têm necessidades. Fui pedir à escola os seus currículos [das duas conselheiras] e acho que a escola não nos pode enganar nesse aspecto. Têm mesmo de ser formadas para dar este apoio, porque a formação em psicologia e em serviço social são coisas diferentes.” Segundo informação apurada pelo HM, o presidente da APIM sabia desde Outubro do ano passado que havia falta de recursos humanos para fazer o acompanhamento destas crianças, mas que nada foi feito nos meses seguintes. Tanto o presidente da APIM, Miguel de Senna Fernandes, como a directora da escola, Marisa Peixoto, foram contactados sem sucesso. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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GCS

quarta-feira 23.5.2018

Crime Residente perdeu 1,75 milhões em burla telefónica

Uma residente de Macau, com cerca de 40 anos, perdeu 1,75 milhões de renminbis depois de, alegadamente, ter sido vítima de mais um caso de burla telefónica, noticiou o canal chinês da Rádio Macau. No telefonema, o suspeito alegou ser funcionário de uma empresa de transporte de encomendas, tendo dito que as autoridades policiais do continente estariam a realizar uma investigação sobre a encomenda da alegada vítima. A mulher ligou para o número disponibilizado pelo suspeito e deu todas as informações dos seus cartões para uma posterior deslocação à pátria. Os indivíduos que alegaram ser polícias e procurador do Ministério Público disseram à vitima que esta estaria envolvida em vários casos, tendo exigido o pagamento de uma quantia em dinheiro para que não fosse deduzida acusação. A residente dirigiu-se então a uma caixa multibanco localizada na zona do ZAPE, tendo feito cinco transferências bancárias. O marido da alegada vítima acabou por fazer queixa às autoridades.

Turismo Medidas para desviar visitantes do centro durante Agosto

Helena de Senna Fernandes, directora da Direcção dos Serviços de Turismo, adiantou que a primeira fase do programa de turismo inteligente, focado em afastar os turistas do centro histórico, pode ser implementado já em Agosto, noticiou o canal chinês da Rádio Macau. O programa em questão pretende emitir avisos prévios a residentes e turistas sobre as zonas da cidade com maior concentração de pessoas. Além disso, o Executivo ainda está a analisar diferentes programas com a empresa Alibaba, do magnata Jack Ma mas, para já, não pode divulgar detalhes. No que diz respeito à segunda fase do programa de turismo inteligente, a prioridade é a divulgação dos trabalhos promocionais, estando a ser discutidas questões como a recolha de informações e a criação de uma base de dados, entre outras acções.

Fernanda Ilhéu, investigadora, afirmou que a iniciativa “Uma faixa, uma rota” propõe uma nova dinâmica de globalização com potencial para criar “um mundo mais desenvolvido e menos desigual”.

MEDIA DISCUTIDO EM MACAU FUTURO DO SECTOR NO QUADRO DA POLÍTICA EXTERNA CHINESA

Faixa em comunicação

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comunicação visual, o ‘live streaming’e a inovação tecnológica são alguns dos temas centrais de uma conferência organizada em Macau sobre o futuro dos ‘media’. O evento decorreu na segunda-feira e contou com a participação de 29 países. Dedicada este ano à iniciativa “Uma faixa, uma rota”, a terceira edição da “Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento da Indústria dos ‘Media’” juntou 200 académicos e profissionais com o objectivo de fortalecer a comunicação entre os órgãos de comunicação chineses e estrangeiros. Na cerimónia de abertura, a investigadora portuguesa Fernanda Ilhéu afirmou que a iniciativa “Uma faixa, uma rota” propõe uma nova dinâmica de globalização com potencial para criar “um mundo mais desenvolvido e menos desigual”. “É uma iniciativa harmoniosa e inclusiva que defende a tolerância entre

O projecto “Uma faixa, uma rota”, foi o mote para a “Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento da Indústria dos ‘Media’” que decorreu no território. A investigadora Fernanda Ilhéu entende que a iniciativa foi útil no sentido de combater as desigualdades e estabelecer uma nova dinâmica de globalização

civilizações, respeita caminhos e modelos de desenvolvimento de diferentes países e apoia diálogos entre diferentes povos”, disse a coordenadora do ChinaLogus - Business Knowledge & Relationship, que apoia empresas e instituições portuguesas a entrar no mercado chinês. A iniciativa de infra-estruturas, que Pequim apresentou ao mundo em 2013, tem como objectivo refazer o mapa económico e político mundial, ao mesmo tempo que procura reformular o modelo de desenvolvimento eurocêntrico convencional.

ROTA ABRANGENTE

Para Fernanda Ilhéu, esta iniciativa “a longo prazo” não reflecte apenas questões comerciais, mas estende-se

a muitas outras que desafiam o paradigma global e podem ajudar a “evitar uma terceira guerra mundial”. O conflito armado impede-se “promovendo a diversidade e o diálogo” e aqui reside o papel dos órgãos de comunicação, sublinhou a investigadora. No caso da China e de Portugal, por exemplo, é importante que se avance para órgãos de comunicação bilingues que promovam a proximidade entre os povos. Patrocinada pela Xinhua (agência de notícias da China), a Macao Daily News e a Fundação de Macau, a conferência foi co-organizada pelo Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau e pela Associação de Chineses Ultramarinos Retornados de Macau.

Tradição Associação teme fim da Dança de Dragão Embriagado O vice-presidente da Associação dos Comerciantes de Peixe Fresco de Macau, Kwan Vai Meng, disse ao canal chinês da Rádio Macau que teme que no próximo ano a tradição da Dança de Dragão Embriagado pode não ter lugar no Mercado Vermelho. Em causa está o plano de reorganização

da infra-estrutura que começa na segunda metade do ano. No entanto, o responsável afirma ainda não ter conhecimento acerca do que o referido plano prevê e teme que venham a existir mudanças significativas na zona dos vendilhões no exterior daquele espaço.

Na cerimónia de abertura estiverem presentes, entre outros, o Chefe do Executivo de Macau, Fernando PUB

Chui Sai On, e o director do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central em Macau, Zheng Xiaosong.


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23.5.2018 quarta-feira

ACTIVISMO TIBETANO CONDENADO A CINCO ANOS DE PRISÃO

RELIGIÃO AUTORIDADES OBRIGAM MESQUITAS A IÇAR BANDEIRA DO PAÍS

De costas para Meca

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Todas as mesquitas na China deverão içar uma bandeira do país e “estudar a Constituição, os valores socialistas e a cultura tradicional” chinesa, segundo uma directriz das autoridades islâmicas chinesas, ligadas ao Partido Comunista

A

normativa foi emitida este fim-de-semana pela Associação Islâmica da China, noticiou o jornal oficial Global Times. Várias mesquitas na região de Ningxia (noroeste da China e a única onde a maioria da população é islâmica) começaram já a aplicar esta ordem. Segundo especialistas citados pelo Global Times, a iniciativa visa "assimilar a religião na sociedade socialista". A directriz surge depois de a agência noticiosa Associated Press ter reportado a criação de centros de doutrinação política

Espaço Lançado satélite de retransmissão para lado oculto da Lua

para muçulmanos, que obriga os detidos a comer carne de porco ou beber álcool. Estes centros estão concentrados na região do Xinjiang, também no noroeste da China, palco dos mais violentos conflitos étnicos registados nas últimas décadas na China, entre os uigures e a maioria han, predominante em cargos de poder político e empresarial regional, que causaram 156 mortos e mais de mil feridos.

MEDO DOS SÍMBOLOS

Pequim decidiu, entretanto, banir ou controlar várias práticas

A China lançou ontem um satélite de retransmissão para assegurar a comunicação com a sonda lunar Chang'e-4, que será lançada em breve, para explorar o lado oculto da Lua. O satélite Queqiao foi transportado por um foguetão Longa Marcha-4C, a partir do centro de lançamento de satélites Xichang, no sudoeste da China, informou a agência noticiosa oficial Xinhua, que cita a Administração Nacional Espacial da China. "O lançamento é um passo chave para que a China atinja o seu objectivo, de ser o primeiro país a enviar uma sonda para aterrar no lado mais longínquo da Lua", afirmou Zhang Lihua, responsável pelo lançamento. Vinte e cinco minutos após o lançamento, o satélite separou-se do foguetão e entrou em órbita. Está previsto que o satélite, que pesa uns 400 quilos, opere durante os próximos três anos. O país prevê iniciar, em 2019, a construção de uma estação espacial, que deverá estar concluída em 2022, e terá presença permanente de tripulantes.

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muçulmanas, incluindo manter a barba longa e jejuar durante o mês do Ramadão, afirmando que são símbolos do "extremismo islâmico". Segundo a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW), as autoridades chinesas estão também a impor a famílias no noroeste do país que recebam funcionários públicos em suas casas. Os funcionários estão encarregues de recolher e actualizar informação sobre as famílias, incluindo religião ou opiniões políticas, e reportar e "corri-

secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, mostrou-se satisfeito sobre os progressos nas negociações comerciais com a China, mas não afastou o recurso a novas tarifas se não for cumprido o acordado. "Creio que fizemos progressos muito significativos", afirmou Mnuchin em declarações ao canal televisivo de informação financeira CNBC, dois dias após representantes de Washington e de Pequim terem anunciado o final das conversações. De acordo com o comunicado oficial, os dois

gir problemas" ou "situações inusuais". Os funcionários fazem ainda doutrinação política, incluindo promover o "Pensamento de Xi Jinping [o Presidente chinês]" e advertir contra os perigos do "pan-islamismo", e outras ideologias que o Governo considera uma ameaça. Estima-se que existam cerca de 23 milhões de muçulmanos na China, país mais populoso do mundo, com quase 1.400 milhões de habitantes.

M tribunal chinês condenou um activista, que promove a língua tibetana, a cinco anos de prisão, por incitar ao separatismo, depois de ter aparecido num documentário produzido pelo jornal norte-americano The New York Times (NYT). O advogado de Tashi Wangchuk, Liang Xiaojun, contou à agência noticiosa Associated Press que o cliente deverá apelar da sentença, decretada por um juiz na cidade de Yushu, província de Qinghai. Tashi, de 32 anos, foi detido em 2016, dois meses depois de o jornal norte-americano ter publicado o vídeo e o respectivo artigo, e foi a julgamento em Janeiro passado, tendo alegado a sua inocência. Os procuradores apresentaram evidências unicamente com base num vídeo de nove minutos do NYT, de 2015, que conta como Tashi processou funcionários locais por impedirem o ensino da cultura e língua tibetana. A versão 'online' do NYT está bloqueada na China. No documentário, Tashi, que é apresentado como um comerciante, referiu a "pressão e o medo" sentidos pelos tibetanos, e como está preocupado com a possível destruição da cultura, através da contínua erosão da língua local. Com apenas cerca de três milhões de habitantes, o Tibete é uma das regiões chinesas mais vulneráveis ao separatismo, com os locais a argumentarem que o território foi durante muito tempo independente, até à ocupação pelas tropas chinesas em 1951. Por outro lado, Pequim considera que a região, que tem uma área equivalente ao dobro da Península Ibérica é, há séculos, parte do território chinês. A região é quase totalmente inacessível à imprensa estrangeira, mas organizações de defesa dos direitos humanos têm dado conta de uma crescente repressão, ao mesmo tempo que decorre uma campanha de promoção do mandarim na educação e no mercado de trabalho.

O progresso e a glória

Secretário do Tesouro dos EUA satisfeito com acordo comercial

países chegaram a um consenso para reduzir o défice comercial norte-americano com a China e as autoridades de Pequim comprometeram-se a aumentar "significativamente" a compra de bens e serviços aos Estados Unidos. Não foram avançados números concretos, apesar de os Estados Unidos terem solicitado que a China reduza em 200 mil milhões de dólares o excedente comercial que tem com os Estados Unidos.

Depois do acordo, os Estados Unidos anunciaram que suspendem provisoriamente a imposição de novas taxas à importação de produtos chineses. "Agora depende de nós assegurarmos que o podemos implementar", afirmou Mnuchin ao resumir o que foi negociado com a China.

POSSÍVEL RETORNO

O secretário do Tesouro não afastou, no entanto, que se recorra a novas

taxas aduaneiras se as autoridades chinesas não cumprirem "o acordo com um quadro muito completo" que foi definido nas negociações que decorreram em Washington na semana passada. "Se as coisas não resultarem e não conseguirmos o que queremos, o Presidente pode sempre voltar a impor tarifas", adiantou. A administração de Donald Trump tinha ameaçado impor tarifas no valor de 150 mil mi-

lhões de dólares a centenas de produtos chineses para equilibrar a balança comercial entre os dois países. O acordo alcançado, acrescentou Mnuchin, abre caminho às empresas dos dois países para desenvolverem os seus próprios negócios. Nesse sentido, o responsável dos Estados Unidos disse que as empresas de energia norte-americanas podem chegar a acordo com as chinesas para vender produtos num valor entre 40 mil e 50 mil milhões de dólares.


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quarta-feira 23.5.2018

TAILÂNDIA DEZENAS DE ATAQUES BOMBISTAS NO SUL DO PAÍS

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S autoridades tailandesas afirmaram que duas mulheres ficaram feridas, na sequência de vários ataques bombistas por alegados extremistas muçulmanos em quatro províncias no sul do país. Um porta-voz do comando de segurança conjunta dos militares e dos policias do sul da Tailândia declarou que os atentados ocorreram no domingo à noite e que cerca de duas dúzias de explosivos foram colocados perto de caixas de multibanco, postes de electricidade e de alguns edifícios, nas províncias de Yala, Pattani, Narathiwa e Songkhla. Os ataques com armas ligeiras, homicídios e atentados com explosivos acontecem frequentemente nas províncias de Yala, Pattani e Narathiwat, de maioria muçulmana e etnia malaia. Desta vez, os ataques bombistas chegaram também à província de Songkhla. Mais de 6.500 pessoas morreram no sul da Tailândia desde que o movimento separatista muçulmano retomou a luta armada em 2004. As recentes negociações para um cessar-fogo entre as autoridades e as facções separatistas não registaram, até ao momento, quaisquer progressos. Os rebeldes denunciam a discriminação que sofrem por parte da maioria budista da Tailândia e exigem a criação de um Estado islâmico que integre estas três províncias que configuravam o antigo sultanato de Pattani, anexado pela Tailândia há cerca de um século.

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protesto foi convocado pelo movimento "Queremos votar", que exige à junta militar do general Prayut Chan-Ocha a realização de eleições. Prayut anunciou um escrutínio um ano depois do golpe, em 2014. Centenas de activistas concentraram-se no centro de Banguecoque, no recinto da universidade Thammasat, empunhando bandeiras do país e cartazes onde se podia ler: "Queremos votar. O poder pertence ao povo. O povo é dono do país", "Não temos medo". Um milhar de agentes policiais foram destacados para a zona em torno da universidade, bloquearam os acessos e a saída do recinto. Através de megafones, a polícia disse aos manifestantes que o protesto era ilegal e as concentrações de carácter político de mais de cinco pessoas estavam proibidas, antes de impedir a marcha até à sede do Governo. Nos últimos dias, as autoridades intensificaram os controlos em Banguecoque e a repressão contra os dissidentes. Na segunda-feira, oito líderes, incluindo três antigos ministros, do Pheu Thai, o partido do Governo deposto no golpe de 2014, foram acusados de sedição. Estes antigos responsáveis acusaram o Conselho Nacional para a Paz e a Ordem (NCPO, nome oficial da junta) de ter violado os direitos fundamentais dos tailandeses e de ter aumentado o défice público sem melhorar as condições de vida no país.

PROMESSA ADIADA

As forças armadas, lideradas por Prayut, actual primeiro-ministro, tomaram o poder a 22 de Maio de 2014 com a promessa de acabarem com a corrupção, a crise política no país e realizar eleições o mais depressa possível.

TAILÂNDIA IMPEDIDA MANIFESTAÇÃO NO ANIVERSÁRIO DO GOLPE DE ESTADO

Ontem à noite em Banguecoque

A polícia tailandesa impediu ontem a realização de uma manifestação para exigir o restabelecimento da democracia na Tailândia, no quarto aniversário do golpe de Estado que levou os militares ao poder no país

O golpe deu-se poucos dias depois de a então primeira-ministra e líder do Pheu Thai Yingluck Shinawatra ter sido destituída do cargo pelo Tribunal Constitucional por abuso de poder. Em 2016, a Tailândia aprovou em referendo uma nova Constituição mais restritiva e que entrou em vigor em 2017. As eleições foram sucessivamente adiadas e a última indicação

de uma data foi dada por Prayut, que se referiu ao início de 2019. As plataformas políticas relacionadas com a família Shinawatra ganharam todas as eleições realizadas no país desde 2001. A Tailândia já foi palco de 12 golpes de estado desde o fim da monarquia absoluta em 1932. A família Shinawatra é apoiada pelo poderoso movimento popular dos Camisas Vermelhas.As duas principais figuras do Pheu Thai,

ÍNDIA VÍRUS NIPAH MATA CINCO, 94 PESSOAS EM QUARENTENA

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ELO menos cinco pessoas morreram no sul da Índia devido ao vírus Nipah e perto de uma centena encontra-se actualmente em quarentena, declarou ontem um responsável local. "Podemos confirmar que cinco pessoas morreram devido ao vírus Nipah" e que "94 pessoas em contacto com os afectados pelo vírus [que morreram] foram colocadas em quarentena, por precaução”, declarou K.J. Reena, responsável pela vigilância sanitária do

estado de Kerala, no extremo sudoeste do país. O vírus Nipah, muito comum no Sul e no Sudeste Asiático, é transportado por

morcegos, sendo fatal em 70 por cento dos casos. Este vírus foi identificado pela primeira vez na Malásia, em 1998, na região

que lhe deu o nome. Todas as vítimas foram registadas no zona de Kozhikode (antiga Calicute), nomeadamente entre vários membros de uma mesma família, e uma enfermeira que os tratou. De acordo com os 'media' locais, dez pessoas morreram já devido a esta zoonose, mas as autoridades aguardam os resultados de análises para se pronunciarem. O vírus Nipah, com casos já assinalados de transmissão entre humanos, de acordo

com a Organização Mundial de Saúde, pode causar encefalites mortais e comas. Até ao momento, não existe qualquer vacina. Esta é a primeira vez que o vírus surge em Kerala e a terceira na Índia. É possível encontrar este vírus nas zonas rurais do Bangladesh, onde causou mais de 100 mortos quando foi confirmado pela primeira vez no país, em 2001, ou no Estado indiano adjacente de Bengala Ocidental.

os dois antigos primeiros-ministros Yingluck e Thaksin Shinawatra estão no exílio em fuga de processos judiciais que denunciaram terem motivações políticas. De acordo com analistas, as consecutivas vitórias do partido dos Shinawatra em todas eleições organizadas têm levado ao adiamento consecutivo de um novo escrutínio, que as autoridades receiam perder para a oposição.

Coreias Pyongyang proíbe jornalistas sul-coreanos de aceder a base nuclear

As autoridades norte-coreanas proibiram a presença de jornalistas sul-coreanos para assistir ao desmantelamento de uma base nuclear, disse ontem fonte do Ministério da Unificação sul-coreano. A lista de jornalistas sul-coreanos, que se encontrava já em Pequim para seguir viagem rumo a Pyongyang, foi rejeitada, disse a mesma fonte, citada pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap. No início do mês, a Coreia do Norte tinha garantido que os jornalistas da Coreia do Sul, dos Estados Unidos, da China e do Reino Unido iam ser convidados a assistir à destruição dos túneis, ao desmantelamento dos postos de observação e das instalações de pesquisa na central de Punggye-ri, previsto entre quarta e sexta-feira. Muitos analistas declararam duvidar das promessas norte-coreanas, até porque há precedentes: em 2008, Pyongyang derrubou uma parte do centro de reprocessamento de urânio, mas continuou a desenvolver o programa nuclear. O cancelamento de convites surgiu depois de Pyongyang ter cancelado, na semana passada, um encontro entre as Coreias devido à realização de manobras militares conjuntas de Seul e Washington.


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THE BANK OF EAST ASIA, LIMITED, SUCURSAL DE MACAU Síntese do Relatório de Actividades do ano de 2017 No ano de 2017, com a recuperação do sector do jogo, a economia de Macau registou um crescimento real de 9,1%. Porém, uma vez que o Governo da RAEM implementou novas medidas de controlo do mercado imobiliário no 2.º semestre de 2017, o ambiente operacional do BANCO DA EAST ASIA, LIMITADA, SUCURSAL DE MACAU tem apresentado desafios. No ano de 2017, o BANCO DA EAST ASIA, LIMITADA, SUCURSAL DE MACAU empenhou-se em atrair os depósitos, mas também manteve um crescimento dos empréstimos de forma sustentada, os saldos dos empréstimos e dos depósitos dos clientes representaram um aumento de 15,5% e de 13,3%, respectivamente, em comparação com o fim de exercício do ano de 2016. Entretanto, o BANCO DA EAST ASIA, LIMITADA, SUCURSAL DE MACAU continuou a expandir o grupo de cliente de venda a retalho, a conta SupremeGold teve um aumento de 62% por ano. Face aos factores negativos de grande concorrência no mercado e de restrição de margem financeira, o lucro deste Banco foi afectado. Prevê-se que os empréstimos mantenham boa qualidade. No ano de 2018, o BANCO DA EAST ASIA, LIMITADA, SUCURSAL DE MACAU continuará a procurar oportunidades, além de reforçar a promoção de financiamento transfronteiriço e de empréstimos das pequenas e médias empresas, também continuará a expandir um conjunto de produtos de venda a retalho, melhorando a plataforma de serviços bancários pela internet de venda a retalho. Por outro lado, o BANCO DA EAST ASIA, LIMITADA, SUCURSAL DE MACAU ainda tem planos para melhorar os sistemas informáticos, elevando mais a experiência de serviço do cliente e o volume de utilização dos serviços bancários pela internet e proporcionando mais serviços financeiros inovadores, eficientes e fiáveis aos seus clientes.

Síntese do Parecer dos Auditores Externos Para a gerência do Banco da East Asia, Limitada, Sucursal de Macau (Sucursal de um banco comercial de responsabilidade limitada, incorporado na Região Administrativa Especial de Hong Kong) Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras do Banco da East Asia, Limitada, Sucursal de Macau relativas ao ano de 2017, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 27 de Abril de 2018, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo. As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2017, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações nas reservas e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das políticas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas e dos livros e registos da Sucursal. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e os livros e registos da Sucursal. Para a melhor compreensão da posição financeira da Sucursal e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria.

Chang Suet Yi, Auditor de Contas KPMG Macau, aos 27 de Abril de 2018


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António Lobo Antunes, de 75 anos, recebe o galardão no próximo dia 20 de Outubro, no Castelo Grinzane Cavour, nos arredores de Turim, no norte de Itália

À excepção do Nobel António Lobo Antunes vence prémio literário Bottari Lattes Grinzane 2018

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NTÓNIO Lobo Antunes venceu o Prémio Bottari Lattes Grinzane 2018, organizado pela fundação italiana com o mesmo nome, e vai recebê-lo em Outubro, anunciou a sua editora. O Prémio Bottari Lattes Grinzane 2018 teve como júri intelectuais, professores universitários, jornalistas culturais e escritores, segundo a mesma fonte. António Lobo Antunes, de 75 anos, recebe o galardão no próximo dia 20 de Outubro, no Castelo Grinzane Cavour, nos arredores de Turim, no norte de Itália. O ano passado este prémio foi entregue ao escritor britânico Ian McEwan, de 69 anos, e em edições anteriores distinguiu autores como Enrique Vila-Matas, Patrick Modiano, Alberto Arbasino, Martin Amis, Javier Marias e Amos Oz. Entretanto, o autor português viu o seu romance "Os Cus de Judas" ser seleccionado, em França, para o Exame Nacional de Agregação para professores e investigadores do Ensino Secundário em Literaturas Modernas. "Os Cus de Judas" foi publicado pela primeira vez

em 1979, e actualmente já vai na 36.ª edição, segundo as Publicações D. Quixote.

VIDA DE LETRAS

O escritor português recebeu ainda no passado dia 14 o Grande Prémio do Centenário da Reunificação da Roménia, onde foi o convidado de honra do Festival Internacional de Poesia de Bucareste. Lobo Antunes estreou-se literariamente em 1979, com "Memória de Elefante", obra que vai na 30.ª edição. O escritor foi distinguido com o Prémio Camões, o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores, que recebeu por duas vezes (por "Auto dos Danados" e "Exortação aos crocodilos"), o Prémio de Literatura Europeia da República Austríaca, o Prémio da União Latina, pelo conjunto da obra, os prémios Juan Rulfo e Rosalía de Castro, o Prémio Melhor Livro Estrangeiro publicado em França ("Manual dos Inquisidores"), entre outras distinções. Na Feira do Livro de Lisboa, que abre na sexta-feira, Lobo Antunes vai estar presente em três momentos, no dia 27 de Maio, e nos dias 3 e 10 de Junho. LUSA


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23.5.2018 quarta-feira

RELATÓRIO DOS AUDITORES EXTERNOS SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RESUMIDAS BANK OF COMMUNICATIONS CO., LTD. – SUCURSAL DE MACAU As demonstrações financeiras resumidas anexas do Bank of Communications Co., Ltd. – Sucursal de Macau (a Sucursal) referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2017 resultam das demonstrações financeiras auditadas e dos registos contabilísticos da Sucursal referentes ao exercício findo naquela data. Estas demonstrações financeiras resumidas, as quais compreendem o balanço em 31 de Dezembro de 2017 e a demonstração dos resultados do exercício findo naquela data, são da responsabilidade da Gerência da Sucursal. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião, unicamente dirigida a V. Exas. enquanto Gerência, sobre se as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e com os registos contabilísticos da Sucursal, e sem qualquer outra finalidade. Não assumimos responsabilidade nem aceitamos obrigações perante terceiros pelo conteúdo deste relatório. Auditámos as demonstrações financeiras da Sucursal referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2017 de acordo com as Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria emitidas pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau, e expressámos a nossa opinião sem reservas sobre estas demonstrações financeiras, no relatório de 9 de Março de 2018. As demonstrações financeiras auditadas compreendem o balanço em 31 de Dezembro de 2017, a demonstração dos resultados, a demonstração de alterações nas reservas e a demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e um resumo das principais políticas contabilísticas e outras notas explicativas. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e com os registos contabilísticos da Sucursal. Para uma melhor compreensão da posição financeira da Sucursal, dos resultados das suas operações e do âmbito da nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas em anexo devem ser lidas em conjunto com as demonstrações financeiras auditadas e com o respectivo relatório do auditor independente. Cheung Pui Peng Auditor de contas PricewaterhouseCoopers Macau, 29 de Março de 2018

RESUMO DO RELATÓRIO DO EXERCÍCIO O ano de 2017 marcou o 10.º aniversário da constituição do Bank of Communications Co., Ltd. - Sucursal de Macau. Tendo enfrentado as constantes flutuações do ambiente de mercado, a sucursal insistiu na ideia de “prestar igual atenção ao desenvolvimento e à gestão, e manter o equilíbrio entre desenvolvimento e riscos”. Reforçando o nível de controlo de risco, consolidando a sua carteira de clientes e promovendo a transformação do negócio, a sucursal alcançou máximos históricos em todas as áreas de negócio e atiugiu uma economia de escala mais eficiente, com o esforço conjunto dos seus trabalhadores e o significativo apoio de vários sectores da RAEM. O total dos activos no final do ano foi de MOP70,089,000,000.00 e o lucro livre de impostos foi de MOP 426,820,000.00. A qualidade do património é excelente, mantendo-se em zero o património inadimplente. Com o objectivo de “se integrar em Macau e servir Macau”, e em prossecução do espírito empresarial de “empenho e empreendedorismo, responsabilidade e consolidação, inovação e superação”, a sucursal ajustou o desenvolvimento do seu negócio para “prestar um bom serviço a todos os Clientes do grupo do banco, fortalecer as transacções internas e externas, apoiar activamente as empresas de Macau e proporcionar uma excelente gestão de património”, bem como se empenhou em estabelecer relações de cooperação a longo prazo com grupos empresariais locais de grande dimensão, em apoiar vigorosamente o desenvolvimento sócio-económico de Macau, acelerar a expansão das interacções transfronteiriças e dos negócios interbancários através da localização regional favorável de Macau, realçar os seus atributos na gestão de patrimónios e proporcionar aos Clientes locais serviços financeiros de qualidade, e reforçar a sua metodologia de gestão, adoptando a máxima “Gestão Adequada e Crescimento Saudável”, tendo cumprido escrupulosamente os requisitos legais e gerindo meticulosamente os seus activos. Paralelamente ao negócio bancário, a sucursal de Macau tem procurado reforçar os seus vínculos com a comunidade local, participando activamente em eventos de caridade e comprometendo-se com as suas responsabilidades sociais. Em 2018, o Bank of Communications Co., Ltd. - Sucursal de Macau vai continuar a expandir os seus negócios com elevada qualidade e a aumentar a qualidade dos serviços bancários que presta, em agradecimento ao apoio da comunidade local e em cumprimento com as políticas do Governo da Região Administrativa Especial de Macau para promover negócios financeiros específicos, implementar projectos relacionados a Macau e apoiar a construção de “Uma Faixa, Uma Rota” e da Grande Baía Guangdong-HongKong-Macau, de modo a contribuir para o desenvolvimento, a diversificação e a prosperidade económicas de Macau. Bank of Communications Co., Ltd. - Sucursal de Macau A Presidente da Sucursal Wu Ye 29 de Março de 2018


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23.5.2018 quarta-feira

O silêncio é um amigo que nunca trai

A Poesia Completa de Li He

黃頭郎 黃頭郎,撈攏去不歸。 南浦芙蓉影,愁紅獨自垂。 水弄湘娥佩,竹啼山露月。 玉瑟調青門,石雲濕黃葛。 沙上蘼蕪花,秋風已先發。 好持掃羅薦,香出鴛鴦熱。

O Rapaz de Chapéu Amarelo Rapaz de chapéu amarelo, Remaste para longe, para não voltar. Sombra de lótus na margem sul, Tristes pétalas vermelhas, tombando sós. A água murmura, Os jades-de-cinta da Dama Xiang, Choram bambus, lua sobre montes encharcados de orvalho. Numa cítara de jade ela toca os “Portões Verdes”,1 Cordilheiras de nuvens ensopam a araruta. Flores de salsa-veado na areia, Já se levanta o vento de outono. Com desvelo, varre finos tapetes de seda E o perfume sobe de quentes patos-mandarim.2

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Um se, ou cítara de vinte e cinco cordas. Queimadores de incenso em forma de pato, símbolo do amor conjugal.

Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

quarta-feira 23.5.2018

máquina Lírica Paulo José Miranda

A doer, “Johnny Guitar”

de Nicholas Ray

C

OMEÇO este texto acerca de “Johnny Guitar”, de Nicholas Ray, pela cena que irá influenciar todo o cinema posterior, principalmente a Nouvelle Vague. Trata-se da cena da luta entre Johnny “Guitar” Logan (Sterling Hayden) e Bart Lonergan (Ernest Borgnine), membro do bando de Dancin’ Kid. Ao bar do saloon, Lonergan começa a provocar Logan, obrigando-o a beber, até que este finalmente recusa e não resta outra alternativa que não a do confronto físico entre ambos, que Vienna (Joan Crawford), a dona do bar ordena que seja feita lá fora. Todos se dirigem para fora do bar à excepção de Dancin’ Kid e Vienna, que começam uma conversa de amor (por parte dele, ao que ela tenta furtar-se). O que seria normal nesta cena do filme é que a câmara seguisse a luta, que o espectador ficasse preso aos socos e pontapés trocados entre eles, mas vemos apenas o primeiro soco e a cena passa para dentro do bar, e passamos a seguir a conversa entre Vienna e Kid, escutando apenas o barulho da luta lá fora, por entre as palavras ácidas trocadas entre este casal de amantes. Para além da questão técnica inédita, da troca da atenção do espectador, o que fica claro é que a luta lá fora é para “meninos” – como se usava dizer em português. Lá fora, a luta é para meninos e a brincar, contrariamente a luta cá dentro é para adultos e a sério. A luta cá dentro é a luta do amor, a doer. E se ainda não tinha ficado claro até aqui, agora fica completamente claro que este western é um western de amor. E o amor de que aqui se fala é o amor em forma de paixão. Já o escrevi aqui, a propósito de “In A Lonely Place”, que nos filmes de Nicholas Ray há sempre dois filmes em simultâneo, e neste caso não é diferente: o filme da contenda por causa da passagem dos caminhos de ferro, que vai trazer muita prosperidade e fortuna à dona do saloon, se não for obrigada a sair; e o amor. E digo assim, amor, com indeterminação, porque ele diz-se de inúmeras maneiras. O amor que cria o ódio, com a vontade de Emma (Mercedes McCambridge) – dona de um rancho e cujo irmão acaba de ser morto num assalto a uma diligência – de matar Vienna e Kid, que ela ama e não se permite admitir (e Kid ama Vienna). O amor que cria o rancor, de Kid por Vienna, por ela já não o ver como o via antes, antes de Johnny chegar. O amor que cria o querer de novo ser amor, isto é, a história de amor de Vienna e Johnny (tinham sido amantes até há cinco anos). E podemos passar a dizer amor com os nomes próprios: Emma ama Dancin’ Kid, que ama Vienna, que ama Johnny Logan, que não ama ninguém, ou assim parece ser. Há ainda o jovem Turkey Ralston (Ben Cooper), que também ama Vienna, como se fosse um prolongamen-

to do amor maternal – ele diz-lhe que vai ficar ali com ela para a proteger, ao que ela lhe responde: “E quem vai cuidar de ti?”. O filme é assim uma espécie de catálogo de amores. No presente, no passado e no futuro. Na realidade e no imaginário. Um dos filmes vai desenrolando-se através da ganância e do poder e o outro através do amor. Na verdade podíamos dizer com propriedade que o amor já tinha morrido. Quando o filme começa, o amor já tinha morrido, como Vienna diz a Johnny, quando ele lhe pergunta o que ela faria se o homem que ela um dia amou voltasse: “Quando um incêndio se apaga, tudo o que resta são cinzas.” E é este amor, e só este, que importa a esta leitura. O amor que foi, entre Vienna e Johnny – cinco anos antes, em outra cidade – não pode voltar a ser, a despeito de Ray pôr no final os amantes nos braços um do outro. Não que não haja desejo, mas aquilo que os afastou estará sempre entre eles como uma burka que não se consegue despir. Pode haver uma noite, sim, mas no outro dia é o cheiro das cinzas que se começa a sentir. O amor foi. E o que foi não volta. A despeito de Ray pôr na boca de Johnny “Um homem tem de criar raízes em algum lugar, um dia.” Querendo com isso dizer que tinha mudado, que o homem que Vienna tem ali diante

de si, já não é o homem que a deixou partir, há cinco anos. Pode ser. Mas também a despeito de tudo isto, neste filme, o amor é algo que aconteceu um dia. O amor entre Vienna e Johnny – mais do que a luta entre Johnny e Bart fora do saloon, pois desta ainda temos um vislumbre – é algo a que nunca assistimos. Aquilo a que assistimos é ao ressentimento de parte a parte. Esse é filmado magistralmente, nos diálogos entre ambos, tanto na primeira noite em que falam, no saloon, quanto na fuga, depois de Johnny salvar Vienna do enforcamento. Vienna, que não perdoa a Johnny tê-la deixado, pois não queria formar uma família, como se ela não fosse importante o suficiente para que ele deixasse de querer outras; e Johnny, que não perdoa agora a Vienna ter tido outros homens depois dele. Aliás, o saloon dela é a prova material de ter tido outros homens. E mesmo que o saloon arda, como acontece quase no final, as cinzas continuarão a habitar a memória. Johnny quer ter a certeza de que Vienna ainda o ama, e que o ama só a ele. Ao que ela responde: “Se ainda não tens a certeza, falar não vai adiantar de nada.” De facto, perante um amor partido anos atrás, quando há um regresso, por mais palavras que se queira, por mais que se necessite de palavras, como se elas exercessem alguma

O filme é assim uma espécie de catálogo de amores. No presente, no passado e no futuro. Na realidade e no imaginário. Um dos filmes vai desenrolando-se através da ganância e do poder e o outro através do amor

espécie de feitiço e fizessem desaparecer o passado – pois é disso que se trata, de querer que o passado não tenha existido, o passado da separação e o tempo que tiveram separados –, as palavras não adiantam de nada, se não houver uma predisposição para acreditar no que a amante nos diz. “Só te amo a ti.” “Os outros foram apenas a sombra da tua ausência”. O que está aqui em causa é que o amor em forma de paixão não admite outros. Que importa ao amor que os homens que Vienna teve – como Kid, por exemplo – foi porque o amor não estava ali? Para o amor, ele esteve sempre ali e ela é que não via. E não via, porque não sentia. É assim que o amor vê, e é muito difícil para quem ama não escutar esse modo de falar do amor. O perdão tem a ver com muitas formas de amor, mas não tem a ver com o amor em forma de paixão. A paixão não sabe perdoar, porque o perdão implica o reconhecimento de que ele foi traído. E para a paixão a traição é o maior dos crimes, pois é a prova de que ele não é único, como deveria ser. Termino com a descrição de uma cena fantástica, com Old Tom (John Carradine), um dos empregados, que estava sempre na sombra, nos bastidores do saloon. Old Tom é atingido por uma bala, tentando proteger Vienna, e antes de morrer, nos braços dela, com todos os homens de McIvers à volta, diz: “Estão todos a olhar para mim. É a primeira vez que me sinto importante.” E morre. Old Tom representa, ao morrer debaixo dos olhares de todos, o que foi o amor de Vienna e Johnny, que é quando morre que se torna importante, debaixo dos olhares dos espectadores. O amor, em forma de paixão, morre como vive, a doer.


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23.5.2018 quarta-feira

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 14 de Maio de 2018, se encontra aberto concurso público para adjudicação do “Serviço de aluguer de barcos de lançamento pirotécnico e barcos de apoio destinados ao 29.o Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau”. 1. Entidade que põe a prestação de serviços a concurso: Direcção dos Serviços de Turismo. 2. Modalidade do concurso: Concurso público. 3. Objecto dos serviços: aluguer de barcos de lançamento pirotécnico e barcos de apoio destinados ao 29.o Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau. 4. Prazo de execução: Obedecer às datas constantes no Caderno de Encargos. 5. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do encerramento do acto público do concurso. 6. Caução provisória: MOP120.000,00 (cento e vinte mil patacas), a prestar mediante garantia bancária ou depósito em numerário, em ordem de caixa ou cheque visado, emitido à ordem do “Fundo de Turismo”, efectuado directamente na Divisão Financeira da Direcção dos Serviços de Turismo ou no Banco Nacional Ultramarino de Macau, através de depósito à ordem do Fundo de Turismo, na conta número:「8003911119」devendo ser especificado o fim a que se destina. 7. Caução definitiva: 4% do preço total da adjudicação. 8. Preço base: Não há. 9. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.º andar até às 17:45 horas do dia 19 de Junho de 2018. 10. Local, dia e hora do acto de abertura das propostas: pelas 10:00 horas do dia 20 de Junho de 2018 no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º Andar, Macau. Os concorrentes ou os seus representantes legais deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para os efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.° do Decreto-Lei n.° 63/85/M, de 6 de Julho. Os concorrentes ou os seus representantes legais poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto de abertura das propostas. 11. Adiamento: Em caso de encerramento dos serviços públicos por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura de propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. 12. Critérios de apreciação das propostas: Critérios de adjudicação Factores de ponderação Preço 40% Fornecimento data da fabricação do barco mais recente 30% Experiência do concorrente 10% Fornecimento do processo da descrição do trabalho e maior garantia de segurança e eficiência e maior flexibilidade dos prazos na 20% prestação do serviço 13. Local, dias, horário para a obtenção da cópia e exame do processo do concurso: Local: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.º andar, além disso ainda se encontra igualmente patente no website da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macaotourism.gov.mo), podendo os concorrentes fazer “download” do mesmo. Dias e horário: Dias úteis, desde a data da publicação do respectivo anúncio até ao dia e hora limite para entrega das propostas e durante o horário normal de expediente. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 17 de Maio de 2018. Director dos Serviços, Subst.º Cheng Wai Tong


(f)utilidades 17

quarta-feira 23.5.2018

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PALESTRA | À CONVERSA COM GRAÇA SANCHES Livraria Portuguesa | 18h30

CONFERÊNCIA | “COOPERAÇÃO NO QUADRO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO OCEANO E DAS ZONAS COSTEIRAS” Fundação Rui Cunha | 18h30

O CARTOON STEPH 19 DE

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CINEMA | IRMÃS, DE TRACY CHOI Cinemateca Paixão | 16h30

16 Domingo 4 7 8 5 2 6 1 3 9 CINEMA | CARTAS DA GUERRA, DE IVO FERREIRA 5 1 Paixão 9 |416h307 3 6 2 8 Cinemateca 2 3 6 1 8 9 5 4 7 3 2 4 9 5 1 8 7 6 Cineteatro 6 9 5 C 8 4I 7N 2E 1 M3 1 8 7 3 6 2 9 5 4 8 6 1 2 3 4 7 9 5 9 5 3 7 1 8 4 6 2 7 4 2 6 9 5 3 8 1

21 2 UM 2 5FILME 1 8 39HOJE 3 64 76 4 6 59 5 7 1 8 3 O8cinema 37 coreano 3 62 é 6uma4 5 9 espécie de vício intermiten4 que, 5 2quando 3 92 se9 76 7 te.1Parece abre uma cortina, se torna 6 89 que, 8 pelo 17 5 27 42 4 imperativo menos durante uns dias, se consu37aquela 3 estética, 2 6 aquele 4 18 1 5 ma suspense e9 aquele desco3 2 4 9 8 76 7 51 nhecido. Um movimento que abandona 15 depois 23 2 9 8 1 7se34 até à próxima temporada. “Mother”, 89 68 6do realizador 7 1 5 3 2

21

A

Bong Joon Ho, conta-nos a história dramática de uma mãe que não mede esforços para tirar o filho da prisão, por acreditar que é inocente. Uma procura arrepiante e, como é habitual, bonita. Um filme surpreendente. Sofia Margarida Mota

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S U D O K U

Quinta-feira

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DURIAN

CINEMA | O AMOR É FRIO Cinemateca Paixão | 19h30

14 6 4 8 1 7 2 5 3 Sexta-feira 5 3| UMA7NOITE 8 COM4PIANO9NA GALERIA 1 2 CONCERTO Fundação Rui Cunha | 18h00 9 2 1 6 5 3 7 8 CINEMA 4 |7CARTAS6DA GUERRA, 2 9 DE 5IVO FERREIRA 3 1 Cinemateca Paixão | 21h30 8 9 5 3 6 1 2 4 CONCERTO 2 1| “LE3SYNDICAT 7 DU 8 CHROME” 4 6 9 Live Music Association | A partir das 22h 7 6 2 4 1 8 9 5 Sábado 1 8 9 5 3 7 4 6 CONCERTO | SATURDAY NIGHT JAZZ Fundação 3 5Rui Cunha 4 9 2 6 8 7

YUAN

VIDA DE CÃO

CONFERÊNCIA | SERÕES COM HISTÓRIA: “MEMÓRIAS DE UM ALUNO JUNTO AO MAR, ATRAVÉS DE UMA JANELA VOLTADA PARA UM JARDIM” - CARLOS MARREIROS” Fundação Rui Cunha | 18h30

CINEMA | CHUVA PASSAGEIRA Cinemateca Paixão | 19h30 e 21h30

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PROBLEMA 20

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Depois de muito ler sobre a exigência sensorial que implica comer durian, e de cheirar o intenso perfume que infesta tudo quanto é sítio que venda a iguaria, experimentei os pequenos cérebros macios daquele espinhoso alimento. Entrei numa frutaria e pedi que me abrissem um pequeno durian. Perguntei o preço e assustei-me: quase 80 patacas por metade de um fruto. Não entendi a explicação dos diferentes preços e qualidades e saí da frutaria para abrir o Google e ver se estava a ser enganado. Depois de perceber que a iguaria era, de facto, cara, pedi que me reservassem meio fruto no congelador. Sem conseguir avaliar o estado de maturação do durian, coloquei toda a minha confiança no merceeiro, que alegremente me entregou a caixinha carregada de aroma passado meia-hora. Chegara a altura de levar as papilas gustativas para um viagem. A consistência macia é agradável, o sabor não é revoltante e chega mesmo a ser aprazível ao ponto de ter quase terminado meio fruto. Tirando a textura membranosa que envolve a polpa, em termos de paladar foi uma agradável surpresa. Ok, não vou ao ponto de dizer que entendo o hype local, quando a natureza nos oferece mil outras variedades de fruta deliciosa, mas está longe de ser o imenso desafio que repugna meia Internet “gweilla”. O pior do durian é póstumo, o cheiro que fica no hálito e nas mãos e, provavelmente, na rua onde deixei o resto do fruto no balde do lixo. Passados alguns dias, posso dizer que gostei da fruta que mais se assemelha a uma arma química para o olfacto, a uma bola de espinhos medieval à visão e a um pudim estranho ao paladar. João Luz

“MOTHER” | BONG JOON HO

23 23 24 24 18 5 6 7 2 9 1 8 3 4 6 2 74 97 59 5 83 8 1 3 9 62 6 85 8 47 4 1 1 1 5 7 4 92 9 8 36 3 2 3 9 8 6 THE4KILLING 5 OF7A SACRED 1 DEER 3 83 8 7 4 2 1 9 5 6 46 4 8 7 3 91 59 5 2 4 8 1 5 3 DESTINY: 7 9THE TALE 6 OF2 9 1 5 8 6 73 7 24 2 ATTACK ON TITAN SEASON 2 MOVIE [C] KAMAKURA [B] 62 6 1 5 94 9 8 3 7 6 7 4 3 5 9 1 2 8 7 91 9 5 8 2 6 3 4 37 3 9 2 81 8 5 46 4 34 3 5 9 6 27 2 81 8 1 5 3 4 8 2 7 9 6 9 2 8 7 1 6 4 5 3 5 4 8 6 3 27 12 91 9 2 68 16 41 4 3 5 9 7 THE KILLING OF A SACRED DEER [C] 3 9 5 1 2 THE8TROUGH 6 [C]4 7 1 25 32 73 7Propriedade 6 4Fábrica9de Notícias, 8 Lda Director Carlos 9 Morais 2 José4 Editor 8 João1Luz; José 6 C.73Mendes57Redacção 5 Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; Paulo 4 4 9 13 1 8José 6Drummond; 75Costa; 37 Michel 92Miguel 7 1 6 9 4 3 2 8 5 2 6 José7Simões 5 Morais; Manuel Afonso 3 Reis; 9 Martins; 4 8 1 José 8 Miranda; 6 Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio AVENGERS: INFINITY WAR [B] Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia 68Rómulo 31 Ilustração 73 7Rui Rasquinho 8 4 2 6 7 5 3 1 9 8 7www. 6 9 5dos Santos 4 Cartoonista 1 32 Steph 3 Grafismo Paulo Borges, 6 Santos 5 4Agências 2 Lusa; 9 Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária hojemacau. de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de SALA 1

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Masashi Koizuka 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2

Um filme de: Yorgos Lanthimos Com: Colin Farrel, Nicole Kidman, Barry Keoghan 14.30, 16.45, 19.00

Um filme de: Anthony Russo, Joe Russo Com: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth 21.15

SALA 3

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Takashi Yamazaki Com: Masato Sakai, Mitsuki Takahata 14.15, 16.45, 19.15

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Nick Cheung Com: Nick Cheung, Xu Jing Lei, He Jiong, Miu Kiu Wai 21.45

com.mo

Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


18 opinião

23.5.2018 quarta-feira

sexanálise

IDAHOT

TÂNIA DOS SANTOS

OU O DIA CONTRA AS FOBIAS

A

17 de Maio de 1990 a organização mundial de saúde retirou a homossexualidade da sua lista de doenças, já a DSM (o manual de diagnóstico de psiquiatria) tinha retirado a homossexualidade da sua lista de distúrbios mentais também. Foram lutas particularmente difíceis pela persistência de certas fobias. Há quem tenha fobia de aranhas ou de espaços fechados e há quem tenha fobia da auto-determinação sexual. Depois de mais activismo e reivindicação, há uns anos atrás tornaram o dia 17 de Maio o Dia Internacional contra a Homofobia, Lesbofobia, Transfobia e Bifobia e o acrónimo na língua inglesa apresenta-se como IDAHOT. É-me difícil conceptualizar este tipo de fobias, conceptualizar no sentido muito pessoal e mundano, porque conceptualizações formais devem existir aí aos pontapés. Do ponto de vista do outro, na procura das representações do outro, suponho que as pessoas tenham medo daquilo que elas julgam o ‘não-natural’ (até porque nós, humanidade, até somos muito conhecedores da ordem natural das coisas...). Mas fico-me por aí. Confesso que a minha imaginação não consegue ir muito mais longe para con-

seguir perceber o que leva a uns e outros a simplesmente recusarem a individualidade do ser, seja ela de que natureza for. Estas fobias tendem a pôr numa caixa simples o que é complexo, como a orientação sexual e o género. Seja porque me julgo homem e quero desenvolver características femininas, ou porque sou mulher e quero estar com outras mulheres, e não preciso de ser uma maria-rapaz para sê-lo (nem ser reconhecida como tal), ou porque não me identifico com uma coisa com outra, ora faço operações para não dar corpo ao que determinaram à minha nascença. São situações complexas, de caixinhas igualmente complexas, que suscitam as tais malfadadas fobias que continuo a não conseguir compreendê-las. Mas elas existem, a nível micro e a nível macro, a discriminação existe e estes dias de celebração continuam a fazer sentido porque ainda há mentalidades por esse mundo fora por mudar. Muitos afirmam que sabem exactamente como é que esse processo ocorre,

Confesso que a minha imaginação não consegue ir muito mais longe para conseguir perceber o que leva a uns e outros a simplesmente recusarem a individualidade do ser, seja ela de que natureza for

mas digamos que pelas números elevados de violência contra as minorias sexuais, eu diria que há coisas que ainda não sabemos fazer. Milagres, por exemplo, não somos capazes de tornar este um mundo melhor de um dia para o outro. Pergunto-me, contudo, se a minha ignorância acerca daquilo que torna a fobia real não seja um problema. Devia mergulhar na retórica anti-LGBTI para poder de facto contestá-la. Não sei se esta não será uma ideia demasiado complexa para tão pouco espaço de escrita, mas aqui fica: Quando penso nos intolerantes das sexualidades não-‘heteronormativas’ a minha paciência esgota-se. Eu fico irritada, julgo o outro como ignorante e parto para outra. Mas não dou espaço, não dou espaço para ouvir o que me irrita e não dou espaço (nem tempo!) para desconstruir o que quer que seja, porque, sei lá, se uma pessoa é mal informada, é porque não teve a educação adequada. Tem que haver qualquer coisa mais, não é? Porque os detentores destas fobias que perpetuam certas e muitas formas de violência continuam a existir, e sinto-me limitada por conseguir fazer muito pouco – mas será que é a minha falta de paciência? Mas o Papa, por exemplo, consegue fazer muito e parece que fez algo porreiro nestes últimos dias. Ele disse a alguém em privado (e não alto e em bom som) de que a homossexualidade é um acto de Deus. Nasce-se, vive-se e somos quem somos e aparentemente o Deus da tradição judaico-cristã poderá concordar com esta realidade. Será que viveremos para ver hasteada a bandeira pelos direitos LGBTI no Vaticano?


ócios/negócios 19

quarta-feira 23.5.2018

HEALTHY HABITS SUPERFOOD CAFÉ JOÃO AREIAS, SÓCIO-GERENTE

Refeições de alto rendimento Abriu ontem um novo espaço de refeições em Macau. O Healthy Habits Superfood Café pretende proporcionar aos seus clientes não só um menu cheio de alimentos saudáveis, como uma opção para quem pratica exercício físico

A

ideia para criar o Healthy Habits Superfood Café começou a ter forma para João Areias há cerca de um ano. O sócio-gerente do novo espaço, que tem as portas abertas desde ontem, viu-se confrontado com uma necessidade pessoal que o levou a pensar nas faltas de oferta do território. A trabalhar num casino e a frequentar um ginásio que lhe requeria uma dieta equilibrada, quando chegava a hora da refeição a única opção que tinha era cozinhar para ele. “Trabalhava num casino e comecei a ter interesse em frequentar o ginásio. Quem está interessado em manter a linha e frequenta os ginásios acaba, mais cedo ou mais tarde, por mudar os seus hábitos alimentares”, começa por contar João Areias ao HM. “Fazia turnos de 10 horas e tinha de cozinhar para mim. Entretanto, comecei a procurar lugares onde pudesse comer de acordo com a dieta que o ginásio me exigia”, explica. Foi também a treinar que conheceu o outro sócio do restaurante. Livio Kowalski, um personal trainer que para acompanhar melhor os seus instruendos

optava por cozinhar para eles. "Falei-lhe que tinha interesse em abrir um restaurante deste género, ele achou que era uma boa ideia e avançámos”, disse.

ESTUDO CUIDADO

A pesquisa que fez para perceber o que comer e como elaborar o menu ocupou algum tempo aos sócios. “Demorei cerca de um ano a pesquisar para conseguir perceber como podia ter um estabelecimento que oferecesse às pessoas a possibilidade de terem uma dieta equilibrada, adequada para o público em geral como para as pessoas com prescrições específicas que frequentam os ginásios”, refere João Areias. Apesar da ideia ter partido das necessidades específicas de quem faz desporto, é válida para todos. “As pessoas que vão ao ginásio querem comer mais, porque precisam de comida para terem energia para gastar nos treinos, mas aliado a um bom prato, as calorias têm de ser poucas”, aponta. O sócio do Healthy Habits Superfood Café dá exemplos: Neste tipo de comida não podemos, por exemplo, utilizar muito óleo, mas temos de garantir uma refeição saborosa porque se o prato não tive sabor as pessoas não aderem”, refere João Areias. O truque é tentar ter um prato grande, composto e com poucas calorias em que

a ideia essencial é proporcionar uma “alimentação saudável e equilibrada que contenha hidratos, proteína e vegetais”. Além do equilíbrio nutricional muitas das receitas incluem os designados superalimentos. “São alimentos que dão energia e concentram uma série de nutrientes essenciais a uma boa saúde”, diz. Exemplos que muita gente já conhece e que se podem encontrar no cardápio do novo espaço são receitas que incluem as sementes de chia ou o turmérico. Leites especiais, batidos e sumos naturais que misturam ingredientes e sabores são o prato do dia. Entretanto, o Healthy Habits Superfood Café vai ter confecção própria de

“Fazia turnos de 10 horas e tinha de cozinhar para mim. Entretanto, comecei a procurar lugares onde pudesse comer de acordo com a dieta que o ginásio me exigia.”

AVENIDA COMERCIAL DE MACAU, EDIFÍCIO LA BAHIA, NO 203, R/C MACAU

pão e doces para garantir a total qualidade dos alimentos que vende ao público.

PÚBLICO INTERESSADO

De acordo com João Areias, o interesse da população local por este tipo de alimentação é crescente por haver uma divulgação nas redes sociais cada vez maior dos seus benefícios. "Este tipo de conceito num café já é popular há muito tempo em vários países. Através dos media sociais a divulgação vai sendo cada vez maior e chegou a Macau. Aconteceu comigo e acontece com muitos dos nosso potenciais clientes", aponta. No entanto, nem tudo é um mar de rosas e as dificuldades para abrir portas têm sido algumas, nomeadamente no que respeita a encontrar um chefe de cozinha que saiba cozinhar comida saudável e, ao mesmo tempo, adequada para quem treina. Para já o menu é relativamente curto, mas a ideia é aumentar a oferta com o desenvolvimento do negócio. As expectativas quanto ao futuro não podiam ser melhores. Em breve, o Healthy Habits Superfood Café vai ter serviço de entregas. Para já, o horário de funcionamento é das 8h da manhã às 18h, mas deve, em breve, ser prolongado até às 21h. Sofia Margarida Mota

sofia.mota@hojemacau.com.mo


O medo é o pai da moralidade. Friedrich Nietzsche

A vergonha do costume Arcebispo australiano condenado por encobrir casos de abusos sexuais de menores durante os anos 1970

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M tribunal australiano declarou ontem o arcebispo Philip Wilson culpado de encobrir casos de pedofilia durante os anos de 1970, crime pelo qual enfrenta agora uma pena máxima de dois anos de prisão. Dirigente da Arquidiocese de Adelaide desde 2001, Philip Wilson, de 67 anos, foi acusado de omitir crimes de abuso sexual perpetrados pelo padre James Fletcher contra um rapaz de 10 anos, nos anos 1970, numa paróquia no Hunter Valley, a norte de Sydney. Fletcher foi condenado em 2004 a oito anos de prisão por nove casos de abuso sexual, mas morreu 13 meses depois, na sequência de um enfarte. Durante o julgamento, a defesa argumentou que o arce-

bispo, recentemente diagnosticado com a doença de Alzheimer, foi incapaz de comparecer perante o juiz devido ao impacto da doença nas “funções cognitivas”. “Estou obviamente aborrecido com a decisão divulgada hoje”, disse ontem Philip Wilson, num breve comunicado, depois de conhecer a decisão do tribunal. “Agora devo considerar as razões e consultar os meus advogados para determinar os próximos passos”, concluiu o arcebispo, que está em liberdade condicional

até à divulgação da sentença final, marcada para o dia 19 de Junho. A Igreja Católica, com forte presença na Austrália, recebeu queixas de 4.500 pessoas por alegados abusos cometidos por cerca de 1.880 membros da instituição entre 1980 e 2015, embora alguns casos datem dos anos de 1920. No início deste ano, vários arcebispos australianos admitiram que a resposta da Igreja Católica no país aos casos de pedofilia estava errada e levou a uma situação de “negligência criminosa”.

FAM Espectáculo “13 línguas” sobe ao palco do CCM O espectáculo “13 Línguas” vai ser exibido no próximo sábado no Centro Cultural de Macau. A coreografia é uma encomenda do Festival Internacional de Artes de Taiwan de 2016 e o primeiro trabalho integral de Cheng Tsung-lung com a companhia Cloud Gate 2. Nesta apresentação, Cheng desafia os bailarinos a ultrapassarem os seus limites físicos, subvertendo os cânones da arte unidimensional, ao adicionar elementos vocais ao espectáculo, refere a organização do Festival das Artes de Macau (FAM). O trabalho retrata a história de

uma figura lendária na década de 1960 de Bangka, o distrito mais antigo e em tempos a área mais próspera em Taipei. “13 línguas” era um artista de rua elogiado pela sua notável interpretação de múltiplos papéis, imitando personagens masculinas, femininas, velhos e jovens, contando histórias e anedotas do passado e do presente. Agora, Cheng traz de volta a vitalidade de Bangka ao palco, com um espectáculo em que os bailarinos marcam ritmos com palmas e batidas de pés tendo como cenário a projecção de uma carpa flutuando no céu.

Filipinas Resposta cautelosa a exercício militar chinês As Filipinas vão tomar “acções diplomáticas apropriadas” para proteger as suas reivindicações no mar do Sul da China, na sequência de um exercício da força aérea chinesa de simulação de ataques contra alvos navais. O Governo filipino está empenhado na proteção de “todos os centímetros” do seu território, mas não tenciona confrontar-se com a China, por “estar em desvantagem” em relação a Pequim, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros das

Filipinas. “Embora a linguagem apropriada seja de condenação ou preocupação” a resposta deve ser dada “através dos canais diplomáticos”, indicou. “Estamos a adoptar uma abordagem diferente para evitar quaisquer inconvenientes e desafios”, acrescentou. Alegadamente, a China fez aterrar, pela primeira vez, bombardeiros de longo alcance numa das suas ilhas no mar do Sul da China, numa área também reivindicada por outros países da região.

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PALAVRA DO DIA

quarta-feira 23.5.2018


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Hoje Macau 23 MAI 2018 #4056 by Jornal Hoje Macau - Issuu